FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MONSENHOR MESSIAS CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS NÚCLEO DE APOIO AO DOCENTE INTERDISCIPLINARIDADE: uma abordagem na prática docente SETE LAGOAS 2013 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS REITOR Antônio Fernandino de Castro Bahia Filho PRÓ-REITOR ACADÊMICO José Hamilton Ramalho PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO Erasmo Bruno Gonçalves COORDENADORA DE GRADUAÇÃO Jackeline França Dutra DIRETOR DA UNIDADE DE ENSINO DE DIREITO Roberto Nogueira Lima DIRETORA DA UNIDADE DE ENSINO DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS Patrícia Lins Vieira DIRETORA DA UNIDADE DE ENSINO DE CIÊNCIAS GERENCIAIS Myrtes Buenos Aires DIRETOR DA UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR TECNOLÓGICO Antônio Augusto Fleury NÚCLEO DE APOIO AO DOCENTE Ely Roberto Maués Regina Sampaio Scarpelli (coordenadora) Túlio Louchard Picinini Ziléa Barbosa de Freitas SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO ................................................................................... 4 2 UM BREVE HISTÓRICO ......................................................................... 5 2.1 Multidisciplinaridade ............................................................................. 5 2.2 Pluridisciplinaridade ............................................................................. 6 2.3 Interdisciplinaridade .............................................................................. 7 2.4 Transdisciplinaridade ............................................................................ 8 3 UMA PROPOSTA PARA O UNIFEMM ................................................... 9 3.1 Objetivos das Atividades Interdisciplinares no UNIFEMM ................. 9 3.1.1 Geral ......................................................................................................... 9 3.1.2 Específicos .............................................................................................. 10 4 11 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS INTERDISCIPLINARES NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DO UNIFEMM .................................................................................................. 4.1 Definição do Tema/Problema/Objetivos a Serem Trabalhados .......... 11 4.2 Definição das Disciplinas e dos Professores Participantes................ 11 4.3 Da Organização dos Grupos de Discentes ........................................... 12 4.4 Do Desenvolvimento do Trabalho ......................................................... 12 4.5 Da Avaliação ............................................................................................ 14 6 EXEMPLO DE PROJETO DE ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR ........... 15 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 19 REFERÊNCIAS ......................................................................................... 20 4 1 APRESENTAÇÃO A virada do século vem mostrando que o perfil do profissional exigido pelo mercado está mudando rapidamente. O que era considerado um diferencial, agora é visto como essencial. A competência técnica e alguma especialização já são consideradas condições básicas. Para o mercado globalizado de hoje, apresentar habilidades determinação intelectuais estratégica. e além disso, o profissional precisa comportamentais, Profissionais além comunicativos, de com apurada atitudes empreendedoras e éticas, que têm foco em resultados, sabem trabalhar em equipe e reagir positivamente diante de resultados e mudanças de rumo, que se atualizam constantemente e têm visão sistêmica são, geralmente, os selecionados pelas empresas. Com a compreensão desse processo e da responsabilidade com a formação de seus discentes, o UNIFEMM reconhece a necessidade de que suas práticas acadêmicas não favoreçam a fragmentação do conhecimento e, sim, uma integração, cada vez maior, de saberes de diferentes áreas, visando uma formação mais abrangente e uma contribuição efetiva para o desenvolvimento regional. O compromisso do UNIFEMM quanto a isso é tão evidente que se faz presente em seu Plano de Desenvolvimento Institucional e nos Planos Pedagógicos dos Cursos que oferece. O Núcleo de Apoio ao Docente (NAD), visando dar uma retaguarda aos coordenadores de cursos e seus docentes no planejamento de atividades interdisciplinares, oferece, para estudo e apreciação, o presente material. Ele contém uma breve conceituação sobre o tema, sugestão de como elaborar um projeto e um exemplo prático de atividade interdisciplinar. 