Projeto Pedagógico MATERIAL PEDAGÓGICO Caderno para Pré-escola Porto Alegre, 2011 Catalogação Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (NDP – Núcleo de Documentação e Pesquisa) Material Pedagógico 8ª Bienal do Mercosul – Caderno para Pré-escola /Organização: Pablo Helguera e Mônica Hoff; tradução de Clara Meirelles, Clodinei Silva, Gabriela Petit, Martin Heuser e Nick Rands. Porto Alegre: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 2011. 40 p.: 21 x 29,7 cm – (8ª Bienal do Mercosul) Textos em português, espanhol e inglês. 1. Arte contemporânea. 2. Educação e Arte. 3. Contação de histórias 4. Pré-escola 5. Exercícios pedagógicos. 6. Artistas 8ª Bienal do Mercosul. 7. Pablo Helguera. 8. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. CDD 370.71 CDU 73:37 Ensaios de Geopoética José Roca, curador geral A 8a Bienal do Mercosul está inspirada nas tensões entre territórios locais e transnacionais, entre construções políticas e circunstâncias geográficas, nas rotas de circulação e intercâmbio de capital simbólico. O título se refere às diversas formas que os artistas propõem para definir o território, a partir das perspectivas geográfica, política e cultural. As bienais são eventos primordialmente expositivos, que ativam a cena artística de uma cidade durante períodos relativamente curtos. Contudo, além de serem recorrentes, são descontínuas – e esse é seu lado fraco: nos períodos entre uma bienal e outra usualmente não acontece nada, ou bem pouco, em termos de ativação da cena artística local. A 8a Bienal do Mercosul tenta responder à seguinte pergunta: é possível fazer uma bienal cuja ênfase não seja exclusivamente expositiva? Nossa proposta inclui estender a ação da Bienal no espaço e no tempo. E propõe entender o tema escolhido não apenas como um marco conceitual para ler a produção artística contemporânea, mas como uma estratégia de ação curatorial, sugerindo a Bienal como uma instância de criação e consolidação de infraestrutura local. A 8a Bienal enfatiza o componente educativo – diferencial da Bienal do Mercosul em relação a outras bienais – ao envolver o curador pedagógico na própria concepção do projeto curatorial. Traz, assim, os componentes da curadoria como oportunidades para articular o projeto pedagógico e, desse modo, transcender a tríade convencional interpretação-mediação-serviço, que caracteriza as ações educativas em bienais e museus. 5 O campo expandido da pedagogia Pablo Helguera, curador pedagógico A presente coleção de Cadernos para Professores da 8ª Bienal do Mercosul tem o objetivo de oferecer ferramentas para várias disciplinas do ensino básico e médio. Para tanto, foram selecionadas áreas de conhecimento que estão vinculadas de alguma forma aos interesses e temáticas presentes nas obras dos artistas participantes dessa Bienal, assim como aos temas principais que englobam o projeto curatorial da atual edição. a. A pedagogia como veículo de mediação da arte (o ensino de arte em si ou a apreciação da arte); A premissa curatorial da 8ª Bienal do Mercosul propõe uma reflexão em torno dos dispositivos culturais, políticos e sociais que contribuem para a construção do imaginário de nação e de metarregião. Partindo do termo “Mercosul” que denomina uma região econômica e do qual a própria bienal tomou o seu nome, a proposta curatorial procurou questionar: como se constrói um país? De que forma a ideia de nação contribui para determinar como nos percebemos e como percebemos o nosso povo em relação aos outros? Qual o papel dos processos artísticos na fabricação da iconografia nacional? Esta série de cadernos, criados para as diversas disciplinas, procuram cumprir esses três objetivos da seguinte forma: Uma vez que as obras e a reflexão curatorial desta bienal estão ligadas à ideia de repensar a noção de território, o projeto pedagógico também segue um caminho semelhante propondo uma revisão do próprio campo da pedagogia na arte. Reconhecemos, assim, que a pedagogia da arte – e, em particular, como ela é aplicada em museus e bienais – é um campo que, tradicionalmente, limita seu potencial tanto no conteúdo quanto na prática. Em relação ao conteúdo, predomina ensinar arte para entender arte e não para entender o mundo; em relação à prática, predomina o ensino como distribuição de informação e não como gerador de consciência crítica. b. A transpedagogia, ou o processo de aprendizagem como obra de arte (o processo de conhecer como arte); c. A arte utilizada como instrumento pedagógico para obter um maior conhecimento do mundo (a arte para o conhecimento do mundo). 1. Proporcionando informação sobre os artistas, conceitos artísticos e contexto histórico da obra, e assim oferecer uma maior apreciação da mesma; 2. Sugerindo una série de atividades que reproduzem processos artísticos, porém com objetivos educativos; 3. Utilizando as obras de arte como ponto de partida de debates, reflexão e aprendizagem em torno a esses outros campos de estudo, tais como a história, a geografia, a linguagem e as ciências políticas. Esperamos que este material ajude, em alguma medida, para facilitar a abordagem de diversos conceitos em sala de aula e que estimulem, também, a criatividade, o debate e a comunicação, não apenas em relação à arte contemporânea, mas à nossa realidade contemporânea em toda sua extensão. Considerando esses aspectos, o componente pedagógico da bienal propõe, num intento metafórico, “reterritorializar” o campo da pedagogia no âmbito das artes visuais por meio de três tipos de implementação: 7 Yanagi Yukinori Fukuoka, Japão, 1959. Vive em Tókio, Japão e Nova Iorque, EUA. O tema da imigração gera posições encontradas: há quem afirme que o imigrante erode a cultura do país anfitrião até desnaturalizá-la; outros consideram que a imigração é o necessário aporte cultural para uma sociedade diversa. Em tempos de globalização e de conflitos regionais ainda sem resolver, a migração forçada ou voluntária continua sendo um fenômeno central que questiona as definições tradicionais de nação, fronteira e identidade. Yanagi Yukinori considera que os limites são cada vez mais uma ficção – como as bandeiras – devido aos constantes movimentos transnacionais. Seus trabalhos mais conhecidos consistem em realizar bandeiras de países com areias coloridas em caixas de acrílico, organizadas em retículas segundo relações geopolíticas (antigas colônias com o país colonizador, os países das Américas, os do litoral do Pacífico, etc). As bandeiras adjacentes se conectam por meio de pequenos tubos de plástico. Yukinori libera colônias de formigas, as quais vão cruzando as bandeiras com seus túneis no seu incansável ir e vir, misturando grão a grão as cores, hipoteticamente "até conseguir uma grande bandeira universal". As granjas de formigas de Yukinori alegorizam os movimentos migratórios entre países através do trabalho das formigas, erodindo a suposta integridade cultural dos estados-nação, expressa num de seus símbolos mais recorrentes. estiveram fora do seu país? Eles já tiveram ou comeram algo que veio de outro país? Pergunte se eles alguma vez observaram formigas atentamente, num formigueiro ou noutra situação. O que eles observaram sobre o seu comportamento ou hábitos? Diga-lhes que Yukinori cresceu no interior do Japão onde frequentemente brincava com formigas e outros insetos e era fascinado pela maneira como elas trabalham juntas em colônias. Pode ser que você queira compartilhar com os seus alunos outros fatos a respeito das formigas. Este site fornece um grande número deles: http://www. pestworldforkids.org/ants.html Há insetos ou outros animais que os estudantes tenham observado atentamente em sua vida? Convide os estudantes a compartilharem essas observações uns com os outros. O que eles gostam, admiram ou imaginam sobre as criaturas que observam? Como eles podem usar esse animal numa obra de arte? Questões: Mostre aos estudantes imagens da obra America [América], de Yanagi Yukinori. O que eles notam? Peça aos estudantes que tentem identificar os materiais e as imagens. Yukinori criou uma série de caixas interligadas, cada uma preenchida com areia colorida no formato de uma bandeira nacional e conectadas por tubos de plástico. Depois disso ele soltou milhares de formigas dentro do sistema. O que os estudantes acham que pode ter acontecido após a entrada dessas formigas? O artista estava interessado em como as formigas mudariam todas as bandeiras através dos seus movimentos, exatamente como nós mudamos os nossos próprios países através de viagens, comércio, etc. Que relacionamento os estudantes têm com outros países? Eles já 8 Atividades: Observação de Criaturas Para esta atividade, traga alguns tipos de criaturas para a sala de aula, mantendo-as em recipientes adequados. Você pode trazer algumas formigas num formigueiro, algumas larvas de formigas-leão num pote cheio de terra ou caracóis num terrário. Divida os estudantes em pares e peça que observem e comparem o comportamento das várias criaturas. Introduza mudanças no ambiente delas para observar o seu comportamento. Por exemplo, você pode colocar comida no formigueiro e observar como elas reagem, ou colocar luz dentro do pote de larvas de formiga-leão para ver o que elas fazem. Crie a Sua Própria Bandeira Nesta atividade, os estudantes devem criar uma bandeira para representar a sua classe. Olhem para a bandeira do seu país. O que ela diz aos estudantes sobre o seu país? Dê informações sobre os seus símbolos. A seguir, pergunte que cores, formas ou imagens poderiam representar a turma como um todo. Qual é a atividade favorita dos estudantes? Eles têm um animal de estimação ou algum que seja seu favorito? De que cores são as paredes, o prédio, etc.? Pensem sobre como esses elementos podem se juntar para criar uma bandeira. Agora, distribua folhas de papel retangulares e peça aos estudantes que cubram todo o espaço do papel para criar a sua própria bandeira. Compartilhe as bandeiras. O que cada uma delas comunica sobre a turma? America, 1994 Formigas, areia colorida, caixa de plástico e tubos de plástico | Hormigas, arena colorida, caja de plástico y tubos de plástico | Ant, colored sand, plastic box, plastic tube and plastic pipe 30,0 x 45,0 cm (x36) / 270 x 360 cm total | overall Foto | Photo: Shigeo Muto 9 Sanna Kannisto Hameenlinna, Finlândia, 1974. Vive em Helsinque, Finlândia. A artista finlandesa Sanna Kannisto realiza pela arte o que, em outras disciplinas, se denominaria trabalho de campo. Kannisto acompanhou expedições científicas em selvas tropicais do Brasil, Guiana e Costa Rica com a intenção de criar sua própria documentação, liberada por completo dos imperativos da ciência: objetividade, técnica, método e rigor. Com a ajuda de um simples dispositivo de iluminação e um pequeno recinto em tela branca, a artista fotografa espécimes botânicos ou zoológicos sem necessidade de