COLETIVA NO SALIO DE DESPACHOS = AS 17h30, APES 0 REGRESSO DE BRASfLIA, S 07/03/78 1 Gov. - Para jantar em sua residencia, ontem a noite,a.ceitei este convite e tive o prazer imenso de poder estar diante de Figueiredo novamente, basicamente fazendo uma analise da situacao polftica de Sao Paulo . P. - Esse convite surgiu de repente, governador? Gov. - Esse convite surgiu ha questao de alguns dias, mas realmente so foi confirmado ontem . P . - Que o senhor disse ao presidente? Gov . - Nos conversamos sobre as condicoes politicas de Sao Paulo em toda a sua extensao, fizemos uma ana'lise quase que em nivel municipal . Eu ja tinha entregue a Sua Excelencia o presidente da Republica, na sua ultima estada em Sao Paulo, aquela pesquisa que tinha mandado fazer nas bases, entre todos os prefeitos, entre todos os diret6rios municipais da ARENA. Essa pesquisa ja era do conhecimento do general Figueiredo . Entao, inclusive trocamos ideias sobre os dados dessa pesquisa . Nao ha, absolutamente - isso a lima declaraCao categorica do general Figueiredo nao ha no momento decisao alguma tomada . P . - E o que existe atualmente? ester Gov . - Existe um processo que eu acho que/ se aproximando da sua fase final, da decisao para a escolha do meu sucessor . Teas gostaria que ficasse bastante claro perante a imprensa, que o general Figueiredo foi claro e incisivo perante mim, ontem a noite, em sua resides"ncia, que ate este instante nao ha decisgo alguma feita em relaCao a Sao Paulo . P . - Quando sera anunciado? Gov . - Isso depende, evidentemente, do general Figueiredo que sera o futuro presidente da Republica e a quem cabe vir a escolher, como declarei em janeiro, o nome do meu sucessor . P . - Nao teria ficado um tanto deselegante tratar desse assunto na ause"ncia do presidente Geisel? Gov . - Nao, porque em primeiro lugar meu relacionamento corn o general Figueiredo a desde o governo (Castelo Branco?), nos conhecemos ha muitos anos, temos um relacionamento pessoal muitp born, da mesma,forma que ele tern com o general Geisel e da mesma forma que eu tenho corn o general Geisel. Portanto nao ha a menor base of para se interpretar um convite extremamente gentil para um jantar em sua reside"ncia particular como uma deselegancia com quern quer que seja . P . - Em que fase ester o processo da sucessao em Sao Paulo que nos estamos aguardando? Gov . - No meu entender no's marchamos para a fase final, para o processo final de lei . P . - A fase final e quando, exatamente, governador? Gov . - Eu nao saberia diner, porque, como tambem ja deixei claro, esta decisao agora cabe a Brasilia tomar . P . - Seria depois da convencao nacional da ARENA? Gov . - Eu nao saberia dizer . Cabe a Brasilia agora . Realmente, ester feito, no meu entender, na fase estadual o que tinha que ser feitq' agora a decisao a uma decisao que cabe a Brasilia. P. - Isto e, o senhor poe nas maos do futuro presidente do pre- sidente Geisel a decisao? Gov. - Eu ponho nas maos do general Figueiredo a decisao, como futuro presidente da Republica, como alias declarei por escrito naquele meu manifesto de janeiro deste ano . P . - A solugao sera revolucionaria, governador? Gov. - A solugao sera u& solugao dentro do sistema revolucionario . P. - Como a que o general Figueiredo encara a formagao de dois grupos em Sao Paulo? Gov . - Olha, esse assunto especificamente nao f of debatido, mas o que ele acha trando a a que esta vitalidade polftica que Sao Paulo ester demons- extremamente benefica para o processo de desenvolvimento poli- tico brasileiro e principalmente para no's aqui em Sao Paulo . Portanto, sob esse aspecto, nos comentamos longamente o que significava a formagao de grupos que estao unidos atraves da mesma legenda que e a legenda da ARENA . P . - Essa vitalidade polftica requer pessoas que se jam candidatas ou pessoas que sejam convoca'veis? Gov . - Requer vitalidade . P. - Mas a vitalidade exige a candidatura ou a convocacao? Gov . - Requer vitalidade apenas . P.