21/03/2015
•1º SIMULADO •
.1.
L. PORTUGUESA
• FORMAÇÃO DA TURMA E-1 •
MATEMÁTICA
1ª PARTE – LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 05
TEXTO I
TRINTA ANOS DE UMA FRASE INFELIZ
Ele não podia ter arrumado outra frase? Vá lá que haja perpetrado grande feito indo à Lua, embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava
ter dito: “Este é um passo pequeno para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”? Não podia ter se
contentado com algo mais natural (“Quanta poeira”, por exemplo), menos pedante (“Quem diria, conseguimos”), mais
útil como informação (“Andar aqui é fácil/difícil/gostoso/dói a perna”) ou mais realista (“Estou preocupado com a volta”)?
Não podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasião uma
frase “histórica”. Não histórica no sentido de que fica guardada para a posteridade - a posteridade guarda também
frases debochadas, como “Se eles não têm pão, comam brioches”. Histórica, no caso, equivale à frase edificante. É
a história em sua versão, velhusca e fraudulenta, de “Mestra da Vida”, a História rebaixada a ramo da educação moral
e cívica. À luz desse entendimento do que é “histórico”, Armstrong escolheu sua frase. Armstrong teve tanto tempo
para pensar, no longo período de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a frase lhe
ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a missão, e foi sair-se com um exemplar do
primeiro gênero. Se era para dizer algo bonito, por que não recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que
não encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?
(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, 21/07/99)
1) O tema central do texto é:
a) a indignação pelos poucos dados enviados sobre a aventura da ida do homem à Lua.
b) a narrativa da aventura do primeiro homem a pisar na Lua.
c) a importância do acontecimento do homem ter chegado à Lua.
d) a discordância com respeito à frase escolhida para um momento grandioso.
e) o impacto da frase dita no momento em que o homem pisou na Lua.
2) A propósito do texto, o autor classifica a frase de Armstrong como infeliz, porque,
a) apesar de ter sido edificante, a frase não foi humilde.
b) apesar de ter sido bonita, a frase foi superficial.
c) apesar de ter ficado para a posteridade, a fase foi superficial, pedante, inútil e irreal.
d) apesar de ter sido solene, a frase foi exótica.
e) apesar de ter sido inteligente, a frase não foi edificante.
3) “...embora tal empreendimento soe hoje exótico como uma viagem de Gulliver.” O autor do texto expressa:
a) certa decepção, com o passar dos anos, quanto à ida do homem à Lua.
b) a importância capital que teve o evento para a humanidade.
c) o encantamento com que a ida do homem à Lua é vista até hoje.
d) a necessidade de que o homem volte à Lua.
e) certa incredulidade quanto à ida do homem à Lua.
4) Para Roberto Pompeu de Toledo, a frase em apreço deveu-se ao fato de que:
a) o astronauta recebeu a frase já pronta, junto com a roupa e os instrumentos para a missão.
b) Armstrong não teve tempo para pensar em algo melhor.
c) Armstrong foi motivado pela convenção de que eventos solenes pedem frases solenes.
d) Armstrong quis ser original, não copiando Shakespeare, Gore Vidal e Woody Allen.
e) o astronauta não acreditou no êxito da missão.
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5) Na opinião do autor do ensaio,
a) só frases edificantes são históricas.
b) a frase de Armstrong revela uma visão ultrapassada da História.
c) só frases bonitas ou inteligentes são históricas.
d) eventos solenes pedem” frases solenes.
e) a frase de Armstrong foi rapidamente esquecida.
Observe a tira postada abaixo e responda à questão proposta.
TEXTO II
QUINO, J. L Mafalda. Tradução de Mônica S. M. da Silva, São Paulo: Martins Fontes, 1988.
6) A conversa entre Mafalda e seus amigos...
a) revela a real dificuldade de entendimento entre posições que pareciam divergir.
b) desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade de entendimento e respeito entre as pessoas.
c) expressa o predomínio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento entre posições divergentes.
d) ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do debate político de ideias.
e) mostra a preponderância do ponto de vista masculino nas discussões políticas para superar divergências.
