EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL DE TEMPO INTEGRAL SANTA BÁRBARA, NO MUNICÍPIO DE PALMAS-TO. AUTORES Arianny Silva, Gabriela Machado, Natan Coelho e Perla Maria ACADÊMICOS DO CURSO DE GESTÃO AMBIENTAL DA FACULDADE CATÓLICA DO TOCANTINS Orientador: Flávio Pacheco – Coordenador do Curso de Gestão Ambiental na Faculdade Católica do Tocantins RESUMO O objetivo do estudo foi diagnosticar se o educando na Escola Municipal de Tempo Integral Santa Bárbara, no município de Palmas no estado do Tocantins, possui conhecimento, sensibilização e consciência ambiental dentro e fora da escola. Para a elaboração do artigo foi utilizada uma pesquisa quantitativa, o público entrevistado foram alunos do nono ano (antiga oitava série) turma 081. No referencial teórico foram apresentadas teorias relacionadas à conservação da biodiversidade, sustentabilidade, educação e educação ambiental. Pode ser percebido através deste estudo que a maioria dos educandos possui uma noção básica relacionada ao meio ambiente, sendo abordado no âmbito escolar, havendo uma interrelação de disciplinas, e se estendendo ao cotidiano. 1. INTRODUÇÃO A relação, interação e diálogo que todos os seres vivos fazem com o meio chama-se Ecologia. Segundo Haeckel (1972) eco significa “casa” e logia derivada de logos quer dizer “reflexão” ou “estudo”. Desde os tempos remotos, mas precisamente a.C, se tem observado a relação do ser humano com o meio ambiente, mesmo que de uma maneira rudimentar. Ao longo dos anos, principalmente depois da revolução industrial, observou-se altos índices de poluição, excesso de desmatamento, degradação do solo, destruição da fauna assim como da flora, pois a população passou a usar máquinas para a substituição da mão-de-obra individual, o que antes levava-se dias, agora era feito em horas, potencializando o efeito das ações humanas sobre o meio ambiente. Diante do processo acelerado de destruição, surge a preocupação de que algo deveria ser feito para reverter, ou ao menos amenizar o impacto sob os 1 recursos naturais, desencadeando, assim, movimentos ambientais que demonstraram ações relacionadas ao meio. Hoje mais do que nunca, tem se falado em uma sociedade sócio e economicamente sustentável, ecologicamente correta, com conceitos e filosofias voltadas ao meio ambiente, como uma maneira de cuidar e interagir com o mundo, respeitando-o e aceitando que o ser humano faz parte do ambiente e dele precisa para sua sobrevivência. Faz-se então, necessário compreender que a educação é um processo contínuo de construção de conhecimento, de formação de caráter, de transmissão de culturas, agregando valores e crenças, tornando-se uma nova filosofia e percepção da realidade. A evolução dos conceitos voltados à sustentabilidade remete a definição de Educação Ambiental, que para Reigota (2007) é uma representação social, já que é realizada a partir da concepção individual que se tem do meio ambiente. Sendo assim: A Educação Ambiental é um componente essencial, e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo em caráter formal e não formal. (Lei Nº 9.795 de 27 de Abril de 1999. Art. 2º) É de extrema importância que a Educação Ambiental seja inserida na rotina escolar de uma forma dinâmica, estimulante, lúdica, divertida, para que seja desenvolvida nas crianças sua consciência, que possam mudar seus hábitos e o de suas famílias, enraizando a verdadeira necessidade de se preservar nosso meio e biodiversidade. É interessante voltar toda e qualquer atividade para foco ambiental, que ela seja inserida no conteúdo a ser desenvolvido, que alunos e professores possam interagir a fim de agregar novos conhecimentos, usando a curiosidade humana para atingir os objetivos propostos, formando cidadãos pensantes e gerações ecologicamente sustentáveis. Nesse sentido, o estudo buscou averiguar se o educando da rede publica municipal, possui conhecimento, sensibilização, percepção e consciência ambiental dentro e fora da escola. O artigo tem como finalidade verificar o grau de sensibilização dos alunos das escolas da rede pública de Palmas, buscando um melhor aprendizado e interação 2 com o meio ambiente, observando assim como elas venham distinguir o certo e o errado sobre as questões ambientais que hoje vivemos. Com o intuito de responder aos objetivos, atendendo as expectativas esperadas, observando e verificando como é abordada a Educação Ambiental no âmbito escolar. O presente artigo está dividido em 5 (cinco) partes, a primeira composta pela a introdução, onde é apresentado a justificativa e relevância do tema, a problemática e os objetivos do estudo. A segunda parte é composta pelo referencial teórico, momento em que é discutido teorias sobre conservação da biodiversidade, sustentabilidade, educação e educação ambiental. Na terceira parte a metodologia é exposta, momento em que é explicado como o artigo foi elaborado. Na quarta parte é apresentada a análise dos resultados, momento em que são mostrado as discussões sobre o tema de campo que fora discutido. Na quinta e última parte, é apresentado às considerações finais, momento em que são coroados os principais fatores sobre o tema pesquisado. