A Lâmpada
A primeira lâmpada elétrica foi obra de um grande cientista americano, Thomas Alva Edison,
que a fabricou cerca de 1880. Antes disso, já se havia empregado a energia elétrica para iluminação
com as lâmpadas em arco, que, todavia, não eram práticas e serviam apenas para a iluminação das
ruas e de alguns logradouros públicos. Essas lâmpadas eram constituídas por duas hastes de
carvão, pontudas com os dois extremos a pouca distância: fazendo passar à corrente, formava-se
uma descarga elétrica, muita luminosa, entre uma ponta e outra.
Quando usamos a iluminação de forma racional, ela nos apresenta uma série de benefícios,
entre os quais podemos citar: proteção à visão humana e influências benéficas sobre o sistema
nervoso vegetativo, que comanda o metabolismo e as funções do corpo. Dessa forma, uma boa
iluminação faz com que se eleve o rendimento do trabalho que se realiza e diminuam-se os erros e
acidentes, contribuindo para mais conforto, bem-estar e segurança.
Das fontes de luz artificial, as lâmpadas elétricas são, sem dúvida, as que apresentam maior
eficiência e possibilidades quase sempre ilimitadas de se obter ambientes acolhedores e confortáveis
para o olho humano. As lâmpadas elétricas do mercado atual são agrupadas em dois tipos principais:
lâmpadas incandescentes e lâmpadas de descarga.
1. LÂMPADAS INCANDESCENTES
A luz deste tipo de lâmpada é proveniente de um filamento metálico (o tungstênio), alojado no
interior de um bulbo de vidro sob vácuo ou com gases quimicamente inertes em seu interior. A base
destas lâmpadas é o elemento de ligação mecânica e elétrica ao receptáculo, feita de latão ou ferro
latonado. É uma rosca (chamada rosca tipo Edison), que poderá ser utilizada em soquetes de
diversos diâmetros.
2. LÂMPADAS DE DESCARGAS
A luz emitida por uma lâmpada de descarga é produzida pela passagem da corrente elétrica em
um gás ou vapor ionizado que, ao chocar-se com a pintura fluorescente ou com cristais de fósforos
no interior do tubo, emite luz visível.
Essas lâmpadas apresentam eficiências bem superiores às lâmpadas incandescentes e
oferecem muito mais luz sem potência extra. Portanto, é possível reduzir o consumo de energia e
ainda assim ter mais luz. Produzem, em média, 10 vezes mais luz do que as incandescentes
comuns, para cada watt consumido.
São classificadas em função da pressão interna do bulbo, como lâmpadas de descarga de
baixa pressão e lâmpadas de descarga de alta pressão.
2.1. LÂMPADAS DE DESCARGA DE BAIXA PRESSÃO
As
lâmpadas
fluorescentes
são
as
mais
conhecidas
e
podem
ser
de
vários
tipos:
-lineares: utilizadas principalmente em ambientes de escritórios, comerciais e salas de aula;
-circulares: são utilizadas em ambientes comerciais, mas já possuem grande utilização doméstica,
pois algumas podem até substituir as lâmpadas incandescentes comuns;
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- compactas: aplicação doméstica, pois substituem as incandescentes comuns, já que possuem a
rosca tipo Edison;
- coloridas e lâmpadas de néon;
- luz negra;
- lâmpadas Vapor de Sódio: possui sódio a baixa pressão no seu interior. É principalmente utilizada
para iluminação externa e de estradas;
2.2. LÂMPADAS DE DESCARGA DE ALTA PRESSÃO
As lâmpadas de luz mista: combinam a eficiência das lâmpadas a vapor de mercúrio com as
propriedades de cor das fontes de luz com filamento de tungstênio. Esse tipo de lâmpada não
precisa de reatores e ignitores. São utilizadas para iluminar vias públicas, jardins, praças,
estacionamentos, etc; lâmpadas a Vapor de Mercúrio: possui vapor de mercúrio em suspensão
dentro do tubo de descarga. Também são utilizadas em vias públicas, jardins, praças,
estacionamentos, etc; lâmpadas Multivapor Metálico: possui vapor de haletos metálicos na descarga
de mercúrio no interior do tubo. São utilizadas para iluminação pública, interna comercial e industrial,
postos de gasolina, etc; lâmpadas a Vapor Metálico e Multivapor Metálico: o tubo de descarga é
preenchido com mercúrio de alta pressão e uma mistura de vapores de argônio e neônio, e ainda
com sódio e tálio. São utilizadas principalmente para iluminação de interiores e, principalmente, para
iluminação de monumentos, outdoors, etc; lâmpadas a Vapor de Sódio: utilizada para iluminação
exterior.
