Design moderno: tecnologia, reduto e cultura Modern design: technology, reduct and culture Lima, Rafael Leite Efrem de; Mestrando; Universidade Federal de Pernambuco [email protected] Resumo Este artigo tem por objetivo tratar de algumas relações entre design, tecnologia e cultura. Para tanto, retomaremos à formação do campo do Design e de redutos modernistas, mostrando a inadequação do Estilo Internacional, ou Design Moderno, aos novos paradigmas como o consumo (processos identitários), customização e sustentabilidade. Palavras Chave: design moderno; tecnologia; cultura Abstract This paper aims to expose about some relations among design, technology and culture. For doing so, we’ll talk about the creation of the Design field and of the modernist reducts, screening the International Style, or Modern Design, inadequacy to the new paradigms, as consumption (processes of identity), customization and sustainability. Keywords: modern design; technology; culture Design moderno: tecnologia, reduto e cultura Introdução A partir do ideário de progresso social através da ciência e da técnica dos séculos XVIII e XIX, foram erigidas escolas para formação de profissionais capazes de trabalhar com a produção mecanizada de objetos. Artistas, artesãos, engenheiros precisavam estar afinados com o processo industrial e com as qualidades estéticas condizentes com o ‘bom gosto’ defendido por parte dos intelectuais, projetistas e governos interessados na criação de uma identidade nacional. As duas instituições que mais influência exerceram sobre o campo do Design foram a Staatliches Bauhaus, criada na Alemanha em 1919 na cidade de Weimar, e a Hochschule für Gestaltung, na cidade de Ulm, na Suíça, em 1954. Redutos de alta legitimidade, difundiram o ensino de formas racionais sob as égides da função, do universalismo e do não-burguês. O modelo modernista Ulmiano, que trouxe em si boa parte do modelo bauhausiano, está na fundação de inúmeros cursos superiores de Design, principalmente na América Latina. Embora o ensino de um design internacionalista, pouco afeito a considerações sobre a cultura do local onde se instala, inculque ainda hoje nos estudantes um estilo formalista, esses mesmos estudantes e profissionais formados por essas instituições se deparam com velhos e novos problemas aos quais o Design Moderno pouco deu importância, como customização, processos identitários (consumo) e sustentabilidade. Para mostrar que o discurso do Design Moderno não é capaz de abarcar os novos paradigmas, é necessário relembrá-lo. Também é preciso denunciar a constituição de redutos modernistas, que se arvoram de conceitos esvaziados através de sua prática. Influências do Design Moderno As duas escolas surgem em contextos históricos semelhantes: Europa devastada depois de guerras mundiais. Destarte, estão impregnadas com vontade de transformação social. A Staatliches Bauhaus, de base socialista, surge em 1919 após a Primeira Guerra, visando à criação de objetos que pudessem ser produzidos e usados pela classe operária. A Hochschule für Gestaltung, na cidade de Ulm na Suíça, fundada em 1954, foi inicialmente idealizada para ser uma escola de ensino de ciências sociais, para formar indivíduos capazes de lidar com o novo mundo após a Segunda Guerra. Durante a fase de planejamento, foi reestruturada para ser uma escola de Design. Além das guerras, existem outros elementos importantes que fundamentam a criação das escolas. André Lemos (2004, p.52) resume o ideário da modernidade sobre o qual elas se assentam. No século XVIII a ciência e a técnica ganham valores reconhecidos como dominantes: objetividade, racionalidade instrumental, universalismo (das aplicações) e neutralidade (...). A ciência e a técnica são os valores supremos da emancipação social positiva e iluminada. A técnica é envolvida por um simbolismo que a associa a um instrumento (legítimo) de transformação social. A técnica e a ciência transformam-se em ideologia legitimadora (...) do progresso social. (...) O estatuto de par sagrado (ciência-técnica), conduzindo a humanidade ao progresso, constitui a novidade simbólica da Revolução Industrial