Revista Apologético-polemista Cristã Ano 1 Jan/Fev 2002 nº 03 MURILO PORTO www.sadoutrina.cjb.net Editorial 02 Às Igrejas Sem Pastores 03 As Línguas no Novo Testamento 04 Línguas 06 Cristianismo ou Animismo 09 Eu Serei Contigo 12 Segura Peão, que Jesus ai Vem!! 16 Pregação e Crescimento da Igreja 17 Poesias 21 Indicações Bibliográficas 22 AS OPINIÕES EMITIDAS EM ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA REVISTA. É VEDADA A UTILIZAÇÃO, REPRODUÇÃO OU APROPRIAÇÃO DOS TEXTOS, FOTOS E CRIAÇÕES SEM A AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DOS TITULARES DOS DIREITOS AUTORAIS. Em seu livro “A Sedução do Cristianismo”, Dave Hunt e T.A. McMahon observaram uma corrupção bem latente nos dias atuais: enquanto antes se costumava dizer: “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguições” (2 Timóteo 3:12), hoje se diz: “Aqueles que vivem vidas piedosas serão honrados e bem sucedido neste mundo”. E - acrescentam - já não são apenas os indivíduos que perseguem o sucesso; as igrejas também o fazem, e quanto maior ela for mais bem-sucedida ela será considerada. Mas, o que estaria crescendo de fato, o cristianismo autêntico, bíblico, abraçado pelos cristãos autênticos, ou o animismo? Essa interrogação é respondida com grande eloqüência pelo Pr. Dinelcir de Souza Lima no título “Cristianismo ou Animismo” trazido pela Revista Sã Doutrina neste seu terceiro número. Segundo o professor Dinelcir, o líder carismático é, na realidade, um xamã, exercendo a autoridade através de imposição de costumes religiosos que se tornam verdadeiros tabus, distantes da verdade bíblica. Nesse quadro de apostasia, seguem-se as diversas práticas antibíblicas ou extrabíblicas conduzidas pelos xamãs modernos, detentores de “poderes” especiais: copos de água abençoados, óleos ungidos, sal grosso, arruda, fitinhas, práticas de rituais de purificação como abstinências sexuais, jejuns, correntes de oração, retiros espirituais, etc. E a lista continua infinda... Novidades e mais novidades vão penetrando o seio da igreja, angariando a simpatia de pastores moderninhos, antes fiéis à sã doutrina. Some-se a elas as terapias regressivas (praticadas largamente pelos adeptos do G12), das quais Dave Hunt faz uma profunda análise no artigo “Eu Serei Contigo”. Demonstra ele que estas ramificações de teorias freudianas e jungianas, “criadas para sondar o inconsciente do indivíduo à procura de lembranças escondidas que supostamente causam males que vão desde a depressão, os acessos de ira e até as más condutas sexuais...”, vem sutilmente invadindo o espaço que antes era ocupado pela Palavra viva e eficaz... Em meio a tanta confusão, os pastores Calvin Gardner e Waldemar Janzen trazem dois artigos bastantes esclarecedores sobre o tema “línguas”, mostrando-nos que o falar em línguas tem as suas limitações, inclusive no tempo. Na epístola “Às Igrejas sem Pastores”, o Pr. José Infante escreve bravamente aos rebanhos sem pastores para que estejam alertas, escapando da sedução dos cães que se candidatam a pastorear as Igrejas que ficaram sem os seus atalaias. Finalmente, os dois últimos artigos encerram semelhante elucidação da sã doutrina. Em “Segura Peão, que Jesus aí Vem”, o Pr. Samuel Barreto mantém a sua incansável predisposição na luta contra a apostasia daquele que ao mal chamam de bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e que põem o amargo por doce, e o doce por amargo (cf. Isaías 5:20). Não podemos olvidar a segunda parte do bem tecido discurso do Pr. Antônio Sérgio, editor-chefe da nossa Revista, de título “Pregação e Crescimento da Igreja, no qual ele demonstra, primordialmente, que a pregação que produz a edificação e o crescimento da Igreja deve estar comprometida com a sã doutrina. Boa leitura! A DIREÇÃO VISITE NOSSO SITE! A Sedução do Cristianismo EDITORIAL www.sadoutrina.cjb.net .............................................................................................................. 2 ÀS IGREJAS SEM PASTORES Pr. José Infante* H á, não há negar, uma preocupação que vai crescendo entre as Igrejas bíblicas que, de uma maneira ou de outra, ficaram sem os seus atalaias. O que antes não era tão difícil, hoje é um grande problema. Faltam pastores. Vivemos o gemido do salmista: “Socorro, Senhor! Porque... desaparecem os fiéis” (Sl. 12:1). O que fazer? Muita oração, é claro, muita mesmo! É fator principal à situação de um assunto de soleníssima importância, não há dúvida alguma. Todavia, como sugestão apenas, atrevo-me a sugerir além do “andar de joelhos”, o seguinte: 1. Não se encantar com a eloqüência e demonstração de conhecimentos do obreiro em vista. É uma característica excelente desde que seja um homem como Apeles, “aprovado em Cristo” (Rm. 16:10). Não é uma série de conferências que esta “aprovação” ficará evidente à igreja. É preciso mais do que isso. Hoje, diante dos “tempos difíceis”, é mister “sabatinar” o candidato diante da igreja. Buscar informações sobre ele o mais que possível for. 2. É aconselhável, para tranqüilidade da igreja e da denominação, ter uma declaração do pastor em vista à liderança do rebanho sobre a sua posição quanto a determinadas doutrinas, tais como: Espírito Santo (os dons, principalmente), Missões, Divórcio, Batismos (membros vindos de outras denominações, pentecostais ou não), Escatologia (crê no Milênio?) e etc. É muita coisa, dirão alguns. Certamente, também acho. Mas quando nos lembramos de tanto sofrimento causado por “escolhas erradas”, é bom orar muito, examinar bem e, como ensina a Palavra, “Apressar-se devagar” (Is. 28:16). 3. É indispensável saber como é o pastor com a família. Sua esposa é integrada? É uma família amorosa? É ele, o pastor, amado pelos filhos? São perguntas (certamente há outras) que não podem, no contexto em que vivemos, ficar ocultas. Enfim, como disse, sugestões, apenas sugestões! O momento é difícil, alguém duvida? Creio que lendo estas linhas deve ter lembrado de algum caso de infidelidade doutrinária, divisão por causa da música e práticas estranhas à sã doutrina, ou algum tipo de “novidade” que algum pastor trouxe para o aprisco e esfacelou a igreja. Não me tenha como pessimista. É a realidade. Todavia enquanto Cristo ainda não nos arrebatar, estas igrejas fiéis que estão enfrentando este problema com muita oração e prudência, com certeza, encontrarão um homem dos “sete mil que não se curvaram” diante das “novidades” do presente século. Amém! Rua Siqueira Campos, 166 - Centro FoneFax: (77)424-4520 CEP 45.020-000 Vitória da Conquista Bahia Email: [email protected] *Pastor da 1ª IBB de Vitória da Conquista/BA, autor dos livros “O Fracasso do Outro Evangelho”, “Israel, a Nação Eterna”, “A Era 666”, dentre outras obras. AS “LINGUAS NO NOVO TESTAMENTO Pr. Calvin G. Gardner* H oje em dia há confusão sobre o assunto de 'línguas' entre os que trabalham com a Palavra de Deus. Quando a Palavra de Deus é entendida, ela traz paz às igrejas dos santos e nunca a confusão (I Cor 14:33). Mas o que existe hoje, entre as pessoas que dizem que são da Bíblia, é muita confusão. Igrejas de graus diferentes de regulamento sobre o assunto existem, mas a Bíblia é uma só. Convém um estudo mais detalhado para esclarecer o que a Bíblia diz sobre as 'línguas' no Novo Testamento. I. Significado da palavra “Língua” no Novo Testamento A. As quatro palavras Gregas usadas como 'línguas' no Novo Testamento. Concordância Strong's usado junto com o seu léxico da linguagem grega do Novo Testamento. 1. GLOSSA(#1100) - significa: 1) a língua, um membro do corpo, o órgão do corpo, um órgão de fala; 2) uma língua; como a linguagem ou dialeto usado por um povo, distinto das linguagens de outras nações. 2. DIALEKTOS (#1258) - significa: 1) conversação, ato de falar, discursar, linguagem, 2) a língua ou linguagem peculiar de um povo. 3. HEBRAISTI (#1447) - significa: 1) em Hebraico, por exemplo, na linguagem da Caldéia 4. HELLENIKOS (#1673) - significa: 1) da Grécia B. Os usos destas palavras gregas 1. GLOSSA, #1100, é a palavra grega mais usada no Novo Testamento (no singular é usada umas 30 vezes e no plural umas 25 vezes). Todas as vezes que se vê a palavra 'língua' ou 'línguas' no Novo Testamento e que não conste na lista das outras palavras gregas, ela vem desta palavra que significa ou a língua como órgão do corpo ou uma linguagem peculiar de um povo. LINGUAGEM: I Cor 14:26; NACIONALIDADE: Apoc 5:9; 14:6; ATO DE FALAR: I Cor 14:9; Tiago 1:26; I João 3:18; ÓRGÃO: entre os usos vede Atos 2:26; Rom 14:11; Fil. 2:11; Tiago 3:5-8; I Ped 3:10; LINGUAGEM DESCONHECIDA: 6 vezes: I Cor 14:2,4,13,14,19,27. 2. DIALEKTOS, #1258, é uma palavra grega usada só seis vezes no Novo Testamento, 5 vezes como 'língua' e uma vez usada como 'linguagem'. LÍNGUA: Atos 1:19; 2:8; 21:40; 26:14; 22:2; LINGUAGEM: Atos 2:6. Veja especialmente o uso em Atos 2:8 comparado comAtos 2:6. 3. HEBRAISTI, #1447, é usada só três vezes no Novo Testamento e sempre para apontar a LINGUAGEM HEBRAICA: João 5:2; Apoc. 9:11; 16:16 4. HELLENIKOS, #1673, é usada só duas vezes no Novo Testamento e sempre para apontar a LINGUAGEM GREGA: “gregas”, Lucas 23:38; “em grego”,Apoc 9:11 II. As Ocorrências da palavra “Língua” no Novo Testamento. Podemos aprender muito sobre um assunto pelo exame de como uma determinada palavra foi usada no Novo Testamento. Como ela é usada determina, em muito, como é a doutrina baseada nela. Queremos examinar os casos onde a palavra “língua” ou “línguas” é usada com referência a igreja e onde ela não é usada com referência a igreja. Em tudo podemos aprender a alinhar a nossa prática de línguas na igreja para ser igual àquela do Novo Testamento. A. Positivamente O “falar em línguas” é usado em três ocasiões no .............................................................................................................. Novo Testamento: 1. Atos 2:4 - A descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes. 2. Atos 10:44-48 - O Evangelho aos gentios na casa de Cornélio. 