Revista Apologético-polemista Cristã
Ano 1 Jan/Fev 2002 nº 03
MURILO PORTO
www.sadoutrina.cjb.net
Editorial
02
Às Igrejas Sem Pastores
03
As Línguas no Novo Testamento
04
Línguas
06
Cristianismo ou Animismo
09
Eu Serei Contigo
12
Segura Peão, que Jesus ai Vem!!
16
Pregação e Crescimento da Igreja
17
Poesias
21
Indicações Bibliográficas
22
AS OPINIÕES EMITIDAS EM ARTIGOS ASSINADOS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA
REVISTA.
É VEDADA A UTILIZAÇÃO, REPRODUÇÃO OU
APROPRIAÇÃO DOS TEXTOS, FOTOS E CRIAÇÕES
SEM A AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DOS TITULARES
DOS DIREITOS AUTORAIS.
Em seu livro “A Sedução do Cristianismo”, Dave
Hunt e T.A. McMahon observaram uma corrupção
bem latente nos dias atuais: enquanto antes se
costumava dizer: “Todos quantos querem viver
piedosamente em Cristo Jesus serão
perseguições” (2 Timóteo 3:12), hoje se diz:
“Aqueles que vivem vidas piedosas serão honrados
e bem sucedido neste mundo”. E - acrescentam - já
não são apenas os indivíduos que perseguem o
sucesso; as igrejas também o fazem, e quanto maior
ela for mais bem-sucedida ela será considerada.
Mas, o que estaria crescendo de fato, o cristianismo
autêntico, bíblico, abraçado pelos cristãos
autênticos, ou o animismo? Essa interrogação é
respondida com grande eloqüência pelo Pr.
Dinelcir de Souza Lima no título “Cristianismo ou
Animismo” trazido pela Revista Sã Doutrina neste
seu terceiro número. Segundo o professor Dinelcir,
o líder carismático é, na realidade, um xamã,
exercendo a autoridade através de imposição de
costumes religiosos que se tornam verdadeiros
tabus, distantes da verdade bíblica.
Nesse quadro de apostasia, seguem-se as diversas
práticas antibíblicas ou extrabíblicas conduzidas
pelos xamãs modernos, detentores de “poderes”
especiais: copos de água abençoados, óleos
ungidos, sal grosso, arruda, fitinhas, práticas de
rituais de purificação como abstinências sexuais,
jejuns, correntes de oração, retiros espirituais, etc.
E a lista continua infinda... Novidades e mais
novidades vão penetrando o seio da igreja,
angariando a simpatia de pastores moderninhos,
antes fiéis à sã doutrina. Some-se a elas as terapias
regressivas (praticadas largamente pelos adeptos
do G12), das quais Dave Hunt faz uma profunda
análise no artigo “Eu Serei Contigo”. Demonstra
ele que estas ramificações de teorias freudianas e
jungianas, “criadas para sondar o inconsciente do
indivíduo à procura de lembranças escondidas que
supostamente causam males que vão desde a
depressão, os acessos de ira e até as más condutas
sexuais...”, vem sutilmente invadindo o espaço que
antes era ocupado pela Palavra viva e eficaz...
Em meio a tanta confusão, os pastores Calvin
Gardner e Waldemar Janzen trazem dois artigos
bastantes esclarecedores sobre o tema “línguas”,
mostrando-nos que o falar em línguas tem as suas
limitações, inclusive no tempo. Na epístola “Às
Igrejas sem Pastores”, o Pr. José Infante escreve
bravamente aos rebanhos sem pastores para que
estejam alertas, escapando da sedução dos cães que
se candidatam a pastorear as Igrejas que ficaram
sem os seus atalaias.
Finalmente, os dois últimos artigos encerram
semelhante elucidação da sã doutrina. Em “Segura
Peão, que Jesus aí Vem”, o Pr. Samuel Barreto
mantém a sua incansável predisposição na luta
contra a apostasia daquele que ao mal chamam de
bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz, e
da luz escuridade; e que põem o amargo por doce, e
o doce por amargo (cf. Isaías 5:20). Não podemos
olvidar a segunda parte do bem tecido discurso do
Pr. Antônio Sérgio, editor-chefe da nossa Revista,
de título “Pregação e Crescimento da Igreja, no
qual ele demonstra, primordialmente, que a
pregação que produz a edificação e o crescimento
da Igreja deve estar comprometida com a sã
doutrina.
Boa leitura!
A DIREÇÃO
VISITE NOSSO SITE!
A Sedução do
Cristianismo
EDITORIAL
www.sadoutrina.cjb.net
..............................................................................................................
2
ÀS IGREJAS SEM PASTORES
Pr. José Infante*
H
á, não há negar, uma preocupação
que vai crescendo entre as Igrejas bíblicas que,
de uma maneira ou de outra, ficaram sem os seus
atalaias. O que antes não era tão difícil, hoje é
um grande problema. Faltam pastores. Vivemos
o gemido do salmista: “Socorro, Senhor!
Porque... desaparecem os fiéis” (Sl. 12:1). O
que fazer? Muita oração, é claro, muita mesmo!
É fator principal à situação de um assunto de
soleníssima importância, não há dúvida alguma.
Todavia, como sugestão apenas, atrevo-me a
sugerir além do “andar de joelhos”, o seguinte:
1. Não se encantar com a eloqüência e
demonstração de conhecimentos do obreiro
em vista. É uma característica excelente
desde que seja um homem como Apeles,
“aprovado em Cristo” (Rm. 16:10). Não é
uma série de conferências que esta
“aprovação” ficará evidente à igreja. É
preciso mais do que isso. Hoje, diante dos
“tempos difíceis”, é mister “sabatinar” o
candidato diante da igreja. Buscar
informações sobre ele o mais que possível
for.
2. É aconselhável, para tranqüilidade da
igreja e da denominação, ter uma declaração
do pastor em vista à liderança do rebanho
sobre a sua posição quanto a determinadas
doutrinas, tais como: Espírito Santo (os
dons, principalmente), Missões, Divórcio,
Batismos (membros vindos de outras
denominações, pentecostais ou não),
Escatologia (crê no Milênio?) e etc. É muita
coisa, dirão alguns. Certamente, também
acho. Mas quando nos lembramos de tanto
sofrimento causado por “escolhas erradas”,
é bom orar muito, examinar bem e, como
ensina a Palavra, “Apressar-se devagar” (Is.
28:16).
3. É indispensável saber como é o pastor
com a família. Sua esposa é integrada? É
uma família amorosa? É ele, o pastor, amado
pelos filhos? São perguntas (certamente há
outras) que não podem, no contexto em que
vivemos, ficar ocultas.
Enfim, como disse, sugestões, apenas
sugestões! O momento é difícil, alguém duvida?
Creio que lendo estas linhas deve ter lembrado
de algum caso de infidelidade doutrinária,
divisão por causa da música e práticas estranhas
à sã doutrina, ou algum tipo de “novidade” que
algum pastor trouxe para o aprisco e esfacelou a
igreja.
Não me tenha como pessimista. É a realidade.
Todavia enquanto Cristo ainda não nos
arrebatar, estas igrejas fiéis que estão
enfrentando este problema com muita oração e
prudência, com certeza, encontrarão um
homem dos “sete mil que não se curvaram”
diante das “novidades” do presente século.
Amém!
Rua Siqueira Campos, 166 - Centro
FoneFax: (77)424-4520 CEP 45.020-000
Vitória da Conquista Bahia
Email: [email protected]
*Pastor da 1ª IBB de Vitória da Conquista/BA, autor dos livros “O Fracasso do Outro
Evangelho”, “Israel, a Nação Eterna”, “A Era 666”, dentre outras obras.
AS “LINGUAS NO
NOVO TESTAMENTO Pr. Calvin G. Gardner*
H
oje em dia há confusão sobre o assunto de 'línguas' entre os que trabalham com a Palavra de
Deus. Quando a Palavra de Deus é entendida, ela traz paz às igrejas dos santos e nunca a confusão (I
Cor 14:33). Mas o que existe hoje, entre as pessoas que dizem que são da Bíblia, é muita confusão.
Igrejas de graus diferentes de regulamento sobre o assunto existem, mas a Bíblia é uma só. Convém
um estudo mais detalhado para esclarecer o que a Bíblia diz sobre as 'línguas' no Novo Testamento.
I. Significado da palavra “Língua” no Novo
Testamento
A. As quatro palavras Gregas usadas como
'línguas' no Novo Testamento.
Concordância Strong's usado junto com o seu
léxico da linguagem grega do Novo Testamento.
1. GLOSSA(#1100) - significa:
1) a língua, um membro do corpo, o órgão do
corpo, um órgão de fala;
2) uma língua; como a linguagem ou dialeto
usado por um povo, distinto das linguagens de
outras nações.
2. DIALEKTOS (#1258) - significa:
1) conversação, ato de falar, discursar,
linguagem,
2) a língua ou linguagem peculiar de um povo.
3. HEBRAISTI (#1447) - significa:
1) em Hebraico, por exemplo, na linguagem da
Caldéia
4. HELLENIKOS (#1673) - significa:
1) da Grécia
B. Os usos destas palavras gregas
1. GLOSSA, #1100, é a palavra grega mais
usada no Novo Testamento (no singular é usada
umas 30 vezes e no plural umas 25 vezes). Todas
as vezes que se vê a palavra 'língua' ou 'línguas'
no Novo Testamento e que não conste na lista
das outras palavras gregas, ela vem desta
palavra que significa ou a língua como órgão do
corpo ou uma linguagem peculiar de um povo.
LINGUAGEM: I Cor 14:26;
NACIONALIDADE: Apoc 5:9; 14:6; ATO DE
FALAR: I Cor 14:9; Tiago 1:26; I João 3:18;
ÓRGÃO: entre os usos vede Atos 2:26; Rom
14:11; Fil. 2:11; Tiago 3:5-8; I Ped 3:10;
LINGUAGEM DESCONHECIDA: 6 vezes: I
Cor 14:2,4,13,14,19,27.
2. DIALEKTOS, #1258, é uma palavra grega
usada só seis vezes no Novo Testamento, 5 vezes
como 'língua' e uma vez usada como
'linguagem'. LÍNGUA: Atos 1:19; 2:8; 21:40;
26:14; 22:2; LINGUAGEM: Atos 2:6. Veja
especialmente o uso em Atos 2:8 comparado
comAtos 2:6.
3. HEBRAISTI, #1447, é usada só três vezes no
Novo Testamento e sempre para apontar a
LINGUAGEM HEBRAICA: João 5:2; Apoc.
