1 Unijui – Universidade Regional Do Noroeste Do RS DACEC – Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação Curso de Administração JONATHAN BARELLA HEDLUND Professor(a): Martin Ledermann Qualidade na prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Três Passos RS, 2º semestre de 2014. 2 JONATHAN BARELLA HEDLUND Professor(a): Martin Ledermann Qualidade na prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Trabalho de Conclusão do Curso de Administração da Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Rio Grande do Sul – UNIJUI, como requisito parcial à Conclusão de Curso e consequente obtenção de título De Bacharel em Administração. Três Passos RS, 2º semestre de 2014 3 RESUMO EXPANDIDO Introdução O transporte de passageiros de ônibus é uma das formas de locomoção, mais utilizadas no Brasil, em função de sua malha viária e pela regularidade dos serviços oferecidos, além do baixo custo. A partir disso, o transporte rodoviário de passageiros é fundamental para o deslocamento da população de um município para outro. Porém, não basta apenas oferecer o serviço, este tem que ser prestado com qualidade, que para Chiavenato (1999, p. 677) “qualidade é a capacidade de atender, durante todo o tempo, às necessidades do cliente.” Partindo deste conceito, deve abranger desde as condições de segurança, conforto e higiene dos veículos, pontos terminais, dos pontos de parada e de apoio. O transporte coletivo é um serviço público, que deve ser oferecido à população, como estabelece Brasil (1988) na Constituição Federal em seu artigo 30, V. A sua administração pode ser repassada a empresas privadas - o que tem se mostrado o modelo mais eficiente como um serviço público que tem que ser claramente regulamentado e monitorado, dado o seu caráter essencial. A cada ano aumenta a concorrência, para as empresas de transporte de passageiros intermunicipais, como transportes clandestinos, aumento das locações de veículos para transporte, aumento da frota de veículos particulares, além de empresas de transporte aéreo, que vem se instalando em regiões com potencial de rotas para ligação entre municípios de maior porte e maior giro econômico. O transporte aéreo, ainda não é muito atraente em virtude do seu alto preço, mesmo que nos últimos anos, os preços caíram consideravelmente, em função do aumento da concorrência. Mesmo assim, não é acessível a toda a população. Tendo como base esta análise este trabalho tem como base central, verificar a qualidade da prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda., na percepção dos usuários. Com o referido trabalho também se procurou conhecer o perfil dos usuários do serviço de transporte de passageiros, conhecer as variáveis consideradas mais importantes para os clientes e para a empresa em estudo, conhecer os gaps entre a percepção dos clientes e da empresa, além de realizar sugestões de melhorias quanto as problemáticas encontradas ao longo da pesquisa. Metodologia Este estudo classifica-se como pesquisa aplicada, considerando que a pesquisa buscou por responder a um problema real, onde a partir desta resposta foram apresentadas alternativas para melhorar a qualidade dos serviços prestados pela empresa que é objeto deste estudo (ZAMBERLAN et al, 2014). A pesquisa foi quantitativa, pois se traduziu em números opiniões e informações que foram classificadas e analisadas. A pesquisa quantitativa envolveu questionários que foram aplicados a usuários do serviço de transporte da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Também é qualitativa, pois foi realizada uma entrevista com o gerente da organização em estudo para obter dados para analise e comparação. Este estudo é exploratório e descritivo. É exploratório, pois permite buscar maior familiaridade com o problema da qualidade na prestação de serviços de transporte, torná-lo mais explícito e conhecê-lo melhor (ZAMBERLAN et al, 2014). Do mesmo modo, a pesquisa pode ser classificada como descritiva, pois descreve características de uma determinada população, fenômeno ou relações entre variáveis, (ZAMBERLAN et al, 2014), o que é o caso 4 deste estudo que descreveu o perfil dos usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Quanto aos procedimentos técnicos ou das estratégias de pesquisa, pode-se afirmar que este estudo tem cunho biblioGráfico, por abranger o referencial teórico já tornado público em relação ao tema de estudo como boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses. Pelo fato de que o estudo foi realizado no próprio local onde os fatos ocorrem pode-se definir esta pesquisa como de campo, além de valer-se de técnica da observação. Este estudo também se caracteriza como documental, pois foram consultados relatórios para verificar o número de passageiros que usam os serviços da empresa para determinar a amostra a ser pesquisada. Para aplicação da entrevista junto ao gerente da organização, foi utilizada a técnica de entrevista em profundidade, que segundo Zamberlan et al (2014) se caracteriza em uma técnica para se obter dados qualitativos. Também foi aplicado um questionário junto aos clientes, que para Zamberlan et al (2014) um bom questionário é aquele capaz de coletar os dados necessários para atingir os objetivos específicos da pesquisa. O questionário utilizou escalas nominais, escalas ordinais e a escala intervalar. Para análise dos dados quantitativos foi utilizado o software Excel, e a partir deste, foram criados Gráficos e Tabelas para apresentar a interpretação dos dados obtidos. Foi utilizada a distribuição de frequência e as medidas de tendência central para análise dos questionários aplicados. Já a análise dos dados qualitativos (entrevista) foi realizada por meio de analise de conteúdo. Resultados Dentre os 200 respondentes, foi realizada a pesquisa do perfil dos usuários do transporte de passageiros. De acordo com Brasil (1998) o principio da generalidade ou universalidade, onde se relaciona com o principio da igualdade ou uniformidade dos usuários do transporte, ele pode ser exigido e utilizado por todos que dele necessitem, independente da renda, e do local onde o serviço deva ser prestado ou disponibilizado. Sendo assim foi conhecido o perfil dos clientes, onde se deu praticamente igualdade de homens e mulheres na amostra. Na maioria solteiros, numa faixa etária significativa de clientes de 13 a 35 anos de idade. Já em relação à renda familiar ficou em grande parte entre 1 a 3 salários mínimos. Boa parte dos passageiros com até ensino médio completo. Com relação à utilização do transporte, no contexto da coleta, a maioria dos clientes utiliza a sendo a passeio, também apresentou que a maioria dos clientes não possui veiculo próprio. Para Martins e Laugeni (2005) não basta ter o serviço a disposição. As organizações devem se colocar no lugar do cliente, conhecer o cliente, procurar entender o que ele realmente precisa para o atendimento suas necessidades. Com a pesquisa se buscou saber quais são as variáveis mais importantes para os clientes e para a empresa. Posteriormente, verificou-se os gaps existentes, pois, para Martins e Laugeni (2005) a existência de gaps prejudica a prestação do serviço com qualidade. De acordo com Brasil (1998) existem alguns indicadores da boa qualidade da prestação do serviço. As condições de segurança, conforto e higiene dos veículos, dos pontos terminais, dos pontos de parada e de apoio. Também foi pesquisada a qualidade quanto a pontualidade, quanto aos motoristas, cobradores, integridade das bagagens, flexibilidade dos horários ofertados e quanto a internet a bordo. Tanto os usuários quanto a empresa colocaram em primeiro lugar a segurança. Já em segundo lugar os usuários destacaram conforto do veículo, sendo que para a empresa o conforto aparece em quarto lugar. Em terceiro lugar ambos destacaram a higiene do veículo. Em quarto lugar os usuários citaram a pontualidade, que para a empresa consta em segundo 5 lugar. Em quinto lugar os usuários do serviço citam os pontos de parada, que na percepção da empresa aparece em nono lugar. Na percepção do passageiro em sexto lugar consta a flexibilidade de horários, que para a empresa esta em oitavo lugar. Em sétimo para os passageiros destacou-se a integridade das bagagens, que para a empresa seria a quinta variável mais importante, Já em oitavo e nono lugar para os usuários consta o motorista e o cobrador, que para a empresa foi citada em sexto e sétimo. Ambos têm a percepção de que a internet é o decimo item em grau de importância. Após conhecidas as variáveis mais importantes e os gaps existentes, foi realizada a avaliação da qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Para Albrecht (1994), os empresários que estão tentando concentrar-se na ‘qualidade’ em suas organizações estão percebendo rapidamente que o foco no cliente deve ser a pedra fundamental de qualquer esforço para aprimorar a forma de trabalho da organização. A partir do resultado da média de cada grupo de variáveis estudadas, foi feita a avaliação da qualidade do transporte de passageiros, sendo que para a análise se utilizou os seguintes critérios: 1 “ ótima”, 2 “bom”, 3 “regular” 4 “ruim” e 5 “péssima” . A variável segurança considerada a mais importante pelos clientes finalizou a pesquisa com média de 2,26 compreendida entre boa e regular. Conforto do veículo considerada a segunda mais importante pelos passageiros com média 2,37 também ficou avaliada entre boa e regular Já a higiene do veículo, a terceira variável mais importante considerada pelos clientes ficou com média de 2,83 entre boa e regular sendo mais próxima da segunda (regular). Pontualidade que foi considerada a quarta mais importante, ficou com média de 2,19 avaliada entre boa e regular. Em relação aos pontos de parada, quinto item mais importante considerados pelos passageiros ficou com média de 2,86 compreendida, entre boa e regular, novamente, mais próxima da segunda (regular). Quanto à flexibilidade dos horários, sexta variável mais importante, ficou com média de 2,10 podendo ser compreendida como boa. Em relação a integridade das bagagens, ficou com média de 1,76 avaliada entre ótima e boa. Quanto ao motorista, oitava variável considera pelos usuários, ficou com média de 1,75 entre ótima e boa. O serviço dos cobradores ficou com média de 1,78 entre ótima e boa e em relação à internet, média de 4,72 compreendida como péssima. Finalizando assim o transporte de passageiros, depois de realizado o cálculo da média de todos os grupos estudados, com uma média geral de 2,46 apresentando um transporte de passageiros intermunicipal, avaliado entre bom e regular. Ainda, a partir dos resultados obtidos e dos problemas encontrados ao longo da pesquisa, foram realizadas sugestões de melhorias, com a criação de planos de ação, visando melhorias quanto às problemáticas. Neste sentido, foram elaborados planos de ação para melhorias nos pontos de parada e rodoviárias, quanto à limpeza, conforto, segurança e iluminação. Também foi criado um plano de ação, visando melhorias quanto à higiene e a segurança dos veículos. Para finalizar as sugestões de melhorias, foi elaborado um plano de melhorias quanto à cortesia dos cobradores e motoristas. Conclusão O objetivo com o trabalho de conclusão do curso foi de avaliar a qualidade na prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Dentre os objetivos específicos, estava traçar o perfil dos usuários do serviço de transporte, bem como verificar o que eles consideram mais importante para a prestação de um serviço de transporte de qualidade. 6 A partir do resultado da média de cada grupo de variáveis estudadas, chegou-se a uma média geral de avaliação do serviço de transporte, correspondendo a 2,46 sendo que 1 “ ótima” e 5 “péssima”. Isso compreende que a qualidade do serviço oferecido aos passageiros da Sulserra Transporte e Turismo Ltda está entre boa e regular, tendo uma avaliação quase na metade da escala utilizada. Portanto, isto significa que ainda existe muita coisa a melhorar quanto à prestação no serviço de transporte de passageiros. Com a pesquisa realizada foi possível conhecer o contexto regional no tocante ao transporte de passageiros, com uma avaliação entre boa e regular. Podemos concluir que há espaço para investimentos, tanto dos órgãos públicos envolvidos, oferecendo melhor estrutura para os passageiros, em relação aos pontos de parada e rodoviárias, como a empresa, em melhorias, possibilitando maior qualidade nos serviços oferecidos aos seus clientes. Palavras-chave: transporte de passageiros; serviços; qualidade. Referências Bibliográficas ALBRECHT, Karl. Programando futuro. São Paulo: Makron Boocks, 1994. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Organização de Alexandre de Moraes. 16.ed. São Paulo: Atlas, 2000. BRASIL (1998). Decreto nº 2521/98. Disponível em: <http://www.antt.gov.br/legislacao/internacional/Dec2521 98.pdf>. Acesso em 03/05/2014. CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999. MARTINS, Petrõnio G; LAUGENI, Fernando Piero. Administração da Produção. 2ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2005. ZAMBERLAN, Luciano; et al. Pesquisa em Ciências sociais aplicadas. Ijuí. Ed. Unijui, 2014. 7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Quadro 1 – Dimensões das relações .......................................................................................... 32 Quadro 2 – Condições necessárias para a prestação de um serviço adequado ............................. 48 Quadro 3 – Procedimentos técnicos ou Estratégias de pesquisa ................................................ 55 Quadro 4 – Sujeitos da pesquisa ................................................................................................ 57 Quadro 5 – Exemplo cálculo de média ...................................................................................... 61 Gráfico 1 – Gênero dos clientes ................................................................................................ 62 Gráfico 2 – Estado civil dos clientes.......................................................................................... 63 Gráfico 3 – Idade dos clientes ................................................................................................... 64 Gráfico 4 – Escolaridade dos clientes ........................................................................................ 64 Gráfico 5 – Renda Familiar ....................................................................................................... 65 Gráfico 6 – Frequência que utiliza o serviço de transporte ......................................................... 66 Gráfico 7 – Finalidade do uso do meio de transporte ................................................................. 67 Gráfico 8 – Possui veiculo......................................................................................................... 67 Tabela 1 – Variáveis por importância (usuário) ......................................................................... 69 Tabela 2 – Variáveis por importância (empresa) ........................................................................ 70 Tabela 3 – GAPS entre usuários e empresa .............................................................................. 73 Tabela 4 – Qualidade quanto à segurança do transporte de passageiros ..................................... 76 Tabela 5 – Qualidade quanto ao conforto do veículo ................................................................. 78 Tabela 6 – Qualidade quanto à higiene dos veículos .................................................................. 81 Tabela 7 – Qualidade quanto à pontualidade ............................................................................. 84 Tabela 8 – Qualidade quanto aos pontos de parada.................................................................... 85 Tabela 9 – Qualidade quanto à flexibilidade dos horários .......................................................... 87 Tabela 10 – Qualidade quanto à integridade das bagagens ......................................................... 88 Tabela 11 - Qualidade dos motoristas ........................................................................................ 90 Tabela 12 - Qualidade dos cobradores ....................................................................................... 92 Tabela 13 - Qualidade quanto à Internet .................................................................................... 94 Tabela 14 – Qualidade do Transporte ........................................................................................ 95 8 Tabela 15 - Plano de ação para melhorias quanto à qualidade dos pontos de parada .................. 96 Tabela 16 - Plano de ação para melhorias quanto à qualidade da higiene dos veículos ............... 97 Tabela 17 - Plano de ação para melhorias quanto à qualidade da segurança dos veículos ........... 98 Tabela 18 - Plano de ação para melhorias quanto à qualidade da cortesia dos cobradores e motoristas ............................................................................................................................... 100 Tabela 19- Plano de ação para melhorias quanto à qualidade na flexibilidade de horários........ 100 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO............................................................................................................. 11 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO........ ....... ....................................................13 1.1 Caracterização da Organização.................................................. ....... ..........................13 1.2 Apresentação do tema................................................ ..................................................14 1.3 Problema ou Questão de Estudo.......................... ....... .................................................16 1.4 Objetivos....................................................................... ...............................................16 1.4.1 Objetivo Geral...................................................... ....... .............................................16 1.4.2 Objetivos Específicos............................................. ..................................................16 1.5 Justificativa................................................................. ....... .........................................17 2. REFERENCIAL TEÓRICO................................................ ......................................18 2.1 O setor de transportes de passageiros no Brasil ....... ...................................................18 2.2 Administração de Marketing.............................. ....... ..................................................20 2.2.1 Ambiente de Marketing..................................... ....... ................................................22 2.3 Marketing de Serviços............................................ ....... ..............................................26 2.3.1 Características dos Serviços.................................. ...................................................26 2.4 Marketing de Relacionamento.................................... ...... ..........................................30 2.4.1 Satisfação dos clientes............................................... ...... ........................................33 2.5 Qualidade............................................................................ ...... ..................................36 2.5.1 Gerenciamento de qualidade dos serviços.......................... ...... ...............................41 2.5.2 Qualidade na prestação de serviços de transporte de passageiros......... .......... ........47 3. METODOLOGIA............................................................................................... ....... .52 3.1 Classificação da pesquisa..................................................................................... ....... 52 3.1.1 Quanto a natureza.............................................................................................. ....... 52 3.1.2 Quanto a abordagem.......................................................................................... ....... 53 3.1.3 Quanto aos objetivos......................................................................................... ....... 53 3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos.................................................................. ....... 54 3.2 Sujeitos da pesquisa e universo amostral............................................................. ....... 56 3.3 Coleta de dados...................................................................................... ..................... 59 3.4 Analise e interpretação dos dados......................................................... ...................... 60 4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ................................................... 62 10 4.1 Perfil dos clientes ..................................................................................................... 62 4.2 Variáveis consideradas mais importantes pelos usuários quanto a qualidade do serviço de transporte de passageiros............................................................................... 69 4.3 Variáveis consideradas mais importantes pelos diretores da empresa quanto à qualidade do serviço de transporte de passageiros .......................................................... 70 4.4 GAPS entre a percepção dos usuários e dos diretores da empresa............................. 73 4.5 Avaliação da qualidade do serviço oferecido ............................................................ 74 4.5.1 Qualidade quanto à segurança do transporte de passageiros .................................. 75 4.5.2 Qualidade quanto ao conforto do veículo .............................................................. 78 4.5.3 Qualidade quanto à higiene dos veículos ............................................................... 81 4.5.4 Qualidade quanto à pontualidade........................................................................... 83 4.5.5 Qualidade quanto aos pontos de parada ................................................................. 84 4.5.6 Qualidade quanto a flexibilidade dos horários ....................................................... 87 4,5,7 Qualidade quanto à integridade das bagagens ........................................................ 88 4.5.8 Qualidade dos motorista ........................................................................................ 89 4.5.9 Qualidade dos cobradores ..................................................................................... 91 4.5.10 Qualidade quanto a internet ................................................................................. 93 4.6 Avaliação geral da qualidade do transporte .............................................................. 94 4.7 Sugestões de melhorias ............................................................................................ 95 CONCLUSÃO ........................................................................................................... 102 REFERENCIAS....................................................................................................... ..... 104 APÊNDICES............................................................................................................. ..... 107 Apêndice A – Roteiro de Entrevista........................................................................... ..... 107 Apêndice B – Questionário........................................................................................ ..... 