Total de Trabalhos: 00012 VII Reunião Regional da FeSBE – Regional 2012 Resumo: 06.001 DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA IN VITRO PARA INDUÇÃO DE ISQUEMIA CEREBRAL 1 Autores OLIVEIRA, R. T. D. L. 1, LOPES, C. P. 2, BARBOSA, P. P. D. P. 1, SILVA, A. X. D. 1 Setor de Fisiologia e Farmacologia - UFAL, 2 Departamento de Fisiologia - FAL Apoio Financeiro: PROPEP/UFAL Bolsa de Iniciação Científica Resumo Objetivos Construção de sistema in vitro para a indução de isquemia cerebral em fatias cerebrais. Esse sistema possibilitará a avaliação dos efeitos da isquemia em fatias cerebrais colocadas simultaneamente em cubas com volume final de 10 ml, otimizando a utilização de reagentes e aumentando o número de amostras analisadas. Metodos Inicialmente foi desenvolvido um fatiador para obtenção de cortes histológicos de tecido cerebral fresco. Em seguida, os cortes do tecido cerebral foram imersos em solução fisiológica até incubação no sistema in vitro para indução da isquemia. Um sistema de redes para deposição das fatias cerebrais em cubas onde a isquemia in vitro será induzida foi construído utilizando-se tela cirúrgica. Um banho de órgãos acoplado ao sistema de cubas permitiu a manutenção da temperatura do sistema. Os procedimentos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFAL processo n° 004772/2011-22. Resultados O fatiador para o tecido cerebral foi desenvolvido a partir de uma base metálica com alavanca manual originalmente utilizada como suporte para furadeira elétrica portátil. A esse suporte foi acoplado um chariot de microscópio com parafusos milimétricos para que as amostras do tecido cerebral fresco depositadas em lâminas histológicas pudessem ser fatiadas através de uma lâmina de bisturi inserida na parte superior do equipamento. Os cortes utilizados tinham espessura de até 500µm e apresentaram boa conservação da morfologia tecidual. A construção do sistema para estudo in vitro das fatias cerebrais foi realizada utilizando-se uma base de madeira onde hastes e garras metálicas foram fixadas. Cubas de vidro com capacidade de 10 ml foram fixadas a esse sistema. Nas cubas, o sistema para deposição das fatias cerebrais foi construído utilizando-se tubos plásticos aos quais foram coladas telas cirúrgicas de cerca de 1 cm de diâmetro. Nas extremidades dos tubos foram fixados fios de aço inoxidável de forma a criar um sistema de “cestos” dispostos em 3 andares. Cada cuba ao final possui a capacidade de comportar até 7 fatias de tecido cerebral, totalizando 28 cortes para as 4 cubas que formam o sistema de perfusão in vitro. A aeração das fatias cerebrais com mistura de carbogênio ou de nitrogênio (para indução da isquemia) foi realizada acoplando-se às cubas equipos para soluções parenterais de forma que o fluxo de gases pode ser controlado pelo experimentador. Conclusão O fatiador manual para obtenção de amostras de tecido cerebral fresco para estudo da isquemia in vitro mostrou ser adequado para obtenção dos cortes histológicos. A indução da isquemia cerebral utilizando-se sistema de cestos em andares é uma inovação metodológica proposta nesse estudo e os experimentos iniciais demonstraram boa adaptação dos cestos às cubas o que perimitirá estudos da viabilidade celular das amostras cerebrais através desse novo sistema in vitro. Palavras-chaves: Isquemia cerebral, Sistema in vitro, Tecido cerebral QuebraPagina Resumo: 06.002 MECANISMO MOLECULAR DA DOENÇA DE ALZHEIMER: EFEITO DA ATIVAÇÃO DOS RECEPTORES NICOTÍNICOS SOBRE A EXPRESSÃO DA CO-CHAPERONA BAG2 E ISOFORMAS TÓXICAS DA PROTEÍNA TAU EM CULTURA PRIMÁRIA DE HIPOCAMPO. Autores 1 BALIONI, L. F. 1, CARRETTIERO, D. C. 1 CCNH - UFABC Apoio Financeiro: FAPESP, UFABC. Resumo Objetivos Inclusões da proteína Tau hiperfosforilada e aumento dos receptores nicotínicos são importantes marcadores da Doença Alzheimer (DA). A co-chaperona BAG2 modula a depuração das formas tóxicas de Tau pelo aumento dos processos celulares de degradação. O presente trabalho tem como objetivo analisar o efeito do estímulo dos receptores nicotínicos sobre os níveis da proteína Tau fosforilada e sobre a expressão de BAG2 em culturas primárias de hipocampo. Metodos Hipocampos de 12 ratos Wistar neonatos de ambos os sexos, com até 6g, foram dissociados e plaqueados (3.5*10 5 células por poço, placa de 24 poços). As culturas cresceram em meio Neurobasal A suplementado com B27 (2%), 0.25 mM L-glutamina, 0.25 mM Glutamax e gentamicina por 7 dias. Foi realizado tratamento com nicotina nas concentrações de 10, 50 e 100 μM, por 6h. A análise do efeito da nicotina sobre os níveis da proteína Tau fosforilada e dos níveis de expressão da proteína BAG2 foram realizadas pelas técnicas de Western blotting e PCR real time, respectivamente. Resultados Foi demonstrado um aumento significativo nos níveis de Tau fosforilada (10 μM, 131.68 ± 12.74*; 50 μM, 153.62 ± 10.58* e 100μM, 186.57 ± 13.21*, % do controle, 6h). Os níveis de expressão da proteína BAG2 