Gramática Professor: Tarsis Vaz Souza A REVOLUÇÃO DO internetês 1 2 3 4 5 6 7 Fonte: Revista Língua Portuguesa, Ano 1, Número 5, 2006. O INTERNETÊS É INOFENSIVO E INVENTIVO Em entrevista, a professora Marisa Lajolo defende que um conhecimento mais sólido da história da leitura permitiria uma discussão mais fundamentada de questões como o “internetês” ou o “livro eletrônico”. Paulo Bearzoti Filho Graças à Internet, “hoje se lê e se escreve muito mais”. O fenômeno, aliás, diz respeito à informática como um todo. Terminais de banco, por exemplo, exigem uma série de operações monitoradas pela leitura e pela escrita. E mesmo os celulares favorecem leitura e escrita, uma vez que seu uso envolve mensagens escritas enviadas e recebidas, além de códigos a serem digitados. Quem expressa essa visão otimista sobre a relação entre linguagem escrita e Internet é Marisa Lajolo, pesquisadora do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade de Campinas (Unicamp), autora de dezenas de obras e artigos, como Do mundo da leitura do mundo (Ed. Ática) e uma das maiores especialistas brasileiras em leitura e escrita. Para ela, de forma nenhuma o internetês pode ser considerado um perigo para a língua portuguesa. “Essa forma de escrita — que provavelmente existe para todas as línguas — é completamente inofensiva. E inventiva!”, afirma. O seu desenvolvimento estaria associado à própria diversidade de usos e funções da linguagem. A pesquisadora lembra que “as línguas são sempre suficientemente maleáveis para serem adaptadas aos vários papéis que cumprem e a comunicação é apenas um dentre tais papéis. Outros são, por exemplo, a criação/manutenção/reforço de identidades coletivas, ou o exercício de poder sobre outros falantes”. O internetês seria, assim, “um instrumento de coesão entre uma comunidade jovem extremamente criativa. Quem se der ao trabalho de estudá-lo vai perceber como nele se manifestam vários traços de várias escritas da língua portuguesa”, diz. Marisa afirma que o internetês coexistirá pacificamente com todas as outras ‘línguas portuguesas’ em circulação como a dos esportistas, a dos economistas e a dos críticos de arte. Essa convivência entre as diferentes grafias e linguagens asseguraria inclusive a permanência das formas tradicionais. Os livros eletrônicos e os textos digitalizados, por exemplo, oferecem inúmeras facilidades para pesquisa. Mas isso por si não lhes garante primazia sobre o papel. “Quem disse que literatura existe para ser pesquisada?”, questiona Marisa. O mesmo raciocínio se aplicaria à carta, em confronto com o e-mail. Se é verdade que, atualmente, enviamos “menos cartões de Natal por correio e muito mais cartões pela Internet”, nada assegura “que a carta tradicional via correio vá desaparecer”. Para ela, uma forma de comunicação na causa o desaparecimento de outras. “As formas de comunicação vivem se rearranjando.” Fonte: Discutindo Língua Portuguesa, Ano 1, Número 2. 8 Desmundo. Baseado na obra de Ana Miranda, esta montagem refabrica imagens do Brasil em 1570, destacando a frágil estada de órfãs lusitanas que tinham, por missão, desposarem os primeiros colonizadores. Vencedor do Prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema Brasileiro em Paris, esta é, sobretudo, uma explícita denúncia histórica. Imperdível! Tiros em Columbine. Eis uma escultura cinematográfica do primoroso, narrador e diretor, Michael Moore! Trata-se de um documentário que se propõe a investigar o fascínio dos americanos pelas armas de fogo. Assim, o filme questiona a origem de tal cultura bélica, a partir de uma captura comportamental das pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Este clássico destaca-se pelo cenário acadêmico nacional, incluindo-se aqui lisuras da Universidade Federal da Bahia. Adeus, Lênin!: Indicado para o Oscar 2004, como melhor longa estrangeiro, o filme é ambientado em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, quando a Sra. Kerner, passando mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Acordar, em meio à Berlim Oriental e às mudanças políticas do país, pode agravar seu estado de saúde! Assim, das estratégias esboçadas pelo zelo do filho Alexander, nasce um filme alemão, sob a direção de Wolfganger Becker. Sobre Meninos e Lobos. Assistir a este drama é entender que os reflexos da infância têm, às claras, o futuro como espelho. Pontuando distúrbios comportamentais e preconceitos, que nos costumam seduzir a conclusões mais óbvias, mas nem sempre conclusivas. 