9:11; 16:16
4. HELLENIKOS, #1673, é usada só duas vezes
no Novo Testamento e sempre para apontar a
LINGUAGEM GREGA: “gregas”, Lucas
23:38; “em grego”,Apoc 9:11
II. As Ocorrências da palavra “Língua” no
Novo Testamento.
Podemos aprender muito sobre um assunto pelo
exame de como uma determinada palavra foi
usada no Novo Testamento. Como ela é usada
determina, em muito, como é a doutrina baseada
nela. Queremos examinar os casos onde a
palavra “língua” ou “línguas” é usada com
referência a igreja e onde ela não é usada com
referência a igreja. Em tudo podemos aprender a
alinhar a nossa prática de línguas na igreja para
ser igual àquela do Novo Testamento.
A. Positivamente
O “falar em línguas” é usado em três ocasiões no
..............................................................................................................
Novo Testamento:
1. Atos 2:4 - A descida do Espírito Santo no dia
de Pentecostes.
2. Atos 10:44-48 - O Evangelho aos gentios na
casa de Cornélio.
3. Atos 19:1-7 - O Batismo com autoridade
entres os 12 discípulos em Éfeso.
OBS: Não foram contadas as vezes em I
Corintos por não haver a certeza de que as
línguas foram praticadas, pois a palavra 'se' (I
Cor 14:6, 14, 23) ou 'ainda que' (I Cor 13:1) é
usada antes da palavra 'língua' para mostrar uma
suposição de uso e não um uso de fato.
B. Negativamente
O “falar em línguas” não é usado nos seguintes
casos:
1. Conversões: Paulo (Atos 9:1-9); Eunuco
(Atos 8:35-40).
2. Acontecimentos Espetaculares: Avivamento
(Atos 4:31-37); Morte de Estevão (Atos 7:5460); Paulo recupera a visão (Atos 9:17-20);
Recebimento de visões (Atos 16:9-13).
3. Atividades da igreja: Consagração dos
diáconos (Atos 6:1-7); consagração dos anciãos
(Atos 14:21-23); chamada dos missionários
(Atos 13:1-4); crescimento da igreja (Atos
16:4,5; 19:13-20); Batismos, Paulo (Atos 9:1720), Lídia (Atos 16:13-15), carcereiro (Atos
16:25-31); Ceia do Senhor (Mat. 26:26-29)
O “falar em línguas” tem limitações:
1. não tem preeminência sobre outras atividades
na igreja - I Cor 14:5,23
2. não é para ser praticada por mulheres na igreja
- I Cor 14:34,35
3. deve ter intérpretes - I Cor 14:27; se não tiver,
não deve ter línguas, I Cor 14:28
4. as línguas não devem acontecer todas de uma
vez, I Cor 14:30,31
5. línguas são sinal para os infiéis - I Cor 14:22
6. nunca devem provocar confusão - I Cor
14:31-33,40
7. são temporárias até que o Novo Testamento
seja completo, I Cor 13:8;Apoc 22:18,19
OBS: Como os trovões e relâmpagos sobre o
monte Sinai quando Moisés recebeu a lei (Êx.
19:16) assim o acontecimento no dia de
Pentecostes (Atos 2:1-8) era limitado para
aquela única ocasião.
Conclusões: As palavras 'línguas' e 'língua' no
Novo Testamento têm significados específicos.
Entendendo melhor o significado e os usos das
palavras 'língua' e 'línguas' podemos saber que o
que aconteceu no Novo Testamento foi limitado
a ocasiões e aos participantes e que os usos
foram qualificados conforme detalhadas
instruções bíblicas.
Bibliografia:
Números e explicações das palavras gregas de:
Strong's Concordance of the Whole Bible,
Strong, James LL.D., S.T.D; Abingdon,
Nasville, EUA, 1981
LÍNGUAS
Waldemar Janzen*
A
pesar de línguas ser um assunto muito polêmico nos dias de hoje, quero
assim mesmo fazer aqui uma tentativa de compreensão do texto para podermos dar,
no agrado de Deus, a correta interpretação dos acontecimentos atuais (da Bíblia para
os acontecimentos = teologia sistemática), ao invés de tentar-se acomodar
simplesmente os acontecimentos dos dias de hoje no contexto bíblico (das
manifestações para a Bíblia = teologia situacionista). A relevância do assunto não
nos pode deixar indiferentes porque a conclusão não é neutra, portanto mãos à obra.
O Caráter do Texto
Sugiro para tanto que o leitor sublinhe
primeiramente na sua Bíblia, no texto de I.
Coríntios 12:13 e 14, todos os trechos que
caracterizam a doutrina correta de Paulo em
oposição às doutrinas errôneas dos Coríntios. Os
advérbios: por isso, ora, mas, porque, pois, não,
pelo contrário, para que, de maneira que,
porventura,
ainda que, porém, também,
contudo, etc., tão abundantes no texto, o
identificam claramente como texto corretivo.
Algo estava profundamente errado na igreja de
Corinto e precisava ser corrigido. Alias já no
primeiro versículo do capitulo 12 Paulo não
deixa dúvidas sobre isto. O versículo implica
que Paulo os considerava ignorantes quanto aos
dons espirituais.
A identificação do caráter do texto é
fundamental para a compreensão do mesmo.
Caso contrário podemos confundir um “puxão
de orelha" com uma afirmação doutrinária.
Que Línguas Eram Essas?
Sobre as línguas de Pentecostes não temos
tantas dúvidas. Como se manifestavam, como
eram recebidas pelos ouvintes, que línguas
falavam, etc. (Atos 2).
A opinião predominante da atualidade, no
entanto, é de que as línguas dos Coríntios eram
diferentes das línguas de Pentecostes. No cap.
14 Paulo discursa muito sobre o problema das
línguas, sem ser específico, no entanto, sobre os
detalhes de quais as línguas que falavam, e creio
que por isso as pessoas se confundem com o
dom de línguas. Mas no vers. 21, citando uma
profecia do V.T. Paulo deixa claro, sem margem
de dúvidas o que são as línguas sobre as quais
discursa, para nós nebulosamente, por tanto
tempo. Creio, no entanto, que é importante,
primeiramente identificarmos o povo ao qual
Deus falará em outras línguas. É à igreja de
Cristo ou é ao povo de Israel?
O efeito, ou melhor, a falta do efeito do falar em
línguas estranhas identifica o povo. O "Assim
mesmo não me ouvirão" deixa claro que as
"outras línguas" do texto se referem ao povo de
Israel. Pois, é este que não deu ouvidos ao
chamado de Deus; um fato histórico. E com que
línguas Deus falará a Israel? “Homens de outras
línguas...” - línguas estrangeiras.
No V. T. Deus costumava falar a Israel, através
dos profetas de Israel (salvo raras exceções).
Agora a situação mudou, será por intermédio de
estrangeiros e por línguas estrangeiras,
conhecidas pelos ouvintes Judeus (Atos 2: 811). Não há a menor dúvida, as línguas dos
Coríntios eram as línguas deAtos.
Paulo aplica os textos da lei e do profeta Isaías às
manifestações de línguas em Corinto. Quem
somos nós, a quase 2000 anos dos
acontecimentos,
para questionarmos a
interpretação dada pelo apóstolo Paulo, o qual
esteve pessoalmente lá e pessoalmente falou
mais em línguas do que os demais?
O dom de línguas, portanto, consiste em louvar a
Deus em uma língua, sem tê-la anteriormente
aprendida.
AQuem Eram Dirigidas?
Paulo interpreta o ver. 21. (O que nós já fizemos
anteriormente) no vers. 22 "um, sinal para os
incrédulos". Alguns vão pensar: “Mas Paulo! tu
te contradizes logo no próximo versículo!”
Paulo se refere aos judeus incrédulos
..............................................................................................................
simplesmente por “incrédulos" (vers.22) e aos
gentios crentes por “indoutos" (indoutos = não
instruídos na lei mosaica) e aos gentios
incrédulos de "incrédulos" (indoutos) (vers.
23). Para os judeus crentes o sinal de línguas não
tinha mais sentido pois já criam em Jesus
Cristo. Para os gentios, crentes e incrédulos, era
loucura. Línguas tinham, portanto, só um
sentido como sinal para os judeus incrédulos, e
assim mesmo somente para a condenação,
porque "assim mesmo não me ouvirão".
Um Instrumento Para a Edificação Própria?
Assim também vós, visto que desejais dons
espirituais, procurai progredir, para a edificação
da igreja (I.Cor. 14:12). A finalidade dos dons
espirituais é a edificação da igreja e não a do
indivíduo.
Pelo posto até aqui fica agora fácil entender o
texto todo.
Vamos seguir por alguns versículos do capitulo
14.
Vers.2 O "...pois quem fala línguas..." se
contrapõe a “.... mas principalmente quem
profetiza..." do vers. 1, e ao "...mas o que
profetiza...” do vers. 5, e fere o objetivo dos dons
espirituais, que é edificar a igreja.
Louvar a Deus em público, em voz alta, em uma
língua estrangeira desconhecida, fala mistérios
do ponto de vista dos ouvintes.
Vers 4 "O que fala em outra língua, a si mesmo se
edifica". Atrapalhar aqueles que não entendem o
que é falado, de ouvirem algo edificante que
possam entender é falta de amor (Cap.13).
Vers. 5 "... quisera que vós todos... (falassem)
línguas, muito mais..." Vers. 39 “...não proibais
o falar em outras línguas". O sinal de línguas era
obviamente importante para os judeus
incrédulos, representantes da nação de Israel,
que freqüentavam as reuniões da igreja da
época, e, portanto, as duas referências (Vers. 5
e 39) faziam muito sentido e também eram
importantes para a época. Mas com a gradual
redução de judeus incrédulos nos cultos no
decorrer do tempo, ou, eventualmente, já tão
cedo como a destruição de Jerusalém pelo
General romano Tito, a qual eliminou até 1948 a
existência formal da nação de Israel, ou 1967,
com a retomada de Jerusalém, a manifestação de
línguas deixou de ter um objetivo, cumprindo-se
o versículo 8 do capitulo 13 "... línguas cessarão.
Vers. 6 a 10. Neste trecho Paulo expõe o
absurdo de alguém insistir em louvar a Deus em
público em uma língua desconhecida aos
ouvintes.
Vers. 11. A igreja é a comunhão dos Santos. A
língua é o instrumento mais poderoso de se
estabelecer esta comunhão, por isso ela deve ser
de conhecimento comum dos congregados.
