A INCLUSÃO DAS TIC’s NA PERSPECTIVA DE FORMAÇÃO CONTINUADA NA EEEP GUILHERME TELES GOUVEIA – EEEP DIGITAL – Autor: Antonio Jacinto Sousa Alves1 Professor Coordenador do LEI e-mail: [email protected] Co-autor: Osmundo Francisco Fernandes dos Santos2 Professor Laboratorista e-mail: [email protected] 1 INTRODUÇÃO O presente artigo apresenta o início do trabalho “A inclusão das TIC’S na perspectiva de formação continuada na E.E.E.P. Guilherme Teles Gouveia”, chamado de EEEP Digital, sendo uma pesquisa-ação de formação continuada e inicial, oriundo do curso integrado “Introdução à Educação Digital” do portal e-Proinfo na E.E.E.P. Guilherme Teles Gouveia na cidade de Granja, para democratização na área de estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s), em benefício aos profissionais da instituição escolar. Para concretização desse fato, buscaram-se parcerias externas com o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) de Granja para oferta do curso de formação, ocorrendo à certificação de cada profissional no final do curso. Na etapa inicial foi realizada pesquisa bibliográfica e pesquisa exploratória para planejamento das ações voltadas à capacitação ao pacote de escritório do BrOffice, o uso da Internet bem como a utilização do tablet educacional e as mídias usadas em sala de aula, sendo que no decorrer do curso será realizado um acompanhamento dos cursistas através de atividades de Educação à Distância (EAD) e exercícios práticos. Nesse sentido, pretende-se que cada educador adquira as competências e habilidades necessárias para a utilização das tecnologias e mídias digitais para a realização de uma aula mais dinâmica e interativa com os conteúdos propostos. E finalmente, desejamos a democratização das TIC’s na forma de seu uso consciente e crítico pelos profissionais de educação de nossa escola. ________________________________________________________________________ 1 Bacharel em Administração. Cursando Especialização em Gestão e Coordenação Escolar. Professor Coordenador do LEI e Professor de Informática Básica. 2 Licenciatura em Química. Cursando Especialização em Auditoria e Sistema de Saúde. Professor Laboratorista. 1 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 OS GRANDES MARCOS DA EDUCAÇÃO DIGITAL NO BRASIL O Portal da Educação do Ministério da Educação – MEC (BRASIL, 2013) e Toschi (2013) destaca o surgimento da TV ESCOLA como o primeiro canal totalmente voltado aos professores no sentido de promover formação continuada nos princípios da Educação à Distância, sendo que este marco ocorreu no ano de 1996 que tem o intuito de atualizar os professores da rede pública. No início deste movimento, percebe-se o grande enfoque na linguagem audiovisual da EAD e o grande incentivo ao uso dos vídeos e seus impactos didáticos. Os vídeos nacionais ou internacionais exibidos no canal, sempre eram apresentados como documentários e programas educativos em geral, inclusive oferecia debates e enquetes com profissionais renomados das mais diversas áreas de pesquisa de educação, incentivando as escolas a formarem um acervo de vídeos educativos. Para Toschi (2013) a TV ESCOLA começa a decodificar as Tecnologias da Comunicação numa ótica da dimensão sociocultural, aproximando os vários eixos de pesquisa educacional com o mundo da informação audiovisual, oferecendo aos professores da rede um curso sobre as TIC’s na modalidade de EAD chamado, também, de TV ESCOLA. Sem dúvida, este programa governamental, foi um grande passo para o início da formação continuada docente no âmbito nacional, trazendo à tona as vantagens e desvantagens da EAD e a aplicação destas tecnologias na realidade das escolas brasileiras. Outro marco na área da informática no meio educacional nacional foi o surgimento do Programa Nacional de Informática na Educação em 1997, sendo lançado pelo Governo Federal e nomeado de Proinfo. Logo depois, em 2007, este programa é renomeado Programa Nacional de Tecnologia Educacional, preservando o acrônimo Proinfo, sendo que esta nova roupagem do programa ganha forças com o Programa de Desenvolvimento de Educação – PDE, visto que define políticas voltadas às tecnologias educacionais, e consequentemente define metas e estratégias para integração das TIC’s no contexto nacional de educação (CASTRO, 2013). Hoje, nos dias atuais permanecem as políticas nacionais de incentivo à educação digital, e mais uma vez permanece o Proinfo, reafirmando