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VI - 003
SIG PARA DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO AMBIENTAL DA
ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DE XISTO EM SÃO
MATEUS DO SUL - PR
Cinthia Obladen de Almendra Freitas (1)
Engenheiro Civil (UFPR,1985). Mestre em Informática Industrial, com
Ênfase em Projeto Auxiliado por Computador (CPGEI / CEFET-PR,1990).
Professora Adjunto Nível II do Departamento de Informática da PUC -PR
desde 1985. Pesquisadora do Instituto de Saneamento Ambiental - ISAM /
PUC-PR desde 1985. Coordenadora da área de Geoprocessamento da
PUC-PR, a partir de 1995. Doutoranda em Processamento Digital de
Imagens.
Maria Cecília Bonato Brandalize
Engenheiro Cartógrafo (UFPR,1984). Especialista em Análise e Gerência de Sistemas
(FAE/CDE,1987). Mestre em Educação, área de concentração em Pedagogia Universitária
(PUC-PR,1997). Professora Assistente do Departamento de Engenharia Civil e do
Departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC -PR desde 1990.
Endereço(1): Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR/ISAM, Rua Imaculada
Conceição, 1155 - Prado Velho - Curitiba - PR - CEP: 80215-901 - Brasil - Tel: (041) 3301599 - Fax: (041) 332-558 - e-mail: [email protected].
RESUMO
O presente trabalho apresenta o desenvolvimento de um SIG - Sistema de Informações
Geográficas, para o diagnóstico e monitoramento da bacia hidrográfica do Córrego Cachoeira.
Este trabalho é parte integrante do sub-projeto 01 do Projeto FINEP/PADCT intitulado:
“Recuperação Ambiental da Área Degradada pela Mineração do Xisto em São Mateus do Sul
- PR “. A Bacia Hidrográfica do Córrego Cachoeira, bem como a área total do estudo, contará
com uma base cartográfica digital e uma base de dados alfanuméricos, possibilitando a
integração e o desenvolvimento de diversos outros estudos. O trabalho descreve a estrutura do
SIG a ser implementado, bem como os softwares e hardware utilizados no projeto. Os
resultados obtidos até a presente data demonstram ser possível e completamente viável o uso
da ferramenta de SIG para Diagnóstico e Monitoramento da Bacia Hidrográfica do Córrego
Cachoeira.
PALAVRAS -CHAVE: SIG - Sistemas de Informações Geográficas, Geoprocessamento,
Recuperação de Áreas Degradadas, Saneamento Ambiental.
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INTRODUÇÃO
A Superintendência da Industrialização do Xisto da PETROBRÁS (SIX/PETROBRÁS)
mantém em São Mateus do Sul - PR um módulo industrial para a produção de óleo, enxofre e
gás combustível do xisto.
Com o objetivo de minimizar as alterações ambientais ocorridas com o processo de mineração
desta rocha, ao longo dos anos, foram se desenvolvendo várias pesquisas aplicadas no
reconhecimento dos impactos causados, bem como no estudo das alternativas de reconstituição
da área degradada. Este programa engloba principalmente os aspectos de flora, fauna e dos
ecossistemas aquáticos.
Para incrementar o estudo dos complexos fenômeno s ocorrentes na reabilitação das áreas
degradadas, visando monitorar principalmente os ecossistemas aquáticos, o Instituto de
Saneamento Ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (ISAM/PUC -PR)
submeteu ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Ministério
de Ciência e Tecnologia, em 1990, uma proposição de estudo integrado nesta direção.
Uma vez que várias instituições estão envolvidas em pesquisas e estudos afins, e considerando
que existem várias instituições com propostas concretas de estudos paralelos na investigação
dos ecossistemas aquáticos em áreas de mineração, espera-se estabelecer novas estratégias de
parceria de modo a que se possa estruturar conjuntamente um programa consistente de
pesquisas, de maneira a se levantar as necessidades de recursos para a sua operacionalização,
organizar os esforços das várias instituições interessadas (aproveitando melhor o seu potencial)
e iniciar uma relação interinstitucional entre os vários participantes.
