Proposta Integrada de Vigilância em
Saúde de Populações Expostas a
Agrotóxicos em Alagoas
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Proposta Integrada de Vigilância em
Saúde de Populações Expostas a
Agrotóxicos
Maceió
2013
2
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GOVERNADOR DO ESTADO
Teotonio Brandão Vilela Filho
VICE-GOVERNADOR
José Thomaz da Silva Nonô Netto
SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE
Jorge de Souza Villas Bôas
SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA DA SAÚDE
Sylvana Medeiros Torres
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE
Sandra Tenório Accioly Canuto
DIRETORIA DE ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE
Herbert Charles Silva Barros
DIRETORIA DE LABORATÓRIO DE SAÚDE PÚBLICA
Telma Machado Lisboa Pinheiro
DIRETORIA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE
Eliana Cavalcanti Padilha
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL
Maria Elisabeth Vieira da Rocha
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR
Gardênia Souza Freitas de Santana
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Cleide Maria da Silva Moreira
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Paulo Bezerra Nunes
Maceió
Maio/2013
3
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Elaboração, edição e distribuição
Secretaria de Estado da Saúde
Superintendência de Vigilância em Saúde
Diretoria de Vigilância em Saúde Ambiental
Endereço
Av. da Paz, 1068.
Salas 204, 205 e 206. Jaraguá.
Maceió – Alagoas.
57022-050
www.saude.al.gov.br/vigilanciaambiental
(82) 3315-2539
Tabulação de dados - Sinan
Luciana Fernandes de Almeida Silva
Elaboração, edição e projeto gráfico
Carlos Eduardo da Silva
Revisão
Maria Elisabeth Vieira da Rocha
Maria Isabel Rocha Castro
Coordenação
Maria Elisabeth Vieira da Rocha
Tiragem
250 exemplares (Primeira
impressão – março/2014)
4
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DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
SUMÁRIO
Lista de tabelas
6
Lista de Figuras
8
1
Apresentação
9
1.1
Importância e perfil das culturas, dos estabelecimentos agrícolas e da
população exposta a agrotóxicos em Alagoas.
9
1.2
Perfil epidemiológico das intoxicações por agrotóxicos em Alagoas.
15
2
Justificativa
41
3
Objetivo Geral
41
4
Objetivos Específicos
41
5
Área de Abrangência da Proposta
42
6
Estratégias para Operacionalização da proposta
43
7
Anexos
46
8
Referências Bibliográficas
47
5
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DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
LISTA DE TABELAS
Tabela 01 - População por situação do domicílio e sexo – 2010.
Tabela 02 - Número de estabelecimentos agropecuários em Alagoas, por grupos de
atividade econômica – 2006.
Tabela 03 - Área plantada com lavouras Temporárias em Alagoas. 2010.
Tabela 04 - Quadro de distribuição da ocorrência de lavouras temporárias, por região de
saúde em Alagoas – 2006.
Tabela 05 - Área plantada com lavouras permanentes em Alagoas. 2010.
Tabela 06 – Estabelecimentos e Produção da Horticultura em Alagoas - 2006.
Tabela 07 - Número de estabelecimentos agropecuários em Alagoas que realizam
controle de pragas, por nível de instrução e orientação técnica do responsável – 2006.
Tabela 08 - Número de estabelecimentos agropecuários em Alagoas, com uso de
agrotóxicos, com agricultura familiar e não familiar, que tiveram pessoas intoxicadas,
por nível de instrução e orientação técnica. - 2006
Tabela 09 - Número de estabelecimentos agropecuários com uso de agrotóxicos, com
agricultura familiar e não familiar, por destinação das embalagens e orientação técnica 2006.
Tabela 10 – Notificação de intoxicação exógena - Frequência por Agente Tóxico
segundo Município de Residência – Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
Tabela 11- Intoxicação Exógena Relacionada ao Trabalho, em Alagoas segundo agente
tóxico, Sinan NET 2010-2012.
Tabela 12 - Notificações de intoxicação exógena por agrotóxicos - Frequência por ano
da notificação, segundo Município de Residência e da Notificação – Alagoas - Sinan
NET. 2010 -2012.
Tabela 13 - Notificação de Intoxicação Exógena por Agrotóxicos Relacionada ao
Trabalho - Frequência por ano da Notificação, segundo município de residência Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
Tabela 14 - Notificação de intoxicação exógena - Frequência de Ignorados/Branco por
Ano da Notificação segundo município de residência e município de notificação Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
Tabela 15 - Notificação de intoxicação exógena - Frequência de Notificações de
Intoxicação por Agrotóxicos, por Região de Saúde e Ano da Notificação segundo
Município de Residência. Alagoas - Sinan NET. 2010 - 2012.
6
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DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 16 - Quadro de distribuição da ocorrência de lavouras temporárias, por região de
saúde com municípios prioritários, em Alagoas – 2006.
Tabela 17 - Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos agrícolas por ano da
notificação, segundo município de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET.
2010 -2012.
Tabela 18 - Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos domésticos por ano da
notificação, segundo município de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET.
2010 -2012.
Tabela 19 - Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos de saúde pública por
ano da notificação, segundo município de residência e de notificação. Alagoas - Sinan
NET. 2010 -2012.
Tabela 20 - Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos raticidas por ano da
notificação, segundo município de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET.
2010 - 2012.
Tabela 21 - Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos produtos veterinários
por ano da notificação, segundo município de residência e de notificação. Alagoas Sinan NET. 2010 - 2012.
Tabela 22 - Série histórica Notificação intoxicação exógena e para agrotóxico em
Alagoas. 2010-2012
Tabela 23 – Unidades hospitalares por município de Alagoas que realizaram notificação
de intoxicação exógena por agrotóxicos.
Tabela 24 - Óbitos por intoxicação exógena, segundo Município de Residência. Alagoas
2010-2012. Sinan NET.
7
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LISTA DE FIGURAS
Figura 01 – Cultivos de fumo (a) e hortaliças (b,c) na região de Arapiraca
Figura 02 – Quantidades de agrotóxicos agrícolas, por classe, registrados no Brasil, em
2012.
Figura 03 - Frequências relativas das intoxicações exógenas, por agente, em Alagoas,
2010-2012., em 2012
Figura 04 - Casos de intoxicação por agrotóxicos, segundo município de residência e
de notificação. Alagoas 2010-2012.
Figura 05 - Média de notificações de intoxicações por agrotóxicos, na 7ª região de
saúde, no período 2010-2012.
Figura 06 – Municípios prioritários para a vigilância de populações expostas a
agrotóxicos.
8
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1- APRESENTAÇÃO
O Estado de Alagoas ocupa uma área de 27.778.506 km² divididos politicamente em
102 municípios e agrupados, segundo o Plano Diretor de Regionalização de Saúde – PDR
2011 em 2 Macro Regiões e em 10 Regiões de Saúde. Possui uma população, segundo o
último censo realizado pelo IBGE, em 2010, de pouco mais de 3,1 milhões de habitantes
(Tabela 01), sendo cerca de 2,3 milhões vivendo em área urbana e aproximadamente 820
mil habitantes, 26,36%, residente em área rural. Desse montante, 79,63% (655.127
habitantes) têm idade superior a 10 anos, constituindo parte da população economicamente
ativa, e cerca de 108 mil (9,63%) têm a agricultura como sua principal ocupação (IBGE,
2010). Embora a população do estado seja predominantemente urbana, 41 municípios, os
quais abrigam aproximadamente 680 mil habitantes, ainda têm mais da metade de sua
população, 456 mil habitantes, vivendo em áreas rurais.
Tabela 01 - População por situação do domicílio e sexo – 2010.
Brasil e Unidade da
Federação.
Pessoas
190.755.799
160.925.792
29.830.007
3.120.494
1.511.767
1.608.727
2.297.860
1.093.652
1.204.208
822.634
418.115
404.519
Total
Urbana
Rural
Brasil
Total
Alagoas
População
Situação do dom icílio.
Urbana
Rural
Total
Homens
Mulheres
Total
Homens
Mulheres
Total
Homens
Mulheres
(%)
100,00
84,36
15,64
100,00
48,45
51,55
73,64
35,05
38,59
26,36
13,40
12,96
Fonte: IBGE./ Censo Demográfico 2010.
1.1 - Importância e perfil das culturas, dos estabelecimentos agrícolas e da
população exposta a agrotóxicos em Alagoas.
As práticas agrícolas constituem importante segmento da economia alagoana,
empregam parcela considerável da população e são alvo de intervenções de diversos
setores da sociedade e do conhecimento nos mais diferentes aspectos, buscando-se
permanentemente a otimização do trabalho e dos custos e o aumento da produtividade.
Entretanto, intensifica-se a necessidade de se produzir alimentos cada vez mais saudáveis,
com menor uso de produtos químicos destinados ao manejo e à proteção das culturas
contra pragas, destacando-se o setor saúde e os órgãos de controle a ele vinculados, no
papel de proteção da saúde da população e do meio ambiente onde os mesmos estão
inseridos.
9
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Nesse intuito, realizou-se recentemente um estudo pela DIVISAM, baseado nas
informações disponíveis no Censo Agropecuário 2006 e na base de dados da Produção
Agrícola Municipal - 2010, no qual foram destacados aspectos relevantes sobre a produção
agrícola do estado. Pouco mais de 5% do PIB alagoano no ano de 2010 foram resultantes
de atividades agrícolas, conforme consta no Informativo sobre Agropecuária dos Municípios
Alagoanos 2009-2010, elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento de
Alagoas. Destacam-se a cana-de-açúcar, a mandioca, o feijão, o fumo e o coco, como as
cinco culturas mais importantes economicamente no ano de 2010. Juntas, essas culturas
responderam por mais de 95% do volume financeiro do setor agrícola do Estado, sendo o
setor sucroenergético o mais expressivo, contribuindo com R$ 1,245 bilhão.
As atividades agropecuárias são estratificadas pelo IBGE conforme a tabela 02,
sendo os estabelecimentos com lavoura temporária e com lavoura permanente
representados
por
58,33% e 5,99% dos estabelecimentos
agrícolas do estado,
respectivamente.
1
Tabela 02 - Número de estabelecimentos agropecuários em Alagoas, por grupos de ativ idade econômica – 2006.
Grupos de atividade econômica
Estabelecimentos
agropecuários (Unidades)
71.941
Estabelecimentos
agropecuários (%)
58,33
1
Lav oura temporária
2
Pecuária e criação de outros animais
39675
32,17
3
Lav oura permanente
7389
5,99
4
Horticultura e f loricultura
3271
2,65
5
Produção f lorestal - f lorestas plantadas
494
0,40
6
Produção f lorestal - f lorestas nativ as
207
0,17
7
Aquicultura
192
0,16
8
Sementes, mudas e outras f ormas de propagação v egetal
85
0,07
9
Pesca
78
0,06
123.332
100
Total
Fonte: IBGE - Censo Agropecuário 2006.
Dentre as culturas classificadas como lavouras temporárias, o estado de Alagoas
tem em sua carteira 14 produtos, cujos dados são acompanhados pelo IBGE. Em 2010, a
área ocupada no Estado com essas culturas totalizou 588.088 hectares(ha). A cultura da
cana-de-açúcar ocupou uma área de 434.370ha e representa 73,86% do total, seguida pelo
feijão, com 62.525ha (10,63%), milho, com 53.233ha (9,05%), além de mandioca e fumo,
cujas áreas plantadas foram de 20.397ha (3,47%) e 10.269ha (1,75%), respectivamente
(Tabela 03).
1
Conforme linguagem empregada pelo IBGE, entende-se por estabelecimento agropecuário os imóveis ou propriedades cujas
atividades desenvolvidas estejam relacionadas à produção agropecuária, ainda que estes sejam de pequeno porte.
10
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Tabela 03 - Área plantada com lavouras Temporárias em Alagoas. 2010.
Lavoura
Área plantada (Ha)
Área plantada (%)
1
Cana-de-açúcar
434.370
73,86
2
Feijão (em grão)
62.525
10,63
3
Milho (em grão)
53.233
9,05
4
Mandioca
20.397
3,47
5
Fumo (em f olha)
10.269
1,75
6
Arroz (em casca)
3.019
0,51
7
Batata-doce
1.947
0,33
8
Algodão herbáceo (em caroço)
1.171
0,20
9
Abacaxi
457
0,08
10
Fav a (em grão)
297
0,05
11
Melancia
112
0,02
12
Mamona (baga)
114
0,02
13
Tomate
61
0,01
14
Melão
30
0,01
15
Amendoim (em casca)
86
0,01
588.088
100,00
Total
Fonte: IBGE. / Produção Agrícola Municipal 2010.
A análise da distribuição das 5 principais lavouras temporárias no estado,
representadas na tabela 04, apontam o plantio da cana em 61 (59,80%) dos 102 municípios,
do feijão em 82 municípios, do milho em 77, da mandioca em 96 e o do fumo em 14
municípios.
Em relação à ocupação das áreas utilizadas para agricultura nota-se a
predominância da cana-de-açúcar como a principal cultura em 54 municípios, seguida pelo
feijão que é predominante em 23 municípios, pelo milho, em 17 municípios, e por fim a
mandioca e fumo, como sendo as principais culturas em 1 e em 3 municípios
respectivamente (Tabela 04).
Ainda no mesmo quadro, quando se verifica a distribuição ao nível de Regiões de
Saúde constata-se a ocorrência da cultura da mandioca em municípios de todas as
regionais de saúde. Observa-se um perfil dominante da cana-de-açúcar, do feijão e do
milho, os quais estão presentes em 9 das 10 regiões, constatando-se a ausência dessas
culturas apenas nos municípios da 4ª região de saúde. Por fim aparece o fumo, com
ocorrência em municípios de somente 4 regiões, três delas com representação em apenas
um único município.
11
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Tabela 04 – Quadro de distribuição da ocorrência de lavouras tem porárias, por região de saúde em Alagoas – 2006.
MUNICÍPIOS
Jacuípe
Japaratinga
Maragogi
Matriz de Camaragibe
Passo de Camaragibe
Porto Calvo
Porto de Pedras
São Luiz do Quitunde
3ª Região Sanitária - 11 municípios
4ª Região Sanitária - 9 municípios
MUNICÍPIOS
Branquinha
Campestre
Colônia de Leopoldina
Ibateguara
Joaquim Gomes
Jundiá
Murici
Novo Lino
Santana do Mundaú
São José da Laje
União dos Palmares
MUNICÍPIOS
Atalaia
Cajueiro
Capela
Chã Preta
Mar Vermelho
Paulo Jacinto
Pindoba
Quebrangulo
Viçosa
MUNICÍPIOS
Anadia
Boca da Mata
Campo Alegre
Junqueiro
Roteiro
7ª Região Sanitária - 17 municípios
Santa Luzia do Norte
Satuba
Girau do Ponciano
Jacaré dos Homens
Jaramataia
Lagoa da Canoa
Limoeiro de Anadia
Major Isidoro
Olho D´Agua Grande
São Sebastião
Taquarana
MUNICÍPIOS
Belém
Cacimbinhas
Estrela de Alagoas
Igaci
Maribondo
Minador do Negrão
Palmeira dos Índios
Tanque D´Arca
MUNICÍPIOS
São Miguel dos Campos
Teotônio Vilela
Canapi
Carneiros
Dois Riachos
Maravilha
Monteirópolis
Olho D'água das Flores
Olivença
Ouro Branco
Palestina
Pão de Açúcar
Poço das Trincheiras
Santana do Ipanema
São José da Tapera
Senador Rui Palmeira
MUNICÍPIOS
Água Branca
Delmiro Gouveia
Inhapi
Mata Grande
Olho D´Água do Casado
Pariconha
Piranhas
Cana-de-açúcar
Feijão
Milho
Mandioca
Fumo
MUNICÍPIOS
6ª Região Sanitária - 8
munic.
