http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 DETERMINAÇÃO DO GRAU DE COMPACTAÇÃO E DA DISTRIBUIÇÃO DOS NUTRIENTES DO SOLO PELO MÉTODO DO PERFIL CULTURAL E ANÁLISE QUÍMICA SOBRE LATASSOLO ARENOSO CULTIVADO COM CANA-DE-AÇÚCAR EM SÃO CARLOS DO IVAÍ-PARANÁ Marcio José de Elias Departamento de Geografia – Universidade Estadual de Maringá [email protected] Paulo Nakashima Departamento de Geografia – Universidade Estadual de Maringá [email protected] INTRODUÇÃO A crescente demanda por fontes de energia renovável tem estimulado a busca e aperfeiçoamentos de novas tecnologias visando a ampliação dessa oferta. Neste cenário a cana-de-açúcar tem ganhando muito espaço nos campos agrícolas principalmente no Brasil que figura hoje como o maior produtor mundial deste gênero. Primavesi (1990) lista como principais causas de degradação do solo pelo cultivo a aração profunda, que revolve o solo da superfície o deixando instável a ação da água, bem como o retorno deficiente da matéria orgânica ou sua incorporação em profundidade, a exposição da superfície do solo ao sol e impacto das gotas da chuva, a deficiência de cálcio e fósforo, e de outros nutrientes. A autora aponta também a monocultura como sendo a grande responsável pela degradação dos solos, uma vez que causa a uniformização da 2921 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 microvida e das excreções radiculares que se intensificam pela falta de rotatividade de culturas no solo. De acordo com Souza et. al. (2005) dentre os fatores de produção relacionados com a modernização da cultura de cana-de-açúcar no Brasil, o crescimento da demanda pela colheita mecanizada vem ganhando expressão significativa, com especial atenção das indústrias produtoras de maquinas e equipamentos. Entretanto o autor chama a atenção para o fato de que esse tipo de colheita da cana-de-açúcar pode influenciar a produção e longevidade da cultura, os atributos físicos, químicos e biológicos do solo e o meio ambiente. Segundo Stone et. al. (2002) um dos principais problemas enfrentado pelos agricultores é a elevação dos níveis de compactação que ocorre quando submete o solo a determinada pressão fazendo com que aumente a sua resistência a penetração das raízes, a percolação da água e o aumento de sua densidade. Outro problema inerente a mecanização segundo Iaia et. al. (2006) é que diante da necessidade crescente de modernização da cultura canavieira, opta-se cada vez mais por veículos de maior capacidade de carga, e esses muitas vezes, trafegam sobre o solo em condições desfavoráveis em termos de conteúdo de água, tornando praticamente inevitável a ocorrência da compactação do solo. A compactação do solo gera grandes impactos na condutividade hidráulica assim como em varias outras propriedades físicas do solo, pois atua reduzindo o volume de poros do solo e também na redistribuição dos mesmos em vários grupos de tamanhos. Segundo Dias Junior e Pierce (1996) a compactação contribui para o aumento da densidade do solo e sua resistência mecânica a penetração, diminui a porosidade total, o tamanho e a continuidade dos poros. Isso afeta de maneira negativa a capacidade de aeração e a troca gasosa, assim como a capacidade de condutividade hidráulica e a retenção de água no solo, as condições de penetração das raízes das plantas dentre outros processos químicos e biológicos. Um dos principais reflexos da compactação do solo é sentido pelas plantas no desenvolvimento do sistema radicular decorrente do impedimento mecânico da penetração das raízes no solo. 2922 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Segundo Dexter (1988) a compactação pelo tráfego de máquinas pesadas causa aumento excessivo na densidade do solo que influencia diretamente no crescimento radicular e na capacidade de absorção de água e nutrientes. De acordo com Borges et. al. (1988) os efeitos da compactação atinge também as atividades biológicas da fauna e microflora do solo, podendo afetar a decomposição da matéria orgânica e a mineralização de nutrientes para as plantas, isso tudo tem causado perda de rendimento das culturas principalmente quando ocorrem os chamados veranicos. Para Tavares-Filho et. al. (2001), um diagnóstico qualitativo onde analisa a distribuição espacial das estruturas no perfil do solo, e quantitativa aonde expressa o grau da