e da modernidade emergente O Design Moderno foi o responsável pela manifestação física desse pensamento nos objetos. Um objeto de bom gosto seria aquele de formas simples, despojado de ornamentos, e que refletisse a ordenação desse novo mundo à luz da tecnologia. As formas euclidianas seriam as mais propícias, pois, segundo a concepção hegemônica da época, se adequavam melhor ao que a máquina seria capaz de produzir. Pode-se perceber então como o conceito de Design, do ponto de vista do Design 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design Design moderno: tecnologia, reduto e cultura Moderno institucionalizado, está intrinsecamente ligado à evolução da técnica, à produção pela máquina e à divisão do trabalho. Mesmo não sendo o operador direto da máquina, o projetista deveria estar familiarizado com sua ‘programação’, condicionada socialmente. Entretanto, a submissão à máquina não foi ponto pacífico. Pelo contrário, a disputa intelectual entre a expressão artística individual e o racionalismo / padronização (artista sujeito à máquina) está presente desde a Deutsch Werkbund, fundada em 1907, continua na Bauhaus e se perpetua em HfG-Ulm. Os redutos são lugares de peleja pela maior legitimidade e é por causa deles que o campo do Design está em constante (in)definição, ou seja, o conceito de Design é o objeto de disputa de diversos atores sociais, ora refutando ora considerando ideias e práticas como legítimas de serem consideradas Design. Design Moderno e a caracterização do campo A Deustch Werkbund se tratava da reunião de representantes de vários segmentos profissionais como industriais, engenheiros, arquitetos, artistas e artesãos para fomentar a indústria nacional alemã. Discutiam-se formas para viabilizar o ideário de modernidade com a criação de uma identidade nacional pela qualidade de seus produtos industriais. Duas figuras tiveram papel de destaque nos embates ideológicos dentro da Werbund: Henry Van de Velde e Hermann Muthesius. O primeiro era partidário de uma expressão artística conectada ao artesanato enquanto o segundo, da aplicação do saber artístico aos produtos industriais. Dessa contenda, sai vitorioso Muthesius. Contudo, Van de Velde permanece em seu ideal e funda a Staatliches Bauhaus na cidade alemã de Weimar em 1919, juntamente com Walter Gropius, quem se tornaria o primeiro diretor da instituição. “Seu manifesto inaugural anuncia (...) a união das artes e ofícios e sua futura integração numa categoria superior de criação, a arquitetura no entender de Gropius” (Wollner, 2003, p.51). Imbuídos do ideário de progresso social, aliado à adoção da ideologia socialista e a uma Europa devastada pela Primeira Guerra, os estudantes e professores da Bauhaus tinham como mote a construção de artefatos voltados para classe operária. Segundo Tom Wolfe (1990) tudo deveria ser funcional e não-burguês. Eram feitas experiências formais e de materiais em nome de um futuro limpo e puro. Theo Van Doesburg, holandês líder do movimento Neoplástico, critica o alto custo dos produtos elaborados por artesãos. Para ele, a arte não-burguesa deveria ser produzida por máquinas. Após tal crítica, Gropius retira os artesãos da Bauhaus. Depois da saída de Gropius da diretoria, causada pelo embate ideológico aqui já falado (expressão artística individual contra sujeição a uma “estética da máquina”), a Bauhaus assume um viés tecnicista. Ainda respaldados pelo discurso do não-burguês, os arquitetos bauhausianos se fecham em redutos ao distanciarem-se da sociedade burguesa e disputam o que deve ou não ser legítimo. “Mas qual era supostamente a fonte de autoridade de um reduto? Ora, a mesma de todos os movimentos religiosos: acesso direto à divindade, que no caso era a Criatividade” (Wolfe, 1990, p.17). Com a ascensão nazista ao poder, a Bauhaus é desfeita em 1933 e muitos professores emigram para os Estados Unidos da América, onde se valorizava o estilo racionalista, funcionalista da Bauhaus. Tal se deveu muito por exposições na maior instância de consagração do modernismo na América, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Sendo chamados para ensinar em ou