UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO ENGENHARIA AMBIENTAL Missão: “Formar Profissionais capacitados, socialmente responsáveis e aptos a promoverem as transformações futuras” AVALIAÇÃO DE TRÊS DIFERENTES MEIOS DE CULTURA PARA A QUANTIFICAÇÃO DE MICRORGANISMOS DO SOLO EM SISTEMA DE PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL NAIARA NANDI FONTANA Foz do Iguaçu - PR 2010 I NAIARA NANDI FONTANA AVALIAÇÃO DE TRÊS DIFERENTES MEIOS DE CULTURA PARA A QUANTIFICAÇÃO DE MICRORGANISMOS DO SOLO EM SISTEMA DE PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica das Cataratas (UDC), como requisito para obtenção do grau de Engenheiro Ambiental. Prof(a). Orientador(a): Ms Cristina de Oliveira Laurindo Foz do Iguaçu – PR 2010 Marlene II TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS AVALIAÇÃO DE TRÊS DIFERENTES MEIOS DE CULTURA PARA A QUANTIFICAÇÃO DE MICRORGANISMOS DO SOLO EM SISTEMA DE PLANTIO DIRETO E PLANTIO CONVENCIONAL TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL Acadêmico(a): Naiara Nandi Fontana Orientadora: Ms Marlene Cristina de Oliveira Laurindo Nota Final Banca Examinadora: Prof(ª). Ms. João Benatto Junior Prof(ª). Dr Handrey Araujo Foz do Iguaçu, 30 de novembro de 2010. 3 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a minha família, que ao longo de minha vida me apoiou e me proporcionou oportunidades de crescimento pessoal sempre incentivando e apoiando minhas decisões e pelo amor, carinho, que sempre me dedicaram e por tudo que hoje sou. 4 AGRADECIMENTOS A Deus, por ter me dado essa oportunidade, por nunca ter me deixado fraquejar, mesmo nos momentos de maior agonia, e enfim, agora, concretizá-la. Aos meus pais, Neri e Neide pelo incentivo, pela compreensão e, principalmente por acreditar que eu sou capaz, por estarem sempre ao meu lado, pelo apoio sentimental e por estarem sempre disponíveis a ajudar, acreditando que o bem maior que poderiam me deixar era o conhecimento. As minhas irmãs, Nailane e Nalívia, pelo incentivo e apoio nas horas necessárias. A minha orientadora Profª Msc Marlene Cristina de Oliveira Laurindo, pelo estimulo e atenção que me concedeu durante o curso e pela colaboração e dedicação na construção deste trabalho. Ao coordenador do curso Prof. Martin Engler, pelo apoio e incentivo sempre. Ao meu amigo André Vieira, pelo companheirismo e lealdade sem igual, construídos nestes cinco anos de convivência. Ao Ronaldo e Clóvis, que me auxiliaram sempre que necessário nas analises de laboratório. Ao Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR , por terem cedido os meios de cultura e informações para que este trabalho fosse concretizado. A Cooperativa Agroindustrial Lar, por ter fornecido informações que vieram a somar conhecimento ao trabalho. Enfim, a todos que de alguma forma contribuíram para a formação do meu caráter. 5 Não espere um sorriso para ser gentil; Não espere ser amado para amar; Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado; Não espere ficar de luto para reconhecer quem hoje é importante em sua vida; Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar; Não espere a queda para lembrar-se do conselho; Não espere a enfermidade para perceber o quanto é frágil a vida; Não espere pessoas perfeitas para então se apaixonar; Não espere a mágoa para pedir perdão; Não espere a separação para buscar reconciliação; Não espere a dor para acreditar em oração; Não espere elogios para acreditar em si mesmo; Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado; Não espere o eu te amo,para dizer eu também; Não espere o dia da sua morte para começar a amar a vida; (AUTOR DESCONHECIDO) 6 FONTANA, Naiara Nandi. Avaliação de três meios de cultura para a quantificação de microrganismos em plantio direto e plantio convencional. Foz do Iguaçu, 2010. Projeto de Trabalho Final de Graduação - Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO O solo é um recurso natural vivo e dinâmico que condiciona e sustenta a produção de alimentos e regula o ecossistema. Tão importante o seu uso para a agricultura, que maneiras de uso sustentável têm sido utilizadas para avaliar a qualidade do solo sob a crescente atividade antrópica. Os microrganismos têm sido postulados com alto potencial de uso na avaliação da qualidade do solo, pois proporcionam respostas mais rápidas a mudanças no ambiente. Este trabalho foi realizado em propriedade rural no município de Santa Terezinha de Itaipu – PR, onde se quantificou a população de microrganismos do solo em dois sistemas de manejo, plantio direto e plantio convencional. Foram coletados em cada sistema, 10 pontos amostrais, nas profundidades de 0-5 cm e 5-10 cm. Para o levantamento de dados utilizou-se de parâmetros químicos e microbiológicos. Objetivou-se avaliar diferentes meios de cultura para quantificação de bactérias e fungos presentes no solo. Observou-se que a população de fungos e bactérias não diferiu nos dois sistemas de cultivo, mostrando que a alteração na população de microrganismos foi mínima. Os meios de cultura se apresentaram eficientes tanto para bactérias quanto para os fungos.Os principais gêneros de fungos observados foram Mucor sp., Penicillium sp., Rhodotorula sp. ,Aspergillus sp e Candida sp. Palavras-Chave: qualidade do solo - agricultura - sistemas de cultivo 7 FONTANA, Naiara Nandi. Evaluation of three culture media for the quantitation of micro-tillage and conventional tillage. Foz do Iguacu, 2010. Project to Completion of Course Work - Faculdade Dinâmica de Cataratas. ABSTRACT Soil is a living and dynamic natural resource conditions and argues that food production and regulates the ecosystem. So important to its use for agriculture, ways of sustainable use that have been used to assess soil quality under increasing human activity. The microorganisms have been postulated with a high potential for use in evaluating soil quality, as they provide faster responses to changes in environment. This work was carried out in rural area of Santa Terezinha de Itaipu PR, which quantified the population of soil microorganisms in two tillage systems, tillage direct and conventional tillage. Were collected in each system, 10 sampling points at 0-5 and 5-10 cm. For the survey data was used for chemical and microbiological parameters. The objective was to evaluate different culture media for quantification of bacteria and fungi in the soil. It was observed that the population of fungi and bacteria didn´t differ in the two farming systems, showing that the change in microbial population was minimal. The culture media were presented for both bacteria and efficient for fungi.The main genera of fungi were observed Mucor sp., Penicillium sp. Rhodotorula sp. , Aspergillus sp and Candida sp. Keywords: soil quality - agriculture - farming systems. 