RELATÓRIO ANÁLISE MORFOLÓGICA E CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS PARCIAIS DO PROCESSO PROSPECTIVO REGIONAL DO MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO BRANCO –SP Com Apóio de Ribeirão Branco - SP 25 fevereiro 2012 Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP SUMÁRIO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 7.1. 7.2. 7.3. 8. 8.1. 8.2. 8.3. 9. Introdução................................................................ Definição de Problema e Objetivo do Processo Prospectivo de Ribeirão Branco – SP............................. Análise Morfológica................................................... Variáveis-chaves Motrizes e suas Hipóteses.................... Construção de Cenários............................................... Oficina Identificação de Temas para Agrupar as Variáveis-chave para Construção de Cenários Parciais para depois construir os Cenários Globais...................... Construção de Cenários Parciais por Tema..................... Construção dos Cenários Parciais do Tema: “Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação”........ Construção dos Cenários Parciais do Tema: “Desenvolvimento Rural Sustentável”............................ Construção dos Cenários Parciais do Tema: “Sistema Político”.................................................................. Descrição dos Cenários Parciais................................... Responsáveis pelos cenários parciais do Tema: “Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação”................................................................. Responsáveis pelos cenários parciais do Tema: “Desenvolvimento Rural Sustentável”............................ Responsáveis pelos cenários parciais do Tema: “Sistema Político”.................................................................. Referência Bibliográfica e Bibliografia Complementar..... 1 3 5 5 8 9 13 13 15 18 21 21 21 21 22 Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP Tabela 1. Tabela 2. LISTA DE TABELAS Variáveis-chave Motrizes para o Desenvolvimento Sustentável de Ribeirão Branco e suas Hipóteses.................................................................................... Variáveis-chave Motrizes para o Desenvolvimento Sustentável de Ribeirão Branco e suas Hipóteses Revisadas................................................................... 6 12 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Figura 2. Figura 3. Figura 4. Figura 5. Figura 6. Figura 7. Figura 8. Plano de Influências e Dependências Indiretas..................................................... A Árvore de Copetência e sua Dinâmica.............................................................. Árvores de Competências do Passado e do Presente de Ribeirão Branco............ Árvores de Competências do Futuro Desejável e Não desejável de Ribeirão Branco................................................................................................................... Esquema de Integração e Interação entre os Temas e as Variáveis-chave............ Construção de Cenários Parciais para o Tema: “Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação”...................................................................... Construção de Cenários Parciais para o Tema: “Desenvolvimento Rural Sustentável”........................................................................................................... Construção de Cenários Parciais para o Tema: “Sistema Político”...................... Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 2 3 4 4 10 14 16 19 1 1. Introdução Esta Reunião teve como objetivo a Análise Morfológica e Construção de Cenários paraciais, para posteriormente construir os Cenários GLOBAIS do Município de Ribeirão Branco para 2030, como uma das etapas do Processo Prospectivo de Ribeirão Branco – SP. Lembrando que o Processo Prospectivo Regional é a antecipação para ação, com apropriação, que significa a participação da sociedade para adquirir conhecimento, tanto da metodologia quanto da situação atual do Município de Ribeirão Branco – SP, e em conjunto propor o futuro para 2030. Os participantes dessa reuinão: 1. Anderson S. Gomes 2. José Vicente Felizardo da Silva 3. Lucinei P. Lima 4. Fernando V. Vivaldo 5. Rubens Rabczuk 6. Francisco Alves Sobrinho Feitosa 7. Claudinei Felizardo da Silva 8. Maria Luzia Teixeira Rodrigues 9. Sonia A. Oliveira 10. Ismael Carrenho Rodrigues 11. Antônio Luís Aulicino 12. Claudio Rodrigues de Souza 13. Wilson Rodrigues de Souza Durante este processo foram realizadas diversas reuniões nas comunidades, com os empresários e com os jovens de Ribeirão Branco, para sensibilizá-los, mobilizá-los e conscientizá-los de trabalhar juntos, utilizando a prospectiva, depois foi realizado o I Seminário de Prospectiva, em que foram realizadas oficinas, que identificaram as variáveis-chave. Iniciou-se a Análise Estrutural, em que essas variáveis foram aprofundadas, no período de julho à dezembro de 2011, Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 2 quando foi realizado o II Seminário de Prospectiva para apresentar o aprofundamento das 44 variáveis-chave, que foram descritas, considerando as evoluções passadas, identificando as variáveis que provocaram essas evoluções, a situação atual das variáveis provocadoras das evoluções, as tendências das variáveis provocadoras e as rupturas das variáveis provocadoras, detalhamento da variável, considerando indicadores e outras informações que melhor caracterizam a variável, finalizando essa descrição com a definição de hipóteses. Após essa etapa foi ralizada a Análise de Impacto Cruzado, tendo como resultado a Matriz de Influência Indireta e o Plano da Influência e Dependência Indireta, em que as variáveis-chave consideradas motrizes para o desenvolvimento sustentável de Ribeirão Branco foram: IPRAGECO: Incentivo à prática agroecológica; RESCULT: Resgate à Cultura; PREFRB: Prefeitura do Município de Ribeirão Branco; PIEPTRB: Planejar, implantar e executar o Parque Tecnológico de Ribeirão Branco; FVPS: Falta de visão política da sociedade; TURISMO: Falta de investimento em Turismo; CAMRB: Câmara Municipal de Ribeirão Branco; MARB: Mapeamento agrícola de Ribeirão Branco; AF: Agricultura familiar; MQPROF: Melhoria na qualidade profissional; ATER: Garantir o acesso à Política Nacional ATER; DESAGROIN: Desenvolver da agroindústria; AUPELPROJ: Ausência de pessoal para elaboração de projetos, conforme figura 1: Variáveis de Ligação (instáveis). Têm relevância por intermediarem as influências dos fatores motrizes nos resultados ou efeitos finais. Por natureza são instáveis. I II Influência Variáveis de Entrada (explicativas) . Têm caráter prioritário na prospecção de cenários Explica a evolução do Sistema Tanto como Motor quanto Freio. Variáveis excluídas (autônomas). Não devem ser priorizados por não possuir efeito sinérgico importante. IV II I Variáveis de resultado. Influenciáveis indiretamente . Dependência Figura 1: Plano de Influências e Dependências Indiretas Fonte: GODET (2001), software MICMAC – LIPSOR Com base nessas variáveis-chave motrizes e suas hipóteses inicia-se o processo de análise morfológica para construção de cenários, porém em razão da quantidade de variáveis deverá haver uma etapa intermediária, que é a construção de cenários parciais ou micro cenários, para depois construir os cenários globais. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 3 2. Definição de Problema e Objetivo do Processo Prospectivo de Ribeirão Branco – SP Para a construção dos cenários deve ser relembrada a definição do Problema de Ribeirão Branco: “CONSTRUIR A VISÃO ESTRATÉGICA DO FUTURO PARA RIBEIRÃO BRANCO 2030”, por meio do processo prospectivo e dele extrair o Plano Diretor do Município Ribeirão Branco. E o objetivo definido: “DESENVOLVER DE FORMA SUSTENTÁVEL O MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO BRANCO” Deve ser considerado nesta etapa, o resultado de uma das oficinas do I Seminário de Prospectiva: a identificação da árvore de competência do passado, do presente e as árvores do futuro Desejável e Não desejável, conforme mostram as figuras 2, 3 e 4. Figura 2: A Árvore de Copetência e sua Dinâmica Fonte: GIGET (1998) Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 4 Figura 3: Árvores de Competências do Passado e do Presente de Ribeirão Branco Fonte: Relatório Final das Oficinas Realizadas no I Seminário da Prospectiva Regional de Ribeirão Branco e Relaizadas no curso de Formação-ação (2011) Figura 4: Árvores deCompetências do Futuro Desejável e Não desejável de Ribeirão Branco Fonte: Relatório Final das Oficinas Realizadas no I Seminário da Prospectiva Regional de Ribeirão Branco e Relaizadas no curso de Formação-ação (2011) Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 5 3. Análise Morfológica A Análise Morfológica é a combinação do agrupamento de subsistemas das variáveis-chave da análise estrutural e as questões-chave da estratégia dos atores será objeto da análise morfológica. O termo morfologia vem do grego clássico “morphê”, que significa o estudo de formas. Johann Wolfgang von Goethe, (1749-1832), de Frankfurt, escritor alemão e pensador, foi o primeiro a utilizar a Morfologia como um método explícito científico, para denotar os princípios de formação e tranformação de corpos orgânicos, conforme Tom RITCHEY (20072009). Depois foi Fritz Zwicky nasceu na Varna, a Bulgária, em 1898, filho de comerciante suíço. Com 6 anos de idade ele foi enviado para Suíça, casa dos avós, em Glarus, para a estudar. Persuadiu seu pai e estudou engenharia, aperfeiçoando-se em Astronomia. Professor de Astronomia (1942-1968), no California Institute of Technology. Durante os anos 1940, generaliza o conceito de Morfologia, tanto para anatomia, geologia, botânica e biologia quanto para generalizar estrutura materiais e inter-relações estruturais mais abstratas entre fenômenos, conceitos e idéias, conforme Tom RITCHEY (2007-2009). Segundo Tom RITCHEY (2007-2009), a Análise Morfológica pode ser empregada no: • desenvolvimento de cenários e laboratórios de modelagem de cenário; • desenvolvimento de alternativas de estratégias; • análise de riscos; • relacionamento de meios e fins em espaços de política complexos; • desenvolvimento de modelos para posicional ou análise de agentes sociais; • avaliação de estruturas organizacionais para diferentes tarefas; • apresentação de relações altamente complexas na forma de compreensíveis e modelos visuais. Alguns anos depois Michel Godet, nasceu na França, em 1948, Professor de Prospectiva, no Conservatoire National des Arts e Métiers (CNAM), quando elaborava uma processo prospectivo sobre a evolução técnica de armamento, nos anos 1980, quando a utilização da análise morfológica era pouco utilizada, verificou que sua contribuição seria útil nesse processo. Daí em diante, a utilização de análise morfológica começou a ser reutilizada na construção de cenários. Para ele, na lógica do método de construção de cenários, a análise morfológica não é uma etapa indispensável, conforme (GODET (2001). A limitações da Análise Morfológica são: • A conseqüência da escolha de componentes; omitir um componente, ou eliminar um componente essencial para o futuro, corre o risco de deixar de fora uma série de possibilidades futuras; e • A acumulação de combinações pode amarrar a análise. Necessita ter um critério de seleção, excluir ou dar preferência a certas configurações e limitar o exame para o subespaço útil definido. 4. Variáveis-chaves Motrizes e suas Hipóteses No dia 11 de fevereiro de 2012 as hipóteses das variáveis motrizes foram revistas, conforme segue a tabela 1: Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 6 Tabela 1: Variáveis-chave Motrizes para o Desenvolvimento Sustentável de Ribeirão Branco e suas Hipóteses. Variável-chave por ordem de influência Nome Longo Hipóteses por Variável-chave Hipótese 1 1. Incentivo à prática agroecológica; Adotar o enfoque global da agricultura e do desenvolvimento rural, da seguinte forma: a. com a interação entre a sociedade e a natureza; b. que seja tratada de forma sustentável (econômico, ambiental e social). c. A produção agroecológica que se espera alcançar, propugna por uma racionalidade ambiental em detrimento da racionalidade instrumental; d. A Agroecologia almeja uma agricultura e uma sociedade onde os custos socioculturais, ambientais e econômicos sejam transparentes. 2. Resgate à Cultura; Inexistência da valorização da Cultura. 3. Prefeitura do Município de Ribeirão Branco; Planejar, implantar e executar o Parque 4. Tecnológico de Ribeirão Branco; 5. Falta de visão política da sociedade; 6. Falta de investimento em Turismo; 7. Câmara Municipal de Ribeirão Branco; Mapeamento 8. agrícola de Ribeirão Branco; Existência de: Escola de Governo visando o aperfeiçoamento profissional dos Servidores e Dirigentes municipais de forma que estes produzam um trabalho eficaz e eficiente no desenvolvimento de políticas com enfoque na cidadania plena. Sistema de Gestão Informação (SGI) Se não tiver o Parque Tecnológico, Ribeirão Branco não gerará determinadas oportunidades. Portanto parte da juventude irá procurar melhores oportunidades em outros municípios, permanecendo a tendência atual. As escolas e a sociedade articuladas para desenvolver uma pedagogia crítica. Inexistência do Centro de Formação em Turismo, no Parque Tecnológico de Ribeirão Branco, não gerando oportunidades. Maior consciência da população ao fazer suas escolhas que votem, participe e fiscalize o eleito em seu trabalho na Casa de Leis. A inexistência do Mapeamento Agrícola, do Município de Ribeirão Branco, não viabilizará o banco de dados eficiente e capaz de dar suporte no planejamento de Desenvolvimento Sustentável. Hipótese 2 Hipótese 3 Inexistência de Lideranças e Capacitação para incentivar a Agroecologia. Agricultura totalmente ecologizada. Existência de políticas públicas municipais de valorização da Cultura. A Sociedade Discute e Promove o Calendário Cultural. Não se consegue organizar a Escola de Governo e o SGI impedindo-se o aperfeiçoamento da gestão municipal que passa a ser um freio para o desenvolvimento de Ribeirão Branco. Parque Tecnológico plenamente desenvolvido. Não se consegue mobilizar e despertar o interesse da sociedade por filosofia e política, mantendo a falta de visão da sociedade. Existência do Centro de Formação para prestar serviços turísticos, gerando muitas oportunidades para o município e a região. Escolha de vereadores melhor preparados, atuantes e comprometidos com a sociedade. Desenvolver o Mapeamento Agrícola, com a implantação de um banco de dados, gerando informações sobre o Município, facilitando o planejamento e delineando os investimentos com a O Parque Tecnológico demora para se desenvolver, em razão dos processos burocráticos e falta de pessoal qualificado para colocar em prática o Plano Estratégico. As organizações estabelecendo programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa. A demora para se desenvolver o Centro de Formação Turismo de especialistas em serviços turísticos, em razão dos processos burocráticos em contribuir e exigir que o Plano de Ação seja implementado. Câmara meramente assistencialista e defensora de interesses privados. