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ESTRUTURAS ARQUITETÔNICAS E URBANÍSTICAS
01. Município: Uberlândia
02. Distrito: Sede
03. Designação: Paróquia São Pedro
04. Endereço: Praça Vasco Gifoni, 20 – Bairro Saraiva
05. Propriedade: Diocese de Uberlândia
06. Responsável: Padre Rogério Antônio Alves
07. Histórico:
Joaquim Saraiva, de acordo com o historiador Tito Teixeira, proprietário do loteamento dos terrenos da
denominada Vila Saraiva (atual bairro Saraiva) – situada entre os córregos São Pedro e Lagoinha nos subúrbios
da cidade – fez uma doação de uma faixa de terras em frente a uma praça denominada São Pedro (atual Praça
Vasco Gifoni) para a construção de uma igreja católica. Em virtude dessa doação, os missionários redentoristas
de Aparecida do Norte, por ocasião da semana eucarística celebrada em Uberlândia em junho de 1957,
levantaram naquele local um cruzeiro aos pés do qual era rezado constantemente o rosário, cruzeiro que também
anunciava aos católicos a fase inicial da obra de construção da igreja. Em uma reunião realizada a 19 de
setembro de 1957, nas dependências do Grupo Escolar Honório Guimarães na Vila Saraiva (atual bairro Saraiva),
foi proclamada a diretoria de uma comissão autorizada a promover os meios financeiros e dirigir os trabalhos de
construção da Capela São Pedro, constituída pelo então designado presidente Edésio do Nascimento Lacerda,
pelo vice-presidente José Passos Damaceno, e pelo secretário João Moura Lucas. Empossados nos referidos
cargos, o presidente fez entrega ao tesoureiro da importância de cerca de 11 mil cruzeiros relativa às primeiras
arrecadações. Em segunda reunião, foi aprovada a sugestão de José Veloso no sentido de ser programado
mensalmente um domingo festivo destinado a angariar donativos, sendo designado o dia 17 de novembro de 1957
para o início dessas festividades, em cuja data foram sorteados os festeiros para as solenidades programadas
para o dia 29 de junho de 1958. Ao pé do cruzeiro, foi construído por Matias Cafone um piso de tijolos e cimento
com alguns degraus, em cujo local foi improvisado um altar onde aos domingos muitos fiéis rezavam o terço. Cabe
ressaltar que os tijolos, areia e cimento foram doados por Umbelina Cafone, João Otávio e Eduardo Macedo. Em
seguida, foi edificada uma rústica barraquinha de madeira roliça coberta com folhas de buriti doadas por Valdino
Pereira. A organização da festa ficou a cargo de Romualdo de Andrade que se iniciou com a celebração do terço
em plena Praça São Pedro. Posteriormente, um coreto foi construído por Manoel Rosa onde eram expostas e
arrematadas as prendas. Em dia e hora designados, foram sorteados os festeiros para o dia 29 de junho de 1958,
a saber: Ilsa Mendes Santos e Luiz Furlaneto que foram saudados em discurso por vicentino José Braz. Nessa
data, como complemento das festividades programadas, foi lançada a pedra angular da referida capela em
presença de grande número de pessoas, sendo os atos religiosos dirigidos pelo monsenhor Eduardo Antônio dos
Santos. Em sua 36ª sessão ordinária realizada em 6 de junho de 1958, o tesoureiro apresentou um saldo de 32
mil cruzeiros existente em depósito e correspondente às atividades da comissão. A construção foi iniciada com 10
mil tijolos doados por Luiz Finoti e pedras para o alicerce compradas com o dinheiro adquirido por senhoras do
bairro. Durante o longo período de atividades, a comissão pró-construção da Capela passou por fases difíceis e
embora coesa e esperançosa, teve que enfrentar situações embaraçosas nas suas diligências. Para a solução da
situação criada, Monsenhor Eduardo Santos sugeriu e apresentou nomes que deveriam compor outra comissão
que pudesse dar maior impulso às obras iniciadas e, com o assentimento dos demais membros, embora
contrariando os dispositivos regulamentares com relação ao tempo administrativo de cada diretoria, a 17 de junho
de 1961, foram os componentes da comissão vigente substituídos pelo novo presidente Leonardo Zago, pelo vicepresidente Arlindo Monteiro, pelo secretário Carloto Marquês e pelo tesoureiro Joaquim Carlos da Fonseca. A
nova comissão presidida por Leonardo Zago promoveu a realização da primeira festa de São Pedro em 29 de
junho de 1963, cujo resultado foi a arrecadação de quase 300 mil cruzeiros e a de Nossa Senhora Aparecida em
30 de agosto a 8 de setembro do mesmo ano, com a arrecadação de quase 273 mil cruzeiros, perfazendo um total
de cerca de 570 mil cruzeiros. Essa comissão, em data de 8 de setembro de 1963, apresentou um balanço geral
de sua atividades demonstrando um saldo de quase 435 mil cruzeiros, depositado no Banco Mercantil e na Caixa
Econômica Federal. Por fim, a inauguração festiva da Capela São Pedro se verificou a 29 de junho de 1964.
