FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) 1 PESSOAL ENVOLVIDO MATRICULA CÓDIGO FUNÇÃO (*) NOME Professor/ RA NOME DO ORIENTADOR Turmas Extra-Classe (no caso de Estagiário PED, Tutor PAEG ou Auxiliar Didático) 1 Prof. Coordenador Walkiria H. Viotto 22276-3 2 Prof. Colaborador Marcelo Cristianini 25218-2 3 PED Juliana Zara Brondi Mendes 143883 4 5 6 7 (*) – Prof. Colaborador / ProDoc / PosDoc / Estagiário PED / Auxiliar Didático PAD ATENDIMENTO B, C Dia terça Horário 19-21h CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E APROVAÇÃO As provas serão relativas aos temas abordados nas aulas teóricas e práticas. A média final será calculada pela média das duas provas. • • Condição de aprovação o Média ≥ 5,0: aprovação sem necessidade de exame o Média < 5,0: realização de exame Nota final (Nf) Nf = Nota semestre + Nota exame 2 OUTRAS INFORMAÇÕES Recebido 1º versão em Secretaria de Graduação ____/____/____ Atualização em ___/____/____ Atualização em ___/____/____ ___________________ _________________________ _________________________ _________________ _________________________ _________________________ Coordenadoria de Graduação FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) 2 AVALIAÇÕES Preenchimento Obrigatório NATUREZA DA AVALIAÇÃO TIPO DA AVALIAÇÃO DATA Horário Avaliações Parciais Prova 1 31/03 19:00h do Aprendizado Prova 2 23/06 19:00h EXAMES 14/07 OBSERVAÇÕES ao longo das 15 Semanas letivas Avaliação Final do Aprendizado 13 a 18/07/2015 Avaliação de andamento de disciplinas Formulário FEA 30/03 a 11/04/2015 Avaliação discente da atividade docente Formulário COMVEST 08 a 20/06/2015 Avaliação docente da atuação discente (15 minutos) OUTRAS INFORMAÇÕES QUANTO ÀS AVALIAÇÕES DO APRENDIZADO Recebido 1º versão em Secretaria de Graduação ____/____/____ Atualização em ___/____/____ Atualização em ___/____/____ ___________________ _________________________ _________________________ _________________ _________________________ _________________________ Coordenadoria de Graduação 3 CRONOGRAMA AULAS TEÓRICAS FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) Semana 1 2 Período OBS 23/02 a 25/02 28/02 Inicio das Aulas 02/03 a 07/03 Data de aula T/P Assunto Bibliografia Responsável (**) 3/03 T Introdução. Culturas lácticas 5, 6, 8 1 10/03 T Leites fermentados e iogurte 8, 10 1 3 09/03 a 14/03 17/03 P Aula prática 1 - Avaliação de culturas lácteas e fabricação de iogurte/ricota 4 16/03 a 21/03 24/03 T Fabricação de queijos: fundamentos 5 23/03 a 28/03 26/03 T Fabricação de queijos: qualidade e pré-tratamento do leite 1 6 30/03 a 04/04 Prova 1 1 Avaliação Andamento 30/03 a 11/04 31/03 1 1, 2, 5, 10 1 02 a 04 sem aulas 7 06/04 a 11/04 8 13/04 a 18/04 15/04 sem aulas 9 20/04 a 25/04 20 a 21/04 sem aulas 21/04 10 27/04 a 02/05 01 e 02/05 sem aulas 28/04 11 04/05 a 09/05 05/05 12 11/05 a 16/05 13 18/05 a 23/05 19/05 14 25/05 a 30/05 26/05 15 01/06 a 06/06 04 a 06/06 sem aulas 02/06 16 08/06 a 13/06 Avaliação Prof/aluno 08 a 20/06 09/06 T 17 15/06 a 20/06 16/06 P 18 22/06 a 27/06 23/06 Prova 2 19 29/06 a 04/07 30/06 Semana de Estudos 20 06/07 a 11/07 Semana de Estudos 01 a 08/07 09 a 11/07 sem aulas 07/07 Não haverá aula 21 13/07 a 18/07 Exames de 13 a 18/07 14/07 Exame (Projeto Pedagógico 12/05 sem aulas (Avaliação do Curso) 07/04 T Fabricação de queijos: coagulação ácida e enzimática 3, 6, 9, 10 1 14/04 T Fabricação de queijos: tratamento da massa e salga 3, 6, 9, 10 1 Não haverá aula 1 P Aula prática 2- Fabricação de queijo minas frescal 1 T Queijos processados ou fundidos Maturação de quijos 12/05 3, 6, 10 1 Não haverá aula 1 P Aula prática 3- Fabricação de ricota e queijo de coalho 1 P Aula prática 4- Fabricação de requeijão cremoso e Muçarela 3, 6, 10 1 Pescado: processo de secagem, salga e defumação de pescados; Produtos fermentados. 