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP Hipótese 4 Existência de políticas públicas municipais de incentivo ao desenvolvimento da agricultura de base agroecológica. 7 participação da sociedade. 9. Agricultura familiar; Melhoria na qualificação (geral) 10. profissional Municipal; Garantir o acesso à 11. Política Nacional ATER; 12. Desenvolver a agroindústria; Ausência de pessoal 13. para elaboração de projetos. As unidades de produção dos agricultores familiares do município estão articuladas, fortalecidas, estabelecidas e ampliadas ao alcance das políticas públicas que os apóiam através das ações da ATER (PNAE, PAA, PPAIS, PNCF, Crédito Agrícola subsidiado, Reforma Agrária, etc). Inexistência de arranjos da cadeia produtiva da agricultura familiar. Existência do Programa de Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município. Inexistência do Programa de Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município. Empenho e articulação do poder público e da sociedade civil para implementação da ATER participativo, resultando em novo modelo de agricultura. Inexistência da articulação política de convencimento do poder público para aplicação de recursos na ATER. Existência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. Inexistência de pessoal preparado e sem a devida importância da Administração Pública. Inexistência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. Existência de pessoal preparado para elaboração de projetos com apropriação da sociedade e da Administração Pública. Contratação de pessoal especializado para elaboração de projetos, com a apropriação da sociedade e da Administração Pública. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 8 5. Construção de Cenários Cenário é uma ferramenta para ordenar as percepções sobre ambientes futuros alternativos nos quais as conseqüências de sua visão vão acontecer. O nome cenário deriva do termo teatral “cenário”, de peças de teatro ou filmes, segundo SCHWARTZ (2000:15). Os cenários são construídos a partir das hipóteses estabelecidas para cada uma das variáveischave. Esta atividade marca a última fase do processo prospectivo. O cenário é constituído considerando 3 elementos, segundo François de Jouvenel (2009) e Michel Godet (2001): • A BASE: corresponde a representação da situação atual apreendida ao longo do tempo. É igual para todos os cenários que serão construídos. • A DESCRIÇÃO deve explicar como vai atingir a situação futura a partir da situação atual, sob o efeito de quais fatores e de quais atores. A descrição é construída levando em conta uma série de conjecturas sobre o futuro, apoiadas nas hipóteses definidas para as variáveis. • A IMAGEM FINAL é uma fotografia da situação desejada no horizonte previsto, neste caso, de Ribeirão Branco, é 2030. Ela serve para representar o resultado esperado do objetivo do processo prospectivo, neste caso o Desenvolvimento Sustentável de Ribeirão Branco, em 2030. Ela pode ser escrita, mas também pode ser representada sob a forma de mapa ou imagem. As considerações práticas na construção de cenários, conforme François de Jouvenel (2009): • Um cenário pode utilizar somente uma hipótese por variável-chave; • A mesma hipótese pode ser utilizada em diferentes cenários; • Cada um dos cenários deve ter coerência e conter os mesmos ingredientes e, por conseguinte, incluem uma hipótese de cada variável; • Os cenários devem ser construídos na reunião do Comitê Local Técnico Prospectivo; • Os cenários devem ser contrastantes e confrontantes; • Há necessidade de saber, precisamente, qual é o encadeamento das hipóteses que estrutura cada um dos cenários, para isso necessita identificar as variáveis mais motrizes. Esse encadeamento deve ser efetuado de forma individualizada, graficamente, codificando o quadro morfológico por cores, setas coloridas, etc.; • Algumas vezes, ao analisar as hipóteses propostas de uma variável, verifica-se que elas não cobrem todas as possibilidades e faltou uma, que pode ser útil ao cenário. Deve ser acrescentada e registrada na ficha da variável; • Outras vezes, verificam-se hipóteses não utilizadas no cenário. Analisar essas hipóteses e verificar se há possibilidade de construir um cenário interessante. De acordo com François de Jouvenel (2009), o procedimento de construção de cenários dentro dum sistema complexo com muitas variáveis: • Recomenda-se ter uma fase intermediária. Dividir o conjunto de variáveis motrizes (influentes) em subconjunto de variáveis entorno de um mesmo tema ou de um mesmo grupo de atores; A partir dos subconjuntos de variáveis construir cenários parciais ou micro-cenários para depois construir os cenários globais; • Neste caso haverá duas fases, uma intermediária, que construirá micro-cenários ou cenários parciais; e a outra é a construção dos cenários globais que trata os cenários parciais como hipóteses, cujo encadeamento construirá os cenários globais; • Os cenários parciais ou micro-cenários devem ser descritos, com muito mais detalhe que as hipóteses, mas não tão extenso quanto os cenários globais. Dessa maneira, facilita a descrição dos cenários globais no final do processo; Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 9 • Os cenários parciais ou micro-cenários devem ser contrastantes e confrontantes; Em resumo, a descrição de cenários no processo prospectivo, François de Jouvenel (2009), deve ter os seguintes cuidados: • Recomenda-se ter mais de um redator e a redação seja validada pelos participantes do Comitê Local Técnico Prospectivo; • Torna-se importante que os redatores tenham base mínima científica para descrever os cenários; • Resumindo as regras para descrição: É preciso descrever a situação atual, todo o percurso da situação atual para chegar à situação final, e a própria situação final desejada; É necessário ser fiel à estrutura do cenário estabelecido; É preciso levar em consideração o conjunto de variáveis envolvidas; É preciso mencionar para cada evolução quais são os MOTORES (atores e fatores); É preciso, se possível, que o cenário seja atrativo e bem escrito; È importante que a descrição seja validada pelos integrantes do Comitê Local Técnico Prospectivo, inicialmente, por e-mail e depois uma reunião para validar todas as descrições. 6. Oficina Identificação de Temas para Agrupar as Variáveis-chave para Construção de Cenários Parciais para depois construir os Cenários Globais O objetivo desta oficina, consiste em identificar os TEMAS que agrupem as variáveis para facilitar a construção de cenários, parciais e globais, para o Desenvolvimento Sustentável de Ribeirão Branco para 2030. Os temas listados nesta oficina considerados pertinentes ao conjunto de variáveis-chave motrizes foram os seguintes: • Conscientização Política da População; • Consciência Política; • Participação Política; • Consciência Social; • Melhoria da Gestão Pública; • Falta de visão Política; • Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação; • Melhor Distribuição de Renda; • Desenvolvimento Rural; • Formação Política; • Desenvolvimento Rural Sustentável; • Visão Política; • ATER – Desenvolvimento Sustentável Rural; • Sistema Político; • Dinamizar a Região por meio da Ciência Tecnologia e Inovação. