Universidade Castelo Branco
Curso de Medicina Veterinária
Profª Christianne Perali
• Clima
• Solo
Manejo
• Animais
Variação
• Plantas
Animais
Clima
Prejuízo as Pastagens
Manejo
Solo
Introdução:
 Para o crescimento e formação de seus tecidos, os vegetais
necessitam da contribuição de vários elementos químicos,
chamados essenciais. São eles: carbono (C), oxigênio (O),
hidrogênio (H), nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K),
enxofre (S), cálcio (Ca), magnésio (Mg), boro (B), zinco
(Zn), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mb), ferro
(Fe) e cloro (Cl).
 O carbono e o oxigênio são obtidos diretamente do ar,
através dos processos fotossintéticos realizados pelos
tecidos verdes do vegetal, com a contribuição da luz solar. O
hidrogênio é obtido da água, assim como parte do oxigênio.
Os demais elementos são extraídos diretamente do solo.
 O nitrogênio pode também ser obtido diretamente do ar,
mas apenas pelas leguminosas, através do processo
chamado de fixação biológica realizada pelos Rhizobium.
 Dos elementos que as plantas extraem do solo, o
nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre, cálcio e magnésio são
chamados macronutrientes, por serem absorvidos em
quantidades maiores que os demais.
 Os outros, por serem absorvidos em quantidades menores
são chamados micronutrientes, porém não são menos
importantes, pois sua ausência limita ou até paralisa o
crescimento das plantas.
 O solo não é uma fonte inesgotável de elementos, sendo
variáveis a quantidade de cada um, a velocidade de
esgotamento, seja por efeito da lixiviação, maior absorção,
etc.
 É essencial equilíbrio harmônico entre os vários elementos do
solo para uma perfeita nutrição e desenvolvimento máximo
das plantas. Daí a importância da adubação, que é a
devolução ao solo daquilo que dele foi retirado.
 Durante muito tempo se acreditou que a adubação de uma
pastagem era inútil pois "o capim cresce sozinho", porém o
que se obteve com esta mentalidade foram pastos de baixa
produção e qualidade (já que as melhores forrageiras são
também as mais exigentes) e, consequentemente, baixa
produtividade dos animais.
 Adubação e calagem são as que mais contribuem para o
aumento da produtividade da atividade, além de ajudar a
proteger o meio ambiente, pelo crescimento mais rápido das
plantas e pelos restos que estas deixam.
 Entretanto, as despesas com estas práticas podem chegar a
aproximadamente 20% do custo de produção, sendo a análise
do solo o principal meio que se dispõe para a recomendação
correta e econômica da calagem e adubação, maximizando a
eficiência e minimizando as perdas
pH do solo:
 Por trás do pH tem uma série de coisas que tornam os
solos menos férteis e as culturas menos produtivas, tais
como:
 pobreza em cálcio e magnésio;
 alta saturação por alumínio;
 alta saturação por manganês;
 alta fixação de fósforo;
 baixa disponibilidade de potássio, enxofre e molibdênio;
 baixa atividade dos microrganismos do solo; e,
 menor aproveitamento dos adubos.
Tabela 1 – Equivalente de acidez
de certos adubos nitrogenados.
Adubo (tonelada)
Sulfato de amônio
Nitrato de amônio
Uréia
Fosfato Monoamônio
(MAP)
Fosfato Diamônio
(DAP)
Calcário
(kg)
1.100
620
840
650
700
Tabela 2 – pH mais apropriado
para algumas culturas.
CULTURA
pH
Leguminosas tropicais
6,0
Cana-de-açúcar, Arroz
6,5
Aveia,
Gramíneas
forrageiras,
Centeio, 7,0
Cevada, Milho, Soja,
Sorgo
Trevos, Trigo, Alfafa
7,5
1 - CALAGEM:
 É a técnica que visa corrigir o pH do solo através da
aplicação de calcário ou outra fonte de cálcio;
 A máxima disponibilidade destes nutrientes é conseguida
quando o pH do solo encontra-se entre 6,0 e 6,5 quando:
 não há mais toxidez por alumínio e manganês;
 maior desenvolvimento dos microrganismos do solo,
proporcionando maior mineralização da matéria
orgânica, liberando principalmente nitrogênio, enxofre e
boro, entre outros;
 maior eficiência de fixação de nitrogênio do ar pelas
leguminosas; e,
 transformação dos adubos de formas não assimiláveis para
formas assimiláveis pelas plantas.
Tabela 3 – Estimativa da variação percentual da assimilação dos
principais nutrientes pelas plantas, em função do pH do solo.
NUTRIENTES
pH
4,5
5,0
5,5
6,0
6,5
7,0
Nitrogênio
20
50
75
100
100
100
Fósforo
30
32
40
50
100
100
Potássio
30
35
70
90
100
100
Enxofre
40
80
100
100
100
100
Cálcio
20
40
50
67
83
100
Magnésio
20
40
50
70
80
100
Média
27
46
64
79
93
100
 Como 60 a 70% dos solos brasileiros apresentam pH médio
entre 5,0 e 5,5, a calagem é uma necessidade em todo o país.
 Além da correção do pH, a calagem tem também a função de
fornecimento de cálcio e magnésio, minerais importantes
para o desenvolvimento das forragens. Não se deve
considerar a calagem como custo extra, pois ela se paga com
o prejuízo que se terá caso não seja feita.