3. ACESSÓRIOS PARA LÂMPADAS
Os acessórios mais comuns são: soquetes, plafoniers, luminárias, reatores, ignitores, starters,
relés fotoelétricos e sensores de presença.
Os mais importantes a serem comentados aqui são:
1.
Luminárias: são aparelhos destinados a distribuir, filtrar e controlar a luz gerada por
uma lâmpada ou mais, que contenham todos os equipamentos e acessórios
necessários para fixar, proteger e alimentar essas lâmpadas. Existem luminárias para
diversas finalidades e destinadas às lâmpadas incandescentes, fluorescentes, vapor
de mercúrio, etc. As luminárias possuem um papel importante para distribuir o nível de
iluminação de um determinado ambiente;
2.
Reatores: são equipamentos auxiliares e necessários ao funcionamento de descarga
(exceto Luz Mista), com a finalidade de proporcionar as condições de partida (ignição)
e de maneira a controlar e estabilizar a corrente elétrica do circuito. Dentre as
principais características que deve ter, pode-se citar: ter alto fator de potência,
pequenas dimensões, vida longa, baixo nível de ruído e perdas reduzidas. São de dois
tipos: eletromagnéticos e os eletrônicos.
O mercado oferece uma infinidade de modelos, mas não se atrapalhe: as lâmpadas se
enquadram, basicamente, em três grupos: incandescentes, halógenas e fluorescentes. As mais
antigas, que ainda predominam nas residências, são as incandescentes, que produzem luz a partir
do aquecimento de um filamento de tungstênio. Com IRC de 100 (excelente), elas apresentam um
baixo custo unitário. Os inconvenientes são o alto consumo de energia e a vida útil não muito longa
(1 000 horas, em média). As incandescentes, ainda, costumam escurecer com o passar do tempo.
Isso acontece porque o filamento de tungstênio desprende partículas que vão aderindo às paredes
da lâmpada, causando o escurecimento. É claro que a poeira e a poluição acumuladas sobre ela
contribuem para diminuir sua eficiência. Aqui, a solução é simples, mas geralmente esquecida:
lâmpadas também precisam ser limpas.
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Porém, dos três grupos as mais utilizadas são as Incandescentes e as fluorescentes, com
desempenho e eficiência diferentes que dependem do tipo e da aplicação.
O que faz um tipo de lâmpada ser mais econômico que o outro?
É a lâmpada que consegue emitir mais luz com menos consumo de
energia elétrica. Por exemplo, a lâmpada incandescente é menos eficiente
porque produz mais calor do que luz.
A potência de iluminação é medida por uma unidade chamada de
lúmen e representa a quantidade de luz emitida por uma lâmpada.
Já a potência elétrica, em watt, é aquela que a lâmpada "puxa" da rede
para a produção da luz.
O rendimento luminoso de uma lâmpada é a relação entre a quantidade
de luz produzida (lúmen) pela quantidade de potência que a mesma "puxa"
da rede.
No supermercado quando você for comprar lâmpada compacta procure
a informação na embalagem - a quantidade de lumens produzida e a
potência em watt.
Exemplo: Uma lâmpada compacta de 20 watt, em 127 Volts, produz
1.200 lumens.
O rendimento luminoso é obtido da seguinte forma: divida os 1200 lumens por 20 watt. O
resultado será de 60 lumens/watt.
Comparando a lâmpada compacta de 20 W com uma incandescente de 100 W, que também
produz cerca de 1200 lumens, pode-se concluir que a primeira gasta cinco vezes menos energia que
a segunda.
4. Índice de Reprodução de Cores
A reprodução de cores de uma lâmpada é medida por uma escala chamada IRC (Índice de
Reprodução de Cores). Quanto mais próximo este índice for ao IRC 100 (dado à luz solar), mais
fielmente as cores serão vistas na decoração. Isto ocorre porque, na verdade, o que enxergamos é o
reflexo da luz que ilumina os objetos, já que no escuro não vemos as cores.