8 SUMÁRIO RESUMO..................................................................................................................... 6 ABSTRACT................................................................................................................. 7 LISTA DE FIGURAS ................................................................................................... 9 LISTA DE TABELAS ................................................................................................ 10 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11 1.1 OBJETIVO GERAL ......................................................................................... 12 1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS................................................................................ 12 2 REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................. 13 2.1 O SOLO .............................................................................................................. 13 2.1.1 O Material de Origem ....................................................................................... 14 2.1.2 Matéria Orgânica .............................................................................................. 14 2.2 MICRORGANISMOS DO SOLO .......................................................................... 15 2.2.1 Bactérias .......................................................................................................... 16 2.2.2 Fungos ............................................................................................................. 17 2.3 FATORES QUE INFLUENCIAM A MICROBIOTA DO SOLO ............................ 18 2.4 QUALIDADE DO SOLO ...................................................................................... 20 2.4.1 Contaminantes do Solo .................................................................................... 21 2.5 SISTEMAS DE CULTIVO .................................................................................... 22 2.5.1 Plantio Convencional ........................................................................................ 22 2.5.2 Plantio Direto .................................................................................................... 23 3 MATERIAL E MÉTODOS ...................................................................................... 24 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO .................................................... 24 3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................ 25 3.3 COLETA DAS AMOSTRAS ................................................................................. 27 3.4 PARÂMETROS ANALISADOS ............................................................................ 28 3.4.1 Análises Microbiológicas .................................................................................. 29 3.4.2 Potencial Hidrogeniônico (pH) .......................................................................... 30 3.4.3 Temperatura ..................................................................................................... 30 3.4.4 Índice Pluviométrico ......................................................................................... 30 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 31 4.1 ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS ........................................................................ 31 4.1.2 Gêneros de Fungos Encontrados ..................................................................... 33 4.2 POTENCIAL HIDROGENIÔNICO (PH) ................................................................ 34 4.3 TEMPERATURA ................................................................................................. 35 4.4 INDICE PLUVIOMÉTRICO .................................................................................. 36 FIGURA 8: PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA ...................................................... 36 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 39 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Localização do município de Santa Terezinha de Itaipu – Paraná ............. 24 Figura 2: Localização do Sitio Angelo Fontana e Área Experimental ........................ 25 Figura 3: Visão superficial das características do solo sob plantio convencional ...... 26 Figura 4: Visão superficial das características do solo sob plantio direto .................. 26 Figura 5: Ponto de coleta das amostras na parcela 1 e parcela 2 ............................. 27 Figura 6: Ponto de coleta das amostras .................................................................... 28 Figura 7: Temperatura média no período de 24 horas .............................................. 35 Figura 8: Precipitação pluviométrica ......................................................................... 36 10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Meios de cultura utilizados nas análises microbiológicas ......................... 29 Tabela 2 - Valores médios da quantificação de UFC de bactérias ............................ 31 Tabela 3 - Valores médios da quantificação de UFC de fungos................................ 32 Tabela 4 - Gêneros de fungos encontrados nos dois sistemas de cultivo ................ 34 Tabela 5 : Valores de pH nos diferentes sistemas de cultivo .................................... 