ano 28 | # 268
Peru
roteiro turístico
gastronômico
Embalagem
une design e funcionalidade
editorial
julho | agosto
2013
Marca Registrada de
propriedade de Nutrinews
Publicações Técnicas Ltda
INPI nº 812.106.105
Diretoria:
Adélia Gambaro Chaves
Redação:
Rua Engenheiro Mac Lean, 315
Santana . CEP 02021-000
São Paulo . SP . Brasil
Fone/Fax: 55 11 2973.4057
[email protected]
www.nutrinews.com.br
Publicação voltada para o Mercado
Foodservice, também chamado de
Alimentação Profissional ou Fora
do Lar. Distribuído para indústrias,
hospitais, hotéis, restaurantes
comerciais, fast foods, indústrias
de alimentos e empresas de
refeições de coletividade.
O público-alvo é composto por
profissionais que atuam nesses
segmentos representados por
nutricionistas, chefs de cozinha,
técnicos, empresários da área,
fornecedores, compradores,
profissionais de RH e estudantes.
NUTRINEWS não se
responsabiliza pelo conteúdo das
mensagens publicitárias e artigos
assinados veiculados nesta edição
e também não aceita matéria paga
no espaço redacional.
. índice .
.04
.06
Edição
Adélia Gambaro Chaves
Textos
Renata Daher e Adélia Chaves
Colaborabores
Licínia de Campos
José Carlos Ignácio
Arte gráfica
Alexandra Gambaro
Publicidade
Gambaro Editoração
José Carlos Ignácio dá dicas
sobre aqueles que são (ou desejam se tornar)
empreendedores de sucesso.
Receita . Que tal receber convidados com receitas
super fáceis de preparar? Confira!
.08
Fast Food . O sucesso do hambúguer na cidade
de Curitiba (PR) incentiva a realização da primeira
edição do CWBurguer Fest, evento gastronômico que
apresenta opções saborosas do famoso sanduíche.
.10
Profissional . Conheça a Academia criada pela
.12
.16
.20
Bunge, totalmente voltada para o Food Service.
Sustentabilidade . Gás natural: Saiba
como é produzido e porque é utilizado nas cozinhas
sustentáveis.
Internacional . Conheça o Peru, país cuja
gastronomia conquista apreciadores em todo o mundo.
Produto . Chloe Roussel, expert no assunto, fala o
mercadode Chocolate Gourmet no Brasil.
Capa. Se antes a embalagem visava apenas a
.24
praticidade, hoje a escolha do design é estratégica e
objetiva novas funcionalidades.!
.30
mercado.
Valor do exemplar: 10 reais
Proibida a reprodução total
ou parcial sem autorização
dos editores.
Gestão .
.34
.38
.42
Lançamentos . Novos produtos chegam ao
Tecnologia . Os tipos de fornos mais comuns no
mercado e suas adequações.
Saúde . Licinia de Campos
alerta sobre perigos
da hipertensão e os cuidados nutricionais ideais
para manter a pressão sanguínea dentro dos níveis
normais.
Notas.
Capa
Reprodução
Assine . para assinar ligue para 11 . 2973.4057
www.nutrinews.com.br
gestão
5
dicas para
aumentar
suas chances
de sucesso
É cada vez maior o número de brasileiros que se tornam
empreendedores. Isso ocorre tanto pelas oportunidades
decorrentes de um país como o nosso, aonde há muito espaço
para a economia crescer, quanto pelo fato de os empregos
criados não serem suficientes e atraentes para absorver toda a
mão de obra, seja ela especializada ou não.
Tendo em vista esta realidade, a questão que se coloca é:
quais são os passos que devem ser cumpridos antes de montar
um negócio? Quais as precauções a análises que devem ser
feitas visando redução dos riscos e aumento das chances de
sucesso?
O tema é realmente importante, pois, na maioria das situações, essa aposta num negócio próprio muitas vezes envolve
as economias acumuladas ao longo de vários anos de trabalho.
Seguem então 5 dicas importantes para quem está pensando em empreender. Não são as únicas, mas essenciais:
1
Mercado: a área de atuação escolhida tem que ser excelente, ou seja, deve ser grande em termos de valores e
ter uma perspectiva de crescimento por vários anos. Tais
informações são de fácil acesso na internet e em outras publicações, sendo que atualmente vestuário, perfumaria, alimentação, tecnologia e infraestrutura são alguns destaques. Há mais
chances de um empresário mediano ter sucesso num ótimo mercado do que um ótimo empresário em um mercado mediano.
2
Expertise: Seja através de voo solo ou de franquia,
procure aproveitar conhecimento e experiência adquiridos anteriormente. Isto será muito útil na transição de
empregado para empresário, tanto em termos de adaptação
quanto de resultados econômicos.
3
Faça as contas: Veja perspectivas de crescimento do faturamento (seja conservador), custos e despesas prováveis
(exagere). E também apure o resultado previsto para curto e
longo prazo, de forma a ter uma ideia até onde você pode chegar. Se
necessário, procure auxílio de um técnico, contador ou consultor.
4
Vislumbre o futuro: Imagine o seu dia a dia, procure visualizar você indo para a sua empresa recém-criada
e as atividades que lhe esperam... O conjunto da obra
tem que ser potencialmente prazeroso, ou seja, as tarefas
e os relacionamentos têm que parecer valer muito a pena.
5
Perfil: Faça uma autoanálise e confirme se terá prazer em
conviver com a incerteza e o risco, num processo permanente de superação. Seja honesto consigo mesmo!
Os passos acima não são garantia de sucesso, mas certamente
ajudarão a diminuir o risco de fracasso.
José Carlos Ignácio é sócio-fundador da JCI Acquistion, formado em
Administração de Empresas e possui MBA e Pós Graduação. É também palestrante e já participou de processos de Fusão e Aquisição e
de Relacionamento de Sócios em diversas organizações nacionais e
multinacionais. Autor do livro Todo relacionamento entre sócios pode
ser melhorado (Anadarco Editora). Site: www.jciconsultoria.com.br –
.4
receita
Associação sugere Finger food
de Mozzarella de Búfala
O Selo de Pureza 100% búfalo, criado pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos
(ABCB) há 11 anos, protege o
consumidor e os produtores
das adulterações promovidas
por laticínios que adicionam leite de vaca no preparo da “mozzarella di bufala”, produto de
origem italiana, feito com o leite
do animal.
Segundo a associação, no
Brasil, cerca de 70% das marcas que se passam por mozzarellas de búfala comercializadas
no mercado, são adulteradas
com leite de vaca, o que as
torna mais duras e quebráveis.
A criação do selo de cor verde
veio para identificar a qualidade
das verdadeiras mozzarellas,
com todas as características
nutritivas e gastronômicas que
resultam em pratos de alta qualidade.
As bolinhas ou cerejas de
mozzarella são ótimas opções
como acompanhamento de
saladas, recheio de massas e
também em aperitivos do tipo
finger food, uma maneira de
servir que apresenta os petiscos variados de forma contínua,
em pequenas porções elaboradas quase que artisticamente.
O estilo finger food de servir surpreende a todos em
qualquer evento devido a sua
apresentação delicada, bonita e claro, por seu paladar.
Mas não é só nas festas sociais que o finger food funciona.
Você mesmo pode receber convidados em casa sem ligar o fogão. Que tal experimentar essa
tendência, convidar amigos e
servir mozzarellas nesse estilo?
Essa é a sugestão da ABCB.
O segredo está praticamente
na montagem. De forma elegante, os pequenos potinhos
unindo mozzarella a ingredientes que combinam bastante
com a leveza desse queijo, podem mudar a apresentação de
sua recepção. Confira a seguir :
.6
Mozzarella 100% de búfala ao Pesto e
Tomatinho Grape:
Em um recipiente, coloque uma colher de sopa
de molho pesto, uma cereja de mozzarella de
búfala e meio tomate grape, unidos por um
palitinho. Decore com a erva que preferir.
Mozzarella autêntica com damasco e
geléia:
Faça uma caminha para a mozzarella de búfala
usando geléia de damasco, una a mozzarella
delicadamente ao pedaço de damasco seco.
Mozzarella de Búfala, com Salmão
Defumado ao Pesto:
Uma colher de sopa de pesto, sobre ela,
coloque a mozzarella de búfala, o salmão, meio
tomatinho cereja, decore com hortelã.
Mozzarella de Búfala 100% pura com
Presunto Cru, Pimenta Biquinho e
Creme de Ricota:
Pegue uma colher de ricota de búfala para
fazer a base, de forma que isso evite que a
mozzarella dance no recipiente, prenda o queijo
e o presunto, finalize com a pimenta biquinho.
Fonte: (crédito fotos: Selo 100% Búfalo/Divulgação)
fast food
Um festival de hambúrguer
Entre os dias 17 e 25 de agosto, a cidade
de Curitiba vai receber a primeira edição do
saboroso CWBurguer Fest, evento gastronômico
dedicado ao hambúrguer, uma das iguarias mais
consumidas no mundo e que recebeu diversas
releituras ao redor do planeta. Durante o evento, 38
hamburguerias, lanchonetes e bistrôs de Curitiba
irão oferecer, em seu próprio estabelecimento,
uma opção especial do preparo, que será vendido
pelo valor único de R$ 21,00. Para Philip Khouri, organizador do evento,
o CWBurguer Fest surge em um momento
efervescente da gastronomia curitibana e será
uma ótima oportunidade para que o público
conheça o que a cidade tem de melhor quando
o assunto é hambúrguer, uma das iguarias mais
tradicionais do mundo. “Esse evento tem a cara
de Curitiba, uma cidade onde as pessoas buscam
serviços e produtos de qualidade oferecidos em
ambientes agradáveis. Nesta primeira edição
do CWBurguer Fest, conseguimos agregar
todas
essas
características
selecionando
empreendimentos com um padrão de excelência
elevado. Temos certeza que os curitibanos vão
entender a proposta do evento, movimentando
a cidade e saboreando os nossos melhores
hambúrgueres”, completa Philip.
Além de apreciar diferentes modos de preparo
da saborosa iguaria, o público será convidado a
doar a quantia de R$ 1, valor que será destinado
integralmente ao Complexo Pequeno Príncipe,
entidade que atua nas áreas de assistência em
saúde, ensino, pesquisa e mobilização social.
Para mais informações, acesse o site www.
cwburguerfest.com.br ou a página do evento no
Facebook (www.facebook.com/CwBurguerFest)
QOY CHOCOLATE EXPANDE EM SÃO PAULO
Com mais de 20 anos de atuação no mercado de chocolates, a Doce Cacau passou por uma reformulação mercadológica
para galgar outros estados, reposicionando-se no mercado com o nome Qoy Chocolate Experience.
A rede mineira de Andréia Falci com diversos pontos em Belo Horizonte, e presente também em dois endereços em São Paulo – Shopping Patio Paulista e Park Shopping São Caetano, inaugura no dia 15 de agosto sua terceira unidade de franquia na
Vila Leopoldina, bairro paulistano.
