Jornal
MARÇO 2009
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Jornal mensal para todos os colaboradores da Volkswagen Autoeuropa
Notícias entre 15 de Fevereiro e 15 de Março • distribuição gratuita
4 de Março: Primeira entrega de um
veículo no centro de entregas a um colaborador da empresa ( pág. 13).
Flexibilidade, para podermos crescer
2 a 6 de Março - Visita do Presidente
da República, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva à Alemanha, acompanhado
pela mulher, Dr.ª Maria Cavaco Silva,
por empresários e pelo Director-Geral
da Volkswagen Autoeuropa entre outras individualidades.
4 de Março - participação do Director-Geral da Volkswagen Autoeuropa
na Conferência organizada em Berlim
pelo AICEP, Ministério da Economia.
9 de Março - início da formação LegoLine para todos os colaboradores e
chefias da fábrica.
16 de Fevereiro a 13 de Abril - O
programa de visitas à Volkswagen
Autoeuropa está suspenso devido aos
trabalhos de construção da linha única.
17 a 27 de Março - aplicação do primeiro “Barómetro de opinião” a todos
os colaboradores.
Berlim, 5 de Março. Engº Andreas Hinrichs, nosso Director Executivo, cumprimenta o Presidente da
República portuguesa, Prof. Aníbal Cavaco Silva, durante o encontro com empresários portugueses
e alemães, no âmbito da visita de Estado à Alemanha.
Andrea Hinrichs discursou sobre “A cadeia de valor no sector automóvel e as relações entre clientes
e fornecedores”.
A visita à sede da Volkswagen AG em Wolfsburg – e ao grupo de portugueses que trabalha na
casa-mãe – foi cancelada, devido às más condições atmosféricas que não permitiram a viagem de
helicóptero.
Todavia, o Presidente Cavaco Silva afirmou aos meios de comunicação social ter recebido do Grupo
Volkswagen, “a garantia de que o investimento na construção de um novo veículo em Portugal não
ia ser posta em causa”.
No seu discurso, Andreas Hinrichs explicou “ Precisaremos de algum tempo até que a situação melhore, mas temos de recuperar a confiança dos consumidores no futuro. E o que se não deve fazer, de
forma alguma, é parar. É preciso reduzir a velocidade, mas não parar. Apesar da sobre-capacidade
no sector e de estarmos numa fase de consolidação, queremos crescer. Diversificámos os nossos
modelos e, neste momento, estamos a preparar o sucessor do Sharan e um quarto produto. Mas
temos de o fazer tentando conter os custos. A flexibilidade técnica, mas sobretudo a dos tempos de
trabalho.(…) No futuro, vamos produzir vários produtos numa só linha. Queremos duplicar o volume
de 400 para 800 carros dia, no mínimo. E queremos criar mais postos de trabalho.”
LEGO line para todos…
… aprenderem como funciona o Sistema de Produção Volkswagen na prática. No edif.8, r/c, na antiga
sala da Engª de Produto, foi criada a linha LEGO !
E é mesmo com peças da Lego que vamos simular
a construção de um carro, optimizando o fluxo logístico de entrega de peças, os processos de montagem sem desperdício, a organização do posto
de trabalho, o controlo de qualidade, o sistema de
“puxar” (pull), etc. etc. Todos, desde o Director Geral
aos Operadores, vão fazer este curso de um dia!
Iniciou-se dia 9, e em cada dia há doze colaboradores na Legoline!
Mais pormenores na próxima edição.
Barómetro de opinião
Na estrutura organizacional da empresa, cada colaborador e cada chefia estão inseridos numa das 158
equipas, com cinco (ou mais) elementos, das onze
Áreas da fábrica da Volkswagen em Portugal. As
dez perguntas do 1º Barómetro de Opinião foram
respondidas entre 19 e 27 de Março, e as respostas
seguiram online para a casa-mãe em Wolfsburg.
Os resultados de cada equipa podem ser consultados via Intranet. Na reunião de informação geral,
serão divulgados os resultados globais da empresa.
2
Grupo Volkswagen. Desafios e Oportunidades para o futuro
Temos os produtos certos para o momento certo
Em Fevereiro, em várias entrevistas na imprensa alemã, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Volkswagen, Prof. Dr. Martin
Winterkorn, transmitiu uma mensagem de confiança sobre o futuro do gigante automóvel europeu assente em oportunidades de negócio,
como a introdução do prémio de incentivo de abate de carros com mais de nove anos e a crescente procura dos mercados emergentes.
Reflectiu ainda sobre as novas tendências ecológicas de mobilidade individual e sobre uma ofensiva de novos produtos.
Como a Volkswagen se posiciona perante a situação financeira actual
«(…) é uma oportunidade de desintoxicação das empresas, obrigando-as a concentrarem-se no que é verdadeiramente essencial.» (M. Winterkorn)
Mercado americano
«Somos os únicos que conseguem dar resposta às preferências
dos clientes em todo o mundo.» (M. Winterkorn)
De acordo com os concessionários locais, o consumidor norte-americano continua a preferir carros grandes, mas com
cilindradas mais baixas: o lema é «mais
carro por apenas 22.000 dólares.»
A Volkswagen planeia o lançamento de
dois novos modelos no mercado americano, a serem produzidos, a partir de 2011,
na nova fábrica de Chattanooga: o novo
Jetta e um novo modelo ainda sem nome,
Desenho do novo modelo alemão para o mas próximo do segmento do Passat.
mercado norte-americano
Modelos mais pequenos
«A Volkswagen sairá mais forte da actual crise, porque temos os
produtos certos para o momento certo.» (M. Winterkorn)
2008 terminou com uma redução generalizada do volume de vendas no mercado automóvel mundial.
Todavia, a Volkswagen conseguiu contrariar esta tendência e, por exemplo, só
no mercado português, aumentou as vendas em 9,9% atingindo uma quota de
mercado de 8,18%.
Apesar dos bons resultados, M. Winterkorn reconhece uma provável descida
no volume de vendas a nível mundial, na ordem dos 10%, mas acredita que o
Grupo poderá atingir melhores resultados no mercado de veículos novos, em
comparação com outras marcas concorrentes. Porquê?: «Qual é o outro grupo
que domina tão bem a estratégia de mercado como nós? (…) Temos 170 modelos, para todos os tipos de clientes, e uma completa palete tecnológica (…) e 120
modelos já com emissões de CO² abaixo das 140gr/km.»
M. Winterkorn defende que o sucesso advém da tríade que determina o posicionamento na marca no mercado mundial há décadas: design, técnica e qualidade.
Desde a introdução do prémio de incentivo ao abate de carros usados com
mais de 9 anos, a 27 de Janeiro de 2009, na Alemanha, as vendas da Volkswagen aumentaram, contribuindo positivamente para a manutenção de postos
de trabalho e garantia da sustentabilidade dos fornecedores. M. Winterkorn
considera que se trata de uma iniciativa que estimula o mercado com um forte
contributo ecológico.
Novas tecnologias: a posição da Volkswagen
Sobre a “eco-euforia” actual dos
construtores automóveis, M. Winterkorn explica que a Volkswagen
está a investir no lançamento de
versões híbridas dos seus modelos, mas que, antes de se avançar
para a produção em série, tem
de garantir as condições totais de
segurança para os seus clientes e
a comercialização a preços acessíveis. Sem precipitação, e com o
2010: data prevista para a comercialização do novo objectivo do Grupo sair fortaleTouareg híbrido, que combina um motor V6 a gasoli- cido desta recessão conjuntural
na com um motor eléctrico
com uma maior quota de mercado e com modelos em diversos segmentos, o presidente do Conselho de Administração reforça: «Sem um
presente consistente não é possível um futuro melhor”. Por isso, a Volkswagen
pretende reforçar agora o seu posicionamento no mercado automóvel convencional.» reconhecendo que, apesar da variada oferta de modelos híbridos no
mercado, «daqui a trinta anos ainda iremos conduzir carros com motores de
combustão.» A Volkswagen concentra a sua estratégia no lançamento de uma ofensiva de
novos produtos para os próximos anos. Enquanto outros construtores como a
Peugeot, a Opel ou a Ford lutam pela sobrevivência, a Volkswagen apresentou
o novo Polo, no Salão Internacional do Automóvel, em Genebra, ambicionando
aumentar a sua quota de mercado no respectivo segmento.
MARÇO 09
M. Winterkorn chama a atenção para uma nova tendência de mercado, os
premium products, sendo o novo Polo, um excelente exemplo. «Modelos mais
pequenos, mas com o conforto e qualidade dos maiores. “(…) O melhor carro já
não tem de ser o maior”. Seguindo a tendência de consumo low-cost que tem
vindo a caracterizar a sociedade moderna desde finais dos anos 90 e as crescentes necessidades de mobilidade individual em países como a China ou a Índia, os construtores automóveis não ficam indiferentes aos comportamentos dos
seus consumidores e apostam no lançamento de carros “mais em conta”. Apesar
das críticas à Volkswagen por não ter um carro pequeno, de baixo consumo e
barato, o construtor alemão apresenta o projecto para o “Up!”, que se pretende
um carro de fácil mobilidade citadina, mantendo a qualidade Volkswagen, mas
a preços entre os 7.500 e os 9.000 euros. O grande concorrente da Volkswagen
neste segmento é o Tata Nano.
