Análise e Concepção de
Sistemas de Informação
Engenharia de Requisitos
Adaptado a partir de
Gerald Kotonya and Ian Sommerville
Carla Ferreira
[email protected]
1
Engenharia de Requisitos

Introdução
–
–
–
–
–
–
–

Processo de Engª de Requisitos
–
–
–
–

Requisitos
Requisitos Funcionais
Requisitos Não-Funcionais
Problemas
Métricas
Documento de Requisitos
Exemplo
Actividades Gerais
Modelo Espiral
Maturidade do Processo
Melhoria do Processo de Eng.ª de Requisitos
Levantamento e Análise de Requisitos
– Questionários, Análise de Documentos, ...
– Selecção de Técnicas de Levantamento
– Exemplo

Análise de Requisitos
– Lista de Verificações
– Matrizes de Interacção

Negociação de Requisitos
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2
FAQS sobre Requisitos (1/2)

O que é um requisito?
– Uma condição sobre um serviço ou restrição de um sistema

O que é engª de requisitos?
– O processo que envolve o desenvolvimento de requisitos de
sistema

Quanto custa a engª de requisitos
– Cerca de 15% do custo de desenvolvimento do sistema

O que é um processo de engª de requisitos?
– Um conjunto estruturado de actividades que envolve o
desenvolvimento de requisitos de sistema
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3
FAQS sobre Requisitos (2/2)

O que acontece qdo os requisitos estão errados?
– Os sistemas são entregues atrasados, sem qualidade e sem
responder às necessidades dos clientes.

Existe algum processo de engª de requisitos ideal?
– Não! O processo tem de ser configurada às necessidades de
cada organização.

O que é um documento de requisitos?
– É a definição formal dos requisitos de um sistema

Quem são os stakeholders de um sistema?
– Qualquer pessoa afectada de alguma forma pelo sistema.
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4
Req. Funcionais vs. Req. Não-Funcionais

Um requisito funcional está relacionado
com um processo/funcionalidade que o
sistema deve executar ou com informação
que o sistema deve manter.

Um requisito não-funcional está
relacionado com as propriedades
comportamentais que o sistema deve ter:
– Definem qualidades globais ou atributos do
sistema
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5
Requisitos Funcionais*
* Systems analysis and design with UML
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6
Requisitos Não-Funcionais*
* Systems analysis and design with UML
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7
Classificação de RNFs (1/2)
Segundo o IEEE-Std 830 – 1993






Requisitos de desempenho
Requisitos de interface
Requisitos operacionais
Requisitos de recursos
Requisitos de verificação 
Requisitos de aceitação 





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Requisitos de documentação
Requisitos de segurança
Requisitos de portabilidade
Requisitos de qualidade
Requisitos de fiabilidade
Requisitos de manutenção
Requisitos de integridade
(safety)
8
Classificação de RNFs (2/2)
Non-functional
requirements
Product requirements
Process
requirements
Delivery
requirements
Segundo G. Kotonya e I. Sommerville
Usability requirements
Reliability requirements
implementation
requirements
Safety requirements
standards
Efficiency requirements
requirements
External
requirements
Legal
constraints
Economic
constraints
Interoperability
requirements
Performance requirements
Capacity requirements
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9
Problemas associados aos requisitos

Os requisitos não reflectem as necessidades reais do
cliente

Os requisitos são inconsistentes e/ou incompletos

É caro fazer alterações aos requisitos depois destes
terem sido acordados

Dificuldade de comunicação e compreensão entre
clientes, analistas dos requisitos, e engs que
desenvolvem e mantêm o software
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10
Exercício
Explicar os problemas que poderiam surgir nos
seguintes requisitos da especificação de um sistema de
gestão de uma biblioteca
–
O sistema deve providenciar uma interface gráfica fácil de
usar (easy-to-use) baseada em MS Windows XP
–
Utilizadores acreditados devem ter acesso privilegiado aos
mecanismos do catálogo do sistema
–
O sistema de software deve ser implementado usando
módulos separados para catalogação, acesso de utilizadores
e arquivo
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11
Métricas para RNFs
Property
Performance
Reliability
Availability
Size
Usability
Robustness
Portability
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Metric
1. Processed transactions per second
2. Response time to user input
1. Rate of occurrence of failure
2. Mean time to failure
Probability of failure on demand
Kbytes
1. Time taken to learn 80% of the facilities
2. Number of errors made by users in a given time
period
Time to restart after system failure
Number of target systems
12
Documento de Requisitos