34 11 1 INTRODUÇÃO O solo abriga uma grande diversidade de microrganismos que fazem parte da população microbiana do solo. Conhecer e quantificar esses microrganismos é de suma importância para se entender a dinâmica da microbiota. Para Mendes e Junior (2010) o desafio para a agricultura do século XXI é buscar o equilíbrio entre uma equação que envolve o aumento da produtividade de alimentos e o mínimo impacto ambiental. Nesse contexto, a manutenção e melhoria da saúde do solo merecem enfoque especial, pois é uma relação importante entre as práticas agrícolas e a sustentabilidade ambiental. A grande limitação para quantificar esses microrganismos representados principalmente por bactérias e fungos é escolher meio de cultura ideal, uma vez que a população no solo é oscilante. Esse trabalho avalia dois sistemas de cultivo, sistema de plantio direto e convencional para identificar possíveis alterações na população de fungos e bactérias do solo, uma vez que as diferentes técnicas de manejo alteram a estrutura do solo, acúmulo de matéria orgânica e aeração. Essas alterações podem favorecer ou inibir os microrganismos. O sistema de plantio direto vem sendo abordado como uma técnica de cultivo conservacionista, que tem como base o não revolvimento do solo, mantendoo sempre coberto por resíduos vegetais e plantas. Esta técnica proporciona maior disponibilidade de matéria orgânica e teores mais elevados de umidade, criando as condições favoráveis para a atividade dos microrganismos. Já no sistema de plantio convencional, o solo passa por sucessivas operações de gradagens e arações, que realizadas com alta frequência promovem significativa perturbação na dinâmica da matéria orgânica, podendo desencadear processos erosivos e perda da qualidade do solo afetando a microbiota. Os efeitos dos sistemas de preparo do solo têm influência de forma direta a biota do solo e os processos realizados por ela. Os microrganismos juntamente com a fauna, podem ser utilizados como biondicadores, pois estão relacionados ao funcionamento do solo, podendo detectar mudanças sutis nas propriedades do solo pela introdução de diferentes sistemas de manejo. 12 Considerando o importante papel desempenhado pelos microrganismos em diversos processos que ocorrem no meio ambiente, é necessário estudos quanto a avaliação da qualidade e saúde do solo, quem vem a constituir-se de uma ferramenta para sustentabilidade na agricultura. 1.1 OBJETIVO GERAL Avaliar o desempenho de três meios de cultura para quantificação população de fungos e bactérias em dois sistemas de manejo, sistema de plantio direto e convencional. 1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Identificar os principais gêneros de fungos presentes nas amostras de solo durante e pós- colheita de milho sobre sistema de plantio direto e plantio convencional; - Quantificar a presença de bactérias através de Unidades Formadoras de Colônias (UFC); - Avaliar possíveis alterações na dinâmica microrganismos do solo em função do sistema de manejo populacional dos 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 O SOLO O solo é um componente crítico na biosfera terrestre, funcionando não somente no sistema de produção agrícola mas também na manutenção da qualidade ambiental com efeito local e regional. Como também pode ser caracterizado como um corpo natural organizado, vivo e dinâmico que desempenha inúmeras funções no ecossistema terrestre (REINERT, 1993 apud PRADE, 2006). Segundo Doran e Liebig (1996) o solo como um sistema natural, regula a produção de alimentos e fibras e o balanço global do ecossistema, além de servir como meio para o crescimento vegetal, através do suporte físico, disponibilidade de água, nutrientes e oxigênio para as raízes. Entre os principais, componentes do solo Araújo e Monteiro (2007) citam que estão inclusos os minerais inorgânicos e partículas de areia, silte e argila, formas estáveis de matéria orgânica derivadas da decomposição pela biota do solo, e a própria biota, composta por minhocas, fungos, bactérias, algas e nematóides. Devido ao crescimento populacional e a crise de alimentos no mundo, o manejo intensivo do solo, a monocultura e o uso de pesticidas e fertilizantes tornaram-se práticas comuns para o aumento da produção agrícola. A utilização destas práticas tem ocasionado perda de matéria orgânica do solo, erosão, contaminação das águas subterrâneas, além dos prejuízos a microbiota e seus processos bioquímicos (ARAÚJO e MONTEIRO, 2007). De maneira geral pesquisadores e a sociedade, possuem maior embasamento sobre os conceitos de qualidade do ar e da água, além disso, sabem como o uso inadequado destes recursos pode afetar a saúde humana e ao meio ambiente. Entretanto a despeito da importância do solo para a humanidade é recente o interesse pela qualidade do mesmo, datando o final da década de 1980 e inicio da década de 1990 (MENDES e JUNIOR, 2010). 14 2.1.1 O Material de Origem Os solos são originados de diferentes minerais provenientes do seu material de origem. Esses minerais possuem uma grande variedade na composição química e ampla faixas de taxas de intemperismo (TROEH e THOMPSON, 2007). O solo tropical é um ecossistema diferente que, por natureza, se fundamenta em sua agregação muito boa devido a riqueza de sexióxidos, recupera a bioestrutura e com o isso a possibilidade de enraizamento maior, aumentando o reabastecimento (PRIMAVESI, 2002). 2.1.2 Matéria Orgânica A matéria orgânica do solo segundo Oades (1989) apud Silva et. al. (2001) pode ser considerada como resíduos de plantas e animais decompostos. Também como organismos vivos, que variam consideravelmente em estabilidade, susceptibilidade ou estágio de alteração (MAGDOFF, 1992 apud SILVA, 2001 ). No solo a matéria orgânica é acumulada por meio da biomassa e detritos orgânicos. Em ecossistemas equilibrados os níveis de matéria orgânica são determinados pelo balanço da produção da biomassa. Quando esse balanço é rompido por práticas agrícolas e mudanças de cultivo, os conteúdos de matéria são modificados (EMBRAPA, 1997). A matéria orgânica do solo apresenta-se como um complexo sistema de substâncias carbônicas, cuja dinâmica é mantida pela contínua renovação de resíduos orgânicos de diversas naturezas e por transformação, sob ação de fatores edáficos, climáticos, biológicos, químicos e físicos, que são processos de estabilização do húmus em função de aspectos quantitativos e qualitativos detectados no ecossistema (FILHO e SILVA, 2003). Segundo Reynolds (1990) apud Guerra (1991) uma parte considerável da matéria orgânica do solo é formada por raízes e microrganismos que pela extensão das atividades humanas tende a acelerar as mudanças do teor de matéria orgânica, e os sistemas agrícolas deveriam manter o teor de matéria à medida que fosse 15 viável em termos econômicos e práticos. O teor de matéria orgânica é um dos principais termômetros para medir a sustentabilidade das práticas agrícolas no solo, pois ele atua fundamentalmente sobre a composição química do solo, determinando a eficiência da utilização dos corretivos de solo e fertilizantes, afetando diretamente os rendimentos das culturas ao longo do tempo (BOAS e GARCIA, 2007). Ainda,Vieira e Nahas (2000) afirmam que a maior quantidade de matéria orgânica se concentra nas camadas superiores onde a atividade microbiana é maior. Segundo Baldani et. al (2000) os principais decompositores de matéria orgânicas são os fungos da classe dos Basidiomicetos, que são capazes de decompor a celulose e a lignina, enquanto as bactérias participam da fração solúvel como as proteínas, sendo incapazes de decompor a lignina. 