A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL: UMA ANÁLISE DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O SETOR DE INFORMÁTICA MELISSA STEDA1 Resumo: Propomos discutir, neste trabalho, como vêm sendo propostas e executadas as políticas estatais para ciência e tecnologia no Brasil, com foco no setor de informática, sobretudo a partir da década de 1970. Para isso, desenvolveremos uma análise a partir dos nexos entre Estado e mercado envolvidos na implementação dessas políticas, considerando a existência de demandas empresariais e projetos nacionais diversos, que delineiam as relações entre esses agentes e que podem eventualmente promover concentração regional e desigualdades espaciais. Tais políticas são passíveis de discussão no âmbito da Geografia, uma vez que o fomento à ciência e à tecnologia, ou especificamente à informática, gera implicações de ordem territorial, econômica, política e social. Palavras-chave: Políticas públicas; ciência e tecnologia; território brasileiro Abstract: In this paper, we want to discuss how state policies for science and technology in Brazil have been proposed and implemented, focusing on the information technology sector, especially since the 1970s. To do so, we seek to develop an analysis based on the connections between state and market involved in the implementation of such policies, thus considering the existence of business needs and different national projects, which may outline the relationships between these agents and potentially promote regional concentration and spatial inequalities. These policies are likely to be discussed by geographers, since the promotion of science and technology, or specifically of the information technology sector, may bring forth territorial, economic, political and social implications. Key-words: Public policy; science and technology; Brazilian territory 1 – Introdução Tratar de políticas públicas para ciência e tecnologia (C&T) é essencial no atual período histórico, dado que as redes, os sistemas e os objetos informacionais perpassam hoje diversas dimensões do cotidiano e da economia. À medida que se difunde pelo território o meio geográfico da globalização, o qual Santos (2007; 2009) chamou de meio técnico-científico-informacional, observa-se, como expressão desse processo, a proliferação acelerada do uso das tecnologias da informação (TI), cada vez mais mediadoras das relações econômicas, políticas e sociais, especialmente após o advento da internet, entre meados dos anos 1990 e o início do século XXI. 1 - Acadêmica do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Campinas. E-mail de contato: [email protected] 4235 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Contudo, os esforços estatais e empresariais voltados ao setor de C&T, inclusive as políticas para informática, são algumas décadas mais antigos. A primeira fábrica da IBM, importante multinacional do setor de processamento de dados à época, instala-se no Brasil em 1939, no Rio de Janeiro. Tratava-se da primeira unidade fabril fora dos Estados Unidos (EUA), voltada para a produção de máquinas de registro unitário, tecnologia prévia à dos computadores propriamente ditos. No âmbito do Governo Federal, por sua vez, entre 1958 e 1959 foi organizado o Grupo Executivo de Aplicação de Computadores Eletrônicos (GEACE), durante o mandato de Juscelino Kubitschek na Presidência da República, para discussão de estratégias para o setor de informática (CAMPOS, 1985, p. 38). A partir daí, entre os anos 1960 e 1970, são desenvolvidos os primeiros computadores brasileiros, sempre em decorrência de parcerias entre firmas multinacionais e universidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro (BARBOSA, 1985, p. 53), como a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). No mesmo período, instalavam-se nas mesmas unidades da federação diversas plantas industriais de empresas estrangeiras do setor de informática (PIRAGIBE, 1985). Não foi à toa que iniciou-se nesses lugares a produção de hardware e software no país: trata-se de um dado da seletividade do meio geográfico, denotando o papel ativo do território frente a decisões de localização tomadas pelas grandes firmas estrangeiras, tendo em vista que tais porções do território brasileiro apresentavam rugosidades (SANTOS, 2002) notáveis relacionadas, por exemplo, à maior difusão de redes de comunicação e circulação. Nesse sentido, concordamos com Bitoun (2013) quando aponta a importância de que a dimensão territorial seja considerada ao formularem-se políticas públicas, orientando as ações tanto dos operadores de tais políticas, como da sociedade civil organizada e da academia. 