-- 0 senhor teria o direito de reivindicar alguma participajao nessa composicao politica de sucessao? Gov . - 0 que eu tenha a fazer esta feito . JA esta entregue . A decisao agora a uma decisao, repito, que cabe a Brasilia . P . - E a lista, governador, quando foi entregue? Gov. - Foi entregue quando eu entreguei o resultado da pesquisa da base,feita atrave's de todos os prefeitos e dos diretorios municipais e distritais, P. - 0 senhor nao tenha dito que iria entregar nove ou 10 noises? Gov . - Rao . 0 que nao ficou bastante claro, e eu agora aproveito para esclarecer, e,oue seguindo o crite'rio de computar todo o voto dado a qualquer pessoa que tenha recebido um voto, nessa pesquisa no's tivemos 4 inicialmexite 27 pessoas que foram votadas . E va'rias delas receberam, de homenagem, um voto . Como havia necessidade de se estabelecer um crite'rio 01 entre esses 27 nomes, foi adotado um criterio de terem aqueles nomes que possuissem 10 por cento da votacao permitida . Quer dizer, uma votacao feita pelos prefeitos e diret6rios municipais e distritais . Entao isto deu varios nomes que sao os nomes mais votados . P. - 0 senhor pode citar esses nomes? Gov. - Esta pesquisa ester entregue em Brasilia, cabe agora a Brasilia divulgar ou me autorizar a divulgar . P. - Quer dizer, isso concltd. que o senhor nao vai levar mais nada? Gov . - Nao ha mais nada que em nivel estadual eu possa fazer a nao ser continuar - e isto aqui, sob esse aspecto ficou bastante claro continuar coordenando o processo dentro da dina"mica da politica normal, como eu vinha fazendo ate agora . P. - 0 senhor vai se encontrr com o presidente Geisel quando ele voltar da Alemanha, governador? Gov . - Ngo tem nada marcado . P. - Esses nomes o senhor entregou hoje? Gov . - Na - o . Esse e o resultado dessa pesquisa, e diga-se de pa . 3agem, sao aproximadamente 10 volumes, foram entregues, oficialmente por mim ao presidente Ernesto Geisel na sua ultima visita a Sao Paulo . P. - Quem decidira o general Figueiredo ou o presidente Geisel? Gov . - No meu entender quem deve decidir e o general Figueire- do, como futuro presidente da Republica . P. - Por que o senhor fez tanto segredo dessa sua viagem a Brasilia? Gov . - Eu nao fiz segredo . . . Reporter - Nem os seus assessores sabiam . . . 5 Gov . - Eu nao iz segredo . 0 que houve foi ser convidado para jantar na casa de uma pessoa, o convite foi feito antes mas so foi confirmado ontem e eu nao podia divulgar uma coisa que nao tinha ainda certeza que is ocorrer . P. - Mas se nem os seus assessores sabiam? Gov . - Nao sabiam porque eu mesmo nao tinha a confirmacao que vim a ter depois do meu despacho c -om o embaixador da Polonia . Reporter - Mas as seis e meia de ontem, senhor governador, o embaixador ja havia saido e ninguem sabia . Gov . - It evidente que para mim jantar com o general Figueiredo nao havia razao de se gredo de Estado e nem razao de se ocultar . Tanto nao e ocultavel que imediatamente, hoje, quando perguntaram se realmente eu havia estado em Brasilia eu afirmei que tinha estado la de corpo presente . P. - 0 senhor esteve com o general Golberi hoje? Gov . - Ngo . Eu nao estive com o general Golberi, que se acha uml pouco adoentado . P . - A1em do general Figueiredo o senhor se encontrou com mais alguem? Gov . - Eu nao me encontrei com mais ninguem, porque inclusive tive um pequeno problema de uma infla macao meio