CATÁLOGO DE
ROCHAS ORNAMENTAIS
DO ESTADO
DO TOCANTINS
Palmas, novembro de 2008
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente
GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS
Marcelo de Carvalho Miranda
Governador
Paulo Sidney Antunes
Vice-Governador
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Edison Lobão
Ministro de Estado
SECRETARIA DO PLANEJAMENTO
José Augusto Pires Paula
Secretário
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO
E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Cláudio Scliar
Secretário
Claudinei dos Santos Dourado
Subsecretário
Regina Sônia Botelho Martins
Superintendente de Planejamento
e Gestão de Políticas Públicas
Eduardo Quirino Pereira
Diretor de Zoneamento
Ecológico-Econômico
COMPANHIA DE MINERAÇÃO
DO ESTADO DO TOCANTINS
Umberto Raimundo Costa
Presidente
Regina Lúcia Ianes Martins
Diretora Técnica-Administrativa
Ministério de
Minas e Enérgia
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Executado pela Companhia de
Mineração do Tocantins - MINERATINS
CATÁLOGO DE
ROCHAS ORNAMENTAIS
DO ESTADO
DO TOCANTINS
S E C R E TA R I A
DO PLANEJAMENTO
Palmas, novembro de 2008
CRÉDITOS DE AUTORIA
TEXTO EXPLICATIVO
Ubiraci dos Reis Freitas
ACOMPANHAMENTO TÉCNICO E REVISÃO
Regina Lúcia Ianes Martins
Umberto Raimundo Costa
Eduardo Quirino Pereira
Rodrigo Sabino Teixeira Borges
Revisão Final
Umberto Raimundo Costa
FREITAS, Ubiraci dos Reis.
Secretaria do Planejamento (Seplan). Superintendência de Planejamento e
Gestão Central de Políticas Públicas (SPL). Diretoria de Zoneamento EcológicoEconômico (DZE). Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins). Diretoria
Técnica-Administrativa. Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins. Org.
por Ubiraci dos Reis Freitas. Palmas: Seplan/Mineratins, 2008.
46p., ilust.
Executado pela Companhia de Mineração do Tocantins (Mineratins) para a
Secretaria do Planejamento (Seplan), no âmbito de convênio firmado entre a Seplan e o
Ministério das Minas e Energia (MME).
1. Rochas Ornamentais – Tocantins. 2 – Mineração – Tocantins. I. Tocantins.
Secretaria do Planejamento. II. Companhia de Mineração do Tocantins. III. Título.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO.......................................................................................06
INTRODUÇÃO.............................................................................................07
DESEMPENHO DO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS.................................08
O ESTADO DO TOCANTINS................................................................................10
Aspectos da Infra-estrutura ..........................................................................10
Incentivos Fiscais ..........................................................................................11
ARCABOUÇO GEOLÓGICO.............................................................................14
Rochas Arqueanas e do Proterozóico inferior ................................................15
Greenstone Belts .........................................................................................15
Faixas de Dobramentos do Proterozóico médio e superior ..........................15
Bacias Sedimentares Paleozóicas e Mesozóicas ............................................16
Bacia do Parnaíba .........................................................................................16
Bacia do São Francisco ................................................................................17
Coberturas Sedimentares Cenozóicas ...........................................................17
CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA ...................................................................18
Petrografia ..................................................................................................18
Índices Físicos ..............................................................................................18
Desgaste Amsler ..........................................................................................19
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear ......................................................19
Resistência ao Impacto de Corpo Duro .........................................................19
Resistência à Compressão Uniaxial ................................................................19
Módulo de Deformabilidade Estático ........................................................19
Resistência à Flexão ......................................................................................19
Granito Branco Mineratins ...........................................................................20
Granito Vermelho Tigrão ..............................................................................21
Granito Coral................................................................................................22
Granito Verde Nazaré....................................................................................23
Granito Amêndoa Jaú...................................................................................24
Granito Azul Ipueiras....................................................................................25
Granito Estrela..............................................................................................26
Granito Salmão Paraíso.................................................................................27
Granito Palila ...............................................................................................28
Granito Prata Lajeado...................................................................................29
Granito Lajeado............................................................................................30
Granito São João...........................................................................................31
Granito Prata Anhanguera ............................................................................32
Granito Amêndoa Ruge................................................................................33
Granito Floral................................................................................................34
Granito Cinza Metropolitano........................................................................35
Granito Araguanã ........................................................................................36
Granito Xambioá ..........................................................................................37
Granito Branco Polar.....................................................................................38
Granito Marisma...........................................................................................39
Granito Cinza Ardósia...................................................................................40
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES...............................................................41
BIBLIOGRAFIA ...............................................................................................42
Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
APRESENTAÇÃO
De há muito o Tocantins aspirava por um trabalho que levantasse,
organizasse e divulgasse informações sobre suas rochas ornamentais.
Esta necessidade está sendo atendida agora, com a publicação e distribuição
do presente Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins, elaborado
pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Planejamento (SEPLAN) e
da Companhia de Mineração do Tocantins (MINERATINS), com o apoio da Secretaria
de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia
(SGMTM/MME).
Este catálogo reúne dados sobre a geologia, ocorrências, parâmetros
petrológicos e petrográficos e possibilidades de uso e aplicação de uma gama de tipos
de rochas, de diversificado padrão estético, presentes no território estadual com
potencial para uso ornamental.
O nível ainda não mais que incipiente da produção estadual de rochas
ornamentais confere a este catálogo um notório caráter potencial. E é exatamente
por isto que, com ele, busca o Governo do Estado oferecer à sociedade e, em
particular, aos potenciais investidores um instrumento de promoção deste setor no
estado, incentivando a pesquisa, a lavra, o beneficiamento e a comercialização destes
nossos produtos, com olhos voltados tanto para o mercado interno quanto para a
exportação.