5 2 UM BREVE HISTÓRICO Grandes questões de ordem social, política e econômica que marcaram os anos sessenta deram origem, na Itália e França, a reivindicações por um ensino com disciplinas mais articuladas entre si, já que esses grandes problemas não podiam ser resolvidos por uma única área do saber. A resposta, na educação, foi a interdisciplinaridade. (FAZENDA, 1994) No Brasil, a interdisciplinaridade chegou no final da década e influenciou diretamente a Lei de Diretrizes e Bases nº 5692/71, intensificando-se essa influência na LDB nº 9394/96 e nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Daí em diante, vem sendo, cada vez mais, motivo de estudo e discussão em todos os níveis de ensino no país. Apesar disso, sua prática não tem se mostrado de tão fácil execução. Essa dificuldade é proveniente, entre outras, da dificuldade que os professores apresentam em distinguir a ideia de interdisciplinaridade de concepções próximas a ela, como multidisciplinaridade, pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade. Dessa forma, faz-se necessária a apresentação de cada um desses conceitos. 2.1 Multidisciplinaridade A multidisciplinaridade pode ser considerada um primeiro movimento na direção da interação entre as disciplinas. A maioria das práticas de ensino se situa nesse nível. Caracteriza-se, de acordo com Jupiassu (1976), por uma ação simultânea de várias disciplinas em torno de uma temática comum, sem qualquer cooperação entre elas. Nesse caso, não há troca de conhecimento entre elas, todas se situam em um mesmo nível, sem qualquer tipo de organização ou coordenação entre os conhecimentos. Graficamente, a multidisciplinaridade pode ser demonstrada da forma como se representa na FIG. 1. 6 FIGURA 1 Multidisciplinaridade Disciplina A Disciplina B Disciplina C Disciplina D Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado) Não há, verdadeiramente, na multidisciplinaridade, uma efetiva interação de conhecimentos entre as disciplinas. Os conhecimentos apresentam-se de forma estanque, sem qualquer ligação entre as disciplinas. 2.2 Pluridisciplinaridade A pluridisciplinaridade se assemelha à multidisciplinaridade no que se refere à hierarquia entre as disciplinas. Também nessa situação não existe coordenação proveniente de um nível hierarquicamente superior. Entretanto, distingue-se da multidisciplinaridade por ocorrer entre as disciplinas algum tipo de interação em termos de troca de conhecimentos, indicando a existência de alguma cooperação e ênfase à relação entre os conhecimentos disciplinares. (JUPIASSU, 1976) Para melhor compreensão, observe-se a sistemática da pluridisciplinaridade na FIG. 2 a seguir. FIGURA 2 Pluridisciplinaridade Disciplina A Disciplina B Disciplina C Disciplina D Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado) Alguns estudiosos não consideram que haja diferença significativa entre a multidisciplinaridade e a pluridisciplinaridade, mas é preciso considerar que a existência ou não de cooperação e diálogo entre as disciplinas é que determina o nível de interação entre elas. 7 2.3 Interdisciplinaridade Quando os saberes de uma ciência exigem necessariamente reflexões que considerem saberes de outras, com possibilidades de reconsiderações conceituais de todas as partes, observa-se a inter-relação das ciências e, necessariamente, entre as disciplinas. Aí se caracteriza a interdisciplinaridade. (RIBEIRO, 2007) Diferentemente das situações