PLANEJAMENTO INTEGRADO DO USO DA ÁGUA EM PROPRIEDADES RURAIS: O CISDERGO COMO FERRAMENTA PARA PLANEJAMENTO Rosires Catão Curi, Profa.do Dept. de Eng. Civil, CCT-UFPB ,Wilson Fadlo Curi, Prof. Dept. de Física, UFPB, José Florentino Porto Junior, Mestrando Recursos Hídricos, UFPB. Campina Grande, PB, fone: (83)310-1290, E-mail: [email protected] RESUMO Neste trabalho é apresentado o modelo CISDERGO (Cropping and Irrigation System Design with Optimal Reservoir and Groundwater Operation), que é um modelo de otimização baseado em programação linear recursiva, desenvolvido no ambiente MATLAB, e é destinado a maximizar múltiplos objetivos relativos a implantação ou aperfeiçoamento de operação de um ou mais perimetros irrigados. Para isso, pode-se, de forma integrada, otimizar o uso da água captada de reservatórios, poços e rios. É discutido os usos potenciais do CISDERGO no que diz respeito ao planejamento do uso da água para pequena, média e grandes propriedades rurais. São mostrados, também, os requerimentos de dados de entrada. Palavras-Chave: Modelo de otimização, CISDERGO, Planejamento agrícola. INTRODUÇÃO No artigo “Planejamento Integrado do Uso da Água em Propriedades Rurais: Considerações” mostrou-se a dependência que a economia das pequenas propriedades rurais tem à disponibilidade de água. Abordou-se as possibilidades de ocorrência naturais de armazenamento de água nas propriedades e ressaltou-se a importância de ter-se relações precisas de custo de armazenamento da água versos benefícios auferidos. Elencou-se os diversos usos da água na propriedade rural bem como as principais causas de perdas de água nos mesmos. Ênfase especial foi dada as questões de eficiência do uso da água nas propriedades; em especial no que se refere à redução da evaporação dos mananciais superficiais. Salientou-se, também, a importância do uso de modelos de otimização no planejamento tanto das atividades econômicas, como do uso da escassa água da propriedade. Neste artigo, dar-se-á continuidade à abordagem sobre otimização, com a apresentação do CISDERGO e seu potencial de apoio no planejamento do uso da água, tanto para pequenas, médias e grandes propriedades rurais quanto para grandes sistemas de recursos hídricos que atendam a múltiplos usos e a grandes extensões de terra. São discutidos, neste artigo, os usos potenciais do CISDERGO, apresentados os dados de entrada e os processos pertinentes. PROGRAMAÇÃO LINEAR EM RECURSOS HÍDRICOS A programação linear (PL), segundo Barbosa, 1997, tem aplicações na área de recursos hídricos que remontam a década de 60, no âmbito dos trabalhos do “Harvard Water Resources Group”. Desde então muitas aplicações na área de recursos hídricos têm sido registradas, tanto em PL quanto não linear. Em águas subterrâneas pode-se citar os trabalhos de Thomas e Burden, 1965, e Aguado e Remson, 1974. Mas foi no âmbito da operação de reservatórios que a PL, só ou acoplada a outras técnicas como programação dinâmica e inteira, tiveram maior utilização (Dorfman, citado por Simonovic, 1992, Braga e Barbosa, 1987, Zahed, 1987, Santana e Lanna, 2000, Yeh, 1985). A PL, assim como outras técnicas de programação matemática, foram, também, usadas no desenvolvimento de trabalhos para otimizar sistemas de produção agrícola, considerando cultivo único ou múltiplos, submetidos ou não a programas de irrigação específicos (Matanga e Mariño, 1979; Kumar e Khepar, 1980; Tsai et al., 1987; Bernardo et al., 1988; Mannocchi e Mecarelli, 1994, Arce, 1990, Dantas Neto, 1994, Oliveira & Lanna, 1997, Curi & Curi, 1998, e Rodrigues et al., 2000). O CISDERGO, Cropping and Irrigation System DEsign with Reservoir and Groundwater (Optimal) Operation, é um programa de otimização baseado em PL recursiva, isto é, leva em consideração a natureza não linear do problema de forma recursiva, desenvolvido