4, 7 2 Aula prática 5- Fabricação de 4, 7 2 Não haverá aula pescado salgado/defumado 1 1, 2 21/07/2015 - Prazo final para inserir os Boletins de Notas e Frequência no Sistema da DAC - até às 12:00 h. FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) Recebido 1º versão em Secretaria de Graduação ____/____/____ Atualização em ___/____/____ Atualização em ___/____/____ ___________________ _________________________ _________________________ _________________ _________________________ _________________________ Coordenadoria de Graduação FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) 4 Inserir roteiros das aulas de laboratório/prática que serão ministradas no NOVO LABORATÓRIO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO Prática 1 - AVALIAÇÃO DE CULTURAS LÁCTICAS E FABRICAÇÃO DE IOGURTE AVALIAÇÃO DE FERMENTO LÁTICO 1. Poder Acidificante Objetivo: Na fabricação de queijo ou produtos fermentados um dos fatores mais importantes que determinam a eficiência do processo, é a capacidade do fermento (cultura) de produzir ácido lático rapidamente. O teste de atividade do fermento mede a capacidade produtora de ácido láctico sob condições controladas, utilizada nos tanques de fermentação do processo. Assim, a temperatura de incubação pode variar de acordo com o processo de fabricação (por o o exemplo, queijos de massa cozida, temperatura de 45 C, para queijo fresco, temperatura de 30 C). E também o leite usado no teste de atividade deve, preferencialmente, ser o mesmo usado no processo de fabricação. Procedimento: 1. Pré-incubar 30 ml leite reconstituído 11%, em tubo apropriado a 37ºC/10 minutos, para estabilizar a temperatura; 2. Após a pré-incubação dos tubos inocular 20 % fermento em teste usando pipeta estéril; 3. Incubar 30ºC/ 1h30 em banho maria; 4. Após o tempo de incubação, resfriar em banho de água de torneira ; 5. Determinar pH e acidez titulável com soda Dornic. Interpretação: Fermentos para queijo são considerados ativos c/ poder acidificante de: o Termofilos : 67 D (42°C/3h) Mesófilos: 45°D (30°C/6h) 2.Atividade Proteolítica Objetivo: A atividade proteolítica é um parâmetro peculiar especialmente usado para culturas bacterianas utilizadas na indústria láctea como fermento. O que se espera é um sistema proteolítico eficiente dependendo do tipo de queijo a ser fabricado. Geralmente os cultivos láticos são fracamente proteolíticos quando comparados a outros grupos de microrganismos, entretanto, devido a particular importância da ação proteolítica no tipo e na velocidade do processo de maturação de queijos essa é uma característica do fermento importante a ser avaliada. O procedimento mais usado para essa é a técnica de HULL modificado por CITTI e col. conforme segue. Procedimento: 1. Pegar 5 mL do fermento teste e transferir para tubo de rosca; 2. Acrescentar 1 mL de água destilada e agitar vigorosamente; 3. Acrescentar 10 ml ácido tricloroacético 12%; 4. Filtrar em papel Whatman 42; 5. Pegar 2,5 ml do filtrado e transferir para outro tubo; FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) 6. Adicionar 5 ml tampão carbonato-pirofosfato ( 40ºC ) e 1,5 ml reativo de fenol Folin – Ciocalteau , diluido 1:2; 9. Descansar 10 min. a temperatura ambiente para desenvolvimento da cor; 10. Ler em espectrofotômetro a 650 nm; 11. Comparar o resultado com a curva padrão de tirosina (ug/ml). 