2 – Políticas para informática no Brasil: anos 1970-2000 Durante os anos 1970 e 1980, intensificou-se a participação do Estado no fomento da indústria de computadores e equipamentos para processamento de dados. Alguns marcos notáveis são a criação da empresa Eletrônica Digital Brasileira Ltda. (EDB), em 1973, que no ano seguinte tornou-se a Digibrás S/A, cujo 4236 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO capital provinha de ações de companhias estaduais ligadas ao Governo Federal; e, no âmbito do Ministério do Planejamento, a criação da Comissão de Coordenação das Atividades de Processamento Eletrônico (CAPRE), como instituição normativa para o setor (BARBOSA, 1985, p. 53). No mesmo período, ao passo que as multinacionais realizavam ofensivas para diversificação de seus produtos no Brasil (como é o caso do lançamento de computadores de pequeno porte pela IBM, em 1976), multiplicavam-se os esforços do Estado e de empresas nacionais pela criação de normas protecionistas, que culminaram na Lei da Informática (Lei nº. 7.232), ou Política Nacional de Informática (PNI), aprovada em 1984 pelo Congresso Nacional. No entanto, a atuação das grandes firmas estrangeiras permaneceu forte no país, culminando com a reestruturação de órgãos estatais de TI, como a CAPRE (TAPIA, 1995). Ainda assim, as medidas protecionistas significam a tentativa de realização de um projeto geopolítico, voltado ao desenvolvimento nacional de ciência e tecnologia 2; mas os vetores da globalização também passaram a atingir mais intensamente o território brasileiro, gerando tensões entre Estado e mercado. A PNI vigorou entre 1985 e 1989, quando foi então desmontada, durante o governo de inclinação neoliberal Fernando Collor de Mello (TAPIA, 1995, p. 17), em meio a políticas de desregulamentação da economia; em 1991, 2002 e 2004, os princípios da PNI foram reestruturados, de acordo com as intencionalidades dos agentes envolvidos no setor — tanto o próprio Governo Federal quanto o setor privado, nacional e estrangeiro. Já durante os anos 1990, com a intensificação da orientação neoliberal no governo, os usos do território tornaram-se mais extravertidos, o que traz implicações fundamentais para as políticas públicas: 2 Entre as formas de apoio a C&T criadas no Brasil entre 1950 e 1973, sistematizadas por Lima (2009, p. 113), podemos listar a criação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior), em 1951; da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), em 1967; do FNDCT (Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em 1969; do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), em 1970; do SNDCT (Sistema Nacional para o Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia), da STI (Secretaria de Tecnologia Industrial) e do SNCTI (Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia da Informação), em 1972; e do ADTEN (Programa de Apoio e Desenvolvimento Tecnológico à Empresa Nacional), em 1973. 4237 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO O Estado, junto com os agentes e os atores sociais que os representam, detém o poder de intervir não sobre o território em si, e sim sobre como o território é usado. Esse poder de intervenção está ligado ao fato de as políticas públicas mais do que implementadas no território, indicam, direcionam e redirecionam os usos do território, evidenciando o potencial político da categoria ―território usado‖ (STEINBERGER, 2013, p. 63). Como ressalta Cano (1997, p. 134), a busca pela redução das desigualdades regionais não tem vez num contexto neoliberal. Ao se preterir a equidade em nome da eficiência, a abertura econômica na realidade dificulta a produção em regiões menos economicamente desenvolvidas3. Santos e Silveira (2011, p. 305) lembram ainda que o mercado global passa a atrair mais atenções do que o interno, numa distorção que leva ao afastamento do Estado das políticas industriais e de interesse social. Na década seguinte e até a atualidade, porém, parecem haver mudanças nesse sentido, conforme veremos a seguir. 