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1. Conservação da Biodiversidade Por definição biodiversidade - ou diversidade biológica - descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano. Refere-se, portanto, à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados. Segundo a Cartilha de Conservação da Biodiversidade – Legislação e Políticas Públicas afirma, a perda de biodiversidade é uma crise silenciosa. Se não interrompida, levará à homogeneização biótica do planeta. As evidências dessa crise manifestam-se no declínio das populações biológicas e na ameaça de extinção de 3 espécies, na perda de diversidade genética entre as espécies da agropecuária, na degradação dos ecossistemas e na extensa perda de habitats. Dos cerca de duzentos países atuais, apenas dezessete são considerados megadiversos, por conterem 70% da biodiversidade mundial. O Brasil está em primeiro lugar nessa lista, abrangendo a maior diversidade biológica continental. Nosso território abriga entre 15% e 20% de toda a biodiversidade do planeta e o maior número de espécies endêmicas, a maior floresta tropical (a Amazônia) e dois dos dezenove hotspots1 mundiais (a Mata Atlântica e o Cerrado). (GADEM, Roseli Senna. Conservação da Biodiversidade Legislação e Políticas Públicas, Brasília, 2011, p. 7) Conservar a biodiversidade significa proteger a multiplicidade de formas de vida que se manifestam entre a crosta terrestre e a fina camada de gases que a reveste, a chamada biosfera (WILSON, 1997). A biologia da conservação baseia-se na idéia fundamental e simples de que conservar a biodiversidade é bom para a humanidade, tendo em vista que a natureza é fonte de recursos materiais (vegetais, animais, minerais) usados para finalidades diversas - econômicas, recreativas, culturais, científicas, psicológicas e espirituais. Além desses materiais, a natureza promove serviços, como a conservação da água, a manutenção do clima, a fixação de carbono, a conservação do solo, o controle de predadores, a polinização de plantas e a dispersão de sementes. Os ecossistemas, particularmente os tropicais, ajudam a manter o teor de oxigênio na atmosfera, regulam temperatura, precipitação, umidade e ventos, ou seja, os fatores climáticos globais são mediados e dependentes da manutenção dos ecossistemas tropicais nativos. Os recursos naturais servem ainda de fonte de energia e de matérias-primas para o desenvolvimento industrial, especialmente para as indústrias alimentares, química, farmacêutica e cosmética. Mais recentemente, a capacidade de manipulação de materiais genéticos e a bioprospecção se tornaram importantes ferramentas de exploração da biodiversidade para fins de desenvolvimento tecnológico. “A biodiversidade é ainda componente importante da identidade cultural de muitas populações locais e é a base do ecoturismo e do turismo rural.” (ECOSYSTEMS, 2003; CAVALCANTI, 2006; MILLER, 1997). Entretanto, a diversidade, manifestada em multidões de espécies de distribuição geográfica limitada, é vulnerável a golpes mais violentos que as 4 perturbações comuns (WILSON, 1994). Existem alterações capazes de provocar a eliminação de uma parcela dessa multidão de espécies, com o conseqüente rompimento da cadeia a que estava ligada outra parcela de espécies, obstruindo-se o ciclo de nutrientes e degradando-se o ecossistema. Perturbações catastróficas resultam em comunidades diferentes daquelas pré-existentes (WILSON, 1994; CREED, 2006). “A perda de habitats, a redução do tamanho dos remanescentes e o crescente isolamento do fragmento por novas formas de uso produzem grandes efeitos sobre a biodiversidade” (BENSUSAN, 2001). 2.2. Sustentabilidade Sustentabilidade é definida como a habilidade, no sentido de capacidade, de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo. O termo "sustentável" provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo o Relatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas". O tema da sustentabilidade confronta-se com o paradigma da “sociedade de risco”. Isso implica a necessidade de se multiplicarem as práticas sociais baseadas no fortalecimento do direito ao acesso à informação e à educação ambiental em uma perspectiva integradora. (JACOBI, 2003) Para Leff, o discurso da sustentabilidade busca reconciliar os contrários da dialética do desenvolvimento: o meio ambiente e o crescimento econômico. Este mecanismo ideológico não significa apenas uma volta de parafuso a mais da racionalidade econômica, mas opera uma volta e um torcimento da razão; seu intuito não é internalizar as condições ecológicas da produção, mas proclamar o crescimento econômico como um processo sustentável, firmado nos mecanismos de livre mercado como meio eficaz de assegurar o equilíbrio ecológico e a igualdade social. 