109 11 INTRODUÇÃO O transporte de passageiros de ônibus é uma das formas mais utilizadas no Brasil, em função de sua malha viária e pela regularidade dos serviços oferecidos, além do baixo custo. A partir disso, o transporte rodoviário de passageiros é fundamental para o deslocamento da população de um município para outro. Porém, não basta apenas oferecer o serviço, este tem que ser prestado com qualidade, partindo desde as condições de segurança, conforto e higiene dos veículos, pontos terminais, dos pontos de parada e de apoio. Qualidade esta que deve ser verificada junto aos usuários. É preciso prestar atenção no que os clientes consideram importante para a qualidade dos serviços e assim padronizar a prestação de serviço com a finalidade de satisfazer e fidelizar os clientes. Em um mercado cada vez mais competitivo, aonde as empresas que prestam serviços de transporte enfrentam não somente a concorrência de empresas do mesmo ramo, mas com a frota particular de cada cidadão, é de suma importância a prestação de um serviço diferenciado, que atraia o cliente, faça com que ele deixe seu veículo em casa e utilize o transporte coletivo. A partir deste contexto, o presente estudo verificou a qualidade da prestação dos serviços de transporte intermunicipal de passageiros oferecido na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul. O estudo foi realizado na empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda, situada na rua Tenente Portela, Bairro Sulserra na cidade de Três Passos/RS, que atua no ramo de transporte de passageiros e cargas. Este trabalho de conclusão de curso é dividido em quatro capítulos, além da conclusão e das referências utilizadas. O primeiro capítulo, apresenta a contextualização do estudo que contém a apresentação do tema, a formulação do problema, a definição dos objetivos, e a justificativa. O segundo capítulo apresenta o referencial teórico utilizado na realização do estudo, que esta dividido em o setor de transportes de passageiros no Brasil, administração de marketing, ambiente de marketing, marketing de serviços, marketing de relacionamento, 12 satisfação dos clientes, lealdade e fidelização, qualidade, gerenciamento de qualidade dos serviços, qualidade na prestação de serviços de transporte de passageiros. O terceiro capítulo apresenta a metodologia e esta divido em classificação da pesquisa, sujeitos da pesquisa, plano de coleta de dados e plano de analise e interpretação dos dados. O quarto capítulo apresenta a analise e interpretação dos resultados e esta dividido em perfil dos clientes, variáveis consideradas mais importantes pelos usuários quanto a qualidade do serviço de transporte de passageiros, variáveis consideradas mais importantes pelos diretores da empresa quanto a qualidade dos serviços prestados, gaps entre a percepção dos usuários e dos diretores da empresa, melhorias e proposições. Posteriormente apresenta a conclusão, obtida através do presente estudo realizado. Por fim, apresenta-se as referências bibliográficas que serviram de fundamentação teórica para o referido estudo, o questionário que foi aplicado para os usuários dos serviços de transporte e o roteiro da entrevista que foi realizada com a diretoria da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. 13 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO Contextualizar um estudo remete o pesquisador a caracterizar a organização na qual será realizado o estudo; a apresentar o tema ou assunto que ele quer desenvolver; problematizar esse assunto, isto é, expor de forma clara, compreensível e operacional, qual a dúvida ou a dificuldade com que se defronta e que pretende resolver; formular os objetivos, geral e específico, que se quer alcançar, voltado à resposta do problema; expor o porquê do estudo, relatando assim as justificativas. 1.1 Caracterização da Organização A Sulserra Transportes e Turismo Ltda. é uma organização de prestação de Serviços de Transporte. A organização possui linhas diárias que abrangem o noroeste do estado do Rio Grande do Sul e também realiza excursões em todo o território nacional e internacional. A empresa foi fundada em 1939 com o nome Crissiumal, ela localizava-se em Crissiumal, cidade vizinha a Três Passos. Atuando no ramo de transportes de passageiros e cargas, a Crissiumal em pouco tempo de atividade teve desenvolvimento significativo e dava mostras de que teria um futuro próspero. Em 1940, a empresa já havia adquirido o seu primeiro ônibus fechado, algo inédito na época na região noroeste do estado. Fazer transporte naquele tempo era uma tarefa heroica, pois as estradas eram muito deficientes, com atoleiros nas épocas de chuva, muitos buracos e, todo tipo de dificuldades surgiam a todo o momento. Em meados de 1945, a empresa Crissiumal abre uma oficina em Três Passos, cidade que começa a se desenvolver. Além da oficina, devido à ligação comercial de Três Passos com o município de Ijuí, a empresa passou a fazer o transporte entres estes dois municípios. A partir desse momento, a empresa Crissiumal muda seu nome para Pioneira. Em 1948, Erno Reinoldo Günther associa-se a empresa e passa a ser o Diretor Comercial e Contador da mesma. A partir de 1955 desenvolveram várias rotas de viagens, expandindo de forma contundente a ação da empresa. 14 Por volta de 1969, Erno tornou-se sócio majoritário. Em 1972, Paulo Erno Günther, filho de Erno Reinoldo, transferiu-se de Porto Alegre, onde estudava administração de empresas para a região noroeste, onde passou a trabalhar junto ao pai na Pioneira. Meio ano mais tarde, tornou-se diretor. A empresa Pioneira, num constante crescimento seguiu dominando os transportes na região. Em 1982 comprou todas as linhas da empresa Sertaneja, de Ijuí, e com isso dobrou o número de ônibus, conquistando rotas como Panambi, Itapiranga, Frederico Westphalen, Sarandi e Planalto. Por volta dos anos noventa, a Pioneira muda novamente seu nome e passa a se chamar Sulserra, como atualmente é conhecida. Em 1988, a Sulserra compra a empresa Flor da Serra, somando assim, mais de 60 ônibus. Desde o ano de 2007 a filha de Paulo Erno Gunther e seu marido estão acompanhando e participando de todos os processos, com isso adquirindo experiência e vivencias junto com o diretor da empresa, para posteriormente, darem continuidade a organização que tem como base a administração dentro do circulo familiar. Hoje a organização conta com mais de 60 ônibus na sua frota e tem mais de 140 funcionários. 1.2 Apresentação do tema Diante do contexto, surge a ideia de prestação de serviço, pois a mesma é um produto oferecido a um mercado consumidor. Segundo Kotler e Keller (2006, p 366) “muitas pessoas acham que um produto é uma oferta tangível, mas ele pode ser muito mais do que isso. Um produto é tudo que possa ser oferecido a um mercado para satisfazer uma necessidade ou um desejo”. Portanto, serviços prestados também satisfazem desejos e necessidades de mercados (consumidores). O setor de serviços é amplo e variado e resulta em uma troca com o consumidor que não resulta na posse de um bem. A organização alvo de estudo presta serviço de transporte de passageiros na modalidade intermunicipal. Então, o consumidor paga pelo seu deslocamento de um local para outro e ao finalizar esse percurso não tem posse de nenhum bem em troca. 15 Não tendo em sua posse um bem, muitas vezes os consumidores não conseguem avaliar a qualidade dos serviços, mesmo depois de terem recebido o mesmo, sendo a qualidade uma condição necessária para a comercialização não apenas uma opção para sobreviver no mercado cada vez mais competitivo. Segundo Ishikawa (1993, p 43) “qualidade é desenvolver, projetar, produzir e comercializar um produto que é mais econômico, mais útil e sempre satisfatório para o consumidor”. Portanto qualidade deve ser buscada a todo o momento na prestação de serviço, com um preço que seja considerado justo para o consumidor e que ofereça utilidade e atenda os padrões de qualidade considerados importantes para o cliente. O transporte rodoviário de passageiros é um dos meios de condução mais utilizados no Brasil, em função de sua malha viária e pela regularidade dos serviços oferecidos, alem do baixo custo. Nesse contexto, o transporte rodoviário de passageiros é fundamental para o deslocamento da população de um município para outro sendo uma atividade com significativa importância para a economia. Porém, a cada ano aumenta a concorrência para as empresas de transporte de passageiros intermunicipais, como transportes clandestinos, aumento das locações de veículos para transporte, aumento da frota de veículos particulares e empresas de transporte aéreo vem se instalando em regiões com potencial de rotas para ligação entre municípios de maior porte e maior giro econômico. O transporte aéreo ainda não é muito atraente em virtude do seu alto preço, mesmo que nos últimos anos os preços caíram consideravelmente em função do aumento da concorrência. Mesmo assim, não é acessível a toda a população. A partir deste cenário, onde é crescente a competitividade leal e até mesmo desleal, é de fundamental importância que as organizações que prestam serviços de transporte de passageiros, busquem cada vez mais oferecer serviços de qualidade a seus usuários. Assim realizando os serviços com qualidade poderão alcançar o sucesso e conseguirão sobreviver à concorrência. Tendo como base esta análise, este trabalho tem como tema, a qualidade da prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda, na percepção dos usuários. 16 Neste momento torna-se imprescindível o conhecimento de que variáveis são consideradas mais importantes na prestação de um serviço de transporte de passageiros intermunicipal, para assim as organizações buscarem a melhoria continua para atender a expectativa dos clientes quanto à qualidade oferecida. 1.3 Problema ou Questão de Estudo Esse tema problematiza-se a partir do cenário atual onde é crescente a competitividade leal e até mesmo a desleal, e é de fundamental importância que as organizações que prestam serviços de transporte de passageiros busquem cada vez mais prestar serviços de qualidade a seus usuários. Assim, oferecendo serviços de qualidade poderão alcançar o sucesso, favorecendo sobreviver à concorrência. Contudo, para conhecer as variáveis e medi-las, se necessita de um esforço além de apenas prestar o serviço e achar que tudo esta correndo bem. Tem de ir mais longe, procurar conhecer a percepção dos usuários ao utilizar o serviço. Assim, a necessidade de conhecer essas variáveis e medi-las, permite a formação da seguinte questão de estudo: como está a qualidade da prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda na percepção dos usuários? 1.4 Objetivos 1.4.1 Objetivo geral Avaliar a qualidade da prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. na percepção dos usuários. 1.4.2 Objetivos Específicos a) Identificar o perfil dos usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. b) Identificar as variáveis consideradas mais importantes para os usuários no que diz respeito à qualidade do serviço de transporte de passageiros intermunicipal; c) Identificar as variáveis mais importantes para os diretores da empresa no que diz respeito à qualidade dos serviços prestados; 17 d) Identificar possíveis gaps entre a percepção do usuário e dos diretores da empresa; e) Verificar dentre as variáveis, como está a qualidade do serviço oferecido; f) Propor melhorias, a partir dos resultados obtidos visando qualificar a prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. 1.5 Justificativa Através deste trabalho, pretende-se observar e avaliar o quanto é importante para as organizações conhecer o que os consumidores prezam como indispensável para prestação de um serviço de transporte de qualidade, assim podendo oferecer a seus usuários, serviços que atendam as expectativas dos clientes. Com o trabalho também se espera obter resultados e propor ações que tenham utilidade para a organização em estudo, bem como se transforme em ações que melhorem o serviço prestado para os usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Para organização, o presente trabalho se torna importante, pois o estudo vai colaborar para embasamento para futuras ações referente à qualidade da prestação de serviços e servir como alicerce no processo de tomada de decisões. A ideia do presente estudo surgiu pelo fato de o pesquisador ter trabalhado na organização em estudo, portanto, facilitando acesso aos dados relevantes ao estudo e também da necessidade da realização do Trabalho de Conclusão no Curso de Administração. Para os clientes, o presente trabalho se torna importante a partir do momento que ele impactara na vida das pessoas da comunidade, pois resultara em proposições para organização qualificar a prestação de serviço e assim atender da melhor maneira os usuários. A partir desta etapa, a academia terá exercido o seu papel participando do desenvolvimento regional. O referido estudo também poderá ser utilizado como base para futuras pesquisas em outras empresas. Para o acadêmico, este é o momento de aprofundar conhecimentos em uma área da profissão, uma área que esta em grande evidencia, podendo esta pesquisa ser o inicio de uma carreira como consultor na área de qualidade. 18 2 REFERENCIAL TEÓRICO O embasamento teórico é o ponto central no desenvolvimento do trabalho, é através do referencial que se relata toda a fundamentação teórica da pesquisa e a compreensão dos conceitos empregados. Inicialmente se fará uma abordagem referente ao setor de transportes no Brasil, sua estrutura e atual conjuntura posteriormente se apresentará os conceitos de Marketing, entrando em marketing de serviços e marketing de relacionamento, abordando também satisfação do cliente está relacionada ao Marketing de Serviços que a empresa desenvolve. Na continuação do referencial serão trabalhados os conceitos de lealdade e fidelização dos clientes e finalizando com qualidade, visto que somente com o conhecimento de todas essas teóricas proporcionara à realização de um trabalho coerente a importância do assunto em questão. 2.1 O setor de transportes de passageiros no Brasil O transporte coletivo é um serviço público, que deve ser oferecido à população, como estabelece a própria Brasil (1988) na Constituição Federal em seu artigo 30, V. A sua administração pode ser repassada a empresas privadas - o que tem se mostrado o modelo mais eficiente - como um serviço público que tem que ser claramente regulamentado e monitorado, dado o seu caráter essencial. De acordo com Brasil (1988), é competência dos municípios e estados, no seu respectivo âmbito, organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, o transporte coletivo, qualificado como um serviço público de interesse local e de caráter essencial. No caso da organização em estudo a concessão é regulamente a fiscalizada pelo DAER (Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem), este autoriza a prestação de serviços bem como qualquer alteração em seus horários. Também realiza fiscalização da prestação de serviços quanto ao atendimento das normas de segurança e regularidade dos serviços. 19 No caso das viagens interestaduais, o órgão de concessão e fiscalização é ANTT (Agencia Nacional de Transportes Terrestres), regula toda a prestação de serviços de transporte de passageiros, bem como é responsável pela fiscalização das empresas que tem a concessão. As empresas privadas que possuem a concessão, além de estarem passivas de fiscalização a todo o momento quanto a qualidade de prestação dos serviços e a sua regularidade, também tem que prestar informações de toda a movimentação de passageiros mês a mês em boletins estatísticos que devem ser enviados para as concessionárias. Portanto não basta apenas oferecer o serviços, existem uma serie de normas a serem respeitadas para manter a concessão, devida a importância desta prestação de serviço. De acordo com Brasil (1998) o transporte rodoviário é a principal modalidade de locomoção coletiva de passageiros no Brasil. Entretanto, nos últimos anos as empresas de ônibus intermunicipais estão enfrentando uma concorrência cada vez maior com outras formas de meio de transporte, como empresas de ônibus concorrentes, empresas de transporte clandestinas, frotas fretadas, frotas particulares e recentemente frotas de aviação. O crescimento contínuo no número de habitantes do Brasil, bem como a melhoria nas condições econômicas da população e o aumento na sua expectativa de vida, gera significativa elevação na demanda por transporte, concomitantemente, os incentivos financeiros concedidos pelo governo, a fim de fomentar o turismo interno, têm contribuído para o aumento na demanda por serviços de transporte de passageiros. Segundo pesquisa realizada pela FIPE em 2001, 76,1% das viagens domésticas do transporte terrestre interestadual de passageiros são motivadas pelo lazer e turismo (MARTINS, 2004). Além disso, tem-se que aproximadamente 95% da movimentação interestadual de pessoas no território brasileiro se dá através do transporte rodoviário de passageiros (CRUZ, 2008), que é responsável por 131 milhões de passageiros ao ano (ANTT, 2008), movimentando cerca de R$ 31,7 bilhões de reais (IBGE, 2007). Neste sentido torna-se evidente a necessidade de que os órgãos públicos, sobre os quais recai a responsabilidade de regular e fiscalizar este tipo de transporte, tenham uma atuação técnica eficiente e sejam capazes de promover melhoria na segurança, na eficiência, 20 no conforto, na rentabilidade, enfim, em todas as características e princípios que produzirão um sistema de transporte rodoviário de passageiros com qualidade adequada. 2.2 Administração de Marketing Para Las Casas (2006), marketing é uma ciência que direciona a maneira pela qual a organização vai planejar as estratégias, ou seja, é o setor de marketing que vai administrar todas as relações da empresa com determinado mercado ou segmento, mostrará o caminho que a organização deve seguir para alcançar os resultados esperados. Para Las Casas (2006, p. 15) as funções da administração de marketing, de forma sucinta são: a) Estabelecer objetivos da organização; b) Escolher estudar o mercado selecionado e verificar as condições de atendê-lo. c) Desenvolver o composto mercadológico; d) Implementar o plano; e) Controlar o plano para verificar se está alcançando os objetivos. Portanto, a área de marketing deve desempenhar dentro de uma organização um trabalho que gere informações que possam ser usadas para criar políticas para facilitar a aceitação dos produtos bem como a satisfação dos clientes quanto ao uso do produto ofertado. Não poucas vezes o termo marketing é interpretado como vendas e propagandas. Na verdade, vendas e propagandas são um conjunto de ações que compõem o marketing. Kotler (1998) define marketing como o processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtém aquilo que desejam e de que necessitam, criando e trocando produtos e valores uns com os outros. Para Chiavenato (2005, p. 3) “O marketing veio substituir o tradicional foco no produto pelo foco no cliente.” Ele ainda diz que esse esforço concentrado continua hoje, mas 21 subordinado a um esforço maior: focalizar o cliente. Trata-se de entender e interpretar o cliente para saber a maneira como ele pensa, decide e compra. Portanto, todo esforço está relacionado diretamente em compreender o cliente. Não somente criar um produto e colocar no mercado, mas criar um produto direcionado ao cliente, buscando entender o que o cliente pensa, que sentimentos esses produto vai despertar no cliente. Também tem que levar em conta como o cliente decide a compra do produto, direcionar qual o seu publico alvo sabendo as variáveis consideradas mais importantes por ele. Segundo Las Casas (2006) em um conceito atualizado, o marketing é a área de estudo que envolve todas as atividades ás relações de trocas orientadas para a criação de valor do consumidor. A partir disso, aparece com destaque a criação de valor para o cliente, corroborando para o sucesso organizacional. Neste contexto é importante conhecer as formas de agregar valor aos produtos na percepção dos consumidores, e com isso satisfazê-los. Para Kotler e Keller (2006) as empresas bem sucedidas são as que oferecem melhores benefícios aos consumidores e diante disso definiram cinco níveis de produto: produto básico, produto esperado, produto ampliado e produto potencial. Para tanto, primeiramente devemos entender o conceito de beneficio central: que é o beneficio que o cliente realmente esta comprando. No caso do serviço de transporte é o deslocamento de uma cidade para outra. Produto básico é a transformação do beneficio central no produto básico. No serviço de transporte deve ter no mínimo um ônibus com bancos, motorista e cobrador a disposição dos passageiros. Produto esperado é o conjunto de atributos ou condições que os compradores esperam. Os passageiros esperam que o ônibus esta limpo, com bancos confortáveis, receber um bom atendimento por parte do motorista e do cobrador e ser levado dentro do horário previsto e em segurança para o destino da viagem. 22 Produto ampliado é o conjunto de atributos do bem e serviços associados e concebidos para atender as expectativas dos potenciais compradores. No caso do serviço de transporte podemos incluir a prestação de serviço de bordo, dispor de água, revistas e internet para os passageiros, incluir na rota da viajem locais de parada com boa infraestrutura para os passageiros com restaurantes e banheiros, boa estrutura de táxis para deslocamento das rodoviárias para o destino final. Produto potencial é o conjunto de todos os aumentos e transformações que poder ser agregados ao produto futuro. As organizações de transporte de passageiros regionais podem buscar fazer o transporte até um local onde posteriormente poderiam seguir viajem a grandes centros de avião, enfim procurar novas formas de satisfazer os clientes e diferenciar seu produto e serviço. Segundo Las Casas (2006, p. 3) “o marketing é usado não apenas para ajudar as empresas a vender mais, mas também para coordenar qualquer processo de troca.” Nesse sentido, o marketing evolui suas ferramentas para serem utilizadas em busca da satisfação do cliente e ao encontro dos objetivos das empresas, a troca deve ser boa para os dois lados, a organização tem que oferecer um serviço de qualidade e receber um valor “justo” pela prestação deste serviço. Porém, para a administração de marketing não basta apenas conhecer o que os clientes consideram importante. No que toca a sobrevivência da empresa em um ambiente, o marketing tem que conhecer o ambiente onde ela esta inserida, e partir deste ambiente criar seus produtos e serviços visando os consumidores. 2.2.1 Ambiente de marketing Las Casas (2006) diz que toda organização atua em um ambiente instável, onde os planos de marketing devem ser flexíveis para facilitar as ações em novas situações. Trata-se das variáveis incontroláveis, que podem ocorrem no ambiente, sendo que as mais comuns são: ambiente político e legal, ambiente social, cultural, demoGráfico, variáveis econômicas, concorrência e as outras variáveis. 23 a) Ambiente político/legal Neste ambiente de marketing esta relacionado às mudanças governamentais e leis novas aprovadas ou modificada. Algumas atividades são altamente regulamentadas, no transporte, por exemplo, existem normas das agencias de Transporte ANTT e DAER, alem das normas de transito, sem contar as normas fiscais a serem cumpridas. O administrador deve estar familiarizado com a legislação que mais afeta seus negócios para evitar problemas futuros. b) Ambiente social/cultural/demoGráfico Densidade, localização, idade, sexo, raça, ocupação e outros dados estatísticos. O ambiente demoGráfico é de grande interesse para os profissionais de marketing porque envolve pessoas, e são as pessoas que constituem os mercados. Segundo Las Casas (2006) as exigências da sociedade mudam conforme o tempo e à medida que as pessoas ficam mais informadas, cabendo as organizações ficarem atentas e atender esses níveis de exigência mais elevada. A questão cultural também afeta a prestação de serviços, cada cultura tem determinados hábitos e opiniões diferenciadas. No caso da empresa em estudo a prestação de serviços se da em regiões de origem alemã, italiana, indígena, portanto as questões culturais devem ser analisadas no tocante da prestação dos serviços. Conhecer o ambiente onde a organização esta inserida faz toda diferença no momento de criar o plano de marketing. Sem essas informações o plano se torna insignificante. Conhecer a faixa etária dos clientes para direcionar o perfil dos usuários no momento da criação dos produtos, saber o sexo, a classe social, todas essas informações são de fundamental importância. As variáveis demográficas afetam diretamente os planos estratégicos de marketing. 