fundar cursos de Arquitetura, os bauhausianos continuam com a inculcação do não-burguês na América. Entretanto, os Estados Unidos estavam em plena pujança capitalista, os preceitos socialistas não cabiam ali. As formas se esvaem em conteúdo, caindo no formalismo estético. Os redutos novamente se formam e quem não fizesse parte deles, não teria chances de ascender profissionalmente. De “um 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design Design moderno: tecnologia, reduto e cultura conjunto de técnicas e alternativas estéticas” em seu contexto original, partia-se para “um conjunto de princípios invioláveis de estética e moral” (id., p.43). Ainda, “No cerne do funcional como todos sabiam, não residia o funcional mas a qualidade espiritual conhecida por não-burguês” (op.cit., p.60). A discussão intelectual entre experimentação artística e racionalização volta na HfG – Ulm. Abandona-se parcialmente o termo ‘máquina’ do debate, uma vez que essa havia se legitimado como indissociável do Design, e se firma a oposição entre expressão artística individual e racionalidade processual, entre o individual e o social. Ulm foi inicialmente idealizada pela Fundação Scholl como uma escola para formação em ciências sociais e política. De conteúdo fortemente humanista, seu caráter internacionalista esteve sempre presente, tendo em vista a mudança social para um novo mundo que florescia pós 2a Guerra. A primeira mudança ocorre durante a concepção da escola graças ao contato de Inges Scholl e seu marido, o arquiteto Oitl Aicher, com Max Bill, ex-aluno bauhausiano. A escola foi reformulada para o ensino de Design, revestido de preocupações e transformações sociais e o lugar do indivíduo na sociedade. Para Bill, “A HfG tinha por missão (...) atribuir ao designer o papel de agente construtor da sociedade” (Leite, 2006, p.264). A ligação entre a Bauhaus e a HfG-Ulm se deu no “intenso empenho [por parte de Max Bill] na busca da expressão pessoal, e por conseguinte, no exercício do artesanato” (id., p.267), o que mostra afinidade entre o pensamento de Bill e de Gropius, o qual estava presente na abertura da escola. Para Bill, a arte legitima a forma por ser a maneira pela qual a cultura se manifesta. Enquanto Max Bill era a favor da expressão artística individual, a favor do objeto e do seu aspecto formal, o argentino Tomás Maldonado era da corrente “fortemente racionalista, que privilegiava o método e o processo. O método não incorporava a investigação formal, e vice-versa, um excluindo o outro” (op.cit., p.268). Essa corrente prevalece e Max Bill se afasta da HfG-Ulm. Na HfG, um forte geometrismo tornou-se vitorioso, provocando uma rígida formalização em sua produção. Tratava-se da mesma linhagem de produção artística [o movimento Neoplástico ou DeStijl], baseada na abstração geométrica, tentando ao estabelecimento de uma linguagem de caráter universal, pretensamente capaz de atravessar fronteiras territoriais, políticas e idiomáticas (op.cit., p.263). Tomás Maldonado e Hans Gugelot foram responsáveis pela introdução do pensamento científico e de novas tecnologias, fundamento do “conceito Ulm”, que será exportado para outros países, inclusive o Brasil. Através do discurso do método, Maldonado encampa a luta pela autonomia do design em relação à arte. O designer deve trabalhar em equipe, contrário da visão de Max Bill da expressão individual, reflexo do processo de autonomização do campo da arte e da criação da figura do gênio artístico nos séculos XVIII e XIX. Para Maldonado, o designer deve estar ciente de todo o processo de produção e se acercar de profissionais de diversas áreas. Deve também conhecer o “complexo sociológico-cultural no qual sua atividade se dá” (ULM, 1985 apud Leite, 2006, p.269). Essa citação reafirma a contradição entre a filosofia e a práxis projetual de Ulm e do Estilo Internacional (Design e Arquitetura Modernos). Ao pregarem o universalismo, eles refutam diferenças culturais e especificidades ambientais, impondo um modelo pré-concebido e legitimado dentro do reduto modernista, o Good Design ou a Boa Forma. Design Moderno e a incompatibilidade com os paradigmas