A nova realidade da infra-estrutura logística em consolidação no estado e o
atrativo conjunto de incentivos governamentais para novos empreendimentos
industriais que aqui se implantem potencializam significativamente este catálogo,
permitindo visualizar-se para breve um salto qualitativo e quantitativo do setor de
rochas ornamentais no Tocantins.
Ministério de
Minas e Enérgia
S E C R E TA R I A
DO PLANEJAMENTO
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
INTRODUÇÃO
No Brasil, tem-se conhecimento do uso das rochas para fins ornamentais desde o
período imperial, quando se importavam os mármores da Europa.
As rochas ornamentais e de revestimento, também designadas pedras naturais,
rochas lapídeas, rochas dimensionais e materiais de cantaria, abrangem os tipos
litológicos que podem ser extraídos em blocos ou placas, cortados em formas variadas
e beneficiados através de esquadrejamento, polimento, lustro etc. Seus principais
campos de aplicação incluem tanto peças isoladas, como esculturas, tampo e pés de
mesa, balcões, lápides e arte funerária em geral, quanto edificações, destacando-se,
nesse caso, os revestimentos internos e externos de paredes, pisos, pilares, colunas,
soleiras etc (CETEM/ABIROCHAS, 2001).
Estas rochas são basicamente divididas em duas grandes categorias comerciais,
quais sejam: os “granitos”, que comercialmente englobam rochas silicáticas (ígneas,
plutônicas ou vulcânicas, e metamórficas, incluindo charnockitos, gnaisses e
migmatitos); e os “mármores”, que comercialmente compreendem qualquer rocha
carbonática, tanto de origem sedimentar como metamórfica, passível de polimento.
Também são consideradas rochas ornamentais e de revestimento os travertinos,
ardósias, quartzitos, arenitos e conglomerados.
A produção e o consumo das rochas ornamentais do Brasil apresentaram
crescimento notável nas últimas décadas, sendo utilizadas amplamente para
revestimento externo de prédios, pisos, paredes, mesas, pias etc. O uso das rochas
ornamentais no Brasil é expressivo, sobretudo das rochas altamente decorativas, de
coloração vermelha, rosa, amarela, verde e azul, chamadas popularmente de “rochas
coloridas”. As nossas rochas ornamentais são abundantes tanto em quantidade quanto
em variedade.
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
DESEMPENHO DO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS
Segundo os dados do Anuário Mineral Brasileiro 2006, considerando as reservas
recuperáveis (30% das reservas medidas), as estimativas apontam para um volume de 6
bilhões de metros cúbicos de rochas ornamentais no Brasil.
A produção mundial de rochas para ornamentação e revestimento atingiu
naquele ano a marca de 92,7 milhões de toneladas. China, Índia, Itália, Brasil, Irã, Turquia
e Espanha despontam respectivamente como os principais produtores e expressivos
exportadores mundiais. A China, que responde por quase 25% da produção mundial, é
estimulada pelo vigoroso crescimento da construção de habitações decorrentes do seu
processo de urbanização e da política agressiva de exportações. Em 2006 foram
comercializadas no mundo cerca de 41,4 milhões de toneladas de rochas brutas e
beneficiadas (DNPM – Sumário Mineral 2006).
Devido à informalidade (ainda estimada em torno de 60% do total da produção
de rochas no Brasil), os órgãos oficiais (DNPM e SECEX) informam apenas os
quantitativos relativos à exportação e importação. No entanto, algumas entidades do
setor, como a ABIROCHAS, estimam a produção nacional em 2006 na ordem de 7,5
milhões de toneladas, o que colocaria o Brasil em 4° lugar no ranking mundial. Em
relação às exportações, o Brasil posicionou-se em 5° lugar, com 2,52 milhões de
toneladas, à frente da Espanha e atrás da China (10,25 milhões de toneladas), Índia (4,52
milhões de toneladas), Turquia (3,98 milhões de toneladas) e Itália (3,07 milhões de
toneladas).
Considerados os dados (não oficiais) de produção da ABIROCHAS em 2007,
verifica-se uma variação positiva de 6,0% em relação a 2006, equivalente a 7,97 milhões
de toneladas. O crescimento da produção seria sustentado pelo crescimento do setor da
construção civil, calculado em 10,2% em 2007.
A produção nacional (>90%) está representada em ordem decrescente pelos
estados ES, MG, BA, CE, PR, RJ, GO e PB. Os estados do Espírito Santo e Minas Gerais
8
Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
respondem por 70% a 75% dessa produção.
De acordo com MDIC - SECEX, em 2007 as importações totais de mármores e
granitos aumentaram 1,8% em peso, atingindo 121.281 toneladas, contra 119.177
toneladas em 2006. Em valor, alcançaram US$ FOB 40,38 milhões (mais 40,3% em
relação a 2006). Em 2007, as rochas processadas representaram 48,7% do valor total
importado para atender o mercado imobiliário de alto padrão. Os mármores em bruto
assumiram um percentual pouco maior que 50% em valor e 70,2% em peso. Segundo a
SECEX, a Turquia respondeu por 39% do total, seguida da Itália (33%), Espanha (27%) e
Grécia (8%). Os bens manufaturados foram importados principalmente da Espanha
(34%), Itália (29%), Grécia (23%) e China (8%).