Campo Grande
Coité do Nóia
Craíbas
Feira Grande
Traipú
8ª Região Sanitária - 8 munic.
Paripueira
Pilar
Rio Largo
9ª Região Sanitária - 14 municípios
Flexeiras
Maceió
Marechal Deodoro
Messias
São Miguel dos Milagres
5ª Região Sanitária - 7
mun.
MUNICÍPIOS
Arapiraca
Batalha
Belo Monte
10ª Região Sanitária - 7
mun.
2ª Região Sanitária - 9
municípios
1ª Região Sanitária - 12 municípios
MUNICÍPIOS
Barra de São Miguel
Barra de Santo Antônio
Coqueiro Seco
Coruripe
Feliz Deserto
Igreja Nova
Jequiá da Praia
Penedo
Piaçabuçu
Porto Real do Colégio
São Brás
Fonte: IBGE. / Produção Agrícola Municipal 2010.
12
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Em relação às lavouras permanentes o estado possui em sua carteira 10 produtos
(tabela 05). Quando são tomadas as cinco maiores lavouras permanentes em área
plantada, em 2010, Alagoas teve a produção de Coco-da-baía como sua principal atividade,
atingindo 12.576ha (51,98%), em segundo lugar a laranja com 4.337ha (18,09%), seguidos
por banana com 4.127ha (17,06%), castanha de caju com 1.444ha (5,97%) e por fim a
manga, cuja área plantada corresponde a 935ha (3,86%).
Tabela 05 - Área plantada com lavouras permanentes em Alagoas. 2010.
Lavoura
Área plantada (ha)
1
Coco-da-baía
2
Área plantada (%)
12.576
51,98
Laranja
4.377
18,09
3
Banana (cacho)
4.127
17,06
4
Castanha de caju
1.444
5,97
5
Manga
935
3,86
6
Maracujá
383
1,58
7
Mamão
153
0,64
8
Pimenta-do-reino
94
0,39
9
Goiaba
76
0,31
10
Limão
29
0,12
24.194
100
Total
Fonte: IBGE. / Produção Agrícola Municipal 2010.
Ainda, segundo informações do IBGE divulgadas através do Censo Agropecuário de
2006, em Alagoas, 23 culturas constituem o grupo dos denominados produtos da
horticultura (Tabela 06), sendo a couve, o coentro, o milho verde, a batata doce e a alface,
as cinco principais culturas (em quantidade produzida), que juntas totalizaram um volume de
produção 33.804 toneladas, distribuídas em 6.303 estabelecimentos agropecuários.
Tabela 06 – Estabelecimentos e Produção da Horticultura em Alagoas - 2006.
1
Couv e
Número de estabelecimentos
agropecuários (Und.)
150
11.885
25,09
2
Coentro
536
7.774
16,42
3
Milho v erde (espiga)
1.053
5.672
11,97
4
Batata-doce
1.389
5.023
10,60
5
Alf ace
436
3.450
7,29
6
Pimentão
328
3.287
6,94
7
Cebolinha
386
3.237
6,83
8
Inhame
1.211
2.872
6,06
9
Tomate (estaqueado)
204
2.622
5,53
10
Quiabo
213
614
1,30
11
Maxixe
70
225
0,47
12
Repolho
49
225
0,47
13
Berinjela
47
182
0,39
14
Pimenta
55
130
0,27
15
Rúcula
9
61
0,13
16
Couv e-f lor
36
37
0,08
17
Cará
42
25
0,05
18
Pepino
17
19
0,04
19
Cenoura
33
17
0,04
20
Batata-baroa (mandioquinha)
6
11
0,02
Produto
13
Quantidade produzida (Ton.)
(%.)
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Tabela 06 – Estabelecimentos e Produção da Horticultura em Alagoas - 2006.
Produto
Número de estabelecimentos
agropecuários (Und.)
6
Quantidade produzida (Ton.)
(%.)
21
Brócolis
4
0,01
22
Beterraba
14
2
0,00
23
Chuchu
13
1
0,00
6.303
47.375
100,00
Total
Fonte: IBGE - Censo Agropecuário 2006.
01-a
01-b
01-c
Figura 01 – Cultivos de fumo (a) e hortaliças (b,c) na região de Arapiraca. (Fotos: Waldson Costa e Roberto Gonçalves)
Este grupo de culturas requer atenção especial por parte dos órgãos de controle,
uma vez que, em muitas delas, o uso de agrotóxicos é intenso, e pelo fato de a maioria ser
de produtos consumidos in natura. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, através da
ANVISA, desenvolve o Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos –
PARA, que desde 2001 monitora os níveis de resíduos de agrotóxicos presentes em
alimentos consumidos in natura, mediante a coleta de amostras destes em supermercados e
o seu envio para análises em laboratório.
Em Alagoas, o PARA teve início em 2010 e segundo o último relatório nacional do
Programa, referente ao ano de 2010 e emitido em 2011, apontou que das 18 culturas
avaliadas no estado, 10 apresentaram amostras com resultados insatisfatórios para a
presença de agrotóxicos, com destaque para o pimentão e pepino que tiveram 80% e 60%
das amostras insatisfatórias, respectivamente, e o morango com uma amostra analisada e
com resultado insatisfatório para a mesma. As outras 7 culturas apresentaram percentuais
de amostras insatisfatórias que variaram entre 16,7% (beterraba) a 33,3% (alface) das
amostras. Embora os dados do PARA identifiquem as qualidades dos produtos
comercializados, em relação à presença ou não de agrotóxicos, faz-se necessário ainda que
sejam adotadas medidas que permitam o rastreamento desses produtos a fim de que sejam
identificados e monitorados os respectivos estabelecimentos onde os mesmos foram
produzidos, possibilitando a proposição de políticas públicas de proteção à população.
A preocupação não se resume ao consumidor dos alimentos, mas também se volta
para o produtor, cuja exposição aos agrotóxicos pode ocorrer de forma prolongada. Além
disso, atenção especial tem sido dada aos casos de pessoas que fazem uso indevido e
14
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inadequado desses produtos, seja em relação a superdose, seja pela aplicação de
determinado princípio ativo proibido ou mesmo para a prática de suicídio.
O monitoramento desses agravos pelo Ministério da Saúde se dá pela notificação
dos casos de intoxicação/exposição por agrotóxicos, e integra um conjunto de indicadores
da área de Vigilância em Saúde. Ainda, dentro da Vigilância em Saúde, são realizadas
atividades pela Vigilância em Saúde Ambiental voltadas à prevenção de eventos e riscos
decorrentes da contaminação do ambiente e de seus recursos por agrotóxicos ou outros
contaminantes químicos, os quais podem comprometer grandes áreas e atingir considerável
número de pessoas.
1.2 - Perfil epidemiológico das intoxicações por agrotóxicos em Alagoas.
A saúde ocupacional dos envolvidos com a produção agrícola, bem como a proteção
ao meio ambiente têm sido foco de diversas ações por parte dos Ministérios da Saúde, do
Meio Ambiente e da Agricultura, além das ações desenvolvidas por órgãos estaduais e
municipais, como secretarias e agências de controle e regulação. No tocante à saúde, o
Ministério da Saúde tem exigido e procurado estimular os estados e municípios a
aprimorarem a fiscalização e a repressão ao comércio ilegal e/ou descontrolado de
agrotóxicos. Isso tem ocorrido principalmente, mediante a elaboração e publicação de
dispositivos legais (portarias, normas, notas técnicas), a capacitação de profissionais e o
financiamento de projetos voltados à vigilância e prevenção de agravos relacionados com
agrotóxicos.
Seguindo a política de expansão das ações de vigilância e controle das intoxicações
provocadas por agrotóxicos, o estado de Alagoas tem buscado identificar quais culturas e
quais regiões têm maior representatividade sobre os índices de intoxicação dos indivíduos.
No mesmo estudo conduzido pela DIVISAM, além das questões
relevantes sobre a
produção agrícola, também foram destacados aspectos que demonstram a estreita relação
existente entre o número de intoxicações e a falta de orientação técnica ou o precário nível
de instrução dos responsáveis pelos estabelecimentos agropecuários.
Dos 123.332 estabelecimentos agropecuários identificados em Alagoas através do
Censo Agropecuário, 2006, 113.525 (92,05%) responsáveis afirmaram não receber
nenhuma orientação técnica para a atividade agrícola e que na maior parte, em cerca de
45% (55.481) desses estabelecimentos, o responsável afirmou não saber ler e escrever. Em
segundo, com 33.217 (26,93%), seguem os estabelecimentos cujos responsáveis tinham
apenas o ensino fundamental incompleto (tabela 07).
15
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Tabela 07 – Número de estabelecimentos agropecuários em Alagoas que realizam controle de pragas, por nív el de
instrução e orientação técnica do responsáv el – 2006.
Nível de instrução do responsável
Estabelecimentos
Unidades
(%)
123.332
100
113.525
92,05
58.206
47,19
55.481
44,99
33.217
26,93
30.741
24,93
11.748
9,53
10.866
8,81
6.390
5,18
5.790
4,69
6.292
5,1
5.688
4,61
4.632
3,76
3.923
3,18
902
0,73
Orientação técnica
Total
Não recebeu
Total
Não recebeu
Total
Não recebeu
Total
Não recebeu
Total
Não recebeu
Total
Não recebeu
Total
Não recebeu
Total
Não recebeu
Total
Não sabe ler e escrever
Fundamental incompleto
Nenhum, mas sabe ler e escrever
Alfabetização de adultos
Fundamental completo
Ensino médio (outro)
Ensino médio (técnico agrícola)
-
-
Fonte: IBGE - Censo Agropecuário.
A fabricação ou importação e a comercialização de agrotóxicos no Brasil deve ser
feita mediante autorização da ANVISA, para os quais são atribuídas diversas informações
como numero de registro, grau de toxicidade, culturas nas quais o produto deve ser
utilizado, apresentação e concentração, princípio ativo, etc.. Segundo o Relatório de
Produtos cadastrados junto à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, em agosto de
2012, em Alagoas existem cerca de 1.200 produtos agrotóxicos agrícolas listados, estando
43 deles com registro cancelado, e os demais subdivididos em 10 categorias (inseticidas,
herbicidas, reguladores, nematicidas, moluscocidas, bactericidas, fungicidas, acaricidas,
espalhantes e adjuvantes), onde os produtos disponíveis no mercado que têm maior
quantidade são os herbicidas (414), inseticidas (299) e fungicidas (273). O gráfico a seguir
Agrotóxicos
Classe de uso,
Registrados
Brasil.
retrata a distribuição dos
produtospor
agrotóxicos
por categoria
deno
aplicação.
450
414
400
350
299
273
300
250
200
132
150
100
28
50
26
15
11
2
2
S
A
ID
O
LU
M
EM
N
SC
AT
IC
O
C
ID
RI
CI
DA
AS
S
S
CT
E
N
BA
PA
LH
A
ES
VA
N
JU
TE
TE
S
ES
R
EG
U
LA
D
IC
AR
AC
AD
ID
O
R
AS
AS
ID
IC
NG
FU
TI
C
SE
IN
H
ER
BI
C
ID
ID
AS
AS
0
Fonte: Adaptado de Relatório de Produtos Cadastrados – SEAP/AL. . Agosto 2012.
Figura 02 – Quantidades de agrotóxicos agrícolas, por classe, registrados no Brasil, em 2012.
16
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Em relação aos estabelecimentos que fazem uso de agrotóxicos, s egundo dados da
Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Alagoas – ADEAL, os produtos mais
utilizados são inseticidas e herbicidas. Esses produtos têm ampla distribuição no estado,
mas sua comercialização nem sempre ocorre sob supervisão técnica, fato que se repete em
relação à aplicação no campo.
Diante disso, quando avaliados os dados referentes ao uso de agrotóxicos, observase forte influência da falta de orientação técnica frente à ocorrência de intoxicação de
pessoas por agrotóxicos, destacadamente em estabelecimentos caracterizados como sendo
de agricultura familiar (Tabela 08). Dentre os estabelecimentos nos quais se verificou a
ocorrência de pessoas intoxicadas, destacam-se em maior número, 422 estabelecimentos
(92,13%), aqueles cujo produtor não recebeu qualquer orientação sobre o uso de
agrotóxicos, em contradição àqueles que receberam orientação regularmente, onde o
quantitativo de ocorrências foi o menor, em 12 estabelecimentos (2,62%). O padrão de
comportamento desse indicador se reproduz ainda quando se associa a ocorrência das
intoxicações com o nível de instrução do responsável pelo estabelecimento, onde se
verificam maiores ocorrências de intoxicações em indivíduos não alfabetizados e/ou
indivíduos com menor escolaridade.
17
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Tabela 08 - Número de estabelecimentos agropecuários em Alagoas, com uso de agrotóxicos, com agricultura
familiar e não familiar, que tiv eram pessoas intoxicadas, por nív el de instrução e orientação técnica. - 2006
Estabelecimentos agropecuários
Nível de instrução da
pessoa que dirige o
estabelecimento
Orientação
técnica
Total
Ocasionalmente
Total
Regularmente
Não recebeu
Total
Ocasionalmente
Não sabe ler e escrever
Regularmente
Não recebeu
Total
Ocasionalmente
Fundamental
incompleto (1º grau)
Regularmente
Não recebeu
Total
Ocasionalmente
Fundamental completo
(1º grau)
Regularmente
Não recebeu
Pessoas
intoxicadas
Com agricultura familiar, com
uso de agrotóxico.
Com agricultura NÃO familiar,
com uso de agrotóxico
Total
(Unid.)
(% )
(Unid.)