seria no meu pe e na realidade estive trs .tando desse processo inflamat6rio . P. - 0 senhor foi com quem para Brasilia? Gov. - Sozinho, com meu ajudante de ordens . P . - 0 senhor pretende se encontrar com o senhor Laudo Natel nestes proximos dias? Gov. - Nao tem nada marcado . P . - Governador, a sucessao entregue as maos do general Figueiieio constitui uma regra geral ou so vale para Sao Paulo? Gov. - Eu nao sei e entendo e publiquei, que pelo que eu c_om- e preendo, essa escolha cabe ao futuro presidente porque ele que vai governar com o futuro governador . Esse e' o meu entendimento .' P. - Sim, mas e' uma regra que vale para os outros Estados? Gov . Nao saberia dizer, porque eu estou dando apenas o entendimento pessoal meu . Eu nao sei se tem regra ou nao tem regra . Estou dizendo o que entendo e foi o que escrevi e o que assinei no infcio de janeiro deste ano . P . - 0 que o senhor sentiu do encontro com o general Figueiredo? Isso seria uma norma para os outros Estados ou nao? Gov . -Eu nao senti nada . Continuo dizendo que e' entendimento exclusivamente meu . P . - Governador, o senhor disse que em nfvel estadual o seu papel ja foi conclufdo . Isso implica que um possfvel entendimento com o grupo do ex-governador Laudo Natel nao ester descartado? Gov . - Nao, absolutamente . No's partcipamos do mesmo partido, temos uma mesma legenda a defender e existe um entendimento meu com os exgovernadores no qual ester situad,o o senhor Laudo Natel e eu nao descarto entendimento dentro do partido nunca, como tambe'm nao descarto entendimento ate' com oarrtido da oposicao, como alias tenho feito com fregtiEncia, P. - Governador, o general Figueiredo . . .(pergunta ininteligfvel) Gov . - Nao creio . Ele me demonstrou um desejo bastante grande de vir a Sao Paulo, inclusive de fazer uma viagem pelo Interior, mas ate' com uma certa insistgncia, eu ofereci inclusive para ficar a disposiCao dele aqui o Palacio do Horto, que poderia ser uma base dele em Sao Paulo . 0 Palacio ester em fase final de reforma, porque, como todos sabem, havia a necessidade de uma reforma um pouco mais profunda, dado o aparecimento de cupim, mas ja ester praticamente pronta . Entao ele demonstrou realmente um desejo de vir a Sao Paulo e estar conosco por um periodo mais .longo . Entrentanto, eu acho impossfvel que isto venha a ocorrer antes da con%r ven4ao nacional da ARENA . 0 meu convite foi feito no sentido de ele vir a Sao Paulo, foi oferecido a eleoficialmente por mim o Palacio do Horto Florestal para que ele use como seu escritorio, sua casa, use inclusive como residencia . P. - 0 senhor falou que ou imp oss ive 1 a Gov. - Nao . Parece-me que possfve7/que ele venha? a impossfvel que ele venha antes da convencao nacional . Ele demonstrou um profundo interesse de vir a Sao Paulo . Inclusive de ficar aqui, viajar pelo Interior e permanecer por um periodo de tempo mais prolongado . P . - Governador, dizem - esta vindo informacao de Brasflia segunda a qual teria havido dois temas na sua conversa la com o general Figueiredo . Uma desses temas seria sobre um esfriamento do processo electoral ate e o segundo seria assim uma posicao mais pessoal do governador . . . Gov. - Olha, eu posso ser bastante claro e enfatico . Durante o tempo que no's estivenos, das 9 ate' 'u-ma e meia da manha, reunidos, nao h -ouve em moemnto algum nenhuma observacao que me leve a esta conclusao . P. - Qual foi o tema dessa conversa? Gov. - A conversa foi justam ente polftica por excele"ncza . P. - Com relacao ao Estado de Sao Paulo falou-se em reformas polfticas? Gov. - Nao . Nao citou em termos de reformas, citou em termos de visao polftica uma serie de problemas e aspectos, onde eu emiti minha opiniao conforme era chamado o opinar . P .