Vers.13 O dom de louvar a Deus em uma língua
não aprendida, pelo poder do Espírito Santo,
aparentemente implicava que aquele que a
falava, geralmente não era capaz de repetir o
conteúdo na língua de conhecimento geral dos
congregados, daí a ênfase dada à oração pela
interpretação. Segundo os estudados da língua
original, as palavras: "língua" e "interpretação",
não possuem os significados a eles geralmente
atribuídos hoje
Entende-se por "língua" no texto original
"língua" ou "dialeto" falado pelos povos desta
terra e "interpretação" a simples tradução,
palavra por
palavra, portanto, totalmente
descabíveis quaisquer significados místicos.
Vers. 14 O espírito, de fato, é frutífero no louvor,
mesmo quando se ora em uma língua
desconhecida (vide o exposto sobre o versículo
anterior). A mente, no entanto é infrutífera
porque é ela que se expressa através da palavra
falada aos presentes. A implicação é óbvia, de
que não se tratava de um êxtase em silêncio,
porque neste caso não se poderia afirmar de que
se tratava de uma língua. Uma língua exige a
produção de "ondas sonoras" com um
significado definido. De fato o louvor em
línguas era em voz alta, mas - desconhecida à
maioria ou totalidade dos congregados.
Vers. 15 "Que farei, pois?" Implícito nesta
pergunta esta a negação do versículo anterior.
Não devo mais orar em uma língua estrangeira
em público. Devo sim, no amor de Cristo,
contribuir para a edificação do corpo de Cristo, e
é exatamente isto que Paulo, na seqüência deste
mesmo versículo, ensina.
Freqüentemente tenho observado pessoas que já
amam, ou melhor simpatizam com a causa de
Cristo, mas ainda não se converteram, sentirem
constrangimentos em reuniões de oração.
Mecanicamente lêem ou repetem orações
decoradas, mas seus espíritos dificilmente
..............................................................................................................
"ultrapassam o teto do recinto”. Deus é Espírito:
e importa que os seus adoradores o adorem em
espírito e em verdade (Jo. 4:24). Na oração, meu
espírito está em Deus, mas as palavras estão com
os ouvintes, frutificando as suas mentes para que
comigo adorem a Deus em espírito e
acrescentam o amém como se também fossem as
suas próprias orações.
Por esta razão devo adorar a Deus
simultaneamente, em espírito e com a mente. Da
mesma forma o canto. Os cantores se dirigem
(deveriam se dirigir) em espírito a Deus mas
através da letra cantada frutificam o louvor nos
corações dos ouvintes, para que também eles se
unam em espírito ao louvor.
Muitos querem separar as orações e cantos em
“no espírito" e “na mente” como se fossem dois
eventos separados. O que Paulo quer dizer de
fato é exatamente o contrário: nunca divorcie o
teu espírito de tua mente. No contexto com o
vers. 14 isto fica bem claro.
Vers. 16 e 17 são uma extensão do vers. 13.
Vers. 19 Paulo de fato tinha mais necessidades
de falar em línguas estrangeiras, do que os
demais, devido às suas inúmeras viagens.
Vers. 19 No contexto até aqui apresentado não
mais nos parece exagero de Paulo afirmar que
palavras com entendimento tem 2000 vezes
mais valor do que línguas. Aqui também fica
claro o termo anteriormente referido como
"com a mente" o qual é sinônimo de
"entendimento".
Vers.20 A frustração de Paulo com a igreja de
Corinto chega neste versículo ao ápice. A igreja
de Corinto, de fato, tinha um juízo de meninos.
Será que nós passamos disto?
Vers. 28 "Mas não havendo intérprete, fique
calado na igreja, falando consigo mesmo e com
Deus'" (Veja o exposto sobre os vers. 2,4 e 15).
Orar em uma língua que os demais desconhecem
é efetivamente falar consigo mesmo. Em outras
palavras, cale-se, mas continue orando; "sem
emitir ondas sonoras". O texto não implica que
isto seja em línguas, nem que isto seja em casa.
Não temos portanto a base bíblica para
afirmarmos que línguas são para a edificação
pessoal. Nem faz sentido algum alguém afirmar
que está caladamente falando em uma língua. O
texto desconhece o cantar em línguas. O vers. 1
do cap. 13 não permite esta extrapolação. Neste
versículo Paulo simplesmente contrapõe uma
tese impossível à ação sem amor, para
evidenciar a absoluta necessidade de o amor
motivar todas as nossas ações.
Agora você poderia se dizer:
"Tudo bem, eu concordo em parte, ou
integralmente, com aquilo que foi apresentado
neste artigo, mas comigo e ou na minha igreja
línguas funcionam mesmo, portanto são a
manifestação dos dons espirituais motivados
pelo Espírito Santo.
A maioria das coisas também funcionam nas
religiões pagãs e nem por isso podemos afirmar
que procedem do Espírito Santo.
Aliás, esta é exatamente a base das religiões
pagãs, a experiência. O cristianismo, em
contrapartida, surgiu através da revelação divina
e é dela que decorrem as nossas doutrinas e
práticas. Ela é a verdade e à esta verdade
devemos declarar o nosso inalienável amor, a
nossa lealdade e a nossa obediência, expurgando
tudo o que à ela é estranho, para evitarmos de
cair em erros graves sob a condenação conforme
II Tess. 2 9-11. Deus, na sua misericórdia queira
investigar a intenção de nossos corações. O
pacto de mentira entre Ananias e Safira levou os
dois à morte, apesar de mutuamente se armarem,
uma lição dura para nós de não aceitarmos um
pacto de amizade e de respeito mútuo entre
irmãos em detrimento da Palavra de Deus.
*Extraído sob autorização do site:
http://apologetic.freeyellow.com/movimesp.htm
Anuncie
Temos os melhores preços
Ligue: (77) 421.6117
E-mail: [email protected]
ASSINE JÁ!!!
PRESENTEIE UMA ASSINATURA
P
OS
Ç
E
R
VALOR UNITÁRIO R$ 2,50
ASSINATURA R$ 15,00
(6 Edições)
..............................................................................................................
O QUE ESTÁ CRESCENDO DE FATO,
O CRISTIANISMO OU O ANIMISMO?
Dinelcir de Souza Lima*
U
ltimamente se tem ouvido falar com
entusiasmo do “crescimento” do cristianismo no
Brasil e no mundo por líderes das mais diversas
denominações que se intitulam cristãs e que se
classificam no ramo carismático. Até o
movimento carismático da Igreja Católica
Apostólica Romana, iniciado nos Estados
Unidos da América na década de 70 do século
passado, pode ser incluído nessa estatística de
crescimento vertiginoso.
Como não poderia deixar de ser, ecos e
reflexos deste “crescimento” tem alcançado
também os batistas brasileiros e alguns líderes
estão cada vez se encantando mais com seus
efeitos de arregimentação de fiéis e estão
partindo para a utilização de métodos idênticos
ou semelhantes ao utilizado pelos grupos
carismáticos e, infelizmente, até mesmo líderes
denominacionais estão se encantando e
procurando com ardor arregimentar outros
líderes batistas para as fileiras dos que se julgam
vencedores por fazerem suas igrejas crescerem
através do chamado carismatismo ou
pentecostalismo.
Deveríamos realmente nos deixar
encantar por tudo isso que está acontecendo?
Deveríamos buscar uma renovação carismática
com a finalidade de fazer as igrejas crescerem?
O que estaria crescendo de fato, o cristianismo
autêntico, bíblico, abraçado pelos batistas
autênticos, ou o que estaria crescendo seria o
animismo e isso em âmbito mundial?
Se estudarmos, mesmo que brevemente, a
respeito do animismo e seus elementos e
compara-lo com o carismatismo e com o
cristianismo autêntico, vamos encontrar a
resposta para tudo isto.
A expressão “animismo” tem sido
utilizada para designar as religiões chamadas
primitivas e tem origem no latim “animi” que
significa espírito. Isto porque as religiões
primitivas baseiam-se na crença em que tudo na
natureza possui e é regida por espíritos malignos
ou benignos, que são capazes de sustenta-la ou
de destruí-la, inclusive seres humanos.
O animismo se originou no homem em um
conjunto de sentimentos inerentes a ele próprio
como ser pessoal, dotado de espírito, e em
práticas e situações religiosas que se pode
resumir em três aspectos principais:
1. Sentimento de existência de outra
realidade além da matéria (Salmo 138.8). O
homem foi criado por Deus que é espírito. Nos
primórdios da humanidade este se revelou à sua
criatura pessoalmente. O homem se afastou de
Deus, mas permaneceu nele o sentimento da
existência dessa realidade espiritual além da
realidade humana.
2. Necessidade de comunhão com um ser
divino, poderoso (Êxodo 32.1-8). O homem,
por ser criado por Deus, ínfimo dentro deste
universo imenso e misterioso, sente
naturalmente a necessidade do cuidado divino.
Mas, tendo abandonado o Criador, continuou
tendo o sentimento da necessidade de receber
cuidados vindos de um ser superior a ele
próprio. Conforme sua limitação, fez
substituições e criou em sua imaginação seres
divinos conforme suas próprias idealizações.
3. Falta de conhecimento da revelação de
Deus a respeito das coisas espirituais (Mateus
22.29). Afastado de Deus, não podendo receber
diretamente dele os ensinamentos e revelações
de realidades além do seu alcance pessoal,
rejeitando ou não tendo ao seu alcance as
Escrituras que foram providenciadas por Deus
para registrar suas revelações a respeito de sua
natureza e caráter, o homem não tem condições
de conhecer as coisas de Deus exatamente como
são, por isso segue sua jornada errando, criando
seus próprios princípios e idéias espirituais.
Assim, no seu animismo, o homem
desenvolveu elementos religiosos, cujos
principais
são assim designados pelos
..............................................................................................................
9
estudiosos das religiões: a) Mana A idéia de
uma força impessoal que estaria em todos os
elementos da natureza, dando-lhes vida,
animando-os, dando-lhes movimento. b) Xamã
- Indivíduo considerado detentor de poderes
especiais recebidos de divindades ou seres
espirituais. Mantém o domínio religioso do
grupo através do medo, uma vez que é olhado
como capaz de fazer o bem e o mal. É quem
realiza os rituais de magia e purificação. c)
Fetiche Objeto ou elemento da natureza, do
qual emanaria algum tipo de poder sobrenatural
que adviria naturalmente ou após algum tipo de
ritual no qual o xamã conferiria poder àquele
elemento. Normalmente utilizado para produzir
um bem ou um mal a alguma pessoa. O
fetichismo é o culto a esses objetos ou
elementos. d) Totem Objeto construído, quase
sempre de madeira, que é venerado como um
ídolo protetor contra os maus espíritos. e) Tabus
Atos e costumes proibidos, geralmente pelo
xamã que trariam maldições sobre quem
rompesse com eles, praticando o que é proibido.