Projecto ‘Up!’ da Volkswagen
Tana Nano apresentado em Genebra
Flexibilidade em tempos de crise
«Temos clientes que compram os modelos desportivos e clientes
que preferem os modelos mais económicos. Aqui reside o ponto
forte de um grupo multi-marcas.» (M. Winterkorn)
Sobre o cenário previsto de redução de vendas e manutenção dos postos de
trabalhos no Grupo, M. Winterkorn respondeu em entrevista à revista alemã
Spiegel: «Actualmente não estamos a pensar em lay-off. A redução do tempo
de trabalho significa que temos de assegurar não estar a produzir carros para
fazer stock. Adicionalmente ainda temos a semana de 35 horas que podemos
reduzir para as 28 horas, o que significa que podemos reduzir a produção e
mesmo assim manter o número de colaboradores. Temos apenas de pensar em
alternativas se estas não forem suficientes. (…) No final de 2009 não haverá
colaboradores com contrato a termo certo. São más notícias para as pessoas
afectadas, mas não temos outra alternativa.»
Fontes:
Artigos baseados em entrevistas ao Prof. Dr M. WInterkorn na imprensa alemã.
Hawrane, Dietmar e Mahler, Armin (s.d.) «The Auto Industry Crisis ‘Is Truly Brutal» disponível em
http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,610832-2,00.html
Peters, Wolfgang (2009.02.15) «Jetzt fährt er aus dem Schatten heraus» in Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung
Schimpf, Eckhard (2009.02.12) «Wir werden auch in 30 Jahren noch mit Verbrennungsmotoren fahren» in Braunschweiger Zeitung disponível em http://www.newsclick.de/index.jsp/menuid/472005/artid/9856130
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Editorial
Será que já passou?
Quando está mau tempo, gostamos de ficar em casa ou protegemo-nos
por baixo de um telheiro ou de uma árvore. Em Portugal, tive de me
habituar à chuva particularmente intensa, pelo menos quando chove.
Quando chove aqui, chove mesmo a potes (em comparação o tempo
da Alemanha é igualmente… pior). Olha-se sempre pela janela e perguntamo-nos constantemente: Já passou? Mas aqui o mau tempo passa
bastante depressa, depois de uma forte chuvada, o sol volta a brilhar e
o dia fica incrivelmente mais claro. Apetece sair de novo de casa para
aproveitar o maravilhoso clima português.
Já passou?? Curiosamente colocamo-nos a mesma pergunta quanto
pensamos na actual recessão económica. Já terminou? Provavelmente
ainda não. Ainda há bem pouco tempo, esta crise tinha a dimensão
catastrófica de um tsunami, se atribuirmos crédito a alguns economistas.
Todos seguimos as notícias na imprensa com algum interesse. Um banco
atrás do outro encontra-se à beira da bancarrota. Antigas empresas que
gozavam de boa reputação não têm, de repente, futuro. Na Alemanha
discute-se intensamente «o caso Opel». Deverá o Estado/contribuintes
ajudar ou não? No fundo, é a mesma discussão que já tivemos em Portugal há uns anos com a Opel Azambuja.
Este tsunami da economia mundial já atingiu, até ao momento, uma dimensão dramática de aproximadamente 40 biliões de euros.
€ 40.000.000.000.000 é um número que só se consegue percepcionar
através de comparações. É, por exemplo, aproximadamente 240 vezes
o valor do PIB nacional. Após o colapso de alguns bancos, seguradoras,
empresas, bolsas e de muitas economias nacionais um pouco por todo o
mundo, 40 biliões de euros evaporaram-se, simplesmente desapareceram sem deixar rasto. Consta, pelo menos no papel, que grande parte
do montante correspondia a lucros de especulação, mas o que acontece
é que o dinheiro simplesmente desapareceu. A esta implosão segue-se
uma onda de falências que, aparentemente, afecta todos os sectores de
actividade económica.
mas sociais de todos os países
estão particularmente atentos e
esperam que estes sistemas não
colapsem, devido a uma forte
ameaça de uma queda económica abissal.
Os colaboradores de empresas de trabalho temporário na
Volkswagen Autoeuropa foram
pessoalmente afectados por
esta situação. Na emergência
da situação, o IEFP e a ATEC
encontraram uma solução, que
oferece uma perspectiva futura
a estes colaboradores: formação num momento em que não há trabalho, para uma reintegração futura na vida profissional com uma qualificação pessoal mais elevada. A formação é a melhor protecção contra
a crise.
“A rede de salvação” na Volkswagen Autroeuropa são os down days.
Vamos ver por quanto tempo mas pelo menos podem ser uma receita
de “auto ajuda” para outras empresas.
Muitos governos reflectem sobre o que ainda poderão fazer nos tempos
que correm. O melhor exemplo de ajudas governamentais para superar
os problemas actuais, é o pacote de incentivos aos clientes/consumidores. Trata-se nomeadamente de um incentivo ao abate dos carros em fim
de vida, tendo em vista a aquisição de um veículo novo. Este prémio de
incentivo contribuíu para o aumento do volume de vendas da Volkswagen, na Alemanha, nos primeiros meses de 2009. Consumidores que
voltam a consumir é o cenário ideal para o momento actual, pois assim
lucram os clientes, o ambiente e obviamente os trabalhadores.
De repente já não somos espectadores, mas sentimo-nos pessoalmente
afectados. De repente, sentimos medo. Um medo existencial que leva
cada um a guardar o seu dinheiro e que é o pior que pode acontecer
numa sociedade de consumo.
De repente perguntamo-nos: onde nos podemos esconder? Onde podemos procurar protecção? Onde nos podemos ancorar, quando a onda
de falências atingir o meu posto de trabalho? Neste momento os siste-
Julius von Ingelheim
Director da Área de Recursos Humanos
Ficha Técnica
Publicação de:
Autoeuropa - Automóveis, Lda.
Quinta da Marqueza - 2951-510 Quinta do Anjo
Responsável:
Julius von Ingelheim
Fotografia, pesquisa, redacção e visualização:
Isabel Carimbo
Cartoons:
Alberto Pereira
Colaboradores directos nesta edição:
(ver junto dos artigos)
Maquetização, fotocomposição e impressão:
AlexandreGest, Lda.
Tiragem:
3 200 exemplares
e-mail:
[email protected]
www.autoeuropa.pt
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Área de Planeamento, Ambiente e Infra-estruturas
Scirocco: intervenções ergonómicas na nave de Carroçarias
A interacção de uma Especialista em ergonomia num Departamento de planeamento potencia uma atitude activa em vez de reactiva. A sua
função é de “consultora independente” que aponta quais as melhores soluções em termos ergonómicos.
Ainda na fase de projecto das linhas e dos equipamentos de produção, a intervenção do Especialista em ergonomia permite que os potenciais
problemas ergonómicos sejam eliminados. Os benefícios são imensos, não só a nível de absentismo e produtividade, mas também porque permite reduzir a exposição dos Operadores a riscos profissionais.
Intervenção na fase de desenho das linhas
No final de 2006, iniciou-se uma intervenção de ergonomia numa fase
muito precoce da introdução dos equipamentos nas linhas do Scirocco
da Área de Carroçarias.
Logo na fase de desenho das linhas, sempre que foram identificadas
questões relacionadas com a ergonomia do posto de trabalho, as equipas multi-disciplinares submeteram-nas para análise ergonómica. As
recomendações ergonómicas permitiram elaborar um caderno de especificação baseado na concepção do posto de trabalho, que servirá de
base também para todos os futuros projectos, inclusive o VW Sharan II.
Intervenção na fase de instalação das linhas
Quando os equipamentos começaram a ser instalados na linha, foram
realizados testes de simulação, com vários Operadores. Estes testes permitiram-nos perceber quais as dificuldades do Operador na operação
e identificar todos os factores de risco do posto de trabalho. Como por
exemplo, as posturas incorrectas; a aplicação de demasiada força na
utilização das ferramentas de trabalho; a altura ou inclinação das bases
das racks que fornecem as peças, as alturas das mesas e jigs de trabalho, etc.
Recorrendo sempre a critérios de concepção do posto de trabalho e às
sugestões dos intervenientes, encontraram-se soluções optimizadas, que
foram seguidas e testadas quer pela equipa de Engenheiros de Planeamento quer pelo fornecedor dos equipamentos.
Intervenção na fase de produção em série (a decorrer)
Após o início da produção, passou-se à quantificação dos riscos do posto de trabalho, documentando em vídeo todos os processos de trabalho.
Actualmente efectuam-se medições, por ex., do alcance do Operador às
peças e ferramentas, da altura dos processos de trabalho, das distâncias
percorridas, etc. E procura-se ainda perceber junto do Operador quais
os elementos que causam desconforto na realização da tarefa.
Com esta informação, e com ferramentas de análise ergonómica, são
identificados os factores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de lesões (tanto ao nível do membro superior e coluna, como
também ao nível de desenvolvimento de fadiga). Uma vez identificados
estes factores, a equipa de Planeamento trabalha com a de Produção,
ou com outras Áreas para os eliminar ou reduzir.