9 RESOLVENDO O MÓDULO 2... QUESTÕES PROPOSTAS SEÇÃO A 01. Opte por organizar a oração: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico. n n “ouviram” é o verbo do período; “o brado retumbante de um povo heróico” é a essência do verbo; portanto, objeto direto. Restam apenas “margens” e “Ipiranga” para ser núcleo do sujeito: n Não há possibilidades de ser “Ipiranga”, pois este é uma expressão iniciada pela contração “do”, o que seria inadmissível para um termo que desempenhe função de núcleo do sujeito. n Então, tenha-se “margens” como núcleo do sujeito. É importante salientar que “margens” no Hino Nacional assumem papel figurado, uma vez que se comportam como seres capazes de ouvir. Este fenômeno é conhecido na Língua Portuguesa como prosopopéia ou personificação. 02. n Pede-se silêncio. Neste caso, o verbo é transitivo direto, e o termo “silêncio” seria a sua essência (ou melhor, o seu objeto direto); mas, havendo a partícula apassivadora “se”, o que funciona como objeto direto transforma-se ime-diatamente em sujeito. Portanto, “silêncio” é sujeito simples. n A caverna anoitecia. Neste caso, o verbo anoitecer assume um sentido não habitual (=escurecer), eliminando a hipótese de ha-ver aí uma oração sem sujeito. Sendo assim, “caver-na” também é sujeito simples. n Já fazia oito longas horas de inquietação. Aí, o verbo fazer indica passagem do tempo; tornandose, assim, um caso deoração sem sujeito. 03. A ordem direta do texto original seria: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico. n “ouviram” é o verbo do período; n “o brado retumbante de um povo heróico” é a essência do verbo; portanto, objeto direto. 10 Restam apenas “as margens plácidas” e “do Ipiranga” para ser sujeito: n Não há possibilidades de ser “do Ipiranga”, pois esta é uma expressão iniciada pela contração “do”, o que seria inadmissível para um termo que desempenhe função subjetiva. n Então, tenha-se “as margens plácidas” como sujeito. Na reestruturação indicada pela questão, tem-se “às margens plácidas”. A presença da crase elimina toda a possibilidade de a expressão ser sujeito, uma vez que não se admite contração (a + a) antes do elemento subjetivo. 08. O sujeito dos verbos imperativos, em geral, encontram-se ocultos. Revelando-o, teríamos: Retira-te (TU), criatura ávida de vingança! Não se pode acreditar que “criatura” é o sujeito, uma vez que este vocábulo se presta a invocar o ser – característica típica dos vocativos. 09. Em “Os investidores sabiam que chegara a hora do dólar virar.”, observe que Quem é que vai virar é o “dólar”; portanto “dólar” é sujeito, o que nos obriga a separar a contração que o antecede. Dessa forma, tem-se: ... a hora de o dólar virar. 10. Os sujeitos das orações são respectivamente: 1. Observe que, dessa forma, não haverá nenhum termo para ser sujeito, o que nos faz admitir que o sujeito é indeterminado (até porque o verbo está na 3ª pessoa do plural!) 04. Quem era meu naquele lugar? Tudo. Então, “tudo” é o sujeito. Simples, por apresentar um único núcleo. Por outro lado, indeterminado semanticamente, haja vista que o seu sentido é vago. 2. 3. 05. Destaquem-se três razões para que a expressão “arte vã” não venha a ser sujeito: 1ª Entre o sujeito e o verbo, não caberia o emprego de vírgula. 2ª Expressões de chamamento, como “arte vã”, são denominadas vocativos; e não sujeitos. 3ª Caso fosse sujeito, “arte vã” reclamaria a concordância verbal; exigindo, em lugar de “Tens guardadas em ti”, a estrutura “Tem guardadas em ti”. Assim, pode-se concluir que o sujeito simples oculto é o pronome “tu”. 06. Os sujeitos das questões são respectivamente: n as peças do quebra-cabeça [núcleo: peças – sujeito simples] n eu [sujeito simples oculto] n o seu esforço e a sua concentração [núcleos: esforço, concentração – sujeito composto] Obs.: Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “o seu esforço e a sua concentração”, que eram núcleos do objeto direto, transformem-se em núcleos do sujeito. n sete peças [núcleo: peças – sujeito simples] n os exemplares da indústria [núcleo: exemplares – sujeito simples] Obs.: Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “os exemplares da indústria”, que era núcleo do objeto direto, transformese em núcleo do sujeito. 07. Indeterminado: o verbo está na 3ª pessoa do plural e desacompanhado de qualquer elemento que desempenhe função subjetiva. 11 4. 5. 