Mais que um novo nome, Qoy Chocolate Experience, é uma nova proposta que representa o prazer de se entregar ao universo de uma das maiores delícias do mundo, o chocolate.
O Blend utilizado proporciona sabor e aroma exclusivos permitindo-se degustar um chocolate diferenciado em versões como
as da Linha Clássica ( produtos sem adição de açúcar, de lactose e de glúten), a Linha Enjoy ( composta por pastilhas de
sabores exóticos que podem ser harmonizadas com vinho), Linha PDV Cafeteria (bebidas quentes e geladas preparadas na
loja), Linha Preparados (composta de tudo o que está relacionado ao PDV cafeteria. Não somente os preparados, mas também a linha de biscoitos que acompanha as bebidas e pode ser consumida na casa do cliente) e finalmente, a Linha Infanti (
composta por produtos)
Na nova unidade da Vila Leopoldina o carro chef será o café gourmet. Vale conferir.
Endereço: Rua Mergenthaler, 59 – Vila Leopoldina – São Paulo – SP - Fone: (11)2306-0288
.8
Site: www.qoy.com.br
profissional
Renata Daher
.10
A Bunge, uma das maiores empresas de alimentos e agronegócios do Brasil, que atua desde o campo até a mesa do consumidor final, incrementa o atendimento ao Food Service através
da Academia Bunge Pro, um espaço de inovação, capacitação
e apoio ao desenvolvimento do setor.
A iniciativa, que já se tornou referencia para outras empresas da Industria de alimentos, que visa oferecer aos clientes
assessoria para excelência e resultados em seus negócios, independente do tamanho de seus empreendimentos ou volume
de compras.
”Cada cliente tem uma necessidade especial, a empresa avalia esta necessidade e oferece uma solução sob medida”, diz o
Gerente Nacional de Serviços e Atendimento ao Cliente, Luiz
Farias, chef responsável pela criação e implantação do projeto
que reúne especialistas em Panificação, Confeitaria e Refeição.
A equipe, que trabalha no aprimoramento de técnicas e desenvolvimento de novos conceitos e receitas, é também responsável pela organização e disseminação de informações sobre as aplicações de todos os produtos da empresa no Brasil.
Além do foco nos seus produtos, a Academia abre espaço
para parceiros afins, que podem usufruir da infraestrutura para
cursos, palestras e treinamentos sobre especialidades que não
sejam objeto da empresa, caso do café, por exemplo, com treinamento a baristas.
O projeto arquitetônico da Academia conta com cozinhas projetadas e guarnecidas com os melhores equipamentos do mercado, sendo uma verdadeira vitrine do que há de mais avançado em termos de tecnologia no preparo de alimentos.
Com um espaço de 800m² a Academia Bunge - São Paulo conta com uma estrutura que reúne quatro cozinhas profissionais - uma com foco em panificação, outra em refeição e
sobremesa, uma em confeitaria fina e finalização e a última
especialmente para desenvolvimento e criação de receitas, treinamentos internos, além de suporte aos cursos modulares. A
Academia também oferece espaço de convivência (biblioteca),
auditório para 40 pessoas, e abriga o Serviço de Atendimento Bunge Especialistas (SABE), canal de relacionamento com
foco no atendimento técnico da divisão de ingredientes, que
realiza serviços de pré e pós venda, bem como atendimento
ao cliente.
Um ponto a ser ressaltado é que, apesar da Bunge ser uma
empresa de atuação mundial, a Academia Bunge Pro é uma iniciativa 100% brasileira que graças a seus resultados positivos,
vem servindo de modelo para outros países.
“Oferecemos muito mais que um atendimento técnico. É
um trabalho de valor agregado que oferece soluções ao nosso cliente por meio de conceitos, serviços e produtos de alta
qualidade e conveniência, alinhados à estratégia de Marketing,
Trade, Comercial e Sustentabilidade”, explica o chef Farias.
História e Estrutura
A primeira sede da Academia Bunge no Brasil foi inaugurada em 2011, no Rio de Janeiro (RJ), em um espaço
de 300m² que também conta estrutura destinada a cursos de panificação, confeitaria e refeição.
Já a unidade localizada na região sul de São Paulo, é
considerada por especialistas uma das mais completas
do Brasil, sendo considerada hoje modelo. A empresa
objetiva levar a Academia Bunge Pro para mais oito capitais até 2015, totalizando dez centros de excelência.
Até o final de 2013, deve ser inaugurada a Academia
Bunge – Recife, que será um verdadeiro centro de formação e referência em gastronomia, panificação e confeitaria no Nordeste.
Nos centros educacionais de São Paulo e do Rio de
Janeiro, são oferecidos dez cursos modulares específicos nas áreas de azeite, farinha de trigo, pães crocantes, suaves e doces, confeitaria, massa folhada, massa
semifolhada, bolos e tortas decorados, doces especiais,
cozinhas, molhos e arroz.
Dos 56 chefes de cozinha que atuam na Bunge, em
diferentes regiões do País, 18 lideram os cursos na Academia de São Paulo, que dão todo o suporte e acompanhamento aos profissionais.
No final de cada curso, os participantes recebem um
receituário e um certificado, comprovando sua participação e aptidão para a especialidade escolhida.
“Os frutos que esperamos colher são o lucro e a valorização profissional dos clientes e da empresa, bem
como o fortalecimento da confiança e a fidelidade à empresa e suas marcas”, resume Farias.
sustentabilidade
Gás natural:
Renata Daher
O gás natural (GN) é um combustível limpo que gera baixíssima emissão de poluentes e melhora sensivelmente as condições ambientais, contribuindo para a redução do efeito estufa.
Devido à sua composição, produz queima limpa e uniforme,
com muito menos fuligem, partículas e outras substâncias que
prejudicam o meio ambiente. Esse tipo de gás é utilizado em residências, no comércio, em indústrias, veículos, ar condicionado
e para a geração e cogeração de energia.
O gás natural é constituído, em sua maior parte, de metano,
um hidrocarboneto extraído das profundezas do subsolo. É resultado da transformação de fósseis de animais e plantas, sendo uma fonte de energia totalmente natural. Ele chega até os
pontos de consumo de maneira descomplicada, 24 horas por
dia. É transportado das plataformas de extração – Campos (RJ),
.12
Santos (SP) e Bolívia – e distribuído pela Comgás através de
tubulações especialmente projetadas, dentro da mais avançada
tecnologia.
Extração e distribuição
O gás natural é extraído das profundezas do subsolo, distribuído através de tubulações especialmente projetadas com a mais
avançada tecnologia. Ele é extraído e na plataforma marítima é
feita a primeira etapa do processamento de separação do gás
úmido em 03 componentes (gás, água e óleo). O GN segue para
o Terminal de Gás, onde é tratado e medido. Do terminal, o gás
tem que ser colocado sob pressão para que tenha “força” para
percorrer a viagem desde o local de extração até as casas,
sustentabilidade
escolas, hospitais, restaurantes, entre outros. Após esta etapa, o GN
é levado para o city gate, onde acontece a transferência de custódia
da rede de transporte , o fornecedor, que é a Petrobrás, para a rede
de distribuição, onde é efetuada a odoração “ mercaptana”. Após passar pelo city gate, o gás passa pelas estações redutoras de pressão
onde há a redução da pressão para que o gás possa ser utilizado
com segurança e assim transportado até o cliente final.
Principais diferenças entre o GLP – Gás de Petróleo
Líquido – gás de cozinha e Gás Natural:
. O gás natural apresenta muitas vantagens em relação a outras
fontes de energia: é limpo, ecologicamente correto e mais seguro do
que o gás de botijão.
· É canalizado, isto é, não precisa ser armazenado em botijões,
cilindros ou centrais de abastecimento, ganhando espaço e trazendo
mais segurança para o estabelecimento.
· É mais leve que o ar. Em caso de vazamento, o gás dissipa-se
rapidamente.
· Não acaba. Como tem fornecimento contínuo, nunca falta gás em
casas, indústrias, comércios e postos de abastecimento;
· Não deixa o fundo da panela preta.
· Emite muito menos poluentes do que os demais combustíveis
fósseis. A emissão de poluentes é reduzida porque sua queima é mais
completa.
· Diminui os custos de operação e manutenção nas indústrias em
relação a outros energéticos.
Segundo a Comgás, quase todos os equipamentos domésticos
e profissionais a gás podem ser convertidos para o uso com o Gás
Natural, mas, para ter certeza é preciso avaliar os equipamentos por
um técnico competente. No que diz respeito ao desempenho, Ricardo
Augusto Michelin, Gerente Comercial dos segmentos de Casas e Comércio da Comgás, afirma que após a conversão dos equipamentos
”a performance fica igual ou melhor, já que no momento da conversão
o aplicativo é calibrado novamente, não apresentado perdas para o
consumidor”.
Evitando acidentes
Ao optar pelo gás natural a primeira ação a ser feita é montar as
tubulações desde o abrigo do medidor até os aparelhos de utilização.
Há uma norma brasileira de projeto e construção de instalações residenciais e comerciais de gás, a NBR 15526, que detalha de maneira
eficiente, como deve ser esta instalação. Há também uma norma brasileira sobre instalação de aparelhos a gás, a NBR 13103, que estabelece os requisitos de ventilação e outros mais a serem cumpridos para
que se tenha uma instalação segura. O nosso país não exige que os
instaladores de sistemas a gás sejam habilitados, mas em função da
expansão acentuada dos últimos anos dos sistemas de gás canalizado o próprio mercado se desenvolveu e há empresas e profissionais
competentes que realizam essas instalações.
Com as instalações corretas, a única exigência é mantê-las íntegras e conforme seu propósito original. As aberturas e ventilações
permanentes devem estar sempre livres ou abertas, as coifas e seus
dutos devem sempre estar íntegros, sem furos, corrosões de maneira
a conduzir o gás queimado (fumos) para o exterior da edificação. Os
equipamentos devem estar sempre bem regulados de maneira a não
produzir gases prejudiciais à saúde e sempre que os aparelhos não forem utilizados por um período mais longo bloqueie-se s suas válvulas.
Menos perigo!
O gás natural é mais leve que o ar isso o torna mais seguro que
outros gases combustíveis, pois no eventual vazamento ele sobe e se
dissipa saindo pelas aberturas permanentes existentes e pelas janelas. Esse tipo de gás é originalmente inodoro, por isso é adicionado
a ele um odor característico facilmente identificado pelas pessoas. Ao
se sentir odor há um vazamento na instalação ou nos aparelhos, o que
não deve ser negligenciado em hipótese alguma. A orientação da empresa é que se procure a causa e corrija prontamente. As distribuido.14
ras de gás – como a Comgás - possuem também serviços de
atendimento e prontamente atenderão a qualquer situação de
desconfiança de vazamento de gás, “contamos com uma central
de emergência 24 horas, que pode ser acessada pelo 0800 110
197”, informa Ricardo Augusto Michelin.