no ambiente MATLAB. Ele é destinado a maximizar múltiplos benefícios ou objetivos relativos à implantação ou melhoramento da operação de um ou mais perímetros irrigados dentro do contexto das disponibilidades de dados físicos, sócio-econômicos e ambientais que, normalmente, o projetista dispõe para analisar e projetar o sistema. Para isso, pode-se, de forma integrada, otimizar o uso e operação da água captada de um reservatório, poços ou rios. Também, pode-se otimizar os usos de vários sistemas de motobombas levandose em consideração suas capacidades de elevação: sucção e recalque. O programa permite a inserção de várias áreas a diferentes cotas no perímetro irrigado, que são subdivisões denominadas de unidades de produção, e suas limitações de área física e operacionais com relação aos tipos de culturas e irrigações a serem utilizados em cada uma destas áreas. Caso haja dados sobre a salinidade da água e da concentração de sal que possa provocar uma redução de produtividade da cultura, estes podem ser inclusos no cálculo da necessidade líquida para lixiviação é incorporada a necessidade líquida das culturas. Caso haja a possibilidade de reuso de águas servidas, as quais tenham um padrão de qualidade diferenciado e, portanto, não sejam adequadas para irrigar determinados tipos de culturas, podem-se ser feitas considerações no modelo que impõem limitações quanto ao uso da água de qualidade inferior para irrigar apenas pré-determinas culturas. Além das limitações que são impostas as variáveis do problema, o CISDERGO permite, ainda, a inclusão de novas limitações de recursos (financeiros, mão de obra, insumos, agrotóxicos, área, etc.) assim como a mudança da função objetivo (como, por exemplo, minimizar o uso de agrotóxicos enquanto se maximiza a receita líquida). ESTRUTURA DO CISDERGO A Figura 1 mostra, de forma simplificada, o esquema de um projeto de irrigação integrado com captação de água via poços, rios e reservatório para áreas irrigadas de diversas formas. Portanto, o CISDERGO foi projetado para se ter um ou mais perímetros irrigados, cada um dos quais com seus próprios dados meteorológicos, suas limitações físicas de disponibilidade de terreno e de áreas plantadas para cada tipo de cultura. Os dados meteorológicos servem para calcular a precipitação efetiva disponível para as culturas mensalmente. Os perímetros podem ser subdividos em unidades de produção que, por sua vez, podem ser representativos de diferentes tipos de terrenos, níveis ou cotas, usuários ou qualquer outra particularidade que faça com que tenham características diferentes de limitações de disponibilidade de áreas físicas ou com plantações de certos tipos de culturas, etc. Uma unidade de produção não pode pertencer a mais de um perímetro irrigado. Pode ser definido para cada unidade de produção o tipo de fonte de água que irá suplementar os requerimentos das necessidades hídricas das culturas. As fontes de água são quantificadas em termos da quantidade e qualidade de água, custos de implantação e manutenção e são classificadas com relação ao tipo delas. Elas podem ser captadas via canais ligados diretamente a um reservatório ou à calha do rio à jusante deste e poços ou rios que venham a passar nas vizinhanças do perímetro irrigado. No reservatório é feito o balanço hídrico mensal considerando os dados de vazões afluentes, precipitações, evaporações, demandas fixas e vazões nos canais ligados diretamente ao reservatório, descarregadas na calha do rio à sua jusante e vertidas. Os poços, por sua vez, tem suas limitações mensais designada em termos de sua capacidade de vazão e em termos da disponibilidade hídrica mensal do lençol freático a que pertence. Estes lençóis freáticos agrupam um ou mais poços. Os rios podem ser tratados como poços que não tenham profundidade. A captação de água para