A luz é composta pelas sete cores do arco-íris e os pigmentos contidos nos objetos têm a
capacidade de absorver determinadas cores e refletir outras. Portanto, a qualidade de reprodução
das cores vai influir diretamente nas cores da decoração, alterando ou mantendo as cores
escolhidas.
Assim como as cores, a tonalidade das lâmpadas também pode ser dividida em quente ou fria.
Mas quando falamos nestes termos, não estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada, e sim à
Temperatura de Cor que ela dá ao ambiente. Esta Temperatura de Cor é medida em graus Kelvin (K)
e quanto maior for o número, mais fria é a cor da lâmpada. Um exemplo: uma lâmpada de
temperatura de cor de 2700K tem tonalidade quente, uma de 7000K tem tonalidade muito fria.
Dentro destes parâmetros podemos dizer que lâmpadas incandescentes têm uma Temperatura
de Cor correlata de 2700 K e lâmpadas halógenas por volta de 3000 K. Já as fluorescentes podem
ser escolhidas de 2700 K > 6000 K, conforme a necessidade do projeto.
Fluorescentes - A corrente elétrica atravessa o reator, que dá a partida da lâmpada e estabiliza essa
corrente, enviando-a para o interior da lâmpada, onde há um filamento recoberto por uma pasta
emissiva. Quando aquecido esse filamento provoca a movimentação dos elétrons no interior da
lâmpada que, por sua vez, provoca a vaporização do mercúrio, produzindo a emissão de raio
ultravioleta. A parede interna da lâmpada é pintada com pó de fósforo, e, quando os raios UV
atravessam essa pintura, eles são transformados em luz visível. Com a evolução das lâmpadas, a
pintura é feita hoje com o trifósforo nas três cores básicas (vermelho, verde e azul), o que resulta em
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maior fidelidade de reprodução de cores. As fluorescentes de 26 milímetros têm vida útil de cerca de
16 mil horas.
Na hora da compra, pergunte sobre o consumo de energia, que vai de 9 a 650 watts, e sobre o
IRC – Índice de Reprodução de Cor –, que varia entre 70 e 100 e diz respeito ao tom da lâmpada.
Quanto mais próximo da luz do Sol, maior é o IRC.
As lâmpadas de filamento têm índice de reprodução de cores (IRC) de 100%, o mesmo da luz
solar. Quanto maior a temperatura do filamento, mais branca é a luz. No caso das incandescentes
comuns, de luz amarela, a temperatura do filamento atinge os 2 700 kelvins, o que indica a
temperatura da cor.
TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE LÂMPADAS FLUORESCENTES COMPACTAS
1- O que são?
Lâmpadas fluorescentes compactas, também chamadas de LFC, são lâmpadas fluorescentes de
dimensões reduzidas destinadas a substituir as lâmpadas incandescentes comuns.
2- Quais as principais vantagens?
Economia: Substituem as lâmpadas incandescentes com economia de até 80%. A tabela abaixo
mostra alguns exemplos de LFC que podem ser usadas em lugar de incandescentes tradicionais.
Maior vida mediana: Enquanto uma lâmpada incandescente tem uma vida mediana de 1.000 horas
as LFC Artek 15W 127V tem vida mediana de até 8.000 horas.
A vida mediana é uma característica que varia de fabricante para fabricante e ainda de modelo para
modelo.
Flexibilidade: Com reator eletrônico e base de rosca diretamente incorporado na lâmpada, permitem
substituir as incandescentes sem necessidade de adaptação.
Segurança: As LFC com base de rosca têm incorporado um fusível de proteção "SAF-T-FUSE" que
protege sua instalação em caso de sobrecorrente provocada pela lâmpada.
3- Porque ocorreu uma explosão de marcas e modelos?
A partir da crise energética anunciada pelo governo, do risco de apagões e da necessidade da
redução do consumo de energia, a lâmpada fluorescente compacta foi uma das alternativas mais
eficientes e baratas para ajudar o consumidor a atingir suas metas de redução. Esta situação
estimulou o aparecimento no mercado de dezenas de modelos de "segunda linha" cujo desempenho
e vida não correspondem ao declarado pelos fabricantes e/ou importadores.
