UNTVERSIDADE
INDISCIPLlNA
NAS SERIES
TUIUTl
DO PARANA
INICIAIS
Curitiba
2005
no
ENSINO
FUNDAMENTAL
Gilmara Hamerschmidt
INDISCIPLlNA
NAS SERIES
INICIAIS
DO ENSINO
FUNDAMENTAL
Tmbalho de Conelusao de Curso aprcscntado como
requisito para obten~ao do titulo de Pedagoglljunto
a Faculdade de Ciencias Humanas Letras e Artes da
Univcrsidade Tuiuti do Paran{l, sob orientayao da
Profa. Ms. Marcia Silva Oi Palma.
DEDlCATORIA
Dedico cstc trabalho a pcssoa mais
importantc de minha vida, minha
qucrida mha, Geovana H. Domingues.
AGRADECIMENTOS
primeiro lugar quero agradecer it
Deus, pais scm ele naa somas e nem
seremos nada;
Em
Ao mel! esposo Valdir por toda a
paciencia, comprecnsao e apoio nos
momentos em que mais precisci;
A meus pais, Rene e Sirlei pelo
incentivo
durante
esta dineil
ctapa
da
jornada;
A coopcrw;ao de todos os
protissionais tla ctlucay3.o que de
alguma
maneira
contribuiram
para que
esta pcsquisa sc rcalizassc a contento;
e
Por rim, a prolessora Marcia, rei a
atenyao c oricnlayao, para que este
trabalho se concretizassc.
Planta um pensamenlo e colheras U111 ato ..
Planla lim alo e colheras lim i1<:lbilo.
Planta um habito e colheras urn carater. ..
Planta um caratcr e colheras um destin~.
Nilson Machado, 2000
RESUMO
Olema deSle trabaillo c a Indisciplina nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Estc lema foi escolhido com base na minha pratiea como docente e na percepyao de
que nem scmprc os profissionais que allium nos anos iniciais do Ensino Fundamental
sahem como lidar com problemas de indisciplina na sala de aula. Diante disto tcnho
como problcm:itica para a minha pesquisa, 0 que e indisciplina e como os
professorcs de lima institui«;ao de eusino privada entendem e lidam com criaUl;as
que aprescntam esse problcmll nas series iniciais do Ensino Fundamental?
Para
dar conta dessa problematica estabeleci como objetivos pesquisar I) 0 que e
indiscipiina
c quais sao sells fatares condicionantcs
e caracteristicos, 2) invcstigar qual
C 0 cntcndimcnto dos profcssorcs quanta a tcmatica; c, 3) dc que mancira estes
professores lidam com a questao da indisciplina no contexto de trabalho.
A metodologia da pesquisa consistiu em uma revisao bibliogratica a respeito do tema e
de uma pesquisa de campo com tres professores de uma institui9ao privada de Ensino
Fundamental.
0 illstrumento de coleta dos dados relativos a percep9ao dos
professores quanta a illdisciplina e suas formas de atua9ao deu-se atraves de um
questiomirio cujas infonna96es neles con tid as foram devidamente tabuladas e
analisadas frente ao referencial tearico previamente construido, e que teve COIllO
alltores prineipais: AQUINO (1996), LlBANEO (1998), VASCONCELLOS (1993),
BOSSA (1996), TIBA (1996), WALLON (1979), ZOBOLI (\990),
I\RANHA
(\996), PILETTI (1997), dentre outros,
Palavras-Chave:
educa9ao, disciplina, indisciplina.
SUMARlO
J INTROlJut;:AO..
.
2 FUNDAMETAt;:Ao
TEORICA..
2.1 0 QUE E EDUCAcAO...
.
2.2 EDUCACAO E A PEDAOOOIA
2.3 QUAL 0 PAPEL DO PEDAOOOO NA ESCOLA.. .
2.4 A CRIANCA DE 7 A II ANOS...
2.5 DISCIPLINA..
..
2.5.1 Disciplina na sala de aula...
2.5.2 As eSlrategias disciplinares utilizadas pelos proressores
2.6 INDISCIPUNA..
3 I'ESQUISA
DE CAMPO..
..
3.1 OS INSTRUMENTO
DE COLliTA..
.
3.2 OS DESAFIOS DA COLETA DE DADOS
3.3 ANALISE DOS DADOS COLET ADOS..
4 CONSlDERAt;:UES
FINAlS...
.
REFERENCIAS...
ANEXO...
.
7
11
II
13
. .. 14
.
15
17
.
19
20
23
27
27
28
29
34
.
38
39
.
..
..
I INTRODU<;:AO
o
prcscnte lrabalho lem par objctivo cSludar 0 lema Indisciplina nas series
iniciais do Ensino Fundamental, e se constitui em
requisito para a obtenyao
tlln
do
titulo de graduada em Pcdagogia pela Univcrsidade Tuiuli do Parana.
Escolhi este lema porque em minha pnitica COlllOdocente, deparci com
silu390es relacionadas a indisciplina, ncm semprc restrilas a minha sala de aula mas
atingindo
0
ambicnte
de trabalho de varias
colcgas c pcrcebi que as mesmas nao
sabimn que atitude lomar com os alunos. Suas praticas disciplinares se limitavam au a
coloca-Ios para fora da sala, ou envia-los para 0 dirclor, c este Illuitas vczcs tambem
nao
sabe 0 que razer.
ncnhum
trabalho
Pude
educativo
observar que, deixar 0 ailino de castigo e naa fazer
eom
aquelcs
quc
aprcsentam
eomportamcntos
indiseiplinados atrapalhando a born andamcnto da aula nao lraz reflexos na disciplina
escolar a longo prazo.
Ponanlo, com base ncssa constatayao, Icvantci
pesquisa que roi enunciada
como segue: 0
1.1
c
que
problcmatica que nortcia est a
indisciplina;
e, Como
os
professores de lima instituic;ao de ensino privada entendem e lidam com criam;as
que apresentam
esse tipo de comportamcnto
nas series
iniciais
do Ensino
Fundamental?
Considerando que, atualmente a escola vem sofrcndo um continuo e creseente
desafio para realizar as tarefas educativas que Ihes sao atribuidas pela sociedade e que
tais tarefas fieam muito compromctidas
Pcdagogo
conhcya
suas caraclerfsticas,
dcvido a indisciplina, if: importante que 0
bem como
profcssorcs t6m a respcito da forma de lidar com cia.
a compreensao
que alguns
o
desalio acima mcncionado se deve principal mente as constantes mudam;as
rclativas ao conhecimento e iormas de acessa-lo, a escola tambem prccisa lidar com
quest6es de ordem pnitica, COIllOa organiza~fio c disciplina de estudos que contribuem
para ullla melhora na aprendizagem dos alunos. Porcm, num mundo dimlmico, como 0
que vivemos, organizar c disciplinar a vida acadcmica dos individuos tem se tornado
Lima
tarefa cad a vez mais difTcil, principalmente pel a fait a de reton;:o familiar, social e
cia propria midia.
Nos anos iniciais do Ensino fundamental,
essa sistcmatizac;ao c en rase sao
csscnciais principalmcnte porque e1as podem contribuir para a cria9ao de luibitos que
vfio acompanhar os alunos ao langa de sua vida academica.
Esta pro posta de pesquisa justilica-sc
no sentido de que sou professora e
vcnho atuando nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Nesta fUI1<;:aoprcciso
trabalhar COI11crjan~as que apresentam problemas de indisciplina, ou seja, que de
alguma forma atrapalham ou compromctcm
0
desenvolvimento do processo de ensino-
aprendizagcm dentro cia escola, e tcnho consciencia de que ncm scm pre sei como agir
diame dcssa problematica.