3 – A situação atual das políticas para C&T e informática no Brasil Principalmente entre os anos 2000 e 2010, o setor de informática retomou seu crescimento. Em 2007, deixando clara a importância estratégica dessa indústria para o país, foram criadas medidas para incentivo à inovação tecnológica, por meio da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) (FERREIRA, 2008, p. 113). Entre 2007 e 2010, destaca-se a execução do Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (PACTI 2007-2010), que possuía como principais objetivos a consolidação institucional do Sistema Nacional de CT&I, a formação de recursos humanos na mesma área e melhorias na infraestrutura e no fomento para pesquisa científica e tecnológica, direcionados ao desenvolvimento social4. É possível identificar intenções claras de incentivo ao 3 O autor é incisivo em suas críticas: ―a trajetória neoliberal vem sendo tentada desde o governo Collor, continuou no governo Itamar e é reafirmada no governo Fernando Henrique Cardoso. Nesta, como já foi dito, não há espaço para a equidade, a não ser os conhecidos programas 'caritativos' do tipo solidariedade. Nela predomina a eficiência, relegando-se o social a segundo plano. Em um esquema desses, políticas regionais só existem 'por mera coincidência', através de projetos privados específicos com outros objetivos acima da questão regional‖ (CANO, 1997, p. 134). 4 Especialmente quanto ao primeiro foco do plano, algumas das ações executadas incluíram descentralização da educação superior, profissional e tecnológica; expansão e consolidação regional de unidades de pesquisa científica e tecnológica do MCTI, inclusive realizando cooperações internacionais; incentivo aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), com apoio a grupos de pesquisa; programas para implementação de infraestrutura de pesquisa; novos campi; maior integração da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), fornecendo internet de alta 4238 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO desenvolvimento regional e da difusão de unidades de ensino e pesquisa pelo território brasileiro; além disso, foi incentivada a criação de leis estaduais de inovação, com bons resultados (MCTI, 2014). Em 2012, o Governo Federal apresentou o Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação, ou Programa TI Maior (2012-2015), que integra a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação: 2012-2015 (ENCTI)5, no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Entendemos que iniciativas como esse programa possam ser resultado de pressões do próprio setor de TI (por meio de associações empresariais) sobre o governo, considerando que embates e diálogos entre Estado, mercado e associações setoriais (corporativas ou não) podem comumente gerar políticas públicas que atendam a interesses majoritariamente corporativos. Assim, em contraposição a um modelo de regulação predominantemente estatal, o contexto de tais políticas envolve um modelo de regulação híbrida (ANTAS JR., 2005, p. 210), do qual participam os três agentes supracitados: Estado, corporações e associações de classe. Tais políticas inserem-se num contexto ainda de forte concentração regional das atividades e dos dispêndios em C&T, no qual a região Sudeste, e especialmente o estado de São Paulo, recebem montantes consideravelmente superiores ao restante do território brasileiro (Gráficos 01 e 02). Trata-se de uma expressão da Região Concentrada (SANTOS; RIBEIRO, 1979; SANTOS; SILVEIRA, 2011), na qual o meio técnico-científico-informacional se apresenta de modo mais contíguo, ainda que não de forma homogênea. velocidade a instituições do ramo; investimentos em recursos humanos (bolsas); cooperação internacional em diversas áreas, sendo que políticas para CT&I e TICs estão presentes em parcerias bilaterais e multilaterais com os BRICs, a Unasul, o Mercosul, países da União Europeia e outros como Cuba, EUA, Canadá, Japão e Coreia do Sul (MCTI, 2014). 