diminuíram de maneira significante em todos os tratamentos com nicotina (10 μM, 78.44 ± 4.31*; 50μM, 109.80 ± 6,03* e 100μM, 109.80 ± 6.03*, número de cópias relativas normalizadas por GAPDH, 6h). Foi utilizada a análise estatística de comparações múltiplas ANOVA, seguido pelo pós-teste de Dunnet, valor ± erro padrão, * p < 0.01, n=3. Protocolo de aprovação em comitê de ética em experimentação animal n° 009/2009. Conclusão A relação entre estímulo de receptores nicotínicos e modulação da atividade da proteína BAG2 não está descrita na literatura científica. O aumento dos níveis de isoformas tóxicas de Tau após tratamento com a nicotina sugere uma relação entre os receptores nicotínicos e as inclusões de Tau presentes na DA. O tratamento com nicotina diminui os níveis de expressão da proteína BAG2, que atua especificamente na degradação das formas tóxicas de Tau. A redução de sua expressão poderia agravar o quadro clínico da DA por interferir no acúmulo de Tau hiperfosforilada, o que indica que BAG2 tem papel fundamental no mecanismo que leva ao desenvolvimento da DA. Os dados experimentais sugerem a importância do estudo dos mecanismos moleculares para a busca de alvos farmacológicos para a Doença de Alzheimer. Palavras-chaves: Alzheimer, Co-chaperona BAG2, Cultura primária de hipocampo , Proteína Tau, Receptor nicotínico QuebraPagina Resumo: 06.003 ATIVAÇÃO DOS RECEPTORES A1 DE ADENOSINA: EFEITOS NA VIABILIDADE CELULAR E NOS NÍVEIS DE FOSFORILAÇÃO DA PROTEÍNA TAU NA PATOGÊNESE DA DOENÇA DE ALZHEIMER. Autores 1 ALVARIM, L. T. 1, CARRETTIERO, D. C. 1 Centro de Ciências Naturais e Humanas - UFABC Apoio Financeiro: CAPES, FAPESP, UFABC Resumo Objetivos Na doença de Alzheimer a proteína Tau se encontra hiperfosforilada e agregada no corpo neuronal formando emaranhados neurofibrilares que são tóxicos para o ambiente celular. Nos últimos anos a adenosina tem sido muito estudada por seu efeito neuromodulador em várias doenças neurodegenerativas. A presença dos receptores A1 1 de adenosina em estruturas envolvidas em diversos processos neurodegenerativos, sugere que esses receptores podem desempenhar um importante papel na patogênese da doença de Alzheimer. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar na linhagem de células SH-SY5Y, se a ativação dos receptores A11 de adenosina modula os níveis de fosforilação da protéina Tau e a viabilidade celular, utilizando a técnica de Western blot, Imunofluorescência e o teste de exclusão por azul de Tripan. Metodos As células de neuroblastoma humano SH-SY5Y foram cultivadas em meio DMEM/F12 (1:1) na concentração de 8.10 5 céls/ml em placas de 12 poços, suplementado com 10% de soro fetal bovino e penicilina/estreptomicina, em CO2 a 5% e incubadas a 37 ° C. 24h após o plaqueamento, as células foram tratadas com CPA (10 -5 , 10 -6 e 10 -7 M), um agonista dos receptores A1 de adenosina, por 6, 12 e 24 horas. Para análise dos níveis de fosforilação da proteína Tau, as células foram submetidas à técnica de Western blot e Imunofluorescência utilizando o anticorpo anti-Tau fosforilada Ser199/202. Para analisar a viabilidade celular as células foram submetidas ao teste de exclusão por azul de Tripan utilizando a câmara de Newbauer. Foi utilizado o teste de comparações múltiplas ANOVA seguido pelo pós-teste de Dunnet, média ± S.E.M, * p < 0,05 (n=3). Resultados Alterações significativas promovidas por CPA foram observadas nos níveis de Tau fosforilada após 6h (10 -5 M, 124,60 ± 12,41; 10 -6 M, 130,40 ± 7,70; 10 -7 M, 181,80 ± 38,31 *,% do controle); 12h (10 -5 M, 169,80 ± 18,81 *; 10 -6 M, 150,10 ± 26,50; 10 -7 M, 161,40 ± 35,25% *, de controle) e 24h (10 -5 M, 136,60 ± 20,70 *; 10 -6 M, 128,30 ± 19,45; 10 -7, M, 107,60 ± 12,21,% do controle). Não foi observado aumento no número de células fosforiladas e na viabilidade celular por nenhum tempo de tratamento (6, 12 e 24h) e em nenhuma concentração do agonista (10 -5 , 10 -6 e 10 -7 M). Conclusão O efeito modulatório da adenosina sobre a atividade intracelular sugere a importância desse sistema no desenvolvimento de abordagens farmacológicas eficazes para doenças neurodegenerativas, especialmente para a doença de Alzheimer. A ação da adenosina sobre os níveis de fosforilação da proteína Tau é dependente de sua dose e do período de estimulação dos receptores. O aumento da fosforilação parece não estar relacionado com o aumento do número de células fosforiladas e não causa prejuizo para a viabilidade celular. Portanto, sugerimos seu envolvimento com processos naturais de regulação endógena. Palavras-chaves: Adenosina, Doença de Alzheimer, Modulação, Proteína Tau, Receptor A1 QuebraPagina Resumo: 06.004 Efeitos de dieta cetogênica à base de óleo de coco extravirgem em ratos portadores de epilepsia induzida por pilocarpina 1 Autores RÊGO, E. D. S. M. 1, ATAÍDE, T. D. R. 1, GOMES, T. K. D. C. 1, OLIVEIRA, S. L. D. 1, FILHO, E. M. T. 1, JUNIOR, C. R. C. 1, MACHADO, T. S. 1, MELO, I. T. 1, GALVÃO1, J. A. 1 