2.2 MICRORGANISMOS DO SOLO Toda vida terrestre, baseia-se no fato de que a planta verde é capaz de formar açúcares, amidos, proteínas e gorduras a partir da água, gás carbônico e minerais em presença de luz. Para que o que esteja morto seja removido existem os microrganismos que decompõem o alimento e faça com o ciclo se reinicie (PRIMAVESI, 2002). Segundo Mendes e Junior (2010) os microrganismos representam cerca de 60 % a 80 % da fração viva e mais ativa da matéria orgânica do solo que constitui, por sua vez, o principal componente de fertilidade dos solos. Esses juntamente com a fauna e as raízes das plantas, constituem a fração viva da matéria orgânica do solo e podem ser utilizados como indicadores biológicos ou bioindicadores, pois estão inter- relacionados com os componentes físicos e químicos Segundo Verona (1966) apud Primavesi (2002) os microrganismos existem em grande quantidade, onde em uma colher de chá são encontrados de 100 a 200 milhões de micróbios. A velocidade de multiplicação depende das condições do meio em que vivem. Temperaturas elevadas, riquezas minerais, umidade e matéria orgânica contribuem para o processo. 16 Os organismos importantes para nossas culturas e nosso solo dependem da matéria orgânica, seja em forma de folhas mortas, de palha, de raízes, de estrume, de excreções radiculares. Por isso o solo esta cheio de alimento, com alto poder enzimático (PRIMAVESI, 2002). Em condições ideais, a microbiota do solo permite que os nutrientes sejam liberados para a nutrição das plantas. A diminuição da microbiota do solo prejudica a fixação temporária dos nutrientes, incrementando perdas e resultando no empobrecimento do solo (FERNANDES e ANDREOLA, 2007). Para Araújo e Monteiro (2006) a atividade biológica é altamente concentrada nas primeiras camadas de solo, na profundidade de 1 a 30 cm. Nestas camadas, o componente biológico consiste principalmente de microrganismos que realizam diversas funções essenciais para o funcionamento do solo. Segundo Doran e Parkin (1994) uma ferramenta que vem a auxiliar na avaliação da qualidade do solo é a utilização de bioindicadores como os microrganismos, pois estes podem detectar mudanças sutis nas propriedades dos solos sob a introdução de diferentes tipos de manejo. Pfufler et al. (2006) estudando a dinâmica da população microbiana sob sistema de plantio direto e convencional encontrou resultados para a população microbiana ao redor de 10 7 para bactérias e 10 5 para fungos, afirmando que a população de microrganismos não foi afetada pelos diferentes sistemas de manejo. Já Albuquerque et al. (2010) avaliando a população de microrganismos em diferentes rotações de cultura sob plantio direto nos Campos Gerais do Paraná, encontrou o número médio de UFC na ordem de 10 4 .Sendo maior o número de bactérias, seguido por actinomicetos e fungos. Estes dados estão de acordo com os encontrados por Cattelan e Vidor (1990), trabalhando com diferentes sistemas de culturas no sul do Brasil. 2.2.1 Bactérias As bactérias são organismos unicelulares, sendo a maioria apresentada sobre a forma esférica ou cilíndrica, ou ainda, em espiral. São considerados os menores e mais simples seres vivos independentes (TROEH e THOMPSON, 2007). 17 As maiores concentrações ocorrem nos horizontes superficiais decorrente das condições favoráveis de calor e umidade, aeração, disponibilidade de nutrientes. Em regiões subtropicais, em condições adequadas de umidade, as populações atingem o nível máximo no inicio do verão ou no outono (BRADY,1983). Para Moreira et al. (2002) a população bacteriana é estimada em aproximadamente 10 8 e 10 9 unidades g -1 de solo, que pode variar segundo a técnica de contagem empregada e o tipo do solo. No solo estima-se que existam mais de 800 espécies de bactérias, sendo que a maior parte pertence a ordem Eubacteriales, que habitam as camadas superficiais, principalmente em partículas orgânicas por ocasião de degradação da serrapilheira e na rizosfera. As bactérias de maior ocorrência no solo pertencem aos gêneros: Pseudomonas, Bacillus, Arthrobacter, Achromobacter, Flavobacterium, Xanthomonas e Micrococus, além dos menos representativos, mas de grande importância ao ecossistema:Nitrosomonas,Nitrobacter,Ferrobacillus,Thibacillus,Hidrogenomas,Dess ulfovibrio,Methanoobacillus,Carboxidomonas,Rhizobium,Bradyrhizobium,Prosponia, Azospirillum,Beijerinckia,Azotomonas,Derxia e outros gêneros de vida livre no solo (BRANDÃO,1992). Segundo Brady (1983) as diversas condições do solo influem no crescimento das bactérias, sendo uma das mais importantes o suprimento de oxigênio e de umidade, temperatura, quantidade e natureza do substrato. 2.2.2 Fungos Os fungos variam em tamanho, desde os microscópicos até os grandes e visíveis a olho nu, tais como os cogumelos. Especialmente em solos ácidos , os fungos contribuem com maior peso a matéria orgânica do solo, se comparado a outros microrganismos (GRANT e LONG,1989). Os fungos podem suportar melhor as condições de baixo pH quando comparados as bactérias. Além disso, acredita-se que os fungos são mais eficientes na utilização do substrato do carbono, sendo os decompositores dominantes dos estágios iniciais da degradação da serrapilheira (BALDANI et al , 2000). O habitat preferencial dos fungos é o de solos ácidos, onde há menor 18 competição, já que bactérias e actinomicetos são favorecidos por pH neutro e alcalino. Podem ocorrer em solos com pH 2,0 e 9,0 ,dependendo da espécie(PRIMAVESI, 2002). Segundo Garassini (1967) os fungos se encontram nos solos muito difundidos, muitos deles vivendo de forma temporária ou permanente. São abundantes na época de maior temperatura e é possível que a fermentação espontânea, dessa forma que vivem nos solos e logo são transportados pelo vento e terra. Sua função no solo é desempenhar um papel muito importante na transformação da matéria orgânica. Os fungos também são encontrados no solo, em geral, em densidades populacionais abaixo das bactérias e actinomicetos, variando de 10 4 e 10 6 unidades g-1 do solo, contribuindo em geral com a maior parcela da biomassa microbiana (DIONISIO, 1996). Segundo Horn ( 2007) apud Fraga et al (2010), seus estudos afirmam que o gênero Apergillus , é encontrado com maior freqüência em ambientes agrícolas de ciclo curto. Para Brandão (1992) a umidade ideal para a população de fungos encontra-se na faixa de 60% e 70% da capacidade de campo, são aeróbios e resistentes e elevadas pressões de CO2. Para Sales et al. (2007), avaliando a pluviosidade comprovou que a mesma tem participação fundamental no desenvolvimento bacteriano no solo, pois gera um micro-ambiente favorável a esses microrganismos. 