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 10 Após um debate democrático, chegou-se a conclusão que os temas deveriam ser os seguintes: • Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação; • Desenvolvimento Rural Sustentável; • Sistema Político; e • Melhoria da Gestão Pública. Ao agrupar as variáveis-chave motrizes por tema e ao analisar suas hipóteses verificou-se que os possíveis cenários parciais, do tema: “Melhoria da Gestão Pública”, estavam contemplados nos cenários parciais do tema: “Sistema Político”. Dessa forma foi cancelado o tema: Melhoria da Gestão Pública e os temas que agrupam as variáveis-chave motrizes foram: • Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação; • Desenvolvimento Rural Sustentável; • Sistema Político. A partir da definição de temas, foram agrupadas as variáveis por tema, gerando o seguinte esquema: 2. Resgate à Cultura Desenvolvimento Rural Sustentável: 1. Incentivo à prática agroecológica; 8. Mapeamento agrícola de Ribeirão Branco; 9. Agricultura Familiar; 11. Garantir o acesso à Política Nacional ATER; 12. Desenvolver a agroindústria. Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação: 4. Planejar, implantar e executar o Parque Tecnológico de Ribeirão Branco; 6. Falta de Investimento Turístico; 10. Melhoria na qualificação (geral) profissional municipal; 13. Ausência de pessoal para elaboração de projetos. Sistema Político: 3. Prefeitura do Município de Ribeirão Branco; 5. Falta de visão política da sociedade; 7. Câmara Municipal de Ribeirão Branco. Figura 5: Esquema de Integração e Interação entre os Temas e as Variáveis-chave. As hipóteses das variáveis, por variável, durante a Análise Morfológica para construção de cenários parciais foram revistas, sendo alteradas, agrupadas, eliminadas e acrescentadas, conforme tabela 2: Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 11 Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 12 Tabela 2: Variáveis-chave Motrizes para o Desenvolvimento Sustentável de Ribeirão Branco e suas Hipóteses Revisadas. Variável-chave por ordem de influência Diversas Hipóteses por Variável-chave Nome Longo Hipótese 1 1 Incentivo à prática agroecológica; Agricultura totalmente ecologizada. Adotar o enfoque global da agricultura e do desenvolvimento rural, da seguinte forma: a. com a interação entre a sociedade e a natureza; b. que seja tratada de forma sustentável (econômico, ambiental e social). c. A produção agroecológica que se espera alcançar, propugna por uma racionalidade ambiental em detrimento da racionalidade instrumental; d. A Agroecologia almeja uma agricultura e uma sociedade onde os custos socioculturais, ambientais e econômicos sejam transparentes. Existência de políticas públicas municipais de incentivo ao desenvolvimento da agricultura de base agroecológica. 2 Resgate à Cultura; Inexistência da valorização da Cultura. 3 Prefeitura do Município de Ribeirão Branco; 4 Planejar, implantar e executar o Parque Tecnológico de Ribeirão Branco; 5 Falta de visão política da sociedade; 6 Falta de investimento em Turismo; 7 Câmara Municipal de Ribeirão Branco; 8 Mapeamento Existência de: Escola de Governo visando o aperfeiçoamento profissional dos Servidores e Dirigentes municipais de forma que estes produzam um trabalho eficaz e eficiente no desenvolvimento de políticas com enfoque na cidadania plena; e Sistema de Informação de Gestão (SIG) Se não tiver o Parque Tecnológico, Ribeirão Branco não gerará determinadas oportunidades. Portanto parte da juventude irá procurar melhores oportunidades em outros municípios, permanecendo a tendência atual. Hipótese 2 Existência de políticas públicas municipais de valorização da Cultura. A Sociedade Discute e Promove o Calendário Cultural. Não se consegue organizar a Escola de Governo e o SIG impedindo-se o aperfeiçoamento da gestão municipal que passa a ser um freio para o desenvolvimento de Ribeirão Branco. Parque Tecnológico plenamente desenvolvido. As organizações da sociedade, primordial as escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa. Não se consegue mobilizar e despertar o interesse da sociedade por filosofia e política, mantendo a falta de visão da sociedade. Inexistência do Centro de Formação em Turismo, no Parque Tecnológico de Ribeirão Branco, não gerando oportunidades. Existência do Centro de Formação para prestar serviços turísticos, gerando muitas oportunidades para o município e a região. Maior consciência da população ao fazer suas escolhas, que votem, participe e fiscalize o eleito em seu trabalho na Casa de Leis. Escolha de vereadores melhor preparados, atuantes e comprometidos com a sociedade. Desenvolver o Mapeamento Agrícola, com A inexistência do Mapeamento Agrícola, do Município de Ribeirão Hipótese 3 Inexistência de Lideranças e Capacitação para incentivar a Agroecologia. O Parque Tecnológico demora para se desenvolver, em razão dos processos burocráticos e falta de pessoal qualificado para colocar em prática o Plano Estratégico. Lentamente, as organizações da sociedade, primordial as escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa. A demora para se desenvolver o Centro de Formação Turismo de especialistas em serviços turísticos, em razão dos processos burocráticos em contribuir e exigir que o Plano de Ação seja implementado. Câmara meramente assistencialista e defensora de interesses privados. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 13 agrícola de Ribeirão Branco; 9 Agricultura familiar; 10 Melhoria na qualificação (geral) profissional Municipal; 11 Garantir o acesso à Política Nacional ATER; 12 Desenvolver a agroindústria; 13 Ausência de pessoal para elaboração de projetos. Branco, não viabilizará o banco de dados eficiente e capaz de dar suporte no planejamento de Desenvolvimento Sustentável. a implantação de um banco de dados, gerando informações sobre o Município, facilitando o planejamento e delineando os investimentos com a participação da sociedade. As unidades de produção dos agricultores familiares do município estão articuladas, fortalecidas, estabelecidas e ampliadas ao alcance das políticas públicas que os apóiam através das ações da ATER (PNAE, PAA, PPAIS, PNCF, Crédito Agrícola subsidiado, Reforma Agrária, etc). Inexistência de arranjos da cadeia produtiva da agricultura familiar. Existência do Programa de Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município. Inexistência do Programa de Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município. Empenho e articulação do poder público e da sociedade civil para implementação da ATER participativo, resultando em novo modelo de agricultura. Inexistência da articulação política de convencimento do poder público para aplicação de recursos na ATER. Existência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. Inexistência de pessoal preparado e sem a devida importância da Administração Pública. Inexistência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. Existência de pessoal preparado para elaboração de projetos com apropriação da sociedade e da Administração Pública. Lentidão na melhoria na qualificação (geral) do profissional municipal. Contratação de pessoal especializado para elaboração de projetos, com a apropriação da sociedade e da Administração Pública. 7. Construção de Cenários Parciais por Tema Os cenários parciais por tema são construídos considerando as variáveis-chave que o integram e as hipóteses de cada variável-chave motriz. 7.1. Construção dos Cenários Parciais do Tema: “Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação” Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 14 HIPÓTESES VARIÁVEL 4. Planejar, implantar e executar o Parque Tecnológico de Ribeirão Branco 4.1 Se não tiver o Parque Tecnológico, Ribeirão Branco não gerará determinadas oportunidades. Portanto parte da juventude irá procurar melhores oportunidades em outros municípios, permanecendo a tendência atual. 4.3 O Parque Tecnológico demora para se 4.2 Parque Tecnológico plenamente desenvolvido. desenvolver, em razão dos processos burocráticos e falta de pessoal qualificado para colocar em prática o Plano Estratégico. 