Gramática
Professor: Tarsis Vaz Souza
A REVOLUÇÃO DO
internetês
1
2
3
4
5
6
7
Fonte: Revista Língua Portuguesa, Ano 1, Número 5, 2006.
O INTERNETÊS É
INOFENSIVO E INVENTIVO
Em entrevista,
a professora Marisa Lajolo defende
que um conhecimento mais sólido da história da leitura
permitiria uma discussão mais fundamentada de questões
como o “internetês” ou o “livro eletrônico”.
Paulo Bearzoti Filho
Graças à Internet, “hoje se lê e se escreve muito mais”. O
fenômeno, aliás, diz respeito à informática como um todo.
Terminais de banco, por exemplo, exigem uma série de
operações monitoradas pela leitura e pela escrita. E mesmo os
celulares favorecem leitura e escrita, uma vez que seu uso
envolve mensagens escritas enviadas e recebidas, além de
códigos a serem digitados.
Quem expressa essa visão otimista sobre a relação entre
linguagem escrita e Internet é Marisa Lajolo, pesquisadora do
Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade de
Campinas (Unicamp), autora de dezenas de obras e artigos, como
Do mundo da leitura do mundo (Ed. Ática) e uma das maiores
especialistas brasileiras em leitura e escrita.
Para ela, de forma nenhuma o internetês pode ser
considerado um perigo para a língua portuguesa. “Essa forma
de escrita — que provavelmente existe para todas as línguas —
é completamente inofensiva. E inventiva!”, afirma.
O seu desenvolvimento estaria associado à própria
diversidade de usos e funções da linguagem. A pesquisadora
lembra que “as línguas são sempre suficientemente maleáveis
para serem adaptadas aos vários papéis que cumprem e a
comunicação é apenas um dentre tais papéis. Outros são, por
exemplo, a criação/manutenção/reforço de identidades coletivas,
ou o exercício de poder sobre outros falantes”.
O internetês seria, assim, “um instrumento de coesão entre
uma comunidade jovem extremamente criativa. Quem se der
ao trabalho de estudá-lo vai perceber como nele se manifestam
vários traços de várias escritas da língua portuguesa”, diz. Marisa
afirma que o internetês coexistirá pacificamente com todas as
outras ‘línguas portuguesas’ em circulação como a dos
esportistas, a dos economistas e a dos críticos de arte.
Essa convivência entre as diferentes grafias e linguagens
asseguraria inclusive a permanência das formas tradicionais. Os
livros eletrônicos e os textos digitalizados, por exemplo,
oferecem inúmeras facilidades para pesquisa. Mas isso por si
não lhes garante primazia sobre o papel. “Quem disse que
literatura existe para ser pesquisada?”, questiona Marisa.
O mesmo raciocínio se aplicaria à carta, em confronto com
o e-mail. Se é verdade que, atualmente, enviamos “menos cartões
de Natal por correio e muito mais cartões pela Internet”, nada
assegura “que a carta tradicional via correio vá desaparecer”.
Para ela, uma forma de comunicação na causa o desaparecimento de outras. “As formas de comunicação vivem se
rearranjando.”
Fonte: Discutindo Língua Portuguesa, Ano 1, Número 2.
8
Desmundo. Baseado na obra de Ana Miranda, esta
montagem refabrica imagens do Brasil em 1570, destacando a frágil estada de órfãs lusitanas que tinham,
por missão, desposarem os primeiros colonizadores.
Vencedor do Prêmio de Melhor Filme no Festival de
Cinema Brasileiro em Paris, esta é, sobretudo, uma explícita denúncia histórica. Imperdível!
Tiros em Columbine. Eis uma escultura cinematográfica do primoroso, narrador e diretor, Michael Moore!
Trata-se de um documentário que se propõe a investigar
o fascínio dos americanos pelas armas de fogo. Assim,
o filme questiona a origem de tal cultura bélica, a partir
de uma captura comportamental das pequenas cidades
dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores
guarda uma arma em casa. Este clássico destaca-se
pelo cenário acadêmico nacional, incluindo-se aqui
lisuras da Universidade Federal da Bahia.