24 c) Variáveis econômicas Trata-se dos ciclos que afetam os negócios e mudam constantemente, como recessão ou incentivos, todas as ações econômicas onde impactam diretamente no gasto, aumentando ou coibindo o mesmo. Deve-se atentar a essa variável pelo fato de que todas as alterações neste ambiente resultam em alterações nos hábitos de consumo, resultando em perdas para as organizações. O Brasil nos últimos anos tem se mostrado estável economicamente, conseguindo de manter firme mesmo com a crise em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. Esse ambiente de crescimento, conforme Las Casas (2006) favorece algumas empresas e prejudica outras, o que leva à necessidade dos administradores estarem sempre atentos aos movimentos que o mercado apresenta. Kotler e Keller (2006, p. 84) dizem que “o poder de compra em uma economia depende da renda, dos preços, da poupança, do endividamento”. Em 2014 em função do aumento da inflação as taxas de juros voltaram a aumentar, em conseqüência disso há menos dinheiro circulando no mercado e isso resulta em elevação dos preços. Portanto toda alteração que ocorre nesta variável é sinal de preocupação para as organizações. d) Concorrência Importante as empresas conhecer os concorrentes e ainda mais, procurar fazer com que seus produtos sejam melhores e mais baratos que os da concorrência, para assim atrair os clientes. Antes de tudo as organizações devem estar atentas ao mercado, pois se a concorrência lançar um produto melhor pode tornar o seu produto obsoleto. Portanto as organizações devem monitorar essa variável e estar sempre a frente de seus concorrentes. Monitorar a concorrência é de fundamental importância para não se tornar obsoleto no mercado, por mais que é uma variável incontrolável, ela pode ser controlada, principalmente se tratando de grandes empresas que muitas vezes incorporam as menores. 25 e) Tecnologia Sistemas computadorizados, ganho de agilidade, máquinas, as organizações devem estar atentas para não ficarem atrás quanto a tecnologia utilizada, outra variável que pode tornar a organização obsoleta. As variáveis tecnológicas são consideradas por Las Casas (2006) como as de maior impacto nas estratégias empresariais contemporâneas, tendo em vista que as inovações ocorridas em relação a essas variáveis têm proporcionado profundas mudanças na sociedade e em seus padrões de consumo. As mudanças tecnológicas têm sido tão rápidas e frequentes que grande parte das mudanças da administração foi ocasionada por seus efeitos. Novos produtos ou versões aperfeiçoadas de produtos já existentes, assim como novos serviços, são lançados diariamente ao mercado, encurtando o ciclo de vida dos produtos f) Outras variáveis Fatores externos, condições climáticas, eventos da natureza. Chuvas em excesso, escassez, afetam diretamente as estratégias de marketing, fazendo com que as organizações criem novas políticas para sobreviver em períodos com instabilidade climática. A região onde esta inserida a organização em estudo é dependente da agricultura, portanto essa variável deve ser monitorada com atenção. Na safra de inverno o cultivo do trigo, na safra de verão o cultivo do milho e do soja, uma região que ainda tem como produtos a pecuária leiteira e a integração de suínos e aves. Acompanhar o desenvolvimento da agricultura se faz necessário para implantação do plano estratégico, vem como o mesmo deve conter ações para minimizar os efeitos de uma eventual quebra de produção, com a finalidade de a organização não ser pega de surpresa já que o risco existe. Conhecer as variáveis bem como os desejos e necessidades dos clientes fazem parte da função do setor de marketing das organizações. 26 2.3 Marketing de Serviços O conceito de serviços é de difícil definição, pois sempre que pensamos na relação de troca relacionamos a produto e a tangibilidade, porem a definição de produto vai além dos limites do tangível. Para Kotler e Armstrong (1999) produto é qualquer coisa que possa ser oferecida ao mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo. A partir disso o produto é mais que a aquisição de um bem tangível que pode ser tocado, a prestação de serviços pode ser um atendimento medico ou o transporte de passageiros de uma cidade a outra, atendimento de necessidades que não geram produtos físicos. Segundo Kotler e Keller (2006) serviço é toda a atividade ou beneficio intangível que uma parte pode oferecer e que não resulte na posse de um bem. Segue-se na mesma linha de raciocínio como, por exemplo, o serviço de um massagista, onde o cliente paga para receber a massagem durante um determinado período, posteriormente após a prestação do serviço não resulta na posse de algo. Como diz Cobra (2003, p. 233) “o serviço se diferencia do produto pela sua intangibilidade, ou seja, não pode ser tocado, armazenado. O serviço proporciona lembranças.” Passar um dia em um parque de diversões ou ir a um show de música, não resulta em aquisição de bens e sim lembranças, portanto o setor de serviços é amplo e variado e abre inúmeras possibilidades, por isso é um dos setores que mais vem crescendo na econômica, onde pode se tratar de empresas tanto privadas quanto publicas, com ou sem fins lucrativos. Interessante observar que todas as definições trabalham com a ideia de interação que ocorre entre duas partes o prestador de serviços e o cliente, esse ultimo é quem vai perceber a qualidade que o serviço oferecido tem. 2.3.1 Características dos serviços Mas para uma melhor analise dos serviços é necessária a melhor compreensão das particularidades dos serviços comparados a produtos concretos, de acordo com Kotler (1998): intangibilidade, inseparabilidade, variabilidade e perecibilidade. 27 a) Intangibilidade Diferente dos produtos, os serviços não podem ser vistos, provados, sentidos, ouvidos ou cheirados antes de serem comprados. A prestação de serviços pode ou não estar ligada a um produto físico. Para reduzir a incerteza os compradores procuram informações para tentar identificar a qualidade dos serviços oferecidos. Tiram informações sobre a qualidade a partir de todas as informações disponíveis, como locais, as pessoas, aparência, equipamento, preço. Quando o cliente contrata um serviço para o conserto de uma geladeira, ele não pode provar o serviço, o prestador vem até a sua casa, leva a geladeira para o conserto e quando necessário realiza o conserto na própria casa do cliente. O cliente quando chama o prestador não sabe de que forma vai ser realizado o serviço senão tiver experiência anterior e a prestação do serviço não representa a posse de um novo bem, somente o conserto daquele que ele já possui. b) Inseparabilidade Normalmente os serviços são produzidos e consumidos simultaneamente. Se o serviço for prestado por uma pessoa. Ela faz parte do mesmo. Como o cliente está também presente enquanto o serviço é produzido, há uma preocupação com a satisfação imediata. De acordo com Kotler (1998) os produtos físicos são fabricados, estocados, mais posteriormente comercializados e, por fim, consumidos. Porém, os serviços são primeiramente comercializados, depois produzidos e consumidos ao mesmo tempo. Em serviços, produção e consumo são simultâneos. Serviços são inseparáveis daqueles que os fornecem, sejam pessoas ou máquinas. Se um empregado presta serviços, ele faz parte do serviço. Quando ele eventualmente comete um erro, o cliente já recebe o serviço defeituoso por conta da simultaneidade. Como o cliente também está presente quando o serviço é produzido, a interação fornecedor cliente é um aspecto especial do marketing de serviços. Tanto o fornecedor quanto o cliente afetam o resultado do marketing de serviço. 28 c) Variabilidade Para Kotler (1998) os serviços são variáveis, uma vez que dependem de quem os executa e de onde são prestados. Um bom exemplo é a do ramo hoteleiro, um cliente pode se hospedar num hotel cinco estrelas, com a melhor estrutura que pode ser oferecida, porem se os funcionários deste hotel não prestarem atendimento de qualidade de nada valerá a estrutura que hotel possui. Outro exemplo comum é de colaboradores (empregados) de uma empresa, um pode ser alegre e eficiente, ao passo que o outro que está apenas alguns metros de distância, pode ser desagradável e lento. Portanto é importante as organizações padronizarem atendimento para que dificulte a distorção de qualidade nos atendimentos prestados, uma vez que a variabilidade esta diretamente ligada ao funcionário que executa a prestação de serviço. d) Perecibilidade De acordo com Kotler (1998) os serviços são perecíveis e não podem ser estocados para vendas ou uso futuros. Médicos cobram dos pacientes consultas às quais eles não compareceram, o valor do serviço existe até o fim da hora agendada. Quando a demanda é constante, o fato de os serviços serem perecíveis não causa maiores problemas; mas quando é flutuante, os problemas podem ser graves. Outro exemplo, as empresas de transporte público são obrigadas a manter muito mais equipamento devido à demanda na hora do ruísh do que manteriam se a demanda fosse uniforme durante todo o dia. A partir destas definições pode-se concluir que os serviços não podem ser provados uma vez que são intangíveis e geralmente são produzidos e consumidos simultaneamente. Contudo, torna-se cada vez mais importante aos administradores buscarem compreender todas as variáveis que estão em torno da prestação de serviços e a percepção de qualidade que os usuários consideram indispensáveis, para assim tentar que os clientes se sintam satisfeitos com a prestação dos serviços contratados. De acordo com Kotler (1998) o resultado do serviço tem um alto nível de participação do cliente, e as organizações não tem controle sobre as ações dos clientes durante a utilização 29 dos serviços. Podem, através de seus funcionários, buscar um padrão na prestação, porem, ainda assim, depende da aceitação dos usuários. Para tanto, se faz necessário compreender a variáveis para a avaliação da qualidade por parte dos clientes, não podendo os gestores permanecer passivos as mudanças no ambiente externo, necessitando grande atenção para que a organização não fique obsoleta e um mercado cada vez mais competitivo. Cada vez mais se busca a melhoria da produtividade em serviços, uma vez que neste setor a tecnologia influência na execução das atividades do dia a dia. Contudo, é necessária a qualificação e capacitação de todos os envolvidos na prestação do serviço, pois para oferecer um serviço de qualidade é importante que seja utilizada de maneira correta todas as ferramentas, a fim de atender as expectativas dos clientes. O setor de serviços tem uma participação muito expressiva na economia. A partir disso a gestão de produtividade é uma tendência cada vez mais presente dentro das discussões sobre a área. Nestas discussões está em pauta as técnicas que facilitam o planejamento e a execução das atividades ligadas a prestação de serviços com qualidade, com baixos custos e aumento da produtividade. De acordo com Kotler (2000) existem sete abordagens que podem ser utilizadas na melhoria da produtividade dos serviços. A primeira é ter funcionário com maior qualificação, podendo contratar funcionários qualificados ou treinar de acordo com as necessidades. A segunda é aumentar a quantidade de serviço, mas abrir mão de alguma qualidade, porem perdendo em qualidade corre o risco da insatisfação dos clientes. A terceira é “industrializar o serviço” com equipamentos e padronizando a produção, no caso do transporte é fazer a adoção de equipamentos eletrônicos para bilhetagem dentro do ônibus, isso acarretaria em rapidez nas operações. A quarta é reduzir ou eliminar a necessidade de um serviço. A quinta é desenvolver um serviço mais eficaz. A sexta é apresentar aos clientes incentivos para substituírem o trabalho da empresa pelo seu trabalho. A sétima é usar a tecnologia para oferecer um atendimento melhor aos clientes. 30 Dependendo da natureza da prestação de serviços poderíamos usar algumas destas sete abordagens com a finalidade de ganhar produtividade nas operações, mas com o devido cuidado para estas ações não afetarem diretamente na qualidade do serviço oferecido. Segundo Blume e Ledermann (2009) as organizações podem terceirizar parte dos serviços focando naquilo que é de fundamental importância para o seu segmento e para a percepção dos clientes. Para facilitar as decisões, neste sentido da melhoria de produtividade à organização deve estar com o seu planejamento de operações em serviço bem alinhado, para conseguir fazer uma leitura correta das decisões que se deve tomar sem necessariamente prejudicar a oferta dos serviços. 2. 4 Marketing de relacionamento O marketing estimula pesquisas e novas ideias nas organizações, assim resultando em novos produtos e em novos serviços e consequentemente entregando bens e serviços aos consumidores. Para Kotler e Keller (2006, p. 4) “o marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais”. Quando pensamos em marketing logo relacionamos com os 4ps (preço, praça produto e promoção), de acordo com Kotler (2000) eles ainda são um referencial para o planejamento de marketing, porem representa mais o pensamento do vendedor do que do comprador. De acordo com o autor os 4Ps podem ser convertido em 4Cs ( consumidor, custo, conveniência e comunicação), da seguinte forma: a) Neste contexto o produto se converte em valor para o cliente; b) Já o preço se converte em custos totais baixos para o cliente; c) Praça ou distribuição se torna em conveniência elevada para o cliente; d) A promoção se converte em comunicação com o cliente. 31 Marketing de relacionamento significa atrair e manter os clientes, enfatizando o relacionamento com o cliente com diferencial competitivo. A partir disso podemos concluir o interesse das organizações em criar um relacionamento de longo prazo com os clientes. Os avanços da tecnologia também contribuíram de forma expressiva para as organizações chegarem até seus clientes, por celulares e principalmente pela internet através de e-mails e sites. Contudo da mesma forma os cliente tornaram-se mais informados e mais exigentes. A comparação para escolha de um produto ou serviço é inevitável uma vez que existem informações pela rede de computadores para os clientes julgar o que será melhor na escolha a se realizar. Em função deste novo direcionamento ao encontro do atendimento das necessidades e desejos dos clientes, faz com que a ações de marketing tenham foco na compreensão dos fatores inerentes a satisfação dos clientes. Para Daronco (2008) A palavra “relacionamento” tem significado bastante objetivo: pode haver um relacionamento entre duas pessoas, (amizade, casamento, etc.), entre duas organizações (fornecedor e comprador, produtor e distribuidor, etc.), e finalmente entre a empresa e seus consumidores. Valendo-se do desenvolvimento do relacionamento, as empresas poderão vir a satisfazer seus clientes, manter-se competitivas e se manter no mercado. Portanto marketing de relacionamento é buscar das organizações para fortalecer os laços com clientes, fornecedores e distribuidores, buscando a partir dessa relação facilitar a troca de benefícios entre os envolvidos. Para Macneil (1987, apud Daronco 2008), as relações de troca podem ser divididas em duas dimensões: trocas discretas e trocas relacionais. As trocas discretas não apresentam laços estreitos entre as duas partes, sendo cada contato considerado único, não tendo importância a realização anterior de trocas para sua efetivação, e tampouco envolvendo a criação de relacionamento. Por outro lado, as trocas relacionais possuem caráter mais duradouro, as transações ocorrem baseadas no histórico de atividades e relações, sendo imprescindível para sua continuidade. 32 Considerando, então, as duas dimensões das relações de troca, a Quadro 1 apresenta uma comparação entre essas relações. Quadro 1: Dimensões das relações Bases de comparação Trocas discretas Trocas relacionadas Tempo de troca Curta duração Longa duração Número de partes envolvidas Duas (comprador vendedor) Fontes de obrigações Crenças e costumes Satisfação do cliente Limitada ao produto ofertado Baseada no produto e serviços agregados Expectativas relacionamento para e Normalmente mais de duas partes Promessas feitas alem das crenças e costumes o Conflitos de interesses e Conflitos pouca unidade contrabalançados pela confiança e busca de unidade Relações pessoais (interação Mínimas social e comunicação) Comunicação formal e informal Cooperação Inexistente Significativa Planejamento Enfoca a troca, antecipação de futuro. Mensuração de desempenho Pouca atenção Atenção as medidas de todos os aspectos de desempenho Poder Lei do mais forte Interdependência aumenta a aplicação judiciosa na troca de poder sem Enfoca o processo de troca com o planejamento detalhado pra o futuro Fonte: Macneil (1987, apud. Daronco 2008, p. 86) De acordo com o Quadro 1 percebe-se que nas trocas discretas o tempo de troca é de curta duração, há apenas duas partes envolvidas, as fontes de obrigações esta relacionada às crenças e costumes, a satisfação dos clientes é limitada ao produto ofertado, não há cooperação entre as partes e cliente presta pouca atenção para fazer uma analise de desempenho. 33 Já as trocas relacionadas são de longa duração, há duas ou mais partes envolvidas, as fontes de obrigações esta relacionada a promessas alem das crenças e costumes, a satisfação do cliente é baseada nos produtos e serviços agregados, a cooperação entre as partes é significativa e há atenção a todos os aspectos de desempenho. Trocas discretas são caracterizadas por início distinto, curta duração e finalização precisa de desempenho, enquanto que as trocas relacionais possuem traços de prévia concordância, longa duração e refletem um processo contínuo. De acordo com Daranco (2008) os serviços são propícios a criação de relações longas, em virtude de sua própria característica de direta interação entre empresa e o cliente em todo o processo. Em função disso os serviços, por causa das suas características diferenciadas em contrapartida aos bens, exigem estratégias mercadológicas direcionadas ao relacionamento. Portanto, o marketing de relacionamento é resultado de trocas relacionais, nasce da idéia de manter clientes a longo prazo e tem o relacionamento como diferencial competitivo. 2.4.1 Satisfação dos clientes Na atualidade a satisfação dos clientes é uma ferramenta usada como diferencial competitivo, pois se sabe que clientes satisfeitos são cliente fieis. Para Blume e Ledermann (2009, p. 51) “o segredo é superar as expectativas dos consumidores com a qualidade dos serviços, prometendo somente o que puder fornecer e fornecer o que prometeu”. Portanto, não basta prometer apenas para atrair o cliente, mas para fornecer um serviço deve-se primeiramente conhecer o que o cliente espera deste. Os resultados de ações assim levam a perda do cliente que não tem a sua expectativa atendida, sendo que alem de ele não voltar mais a usar os serviços, ira falar mal da prestação e com isso afetará na escolha de outros clientes. Devem ser levadas a serio todas as propagandas e divulgações feitas quanto a qualidade dos serviços, pois toda expectativa anteriormente criada pelo cliente deve ser atendida, ou até superada com a finalidade de criar um relacionamento longo, onde o cliente sirva como ferramenta do marketing da organização. 34 Ainda segundo Blume e Ledermann ( 2009, p. 51) “ essas expectativas surgem de experiências passadas, da propaganda boca a boca e da propaganda da empresa de serviços”. Entende-se então que as organizações a todo o momento devem gerir esforços a fim de satisfazer os seus clientes, não somente no momento da troca, mas prestar um pós-venda, ou ter uma equipe para resolução de possíveis problemas que possam surgir. Na mesma linha de compreensão Kotler (2000, p. 58) entende que “satisfação consiste na sensação de prazer ou desapontamento resultante na comparação do desempenho (ou resultado) percebido de um produto em relação às expectativas do comprador.” Cria-se o produto ou serviço pensando no que o cliente espera e a partir disso buscando a satisfação do mesmo. Aparentemente parece fácil satisfazer os clientes, porém como citam Blume e Ledermann (2009) a tarefa não é tão fácil assim. Três fatores influenciam diretamente no alcance da satisfação dos clientes: as organizações não conhecem as expectativas de seu publico alvo, não capacitam seus funcionários para prestar com qualidade os serviços, não definem os padrões de qualidade. Nesta perspectiva primeiramente a organização deve ter um planejamento estratégico de marketing para saber quem é seu publico alvo, realizar pesquisa com clientes, e a partir disso elaborar treinamento capacitando seus colaboradores, alinhando as ações dele com o serviço que deseja oferecer ao mercado. Para Albrecht (1994), os empresários que estão tentando concentrar-se na ‘qualidade’ em suas organizações estão percebendo rapidamente que o foco no cliente deve ser a pedra fundamental de qualquer esforço para aprimorar a forma de trabalho da organização. O cliente busca cada vez mais receber um atendimento diferenciado, não apenas suprindo suas expectativas, mas também as superando. Segundo Rosa (2004, p. 73) “encantar o cliente, é com certeza, uma dura missão. Cada vez mais as empresas precisam reordenar e organizar-se para atender o cliente com qualidade”. Encantar o cliente é uma forma de o fidelizar e o atrair, e isso é consequência de um atendimento personalizado e de qualidade, já “o mau atendimento gera clientes para a concorrência.” 35 O cliente satisfeito mantém, normalmente com a empresa, um relacionamento saudável, de longa duração, em que ele e a empresa, de alguma forma, são o tempo todo beneficiados. Kotler (2000) descreve o perfil do cliente altamente satisfeito, atribuindo a ele os seguintes aspectos: a) Permanece fiel por mais tempo O cliente satisfeito mantém normalmente com a empresa um relacionamento saudável e duradouro onde ambas as partes são beneficiadas. b) Compra mais à medida que a empresa lança novos produtos ou aperfeiçoa produtos existentes Como o cliente conhece a empresa, a qualidade dos produtos que ela oferta e sabe que suas expectativas são sempre atendidas esta aberto pra novas experiências, conhecer novos produtos da organização sem medo de se decepcionar. Muitas vezes até aguarda com ansiedade o lançamento de novos produtos. Exemplo disso no mercado de eletrônicos como a Playstation que já esta com a quarta geração de seu console e é um sucesso de vendas entre os usuários do produto. c) Fala favoravelmente da empresa e de seus produtos Sempre que estiver em pauta algum assunto referente ao uso de produtos, qualidade de produtos, satisfação com o que se compra ou até mesmo numa pesquisa de algum conhecido, o cliente satisfeito irá indicar a organização e o produto no qual ele esta satisfeito. Fato de suma importância, pois neste sentido o cliente está fazendo o marketing da empresa, todos os investimentos feitos na criação do produto valeram a pena, pois a propaganda boca a boca tem grande repercussão por ser uma indicação do produto, feita por quem conhece o produto. d) Dá menos atenção a marcas e propaganda concorrentes e é menos sensível a preço Como o cliente está envolvido com a sua marca, ele acaba não se importando com a concorrência e esta disposto até a pagar mais para ter em mãos o produto que ele conhece. Importante para as organizações é monitorar a satisfação dos clientes e mantê-los satisfeitos, 36 uma vez que alguma interferência na satisfação pode significar a perda do cliente, pois o cliente satisfeito tem um nível de exigência quanto ao produto maior, por saber da qualidade e querer encontrá-la ao adquirir o produto. e) Oferece ideias sobre produtos ou serviços à empresa Quando o nível de envolvimento empresa e cliente são maiores, o cliente se sente a vontade para sugerir melhorias no produto, visto que ele conhece o produto e sabe como melhorar o seu desempenho, bem como a sugestão de novos serviços que a organização pode oferecer. f) Custa menos para ser atendido do que novos clientes, uma vez que as transações são rotinizadas Geralmente estes clientes quando vão às compras já sabem o que querem, eles mesmos se atendem, muitas vezes dispensando da atenção de um funcionário para a realização da escolha do produto. O cliente conhece tão bem o produto que dispensa a ajuda. A empresa de hoje precisa ter em mente que clientes satisfeitos permanecem na empresa por mais tempo, compram mais e falam favoravelmente da organização (KOTLER, 1998, p. 51). Segundo Cobra (2003), cliente é a pessoa que compra regularmente de uma empresa. Porém, as expectativas de um cliente com relação à qualidade de um serviço precisa ser bem administrada, para gerar um bom relacionamento. Cliente satisfeito volta a comprar, cliente insatisfeito passa a falar mal do serviço recebido. Para manter um cliente satisfeito, é preciso gerenciar as suas expectativas, levando em conta que o cliente é o patrimônio mais valioso de uma organização. 