São passados de geração em geração e,
normalmente, os indivíduos os têm arraigados
em seus costumes sem saberem nem mesmo a
origem de crença e costume tão rigoroso. São
obedecidos irrestritamente sem
questionamentos e sem buscar razão lógica. f)
Rituais de purificação Práticas religiosas
indicadas ou lideradas pelos xamãs que visam a
purificação espiritual do indivíduo.
Normalmente são ritos que contém elementos
penitenciais. g) Necrolatria Veneração de
mortos em rituais e cultos onde são invocados,
inclusive com o objetivo de angariar sua
proteção e intermediação com as divindades ou
espíritos.
Ora, diante de tudo isto que expomos a
respeito do animismo, podemos fazer
comparações com o pentecostalismo
(carismatismo) e encontrar, com tranqüilidade,
muitos destes elementos neste movimento
“cristão”. Observe-se o que vamos colocar a
seguir. O líder religioso carismático é, na
realidade, um xamã. Ele não exerce autoridade
bíblica, através de uma pregação ou
ensinamento cuidadosos e profundos dos textos
bíblicos, porém através de imposição de
costumes religiosos que se tornam verdadeiros
tabus. É olhado como ser poderoso, que tem
ligação direta com Deus maior do que crentes
em Cristo “comuns”; é procurado para fazer
orações poderosas, para abençoar pessoas, para
ministrar sacramentos, para desvendar
mistérios. Há até os que chegam a lançar
maldições sobre seus liderados. Abençoa
recém-nascidos, locais de trabalho, casas,
casamentos. Não tem qualquer base bíblica para
seu comportamento mas é obedecido com rigor,
sob pena de expulsão do grupo ou de
recebimento de algum tipo de maldição. Além
disso, há no meio chamado carismático
elementos como fetiches que são utilizados em
cultos, tais como copos de água que passam a ser
abençoadores após o “pastor” orar com um copo
também em sua mão; óleos “ungidos” pelos
pastores são utilizados largamente como
elementos de poder para cura, além de ser
utilizado, também, sal grosso, arruda, fitinhas
etc. Há a imposição e o incentivo à prática de
rituais de purificação. Tipos específicos de
vestimentas são exigidos, além de abstinências
sexuais, jejuns, correntes de oração, retiros
espirituais e, até mesmo, batismos
completamente fora do contexto bíblico. Os
púlpitos se transformam em totens, verdadeiras
trincheiras contra espíritos malignos. Têm que
permanecer purificados e ninguém, a não ser
outros xamãs ou autorizados por eles podem
subir ali. A crença em espíritos malignos
exagerada é amplamente difundida e apregoam
espíritos para tudo e por tudo. Espírito da dor de
coluna, da dor de barriga, da dor de cabeça, da
pobreza, das tempestades etc. Apresentam-se
como poderosos para a dominação e expulsão
destes espíritos.
Onde encontramos base bíblica para tudo
isto? Claro que não há e, no cristianismo
autêntico não há lugar para o animismo. Os
pastores realmente cristãos não são xamãs de
forma alguma, porém pregadores da Palavra de
Deus, guias que devem conduzir os crentes em
Cristo por caminhos pré-estabelecidos por ele
nas Escrituras. Não há lugar no cristianismo
para presunçosos que gostam de fomentar para
si uma autoridade religiosa baseada em
crendices e misticismos (Atos 8.9-13,18-24). Os
pastores não são seres mais poderosos que
outros crentes, porque reconhecem que o poder
..............................................................................................................
é de Jesus Cristo (Mat 28.18) e qualquer crente,
inclusive o pastor, é somente instrumento dele.
No cristianismo a oração é válida por e para
qualquer pessoa que tenha fé em Jesus Cristo e
que peça a Deus, em nome de Cristo (João
14.13). Qualquer crente em Cristo tem acesso
direto a Deus, tendo o Senhor Jesus como seu
único mediador (Colossenses 1:13-21).
No cristianismo autêntico não há
ensinamento algum que leve o crente a crer em
objetos de poder, porque o poder de Deus para o
crente, que o vivifica, está na Palavra de Deus
que deve ser interiorizada em seu coração
(Salmo 119:93). No cristianismo não há a
colocação da fé em objetos, mas somente em
Jesus Cristo, porque por ele temos paz com Deus
(rom 5.1), porque é pela fé somente nele que
temos entrada à graça divina (Rom 5.2), e
porque o evangelho da salvação em Jesus Cristo
é o poder de Deus (Rom. 1.16), não podendo,
portanto, ser substituído por nada deste mundo.
No cristianismo autêntico não há rituais de
purificação, porque é o sangue do Senhor Jesus
Cristo que nos purifica de todo o pecado (1João
1.7). O batismo não é um ritual de purificação,
porém um ato simbólico de entrega total a Jesus
Cristo pela crença nele como Salvador (Marcos
16.16). Nem mesmo o jejum com as
c a r a c t e r í s t i c a s d o Ve l h o
Testamento(manifestação de aflição da alma)
era praticado pelos discípulos de Cristo (Mat
9.14) e Jesus ensinou que o jejum faz parte do
velho pacto, não podendo ser transportado para
o novo (Mat 9.16,17). Ninguém consegue
encontrar nas páginas do Novo Testamento
nenhuma ordem de Jesus ou seus apóstolos para
a prática do jejum no sentido penitencial.
No cristianismo autêntico não há lugar
para a necrolatria (há igrejas que já estão
copiando o catolicismo e promovendo o culto
em memória de mortos sete dias depois da morte
de alguma pessoa), não há lugar para o
totemismo, não há lugar para nenhum animismo
porque nada, nem ninguém deve ocupar o lugar
de Jesus Cristo; porque as ordenanças de Jesus
não podem servir de fetiches, rituais de
purificação ou tabus. Móveis e utensílios de
lugares reservados ao culto e adoração não
podem servir de totens. Não pode haver lugar
para o misticismo porque o cristianismo
autêntico, a crença em Jesus Cristo como
Salvador, aproxima o homem de Deus, faz amar
as Escrituras e faz buscar cada vez mais o
conhecimento da sua revelação através da
Palavra escrita.
Podemos concluir que, se o animismo é
característico de pessoas afastadas de Deus e
sem conhecimento da verdade espiritual a
respeito dele e tudo o que o cerca, e se no
movimento carismático mundial há todos os
elementos animistas cridos e praticados por
qualquer religião primitiva ou pagã; se no
cristianismo não há lugar para o animismo,
então a palavra do Senhor Jesus está se
cumprindo, porque na realidade continuam
sendo muitos os que entram pelo caminho largo
e poucos os que encontram a porta estreita;
porque o mundo continua amando mais as trevas
do que a luz; porque a iniqüidade está se
multiplicando; porque muitos, mas muitos
mesmo, estão sendo enganados pelos falsos
profetas. O que está crescendo é o animismo
travestido de cristianismo.
*Pastor da Igreja Batista Memorial de Bangu
Professor nos Seminários Teológicos Batistas
de Niterói e do Sul do Brasil
Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como
chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva.
(Deuterônomio 32.2)
ASSINE JÁ!!!
Revista Apologética Cristã
PRESENTEIE UMA ASSINATURA
S
O
REÇ
P
VALOR UNITÁRIO R$ 2,50
ASSINATURA R$ 15,00
(6 Edições)
www.sadoutrina.cjb.net
..............................................................................................................
EU SEREI CONTIGO
Dave Hunt
S
ob uma máscara de terminologia cristã, uma variada gama de
psicoterapias está assolando a Igreja, levando os crentes a afastarem-se de Deus e a
voltarem-se para si mesmos. Dentre elas, as mais nocivas são as terapias
regressivas, criadas para sondar o inconsciente do indivíduo à procura de
lembranças escondidas que supostamente causam males que vão desde a
depressão, os acessos de ira e até as más condutas sexuais, e por isso devem ser
reveladas e "curadas". Estas ramificações de teorias freudianas e jungianas,
baseadas no ocultismo e que há décadas vêm causando um impacto destrutivo na
sociedade, estão agora fazendo estragos dentro da Igreja.
A"cura interior"
Uma forma popular de terapia de regressão é a
chamada "cura interior", introduzida na Igreja
pela ocultista Agnes Sanford (veja A Sedução
do Cristianismo). Depois de sua morte, [essa
terapia] foi levada avante pelos que foram
influenciados por ela, tais como os terapeutas
leigos Ruth Carter Stapleton (irmã do expresidente americano Jimmy Carter N. R.),
Rosalind Rinker, John e Paula Sandford,
William Vaswig, Rita Bennett e outros. A cura
interior, no início predominante entre igrejas
carismáticas e liberais, espalhou-se amplamente
nos círculos evangélicos, onde é praticada de
forma mais sofisticada por psicólogos como
David Seamonds, H. Norman Wright e James G.
Friesen, e igualmente por terapeutas leigos
como Fred e Florence Littauer. A insistência
veemente dos Littauer de que rara é a pessoa
"que pode dizer que verdadeiramente teve uma
infância feliz", certamente condiciona seus
aconselhados a recobrar memórias traumáticas e
infelizes.
Mesmo que fosse possível, com precisão e
segurança, deveríamos sondar o passado para
trazer à tona memórias esquecidas?
Notoriamente, a memória é enganosa e está a
serviço do ego. É fácil persuadir alguém a
"lembrar-se" de algo que jamais pode ter
ocorrido. Pela sua própria natureza, tal como
outras formas de psicoterapias, a cura interior
cria falsas memórias. Além disso, por que
deverá alguém revelar a lembrança de um abuso
passado para que possa
ter um bom
relacionamento com Deus? Onde se encontra
isto na Bíblia? Se parcelas do passado devem ser
"lembradas", por que não cada detalhe? Essa
tarefa se mostraria impossível. Entretanto, uma
vez aceita esta teoria, jamais se terá certeza de
que algum trauma não continue escondido no
inconsciente um trauma que detém a chave do
bem-estar emocional e espiritual!
"...as coisas antigas já passaram..."
Contrastando com esta idéia, Paulo esquecia-se
do passado e prosseguia para o prêmio
prometido (Fp 3.13-14) a todos quantos amam a
vinda de Cristo (2 Tm 4.7-8). As conseqüências
do passado são insignificantes se os cristãos são
verdadeiramente novas criaturas, para quem "as
coisas antigas já passaram; eis que se fizeram
novas" (2 Co 5.17). Investigar o passado de
alguém a fim de achar uma "explicação" para o
seu comportamento atual choca-se com o
ensino completo das Escrituras. Se bem que
possa parecer uma ajuda por algum tempo, na
realidade, está tirando da pessoa a solução
bíblica através de Cristo. O que importa não é o
passado, e sim o nosso relacionamento pessoal
com Cristo agora.
