1 de 3 http://200.131.48.3/virtualif/SPES/visao/indexParticipante.php Pré-visualização do trabalho Código do trabalho 35 TEOR DE UMIDADE DE FARINHAS DE MANDIOCA SIMPLES E TEMPERADAS COMERCIALIZADAS NO MUNICÍPIO DE UBERABA - MG RAFAELA PORTO DOS REIS1 Mariana Borges de Lima da Silva 2 Daniela Beatriz Silva Balduino 3 LUCAS ARANTES PERREIRA4 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba - 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba - 3 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - Campus Uberaba - 4 IFTM - 14/10/2010 14:13:0 ALIMENTOS RESUMO A avaliação do teor de umidade da farinha de mandioca tem grande importância em razão da sua influência na vida de prateleira de alimentos, tendo em vista que níveis maiores que 13% podem proporcionar crescimento microbiano e deterioração em curto tempo. Este trabalho teve como objetivo avaliar o teor de umidade em farinhas de mandioca comercializadas no município de Uberaba-MG. Foram analisadas 39 amostras simples e temperadas de diferentes subgrupos (fina, grossa e bijú), classes (branca e amarela) e tipos (torrada e crua). O teor de umidade foi determinado usando-se estufa a 105 °C por 5 a 7 horas. Os teores de umidade das farinhas de mandioca simples variaram de 4,22% a 12,18% e nas farinhas temperadas de mandioca foram de 3,76% a 11%. Pode-se concluir que as farinhas analisadas estão de acordo com o padrão da legislação e não proporcionarão o crescimento microbiano e deterioração do alimento. PALAVRAS-CHAVE Umidade, farinha de mandioca, qualidade, legislação. INTRODUÇÃO A Comissão Técnica de Normas e Padrões, do Ministério da Agricultura (BRASIL, 1995), define a farinha seca como o produto obtido das raízes de mandioca devidamente limpas, descascadas, trituradas, prensadas, torradas em fogo lento ou forte e novamente peneirada ou não, podendo este produto ainda ser beneficiado. Devido ao elevado teor de umidade das raízes de mandioca recém-colhidas, em torno de 60%, este produto é classificado como perecível ficando sua conservação restrita há algumas horas após a colheita (FERREIRA NETO et al., 2003). O padrão de identidade e qualidade deve apresentar no máximo umidade 13% (BRASIL, 1995). A avaliação do teor de umidade da farinha de mandioca tem grande importância em razão da sua influência na vida de prateleira de alimentos, tendo em vista que níveis maiores que 13% podem proporcionar crescimento microbiano e deterioração em curto tempo. Dessa forma, baixos percentuais de umidade são favoráveis a uma maior estabilidade e vida de prateleira do produto (CHISTÉ et al., 2006).Com base nestas observações, o objetivo deste trabalho foi avaliar as características de umidade nas farinhas de mandioca comercializadas no município de Uberaba-MG. MATERIAS E MÉTODOS As amostras de farinha de mandioca simples e temperadas do grupo seca de diferentes subgrupos (fina, grossa e bijú), classes (branca e amarela) e tipos (torrada e crua) e, se temperada, tradicional ou sabores foram adquiridas no comércio local do município de Uberaba-MG, codificadas e colocadas em potes de vidro. Foram analisadas 39 amostras de farinha de mandioca, sendo 5 da classe branca e subgrupo fina, 3 da classe branca e subgrupo grossa, 8 da classe amarela e subgrupo bijú, 4 da classe amarela e tipo torrada, 1 da classe amarela e seca no sol, 1 da classe branca subgrupo fina, 1 classe amarela e subgrupo grossa, 8 farinhas temperadas tradicional, 2 farinhas temperadas sabor bacon, 1 farinha temperada sabor bacon com carne, 1 farinha temperada sabor carne seca, 1 farinha temperada sabor picanha picante, 1 farinha temperada sabor batata palha, 1 farinha temperada light sabor bacon e 1 farinha temperada sabor calabresa. A umidade foi determinada pelo método gravimétrico conforme AOAC (1990) com emprego de calor, baseado na perda de peso do material submetido ao aquecimento de 105ºC em estufa por 5 a 7 horas até atingir peso constante. RESULTADOS E DISCUSSÃO A Figura 1 apresenta os resultados do teor de umidade das farinhas de mandioca adquiridas no comércio do município de Uberaba-MG.Como pode ser observado na Figura 1, o teor de umidade das farinhas de mandioca de diferentes classificações variou de 4,22% em amostra do grupo amarela e subgrupo biju a 12,18% na amostra do grupo branca subgrupo grossa. Os teores de umidade encontrados estiveram abaixo do limite permitido pela legislação para este produto.Estes resultados estão de acordo com o encontrado por SOUZAet al. (2008) que analisaram 18 amostras de farinhas de mandioca produzidas em casas-de-farinha nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves no estado do Acre – AC apresentando teores de umidade de 8,10 a 12,02%. A Figura 2 apresenta os resultados do teor de umidade das farinhas de mandioca temperadas adquiridas no comércio do município de Uberaba-MG.Os teores de umidade nas farinhas de mandioca temperadas variaram de 3,76% em amostra tradicional a 11% em amostra sabor bacon, sendo que todas as amostras tiveram teor de umidade abaixo do limite máximo permitido pela legislação, de acordo com a Figura 2. Pode-se concluir que as amostras de farinhas de mandioca simples e temperadas analisadas no presente estudo estiveram de acordo com o padrão da legislação vigente. AGRADECIMENTOS Aguarde...Carregando... 21/10/2010 15:52 2 de 3 http://200.131.48.3/virtualif/SPES/visao/indexParticipante.php REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AOAC, Association of official agricultural chemists. Official methods of association of the agricultural chemists. 5 ed. Washington, 1990, v.2. BRASIL. Portaria n. 554, de 30 de agosto de 1995. Estabelece a Norma de Identificação, Qualidade, Acondicionamento e Transporte da Farinha de Mandioca, para fins decomercialização. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 1 set. 1995. Seção113515. CHISTE, R. C.; COHEN, K. O.; MATHIAS, E. A.; JÚNIOR, A. G. A. R. Qualidade da farinha de mandioca do grupo seca. Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 26, n. 4, p. 861-864, 2006. FERREIRA NETO, C. J.; FIGUEIREDO, R. M. F.; QUEIROZ, A. J. M. Avaliação físico-química de farinhas de mandioca durante o armazenamento. Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, v. 5, n. 1, p. 25-31, 2003. SOUZA, J.M.L.; NEGREIROS, J.R.S.; ÁLVARES, V.S.; LEITE, F.M.N.; SOUZA, M.L.; REIS, F.S.; FELISBERTO, F.A.V.; Variabilidade físico-química da farinha de mandioca Ciência Tecnologia Alimentos., Campinas, 28(4): 907-912, out.-dez. 2008 FIGURAS, GRÁFICOS E TABELAS FIGURA 1 Valores médios de umidade (g/100g) de farinhas de mandioca adquiridas no comércio do município de Uberaba-MG. 21/10/2010 15:52 3 de 3 http://200.131.48.3/virtualif/SPES/visao/indexParticipante.php FIGURA 2 Valores médios de umidade (g/100g) de farinhas de mandioca temperadas adquiridas no comércio do município de Uberaba-MG. 21/10/2010 15:52