2.5 Qualidade Qualidade é chave para reconhecimento do sucesso em qualquer segmento de negócios, porem existe vários significados dependendo como é utilizada. Para Chiavenato (1999, p. 677) “qualidade é a capacidade de atender, durante todo o tempo, às necessidades do cliente.” Em serviços isso se torna ainda mais relevante pelo fato da intangibilidade, sendo 37 necessário que as necessidades dos clientes sejam superadas com a finalidade de dar a percepção de que o serviço prestado era realmente o que o cliente estava esperando. Visão essa compartilhada por Las Casas (2006) que afirma que o serviço com qualidade é aquele que tem capacidade de proporcionar satisfação, então não se deve apenas atender a necessidades, mas sim satisfazer os clientes, daí sim será alcançado à qualidade buscada para a prestação do serviço oferecido. Ainda mais se levar em conta que um serviço considerado de boa qualidade para um cliente pode ser considerado de má qualidade por outro. Para Martins e Laugeni (2005) os elementos da qualidade para o serviço são: a confiabilidade, cortesia, comunicação, capacidade de atender as necessidades do cliente, fácil utilização, credibilidade, ser competente, segurança, rapidez na resposta, aspectos visíveis. a) Confiabilidade Refere-se à segurança que o prestador de serviços passa para o cliente durante a execução do mesmo. Na prestação de serviço de transporte a confiança é fator fundamental, pois o passageiro não vai por sua vida nas “mãos” de uma empresa que não passe confiança para realização da viagem. A confiabilidade facilita a escolha do cliente, no momento derradeiro ele vai adquirir o produto ou serviço na qual ele tem confiança maior, nem que para isso tenho que pagar um pouco mais. Quando compramos algo esperamos que ele funcione, desta forma quanto mais usamos determinado produto e ele corresponde mais confiamos nele e na marca. Se comprarmos um chuveiro esperamos dele que no inverno esquente, e no verão fique frio ou trabalhe no meio termo. Quanto mais usamos sem problemas mais vamos confiar naquela marca, porem se em um curto espaço de tempo ele apresentar defeitos já iremos olhar com outros olhos o produto. A confiabilidade faz parte das várias dimensões da qualidade, e sua procura tem levado as organizações investirem cada vez mais em novos recursos para gerar produtos e serviços que atendam aos requisitos da qualidade. 38 b) Cortesia Segundo Martins e Laugeni (2005) é o elemento essencial uma vez que o cliente tem o direito de ser bem atendido, com presteza e simpatia, fator de grande relevância para definir se este cliente ira ou não usar novamente o serviço. Quando o cliente adquiri ou vai adquirir um produto ou serviço ele cria expectativa para determinado nível de cortesia no atendimento, ele sempre espera ser bem atendido, pois ele é a razão de o produto existir. Porém, em algumas situações pelo fato de ter funcionários insatisfeitos, mal capacitados ou até sobrecarregados o atendimento é prestado sem presteza e simpatia. Com isso a organização corre o risco de perder o cliente e ter prejuízos futuros pela não indicação de seus produtos. Portanto as organizações devem ficar atentas quanto a cortesia que os seus funcionários oferecem durante ao atendimento, lembrando sempre que o excesso de cortesia também pode atrapalhar na satisfação do cliente, uma vez que podem surgir situações inoportunas a partir deste excesso. c) Capacidade de atender as necessidades dos clientes Juntamente com a cortesia vem a capacidade de atender as necessidades dos clientes, podendo citar junto à fácil utilização. Um bom exemplo é a adequação das empresas de transporte para atender portadores de necessidades especiais como os cadeirantes. Não basta apenas ter o serviço a disposição, deve ter veículos que atendam essa necessidade bem como facilitem a entrada e saída dos usuários. Portanto as organizações devem se colocar no lugar do cliente e procurar entender o que ele realmente precisa para o atendimento de suas necessidades. d) Credibilidade e competência Em relação à credibilidade e competência muito se deve pelo fato de entregar o que prometeu cumprir com o acordo. Um pintor quando é contratado para fazer a pintura de uma 39 casa não deve deixar nenhuma parede de fora desta prestação de serviço, uma vez se esta estava dentro do orçamento. Certamente se ele não cumprir com o acordo dificilmente será contratado novamente por este cliente, bem como não recebera boas referencias quanto à prestação de seus serviços. A credibilidade é fazer com que o cliente acredite naquilo que esta lhe oferecendo e a competência é se mostrar conhecedor do serviço que esta sendo oferecido, prestado. e) Rapidez na resposta A rapidez na resposta é conseguir resolver os problemas que ocorrem sem desperdício de tempo, solucionando problemas sem acarretar em prejuízo na prestação dos serviços. Conseguir sanar todas as dúvidas do cliente no momento em que for solicitado. Por exemplo, no setor de transportes, quando questionado do horário de chegada no destino o prestador deve ter pelo menos uma previsão de chegada. Se não souber dar nenhuma informação para o cliente com certeza deixara o passageiro apreensivo. f) Aparência Ainda, segundo Martins e Laugeni (2005), também importante na prestação de serviços é a aparência externa e interna bem como a aparência dos profissionais que realizam o serviço que tem contato direto com os clientes. Estes elementos são totalmente independentes uns dos outros, mas abrangem o que os clientes podem esperar na prestação de um serviço, assim diminuindo a margem de erro quanto à avaliação dos clientes. Ainda mais que em serviços a qualidade ajuda a manter a confiança dos clientes quanto ao que lhe é oferecido, já que a sua aquisição envolve maior risco, pelo fato de não ter como provar os serviços. De acordo com Blume e Ledermann (2009), geralmente ocorre consulta a quem já utilizou os serviços, para usar como referência a seu respeito, já que não se pode ter uma experiência para aquisição da prestação de serviços, portanto a impressão deixada ao final da prestação dos serviços é a melhor propaganda a ser feita. 40 Ainda segundo Blume e Ledermann (2009, p. 45) “ao julgar qualidade, os consumidores dão grande importância ao preço, aos funcionários e aos fatores visíveis. É uma tentativa de tornar tangível o intangível.” Como não há aquisição de um bem, o cliente vai julgar se o preço pago é condizente com o serviço que lhe foi prestado, bem como se cortesia e a cordialidade e competência do funcionário foram adequadas, alem da aparência do ambiente, material e pessoas envolvidas no processo. Segundo Parasuraman, Zeithaml E Berry, (1985, p. apud Kotler 2000, p. 460) existem cinco fatores determinantes para qualidade de serviços: a confiabilidade, a capacidade de resposta, a segurança, a empatia, e itens tangíveis. A confiabilidade é desempenhar o serviço como prometido. Para que o cliente perceba a credibilidade e a empresa possa obter vantagem em relação a este fator, a empresa deve dar atenção na hora de desenvolver novos produtos ou serviços (ou mesmo analisando os já existentes), de apenas prometer e comunicar par cliente as características as quais ele possa entregar, dentro dos termos também acertados entre as partes. A capacidade de resposta é ajudar e fornecer o serviço dentro do prazo prometido. A empresa deve, então, criar uma estrutura que possua múltiplos canais de contato com os clientes (Serviço de Atendimento ao Cliente, site, email), e que estes canais permitam não só que o cliente entre em contato com a empresa sempre que conveniente, mas principalmente que a empresa seja capaz de responder a estas requisições rapidamente, e também com um serviço de qualidade, que, novamente, venha a atender às expectativas dos clientes. A segurança envolve conhecimento, habilidade, confiança transmitida ao cliente, ou seja, avaliar de que maneira a empresa apresenta, por parte dos clientes, o conhecimento de seus produtos, a cortesia dos funcionários, e principalmente a capacidade destes em inspirar confiança e responsabilidade para o cliente que contrata o serviço. A empatia trata-se a atenção individualizada dispensada aos clientes, é importante que seja dada atenção individualizada aos clientes, pois a tendência atual é o foco na customização e personalização, ou seja, os clientes aguardam um atendimento específico. Tangibilidade refere-se à aparência de todos os equipamentos, pessoas e instalações envolvidas no processo. 41 Portanto, a qualidade está ligada diretamente as expectativas dos clientes com as interações apresentadas pelas organizações, cumprir o prometido dentro do prazo prometido com confiabilidade, cortesia e boa apresentação. Para tanto não basta apenas elaborar um plano para alcançar a qualidade desejada, deve-se buscar uma forma de medir esta qualidade. A organização pode achar que esta prestando um serviço de qualidade quando na verdade seus clientes podem estar achando o serviço oferecido de baixa qualidade. Para isso as organizações devem realizar o gerenciamento da qualidade dos serviços oferecidos e com os resultados obtidos buscarem melhorias na qualidade da oferta. 2.5.1 Gerenciamento da qualidade dos serviços O gerenciamento da qualidade de serviços prestado vem no contexto organizacional como ferramenta de análise, constatação e melhoria contínua do processo, visto que de nada adianta a organização traçar um plano para oferecer um serviço de qualidade e não monitorar o resultado de suas ações. Neste mesmo contexto vale ressaltar a importância de incluir os clientes como participantes do processo, pois é para eles que o serviço será oferecido. Gerenciar o sistema da qualidade é importante para conquistar o cliente, pois, o concorrente também, busca atender às exigências dele. É preciso, portanto, superar as expectativas mais exigentes de qualquer um dos clientes. É preciso que haja aprimoramento do sistema de qualidade. E o gerenciamento da qualidade total visa oferecer algo a mais para o cliente. Gestão da qualidade deve ter, portanto, como resultado fundamental à satisfação dos requisitos do cliente. Para isso todos os setores, áreas pessoas ou, enfim, elementos que tiverem alguma participação direta ou indireta, em sua produção serão igualmente responsáveis pela qualidade. Nada e ninguém da organização será excluído deste esforço, pois se o objetivo da organização é a qualidade, todos deverão estar comprometidos com o objetivo em questão Segundo Parasuraman, Zeithaml e Berry, (1985, p. apud KOTLER 2000, p. 459) existem cinco lacunas que causam fracasso na entrega de alta qualidade de serviços: lacuna entre as expectativas do consumidor e as percepções da gerencia, lacuna entre as percepções da gerencia e as especificações da qualidade dos serviços, lacuna entre as especificações de 42 qualidade dos serviços e suas entrega, lacuna entre a entrega dos serviços e as comunicações externas, lacuna entre o serviço percebido e o serviço esperado. a) Lacuna entre as expectativas do consumidor e as percepções da gerência Nem sempre a gerência entende corretamente o que o cliente quer. Nem sempre os gerentes entendem ou conseguem interpretar corretamente quais fatores irá de fato satisfazer necessidades dos clientes, ou darão a eles a percepção de ter recebido um serviço de alta qualidade. Quando as organizações não conseguem reconhecer as expectativas dos clientes quanto a seus produtos e serviços pode gerar uma lacuna entre os dois, resultando na insatisfação dos clientes. Por isso as organizações devem buscar compreender as variáveis e fatores que os clientes consideram importantes para daí sim direcionar os seus produtos, com isso facilitando a percepção de qualidade dos clientes e deixando os mesmos satisfeitos. b) Lacuna entre as percepções da gerencia e as especificações da qualidade dos serviços Ocorre quando a compreensão dos desejos dos clientes, mas não se estabeleceu um padrão especifico de desempenho. Neste caso a gerencia sabe o que o cliente necessita e deseja porem não conseguiu estabelecer um padrão de desempenho para atender essas necessidades e desejos. As normas e especificações expedidas precisam se conformar às condições específicas da organização, e podem não refletir os anseios exatos dos consumidores, resultando, daí, mais uma lacuna, uma distância entre o ideal pretendido e o possível de ser especificado. c) Lacuna entre as especificações de qualidade dos serviços e sua entrega A organização conhece as especificações de qualidade que deve atender, mas não consegue oferecer aquele padrão exigido ao mercado. 43 Funcionários mal treinados, incapazes ou desinteressados quanto ao padrão definido geram esta lacuna. A respeito das especificações de como o serviço deve ser prestado, uma série de fatores interferem no ato da prestação do serviço, fazendo com que o serviço recebido pelo cliente possa ser diferente do que está prescrito ou previsto. d) Lacuna entre a entrega dos serviços e as comunicações externas As expectativas dos clientes são afetadas por declarações feitas por representantes da empresa e por informações de propaganda. A comunicação externa dirigida aos clientes – propagandas e outras ações de comunicação, inclusive contatos com os vendedores e pessoas da empresa, influencia as expectativas desses clientes, na medida em que fazem promessas de como o serviço será prestado. As organizações devem ficar atentas a essa lacuna, e devem oferecer para o cliente o produto conforme suas propagandas, uma vez que ao ouvir falar do serviço cria uma expectativa que pode ser frustrada, uma vez que isto pode resultar até em processos judiciais contra a organização por propaganda enganosa. As perdas desta lacuna são imensuráveis e pode levar uma organização a ruína. e) Lacuna entre o serviço percebido e o serviço esperado Essa lacuna ocorre quando o serviço prestado não supriu as expectativas dos clientes. Representa o resultado geral do processo de julgamento do consumidor, e que sustenta a ideia de que o serviço de boa qualidade é aquele que preenche ou supera as expectativas dos clientes. O cliente tinha suas expectativas e durante a prestação do serviço elas não foram atendidas. Quanto ao gerenciamento, é de fundamental importância que as organizações fiquem atentas a essas cinco lacunas que podem ocorrer na prestação de serviços, somente a partir do monitoramento e da compreensão delas para alcançar a entrega da qualidade. Uma vez que o não monitoramente e a falta de compreensão dessas lacunas podem resultar no fracasso empresarial. Para Martins e Laugeni (2005) para que um serviço apresente os elementos de qualidade, devem ser removidos o que os autores definem como cinco gaps, que são: Gap 1 44 divergência entre a expectativa do cliente e o que a empresa ou o prestador do serviço entendeu como sendo a expectativa do cliente; Gap 2 divergência entre o entendimento da empresa e as especificações que elabora para atender o cliente; Gap 3 divergência entre as especificações elaboradas e o serviço gerado; Gap 4 divergência entre o serviço gerado e a comunicação externa ao cliente; Gap 5 divergência entre o serviço esperado e o serviço fornecido. Gap 1: divergência entre a expectativa do cliente e o que a empresa ou o prestador do serviço entendeu como sendo a expectativa do cliente O motivo do gap 1 é má investigação das necessidades do cliente e comunicação deficiente com o cliente e dentro da empresa. A organização não buscou de forma suficiente conhecer a expectativa do cliente, interpretou de forma errônea a informações que tinha quanto às expectativas dos clientes. Esta má interpretação ira resulta em um serviço com falhas onde o cliente não vai ter suas expectativas atendidas. E a organização esta prestando um serviço achando que esta satisfazendo os seus clientes. Segundo Martins e Laugeni (2005) para solucionar este gap é necessário abrir canais de comunicação desde os clientes até o topo, passando pelo pessoal de contato com o público; fazer mais e melhores pesquisas de mercado e diminuição dos níveis hierárquicos. Gap 2: divergência entre o entendimento da empresa e as especificações que elabora para atender o cliente A razão para o gap 2 é a falta de compromisso com a qualidade; falta de metodologia no estabelecimento de especificações e dificuldade em perceber se é possível a execução do serviço. É causada pela limitação de recursos, falta de ferramentas operacionais para trazer a voz do cliente para a especificação do serviço; indiferença gerencial e mudanças rápidas nas condições de mercado. 45 Martins e Laugeni (2005) definem que para corrigir este gap é necessário comprometimento gerencial; agilizar resposta às condições dinâmicas do mercado; disponibilizar recursos e usar ferramentas para incluir o cliente na elaboração da prestação dos serviços. Gap 3: divergência entre as especificações elaboradas e o serviço gerado Para Martins e Laugeni (2005) o fator gerador deste gap é a falta de conhecimento para realizar o serviço; falta de trabalho em times e problemas de relacionamento e de motivação. Desconhecimento das especificações falta de habilidade para a realização do especificado ou falta de comprometimento dos empregados. Para corrigir é necessário tornar conhecidas as especificações, assegurar o perfil necessário do empregado no recrutamento, ou completá-lo com treinamento; e avaliar desempenho dos empregados através de uma maior e melhor supervisão ou ainda melhoria do trabalho de equipe e do clima organizacional. Gap 4: divergência entre o serviço gerado e a comunicação externa ao cliente. A motivação deste gap deve-se ao desconhecimento quanto ao andamento dos trabalhos; falta de controle das operações; comunicações inadequadas e motivação para exagerar a realidade ou há falta de comunicação e o cliente não sabe o que esperar ou se divulga mais do que efetivamente se entrega. Melhorar a comunicação entre os diversos setores da empresa e entre esta e o públicoalvo das comunicações ou ater a comunicação ao que efetivamente se entrega para tentar corrigir esta gap. Gap 5: divergência entre o serviço esperado e o serviço fornecido. O fato gerador do gap 5 é o resultado final proporcionado pelos 4 gaps anteriores. Para corrigir é necessário a resolução dos 4 gaps anteriores. 46 Posteriormente a compreensão dos gaps existentes e do que eles surgem cabe as organizações elaborar planos estratégicos a fim de eliminar as lacunas existentes e oferecer um serviço de qualidade aos clientes. Para o Aperfeiçoamento da Qualidade nos Serviços, Martins e Laugeni (2005) propõem um Check List, onde relaciona cinco itens básicos, que devem ser verificados para o aperfeiçoamento da melhoria. A percepção dos clientes é a de que os serviços atendem e superam as expectativas? As organizações devem fazer pesquisas para acompanhar a percepção dos clientes quanto ao atendimento das expectativas. Importante conhecer as expectativas e promover propagandas e oferecer os serviços de acordo com as expectativas dos clientes. A empresa entende precisamente as necessidades do cliente? A organização deve se colocar no lugar do cliente e buscar compreender as necessidades dele, buscar informações junto aos usuários do produto para fazer um produto direcionado a seu publico alvo. Há procedimentos padronizados e implantados para a geração do serviço ao cliente? Para oferecer um serviço de qualidade deve-se definir um padrão para o atendimento, fazer com que a equipe de funcionários trabalhe alinhada para prestar um serviço de qualidade. Padronizar é uma forma de fazer com que o cliente reconheça o atendimento de sua empresa independente de onde ele for atendido, e assim se sentir a vontade. Os serviços fornecidos atendem ou superam o esperado? Neste caso deve-se usar uma ferramenta de analise e pesquisa de campo, pois para obter esta informação somente realizando uma pesquisa para verificar o nível de satisfação dos clientes. 47 O cliente recebe informações claras e precisas sobre o serviço? As informações disponíveis sobre o serviço esta clara para compreensão do cliente quanto ao o que ele vai encontrar ao utilizar o serviço. Lembrando que a propaganda seve pra informar e criar expectativas nos clientes, portanto devem ser cumpridas. Para medir os elementos da qualidade é necessária a pesquisa de campo, por meio da elaboração de questionários ou perguntas para serem respondidas pelos clientes. Através da interpretação dos dados coletados traça-se um planejamento estratégico de qualidade na prestação de serviços. Importante também a averiguação permanente, para saber até onde as ações deram resultado positivo, e como esta a percepção da qualidade por parte dos clientes. Para Martins e Laugeni (2005) a importância da satisfação dos clientes, o atendimento das necessidades é essencial para a mensuração da qualidade. Uma vez que um cliente insatisfeito além de não utilizar novamente os serviços não passará boas referencias sobre o mesmo, com isso resultando em prejuízo para organização. 2.5.2 Qualidade na prestação de serviços de transporte de passageiros Transporte de passageiros é a realização do deslocamento das pessoas de uma local a outro. A realização deste tipo de serviço esta ligada diretamente a qualidade de vida, uma vez que este deslocamento pode ocorrer para lazer, estudo, trabalho entre diversas outras motivações. Por isso a importância de sempre que o usuário necessite dos serviços de transporte eles estejam a disposição em horários flexíveis com custo adequado e atendendo as expectativas de qualidade dos clientes. De acordo com Brasil (1998) existem alguns indicadores da boa qualidade da prestação do serviço. As condições de segurança, conforto e higiene dos veículos, dos pontos terminais, dos pontos de parada e de apoio. Sendo eles: a) As condições de segurança, conforto e higiene dos veículos, dos pontos terminais dos pontos de parada e apoio. b) O cumprimento das condições de regularidade, continuidade, pontualidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na respectiva prestação; c) A garantia de integridade das bagagens e encomendas; 48 d) O índice de acidentes em relação às viagens realizadas; e) O desempenho profissional do pessoal da transportadora. O Quadro 2 representa as condições necessárias para a prestação de um serviço adequado. Quadro 2 Condições necessárias para a prestação de um serviço adequado Condições necessárias para a prestação de um serviço adequado Atualidade - Abrange a modernidade dos equipamentos, das técnicas e das instalações e sua conservação, assim como a melhoria e expansão do serviço. Pontualidade - Cumprimento rigoroso dos horários para a prestação do serviço preestabelecido em contrato. Regularidade - Prestação do serviço nas condições estabelecidas na legislação vigente, no contrato e nas normas técnicas aplicáveis, sem interrupções (BRASIL, 1995). Segurança -Representa a prestação dos serviços sem perigos, riscos ou danos (Parasuraman et al, 1985). No contexto do problema em questão, significa a prestação de serviços livre de incidentes que comprometam as condições físicas, financeiras e pessoais (confidencialidade) dos passageiros, tais como: acidentes automobilísticos, assaltos, agressões, divulgação de informações pessoais, etc. Continuidade Pode ser entendida como a manutenção, em caráter constante, da oferta dos serviços. Eficiência - Conceito originado da premissa que não basta somente a instalação do serviço público. É preciso que o serviço seja prestado de forma eficiente, ou melhor, atenda plenamente à necessidade que lhe deu origem (BRASIL, 1995). Generalidade ou universalidade - Relaciona-se com o princípio da igualdade ou uniformidade dos usuários. Significa que o serviço público pode ser exigido e utilizado por todos que dele necessitem, independentemente da renda e do local onde o serviço deva ser prestado ou disponibilizado (BRASIL, 1995). Cortesia - Envolve a educação, respeito, consideração e simpatia dos funcionários da empresa para com os clientes (PARASUMARAN et al., 1985). Nesta situação, incluem se os funcionários dos guichês, funcionários de atendimento por telefone, motoristas e carregadores de bagagens. Modicidade das tarifas - Tarifas são consideradas módicas quando não impedem que as classes que mais carecem da prestação do serviço tenham acesso a ele (BRASIL, 1998). Por outro lado, é preciso considerar que, para proporcionar um serviço de transporte de acordo com os padrões de qualidade requeridos, existem custos a serem contabilizados (custos operacionais e pessoais, tributações, etc.) pelas empresas, além do que estas empresas precisam obter lucro em sua atividade. Fonte: Freitas, Filho e Rodrigues (2011, p. 3) 49 O cumprimento das condições de regularidade, continuidade, pontualidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na respectiva prestação de serviço de transporte. Quanto à regularidade deve-se pelo fato de que os clientes possam contar com aquele serviço, de preferência todos os dias, ressalva que nos domingos as empresas de transporte costumam funcionar com parte dos horários disponíveis. Portanto seria uma prestação de serviços sem interrupções. Quanto à atualidade é necessária a atualização permanente de equipamentos, do ambiente e da expansão de serviços. Exemplo claro disso é que hoje os ônibus de linha devem oferecer para seus passageiros internet a bordo, para que os clientes possam aproveitar o decorrer da viajem com lazer ou mesmo a trabalho, aproveitando assim o tempo ocioso dentro do ônibus. Em relação à continuidade deve-se pelo fato de garantir a continuidade da prestação de serviços, para que o serviço contratado seja entregue. Para isso as empresas de transporte devem fazer manutenções em seus veículos, com isso diminuindo o risco de quebra e atraso durante as viagens. Neste ponto vai a encontro direto ao conceito de pontualidade, sem imprevistos o serviço será realizado dentro do horário previsto. O cumprimento rigoroso dos horários é norma exigida pelos órgãos fiscalizadores bem como um compromisso da prestadora de serviços com os seus clientes, uma vez que os mesmos podem ter uma agenda a cumprir no destino da viajem. A generalidade representa o principio da igualdade ou uniformidade dos usuários, isso significa que o serviço de transporte público pode ser exigido e utilizado por todas as pessoas, indiferente de classe social. A cortesia envolve educação, respeito, consideração e simpatia por parte dos funcionários para com os clientes. Neste caso refere-se não somente aos funcionários da empresa prestadora do serviço transporte, mas também dos pontos de parada e rodoviárias, carregadores de bagagens, todos os que estiverem envolvidos no contexto da prestação do serviço de transporte. 