FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MONSENHOR MESSIAS
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS
NÚCLEO DE APOIO AO DOCENTE
INTERDISCIPLINARIDADE: uma abordagem na prática docente
SETE LAGOAS
2013
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE SETE LAGOAS
REITOR
Antônio Fernandino de Castro Bahia Filho
PRÓ-REITOR ACADÊMICO
José Hamilton Ramalho
PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO
Erasmo Bruno Gonçalves
COORDENADORA DE GRADUAÇÃO
Jackeline França Dutra
DIRETOR DA UNIDADE DE ENSINO DE DIREITO
Roberto Nogueira Lima
DIRETORA DA UNIDADE DE ENSINO DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS
Patrícia Lins Vieira
DIRETORA DA UNIDADE DE ENSINO DE CIÊNCIAS GERENCIAIS
Myrtes Buenos Aires
DIRETOR DA UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR TECNOLÓGICO
Antônio Augusto Fleury
NÚCLEO DE APOIO AO DOCENTE
Ely Roberto Maués
Regina Sampaio Scarpelli (coordenadora)
Túlio Louchard Picinini
Ziléa Barbosa de Freitas
SUMÁRIO
1
APRESENTAÇÃO ...................................................................................
4
2
UM BREVE HISTÓRICO .........................................................................
5
2.1
Multidisciplinaridade .............................................................................
5
2.2
Pluridisciplinaridade .............................................................................
6
2.3
Interdisciplinaridade ..............................................................................
7
2.4
Transdisciplinaridade ............................................................................
8
3
UMA PROPOSTA PARA O UNIFEMM ...................................................
9
3.1
Objetivos das Atividades Interdisciplinares no UNIFEMM .................
9
3.1.1 Geral .........................................................................................................
9
3.1.2 Específicos ..............................................................................................
10
4
11
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
INTERDISCIPLINARES NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DO
UNIFEMM ..................................................................................................
4.1
Definição do Tema/Problema/Objetivos a Serem Trabalhados ..........
11
4.2
Definição das Disciplinas e dos Professores Participantes................
11
4.3
Da Organização dos Grupos de Discentes ...........................................
12
4.4
Do Desenvolvimento do Trabalho .........................................................
12
4.5
Da Avaliação ............................................................................................
14
6
EXEMPLO DE PROJETO DE ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR ...........
15
7
CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................
19
REFERÊNCIAS .........................................................................................
20
4
1 APRESENTAÇÃO
A virada do século vem mostrando que o perfil do profissional exigido pelo
mercado está mudando rapidamente. O que era considerado um diferencial, agora é
visto como essencial. A competência técnica e alguma especialização já são
consideradas condições básicas.
Para o mercado globalizado de hoje,
apresentar
habilidades
determinação
intelectuais
estratégica.
e
além disso, o profissional precisa
comportamentais,
Profissionais
além
comunicativos,
de
com
apurada
atitudes
empreendedoras e éticas, que têm foco em resultados, sabem trabalhar em equipe e
reagir positivamente diante de resultados e mudanças de rumo, que se atualizam
constantemente e têm visão sistêmica são, geralmente, os selecionados pelas
empresas.
Com a compreensão desse processo e da responsabilidade com a formação
de seus discentes, o UNIFEMM reconhece a necessidade de que suas práticas
acadêmicas não favoreçam a fragmentação do conhecimento e, sim, uma
integração, cada vez maior, de saberes de diferentes áreas, visando uma formação