Esta fase iniciou-se em Novembro de 2008, e está a decorrer na Área
de Carroçarias.
Ergonomia nas pistolas de soldadura...
Antes
Depois
Com a pistola de soldadura projectada para
ser instalada em diferentes estações, constataram-se três problemas a nível ergonómico:
aplicação de força ao rodar a pistola a 180º;
falta de apoio ao soldar com a pistola rodada a 45º e aplicação de força ao soldar na
vertical.
Para resolver o 1º problema: colocou-se uma
pega circular e fixaram-se pesos.
Depois
Depois
Para resolver o 2º problema: montou-se um
gatilho e uma pega lateral.
Para resolver o 3º problema: montou-se um
batente fixador e uma pega alongada.
... e nos manipuladores
Perfil
• Jacqueline Gaspar
• 31 anos
• Entrou em Julho de 2003, como estagiária.
• Actualmente: Especialista de Ergonomia.
• Estudou: Licenciatura em ergonomia na Faculdade de Motricidade Humana.
• Trabalhos mais representativos: KVP² de melhorias ergonómicas dos postos de trabalho do
Underbody e Clinching do MPV (2005); Underbody do Eos (2006) e implementação do Scirocco (2008/2009).
• Palestras: 2007: na Conferência L.M.E.R.T.(lesões músculo-esqueléticas
relacionadas com o trabalho), em conjunto com as outras duas ergonomistas da Volkswagen Autoeuropa.
Março 2009: Colóquio de boas práticas em ergonomia na Faculdade
de Motricidade Humana.
• Gosta de ergonomia porque “requer um trabalho dinâmico com uma
equipa multi-disciplinar e também a percepção dos problemas reais
sentidos pelos Operadores, com a visão de evitar ou minimizar os efeitos
nefastos do trabalho na sua saúde“.
MARÇO 09
O manipulador recebeu duas
pegas que permitem ao Operador transportar a peça
sempre à mesma altura, entre
a rack e o transportador.
Pegas laterais e inferiores evitaram que o Operador adoptasse más posturas ao aceder
a peças com diferentes alturas dentro do rack.
Uma guia de posicionamento
permite que o percurso entre
a rack de peças e a carroçaria tenha uma orientação
correcta.
Introdução de:
João Alves, Chefe de Departamento do Planeamento/ Carroçarias
Texto de:
Jacqueline Gaspar - Especialista em Ergonomia
Área de Planeamento, Ambiente e Infra-estruturas
5
Área de Carroçarias
As boas práticas são para partilhar!
Em 2005, foi iniciado um sistema de intercâmbio
de boas práticas entre as várias fábricas do Grupo
Volkswagen. O objectivo, para além de reduzir custos em termos globais, pressupõe um nivelamento de
standards de desempenho.
Ideias em base de dados
O projecto assenta numa ferramenta desenvolvida na Intranet onde são
registadas as ideias das fábricas originadoras, desde a sua identificação
até à efectivação financeira.
Estas ideias podem ser consultadas a qualquer altura pelas fábricas interessadas em implementar algum dos projectos lá registados.
Como potenciais “Boas práticas” dentro do Grupo Volkswagen, são estudadas as ideias que surgem em cada Área, e que podem vir de KVP2
ou não.
Energia e sucata: as melhores práticas são da Área de Carroçarias
A Área de Carroçarias registou já alguns projectos de Boas Práticas.
Em 2005 foram analisados uma série de indicadores de custos fabris,
nomeadamente de sucata,
energia, limpeza industrial,
materiais de não produção,
etc.
Feita uma comparação entre fábricas, com os devidos
factores de ponderação, foi
encontrada a fábrica com
melhor desempenho económico em cada uma das
categorias.
A nossa Área das CarroçaBoa prática: as lentes do equipamento de soldadura larias
foi a melhor na categoser: redução de custos na compra por quantidade para
ria de Energia e Sucata.
as fábricas do Grupo.
Usando como referência a
melhor fábrica em cada uma das categorias, foi firmado entre todas as
fábricas o compromisso de redução de custos.
Até ao final de 2008, o objectivo era de 2,4 milhões de euros de poupança na Área, e foram efectivamente identificadas ideias neste valor.
Algumas fábricas aproveitaram as boas nossas práticas de desligar os
equipamentos e cortar o ar comprimido ao fim de semana.
“Boa prática” que aproveitámos para nós
Foram realizados workshops com fábricas do Grupo que levaram por
exemplo a consultas de mercado de determinados materiais, conseguindo melhores preços.
Como exemplo, podemos referir que aproveitámos a negociação global
com fornecedores de lentes de protecção laser, conseguindo um preço
três vezes inferior ao preço que teríamos como cliente único.
Quem coordena?
• A coordenação central das “Boas Práticas” na Volkswagen Autoeuropa é
realizada por António Norberto (Dep. Engenharia Industrial Estratégica).
• Coordenadores nas Áreas: Leontina Reis (Prensas); Paulo Oliveira (Carroçarias); Jales Cordeiro (Pintura); Sérgio Russo (M.Final); António Farias (Qualidade); António Gouveia (P.A.I.).
Objectivos
• O objectivo definido para a nossa fábrica foi atingir em Boas Práticas a
poupança de 8,5 milhões de euros entre 2005 e 2008, divididos pelas
várias Áreas. A 3 de Dezembro de 2008 estavam atingidos 96%.
• No final de cada período de exercício (último foi de 2005 a 2008) é entregue um certificado a cada fábrica, e um troféu à que tenha atingido
maiores poupanças. O de 2005-2008 foi entregue a VW Bratislava, que
superou os objectivos definidos para a sua fábrica.
• De três em três meses realiza-se uma videoconferência com os coordenadores centrais das fábricas do Grupo Volkswagen para terem conhecimento das novas ideias e do ponto da situação.
Cursos Técnico/a de Produção
2 de Março. O curso de Formação “Técnico/a de Produção Automóvel”
na ATEC, com o apoio do I.E.F.P.. Conta com a participação de 204 dos 254
ex-colaboradores temporários da Volkswagen Autoeuropa, que terminaram
o seu contrato em Fevereiro. O curso intensivo e exames prolongam-se por 18
meses e, no final, os participantes recebem um Certificado de Participação de
nível 3, que confere lhes equivalência ao 12º ano de escolaridade.
R.V.C.C. (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências). Em
paralelo, estão já a decorrer na ATEC os cursos de equiparação ao 12º ano
de escolaridade para dois grupos de colaboradores da Volkswagen Autoeuropa. O primeiro iniciou-se em Fevereiro (25 colaboradores) e o segundo, dia
6 de Março (33 colaboradores).
Formação: programas e incentivos do Estado.
A Volkswagen Autoeuropa têm desenvolvido a sua formação desde 2004 no
âmbito do P.R.I.M.E. - Programa de Incentivo á Modernização da Economia,
com apoio do Ministério da Economia e do Fundo Social Europeu.
Sendo um dos promotores da ATEC, associação de formação virada para
a indústria, a Volkswagen Autoeuropa também é apoiada pelo Instituto de
Emprego e Formação Profissional (I.E.F.P.) no desenvolvimento das suas acções
de formação contínua.
Os cursos de formação da Volkswagen Autoeuropa para os seus colaboradores contemplam três vertentes:
• Programa de integração - para novos colaboradores durante três dias, sobre o Sistema de Produção Volkswagen; Organização e Limpeza; Higiene
e Segurança; etc.
• Training on the job - primeiro contacto de colaboradores com os equipamentos e ferramentas.
• Cursos na Academia de Formação ATEC. Áreas: Comportamental; Técnica; Informática; Línguas; Métodos; Qualidade, etc.
Estatística de formação em 2008
• 216.000 horas de formação
• 1441 acções de formação
• 286 cursos diferentes
• 2658 colaboradores envolvidos
• 71 horas em média/colaborador
Agência de viagens mais perto
O implante da Star Viagens Turismo
mudou de novo para o corredor central do edifício 8, r/c.
A agência trata das reservas internas
de viagens de trabalho e de viagens
particulares de colaboradores.
Horário: 8-12h e 12-30-16.30h.
Contacto: 21 211 2609 / ou 2444.
[email protected]
Descontos para os colaboradores
- 7% sobre os programas do Operador Mundo VIP;
- 5% de outros operadores;
- Tarifas especiais em hotéis;
- Brochura com uma selecção de “pacotes” viagens+hotel com preços exclusivos para os colaboradores;
www.autoeuropa.pt
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Área de Recursos Humanos
Políticas de compensação: quais as regras para a distribuição
dos vários prémios?
No mês de Março procedeu-se ao pagamento do Prémio de Objectivos, reconhecendo o contributo individual
no alcance dos objectivos estratégicos da empresa no ano de 2008.
Em Fevereiro, pagou-se o prémio de Líder de equipa e em Abril a empresa procede à aplicação do prémio a
colaboradores em topo de zona.
Prémio para Líderes de equipa
Avaliação de Operadores”. Os Especialistas são avaliados em termos
de “Proximidade ao Cliente”, “Máximo Desempenho”, “Capacidade de
Renovação”, “Respeito”, “Responsabilidade” e “Acrescentar Valor”, nos
parâmetros descritos no formulário de “Avaliação de Desempenho”.