Portanto. a pcsquisa objetiva construir uma base teorica a respcito de como
gestor deve agir para que docentes e disccntes constmam
baseada
no respeito
enfrcntando
e no ditilogo cvitando
a problematica
da indisciplina
assim
que prolcssores
simplesmente
0
lima relayao diferente
colocando
continuem
a aluno de
"casLigo" scmpre que Slla atitude nao for a esperada pelo professor.
EI11muitas escolas a indisciplina pode ser tratada por prot-issionais que usam
palavras
que agridclll,
contribuindo para que 0 aluno saia dali I'hzendo as meSlllas
coisas ou piores, como [01111ade responder silenciosamente
as agressoes sofridas de
modo violento.
Para isto tenho como objetivo especifico: compreender
quais silo seus fatores condicionantes e caracteristicos.
0
que c indisciplina e
Esse objetivo
e essencial
para
o trabalho como docente e gestora de processos educativos.
Alem disso, pretendo tambem investigar qual 0 entendimento dos professares,
gestores e/ou pedagogos de lima escola de Ensino Fundamental quanta it indisciplina c
qual a postma destes profissionais para lidar com tal situa<;ao.
Para entender melhor essa problematica,
a metodologia
empregada
neste
trabalho compreende uma pesquisa bibliognHica com diferentes autares a respeito da
rei<u;ao entre disciplina e indisciplina, suas caractcristicas na crianya que freqUenta as
series iniciais do Ensino Fundamental, (7 a 11 al1os).
A base teorica que fundamenta a primeira parte do trabalho estii baseada em
Aquino (1996), Libiineo (1998), Vasconcellos
(1993), Bossa (1996), riba
Barros (1986), Wall on (1979), Z6boli (1990), Aranha (1996),
(1996),
Piletti (1997), denlre
outros.
Alcm da base teorica,
0
trabalho tambcm c composto de uma pesquisa de
campo realizada com tres docentes de uma escola de Ensino fundamental privada, na
cidade de Cmitiba.
Para a pesquisa de campo, foram aplicados questiomirios com
docentes no senti do de identificar como c abordada a questao da indisciplina
referida escola.
na
10
Segundo Barros e Lehfeld,
o
questionario e 0 instrurnento rnais usado para 0 levflntamenlo de
infonnayoes. N~o est,! restrito a uma dctermin<ldClquantidade de questoes,
porem aconselha-se que nao seja muito exaustivo, desanimando
0
pcsquisl1do. E cntreguc par escrito e tam bern sera respondido par escrito.
(BARROS, 2004, p.90)
A partir do conhecimento construido no referencial tearico e na pesquisa de
campo, claborei este trabalho que encontra-se organizado em quatro capitulos a saber:
I. INTRODUCAo,que apresenta a justificativa, a problematica, os objetivos e a
metodologia empregada para realiza<;ao desta pesquisa;
2. FUNDAMENTA<;:AO TEORlCA que discute
a educuyao e a pedagogia,
0
0
que
e educayao,
pape! do pedagogo
a relayao entre
na escola
de ensino
fundamental, os conceitos de disciplina e indisciplina em sala de aula, bem
como
0
perfil da crianya de 7 a I I anos.
3. 0 CAMPO DE PESQUISA. Neste capitulo apresento os dad os obtidos atraves
da aplicay30 de lim questiomirio a tres professores de lima escola de cnsino
fundamental privada na cidade de Curitiba.
4. CONSIDERA<;:OES FINAlS. Neste capitulo fayo uma rctomada dos principais
pontos do referencial te6rico e analise os dados obtidos [rente a este referencial.
Tambcm deixo algumas indicayoes para futuras pcsquisas a respeito da mesma
tematica.
II
2 FUNDAMENTA<;:AO
TEORTCA
e
Esle capitulo trata de consolidar conceitos imporlantes a respeito do que
educayao,
disciplina
e indisciplina,
bern como
dus caracteristicas
do desenvolvimento
fisico, psicol6gico e cognitivo das crianyas de 7 a 11 anos de idade, ja que estas se
constitucm no publico
que [reqUenla 0 quarto cicio do ensino fundamental, que e
0
loco desla pesquisa.
A clarcza a rcspcito dcstcs temas
realiza
na escola,
mcdidas
para
disciplinares
que
c importanle
passel eslar orientando
no ambicnte
escolar.
para
0
trabalho que
cOllvcm
pcdagogo
decisocs a respeilO
e tamanda
Assim,
0
comprccndcr
de
melhor
a
quando
0
respeito da educayao.
2.1 0 QUE
E
EDUCA<;:AO?
Emhora
e
imperativo
Boneti
0
respeito
c preciso
humanidude",
(2000,
p. 57) afirme
as diversidades
reflelir
gcncrico,
ponanto
0
Segundo
critica da cultum,
Aranha
0
fisica, intelectual
caniter e da pcrsonalidadc
da sua realidade
que socialize
a respcito
mais amplo, que supoe
iSlo e, de sua capacidade
mas tambem
de culturas
e
definir
educayao
e de conhecimentos
gestados
na
a este respeilo.
Aranha (1996) discorrendo
conccito
que "Oitleil
do termo "Educayao"
processo
e moral, visando
social.
comenta
de desenvolvimenlo
nao s6 a fonnayao
A ideia de educayao
que este c urn
integral do homem,
de habilidades.
de cada povo depende,
concrcta c de seus valorcs.
(1996)
a educayao
porem tomar a educayao
abre espayo
verdadeiramente
a cultura herdada dando a todos os instrumentos
para que seja possivel
universal
e formativa,
a rcflexao
de modo
de critica dessa mesma cultura,
12
s6 sera
possivcl
relo
desenvolvimento
da capacidade
de trabalho
intelectual
e manual
integrados.
Libiineo (1998) ensina que a Educayao
eo conjullto de <lyoes, processus,
desenvolvimcnto fisico, emocional
social, nas rcla~6cs entre grupos
complementa "educar e conduzir
certn dirC9ao 0 que e SllscctlVc\ de
JiI Rubern
despertar
0
Alves
interesse
(1996,
p. 34) comcnta
para conheccr,
innuencias e estruturas que interferem no
e social do ser humano, no meio natural e
c nas rcla90cs entre classes sociais" e
de urn estado a outro, e modificar nurna
cduca9fio (LiBANEO, \998, p. 22).
que "a educac;ao
saber, descobrir",
e uma
essa
visao
complcmcntada com a dctiniyao de Rossetti, que cnsina que a ''"educac;ao
de mundo,
e
e urn
sedlu;ao,
pode scr
e uma
visao
uma maneira de se inserir e de inserir outros na sociedade" (ROSSETTl,
1999, p. 13).
Assim com base na leitura dos autores acima, entendo que a Educ~u;ao
ac;ao intencional
participem
que objetiva
d'l sociedade
moldar os individuos
aceitando
e cumprindo
e urn'l
para que eles se insiram
as regras e costumes
e
que esta
sociedade construiu (Def-ini9ao da autora deSle trabalho).
No dominio da educa9f1o, a taret~1 mais importante consiste em transpor os
grandes ideais universais e sociais para a vida cOlidiana e concreta do homem, pois a
educas;ao moral justamente diz respeito a nossa vida cotidiana em situayoes sociais
concretas.