mais abrangente e uma contribuição efetiva para o desenvolvimento regional.
O compromisso do UNIFEMM quanto a isso é tão evidente que se faz
presente em seu Plano de Desenvolvimento Institucional e nos Planos Pedagógicos
dos Cursos que oferece.
O Núcleo de Apoio ao Docente (NAD), visando dar uma retaguarda aos
coordenadores de cursos e seus docentes no planejamento de atividades
interdisciplinares, oferece, para estudo e apreciação, o presente material. Ele
contém uma breve conceituação sobre o tema, sugestão de como elaborar um
projeto e um exemplo prático de atividade interdisciplinar.
5
2 UM BREVE HISTÓRICO
Grandes questões de ordem social, política e econômica que marcaram os
anos sessenta deram origem, na Itália e França, a reivindicações por um ensino com
disciplinas mais articuladas entre si, já que esses grandes problemas não podiam
ser resolvidos por uma única área do saber. A resposta, na educação, foi a
interdisciplinaridade. (FAZENDA, 1994)
No Brasil, a interdisciplinaridade chegou no final da década e influenciou
diretamente a Lei de Diretrizes e Bases nº 5692/71, intensificando-se essa influência
na LDB nº 9394/96 e nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Daí em diante, vem
sendo, cada vez mais, motivo de estudo e discussão em todos os níveis de ensino
no país. Apesar disso, sua prática não tem se mostrado de tão fácil execução.
Essa dificuldade é proveniente, entre outras, da dificuldade que os
professores apresentam em distinguir a ideia de interdisciplinaridade de concepções
próximas
a
ela,
como
multidisciplinaridade,
pluridisciplinaridade
e
transdisciplinaridade. Dessa forma, faz-se necessária a apresentação de cada um
desses conceitos.
2.1 Multidisciplinaridade
A multidisciplinaridade pode ser considerada um primeiro movimento na
direção da interação entre as disciplinas. A maioria das práticas de ensino se situa
nesse nível. Caracteriza-se, de acordo com Jupiassu (1976), por uma ação
simultânea de várias disciplinas em torno de uma temática comum, sem qualquer
cooperação entre elas. Nesse caso, não há troca de conhecimento entre elas, todas
se situam em um mesmo nível, sem qualquer tipo de organização ou coordenação
entre os conhecimentos.
Graficamente, a multidisciplinaridade pode ser demonstrada da forma como
se representa na FIG. 1.
6
FIGURA 1
Multidisciplinaridade
Disciplina A
Disciplina B
Disciplina C
Disciplina D
Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado)
Não há, verdadeiramente, na multidisciplinaridade, uma efetiva interação de
conhecimentos entre as disciplinas. Os conhecimentos apresentam-se de forma
estanque, sem qualquer ligação entre as disciplinas.
2.2 Pluridisciplinaridade
A pluridisciplinaridade se assemelha à multidisciplinaridade no que se refere à
hierarquia entre as disciplinas. Também nessa situação não existe coordenação
proveniente de um nível hierarquicamente superior. Entretanto, distingue-se da
multidisciplinaridade por ocorrer entre as disciplinas algum tipo de interação em
termos de troca de conhecimentos, indicando a existência de alguma cooperação e
ênfase à relação entre os conhecimentos disciplinares. (JUPIASSU, 1976)
Para melhor compreensão, observe-se a sistemática da pluridisciplinaridade
na FIG. 2 a seguir.
FIGURA 2
Pluridisciplinaridade
Disciplina A
Disciplina B
Disciplina C
Disciplina D
Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado)
Alguns estudiosos não consideram que haja diferença significativa entre a
multidisciplinaridade e a pluridisciplinaridade, mas é preciso considerar que a
existência ou não de cooperação e diálogo entre as disciplinas é que determina o
nível de interação entre elas.
7
2.3 Interdisciplinaridade
Quando os saberes de uma ciência exigem necessariamente reflexões que
considerem saberes de outras, com possibilidades de reconsiderações conceituais
de todas as partes, observa-se a inter-relação das ciências e, necessariamente,
entre as disciplinas. Aí se caracteriza a interdisciplinaridade. (RIBEIRO, 2007)