Adeus, Lênin!: Indicado para o Oscar 2004, como
melhor longa estrangeiro, o filme é ambientado em
1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, quando
a Sra. Kerner, passando mal, entra em coma e fica
desacordada durante os dias que marcaram o triunfo
do regime capitalista. Acordar, em meio à Berlim Oriental
e às mudanças políticas do país, pode agravar seu
estado de saúde! Assim, das estratégias esboçadas
pelo zelo do filho Alexander, nasce um filme alemão,
sob a direção de Wolfganger Becker.
Sobre Meninos e Lobos. Assistir a este drama é entender que os reflexos da infância têm, às claras, o futuro
como espelho. Pontuando distúrbios comportamentais
e preconceitos, que nos costumam seduzir a conclusões
mais óbvias, mas nem sempre conclusivas.
9
RESOLVENDO O MÓDULO 2...
QUESTÕES PROPOSTAS
SEÇÃO A
01. Opte por organizar a oração:
As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo
heróico.
n
n
“ouviram” é o verbo do período;
“o brado retumbante de um povo heróico” é a essência do verbo; portanto, objeto direto.
Restam apenas “margens” e “Ipiranga” para ser núcleo do sujeito:
n Não há possibilidades de ser “Ipiranga”, pois este é uma expressão
iniciada pela contração “do”, o que seria inadmissível para um termo
que desempenhe função de núcleo do sujeito.
n Então, tenha-se “margens” como núcleo do sujeito.
É importante salientar que “margens” no Hino Nacional assumem papel
figurado, uma vez que se comportam como seres capazes de ouvir. Este fenômeno é conhecido na Língua Portuguesa como prosopopéia ou personificação.
02.
n Pede-se silêncio.
Neste caso, o verbo é transitivo direto, e o termo “silêncio” seria a sua
essência (ou melhor, o seu objeto direto); mas, havendo a partícula
apassivadora “se”, o que funciona como objeto direto transforma-se
ime-diatamente em sujeito. Portanto, “silêncio” é sujeito simples.
n A caverna anoitecia.
Neste caso, o verbo anoitecer assume um sentido não habitual (=escurecer), eliminando a hipótese de ha-ver aí uma oração sem sujeito.
Sendo assim, “caver-na” também é sujeito simples.
n Já fazia oito longas horas de inquietação.
Aí, o verbo fazer indica passagem do tempo; tornandose, assim, um
caso deoração sem sujeito.
03. A ordem direta do texto original seria:
As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo
heróico.
n “ouviram” é o verbo do período;
n “o brado retumbante de um povo heróico” é a essência do verbo; portanto, objeto direto.
10
Restam apenas “as margens plácidas” e “do Ipiranga” para
ser sujeito:
n Não há possibilidades de ser “do Ipiranga”, pois esta é
uma expressão iniciada pela contração “do”, o que seria
inadmissível para um termo que desempenhe função
subjetiva.
n Então, tenha-se “as margens plácidas” como sujeito.
Na reestruturação indicada pela questão, tem-se “às margens plácidas”. A presença da crase elimina toda a possibilidade de a expressão ser sujeito, uma vez que não se admite
contração (a + a) antes do elemento subjetivo.
08. O sujeito dos verbos imperativos, em geral, encontram-se
ocultos. Revelando-o, teríamos: Retira-te (TU), criatura
ávida de vingança! Não se pode acreditar que “criatura” é
o sujeito, uma vez que este vocábulo se presta a invocar
o ser – característica típica dos vocativos.
09. Em “Os investidores sabiam que chegara a hora do dólar
virar.”, observe que Quem é que vai virar é o “dólar”;
portanto “dólar” é sujeito, o que nos obriga a separar a
contração que o antecede. Dessa forma, tem-se: ... a hora
de o dólar virar.
10. Os sujeitos das orações são respectivamente:
1.
Observe que, dessa forma, não haverá nenhum termo
para ser sujeito, o que nos faz admitir que o sujeito é indeterminado (até porque o verbo está na 3ª pessoa do plural!)
04. Quem era meu naquele lugar? Tudo. Então, “tudo” é o
sujeito. Simples, por apresentar um único núcleo. Por outro lado, indeterminado semanticamente, haja vista que o
seu sentido é vago.