Segundo os dados do MDIC - SECEX, em 2007 as exportações somaram 2,5 Mt,
correspondendo em valor a US$ FOB 1,096 bilhão e a 0,7% das exportações totais do
Brasil (um incremento de apenas US$ FOB 57,55 milhões e redução de 62,48 mt em
relação a 2006; e crescimento de 5,5% em valor e decréscimo de 2,4% em peso). As
exportações de granitos e mármores brutos (Blocos) alcançaram US$ FOB 205 milhões
com 1,20 milhão de toneladas, representando 18,7% em valor e 48,0% em peso do
total em 2007. Somente para os EUA foram exportados US$ FOB 636,1 milhões,
correspondendo a 58,2% do total (a um preço médio de US$ FOB 832,5/tonelada).
O consumo aparente estimado em 2007 no Brasil foi de 5,582 milhões de
toneladas, representando um acréscimo de 10,6% em relação ao ano anterior (5,046
milhões de toneladas), estimulado pelo expressivo crescimento do setor da construção
civil, pela redução de taxas de juros e crescimento da oferta de crédito imobiliário.
Considerando que cada metro cúbico de rocha gera 35 metros quadrados e que o
consumo equivalente para 2007 foi de 2,067 milhões de metros cúbicos, estima-se o
consumo total de 72,36 milhões de metros quadrados. Desse quantitativo, 39% (28,22
milhões de metros quadrados) dos materiais foram granitos e conglomerados; 37,3%
de ardósias, quartzitos maciços e folheados; 15% de mármores e travertinos; e 2,1% de
importados. A região Sudeste responde por cerca de 70% a 75% do consumo nacional
de rochas ornamentais.
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
O ESTADO DO TOCANTINS
O Estado do Tocantins encontra-se inserido numa posição privilegiada do
território nacional, estando localizado no centro geográfico do país fazendo divisa com
os seguintes estados: Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Goiás e Mato Grosso (Figura 01). O
Tocantins possui uma extensão territorial de 277.620,911 km2 e conta com uma
população, estimada em 2007, de 1.243.627 habitantes.
Aspectos da Infra-estrutura
As obras de infra-estrutura no estado vêm recebendo nos últimos anos
significativo aporte de recursos estaduais e federais distribuídos em projetos
contemplando ampliação da malha rodoviária, construção da Ferrovia Norte-Sul e a
efetivação do processo da Hidrovia do Rio Tocantins. Esses três modais de transporte,
complementados com projetos de portos, aeroportos e plataformas multimodais, vão
se constituir na principal matriz de transporte de produtos minerais no estado,
permitindo escoamento eficaz e redução dos custos de produção.
A rodovia Belém-Brasília (BR-153) juntamente com a rodovia Brasília-Fortaleza
mais a leste, constituem importantes elos de ligação do estado com o restante do país.
O sistema viário estadual conta atualmente com mais de 5.000 quilômetros de rodovias
pavimentadas, interligando todas as regiões do estado. Deve-se ressaltar que o relevo
plano a ondulado, predominante em amplas regiões do estado, favorece sobremaneira
a implantação das obras de infra-estrutura.
Figura 01 – Mapa de situação do Estado do Tocantins.
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
A Ferrovia Norte-Sul se estenderá quase em paralelo à Rodovia BR-153, que conecta
Belém a Brasília (2.141 km). Terá, também, uma forte sinergia com a Hidrovia do Rio
Tocantins. É uma obra gigantesca, de extrema importância para o desenvolvimento
nacional, e que consolidará o Tocantins como eixo fundamental de transporte das regiões
Norte e Nordeste ao Sul e Sudeste do País. A Ferrovia Norte-Sul contará com as seguintes
plataformas multimodais: Aguiarnópolis, Araguaína, Colinas, Guaraí, Palmas/Porto
Nacional e Gurupi. As três primeiras já estão construídas e a de Guaraí estará concluída em
dezembro de 2008. A ferrovia chegará a Palmas em 2009.
Quanto à Hidrovia do Rio Tocantins, há que se registrar tanto o compromisso público
assumido pelo Governo do Estado com sua implantação, quanto as ações concretas já
materializadas.
Citam-se aqui: a viagem fluvial realizada pelo Governador no trecho
Lajeado-Estreito; o início das obras da eclusa de Lajeado; os esforços em curso para a
inclusão de eclusa na barragem do Estreito; os estudos específicos efetuado na área de
Serra Quebrada, bem como aqueles voltados para a implantação, mesmo antes da
concretização das eclusas rio acima, do chamado “Porto do Tocantins“ no extremo norte
do Estado. Além da significativa diminuição dos custos de transporte, esta Hidrovia
colocará os produtos tocantinenses, seja por Belém seja por São Luiz, cerca de 5.000 km
mais próximos da América do Norte, da Europa e do Canal do Panamá do que o Porto de
Vitória.
Fator essencial na indução do desenvolvimento, a energia elétrica é requisito
industrial básico abundante no Tocantins. O estado conta, atualmente, com 14 usinas
hidrelétricas em pleno funcionamento, sendo as duas maiores as UHE de Lajeado com
902,5 MW e UHE Peixe-Angical com 452 MW (Atlas Seplan, 2008). O Tocantins exporta para
o sistema nacional perto de 90% da energia elétrica que produz.
Incentivos Fiscais
Por ser um dos estados da Região Norte, pertencente à Amazônia Legal, são
aplicáveis ao Tocantins todos os benefícios fiscais e outros incentivos válidos para a Região
Amazônica, seja via SUDAM e Banco da Amazônia, seja por meio de outros programas e
agentes federais que oferecem linhas especiais para a Região e para o setor industrial em
pauta.
11
Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
A par disto, o Estado do Tocantins oferece linhas próprias de incentivos fiscais
com os programas Pró-Indústria e Prosperar.