5 A ENCTI se articula com outras políticas que destacam C&T entre seus objetivos, como a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e o Plano Brasil Maior (PBM). Nesse sentido, a própria ENCTI possui como diretriz a consolidação de um sistema nacional de C, T & I baseado em esforços de todos os entes federativos, para fins de integração dos instrumentos de apoio ao setor no país. O Governo Federal tem intensificado o aporte de recursos na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) e por meio da criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), via parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) (BRASIL, 2012). 4239 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Gráfico 01 – Brasil. Dispêndios dos governos estaduais em C&T (em valores de 2013), por região (2010-2012). Fonte: MCTI (2015). (1) Valores obtidos através dos multiplicadores utilizados pelo Banco Central para deflacionar o PIB, publicados na tabela ―Produto Interno Bruto e taxas médias de crescimento‖ em <http://www.bcb.gov.br/?INDECO>. 4240 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Gráfico 02 – Brasil. Percentual dos dispêndios dos governos estaduais aplicados em (C&T), por unidade da federação (2013). Fonte: MCTI (2015). Temos observado, nas políticas públicas atuais para C&T, a crescente busca pela inserção do mercado, sobretudo como financiador de algumas das ações propostas nos planos governamentais, como ocorre no Programa TI Maior. Tanto os dispêndios públicos quanto empresariais vêm aumentando de modo significativo desde 2006, conforme mostra o Gráfico 03. Nesse âmbito, destaca-se ainda a atuação das entidades de classe, que especialmente no setor de TI brasileiro são fortemente atuantes na construção de políticas públicas, conforme demonstram trabalhos como os de Tapia (1995), Stefanuto (2004), Ruffato (2010) e Pontes (2012). Desde a segunda metade do século XX, tais entidades vêm realizando fortes pressões sobre o Estado pela incorporação de seus interesses nas políticas públicas, reforçando aquilo que entendemos como um dos aspectos da regulação híbrida do território (ANTAS JR., 2005). Elas destacam o valor estratégico das TI e reivindicam ações do Estado, isoladamente ou em parcerias com as empresas, visando fortalecer o setor no país e melhorar seu desempenho nos mercados internacionais (ABES et al., 2010; BRASSCOM, 2013). Observamos discursos e 4241 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO pautas comuns entre as várias entidades, que de modo geral atuam pela busca de maior competitividade para o setor. Gráfico 03 – Brasil. Dispêndio nacional em C&T (em valores de 2012), total e pelos setores público e empresarial (2000-2012). Fonte: MCTI (2015). (1) Valores obtidos através dos multiplicadores utilizados pelo Banco Central para deflacionar o PIB, publicados na tabela ―Produto Interno Bruto e taxas médias de crescimento‖ em <http://www.bcb.gov.br/?INDECO>. (2) Dados preliminares. 4 – Conclusão A idealização da C&T como neutra leva à noção equivocada de que a produção científico-tecnológica é isolada do contexto social, político e econômico, de modo que ―as diferenças contextuais geográficas, culturais, éticas, entre outras, ficariam em um plano secundário‖ (DAGNINO, 2008, pp. 39-40). Nesse sentido, concordamos com Dias (2009, p. 16) quando afirma que ―a política pública não deve ser entendida apenas como aquilo que o Estado faz (sua dimensão mais facilmente percebida), mas também aquilo que ele deixa de fazer‖, corroborando com a ―não ação‖ em políticas públicas, da qual trata Melazzo (2010, p. 15). As desigualdades 4242 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO regionais identificadas em políticas e dispêndios para C&T no Brasil são uma expressão das diferenciações no território expressas por espaços luminosos e opacos, da rapidez e da lentidão (SANTOS; SILVEIRA, 2011, pp. 259-277). Diferentemente do que ocorreu durante governos de orientação neoliberal, o que se verifica hoje é uma tentativa de projeto nacional, de inclinação desenvolvimentista, dotada de elementos que dão qualidades específicas aos nexos entre Estado e mercado. Ainda que haja esforços mais significativos para a promoção da indústria brasileira em setores relacionados a C&T, e especialmente para informática, o Estado não é impermeável às demandas das grandes empresas, cooperando com elas e muitas vezes buscando fatores como credibilidade internacional e estabilidade interna e externa ao governo (ainda que de maneira bastante diversa em relação aos governos anteriores). Por fim, destacamos a relevância do estudo das políticas para C&T no período da globalização, no qual as tecnologias da informação, uma das bases fundamentais desse contexto, possuem papel preponderante no sentido de conformar o atual paradigma produtivo. 