Diferentemente
das
situações
narradas
anteriormente,
na
interdisciplinaridade, existe uma situação de efetiva articulação entre as disciplinas,
uma inter-relação entre elas, permitindo troca de conhecimentos e conceitos, em
torno de um objeto comum.
A interdisciplinaridade representa um nível mais avançado de interação
disciplinar, no qual há a presença
de uma axiomática comum a um grupo de
disciplinas conexas e, ainda, a presença de um nível hierárquico superior,
responsável pela coordenação das ações disciplinares. (JUPIASSU, 1976)
Esse eixo comum pode ser, por exemplo, o objeto do conhecimento, um
projeto de investigação ou um plano de intervenção. (FIG. 3)
FIGURA 3
Interdisciplinaridade
COORDENAÇÃO
AXIOMÁTICA COMUM
Disciplina A
Disciplina B
Disciplina C
Disciplina D
Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado)
A FIG. 3 indica a existência de um nível hierárquico superior do qual procede
a coordenação das ações disciplinares em torno de eixo temático. Pode-se, ainda,
afirmar que, na interdisciplinaridade, há cooperação e diálogo entre as disciplinas do
conhecimento, em uma ação coordenada.
8
2.4 Transdisciplinaridade
Seguindo nesse sentido, seria possível estabelecer uma série de relações de
integração, culminando na diluição das barreiras das disciplinas. E o termo utilizado
para designar tais experiências é transdisciplinaridade. Representa o 4º nível de
integração disciplinar. Em outras palavras, trata-se de uma espécie de coordenação
do universo de disciplinas e interdisciplinas, de um sistema de ensino, sobre uma
base axiomática geral. Essa forma de integração disciplinar mais complexa é
geralmente aplicada para estudos em um contexto mais amplo e geral, para estudo
de fatos e fenômenos. (FIG. 4)
FIGURA 4
Transdisciplinaridade
Fonte: JUPIASSU, 1976. (adaptado)
Para a transdisciplinaridade, as fronteiras das disciplinas são praticamente
inexistentes. Há uma sobreposição tal que é impossível identificar o começo e o final
de cada uma delas.
Por ser muito complexa, a dificuldade de viabilização pode prejudicar seu
resultado final. Daí, as atividades interdisciplinares serem mais adequadas de
desenvolvimento do processo pedagógico nas instituições brasileiras.
9
3 UMA PROPOSTA PARA O UNIFEMM
De modo geral, a presença de um currículo formal como ferramenta
norteadora do processo do ensino-aprendizado proporciona a fragmentação do
conhecimento, trazendo ao discente uma visão completamente esfacelada do tema
analisado, impossibilitando-lhe uma compreensão maior de mundo, de sociedade e
da problemática alvo do estudo.
Afirma Bochniak ( 1992) que é a interdisciplinaridade a forma adequada de
se
superar
a
fragmentação
do
saber
instituída
no
currículo
formal.
A
interdisciplinaridade, de acordo com Saviani ( 2003), é indispensável para a
implantação de uma processo inteligente de construção do currículo de sala de aula
– mais informal, realístico e integrado. Por meio da interdisciplinaridade, o
conhecimento passa de algo setorizado para um conhecimento integrado, com as
disciplinas científicas interagindo entre si.
Para a construção desse currículo mais informal, menos compartimentado,
Fazenda (1994) indica a necessidade da dissolução das barreiras entre as
disciplinas, buscando-se uma visão interdisciplinar do saber que respeite a verdade
e a relatividade de cada disciplina,visando um conhecer mais abrangente.
Nesse sentido, o UNIFEMM propõe ao corpo docente dos cursos por ela
oferecidos
a
implantação,
cada
vez
mais
sistematizadas,
de
atividades
interdisciplinares, como forma de correção de possíveis compartimentalização de
disciplinas em suas estruturas curriculares e consequente fragmentação do saber.
3.1 Objetivos das Atividades Interdisciplinares no UNIFEMM
3.1.1 Geral
Possibilitar ao discente a intercomunicação entre as disciplinas estudadas, em
nível curricular vertical e horizontal, aplicando e traduzindo os conhecimentos
teóricos, técnicos e práticos, adquiridos durante sua formação acadêmica.
10
3.1.2 Específicos