compactação do solo vem ganhando cada vez mais importância para auxiliar na verificação da qualidade do manejo utilizado e também no estabelecimento de limites de compactação que não afetem o crescimento radicular das plantas nos diferentes sistemas de manejo. Um diagnóstico preciso da compactação do solo é possibilitado pelo método do perfil cultural desenvolvido na França na década de 60 do século passado (HÉNIN, GRAS e MONNIER, 1976) e posteriormente adaptado a solos tropicais (TAVARES FILHO et. al., 1999) permite destacar diferentes unidades morfológicas no perfil do solo, podendo a partir daí entender e intervir nos processos de compactação e selamento, através de técnicas de cultivo menos impactante. Klein e Libardi (2002) afirmam que em solos compactados, a deficiência de aeração e a resistência mecânica do solo à penetração das raízes, são fatores limitantes ao desenvolvimento das plantas, mesmo quando há água disponível. Segundo Derpschet et. al. (1990) o manejo inadequado do solo tem figurado como um sério problema para a região noroeste paranaense contribuindo para o agravamento dos processos erosivos, perda de fertilidade e inutilização de grandes extensões de terras agricultáveis por perda de matéria e principalmente pela modificação das características físicas dos solos. Tormena et. al. (1998) salienta que a estrutura do solo pede ser alterada pelas praticas de manejo, influenciando a produtividade das culturas por meio das modificações na disponibilidade de água, na difusão de oxigênio e na resistência do solo a penetração das raízes, a quantificação e a compreensão dessas práticas sobre a 2923 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 propriedade física do solo são fundamentais no desenvolvimento dos sistemas agrícolas sustentáveis. De acordo com Cerri et. al. (1991); Centurion et. al. (2001) Canellas et. al. (2003) as características química dos solos tropicais sofrem profundas modificações gerada por fatores como o manejo agrícola utilizado, as condições climáticas além das características naturais do solo, essas modificações podem ser acelerada de acordo com a cultura implantada, o sistema de manejo, a fertilidade do solo assim como a dinâmica dos nutrientes. As alterações químicas provocada pelo manejo agrícola variam muito de acordo com o sistema de cultura implantado, sendo assim as alterações causadas, por exemplo, na monocultura da soja será diferente das causada pela implantação da cana-de-açúcar bem como as causadas por outra monocultura diferente. Cerri et. al. (1991); Centurion et. al. (2001); Canellas et. al.(2003) concordam que as mudanças gerada nas características química naturais dos solos cultivados com a cana-de-açúcar concentram se principalmente no carbono orgânico (CO), nitrogênio total (NT), acidez trocável, pH, bases trocáveis, CTC e fósforo. Sobre o cultivo de cana-de-açúcar Cerri (1986) afirma que o estoque de carbono (C) do solo decai rapidamente em relação ao sistema natural, isso se deve a forma cultivo contínuo de uma só espécie que costuma provocar o esgotamento do solo em determinados elementos e quando o ecossistema natural é substituído por uma cultura submetida a um manejo intensivo. Para a minimização dos efeitos de esgotamento de alguns nutrientes e detrimento da abundancia de outros, fenômeno comum na monocultura sobre o solo e aconselhado a realização da rotação de culturas,pois está contribui para a alternância de espécies que possuem exigências nutricionais distintas, quantidade de material vegetal que retorna ao solo e a reciclagem de nutrientes diferenciados, além de explorarem diferentes regiões e profundidades do solo. Segundo Kiehl (1979) a densidade do solo é de grande importância para os estudos agronômicos, pois permite avalia atributos como porosidade, condutividade hidráulica, entre outros alem de ser utilizado como indicador do estado da compactação do solo. Quando ocorre o aumento nos índices de densidade, há redução da porosidade total, da macroporosidade, da condutividade hidráulica, aumentando a 2924 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 resistência mecânica á penetração do solo o que desencadeia a diminuição da produtividade agrícola. A porosidade total do solo segundo Kiehl (1979) é de grande importância para a adoção de um manejo adequado por estar estreitamente