A escola nao
e
0
unico ambiente em que a edUC3yaOacontece, a familia, pOI'
excmplo, 6 0 primciro espa90 social a educar.
Porem e na escola que os pais e
pro[essores promovem conjuntamente a cduca<;ao Hum senti do mais amplo, buscando
juntamente com toda a comunidade criar condiyoes e buscar recursos para que a
13
grande gama de conhecimentos
transmitidos
1\5
e cultura
acumulados
pela humanidadc
sejam
gera<;oes mais jovens, pennitindo que elas tambem sejam intcgradas it
condiyfio de membros participantes da civiiizaC;3o humana.
Embora nao haja uma fOfma ou modele
considcrar
0
que
c
(micas de educac;ao,
e
preciso
valorizado em cada comunidade, sociedade ou pais no momento de
desenvo]ver as atividades educacionais com as alunas.
A area da ciencia que se dedica a estudar a educay<1o, suas form as de
e
transmissao, mctodologias e teorias
a Pedagogia.
Assim, cOllvcm
comprccndcr
mclhor a reiaC;3o existente entre a Educa<;ao e a Pcdagogia.
2.2 EDUCA<;:Ao
A
E A PEDAGOGlA
cduca<;ao e a pedagogia possucm
e
lima
reiayao intima,
lima
vez que:
campo do conhecimcnto que estuda a sistematica da
educayao, bern como a naturcza das finalidadcs da cducayao como processo
social, no seio de urna determinada sociedade, bem como as melOdologias
apropriadas para a forrnayiio dos individuos tendo em vista 0 SCII
desenvolvimento humano para tarefas na vida em sociedade (LIBANEO,
1998. p.52)
A PEDAGOG1A
0
A necessidade de tornar a pr{ltica da educa<;ao intencional e mais eticaz traz
consigo a exigcncia de maior rigor conceitual, de sistematizayao dos conhecimentos,
de detiniyoes dos tins a scrcm atingidos e da escolha dos meios a serem utilizados,
assim a Pedagogia,
e a area
do conhecimento que se dedica a estudar a educayao ou a
teoria geral da educayao.
Piletti (1996) ensina que a forma<;ao em Pedagogia esla articulada em torno de
tres eixos fundamentais:
14
• Filos6tico:
educa~ao
que estuda as rela<;oes com a vida, ideais e as finalidades
para
lima
comunidade
da
especitica;.
/ sociedade
• Cientifico: Ap6ia-se em dados apresentados pelas cicncias bio16gicas, fisicas e
sociol6gicas, para compreender os diferentcs condicionantes que interferem nos
processos de ensino-aprendizagem;
• Tecnico: que refere-se
e,
ao estudo das tecnicas educativas das mClodoiogias de
ensino c de avaliayao. Por isso a Pedagogia
ca
filosofia, a ciencia
e a tecnica
da cducuyao.
Qualquer atividade educacional
e intencional
e para que seja eficaz precisa estar
alicen;ada sabre as pressupostos te6ricos que orienlam <I<;ao. Para elaborar leis, fundar
uma escola, preparar
sala de aula,
0
e preciso
Na escola,
0
planejamento escolar au enfrentar dificuldades especificas em
ter clarcza a respeito da teoria da teoria que penneia as decis6es.
protissional
pn'tticos e que, portanto, nortcia
processos educacionais
que tem 0 dominio dos pressupostos
° trabalho
e 0 Pedagogo.
te6ricos e
dos demais protissionais envolvidos nos
Assim
e importante
conheccr mclhor
0
trabalho
que de desenvolve na escola.
2.3 QUAL
E0
PAPEL DO PEDAGOGO
Segundo Libflnco (2001)
0
NA ESCOLA
pcdagogo
e
0
prolissional
que atua em varias
instancias da pratica educativa, direta ou indiretamente ligadas it organizay3o e aos
processos de transmissao e assimilay30 de saberes e modos de ay3o, tendo como
objetivos
a fonna<;ao humana segundo
critcrios
previamente
dcfinidos
em sua
contextualizw;50 hist6rica. Este entcndimento pennite falar de tres tipos de pedagogos:
15
Pedagogos lata sensu: pro[essores de lodos os niveis c modalidades de ensino
(pais se ocupam de domfnios e problemas da priltica educativa).
Pedagogos stricto sensu: especialistas
que naa restringem
sua atividade
profissional ao ensino. Trabalham com atividades de pesquisa, documenta~ao,
fonnayao
protissional,
educa<;ao especial,
gestao
de sistemas
escalares,
coordenay3o pedag6gica, etc.
Pedagogos ocas;onais: aqueJes que dedicam parle de seu tempo em atividades
conexas a assimila<;8.oe reconstruyao de uma diversidade de saberes.
A Universidadc Tuiuti do Parana sc dedica a formay8o do Pedagogo stricto
senSll, que al6m das atividades
de ensino
tambem estao capacitados a trabalhar com a
gestao de sistemas escolares e coordcnayao Pedag6gica.
Como esle trabalho esta enfocando os Anos lniciais do Ensino Fundamental. e
importante conhecer melhor as caracterfsticas da crian9a que freqUenta este nivel de
ensino, para compreender
os comportamcntos
e evitar de confundir
atitudes de
rebcldia naturais desta faixa ctaria com comportamentos indisciplinados.
2.4 A CRJANC;:A DE 7 A I I ANOS
Segundo Bossa (1996) aos 7 anos quando a crianya ingressa na primeira serie,
se tudo correu bem, as letras e os numeros se tornam tao importantes quanta os
brinquedos e a curiosidade sexual cede lugar
crianya
nesta
representa90es
signiticado
C
idade
c
abstratas
capaz
a
de representar
que nao guardam
operar cssus quuntidudcs.
curiosidade pelo conhecimento.
quanti dade
qualquer
atraves
relayao dircta
A
de numcros,
com
0
seu
Elu udquire cupucidude de pensur de forma
16
16gica, e esta vai se tomando cad a vez mais sofisticada na medida em que a criany3 se
aproxima da adolescencia.
Dos 7 aos 11 anos a crianya dcscnvolve a capacidade de
resolver mentalmcnte problemas que antes cram resolvidos atraves de 3<;oes concretas,
est a
e a fase da
interioriza<;ao crescentc do pensamento,
0
que a torna capaz de realizar
opera90es mentais.
Segundo Piagel citado pOT Barros (1986) 0 perfodo que comC<;3 com a entrada
na escola no Ensino Fundamental e tcnnina no inicio da puberdade
meninice, ncle se
da
e
chamado de
a aquisi<;ao das tecnicas de leitura e escrita. Neste periodo a
crianya passa a conhecer os personagens historicos.
Nas series iniciais do Ensino
Fundamental, a crian<;3 ja atingiu certo controle emocional: sabe disfan;ar
conter a c6lera, reprimir
0
° medo,
choro e controlar suas express5es de alegria.
Neste cstagio a crian<;a come<;a a compreender
termos de rela<;ao: mai~r,
menor, dircita, esquerda etc. No entanto a crianya ainda nao pensa em termos
abstratos, nem racioeina a respeito de proposi<;:5es verbais ou hipotelicas.
Assim
experimenta dificuldade com os problemas vcrbais.