Promover atividades em que seja possível investigar e colher informações em
fontes diversas de informação, de forma autônoma ou em grupo;

Despertar nos discentes o gosto e a prática da investigação científica;

Oportunizar o desenvolvimento de trabalhos, seguindo normas específicas;

Possibilitar a aplicação prática dos conhecimentos teóricos e
técnicos
trabalhados em sala de aula;

Compreender e vivenciar a ética na condução dos processos;

Exercitar o trabalho em equipe, o compromisso com o cumprimento das
responsabilidades assumidas;

Oportunizar a escrita de textos científicos, relatórios, bem como a
apresentação oral de trabalhos e a construção de produtos e objetos da
prática profissional instituídos pelo curso de graduação escolhido.
11
4 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS INTERDISCIPLINARES NOS
CURSOS DE GRADUAÇÃO DO UNIFEMM
A título de sugestão, apresenta-se a seguir um roteiro para que os docentes
dos cursos e seus coordenadores possam planejar atividades interdisciplinares.
4.1 Definição do Tema/Problema/Objetivos a Serem Trabalhados
Sugere-se que o NDE ou o colegiado dos cursos, em conjunto com seu
coordenador, selecionem a temática a ser trabalhada em cada período, bem como a
definição de deixar ou não os dois últimos períodos fora da atividade, dado à
dedicação dos graduandos à execução de seu projeto de pesquisa acadêmica (TCC,
monografia, plano de negócio).
É necessário ressaltar que, para facilitar a fixação dos temas, problema e
objetivos da atividade, os docentes devem ter prévio conhecimento das ementas
relativas às disciplinas do respectivo período.
4.2 Definição das Disciplinas e dos Professores Participantes
Em seguida, passa-se à definição das disciplinas que estarão envolvidas na
atividade. A responsabilidade dessa etapa também pode ser da mesma equipe que
selecionou o tema. Sugere-se um mínimo de duas a três disciplinas a princípio, até
chegar-se ao envolvimento de todas. A fim de facilitar o gerenciamento da atividade,
sugere-se que seja indicado um professor-coordenador por turma envolvida no
trabalho. (QUADRO 1)
12
QUADRO 1
Curso de ???
Projeto Interdisciplinar do ? período/ano de
Período
Tema
letivo
Disciplinas
Professores
Professor
Disciplinas
envolvidos
coordenador
anteriores
da turma
(conhecimentos
prévios
requeridos)
1º período
2º período
3º período
etc
Fonte: NAD, 2013.
Caberá aos professores das disciplinas a condução do conteúdo e do
professor coordenador da turma o acompanhamento do trabalho ao longo do
semestre. Sugere-se que sua escolha recaia em um professor que tenha um número
maior de aulas por semana com a turma para facilitar a orientação.
Para evitar o acúmulo de tarefas para alguns professores, sugere-se um
rodízio na tarefa de coordenação dos trabalhos.
4.3 Da Organização dos Grupos de Discentes
O trabalho interdisciplinar deve ser desenvolvido em grupos de, no máximo, 8
(oito) participantes.
Sugere-se a nomeação de um coordenador de grupo, eleito por maioria de
votos, que seja responsável pelo contato com o professor orientador, pela entrega
de relatórios, entre outras atribuições que o professor coordenador julgar