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 07 A 11
TEXTO III
DA INFLUÊNCIA DOS ESPELHOS
Tu lembras daqueles grandes espelhos côncavos ou convexos que em certos estabelecimentos os proprietários
colocavam à entrada para atrair os fregueses, achatando-os, alongando-os, deformando-os nas mais estranhas configurações?
Nós, as crianças de então, achávamos uma bruta graça, por saber que era tudo ilusão, embora talvez nem conhecêssemos o sentido da palavra “ilusão”.
Não, nós bem sabíamos que não éramos aquilo!
Depois, ao crescer, descobrimos que, para os outros, não éramos precisamente isto que somos, mas aquilo que
os outros veem.
Cuidado, incauto leitor! Há casos, na vida, em que alguns acabam adaptando-se a essas imagens enganosas,
despersonalizando-se num segundo “eu”.
Que pode uma alma, ainda por cima invisível, contra o testemunho de milhares de espelhos?
Eis aqui um grave assunto para um conto, uma novela, um romance, ou uma tese de mestrado em Psicologia.
(Mário Quintana, Na volta da esquina. Porto Alegre, Globo, 1979, p. 79)
7) Nesta crônica, Mário Quintana
a) vale-se de um incidente de seu tempo de criança, para mostrar a importância que tem a imaginação infantil.
b) alude às propriedades ilusórias dos espelhos, para mostrar que as crianças sentiam-se inteiramente capturadas
por eles.
c) lembra-se das velhas táticas dos comerciantes, para concluir que aqueles tempos eram bem mais ingênuos que
os de hoje.
d) alude a um antigo chamariz publicitário, para refletir sobre a personalidade profunda e sua imagem exterior.
e) vale-se de um fato curioso que observava quando criança, para defender a tese de que o mundo já foi mais alegre
e poético.
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8) Considere as seguintes afirmações:
I. O autor mostra que, quando criança, não imaginava a força que pode ter a imagem que os outros fazem de nós.
II. As crianças deixavam-se cativar pela magia dos espelhos, chegando mesmo a confundir as imagens com a realidade.
III. O autor sustenta a ideia de que as crianças são menos convictas da própria identidade do que os adultos.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:
a) I, II e III
d) I e II, apenas
b) III, apenas
c) II e III, apenas
e) I, apenas
9) Está INCORRETO o seguinte comentário acerca do emprego de termos ou expressões do texto:
a) A expressão “Há casos, na vida” indica que o autor está interessado em generalizar e absolutizar a verdade da tese
que acaba de expor.
b) Na frase “Nós bem sabíamos que não éramos aquilo”, o termo sublinhado acentua bem a distância e a superioridade
com que as crianças avaliavam suas imagens deformadas.
c) Na frase “Não éramos precisamente isto que somos, mas aquilo que os outros veem”, os pronomes sublinhados
reforçam a oposição entre somos e veem.
d) Ao afirmar que algumas pessoas despersonalizam-se “num segundo ’eu’”, o autor deixa implícito que todos temos
um “eu” original e autêntico.
e) No penúltimo parágrafo, “uma alma invisível” e “testemunho de milhares de espelhos” representam, respectivamente,
a personalidade verdadeira e suas imagens enganosas.
10) Na interrogação “Que pode uma alma, ainda por cima invisível, contra o testemunho de milhares de espelhos?” há a
admissão de que
a) só a força do olhar e do interesse alheio capta as verdades de nossa alma.
b) a verdade essencial da alma não tem como se opor às imagens que lhe atribuem.
c) o essencial da alma só é reconhecível na soma de suas múltiplas imagens.
d) a fragilidade da alma só é superada quando adquire a consistência de uma imagem.
e) a legitimidade do nosso modo de ser depende inteiramente do reconhecimento alheio.
11) Segundo Mário Quintana, a despersonalização num segundo “eu”
a) é a causa, e as “imagens enganosas” são a sua consequência.
b) e a adaptação às imagens enganosas são fatos paralelos e independentes.
c) é uma consequência, cuja causa é a adaptação às imagens enganosas
d) é uma consequência, cuja causa é a invisibilidade da alma.
e) é a causa, cuja consequência é a invisibilidade da alma.