MoraJmentc a erian9a come9a a entcndcr que uma a9aO pode ser julgada
peJas inten90es que a delenninam (e nao por suas conseqiiencias, como
ocorria antes). Continuant a ter um grande respeito peJa autoridade e uma
atitude de conrormismo a ordem social. Sua preOCUpa9aO nas decisoes
morais c agir de modo a agradar aos outros, a receber aprova<;lIo (PIAGET
"pud BARROS, 1986,1'.22).
Seu raciocinio esta voltado para objetos que possa ver e pegar, ela.iiI !ida com
conceitos como idade, espa«o e tempo e sua linguagem.iii esta socializada.
o raciocinio
sobre hip6teses
simples,
sobre en unci ados puramente
Nesta fase,
verba is dos
17
problemas, logo fracassam'.
Por este motivo que na escola sentcm diticuldade
resolver problemas de matematica. Se manipulassem as objetos raciocinariam
obstaculos, mas os mcsmos raciocinios
de
scm
sob f(Jrma de en unci ados verba is tornam-sc
mais dificeis.
Para Freud citado por Barros (1986) nesta (asc a crian~a eSlani voltada para a
aquisi<;ao de habilidades, valores e papCis culturalmcnte aceitos. Esta fase
e
chmnada
de Lalencia porque as impulsos sao impcdidos de se manifestarcm, aparecem lambem
barreiras
menta is, impedindo
as
maniN.:stac;oes
cia
libido, barrciras estas que Freud
identificou como rcpugnancia, vergonha c moralidaclc.
para
finalidades cuiturais,
Esta
e uma epoca
dominio
cia ieitura,
da
0 impulso sexual
dirige-se
escrita e de muitas outras habilidades.
de nitida separav30 entre meninos e meninas e de rivalidade entre os
sexos.
Atualmente, um dos grandcs dcsaf-ios que
na gestao dos processos educativos na escola
0
Pedagogo gestor precisa enfrcmar
e a questao
da disciplina. Neste senlido
e
importante comprecnder mclhor esse fenomeno.
2.5 DISCLPLlNA
Para Vasconcellos diseiplinar significa "participar do esfor~o civilizatorio e a
escola nada mais t~lria que colaborar COm cstc csfor~o geral". (VASCONCELLOS,
1993, p.37). No sentitlo gcral, disciplinar corrcspondc adcquavao de comportamcnto it
socicdade existcntc, signilica, pais inculca~ao, domcsticac;ao, resigna~ao it explorac;ao.
I Por cxemplo, crian~as de 8 a 10 an os sentem difictlldadcs
de responder uma pergunta feita por
escrito como csta, Editc 6 mais alta que Suzana , Edite e rnais baixa quc Lili. Qucm e mais aha das
Ires?
18
e
Gcralmente, para a maioria dos educadores, disciplina
adequa~ao
do comportamento
do ailino
aquila
entcndida como a
que 0 professor
deseja.
S6
e
considerado disciplinado 0 ailino que se comporta como 0 professor quer. 0 conceito
de disciplina associ ado ,} obcdicncia eSla muito presente no cotidiano da escola, mais
OU Illcnos
conscientcmcnte,
ista
porque
verdadeira luta de classes, onde 0
hiI uma
professor esta procurando sobreviver num contexto de tantos desgastes.
A disciplina significa a capacidade de comandar a si mesmo, de sc impor aos
caprichos individuais, significa em tim, ulna rcgra de vidCl. Alcl11 disso
significa a conscicncia da llcccssidadc Jivrclllcnle ace ita, na medida em que e
reconhecida como necess:'!ria para que Ull1 organismo social qualquer atinja 0
lim proposto. (V ASCONCELLOS,! 993, p. 39).
Para
0
autor disciplina nao deve ter tim em si mesma, deve estar relacionada
aos objetivos maiores da escola que deve fonnar
0
aluno como pessoa capaz de pensar,
de esludar, ajudando a contribuir para uma nova hegemonia das classes populares.
Para Wallon (1979) a disciplina pode scr entendida ditcrentemente
tarera do proressor
aluno
e considerado
e
segundo a
considerada como de puro ensino au de educayao e segundo
0
como uma simples inteligencia a guarnecer de conhecimentos ou
como um ser a formar para a vida. 0 professor num primeiro momenta pode assumir
a responsabilidade
pc\a disciplina, enquanto articulador
da proposta,
enlanto, a classe a assumi-la progressivamente. Nesse aspecto
pessoa, sua autoridade, mas sim as necessarias condiyoes para
0
levando, no
parametro nao
0
e a sua
trabalho coletivo em
sala de aula.
Tiba (1996) discorre que a disciplina nao depende exciusivamente
de um
individuo, pressup6e a existencia do disciplinador e do disciplinado em fun<;ao de um
objctivo,
num deterrninado
contexto.
Em quaJquer atividade
que envolva
seres
19
humanos temos de contar, tambem com suas diversas
personalidades
e com
relacionamellto estabelecido entre eles. 0 contexte da disciplina relaciona-se
local, horario e valorcs culturais vigcntes, podcndo variar contorme a hora.
0
com 0
lugar e as
0
pcssoas cnvolvidas.
Os principais
processo
para
rcsponsavcis
educacional,
amenizar
professor,
os
problemas
rela indisciplina
aluno, diretor,
de
indisciplina
conhecimento dos fatores que geram
trabalhos
de orientayao
Z6boli
nenhuma
consciente
processo
e aUlOridade
defende
que a discipiina
podeni
c intcrativa
conhecimento,
sobreviver
marcada
formayao
de educayao
em
aula,
e
indispensavel
e muito menos progredir.
respcito,
c da cidadania.
escolar, que par sua
lima vez que se (rata de participar
sal a de
que tazem
parte do
em geraJ a sociedade
0
professor
deve
e
ter
de dircy3.o.
pcla participacrao,
do carater
comunidade
indisciplina, como a participa((ao dos pais em
educacional
(1990)
instituiyao
esta
sao todos aqueles
familia,
na escola,
rcsponsabilidade,
Embora
scja apenas
vez tambem e extremamente
da fonnayao,
pois sem ela
Ela deve ser uma atitude
constnu;:ao
do
um aspecto
do
complexo
e exigente,
ao meslllo tempo, de trinta, quarenta
au mais
sujeitos.
2.5.1 Disciplina
o que
na sala de aula
fazer diante de uma turma indiscipJ inada? Que atitudes os professores
devem tomar frente a tais alunos?
Diantc disto a primcira atitudc dos profcssorcs
e
chamar a ateny30 gritando, porem essa atitude nao e aceita porque transmite a
impressao de
0
professor estar descontrolado,
0
mais agitados e por conseqii/!ncia indisciplinados.
que leva os alunos a ficarcm ainda
20
Mas qual a atitude deste professor, qual sera a sua postura frente a tal
problema, ITIuitas vezes 0 comportamcI1lo indisciplinado dos alunos dentro cia sala de
aula tem
lideres.
0
E
coman do de urn alUIlOau urn grupo de aiullos, que sao vistos como Heier au
prcciso que
0
professor possa identificar estes alunos e assim procurar
manciras de trabalhar com eles respeitando e se tazendo respeitar.
Pedagogos e gestores das escolas precisam trabalhar juntamente
com os
professores para assim conseguirclll urn resultado satisfat6rio, uma vez que as atitudes
isoladas nao alcanyam resultados esperados.
A questao da indisciplina precisa scr
tratada de maneira coerenle e unanime, por todos as membros da equipe da escola
gerando uma atitude escolar padrao. Com isso, as a<;oes nao atingem somenle
0
aluno
indisciplinado, mas leni efeito com a lurma toda.