3. Produção de CO2 Objetivo: A produção de CO2 por culturas lácticas aromatizantes usadas como fermento é importante por conferir características próprias a determinados tipos de queijos. Assim, há necessidade de conhecer não só o potencial da cultura em produzir CO2 como também fazer uso adequado, principalmente de culturas mistas, uma vez que estas, quando usadas em proporções inadequadas podem contribuir com excesso desse tipo de metabólito causando defeitos em queijos. Fermentos mistos manuseados inadequadamente podem conferir aos queijos, entre outros, aspecto de massa rendada com excesso de olhaduras. Procedimento: Medida A: 1. Tomar 20 ml de fermento 2. Adicionar de 4 a 5 gotas de fenolftaleína 3. Titular com NaOH N/9 ( Dornic ) Medida B: 1. Tomar 20 ml de fermento 2. Agitar de 3 a 5 minutos 3. Adicionar de 4 a 5 gotas de fenolftaleína 4. Titular com NaOH N/9 Cálculo: Medida A - Medida B = [ º D] Interpretação: Resultado do cálculo 20 ºD: • Desbalanceamento • Excesso de microbiota aromática • Risco de obtenção de queijo “rendado” • Risco de obtenção de queijo com sabor de iogurte (acetaldeído) Resultado do cálculo menor que 5 ºD: • Desbalanceamento • Pouca atividade da microbiota aromática • Queijo poderá não apresentar olhaduras Resultado do cálculo entre 8 e 12 ºD: • Permite olhadura regular • Própria para variedade de queijos Prato, Danbo e Gouda Resultado do cálculo de 15 ºD: • Permite obtenção de massa aberta • Própria para queijos tipo Gorgonzola e Danablu RESULTADOS – AVALIAÇÃO DE FERMENTO LÁTICO FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) AMOSTRA Poder acidificante (°D) Produção de CO2 Atividade proteolítica (ug/ml) 1 2 3 Referências Bibliográficas: CERELA.Centro Argentino-brasileiro de Biotecnologia Seleção e conservação de fermentos láticos de interesse industrial. Argentina, Tucuman, 1991, 42p. (apostila). FURTADO, M.M. A arte e a Ciência do Queijo. Editora Globo S.A., São Paulo S.P., 1990, 297p. KUNZ, B. Cultivo de microrganismos para la producción de alimentos. Ed. Acribia, Zaragoza, Spain, 1986, 125p. OLIVEIRA, J.S. Queijos: fundamentos tecnológicos. Campinas, Editora FABRICAÇÃO DE IOGURTE E CURVA DE ACIDIFICAÇÃO ATIVIDADE 1: CURVAS DE ACIDIFICAÇÃO 1. Pasteurizar o leite a 90ºC/5 min; 2. Resfriar na temperatura indicada na tabela para o seu grupo e inocular com 2,5% de cultura (pura ou mista, conforme o grupo). Homogeneizar adequadamente; 3. Imediatamente após a inoculação da cultura lática, medir pH e acidez, que será o tempo zero da curva de acidificação; 4. Transferir 50ml para os tubos de ensaio e incubar nas temperaturas indicadas, conforme o grupo; 5. A cada 30 minutos retirar aleatoriamente um tubo do seu grupo e determinar o pH e acidez da amostra (Tabela de resultados na folha de relatório). Anotar o resultado de todos os grupos para a discussão do relatório. Determinação acidez titulável 1. Colocar 10 ml de leite no erlenmeyer (Com a formação do gel pode ser difícil pipetar, neste caso pesar 10 g da amostra); 2. Adicionar 3 gotas de fenolftaleína; 3. Titular com solução Dornic (NaOH 0,1111 N) até coloração levemente rósea; 4. Anotar o volume de solução Dornic gasto na titulação; 5. Calcular a acidez (ºD): Cálculo: Acidez (oD) = V x f x 10 Onde: V = ml de solução Dornic gastos na titulação; f = fator de correção da solução Dornic (Nreal/Nteórica). Determinação do pH FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) 1. Transferir uma porção da amostra para copo plástico descartável, RESFRIAR A AMOSTRA e medir o pH através da introdução do eletrodo na amostra. ATIVIDADE 2: FABRICAÇÃO DE IOGURTE FIRME 1. 