narradas anteriormente, na interdisciplinaridade, existe uma situação de efetiva articulação entre as disciplinas, uma inter-relação entre elas, permitindo troca de conhecimentos e conceitos, em torno de um objeto comum. A interdisciplinaridade representa um nível mais avançado de interação disciplinar, no qual há a presença de uma axiomática comum a um grupo de disciplinas conexas e, ainda, a presença de um nível hierárquico superior, responsável pela coordenação das ações disciplinares. (JUPIASSU, 1976) Esse eixo comum pode ser, por exemplo, o objeto do conhecimento, um projeto de investigação ou um plano de intervenção. (FIG. 3) FIGURA 3 Interdisciplinaridade COORDENAÇÃO AXIOMÁTICA COMUM Disciplina A Disciplina B Disciplina C Disciplina D Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado) A FIG. 3 indica a existência de um nível hierárquico superior do qual procede a coordenação das ações disciplinares em torno de eixo temático. Pode-se, ainda, afirmar que, na interdisciplinaridade, há cooperação e diálogo entre as disciplinas do conhecimento, em uma ação coordenada. 8 2.4 Transdisciplinaridade Seguindo nesse sentido, seria possível estabelecer uma série de relações de integração, culminando na diluição das barreiras das disciplinas. E o termo utilizado para designar tais experiências é transdisciplinaridade. Representa o 4º nível de integração disciplinar. Em outras palavras, trata-se de uma espécie de coordenação do universo de disciplinas e interdisciplinas, de um sistema de ensino, sobre uma base axiomática geral. Essa forma de integração disciplinar mais complexa é geralmente aplicada para estudos em um contexto mais amplo e geral, para estudo de fatos e fenômenos. (FIG. 4) FIGURA 4 Transdisciplinaridade Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado) Para a transdisciplinaridade, as fronteiras das disciplinas são praticamente inexistentes. Há uma sobreposição tal que é impossível identificar o começo e o final de cada uma delas. Por ser muito complexa, a dificuldade de viabilização pode prejudicar seu resultado final. Daí, as atividades interdisciplinares serem mais adequadas de desenvolvimento do processo pedagógico nas instituições brasileiras. 9 3 UMA PROPOSTA PARA O UNIFEMM De modo geral, a presença de um currículo formal como ferramenta norteadora do processo do ensino-aprendizado proporciona a fragmentação do conhecimento, trazendo ao discente uma visão completamente esfacelada do tema analisado, impossibilitando-lhe uma compreensão maior de mundo, de sociedade e da problemática alvo do estudo. Afirma Bochniak ( 1992) que é a interdisciplinaridade a forma adequada de se superar a fragmentação do saber instituída no currículo formal. A interdisciplinaridade, de acordo com Saviani ( 2003), é indispensável para a implantação de uma processo inteligente de construção do currículo de sala de aula – mais informal, realístico e integrado. Por meio da interdisciplinaridade, o conhecimento passa de algo setorizado para um conhecimento integrado, com as disciplinas científicas interagindo entre si. Para a construção desse currículo mais informal, menos compartimentado, Fazenda (1994) indica a necessidade da dissolução das barreiras entre as disciplinas, buscando-se uma visão interdisciplinar do saber que respeite a verdade e a relatividade de cada disciplina,visando um conhecer mais abrangente. Nesse sentido, o UNIFEMM propõe ao corpo docente dos cursos por ela oferecidos a implantação, cada vez mais sistematizadas, de atividades interdisciplinares, como forma de correção de possíveis compartimentalização de disciplinas em suas estruturas curriculares e consequente fragmentação do saber. 3.1 Objetivos das Atividades Interdisciplinares no UNIFEMM 3.1.1 Geral Possibilitar ao discente a intercomunicação entre as disciplinas estudadas, em nível curricular vertical e horizontal, aplicando e traduzindo os conhecimentos teóricos, técnicos e práticos, adquiridos durante sua formação acadêmica. 