Diante disto vern <IS pergllntas de !TIlIitosprotessores, 0 que fazer com estes
alunos? Como trabalhar com eles? Qual a atitude tomar diante de alunos que
apresenlam comportamento indisciplinado perante
Confonne
Vasconcellos
conservar a classe em ordem,
0
restante da turma?
(200 I) uma aula disciplinada
0
objetivo da disciplina
e
e
algo mais que
desenvolver
no aluno
autocontrole, auto respeito e respeito pelas coisas que os rodeiam.
2.5.2 As estrategias
disciplinares
utilizadas
pelos professores
Piletti (1997) ensina que em sala de aula sao utilizados varios processos para
conseguir a disciplina na sala de aula:
• 0 uso da for<;a ~ Consiste em exigir disciplina ao aluno utilizando-se
press6es exteriores como castigos e amea9as.
de
21
• A chantagcm efetiva - Consiste em cativar a amizadc do aluno
da classe
Oll
para se alcan<;ar disciplina.
• 0 usa da rcsponsabilidade
direyao e
o
E
para a auto-
a uUlo-disciplina.
bom reiacionamcnlo
como [ider,
- Consiste em criar oportunidades
em sala de aula
e
muito importanle,
C 0
professor,
e 0 grande
responsiivel pelo c1ima psicol6gico adotado peJa turma.
grande
dcsatio
0
que os cducadores
tem
cncontrado
em relayao
a
indisciplina em sala de aula e na escola, tanto na pllblica como na particular, todavia
com manifestac;ocs divcrsas. Existcm alguns sintomas claramcntc identificados que se
encontram presentes nas queixas dos professores como:
0
desinteresse do aluno talvez
como decorrencia da lecnoiogia a que lem acesso fora da escola; a inOuencia dos
meios de comunica<;iio, a mudanya no papel da lllinflia que tem repassado para a
escola a funyao de construir valores como respeilo, atenyiio e disci pi ina; a sociedadc e
a sua desorganizac;ao akm de quest6es da propria relayiio pedagogica. Com isso e
possivel perceber que
0
problema da indisciplina esta ligado e condicionado a uma
serie de mItras quest6es.
Vasconcellos (1996) diz que a situayao e dificil e muitos professores buscam
uma soiuc;ao m{lgica. 0 que signilica uma soiuC;iio magica? Basicamentc
trataria de
algo feito pelo outro c que daria rcsultado imediato, ou seja, a questiio da receita
infalivel.
De certa fonna pod emos entender que est<! busca por soiu96es m{lgicas
tambem e lim reflexo da nao aceitac;:ao da situac;:ao tal como se apresenta. Para a
maioria dos pro[essores esta realmente muito dificil assimilar a mudanc;a que hOllve no
22
seu status, nas suas condiyoes de trabalho, nesse sentido a magica representa certa
nostalgia, lima negayao pura e simples da realidade.
Segundo Gentile (2002)
autoridade,
e impossivel
maos beijadas", mas
e
impossivel falar de indiscipiina, sem pensar em
falar de autoridade sem fazer uma ressalva, ""elanao
e algo
que sc constr6i, ou seja, ter autoridade
e muito
e dada
de
diferente de
ser autoritario. Dizer nao 61ya isso, ameayar e castigar sao atitudes inllteis. 0 estudante
precisa aprender a noyao de limite e isso s6 oeorre quando ele pereebe que ha direitos
c devcres para lodos, sem excey30.
Um dos maiores
desafios
e
0
resgate
do professor
como
sujeilo
de
transfonnayao, acreditar que pode, que tem um papeJ a desempenhar muito importante
embora limitado. Aereditar na possibilidade
de mudanyas do outro, de si e da
realidade.
Abaixo temos tim quadro com algumas diferenyas entre professor autoritario e
professor com atItoridade.
Tabela
I - Quadro
PROFESSOR
comparativo
entre autoritarismo
AUTORTTARTO
Exige sih~ncio para ser ollvido
Conquista
pertinentes
I
Pede taretas
e autoridade
PROFESSOR
a participa'Y3o
Mostra
descontextualizadas
COM AUTORlDADE
os
objetivos
com
atividades
dos
exercicios
sugcridos
Escuta e dialoga
Amcayu e pune
Quer que a classc
cle sabe ensinar
aprcnda
Nao
tern
ensinando
importancia
Qucr arenas
passar
do jcito
do
como um a mais
(REVISTA
NOVA ESCOLA,
"A
indisciplina
ultimo
recurso
Porcm,
uma
0
ser mais
como
as
disciplina
na
autoritaria
0
ambiente
de
2002)
escolar
que atendc
gerada
em
duas
ou autoritarismo
I 99 I,
respeito,
da
como LIm ser humane
frequentemente
a autoridade
participativa,
de ensino
metodos
contelldo
de sua
do conhecimento
Ve 0 alLlno
parece
contra
0
edi<;ao 149, JaneJfoiFevere.ro,
ja que a popula<;ao
os niveis
conhccida
Valoriza
construr;30
os
Adapta os conteudos aos objetivos
educay30 e a realidade
do aillno.
fato que aflige
atitude
conhecimentos,
lodos
esta
de sua laIta de autoridade"(LUNA,
como expressao
instituir
Procura
adequar
ncccssidades
da tunna
conteudos
Vc 0 aillno
como
que
que
ou
p.69).
c justamente
a dificuldade
rcsponsabilidade
nao apenas
situa<;oes:
do professor
0
{em caracterfslicas
que
conlraria
as escolas
que um aluno
ensino
essa
em se
e constru<;ao
fundamental,
nonnativa
de
mas,
e
que
indisciplina.
2.6 INDISCIPLINA
Para Aquino
que
obedece,
que
(1996)
cede,
sem
esperam
questionar
as
regras
sem
disciplinado
preceitos
seja aquele
vigentes
em
24
detenninada organiz<lyao. Disciplinador
c nesta
leva
individuos
individuo
0
ou
0
conjunto
de
pcrspcctiva aquclc que maida, model a,
a
submissao,
a
obediencia
e a
acomodac;ao. HI () indisciplinado C 0 que sc [chela que nao acata c nao sc submete, nern
Hie pOlleD se acomoda, c agindo assim provoca rupturas c questionamentos.
Portanto
com base no que se diz aeima, como que a escola pode dizer que quer formar
individuos
criticos,
submissao,
obediencia
No
meia
criativos,
pensantcs,
participativos
etc, se a disciplina
gera
e acomoda<;ao?
educacional
csta
visao
c
bastantc
difundida.
Costuma-se
compreender que a indisciplina, manifcsta-se par urn individuo au urn grupo, com um
comporlamenla
inadequado,
lIm
sinal de rebeldia, intransigencia, desacato, traduzido
na "{'alta de educayao ou de respeito pelas autoridades",
na bagunya ou agitayao
motora.
Crian~as preeisam aderir as regras (que implieam valores e fonnas de
conduta) e estas somente podern vir de seus educadores, e/ou professores. Os
limites implieados por estas regras nao devem ser apenas interpretativos no
seu senti do: a nfio pode scr feilo au ultrapassado e devcm lambem scr
entcndido no seu scntido positivo: ocupada denlro de algllln esp1l<;0social, a
familia, a escola, a sociednde como um todo. (LA TAILLE apud AQUTNO,
1996, p.86).