Em 28 de junho de 1970, a Capela São Pedro foi elevada à condição de Paróquia pelo então bispo diocesano
Dom Almir Marques Ferreira (primeiro bispo de Uberlândia que exerceu sua jurisdição entre os anos de 1961 e
1977). Atualmente, a Paróquia São Pedro é administrada pelo Padre Rogério Antônio Alves, ordenado em 13 de
dezembro de 2003 e é composta por mais 03 comunidades religiosas, a saber: Sagrado Coração de Jesus (Rua
Bento Faria, nº 477, Bairro Lagoinha), São Lucas (Rua Eudóxio Casassanta Pereira, nº 722, Residencial Carajás)
e Santos Reis (Rua Barão de Ouro Preto, nº 73, Residencial Xangrilá).
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08. Descrição:
Edificação com agenciamento externo em praça implantada com partido arquitetônico retangular em terreno com
leve declive à esquerda. Apresenta-se solta no lote, com acesso frontal feito por pequena escadaria, pouco acima
do nível da praça e acessos secundários por dois corredores laterais, fechados por gradis metálicos. O cruzeiro
em madeira, onde se realizavam as missas antes da conclusão das obras da igreja, implanta-se frontalmente ao
templo à esquerda. A fachada frontal é composta por um vão único inserido centralmente e apresenta o pano de
vedação, que se eleva em platibanda, com arremate curvilíneo. É revestida em lajedo composto por pedras
escuras e ornado por uma cruz encimando a portada feita por lajedo em pedra branca. A portada apresenta verga
em arco pleno possui duas folhas de abrir em madeira com bandeira fixa em metal e vidro fantasia. A cobertura
está escondida por platibanda em todo perímetro da edificação. Sistema construtivo em concreto armado com
alicerce em pedra e vedação em tijolo cerâmico com acabamento nas laterais em argamassa pintada.
Internamente, a igreja é constituída por nave única, de decoro singelo. À direita do altar-mor, um recuo abriga
acesso à secretaria da paróquia, construída em anexo. O altar-mor apresenta-se em nível elevado, com pé-direito
reduzido e é composto por nicho central em arco pleno que abriga a imagem de Jesus Cristo crucificado ladeado
por dois nichos menores também em arco pleno. Piso em lajedo de ardósia em toda edificação com exceção do
altar, que apresenta piso carpetado vermelho. As paredes internas são revestidas de argamassa com pintura
branca com barrado revestido em ardósia. O teto apresenta-se em laje com vigas aparentes. As esquadrias
laterais têm sistema de abertura basculante, em metal e vidro fantasia. Possui instalação sistema de amplificação
de som e ventiladores. Na parte posterior da lateral esquerda foi construída em anexo a secretaria da paróquia.
Na parte posterior da lateral direita, um novo volume abriga a instalação sanitária, de volumetria reduzida. Os
afastamentos laterais são impermeabilizados com piso cimentado, com pequeno jardim no afastamento esquerdo.