O WORKSHOP : REC UPERAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA PELA MINERAÇÃO DO
XISTO EM SÃO MATEUS DO SUL - PR, ocorrido entre 22 e 24 de maio de 1995 na
Pontifícia Universidade Católica do Paraná, tornou-se o norteador das atividades e atitudes no
sentido de se obter um melhor entendimento da qualidade ambiental dos ecossistemas aquáticos
ocorrentes nas áreas revegetadas da SIX/PETROBRÁS.
A Figura 01 apresenta a amplitude do Projeto, percebendo-se que o Geoprocessamento da
Bacia Hidrográfica do Córrego Cachoeira, área onde está inserida a SIX/PETROBRÁS, é a
ferramenta que permitirá integrar todos os sub-projetos.
ECOSSISTEMA
CERTIFICAÇÃO
HIDROLOGIA/HIDRÁULICA
QUANTIDADE/TRANSPORTE
QUALIDADE DAS ÁGUAS
UFPR/URGS (?)
ISAM/CENA/CETESB
QUALIDADE DA VIDA
SEDIMENTOS DE FUNDO
UFPR
FAUNA
FLORA
ISAM/CEPPA
ISAM/CENA/URGS
INTEGRAÇÃO
OK
SIM
QUALIDADE
É BOA ?
NÃO
MEDIDAS CORRETIVAS
FIGURA 01 - Organograma de Integração de Sub-Projetos e Instituições.
Fazem parte deste estudo os seguintes sub-projetos :
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-
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SUB-PROJETO 01: Estudo Hidráulico e Hidrológico da Área Considerada
SUB-PROJETO 02: Qualidade das Águas
SUB-PROJETO 03: Qualidade da Vida : Fauna Aquática
SUB-PROJETO 04: Qualidade da Vida : Flora Aquática
SUB-PROJETO 05 : Sedimentos de Fundo.
O presente trabalho de pesquisa contempla parte das atividades previstas dentro do SUBPROJETO 01.
OBJETIVOS
O presente trabalho descreve as etapas iniciais da aplicação do Geoprocessamento/SIGSistema de Informações Geográficas no Diagnóstico e Monitoramento da Bacia Hidrográfica
do Córrego Cachoeira.
O SUB-PROJETO 01 tem como objetivo geral o Estudo Hidráulico e Hidrológico da Área.
Portanto, é dentro deste SUB-PROJETO 01, que está inserido a aplicação do
Geoprocessamento/SIG. Isto posto, uma vez que os dados necessários ao estudo hidráulico e
hidrológico são de vital importância para todos os demais sub -projetos, podem ser mais
facilmente obtidos e trabalhados com o uso de um SIG.
Pode-se dizer que o objetivo desta solicitação é permitir o uso de uma ferramenta (SIG)
para o reconhecimento espacial e gestão futura da área do estudo.
Os objetivos específicos do Sub -Projeto 01 são:
- Levantamento físico da área de estudo: área total, topografia, pontos notáveis (batimetria
dos Lagos e Córrego Cachoeira), etc.;
- Levantamento de dados climatológicos de interesse ao projeto (a definir no escopo da
proposta), associando estudos de radiação solar na estimativa de períodos de seca para a
região;
- Estudo da hidráulica e dos fenômenos de transporte associados às águas superficiais e subsuperficiais na área em questão, a nível quantitativo (estes dados, associados aos parâmetros
de qualidade das águas serão de fundamental importância para uma apreciação geral do
ambiente monitorado).
- Os objetivos globais desse trabalho de pesquisa são:
- Fornecer através de uma ferramenta computacional dados e informações espaciais da área
em estudo;
- Avaliar a evolução das ações realizadas na área degradada pela mina;
- Possibilitar uma ferramenta computacional para o diagnóstico e monitoramento da área da
bacia em estudo.
