Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 1 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DA FSL Diretoria da Mantenedora: Diretor Presidente da Mantenedora Guilherme Bernardes Filho Diretor Tesoureiro da Mantenedora Aderbal Alfredo Calderari Bernardes Diretor Secretário da Mantenedora Guilherme Bernardes Coordenador Geral Guilherme Bernardes Filho Direção da Faculdade de São Lourenço Diretora Administrativa da Faculdade de São Lourenço Maria Aparecida Pinto Diretora Pedagógica da Faculdade de São Lourenço Vanessa Tavares Vale Coordenadores de Cursos: Coordenação de Administração Prof. Nei Domiciano da Silva Coordenação de Biomedicina Profª. Lilian de Oliveira Nunes Coordenação de Ciências Biológicas Prof. Rodolfo Ribeiro Junior Coordenação de Ciências Contábeis Prof. Nei Domiciano da Silva Coordenação de Direito Prof. Diogo Bacha e Silva Coordenação de Educação Física Prof. Henrique Touguinha Coordenação de Enfermagem Profª. Cristiany Reis Costa F. Pinto Coordenação de Gestão em Recursos Humanos Prof. Nei Domiciano da Silva Coordenação de Nutrição Prof. Oswaldo José de Biasi Mello Coordenação de Pedagogia Prof. Rodolfo Ribeiro Junior Coordenação de Serviço Social Profª. Maria do Socorro Maia Coordenação de Sistemas de Informação Profª. Eliete Lourdes de Almeida Augusto Comissão Científica Prof. Henrique Touguinha Prof. Diogo Bacha e Silva 2 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 Profª. Rafaela Ferreira de França ORGANIZAÇÃO E ELABORAÇÃO DOS ANAIS Coordenação de Administração Prof. Nei Domiciano da Silva Coordenação de Biomedicina Profª. Lilian de Oliveira Nunes Coordenação de Ciências Biológicas Prof. Rodolfo Ribeiro Junior Coordenação de Ciências Contábeis Prof. Nei Domiciano da Silva Coordenação de Direito Prof. Diogo Bacha e Silva Coordenação de Educação Física Prof. Henrique Touguinha Coordenação de Enfermagem Profª. Cristiany Reis Costa F. Pinto Coordenação de Gestão em Recursos Humanos Prof. Nei Domiciano da Silva Coordenação de Nutrição Prof. Oswaldo José de Biasi Mello Coordenação de Pedagogia Prof. Rodolfo Ribeiro Junior Coordenação de Serviço Social Profª. Maria do Socorro Maia Coordenação de Sistemas de Informação Profª. Eliete Lourdes de Almeida Augusto 3 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 JORNADA CIENTÍFICA DA FACULDADE DE SÃO LOURENÇO APRESENTAÇÃO 2014 A Faculdade de São Lourenço, com a colaboração de seus professores, aluno funcionários, tem procurado realizar nos últimos anos a natureza acadêmica que deve caracte toda instituição de ensino superior. Seu propósito é oferecer algo além do en profissionalizante, é proporcionar a formação de pessoas capazes de realizar pesquisa cien de qualidade, formando excelentes profissionais com capacidade de se destacar também c pesquisadores em sua área de atuação. O presente volume é fruto deste esforço permanente. Nele estão reunidos os resumos dos trabalhos dos estudantes de Biomedicina, Ciên Biológicas, Direito, Educação Física, Enfermagem, Gestão de Recursos Humanos, Pedag Serviço Social e Sistemas de Informação, participantes da Jornada Científica organizada Faculdade de São Lourenço em Outubro de 2014. Nestes trabalhos, frutos de profissionais de cinco áreas distintas, percebe-se o desejo ir além da simples aquisição de informações, percebe-se a ambição pelo conhecimento transformador e gerador de novas possibilidades. Os Organizad 4 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SUMÁRIO ANAIS DA JORNADA CIENTÍFICA Faculdade de São Lourenço 2014 BIOMEDICINA ..................................................................................................................................7 MALEFÍCIOS BENEFÍCIOS DA CARNE VERMELHA...................................................................................8 BIOSSEGURANÇA-CONHECIMENTO E PRÁTICA ............................................................................ 9 PROJETO DE PESQUISA SOBRE BIOSSEGURANÇA REALIZADO PELOS ALUNOS DO GRUPO B DA TURMA DE BIOMEDICINA DO 4º PERÍODO DA FACULDADE SÃO LOURENÇO ....................... 10 CIÊNCIAS BIOLÓGICAS.................................................................................................................11 CARACTERIZAÇÃO PARCIAL DA CACHOEIRA DA GRUTA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VERDE ............................................................................................................................................. 12 DIREITO...........................................................................................................................................13 A (IN)EXISTÊNCIA DE HIERARQUIA ENTRE LEIS COMPLEMENTARES E LEIS ORDINÁRIAS . 14 EDUCAÇÃO FÍSICA........................................................................................................................15 O EXERCÍCIO FÍSICO E A DOENÇA DE ALZHEIMER ...................................................................... 16 LESÕES NA GINÁSTICA ARTÍSTICA: UMA BREVE REVISÃO ......................................................... 18 BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO RESISTIDO PARA PORTADORES DE ARTRITE REUMATOIDE . 20 OS EFEITOS DO HIIT SOBRE A COMPOSIÇÃO CORPORAL DE DIFERENTES GRUPOS: UMA BREVE REVISÃO .................................................................................................... 22 EFEITOS DA HIDRATAÇÃO COM ÁGUA MINERAL ALCALINA NA ACIDOSE METABÓLICA PROMOVIDA PELO EXERCÍCIO FÍSICO ................................................................... 24 ENFERMAGEM.......,........................................................................................................................26 A RESPOSTA IMUNE E O CÂNCER .............................................................................................. 27 A HIPERTRIGLICERIDEMIA E A ATEROSCLEROSE ...................................................................... 28 5 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 ESTÁGIOS E PROGNÓSTICOS DO CÂNCER DE MAMA................................................................ 29 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: ATENDIMENTO SEGURO ................................................................... 30 A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO A PACIENTES COM DEPENDÊNCIA QUÍMICA ........................ 31 GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS...........................................................................................32 O DESCONHECIMENTO DA SOCIEDADE COMO IMPEDIMENTO PARA ENXERGAR O DEFICIENTE VISUAL ............................................................................................. ...33 PEDAGOGIA....................................................................................................................................34 TEORIAS CONSTRUTIVISTAS ....................................................................................................... 35 SERVIÇO SOCIAL...........................................................................................................................36 O ATENDIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL AS MULHERES VÍTIMAS................................................... 37 DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ............................................................................................................. 37 INFLUÊNCIA DIGITAL NOS VÍNCULOS SÓCIOFAMILIARES .............................................................. 38 PEDÓFILO: CULPADO OU VÍTIMA?................................................................................................... 39 A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO PAIF ............................................................................... 41 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO.......................................................................................................42 AUTOMAÇÃO AQUARIO .................................................................................................................. 43 BATERIA - LUVA DE EXPRESSÃO MIDI ARDUINO ........................................................................ 45 MÁQUINA CNC ................................................................................................................................. 47 ESTUFA TECNOLÓGICA .................................................................................................................. 49 ORQUESTA DE ARDUÍNO USANDO DRIVER DE DISQUETE ........................................................... 50 AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL ............................................................................................................ 52 AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL ILUMINAÇÃO ...................................................................................... 54 O QUE É O ARDUÍNO? ..................................................................................................................... 56 6 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 7 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 MALEFÍCIOS BENEFÍCIOS DA CARNE VERMELHA Gizele de Carvalho Diniz1, Pollyanna Oliveira Silva², Henrique Menezes Touguinha, Lilian de Oliveira Nunes² ¹ ² nFaculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG INTRODUÇÃO mesma forma estão propensos a riscos de saúde se houver desequilíbrio na alimentação. Uma dieta adequada é indispensável para que o corpo apresente boa saúde e boa forma com disposição adequada ao dia-a-dia. A preocupação com uma dieta adequada é indispensável para prolongação da vida. Sendo um ponto crucial que pode significar ameaça à saúde ou assistência. Vários fatores podem influenciar nos hábitos alimentares de forma a manipular seu consumo ou seu repudio, com resultados que irão refletir nas alterações dos princípios, com impacto das doenças e dos óbitos que incidem na população (ASSUNÇÃO, DURO e SCHNEIDER 2013). Por milênios nossos ancestrais buscaram sempre seu próprio alimento, examinando minuciosamente a terra, migrarão por diversas regiões na busca de seu sustento, deixando um legado de suas experiências resultando na cultura de lavrar a terra nesta busca (GIACOMETTI 1989). A importância no consumo de carne vermelha é vista, como sendo indispensável, por seus componentes de nutrientes e pelo baixo fator energético. Sendo uma das principais fontes de proteínas, possui 09 dos aminoácidos essenciais, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano e valina, contidos no estágio equilibrado do organismo humano, sendo 20 aminoácidos essenciais ao total. Como necessitamos de todos esses aminoácidos e apenas 09 são sintetizados pelo organismo, a única maneira de obtê-los é através da ingestão de fontes nutricionais. (CARDOSO, GLÓRIA, SOUZA, 2011) O consumo descontrolado de carne pode trazer danos graves à saude. Rica em ferro e gorduras saturadas, possui influência em ampliar riscos de doenças cardiovasculares e alguns tipos de cânceres. (TEIXEIRA et al 2006). A alimentação deve ser feita de forma balanceada, para nutrir o organismo de forma equilibrada. Se feita de forma correta contribuirá para longevidade, mas deve ser considerado que se for feita de forma descontrolada, poderá trazer danos à saúde. O consumo de carne vermelha é altamente necessário para a nossa nutrição, seus componentes são indispensáveis à vida e devem estar presentes na dieta diária para compor uma vida saudável, mesmo que não haja a ingestão de carne é necessário que se faça reposição destas proteínas por outros alimentos. (BARBOSA, 2013). É atribuído a dieta vegetariana vantagens como baixos índices de gordura e colesterol. Apresenta melhores níveis de carboidratos complexos, fibras e outros itens indispensáveis a manutenção do bom funcionamento fisiológico. Porem os vegetarianos estritos, classificados como vegans, correm o risco de apresentar baixa em vitamina B12, vitamina D, cálcio, ferro e há casos de baixos níveis em riboflavina, que é um composto orgânico da classe das vitaminas (COZZOLINO 2007). A maioria das pessoas entrevistadas tem preferência por carne vermelha pela facilidade em obtê-la e por ser prazeroso o seu consumo. Dentre os entrevistados 99 são homens sendo que, 44% têm preferência pelo consumo de carne e apenas 6% são vegetarianos enquanto das 101 mulheres entrevistadas 34,50% comem carne e 16% são vegetarianas. Tanto um grupo quanto o outro apresenta boa saúde quando adotam uma dieta adequada, mas é evidente a prevalência do consumo de carne vermelha. A carne vermelha participa do grupo heme que se liga a miosina que participa da síntese de hemoglobina, que leva oxigênio para nossos alvéolos pulmonares. Sendo assim necessária para o ciclo respiratório. Comparando uma pessoa que não tenha ingestão desses alimentos, sua dieta para alcançar esse efeito será mais trabalhosa, ainda é possível que talvez o valor necessário a ser consumido diariamente não seja alcançado. A carne tem um alto teor de ferro, porém tem grande valor de colesterol, por isso temos que ter a preocupação de comer o necessário para o nosso organismo. Ela não é feita para matar a fome, mas sim para complementar a dieta. Todos os alimentos tem que ser bem balanceados para que contribuam com a saúde. A proteína completa é aquela derivada de alimentos como a carne, leite, ovos, peixes e aves que apresentam todos os aminoacidos essenciais em quantidades adequadas a sua manutenção. As proteínas parcialmente incompletas seriam as que fornecem aminoácidos em quantidade suficente apenas para a manutenção organica, como algumas proteínas provenientes de leguminosas, oleaginosas e cereais. (COZZOLINO et al, 2012). Tudo na medida certa traz benefícios e tudo o que ultrapassa limites causa problemas. Todos que seguem dieta alimentar adequada apresentam boa saúde e da sempre METODOLOGIA Este artigo foi elaborado a partir de revisão bibliográfica e procurou apresentar de forma sucinta à necessidade de uma alimentação saudável com os componentes indispensáveis a vida, que se encontra principalmente em carne vermelha, sendo possível também encontrá-los em fontes vegetais em menor teor de proteínas devendo ser consumidos em maior quantidade para compor os níveis diários necessários. Através de Questionário de Vegetarianos e Onívoros, foram entrevistadas 200 pessoas. O resultado da entrevista é apontado no gráfico de dados (Figura 1). Figura 1 - Gráfico de Homens e Mulheres Vegetarianos e Onívoros. REFERÊNCIAS ASSUNÇÃO, M. C. F.; DURO, S. M. S.; SCHNEIDER, B. C. Consumo de carnes por adultos do sul do Brasil: um estudo de base populacional. Ciência e Saúde Coletiva. 2014. BARBOSA, A. C. O. Aspectos positivos relacionados ao consumo de carne bovina. 2013. Monografia (Graduação Med. Veterinária) – Universidade de Brasília. COZZOLINO, Silvia M. Franciscato. Biodisponibilidade de nutrientes. 4. ed. Barueri, SP: Manole, 2012. GIACOMETTI, D.C. Ervas condimentares e especiarias. São Paulo, Ed. Nobel, 1989. SOUZA, A. A. de; GLORIA, M. de S.; CARDODOSO, T. S.; Aceitação de dietas em ambiente hospitalar. Revista de Nutrição, Campinas, 2011. TEIXEIRA, R. C. M. A. et al. Estado nutricional e estilo de vida em vegetarianos e onívoros. Revista Brasileira Epidemiologia. 2006. PIRES, C. V. et al. Qualidade Nutricional e escore químico de aminoácidos de diferentes fontes protéicas. Ciência Tecnológica Alimentar. 2006. 8 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO I JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA BIOSSEGURANÇA-CONHECIMENTO E PRÁTICA Maicon Lemes de Oliveira; Maurilio Pereira Junior; Andressa Pereira da Silva; Kamyla Rodrigues Maciel; Tainara Lima Professora Orientadora: Lilian de Oliveira Nunes INTRODUÇÃO FIGURAS E TABELAS Foram entrevistados 115 alunos dos cursos de Graduação de Biomedicina e Enfermagem, e através dos dados coletados foram feitos os seguintes gráficos mostrando a porcentagem das respostas em Sim ou Não. SEÇÕES Esse trabalho de pesquisa teve como principal objetivo discutir sobre o uso da biossegurança por graduandos de biomedicina e enfermagem, em ações simples. Levando em consideração que o uso desta é indispensável para os futuros profissionais em questão. É indiscutível a necessidade de zelar pela própria saúde, e a cada momento a preocupação torna-se uma alternativa de preservação da vida, diante das inúmeras moléstias infecciosas em circulação no mundo. Os resultados da pesquisa foram bem positivos. Após analisar estatisticamente os dados coletados concluiu-se que a maioria dos alunos afirmaram praticar desde as práticas mais simples de biossegurança. Espera-se que este trabalho possa contribuir para outros trabalhos científicos com o intuito de preservar saúde e até mesmo a vida de todos os profissionais da saúde. 