4- As lâmpadas fluorescentes compactas possuem elevado consumo no momento do
acendimento?
O aumento no consumo destas lâmpadas durante acendimento é muito pequeno, pois apesar da
corrente na partida ser maior do que a corrente nominal o tempo para estabilização é muito rápido,
além de consumir muito menos que as incandescentes.
5- A vida da lâmpada é afetada pelo número de acendimentos?
A vida de uma lâmpada de descarga (Fluorescente linear, Fluorescente Compacta, Vapor
Mercúrio, Vapor de Sódio, Vapor Metálico, etc.) é influenciada pelo número de horas de uso ou pela
freqüência de acendimento.
As lâmpadas fluorescentes têm sua vida mediana obtida através de testes com ciclo de
acendimento de 2 horas e 45 minutos energizada por 15 minutos desenergizada, repetidos 24 horas
por dia.
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Ciclos menores reduzem a vida da lâmpada, enquanto ciclos maiores aumentam a vida da
lâmpada.
A tabela abaixo mostra como a vida mediana das lâmpadas fluorescentes se comporta em
relação ao ciclo de acendimento.
Ciclo de Chaveamento
(mins)
180
60
Vida (%)
100
70
45
50
5
20
Sendo assim, a relação entre custo e benefício pode ser impraticável no uso destas lâmpadas com
minuterias, sensores de presença, ou qualquer outro equipamento que cause redução no ciclo de
acendimento.
6- As lâmpadas fluorescentes compactas de 220V podem operar normalmente em 127V?
Lâmpadas Fluorescentes Compactas de 220V quando ligadas em 127V apresentam problemas
na partida, fluxo luminoso baixo, vida mediana comprometida, etc.
Em outra situação lâmpadas de 127V ligadas em redes de 220V apresentarão queima
demorando alguns minutos até queimar.
Todas as lâmpadas devem operar conforme os valores indicados no produto ou em sua
embalagem.
7- As lâmpadas fluorescentes compactas demoram para atingirem seu fluxo luminoso total?
Estas lâmpadas querem alguns segundos para atingir a temperatura adequada ao seu
funcionamento e emitirem seu fluxo luminoso total.
8- As lâmpadas fluorescentes compactas com temperatura de cor de 4000K (Branca Fria) tem
maior fluxo luminoso do que as de 2700K (amarelada) de mesma potência?
Lâmpadas fluorescentes compactas de mesma potência com diferentes temperaturas de cor podem
ter o mesmo fluxo luminoso. O que acontece é que as lâmpadas com temperatura de cor mais
elevada (ex: 4000K - Branca Fria) apresentam uma falsa sensação de maior claridade, pois sua luz é
mais branca. Esta luz mais branca é indicada para ambientes onde se deseja estimular a
produtividade, tais como em cozinhas, áreas de serviço, escritórios, escolas, etc.
Por outro lado, lâmpadas com temperatura de cor mais baixa (ex.: 2700K - Amarelada) tornam o
ambiente mais aconchegante e agradável, criando uma atmosfera relaxante ideal para aplicações
residenciais com em quartos ou salas.
10- Essas fluorescentes compactas realmente economizam energia?
R: Sem sombra de dúvidas, pois sendo uma lâmpada de descarga, chega a poupar até 80% da
energia, com a grande vantagem de terem uma grande vida útil. Na verdade, essas lâmpadas só são
realmente econômicas, quando têm uma grande vida útil, conforme relatei anteriormente. Assim,
temos que ter cuidado de analisar, na hora da compra, qual sua durabilidade em horas, posto que
existam lâmpadas compactas, especialmente as eletrônicas de uso doméstico, com vida útil de
15.000 horas até a inexpressivas 3.000 horas.
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Podemos afirmar que lâmpadas com menos de 5.000 horas de vida útil não chegam a ser
economicamente viáveis. Quando mais longa for sua vida útil, maior será a economia na substituição
das lâmpadas incandescentes.
11- As lâmpadas eletrônicas podem ser utilizadas em fotocélulas?
R: Como a fotocélula funciona como um interruptor, podem ser utilizadas normalmente.