- Os objetivos específicos são:
- Integrar, em uma única base de dados, informações representando vários aspectos do
estudo da Bacia;
- Permitir a entrada de dados oriundos de diferentes sistemas geradores (digitalização,
imagens de satélite, restituidores, GPS, etc .);
- Combinar as várias informações, através de algoritmos de manipulação, gerando novos tipos
de informação, e
- Gerar relatórios e documentos gráficos de diferentes tipos.
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A área de estudo do Projeto PADCT, bem como a Bacia Hidrográfica do Córrego Cachoeira
não dispõem de tal ferramenta para estudos, diagnóstico e gerenciamento dos recursos nela
existentes, planejamento de ações e ou políticas nas mais diversas áreas. Portanto, as bases
cartográfica e de dados alfanuméricos instaladas permitem diversos estudos e projetos na área
em questão.
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DP PROJETO PADCT
A área do estudo do projeto PADCT compreende uma área já minerada e que pretende ser
reintegrada à antiga situação, totalizando 84,2815 hectares. A Figura 02 mostra a localização
da Área do Projeto PADCT, pertencente a Bacia Hidrográfica do Córrego Cachoeira.
FIGURA 02 - Área do Projeto PADCT.
CARACTERIZAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO CACHOEIRA
O Córrego Cachoeira é um dos afluentes da margem direita do Rio Iguaçu e se encontra
localizado na região de São Mateus do Sul no Estado do Paraná, sendo que seu talvegue
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principal apresenta uma orientação Norte -Sul, conforme indicado na Figura 02, atravessando
uma área rural.
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O interesse dessa bacia está no fato de que nela está localizada a Superintendência da
Industrialização do Xisto da PETROBRÁS (SIX/PETROBRÁS), que mantém em São Mateus
do Sul - PR um módulo industrial para a produção de óleo, enxofre e gás combustível do xisto.
As características físicas da Bacia em estudo são:
-
Área da bacia: 8,019 km²;
Comprimento do talvegue principal: 7,16 km;
Comprimento total dos cursos d’água: 20,32 km;
Densidade de drenagem: 2,54 km/km²;
Extensão média do escoamento superficial: 0,1 km;
Fatores de forma da bacia:
- Coeficiente de compacidade: 1,74;
- Fator da forma: 0,1564;
- Área do Lago A: 12,85 ha;
- Área do Lago B: 0,87 ha.
LEVANTAMENTO DE DADOS
Base Cartográfica
A base cartográfica constitui-se de elementos provenientes de duas fontes distintas:
Planta Planialtimétrica
Escala 1:20.000, levantamento aerofotogramétrico 1994 - AEROSUL S.A.
Planta Planialtimétrica
Escala 1:2.000, levantamento aerofotogramétrico 1996 - ESTEIO S.A.
Os trabalhos de vôo, processamento fotográfico, apoio terrestre, aerotriangulação e produtos
finais foram realizados através do Projeto PADCT.
Base Alfanumérica
O Projeto PADCT dispõe de dados das seguintes grandezas, os quais compõem o Banco do
Dados alfanumérico da Bacia e do sistema SIG em desenvolvimento:
-
Físico-Químicos,
Microbiológicos,
Macrófitas Aquáticas,
Bentos,
Peixes e
Meteorológicos.
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MODELOS DE DADOS APLICADOS AOS SIG’s
“O sucesso da implementação em computador de um sistema de informação é dependente da
qualidade da transposição de objetos do mundo real e suas interações, para uma base de dados
informatizada” (Davis Jr., 1994).
Com o advento do geoprocessamento, a representação abstrata do universo a ser modelado
adquiriu uma abrangência maior, mais próxima à nossa realidade. As entidades a serem
representadas têm agora formas, cores e localização. Estas entidades com características
espaciais e seus relacionamentos podem ser implementadas de uma forma mais natural.
Entender esta abrangência é fundamental na construção de um banco de dados geográfico.