9 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO I JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROJETO DE PESQUISA SOBRE BIOSSEGURANÇA REALIZADO PELOS ALUNOS DO GRUPO B DA TURMA DE BIOMEDICINA DO 4º PERÍODO DA FACULDADE SÃO LOURENÇO Rossiane Aparecida Ferreira¹, Lucas Honório¹, Jefferson Levi², Aline de Almeida², Karoline Santos³, Lilian de Oliveira Nunes5 Biomedicina Lilian de Oliveira Nunes Faculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG RESUMO Este Artigo foi desenvolvido na FACULDADE SÃO LOURENÇO, pelos alunos de BIOMEDICINA 4º período, com colaboração dos alunos 2º e 6º período. O tema em questão foi ‘’TÉCNICAS DE BIOSSEGURANÇA’’ pois na BIOMEDICINA é importante ter noçõe s e o conhecimento sobre essas técnicas devido ao contato com agentes patogênicos. Palavras-chave: biossegurança, laboratório, limpeza, contaminação, riscos. de cada pessoa que respondeu. As duas salas, porém possui um número abrangente de mulhe res correspondendo a 90% dos entrevistados. Todos mostraram disposição e boa vontade em contribuir co m a pesquisa. CONCLUSÃO Conclui- Conclui- se que as técnicas de biossegurança nada mais são do que um meio seguro de trabalho, que se não for seguido corretamente pode afetar o meio de trabalho e seus envolvidos, podendo ter riscos mais graves como várias patogenias adquiridas. Portanto devem-se seguir corretamente as normas a fima de ter um local de trabalho seguro para melhor desenvolver pesquisas e técnicas. INTRODUÇÃO Segundo Hinrichsen (2004, p.) biossegurança, são procediment os voltados para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos às atividades de pesquisa laboratori ais que possam comprometer a saúde do homem ou amostras desenvolvidas, animais e até mesmo meio ambiente. Algumas normas de biossegurança importantes, como usar obrigatoriamente macacão, de preferência branco, botas; luvas sobre as mangas; ao usar luvas não manusear outros objetos de uso comum, tais como telefones, maçanetas e torneiras; não comer nem beber; usar óculos de proteção; não manusear ou armazenar alimentos, manter cabelos curtos e pres os, as mãos longe das mucosas (boca,nariz, olhos) laválas antes de entrar e após sair do laboratório; Cobrir cortes e ferimento s antes de manusear qualquer espécime dentro do laboratório;(Chaves Borge s, F.A., Mineo, J.R. Medidas de Biossegurança em laboratórios. UFU. 1997. World Health Organizatio n. Laboratory biosafety manual. 2ª. 2003). De acordo com Beauchamp & Childress1 (2001), em Princ iples of Biomedical Ethics, ética biomédica tem papel fundamental, pois se aplica um sistema de prin cípios em relação profissional e paciente para que ambos não corram riscos de contaminação. Para Muñoz & Fortes (1998), todo paciente tem o direito de saber sobre a natureza e os objetivos dos procedimentos diagnósticos, sejam eles preventivos ou terapêuticos. Cientista usa roupas impermeáveis e equipamentos de proteção individual indicados para análise de vírus altamente contagiosos no Instituto Evandro Chagas, em Belém. REFERÊNCIAS HINRICHSEN, S. L. Biossegurança e controle de infecções: risco sanitário hospitalar. Rio de Janeiro: Médica e Científica, 2004. Chaves Borges, F.A., Mineo, J.R. Medidas de Biossegurança em laboratório s. UFU. 1997. World Health Organization. Laboratory biosafety manual. 2ª. 2003. METODOLOGIA Beauchamp TL, Childress JF. Principles of biomedical ethics. 5ª ed. New Yo rK: Oxford University Press; 2001. O artigo foi desenvolvido através de seis perguntas relacionadas à bi ossegurança, onde teve objetivo maior em pesquisar se os discentes do segundo, e quarto período da Faculdade São Lourenço da área Biomédica conhecem algumas normas básicas sobre o assunto. RESULTADOS Todas as perguntas foram feitas de acordo com o grau de conhecimento Muñoz & Fortes (1998). 10 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 11 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 CARACTERIZAÇÃO PARCIAL DA CACHOEIRA DA GRUTA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VERDE Leonardo Campos Fonseca1, Érica Daiane da Silva2, Valdney Fonseca² Faculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG INTRODUÇÃO METODOLOGIA A colonização no Brasil se caracterizou pela falta de planejamento, destruição dos recursos naturais e alterações nos cursos hídricos. Com o passar do tempo, a cobertura florestal nativa foi substituída por culturas agrícolas, pastagens e construção de cidades. Os diferentes biomas existentes no Brasil foram cada vez mais se fragmentando e se extinguindo no decorrer da história do país (PADUA, 2007). A composição da água foi afetada principalmente pelo despejo direto ou indireto de poluentes alterando a sua qualidade. A Cachoeira da Gruta pertencente ao Ribeirão do Bode ou Ribeirão da Glória que nasce Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira, localizado no município de Cristina, Minas Gerais. Este ribeirão é um dos principais afluentes do Rio Lambari, que corta todo município e cuja a bacia hidrográfica pertence à Bacia do Rio Verde e Rio Grande. As altas declividades da região da Serra da Mantiqueira favorecem o aparecimento de corredeiras e cachoeiras, caracterizando o regime torrencial. A Cachoeira da Gruta caracteriza - se por alternar trechos em seu percurso com quedas d'água consecutivas e trechos de baixa declividade. O estado de Minas Gerais possui uma grande quantidade de nascentes, rios e cachoeiras, os quais são comumente utilizados como fonte de lazer, principalmente em função da alta disponibilidade, do fácil acesso, e baixo custo na utilização dos mesmos. As nascentes e cachoeiras são elementos de suma importância na dinâmica hidrológica, sendo focos da passagem da água subterrânea para a superfície e pela formação dos canais fluviais (FELLIPPE & JÚNIOR, 2007). A Serra da Mantiqueira, na porção que engloba a cachoeira, originalmente foi recoberta pela vegetação de Floresta Latifoliada Semi-Caducifólia Tropical e a Floresta Sub-Caducifólia Subtropical de Araucária (SECRETÁRIA DO MEIO AMBIENTE DE CRISTINA, 2005). Este tipo de vegetação é condicionado por duas estações bem determinadas. As matas ciliares, que são de suma importância para a proteção dos cursos d'água, para a manutenção da fauna aquática e terrestre, para a regularização do regime hídrico e para a melhoria da qualidade de água, foram alvos de todos os tipos de degradação. Se for considerado que muitas cidades foram construídas e formadas às margens dos rios e cursos d'água, possuímos uns dos motivos para a escassez desses corredores ecológicos nos rios urbanos. Para a caracterização ambiental da Cachoeira da Gruta foram utilizados parâmetros ambientais como: 1 - Vazão da Cachoeira da Gruta Para conhecer, quantificar e avaliar a disponibilidade dos recursos hídricos da Cachoeira da Gruta Ribeirão foi obtido a vazão através do método da transposição das vazões Hidroweb (2014). As matas ciliares, juntamente com as bacias hidrográficas, estão recebendo uma crescente importância nos últimos anos, devido à maior conscientização da sociedade e respeito ao meio ambiente. A importância da preservação das florestas ao longo dos rios e ao redor de lagos e reservatórios, fundamenta-se em uma grande quantidade de benefícios para a sociedade (PADUA, 2007). 2- Preservação ambiental do entorno da Cachoeira da Gruta Para constatar o estado de preservação ambiental da Cachoeira da Gruta foi utilizado à legislação do Código Florestal Brasileiro. a Lei Federal 4.771 de 15 de setembro de 1965, as nascentes devem ser preservadas, num raio mínimo de 50 metros de largura. E 50 metros de preservação para os cursos d'água que tenham de 10 a 50 metros de largura. Em virtude do aumento exponencial da população, com consequente aumento da ocupação irregular ou imprópria dos centros urbanos nas áreas de mananciais, provoca uma degradação da qualidade e modificação na composição da água, gerada, principalmente, pelo despejo de poluentes nas nascentes e cursos hídricos (SILVA et al., 2008;TERRA et al., 2008). 3 - Levantamento florístico do entorno da Cachoeira da Gruta O levantamento florístico realizado ao nível de família foi efetuado no entorno da Cachoeira da Gruta, obedecendo a medida de 60 metros no entorno da margem direita e da margem esquerda da cachoeira. A dinâmica dos cursos d'água é extremamente sensível às alterações no uso do solo decorrentes dos processos de urbanização e metropolização. Sendo assim parte integrante do sistema ambiental, essencial na manutenção do equilíbrio hidrológico de cursos fluviais, a Cachoeira da Gruta pertencente ao Ribeirão da Glória, está em sua grande maioria descaracterizada devido ao fácil acesso à região, possibilitando a antropização e a falta de importância que é dado para a sua caracterização. Foram observados todos os indivíduos arbustivos-arbóreos vivos e com circunferência superior à altura do peito (CAP) igual ou superior a 15,7 centímetros por um especialista florístico. Foram utilizados referências bibliográficas e documentos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Cristina, MG. REFERÊNCIAS Nesse sentido, a identificação de alguns conceitos no ambiente natural pode ser utilizada como um indicativo de que o ambiente em questão está sofrendo pressão antropogênica. O trabalho apresentou alguns conceitos que foram utilizados como parâmetros ambientais como: média da vazão da cachoeira, águas de recreação, situação de preservação que se encontra o curso d'água com relação a legislação, Unidades de Conservação, mata ciliar e levantamento florístico de algumas espécies arbóreas. BRASIL. Código Florestal. Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 de outubro de 1965. FELIPPE, M.F. ; MAGALHÃES jr, A.P. Consequências da ocupação urbana na dinâmica das nascentes em Belo Horizonte, MG. UFMG, Belo Horizonte, p. 1, 2008. PADUA, J.A.R. Estudo das variações florísticas e estruturais da comunidade arbórea e proposta para recuperação das nascentes da fazenda São Pedro, bairro do Chora, município de Delfim Moreira, MG. FEPI, Itajubá, p. 5, 2007. Foto 1 - Vista parcial da Cachoeira da Gruta, Cristina-MG. SECRETÁRIA do meio ambiente, Prefeitura Municipal de Itajubá. Diagnóstico para a elaboração do plano de manejo da futura Unidade de Conservação do Pico da Tuiúva e proposições. Cristina, 2005. SILVA, S. M., CARVALHO, L., QUEROL, E., QUEROL, M. V., GONÇALVES, J. F., Aspectos microbiológicos do arroio Salso de Cima e Rio Uruguai, na região urbana de Uruguaiana, RS, Brasil, Biodiversidade Pampeana, PUCRS, Uruguaiana, v. 6, n., p. 34 - 39, 2008. TERRA, V. R., PRATTE-SANTOS, R., ALIPRANDI, R. B., BARCELOS, F. F., AZEVEDO Jr, R. R., BARBIÉRI, R. S., Avaliação microbiológica das águas superficiais do rio Jucu Braço Sul, ES, Brasil, Natureza on line. v. 6, n. 1 p. 48-52, 2008. 12 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 13 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 A (IN)EXISTÊNCIA DE HIERARQUIA ENTRE LEIS COMPLEMENTARES E LEIS ORDINÁRIAS LEANDRO ABDALLA FERRER — SOB ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR GERALDO LUIZ VIANNA Faculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 — Bairro Federal — São Lourenço/MG METODOLOGIA INTRODUÇÃO Este artigo tem como finalidade analisar, de maneira objetiva, a opinião da doutrina e jurisprudência acerca da existência ou não de hierarquia entre Leis Complementares e Leis Ordinárias. O poder normativo é o poder que a Administração possui de editar atos para complementar a lei, buscando sua fiel execução", e pode ser dividido em três níveis básicos: o nível constituinte, o nível legislativo e o nível regulamentar.(Bezerra, 2010) Neste artigo, falaremos um pouco sobre as espécies normativas, para mostrar o local que as Leis Complementares e Leis Ordinárias se encaixam no nosso ordenamento jurídico, diferenciando o nível constituinte, o nível legislativo e o nível regulamentar e, em seguida, Lei Complementar e Lei Ordinária. No Nível Constituinte, estão as normas que fazem parte da Constituição, no Nível Legislativo estão compreendidas as Leis Ordinárias e as Leis Complementares, são as leis hierarquicamente, vem imediatamente abaixo da Constituição. No nível regulamentar estão todas as normas regulamentares, como decretos e portarias, e são normas que além de subordinadas à Constituição também se subordinam às normas de níveis legislativos.(Lenza, 2014 — Barros,S.H.) Finalmente, analisaremos a opinião da doutrina e o entendimento dominante da jurisprudência para, então, concluir pela existência ou não de hierarquia entre Leis Complementares e Leis Ordinárias. Lei Complementar é uma lei infraconstitucional que tem como propósito tratar de matérias específicas, determinadas expressamente pela Constituição. REFERÊNCIAS BARROS, S.R. Noções sobre Espécies Normativas. Disponível em > http://www.srbarros.com.bript/nocoes-sobre-especiesnormativas.cont< BASTOS,C.R. POR UMA NOVA FEDERAÇÃO.São Paulo: Editora Revistas dos Tribunais,1995 BEZERRA, J.S. Em que consiste o poder normativo ou poder regulamentar? 2010. Disponível em >http://1.fg.jusbrasil.com.br/noticias/2093607//em-queconsiste-o-podernormativo-ou-poder-regulamentar-joice-de-souza-bezerra< LENZA, P. DIREITO CONSTIUCIONAL ESQUEMATIZADO. 18. Ed. São Paulo: Saraiva, 2014 As Leis Ordinárias são as leis mais comuns, aprovadas por maioria simples dos parlamentares, e em regra, contém as normas gerais e abstratas. O campo desta norma é residual, ou seja, o que não for objeto de lei de outras espécies normativas. Existem duas diferenças básicas entre Leis Complementares e Leis Ordinárias, que podemos destacar. Uma sob o aspecto formal e outra sob o aspecto material. A diferença entre estas normas, no aspecto formal, está no quorum de aprovação, enquanto a Lei Ordinária precisa de maioria simples para ser aprovada, a Lei Complementar precisa de maioria absoluta, e no aspecto material, as matérias que o legislador achou mais importante serão regulamentadas por Leis Complementares e as demais matérias por Lei Ordinária.(Menezes, 2012) MENEZES, Rodolfo Rosa Telles. Hierarquia entre lei complementar e lei ordinária. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XV, n. 96, jan 2012. Disponível em: <htte://www.ambitojuridico.com.br/site/index.phe?n link=revista artigos leitura&artigo id=11002>. Acesso em set 2014. A corrente que defende a hierarquia apóia-se na idéia de que por que a Lei Complementar ter um processo mais dificultoso para sua aprovação, se não houvesse hierarquia. MORAES,A. DIREITO CONSTITUCIONAL.30.Ed.São Paulo: Atlas,2014 SILVA. F. T. REVOGAÇÃO DE LEI COMPLEMENTAR POR LEI ORDINÁRIA: Uma análise da revogação da isenção instituída pela Lei Complementar 70/91 pela Lei Ordinária 9.430/96. Disponível em > A corrente contra a hierarquia apóia-se na idéia que a simples intenção do legislador, era diferenciar o campo de atuação entre Leis Ordinárias e Complementares e não criar algum tipo de hierarquia entre estas normas. http://www. busca leg is. ufsc. br/revistas/files/anexos/15039-15040-1-PB. pdf< Quando ocorre o conflito entre essas espécies de norma, devemos recorrer a Constituição Federal, pois é esta que distribui as competências, inclusive uma Lei Complementar, inclusive, pode ser totalmente revogada por uma Lei Ordinária se todos os seus dispositivos tratarem de matéria de Lei Ordinária. TEMER,M. ELEMENTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL.21.Ed.São Paulo: Editora Malheiros,2006 14 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 15 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 O EXERCÍCIO FÍSICO E A DOENÇA DE ALZHEIMER Carla Maura Pereira1, Henrique Menezes Touguinhan 1n Faculdade São Lourenço - UNISEP/Educação Física/ Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG [email protected] Resumo- A doença de Alzheimer (DA) é uma doença que tem frequentes manifestações neurodegenerativas de maneira progressiva e irreversível, ela se inicia e progride sem que se perceba prontamente os seus sinais. Alguns estudos apontam efeitos positivos da prática de atividades físicas, no desempenho cognitivo, assim como aumento de neurotransmissores e melhora de atividade cerebral em idosos. Essa breve revisão tem como objetivo apontar a influência benéfica dos exercícios físicos nas funções cognitivas de indivíduos acometidos pela doença de Alzheimer e mesma servirá como pré projeto para uma pesquisa de campo. Palavras-chave: Alzheimer, aspectos cognitivos, atividade física. Área do Conhecimento: Educação Física Introdução armazenamento de informação é um processo que se chama memória. Segundo Smith (1999) apud Katzman (1986), transtornos de acetilcolina e acetiltransferases ocorrem frequentemente nos indivíduos afetados. A doença de Alzheimer se revela de suma importância, pois vem afetando de forma significativa a população, principalmente os idosos. A DA, é uma doença que tem frequentes manifestações neurodegenerativas, ou seja, que causa degeneração dos neurônios, de maneira progressiva e irreversível, ela se inicia e progride sem que se perceba prontamente os seus sinais, causa perda da memória e gera distúrbios cognitivos, foi caracterizada por Alois Alzheimer, neuropatologista alemão, em 1907. (HARMAN, 1996). Um dos motivos dessa perda de memória são os níveis reduzidos de acetilcolina, que é a substância química responsável pela transmissão de mensagens de uma célula para outra, que intervêm nos processos de memória. Dessa forma, o projeto tem como objetivo demonstrar a influência do exercício físico na memória e nas funções cognitivas de portadores da doença de Alzheimer. O exercício físico pode interferir no desempenho cognitivo por vários motivos, como, pelo fato de aumentar os neurotransmissores, melhoria cognitiva de indivíduos com prejuízo mental, e pela melhora da atividade cerebral de idosos. (ANTUNES et al, 2006). Os tipos de exercícios que trazem maiores benefícios ao bom funcionamento das atividades cerebrais e a prevenção de algumas delas, ainda estão sendo estudados, porém os efeitos de exercícios físicos regulares estão propagados e se aplicam ao público da terceira idade, sempre levando em conta as limitações e sua diferente resposta a prática de exercícios, e garantido também o bom funcionamento do sistema nervoso, baixo risco de manifestação de patologias neurológicas e uma boa qualidade de vida (MIRANDA et al, 2008). Devemos ressaltar, que, o exercício físico para portadores de Alzheimer deve ser bem elaborado, pois como já foi citado acima, a doença afeta principalmente idosos, então deve-se pensar em suas limitações. Revisão da Literatura Segundo Guyton e Hall (2006), uma pequena parte da informação sensorial, provoca uma resposta motora imediata. Portanto, as informações em sua maior parte, são armazenadas para o futuro, para controlar atividades motoras e para utilização nos processos cognitivos. O armazenamento em sua maior parte ocorre no cótex cerebral. Esse Metodologia A metodologia utilizada foi de pesquisa teórica, bibliográfica, baseada na revisão de literatura sobre a temática. 