(% )
Total
Não
Sim
21.942
20.797
418
100,00
94,78
1,91
3.215
3.053
40
100,00
94,96
1,24
25.157
23.805
458
Não sabe
Total
Não
727
1.151
1.093
3,31
5,25
4,98
122
381
366
3,79
11,85
11,38
849
1.532
1.459
Sim
Não sabe
Total
19
39
1.000
0,09
0,18
4,56
5
10
760
0,16
0,31
23,64
24
49
1.760
Não
Sim
Não sabe
915
8
77
4,17
0,04
0,35
721
4
35
22,43
0,12
1,09
1.636
12
112
Total
Não
Sim
Não sabe
19.791
18.789
391
611
90,2
85,63
1,78
2,78
2.074
1.966
31
77
64,51
61,15
0,96
2,40
21.865
20.755
422
688
Total
Não
Sim
8.957
8.518
177
40,82
38,82
0,81
668
636
16
20,78
19,78
0,50
9.625
9.154
193
Não sabe
Total
Não
262
317
299
1,19
1,44
1,36
16
65
61
0,50
2,02
1,90
278
382
360
Sim
Não sabe
Total
6
12
269
0,03
0,05
1,23
2
2
41
0,06
0,06
1,28
8
14
310
Não
Sim
Não sabe
247
1
21
1,13
0,00
0,1
39
1
1
1,21
0,03
0,03
286
2
22
Total
Não
Sim
8.371
7.972
170
38,15
36,33
0,77
562
536
13
17,48
16,67
0,40
8.933
8.508
183
Não sabe
Total
Não
Sim
229
7.176
6.811
158
1,04
32,7
31,04
0,72
13
862
816
11
0,40
26,81
25,38
0,34
242
8.038
7.627
169
Não sabe
Total
Não
207
321
304
0,94
1,46
1,39
35
76
73
1,09
2,36
2,27
242
397
377
Sim
Não sabe
Total
8
9
332
0,04
0,04
1,51
1
2
103
0,03
0,06
3,20
11
435
Não
Sim
Não sabe
324
1
7
1,48
0,00
0,03
94
3
6
2,92
0,09
0,19
418
4
13
Total
Não
Sim
6.523
6.183
149
29,73
28,18
0,68
683
649
7
21,24
20,19
0,22
7.206
6.832
156
Não sabe
Total
Não
191
1.407
1.344
0,87
6,41
6,13
27
272
261
0,84
8,46
8,12
218
1.679
1.605
Sim
Não sabe
Total
Não
21
42
85
79
0,10
0,19
0,39
0,36
2
9
20
20
0,06
0,28
0,62
0,62
23
51
105
99
Sim
Não sabe
Total
1
5
79
0,00
0,02
0,36
51
1,59
130
Não
Sim
Não sabe
75
4
0,34
0,02
48
3
1,49
0,09
123
7
Total
Não
1.243
1.190
5,66
5,42
201
193
6,25
6,00
1.444
1.383
Sim
20
0,09
2
0,06
22
Não sabe
33
0,15
6
0,19
39
Fonte: IBGE - Censo Agropecuário 2006.
18
9
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Avaliando-se os dados referentes à destinação dada às embalagens de produtos
agrotóxicos, observa-se que boa parte das embalagens não sofreu a destinação adequada,
principalmente nos estabelecimentos caracterizados como de agricultura familiar, conforme
o determinado pela lei federal 9.974 de 6 de junho de 2000, que estabelece uma série de
critérios sobre a pesquisa, produção e comercialização de agrotóxicos e suas respectivas
embalagens.
Em destaque na tabela 09, observa-se que a maior parte dos responsáveis pelos
estabelecimentos, 14.345 (65,38%), disseram que enterravam ou queimavam as
embalagens. Em 3.817 (17,40%) estabelecimentos a conduta adotada foi o abandono das
embalagens no campo, enquanto que em 1.561 (7,11%) o destino foi o lixo comum. A
estratificação dos estabelecimentos em grupos por orientação técnica, revela que aqueles
onde não houve orientação técnica responderam por 90,20% dos estabelecimentos, sendo
que destes, 13.156 (59,96%) enterravam ou queimavam as embalagens, 3.542 (16,14%)
largavam no campo e 1.407 (6,41%) destinavam ao lixo comum. Essas práticas consistem
em graves problemas ao meio ambiente, devido ao potencial risco de contaminação do solo
e corpos hídricos e que consequentemente, afetam a saúde humana e de outros animais.
Também é importante mencionar que, embora o quantitativo de responsáveis por
estabelecimentos que informaram reaproveitar e vender as embalagens seja pequeno, o
risco à saúde decorrente desta prática é bastante elevado, uma vez que as embalagens
poderiam ser utilizadas para o armazenamento de alimentos e/ou bebidas.
19
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Tabela 09 - Núm ero de estabelecimentos agropecuários com uso de agrotóxicos, com agricultura familiar e não
fam iliar, por destinação das embalagens e orientação técnica - 2006.
Estabelecimentos agropecuários
Orientação técnica
Total
Não recebeu
Ocasionalmente
Regularmente
Destino das embalagens
Agricultura familiar, com
uso de agrotóxico.
Agricultura NÃO familiar,
com uso de agrotóxico.
Total
(Unid.)
(% )
(Unid.)
(% )
(Unid.)
(% )
Total
Vendidas
Largadas no campo
21.942
25
3.817
100,00
0,11
17,4
3.215
5
294
100,00
0,16
9,14
25.157
30
4.111
100,00
0,14
13,27
Reaproveitadas
Depósito de lixo comum
Queimadas ou enterradas
393
1.561
14.345
1,79
7,11
65,38
150
183
1.580
4,67
5,69
49,14
543
1.744
15.925
3,23
6,40
57,26
Devolvidas ao comerciante
Recolhido pela prefeitura ou órgãos
públicos ou entregue à central de coleta de
embalagens
Depositadas no estabelecimento,
aguardando para serem retiradas.
Outro destino
590
2,69
537
16,7
1.127
9,70
57
0,26
240
7,47
297
3,87
870
3,96
219
6,81
1.089
5,39
774
3,53
91
2,83
865
3,18
Total
Vendidas
Largadas no campo
Reaproveitadas
19.791
22
3.542
299
90,20
0,10
16,14
1,36
2.074
2
262
80
64,51
0,06
8,15
2,49
21.865
24
3.804
379
77,36
0,08
12,15
1,93
Depósito de lixo comum
Queimadas ou enterradas
Devolvidas ao comerciante
Recolhido pela prefeitura ou órgãos
públicos ou entregue à central de coleta de
embalagens
Depositadas no estabelecimento,
aguardando para serem retiradas.
Outro destino
Total
1.407
13.156
439
6,41
59,96
2,00
152
1.267
155
4,73
39,41
4,82
1.559
14.423
594
5,57
49,69
3,41
37
0,17
16
0,50
53
0,34
711
3,24
129
4,01
840
3,63
616
1.151
2,81
5,25
62
381
1,93
11,85
678
1.532
2,37
8,55
Vendidas
Largadas no campo
Reaproveitadas
2
152
54
0,01
0,69
0,25
17
42
0,53
1,31
169
96
0,61
0,78
Depósito de lixo comum
Queimadas ou enterradas
Devolvidas ao comerciante
Recolhido pela prefeitura ou órgãos
públicos ou entregue à central de coleta de
embalagens
Depositadas no estabelecimento,
aguardando para serem retiradas.
Outro destino
Total
Vendidas
122
592
74
0,56
2,70
0,34
14
155
102
0,44
4,82
3,17
136
747
176
0,50
3,76
1,76
10
0,05
8
0,25
18
0,15
59
0,27
46
1,43
105
0,85
118
1.000
1
0,54
4,56
0,00
12
760
3
0,37
23,64
0,09
130
1.760
4
14,10
0,05
Largadas no campo
Reaproveitadas
Depósito de lixo comum
123
40
32
0,56
0,18
0,15
15
28
17
0,47
0,87
0,53
138
68
49
0,52
0,53
0,34
Queimadas ou enterradas
Devolvidas ao comerciante
Recolhido pela prefeitura ou órgãos
públicos ou entregue à central de coleta de
embalagens
Depositadas no estabelecimento,
aguardando para serem retiradas.
Outro destino
597
77
2,72
0,35
158
280
4,91
8,71
755
357
3,82
4,53
10
0,05
216
6,72
226
3,39
100
0,46
44
1,37
144
0,92
40
0,18
17
0,53
57
0,36
0,46
Fonte: IBGE - Censo Agropecuário 2006.
Embora os dados que mostram a situação dos estabelecimentos de agricultura
familiar em Alagoas sejam bastante preocupantes, informações do Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), uma organização que agrega os principais
elos da produção agrícola no campo, desde associações de agricultores até os fabricantes
de agrotóxicos, divulgadas em matéria da revista Época em 06 de março de 2012, revelam
que, em 2011, 94% das embalagens de agrotóxicos colocadas no mercado, o que
corresponde a cerca de 34 mil toneladas, foram devolvidas para a indústria e tiveram
20
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destinação final correta. Isso demonstra que ano após ano o produtor agrícola tem
procurado cumprir a legislação pertinente ao caso.
As intoxicações exógenas constituem parcela importante dentre os indicadores
monitorados no âmbito da saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, a classificação
dessas intoxicações para efeitos de análise epidemiológica agrupa 13 classes de agentes:
Medicamentos, agrotóxicos agrícolas, agrotóxicos domésticos, agrotóxicos de saúde
pública, raticidas, produtos veterinários,produtos de uso domiciliar, cosméticos, produtos
químicos, metais, drogas de abuso, plantas tóxicas e alimentos e bebidas.
O fato da agricultura ser um dos setores mais importantes no aspecto
socioeconômico do país, com grande percentual de participação no PIB e também na
ocupação da população economicamente ativa, também traz a preocupação sobre as
práticas de manejo das culturas bem como os efeitos decorrentes diretos e indiretos do uso
de produtos químicos nas lavouras. Ainda tratando-se de intoxicações exógenas, além das
provocadas por agrotóxicos agrícolas, deve-se levar em conta também as provocadas por
agrotóxicos domésticos, de saúde pública, raticidas e produtos veterinários.
No período entre 01/01/2010 e 11/12/2012 o estado de Alagoas notificou 6.499 casos
de intoxicação exógena, sendo os medicamentos os principais responsáveis pelo agravo,
com 2.181 (33,56%) casos, seguido por alimentos e bebidas e por agrotóxicos (agrícolas,
domésticos, de saúde pública, raticidas e produtos veterinários) que foram responsáveis por
1.152 (17,73%) e 539 (8,29%) casos, respectivamente. O município de Arapiraca deteve
52,89% de todas as notificações por intoxicação do estado (Tabela 10).
21
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 10 – Notificação de intoxicação exógena - Frequência por Agente Tóxico segundo Município de Residência
– Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
Município
de
Residência
Arapiraca
Agente Tóxico
Ignorado
Agrotóxico Agrotóxico
Branco Medicamento agrícola doméstico
Agrotóxico
Produto
Droga
Produto
Produto
Planta Alimento
saúde Raticida v eterinário de uso Cosmético químico Metal de tóxica e bebida Outro Total
pública
domiciliar
abuso
%
1002
1066
52
29
1
71
17
195
23
72
1
12
94
785
42
3437
52,89
Maceió
99
128
1
3
2
15
4
7
3
112
1
5
0
29
6
414
6,37
Palmeira dos
Índios
48
187
10
3
0
18
4
16
11
14
0
4
0
57
8
378
5,82
Feira Grande
27
74
34
2
0
2
0
10
0
3
0
0
7
16
2
177
2,72
Craíbas
29
50
8
3
3
9
4
15
1
1
0
0
13
24
3
163
2,51
Taquarana
23
68
7
2
0
7
4
15
2
1
0
0
3
12
1
145
2,23
Joaquim
Gomes
Girau do
Ponciano
128
4
0
1
0
0
0
4
0
0
0
0
0
6
0
143
2,20
20
59
14
3
0
5
4
7
0
3
0
0
9
15
2
141
2,17
Rio Largo
26
32
0
0
0
2
1
3
2
4
0
0
0
63
4
135
2,08
Limoeiro de
Anadia
Lagoa da
Canoa
13
51
14
3
0
4
2
13
3
1
0
0
3
11
6
124
1,91
12
46
10
0
0
8
0
11
2
1
0
0
6
7
1
104
1,60
São Sebastião
10
32
5
2
0
5
4
10
0
0
0
0
1
11
5
85
1,31
Coité do Nóia
18
25
5
2
0
3
1
4
2
1
0
0
3
15
2
81
1,25
Penedo
22
29
0
1
0
8
1
6
1
0
0
1
0
7
0
76
1,17
Marechal
Deodoro
16
10
0
0
0
0
0
4
0
3
0
0
1
20
0
55
0,85
Igaci
Santana do
Ipanema
Estrela de
Alagoas
4
19
3
1
0
13
0
1
0
1
0
0
2
6
3
53
0,82
40
8
1
0
0
3
2
0
0
0
0
0
0
2
1
53
0,82
7
26
1
0
0
1
0
4
0
1
0
0
0
7
0
47
0,72
Maribondo
2
25
2
1
1
5
0
5
0
0
0
0
1
2
0
44
0,68
Jaramataia
8
14
1
1
0
0
0
6
1
1
0
0
0
4
0
36
0,55
Campo Alegre
3
13
1
0
5
3
0
3
0
0
0
0
3
3
0
34
0,52
Campo
Grande
5
17
4
2
0
0
0
3
0
0
0
0
0
2
1
34
0,52
Major Isidoro
2
21
1
0
0
5
2
1
0
0
0
0
0
0
1
33
0,51
Traipu
1
14
4
0
0
3
0
0
2
0
0
0
0
9
0
33
0,51
Quebrangulo
2
18
0
0
0
0
0
1
0
0
0
1
1
9
0
31
0,48
Junqueiro
3
13
2
0
0
5
1
0
1
0
0
0
4
0
1
30
0,46
São José da
Tapera
Olho d'Água
das Flores
Olho d'Água
Grande
6
3
0
0
0
2
0
1
0
1
0
0
0
17
0
30
0,46
14
8
0
0
1
2
0
2
0
0
0
0
0
2
0
29
0,45
4
15
2
1
0
0
0
1
1
0
0
0
0
3
1
28
0,43
Tanque d'Arca
5
11
1
0
0
1
0
3
0
3
0
0
1
1
1
27
0,42
Anadia
5
12
2
1
0
2
1
3
0
0
0
0
0
0
0
26
0,40
3
8
2
0
0
2
0
1
0
0
0
0
0
2
2
20
0,31
Teotônio
Vilela
Poço das
Trincheiras
13
3
0
0
0
3
0
1
0
0
0
0
0
0
0
18
0,28
Belém
5
8
1
0
0
0
0
2
0
0
0
0
0
0
0
16
0,25
Dois Riachos
12
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
15
0,23
Igreja Nova
3
7
0
0
0
2
1
2
0
0
0
0
0
0
0
15
0,23
Cacimbinhas
6
3
1
1
0
1
1
0
0
1
0
0
0
0
0
14
0,22
Total 1
1646
2130
189
62
13
210
54
360
55
224
2
23
152
1148
93
6324
97,35
Total 2
75
51
7
4
9
4
1
9
0
4
0
2
4
4
3
175
2,79
2
25
156
1152
96
6499
100,14
Total Geral
1721
2181
196
66
22
214
55
369
55
228
Total 2 = Municípios que apresentaram frequência igual ou inferior a 10 notificações no período avaliado.