O TEXTO ABAIXO SERVE DE BASE À QUESTÃO 12
TEXTO IV
QUINO,J. L Mafalda. Tradução de Mônica S. M. da Silva, São Paulo: Martins Fontes, 1988.
12) O efeito de humor foi um recurso utilizado pelo autor da tirinha para mostrar que o pai de Mafalda:
a) revelou desinteresse na leitura do dicionário.
b) tentava ler um dicionário, que é uma obra muito extensa.
c) causou surpresa em sua filha, ao se dedicar à leitura de um livro tão grande.
d) queria consultar o dicionário para tirar uma dúvida, e não ler o livro, como sua filha pensava.
e) demonstrou que a leitura do dicionário o desagradou bastante, fato que decepcionou muito sua filha.
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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 13 A 15
TEXTO V
RAIZES
Diante da minha janela havia uma pedra.
Não, não vou fazer imitação de poesia. Nada tem de poética a história que vou contar. A pedra de que falo é na
verdade uma imensa pedreira, de topo liso, coberto em alguns pontos pela vegetação rasteira, uma espécie de enclave
rural em pleno Leblon, onde às vezes cabras pastavam e onde um galo alucinado insistia em cantar na hora errada, no
início da madrugada. Era o lugar ideal para, nas tardes de domingo, uma menina se deitar, sentindo nas costas o calor
do sol retido pela pedra, enquanto olhava as pipas agitando-se no ar. Eu ia com meus irmãos e seus amigos, quando
eles subiam lá para soltar pipa. São só lembranças.
Essa pedra não existe mais. Ou pelo menos não existe assim, como a descrevo agora, a pedra da minha infância.
Hoje, é uma pedra nua - morta.
Sua base ainda está lá e servirá, pelo que sei, de fundação para um shopping. Mas a superfície foi toda raspada,
a vegetação desapareceu, a pedreira foi rebaixada em quatro ou cinco metros, retalhada durante dois anos por uma
orquestra de britadeiras, e nela foram erguidos os primeiros andares do que seria um estacionamento.
Assim que começaram a destruir a pedreira, pensei com alarme numa pequena árvore, uma muda de amendoeira
cujo crescimento árduo eu vinha acompanhando havia anos. A árvore crescera numa das laterais da pedra e seu tronco
se encorpava, equilibrando-se de forma improvável no paredão íngreme. Eu admirava sua bravura, tirando seiva de um
lugar onde não havia terra, fazendo um esforço enorme para crescer na ranhura mínima que encontrara. E caminhei
um dia até o local onde ela crescia, para ver se, com as obras que tinham começado, a pequena árvore sobreviveria.
Mas cheguei tarde demais. Só encontrei o tronco, decepado. Em torno, as raízes, que por anos se haviam agarrado à
pedra com tanto esforço, agora condenadas a secar, inúteis.
O tempo passou. E eu não pensei mais no assunto. Até que, outro dia, assistindo a um documentário sobre os
talibãs, vi uma inglesa de origem afegã mostrando a foto de um jardim onde brincava na infância e que fora destruído
pela guerra civil. O documentário, feito antes da guerra com os Estados Unidos, fora gravado em solo afegão, e a
moça conseguira chegar ao local do tal jardim. Mas não encontrou nada. A comparação com a foto que trazia nas
mãos era chocante. Todo o verde havia desaparecido. No meio de um descampado monocromático, restara apenas
o círculo de pedra de uma velha fonte, seca. E a única coisa que não mudara na paisagem eram as montanhas, ao
fundo, testemunhas da devastação que - hoje sabemos - estava apenas no princípio.
Aquela mulher e seu jardim desaparecido me fizeram pensar na pequena amendoeira que crescera na pedra e que
também fora decepada. E, com isso em mente, voltei ao ponto do paredão onde ela um dia se agarrara. Com surpresa,
descobri que das raízes deixadas na pedra surgiam brotos, com folhas de um verde limpo.
A amendoeira teimava em renascer - como talvez fizesse o jardim afegão -, apesar da fúria dos homens.