2.
3.
05. Destaquem-se três razões para que a expressão “arte vã”
não venha a ser sujeito:
1ª Entre o sujeito e o verbo, não caberia o emprego de
vírgula.
2ª Expressões de chamamento, como “arte vã”, são denominadas vocativos; e não sujeitos.
3ª Caso fosse sujeito, “arte vã” reclamaria a concordância verbal; exigindo, em lugar de “Tens guardadas em
ti”, a estrutura “Tem guardadas em ti”. Assim, pode-se
concluir que o sujeito simples oculto é o pronome “tu”.
06. Os sujeitos das questões são respectivamente:
n as peças do quebra-cabeça [núcleo: peças – sujeito
simples]
n eu [sujeito simples oculto]
n o seu esforço e a sua concentração [núcleos: esforço,
concentração – sujeito composto] Obs.: Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a
palavra “se”, por estar acompanhada de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que
“o seu esforço e a sua concentração”, que eram núcleos do objeto direto, transformem-se em núcleos
do sujeito.
n sete peças [núcleo: peças – sujeito simples]
n os exemplares da indústria [núcleo: exemplares – sujeito simples] Obs.: Para se chegar a esta conclusão é
necessário considerar que a palavra “se”, por estar
acompanhada de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “os exemplares da
indústria”, que era núcleo do objeto direto, transformese em núcleo do sujeito.
07. Indeterminado: o verbo está na 3ª pessoa do plural e desacompanhado de qualquer elemento que desempenhe
função subjetiva.
11
4.
5.
6.
avenidas largas [núcleo: avenidas – sujeito simples]
Obs.: Para se chegar a esta conclusão é necessário
considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada
de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “avenidas largas”, que era núcleo
do objeto direto, transforme-se em núcleo do sujeito.
“haver” com o sentido de “existir” é um caso de oração sem sujeito.
um riso de mofa [núcleo: riso – sujeito simples] Obs.:
Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada
de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “um riso de mofa”, que era
núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do
sujeito.
Como o verbo é intransitivo, não está acompanhado de um sujeito explícito e vem acompanhado pelo
índice de indeterminação do sujeito “se”, o sujeito é
indeterminado.
sete horas [núcleo: horas – sujeito simples]
sujeito indeterminado, uma vez que o verbo está na
3ª pessoa do plural e desacompanhado de qualquer
elemento que desempenhe função subjetiva.
11. A essência do verbo “descobrir” é a “desmoralização”
(a descoberta!). Esta se liga ao verbo sem auxílio da preposição. Tem-se, então, um verbo transitivo direto.
Quanto ao verbo “reinar”, não há, no texto, um único termo que lhe complete o sentido. Não se deve admitir que
“dentro de mim” completa o sentido do verbo. Na realidade, esta expressão indica o lugar onde o fato ocorre; trata-se de uma locução adverbial de lugar.
12. Opte por analisar a oração na ordem direta: O experimento da vida levou-a às dores de parto. Quem é que a levou às dores de parto? O experimento da vida (sujeito
– núcleo: experimento).
13. O verbo da oração “Faz muito calor ...” indica fenômeno
da natureza; trata-se, portanto, de uma oração sem sujeito. Há também sujeito inexistente na oração “Devia
haver maior interesse ...”, pois o verbo “haver” assume o
mesmo valor semântico do verbo “existir”.
14. Os sujeitos das orações são respectivamente:
1. sujeito indeterminado: verbo transitivo indireto acompanhado do índice de indeterminação “se”.
2. sujeito indeterminado: verbo na 3ª pessoa do plural,
desacompanhado de qualquer elemento que desempenhe função subjetiva.
3.
4.
batismos [núcleo: batismos – sujeito simples] Obs.:
Para se chegar a esta conclusão é necessário considerar que a palavra “se”, por estar acompanhada
de um verbo transitivo direto, é partícula apassivadora. Isso faz com que “batismos”, que era núcleo
do objeto direto, transforme-se em núcleo do sujeito.
tudo [núcleo: tudo – sujeito simples] Obs.: A indeterminação, neste caso, não é do sujeito; e sim da sua
semântica.
n “Têm” representa a forma da 3ª pessoa plural do verbo; enquanto, “tem”, da 3ª pessoa do singular.
n Verbo “ser” concorda sempre com o nome próprio
independendo do predicativo.