a importância da instalação de ambientes educacionais, a formação continuada dos professores, e ainda a disponibilização de conteúdos e recursos educacionais. Dentro dessas vertentes, destacamos a formação 2 continuada através do Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado) que promove na atualidade o curso de Introdução à Educação Digital por meio de material didático, como apostilas impressas e CD-ROM e conteúdo digital, disposto na Internet através do site e-Proinfo (RAMOS; ARRIADA; FIORENTINI, 2009). Destarte através da 4ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação – 4ª CREDE a E.E.E.P. Guilherme Teles Gouveia foi convidada a participar do curso Introdução à Educação Digital e apresentar um projeto de pesquisa que busque interinamente a inclusão digital e social dos docentes, como dos outros funcionários da instituição escolar, reconhecendo a escola com um espaço da promoção do uso das TIC’S. 2.2 A DEMOCRATIZAÇÃO E A INCLUSÃO DIGITAL EM NOSSO ESPAÇO ESCOLAR Segundo Silva (2004) a democratização e a inclusão digital estão inter-relacionadas com as novas perspectivas da Sociedade do Conhecimento e da Sociedade da Informação, sendo que estes conceitos remetem a constante interação entre a Escola e o mundo globalizado, sendo esta realidade representada pela a velocidade das informações que cercam a sociedade mundial e as evoluções tecnológicas. Perante, essa realidade a Escola ganha função de socializador das evoluções tecnológicas, pois devemos compreender o papel das tecnologias como um meio facilitador do modo de viver e compreender a nossa sociedade contemporânea, inclusive interferindo no processo ensino-aprendizagem dentro da sala de aula. Nesse novo meio educacional o educador tem que deter competências e habilidades sobre as tecnologias e mídias digitais, incorporando essa tecnologia de forma consciente no processo educativo, reconhecendo principalmente o papel da comunicação e do computador, ao mesmo tempo entender a crescente aproximação das tecnologias com os educandos, como pode ser visto: Os alunos de hoje, ao terem acesso a múltiplas fontes de informação e comunicação existentes em casa e/ou na escola, possuem competências e conhecimentos distintos dos seus colegas da geração anterior, pelo que possuem uma cultura diferente, vivendo ao mesmo tempo segundo novos valores e padrões sociais. Por isso mesmo, a escola não pode viver desligada desta realidade, antes pelo contrário, deve reconhecer o lugar que as TIC ocupam no dia-a-dia de todos nós e as potencialidades educativas destas tecnologias [...] (SILVA, 2004, p.10). 3 Para consolidarmos nosso momento de formação, necessitou-se a busca de uma instituição de ensino profissional que tem reputação na área das mídias, além disso, permitisse a participação ativa dos professores responsáveis pelo Projeto E.E.E.P. Digital. No Portal do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (BRASIL, 2013) cita o CVT como: “[...] unidades de ensino e de profissionalização, voltados para a difusão do acesso ao conhecimento científico e tecnológico, conhecimentos práticos na área de serviços técnicos, além da transferência de conhecimentos tecnológicos na área de processo produtivo”. E por esse fato, buscamos aliar nossas ações com o CVT da cidade de Granja, visto que a parceria desta instituição de ensino garante e legaliza a certificação dos participantes do curso, promovendo a inovação de que todos os certificados terão seus conteúdos direcionados para a informática em junção com os aspectos didático-pedagógicos do processo ensino-aprendizagem, constituindo uma prática totalmente inovadora na expectativa nacional de formação profissionalizante dos CVT’s de nosso país. O CVT de Granja tem uma ligação direta com o Instituto de Centro de Ensino Tecnológico de Governo de Estado do Ceará (CEARÁ, 2013), oferecendo cursos de formação continuada na área da informática, ao consolidarmos nossas metas e conteúdos com o centro, estabelecemos a oferta de dois (2) cursos da área da informática chamados de BrOffice e Internet com duração de 40 horas de cada curso, e consequentemente a duração total de 80 horas, ressaltando que será emitido um único certificado com carga horária unificada. Nesse sentido, buscou-se compreender o espaço de uma escola profissional como berço da formação continuada e perpetuação do conhecimento sobre as TIC’s. Porém, definimos estratégias de atuação, refletindo