6.3 A demora para se desenvolver o Centro 6. Falta de Investimento Turístico 6.1 Inexistência do Centro de Formação em Turismo, no Parque Tecnológico de Ribeirão Branco, não gerando oportunidades 10. Melhoria na qualificação (geral) profissional municipal 10.1 Existência do Programa de 13. Ausência de pessoal para elaboração de projetos 13.1 Inexistência de pessoal Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município preparado e sem a devida importância da Administração Pública Cenário Parcial 1: (4.1; 6.1;.10.2; 13.1) ( ) Cenário Parcial 2 (4.2; 6.2; 10.1; 13.2) ( ) 6.2 Existência do Centro de Formação para prestar serviços turísticos, gerando muitas oportunidades para o município e a região de Formação Turismo de especialistas em serviços turísticos, em razão dos processos burocráticos em contribuir e exigir que o Plano de Ação seja implementado 10.2 Inexistência do Programa de 10.3 Lentidão na melhoria na Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município 13.2 Existência de pessoal preparado para elaboração de projetos com apropriação da sociedade e da Administração Pública. Cenário Parcial 3 (4.1; 6.1; 10.2; 13.3) ( ) qualificação (geral) do profissional municipal 13.3 Contratação de pessoal especializado para elaboração de projetos, com a apropriação da sociedade e da Administração Pública. Cenário Parcial 4 (4.3; 6.3; 10.3; 13.3) ( ) Figura 6: Construção de Cenários Parciais para o Tema: “Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação” Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 15 Os cenários parciais construídos, conforme figura 6, do tema: “Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação”, necessitam ser descritos de maneira detalhada antes da construção os cenários globais, em que estes cenários parciais serão as hipóteses deste tema na construção dos cenários globais. Inicialmente, abaixo é descrito de maneira resumida, somente, com a descrição das hipóteses. Deve ser ressaltado, que as referências dos cenários parciais da foto, que constam em CP1, CP2, CP3 e CP4 não correspondem às combinações efetuadas pela Análise Morfológica. Elas foram corrigidas na elaboração deste relatório, pelo grupo responsável pela descrição dos Cenários Parciais. Cenário parcial 1 (4.1; 6.1;.10.2; 13.1) ( ): Se não tiver o Parque Tecnológico, Ribeirão Branco não gerará determinadas oportunidades. Portanto parte da juventude irá procurar melhores oportunidades em outros municípios, permanecendo a tendência atual; Inexistência do Centro de Formação em Turismo, no Parque Tecnológico de Ribeirão Branco, não gerando oportunidades; Inexistência do Programa de Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município; Inexistência de pessoal preparado e sem a devida importância da Administração Pública. Cenário parcial 2 (4.2; 6.2; 10.1; 13.2) ( ): Parque Tecnológico plenamente desenvolvido; Existência do Centro de Formação para prestar serviços turísticos, gerando muitas oportunidades para o município e a região; Existência do Programa de Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município; Existência de pessoal preparado para elaboração de projetos com apropriação da sociedade e da Administração Pública. Cenário parcial 3 (4.1; 6.1; 10.2; 13.3) ( ): Se não tiver o Parque Tecnológico, Ribeirão Branco não gerará determinadas oportunidades. Portanto parte da juventude irá procurar melhores oportunidades em outros municípios, permanecendo a tendência atual; Inexistência do Centro de Formação em Turismo, no Parque Tecnológico de Ribeirão Branco, não gerando oportunidades; Inexistência do Programa de Qualificação Profissional contínua que atenda as necessidades do município; Contratação de pessoal especializado para elaboração de projetos, com a apropriação da sociedade e da Administração Pública. Cenário parcial 4 (4.3; 6.3; 10.3; 13.3) ( ): O Parque Tecnológico demora para se desenvolver, em razão dos processos burocráticos e falta de pessoal qualificado para colocar em prática o Plano Estratégico; A demora para se desenvolver o Centro de Formação Turismo de especialistas em serviços turísticos, em razão dos processos burocráticos em contribuir e exigir que o Plano de Ação seja implementado; Lentidão na melhoria na qualificação (geral) do profissional municipal; Contratação de pessoal especializado para elaboração de projetos, com a apropriação da sociedade e da Administração Pública. 7.2. Construção dos Cenários Parciais do Tema: “Desenvolvimento Rural Sustentável” Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 16 HIPÓTESES VARIÁVEL 1.1. Agricultura totalmente ecologizada. Adotar o enfoque global da agricultura e do desenvolvimento rural, da seguinte forma: a. com a interação entre a sociedade e a natureza; b. que seja tratada de forma sustentável (econômico, ambiental e social). c. A produção agroecológica que se espera alcançar, propugna por uma racionalidade ambiental em detrimento da racionalidade instrumental; d. A Agroecologia almeja uma agricultura e uma sociedade onde os custos socioculturais, ambientais e econômicos sejam transparentes. Existência de políticas públicas municipais de incentivo ao desenvolvimento da agricultura de base agroecológica. 1. Incentivo à prática agroecológica 1.2. Inexistência de Lideranças e Capacitação para incentivar a Agroecologia 8.1 A inexistência do Mapeamento Agrícola, do Município de Ribeirão Branco, não viabilizará o banco de dados eficiente e capaz de dar suporte no planejamento de Desenvolvimento Sustentável. 8.2 Desenvolver o Mapeamento Agrícola, com a implantação de um banco de dados, gerando informações sobre o Município, facilitando o planejamento e delineando os investimentos com a participação da sociedade. 9. Agricultura Familiar 9.1 As unidades de produção dos agricultores familiares do município estão articuladas, fortalecidas, estabelecidas e ampliadas ao alcance das políticas públicas que os apóiam através das ações da ATER (PNAE, PAA, PPAIS, PNCF, Crédito Agrícola subsidiado, Reforma Agrária, etc). 9.2 Inexistência de arranjos da cadeia produtiva da agricultura familiar 11. Garantir o acesso à Política Nacional ATER 11.1 Empenho e articulação do poder público e da sociedade civil para implementação da ATER participativo, resultando em novo modelo de agricultura. 11.2 Inexistência da articulação política de convencimento do poder público para aplicação de recursos na ATER 12. Desenvolver a agroindústria 12.1 Existência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial 12.2 Inexistência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. 