Critérios
A atribuição do prémio pressupõe a inexistência de processos disciplinares e / ou de absentismo injustificado. Satisfeita esta condição, cada
Líder de equipa é avaliado pela sua chefia directa em cinco critérios,
descritos no “Formulário de Avaliação para Líder de Equipa”. São eles:
“Coordenação”; “Produtividade e Qualidade do Trabalho”; “Comunicação”; “Orientação para o Cliente e Resultados”; e “Comportamento Organizacional”.
Pagamento de prémio
O montante a pagar depende da antiguidade, do absentismo (que gera
descontos proporcionais) e da avaliação individual.
O valor individual máximo pago no ano de 2008 aos Operadores foi
de € 622,24. Teve como base o nível alcançado pela empresa nos vários
critérios que, em 2008, foi 39.1%. Esta percentagem (39.1%) é multiplicada por um 1.4 do salário base médio (39.1 x 1.4) x salário médio dos
Operadores.
Para Especialistas, a percentagem de 39,1% é multiplicada por 1.4 do
salário individual. O resultado gera um montante para distribuição na
Área, que será feito de acordo com o desempenho individual e critérios
definidos pelas chefias de cada Área.
Para a faixa de Operadores, o montante que não foi distribuído na primeira fase é redistribuído em Abril por todos os que tenham 0% absentismo e avaliação igual ou superior a 80%. Este segundo pagamento
não poderá ser superior a 0.5 do montante original.
Este prémio visa recompensar os Operadores que durante o ano civil
de referência, neste caso 2008, desempenharam a tarefa de Líder de
equipa.
Pagamento de prémio
O montante a pagar depende do tempo de desempenho da tarefa, do
absentismo justificado (que desconta proporcionalmente) e da avaliação
individual. O valor máximo pago em 2008 foi € 850,00.
O montante remanescente da primeira fase foi redistribuído em Março
por todos os que tinham 0% absentismo e 100% de avaliação.
Com o último Acordo de Empresa 2008-2010, o valor máximo para o
prémio de Líder de Equipa passa a ser € 1000, pago em duas fases. A
primeira, em Outubro do ano de referência, reflectindo a avaliação do
primeiro semestre, e a segunda em Fevereiro do ano seguinte, reflectindo a avaliação do segundo semestre. Os critérios eliminatórios (processos disciplinares e absentismo injustificado) mantêm-se.
Prémio de Objectivos
Este prémio visa partilhar o sucesso da empresa com os colaboradores, e estimular o seu envolvimento e participação na concretização
dos objectivos anuais, em vários indicadores de desempenho.
O montante disponível para distribuição depende do grau de desempenho da empresa em indicadores predefinidos. Em 2008, os indicadores de desempenho foram: Redução de Custos por Carro; Qualidade (falhas A e B); Lançamento de Novos Modelos; Produtividade;
Melhoria Contínua; e Organização e Limpeza.
Critérios
Com o Acordo de Empresa 2008-2010 os critérios de elegibilidade dos
colaboradores para o Prémio de Objectivos foram revistos e aplicados,
porque mais vantajosos, já em relação ao prémio de 2008.
São elegíveis os Operadores e Especialistas que a 31 de Dezembro do
ano de referência tenham três ou mais meses de antiguidade. O prémio
máximo a pagar é proporcional à antiguidade.
Não são elegíveis para o Prémio de Objectivos, os colaboradores com
processos disciplinares ou absentismo injustificado. Mais do que dez dias
de ausências justificadas, também excluem do Prémio. Se o colaborador
gozou licença de casamento, poderá ter até dezassete dias de ausências
justificadas (incluindo a licença de casamento).
No cálculo do Prémio, geram descontos proporcionais as ausências superiores a doze dias por acidente de trabalho; as ausências para a realização de testes escolares e exames académicos, desde que o colaborador tenha o estatuto de trabalhador-estudante; e as ausências por baixa
pré-natal, desde que confirmada pelo Centro Médico da Volkswagen
Autoeuropa.
Não são contabilizadas as ausências de férias, dias de compensação,
dias não-trabalháveis (downdays), dias de nojo, licença de paternidade
ou maternidade e licença parental até 15 dias.
Para além destes critérios, a distribuição do prémio depende da avaliação de desempenho individual. Os Operadores são avaliados em “Produtividade”, “Qualidade”, Segurança e Organização”, “melhoramento
contínuo”, e “trabalho em equipa”, conforme descrito no “Formulário de
MARÇO 09
Prémio Topo de Zona
Este prémio visa reconhecer e recompensar a elevada qualificação
dos Operadores que se encontram no Ponto de Pagamento superior
da sua zona (PP: 4, 6, 10 ou 12).
Critérios
A sua aplicação depende da antiguidade: para o PP A, são necessários
no mínimo 4 anos sobre o PP 4, 6, 10 ou 12. Para o PP B, no mínimo 2 anos
sobre o PP A. Para o PP C, no mínimo 3 anos sobre o PP B. Para o PP D ,no
mínimo 3 anos sobre o PP C. Para o PP E, no mínimo 3 anos sobre o PP D
e para o PP F novamente 4 anos sobre o PP E.
Os critérios eliminatórios são os mesmos aplicáveis ao Prémio de Objectivos, excepto na “ausência por acidente de trabalho” que, se for até 90
dias, não exclui o colaborador do pagamento.
Para haver progressão salarial, a avaliação do desempenho individual
nos critérios para o Prémio de Objectivos tem de ser igual ou superior
a 50% e nos critérios de avaliação para Topo de Zona tem que ser no
mínimo 60%, sem que nenhum dos critérios seja avaliado com 0%.
Pagamento de prémio
A progressão salarial por Topo de Zona é feita no mês de Abril, independentemente da data em que cada colaborador perfaz o tempo
necessário para a sua progressão.
Em 2009, só existem colaboradores adstritos aos Pontos Salariais A e B.
Os valores de acréscimo ao salário dependem do Ponto de Pagamento
para onde o colaborador progride. Quem está no PP A tem em Abril de
2009 um acréscimo de €16 mensais sob o salário base. Quem está no
PP B: €19,20.
7
Área de Recursos Humanos
Políticas de compensação
(continuação)
Feira de Genebra e de Detroit:
também marcámos presença
Prémio de Objectivos: estatística 2008
• O Prémio de Objectivos 2008 foi pago a 2643 Operadores e
Especialistas.
• 197 colaboradores foram excluídos por absentismo superior ao
autorizado ou por processo disciplinar.
• 39 colaboradores foram excluídos por “ausência por justificar”.
O que pensas dos Prémios da empresa?
Prémio de Objectivos
5 a 15 de Março. 850 marcas, 250 expositores. Na Feira de Genebra, Suiça, foram expostos no
stand da Volkswagen dois Scirocco brancos e um VW Eos Individual cinzento, com a capota preta.
Ambos os modelos nas motorizações 2.0L turbo.
“- Como sou Especialista recebo só o Prémio de Objectivos. Nos tempos de hoje, tudo
o que se seja prémio de reconhecimento é
sempre bom!” - Pedro Reis, Especialista, Área de
Qualidade.
“- Acho bem a distribuição ser tal como é,
por mérito e tendo em conta as responsabilidades. Penso que os montantes poderiam
ser mais significativos. Mas dada a situação
económica actual, até é bom sinal recebermos Prémio.” – Luis Oliveira, Especialista da Área de
Planeamento, Ambiente e Infra-estruturas.
Prémio de Líder de Equipa
“- Acho que o prémio de Team Leader não
deveria ser baseado na avaliação de desempenho. Se é Líder de equipa é porque já
o merece, pelas suas funções e responsabilidades. Deveria ser o mesmo valor (€1000/
ano) para todos os Líderes de Equipa. Acho
que seria justo. Todos os Líderes de Equipa
aqui merecem o mesmo.” – José Tanganho, Líder
Feira de Genebra. Paulo Gonçalves e Paulo
Silva, da equipa e Carros de Imprensa e de
Exposição (Press e Show cars) posaram junto ao Scirocco que ficou “lindo e impecável”
para os visitantes desta importante feira do
automóvel na Suiça.
Também para a Feira de Detroit, EUA, entre 11 e 25 de Janeiro, enviámos um VW Eos
2.0L, turbo, azul escuro que… foi produzido
por todos os colaboradores da Volkswagen
Autoeuropa…e que recebeu os retoques finais para exposição de Guilherme Ribeiro,
Simão Vieira e Valdo Cordeiro (Webasto).
A seguir os nossos VW Scirocco e VW Eos
claro, o VW Polo BlueMotion foi a “estrela” da Volkswagen, apesar de ser ainda só
um “conceito”. Será o veículo de cinco lugares mais eficiente do mercado, consumindo
apenas 3.3, aos 100Km e debitando somente
87g/km de emissões CO2.
Segundo o Director de Desenvolvimento do
Grupo Volkswagen, Dr. Ulrich Hackenberg,
“antecipo que poderá entrar em produção
em Fevereiro de 2010, apesar de este prazo
ser bastante exigente.”
Adeus ponte!
de equipa G1B, Área de Montagem Final.