6. avenidas largas [núcleo: avenidas – sujeito simples] Obs.: Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “avenidas largas”, que era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do sujeito. “haver” com o sentido de “existir” é um caso de oração sem sujeito. um riso de mofa [núcleo: riso – sujeito simples] Obs.: Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “um riso de mofa”, que era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do sujeito. Como o verbo é intransitivo, não está acompanhado de um sujeito explícito e vem acompanhado pelo índice de indeterminação do sujeito “se”, o sujeito é indeterminado. sete horas [núcleo: horas – sujeito simples] sujeito indeterminado, uma vez que o verbo está na 3ª pessoa do plural e desacompanhado de qualquer elemento que desempenhe função subjetiva. 11. A essência do verbo “descobrir” é a “desmoralização” (a descoberta!). Esta se liga ao verbo sem auxílio da preposição. Tem-se, então, um verbo transitivo direto. Quanto ao verbo “reinar”, não há, no texto, um único termo que lhe complete o sentido. Não se deve admitir que “dentro de mim” completa o sentido do verbo. Na realidade, esta expressão indica o lugar onde o fato ocorre; trata-se de uma locução adverbial de lugar. 12. Opte por analisar a oração na ordem direta: O experimento da vida levou-a às dores de parto. Quem é que a levou às dores de parto? O experimento da vida (sujeito – núcleo: experimento). 13. O verbo da oração “Faz muito calor ...” indica fenômeno da natureza; trata-se, portanto, de uma oração sem sujeito. Há também sujeito inexistente na oração “Devia haver maior interesse ...”, pois o verbo “haver” assume o mesmo valor semântico do verbo “existir”. 14. Os sujeitos das orações são respectivamente: 1. sujeito indeterminado: verbo transitivo indireto acompanhado do índice de indeterminação “se”. 2. sujeito indeterminado: verbo na 3ª pessoa do plural, desacompanhado de qualquer elemento que desempenhe função subjetiva. 3. 4. batismos [núcleo: batismos – sujeito simples] Obs.: Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “batismos”, que era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do sujeito. tudo [núcleo: tudo – sujeito simples] Obs.: A indeterminação, neste caso, não é do sujeito; e sim da sua semântica. n “Têm” representa a forma da 3ª pessoa plural do verbo; enquanto, “tem”, da 3ª pessoa do singular. n Verbo “ser” concorda sempre com o nome próprio independendo do predicativo. 20. n Haver = Existir é um caso de oração sem sujeito, verbo na 3ª pessoa do singular, contaminando toda a locução com a sua impessoalidade. 21. 08 15. d Considere os períodos abaixo: (01) ASPIRAR (= almejar) é VTI; exige-se, então, a seguinte construção: “Não penso que ela aspirasse a algum legado”. (02) PAGAR, quando se refere a pessoas, é VTI; exigese, então, a seguinte construção: “... para pagar ao mestre de Latim”. (04) IR e VOLTAR apresentam regências distintas. Dessa forma, a expressão que se refere aos verbos (de Lisboa) obedece apenas a VOLTAR, uma vez que “Quem volta volta de algum lugar”, mas “Quem vai vai a algum lugar”. (16) “a” é a preposição que acompanha o verbo IR, e não “em”. n Entrego a desvairada vida ao próprio destino. n Entrego-lhe a desvairada vida. Note que “ao próprio destino” e “lhe” assumem - em suas respectivas orações - função de objeto indireto. Dessa forma, estando ambos em um único período, ocorreria um uso pelonástico do objeto. Na realidade, um dos objetos (lhe) fora empregado a fim de entregar ao texto o tom lírico; enquanto o outro (ao próprio destino), que esclarece o pronome oblíquo, identifica-se com a clareza - típica da objetividade. SEÇÃO B 22. 08 + 16 (01) ASSISTIR (=ver, ser telespectador) é VTI; exige-se, então, a seguinte construção: “A que filme você assistiu ontem?” (02) COMPARTILHAR é VTD; exige-se, então, a seguinte construção: “Ninguém compartilhava minha mágoa”. INSTRUÇÃO: Apenas as formas corretas aparecerão abaixo, seguidas de justificativa: 16. n Trata-se: VTI + SE (índice de indeterminação do sujeito), verbo na 3ª pessoa do singular. n É necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada de uma locução cujo principal verbo (o último) é transitivo direto, corresponde a uma partícula apassivadora. Isso faz com que “debates”, que era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do sujeito; fazendo o verbo, com ele, concordar. Obs.: Alguns autores admitem o verbo COMPARTILHAR como VTI, e, dessa forma, a questão estaria correta. Convém, então, observar a bibliografia indicada pelas instituições para as quais serão prestados os exames. (04) ASPIRAR (= almejar) é VTI; exige-se, então, a seguinte construção: “A posição à que aspiro é elevada”. 