3. Atos 19:1-7 - O Batismo com autoridade entres os 12 discípulos em Éfeso. OBS: Não foram contadas as vezes em I Corintos por não haver a certeza de que as línguas foram praticadas, pois a palavra 'se' (I Cor 14:6, 14, 23) ou 'ainda que' (I Cor 13:1) é usada antes da palavra 'língua' para mostrar uma suposição de uso e não um uso de fato. B. Negativamente O “falar em línguas” não é usado nos seguintes casos: 1. Conversões: Paulo (Atos 9:1-9); Eunuco (Atos 8:35-40). 2. Acontecimentos Espetaculares: Avivamento (Atos 4:31-37); Morte de Estevão (Atos 7:5460); Paulo recupera a visão (Atos 9:17-20); Recebimento de visões (Atos 16:9-13). 3. Atividades da igreja: Consagração dos diáconos (Atos 6:1-7); consagração dos anciãos (Atos 14:21-23); chamada dos missionários (Atos 13:1-4); crescimento da igreja (Atos 16:4,5; 19:13-20); Batismos, Paulo (Atos 9:1720), Lídia (Atos 16:13-15), carcereiro (Atos 16:25-31); Ceia do Senhor (Mat. 26:26-29) O “falar em línguas” tem limitações: 1. não tem preeminência sobre outras atividades na igreja - I Cor 14:5,23 2. não é para ser praticada por mulheres na igreja - I Cor 14:34,35 3. deve ter intérpretes - I Cor 14:27; se não tiver, não deve ter línguas, I Cor 14:28 4. as línguas não devem acontecer todas de uma vez, I Cor 14:30,31 5. línguas são sinal para os infiéis - I Cor 14:22 6. nunca devem provocar confusão - I Cor 14:31-33,40 7. são temporárias até que o Novo Testamento seja completo, I Cor 13:8;Apoc 22:18,19 OBS: Como os trovões e relâmpagos sobre o monte Sinai quando Moisés recebeu a lei (Êx. 19:16) assim o acontecimento no dia de Pentecostes (Atos 2:1-8) era limitado para aquela única ocasião. Conclusões: As palavras 'línguas' e 'língua' no Novo Testamento têm significados específicos. Entendendo melhor o significado e os usos das palavras 'língua' e 'línguas' podemos saber que o que aconteceu no Novo Testamento foi limitado a ocasiões e aos participantes e que os usos foram qualificados conforme detalhadas instruções bíblicas. Bibliografia: Números e explicações das palavras gregas de: Strong's Concordance of the Whole Bible, Strong, James LL.D., S.T.D; Abingdon, Nasville, EUA, 1981 LÍNGUAS Waldemar Janzen* A pesar de línguas ser um assunto muito polêmico nos dias de hoje, quero assim mesmo fazer aqui uma tentativa de compreensão do texto para podermos dar, no agrado de Deus, a correta interpretação dos acontecimentos atuais (da Bíblia para os acontecimentos = teologia sistemática), ao invés de tentar-se acomodar simplesmente os acontecimentos dos dias de hoje no contexto bíblico (das manifestações para a Bíblia = teologia situacionista). A relevância do assunto não nos pode deixar indiferentes porque a conclusão não é neutra, portanto mãos à obra. O Caráter do Texto Sugiro para tanto que o leitor sublinhe primeiramente na sua Bíblia, no texto de I. Coríntios 12:13 e 14, todos os trechos que caracterizam a doutrina correta de Paulo em oposição às doutrinas errôneas dos Coríntios. Os advérbios: por isso, ora, mas, porque, pois, não, pelo contrário, para que, de maneira que, porventura, ainda que, porém, também, contudo, etc., tão abundantes no texto, o identificam claramente como texto corretivo. Algo estava profundamente errado na igreja de Corinto e precisava ser corrigido. Alias já no primeiro versículo do capitulo 12 Paulo não deixa dúvidas sobre isto. O versículo implica que Paulo os considerava ignorantes quanto aos dons espirituais. A identificação do caráter do texto é fundamental para a compreensão do mesmo. Caso contrário podemos confundir um “puxão de orelha" com uma afirmação doutrinária. Que Línguas Eram Essas? Sobre as línguas de Pentecostes não temos tantas dúvidas. Como se manifestavam, como eram recebidas pelos ouvintes, que línguas falavam, etc. (Atos 2). A opinião predominante da atualidade, no entanto, é de que as línguas dos Coríntios eram diferentes das línguas de Pentecostes. No cap. 14 Paulo discursa muito sobre o problema das línguas, sem ser específico, no entanto, sobre os detalhes de quais as línguas que falavam, e creio que por isso as pessoas se confundem com o dom de línguas. Mas no vers. 21, citando uma profecia do V.T. Paulo deixa claro, sem margem de dúvidas o que são as línguas sobre as quais discursa, para nós nebulosamente, por tanto tempo. Creio, no entanto, que é importante, primeiramente identificarmos o povo ao qual Deus falará em outras línguas. É à igreja de Cristo ou é ao povo de Israel? O efeito, ou melhor, a falta do efeito do falar em línguas estranhas identifica o povo. O "Assim mesmo não me ouvirão" deixa claro que as "outras línguas" do texto se referem ao povo de Israel. Pois, é este que não deu ouvidos ao chamado de Deus; um fato histórico. E com que línguas Deus falará a Israel? “Homens de outras línguas...” - línguas estrangeiras. No V. T. Deus costumava falar a Israel, através dos profetas de Israel (salvo raras exceções). Agora a situação mudou, será por intermédio de estrangeiros e por línguas estrangeiras, conhecidas pelos ouvintes Judeus (Atos 2: 811). Não há a menor dúvida, as línguas dos Coríntios eram as línguas deAtos. Paulo aplica os textos da lei e do profeta Isaías às manifestações de línguas em Corinto. Quem somos nós, a quase 2000 anos dos acontecimentos, para questionarmos a interpretação dada pelo apóstolo Paulo, o qual esteve pessoalmente lá e pessoalmente falou mais em línguas do que os demais? O dom de línguas, portanto, consiste em louvar a Deus em uma língua, sem tê-la anteriormente aprendida. AQuem Eram Dirigidas? Paulo interpreta o ver. 21. (O que nós já fizemos anteriormente) no vers. 22 "um, sinal para os incrédulos". Alguns vão pensar: “Mas Paulo! tu te contradizes logo no próximo versículo!” Paulo se refere aos judeus incrédulos .............................................................................................................. simplesmente por “incrédulos" (vers.22) e aos gentios crentes por “indoutos" (indoutos = não instruídos na lei mosaica) e aos gentios incrédulos de "incrédulos" (indoutos) (vers. 23). Para os judeus crentes o sinal de línguas não tinha mais sentido pois já criam em Jesus Cristo. Para os gentios, crentes e incrédulos, era loucura. Línguas tinham, portanto, só um sentido como sinal para os judeus incrédulos, e assim mesmo somente para a condenação, porque "assim mesmo não me ouvirão". Um Instrumento Para a Edificação Própria? Assim também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da igreja (I.Cor. 14:12). A finalidade dos dons espirituais é a edificação da igreja e não a do indivíduo. Pelo posto até aqui fica agora fácil entender o texto todo. Vamos seguir por alguns versículos do capitulo 14. Vers.2 O "...pois quem fala línguas..." se contrapõe a “.... mas principalmente quem profetiza..." do vers. 1, e ao "...mas o que profetiza...” do vers. 5, e fere o objetivo dos dons espirituais, que é edificar a igreja. Louvar a Deus em público, em voz alta, em uma língua estrangeira desconhecida, fala mistérios do ponto de vista dos ouvintes. Vers 4 "O que fala em outra língua, a si mesmo se edifica". Atrapalhar aqueles que não entendem o que é falado, de ouvirem algo edificante que possam entender é falta de amor (Cap.13). Vers. 5 "... quisera que vós todos... (falassem) línguas, muito mais..." Vers. 39 “...não proibais o falar em outras línguas". O sinal de línguas era obviamente importante para os judeus incrédulos, representantes da nação de Israel, que freqüentavam as reuniões da igreja da época, e, portanto, as duas referências (Vers. 5 e 39) faziam muito sentido e também eram importantes para a época. Mas com a gradual redução de judeus incrédulos nos cultos no decorrer do tempo, ou, eventualmente, já tão cedo como a destruição de Jerusalém pelo General romano Tito, a qual eliminou até 1948 a existência formal da nação de Israel, ou 1967, com a retomada de Jerusalém, a manifestação de línguas deixou de ter um objetivo, cumprindo-se o versículo 8 do capitulo 13 "... línguas cessarão. Vers. 6 a 10. Neste trecho Paulo expõe o absurdo de alguém insistir em louvar a Deus em público em uma língua desconhecida aos ouvintes. Vers. 11. A igreja é a comunhão dos Santos. A língua é o instrumento mais poderoso de se estabelecer esta comunhão, por isso ela deve ser de conhecimento comum dos congregados. Vers.13 O dom de louvar a Deus em uma língua não aprendida, pelo poder do Espírito Santo, aparentemente implicava que aquele que a falava, geralmente não era capaz de repetir o conteúdo na língua de conhecimento geral dos congregados, daí a ênfase dada à oração pela interpretação. Segundo os estudados da língua original, as palavras: "língua" e "interpretação", não possuem os significados a eles geralmente atribuídos hoje Entende-se por "língua" no texto original "língua" ou "dialeto" falado pelos povos desta terra e "interpretação" a simples tradução, palavra por palavra, portanto, totalmente