Prémio Topo de Zona
“ – Preferíamos subir em termos de nível, para Técnico III, em vez de receber a progressão horizontal referente
a este Prémio Topo de Zona. Não incentiva tanto, como se passássemos de
nível. Já estamos há anos como técnico
II e o nosso trabalho é muito importante em termos de auditorias
finais de Qualidade.” – Paulo Silva e David Oliveira, Técnicos II da Área de
Carroçarias, na zona PDS (nave de Montagem Final).
11 de Março. A ponte foi abaixo. Não estava ali a fazer nada, há
pelo menos 16 anos. Serviu para ligação de caminhos anteriores à
construção da nossa fábrica. Aproveitaram-se as obras actualmente
em curso de alargamento da A2, e foi desmantelada. Fica a foto
para memória futura!
www.autoeuropa.pt
8
Sistema de Produção Volkswagen
KVP Cascata
Onda 1 - Passo 2
O Passo 2 iniciou-se na Pintura
Este ano, iniciou-se uma nova etapa no KVP Cascata. De entre as
fábricas da marca Volkswagen, a Volkswagen Autoeuropa foi escolhida para realizar o workshop piloto do passo 2 (onda 1) nas Áreas do
Carroçarias, Pintura e Montagem Final.
No caso na Área de Prensas foi escolhida a Seat Martorelli, em Espanha.
Dado que estes são workshops piloto, servem de treino para moderadores das outras fábricas, vindos, nomeadamente, da Alemanha e da
África do Sul.
A estação/zona do KTL na Área de Pintura foi a pioneira, em Fevereiro
Os workshops do passo 2 decorrem de modo diferente dos que estamos
habituados no passo 1. Para além dos elementos (símbolos) diferentes
que são usados neste passo, a sua dinâmica é também distinta. Duram
entre 10 a 12 semanas.
Como são os workshops do passo 2
No caso da Pintura, nas duas primeiras semanas, a equipa é dividida em
vários grupos que analisam a situação actual, registando os defeitos de
KTL nos pontos de controlo (após e-coat; após primário e em CP5A) estudam o processo em modo de produção. No final, identificam as acções
correctivas necessárias para os tipos de defeitos encontrados.
Nas três semanas seguintes, as equipas concentram os seus esforços na
implementação das acções na linha. Na quinta semana, as equipas voltam a encontrar-se em sala para se inteirarem do andamento das várias
acções, avaliar a sua efectividade e, se necessário, propor mais acções,
durante as três 3 semanas seguintes.
Finalmente, na última semana de workshop, avalia-se novamente a eficácia de todas as acções e quantificam-se os resultados.
Fase da identificação das potenciais causas para os defeitos encontrados.
Passo 2: os elementos visuais específicos para a Área da Pintura.
Modo de funcionamento de um workshop de Passo 2, específico da Área de Pintura.
Fase de Brainstorming de ideias para inventariar possíveis acções de melhoria.
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0
98
KVP Cascata
Onda 1 - Passo 1
Área de Montagem Final
Preparação da linha para a redução de volume
do Eos e Scirocco
Alterações na URQ A5
Nas semanas 4, 5 e 6 foram constituídas seis equipas multidisciplinares
com elementos da Produção, P.A.I., Logística e Sistemas de Produção,
com o intuito de prepararem as zonas A,B,C, D, E e F para produzir 325
unidades por dia a partir da semana 8.
A cada zona foi atribuída uma equipa que teve planeou o balanceamento ideal das operações na linha, tendo por base os princípios dos
workshops KVP Cascata.
Em detalhe, as equipas definiram os conteúdos de processo de cada
estação e garantiram que os materiais (peças), o equipamento e as operações ficassem dentro do perímetro da estação de trabalho, reduzindo
os deslocamentos dos Operadores ao mínimo.
Destes workshops resultaram diversas alterações a nível logístico: realocação de ferramentas electrónicas e redefinição dos limites espaciais
das URQ. No total, 12% das racks e 16% das peças foram deslocadas
entre estações.
Para auxiliar a implementação destas alterações foram criadas folhas
com a nova distribuição de operações e ajudas visuais afixadas nos quadros de equipa com o resumo das principais operações em cada nova
URQ. Esta preparação foi fundamental para ajudar os Operadores a
compreender a nova organização da linha perante a redução de volume de produção.
Antes
Depois
Duas caixas GLT de grandes dimensões com
borrachas para Eos e Scirocco obrigavam o
Operador a inclinar-se para as recolher.
Foi construído um carrinho Trilogiq que, para
além de ocupar menos espaço, disponibiliza
o mesmo de número de peças das caixas GLT
e facilita ao Operador a recolha das peças.
Antes
Depois
Antes, a montagem e ligação da bomba TDI
era feita na zona B2, estação 20
Depois de balancear a linha, foi possível
transferir este processo para a URQ A5, estação 16.
Antes
Depois
Antes, a montagem dos Brackets do Curtain
Airbag do Scirocco era realizada na nave de
Pintura
Após o balanceamento da linha, foi possível
transferir o processo de montagem dos Brackets, para a Montagem Final. URQ A5 estação 14 (Esq.ª e Dir.ª), ficando realocado junto
da montagem dos Curtain Airbags.
Antes
Depois
Antes, o Operador necessitava de se deslocar
longas distâncias com o MFT na mão e para
preencher a carta viajeira na estação 19
Depois, o material necessário passou a ser
transportado por um carrinho Trilogiq. O
Operador permanece ao lado da máquina
durante os testes eléctricos, reduzindo consequentemente os deslocamentos do Operador
à bancada.
Área de Montagem Final
URQ A5 reduz desperdício
Este workshop decorreu nas semanas 49/08 e 03/09. Um dos
lemas dos KVP Cascata, onda
1 passo 1 é “Aprender a ver”. E
ver o quê? O desperdício no
nosso processo de fabrico.
A equipa dedicou-se a analisar
primeiro todos os processos de
montagem da URQ: headlining do Scirocco, vidros lateDa esqª para a dirª: Paula Afonso (P.A.I.), rais traseiros do Eos, borrachas
Álvaro Lomba (Produção), João Barradas (Produção), Gisela Garcia (Sistema de Produção), Vítor da bagageira, cortina lateral
Cortes (Produção), João Pagaime (P.A.I.), Pedro do airbag, e testes eléctricos
Vasconcelos (Sistema de Produção), Tiago Pereira dos Eos.
(Sistema de Produção) e José Gonçalves (P.A.I.).
Ausentes na foto: Ana Jacinto (Logística); Carlos Para a análise, recorreu a diaTorrinha (ECC); Carlos Santos (Produção); Rui Bap- gramas de esparguete e folhas
tista (Produção)
de trabalho, referenciando as
actividades de valor acrescentado e as de desperdício. Determinou ainda as cargas de trabalho dos
Operadores para o volume de 400 unidades/dia.
Após o shutdown de Natal houve necessidade de refazer o balanceamento da URQ para o redução do volume de 325 unidades/dia.
Com base neste novo balanceamento foi elaborado um plano de acções
de modo a reduzir o desperdício existente e a melhorar as condições de
trabalho na URQ.
Esta redução de volume levou a realocar 24,1% dos racks e 34,1% das
peças, que permitiram optimizar o espaço de trabalho e assimilar operações vindas de outras estações.
MARÇO 09
10
Área de Carroçarias
Há que premiar o mérito!
UBC3A: a URQ do ano 2008!
De entre as 28 Unidades Reguladoras da Área, a URQ C3A foi vencedora em quatro dos oito meses que contabilizaram para a URQ do ano
2008.
Esta equipa têm como funções soldar manualmente vários reforços,
construindo subgrupos do piso da carroçaria do VW Eos, como o apoio
do banco traseiro (Rűckwand) e as cavas das rodas traseiras.
Em 2008, e apesar das equipas terem tido várias alterações na sua
composição ao longo do ano, -muitos colaboradores foram sendo transferidos para a linha do Scirocco, outros eram temporários – a UBC3A
conseguiu manter-se unida e motivada em atingir altos níveis de desempenho. Muitos parabéns!
“Esta URQ esteve em luta renhida com a URQ UB1A do MPV, em termos de resultados nos vários critérios, nomeadamente no de Qualidade, onde ganhou
por ter registado somente menos dois defeitos de soldadura! De qualquer
modo, estão de parabéns por se terem destacado nos critérios de Absentismo, Segurança e nos dois sub-critérios de Qualidade.” - resumiu António
Cabrita, Superintendente das linhas do MPV e das linhas de piso mistas, Eos
e Scirocco.
UBC3A: porque ganhou em 2008?