Água Branca, Atalaia, Barra de Santo Antônio, Batalha, Belo Monte, Campestre, Canapi, Capela, Carn eiros, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco, Coruripe, Delmiro
Gouv eia, Flexeiras, Ibateguara, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jequiá da Praia, Jundiá, Mar Vermelho, Marav ilha, Mata Grande, Mes sias, Minador do Negrão, Monteirópolis,
Murici, Nov o Lino, Olho d'Água do Casado, Oliv ença, Ouro Branco, Pão de Açúcar, Paulo Jacinto, Piaçabuçu, Pilar, Piranhas, Porto Calv o, Porto Real do Colégi o, Santa
Luzia do Norte, Santana do Mundaú, São Brás.
OBS: Dados de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
22
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Ignorado Branco
Medicamento
Agrotóxico agrícola
Agrotóxico
doméstico
1,47%
2,39%
17,62%
26,32%
0,38%
0,03%
Agrotóxico saúde
pública
Raticida
3,49%
Produto veterinário
Produto de uso
domiciliar
0,84%
Cosmético
5,64%
Produto químico
0,84%
33,36%
3,27%
Metal
0,34%
Droga de abuso
1,01%
3,00%
Planta tóxica
Alimento e bebida
Outro
Figura 03 – Frequências relativas das intoxicações exógenas, por agente, em Alagoas, 2010-2012.
Extraindo-se das notificações por intoxicação exógena, aquelas que têm vínculo com
o trabalho, constata-se que houve 255 notificações, representando 3,9% do total. Em
relação aos agrotóxicos, estes foram responsáveis por 38,43% das intoxicações ocorridas
no trabalho. A tabela 11 destaca os agrotóxicos agrícolas como responsáveis por 68 casos
(26,67%) no período 2010-2012, seguidos pelos agrotóxicos de saúde pública com 21 casos
(8,24%).
Tabela 11 – Notificações de intoxicação exógena relacionada ao trabalho, em Alagoas segundo
agente tóxico, SINAN NET 2010 - 2012.
Agente Tóxico
2010
2011
2012
Total
%
3
7
21
4
1
0
0
0
2
4
0
0
48
0
2
7
5
25
1
17
1
0
5
0
5
0
0
29
0
4
2
5
22
0
3
1
2
5
1
6
0
0
13
4
0
12
17
68
5
21
2
2
10
3
15
0
0
90
4
6
4,71
6,67
26,67
1,96
8,24
0,78
0,78
3,92
1,18
5,88
0,00
0,00
35,29
1,57
2,35
92
99
64
Ign/Branco
Medicamento
Agrotóxico agrícola
Agrotóxico doméstico
Agrotóxico saúde pública
Raticida
Prod. veterinário
Prod. uso domiciliar
Cosmético
Prod. químico
Metal
Drogas de abuso
Planta tóxica
Alimento e bebida
Outro
Total
FONTE: CEREST - AL./ SINAN. Dados sujeitos a alterações.
23
255
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Quando avaliadas as frequências das notificações de intoxicação exógena por
agrotóxicos, por município de residência, no período de 2010 a 2012, 50% dos municípios
tiveram alguma notificação, sendo o município de Arapiraca, líder com 165 (30,61%) casos
notificados seguido por 10 outros municípios (Feira Grande, Palmeira dos Índios, Craíbas,
Girau do Ponciano, Limoeiro de Anadia, Maceió, Taquarana, Lagoa da Canoa, Igaci, São
Sebastião) com uma média de 22 casos em cada e Coité do Nóia e mais 23 municípios
(Penedo, Campo Alegre, Maribondo, Junqueiro, Major Isidoro, Piaçabuçu, Traipu, Santana
do Ipanema, Anadia, Campo Grande, Cacimbinhas, Teotônio Vilela, Igreja Nova, Olho
d'Água das Flores, Olho d'Água Grande, Poço das Trincheiras e Rio Largo, Carneiros,
Estrela de Alagoas, Jaramataia, São José da Tapera, São Miguel dos Campos e Tanque
d'Arca) que apresentaram média de 5 casos cada.
Os municípios de Atalaia, Batalha, Belém, Belo Monte, Coqueiro Seco, Inhapi,
Jacaré dos Homens, Joaquim Gomes, Monteirópolis, Pão de Açúcar, Paulo Jacinto, Santana
do Mundaú, São Brás, Senador Rui Palmeira e União dos Palmares apresentaram com
apenas 1 caso(0,19%) cada um deles nos três anos avaliados.
Em relação ao município de notificação, apenas 11 figuram como notificantes no
período avaliado, correspondendo a apenas 22% dos que tiveram indivíduos residentes
intoxicados. No município de Arapiraca obteve-se 429 (79,59%) casos do total de 539 no
período abordado, em segundo lugar Maceió com 38 (7,05%) casos, seguidos de Palmeira
dos Índios 37 (6,86%) casos, Feira Grande 14 (2,60%) casos, Penedo 7 (1,30%) casos,
Craíbas e Rio Largo ambos com 3 (0,56%) casos cada, São Miguel dos Campos 2 (0,37%)
casos, Coité do Noia, Joaquim Gomes, Limoeiro de Anadia, Paulo Jacinto, Santana do
Ipanema e União dos Palmares com apenas 1 (0,19%) caso cada.
A tabela 12 descreve as frequências de notificações entre os anos de 2010 e 2012,
por município de residência e de notificação. Observa-se ainda que as notificações
apresentaram média de 179,7 casos/ano, não havendo no período avaliado comportamento
discrepante nas frequências descritas.
24
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 12 - Notificações de intoxicação exógena por agrotóxicos - Frequência por Ano da Notificação segundo
m unicípio de residência e m unicípio de notificação - Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
2010
2011
2012
Total
Município
Mun. de Mun. de Mun. de Mun. de Mun. de Mun. de Mun. de
Mun. de
Resid.
55
Notif..
155
Resid.
62
Notif..
141
17
4
13
10
8
6
14
16
12
0
4
0
Girau do Ponciano
Limoeiro de Anadia
7
8
0
1
9
7
7.
Maceió
3
3
8.
Taquarana
6
0
9.
Lagoa da Canoa
10
10.
Igaci
7
11.
São Sebastião
12.
13.
%
Resid.
165
30,61
Notif..
429
79,59
8
0
38
7,05
14
2,60
12
15
34
6,31
37
6,86
11
3
27
5,01
3
0,58
0
0
10
7
0
0
26
22
4,82
4,08
0
1
0,00
0,19
5
21
14
14
22
4,08
38
7
0
7
0
20
3,71
0
7,05
0,00
0
2
0
6
0
18
3,34
0
0,00
0
2
0
8
0
17
3,15
0
0,00
5
0
7
0
3
0
15
2,78
0
0,00
Coité do Nóia
Penedo
0
3
0
3
7
5
1
4
4
2
0
0
11
10
2,04
1,86
1
7
14.
Campo Alegre
0
0
6
0
3
0
9
1,67
0
0,19
1,30
0,00
15.
Maribondo
2
0
3
0
4
0
9
1,67
0
0,00
16.
Junqueiro
3
0
4
0
1
0
8
1,48
0
0,00
17.
Major Isidoro
2
0
6
0
0
0
8
1,48
0
0,00
18.
Piaçabuçu
0
0
7
0
0
0
7
1,30
0
19.
Traipu
3
0
2
0
2
0
7
1,30
0
0,00
0,00
20.
21.
Santana do Ipanema
Anadia
3
1
0
0
1
2
1
0
2
2
0
0
6
5
1,11
0,93
1
0
0,19
0,00
22.
Campo Grande
4
0
0
0
1
0
5
0,93
0
0,00
23.
Cacimbinhas
0
0
3
0
1
0
4
0,74
0
0,00
24.
Teotônio Vilela
1
0
2
0
1
0
4
0,74
0
0,00
25.
Igreja Nov a
1
0
0
0
2
0
3
0,56
0
0,00
26.
Olho d'Água das Flores
1
0
1
0
1
0
3
0,56
0
27.
28.
Olho d'Água Grande
Poço das Trincheiras
2
3
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
3
3
0,56
0,56
0
0
0,00
0,00
29.
Rio Largo
0
0
1
1
2
2
3
0,56
3
30.
Carneiros
2
0
0
0
0
0
2
0,37
0
0,58
0,00
31.
Estrela de Alagoas
0
0
1
0
1
0
2
0,37
0
0,00
32.
Jaramataia
1
0
1
0
0
0
2
0,37
0
0,00
33.
São José da Tapera
0
0
2
0
0
0
2
0,37
0
0,00
34.
São Miguel dos Campos
0
0
0
0
2
2
2
0,37
2
35.
36.
Tanque d'Arca
Atalaia
1
0
0
0
1
1
0
0
0
0
0
0
2
1
0,37
0,19
0
0
0,37
0,00
37.
Batalha
0
0
0
0
1
0
1
0,19
0
0,00
38.
Belém
1
0
0
0
0
0
1
0,19
0
0,00
39.
Belo Monte
0
0
1
0
0
0
1
0,19
0
0,00
40.
Coqueiro Seco
0
0
1
0
0
0
1
0,19
0
0,00
41.
Inhapi
0
0
1
0
0
0
1
0,19
0
42.
43.
Jacaré dos Homens
Joaquim Gomes
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
1
1
1
0,19
0,19
0
1
0,00
0,00
44.
Monteirópolis
0
0
1
0
0
0
1
0,19
0
0,19
0,00
45.
Pão de Açúcar
0
0
0
0
1
0
1
0,19
0
0,00
46.
Paulo Jacinto
0
0
0
0
1
1
1
0,19
1
47.
Santana do Mundaú
0
0
1
0
0
0
1
0,19
0
0,19
0,00
48.
São Brás
0
0
0
0
1
0
1
0,19
0
49.
Senador Rui Palmeira
0
0
1
0
0
0
1
0,19
0
50.
União dos Palmares
0
0
1
1
Arapiraca
2.
Feira Grande
3.
Palmeira dos Índios
4.
Craíbas
5.
6.
Total
172
172
196
196
OBS: Dados de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
Resid.
48
%
Notif..
133
1.
0,00
0,00
0,00
0
0
1
0,19
1
0,19
171
170
539
100,00
539
100,00
Agrotóxicos (Agrícolas, domésticos, raticidas, saúde pública, produtos v eterinários)
25
0,00
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
A figura 04 demonstra as notificações registradas em Alagoas além da participação
dos 10 municípios que mais apresentaram casos de intoxicação por agrotóxicos em
indivíduos residentes e por município de notificação.
Figura 04 – Casos de intoxicação por agrotóxicos, segundo município de residência e de notif icação. Alagoas 2010-2012.
Verifica-se na tabela 13 que os casos de intoxicação por agrotóxicos, relacionadas
ao trabalho, totalizaram 94 ocorrências no período, distribuídas entre 23 municípios do
estado. Os municípios de Arapiraca, Feira Grande, Piaçabuçu, Campo Alegre e Craíbas,
somaram 63,82% dos casos.
26
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 13 - Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos relacionada ao trabalho - Frequência por Ano da
Notificação, segundo município de residência - Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
Município
2010
2011
2012
Total
%
Arapiraca
Feira Grande
Piaçabuçu
Campo Alegre
Craíbas
Limoeiro de Anadia
Girau do Ponciano
Palmeira dos Índios
Coité do Nóia
Taquarana
Maceió
São Sebastião
Campo Grande
Coqueiro Seco
Estrela de Alagoas
Igaci
Junqueiro
Maribondo
Olho d'Água Grande
Paulo Jacinto
Santana do Ipanema
Teotônio Vilela
União dos Palmares
11
7
0
0
2
1
0
2
0
2
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
4
10
7
6
0
2
2
1
1
1
2
2
0
1
0
0
1
1
0
0
1
0
1
7
2
0
0
4
2
2
1
2
0
0
0
0
0
1
1
0
0
1
1
0
1
0
22
19
7
6
6
5
4
4
3
3
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
23,40
20,21
7,45
6,38
6,38
5,32
4,26
4,26
3,19
3,19
2,13
2,13
1,06
1,06
1,06
1,06
1,06
1,06
1,06
1,06
1,06
1,06
1,06
TOTAL
26
43
25
94
100
FONTE: CEREST - AL./ SINAN. Dados sujeitos a alterações.
Em relação aos casos e à notificação destes com o município de residência dos
indivíduos, constata-se que as notificações ocorreram em apenas 27,27% dos municípios
abrangidos. Esse dado demonstra a necessidade de se aprimorarem os mecanismos de
detecção, acolhimento, diagnóstico e tratamento oportunos dos usuários que apresentem
indícios de intoxicação por agrotóxicos.
A avaliação do banco de dados SINAN – Intoxicação exógena, revela um panorama
preocupante tendo em vista o alto percentual de notificações cujo campo “Agente Tóxico”
aparecer como ignorado ou em branco. A não identificação ou caracterizaç ão do agente
intoxicante dificulta a adoção de medidas pertinentes durante o atendimento aos acometidos
e pode comprometer a eficácia do tratamento. Além disso, perde-se a oportunidade de se
identificar se os casos notificados estão relacionados com o uso de agrotóxicos. A tabela 14
apresenta as frequências de notificações, cujo campo “agente tóxico” das respectivas fichas
estava como ignorado ou em branco, por município de residência e por município de
notificação. Nos dados adquiridos por agentes tóxicos na seleção Ignorados / Branco por
Município Notificação, os 1.721 casos descritos encontravam-se distribuídos em 18
municípios, dentre os quais Arapiraca, em destaque com 1.202 casos, representados por
69,84% e Joaquim Gomes em segundo lugar com 130 (7,55%) casos seguido de Santana
27
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
do Ipanema com 126 (7,32%) casos, os outros municípios analisados tiveram uma avaliação
de 108 (6,28%) a 1 (0,06%) caso.
Tabela 14 - Notificação de intoxicação exógena - Frequência de Ignorados/Branco por Ano da Notificação segundo
Município de Residência e de Notificação. Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
2010
2011
2012
Total
Mun.
Mun.
Município
Mun. de Mun. de Mun. de Mun. de Mun. de Mun. de
1.
Arapiraca
359
398
194
283
449
521
de
Resid.
1002
58,22
de
Notif..
1202
2.
Joaquim Gomes
84
86
32
32
12
12
128
7,44
130
7,55
3.
Maceió
44
47
35
39
20
22
99
5,75
108
6,28
4.
Palmeira dos Índios
5
6
21
22
22
38
48
2,79
66
3,83
5.
Santana do Ipanema
10
14
13
32
17
80
40
2,32
126
7,32
6.
Craíbas
2
0
8
0
19
1
29
1,69
1
0,06
7.
8.
Feira Grande
Rio Largo
6
2
0
0
10
13
0
13
11
11
0
11
27
26
1,57
1,51
0
24
0,00
1,39
9.
Taquarana
10.
Penedo
11.
Resid.
Notif..
Resid.
Notif..
Resid.
Notif..
%
%
69,84
4
0
9
0
10
0
23
1,34
0
0,00
11
12
7
10
4
5
22
1,28
27
1,57
Girau do Ponciano
2
0
9
1
9
2
20
1,16
3
0,17
12.
