PENSE-BEM CAXIAS DO SUL II NOVOS MÉTODOS DE INTERVENÇÃO Scheila dos Santos Cardoso (PROBIC-FAPERGS), Elisa Braun Riskala, Olívia Egger de Souza, Lucas Piccoli Conzati, Asdrúbal Falavigna (Orientador(a)) INTRODUÇÃO: O Projeto Pense Bem, criado pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, visa conscientizar crianças, adolescentes e adultos jovens a respeito da prevenção do neurotrauma, importante causa de óbitos desta faixa etária. Em 2009, este projeto foi realizado em Caxias do Sul, onde constatou-se que apenas uma única intervenção proposta pelo programa é insuficiente no âmbito de modificar o comportamento dos jovens em relação à prevenção do neurotrauma. OBJETIVOS: Verificar se múltiplas intervenções educacionais são capazes de modificar as atitudes e o conhecimento de adolescentes e crianças acerca da prevenção do neurotrauma. METODOLOGIA: Realizado um ensaio clínico randomizado onde 535 alunos do ensino fundamental (5ª série) e médio (2º ano) da cidade de Caxias do Sul foram divididos em grupo controle (GC), grupo intervenção simples (GIS) e grupo intervenção múltipla (GIM). O GC não sofreu intervenções e foi avaliado em 3 momentos durante o ano. O GIS sofreu apenas uma intervenção, e foi avaliado antes desta e 5 e 10 meses após esta. O GIM foi submetido à 8 etapas: (T1) questionário para medir características basais, (T2) palestra ministrada por estudantes de medicina, (T3) reaplicado o instrumento utilizado em T1, (T4) intervenção do Departamento de Trânsito, (T5) intervenção da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, (T6) intervenção da Regional de Bombeiros, (T7) intervenção do Serviço de Emergência Médica, (T8) questionário para acessar características finais (5 e 10 meses após o final das intervenções). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UCS e as análises estatísticas foram realizadas no software SPSS 19. RESULTADOS: O comportamento protetor em relação ao uso do cinto de segurança foi observado em mais de 95% das vezes, enquanto o uso de equipamento de segurança na bicicleta / skate / patins por crianças do quinto ano foi maior proporcionalmente em todas as etapas em comparação com estudantes do ensino médio. Não houve diferenças entre as atitudes dos alunos do segundo ano do ensino médio em comparação com a dos os alunos do quinto ano do ensino fundamental relativas à utilização do cinto de segurança, skate / patins e capacete de motocicleta em T8. Na fase T8, não houve diferença estatística significativa sobre isso em qualquer grupo. CONCLUSÃO: Múltiplas intervenções educacionais realizadas por vários grupos da sociedade não modificam a maioria das atitudes de adolescentes e crianças em relação à prevenção do neurotrauma. Palavras-chave: Neurotrauma, Intervenção, Prevenção de acidentes Apoio: UCS, FAPERGS