(Heloísa Seixas, Domingo, n° 1336)
13) “Nada tem de poética a história que vou contar.”; esse segmento do texto traz implícita a idéia de que só é poético (a):
a) o tema ligado à vida real
b) a realidade pertencente à vida passada
c) a temática das coisas, seres e fatos harmoniosos
d) a discussão política de fatos atuais
e) a análise dos pensamentos do homem universal
14) “Nada tem de poética a história que vou contar.”: a história contada pela autora tem como ponto de partida cronológico:
a) a existência de uma pedra diante da janela da autora.
b) a foto de um jardim onde uma afegã brincara na infância
c) o crescimento de uma pequena amendoeira na pedra
d) a fato de a amendoeira ter sido decepada
e) as lembranças da infância da autora.
15) O título dado ao texto, raízes, se refere:
a) exclusivamente às raízes da amendoeira, que voltaram a brotar.
b) metaforicamente, a tudo o que nos prende ao passado.
c) às nossas origens raciais e espaciais.
d) às recordações da infância que desaparecem na idade adulta.
e) a tudo o que amamos e que o tempo levou.
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16) Assinale o item em que o pronome está classificado erroneamente:
a) Já lá se vão trinta anos, Deus meu! (possessivo)
b) Isto aqui é estalagem? (demonstrativo)
c) Não sei quem és. (interrogativo)
d) Reduze-me ao pó que fui. (relativo)
e) Quem não logra tornar o seu trabalho leve não fará obra de peso. (interrogativo)
17) A única frase em que em que se observa pronome com valor de posse é:
a) Tão logo você termine a tarefa, faça a comunicação que todos esperam.
b) Respeito-lhe muito, desde que percebi que sua virtude principal é a prudência.
c) Far-lhe-ei ciente de tudo quanto houver ocorrido.
d) Comunico-lhe, em tempo hábil, de que deverá estar presente na reunião plenária.
e) Respeito-lhe a opinião, mas não aceito essa decisão.
18) Indique o período que não contém um substantivo no grau diminutivo:
a) Todas as moléculas foram conservadas com as propriedades particulares, independentemente da atuação do cientista.
b) O ar senhoril daquele homúnculo transformou-o no centro de atenções na tumultuada assembleia.
c) Através da vitrina da loja, a pequena observava curiosamente os objetos decorativos expostos à venda, por preço
bem baratinho.
d) De momento a momento, surgiam curiosas sombras e vultos apressados na silenciosa viela.
e) Enquanto distraías as crianças, a professora tocava flautim, improvisando cantigas alegres e suaves.
19) Complete as orações com “eu”, “me”, ou “mim”:
1) Espero que não haja desentendimento entre __________ e você.
2) Permita- __________ confessar-lhe um segredo todo meu.
3) Hás de trazer os originais para __________ conferir as respostas.
4) De modo algum ela deve sair sem __________.
Assinale a opção que preenche respectiva e corretamente os espaços pontilhados:
a) mim - eu - mim - eu;
b) mim - eu - eu - mim;
c) mim - me - eu - mim; d) eu - me - mim - mim;
e) eu - me - mim - eu.
20) “Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados,
alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica
ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar.”
No texto acima, as palavras sublinhadas pertencem, respectivamente, às seguintes classes gramaticais:
a) advérbio, pronome indefinido, artigo, preposição;
b) preposição, advérbio, pronome oblíquo, conjunção;
c) preposição, pronome demonstrativo, pronome demonstrativo, conjunção;
d) conjunção subordinativa, pronome demonstrativo, artigo, preposição.
e) preposição, advérbio, artigo, conjunção;
21) Marque o item em que aparece uma palavra ou locução denotativa de realce:
a) Todos estavam satisfeitos com a vitória do time, até quem pouco se esforçou para consegui-la.
b) Alguns achavam saber a verdade; entretanto ele é que sabia de tudo.
c) Eis o artigo que você solicitou na semana passada.
d) Espero que vocês vão bem nos exames, ou melhor, desejo que tenham um excelente.
e) No meio de um descampado monocromático, restara apenas o círculo de pedra de uma velha fonte, seca.