12- Então porque não podem ser utilizadas em condomínios?
R: Podem e devem ser utilizadas em condomínios. O que não se pode é instalar lâmpadas
fluorescentes compactas em locais com sensores de presença ou minuterias. Como toda a lâmpada
fluorescente tem sua vida útil dimensionada para 8 acendimentos diários, cada acendimento que
fazemos, reduzirá sua vida. Como nesses casos há inúmeros acendimentos diários, a lâmpada
queimará em pouco tempo, inviabilizando seu uso.
Outro agravante é que como lâmpada fluorescente que é, atingirá seu fluxo luminoso total por volta
de três a quatro minutos e, nos casos citados, a lâmpada ficará acesa ou utilizada por segundos,
sendo então um total desperdício.
Para esses casos não temos dúvidas em indicar a utilização de lâmpadas incandescentes em todas
as suas versões. Note-se que lâmpadas incandescentes independem do número de acendimentos
em relação a sua vida útil.
Em locais onde haverá muitos acendimentos e re-acendimentos diários, não devemos instalar
lâmpadas fluorescentes de nenhum tipo.
13- É vantagem deixar uma fluorescente acesa o tempo todo, ou quando sairmos do ambiente
tem que apagá-la?
R: Como vimos acima, a fluorescente, sendo uma lâmpada de descarga, tem sua vida média
dimensionada para oito acendimentos diários e, a cada acendimento a mais, terá sua vida diminuída
e, contrário senso, a cada acendimento a menos, aumentará sua vida útil proporcionalmente. Assim,
recomenda-se que quando sairmos do ambiente por tempo superior a 15 minutos devemos apagar a
luz e, quando não ultrapassar esse tempo, é mais econômico deixá-la ligada.
14- Como posso calcular o tempo de vida de uma lâmpada em dias?
R: É só verificar no catálogo ou na embalagem, o tempo de vida em horas e dividir a vida útil
indicada pelo tempo que ficará ligada diariamente, resultando então no número de dias que durará
aquela determinada lâmpada. Devemos relembrar que o tempo indicado no catálogo e na
embalagem é vida média/mediana e não absoluta.
Exemplo: Lâmpada incandescente de 1000 horas, ligada 5 horas por dia, deverá durar por volta de
200 dias.
No caso das lâmpadas fluorescentes e outras de descarga, temos que considerar também o número
de acendimentos, conforme citei anteriormente.
15- Para iluminar locais de práticas de esporte, como ginásios poli-esportivos, estádios de
futebol, quadra de tênis, qual a lâmpada ideal?
R: Este é um caso em que não temos escolha, sempre teremos que instalar lâmpadas metálicas em
todas as suas potências e tipos, desde as HQI de 250W para pequenas quadras, passando pelas
HQI de 400W na maioria dos casos, até as de potências acima de 1.000W, para estádios de futebol.
Muitos dos estádios são iluminados com HQI de 2000W, mas o mais moderno é a instalação das
chamadas compactas ou short de 1.000W e 2.000W. Em pequenas quadras de esportes amadores,
podemos até permitir a licenciosidade luminotécnica de instalar lâmpadas de vapor de mercúrio, mas
realmente em locais de esporte por lazer, que normalmente no futebol se chama de "pelada".
Em quadras profissionais, sempre lâmpadas de multivapores metálicos.
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16- O mercúrio das fluorescentes faz mal a saúde?
R: O mercúrio é um metal pesado e como tal prejudicial ao meio ambiente, porém no caso da saúde,
há muitos aspectos a considerar e também muitos lendas sobre o assunto.
Durante o racionamento de energia no ano de 2001, apareceram muitos entendidos em lâmpadas
que, em horário nobre, diziam alguns absurdos com autoridade. Certa feita, disse um "professor" que
uma pessoa quebrando uma lâmpada fluorescente tubular numa bancada, na altura de sua barriga, o
mercúrio penetraria em seu organismo, causando-lhe malefícios.
A verdade é que em primeiro lugar o mercúrio, sendo um metal pesado muito denso, não consegue
penetrar no organismo pela pele, mas sim por uma única forma que é pelas vias aéreas e, claro, na
forma de vapor. Acontece que o mercúrio só se vaporiza em temperaturas altas e, mesmo assim,
sendo pesado, tem a tendência de cair. Tecnicamente, afirma-se que para uma pessoa ser
contaminada minimamente por mercúrio, na situação citada, ou seja, quebrando lâmpadas numa
bancada - o que na prática nem acontece, teria que ficar anos e anos fazendo apenas esse trabalho
com altas temperaturas no local.