20.
n Haver = Existir é um caso de oração sem sujeito, verbo na 3ª pessoa do singular, contaminando toda a locução com a sua impessoalidade.
21. 08
15. d
Considere os períodos abaixo:
(01) ASPIRAR (= almejar) é VTI; exige-se, então, a seguinte construção: “Não penso que ela aspirasse a
algum legado”.
(02) PAGAR, quando se refere a pessoas, é VTI; exigese, então, a seguinte construção: “... para pagar ao
mestre de Latim”.
(04) IR e VOLTAR apresentam regências distintas. Dessa forma, a expressão que se refere aos verbos (de
Lisboa) obedece apenas a VOLTAR, uma vez que
“Quem volta volta de algum lugar”, mas “Quem vai
vai a algum lugar”.
(16) “a” é a preposição que acompanha o verbo IR, e
não “em”.
n Entrego a desvairada vida ao próprio destino.
n Entrego-lhe a desvairada vida.
Note que “ao próprio destino” e “lhe” assumem - em suas
respectivas orações - função de objeto indireto. Dessa forma,
estando ambos em um único período, ocorreria um uso pelonástico do objeto.
Na realidade, um dos objetos (lhe) fora empregado a fim
de entregar ao texto o tom lírico; enquanto o outro (ao próprio
destino), que esclarece o pronome oblíquo, identifica-se com
a clareza - típica da objetividade.
SEÇÃO B
22. 08 + 16
(01) ASSISTIR (=ver, ser telespectador) é VTI; exige-se,
então, a seguinte construção: “A que filme você assistiu ontem?”
(02) COMPARTILHAR é VTD; exige-se, então, a seguinte
construção: “Ninguém compartilhava minha mágoa”.
INSTRUÇÃO: Apenas as formas corretas aparecerão
abaixo, seguidas de justificativa:
16.
n Trata-se: VTI + SE (índice de indeterminação do sujeito), verbo na 3ª pessoa do singular.
n É necessário considerar que a palavra “se”, por estar
acompanhada de uma locução cujo principal verbo (o
último) é transitivo direto, corresponde a uma partícula apassivadora. Isso faz com que “debates”, que era
núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo do
sujeito; fazendo o verbo, com ele, concordar.
Obs.: Alguns autores admitem o verbo COMPARTILHAR
como VTI, e, dessa forma, a questão estaria correta. Convém, então, observar a bibliografia indicada pelas instituições
para as quais serão prestados os exames.
(04) ASPIRAR (= almejar) é VTI; exige-se, então, a seguinte construção: “A posição à que aspiro é elevada”.
17.
n Trata-se: VTI + SE (índice de indeterminação do sujeito), verbo na 3ª pessoa do singular.
n Haver = Existir é um caso de oração sem sujeito, verbo na 3ª pessoa do singular.
18.
n Haver = Existir é um caso de oração sem sujeito, verbo na 3ª pessoa do singular, contaminando toda a locução com a sua impessoalidade.
23. 01 + 02 + 08 + 16
(04) “Quem ajuda ajuda alguém”; exige-se, portanto, a seguinte construção: “Ajudá-lo-ei a preparar as aulas”.
24. 04 + 08 + 16
(01) DESOBEDECER é VTI; exige-se, portanto, tal construção: “Não permitia que os filhos lhe (O.I) desobedecessem”, em lugar de “Não permitia que seus filhos o (O.D.) obedecessem”
(02) “Quem tem aptidão tem aptidão para algo”.
n É necessário considerar que a palavra “se”, por estar
acompanhada de uma locução cujo principal verbo
(o último) é transitivo direto, corresponde a uma partícula apassivadora. Isso faz com que “perguntas”, que
era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo
do su-jeito; fazendo o verbo, com ele, concordar.
19.