A capacidade de abstração possibilita ao homem lidar com coisas complexas, isolando
aspectos que não sejam relevantes ao objetivo proposto, de forma a reduzir a complexidade do
problema. A abstração do mundo real será sempre incompleta, pois seu objetivo não é obter
uma realidade absoluta, mas algo que a represente.
Resumo dos Modelos Convencionais
Os modelos de dados clássicos se destinam a descrever a estrutura de um Banco de Dados,
apresentando um nível de abstração mais próxima das estruturas físicas de armazenamento de
dados, tendo como conseqüência a sua inflexibilidade.
Dentre os modelos de dados clássicos, destaca-se o modelo entidade-relacionamento, onde a
percepção do mundo real é representado através de entidades, relacionamentos e atributos.
Entidade é uma representação abstrata de um objeto do mundo real que possui uma existência
independente e que se deseja guardar e recuperar informações sobre ela. Relacionamento é
uma associação entre duas ou mais entidades, tendo como restrições o mapeamento de
cardinalidade, que expressa o número de entidades as quais outra entidade pode ser associada.
Atributos são propriedades usadas para descrever uma entidade ou relacionamento.
Os possíveis mapeamentos de cardinalidade são:
-
-
-
Um-para-um: Uma entidade em A está associada no máximo a uma entidade em B, e
uma entidade em B está associada no máximo a uma entidade em A,
Um-para-muitos: Uma entidade em A está associada a qualquer número de entidades
em B. Uma entidade em B, porém, pode estar associada no máximo a uma entidade em
A,
Muitos-para-um: Uma entidade em A está associada no máximo a uma entidade em B.
Uma entidade em B, porém, pode estar associada a qualquer número de entidades em
A,
Muitos-para-muitos: Uma entidade em A está associada a qualquer número de
entidades em B, e uma entidade em B está associada a qualquer número de entidades
em A.
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VI - 003
Modelos de Dados Orientados a Objetos - Conceitos Básicos
No modelo de dados orientado a objetos todas as entidades conceituais são modeladas com
objetos. Um objeto representa uma única entidade, que possuem dois objetivos a nível
computacional: facilitam a compreensão do mundo real e oferecem uma base real para a
implementação em computador. Os objetos possuem identidade e são distinguíveis. Cada
objeto pertence a uma classe, que descreve a propriedades dos objetos (atributos e operações)
, os relacionamentos com outros objetos e a mesma semântica. Instância são objetos individuais
de uma determinada classe.
Um atributo é um valor de dado guardado pêlos objetos de uma classe; diferentes instâncias de
objetos podem ter valores iguais ou diferentes para um dado atributo. Uma operação é uma
função ou transformação que pode ser aplicada a objetos.
O encapsulamento (também chamado de ocultamento de informações) consiste na separação
dos aspectos externos de um objeto, acessíveis por outros, dos detalhes internos da
implementação daquele objeto, que ficam ocultos dos demais objetos. O encapsulamento
impede que um programa se torne tão interdependente que uma pequena modificação possa
causar grandes efeitos de propagação.
Herança é o compartilhamento de atributos e operações entre classes com base em
relacionamento hierárquico. Uma classe pode ser definida de forma abrangente e depois
refinada em sucessivas subclasses mais definidas. Cada subclasse incorpora, ou herda, todas as
propriedades de sua super-classe e acrescenta suas próprias e exclusivas características. As
propriedades de super-classe não precisam ser repetidas em cada sub -classe.
Polimorfismo significa que a mesma operação pode atuar de modos diversos em classes
diferentes. Uma implementação específica de uma operação por uma determinada classe é
chamada de método. Como um operador baseado em objetos é polimórfico, pode haver mais
de um método para sua implementação.
