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ARTIGOS
16/09/2011 Infográficos
Trayenta (linagliptina) Fact Sheet
1. Trayenta (linagliptina)
2. Inibidores da DPP-4
3. Principal diferencial da linagliptina em relação às outras moléculas da classe
4. Estudos
1. Trayenta (linagliptina)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em julho de 2011 o Trayenta (linagliptina) na
apresentação de 5 mg, uma dose diária, para o tratamento do diabetes tipo 2.
Trayenta é um medicamento de prescrição que reduz significativamente os níveis de glicose no sangue e alcança
melhores resultados com o auxilio da prática de exercícios físicos e um plano alimentar saudável.
A Anvisa aprovou a linagliptina para ser administrada em monoterapia ou em combinação com outros
medicamentos comumente prescritos para o diabetes tipo 2 como a metformina, sulfonilureias e pioglitazona.
Trayenta é o único antidiabético da sua classe que não precisa de ajuste de dose para pacientes com problemas
renais ou insuficiência hepática.
A linagliptina já foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos e EMA (European
Medicines Agency) na Europa.
A molécula linagliptina foi descoberta pela Boehringer Ingelheim e está sendo desenvolvida e comercializada pela
Boehringer Ingelheim em parceria com a Eli Lilly.
Os estudos clínicos de fase III incluíram 6.000 pacientes em 40 países e concluíram que o tratamento com
linagliptina 5mg uma vez ao dia:
Pode fornecer melhorias sustentadas e clinicamente significativas no controle de glicose no sangue como
monoterapia e em combinação com outros antidiabéticos comumente usados: metformina, sulfonilureias,
pioglitazona.
Tem um perfil de segurança e tolerabilidade comparável ao placebo, sem risco expressivo de hipoglicemia em
monoterapia ou quando adicionada à metformina, e nenhuma interação clinicamente relevante com os
medicamentos mais usados por pacientes diabéticos.
Não demonstrou alteração significativa do peso.
Pode ser ingerido com ou sem alimentos.
2. Inibidores da DPP-4
Quando nos alimentamos o intestino produz um hormônio chamado GLP-1, que leva ao pâncreas a informação para
produzir insulina. A enzima DPP-4 degrada o GLP-1, reduzindo o tempo em que ele permanece funcionante.
Os inibidores da DPP-4 representam uma abordagem inovadora no tratamento do diabetes tipo 2, com um
mecanismo de ação exclusivo. A linagliptina se liga à enzima DPP-4 para inibir sua ação, e assim, o GLP-1 fica ativo
por mais tempo. Esse sistema permite que o pâncreas produza a insulina naturalmente com um estímulo fisiológico.
Os episódios de hipoglicemia são muito poucos no tratamento com os inibidores da DPP-4, pois estes medicamentos
agem na liberação de insulina apenas durante as refeições, ou seja, quando os níveis de glicose no sangue
aumentam.
Mecanismo de ação dos inibidores da DPP-4
Ao inibir a enzima DPP-4, a droga ajuda o organismo do paciente com diabetes tipo 2 a controlar os níveis de glicose
- principal objetivo de qualquer tratamento.
Não há necessidade de um período de adaptação da dosagem no início do tratamento devido ao modo rápido de
ação e perfil de tolerabilidade favorável dos inibidores de DPP-4.
Os medicamentos dessa classe não causam náuseas ou vômito e têm baixo risco de interação medicamentosa. Isso
faz com que os inibidores da DPP-4 sejam apropriados para muitos pacientes em monoterapia ou em combinação
com outros antidiabéticos comuns.
3. Principal diferencial da linagliptina em relação às outras moléculas da classe
A linagliptina é o único antidiabético da classe dos inibidores da DPP-4 que não precisa de ajuste de dose para
pacientes com problemas renais ou insuficiência hepática.
Seu composto é primariamente excretado via bile e intestino. Em função dessa característica única em relação ao
demais inibidores da DPP4, a linagliptina não sobrecarrega os rins do paciente. Este diferencial é de extrema
relevância uma vez que aproximadamente 65% dos pacientes com diabetes tipo 2 têm risco ou algum potencial de
desenvolver insuficiência renal.
A linagliptina praticamente não é metabolizada pelo organismo, o que lhe garante baixa interação com outros
medicamentos.
Sua molécula tem o maior tempo de ação no organismo entre os inibidores de DPP-4 e o maior índice de inibição da
enzima DPP-4, iniciando em 90% e chegando a quase 100% após as primeiras semanas de tratamento.
Trayenta é o único da classe aprovado pela Anvisa para uso em associação com dois medicamentos (metformina e
sulfonilureia). Além disso, linagliptina é o único que contém o mês completo de tratamento para o paciente devido a
sua embalagem exclusiva com 30 comprimidos, enquanto os demais da classe contam contam com embalagem
para 28 dias de tratamento.
4. Estudos
O programa de estudos clínicos de fase III avaliou o perfil de eficácia, segurança e tolerabilidade da linagliptina como
monoterapia e em combinação com vários outros tratamentos comumente usados para diabetes, incluindo
sulfonilureia, metformina e tiazolidinedionas.
No total mais de 6.000 pacientes participaram dos estudos, entre eles havia muitos com algum estágio de declínio
da função renal.
Linagliptina é o inibidor de DPP-4 mais estudado no momento de lançamento com o maior número de pacientes.
Resultados dos estudos clínicos de fase III
Eficácia: no geral, linagliptina mostrou uma diferença estatisticamente significativa na redução média da HbA1c em
comparação ao placebo quando usada como monoterapia ou em combinação com metformina, sulfonilureia e
pioglitazona.
Segurança e tolerabilidade: a linagliptina é, em geral, bem tolerada. A incidência de hipoglicemia foi semelhante
à do placebo quando linagliptina foi administrada como monoterapia ou em combinação com metformina ou
pioglitazona. Ao contrário dos tratamentos com sulfonilureia, tiazolidinedionas ou insulina, linagliptina não causou
alteração significativa no peso corporal.
Dosagem: linagliptina é o primeiro de sua classe a ser aprovado pela Anvisa, FDA e EMA com uma posologia única –
5 mg, uma vez ao dia, sem necessidade de qualquer ajuste da dose para pacientes com declínio da função renal ou
alterações hepáticas.
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___________________________
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