No caso de contaminação do meio ambiente, há a preocupação, tanto que hoje existem empresas
recicladoras de lâmpadas de descarga, que vivem em função desse trabalho. Recolhem as
lâmpadas, reciclam os materiais, especialmente o mercúrio, que vendem novamente para os
fabricantes. Esse processo de reciclagem cria novos empregos pela formação de novas empresas.
Essas empresas são controladas, licenciadas e fiscalizadas pelo IBAMA.
17- Fluorescentes fazem mal a visão?
R: Até um tempo atrás, as fluorescentes utilizavam em seu funcionamento reatores eletromagnéticos,
que como vimos no capítulo específico, trabalha em 60 ciclos - hertz, provocando o efeito
estroboscópico e de cintilação da luz. Esses efeitos são realmente prejudiciais a visão, pois causam
cansaço visual, pela intermitência da luz, que pode não ser visível aos nossos olhos, mas são
captados
por
nosso
cérebro,
o
que
vem
causar
esse
desconforto.
Modernamente, funcionando com reatores eletrônicos de alta freqüência, na faixa de 35.000 ciclos,
esse efeito é eliminado. Desta forma, afirma-se que lâmpadas fluorescentes, quando operam com
reator eletrônico, não fazem mal à visão.
18- Na quadra de esportes que eu jogo, as lâmpadas mistas vivem apagando e depois
demoram a reacender, por quê?
R: As lâmpadas mistas, como não utilizam reatores, são muito sensíveis a qualquer variação de
voltagem. Quando a tensão cai para menos de 200V, normalmente a lâmpada apaga, e para o reacendimento há necessidade de resfriamento da mesma, para que o mercúrio se consolide.
Normalmente o tempo é de três a quatro minutos. Por essa razão, a lâmpada mista não é
recomendada para iluminação de quadra de esportes.
19- O que é o reator?
Equipamento auxiliar utilizado em conjunto com as lâmpadas de descarga (fluorescentes, vapor
mercúrio, vapor de sódio e vapor metálico ).Tem como objetivo limitar a corrente da lâmpada ao seu
valor especificado e fornecer tensões de partida adequadas para o seu funcionamento.
20- O que é fator de fluxo luminoso de um reator?
Fator de fluxo luminoso ou fator de reator ou ballast factor determina qual será o fluxo emitido pela
lâmpada. Por exemplo: uma lâmpada fluorescente de 32 Watts cujo fluxo luminoso nominal é 2.700
lúmens emitirá um fluxo luminoso de 2970 lúmens se o reator escolhido possuir um fator de fluxo de
1,1, ou ainda emitirá 2160 lúmens se o reator escolhido possuir um fator de fluxo de 0,8.
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21- É possível dimerizar as lâmpadas fluorescentes?
Sim. Hoje existem reatores que dimerizam instalações com lâmpadas fluorescentes onde se
consegue variar o fluxo luminoso de 3 à 100%.
22- Por que os reatores eletromagnéticos são quentes quando em funcionamento?
Devido ser constituídos basicamente por um conjunto de lâminas de aço silício e bobina(s) de fio de
cobre esmaltado, que quando em funcionamento liberam calor que por sua vez é dissipado pelo
reator.
23- Por que não se deve instalar grande quantidade de reatores eletrônicos de baixo fator de
potência numa instalação?
Para evitar sobrecarga de correntes e não comprometer o fator de potência da instalação.
Lembrando que todos os reatores eletrônicos baixos fator não possuem filtros harmônicos, o que
também é prejudicial à instalação.
24- Por que em alguns casos, a lâmpada só acende quando encostamos a mão?
Porque provavelmente em sua instalação existam reatores eletromagnéticos de partida rápida onde
não foram observados alguns itens na instalação, tipo: polaridade (fio preto do reator na fase da rede
e fio branco do reator no neutro da rede) e principalmente o aterramento do refletor metálico
(luminária ou chapa metálica), que tem como objetivo auxiliar a liberação dos elétrons que saem do
filamento da(s) lâmpada(s) e se choca com o gás que está distribuído dentro do tubo da lâmpada.