10 3.1.2 Específicos Promover atividades em que seja possível investigar e colher informações em fontes diversas de informação, de forma autônoma ou em grupo; Despertar nos discentes o gosto e a prática da investigação científica; Oportunizar o desenvolvimento de trabalhos, seguindo normas específicas; Possibilitar a aplicação prática dos conhecimentos teóricos e técnicos trabalhados em sala de aula; Compreender e vivenciar a ética na condução dos processos; Exercitar o trabalho em equipe, o compromisso com o cumprimento das responsabilidades assumidas; Oportunizar a escrita de textos científicos, relatórios, bem como a apresentação oral de trabalhos e a construção de produtos e objetos da prática profissional instituídos pelo curso de graduação escolhido. 11 4 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS INTERDISCIPLINARES NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DO UNIFEMM A título de sugestão, apresenta-se a seguir um roteiro para que os docentes dos cursos e seus coordenadores possam planejar atividades interdisciplinares. 4.1 Definição do Tema/Problema/Objetivos a Serem Trabalhados Sugere-se que o NDE ou o colegiado dos cursos, em conjunto com seu coordenador, selecionem a temática a ser trabalhada em cada período, bem como a definição de deixar ou não os dois últimos períodos fora da atividade, dado à dedicação dos graduandos à execução de seu projeto de pesquisa acadêmica (TCC, monografia, plano de negócio). É necessário ressaltar que, para facilitar a fixação dos temas, problema e objetivos da atividade, os docentes devem ter prévio conhecimento das ementas relativas às disciplinas do respectivo período. 4.2 Definição das Disciplinas e dos Professores Participantes Em seguida, passa-se à definição das disciplinas que estarão envolvidas na atividade. A responsabilidade dessa etapa também pode ser da mesma equipe que selecionou o tema. Sugere-se um mínimo de duas a três disciplinas a princípio, até chegar-se ao envolvimento de todas. A fim de facilitar o gerenciamento da atividade, sugere-se que seja indicado um professor-coordenador por turma envolvida no trabalho. (QUADRO 1) 12 QUADRO 1 Curso de ??? Projeto Interdisciplinar do ? período/ano de Período Tema letivo Disciplinas Professores Professor Disciplinas envolvidos coordenador anteriores da turma (conhecimentos prévios requeridos) 1º período 2º período 3º período etc Fonte: NAD, 2013. Caberá aos professores das disciplinas a condução do conteúdo e do professor coordenador da turma o acompanhamento do trabalho ao longo do semestre. Sugere-se que sua escolha recaia em um professor que tenha um número maior de aulas por semana com a turma para facilitar a orientação. Para evitar o acúmulo de tarefas para alguns professores, sugere-se um rodízio na tarefa de coordenação dos trabalhos. 4.3 Da Organização dos Grupos de Discentes O trabalho interdisciplinar deve ser desenvolvido em grupos de, no máximo, 8 (oito) participantes. Sugere-se a nomeação de um coordenador de grupo, eleito por maioria de votos, que seja responsável pelo contato com o professor orientador, pela entrega de relatórios, entre outras atribuições que o professor coordenador julgar convenientes. 4.4 Do Desenvolvimento do Trabalho Por se tratar de um trabalho interdisciplinar de relativa complexidade, deverá ser desenvolvido ao longo do semestre, sendo o marco inicial a divulgação dos 13 temas e divisão dos alunos em grupo. Faz-se necessária, também, a indicação de bibliografia para consulta e a determinação de prazos para entrega de relatórios ou execução de etapas parciais do trabalho. (QUADRO 2) QUADRO 2 Cronograma Ação Responsável Definição dos temas NDE, Data colegiado, coordenação do curso Divulgação dos temas e das Coordenador do curso disciplinas participantes Indicação dos professores professores e alunos coordenadores turmas, Coordenador do curso, das constituição dos grupos de alunos e escolha dos coordenadores dos grupos de alunos Indicação bibliografia da de apoio Professores das disciplinas aos trabalhos Divulgação dos prazos Coordenador