sobre o tempo e o espaço de uma escola profissional. O tempo e o espaço de uma escola profissionalizante têm suas peculiaridades, uma vez que suas aulas são em tempo integral, ocorrendo nos turnos matutino e vespertino, tendo um fluxo de trabalho constante, e muitas vezes cansativo para o educador e o aluno. E, dentro desse obstáculo devemos propor métodos de ensino que se adaptem a realidade dos professores, não comprometendo seu fluxo de trabalho, e assim dentro dessa perspectiva foi decidido incorporar a modalidade da EAD no curso E.E.E.P. Digital. Porém, não podemos esquecer-nos de dar a devida importância aos momentos presenciais da formação, pelo fato que estes momentos representam o diálogo entre formadores e professores, estimulando o processo de reflexão sobre os saberes adquiridos no 4 decorrer de nossa trajetória. Podemos perceber isso, no Modelo de Gestão – Tecnologia Empresarial Socioeducacional (TESE), que diz: Formação Continuada - As novas tecnologias no contexto escolar e a educação à distância têm-se revelado formas eficazes de se adquirir o saber. Contudo, não substituem o professor quando envolvem o processo de reflexão e de formação propriamente dita. A sua grande força reside no exemplo e na capacidade de despertar nos estudantes o gosto pelo estudo e por ser um irradiador de referências. (TESE, s.d.) Nosso intuito com este pensamento sobre formação continuada é criar nos educadores uma perspectiva crítica e uma autorreflexão sobre o uso das tecnologias. Para Rodrigues (2009, p. 7-8) as tecnologias e mídias educacionais ajudam a deixar a figura de educador transmissor e detentor de conhecimento, favorecendo a mudança de papel para uma figura que intermedia, orienta e incentiva à busca dos conhecimentos disciplinares, além dos conhecimentos socioculturais de nossa sociedade. 2.3 A INTEGRAÇÃO DAS TIC’S COM AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM De acordo com Silva (2004) as TIC’s podem participar ativamente pelo processo ensino-aprendizado, colaborando com a sistematização mental das formas de assimilação do conhecimento. Ao mesmo tempo em que as intervenções com as tecnologias e mídias digitais tendem a aumentar a capacidade de aprendizagem, pois estes instrumentos favorecem um maior contato com diversas experiências cognitivas e representações do conhecimento através das imagens, sons e palavras aliadas à visão decodificada pelo mundo digital. Podemos perceber mais claramente isso, nesta citação: [...] O papel dos professores não é o de impor etapas, procedimentos ou estruturas rígidas, mas pelo contrário devem assumir o papel de arquitetos dos ambientes educativos que facilitem o processo pelo qual os estudantes sejam capazes de construir o seu próprio conhecimento. Esta nova abordagem, de certa forma radical, permitiu o aparecimento de um novo grupo de educadores e tecnólogos que se tornaram conhecidos como construtivistas (SILVA, 2004, p.75). Machado e Farias (2012), já definem a importância de outra teoria de aprendizagem o construtivismo, sendo uma corrente teórica que defende a participação ativa do aluno no processo ensino-aprendizagem, além do poder deste aluno tem de interagir e modificar o meio em que ele vive, redefinindo o papel do professor com um mediador e facilitador do processo ensino-aprendizagem. Dentro desta perspectiva, constatamos o mais importante é a relação 5 entre o aluno e o conhecimento, e como esse conhecimento pode ser tratado como objeto, transformando o aluno em sujeito que interage com o objeto no sentido da produção e compreensão de um novo conhecimento. Tanto em Silva (2004), como em Machado e Farias (2012), notamos a importância de vários teóricos como Piaget e Vygotsky, pois estes discutem o papel do professor e do aluno, ao mesmo tempo em que buscam recursos e intervenções que auxiliem no desenvolvimento da aprendizagem, aumentando o nível de conhecimento do educando. Devemos afirmar, também, que como educadores é essencial tentarmos entender o processo ensinoaprendizagem em suas mais variadas formas de manifestações pedagógicas. 