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22) Para marcar a resposta correta tome como base o trecho:
“Aumentar a oferta de vagas no ensino superior e ampliar as políticas de inclusão e assistência estudantil são objetivos
que exigem significativo investimento...”
a) No trecho, os artigos predominantes são os indefinidos já que houve necessidade de indeterminar os termos a que
se referem.
b) Não há artigos no trecho em destaque.
c) Os artigos presentes no trecho foram usados para determinar os termos que referem.
d) O termo “a” está exercendo a função de preposição, portanto não é artigo.
e) Na contração “no” não há presença de artigo.
23) A forma de tratamento empregada está correta em:
a) Senhor Presidente da República: se Sua Excelência assim o desejar, convocaremos outra reunião.
b) Atendendo a despacho de S. Ex.ª, o Meritíssimo Juiz da 2ª Vara Cível desta Comarca, anexamos a certidão ao
processo.
c) Propusemos a V. S.ª, o Governador, adiamento da audiência com membros do Sindicato.
d) De ordem de V. Em.ª, o novo Senhor Ministro, con­vidamos todos os funcionários para a solenidade de posse da
diretoria do Conselho Nacional de Obras.
e) Senhor Chefe de Seção: encaminhamos à considera­ção de Vossa Excelência pedido para entrar em gozo de férias.
24) A norma culta da língua repudia a colocação do pronome átono, tal como ocorre no item:
a) Os homens ainda não a esperavam quando ela desabou sobre a cidade.
b) Que me dera que meus rústicos hinos por ele ouvidos fossem, e por elas aplaudidos.
c) Eu tinha beijado-lhe as mãos, porque, se não fosse ela, estaria talvez na prisão, por um crime não realizado.
d) Certamente, com medo, ela ficara em casa, ou alguém a avisara, pois àquela hora, sua ausência era bem estranha.
e) Um grande soluço sacudiu-o desafinado. Ele nem sequer tremeu. Ela também passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
25) No Brasil, a colocação dos pronomes átonos nas frases recebe um tratamento peculiar ao idioma. A colocação pronominal que atende às exigências da norma padrão do Português brasileiro escrito está reproduzida na alternativa
a) Os prisioneiros que libertaram-se do jugo dos terroristas, até hoje, estão traumatizados.
b) Os avanços dos eletrônicos tiveram de se adequar à aquisição dos brasileiros.
c) Ele reconhecia ter tratado-se de problemática já conhecida no passado, quando era jovem.
d) Os fabricantes de armas não importaram-se com a dificuldade dos países em litígio.
e) Quando fala-se a verdade, na maioria das vezes não se merece castigo muito severo.
26) Dadas as afirmações de que o plural de
1) alto-falante é altos-falantes;
2) alto-relevo é altos-relevos;
3) amarelo-limão é amarelos-limão.
Constatamos que está(estão) correta(s)
a) apenas a afirmação nº 1;
b) apenas a afirmação nº 2;
c) apenas a afirmação nº 3;
d) todas as afirmações.
e) nenhuma das afirmações.
27) Em qual opção o verbo destacado permite apenas o uso da próclise, de acordo com a norma padrão?
a) Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e seu irmão …
b) … resguardado pelo irmão mais velho que se assentou no banco do calçadão …
c) Os cariocas vão achar estranho, mas eu devo lhes revelar: o carioca com esse jeito natural de ir à praia, desvaloriza
o mar.
d) Ver o mar a primeira vez, lhes digo, é quando Guimarães Rosa pela primeira vez, por nós, viu o sertão.
e) Ele se desfolha em ondas e não para de brotar.
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28) Assinale a opção em que, quanto à sintaxe de colocação dos pronomes átonos, mais se observam possibilidades
distintas, todas corretas, para pronome
a) (...) afinal das contas, o correr dos anos nos dá uma certa filosofia.
b) Já lhe disse que isso é atraso de vida.
c) Qual, ele não se convence.
d) E ele está se importando?
e) (...) da Inglaterra até aqui, para que nos aqueça nas noites de inverno (...)