retirá-los de seu habitat natural. O processo de Kannisto soluciona por meio da fotografia e do vídeo um dos problemas que enfrentavam os expedicionários científicos dos séculos XVIII e XIX (que juntavam mostras que serviriam de referência para que desenhistas profissionais da Europa realizassem as ilustrações de uma realidade que não conheciam): como representar, de maneira fidedigna, uma realidade distante a partir de fragmentos de espécimes frequentemente desnaturalizados pelo tempo e a distância? Mediante seu trabalho in situ, Kannisto atualiza a tradição das ilustrações botânicas e reduz a distância entre experiência e representação da natureza. A seguir, olhem juntos para a obra Untitled (Self-portrait) [Sem Título (Auto Retrato)]. Peça aos estudantes que procurem por ligações entre a primeira fotografia e esta. Diga-lhes que esta é a artista trabalhando. Sabemos disso porque o título da fotografia é Auto Retrato. Pergunte-lhes o que Kannisto está fazendo nesta foto. Kannisto construiu uma caixa portátil de fotografia com um fundo branco para as suas fotografias. Ela diz que ela é como um palco mostrando cenas da natureza, que eu dirijo. Quando o objeto é retirado do seu cenário original, retirado da natureza, ele se torna especial. Peça aos estudantes que pensem sobre esta fotografia como uma cena num filme ou animação. O que poderia acontecer a seguir? Fontes: http://www.sannakannisto.com/index.php?opt ion=com_content&view=article&id=185&Itemid=5 http://www.jacksonfineart.com/artist_exhibit.php?id= 240&exhibitid=84&imageid=1838 Questões: Pergunte aos estudantes o que preferem na natureza e por que. Eles têm flores ou plantas favoritas? Peça que tentem explicar por que gostam das suas flores e plantas favoritas. Em turma, olhem primeiro para Leptophis Ahaetulla. O que percebem nesta fotografia? Como descreveriam esta flor? O que mais está na fotografia? Onde estão esses objetos? O título da fotografia é, na verdade, o nome da cobra que se enrola ao redor da flor. Ela é chamada de Lora ou Cobra Papagaio e é encontrada no norte da América do Sul. Ela se alimenta de lagartos, sapos e pequenas aves. A artista Sanna Kannisto, encontrou muitos assuntos para as suas fotografias durante viagens a centros de pesquisa científica no Brasil e na Costa Rica. O que os estudantes pensam que ela gostou nesses espécimes naturais? 10 Leptophis ahaetelulla, 2006 Edição de | Edición de | Edition of 7 Impressão colorida em plexiglas | Impresión en color en plexiglas | C-print mounted on plexiglas 75,5 x 94cm Atividades: Categorizando a Natureza Traga entre 40 e 50 fotografias de objetos naturais de uma categoria. Os objetos podem ser apenas conchas, flores, plantas ou ervas. Divida os estudantes em pares e dê a cada par algumas dessas fotografias. Peça aos pares que comparem e contrastem os objetos que lhes foram dados. Se eles fossem solicitados a colocar os objetos em categorias, que categorias seriam essas? Eles poderiam organizar por cores, altura, formato de folhas, etc. Peça a eles que expliquem as suas escolhas. Depois disto, peça aos pares que se combinem de modo que fiquem em grupos de quatro. Os estudantes devem então comparar juntos todas as fotografias do seu grupo. Que diferenças eles percebem? Que categorias eles conseguiram inventar? Untitled (Self-portrait), 2000 Impressão colorida em plexiglas | Impresión en color en plexiglas | C-print mounted on plexiglas 74 x 90 cm encontrar que não tinham notado antes, enquanto desenhavam ou faziam decalque? Que perguntas eles têm sobre os objetos? Contando Histórias da Natureza Como uma extensão do projeto acima, os estudantes podem transformar os seus desenhos em ilustrações de histórias, inspiradas em Kannisto. O que acontece a seguir à folha do seu desenho? Uma lagarta a come? Ela encontra uma amiga folha e vai para uma parte da comunidade mais arborizada? Estudo da Natureza Faça uma expedição com a classe para um parque ou reserva ecológica. Leve lápis e papel e incentive os estudantes a desenhar o que virem na natureza. Demonstre a eles como podem olhar com cuidado as flores ou plantas ou animais para desenhar as linhas e formatos que vêem. Como alternativa, traga para a aula objetos da natureza e peça aos estudantes que os desenhem em suas classes. Eles podem também fazer decalques, principalmente se forem folhas, casca de árvore e conchas. Coloque à mostra os desenhos ou decalques que os estudantes criaram. Que detalhes eles conseguiram 11 Nick Rands Chester, Reino Unido, 1955. Vive entre Londres, Inglaterra, e Porto Alegre, Brasil. Adotando uma postura bem pouco convencional, a obra de arte para Nick Rands surge de um complexo sistema de tomada de decisões. Números, passos, padrões e direções espaço-temporais se combinam transformando-se na estratégia inicial para o desenvolvimento de suas pinturas, fotografias ou instalações. Embora a obra de Rands possa ser lida pela sua aproximação com o entorno natural e urbano, sua conceitualização artística e quase científica envolve um agir que situa o artista como a ferramenta de execução do sistema idealizado. Ele elabora um padrão inicial cujo resultado final lhe é absolutamente desconhecido, deixando-se levar e surpreendendo-se com o seu resultado, a obra. Habitualmente, o sistema aplicado à ação performática do artista em sua experiência de caminhar – sob princípios matemáticos ou esquemas de repetições – é documentado através de fotografias ou desenhos que logo sobrepõe em camadas ou que anima em vídeos. Do mesmo modo, em seu trabalho pictórico – processo no qual também cria sistemas de ordem – Rands utiliza o barro e as mãos, expandindo as noções de pintura e explorando suas possibilidades. Sua obra não é produto de uma seleção consciente, mas, sim, de uma metodologia autoimposta que o conduz a experimentar em si mesmo a criação. Peça aos estudantes que pensem sobre o barro existente no seu bairro ou quintal. Eles podem encontrar uma cor na figura que seria semelhante à do barro encontrado nesses lugares? Onde ou quando eles viram variações em barro? (por exemplo, barro mole, barro seco, objeto de barro). Pergunte se alguma vez eles coletaram algo da natureza ao visitar um lugar: uma pedra, uma pena, uma concha. Pergunte, então, por que um artista faria isto. Conte aos estudantes o título do trabalho, Esferas Terrestres, e discuta por que Rands teria dado este título à sua obra. Que nome eles dariam a ela? Fontes: http://www.guardian.co.uk/artanddesign/1999 /aug/05/art.artsfeatures http://www.nickrands.com/gillett.html Questões: Olhe junto com os estudantes esta obra de Nick Rands. O que os estudantes notam nela? Peça que descrevam o formato. O que mais os estudantes podem lembrar que tem o formato de uma esfera? Compare e faça um contraste entre as diferentes esferas neste detalhe do trabalho. Como eles descreveriam as cores? Os formatos são todos exatamente iguais ou há diferenças? Para esta obra de arte, Nick Rands construiu aproximadamente 4.000 bolas de barro, cada uma mais ou menos do tamanho de uma mão. As bolas de barro são cada uma de uma parte diferente do mundo, indo das margens de um rio no Rio Grande do Sul, Brasil, até Reading, na Inglaterra. 12 Atividades: Material Natural Mostre e Conte Para esta atividade, peça aos estudantes que tragam para a aula um objeto ou material natural para uma seção de Mostre e Conte. Eles devem escolher um objeto ou material natural que tenha algum significado especial para cada um. Talvez seja uma concha de uma viagem especial com a família numa praia. Talvez seja uma folha vinda de uma árvore especial do seu quintal. Peça aos estudantes que compartilhem o que eles gostam neste objeto e de onde ele veio. Então, peça a eles que o desenhem em seu contexto. Brinque no Barro! Nesta atividade, dê aos seus alunos a oportunidade de brincar na lama! Leve-os para um parque ou traga barro para eles. Certifique-se que estejam usando roupas em que possam se sujar à vontade, é claro. Peça que observem o barro e pensem em perguntas que eles gostariam de fazer sobre ela. Juntos, criem um gráfico com três colunas: 1) O que os estudantes SABEM sobre o barro, 2) O que eles IMAGINAM sobre ele, 3) O que se APRENDE sobre o barro em aula. Compartilhem fatos sobre o barro baseados nas perguntas feitas pelos alunos. Esferas terrestres, 1999 Cerca de 4000 esferas de barro | Alrededor de 4.000 esferas de arcilla | Around 4000 clay spheres Cada um | Cada uno | Each of +/- 6cm ø Dimensão | Tamaño total | Total size +/- 16m2 Foto | Photo: Nick Rands Argila Rands construiu as Esferas Terrestres com as mãos. Forneça argila e deixe que os estudantes modelem várias formas e tamanhos. Desafie-os a escolherem um tamanho e formato e fazer múltiplos exemplos dele. Como é modelar o mesmo formato no mesmo tamanho muitas vezes? Por que inevitavelmente vai haver uma variação? Eles prefeririam fazer diferentes formatos e tamanhos ou continuar fazendo o mesmo? 13 Regina Silveira Porto Alegre, Brasil, 1939. Vive em São Paulo, Brasil. Regina Silveira é amplamente conhecida por seu trabalho sobre as convenções da representação e por sua pesquisa durante várias décadas sobre a luz e a sombra. Muitas dessas obras compreendem uma experiência sensível, privilegiando o paradoxo visual e a experiência corporal a implicações de natureza mais política ou sociológica. Entretanto, a sombra tem implicações complexas na linguagem, e Silveira utiliza-a para fazer comentários sobre o poder, como em Os Grandes (1981), em que um grupo de personagens com aparência de políticos ou dirigentes projeta enormes sombras sinistras, ou Encontro (1991), em que cada personagem projeta a sombra de uma arma ou ferramenta de aspecto ameaçador. uso que faz desse jogo de luz e sombra. Neste material, o trabalho apresentado (To Be Continued (Latin American Puzzle) [Para ser continuado (Quebra-cabeça Latinoamericano)]) dá uma breve noção disso. Mas se você acessar o website da artista2 poderá se divertir com os jogos propostos pela artista. Convide seus alunos a conhecerem um pouco da obra da artista. Mostre as projeções que ela faz e convide-os a criar histórias sobre essas sombras. A artista nos diz: “Já referi mais de uma vez como a problemática da luz, diametralmente oposta à da sombra, ainda que no mesmo eixo semântico, comparece em meu trabalho para atender a motivações e significados que diria mais existenciais e filosóficos, mas certamente ligada, de muitas formas, a intervenções especificas em arquiteturas que me pediam imaterialidade, em contraponto a sua (muitas vezes) excessiva presença e fisicalidade”1. Questões: Na História da Arte, quando se fala em (jogo de) luz e sombra refere-se a um procedimento comum na pintura para dar mais ou menos veracidade a uma cena. Na verdade, ao jogarmos com a luz e a sombra estamos criando uma ilusão, fazendo uma construção bidimensional de algo que é