ligada a dinâmica do armazenamento e do movimento de solutos e da circulação de gases no seu interior. A porosidade total tem apresentado grande relação com a compactação e a resistência à penetração do solo, as quais tendem a aumentar com a redução do espaço poroso. A capacidade do solo de percolar a água em seu interior é conhecida como condutividade hidráulica e é uma propriedade que depende da geometria dos poros e das propriedades do fluido contido neles (REICHARDT, 2009). As duas propriedades dos fluidos que afetam diretamente a condutividade hidráulica são a viscosidade e a densidade, a textura e a estrutura do solo são os principais determinantes da geometria dos poros METODOLOGIA O estudo foi realizado no município de São Carlos do Ivaí, inserido nas mesorregiões noroeste e norte central do Estado do Paraná (IBGE, 2009), situado entre o paralelo de 23º 18’ 55” de latitude sul e o meridiano 52 º 28 ' 33 '' de longitude oeste. De acordo com a EMBRAPA (2007) os solos do município são formados a partir da alteração do basalto da Formação Serra Geral, do arenito da Formação Caiuá, e dos sedimentos recentes do deposito da era Cenozóica do período Quaternário. Isto possibilita a ocorrência de vastas áreas de Latossolos arenosos cultivados com cana-de-açúcar. Para determinar o grau de compactação do solo provocado pelo manejo agrícola da cana-de-açúcar, utilizou-se o método do Perfil Cultural que consiste na abertura de trincheiras perpendicular e longitudinal ao sentido de trabalho do solo com o objetivo de detectar as modificações estruturais provocadas no solo. Método esse proposto por Gautronneau e Manichon (1987) para solo temperado, e adaptado para solo tropical por Tavares Filho et. al. (1999) devido algumas dificuldades na sua aplicação. 2925 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Obteve-se, assim, um método de diagnóstico particularmente adaptado ao estudo da evolução da estrutura dos solos cultivados e dos diferentes sistemas de manejo em meio tropical (TAVARES FILHO et. al.) conforme mostra os quadros 1 e 2. Quadro 1: Modelo de organização do perfil do solo Nível de Análise Simbologia Definição AM Volume de solo visivelmente alterado pelo manejo, isto é, pelo maquinário agrícola e pelas raízes. NAM Volume de solo visivelmente não alterado pelo manejo I L II F Z Somente para volume AM C Volume de solo livre, solto, constituído por terra fina, solo pulverizado, agregado de torrões de tamanhos variados (de 0 a 10 cm) sem nenhuma coesão. Comum na superfície dos solos trabalhados. Podem apresentar raízes em grandes quantidades, bem ramificadas, não achatadas e não tortuosa orientada em todas as direções. A estabilidade em água e a coesão a seco entre agregado desse volume de solo são nulas, mas a estabilidade e a coesão dos agregados podem ser altas. A porosidade a olho nu é importante. Volume de solo fissurado, em que a individualização dos torrões é facilitada pela fissuração, sendo esse de tamanho variado. Quando presente nesse volume, as raízes se desenvolvem preferencialmente entre os torrões, nas fissuras existentes. Podem ser bem ramificadas e orientadas em todas as direções, mas normalmente apresentam aspecto achatado. Volume de solo formado essencialmente por estrutura laminar. As raízes quando presente nesse volume, são tortuosas e com desenvolvimento horizontal, Normalmente, não são ramificada e, além da tortuosidade apresentam aspecto bem achatado. Volume de solo em que os elementos (agregados e terra fina) estão unidos, formando um volume bastante homogêneo, com aspecto de estrutura maciça, sendo impossível a individualização de torrões a olho nu. Pode apresentar raízes em grande quantidades, bem ramificadas, não achatadas e não tortuosas, orientadas em todas as direções, quando o volume não for compacto, e, ou, não ramificadas, achatadas e tortuosas, orientadas horizontalmente, quando o volume for compacto. A porosidade é essencialmente de empilhamento de agregados, podendo apresentar cavidades arredondadas e, ou, poros tubulares. Nos modos de organização L e F, além do estado interno dos torrões, devem-se classificar os torrões pelo tamanho: 1 a 5 cm = pequenos; 6 a 10 cm = médios; ˃10 com = grandes. 