• - 0 senhor foi chamado a opinar, por exemplo, sobre o papel de Sao Paulo no piano das reformas polfticas? Gov . - Nao . Isso nao foi colocado em termos estaduais e, como eu falei, reformas polfticas foi praticamente um terra nao •t ocado . P. - E oseu candidato preferido? Gov. - Eu continuo, como venho fazendo, coordenando o processo ate' a decisao final . Isso foi absolutamente claro e preciso . If o qVB eu venho fazendo desde outubro ate .agora . P . - Alguma mudanga . . . Gov. - Nada. Vou continuar exatamente dentro da mesma orientagao que adotei junto ao meu secretario em primeiro lugar, a partir de outubro . P . - Isso nao significaria a adesao de Laudo Natel no manifesto de coalizao? Gov . - Eu nao posso, nao tenho capacidade de adivinhar o que os outros podem fazer ou deixar de fazer . So posso responder por aquilo que cabe a mim decidir . A minha orientagao sera mantida exatamente a mesma desde rue a tracei em outubro e que ester hoje, inclusive, exaustivamente exposta~'ate em documentos escritos . P. - Governador, o que significa a decisao revoluciona'ria na sucessao? Gov. -Significa, como eu deixo claro no meu documento de janeiro, que vai caber ao futuro presidente agora, que esta' com uma serie de elementos para poder avaliar, a escolha daquele que sera' o meu sucessor em Sao Paulo . P . - Governador, o que o general Joao Batista Figueiredo achou a respeito dessa coalizao dos quatro candidatos e do acordo Laudo NatelAdhemar de Barros Filho? Gov . - Uma vitalidade politica, uma demonstracao exatamente de uma atividade politica que ele acha que nesse processo de desenvolvimeito 9 em que estamos, altamente salutar . P. - Governador, quem vai anunciar o seu sucessor, o senhor mesmo ou o general Figueiredo? Gov . - Nao saberia dizer . P . - Isso nao foi tratado? Gov . -Na - o, P. - 0 senador Magalhaes Pinto anunciou o nQme do vice-presidente da chapa dele, Severo Gomes . 0 senhor tem alguma cOisa a dizer? Gov. - Nada . P. - Que o senhor acha disso? Gov. - Nao tenho nenhum comentario a fazer . P. - 0 futuro presidente demonstrou algum interesse pela volta do ex-governador Laudo Natel ao Palacio dos Bandeirantes? Gov . - Nao foi mencionado um nome especffico sequer nessas quatro , horas e meia de conversa que no's tivemos . P. - Governador, nessa conversa houve alTuma ref ere"ncia as vio- le"ncias policiais em Sao Paulo? Gov . - Houve . Eu expus as medidas que ja secretario da Seguranca Publica, o relat6rio que eu foram adotadas pelo ja tinha enviado ao ministro da Justica, alias, que o secretario enviou por determinacao minha ao ministro da Justica antes do embarque do presidente Geisel, a pedido do presidente Geisel P. - (ininteligfvel) Gov. - Claro que ha, como tambe'm com relacao a mesma preocu- pagao ao governo estadual . Quer dizer, os dois fatos que ocorreram, ja tive oportunidade, domingo uI -timo, de emitir aos credenciados da imprensa no Palacio a minha opiniao, exaustivamente, sobre esses dois episodios, sob todos os aspectos, lamentaveis . - 10 - (ininteligivel) Gov. - Isso a um assunto que cabe ao pr6prio secretario da Segu.- ranca, que continua merecendo a minha integral confianca . P . - Governador, parece que o ministro Shigeaki Ueki confirmou aquelas noticias de que haveria petroleo na bacia de Santos . 