2. 3. 4. corrigir o teor de sólidos totais do leite para 14%. Aquecer o leite a 95ºC/5 min ; Resfriar a 45ºC; Adicionar 2,5% da cultura láctica (Streptococcus thermophilus e Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus) com auxílio de uma proveta e misturar bem; 5. Levar para a estufa a 45ºC até coagulação. O tempo para coagulação será controlado através da curva de fermentação. Aguardar mais 20 min após alcançar pH 4,9 ± 0,05; 6. Retirar da estufa cuidadosamente para que o coágulo não se quebre enquanto estiver quente e resfriar em banho de gelo e colocar na câmara a 5ºC para resfriamento. Prática 2 - FABRICAÇÃO DE QUEIJO MINAS FRESCAL 1. Introdução O queijo tipo minas frescal é um dos queijos mais populares do Brasil. Apresenta um bom rendimento que varia em média de 6,0 – 6,5 litros/kg. É um queijo bastante perecível em função do elevado teor de umidade, de massa crua, coagulação enzimática, moldado na forma de um cilindro baixo com peso que varia de 0,5 a 1 Kg. É um queijo que apresenta consistência macia e pequenas aberturas mecânicas nos pontos onde a massa não se uniu completamente. Devido à adoção de diferentes métodos de fabricação além do tradicional (adição de ácido lático, ultrafiltração, variação na temperatura de coagulação e até mesmo a prensagem) é um queijo bastante irregular em termos de padrões de consistência, textura, sabor, vida útil e rendimento. 2. Referências Bibliográficas: 1. FURTADO, M. M; NETO, J. P. M. L. Tecnologia de queijos: manual técnico para produção industrial de queijos. São Paulo: Dipemar, 1994. 118p. 2. PEREIRA, M. M. G; LIMA, M. T.; SANTANA, F. S. de. Queijo Minas Frescal . Universidade Federal do Piauí:Comunicado Técnico, n. 12, p. 1-4, abril 2006. 3. Fluxograma Leite pasteurizado (68°C/2min) ↓ Aquecimento a 35 °C ↓ Adição de cultura mesófila 1% e agitação ↓ Adição de CaCl2 250 ppm e agitação ↓ Adição de coalho e agitação por 30 – 40 segundos ↓ Coagulação (aproximadamente 35 minutos ou até ponto de corte-fenda retilínea) ↓ FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) Corte com liras verticais e horizontais (cubos com 2 cm aresta) ↓ Tratamento da massa (agitação lenta progressiva por 25 minutos) ↓ Repouso 5 minutos ↓ Dessoragem parcial da massa ↓ Salga e agitação por 5 minutos ↓ Dessoragem total ↓ Enformagem ↓ Viragem (15 minutos e 30 minutos) ↓ Resfriamento (câmara fria) ↓ Embalagem Observação: a salga na massa consiste na adição de 2 a 3% de sal sobre o volume de leite. Desta forma, o sal deve ser diluído em água a 35 °C para depois ser adicionado à massa. Prática 3 - FABRICAÇÃO DE RICOTA E QUEIJO DE COALHO 1. Introdução A ricota é de origem italiana e é fabricada em diversos países, sob várias denominações. É conhecida também por “queijo de albumina”, por se constituir basicamente de albumina e lactoglobulina, que são os principais componentes proteicos do soro e não são coaguláveis por coalho. São proteínas facilmente desnaturadas e precipitadas pelo calor, sob influência de acidificação, o que constitui o principio básico da fabricação da ricota. Pelo seu baixo teor de gordura e alta digestibilidade, é considerada um produto leve e dietético. Apresenta baixo rendimento de fabricação, na faixa de 4% a 5%. 