tridimensional. Em termos científicos, a sombra cresce porque a luz só se propaga em linhas retas, assim a sombra de um objecto tem a mesma forma que o objeto porque os raios de luz continuam em linhas rectas ao seu redor. Quanto mais próxima a luz estiver do objeto, mais luz é interceptada e maior é a sombra. Convide os alunos a olharem com atenção a produção de Regina Silveira. A artista é bastante conhecida pelo 1 In http://blog.premiosergiomotta.org.br/2009/01/27/luz-e-sombras-de-reginasilveira/ 2 In http://reginasilveira.uol.com.br/biografia.php 14 Atividades: Histórias de luz e sombra As crianças adoram histórias. Combine com a turma uma tarde ou uma manhã de aventuras. Informe aos pequenos que eles participarão de uma história. Providencie uma lanterna grande e outra pequena. Teste antes. No dia marcado, inicie a história despertando a atenção da turma e, em meio a contação, vá diminuindo a luz da sala aos poucos. Feche as cortinas, apague uma das luzes, apague outra, apague a última. Acenda a lanterna e deixe que a sala vá se transformando nesse outro lugar, mais silencioso, aconchegante. Siga com a história e observe a reação da turma. Opte por uma história que, justamente, tenha a sombra como elemento central, como Peter Pan, por exemplo. Amiga sombra O que é uma sombra? Quando ocorre uma sombra? Peça que cada estudante escolha um objeto e leve para a aula. Providencie algumas lanternas. Convide a turma a investigar os objetos com as lanternas, projetando sombras numa parede. Incentive-os a explorar as possibilidades de relação de um com o outro gerando sombras pequenas, grandes, mais pontiagudas, gordinhas, achatadas. To Be Continued... (Latin American Puzzle), 1997 / 2001 Impressão digital sobre vinil adesivo, recortes de EVA | Impresión digital sobre vinilo adhesivo, recortes de EVA | Adhesive vynil plotter, vynil foam cutouts 27 peças | partes | pieces (cada | each 48,5 x 39,5 cm) das pessoas que por ele passam e os movimentos que ali ocorrem sejam projetados, de cabeça para baixo, dentro da sala escura. Os alunos se surpreenderão com o resultado! Esse é o princípio da fotografia. Você é do tamanho da sua sombra? Coloque uma grande folha de papel numa das paredes da sala – pode ser papel branco ou pardo, desde que seja bem grande. Use um abajur para gerar um ponto de luz na sala – as outras luzes deverão estar apagadas. Convide, então, a turma para que cada aluno trace a lápis o perfil de um colega que se posicionará entre o ponto de luz e a parede, fazendo retratos uns dos outros. Câmera Obscura em tamanho natural Vede todos as entradas de luz da sala de aula. Você pode usar lona preta para isso. Se a sala for muito grande, opte por um lugar menor em que seja mais fácil cobrir as entradas de luz. Após preparar a sala, deixe apenas um pequeno ponto de luz aberto – pode ser o buraco da fechadura, caso ele permita a entrada de luz externa, ou pode ser um furo de, mais ou menos, 5mm em um ponto central da lona. O importante é que a sala tenha apenas uma única entrada de luz, externa. Convide a turma (toda ou em pequenos grupos) a entrar nesse lugar. Eles ficarão inquietos, agitados, mas aos poucos, à medida em que forem se acostumando com a escuridão, ficarão mais confortáveis. Abra, então, o pequeno ponto de luz deixando que o espaço externo, a sombra 15 Lais Myrrha Belo Horizonte, Brasil, 1974. Vive em São Paulo, Brasil. É da desconfiança sobre a capacidade da cartografia representar o mundo que o trabalho de Lais Myrrha trata. O apagamento físico e simbólico, procedimento recorrente em sua obra, se dá também em relação aos mapas. Trata-se da dissolução não apenas das fronteiras presentes nos continentes e mares, mas das impressões sobre papel de atlas geográficos. Como se a provisoriedade das representações cartográficas, principalmente nos mapas políticos, invalidasse sua pertinência. A artista, reconhecendo os limites da cartografia, parece sonhar com o extermínio da sua pretensa objetividade científica. Em um de seus trabalhos há a ideia de espelhamento do céu no chão, tentando captar o movimento das estrelas numa espécie de carta celeste em processo. A investigação sobre a representação do tempo na cartografia surge de modo poético em seu trabalho. Ao longo de sua trajetória, a artista trabalhou diretamente com os símbolos nacionais. Realizou pinturas em que sobrepõem a imagem das bandeiras de todos os países do mundo. A artista nos coloca o desafio de nos reposicionarmos em relação aos horizontes a partir da consciência do lugar que ocupamos. Onde nunca anoitece transforma o amanhecer, a luz, em sinal sonoro. Podemos dizer que se trata de uma representação visual e sonora do planeta terra. Cada relógio está situado num ponto onde se encontram um meridiano e um paralelo. O resultado é um arranjo semelhante à projeção plana do mapa-múndi. Os meridianos do mapa possuem relógios que marcam precisamente o horário local e cada relógio desperta no alvorecer do local que representa. Sucessivamente, cada um dos relógios anuncia o dia numa espécie de cartografia do tempo. Questões: está situado num ponto onde se encontram um meridiano e um paralelo. O resultado é um arranjo semelhante à projeção plana do mapa-mundi. Os meridianos possuem relógios que marcam precisamente o horário local e cada relógio desperta no amanhecer do local que representa. Pergunte à turma quais são suas atividades pela manhã, à tarde e à noite. Pergunte se seria possível fazer à noite o que se faz pela manhã e pela manhã o que se faz à tarde. Por exemplo, tomar café da manhã antes de dormir e almoçar ao acordar. Pergunte se eles sabem que horas são nesse momento no Japão e na Alemanha. Explique que cada lugar no mundo encontra-se num horário diferente dos demais. Certifique-se de que eles entenderam. Lembre-os que todos os anos adiantamos uma hora em nosso relógio, devido ao horário de verão, isso pode ajudar. Como exemplo, conte o caso da pequena Nara, filha do compositor brasileiro Kassin, que nasceu no Japão, mas em seguida se mudou para o Rio de Janeiro, passando por uma reviravolta em termos de fuso-horário. Adriana Calcanhoto, em seu disco Adriana Partimpim, musicou a história de Nara. Ela diz mais ou menos assim: “Quando Nara ri. De manhã. Já é noite no Japão. E ela ri. Sorri. De manhã. Bem na hora de dormir. Quando no Japão já é chegada a hora de estar na cama. É que Nara de tanto que ri desperta Copacabana. Quando Nara dá gargalhada. No Japão já é madrugada. A cidade atrapalhada. E Nara não para de rir (...)” Apresente então o trabalho de Lais Myrrha aos alunos. Conte como ele funciona – que cada relógio desperta na hora de acordar, levando em consideração os diferentes lugares representados. Convide-os a visitar a Bienal do Mercosul com o intuito de verem a obra ao vivo. Em Onde nunca anoitece, Lais Myrrha se baseia no fato de como o tempo é relativo no mundo. Num mesmo momento pessoas vivem momentos diferentes dependendo do ponto geográfico em que se encontram. Enquanto uns acordam, outros se preparam para dormir. Enquanto uns comemoram a chegada do novo ano, outros ainda estão no ano velho. Não há concomitância. No trabalho que Lais apresenta nessa Bienal, cada relógio 16 Atividades: Separe a turma em diferentes grupos (4 ou 5): manhã, meio-dia, 4h da tarde, 8h da noite, meia-noite. Peça que criem uma postura/posição para cada hora do dia. O primeiro grupo faz a postura da manhã (tomar café da manhã, por exemplo); o seguinte, do meio-dia; e assim por diante. Sempre que o(a) professor(a) aplaudir, cada grupo tem que fazer a postura do grupo da hora seguinte. Por exemplo, o grupo que está dormindo agora toma café da manhã; o que estava tomando banho agora se prepara para dormir. Tente fazer com o que o jogo funcione cada vem mais rápido. Para estimular o poder criativo da turma, proponha que eles pensem posturas em grupos e individuais também. Onde nunca anoitece, 2009 Instalação | Instalación | Installation Foto | Photo: Max Schendel 17 MATERIAL PEDAGÓGICO Guía para Pre-escuela 19 Ensayos de Geopoética José Roca, curador general La 8a Bienal de Mercosul se inspira en las tensiones entre territorios locales y transnacionales, entre construcciones políticas y circunstancias geográficas, en las rutas de circulación e intercambio de capital simbólico. El título se refiere a diversas formas que plantean los artistas de definir el territorio, desde las perpectivas geográfica, política, económica y cultural. Las bienales son eventos primordialmente expositivos, que ocurren periódicamente y activan la escena artística de una ciudad por tiempos relativamente cortos. Pero además de ser recurrentes son discontínuas, y ese es su lado débil: en los períodos entre una bienal y la siguiente usualmente no acontece nada, o muy poco. La 8ª Bienal de Mercosul intenta responder a la siguiente pregunta: ¿es posible hacer una bienal cuyo énfasis no sea exclusivamente expositivo? Nuestra propuesta incluye extender la acción de la Bienal en el espacio y en el tiempo. Y entender el tema escogido no solamente como un marco conceptual para leer la producción artística contemporánea, sino como una estrategia de acción curatorial, planteando la bienal como una instancia de creación y consolidación de infraestructura cultural local. La 8ª Bienal enfatiza el componente educativo – diferencial de la Bienal de Mercosur respecto a otras bienales – al involucrar al curador pedagogico en la concepción misma del proyecto curatorial, planteando los componentes de la curaduría como oportunidades para articular el proyecto pedagógico y así trascender la triada convencional interpretación-mediación-servicio que caracteriza las acciones educativas en bienales y museos. 