8. Mapeamento agrícola de Ribeirão Branco Cenário Parcial 1: (1.1; 8.1;.9.1; 11.1; 12.1) ( ) Cenário Parcial 2 (1.1; 8.1; 9.1; 11.1; 12.2) ( ) Cenário Parcial 3 (1.1; 8.2; 9.1; 11.1; 12.1) ( ) Cenário Parcial 4 (1.2; 8.1; 9.2; 11.2; 12.2) ( ) Figura 7: Construção de Cenários Parciais para o Tema: “Desenvolvimento Rural Sustentável” Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 17 Da mesma forma, os cenários parciais construídos, conforme figura 7, do tema: “Desenvolvimento Rural Sustentável”, necessitam ser descritos de maneira detalhada antes da construção os cenários globais, em que estes cenários parciais serão as hipóteses deste tema na construção dos cenários globais. Inicialmente, abaixo é descrito de maneira resumida, somente, com a descrição das hipóteses. Cenário parcial 1 (1.1; 8.1;.9.1; 11.1; 12.1) ( ): Agricultura totalmente ecologizada. Adotar o enfoque global da agricultura e do desenvolvimento rural, da seguinte forma: a- com a interação entre a sociedade e a natureza, b- que seja tratada de forma sustentável (econômico, ambiental e social), c- a produção agroecológica que se espera alcançar, propugna por uma racionalidade ambiental em detrimento da racionalidade instrumental, d- a Agroecologia almeja uma agricultura e uma sociedade onde os custos socioculturais, ambientais e econômicos sejam transparentes. Existência de políticas públicas municipais de incentivo ao desenvolvimento da agricultura de base agroecológica; A inexistência do Mapeamento Agrícola, do Município de Ribeirão Branco, não viabilizará o banco de dados eficiente e capaz de dar suporte no planejamento de Desenvolvimento Sustentável; As unidades de produção dos agricultores familiares do município estão articuladas, fortalecidas, estabelecidas e ampliadas ao alcance das políticas públicas que os apóiam através das ações da ATER (PNAE, PAA, PPAIS, PNCF, Crédito Agrícola subsidiado, Reforma Agrária, etc); Empenho e articulação do poder publico e da sociedade civil para implementação da ATER participativo, resultando em novo modelo de agricultura; Existência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. Cenário parcial 2 (1.1; 8.1; 9.1; 11.1; 12.2) ( ): Agricultura totalmente ecologizada. Adotar o enfoque global da agricultura e do desenvolvimento rural, da seguinte forma: a- com a interação entre a sociedade e a natureza, b- que seja tratada de forma sustentável (econômico, ambiental e social), c- a produção agroecológica que se espera alcançar, propugna por uma racionalidade ambiental em detrimento da racionalidade instrumental, d- a Agroecologia almeja uma agricultura e uma sociedade onde os custos socioculturais, ambientais e econômicos sejam transparentes. Existência de políticas públicas municipais de incentivo ao desenvolvimento da agricultura de base agroecológica; A inexistência do Mapeamento Agrícola, do Município de Ribeirão Branco, não viabilizará o banco de dados eficiente e capaz de dar suporte no planejamento de Desenvolvimento Sustentável; As unidades de produção dos agricultores familiares do município estão articuladas, fortalecidas, estabelecidas e ampliadas ao alcance das políticas públicas que os apóiam através das ações da ATER (PNAE, PAA, PPAIS, PNCF, Crédito Agrícola subsidiado, Reforma Agrária, etc); Empenho e articulação do poder público e da sociedade civil para implementação da ATER participativo, resultando em novo modelo de agricultura;. Inexistência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 18 técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. Cenário parcial 3 (1.1; 8.2; 9.1; 11.1; 12.1) ( ): Agricultura totalmente ecologizada. Adotar o enfoque global da agricultura e do desenvolvimento rural, da seguinte forma: a- com a interação entre a sociedade e a natureza, b- que seja tratada de forma sustentável (econômico, ambiental e social), c- a produção agroecológica que se espera alcançar, propugna por uma racionalidade ambiental em detrimento da racionalidade instrumental, d- a Agroecologia almeja uma agricultura e uma sociedade onde os custos socioculturais, ambientais e econômicos sejam transparentes. Existência de políticas públicas municipais de incentivo ao desenvolvimento da agricultura de base agroecológica; Desenvolver o Mapeamento Agrícola, com a implantação de um banco de dados, gerando informações sobre o Município, facilitando o planejamento e delineando os investimentos com a participação da sociedade; As unidades de produção dos agricultores familiares do município estão articuladas, fortalecidas, estabelecidas e ampliadas ao alcance das políticas públicas que os apóiam através das ações da ATER (PNAE, PAA, PPAIS, PNCF, Crédito Agrícola subsidiado, Reforma Agrária, etc); Empenho e articulação do poder público e da sociedade civil para implementação da ATER participativo, resultando em novo modelo de agricultura; Existência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. Cenário parcial 4 (1.2; 8.1; 9.2; 11.2; 12.2) ( ): Inexistência de Lideranças e Capacitação para incentivar a Agroecologia; A inexistência do Mapeamento Agrícola, do Município de Ribeirão Branco, não viabilizará o banco de dados eficiente e capaz de dar suporte no planejamento de Desenvolvimento Sustentável; Inexistência de arranjos da cadeia produtiva da agricultura familiar; Inexistência da articulação política de convencimento do poder público para aplicação de recursos na ATER; Inexistência de política pública municipal ao desenvolvimento de agroindústrias com suporte técnico e apoio a rede de comercialização com os agricultores familiares capacitados para as boas práticas de produção artesanal e agroindustrial. 7.3. Construção dos Cenários Parciais do Tema: “Sistema Político” Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 19 HIPÓTESES VARIÁVEL 3. Prefeitura do Município de Ribeirão Branco 3.1 Existência de: Escola de Governo visando o aperfeiçoamento profissional dos Servidores e Dirigentes municipais de forma que estes produzam um trabalho eficaz e eficiente no desenvolvimento de políticas com enfoque na cidadania plena; e Sistema de Informação de Gestão (SIG). 3.2 Não se consegue organizar a Escola de Governo e o SIG impedindo-se o aperfeiçoamento da gestão municipal que passa a ser um freio para o desenvolvimento de Ribeirão Branco. 5.3 Lentamente, as organizações da 5.1 As organizações da sociedade, primordial as 5. Falta de visão política da sociedade 7. Câmara Municipal de Ribeirão Branco escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa 7.1 Maior consciência da população ao fazer suas escolhas, que votem, participe e fiscalize o eleito em seu trabalho na Casa de Leis. Cenário Parcial 1: (3.2; 5.3;.7.1) ( ) Cenário Parcial 2 (3.2; 5.2; 7.3) ( ) 5.2 Não se consegue mobilizar e despertar o interesse da sociedade por filosofia e política, mantendo a falta de visão da sociedade sociedade, primordial as escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa. 7.3 Câmara meramente 7.2 Escolha de vereadores assistencialista e defensora de interesses privados melhor preparados, atuantes e comprometidos com a sociedade Cenário Parcial 3 (3.1; 5.1; 7.1) ( ) Cenário Parcial 4 (3.2; 5.3; 7.2) ( ) Cenário Parcial 5 (3.1; 5.1; 7.2) ( ) Figura 8: Construção de Cenários Parciais para o Tema: “Sistema Político” Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 20 Da mesma forma, os cenários parciais construídos, conforme figura 8, do tema: “Sistema Político”, necessitam ser descritos de maneira detalhada antes da construção os cenários globais, em que estes cenários parciais serão as hipóteses deste tema na construção dos cenários globais. Inicialmente, abaixo é descrito de maneira resumida, somente, com a descrição das hipóteses. Deve ser ressaltado, que as referências dos cenários parciais da foto, que constam em CP1, CP2, CP3, CP4 e CP5 não correspondem às combinações efetuadas pela Análise Morfológica. Elas foram corrigidas na elaboração deste relatório, pelo grupo responsável pela descrição dos Cenários Parciais, Lucinei P. Lima, Fernando V. Vivaldo. Cenário parcial 1 (3.2; 5.3;.7.1) ( ) : Não se consegue organizar a Escola de Governo e o SIG impedindo-se o aperfeiçoamento da gestão municipal que passa a ser um freio para o desenvolvimento de Ribeirão Branco; Lentamente, as organizações da sociedade, primordial as escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa; Maior consciência da população ao fazer suas escolhas, que votem, participe e fiscalize o eleito em seu trabalho na Casa de Leis. Cenário parcial 2 (3.2; 5.2; 7.3) ( ) : Não se consegue organizar a Escola de Governo e o SIG