50 A garantia da integridade das bagagens e encomendas também deve ser feita de forma idônea, uma vez que o passageiro coloca os seus bens em poder da prestadora de transporte que por sua vez devem devolvê-los nas mesmas condições em que receberam. Portanto é necessário adotar uma forma de identificar a bagagens como forma de entregar de forma correta aos passageiros, e também acondicionar de maneira seguro dentro do bagageiro do ônibus evitando danos. Outra informação de relevância para a qualidade do serviço oferecido é o índice de acidentes em relação as viagens realizadas. Uma vez que isso pode resultar na escolha ou não deste meio de deslocamento por parte do usuário. Uma empresa com um índice baixo de acidentes deixa os passageiros muito mais tranquilos em relação a escolha e durante a viagem. O desempenho profissional dos funcionários também é de fundamental importância na prestação dos serviços. Em função de que eles estão na linha de frente em contato direto com os clientes. Uma equipe qualificada é de grande valia para o atendimento dos indicadores acima citados. Capacitar a equipe para atender bem os clientes, prezando a segurança, integridade material e buscando atingir as condições de regularidade, continuidade, pontualidade, eficiência, cortesia e generalidade. Deve-se fazer com que a equipe esteja envolvida com esses indicadores, pois sem isso dificilmente a organização conseguira prestar um serviço de qualidade. Outro elemento a ser considera é a questão da modicidade das tarifas é considerada módica quando não impedem que as classes que mais carecem da prestação do serviço tenham acesso a ele Brasil, (1998). Por outro lado, é preciso considerar que, para proporcionar um serviço de transporte de acordo com os padrões de qualidade requeridos, existem custos a serem contabilizados (custos operacionais e pessoais, tributações, etc.) pelas empresas, além do que estas empresas precisam obter lucro em sua atividade. A partir do entendimento destes indicadores as organizações prestadoras de serviços de transporte devem nortear as suas operações, pois somente atendendo esses indicadores de qualidade atenderão as expectativas dos usuários. 51 Ainda mais que o crescimento contínuo no número de habitantes do Brasil, bem como a melhoria nas condições econômicas da população e o aumento na sua expectativa de vida, gera significativa elevação na demanda por transporte. 52 3 METODOLOGIA Nesta seção são definidas as dimensões que levarão a um adequado método de planejamento e desenvolvimento da pesquisa. Este capítulo discute os aspectos da classificação da pesquisa, dos sujeitos de pesquisa e universo amostral, dos planos de coleta, de análise e interpretação e de sistematização dos dados. 3.1 Classificação da pesquisa Sabe-se que há inúmeras tipologias na literatura que trata de pesquisa, contudo para fins da elaboração do projeto de pesquisa desta disciplina adota-se classificar o estudo pela sua natureza, abordagem, objetivos e procedimentos técnicos. Segue-se a base teórica trazida em Teixeira, E. B; Zamberlan, L. Rasia, Pedro Carlos (2009), sendo todas as citações aqui feitas dessa obra originárias. 3.1.1 Quanto à Natureza Segundo Zamberlan et al (2014) as pesquisas quanto a natureza podem ser classificadas em pesquisa básica e pesquisa aplicada. A pesquisa básica tem por objetivo gerar conhecimentos novos, tentar hipóteses e construir teorias e talvez descobrir aplicação pratica no futuro. Já a pesquisa aplicada visar gerar conhecimentos, para aplicação pratica voltados a solução de problemas específicos da realidade. Discussão de problemas, embasados na teoria existente na área em questão, apresentando a partir do estudo soluções alternativas. Este estudo classifica-se como pesquisa aplicada, considerando que a pesquisa buscou por responder a um problema real, onde a partir desta resposta foram apresentadas alternativas para melhorar a qualidade dos serviços prestados pela empresa que é objeto deste estudo. 53 3.1.2 Quanto à Abordagem De acordo com Zamberlan et al (2014), as pesquisas quanto a abordagem podem ser classificadas em pesquisa quantitativa e qualitativa. Segundo Zamberlan et al (2014), pesquisa quantitativa refere-se a traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Para tanto requer o emprego de recursos e técnicas estatísticas, como percentagem e média. Este tipo de pesquisa serve para investigar relações de causa e efeito entre fenômenos e variáveis selecionadas e para esclarecer a importância das variáveis em relação às demais. Para Zamberlan et al (2014), pesquisa qualitativa considera a relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito e também a interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados, sendo que os dados são analisados indutivamente. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. Neste caso a pesquisa foi quantitativa, pois se traduziu em números, opiniões e informações que foram classificadas e analisadas. A pesquisa quantitativa envolveu questionários que foram aplicados a usuários do serviço de transporte da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Também é qualitativa, pois foi realizada uma entrevista com o gerente da organização em estudo para obter dados para analise e comparação, onde os mesmos não foram tratados através de técnicas estatísticas. 3.1.3 Quanto aos objetivos Quanto aos objetivos as pesquisas podem ser exploratórias, descritivas e explicativas. Pesquisa exploratória se configura, quando não se tem informação sobre determinado tema e se busca maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo mais explicito ou se deseja conhecê-lo. De acordo com Zamberlan et al (2014,) a pesquisa descritiva se define quando se deseja descrever as características de uma determinada população fenômeno ou relações entre variáveis. 54 Ainda segundo Zamberlan et al (2014,) a pesquisa é explicativa quando se deseja identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos, aprofundar o conhecimento na realidade ao explicar e analisar as causas. Pode-se dizer que este estudo é exploratório e descritivo. É exploratório, pois permite buscar maior familiaridade com o problema da qualidade na prestação de serviços de transporte, torná-lo mais explícito e conhecê-lo melhor. Do mesmo modo, a pesquisa pode ser classificada como descritiva, pois descreve características de uma determinada população, fenômeno ou relações entre variáveis, o que é o caso deste estudo que descreveu o perfil dos usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. 3.1.4 Quanto aos Procedimentos Técnicos Zamberlan et al (2014) afirmam que nas pesquisas em geral nunca se utiliza somente um procedimento metodológico, na maioria das vezes há necessidade de utilização de dois ou mais tipos, concomitantemente. Abaixo o Quadro 3 apresenta os procedimentos técnicos ou estratégias de pesquisas mais usados. 55 Quadro 3 Procedimentos Técnicos ou Estratégias de Pesquisa Pesquisa Bibliográfica Abrange todo o referencial teórico já tornado publico em relação ao tema de estudo, como publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material cartoGráfico, meios de comunicação orais (radio e gravações de áudio) e audiovisuais ( filmes e televisão) ( Lakatos; Marconi, 2002). Pesquisa De modo geral, são documentos e/ou materiais que ainda não foram analisados, Documental mas que, de acordo com a questão e objetivos da pesquisa, pode ter valor cientifico ( Gil, 2002). Pesquisa Consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis capazes de Experimental influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. Assim, “trata-se de uma pesquisa em que o pesquisador é um agente ativo, e não um observador passivo” (Gil, 2002, p 48) Ex-Post Facto Quando o estudo “experimento” se realiza depois dos fatos. “ O propósito básico desta pesquisa é o mesmo da pesquisa experimental: verificar a existência de relações entre variáveis, porem sem controle sobre a variável dependente” ( Gil, 2002, p. 49). Levantamento ( Permite ao pesquisador realizar uma sondagem de opinião pública sobre um Survey) determinado tema de estudo. Assim, “as pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer”. Procede-se, basicamente, à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas sobre o tema estudado. Em seguida, mediante análise quantitativa, obtêm-se as conclusões correspondentes aos dados coletados. (Gil, 2002, p. 50) Laboratório “ A experiência é realizada em local circunscrito, uma vez que no campo seria praticamente impossível realizá-la. Simulações em computador situam-se nesta classificação” ( Vergara, 1998, p. 46). Pesquisa de “ Esta estratégia de pesquisa procura muita mais o aprofundamento das questões Campo propostas do que a distribuição das características da população, segundo determinadas variáveis. Apresenta maior flexibilidade, podendo ocorrer mesmo que seus objetivos sejam reformulados ao longo da pesquisa”. É desenvolvido no próprio local em que ocorrem os fenômenos, utilizando-se técnicas de observação direta (Gil, 2002, p. 52). Pesquisa “Quando se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das Participante situações investigadas” (Gil, 2002, p.55) Pesquisa-Ação Compreende “ um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo o u participativo” ( Thiollent, 1998, p.14). Estudo de Caso É uma pesquisa empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos ( Yin, 2001). Observação O método observacional fundamenta-se em procedimentos de natureza sensorial, objetivando captar os aspectos (fatos) essenciais e acidentais de um fenômeno do contexto empírico (Fachin, 2001 p.35) Fonte: Zamberlan et al ( 2014, p. 99) 56 Quanto aos procedimentos técnicos ou das estratégias de pesquisa pode-se afirmar que este estudo tem cunho biblioGráfico por abranger o referencial teórico já tornado público em relação ao tema de estudo como boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, e abordou os seguintes temas: o setor de transportes de passageiros no Brasil, administração de marketing, ambiente de marketing, marketing de serviços, características dos serviços, marketing de relacionamento, satisfação dos clientes, lealdade e fidelização, qualidade, gerenciamento da qualidade de serviços e qualidade na prestação de serviços de transporte de passageiros. Pelo fato de que o estudo foi no próprio local onde os fatos ocorrem pode-se definir esta pesquisa como de campo, além de valer-se de técnica da observação. Este estudo também se caracteriza como documental, pois foram consultados relatórios para verificar o número de passageiros que usam os serviços da empresa para determinar a amostra a ser pesquisada. 3.2 Sujeitos da pesquisa e universo amostral Nesta etapa de estudo buscou-se relacionar os objetivos específicos do trabalho com os sujeitos da pesquisa conforme Quadro 4. 57 Quadro 4 – Sujeitos da pesquisa Objetivos específicos Sujeitos da pesquisa Identificar as variáveis consideradas mais importantes para os usuários no que diz respeito a qualidade do serviço de transporte de passageiros intermunicipal Identificar o perfil dos usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Identificar as variáveis mais importantes para os diretores da empresa no que diz respeito a qualidade dos serviços prestados; Identificar possíveis gaps entre a percepção do usuário e dos diretores da empresa; Verificar dentre as variáveis como esta a qualidade do serviço oferecido; Propor melhorias a partir dos resultados obtidos visando qualificar a prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Fonte: Autor da Pesquisa Usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Gerente da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda Passageiros e gerente da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Usuários do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Dados obtidos no questionário aplicado aos passageiros e a entrevista com a direção da empresa objeto do estudo. O trabalho foi realizado na empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda., localizada na cidade de Três passos. Os dados coletados para a realização do estudo proposto foram fornecidos pelo gerente da organização e pelos usuários dos serviços oferecidos. Para identificar as variáveis consideradas mais importantes para os usuários no que diz respeito à qualidade do serviço de transporte de passageiros intermunicipal foram aplicados junto aos usuários, questionários onde se buscou classificar em nível de importância os elementos que interferem na qualidade no transporte de passageiros. Para identificar as variáveis mais importantes para os diretores da empresa no que diz respeito à qualidade dos serviços prestados foi feita uma entrevista com o gerente da organização. Para identificar possíveis gaps entre a percepção do usuário e dos diretores da empresa foi feita comparação entre o questionário aplicado aos usuários e a entrevista feita com o gerente da organização. 58 Buscou-se verificar dentre as variáveis estudadas, como está a qualidade do serviço oferecido, para tanto juntamente ao questionário foi feita uma pesquisa quanto a qualidade dos serviços prestados. A partir dos dados obtidos na entrevista ao gerente da organização e dos dados obtidos no questionário aplicado aos usuários do serviço de transporte de passageiros, foram sugeridas melhorias a partir dos resultados obtidos visando qualificar a prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal. Para determinar a amostra, existem técnicas de amostragem que podem ser genericamente classificadas como não probabilísticas e probabilísticas. A amostragem não probabilística confia no julgamento pessoal do pesquisador e não na chance de selecionar os elementos amostrais. Na amostragem probabilística as unidades amostrais são escolhidas ao acaso. É possível preespecificar cada amostra potencial de determinado tamanho que pode ser extraída da população. Para Zamberlan (2008) é elevado o número de fatores que devem ser levados em conta na determinação do tamanho da amostra. Entre elas incluem-se: • a importância da decisão (quanto mais importante, menor deve ser à margem de erro); • a natureza da pesquisa; • os tamanhos das amostras usadas em estudos semelhantes (o ideal é você procurar identificar outras pesquisas feitas no mesmo setor para verificar quantos, em média, foram pesquisados); • taxas de preenchimento (muitas vezes há pesquisas em que o grau de recusa é muito elevado); • restrições de recursos (se há poucos recursos, a tendência é a amostra ser menor e a margem de erro maior). Segundo Zamberlan (2008) o cálculo da amostra com um erro amostral de 5% é o seguinte: 59 n = 1 = 400 0,05² Então, que o tamanho da amostra para esta margem de erro é de 400 pessoas. A partir daí pode-se a correção do tamanho da amostra. No caso da empresa em estudo o relatório de movimento mensal apresentou 80.000 passagens no mês de maio de 2014. 80.000 x 400 = 398 80.000 + 400 Portanto, a amostra deve ser de 398 questionários a serem aplicados aos os usuários dos serviços de transporte. Contudo, foram aplicados 200 questionários, considerando que 80.000 é o número de passagens vendidas ao longo do mês, e não o número de passageiros que utilizam o transporte, uma vez, que alguns passageiros, utilizam diariamente o serviço de transporte. 3.3 Coleta de dados Para aplicação da entrevista junto ao gerente da organização foi utilizada a técnica de entrevista em profundidade conforme (apêndice A) que segundo Zamberlan et al (2014) se caracteriza em uma técnica para se obter dados qualitativos. É uma entrevista direta e pessoal, em que um único respondente é entrevistado de cada vez por um entrevistador, buscando descobrir informações com relação a algum assunto. Também foi aplicado um questionário conforme (apêndice B) junto aos usuários. Para Zamberlan et al (2014) um bom questionário é aquele capaz de coletar os dados necessários para atingir os objetivos específicos da pesquisa. O questionário utiliza escalas nominais, escalas ordinais e a escala intervalar. Segundo Zamberlan et al (2014) uma escala nominal é um esquema em que os números servem apenas como rótulos para identificar e classificar objetos. Serve para procurar informações sobre sexo, estado civil, renda, escolaridade dentre outros. Já uma escala ordinal é uma escala de graduação em que se atribuem números a objetos para indicar até que ponto possuem maior ou menor grau do que um outro objeto. 60 Como escala intervalar serve para identificar distancias numericamente ou iguais na escala representam valores iguais na característica que esta sendo avaliada. Auxilia na mensuração da intensidade de uma atitude perante um objeto ou propriedade. 3.4 Análise e interpretação dos dados Para análise dos dados quantitativos foi utilizado o programa Excel, e a partir deste, foram criados Gráficos e Tabelas para apresentar a interpretação dos dados obtidos. Segundo Zamberlan et al (2014), a análise de dados tem o papel de transformar o volume de papéis (coletas de dados) em conclusões e relatórios, para serem utilizados na tomada de decisão. A tabulação consiste em contar o número de respostas obtidas pelos questionários. Foi utilizada a distribuição de frequência para análise dos questionários aplicados, que para Zamberlan et al (2014), ela organiza os dados em classes, grupos de valores e mostra o número de observações no conjunto de dados, ou seja, reporta o número de respostas que cada questão recebeu. Ainda segundo Zamberlan et al (2014), é possível apresentar a distribuição de frequência em Tabelas onde podemos incluir porcentagem ou ainda em Gráficos. Ainda para análise dos dados, foram utilizadas medidas de tendência central que segundo Zamberlan et al (2014), descrevem o centro da distribuição de frequência e é uma das formas mais apropriadas para analisar diferentes valores de uma variável. Neste caso optou-se utilizar a média, que para Zamberlan et al (2014), é a medida de tendência central mais utilizada. É a soma dos valores observados na distribuição, dividida pelo número de observações. Ainda segundo Zamberlan et al (2014) a média a melhor opção para análise de um questionário que trabalha com uma escala intervalar. Na avaliação foi utilizado o seguinte critério: 1 para ótimo, 2 para bom, 3 para regular, 4 para ruim, 5 para péssimo. Para o cálculo da média se multiplicou o número de respostas obtidas pelo valor de cada uma, conforme apresentado acima, posteriormente dividindo o resultado pelo número de questionários aplicados. 61 Quadro 5 – Exemplo de cálculo da média Avaliação Valor Respostas Multiplicação Resultado Ótimo 1 5 1x5 5 Bom 2 3 2x3 6 Regular 3 10 3 x 10 30 Péssimo 4 1 4x1 4 Ruim 5 1 5x1 5 TOTAL DE RESPOSTAS 20 SOMA 50 CÁLCULO DA MÉDIA 50/20 RESULTADO DE MÉDIA 2,50 Fonte: Autor da pesquisa O Quadro 5 apresenta uma simulação de cálculo da média para 20 questionários. O peso das respostas utiliza o seguinte critério: 1 para ótimo, 2 para bom, 3 para regular, 4 para ruim, 5 para péssimo. O exemplo, apresenta 5 respostas como ótimo, 3 repostas com bom, 10 respostas como regular, 1 resposta como péssimo e 1 resposta como ruim. Portanto com o número de respostas tabuladas, se fez a multiplicação pelo valor de avaliação de acordo com o critério definido. A partir da soma do resultado da multiplicação que neste caso foi 50, se dividiu o resultado pela quantidade de questionários tabulados, que de acordo com o exemplo são 20. Da divisão de 50/20 encontra-se a média de 2,50, que a partir dos critérios definidos foi classificada entre bom (2) e regular (3). Portanto na avaliação quanto mais próximo do número um (1) for o resultado, melhor será a avaliação, e mais próximo do número cinco (5) pior será a avaliação. Já a análise dos dados qualitativos (entrevista) foi realizada por meio de análise de conteúdo, posteriormente comparada à prática com a teoria. 62 4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Após contextualizar o estudo, apresentar o embasamento teórico e a metodologia para desenvolvimento do trabalho, apresenta-se a análise e interpretação dos resultados, que esta estruturada da seguinte maneira: perfil dos clientes; variáveis consideradas mais importantes pelos usuários quanto à qualidade do serviço de transporte de passageiros; variáveis consideras mais importantes pelos diretores da empresa quanto à qualidade do serviço de transporte de passageiros; GAPS entre a percepção dos usuários e dos diretores da empresa; avaliação da qualidade do serviço oferecido e sugestões de melhorias. 4.1 Perfil dos clientes Para fazer a análise do perfil dos clientes foram considerados os seguintes elementos: gênero dos clientes, estado civil dos clientes, idade dos clientes, escolaridade dos clientes, renda familiar dos clientes, frequência que utiliza o serviço de transporte, finalidade do uso do meio de transporte, e se o cliente possui veículo. a) Gênero dos clientes A Gráfico 1 apresenta a divisão dos clientes de acordo com o gênero. Dos questionários respondidos, 52% foram com usuários do sexo feminino e 48% com o sexo masculino. Gráfico 1: Gênero dos clientes. Fonte: Coleta de dados (2014). 63 b) Estado civil dos clientes Posteriormente, verificou-se o estado civil dos usuários, elucidado no Gráfico 2. Dos usuários, 56,50% são solteiros (a), 33,50% casados (a), 3,50% viúvos (a) e 6,50% outros (separados, divorciados ou não quiseram informar). Observa-se, que o maior publico esta dentre os solteiros (a), com mais da metade dentro do amostra verificada. Nota-se também, um número significativo de usuários casados (a) dentre os usuários. Gráfico 2: Estado civil dos clientes. Fonte: Coleta de dados (2014). c) Idade dos clientes Quanta a faixa etária dos clientes, conforme a Gráfico 3, 38,50% tem de 13 a 25 anos de idade, 28% de 26 a 35 anos, 13% de 36 a 45 anos, 8,5% de 46 a 55 anos, 10% de 56 a 65 anos e 2% acima de 65 anos. Nota-se que 66,50% do publico encontra-se entre 13 e 35 anos, podendo classificar como jovem, os clientes do setor de transportes. 64 Gráfico 3: Idade dos clientes. Fonte: Coleta de dados (2014). d) Escolaridade dos clientes O Gráfico 4 apresenta a escolaridade verificada na pesquisa, sendo que 23% dos usuários possuem 1º grau incompleto, 3% o 1º grau completo, 11,50% o 2º grau incompleto, 29% o 2º grau completo, 22% o 3º grau incompleto, 9% o 3º grau completo e 2,5% com pósgraduação. Gráfico 4: Escolaridade dos clientes. Fonte: Coleta de dados (2014). Da amostra apresentada no Gráfico 4, portanto, 66,50% tem até o 2º grau completo. Também significativo, o dado apresentado quanto aos usuários com 3º grau incompleto que ficou em 22%. 