20 El campo expandido de la pedagogía c. El arte utlilizado como un instrumento pedagógico para obtener un mayor conocimiento del mundo. (el arte para el conocmiento del mundo). Pablo Helguera, curador pedagógico 1. Proporcionando información sobre los artistas, conceptos artísticos y contexto histórico de la obra para ofrecer una mayor apreciación de esta; La presente colección de guías para profesores de la 8va Bienal del Mercosur tiene como objetivo el ofrecer herramientas útiles para la educación elemental y media en sus múltiples disciplinas. Para eso, se ha seleccionado áreas de conocimiento que agrupan los intereses y temas presentes en varias obras de los artistas incluidos en esta bienal, así como los temas principales presentes en el proyecto curatorial de esta edición. La premisa curatorial de la 8va Bienal de Mercosur propone realizar una reflexión en torno a todos los dispositivos culturales, políticos y sociales que contribuyen a reformular la noción de nación y metaregión. Partiendo del término mismo de “Mercosur”, que define una región económica, y esta misma bienal, la propuesta curatorial buscó preguntar: ¿Cómo se construye un país? ¿Cómo la idea de nación contribuye a determinar la manera en que nos percibimos a nosotros mismos y a los nuestros en relación con otros? ¿Qué papel tiene los procesos artísticos en la fabricación de la iconografía nacional? Esta serie de fascículos concebidos para diversas disciplinas buscan cumplir estos tres objetivos de la siguiente manera: 2. Sugiriendo una serie de actividades que replican procesos artísticos pero que tienen objetivos educativos; 3. Utilizando las obras de arte como punto de partida para generar debate, reflexión y aprendizaje en torno a otros campos de estudo, tales como la historia, la geografía, el lenguaje y la ciencia política. Esperamos que este material ayude en alguna pequeña medida a facilitar el abordaje de diversos conceptos en el salón de clase y que estimulen la creatividad, el debate y la comunicación en torno no solo al arte contemporáneo, sino a nuestra realidad contemporánea en todas sus extensiones. Puesto que las obras y la reflexión curatorial están ligadas a la noción de repensar lo que es un territorio, el proyecto pedagógico ha tomado una dirección similar al proponer una revisión del campo mismo de la pedagogía en el arte. Se reconoce aquí que la pedagogía de la arte – en particular de la forma en que se aplica a museos y bienales – es un campo que tradicionalmente ha limitado su potencialidad tanto en contenido como en práctica. En cuanto a contenido, predomina el enseñar arte para entender el arte y no para entender el mundo; en cuando a práctica, predomina la enseñanza como distribución de información y no como generadora de consciencia crítica. Tomando esto en cuenta, el componente pedagógico de la bienal propone, en un intento metafórico, “reterritorializar” el campo de la pedagogía en el ámbito de las artes visuales con tres tipos necesarios de implementación: a. La pedagogía como vehículo de mediación del arte (la educación del arte mismo o la apreciación del arte;) b. La transpedagogía, o el proceso de aprendizaje como una obra de arte ( el proceso de conocer como arte) 21 Yanagi Yukinori Fukuoka, Japón, 1959. Vive en Tokio, Japón, y Nueva York, Estados Unidos. El tema de la inmigración genera posiciones encontradas: hay quienes afirman que el inmigrante erosiona la cultura del país anfitrión hasta desnaturalizarla; otros consideran que inmigración es el necesario abono cultural para una sociedad diversa. En tiempos de globalización y de conflictos regionales aún sin resolver, la migración forzada o voluntaria sigue siendo un fenómeno central que cuestiona las definiciones tradicionales de nación, frontera e identidad. Yanagi Yukinori considera que los bordes son cada vez más una ficción – como las banderas – debido a los constantes movimientos transnacionales. Sus trabajos más conocidos consisten en realizar banderas de países con arenas de colores en cajas de acrílico, que son organizadas en retículas según relaciones geopolíticas (antiguas colonias con el país colonizador, los países de las américas, los de la cuenca del Pacífico etc.). Las banderas adyacentes se conectan por medio de pequeños tubos de plástico. Yanagi libera colonias de hormigas, las cuales van cruzando las banderas con sus túneles en su incesante ir y venir, mezclando grano a grano los colores, hipotéticamente "hasta lograr una gran bandera universal". Las granjas de hormigas de Yanagi alegorizan los movimientos migratorios entre países a través del trabajo de las hormigas, erosionando la supuesta integridad cultural de los estados-nación expresada en uno de sus símbolos más recurrentes. Preguntas: Muéstreles a los estudiantes imágenes de la obra de Yukinori America [América]. ¿Qué notan en la misma? Pídales que intenten identificar los materiales y las imágenes. Yanagi creó una serie de cajas interconectadas, cada una llena de arena de colores en el formato de una bandera nacional y conectadas por tubos de plástico. Luego soltó millares de hormigas dentro del sistema. ¿Qué piensan los estudiantes que puede haber sucedido luego de la entrada de esas hormigas? Al artista le interesaba de qué forma las hormigas cambiarían todas las banderas a través de sus movimientos, exactamente como nosotros cambiamos nuestros propios países a través de viajes, comercio, etc. ¿Qué relación tienen los estudiantes con otros países? ¿Ya han salido de su país? ¿Ya han tenido o comido algo que haya venido de otro país? Pregúnteles a los estudiantes si alguna vez han observado hormigas atentamente, en un hormiguero o en otra situación. ¿Qué observaron sobre su comportamiento o hábitos? Dígales que Yanagi creció en el interior del Japón donde frecuentemente jugaba con hormigas y otros insectos y tenía fascinación por la forma como las hormigas trabajan juntas en colonias. Puede ser que usted quiera compartir con sus alumnos otros hechos al respecto de las hormigas. Este sitio web ofrece un gran número de los mismos: http://www.pestworldforkids.org/ants.html ¿Hay insectos u otros animales que los estudiantes hayan observado atentamente en su vida? Pídales a los estudiantes que compartan esas observaciones entre ellos. ¿Qué les gusta, admiran o imaginan sobre las criaturas que observan? ¿Cómo pueden usar ese animal en una obra de arte? Actividades: Observación de Criaturas Para esta actividad, traiga algunos tipos diferentes de criaturas para la clase, manteniéndolas en recipientes adecuados. Puede traer algunas hormigas en un hormiguero, algunas larvas de hormiga-león en un pote lleno de tierra o caracoles en un terrario. Divida a los estudiantes en pares y pídales que observen y comparen el comportamiento de las varias criaturas. Introduzca cambios en el ambiente de las mismas para observar su comportamiento. Por ejemplo, usted puede colocar comida en el hormiguero y observar como reaccionan, o colocar luz dentro del pote de larvas de hormiga-león para ver que hacen. Cree su Propia Bandera En esta actividad, los estudiantes deben crear una bandera para representar a su clase. Observen la bandera de su país. ¿Qué les dice la misma sobre su país? Déles informaciones sobre sus símbolos. Luego, pregúnteles qué colores, formas o imágenes podrían representar a su clase como un todo. ¿Cuál es la actividad favorita de los estudiantes? ¿Tienen alguna mascota o animal que sea su preferido? ¿De qué colores son las paredes, el edificio, etc.? Piensen juntos sobre la forma en que esos elementos pueden juntarse para crear una bandera. Ahora, distribuya hojas de papel rectangulares y pídales a los estudiantes que cubran todo el espacio del papel para crear su propia bandera. Exponga las banderas. ¿Qué comunica cada una de ellas sobre la clase? 22 Sanna Kannisto Hameenlinna, Finlandia, 1974. Vive en Helsinki, Finlandia. La artista finlandesa Sanna Kannisto realiza desde el arte lo que en otras disciplinas se denominaría trabajo de campo. Kannisto ha acompañado expediciones científicas en selvas tropicales de Brasil, Guyana y Costa Rica con la intención de realizar su propia documentación, liberada por completo de los imperativos de la ciencia: objetividad, técnica, método y rigor. Con la ayuda de un simple dispositivo de iluminación y un pequeño recinto en tela blanca, la artista toma fotografías de especímenes botánicos o zoológicos sin necesidad de retirarlos de su habitat natural. El proceso de Kannisto soluciona mediante la fotografía y el video uno de los problemas que enfrentaban los viajeros científicos de los siglos XVIII y XIX (quienes recogían muestras que servirían de referencia para que dibujantes profesionales en Europa realizaran las ilustraciones de una realidad que no conocían): ¿cómo representar de manera fidedigna una realidad lejana a partir de fragmentos de especímenes a menudo desnaturalizados por el tiempo y la distancia? Mediante su trabajo in situ, Kannisto actualiza la tradición de las láminas botánicas, y reduce la distancia entre experiencia y representación de la naturaleza. Preguntas: Pregúnteles a los estudiantes qué partes de la naturaleza son sus preferidas y por qué. ¿Tienen flores o plantas preferidas? Pídales que intenten explicar por qué les gustan sus flores y plantas favoritas. En clase, observen primero la imagen Leptophis Ahaetulla. ¿Qué notan en esa fotografía? ¿Cómo describirían esa flor? ¿Qué más observan en la fotografía? ¿Dónde están esos objetos? A continuación, observen juntos la obra Untitled (Selfportrait) [Sin Título (Auto Retrato)]. Pídales a los estudiantes que procuren conexiones entre la primera fotografía y ésta. Dígales a los estudiantes que ésta es la artista trabajando. Lo sabemos porque el título de la fotografía es Auto Retrato. Pregúnteles qué está haciendo Kannisto en esta foto. Kannisto construyó una caja portátil con un fondo blanco para sus fotografías. La artista dice que ella es como un palco mostrando escenas de la naturaleza, que yo misma dirijo. Cuando el objeto es retirado de su escenario original, retirado de la naturaleza, se vuelve especial. Pídales a los estudiantes que piensen sobre esta fotografía como una escena de una película o como una animación. ¿Qué podría suceder a continuación? Fuentes: http://www.sannakannisto.com/index.php?o ption=com_content&view=article&id=185&Itemid=5 http://www.jacksonfineart.com/artist_exhibit.php?id= 240&exhibitid=84&imageid=1838 Actividades: Categorizando la Naturaleza Traiga entre 40 y 50 fotografías de objetos naturales de un tipo. Los objetos pueden ser simplemente conchas, flores, plantas o hierbas. Divida a los estudiantes en parejas y déles a cada par algunas de esas fotografías. Pídales a las parejas que comparen y contrasten los objetos que les fueron dados. Si les solicitaran que colocasen los objetos en categorías, ¿qué categorías serían? Ellos podrían organizarlas por colores, altura, formato de las hojas, etc. Pídales que expliquen sus elecciones. Después, pídales a las parejas que se combinen de modo que queden en grupos de cuatro. Los estudiantes deben, entonces, comparar juntos todas las fotografías de su grupo. ¿Qué diferencias perciben? ¿Qué categorías han conseguido inventar? El título de la fotografía es, en realidad, el nombre de la cobra que se enreda alrededor de la flor. Se llama Serpiente Lora o Bejuquillo Verde y se encuentra en el norte de América del Sur. Se alimenta de lagartos, sapos y pequeñas aves. La artista Sanna Kannisto, encontró muchos temas para sus fotografías durante sus viajes a centros de investigación científica en Brasil y Costa Rica. Estudio de la Naturaleza Haga una expedición con la clase para un parque o reserva ecológica. Lleve lápiz y papel e incentive a los estudiantes a que dibujen lo que vean en la naturaleza. Demuéstreles cómo pueden observar con cuidado las flores, plantas o animales para dibujar las líneas y formatos que ven. ¿Qué piensan los estudiantes que a la artista le interesó en estos especímenes naturales? Como alternativa, traiga a la clase objetos de la naturaleza y pídales a los estudiantes que los dibujen. Ellos 23 pueden también hacer calcomanías con los mismos, principalmente si fueran hojas, cáscaras de árboles o conchas. Coloque a la vista los dibujos o calcomanías que los estudiantes han creado. ¿Qué detalles han conseguido encontrar que no habían notado antes, mientras dibujaban o hacían la calcomanía? ¿Qué preguntas tienen sobre los objetos? Contando Historias de la Naturaleza Como una extensión del proyecto anterior, los estudiantes pueden transformar sus dibujos en ilustraciones de historias, inspiradas en Kannisto. ¿Qué sucede a continuación con la hoja de su dibujo? ¿Un gusano la come? ¿Encuentra una hoja amiga y se va para una parte de la comunidad más arbolada? 