Mesmo assim, muitas pessoas afirmam ter sido
ajudadas pela terapia regressiva. Descobrir a
"causa" em um trauma passado (seja real ou
uma "memória" implantada por sugestão no
processo terapêutico) pode produzir uma
mudança de atitude e de comportamento por
algum tempo. No entanto, mais cedo ou mais
tarde, voltará a depressão ou a ira, a frustração
ou a tentação, levando a pessoa a renovar a
busca no passado para descobrir o trauma
"chave" cuja lembrança ainda não foi revelada.
E assim continuamente.
"Hiatos de memória"?
Em harmonia com o princípio freudiano de toda
"cura interior", o livro Freeing your Mind from
Memories that Bend (Libertando Sua Mente de
Memórias que Aprisionam) de Fred e Florence
..............................................................................................................
Littauer apresenta a tese de que revelar as
memórias ocultas é a chave para o bem-estar
emocional e espiritual. Eles sugerem que
quaisquer "hiatos de memória" da infância
indicam a probabilidade de abuso (com grande
possibilidade de ser na área sexual). Por esta
definição, todos nós fomos abusados, pois a
maioria de nós não se consegue lembrar de
cada casa em que moramos, de cada escola onde
estudamos, de cada professor e colega de aula,
de cada passeio com a família quando éramos
crianças. Ensinar que estes "hiatos de memória"
indicam períodos de abuso encobertos na
lembrança, como fazem os Littauer, é contrário
ao senso comum, sem respaldo científico e sem
apoio bíblico.
Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes
da Personalidade
Os Littauer, como tantos outros autores neste
campo, baseiam sua abordagem nos chamados
quatro temperamentos. Essa teoria sobre a
personalidade, já há muito desacreditada, surgiu
da antiga crença grega de que o universo físico
era composto de quatro elementos: terra, ar,
fogo e água. Empédocles relacionou-os com
quatro divindades pagãs, enquanto Hipócrates
associou-os aos que eram considerados, na
época, os quatro humores do corpo: sangue
(sangüíneo), fleuma (fleumático), bílis amarela
(colérico) e bílis negra (melancólico). Estas
características eram ligadas aos signos do
zodíaco.
Apesar da falta de base científica para os quatro
temperamentos, muitos psicólogos cristãos e
"curadores" leigos, no entanto, confiam neles
plenamente e fazem deles a base para
"classificação da personalidade" e a chave para
o discernimento comportamental. Contudo,
como salientam Martin e Deidre Bobgan em
seu excelente livro Four Temperaments,
Astrology & Personality Testing (Quatro
Temperamentos,
Astrologia e Testes da
Personalidade):
A palavra temperamento vem do latim
temperamentum, que significava "combinação
apropriada". A idéia era que se os fluidos
corporais fossem temperados, isto é, reduzidos
em sua intensidade
contrabalançando os
humores uns com os outros, então ocorreria a
cura...
Pensava-se que até mesmo as posições dos
vários planetas alteravam para melhor ou pior
tais fluidos...
Os quatro temperamentos já tinham sido
virtualmente descartados após a Idade Média...
até que alguns extravagantes os descobriram no
baú do passado e os colocaram no mercado na
linguagem do século XX... [Recentemente] os
temperamentos experimentaram um
renascimento... entre astrólogos e cristãos
evangélicos... Os quatro temperamentos são a
parte da astrologia tornada palatável para os
cristãos.
Versículos fora do contexto
Tal como outros psicólogos cristãos e
praticantes leigos da cura interior, a teoria e
prática dos Littauer não provêm de uma
exegese cuidadosa das Escrituras, mas eles
citam, de vez em quando, um versículo isolado
na tentativa de dar aparência de apoio bíblico.
Por exemplo, eles citam parte de um versículo
"Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo
os pensamentos [do homem]" (Jr 17.10) que
aparece logo abaixo do título do segundo
capítulo: "Examinando-nos a nós mesmos". Na
realidade, esse texto bíblico opõe-se à idéia de
nos esquadrinharmos a nós mesmos. Somente
Deus pode compreender e esquadrinhar os
nossos corações. "Enganoso é o coração, mais
do que todas as coisas, e desesperadamente
corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor,
esquadrinho o coração... para dar a cada um
segundo... o fruto de suas ações" (Jr 17.9,10).
O contexto destes dois versículos desmente a
aplicação feita não só pelos referidos autores,
mas também por outros bem-intencionados
"praticantes da cura interior". Deus amaldiçoa
quem confia em qualquer outra coisa e abençoa
aqueles que confiam exclusivamente nEle.
Quanto a estes, segundo a Sua promessa, "serão
como árvore plantada junto às águas, e [nunca]
deixarão de dar fruto" (Jr 17.8). Uma vida
frutífera (amor, alegria, paz, etc.) é produzida
pela obra do Espírito de Deus na vida dos que
submetem a Ele seus corações enganosos! Em
lugar algum a Bíblia diz que fazer testes de
personalidade e conhecer o "temperamento" de
alguém ajuda Sua obra em nós.
Os Littauer têm extrema dificuldade em
encontrar textos, ainda que
remotamente
..............................................................................................................
apropriados, e por isso são forçados ao mau
emprego da Bíblia.
Tomando mais um
exemplo, o capítulo intitulado "As Lembranças
Mais Remotas" é iniciado com o versículo
"Lembro-me destas coisas e dentro de mim se
me derrama a alma" (Sl 42.4). Davi, na
realidade, nem se refere às suas "lembranças
mais remotas", e sim às críticas e ao escárnio
atuais que está sofrendo daqueles que "dizem
continuamente [isto é, presentemente]: O teu
Deus, onde está?" O versículo "Escreve num
livro todas as palavras que eu disse" (Jr 30.2), é
citado logo abaixo do título do capítulo "Pronto,
Objetivo, Escreva". Este capítulo fala sobre
"examinar o seu passado" e "anotar as suas
emoções" nada poderia estar mais distante de
Jeremias escrevendo as Escrituras sob a
inspiração do Espírito Santo!
Leão, castor, lontra e cão de caça?
Os autores mencionados são apenas um
exemplo dentre um exército de praticantes da
cura interior, quer sejam psicólogos cristãos ou
cristãos leigos, os quais, embora possam ser
sinceros, estão desviando milhões de cristãos.
Gary Smalley e John Trent, sucessos de vendas
na área de
psicologia-pop,
fortemente
promovidos por James Dobson, apresentaram
os seus próprios temperamentos, baseando-se
em quatro tipos de animais: leão, castor, lontra e
cão de caça!
Tipos de personalidade
Presumivelmente, descobre-se "o tipo de
personalidade" ou "temperamento" de um
indivíduo através de um teste do perfil da
personalidade, tais como: Indicador do Tipo
Myers-Briggs (ITMB), Análise do
Temperamento Taylor-Johnson
(ATTJ),
Sistema do Perfil Pessoal (SPP), Teste do Perfil
da
personalidade (TPP), Perfis Pessoais
Bíblicos (PBB), etc. Os testes de personalidade,
embora populares,
são duvidosos. A
personalidade humana com sua capacidade de
escolha e um coração do qual Deus diz que é
"mais enganoso do que todas as coisas"
resistem às fórmulas predicativas e são por
demais complexos para serem enquadrados em
categorias. Até mesmo as classificações
supostamente promissoras de pessoas como
Personalidades do Tipo A (suscetíveis a ataques
cardíacos), Tipo B (menos suscetíveis) e
Personalidades Suscetíveis ao Câncer, etc.,
estão sendo rejeitadas pela impossibilidade de
correlacionar cientificamente a doença com "o
tipo de personalidade".
Um grande número de autores cristãos
populares e palestrantes como o psicólogo H.
Norman Wright e o analista financeiro Larry
Burkett são os responsáveis pela promoção
destes testes incorretos e nocivos. As teorias
dos quatro temperamentos e da classificação da
personalidade banalizam a alma e o espírito
humanos e fornecem desculpas para um
comportamento não-cristão. O foco está no eu,
analisando-se as emoções, a personalidade e a
infância da pessoa na tentativa de descobrir por
que ela pensa e faz o que faz.
O foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra
Ao contrário, a Bíblia coloca o foco em Deus,
em Cristo e em Sua Palavra, transferindo-o de
nós para ele, do passado para o serviço presente,
e para a esperança da volta de Cristo. Ao invés
de procurar identificar a personalidade e o
temperamento, consultando sistemas
especulativos
relacionados à psicologia,
astrologia e ocultismo, devemos deixar que
nossos pensamentos e ações sejam governados
pela suficiente e inerrante Palavra de Deus. A
Sua promessa é que, se observarmos a doutrina
em Sua Palavra, Ele dirigirá nossa vida através
de "repreensão, correção e educação na justiça"
(2 Tm 3.16). Como resultado, homens e
mulheres de Deus tornam-se maduros,
aperfeiçoados e preparados para toda boa obra
(v. 17). Pedro nos assegura que Deus "nos tem
doado todas as coisas que conduzem à vida e à
piedade, pelo conhecimento completo daquele
que nos chamou para a sua própria glória e
virtude" (2 Pe 1.3). Jesus declara que aqueles
que permanecem em obediência à Sua Palavra
são Seus verdadeiros
discípulos, que
"conhecem a verdade" e a quem a verdade
libertará (Jo 8.31-32). Somente os que duvidam
de tais promessas ou não querem seguir o
caminho da cruz voltam-se para teorias e
terapias humanas.
Exemplos bíblicos
A Bíblia jamais faz alusão aos tipos de
personalidade, nem classifica as
pessoas
segundo habilidades ou fraquezas como meio
..............................................................................................................
de identificar-lhes a capacidade e prognosticarlhes o sucesso ou o fracasso na obra de Deus.
Rejeitando a armadura de Saul, com apenas uma
funda e cinco pedras, Davi subiu contra Golias,
poderosamente armado, que aterrorizava todo o
exército de Israel. Qual foi o segredo? "Eu,
porém, vou contra ti em nome do Senhor dos
Exércitos... Hoje mesmo, o Senhor te entregará
nas minhas mãos" (1 Sm 17.45-46). A
confiança de Davi estava no Senhor e não em si
próprio. Mesmo que Davi não fosse hábil na
funda, Deus o capacitaria a acertar o alvo. Paulo
chegou ao ponto de afirmar que Deus lhe
dissera que o Seu poder se aperfeiçoava na
fraqueza de Paulo. Daí sua declaração:
"...quando sou franco, então, é que sou forte" (2
Co 12.10). Tais afirmativas refutam todo o
fundamento lógico dos testes de personalidade,
da identificação dos temperamentos, da autoestima e do aumento do valor- próprio.