2. Fluxograma Soro fresco (obtido por coag. enzimática do leite) ↓ Correção da acidez do soro para cerca de 8 °D com NaOH (opcional) ↓ Adição de 15% de leite integral e agitação ↓ Aquecimento até 80-85 °C ↓ Adição de ácido lático (0,1%), diluído 10x ↓ Agitação lenta, 30 s ↓ FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) Interromper o aquecimento a 90 ºC ↓ Aguardar 3 min para a massa floculada se firmar ↓ Coletar a massa gentilmente com um utensílio de cabo longo ↓ Enformagem em formas com dessorador ↓ Resfriamento (câmara fria) ↓ Embalagem 3. Referência Furtado, M.M e Lourenço Neto, M.P.J. Tecnologia de Queijos. Manual Técnico para a produção Industrial de Queijos. 1994. FABRICAÇÃO DE QUEIJO DE COALHO 1. INTRODUÇÃO O queijo de coalho é um dos mais tradicionais produtos de laticínios produzidos no nordeste brasileiro. Sua origem está ligada à fabricação artesanal, fato que persiste até hoje, principalmente em pequenas unidades localizadas na zona rural, as quais não contam com tecnologias de manufatura apropriadas e elaboram o queijo a partir de leite cru, sendo comercializado à temperatura ambiente e encontrado em locais de venda de alimentos. Industrialmente, o leite utilizado na fabricação do queijo é pasteurizado e adicionado de culturas lácticas selecionadas, resultando em produtos com maior segurança microbiológica, porém com alteração nas características sensoriais em relação aos elaborados artesanalmente. Em geral, são comercializados sob temperatura de refrigeração e encontrados em supermercados ou lojas especializadas. Segundo o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Queijo de Coalho, as características distintivas do processo de elaboração são: a coagulação em torno de 40 minutos, corte e mexedura da massa, remoção parcial do soro, aquecimento da massa com água quente ou vapor indireto até obtenção de massa semicozida (até 45°C) ou cozida (entre 45°C e 55°C), adição de sal à massa, prensagem seguido de secagem, embalagem e estocagem em temperatura média de 10-12°C. 2. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 1. PEREZ, R.M. Perfil sensorial, físico-químico e funcional de queijo de coalho comercializado no município de Campinas, S.P. Dissertação de mestrado. Universidade Estadual de Campinas, 2005. 140 p. 3. FLUXOGRAMA DE FABRICAÇÃO FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) Leite integral pasteurizado (68°C/2min) ↓ Aquecimento a 25ºC ↓ Adição do ácido láctico (0,025%) e agitação (15 s) ↓ Aquecimento até 32ºC (elevando 1ºC a cada 3 min) ↓ Adição de CaCl2 250 ppm e agitação (15 s) ↓ Adição de coalho ↓ Coagulação (aproximadamente 35 minutos ou até ponto de corte-fenda retilínea) ↓ Corte da Coalhada (agitação progressiva por 8 minutos) ↓ Tratamento da massa (aquecimento indireto até 50ºC elevando 1ºC a cada 3min, com agitação constante ) ↓ Dessoragem parcial (retirar 70% do volume de soro ) ↓ Adição do sal à massa e agitação (1 min) (2,0% em relação ao volume de leite ) ↓ Dessoragem total ↓ Enformagem ↓ Prensagem (2 Kgf/cm2) (30 min + 90 min) ↓ Câmara fria (10ºC) ↓ Embalagem a vácuo Prática 4 - FABRICAÇÃO DE REQUEIJÃO CREMOSO E MUSSARELA 1.Introdução O requeijão é um queijo de massa fundida e tipicamente brasileiro. A massa destinada à sua fabricação pode ser obtida de 3 formas: fermentação láctica da massa, acidificação direta do leite aquecido (ácidos orgânicos) ou coagulação enzimática (coalho). O requeijão cremoso deve apresentar: sabor suave e odor semelhante ao de creme fresco, textura fina e brilhante, consistência cremosa com fios longos, e com fácil espalhabilidade. 