Uso profissional
Ao longo dos anos a Comgás vem aumentando sua rede de
distribuição o que faz com que muitos estabelecimentos comerciais, como restaurantes, padarias, hotéis, hospitais, escolas,
que operam no food service passem a utilizar esse tipo de combustível em suas operações. Um exemplo é a Panificadora e
Confeitaria Bella Vitória, em Santo André, que faz uso do gás
natural desde agosto de 2012, em todos os equipamentos como
fornos para pães e salgados, chapeiras e fritadeiras entre outros.
Segundo Fortunato Queiroz, proprietário da empresa, o processo de mudança para o gás natural “foi tranquilo, desde a
negociação, deixei claro para o pessoal da Comgás que não
poderia parar a operação da padaria, pois tenho um movimento
muito grande e não aceitaria nenhum impacto negativo para os
meus clientes. A equipe foi muito atenciosa, e criamos juntos
o melhor plano para a transformação para o gás natural. Tudo
aconteceu conforme planejado. Tenho alguns funcionários que
nem perceberam a transformação, só ficaram sabendo dias depois. Fiquei muito satisfeito com o serviço!”
Queiroz salienta ainda que “além dos benefícios no dia a dia
tive um ganho com relação ao espaço que liberei com a retirada
dos cilindros de GLP, e mais ainda em relação à segurança do
meu estabelecimento, dos meus funcionários e clientes. Hoje
não preciso mais armazenar o gás que vou utilizar durante o
mês. Não preciso controlar se o gás esta acabando. Tudo isso
é coisa do passado”.
Um comentário importante feito pelo empresário é que no
caso de novos estabelecimentos fica mais fácil aprovar os projetos junto aos órgãos responsáveis, como os bombeiros, quando
se informa que o abastecimento será feito com gás natural.
Parceria de sucesso
A Comgás é hoje a maior distribuidora de gás natural canalizado do Brasil, investindo constantemente na ampliação de sua
rede de distribuição para levar todos os dias mais conforto, praticidade e segurança a mais 1,2 milhão de consumidores, entre
residências, comércios, veículos e industrias, nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, além da Baixada Santista e do Vale do Paraíba.
No comércio já são mais de 10 mil clientes conectados,
sendo sua maioria no setor da gastronomia paulista. Com
toda essa experiência, a Comgás entende como ninguém as
necessidades de grandes, médios e pequenos estabelecimentos, oferecendo sempre a melhor e mais moderna solução para o seu negócio.
internacional
Peru:
Adélia Chaves
Machu Picchu, Cusco, Valle Sagrados dos Incas, Lago Titicaca, Nazca...
lugares que guardam a o passado de um povo cuja história permitiu
mesclar suas tradições originais às de outros povos. Desse caldeirão,
surgiu uma das vertentes gastronômicas mais pulsantes da atualidade.
Em dezembro de 2012, o Peru foi eleito o melhor destino
culinário do mundo, recebendo o prêmio concedido pela renomada World Travel Awards, em Nova Delhi, na Índia. Mas o
que levou este país sul-americano a ganhar de outros roteiros
tão tradicionais?
A gastronomia peruana é sem dúvida uma das mais variadas
e ricas do mundo, com raízes que resultam da mistura das tradições nativas indígenas, aos costumes vindos dos imigrantes
espanhóis, africanos, chineses, japoneses e italianos que se
estabeleceram no país, é impossível enumerar todas as opções que ela oferece.
Também a diversidade ecológica e climática, favorece a variedade de ingredientes locais, como os tubérculos, frutas, ervas, cereais, assim também com peixes e frutos do mar com
sabor especial, já que as águas do oceano Pacífico proporcionam uma carne de maior consistência e firmeza, e um sabor
diferente das espécies do Atlântico, por causa da abundância
de plâncton e a presença de correntes frias.
E os números impressionam! Encontramos referências que
somam 4.000 variedades de batata (número contestado por
alguns, mas de qualquer forma quem diz ter menos conta cerca de 2.600 variedades, o que continua sendo muito!), 2.000
tipos de batata doce, 2.000 espécies de peixes e mais de 750
espécies de frutas.
O país também reúne com a maior variedade de tipos de
milho, são 35 com cores que vão do amarelo que conhecemos,
ao branco, vermelho e negro.
Apesar de bastante rica, a culinária peruana não era reco.16
nhecida. Até que, nos anos 80, começou o que se desenhar o
que hoje conhecemos como “cozinha neoandina”, um movimento local que propiciou a releitura de pratos típicos do país
que guardam mais de sete mil anos de história.
Ao longo do tempo esse movimento se fortaleceu com o retorno ao pais dos jovens chefs que, após estudarem na Europa, trouxeram na mala conhecimentos de novas técnicas culinárias que propiciaram uma nova feição à pratos tradicionais.
Declarada patrimônio cultural do país em 2007, a gastronomia peruana atrai 80 mil turistas ao ano, de acordo com a
Câmara Nacional de Turismo do Peru (Canatur), número que
deve aumentar com a crescente exposição da comida peruana
em todo o mundo .
E aqui cabe um parênteses importante: A declaração como
Patrimônio Cultural do Pais se deveu a dedicação da chef Gloria Hinostroza, especialista em gastronomia andina cujas pesquisas foram a base para a culinária do pais.
Segundo o órgão oficial, 5% dos estrangeiros que visitam
o Peru vêm exclusivamente para participar de tours gastronômicos. Além destes, outros, se surpreendem com a culinária
local, e retornam aos países de origem encantados e a com o
firme propósito de voltar.
O Instituto Nacional de Cultura do Peru nomeou a cidade de
Lima como a “Capital Gastronômica da América” motivo que
tem feito com que sua gastronomia seja promovida mundo afora. Especialistas do mercado gastronômico mundial acreditam
que, com esse trabalho, em vinte anos o Peru será a “Terra
Prometida” dos gourmets. .17
internacional
Culinária que encanta
O brasileiro, também está atraído pela culinária peruana e seus
sabores, mas sem dúvida, assim como a Feijoada está para o
Brasil, o Ceviche é a estrela da mesa daquele país.
O prato, em uma versão clássica, é preparado com peixe marinado em limão, coentro, sal, cebola e pimenta. Mas é claro que há
outras versões mais incrementadas.
O turista poderá começar sua experiência gastronômica no
Peru, apreciando um Ceviche, que geralmente é servido sobre
folhas de alface, guarnecido por um camote doce amassado (tubérculo similar a nossa batata) e grãos de milho.
Lugares para isso não faltarão, caso esteja em Lima, capital do
Peru. Dizem que a cidade soma mais de 1.500 Cevicherias, das
mais simples, às mais sofisticadas, como as que estão nos bairros
de Miraflores e San Isidro.
Mas como dissemos, o Ceviche pode ser apenas o início dessa jornada, pois há muitos outros pratos saborosos, como o Tacu-tacu de feijão (prato que mistura feijão peruano com arroz e
complementos como frutos do mar até carnes, temperos locais e
pimenta); Lomo Saltado (de influência asiática, esse prato é preparado com carne bovina ou de porco, pimenta, shoyo, cebolas
e batatas), Aji de Gallina (preparação à base de frango desfiado,
com pimenta e molho,guarnecido com arroz, batata e ovo cozido),
entre outros.
Se estiver em Lima, reserve um tempo para uma visita ao mercado de Surquilho, não há como não se encantar com a profusão
de cores, aromas e sabores. Vale o passeio!
Para beber não há como deixar de provar o Pisco. O aguardente
à base de uvas, que começou a ser produzido após a chegada
dos espanhóis, responsáveis por introduzir o cultivo dessa fruta na
região, tem sua origem disputada pelo Peru e também pelo Chile.
Independente da discussão, peça um Pisco Sour é um drinque
que agrada bastante pelo paladar.
Estrelas da Gastronomia
Para quem sonha em frequentar a famosa escola de gastronomia francesa, Le Cordon Bleu, Lima pode ser um destino certo.
Desde o ano 2000 a instituição mantém naquela cidade, no bairro de Miraflores, uma unidade de capacitação.
Não é por acaso que a instituição francesa iniciou suas atividades na América do Sul pelo Peru, ao contrário. A iniciativa demonstra a vocação do país para a valorização da gastronomia.
E isso se reflete também em outras ações, como a da revista
inglesa Restaurant que depois de premiar os Melhores Restaurantes do Mundo no último mês de abril deste ano, em Londres,
volta os olhos para América Latina, realizando o Latin America’s
50 Best Restaurant, premiação que ocorrerá no próximo dia 4
de setembro, em Lima, dois dias antes do Festival Mistura 2013
(entre 6 e 15/09), famoso evento gastronômico também realizado
no país andino.
Na disputa estão estabelecimentos gastronômicos de quase 30
países, avaliados por um júri de 900 pessoas, entre profissionais
da gastronomia, críticos e jornalistas especializados. Vale destacar que alguns restaurantes já integram a lista dos cem e cinquenta Melhores do Mundo, caso do brasileiro DOM (6ª posição dos
50 Best), de São Paulo, comandado por Alex Atala, e também, o
restaurante peruano Astrid e Gaston (14ª posição), do chef Gastón
Acurio, já há três anos consecutivos no ranking .
Gastón Acurio é aclamado como referência no Peru e em toda
a comunidade mundial gastronômica, por enfatizar a cozinha simples peruana e mediterrânea, em seus restaurantes, inclusive nos
que comanda em outros países, como os da cidade de
.18
Bogotá, Madrid ou Nova York; com ênfase na reconstrução do elo
entre campo e cidade.
Ao longo dos mais de 20 anos de carreira Acurio, tornou-se um dos
líderes indiscutíveis e um nome reverenciado pela indústria na América Latina, por se posicionar à frente do movimento revolucionário da
culinária latino-americana, através de uma organização que reúne 33
restaurantes em 12 países.
O chef, que foi um daqueles jovens que após experiência no exterior, retornou ao Peru revisitando suas raízes culturais gastronômicas, já publicou 20 livros quetornaram-se Best Sellers, como o
“500 Anos de Fusão”, obra elencada entre os melhores livros de
culinária do mundo e representou a América Latina no Prêmio Gourmand World Cookbook 2008. Seu comprometimento social também é bastante louvável, como
mantenedor da Escola de Culinária Pachacutec, instituição de ensino localizada em uma das áreas mais pobres de Lima, que oferece
a jovens carentes a oportunidade de criar um futuro na indústria de
alimentos.
Porém, assim como a diversidade de ingredientes, o Peru é rico
também em talentos. Este é o caso de Rafael Piqueiras, do restaurante Maras que ano passado ganhou inclusive o prêmio de melhor
restaurante do Peru. Há ainda o Rafael Osterling, com o delicioso
Mercado, o chef Rodrigo com seu Rodrigo, o Malabar do chef Pedro
Schiaffino, do restaurante Lá Gloria, Heitor Solis e sua comida de
Chiclayo.... e muitos outros que mesmo não sendo citados, merecem o nosso respeito.
E é essa união e compromisso de Governo, profissionais e instituições que faz com que o Peru ganhe notoriedade no cenário gastronômico mundial. Sem dúvida, um exemplo a ser seguido.