0 senhor sabe disso? Gov. - Eu nao estou sabendo . Eu gostaria de ver essa confirmacao por escrito . Eu you querer ver o frasquinho . Porque depois daquele nosso papo e depois da tal mancha que eu topei com ela e disseram que nao era, que era lama, eu you querer ver esta . Nesse caso no's vamos beber pelo menos uma garrafa dell Champanhh", nem que seja guarana . Se isso ocorrer, se voce me confirmar isso, o que eu prometo eu cumpro . - Foi confirmado hoje . Gov. - Se isso for verdade, para mim a um fato quase que emo- cional . P . - Por isso o senhor esta' alegre hoje? Govse eu estou tendo a noticia agora . . . Voce queria que eu estivesse alegre por antecipacao? P. - Se houver mesmo petroleo isso nao podera' criar um problema para Sao Paulo? Gov. - Quero todo o problema que o petroleo possa causar . Traz todos os problemas que eu fico com eles, desde que tenha petroleo . Evidente, serao tomadas medidas, como alias ja se esta tomando, tem-se to-mado e estamos agora ja' selecionando uma comissao de defesa do Litoral e estamos na fase de selecionar os equipamentos para as emergencias . P . - 0 senhor poderia analisa r a recente mensagem do presidente Geisel ao Congresso? Gov. - Nao foi objeto de nossa conversa . TMTas agora eu the pergunto . Estavamos falando de equipamento de petroleo e de repente eu pulei para outro lado . Nao sei se respondi tudo que voce" perguntou . P. - (ininteligfvel) . Gov. - Espere af, vamos com calma . Eu estive no Instituto Oceanogra'fico, estive quatro horas na reuniao do Instituto Oceanografico, a imprensa inteira assistiu as quatro horas da reuniao, no's examinamos problemas da Baixada Santista sexta-feira, eu expliquei, e se votes quiserem, se houver necessidade eu volto a explicar todas as medidas . Agora, se votes estao satisfeitos eu nao falo mais nada . Mas o problema, equfvoco, nao a uma medida que vai resolver . 0 problema nao a da Baixa- da sozinha, no's estamos com um problema muito grave em Cubatao, porque a Camara Municipal nao votou uma lei autorizando a SABESP a assumir o esgoto de Cubatao . Embora area de seguranga, a Camara Municipal a que aprova ou nao o pedido do prefeito pares transfere"ncia do servigo da SABESP : P . - (ininteligivel . . . "sucessao paulista") Gov. - Eu falei politica em geral . E dentro do quadro da politica geral sucessao paulista . P. - Qual foi a visao que o senhor levou ao general Figueiredo? Gov. - A visao confirmada pela pesquisa realizada junto as ba- ses e que ja ester em maos do general Figueiredo e seus assessores em Brasilia . P . - Dentro disco, qualquer dos nomes que o senhor levou, qualquer um que seja escolhido o senhor vai se considerar satisfeito, acha que cumpriu o seu papel? Gov. - Acho que cumpri meu papel . Acho que meu papel esta' cumprido e esta' encerravdo . P. - 0 senhor acredita que os outros oito nomes serao aproveitados em outros postos? 01 Gov. - Nao cabe a mim, que estou saindo do governo, falar em aproveitamento de outros nomes . P. - Mas o general Figueiredo falou alguma coisa nesse sentido? Gov . - Nao foi tocado, a unica coisa que o general falou a que ele estava realmente satisfeito de ver a quantidade de homens validos que existiam no Estado de Sao Paulo . Ele fez uma referencia especffica exatamente a essa caracterfstica, digamos, da pesquisa . P . - Prevalece o criterio da densidade eleitoral ainda? Porque se falava ha meses atras que o candidato deve ter prestfgio eleitoral, Gov. - Eu nao sei . 0 que sei agora fazer esta feito . Agora qual e e o seguinte : o que tinha a o criterio final da escolha, nao e o pro- blema que mais se quer para discutir, porque, como anunciei em janeiro, botando os pingos nos ii e nos jj, o assunto agora esta entregue para decisao em Brasilia . Agora, qual sera else criterio eu nao sei . Voces podem especular a vontade, acho que e ate' um direito de votes, mas nao e meu direito especular alem daquil .o que eu ouvi . 