5 – Referências ANTAS JR., Ricardo Mendes. Território e regulação: espaço geográfico, fonte material e não-formal do direito. São Paulo: Associação Editorial Humanitas: Fapesp, 2005. BITOUN, Jan. Regionalizações, tipologias e desenvolvimento territorial: um debate sobre o papel da Geografia. ENCONTRO DE GEÓGRAFOS LATINOAMERICANOS, 14., 2013. Anais... Caracas: 2013. BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (2012-2015): Balanço das Atividades – Estruturantes 2011. 2012. Disponível em: <http://www.mct.gov.br/upd_blob/0218/218981.pdf>. CAMPOS, Roberto. Considerações sobre a política nacional de informática. In: BENAKOUCHE, Rabah (org.). A questão da informática no Brasil. São Paulo: Brasiliense; Brasília: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico, 1985. 4243 e A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO CANO, Wilson. Concentração e desconcentração econômica regional no Brasil: 1970/95. Economia e Sociedade, Campinas, (8): 101-41, jun. 1997. DAGNINO, Renato Peixoto. Neutralidade da ciência e determinismo tecnológico: um debate sobre a tecnociência. Campinas: Editora da Unicamp, 2008. DIAS, Rafael de Brito. A trajetória da política científica e tecnológica brasileira: um olhar a partir da análise de política. 2009. Tese (Doutorado em Política Científica e Tecnológica) – Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2009. FERREIRA, Laércio de Matos. A inovação tecnológica e as dinâmicas locais: estudo comparativo de APLs de software no Nordeste do Brasil. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 2008. LIMA, Paulo Gomes. Política científica e tecnológica: países desenvolvidos, América Latina e Brasil. Dourados: Editora da UFGD, 2009. MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). Prioridade estratégica I: Expansão e consolidação do Sistema Nacional de C,T&I. Principais resultados. Brasília. 2014. 45 slides. Apresentação em Power-Point. MCTI. Indicadores. 2015. Disponível em: <http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/740.html>. MELAZZO, Everaldo Santos. Problematizando o conceito de políticas públicas: desafios à análise e à prática do planejamento e da gestão. Tópos, Presidente Prudente, v. 4, n. 2, p. 9-32, 2010. PIRAGIBE, Clélia. Indústria da informática: desenvolvimento brasileiro e mundial. Rio de Janeiro: Campus, 1985. PONTES, Henrique Vieira. Software livre e software proprietário: elementos do debate entre liberais e comunitaristas na ADI nº. 3.059/RS. Universitas/JUS, v. 23, n. 1, p. 67-78, jan./jun. 2012. RUFFATO, Bianca Rosa. O papel do governo brasileiro no fomento das inovações no setor das TICs: um enfoque na indústria de software. Monografia (Graduação em Economia) – Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. SANTOS, Milton. Por uma geografia nova (1978). São Paulo: Edusp, 2002. 4244 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal (2000). 14. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção (1996). 4. ed. 5. reimpr. São Paulo: EDUSP, 2009. SANTOS, Milton; RIBEIRO, Ana Clara Torres. O conceito de Região Concentrada. UFRJ, IPPUR, Departamento de Geografia, 1979 (mimeo). SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI (2001). 15. ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. STEFANUTO, Giancarlo Nuti. O programa Softex e a indústria de software no Brasil. Tese (Doutorado em Política Científica e Tecnológica) – Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2004. STEINBERGER, Marília. A inseparabilidade entre Estado, políticas públicas e território. In: STEINBERGER, Marília (org.). Território, Estado e políticas públicas espaciais. Brasília: Ler Editora, 2013. TAPIA, Jorge Ruben Biton. A trajetória da política de informática brasileira (1977-1991): atores, instituições e estratégias. Campinas: UNICAMP: Papirus, 1995. 4245