irrigação das culturas necessita, quando não é possível ser feita a irrigação por gravidade, de um sistema de bombeamento apropriado. Este sistema de bombeamento deve ser capaz de satisfazer os requerimentos de recalque, sucção, vazão e custo (de energia) necessários a levar a água da fonte até a cultura. Para isso, são levadas em consideração as cotas de cada unidade de produção e das fontes as perdas e requerimentos de pressão no sistema de irrigação, e os requerimentos de recalque e sucção de fontes do tipo poços. Pode-se selecionar que sistema de bombeamento pode ser utilizado em cada fonte de água e unidade de produção. Finalmente, deve-se prover os dados referentes as culturas a serem plantadas em cada unidade de produção ou perímetro irrigado. Estes dados relacionam-se a sua capacidade de produção, custos e receitas, requerimentos hídricos, etc. Ainda, sob o aspecto econômico, procurou-se permitir a inclusão da correção monetária anual e das tendências anuais ou sazonais de aumento do preço individual de cada cultura. Além disso, temos, para cada cultura, a associação com um sistema de irrigação que, por sua vez, também, tem eficiências, requerimentos e perdas de pressão, custos, etc. O CISDERGO permite incorporar, por unidade de produção ou perímetro, e a níveis temporais mensais, anuais ou total, restrições ou outros requerimentos associados a seleção de culturas. Associado a estas restrições, pode-se, também, ter associações de múltiplas funções objetivos. Chuva Afluências Abastecimento Evapotranspiração Perímetro 3 Rio Canais Evaporação Adutora Reservatório Perímetro 2 Up6 Poços Up8 Up7 Perímetro 1 com Unidades de Produção Up Up1 Up3 Up2 Canais Up5 Up4 Poços Rio Perenizado Lençol Freático 2 Lençol Freático 1 Figura 1: Situação física que o CISDERGO pode representar. A Figura 2 mostra, de forma resumida, os requerimentos de dados para o CISDERGO dentro das possibilidades de projetos físicos permitidos. Nesta figura pode-se observar que são necessários dados referentes à: Equipamentos a serem utilizados, Fontes de água e Perímetros irrigados, que podem ser subdivididos em unidades de produção. Com o banco de dados devidamente preenchido, passa-se ao processo de otimização, no qual são efetuados as linearizações dos processos não lineares, com iterativos e recorrentes cálculos de balanço hídrico e aplicação da programação linear até atingir-se uma convergencia desejada. Os resultados são fornecidos em termos da área a ser irrigada com cada cultura, por unidade de produção, por fonte hídrica e por sistema de bombeamento e a política de operação para os reservatórios, poços e determinação das captações que podem ser feitas do rio. Portanto, o CISDERGO está relacionado com o desenvolvimento de uma metodologia que considera esta análise integrada e que permite a maximização dos benefícios econômicos de uma seleção apropriada de culturas por unidade de produção cujas extensão de suas áreas irrigadas, tipos de irrigação, lâminas de rega ou vazões aduzidas dos poços ou reservatório, sistemas de bombeamento utilizados sejam objeto de determinação. Para ser mais flexível, o modelo permite a inclusão de outros tipos de funções objetivos para incorporar outros tipos de benefícios (por exemplo, a mão de obra, uso de um determinado equipamento ou produto, etc.) ou perdas (por exemplo, gasto com insumos, etc.). O modelo de otimização tem como base o princípio de conservação da massa, que é aplicada ao reservatório e à área irrigada, e da energia, aplicado ao processo de bombeamento, e leva em consideração as limitações inerentes do problema. Para sintetizar a idéia da concepção do CISDERGO, este foi desenvolvido com as seguintes finalidades: EQUIPAMENTOS BOMBEAMENTO Capacidades: - Vazão - Elevação Eficiência Requerimentos Financeiros: - Instalação - Operação - Manutenção