2926 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Quadro 2: Estado interno dos torrões presentes nos diferentes modos de organização do volume do solo antropizado. Nível de Análise Simbologia Definição µ (agregado não compactado) Estado interno dos torrões caracterizado por uma distribuição de agregados com estrutura interna e externa porosa, fácil de ser observada a olho nu, com predominância de poros tipo amontoado de agregado. Normalmente, apresenta raízes intra e inter agregados, bem ramificadas, não achatadas, com orientação vertical não prejudicada pela compactação. As faces de ruptura são rugosas e a coesão a seco é pequena. Δ (agregado compactado) III µΔ/Δµ (agregado ≠ compactado) Estado interno de torrões compactados, caracterizado por uma distribuição de agregados com estrutura angulosa (poliédrica, cubica ou prismática), devido à forte pressão externa, com uma porosidade visível a olho nu muito pouco desenvolvido, com predominância, quando existir, de poros tubulares, e, ou, cavidades arredondada, podendo existir fissuras. Quase não apresenta raízes e estas, quando presente, possuem poucas ramificações. São achatadas, com orientação vertical prejudicada pela compactação. As faces de ruptura são principalmente lisa e a coesão a seco é muito elevada. Estado intermediário entre agregado compactado e não compactado, com duas possibilidades:(1) Estado (µΔ): agregado que estão em processo de compactação, mas que ainda guardam predominante as características do estado não compacto µ sobre as características do estado compacto Δ (definidos acima); (2) Estado (Δµ): agregados que estão bem compactos, mas que ainda guardam algumas características do estado não compacto µ (definido acima). Obs.: Durante a análise do perfil cultural, se forem observados volumes de solo com problema de hidromorfia, volume com concentração de matéria orgânica ou resultante de atividades biológica, estes devem ser indicados com a seguinte simbologia: h para indicar hidromorfia; b para indicar atividade biológica; e mo para indicar matéria orgânica. Amostras de solo foram coletadas seguindo o critério de Santos et. al. (2005) para a realização da análise de condutividade hidráulica, densidade do solo, densidade de partícula e porosidade total proposta pela EMBRAPA (1997). A condutividade hidráulica consiste em avaliar a velocidade com que a água se movimenta através do solo. Amostras saturadas são colocadas em permeâmetro de carga constante, e a medida quantitativa da condutividade hidráulica 2927 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 é obtida através da aplicação da equação de Darcy após 7 - 8 horas, ou quando os valores atingem a estabilidade. K = Q x L / A x H x t (cm/h) K = condutividade hidráulica em cm/h. Q = volume do percolado em ml, ou seja, o valor da última leitura quando não há variação entre os valores anteriores, ou a média das duas leituras quando há alguma variação. L = altura do bloco do solo em cm. H = altura do bloco do solo e da coluna em cm. A = área do cilindro em cm². t = tempo em horas. A densidade aparente do solo consiste em colocar os anéis de aço com o volume de solo coletado no campo, na estufa a 105° por 24 horas, após esfriar pesar. DS (g /cm³) = a / b a = peso da amostra seca a 105ºC (g) b = volume do anel ou cilindro (cm³) A porosidade total determina o volume de poros totais do solo ocupado pela água e ar. P = 100 (a - b) / a a = densidade real b = densidade aparente A quantidade de macronutrientes foi determinada pelos processos a seguir: Extratores: KCl 1 mol.L-1 (Ca, Mg, Al); Cloreto de Bário a quente (Boro); Acetato de Amônio-Ácido Acético (Enxofre); Mehlich 1 (P, K, Cu, Fe, Mn, Na, Zn); Carbono (C); Walkley Black. RESULTADOS E DISCUSSÕES Através desse estudo procurou diagnosticar a influencia da estrutura física sobre as condições químicasdo solo utilizado na cultura de cana-de-açúcar, 2928 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 comparando com o mata nativa, levando em conta os efeitos da compactação provocada pelo uso de máquinas agrícola. O solo sob vegetação nativa, caracterizado por estar sob condições naturais apresentou um volume de aproximadamente 0,5 cm de espessura composta por material orgânico em via de decomposição. Imediatamente abaixo desta camada orgânica foi encontrado um volume de solo solto de aproximadamente 2,0 cm de espessura com textura arenosa derivado do escoamento superficial que se instala no local devido à declividade apresentada. Abaixo do volume de solo solto o perfil apresentou o horizonte A com profundidade variando entre 10 e 20 cm com transição difusa para o horizonte B que seguiu até aproximadamente 80 cm (Figura 1). A descrição morfológica detalhada do perfil cultural é apresentada na Tabela 1. Os resultados das análises das condições físicas do solo sub floresta esta representada na Tabela 2. 