2. Objetivo Fabricar requeijão cremoso, usando massa obtida por acidificação direta a quente. 3. Fabricação de requeijão cremoso FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) Características desejáveis do requeijão: Gordura no Extrato Seco (GES req) = 60% Extrato seco total requerido (EST req) = 40% Dados: Mm = Peso da massa ESTm = extrato seco da massa Gm= gordura da massa ESTc= extrato seco do creme Mc = Peso do creme Calcular: Quantidade de sal fundente (1,5% em relação ao peso da massa): Quantidade de NaCl ( 1,5% em relação ao peso da massa): Quantidade de creme a adicionar: Quantidade de água a adicionar: Considerações: Teor de gordura do creme (G creme) = Extrato seco do creme (ESTc) = 35% ESTsal e ESTsal fundente (100%) = peso dos mesmos GES req= GES req = Gm + Gc EST produto (Gm. Mm + Gc . Mc)____________________ ES m. Mm + ES sal. Mm + ES sal fundente . Mm + ESc.Mc 2. Formulação para requeijão cremoso Composição Massa Sal fundente NaCl Creme Total Peso EST 3. Fluxograma de fabricação Leite desnatado pasteurizado ⇓ Aquecimento 82 oC ⇓ Adição de 0,3 % de ácido lático ⇓ Precipitação ⇓ Dessoragem em panos ou formas de queijo ⇓ Sigla:TA722 BC FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) Massa coagulada ⇓ Determinação de umidade e gordura da massa p/ cálculo da formulação ⇓ Lavagem da massa com água filtrada até 5 oD ⇓ Fusão da massa em Stephan ** (com creme de leite, água, sal fundente e sal) ⇓ Embalagem em copos sanitizados ⇓ Resfriamento dos copos em banho de gelo ** Fusão em Stephan: Colocar todos os ingredientes previamente pesados na Stephan, promover aquecimento da mistura em velocidade 1 até atingir 70 oC. Aumentar para velocidade 2. Esperar atingir 93 oC, fechar a entrada de vapor para manter a temperatura e deixar em regime por mais 3 minutos e depois 30 segundos com vácuo aberto para eliminação de bolhas de ar. 4. Referências bibliográficas 1. RODRIGUES, F. Requeijão, Fondue, Especialidade, Queijo Processado. Templo Gráfica e Editora, Juiz de Fora, Brasil, 2006, 172p. 2. VAN DENDER, F. G. A. MORENO, I. Principais defeitos de queijos processados e correção. In: VAN DENDER, F. G. A. Requeijão cremoso e outros queijos fundidos: tecnologia de fabricação, controle do processo e aspectos de mercado. Fonte Comunicações e Editora, São Paulo, Brasil, 2006, 391p. FABRICAÇÃO DE QUEIJO MUSSARELA 1. Introdução A Mussarela é o queijo mais produzido e consumido no mundo. Sua massa é esbranquiçada, firme e compacta com sabor ligeiramente ácido. Pode ser produzida com fermento mesófilo (adequado para o consumo direto resultando em queijo com bom fatiamento), com fermento termofílico (ideal para pizzas conferindo ao queijo as características desejadas de textura e derretimento) ou por acidificação direta (possibilita maior rendimento de fabricação, não utilização de fermento láctico, possibilidade do uso de menores quantidades de coagulante e redução dos custos de fabricação). A Mussarela pertence ao grupo dos queijos de massa filada, onde estão incluídos o Provolone e o “Caccio Cavalo”, que se distinguem pela etapa característica de filagem, que consiste na semifusão da massa com suficiente acidificação, onde a massa é submetida a um trabalho mecânico em água quente, transformando sua estrutura amorfa em uma estrutura organizada, fibrosa, elástica e compacta. 