Segundo
0
autor muitos atribuem a culpa pelo comportamento
indisciplinado
do aluno a educayao recebida pela famflia, outros parecem compreender
manifeslayao da indisciplina no cotidiano escolar esta relacionado
que a
aos trayos de
personalidade de cada aluno, e uma oulra maneira de juslificar tal comportamento, se
re{'ere a tentativa de associar
a in ffincia e a adolescencia,
0
comportamcnto indisciplinado a alguns tra90s inerentes
"Os adolescentes sao de um modo geral revoltados e
question adores, nao adianta querer lutar contra isto (...) As criaol(as sao egocentradas,
25
por isto apresentam tanta dificuldade em entender as regras e necessidades do grupo".
(AQUINO, 1996, p. 88-89).
A indisciplina em sala de aula e na escola tem side uma preocupa~ao crcsccntc
nos lIitimos anos entre os educadores.
Ela acontece nos corredores; nos patios; nas
imediaC;5es da escola; nas festas c evcntos da escola, e na sal a de aula ela se manifesta
com conversas paralelas" dispersao, 0 professor entn! na sal a ceo
mesmo como se nao
tivesse entrado; da liC;aoe a maioria nao faz, quando vem professor substituto entaD e
dia de fazer bagunc;a, riscam as cadeiras, carteiras e paredes, brigam dentro da sala de
aula, interrompem a aula a todo 0 momenta para irem ao banheiro.
Para Aquino (1996) e preciso tomar muito cuidado em condenar a indisciplina
sem ter examinado
a razao de ser das nonnas
impost as e dos comportamentos
esperados. Ou ainda sem termos pensado na idade dos alunos, pois nao se pode exigir
as mesmas condutas e compreens30 de crianc;as de 8 anos e de adolescentes de 13 ou
14 anos de idade.
Ainda segundo Aquino (1996) 0 comportamento indisciplinado nao resulta de
ratores isolados como, por exemplo, a educa930 fiuniliar, a influencia da televisao, a
falta de autoridade do protessor, a viok~ncia da sociedade atual, entre mltros. Ela se
constitui numa rede mlIitipla e do entrelac;amento de intlucncias que recaem sobre a
crianc;a
C 0
adolescente ao 10ngo do seu desenvolvimento,
unidirecionadas,
sendo que estas nao sao
nao agcm de forma isolada ou independente,
nem tampouco sao
recebidas de 1110dopassivo. Na medida em que 0 indivfduo intemaliza
0
repert6rio de
seu grupo cultural, seu processo de conslituic;ao, atraves das inllmeras interac;oes
26
sociais recebera infonnac;:6es c int-luencias dos diferentes elementos que compoem este
grupo e instrument os disponiveis em sell ambiente.
Segundo
atualmente,
uma
0
das
autor, professores
dificuldadcs
testcmunham
fundamentais
que a questao
quanta
discipiinar
e
escolar. Para as
ao trabalho
profcssores 0 ensino teria como urn de sells obstiiculos centra is a conduta desordenada
dos aiullos,
traduzida em termos como bagul1ya,
lUrnuito, falta de limite, maus
cornportamentos, desrespeito as Iiguras de autoridade etc ..
A indisciplina seria, talvez 0 inimigo numcro 11111do educador atual, cujo
mancjo as correntes teoricas nao cOllseguiram propor de irncdiClto, uma vez
que se !rata de alga que ultrapasse 0 ambito estritamente did{lticopedagogico imprevis!o au ale inslIspcito no ideario das diferentes teorias
pcdag6gicas (AQUINO, 1996, pAO)
A disciplina que nan queremos
e
a auloritaria, que coloca todo
maos do professor, ou a que oferece a cada urn a liberdade de fazer
0
0
poder nas
que bem enlende,
exaltando urn descompromisso tanto do professor quanta do aluno. Percebe-se entao,
que a educa<;ao passou de um polo (repressao) a outro (liberdade total) e faz-se
necessario encontrar urn ponto de equilibrio.
Para se construir a disciplina
e
necessario que as ac;oes comecem a ser
conslruidas desde a Educayao lnlfmtil ou dos Anos lniciais do Ensino Fundamental
para que sejam posteriormcnte continuadas nos demais niveis de ensino.
27
3 PESQUISA
DE CAMPO
Tendo comprcendido teoricamenle,
a segunda parte da problematica que
eDsino
privada
comportamento
entendcm
nas series
e
e
que
e indisciplina
como os profcssores
lidam
iniciais
0
com
Ensino
crialH;as
agora rclomar
cOI1vcm
de urna instituif;30
que
Fundamental?
apresentam
de
esse
E para isso fcz-se
necessaria fazer uma pesquisa de campo atraves da aplicay30 de um qucstionario a seis
professores, de uma escola privada para conhecer
0
seu entendimento e a sua conduta
em relayao it indisciplina.
3.1
as
lNSTRUMENTOS
DE COLETA
Para levantamento dos dados no campo de pesquisa, foi feito tendo como
instrumcnto de coleta urn questionario que se encontra anexado sob
objctivo do mesmo era identiticar
indisciplina
Ensino
qual
0
entendimento
em sala de aula das professoras
Fundamental.
0
ntllnero I. 0
e as form as de lidar com a
que atuam
nos anos iniciais do
A eSlrutura9ao do referido documento
foi feita em sete
perguntas sendo tres fechadas e qualro aberlas.
Os queslionarios
foram entregues sem qualquer idenlitica9ao
e apesar das
diliculdades em obte-Ios de volta, foi possivel realizar alguns levantamentos que se
encontram melhor descritos abaixo. De modo a preservar a identidade dos sujeitos que
parliciparam desta pesquisa os sujeitos sao identiiicados por lelras do alfabeto, a saber,
A, 13eC.
Embora tivesse a intcnyao inicial de realizar tambem uma entrevista corn a~
pedagogas c diretoras das duas escolas que seriam pesquisadas, isso oao foi p'rlP'i~\nA~~.
'\ ~:~1~~!9.~!~
~";;1:~
.,;i;5:
,~---:..
28
de ser realizado Ilao apenas por questoes de tempo h{lbil, como tambem
pcJas
dificuldades enfrentadas para coleta dos dados.
3.2 OS DESAFIOS
DA COLETA DE DADOS
Primeiramente
era minha intcnyao
idcntificar esse entcndimento junto aos
educadores de duas institui<;5cs de ensino, sen do lima Pllblica e Dulra privada, e para
a1canyar estc objetivo distribui doze qucstiomlrios em duas inslitui<;oes
fundamental que atendessem
as caracteristicas
acima mencionadas.
Todavia naD consegui obter resposta dos questiomlrios aplicados.
pllblica as
dOClIITIcntos
de Ensino
Na cscola
se perderam e nunca consegui recebe~los de volta, e nu escola
particular em primciro momento, as responsaveis !laO me atenderum alegando estarem
ocupados.
Entrcguei
os instrumentos
de coleta para uma funcionaria
comprometeu em entregar a pedagoga e aos professores.
marcada para recolher os referidos
que se
Voltei it institui<;ao na data
instrumentos e obtive como resposta que as
mesmos ainda nao haviam sido respondidos.
Retomci outro dia e obtive a mesma
resposta. Tendo em vista a diliculdade das vezes anteriores, resolvi telefonar antes de
me dirigir ao estabelecimento de ensino, e ao faze-Io fui informada que nao poderiam
entregar os queslionarios, sem me darem maiores delalhes. Procurando compreender
0
processo fui ate a escola para hilar com a pedagoga que me in formol! nao estar ciente
de nada. Pedi cntao, para conversar com a diretora, que me comunicou estar de posse
dos questionarios, mas que nao poderia me entregar pois teria que ler visto e aprovado
seu conteudo antes que cles fossem entregues aos professores.