16 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 Conclusão Diante desta breve revisão, podemos verificar de forma prévia possíveis alterações cerebrais benéficas com as práticas de atividades física. O presente resumo servirá de pré-projeto para uma pesquisa de campo, conduzida com indivíduos acometidos pela doença de Alzheimer, onde serão verificados os aspectos positivos da pratica regular de exercícios. Referências - ANTUNES, H.M.K. et al. Exercício físico e função cognitiva: uma revisão. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. V.12, n.2. Niterói, 2006. - HARMAN, D. A hypothesis on the pathogenesis of alzheimer's disease. Ann NY; 786; 152-68. 1996. - MIRANDA, Letícia M. et al. A influência do exercício físico na atividade cerebral do idoso. Revista Digital, ano 13, n.125. out. Buenos Aires, 2008. - SMITH, Marília A.C. Doença de Alzheimer. Revista Brasileira de Psiquiatria. V.21, s.2. out. 1999. - GUYTON, Arthur C; HALL, Jhon E. Tratato de Fisiologia Médica, 11.ed, São Paulo: Saunders, 2006. 17 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 LESÕES NA GINÁSTICA ARTÍSTICA: UMA BREVE REVISÃO DAIANA GONÇALVES FELÍCIO1, ADRIANE CARVALHO DE OLIVEIRA1, LUCIMARA DO CARMO TEODORO1, LEILA DOS SANTOS SILVA1, PAULA DE SOUZA NOGUEIRA DA SILVA1, HENRIQUE MENEZES TOUGUINHAn 1 Faculdade São Lourenço – UNISEPE/ Educação Física/ Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG n I Faculdade São Lourenço – UNISEPE/ Educação Física/ Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG [email protected] Resumo-. A Ginástica Artística (GA) é um esporte o qual abrange uma gama de movimentos complexos, exigindo um alto nível de conhecimento biomecânico. A partir de seu processo evolutivo, a frequência de maiores adeptos à modalidade cresceu, assim como o nível de competitividade. Com o aumento do esporte o nível técnico ascendeu em mesma escala, forçando treinadores e atletas a se esforçarem para se conquistar os resultados. Com a alta carga de treinamento, as lesões e a síndrome do excesso de treinamento se tornam evidentes, muitas vezes atrapalhando os resultados ou até mesmo levando os atletas a uma aposentadoria precoce. Este resumo tem como objetivo realizar uma breve revisão literária em torno da prática da Ginástica Artística e seu alto índice de lesões assim como apontar e relacionar aspectos pertinentes ao treinamento. Palavras-chave: Ginástica, treinamento, lesões. Área do Conhecimento: Educação Física Introdução Metodologia A Ginastica artística (GA) é uma modalidade esportiva a qual abrange um grande leque de gestos biomecânicos complexos em diferentes situações (HOSHI et al 2008). A Ginástica Artística, é uma das modalidades da combinação entre arte e movimentos de alta performance, dentro de uma diversidade de eventos consecutivos. A partir de seu processo evolutivo, a frequência de maiores adeptos à modalidade cresceu, submetendo-se a elevação do grau de dificuldade dos exercícios obtendo maior exigência no sistema de pontuação, ocasionando o maior risco de lesões. Ginástica é um esporte praticado por jovens atletas que desenvolvem um elevado volume frequente dentro do treinamento de alto impacto. (Daly, Bass e Finch, 2001). Diante isto tem sido notável o problema de supertreinamento em atletas de alto nível. O overtraining quando não percebido pode causar lesões significativas que influenciam na vida útil de um atleta em diversas modalidades. (COSTA e SAMULSKI, 2008). A metodologia utilizada foi de pesquisa teórica, bibliográfica, baseada na revisão de literatura sobre a temática. Revisão da literatura Quatro provas ocorrem dentro da GA feminina, são essas: o solo, a trave de equilíbrio, o salto sobre o cavalo e as paralelas assimétricas e seis provas quando se trata de GA masculina: barra fixa, salto sobre o cavalo, solo, cavalo com alças e argolas. Apesar da beleza das apresentações, todas apresentam seus riscos de lesões, devido ao trabalho executado em cada um deles (NUNOMURA, 2002). O treinamento de alto nível dentro da GA, sempre é um fator de debate. Segundo Bortoleto (2007) o treinamento do ginastas segue uma jornada de dois treinos por dia, em um total de 5 a 6 horas, durante trezentos dias por ano. O mesmo autor vai além, colocando que a média de idade que as crianças começam a praticar a modalidade está entre 11 e 12 anos de idade, porém em clubes grandes, em países que prezam pelos resultados essa idade pode cair bastante, comumente se é visto crianças de 7 e 8 anos dando início a um treinamento especifico competitivo. O objetivo deste trabalho é realizar uma breve revisão literária em torno da prática da Ginástica Artística e seu alto índice de lesões. Apontar e relacionar aspectos pertinentes ao treinamento. 18 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 As lesões na Ginástica Artística podem ser influenciadas por diversos fatores. Estudos comprovam que os ginastas podem ser acometidos por lesões com maior frequência nas modalidades salto, solo e trave principalmente nas articulações e membros inferiores. E uma das causas desta ocorrência são as exigências de desempenho técnico. (HOSHI et al 2008). Segundo Hoshi et al (2008), na GA as principais lesões são distribuídas principalmente, nas principais articulações: tornozelos, joelhos e ombros, além da coluna lombar. As lesões mais ocorridas segundo os autores foram os entorses. O estudo de DIXON e FRICKER (1993), corrobora, apontando que as lesões mais comuns são nos ombros, cotovelos, tornozelos e mãos, demonstrando assim, uma alta ocorrência de lesões articulares. Porém Segundo Nunomura (2002), falta um controle nos dados referentes a essas lesões, pois dificilmente são relacionados esses números com os treinamentos aplicados. É notório em esportes de alto nível competitivo, a aposentadoria precoce de um atleta. Não somente por lesões, mas também pelo ciclo olímpico, e pelo avançar da idade, por isso muitas vezes os atletas, e os ginastas não fogem a regra, exigem ao máximo de seus corpos a fim de que tenham melhores resultados em curtos espaços de tempo. No estudo de Bortoleto (2007), o treinamento da GA é um longo período da vida do atleta, suscetível a lesões e derrotas, sendo que a minoria consegue êxito perante tal esforço. A disciplina é marcada pelo cansaço, e muito severa, mas mesmo assim os ginastas quando perguntados se sentem felizes com o que fazem. COSTA, L.O.P.; SAMULSKI, D.M. Overtraining em Atletas de Alto Nível - Uma Revisão Literária. R. bras. Ci e Mov; 13(2): 123-134. 2005 DALY RM, BASS SL, FINCH CF. Balancing the risk of injury to gymnasts: how effective are the counter measures? Br J Sports Med; 35:8-19. 2001 DIXON, M. e FRICKER, P. Injuries to elite gymnasts over 10 yr. Medicine and Science in Sports and Exercise, 25(12),1322-1329. 1993. HOSHI, R. A. et al. Sports Injuries in Artistic Gymnastics: a Study From Referred Morbidity. Rev Bras Med Esporte; 14 (5). 2008. KIRIALANIS P. et al. Ocurrence of acute lower limb injuries in relation to event and exercise phase. Br J Sports Med; 37:137-9. 2003 NUNOMURA, M. Lesões na Ginástica Artística: Principais incidências e medidas preventivas. Motriz, v. 8, n. 1, p. 21-29, 2002. NUNOMURA, M; PIRES, F. R.; CARRARA, P. Análise do treinamento na ginástica artística brasileira. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 31, n. 1, 2009. Conclusão Podemos notar o quão grande é a busca da perfeição, mas devemos ficar atentos para evitar incidentes (NUNOMURA et al, 2009). Não há problema com a aplicação de treinamento sistematizado, mas é necessário ter uma capacitação apropriada e que não deixe o atleta sobrecarregado, sendo assim, respeitando o limite de cada indivíduo, para que futuramente não lhe cause complicações graves. Referências BORTOLETO, M. A.; A ginástica artística masculina (GAM): observando a cultura de treinamento desde dentro. Motricidade. 2007. 19 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 BENEFÍCIOS DO TREINAMENTO RESISTIDO PARA PORTADORES DE ARTRITE REUMATOIDE Renan Motta Cruz¹, Fabio Eduardo de Almeida², Henrique Touguinhan ¹ nFaculdade São Lourenço - UNISEP/Educação Física/ Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG 2 Universidade Federal de São Carlos – Departamento de Ciências Fisiológicas Rodovia Washington Luiz, KM 235, São Carlos/SP Resumo- O treinamento resistido (TR) é a capacidade de superação da resistência externa, por meio dos esforços musculares. Podemos entender como a capacidade do indivíduo de vencer ou suportar uma resistência contraria, ou mesmo a capacidade de exercer força muscular contraria a uma resistência. Nos últimos anos, cada vez mais, o exercício físico tem deixado de ser visto apenas como coadjuvante, ou sendo utilizado apenas para fins estéticos. É comum hoje em dia nos depararmos com a seguinte citação, "exercício é remédio", pois cada vez mais, através das pesquisas cientificas, comprova-se sua eficiência em relação à prevenção de doenças dos mais variados tipos. Além de preventivo, pode ter papel fundamental no tratamento de varias doenças, sendo um poderoso aliado do tratamento medicamentoso. A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que afeta membranas sinoviais e se caracteriza pelo envolvimento de múltiplas articulações e pode trazer prejuízos para a vida do portador. Essa revisão literária tem como objetivo, elucidar os benefícios do treinamento resistido (TR) para pessoas portadoras de artrite reumatoide, e apresentar os resultados dessa poderosa ferramenta no tratamento e melhoria de condições gerais de vida dessa população. Palavras-chave: Musculação, treinamento resistido, artrite, artrite reumatoide Área do Conhecimento: Educação Física Introdução musculoesquelético, além de ter relação com diversos graus de incapacitação funcional, Santos (1996). É uma doença de etiologia desconhecida e acomete cerca de 1% da população brasileira, sendo observada maior incidência em mulheres acima de 40 anos. Esta revisão tem como objetivo elucidar os potenciais benefícios do treinamento resistido no tratamento de pacientes portadores de artrite reumatoide, a contribuição para a melhoria da qualidade de vida, diminuição de dores, manutenção ou mesmo a melhora da capacidade e funcionalidade articular, e ainda sua importância no auxílio ao tratamento medicamentoso. Podemos considerar o treinamento resistido como um treinamento físico e não uma modalidade esportiva, segundo Santarém (1999), existem várias formas de oferecer resistência contra a ação muscular, embora o mais utilizado seja o treinamento com pesos. Quando trabalhado de forma responsável e adequada, pode trazer inúmeros benefícios ao indivíduo, desde aumento de força muscular, melhora de coordenação motora, manutenção e aumento de flexibilidade, até o fortalecimento ósseo e articular. Os estudos de Posner et al. (1995) apresentam que o treinamento de força melhora o desempenho das atividades da vida diária, melhorando assim a funcionalidade do individuo. Desde os tempos do pai da medicina, Hipocrates, as doenças reumaticas fazem parte da historia da medicina. A nomenclatura rheuma“ surgiu posteriormente por volta do ano 100 d.C para caracterizar um quadro doloroso que afetava as articulações (SANGHA, 2000). Artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica, autoimune, habitualmente progressiva, caracterizada pelo envolvimento de múltiplas articulações, causadora de dano progressivo também no sistema Metodologia A metodologia utilizada foi de pesquisa teórica, bibliográfica, baseada na revisão de literatura sobre a temática. Revisão da Literatura Segundo a American Rheumatism Association os critérios para classificar a AR são: rigidez matinal com duração de pelo menos uma hora, edema de tecidos moles de três ou mais áreas articulares, 20 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 edemas das articulações interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas ou do punho, edemas simétricos, nódulos reumatóides, presença de fator reumatóide diagnosticado por exame clínico, erosões radiográficas, osteopenia periarticular nas articulações da mão ou punho (ARNETT, 1988). O aspecto físico deve ser levado em consideração, bem como a reabilitação e a manutenção do estado funcional, que devem ser levados em conta desde o inicio do tratamento, logo que identificada a doença, o fortalecimento da musculatura peri articular, quando trabalhada de forma adequada, garante a flexibilidade necessária para a manutenção da qualidade funcional do aparelho locomotor, devendo ser estimulado, observando-se os critérios de tolerância ao exercício e a fadiga. O repouso deve ser considerado, mas não de forma prolongada, pois existe maior degeneração articular na AR, quando isso ocorre, sendo interessante alternar o repouso e o exercício. Não existe atualmente um protocolo que represente a prescrição ideal dos exercícios a serem realizados, e a maneira como este deve ser, no entanto, alguns estudos tentaram definir esses parâmetros. Um protocolo que talvez represente a maior tentativa de padronizar a avaliação controle e prescrição de exercícios físicos no tratamento de AR, foi realizado em 1991, por Jurisson (1991), e teve duração de dois anos, e criou o programa RAPIT (Rheumatoid Arthritis Patients In Training) que propunha exercícios aerobios, fortalecimento muscular e jogos coletivos totalizando 75 minutos por sessão realizados duas vezes por semana, sendo o aerobio utilizado o ciclismo estacionário realizado de forma progressiva de 5 a 18 minutos e 50 a 90% da frenquencia cardíaca máxima. Quanto ao fortalecimento muscular, foi proposto um treinamento em circuito contendo de oito a dez exercícios, e de dez a quinze repetições, sendo o intervalo de 90 a 60 segundos entre as séries. Um outro estudo de Munneke, et al. (2004), comparou a aplicação do RAPIT em relação ao tratamento fisioterapico, e mostrou a maior eficiência do RAPIT em relação a funcionalidade, do que o grupo que realizou apenas fisioterapia. Apesar de se mostrar seguro, o treinamento de alta intensidade deve ser considerado com critérios individualizados, já que quando existem danos articulares consideráveis, a alta intensidade durante o exercício não deve ser ser utilizada. Desse modo, tem sido cada vez mais estudado o papel do exercício físico em pacientes portadores de doenças reumatologias. O treinamento resistido de força dinâmica favorece um aumento de força e hipertrofia muscular, melhora a funcionalidade das articulações e diminui a dor em portadores de artrite reumatoide (NORDEMAR et al 1976). Conclusão A proposta desta revisão foi atualizar as evidencias em torno do exercício resistido e a Artrite Reumatoide. As informações encontradas na literatura demostram efeitos benéficos do TR em pacientes acometidos de AR. Vale salientar que os protocolos de TR devem ser acompanhados e prescritos por um Educador Físico capacitado para tal função. Referências ARNETT, F. C et al. The American Rheumatism Association 1987 revised criteria for the classification for Rheumatoid Arthritis. Arthritis Rheum; 3: 315-324. 1988. JURISSON, M.L.; Rehabilitation in rheumatic diseases - What’s new. West J Med:154:545-548, 1991. MUNNEKE, M. et al. Adherence and Satisfaction of Rheumatoid Arthritis Patients With a Long-Term Intensive Dynamic Exercise Program. Arthritis Rheum. 2003. NORDEMAR, R. et al. Changes in muscle fibre size and physical performance in patients with rheumatoid arthritis after 7 months' physical training. Scandinavian journal of rheumatology, v. 5, n. 4, p. 233-238, 1976. POSNER J. D, et al. Physical determinants of independence in mature women. Arch Phys Med Rehabil; 76:373−380. 1995. SANGHA, O. Epidemiology of rheumatic diseases. Rheumatology;39:3-12. 