Shantala no Desenvolvimento Neuropsicomotor em Portador da Síndrome de Down Resumo Regiane Luz Carvalho, Tatiana Mendes Moreira, Marina Aparecida Gonçalves Pereira Indivíduos portadores da síndrome de Down apresentam um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e na aquisição de marcos motores. A massagem terapêutica tem demonstrado efeitos positivos no comportamento motor de diversas crianças. Sendo assim, este estudo objetivou avaliar o efeito da massagem Shantala no desenvolvimento neuropsicomotor de uma criança de dois anos, portadora da síndrome de Down. Foi submetida à avaliação neurológica de AMIEL-TISON e ao questionário de desenvolvimento motor de portadores da síndrome de Down antes e após 20 sessões de massagem Shantala. A análise dos dados mostrou melhora no tônus dos membros superiores, do controle cervical e na qualidade do sono. Em relação ao padrão motor houve melhora com a aplicação da massagem Shantala refletida pelo aumento de 36% para 60% de itens avaliados com padrão normal/presente. A análise dos resultados e do relato da mãe demonstra que a massagem Shantala contribuiu de forma positiva para o comportamento motor da criança estudada. Palavras-chave Massagem, Shantala, Síndrome de Down, Desenvolvimento Motor Autoras Regiane Luz Carvalho Fisioterapeuta graduada pela Universidade Federal de São Carlos, Mestre e Doutora em Fisiologia pela Unicamp. Professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino - FAE. Professora do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-Campus Poços de Caldas. e-mail: [email protected] Tatiana Mendes Moreira Fisioterapeuta graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas GeraisCampus Poços de Caldas. e-mail: [email protected] Marina Aparecida Gonçalves Pereira Fisioterapeuta graduada pela Universidade Metodista de Piracicaba, Mestre em Bioengenharia pela Universidade do Vale do Paraíba. Professora do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-Campus Poços de Caldas. e-mail: [email protected] Recebido em 17/maio/2010 Aprovado em 16/junho/2010 62 Pensamento Plural: Revista Científica do , São João da Boa Vista, v.4, n.1, 2010 Shantala no Desenvolvimento Neuropsicomotor em Portador da Síndrome de Down Introdução A síndrome de Down (SD) é a mais frequente anormalidade cromossômica associada ao retardo mental, com incidência aproximada de 1 em cada 700 nascidos vivos. A desordem genética é atribuída à trissomia (92 a 95% dos casos), mosaico (2 a 4%) e translocação (3 a 4%) do cromossomo 21. Os fatores mais aceitos como predisponentes são exposição a radiações, infecções e idade materna (MALINI; RAMACHANDRA, 2006, p. 1). O diagnóstico pode ser feito no período pré-natal através de técnicas específicas que incluem ultra-sonografia, amniocentese e triagem de alfafetoproteína (CARVALHO; SOUZA, 2004, p. 303). No período neonatal o diagnóstico pode ser realizado clinicamente e confirmado por estudo cromossômico (RIBEIRO et al, 2003, p.141). Em relação ao prognóstico, os portadores da SD apresentam processo de envelhecimento precoce que é responsável pelas alterações imunológicas, doenças auto-imunes e neoplasias em faixa etária inferior à população geral. A morbidade por doenças infecciosas é elevada, sendo mais frequentes as infecções respiratórias.Nesta casuística de alta morbidade, as cardiopatias apresentaram estreita relação com a presença de infecções de repetição (RIBEIRO et al, 2003, p.141). O fenótipo dos indivíduos portadores da SD é variável, afetando diferentes sistemas e tecidos. Dentre as alterações musculoesqueléticas destacam-se a irregularidade da densidade óssea, hipoplasia da cartilagem, baixa estatura e frouxidão ligamentar (MIZOBUCHI et al, 2007, p. 266). Em relação ao sistema nervoso central, observam-se menor volume total do cerebelo, alterações celulares na região do hipocampo e redução das sinapses no córtex temporal (MOLDRICH et al, 2007, p. 87). Alterações motoras e perceptivas que afetam o controle postural também são frequentes (LATASH, 2007. p. 962). Segundo Corrêa