2. Objetivo Fazer a filagem da massa de mussarela 3. Referências bibliográficas FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) FURTADO, M. M; NETO, J. P. M. L. Tecnologia de queijos: manual técnico para produção industrial de queijos. São Paulo: Dipemar, 1994. 118p. 4. Fluxograma de fabricação Leite Cru Pasteurização 68 °C por 2 min Resfriamento 40 °C Adição 1% cultura termófila, CaCl2.,coalho Agitação por 30 segundos Coagulação aprox. 35min após adição do coalho Corte em cubos de 1.5cm aresta (verificação ponto de corte:fenda retilínea) Tratamento da massa (agitação lenta progressiva por 25min) Aquecimento da massa com agitação (até 45 oC, 1 oC a cada 3 min) Dessoragem de aprox. 1/3 do volume de soro Repouso para acidificação até pH 5,2 (45 oC/2-4h,) Filagem (água a 85 oC/ 3x o volume /cortar a massa em tiras e filar) Confecção de nozinhos Banho de água gelada Salga em salmoura FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) 5 BIBLIOGRAFIA 1. FOX, P .F. et al. Fundamentals of Cheese Science. 3rd Ed. Gaithersburg: Aspen, 2000, 587p. 2. FOX, P .F. et al. Cheese: Chemistry, Physics and Microbiology Volume 1: General Aspects. 3rd Ed. Elsevier Ltd., 2004, 617p. 3. FOX, P .F. et al. Cheese: Chemistry, Physics and Microbiology Volume 2: Major Cheese Groups. 3rd Ed. Elsevier Ltd., 2004, 434p. 4. HALL, G. M. Fish Processing Technology. 2nd Ed. Chapman & Hall, 1997, 292p. 5. KOSIKOWSKI, F.; MISTRY, V. V. Cheese and Fermented Milk Foods. Volume 1. Origins and Principles. F. V. Kosikowski LLC, 1999, 729p. 6. KOSIKOWSKI, F.; MISTRY, V. V. Cheese and Fermented Milk Foods. Volume 2. Procedures and Analysis. F. V. Kosikowski LLC, 1999, 330p. 7. MARTIN, A. M. Fisheries Processing; biotechnological applications 1st Ed. Chapman & Hall, 1994, 494p. 8. TAMIME, A. Y. ; ROBINSON, R. K. Yoghurt – Science and Technology. 2nd Ed CRC Press LLC, 2004, 605p. 9. VAN DENDER, F. G. A. Requeijão cremoso e outros queijos fundidos: tecnologia de fabricação, controle do processo e aspectos de mercado. Fonte Comunicações e Editora, São Paulo, Brasil, 2006, 391p. 10. LAW. BA.; TAMIME, AY. Technology of Cheesemaking. 2nd Ed Blackwell Publishing Ltd. . 2010. Disponível em:http://onlinelibrary.wiley.com/ RESUMO DO CALENDÁRIO LETIVO Início das aulas: 25/02/2015 Dias sem aulas ou sem atividades Abril: 02/04 (Expediente Suspenso), 03/04 (Paixão de Cristo), 04/04 (Sem Atividades), 15/04 (Projeto Pedagógico), 20/04 (Sem Atividades), 21/04 (Tiradentes) Maio: 01/05 (Dia do Trabalho), 02/05 (Sem Atividades), 12/05 (Avaliação de Curso) Junho: 04/06 (C. Christi), 05/06 (Expediente Suspenso), 06/06 (Sem Atividades) Julho: 09/07 (Data Magna do Estado de São Paulo), 10/07 (Expediente Suspenso), 11/07 (Não haverá atividades) Observações: Prazo Final para cumprimento da carga horária: 30/06 Semana de estudos e reposição: 01 a 08/07 Término do 1o Período Letivo: 08/07 Exames finais: 13 a 18/07 Inserir no Sistema da DAC os Boletins de Notas e Frequência: até 21/07 às 12:00 h. FACULDADE DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS COMISSÃO DE GRADUAÇÃO Sigla:TA722 BC PLANEJAMENTO DE DISCIPLINA (1º Semestre de 2015) 1 - Professor Coordenador: 2345- Recebido 1º versão em Secretaria de Graduação _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ ____/____/____ ___________________ Conferido e autorizado: Coordenadoria de Graduação _________________ Atualização em ___/____/____ _________________________ Atualização em ___/____/____ _________________________ _________________________ _________________________