29) Assinale a opção em que, segundo a variedade padrão da Língua Portuguesa, seria possível ocorrer ênclise.
a) “...a única arma que se pode usar para aprender a escrever melhor é ler...”
b) “Se já se tem um gênero planejado, melhor ainda.”
c) “Não se deve envergonhar.”
d) “Perceber-se-ão com mais clareza os métodos do escritor ...”
e) “A leitura estimula o pensamento e pode nos tornar mais sensíveis ao que vamos escrever.”
30) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase abaixo:
Dialeto social popular não se confunde com linguagem especial, pois __________ , ao contrário __________ , é de uso
restrito e pode funcionar como signo de grupo.
a) esse / daquela;
d) esta / daquele;
b) essa / desse;
c) aquele / dessa;
e) este / desta.
2ª PARTE - MATEMÁTICA
31) Uma pesquisa de opinião, realizada num bairro de Natal, apresentou o resultado seguinte: 65% dos entrevistados
frequentavam a praia de Ponta Negra, 55% frequentavam a praia do Meio e 15% não iam à praia.
De acordo com essa pesquisa, o percentual dos entrevistados que frequentavam ambas as praias era de
a) 40% b) 35% c) 30%
d) 25% e) 20%
32) O diagrama mostra a distribuição de pessoas, que possuem uma ou mais das habilidades A, B, C. As letras minúsculas
representam o número de pessoas que possuem determinada ou determinadas habilidades.
Por exemplo: a letra w, que está na intersecção dos grupos de habilidades A e B, representa a quantidade de pessoas
que possuem ambas as habilidades citadas.
Foi realizada uma enquete com todas essas pessoas, e elas deveriam responder SIM ou NÃO a essa única pergunta:
“Você possui as habilidades A e C? Todas as pessoas responderam de forma verdadeira, e o número de pessoas que
respondeu SIM foi
a) r.
b) x + s.
c) zero.
d) x + r + s.
e) w + r + y.
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33) Se A = {x ∈ R | – 1 < x < 3} e B = {x ∈ R | – 1 ≤ x < 3} e C = {x ∈ R | 1 ≤ x < 3}, então o conjunto B – (A  C) é
dado por:
a) φ
b) [0; 1]
c) [– 1; 1)
d) [0; 1)
e) (0; 1]
34) Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades de esporte: natação, tênis e futebol. Nenhum associado pôde se inscrever simultaneamente em tênis e futebol, pois, por problemas administrativos, as aulas destes dois
esportes serão dadas no mesmo horário. Encerradas as inscrições, verificou-se que: dos 85 inscritos em natação, 50
só farão natação; o total de inscritos para as aulas de tênis foi de 17 e, para futebol, de 38; o número de inscritos só
para as aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de tênis. Quantos associados se inscreveram
simultaneamente para aulas de futebol e natação?
a) 18
b) 20
c) 22
d) 23
e) 25.
35) Luiz, José e Mauro são amigos e cada um deles pertence a um partido político diferente. Os partidos são: Partidos
dos Operários, Partido dos Esforçados e Partido dos Professores. Dois dos amigos são candidatos a vereador e um
deles é candidato a prefeito da cidade onde moram. O Partido dos Operários não inscreveu candidato à prefeitura.
Mauro mora perto do amigo que pertence ao Partido dos Operários, que é um dos candidatos a vereador. Luiz não é
candidato a vereador. Nenhum dos filiados do Partido dos Esforçados quis ser candidato à prefeitura. A partir dessas
informações, é possível concluir, corretamente, que:
a) Luiz pertence ao Partido dos Esforçados.
b) José pertence ao Partido dos Professores.
c) Mauro não é candidato a vereador.
d) José não é candidato a vereador.
e) Luiz pertence ao Partido dos Professores.
36) Aquele que dá 3 passos para a direita somará 1 + 3 + 5, e se der 5 passos para a direita somará 1 + 3 + 5 + 7 + 9.
Ou seja, somará números ímpares consecutivos, partindo de 1, tantas parcelas quantos passos der. Aquele que dá 3
passos para a esquerda somará 2 + 4 + 6, e se der 4 passos para a esquerda somará 2 + 4 + 6 + 8. Ou seja, somará
números pares consecutivos, partindo de 2, tantas parcelas quantos passos der.