descabíveis quaisquer significados místicos. Vers. 14 O espírito, de fato, é frutífero no louvor, mesmo quando se ora em uma língua desconhecida (vide o exposto sobre o versículo anterior). A mente, no entanto é infrutífera porque é ela que se expressa através da palavra falada aos presentes. A implicação é óbvia, de que não se tratava de um êxtase em silêncio, porque neste caso não se poderia afirmar de que se tratava de uma língua. Uma língua exige a produção de "ondas sonoras" com um significado definido. De fato o louvor em línguas era em voz alta, mas - desconhecida à maioria ou totalidade dos congregados. Vers. 15 "Que farei, pois?" Implícito nesta pergunta esta a negação do versículo anterior. Não devo mais orar em uma língua estrangeira em público. Devo sim, no amor de Cristo, contribuir para a edificação do corpo de Cristo, e é exatamente isto que Paulo, na seqüência deste mesmo versículo, ensina. Freqüentemente tenho observado pessoas que já amam, ou melhor simpatizam com a causa de Cristo, mas ainda não se converteram, sentirem constrangimentos em reuniões de oração. Mecanicamente lêem ou repetem orações decoradas, mas seus espíritos dificilmente .............................................................................................................. "ultrapassam o teto do recinto”. Deus é Espírito: e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (Jo. 4:24). Na oração, meu espírito está em Deus, mas as palavras estão com os ouvintes, frutificando as suas mentes para que comigo adorem a Deus em espírito e acrescentam o amém como se também fossem as suas próprias orações. Por esta razão devo adorar a Deus simultaneamente, em espírito e com a mente. Da mesma forma o canto. Os cantores se dirigem (deveriam se dirigir) em espírito a Deus mas através da letra cantada frutificam o louvor nos corações dos ouvintes, para que também eles se unam em espírito ao louvor. Muitos querem separar as orações e cantos em “no espírito" e “na mente” como se fossem dois eventos separados. O que Paulo quer dizer de fato é exatamente o contrário: nunca divorcie o teu espírito de tua mente. No contexto com o vers. 14 isto fica bem claro. Vers. 16 e 17 são uma extensão do vers. 13. Vers. 19 Paulo de fato tinha mais necessidades de falar em línguas estrangeiras, do que os demais, devido às suas inúmeras viagens. Vers. 19 No contexto até aqui apresentado não mais nos parece exagero de Paulo afirmar que palavras com entendimento tem 2000 vezes mais valor do que línguas. Aqui também fica claro o termo anteriormente referido como "com a mente" o qual é sinônimo de "entendimento". Vers.20 A frustração de Paulo com a igreja de Corinto chega neste versículo ao ápice. A igreja de Corinto, de fato, tinha um juízo de meninos. Será que nós passamos disto? Vers. 28 "Mas não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus'" (Veja o exposto sobre os vers. 2,4 e 15). Orar em uma língua que os demais desconhecem é efetivamente falar consigo mesmo. Em outras palavras, cale-se, mas continue orando; "sem emitir ondas sonoras". O texto não implica que isto seja em línguas, nem que isto seja em casa. Não temos portanto a base bíblica para afirmarmos que línguas são para a edificação pessoal. Nem faz sentido algum alguém afirmar que está caladamente falando em uma língua. O texto desconhece o cantar em línguas. O vers. 1 do cap. 13 não permite esta extrapolação. Neste versículo Paulo simplesmente contrapõe uma tese impossível à ação sem amor, para evidenciar a absoluta necessidade de o amor motivar todas as nossas ações. Agora você poderia se dizer: "Tudo bem, eu concordo em parte, ou integralmente, com aquilo que foi apresentado neste artigo, mas comigo e ou na minha igreja línguas funcionam mesmo, portanto são a manifestação dos dons espirituais motivados pelo Espírito Santo. A maioria das coisas também funcionam nas religiões pagãs e nem por isso podemos afirmar que procedem do Espírito Santo. Aliás, esta é exatamente a base das religiões pagãs, a experiência. O cristianismo, em contrapartida, surgiu através da revelação divina e é dela que decorrem as nossas doutrinas e práticas. Ela é a verdade e à esta verdade devemos declarar o nosso inalienável amor, a nossa lealdade e a nossa obediência, expurgando tudo o que à ela é estranho, para evitarmos de cair em erros graves sob a condenação conforme II Tess. 2 9-11. Deus, na sua misericórdia queira investigar a intenção de nossos corações. O pacto de mentira entre Ananias e Safira levou os dois à morte, apesar de mutuamente se armarem, uma lição dura para nós de não aceitarmos um pacto de amizade e de respeito mútuo entre irmãos em detrimento da Palavra de Deus. *Extraído sob autorização do site: http://apologetic.freeyellow.com/movimesp.htm Anuncie Temos os melhores preços Ligue: (77) 421.6117 E-mail: [email protected] ASSINE JÁ!!! PRESENTEIE UMA ASSINATURA P OS Ç E R VALOR UNITÁRIO R$ 2,50 ASSINATURA R$ 15,00 (6 Edições) .............................................................................................................. O QUE ESTÁ CRESCENDO DE FATO, O CRISTIANISMO OU O ANIMISMO? Dinelcir de Souza Lima* U ltimamente se tem ouvido falar com entusiasmo do “crescimento” do cristianismo no Brasil e no mundo por líderes das mais diversas denominações que se intitulam cristãs e que se classificam no ramo carismático. Até o movimento carismático da Igreja Católica Apostólica Romana, iniciado nos Estados Unidos da América na década de 70 do século passado, pode ser incluído nessa estatística de crescimento vertiginoso. Como não poderia deixar de ser, ecos e reflexos deste “crescimento” tem alcançado também os batistas brasileiros e alguns líderes estão cada vez se encantando mais com seus efeitos de arregimentação de fiéis e estão partindo para a utilização de métodos idênticos ou semelhantes ao utilizado pelos grupos carismáticos e, infelizmente, até mesmo líderes denominacionais estão se encantando e procurando com ardor arregimentar outros líderes batistas para as fileiras dos que se julgam vencedores por fazerem suas igrejas crescerem através do chamado carismatismo ou pentecostalismo. Deveríamos realmente nos deixar encantar por tudo isso que está acontecendo? Deveríamos buscar uma renovação carismática com a finalidade de fazer as igrejas crescerem? O que estaria crescendo de fato, o cristianismo autêntico, bíblico, abraçado pelos batistas autênticos, ou o que estaria crescendo seria o animismo e isso em âmbito mundial? Se estudarmos, mesmo que brevemente, a respeito do animismo e seus elementos e compara-lo com o carismatismo e com o cristianismo autêntico, vamos encontrar a resposta para tudo isto. A expressão “animismo” tem sido utilizada para designar as religiões chamadas primitivas e tem origem no latim “animi” que significa espírito. Isto porque as religiões primitivas baseiam-se na crença em que tudo na natureza possui e é regida por espíritos malignos ou benignos, que são capazes de sustenta-la ou de destruí-la, inclusive seres humanos. O animismo se originou no homem em um conjunto de sentimentos inerentes a ele próprio como ser pessoal, dotado de espírito, e em práticas e situações religiosas que se pode resumir em três aspectos principais: 1. Sentimento de existência de outra realidade além da matéria (Salmo 138.8). O homem foi criado por Deus que é espírito. Nos primórdios da humanidade este se revelou à sua criatura pessoalmente. O homem se afastou de Deus, mas permaneceu nele o sentimento da existência dessa realidade espiritual além da realidade humana. 2. Necessidade de comunhão com um ser divino, poderoso (Êxodo 32.1-8). O homem, por ser criado por Deus, ínfimo dentro deste universo imenso e misterioso, sente naturalmente a necessidade do cuidado divino. Mas, tendo abandonado o Criador, continuou tendo o sentimento da necessidade de receber cuidados vindos de um ser superior a ele próprio. Conforme sua limitação, fez substituições e criou em sua imaginação seres divinos conforme suas próprias idealizações. 3. Falta de conhecimento da revelação de Deus a respeito das coisas espirituais (Mateus 22.29). Afastado de Deus, não podendo receber diretamente dele os ensinamentos e revelações de realidades além do seu alcance pessoal, rejeitando ou não tendo ao seu alcance as Escrituras que foram providenciadas por Deus para registrar suas revelações a respeito de sua natureza e caráter, o homem não tem condições de conhecer as coisas de Deus exatamente como são, por isso segue sua jornada errando, criando seus próprios princípios e idéias espirituais. Assim, no seu animismo, o homem desenvolveu elementos religiosos, cujos principais são assim designados pelos .............................................................................................................. 