O Pró-Indústria tem por finalidade promover a interiorização da atividade
industrial, a geração de emprego e renda, o estímulo à utilização e à transformação de
matéria-prima local, o uso sustentado dos recursos naturais e a gradativa desoneração
da produção. A concessão dos incentivos fiscais depende da aprovação de projeto
industrial de instalação ou expansão apresentado nos termos da Lei Nº 1.385 de 9 de
julho de 2003. Os benefícios fiscais e os incentivos do Pró-Indústria compreendem:
I) Isenção do ICMS:
- nas operações internas, para a matéria-prima e insumos destinados aos
estabelecimentos industriais beneficiários, mantido o crédito do ICMS para o
remetente;
- referente ao diferencial de alíquota nas aquisições de bens destinados ao ativo
fixo;
- nas operações internas com veículos, máquinas e equipamentos destinados a
integrar o ativo fixo, mantido o crédito do ICMS para o remetente;
- sobre energia elétrica;
- nas vendas internas destinadas a órgão público;
- nas importações de máquinas e equipamentos destinados ao ativo fixo;
- nas importações de produtos utilizados nos processos de industrialização,
compreendendo: matérias-primas, insumos semi-elaborados ou acabados,
mercadorias destinadas à embalagem, acondicionamento ou apresentação de
produto final.
II) Crédito presumido:
- nas saídas internas e interestaduais de produtos industrializados pela própria
empresa beneficiária, de forma que a carga tributária efetiva corresponda a
2%;
- de 100% sobre o valor do ICMS nas prestações de serviços interestaduais com
produtos industrializados.
III) Inexigibilidade do ICMS:
- na substituição tributária em operação que destine mercadoria a
estabelecimento para utilização em processo de produção, industrialização
ou manipulação.
12
Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
IV) Autorização, durante a fase pré-operacional:
- para remessa de matéria-prima adquirida neste Estado ou importada do
exterior, destinada a outros estabelecimentos industriais do mesmo titular
ou de matriz ou filial de beneficiários do Programa, ainda que situados em
outra Unidade da Federação, sem a obrigatoriedade do retorno do produto
industrializado;
- para usufruir do benefício do Programa, em relação ao ICMS da operação
própria de seus produtos, cujo empreendimento esteja em fase de
construção, limitando-se o benefício a 50% do valor dos investimentos fixos.
O Prosperar tem a finalidade de promover a expansão e a diversificação do
setor empresarial do Estado, estimulando investimentos e competitividade. Os
benefícios fiscais e os incentivos do Prosperar compreendem:
I) Empresas que venham a implantar ou expandir suas atividades no Tocantins.
II) Diferimento do ICMS devido na importação de produtos utilizados no
processo de industrialização compreendendo: matéria-prima, semielaborados ou acabados, mercadorias destinadas à embalagem,
acondicionamento ou apresentação do produto final.
III) Financiamento de 75% do valor do ICMS:
- devido no período da concessão a projetos de implantação e revitalização;
- resultante do incremento econômico oriundo da execução de projeto de
expansão.
IV) Critérios de financiamento:
- o valor global corresponde à soma das parcelas mensais desembolsadas
durante a vigência do contrato;
- sobre o valor do financiamento concedido não incide atualização
monetária;
- ocorrem juros simples de 0,2% ao mês sobre o saldo devedor cujo
pagamento efetua-se mensalmente;
- incide comissão de administração no importe de 0,5% sobre o valor de
cada parcela liberada;
- as condições de pagamento das quantias financiadas são definidas em
regulamento.
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
ARCABOUÇO GEOLÓGICO
O arcabouço geológico do Tocantins é formado por rochas Arqueanas e do
Proterozóico Inferior, incluindo seqüências de greenstone belts, Faixas de
Dobramentos do Proterozóico Médio e Superior, Bacias Sedimentares Paleozóicas
e Mesozóicas e Coberturas Sedimentares Cenozóicas (Figura 02).
Figura 02 – Mapa do arcabouço geológico do Estado do Tocantins.
Fonte: Modificado da Seplan (2005).
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
Rochas Arqueanas e do Proterozóico Inferior
Esse grande domínio geológico inclui: granitos, gnaisses, migmatitos, granulitos,
anfibolitos, quartzitos e rochas calcossilicatadas (Complexo Goiano); gnaisses
trondhjemíticos (Complexo Colméia); hornblenda piroxenitos, metahornblenda
gabronoritos, enderbitos, charnoenderbitos, charnokitos, gnaisses aluminosos,
kinzigitos e gonditos (Complexo Porto Nacional); biotita monzogranito, sienogranito,
biotita granito e monzogranito (Suíte Ipueiras); e metarenitos feldspáticos, metarcóseos,
biotita e/ou anfibólio biotita gnaisse, granada biotita xisto, xisto ferromagnesíferos,
xistos calcíticos, xisto feldspáticos, calco-clorita xisto, quartzitos, xistos aluminosos,
granulitos e quartzitos granadíferos (Complexo Aruanã-Pindorama).
Greenstone Belts
Os greenstone belts são representados por anfibolitos e tremolita-xistos,
metandesitos, formações ferríferas, itabiritos dolomíticos, itabiritos, metavulcânicas
ácidas e intermediárias, metassiltitos, quartzitos, metarenitos conglomeráticos e
metaconglomerados polimíticos, talco xistos e serpentinitos (Faixa Almas-Dianópolis),
mica xistos pelíticos, xistos grafiosos, granada quartzitos e xistos máficos (Greenstone
Belt Natividade), e anfibolitos, gnaisses, quartzitos, granada-muscovita-biotita xisto,
talco xisto, mica xisto, anfibólio-xisto feldspático, rochas calcissilicatadas e meta-cherts
(Seqüência Meta-Vulcano-Sedimentar de Palmeirópolis).