0 que eu ouvi e o que estou dizendo a votes sem tirar nem por . Eu nao vi nenhum nome que merecesse uma observacao negativa . E nao ouvi nenhum nome que tivesse uma en_fase especial . P. - Governador, quer dizer gue . a gente pode especular, por exemplo, que o senhor nao vai fazer o seu sucessor? Gov . - It vma especulacao valida . Como e qie eu you opinar sobre especulacao? It uma especulaCao sua, dentro da sua responsabilidade profissional, mas falha . Agora, nao code ser minha, con a responsabilidade que eu tenho, de especular . Voce;"s que me conhecem aqui .ja ha mais de tree"s anos, sabem que nunca fiz isso . E nao e' agora, num assunto desta seriedade que eu you mudar meu jeito de ser . P. - Governador, o general Figueiredo pediu a sua opiniao sobre alguns desses nomes ou alguma analise em torno desses nomes? Gov . - Na - o . Especificamente sobre indivfduos, nao . P . - E o que ele achou sobre a pesquisa? Gov . - Ele achou que tinha sido uma pesquisa feita mediante um trabalho exaustivo, no qual ele elogiou bastante o meu assessor Roque Monteiro, a unica pessoa que realmente topou isto, e esses 10 volumes que, uma vez liberados voce"s vao ter conhecimento deles, voce"s todos vao e merecido depois chegar a conclusao se o elogio/ou nao . Principalmente pela isencao que esta pesquisa mostra em relacao a minha postura . P.- TIas o senhor gostaria de anunciar o nome do seu sucessor? Gov . - Eu nao acho isso um fato relevante, isso nao a uma de- cisao que cabe a mim . 19 uma decisao que cabe exclusivamente ao general Figueiredo . P. - ( Ininteligfvel . . .a eleicaes) Gov . - videntemente - eu mentiria se dissesse que nao se discutiu as eleicoes de 15 de novembro, elas foram discutidas, inclusive eu dizia no infcio de minha exposicao que a analise que se fez quase que em nfvel de municfpio estava presa exatamente ao problema das eleicoes de 15 de novembro, nao foi feita uma correlacao assim direta do futuro governador estar ligado ao problsma das eleicoes, mas a evidente que um dos fatores importantes na conducao da campanha de 78 e' o futuro governador que havera de me suceder . P. - (Ininteligfvel) Gov . - Se a eleicao fosse hoje eu acho que o MDB ganharia . P. - Por que? Gov. - Por que eu nao sei . Eu you fazer o .maximo de minha for9a para que isso nao acontega a 15 de novembro . Em setembro o governador Carvalho Pinto ganharia as eleigoes . Em 15 de outubro a posigao tinha se invertido a favor do senador Orestes Quercia que acabou sendo eleito . Portanto, qualquer analise de 78, agora, no meu entender - isto eu gostaria que fosse anotado com clareza, tao clara como os gravadores estao anotando aqui - que e absolutamente exercicio de futuristica, por- que a esta altura dos acontecimentos voce me fez uma pergunta : Quercia ganharia hoje? Disse, hoje Quercia ganharia . Amanha-? Nao, amanha acho que ele poderia nao ganhar . Mac tudo isto e um mero palpite sem qual- quer fundamento na realidade . Politica eleitoral que no meu entender vai comegar a ocorrer apenas a partir de fins de agosto para setembro . P. - 0 senhor acha que deve haver alguma mudanga na Lei Falcao? Gov. - Nao saberia The dizer . Pegaram bem o meu pensamento quanto as eleigoes de 15 de novembro? Em setembro, feita a pergunta eu you responder como respondi a voce"s nas outran eleigoes de 76, Dando inclusive previsoes, dando aces .so, como eu dei acesso aqui as minhas pesquisas, em outras palavras, .trabalhando com as cartas na mesa . Porque todos os rep6rteres credenciados aqui no Palacio tiveram acesso as informagoee que eu tinha antes das eleigoes de 76 . E a mesma coisa pretendo fazer nessas eleigoes de 78 . P. - ( pergunta formulada distante, ininteligivel) Gov. - Nao, nao a ponto critico . P . - Deixe reformular a pergunta . 