convenientes.
4.4 Do Desenvolvimento do Trabalho
Por se tratar de um trabalho interdisciplinar de relativa complexidade, deverá
ser desenvolvido ao longo do semestre, sendo o marco inicial a divulgação dos
13
temas e divisão dos alunos em grupo. Faz-se necessária, também, a indicação de
bibliografia para consulta e a determinação de prazos para entrega de relatórios ou
execução de etapas parciais do trabalho. (QUADRO 2)
QUADRO 2
Cronograma
Ação
Responsável
Definição dos temas
NDE,
Data
colegiado,
coordenação do curso
Divulgação dos temas
e
das
Coordenador do curso
disciplinas
participantes
Indicação
dos
professores
professores e alunos
coordenadores
turmas,
Coordenador do curso,
das
constituição
dos grupos de alunos e
escolha
dos
coordenadores
dos
grupos de alunos
Indicação
bibliografia
da
de
apoio
Professores
das
disciplinas
aos trabalhos
Divulgação dos prazos
Coordenador do curso
de entregas parciais e
finais
Orientação
dos
trabalhos
Professores
das
disciplinas
e
coordenador da turma
Apresentação/entrega
Alunos
dos trabalhos
Avaliação
trabalhos
dos
Professores
disciplinas
das
e
coordenação da turma
Fonte: NAD, 2013.
Observações
14
4.5 Da Avaliação
A avaliação do trabalho interdisciplinar deve ser conjunta entre o professor
coordenador da turma e todos os professores envolvidos.
Para facilitar a tarefa, é importante a fixação de critérios, que devem ser do
conhecimento de todos os envolvidos no trabalho. (QUADRO 3)
QUADRO 3
Avaliação
Dimensão
1- Organizacional
2- Conteúdo
3- Apresentação do
trabalho
TOTAL
Fonte: NAD, 2013.
Aspectos a considerar
- planejamento e cumprimento de
prazos;
- organização do grupo;
- dedicação e integração do grupo.
- adequação aos objetivos
propostos;
- integração das disciplinas;
- qualidade da produção textual;
- uso das normas da ABNT.
- domínio e aprofundamento do
tema;
- qualidade da apresentação.
Responsável
Coordenador da
turma
Professores das
disciplinas
Coordenador da
turma e professores
das disciplinas
Pontuação
15
6 EXEMPLO DE PROJETO DE ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR
1 APRESENTAÇÃO
Este projeto será desenvolvido no terceiro período do curso de Engenharia Civil,
envolvendo as disciplinas de Cálculo Integral de Funções de uma Variável, Dinâmica dos
Corpos e Movimento Ondulatório e Metodologia Científica e conhecimentos de disciplinas já
ministradas nos períodos anteriores, como Desenho Projetivo, Desenho Informatizado, Cálculo
Diferencial de Funções de uma Variável e Geometria Analítica e Álgebra Linear.
2 DEFINIÇÃO DO TEMA E DO PROBLEMA DE PESQUISA
2.1 Tema
Análise de determinado componente de máquina
2.2 Problema
Como efetuar cálculos diversos e reproduzir graficamente determinado componente de
máquina que se assemelhe a um sólido de revolução?
3 OBJETIVOS
3.1 Geral
Possibilitar ao discente a intercomunicação entre as disciplinas já estudadas em períodos
anteriores e as estudadas no 3º período, em nível curricular vertical e horizontal, aplicando e
traduzindo os conhecimentos teóricos, técnicos e práticos na solução do problema apresentado.
3.2 Específicos