Colaboração da nutricionista Zita T. Vale Ferreira.
produto
Eu
só quero
Renata Daher
.20
Foi-se o tempo que se acreditava que o chocolate fazia mal para a saúde, depois
de muitos estudos constatou-se que esse alimento não é só uma delícia. O seu
consumo moderado também oferece benefícios.
Segundo pesquisa científica realizada pela Universidade de Drexel, nos Estados
Unidos e divulgada no Jornal Daily Mail, o prazer que o chocolate pode causar
no cérebro gera alterações químicas liberando dopamina, o que faz as pupilas
dilatarem. A liberação da substância do prazer tem esse efeito nas pupilas, sendo
um sinal comumente associado a sentimentos de amor e luxúria. Na retina dos
olhos, a dopamina também é liberada quando o nervo óptico é ativado em resposta
à exposição da luz.
Como se os prazeres oriundos do chocolate não bastassem, o mercado quer
mais: mais sabor, mais qualidade, mais excelência em seus produtos. Visando
atender a consumidores cada vez mais educados e exigentes no paladar, o mercado
se esmera em oferecer Chocolates Gourmet, produto que vem ganhando espaço
no mercado de chocolates, pois respeita a cadeia produtiva desde a amêndoa
de cacau ao produto final, integrando a valorização de aromas e notas de cada
localidade, respeitando a sustentabilidade e a saúde do consumidor.
O Brasil ainda engatinha nesta área, mas já começam a despontar bons
produtores de cacau, como é o caso de João Dias Tavares, de Ilhéus, que ganhou
o Prêmio de Melhor Amêndoa de Cacau da América do Sul, em 2010 e 2011, do
Salon du Chocolat, de Paris.
Costa do Marfim, Indonésia, Brasil, Nigéria e Malásia são alguns dos principais
países produtores de cacau, mas é a América Central que detém, até então, a
reputação de produzir o cacau de melhor qualidade do mundo. São 3,6 milhões de
toneladas de cacau produzidas por ano nestes endereços
A questão da formação também inicia no Brasil. Em Canela, no Rio Grande do Sul,
a Castelli Escola Superior de Hotelaria, lançou a primeira Escola de Chocolataria
Gourmet do Brasil, oferecendo cursos de Gestão de Negócios nessa especialidade
e extensão em Formação Profissional em Chocolataria, ambos de curta duração.
A escola começou agora no mês de agosto a ministrar os cursos em chocolataria
gourmet e também visitas à fazendas de cacau, eventos do setor e renomadas
chocolatarias. O corpo docente é formado por nomes importantes na área dos
chocolates, entre eles, a francesa Chloe Doutre Roussel, consultora internacional
e especialisrta no assunto, com intensa dedicação às questões dos seus aromas
e qualidades.
Confira a seguir a entrevista que Nutrinews fez com Chloe Roussel, conhecida
como Madame Chocolat, e saiba mais sobre o universo da Chocolataria Gourmet:
NN – Como a senhora percebe o mercado brasileiro de chocolates gourmet?
Chloe Roussel – O mercado brasileiro do chocolate ainda está fechado no perfil
dos países em desenvolvimento e as poucas marcas que decidem trazer produtos
de luxo imitam um belga e francês de 20 anos atrás.
NN – Na sua opinião, quais os fatores que mantém a produção nacional
nestas condições?
Chloe Roussel – Apesar de ter cacau, dinheiro para investimento, máquinas
para produzir chocolate e um enorme mercado interno consumidor, há dois grandes
problemas: o calor, que exige mais investimentos para a proteção do produto e as
altas taxas e impostos, que fazem com que uma mesma barra de chocolate seja
mais barata em Nova Iorque do que em Salvador.
NN – O que diferencia a produção do cacau brasileiro dos outros países
produtores?
Chloe Roussel – A força brasileira está no sistema cabruca – sistema
conservacionista -, que é a principal ferramenta de marketing internacional do país.
O sistema cabruca é um sistema ecológico de cultivo agroflorestal. Baseia-se na
substituição de estratos florestais por uma cultura de interesse econômico,
.21
produto
implantada no sub-bosque de forma descontínua e circundada
por vegetação natural, não prejudicando as relações com
os sistemas remanescentes. A força do cacau brasileiro está
justamente em valorizar esse “terroir” típico da Mata Atlântica.
NN – Porque a senhora escolheu trabalhar com
chocolates?
Chloe Roussel – De fato, não escolhi, minha mãe gostava
muito de doces, chocolates particularmente, mas para mim é
algo irracional, desde muito pequena, o único doce que meu
corpo queria e aceitava era o chocolate. Acredito que seja uma
paixão do meu corpo. Quanto mais conheço do chocolate, mais
quero conhecer.
NN – Sua formação profissional tem a ver com o
chocolate?
Chloe Roussel – Não, sou engenheira agrônoma, tudo que
sei sobre chocolate aprendi de maneira autodidata, acabei
devotando minha vida àquilo que mais gosto. Essa devoção
me fez escutar meu corpo, meus sentidos de uma maneira
geral. Gosto de chocolate mais do que de qualquer outra coisa
na vida, ele desperta todos os meus sentidos, ativa os meus
princípios de prazer.
NN – A senhora é uma mulher magra, com aparência
saudável, come muito chocolate?
Chloe Roussel – Como entre 300 e 400 gramas de chocolate
.22
todos os dias, prefiro comê-lo sozinho, longe de qualquer outro
alimento e ao longo da vida, fui tirando da minha dieta coisas
que não me agradam e deixando só o que gosto mesmo. Nado
quase todos os dias e acima de tudo sou uma pessoa realizada
e feliz!
NN – A senhora atribui sua felicidade ao chocolate?
Chloe Roussel – Sem dúvida nenhuma, em algum momento
da vida eu entendi que minha felicidade está em ser livre e o
chocolate me possibilitou esta liberdade. Viajo pelo mundo para
conhecer produtores de cacau, de chocolate, faço palestras,
seminários, conheço pessoas novas todos os dias. Do meu
ponto de vista, vivo em férias permanentes, pois convivo e falo
do que mais gosto: chocolate!
NN – Na sua opinião, qual o melhor chocolate do mundo
hoje?
Chloe Roussel – O Fortunato 4 é um chocolate
interessantíssimo! Ele é produzido com cacau peruano de
origem pura, a fábrica fica na Suécia e a empresa é americana.
Atualmente é um dos mais apreciados pelos conhecedores.
NN – O chocolate fez a diferença na sua vida, acredita que
faça a diferença na vida de outras pessoas dedicadas a ele?
Chloe Roussel – Acredito que o que faz a diferença na vida
das pessoas é que façam o que realmente queiram e que o
façam com paixão e atitude!!!
Curiosidade
Cientistas acreditam que o cacau é nativo das florestas da
região do Amazonas no Brasil, ou na região do Orinoco, na
Venezuela. Cristovão Colombo, que descobriu a América,
teve a oportunidade, durante uma de suas viagens, de
conhecer os grãos de cacau, mas não lhes deu valor algum.
Quem apresentou o cacau para o mundo europeu foi
Hernando Cortez, conquistador espanhol. Ao ser recebido
pelo Imperador dos astecas, Montezuma, conheceu uma
bebida especial – feita de cacau – que o imperador bebia em
copos de ouro, que eram jogados fora após o uso, mostrando
que valorizavam mais a bebida que o precioso metal. Segundo
Cortez a bebida tinha um “sabor forte, agridoce, muito bom!”.
Mais tarde, Cortez aprisionou o Imperador e, gradualmente,
conquistou o México. De volta à Europa em 1528, o espanhol
incluiu os grãos de cacau entre os produtos do Novo Mundo
que levava ao Rei da Espanha, apresentando à corte
espanhola o chocolate líquido.
Cortez levou também mudas da árvore a outras localidades
conquistadas, como as ilhas tropicais: Trinidad e Haiti na
América Central e a Ilha Fernando-Po, na África Ocidental,
daí o cacau se transferiu para o continente africano: Costa
do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões – que são líderes do
comércio mundial de cacau até hoje.
O consumo do chocolate quente como bebida tornou-se
apreciado na Espanha, primeiro nos círculos aristocratas,
depois de forma geral. Aos poucos a bebida começou a ficar
conhecida em outros países da Europa Ocidental.
Em 1700, as casas de chocolate começaram a concorrer
com os cafés e a partir de 1765 o produto também caiu na
preferência dos norte-americanos. Em 1828, um, Conrad van
Houtten, fabricante holandês de chocolate produziu o primeiro
chocolate em pó solúvel em água quente e populariza ainda
mais o produto.
Já comer chocolate em pedaços só se tornou popular bem
depois. Em 1847, uma empresa inglesa, J.S.Fry & Sons
(que mais tarde se associou à famosa Cadbury) começou a
produzir chocolate doce em barras para comer, misturando o
cacau moído com manteiga de cacau e açúcar.
Em 1875, um fabricante suíço de chocolate criou uma
barra de chocolate ao leite, usando leite fresco. Desde então
numerosas fábricas de chocolate em diferentes países
desenvolveram diversos tipos de chocolate – doce, meiodoce, amargo, com leite ou sem leite, com ou sem nozes,
licor e sem licor, e inumeráveis tipos de chocolates para
satisfazer a todos os paladares.
No Brasil, a primeira fábrica surgiu em 1891, a Neugebauer,
fundada por imigrantes alemães no Rio Grande do Sul.
capa
Embalar alimentos:
Renata Daher
Com o crescimento populacional do planeta, a embalagem
tornou-se essencial para otimizar o aproveitamento dos alimentos e insumos demandados pela sociedade e para reduzir o desperdício global.
Ao longo do tempo, tornou-se ferramenta crucial para atender à sociedade em suas necessidades de alimentação, saúde, conveniência, disponibilizando produtos com segurança
e informação para o bem estar das pessoas, possibilitando a
acessibilidade a produtos frágeis, perecíveis, de alto ou baixo valor agregado, além de viabilizar o desenvolvimento de
novos produtos e formas de preparo ou utilização.
Frente ao ambiente de mercado competitivo, a embalagem
tornou-se estratégica para a competitividade dos negócios no
que diz respeito à eficiência de envase, distribuição e venda.
Gabriela Tischer, Diretora de design da Spice Design, ex-
.24
plica que apesar da embalagem ter sido criada para atender a necessidade preliminar de acondicionar produtos, ao
longo do tempo somou requisitos e funções, “com a revolução industrial e cada vez menos vendedores que oferecem
e promovem os produtos pessoalmente aos clientes, a embalagem tem que ser um atrativo”. As embalagens expostas
nas gôndolas dos supermercados têm a incumbência não só
acondicionar ou mesmo dar forma ao produto, mas também
de promover , criar conexão com o consumidor e estimular
a compra.
Se antes as embalagens variavam apenas em formato e
material como plástico, (BOPP, PE, PP), papel, vidro ou metal hoje existem inúmeras combinações inclusive entre eles
para formar novas embalagens que apresentam verdadeiras
soluções para o produto, ”uma lata que ao ser aberta gela ou
esquenta a bebida, uma embalagem que descarta refrigeração e aumenta a vida do produto promovendo assim sua
distribuição para lugares mais distantes e sem tanta tecnologia, embalagens compostas com matérias primas ecologicamente corretas ou provenientes de reciclagem dando
também ênfase ao aspecto de descarte e reutilização de
insumos” – diz Gabriela Tischer.