2.3 FATORES QUE INFLUENCIAM A MICROBIOTA DO SOLO 2.3.1 Potencial Hidrogeniônico (pH) A modificação do pH pode ativar ou quase inativar as enzimas dos microrganismos. Uma calagem do solo, que eleva o pH, ou uma adubação amoniacal, que baixa o pH pelos processos de nitrificarão, tem influência muito grande sobre a microvida (GRANT e LONG,1989). 19 O pH ainda age sobre a disponibilidade ou fixação de minerais nutritivos. Nem todos os microrganismos podem mobilizá-los por isso sentem a reação no solo. Pode-se dizer que, em solos com pH 5 a 6 , a maioria dos microrganismos benéficos as culturas, tem suas enzimas ativas (PRIMAVESI, 2002). Maia (2003), avaliando os atributos microbiológicos de um solo sob diferentes manejos de cobertura vegetal, relatou que o pH não pode ser considerado como fator isolado para explicar resultados encontrados em análises microbiológicas realizadas nas diferentes épocas e profundidades. 2.3.2 Temperatura Segundo Fancelli (2003), a grande maioria dos microrganismos se desenvolvem melhor entre 10º e 40ºC. No sistema de plantio direto (PD), a palha diminui a temperatura na superfície do solo, favorecendo as atividades microbianas. Isso aumenta a capacidade de infiltração de água, diminuindo os problemas com erosão. Quanto a temperatura do solo Castro et al. (1993) relatou em determinações realizadas em vasos, que com temperatura ambiente a 48ºC, a 3 cm de profundidade, apontava que no sistema de plantio direto a temperatura de 39ºC, porém no convencional chegava a 48 ºC. 2.3.3 Umidade Em geral, a população microbiana é determinada segundo a distribuição das chuvas e do calor, devido a disponibilização da água no solo, que, ao se unir com o calor, disponibilizam nutrientes para produzir a fitomassa que, posteriormente, contribuirá para o acúmulo de resíduos (SANTOS e CAMARGO,1999). O potencial hídrico no solo possui dois componentes: o componente matricial e potencial osmótico. Estes dois potenciais determinam o estresse que afeta os microrganismos para obter água. Na ausência de água, os microrganismos 20 não se dinamizam, limitando o crescimento e a reprodução ou multiplicação de forma insatisfatória (REICHARDT, 1987). Se a umidade for excessiva, seja por água estagnada ou por irrigação , a maioria dos animais terrícolas morre , sobrevivendo somente umas poucas espécies que possam viver anaerobismo (PRIMAVESI, 2002). Segundo Silva et al. (2004) avaliando o estudo das colônias de fungos bactérias em solos de floresta tropical associada a variação das chuvas , apresenta que a maior incidência de chuvas concorreu para o aumento da população bacteriana , ao inverso ocorrido pelos fungos que sofreram redução. Isto se deve a influência do processo de lixiviação, no qual há a retirada dos componentes do solo. 2.3.4 Ar Um solo compacto não é somente anaeróbio, mas igualmente inadequado para muitos animais, opondo-se as suas migrações necessárias, impedindo assim sua existência. A quantidade de ar deve ser mais ou menos constante e na mesma proporção que a da água, para permitir uma boa aeração da terra. O excesso de água despreza o ar, por isso nas épocas chuvosas os solos alagados se empobrecem e causam inatividade da microflora (GARASSINI, 1967). 2.4 QUALIDADE DO SOLO A qualidade do solo pode ser definida como a capacidade continua do solo de aceitar, estocar, e reciclar água, nutrientes e energia, bem como reter e transformar materiais químicos e biológicos, funcionando como filtro ambiental (JAHNEL et al, 2007). A degradação da qualidade do solo pelo cultivo é manifestada por processos erosivos, redução de matéria orgânica, perda de nutrientes, compactação do solo, redução de populações microbianas de atividades enzimáticas e pH (MELLONI, 2007). 21 A qualidade de qualquer solo depende da sua natureza, que é função dos fatores de formação e da interferência antrópica relacionada ao uso e manejo. Devido a essas características, os microrganismos do solo são considerados como indicadores sensíveis para avaliar o impacto antropogênicos sobre os processos biológicos do solo (JAHNEL et al, 2007). 2.4.1 Contaminantes do Solo 2.4.1.1Pesticidas Segundo Siqueira (1988) o impacto desses produtos sobre o meio ambiente é assunto polêmico. Seus impactos sobre a microbiota do solo e os processos biológicos do solo são dificilmente determinados com precisão, devido a natureza, e respostas adaptativas da comunidade microbiana. A rápida degradabilidade é um dos principais atributos para que um produto não seja poluente. Entretanto, quando sua dissipação é lenta, há acumulação no ambiente, alterando o equilíbrio natural do ecossistema (JAHNEL et al 2007). 2.4.1.2 Fertilizantes Os fertilizantes minerais e o calcário favorecem o desenvolvimento seletivo de microrganismos de forma direta, pela mudança de pH e disponibilização de nutrientes as células dos microrganismos, e de forma indireta pela maior produção vegetal, que acarreta um aumento da atividade rizosférica (SIQUEIRA,1988). Estes, além de atuarem diretamente sobre a planta, podem interferir na incidência de doenças, por causa de seus efeitos indiretos no solo e sua microbiota, alterando a relação patógeno (ROQUE, 2000). 22 2.5 SISTEMAS DE CULTIVO Mediante a aplicação de diferentes sistemas de manejo, é de se esperar, portanto, uma modificação qualitativa e quantitativa na constituição do solo.Diferentes tipos de manejo podem significar diferentes disponibilidades de substrato que em última instância vão determinar, favorecendo ou inibindo, o estabelecimento dos diferentes grupos microbianos (CARDOSO et al., 1992). Segundo Castro et al. (1993) através da avaliação da atividade de microrganismos do solo em diferentes sistemas de manejo de soja, demonstra a não existência de diferenças acentuadas entre os tipos de manejo para os grupos microbianos. Segundo McCalla (1958) apud Meister et al. (2005) a população microbiana em solos cultivados com cobertura morta só é maior que os com cultivo convencional na camada de 2,5 cm e salienta ainda que o curto espaço de tempo em que as parcelas do sistemas foram submetidas em seu estudo , proporcionou pouca mudança na quantidade de bactérias e fungos do solo. 2.5.1 Plantio Convencional O preparo convencional do solo para culturas de grãos e de fileiras envolveu, por muito tempo, arado de disco e grade para preparar o solo para semeaduras. A aração cobre os resíduos da cultura enquanto revolve o colo e produz superfície acidentada e cheia de torrões (TROEH e THOMPSON, 2007). Para Castro et al (1993) o plantio convencional ao promover o enterrio da planta facilita a degradação dos microrganismos, acabando simultaneamente com o substrato, fazendo com que as populações caiam a níveis mais baixos. Quando comparado ao sistema de plantio direto, o plantio convencional em maiores profundidades apresenta microbiota maior, pelo fato da presença das raízes em profundidades tende a se correlacionar com o longo do perfil (BALDINI et al,2000). 