9 estudiosos das religiões: a) Mana A idéia de uma força impessoal que estaria em todos os elementos da natureza, dando-lhes vida, animando-os, dando-lhes movimento. b) Xamã - Indivíduo considerado detentor de poderes especiais recebidos de divindades ou seres espirituais. Mantém o domínio religioso do grupo através do medo, uma vez que é olhado como capaz de fazer o bem e o mal. É quem realiza os rituais de magia e purificação. c) Fetiche Objeto ou elemento da natureza, do qual emanaria algum tipo de poder sobrenatural que adviria naturalmente ou após algum tipo de ritual no qual o xamã conferiria poder àquele elemento. Normalmente utilizado para produzir um bem ou um mal a alguma pessoa. O fetichismo é o culto a esses objetos ou elementos. d) Totem Objeto construído, quase sempre de madeira, que é venerado como um ídolo protetor contra os maus espíritos. e) Tabus Atos e costumes proibidos, geralmente pelo xamã que trariam maldições sobre quem rompesse com eles, praticando o que é proibido. São passados de geração em geração e, normalmente, os indivíduos os têm arraigados em seus costumes sem saberem nem mesmo a origem de crença e costume tão rigoroso. São obedecidos irrestritamente sem questionamentos e sem buscar razão lógica. f) Rituais de purificação Práticas religiosas indicadas ou lideradas pelos xamãs que visam a purificação espiritual do indivíduo. Normalmente são ritos que contém elementos penitenciais. g) Necrolatria Veneração de mortos em rituais e cultos onde são invocados, inclusive com o objetivo de angariar sua proteção e intermediação com as divindades ou espíritos. Ora, diante de tudo isto que expomos a respeito do animismo, podemos fazer comparações com o pentecostalismo (carismatismo) e encontrar, com tranqüilidade, muitos destes elementos neste movimento “cristão”. Observe-se o que vamos colocar a seguir. O líder religioso carismático é, na realidade, um xamã. Ele não exerce autoridade bíblica, através de uma pregação ou ensinamento cuidadosos e profundos dos textos bíblicos, porém através de imposição de costumes religiosos que se tornam verdadeiros tabus. É olhado como ser poderoso, que tem ligação direta com Deus maior do que crentes em Cristo “comuns”; é procurado para fazer orações poderosas, para abençoar pessoas, para ministrar sacramentos, para desvendar mistérios. Há até os que chegam a lançar maldições sobre seus liderados. Abençoa recém-nascidos, locais de trabalho, casas, casamentos. Não tem qualquer base bíblica para seu comportamento mas é obedecido com rigor, sob pena de expulsão do grupo ou de recebimento de algum tipo de maldição. Além disso, há no meio chamado carismático elementos como fetiches que são utilizados em cultos, tais como copos de água que passam a ser abençoadores após o “pastor” orar com um copo também em sua mão; óleos “ungidos” pelos pastores são utilizados largamente como elementos de poder para cura, além de ser utilizado, também, sal grosso, arruda, fitinhas etc. Há a imposição e o incentivo à prática de rituais de purificação. Tipos específicos de vestimentas são exigidos, além de abstinências sexuais, jejuns, correntes de oração, retiros espirituais e, até mesmo, batismos completamente fora do contexto bíblico. Os púlpitos se transformam em totens, verdadeiras trincheiras contra espíritos malignos. Têm que permanecer purificados e ninguém, a não ser outros xamãs ou autorizados por eles podem subir ali. A crença em espíritos malignos exagerada é amplamente difundida e apregoam espíritos para tudo e por tudo. Espírito da dor de coluna, da dor de barriga, da dor de cabeça, da pobreza, das tempestades etc. Apresentam-se como poderosos para a dominação e expulsão destes espíritos. Onde encontramos base bíblica para tudo isto? Claro que não há e, no cristianismo autêntico não há lugar para o animismo. Os pastores realmente cristãos não são xamãs de forma alguma, porém pregadores da Palavra de Deus, guias que devem conduzir os crentes em Cristo por caminhos pré-estabelecidos por ele nas Escrituras. Não há lugar no cristianismo para presunçosos que gostam de fomentar para si uma autoridade religiosa baseada em crendices e misticismos (Atos 8.9-13,18-24). Os pastores não são seres mais poderosos que outros crentes, porque reconhecem que o poder .............................................................................................................. é de Jesus Cristo (Mat 28.18) e qualquer crente, inclusive o pastor, é somente instrumento dele. No cristianismo a oração é válida por e para qualquer pessoa que tenha fé em Jesus Cristo e que peça a Deus, em nome de Cristo (João 14.13). Qualquer crente em Cristo tem acesso direto a Deus, tendo o Senhor Jesus como seu único mediador (Colossenses 1:13-21). No cristianismo autêntico não há ensinamento algum que leve o crente a crer em objetos de poder, porque o poder de Deus para o crente, que o vivifica, está na Palavra de Deus que deve ser interiorizada em seu coração (Salmo 119:93). No cristianismo não há a colocação da fé em objetos, mas somente em Jesus Cristo, porque por ele temos paz com Deus (rom 5.1), porque é pela fé somente nele que temos entrada à graça divina (Rom 5.2), e porque o evangelho da salvação em Jesus Cristo é o poder de Deus (Rom. 1.16), não podendo, portanto, ser substituído por nada deste mundo. No cristianismo autêntico não há rituais de purificação, porque é o sangue do Senhor Jesus Cristo que nos purifica de todo o pecado (1João 1.7). O batismo não é um ritual de purificação, porém um ato simbólico de entrega total a Jesus Cristo pela crença nele como Salvador (Marcos 16.16). Nem mesmo o jejum com as c a r a c t e r í s t i c a s d o Ve l h o Testamento(manifestação de aflição da alma) era praticado pelos discípulos de Cristo (Mat 9.14) e Jesus ensinou que o jejum faz parte do velho pacto, não podendo ser transportado para o novo (Mat 9.16,17). Ninguém consegue encontrar nas páginas do Novo Testamento nenhuma ordem de Jesus ou seus apóstolos para a prática do jejum no sentido penitencial. No cristianismo autêntico não há lugar para a necrolatria (há igrejas que já estão copiando o catolicismo e promovendo o culto em memória de mortos sete dias depois da morte de alguma pessoa), não há lugar para o totemismo, não há lugar para nenhum animismo porque nada, nem ninguém deve ocupar o lugar de Jesus Cristo; porque as ordenanças de Jesus não podem servir de fetiches, rituais de purificação ou tabus. Móveis e utensílios de lugares reservados ao culto e adoração não podem servir de totens. Não pode haver lugar para o misticismo porque o cristianismo autêntico, a crença em Jesus Cristo como Salvador, aproxima o homem de Deus, faz amar as Escrituras e faz buscar cada vez mais o conhecimento da sua revelação através da Palavra escrita. Podemos concluir que, se o animismo é característico de pessoas afastadas de Deus e sem conhecimento da verdade espiritual a respeito dele e tudo o que o cerca, e se no movimento carismático mundial há todos os elementos animistas cridos e praticados por qualquer religião primitiva ou pagã; se no cristianismo não há lugar para o animismo, então a palavra do Senhor Jesus está se cumprindo, porque na realidade continuam sendo muitos os que entram pelo caminho largo e poucos os que encontram a porta estreita; porque o mundo continua amando mais as trevas do que a luz; porque a iniqüidade está se multiplicando; porque muitos, mas muitos mesmo, estão sendo enganados pelos falsos profetas. O que está crescendo é o animismo travestido de cristianismo. *Pastor da Igreja Batista Memorial de Bangu Professor nos Seminários Teológicos Batistas de Niterói e do Sul do Brasil Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva. (Deuterônomio 32.2) ASSINE JÁ!!! Revista Apologética Cristã PRESENTEIE UMA ASSINATURA S O REÇ P VALOR UNITÁRIO R$ 2,50 ASSINATURA R$ 15,00 (6 Edições) www.sadoutrina.cjb.net .............................................................................................................. EU SEREI CONTIGO Dave Hunt S ob uma máscara de terminologia cristã, uma variada gama de psicoterapias está assolando a Igreja, levando os crentes a afastarem-se de Deus e a voltarem-se para si mesmos. Dentre elas, as mais nocivas são as terapias regressivas, criadas para sondar o inconsciente do indivíduo à procura de lembranças escondidas que supostamente causam males que vão desde a depressão, os acessos de ira e até as más condutas sexuais, e por isso devem ser reveladas e "curadas". Estas ramificações de teorias freudianas e jungianas, baseadas no ocultismo e que há décadas vêm causando um impacto destrutivo na sociedade, estão agora fazendo estragos dentro da Igreja. A"cura interior" Uma forma popular de terapia de regressão é a chamada "cura interior", introduzida na Igreja pela ocultista Agnes Sanford (veja A Sedução do Cristianismo). Depois de sua morte, [essa terapia] foi levada avante pelos que foram influenciados por ela, tais como os terapeutas leigos Ruth Carter Stapleton (irmã do expresidente americano Jimmy Carter N. R.), Rosalind Rinker, John e Paula Sandford, William Vaswig, Rita Bennett e outros. A cura interior, no início predominante entre igrejas carismáticas e liberais, espalhou-se amplamente nos círculos evangélicos, onde é praticada de forma mais sofisticada por psicólogos como David Seamonds, H. Norman Wright e James G. Friesen, e igualmente por terapeutas leigos como Fred e Florence Littauer. A insistência veemente dos Littauer de que rara é a pessoa "que pode dizer que verdadeiramente teve uma infância feliz", certamente condiciona seus aconselhados a recobrar memórias traumáticas e infelizes. Mesmo que fosse possível, com precisão e segurança, deveríamos sondar o passado para trazer à tona memórias esquecidas? Notoriamente, a memória é enganosa e está a serviço do ego. É fácil persuadir alguém a "lembrar-se" de algo que jamais pode ter ocorrido. Pela sua própria natureza, tal como outras formas de psicoterapias, a cura interior cria falsas memórias. Além disso, por que deverá alguém revelar a lembrança de um abuso passado