Marketing em caixinhas
A diretora da Spice Design explica que no âmbito do
marketing as embalagens retratam o sonho e o benefício do
consumidor ao escolher e adquirir um ou outro produto, voltado a um público específico são considerados dados como
cores, letras, imagens entre outros elementos que posicionam o produto gerando assim o resultado esperado.
Por exemplo, uma embalagem de alimento de rápido prepa-
ro com seu público em pessoas solteiras entre 18 e 26 anos
apresentará um prato pronto ou até mesmo o alimento em
um garfo, evidenciando o pronto consumo. Se quente, uma
leve fumaça pode ser inserida na foto para que a imagem
mostre rapidamente a informação de como deve ser consumido. “Um splash que diga: pronto em 3 minutos tira qualquer
dúvida da praticidade do produto além de vender a informação de rapidez que o consumidor procura. Ou seja, todos os
aspectos sobre público alvo e posicionamento de um produto
são importantes para o profissional de embalagem direcionar
e criar um projeto de sucesso” – salienta Gabriela.
Não existe uma fórmula visto que cada produto tem sua
particularidade e públicos alvos muitas vezes mistos e heterogêneos. O design de embalagem não é somente estético,
mas funcional, é uma ciência que se baseia em diversos aspectos e conhecimentos e que é cada vez mais importante
para as indústrias e usuários.
.25
capa
Feito de quê?
No aspecto de matéria-prima não existe um tipo só de
material para determinado produto. A gama de opções só
cresce com a demanda cada vez maior de embalagens que
atendam requisitos técnicos de acordo com o posicionamento e valores das empresas em questão, este quesito
pode ser tecnologia, sustentabilidade e praticidade entre
outros. Por exemplo: o vinho sempre foi vendido em garrafas com rolhas. Hoje é encontrado com tampa de rosca, em
embalagens Tetrapak com gargalo ou até mesmo torneira
para o caso de embalagens em grande quantidade e facilidade no momento de servir.
Atualmente, quando as questões ligadas à preservação
do meio ambiente tornam-se cada vez mais presentes na
vida das pessoas, existe uma preocupação em se ter embalagens que continuem resolvendo os problemas da armazenagem, venda, etc e que também não prejudiquem o
meio ambiente. Entre os biopolímeros renováveis existem
a celulose e o amido, extraídos de plantas superiores, e os
biopolímeros extraídos de algas e microrganismos, que podem e estão sendo utilizados para a fabricação de diversos
tipos de embalagens.
A embalagem e o food service
Falando em grande quantidade entramos no mercado de
food service. “Há cerca de 20 anos atrás produtos voltados
para o Food Service tinham apenas o pré-requisito de embalar e de forma simples informar de que se tratava o produto. Uma embalagem plástica com o produto congelado
e uma etiqueta impressa em uma cor apenas informando
produto, variação, peso e se necessário selo de autorização de algum departamento do governo” - afirma Gabriela.
Ao longo do tempo estas embalagens passaram também
a levar em conta aumento na durabilidade, melhor paletização para facilitar a logística no transporte, rotulagem e
orientação técnicas voltadas ao consumidor, que na grande maioria é de restaurantes, bares, supermercados e padarias e que nem sempre tem um profissional bem qualificado utilizando o produto, entre outros requisitos.
Outro ponto crucial para as embalagens direcionadas
para o food service é a questão da estocagem, além de
prolongarem a vida dos produtos, estas embalagens precisam ser compactas, a fim de ocuparem estoques cada
vez menores, permitindo que os estabelecimentos priorizem suas áreas voltadas ao público, o que demanda uma
preocupação a mais no processo criativo.
“Hoje é possível encontrar nestas embalagens inclusive
o QR code que pode mostrar ao cliente tudo a respeito do
produto, todo percurso desde sua origem à entrega assim
como segurança de qualidade” – destaca.
“Hoje uma embalagem de Food Service chega a ter tanto
destaque como uma feita para o consumidor final, embalagens assim estão na venda por atacado e traz informação
como aquela de 3 minutos no prato para solteiros porem
voltadas para as necessidades deste público, profissionais
de cozinha” – acrescenta a Diretora da Spice Design.
Por sua vez, o mercado foodservice também comercializa produtos e portanto também necessita de soluções para
apresentar os seus produtos, como nos deliverys ou empórios de grife.Mas essa é uma outra história, que merece
um capítulo à parte!
.26
capa
Para problemas antigos, novas soluções!
Dispenser - Um exemplo interessante é o da embalagem para
catchup ou mostarda, feito em papel cartonado munido de bomba dispenser.
Pet - O refrigerante é a bebida mais consumida no mundo, entretanto exige consumo imediato depois de aberto já que o gás
vai se perdendo, principalmente nos casos de grandes embalagens de dois e até 3 litros. A perda de gás implica na mudança
do gosto da bebida, que perde sua característica inicial. Principalmente se, depois de aberto, for mantido na geladeira por 01
ou 02 dias; em muitas vezes com a perda total do gás, tornando
impossível o seu consumo e com consequente descarte.
Por isso o inventor Paulo Torres desenvolveu a “Garrafa Pet
especial”, que se trata de uma garrafa com uma divisória horizontal e uma válvula interna que divide pela metade a embalagem e o líquido.
A ideia é que, após aberta a tampa superior da garrafa seja
possível consumir o refrigerante, da parte de cima da embalagem, de modo que o conteúdo de baixo fique intacto e lacrado.
Após o consumo total do refrigerante da parte superior, basta o
usuário abrir a válvula interna que divide a embalagem e então
consumir a bebida que estava conservada na parte inferior. Ou
seja, com a Garrafa Pet especial o gás da bebida não será liberado de uma única vez.
O inventor já possui proteção legal do projeto e agora procura
.28
por parceiros e empresas que queiram investir na ideia e colocá-la
em escala no mercado.
Protetor de copo quente - A Starbucks Coffee Company, a
LBP Manufacturing e a Henkel Corporation desenvolveram em
conjunto o EarthSleeve, um novo protetor de copo quente que
inclui uma tecnologia patenteada que permite redução no uso
total de material e ao mesmo tempo, diminui o conteúdo PCR.
Fabricado nos EUA, o novo produto utiliza 34% menos material de fibra bruta e 25% mais de conteúdo reciclado, sem sacrificar desempenho ou função, diz a Starbucks. Com quase três
bilhões de protetores de copos quentes produzidos nos EUA em
2011 e ela mesma representando quase metade do mercado, a
Starbucks observa que essa evolução de material terá um impacto substancial na indústria de embalagens.
“Na Starbucks, estamos constantemente procurando inovar
de modo a tornar nosso mundo um melhor lugar,” diz Cliff Burrows, presidente da empresa nas Américas. “Esse produto representa como a integração de nossos valores ambientais e a
colaboração com organizações de mesma opinião podem criar
um impacto significativo.”
O novo protetor está sendo introduzido atualmente em unidades da Starbucks nos EUA e Canadá e está sendo avaliado para
uso global. O protetor permite uma melhora de 15% no rendimento de espaço de caixa e carga de caminhão, otimizando seu
armazenamento e foi considerado totalmente compostável por
entidades norte americanas do setor.
lançamentos
Queijo tipo snacks
Pensando na correria do dia a dia e praticidade para os consumidores, a famosa marca francesa, A Vaca que ri, apresenta um grande diferencial em seus produtos Map’tite Vache
que ri, Cubitos e Palitos. Graças a presente tecnologia UHT,
não há necessidade de refrigeração, podendo ser facilmente
transportados de um lugar para outro sem preocupação de
conservação. Além disso, sua consistência cremosa e sabor
suave e único permite que possa ser consumido puro.
Conheça cada um deles. O primeiro, Ma p’tite Vache qui rit,
é um creme de queijo fundido foi especialmente desenvolvido
para as crianças, que podem comê-lo de colher ou ainda passar no pão. Este queijo é uma deliciosa fonte de cálcio para
Certificação orgânica
todas as horas. O segundo, Cubitos pode ser degustado
a qualquer hora e lugar, envolvido em uma embalagem protetora que contém 24 cubitos que podem ser servidos como
petiscos, aperitivos e saladas, temperados com azeite e/ou
ervas.Também não precisam de refrigeração. Por último,
o Palitos, um queijo processado cremoso acompanhado
de crocantes grissinis. Muito bom para o lanche das crianças.
Os queijinhos do Grupo Bel são distribuídos pela Calimp
e podem ser encontrados em padarias, rotisserias e nas
grandes redes supermercadistas. Outras informações pelo
SAC: 4152-6161 ou acesse: www.calimp.com.br
Depois de passar por rigorosos testes, o mel da marca Homemade ganhou o selo IBD Orgânico,
comprovando que o produto atende a todas as certificações orgânicas feitas pelo IBD Certificações
- empresa 100% brasileira que desenvolve atividades de inspeção e certificação agropecuária,
de processamento e de produtos extrativistas, orgânicos, biodinâmicos e de mercado justo.
É também a única certificadora do país com atuação internacional e credenciamento IFOAM (mercado
internacional), ISO Guide 65 (mercado europeu - regulamento CE 834/2007), Deneter (mercado
internacional), USDA/NOP (mercado norte-americano) e INMETRO/MAPA (mercado brasileiro),
o que torna seu certificado aceito globalmente.
Para os apreciadores do puro mel de abelhas, o mel da Homemade está disponível em embalagem
de 330g e é mais uma garantia do comprometimento que a empresa tem com seu público.
Informações: www.homemade.com.br
.30
NOVIDADE DA RATIONAL
Prepare-se para conhecer o Rational VarioSmoker, a novidade
da marca alemã. “Com o VarioSmoker, os chefs podem cozinhar
e defumar ao mesmo tempo. Isso gera economia de tempo,
espaço e dinheiro, pois não há mais a necessidade de adquirir um
defumador adicional,” diz Katrin Lauterbach, Gerente de Produto
da empresa.
O VarioSmoker pode ser usado como um acessório em todos
os equipamentos Rational produzidos desde 1997. Como ele
só tem que ser colocado dentro da câmara de cocção, todos os
proprietários de equipamentos da marca podem adquirir e usar de
imediato, tanto em modo manual, quanto no SelfCookingCenter®.
Sem dúvida, com o novo equipamento será possível dar um
novo sabor aos cardápios. Vale conhecer!
Informações: www.rational-online.com.br
Na
onda dos grãos integrais
A quinoa e a aveia estão entre os grãos mais importantes da
agricultura mundial pelo alto potencial nutritivo. A quinoa é rica
em proteínas e apresenta todos os aminoácidos necessários
para o funcionamento do organismo. Apresenta também ômegas
3 e 6, auxiliando no controle do colesterol, os minerais cálcio
e ferro e uma quantidade significativa de vitaminas do complexo
B. A qualidade nutricional do grão é reconhecida especialmente
pelos povos andinos, que tradicionalmente cultivam o grão e
o consideram como um dos mais importantes alimentos da região.