atuais Um exemplo de imposição de um modelo internacionalista é Alexandre Wollner, ex9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design Design moderno: tecnologia, reduto e cultura aluno da HfG-Ulm. Na visão do campo do design modernista que ajudou a instaurar no Brasil, é considerado como um dos primeiros designers brasileiros. Refletem à risca em seus escritos os conhecimentos inculcados naquela escola tais como a ideia de participação social do designer, a noção de beleza do artefato ligada à simplicidade formal, a presença da fundamentação científica e do raciocínio lógico na projetação. O desenho industrial significa o planejamento e a exata ordenação da produção de objetos endereçados à aceitação por parte do homem. Num sentido amplo, o desenho industrial é o conjunto de medidas que se toma tendo em vista a função, a utilidade e o aspecto de um produto ou objeto antes mesmo de entrar em linha de produção. A expressão de uma indústria deve prever e incluir problemas crescentes e interligados, no estágio preliminar da produção. Dessa forma, o desenho industrial deve tomar em consideração a expressão do produtor em relação ao consumidor, ou seja, organizar todos os elementos que podem transmitir a “expressão” ou “imagem” da indústria: papéis de cartas e administrativos, aspectos da indústria, decoração do escritório, nome do produto e sua embalagem, a eficiência da publicidade, o efeito visual da frota de caminhões que levam o produto ao mercado etc. (Wollner, 2003, p.45-46). Pode-se perceber, na definição de Wollner do que vem a ser Design, uma característica do Design Moderno: o pensamento dirigido ao objeto ligado à imagem da empresa e pouca preocupação com o usuário / consumidor. A metodologia projetual privilegiava o binômio forma x função, desconsiderando o mesmo complexo sociológicocultural que Maldonado apregoava se importar. Em Petroski (2007), encontram-se contra-argumentos a esse dogma modernista. O autor afirma que, se realmente assim se procedesse, não existiria razão para tantas soluções diferentes para o mesmo problema. “O que a forma de fato segue são as falhas reais e imaginadas dos artefatos quando eles são usados para cumprir efetivamente sua função”. Usando o exemplo dado por esse autor, pode-se suscitar outra influência à solução de problemas de Design, a cultura dos povos. Não pode haver uma solução absoluta porque as culturas não são idênticas. Por exemplo, não haveria o garfo ou não haveria os hashis (os conhecidos ‘pauzinhos’ japoneses), pois esses distintos artefatos cumprem a mesma função: segurar a comida. O antropólogo Roque Laraia (2008, p.36) argumenta que as culturas resolvem diferentemente seus problemas por terem um corpus de conhecimento diferente, determinado historicamente. Ao privilegiarem requisitos diferentes, haverá soluções diferentes, ou seja, formas diferentes. Briam Eno (apud Murphie; Potts, 2006, p.6) define a cultura como “tudo aquilo que não temos que ter”. Nossas necessidades básicas precisam ser supridas, mas não obrigatoriamente de um jeito ou de outro. Cultura é “o que as pessoas fazem além das necessidades de sobrevivência e de funcionamento do corpo. A maioria destas atividades culturais é condicionada pelo sistema econômico no qual ela acontece”. Em suma, os objetos: vão sendo modelados e remodelados por meio das experiências (sobretudo negativas) de seus usuários nos contextos sociais, culturais e tecnológicos em que se encontram inseridos. Por sua vez, a evolução formal dos artefatos tem enorme influência na maneira como nós os usamos (Petroski, 2007, p.29) Aqui mostra que a influência não é unilateral. Processa-se uma reação dialética entre o objeto produzido e o consumidor, que é pouco relevante para o designer modernista. Por sua pretensão à universalidade, o Estilo Internacional não reconhece o consumo enquanto processo identitário, como defende Miller (1997). Tampouco está atento às utilizações não 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design Design moderno: tecnologia, reduto e cultura planejadas e à reapropriação simbólica dos artefatos. As críticas ao Design Moderno não