Lembramos que esse tipo de aterramento é diferente do aterramento de segurança exigido pela
norma ABNT de instalações elétricas.
25- Quais as vantagens do reator eletrônico sobre o reator eletromagnético?
As principais vantagens são:
- menor consumo de energia (perdas em Watts)
- maior durabilidade da lâmpada e melhor estabilidade do seu fluxo luminoso.
- mais compacto,
- menor peso.
- menor aquecimento
- sem ruído audível
- alguns modelos permitem dimerização
- acabam com o efeito estroboscópico
- acabam com a cintilação
- possuem circuitos internos de proteção contra sobrecarga, interferências eletromagnéticas, entre
outras.
26- Todos os reatores eletrônicos são iguais?
Não, os reatores eletrônicos diferem entre si nas suas características elétricas (fator de potência,
THD, eficácia, fator de fluxo, consumo, etc) e os sistemas de proteção e dimerização. Por isso é de
fundamental importância para a segurança da instalação e ao bom desempenho da lâmpada na
iluminação, que o reator eletrônico escolhido atenda rigorosamente as recomendações das normas
internacionais .
27- Já que os reatores eletrônicos possuem inúmeras vantagens sobre os eletromagnéticos,
por que devo usar o convencional com starter?
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Porque em alguns casos, como por exemplo: refrigeradores, gôndolas frigoríficas, luminosos ou
locais com baixa temperatura e muita umidade, o reator eletrônico teria sua vida útil reduzida. Além
disso, sabemos que a lâmpada fluorescente tem dificuldade de acendimento quando ligada em
ambientes de baixa temperatura, portanto, a aplicação de reator convencional com starter, seria a
opção mais indicada para que a lâmpada fluorescente opere corretamente.
28 Os reatores para lâmpadas fluorescentes de 20 Watts e de 40 Watts, podem ser instalados
para acender respectivamente as lâmpadas fluorescentes de 16W e 32 Watts ?
Não, porque as lâmpadas fluorescentes de 16 e 20W, 32W e 40 W possuem características elétricas
( tensão , corrente , etc ) diferentes, e portanto necessitam de reatores específicos . Em caso de
aplicações com reatores de características diferentes, o fluxo luminoso e a vida útil das lâmpadas
poderão ser comprometidos.
29. Como é possível um reator eletrônico 2 x 32W consumir 60W, já que só as lâmpadas
consomem 64W?
Por se tratar de sistemas que operam em alta freqüência (20 kHz à 50khz) onde não é necessário
fornecer a potência total para as lâmpadas.
30. Todos os reatores eletrônicos duplos operam com uma lâmpada só?
Não. Existem no mercado reatores com circuito de proteção incorporado, que ao termino de vida útil
ou retirada de uma das lâmpadas do sistema, a outra se desliga evitando a queima precoce do
reator.
31- No caso das lâmpadas compactas, para a escolha do reator deve-se saber somente a
potência?
Não. Existem lâmpadas compactas integradas e não integradas. As lâmpadas compactas integradas
são aquelas que possuem o reator embutido, onde são ligadas diretamente à rede (soquete E-27).
No caso das lâmpadas compactas não integradas existem de dois e quatro pinos. As lâmpadas de
dois pinos só podem ser ligadas com reatores eletromagnéticos convencionais e sem starter. No
caso das lâmpadas de quatro pinos aplicam-se somente os reatores eletrônicos.
32-Por que as lâmpadas fluorescentes compactas, quando acesas, demoram um pouco para
atingir a quantidade de luz total?
Como ocorrem com todos os tipos de fluorescentes, elas necessitam de algumas dezenas de
segundos para atingir a temperatura ideal de funcionamento, somente a partir daí que estarão
emitindo 100% da luz.
33- Qual o fator de potência das lâmpadas fluorescentes compactas eletrônicas?
O fator de potência é em torno de 0,50 e não existe nenhum meio economicamente viável de corrigilo.
5-TIPO DE BASE DAS LÂMPADAS EM GERAL
A base é a parte metálica inferior das lâmpadas que tem por finalidade fornecer o contato
elétrico entre os eletrodos do bulbo e a rede elétrica. Na figura abaixo temos alguns tipos de bases
com seu respectivo tipo.