Cálcio:
 Importância:
 Desenvolvimento das raízes,
 Formação da estrutura (vigor e resistência) da planta,
 Neutralizar os ácidos orgânicos,
 Incrementa a produção de sementes e grãos,
 Aumenta o valor nutricional das forrageiras;
 Metabolismo do nitrogênio.
Magnésio:
 principal importância: componente da clorofila,
 Incrementa a fotossíntese e cataliza a absorção de
fósforo.
 Animais que consomem exclusivamente forrageiras
pobres em magnésio apresentam hipomagnesenemia
ou "tétano da forragem", ainda mais grave se a
pastagem for adubada com altas doses de potássio.
 Para as leguminosas, o cálcio e o magnésio têm ação
efetiva no processo de fixação de nitrogênio pelo
Rhizobium.
Necessidade de Calagem
N.C. = (V2 – V1) x T x p
PRNT
N.C. = neces. de calagem;
V1 = saturação de bases da análise do solo;
V2 = saturação de bases adequada para a cultura (Tabelas);
T = capacidade de troca de cátions do solo (CTC);
p = fator profundidade.
p = 1,0  para 20 cm de profundidade;
p = 1,5  para 30 cm de profundidade;
p = 2,0  para 40 cm de profundidade.
PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total (mede eficiência do
corretivo)
Adubação das pastagens:
 Obs. Importante: As recomendações de adubação
nitrogenada são feitas com base no teor de fósforo,
uma vez que a planta somente tem condições de
aproveitar doses elevadas de nitrogênio quando o teor
de fósforo for alto.
 Tabelas gerais servem como GUIA, mas dependem dos
resultados da ANÁLISE DE SOLO (saiba mais em
http://www.soloplan.agrarias.ufpr.br/coletadesolo.ht
m) e visam recuperar o EQUILÍBRIO dos nutrientes.
 Equipamentos para coleta de amostras de solo
(fonte: http://www.soloplan.agrarias.ufpr.br/coletadesolo.html)
Tipo de
exploração
Pastagem
Capineiras
Adubação fosfatada
g
kg de P2O5/ha
P/cm3
<3
120
3 a 10
100
10 a
60
30
> 30
---
Idem
Campo de
feno de
gramíneas
Idem
Gramíneas
anuais de
inverno
Idem
Idem
Idem
Idem
Adubação nitrogenada
g
kg de N/ha
P/cm3
Nível de exploração
Médio
Alto
< 10
60
80
10 a
90
130
30
> 30
120
150
< 10
80
10 a
120
30
> 30
150
Idem
Idem
Idem
Idem
Adubação potássica
g
kg de K2O/ha
K/cm3
< 60
60 120
> 120
< 60
60 120
> 120
< 60
60 120
> 120
< 60
60 120
> 120
60
30
20
80
40
20
200
100
30
110
50
20
Tipo de
exploração
Adubação fosfatada
Adubação nitrogenada
g
g
kg de N/ha
kg
de
P
O
/ha
2
5
P/cm3
P/cm3
Nível de exploração
5pH 5
>5,5
pH 5 5 - 5,4
>5,5
5,4
Adubação potássica
g K/cm3
kg de K2O/ha
Ca + Mg
(meq/100cm3)
<
2,5
Silagem
(milho ou
sorgo)
2,5 - >
5,0 5,0
1-7
60
60
7 - 14
60
50
Em
cobertura (10
50
kg de
N/ha no
40 plantio)
14 - 20
40
40
30
40
50
50
80 a 120
15
15
20
> 20
20
20
20
50
60
60
> 120
---
---
---
30
30
40
< 40
35
40
50
30
40
50
40 a 80
25
30
35
Nitrogênio
 Principal
nutriente das gramíneas forrageiras, sendo
responsável pela manutenção da produtividade e valor
protéico. Assim, a aplicação de adubos nitrogenados
proporciona aumento imediato e visível da produção de
forragem. O nitrogênio só perde em importância para o
fósforo, na época de estabelecimento do pasto.
 O nitrogênio é o principal constituinte das proteínas, as
quais participam ativamente na síntese dos compostos
orgânicos que formam a estrutura do vegetal. É, portanto,
responsável pelo porte da planta, tal como: tamanho das
folhas e do colmo, desenvolvimento dos perfilhos, etc.
 A fonte natural no solo é a matéria orgânica, que não é
absorvida diretamente pelas plantas. É preciso que ela se
decomponha, através da ação lenta e contínua dos
microrganismos, para liberar nitrogênio prontamente
assimilável para as plantas.
 Velocidade de crescimento na primavera/verão é muito
grande  mesmo em solos com elevado teor de matéria
orgânica, sua decomposição nem sempre é suficiente para
fornecer nitrogênio.
 De maneira geral, a resposta dos capins à adubação
nitrogenada é crescente até doses elevadíssimas (1.600kg de
N/ha/ano), entretanto, a eficiência da utilização do
nitrogênio aplicado cai à medida que se ultrapasse
determinado limite (300-400kg de N/ha/ano).
Recomendações
No plantio:
 No processo de preparo do solo, ocorre também a
melhoria das condições de infiltração de água,
aeração, etc., que acarreta melhor decomposição e
mineralização da matéria orgânica e liberação de
nitrogênio prontamente disponível para as plantas.
 Daí não se recomendar à adição de nitrogênio na
adubação de plantio, a não ser em solos
extremamente pobres em matéria orgânica ou com
algum problema de sua mineralização.