A Bíblia está repleta de exemplos de homens e
mulheres odiados, abusados e renegados pelos
seus próprios familiares homens e mulheres
solitários, sem amigos, faltos de talentos ou
capacidade, mas que triunfaram nas maiores
adversidades porque confiavam em Deus. Estes
heróis e heroínas da fé desmentem a focalização
no ego humanista e antibíblica, que é a base de
todas as psicologias pop da cura interior.
Moisés é apenas um exemplo dentre muitos
outros.
O libertador Moisés
Quando Deus o chamou para ir ao Egito para
libertar o Seu povo, Moisés alegou ser incapaz
de tal missão e pediu-Lhe que escolhesse outra
pessoa (Êx 3.11; 4.10-13). Por acaso Deus lhe
aplicou algum teste de personalidade para
mostrar que Moisés tinha aptidão? O Senhor
tratou da frágil auto-estima de Moisés ou do seu
baixíssimo valor-próprio? Ele lhe receitou a
cura interior para libertá-lo das memórias
encobertas por ter sido abandonado pelos seus
pais e criado num lar adotivo, e da falta de
identidade própria resultante disto? Foi-lhe
ministrado um curso de auto-aperfeiçoamento,
autoconfiança e sucesso? Pelo contrário, Deus
lhe prometeu: "Eu serei contigo"!
O "aconselhamento" bem-intencionado
daqueles que tentam ajudar os cristãos a se
compreenderem pela focalização no eu, na
realidade, está privando os aconselhados da
presença e do poder divinos que Moisés
experimentou. As forças e fraquezas humanas
são irrelevantes neste caso. O que vale é se o
poder do Espírito Santo de Deus é ou não
manifesto na vida da pessoa. Muitos, se não a
maioria dos personagens bíblicos, bem como
dos heróis da fé mais recentes, desde os
primeiros mártires até os grandes pioneiros
missionários do século XIX, provavelmente
falhariam nos atuais testes dos perfis de
personalidade.
Na verdade, Deus não escolheu Moisés por sua
elevada qualificação, mas por ser ele o homem
mais manso na face da terra (Nm 12.3). Por que
Deus escolheria tal pessoa para enfrentar Faraó,
o mais poderoso imperador da época, no seu
próprio palácio, para libertar Israel de suas
garras? Ele o fez para ensinar os israelitas a
confiar nEle e não em homens para seu
livramento!
Os heróis da fé sem "terapias"
Jamais se encontra alusão de que José, Davi,
Daniel, ou qualquer outro herói da fé precisasse
de terapias
como as que estão por aí,
consideradas hoje tão vitais e eficazes. Foi
quando Jó teve um vislumbre de Deus e disse:
"Eu me abomino [odeio] e me arrependo no pó e
na cinza" (Jó 42.6), que ele foi restaurado pelo
Senhor. Foi também quando Isaías teve a visão
de Deus e clamou: "Ai de mim! Estou perdido!
(Is 6. 1-8) que Deus pôde usá-lo. Precisamos
mudar o foco de nossa atenção, volvendo os
olhos para o Senhor e não para nós mesmos.
Manifestação do poder de Deus em nossa
fraqueza
Tenha sede de Deus! Procure conhecê-lO! O
fruto do Espírito não vem como resultado de
compreendermos a nós mesmos através do uso
de técnicas ou análises humanistas, mesmo
revestidas de linguagem bíblica, mas pela
manifestação do poder do Espírito Santo em
nossa fraqueza. Seja fraco o suficiente para que
Ele possa usá-lo!
(TBC 2/93, traduzido por David Oliveira Silva
Revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1998
http://www.chamada.com.br/mensagens
..............................................................................................................
“SEGURA, PEÃO, QUE JESUS AÍ VEM!”
T
Pr. Samuel Barreto*
udo aconteceu no interior baiano, terrinha boa, onde acontece
coisa do arco da velha!! Ali jaz uma pequena cidade de povo pacato, gente
simpática e bondosa onde existem duas igrejas batistas em pleno
progresso. Sendo uma mais fiel aos princípios doutrinários da genuína fé
batista, os dois pastores não conseguem manter
plena comunhão
ministerial. Um é adepto da música gospel, brega, do "mexe-mexe", onde a
moçada pula, rebola e sacode bonito ao som repicado dos atabaques,
baterias, pandeiros et caterva. O outro, prima pela música sacra, do céu
que deve ser cantada pelos santos de Deus nos cultos de louvor e adoração
em espírito e verdade.
Um gosta do envolvimento político e ecumênico, onde prevalece toda podridão moral,
falsidade e mentira próprias do domínio PAPAL e de nossas duas casas do Poder Legislativo Nacional,
onde se alteram os painéis de votação e acabam com a SUDAM E SUDENE, jogando pela mídia toda
lama podre dos atos desavergonhados de políticos corruptos e indignos de um País sério. O outro é
resguardado, comedido e comprometido somente com a verdade e com os verdadeiros crentes capazes
de dar suas vidas por amor de Jesus Cristo como nos velhos tempos de "Roma locuta causa finita est"
quando a imagem dos Césares era exaltada na fúria maligna da multidão ávida de sangue e Jesus a tudo
sobrepujava no testemunho heróico dos mártires que tombavam devorados pelas garras afiados de leões
famintos para glória e honra do Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Pois bem, foi em tal circunstância que surgiu a idéia de uma passeata na base do "SEGURA
PEÃO QUE JESUS AÍ VEM," planejada pelo líder bonachão, amigo das multidões e ávido de
popularidade que teve lugar no dia Primeiro de Maio do ano em curso. Na hora aprazada, lá estavam
todos a postos das igrejas batistas circunvizinhas e de outras denominações sem escrúpulos políticos e
religiosos, para execução do grande evento, exceto o pastor fiel a Jesus Cristo, já considerado como
separatista, intransigente e opositor principal da turba ecumênica e festeira liderada pelo colega liberal,
bacana e "prafrentex", conhecido como acerbo defensor do VALE TUDO EM NOME DE JESUS para
glória para glória de seus interesses pessoais.
Foi assim que o avacalhado desfile começou, tendo na retaguarda a multidão incauta atrás do
trio elétrico tocando e cantando músicas próprias do momento e à frente, um grupo especial de cavaleiros
em trajes típicos, ostentando grande faixa com o exótico desafio: "SEGURA PEÃO QUE JESUS AÍ
VEM!" Mas até aí, tudo sofrível aos olhos de Deus que tudo contempla, aguardando Sua vez de
confrontar o poder das trevas no Juízo Final que, a seu tempo, anarquiza, zomba e escarnece de tudo que
é santo, divino e sagrado em matéria de VIDACRISTÃ NORMAL.
Mas o pior aconteceu quando o líder festeiro resolveu parar o exótico desfile religioso em
frente à casa do colega de posição contrária à irreverente fuzarca e pediu que alguém fizesse uma oração
forte, declarando AMARRADO o demônio daquela rua que estava contra a tal manifestação popular em
plena execução. Feito isso através dos potentes alto-falantes do trio elétrico, logo todos perceberam o
destino da maldita AMARRAÇÃO, resultando na reprovação de muitos só agora foram despertados
contra a desvairada iniciativa marcada por tanta falta de respeito e consideração em matéria de ética
pastoral. Felizmente a vítima da terrível afronta, estava de joelhos nos seus aposentos, orando para que
Deus transformasse o mal em bênção, abrindo os olhos da multidão incauta atrás de um guia cego que
nada entende, conforme Mt.15.13-14. O nobre gesto digno de Jesus Cristo da parte ofendida fez com que
tudo findasse sem maiores conseqüências para o testemunho do verdadeiro Evangelho tão anarquizado e
desmoralizado por líderes e liderados incapazes de decidir entre o certo e o errado, o santo e o profano,
Deus e o diabo em terras baianas. Assim sendo, deixo aqui o nosso brado de alerta contra toda iniciativa
profana, anárquica e apóstata, tomada por tantos quantos que no seu desvario moral e espiritual tentem
agredir e afrontar os verdadeiros santos de Deus na base de eventos que só servem para denegrir a
imagem do Evangelho como no caso do "SEGURAPEÃO QUE JESUSAÍ VEM.”
*O autor é pastor da PIB de Itabuna/Ba e autor do livro “NO CONTEXTO DO FIM”.
..............................................................................................................
PREGAÇÃO E CRESCIMENTO DA IGREJA
Continuação
A
pregação que produz a edificação e o
crescimento da Igreja do Senhor Jesus...
III. DEVE ESTAR COMPROMETIDA COM A
SÃ DOUTRINA, (v.v.3,4;6)
“ Porque virá tempo em que não suportarão a
sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir
coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres
segundo os seus próprios desejos, e não só
desviarão os ouvidos da verdade, mas se
voltarão às fábulas. Quanto a mim, já estou
sendo derramado como libação, e o tempo da
minha partida está próximo”.
Uma das marcas distintivas do ensino de Jesus e
dos apóstolos é a defesa e conservação da
doutrina cristã. A igreja primitiva em Jerusalém,
nos diz Lucas: “ Perseverava na doutrina dos
apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e
nas orações” ( Atos 2.42). O que significava esta
perseverança na doutrina apostólica? Em Atos
4.33, lemos: “ E os apóstolos davam , com
grande poder testemunho da ressurreição do
Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante
graça”. Porém, o texto fundamental quanto a
questão da “perseverança na doutrina dos
apóstolos”, encontra-se em 1 Corintios 15.1-4,
denominado pelos estudiosos de o “Kerigma
Primitivo”, onde o Evangelho é proclamado
assim: “ Porque primeiramente vos entreguei o
que também recebi: que Cristo morreu pelos
nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi
sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia
segundos as Escritura, e que foi visto...” Eis o
cerne, a essência da mensagem
neotestamentária.
9
Um dos mais antigos documentos da igreja que
faz menção a esta realidade, isto é, de que a
pregação que promove realmente a edificação e
o crescimento da igreja, alicerça-se sob a
doutrina, é o “Didaquê ou o Ensino dos Doze”,
e uma leitura do mesmo nestes dias de abandona
da doutrina é recomendável e salutar. Era a
firmeza doutrinária que preocupava o grande
apóstolo aos gentios. Esta, justifica-se
plenamente, pois, antes de sair definitivamente
do cenário humano, “e de ser derramado como
libação”, como já havia advertido, deseja que
Timóteo esteja preparado para enfrentar os
inimigos da fé cristã. Paulo indica o surgimento
de grandes correntes heréticas no seio da igreja
do Senhor, especialmente num tempo
denominado de “os últimos dias”, para os quais
nós também devemos atentar (2 Tm. 3.1,2; At.
20.28-30).