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BASES
A designação E27 para as lâmpadas de casquilho em rosca tem a ver com o nome do seu inventor e
com a medida do diâmetro da rosca (E - Edison e 27 corresponde a 2,7 cm de diâmetro).
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Temperatura de Cor
Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada, e sim a
tonalidade de cor que ela dá ao ambiente.
A tonalidade de cor de luz por uma fonte luminosa é denominada Temperatura de Cor e sua unidade
de medida é o Kelvin (K)
Quanto mais alta a temperatura de cor de uma lâmpada, mais clara a tonalidade de luz emitida por
ela. Ex.: uma lâmpada de temperatura de cor de 2.700K tem tonalidade suave , uma de 6500K tem
tonalidade clara. Em uma residência o ideal é variar entre 2.700 e 5.000K conforme o ambiente a ser
iluminado.
Em uma residência, as áreas sociais e os dormitórios devem ter tonalidade mais suave ou neutra
(3.000K / 4.000K) e salas de estudos devem ter tom neutro ou frio, induzindo maior atividade.
Hoje estão disponíveis no mercado lâmpadas fluorescentes com uma nova tecnologia, que permite
apresentar várias temperaturas de cor. Antes elas só existiam em tons claros e estas lâmpadas
emitem menos calor, e são erroneamente chamadas lâmpadas frias. Atualmente já são usadas na
casa inteira e com grande efeito decorativo. As fluorescentes compactas estão disponíveis em
temperatura de cor clara (6.500K) e também em cor suave (2.700K), semelhante às lâmpadas
incandescentes.
Reprodução de Cor
Um dos pontos mais importantes na decoração de um ambiente é a harmonia e combinação das
cores, porém isto pode ser prejudicado se você não escolher as lâmpadas adequadas.
A reprodução de cores de uma lâmpada é medida por uma escala chamada IRC (Índice de
Reprodução de Cores). Quanto mais próximo este índice for ao IRC 100 (dado à luz solar), mais
fielmente as cores serão vistas na decoração. Isto ocorre porque, na verdade, o que enxergamos é o
reflexo da luz que ilumina os objetos, já que no escuro não vemos as cores.
A capacidade das lâmpadas reproduzirem bem as cores (IRC) independe de sua temperatura de cor
(K). Existem lâmpadas com diferentes temperaturas de cor e que apresentam o mesmo IRC.
Em áreas residências e comercias devemos utilizar lâmpadas com boa reprodução de cores (IRC
acima de 80), pois a cor é fundamental para o conforto e beleza do ambiente.
LEGENDA
Cor Luz (Síntese Aditiva) - A luz branca é dividida em três cores básicas: azul, vermelha e verde. Na
foto acima, mostramos que o pigmento da poltrona absorve as cores, azul e verde, eliminando o
vermelho, criando para os nossos olhos o tom Azul Cyan que vemos na poltrona e carpete.
Eficiência e Economia
Provavelmente estas não são as primeiras palavras que vêm a sua mente quando você pensa em
comprar lâmpadas para iluminar sua casa. Geralmente você está pensando em beleza e destaque
para sua decoração ou ainda em deixar a casa clara e bem iluminada.
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EFICIÊNCIA
A eficiência de uma lâmpada é a maneira como ela consome energia elétrica. Nas lâmpadas
incandescentes e halógenas, 80% da energia utilizada é transformada em calor e apenas 15% gera
luz. Toda esta energia transformada em calor é lançada no ambiente, causando aumento da
temperatura
e
desconforto.
ECONOMIA
Estima-se que a iluminação seja responsável por uma pequena parcela do consumo de energia do
lar (entre 10% e 20%). Porém esta parcela pode ser ainda mais reduzida com a troca das lâmpadas
convencionais por lâmpadas de alta tecnologia como as Artek. Isso sem nenhum prejuízo no nível de
iluminação e com uma série de benefícios, como por exemplo: a redução do volume de calor lançado
no ambiente e a diminuição da troca de lâmpadas, pois elas além da economia no consumo, têm a
vida útil maior que as lâmpadas incandescentes.
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A Lâmpada