2929 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Figura 1: Perfil cultural do solo sub Floresta. 2930 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Tabela 1: Caracterização morfológica dos perfis do solo sub mata nativa. Horizonte Cor Textura Porosidade Ativ.biológica Estrutura A 5YR-3\3 arenosa Forte- Forte presença de raízes e NAM / µ tubular formigas Forte - Forte presença de raízes e tubular formigas B 2,5YR-3\6 arenosa UF / NAM / µ Tabela 2: Análises física do solo sub mata nativa. Horizonte Cond. Hidráulica (mm/h) Dens. Solo (g/cm²) Dens.Partícula (g/cm²) Porosidade total (%) Perfil Local Classe de solo 1 Vegetação latossolo arenoso A 188,64 1,293 2,597 50,23 1 Vegetação latossolo arenoso B 39,14 1,578 2,381 33,72 As análises das condições físicas desse solo mostrou que a maior densidade (1,578 g/cm²) apresentado pelo horizonte B proporcionou uma menor porcentagem de porosidade (33,72%) e consequentemente uma menor capacidade de condutividade hidráulica (39,14 mm/h), estes fatos se justificam pela pressão exercida pelo peso natural do volume do horizonte A sobre o horizonte B. O horizonte A por estar mais próximo da superfície apresentou características físicas superiores ao B, a densidade de 1,293 g/cm² contribuiu para a manutenção da porosidade em 50,23%, o que proporcionou a instalação de fluxo hídrico de 188,64 mm/h. A espacialização desses dados (Figuras 2, 3 e 4) contribui para a visualização das dinâmicas internas destes volumes de solo no que tange as principais propriedades físicas analisadas. 2931 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Figura 2: Densidade global do solo (g/cm²) sub floresta. Figura 3: Porosidade total do solo (%) sub floresta. Figura 4: Condutividade hidráulica (mm/h) solo sub floresta. 2932 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Os resultados obtido com as analises química para a determinação dos nutrientes do solo é apresentado na Tabela 3: Tabela 3: Analises química do solo sub mata nativa. Horizonte P-1 cmolc dm¯³ H⁺ + Al³ Al³⁺ Ca²⁺ Mg²⁺ K⁺ Mg dm¯³ g dm¯³ P C pH H₂O CaCl₂ A 1,94 0,00 4,06 1,47 1,33 30,31 6,62 6,84 5,73 B 1,76 0,00 0,91 0,69 0,20 17,24 6,92 6,92 5,81 A partir da observação da tabela 3 é possível constatar uma maior concentração de nutrientes como o Ca²⁺, Mg²⁺, K⁺ e P no horizonte A mais próximo da superfície, isto se deve principalmente ao fato de que a matéria orgânica reposta pela vegetação se decompõe se e se distribui com mais facilidade ao longo deste horizonte contribuindo assim para a reposição nutricional do solo. Esta distribuição dos elementos químicos do solo ao longo do perfil esta representado na Figura 5 a seguir. Figura 5: Espacialização dos elementos químicos do solo sub floresta. No solo utilizado com a cultura da cana-de-açúcar, o horizonte A se estendeu até aproximadamente 28 cm de profundidade, neleforam identificado quatro camadas diferenciadas de acordo como grau de compactação; essa quantidade 2933 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 de camadas se deve principalmente a pressão exercida peso das maquinas agrícolas bem como quantidade do transito das mesmas sobre a superfície. Logo abaixo dessas camadas se encontra o horizonte B, subsuperficial, que também recebeu influência das ações do manejo sobre o horizonte A. Junto a superfície foi identificado uma camada de aproximadamente 1 cm de espessura de solo solto proveniente de erosão laminar do solo, logo abaixo foram separado de acordo com o grau de compactação as camadas composta por AP-1, AP-2 AP-3, AP- e B (Figura 6). A descrição morfológica detalhada da Tabela 4. 2934 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Figura 6: Perfil cultural do solo sub Floresta. 