Faixas de Dobramentos do Proterozóico Médio e Superior
Essa unidade consiste em: xistos com granada, quartzitos, xistos grafitosos e
mármores (Grupo Serra da Mesa); quartzitos eólicos, conglomerado, brechas, quartzitos
aluviais e fluviais, derrames de lavas básicas e ácidas, quartzitos, metassiltitos calcíferos,
vulcanitos basalto-andesíticos, andesitos, diques intrusivos, riodacitos, metarenitos e
filitos (Grupo Araí); quartzitos, metassiltitos, filitos e metaconglomerado (Grupo
Natividade); nefelina sienitos, sienitos, quartzo sienitos e granitos (Complexo Alcalino de
Peixe); ortognaisses tonalíticos, rochas anfibolíticas e granulíticas, biotita
metamonzogranitos, metagranodioritos, metasienogranitos e diques metadioríticos
(Granitos Intrusivos); conglomerados, quartzitos, siltitos e argilitos (Grupo Paranoá);
calcários, dolomitos e siltitos calcíferos (Grupo Bambuí); gnaisse, quartzitos, mica-xistos,
grafita xistos, anfibolitos, metarenitos, metarcóseos, muscovita-biotita-quartzo xistos
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
feldspáticos, mármores, metaconglomerados polimíticos, clorita-quartzo xistos e
clorita xistos (Grupo Estrondo); filitos, metassiltitos, metargilitos,
metaconglomerado polimítico, metarcóseos e corpos gabróicos (Grupo Tocantins); e
arenitos, conglomerados polimíticos, argilitos e siltitos avermelhados (Formação Rio
das Barreiras).
Bacias Sedimentares Paleozóicas e Mesozóicas
Bacia do Parnaíba
O arcabouço estratigráfico da Bacia do Parnaíba inclui cinco seqüências
deposicionais, sendo três Paleozóicas e duas Mesozóicas (Góes & Feijó, 1994).
A seqüência Siluriana é representada pela Formação Serra Grande, que
constitui a seção basal da bacia e é composta por litotipos de natureza psamorudítica, granodecrescentes ascendentes, constituída da base para o topo por: níveis
de paraconglomerados oligomíticos grossos, texturalmente imaturos, caóticos ou
organizados, camadas de arenitos conglomeráticos, grossos, camadas de arenitos
finos e médios, bem selecionados, níveis de arenitos arcosianos locais e clásticos finos
com siltitos e argilitos (Frascá & Araújo, 2001). Esta seqüência representa a primeira
incursão marinha na bacia.
A seqüência Devoniana ou Grupo Canindé apresenta arenitos, siltitos e
folhelhos pretos com carbono orgânico (Formação Pimenteiras); arenitos finos,
marinho rasos, com diamictitos associados (Formação Cabeças); arenitos fluviais e
folhelhos (Formação Longá); e uma sucessão heterolítica de arenitos finos e folhelhos
de idade carbonífera, conhecida como Formação Poti (Milani, Santos & Castro, 2003).
Esta seqüência corresponde à segunda incursão marinha na bacia.
O Grupo Balsas, ou seqüência Carbonífera-Triássica, consiste numa sucessão
clástico-evaporítica, constituída de arenitos, pelitos e folhelhos com intercalações de
calcário (Formação Piauí); ritmitos com carbonatos oolíticos, anidrita, silexitos, restos
de madeira petrificada e arenitos amarelos (Formação Pedra de Fogo); folhelhos
avermelhados, siltitos marrom e arenitos de granulometria média, localmente com
leitos de anidrita (Formação Motuca); e arenitos eólicos (Formação Sambaíba)
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
(Milani, Santos & Castro, 2003). Este conjunto reflete deposição em mares com
circulação restrita.
As seqüências Jurássica e Cretácea apresentam sedimentação continental
concomitante a pulsos de magmatismo fissural atribuídos respectivamente à Formação
Mosquito (basaltos e arenitos) e à Formação Sardinha (basaltos e diabásios), e associados
à abertura do Oceano Atlântico Sul. O primeiro pulso magmático ocorreu no TriássicoJurássico, interdigitando os basaltos da Formação Mosquito e o segundo, já no
Eocretáceo, intrudiu os diques de diabásio da Formação Sardinha (Milani, Santos &
Castro, 2003).
Entre os dois pulsos ígneos, uma etapa de sedimentação continental, acomodou a
seqüência Jurássica ou Grupo Mearim. Este pacote, de restrita ocorrência, inclui arenitos
e siltitos (Formação Corda), depositados em ambiente desértico, predominantemente
flúvio-lacustre, com retrabalhamento eólico.
A seqüência Cretácica da bacia inclui as formações Codó (arenitos, siltitos e
folhelhos betuminosos) e Itapecuru (arenitos cremes-avermelhados e finos, siltitos e
argilitos), ambas depositadas em ambiente epicontinental com eventuais incursões
marinhas restritas à base da seqüência e que se relacionam ao desenvolvimento do
Atlântico equatorial (Milani, Santos & Castro, 2003).
Bacia do São Francisco
No Estado do Tocantins esta bacia é representada pela Formação Urucuia,
constituída por arenitos laterizados, arenitos cauliníticos e arenitos finos.
Coberturas Sedimentares Cenozóicas
Esta unidade é constituída por uma mescla de materiais areno-argilosos,
ocasionalmente cascalhos, imersos em matriz argilo-arenosa, nódulos e concreções
ferruginosas (Cobertura Detrito-Laterítica), pacotes areno-argilosos, arenitos e argilitos
(Formação Bananal) e siltitos, argilas, areias e cascalhos distribuídos ao longo das
drenagens (Coberturas Aluvionares).
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Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
CARACTERIZAÇÃO TECNOLÓGICA
A qualificação de rochas ornamentais e de revestimento abrange a
caracterização tecnológica, envolvendo petrografia, índices físicos, desgaste Amsler,
coeficiente de dilatação térmica linear, resistência ao impacto de corpo duro,
resistência à compressão uniaxial (natural e após congelamento/degelo), módulo de
deformabilidade estático, resistência à flexão e alterabilidade, com o objetivo de se
obter parâmetros físicos, mecânicos e petrográficos que sirvam de orientação para a
escolha e o uso desses materiais.