Na manutenção:
 Cada forrageira tem uma região climática onde se
adapta melhor. Desde que estejam plantadas em
regiões climáticas adequadas, podemos classificar
os capins quanto à exigência em fertilidade em:
 Capins de alta exigência: Napier, Colonião,
Guatemala, Pangola, Rhodes, etc;
 Capins de média exigência: Jaraguá, gênero
Panicum, Estrela africana, etc;
 Capins pouco exigentes: Brachiarias, Setarias,
Gordura, etc.
 Em geral, o valor nutritivo dos capins reflete esta
classificação, assim, um capim mais exigente
apresenta melhor valor nutritivo que outro menos
exigente.
 Existem exceções como o capim Gordura, que,
mesmo em solos pobres em nitrogênio, apresenta
baixa produção de massa verde, porém com valores
nutritivos ainda satisfatórios. Caso seja adubado, o
capim Gordura apresenta aumentos apenas
moderados de produção, porém consideráveis de
valor nutritivo.
 Assim, o nitrogênio é o principal adubo para obtenção de
alta produtividade, conjugado a um bom valor nutritivo da
gramínea forrageira depois que o pasto está formado.
 Porém, em virtude do seu alto custo, sua aplicação está
condicionada a diversos fatores, tais como:
 Potencial de produtividade e melhoria do valor nutritivo da





espécie forrageira;
Pastos bem formados e com boa cobertura vegetal da espécie;
Adequado manejo;
Existência de nível adequado dos outros nutrientes do solo,
ou fornecimento dos mesmos através de adubação ou
calagem;
Aplicação em épocas e doses adequadas;
Nível de intensidade da exploração pecuária.
 Dessa maneira, indicam-se 3 tipos de dosagens:

INTENSA: acima de 100 kg de N/ha/ano (500kg de
sulfato de amônio ou correspondente);

MÉDIA: de 50 a 100kg de N/ha/ano (ou 250-500kg de
sulfato de amônio ou correspondente);

LEVE: de 20 a 50 kg de N/ha/ano (ou 100-250kg de
sulfato de amônio ou correspondente).
 Considerando o potencial produtivo e valor nutritivo
das gramíneas forrageiras, bem como a intensidade
da exploração agropecuária, recomenda-se:
 Dosagem intensa no caso de pastagens formadas por
forrageiras altamente produtivas e de bom valor nutritivo,
quando em exploração intensiva;
 Dosagem média, para todos os capins, quando em
exploração menos intensiva;
 Dosagem leve, considerada uma adubação de restituição,
para todas as gramíneas, para evitar a degradação da
pastagem.
Métodos e épocas de aplicação:
 Deve ser feita em cobertura manual ou mecanicamente,
após o rebaixamento da forragem, seja por pastejo
intenso ou meios mecânicos (roçadeira, cegadeira, etc.).
 Recomenda-se aplicar a dose média ou leve de adubo
nitrogenado no final do período das chuvas, o que
proporciona um acentuado aumento de produção para o
período seco e uma rebrota mais precoce na primavera.
Não se deve, entretanto usar a uréia como adubo para
esse fim, sob pena de perdas por volatilização como
amônia, sem as chuvas para incorporá-la.
 Quanto à dosagem intensa, recomenda-se usá-la
parcelada, aplicando-se 1/3 no início do verão e 2/3 no
final, quando o total estiver entre 100 e 250kg de
N/ha/ano, ou parcelar em 100kg de N/ha a cada
adubação, quando acima deste limite (> 250 kg de
N/ha/ano)
Fósforo:
 O fósforo desempenha papel importante na respiração
vegetal, tendo influência no armazenamento, transporte
e utilização de energia no processo fotossintético. Tem
também ação na síntese das proteínas e no metabolismo
de enzimas.
 Para os capins, é o elemento mais importante depois do
nitrogênio, principalmente nos primeiros períodos de
vida da planta, quando esta o absorve em grandes
quantidades.
 O fósforo também tem grande influência no crescimento
das raízes e no perfilhamento, sendo um dos fatores
limitantes quando em deficiência.
 A falta de perfilhamento proporciona, então, espaços
livres no pasto para o crescimento de invasoras menos
exigentes.
 Para leguminosas, o fósforo é o principal nutriente, já
que o nitrogênio é fixado pelos Rhizobium.
 Leguminosas forrageiras crescendo em solos pobres
em fósforo têm seu crescimento limitado, apresentam
pouca nodulação e, conseqüentemente, pouca ou
nenhuma fixação de nitrogênio.
Recomendações
No plantio:
 Deve-se levar em consideração os teores revelados na
análise de solo:
 Níveis baixos (< 10g de P/ 100cm3 de terra)  80-100 kg de
P2O5/ha (400-500kg de superfosfato simples);
 Níveis médio-baixos (10 a 20g de P/ 100cm3 de terra)  40
-50 kg de P2O5/ha (200-250kg de superfosfato simples);
 Níveis médio-altos (20 a 30g de P/ 100cm3 de terra)  20
kg de P2O5/ha (100kg de superfosfato simples);
 Níveis acima de 30g de P/ 100cm3 de terra)  Não precisa
adubar.
Na manutenção:
 Quando os níveis de fósforo são baixos, a adubação fosfatada
oferece 3 vantagens principais:
 Eleva os teores de fósforo da forragem, refletindo
positivamente na nutrição animal;
 Estimula maior perfilhamento das plantas já existentes e o
surgimento de plantas novas, resultantes de sementes
produzidas pelo próprio pasto. Isso aumenta a cobertura do
solo, evita o desenvolvimento de plantas invasoras e
combate a erosão laminar;
 Melhora a eficiência da adubação nitrogenada. Esta,
quando efetuada em solos com deficiência de fósforo, não
produz os resultados desejados.