Média dos 8 meses*
Critérios
Objectivo Alcançado
2,80%
0,54%
Máx € 4.448
€ 5.526
Segurança (acidentes)
Máx. 0,13
0
Qualidade Teste destrutivo (defeitos) + Reparações mecânicas por 1000 carros
Máx. 4
Máx. 2,5
0
1,99
Produtividade Horas por carro (Verbrauchte Zeit VBZ)
Máx. 0,92
1,11
Máx. 6
5,26
0
0
Absentismo (% ausências)
Custos Gastos máximos em materiais NPM
Organização e Limpeza Auditoria Interna
(não
conformidades)
A “gloriosa” equipa do ano 2008 posou com as chefias. Em pé, da esqª para a dtª.: Antonio Cabrita (SI), Alberto Gavinhos (DP), Manuel Ribeiro (SI), José Santos (Op), João Nobre (Op), Mário
Silva (Op), Valter Maroco (TQ), Fábio Marques (Op), Carlos Marques (Op), Jorge Velhinho (Op),
Gualter Ribeiro (Op), Julius von Ingelheim (Director da Área de Recursos Humanos), Fernando
Esteves (Op),Vitor Almeida (SI).Miguel Sanches (DA), Mak Silva (SI).
Em baixo: Luis Faria (Op), Alexandre Caseiro (EP), Carlos Encarnação (TQ), Carlos Augusto (Op),
Nuno Amaro (TL).
Ausentes na foto, mas que participaram no êxito da equipa: José António (MP), Duarte Lopes (MP),
Ricardo Martins (Op), Fábio Oliveira (Op) e André Silva (Op).
Siglas: SI- Superintendente; OP- Operador; MP- Técnico de Manutenção Integrada; TQ. Técnico de
Qualidade. DA (Director da Área); DP (Director de Produção); EP (Especialista de Produção).
A UBC3A…
• Tem 13 Operadores e 1 Técnico de Manutenção Integrada
• A UBC3B (turno B), foi extinta em Maio de 2008, dando lugar a
uma só equipa, a UBC3A
URQ: ranking 2008
Por ordem decrescente: UBC3A, UB1A, FE1A, UBC2A, UBC2B, FE4B,
BSS1A, BSS1B, UBC5A, FRS1B, BS1A, FE4A, CLS1A, FE4C, CLS1B, FE5B,
FE3B, BSC1A, UBS4A, UBS4B, FR1A, UB2A, CLC1A, FE5A, UBC4A, UBC4B, FE3A, DBC1A, DBC1B, FRC1A, FRS1A.
Factor penalizante Falhas B na auditoria Body in white
CP5
* Os meses que contabilizaram para a “URQ do mês” em 2008 foram: Março, Abril, Maio e Junho,
Julho, Setembro, Outubro e Novembro
vermelho: resultados aquém do objectivo
verde: resultados positivos
Os critérios para as URQ do mês, em 2009
Custos (gastos máximos em materiais NPM)
Objectivo máximo: € 4.448
Segurança (dias perdidos por mês)
Objectivo: máximo: 0,13
Qualidade
Subcritério: Defeitos no teste destrutivo. Objectivo: máx.4
Subcritério: Reparações mecânicas por 1000 carros: máx. 2,5
Produtividade
Subcritério: horas por carro. Objectivo: máx. 0.92
Subcritério: Absentismo. Objectivo: 2,80%
Factor penalizante
Falhas B na auditoria Body in white CP5. Objectivo: 0
Verificação à URQ (por dois “auditores internos”)
Subcritério: Organização e Limpeza. Objectivo: máx. 5 não-conformidades. (0-12 pontos)
Subcritério: Segurança: utilização equipamentos/vestuário segurança,
estado dos equipamentos de trabalho (0-12 pontos)
Subcritério: Verificação do processo: equipamentos em condição para
produzir peças dimensionalmente correctas (0-14 pontos)
Subcritério: TPM: cumprimento de rotinas de manutenção (0-14 pontos)
Subcritério: Quadros de equipa: informação actualizada (0-14 pontos)
O que sentes por ter ganho?
“Sinto-me muito realizado com o meu trabalho aqui como reparador, soldador, montador de peças e, acima de tudo, por pertencer a uma das maiores
empresas do ramo automóvel! “ - Carlos Augusto.
“ Sinto orgulho! É a vitória de se apostar no valor das pessoas”
- Carlos Mar-
ques.
Julius von Ingelheim, Director da Área de Recursos Humanos quis felicitar pessoalmente a “Equipa
do ano” e entregou o troféu ao Líder da equipa, Nuno Amaro. O prémio: cheques brinde no valor
de 150 euros para cada colaborador.
“ Sinto muita alegria por pertencer a esta equipa e a esta empresa que me
dá estabilidade. Para sentir-me a 100% só me falta pertencer aos quadros da
empresa!” - José Santos.
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Área de Planeamento, Ambiente e Infra estruturas / Área de Montagem Final
Túnel de água permite já testar nove carros
João Águas, da Divisão de Planeamento, informa-nos sobre as alterações introduzidas no túnel e nas cabines de teste à estanquecidade dos
carros, no fim da nave de Montagem Final.
mais precisão nos vários modelos que produzimos, pois temos sempre condições de teste adequadas, mesmo com maior velocidade de
linha.
• Os novos filtros instalados são auto-limpantes (limpam-se automaticamente), ou seja, não requerem qualquer intervenção dos Operadores
e das equipas de Manutenção. Ao contrário dos antigos, que necessitavam de ser mudados e lavados manualmente, tarefa que era feita
sempre nos intervalos das refeições...
• A nova bomba tem um comando por variador de frequência, que permite um ajuste de mais fino, e um motor com maior grau de eficiência.
Estas características originam um menor consumo de energia.
• Foi instalado um tanque adicional ao lado da cabine nova para reaproveitar melhor a água em recirculação e assim evitar que vá para
o esgoto.
O que foi acrescentado durante o shutdown de Natal 2008? Qual
a razão?
• A cabine de teste no estágio 1, do lado da entrada de veículos, foi
prolongada em 11,5m
• O transportador de veículos foi prolongado em 12,1m
• Foi substituída uma das duas bombas de água
• Foi instalado um conjunto de dois filtros e de um regulador de pressão
para a zona nova.
Por detrás desta intervenção, esteve a estratégia de fazer com que a duração do teste de água continue a ser sempre superior ao estabelecido
pelas normas do Grupo Volkswagen, caso exista aumento de capacidade e velocidade de linha como prevemos que aconteça futuramente.
Quantos metros tem agora ?
Neste momento o túnel tem um total de 55,6m. A primeira cabine de
secagem que está separada do túnel, tem 6m de comprimento.
Quantos carros podem estar dentro do túnel? De quanto tempo é o
teste?
Actualmente podem ficar nove carros dentro do túnel em teste. O tempo
mínimo de teste, de acordo com a especificação de Grupo Volkswagen,
é de 6 minutos. De momento, a duração varia em função da velocidade
de linha, e é de 8,7min a 10,63min, superando sempre as exigências do
Grupo.
Quais as vantagens que trouxe, a nível técnico?
As vantagens são várias:
• Existe a possibilidade de detectar as eventuais entradas de água com
Qual a capacidade instalada, em relação à anterior?
Foram instalados 17 anéis de tecto e laterais, com 136 bicos de pulverização, e 15 anéis de piso com 60 bicos de pulverização. Ao todo, o túnel
de água tem agora 196 bicos de pulverização com 3 tipos diferentes de
jactos, trabalhando à pressão de 2 bar.
O que ainda pode melhorar?
Há sempre possibilidades de melhorar! Neste momento estamos já a
instalar um novo filtro de recirculação que permitirá que a água em circulação continue limpa por mais tempo, diminuindo assim os consumos
de água.
Curiosidades
Quantos litros de água são utilizados por cada carro, em teste?
Para o tempo mínimo de teste, 6 minutos, gastam-se cerca de 1400 litros de
água industrial por carro, mais cerca de 380 litros por carro de água desmineralizada
De onde vem esta água?
A água vem do furo existente na Volkswagen Autoeuropa
A que temperatura a água é aspergida?
A água está à temperatura ambiente
Vai alguém dentro do carro durante o teste?
Normalmente não, só em casos de investigações especiais
Carros eléctricos em 2050
O Instituto Frauenhofer de Pesquisa e Inovação de Sistemas (ISI) procedeu a uma análise de custos/
eficiência para dois potenciais cenários de mobilidade no futuro, cujas hipóteses de se materializarem
dependem largamente dos desenvolvimentos no campo das tecnologias eléctricas e de baterias.
O cenário mais optimista aponta para que os carros híbridos e eléctricos se tornem a forma mais dominante de mobilidade, destronando até 2050 praticamente por inteiro os veículos de condução convencional. Na Alemanha, esta situação significaria 45 milhões de veículos de combustão interna que
desapareceriam das estradas, mas significaria também o aumento de 90 terawatts/hora no consumo
de energia eléctrica.
O segundo cenário, prevê a utilização de carros movidos a electricidade somente em aplicações específicas, como por exemplo na condução ao redor das cidades ou na utilização de pequenos autocarros.
Neste cenário, haveria oito milhões de veículos eléctricos e híbridos em 2050, representando 17% do
universo de veículos automóveis em circulação. Este cenário aumentaria o consumo de energia eléctrica entre 10 a 15 terawatt/hora, um volume
que poderia ser confortavelmente absorvido pelas infra-estruturas supostamente existentes à altura.
De acordo com os autores do estudo, tornar realidade um destes cenários depende acima de tudo dos avanços nas potencialidades das baterias,
nomeadamente nos seus tempos de duração e de recarga.