A caracterização petrográfica das amostras foi realizada pelo Laboratório de
Caracterização Tecnológica (CPMT/IGC) da Universidade Federal de Minas Gerais. Os
demais ensaios foram realizados pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (CEPED)
da Universidade do Estado da Bahia.
Em seguida, são apresentados os principais ensaios tecnológicos utilizados
para caracterização física e mecânica das rochas ornamentais e de revestimentos.
Petrografia
A análise petrográfica fornece um conjunto de informações muito importante
para caracterização da rocha ornamental. Primordialmente, apresenta identificação,
natureza ou tipo de rocha e, consequentemente, sua gênese. Em seguida, esta análise
permite identificar a presença de minerais alterados ou mais alteráveis, minerais mais
moles ou friáveis ou com outras características que poderão comprometer o
polimento, a estética e a durabilidade da rocha (Queiroz et all, 1993).
Índices Físicos
O exame dos índices físicos (massa específica aparente, porosidade aparente e
absorção d'água) de uma rocha gera subsídios de suma importância para sua
utilização.
18
Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
Desgaste Amsler
A medida do desgaste Amsler estabelece informações que nos permite simular
em laboratório a abrasão, devido ao tráfego de pessoas ou veículos, sendo muito
importante para materiais que se destinam a revestimento de pisos (Queiroz et all,
1993).
Coeficiente de Dilatação Térmica Linear
Este ensaio fornece subsidio para verificação de quanto uma rocha se dilata
devido a variação de temperatura (Queiroz et all, 1993).
Resistência ao Impacto de Corpo Duro
A resistência ao impacto de corpo duro verifica o quanto a rocha resiste a
colisão com outros objetos.
Resistência à Compressão Uniaxial
Este ensaio determina qual a tensão (MPa) necessária para provocar a ruptura
da rocha quando submetida a esforços compressivos (Queiroz et all, 1993).
Módulo de deformabilidade estático
Este ensaio visa determinar a deformabilidade da rocha quando submetida a
esforços compressivos uniaxiais (Queiroz et all, 1993).
Resistência à Flexão
A resistência à flexão visa verificar qual a tensão necessária para provocar a
ruptura da rocha quando submetida a esforços fletores (Queiroz et all, 1993).
19
GRANITO BRANCO MINERATINS
Localização Geográfica: Jaú do Tocantins - TO / UTM: 765056/8548984
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Biotita
Granito-Gnaisse
Desgaste Amsler (mm):
0,6
Absorção d’Água Aparente
(%):
0,331
Flexão (Mpa):
7,80
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia destacando
cristais de microclina com
maclado típico, estrutura
mirmequítica e palheta de
biotita. Presença de plagioclásio
na porção superior direita da
seção analisada.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo e
Biotita.
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
2635
0,871
Compressão Uniaxial (Mpa):
79,33
Impacto (m):
n.a.
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes e fachadas.
20
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
45,10
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
0,089
GRANITO VERMELHO TIGRÃO
Localização Geográfica: Porto Nacional - TO / UTM: 767504/8818180
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia com destaque
de cristal porfirítico de
microclina em meio a uma
porção da rocha com
granulação mais fina e
constituída por cristais de
quartzo e palhetas de biotita.
Biotita
Granito-Gnaisse
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo e Biotita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
0,6
2677
0,605
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,226
95,43
59,03
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10
11,40
N.a.
0,199
Utilização Recomendada: Revestimento de pisos, paredes, fachadas e tampos.
21
-3
GRANITO CORAL
Localização Geográfica: Porto Nacional - TO / UTM: 758095/8822380
Classificação
Petrográfica
Descrição
Composição
Mineralógica
Fotomicrografia com destaque
para cristal porfirítico de
feldspato potássico pertítico
envolto por foliação definida
pela orientação das palhetas
de micas.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo,
Biotita e Titanita.
Fotomicrografia
Biotita
Granito-Gnaisse
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
1,1
2619
0,677
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,259
84,50
70,76
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
8,10
0,43
0,128
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes e fachadas.
22
GRANITO VERDE NAZARÉ
Localização Geográfica: Brejinho de Nazaré - TO / UTM: 755733/8785714
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Charnockito
Gnaisse
(Granito Verde)
Desgaste Amsler (mm):
1,6
Absorção d’Água Aparente
(%):
0,312
Flexão (Mpa):
9,20
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia com destaque
para cristais de quartzo
(porção inferior esquerda) e
de feldspatos
(porção superior direita).
Presença de foliação definida
pela orientação de minerais
máficos, com alongamento
de cristais de quartzo.
Ortoclásio,
Quartzo,
Plagioclásio,
Diopsídeo e
Hornblenda.
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
2699
0,842
Compressão Uniaxial (Mpa):
95,93
Impacto (m):
0,38
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes e fachadas.
23
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
73,33
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
0,106
GRANITO AMÊNDOA JAÚ
Localização Geográfica: Brejinho de Nazaré - TO / UTM: 772549/8757646
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia com cristais
de feldspato potássico, um
cristal de plagioclásio maclado
segundo a Lei da Albita e
agregado de minerais máficos
(porção inferior direita).
Hornblenda
Granito
Ortoclásio,
Quartzo,
Plagioclásio,
Diopsídeo e
Hornblenda.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
1,2
2643
0,694
Absorção d’Água Aparente
(%):
0,263
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
101,63
55,23
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
16,80
N.a
0,193
Utilização Recomendada: Revestimento de pisos, paredes, fachadas e tampos.