09. Documentação Fotográfica:
10. Uso Atual:
( ) Residencial
( ) Comercial
( ) Industrial
( X ) Religioso
11. Situação de Ocupação:
( )Serviço
( ) Institucional
( ) Desocupado
( ) Outros
( X ) Própria
( ) Cedida
( ) Outros
(
(
) Alugada
) Comodato
12. Proteção Legal Existente
13. Proteção Legal Proposta:
( ) Tombamento
( ) Municipal
( ) Federal
( ) Estadual
( X ) Nenhuma
( ) Tombamento Federal
( ) Tombamento Estadual
( ) Tombamento Municipal
( ) Entorno de Bem Tombado
( ) Documentação Histórica
( X ) Inventário
(
(
(
(
(
) Tombamento Integral
) Tombamento Parcial
) Fachadas
) Volumetria
) Restrições de Uso e
Ocupação
14. Análise do Entorno - Situação e Ambiência:
Esta edificação implanta-se em terreno de meio de quarteirão à Praça Vasco Gifoni. A praça apresenta
equipamentos urbanos como bancos, telefones públicos, banca de jornal, ponto de ônibus, palco coberto e
arborização de grande porte, com canteiros gramados e vegetação arbustiva. Das vias que circundam a praça, a
rua Duque de Caxias apresenta tráfego mais intenso de veículos e pedestres, com duas pistas de rolamento e
duas de estacionamento, com predominância de uso comercial. As ruas Tapajós e Tapuios têm trânsito local e
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maioria das edificações de uso residencial. Todas as vias são asfaltadas, com boa sinalização e bom estado de
conservação. A calçada em frente à Igreja é revestida de blocos de concreto, em bom estado de conservação. A
maior parte das edificações do entorno tem volumetria de um pavimento e algumas apresentam gabarito de até
quatro pavimentos. O entorno é servido de toda infra-estrutura básica de água, luz, esgoto, telefone e coleta de
lixo.
15. Estado de Conservação:
( ) Excelente
( X ) Bom
( ) Regular
( ) Péssimo
16. Análise do Estado de Conservação:
A edificação apresenta bom estado de conservação. Seus elementos estruturais (físico/construtivo) e compositivos
(estético/formal) não apresentam problemas significativos, desempenhando plenamente suas funções.O topo da
platibanda apresenta manchas escurecidas.
17. Fatores de Degradação:
A edificação tem sido degradada por fatores como intempéries, gerando infiltrações descendentes que causa
manchas escurecidas na platibanda.
18. Medidas de Conservação:
É preciso efetuar a constante manutenção de todos os elementos construtivos da edificação a fim de garantir a
boa conservação já observada.
19. Intervenções:
Houve acréscimo na parte frontal do corpo principal.
20. Referências Bibliográficas:
Fontes Bibliográficas:
ALCÂNTARA, Cristiane. "A sobrevivência do Fundinho". Revista Eletrônica Documentação História, setembro de
2005, ano I, nº 05. In: http://www.dochis.arq.br/htm/numero/num05.html
ALMEIDA, Antônio de, & SILVA, Jeanne. "Os Trabalhadores e a Lei: Representações Jurídicas sobre Direitos
Trabalhistas (Uberlândia - 1930 a 1970)". Revista Horizonte Científico, nº 2, 2003.
ARANTES, Jerônimo. Cidade dos Sonhos Meus: Memória Histórica de Uberlândia. Uberlândia: Edufu, 2003.
ARANTES, Jerônimo. Memórias Históricas de Uberlândia. 1º Capítulo: formação da cidade. 2ª ed. Uberlândia:
[s.e.], 1982.
BRASILEIRO, Jeremias. Congadas: Retratos de Resistência e Fé. As congadas nas regiões de Uberlândia e Alto
Paranaíba em Minas Gerais. Brasília: [s.e.], 2005.
BRASILEIRO, Jeremias. Congadas de Minas Gerais. Brasília: Fundação Palmares, 2001.
BRASILEIRO, Jeremias. Projeto Memória do Congado. Ternos de Congado em Uberlândia. Fita VHS, Uberlândia,
2003.
BRASILEIRO, Jeremias. Projeto Encantar. Rei de Contas, Ensino Fundamental. DVD, Uberlândia, 2003.
Cartilha Patrimônio Cultural: Que bicho é esse? Secretaria Municipal de Cultura de Uberlândia e Conselho
Municipal de Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Cultural de Uberlândia (COMPHAC), 2007.