- Possibilitar a investigação e coleta de informações em fontes diversas, de forma autônoma ou
em grupo;

- Despertar nos discentes o gosto e a prática da investigação científica;

- Oportunizar o desenvolvimento de trabalhos, seguindo normas específicas;

- Possibilitar a aplicação prática dos conhecimentos teóricos e técnicos trabalhados em sala de
aula;

- Compreender e vivenciar a ética na condução dos processos;

- Exercitar o trabalho em equipe, divisão de tarefas, bem como das responsabilidades
16
assumidas;

- Oportunizar a escrita de relatórios, seguindo normas da ABNT.
4 DEFINIÇÃO DAS DISCIPLINAS E PROFESSORES PARTICIPANTES
Caberá aos professores A, B e C a condução do conteúdo e do professor D a
coordenação e o acompanhamento do trabalho ao longo do semestre.( QUADRO 1)
QUADRO 1
Curso de Engenharia Civil
Projeto Interdisciplinar do 3º período/2013
Período
Tema
Disciplinas
letivo
do
período
Professores
Professor
Disciplinas anteriores
envolvidos
coordenador
(conhecimentos prévios requeridos)
envolvidas
3º
Análise
de
-Cálculo
da turma
Integral
determinado
de
componente
uma Variável
de máquina
-Dinâmica
Funções
Corpos
A
D
-Desenho Projetivo
-Desenho Informatizado
de
-Cálculo Diferencial de Funções de
dos
B
uma Variável
-Geometria Analítica e Álgebra
e
Linear
Movimento
Ondulatório
-Metodologia
C
Científica
5 DA ORGANIZAÇÃO DOS GRUPOS DE DISCENTES
O trabalho interdisciplinar será
desenvolvido em grupos de, no máximo, 6 (seis)
participantes.
Será eleito um representante por grupo, responsável pelo contato com o professor
coordenador, pela entrega de relatórios, divisão das tarefas entre os integrantes do grupo, entre
outras atribuições que o professor coordenador julgar necessário.
6 DO DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO
O trabalho será desenvolvido conforme o cronograma abaixo.(QUADRO 2)
17
QUADRO 2
Cronograma
Ação
Definição dos temas
Divulgação dos temas e
das
disciplinas
participantes
Indicação
dos
professores
coordenadores
das
turmas, constituição dos
grupos de alunos e
escolha
dos
coordenadores
dos
grupos de alunos
Indicação da bibliografia
de apoio aos trabalhos
Divulgação dos prazos
de entregas parciais e
finais
Responsável
NDE,
colegiado,
coordenação do curso
Coordenador do curso
Data
Até 15/2
Observações
Já ocorreu
Até 19/2
Já ocorreu
Coordenador
do
curso, professores e
alunos
Até 28/2
Elaboração do projeto
Professores
das
disciplinas
Coordenador do curso
Até 28/2
Até 28/2
1ª entrega
- dividir o componente em segmentos
e definir as equações que o graficam;
- calcular a área total do corte
transversal,
utilizando
os
conhecimentos
de
Integrais
Definidas;
- calcular o volume total do sólido
gerado pela rotação desta região
plana em torno de um eixo, o que os
leva ao volume do componente em
questão, também utilizando Integrais
Definidas;
- calcular o perímetro definido pelo
corte transversal do componente,
utilizando Integrais Definidas;
- calcular a área da superfície do
sólido de revolução, utilizando
Integrais Definidas.
- medir as dimensões da peça com o
uso de um paquímetro;
- calcular o centro de massa da peça
utilizando,
utilizando
integrais
definidas;
- calcular o momento de inércia da
peça, considerando que o eixo de
rotação passa pelo centro de massa;
- calcular a densidade da peça.
2ª entrega
- desenhar o componente num corte
transversal
longitudinal,
preferencialmente usando algum
recurso computacional (CAD, Solid
Works) com suas reais dimensões.
3ª entrega
- Relatório final em que constem o
processo de caracterização da peça,
18
suas
soluções,
conclusões.
cálculos
e
Orientação dos trabalhos
Professores
das
disciplinas
e
coordenador da turma
Até 17/5
Apresentação/entrega
dos trabalhos
Alunos
1ª
entrega
até 28/3
2ª
entrega
até 25/4
3ª
entrega
até 17/5
As datas fixadas representam o limite
para entrega dos trabalhos. Depois do
prazo estabelecido, os trabalhos serão
corrigidos, mas haverá prejuízo na
atribuição da nota, ao final.
Avaliação dos trabalhos
Professores
disciplinas
coordenação
turma
1ª
entrega
até 08/4
2ª
entrega
até 03/5
3ª
entrega
até 27/5
Nas 2 primeiras entregas, só haverá
correção
e
anotações
sobre
o
desempenho do grupo, uma vez que a
atribuição de nota se dará apenas ao final
da atividade.
das
e
da
7 DA AVALIAÇÃO
Para facilitar a tarefa, serão os seguintes os critérios a serem avaliados ao final da
atividade, quando da 3ª entrega, o Relatório Final. (QUADRO 3)
QUADRO 3
Avaliação
Dimensão
1- Organizacional
2- Conteúdo
3- Apresentação do
trabalho
TOTAL
Aspectos a considerar
- planejamento e cumprimento de
prazos;
- organização do grupo;
- dedicação e integração do grupo.
- adequação aos objetivos propostos;
- integração das disciplinas;
- qualidade da produção textual;
- uso das normas da ABNT.
- domínio e aprofundamento do tema;
- qualidade da apresentação.
Responsável
Coordenador da turma
Pontuação
x
Professores das
disciplinas
x
Coordenador da turma e
professores das
disciplinas
x
3x
19
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É importante que se registre que muitos cursos já têm realizado no
UNIFEMM, com sucesso, atividades interdisciplinares, as quais podem servir de
referência para outros que ainda não caminharam nesse sentido.
20
REFERÊNCIAS
BOCHNIAK, Regina. Questionar o conhecimento: interdisciplinaridade na escola.
São Paulo: Loyola, 1992.
FAZENDA, Ivani C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. 4. ed.
Campinas: Papirus, 1994.
JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
RIBEIRO, Stella Regina. Interdisciplinaridade por meio da concepção de ciclo da
água em uma bacia de drenagem de Campinas, SP. Campinas: 2007. Universidade
Estadual de Campinas. Instituto de Geociências. Dissertação de Mestrado.
SAVIANI, Nereide. Saber escolar, currículo e didática: problemas da unidade
conteúdo/método no processo pedagógico. 4.ed. Campinas/SP: Autores
Associados,2003.
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