MODELOS DE DADOS PARA SIG
O universo a ser modelado para aplicações de geoprocessamento integram os mais diferentes
tipos de dados provenientes de diversas fontes como mapas, imagens de satélites, cadastros. A
convivência de objetos localizáveis, ou seja, que possuem uma localização espacial, e os não
localizáveis é muito comum, e assim tem que ser, porque assim é a nossa realidade. As técnicas
tradicionais de modelagem de dados não são adequadas ao tratamento de dados geográficos.
Um modelo de dados geográficos deve ser capaz de:
-
representar os diferentes tipos de dados (ponto, linha, área, imagem, modelo digital de
terreno, alfanumérico);
suportar relacionamentos espaciais, de rede, hierárquicos e relacionais;
ser independente da implementação;
tratar dentro do mesmo modelo, os dados com representação gráfica e os alfanuméricos
juntamente com os seus relacionamentos;
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-
VI - 003
representar a forma gráfica dos objetos, de forma a distinguir no modelo os objetos que são
espaciais e os que são alfanuméricos. Isso facilita a visualização e o entendimento do
universo modelado.
Com a evolução das técnicas de modelagem surgiram novos modelos de dados e extensões dos
já existentes. Os objetos geográficos se adequam bastante bem a modelagem orientada a
objetos. Portanto, passa-se a utilizar os modelos orientados a objetos para bases de dados
espaciais.
Um modelo de dados baseado em orientação a objetos é o modelo proposto por Abiteboul e
Hull em 1984 e apresentado por Michel Worboys, Hilary Hearnshaw e David Maguire em
1990 (Worboys, 1990). Esta abordagem orientada a objetos é especialmente útil em áreas de
aplicação como os Sistemas de Informações Geográficas. Este sistemas possuem um campo de
conhecimento bem estruturado e associado a banco de dados multimídia. Uma dificuldade para
aplicações em Sistemas de Informações Geográficas é a distância entre a riqueza dos dados
existentes e a pobreza do modelo de dados no qual esta base de conhecimento pode ser
expressa.
Considerando então que os modelos de dados que usam orientação a objetos podem expressar
mais prontamente a estrutura de conhecimento da aplicação original, os autores anteriormente
citados criaram o modelo de dados orientado a objetos IFO, que classificam os objetos em:
livre, abstrato e imprimível.
Um objeto imprimível é um que pode ser diretamente representado como entrada ou saída. Um
objeto abstrato corresponde a um objeto físico ou conceitual que não seja imprimível. Os
objetos do tipo livre servem como links nos relacionamentos de generalização e especialização.
Os tipos não básicos usando agregação e agrupamento.
A função do modelo IFO é fornecer um formalismo para representar os relacionamentos
funcionais entre tipos. O meio pelo qual os relacionamentos são representados é o fragmento,
que contém os tipos e funções sujeitos a certas regras. Os fragmentos formam os blocos
construtores dos esquemas. Um esquema é a maior unidade do modelo IFO.
O modelo IFO representa os seguintes tipos básicos de objetos espaciais:
-
Ponto: um objeto espacial de zero dimensões com coordenadas e um identificador único
dentro de um mapa;
Linha: uma seqüência ordenada de pontos, onde o começo possui um nó especial, assim
como o fim também possui um nó especial;
Rede: uma linha que é parte de um ou mais polígonos e desta forma possui lado esquerdo e
direito, assim como início e fim;
Nó: é uma junção ou ponto final de uma ou mais linhas;
Anel: representação de uma ou mais redes e
Polígono: conjunto de anéis.
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VI - 003
ESTRUTURA DO SIG PARA A BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO
CACHOIERA
Definição de Escalas e Cordenadas
Nome do Arquivo: PADCT.CAD
Tamanho do Arquivo: 1.560 KB
Descrição dos níveis de informação, coordenadas, símbolos, entidades gráficas e chaves
de acesso e coordenadas dos pontos de coleta de dados utilizados:
?