2000 SANTARÉM, J. M. Treinamento de Força e Potência. O Exercício, ed Gorayeb,N. & Barros Neto,T.L. Atheneu,1ª ed. cap.4, 1999. SANTOS, W. S.; Valor diagnóstico e significado clínico do fator antiperinuclear e anticorpo antiestrato córneo na artrite reumatoide. Tese de Doutorado, Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, p. 214, 1996. 21 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 OS EFEITOS DO HIIT SOBRE A COMPOSIÇÃO CORPORAL DE DIFERENTES GRUPOS: UMA BREVE REVISÃO Fábio Eduardo de Almeida¹, Renan Motta da Cruz², Henrique Menezes Touguinhan ¹Universidade Federal de São Carlos – Departamento de Ciências Fisiológicas Rodovia Washington Luiz, KM 235, São Carlos/SP ²,n Faculdade São Lourenço – UNISEPE/ Educação Física/ Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG [email protected] Resumo: Cada vez mais, o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) vem sendo utilizado como uma ferramenta para a redução da composição corporal, entretanto, com protocolos mal elaborados, e muitas vezes ineficientes. O objetivo desta breve revisão é analisar os efeitos deste treinamento na composição corporal de diferentes grupos, evidenciando a ineficiência de alguns protocolos em alguns dos trabalhos analisados. Palavras-chave: Treinamento Intervalado de Alta Intensidade; HIIT; Composição Corporal; Treinamento. Área do conhecimento: Educação Física que em indivíduos com sobrepeso e destreinados (KEATING et al., 2014). Deste modo, o objetivo do presente trabalho, é analisar através da revisão da literatura atual, os efeitos do HIIT sobre a composição corporal de diferentes grupos de treinamento. Introdução Exercícios aeróbios alteram inúmeras funções do organismo e induzem a várias adaptações metabólicas e morfológicas em órgãos e tecidos (LITTLE et al. 2010). Sabe-se que a realização de atividades aeróbias de intensidade moderada aumenta a mobilização de gorduras no momento do exercício, porém, atividades de alta intensidade, mobilizam mais ainda esse substrato no período pós-exercício (ALKAHTANI et al. 2013) e por isso, o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) está se tornando um método de treino bastante interessante, devido aos seus resultados razoavelmente rápidos e sua duração reduzida. Este treinamento induz o corpo a alterações metabólicas e de desempenho que se sobressaem em relação ao treinamento aeróbio tradicional (LITTLE et al. 2010; GIBALA et al. 2012; HEYDARI, FREUND & BOUTCHER, 2012; KEATING et al. 2014; ZWESLOOT et al., 2014). A literatura científica mostra a eficiência do HIIT na composição corporal, avaliando indivíduos obesos e com agravos crônicos (IRVING et al., 2008) e em crianças obesas (ARAÚJO et al., 2012). Entretanto, quando o HIIT é comparado com o treinamento aeróbio de moderada intensidade em indivíduos treinados não atletas, os efeitos parecem se equiparar entre os grupos (HOTTENROTT, LUDYGA & SCHULZE, 2012), não surtir efeito algum em atletas de elite (KILEN et al., 2014), não mostrar diferença significativa em indivíduos obesos (ALKAHTANI et al., 2013) ou ser ineficiente se comparado com o treinamento tradicional, mesmo Discutindo os estudos Irving et al. (2008), avaliaram através de tomografia computadorizada a composição corporal de 27 mulheres obesas portadoras da síndrome metabólica. As mulheres foram divididas em três grupos, sendo treinadas por dezesseis semanas. O grupo que treinou o HIIT mostrou uma redução significativa no percentual de gordura, se comparado com o grupo que treinou abaixo do limiar anaeróbio e grupo controle. Heydari, Freund e Boutcher (2012), conduziram uma pesquisa com 46 homens sedentários com sobrepeso. 25 realizaram o HIIT por 12 semanas, três vezes por semana, com duração de 20 minutos em cada sessão de treino, e foram comparados com o grupo controle (n=21). Os valores de composição corporal foram coletados através de DEXA. Após as 12 semanas de treinamento intervalado, os sujeitos que compuseram a amostra do grupo exercitado, mostraram redução significativa do percentual de gordura total e visceral, além de melhoras na capacidade aeróbia e no percentual de massa magra. Em um estudo de Keating et al. (2014), foram avaliados 38 indivíduos adultos, com idades entre 22 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 18 e 55 anos, sendo 7 homens e 31 mulheres, todos acima do peso com IMC entre 25 e 29. Para aferição da composição corporal foi utilizado o DEXA na região torácica, entre o pescoço e a porção superior da pelve. Após 12 semanas de treinamento aeróbio contínuo versus o HIIT, observou-se que o treinamento intervalado se mostrou menos eficiente na redução de gordura corporal se comparado ao método tradicional, mostrando que para a população com sobrepeso e sedentária, este pode não ser o método mais eficaz de redução de gordura corporal e alteração da composição corporal total. Hottenrott, Ludyga & Schulze (2012), também conduziram um estudo com corredores recreacionais utilizando a bioimpedância para análise da composição corporal. Foram 34 selecionados indivíduos, sendo divididos em 2 grupos por 12 semanas de treino. O grupo WE, que corria 2h30minutos em duas sessões aos finais de semana e o grupo AW que fazia 4 sessões de 30 minutos do HIIT e uma sessão de 30 minutos de endurance logo após o expediente de trabalho. O grupo AW mostrou uma redução significativa no percentual de gordura (5,6 ± 2,2 para 4,7 ± 1,9) em comparação com o grupo WE (5,7 ± 2,1 para 5,4 ± 1,9), além de uma melhoria significativa no VO² de pico. Kilen et al. (2014), realizaram um estudo com nadadores de elite, para verificar os efeitos de 12 semanas de HIIT e um volume reduzido de treino na captação máxima de oxigênio e na economia de nado, além de, avaliar a composição corporal dos atletas. Após o protocolo de 12 semanas, a estatística entre grupo HIIT mostrou tendência ao aumento do tecido adiposo em valores percentuais (15,4±1,6% vs. 16,3±1,6%, p=0,09) e no grupo controle, que realizou o treinamento usual, houve aumento (13,9±1,5% vs. 14,9±1,5%, p=0,04), mostrando ineficiência do treinamento para a redução da composição corporal. Principalmente em atletas, não foram observadas diferenças estatísticas significativas entre o HIIT e o treinamento aeróbio tradicional (KILEN et al., 2014) e em indivíduos treinados não atletas, não houveram melhoras tão expressivas na composição corporal (HOTTENROTT, LUDYGA & SCHULZE, 2012). Alguns estudos recentes também não demonstraram resultados estatisticamente significativos em sujeitos obesos (ALKAHTANI et al., 2013) e em indivíduos destreinados com sobrepeso (KEATING et al., 2014). Conclusão A literatura evidencia que o HIIT, exerce melhorias sobre inúmeras variáveis fisiológicas, entretanto, algumas evidências mostram que em indivíduos obesos ou treinados, atletas ou não, este tipo de treinamento não altera os parâmetros de composição corporal, e deste modo, pode-se concluir que as pesquisas acerca deste tema devem ser mais aprofundadas. Referências Bibliográficas - ALKAHTANI, S.A.; et al. Effect of interval training intensity on fat oxidation, blood lactate and the rate of perceived exertion in obese men. SpringerPlus 2: 532, 2013. - ARAÚJO, A.C.C.; et al. Similar health benefits of endurance and high-intensity interval training in obese childrens. PloS One. 2012. - GIBALA, M.J.; et al. Physiological adaptations to low-volume, high-intensity interval training in health and disease. The Journal of Physiology 590(5): 1077-1084, 2012. - HEYDARI, M.; et al. The effect of highintensity intermittent exercise on body composition of overweight young males. Journal of Obesity; (online). 2012. - HOTTENROTT, K.; et al. Effects of high intensity training and continuous endurance training on aerobic capacity and body composition in recreationally active runners. Journal of Sports Science & Medicine 11; 483-488. 2012 - IRVING, B.A.; et al. Effect of exercise training intensity on abdominal visceral fat and body composition. Medicine & Science in Sports & Exercise 40(11): 1863-1872, 2008 - KEATING, S.E.; et al.. Continuous exercise but not high intensity interval training improves fat distribution in overweight adults. Journal of Obesity (online), 2014 - KILEN, A.; et al. Effects of 12 weeks highintensity & reduced volume training in elite athletes. PLoS One. 2014 - LITTLE, J.P.; et al. A practical model of lowvolume high-intensity interval training induces mithocondrial biogenesis in human skeletal muscle: potential mechanisms. The Journal of Physiology 588(6): 1011-1022, 2010 - ZWESLOOT, K.A.; et al. High-intensity interval training induces a modest systemic inflammatory response in active, young men. Journal of Inflammation Research 7: 9-17, 2014 23 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 EFEITOS DA HIDRATAÇÃO COM ÁGUA MINERAL ALCALINA NA ACIDOSE METABÓLICA PROMOVIDA PELO EXERCÍCIO FÍSICO Kelly Fernanda da Silva1, Tiago Fernandes de Castro1, Juliana dos Santos Corrêa², Rafaela França², Henrique Menezes Touguinhan ¹ ² nFaculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG Resumo- O presente estudo tem como objetivo acompanhar a ingestão de água mineral alcalina em indivíduos submetidos ao teste de desempenho anaeróbio, sendo feita a análise de parâmetros bioquímicos. Será coletado sangue arterial dos indivíduos, pré, durante e pós teste, assim como a urina pré e pós teste. Serão avaliados 10 (dez) homens, sadios, ativos, praticantes de atividades físicas por pelo menos um ano, com freqüência de no mínimo três vezes por semana, com idade de 18 a 25 anos. Ansiamos que os resultados obtidos nesse estudo possam ser de grande valia, para um melhor entendimento dos efeitos positivos na ingestão de água mineral alcalina durante exercícios físicos. Palavras-chave: água mineral, bicarbonato de sódio, fadiga, desempenho. Área do Conhecimento: Educação Física Introdução O exercício anaeróbico é promovido por qualquer atividade física que estimule vários grupos musculares durante um período de tempo constante e determinado, que consista em movimentos rápidos e de alta intensidade, que seja feito de forma continua e ritmada. Estudos comprovam que o treino anaeróbico melhora muito o funcionamento do coração, dos pulmões e todo o sistema cardiovascular melhorando a entrega de oxigênio para nosso corpo (McARDLE et al.1998) Existem duas formas de gerar energia anaeróbica: o ATP-Crp que tem principal fonte de energia a creatina fosfatada, e o acido lático e/ou glicólise anaeróbica, que usa glicose na ausência de oxigênio (McARDLE et al.1998) Durante o exercício intenso, a liberação de vários hormônios, principalmente das catecolaminas, acelera a oxidação da glicose que resulta em produção aumentada de lactato pelo músculo (PETRÍCIO, PORTO e BURINI, 2001) Nos exercícios de alta intensidade a energia é preferencialmente disposta da glicólise anaeróbia, ocorrendo síntese de ATP concomitantemente produção de lactato sanguíneo e prótons (BONING e MASSEN, 2008). A glicólise anaeróbia assume grande importância no processo de fadiga, pois durante a degradação da molécula de glicose para produção de energia (ATP), são produzidas moléculas de lactato e prótons, levando assim a uma acidose metabólica dando inicio a um processo rápido de fadiga. Porém sua ocorrência dependerá da necessidade energética da atividade (ALLEN, LAMB e WESTERBLAD 2008). A acidose metabólica consiste no excesso de acidez na corrente sanguínea caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de carbonatos. Quando um aumento do ácido supera o sistema tampão do pH do corpo, o sangue pode tronar-se ácido. Quando o pH cai, a respiração torna-se mais profunda e rápida à medida que o organismo tenta livrar do sangue o excesso de ácido (McARDLE et al.1998). Em estado de acidose metabólica, o organismo dispõe de mecanismo especifico chamados sistemas tampões, na tentativa de regular o pH sanguíneo. O termo tamponamento é utilizado para designar relações que minimizam as modificações na concentração de H+ e os mecanismos químicos ou fisiológicos que previnem essas mudanças são chamados de tampões (McARDLE et al.1998) São três os mecanismos que regulam o pH: os tampões químicos (bicarbonatos, fosfato, proteínas e hemoglobinas); a ventilação pulmonar e a função renal, sendo que os dois últimos são acionados quando os tampões químicos se esgotam. (McARDLE et al.1998) Uma grande acidose extracelular pode exercer efeitos negativos a performance esportiva. A ingesta de bicarbonato pode modificar a acidose do sangue em exercícios e melhorar o desempenho, associada com classificações subjetivas de esforço. Condições de hipóxia podem exercer efeitos nocivos através do sistema nervoso central, que poderá ser aliviado com alguma substancia alcalina como por exemplo, bicarbonato de sódio. (CAIRNS, 2006). 24 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 Acredita-se que o tamponamento extracelular via ingesta de NaHCO3 permite um maior efluxo de íons H+ do músculo para o sangue, reduzindo assim a acidose intramuscular, e consequentemente aumentando a intensidade e/ou duração do exercício (BISHOP e CLAUDIUS, 2005). Segundo a Resolução 25/76, de 3 de fevereiro de 1977, do Ministério da Saúde as águas minerais são classificadas quanto à sua composição química, de acordo com o elemento predominante e sua composição. Esses elementos podem variar de acordo com as rochas e terrenos pelos quais a mesma percorre enquanto infiltra-se no solo, podendo, também, apresentar alterações devido o clima e a biota (MORGANO et al 2002). As águas minerais alcalinas podem ser classificadas em: Alcalino-bicarbonatadas (equivalentes no mínimo a 0,200 g por litro de NaHCO3); Alcalino-terrosas cálcicas e magnesiana (BRASIL, 1977). Tem-se poucos trabalhos na literatura cientifica que expliquem as propriedades terapêuticas da agua mineral. Muitas pessoas embasadas no senso comum fazem consumo acreditando em suas propriedades medicinais, porém sem nenhuma comprovação científica. Assim sendo o presente trabalho tem como objetivo averiguar a hidratação com água mineral alcalina, no desempenho e nos aspectos bioquímicos, podendo exercer possíveis efeitos positivos nos indivíduos praticantes de atividade física. Para análise de parâmetros bioquímicos será coletado sangue arterial dos indivíduos, pré, durante e pós teste, assim como a urina pré e pós teste. Os resultados obtido serão tratados através do pacote estatístico Statistical Package for the Social Sciences(SPSS) versão 19 e do programa Microsoft Excel 2010. Referências ALLEN, D. G.; LAMB, G. D.; WESTERBLAD, H. Sk eletal m uscle fatigue: c ellular mechanisms. Physiological reviews, v. 88, n. 1, p. 287-332, 2008 BISHOP, D. e CLAUDIUS, B. Effects of induced metabolic alkalosis on prolonged intermittent-sprint performance. Med Sci Sports Exerc 37:759–767. 2005. BONING, D e MASSEN, N. Point: Counterpoint: Lactic acid is/is not the only physicochemical contributor to the acidosis of exercise. J Appl Physiol 105: 358–362, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Normas e Padrões (C. N. N. P. A). Resolução nº 25/76, Diário Oficial da União, 03 de fevereiro de 1977. CAIRNS, S. P. Lactic acid and exercise performance. Sports Medicine, 2006. 36(4), 279291. MC A RD L E W . D; K A T CH F . I ; K AT CH V.. Fisiologia do exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1998. MORGANO, M. A. et al. Avaliação físico-química de águas minerais comercializadas na região de Campinas, SP. Ciênc. Tecnol. Aliment., v. 22, nº 3, p. 239- 243, set-dez. 2002. PETRÍCIO, A. I. M., PORTO, M., E BURINI, R. C. Alterações hemodinâmicas, do equilíbrio ácido básico e enzimáticas no exercício exaustivo com pesos. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, 6(3), 17-26. 2012 RUSKO, H., NUMMELA, A. E MERO, A. A new method for the evaluation of anaerobic running power in athletes. European journal of applied physiology and occupational physiology. 1993. 66(2), 97-101. Metodologia O presente estudo será submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos via Plataforma Brasil. Todos os indivíduos serão devidamente esclarecidos sobre a pesquisa, assim como responderão um Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE), o qual trará todas as etapas e processos que os mesmos passarão durante a pesquisa. O estudo será realizado com um grupo de dez homens, sadios, ativos, praticantes de atividades físicas por pelo menos um ano, com frequência de no mínimo três vezes por semana, com idade de 18 a 25 anos. Para os testes de desempenho anaeróbio será utilizado o Maximal anaerobic running test (MART), assim como descrito por Rusko, Nummela e Mero (1993) com e sem hidratação de agua mineral alcalina. O intervalo entre os testes será de no mínimo sete dias. 25 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 26 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO I JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A resposta imune e o câncer ¹ n Alvaro Fernandes Faria¹, Rafaela Ferreira Françan Enfermagem Facudade São Lourenço – UNISEPE / Rua Madame Schimidt,90-Bairro Federal-São Lourenço/MG Resumo. A influencia do sistema imunológico em relação ao câncer. Defesa imunológica, neoplasia, câncer e tumor. INTRODUÇÃO O sistema inato é composto por macrófago, mastócito, granulócito, célula exterminadora O sistema imunológico é dividido em duas natural respostas, o inato e o adaptativo. O inato é responsável defesa do enquanto as células dendríticas. Perante alguns tipos de cânceres elas são recrutadas pela primeira linha de organismo e pelo próprio para causar uma inflamação. Na o inflamação o macrófago tem o papel de adaptativo é conhecido como de memória. regulador, Todos os dois têm suma importância para ele ajuda assim o as células cancerosas a crescer, liberando proteínas que sobrevivência humana, mas existem um suprimem a resposta imune adaptativa e ponto falho em casos de certos cânceres. citosinas de fator de crescimento.