do curso de entregas parciais e finais Orientação dos trabalhos Professores das disciplinas e coordenador da turma Apresentação/entrega Alunos dos trabalhos Avaliação trabalhos dos Professores disciplinas das e coordenação da turma Fonte: NAD, 2013. Observações 14 4.5 Da Avaliação A avaliação do trabalho interdisciplinar deve ser conjunta entre o professor coordenador da turma e todos os professores envolvidos. Para facilitar a tarefa, é importante a fixação de critérios, que devem ser do conhecimento de todos os envolvidos no trabalho. (QUADRO 3) QUADRO 3 Avaliação Dimensão 1- Organizacional 2- Conteúdo 3- Apresentação do trabalho TOTAL Fonte: NAD, 2013. Aspectos a considerar - planejamento e cumprimento de prazos; - organização do grupo; - dedicação e integração do grupo. - adequação aos objetivos propostos; - integração das disciplinas; - qualidade da produção textual; - uso das normas da ABNT. - domínio e aprofundamento do tema; - qualidade da apresentação. Responsável Coordenador da turma Professores das disciplinas Coordenador da turma e professores das disciplinas Pontuação 15 6 EXEMPLO DE PROJETO DE ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR 1 APRESENTAÇÃO Este projeto será desenvolvido no terceiro período do curso de Engenharia Civil, envolvendo as disciplinas de Cálculo Integral de Funções de uma Variável, Dinâmica dos Corpos e Movimento Ondulatório e Metodologia Científica e conhecimentos de disciplinas já ministradas nos períodos anteriores, como Desenho Projetivo, Desenho Informatizado, Cálculo Diferencial de Funções de uma Variável e Geometria Analítica e Álgebra Linear. 2 DEFINIÇÃO DO TEMA E DO PROBLEMA DE PESQUISA 2.1 Tema Análise de determinado componente de máquina 2.2 Problema Como efetuar cálculos diversos e reproduzir graficamente determinado componente de máquina que se assemelhe a um sólido de revolução? 3 OBJETIVOS 3.1 Geral Possibilitar ao discente a intercomunicação entre as disciplinas já estudadas em períodos anteriores e as estudadas no 3º período, em nível curricular vertical e horizontal, aplicando e traduzindo os conhecimentos teóricos, técnicos e práticos na solução do problema apresentado. 3.2 Específicos - Possibilitar a investigação e coleta de informações em fontes diversas, de forma autônoma ou em grupo; - Despertar nos discentes o gosto e a prática da investigação científica; - Oportunizar o desenvolvimento de trabalhos, seguindo normas específicas; - Possibilitar a aplicação prática dos conhecimentos teóricos e técnicos trabalhados em sala de aula; - Compreender e vivenciar a ética na condução dos processos; - Exercitar o trabalho em equipe, divisão de tarefas, bem como das responsabilidades 16 assumidas; - Oportunizar a escrita de relatórios, seguindo normas da ABNT. 4 DEFINIÇÃO DAS DISCIPLINAS E PROFESSORES PARTICIPANTES Caberá aos professores A, B e C a condução do conteúdo e do professor D a coordenação e o acompanhamento do trabalho ao longo do semestre.( QUADRO 1) QUADRO 1 Curso de Engenharia Civil Projeto Interdisciplinar do 3º período/2013 Período Tema Disciplinas letivo do período Professores Professor Disciplinas anteriores envolvidos coordenador (conhecimentos prévios requeridos) envolvidas 3º Análise de -Cálculo da turma Integral determinado de componente uma Variável de máquina -Dinâmica Funções Corpos A D -Desenho Projetivo -Desenho Informatizado de -Cálculo Diferencial de Funções de dos B uma Variável -Geometria Analítica e Álgebra e Linear Movimento Ondulatório -Metodologia C Científica 5 DA ORGANIZAÇÃO DOS GRUPOS DE DISCENTES O trabalho interdisciplinar será desenvolvido em grupos de, no máximo, 6 (seis) participantes. Será eleito um representante por grupo, responsável pelo contato com o professor coordenador, pela entrega de relatórios, divisão das tarefas entre os integrantes do grupo, entre outras atribuições que o professor coordenador julgar necessário. 6 DO DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO O trabalho será desenvolvido conforme o cronograma abaixo.