FANUT - UFAL Apoio Financeiro: FAPEAL Resumo Objetivos O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de dieta cetogênica à base de óleo de coco sobre as crises convulsivas de ratos tornados epilépticos, através do modelo de epilepsia induzido por pilocarpina. Metodos Ratos machos Wistar (n=30), aos 30 dias de idade, foram submetidos à indução do Status Epilepticus (SE), por meio de administração de pilocarpina (i.p). Com a ocorrência das crises recorrentes espontâneas (CRE), os animais foram submetidos às dietas experimentais, por 19 dias: Controle (AIN-93G; 7% de lipídeos; n=7), CetoTAGsoja (dieta cetogênica à base de óleo de soja; 69,79% de lipídeos; n=8) e CetoTAGcoco (dieta cetogênica à base de óleo de coco extravirgem; 69,79% de lipídeos; n=7), tendo como base a dieta AIN-93G. Os animais foram filmados durante todo o período experimental, 8h/dia, para o registro das crises convulsivas induzidas pela pilocarpina, notadamente frequência e duração. Ganho de peso, ingestão de dieta, coeficiente de eficiência alimentar: CEA= Ganho de Peso (g)/ Ingestão total (g) x 100, e consumo energético foram mensurados nos primeiros 14 dias de tratamento dietético. Resultados Os grupos cetogênicos consumiram quantidade de ração equivalente entre si e menor do que o grupo controle (Controle: 267,2±37,8; CetoTAGsoja: 200,0±43,7; CetoTAGcoco: 164,5±17,5; P0,05). As análises comportamentais demonstraram que os animais do grupo CetoTAGCcoco tiveram menor duração (seg) das CRE no 19º dia de tratamento dietético (0,00±0,00 contra 22,78±12,95 do grupo Controle) e menor ∆(19º - 1º) de frequência (9±1,73 contra 11±1,00 do grupo Controle) e duração (seg) (20,80±12,61 contra 49,14±21,15 do grupo Controle) das CRE. Na análise intragrupo das CRE, o grupo Controle apresentou aumento significativo na frequência (Controle: 1,14±0,69; CetoTAGsoja: 0,66±0,81; CetoTAGcoco: 0±0,00) e duração (Controle: 22,78±12,95; CetoTAGsoja: 10,25±12,88; CetoTAGcoco: 0±0,00) das crises no 19º dia, quando comparado ao 1º dia de tratamento dietético, não observado nos grupos cetogênicos (P<0,05). Conclusão Os dados apresentados apontam para um possível efeito protetor da dieta cetogênica à base de óleo de coco extravirgem sobre as crises convulsivas de ratos epilépticos, notadamente frequência e duração (seg). Palavras-chaves: Dieta cetogênica, triacilglicerol de cadeia média, óleo de coco extravirgem, epilepsia, pilocarpina QuebraPagina Resumo: 06.005 ATUAÇÃO DO SISTEMA NÚCLEO INCERTUS/RELAXINA-3 SOBRE O CONDICIONAMIENTO PAVLOVIANO 1,2 PEREIRA, C. W. 1,2, SANTOS, F. N. 1, MARCHIORO, M. 2, OLUCHA-BORDONAU, F. E. 1 Autores DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA - UFS, 2 DEPARTAMENTO DE ANATOMIA Y EMBRIOLOGIA HUMANA - UV Apoio Financeiro: Capes Resumo Objetivos Uma das formas mais simples e melhor estudadas de aprendizagem emocional é o medo condicionado. O centro onde há convergência do estímulo condicionado e incondicionado é o núcleo lateral da amígdala. O córtex pré-frontal está envolvido no processo de extinção e o hipocampo no condicionamento ao contexto. Todos estes centros recebem projeções do núcleo incertus do tegmentum pontino através de uma projeção em que o GABA é co-expresso com o peptídeo relaxina-3. Buscou-se determinar se a lesão ou ativação do núcleo incertus provoca modificação dos padrões básicos de condicionamento pavloviano. Metodos Trinta ratos machos foram submetidos a lesões eletrolíticas no núcleo incertus e depois de 20 dias de recuperação foram submetidos a um protocolo de medo condicionado de 5 dias. Nos dias 1 e 2, visitaram o contexto nº 2, duas vezes por dia. O contexto nº 2 era o contexto de condicionamento e contexto nº 1 era o de extinção. Os dois contextos diferiram nas formas de paredes e do solo, tato e olfato. No dia 3 ocorreu o condicionamento dos animais que foram expostos a 3 pares de tom e choque. Os tons eram 2.800 Hz, 75 dB SPL durante 30 segundos e terminaram concomitantemente com choques de 0,5 segundos e 0,2. mAmp. No dia 4 foi testado o condicionamento ao contexto, onde os ratos passavam 10 minutos no contexto nº 2 e, passadas 4 horas, 10 minutos no contexto nº 1. No dia 5 foi realizado o teste de extinção por meio de duas rondadas de 6 tons da mesma intensidade e frequência, como durante o condicionamento, separados por um lapso de 10 minutos. Os ratos controles passaram os mesmos processos e foram submetidos aos mesmos protocolos, exceto a lesão. Ao longo de todos os processos foram medidos a quantidade de paralisação (congelamento) por uma célula de carga na base da caixa de medição. Os experimentos foram realizados de acordo com a Normativa 86/609/EEC da Comunidade Europeia e protocolo A1233835000365 do Comitê de Ética da Universidade de Valencia, onde os experimentos foram conduzidos. Resultados A lesão do núcleo incertus não causou mudanças significativas no nível de congelamento durante a habituação e durante o condicionamento. O nível de congelamento durante