2935 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 2936 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Tabela 4: Caracterização morfológica dos perfis do solo sub cultivo da cana-de-açúcar. Horizonte Cor Textura Porosidade Atividade biológica Estrutura AP-1 5YR-3\2 arenosa Pequena Presença de raízes. poucas UF fissural formigas µ Pequena Presença de raízes. poucas UF fissural formigas µΔ Pequena Presença de raízes. poucas UF fissural formigas µ Pequena Presença de raízes. poucas UF fissural formigas Ø Pequena Presença de raízes. poucas NAM fissural formigas AP-2 5YR-3\3 AP-3 5YR-4\4 2,5YR-4\8 arenosa 5YR-4\4 5YR-6\6 arenosa 2,5YR-3\6 arenosa AP-4 B arenosa Os resultados das análises das condições físicas do solo sub cultura de cana-de-açúcar estão representada na Tabela 5. Tabela 5: Análise física do solo sub cultivo de cana-de-açúcar. Horizonte Cond.Hidráulica (mm/h) Dens. Solo (g/cm²) Dens.Partícula (g/cm²) Porosidade total (%) Perfil Local Classe de solo 2 cana de açúcar latossolo arenoso AP-1 15,59 1,599 2,469 35,22 2 cana de açúcar latossolo arenoso AP-2 14,22 1,597 2,469 35,32 2 cana de açúcar latossolo arenoso AP-3 1,52 1,723 2,469 30,21 2 cana de açúcar latossolo arenoso AP-4 5,62 1,645 2,469 33,37 2 cana de açúcar latossolo arenoso B 1,33 1,777 2,500 28,93 As análises das condições físicas desse solo mostrou que as maiores densidades apresentada pelos volumes de solo AP-3, AP-4 e B (1,723, 1,645 e 1,777 g/cm² respectivamente) conferiram-lhes menores porcentagens de porosidade total (30,21, 33,37 e 28,93% respectivamente) e consequentemente uma menor capacidade 2937 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 de condutividade hidráulica (1,52, 5,62 e 1,33 mm/h respectivamente), estes fatos se justifica pela pressão exercida pelo peso das maquinas que transitam pelo solo durante o manejo da cultura. Como esse peso se concentra nas entrelinhas a compactação e consequentemente a densidade é maior nestas regiões do perfil, assim como será maior no horizonte B subsuperficial devido a profundidade em que se encontra impedir o seu revolvimento mecânico durante o cultivo da cana-de-açúcar, nas camadas próximas da superfície que são revolvidas anualmente as condições físicas são melhores. Com o aumento da densidade do solo em subsuperficie foi possível presenciar o desencadeamento de desequilíbrio das demais características físicas do solo analisada. O volume de solo AP-1 e AP-2 por localizar-se mais próximo da superfície recebe maior influencia do manejo agrícola, consequentemente suas propriedades físicas estão muito modificada quando comparada ao estado natural sub vegetação nativa, mas devido ao revolvimento anual pelo cultivo da cana ela apresentou melhores condições físicas que os volumes imediatamente abaixo. A densidade do dolo nesses dois volumes foi respectivamente 1,599 e 1,597g/cm² o que conferiu aos volumes uma porosidade total de 35,22 e 35,32% contribuindo para a instalação do melhor fluxo hídrico de todo o perfil 15,59 e 14,22mm/h respectivamente. Estes fluxos hídricos encontrados no perfil de cana de açúcar se mostraram irregular dentro do horizonte A com variação na ordem de 117% se comparado o mais alto (15,59 mm/h AP-1) e o menor (1,52 mm/h AP-3). Esta distribuição irregular dentro de um mesmo horizonte contribui para demonstrar os efeitos que o manejo agrícola impõe ao solo. Esses efeitos não são perceptíveis apenas quando se compara um perfil cultivado com um sub vegetação nativa, mais se apresenta quando se compara diferentes volumes de solo presente em um mesmo perfil. Através da espacialização desses dados (Figuras 7, 8 e 9) ao longo do perfil do solo fica evidente a alteração da dinâmica física. 2938 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Figura 7: Densidade global do solo (g/cm²) sub cana-de-açúcar. Figura 8: Porosidade total do solo (%) sub cana-de-açúcar. Figura 9: Condutividade hidráulica (mm/h) solo sub cana-de-açúcar. 