25. 16
n É necessário considerar que a palavra “se”, por estar
(01) Quem avisa avisa algo (O.D.) a alguém (O.I.) ou alguém (O.D.) de algo (O.I.). Dessa forma, seriam aceitas somente duas construções. Confira: Avisei-lhe
(O.I) que a festa era boa (O.D.) ou Avisei-o (O.D.)
de que a festa era boa (O.I.).
acompanhada de uma locução cujo principal verbo
(o último) é transitivo direto, corresponde a uma partícula apassivadora. Isso faz com que “declarações”, que
era núcleo do objeto direto, transforme-se em núcleo
do sujeito; fazendo o verbo, com ele, concordar.
12
(02) Não se unem, com a conjunção “e”, verbos que apresentem regências diferentes (“Quem sai sai de algum lugar”; enquanto “Quem entra entra em algum
lugar”). Dessa forma, a expressão correta seria “Eles
saíam daquela espelunca e entravam nela”.
(04) Não se permite o emprego da expressão “do que”
com o verbo preferir: “Quem prefere prefere uma coisa a outra, e não uma coisa do que outra”.
(08) O verbo “implicar” - no sentido de “resultar” - é transitivo
direto: “Quem implica implica algo”. Assim, a forma
correta seria “Implica enormes prejuízos a falência”.
29.
(01) “de massa” especifica “turismo” que é sujeito da oração “seria impensável”.
(02) “impensável” é um adjetivo que se liga ao termo modificado por meio de um verbo de ligação; trata-se,
então, de um predicativo (... e, com certeza, predicativo do sujeito!)
(04) Para constatar esta verdade, basta substituir o doispontos pelo vocábulo “pois”.
(08) O vocábulo “ambos” substitui tanto os shoppings
quanto os clubes Mediterranée.
(16) “a segurança” é a essência do verbo proporcionar
(a coisa proporcionada!) de maneira que ocupa a
função de objeto direto, que é um termo responsável por completar o sentido do verbo, o que nada
tem que ver com modificar!
(32) É um advérbio que se refere à forma verbal “perder”
atribuindo-lhe a idéia de modo.
26. 01 + 02 + 04 + 08 + 16
27. Seguem abaixo a forma correta e a justificativa para as
questões em que ocorreu desvio da norma culta.
(04) A forma correta é “Quando não havia mais o que
fazer, justificaram-se as emendas.”, pois o verbo
deve concordar com o sujeito “as emendas”.
(16) A forma correta é “O fato de a imprensa não comparecer pode ser uma boa sugestão para reprimir os
ânimos.”, pois não se admite a contração (de + a)
antes do sujeito “imprensa”.
(64) A forma correta é “Ficou claro que poderia haver soluções para o inquérito judicial.”, pois o verbo “haver” com o sentido de “existir” transmite a sua impessoalidade para toda a locução.
30. Seguem os respectivos núcleos dos sujeitos:
(01) crianças
(02) cidade
(04) shoppings
(08) uns
(16) massas
(32) turista
(64) cidades
28.
31. Os fragmentos do texto comprovam as respostas:
(01) “Nem a rainha-mãe inglesa escapou do cerco: ao
participar de um convescote no interior do país, sem
objeções, ela pisou com os sapatos reais uma esteira para desinfetá-los.”
(02) “A sensação é de que o pesadelo está de volta, numa
reedição bem mais grave.”
(04) “1 milhão de cabeças deverá repetir o ritual mostrado diariamente pela TV.”
(08) “O vacinar em massa já foi descartado porque
os produtores teriam de perder o status de “livre
da aftosa sem vacinação”, o que garante o preço
maior da carne exportada.
(16) “O avanço do vírus fez soar o alerta em vários países, já desconfiados da carne da Europa.”
(32) “É verdade que a Inglaterra parece a origem de todas as mazelas.”
(64) “Mas as condições que geraram as doenças no país
são extremamente comuns a toda a União Européia.
Todos eles usavam a ração à base de carcaça de
animais – que se suspeita ser o agente transmissor
da doença da vaca louca.”
(01) “só” limita o vocábulo “um” tornando-o um numeral.
Os numerais atribuem a uma palavra a idéia de quantidade, e nunca de indeterminação, o que seria típico de um artigo indefinido.