a habituação foi de cerca de 30% e aumentou exponencialmente durante o condicionamento até atingir 90% no terceiro tom. No teste de condicionamento ao contexto, os controles mostraram níveis semelhantes aos da habituação tanto no contexto nº 1 e nº 2, no entanto, os animais lesionados mostraram níveis de congelamento de cerca de 70% no contexto de condicionamento contexto 2). Finalmente, os animais lesionados apresentaram maior resistência à extinção. Conclusão Os dados sugerem que o núcleo incertus modula alguns aspectos do condicionamento pavloviano, especialmente relacionados com o processo de extinção e de condicionamento ao contexto. Palavras-chaves: EXTINÇÃO, GABA, NÚCLEO INCERTUS, MEDO, RELAXINA 3 QuebraPagina Resumo: 06.006 PAPEL DO NÚCLEO INCERTUS NA MODULAÇÃO DA PRESSÃO SANGUÍNEA 1,2 SANTOS, F. N. 1,2, PEREIRA, C. W. 1, MARCHIORO, M. 2, OLUCHA-BORDONAU, F. E. 1 Autores DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA - UFS, 2 DEPARTAMENTO DE ANATOMIA Y EMBRIOLOGIA HUMANA - UV Apoio Financeiro: CAPES Resumo Objetivos Uma parte da resposta de estresse consiste na modulação da pressão sanguínea re-dirigindo o fluxo até os órgãos que podem requerer um maior aporte de energia diante de uma situação limite e diminuindo-a daqueles órgãos que não requerem um maior aporte de energia, por sua função, naquela situação. As células do núcleo incertus possuem receptores CRH-R1 e exibem um padrão de conexões amplas sobre o hipotálamo podendo participar nesta função. Objetivou-se determinar se a lesão ou ativacão do núcleo incertus provoca uma alteração na pressão sanguínea dos vasos superficiais. Metodos Foram realizadas medições da pressão sanguínea na artéria dorsal da cauda de 15 ratos Wistar anestesiados com isoflurano antes e depois da lesão eletrolítica do núcleo incertus, antes e depois de estimulação do núcleo incertus mediante injeções de CRH e antes e depois de infusão de relaxina 3 na área lateral hipotalâmica.As medições foram realizadas a partir do sistema NIPREN de medição não invasiva que consiste em um manguito de pressão sanguínea e um detector infravermelho de pulso que foi colocado na cauda do animal. Resultados A medição da pressão arterial de maneira não invasiva apresenta uma alta variabilidade pois depende, principalmente, das circunstâncias particulares do animal e de condições ambientais tais como, a temperatura do corpo, perdas de líquidos durante a cirurgia, ou hemorragias após a perfuração da caixa craniana. Assim, os dados foram normalizados, com medições anteriores ao início da cirurgia, para obtenção dos níveis basais, e no momento da inserção da cânula ou eletrodo no núcleo incertus, por meio de várias medidas individuais nesses pontos. Em 12 exemplares observou-se uma redução quase imediata da pressão arterial, após a lesão no núcleo incertus, de modo siginicativo. Essa lesão do núcleo incertus induziu uma diminuição da pressão sanguínea que se prolongou por até 1 hora após a lesão. A injeção de CRH no núcleo incertus induziu um aumento da pressão sanguínea. Do mesmo modo a infusão de relaxina 3 na área lateral hipotalâmica induziu um aumento paulatino da pressão sanguínea até 40% dos níveis basais. Os experimentos foram realizados de acordo com a Normativa 86/609/EEC da Comunidade Europeia e protocolo A1271251071979 do Comitê de Ética da Universidade de Valencia, onde os experimentos foram conduzidos. Conclusão Dado que a principal ação de CRH é a vasodilatação e hipotensão, a hipertensão obtida por estimulação do núcleo incertus poderia exercer uma ação de compensação homeostática sobre os centros hipotalâmicos de controle da pressão sanguínea. Palavras-chaves: GABA, HIPOTÁLAMO, NÚCLEO INCERTUS, STRESS, TRONCO CEREBRAL QuebraPagina Resumo: 06.007 EFEITO DA QUINASE P38 NA ATIVIDADE MODULATÓRIA DA CO-CHAPERONA BAG2 SOBRE OS NIVEIS DA PROTEINA TAU FOSFORILADA. IMPLICAÇÕES PARA A DOENÇA DE ALZHEIMER. Autores 1 OLIVEIRA, A. S. A. 1, CARRETTIERO, D. C. 1 Centro de Ciências Naturais e Humanas - UFABC Apoio Financeiro: CAPES, FAPESP e UFABC Resumo Objetivos Doença de Alzheimer (DA) tem como característica histopatológica a presença de emaranhados neurofibrilares da proteína Tau hiperfosforilada. Há também relatos de diminuição no número de receptores nicotínicos. A co-chaperona BAG2 tem o papel de regular os níveis da proteína Tau fosforilada aumentando os processos de degradação celular. A literatura descreve que quinase p38 ativada tem forte influencia na atividade da BAG2. O objetivo do estudo foi investigar a relação entre o estimulo dos receptores nicotínicos e quinase p38 com a atividade da BAG2 sobre os níveis de proteína Tau fosforilada, utilizando a linhagem celular SH-SY5Y. Metodos A linhagem celular SH-SY5Y, proveniente de neuroblastoma humano foi cultivada em uma mistura de meio DMEM/F12 (1:1) suplementado com 15% de soro fetal bovino, antibiótico e deixadas para crescer a 37º C em CO2 a 5%. 