se restringem apenas ao dogma forma x função e ao universalismo. Também é passível de crítica o próprio conceito de design defendido pelo reduto e perpetuado pelas instituições de ensino, relacionado à divisão do trabalho e à produção industrial para distinguir-se do artesanato. Segundo Marcus (2002), o que diferenciava o designer do artesão era o “pôr a mão na massa”. Princípio que não mais procede, pois existem artesãos que mecanizaram sua produção. O web design é um ramo do Design que não necessita ser produzido em série e em processo industrial. É projetado um artefato (digital no caso) que se torna disponível para quem quiser e/ou tiver permissão para acessá-lo. Muitas vezes é o próprio designer, individualmente, que cria, programa e o disponibiliza na rede, não havendo dessa forma distinção entre o trabalho do designer e do artesão. Além do web design e do artesanato mecanizado, um fenômeno em voga é customização, ou seja, produção de objetos de design personalizados em escala industrial ou intervenção do consumidor no produto final. Outro paradigma essencial nos dias de hoje para o campo do design não considerado pelo Design Moderno é a questão da sustentabilidade, do respeito e do aproveitamento das matérias-primas locais, do clima e outros elementos relacionados ao meio ambiente. Segundo o ideário moderno, a “tecnologia moderna será o instrumento legítimo que permite transformar e regenerar o mundo” (Lemos, 2004, p.52), o que não aconteceu. O homem desenvolveu novas tecnologias para ser capaz de melhor explorar os recursos naturais, degradando progressivamente o planeta. Os designers juntamente com outros profissionais devem se preocupar não só com a produção, mas com a extração da matéria-prima e com o descarte do produto, promovendo ações que transformem o sistema linear de extração > produção > distribuição > consumo > descarte em um sistema cíclico. Conclusão O Design Moderno é resultado de um longo processo histórico, tendo como máximas a tecnologia e a ciência para mudança social e criação de um futuro limpo. Os arquitetos e designers partidários desse ‘movimento’ se organizaram em redutos, disputando pela legitimidade intelectual e projetual. Tiveram, entretanto, suas práticas esvaziadas dos conceitos que as fundamentavam e caíram no formalismo, principalmente quando seus modelos foram implantados em outros contextos. Preocupando-se com o seguimento das regras dos redutos, eram projetados artefatos e edificações que eram ‘manifestos artísticos’, sem satisfazer às próprias premissas, como a funcionalidade, por exemplo. O Good Design foi largamente utilizado pelas grandes empresas por transmitir a ideia de progresso e modernidade sendo apenas uma preocupação estética adotada por governos e capitalistas. O Design Moderno foi institucionalizado, sendo a base no ensino do Design ainda hoje. Não cabe mais, porém, a noção de design que releva a cultura. O design é um partícipe da cultura, estando ligado a processos identitários através do consumo como também forma importante de interferência da natureza. A tecnologia da mesma forma, não pode ser deslocada da cultura. Ela deve ser apropriada para que seja possível uma intervenção que respeite as especificidades ambientais e culturais O Good Design não é mais definido pelo seguimento do ditame estético de um reduto, supostamente baseado no proletariado ou na universalidade, e sim pela adequação às necessidades práticas, estéticas, simbólicas / identitárias / emocionais do grupo de consumidores ao qual tal artefato se destina e pelo respeito ao meio ambiente. 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design Design moderno: tecnologia, reduto e cultura Referências A HISTÓRIA DAS COISAS. Documentário. 20 min. Disponível <http://www.storyofstuff.com/international/> Acesso em: 25 de junho de 2009 em: FLUSSER, Vilém. A Filosofia da Caixa Preta. Ensaios para uma futura filosofia da fotografia. São Paulo: Hucitec, 1985 LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 22. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008 LEITE, João de Souza. 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