24
GRANITO AZUL IPUEIRAS
Localização Geográfica: Ipueiras - TO / UTM: 778531/8757074
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Quartzo Sienito
Fotomicrografia com destaque
para o feldspato potássico
e o quartzo com extinção
ondulante. Presença de cristal
de plagioclásio na porção
central da amostra e de
minerais máficos (biotita
e hornblenda), à direita.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo e
Hornblenda.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
0,6
2682
1,290
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,481
92,46
68,86
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
11,90
N.a.
0,247
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes e fachadas.
25
GRANITO ESTRELA
Localização Geográfica: Silvanópolis - TO / UTM: 796237/8776626
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia apresentando
arranjo de cristais ripiformes
de plagioclásio
(cor cinza esbranquiçada),
associados a cristais de
piroxênio,ambos mostrando
alteração pronunciada.
Gabro
Plagioclásio,
Piroxênio e
Quartzo.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
0,2
2916
0,401
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,138
112,20
95,70
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10
27,30
0,38
0,100
Utilização Recomendada: Revestimento de pisos, paredes, fachadas e tampos.
26
-3
GRANITO SALMÃO PARAÍSO
Localização Geográfica: Paraíso do Tocantins - TO / UTM: 727617/8853756
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Hornblenda
Microclina
Granito
Fotomicrografia com cristais
de microclina maclados e
distribuídos de forma
homogênea na rocha, com
palhetas de biotita, cristais
de titanita e de quartzo
ocupando a metade superior
da seção fotografada.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo,
Hornblenda,
Biotita e Titanita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
0,8
2611
0,946
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,362
106,23
72,20
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
9,70
0,48
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
27
0,139
GRANITO PALILA
Localização Geográfica: Monte do Carmo - TO / UTM: 805936/8834052
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Granada
Sillimanita
Biotita Gnaisse
Fotomicrografia mostrando
foliação definida por palhetas
de biotita, que em parte
envolve cristais de granada
(porções superior central e
esquerda da seção delgada
ou lâmina). Na porção inferior
presença de cristais de
plagioclásio e de quartzo.
Quartzo,
Plagioclásio,
Biotita,
Sillimanita e
Granada.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
1,1
2886
0,555
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,192
92,16
50,60
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
16,60
N.a.
0,096
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
28
GRANITO PRATA LAJEADO
Localização Geográfica: Lajeado - TO / UTM: 793431/8903816
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Microclina
Granito
Fotomicrografia mostrando
cristal de plagioclásio zonado e
com alteração na parte central
do grão. Ao redor ocorrem
cristais de feldspato potássico,
quartzo e palhetas de biotita
com alteração para clorita
(cores marrom e verde/à
esquerda na porção central).
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo e Biotita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
0,9
2600
0,937
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,360
117,26
35,36
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
8,70
0,48
0,148
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes e fachadas.
29
GRANITO LAJEADO
Localização Geográfica: Lajeado - TO / UTM: 793927/8909012
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia destacando
grandes cristais de feldspato
potássico à esquerda e cristais
de plagioclásio de granulação
mais fina e maclados, à direita.
Alteração de minerais máficos
(biotita e clorita) na porção
inferior da seção
Hornblenda
Granito
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo,
Hornblenda e
Biotita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
1,7
2618
0,707
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa)
0,271
98,30
54,60
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10
20,40
N.a.
0,183
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
30
-3
GRANITO SÃO JOÃO
Localização Geográfica: Palmas - TO / UTM: 797010/8849860
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Hornblenda
Microclina
Granito
Fotomicrografia mostrando
megacristais de feldspato
potássico pertíticos, com
cristais de quartzo
apresentando extinção
ondulante na porção
central da seção, à direita.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo,
Hornblenda e
Biotita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
1,0
2682
0,677
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,253
96,83
66,00
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
15,90
N.a.
0,56
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
31
GRANITO PRATA ANHANGUERA
Localização Geográfica: Palmas - TO / UTM: 796299/8849510
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Microclina
Biotita Gnaisse
Fotomicrografia mostrando
cristal porfirítico e ripiforme
de plagioclásio envolto pela
foliação definida pelas
palhetas de micas.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo e
Biotita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
0,4
2632
0,870
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,331
105,50
77,93
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
19,90
N.a.
0,191
Utilização Recomendada: Revestimentos de paredes, pisos, fachadas e tampos.
32
GRANITO AMÊNDOA RUGE
Localização Geográfica: Palmas - TO / UTM: 802439/8851652
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Hornblenda
Granito
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia mostrando cristal
de feldspato potássico no canto
inferior esquerdo da seção e o de
plagioclásio no superior direito.
O quartzo e minerais máficos
aparecem no canto superior
esquerdo.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo e
Hornblenda.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
0,6
2665
0,588
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,221
118,13
69,10
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10
11,20
0,43
0,165
Utilização Recomendada: Revestimento de pisos, fachadas, paredes e tampos.
33
-3
GRANITO FLORAL
Localização Geográfica: Palmas - TO / UTM: 810020/8868476
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Hornblenda
Granito
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia mostrando
cristal porfirítico de microclina
com maclado típico, à direita.
À esquerda ocorre cristal de
plagioclásio, enquanto a biotita
e o quartzo aparecem no centro
da seção.
Microclina,
Plagioclásio,
Quartzo,
Hornblenda e Biotita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
2,1
2672
0,691
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,259
99,50
52,33
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10
20,70
0,65
0,187
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
34
-3
GRANITO CINZA METROPOLITANO
Localização Geográfica: Palmas - TO / UTM: 807979/8866988
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Hornblenda
Plagioclásio
Biotita Gnaisse
Descrição
Composição
Mineralógica
Plagioclásio,
Fotomicrografia mostrando
Quartzo,
megacristais de plagioclásio
Hornblenda e Biotita.
com deformação das lamelas
de geminação. Foliação definida
pelas palhetas de biotita.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
1,9
2738
0,355
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,130
41,70
22,70
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
8,30
N.a.