Coité do Nóia
1
0
8
0
9
0
18
1,05
0
0,00
13.
Marechal Deodoro
0
0
2
2
14
14
16
0,93
16
0,93
14.
Olho d'Água das Flores
0
0
6
0
8
0
14
0,81
0
0,00
15.
16.
Limoeiro de Anadia
Poço das Trincheiras
4
2
0
0
5
1
0
0
4
10
0
0
13
13
0,76
0,76
0
0
0,00
0,00
17.
Dois Riachos
0
0
4
0
8
0
12
0,70
0
0,00
18.
Lagoa da Canoa
4
0
8
0
0
0
12
0,70
0
0,00
19.
São Sebastião
1
0
7
0
2
0
10
0,58
0
0,00
20.
Jaramataia
2
0
3
0
3
0
8
0,46
0
0,00
21.
Estrela de Alagoas
0
0
1
0
6
0
7
0,41
0
0,00
22.
23.
Marav ilha
Pilar
0
0
0
0
1
0
0
0
6
7
0
7
7
7
0,41
0,41
0
7
0,00
0,41
24.
Cacimbinhas
1
0
2
0
3
0
6
0,35
0
0,00
25.
Mata Grande
0
0
1
0
5
0
6
0,35
0
0,00
26.
São José da Tapera
2
0
0
0
4
0
6
0,35
0
0,00
27.
Anadia
0
0
5
0
0
0
5
0,29
0
0,00
28.
Belém
0
0
2
0
3
0
5
0,29
0
0,00
29.
Campo Grande
4
0
0
0
1
0
5
0,29
0
0,00
30.
31.
Carneiros
Tanque d'Arca
0
1
0
0
2
3
0
0
3
1
0
0
5
5
0,29
0,29
0
0
0,00
0,00
32.
Igaci
1
0
2
0
1
0
4
0,23
0
0,00
33.
Olho d'Água do Casado
0
0
0
0
4
0
4
0,23
0
0,00
34.
Olho d'Água Grande
0
0
2
0
2
1
4
0,23
1
0,06
35.
Oliv ença
0
0
1
0
3
0
4
0,23
0
0,00
36.
Piranhas
1
1
0
0
3
3
4
0,23
4
0,23
37.
38.
Senador Rui Palmeira
Campo Alegre
2
1
0
0
1
2
0
0
1
0
0
0
4
3
0,23
0,17
0
0
0,00
0,00
39.
Delmiro Gouv eia
0
0
0
0
3
0
3
0,17
0
0,00
40.
Igreja Nov a
1
0
1
0
1
0
3
0,17
0
0,00
41.
Junqueiro
2
0
0
0
1
0
3
0,17
0
0,00
42.
Minador do Negrão
0
0
0
0
3
0
3
0,17
0
0,00
43.
Ouro Branco
0
0
2
0
1
0
3
0,17
0
0,00
44.
Pão de Açúcar
0
0
0
0
3
0
3
0,17
0
0,00
45.
46.
Piaçabuçu
Porto Real do Colégio
0
1
0
0
3
1
0
0
0
1
0
0
3
3
0,17
0,17
0
0
0,00
0,00
47.
Teotônio Vilela
1
2
1
0
1
0
3
0,17
2
0,12
48.
Batalha
1
0
0
0
1
0
2
0,12
0
0,00
49.
Major Isidoro
1
0
0
0
1
0
2
0,12
0
0,00
50.
Maribondo
0
0
2
0
0
0
2
0,12
0
0,00
51.
Quebrangulo
0
0
0
0
2
0
2
0,12
0
0,00
52.
53.
Água Branca
Barra de Santo Antônio
0
0
0
0
0
1
0
0
1
0
0
0
1
1
0,06
0,06
0
0
0,00
0,00
54.
Campestre
0
0
0
0
1
0
1
0,06
0
0,00
55.
Canapi
0
0
0
0
1
0
1
0,06
0
0,00
56.
Colônia Leopoldina
0
0
0
0
1
0
1
0,06
0
0,00
28
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
57.
58.
Flexeiras
Ibateguara
1
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
1
1
1
0,06
0,06
0
1
0,00
0,06
59.
Inhapi
0
0
1
0
0
0
1
0,06
0
0,00
60.
Monteirópolis
0
0
1
0
0
0
1
0,06
0
0,00
61.
Nov o Lino
1
0
0
0
0
0
1
0,06
0
0,00
62.
Santa Luzia do Norte
0
0
0
0
1
1
1
0,06
1
0,06
63.
São Miguel dos Campos
0
0
0
0
1
1
1
0,06
1
0,06
64.
65.
Satuba
Traipu
1
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
1
1
0,06
0,06
0
0
0,00
0,00
66.
União dos Palmares
0
0
1
1
Total
566
566
435
435
OBS: Dados de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
0
0
1
0,06
1
0,06
720
720
1721
100,01
100
100
Agentes Tóxicos - Ignorados e em Branco
Analisando-se as notificações por intoxicação exógena e município de residência,
provocadas por agrotóxicos ocorridas nos municípios agrupados por região de saúde, no
período compreendido entre 2010 e 2012 (tabela 15), verifica-se que novamente essas
notificações exprimem um padrão heterogêneo na distribuição dos casos, estando estes
concentrados na 7ª região de saúde, com 370 (68,65%) casos. Destaque também para os
municípios que compõem a 2ª região de saúde, nos quais, para o período analisado, não
houve nenhum caso notificado para o agravo. Para as demais regiões, as frequências
oscilaram entre 69 casos (8ª região) e 1 caso (10ª região).
Tabela 15 - Notificação de intoxicação exógena - Frequência de Notificações de Intoxicação por agrotóxicos, por
Região de Saúde e Ano da Notificação segundo Município de Residência. Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
Região / Município de Residência
2010
2011
2012
Total
%
1ª Região de Saúde
Maceió
Rio Largo
Coqueiro Seco
Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Flexeiras, Marechal
Deodoro, Messias, Paripueira, Pilar, Santa Luzia do Norte, Satuba.
2ª Região de Saúde
Jacuípe, Japaratinga, Maragogi, Matriz de Camaragibe, Passo de
Camaragibe, Porto Calv o, Porto de Pedras, São Luís do Quitunde,
São Miguel dos Milagres
3ª Região de Saúde
Joaquim Gomes
Santana do Mundaú
União dos Palmares
Branquinha, Campestre, Colônia Leopoldina, Ibateguara, Jundiá,
Murici, Nov o Lino, São José da Laje
4ª Região de Saúde
Atalaia
Paulo Jacinto
Cajueiro, Capela, Chã Preta, Mar Vermelho, Pindoba, Quebrangulo,
Viçosa.
5ª Região de Saúde
Campo Alegre
Junqueiro
Anadia
Teotônio Vilela
São Miguel dos Campos
Boca da Mata, Roteiro
3
3
0
0
7
5
1
1
16
14
2
0
26
22
3
1
100%
84,62
11,54
3,85
0
0
0
0
0,00
0
0
0
0
0,00
0
0
0
0
0,00
0
0
0
0
2
0
1
1
1
1
0
0
3
1
1
1
100%
33,33
33,33
33,33
0
0
0
0
0,00
0
0
0
1
1
0
1
0
1
2
1
1
100%
50,00
50,00
0
0
0
0
0,00
5
0
3
1
1
0
0
14
6
4
2
2
0
0
9
3
1
2
1
2
0
28
9
8
5
4
2
0
100%
32,14
28,57
17,86
14,29
7,14
0,00
6ª Região de Saúde
Penedo
Piaçabuçu
Igreja Nov a
São Brás
Coruripe, Feliz Deserto, Jequiá da Praia, Porto Real do Colégio
4
3
0
1
0
0
12
5
7
0
0
0
5
2
0
2
1
0
21
10
7
3
1
0
100%
47,62
33,33
14,29
4,76
0,00
29
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 15 - Notificação de intoxicação exógena - Frequência de Notificações de Intoxicação por agrotóxicos, por
Região de Saúde e Ano da Notificação segundo Município de Residência. Alagoas - Sinan NET. 2010-2012.
Região / Município de Residência
2010
2011
2012
Total
%
7ª Região de Saúde
Arapiraca
Feira Grande
Craíbas
Girau do Ponciano
Limoeiro de Anadia
Taquarana
Lagoa da Canoa
São Sebastião
Coité do Nóia
Major Isidoro
Traipu
Campo Grande
Olho d'Água Grande
Jaramataia
Batalha
Belo Monte
Jacaré dos Homens
8ª Região de Saúde
Palmeira dos Índios
Igaci
Maribondo
Cacimbinhas
Estrela de Alagoas
Tanque d'Arca
Belém
Minador do Negrão
9ª Região de Saúde
Santana do Ipanema
Olho d'Água das Flores
Poço das Trincheiras
Carneiros
São José da Tapera
Monteiropolis
Senador Rui Palmeira
Pão de Açúcar
Canapi, Dois Riachos, Marav ilha, Oliv ença, Ouro Branco
Palestina
10ª Região de Saúde
Inhapi
Água Branca, Delmiro Gouv eia, Mata Grande, Olho d'Água do
Casado, Pariconha, Piranhas
Total
132
55
17
12
7
8
6
10
5
0
2
3
4
2
1
0
0
0
19
8
7
2
0
0
1
1
0
9
3
1
3
2
0
0
0
0
129
62
13
4
9
7
7
2
7
7
6
2
0
0
1
0
1
1
24
14
2
3
3
1
1
0
0
6
1
1
0
0
2
1
1
0
109
48
8
11
10
7
7
6
3
4
0
2
1
1
0
1
0
0
26
12
8
4
1
1
0
0
0
4
2
1
0
0
0
0
0
1
370
165
38
27
26
22
20
18
15
11
8
7
5
3
2
1
1
1
69
34
17
9
4
2
2
1
0
19
6
3
3
2
2
1
1
1
100%
44,59
10,27
7,30
7,03
5,95
5,41
4,86
4,05
2,97
2,16
1,89
1,35
0,81
0,54
0,27
0,27
0,27
100%
49,28
24,64
13,04
5,80
2,90
2,90
1,45
0,00
100%
31,58
15,79
15,79
10,53
10,53
5,26
5,26
5,26
0
0
0
0
0,00
0
0
1
1
0
0
1
1
100%
100,00
0
0
0
0
0,00
172
196
171
539
100%
Relacionando-se as intoxicações por agrotóxicos notificadas e a distribuição das
ocorrências das principais culturas por municípios agrupados por região de saúde, observase estreita relação entre as ocorrências de intoxicações e a natureza da atividade agrícola
(se esta é caracterizada como de culturas de agricultura familiar ou não familiar).
Extraindo-se do esquema representativo das regiões e suas culturas o fragmento
que compreende as regiões nas quais se verificou o maior número de notificações (tabela
16) tem-se o seguinte:
São regiões onde há pouca influência da cultura canavieira mas um forte
predomínio de culturas associadas à agricultura familiar, o que leva a crer que a
cultura canavieira exerce pouca ou nenhuma influência sobre a ocorrência das
intoxicações, em contradição às ditas de agricultura familiar;
30
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SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Em uma delas, a 7ª região, existe forte presença da cultura fumageira como uma
das 5 principais culturas, cuja ocorrência se dá em 10 dos 17 municípios e sendo
a principal cultura em três deles: Craíbas, Feira Grande e Lagoa da Canoa. O
destaque para essa cultura está relacionado à conhecida utilização de
agrotóxicos, inclusive carbamatos, piretroides e organofosforados, de acordo
com constatações obtidas por NASCIMENTO (2011), e ao importante fato de
que a manipulação das folhas por tempo prolongado provoca intoxicações
associadas à nicotina, conforme descrito em estudo pioneiro realizado em 2007
(OLIVEIRA, 2010).
Há que se considerar ainda, que o elevado número de notificações cujo agente
intoxicante é descrito em branco ou ignorado, pode ter relação, ainda que
remota, com os efeitos adversos do contato prolongado com a folha do fumo. O
indivíduo com os sintomas recorre à unidade, no entanto não relaciona o caso
específico à aplicação do produto diretamente.
No município de Junqueiro (5ª região), existiram 8 casos notificados em
residentes do município, no período de referência (2010-2012), dos quais 2
casos por agrotóxicos agrícolas e 5 por raticidas (Atente-se ao fato de que em
muitos casos, os envenenamentos são descritos como por raticida – chumbinho
– o qual na realidade corresponde a um inseticida). No mesmo período, na
mesma região, o município de São Miguel dos Campos, que tem população
correspondente ao dobro da população de Junqueiro, mas que não tem a cultivo
de fumo, apresentou apenas dois casos de intoxicação por agrotóxico em
residentes do município.
31
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SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 16 – Quadro de distribuição da ocorrência de lav ouras temporárias, por região de saúde com municípios
prioritários, em Alagoas – 2006.
5ª Região Sanitária 7 mun.
MUNICÍPIOS
Anadia
Boca da Mata
Campo Alegre
Junqueiro
Roteiro
São Miguel dos Campos
Teotônio Vilela
MUNICÍPIOS
Arapiraca
Batalha
7ª Região Sanitária - 17 municípios
Belo Monte
Campo Grande
Coité do Nóia
Craíbas
Feira Grande
Girau do Ponciano
Jacaré dos Homens
Jaramataia
Lagoa da Canoa
Limoeiro de Anadia
Major Isidoro
Olho D´Água Grande
São Sebastião
Taquarana
Traipú
8ª Região Sanitária - 8 munic.
MUNICÍPIOS
Belém
Cacimbinhas
Estrela de Alagoas
Igaci
Maribondo
Minador do Negrão
Palmeira dos Índios
Tanque D´Arca
Cana-de-açúcar
Feijão
Milho
Mandioca
Fumo
Em relação à 7ª região de saúde, notadamente a que apresentou maior número de
notificações no período avaliado, quando analisada a distribuição dos casos ao longo dos
meses, observa-se que, na média relativa do período, os meses de agosto correspondem
aos que apresentaram maior número de notificações, seguido por setembro e novembro,
respectivamente. A frequência média observada nos meses de agosto, último mês do
inverno e um dos meses do período de safra da cultura fumageira, além de outras culturas,
e que corresponde a aproximadamente o dobro do que ocorre no meses de dezembro,
janeiro e fevereiro (verão) (figura 05).
32
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SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
Média
de notificações
de intoxicação
por agrotóxicos,
na 7ª
DIRETORIA
DE VIGILÂNCIA
EM SAÚDE AMBIENTAL
– DIVISAM
região de saúde, no período 2010-2012.
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Figura 05 – Média de notificações de intoxicações por agrotóxicos, na 7ª região de saúde,
no período 2010-2012.
Das 5 classes de agentes agrotóxicos listadas pelo Ministério da Saúde para
notificação no SINAN, intoxicação exógena, observa-se que nos três últimos anos 20102012 as notificações por raticidas lideram com 214 casos, seguidas por agrotóxico agrícola
(195), agrotóxico doméstico (63), produtos veterinários (55) e saúde pública com 22 casos.