(02) “Engano” completa o sentido do verbo “haver” – que,
neste caso, representa uma oração sem sujeito –
tornando-se objeto direto deste.
(04) Dicas para fácil análise:
n Substituir o pronome demonstrativo “os” pelo pronome também demonstrativo “aqueles”. Confira: “mas
alegria têm aqueles que aconselham a paz.”
n Reorganizar a oração na ordem direta. Confira: “mas
aqueles que aconselham a paz têm alegria.”
Veja que a expressão “que aconselham a paz” está
especificando quais são aqueles que têm alegria.
Diga-se ainda que “aqueles” é o sujeito da oração. Em
outras palavras, a expressão em questão especifica
um termo de função subjetiva.
(08) “os” v. 4 é pronome demonstrativo; “os” v.6 é artigo
definido.
(16) “cheios” é modificador nominal pelo simples fato de
ser variável e se referir ao vocábulo “ímpios”
(32) Impossível: antes do termo há uma contração (de +
o), indicando que este termo depende de um outro.
É importante lembrar que o sujeito é um termo essencial.
(64) O verbo “transtornar” é transitivo direto; só poderá,
então, apresentar objeto direto. Neste caso, “ao pecador” é objeto direto preposicionado.
13
32.
(01) Todos os utensílios citados sugerem rigor e segurança no combate à febre aftosa.
(02) Comparou-se, ainda que nas entrelinhas do texto, o
pânico – que é uma representação sócio-pessoal –
com o vírus – que nada mais é que um ser biológico.
(04) A obrigação do texto sustenta-se na preposição “de”
empregada entre os dois verbos.
(08) Não há referências à estrutura real da Inglaterra nesse texto, muito menos referências irônicas!
(16) Novamente se utilizou a analogia entre valores so-ciais e valores orgânico-biológicos.
(32) “Boi verde” é uma referência ao gado criado à moda brasileira, solto no campo.
(64) O texto reproduz o que foi dito na proposição.
33.
(04) Não deve haver vírgulas de nenhum tipo entre estes advérbios por serem de intensidade.
(08) É indeterminado, pois o artigo é indefinido.
(16) O vocábulo em questão jamais poderia intensificar, pois os termos que exercem tal tarefa são advérbios, e todo
advérbio é uma palavra variável, o que não acontece com “vários”.
34.
(01) “tudo” é sujeito. Quem é que revirado? Tudo. Além disso é uma palavra cujo significado é vago, daí ser dita indeterminada semanticamente.
(02) Não é facultativo: a vírgula aponta a união de duas orações que apresentam sujeitos diferentes.
(04) Basta substituí-los pela palavra “pois” e será possível perceber que ambas as orações introduzidas indicam uma
explicação.
(08) Como o verbo “ter” é transitivo direto, a palavra “se” será partícula apassivadora.
(16) O 1º é pronome demonstrativo, e o 2º é artigo definido.
(32) Ambos desempenham papel de objeto direto, uma vez que completam o sentido de formas verbais.
(64) “Rixa” é objeto direto, uma vez que completa o sentido do verbo HAVER. Isso já garante que este é um termo
paciente.
35. Seguem as respectivas classes gramaticais:
(01) pronome demonstrativo – artigo
(02) substantivo – substantivo
(04) substantivo – substantivo
(08) adjetivo – locução adjetiva
(16) adjetivo – substantivo
(32) pronome indefinido – advérbio de intensidade
(64) substantivo – adjetivo
Referência:
CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português. Contemporâneo. Ed. Nova Fronteira. 2ª Edição.
GARCIA, Othon. Comunicação em Prosa Moderna. Ed. Fundação Getúlio. 17ª Edição.
PLATÃO & FIORIN. Para Entender o Texto. Ed. Ática.
KURY, Adriano da Gama. Novas Lições de Análise Sintática. Ed. Ática. 7.ª Edição.
SILVA, Dionísio da. De onde vem as palavras. Ed. Mandarim. 4.ª Edição.
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Ed. Lucerna. 37.ª Edição.
LIMA, Rocha. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Ed. José Olympo. 37.ª Edição.
ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. Ed. Saraiva. 40.ª Edição.
14
Download

internetês