Associação com Fontes CANAIS Capacidade Eficiências e Vida útil Requerimentos Financeiros - Instalação - Operação - Manutenção IRRIGAÇÃO: Requerimento de Pressão Eficiências Requerimentos Financeiros: - Instalação - Operação - Manutenção - Vida útil e taxas PROCESSO ITERATIVO Atualiza dados Não Lineares Balanço Hídrico: - Solo e Reservatório Programação Linear Checar convergência Área Irrigada por: - Cultura - Unidade de Produção - Fonte - Sistema Bombeamento Política de operação: - Reservatório - Poços e Rios RESULTADOS FONTES RESERVATÓRIOS - Afluxos e Qualidade de Água - Dados Estruturais - Área x Volume - Vertedor - Descarregador de Fundo - Calha do Rio - Dados Operacionais - Demandas - Volumes Max e Min - Dados Meteorológicos - Precipitação - Evaporação POÇOS OU RIOS - Capacidades e Cotas - Qualidade de Água - Requerimentos Financeiros: - Instalação - Operação - Manutenção PERÍMETRO TERRENO - Área Total Mensal - Dados Meteorológicos - Precipitação - Evaporação - Unidades de Produção: -Cota - Área Máxima - Associação c/ Fontes CULTURAS - Plano Cultural Coeficiente de Cultivo Produtividade Custo de Produção Preço de Venda Areas máximas e mínimas - Perímetro - Por Unidade Produção - Salinidade reduz produção - Taxas financeiras - Associação com: - Sistemas de Irrigação - Unidades de Produção Figura 2: Dados de entrada e processos do CISDERGO. 1. Otimização da operação integrada de um Reservatório, Poços,Rios e outras fontes hídricas superficiais e Áreas Irrigadas via Programação Linear Recursiva 2. Formulação automática da função objetivo e das equações de restrição 3. Permitir, uma abordagem espacial por perímetro ou por unidades de produção, por níveis topográficos ou por características de solo semelhantes 4. Permitir, uma abordagem com escalas de tempo mensal, anual ou plurianual: 5. Otimizar funções multi-objetivo 6. Incorporar outras restrições não implícitas no CISDERGO 7. Permitir a associação entre planos culturais, fontes de água, unidades de produção ou perímetros, sistemas de bombeamento e de irrigação: CONCLUSÕES O trabalho apresentou as bases do modelo CISDERGO para otimização da operação integrada de reservatórios, poços, rios e áreas irrigadas. Um modelo como o aqui descrito torna-se bastante útil para aplicação em regiões de escassos recursos hídricos como o semiárido nordestino, nas quais os perímetros de irrigação de pequeno a médio porte são, em geral, alimentados por reservatórios de médio porte e, portanto, mais sujeitos aos efeitos de variações climáticas. Advém daí a extrema importância do planejamento e otimização conjunta das áreas irrigadas e do reservatório de forma que o produtor não venha a ter sérios prejuízos em função do não atendimento da demanda hídrica das suas culturas irrigadas, principalmente as perenes, como é o caso das frutíferas tão em voga na região como fonte de renda para a população, inclusive como produto de exportação. O CISDERGO é uma ferramenta computacional que vem sendo testada (Cunha, 1999 e Almeida, 2000) e continuamente aprimorada a fim de atender as peculiaridades de problemas complexos de grande porte, podendo também ser utilizada para problemas de pequeno porte, com sistemas simples ou complexos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUADO, E.; REMSON, I. Groundwater Hydraulics in Aquifer Management. Journal of Hydraulics Division, ASCE, IIT1, p.103,1974. ALMEIDA, M.B.O. 2000, Estimativa dos Benefícios Econômicos do uso da água do Sistema Coremas/Mãe D’Água para a Irrigação nas Várzeas de Sousa. Dissertação de mestrado, Universidade Federal da Paraíba, Campina Grande-PB. ARCE, R.A.B. Otimização de um projeto hidroagrícola, no município de Guaíra (SP), utilizando programação linear.1990. 76p.Dissertação de Mestrado. Piracicaba:USP. BARBOSA, P.S.F. 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