Já a aveia, ela destaca-se por possuir fibras solúveis, capazes de
reter água e formar uma estrutura gelatinosa, atuando no controle
do colesterol. A aveia também é rica em cálcio, ferro, proteínas,
vitaminas e carboidratos.
Investindo nas linhas de alimentos saudáveis, a Josapar inclui
em seu mix de produtos o arroz Meu Biju 8 Grãos Integrais em
duas versões, que contam com os grãos em sua composição.
A Meu Biju 8 Grãos com Quinoa é composta de arroz cateto, arroz
integral, linhaça, lentilha, trigo, gergelim, arroz vermelho e quinoa. Já a Aveia é composto por triticale, arroz integral, linhaça, arroz
cateto, trigo, cevada, arroz vermelho e aveia.
Informações: www.josapar.com.br .33
tecnologia
Renata Daher
.34
Hoje a tecnologia oferece uma gama de produtos de ponta
para cozinhas profissionais, entre eles fornos de última geração.
Mas nem sempre foi assim.
Para chegarmos a esse nível, foi necessário muito tempo e
nos leva a uma viagem no tempo.
Ao que tudo indica a descoberta do fogo aconteceu por acaso, quando os humanos juntaram com força duas pedras e delas, saíram faíscas. Claro está que o homem já conhecia o fogo
produzido pela natureza, mas demorou milhares de anos para
controla-lo e produzi-lo. A partir da descoberta de como produzi-lo, surgem os desejos de avanços!
Os homens primitivos utilizaram o fogo para dar calor, afugentar feras selvagens e cozinhar alguns alimentos. Ao longo dos
tempos o homem busca formas de fazer as coisas com menos
esforço e gastando menos tempo, sempre tendo como foco uma
melhor qualidade de vida. O dia em que o homem por fim capturou o fogo, e o submeteu à prisão do forno para cozer o pão,
se deu um dos maiores passos para satisfazer a cada humano
que habita a Terra.
O pão e o forno nascem praticamente juntos, primeiro a massa, que era colocada sobre pedras planas quentes e se transformava em aromática bolacha e mais para frente, os fornos, que
teriam a forma de um cone truncado construído com ladrilhos
grossos para que se conservasse o calor, e uma vez quente o
forno as brasas eram retiradas e o pão colocado por uma aber-
tura situada na parte superior. Foi assim até o século VIII a.C,
quando algum engenhoso artesão construiu uma porta frontal.
Hoje, comer pão e fazê-lo todo dia é fácil, se compararmos
com outras épocas. Contamos com boa tecnologia e o processo
ainda que lento, não é tão rigoroso como em épocas passadas.
Assim, como o pão que a princípio foi uma mescla de grãos,
apenas moídos e envolvidos em água, os fornos tem evoluído
e passado por pedra, barro e outros materiais, até os mais sofisticados fornos elétricos de capacidade industrial, com vapor
e tempo controlados. Sua utilização também sofreu transformações, e há muito não é mais utilizado apenas para o preparo do
pão, mas tem seu uso bastante difundido tanto nas cozinhas
domésticas como profissionais.
Por definição um forno é uma construção ou aparelho que se
pode fechar e conservar calor em altas temperaturas, para assar
ou cozer pão, bolos ou outro tipo de alimento, para secar peixe
ou carne - neste caso, em temperaturas mais baixas.
Há relatos de que em 181 a.C os povos que se sedentarizavam começavam a construir fornos diante das necessidades. No começo usavam argila retirada do fundo dos rios para
isolar lateralmente o fogo para que não se apagasse. O alimento era precariamente posto entre a lenha para assar por
não saberem como suspender o mesmo. Com o tempo foram
aprendendo a esculpir e manipular pedras usadas nos fornos
que se modernizavam.
Segundo o arquiteto Eric Zompeiro os fornos mais importantes
nas cozinhas industriais são: forno combinado, forno de convecção forçada, forno convencional, microondas, vapor (incluso
nos fornos combinados), infravermelhos ou salamandras que
também são considerados fornos, já que possuem uma câmara
aquecida. Depois temos os específicos, como o de pizza, e os
de panificação e confeitaria, inclusive os de lastro.
Quanto às fontes de energia: elétrico e gás, válido para a
maioria dos acima citados. “Numa cozinha profissional aconselha-se o uso de fornos combinados, pois possuem maior capacidade de preparos, podendo executar diversas cocções num
mesmo equipamento”, afirma Zompeiro.
Ao longo do tempo, para atender às necessidades que foram
surgindo, os fornos foram se modernizando e as cozinhas profissionais contam com uma variedade de equipamentos específicos para preparos diferentes. Confira a seguir alguns tipos e
usos para estes equipamentos:
Forno convencional
Fornos convencionais são usados para executar uma grande
variedade de tarefas de arte culinária. Eles podem grelhar ou
assar carne, bem como assar pães, bolos e pastelaria. Além
disso, pode ser usados para aquecer alimentos já cozinhados.
Forno à lenha
Forno utilizado para assar coisas, atualmente mais utilizados
em pizzarias, pelo calor característico que confere ao alimento e
que usa como combustível o carvão vegetal. Muita gente questiona sua utilização por causa dos danos causados à natureza,
tanto no que diz respeito ao combustível quanto à queima da
lenha.
Fornos Combinados
Nesse equipamento é possível assar, cozinhar, fritar, regenerar, grelhar, gratinar, descongelar. A convecção forçada faz com
que os tempos de preparo sejam muito reduzidos e a injeção de
vapor permite cozinhar legumes e reduzir a perda de peso nas
carnes, aumentando o rendimento e tornando os alimentos mais
nutritivos e saborosos.
Resumindo: os Fornos Combinados funcionam combinam (daí
o nome) ar quente seco com vapor. A combinação é controlada
por um computador que recebe informações de sensores distribuídos dentro da câmara de cocção.
Eles surgiram na Alemanha, no início da década de 1970, como
uma evolução dos Fornos de Convecção e dos Steamers. Fornos de Convecção
Um forno de convecção melhora o forno tradicional ao fazer
circular ar aquecido por meio de um ventilador. Os alimentos
aquecem-se mais rápido em um forno de convecção, pois o ar
em movimento remove a fina camada de ar que, caso contrário
estaria cercando e isolando termicamente o alimento. Os fornos
de convecção podem operar em uma temperatura inferior a um
forno convencional e ainda cozinhar o alimento mais rapidamente. A circulação de ar, ou convecção, tende a eliminar os “pontos
quentes” e, portanto, o alimento pode cozer mais uniformemente.
São utilizados, por exemplo, para aquecer refeições nos aviões das linhas comerciais.
Forno de esteira
Equipamento para cozinhas profissionais que tem um túnel e
esteira, por onde vão passando os alimentos a serem assados.
tecnologia
.36
A máquina proporciona alta qualidade no cozimento dos
produtos dando acabamento final e temperatura interna adequados.
Forno de microondas
O forno microondas é um aparelho que permite preparação
rápida de alimentos para o consumo humano ou de animais,
além do aquecimento de toalhas. Não se devem colocar utensílios de cozinha de metal, nem organismos vivos. Neste tipo
de equipamento os alimentos são aquecidos ou cozidos por
meio de ondas eletromagnéticas. O aquecimento ocorre em
razão de uma radiação eletromagnética de 2.450 MHz, radiação essa que aumenta a agitação das moléculas de água
dos alimentos, aquecendo-os de forma quase uniforme, sem
prejudicar a saúde humana.de dentro para fora.
Forno de lastro
O forno de lastro tem a propriedade de aquecer de baixo
para cima, criando o chamado ”efeito lastro”. Ele pode ser em
pedra ou em inox. Além do material, ele também pode ser a
gás ou elétrico. É mais comumente utilizado em padarias e
confeitarias.
Que forno utilizar??
Segundo o arquiteto Eric Zompeiro, “Cada situação ou
cliente demandará um tipo de forno, de acordo com o mix de
produtos que deseja oferecer. Por isso não podemos afirmar
que uma tipologia de empreendimento deve utilizar tal forno,
pois há necessidade de conhecer todos os tópicos que serão
explorados na futura loja. Cada caso é um caso”.
saúde
Licinia de Campos
.38
A capacidade em manter a pressão sanguínea é vital
para a vida. Hipertensão crônica é um dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares. A hipertensão contribui com meio milhão de AVCs e acima de
1 milhão de ataques cardíacos por ano. Quanto maior a
pressão, acima dos normais 120/80 mmHg, maiores os
riscos de doenças cardíacas.
Esta condição é algumas vezes referenciada como o assassino silencioso, pois as pessoas não sentem os efeitos
físicos da pressão alta. A predominância do sexo feminino já
foi observada em alguns estudos, assim como a prevalência
da faixa etária de 60 a 79 anos.
Há 2 tipos de hipertensão: a hipertensão sem causa identificável ou hipertensão primária e a hipertensão com causas
específicas como nos casos de doenças renais, considerada
como hipertensão secundária.
O que significa pressão sanguínea? Pode-se defini-la pela
ação de bombear efetuada pelo coração, gerando força suficiente para empurrar o sangue através das principais artérias, depois nas artérias menores e finalmente nos capilares
frágeis, onde as paredes porosas permitem a troca de fluidos
entre o sangue e os tecidos.
Vários fatores comuns influenciam a pressão alta. O sistema nervoso tenta manter a pressão normal pelo ajuste do
tamanho das veias sanguíneas, e pela influência exercida na
ação de bombear do coração. Os rins dão suporte na regulação da pressão pelo ajuste do mecanismo de mudança do
volume sanguíneo. Por exemplo, quando o sangue fluente
nos rins diminui, como no caso da aterosclerose, estes estabelecem ações para o aumento da pressão expandindo o
volume sanguíneo e promovendo a constrição das veias .
Outro motivo pode estar baseado nos milhares de capilares
através dos quais o sangue é bombeado. A resistência insulínica, geralmente associada à obesidade, desencadeia o
pâncreas a produzir mais insulina a fim de mover a glicose
para o interior das células. Altos teores de insulina podem
sinalizar aos rins a retenção de sódio, e podem precipitar
o desenvolvimento da hipertensão. E isto explica porque a
hipertensão tem maior tendência a ocorrer em pessoas com
Diabetes Mellitus não dependentes da insulina, característica da resistência insulínica.
O tratamento da hipertensão quase sempre se foca na perda de peso, mudanças dietéticas, exercícios e terapia medicamentosa. Em conjunto com a terapia medicamentosa,
mudanças devem ser implementadas pelos indivíduos como
parte do protocolo terapêutico.
Entre as medidas não medicamentosas estão a redução
do consumo de álcool, o controle da obesidade, dieta equilibrada, prática regular de atividade física e a cessação de
tabaco. No entanto, estima-se que somente 1/3 das pessoas
aderem a estas determinações.
Modificar hábitos alimentares não é uma tarefa fácil, pois
se trata de hábitos presentes desde a infância, geralmente
relacionados com origens étnicas e condições
saúde
socioeconômicas dos indivíduos.