É um documento formal usado para registar e comunicar
os requisitos dos/aos stakeholders

Descreve:
– Os serviços e funções que o sistema deve providenciar
– As restrições nas quais o sistema deve funcionar
– Todas as propriedades do sistema, i.e., propriedades
emergentes
– Definições de outros sistemas, com o qual o sistema alvo deverá
comunicar e ou integrar-se
– Informação sobre o domínio de aplicação do sistema
– Restrições sobre o(s) processo(s) usado para desenvolver o
sistema
– Descrição das plataformas computacionais (hardware, redes, ...)
sobre as quais o sistema deverá correr
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13
Utilizadores do Documento de Requisitos

Clientes do sistema
– Especificam os requisitos e/ou leem-nos de para validar da
sua adequação às necessidades

Gestores de projecto
– Usam o doc de requisitos para planear os custos e prazos, e
para planear o processo de desenvolvimento adequado

Engs de sistema
– Usam os requisitos para poderem entender o sistema a
desenvolver

Engs de teste do sistema
– Usam os requisitos para desenvolver teste de validação

Engs de manutenção do sistema
– Usam os requisitos para o melhor compreender
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14
Estrutura do Documento de Requisitos

O standard IEEE/ANSI 830-1993 propõe uma
estrutura para docs de requisitos de software
1. Introdução
1.1 Propósito do documento de requisitos
1.2 Contexto do produto
1.3 Definições, acrónimos e abreviaturas
1.4 Referências
1.5 Visão geral do documento
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15
Estrutura do Documento de Requisitos
2. Descrição geral
IEEE/ANSI 830-1993
2.1 Perspectiva do produto
2.2 Funções do produto
2.3 Características dos
utilizadores
2.4 Restrições gerais
2.5 Assunções e
dependências
3. Requisitos específicos
Envolve requisitos funcionais,
não-funcionais e de
interface
4. Apêndices
Exemplo de um documento de requisitos
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16
Exemplo

GamesInc
– Rede de 50 lojas de venda de jogos para as
várias consolas.
– Actualmente a GamesInc tem um web site com
informação básica sobre a empresa e cada uma
das suas lojas (localização, horário de
funcionamento, telefone).
– A empresa pretende investir num novo site que
permita aos seus clientes consultar informação,
consultar disponibilidade de stock, reservar ou
encomendar jogos através do web site.
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17
Engenharia de Requisitos

Introdução
–
–
–
–
–
–
–

Processo de Engª de Requisitos
–
–
–
–

Requisitos
Requisitos Funcionais
Requisitos Não-Funcionais
Problemas
Métricas
Documento de Requisitos
Exemplo
Actividades Gerais
Modelo Espiral
Maturidade do Processo
Melhoria do Processo de Eng.ª de Requisitos
Levantamento e Análise de Requisitos
– Questionários, Análise de Documentos, ...
– Selecção de Técnicas de Levantamento
– Exemplo

Análise de Requisitos
– Lista de Verificações
– Matrizes de Interacção

Negociação de Requisitos
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18
Processo de ER
inputs e outputs
Existing
systems
information
Agreed
requirements
Stakeholder
needs
Organisational
standards
Regulations
Requirements
engineering process
System
specification
System
models
Domain
information
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19
Actividades Gerais do Processo de ER
Requirements
elicitation
Requirements
analysis and
negotiation
User needs
domain
information,
existing system
information,
regulations,
standards, etc.
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Requirements
documentation
Requirements
validation
Requirements
document
System
specification
Agreed
requirements
20
Modelo Espiral para ER
Decision point:
Accept document
or re-enter spiral
Informal statement of
requirements
Requirements elicitation
Requirements analysis and
negotiation
START
Requirements
document and
validation
report
Agreed
requirements
Requirements validation
Requirements documentation
Draft requirements
document
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21
Modelo de Maturidade do Processo de ER
Level 3 - Defined
Defined process based
on best practice; process
improvement in place
Level 2 - Repeatable
Standardised requirements
engineering; fewer
requirements problems
Level 1 - Initial
Ad-hoc requirements
engineering; requirements
problems are common
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22
Níveis de Maturidade do Processo de ER