-
Níveis:
Nível 0 - Área do Desenho (Pena 01)
Nível 01 - Malha (Pena 15)
Passo da Malha = 1000 m
Nível 02 - Curvas de Nível (Pena 12)
Nível 03 - Hidrografia (Pena 01)
Nível 04 - Área 1 (Pena 05)
Nível 05 - Área 2 (Pena 02)
Nível 06 - Pontos de Coleta - N0 (Pena 04)
Nível 07 - Pontos de Coleta - N1 (Pena 03)
Nível 08 - Pontos de Coleta - N2 (Pena 01)
Nível 09 - Pontos de Coleta - N5 (Pena 09)
Nível 10 - Pontos de Coleta - NF (Pena 15)
?
Distância fixa entre os pontos = 50 m
?
Coordenadas: A Tabela 01 apresenta as coordenadas dos pontos que delimitam a área
da bacia hidrográfica do Córrego Cachoeira.
Tabela 01 - Coordenadas dos Pontos Limites da Bacia.
Ponto
1
2
3
4
?
E
556.000
564.000
564.000
556.000
N
7.145.000
7.145.000
7.136.000
7.136.000
Símbolos: Símbolo 010 - Quadrado, para identificar as entidades dos Níveis 06, 07, 08,
09 e 10, que representam os pontos de coleta de dados físico-químicos nos Lagos A, B,
Canal de Referência e Córrego Cachoeira.
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?
Entidades Gráficas e Chaves de Acesso:
-
Nível 06 - Pontos de Coleta - N0 (Pena 04):
Profundidade 0 m
Símbolo 010
Ângulo 90
Chaves de Acesso: AA0, AB0, AC0, AD0, BA0, BB0, RA, RB, CA
Nível 07 - Pontos de Coleta - N1 (Pena 03):
Profundidade 1 m
Símbolo 010
Ângulo 90
Chaves de Acesso: AD1, AA1, AB1, AC1, BB1, BA1
Nível 08 - Pontos de Coleta - N2 (Pena 01):
Profundidade 2 m
Símbolo 010
Ângulo 90
Chaves de Acesso: AD2, AA2,AB2, AC2, BB2, BA2
Nível 09 - Pontos de Coleta - N5 (Pena 09):
Profundidade 5 m
Símbolo 010
Ângulo 90
Chaves de Acesso: AA5, AB5, AC5, BB5, BA5
Nível 10 - Pontos de Coleta - NF (Pena 15):
Profundidade Fundo dos Lagos
Símbolo 010
Ângulo 90
Chaves de Acesso: ADF, AAF, ABF, ACF, BBF, BAF
-
-
-
-
?
VI - 003
Coordenadas dos Pontos de Coleta - Interpolação Numérica:
LAGO A
E (AA) = 558.600 + (8,6) x 20 = 558.772 m
N (AA) = 7.139.800 + (4,3) x 20 = 7.139.886 m
E (AB) = 558.600 + (8,8) x 20 = 558.776 m
N (AB) = 7.139.600 + (2,8) x 20 = 7.139.656 m
E (AC) = 558.800 + (5,5) x 20 = 558.910 m
N (AC) = 7.139.400 + (9,2) x 20 = 7.139.584 m
E (AD) = 558.800 + (5,7) x 20 = 558.914 m
N (AD) = 7.140.000 + (8,6) x 20 = 7.140.172 m
LAGO B
E (BA) = 559.000 + (7,9) x 20 = 559.158 m
N (BA) = 7.139.200 + (1,8) x 20 = 7.139.236 m
E (BB) = 559.000 + (6,8) x 20 = 559.136 m
N (BB) = 7.139.200 + (4,1) x 20 = 7.139.282 m
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VI - 003
RIO CACHOEIRA
E (RA) = 558.600 + (8,0) x 20 = 558.760 m
N (RA) = 7.139.800 + (8,6) x 20 = 7.139.972 m
E (RB) = 558.800 + (1,4) x 20 = 558.828 m
N (RB) = 7.139.400 + (6,0) x 20 = 7.139.520 m
CANAL
E (CA) = 558.800 + (4,9) x 20 = 558.898 m
N (CA) = 7.140.400 + (8,4) x 20 = 7.140.568 m
Softwares Utilizados
Segundo a pesquisa elaborada pelo professor de Geografia do Departamento de Geografia da
USP,
Flávio
Sammarco
Rosa,
apresentada
pela
Revista
Fator
GIS
(Janeiro/Fevereiro/Março/1995 - Nº 08), existem no mercado diversos tipos de softwares,
direcionados à execução de várias tarefas do Geoprocessamento como: Base Cartográfica,
Mapeamento Temático, Cadastro Técnico e Processamento de Imagens.