Agindo dessa maneira, a diferença entre a soma de quem deu 28 passos para a direita e a soma de quem deu 27
passos para a esquerda é
a) 4.
b) 27.
c) 28.
d) 35.
e) 117.
37) Um total de onze indivíduos moram distribuídos em no máximo cinco casas. Considere que pode haver casas sem
indivíduos morando e que cada indivíduo mora apenas em uma única casa. Pode-se afirmar necessariamente sobre
essa situação que
a) todos moram em uma única casa.
b) há uma casa em que ninguém mora.
c) há uma casa com pelo menos três indivíduos morando.
d) há uma casa com exatamente cinco indivíduos morando.
e) há indivíduos morando em todas as casas.
.9.
38) A caminho de Xapuri, um motorista viu uma placa de sinalização que indicava que a distância até a cidade, em quilômetros, era um número de três dígitos, sendo que apenas o dígito do meio era zero. Após 45 minutos, uma outra
placa indicava a distância até Xapuri, sendo essa formada pelos dois dígitos diferentes de zero da primeira placa, mas
com a ordem invertida. Quarenta e cinco minutos depois, a distância que uma outra placa indicava era formada pelos
mesmos dois dígitos da placa anterior. Sabendo-se que velocidade é definida como a razão entre a distância percorrida
e o tempo gasto para percorrer essa distância, e assumindo que esse motorista manteve uma mesma velocidade ao
longo de todo o trajeto, o tempo gasto, em minutos, para chegar em Xapuri após a passagem pela terceira placa foi
a) 18.
b) 15.
c) 14.
d) 17.
e) 16.
39) Considere a operação
+ e a operação x assim definidas para quaisquer números inteiros a e b: a + b = a + a – b
e a x b = a + a + b. Assim, o resultado da expressão 4 x (2
a) 18
b) 12
c) 11
+ 1) é igual a
d) 8
e) 7.
40) Arthur escreveu todos os números naturais desde 1 até 500. O número de vezes que ele escreveu o algarismo 9 foi
a) 50
b) 80
c) 90
d) 100
e) 110.
41) Considere os números x =
10
10, y =
3
2 e z = 15 35 então podemos afirmar que:
a) z > y > x
b) x > z > y
c) z > x > y
d) x > y > z
e) y > x > z
− 2 + 3 − 4 + 5 − 6 + 7 − 8 + 9 − 10
− ........ − 2012 + 2013 − 2014 + 2015
42) Considere a operação E = 1
.
2015 números
A soma dos algarismos de “E” é igual a:
a) 6
b) 7
c) 8
d) 9
e) 10
43) Simplificar:
a) 16
b) 1
c) 4
d) 2
e) 8
4m+1 . 16m+ 2n
64m−1 . 256n+1
.10.
44) Determine o valor da expressão:
( x2 − y2 ) . ( x2 + 2xy + y2 ) . Sabendo que x = 1,25 e y = – 075
x+y
a) 1
x−y
b) 1/2
c) 1/4
d) 2
e) 4
45) Se xy = 1/2 o valor de
 x +y 


16 2 
 1
2
 
a) 4
2
− ( x −y )
2
é:
b) 27
c) 8
d) 32
e) 210
 x 3 + y 3 =
10
46) Sabendo que 
determinar E = (x + y)3 – 18 (x+ y) + 20.
 xy = 6
a) 10
b) 18
c) 28
d) 30
e) 38

 

 x n + 3 . x n + 3 . x n + 3 ............... x n + 3 . x n + 3  ÷  x n + 7 . x n + 7 . x n + 7 ............... x n + 7 . x n + 7 
47) Simplificar    
( n + 5 ) vezes
( n + 1) vezes

 

a) x2
b) x5
c) x8
d) x16
e) x14
x
48) Se 3=
a)
6
b)
9
x
c) x
–1
d)
x −1
e)
5
x
x
7=
y
7
z simplificar a expressão: E =
5
3
xy
y
.11.