 Nos casos em que os teores de fósforo do solo estejam
acima de 10g/ 100cm3 de terra, esta adubação já não é
necessária.
 Deve-se dar preferência a aplicar o adubo fosfatado no
início da época das chuvas, podendo, porém, estendêla por todo o período.
 Antes da aplicação, efetua-se o rebaixamento do pasto,
aplica-se o adubo em cobertura sobre toda a superfície
do pasto, tendo-se o cuidado de voltar com os animais
somente após ocorrer uma boa chuva que arraste para
o solo as partículas de adubo retidas nas folhas.
Potássio
 Faz parte da estrutura da planta, é também responsável
pela translocação dos carboidratos sintetizados no
processo fotossintético. É ainda ativador de diversas
enzimas do metabolismo vegetal.
 Em
pastagens formadas em solos com teores
originalmente adequados em potássio, há uma
recirculação do elemento, através da urina e fezes dos
animais, que voltam ao pasto.
 Quando, porém, os teores no solo são originalmente
baixos, torna-se necessária a devida correção que, se não
efetivada, vai limitar a produção do pasto e o efeito
esperado de outras adubações (principalmente a
nitrogenada).
 A adubação potássica cresce em importância em capineiras
ou áreas reservadas para a produção de feno, onde o
material cortado remove grandes quantidades de potássio,
tornando-se necessária sua reposição.
 Em pastagens consorciadas, a adubação potássica é de vital
importância, mesmo em solos com teores considerados
médios para pastagens exclusivas e outras culturas. Um dos
principais efeitos é aumentar a proporção de leguminosa na
consorciação.
Recomendações
Pastagens exclusivas de gramíneas:
 No plantio:
Aplicar o KCl misturado com o adubo fosfatado na adubação
de plantio. Caso se misture a semente com o adubo fosfatado,
não se deve juntar o potássico, neste caso, aplica-se em
cobertura, após o primeiro pastejo do pasto recém-formado.
 Na manutenção:
Aplicar a dose recomendada em cobertura, após o
rebaixamento do pasto, no início, durante ou no final do
período das águas (misturado com a adubação fosfatada ou
com a nitrogenada recomendada para o fim das águas).
Pastagens consorciadas:
 No plantio:
 Se teores de K < 0,12 meq/100 cm3  aplicar 100 kg de
KCl/ha misturado ao adubo fosfatado, exceto se este
forrageiras misturado às sementes (NUNCA misturar o
KCl) aplicar em cobertura logo após o início da
germinação, aumentando a dose para 150 kg de
KCl/ha.
 Se teores de K entre 0,12 e 0,40 meq/100cm3  usar
apenas 50 – 60 kg de KCl/ha.
 Se teores > 0,40 meq  não é preciso adubação
potássica no plantio.
Na manutenção:
 Se teores de K < 0,12 meq/100cm3  150 kg de KCl/ha.
 Se teores de K entre 0,12 e 0,30  80 – 100 kg de
KCl/ha.
 Se teores > 0,30 meq/100cm3  não é preciso
adubação potássica.
 Capineiras e pastos de feno:
Adubação com K MUITO importante devido à remoção
de material cortado e “quebra” na recirculação.
 No plantio:
Recomendam-se as mesmas doses indicadas para a
formação de pastos exclusivos de gramíneas.
 Na manutenção:
Considera-se, da mesma forma que para o nitrogênio, a
quantidade de material retirado da seguinte forma: para
feno  2% de K (ou 4% de KCl) da matéria seca de feno,
e para capineiras  4 kg de K (ou 8 kg de KCl) pro
tonelada de material verde cortado.
Enxofre
 Grande importância na síntese das proteínas, já que
todas as proteínas vegetais o apresentam em sua
composição.
 Sua principal função é a conversão do nitrogênio nãoprotéico em proteína.
 As leguminosas, como possuidoras de altos teores de
proteínas, exigem quantidades bastante elevadas de
enxofre para o seu perfeito desenvolvimento. Nessas
plantas, o enxofre tem destacado papel na formação e
desenvolvimento dos nódulos, bem como no processo
de fixação de nitrogênio pelos mesmos.
Recomendações
 Fonte principal é a matéria orgânica do solo  Solos com
baixos teores de matéria orgânica, principalmente os arenosos
esgotados, tem pouco potencial de fornecimento de enxofre às
plantas, limitando o crescimento.
 Uma das maneiras mais práticas de corrigir a deficiência de
enxofre nas pastagens é fornecê-lo em um adubo nitrogenado
e/ou fosfatado que contenha enxofre em sua composição
(sulfato de amônio/superfosfato simples).
 No caso de se utilizar adubos que não contém enxofre, pode-se
utilizar o gesso (sulfato de cálcio) que contém 15% de S e pode
ser usado na dose de 150 a 300 kg/ha.
MICRONUTRIENTES
 Pastagens de gramíneas:
 Não se acredita que a adubação com micronutrientes possa ter
resultados positivos no aumento de produção de forragem em
pastagens exclusivas de gramíneas.
 Um dos casos em que talvez se deva incluir um
micronutriente na adubação de pastos exclusivos de capim, é
o do zinco, principalmente para produção de grãos (milho,
sorgo, arroz, etc.) e seus teores na forragem são deficientes
para a nutrição animal.
 Nessas condições, recomenda-se 10kg de sulfato de zinco
adicionado à adubação fosfatada a usar no plantio do pasto.