0,124
Utilização Recomendada: Revestimento de fachadas e tampos..
35
GRANITO ARAGUANÃ
Localização Geográfica: Araguanã - TO / UTM: 764002/9262762
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia mostrando
cristais de feldspatos
constituindo bandas de
coloração clara (félsica),
alternadas por bandas
constituídas por palhetas
orientadas de micas.
Plagioclásio
Epidoto Biotita
Gnaisse
Plagioclásio,
Quartzo,
Biotita e Epidoto.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
2,2
2768
0,714
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,258
49,56
35,70
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
7,60
N.a.
0,131
Utilização Recomendada: Revestimento paredes, fachadas e tampos.
36
GRANITO XAMBIOÁ
Localização Geográfica: Xambioá - TO / UTM: 766753/9278728
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Clorita Biotita
Carbonato
Quartzo-Xisto
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia mostrando nível
rico em cristais de carbonato
(porção superior esquerda da
seção), nível rico em palhetas
de micas (biotita) e nível rico
em palhetas de clorita e quartzo
(porção inferior da seção).
Quartzo,
Biotita,
Carbonato,
Clorita e Rutilo.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
1,0
2744
0,693
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,252
48,63
35,36
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
5,60
N.a.
0,199
Utilização Recomendada: Revestimento de pisos, paredes e tampo.
37
GRANITO BRANCO POLAR
Localização Geográfica: Jaú do Tocantins - TO / 765625/8561114
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Composição
Mineralógica
Descrição
Granada Biotita
Muscovita Granito
Fotomicrografia destacando
mega cristal de feldspato
(poção superior da seção).
Abaixo estão presentes cristais
de quartzo de granulação
menor e palhetas de micas.
Microclina,
Quartzo,
Plagioclásio,
Biotita, Muscovita
e Granada.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
2,2
2578
1,695
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa)
0,658
92,60
52,80
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10
8,30
N.a.
0,231
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
38
-3
GRANITO MARISMA
Localização Geográfica: São Salvador do Tocantins - TO / UTM: 776255/8589515
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Epidoto Mármore
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia mostrando
concentração de cristais de
epidoto (porção superior
esquerda) e de cristais de
carbonato, com alguns cristais
de quartzo (porção inferior
da seção).
Carbonato,
Epidoto, Piroxênio,
Quartzo, Microclina,
Biotita e Anfibólio.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
2,5
2802
0,614
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
0,219
78,63
36,83
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
0,33
0,108
Flexão (Mpa):
9,50
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
39
GRANITO CINZA ARDÓSIA
Localização Geográfica: Paranã - TO / UTM: 811637/8561781
Classificação
Petrográfica
Fotomicrografia
Carbonato
Clorita Muscovita
Quartzo-Xisto
Composição
Mineralógica
Descrição
Fotomicrografia destacando a
presença de níveis ricos em q
uartzo e carbonato na poção
superior da seção e níveis ricos
em finas palhetas de mica,
clorita e cristais de quartzo,
na porção inferior.
Quartzo,
Muscovita,
Carbonato,
Clorita e Rutilo.
Desgaste Amsler (mm):
Massa Específica Aparente
(kg/m³):
Porosidade Aparente (%):
2,6
2739
0,917
Absorção d’Água Aparente
(%):
Compressão Uniaxial (Mpa):
0,335
58,80
42,00
Flexão (Mpa):
Impacto (m):
Dilatação térmica (mm/m°C) x10-3
11,50
N.a.
0,108
Utilização Recomendada: Revestimento de paredes, fachadas e tampos.
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Compressão uniaxial após
congelamento/degelo (MPa):
Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
A constituição geológica do território tocantinense oferece uma gama de tipos
de rochas com variada diversidade de padrões estéticos, não somente plenamente
passíveis de serem usadas como rocha ornamental, mas igualmente capazes de
despertar grande interesse do mercado.
São muito boas as perspectivas para o desenvolvimento do setor de rochas
ornamentais no Tocantins, não apenas para a produção de blocos, mas,
principalmente, para a instalação de empreendimentos industriais verticalizados de
serragem e polimento no Estado.
Apesar de preliminar, o diagnóstico mostrado neste catálogo evidencia uma
potencialidade que suporta e requer a implementação de um programa de pólo
produtivo de rochas ornamentais no Estado.
Algumas recomendações para o desenvolvimento de um tal pólo de rochas
ornamentais no Estado do Tocantins incluem:
- o requisito primordial de que as atividades extrativas estejam legalizadas;
- a necessidade de eficiência na obtenção das licenças ambientais, a fim de
assegurar a legalidade e o pleno exercício da atividade;
- a efetiva participação e integração do Poder Público, tanto no seu próprio
âmbito, envolvendo parcerias entre as esferas federal, estadual e municipais,
quanto com a iniciativa privada, através das entidades empresariais
representativas dos produtores, com o intuito de fomentar o setor de rochas
ornamentais no Tocantins, incluindo a realização de eventos promocionais;
- a criação de cooperativas ou organizações comunitárias similares, para a
produção de artefatos de granito, a exemplo do que já vem ocorrendo em
outros estados, incluindo o uso de aparas (rejeitos) e blocos inservíveis para a
produção artesanal de paralelepípedos e meio fio, o que mitigaria o impacto
ambiental da atividade industrial e acarretaria ampliação da renda da
população local.
41
Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado do Tocantins
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S E C R E TA R I A
DO PLANEJAMENTO
Ministério de
Minas e Enérgia
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
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