et al, (2005, p. 19) o recém nascido com SD apresenta dez características típicas: hipotonicidade, reflexo de Moro fraco, hiperextensibilidade articular, excesso de pele na região posterior do pescoço, perfil facial aplanado, fissuras palpebrais em declive, aurículas anômalas, displasia pélvica, displasia da falange média do quinto dedo e rugas simianas. Ambrosano et al, (2005, p. 314) e Bissoto (2005, p. 80) referem que o desenvolvimento psicomotor da criança portadora de SD é semelhante ao desenvolvimento de crianças sem a síndrome, porém geralmente ele se apresenta com um ritmo mais lento. Estes autores sugerem que a hipotonia muscular contribui para o atraso do desenvolvimento motor e disfunções do esquema e imagem corporal, que podem prejudicar o domínio dos movimentos e consciência dos segmentos corporais, influenciando o desenvolvimento neuropsicomotor. Apesar da diferença entre o desempenho de crianças com SD e com desenvolvimento normal, essa diferença não permanece constante ao longo do desenvolvimento. Estudos mostram que este atraso sofre influência da idade e não deve ser entendido de forma linear (MANCINI et al, 2003, p. 409). O desenvolvimento de indivíduos portadores da SD tem sido estudado e medidas terapêuticas implementadas para atender suas necessidades especiais. Estimulação fisioterapêutica precoce, atenção à fala e a problemas específicos de saúde que possam estar presentes vêm proporcionando avanços no desenvolvimento físico e mental, aumentando a expectativa de vida desta população (MOREIRA; GUSMÃO, 2002, p. 94). Pensamento Plural: Revista Científica do O desenvolvimento neuropsicomotor depende da integração de vários sistemas, principalmente nervoso, motor e sensorial. Fatores hereditários e interação com o ambiente influenciam a maturação orgânica, principalmente do sistema nervoso, interferindo no desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental de bebês (BRÊTAS; SILVA, 1998, p.24). Daí a grande importância da estimulação precoce no desenvolvimento de uma criança portadora da síndrome de Down (ANNUNCIATO, 1994, p.4; OLIVEIRA et al, 2003, p. 6). Sabendo do processo plástico do nosso organismo, principalmente do sistema nervoso (SN) que possui uma capacidade de modificar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta às alterações do ambiente e da importância da intervenção precoce em portadores da SD, optou-se pela utilização da massagem Shantala. Vários efeitos benéficos da massagem têm sido descritos em crianças como melhora do desenvolvimento motor, coordenação, agilidade, estado emocional (elementos fundamentais para a formação do esquema e imagem corporal). Estimula a maturação do SN através da função tátil e o desenvolvimento do sistema sensitivo (BRÊTAS; SILVA, 1998, p.24; SCIAMMARELLA et al, 2002, p. 24). A massagem ativa a circulação e regula a frequência cardíaca, combate a ansiedade, o estresse e transmite segurança à criança. (LOPES; FARIA, 1994, p. 45; BRÊTAS; SILVA, 1998, p. 24; HOLLIS, 2001, p. 30; SOBRINHO et al, 2004, p. 26; FOGAÇA et al, 2005, p.215). Hollis (2001, p. 30) revisou 19 estudos sobre os efeitos da estimulação tátil em bebês e em crianças jovens e observou que o desempenho nas atividades de vocalização e nas habilidades motoras foi melhor no grupo que recebeu a massagem em relação ao grupo controle. Segundo Victor e Moreira (2004, p. 35), a massagem Shantala estimula vários pontos harmonizando e/ou ativando vários sistemas do corpo. Através da promoção da comunicação tátil, ou seja, interação entre estímulo externo e interpretação cortical, incentiva o desenvolvimento da percepção corporal e psicomotora (BRÊTAS; SILVA, 1998, p. 24; SCIAMMARELLA et al, 2002, p. 24; VICTOR; MOREIRA, 2004, p. 35). Alguns genitores apresentam dificuldade em aceitar a criança portadora da SD e integrá-la ao grupo familiar. A massagem Shantala pode ajudar neste relacionamento proporcionando um maior vínculo entre o cuidador e a criança (SCIAMMARELLA et al, 2002, p. 24; SILVA; DESSEN, 2003, p. 503; VICTOR; MOREIRA, 2004, p. 