0 caso e o seguinte : o general Figueiredo mani stou preocupagao de que a escolha do futuro governador possa provocar uma situagao politica em Sao Paulo que possa levar a vmn derrota da ARENA? Gov . - Nao, ele sabe que essa hipotese nao existe, porque se voce" tem doll grupos politicos em dando apoio, a Sao Paulo hoje e os dole estao The evidente que os dois grupos estao sob a lideranga dele . Entao, sob esse aspecto nao cabe elocubragao . E todos os dois grupos sao ARENA . Agora, usando a palavra "de uma extrema vitalidade politica", o que ester ocorrendo aqui em Sao Paulo e o que ester ocorrendo no LDB ria Camara Federal e agora no Senado . Daqui a pouquinho no's deveremos ter resultado da disputa do Brossard com Montoro . Quer dizer, o MDB na Ca`mara e no Senado esta exatamente dividido ao meio, Bom, isto a ume de- monstragao da vitalidade politica do IFT''DB, que tem dole grupos claramente definidos . Mas, no fundo, os dole grupos sao MOB, estao disputando ardorosamente, disputaram a lideranga da Ca .ma.ra e agora estao disputando ardorosamente a lideranga do Senado . Polftica e (fim do lado A da fita, perdendo-se pequeno trecho da declaragao) . . . . disputa. Da a impressao de que o MDB esta na iminencia de ficar dividido em dole grupos irredos aute"nticos eonciliaveisle dos moderados . Da mesma forma, em Sao Paulo, a disputa que existe a 11ma dis- puta de vitalidade politica e nao uma, disputa de decisao ou de divisao . Repito exaustivamente : no's estamos unidos atraves da mesma legenda e atraves da lideranga do general Geisel e do general Figueiredo . Se isso nao tiver ficado claro, entao . . . . - (Ininteligfvel) Gov . - Nao esfscificamente . P . - (Ininteligfvel. ., consulta das bases para escolha do governador . . .) Gov. - Como, se acabei de consults-las s eu tenho marls de nao se quantos telegramas ., . Reporter - . ., a convengao nao existe entao? Gov . - It claro que a convencao existe . P . - Qual seria o papel da convencao? Gov . - 0 papel da convencao e', depois que tiver sido feita uma selecao, homologar ou nao homologar, porque al' ela pode fazer o que quiser. Eu nao sei qual vira a ser o crite'rio adotado . P . - 0 senhor acha, pela impressao pessoal, que o futuro governador saia desses nomes que foram na pesquLsa ou ha a hip6tese de surgir um-,estranho? 7ov . - Eu creio que seria muito pouco provavel que o futuro governador nao saisse desses nove nomes . Taas eu nao tenho nenhum elemento que me garanta que esta hipotese nao possa ocorrer porque a um processo decisorio, nao ester em minhas moos, ester em outras moos em Brasilia . Mas acho extremamente pouco provavel que isso ocorra, para nao dizer, dou um grau de probabilidade de um por cento . Mas eu nao poderia - para ser absolutamente sincero, dizer que nao existe um por cento em cem de probabilidade para que isso ocorra . 19 extremamente pouco prova'vel . P. - Quando o senhor pretende dar o resultado da pesquisa para nos? Gov . - Assim que, hoje o dono da pesquisa, que e' Brasilia, liberar . Isso nao depende de mim . No's temos apenas um problema, porque o volume a ser reproduzido nao e' brincadeira . Ate' quero numa sugestao do Comite" de Imprensa do Palacio ; eu you poder reproduzir nao sei quantas copias . A minha ide'ia seria pegar um exemplar, ou seja, 10 volumes e entregar a direcao de cada jornal ou televisao ou radio . Voce preci- sariam me ajudar nisso . E a direcao do jornal e' que vai entao decidir quem a que vai examinar, porque eu nao tenho meios, dentro da`situacao dos jornais, de entregar na moo de um reporter e de outro reporter e de outro reporter, porque nao me cabe fazer um trabalho desses . Entao, a minha ideia seria l uma vez liberado por Brasilia, e