____
Excerto de www.technikwissen.de 11.12.08.compilado na Environment Newsletter editada pela Volkswagen.
MARÇO 09
12
Área de Compras e Logística
R.S.O.* – promove trabalho de empresas portuguesas para o Grupo Volkswagen
No seguimento de uma reestruturação central da Volkswagen nas equipas responsáveis pelos diversos mercados (em termos de fornecedores)
do Grupo Volkswagen, foi atribuída à nossa fábrica gerir o seu próprio mercado de fornecedores.
Em Abril de 2008, o mercado português, que até então era gerido pela
Seat Martorell, Espanha, foi atribuído à Volkswagen Autoeuropa. De forma
a gerir essa nova responsabilidade, foi criada uma equipa: o RSO* Portugal, equipa de Pesquisa e Desenvolvimento de Fornecedores Nacionais.
•
As funções de uma R.S.O.
•
Fase de pesquisa (scouting):
• Identificação de potenciais novos fornecedores e análise do mercado
nacional
• Coordenação do processo de registo na plataforma Volkswagen, via
B2B (**)
• Alocação de fornecedores aos diversos grupos de produtos
• Visita e avaliação de potenciais fornecedores
• Desenvolvimento estratégico de fornecedores
•
Fase de gestão de consulta de mercado/adjudicação:
• Escolha de fornecedores potenciais para cada peça/projecto a mercado
no Grupo Volkswagen
• Envio do pacote técnico aos fornecedores
• Coordenação das Negociações que envolvam fornecedores nacionais
no Grupo Volkswagen
• Acompanhamento com a equipa de auditores Volkswagen (***), do calendário de auditorias a efectuar.
•
As dezassete equipas R.S.O. existentes no Grupo Volkswagen seguem linhas
orientadoras da casa-mãe e o seu trabalho desenvolve-se em três fases:
Fase de gestão de produção e de problemas:
• Seguimento dos fornecedores no Processo de Compras
• Gestão de problemas relacionados com qualidade de peças, cumprimento de prazos, financeiros, etc.
Ponto da situação
Em 2008, a R.S.O. Portugal, avaliou catorze fornecedores portugueses. Para 2009, estão planeadas trinta avaliações.
Em Março de 2009, existem já quatro fornecedores em situação de terem uma Auditoria ou Análise de Potencial por parte
da Volkswagen. Até final de 2009, a R.S.O. Portugal prevê conseguir propor pelo menos dez fornecedores para auditoria.
Ainda em 2009, a R.S.O. Portugal dará apoio na requalificação
dos nove fornecedores auditados com nota “C” em Qualidade
ou em Engenharia.
Notas: A – Fornecedor de Topo; B – Fornecedor “Bom” mas com pontos
a melhorar; C – fornecedor “insuficiente” que não pode fornecer peças ou
fazer desenvolvimento
Aos dezanove fornecedores já auditados, mas que não alcançaram nomeações, a nossa tarefa é intensificar o apoio de forma a que se tornem competitivos, conseguindo-se posicionar
para ganhar peças no Grupo Volkswagen
Ainda em 2009, o foco vai incidir em três pontos: na procura
de novos fornecedores nacionais para fazerem parte da base
de consulta do Grupo Volkswagen; na formação de fornecedores e no incremento do volume de negócios dos fornecedores nacionais.
As equipas de pesquisa e desenvolvimento de mercados do Grupo Volkswagen
Para aumentar a incorporação nacional
A visibilidade dos fornecedores dentro do Grupo Volkswagen ganha-se
com boas ofertas e bons desempenhos.
Para o conseguir, incluímos os nossos fornecedores no máximo de consultas
de mercado de todas as marcas do Grupo Volkswagen (Audi, Seat, Skoda, Bentley, Lamborghini, Porsche, Bugatti, VWN, VW), de forma a terem
acesso aos volumes de produção em jogo.
Apenas com sinergias de volume de produção é possível obter bons resultados de negociação e potenciar o aumento de incorporação nacional
nos fornecimentos de peças para os nossos carros.
“ O objectivo da equipa R.S.O. Portugal é aumentar e dinamizar a nossa
carteira de fornecedores portugueses, promovendo a sua competitividade no Grupo Volkswagen .” - Sandra Alcape Meyer
Mensagem para os colaboradores
Se conheces alguém que trabalhe numa empresa que tenha interesse em
entrar no Grupo Volkswagen para fornecer peças de produção, dá-lhe
o nosso contacto para uma avaliação do seu potencial como fornecedor
para o Grupo VW!
Contacto: [email protected]
Telefone: 21 211 2835
* R.S.O. - Regional Sourcing Office. Equipa de Pesquisa e Desenvolvimento de Fornecedores Nacionais
para Grupo Volkswagen
(**) B2B – Beschaffung to Beschaffung: Base de dados de fornecedores do Grupo Volkswagen
(***) – Trabalho conjunto com o auditor certificado da Volkswagen Autoeuropa – António Bento
A equipa R.S.O. de Portugal pertence à Área de Compras e Logística. Participa nas teleconferências semanais com os responsáveis de Compras de todo o Grupo Volkswagen.
Da esqª para a dtª: Elisabete Esteves (Compradora de peças de metal); João Neto (Comprador de peças componentes do compartimento do motor e Eléctrico); Sandra Alcape
Meyer (Responsável da equipa) e Anabela Carvalho (Compradora de peças Interior –Exterior).
www.autoeuropa.pt
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O meu trabalho
O que está mal e pode melhorar
Segurança, acima de tudo!
Cláudia Campos, 36 anos,
entrou para a empresa em
1998. Pertence ao grupo de
Especialistas, e a sua função
é Engenheira de Segurança,
na Área de Recursos Humanos .
“ O objectivo do meu trabalho é a prevenção, ou seja, é
contribuir para que a fábrica
cumpra os requisitos essenciais de segurança para que não ocorram acidentes de trabalho.
Para tal, sou sempre envolvida antes, durante e depois da execução de
projectos novos ou de trabalhos de alterações, relacionados com infra-estruturas, linhas de produção, processos de trabalho, equipamentos, etc. Só
termino quando já não há necessidade de alterações ou melhorias.
Acompanho diariamente as Áreas, tendo em vistas as questões de segurança. Consulto os colegas, faço inspecção visual às estações de trabalho, e
participo como auditora nas auditorias de Organização e Limpeza.
Colaboro na formação, leccionando por exemplo as regras básicas de segurança aos novos colaboradores internos e aos das empresas externas.
Por último, investigo acidentes de trabalho de forma a garantir que não
voltam a acontecer.
Assim, o meu dia resume-se: primeira e últimas horas do dia ao computador,
a gerir e-mail, relatórios, estatísticas, pesquisas técnicas, etc. Depois, a maior
parte do dia, passo-o com os “meus parceiros de garantia” dos requisitos
essenciais de segurança. E eles estão por todo o lado na fábrica: nas linhas
de produção, nas equipas de manutenção, nas equipas de ergonomia, na
Área de Planeamento, Ambiente e Infra-estruturas, no Centro médico, etc.
Gosto do meu trabalho porque é muito interactivo; dinâmico e estou sempre
a aprender!
Todos os aços têm que estar dentro da especificação de
Qualidade!
Manuel Santos, Área de Prensas, Laboratório de Materiais.
Técnico de Controlo de Qualidade.
Tem 49 anos, entrou em Novembro de 2006 para a AVision, onde exerce estas
funções.
“Os colegas da Produção, linhas de corte de platinas,
dão-me diariamente entre oito
a dez pequenos recortes das várias platinas de aço que chegam à nossa
fábrica. Vou para o laboratório, e aí recorto e lixo os bordos dos provetes
de cada um dos recortes com as medidas de 25cm por 2cm. Meço a largura
com um paquímetro, a espessura com um micrómetro, a rugosidade com um
rugosímetro. Introduzo estes dados no software da máquina de tracção (na
foto) e recebo uma listagem das suas características mecânicas do aço, em
termos de alongamento, limite elástico, resistência máxima e deformação
plástica r90 e n90, coeficiente que determina a planicidade do material.
Comparo então esses dados com a especificação da Volkswagen para os
vários tipos de aço a utilizar nos carros. Dou o OK no sistema. Se não estiverem OK, informo o meu chefe, João Elvas, para contactar o fornecedor e os
colegas da Engenharia de Processo. Se, entretanto, a produção já tiver sido
iniciada, as platinas são bloqueadas antes de serem prensadas.
Esta é a minha rotina diária, que acumulo com o arquivo das amostras, para
o caso de serem necessários testes de confirmação. Acompanho também o
trabalho nas linhas, sempre que surgem problemas de qualidade nas peças
prensadas e acompanho também os fornecedores do aço. Sou também responsável pela calendarização e seguimento das calibrações dos aparelhos
de medição no Instituto de Soldadura e Qualidade.
Gosto do meu trabalho…porque não é monótono e dá-me motivação satisfazer o cliente interno, ao ajudar a resolver os problemas.
MARÇO 09
Ao acaso, pedimos a colaboradores de várias Áreas que nos dêem as suas opiniões
sobre o que gostam na nossa fábrica e o
que acham que deveria melhorar. Os depoimentos são anónimos e pretendem ser
um contributo à melhoria da comunicação
interna e um potencial instrumento de decisão para as chefias. Sempre que possível,
procuramos dar uma resposta às situações
colocadas.