5 O discurso do desenvolvimento sustentável não é homogêneo. Pelo contrário, expressa estratégias conflitantes que respondem a visões e interesses diferenciados. Suas propostas vão desde um neoliberalismo econômico, até a construção de uma nova racionalidade produtiva (Leff, 1999: 123). 2.3. Educação Relaciona-se por educação o período em que se estuda regularmente na escola, no entanto os estudos acadêmicos fazem parte da educação mas não a compreendem como um todo, educação é um processo que vai muito além desse período, é gradual e natural, é a construção da personalidade do caráter, não é um momento passageiro, é duradouro por toda a existência do individuo, é aprender a passar do individualismo para o coletivo, para o bem comum, exercer uma consciência, pensar no próximo sair do estado passivo e conduzir-se ao ativo, tornar-se um indivíduo pensante, capaz de ter suas próprias opiniões, responder por suas ações, educação é a construção do saber. A educação é a ação exercida pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontrem ainda preparada para a vida social; tem por objetivo suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política, particularmente, se destine (DURKHEIM 1978 p. 41). No conceito tradicional de Educação, o aluno chegava à escola “sem nada na cabeça”, cabendo a ela expor um conjunto de conhecimentos sobre vários assuntos e os testando periodicamente através das provas para avaliar se tais conhecimentos foram absorvidos . O que era mais valorizado ao fim do processo é chamado de habilidades intelectuais que são a linguística (capacidade de ler, compreender e escrever textos) e a lógica-matemática (capacidade de processar informação quantitativa). Dessa forma o aluno meio que poderia passar de fase, para um outro nível e assim sucessivamente, como em um vídeo-game. No entanto o conjunto de fatos que lhes eram transmitidos não eram sinônimos de conhecimento adquirido, estava apenas incentivando a sua capacidade de memorização. e não estimulando as capacidades cognitivas como a interpretação, poder julgamento e decisão, sem mencionar que as dificuldades e especificações da aprendizagem individual eram ignorados. 6 Os alunos eram “treinados” de acordo com o que a sociedade exigia, ensinados assim, eles poderiam agir como se esperava socialmente. As leis da educação são as primeiras que recebemos. E como elas nos preparam para sermos cidadãos, cada família particular deve ser governada em conformidade com o plano da grande família que compreende todas as demais. Se o povo em geral tem um principio, as partes que compõem, isto é, as famílias também terão. As leis da educação serão, portanto, diferentes em cada tipo de governo. Nas monarquias terão a honra; na república, a virtude; no despotismo, o medo. (MONTESQUIEU 2004 p.44) As salas de aulas eram isoladas e limitadas em recursos, às mesas e cadeiras eram alinhadas em filas; o professor exercia a função único dono do conhecimento; a apresentação da informação era limitada aos livros-texto e o uso do quadro negro. Os conhecimentos eram bem divididos, não permitindo assim a visão ampla de interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. Com as mudanças dos tempos, as inovações das tecnologias, ampliação dos pensamentos, o conceito tradicional tornou-se incapaz de “atender a demanda” social. O volume de informações ofertadas a todos se tornou muito maior do que a escola explorava. Houve a necessidade de constante reciclagem e formação de profissionais, pela mudança do padrão de comportamento social. Por esses e tantos outros motivos à escola deve ser um espaço rico em recursos que estimulem a aprendizagem, um ambiente motivador de construção de conhecimentos, onde aluno e professor possam interagir e construir os saberes, o papel do professor agora é de conselheiro, um parceiro do discente, tornando-o assim ativo e autônomo. Desenvolvendo capacidades que possibilitem um futuro profissional promissor. O educando vai construindo sua autonomia por meio da pesquisa. Segundo Freire (1996) a educação não deve ser simplesmente uma transmissão de conhecimento, mas criar uma esfera onde o educando possa construir o seu próprio conhecimento baseado com o conhecimento que ele trás de seu dia-a-dia, com a sua família. Temos ainda: As condições ou reflexões até agora feitas vêm sendo desdobramento de um primeiro saber inicialmente apontado como necessário a formação docente, numa perspectiva progressista. Saber ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção (Freire 1996 p 47). 