(STIX,2009) OS SISTEMAS DE DEFESA CONCLUSÃO Na maioria dos cânceres os papeis da defesa do corpo são bem parecidos, tanto Com esses estudos estão em desenvolvimento o inato quanto o adaptativo. vacinas B para conseguirem atacar tumorais. imunossuprimir as O tumor células, STIX,G.UMA uma defesa parede de glicocalices externa para se America.30:50-57,2009. esconder ROBBINS,S.L.Robbins e moléculas (ROBBINS,2013) diminuir a especifico REFERÊNCIAS consegue fazer anticorpo antiinflamatórios.(SIMPSON,2014) os tumores, mas eles são “enganados” pelas células o (imunoterrapia passiva) e tratamentos com O sistema adaptativo conta células T e as células com expressão maligna.Scientific patologia basica.9:204-207,2013. coestimuladoras. SIMPSON,A.Pesquisa 23,2014. 27 Fapesp,223:16- Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 A HIPERTRIGLICERIDEMIA E A ATEROSCLEROSE Jamille de Carvalho Silva¹, Liliane Maciel Arantes¹, Osmar de Noronha Maciel¹, Viviane de Almeida Venturelli¹, Viviane Vianna Brito¹, Rafaela Ferreira Francan 1. Faculdade de São Lourenço/ Curso de Enfermagem Rua Madame Schimidt 90 - 37470-000 MG Resumo - Este levantamento bibliográfico tem por objetivo subsidiar informações quanto à doença aterosclerótica e sua relação com os níveis de triglicerídeos. Palavras-chave – Aterosclerose – Triglicerídeos – Hipertrigliceridemia. Introdução farmacológica, baseada na modificação da dieta (redução de gorduras e carboidratos) e de hábitos de vida A elevação dos níveis plasmáticos de LDL e a (abandono do sedentarismo, tabagismo; redução drástica redução de HDL, associados ao aumento nos níveis de TG ou abando do consumo de bebidas alcoólicas, etc.), são fatores de risco para doenças cardiovasculares, e estas constituem a principal causa de porém, esta depende muito da aceitação e adesão do mortalidade paciente para que obtenha êxito. Quando, após seis mundial. meses da instituição da terapia não farmacológica, os Aterosclerose / Hipertrigliceridemia resultados não forem satisfatórios, faz-se necessário a De acordo com Xavier (2013) a aterosclerose tem introdução da terapia farmacológica, que deve ocorrer em conjunto início com a agressão do endotélio vascular devido a diversos fatores de risco como: elevação de lipoproteínas é o aumento continuação medicações Portanto, homocisteína, entre outros. hipertrigliceridemia a As dos métodos não mais utilizadas são: fibratos, ácido nicotínico e ácido graxo ômega-3. aterogênicas, hipertensão arterial, tabagismo, níveis de A com farmacológicos. para que o tratamento da hipertrigliceridemia obtenha êxito, na instituição tanto do das método não farmacológico, quanto do farmacológico faz- concentrações de TG no sangue acima de 150mg/dl. se Segundo Sposito (2007) seu tratamento inicial deve ter necessária à orientação do paciente quanto à importância de sua colaboração na aceitação e adesão à uma abordagem não farmacológica e conforme a Consulta terapia proposta, frisando as possíveis complicações que Pública (2002) o tratamento farmacológico é indicado para ele pode vir a desenvolver caso não realize o tratamento pacientes que após seis meses consecutivos da adesão às de forma adequada e a dislipidemia evolua podendo medidas não farmacológicas, não apresentaram melhora. ocasionar patologias mais complexas e com maiores riscos de danos à sua saúde ou até mesmo de morte. Conclusão A hipertrigliceridemia isolada já é considerada um Referências fator de risco para aterosclerose, isto porque de forma CONSULTA PÚBLICA. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Dislipidemias em pacientes de alto risco de desenvolver eventos cardiovasculares. SAS/MS nº 13, 12 nov. 2002. endógena, o organismo utiliza o glicerol dos triglicerídeos (ácido graxo + glicerol) e o substitui pelo colesterol, também de produção endógena, e o produto final desta SPOSITO, Andrei C. et al. IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose: Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2007. ligação entre o ácido graxo e o colesterol é o LDL (lipoproteína de baixa densidade) que tem afinidade pelos receptores das células do endotélio vascular e nelas XAVIER, H. T. et al. V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose: Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Sociedade Brasileira de Cardiologia. v.101, n.4, out. 2013. podem aderir-se e oxidar-se iniciando o processo de formação das placas de ateroma. Para inicialmente, o a tratamento terapia mais da hipertrigliceridemia, indicada é a não 28 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO I JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Estágios e Prognósticos do Câncer de Mama Kelrye da Silva Marques¹ -RA 6422 Enfermagem Rafaela Ferreira França¹ Resumo: O câncer de mama é o segundo tipo de neoplasia maligna mais frequente em mulheres no mundo todo;sendo,dentre os tipos de câncer o de maior índice de óbitos em mulheres brasileiras. Palavras-chaves:estágios da doença,câncer de mama,tratamento e prognóstico TABELA 1: Caracterização dos estágios da doença Introdução Estágios As mamas são glândulas formadas por lobos e glândulas Estágio mamárias,com produção de leite para nutrir o recém-nascido.Nesse local 0 pode haver proliferação de células tumorais e desenvolvimento do câncer de mama,uma doença temida,mas ainda conhecida superficialmente pelas Estágio 1 Estágio 2 Características Situação Células cancerosas As chances de cura contidas nos ductos são bem maiores Tumor com menos de 2 Sem acometimento das glândulas linfáticas da axila cm mulheres. O câncer de mama é uma neoplasia ou tumor com capacidade de atingir não só a mama,mas também outros órgãos.Sua formação depende de três processos sequenciais:iniciação,promoção e progressão. Nódulos com mais de 5cm que podem alcançar estruturas vizinhas Não há indício de que Tumores de qualquer Mostra indícios de metástases e é a fase da maioria dos diagnósticos o câncer se espalhou pelo corpo A iniciação que é de origem genética,dependente da lesão do DNA Estágio cromossômico,herdada ou adquirida,e leva a uma perda da regulação de 3 tamanho com metástases multiplicação celular. A promoção na maioria dos casos é esporádica,não hereditária e o é feita com um aparelho chamado de mamógrafo.Para os acontece durante a vida do indivíduo. A progressão ocorre quando as células tumorais tendem a invadir a camada que dá sustentação ao tecido dos ductos mamários chamada de membrana basal (SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA). estágios I e II,utiliza-se a cirurgia como modalidade terapêutica inicial,sendo ela parcial,com retirada de parte da mama ou total. O estágio III é a neoplasia localmente avançada,que compromete Prevenção e Prognóstico extensamente a mama sem apresentar metástases à distância.(A.C CAMARGO-CÂNCER CENTER) Conclusão É importante que todas as mulheres conheçam mais sobre a O câncer de mama é uma doença grave,mas que pode ser doença e sobre a importância da prevenção através de dietas curada,quanto mais cedo se descobre,maiores são as chances de cura. equilibradas,exercícios físicos e exames periódicos . A melhor maneira é o diagnóstico precoce,a mamografia realizada uma É necessário buscar todas informações corretas para obter um vez por ano em todas as mulheres com 40 anos ou mais. conhecimento razoável sobre o que significa ter esse câncer,entender A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de identificar o câncer como ele evolui,quais são os estágios do tumor e o que ele pode quando ele ainda não está totalmente desenvolvido,com cerca de apenas causar. um centímetro.(O CÂNCER DE MAMA E O SENSO COMUM) Referências Ele pode ser um câncer in situ determinado em um ponto sem se espalhar para outros lugares,porém,tem potencial para se transformar em -Câncer de mama.Ministério da Saúde:Instituto Nacional do Câncer.citado 6 maio 2007].Disponível em:<http://www.inca.gov.br.> -<http://www.accamargo.org.br/> -ANGELO,Margareth;BAZILLI,Roselena.O sofrimento de descobrirse com câncer de mama:como o diagnóstico é experimentado pela mulher.Revista de cancerologia,2001 47(3):277-82 -FERREIRA,Maria de Lourdes Marques;OLIVEIRA,Cristiane.Conhecimento e significado para funcionários de indústrias têxteis sobre prevenção do colouterino e detecção precoce do câncer de mama.Revista brasileira de cancerologia 2006;52(1):5-15 -ABREU,Evaldo;KOIFMAN,Sergio.Fatores prognósticos no câncer da mama feminina.Revista brasileira de cancerologia 2002,48(1):113-31 um câncer invasor. Já o câncer invasivo rompe a membrana basal e as células cancerosas e invade outros pontos do organismo (metástases).(SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA). O tratamento varia de acordo com estadiamento da doença e as condições do paciente.A extensão do câncer do câncer de mama tem de ser avaliada em todos os casos,pois ajuda a determinar a melhor estratégia de tratamento 29 A avaliaçã Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO I JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: ATENDIMENTO SEGURO Helenara de Souza Nogueira1 – RA 6251 Adelina Alves da Silva2 – RA 6794 Mirian Pereira Maciel3 – RA 6298 Curso:Enfermagem Cristiany Reis Costa Ferreira Pinton Resumo: A higienização das mãos é uma medida de grande importância na prevenção da desinfecção cruzada que é a transmissão de infecções de um paciente para outro. Esse processo sendo realizado adequadamente resulta num atendimento eficiente e seguro. Palavra chave: enfermagem – prevenção – hábito – lavagem das mãos INTRODUÇÃO: Os estabelecimentos de saúde adotam a higienização das mãos como um método simples e significativo para a prevenção e controle das infecções. OBJETIVO: A contaminação de pacientes realização de um procedimento intermédio de artigos hospitalares provocar infecções graves difícil tratamento. prevenção e controle das infecções, precisamos ter a responsabilidade deste ato pois através dele a qualidade do atendimento é muita mais eficaz e competente. E, quando realizada, dentro da técnica correta reduz o índice de infecção. durante a ou por pode e de DESENVOLVIMENTO: Antes de higienizar as mãos retirar anéis, pulseiras ou qualquer outro acessório, manter cabelos presos, unhas curtas e limpas. Lembrando que devemos fazê-la antes do contato com o paciente, realização de procedimentos, após o risco de exposição a fluidos corpóreos, contato com o paciente e por fim o contato com equipamentos e mobílias e não esquecer de manter a torneira de uso manual fechada enquanto ensaboamos as mãos e ao fecharmos a torneira utilizar papel toalha que logo após deve ser desprezada em lixo para resíduos comuns. Toalhas de tecidos são contra indicadas devido a proliferação bacteriana e uso de água muito fria ou muito quente deve ser evitado a fim e prevenir o ressecamento da pele. CONCLUSÃO: A higienização das mãos, sem alguma, é a medida isolada e poderosa na http://www.betalimp.com.br/blog/higienizacao-dasmaos-um-ato-simples-que-salva-vidas REFERÊNCIAS: HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM SERVIÇO DE SAÚDE – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Brasília: Anvisa, 2007, 52p. ISBN 978-85-88233-26 – Data de públicação: 2007.CARMAGNANI, Maria Isabel Sampaio e tal.AÇÃO DAS MÃOS EM SERVIÇO DE SAÚDE dúvida 30 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO I JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO A PACIENTES COM DEPENDÊNCIA QUÍMICA Ana Paula Rangel, Juliana Inácio, Luciana Souza Carvalho, Reginaldo Urias Pereira Enfermagem Rafaela Ferreira Franca Resumo: O despreparo do enfermeiro na lida com o dependente químico no cotiando de sua profissão é bastante grande. Pois no curso de enfermagem das faculdades e universidades, não tem uma disciplina especifica à respeito dessa clientela. Palavras –chave: INTRODUÇÃO impede de o enfermeiro ter uma relação eficiente entre o Este projeto nos mostra que o profissional de enfermagem profissional e paciente, atrapalhando muito, pois são eles está despreparado para trabalhar na área do acolhimento e que têm contato direto com usuários de drogas. São eles cuidado de pacientes com dependência química, seja tanto que fazem a triagem, ou seja, o acolhimento inicial. Então, a dependência ao álcool quanto à dependência por drogas para trabalhar como os adictos, os enfermeiros tem que ter a capacidade de entender o que esse individuo está passando por um momento difícil, esta em sofrimento e ilícitas. que necessita de ajuda naquele momento como qualquer METODOLOGIA outro paciente com qualquer patologia. A metodologia utilizada para desenvolver esse projeto foi a Portanto, muito ainda precisa ser feito para atingir uma pesquisa em sites de trabalho cientifico e de revistas assistência relacionados a esse tema. dependentes químicos, ou seja, com qualificação adequada projeto enfermagem de qualidade para os e treinamento dos profissionais. RESULTADOS Esse de Diante da preocupação com esse assunto, considera-se que contribuiu para aumentar nossos o preparo dos enfermeiros para atuar junto a essa clientela, conhecimentos, nessa área, na profissão de Enfermagem, deve ocorrer durante a graduação acadêmica. E também, Pois, quando pesquisando sobre o assunto uso de drogas e em toda a rede de saúde com treinamentos e palestras à dependência química enfermeiros, percebemos relacionada trabalho de respeito de como se trabalhar e de como agir em certas profissionais de situações. Pois quando ocorre uma aprendizagem mais enfermagem estão despreparados para atuar nessa área em significativa, com todos os profissionais que trabalham seguida que saem da graduação. nessa área, o enfermeiro atua de forma mais criativa e que os ao todos CONCLUSÃO trabalham juntos para acontecer um melhor atendimento para os pacientes que necessitam dessa ajuda. Através das pesquisas realizadas ao se desenvolver esse trabalho, podemos concluir que o enfermeiro não tem informação suficiente sobre essa temática, durante sua formação acadêmica. Com isso, percebemos que o profissional de enfermagem que trabalha nesse setor, não sabe como lidar com esse pacientes. Através de seu convívio social acabam adquirindo preconceito, o que leva a ter medo dessa clientela. Isso 31 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 32 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 O DESCONHECIMENTO DA SOCIEDADE COMO IMPEDIMENTO PARA ENXERGAR O DEFICIENTE VISUAL Blenda Maciel Marinho, Lucas Alexandro Pereira, Nei Domiciano da Silva, Eliete Lourdes Almeida, Vera Lúcia Matos UNISEPE - Faculdade de São Lourenço – Rua Madame Schimitd, 90 – São Lourenço Resumo- Inclusão social nos diversos segmentos da sociedade deve ser algo natural e contínuo. Uma sociedade consciente de sua diversidade deve agir de forma natural diante das diferenças, e para tal precisamos compreendê-las, e saber lidar com cada uma delas. O presente trabalho teve como finalidade testar e promover o conhecimento dos alunos e funcionários da Faculdade de São Lourenço, sobre deficiência visual. Palavras-chave: Deficiência visual - Baixa visão - Visão sub-normal - Desconhecimento. Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas Gráfico 2- Sobre a melhoria da acessibilidade dos deficientes visuais na FSL Introdução A deficiência visual, objeto deste trabalho, apresenta-se como algo que representa um entrave para as pessoas que a portam e para as não deficientes, que não sabem como lidar com pessoas que são portadores de uma diferença significativa. “Deficiência visual é a redução ou a perda total da capacidade de ver com o melhor olho, mesmo após a melhor correção óptica” (DIEHL, 2008). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os diferentes graus de deficiência visual são: - Baixa visão (leve moderada ou profunda): compensada com o uso de lentes de aumento, lupas, telescópios, com o auxílio de bengalas e de treinamentos de orientação. - Cegueira: quando não existe qualquer percepção de luz. O sistema braile, a bengala e os treinamentos de orientação e de mobilidade, nesse caso, são fundamentais. Mais rampas de acesso as dependências da instituição. Uso de microfone pelos professores na sala de aula. Ampliação dasletras das placas de sinalização e dos murais. Sinalização e avisos escritos em braile. Monitores capacitados em libras. Uso de piso tatil no chão da faculdade 0 Vôce tem conhecimento que deficiencia visual não envolve apenas pessoas cegas, mas tambem pessoas com baixa visão ou visão… Vôce sabia que na Faculdade de São Lourenço existem seis deficientes visuais entre professores e alunos? M 80 Referências 0 20 100 Pode-se perceber com a aplicação da pesquisa que a maioria dos entrevistados dispõe de conhecimento que a deficiência visual não abrange apenas pessoas cegas, mas também pessoas com baixa visão. Observou-se também total desconhecimento sobre as acessibilidades necessárias para melhorar a qualidade de vida do deficiente dentro da Instituição já que esta conta com seis deficientes visuais no universo acadêmico. Torna-se evidente a proposição de um programa de conscientização a toda comunidade acadêmica, do que se trata não só a deficiência visual, mas como todas as demais deficiências, e formas para compreender melhor e agir da maneira adequada com o escopo principal de não somente atender mas superar as expectativas de necessidades dos portadores da deficiência visual. Os resultados observados aqui não são resultados isolados, são o reflexo de uma sociedade, na sua grande maioria, desinformada sobre as diversidades e as diferenças que as constitui. Resultados Gráfico 1- Sobre o conhecimento da deficiência visual/baixa visão na FSL SIM 60 Fonte: Pesquisa realizada no mês de outubro de 2014 Metodologia Realização de pesquisa descritiva, aleatória e os dados foram tratados de forma quantitativa. M 40 Conclusão Objetivo Melhorar a qualidade de vida do deficiente na IES denominada Faculdade de São Lourenço. NÃO 20 DIEHL, Roseline, Jogando com as Diferenças: Jogos para crianças e jovens com deficiência. 2. ed. São Paulo: Phorte, 2008. Deficiência Visual no Brasil Disponível em: http://www.fundacaodorina.org.br/deficiencia-visual/ 40 60 80 Fonte: Pesquisa realizada no mês de outubro de 2014. 33 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 34 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO I JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Teorias Construtivistas Bruna Ester Faria, Keli Silvério, Priscilla Silva Pedagogia Maria Alice Fonseca Pereira INTRODUÇÃO De que maneiras podemos afirmar que as Teorias Construtivistas superam as concepções empíricas e inativas da aprendizagem? Dentre os representantes clássicos da tendência construtivista, destacamos as contribuições de Piaget, Vygotsky e Wallon para a discussão das características da inteligência humana e a contribuição para a Pedagogia. Para os Construtivistas o ser humano tem uma vivência históricosocial e recusam a concepção da natureza humana universal que determina suas características em relação a sociedade e o conhecimento é um produto social. Segundo a tendência racionalista deixada por Descartes, prevalece o inatismo, em que a criança e o mais importante dentro do processo do conhecimento. Lev Vygotsky (1896-1934) Segundo Vygotsky a linguagem instrui a criança a progredir de um nível de desenvolvimento real, para uma área de desenvolvimento potencial. O nível superior da reflexão do mundo é abstrato e iniciase da interação com o meio. Utiliza o conceito de mediação para explicar as operações superiores, pois, o indivíduo não tem relação direta com o mundo. Sua influência para a Educação foi a Inclusão Social, em que a criança com alguma deficiência interage com as que tem um desenvolvimento além, ocorrendo troca de experiência e de conhecimento em ambas as partes, possibilitando essas crianças alcançar o mesmo desenvolvimento de modo diferencial. OBJETIVOS Afirmar por que as Teorias Construtivistas superam as tendências empíricas e inativas da aprendizagem. Indicar quais são as contribuições do Construtivismo para a aprendizagem. Discutir as características da inteligência humana e o processo de ensino-aprendizagem. Apresentar as contribuições dos teóricos Piaget, Vygotsky e Wallon para a Pedagogia. Henri Wallon (1879-1962) Foi o primeiro a Ievar não só o corpo da criança, mas também suas emoções para dentro da sala de aula. Fundamentou suas ideias em quatro elementos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do Eu como pessoa. Com 0 apoio de sua teoria é possível que se eduque e conheça a criança de forma confiável, respeitando as características e peculiaridades dela, sempre observando cada estágio, Ievando em conta a relação que elas mantém com as pessoas e com a realidade ao seu redor. CITAÇÕES METODOLOGIA Levantamento bibliográfico. 'O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de criar coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram'. Jean Piaget RESULTADOS E CONCLUSÕES O Construtivismo supera as tendências empíricas e inativas ao admitir que o conhecimento não é inato e sim construído e se forma e transforma através da interação. O Construtivismo também é visto como uma concepção interacionalista da aprendizagem, tendo como característica que a criança não é passiva, o conhecimento é produzido a partir do desenvolvimento de estágios sucessivos. Recusa o objetivismo, o realismo e aceita o princípio da autoorganização e realça a capacidade adaptativa da inteligência e da afetividade. Jean Piaget (1896-1980) A teoria de Piaget é interacionista, ou seja, o processo de aquisição de conhecimentos é derivado das várias interações realizadas pelo sujeito com os objetos do meio no qual está inserido. Suas contribuições para a Pedagogia foram as indicações sobre os estágios adequados para os conteúdos serem ensinados às crianças de acordo com suas capacidades, Ievando em consideração que os estágios de desenvolvimento envolvem a maturidade e o sistema nervoso, a interação social, a experiência física com os objetos e a equilibração. Com isso podemos afirmar que para Piaget, a construção do conhecimento é um processo ativo que tem seu fim somente com a morte. 'Através dos outros, nos tornamos nós mesmos'. Lev Vygotsky 'A criança responde as impressões que as coisas lhe causam com gestos dirigidos a elas.’ Henri Wallon BIBLIOGRAFIA ARANHA, Maria Lucia de Arruda. História da Educação e da Pedagogia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2013. BESSA, Valéria da Hora. Teorias da Aprendizagem. IESDE Brasil S.A, 2006. 35 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 36 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 O ATENDIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL AS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Áurea Gonzaga Paulino1, Rodrigo Martins², Dayana Aguiar Botelho³ ¹ ² Faculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG INTRODUÇÃO A Violência doméstica é caracterizada pela violência, explícita ou velada, Toda essa situação de inferioridade feminina tinha apoio de literalmente praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos pensadores da época como Aristóteles, ele dizia o respeito à sexualidade por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural pai, dos indivíduos a diferença é indelével, pois, independente da idade da mãe, filhos, irmãos, entre outros. Essa violência inclui diversas práticas, como a mulher, o homem sempre deverá conservar a sua superioridade. violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, e violência Contudo, sabe-se que o respeito, a dignidade, e a igualdade são contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa, direitos que devem resguardar toda mulher, todos devem ter consciência além da violência sexual contra o parceiro (DAHEBERG,LL,KRUG,E.G,2006). dos direitos humanos e não aceitar nenhum tipo de violência. A luta não Observa-se dois tipos mais discutidos de violência, a física e a psicológica. A deve ser somente das mulheres e sim de uma sociedade. primeira é caracterizada, pela agressão direta, contra violência psicológica, quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas, juridicamente CONCLUSÃO produzindo danos morais (MINAYO,M.C 1998). Sendo mais frequente o uso do termo "violência doméstica" para indicar a violência contra parceiros, contra a esposa, Constata-se que é sempre importante pesquisar sobre esse assunto, contra o marido e filhos. A expressão substitui outras como "violência contra a afim de que se possa conduzir a reflexão e assim, se nossa atuação diária mulher". (CHAUÍ, M, 1994.p.23-62). está sendo efetiva na diminuição dessa forma de violência, porém, não basta somente fazer campanhas para dizer que existe uma lei que protege RESULTADOS a mulher vítima de violência doméstica, quando não se consegue mudar A família e os profissionais que atuam na rede de proteção são os primeiros a serem procurados pela mulher agredida em casa. A idéia é que elas sejam acolhidas efetivamente a vida daquela que, reiteradamente, é vítima. São e orientadas sobre como proceder. Mas nem todos estão preparados para dar esse necessárias ações efetivas, de mudança de atitudes (CHAUÍ,1994). Acredita-se que para melhorar o atendimento é necessário pactuar apoio. metas de redução da violência, especialmente para evitar a reincidência, A Lei Maria da Penha, que existe há seis anos para proteger mulheres contra a além das ações de repressão para garantir a sensação de segurança. violência doméstica e tornar mais rigorosa a punição aos seus agressores (Documento do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, REFERÊNCIAS 2010). A maioria das agressões acontece em casa e as vítimas são agredidas mais de CHAUÍ, M. “Participando do debate sobre mulher e violência” In uma vez. Por isso, vimos, a grande necessidade de criar medidas para fortalecer o Franchetto, B. (org.). Perspectivas antropológicas da mulher/ Sobre sistema de proteção cada dia mais. mulher e violência, 1994. pg. 23-62. Contudo como observa Chauí (1994) que este é um fenômeno que requer a DOCUMENTO DO PACTO NACIONAL PELO ENFRENTAMENTO À colaboração interdisciplinar e ação multiprofissional, sem invalidar o papel da VIOLÊNCIA epidemiologia para o dimensionamento e compreensão do problema alerta para os CONTRA A MULHER 2010. http://www.sepm.gov.br/publicacoes-teste/publicacoes-2010. Acesso em: riscos de reducionismo e necessidade de uma ação pública. 10/05/2013 DUARTE, C.L. e CARMO, D. e LUZ, J. Mulheres de Minas: Lutas e DISCUSSÕES Conquistas – Em comemoração aos 25 anos de Criação do Conselho De acordo com MELO (2010) a discussão sobre as desigualdades entre homens Estadual da Mulher de Minas Gerais. Imprensa oficial 2008. e mulheres não é recente, ela ve, de muito tempo, mas precisamente da Grécia antiga. Desde aquela época é dado à mulher o papel de cuidar dos filhos e da casa. MELO, E.F.I. As política públicas no âmbito da segurança e justiça no Grande pensadores filósifos e teólogos também foram responsáveis por essa enfrentamento a violência contra a mulher: reflexões sobre os desafios de conjuntura. se constituir uma política pública de gênero. Monografia de conclusão do curso de especialização em gestão social. Fundação João Pinheiro, 2010. 37 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 INFLUÊNCIA DIGITAL NOS VÍNCULOS SÓCIOFAMILIARES Renan Fernandes Nogueira1, Dayana Aguiar Botelho² ¹ ² Faculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG relações interpessoais. INTRODUÇÃO Segundo Nicolaci (2005) os referenciais de tempo se perdem no imediatismo das conexões em rede de maneira que se perde a noção de espaço, criando um A internet, enquanto elemento de análise permite-nos diversas considerações. contexto de múltiplas mensagens e experiências fragmentadas. Sendo importante destacar sua principal característica a ser analisada, o paradoxo, o dualismo de ser e não ser e o da aparência-essência. DISCUSSÕES Assim sendo, observa-se que mesmo sendo uma instância não existente A percepção de espaço se pluraliza em diversos espaços paralelos fisicamente, senão nos backbones que suportam sua estrutura e nos hubs e servidores que guardam e distribuem parte de seus conteúdos, a internet se coexistentes, assim consolidando–se nessa rede pseudoparâmetros num corporifica como um “lugar” com uma noção de temporalidade própria, no imediato. processo ininterrupto de ser que não contribuiu para nenhum desenvolvimento, contato ou autoconhecimento O tempo e espaço na internet possibilitam o paradoxo de existência e não existência do que podemos chamar de espaço virtual. Complementarmente, a aparente e ilusória concretude e multplicidade encontrada na rede têm diversos CONCLUSÃO limites reais. Todo e qualquer conteúdo nela contido é fruto de um input de dados; algo Pode-se concluir que a autonomia, domínio e velocidade que são específico e recortado daquilo que é real e há no mundo, incorrendo, dessa maneira, inerentes a internet demonstram e incorporam claramente o ideal que por mais que é esses conteúdos sejam complementares e interconectados individualista liberal. sempre serão recortes difusos e pulverizados de apreensões da realidade pontuais A ausência de limites, a possibilidade de escrever, apagar, arquivar, Muramatsu (2011). trocar informações e poder utilizar-se de comunicação em tempo real são A internet com sua avassaladora influência em todos os espaços da vida os expoentes da cultura contemporânea da super valorização da liberdade cotidiana e com sua opressiva presença no dia a dia de todo o globo, tem sua individual, o que faz com que a web alimente nefastas ilusões de uma estrutura física baseada em alguns poucos backbones e sua aparente robustez é na sociedade onde os homens podem se emancipar individualmente (Wolton verdade ilusória. 2003). A maneira aparentemente fluida e natural com que os equipamentos da tecnologia vinculam o homem e a rede parece conferir aqueles a capacidade de domar o instrumento e a rede de uma maneira cada vez mais própria e orgânica. REFERÊNCIAS RESULTADOS MURAMATSU, Vitor. Influências da comunicação digital nos vínculos humanos. O conceito de vínculos sociofamiliares pode ser entendido através da São Paulo: editorA, 2011. subjetividade, podendo ser entendido como uma das características humanas peculiares ao indivíduo e seu histórico de vida. Nicolaci da Costa, Ana Maria. O cotidiano de múltiplos espaços contemporâneos. Seja no âmbito familiar estruturador da personalidade e historiografia de seu estar no mundo e seus semelhantes, pelo contato e de se reconhecer entre os limites do público e privado a instância comunitária da qual absorve e doa significações, Em Psic. Teor. E pesq, vol 21 , n3, Brasilia, set/dez de 2005. identificações e simbolizações. WOLTON, D. Internet, e depois? Uma teoria crítica das novas módias. Tradução Assim sendo, o processo subjetivo, eminentemente psíquico, possibilita a Isabel Crossetti. Porto Alegre: Sulina, 2003. internalização dos objetos que dão concretude ao real (MURAMATSU, 2011). Os processos de identificação corporificados em personagens e instituições concretas como a família e a sociedade como exemplo, se apresentam como modelos ideais criadores de padrões socialmente aceitos e reconhecidos de valores, comportamentos, crenças, costumes, tradições, etc. Esse processo subjetivo é algo cultural e na sociedade é específico, único e próprio de cada sujeito e perpassa por suas vivências e experiências e maneiras de lidar com conflitos, angústias, bloqueios, fantasias situações adversas além de suas 38 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 PEDÓFILO: CULPADO OU VÍTIMA? Jéssica Nogueira Osório1,Orientadora: MªFabyane Kássia Scofield da Cunha2 12 Faculdade de São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG RESUMO – Este artigo tem por objetivo abranger os conhecimentos sobre o tema pedofilia. Os pais ou responsáveis desconhecem a patologia e como pessoas meramente leigas julgam o termo pedofilia como crime. Busco esclarecer neste artigo o que vem a ser na realidade um pedófilo e seus padrões de comportamento, eles aparentam serem pessoas visualmente inocentes, passam despercebidos na sociedade, convivem e frequentam os mesmos lugares da própria vítima. Partindo deste ponto de vista, informo a população de que estamos lidando com pessoas com demência e distúrbios mentais. PALAVRAS CHAVE: Pedofilia; Violência Sexual; Crianças. INTRODUÇÃO aguça a idéia de que os pedófilos são pessoas ruins e cometem o ato de abuso e violência sexual por mero prazer, consequentemente causando mais revolta na No século XX atos cometidos de abusos sexuais por pedófilos eram pouco divulgados e até mesmo nem citados ou classificados como crime hediondo. Muitos se população. Os pais ou responsáveis desconhecem a patologia e como pessoas confundem com o termo pedofilia, para casos de abusos sexuais e violência sexual. meramente leigas julgam o termo pedofilia como crime. A pedofilia é um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte O pedófilo para esconder sua patologia perante a sociedade mantem predominante de prazer não se encontra no ato sexual entre pessoas adultas e sim relações sexuais com maiores de idade, como por exemplo, namoradas, sentir prazer em olhar para crianças e imaginar o ato sexual com elas, “(...) conceito profissionais do sexo e até mesmo pedófilos que são casados e matem utilizado na medicina para descrever o transtorno sexual de um adulto que pratica sua relação com a esposa para poder praticar o ato sexual ilícito dentro ou atos sexuais com um menor de idade (...)”