2.4 METODOLOGIA Foi realizada, primeiramente, uma pesquisa bibliográfica sobre estudos científicos sobre a utilização das TIC’s na educação escolar, além dos aspectos didáticos na formação inicial e continuada de professores. Visto que, este primeira etapa tinha a função de complementar o material do Curso Introdução a Educação Digital e do site e-Proinfo, chamando coloquialmente de curso e-Proinfo. Foi realizada uma sondagem com os possíveis participantes do curso através de pesquisa exploratória (SILVA; SCHAPPO, 2001, p.54) que visa a maior familiaridade com uma determinada situação-problema, em virtude da busca de conhecimento cientifico e teórico para um melhor diagnóstico da temática, além de entrevistar pessoas envolvidas com a perspectiva de pesquisa. E para isso, contamos com a aplicação de um questionário (Apêndice A) para averiguação dos conhecimentos prévios dos educadores em relação às TIC’s, e suas carências de aprendizagem e compreensão das mídias digitais e de seus instrumentos. O público-alvo enfocado foi todos os docentes e funcionários, de maneira geral da E.E.E.P. Guilherme Teles Gouveia formado por vinte participantes, sendo a maioria professores de origem das disciplinas de Ensino Médio, com a participação dos coordenadores das áreas de atuação dos cursos técnicos. Ramos, Arriada e Fiorentini (2009) e Silva (2004) destacam a importância de envolvimento de todos os integrantes da escola e a democratização das TIC’s, pois a participação de todos define o bom desempenho da escola em geral, por esse fato incluímos os componentes da secretaria, e os demais funcionários, como os serviços gerais. 6 Os dados levantados serviram de embasamento para o planejamento junto com a equipe formadora os planos de aulas referentes aos conteúdos programados e os recursos didáticos disponíveis. A pesquisa caracteriza-se como uma pesquisa-ação (TRIPP, 2004) por envolver os interesses de um grupo em uma forma de uma ação planejada em função da interação, descrição e avaliação da ação, propiciando experiências numa situação real de aprendizado com o problema enfrentado. A interação com os participantes através dos gêneros textuais da mídia proporcionará a constante avaliação das ações de formação, completando a metodologia do ensino a distância, ao passo que não comprometa o desempenho dos profissionais na questão tempo e espaço em seus outros a afazeres no cotidiano da escola. E com isso, parte do curso será por EAD, servindo com uma forma de complementação de acompanhamento da evolução dos cursistas, e como dito por Belloni (2009) à educação a distância favorece práticas de aprendizado que se adaptam as disponibilidades de tempo e espaço de cada indivíduo, originando uma aprendizagem aberta num processo autônomo de reflexão sobre o conhecimento, e consequentemente a emancipação do aluno. A avaliação de aprendizado terá uma visão libertadora, como descrita por Hoffman (2009), delineando-se numa ação coletiva dentro de uma concepção investigadora e reflexiva, despertando a consciência crítica e responsabilidade de todos sobre o aprendizado. Por esse fato, vamos propor a relação teoria e prática, acompanhando principalmente os professores em seus planos de aula e a introdução das TIC’s no seu cotidiano, averiguando a sintonia entre os conhecimentos dispostos no curso e a prática docente do grupo. Os resultados serão discutidos sempre em grupo, no sentido de socializar experiências e discutir sobre os avanços da conduta docente no processo ensino-aprendizagem e a utilização dessas tecnologias em nosso espaço escolar. Outro momento de avaliação será no encerramento do curso de formação através de instrumentais específicos para averiguar o desempenho dos nossos atos formativos, utilizando questionário específico e um momento de debate sobre os avanços de nossa caminhada. 3 RESULTADOS 3.1 ANÁLISES DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 7 Nesse momento, vamos verificar através do questionário (Apêndice A), alguns pontos norteadores da conduta de formação docente, analisando os resultados dos 21 profissionais pesquisados, incluindo os professores das diversas áreas do conhecimento; Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, e Matemática, além de membros do núcleo gestor e alguns funcionários em geral da EEEP Guilherme Teles Gouveia, responderam a avaliação diagnóstica aplicada antes da execução do Curso. O primeiro gráfico aponta a compreensão dos entrevistados sobre as TIC’s e o PC em seu cotidiano escolar (GRAF. 01). Podemos ver, a seguir: Gráfico 1: Avaliação Diagnóstica Inicial AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - EEEP DIGITAL 30 20 10 0 ENTENDE NÃO ENTENDE Sabe o que são TIC's no contexto educacional? Compreende o PC como ferramenta