para que possa ter um bom relacionamento com Deus? Onde se encontra isto na Bíblia? Se parcelas do passado devem ser "lembradas", por que não cada detalhe? Essa tarefa se mostraria impossível. Entretanto, uma vez aceita esta teoria, jamais se terá certeza de que algum trauma não continue escondido no inconsciente um trauma que detém a chave do bem-estar emocional e espiritual! "...as coisas antigas já passaram..." Contrastando com esta idéia, Paulo esquecia-se do passado e prosseguia para o prêmio prometido (Fp 3.13-14) a todos quantos amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.7-8). As conseqüências do passado são insignificantes se os cristãos são verdadeiramente novas criaturas, para quem "as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Investigar o passado de alguém a fim de achar uma "explicação" para o seu comportamento atual choca-se com o ensino completo das Escrituras. Se bem que possa parecer uma ajuda por algum tempo, na realidade, está tirando da pessoa a solução bíblica através de Cristo. O que importa não é o passado, e sim o nosso relacionamento pessoal com Cristo agora. Mesmo assim, muitas pessoas afirmam ter sido ajudadas pela terapia regressiva. Descobrir a "causa" em um trauma passado (seja real ou uma "memória" implantada por sugestão no processo terapêutico) pode produzir uma mudança de atitude e de comportamento por algum tempo. No entanto, mais cedo ou mais tarde, voltará a depressão ou a ira, a frustração ou a tentação, levando a pessoa a renovar a busca no passado para descobrir o trauma "chave" cuja lembrança ainda não foi revelada. E assim continuamente. "Hiatos de memória"? Em harmonia com o princípio freudiano de toda "cura interior", o livro Freeing your Mind from Memories that Bend (Libertando Sua Mente de Memórias que Aprisionam) de Fred e Florence .............................................................................................................. Littauer apresenta a tese de que revelar as memórias ocultas é a chave para o bem-estar emocional e espiritual. Eles sugerem que quaisquer "hiatos de memória" da infância indicam a probabilidade de abuso (com grande possibilidade de ser na área sexual). Por esta definição, todos nós fomos abusados, pois a maioria de nós não se consegue lembrar de cada casa em que moramos, de cada escola onde estudamos, de cada professor e colega de aula, de cada passeio com a família quando éramos crianças. Ensinar que estes "hiatos de memória" indicam períodos de abuso encobertos na lembrança, como fazem os Littauer, é contrário ao senso comum, sem respaldo científico e sem apoio bíblico. Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade Os Littauer, como tantos outros autores neste campo, baseiam sua abordagem nos chamados quatro temperamentos. Essa teoria sobre a personalidade, já há muito desacreditada, surgiu da antiga crença grega de que o universo físico era composto de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Empédocles relacionou-os com quatro divindades pagãs, enquanto Hipócrates associou-os aos que eram considerados, na época, os quatro humores do corpo: sangue (sangüíneo), fleuma (fleumático), bílis amarela (colérico) e bílis negra (melancólico). Estas características eram ligadas aos signos do zodíaco. Apesar da falta de base científica para os quatro temperamentos, muitos psicólogos cristãos e "curadores" leigos, no entanto, confiam neles plenamente e fazem deles a base para "classificação da personalidade" e a chave para o discernimento comportamental. Contudo, como salientam Martin e Deidre Bobgan em seu excelente livro Four Temperaments, Astrology & Personality Testing (Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade): A palavra temperamento vem do latim temperamentum, que significava "combinação apropriada". A idéia era que se os fluidos corporais fossem temperados, isto é, reduzidos em sua intensidade contrabalançando os humores uns com os outros, então ocorreria a cura... Pensava-se que até mesmo as posições dos vários planetas alteravam para melhor ou pior tais fluidos... Os quatro temperamentos já tinham sido virtualmente descartados após a Idade Média... até que alguns extravagantes os descobriram no baú do passado e os colocaram no mercado na linguagem do século XX... [Recentemente] os temperamentos experimentaram um renascimento... entre astrólogos e cristãos evangélicos... Os quatro temperamentos são a parte da astrologia tornada palatável para os cristãos. Versículos fora do contexto Tal como outros psicólogos cristãos e praticantes leigos da cura interior, a teoria e prática dos Littauer não provêm de uma exegese cuidadosa das Escrituras, mas eles citam, de vez em quando, um versículo isolado na tentativa de dar aparência de apoio bíblico. Por exemplo, eles citam parte de um versículo "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos [do homem]" (Jr 17.10) que aparece logo abaixo do título do segundo capítulo: "Examinando-nos a nós mesmos". Na realidade, esse texto bíblico opõe-se à idéia de nos esquadrinharmos a nós mesmos. Somente Deus pode compreender e esquadrinhar os nossos corações. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração... para dar a cada um segundo... o fruto de suas ações" (Jr 17.9,10). O contexto destes dois versículos desmente a aplicação feita não só pelos referidos autores, mas também por outros bem-intencionados "praticantes da cura interior". Deus amaldiçoa quem confia em qualquer outra coisa e abençoa aqueles que confiam exclusivamente nEle. Quanto a estes, segundo a Sua promessa, "serão como árvore plantada junto às águas, e [nunca] deixarão de dar fruto" (Jr 17.8). Uma vida frutífera (amor, alegria, paz, etc.) é produzida pela obra do Espírito de Deus na vida dos que submetem a Ele seus corações enganosos! Em lugar algum a Bíblia diz que fazer testes de personalidade e conhecer o "temperamento" de alguém ajuda Sua obra em nós. Os Littauer têm extrema dificuldade em encontrar textos, ainda que remotamente .............................................................................................................. apropriados, e por isso são forçados ao mau emprego da Bíblia. Tomando mais um exemplo, o capítulo intitulado "As Lembranças Mais Remotas" é iniciado com o versículo "Lembro-me destas coisas e dentro de mim se me derrama a alma" (Sl 42.4). Davi, na realidade, nem se refere às suas "lembranças mais remotas", e sim às críticas e ao escárnio atuais que está sofrendo daqueles que "dizem continuamente [isto é, presentemente]: O teu Deus, onde está?" O versículo "Escreve num livro todas as palavras que eu disse" (Jr 30.2), é citado logo abaixo do título do capítulo "Pronto, Objetivo, Escreva". Este capítulo fala sobre "examinar o seu passado" e "anotar as suas emoções" nada poderia estar mais distante de Jeremias escrevendo as Escrituras sob a inspiração do Espírito Santo! Leão, castor, lontra e cão de caça? Os autores mencionados são apenas um exemplo dentre um exército de praticantes da cura interior, quer sejam psicólogos cristãos ou cristãos leigos, os quais, embora possam ser sinceros, estão desviando milhões de cristãos. Gary Smalley e John Trent, sucessos de vendas na área de psicologia-pop, fortemente promovidos por James Dobson, apresentaram os seus próprios temperamentos, baseando-se em quatro tipos de animais: leão, castor, lontra e cão de caça! Tipos de personalidade Presumivelmente, descobre-se "o tipo de personalidade" ou "temperamento" de um indivíduo através de um teste do perfil da personalidade, tais como: Indicador do Tipo Myers-Briggs (ITMB), Análise do Temperamento Taylor-Johnson (ATTJ), Sistema do Perfil Pessoal (SPP), Teste do Perfil da personalidade (TPP), Perfis Pessoais Bíblicos (PBB), etc. Os testes de personalidade, embora populares, são duvidosos. A personalidade humana com sua capacidade de escolha e um coração do qual Deus diz que é "mais enganoso do que todas as coisas" resistem às fórmulas predicativas e são por demais complexos para serem enquadrados em categorias. Até mesmo as classificações supostamente promissoras de pessoas como Personalidades do Tipo A (suscetíveis a ataques cardíacos), Tipo B (menos suscetíveis) e Personalidades Suscetíveis ao Câncer, etc., estão sendo rejeitadas pela impossibilidade de correlacionar cientificamente a doença com "o tipo de personalidade". Um grande número de autores cristãos populares e palestrantes como o psicólogo H. Norman Wright e o analista financeiro Larry Burkett são os responsáveis pela promoção destes testes incorretos e nocivos. As teorias dos quatro temperamentos e da classificação da personalidade banalizam a alma e o espírito humanos e fornecem desculpas para um comportamento não-cristão. O foco está no eu, analisando-se as emoções, a personalidade e a infância da pessoa na tentativa de descobrir por que ela pensa e faz o que faz. O foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra Ao contrário, a Bíblia coloca o foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra, transferindo-o de nós para ele, do passado para o serviço presente, e para a esperança da volta de Cristo. Ao invés de procurar identificar a personalidade e o temperamento, consultando sistemas especulativos relacionados à psicologia, astrologia e ocultismo, devemos deixar que nossos pensamentos e ações sejam governados pela suficiente e inerrante Palavra de Deus. A Sua promessa é que, se observarmos a doutrina em Sua Palavra, Ele dirigirá nossa vida através de "repreensão, correção e educação na justiça" (2 Tm 3.16). Como resultado, homens e mulheres de Deus tornam-se maduros, aperfeiçoados e preparados para toda boa obra (v. 17). Pedro nos assegura que Deus "nos tem doado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pe 1.3). Jesus declara que aqueles que permanecem em obediência à Sua Palavra são Seus verdadeiros discípulos, que "conhecem a verdade" e a quem a verdade libertará (Jo 8.31-32). Somente os que duvidam de tais promessas ou não querem seguir o caminho da cruz voltam-se para teorias e terapias humanas. Exemplos bíblicos A Bíblia jamais faz alusão aos tipos de personalidade, nem classifica as pessoas segundo habilidades ou fraquezas como meio .............................................................................................................. de identificar-lhes a capacidade e prognosticarlhes o sucesso ou o fracasso na obra de Deus. Rejeitando a armadura de Saul, com apenas uma funda e cinco pedras, Davi subiu contra Golias, poderosamente armado, que aterrorizava todo o exército de Israel. Qual foi o segredo? "Eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos... Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos" (1 Sm 17.45-46). A confiança de Davi estava no Senhor e não em si próprio. Mesmo que Davi não fosse hábil na funda, Deus o capacitaria a acertar o alvo. Paulo chegou ao ponto de afirmar que Deus lhe dissera que o Seu poder se aperfeiçoava na fraqueza de Paulo. Daí sua declaração: "...quando sou franco, então, é que sou forte" (2 Co 12.10). Tais afirmativas refutam todo o fundamento lógico dos testes de personalidade, da identificação dos temperamentos, da autoestima e do aumento do valor- próprio. A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres odiados, abusados e renegados pelos seus próprios familiares homens e mulheres solitários, sem amigos, faltos de talentos ou capacidade, mas que triunfaram nas maiores adversidades porque confiavam em Deus. Estes heróis e heroínas da fé desmentem a focalização no ego humanista e antibíblica, que é a base de todas as psicologias pop da cura interior. Moisés é apenas um exemplo dentre muitos outros. O libertador Moisés Quando Deus o chamou para ir ao Egito para libertar o Seu povo, Moisés alegou ser incapaz de tal missão e pediu-Lhe que escolhesse outra pessoa (Êx 3.11; 4.10-13). Por acaso Deus lhe aplicou algum teste de personalidade para mostrar que Moisés tinha aptidão? O Senhor tratou da frágil auto-estima de Moisés ou do seu baixíssimo valor-próprio? Ele lhe receitou a cura interior para libertá-lo das memórias encobertas por ter sido abandonado pelos seus pais e criado num lar adotivo, e da falta de identidade própria resultante disto? Foi-lhe ministrado um curso de auto-aperfeiçoamento, autoconfiança e sucesso? Pelo contrário, Deus lhe prometeu: "Eu serei contigo"! O "aconselhamento" bem-intencionado daqueles que tentam ajudar os cristãos a se compreenderem pela focalização no eu, na realidade, está privando os aconselhados da presença e do poder divinos que Moisés experimentou. As forças e fraquezas humanas são irrelevantes neste caso. O que vale é se o poder do Espírito Santo de Deus é ou não manifesto na vida da pessoa. Muitos, se não a maioria dos personagens bíblicos, bem como dos heróis da fé mais recentes, desde os primeiros mártires até os grandes pioneiros missionários do século XIX, provavelmente falhariam nos atuais testes dos perfis de personalidade. Na verdade, Deus não escolheu Moisés por sua elevada qualificação, mas por ser ele o homem mais manso na face da terra (Nm 12.3). Por que Deus escolheria tal pessoa para enfrentar Faraó, o mais poderoso imperador da época, no seu próprio palácio, para libertar Israel de suas garras? Ele o fez para ensinar os israelitas a confiar nEle e não em homens para seu livramento! Os heróis da fé sem "terapias" Jamais se encontra alusão de que José, Davi, Daniel, ou qualquer outro herói da fé precisasse de terapias como as que estão por aí, consideradas hoje tão vitais e eficazes. Foi quando Jó teve um vislumbre de Deus e disse: "Eu me abomino [odeio] e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42.6), que ele foi restaurado pelo Senhor. Foi também quando Isaías teve a visão de Deus e clamou: "Ai de mim! Estou perdido! (Is 6. 1-8) que Deus pôde usá-lo. Precisamos mudar o foco de nossa atenção, volvendo os olhos para o Senhor e não para nós mesmos. Manifestação do poder de Deus em nossa fraqueza Tenha sede de Deus! Procure conhecê-lO! O fruto do Espírito não vem como resultado de compreendermos a nós mesmos através do uso de técnicas ou análises humanistas, mesmo revestidas de linguagem bíblica, mas pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa fraqueza. Seja fraco o suficiente para que Ele possa usá-lo! (TBC 2/93, traduzido por David Oliveira Silva Revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1998 http://www.chamada.com.br/mensagens .............................................................................................................. “SEGURA, PEÃO, QUE JESUS AÍ VEM!” T Pr. Samuel Barreto* udo aconteceu no interior baiano, terrinha boa, onde acontece coisa do arco da velha!! Ali jaz uma pequena cidade de povo pacato, gente simpática e bondosa onde existem duas igrejas batistas em pleno progresso. Sendo uma mais fiel aos princípios doutrinários da genuína fé batista, os dois pastores não conseguem manter plena comunhão ministerial. Um é adepto da música gospel, brega, do "mexe-mexe", onde a moçada pula, rebola e sacode bonito ao som repicado dos atabaques, baterias, pandeiros et caterva. O outro, prima pela música sacra, do céu que deve ser cantada pelos santos de Deus nos cultos de louvor e adoração em espírito e verdade. Um gosta do envolvimento político e ecumênico, onde prevalece toda podridão moral, falsidade e mentira próprias do domínio PAPAL e de nossas duas casas do Poder Legislativo Nacional, onde se alteram os painéis de votação e acabam com a SUDAM E SUDENE, jogando pela mídia toda lama podre dos atos desavergonhados de políticos corruptos e indignos de um País sério. O outro é resguardado, comedido e comprometido somente com a verdade e com os verdadeiros crentes capazes de dar suas vidas por amor de Jesus Cristo como nos velhos tempos de "Roma locuta causa finita est" quando a imagem dos Césares era exaltada na fúria maligna da multidão ávida de sangue e Jesus a tudo sobrepujava no testemunho heróico dos mártires que tombavam devorados pelas garras afiados de leões famintos para glória e honra do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Pois bem, foi em tal circunstância que surgiu a idéia de uma passeata na base do "SEGURA PEÃO QUE JESUS AÍ VEM," planejada pelo líder bonachão, amigo das multidões e ávido de popularidade que teve lugar no dia Primeiro de Maio do ano em curso. Na hora aprazada, lá estavam todos a postos das igrejas batistas circunvizinhas e de outras denominações sem escrúpulos políticos e religiosos, para execução do grande evento, exceto o pastor fiel a Jesus Cristo, já considerado como separatista, intransigente e opositor principal da turba ecumênica e festeira liderada pelo colega liberal, bacana e "prafrentex", conhecido como acerbo defensor do VALE TUDO EM NOME DE JESUS para glória para glória de seus interesses pessoais. Foi assim que o avacalhado desfile começou, tendo na retaguarda a multidão incauta atrás do trio elétrico tocando e cantando músicas próprias do momento e à frente, um grupo especial de cavaleiros em trajes típicos, ostentando grande faixa com o exótico desafio: "SEGURA PEÃO QUE JESUS AÍ VEM!" Mas até aí, tudo sofrível aos olhos de Deus que tudo contempla, aguardando Sua vez de confrontar o poder das trevas no Juízo Final que, a seu tempo, anarquiza, zomba e escarnece de tudo que é santo, divino e sagrado em matéria de VIDACRISTÃ NORMAL. Mas o pior aconteceu quando o líder festeiro resolveu parar o exótico desfile religioso em frente à casa do colega de posição contrária à irreverente fuzarca e pediu que alguém fizesse uma oração forte, declarando AMARRADO o demônio daquela rua que estava contra a tal manifestação popular em plena execução. Feito isso através dos potentes alto-falantes do trio elétrico, logo todos perceberam o destino da maldita AMARRAÇÃO, resultando na reprovação de muitos só agora foram despertados contra a desvairada iniciativa marcada por tanta falta de respeito e consideração em matéria de ética pastoral. Felizmente a vítima da terrível afronta, estava de joelhos nos seus aposentos, orando para que Deus transformasse o mal em bênção, abrindo os olhos da multidão incauta atrás de um guia cego que nada entende, conforme Mt.15.13-14. O nobre gesto digno de Jesus Cristo da parte ofendida fez com que tudo findasse sem maiores conseqüências para o testemunho do verdadeiro Evangelho tão anarquizado e desmoralizado por líderes e liderados incapazes de decidir entre o certo e o errado, o santo e o profano, Deus e o diabo em terras baianas. Assim sendo, deixo aqui o nosso brado de alerta contra toda iniciativa profana, anárquica e apóstata, tomada por tantos quantos que no seu desvario moral e espiritual tentem agredir e afrontar os verdadeiros santos de Deus na base de eventos que só servem para denegrir a imagem do Evangelho como no caso do "SEGURAPEÃO QUE JESUSAÍ VEM.” *O autor é pastor da PIB de Itabuna/Ba e autor do livro “NO CONTEXTO DO FIM”. .............................................................................................................. PREGAÇÃO E CRESCIMENTO DA IGREJA Continuação A pregação que produz a edificação e o crescimento da Igreja do Senhor Jesus... III. DEVE ESTAR COMPROMETIDA COM A SÃ DOUTRINA, (v.v.3,4;6) “ Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo”. Uma das marcas distintivas do ensino de Jesus e dos apóstolos é a defesa e conservação da doutrina cristã. A igreja primitiva em Jerusalém, nos diz Lucas: “ Perseverava na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” ( Atos 2.42). O que significava esta perseverança na doutrina apostólica? Em Atos 4.33, lemos: “ E os apóstolos davam , com grande poder testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”. Porém, o texto fundamental quanto a questão da “perseverança na doutrina dos apóstolos”, encontra-se em 1 Corintios 15.1-4, denominado pelos estudiosos de o “Kerigma Primitivo”, onde o Evangelho é proclamado assim: “ Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia segundos as Escritura, e que foi visto...” Eis o cerne, a essência da mensagem neotestamentária. 