2939 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Os resultados das analises química para a determinação dos nutrientes do solo é apresentado na Tabela 6 a seguir: Tabela 6: Analises química do solo sub cana-de-açúcar. Horizonte P-1 cmolc dm¯³ H⁺ + Al³ Al³⁺ Ca²⁺ Mg²⁺ K⁺ Mg dm¯³ g dm¯³ P C pH H₂O CaCl₂ AP-1 1,52 0,00 2,50 1,34 0,37 31,66 7,01 6,68 5,85 AP-2 1,51 0,00 2,70 1,40 0,23 24,61 3,94 6,78 5,88 AP-3 1,52 0,00 2,02 1,48 0,06 11,38 3,72 6,90 5,91 AP-4 1,52 0,00 2,47 1,60 0,17 10,68 3,89 6,91 5,90 B 3,36 0,00 0,60 0,72 0,11 4,02 3,11 6,98 5,91 A partir da observação da tabela 6 é possível constatar que a distribuição de nutrientes como o Ca²⁺,Mg²⁺, K⁺ ePao longo do perfil esta relacionado com as condições físicas do solo. Os maiores valores de P se encontra nos volumes AP-1 e AP-2 (31,66 e 24,61Mg dm¯³ respectivamente) e os piores valores nos volumes AP-3, AP-4 e B (11,38, 10,68 e 4,02Mg dm¯³ respectivamente), esta realidade se aplica aos outros nutrientes, essa distribuição irregular coincide com os dados de condições física do solo (Figura 10). Figura 10: Espacialização dos elementos químicos do solo sub cana-de-açúcar. 2940 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Onde o solo apresenta melhores condições de densidade, porosidade e consequentemente condutividade hídrica, melhor é a distribuição dos nutrientes, e onde o solo apresenta os piores indicadores dessas condições pior são também as condições químicas. Deve-se ressaltar também que a maior concentração de nutrientes nos perfis coincidentes com as entrelinhas do plantio da cana-de-açúcar se deve ao fato de ser neste local que depositam os fertilizantes químicos provenientes das correções do solo. Como as condições físicas do solo principalmente as ligada a compactação não permite o fluxo hídrico no interior dos perfis, o fertilizante aplicado não apresenta mobilidade, ficando muitas vezes em regiões onde as raízes das plantas não atingem devido a resistência a penetração apresentada pelo. A realidade presenciada pelo P e a mesma a todos os outros nutrientes naturais do solo e os artificiais aplicado no momento do cultivo da cana-de-açúcar, como o Ca²⁺, Mg²⁺, K⁺. Esses dados mostram a importância da utilização de manejos que visem a menor compactação do solo bem como a manutenção de suas propriedades físicas. 2941 http://6cieta.org São Paulo, 8 a 12 de setembro de 2014. ISBN: 978-85-7506-232-6 Com a alteração das condições físicas do solo principalmente as ligada à capacidade de condutividade hídrica vários outros fatores são afetados uma vez que com o truncamento dos fluidos nas camadas subsuperficiais principalmente a aproximadamente 20 cm como foi constatado nos perfis contribui para acelerar o escoamento horizontal no interior do solo gerando erosões e perda de matéria tanto de solo como de nutrientes, gerando assim prejuízo tanto ambientais quanto econômicos. CONSIDERAÇÕES FINAIS O manejo agrícola altera substancialmente as propriedades físicas e químicas do solo quando é realizada de forma incorreta. O principal impacto decorre do uso intensivo de maquinas de grande porte sob condição inadequada de umidade o que contribui para gerar compactação. Juntamente com a compactação é desencadeada uma série de outros impactos, como o aumento da densidade, a diminuição da porosidade e conseqüentemente da condutividade hidráulica. Com a redução da condutividade hidráulica do solo os nutrientes depositados através da fertilização ficam imobilizados e inacessíveis as raízes das plantas, minimizando os ganhos em produtividade. Além da imobilização dos nutrientes pela diminuição dos fluxos hídricos no interior do solo, o aumento da compactação gera um aumento da resistência do solo a penetração das raízes das plantas deixando-as mais suscetíveis à secas prolongadas e desnutrição uma vez que o volume de solo explorado se torna invariavelmente menor. REFERÊNCIAS BORGES, E. N.; NOVAIS, R. F.; FERNANDEZ, B.; BARROS, N. F. Respostasdevariedades de soja á compactação de camadas de solo. Revista ceres. 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A compactação gera a diminuição da porosidade, que por sua vez reflete sobre a capacidade de condutividade hidráulica, alterando a distribuição dos nutrientes ao longo do perfil do solo e acelerando os processos de escoamento superficial da água gerando erosões principalmente em solos com poucas estabilidades estruturais. Assim o fertilizante depositado no solo não é aproveitado pelas plantas quando a densidade está elevada, pois a raiz encontra impedimento para seu desenvolvimento e crescimento até o local onde encontra o fertilizante, e o mesmo torna-se imóvel no solo uma vez que a água que o distribuiria ao longo de todo o perfil do solo é impedida de circular uniformemente, ou muitas vezes a quantidade que percola é insuficiente. Palavras-chave: compactação; perfil cultural; cana-de-açúcar. 2944