Relacionando as municípios de residência e de notificação, Arapiraca destaca-se como o de
maior número de notificação por todos os agentes, com exceção para agrotóxicos de saúde
pública, cujo maior número de notificações se deu nos municípios de Piaçabuçu, com 7
casos, e Maceió com 16 casos. Essa questão pode estar relacionada às muitas
capacitações realizadas, nos últimos anos no município de Arapiraca, além de estudos que
foram viabilizados pela equipe do EPISUS – MS, em 2010.
Notificação de intoxicação por agrotóxicos agrícolas.
Do total de 195 casos notificados por município de residência em agrotóxicos
agrícolas no período decorrente dos dados apurados na tabela 15, Arapiraca destacou-se
com maior índice de casos notificados totalizando 52 casos correspondente a 26,67%,
seguido por Feira Grande com 34 (17,44%) casos, Girau do Ponciano e Limoeiro de Anadia
com 14 (7,18%) casos cada, Lagoa da Canoa, Palmeira dos Índios com 10 (5,13%) casos
cada e Craíbas com 8 (4,10%) casos. Na analise realizada dos 102 municípios 33
apresentaram significância na seleção de dados, destes, 26 municípios tiveram uma
variação de 7 a 1 caso notificados correspondendo de 3,59% a 0,51%.
33
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SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
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Tabela 17- Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos agrícolas por ano da notificação, segundo município
de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET. 2010 -2012.
Frequências
Total
2010
2011
2012
Municípios
Mun. de
Resid.
17
Mun. de
Notif..
56
Mun. de
Resid.
15
Mun. de
Notif..
51
Mun. de
Resid.
20
Mun. de
Notif..
57
Mun. de
Resid.
52
26,67
Mun. de
Notif..
164
84,10
%
%
1.
Arapiraca
2.
3.
Feira Grande
Girau do Ponciano
14
4
4
0
12
6
10
0
8
4
0
0
34
14
17,44
7,18
14
0
7,18
0,00
4.
Limoeiro de Anadia
4
1
5
0
5
0
14
7,18
1
0,51
5.
Lagoa da Canoa
6
0
1
0
3
0
10
5,13
0
0,00
6.
Palmeira dos Índios
3
4
4
4
3
4
10
5,13
12
6,15
7.
Craíbas
2
0
1
0
5
0
8
4,10
0
0,00
8.
Taquarana
3
0
3
0
1
0
7
3,59
0
0,00
9.
Coité do Nóia
0
0
2
0
3
0
5
2,56
0
0,00
10. São Sebastião
11. Campo Grande
1
3
0
0
4
0
0
0
0
1
0
0
5
4
2,56
2,05
0
0
0,00
0,00
12. Traipu
2
0
1
0
1
0
4
2,05
0
0,00
13. Igaci
1
0
0
0
2
0
3
1,54
0
0,00
14. Anadia
1
0
0
0
1
0
2
1,03
0
0,00
15. Junqueiro
0
0
2
0
0
0
2
1,03
0
0,00
16. Maribondo
0
0
2
0
0
0
2
1,03
0
0,00
17. Olho d'Água Grande
18. Teotônio Vilela
1
0
0
0
0
1
0
0
1
1
0
0
2
2
1,03
1,03
0
0
0,00
0,00
19. Belém
1
0
0
0
0
0
1
0,51
0
0,00
20. Cacimbinhas
0
0
1
0
0
0
1
0,51
0
0,00
21. Campo Alegre
0
0
0
0
1
0
1
0,51
0
0,00
22. Carneiros
1
0
0
0
0
0
1
0,51
0
0,00
23. Estrela de Alagoas
0
0
0
0
1
0
1
0,51
0
0,00
24. Jacaré dos Homens
0
0
1
0
0
0
1
0,51
0
0,00
25. Jaramataia
26. Maceió
0
1
0
1
1
0
0
0
0
0
0
0
1
1
0,51
0,51
0
1
0,00
0,51
27. Major Isidoro
0
0
1
0
0
0
1
0,51
0
0,00
28. Paulo Jacinto
0
0
0
0
1
1
1
0,51
1
0,51
29. Santana do Ipanema
0
0
1
0
0
0
1
0,51
0
0,00
30. São Miguel dos Campos
0
0
0
0
1
1
1
0,51
1
0,51
31. Senador Rui Palmeira
0
0
1
0
0
0
1
0,51
0
0,00
32. Tanque d'Arca
33. União dos Palmares
1
0
0
0
0
1
0
1
0
0
0
0
1
1
0,51
0,51
0
1
0,00
0,51
Total
66
66
66
66
OBS: Dados de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
63
63
195
99,98
195
99,98
Quando analisado o mesmo parâmetro por município de notificação (em destaque na
tabela), o município de Arapiraca despontou com maior numero de casos, sendo 164
notificações correspondente a 84,10% do total abordado no período de 01/01/2010 a
11/12/2012 seguido por: Feira Grande 14 (7,18%)casos, Palmeira dos Índios 12 (6,15%)
casos, Limoeiro de Anadia, Maceió, Paulo Jacinto, São Miguel dos Campos e União dos
Palmares totalizaram apenas 1 caso representando 0,51% cada município notificante.
Notificação de intoxicação por agrotóxicos domésticos.
Do total de 63 casos notificados por município de residência, Arapiraca desponta em
primeiro lugar com 29 casos, correspondente a 46,03%. Em segundo lugar Craíbas, Maceió
e Girau do Ponciano com 3 casos cada respondendo por 4,76% do total apurado, seguidos
de Coité do Nóia, Feira Grande, Limoeiro de Anadia, Palmeira dos Índios, São Sebastião e
34
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Taquarana com 2 (3,17%) casos cada, Anadia, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Campo
Grande, Igaci, Jaramataia, Joaquim Gomes, Maribondo, Olho d'Água Grande, Penedo,
Santana do Mundaú e São Brás com 1 caso em cada município. Segundo os municípios de
notificação, tem-se a ocorrência de 54 (85,71%) casos no município de Arapiraca, seguidos
de 4 (6,35%) no município de Maceió, 2 (3,17%) casos em Palmeira dos Índios e temos
Coité do Nóia, Joaquim Gomes e Penedo com 1 (1,59%) caso cada (tabela 18).
Tabela 18- Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos domésticos por ano da notificação, segundo
m unicípio de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET. 2010 - 2012.
Frequências
Total
2010
2011
2012
Municípios
Mun. de
Resid.
12
Mun. de
Notif..
24
Mun. de
Resid.
15
Mun. de
Notif..
24
Mun. de
Resid.
2
Mun. de
Notif..
6
Mun. de
Resid.
29
46,03
Mun. de
Notif..
54
85,71
%
%
1.
Arapiraca
2.
Craíbas
2
0
1
0
0
0
3
4,76
0
0,00
3.
Girau do Ponciano
1
0
1
0
1
0
3
4,76
0
0,00
4.
Maceió
2
2
0
1
1
1
3
4,76
4
6,35
5.
Coité do Nóia
0
0
2
1
0
0
2
3,17
1
1,59
6.
7.
Feira Grande
2
1
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
2
2
3,17
3,17
0
0
0,00
0,00
8.
Palmeira dos Índios
São Sebastião
1
1
0
0
1
1
2
3,17
2
3,17
1
0
1
0
0
0
2
3,17
0
0,00
10. Taquarana
11. Anadia
1
0
1
0
0
0
2
3,17
0
0,00
0
0
1
0
0
0
1
1,59
0
0,00
12. Batalha
13. Belo Monte
14. Cacimbinhas
0
0
0
0
1
0
1
1,59
0
0,00
0
0
0
0
1
1
0
0
0
0
0
0
1
1
1,59
1,59
0
0
0,00
0,00
15. Campo Grande
16. Igaci
17. Jaramataia
1
0
0
0
0
0
1
1,59
0
0,00
1
0
0
0
0
0
1
1,59
0
0,00
1
0
0
0
0
0
1
1,59
0
0,00
18. Joaquim Gomes
19. Maribondo
0
0
0
0
1
1
1
1,59
1
1,59
0
0
0
0
1
0
1
1,59
0
0,00
20. Olho d'Água Grande
21. Penedo
22. Santana do Mundaú
1
0
0
0
0
0
1
1,59
0
0,00
0
0
0
0
1
1
1
0
0
0
0
0
1
1
1,59
1,59
1
0
1,59
0,00
23. São Brás
0
0
0
0
1
Total
27
27
27
27
9
OBS: Dados dos anos de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
0
1
1,59
0
0,00
9
63
100
63
100
9.
Limoeiro de Anadia
Notificação de intoxicação por agrotóxicos de saúde pública.
As intoxicações por agrotóxicos de saúde pública por Município de Residência foram
descritas em Piaçabuçu com 7 (31,82%) casos, Campo Alegre 5 (22,73%) casos, Craíbas 3
(13,64%) casos, Maceió 2 (9,09%) casos, Coqueiro Seco, Inhapi, Maribondo e Olho d'Água
das Flores com 1 caso representando por 4,55% cada município no período avaliado. Por
Município de Notificação, essa classe de agentes foi responsável por 16 (72,13%) casos em
Maceió, seguidos de: Craíbas com 3 (13,64%), Arapiraca 2 (9,09%) e Santana do Ipanema
com 1 (4,55%) caso, totalizando 22 casos no período de 01/01/2010 a 11/12/2012 (Tabela
19).
35
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 19- Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos de saúde pública por ano da notificação, segundo
m unicípio de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET. 2010 -2012.
Frequências
Municípios
Total
1.
Piaçabuçu
2.
3.
Campo Alegre
4.
5.
2010
Mun. de Mun. de
Resid.
Notif..
0
0
2011
Mun. de Mun. de
Resid.
Notif..
7
0
2012
Mun. de Mun. de
Resid.
Notif..
0
0
Mun. de
Resid.
7
31,82
Mun. de
Notif..
0
0,00
%
%
0
0
0
0
5
0
0
0
0
3
0
3
5
3
22,73
13,64
0
3
0,00
13,64
Maceió
Arapiraca
0
0
2
16
0
0
2
9,09
16
72,730
1
2
0
0
0
0
1
4,55
2
9,09
6.
Coqueiro Seco
0
0
1
0
0
0
1
4,55
0
0,00
7.
Inhapi
0
0
1
0
0
0
1
4,55
0
0,00
8.
Maribondo
0
0
1
0
0
0
1
4,55
0
0,00
1
0
0
0
0
0
1
4,55
0
0,00
0
0
0
1
0
0
0
0,00
1
4,55
Total
2
2
17
17
3
OBS: Dados dos anos de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
3
22
100,00
22
100,00
9.
Craíbas
Olho d'Água das Flores
10. Santana do Ipanema
Notificação de intoxicação por agrotóxicos raticidas.
Na análise de raticidas como agente intoxicante (Tabela 20), segundo município de
residência, com o total de 214 casos notificados, Arapiraca tem a significância de 71 casos
que corresponde a 33,18%, destacando-se
como o de maior evidência para o agravo,
seguida por Palmeira dos Índios com 18 (8,41%) casos, Maceió 15 (7,01%) casos, Igaci 13
(6,07%) casos, Craíbas 9 (4,21%) casos, Lagoa da Canoa e Penedo 8 (3,74%) casos cada,
Taquarana com 7 (3,27%) casos, Girau do Ponciano, Junqueiro, São Sebastião, Maribondo
e Major Isidoro com 5 (2,34%) casos cada. Os municípios de Limoeiro de Anadia, Campo
Alegre, Traipu, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, Coité do Noia, Anadia, Feira
Grande, Igreja Nova, Olho d'Água das Flores, Teotônio Vilela, Rio Largo, São José da
Tapera, Atalaia, Cacimbinhas, Carneiros, Estrela de Alagoas, Monteirópolis, São Miguel dos
Campos e Tanque d'Arca, relataram entre 4 (1,87%) casos e 1 (0,47%) caso em cada
município, no período de referência.
Nos municípios notificantes para intoxicação por raticidas evidencia-se um
direcionamento e concentração significativa de casos para o município de Arapiraca, com
173 (80,84%) casos. Palmeira dos Índios figura com 18 (8,41%) casos, Maceió 16 (7,48%)
casos, Penedo 4 (1,87%) casos, Rio Largo 2 (0,93%) casos e São Miguel dos Campos 1
(0,47%) caso no período de 01/01/2010 a 11/12/2012. Esse aspecto pode estar relacionado
ao fato de as pessoas terem buscado cidades cuja estrutura necessária ao atendimento seja
mais evidente, uma vez que os municípios notificantes, neste caso, são os maiores em
termos de população no estado.
36
ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – SES
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Tabela 20- Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos raticidas por ano da notificação, segundo município
de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET. 2010 - 2012.
Frequências
Total
2010
2011
2012
Municípios
Mun. de
Resid.
19
Mun. de
Notif..
58
Mun. de
Resid.
26
Mun. de
Notif..
56
Mun. de
Resid.
26
Mun. de
Notif..
59
Mun. de
Resid.
71
33,18
Mun. de
Notif..
173
80,84
3
0
0
0
10
1
12
2
5
14
6
14
18
15
8,41
7,01
18
16
8,41
7,48
%
%
1.
Arapiraca
2.
3.
Palmeira dos Índios
4.
Igaci
Craíbas
5
0
2
0
6
0
13
6,07
0
0
5.
7
0
1
0
1
0
9
4,21
0
0
6.
Lagoa da Canoa
4
0
1
0
3
0
8
3,74
0
0
7.
Penedo
2
1
4
3
2
0
8
3,74
4
1,87
8.
Taquarana
0
0
2
0
5
0
7
3,27
0
0
9.
Girau do Ponciano
2
0
2
0
1
0
5
2,34
0
0
10. Junqueiro
11. Major Isidoro
12. Maribondo
2
0
0
0
2
5
0
0
1
0
0
0
5
5
2,34
2,34
0
0
0
0
2
0
0
0
3
0
5
2,34
0
0
13. São Sebastião
14. Limoeiro de Anadia
1
0
1
0
3
0
5
2,34
0
0
2
0
0
0
2
0
4
1,87
0
0
15. Campo Alegre
16. Coité do Nóia
0
0
1
0
2
0
3
1,40
0
0
0
0
3
0
0
0
3
1,40
0
0
17. Poço das Trincheiras
18. Santana do Ipanema
19. Traipu
3
3
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
3
1,40
1,40
0
0
0
0
1
0
1
0
1
0
3
1,40
0
0
20. Anadia
21. Feira Grande
0
0
1
0
1
0
2
0,93
0
0
1
0
1
0
0
0
2
0,93
0
0
22. Igreja Nov a
23. Olho d'Água das Flores
24. Rio Largo
0
0
0
0
2
0
2
0,93
0
0
0
0
1
0
1
0
2
0,93
0
0
0
0
1
1
1
1
2
0,93
2
0,93
25. São José da Tapera
26. Teotônio Vilela
27. Atalaia
0
1
0
0
2
1
0
0
0
0
0
0
2
2
0,93
0,93
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
1
0,47
0
0
28. Cacimbinhas
29. Carneiros
0
0
1
0
0
0
1
0,47
0
0
1
0
0
0
0
0
1
0,47
0
0
30. Estrela de Alagoas
31. Monteirópolis
0
0
1
0
0
0
1
0,47
0
0
0
0
1
0
0
0
1
0,47
0
0
32. São Miguel dos Campos
33. Tanque d'Arca
0
0
0
0
0
1
0
0
1
0
1
0
1
1
0,47
0,47
1
0
0,47
0
59
59
74
74
81
OBS: Dados dos anos de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
81
214
100
214
100
Maceió
Um aspecto importante relacionado às intoxicações por raticida deve ser levado em
conta: o relato e o uso de alguns carbamatos e organofosforados, popularmente conhecidos
como “chumbinho” e proibidos de serem produzidos e comercializados no Brasil, são
frequentemente utilizados de forma clandestina em algumas culturas, bem como são
amplamente utilizados em tentativas de suicídio. Segundo a ANVISA, em matéria publicada
no portal ANVISA, em 05/11/2012, o único produto a base de aldicarbe que possuía
autorização de uso, no país, era o Temik 150, da empresa Bayer S/A, que teve seu registro
cancelado através do Ato 54 de 09 de outubro da 2012, da Coordenação Geral de
Agrotóxicos e Afins, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA,
publicado no Diário Oficial da União em 16/10/2012.