9 Um dos mais antigos documentos da igreja que faz menção a esta realidade, isto é, de que a pregação que promove realmente a edificação e o crescimento da igreja, alicerça-se sob a doutrina, é o “Didaquê ou o Ensino dos Doze”, e uma leitura do mesmo nestes dias de abandona da doutrina é recomendável e salutar. Era a firmeza doutrinária que preocupava o grande apóstolo aos gentios. Esta, justifica-se plenamente, pois, antes de sair definitivamente do cenário humano, “e de ser derramado como libação”, como já havia advertido, deseja que Timóteo esteja preparado para enfrentar os inimigos da fé cristã. Paulo indica o surgimento de grandes correntes heréticas no seio da igreja do Senhor, especialmente num tempo denominado de “os últimos dias”, para os quais nós também devemos atentar (2 Tm. 3.1,2; At. 20.28-30). Paulo tinha certeza de que a morte se 10 aproximava. Duas metáforas explicam-na: uma tirada da prática sacrificial judaica, “já estou sendo derramado como libação”, retrata o 9 . Coleção Padres Apostólicos. O Didaque O Ensino do Senhor através dos Doze Apóstolos. Vol.11. José Gonçalves Salvador, São Paulo, SP: Junta Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista, 1957. 10 . Cf. BROADMAN, Op. Cit. p. 425. .............................................................................................................. derramamento do vinho sobre a vítima, imediatamente antes de sua imolação (Ex. 29.40; 30.9; Num.28.7). E, a outra, é provém da vida naval ou militar. A palavra grega traduzida como “partida” designava o “afrouxamento das cordas de suas estacas, na preparação para o navio zarpar ou para que os soldados levantassem acampamento”. É um apelo extraordinário que pode ser interpretado assim: “Eu vou; você, porém, continuará a obra!” Que percepção e que grandeza de visão ministerial! Púlpitos comprometidos com a sã doutrina, promovem a edificação e o crescimento da igreja de Cristo. Deus assegura a sua benção aos fiéis pregadores: “ a minha Palavra não voltará vazia”. Igrejas comprometidas com a Palavra de Deus e a pregação bíblica, farão uma enorme diferença neste mundo; incomodarão o inferno e as hostes do maligno. Nunca é demais relembrar que igrejas e ministros comprometidos com a sã doutrina, e, portanto, apostólica, conforme o Novo Testamento e a história comprovam, enfrentarão sempre: 1 - Severa oposição do mundo e da igreja apóstata. “Haverá tempo...”, está em foco um período ainda futuro nesta passagem, apesar da apostasia já está em curso. Paulo carateriza de forma clara e precisa os apóstatas da fé cristã, dizendo que: “Eles não suportarão a sã doutrina”, isto é, a repelirão abertamente, de forma veemente e decidia, sem contudo, afastarem-se do seio da igreja.“Eles fecharão os ouvidos a verdade”, ou seja, rejeitarão terminantemente a verdade revelada de Deus em Cristo e na sua Palavra. A figura usada aqui é a do “ Comichão nos ouvidos”, que significa literalmente: “coceira intensa”, “desejo ardente por novas idéias”. Infelizmente a verdade de Deus, tende a ser rejeitada e trocada pelas novidades, mesmo que estas sejam totalmente heréticas, antibíblicas. “Amontoarão para si mestres”, segundo os seus próprios desejos e fantasias. Seus próprios é enfático, e reflete o fato de que os mesmos não estão preocupados com a verdade ou a inquirição espiritual. Aproxima-se disto em nossos dias, a “especulação teológica”, que para nada serve a não ser como passa tempo para divertir alguns e desviar outros da fé cristã .“Se desviarão para as fábulas, mitos”, no grego fábulas judaicas. Mitos sobre a vida dos patriarcas, estando ainda implícitos, os mitos gnósticos e, portanto, da filosofia pagã. 2 - Terão de resistir a tentação de “crescer”. Devemos resistir ao crescimento da igreja. Dito assim, parece uma tremenda contradição, pois estamos refletindo exatamente sobre isto? Que tipo de crescimento devemos rejeitar? O crescimento que devemos rejeitar, é aquele que é “produzido” e buscado de todas as formas e à qualquer preço, não impontando os meios se legítimos ou não; se fundamentados na verdade revelada nas Escrituras ou não. Tal crescimento, além de ser fantasioso, é antibíblico e deve ser rejeitado. A impressão que brota ao lermos passagens como esta na Carta à Timóteo, é que Paulo transpôs profeticamente os seus dias e chegou até os nossos. O que observamos neste final de século XX e início do terceiro milênio, é que as profecias que apontam para os "últimos dias", cumprem-se literalmente dentro da própria igreja do Senhor. Por exemplo: na Europa, Rudolf Bultmann, com sua "teologia liberal", tentou reduzir o Evangelho a uma simples categoria de mitos pré-fabricados pela mente fértil e mágica da igreja primitiva; Albert Schweitzer, tentou reduzir Jesus a um " simples homem para outro"; os chamados "teólogos da morte de Deus", tentaram reduzir, " Deus ao túmulo", como se isto fosse realmente possível. Na América Latina, "os teólogos da teologia da libertação", reduziram o Evangelho da graça, como bons universalistas que são, a uma luta de classes; e, nos Estados Unidos e no Brasil, a "teologia da prosperidade ou da confissão positiva", reduziu o Evangelho a uma a estratégia mercantilista - saúde, riquezas e poder. Não é de admirar o grande fracasso da igreja nos dias atuais, apesar de seus templos se encontrarem sempre cheios. Esta forma .............................................................................................................. científica e filosófica de compreende, ensinar e pregar na Igreja de Cristo, produziu, como resultado principal, um afastamento das Escrituras e, consequentemente, gerou frieza e indiferença para com a Igreja e a pregação do Evangelho. Preocupa-nos a defesa e o ensino em nossas igreja da Sã Doutrina no ministério diário? Anima-nos avançar contra a falsa espiritualidade atual tão presente em muitas igrejas? Inflama-nos a alma e o coração proclamar as Boas Novas de Salvação em Cristo Jesus? CONCLUSÃO O Dr. James D. Crane, citando o Dr. E. C. Dargan, em sua monumental obra “A História da Pregação”, disse o seguinte: “ O fundador do cristianismo, foi, por sua vez, o primeiro entre os seus pregadores; porém foi antecipado por seu precursor e seguido pelos seus apóstolos, e na pregação destes a proclamação e o ensino da Palavra de Deus por meio do discurso público foram convertidos na marca 11 essencial e permanente da religião cristã” A história da igreja confirma esta declaração. Desde o primeiro século, segundo o registro dos Atos dos Apóstolos, notamos o quanto a pregação era central na vida da igreja primitiva. Quando Filipe desceu a Samária, “pregavalhes...”(.8.5). Quando Pedro se apresentou diante do centurião romano em Cesaréia, disselhe que o Senhor “ nos mandou pregar” (10.42). Ao descreverem São Paulo, os Atenienses disseram: “ ... parece ser um pregador” (17.18). E o próprio Paulo afirmou aos Coríntios: “ Cristo... me enviou para pregar o evangelho. Assim pregamos, e assim crestes ” ( I Cor 1.17; 15.11). O Dr. Martyn Lloyd-Jones, analisando o crescimento e o declínio da pregação, bem como a sua primazia na história da igreja, disse: Não se torna evidente, quando nos é dado contemplar uma visão panorâmica da história da igreja, de que os períodos e eras de decadência, sempre foram épocas em que a pregação vinha declinando? E o que é que sempre pressagia o alvorecer de uma reforma ou de um reavivamento? É a renovação da pregação bíblica. Não somente um novo interesse pela pregação, mas uma nova espécie de pregação. O reavivamento da autêntica pregação sempre anunciou de antemão esses grandes movimentos na história da igreja. E, naturalmente, ao chegarem a reforma e o reavivamento, eles sempre têm conduzido a grandes e notáveis períodos da mais profunda pregação que a igreja jamais tem conhecido. Tal como foi verdade no começo, conforme se acha descrito no livro de Atos, assim também se deu após a Reforma Protestante . Lutéro, Calvino, Knox, Latimer, Ridley todos esses homens foram magníficos Pregadores. No século XVII, Jonathan Edwards, George Whitefield, os irmãos Wesley, Rowland e Harris, foram todos eles grandes pregadores. Aquela foi uma era de pregação grandiosa. Sempre que se verifica reforma e reavivamento, o