24 Nick Rands o cuándo se transforman en variaciones en barro? (por ejemplo, barro blando, barro seco). Chester, Reino Unido, 1955. Vive entre Londres, Inglaterra y Porto Alegre, Brasil. Pregúntele a los estudiantes si alguna vez recolectaron algo de la naturaleza al visitar un lugar: una piedra, una pluma, una concha. Pregúnteles por qué un artista haría eso. Adoptando una postura bastante poco convencional, la obra de arte para Nick Rands surge de un complejo sistema de toma de decisiones. Números, pasos, patrones y direcciones espacio-temporales, se combinan transformándose en la estrategia inicial para el desenvolvimiento de sus pinturas, fotografías o instalaciones. Si bien la obra de Rands la podemos leer desde su aproximación con el entorno natural y urbano, su conceptualización artística y casi científica involucra un accionar que sitúa al artista como la herramienta de ejecución del sistema ideado. Él elabora un patrón inicial cuyo resultado final le es absolutamente desconocido, dejándose llevar y sorprendiéndose de su resultado: la obra. Habitualmente, el sistema aplicado a la acción performática del artista en su experiencia de caminar – bajo principios matemáticos o esquemas de repeticiones – es documentado a través de fotografías o dibujos que luego superpone en capas o que anima en videos. Asimismo, en su trabajo pictórico – proceso en el que también crea sistemas de orden – Rands utiliza el barro y las manos, expandiendo las nociones de la pintura y explorando sus posibilidades. Su obra no es producto de la selección consciente, sino de una metodología autoimpuesta que lo lleva a experimentar en sí mismo la creación. Enséñeles a los estudiantes el título del trabajo, Esferas terrestres , y discuta por qué el artista le habrá dado ese título a su obra. ¿Qué nombre le darían ellos? Preguntas: Observe con los estudiantes esta obra de arte de Nick Rands. ¿Qué notan en la misma? Pídales que describan su formato. ¿Qué otra cosa los estudiantes recuerdan que tenga el formato de una esfera? Compare y haga un contraste entre las diferentes esferas en este detalle del trabajo. ¿Cómo describirían los colores? ¿Los formatos son todos exactamente iguales o hay algunas diferencias? Para esta obra de arte, Nick Rands formó 4.000 bolas de barro, cada una más o menos del tamaño de una mano. Las bolas de barro son cada una de una parte diferente del mundo, yendo desde las márgenes de un río en Río Grande do Sul, en Brasil, hasta Reading, en Inglaterra. Pídales a los estudiantes que piensen sobre el barro en su barrio o en su patio. ¿Pueden encontrar un color en la figura que sería similar a la del barro de ellos? ¿Dónde Fuentes: http://www.guardian.co.uk/artanddesign/19 99/aug/05/art.artsfeatures http://www.nickrands.com/gillett.html Actividades: Material Natural. Muestre y Cuente Para esta actividad, pídales a los estudiantes que traigan a clase un objeto o material natural para una sección de Muestre y Cuente. Deben elegir un objeto o material natural que signifique algo para ellos. Tal vez sea una concha de un viaje especial con la familia a una playa. Tal vez sea una hoja salida de un árbol especial de su patio. Pídales que compartan lo que les gusta de este objeto y comenten de dónde ha salido. Luego, pídales que lo dibujen en su contexto. ¡Juegue en el Barro! En esta actividad, ¡ofrézcales a sus alumnos la oportunidad de jugar en el barro! Lleve a sus alumnos a un parque o traiga barro para donde estén. Cuide que estén usando ropa que puedan ensuciar a gusto, por supuesto. Pídales que observen el barro y piensen preguntas que les gustaría hacer sobre el mismo. Juntos en clase, creen un gráfico con tres columnas: 1) qué SABEN los estudiantes sobre el barro, 2) qué IMAGINAN sobre el barro, 3) qué se APRENDE sobre el barro, en clase. Comenten hechos sobre barro, basados en parte en las preguntas hechas por los alumnos. Arcilla Rands formó las Esferas Terrestres con las manos. Proporcione arcilla y deje que los estudiantes formen con varias formas y tamaños. Desafíe a los estudiantes a que elijan un tamaño y formato y hagan múltiples ejemplos del mismo. ¿Cómo es crear el mismo formato en el mismo tamaño muchas veces? ¿Por qué inevitablemente va a haber variación? ¿Preferirían hacer diferentes formatos y tamaños o continuar haciendo el mismo? 25 Regina Silveira cercana esté la luz del objeto, más luz es interceptada y más grande es la sombra. Porto Alegre, Brasil, 1939. Vive en San Pablo, Brasil. Propóngales a los alunos que observen atentamente la obra de Regina Silveira. La artista es bastante conocida por el uso que hace de ese juego de luz y sombra. En este material, el trabajo presentado (To Be Continued (Latin American Puzzle) [Para ser continuado (Quebra-cabeça Latinoamericano)]) da una breve noción de esto. Pero si usted accesa el website de la artista2 podrá divertirse con los juegos que ella misma propone. Silveira es ampliamente conocida por su trabajo sobre las convenciones de la representación y por su investigación de varias décadas sobre la luz y la sombra. Muchas de estas obras tienen una aproximación fenomenológica, privilegiando la paradoja visual y la experiencia corporal sobre implicaciones de corte más político o sociológico. Sin embargo, la sombra tiene implicaciones complejas en el lenguaje, y en consecuencia Silveira la ha utilizado para hacer comentarios sobre el poder, como en Os Grandes [Los Grandes] (1981) en donde un grupo de personajes con apariencia de políticos o dirigentes proyecta enormes sombras ominosas, o Encontro [Encuentro] (1991), en donde cada personaje proyecta la sombra de un arma o herramienta de aspecto amenazante. En O Paradoxo do Santo [La Paradoja del santo] (1994) Silveira contrapone una imagen del un pequeño santo popular que representa a Santiago Matamoros con la sombra de la estatua ecuestre del Duque de Caxias, patrono militar de Brasil, para hacer un poderoso comentario sobre dos formas de dominación en América latina, la militar y la religiosa. La artista nos dice: “Ya me referi más de una vez a cómo la problemática da luz, diametralmente opuesta a la de la sombra, aun cuando en el mismo eje semántico, comparece a mi trabajo para atender motivaciones y significados que diría más existenciales y filosóficos, aunque seguramente vinculada, de muchas formas, a intervenciones especificas en arquitecturas que me pedían inmaterialidad, en contrapunto a su (muchas veces) excesiva presencia y características físicas”.1 Preguntas: En la Historia del Arte, cuando se habla de (juego de) luz y sombra está referido a un procedimiento común en la pintura para dar más o menos veracidad a una escena. En realidad, al jugar con la luz y la sombra, estamos creando una ilusión, creando una construcción bidimensional de algo que es tridimensional. En términos científicos, la sombra crece porque la luz sólo se propaga en líneas rectas, así la sombra de un objeto tiene la misma forma que el objeto porque los rayos de luz continúan en líneas rectas a su alrededor. Cuanto más 1 In http://blog.premiosergiomotta.org.br/2009/01/27/luz-e-sombras-de-reginasilveira/ Invite a sus alumnos a conocer un poco la obra de Silveira. Muéstreles las proyecciones que la artista hace y propóngales crear historias sobre esas sombras. Actividades: Historias de luz y sombra A los niños les encantan las historias. Combine con el grupo una tarde o una mañana de aventuras. Infórmeles a los pequeños que participarán en una historia. Consiga una linterna grande y otra pequeña. El día marcado, comience a contar la historia despertando la atención del grupo y, en el medio del relato, vaya disminuyendo la luz de la clase poco a poco. Cierre las cortinas, apague una de las luces, apague otra, apague la última. Encienda la linterna y deje que la clase se vaya transformando en ese otro lugar, más silencioso, acogedor. Siga con el relato y observe la reacción del grupo. Opte por una historia en la que, justamente, la sombra sea el elemento central, como la de Peter Pan, por ejemplo. Amiga sombra ¿Qué es una sombra? ¿Cuándo se forma una sombra? Pídale a cada estudiante que elija un objeto y que lo lleve a clase. Consiga algunas linternas. Invite al grupo a que observe los objetos con las linternas, proyectando sombras en una pared. Incentívelos a explorar las posibilidades de relaciones que pueden existir entre unos y otros generando sombras pequeñas, grandes, más puntiagudas, gorditas, achatadas. ¿Usted tiene el tamaño de su sombra? Coloque una gran hoja de papel en una de las paredes de la clase – puede ser papel blanco o pardo, siempre que sea bien grande. Use una lámpara para generar un punto de luz – las otras luces deben quedar apagadas. Invite, entonces, al grupo para que cada alumno trace 2 In http://reginasilveira.uol.com.br/ 26 a lápiz el perfil de un compañero que se posicionará entre el punto de luz y la pared, haciéndose retratos entre ellos. Cámara Oscura en tamaño natural Cierre todas las entradas de luz de la clase. Puede usar lona negra para ello. Si la clase es muy grande, opte por un lugar menor en el que sea más fácil cubrir las entradas de luz. Luego de preparar el espacio, deje solamente un pequeño punto de luz abierto – puede ser el agujero de la cerradura, en el caso de que por él entre luz externa, o puede ser un agujero de más o menos 5mm, en un punto central de la lona. Lo importante es que la sala tenga solamente una única entrada de luz, externa. Invite al grupo (todo o en pequeños subgrupos) a que entre a este lugar. Se pondrán inquietos, agitados, pero poco a poco, a medida que se vayan acostumbrando con la oscuridad, se sentirán más a gusto. Abra, entonces, el pequeño punto de luz dejando que el espacio externo, la sombra de las personas que pasan por el mismo y los movimientos que ocurren por allí sean proyectados, de cabeza para abajo, dentro de la clase oscura. ¡Los alumnos se sorprenderán con el resultado! Ese es el principio de la fotografía. 