pedagógica? Fonte: Elaborado pelos autores. Em relação ao respeito ao conhecimento prévio dos pesquisados, no que diz respeito ao entendimento do termo “TIC” no contexto educacional, 18 (85,71%) responderam com propriedade a representação desse termo difundido no meio educacional, enquanto 03 (14,19%) não responderam ou falaram que não entendiam o que o acrônimo referido significava. As respostas foram simples, demonstrando uma compreensão prática e sensata sobre as TIC’s, como por exemplo, na fala do professor B, que diz: “Tecnologia da Informação e Comunicação que visa incluir a tecnologia como recurso didático”. Outra questão correlacionada, ao computador como ferramenta pedagógica, constatouse que 20 (95,24%) pessoas entendem essa ferramenta como instrumento pedagógico no uso diário da sala de aula, e apenas um participante respondeu que não entende a finalidade do uso do computador como ferramenta pedagógica. Para Ramos (2009) a difusão das tecnologias na prática docente não pode ser ignorada, visto que existiram políticas educacionais de incentivos a nível nacional, favorecendo a implantação de espaços específicos, como Laboratórios de Informática, e a compra de equipamentos eletrônicos em geral, como projetores, televisores e DVD’s. Contudo, existem vários estudos em âmbito nacional sobre as fragilidades didático-pedagógicas dessas 8 tecnologias e mídias, e consequentemente as deficiências dos docentes em função do uso desses instrumentos. A seguir, levando em consideração todas as ferramentas tecnológicas que são disponibilizadas pela EEEP Guilherme Teles Gouveia, ao passo que a análise quantitativa demonstra as ferramentas tecnológicas utilizadas por cada profissional em sala de aula (GRAF. 2). Gráfico 2: Ferramentas Tecnológicas usadas em Sala de Aula Ferramentas tecnológicas utilizado em sala de aula? 20 10 0 TV E DVD PROJETOR NOTEBOOK TABLETS NENHUMA OPÇÃO Fonte: Elaborado pelos autores Após analisar quais as ferramentas tecnológicas que os participantes utilizam comumente em sala de aula, pode-se observar que entre os mais diversos itens apresentados a TV e o DVD são utilizados por 19 pessoas (90,48%), o Notebook por 18 pessoas (85,71%), e o Projetor por 15 (71,43%). Estas ferramentas são as mais usadas em sala de aula, auxiliando no processo de ensino-aprendizagem dos educandos. Enquanto, o Tablet era somente usado por 02 pessoas (9,52%), assim o Curso EEEP DIGITAL pretende instigar ao uso consciente e correto do Tablet em sala, dessa forma também auxiliando no processo de ensino-aprendizagem, sendo que somente uma dessas pessoas (4,76%) respondeu que domina todos os aplicativos e compreende todas as funções deste instrumento. Esta problemática surge depois do Ministério da Educação através do Proinfo Integrado, por meio do Fundo Nacional de Educação oferecer aos professores um Tablet educacional (Portal de Compras do FNDE, Brasil, 2013) em âmbito nacional. Levando em consideração este acontecido, o Curso EEEP DIGITAL abordará este tema inovador, o diferencial aos demais projetos apresentados no Curso e-Proinfo Introdução à Educação Digital. O item “Nenhuma Opção” foi marcado por duas pessoas que participam do Curso (o fato se dá por se ter pessoas no curso que não estão em sala de aula). 9 O gráfico a seguir (GRAF. 3) retrata o envolvimento de cada participante com os programas que compõem o Pacote de Escritório do BrOffice.org. Pacote de Escritório este que será devidamente debatido e aplicado durante o desenvolvimento do CURSO EEEP DIGITAL. Gráfico 3: O Conhecimento sobre os pacotes de escritório do BrOffice.org Conhece os pacotes de escritório do BrOffice.org? 15 10 5 0 SIM NÃO EM PARTE Fonte: Elaborado pelos autores Quando perguntado se os participantes conhecem o Pacote de Escritório do BrOffice.org e como cada um avalia sua relação com os aplicativos deste pacote, obtêm-se os resultados, onde 12 (57,14%) participantes responderam que sim dominam os recursos, 04 (19,05%) dizem que não dominam e 05 (23,81%) afirmam que dominam parcialmente, mas sentem a necessidade de aperfeiçoamento, como podemos averiguarr no discurso a seguir, do Professor X, que diz: “Conheço, consigo dominar, mas preciso me aperfeiçoar”. Finalizando as análises quantitativas e qualitativas observa-se a questão do uso da pesquisa pela Internet na prática pedagógica de cada profissional e a metodologia de ensino correlacionada a esta prática. Observam-se no gráfico as análises sobre a usabilidade desta ferramenta (GRAF. 4). Gráfico 4: Utilização da Internet como Ferramenta Pedagógica 20 Utiliza a internet como ferramenta em sua prática pedagógica? 