17. n Trata-se: VTI + SE (índice de indeterminação do sujeito), verbo na 3ª pessoa do singular. n Haver = Existir é um caso de oração sem sujeito, verbo na 3ª pessoa do singular. 18. n Haver = Existir é um caso de oração sem sujeito, verbo na 3ª pessoa do singular, contaminando toda a locução com a sua impessoalidade. 23. 01 + 02 + 08 + 16 (04) “Quem ajuda ajuda alguém”; exige-se, portanto, a seguinte construção: “Ajudá-lo-ei a preparar as aulas”. 24. 04 + 08 + 16 (01) DESOBEDECER é VTI; exige-se, portanto, tal construção: “Não permitia que os filhos lhe (O.I) desobedecessem”, em lugar de “Não permitia que seus filhos o (O.D.) obedecessem” (02) “Quem tem aptidão tem aptidão para algo”. n É necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada de uma locução cujo principal verbo (o último) é transitivo direto, corresponde a uma partícula apassivadora. Isso faz com que “perguntas”, que era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do su-jeito; fazendo o verbo, com ele, concordar. 19. 25. 16 n É necessário considerar que a palavra “se”, por estar (01) Quem avisa avisa algo (O.D.) a alguém (O.I.) ou alguém (O.D.) de algo (O.I.). Dessa forma, seriam aceitas somente duas construções. Confira: Avisei-lhe (O.I) que a festa era boa (O.D.) ou Avisei-o (O.D.) de que a festa era boa (O.I.). acompanhada de uma locução cujo principal verbo (o último) é transitivo direto, corresponde a uma partícula apassivadora. Isso faz com que “declarações”, que era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do sujeito; fazendo o verbo, com ele, concordar. 12 (02) Não se unem, com a conjunção “e”, verbos que apresentem regências diferentes (“Quem sai sai de algum lugar”; enquanto “Quem entra entra em algum lugar”). Dessa forma, a expressão correta seria “Eles saíam daquela espelunca e entravam nela”. (04) Não se permite o emprego da expressão “do que” com o verbo preferir: “Quem prefere prefere uma coisa a outra, e não uma coisa do que outra”. (08) O verbo “implicar” - no sentido de “resultar” - é transitivo direto: “Quem implica implica algo”. Assim, a forma correta seria “Implica enormes prejuízos a falência”. 29. (01) “de massa” especifica “turismo” que é sujeito da oração “seria impensável”. (02) “impensável” é um adjetivo que se liga ao termo modificado por meio de um verbo de ligação; trata-se, então, de um predicativo (... e, com certeza, predicativo do sujeito!) (04) Para constatar esta verdade, basta substituir o doispontos pelo vocábulo “pois”. (08) O vocábulo “ambos” substitui tanto os shoppings quanto os clubes Mediterranée. (16) “a segurança” é a essência do verbo proporcionar (a coisa proporcionada!) de maneira que ocupa a função de objeto direto, que é um termo responsável por completar o sentido do verbo, o que nada tem que ver com modificar! (32) É um advérbio que se refere à forma verbal “perder” atribuindo-lhe a idéia de modo. 26. 01 + 02 + 04 + 08 + 16 27. Seguem abaixo a forma correta e a justificativa para as questões em que ocorreu desvio da norma culta. (04) A forma correta é “Quando não havia mais o que fazer, justificaram-se as emendas.”, pois o verbo deve concordar com o sujeito “as emendas”. (16) A forma correta é “O fato de a imprensa não comparecer pode ser uma boa sugestão para reprimir os ânimos.”, pois não se admite a contração (de + a) antes do sujeito “imprensa”. (64) A forma correta é “Ficou claro que poderia haver soluções para o inquérito judicial.”, pois o verbo “haver” com o sentido de “existir” transmite a sua impessoalidade para toda a locução. 30. Seguem os respectivos núcleos dos sujeitos: (01) crianças (02) cidade (04) shoppings (08) uns (16) massas (32) turista (64) cidades 28. 