“- Penso que há pouca informação sobre quais os critérios
de promoção de Especialistas a Especialistas Sénior ou
a Especialistas Expert? Qual a diferença e quais os benefícios adstritos. – Especialista da Área de Compras e
Logística.
“- O conceito de “Technical Expert”, pressupõe que o colaborador
com nível de Especialista tenha elevadas qualificações técnicas e experiência na função, e que esta função seja relevante e de mais valia
para a empresa, tornando-a de difícil substituição, caso a empresa
precise de alguém do exterior.
Para ser elegível, o Especialista terá que ter no mínimo cinco anos de
experiência relevante; ter tido quatro anos de avaliação “acima da
média” no seu desempenho; ter grau acadêmico superior e estar nos
níveis de funções (Sistema de graus Strata) 20/21 ou 21/22.
O que é comummente associado a Especialista Sénior são as funções
de grau Strata mais elevado, 20/21 ou 21/22.
Ambas as funções têm um pacote de compensação especial associado. “ - Margarida Silva, Chefe de Divisão de Organização e Compensação, Área de Recursos Humanos.
O que está bem
“- Achei positiva a decisão da empresa em tentar manter
os ex-colaboradores de Agências de trabalho temporário
em formação na ATEC até podermos vir a precisar deles para produzir. Oxalá! Seria um bom sinal!” – Líder de
equipa da Área de Montagem Final.
Colaborador recebe o seu Scirocco no Centro de Entregas
3 de Março.
José Luis Cabral, trabalha há
14 anos connosco, e é líder de
equipa de Manuseamento de
Materiais de prensas da Área
de Compras e Logística, (Avision), foi o primeiro colaborador que escolheu levantar
o seu carro - neste caso um
VW Scirocco 1.4, 160Cv, - no
nosso Centro de Entregas.
“Quando o vi disse logo para
mim: este carro tem de ser
meu! Gosto muito do carro!”
Encomendou dia 16 de Janeiro à Carvega de Carnaxide, e levantou-o aqui, no
dia 3 de Março.
Ao fim dos 700 km que já percorreu até 11 Março, comentou-nos “ É um desportivo, e não passa despercebido. Curva bastante bem, é suave, temos sempre
presente a sua potência, e é bastante silencioso.”
Por ser colaborador da A-vision teve os mesmos descontos dos colaboradores da
Volkswagen Autoeuropa 15%, menos 650 euros de campanha actual* e ainda o
voucher de 100 euros de gasolina.
Desejamos que tenha muitos bons momentos com o seu Scirocco!
___
*Campanha e voucher só para carros da marca Volkswagen e só até 8 de Junho 2009.
Participa no concurso de fotografia…
Este é o nosso carro… O resto é paisagem!
Esta é a fotografia vencedora do jornal nº 130, (Março 2009). Uma foto
do nosso VW Scirocco num exótico recorte da paisagem, perto de Palmela. Fotografado por Joaquim Seno da Área de Qualidade.
Muitos parabéns!
Patrocinador do concurso de fotografia.
O que fotografar?
O nosso MPV (VW Sharan ou Seat Alhambra),
o VW Eos ou o VW Scirocco, juntos ou separados, têm que estar sempre na foto! Num ângulo interessante, num cenário especial, numa
situação fora do comum. A cores ou a preto e
branco.
Escolha da melhor
O vencedor será seleccionado pela redacção
do Jornal Autoeuropa. Todas as fotografias
enviadas permanecem a concurso, jornal após
jornal.
Prémio
Para o vencedor, a empresa patrocinadora BES
oferece um voucher para a estadia de duas
pessoas, uma noite, num dos Hotéis Tivoli em
Portugal. O vencedor deve dirigir-se à agencia
BES no Edificio 8 e contactar o Sr. Rui Correia.
Para concorrer
Somente os colaboradores da Volkswagen Autoeuropa podem concorrer. As fotos devem ser
entregues a Isabel Carimbo, Rec. Humanos, Comunicação Interna, edif.10, 1º andar, ext 2776,
ou enviadas por email ([email protected]).
Junto à foto deverá constar o nome do autor,
Área de trabalho e local onde foi tirada.
Autoeuropeus de gema
Frases filosóficas (segundo os colegas)
“ - Não pode ser…!” (quando está a argumentar determinado assunto)
“- Olha que não é assim…. Estás equivocado… e eu vou provar-to!”
“- A malta não está focada mas é uma questão de tempo!”
Nome: António Joaquim Pereira
Araújo
Idade: 52
Função: Superintendente das equipas
da finalização da carroçaria nos três
modelos (Frontend Body) na Área de
Carroçarias
Carro que guia actualmente: VW
Eos
Um “carro de sonho” é: esquecer que
existe um outro mundo fora do carro
durante a nossa condução
Nasceu em: Barreiro
Reside em: Montijo
Signo: Virgem
Agregado familiar: mulher, Paula, e
filha, Cláudia Sofia, de 24 anos
O que anda a ler: não tenho tempo
para ler
Receita preferida: sopa de safio
Grande paixão: economia
Dia perfeito: aquele em consigo conviver com os meus melhores amigos
Desporto que pratica: golfe e xadrez
Clube favorito: F. C. Porto
O que lhe traz calma: beber uns copos ao pôr-do-sol
O que lhe faz perder as estribeiras:
a falsidade
Virtude que mais aprecia: honestidade
Pior hábito (ou defeito): teimosia
Música que prefere: rock
Filme da sua vida: “Era uma vez na
América”
Arte: a torre de Pisa
Actriz e actor preferidos: Al Pacino
Na vida real, admira: a beleza das
mulheres
Local de sonho: Os fiordes da Noruega
O que fazia se saísse o euromilhões:
dedicava-me ao estudo de como e
onde aplicar o dinheiro.
Prata da casa
Reiki, a passagem de energia que ajuda a curar a dor
Ana Rita Reis, 32 anos, vive em Setúbal e entrou para a empresa em Maio
de 2001.
Para além das funções normais de Secretária do Director da Área de Carroçarias, ajuda também em alguns relatórios de produção; serve de elo de ligação
entre os colaboradores da Área e o Centro Médico e coordena os planos de
trabalho de fim-de-semana e as auditorias de Organização e Limpeza. “- Porém, o que mais gosto é de editar o folheto com a Informação Semanal da
Área!”.
O seu hóbi é o Reiki – “O Reiki apareceu no meu caminho numa altura em que
andava à procura de respostas a determinadas questões da minha vida.
É uma técnica de cura em que o terapeuta sabe reconhecer quais os pontos
energéticos do corpo (chakras) que necessitam de ser activados, restaurados
ou reequilibrados. Na prática, o terapeuta coloca as mãos sobre o corpo (ou a
tocar), nas zonas desses chackras. É uma prática descoberta no Japão, no início
do século XIX por Mikao Usui, professor universitário de Teologia.”
Alívio em algumas doenças
O Reiki actua no corpo físico e mental daquele que o recebe, promovendo harmonia e desbloqueio de emoções negativas. Funciona no alívio de angústias,
depressões e stress e também no de múltiplos estados de dor e de doença: problemas de coração, cancro, doenças de pele, cortes, ferimentos, ossos partidos,
dores de cabeça, febres, constipações, gripes, queimaduras, cansaço, falta de
memória, etc.
Esta terapia não exclui as outras medicinas, podendo trabalhar em conjunto
com estas, ampliando a sua eficácia.
Os três níveis
“- Fiz os dois níveis de terapia Reiki em Setúbal e também dois níveis de Karuna
Reiki na Amadora. Na terapia Karuna, a energia é mais perceptível, facilitando
o processo de cura. Tenciono ainda avançar este ano para o terceiro nível de
ambas as terapias.
Existem três níveis de Reiki. No primeiro, são ensinados os princípios e as técnicas para a auto cura. No segundo, exercer a prática nos outros e no último, o
nível de mestre, já se pode passar a prática a outras pessoas.
Não existe tempo definido entre cada nível. Cabe a cada pessoa reconhecer se
está preparado para avançar.”
A terapia
“-Sempre que possível, exerço Reiki, na minha casa. Os meus pacientes normalmente são amigos, familiares ou pessoas conhecidas. Algumas vão por curiosidade, outras porque já experimentaram e querem repetir o sentimento de paz
e bem-estar.
Uma sessão de Reiki dura cerca de uma hora, mas depende de cada caso.
Que benefícios te trouxe o Reiki?
“O Reiki foi uma das melhores coisas que me aconteceu na vida. Sou uma pessoa muito mais calma, deixei de ser ansiosa, considero-me a pessoa mais feliz
à face da Terra. O Reiki mudou por completo a minha forma de ver o mundo,
o universo, e todas as pessoas que me rodeiam. Deixei de ver os meus supostos
problemas como problemas, mas sim como ensinamentos e oportunidades de
melhoria. Sejam eles quais forem.
Aconselho o Reiki a toda a gente! Pelo menos, experimentem!!
Se ficaram interessados no Reiki, contactem a Ana Rita:
[email protected]
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Flexibilidade, para podermos crescer