CASTRO, Luciete Diniz. "Reescrevendo a História: Grupo Escolar Joaquim Saraiva (1963-1980). XXIII Simpósio
Nacional de História, Londrina, 2005.
Cd-Rom História, Memória e Identidades. Populis: Núcleo de Pesquisa Cultura Popular Imagem em Som, Instituto
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CORSI, Elaine. Patrimônio Cultural Arquitetônico e Plano Diretor em Uberlândia: uma proposta de revitalização
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Geografia/UFU, 2006.
FILHO, Geraldo Inácio & GATTI, Giseli Cristina do Vale. "História e Representações Sociais da Escola Estadual de
Uberlândia
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Grupo
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Estudos
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Pesquisas
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GUERRA, Maria Eliza Alves. As "Praças Modernas" de João Jorge Coury no Triângulo Mineiro. Dissertação de
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Inventário do Patrimônio Cultural do Município de Uberlândia, exercício de 2007.
MARTINS, Saul. Congado: Família de Sete Irmãos. Belo Horizonte: SESC/MG, 1988.
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NEVES, Kellen Cristina Marçal de Castro. "Cinema: a Modernidade e suas formas de entretenimento". Revista
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SILVA, Antônio Pereira da. "Velhas Praças". Crônica escrita no jornal Correio nº 302 de 22/10/2003.
TEIXEIRA, Tito. Bandeirantes e Pioneiros do Brasil Central. História da Criação do Município de Uberlândia. 1º vol.
1ª ed. Uberlândia: Uberlândia Gráfica Ltda., 1970.
Fontes Eletrônicas:
Site do IPAC Medicina Diagnóstica: http://www.ipaclaboratorio.com.br
Site da Diocese de Uberlândia: http://www.dioceseuberlandia.org.br
Site da Paróquia São Judas Tadeu: www.saojudasudi.org.br
Site do Praia Clube: http://www.praiaclube.com.br
Site do Santuário Nossa Senhora Aparecida de Uberlândia: http://www.maeaparecida.com.br
Site: http://www.hostgold.com.br/hospedagem_sites/Tamboril_(planta)
Fontes Orais:
ABDALLA, Zélia de Sá Ribeiro. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
BORGES, Marli Mendonça. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
COSTA, Divino Antônio da. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
CROSARA, Rugles. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
DUARTE, Vanilda dos Santos. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
FONTES, Wanda Márquez. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
FILHO, Marlene do Carmo. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
FREITAS, Paulo de. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
JÚNIOR, Ervídio Adams. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
LOPES, Valkíria Resende. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
MACHADO, Padre Itamar de Almeida. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
MATIAS, Maria Ferreira Martins. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
QUEIROZ, Vladimir Rodrigues de. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
RIBEIRO, José Rezende. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
RODRIGUES, Celina. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SALGADO, Cláudia. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SANTOS, Bianca Mendes do. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SANTOS, Nilton Faval dos. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SANTOS, Sirlene C. dos. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SILVA, Manuel Alves da. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SILVA, Maristela Macedo Magnino. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SILVA, Wellington da. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
SOUZA, Bernadete Macedo de. Entrevista concedida em fevereiro de 2007.
21. Informações Complementares:
Vista da nave
Cruzeiro à lateral esquerda da Igreja
22. Atualização de Informações: NT
23. Ficha Técnica:
Levantamento:
Equipe Técnica da Prefeitura: Anderson Henrique Ferreira
Função: Diretor de Memória e Patrimônio Histórico
Formação: Licenciatura plena em História.
Equipe da PAGINAR: Cláudia Vilela - Arquiteta/
Luana Carla Martins Campos – Historiadora
Data: 13/02/2007
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Fotografias: Cláudia Vilela
Elaboração:
Equipe da PAGINAR: Cláudia Vilela - Arquiteta/
Luana Carla Martins Campos -Historiadora
Data: 27/03/2007
Revisão:
Equipe da PAGINAR: Gisele Pinto de Vasconcelos Costa – Arquiteta
Equipe Técnica da Prefeitura: Anderson Henrique Ferreira
Função: Diretor de Memória e Patrimônio Histórico
Formação: Licenciatura plana em História.
Data: 02/04/2007
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