Paulo tinha certeza de que a morte se
10
aproximava. Duas metáforas explicam-na:
uma tirada da prática sacrificial judaica, “já
estou sendo derramado como libação”, retrata o
9 . Coleção Padres Apostólicos. O Didaque O Ensino do Senhor através dos Doze Apóstolos. Vol.11. José Gonçalves Salvador, São Paulo, SP: Junta
Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista, 1957.
10 . Cf. BROADMAN, Op. Cit. p. 425.
..............................................................................................................
derramamento do vinho sobre a vítima,
imediatamente antes de sua imolação (Ex.
29.40; 30.9; Num.28.7). E, a outra, é provém da
vida naval ou militar. A palavra grega traduzida
como “partida” designava o “afrouxamento das
cordas de suas estacas, na preparação para o
navio zarpar ou para que os soldados
levantassem acampamento”. É um apelo
extraordinário que pode ser interpretado assim:
“Eu vou; você, porém, continuará a obra!” Que
percepção e que grandeza de visão ministerial!
Púlpitos comprometidos com a sã doutrina,
promovem a edificação e o crescimento da
igreja de Cristo. Deus assegura a sua benção aos
fiéis pregadores: “ a minha Palavra não voltará
vazia”.
Igrejas comprometidas com a Palavra de Deus e
a pregação bíblica, farão uma enorme diferença
neste mundo; incomodarão o inferno e as hostes
do maligno. Nunca é demais relembrar que
igrejas e ministros comprometidos com a sã
doutrina, e, portanto, apostólica, conforme o
Novo Testamento e a história comprovam,
enfrentarão sempre:
1 - Severa oposição do mundo e da igreja
apóstata.
“Haverá tempo...”, está em foco um período
ainda futuro nesta passagem, apesar da apostasia
já está em curso. Paulo carateriza de forma clara
e precisa os apóstatas da fé cristã, dizendo que:
“Eles não suportarão a sã doutrina”, isto é, a
repelirão abertamente, de forma veemente e
decidia, sem contudo, afastarem-se do seio da
igreja.“Eles fecharão os ouvidos a verdade”, ou
seja, rejeitarão terminantemente a verdade
revelada de Deus em Cristo e na sua Palavra. A
figura usada aqui é a do “ Comichão nos
ouvidos”, que significa literalmente: “coceira
intensa”, “desejo ardente por novas idéias”.
Infelizmente a verdade de Deus, tende a ser
rejeitada e trocada pelas novidades, mesmo que
estas sejam totalmente heréticas, antibíblicas.
“Amontoarão para si mestres”, segundo os
seus próprios desejos e fantasias. Seus próprios
é enfático, e reflete o fato de que os mesmos não
estão preocupados com a verdade ou a
inquirição espiritual. Aproxima-se disto em
nossos dias, a “especulação teológica”, que
para nada serve a não ser como passa tempo para
divertir alguns e desviar outros da fé cristã .“Se
desviarão para as fábulas, mitos”, no grego
fábulas judaicas. Mitos sobre a vida dos
patriarcas, estando ainda implícitos, os mitos
gnósticos e, portanto, da filosofia pagã.
2 - Terão de resistir a tentação de “crescer”.
Devemos resistir ao crescimento da igreja. Dito
assim, parece uma tremenda contradição, pois
estamos refletindo exatamente sobre isto? Que
tipo de crescimento devemos rejeitar? O
crescimento que devemos rejeitar, é aquele que é
“produzido” e buscado de todas as formas e à
qualquer preço, não impontando os meios se
legítimos ou não; se fundamentados na verdade
revelada nas Escrituras ou não. Tal crescimento,
além de ser fantasioso, é antibíblico e deve ser
rejeitado.
A impressão que brota ao lermos passagens
como esta na Carta à Timóteo, é que Paulo
transpôs profeticamente os seus dias e chegou
até os nossos. O que observamos neste final de
século XX e início do terceiro milênio, é que as
profecias que apontam para os "últimos dias",
cumprem-se literalmente dentro da própria
igreja do Senhor. Por exemplo: na Europa,
Rudolf Bultmann, com sua "teologia liberal",
tentou reduzir o Evangelho a uma simples
categoria de mitos pré-fabricados pela mente
fértil e mágica da igreja primitiva; Albert
Schweitzer, tentou reduzir Jesus a um " simples
homem para outro"; os chamados "teólogos da
morte de Deus", tentaram reduzir, " Deus ao
túmulo", como se isto fosse realmente possível.
Na América Latina, "os teólogos da teologia da
libertação", reduziram o Evangelho da graça,
como bons universalistas que são, a uma luta de
classes; e, nos Estados Unidos e no Brasil, a
"teologia da prosperidade ou da confissão
positiva", reduziu o Evangelho a uma a
estratégia mercantilista - saúde, riquezas e
poder. Não é de admirar o grande fracasso da
igreja nos dias atuais, apesar de seus templos se
encontrarem sempre cheios. Esta forma
..............................................................................................................
científica e filosófica de compreende, ensinar e
pregar na Igreja de Cristo, produziu, como
resultado principal, um afastamento das
Escrituras e, consequentemente, gerou frieza e
indiferença para com a Igreja e a pregação do
Evangelho.
Preocupa-nos a defesa e o ensino em nossas
igreja da Sã Doutrina no ministério diário?
Anima-nos avançar contra a falsa
espiritualidade atual tão presente em muitas
igrejas?
Inflama-nos a alma e o coração proclamar as
Boas Novas de Salvação em Cristo Jesus?
CONCLUSÃO
O Dr. James D. Crane, citando o Dr. E. C.
Dargan, em sua monumental obra “A História
da Pregação”, disse o seguinte: “ O fundador
do cristianismo, foi, por sua vez, o primeiro
entre os seus pregadores; porém foi antecipado
por seu precursor e seguido pelos seus
apóstolos, e na pregação destes a proclamação
e o ensino da Palavra de Deus por meio do
discurso público foram convertidos na marca
11
essencial e permanente da religião cristã”
A história da igreja confirma esta declaração.
Desde o primeiro século, segundo o registro dos
Atos dos Apóstolos, notamos o quanto a
pregação era central na vida da igreja primitiva.
Quando Filipe desceu a Samária, “pregavalhes...”(.8.5). Quando Pedro se apresentou
diante do centurião romano em Cesaréia, disselhe que o Senhor “ nos mandou pregar”
(10.42). Ao descreverem São Paulo, os
Atenienses disseram: “ ... parece ser um
pregador” (17.18). E o próprio Paulo afirmou
aos Coríntios: “ Cristo... me enviou para pregar
o evangelho. Assim pregamos, e assim crestes ”
( I Cor 1.17; 15.11).
O Dr. Martyn Lloyd-Jones, analisando o
crescimento e o declínio da pregação, bem como
a sua primazia na história da igreja, disse:
Não se torna evidente, quando nos é
dado contemplar uma visão panorâmica da
história da igreja, de que os períodos e eras
de decadência, sempre foram épocas
em que a pregação vinha declinando?
E o que é que sempre pressagia o alvorecer
de uma reforma ou de um
reavivamento? É a renovação da pregação
bíblica.
Não somente um novo interesse pela
pregação, mas uma nova espécie de
pregação. O reavivamento da autêntica
pregação sempre anunciou de antemão esses
grandes movimentos na história da igreja.
E, naturalmente, ao chegarem a reforma e o
reavivamento, eles sempre têm conduzido a
grandes e notáveis períodos da mais
profunda pregação que a igreja jamais tem
conhecido. Tal como foi verdade no começo,
conforme se acha descrito no livro de Atos,
assim também se deu após a Reforma
Protestante . Lutéro, Calvino, Knox, Latimer,
Ridley todos esses homens foram magníficos
Pregadores.
No século XVII,
Jonathan
Edwards, George Whitefield, os irmãos
Wesley, Rowland e Harris, foram todos eles
grandes pregadores. Aquela foi uma era de
pregação grandiosa. Sempre que se verifica
reforma e reavivamento, o resultado é sempre
12
esse inevitavelmente.
De fato, a pregação é a tarefa suprema do
pastor e por conseguinte da igreja. Para ela
não há substituto, pois a tarefa primordial da
igreja consiste em pregar e anunciar ao mundo “
todo o conselho de Deus”. E deve fazê-lo com
um senso de profunda reverência e urgência na
presença do Senhor. O mundo jaz no maligno e
cambaleia entre crendices e superstições mil.
Idolatria, feitiçaria, misticismo, e impiedade são
as características de nossa geração. E só há um
poder capaz de transformar tal realidade, ou
seja, o poder de Deus, mediante o Evangelho de
Cristo Jesus.
A pregação que produz a edificação e o
crescimento da igreja demanda tempo, oração e
completa dependência do Senhor Jesus.
Estamos conscientes disto? É preciso pregar “ a
tempo e fora de tempo” no poder do Espírito
Santo, deixando os resultados com Deus. Se
11 . James D. CRANE. O Sermão Eficaz. Tradução de João Soares da Fonseca, Rio de Janeiro: JUERP, 1989, p. 16
12 . Cf. LLOYD-JONES, Op. Cit. p. 18.
..............................................................................................................
desejamos o crescimento da igreja, então
proclamemos a Palavra de Deus com ousadia,
fidelidade e autoridade. Afirmamos com
convicção, que a pregação que produz a
edificação e o crescimento da Igreja Cristo, em
todo e qualquer tempo, impreterivelmente têm
de estar:
CENTRADA EM DEUS! NO DEUS ETERNO
E TODO-PODEROSO!
ALICERÇADA FIRMEMENTE NA
PALAVRADE DEUS!
COMPROMETIDACOM ASÃ DOUTRINA!
Amados, a pregação que é digna deste nome,
não é uma tarefa qualquer. Ela é uma tarefa para
toda a vida de um homem. Ela precisa ser regada
com orações e esforço diário e, acima de tudo,
ela depende da vida de homens que se submetem
a Deus. Somente estes podem fazer diferença!
Cecil Osborne, conta uma história interessante.
Ele diz: “ Um americano, que visitava um velho
castelo Inglês, perguntou ao jardineiro-chefe
como ele conseguia produzir um gramado tão
magnifico. O velho cavalheiro olhou para baixo
pensativo, contemplando a grama fofa e
aveludada, e disse: - Bem, nós apenas
plantamos, fertilizamos regularmente,
molhamos e aparamos cuidadosamente o
13
gramado durante quatrocentos anos” .
Amados, qualquer projeto digno toma
tempo. E nada neste mundo pode se
comparar ao ministério da pregação. Faço
minha a declaração de amor a pregação do
Dr. Lloyd-Jones, que diz: “ Para mim a
pregação é a mais elevada, a maior e a mais
gloriosa vocação para a qual alguém pode ser
chamado”14. A minha oração é que o Senhor
da seara chame e envie muitos pregadores
poderosos para que proclamem “ as
insondáveis riquezas de Cristo”. Amém.