impedindo-se o aperfeiçoamento da gestão municipal que passa a ser um freio para o desenvolvimento de Ribeirão Branco; Não se consegue mobilizar e despertar o interesse da sociedade por filosofia e política, mantendo a falta de visão da sociedade; Câmara meramente assistencialista e defensora de interesses privados. Cenário parcial 3 (3.1; 5.1; 7.1) ( ): Existência de: Escola de Governo visando o aperfeiçoamento profissional dos Servidores e Dirigentes municipais de forma que estes produzam um trabalho eficaz e eficiente no desenvolvimento de políticas com enfoque na cidadania plena, e Sistema de Informação de Gestão (SIG); As organizações da sociedade, primordial as escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa; Maior consciência da população ao fazer suas escolhas, que votem, participe e fiscalize o eleito em seu trabalho na Casa de Leis. Cenário parcial 4 (3.2; 5.3;7.2) ( ): Não se consegue organizar a Escola de Governo e o SIG impedindo-se o aperfeiçoamento da gestão municipal que passa a ser um freio para o desenvolvimento de Ribeirão Branco; Lentamente, as organizações da sociedade, primordial as escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa; Escolha de vereadores melhor preparados, atuantes e comprometidos com a sociedade. Cenário parcial 5 (3.1; 5.1;7.2) ( ): Existência de: Escola de Governo visando o aperfeiçoamento profissional dos Servidores e Dirigentes municipais de forma que estes produzam um trabalho eficaz e eficiente no desenvolvimento de políticas com enfoque na cidadania plena, e Sistema de Informação de Gestão (SIG); As organizações da sociedade, primordial as escolas, articuladas para desenvolver através de uma pedagogia crítica programas de formação política (filosofia e política), que despertem o interesse da cidadania ativa;; Escolha de vereadores melhor preparados, atuantes e comprometidos com a sociedade. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 21 8. Descrição dos Cenários Parciais: Os Cenários Parciais, por tema, deverão ser descritos conforme orientação do item 4, Construção de Cenários, nesta reunião foram definidos os relatores dos Cenários Parciais, por tema. A importância da descrição dos cenários parciais, por tema, subsidiará a construção dos Cenários Globais, em que os temas serão as variáveis e os respectivos cenários parciais serão as hipóteses. Lembrando que a variável-chave motriz “Resgate à Cultura” entrará diretamente, na construção de Cenários Globais, que deverá atender o esquema que consta na figura 5. Esta descrição dos Cenários Parciais deverá ser apresentada no dia 8 de março de 2012. Deve ser ressaltado que esta descrição deverá circular por e-mail para os demais participantes desta etapa para contribuir com a descrição, seja por modificações, complementações ou correções. Deve ser ressaltado que o Processo Prospectivo é a antecipação para ação com APROPRIAÇÃO, que significa que todos devem participar, que o processo não deve ser conduzido pelo que tem uma excelente eloqüência, ou por aquele que gosta de dominar, ou por aquele que está acostumado com a competitividade, na Prospectiva é a participação efetiva de todos independente do: título, cargo ou posição na sociedade, mas por aqueles que representem a sociedade de fato, devendo ser conduzido de maneira COOPERATIVA e CONSTRUTIVA. Os relatores definidos foram os seguintes: 8.1. Responsáveis pelos cenários parciais do Tema: “Dinamizar a Região por meio da Ciência, Tecnologia e Inovação” Os relatores são os seguintes: Liége Mariel Petroni, Antônio Luís Aulicino e outros que desejarem contribuir com a descrição. 8.2. Responsáveis pelos cenários parciais do Tema: “Desenvolvimento Rural Sustentável” Os relatores são os seguintes: José Vicente Felizardo da Silva, Francisco Alves Sobrinho Feitosa, Rubens Rabczuk e outros que desejarem contribuir com a descrição. 8.3. Responsáveis pelos cenários parciais do Tema: “Sistema Político” Os relatores são os seguintes: Lucinei P. Lima, Fernando V. Vivaldo, apoio logístico do José Vicente Felizardo da Silva e outros que desejarem contribuir com a descrição. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 22 9. Referência Bibliográfica e Bibliografia Complementar: AULICINO, Antônio L. Dissertação de Mestrado: Identificação de Problemas Potenciais na Construção de Cenários e na Formulação de Estratégias em uma Organização: Proposição de um Método - um estudo de caso. São Paulo. FEA-USP, 2002. _________, Tese de Doutorado: Foresight para Políticas de CT&I com Desenvolvimento Sustentável: Estudo de Caso Brasil. São Paulo. FEA-USP, 2006. AULICINO, Antônio L.; KRUGLIANSKAS, Isak. A Contribuição de Foresight Tecnológico na Formulação de Políticas de CT&I do País - Estudo de Caso: MCT-Estudo Prospectar do Brasil. In: SIMPÓSIO DE GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, 23, p. 2004, p. Curitiba. Anais/Núcleo de Políticas e Gestão Tecnológica da Universidade São Paulo. Curitiba, 2004, pp. 2337-2350. BARRÉ, Remi. Science & Technology foresight as a collective learning process in view of strategic decision making - overview and interpretative framework. OST (Observatory of Science and Technology) e CEST (Center for Exploration of Science and Technology). Monitoring Foresight Activities. EUROPEAN COMISSION – Joint Research Centre – JRC, European Science and Technoloy Observatory – ESTO. Institute for Prospective Technological Studies – IPTS. Seville, p. 116-138, june, 2001. BASSALER, Nathalie, “Le maïs et ses avenirs“, Cahier du Lipsor, nº 13, mai 2000. __________, “Le jeu des acteurs de l’information géographique en France: un cas appliqué de la méthode Mactor“, Cahier du Lipsor, nº 17, septembre 2004. BENASSOULI P., MONTI R., “La planification par scénarios, le cas Axa France 2005", Futuribles, nº 203, novembre 1995 BERGER G., , «L’attitude prospective», L’Encyclopédie française, tome XX, Société nouvelle de L’Encyclopédie française 1959. __________, Etapes de la prospective, PUF, 1967. BOOTZ, J.P. e MONTI, R. Proposition d’une typologie des demarches de prospective participative pour les entreprises: Trois cas illustratifs: EDF RΑD, AXA FRANCE ET BASF AGRO. Paris: Revue Management & Avenir no.19, p. 114-131, 2008. CASTRO, A. M. G.; LIMA, S. M. V.; e CRISTO, C. M. P. N. Cadeia Produtiva: Marco Conceitual para Apoiar a Prospecção Tecnológica. In: SIMPÓSIO DE GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 22, 2002, Salvador, Anais... 2002. CHAPUY P., MONTI R., "La filière agricole et l’environnement : scénarios 2010 par la méthode Delphi – Abaque de Régnier", Cahiers du LIPSOR, nº 9, mars 1998. CONFERENCE PROCEEDING.The Role of Foresight in the Selection f Research Policy Priorities. EUROPEAN COMISSION – Joint Research Centre – JRC, Institute for Prospective Technological Studies – IPTS, july 2002. DESTATTE, Philippe. Les Enjeux de la Prospective au XXième siècle. Wallonie: Institute Destrée, presentation, 19 novembr 2007. DURANCE, P. GODET, M., MIRENOWICZ, P. E PACINI, V. La prospective territoriale: Pour quoi faire ? Comment faire ? Cahiers du LIPSOR, Série Recherche no.7. Paris: Novembre 2007. FORSE M., L’analyse structurelle du changement social, PUF, 1991. FOREN - Foresight for Regional Development Network. A Practical Guide to Regional Foresight. EUROPEAN COMISSION Research Directorate General – STRATA Programme. Seville, december, 2001. GAVIGAN, James P. and CAHIL, Eamon. Overview of Recent European and Non-European National Technology Foresight Studies. Seville. EUROPEAN COMISSION – Joint Research Centre – JRC, Institute for Prospective Technological Studies – IPTS, march 1997. GAVIGAN, James P. and SCAPOLO, Fabiana. A Comparison of National Foresight Exercises. Bromley. Foresight, vol. 01, n. 06, dec. 1999, p.494-517. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 23 GAVIGAN, J. P., SCAPOLO, F., KEENAN, M., MILES, I., FARHI, F., LECOQ, D., CAPRIATI, M. and BARTOLOMEO, T. A Pratical Guide to Regional Foresight. Seville. EUROPEAN COMISSION – Foresight for Regional Development Network – FOREN, december 2001. GEORGANTZAS, Nicholas C. e ACAR, William. Scenario-driven planning. Westport: Quorum Books, 1995. GEUS, Arie de. A Empresa Viva: como as organizações podem aprender a prosperar e se perpetuar. 6a. ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998. GIGET M., "Arbres technologiques et arbres de compétences. Deux concepts à finalité distinte", Futuribles, nº 137, novembre 1989. _________, "L’identité de l’entreprise. Préalable à la réflexion stratégique", Futuribles, nº 137, novembre 1989. _________, "Le renouveau stratégique des entreprises américaines", Management France, nº 95, janvier 1996. _________, La dynamique stratégique des entreprises, Dunod, 1998 GIGET M. et GODET M., “Deux amants inséparables : prospective et stratégie”, Vers une école européenne du management stratégique, Colloque AFCET-AFPLANE, 1990. GODET M., “Impacte croisés : exemples d’applications”, Futuribles, n° 71, novembre 1983. _________, « Scénarios and strategic management », Butterworth, 1987. traduction de Prospective et planification stratégique, Economica 1985. _________, “Prospective et stratégie : approche intégrée”, Futuribles, n° 137, novembre 1989. _________, ”MORPHOL - A Method of Morphological Analysis – User Manual”. Paris. HEURISCO, 1993. _________, «Manuel de prospective stratégique, tome 2: l’art et la méthode », Dunod, Paris, 2001. GODET M., CHAPUY P., COMYN G., “Scénarios globaux à l’horizon 2000”, Travaux et Recherches de Prospective, Futuribles International n° 1, juin 1995. GODET M. et alii, “La boîte à outils de prospective stratégique”, Cahiers du Lips, n°6, octobre 1996. GODET M., ROUBELAT F., “Creating the future : the use and misuse of scenarios”, Long range planning, vol. 29, n°2, avril 1996. GONOD P.,“Dynamique des systèmes et méthodes prospectives”, Travaux et Recherches de Prospective, Futuribles International n° 2, mars 1996. HAMEL G., PRAHALAD C.K., « La conquête du futur », InterEditions, 1995. HAVAS, Attila. Evolving Foresight in a Small Transition Economy: The Design, Use and Relevance of Foresight Methods in Hungary. Journal of Forecasting, v. 22, issue 2-3, p. 179201, march - april, 2003. HELMER O., “Looking forward : a guide to futures research”, Sage publications, 1983. HUSS, William R. e HONTON, Edward J. Scenario planning - what style should you use ?, Long Range Planning, vol. 20, n.4, aug. 1987, p.21-29. IBEG. Cidades @, (2010). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1. Acesso em 20/08/2010. JOUVENEL, François (de), “ La Prospective des Territoires Urbains Sensibles: La Construction De Scenarios, et Quelques autres Methodes. Un guide méthodologique de la Mission Prospective et Stratégie du Secrétariat Général du Comité Interministériel des Villes Futuribles, décembre2009. JRC - Joint Research Center. www.jrc.es. Internet, 2003. KEENAN, Michael. The Evolution of Foresight en the UK. International Workshop on Supporting Methodologies and Processes for the Formulation of Public Policies in Science, Technology and Innovation. Observatório de Tecnologia e Inovação – OTI, do Instituto de Pesquisa e Tecnologia do Estado de São Paulo – IPT. São Paulo, abril 2005. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 24 KEENAN, M., ABBOTT, D., SCAPOLO, F. and ZAPPACOSTA, M. Mapping Foresight Competence in Europe: The EUROFOE Pilote Project. EUROPEAN COMISSION – Joint Research Centre – JRC, Institute for Prospective Technological Studies – IPTS, june 2003. LEMPERT, Robert J., POPPER, Steven W. And BANKES, Steven C. Shaping the Next One Hundred Years: New Methods for Qunatitative, Long-Term Policy Analaysis. California. RAND, 2003. LEROY-THERVILLE S., “L’avenir de la réglementation des télécommunications : Etat des lieux et ateliers de prospective", Cahiers du LIPS, nº 12, mars 2000. LESOURNE J., “Plaidoyer pour une recherche en prospective”, Futuribles, n°137, novembre 1989. MARTIN, Ben R. Technology Foresight in a Rapidly Globalizing Economy. Vienna. Proceeding of the Regional Conference, april 2001. MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia – ESTUDO PROSPECTAR. Um Exercício de Prospecção Tecnológica Nacional. Brasília. www.mct.gov.br/cct/prospectar/Relatorio_3/sumario.htm, junho 2003. MIRENOWICZ P., CHAPUY P., LOUINEAU Y., "Delphi-Abaque de Régnier : un exemple d’application à la prospective du bruit em 2010", Futuribles, nº 143, mai 1990. MITCHELL, R. K., AGLE, B. R. and WOOD, D. J. Toward a theory of stakeholder identification and salience: defining the principle of who and what realy counts. New York: Academy of Management Review, vol. 22, No. 4, p 853-886, 1997. MONTI R., MEUNIER F., PACINI V., "BASF Agriculture et ses distributeurs : l’avenir em commun", Travaux et Recherches de Prospective, Futuribles Internacional, nº 3, octobre 1996. MOUSLI, Marc, "Pays Basque 2010: la prospective participative dans un territoire d’exception", Cahier du Lipsor, nº 15, juin 2004. NANUS B., "QUEST – Quick environmental scanning technique", Long Range Planning, vol. 15, nº 2, 1982. NISTEP - National Institute of Science and Technology Policy. (www.nistep.go.jp). Internet, 2003. OSTP - Science and Technology Policy .www.ostp.gov. Internet, 2003. RAWLINSON, J. Geoffrey. “Creative Thinking and Brainstorming”. New York. John Wiley & Sons, 1981. REIBNITZ U. (von), La technique des scénarios, Afnor, 1989. RINGLAND, Gill. Scenario in Business. Chichester. John Wiley e Sons Ltd., 2002. ROQUE, A. Identificação e envolvimento dos stakeholders: Benefícios para o 3º. Setor. In: Congresso Internacional de Inovação Social de 2008. Lisboa:Fundação Calouste Gulbenkian, maio de 2008. ROUBELAT F., La prospective stratégique en perspective : genèse, études de cas, prospective, thèse de doctorat en sciences de gestion, CNAM, mai 1996. ROY B., Méthodologie multicritère d’aide à la décision, Economica, 1985. SAATY T.L., The analytical hierarchy process, McGraw Hill, 1980. SAINT PAUL R., TENIERE-BUCHOT P.F., Innovation et évaluation technologiques : sélection des projets, méthodes de prévision, Entreprise Moderne d’Edition, 1974. SCHMIDT C., "Prospective industrielle et théorie des jeux : éléments pour un renouvellement méthodologique", Économie appliquée, tome XLVI, nº 4, 1991. SHIN, Taeyoung. Technology Forecasting and S&T Planning: Korean Experience. MCTInternational Seminar Foresight Studies on Science and Technology: Internacional Experiences. Brasilia. September, 2000. SU - Strategic Unit. www.number10.gov.uk/output/page82.asp. Internet, 2003 SCHWARTZ, Peter. A arte da Visão de Longo Prazo - Planejando o futuro em um mundo de incertezas. São Paulo. Editora Nova Cultural, 2000. VINCKE P., L’aide multicritère à la décision, Editions de l’Université de Bruxelles, 1989. Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP 25 WACK P., “La planification par scénarios”, Futuribles, n°99, mai 1986. WAGNER, C. S., BRAHMAKULAM, I., JACKSON, B., ANNY, W. and YODA, T. Science and Technology Collaboration: Building Capacity in Developing Countries? California. RAND, 2001. WALLISER B., "Méthodes multicritères : arbres de pertinence", Revue RCB, 1978 Relatório Análise Morfológica e Construção de Cenários Parciais do Processo Prospectivo Regional do Município de Ribeirão Branco –SP