23 2.5.2 Plantio Direto Sistema Plantio Direto (SPD) é considerado a mais adequada das tecnologias indicada para produção agrícola no Brasil e regiões tropicais. Pode ser definido como o sistema de produção que tem por fundamento o não revolvimento do solo, a cobertura permanente, e a rotação de culturas já é considerado uma realidade conservacionista para os solos do Brasil (EMBRAPA, 1999). A disponibilidade de nutrientes no solo é normalmente afetada pelas alterações sofridas pelo solo em decorrência das práticas de cultivo e das rotações de culturas adotadas pelos produtores. Nos últimos anos, tem aumentado a área cultivada sob sistema de semeadura direta no Brasil, por ser um sistema mais sustentável com relação à conservação do solo e ciclagem de nutrientes pelas culturas (EMBRAPA, 1988). O principal atributo físico alterado quando se migra no plantio convencional para o direto, é o fato na diminuição de macroporos e aumento de microporos. Isso leva uma maior retenção de água, aumentado a quantidade de microrganismos, resultando em maior acúmulo de matéria orgânica (FERNANDES e ANDREOLA, 2007). Para Franchini (2003) apud Prade et al (2006) ,no sistema de semeadura direta, o suprimento de nutrientes pela decomposição dos resíduos e também a interrupção do ciclo de doenças e o controle de ervas têm sido apresentados como algumas das vantagens pela rotação de culturas e pelo uso de culturas de cobertura no inverno . 24 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O trabalho foi realizado na cidade de Santa Terezinha de Itaipu – PR. O município , situa-se no Oeste Paranaense, tendo como limite ao Norte o Lago de Itaipu, ao Sul, o Parque Nacional do Iguaçu, ao leste São Miguel do Iguaçu e a Oeste Foz do Iguaçu (Prefeitura Municipal de Santa Terezinha de Itaipu,2010). Na Figura 1 é apresentada a localização do município. Figura 1: Localização do município de Santa Terezinha de Itaipu – Paraná Fonte: Adaptado de Google Maps, 2010. Possui uma área de 259 Km² sendo 46,11 Km² de área urbana e 242,003 2 km de área rural . O clima e classificado segundo Koppen, como Cfa, subtropical, com temperatura média no mês mais frio de 18º C, verões quentes, geadas pouco freqüentes e tendência de concentração das chuvas nos meses de verão, contudo sem estação seca definida (IBGE, 2002). O solo que compreende a região Oeste do Paraná é denominado de 25 Latossolo Roxo Distróférrico, apresentando solos profundos e com alta capacidade fértil (EMBRAPA, 1988). O estudo foi desenvolvido no sitio Angelo Fontana, localizado na zona rural do município, possuindo uma área total de 15 alqueires .Este está situado as margens da BR 277, Km 713 , próximo a Policia Rodoviária Federal. A Figura 2 apresenta uma vista panorâmica da localização do sitio. Legenda ______ Sitio Angelo Fontana ______ Localização Área Experimental Figura 2: Localização do Sitio Angelo Fontana e Área Experimental Fonte: Adaptado de Google Earth ,2006 As atividades estabelecidas na propriedade abrangem desde as agropastoris até as atividades agrícolas com culturas anuais de soja, milho e trigo. 3.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A locação da área de estudo foi escolhida de maneira aleatória. Demarcou-se 1 hectare, que apresenta histórico de sistema de cultivo de plantio 26 direto a 10 anos. A área foi subdividida em duas parcelas de 0,5 hectare cada. Na parcela 1 preparou-se o solo através do sistema convencional, efetuando-se operações de aragem e gradagem. Na Figura 3 é possível observar as características do solo da parcela 1 que passou pelo sistema de revolvimento do solo. Figura 3: Visão superficial das características do solo sob plantio convencional Na parcela 2 não houve revolvimento do solo, permanecendo o sistema de plantio direto.Na Figura 4 pode ser observado as características do solo com resíduos vegetais da cultura anterior. Figura 4: Visão superficial das características do solo sob plantio direto 27 As duas parcelas foram semeadas com milho DEKALB 330 , no dia 3 de março de 2010. 3.3 COLETA DAS AMOSTRAS As amostras foram coletadas em 10 pontos de forma aleatória tanto para a parcela 1 quanto para a parcela 2. As coletas foram feitas em forma de ziguezague para serem mais representativas da área. Cada ponto foi georreferenciado com o auxilio de um GPS Garmin modelo Etrex. A Figura 5 mostra os pontos de coleta das amostras. Os números de 1 a 10 correspondem aos pontos da parcela 1 , os números 11 a 20 aos pontos da parcela 2. Figura 5: Ponto de coleta das amostras na parcela 1 e parcela 2 Fonte: Adaptado de Google Earth,2006 As amostras foram coletadas em três etapas: a primeira no mês de maio, 60 dias após o plantio, outra no mês de julho, 92 dias após o plantio e a ultima no mês de outubro somando 210 dias após o plantio. O período relativamente extenso entre a segunda e a última coleta, deve- 28 se ao período de estiagem que ocorreu entre os meses de agosto e setembro, impedindo a coleta das amostras. Para cada ponto foram retiradas duas amostras, uma da profundidade de 0-5 cm e outra na profundidade de 5-10 cm, totalizando assim 20 amostras para cada sistema de manejo. A escolha da profundidade de amostragem baseou-se em relatos de Araújo; Goedert e Lacerda (2007) que relatam que é a profundidade mais representativa dos atributos biológicos. Todas as coletas foram feitas no período vespertino e as condições climáticas eram de tempo ensolarado tanto no período da manhã quanto no da tarde. Na Figura 6 é possível observar um dos pontos de coleta correspondente parcela 2 . Figura 6: Ponto de coleta das amostras 3.4 PARÂMETROS ANALISADOS As amostras foram coletadas e acondicionadas em potes de plástico devidamente identificados e encaminhados ao Laboratório de Microbiologia da UDC( União Dinâmica de Faculdades Cataratas), para as análises microbiológicas e 29 determinação de pH. Os procedimentos analisados estão discriminados a seguir. 