O consumo excessivo de sal é um dos grandes vilões na
vida dos hipertensos. De acordo com recomendações nutricionais, nosso organismo necessita de pouco mais de 1g de
sal por dia para manter suas necessidades básicas. A Organização Mundial de Saúde preconiza o uso de até 6g de sal de
cozinha por dia, ou seja 1 colher de chá. Os estudos demonstram que o consumo de sal pelo brasileiro ultrapassa 10g diários. Ao falar em sal, já pensamos imediatamente no sal da
preparação dos alimentos. Será que só aí ele é encontrado?
Ao contrário do que a maioria pensa, nem sempre o sódio tem
gosto salgado e para exemplificar podemos citar o ketchup, a
mostarda e o refrigerante.
A alta ingestão de potássio está associada à redução da
hipertensão. Como a implementação do potássio pode ser obtida pela dieta ao invés de pílulas, e como o potássio derivado
dos alimentos está acompanhado por vários outros tipos de
nutrientes, a estratégia preferida é aumentar o consumo de
potássio através de alimentos como frutas e hortaliças, fontes
ricas em potássio.
Assim, é sabido que intervenções comportamentais tiveram
efeitos positivos nas mudanças dietéticas na maioria dos casos reportados. Os estudos referenciais demonstraram que as
mudanças de comportamento a curto prazo, geralmente 6 meses, são plenos de sucesso e a recidiva a longo termo menos
propensa a ocorrer. O sucesso a longo termo dos programas
intensivos de intervenção comportamental, evidenciam a importância das mudanças ambientais, facilitando a adoção de
mudanças desejáveis no estilo de vida nas pessoas acometidas. Na verdade, mesmo os indivíduos motivados encontram
dificuldades em sustentar as mudanças comportamentais dadas as forças culturais poderosas, normas da sociedade, e
.40
interesses comerciais que encorajam vida sedentária, dietas
sub-otimizadas e super consumo calórico. Mas mesmo com
estes impedimentos, as evidências disponíveis da eficácia
da educação nutricional são suficientemente robustas e persuasivas para advogar mudanças dietéticas como forma de
diminuir a pressão alta e portanto prevenir as doenças relacionadas a ela.
Atualmente se sabe que os níveis de pressão alta começam
antes da idade adulta, durante as 2 primeiras décadas de vida
e talvez até mesmo mais cedo, no útero. Assim, esforços para
reduzir a pressão e evitar o aumento relativo ao avanço da
idade em crianças são prudentes. A importância destes esforços fica evidenciada nos níveis de pressão e na prevalência
de obesidade infantil e de adolescentes de 8 a 17 anos, com
aumento exponencial nos últimos anos.
Através de treinamentos e exemplos, os profissionais em
saúde possuem poderosa influência na boa vontade de seus
pacientes, suficiente para motivá-los a fazer mudanças no estilo de vida.
Evidências substanciais dão suporte ao conceito de que
múltiplos fatores dietéticos afetam a pressão. As modificações
dietéticas efetivas podem ser sumarizadas em perda de peso,
redução da ingestão de sal, aumento da ingestão em potássio, moderação no consumo de bebidas alcóolicas e consumo
de padrões dietéticos saudáveis, como na dieta DASH. Outros
fatores dietéticos também podem afetar a pressào, mas os
efeitos são pequenos e/ou as evidências ainda são incertas.
O desafio atual aos profissionais de saúde, pesquisadores,
oficiais do governo e o público em geral está em desenvolver
e implementar estratégias clínicas e públicas que conduzam
às mudanças dietéticas sustentáveis entre os indivíduos acometidos e mais amplamente, na população.
DUNKIN’ DONUTS ANUNCIA PLANOS DE crescimento
A rede americana Dunkin´ Donuts, anunciou planos de desenvolver restaurantes nas
maiores metrópoles do Brasil. O esforço faz parte da estratégia da rede para aumentar
a sua presença na América Latina, uma região de grande importância para a marca,
que continua a crescer globalmente.
Para tanto está à procura de candidatos qualificados para serem franqueados de
múltiplas unidades, de forma a desenvolver a marca no Brasil, com foco inicial em São
Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Os franqueados ideais precisam ter histórico financeiro
sólido, profundo conhecimento da sua clientela local, experiência comprovada de
sucesso no setor de restaurantes e um desejo de desenvolver, no mínimo, de 20 a 25
unidades Dunkin´ Donuts no seu mercado nos próximos anos.
“Com uma das maiores economias do mundo e uma classe média em franco
crescimento, o Brasil representa uma oportunidade de expansão tremenda para
a Dunkin´ Donuts”, contou Jeremy Vitaro, Vice-Presidente de Desenvolvimento
Internacional de Marcas Dunkin´.
“No momento, estamos em busca de multifranqueados com uma paixão pela marca,
experiência no setor de restaurantes e histórico financeiro sólido para desenvolver a
franquia nas maiores cidades do Brasil. Sentimos que a nossa proposta – comida e
bebida de alta qualidade, servidas com rapidez em um ambiente amigável, com ótimo
valor – terá uma boa resposta do público brasileiro.”
A rede possui atualmente mais de 300 restaurantes na região, incluindo mais de 200
no Chile, Colômbia e Peru, além de outros pontos do continente como Aruba, Bahamas,
Equador, Guatemala, Honduras, Panamá e Porto Rico.
Mais informações: www.dunkinfranchising.com.
Mais competitividade para a alimentação
fora do lar
Os desafios do setor de bares e restaurantes foram debatidos durante a abertura do
25º Congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Temas
controversos como a flexibilização das leis trabalhistas, a lei seca e a taxa de serviços
foram analisados com o objetivo de aumentar a competitividade do setor.
Para discutir os assuntos de interesse do segmento no Congresso Nacional, foi
criada oficialmente a Frente Parlamentar de Bares e Restaurantes. “A construção
de um Brasil melhor se dará por meio do diálogo com os nossos representantes”,
comentou o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.
O ministro do Turismo, Gastão Vieira, ressaltou a importância da alimentação fora
do lar para o turismo. “Ela corresponde a 20% dos gastos dos turistas no Brasil. Está
na linha de frente da recepção de viajantes e tem a difícil tarefa de causar a boa
primeira impressão neles”, comentou. O ministro completou afirmando que gostaria
de anunciar a desoneração dos bares e restaurantes. “Infelizmente não posso, mas
quero garantir que continuaremos empenhados”.
O setor de gastronomia é responsável pela maior parte dos quase três milhões de
pessoas que o turismo emprega no Brasil. Ela é avaliada como boa ou muito boa por
97% dos turistas estrangeiros e por 89% dos brasileiros de acordo com um estudo do
Ministério do Turismo. “Os nossos bares e restaurantes são a uma só vez embaixadores
e guardiões desse patrimônio, razão pela qual merecem toda a consideração dos
formuladores de políticas públicas de turismo no país”, disse o ministro.
Fonte: ASCOM/MTur
.42
seis décadas de serviços
A Risotolândia, empresa especializada em refeições coletivas
que faz parte da Holding Campodoro, está em clima de festa no
mês de agosto , quando completa 60 anos de mercado, com uma
trajetória marcada por tradição e muitas conquistas.
Presidida por Carlos Antonio Gusso - empresário que há poucos
dias recebeu a honraria máxima da Fecomércio (PR) com o título
de Comendador do Comércio Paranaense - a Risotolândia é
considerada líder do segmento no estado e está entre as maiores
e mais importantes do país.
Segundo Gusso, desde 1953 até agora, muitos acontecimentos
entraram para a história da empresa, que juntamente com as
outras duas marcas da Holding, emprega aproximadamente 4,2
mil colaboradores.
De lá para cá, muitos clientes foram conquistados, a empresa
mudou de endereço, ampliou e modernizou a estrutura, investiu
na qualificação de profissionais, lançou projetos sociais e
ambientais e também ajudou a comunidade com oportunidade
de emprego e conhecimento. Atualmente a produção é de meio
milhão de refeições diárias, supervisionadas em tempo integral
por nutricionistas altamente capacitadas e engajadas a oferecer
aos clientes cardápios saudáveis, nutritivos e saborosos.
“Tenho muito orgulho de estar à frente da Risotolândia neste
importante momento que é nosso aniversário de 60 anos.
Essa data tem sim um gosto muito especial na minha carreira.
Devemos isso à confiança dos clientes e a nossa brilhante equipe,
que trabalha todos os dias em busca dos melhores resultados
para proporcionar saúde, bem estar e qualidade de vida”, afirma
o empresário.
A empresa é responsável pela alimentação de milhares
de crianças e segue rigorosamente os critérios nutricionais
recomendados pelo FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento
da Educação. “Nós não trabalhamos apenas com cardápios,
nosso maior objetivo é promover a saúde e a felicidade das
pessoas que acreditam no nosso negócio”, ressalta Gusso.
Site: www.risotolandia.com.br
ÍDOLO BRASILEIRO É Embaixador Global
®
DA SUBWAY
A importante marca de fast-food, apresentou Pelé, um ícone
do futebol internacional, em Milford, Connecticut, EUA, como o
mais recente Famous Fan da marca e seu embaixador global.
Reconhecido como o maior jogador de futebol da história e uma
lenda do esporte mundial, Pelé aparecerá em publicidades da
marca e em campanhas promocionais dos restaurantes.
“Futebol é um esporte mundial, e o Pelé é o jogador preeminente
de todos os tempos. É ótimo contar com ele como parte da família
Subway® em todo o mundo”, disse Tony Pace, chefe de Marketing
global da rede.
Com o contrato, Pelé se junta a outros fãs famosos da rede, como
Michael Phelps (natação), Apolo Ohno (patinação de velocidade),
Nastia Liukin (ginástica artística), Ryan Howard (beisebol) e Justin
Tuck (futebol americano).
“Ao longo de toda a minha carreira, eu sempre fiz questão de
cuidar do meu corpo com uma nutrição adequada, treinamento
e descanso”, disse Pelé, que tem como sanduíche favorito o de
atum no pão italiano com alface, sal e pimenta. “Estou ansioso
para trabalhar ao lado de outros fãs famosos para incentivar
as famílias ao redor do mundo a comerem bem e levarem uma
vida ativa, com a abordagem dos restaurantes Subway® de
opções frescas.”
.43
“TERRA DE FOGOS: MINHA COZINHA IRREVERENTE” NO BRASIL
.44
O prestigiado chef de cozinha da
Argentina, Francis Mallmann, famoso por
seus programas na televisão (incluindo
a série “Los Fuegos”, que inspirou o
premiado livro “Sete Fogos”), lança no
Brasil a obra “Terra de Fogos: minha
cozinha irrevente”. Publicado pela V&R
Editoras.
O livro é resultado de uma viagem
culinária pela terra dos fogos, no extremo
sul do continente americano. Três
destinos, percorridos durante um ano,
servem de cenário e inspiração para a preparação das mais de
120 receitas: a praia de José Ignácio (Uruguai); o Lago La Plata,
na província de Chubut, na Patagônia, e uma fazenda próxima
à pitoresca cidade de Cachi, no altiplano saltenho (Argentina).