A pesquisa realizada permitiu o cadastramento de Fornecedores de Software, em 1994
dividindo-se em dois cadastros: Distribuídos e Usuários de Sistemas de Geoprocessamento.
Os usuários de Geoprocessamento são divididos em três grupos:
-
-
-
Universidades: que utilizam os software em atividades desenvolvidas em laboratórios de
Cartografia, Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, com ênfase na pesquisa aplicada
e desenvolvimento de estudos/projetos temáticos.
Órgãos Governamentais: usam as novas tecnologias para Base Cartográfica, Cadastro
Técnico Multifinalitário, Cadastro de Redes (AM/FM), Processamento Digital de Imagens,
Mapeamento Temático e implantação de Sistemas de Informações Geográficas, ligados às
atividades de planejamento urbano e regional, estudos e análises ambientais.
Uso Privado: compostos por entidades como empresas privadas e pessoas físicas, que
prestam serviços a órgãos do governo.
Foram cadastrados, então nesta publicação 316 usuários, o que não representa o total de
usuário. A pesquisa mostra que o MaxiCAD é o mais usado, com 111 usuários, seguido do
SITIM/SGI com 57 e o Arc/Info com 46. Os três somados dominam cerca de 50% do
mercado nacional.
A nível mundial o mercado de SIG é dominado pelas empresas Esri (Arc/Info) e Intergraph
com 53,8% do mercado. A Tabela 02 indica os distribuidores de software cadastrados pela
pesquisa.
19o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental
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VI - 003
Tabela 01 - Distribuidores de Softwares SIG no Brasil.
DISTRIBUIDORES DE SOFTWARES
SOFTWARE
SOFTWARE/TIPO
DISTRIBUIDOR
APIC
SIG
POLICART
ARC / CAD
SIG
GEMPI
ARC / INFO
SIG
GEMPI
Pesquisa e
ARC / VIEW
GEMPI
Apresentação
ATLAS GIS
SIG
TECNION
AUTOCAD
CAD
DIGICON
CARTOCAD
CAD
AEROSUL
DBMAPA
Pesquisa e
MAXIDATA
Apresentação
EDM
CAD
BBX
Processamento de
ER MAPPER
LANDMARK
Imagens e SIG
Processamento de
ERDAS
GEMPI
Imagens e SIG
GEO-SQL
SIG
CEPRODAM
GFIS
SIG
IBM
GIS (Pafec)
SIG
BBX
GISPLUS
SIG
LOGIT
IDRISI
SIG
Clark University
ILWIS
SIG
IGASA
Processamento
de
IMAGER
SISGRAPH
Imagens
MAPINFO
SIG
GEOGRAPH
MAXICAD
CAD
MAXIDATA
MCE
CAD
SISGRAPH
MCE / MGE
SIG
SISGRAPH
MOSS
MDT
BBX
Processamento de
PCI
THREETEK
Imagens
REGIS
SIG
GISOFT
RS Machine
SIG
POLICART
Processamento de
SITIM/SGI
INPE
Imagens e SIG
SPANS
SIG
INFOHOUSE
Processamento
de
SPRING
INPE
Imagens e SIG
TRANSCAD
SIG
LOGIT
Após exaustiva pesquisa dos softwares existentes no mercado para uso da tecnologia de
geoprocessamento aplicado à área em estudo, a PUC-PR formalizou um Convênio com a
MaxiDATA Tecnologia e Informática Ltda. e recebeu como doação os softwares MaxiCAD e
dbMAPA. Estes softwares permitiram o estabelecimento da base cartográfica e a integração
com o banco de dados alfanumérico da Bacia Hidrográfica do Córrego Cachoeira.