2
p + q + r =
49) Se  2
então o valor de E = r2 (r – 2) + q2 (q – 2) + p2 (p – 2)
2
2
2
p + q + r =
a) –4
b) 4
c) –2
d) 2
e) 1
50) Em informática, 1 bit (pronuncia-se “bite”) é a menor unidade de informação e 1 byte (pronuncia-se “baite”) é um
conjunto de 8 bits.
Observe a tabela abaixo, usada em informática:
-------------------------------------------------------1 byte = 8 bits
1 kilobyte = 1024 bytes
1 megabyte = 1024 kilobytes
1 gigabyte = 1024 megabytes
1 terabyte = 1024 gigabytes
-------------------------------------------------------2 x 2..... x 2
Sabendo que 1024 =
pode-se afirmar que a medida de um arquivo de 2000 bytes representados na uni10 vezes
dade “gigabytes” é igual a;
a) 2–30
b) 53 . 2–30
c) 103. 2–30
d) 103. 2–26
e) 53 . 2–26
51) Um triângulo ABC é tal que o ângulo  é 60°. Marcam-se M e N, pertencentes, nesta ordem, a AB e AC, de forma que
BM = CN = 10 cm. Seja PQR o triângulo determinado pelos pontos médios de MN, BN e CM. Calcule o perímetro do
triângulo.
a) 10 cm
b) 15 cm
c) 20 cm
d) 30 cm
e) Faltam dados.
52) Sobre os lados do triângulo equilátero ABC abaixo tomam-se os pontos D, E e F, tais que AD = BE = CF.
Figura (I)
Sobre os lados do triângulo DEF da figura I, tomam-se os pontos G, H e I, tais que DG = EH = FI.
.12.
Figura (II)
Com base nas figuras I e II, tem-se necessariamente que:
a) O triângulo GHI é isósceles.
b) Os triângulos DGI, GEH e HFI são retângulos.
c) IH // AB, GH // AC e IG // BC.
d) o ângulo GHE é agudo.
e) IG > IH > GH
53) As medidas dos ângulos do triângulo ABC são tais que A < B < 90° < C. As bissetrizes externas dos ângulos A e C cortam os prolongamentos dos lados opostos BC e AB nos pontos P e Q, respectivamente. Sabendo que AP = CQ = AC,
determine o ângulo B:
a) 12°
b) 24°
c) 30°
d) 36°
e) 42°
54) Os triângulos ABC e ABD da figura são isósceles com AB = AC = BD. Seja E o ponto de interseção de BD com AC.
Se BD é perpendicular a AC, então a soma dos ângulos BCA e BDA vale:
a) 115°
b) 120°
c) 130°
d) 135°
e) 140°
55) Na figura, AB = BC e AQ = PC. Calcule x:
a) 72°
b) 82°
c) 74°
d) 90°
e) 76°
.13.
56) Seja um triângulo retângulo ABC, reto em B. Traçamos a altura AH e a mediana BM, tal que m(HMB) = m(HBC). Calcule m(ACB).
a) 45°
b) 37°
c) 30°
d) 36°
e) 22° 30’
57) Sejam três ângulos representados por números inteiros e consecutivos. Sabe-se também que a soma dos seus suplementos é igual ao replemento do maior deles, adicionado de 1°. Assim, o maior dos ângulos é, em graus, um número
múltiplo de:
a) 2
b) 3
c) 5
d) 7
e) 11
58) Seja um triângulo no qual um dos lados mede 6 cm e os outros dois têm uma diferença de 3cm. Sabendo que este
triângulo tem um perímetro entre 10 cm e 20 cm e lados inteiros, obtemos quantos casos não isósceles que atendem
a essas condições?
a) 5
b) 4
c) 3
d) 2
e) 1
59) Sejam 5 pontos situados em um plano. A diferença entre o número máximo e o número mínimo de retas que podemos
formar, passando por pelo menos dois desses pontos, em suas diversas disposições, é:
a) 10
b) 9
c) 8
d) 7
e) 6
60) Os ponteiros das horas, dos minutos e dos segundos deum relógio indicam zero hora. Até às 9 horas do mesmo dia,
os ponteiros dos minutos e dos segundos terão se encontrado um número de vezes igual a:
a) 524
b) 531
c) 540
d) 573
e) 590
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Prova - 1º Simulado