7 De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394 de 20 de Dezembro de 1996) os níveis escolares são compostos pela Educação Básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio e pela Educação Superior. Pressupõe que a Educação é de direito de todos, para que cada indivíduo tenha sua própria visão. 2.4. Educação Ambiental A Educação Ambiental tem sido proposta de várias maneiras alternativas, segundo Marcos Reigota (2007, p.28), “o desafio da educação ambiental é sair da ingenuidade e do conservadorismo (biológico e político)”. Desta forma, ao observar como a sociedade lida com EA, percebe-se que cada vez mais se faz necessário uma debate aprofundado sobre tal assunto e para o que ela tem contribuído, de acordo com Marcos Reigota (2007, p. 28 e 29), “a educação ambiental tem contribuído para uma profunda discussão sobre a educação contemporânea em geral já que as concepções vigentes não dão conta da complexidade do cotidiano em que vivemos nesse final de século.” “A EA deve dirigir-se a pessoas de todas as idades, a todos os níveis, na educação formal e não formal. [...] A EA, devidamente entendida, deveria constituir uma educação permanente, geral, que reaja às mudanças que se produzem em um mundo em rápida evolução. Essa educação deveria preparar o individuo, mediante a compreensão dos principais problemas do mundo contemporâneo, proporcionando-lhe conhecimentos técnicos e qualidades necessárias para desempenhar uma função produtiva, com vistas a melhorar a vida e proteger o meio ambiente, prestando a devida atenção aos valores éticos.”(Primeira Conferência Intergovernamental sobre EA. Tbilisi, 1977) De acordo com Dias (1991), a definição dos princípios básicos da educação ambiental está dividida em dez tópicos, dentre os quais se destacam dois principais, sendo eles: ajudar a descobrir os sintomas e as causas reais dos problemas ambientais, e; utilizar diversos ambientes educativos e uma ampla gama de métodos para comunicar e adquirir conhecimentos sobre o meio ambiente, acentuando devidamente as atividades práticas e as experiências pessoais. Nesse contexto dos princípios estão reunidas as informações básicas conceituais sobre a educação ambiental, que sugere atividades para a sua prática, 8 fornecendo subsídios para a ampliação dos conhecimentos e expõe os diversos mecanismos legais de ação individual e comunitária que permitem o exercício responsável à consciência da cidadania. Com a contribuição hoje da UNESCO apud Pedrini (1997), a Educação Ambiental é vista como um meio de um indivíduo construir valores sociais para consequentemente possuir um conhecimento e continuando assim habilitado para gerar atitudes e de usar com responsabilidade o que é do povo de fato, essencial à sadia qualidade de vida, contribuindo para um lugar agradável a toda geração futura. A Educação Ambiental pode ser proposta de duas formas, tanto formal quanto não-fornal com diz a Lei N.º 9.795, de 27 de Abril de 1999: Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal. § 1º A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino. § 2º Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica. § 3ºNos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas. Art. 13. Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. 3. METODOLOGIA 3.1. PESQUISA 9 Pesquisa pode ser definida como: “um procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo de conhecimento” (Ander-Egg, 1978, p. 28). Tal procedimento requer um levantamento de dados de várias fontes, sendo, portanto formal. Para elaboração deste estudo será utilizada a pesquisa bibliográfica exploratória, que segundo Lakatos (2006) “Trata-se de levantamento de toda bibliografia já publicada, em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita.” Este estudo será desenvolvido na Escola Municipal de Tempo Integral Santa Bárbara, situada na Rua 07 Apm- L 5º Etapa, Setor Santa Barbara, Palmas – TO. Onde será utilizada a análise descritiva quantitativa, pois foi aplicado um questionário a fim de verificar o grau de consciência e sensibilização dos alunos em relação às questões ambientais vivenciadas atualmente. 4. ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.1. OBJETO DE ESTUDO A Escola Municipal de Tempo Integral Santa Bárbara nasceu em função de atender a demanda das famílias que foram abrigadas no setor Santa Bárbara que se formou pelas inundações que a Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães causou ao povoado de Canela (oeste de Palmas). Seu nome teve origem no nome do bairro, sendo que as aulas tiveram inicio em março de 2002, porém a lei de criação que regularizava o funcionamento da escola aconteceu em 2003. Está localizada na rua 07 APM “L” Taquaralto 5º Etapa, bairro Santa Bárbara, em Palmas- To, oferecendo ensino fundamental. 