Initial level
– Não existe processo de ER
– Apresenta os seguintes problemas: volatilidade de
requisitos, insatisfação dos stakeholders, custos elevados
de alterações
– Muito dependente das capacidades e experiência das
pessoas

Repeatable level
– São definidas normas para os documentos de requisitos
– São definidas normas de políticas e procedimentos para a
gestão de requisitos

Defined level
– O processo de ER está definido com base em boas práticas
– Existe uma preocupação na melhoria activa do processo
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23
Melhoria do Processo de ER
Exemplos de boas práticas








Definir uma estrutura comum/normalizada do
documento de requisitos
Identificar univocamente cada requisito
Definir políticas para gestão de requisitos
Usar checklists para análise de requisitos
Usar cenários para levantar requisitos
Especificar requisitos quantitativamente
Usar prototipagem para animar requisitos
Reusar requisitos
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24
Engenharia de Requisitos

Introdução
–
–
–
–
–
–
–

Processo de Engª de Requisitos
–
–
–
–

Requisitos
Requisitos Funcionais
Requisitos Não-Funcionais
Problemas
Métricas
Documento de Requisitos
Exemplo
Actividades Gerais
Modelo Espiral
Maturidade do Processo
Melhoria do Processo de Eng.ª de Requisitos
Levantamento e Análise de Requisitos
– Questionários, Análise de Documentos, ...
– Selecção de Técnicas de Levantamento
– Exemplo

Análise de Requisitos
– Lista de Verificações
– Matrizes de Interacção

Negociação de Requisitos
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
25
Levantamento de Requisitos
Dilbert
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26
Processo de ER
Levantamento, análise e negociação de requisitos
Draft
statement of
requirements
Req uirements
elicitation
Req uirements
analysis
Req uirements
problems
Req uirements
document
Req uirements
neg otiation
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27
Técnicas de levantamento de requisitos







Questionários
Análise de documentos
Entrevistas
JAD
Casos de Utilização (aula sobre Modelos Funcionais)
Etnografia
Prótotipagem
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28
Planeamento de Questionários

Selecionar participantes
– Elementos representativos dos stakeholders

Definir questionário
– Seleção das questões

Administrar o questionário
– Definir estratégias para obter um bom número de respostas

Follow-up do questionário
– Enviar os resultados do questionário aos participantes
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
29
Análise de Documentos




Contém informação do sistema “as-is”
Documentos típicos:
– Formulários
– Relatórios
– Manuais de procedimento
Procurar elementos adicionados aos formulários
pelos utilizadores
Procurar elementos não utilizados
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
30
Planeamento da entrevista





Ler material de suporte
Estabelecer os objectivos da entrevista
Decidir quem entrevistar
Preparar o entrevistado
Decidir os tipos de questões e a sua
estrutura
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
31
Entrevistas
Types of Questions
Closed-Ended Questions
Examples
*
*
*
Open-Ended Questions
*
*
*
Probing Questions
*
*
*
How many telephone
orders are received per day?
How do customers place orders?
What additional information
would you like the new system
to provide?
What do you think about the
current system?
What are some of the problems
you face on a daily basis?
How do you decide what types of
marketing campaign to run?
Why?
Can you give me an example?
Can you explain that in a bit
more detail?
* Systems analysis and design with UML
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
32
Estruturar Entrevistas

Estrutura em pirâmide
– Começar com uma pergunta especifica, fechar com uma pergunta
genérica
– Usar com entrevistados relutantes

Estrutura em fúnil
– Começar com uma pergunta genérica, fechar com uma pergunta
especifica
– Forma amigável de começara a entrevista
– Usar quando os entrevistados tem uma relação efectiva com o
assunto

Estrutura em diamante
– Combina as aproximações anteriores, por isso demora mais tempo
– Mantém o entrevistado interessado usando perguntas variadas
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
33
Estruturar Entrevistas
Quantas devoluções de encomendas ocorrem por semana?
Como é que se pode melhorar o processamento de encomendas?
* Systems analysis and design with UML
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
34
Relatório da Entrevista
INTERVIEW REPORT
Interview notes approved by: ____________
Person interviewed
Interviewer
Date
Primary Purpose:
______________
_______________
_______________
Summary of Interview:
Open Items:
Detailed Notes:
* Systems analysis and design with UML
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35
Joint Application Design (JAD)

Pode substituir uma série de entrevistas com
a comunidade de utilizadores

Permite ao analista efectuar o levantamento
de requisitos com os utilizadores
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
36
Quando usar JAD?