15 10 5 0 SIM NÃO Fonte: Elaborado pelos autores 10 Quando perguntado a cada participante a relação que tinham com o uso da internet em sua prática pedagógica se obteve as mais variadas respostas. No total de 19 participantes (90,48%) responderam que “SIM”, usam a ferramenta internet para complementação de conteúdo, têm essa noção que a internet pode ser aliada a sua prática pedagógica e apenas 02 participantes (9,52%) responderam que “NÃO”. Como podemos comprovar muitos educadores afirmam o uso da Rede Mundial de Computadores, além da gama de instrumentos e mídias digitais dispostas pela escola. Porém devemos lembrar que para Ramos, Arriada e Fiorentini (2009) e Silva (2004) não é a simples utilização dessas TIC’s que torna o professor com uma metodologia inovadora, mas também o uso dessas tecnologias aliada as metodologias de ensino apropriadas a estas ferramentas, pois existem formas de organização e metodologias correlacionadas às pesquisas na internet, construção de slides, e o uso dos diversos gêneros virtuais, entre outras. Desta forma, este momento de formação ganha características de um processo investigativo sobre a conduta dos docentes, verificando a existência consciente sobre o ponto de vista didático e pedagógico da prática docente em nosso habitat escolar. 3.2 RESULTADOS ESPERADOS Após aplicação do questionário foram definidas as competências e habilidades a serem alcançadas no decorrer do curso, de acordo com Ramos, Arriada e Fiorentini (2009): ● Conhecer os significados de Hardware e Software, estabelecendo os conceitos de aprendizagem na relação homem-máquina no ambiente educacional; ● Utilizar o DATASHOW ou projetor multimídia como ferramenta digital e pedagógica, dominando seu manuseio na perspectiva tecnológica e metodológica; ● Compreender os principais programas aplicativos do pacote de escritório, no intuito de aperfeiçoar as ações e metodologias destinadas à sala de aula, além de colaborar no aperfeiçoamento na criação de material didático, organização de dados, e documentos provenientes da prática docente; ● Manusear de forma correta o editor de texto, a planilha eletrônica e a apresentação de slides (aplicações, recursos, formatações, etc.); ● Respeitar as normas da Netiqueta para atingir o objetivo proposto; 11 ● Navegar na Rede Mundial de Computadores com segurança, compreendendo as formas de gêneros textuais da Internet, além de dominar as condutas de utilização do navegador MOZILLA FIREFOX. ● Aliar o uso dos TABLETS Educacionais no cotidiano dos educadores; ● Saber as diversas aplicações didáticas das TIC's, a fim de explorar as potencialidades das metodologias de ensino, como atividades lúdicas, dinâmicas, atividades de pesquisa e práticas experimentais. 4 CONCLUSÃO Deve-se, lembrar que o presente trabalho está em andamento, e com isso nossa principal meta é construir todas as competências e habilidades estipuladas em nosso plano de trabalho. O presente estudo pretende incentivar os profissionais da educação a refletir sobre sua prática docente e o uso das TIC’s de maneira e repensar sua conduta de forma crítica sobre a relação aluno, professor e conteúdo. Outro ponto, importante, é conseguir que os profissionais de nossa instituição escolar consigam melhorar os seus afazeres correlacionas as TIC’s, utilizando de forma correta as ferramentas do Pacote do BrOffice.org, e consequentemente diminuindo o tempo na preparação de slides, preenchimento de planilhas de notas, entre outras atividades cotidianas de cenário educacional. E, consequentemente, diminuindo práticas errôneas em relação ao uso da internet e das metodologias de ensino que devem envolver as mídias e tecnologias. E por fim, pretende-se democratizar as TIC’s como um alicerce para liberdade de expressão do conhecimento na sua mais plena forma de pensar e agir para o bem da educação e de nossa comunidade. 5 REFERENCIAL TEÓRICO BELLONI, M. L. Educação à distância. 5. Ed. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2009. BRASIL (país). Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação. Implementação e Modernização de Centros Vocacionais Tecnológicos. Disponível em: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/77600.html. Acessado em 13/10/2013. 