(QUADRO 2) 17 QUADRO 2 Cronograma Ação Definição dos temas Divulgação dos temas e das disciplinas participantes Indicação dos professores coordenadores das turmas, constituição dos grupos de alunos e escolha dos coordenadores dos grupos de alunos Indicação da bibliografia de apoio aos trabalhos Divulgação dos prazos de entregas parciais e finais Responsável NDE, colegiado, coordenação do curso Coordenador do curso Data Até 15/2 Observações Já ocorreu Até 19/2 Já ocorreu Coordenador do curso, professores e alunos Até 28/2 Elaboração do projeto Professores das disciplinas Coordenador do curso Até 28/2 Até 28/2 1ª entrega - dividir o componente em segmentos e definir as equações que o graficam; - calcular a área total do corte transversal, utilizando os conhecimentos de Integrais Definidas; - calcular o volume total do sólido gerado pela rotação desta região plana em torno de um eixo, o que os leva ao volume do componente em questão, também utilizando Integrais Definidas; - calcular o perímetro definido pelo corte transversal do componente, utilizando Integrais Definidas; - calcular a área da superfície do sólido de revolução, utilizando Integrais Definidas. - medir as dimensões da peça com o uso de um paquímetro; - calcular o centro de massa da peça utilizando, utilizando integrais definidas; - calcular o momento de inércia da peça, considerando que o eixo de rotação passa pelo centro de massa; - calcular a densidade da peça. 2ª entrega - desenhar o componente num corte transversal longitudinal, preferencialmente usando algum recurso computacional (CAD, Solid Works) com suas reais dimensões. 3ª entrega - Relatório final em que constem o processo de caracterização da peça, 18 suas soluções, conclusões. cálculos e Orientação dos trabalhos Professores das disciplinas e coordenador da turma Até 17/5 Apresentação/entrega dos trabalhos Alunos 1ª entrega até 28/3 2ª entrega até 25/4 3ª entrega até 17/5 As datas fixadas representam o limite para entrega dos trabalhos. Depois do prazo estabelecido, os trabalhos serão corrigidos, mas haverá prejuízo na atribuição da nota, ao final. Avaliação dos trabalhos Professores disciplinas coordenação turma 1ª entrega até 08/4 2ª entrega até 03/5 3ª entrega até 27/5 Nas 2 primeiras entregas, só haverá correção e anotações sobre o desempenho do grupo, uma vez que a atribuição de nota se dará apenas ao final da atividade. das e da 7 DA AVALIAÇÃO Para facilitar a tarefa, serão os seguintes os critérios a serem avaliados ao final da atividade, quando da 3ª entrega, o Relatório Final. (QUADRO 3) QUADRO 3 Avaliação Dimensão 1- Organizacional 2- Conteúdo 3- Apresentação do trabalho TOTAL Aspectos a considerar - planejamento e cumprimento de prazos; - organização do grupo; - dedicação e integração do grupo. - adequação aos objetivos propostos; - integração das disciplinas; - qualidade da produção textual; - uso das normas da ABNT. - domínio e aprofundamento do tema; - qualidade da apresentação. Responsável Coordenador da turma Pontuação x Professores das disciplinas x Coordenador da turma e professores das disciplinas x 3x 19 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS É importante que se registre que muitos cursos já têm realizado no UNIFEMM, com sucesso, atividades interdisciplinares, as quais podem servir de referência para outros que ainda não caminharam nesse sentido. 20 REFERÊNCIAS BOCHNIAK, Regina. Questionar o conhecimento: interdisciplinaridade na escola. São Paulo: Loyola, 1992. FAZENDA, Ivani C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. 4. ed. Campinas: Papirus, 1994. JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976. RIBEIRO, Stella Regina. Interdisciplinaridade por meio da concepção de ciclo da água em uma bacia de drenagem de Campinas, SP. Campinas: 2007. Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Geociências. Dissertação de Mestrado. SAVIANI, Nereide. Saber escolar, currículo e didática: problemas da unidade conteúdo/método no processo pedagógico. 4.ed. Campinas/SP: Autores Associados,2003.