Cozinhando quase sempre ao ar livre, Mallmann prepara
carnes na grelha, na chapa ou guisadas em grandes caçarolas
de barro. Pizzas e pães são sovados com delicadeza e
assados com precisão. Trutas, preparadas de cinco maneiras
diferentes, remetem à memória de um aprendiz de pescador.
Pratos clássicos argentinos, como o choripán, além de uma
homenagem à batata, grande especialidade do chef, ganham
surpreendentes combinações. “Este livro é marcado por
recordações da minha infância e adolescência, fases da minha
vida que reconheço como pilares da minha formação, de onde
vem a minha capacidade de sonhar e de encontrar caminhos
alternativos, fora dos limites estabelecidos”, define.
As massas também ganham destaque. Pennes, raviólis,
panquecas e nhóquis remetem à juventude de Mallmann, aos
tempos de ofício no San Domenino, em Ímola, e na Enoteca
Pinchiorri, em Florença (Itália). Apresentados em cocções
simples, assados ou na chapa, num verdadeiro retorno às
origens, os legumes e vegetais caramelizam no próprio açúcar.
São ora coadjuvantes, ora protagonistas.
O capítulo dedicado às sobremesas é um deleite aos
olhos e começa com uma definição inconfundível: “Quando
escolhemos uma sobremesa, que ela seja sanguinária, criada
e preparada com luxúrias, longe das balanças. Devemos ter
direito à liberdade”, profetiza Mallmann. Com esse espírito,
o argentino prepara enormes profiteroles de chocolate, um
delicioso Napoleão de doce de leite e outro de framboesa,
além de panquecas de banana suflê e uma torta invertida de
ameixas, servida com queijo mascarpone ou creme de leite. De
dar água na boca...
As mais de 200 fotografias capturam as cenas de cozinha, os
diferentes aromas dos ingredientes utilizados, e transportam o
leitor para as paisagens percorridas pela equipe. A publicação
inclui, ainda, um detalhado manual de instruções para construir
um fogão de ferro portátil, como o utilizado durante toda a viagem.
Francis Mallmann, estagiou com grandes cozinheiros da
França, como Roger Vergé e Alain Senderens, especializandose na nouvelle cuisine. A identidade culinária, porém, veio aos
40 anos, quando cozinhou para a Academia Internacional de
Gastronomia de Paris um menu temático sul-americano. Já
teve restaurantes nos Hamptons (EUA); em Trancoso, no litoral
sul da Bahia, e atualmente comanda quatro restaurantes de
sucesso: os argentinos Patagonia Sur (Buenos Aires); 1884
e o recém inaugurado Siete Fuegos (Mendoza), além do
uruguaio Garzón, no balneário José Ignácio (Punta del Este).
O chef também é bastante conhecido em terras brasileiras. Em
2001, passou uma temporada em São Paulo para inaugurar o
restaurante A Figueira Rubaiyat.
Seu livro anterior, Sete Fogos: Churrasco ao estilo argentino
foi premiado como o “Melhor Livro de Churrasco do Mundo”
pelo célebre Gourmand World Cookbook Awards. Publicado
em espanhol, inglês e em português, é um best-seller desde
2010, quando foi lançado.
PÃO DE QUEIJO NOS QUATRO CANTOS DO MUNDO
110 mil caixas de pão de queijo mineiro devem chegar aos
mercados dos Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra,
Chile, Uruguai a aos Emirados Árabes em 2013. Este cenário
se faz presente na Forno de Minas, tradicional indústria de
alimentos congelados e líder de mercado na comercialização
de pães de queijo no Brasil, que estima chegar em 2016
exportando 25% de sua produção de pão de queijo para
vários países do mundo. “Fechamos importantes parcerias
com a Inglaterra e com o Chile e estamos em fase final de
negociação para envio do primeiro contêiner para os Emirados
Árabes. Até o final deste ano, nosso objetivo é conquistar os
mercados da Holanda, Suíça, Escandinávia, França, Angola
e Colômbia”, afirma Ricardo Machado, Diretor de Marketing e
Desenvolvimento de Negócios.
Participar de feiras e eventos nacionais e internacionais
direcionados para o segmento de alimentos e varejo,
apresentando a empresa e os produtos da marca, tem sido uma
das principais estratégias para abertura de novos mercados.
Além disso, a Forno de Minas busca constantemente novos
contatos entre importadores e distribuidores potenciais.
“Acreditamos que o pão de queijo tem tudo para ser um
produto global”, destaca Ricardo.
Em cada país, a empresa adota uma estratégia para se
adaptar ao mercado local e aos hábitos de compra e consumo
da população. Em Portugal, por exemplo, em parceria com
uma grande rede de supermercados, a empresa oferece o pão
de queijo pronto para consumo dentro das padarias de suas
lojas. Além de atingir a população brasileira que vive naquele
país, o produto já tem uma ótima aceitação dos consumidores
portugueses.
Nos Estados Unidos, a Forno de Minas já está presente há
13 anos e tem uma forte penetração no segmento étnico. O
desafio agora é conquistar o consumidor americano e, com
esse intuito, a empresa está colocando em prática um plano
de desenvolvimento de mercado, com a expectativa de triplicar
o volume embarcado até 2016.
O grande desafio, de acordo com o Diretor, é criar novos
hábitos de consumo. Para isso, várias ações promocionais
e de divulgação do produto estão sendo planejadas, além
da realização de degustações nos estabelecimentos. “Não
é fácil criar um novo hábito de consumo. Porém, quando
quebramos a barreira e o consumidor experimenta o pão de
queijo, a conquista é imediata», diz. Outro ponto positivo tem
sido o aspecto da saudabilidade. “Além de saboroso, o pão de
queijo possui glúten free, não contém aditivos e é consumido
assado”, completa.
Acreditando na boa perspectiva de globalização do pão
de queijo, a Forno de Minas reestruturou recentemente
sua área de exportação de forma a viabilizar os vários
projetos que esta conduzindo simultaneamente. “Estamos
trabalhando para levar a iguaria mineira para os quatro
cantos do mundo”, diz Ricardo
notas
“SEJA A PESSOA CERTA NO LUGAR CERTO “
O livro do consultor em gestão de pessoas Eduardo
Ferraz, “Seja a pessoa certa no lugar certo”, da Editora
Gente, figura na lista dos mais vendidos em negócios e é
líder de vendas nas principais livrarias do país.
Destinada às pessoas que gostariam de encontrar
seu posicionamento profissional ideal, a obra apresenta
embasamento teórico consistente, casos reais, um roteiro
prático e, principalmente, seis testes que ajudarão as
pessoas a se conhecerem melhor para, então, escolher
o trabalho ou a profissão mais compatível com seu jeito
de ser.
Muita gente está insatisfeita ou frustrada com sua vida
profissional por não ter certeza de estar no lugar mais
adequado e isso acontece com indivíduos em todos os
estágios da carreira. Pesquisa realizada, em junho, pela
Pactive Consultoria com mais de 1.000 pessoas, de 22
estados brasileiros, confirma que a maioria (65%) gostaria
de trabalhar em algo mais relacionado à sua personalidade,
porém, o medo de arriscar (31%), a incerteza do que
gosta (16%) e a falta de qualificação (16%), estão entre os
motivos apontados que os impedem de mudar.
“Toda pessoa é única, pois dos 7 bilhões de habitantes
não existem duas pessoas física e mentalmente idênticas.
Profissionalmente, entretanto, essa raridade vale pouco
se a pessoa não sabe o que fazer com ela. O objetivo do
livro é mostrar como alguém aparentemente comum, que
parece não possuir um super talento, pode aprender a usar
melhor aquilo que já tem, incorporar novas habilidades,
se posicionar onde renderia o máximo e se tornar um
profissional mais valioso e realizado do que é atualmente”,
explica Eduardo Ferraz.
Segundo o consultor, a principal causa da insatisfação
profissional é que as pessoas se autoconhecem pouco.
Por não conhecerem sua personalidade a fundo, muita
gente se sente tateando no escuro quanto à carreira.
“Quase todos os indivíduos têm filtros mentais que
distorcem suas percepções, fazendo com que cometam
erros de julgamento. São os chamados vieses cognitivos.
Assim, fica difícil poder aprimorar o que é bom e corrigir o
que é necessário”, diz o autor.
O segredo para “ser a pessoa certa no lugar certo” é
aumentar muito seu autoconhecimento, para, com isso,
ter o discernimento de escolher profissões, cargos ou
atividades compatíveis com sua personalidade.
“Degustação” resumida
dos 10 capítulos do livro:
1
Conheça sua personalidade
É fundamental estudar sua personalidade a fundo, pois o
autoconhecimento lhe dará o poder de decidir o que fazer de
sua vida.
2
Controle seus filtros
Criamos filtros mentais que distorcem nossa visão da
realidade para que nos sintamos mais protegidos. Quanto
mais você prestar atenção em seus filtros, menos decisões
equivocadas você tomará.
3
Aproveite seu perfil
Como você costuma ser? Mandão ou obediente? Calmo
ou agitado? Rígido ou flexível? Para se posicionar no lugar
mais adequado é fundamental que você conheça seu perfil
comportamental e utilize suas características mais marcantes
pelo maior tempo possível.
4
Satisfaça suas motivações
Para ser produtivo é fundamental que você saiba os fatores
que o motivam mais intensamente. Dinheiro, segurança, fama
ou autonomia não funcionam igualmente para todos.
5
Use seus talentos
Será essencial que você descubra as atividades em que se
destaca naturalmente. Quanto mais você conseguir usar seus
talentos e habilidades, mais rápido sua carreira deslancha.
6
Intensifique suas atitudes positivas
Suas atitudes positivas funcionam como o pedal do
acelerador para você se posicionar onde almeja. Quando suas
atitudes positivas são utilizadas e reconhecidas, sua carreira
toma um impulso muito maior.
7
Reduza seus pontos fracos
Pontos fracos só são limitantes se estiverem prejudicando
seu desempenho. É essencial identificá-los e ajustá-los
para que você não fique estacionado. Fique atento para que diminuam a cada dia.
8
Invista no que vale a pena
Entender o que é possível mudar em seu comportamento
e o que deveria ser aceito será fundamental, pois você poderá
usar sua energia para obter o melhor de si, sem desperdiçá-la
com o que não vale a pena.
9
Faça prática deliberada
Prática deliberada é todo preparo, esforço e treinamento
que você faz especificamente para melhorar seu desempenho.
10
Mostre-se
Seja explícito ao divulgar as principais características
de sua personalidade, inclusive no currículo.Os recrutadores
adoram, pois conseguem extrair muito mais informações de
quem tem um bom autoconhecimento.
Seguindo este roteiro, o leitor terá grandes chances de
encontrar o posicionamento profissional que mais se
aproxima de sua personalidade e que lhe dará chances
de ser muito bem-sucedido não só em sua profissão, mas
também em sua vida.
.46
Download

Embalagem - Nutrinews