resultado é sempre 12 esse inevitavelmente. De fato, a pregação é a tarefa suprema do pastor e por conseguinte da igreja. Para ela não há substituto, pois a tarefa primordial da igreja consiste em pregar e anunciar ao mundo “ todo o conselho de Deus”. E deve fazê-lo com um senso de profunda reverência e urgência na presença do Senhor. O mundo jaz no maligno e cambaleia entre crendices e superstições mil. Idolatria, feitiçaria, misticismo, e impiedade são as características de nossa geração. E só há um poder capaz de transformar tal realidade, ou seja, o poder de Deus, mediante o Evangelho de Cristo Jesus. A pregação que produz a edificação e o crescimento da igreja demanda tempo, oração e completa dependência do Senhor Jesus. Estamos conscientes disto? É preciso pregar “ a tempo e fora de tempo” no poder do Espírito Santo, deixando os resultados com Deus. Se 11 . James D. CRANE. O Sermão Eficaz. Tradução de João Soares da Fonseca, Rio de Janeiro: JUERP, 1989, p. 16 12 . Cf. LLOYD-JONES, Op. Cit. p. 18. .............................................................................................................. desejamos o crescimento da igreja, então proclamemos a Palavra de Deus com ousadia, fidelidade e autoridade. Afirmamos com convicção, que a pregação que produz a edificação e o crescimento da Igreja Cristo, em todo e qualquer tempo, impreterivelmente têm de estar: CENTRADA EM DEUS! NO DEUS ETERNO E TODO-PODEROSO! ALICERÇADA FIRMEMENTE NA PALAVRADE DEUS! COMPROMETIDACOM ASÃ DOUTRINA! Amados, a pregação que é digna deste nome, não é uma tarefa qualquer. Ela é uma tarefa para toda a vida de um homem. Ela precisa ser regada com orações e esforço diário e, acima de tudo, ela depende da vida de homens que se submetem a Deus. Somente estes podem fazer diferença! Cecil Osborne, conta uma história interessante. Ele diz: “ Um americano, que visitava um velho castelo Inglês, perguntou ao jardineiro-chefe como ele conseguia produzir um gramado tão magnifico. O velho cavalheiro olhou para baixo pensativo, contemplando a grama fofa e aveludada, e disse: - Bem, nós apenas plantamos, fertilizamos regularmente, molhamos e aparamos cuidadosamente o 13 gramado durante quatrocentos anos” . Amados, qualquer projeto digno toma tempo. E nada neste mundo pode se comparar ao ministério da pregação. Faço minha a declaração de amor a pregação do Dr. Lloyd-Jones, que diz: “ Para mim a pregação é a mais elevada, a maior e a mais gloriosa vocação para a qual alguém pode ser chamado”14. A minha oração é que o Senhor da seara chame e envie muitos pregadores poderosos para que proclamem “ as insondáveis riquezas de Cristo”. Amém. Pr. ANTONIO SÉRGIO DE ARAÚJO COSTA PASTOR BATISTA. MEMBRO DA COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DA CONVENÇÃO BATISTA BAIANA; MESTRE E DOUTORANDO EM TEOLOGIA ÁREA DE CONCENTRAÇÃO HOMILÉTICA , PELO STBNB-RECIFE. PROFESSOR DE HOMILÉTICA, HERMENÊUTICA E EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO. PRELEÇÃO APRESENTADA NA CONFERÊNCIA TEOLÓGICA NO SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA DO NORTE DO BRASIL, PRIMAVERA 29.10.1999, RECIFE, PE. Bibliografia: 1 - BROADUS, John A. O Preparo e a Entrega de Sermões. Tradução do Ver. Waldemar W. Wey, Rio de Janeiro, RJ: Casa Publicadora Batista, 1960. 2 - BROADMAN, Comentário Bíblico: Novo Testamento, II Corintios-Filemon, Vol 11. Editor Geral: Clifton J. Allen. Tradução de Adiel Almeida de Oliveira. Rio de Janeiro, JUERP, 1985. 3 - CRANE, James D. O Sermão Eficaz. Tradução de João Soares da Fonseca, Rio de Janeiro, RJ: JUERP, 1989. 4 - LLOYD-JONES, Martyn D. Pregação e Pregadores. Tradução de João Marques Bentes, São Paulo: Fiel, 1984. 5 - OSBORNE, Cecil G. A Arte de Aprender a Amar a Si Mesmo. Tradução de Roberto Alves de Souza, 7ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994. 6 - SALVADOR, José G. Coleção Padres Apostólicos. O Didaque O Ensino do Senhor através dos Doze Apóstolos. Vol.11, São Paulo, SP: Junta Geral de Educação Cristã da Igreja Metodista, 1957. 7 - STAGG, Frank. O Livro dos Atos dos Apóstolos. Tradução do Ver. Waldemar W. Wey. 2ª ed. Rio de Janeiro, RJ: JUERP,1982. Ver também I. Howard MARSHALL. Atos Introdução e Comentário. Trad. de Gordon Chown, São Paulo: Mundo Cristão, 1985. 8 - SUMNER, Roberto L. Evangelização: A Igreja em Chamas. São Paulo, SP: Imprensa Batista Regular, 1980. Revista Apologética Cristã www.sadoutrina.cjb.net VISITE NOSSO SITE! 13 . Cecil G. OSBORNE. AArte deAprender aAmar a Si Mesmo. Tradução de RobertoAlves de Souza, 7ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994, p. 6. 14 . Cf. LLOYD-JONES, Op. Cit. p. 7. www.sadoutrina.cjb.net .............................................................................................................. 20 POESIAS Soneto da Salvação Marcos Antônio Freire Martins Quando vejo as nuvens se formando no céu, O brilho do sol ofuscado, E sinto o vento soprando ao léu Sei que os maus tempos são chegados... Quando então o mar se agita O dia se faz em negra noite Quando em turbilhão se vê a vida E os pensamentos são tomados de açoite... Quando sem rumo é levada a embarcação E as águas vorazes assustam: De onde me virá a salvação? Quando já não há mais saída E a vida tão frágil perece perdida... Então o Senhor me estende as suas fortes mãos! A Um Irmão Que Sofre Pr. José Infante PIBB Vitória da Conquista/BA Quando a angústia te envolver Açoitando o teu frágil ser, Cai de joelhos e clama por Jesus. Sabe o que é dor pregado na cruz. Quando a inquietação enublar o dia Furtando os momentos de alegria, Não temas, lança-te aos pés da Verdade Pois Ele sabe as nossas necessidades. Quando fraco oscilaras na caminhada, Débil para orar, sem forças para nada, Lembra-te do Senhor e, entre incertezas, Seu poder atuará nas tuas fraquezas. Angústia, sofrimento ou cruel solidão, Ajoelha-te em fraqueza, abre o coração. Por mais que seja o golpe profundo, TEM ÂNIMO, JESUS VENCEU O MUNDO! .............................................................................................................. O FRACASSO DO OUTRO EVANGELHO Pr. José Infante Júnior, 1ª IBB de Vitória da Conquista/BA. “No afirmar do apóstolo Paulo, havendo outro evangelho anunciando outro Jesus e aceitando outro espírito, há, certamente, aqueles que o proclamam. Não se trata de fazer juízo, porém, à “Luz da Candeia”, como ensinou Jesus, observar com discernimento os frutos do tal movimento e seus líderes.” Pedidos: (77) 421.1567 LÍNGUAS E O MOVIMENTO PENTECOSTAL-CARISMÁTICO Pr. Rômulo Weden Ribeiro, Templo Batista Maranata de Goiania. Quem pode falar em “novas línguas”? É um dom para os “últimos dias”? Afinal, o que vem a ser realmente o “dom de línguas”? Tem suscitado edificação ou divisão? É um sinal de avivamento? Estas, e muitas outras perguntas, são respondidas nas páginas desse livro. Pedidos: Caixa Postal 16.051, AC. Canaã CEP 74.423-970 Goiania/GO A SEDUÇÃO DO CRISTIANISMO Dave Hunt e T. A. McMahon, Obra Missionária Chamada da Meia Noite. A Bíblia afirma claramente que uma grande apostasia terá que ocorrer antes da segunda vinda de Cristo. Os cristãos atuais estão sendo enganados por uma nova visão do mundo, mais sutil e mais sedutora do que qualquer coisa que o mundo já experimentou. Pedidos: (51) 241.5050 Cremos: 1- Na inspiração plena das Sagradas Escrituras nas línguas originais, preservadas com exatidão e infalibilidade como Palavra de Deus, a única autoridade em matéria de fé e prática. 2- Na existência e personalidade sobrenatural de um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. 3- Na divindade do Senhor Jesus Cristo, assim como a sua humanidade, que se fez em tudo semelhante ao homem, todavia sem pecado. 4- Na concepção sobrenatural pelo Espírito Santo e no nascimento virginal do nosso Senhor Jesus Cristo. 5- Na sua morte vicária e expiatória, em que Ele deu sua vida vertendo seu imaculado sangue para salvar o pecador, por efeito unicamente da soberana graça através da fé e não por obras; e na sua ressurreição no mesmo corpo em que foi crucificado. 6- Na vinda pessoal, corporal e iminente de Jesus Cristo, para buscar a sua Igreja, e na Sua segunda vinda com poder e grande glória para estabelecer seu reinado, cumprindo, assim, as promessas feitas ao seu povo. 7- Na salvação do homem efetuada única e exclusivamente pela soberana graça de Deus, através da fé, não por meio de obras, sendo que todos os homens são pecadores perdidos carecendo da graça e glória de Deus. 8- Na necessidade de manter a pureza da igreja, tanto na doutrina como na prática, julgando todas as coisas pela Bíblia e por ela sendo julgado. 9- No batismo com o Espírito Santos no momento que o pecador recebe a Jesus Cristo como seu único e todo suficiente Salvador pessoal; e, que os dons do Espírito Santo concedidos à Igreja, precisam ser compreendidos à luz de todo o Novo Testamento e da história da Igreja de Cristo. 10- Na necessidade de manter um louvor reverente que consulte o caráter e a dignidade do nosso Deus e Pai revelado em Cristo Jesus, o Senhor. 11- Na separação Bíblica de todo aquele que nega a fé e se compromete com o erro, e a apostasia. 12- Na prática da fidelidade à fé, e no compromisso diário de anunciá-la a toda criatura. “SOLA FIDE', “SOLA SCRIPTURAE”, “SOLUS CRISTUS” .............................................................................................................. 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