3.4.1 Análises Microbiológicas Para realizar as análises microbiológicas utilizou-se a metodologia descrita por GÓES (2006). Na Tabela 1 são apresentados os meios de cultura utilizados em cada período de coleta. É necessário que o meio de cultura contenha nutrientes na forma assimilável, ser fonte de energia e carbono para os microrganismos. Tabela 1 - Meios de cultura utilizados nas análises microbiológicas A repetição do Meio Martin, para a terceira análise do experimento, se baseou nos relatos de diversos autores como Albuquerque et al (2010),Pfufler et al (2000), Oliveira et al (2007), Castro et al (1993) ,que utilizaram o meio para avaliar população fúngica do solo, relatando sua eficiência. Dentre os meios utilizados no trabalho, o meio Martin e o meio GlicosePeptona , juntamente com os antibióticos, foram doados pelo Instituto Agronômico do Paraná –IAPAR. Os meios de cultura foram esterilizados em autoclave a 121ºC por 15 minutos. Após este processo os meios receberam antibióticos, cicloheximida para bactérias e estreptomicina para fungos. Pesou-se 1 mg de cada antibiótico, diluído com 10 ml de água estéril e adicionado ao meio a temperatura de 50ºC. Para estimar o número de unidades formadoras de colônias(UFC) de bactérias e fungos foi empregada a metodologia de diluição em série. Amostras de 10 gramas de solo foram suspensas em 95 ml de água estéril e agitadas 30 manualmente. A partir das soluções suspensas, foram realizadas diluições sucessivas com alíquotas de 1, 0 ml sendo transferidas para tubos de ensaio contendo 9 ml de água estéril. Utilizou-se diluição decimal em serie ate 10-3. . Inoculou-se 1, 0 ml de solução diluída no meio de cultura, o plaqueamento foi realizado pela técnica de pour plate em placas de Petri esterilizadas. As placas foram incubadas a temperatura de 27 ºC tanto para fungos como bactérias, visando otimizar o espaço da incubadora, durante 7 dias, após esse período, foi feita a contagem do número de colônias existentes. A quantificação dos microrganismos foi realizada através de U.F.C por grama( Unidades Formadoras de Colônias). 3.4.2 Potencial Hidrogeniônico (pH) O pH do solo foi determinado por meio da metodologia descrita pela Embrapa (1997). Pesou-se 10 g de solo em frasco estéril. Adicionou-se 25 ml da solução de cloreto de sódio (CaCl2 ) a amostra repousou, por um período de 15 minutos, visando umedecer a amostra. A amostra passou por agitação vigorosa durante 5 minutos. Após a agitação, as amostras ficaram em repouso por trinta minutos. A leitura do pH foi feita em um medidor de pH, pHmetro da PHTEK, modelo PH3-3D. 3.4.3 Temperatura Os dados de temperatura foram cedidos pelo Instituto Agronômico do ParanáIAPAR. 3.4.4 Índice Pluviométrico O índice pluviométrico no período de março a outubro foi cedido pela Cooperativa Agroindustrial Lar. 31 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS A partir da análise das Tabelas 2 e 3, onde estão apresentados os resultados quanto a quantificação de fungos e bactérias do solo, podemos observar que o número de UFC, por grama de solo, situou-se ao redor de 105 para as bactérias e 10 3 para os fungos. Estes dados assemelham-se aos encontrados por Albuquerque et al. (2010) que encontrou valores de 10 4 UFC quantificando microorganismo do solo , descreveu que o maior número encontrado se refere as bactérias, seguido de actinomicetos e fungos. Tabela 2 - Valores médios da quantificação de UFC de bactérias Pode se observar nas Tabelas 2 e 3 que a influência da utilização de diferentes meios de cultura, não ocasionou mudanças evidentes na contagem do número de colônias tanto de fungos quanto bactérias. Constata-se que a utilização dos antibióticos específicos para cada microrganismo, veio a auxiliar na não propagação de organismos invasores, melhorando assim a visualização e quantificação de cada grupo. O meio Martin apresentou-se mais eficiente que o Agar –Batata, pelo fato de que as colônias fúngicas apresentaram maior tamanho, assim possibilitando melhor caracterização das colônias, isto assemelha-se aos relatos de diversos autores como Albuquerque et al (2010),Pfufler et al (2000), Oliveira et al (2007), 32 Castro et al (1993) que utilizaram o meio para quantificar a população fúngica do solo. Entre os meios utilizados para a quantificação de bactérias, os três apresentaram-se de forma eficaz para a contagem de UFC. Tabela 3 - Valores médios da quantificação de UFC de fungos Os valores mais expressivos para o número de UFC foram encontrados na primeira camada do solo (0-5) para ambas as parcelas e para ambas as populações microbianas conforme apresenta a Tabela 2 e 3. Estes valores podem ser justificados por Vieira e Nahas (2000) que afirmam que a maior quantidade de matéria orgânica se concentra nas camadas superiores onde a atividade microbiana é maior. Observa-se que a população de bactérias, Tabela 2, apresentou seu maior número na parcela 2, que corresponde ao sistema de plantio direto, com 136 UFC/g de solo para a 1ª análise, 125 UFC/ g de solo para a 2 ª análise e para a última análise 143 UFC/g de solo. O maior número de UFC encontrado na terceira análise para bactérias pode ser justificado pelo fato de que no mês de agosto não houve ocorrência de chuva, o que acabou impossibilitando a coleta de amostras. Neste período foi realizada a colheita do milho, que proporcionou maior quantidade de resíduos da cultura ao solo, aumentando assim a atividade microbiana para os dois sistemas. Na parcela 1 não houve diferenças elevadas entre os dois sistemas sob a população bacteriana. Segundo McCalla (1958) apud Meister et al. (2005) essa pequena variação pode ser explicada pelo efeito da diluição, pois a população microbiana em solos cultivados com cobertura morta só é maior que os com cultivo convencional na camada de 2,5 cm. 33 Outro indicio que pode ter não ocasionando grandes diferenças na população microbiana, é que área de estudo advém de sistema de plantio direto há mais de 10 anos. Isto também foi observado por Meister et al. (2005) que salientou em seu trabalho que o curto espaço de tempo em que as parcelas do sistemas foram submetidas , proporcionou pouca mudança na quantidade de bactérias e fungos do solo. Conforme dados da Tabela 3 pode se observar que a maior população de fungos foi observada na parcela 2. Para