65 e) Renda Familiar A pesquisa também buscou saber a renda familiar dos usuários, apresentada no Gráfico 5. Gráfico 5: Renda familiar. Fonte: Coleta de dados (2014). Sendo que para 21,50% dos usuários com renda familiar de até 1 salario minimo, para 56% de 1 a 3 salários, para 16,50% de 3 a 5 salários e para 6% acima de 5 salários mínimos. Destaca-se na amostra analisada, que 77,50% dos usuários do serviço de transporte de passageiro tem renda de até 3 salários mínimos. f) Frequência que utiliza o serviço de transporte Já o Gráfico 6 apresenta a frequência que os usuários utilizam o serviço de transporte oferecido. 66 Gráfico 6: Frequência que utiliza o serviço de transporte. Fonte: Coleta de dados (2014). Com 69,50% dos clientes que utilizam eventualmente o serviço de transporte, 18,50% até 2 dias na semana, 5,50% de 3 a 4 dias na semana e 6,50% responderam que utilizam de 5 a 7 dias na semana. Fator determinante para este resultado de 69,50% dos usuários que utilizam os serviços eventualmente, é o fato das pesquisas serem realizadas nos finais de semana. g) Finalidade do uso do meio de transporte Esse mesmo contexto. que também influencia no resultado apresentado no Gráfico 7, que demostra a utilidade dos serviços para os passageiros. De acordo com a pesquisa, 17,50% dos usuários utilizam o serviço de transporte para trabalhar, 5% para estudar, 70% para passeio e 7,50% para outras atividades não contempladas nas opções sitadas anteriormente. 67 Gráfico 7: Finalidade do uso do meio de transporte. Fonte: Coleta de dados (2014) . h) Cliente possui veículo Posteriormente na análise de perfil, foi questionado aos usuários se eles possuíam veículo próprio, conforme Gráfico 8. Do universo amostral coletado apresentou que 32% dos usuários possuem veiculo próprio e 68% não possuem. Gráfico 8: Veículo. Fonte: Coleta de dados (2014). Importante conhecer o perfil dos clientes, usuários dos serviços de transporte de passageiros intermunicipal, pois segundo Las Casas (2006) conhecer a faixa etária dos clientes para direcionar o perfil dos usuários no momento da criação dos produtos e serviços, 68 bem como saber o sexo, a renda, todas essas informações são de fundamental importância e afetam diretamente os planos estratégicos das organizações. Para Martins e Laugeni (2005) não basta ter o serviço a disposição. As organizações devem se colocar no lugar do cliente, conhecer o cliente, procurar entender o que ele realmente precisa para o atendimento suas necessidades. Com a pesquisa do perfil dos usuários do transporte de passageiros, foi conhecido o perfil dos clientes, onde se deu praticamente igualdade de homens e mulheres na amostra. Na maioria solteiros, numa faixa etária significativa de clientes de 13 a 35 anos de idade. Já em relação à renda familiar, ficou em grande parte entre 1 a 3 salários. Boa parte dos passageiros com até ensino médio completo. Em relação à utilização do transporte, no contexto da coleta (nos finais de semana), a maioria dos clientes com viagens eventuais a passeio, sendo que a maioria dos clientes não possui veiculo próprio. De acordo com Brasil (1998) o principio da generalidade ou universalidade, onde relaciona-se com o principio da igualdade ou uniformidade dos usuários do transporte, ele pode ser exigido e utilizado por todos que dele necessitem, independente da renda, e do local onde o serviço deve ser prestado ou disponibilizado. Também levando em conta a questão da renda, Brasil (1998) diz quanto a modicidade das tarifas, que elas devem ser módicas, não impedindo que as classes que mais carecem da prestação do serviço tenham acesso a ele. Portanto, é importante conhecer o perfil dos passageiros, para assim oferecer um serviço de qualidade de acordo com o seu perfil, a partir disso criar serviços diferenciados, criando um diferencial competitivo para a organização prestadora do serviço, uma vez que ela visa lucros, mas não esquecendo de atender a toda a população, uma vez que o serviço de transporte de passageiros é um serviço publico estabelecido no artigo 30, V da Constituição Federal. No contexto apresentado, o conhecimento do perfil dos cliente é de grande importância, para a organização saber quem é seu publico alvo e a partir disso direcionar treinamentos e capacitações de seus funcionários. No atual momento em que passa o setor de transporte de passageiros, não se torna viável a empresa elaborar a criação de novos horários 69 para atender a cada perfil de cliente, uma vez que durante a pesquisa, na grande maioria das viagens realizadas os veículos estavam apenas com meia lotação, o que significa uns 25 passageiros, sendo que a capacidade do veículo é o dobro e ainda admite meia lotação em pé de acordo com as normas do DAER – Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem. 4.2 Variáveis consideradas mais importantes pelos usuários quanto à qualidade do serviço de transporte de passageiros Durante a aplicação dos questionários foi verificada dentro das variáveis pesquisadas quais são consideradas mais importantes para os usuários para a qualidade do serviço de transporte de passageiros. As variáveis pesquisadas foram a segurança, conforto do veículo, higiene do veículo, pontualidade, pontos de parada, flexibilidade dos horários, integridade das bagagens, cortesia do motorista, cortesia do cobrador e internet a bordo dos veículos. Para os clientes que responderam o questionário, conforme apresentado na Tabela 1 a variável mais importante é a segurança, em segundo lugar ficou o conforto do veículo, em terceiro a higiene do veículo, em quarto a pontualidade e em quinto os pontos de parada. Em sexto lugar ficou a flexibilidade dos horários, em sétimo a integridade das bagagens, em oitavo a cortesia do motorista em nono a cortesia do cobrador e em décimo a internet a bordo do veículo. Tabela 1 - Variáveis por importância (usuário). Classificação Variável 1º Segurança do transporte 2º Conforto do veículo 3º Higiene do veículo 4º Pontualidade 5º Pontos de parada 6º Flexibilidade dos horários 7º Integridade das bagagens 8º Motorista 9º Cobrador 10º Internet Fonte: Coleta de dados (2014). 70 Não que uma variável seja mais importante que outra, mas a intenção de descobrir é verificar a compreensão do passageiro quanto o que ele considera mais importante para realização de uma viagem com qualidade. 4.3 Variáveis consideradas mais importantes pelos diretores da empresa quanto a qualidade dos serviços prestados Foi realizada uma entrevista com o gerente da empresa, onde dentro dos questionamentos estava a pesquisa das variáveis que a organização considera mais importante para a prestação do serviço de transporte de passageiros, conforme apresentado na Tabela 2. Tabela 2 - Variáveis por importância (empresa) Classificação Variável 1º Segurança do transporte 2º Pontualidade 3º Higiene do veículo 4º Conforto do veículo 5º Integridade das bagagens 6º Motorista 7º Cobrador 8º Flexibilidade de horário 9º Pontos de parada 10º Internet Fonte: Coleta de dados (2014) Em primeiro lugar ficou a segurança, em segundo a pontualidade, em terceiro a higiene do veículo, em quarto o conforto do veículo e em quinto lugar a integridade das bagagens. Seguindo, em sexto lugar aparece a cortesia do motorista, em sétimo a cortesia do cobrador. Em oitavo lugar a flexilidade de horário, em nono os pontos de parada e em decimo lugar a internet a bordo dos veículos. Na sequência foi questionado junto ao gerente quanto as ações realizadas pela empresa para garantir a qualidade de cada variável presente no estudo. 71 a) Segurança do transporte de passageiros A segurança no transporte de passageiros começa com veículos que apresentam boas condições de uso, para não oferecer riscos de acidentes por falhas mecânicas. Além disso, os veículos devem dispor de cintos de segurança, bem como ter bem indicadas as saídas de emergência. Quanto à segurança, a empresa busca capacitar seus motoristas com cursos de transporte de passageiros que possuem validade, onde devem ser feitas reciclagens regularmente. A empresa considera que fazendo a manutenção dos veículos em dia, bem como capacitando os motoristas para cumprir as normas de trânsito, estará preservando seus passageiros, oferecendo assim uma boa condição de segurança ao longo do percurso a ser realizado. Ressalta ainda que a empresa não possui no seu histórico acidentes de grandes proporções, contudo, demostrando que as ações tomadas tem surtido efeito. b) Pontualidade e flexibilidade de horários Em relação à pontualidade e à flexilidade de horários, a empresa busca fazer um estudo do tempo de deslocamento, bem como compreender os melhores horários a oferecer aos passageiros, para, a partir disso, criar as linhas para circulação. É importante respeitar os horários de partida e intervalo entre as viagens, bem como respeitar os itinerários estabelecidos. Lembrando que a determinação desses horários passa pela autorização do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem – DAER, que também fiscaliza a realização dos mesmos. c) Higiene do veículo Em relação à higiene, a organização deve dar importância por uma questão de bemestar dos seus clientes. Quanto à higiene dos veículos, em sua garagem, na cidade de Três Passos RS, a empresa possui um setor de lavagem que realiza a limpeza interna e externa. Já os veículos que não vem até a garagem são lavados em postos de combustíveis. 72 d) Conforto do veículo Para manter o conforto dos veículos a empresa possui um setor de manutenção, que busca manter o ar condicionado funcionando, bem como as janelas dos veículos que não possuem ar condicionado. Também possui um setor de estofaria, que faz manutenção nos assentos para manter o conforto. Ainda tem um setor de chapeamento, que faz manutenção dos desgaste do veículo, com a finalidade de reduzir o nível de ruido. e) Integridade das bagagens A organização busca identificar todas as bagagens ao guardá-las, entregando aos passageiros os comprovantes. Além disso, orienta seus funcionários quanto ao cuidado para não danificar nem extraviar os pertences entregues aos cuidados da empresa. f) Motoristas e cobradores A empresa possui motoristas e cobradores devidamente identificados com crachás da empresa, bem como uniformizados. A organização preza pelo bom atendimento aos clientes, orientando seus funcionários a tratar com cortesia os passageiros. Quanto aos cobradores e motoristas, a empresa busca capacitar os mesmos quando contratados, onde acompanham os novos funcionários durante um período para ambientação à função a ser executada. g) Pontos de parada Em relação aos pontos de parada, a empresa busca realizar contato com as prefeituras, buscando apoio para oferecer uma estrutura para abrigar os passageiros. Já em relação às rodoviárias, é por licitação que as mesmas são escolhidas, uma vez que a empresa não tem influencia na escolha e não pode interferir na administração da mesmas. h) Internet Quanto à internet a empresa possui este serviço em apenas 2 veículos de turismo, sendo necessário ver a viabilidade de inserir nos demais carros. 73 A empresa busca por meio de seu setor de fiscalização conhecer qual a expectativa dos clientes, sendo repassadas as informações para a gerência em reuniões mensais. Em relação às especificações, a organização compreende estar atendendo-as, além de estar oferecendo aos clientes uma frota com veículos com menos de 15 anos de uso e com mais de 70% do veículos com ar condicionado. 4.4 Gaps entre a percepção dos usuários e dos diretores da empresa Após verificar as variáveis mais importante para usuários e a empresa podemos confrontá-las e encontrar os gaps entre as percepções, conforme apresentado na Tabela 3. Tabela 3 - GAPS entre percepção dos usuários e diretoria Importância usuários Importância empresa 1º Segurança do transporte 1º Segurança do transporte 2º Conforto do Veículo 2º Pontualidade 3º Higiene do Veículo 3º Higiene do veículo 4º Pontualidade 4º Conforto veículo 5º Pontos de Parada 5º Integridade das bagagens 6º Flexibilidade dos Horários 6º Motorista 7º Integridade das bagagens 7º Cobrador 8º Motorista 8º Flexibilidade de horário 9º Cobrador 9º Pontos de parada 10º Internet 10º Internet Fonte: Coleta de dados (2014) A pesquisa apresentou gaps entre a percepção dos clientes e da empresa no segundo lugar, quarto lugar, quinto lugar, sétimo lugar, oitavo lugar e nono lugar. Tanto os usuários quanto a empresa colocaram em primeiro lugar a segurança. Já em segundo lugar os usuários destacaram conforto do veículo, sendo que para a empresa o conforto aparece em quarto lugar. Em terceiro lugar ambos destacaram a higiene do veículo. Em quarto lugar os usuários citaram a pontualidade, que para a empresa consta em segundo lugar. Em quinto lugar os usuários do serviço citam os pontos de parada, que na percepção da empresa aparece em nono lugar. 74 Na percepção do passageiro em sexto lugar consta a flexibilidade de horários, que para a empresa esta em oitavo lugar. Em sétimo para os passageiros destacou-se a integridade das bagagens, que para a empresa seria a quinta variável mais importante. Já em oitavo e nono lugar para os usuários consta o motorista e o cobrador, que para a empresa foi citada em sexto e sétimo. Ambos, tem a percepção de que a internet é o decimo item em grau de importância. Para Martins e Laugeni (2005) a existência de gaps prejudica a prestação do serviço com qualidade. Gap 1: divergência entre a expectativa do cliente e o que a empresa ou o prestador do serviço entendeu como sendo a expectativa do cliente. O motivo do gap 1 é má investigação das necessidades do cliente e comunicação deficiente com o cliente e dentro da empresa. A organização não buscou de forma suficiente conhecer a expectativa do cliente, interpretou de forma errônea a informações que tinha quanto às expectativas dos clientes. Esta má interpretação irá resultar em um serviço com falhas onde o cliente não vai ter suas expectativas atendidas. E a organização esta prestando um serviço achando que esta satisfazendo os seus clientes. Segundo Martins e Laugeni (2005) para solucionar este gap é necessário abrir canais de comunicação desde os clientes até o topo, passando pelo pessoal de contato com o público; fazer mais e melhores pesquisas de mercado e diminuição dos níveis hierárquicos. 4.5 Avaliação da qualidade do serviço oferecido A qualidade na prestação dos serviços oferecidos pela Sulserra Transporte e Turismo Ltda foi avaliada através da aplicação dos questionários, onde foram avaliados a qualidade quanto à segurança do transporte, a qualidade quanto ao conforto dos veículos, a qualidade quanto à higiene dos veículos, a qualidade quanto à pontualidade, a qualidade quantos aos pontos de parada, a qualidade quanto a flexibilidade de horários, a qualidade quanto à integridade das bagagens, a qualidade quanto ao motorista e o cobrador e a qualidade quanto à internet a bordo dos veículos. 75 Para Blume e Ledermann (2009, p. 51) “o segredo é superar as expectativas dos consumidores com a qualidade dos serviços, prometendo somente o que puder fornecer e fornecer o que prometeu”. Já para Albrecht (1994), os empresários que estão tentando concentrar-se na ‘qualidade’ em suas organizações estão percebendo rapidamente que o foco no cliente deve ser a pedra fundamental de qualquer esforço para aprimorar a forma de trabalho da organização. De acordo com Brasil (1998) existem alguns indicadores da boa qualidade da prestação do serviço. As condições de segurança, conforto e higiene dos veículos, dos pontos terminais, dos pontos de parada e de apoio. Sendo eles: a) As condições de segurança, conforto e higiene dos veículos, dos pontos terminais dos pontos de parada e apoio. b) O cumprimento das condições de regularidade, continuidade, pontualidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia na respectiva prestação; c) A garantia de integridade das bagagens e encomendas; d) O índice de acidentes em relação às viagens realizadas; e) O desempenho profissional do pessoal da transportadora. Na avaliação foi utilizado o seguinte critério: 1 para ótimo, 2 para bom, 3 para regular, 4 para ruim, 5 para péssimo. Para avaliação destes utilizou-se de Tabelas fazendo uso de matemática e estatística para analise do conteúdo dos questionários aplicados, com os seguintes resultados obtidos: 4.5.1 Qualidade quanto à segurança do transporte de passageiros Na pesquisa realizada foi verificado como está a qualidade quanto à segurança no transporte de passageiros da Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Foi questionado quanto ao cinto de segurança, condução do veículo e as saídas de emergência. 76 A segurança do transporte de passageiros foi considerada pelos clientes e pela empresa a variável mais importante para a prestação do serviço com qualidade. Para Freitas, Filho e Rodrigues (2011, p.3) ela representa a prestação de serviços sem perigos, riscos ou danos. A Tabela 4 apresenta a qualidade quanto à segurança do transporte. Tabela 4 - Qualidade quanto à segurança do transporte. QUALIDADE QUANTO À SEGURANÇA DO TRANSPORTE CINTO DE SEGURANÇA CONDUÇÃO DO VEÍCULO SAÍDAS DE EMERGÊNCIA AVALIAÇÃO (Nº DE REPOSTAS) (Nº DE REPOSTAS) (Nº DE REPOSTAS) ÓTIMA 26 40 41 BOA 79 124 126 REGULAR 45 31 23 RUIM 19 1 8 PÉSSIMA 31 4 2 TOTAL 200 200 200 CINTO DE SEGURANÇA CONDUÇÃO DO VEÍCULO SAÍDAS DE EMERGÊNCIA AVALIAÇÃO (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) ÓTIMA 13,00% 20,00% 20,50% BOA 39,50% 62,00% 63,00% REGULAR 22,50% 15,50% 11,50% RUIM 9,50% 0,50% 4,00% PÉSSIMA 15,50% 2,00% 1,00% TOTAL 100,00% 100,00% 100,00% MÉDIA 2,75 2,02 2,02 MÉDIA DO GRUPO 2,26 Fonte: Coleta de dados (2014). a) Cinto de Segurança Na Tabela 4 está apresentada a segurança avaliada quanto ao cinto de segurança, 13% dos passageiros responderam ótima, 39,50% boa, 22,50% regular, 9,50% ruim e 15,50% péssimo. A medida de tendência central (média) deste item ficou em 2,75 entre boa e regular, porém mais próxima do regular. Fator preocupante uma vez que foi percebido durante a aplicação dos questionários que muitos veículos não possuem cinto de segurança, em função disto apresentou um resultado de 47,50% de respostas entre regular e ruim. Também se percebeu durante a pesquisa, o não uso do cinto de segurança nos veículos que tinham os mesmos. Cabe, portanto 77 a prestadora do serviço orientar quanto ao uso, uma vez que pode evitar problemas maiores em situações de risco aos passageiros. b) Condução do veículo A Tabela 4 também apresenta o resultado obtido quanto a condução do veículo onde 20% do passageiros consideraram ótimo, 62% bom, 15,50% regular, 0,50% ruim e 2% péssimo. A medida de tendência central (média) quanto a condução do veículo foi de 2,02 ou seja boa. Quanto à condução do veiculo, apresentou 82% das respostas entre ótima e boa. Dentre as ações que a organização realiza para a segurança no transporte esta o curso de transporte de passageiros, que foi citada na entrevista com o gerente. Esta ação realizada tem impacto direto no resultado obtido na boa avaliação quanto a condução do veículo. Porém, se deve atentar aos 18% dos questionários que apresentaram resultado entre regular e péssimo, uma vez que o resultado é significado, ainda mais em uma variável com um grau de importância elevado. c) Saídas de emergência A Tabela 04 apresenta também o resultado da qualidade das saídas de emergência, onde 20,50% dos passageiros consideram ótima, 63% boa, 11,50% regular, 4% ruim e 1% péssimo. A medida de tendência central (média) ficou em 2,02 considerada como boa. Mesmo com 83,50% dos questionários apresentarem resultado entre ótimo e bom, é preocupante o fato de 16,50% dos clientes considerarem entre regular e péssima as saídas de emergência. Importante ressaltar, que durante a aplicação dos questionários, notou-se que todas são bem sinalizadas, mas este resultado apresentado se deve pelo fato de muitos passageiros não ter o conhecimento da importância da sinalização das cortinas vermelhas, cabendo, portanto, a empresa realizar a instrução dos passageiros quanto ao uso. O resultado quanto à segurança do transporte de passageiros , fazendo a média das respostas das variáveis anteriores, com a medida de tendência central (média) final da segurança do veículo ficou em 2,26 entre regular e boa. 78 4.5.2 Qualidade quanto ao conforto do veículo A qualidade quanto ao conforto do veiculo foi considerada a segunda variável mais importante pelos clientes e a quarta pela empresa. Na avaliação do conforto do veículos foram levadas em conta a questão da lotação do veículo, a temperatura interna, o nível de ruído e o conforto dos assentos. Tabela 5- Qualidade quanto ao conforto do veículo. QUALIDADE QUANTO AO CONFORTO DO VEÍCULO TEMPERATURA LOTAÇÃO INTERNA (Nº NÍVEL DE RUÍDO (Nº DE REPOSTAS) DE REPOSTAS) ( Nº DE REPOSTAS) 61 23 17 88 122 76 43 42 75 5 6 18 3 7 14 200 200 200 CONFORTO DOS ASSENTOS AVALIAÇÃO (Nº DE REPOSTAS) ÓTIMA 28 BOA 74 REGULAR 70 RUIM 20 PÉSSIMA 8 TOTAL 200 CONFORTO DOS TEMPERATURA ASSENTOS LOTAÇÃO INTERNA NÍVEL DE RUÍDO ( % DAS AVALIAÇÃO (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) RESPOSTAS) ÓTIMA 30,50% 11,50% 8,50% 14,00% BOA 44,00% 61,00% 38,00% 37,00% REGULAR 21,50% 21,00% 37,50% 35,00% RUIM 2,50% 3,00% 9,00% 10,00% PÉSSIMA 1,50% 3,50% 7,00% 4,00% TOTAL 100,00% 100,00% 100,00% 100,00% MÉDIA 2,00 2,26 2,68 2,53 MÉDIA DO GRUPO 2,37 Fonte: Coleta de dados (2014). a) Lotação do veículo A Tabela 5 demonstra o resultado obtido quanto a lotação, onde para 30,50% dos passageiros responderam como ótima, 44% boa, 21,50% regular, 2,50% ruim e 1,50% péssimo. A medida de tendência central (média) quanto a lotação foi de 2,00, avaliada, portanto, como boa. 79 Durante a pesquisa realizada, todos os passageiros estavam sentados nas poltronas. Portanto, a questão de lotação não é problema no transporte de passageiros intermunicipal. Porém, notou-se que haviam sempre poltronas disponíveis, um fator de preocupação para a empresa em estudo, pois existe ociosidade na sua prestação de serviço, que poderia ser mais rentável, uma vez que se utiliza-se a capacidade de passageiros disponível. De acordo com Kotler (1998) os serviços são perecíveis e não podem ser estocados para vendas ou uso futuros. Quanto à prestação de serviço de transporte, a empresa deve cumprir o horário com regularidade de acordo com Brasil (1998), oferecendo aos seus clientes horários diariamente. Durante a entrevista o gerente relatou a diminuição do fluxo de passageiros em função dos veículos particulares, e que a organização monitora as linhas para saber quais estão sendo rentáveis para a empresa. b) Temperatura interna A Tabela 5 elucida as informações quanto à temperatura interna dos veículos, onde para 11,50% dos passageiros avaliaram como ótima, 61% como boa, 21% regular, 3% ruim e 3,50% péssimo. A medida de tendência central (média) quanto a temperatura interna foi de 2,26, entre regular e boa. Mesmo que em alguns veículos onde foi realizada a pesquisa, não tinham ar condicionado, o resultado obido ficou com a maioria entre ótima e boa foi de 72,50%, muito pelo fato, de a pesquisa ter sido realizada em dias com temperaturas agradáveis, nos meses de julho, agosto e setembro. Ainda assim, um número significante de passageiros, 27,50% respondeu que a temperatura interna do veiculo esta entre regular e péssima. Durante a entrevista com o gerente da empresa, o mesmo mencionou que 70% dos veículos possuem ar-condicionado. c) Nível de ruído nos veículos A Tabela 5 apresenta também a qualidade quanto ao nível de ruído nos veículos. Quanto a esse elemento pesquisado, o resultado foi de 8,50% ótimo, 38% boa, 37,50% regular, 9% ruim e 7% péssimo. A medida de tendência central (média) quanto ao nível de ruído 2,68, ficando entre boa e regular. 