27 Lais Myrrha Belo Horizonte, Brasil, 1974. Vive en San Pablo, Brasil. Es sobre la desconfianza de la capacidad que tiene la cartografía de poder representar el mundo que trata el trabajo de Lais Myrrha. El desaparecimiento físico y simbólico, procedimiento recurrente en su obra, se da también en relación a los mapas. No se trata apenas de la disolución de las fronteras presentes en los continentes y mares, sino, también, de las impresiones sobre el papel del atlas geográfico. Como si el carácter provisorio de las representaciones cartográficas, principalmente en los mapas políticos, invalidara su pertinencia. La artista, reconociendo los limites de la cartografía, parece soñar con el exterminio de su pretensa objetividad científica. En uno de sus trabajos se encuentra la idea de un reflejo del cielo en el piso, tratando de captar el movimiento de las estrellas en una especie de carta celeste en proceso. La investigación sobre la representación del tiempo en la cartografía surge de manera poética en su trabajo. A lo largo de su trayectoria, la artista trabajó directamente con los símbolos nacionales. Realizó pinturas en que sobrepone la imagen de las banderas de todos los países del mundo. En uno de sus cuadros las banderas fueron organizadas en orden alfabética decreciente y en otra en orden creciente. Más de que apenas una síntesis de los símbolos de las naciones, se trata justamente de la constatación de la imposibilidad de una imagen totalizadora que reúne a todos los países. En su obra, es como si las fronteras geopolíticas fueran rediseñadas. La artista nos pone el desafío de nos volver a posicionar en relación a los horizontes a partir de la consciencia del lugar que ocupamos. Onde nunca anoitece [Donde nunca anochece] transforma el amanecer, la luz, en una señal sonora. Podemos decir que se trata de una representación visual y sonora del planeta Tierra. Cada reloj está situado en un punto en donde se encuentran un meridiano y un paralelo. El resultado es un arreglo semejante a la proyección de un mapamundi. Los meridianos del mapa poseen relojes que marcan precisamente el horario local y cada reloj despierta en el amanecer del local que representa. Sucesivamente, cada uno de los relojes anuncia el día en una especie de cartografía del tiempo. Preguntas: En Onde nunca anoitece, Lais Myrrha se basa en el hecho de la relatividad del tiempo en el mundo. En un mismo momento personas viven momentos diferentes, dependiendo del punto geográfico en que se encuentran. Mientras unos se despiertan, otros se preparan para dormir. Mientras unos festejan la llegada del nuevo año, otros aún están en el año viejo. No hay concomitancia. En el trabajo que Lais presenta en esta Bienal, cada reloj está situado en un punto donde se encuentran un meridiano y un paralelo. El resultado es un arreglo similar a una proyección plana del mapa-mundi. Los meridianos poseen relojes que marcan precisamente el horario local y cada reloj despierta al amanecer del local que representa. Pregúntele a la clase cuáles son sus actividades por la mañana, a la tarde y por la noche. Pregúnteles si sería posible hacer a la noche lo que se hace por la mañana y por la mañana lo que se hace de tarde. Por ejemplo, desayunar antes de dormir y almorzar al despertar. Pregúnteles si saben qué hora es en este momento en Japón y en Alemania. Explíqueles que cada lugar en el mundo se encuentra en un horario diferente a los demás. Confirme que lo hayan entendido. Recordarles que todos los años adelantamos una hora en nuestro reloj, debido al horario de verano, puede ayudar. Como ejemplo, cuénteles el caso de la pequeña Nara, hija del compositor brasileño Kasin, que nació en Japón, pero enseguida se fue a vivir a Río de Janeiro, pasando por una transformación en términos de huso horario. Adriana Calcanhoto, en su disco Adriana Partimpim, musicalizó la historia de Nara. Dijo más o menos así: “Cuando Nara ríe. De mañana. Ya es noche en Japón. Y ella ríe. Sonríe. De mañana. Justo a la hora de dormir. Cuando en Japón ya ha llegado la hora de estar en la cama. Es que Nara de tanto que ríe despierta Copacabana. Cuando Nara da risotadas. En Japón ya es madrugada. La ciudad confundida. Y Nara no para de reír (...)” Presénteles entonces el trabajo a los alumnos. Cuénteles cómo funciona – que cada reloj despierta a la hora de despertar, considerando los diferentes lugares representados. Invítelos a visitar la Bienal del Mercosur con la intención de que vean la obra en vivo. Actividades: Separe la clase en diferentes grupos (4 ó 5): mañana, mediodía, 4h de la tarde, 8h de la noche, medianoche. Pídales que creen una postura/posición para cada hora del día. El primer grupo escenifica lo que se hace de mañana (desayunar, por ejemplo); el siguiente, al mediodía; y así sucesivamente. Siempre que el profesor aplauda, cada grupo tiene que representar lo mismo que el grupo de la hora siguiente. Por ejemplo, 28 el grupo que estaba durmiendo, ahora toma el desayuno; el que estaba bañándose, ahora se prepara para dormir. Intente hacer que el juego funcione cada vez más rápido. Para estimular el poder creativo del grupo, propóngales que piensen representaciones en grupos e individuales también. 29 30 EDUCATION MATERIAL Guide for Preschool Education 31 Essays in Geopoetics José Roca, chief curator The 8th Mercosul Biennial is inspired by the tensions between local and transnational territories, between political constructs and geographical circumstances, and the routes of circulation and exchange of symbolic capital. The title refers to the various ways in which artists define territory, based on geographical, political and cultural perspectives. Biennials are primarily exhibition events that activate the art scene of a city for relatively short periods. However, as well as being recurrent, they are discontinuous – and that is their weak side: during the period between one biennial and another nothing usually happens, or very little, in terms of activation of the local art scene. The 8th Mercosul Biennial attempts to answer the following question: is it possible to organise a biennial whose emphasis is not exclusively an exhibition? Our proposal includes extending the action of the Biennial in space and in time, understanding the chosen theme not just as a conceptual marker for reading contemporary art production, but rather as a strategy of curatorial action, suggesting the Biennial as an instance of creation and consolidation of local infrastructure. The 8th Biennial places emphasis on the educational component – a key feature of the Mercosul Biennial in relation to other biennials – by involving the education curator in the actual conception of the curatorial project. It thus introduces components of the curatorship as opportunities for articulating the education programme and in this way transcending the conventional trio of interpretation-mediation-service, which characterises educational actions in biennials and museums. 32 The expanded field of education Pablo Helguera, education curator This collection of teachers’ guides to the 8th Mercosul Biennial aims to provide useful instruments for various subject areas in primary and secondary education. Study areas have been selected related to the interests and subject matter of several of the works by artists taking part in this biennial, together with the main themes covered by the curatorial project for this edition. This series of publications, created for various subject areas, seeks to fulfil those three objectives by: 1. Providing information about the artists, art concepts and historical context of the work, to enable greater appreciation; 2. Suggesting a series of activities that reproduce art processes but with educational objectives; 3. Using artworks as a starting point for discussion, reflection and learning within other fields of study, such as history, geography, languages and political sciences. We hope that this material helps in some way to facilitate the approach to a series of concepts in the classroom and also stimulates creativity, discussion and communication, not just in relation to contemporary art, but also to the full breadth of our contemporary reality. The curatorial idea behind the 8th Mercosul Biennial proposes a reflection on all the cultural, political and social mechanisms that contribute to constructing the ideals and values of a nation and meta-region. Starting from the term “Mercosul”, which defines an economic region and which the biennial has adopted for its name, the curators have posed the questions: how is a country built? How does the idea of nation contribute to determining how we perceive ourselves and our people in relation to others? What are the roles of art processes in constructing national imagery? Since the works and the curatorial reflection of this biennial are linked to the idea of rethinking the idea of territory, the education programme also follows a parallel path, proposing a revised view of the actual field of education in art. We therefore recognise that education in the visual arts – and particularly as it is applied in museums and biennials – is an action whose potential is traditionally limited, in terms both of content and practice. Content often involves teaching art to understand art and not to understand the world: practice concentrates on teaching as distribution of information and not as creation of critical awareness. Mindful of this, the educational component of this biennial seeks metaphorically to “re-territorialise” the field of education within the visual arts through three necessary of implementation: a. Pedagogy as vehicle for interpretation of art (art knowledge) b. Transpedagogy, or education-as-art (knowledge as art) c. Art as a pedagogical instrument to other disciplines (art as knowledge of the world) 33 Yanagi Yukinori Fukuoka, Japan, 1959. Lives in Tokyo, Japan, and New York, United States. The issue of immigration generates contrasting positions: some say that immigrants erode and contaminate the culture of the host country; others believe that immigration is a necessary contribution to a diverse society. In a time of globalisation and unresolved regional conflicts, forced or voluntary migration continues to be a central phenomenon in addressing traditional definitions of nation, frontier and identity. Yanagi Yukinori considers that boundaries are increasingly becoming a fiction – like flags – due to constant transnational movements. His best-known works consist of making national flags with coloured sand in acrylic boxes arranged according to geopolitical relationships (former colonies with the colonising country, the countries of the Americas, the Pacific rim, etc.). The adjacent flags are connected by small plastic tubes. Yanagi releases colonies of ants that move across the flags and their tunnels in an endless coming and going which mixes the coloured grains of sand, until hypothetically “producing one