Se os utilizadores querem algo novo
Se a cultura organizacional suporta a
resolução de problemas em grupo
A utilização do JAD provoca um aumento de
ideias geradas
O workflow organizacional permite que
empregados essenciais se ausentem para
assistir às reuniões JAD
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
37
Quem está envolvido nas sessões JAD?

Analista
– Pelo menos 1, mas deve ter um papel passivo

Utilizadores
– De 8 a 12 utilizadores
– Moderador


O moderador para a sessão deve ser escolhido com base no
seu poder de comunicação e não deve ser o analista
Supervisor do moderador da sessão não deve pertencer ao
grupo de utilizadores JAD
– 1 ou 2 técnicos especializados que assumem um papel
passivo
– Um dos participantes deve registar o conteúdo da sessão

Executivo
– Escolher um executivo como patrocinador que irá introduzir
e concluir a sessão JAD
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
38
Onde realizar as sessões JAD?




Organizar entre 2 a 3 sessões de um dia fora
do local do trabalho para minimizar
interferências
Reservar uma sala para 20 pessoas
Planear a comida e as bebidas
Só realizar as reuniões se todos os
participantes podem estar presentes
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
39
Sala de reuniões
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
40
Vantagens do JAD




Menos 15% do tempo em comparação com
as entrevistas individuais
Desenvolvimento rápido de sistemas
Os utilizadores sentem-se integrados no
desenvolvimento do sistema
Desenvolvimento criativo de designs
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
41
Desvantagens do JAD




Exige que os vários participantes tenham
tempo disponível para todas as sessões
Se a preparação for insuficiente, a sessão
pode não ter sucesso
Se o relatório de uma sessão estiver
incompleto pode por em risco a próxima
sessão
A cultura organizacional pode não ser
compatível com a aproximação JAD
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
42
Etnografia

É difícil descrever como que
se realizam tarefas
– Solução: Observar como as
tarefas são realizadas

Etnografia – técnica
desenvolvida na área das
ciências socias
– Útil para determinar o
método de trabalho

Divergência entre os
métodos de trabalho usados
e a sua definição formal
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
43
Etnografia e ER






Procurar métodos pouco usuais de trabalho
Estabelecer uma relação de confiança com os
utilizadores
Manter notas detalhadas sobre os métodos de
trabalho.
Combinar observação com entrevistas abertas
Organisar sessões regulares de esclarecimento
Usar outras técnicas de levantamento de requisitos
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
44
Etnografia

Perspectiva do contexto do trabalho
– Descreve o contexto e a localização fisíca do trabalho e
como as pessoas usam os objectos para realizar tarefas

Perspectiva social e organizacional
– Cada individuo tem uma percepção única sobre o trabalho

Perspectiva do fluxo de trabalho
– Descrever as actividades que formam um trabalho/tarefa e o
fluxo de informação entre essas actividades.
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
45
Prototipagem

Protótipo
– Versão inicial de um sistema para experimentação



Permite aos utilizadores identificar os pontos
fortes e fracos do sistema
Algo concreto que pode ser criticado
Protótipos devem estar disponíveis durante o
levantamento de requisitos
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
46
Vantagens da Prototipagem





Utilizadores podem experimentar “o sistema”
Estabelece a fiabilidade e utilidade do
sistema
Essencial para definir o “look and feel” da
interface com o utilizador
Pode ser usado nos testes do sistema e no
desenvolvimento de documentação
Obriga a estudar com detalhe os requisitos
– Encontrar inconsistências e omissões
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
47
Tipos de Protótipos

Protótipos “Throw-away”
– Objectivo: Ajudar o levantamento e
desenvolvimento dos requisitos
– Suportar os requisitos mais difíceis de perceber

Protótipos Evolutivos
– Objectivo: desenvolvimento rápido de uma versão
inicial do sistema
– Suportar os requisitos bem definidos e
conhecidos
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
48
Desvantagens da Prototipagem




Custos de aprendizagem
Custos de desenvolvimento
Estende a planificação do desenvolvimento
São incompletos
– Pode não ser possível protótipar requisitos
críticos
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
49
Abordagens à prototipagem