Pr. ANTONIO SÉRGIO DE ARAÚJO COSTA
PASTOR BATISTA. MEMBRO DA COORDENADORIA DE
EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DA CONVENÇÃO BATISTA
BAIANA;
MESTRE E DOUTORANDO EM TEOLOGIA ÁREA DE
CONCENTRAÇÃO HOMILÉTICA , PELO STBNB-RECIFE.
PROFESSOR DE HOMILÉTICA, HERMENÊUTICA E
EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO.
PRELEÇÃO APRESENTADA NA CONFERÊNCIA
TEOLÓGICA NO SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA
DO NORTE DO BRASIL, PRIMAVERA 29.10.1999,
RECIFE, PE.
Bibliografia:
1 - BROADUS, John A. O Preparo e a Entrega de Sermões.
Tradução do Ver. Waldemar W. Wey, Rio de Janeiro, RJ: Casa
Publicadora Batista, 1960.
2 - BROADMAN, Comentário Bíblico: Novo Testamento, II
Corintios-Filemon, Vol 11. Editor Geral: Clifton J. Allen.
Tradução de Adiel Almeida de Oliveira. Rio de Janeiro,
JUERP, 1985.
3 - CRANE, James D. O Sermão Eficaz. Tradução de João
Soares da Fonseca, Rio de Janeiro, RJ: JUERP, 1989.
4 - LLOYD-JONES, Martyn D. Pregação e Pregadores.
Tradução de João Marques Bentes, São Paulo: Fiel, 1984.
5 - OSBORNE, Cecil G. A Arte de Aprender a Amar a Si
Mesmo. Tradução de Roberto Alves de Souza, 7ª ed. Rio de
Janeiro: JUERP, 1994.
6 - SALVADOR, José G. Coleção Padres Apostólicos. O
Didaque O Ensino do Senhor através dos Doze Apóstolos.
Vol.11, São Paulo, SP: Junta Geral de Educação Cristã da
Igreja Metodista, 1957.
7 - STAGG, Frank. O Livro dos Atos dos Apóstolos.
Tradução do Ver. Waldemar W. Wey. 2ª ed. Rio de Janeiro,
RJ: JUERP,1982. Ver também I. Howard MARSHALL. Atos
Introdução e Comentário. Trad. de Gordon Chown, São
Paulo: Mundo Cristão, 1985.
8 - SUMNER, Roberto L. Evangelização: A Igreja em
Chamas. São Paulo, SP: Imprensa Batista Regular, 1980.
Revista Apologética Cristã
www.sadoutrina.cjb.net
VISITE NOSSO SITE!
13 . Cecil G. OSBORNE. AArte deAprender aAmar a Si Mesmo. Tradução de RobertoAlves de Souza, 7ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994, p. 6.
14 . Cf. LLOYD-JONES, Op. Cit. p. 7.
www.sadoutrina.cjb.net
..............................................................................................................
20
POESIAS
Soneto da Salvação
Marcos Antônio Freire Martins
Quando vejo as nuvens se formando no céu,
O brilho do sol ofuscado,
E sinto o vento soprando ao léu
Sei que os maus tempos são chegados...
Quando então o mar se agita
O dia se faz em negra noite
Quando em turbilhão se vê a vida
E os pensamentos são tomados de açoite...
Quando sem rumo é levada a embarcação
E as águas vorazes assustam:
De onde me virá a salvação?
Quando já não há mais saída
E a vida tão frágil perece perdida...
Então o Senhor me estende as suas fortes mãos!
A Um Irmão Que Sofre
Pr. José Infante
PIBB Vitória da Conquista/BA
Quando a angústia te envolver
Açoitando o teu frágil ser,
Cai de joelhos e clama por Jesus.
Sabe o que é dor pregado na cruz.
Quando a inquietação enublar o dia
Furtando os momentos de alegria,
Não temas, lança-te aos pés da Verdade
Pois Ele sabe as nossas necessidades.
Quando fraco oscilaras na caminhada,
Débil para orar, sem forças para nada,
Lembra-te do Senhor e, entre incertezas,
Seu poder atuará nas tuas fraquezas.
Angústia, sofrimento ou cruel solidão,
Ajoelha-te em fraqueza, abre o coração.
Por mais que seja o golpe profundo,
TEM ÂNIMO, JESUS VENCEU O MUNDO!
..............................................................................................................
O FRACASSO
DO OUTRO EVANGELHO
Pr. José Infante
Júnior, 1ª IBB de Vitória da
Conquista/BA.
“No afirmar do apóstolo Paulo,
havendo outro evangelho
anunciando outro Jesus e aceitando
outro espírito, há, certamente,
aqueles que o proclamam. Não se
trata de fazer juízo, porém, à “Luz da
Candeia”, como ensinou Jesus,
observar com discernimento os
frutos do tal movimento e seus
líderes.”
Pedidos: (77) 421.1567
LÍNGUAS E O MOVIMENTO
PENTECOSTAL-CARISMÁTICO
Pr. Rômulo Weden
Ribeiro, Templo Batista
Maranata de Goiania.
Quem pode falar em “novas
línguas”? É um dom para os
“últimos dias”? Afinal, o que vem a
ser realmente o “dom de línguas”?
Tem suscitado edificação ou
divisão? É um sinal de avivamento?
Estas, e muitas outras perguntas, são
respondidas nas páginas desse livro.
Pedidos: Caixa Postal
16.051, AC. Canaã CEP
74.423-970 Goiania/GO
A SEDUÇÃO DO CRISTIANISMO
Dave Hunt e T. A.
McMahon,
Obra
Missionária Chamada da Meia
Noite.
A Bíblia afirma claramente que uma
grande apostasia terá que ocorrer
antes da segunda vinda de Cristo. Os
cristãos atuais estão sendo
enganados por uma nova visão do
mundo, mais sutil e mais sedutora do
que qualquer coisa que o mundo já
experimentou.
Pedidos: (51) 241.5050
Cremos:
1- Na inspiração plena das Sagradas Escrituras nas
línguas originais, preservadas com exatidão e
infalibilidade como Palavra de Deus, a única
autoridade em matéria de fé e prática.
2- Na existência e personalidade sobrenatural de um
só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
3- Na divindade do Senhor Jesus Cristo, assim como
a sua humanidade, que se fez em tudo semelhante ao
homem, todavia sem pecado.
4- Na concepção sobrenatural pelo Espírito Santo e
no nascimento virginal do nosso Senhor Jesus
Cristo.
5- Na sua morte vicária e expiatória, em que Ele deu
sua vida vertendo seu imaculado sangue para salvar
o pecador, por efeito unicamente da soberana graça
através da fé e não por obras; e na sua ressurreição no
mesmo corpo em que foi crucificado.
6- Na vinda pessoal, corporal e iminente de Jesus
Cristo, para buscar a sua Igreja, e na Sua segunda
vinda com poder e grande glória para estabelecer seu
reinado, cumprindo, assim, as promessas feitas ao
seu povo.
7- Na salvação do homem efetuada única e
exclusivamente pela soberana graça de Deus, através
da fé, não por meio de obras, sendo que todos os
homens são pecadores perdidos carecendo da graça e
glória de Deus.
8- Na necessidade de manter a pureza da igreja, tanto
na doutrina como na prática, julgando todas as coisas
pela Bíblia e por ela sendo julgado.
9- No batismo com o Espírito Santos no momento
que o pecador recebe a Jesus Cristo como seu único e
todo suficiente Salvador pessoal; e, que os dons do
Espírito Santo concedidos à Igreja, precisam ser
compreendidos à luz de todo o Novo Testamento e da
história da Igreja de Cristo.
10- Na necessidade de manter um louvor reverente
que consulte o caráter e a dignidade do nosso Deus e
Pai revelado em Cristo Jesus, o Senhor.
11- Na separação Bíblica de todo aquele que nega a
fé e se compromete com o erro, e a apostasia.
12- Na prática da fidelidade à fé, e no compromisso
diário de anunciá-la a toda criatura.
“SOLA FIDE', “SOLA
SCRIPTURAE”, “SOLUS CRISTUS”
..............................................................................................................
VISITE NOSSO SITE!
A melhor revista apologética do Brasil
www.sadoutrina.cjb.net
PREÇOS
VALOR UNITÁRIO R$ 2,50
ASSINATURA R$ 15,00
(6 Edições)
ASSINATURA E Nº ATRASADO
A/c MARCOS A. F. MARTINS
Praça Gerson Sales nº 42 1º andar - Bairro Alto Maron
CEP 45.045-020 Vitória da Conquista/BA
Fone: (77)421.6117 / 9966-6166
www.sadoutrina.cjb.net
ASSINE JÁ
üSim, quero receber a melhor revista apologéticopolemista do País em minha casa por apenas R$
15,00 (quinze reais) ao ano.
¨ Ordem de Pagamento
¨ Cheque nominal a Revista SÃ DOUTRINA
¨ Cheque Correios
Nome: __________________________________
_______________________________________
Endereço: _______________________________
_______________________________________
Bairro: __________________________________
CEP: ___________________________________
Fone: (
Fax: (
) ___________________________
) _____________________________
RG/IE: _________________________________
CIC/CNPJ: ______________________________
E-mail: _________________________________
Data Nascimento: _________________________
Igreja: __________________________________
Endereço: _______________________________
_______________________________________
VISITE NOSSO SITE!
Cidade/UF: ______________________________
www.sadoutrina.cjb.net
Revista Apologética Cristã
Cidade/UF: ______________________________
Cargo: _________________________________
Data: ___________________________________
Assinatura: ______________________________
_______________________________________
Preencha o formulário e envie para: Revista SÃ
DOUTRINA - A/C MARCOS A. F. MARTINS. Pça.
Gerson Sales nº 42 - 1º andar. B. Alto Maron,
Vitória da Conquista/BA - CEP 45.045-020 ou pelo
e-mail: [email protected] (digitar as
informações do recibo de depósito para
conferência).
PREÇO PROMOCIONAL (P/ ASSINATURA E
PREÇO DE CAPA).
Seis exemplares ao ano.
www.sadoutrina.cjb.net
ASSESSORIA E
CONSULTORIA
JURÍDICA
Dr. Whallas Correia Santos
OAB/BA 15274
Rua Ascendino Melo, 297 - Centro - Shopping Itatiaia
Sala 207 - CEP 45.020-740 - Vitória da Conquista - Bahia
FoneFax (77)424-5502
E-mail: [email protected]
Download

Revista Sã Doutrina Nº3 (Inte