Pastagens consorciadas:
A adubação com micronutrientes cresce em importância, devido
ao papel fundamental e das funções que exercem no processo
de fixação de nitrogênio pelas leguminosas.
 Molibdênio:
É o micronutriente mais importante para o processo de fixação
de nitrogênio nos nódulos. Faz parte do complexo enzimático
que atua na fixação do nitrogênio atmosférico pelas bactérias
dos nódulos das leguminosas.
 Boro:
É essencial para o desenvolvimento das raízes e pontos de
crescimento das plantas (no processo de multiplicação celular).
Também influi no tamanho e número de nódulos nas
leguminosas. Quando em quantidades disponíveis elevadas no
solo, pode, entretanto, ser tóxico às plantas.
 Zinco:
 É essencial na formação dos compostos promotores e






reguladores do crescimento das plantas e dos nódulos.
Cobre:
Tem função de catalizador no processo de síntese de
hemoblobina dos nódulos (leg-hemoglobina) e influência no
crescimento das raízes das plantas.
Ferro:
É um componente da leg-hemoglobina dos nódulos.
Em caso de deficiência, não há formação nem fixação de N.
Em quantidades elevadas na forma disponível, entretanto,
pode prejudicar a nodulação e a fixação de nitrogênio.
 Manganês:
 Tem função catalizadora na formação da clorofila (CHO’s
p/ nodulação, manutenção dos rizóbios e fixação de N)
 Da mesma forma que o boro e o ferro, o manganês é
essencial às plantas e às bactérias fixadoras de N, porém
altas concentrações solúveis (solos ácidos) pode ser tóxicas
às leguminosas, principalmente para as bactérias fixadoras.
 Boro, zinco, cobre, ferro e manganês ficam em maior
disponibilidade em solos ácidos.
 Entretanto, calagens elevadas podem diminuir suas
disponibilidades a ponto de limitar a fixação de
nitrogênio.
 Molibdênio mais disponível em pH altos
 As práticas adequadas de manejo da pastagem
representam a primeira e a mais importante exigência
de qualquer programa conservadorista para os campos.
 Não adianta se esperar de uma vegetação debilitada e
rala a produção máxima de forragem, como também é
inútil pretender que medidas subsidiárias, como a
conservação da água ou a restauração da cobertura
vegetal dêem resultados eficazes, se as terras não
forem corretamente manejadas.
 Deve-se, ao planejar um programa de manejo de
pastagem, levar-se em conta não apenas as
necessidades do gado que irá utilizar a área, mas
também as exigências das forrageiras, bem como as
condições físicas das terras.
 A forrageira a ser utilizada deve ser encarada como
uma cultura que deve, não só produzir a forragem
usada durante a estação em curso, mas, além disso,
estar em condições de produzir uma boa safra na
temporada seguinte. Isto quer dizer que, no caso da
maioria das plantas, deve produzir sementes.
Manejo das pastagens
 Há duas condições primordiais, onde a pluviosidade
seja suficiente para que as plantas cresçam com vigor:
 (1) suprimento adequado de nutrientes minerais, como
cálcio, fósforo e potássio, que proporcione às plantas
consideradas boas forrageiras o desenvolvimento
exigido para revestir e proteger o solo e para fornecer
forragem ao gado; e
 (2) ajuste do número de cabeças, do tipo de gado e dos
períodos de pastejo, de forma que as plantas consigam
se desenvolver vigorosamente a cada ano.
1 – Escolha da forrageira:

A escolha de boas forrageiras, adaptadas à região,
é fundamental para o êxito da implantação de
pastagens. Alguns critérios para esta escolha estão
relacionados às características agronômicas das
forrageiras
(potencial
produtivo,
persistência,
adaptação, hábitos de crescimento, etc.), outros
relacionados ao meio (infra-estrutura da propriedade,
condições do empresário, etc.).
Gramíneas
(capins)
Ciclo
Colonião
Perene
Mínimo de
chuva/ ano
(mm)
1.000
Jaraguá
Perene
Gordura
Tolerância à
geada
Resistência à
seca
Tolerância ao
encharcamento
Exigência de
solo
Baixa
Baixa/Méd
Baixa
Alta
800
Baixa
Baixa
Média
Média
Perene
1.200
Baixa
Média
Baixa
Baixa
Brachiaria
Decumbens
Buffel
Americano
Perene
1.200
Baixa
Média
Baixa
Méd./Alta
Perene
600/900
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Buffel Biloela
Perene
350/900
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Buffel
Gayndah
Perene
600/900
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Birdwood
Perene
300
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Quicuio
Perene
900
Méd./Alta
Alta
Baixa/Méd.
Alta
Capim de
Rhodes
Gatton Panic
Perene
800/1.500
Alta
Méd./Alta
Baixa
Alta
Perene
750/1.100
Média
Alta
Baixa
Méd./Alta
Green Panic
Perene
600/1.800
Baixa/Méd.
Alta
Baixa
Média
Paspalum
dilatatum
Paspalum
plicatum
Setaria
Kazungula
Setária Nandi
Perene
750
Média
Méd./Alta
Alta
Alta
Perene
750
Baixa
Alta
Méd./Alta
Baixa
Perene
750
Alta
Alta
Alta
Média
Perene
750
Alta
Méd./Alta
Alta
Média
Urochloa
Mosambicensis
Perene
600
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Consorcia-se com
Siratro, Centrosema, Puerária,
Soja Perene
Siratro, Centrosema, Soja
Perene, Stylosanthes
Siratro, Stylosanthes,
Desmodium, Soja Perene
Difícil consorciação. Siratro,
Centrosema, Soja Perene.