big universal flag”. Yanagi’s ant farms are allegories of migratory movement between countries, using the work of ants to erode the supposed cultural integrity of nation states, expressed in one of their most recurrent symbols. Questions: Show students images of Yukinori Yanagi’s America. What do they notice? Ask them to try to identify the materials and the images. Yanagi has created a series of interconnecting boxes each filled with colored sand in the pattern of a national flag and linked by plastic tubes. He then released thousands of ants into the system. What do students expect would happen upon the release of these ants? Tell them that Yanagi grew up in rural Japan where he often played with ants or insects and was fascinated by the way they worked together in colonies. You might want to share other facts about ants with students. This website provides many: http://www.pestworldforkids. org/ants.html Are there any insects or animals that students have observed closely in their life? Have students share these observations with each other. What do they like, admire, or wonder about the creature they have observed? How could they use that animal in an artwork? Activities: Creature Observations For this activity, bring in a few types of creatures to the classroom – keeping them in appropriate containers. You may bring in a few ants in an antfarm, some doodlebugs in a jar filled with dirt, or snails in a terrarium. Divide students into pairs and ask them to observe and compare the behavior of the various creatures. Introduce changes to their environment to observe their behaviors. For instance, you may put food in the ant farm and observe how they react or shine light into the doodlebug jar to see what they do. Create Your Own Flag For this activity, students will create a flag to represent their classroom. Look together at your country’s flag. What does the flag tell students about their country? Give them information on its symbols. Next, ask students what colors, shapes, or images might represent your class as a whole. What is your class’s favorite activity? Do you have a pet or a favorite animal? What colors are the walls, the building, etc.? Think together about how these elements could come together to create a flag. Now, pass out rectangular sheets of paper and ask each student to fill in the whole space to create their own flag. Share the flags. What does each communicate about the class? The artist was interested in how the ants would change all the flags through their movements – just like we now change our own countries and others through travel, trade, etc. What relationship do students have with other countries? Have they ever been out of the country? Have they ever owned or eaten something from another country? Ask students if they have ever observed ants closely – in an ant farm or otherwise. What have they noticed about their behavior or habits? 34 Sanna Kannisto Hameenlinna, Finland, 1974. Lives in Helsinki, Finland. The Finnish artist Sanna Kannisto uses art to produce what other disciplines would call fieldwork. Kannisto has accompanied scientific expeditions to tropical forests in Brazil, Guyana and Costa Rica to create her own documentation, completely free of the imperatives of science: objectivity, technique, method and rigour. With the assistance of simple lighting and a small white canvas enclosure, the artist photographs botanical or zoological specimens without needing to remove them from their natural habitat. Kannisto’s process uses photography and video to solve one of the problems faced by 18th- and 19th-century scientific expeditions (which collected samples to be used as references for professional draughtsman in Europe to illustrate a reality they did not know): how to faithfully represent the distant reality based on fragments of specimens often damaged by time and distance. Working in situ Kannisto updates the tradition of botanical illustration and reduces the distance between experience and representation of nature. Questions: Ask your class what their favorite parts of nature are and why. Do they have favorite flowers or plants? Ask them to try to explain why they like the flowers or plants they like. As a class, look first at Leptophis Ahaetulla. What do they notice about this photograph? How would they describe this flower? What else is in the picture? Where are these objects? The title of the photograph is actually the name of the snake wrapping itself around the flower. It is called the Lora or Parrot Snake and is found in northern South America. It feeds on lizards, frogs, and small birds. The artist, Sanna Kannisto, found many subjects for her photographs during her travels to science research centers in Brazil and Costa Rica. What do students think she liked about these natural specimens? Now, look together at Untitled (Self-portrait). Ask students to look for connections between the first photograph and this one. Tell students that this is the artist herself at work. We know this because the artwork is called a self-portrait. Ask them what the Kannisto is doing in this photograph. Kannisto built a portable photography box with a white background for her photographs. She says it is “like a stage showing scenes from nature, which I direct. When the object has been taken out of its original setting – out of nature – it becomes special.” Ask students to think about this photograph as a scene in a movie or cartoon. What might happen next? Sources: http://www.sannakannisto.com/index.php?op tion=com_content&view=article&id=185&Itemid=5 http://www.jacksonfineart.com/artist_exhibit.php?id= 240&exhibitid=84&imageid=1838 Activities: Categorizing Nature Bring in between 40 to 50 photographs of natural objects of one category. The objects could be all shells, flowers, plants, herbs. Break students into pairs and give each pair a few of these photographs. Ask the pair to compare and contrast the objects they were given. If they were asked to put them in categories, what categories would they be? They could organize by color, height, leaf shape, etc. Ask them to explain their choice. Then ask the pairs to combine so that students are in groups of four. Students should now compare all of the photographs in their group together. What are the differences they note? What are the categories they came up with? Nature Study Take a field trip as a class to a park or nature reserve. Bring pencils and paper and encourage students to draw three objects they see in nature. Demonstrate to them how they can really look carefully at the flowers or plants or animals in order to draw the lines and shapes that they see. As an alternative, bring objects from nature into the classroom and draw from them while students are at their desks. They can also make rubbings of some of these objects – especially leaves, bark, and shells. Lay out the drawings or rubbings that the students create. What details did they find that they hadn’t noticed before by drawing or rubbing? What questions do they have about their objects? Nature Storytelling As an extension to this project, students can turn their drawings into illustrations for stories, inspired by Kannisto. What happens next to the leaf in their drawing? Does a caterpillar eat it? Does it meet a friend leaf and walk off to a more forested part of their community? 35 Nick Rands Chester, England, 1955. Lives in London, England, and Porto Alegre, Brazil. Adopting a somewhat unconventional approach, the work of art for Nick Rands develops out of a complex system of decision making. Numbers, footsteps, spacetime patterns and directions are combined into the starting point for his paintings, photographs or installations. Although his work can be seen as an approach to the natural and urban environment, its artistic and almost scientific conceptualisation involves a process that positions the artist as a tool in carrying out the devised system, developing an initial pattern whose final result is completely unknown, letting it develop until he is surprised by the result, the work. The system applied to the artist’s performative action in his experience of walking – based on mathematical principles or patterns of repetition – is often documented with photographs or drawings which are then superimposed in layers or animated in videos. Similarly, in his paintings – a process in which he also creates systems of order – Rands uses mud and his hands, expanding ideas of painting and exploring its possibilities. His work is not the result of a conscious decisions, but rather of a self-imposed methodology that leads him to experiment with creation within himself. Based on the customary mathematical process of his work, Rands travelled a route defined by drawing a square on the map of Rio Grande do Sul, with Tavares, Upamaroti, Porto Lucena and Pinhal da Serra located at the four corners of the geometrical shape. After the journey the artist produced an exhibition from his route in the annex to the Museu de Arte de Santa Maria (MASM), in June. Questions: Look together at this artwork by Nick Rands. What do students notice about it? Ask students to describe the shape. What else can students name that is in the shape of a sphere? Compare and contrast the different spheres in this detail of the work. How would they describe the colors? Are all the shapes exactly alike or are there some differences? For this artwork, Nick Rands formed 4,000 balls of mud – each roughly the size of a hand. The mud balls are each from different parts of the world – ranging from the banks of a river in Rio Grande do Sul, Brazil to Reading, England. Ask students to think about the mud in their neighborhood or backyard. Can they find a color in the picture that their mud would be closest to? When or where have they seen variations in mud (i.e. slippery mud, dry mud)? Ask students if they have ever collected something from nature when they have visited a place – a rock, a feather, a shell. Ask them why an artist might want to do this. Give students the title of the work, Esferas Terrestres [Earthly Spheres], and discuss why Rands might have given the artwork this title. What name would they give the artwork? Sources: http://www.guardian.co.uk/artanddesign/199 9/aug/05/art.artsfeatures http://www.nickrands.com/gillett.html Activities: Natural Material Show and Tell For this activity, ask students to bring one natural object or material into class for a session of Show and Tell. They should choose a natural object or material that has meaning for them. Maybe it is a shell from a special trip their family made to the beach. Maybe it is a leaf from a special tree in their backyard. Ask students to share what they love about the object and where it came from. Then ask them to draw it in its context. Play in the Mud! For this activity, give your class a