Prototipagem em papel
– Representação em papel do interface do sistema

Prototipagem ‘Wizard of Oz’
– Uma pessoa (wizard) simula as respostas do sistema de
acordo com as entradas do utilizador

Prototipagem executável
– Utilização de uma ambiente de desenvolvimemto rápido
para desenvolver um protótipo executável
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
50
Prototipagem em papel

Características
– Representar em papel a funcionalidade e aparência da
interface
– Tem custos baixos e é fácil de preparar e alterar

Objectivos
– Analisar diferentes representações para a interface com o
utilizador
– Fazer o levantamento das reacções dos utilizadores
– Fazer o levantamento das modificações (e sugestões)
requeridas pelos utilizadores
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
51
Prototipagem em Papel
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
52
Prototipagem ‘Wizard of Oz’

A method of testing a system that does not exist
– the voice editor, IBM 1984
O que o utilizador vê
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
Wizard
The Wizard
53
Prototipagem ‘Wizard of Oz’

O ‘wizard’ humano simula as respostas do sistema
– Interpreta os inputs de um utilizador segundo um algoritmo
– Controla computador para simular o output desejado
– Usa a interface real ou um “mock-up”

É usado para:
– Simular a adição de funcionalidades complexas
– Testar ideias futuristicas
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
54
Seleção de Técnicas de Levantamento*
Interviews
JAD
Questionnaires
Document
Analysis
Observation
Type of
Information
As-Is
Improve.
To-Be
As-Is
As-Is
Improve. Improve.
To-Be
As-Is
As-Is
Depth of
Information
High
High
Medium
Low
Low
Breadth of
Information
Low
Medium
High
High
Low
Integration
Low
of Information
High
Low
Low
Low
User
Medium
Involvement
High
Low
Low
Low
Cost
LowMedium
Medium
Low
Low
LowMedium
* Systems analysis and design with UML
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
55
Exemplo 1

Considere que é o analista responsável por
desenvolver um novo sistema que suporte as
decisões estratégicas dos gestores séniors de uma
companhia de seguros. Os gestores reúnem-se
mensalmente para discutir a evolução do mercado e
reajustar a estratégia da empresa. Até agora estas
reuniões são suportadas por documentação
(extensa) em papel. O novo sistema vem eliminar o
tempo perdido a analisar detalhadamente esses
documentos, permintindo que os gestores se
concentrem apenas nas questões estratégicas da
empresa.
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
56
Exemplo 2



É responsável pela especificação de requisitos de um sistema
de gestão de cadastro da infra-estrutura de rede física da
empresa LxGásNatural, que é uma operadora/distribuidora de
gás natural na região da grande Lisboa. Ao sistema que se
pretende conceber e desenvolver deu-se o nome de SIGRedeGásNatural, e o seu objectivo geral é permitir que a
gestão dos elementos físicos da rede (e.g., condutas, ramais,
juntas, postos de redução) seja suportada por um sistema
integrado de informação geográfica.
Existe um sistema de informação legado, em funcionamento,
fortemente baseado em papel e em desenhos técnicos (i.e.,
ficheiros CAD) guardados num servidor de ficheiros partilhados,
o qual apenas é acedido e gerido por técnicos do
Departamento Técnico da empresa.
A cultura da empresa LxGásNatural é formal, baseada em
relações hierárquicas de poder e de responsabilidades bem
definidas.
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
57
Exemplo 3

A empresa de distribuição de produtos para animais “Sr. Cão”
pretende adquirir um sistema de apoio à decisão de compras
de produtos. O “Sr. Cão” é uma empresa familiar gerida por 2
irmãos e os seus filhos, mas que neste momento se encontra
em grande expansão quer em número de vendas, quer na
variedade de produtos. O sistema que está a ser usado
actualmente apenas regista o stock existente em armazém para
cada produto, o que dificulta a gestão eficiente do stock. O
objectivo do sistema a desenvolver é permitir reduzir os custos
das compras e minimizar o nível de stock a manter no
armazém. Tendo em consideração estes objectivos, o novo
sistema deverá definir semanalmente uma lista de produtos a
adquirir, associando a para cada produto a quantidade a
comprar e o fornecedor a usar.
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
58
Engenharia de Requisitos