Stylosanthes humilis, Siratro
Hábito de
crescimento
Touceira
Touceira
Touceira
Estolonífera
(Porte baixo)
semi-prostrado a
ereto
Stylosanthes humilis, Siratro,
(Porte alto)
Hamata
Touceira
Stylosanthes humilis, Siratro,
(Porte baixo)
Hamata
semi-prostrado a
ereto
Stylosanthes humilis, Hamata Rizomas curtos
Soja Perene, Desmodium,
Trevo Branco
Soja Perene, Desmodium,
Siratro, Alfafa
Siratro, Soja Perene,
Stylosanthes, Centrosema
Siratro, Soja Perene,
Stylosanthes, Centrosema
Lotononis, Soja Perene,
Desmodium, Trevo Branco
Desmodium, Siratro,
Stylosanthes, Puerária
Soja Perene, Desmodium,
Siratro, Stylosanthes
Soja Perene, Desmodium,
Siratro, Stylosanthes
Stylosanthes humilis, Hamata
Estolonífero
Rizomatoso
Touceira
Estolonífero
Touceira
Touceira
Touceira
Touceira
Touceira
Touceira
Estolonífera
Leguminosa
Ciclo
Mínimo de
chuva/ ano
(mm)
Tolerância à
geada
Resistência à
seca
Tolerância ao
encharcamento
Exigência de
solo
Consorcia-se com
Hábito de
crescimento
Grupo
Inoculante
Calopogônio
Perene
1.250
Baixa
Baixa
Média
Baixa
Colonião, Gordura,
angola, P. plicatum
Rasteira
Trepadeira
I
Centrosema
Perene
1.200
Baixa
Média
Média
Bax/Méd
Colonião, Jaraguá,
Gordura, P. plicatum,
Green Panic
Rasteira
Trepadeira
Centrosema
Desmodium
intortum
Perene
900
Méd/Alta
Média
Média
Bax/Méd
Setárias, Gordura, Jaraguá,
Paspaluns
Semi-ereto
Desmodium
Lab-lab
Anual e
Bianual
700
Baix/Méd
Alta
Baixa
Média
Milho, Sorgo, Adubação
verde
Rasteira
Trepadeira
I
Leucena
Perene
900
Baixa
Alta
Baixa
Média
Qualquer
Arbustivo
Leucena
Lotononis
Perene
900
Alta
Baix/Méd
Média
Baixa
P. dilatatum, Setárias
Prostrado
Lotononis
Puerária
Perene
1.250
Baixa
Baix/Méd
Média
Baixa
Colonião, Jaraguá
Siratro
Perene
700/1.800
Baixa
Alta
Baixa
Média
Qualquer
Soja Perene
Perene
900
Média
Média
Baixa
Alta
Setária, Colonião, Rhodes,
Gordura, Green Panic
Rasteira
Trepadeira
I
Soja Perene
Cooper
Perene
760
Média
Méd/Alta
Baixa
Méd/Alta
Setária, Colonião, Rhodes,
Gordura, Green Panic
Rasteira
Trepadeira
I
Soja Perene
Tinaroo
Perene
900
Média
Média
Baixa
Alta
Setária, Colonião, Rhodes,
Gordura, Paspaluns
Rasteira
Trepadeira
I
Perene
1.000
Bax/Méd.
Alta
Baixa
Baixa
Jaraguá, Gordura, Green
Panic
Prostrado
Semi-ereto
Stylosanthes
Perene
1.000
Média
Alta
Baixa
Baixa
Jaraguá, Gordura, Green
Panic, Setárias
Prostrado
Semi-ereto
Stylosanthes
Perene
900
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Jaraguá, Gordura, Green
Panic
Ereto
Stylosanthes
SemiPerene
500/1.270
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Buffel, Urochloa
Prostrado
Semi-ereto
I
Anual
630/1.800
Baixa
Alta
Baixa
Baixa
Buffel, Green Panic,
Prostrado
Stylosanthes
guyanensis –
Endeavour
Stylosanthes
guyanensis –
Cook
Stylosanthes
guyanensis –
Schofield
Stylosanthes
guyanensis –
Verano
Stylosanthes
Rasteira
Trepadeira
Rasteira
Trepadeira
I
I
I
 A formação das pastagens, seja por sementes ou mudas, deve
iniciar-se logo que haja umidade e temperatura suficientes,
prolongando-se, no máximo, até o mês de fevereiro (inclusive),
a partir do qual, as chuvas se escasseiam e a temperatura
começa a entrar em declínio.
 Podemos formar pastagens com cultura auxiliar (por ex. milho)
o que reduz os custos de implantação, apesar de prolongar o
tempo para sua primeira utilização.
 Uma preocupação que todo proprietário deve ter é a
compactação do solo após a semeadura, o que pode ser
feito através de pneus velhos amarrados, troncos de
eucalipto, etc. puxados por animais ou trator.
 Outra preocupação é não manter grandes áreas de
monocultura, principalmente devido a problemas de
pragas e doenças, mas também para obter produções
satisfatórias independente das oscilações climáticas 
várias pastagens, cada uma com uma espécie de gramíneas
(2-3 espécies são suficientes), todas elas adaptadas à região
(clima, chuvas, ...).
 Com relação a capacidade de suporte de uma pastagem,
sabe-se que ela está condicionada pela inter-relação de
diversos fatores:
 manejo adotado,
 forrageira utilizada,
 fertilidade do solo,
 regime de chuvas,
 temperatura, etc.