12 _____________. Ministério da Educação. Educação. Para educação melhorar, todos devem participar. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12336:tvescola&c atid=299:tv-escola&Itemid=685&msg=1. Acessado em 13/10/2013. _____________. Decreto n◦ 6.300 de 12 de dezembro de 2007. Dispõe sobre o Programa Nacional de Tecnologia Educacional, o Proinfo. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6300.htm. Acessado em 13/10/2013. _____________. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Portal de Compras do FNDE. Disponível em: http://www.fnde.gov.br/portaldecompras/index.php/produtos/tableteducacional. Acessado em 13/10/2013. CASTRO, Márcia Correa. Leituras do Proinfo Integrado na Rede Pública de Ensino do Estado do Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.anped.org.br/app/webroot/34reuniao/images/trabalhos/GT16/GT161035%20int.pdf. Acessado em: 13/10/2013. CEARÁ (Estado). CENTEC- INSTITUTO CENTRO DE ENSINO TECNOLÓGICO. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ- SECRETARIA DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR. CVT de Granja oferta 92 vagas para cursos Iniciais e Continuados Acessados. Disponível em: http://www.centec.org.br/index.php/noticias/81ultimas/1592-cvt-de-granja-oferta-92-vagas-para-cursos-inicial-e-continuada. Acesso em: 13/10/2013. HOFFMANN, J. M. L. Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtivista. 32. Ed. Porto Alegre: Mediação, 1991. 128p. MACHADO, C.; FARIAS, M.A.A. Das teorias pré-tecnológicas às abordagens colaborativas. In: II Congresso Internacional TIC e Educação. 2012, Braga. Anais... Braga: Universidade de Minho, 2012, p. 409-418. Disponível em: http://ticeduca.ie.ul.pt/atas/pdf/273.pdf. Acesso em: 13/10/2013. MANUAL OPERACIONAL. Modelo de gestão – Tecnologia Empresarial Socioeducacional (TESE): uma nova escola para a juventude brasileira. (Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral). s.d. RAMOS, E. M. F.; ARRIADA, M. C.; FIORENTINI, L. M. R. Introdução a Educação Digital. 2 ed. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, 2009. RODRIGUES, Nara Caetano. TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO: um desafio na prática docente. In: Fórum Lingüístico, v.6, n.1 (1-22), janjun, 2009. Florianópolis. Disponível em: http://www.anped.org.br/app/webroot/34reuniao/images/trabalhos/GT16/GT161035%20int.pdf. Acessado em: 13/10/2013. p 7-8. SILVA, Álvaro António Teixeira da. Ensinar e Aprender com as Tecnologias - Um estudo sobre as atitudes, formação, condições de equipamento e utilização nas escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Cabeceiras de Basto. 2004. 262 f. Dissertação 13 (Mestrado em Formação Psicológica de Professores) –Universidade de Minho, Braga, 2007. [Orientador: Prof. Dr. Bento Duarte da Silva]. Disponível: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/3285/1/TESE%2520%2520Ensinar%2520e%2520Aprender%2520com%2520as%2520TIC.pdf. Acesso: 14/10/2013. SILVA, M.B.S.; SCHAPPO; V.L. Introdução à pesquisa em educação. Florianópolis: UDESC, 2001. p.54. TOSCHI, Mirza Seabra. Formação de Professores e TV ECOLA. Disponível em: http://www.anped.org.br/reunioes/23/textos/1626t.pdf. Acessado em: 13/10/2013. TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/%0D/ep/v31n3/a09v31n3.pdf. Acessado em 13 de outubro de 2013. www.legislacao.planalto.gov.br, capturado em 06/01/2011. 14 APÊNDICE A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA – CURSO EEEP DIGITAL. 1 – O que você compreende por TIC’s computador como ferramenta pedagógica? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 2 – Como você utiliza o tablet no seu dia-a-dia? Especifique suas finalidades de uso. ___________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ 3- Quais as ferramentas tecnológicas que você utiliza comumente em sala de aula? 1 - ( ) TV e DVD 2 - ( ) Projetor 4 - ( ) Tablet 3 - ( ) Notebook 5 - ( ) Nenhuma das opções. 4– Caso utilize estas ferramentas, como você avalia suas aulas com o uso destas tecnologias? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 5 – Você conhece o Pacote de Escritório do BrOffice.org? Caso conheça, como você avalia sua relação com os aplicativos deste pacote? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 6 – Você costuma usar a pesquisa de Internet em sua prática pedagógica? Qual a sua metodologia de ensino correlacionada a esta prática? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 15