Informei-Ihc, entao que
desde a minha primeira visita a instituiryao havia pedido para falar com ela ou com a
pedagoga, para esclarecer os objetivos da pesquisa sem que tivesse sido atendida, ao
29
que cia me rcspondcu que para que ell tivcssc accsso aDs referidos documcntos scria
necessaria
levar limn dcciaracyao
Apcsar
diticuldades
da universidadc.
iniciais,
acabei
atravcs de uma colega que trabalha
respondidos
propria
das
formal
via c a de dU3S Dutras
tres questionarios
conseguindo
na instituic;ao.
Ela entrcgou-me
a sua
colegas que ainda 0<10 os haviam dcvolvido para a
diretora.
3.3 ANALlSE
DOS DADOS COLETADOS
e
Como dito neima, 0 questiomirio
Icchadas e quatTo abertas.
entrevistada
A (em curso
e menos que qualro
completo
indisciplina
tematica
indica
ensina
As professoras
e a professora
desenvolvimenLO
que:
de
praticos
questoes
suas
pcsquisadas
lelTI
area hft mais de lim ano
0 curso
a respeito
ml.ls tambcm
discutidos
dizem
no curso
respeito
de Pcdagogia
aspecto
problematica
da
lima vcz que essa
de Pedagogia.
it indisciplina
que precisa
Neste
da
teoricos,
A e 13 responderam
C respondcu
atividades.
fOTmac;ao do docente, a
e j{1 atua na
conhcccm
dos conteudos
e a terccira
a
entre 5 a 9 anos.
as pesquisadas
em temlOS
trabalham.
lipo de problema
quando
que
faz parte integrame
que as mesmas
incompiclo
como docenlcs
nao apenas
A segunda
no
de Pcdagogia
composto de sele perguntas sendo Ires
quesH'io rcfere-se
,!nos. As Dutras duas
c vern atuando
Isso
A primcira
nas lurmas
que nao enfremam
em
esse
lidar com cssa problcmMica
convcm
retomar
Aquino
30
Crianc;as precisam aderir as rcgras (que itnplicam vrtlores e f'annas de
conduta) e estas sornentc padum vir de sellS educadores, e/ou professores. Os
1imitcs implicados par cstas regras nao devem ser apenas interprctativos no
sell sClltido: 0 nao pode ser reilo au ultrapassado e devcrn tarnbcm scr
cntcndido no sell semida posilivo: ocupada denIm de algul11 espac;o social, a
f(lmilia, a escola, a sociedadc como urn todo. (LA TAILLE apud AQUINO,
1996, p.S6).
Partanta,
e
imprescindivcl que
0
professor construa regras a respeito do que
e
ou nao aceito, e do que pode ou naa ser feito ou dito em sala de aula de modo a
construir um espa~o social baseado no respeito e dignidade para lodos professores e
a1unos.
A quarta quesUio versa sabre
0
conceito que e1as tern sobre indisciplina, e as
respostas obtidas foram:
Professora A: Tndisciplina e quando 0 comportamento do aluno
sai do estereotipo com urn, quando 0 professor prcnder a atCI19ao
do aluno e mesmo assim seu comportamento
nao e born,
quando 0 professor c os alunos fazcm as rcgras e 0 aluno nao
cumpre, quando as atitudcs do aluno mais freqUentes sao: gritar,
correr, brigar, xingar, nao obcdccer, ser grosseiro, ser
violcnto.
Professora B: Indisciplina e urn comportamcnto
que nao e
agradavcl, pois perturba as auhls nao deixando os professores
darem aula, assim desanimando os professores na sua praxis.
Professora C: A falta de respeito pelos colegas c pela
profcssora. As agressividades tais como, chutar dar soens,
empurrar ou xingar os colegas, e a falta dc intcresse pelas
atividades.
A concep93o das professoras
e
de que a disciplina esta diretamente ligada ao
comportamento e nao a atitude, como explicita Vasconcellos (2001, p. 67-96) uma
aula disciplinada
e algo
mais que conservar a classe em ordem,
6 desenvolver no aluno autocontrole,
rodeiam.
0
objetivo da disci pi ina
auto respeito e respeito pelas coisas que os
31
[ssa fica claro na mcdida em que as trcs dcstacam como indisciplina atitudes
de briga, agressividade, xingamentos, sendo que a professora C tambem menciona a
falta de interesse
pelas atividades,
reiofyando
0
que Aquino
(1996)
ja havia cxplicitado
na sala de aula cia se manifesla com conversas paralelas, dispersao, 0 professor entra
l1a5ala ceo meSJ110como se nao tivesse entrada; da liyao e a maioria naD faz
Na quinta questao as professoras descreveram as atitudes comuns de aJunos
indisciplinados:
Professora A: Correm pela sala no momento de aula,
incomodam os colegas (pegando material, trocando materiais
entre ouiros coiegas, l'alando alto, e ate mesmo scndo agressivDs.
Professora B: Nao param sentados, tumultuam a aula com
conversns paralelas nao fazem as ativid~ldes, brigam com os
colegas respond em os professores.
l
l
Pro[essora C: Falta de rcspcito,
desinteresse entre outros.
o
destacam
agrcssividadc,
dcsntclII;ao,
relato dessas atitudes refon;:a as respostas obtidas na quarta qllcstao e
como essas atitudes
comprometem
0
desenvolvimento
das atividades
pedag6gicas que precisam ser realizadas em sala de aula como Aquino (1996) destaca
que a questao disciplinar
e atualmente,
uma das diticuldades fundamentais quanto ao
trabalho escolar, (...) para os professores
centrais a conduta desordenada
0
ensino teria como lim de seus obstaculos
dos alunos, traduzida em tcrmos como bagun~a,
lumuito, [alta de limite, maus comportamentos, desrespeito as tiguras de autoridade.
A sexta questao diz respeito a forma como as professoras
lidam com as
quest6cs de indisciplina em sala de aula as respostas toram:
Professora A: Mantenho os alllnos sempre ocnpados, eles
estao sempre entretidos com uma brincadeira, atividade, filme,
historia .... Crian~a s6 faz bagun~a quando nao tern nada pra
32
fazer e
ocorra.
0
professor nao con segue ter uma postura para que iSlO
Professora B: Os aJunos devem estar sempre fazendo alguma
atividadc, sc ainda assirn nao adiantar conversarei com 0
aluno sc nao houver urn resultado satisfatorio este aluno sera
cncaminhado para a dire~iio.
Professora C: E preciso dialognr com as crianyas a respeito do
eompanheirismo amizade, respeito e novas atitudes.
Com base nas respostas obtidas e possivel identificar que as professoras
pesquisadas tern uma atitude de procurar manter os alunos ocupados de modo a evitar
que os mesmos ni'io sc dispcrscm
0
que earacteriza uma atitude deserita em Piletti
(1997) que em sala de aula sao utilizados varios processos para conseguir a diseiplina
sendo uma das estrategias (...) A chantagem efetiva que consiste em cativar a amizade
do aluno ou da classe para se alcanyar disciplina,
Outra altemativa
e
0 uso da fon;:a
como explicitou a professora B (...)0 uso da forya que consiste em exigir disciplina ao
aluno utilizando-se de pressoes exteriores como castigos e ameayas.