35) Sendo assim, este estudo objetivou avaliar o efeito da massagem Shantala no desenvolvimento neuropsicomotor de uma criança portadora da SD. Metodologia Foi selecionada uma criança portadora da SD do sexo masculino, com idade de dois anos, frequentadora da APAE de Poços de Caldas, sendo o tratamento fisioterapêutico realizado em seu domicílio. Os pais foram conscientizados e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido no qual foram especificados os objetivos do estudo, procedimentos, duração da avaliação e benefícios esperados. Foi realizada a avaliação neurológica segundo AMIEL-TISON (FONSECA, 2002, p.49) e aplicado um questionário a respeito do padrão de desenvolvimento de crianças portadoras da síndrome de Down (LIMA, 2004) antes e após o tratamento. O tratamento consistiu de 20 sessões , São João da Boa Vista, v.4, n.1, 2010 63 CARVALHO, R. L. MOREIRA, T. M. PEREIRA, M. A. G. de massagem Shantala com duração de 50 min cada. Durante a sessão utilizou-se óleo mineral dermatologicamente testado, para reduzir o atrito com a pele. A aplicação da Shantala foi dividida em dois momentos: massagem e exercícios próprios da técnica. Escolheu-se um ambiente sem ruído, sem grande circulação de ar. Quando houve queda de temperatura foi utilizado aquecedor em local próximo da criança que estava despida sobre uma toalha num colchonete junto à terapeuta. As sessões foram realizadas no período da manhã para não alterar a rotina da criança. A massagem foi aplicada no peito, abdômen, membros superiores, membros inferiores e no rosto. Após a massagem foram realizados exercícios específicos dessa técnica como: cruzar os dois braços sobre o peito, cruzar braço e perna alternadamente, padmasana (cruzar pernas sobre o abdômen). Resultados Ao início do tratamento a criança avaliada apresentava-se com 24 meses, 10,8 kg e 81 cm de estatura. A análise dos dados da Avaliação Neurológica de AMIEL-TISON (Tabela 1) aponta uma melhora no tônus dos membros superiores (Cachecol), do controle cervical (redução da flexão repetida do pescoço) e de tronco (redução da flexão posterior e lateral do tronco), assim como no estado de vigília/sono e no estado de alerta durante o teste. Tabela 1: Avaliação neurológica de AMIEL-TISON (FONSCECA et al, 2002, p. 49) * Itens nos quais foram observadas melhora Os gráficos 1 (pré) e 2 (pós) ilustram os resultados da avaliação do desenvolvimento motor de indivíduos portadores da SD segundo Lima, (2004). Esta avaliação engloba aspectos normais do comportamento de crianças portadoras da SD nos primeiros 12 meses de vida, aos 15 meses e também aos 24 meses. Compare os gráficos 1 e 2 e observe a melhora após o tratamento refletida pelo aumento de 36% para 60% dos itens que possuíam como padrão normal/presente. Os itens do padrão ausente diminuíram de 29% para 17%, os itens esboço/vestígio também apresentaram diminuição de 29% para 17%. O padrão eventual não apresentou alteração no valor da porcentagem, mas sim em relação aos itens da avaliação como “Toca diversas partes do corpo” que antes das sessões de massagem a criança realizava, eventualmente, e depois da Shantala veio a ser 64 normal/presente. Gráfico 1: Desempenho na avaliação do desenvolvimento motor de indivíduos portadores da SD (Lima, 2004) antes do tratamento Pensamento Plural: Revista Científica do , São João da Boa Vista, v.4, n.1, 2010 Shantala no Desenvolvimento Neuropsicomotor em Portador da Síndrome de Down Gráfico 2: Desempenho na avaliação do desenvolvimento motor de indivíduos portadores da SD (Lima, 2004) após o tratamento A análise do questionário respondido pela mãe indica melhora na qualidade do sono, no manuseio e convívio com a criança e no controle das pernas, visto que a mesma começou a esboçar alguns passos. Discussão e Conclusão Referências As características comportamentais observadas na criança avaliada corroboram com as evidências de que o desenvolvimento motor de indivíduos portadores da SD é mais lento e sua idade cronológica é diferente da idade funcional. Os resultados positivos