24 h após o plaqueamento, as células SH-SY5Y foram utilizadas em dois experimentos: 1) as células foram tratadas com nicotina(10 μM, 50 μM e 100 μM), na ausência e presença de BAG2 por 6h; 2) as células foram tratadas com nicotina (100μM), por um período de 6h e inibidor da quinase p38 (5μM). Os tratamentos foram realizados na presença e ausência do vetor pEGFP – C1 de expressão contendo a sequencia do cDNA da BAG2. Após o tratamento, as proteínas foram extraídos e submetidos a técnica de Western Blotting a fim de investigar os níveis de Tau hiperfosforilada usando o anticorpo Tau-P Ser 199/202. As analises estatísticas foram realizadas utilizando o teste ANOVA seguido do pós-teste de Dunnett. Os valores foram expressos como média ± S.E.M (n=3) *p < 0,05 e **p < 0.01. Resultados A superexpressão da proteína BAG2 promoveu uma diminuição nos níveis de Tau fosforilada (68.67 ± 9.26*, % do controle). Na ausência da BAG2 exógena, a nicotina promoveu um aumento nos níveis de Tau fosforilada (10μM, 111.20 ± 11.28; 50μM, 137.90 ± 9.30*; 100μM, 153.40 ± 10.68**, % do controle). Entretanto, com a superexpressão de BAG2, na presença de nicotina houve uma inversão de resultados, promovendo a diminuição nos níveis de Tau fosforilada (10μM, 40.33 ± 9.02**; 50μM, 29.33 ± 4.91**; 100μM, 15.00 ± 4.04**, % do controle). A inibição da quinase p38 implicou na diminuição de Tau fosforilada em comparação com as células submetidas ao tratamento com nicotina, porém sem a inibição. A inibição da quinase p38 não alterou a atividade de BAG2, o que pode ser sugerido pela diminuição nos níveis de Tau fosforilada. Conclusão A relação entre os receptores nicotínicos, Tau hiperfosforilada e BAG2 não está bem esclarecida na literatura cientifica. Este trabalho revela que BAG2 pode regular os níveis de Tau tóxica. O ponto principal do trabalho é que a ativação dos receptores nicotínicos, na presença de BAG2 não ocorre via quinase p38 o que é evidenciado pela diminuição nos níveis de Tau fosforilada. Este resultado revela dados promissores para o desenvolvimento de fármacos para amenizar os sintomas da doença de Alzheimer. Palavras-chaves: Alzheimer, BAG2, quinase p38, receptor nicotinico, Tau QuebraPagina Resumo: 06.008 Decurso temporal das alterações histológicas resultantes da hipoperfusão cerebral crônica, modelo de oclusão progressiva dos 4 vasos (4-VO/ICA) em ratos. 1 Autores ROMANINI, C. V. 1, FERREIRA, E. D. F. 1, MILANI, H. 1, OLIVEIRA, R. M. M. W. D. 1, OLIVEIRA, R. M. M. W. D. 1 Departamento de farmacologia e terapêutica - UEM Apoio Financeiro: CAPES Resumo Objetivos A maioria dos modelos animais de hipoperfusão cerebral crônica (HCC) apresenta limitações tais como variação considerável nos deficits comportamentais e nas alterações histológicas resultantes do procedimento, o que traz importantes implicações práticas para a avaliação de drogas neuroprotetoras. Recentemente, desenvolvemos um modelo de hipoperfusão cerebral crônica através da oclusão permanente e gradual das artérias vertebrais (AVs) seguida da oclusão das artérias carótidas interna (ICA), modelo denominado 4-VO/ICA (Barros et al, 2009; Romanini et al,2010). O presente estudo objetivou caracterizar o decurso temporal das alterações histológicas no hipocampo e córtices retroesplenial e parietal, além de avaliar a integridade da matéria branca em ratos submetidos a 4-VO/ICA. Metodos Ratos jovens (3 meses de idade) foram submetidos a cirurgia para indução da HCC, usando o modelo 4-VO/ACI. Os grupos controles (sham) passaram pelos mesmos procedimentos cirúrgicos, porém, sem oclusão dos vasos. Após a cirurgia os animais foram perfundidos transcardialmente com solução fixadora de Bouin em diferentes intervalos de tempo: 24 (n=7) e 48 horas (n=8), 7 (n=18), 15 (n=16) e 30 dias (n=11). Os cérebros foram extraídos e processados para análise histológica usando a coloração de Nissl e Kluver-Barrera, para se avaliar neurodegeneração e integridade da matéria branca, respectivamente. No hipocampo, o número de neurônios piramidais foi contado ao longo das regiões CA1, CA2, CA3 e CA4. No giro dentado foi medida a espessura da região. No córtex retroesplenial e parietal o número de neurônios foi contado em regiões pre-estabelecidas. No corpo caloso foi analisada a integridade da matéria branca através da medida da densidade óptica. As medidas histológicas foram obtidas com o auxílio de um programa de análise de imagem (QCapture Pro 6.0). Os resultados foram transformados em médias e normalizados em relação ao grupo sham (100%). Os dados histológicos foram analisados pel teste não paramétrico Kruskal-Wallis (K-W) Anova, seguido do teste de Dunn. Os experimentos foram aprovados pelo comitê de ética de experimentação animal da Universidade Estadual de Maringá (No. 059/2011 CEEA). Resultados Uma significante redução (K–W = 29.59; P < 0.0001) do número de neurônios viáveis no hipocampo foi detectada com 48 horas (29.63%) e 15 dias (41.88%) após 4-VO/ACI em relação ao grupo sham. No córtex retroesplenial notou-se