80 Resultado preocupante uma vez que 53,50% dos clientes avaliaram a qualidade entre regular e péssima. Durante a entrevista com o gerente da empresa foi citado que a mesma possui um setor para manutenção dos veículos onde os mesmos realizam trabalhos com a finalidade de reduzir o nível de ruído. Mas também se deve levar em conta as condições precárias das estradas onde os veículos realizam o trajeto dos itinerários, uma vez que isso contribui para o desgaste dos veículos. d) Conforto dos assentos A Tabela 5 também apresenta o resultado quanto à qualidade do conforto dos assentos,onde 14% considerou ótima, 37% boa, 35% regular, 10% ruim e 4% péssimo. A medida de tendência central (média) do conforto dos assentos ficou em 2,53, ou seja, entre boa e regular. O resultado obtido na análise do grupo conforto do veículo, cruzando os dados da lotação, temperatura interna, nível de ruído e conforto dos assentos ficou com a medida de tendência central (média) desse grupo em 2,37 entre regula e boa. Deve-se levar em conta neste resultado, que alguns veículos que a empresa possui são mais antigos, com isso, não apresentam o conforto encontrado nos ônibus mais novos. Isso se deve ao fato de o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem permitir o uso dos veículos com até 20 anos de fabricação, podendo ser prorrogado este prazo, para 25 anos desde que, justificado o uso acima do tempo permitido. Como um veículo tem um elevado custo para a aquisição, as empresas de transporte acabam utilizando até o limite da vida útil, podendo assim depreciar o veículo em um prazo maior. Importante citar que como a Sulserra Transporte e Turismo Ltda tem várias linhas onde os veículos circulam sem revestimento asfáltico (estradas de chão), com isso acaba direcionando os veículos mais velhos para realizar esses itinerários, uma vez que carros mais novos pela fragilidade do material, acarretariam em maior manutenção, bem como iriam ser danificados rapidamente. 81 4.5.3 Qualidade quanto à higiene dos veículos A qualidade quanto à higiene dos veículos foi a terceira variável considera mais importante para os clientes e para a empresa. Para avaliar a higiene dos veículos, os passageiros foram questionados quanto a limpeza externa, a limpeza interna, se haviam sacolas para lixo dentro dos ônibus e as condições dos banheiros Tabela 6 – Qualidade quanto à higiene dos veículos. AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL AVALIAÇÃO -ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL MÉDIA QUALIDADE QUANTO À HIGIENE DOS VEÍCULOS SACOLAS PARA LIXO LIMPEZA EXTERNA LIMPEZA INTERNA ( Nº DE (Nº DE REPOSTAS) (Nº DE REPOSTAS) REPOSTAS) 14 16 12 96 82 57 72 71 51 14 24 45 4 7 35 200 200 200 SACOLAS PARA LIXO LIMPEZA EXTERNA LIMPEZA INTERNA ( % DAS (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) RESPOSTAS) 7,00% 8,00% 6,00% 48,00% 41,00% 28,50% 36,00% 35,50% 25,50% 7,00% 12,00% 22,50% 2,00% 3,50% 17,50% 100,00% 100,00% 100,00% 2,49 2,62 3,17 MÉDIA DO GRUPO 2,83 BANHEIRO (Nº DE REPOSTAS) 7 53 89 30 21 200 BANHEIRO (% DAS RESPOSTAS) 3,50% 26,50% 44,50% 15,00% 10,50% 100,00% 3,02 Fonte: Coleta de dados (2014). a) Limpeza Externa A Tabela 6 apresenta o resultado obtido na avaliação da higiene do veículo quanto a limpeza externa. Para 7% dos passageiros a limpeza externa está ótima, 48% boa, 36% avaliaram como regular, 7% ruim e 2% dos passageiros responderam péssimo. Portanto. 45% avaliaram entre regular e péssima, informação a se observar uma vez que os ônibus são a imagem da empresa, circulando por toda sua área de atuação. Para 82 Martins e Laugeni (2005) também importante na prestação de serviços a aparência. Segundo Kotler (1998) a aparência contribui para reduzir a incerteza dos compradores, uma vez que a prestação de serviço é intangível. A medida de tendência central (média) obtida neste item foi de 2,49 ou seja, a limpeza externa dos veículos esta entre regular e boa. b) Limpeza interna A Tabela 6 apresenta também a avaliação da limpeza interna dos veículos, onde 8% dos clientes responderam como ótima, 41% boa, 35,50% como regular, 12% ruim e 3,50% péssimo. Fator de relevância, os 51% que responderam entre regular e péssima. Porém, este resultado apresentado tem influencia direta no comportamento dos passageiros, que não jogam o lixo no local correto, e está relacionado ao próximo item a ser analisado, que é em relação às sacolas de lixo a bordo dos veículos. A medida de tendência central (média) neste item pesquisado foi de 2,62, ficando entre boa e regular. c) Sacolas para lixo A Tabela 6 apresenta o resultado quanto as sacolas para lixo dentro dos veículos, onde 6% considerou ótima, 28,50% boa, 25,50% regular, 22,50% ruim e 17,50% avaliou como péssimo. A medida de tendência central (média) deste item pesquisado foi de 3,17, ficando entre ruim e regular. Nota-se, um alto nível de descontentamento 65,50% das respostas entre regular e péssimo, considerando que este dado se apresenta pelo fato de na maioria dos veículos onde foram aplicados os questionários não haviam sacolas para os passageiros colocarem o lixo durante a viagem. Resultado com impacto direto no item anterior limpeza interna. d) Banheiros Na Tabela 6 apresenta-se a avaliação dos banheiros, sendo que 3,50% dos clientes responderam como ótima, 26,50% boa, 44,50% regular, 15% ruim e 10,50% avaliaram como péssimo. Informação preocupante uma vez que 70% dos entrevistados classificaram entre 83 regulares e péssimas a condições dos banheiros. A medida de tendência central (média) apresentada foi de 3,02, portanto regular. Importante frisar que as condições dos banheiros também é resultado do uso, sendo que alguns passageiros fazem uso incorreto, muitas vezes prejudicando as condições oferecidas. Quanto à qualidade em relação a higiene dos veículos, essa ficou com uma medida de tendência central (média) de 2,83, ou seja, foi considerada regular pelo usuários que responderam os questionários. Durante a entrevista com o gerente, o mesmo informou que a organização possui um setor de lavagem que realiza a limpeza dos veículos e ainda possui convenio com os postos de combustíveis onde os veículos são abastecidos, onde, os mesmos recebem a limpeza externa e interna. 4.5.4 Qualidade quanto à pontualidade Em relação à pontualidade, que foi mencionada como a quarta variável mais importante para a qualidade no transporte pelos clientes, e em segundo lugar pela empresa. Para Freitas, Filho e Rodrigues (2011) a pontualidade é o cumprimento rigoroso dos horários para a prestação do serviço preestabelecido em contrato, podendo também ser analisada como credibilidade e competência sendo que isso se deve pelo fato de entregar o que prometeu cumprir com o acordo. Segundo Martins e Laugeni (2005) se a organização não cumprir com o acordo dificilmente será contratado novamente por este cliente, bem como não recebera boas referencias quanto à prestação de seus serviços. 84 Tabela 7 Qualidade quanto à pontualidade. AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL MÉDIA QUALIDADE QUANTO À PONTUALIDADE CUMPRIMENTO DE HORÁRIO (Nº DE REPOSTAS) 47 86 49 17 1 200 CUMPRIMENTO DE HORÁRIO (% DAS RESPOSTAS) 23,50% 43,00% 24,50% 8,50% 0,50% 100,00% 2,19 Fonte: Coleta de dados (2014). Analisando, a qualidade quanto a pontualidade dos horários oferecidos, da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda, apresentada na Tabela 7, verificou-se 23,50% dos passageiros considera como ótima, 43% boa, 24,50% regular, 8,50% ruim e 0,50% péssima. A medida de tendência central (média) da pontualidade ficou em 2,19 entre regular e boa. Dos entrevistados 33,50% responderam entre regular e péssimo. A organização possui um setor de logística que orienta quanto ao tempo para cumprir os horários ofertados. Porém, em alguns dias podem ocorrer atrasos em função de transito excessivo, condições climáticas, as condições das estradas e eventuais quebras de veículos no decorrer do percurso. Ocorrendo quebra de veículos, a organização possui carros reservas, havendo apenas a necessidade de espera para substituição do veículo danificado. 4.5.5 Qualidade quanto aos pontos de parada Os pontos de parada foram classificados pelos clientes como a quinta variável mais importante para a qualidade do transporte e o nono pela a empresa. De acordo com Brasil (1998) as condições de segurança, conforto e higiene dos pontos de parada e de pontos de apoio são indicadores da qualidade da prestação do serviço. 85 Para avaliação dos pontos de parada (rodoviárias e pontos onde o ônibus recolhe passageiros) foram questionados os passageiros sobre a segurança, o conforto e a higiene oferecidos aos passageiros. Tabela 8 - Qualidade dos pontos de parada. AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL MÉDIA QUALIDADE DOS PONTOS DE PARADA SEGURANÇA CONFORTO (Nº DE REPOSTAS) (Nº DE REPOSTAS) 9 5 81 61 74 93 19 31 17 10 200 200 SEGURANÇA CONFORTO (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) 4,50% 2,50% 40,50% 30,50% 37,00% 46,50% 9,50% 15,50% 8,50% 5,00% 100,00% 100,00% 2,77 2,9 MÉDIA DO GRUPO 2,86 HIGIENE (Nº DE REPOSTAS) 7 62 87 30 14 200 HIGIENE (% DAS RESPOSTAS) 3,50% 31,00% 43,50% 15,00% 7,00% 100,00% 2,91 Fonte: Coleta de dados (2014). A Tabela 8 apresenta os resultados obtidos quanto à qualidade dos pontos de parada e rodoviárias. a) Segurança dos pontos de parada Dos passageiros que responderam o questionário 4,50% responderam que a segurança esta ótima, 40,50% regular, 37% regular, 9,50% ruim e 8,50% péssimo. A medida de tendência central (média) avaliada nos questionários aplicados quanto a segurança dos pontos de para foi de 2,77, isso significa que esta entre boa e regular. Chama atenção que entre regular, ruim e péssima apresenta 55% das respostas. Durante a realização da pesquisa não foi percebida a presença da brigada militar nas rodoviárias, nem a presença de segurança particular. 86 b) Conforto dos pontos de parada A Tabela 8 demonstra também o resultado quanto ao conforto dos pontos de parada. Para 2,50% dos passageiros o conforto está ótimo, para 30,50% bom, para 46,50% regular, para 15,50% ruim e para 5% péssimo. A medida de tendência central (média) apresentada nos questionários em relação ao conforto oferecido nos pontos de parada foi de 2,90, ou seja, quanto ao conforto a avaliação foi regular. Chama atenção que apenas 33% consideraram ótima ou boa as condições de conforto oferecida, portanto 77% dos cliente responderam entre regular, ruim e péssimo. Resultado esse obtido em função de que a estrutura oferecida aos passageiros na maioria das rodoviárias onde foram realizadas as pesquisas é precária. Na grande maioria trata-se de prédios antigos, onde não existem investimentos para melhoria. c) Higiene dos pontos de parada A Tabela 8 apresenta o resultado obtido nos questionários quanto a higiene das rodoviárias e pontos de paradas. Apenas 3,50% dos entrevistados responderam como ótima, 31% boa, 43,50% regular, 15% ruim e 7% dos entrevistados responderam que as condições de higiene das rodoviárias e pontos de parada está péssima. Em relação a higiene a medida de tendência central (média) ficou em 2,91, classificando a higiene das rodoviárias e pontos de parada como regular. Dos entrevistados 65,50% classificaram entre regulares e péssimas as condições de higiene dos pontos de parada. As rodoviárias são concessões que possuem sua própria administração, mas cabe a organização em estudo cobrar melhorias, uma vez que as rodoviárias recebem comissão das vendas de passagens, portanto, devem prezar pela qualidade do serviço de transporte. O resultado obtido quanto aos pontos de parada, demonstrando todos os itens que foram avaliados, a segurança, o conforto e a higiene. O pontos de parada ficaram com a medida de tendência central (média) final de 2,86, ficando entre boa e regular, porém, muito mais próxima da condição de regular. 87 4.5.6 Qualidade quanto à flexilidade dos horários A variável flexibilidade dos horários oferecidos foi mencionada como a sexta variável mais importante para a qualidade da prestação do serviço de transporte para os clientes e como a oitava para a empresa. Quanto a flexibilidade dos horários oferecidos, que significa se os horários atendem a necessidade dos passageiros, a qualidade segundo os passageiros entrevistados conforme Tabela 9, para 22% está ótima, para 53% boa, para 18% regular, para 6,50% ruim e para 0,50% péssimo. A medida de tendência central (média) quanto a flexibilidade dos horário oferecidos foi de 2,10 entre regular e boa. Dos entrevistados, portanto, 75% classificaram entre ótima e boa a flexibilidade dos horários oferecidos, mas para 25% está entre regular e péssimo. Durante a entrevista com o gerente, o mesmo citou que a organização busca fazer um estudo para compreender os melhores horários a oferecer aos clientes. Tabela 9: Qualidade quanto à flexibilidade dos horários. QUALIDADE QUANTO A FLEXIBILIDADE DOS HORÁRIOS (Nº DE RESPOSTAS) AVALIAÇÃO ATENDEM AS NECESSIDADES DOS PASSAGEIROS ÓTIMA 44 BOA 106 REGULAR 36 RUIM 13 PÉSSIMA 1 TOTAL 200 AVALIAÇÃO ATENDEM AS NECESSIDADES DOS PASSAGEIROS ÓTIMA 22,00% BOA 53,00% REGULAR 18,00% RUIM 6,50% PÉSSIMA 0,50% TOTAL 100,00% MÉDIA 2,10 Fonte: Coleta de dados (2014). 88 4.5.7 Qualidade quanto à integridade das bagagens Outro item pesquisado foi a qualidade quanto a integridade das bagagens que para os clientes é a sétima variável quanto a qualidade do serviço de transporte e a quinta para a empresa. Foi levado em conta para a pesquisa a etiquetagem das bagagens e o cuidado ao guardar no bagageiro do ônibus. Tabela 10 - Qualidade quanto à integridade das bagagens. AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL MÉDIA QUALIDADE QUANTO À INTEGRIDADE DAS BAGAGENS ETIQUETAGEM (Nº DE RESPOSTAS) CUIDADO AO GUARDAR (Nº DE REPOSTAS) 81 63 105 118 11 12 2 3 1 4 200 200 CUIDADO AO GUARDAR ETIQUETAGEM (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) 40,50% 31,50% 52,50% 59,00% 5,50% 6,00% 1,00% 1,50% 0,50% 2,00% 100,00% 100,00% 1,68 1,83 MÉDIA DO GRUPO 1,76 Fonte: Coleta de dados (2014). a) Etiquetagem das bagagens A Tabela 10 apresenta o resultado obtido quanto a etiquetagem das bagagens, onde 40,50% dos passageiros avaliaram como ótima, 52,50% boa, 5,50% regular, 1% ruim e 0,50% péssimo. A medida de tendência central (média) deste item foi de 1,68 entre ótima e boa. Item com ótima avaliação de qualidade com 93% entre ótima e boa. A organização orienta os funcionários que façam uso das fichas de mala para identificar os pertences dos passageiros. Pelo resultado obtido se percebe que os mesmos fazem uso do material disponibilizado. 89 b) Cuidado ao guardar no bagageiro Em relação ao cuidado ao guardar no bagageiro apresentado na Tabela 10 os passageiros consideraram 31,50% como ótima, 59% boa, 6% regular, 1,50% ruim e 2% péssimo. A medida de tendência central (média) obtida no item cuidado ao guardar no bagageiro foi de 1,83 ficando entre ótima e boa. Outro item que teve boa avaliação com 91,50% das respostas entre ótimo e regular. A partir deste resultado se percebe como os funcionários e a empresa leva a serio o cuidado com o patrimônio dos clientes. O resultado do grupo integridade das bagagens que ficou ao final da pesquisa com a medida de tendência central (média) em 1,76, ficando entre ótima e boa. A garantia da integridade das bagagens e encomendas também deve ser feita de forma idônea, uma vez que o passageiro coloca os seus bens em poder da prestadora de transporte, que por sua vez devem devolvê-los nas mesmas condições em que receberam. Portanto é necessário adotar uma forma de identificar a bagagens como forma de entregar de forma correta aos passageiros, e também acondicionar de maneira segura dentro do bagageiro do ônibus evitando danos. 4.5.8 Qualidade dos motoristas Em relação quanto ao motorista foi classificada como a oitava mais importante para a qualidade de prestação do serviço pelos passageiros e como sexta pela empresa. Um dos itens onde a qualidade foi avaliada, foi os motoristas da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Durante a aplicação dos questionários foi verificada a qualidade quanto a cortesia, a apresentação pessoal e o profissionalismo. 90 Tabela 11 - Qualidade quanto ao motorista. AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL MÉDIA QUALIDADE QUANTO AO MOTORISTA CORTESIA APRESENTAÇÃO PESSOAL (Nº DE RESPOSTAS) (Nº DE RESPOSTAS) 67 72 109 116 19 10 3 2 2 0 200 200 CORTESIA APRESENTAÇÃO PESSOAL (% DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) 33,50% 36,00% 54,50% 58,00% 9,50% 5,00% 1,50% 1,00% 1,00% 0,00% 100,00% 100,00% 1,82 1,71 MÉDIA DO GRUPO 1,75 PROFISSIONALISMO (Nº DE RESPOSTAS) 74 109 14 3 0 200 PROFISSIONALISMO (% DAS RESPOSTAS) 37,00% 54,50% 7,00% 1,50% 0,00% 100,00% 1,73 Fonte: Coleta de dados (2014). a) Cortesia do motorista A Tabela 11 apresenta os dados quanto a cortesia dos motoristas onde 33,50% dos passageiros responderam como sendo ótima, 54,50% boa, 9,50% regular, 1,50% ruim e 1% péssimo. Portanto, ficando com 88% das repostas entre ótima e boa e 12% de regular a péssima. A medida de tendência central (média) das respontas ficou em 1,82 ficando a avaliação entre ótima e boa. Mesmo com um bom resultado a organização deve prestar atenção e verificar o porquê dos 12% de descontentamento, uma vez que isso pode aumentar se a organização não constatar antecipadamente o motivo do descontentamento. A cortesia envolve educação, respeito, consideração e simpatia por parte dos funcionários para com os clientes. 91 b) Apresentação pessoal dos motoristas Na Tabela 11 também é apresentado os dados referentes a apresentação pessoal onde 36% responderam como ótima, 58% como boa, 5% regular e 1% ruim. A medida de tendência central (média) das respostas quanto a apresentação pessoal foi de 1,71 compreendida entre ótima e boa. Outro item com boa avaliação, onde obteve 94% das respostas entre ótima e boa. A empresa fornece uniformes para os motoristas, bem como crachás para apresentação e orienta os mesmos a manter a barba e o cabelo bem cortado, como um padrão para a aparência pessoal. c) Profissionalismo dos motoristas Apresenta o resultado quanto a qualidade do profissionalismo dos motoristas onde 37% responderam como ótima, 54,50% bom, 7% regular e 1,50% regular. A medida de tendência central (média) final da nota do profissionalismo foi de 1,73 compreendendo entre ótima e regular. Com 91,50% entre ótimo e bom a avaliação do profissionalismo dos motoristas teve um excelente resultado. Fator determinante para este resultado é que os motoristas recebem cursos frequentemente para qualificar o transporte de passageiros e a equipe de motorista é experiente, com vários anos de serviço. O resultado obtido nas três variáveis questionadas sobre os motoristas, sendo que o grupo ficou com a avaliação com a medida de tendência central (média) final em 1,75, ou seja, entre ótima e boa. 4.5.9 Qualidade dos cobradores Em relação ao cobrado foi mencionado como a nona variável mais importante pelos clientes e como a sétima para a empresa. Nos questionários aplicados verificou-se a qualidade quanto aos cobradores, avaliando assim como nos motoristas a cortesia, a apresentação pessoal e o profissionalismo. 92 Tabela 12 - Qualidade quanto ao cobrador. AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL MÉDIA QUALIDADE QUANTO AO COBRADOR CORTESIA APRESENTAÇÃO PESSOAL (Nº DE RESPOSTAS) (Nº DE RESPOSTAS) 61 68 118 120 15 6 5 5 1 1 200 200 CORTESIA APRESENTAÇÃO PESSOAL ( % DAS RESPOSTAS) (% DAS RESPOSTAS) 30,50% 34,00% 59,00% 60,00% 7,50% 3,00% 2,50% 2,50% 0,50% 0,50% 100,00% 100,00% 1,83 1,75 MÉDIA DO GRUPO 1,78 PROFISSIONALISMO (Nº DE RESPOSTAS) 70 115 11 4 0 200 PROFISSIONALISMO (% DAS RESPOSTAS) 35,00% 57,50% 5,50% 2,00% 0,00% 100,00% 1,74 Fonte: Coleta de dados (2014). a) Cortesia do cobrador A Tabela 12 apresenta o resultado obtido quanto a avaliação da qualidade da cortesia dos cobradores, onde 30,50% dos clientes responderam como ótima, 59% como boa, 7,50 como regular, 2,50% ruim e 0,50 péssima. A medida de tendência central (média) obtida nos questionários aplicados quanto a cortesia dos cobradores foi de 1,83 compreendida entre ótima e boa. Segundo Martins e Laugeni (2005) a cortesia é o elemento essencial uma vez que o cliente tem o direito de ser bem atendido, com presteza e simpatia, fator de grande relevância para definir se este cliente ira ou não usar novamente o serviço. 93 b) Apresentação pessoal do cobrador Na Tabela 12 apresenta os dados quanto a apresentação pessoal dos cobradores, com 34% das respostas como ótima, 60% boa, 3% regular, 2,50% ruim e 0,50% péssima. Com 94% das respostas entre ótima e boa a avaliação quanto à apresentação pessoal dos cobradores foi excelente. A medida de tendência central (média) ficou em 1,75, ou seja entre ótima e boa. c) Profissionalismo do cobrador A Tabela 12 apresenta o resultado quanto ao profissionalismo dos cobrados onde 35% responderam como ótima, 57,50% como boa, 5,50% como regular e 2% ruim. A medida de tendência central (média) obtida foi de 1,74 ficando entre ótima e regular. O resultado obtido pelo grupo qualidade quanto ao cobrador que foi pesquisado teve uma medida de tendência central (média) final foi de 1,78, ou seja, entre ótima e boa. 4.5.10 Qualidade quanto à internet Também foi pesquisada a questão da internet a bordo dos veículos,considera a décima variável mais importante pelo passageiros e pela empresa. Onde conforme demonstrado na Tabela 13, 0,50% considerou ótima, 6% boa, 2% regular, 4% ruim e 87,50% ruim. Resultado esse obtido uma vez que a empresa não oferece nos seus ônibus de viagens intermunicipais internet a bordo. Somente em veículos de turismo. A medida de tendência central (média) foi de 4,72 considerada péssima. 94 Tabela 13 – Qualidade quanto à internet. AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL AVALIAÇÃO ÓTIMA BOA REGULAR RUIM PÉSSIMA TOTAL MÉDIA QUALIDADE QUANTO INTERNET INTERNET A BORDO DO VEÍCULO 1 12 4 8 175 200 INTERNET A BORDO DO VEÍCULO 0,50% 6,00% 2,00% 4,00% 87,50% 100,00% 4,72 Fonte: Coleta de dados (2014). 4.6 Avaliação geral da qualidade do transporte Com resultado obtido em cada grupo estudado, somando estes e fazendo a medida de tendência central (média) entre os grupos podemos obter a medida de tendência central (média) final obtida quanto a prestação de transporte de passageiros nas linhas intermunicipais da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Lembrando que foi utilizada a escala de 1 para ótimo, 2 para bom, 3 para regular, 4 para ruim e 5 para péssimo. Conforme a Tabela 14 o grupo segurança finalizou a pequisa com a medida de tendência central (média) de 2,26, conforto do veículo com medida de tendência central (média) de 2,37, higiene do veículo 2,83, pontualidade 2,19, pontos de parada 2,86, flexibilidade dos horários 2,10, integridade das bagagens 1,76, cortesia motorista 1,75, cortesia cobrador 1,78 e internet 4,72, finalizando assim com uma medida de tendência central (média) geral de 2,46. 95 Tabela 14 - Qualidade do transporte. GRUPO MÉDIA ÓTIMO BOM REGULAR RUIM PÉSSIMO Segurança do veículo 2,26 17,83% 54,83% 16,50% 4,67% 6,17% Conforto do veículo 2,37 16,13% 45,00% 28,75% 6,12% 4,00% Higiene do veículo 2,83 6,13% 36,00% 35,36% 14,13% 8,38% Pontualidade 2,19 23,50% 43,00% 24,50% 8,50% 0,50% Pontos de parada 2,86 3,50% 34,00% 42,33% 13,34% 6,83% Flexibilidade dos horários 2,10 22,00% 53,00% 18,00% 6,50% 0,50% Integridade das bagagens 1,76 36,00% 55,75% 5,75% 1,25% 1,25% Motorista 1,75 35,50% 55,67% 7,17% 1,33% 0,33% Cobrador 1,78 33,17% 58,84% 5,33% 2,33% 0,33% Internet 4,72 0,50% 6,00% 2,00% 4,00% 84,50% Média Geral 2,46 Fonte: Coleta de dados (2014). A avaliação feita pelos passageiros finalizou com a medida de tendência central (média) de 2,46 conforme Tabela 14, isso compreende que a qualidade do serviço oferecido aos passageiros da Sulserra Transporte e Turismo Ltda está entre regular e bom. 4.7 Sugestões de melhorias Durante a aplicação dos questionários e na entrevista com o gerente da Sulserra Transporte e Turismo Ltda foram solicitadas sugestões com a finalidade de melhorar a qualidade da prestação do serviço de transporte de passageiros. A partir das sugestões recebidas foi elaborado um plano de ação para cada grupo de estudo. 4.7.1 Sugestões de melhorias quanto à qualidade dos pontos de parada e rodoviárias A Tabela 15 apresenta um plano de ação para melhorias quanto à qualidade dos pontos de parada e rodoviárias. 96 Tabela 15 - Plano de ação para melhorias quanto à qualidade dos pontos de parada e rodoviárias. Realizar melhorias junto aos pontos de parada quanto à limpeza, o conforto dos bancos, segurança nos banheiros, iluminação e policiamento, deverá ser feito um planejamento de ações a serem realizadas O que fazer? Diante da importância do cliente, em um contexto onde as empresas responsáveis pelo transporte e as entidades publicas devem oferecer um padrão satisfatório de conforto, higiene e segurança. Por que fazer? Gerente operacional, fiscais, gerente de trafego Quem fará? Rodoviárias e pontos de parada em toda área de abrangência do transporte de passageiros da Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Onde será feito? 10 de janeiro a 30 de junho de 2015. Quando fazer? 1º Delegar aos fiscais de empresa para fazer um diagnóstico das condições das rodoviárias e pontos de parada da região. 2º Elaborar um plano de incentivo as rodoviárias que se disporem a realizar as melhorias. (Gerente operacional e gerente de trafego) 3 º Realizar reunião com as gerencias das rodoviárias, prefeitos, órgãos de segurança e contatos políticos que possam somar quanto a problemática. 