. (MONTEIRO, 2012, p.02). Sendo assim é fora do casamento. Abusando de um filho ou filha, sobrinhos e também de uma parafilia. Porém este comportamento é classificado como patologia, doença amigos de seus filhos. Esta é uma realidade que está presente em nosso mental por sentir prazer por crianças, cujo estas não são homens/mulheres formados cotidiano, mas que muitas vezes não notamos, pois estes pedófilos fisicamente e que ainda não tem noções da sexualidade. convivem conosco e fazem parte de nosso meio social. São pessoas Quando vemos na mídia casos de abuso e violência sexual com crianças, a primeira visualmente inocentes, passam despercebidos na sociedade, convivem e sensação que sentimos é de raiva, nojo e crueldade. Ainda que tenhamos razão frequentam os mesmos lugares da própria vítima. como pessoas leigas; diante dos Direitos Humanos é necessário pensar que e o porquê da ação de um pedófilo, buscando assim CONSIDERAÇÕES FINAIS entender melhor o lado desta patologia. Estes sofrem com distúrbios mentais que carregam e também são sujeitos Ao abordar o tema e analisar os diferentes aspectos da pedofilia, foi de direitos. Sem o ato consumado não é crime e sim patologia denominando – se possível perceber que é um tema o qual abrange profundamente nossa Pedofilia. Visto que a pedofilia tange seus dois lados, ou seja, apesar da patologia, sociedade, por ser algo que ocorre, infelizmente, com frequência e que não se pode desconsiderar o abuso e violência sexual sem punição visto que estes nos aborda de forma negativa e intrínseca, pois somente em imaginar um são crimes hediondos, afetando as crianças que ainda não tem sua personalidade abuso ou exploração sexual infantil é algo inaceitável para uma pessoa formada e nem tem a destreza de se defender de tal situação. Cabendo ao Código que não sofre de transtornos mentais, do que o olhar crítico como Penal a aplicação das leis contra o abuso e exploração sexual contra menores. profissional. Porém o profissional de serviço social, ao analisar um caso A VIOLÊNCIA SEXUAL E O SEU LADO BRUTAL de pedofilia, compete à busca da universalização de direitos para o No caso da violência e abuso sexual é usada força física, acarretando traumas e até pedófilo e com isso o agir profissional será neutro e laico, sem julgamento, mesmo distúrbios nas crianças vítimas dessa violência. Após o ato consumado, que sem preconceitos. muitas vezes ocorrem mais de uma vez, estas crianças dificilmente conseguem ter Conclui – se também que as pessoas ainda desconhecem a patologia e uma interação, convívio e espontaneidade, como as crianças que não foram julgam o pedófilo de uma forma errônea e muitas vezes cruel e desumana, abusadas e violentadas sexualmente. Sua mente não entende o que está ocorrendo sendo que a doença é um dos maus deste século. Com relação às durante o ato sexual. Apesar de ser uma patologia os pais ou responsáveis da vítima, crianças, que infelizmente sofrem o abuso e a exploração sexual, o não conseguem entender e absorver que o pedófilo é um doente mental, com isso se trabalho dos profissionais (assistente social), com essas crianças revoltam, caem em depressão e se sentem injustiçados perante a lei, quando provado vitimadas, deve ser contínuo e insistente, para que elas possam se que foi por demência o ato sexual praticado por parte do criminoso. reintegrar em seu meio social e dar continuidade em suas vidas. A mídia na atualidade em jornais, revistas e internet passam informações de Superando a violência sofrida, elas crescerão sem o terror de uma vida prevenção e alerta em relação aos pedófilos e os cuidados a serem tomados para insegura e cheia de medos. Tendo um futuro com uma concepção de vida que as crianças não sofram tais violências. “Interpelar a violência contra a criança por cheia de otimismo e oportunidades para continuar seus caminhos. meio de jornais podem nos levar à compreensão de uma construção social a este respeito”. (LANDINI, 2003). Porém ao mostrarem casos de violência e abuso sexual 39 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 REFERÊNCIAS LANDINI. Tatiana Savoia. Pedófilo, quem és? A pedofilia na mídia impressa. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro. Nº19 (Sup. 2). 2003. MONTEIRO. Debóra Vanessa. Crimes sexuais contra crianças: Pedófilo vs. Molestador sexual. Psicologia. PT. Portal dos Psicólogos. 2012. 40 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO PAIF Mirelly de Lima Ferreira1, Milena Pereira de Melo2, Adriana Cruz de Oliveira Nunes³, Juliana Teixeira Moreira4 Orientadora: Ms. Fabyane Kássia Scofield da Cunha 4 ¹ ² ³ Faculdade São Lourenço - UNISEPE / Rua Madame Schimidt, 90 – Bairro Federal – São Lourenço/MG Resumo- Atualmente, diversas famílias encontram-se em situações de risco, devido às vulnerabilidades que estas apresentam. Com o objetivo de proteger a família, que é a base da sociedade, segundo a Constituição Federal, o Estado proporciona políticas públicas, que serão executadas pelos profissionais do SUAS. No âmbito social, essas políticas são operacionalizadas pelo Assistente Social, que através das ferramentas do SUAS buscarão atender tais demandas. Palavras-chave: Famílias, PAIF, Assistente Social, Vulnerabilidade Social. O Assistente Social deverá acompanhar as famílias atendidas, não apenas buscar uma ação imediata, mas ações que modifiquem realmente a situação em que elas vivem, buscando amenizar as raízes das vulnerabilidades encontradas, impedindo que estas se alastrem causando rompimentos dos vínculos. Esse acompanhamento deve ter como objetivo potencializar as famílias, tornando-as protagonistas de suas histórias. Sendo assim, é necessário que o profissional tenha em mente que cada família atendida possui sua particularidade e sua própria organização e que suas ações devem ser pautadas no seu projeto ético político, buscando práticas que não sejam baseadas no senso comum e carregadas de preconceitos. É necessária a formação de um profissional crítico, que não aja segundo princípios assistencialistas e clientelistas, mas que reconheça suas ações como frutos de políticas públicas pautadas em leis. As ações realizadas devem ser planejadas, buscando mudanças efetivas na realidade, prevenindo ações improvisadas e sem direção, que podem acarretar uma prática focalizada e assistencialista. INTRODUÇÃO Um dos eixos estruturantes da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) é a ''matricialidade sociofamiliar'', ou seja, as ações do Assistente Social devem voltar-se para a família. Pensando no atendimento às famílias, criou-se, em 2001 um projeto piloto, o Programa Núcleo de Apoio à Família (NAF), em 2003 criou-se o Plano Nacional de Atendimento Integral às Famílias (PAIF), porém, com a criação da PNAS em 2004 esse plano foi aprimorado transformando-se em Programa. Atualmente, o PAIF tornou-se uma ação continuada, sendo um serviço oferecido, obrigatoriamente nos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Segundo a Tipificação Nacional de serviços socioassistenciais “O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF consiste no trabalho social com famílias, de caráter continuado, com a finalidade de fortalecer a função protetiva das famílias, prevenir a ruptura de seus vínculos, promover seu acesso e usufruto de direitos e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida. Prevê o desenvolvimento de potencialidades e aquisições das famílias e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, por meio de ações de caráter preventivo, protetivo e proativo.’’ Trataremos, neste trabalho, sobre a atuação do assistente social junto as famílias no PAIF. A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO PAIF O Assistente Social é um profissional crítico capaz de intervir na realidade social. CONCLUSÃO Tem como objetivo combater as várias expressões da questão social. Esse profissional é apto para trabalhar em diversas áreas, porém ‘’suas ações devem possuir centralidade na família para concepção e implementação dos benefícios, serviços, programas e projetos. '' (PNAS, 2004). Para se alcançar tais objetivos, através do CRAS, o assistente social possui como ferramenta o PAIF, que possibilita uma intervenção, que vise a proteção, promoção e prevenção das famílias, atendendo suas demandas e fortalecendo seus vínculos. O trabalho social realizado no PAIF com as famílias deve ser pautado na ética profissional, através do conhecimento teórico-metodológico e técnico-operativo, com a finalidade de garantir seus direitos e contribuir para uma boa convivência familiar. As famílias a serem atendidas prioritariamente pelo serviço devem encontrar-se em situações de vulnerabilidade social e que se enquadrem no perfil para participação de outros programas, como por exemplo, o de transferência de renda (Bolsa Família). Todos os usuários devem estar inscritos no CADÚNICO (Cadastro Único). Ao trabalhar com as famílias o assistente social precisa adquirir uma postura diferenciada frente a essa demanda, buscando conhecer a totalidade da realidade e uma transformação da mesma, adquirindo como princípio, segundo a NOBRH SUAS, a desburocratização da relação, a privacidade do usuário, o sigilo profissional, entre outros, com o objetivo de garantir um atendimento mais próximo dos usuários e uma relação de confiança, para que o real problema seja identificado. No primeiro momento, o profissional deve realizar a acolhida, onde ocorre o primeiro contato com o usuário, que possibilita o conhecimento da realidade onde ele está inserido. Deve-se manter um diálogo aberto e uma escuta qualificada. A partir desse conhecimento, o profissional traçará planos a cerca de quais serão As ações do Assistente Social em torno da família são de total importância para a sociedade, que muitas vezes necessita de uma política que fortaleça seus vínculos e proporcione oportunidades para que sua função seja executada de maneira plena. Quando esse trabalho não é executado de uma maneira eficaz, as famílias podem continuar em vulnerabilidade e seus vínculos podem ser rompidos. A atuação do Assistente Social é de suma importância no trabalho com as famílias, pois ele é um profissional que possui, através de sua formação, um acervo de informações capazes de auxiliar o usuário a romper com a realidade vulnerável em que ele se encontra. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. BRASIL. Ministério de Desenvolvimento Social e Combate á fome. Política Nacional de Assistência Social – PNAS. Brasília, 2004. BRASIL. Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à fome. Tipificação de Serviços Socioassistenciais. Brasília, DF. 2009. as próximas ações a serem tomadas, podendo inseri-lo em oficinas com famílias, ações comunitárias, ações particularizadas ou encaminhamentos de acordo com suas BRASIL. Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à fome. Orientações técnicas sobre o PAIF. Vol. 2. 1ª Ed. Brasília, DF. 2012. necessidades. BRASIL. Ministério de Desenvolvimento Social e Combate á fome. Norma Operacional Básica da Assistência Social – NOB-RH/SUAS. Brasília, 2005. FONTE: Orientações técnicas sobre o PAIF, vol. 2. 2012. 41 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 42 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS AUTOMAÇÃO AQUARIO Ayra de Araújo Silva, Juliano Guimarães Souza, Bárbara Nalleate Pinto Gregati, Breno da Costa Fonseca, Gennis Fabiano Ribeiro e Tamiris de Oliveira Correa da Silva Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO Este projeto tratará sobre automação de aquário de água doce com prototipagem Arduino, ferramenta para elaboração de projetos em projetos que um sistema interage com o ambiente, por meio de hardware e software. A instalação de um aquário é simples e rápida, bastando apenas que se encontre o perfil do aquário ideal, em pet shop. Porém, os cuidados pós compra são muitos e a falta deles pode levar até mesmo a perda de seus bichinhos. A automação, feita de forma flexível e de baixo custo, irá auxiliar com os cuidados necessários e cotidianos, garantindo desta forma a saúde de seus habitantes. MATERIAIS E MÉTODOS Com base nas pesquisas de Gomes (1998), Gewandsznajder; Linhares (2005), descobrimos os cuidados básicos e necessários com o aquário e utilizando a prototipagem básica de McRoberts (2011), códigos em C/C++ e componentes eletrônicos, montamos a automação. Para tanto, foram utilizados: 2m Mangueira de silicone 1 aquário de 24 litros 1 resfriador de aquário 1 termometro 1 bomba 2 divisores de ar 1 lampada de aquário 1 Aquecedor com termostato 1 filtro Cascalho para decorar o aquário 1 Placa de arduino 1 Servo motor 1 Protoboard 1 Fonte PC 3 Resistores de 100 ohms 1 Potenciômetro de 10 k ohms 1 Diodo 1N4007 Fios para jumpers 1 Pedaço de madeira 1 Bocal de luz 2 Metros de fios 43 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante o processo de elaboração e execução do projeto, alguns problemas surgiram, com relação às peças e a programação empregada, porém, todos eles foram superados e a conclusão do projeto foi garantida. CONCLUSÃO Com a realização do projeto, concluiu-se que a automação através do Arduino, pode ser aplicada para proporcionar benefícios no cotidiano, pois pontos positivos foram alcançados, pois a meta foi cumprida e os cuidados básicos de um aquário de água doce, foram realizados com a utilização do Arduino. REFERÊNCIAS GOMES, Sérgio. Primeiro Aquário. 1998. GEWANDSZNAJDER, Fernando; LINHARES, Sérgio. Biologia. Governo de Minas, 2005. 44 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS BATERIA - LUVA DE EXPRESSÃO MIDI ARDUINO Rafael Silva Cortez¹, José Adriano Matias², Jorge Luis Elias Junior³ Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO Quem nunca viu alguém tamborilando em uma porta, mesa ou um lugar qualquer, simulando a batida de uma música? Pois é, acho que não existe uma pessoa que nunca tenha feito isso na vida. O projeto de simulação de bateria, tem como o objetivo trazer isso mais pra realidade, visa utilizar luvas com sensores de luz LDR ligados nas pontas dos dedos, utilizando um microprocessador Arduíno, que conectado à um computador com programas que fazem a conversão de batidas captadas –pelos sensores em sons de expressão MIDI. O projeto demonstra que não é preciso ter uma bateria em casa, basta ter criatividade e disponibilidade, não necessitando ser um especialista em tecnologia ou programação. MATERIAL E MÉTODOS O intuito do projeto, é demonstrar para o público o quão simples é aliar o uso da tecnologia para tarefas rotineiras e hobbies a serem praticados. Levando em conta as aulas teóricas passadas pelos professores, a complexidade; à primeira vista; proporcionada pelo projeto a ser realizado, o curto espaço de tempo e a experiência dos desenvolvedores, a solução para isso torna-se de difícil resolução. Mas por isso, decidimos utilizar materiais de baixo custo monetário e de fácil acesso no mercado, como luvas de algodão, resistores LDR e 1K, fios flexíveis, e o único que foge ao padrão será o Arduíno, que é a base de todo o projeto, aliado a programas executados em um computador. 45 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 O Arduíno é uma plataforma open-source, com capacidade de enviar e receber comandos físicos e sonoros, sendo programado na linguagem C/C++. O projeto resume-se a aliar um Arduíno com os sensores para que este passe os comado para softwares: de conversão de serial MIDI; de criação de auto-retorno de portas MIDI virtuais (para interconectar aplicativos que deseja abrir um hardware de portas MIDI para que estes reproduzam os comandos feitos nos sensores no FL Studio, que é um software sintetizador. Para a montagem e programação do projeto, pesquisamos em livros e projetos já realizados encontrados na internet. RESULTADOS O resultado do projeto foi satisfatório, apesar da complexidade de alguns softwares. Integrar os senso res ao arduino, dele encaminar para um software simulador de MIDI e após reproduzir foi um desafio. CONCLUSÃO O projeto de bateria através da luva de expressão MIDI nos mostra como a tecnologia pode ser usada para fins educacionais e de lazer. O mesmo nos incentivou a pesquisar e aprender sobre a vasta aplicação e usabilidade do Arduíno. Se você gosta de eletrônica, gadgets e música use seu tempo e construa um desse, o custo é baixo e o resultado não te decepcionará, além da satisfação de pensar que foi algo que você mesmo fez. REFERÊNCIAS RATNIEKS, BRUNO; Drumming MIDI Glove using Arduino and light sensor http://www.instructables.com/id/SNF- Drumming-MIDI-Glove-using-Arduino-and-light-se/ , 2014. 