Introdução
–
–
–
–
–
–
–

Processo de Engª de Requisitos
–
–
–
–

Requisitos
Requisitos Funcionais
Requisitos Não-Funcionais
Problemas
Métricas
Documento de Requisitos
Exemplo
Actividades Gerais
Modelo Espiral
Maturidade do Processo
Melhoria do Processo de Eng.ª de Requisitos
Levantamento e Análise de Requisitos
– Questionários, Análise de Documentos, ...
– Selecção de Técnicas de Levantamento
– Exemplo

Análise de Requisitos
– Lista de Verificações
– Matrizes de Interacção

Negociação de Requisitos
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
59
Análise e Negociação de Requisitos
Requ irements analysis
Necessity
checking
Unnecessary
requirements
Requirements
discussion
Consistency and
completeness
checking
Conflicting and
incomplete
requirements
Requirements
prioritisation
Feasibility
checking
Infeasible
requirements
Requirements
agreement
Requ irements negotiation
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
60
Análise de Requisitos

Objectivos:
– Encontrar problemas, falhas e inconsistências


A análise é intercalada com o levantamento
de requisitos
A análise é suportada por uma lista de
verificação de problemas
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
61
Lista de Verificação (1/2)

Desenho prematuro do sistema
– Verificar se o requisito inclui informação prematura sobre o
design ou a implementação

Combinação de requisitos
– Verificar se a descrição do requisito descreve um único
requisito ou se pode ser dividida em diferentes requisitos

Requisitos desnecessários
– Verificar se o requisito é apenas uma adição “cosmética” ao
sistema.

Utilização de HW não-standard
– Verificar se o requisito obriga a uso de hardware que não é
standard
– Para tomar esta decisão é necessário saber os requisitos
da plataforma a supotar
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
62
Lista de Verificação (2/2)

Conformidade com os objectivos de negócio
– Verificar se o requisito é consistente com os objectivos do
negócio definidos na introdução do documento de requisitos

Requisitos ambíguos
– Verificar se o requisito pode ser lido de forma diferentes por
diferentes pessoas
– Quais as interpretações possíveis?

Requisitos realistas
– Verificar se o requisito é realista tendo em conta a
tecnologia a ser usada para implementar o sistema

Requisitos “testáveis”
– Verificar se os engenheiros de teste podem derivar um teste
a partir da descrição do requisito que mostre que o sistema
satisfaz esse requisito
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
63
Matrizes de interação

Objectivos da análise de requisitos:
– Determinar as interações entre requisitos
– Evidenciar conflitos e sobreposições

Matriz de interação de requisitos
– Requisitos em conflito, colocar 1
– Requisitos sobrepostos, colocar 1000
– Requisitos independentes, colocar 0
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
64
Matrizes de Interação
Requirement
R1
R2
R3
R4
R5
R6
R1
0
0
1000
0
1
1
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
R2
0
0
0
0
0
0
R3
1000
0
0
1000
0
1000
R4
0
0
1000
0
1
1
R5
1
0
0
1
0
0
R6
1
0
1000
1
0
0
65
Engenharia de Requisitos

Introdução
–
–
–
–
–
–
–

Processo de Engª de Requisitos
–
–
–
–

Requisitos
Requisitos Funcionais
Requisitos Não-Funcionais
Problemas
Métricas
Documento de Requisitos
Exemplo
Actividades Gerais
Modelo Espiral
Maturidade do Processo
Melhoria do Processo de Eng.ª de Requisitos
Levantamento e Análise de Requisitos
– Questionários, Análise de Documentos, ...
– Selecção de Técnicas de Levantamento
– Exemplo

Análise de Requisitos
– Lista de Verificações
– Matrizes de Interacção

Negociação de Requisitos
ACSI/Adaptado por Carla Ferreira
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Negociação de requisitos

Conflitos não são falhas
– Refletem diferentes necessidades e prioridades


Negociação de requisitos tenta encontrar
uma solução de concordância
A negociação de requisitos pode ser um
processo demorado
– A planificação de processo de ER deve ter em
conta o tempo dispendido na negociação
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Reuniões de negociação

Fase de informação
– Explicar os problemas associados com os
requisitos a negociar

Fase de discussão
– stakeholders devem ter oportunidade de comentar
os requisitos que lhes dizem respeito
– Usar esta fase para atribuir prioridades aos
requisitos

Fase de resolução
– Eliminar, alterar ou refinar o requisito
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Análise de Requisitos