4.2. A PESQUISA Foi formulado um questionário quantitativo a fim de avaliar o grau de conhecimento dos alunos em relação à educação ambiental, sua importância e o contexto social em que ela se insere. Aplicando-o então, no dia 26/05/2011 para posterior análise dos resultados. 4.3. ANÁLISE QUANTITATIVA 10 Trabalhou-se com alunos do ensino regular; da 9ª série do ensino fundamental, com faixa etária a partir de 11 anos, aplicando um questionário de 10 questões quantitativas. Com a primeira questão objetivou-se descobrir a idade dos alunos. GRÁFICO 1: Percepção Ambiental relacionado à idade FONTE: Da pesquisa (2011) Pode ser percebido no gráfico 1, que a maioria dos entrevistados possuem entre 11 e 14 anos. A segunda questão visou saber o gênero dos discentes. GRÁFICO 2: Percepção Ambiental relacionado ao gênero FONTE: Da pesquisa (2011) Foi verificado que mais da metade dos entrevistados é do sexo feminino. Já a terceira pergunta procurou conhecer o nível do contato ambiental. GRÁFICO 3: Contato direto com o meio ambiente FONTE: Da pesquisa (2011) 11 O gráfico mostra que apenas 21% tem muito contato com a natureza. Com a quarta questão procurou-se descobrir o envolvimento com o meio ambiente. GRÁFICO 4: Participação de atividades ambientais FONTE: Da pesquisa (2011) Pode ser verificado que a maioria da turma nunca participou de nenhuma atividade ambiental. A quinta pergunta buscou analisar se há uma interação e troca de conhecimentos entre professores e alunos. GRÁFICO 5: Participação da escola na formação da consciência ambiental FONTE: Da pesquisa (2011) Fica claro a contribuição dos professores com a educação ambiental. Com a sexta pergunta averiguou-se a preocupação com a separação do lixo. GRÁFICO 6: Percepção ambiental relacionada à coleta seletiva FONTE: Da pesquisa (2011) 12 Pode ser visto que menos da metade dos entrevistados tem a preocupação de separar o lixo úmido do lixo seco em sua casa ou escola. Já na sétima questão pretendeu-se saber quais materiais são reaproveitados. GRÁFICO 7: Percepção ambiental voltada á reciclagem FONTE: Da pesquisa (2011) Foi possível perceber que quase todos os entrevistados reaproveitam ao menos um material considerado descartável. Sendo que a oitava buscou-se avaliar a importância da água potável. GRÁFICO 8: Percepção ambiental relacionada à importância da água FONTE: Da pesquisa (2011) Observa-se que uma minoria dos entrevistados pensam que a água é um recurso ilimitado e infinito. A nona pergunta procurou analisar a preocupação com o desmatamento de matas ciliares. GRÁFICO 9: Percepção ambiental voltada ao desmatamento FONTE: Da pesquisa (2011) 13 Com esse gráfico pode ser verificado que uma quantidade mínima dos entrevistados tem dúvidas quanto às consequências negativas do desmatamento para o meio aquático. Logo a décima e última pergunta questiona o descarte do lixo ao ar livre. GRÁFICO 10: Percepção ambiental relacionada à conscientização sobre a poluição FONTE: Da pesquisa (2011) É possível observar que a grande maioria dos entrevistados tem a preocupação com o descarte correto dos resíduos sólidos. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Objetivo deste estudo foi averiguar se o educando na Escola de Municipal de Tempo Integral Santa Bárbara, possui conhecimento, sensibilização, percepção e consciência ambiental dentro e fora da escola. Levando-se em consideração que a educação ambiental propõe um desafio constante ao modo de vida existente entre educação, sociedade, trabalho e natureza. Proporcionando uma relação de harmonia onde o individuo se compreenda como parte do meio. Assim é possível perceber no presente estudo que os educandos na sua maioria possuem um comportamento satisfatório com o meio ambiente; ressaltando a preocupação do docente para estabelecer conhecimento e abordagens voltadas ao meio ambiente, como coleta seletiva e reutilização de produtos. Nota-se também que os alunos tem a preocupação ambiental, relacionado a escassez da água, desmatamento, assim como o descarte correto do lixo. No entanto, faz-se necessário o aprofundamento individual, tanto quanto de incentivos do governo para a sustentabilidade do planeta. 14 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS BENSUSAN, Nurit. Os pressupostos biológicos do sistema nacional de unidades de conservação. In : BENJAMIM, Herman (coord). Direito Ambiental das áreas protegidas: o regime jurídico das unidades de conservação. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. CAVALHEIRO, Jeferson de Souza. Consciência ambiental entre professores e alunos da escola estadual básica dr. Paulo Devanier Lauda. Disponível em http://jararaca.ufsm.br/websites/unidadedeapoio/download/JefersonCava..pdf. Acessado em 15/04/2011. DIAS. Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. Editora Gaia, São Paulo: 1991 GADEM, Roseli Senna. 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