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VI - 003
Relativamente ao processamento de imagens fotográficas, pretende-se, através de um processo
de escanerização, trabalhar alguns conceitos de morfologia matemática e reconhecimento de
padrões.
Equipamentos Utilizados
Os equipamentos utilizados foram os alocados no ISAM, com a seguinte configuração:
-
microcomputador Pentium 90Mhz, 32 Mbytes RAM, Winchester 540 Mbytes,
scanner de mesa colorido, resolução de 400 a 1600 dpi,
mesa digitalizadora A0, cursor de 16 teclas,
plotter de jato de tinta colorido, formato A0 até A4,
impressora laser monocromática,
no-break 2.0 KVA, com 6 tomadas,
kit multimídia, leitora de CD-ROM, velocidade quádrupla.
Armazenamento e Recuperação da Base Cartográfica e Mapa Básico
Os arquivos gerados são de padrão do MaxiCAD, com extensão: <.cad>, <.geo>, <.ndw>,
descritos a seguir:
<.cad> são aqueles que armazenam mapas em modo index-compactado, e que são passíveis
de edição e plotagem;
<.geo> e <.ndw> são arquivos associados aos arquivos <.cad> e armazenam o que
denominamos, respectivamente, de Índice Geométrico, e Índice de Chaves de Acesso que
tratam-se de recursos para ganho de velocidade em pesquisas e janelas de visualização, e
acesso isolado a entidades.
No Sistema de Informações Geográficas para Diagnóstico e Monitoramento da Área
Degradada pela Mineração de Xisto em São Mateus do Sul - PR os arquivos criados possuem
o mesmo nome do respectivo projeto (PADCT). Vale ressaltar que a base cartográfica e o
mapa básico podem ser exportados em formato neutro DXF (Drawing Interchange Files).
RESULTADOS OBTIDOS
O presente trabalho reveste-se de importância uma vez que dá início às atividades de
Geoprocessamento no projeto PADCT.
A Bacia Hidrográfica do Córrego Cachoeira, bem como a área total do estudo, conta agora
com uma base cartográfica digital, possibilitando a integração e o desenvolvimento de diversos
outros estudos.
19o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental
2239
ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
VI - 003
Os resultados obtidos demonstram, até o presente momento, ser possível e completamente
viável o uso da ferramenta de SIG para Diagnóstico e Monitoramento da Bacia Hidrográfica do
Córrego Cachoeira.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Prof. Harry Bollmann do ISAM/PUC -PR, Coordenador do Projeto
FINEP/PADCT, por todo material, dados, informações e conhecimentos sobre a área do
estudo repassados.
Agradecemos as alunas do 4º ano de Engenharia Civil da PUC -PR, Selma Aparecida Cubas estagiária pelo Projeto PADCT/FINEP e Lizandra Waltessa Massuda Marin - bolsista
PIBIC/CNPq/PUC -PR, pela dedicação.
Agradecemos a ESTEIO Engenharia e Aerolevantamentos S.A. e a Maxidata Tecnologia e
Informática Ltda.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.
DAVIS Jr, C. A . e BORGES, K. A .V. Gis orientado a objetos na prática. In:
GIS94, maio, 1994. 18-28p.;
2.
ROSA, F.S. Quem é Quem In: Revista Fator GIS Janeiro/Fevereiro/Março/1995 - N8.
21-25 p.
3.
WORBOYS, M.F. et al. Object-oriented data modelling for spatial databases. In:
International Journal of GIS, V4. N4. 369-383p.
19o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental
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vi - 003 sig para diagnóstico e monitoramento ambiental