4º Monitorar o andamento das ações. Como fazer? Quanto custará? R$ 6.500,00 Fonte: Coleta de dados (2014). Quanto aos pontos de parada, as sugestões foram quanto à melhoria na limpeza, a aquisição de bancos mais confortáveis para os passageiros que aguardam, mais policiamento por parte de brigada militar, mais segurança nos banheiros, e melhorias na iluminação das rodoviárias e pontos de parada, consequentemente influenciando na questão da segurança. Levando em conta que a medida de tendência central (média) quanto à qualidade dos pontos de parada foi de 2,86 avaliada muito próxima de regular e foi citada como a quinta variável mais importante para a qualidade do transporte de passageiros pelos clientes, remete a importância de serem tomadas algumas providencias para melhorar este elemento. O plano proposto na Tabela 15 consiste em um primeiro momento em a empresa, através de seus fiscais, mapear como está a estrutura dos pontos de parada e rodoviárias quanto ao conforto, higiene e segurança. Com essas informações em mãos a gerência operacional, juntamente com o gerente de trafego, devem criar um plano de incentivo para as rodoviárias que se comprometerem a melhorar a sua estrutura. Este incentivo poderia ser em forma de bonificação nos seguros vendidos aos passageiros, bem como um percentual a mais 97 na venda das passagens e encomendas. Teria de ser feito um estudo de viabilidade econômica, uma vez que este investimento não poderia comprometer a saúde financeira da empresa, bem como a perspectiva de lucro estabelecida. Com o mapeamento das rodoviárias e o plano de incentivo em mãos, a empresa teria de viabilizar reuniões com os gerentes e donos de rodoviárias, bem como representantes políticos dos municípios e representes dos órgãos de segurança publica, para a partir disso discutir e viabilizar as ações a serem implementadas. O custo de R$ 6.500,00 calculados, seriam para despesas de deslocamento durante a fase de levantamento, estudo e reuniões, uma vez que de acordo com o plano de incentivo a organização teria um custo maior. Importante ressaltar que essas ações não são somente de interesse da empresa em estudo, sendo necessário as rodoviárias e os municípios realizarem investimentos para oferecer um serviço de qualidade aos passageiros. 4.7.2 Sugestões de melhorias quanto à qualidade da higiene dos veículos Em relação a higiene do veículos as sugestões foram de colocar sacolas de lixo, pois na maioria dos veículos não tem, e melhoria quanto a limpeza dos banheiros. Tabela 16 – Plano de ação para melhorias quanto à qualidade da higiene dos veículos. Visando buscar melhorias quanto à qualidade da higiene dos veículos deverá ser feito um planejamento de ações a serem realizadas para disponibilizar sacolas de lixo e banheiros mais limpos. O que fazer? Para melhorar as condições de higiene dentro dos veículos. Por que fazer? Gerente operacional, chefe da oficina responsável pelo setor de lavagem de veículos Quem fará? Nos ônibus da Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Onde será feito? 10 de janeiro a 30 de janeiro de 2015. Quando fazer? 1º Fazer a distribuição de sacolas de lixo para colocar dentro de todos os veículos da empresa. 2º Realizar contato com os postos de combustíveis onde os veículos são lavados para cobrar uma lavagem melhor uma vez que a empresa paga a estes postos pelo serviço. 3º Realizar uma reunião com os funcionários do setor de lavagem de veículos para ajustar a melhorias na limpeza dos banheiros. Como fazer? A organização possui estoque de sacolas de lixo, bem como um setor Quanto custará? de lavagem e convenio com postos, portanto não terá custos. Fonte: Coleta de dados (2014). 98 A Tabela 16 apresenta um plano de ação para melhorias quanto a higiene do veículo, variável que ficou com a medida de tendência central (média) de 2,83 considerada regular pelos clientes ,e ainda foi a terceira dentre as variáveis mais importantes. O plano de ação apenas busca alinhar a ações já executas pela empresa, sendo que alguns veículos onde foram realizadas a pesquisas já possuíam sacolas para lixo e outros não. Já em relação a limpeza dos banheiros cabe a empresa buscar maior qualidade na lavagem dos veículos, seja as realizas pela própriaempresa ou realizadas em postos de combustíveis. Tais ações não resultariam em maiores custos uma vez que já são realizadas, porém, merecem maior atenção do que estão atualmente recebendo. 4.7.3 – Sugestões de melhorias quanto à segurança dos veículos Já quanto a segurança do veículo, a empresa deve disponibilizar os cintos de segurança, bem como treinar motorista e cobradores para orientar os passageiros quanto aos procedimentos em caso de emergência. A Tabela 17 apresenta o plano de ação para melhorias quanto à segurança dos veículos. Tabela 17 - Plano de ação para melhorias quanto á segurança dos veículos. Visando buscar melhorias quanto à qualidade na segurança dos veículos deverá ser feito um planejamento de ações a serem realizadas para disponibilizar cintos de segurança aos passageiros além de informações quanto aos procedimentos em caso de emergência. O que fazer? Para melhorar as de segurança no transporte de passageiros Por que fazer? Gerente operacional, gerente de trafego, chefe da oficina, setor de estofaria. Quem fará? Na empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda Onde será feito? 10 de janeiro a 30 de junho de 2015. Quando fazer? 1º Realizar a instalação de cinto de segurança em todos os veículos 2º Realizar treinamento dos motoristas e cobradores para os mesmos orientar os passageiros quanto ao uso do cinto de segurança e saídas de emergência. Como fazer? Quanto custará? R$ 10.000,00 Fonte: Coleta de dados (2014). O grupo segurança do veículo teve sua avaliação com a medida de tendência central (média) de 2,26 entre regular e boa, e foi considerada pelos clientes como a mais importante na qualidade do transporte de passageiros, merecendo assim atenção para melhorar a sua avaliação. 99 O plano de ação apresentado na Tabela 17 consiste em realizar a instalação de cinto de segurança em todos os veículos, uma vez que foi verificado ao longo da pesquisa que alguns não possuem. Bem com deve-se orientar os funcionários quanto ao uso do mesmo, pois também se verificou ao longo da pesquisa o não uso do cinto de segurança por parte dos passageiros nos veículos onde são disponibilizados. Da mesma forma que é importante a orientação quanto às saídas de emergência, uma vez que durante a pesquisa vários passageiros nem sabiam o porquê da orientação com as cortinas em vermelho. O custo para regularizar todos os veículos foi calculado em torno de R$ 10.000,00. 4.7.4 Sugestões de melhorias quanto á qualidade na cortesia dos cobradores e motoristas. O desempenho profissional dos funcionários também é de fundamental importância na prestação dos serviços. Em função de que eles estão na linha de frente em contato direto com os clientes. Uma equipe qualificada é de grande valia para o atendimento dos indicadores acima citados. Capacitar a equipe para atender bem os clientes, prezando a segurança, integridade material e buscando atingir as condições de regularidade, continuidade, pontualidade, eficiência, cortesia e generalidade. Deve-se fazer com que a equipe esteja envolvida com esses indicadores, pois sem isso dificilmente a organização conseguira prestar um serviço de qualidade. Também, teve como sugestão treinamentos de capacitação para cobradores de motoristas, para assim melhorar o atendimento aos passageiros. 100 Tabela 18 - Plano de ação para melhoria quanto á qualidade na cortesia dos cobradores e motoristas. Visando buscar melhorias quanto à qualidade na cortesia dos cobradores e motorista deverá ser feito um planejamento de ações a O que fazer? serem realizadas para qualificar os mesmos. Para melhorar a cortesia dos cobradores e motoristas Por que fazer? Gerente operacional, gerente de trafego Quem fará? Na empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Onde será feito? 10 de janeiro a 30 de junho de 2015 Quando fazer? 1º Realizar treinamento de qualificação dos motoristas e cobradores. Como fazer? Quanto custará? R$ 10.000,00 Fonte: Coleta de dados (2014). A Tabela 18 apresenta um plano de ação para melhorias quanto à qualidade na cortesia dos cobradores e motoristas. Sendo que estes tiveram a avaliação entre ótima e boa, e tem papel fundamental, uma vez que são eles que fazem o contato direto com os clientes. O plano de ação se resume em qualificar os cobradores e motoristas, um investimento por parte da empresa que garantirá a qualidade nesta variável tão importante na prestação de serviços. 4.7.5 Sugestões de melhorias quanto à qualidade na flexibilidade dos horários Quanto a flexibilidade de horários, os passageiros sugeriram a oferta de mais horários nos domingos e feriados. Tabela 19 - Plano de ação para melhoria quanto à qualidade na flexibilidade dos horários. Visando buscar melhorias quanto à qualidade na flexibilidade de horários deverá ser feito um planejamento de ações a serem realizadas para qualificar os mesmos. O que fazer? Melhorar a oferta de horários para os usuários do serviço de transporte de passageiros Por que fazer? Gerente operacional, gerente de trafego, fiscais Quem fará? Na empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Onde será feito? 10 de janeiro a 30 de junho de 2015 Quando fazer? 1º Realizar estudo de viabilidade e a necessidade de ofertar novos horários, principalmente nos finais de semana e feriados. Como fazer? Quanto custará? Não haverá custos Fonte: Coleta de dados (2014). A Tabela 19 apresenta o plano de ação para melhoria quanto à qualidade na flexibilidade dos horários. Este grupo ficou com a medida de tendência central (média) de 101 2,10 considerada boa pelos clientes. O plano proposto consiste em fazer um estudo de viabilidade de novos horários a serem ofertados ao passageiros. 102 CONCLUSÃO O objetivo com o trabalho de conclusão do curso foi de avaliar a qualidade na prestação do serviço de transporte de passageiros intermunicipal da empresa Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Dentre os objetivos específicos estava traçar o perfil dos usuários do serviço de transporte, bem como verificar o que eles consideram mais importante para a prestação de um serviço de transporte de qualidade. Também se buscou verificar o que a empresa em estudo considera mais importante para a qualidade do transporte, bem como conhecer os GAPS existentes entre a opinião dos clientes e da empresa. A partir da coleta dos questionários aplicados aos clientes e da entrevista com o gerente da organização, foram elaboradas sugestões de melhorias. A partir do resultado da média de cada grupo de variáveis estudadas, chegou-se a uma medida de tendência central (média) geral de avaliação do serviço de transporte, correspondendo a 2,46 sendo que 1 “ ótima” e 5 “péssima”. Isso compreende que a qualidade do serviço oferecido aos passageiros da Sulserra Transporte e Turismo Ltda está entre regular e boa, tendo uma avaliação quase na metade da escala utilizada. Portanto, isto significa que ainda existe muita coisa a melhorar quanto a prestação no serviço de transporte de passageiros. Quanto as variáveis estudadas a que ficou com menor medida de tendência central (média) foi a da internet a bordo dos veículos com resultado final em 4,72 portante avaliada como péssima uma vez que a empresa não disponibiliza deste serviço para os ônibus do transporte intermunicipal. Destaca-se como ponto positivo as variáveis motorista com a medida de tendência central (média) de 1,75, integridade das bagagens com a medida de tendência central (média) de 1,76 e cobrador com a medida de tendência central (média) de 1,78, uma vez que a avaliação destas variáveis ficaram entre ótima e boa. Com a pesquisa do perfil dos usuários do transporte de passageiros, foi conhecido o perfil onde se deu praticamente igualdade de homens e mulheres na amostra, na maioria solteiros (as), numa faixa etária significativa de clientes de 13 a 35 anos de idade, sendo que a renda familiar ficou em grande parte entre 1 a 3 salários. Passageiros com até ensino médio 103 completo, no contexto da coleta com viagens eventuais a passeio por parte dos clientes, sendo que a maioria não possui veiculo próprio. Para os 200 passageiros que responderam o questionário, a variável mais importante é a segurança, em segundo lugar ficou o conforto do veículo, em terceiro a higiene do veículo, em quarto a pontualidade e em quinto os pontos de parada. Em sexto lugar ficou a flexibilidade dos horários, em sétimo a integridade das bagagens, em oitavo a cortesia do motorista em nono a cortesia do cobrador e em décimo a internet a bordo do veículo. Ainda, a partir dos resultados obtidos e dos problemas encontrados ao longo da pesquisa, foram realizadas sugestões de melhorias, com a criação de planos de ação, visando melhorias quanto às problemáticas. Neste sentido foram elaborados planos de ação para melhorias nos pontos de parada e rodoviárias, quanto à limpeza, conforto, segurança e iluminação. Também foi criado um plano de ação visando melhorias quanto à higiene e a segurança dos veículos. Para finalizar as sugestões de melhorias foi elaborado um plano de melhorias quanto à cortesia dos cobradores e motoristas. Portanto, com a pesquisa realizada foi possível conhecer o a qualidade nos serviços prestados pela Sulserra Trasnporte e Turismo Ltda., no tocante ao transporte de passageiros, com uma avaliação entre regular e boa. Porém, existe espaço para investimentos, tanto dos órgãos públicos envolvidos, oferecendo melhor estrutura para os passageiros em relação aos pontos de parada e rodoviárias, como a empresa em melhorias possibilitando maior qualidade nos serviços oferecidos aos seus clientes. 104 REFERÊNCIAS ALBRECHT, Karl. Programando futuro. São Paulo: Makron Boocks, 1994. ANTT (2008). Anuário Estatístico 2008 – Ano Base 2007 – Transporte Rodoviário Coletivo Interestadual e Internacional de Passageiros. Disponível em: <http://www.antt.gov.br/passageiro/anuarios/anuario2008/default.asp>. BERRY, Leonard, PARASURAMAN, A. Serviços de marketing: competindo através de marketing. Tradução Beatriz Sidou. São Paulo: Maltese – Norma, 1992. BLUME, Marcelo; LEDERMANN, Martin. Gestão de produtos e marcas. Ijuí: Ed. Unijuií, 2009 BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Organização de Alexandre de Moraes. 16.ed. São Paulo: Atlas, 2000. BRASIL (1998). Decreto nº 2521/98. Disponível em: <http://www.antt.gov.br/legislacao/internacional/Dec2521-98.pdf>. Acesso em 03/05/2014. COBRA, Marcos. Estratégias de marketing de serviços. SP: Cobra, 2003. _____. Administração de Marketing no Brasil. São Paulo: Cobra Editora de Marketing, 2003. CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999. CHIAVENATO, Idalberto. Administração de vendas: uma abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Campus, 2005. CRUZ, R. O. M. Regulação alternativa do transporte rodoviário interestadual de passageiros: Viabilidade legal do modelo de regulação de toque leve. Brasil, 2008. Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília – DF. DARONCO, Edimara. Marketing de Serviços e Relacionamentos. Ijui: Editora Unijui, 2008. 105 FREITAS, Andre; FILHO, Carlos; RODRIGUES, Fernanda. Avaliação da qualidade do transporte rodoviário intermunicipal de passageiros: uma abordagem exploratória. artigo parte de TRANSPORTES v.19, n.3, 2011. ISSN: 2237-1346 (online). IBGE (2007). Pesquisa anual de serviços. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/comercioeservico/pas/pas2007/default.sh tm> ISHIKAWA, Kaoru. Controle de Qualidade Total: à maneira japonesa. Rio de Janeiro: Campus, 1993. LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Administradores de Marketing. São Paulo: Atlas 2006. KOTLER, Philip, ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 7ª ed. Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 1999. KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1998. ______. Administração de Marketing. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000. KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Adminstração de marketing. 12ª ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall, 2006. MARTINS, Francisco G. D. Transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros: Regulação e concentração econômica. Brasil, 2004. Monografia do Curso de Pós-Graduação em Controle Externo do Instituo Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União. MARTINS, Petrõnio G; LAUGENI, Fernando Piero. Administração da Produção. 2ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2005. ROSA, Silvana Goulart Machado. O poder do pós-vendas. 2 ed. Porto Alegre: SEBRAE/RS, 2004. TEIXEIRA, Enise Barth; ZAMBERLAN, Luciano; RASIA, Pedro Carlos. Pesquisa em administração. Ijuí; Ed. Unijuí, 2009 106 ZAMBERLAN, Luciano; et al. Pesquisa em Ciências sociais aplicadas. Ijuí. Ed. Unijui, 2014. ZAMBERLAN, Luciano; Pesquisa de mercado. Ijuí : Ed. Unijuí, 2008. 107 ANEXOS APÊNDICE A – ROTEIRO DE ENTREVISTA Entrevista para verificar os elementos mais importantes na qualidade dos serviços na percepção da diretoria da Sulserra Transporte e Turismo Ltda. Trabalho de conclusão de curso de Administração, UNIJUI campus Três Passos, aluno Jonathan Barella Hedlund. Enumere em ordem de importância os elementos que você entende quês os clientes consideram mais importante. Pontos de parada 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Higiene veículo 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Conforto veículo 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Segurança 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Cortesia motorista 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Cortesia cobrador 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Pontualidade 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Integridade das bagagens 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Flexibilidade de Horários 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Internet 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) 1. Quais são as ações que a empresa executa para melhorar a qualidade dos pontos de parada? Que outras ações a empresa poderia executar? 2. Quais são as ações que a empresa executa para melhorar a qualidade de higiene dos veículos? Que outras ações a empresa poderia executar? 3. Quais são as ações que a empresa executa para melhorar a qualidade de conforto dos veículos? Que outras ações a empresa poderia executar? 4. Quais são as ações que a empresa executa para melhorar a qualidade de segurança dos veículos? Que outras ações a empresa poderia executar? 108 5. Quais são as ações que a empresa executa para melhorar a qualidade dos motoristas? Que outras ações a empresa poderia executar? 6. Quais são as ações que a empresa executa para melhorar a qualidade de cobradores? Que outras ações a empresa poderia executar? 7. Quais são as ações que a empresa executa para executar os serviços com pontualidade? Que outras ações a empresa poderia executar? 8. Quais são as ações que a empresa executa quanto a integridade das bagagens? Que outras ações a empresa poderia executar? 9. Quais são as ações que a empresa executa para melhorar a flexibilidade dos horários? Que outras ações a empresa poderia executar? 10. A organização conhece qual a expectativa dos seus clientes? Como faz para conhecer? 11. A organização entende que atende as especificações na prestação do serviço de transporte? 12. A qualidade do serviço oferecido esta de acordo com as propagandas divulgadas? 109 APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO Questionário para verificar os elementos mais importantes na qualidade dos serviços e avaliar a qualidade na prestação. Trabalho de conclusão de curso de Administração, UNIJUI campus Três Passos, aluno Jonathan Barella Hedlund. Classificar de 1 a 10 em nível de importância para a qualidade do serviço oferecido. Sendo 1 para o primeiro mais importante 2 para o segundo, 3 para o terceiro item mais importante e assim até 10 para o décimo mais importante. Pontos de parada 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Higiene veículo 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Conforto veículo 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Segurança 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Cortesia motorista 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Cortesia cobrador 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Pontualidade 1( ) 2( ) 3( ) 4( ) 5( ) 6( ) 7( ) 8( ) 9( ) 10 ( ) Avalie a qualidade da prestação do serviço. Marque o número conforme sua opinião: PONTOS DE PARADA Segurança 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Conforto 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Higiene 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Sugestões quanto aos pontos de parada: ___________________________________________________________________________ _______________________________________________________________. HIGIENE DO VEÍCULO Limpeza externa 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Limpeza interna 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Sacolas para lixo 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Banheiro 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima 110 Sugestões:___________________________________________________________________ _________________________________________________________________. CONFORTO DO VEÍCULO Lotação 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Temperatura interna 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Nível de ruído 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Conforto dos assentos 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Sugestões:___________________________________________________________________ ________________________________________________________________. SEGURANÇA Cinto de segurança 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Condução do Veiculo 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Saídas de emergência 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Sugestões:___________________________________________________________________ ________________________________________________________________. MOTORISTA Cortesia 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Apresentação pessoal ( roupa, barba, cabelo) Profissionalismo Sugestões:___________________________________________________________________ ________________________________________________________________. COBRADOR Cortesia 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Apresentação pessoal ( roupa, barba, cabelo) 111 Profissionalismo 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Sugestões:___________________________________________________________________ _______________________________________________________________, INTEGRIDADE DAS BAGAGENS Etiquetagem das 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima bagagens Cuidado no guardar no bagageiro Sugestões:___________________________________________________________________ _________________________________________________________________. PONTUALIDADE Cumprimento de 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima horário Sugestões:___________________________________________________________________ _________________________________________________________________. FLEXIBILIDADE DE HORÁRIOS Atendem as necessidades dos passageiros 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5 ( )Péssima Sugestões:___________________________________________________________________ ________________________________________________________________. INTERNET Internet a bordo do veiculo 1( )Ótima 2 ( )Boa 3 ( )Regular 4 ( )Ruim 5( )Péssima Sexo 1( ) Masculino 2( ) Feminino Idade :____________ Escolaridade: 1( ) 1 º grau incompleto 5( ) 1 º grau completo 2( ) 2 º grau incompleto ou Primário 6( ) 2 º grau completo ou Ginásio 3( ) 3 º grau incompleto 7( ) 3 º grau completo 112 4( ) Pós-Graduação Estado Civil 1( ) Solteiro(a) 2( ) Casado(a) 3( ) Viúvo(a) 4( ) Outros Com que freqüência, em média, você utiliza ônibus? 1( ) 5 a 7 dias p/semana 2( ) 3 a 4 dias p/semana 3( ) até 2 dias p/semana 4( ) Eventualmente Você utiliza ônibus principalmente para: 1( ) Trabalhar 2( ) Estudar 3( ) Passeios 4( ) Outros Você tem carro? 1( ) Sim 2( ) Não Marque sua renda familiar: 1( ) até 1 salário mínimo. 2( ) de 1 a 3 salários mínimos. 3( ) de 3 a 5 salários mínimos. 4( ) acima de 5 salários mínimos