31. Os fragmentos do texto comprovam as respostas: (01) “Nem a rainha-mãe inglesa escapou do cerco: ao participar de um convescote no interior do país, sem objeções, ela pisou com os sapatos reais uma esteira para desinfetá-los.” (02) “A sensação é de que o pesadelo está de volta, numa reedição bem mais grave.” (04) “1 milhão de cabeças deverá repetir o ritual mostrado diariamente pela TV.” (08) “O vacinar em massa já foi descartado porque os produtores teriam de perder o status de “livre da aftosa sem vacinação”, o que garante o preço maior da carne exportada. (16) “O avanço do vírus fez soar o alerta em vários países, já desconfiados da carne da Europa.” (32) “É verdade que a Inglaterra parece a origem de todas as mazelas.” (64) “Mas as condições que geraram as doenças no país são extremamente comuns a toda a União Européia. Todos eles usavam a ração à base de carcaça de animais – que se suspeita ser o agente transmissor da doença da vaca louca.” (01) “só” limita o vocábulo “um” tornando-o um numeral. Os numerais atribuem a uma palavra a idéia de quantidade, e nunca de indeterminação, o que seria típico de um artigo indefinido. (02) “Engano” completa o sentido do verbo “haver” – que, neste caso, representa uma oração sem sujeito – tornando-se objeto direto deste. (04) Dicas para fácil análise: n Substituir o pronome demonstrativo “os” pelo pronome também demonstrativo “aqueles”. Confira: “mas alegria têm aqueles que aconselham a paz.” n Reorganizar a oração na ordem direta. Confira: “mas aqueles que aconselham a paz têm alegria.” Veja que a expressão “que aconselham a paz” está especificando quais são aqueles que têm alegria. Diga-se ainda que “aqueles” é o sujeito da oração. Em outras palavras, a expressão em questão especifica um termo de função subjetiva. (08) “os” v. 4 é pronome demonstrativo; “os” v.6 é artigo definido. (16) “cheios” é modificador nominal pelo simples fato de ser variável e se referir ao vocábulo “ímpios” (32) Impossível: antes do termo há uma contração (de + o), indicando que este termo depende de um outro. É importante lembrar que o sujeito é um termo essencial. (64) O verbo “transtornar” é transitivo direto; só poderá, então, apresentar objeto direto. Neste caso, “ao pecador” é objeto direto preposicionado. 13 32. (01) Todos os utensílios citados sugerem rigor e segurança no combate à febre aftosa. (02) Comparou-se, ainda que nas entrelinhas do texto, o pânico – que é uma representação sócio-pessoal – com o vírus – que nada mais é que um ser biológico. (04) A obrigação do texto sustenta-se na preposição “de” empregada entre os dois verbos. (08) Não há referências à estrutura real da Inglaterra nesse texto, muito menos referências irônicas! (16) Novamente se utilizou a analogia entre valores so-ciais e valores orgânico-biológicos. (32) “Boi verde” é uma referência ao gado criado à moda brasileira, solto no campo. (64) O texto reproduz o que foi dito na proposição. 33. (04) Não deve haver vírgulas de nenhum tipo entre estes advérbios por serem de intensidade. (08) É indeterminado, pois o artigo é indefinido. (16) O vocábulo em questão jamais poderia intensificar, pois os termos que exercem tal tarefa são advérbios, e todo advérbio é uma palavra variável, o que não acontece com “vários”. 34. (01) “tudo” é sujeito. Quem é que revirado? Tudo. Além disso é uma palavra cujo significado é vago, daí ser dita indeterminada semanticamente. (02) Não é facultativo: a vírgula aponta a união de duas orações que apresentam sujeitos diferentes. (04) Basta substituí-los pela palavra “pois” e será possível perceber que ambas as orações introduzidas indicam uma explicação. (08) Como o verbo “ter” é transitivo direto, a palavra “se” será partícula apassivadora. (16) O 1º é pronome demonstrativo, e o 2º é artigo definido. (32) Ambos desempenham papel de objeto direto, uma vez que completam o sentido de formas verbais. (64) “Rixa” é objeto direto, uma vez que completa o sentido do verbo HAVER. Isso já garante que este é um termo paciente. 35. Seguem as respectivas classes gramaticais: (01) pronome demonstrativo – artigo (02) substantivo – substantivo (04) substantivo – substantivo (08) adjetivo – locução adjetiva (16) adjetivo – substantivo (32) pronome indefinido – advérbio de intensidade (64) substantivo – adjetivo Referência: CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português. Contemporâneo. Ed. Nova Fronteira. 2ª Edição. GARCIA, Othon. Comunicação em Prosa Moderna. Ed. Fundação Getúlio. 17ª Edição. PLATÃO & FIORIN. Para Entender o Texto. Ed. Ática. KURY, Adriano da Gama. Novas Lições de Análise Sintática. Ed. Ática. 7.ª Edição. SILVA, Dionísio da. De onde vem as palavras. Ed. Mandarim. 4.ª Edição. BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Ed. Lucerna. 37.ª Edição. LIMA, Rocha. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Ed. José Olympo. 37.ª Edição. ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. Ed. Saraiva. 40.ª Edição. 14