uma redução significativa (K-W=29.73; P < 0.0001) no número de neurônios intactos nos animais sacrificados com 48 horas (28.21%), 7 (29.31%) e 15 dias (42.71%) após a cirurgia, comparados ao sham. Considerando o córtex parietal, uma redução do número de neurônios intactos (K-W=27.49; P < 0.0001) foi observada com 7 (29.94%), e 15 dias (41.08%) após 4-VO/ICA quando comparado ao sham. Analisando a espessura da camada granular do giro dentado notou-se uma redução significativa da mesma (K-W= 27.27 P < 0.05) 15 dias após 4-VO/ACI (29.05%) comparado ao controle. Nenhuma alteração significativa foi observada na densidade óptica do CC nos grupos avaliados, quando comparados ao grupo controle (K-W=6,523; P =0.2586). Conclusão O estudo presente mostrou uma significante perda de neurônios intactos a partir de 48 horas após 4-VO/ICA, a qual tornou-se mais pronunciada com 15 dias. No entanto, 30 dias após a cirurgia, nenhuma diferença em relação ao número de neurônios viáveis foi observada em relação ao grupo controle, evidenciando uma possível recuperação celular. Palavras-chaves: hipoperfusão cerebral, lesão neuronal, materia branca QuebraPagina Resumo: 06.009 CANABIDIOL REDUZ DANOS HIPOCAMPAIS, MAS NÃO EVITA PREJUÍZOS DE MEMÓRIA APÓS ISQUEMIA CEREBRAL GLOBAL E TRANSITÓRIA EM CAMUNDONGOS 1 SCHIAVON, A. P. 1, SOARES, L. M. 1, MILANI, H. 2, GUIMARÃES, F. S. 1, de OLIVEIRA, R. M. Autores M. W. 1 Departamento de Farmacologia e Terapêutica - UEM, 2 Departamento de Farmacologia FMRP-USP Apoio Financeiro: CAPES e UEM Resumo Objetivos O principal objetivo deste trabalho foi avaliar se o canabidiol, um componente não-psicoativo da maconha, poderia evitar lesão do hipocampo e danos cognitivos após isquemia cerebral global e transitória (ICGT) em camundongos. Estudos mostram que a ICGT causa prejuízos de memória com concomitante perda de neurônios piramidais do hipocampo de camundongos isquêmicos. Até agora, os esforços para proteger os danos cerebrais da lesão isquêmica falharam. Metodos Foram utilizados camundongos machos adultos albinos, Swiss, com, aproximadamente, 77 dias, pesando de 30 a 40 g. Os procedimentos experimentais seguiram os “Princípios Básicos para a Utilização Animal”, conforme aprovação pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da Universidade Estadual de Maringá (parecer CEAE 012/2011). A ICGT foi induzida utilizando-se o método de oclusão dos dois vasos (2-VO), no qual as artérias carótidas comuns foram ocluídas temporariamente por 17 min. O grupo de animais sham também foram submetidos ao mesmo procedimento cirúrgico, mas sem a oclusão das artérias. Canabidiol (CDB; 3, 10 ou 30 mg/ Kg) foi administrado por via intraperitoneal 30 min antes, 3, 24 e 48 h após a ICGT. Quatro dias após a ICGT, cada camundongo foi submetido ao labirinto aquático de Morris (LAM). No primeiro dia de treino, cada animal foi submetido a 10 tentativas consecutivas, de até 60 s, em que lhes era permitido nadar livremente até encontrar a plataforma submersa. Vinte e quatro horas após a última tentativa do dia de treino, os camundongos foram submetidos ao dia de teste, que consistiu de uma única tentativa de 60 s, em que cada um devia explorar o tanque. O tempo gasto no quadrante correto e o número de cruzamentos sobre o local onde a plataforma se localizava no dia do treino foram registados. Ao final do teste, os animais foram sacrificados e tiveram seus cérebros removidos para análises histoquímicas utilizando os métodos de Nissl e Fluoro-Jade C (FJC). Resultados Os dados estão apresentados como média±EPM e foram analisados pela análise de variância (ANOVA) seguida por teste post hoc de Bonferroni. Animais isquêmicos apresentaram um aumento significativo na latência para encontrar a plataforma durante a sessão de treino, quando comparados ao grupo sham (n=10; F4,83=3,46; P=0,01; sham=376,6±19,3; isquêmicos=444,2±17,2). Nenhum prejuízo de memória, visto como redução no tempo gasto no quadrante correto, foi detectado entre os grupos experimentais (n=10; F4,83=0,10; P=0,98; sham=15,4±1,4; isquêmicos=15,8±1,1; CDB 3 mg/Kg=15,1±2,6; CDB 10 mg/Kg=16,1±2,2; CDB 30 mg/Kg=14,4±1,2). ANOVA mostrou uma redução significativa do número de células piramidais intactas nos grupos de animais isquêmicos e tratados com CBD 3 mg/Kg (n=5; F4,30=4,34; P=0,006; sham=606,5 ±102,3; isquêmicos=254,8±77,21; CBD 3 mg/Kg=361,2±94,5; CDB 10 mg/Kg=717,8±112,4; CDB 30 mg/Kg=606,2±84,1) quando comparados ao grupo sham. Uma diminuição significativa no número de células FJC-positivas foi detectada nos subcampos do hipocampo de animais tratados com CDB quando comparados ao grupo de animais isquêmicos (n=5; F3,18=8,19; P=0,001; isquêmicos=344,6±116,5; CDB 3 mg/Kg=70,28±34,55; CDB 10 mg/Kg=46,1±31,7; CDB 30 mg/Kg=14,6±14,6). Conclusão Os resultados mostram que o modelo 2-VO de isquemia cerebral leva a prejuízos de memória em camundongos isquêmicos submetidos ao LAM. CDB, nas concentrações 10 e 30 mg/Kg, preveniu a perda de células