 Um plantio criterioso, com adequado número de plantas
por metro quadrado, também influencia na capacidade
de suporte da pastagem, para isto, é fundamental uma
perfeita distribuição das sementes pelo terreno.
 A frequência e altura de corte, seja através de
máquinas ou pelo animal, são dois aspectos
importantíssimos do manejo de uma
forrageira, podendo ser considerados
fundamentais para o êxito de uma
exploração, pois influenciam diretamente as
reservas de carboidratos e sobrevivência
dos meristemas apicais (gemas).
 Dentre os fatores bióticos, talvez seja o animal, através
do pastejo, o principal agente de degradação das
pastagens e como as forrageiras não apresentam uma
resistência ao pastejo por si próprias, essa resistência
depende da freqüência com que seu meristema apical
é eliminado.
 A preocupação com o manejo das pastagens é tão
grande que estabeleceu-se dois tipos de manejo: o
inicial ou de formação e o final ou normal.
Manejo inicial:
 As pastagens devem ser formadas com a aração, calagem,
gradeação e adubação, de acordo com a análise de solo e
devem ser ocupadas o mais cedo possível.
 Após estabelecimento, deve-se colocar os animais para
pastejar quando as plantas atingirem alturas de corte
recomendadas com :
 Lotação leve  se o solo for argiloso;
 Lotação mais ou menos pesada  solos arenoso.
 Efeitos:
 Compactação das mudas no solo,
 Efeito estimulante do corte sobre as gemas e;
 Recirculação de nutrientes através das fezes e urina dos
animais.
Indicações de altura de corte para algumas forrageiras:
Gramíneas
Elefante
Colonião
Pangola e Jaraguá
Braquiárias
Gordura
Altura do pasto (cm)
Entrada dos
Saída dos
animais
animais
80
40
60-80
30-40
25-30
10-15
30-40
15-20
25-30
10-15
Manejo normal:
 Carga animal: é importante determinarmos a carga
animal ideal para cada propriedade/piquete, pois:
 Se excessiva  Degradação da pastagem
(superpastejo), favorecendo a erosão e invasão de
plantas indesejáveis.
 Se insuficiente  Desperdício de forragem, que
poderia ser consumida e transformada em leite e
formação de macegas (folhas velhas e secas que
sombreiam as gemas basilares e medianas e retarda
o produção de folhas novas, mais nutritivas)
Aplicação da roçadeira (1x/ano, no início das
águas).
Planejamento das pastagens:
 A distribuição dos diversos pontos de concentração de
animais (aguadas, saleiros e sombras) pela pastagem, é
de suma importância, pois, condicionam o pastejo para
uma boa utilização da forragem.
 Distribuídos estrategicamente, forçarão os animais a se
movimentarem por todo o pasto, utilizando-o e
estercando-o de maneira mais uniforme.
 Adubações, controle de pragas e plantas invasoras são
também imprescindíveis.
Sombreamento das pastagens:
 Quanto mais europeu o sangue do bovino, maior o
impacto da temperatura e insolação direta sobre o
animal, a ponto de provocar grandes reduções em seu
desempenho.
 A partir de 26,6°C, o mecanismo termorregulador
(hipotálamo) do gado holandês deixa de desempenhar
suas funções satisfatoriamente, e os animais diminuem
sensivelmente o tempo de pastejo durante o dia,
reduzindo-se assim, a ingestão de forragem.
 A presença de sombra também auxilia no manejo das
pastagens, atuando como condicionador de pastejo, ao
promover melhor movimentação dos animais pelo
pasto e, conseqüentemente, melhor aproveitamento da
forrageira.
 Trabalhos indicam que um maior tempo de ruminação
à sombra traz como conseqüência maior degradação
da fibra das forragens e maior ingestão de M.S.
Características desejáveis nas árvores
para sombreamento:
 Copa frondosa e alta (min. 3 m) (proporciona grande superfície de








sombra (min. 20m2) com deslocamento mais rápido  evita excesso
de pisoteio num trecho pequeno e maior ventilação  menor
incidência de bernes nos animais);
Fuste (caule) ereto, sem protuberâncias que possam ferir os animais;
Folhas persistentes (não caem no inverno);
Não possuir raízes que afloram, prejudicando a acomodação do gado;
Não produzir frutos grandes (max. 5 cm de diâmetro);
Não produzir princípios tóxicos em nenhum de seus órgãos;
Possuir bom desenvolvimento (min. 0,5 m/ano);
Ser rústica e resistente à seca e ao frio;
Fácil obtenção (mudas) e adaptada às condições da região.
Frequência e distribuição das árvores
 Regras:
ocupar no máximo 3% da área da pastagem;
localizar-se à distâncias adequadas das aguadas e
saleiros, de modo a ficarem bem distribuídos pelo
pasto;
manter distância razoável da cerca (20m);
proteger contra raios (para-raios);
acomodar, com folga, todos os animais em pastejo.
 Recomenda-se a utilização de 3 a 5 árvores com 40 m2
de copa/ha, variando com a capacidade de suporte das
pastagens, com a raça, com a região,...
Sistemas de pastejo:
 Objetivos:
 Proporcionar ao gado alimentação mais regular e
nutritiva ao longo do ano;
 Aumentar o rendimento forrageiro por unidade de área;
 Reduzir degradação da pastagem;
 Conservar fertilidade do solo.