assim que termine a reprodugao disso - nos poderemos tirar um numero extremamente reduzido, a pela volume de reprodugao - eu entre gar sao e essa diregao a direcao dos jornais ou televi- que entao determinaria quem, no seu corpo de reda- tores iria examinar, comentar, ficaria a disposigao dos jornais, Pelo que gostaria que o Comite" de Imprensa do Palacio me desse uma palvra dizendo : estou de acordo . Eu nao estou vendo o Bahia_ por al"' . Reporter - 0 Bataia', ester na Alemanha, o Ferreira e que esta no lugar dele . a. Gov. - Estao voce me da uma pa~vra do Comite sobre se esta sugestaooesta aceita ou nao . E me diga tambem quantos volumes eu you ter F que entregar para a imprensa brasileira . P. - 0 senhor poderia dizer para a gente, afinal, quem e' que foi mais votado nessa pesquisa? Gov. - Na - o, P . - E o livro sobre Caucaia, serao os mesm,1 03criterios . . . Gov . -'Na - o . Essa a uma decisao dentro da minha area . 0 volume de reprodugao sera bem mais alto . Ngo havera problema, inclusive disi tribuirei um volume para cada um de votes . P . - Governador, algumas areas do Governo estoo reclamando que houve um bloqueio de 83 por cento no orgamento, pelo menos neste primeiM ro semestre, inclusive tem setores que o mees que vem parece nao vao ter dinheiro nem para pagar a luz do predio . Isso Gov . - Isso absolutamente nao a e verdade? verdade . 0 unico bloqueio que esta' sendo feito e tem sido feito todos os anos a da quarta quota que e uma quota que no's sempre bloqueamos, para verificagao do eompo~,,tamento orgamentario nos primeiros tres meses . Ja' passau s a liberar parcialmente essa quarta gpota, ja tem um decreto publicado no Diario Oficial a esse respeito, a quarta quota, quer dizer,'a ultimo, quota do ano, e absolutamente nao existe essaa cifra que voce acabou de me-dar . Em hi- a potese nenhuma . Absolutamente nao verdade . Voce pode obter informa- cao ainda mais precisa com o secretario do Planejamento, mas de antemao posso dizer que o unico bloqueio que eu tenho feito desde o primeiro ano da minha administracao e o do (QR?) e o da quarta quota . E o que nos discutimos foi o bloqueio parcial da quarta quota, e, em varios casos, foi liberado . Nao procede de jeito nenhum . Voce pode obter detaches ate' que foram publicados no Diario Oficial, em datas que eu nao tenho de cabeca . Bom, eu estou com o Sindicato dos Jornalistas ai e ja estou atrasado . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . "Agora, nuinA, entrevista para a Televisao Tupi, ao senhor Bernardo : Bernardo - Governador, se as eleicoes fossem hoje, quem venceria? Gov. - Bom, pela minha bola de cristal poderia veneer tanto a ARENA c omo o TSB . Bernardo - Por que o senhor disse que poderia veneer o MDB? Gov. - Como o apronto ja mudou, poderia veneer tanto a ARENA como o MDB, porque isso e' meramente uma questao de bola de cristal . Bernardo - Eu the pergunto entao o que o senhor faria, o que o governador deve fazer para inverter essa situacao? Gov . - Qual situagao? Bernardo - A vitoria de um ou de outro . Gov . - Bom, cada partido e que vai ter que se viar/no fim ganhar as eleicoes de 15 de novembro . Mas nesta altura dos acontecimentos querer prever o que vai acontecer a 15 de novembro, e de qualidade muito boa que eu nao possuo . Bernardo - E hoje? so com bola de cristal - 19 - Vv . - Hoje pode veneer tanto um quarto o outro, eu nao sei, nao tenho bola de cristal . Bernardo - Isso significa que o senhor contradiz a informagao anterior que deu pares os colegas? Gov . - Eu nao contradigo, apenas qualifico . Nao a poss vel nesta altura se fazer qualquer informagao com o menor grau de veracidade . t meramente um jogo de palavras .