46 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS MÁQUINA CNC Agnaldo Trindade, Lucas Santos, Rodolfo de Jesus Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO A máquina CNC (Computer Numeric Contro) é construído e controlado por arduino UNO R3 usando programação de linguagem phyton. Ao utiliza-lo é possível fazer impressões 3D ou desenhos usando um laser de unidades de DVD-RW. Grande parte do hardware são fáceis de encontrar, entretanto, as demais precisam ser adquiridas. Para a montagem do produto é necessário básicos conhecimentos em programação e eletrônica, o projeto é open source. Figura 2: Ligando o arduino ao cnc MATERIAL E MÉTODOS Realizamos pesquisas em diversos sites e livros. É necessário adquirir alguns materiais para a realização do projeto, entre eles os mais essenciais são: • 1 Arduino UNO R3 • 2 Drivereasy • 2 Motores de passo de DVD RW • 1 Laser • 1 dissipador de calor para laser • Ferramentas diversas Primeiramente é necessário desmontar as unidades de DVD – RW para usar os motores de passo e o laser contido neles. Para retirar os lasers é necessário ter cuidado, pois ele é totalmente preso dentro de algumas unidades, além de serem pequenos e frágeis. Figura 3: Modulo de potência do laser RESULTADOS Devido ao limite de tamanho das unidades, as gravações só poderão ser feitas num tamanho de 3,6 cm de largura por 3,6 cm de comprimento. A potencia do laser é de 200 mW sendo assim as impressões podem ser feitas em pequenos pedaços de madeira, plástico e até mesmo as costas de aparelho celular. Nada mais além do que estes objetos. Os controladores de motor usados foram 2 drivereasy, já que os motores não funcionaram ao utilizar 2 ponteH (Keyses 298). É possível montar um controlador de motor, porém suas especificações são Figura1 : Diodo Laser Importante: ao utilizar o produto, nunca olhe diretam ente para o laser, o contato do raio com os olhos pode ocasionar cegueira. 47 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 rígidas, e qualquer erro pode causar problemas no produto. Na parte de software o computador envia sin ais de comando de movimentação via USB diretamente aos controladores de motor (drivereasy) que são ligados aos motores de movimentação. Assim, cada comando que sai do computador é executado na CNC. Em meio esse processo usamos os seguintes programas: .Xloader + hex grlb, Inkscape + plugin e GRLB CONCLUSÃO O produto é de design simples e de baixo c usto, e com um custo muito baixo comparado a qualquer máquina profissional. Foi um desafio montar pois envolvem várias áreas de conhecimento. REFERÊNCIAS ivro CNC Arduino Robotics. JohnDavid Warren, josh adams e harald molle Introdução à usinagem com CNC. Michael Fitzpatrick http://www.instructables.com/id/Pocket-laserengraver/?ALLSTEPS http://funofdiy.blogspot.com.br/2013/10/a-raspberry-picontrolled-mini-laser.html http://www.instructables.com/id/MicroSlice-A-tinyArduino-laser-cutter/?ALLSTEPS https://github.com/grbl/grbl/wiki/Flashing-Grbl-to-anArduino https://github.com/grbl/grbl/wiki/Compiling-Grbl https://github.com/grbl/grbl/wiki/Using-Grbl http://davidegironi.blogspot.com.br/2014/07/38mm-x38mm-laser-engraver-buildusing.html#.VDzCoPl_v-s 48 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS ESTUFA TECNOLÓGICA Alisson Sene, Guilherme Nogueira, Natan Romano, Yurick Alber Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO Visando buscar otimização dos cuidados de uma estufa de pequeno porte, o projeto de Estufa Tecnológica coloca em modo automático alguns cuidados básicos e fundamentais no plantio e cultivo de hortaliças e leguminosas. Aplicando procedimentos de automação nos processos de irrigação, controle de ventilação e temperatura ambiente. O projeto será aplicado utilizando tecnologias de baixo custo oferecendo qualidade nos serviços e diminuindo o tempo de trabalho do produtor. A maior parte do hardware precisa ser adquirida. Para a montagem da estufa, é necessário conhecimento básico em programação e eletrônica. O projeto é open source. Arduino Uno Sensor de Solo e Temperatura/Umidade RESULTADOS Para nossa estufa, de pequeno porte, nosso projeto nos atende perfeitamente. Em caso de MATERIAL E MÉTODOS Realizadas pesquisas em diversos aplicação em grandes áreas, os sensores aplicados sites devem ter outras especificações e quantidades e o e livros. É necessário adquirir alguns materiais para a realização do projeto, entre eles os mais essenciais são: 1 Arduino UNO 1 Válvula Solenóide 1 sensor de umidade de solo 1 sensor de umidade e temperatura ambiente 2 coolers arduino deve ter maior capacidade de processamento. CONCLUSÃO O Projeto é simples e cumpre com satisfação as tarefas programadas. Para uma estufa de pequeno porte, o projeto é capaz de atender suas necessidades além do projeto ter um baixo custo. Ferramentas diversas. Realizamos programação do Arduino para ativação e desativação de equipamentos conforme necessidade e dados obtidos do ambiente onde foram instalados os sensores. REFERÊNCIAS Jhonatan Rodrigues dos Santos, Felipe Yuta Matsuda, Dr. Johelden Bezerra, MSc. Edson Silva, Dr. Josiane Rodrigues, MSc. José Jailton, MSc. Elionai Sobrinho. Instituto de Estudos Superiores da Amazônia, Avenida Gov. José Malcher, 1148 – Nazaré – Belém – PA. Telefone (91) 4005-5400 Livro Válvula Solenoide Primeiros Passos com o Arduino Arduino Básico Mcroberts, Michael / NOVATEC 30 Projetos Com Arduino 49 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS ORQUESTA DE ARDUÍNO USANDO DRIVER DE DISQUETE Vinícius, Diego, Átila, Junior e Leonardo Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO Com a ajuda do Arduíno faremos uma orquestra usando alguns drives que possivelmente seriam descartados pelos usuários reaproveitando suas peças na criação de um projeto criativo e divertido. MATERIAL E MÉTODOS Realizada pesquisa na internet e livros. Hardware Arduino Uno. Unidade 1 x Fonte de Alimentação ATX. Cabo USB. 8 drive de disquete 3/4 Cabo de alimentação para a Unidade de Abastecimento ATX, eu recomendaria 300w ou mais, mas ele provavelmente poderia ser feito com menos. Varios cabos jumper wire macho-fêmea para conectar o Arduíno aos drives de disquete. Software IDE arduino Biblioteca RXTX Biblioteca TimeOne para o arduino Programa Moppy Java JDK 1.7+ NetBeans 7.4+ Ferramentas: Fita de isolamento Alicate de Corte PC com o Windows Ferro de solda 50 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 Lógica: Sobre os leitores de disquetes musicais, cada drive é interligado à placa do Arduíno, que através de um código desenvolvido previamente, é capaz de controlar os cabeçotes dos leitores de disquetes, onde seu “barulho” natural de leitura, com uma pitada de criatividade e habilidades de sicronismo, torna-se música! RESULTADOS A ideia inicial era usar um único drive no projeto, alguns drives foram danificados devido a erro na cone xão com o Arduíno, após várias tentativas o projeto começa a tomar forma e é tomada a decisão de adicionar mais drives para que o projeto fique mais incorporado e dinâmico. Após vários drives danificados na fase de testes o projeto é concluido e os resultados desejados são alcançados com grande satisfação atingindo as expectativas da equipe. CONCLUSÃO O trabalho desenvolvido mostra que com um pouco de criatividade e com a ajuda da tecnologia é possível reaproveitar equipamentos que seriam descartados pelos usuários. Com o arduino podemos desenvolver vários tipos de projetos com baixo orçamento que podem auxiliar nas tarefas diarias. REFERÊNCIAS http://pt.wikipedia.org/wiki/Arduino https://www.youtube.com/watch?v=WVs_dHHlw3g http://labdegaragem.com/ http://www.revistadoarduino.com.br/mapa_arduino.html McRoberts, Michael Arduinobásico ; São Paulo : Novatec Editora, 2011. 51 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL Calebe Owsiany, David Luan, Leonardo Chaves, Lincoln Machado, Paula Vieira Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO Com o surgimento de novas tecnologias, temos ao nosso alcance diversas possibilidades aliando auto mação, das mais simples às mais complexas, em sistemas de integração para vários ambientes, levando praticidade e conforto aos usuários. Nosso projeto destinou- se a demonstrar um pouco sobre a Automação Residencial, mostrando o funcionamento em ambientes, através de uma miniatura ou maquete, da interação entre dispositivos eletrônicos aliados à programação. Foi utilizado como base do projeto o Arduíno, placa fabricada na Itália utilizada como plataforma de prototi pagem eletrônica. Nosso foco foi demonstrar algumas funcionalidades que podem ser implementadas dentro de uma cas a, como ascender e apagar luzes, ligar tomadas, entre outras, aliando programação à dispositivos eletrônicos, para proporcionar praticidade de realizar tarefas rotineiras de forma remota. MATERIAL E MÉTODOS O projeto utilizou o Arduíno, plataforma open-source que tem capacidade para controlar dispositivos físicos, receber e tratar dados através de uma interface programável baseada em linguagem C/C++. Foram utilizadas as seguintes ferramentas para o desenvolvimento do projeto: IDE Eclipse para o desenvolvimento do aplicativo em Android, IDE arduino para o desenvolvimento do código gravado no microcontrolador. Ferro de solda para a conexão entre os fios e módulos. Multímetro para a verificação dos contatos. Para o desenvolvimento simulado foi utilizado a IDE Fritzing do qual pode ser visto o esquemático do projeto abaixo. Figura 2 – Esquemático do projeto O protótipo do projeto simulou uma residência e foi construído com madeira cúbica, no qual foram inseridos os sensores e atuadores, além de uma fonte de tensão para alimentar o sistema e o Arduíno. RESULTADOS Como previsto, os objetivos do projeto foram alcançados com êxito. Através da maquete, demonstramos a interação de dispositivos movéis Android com o sistema desenvolvido com o Arduíno e mostramos algumas das funcionalidades da automação residencial. 52 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 CONCLUSÃO Através da maquete, realizamos testes e observou-se que a comunicação do dispositivo móvel Android, através de rede wi-fi foram entendidas pelo sistema de controle, ou seja, a plataforma Arduino e as tarefas fora executadas. Aquilo que há dez anos poderia ser considerado como ficção científica já pode ser considerada como reali dade nos dias atuais. Essa é a prova que a automação é um ramo das ciências exatas com maior potencial de desenvolvimento de novos produos e soluções para atender às mais diversas demandas das sociedade, quer seja sob o aspecto de praticidade, quer seja de segurança ou até mesmo lazer. É a tecnologia a serviço do ser humano de acordo com sua conveniência necessidade. REFERÊNCIAS - DIAS, C.L.A.; PIZZOLATO, N.D. Domótica: Aplicabilidade e Sistemas de Automação Residencial, CEFET. Campos dos Goytacapes – RJ, 2004. - EUZÉBIO, M.V.M.; MELLO, E.R. DroidLar: Automação Residencial através de um celular Android IF – SC, 2011. - MCROBERTS, M. Arduíno Basico, Novatec Editora Ltda., 2011. 53 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL ILUMINAÇÃO Rerisson de Faria Lima, Daniel Antônio Ferreira Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO Esse projeto baseia –se no Arduíno (que é uma placa fabricada na Itália utilizada como plataforma de prototipagem eletrônica que torna a robótica mais acessível a todos) e tem como objetivo principal utilizálo através de linguagens de programação, para controlar dispostivos eletrônicos, isto é, direcionar seu uso para a automação da iluminação residencial, possibilitando o controle da iluminação do ambiente sem a necessidade de ficar locomovendo-se. Vamos mostrar que com esse projeto podemos controlar a potência da iluminação, acender e apagar as luzes, se deseja que ela pisque e a velocidade. MATERIAL E MÉTODOS Utilizamos: 1x Arduino 1x Rele 1x Diodo Fios de conexão 1x Lâmpada 110v 1x Controle Universal 1x Receptor IR Leds A metodologia utilizada foi pesquisas através de fóruns, livros, tutoriais e artigos publicados na Internet e serão aplicados para a realização do projeto. #include <IRremote.h>// incluindo a biblioteca do infravermelho const int RECEBE_PINO = 7; // pino 6 no arduino int lampada = 11;// led no pino 10 int pisca = 0; IRrecv ir_recebe(RECEBE_PINO); // declarando a variável do sensor decode_results codigo_recebido; // resultado void setup() { Serial.begin(9600); //mostra o resultado no computador ir_recebe.enableIRIn(); // inicia a recepção pinMode(ledverde, OUTPUT); //defini led como saída } void loop() { 54 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 if (ir_recebe.decode(&codigo_recebido)) {//verifica se um codigo foi recebido if (codigo_recebido.value != 0 ){ Serial.println(codigo_recebido.value, HEX); //mostra no serial o resultado } //tem que colocar o 0x antes do numero hexadecimal, pois só assim para poder comparar n o if //liga led verde if ((codigo_recebido.value == 0x843509F6)){// verifica se foi pressionado o numero 1 do s controles Serial.println("asdasdasd"); digitalWrite(lampada, HIGH); pisca = 0; delay(500); } if ((codigo_recebido.value == 0x84350AF5)){// verifica se foi pressionado o numero 1 do s controles Serial.println("asdasdasd"); digitalWrite(lampada, LOW); pisca = 0; delay(500); } //desliga led verde if ((codigo_recebido.value == 0x84350BF4)){// verifica se foi pressionado o numero 4 do s controles pisca = 1; //delay(500); } ir_recebe.resume(); // recebe o próximo código delay(200); } else { if(pisca == 1) { digitalWrite(lampada, HIGH); delay(500); digitalWrite(lampada, LOW); delay(500); CONCLUSÃO Concluímos que através da tecnologia possamos aumentar o conforto das pessoas dentro de suas casas e possibilitando novos tipos de iluminação para cada tipo de ambiente e ocasião. REFERÊNCIAS http://arduinoprog.blogspot.com.br/2013/06/10-projeto-como-acender-uma-lampada-por.html http://ferpinheiro.wordpress.com/2012/02/25/ligando-lampadas-atraves-de-controle-remoto-usando-arduino/ http://www.arduinoecia.com.br/2013/09/controle-remoto-ir-no-arduino.html -EUZÉBIO, M.V.M.; MELLO, E.R. DroidLar: Automação Residencial através de um celular Android IF-SC, 2011. - MCROBERTS, M. Arduíno Basico, Novatec Editora Ltda., 2011. 55 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SEMANA DO CONHECIMENTO XII CONISIS O QUE É O ARDUÍNO? Andressa Ferraz Orientador Prof. Aldyr Amaro INTRODUÇÃO Arduíno e uma plataforma eletrônica de prototipação, criada na Itália, constituído basicamente de uma placa microcontroladora, uma linguagem de programação típica com um ambiente de desenvolvimento e suporte a entrada e saída de dados e sinais. Foi criada em 2005 com o objetivo de servir com base para projetos de baixo custo, sendo simples o suficiente para ser usado por desenvolvedores amadores. E bastante flexível e não requer um domínio profundo de eletrônica, o que o fez ser bastante popular entre os artistas e iniciantes, além de desenvolvedores experientes que não tem acesso às plataformas mais complexas. POR QUE USAR ARDUÍNO? O Arduíno foi criado com o propósito de ser uma plataforma extremamente fácil de usar se comparado as outras, o que o torna ideal tanto para desenvolvedores iniciantes quanto para os mais experientes, que farão seus projetos muito mais rapidamente, de forma menos trabalhosa. Outro fator que torna o Arduíno atrativo e sua filosofia de hardware livre, ou seja, as pessoas podem usá-lo para criar diversos projetos sem custo algum de direitos pela utilização da plataforma, podendo ser distribuído gratuitamente, se elas desejarem. Isto traz diversos benefícios; além de serem criadas e distribuídas diversas novas bibliotecas e fer ramentas para auxiliar o desenvolvimento de projetos os dias, conta-se com uma comunidade de milhares de pessoas que divulgam inconformação e detalhes sobre o que criam, fazendo com que nunca falte ajuda ou algum conhecimento necessário para concluir o que se desejas construir. Esses são também alguns dos motivos pelo qual a popularidade do Arduíno vem crescendo atualmente entre os desenvolvedores. O QUE PODEMOS FAZER COM UM ARDUÍNO Praticamente qualquer coisa! Tendo os equipamentos necessários, e possível criar projetos que só são limitados pela sua imaginação (e as leis da física, e claro!). Alguns exemplos abaixo mostram um pouco do que podemos fazer: 56 Anais da Jornada Científica – Faculdade de São Lourenço/2014 SÓ EXISTE UM TIPO DE ARDUÍNO? Não! Existem diversos modelos de Arduíno para se utilizar dependendo do que se deseja fazer, com diferentes formatos e configurações de hardware. O Arduíno Uno e um dos mais utilizados, mas o ArduínoMega, por exemplo, possui muito mais portas de entrada, possibilitando a criação de dispositivos maiores e mais complexos. O Arduíno Nano, como o nome já diz, e uma versão reduzida de um Arduíno comum, para a criação de objetos eletrônicos menores. Respectivamente, os modelos são ArduínoMega, Arduíno Fio, Arduíno Nano e LilyPadArduíno. Cada um possui uma funcionalidade diferente que justifica sua criação. O LilyPad, por exemplo, foi criado para poder ser utilizado em vestimentas, podendo ser costurado diretamente sobre tecidos. Para mais informações sobre os diversos modelos do Arduíno, basta conslutar o site oficial: www.arduino.cc. ONDE COMPRAR http://proesi.com.br http://pt.aliexpress.com http://www.dx.com http://www.thalisantunes.com.br http://www.sparkgo.com.br/ http://seriallink.com.br/loja/ http://www.projetoarduino.com.br/ http://www.vilartec.com.br https://www.robocore.net/ http://www.filipeflop.com/ http://www.labdegaragem.com.br/ REFERÊNCIAS -DIAS, C.L.A.; PIZZOLATO, N.D. Domótica: Aplicabilidade e Sistemas de Automação Residencial, CEFET. Campos dos Goytacapes - RJ, 2004. -EUZÉBIO, M.V.M.; MELLO, E.R. DroidLar: Automação Residencial através de um celular Android IF-SC, 2011. -MCROBERTS, M. Arduíno Basico, Novatec Editora Ltda., 2011. 57