do hipocampo e reduziu a neurodegeneração em camundongos isquêmicos. Palavras-chaves: isquemia cerebral global e transitória, labirinto aquático de Morris, canabidiol, camundongos QuebraPagina Resumo: 06.010 INFLUÊNCIA DO GÊNERO NA QUALIDADE DO SONO, SONOLÊNCIA DIURNA E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS 1 ALMEIDA, J. O. S. 2, SIQUEIRA, P. P. S. 3, Brasileiro-Santos, M. S. 4, INÁCIO, I. S. J. 4, SOARES, A. F. 4, LIMA, A. M. J. 1 Programa de Mestrado em Fisioterapia - UFPE, 2 Departamento de Autores Fisioterapia - FIR, 3 Departamento de Educação Física - UFPB, 4 Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal - UFRPE Apoio Financeiro: Resumo Objetivos Comparar o nível de atividade física, qualidade do sono e sonolência diurna entre homens e mulheres, estudantes de fisioterapia de uma Instituição de Ensino Superior da Cidade do Recife. Metodos Trata-se de um estudo observacional transversal, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade Integrada do Recife (Estácio-FIR) Registro: 0008.0.100.000-10. A amostra foi composta por 260 acadêmicos, sendo 42 homens (16,15%) e 218 mulheres (83,85%), com idade de 22,5 ± 2,1 anos. Os dados foram coletados na clínica escola da EstácioFIR através do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), Escala de Sonolência de Epworth (ESS) e Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), instrumentos traduzidos e validados para a língua portuguesa. Para análise estatística, foi utilizado o teste qui-quadrado(*) e o teste exato de Fisher(**) para as variáveis categóricas. Os resultados estão mostrados em valores percentuais, sendo considerado p < 0,05 como nível de significância estatística. Resultados No PSQI, 50 % dos homens e 52,8% das mulheres apresentaram qualidade do sono normal, enquanto que 50% dos homens e 47,2% das mulheres apresentaram uma má qualidade do sono, não havendo diferença entre os gêneros (p= 0,874*). Para a ESS, foram observados os seguintes resultados: ausência de sonolência, 78,6% dos homens e 70,2% das mulheres; sonolência leve, 19% dos homens e 26,6% das mulheres; sonolência moderada, 0% dos homens e 3,2% das mulheres e sonolência severa, 2,4% dos homens e 0% das mulheres, não apresentando diferença entre os gêneros (p= 0,115**). Já para o IPAQ, foram classificados como ativos, 40,5% dos homens e 16,1% das mulheres; irregularmente ativos, 26,2% dos homens e 32,1% das mulheres e sedentários, 33,3% dos homens e 51,8% das mulheres, sendo verificada diferença entre os gêneros em todos os níveis de atividade física (p= 0,001*). Conclusão Através dos dados apresentados, foi possível concluir que, em nossa amostra, o gênero não parece influenciar na qualidade do sono e sonolência diurna, o que pode estar relacionado com a faixa etária, apesar dos homens se mostrarem mais fisicamente ativos do que as mulheres. Sugerimos que outros estudos sejam realizados diversificando mais a amostra, investigando cursos noturnos que possuem indivíduos com uma faixa etária mais alta, cursos de outras áreas de conhecimento e ampliando a quantidade de sujeitos do gênero masculino. Palavras-chaves: Ciclo Sono-Vigília, Distúbios do Sono, ESS, IPAQ, PSQI QuebraPagina Resumo: 06.011 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO SONO E SONOLÊNCIA DIURNA DE UNIVERSITÁRIOS 1 CARVALHO, T.M.C.S. 1, INÁCIO, I.S.J. 1, MAGNO, Y. A. 2, ALMEIDA, J. O. S. 3, SIQUEIRA, P. P. S. 1, LIMA, A. M. J. D. 4, BRASILEIRO-SANTOS, M.S. 1, SOARES, A. F. 1, LIMA, A.M.J. 1 Autores DMFA - UFRPE, 2 Departamento de Pós graduação em Fisioterapia - UFPE, 3 Departamento de Fisioterapia - FIR, 4 Departamento de Educação Fisica - UFPB Apoio Financeiro: Agradecemos o apoio financeiro do CNPq. Resumo Objetivos O sono é um processo fisiológico guiado por um ritmo circadiano que dura em torno de 24 horas. Perturbações no sono podem levar a um déficit no desempenho físico, cognitivo e social. Devido aos horários de aula, os hábitos inadequados de higiene do sono juntamente com o fato dos horários acadêmicos não respeitarem a individualidade do relógio biológico, deixam os estudantes mais expostos a privação do sono. A partir disso, o presente trabalho teve por objetivo investigar a qualidade do sono e o nível de sonolência diurna dos estudantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE. Metodos A pesquisa foi composta pelo número de 143 estudantes, que foram escolhidos de forma aleatória entre os alunos de graduação de bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas, Pedagogia, História, Letra, Física, Zootecnia, Computação e Matemática da UFRPE. A coleta dos dados foi feita a partir da aplicação de dois questionários, o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh - PSQI e a Escala de Sonolência de Epworth - ESE. Para análise, foi utilizada estatística descritiva através do software Microsoft Excel®. Os resultados estão mostrados como percentuais e médias ± desvio padrão. A referente pesquisa teve aprovação do