Porém, sua popularização no passado (antes de sua proibição) acarretou em sua
utilização de forma indevida como raticida. Deste modo, deve-se levar em conta que muitos,
37
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ou a quase totalidade dos casos notificados de intoxicação por raticida, na realidade tratam se de intoxicações por carbamatos, em especial o ALDICARBE.
Notificação de intoxicação por agrotóxicos veterinários.
Arapiraca totalizou 17 (30,91%) casos de intoxicação por produtos veterinários em
notificação por município de residência seguidos de Craíbas, Girau do Ponciano, Maceió,
Palmeira dos Índios, São Sebastião e Taquarana com 4 (7,27%) casos cada, Limoeiro de
Anadia, Major Isidoro e Santana do Ipanema com 2 (3,64) casos cada, Anadia,
Cacimbinhas, Coité do Nóia, Igreja Nova, Junqueiro, Pão de Açúcar, Penedo e Rio Largo
com 1 (1,82%) caso cada município.
Nos municípios de notificação em ocorrência por produtos veterinários, Arapiraca
apresentou o maior numero de notificações com 43 (78,18%) casos precedidos de Palmeira
dos Índios com 5 (9,09%) casos, Maceió 4 (7,27%) casos, Penedo 2 (3,64%) casos e Rio
Largo com 1 (1,82%) caso (Tabela 21).
Tabela 21- Notificação de intoxicação exógena por agrotóxicos produtos veterinários por ano da notificação,
segundo m unicípio de residência e de notificação. Alagoas - Sinan NET. 2010 - 2012.
Frequências
Total
2010
2011
2012
Municípios
Mun. de
Resid.
6
Mun. de
Notif..
15
Mun. de
Resid.
6
Mun. de
Notif..
10
Mun. de
Resid.
5
Mun. de
Notif..
18
Mun. de
Resid.
17
30,91
Mun. de
Notif..
43
78,18
%
%
1.
Arapiraca
2.
Craíbas
1
0
1
0
2
0
4
7,27
0
0,00
3.
Girau do Ponciano
0
0
0
0
4
0
4
7,27
0
0,00
4.
5.
Maceió
Palmeira dos Índios
0
1
0
1
2
0
2
0
2
3
2
4
4
4
7,27
7,27
4
5
7,27
9,09
6.
São Sebastião
2
0
1
0
1
0
4
7,27
0
0,00
7.
Taquarana
2
0
1
0
1
0
4
7,27
0
0,00
8.
Limoeiro de Anadia
1
0
1
0
0
0
2
3,64
0
0,00
9.
Major Isidoro
2
0
0
0
0
0
2
3,64
0
0,00
10. Santana do Ipanema
0
0
0
0
2
0
2
3,64
0
0,00
11. Anadia
12. Cacimbinhas
0
0
0
0
0
0
0
0
1
1
0
0
1
1
1,82
1,82
0
0
0,00
0,00
13. Coité do Nóia
0
0
0
0
1
0
1
1,82
0
0,00
14. Igreja Nov a
1
0
0
0
0
0
1
1,82
0
0,00
15. Junqueiro
1
0
0
0
0
0
1
1,82
0
0,00
16. Pão de Açúcar
0
0
0
0
1
0
1
1,82
0
0,00
17. Penedo
1
2
0
0
0
0
1
1,82
2
3,64
18. Rio Largo
0
0
0
0
1
1
1
1,82
1
1,82
Total
18
18
12
12
25
OBS: Dados dos anos de 01/01/2010 a 11/12/2012. Dados sujeitos a alterações.
25
55
100,00
55
100,00
Analisando-se a série histórica de notificações em Alagoas, verifica-se que o número
de notificações por intoxicações exógenas no banco de dados do SINAN, vem crescendo
ano a ano e o campo das notificações que deveriam indicar qual agente tóxico também
38
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acompanha este crescimento em contrapartida as notificações por agrotóxicos, reduziu
percentualmente no ano de 2012 (Tabela 22).
Tabela 22 - Série histórica Notificação intoxicação exógena e para agrotóxico em Alagoas 2010-2012
2010
1.792
558
31,1
162
9,0
Total de casos notificados: intoxicação exógena
Total de casos notificados com o campo, agente tóxico: Ignorados/em branco
% de ignorados ou em branco
Total de casos notificados: intoxicação para agrotóxicos
% de intoxicação por agrotóxicos
2011
2.094
428
20,4
188
9,0
2012
2.577
740
28,7
190
7,4
Fonte SINAN NET abril/2013. Dados sujeitos a alterações.
Quanto às unidades hospitalares de Alagoas que realizaram atendimentos a pessoas
com intoxicação por agrotóxico nos três últimos anos, o quadro abaixo indica que 10
municípios albergam, 13 hospitais, que notificaram casos de intoxicação por agrotóxico nos
últimos três anos. Destes, sete têm Núcleo Hospitalar de Epidemiologia. Os três hospitais
que mais realizaram notificações foram: Unidade de Emergência Dr. Daniel Houly em
Arapiraca, o Hospital Regional e Maternidade Santa Rita em Palmeira dos Indios e o
Hospital Geral do Estado, Dr. Osvaldo Brandão Vilela em Maceió.
Tabela 23 – Unidades hospitalares por município de Alagoas que realizaram notificação de intoxicação
exógena por agrotóxicos, 2010-2012.
Município
Tem Núcleo Frequência de Intoxicação
Hospitais com Notificações de
Hospitalar de
por agrotóxicos
% de
Intoxicação por agrotóxico em Alagoas Epidem iologia
Notificação
2010 2011 2012 Total
- NHE
Arapiraca
Hospital Regional de Arapiraca
SIM
2
7
3
12
2,33
Arapiraca
Unidade de Emergência Dr. Daniel Houly
SIM
144
129
141
414
80,55
Feira Grande
Casa Maternal de Feira Grande
XX
3
9
0
12
2,33
Joaquim
Gom es
Unidade Mista Ana Anita Gomes Fragoso
XX
0
0
1
1
0,19
Maceió
Hospital Unimed
SIM
2
1
2
5
0,97
SIM
0
3
18
21
4,10
SIM
1
0
1
2
0,39
SIM
5
13
16
34
6,61
XX
0
0
1
1
0,19
Palm eira dos
Indios
Hospital Geral do Estado Dr. Osvaldo
Brandão Vilela
Hospital Universitário Prof. Alberto
Antunes
Hospital Regional Santa Rita E
Maternidade
Paulo Jacinto
Unidade Mista Marina Lamenha
Penedo
Unidade de Emergência
XX
3
3
0
6
1,17
Rio Largo
Hospital Geral Prof. Ib Gatto Falcao
SIM
0
1
2
3
0,59
XX
0
0
2
2
0,39
XX
0
1
0
1
0,19
7
160
167
187
514
100,00
Maceió
Maceió
São Miguel dos Santa Casa De Misericórdia de São
Cam pos
Miguel dos Campos
União dos
Hospital São Vicente de Paulo
palm ares
Total
13
Fonte: SINAN NET – Intoxicação exógena, abril/2013
39
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SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - SUVISA
DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
Óbitos relacionados às intoxicações exógenas.
Conforme a tabela 24, nos anos de 2010, 2011 e 2012, em Alagoas foram
registrados 41 óbitos provocados por intoxicação exógena. Em destaque, 13 municípios que
notificaram óbitos cuja causa estava relacionada a algum tipo de agrotóxico. Arapiraca e
Palmeira dos Índios destacam-se com 7 e 5 óbitos por agrotóxico, respectivamente,
enquanto os demais municípios apresentaram apenas um óbito cada, totalizando-se 12
óbitos. Quatro dos cinco grupos de agrotóxicos, foram responsáveis pela ocorrência dos
óbitos listados, sendo os raticidas, o grupo de maior influência para o agravo, com 15 casos.
Tabela 24 - Óbitos por intoxicação exógena, segundo Município de Residência. Alagoas 2010-2012. Sinan NET.
Município
Ign/
Medicamento
Branco
Agrotóxico
agrícola
Raticida
Prod.
Prod. Uso
Prod.
Alimento
Outro Total
veterinário domiciliar químico e bebida
1. Arapiraca
2. Palmeira dos Índios
3. Craíbas
4. Girau do Ponciano
5. Igaci
6. Maceió
7. Santana do Ipanema
8. Coité do Noia
9. Junqueiro
10.Lagoa da Canoa
11.Marechal Deodoro
12.Maribondo
0
1
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
1
1
1
1
0
1
0
1
0
0
1
0
1
2
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
6
2
0
1
1
0
0
0
1
0
0
1
0
1
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
3
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
11
9
3
2
2
2
2
1
1
1
1
1
13.Olho d'Água das
0
0
0
1
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
0
0
0
0
1
0
1
1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
1
1
1
1
2
8
6
15
2
1
1
2
4
41
Flores
14.Quebrangulo
15.São Sebastião
16.Taquarana
17.Traipu
TOTAL
Fonte: SINAN NET – Intoxicação exógena, abril/2013. Dados sujeitos a alterações.
Analisando-se as fichas dos casos, em apenas três deles foi informado o tipo de
produto causador da intoxicação: carrapaticida e inseticida organofosforado em dois óbitos
de Palmeira dos Índios e inseticida nicotinoide (Evidence 700 / Confidor) em um óbito de
Arapiraca. Essa ausência de informações sobre o tipo de agente dificulta a adoção de
medidas terapêuticas e de vigilância epidemiológica.
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2 - JUSTIFICATIVA.
Em virtude do crescente uso de agrotóxicos na atividade agrícola ou em outras
atividades, bem como pelo grande número de casos de intoxicação por esse tipo de produto
e ainda pela precária rede de vigilância e atenção necessária, são expostos nesta proposta
um conjunto de diretrizes, ações e atividades a serem executadas pela Diretoria de
Vigilância em Saúde Ambiental em parceria com outras instituições a fim de que seja
aprimorada a qualidade das informações pertinentes ao caso, aliada à necessidade de
melhor serem estruturados os órgãos e setores, otimizando-se os procedimentos pertinentes
à vigilância e ao controle sobre produtos e assistência ao usuário, em busca da melhoria da
qualidade de vida das populações e do meio ambiente expostos a agrotóxicos.
Em Alagoas tal como ocorre no restante do país, existe grande dificuldade em se
identificar quais produtos comerciais, agrotóxicos,
são utilizados nas diversas culturas.
Assim, com esta proposta, acredita-se que seja viabilizada a identificação desses produtos
quanto às culturas nas quais eles são utilizados, qual o produto comercial empregado, seu
princípio ativo e seu grau de toxicidade, favorecendo a adoção de medidas de proteção às
populações expostas aos mesmos.
3 - OBJETIVO GERAL
Promover o aprimoramento dos serviços de saúde concernentes à vigilância, ao
controle e à assistência das populações e áreas expostas a agrotóxicos visando-se a
redução dos riscos e de ocorrência de intoxicações por agrotóxicos com vistas à melhoria
dos indicadores relacionados e à qualidade de vida da população.
4 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Instituir uma política de ações sistemáticas e integradas de acompanhamento dos
indicadores de saúde referentes aos agrotóxicos e às pessoas expostas;
- Capacitar o corpo técnico envolvido nas ações de vigilância, controle e assistência
às populações e áreas expostas a agrotóxicos;
- Sensibilizar e mobilizar responsáveis e setores envolvidos nas ações de vigilância,
controle e assistência às populações e áreas expostas a agrotóxicos, bem como realizar
atividades voltadas aos comerciantes desses produtos e a entidades representantes dos
agricultores;
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- Estruturar física e tecnologicamente o serviço de análise de amostras
encaminhadas ao laboratório para a detecção da presença de agrotóxicos;
- Ampliar os serviços de informação e assistência aos indivíduos expostos e/ou
acometidos;
5 – ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA PROPOSTA.
Considerando a relevância do agravo demonstrada pelo número de notificações
ocorridas no período 2010-2012, em Alagoas, serão prioritários para a vigilância de
populações expostas a agrotóxicos, municípios situados em quatro regiões de saúde,
conforme justificativas, como segue: na 7ª região (Arapiraca, Feira Grande, Craíbas, Girau
do Ponciano, Limoeiro de Anadia, Taquarana, Lagoa da Canoa, São Sebastião e Coité do
Noia) e na 8ª região (Palmeira dos Índios e Igaci), por haverem notificado no SINAN, no
período analisado, 10 ou mais casos de intoxicação por agrotóxico; na 5ª região, os
municípios de Junqueiro, Teotônio Vilela e São Miguel dos Campos, por possuírem grandes
áreas de cultivo de cana-de-açúcar e na 1ª região o município de Santa Luzia do Norte, por
abrigar uma grande indústria de fertilizantes localizada às margens da Lagoa Mundaú,
atualmente cadastrada no banco de dados do Sistema de Informação de Populações
expostas ou supostamente exposta a solo contaminado SISSOLO, sob o nome Timac Agro
Brasil, e tem capacidade de produzir 150.000 Ton/ano de NPK em grão.
Município Prioritário 1ª RS
Municípios Prioritários 5ª RS
Municípios Prioritários 7ª RS
Municípios Prioritários 8ª RS
Figura 06 – Municípios prioritários para a vigilância de populações expostas a agrotóxicos.
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6 - ESTRATÉGIAS PARA OPERACIONALIZAÇÃO DA PROPOSTA.