 As regras de pastejo não são rígidas, e variam segundo
condições: Tipo de exploração, natureza da vegetação,
clima, solo,...
 Não substitui forrageiras conservadas nos períodos críticos.
1 – Pastejo contínuo:

É o mais antigo, caracteriza-se por apenas uma
pastagem, utilizada de forma contínua durante o ano
todo. A lotação é fixa e não há períodos de descanso da
pastagem para recuperação.
 Vantagem:
 Baixo gasto com cercas.
 Desvantagens:
 Possibilita pastejo seletivo e irregular ( + palatáveis);
 Pior aproveitamento das forrageiras ( macegas);
 Favorece surgimento de invasoras.
2 – Pastejo Alternado:

Utilização de dois pastos, um para o verão, um
para o inverno (invernada). É a 1ª evolução do pastejo
contínuo.
 Vantagens:
Permite descanso da forrageira;
Baixo gasto com cercas
 Desvantagens:
Não controla invasoras;
Permite super e subpastejos.
3 – Pastejo Protelado ou Diferido:
 Protela-se a ocupação de uma área até após a
sementação, para garantir a renovação natural da
pastagem.
 Enquanto a parcela está vedada, as demais são utilizadas
em pastejo rotativo comum. Após a sementação, a parcela
recebe novamente os animais para “bater” a pastagem e
enterrar as sementes, possibilitando condições para que
elas germinem na primavera.
 Recomenda-se a divisão da área em pelo menos 3
parcelas.
 Vantagens:
Melhora sensivelmente a vegetação ( capacidade
de suporte);
Reforma o pasto sem onerar os custos de produção;
 Desvantagens:
Sementação também ocorre nas invasoras (não as
controla);
4 – Pastejo Rotativo ou Rodízio:
 Características:
Utilização mais intensiva das pastagens:
Elevado número de parcelas /piquetes ;
o gado passa sucessivamente em cada uma até
retornar a primeira, já suficientemente descansada.
O número de animais por unidade de área é maior e
o tempo de ocupação mais curto (4 – 6 dias), para
possibilitar descanso de cada parcela por ± 35 dias
nas águas e 3 meses na seca.
A observação diária é fundamental para avaliação do
sistema;
Utilização de suplementação (forrageiras
conservadas) na seca também é necessária.
Na maioria dos casos, é necessário apoio de
roçadeiras, para eliminar invasoras e macegas para
proporcionar crescimento homogêneo e equilibrado
das pastagens.
 Vantagens:
Melhor utilização da pastagem;
Maior controle de sub e super-pastejo;
Menor compactação causada pelos animais (
erosão);
Menor gasto energético dos animais ( produção);
Facilidade de planejamento de aguadas, cochos de
sal, sombra,...;
Facilidade na visualização das condições gerais das
pastagens (melhor controle da rotação);
 Desvantagem:
 Altos gastos com cercas, distribuição de aguadas, etc...,
Assim, é importante planejá-la bem, prevendo inclusive
se o retorno em produtividade será compensador.
5 – Pastejo Rotativo Racional ou Voisin:
 Caracteristicas:
Intensa rotação de pastagens, obedecendo às
exigências do animal e da planta.
O número de parcelas é variável e o gado deve ser
dividido em categorias (vacas em lactação,
novilhas e vacas secas), que ocuparão cada parcela
nesta ordem e por tempo limitado, até que toda
pastagem tenha sido consumida sem prejuízo da
rebrota.
As parcelas deverão ter dimensões e rendimento
forrageiro iguais e o equilíbrio da produção durante o
ano é conseguido através de adubações nitrogenadas
para apressar o crescimento do capim.
Cálculo do piquete para 6 dias de pastejo:
Calcula-se 6 dias o limite máximo para que o animal
não pasteje novamente a mesma planta. Já o período
de descanso deverá ser de 35 dias nas águas, período
suficiente para que ela rebrote, cresça e acumule
reservas necessárias para a futura rebrota.
6 – Pastejo em Faixas:
 Caracteriza-se pelo consumo diário de apenas uma
faixa de pasto, limitado somente do lado não pastado
por cerca móvel, de preferência elétrica (1 fio).
 Esta cerca é deslocada diariamente, de modo a colocar
ao alcance dos animais nova faixa de pasto, suficiente
para o consumo diário previamente calculado.
 Como as forrageiras apresentam diferentes resistências
ao pisoteio pelo gado, recomenda-se seguir os
seguintes
períodos,
determinados
por
experimentações práticas:
Capim
Colonião
Napier
Gordura
Demais capins
Período de
Ocupação
7 –10 dias
3 – 7 dias
3 – 7 dias
3 – 7 dias
Período de Descanso
35 – 40 dias
35 – 45 dias
35 – 45 dias
30 – 35 dias
Consumo de forragem pelos bovinos:
 Para se planejar a necessidade de produção forrageira,
é necessário determinarmos o consumo de forragem
verde pelos animais:
Em geral os bovinos têm capacidade de consumir o
equivalente a até 10% do seu peso vivo em
forragens verdes (pastagens).
 Como o teor de água varia de uma forrageira para
outra ou mesmo com a idade da planta, utiliza-se
preferencialmente o consumo de matéria seca (MS), ou
seja, o peso da forrageira sem a água, como já vimos,
em termos gerais, pode-se considerar que:
40 kg de forragem verde = 30 kg de silagem =
= 11 kg de feno = 9 kg de MS
Desta maneira, considera-se que um bovino é capaz de
consumir 2 a 2,5% do seu PV em matéria seca.
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