da estimulação através da Shantala foram observados pela evolução em vários aspectos do comportamento motor, como desenvolvimento da linguagem, melhora da preensão manual e da transferência manual de objetos, melhora do controle cefálico, de tronco e de apoio para marcha, assim como da qualidade do sono. A melhora no comportamento observada neste estudo pode estar associada ao efeito benéfico da massagem no processo de maturação neural (GUNNAR, 1992, p. 491). Embora os efeitos da Shantala na matura- ção fisiológica não sejam totalmente conhecidos, Fogaça et al, (2005, p.215) sugerem que o sistema nervoso autônomo e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenocortical sejam os mediadores destes efeitos. Assim a massagem interfere nos hormônios do estresse e neuropeptídios relacionados à dor, relaxando e alterando o estado emocional da criança (BRÊTAS; SILVA, 1998, p 24). Buscou-se com esta intervenção o desenvolvimento harmônico de vários sistemas orgânicos e funções, visto que a experiência orienta o desenvolvimento estrutural do cérebro. Na tentativa de alcançar um estágio um pouco mais organizado, no que diz respeito ao desenvolvimento neuromotor, buscou-se acelerar e/ou direcionar seu processo de maturação central através de estímulo sensório-motor. De acordo com Bretas e Silva (1998, p. 24) a comunicação tátil-cinestésica favorece a mobilidade levando à repetição. Esta reprodução constante dos movimentos leva o córtex a estabelecer o aprendizado. Além do aprendizado do movimento há o processo de maturação conquistado através da interrelação com o ambiente. Os efeitos da massagem também têm sido descritos em prematuros. Segundo Field et al, (1986, p. 654) os prematuros estimulados mostram ganho de peso e melhora do comportamento motor em relação ao grupo controle. Segundo o relato da mãe, a massagem melhorou a relação e aceitação da criança assim como a qualidade de seu sono. Dados semelhantes foram observados no estudo de Vitor et al, (2004, p. 21) no qual as mães relataram que a massagem estimulou o toque e o carinho estreitando o vínculo entre mãe e filho e contribuiu para um sono mais tranquilo. O fortalecimento da relação entre familiares também foi descrito por Cruz e Caromano (2007, p. 11). A análise dos resultados e do relato da mãe demonstra que a massagem Shantala contribuiu de forma positiva para o comportamento motor da criança estudada. AMBROSANO, A. A.; SILVA, A. A.; MILAGRES, A. S.; PEREIRA, D. R. P.; DAMÁZIO, L. C. M. D. Aplicação da escala Alberta Infant Motor Scale (AIMS) em Síndrome de Down no tratamento das crianças da APAE de Barbacena. Fisioterapia Brasil, v. 6, no 4, julho/agosto, p. 314-317, 2005 ANNUNCIATO, N. F. O processo plástico do sistema nervoso. Temas sobre Desenvolvimento, v. 3, no 17, p. 4-12, 1994 AUGUSTO, M. 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Integrando a Família no Cuidado de seus Bebês: ensinando a aplicação da massagem Shantala. [s.n.]: Maringá, v. 26, no 1, p. 35-39, 2004. Individuals with Down syndrome have a delay in neuropsicomotor development and in the acquisition of motor milestones. The massage therapy has shown positive effects on motor behavior of several children. Thus, this study propose evaluate the Shantala massage effect on motor development of a Down syndrome child of two years. Referral to neurological assessment of AMIEL-TISON and questionnaire of Down syndrome motor development before and after 20 Shantala massage sessions. Analysis of the data showed improvement in tone of limbs, cervical control and on the quality of sleep. Compared to standard motor behavior has been improved with the implementation of massage Shantala reflected by an increase of 36% to 60% of items assessed with normal. The analysis of results and reporting of the mother demonstrates that the massage Shantala contributed positively to the child’s motor behavior studied. Key words Massage, Shantala, Down Syndrome, Motor Development 66 Pensamento Plural: Revista Científica do , São João da Boa Vista, v.4, n.1, 2010