Castro et al (1993) isto é decorrente de que o plantio convencional ao promover o enterrio da planta facilita a degradação dos microrganismos, acabando simultaneamente com o substrato, fazendo com que as populações caiam a níveis mais baixos. Observa-se que no período da 2ª e 3ª análise para o sistema convencional, o número de fungos foi ligeiramente maior se comparado ao sistema de plantio direto com valores aproximados de 6 UFC/g de solo e 7 UFC/g de solo respectivamente. Isso é dependente dos baixos valores pluviométricos ocorridos nos meses de junho e começo de setembro que favoreceram essa população de microrganismos. No período da primeira análise no mês de maio, o índice pluviométrico foi elevado, mostrando uma ligeira diminuição da população fúngica do solo para ambas as parcelas. Monteiro e Dionisio et al (1994) apud Silva et al (2004), avaliando o solo coberto com vegetação também identificou uma acentuada diminuição, ao passo que este é influência do processo de lixiviação, interferindo na atividade fúngica. 4.1.2 Gêneros de Fungos Encontrados Os gêneros de fungos encontrados nos diferentes sistemas de cultivo, foram: Mucor sp., Penicillium sp., Rhodotorula sp. ,Aspergillus sp e Candida sp , conforme descrito na Tabela 4. 34 Tabela 4 - Gêneros de fungos encontrados nos dois sistemas de cultivo Dentre todos os gêneros encontrados, o gênero Aspergillus sp, teve maior ocorrência tanto no sistema convencional quanto no sistema de plantio direto.Estes resultados assemelham com os de Horn ( 2007) apud Fraga et al (2010), afirmam que o gênero Aspergillus , é encontrado com maior freqüência em ambientes agrícolas de ciclo curto. 4.2 POTENCIAL HIDROGENIÔNICO (pH) Os valores encontrados para o pH (Tabela 5 ), mostram pequena variação de valores entre os dois sistemas de manejo e que estes ficaram próximos a faixa da neutralidade. Tabela 5 : Valores de pH nos diferentes sistemas de cultivo Tanto nas profundidades de 0-5 cm como na de 5-10 cm, os valores de pH ficaram próximos a 6, reforçando relatos de Primavesi (2002) que relatou que a maioria dos microrganismos benéficos as culturas tem suas enzimas ativas em solos de pH 5 a 6. Os valores de pH assemelham- se aos encontrados por Maia (2003), avaliando os atributos microbiológicos de um solo sob diferentes manejos de 35 cobertura vegetal, afirmando que o pH não pode ser considerado como fator isolado para explicar resultados encontrados em análises microbiológicas realizadas nas diferentes épocas e profundidades. 4.3 TEMPERATURA De acordo com os valores médios de temperatura no período de 24 horas (Figura 7), observa-se que as temperaturas não tiveram alto nível de oscilação. Figura 7: Temperatura média no período de 24 horas Os maiores índices de temperatura, conforme a Figura 7 ocorreu nos meses de março chegando a 26ºC e no mês de abril a 23ºC. Para os outros meses ocorreram leves oscilações na temperatura. Estes valores são considerados de grande importância para o desenvolvimento da grande maioria dos microrganismos, pois para Fancelli (2003), temperaturas variando de 10 ºC a 40º C são as mais confortáveis para a proliferação de fungos e bactérias. 36 Quanto a temperatura do solo Castro et al. (1993) aborda que em determinações realizadas em vasos, com temperatura ambiente a 48ºC, a 3 cm de profundidade, apontava que no sistema de plantio direto a temperatura era de 39ºC, porém no convencional chegava a 48 ºC.Portanto uma das vantagens do sistema do plantio direto quando relacionado a temperatura é que este, promove menor aquecimento do solo, pela presença da cobertura morta, funcionando como proteção do solo. 4.4 INDICE PLUVIOMÉTRICO Os valores dos dados pluviométricos estão descritos abaixo (Figura 8). Figura 8: Precipitação Pluviométrica Os maiores índices pluviométricos ocorreram nos meses de março com 220 mm e no mês de julho 206 mm. Algo inesperado ocorreu no mês de agosto, onde não houve precipitação, impossibilitando a realização da ultima coleta que teve que ser adiada até próxima precipitação. Observa-se na Tabela 2, que para a 1ª análise, tanto na parcela 1 quanto 37 na parcela 2 , o desenvolvimento da população bacteriana foi maior, quando comparado as outras análises, fato que pode ser justificado pelo período chuvoso expressivo. Silva et al. (2004) estudando as colônias de fungos e bactérias em solos de floresta tropical,afirma que período de maior incidência de precipitação pluviométrica concorre para o aumento de bactérias, pois a disponibilidade hídrica do solo concorre para manter o índice populacional em seu nível de predominância. Estes dados assemelham-se ao encontrados por Sales et al. (2007), que comprovou que a pluviosidade tem participação fundamental no desenvolvimento bacteriano no solo, pois gera um micro-ambiente favorável a esses microrganismos. 38 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Através das análises microbiológicas realizadas nos pontos de amostragens, foi possível observar que a população de microrganismos do solo, não foi afetada diretamente pelas diferentes formas de manejo as quais foram submetidas. Quanto aos meios de cultura utilizados nas análises microbiológicas, todos se mostraram eficientes para a proliferação dos microrganismos. Salienta-se que para a população fúngica o Meio Martin, deteve de melhores resultados, auxiliando em melhor visualização das colônias. Observou-se nos diferentes sistemas de manejo alguns gêneros de fungos, entre os quais se destacam: Mucor sp., Penicillium sp., Rhodotorula sp. ,Aspergillus sp e Candida sp. Fica evidente que estudos quanto à avaliação da qualidade dos solos utilizando microrganismos, se faz necessário, à medida que, por estes serem sensíveis indicadores ambientais, permitirão garantir a manutenção, melhoria do solo e preservação deste recurso. 39 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE, M.A; P,J.T; Q,H;R,W.W;M.A. População de Microrganismos em diferents rotações de cultura sob plantio direto, nos Campos Gerais do Paraná.Programa de Pós- Graduação em Ciência do Solo,UFPR.2010. ARAÚJO,R;MONTEIRO,B. Avaliação da qualidade do solo em áreas sob diferentes usos. Brasilía . Disseratação de Mestrado.2006. ARAÚJO,R; GOEDERT ,W.J; LACERDA,M.P.C. Qualidade de um solo nativo sob diferentes usos e sob solo Cerrado Nativo.Revista Brasileira de Ciência do Solo.vol 31.nº 5.Viçosa.2007. ARAÚJO,A ; M,R. Indicadores Solo.Uberlândia.v.23.nº3.p.66-75.2007. Biológicos da Qualidade do BALDANI,V et al . 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