comitê de ética e pesquisa em seres humanos (CAAE: 0008.0.100.00010). Resultados Dos 143 estudantes que participaram da pesquisa 81 (56,64%) eram do gênero masculino e 62 (43,36%) eram do gênero feminino. Ao avaliarmos os questionários, a amostra estudada foi assim caracterizada: idade de 23,82 ± 6,41 anos, horário em que os estudantes costumavam se deitar foi de 23h 24 ± 0,46 min, já o horário para acordar foi de 06h 50 ± 0,07 min, enquanto a média de horas de sono dos estudantes foi de 06h 59 ± 0,06 min. Com base nas respostas obtidas a partir do questionário de Pittsburgh para avaliar a qualidade do sono, observou-se que 115 (80,41%) dos estudantes apresentaram uma ruim qualidade do sono, enquanto que 28 (19,58%) dos estudantes apresentaram boa qualidade de sono. Na escala de Epworth para avaliar a sonolência diurna 72 (50,34%) dos estudantes não apresentaram sonolência diurna, mas 69 (48,27%) apresentaram sonolência diurna, 2 (1,39%) dos questionários foram exclusos por incompatibilidade de respostas. Conclusão A maioria dos alunos apresentou uma qualidade do sono ruim, o que os torna mais expostos a alterações no seu padrão do ciclo sono vigília, podendo repercutir em problemas de aprendizado, concentração e atenção. Deste modo, sugerimos que a má qualidade do sono dos estudantes pode não só estar relacionada aos horários da universidade, mas aos longos períodos de tempo em atividades extras no computador, tais como, acesso a redes sociais, bate-papos on-line e jogos. Palavras-chaves: Qualidade do Sono, Sonolência Diurna, Universitários QuebraPagina Resumo: 06.012 CRONOTIPOS E POLIMORFISMOS DE GENES CIRCADIANOS EM UMA AMOSTRA DA POPULAÇÃO DE ALAGOAS 1 SILVA, A. C. P. E. 1, ANDRADE, P. V. D. 1, SILVA, A. L. P. E. 1, SANTANA, G. D. S. 2, GITAÍ, D. L. G. 1, ANDRADE, T. G. D. 1 Laboratório de Biologia Molecular e Expressão Gênica - UFAL Autores Arapiraca, 2 Setor de Genética e Biologia Molecular. Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde UFAL - Maceió Apoio Financeiro: CNPq, CAPES, FAPEAL Resumo Objetivos Os ritmos circadianos duram aproximadamente 24 horas e são sincronizados por fatores externos. Polimorfismos em genes circadianos têm sido associados à preferência diurna, distúrbios do sono e distúrbios do humor. Três polimorfismos em genes circadianos, um na região 5’UTR do gene Per2 (C111G), um na região 3’UTR do gene Clock (T3111C) e um VNTR (4-5 repetições) no gene Per3, foram associados com preferência diurna em diferentes populações, não sendo ainda conhecidas as bases moleculares para essa associação. O objetivo deste estudo é investigar a tipologia circadiana e determinar as frequências alélicas desses três polimorfismos em uma amostra da população de Alagoas. Metodos Os sujeitos da pesquisa foram selecionados após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (CEP-UFAL Nº 0045170/2011-80). Para a classificação dos cronotipos matutinos, vespertinos ou intermediários foi aplicado o questionário de Horne-Ostberg (MEQ) em uma amostra de 380 sujeitos. Foram coletadas amostras de sangue de 97 indivíduos previamente selecionados pelos cronotipos e o DNA foi extraído de leucócitos. Para a detecção dos polimorfismos foram utilizadas as técnicas de PCR e PCR-RFLP. Foram utilizadas medidas de tendência central e dispersão para a estatística descritiva. Para a comparação entre as medias dos escores do MEQ por gênero foi utilizado o teste t de Student. Resultados A amostra estudada foi composta de 380 indivíduos, sendo 32,4% (123) do sexo masculino e 67,6% (257) do sexo feminino. A idade variou de 16 a 43 anos (media= 20,64; ±3,58). Os escores do MEQ variaram de 22 a 75 (media=54,4 ±9,32). A distribuição dos sujeitos de acordo com os cronotipos foi de: 11% (42) vespertinos, 34% (129) matutinos e 55% (209) intermediários. Uma diferença significativa foi encontrada entre os escores médios do MEQ de acordo com o gênero (mulheres=55,3±8,6 e homens=52,4±10,4; p=0,009), indicando uma tendência mais matutina nas mulheres em relação aos homens. As freqüências alélicas dos polimorfismos dos genes Clock, Per2 e Per3 foram: 0,75 (3111T) e 0,25 (3111C), 0,958 (111C) e 0,42 (111G) e, 0,624 (VNTR-4 repetições) e 0,376 (VNTR-5 repetições). Conclusão As diferenças das médias do MEQ entre os gêneros demonstram que as mulheres tendem a ser mais matutinas do que os homens, como já foi descrito na literatura. Com relação aos polimorfismos dos genes circadianos, os dados obtidos até o momentos são insuficientes para um estudo de associação. No entanto, pode-se observar que a freqüência dos alelos 3111C do gene Clock, 111G do gene Per2 é baixa na população em estudo, o que corrobora com outros estudos realizados em amostras de diferentes populações. Estudos que envolvam um grande número de sujeitos podem contribuir para o entendimento dos mecanismos genéticos envolvidos com a geração dos ritmos circadianos. Palavras-chaves: Clock , Cronotipo, Per2, Per3, Ritmos circadianos QuebraPagina