OBJETIVO ESPECÍFICO / DIRETRIZ:
1 - Instituir uma política de ações sistemáticas e integradas de acompanhamento dos indicadores de
saúde referentes aos agrotóxicos e às pessoas expostas;
AÇÃO:
1.1 - Formação de grupo de trabalho responsável pela discussão, planejamento, elaboração, execução e
monitoramento das estratégias, ações e atividades pertinentes à vigilância de populações expostas a
agrotóxicos;
ATIVIDADE:
1.1.1 - Realizar reuniões para discussão e uniformização da metodologia e dos objetivos da proposta e
definir os representantes setoriais que comporão o GT – Agrotóxicos Estadual, bem como definir as
atribuições de cada componente do GT;
1.1.2 - Propor, acompanhar e executar em parceria com outros setores o projeto de lei que regulamenta
as questões sobre agrotóxicos em nível estadual;
1.1.3 - Participação em eventos técnicos para atualização e difusão de conhecimentos rela cionados à
exposição de pessoas e ambientes a agrotóxicos.
META:
1.1.1.1 - Publicar a portaria instituindo o GT agrotóxicos do setor saúde e instituições parceiras`.
1.1.1.2 - Realizar uma reunião trimestral com o GT saúde;
1.1.1.3 – Aprovar na CIB a proposta estadual de agrotóxicos, no primeiro semestre de 2013.
1.1.2.1 – Submeter o texto da lei estadual de agrotóxicos em Alagoas para aprovação na Assembleia
Legislativa até outubro de 2013;
1.1.3.1 - Participação de técnicos da vigilância em saúde em 2 e ventos de nível nacional que tenham
relação com as questões de agrotóxicos;
PRAZO:
RESPONSÁVEL
SESAU
INÍCIO: 04/2013
DIRETO
SETORES ENVOLVIDOS /
PARCEIROS
TÉRMINO: setembro/2014
DIVISAM / SUVISA
DIVISAM, SUVISA, LACEN, DIVEP, DIVISA, CEREST, UFAL, ADEAL.
OBJETIVO ESPECÍFICO / DIRETRIZ:
2 - Capacitar o corpo técnico envolvido nas ações de vigilância, controle e assistência às populações e
áreas expostas a agrotóxicos;
AÇÃO:
2.1 - Capacitar os profissionais que atuam na investigação epidemiológica, coleta e análise de amostras;
equipes de atendimento aos acometidos por intoxicação por agrotóxicos; e o corpo técnico que
constituirá a unidade de referência de suporte continuado;
ATIVIDADE:
2.1.1 - Capacitação dos técnicos na utilização dos sistemas de informação (Sinan, SIM, Sissolo e
Sisagua) e em ferramentas para analise dos dados.
2.1.2 - Capacitação dos técnicos das secretarias municipais e estadual de saúde, responsáveis pela
coleta e manipulação das amostras de água;
META:
2.1.1.1 - Realizar uma capacitação para técnicos que atuam na manipulação dos sistemas SINAN, SIM,
bem como os que atuam realizando as notificações nos municípios prioritários;.
2.1.2.1 - Realizar uma capacitação para os técnicos do VIGIAGUA, estadual e municipal, em técnicas de
coleta, preservação e envio de amostras para análises laboratoriais de agrotóxicos bem como
preenchimento das fichas de coleta ( municípios prioritários no monitoramento);
2.1.3.1 Realizar uma oficina para as referências técnicas em saúde do trabalhado r, sendo uma por
município nas macrorregião 1 e 2 com foco nas intoxicações por agrotóxicos relacionados ao trabalho.
PRAZO:
INÍCIO: junho/2013
TÉRMINO: dezembro/2013
RESPONSÁVEL
DIRETO
DIVISAM / SUVISA
SESAU
SETORES ENVOLVIDOS /
DIVISAM, SUVISA, LACEN, DIVEP, DIVISA, CEREST, UFAL, ADEAL.
PARCEIROS
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OBJETIVO ESPECÍFICO / DIRETRIZ:
3 - Sensibilizar e mobilizar responsáveis e setores envolvidos nas ações de vigilância, controle e
assistência às populações e áreas expostas a agrotóxicos, bem como realizar atividades voltadas aos
comerciantes desses produtos e a entidades representantes dos agricultores;
AÇÃO:
3.1 - Promover atividades voltadas à sensibilização e mobilização de pessoas e setores ligados direta
ou indiretamente às questões do comércio, fiscalização e utilização de agrotóxicos;
ATIVIDADE:
3.1.1 – Realizar seminário regionais e locais para apresentação da situação das intoxicaçõe s por
agrotóxicos em Alagoas, da proposta estadual de vigilância de populações expostas agrotóxicos bem
como debater e disseminar informações sobre as responsabilidades de cada ente;
3.1.2 – Realizar atividades de fiscalização em estabelecimentos que comercializam ou que utilizam
agrotóxicos;
3.1.3 – Identificar áreas contaminadas ou potencialmente sujeitas a contamin ação por agrotóxicos;
META:
3.1.1.1 - Realizar três seminários nas regiões de saúde prioritárias conforme descrito nesta proposta.
3.1.1.2 - Solicitação de Confecção um de material de divulgação e educativo;
3.1.1.3 - Reproduzir, encadernar e distribuir 200 cópias da proposta de vigilância de populações
expostas a agrotóxicos após aprovada na CIB
3.1.2.1 - Acompanhar junto aos órgãos competentes (ADEAL e IMA) a situação dos estabelecimentos
de revenda de agrotóxico nos municípios prioritários e emitir rela tório anual contendo situação
encontrada quanto a: emissão de receituário, técnico responsável, produtos comercializados,
quantidades vendidas, recebimento de embalagens vazias, destinação de embalagens vazias, entre
outros;
3.1.2.2 - Emitir e divulgar relatório anual contendo as ações do programa PARA no estado de Alagoas
ressaltando: produtos e agrotóxicos analisados, periodicidade, situação encontrada, riscos ambientais.
3.1.3.1 - Cadastrar no sistema de informação SISSOLO 30% das áreas agrícolas que tiveram
notificação de intoxicação por agrotóxico agrícola;
PRAZO:
INÍCIO: 05/2013
TÉRMINO: junho/2014
RESPONSÁVEL
DIRETO DIVISAM / SUVISA
SESAU
SETORES ENVOLVIDOS /
DIVISAM, SUVISA, LACEN, DIVEP, DIVISA, CEREST, UFAL, ADEAL.
PARCEIROS
OBJETIVO ESPECÍFICO / DIRETRIZ:
4 - Estruturar física e tecnologicamente o serviço de análise de amostras encaminhadas ao laboratório
para a detecção da presença de agrotóxicos;
AÇÃO:
4.1 - Definir junto ao LACEN – AL, Vigilância Ambiental, Vigilância Sanitária e Vigilân cia Epidemiológica
as necessidades e prioridades referentes à análise de amostras para os parâmetros de agrotóxicos .
ATIVIDADE:
4.1.1 – Realizar levantamento da necessidade de equipamentos e insumos necessários à realização
das coletas, acondicionamento, transporte para análise de amostras de agrotóxicos ;
META:
4.1.1.1 - Adquirir insumos para encaminhamento de amostras ambientais para análise de agrotóxicos
nos laboratórios de referência nacional definidos pelo Ministério da Saúde.
4.1.1.2 - Contratar PJ especializada no transporte de material biológico para encaminhamento de
amostras para análises nos laboratórios de referência nacional.
PRAZO:
INÍCIO: junho/2013
RESPONSÁVEL
DIRETO
DIVISAM / SUVISA
SESAU
SETORES ENVOLVIDOS /
DIVISAM, SUVISA, LACEN.
PARCEIROS
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TÉRMINO: 12/2013
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OBJETIVO ESPECÍFICO / DIRETRIZ:
5 - Fortalecer e ampliar os serviços de vigilância, informação e assistência aos indivíduos expostos e/ou
acometidos;
AÇÃO:
5.1 - Fortalecer as ações de vigilância e controle das pessoas e ambien tes expostos a agrotóxicos bem
como a implantação de uma unidade de referência que institua suporte continuado (serviço 0800 ou
correlato) para orientação e referência dos casos suspeitos de intoxicação ;
ATIVIDADE:
5.1.1 - Definir a estrutura organizacional da Unidade de Referência de suporte continuado (;espaço
físico e adquirir equipamentos e insumos corpo técnico .
5.1.2 - Difundir aos diversos segmentos da sociedade a disponibilidade e atribuições do serviço;
5.1.3 - Subsidiar os municípios para a realização das atividades coleta e análise de amostras e
monitoramento de parâmetros relacionados de pessoas ou ambientes sob risco potenc ial de exposição
a agrotóxicos por meio do monitoramento da presença de agrotóxicos em água para consumo humano .
META:
5.1.1.1 - Construir uma proposta de implantação e operacionalização da unidade de referência estadual
que institua os procedimentos de suporte continuado (serviço 0800 ou equivalente) para orientação e
referência aos casos suspeitos de intoxicação
5.1.2.1 - Confeccionar material de divulgação para difundir o serviço 0800 de suporte continuado.
5.1.3.1 - Realizar anualmente 40 coletas de água para análise de agrotóxicos conforme plano estadual
estabelecido.
PRAZO:
INÍCIO: julho/2013
TÉRMINO: julho /2014
RESPONSÁVEL
DIRETO
DIVISAM / SUVISA
SESAU
SETORES ENVOLVIDOS /
DIVISAM, SUVISA, LACEN, DIVEP, DIVISA, CEREST, UFAL, ADEAL
PARCEIROS
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7. ANEXOS.
Anexo 01 – Principais agrotóxicos utilizados pelos fumicultores de Arapiraca – AL
Produto
Classe
Grupo
Químico
Principio
Ativo
Classificação
Toxicológica
Classificação
Ambiental
Altamente
Perigoso
Perigoso
Altamente
Perigoso
Muito Perigoso
Muito Perigoso
Perigoso
Perigoso
Muito Perigoso
Em
Classificação
Altamente
Perigoso
Em
Classificação
F
FR
(%)
72
26,57
53
19.56
40
14,76
27
25
15
11
10
9,96
9,23
5,54
4,06
3.69
3
1,11
2
0,74
2
0,74
Decis
Inseticida
Piretróide
Deltametrina
++
Confidor
Inseticida
Neonicotinóide
+
karatê
Inseticida
Piretróide
Tamarom
Astro
Amistar
Orthene
Dithane
Acaricida/Inseticida
Inseticida
Fungicida
Acaricida/Inseticida
Acaricida/Inseticida
Organofosforado
Organofosforado
Estrobilurina
Organofosforado
Alquilenobis
midacloprido
LambdCialotrina
Metamidofos
clorpirifós
Azoxistrobina
Acefato
Mancozebe
Stron
Acaricida/Inseticida
Organofosforado
Metamidofos
++++
Cipertrin
Inseticida
Piretróide
Cipermetrina
+++
Lannate
Inseticida
Metilcarbamato
de Oxima
Metomil
++++
Primeplus
Regulador de
Crescimento
Dinitroanilina
Flumetralina
+
Muito Perigoso
2
0,74
Afalon
Herbicida
Ureia
Linurom
++
2
0,74
Dinitroanilina
Brutalina
+++
1
0,37
Bezimidazol
Carbendazim
++
Em
Classificação
Altamente
Perigoso
Perigoso
1
0,37
Etileno
Etefom
++
Perigoso
1
0,37
Triazol
Tebuconazol
++
Perigoso
Em
Classificação
1
0,37
1
0,37
+++
+++
++
+
+
++
Folicur
Regulador de
Crescimento
Fungicida
Regulador de
Crescimento
Fungicida
Manzate
Fungicida
Alquilenobis
Mancozebe
++
Mirex
Formicida
Sulfonamida
Fluoroalifática
Sulfluramida
+
Perigoso
1
0,37
Piredan
Inseticida
Piretroide
Permetrina
+++
Altamente
Perigoso
1
0,37
Amex
Derosal
Ethrel
Adaptado de Cristiane A. Nascimento. 2010.
Notas: F = Frequência; FR (%) = Frequência relativa expressa em %.
Pouco tóxico = +; Medianamente tóxico = ++; Altamente tóxico = +++; Extremamente tóxico = ++++.
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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
ALAGOAS. Governo do Estado de Alagoas. Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento
Econômico. Alagoas em Números 2012. Disponível em:
<http://informacao.seplande.al.gov.br/publicacoes/20130128/alagoas-numeros-2012>.
Acessado em 27/02/2013.
ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Agrotóxico utilizado como chumbinho
é retirado do mercado brasileiro. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/
anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/assunto+de+interesse/noticias/agrotoxico+utilizado+
como+chumbinho+e+retirado+do+mercado+brasileiro>. Acessado em 23/01/2013.
_______. Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA).
Relatório de Atividades de 2010. Gerência Geral de Toxicologia. Brasil. 2010
ARMAS, EDUARDO D.; MONTEIRO, REGINA T. R.; AMÂNCIO, ARMANDO V.; CORREA,
RUI M. L.; GUERCIO, MIGUEL A.. Uso de Agrotóxicos em Cana-de-Açúcar na Bacia do Rio
Corumbataí e o Risco de Poluição Hídrica. Química Nova, Vol. 28, No. 6, 975-982, 2005.
CALIXTO, BRUNO. Brasil descarta corretamente 94% das embalagens de agrotóxicos.
Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/03/brasil-descartacorretamente-94-das-embalagens-de-agrotoxicos.html> . Acessado em 16/01/2013.
GARCIA, SEBASTIÃO. Destinação correta de embalagens de agrotóxicos gera renda
no campo, aponta INPEV. Disponível em: <http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2012/06/
destinacao-correta-de-embalagens-de-agrotoxicos-gera-renda-no-campo-aponta-inpev3787974.html>. Acessado em 16/01/2013.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário 2006 . Disponível
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Acessado em 10/01/2013.
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DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL – DIVISAM
_______. Produção Agrícola Municipal 2010. Disponível em: <http://www.sidra.ibge.gov.br/
bda/acervo/acervo2.asp?ti=1&tf=99999&e=v&p=PA&z=t&o=11>. Acessado em 10/01/2013.
MAPA. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa
Agropecuária. Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas. Coordenação-Geral de
Agrotóxicos e Afins. ATO No 55, DE 9 DE OUTUBRO DE 2012. Disponível em :
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MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Plano Integrado de
Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos. Março 2009.
NASCIMENTO, CRISTIANE A. Avaliação das Condições de Trabalho dos Fumicultores
no Município de Arapiraca – AL: contribuições para estudo sobre a percepção de
risco nos trabalhadores rurais expostos a agrotóxicos. Dissertação de Mestrado.
Disponível em: <http://bdtd.ufal.br/tde_arquivos/19/TDE-2012-04-12T125317Z667/Publico/Dissertacao_Cristiane%20Araujo%20Nascimento_2011.pdf>. Acessado em
25/01/2013
OLIVEIRA, PATRICIA P. V.; SIHLER, CAMILA B.; MOURA, LENILDO; MALTA; DEBORAH
C.; TORRES; MARIA C. A.; LIMA, SANDRA M. C. P.; LIMA, ANA L. A.; LEITE, CARLOS E.;
COSTA-E-SILVA, VERA L.; SOBEL, JEREMY; LANZIERI, TATIANA M.. First reported
outbreak of green tobacco sickness in Brazil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro,
26(12):2263-2269, dez, 2010.
48
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