A (Iilima questao procurou compreender como a escola lida com a questao da
indisciplina:
Professora A: E chamado os pais na escola
levar advertencia.
C 0
aluno pode ate
Professora B: Conversas com 0 aiullo, se preciso e chamado os
pais e se isto nao resolver 0 problema
0 aluno
leva
advertencia.
Professora C: 0 dialogo e 0 meio mais utilizado, mas se
necessario a escola chama os pais para saber como e 0
comportamento da crianya em casa ou para fazer avaliayao com
psic610ga.
A analise das rcspostas obtidas na ultima qucstao deixa claro que a escola
antes de fazcr uso da forya, procura supcrar ctapas antcriorcs, atraves do diiilogo,
33
convocayao dos pais it escola c par lim a advertencia.
apresentou como altcrnativa de a<;aopedag6gica
0
Apenas uma profcssora
encaminhamcnto a
lima
psic61oga.
34
4 CONSlDERA(:OES FINAlS
o
presente trabalho teve por tem3tica 0 eShldo da indisciplina
nos Anas
Iniciais do Ensino Fundamental, cuja problematica [oi expressa da seguinle forma: 0
que
e indisciplina'!
Apos a pesquisa realizada, entendo a indiscipiina como sendo lima atitude
caracterizada pela infra~ao (ISregras impostas pela sociedade all no ambiente em que
se esta inserido.
Essa infra<;ao pode se dever ao desconhecimento
das citadas regras
all na naa accitacyao das mesmas, em ambos as casos 0 comportamento manifesto sera
de atitudcs de desinteresse, violencia e desrespeito.
Tendo respondido a primeira parte da problenl(ltica faz-se necessaria agora,
responder Como os professorcs de nuta institui«;ao de cnsino privada entendem e
lidam com crian~as que apresentam
esse tipo de comportamento
nas series
iniciais Ensino Fundamental?
Com base nas respostas obtidas na pesquisa de campo elas tam bern entendem
que indisciplina se resume ao mau comportamento
do aluno, expresso no hlzer
"bagun~a", brigar com os colegas, xingar, conversar, dentre outras.
A fonna como as entrevistadas lidam com 0 problema e procurando manter os
alunos ocupados durante as aulas, e quando as situa~5es extrapolam os limites de sala
de aula, elas conversam com os mesmos, e posteriormente encaminhando-os
para a
coordena<;ao pedagogica para que estes fa~am urn acompanhamenlO mais proximo
envolvendo a familia e possivelmente outros protissionais ligados it area da edUCay30..
o
que pude perceber e que os professores
Wm uma visao ingcnua da
problemiltica e acham que irao encontrar uma formula magica para lidar com a
35
indisciplina. Essa visao tambcm era a que eu mesma possula antes de realizar esta
pcsquisa.
A principia
acreditava
que lcria lim autor que tratasse
do assunto
"indisciplina" e jfi teria promas, nao apenas as respostas, mas tambem varias manciras
de se lidar com criany3s indisciplinadas. Porem, ao longo do processo de pesquisa
comccci a cnlcnder que nao
scm pre
0
e
bern assim. Cada allino
que funciona para urn cia
0
e
um scr difercnte, e que nem
mesmo resultado para Dutro. 0 professor tern que
conhecer bem seus alunos, a proposta pedag6gica da escola em que estc aluna esta
inserido, a sociedade que ele frcgUcnta e tambcm a familia que ele tcm, para 56 entaD
comc9ar a Fazer 1II11 trabalho diferenciado a respeilo da indisciplina.
Hoje entendo que
nao vai ser do dia para a noite que dani resultado, sera com certeza um trabalho longo
porem gratificante, para ambas as partes.
A
disciplina deve estar relacionada
aos objetivos
maiorcs da escola, da
sociedade e do indivfduo. Ela deve contribuir para a [onnayaO dos alunos como
pcssoas capazes de pensar, de estudar ajudando a contribuir uma nova participayao
social das classes populares.
Os pro[essores precis3m ter em mente
0
senti do da palavra discipiina, pois 0
que foi visto neste estudo e que, alul10s sCl11ados,imoveis dentro da sala de aula nao
significam que a escola esta conslruindo um cidadao com um born perfil. Isto e, 0 que
6 proposto na grande maioria das instituiyoes de ensino na atualidade
pessoas crilicas, qucstionadoras,
participativas e ativas.
e
que formcm
Se encontramos
um alul10
imovel, passivo e submisso, que muitos protessores descrcvcm como sendo 0 perfil do
aluno disciplinado, essa concepyao foge completamente
contemponlneas.
das propostas das escolas
Faz-se porlanto necess~rio, discutir e construir um novo significado
36
para
a palavra
proposlas
disciplina,
da educa~ao
Nao sorncnte
mas,
indiscipiina,
problematica
que
tendo
em vista
as novas
contemporanea.
os professores
devem
conhecer
e estudar
gestares e pedagogos, para que possam
lambem
projeto
e conscqucIllcmcnte
atinja
alunos,
tunn3S,
de constrw;:ao cidada,
professores,
a respeito
da disciplina
fazer urn trabalho
pedagogos
sabre esta
e gestares
e que os resullados satisfatorios
COIllO um
serao sentidos nao
arenas pelos alunos e pela escoia, mas por tada a sociedade.
Como
diz
Catores isolados.
e
de forma
isolada
de
adolescente
0
em que
0
intluencias
atraves
dos
diferentes
rcdc mlIitipla,
nem tampouco
0
de intluencias
inumeras
elementos
de seu grupo
interac;;6es
que
sendo
sao recebidas
repertorio
nao resulta
indisciplinado
do seu desenvolvimcnto,
internaliza
das
comportamento
sociais
comp5em
que recaem
que estas
sabre
nao agem
de modo
passivo.
cultural,
seu processo
recebera
este
de
Na
informaC;6es
grupo
e
e
instrumentos
em seu ambicntc.
e
Como
apenas
ao longo
individuo
0
numa
ou independente,
constituic;ao,
disponiveis
(1996),
Elc se constitui
a crianya
mcdida
Aquino
subi
0
preciso
finalizar
primeiro
degrau
contribuic;ao
para
nao puderam
ser contempladas
futuras
Como
desenvolver
Qual
atitudc
indisciplinado
Segundo
autoridade,
de
pesquisas
trabalho,
uma
em bora
longa
que versem
entenda
escada,
a respeito
que
gostaria
ao temliml-Io
de
da mesma
deixar
temiitica
uma
e que
neste ensaio.
um trabalho
tamar
diante
perante
a turma?
Gentile
e impossiveJ
esse
(2002)
disciplinar
de
e impossivel
[alar de autoridade
com alunos
alunos
falar
que
indisciplinados?
apresentam
de indisciplina,
sem fazer uma ressalva,
comportamento
sem
"ela nao
pensar
e dada
em
de
37
maos bcijadas", mas
c alga
que se constroi,
Oll
scja, tcr autoridadc
e rnuito
diferente de
ser autoritario. Dizer nao fac;a isso, amea<;ar e castigar sao atitudes inuteis. 0 estudante
prccisa aprcnder a nOyaO de limite e isso s6 ocorre quando cle percebe que
ha direitos
e deveres para todos scm CXCCyuo.
Um dos maiores
desatios
e
0
resgate
do professor
como
sujeito
de
trans[onna<;ao, acrcdilar que pode, que tern um papel a desempenhar muito importante
embora limitado. Acreditar na possibilidade
realidade.
de mudan<;as do outro, de si e da