chance to play in the mud! Bring your class to a park or bring the mud to them. Make sure they are wearing clothes that they can get dirty, of course. Ask them to make observations of the mud and to think of questions they have about it. Together as a class, create a chart with three columns: 1) What students KNOW about mud, 2) What they WONDER about mud, and 3) What you LEARN about mud as a class. Share facts about mud based in part on the questions they bring up. Clay Rands formed the Esferas Terrestres with his hands. Pass out clay and let students form it into various shapes and sizes. Challenge students to choose one size and shape and make multiples of that size and shape. What is it like to form the same size and shape over again? How does it inevitably vary? Would they prefer to make different shapes and sizes or continue making the same? 36 Regina Silveira Porto Alegre, Brazil, 1939. Lives in São Paulo, Brazil. Regina Silveira is widely known for her work about conventions of representation and decades of investigation of light and shade. Many of her works have a phenomenological approach, emphasising visual paradox and physical experience of more political or sociological issues. Shadows have complex implications in language and Silveira uses them to comment on power in Os Grandes (1981), for example, in which a group of characters resembling politicians or management cast huge sinister shadows; or Encontro [Meeting] (1991), in which each character projects a shadow of a weapon or threatening tool. In Paradoxo do santo [Saint’s Paradox]((1994) Silveira contrasts an image of a small popular saint representing Santiago Matamoros with the shadow of an equestrian statue of the Brazilian military leader Duque de Caxias, to make a powerful comment about the two forms of domination in Latin America: military and religious. The artist tells us: “I have commented more than once on how the issue of light, diametrically opposed to the shadow, even though they are from the same semantic axis, appears in my work in order to meet motivations and meanings that I would consider more existential and philosophical, but certainly linked, in many ways, to specific interventions in architectures that call for immateriality, as opposed to their (often) excessive presence and physicality.”1 Questions: In Art History, when it comes to (the interplay of) light and shadow we refer to a procedure that is common in painting to make a scene look somewhat realistic. In fact, when we deal with light and shadow we create an illusion, making a bidimensional construction of something that is tridimensional. In scientific terms, the shadow appears because light propagates only in straight lines, thus the shadow of an object has the same shape as the object because the light rays continue in straight lines around it. The closer the light is to an object, more light is intercepted and bigger the shadow. Invite the students to look attentively at the work of Regina Silveira. The artist is well-known for the use she 1 In http://blog.premiosergiomotta.org.br/2009/01/27/luz-e-sombras-de-reginasilveira/ makes of the interplay of light and shadow. In this material, the work presented (To Be Continued (Latin American Puzzle) [Para ser continuado (Quebra-cabeça Latinoamericano)]) gives a brief summary of that. If you access the artist’s website2 you can have fun with some games offered by her. Invite the students to know a little of the work of the artist. Show the projections she creates and invite them to make up stories about those shadows. Activities: Stories of light and shadow Children love stories. Agree with the class on a morning or afternoon of adventures. Inform the little ones that they will take part in a story. Get two flashlights: a big one and a small one. Test them in advance. On the appointed day, start the story by getting the attention of the group and, while telling the story, slowly dim the lights of the room. Close the curtains, turn off one of the lights, turn off another, turn off the last one. Turn on the flashlight and let the room become another place, more silent, cozy. Proceed with the story and observe the reactions of the group. Choose a story that has shadows as one of its main elements, like Peter Pan, for instance. Shadow friend What is a shadow? When does a shadow happen? Ask each student to choose an object and bring it to class. Provide flashlights. Invite the class to investigate the objects with the flashlights, projecting shadows on a wall. Encourage them to explore the possibilities to relate with one another by generating small, large, more pointed, plump, and flattened shadows. Are you the size of your shadow? Hang a large sheet of paper on a wall – it can be white or brown paper, as long as it is very large. Use a lamp as the only source of light in the room – all other lights should be turned off. Then, invite each student to trace with a pencil the outline of a classmate standing between the light and the wall, making portraits of one another. Life-size Camera Obscura Seal all light sources of the classroom. You can use black canvas for it. If the room is too big, opt for a smaller one where it is easy to seal all light entrances. When the room is prepared, leave one light point open – it can be the keyhole, in case it allows for external light 2 In http://reginasilveira.uol.com.br/ 37 to come in, or a hole about 5 mm in a central point of the canvas. It is important to have just one source of external light. Invite the students (all of them or in small groups) to enter this place. They will become restless, unquiet, but gradually, as they get used to the darkness, they will feel more comfortable. Then, open the small hole, letting the outside, the shadow of people who pass by and the movements that occur there be projected, upside down, inside the dark room. The students will be surprised with the result! This is the principle of photography. 38 Lais Myrrha Belo Horizonte, Brazil, 1974. Lives in São Paulo, Brazil. each clock is positioned at a point where a meridian meets a parallel. The result is an arrangement similar to a projection of the world map on a flat surface. The meridians have clocks that mark precisely the local time and every clock beeps at dawn in the place it represents. Lais Myrrha’s work is concerned with the unreliability of mapmaking to represent the world. The physical and symbolic erasure running through her work also occurs in relation to maps, not just bydissolvingboundaries of continents and seas, but also the printed impressions of geographic atlases on paper, as if the provisional nature of cartographic representations, particularly political maps, negated their relevance. Recognising the limits of cartography, the artist seems to dream of destroying its supposed scientific objectivity. One of her works involves the idea ofmirroring the sky on the ground, in an attempt to capture the movement of the stars in a kind of celestial map in process. Her work involves a poetic investigation of the representation of time in cartography. She has also worked directly with national symbols, making paintings superimposing images of the flags of all the countries in the world. In one painting the flags were organised in descending alphabetical order and in another in ascending order. Rather than being a synthesis of the symbols of nations, this is more a statement of the impossibility of an overall image uniting every country. It is as if geopolitical boundaries have been redrawn by her work. The artist challenges us to reposition ourselves in relation to the horizon based on an awareness of the place we occupy. Ask the class what their activities are in the morning, in the afternoon and in the evening. Question them if they could do at night that they usually do in the morning and if they could do in the evening what they normally do in the afternoon. For example, eat breakfast before going to sleep and have lunch just after waking up. Ask if they know what time it is right now in Japan and in Germany. Explain that each place in the world is at a different time from others. Make sure they understand. Remind them that every year we set our watches one hour forward, due to the Summer time. This example can be helpful. Onde nunca anoitece [Where it never gets dark] transforms the light of dawn into a sound. It might be said to be a visual and audio representation of the planet Earth. Each watch is positioned at the meeting of a line of longitude and latitude. The result is an arrangement similar to the flat projection of the map of the world. The map’s meridians have watches accurately marking the local time and each one sounds at the local daybreak of the meridian. Each watch successively announces the day in a kind of cartography of time. After showing these examples, present Onde nunca anoitece to students. Tell them how it works – each clock beeps when it’s time to wake up, taking into account the different places represented. Invite them to visit the Mercosul Biennial in order to see the real work on display. Questions: In Onde nunca anoitece, Lais Myrrha investigates how the passing of time is relative in the world. At the same moment people live in different times, depending on the geographic point where they are located. While some people are waking up, others are getting ready to sleep. While some celebrate the arrival of a new year, others are still living in the old year. There is no concomitance. In the work that Myrrha brings to this Biennial, As another example, tell the story of little Nara, the daughter of Brazilian composer Kassin. She was born in Japan, but then she went to live in Rio de Janeiro, passing through a turnaround in terms of time zones. The singer Adriana Calcanhotto, in her album Adriana Partimpim, made a song using Nara’s story. It goes something like this: "When Nara laughs in the morning / It’s already night in Japan / And she laughs. She smiles in the morning / Just before bedtime / While in Japan is already time to be in bed / Nara’s laughter is so loud that she awakens Copacabana / When Nara’s laughing. In Japan it is already dawn. / The city confused / And Nara can’t stop laughing (...)" Activities: Divide the class into 4 or 5 different groups: morning, noon, 4pm, 8pm and midnight. Ask them to create a posture/position for each hour of the day. The first group shows the morning pose (the way we sit around a table to have breakfast, for instance), the next group demonstrates a noon situation, and so on. Every time the teacher claps his/her hands, each group has to change to the position of the group representing the following hour. For example, those who were sleeping are now having breakfast; those who were in the shower are now getting ready to sleep. As the game develops try and make it go faster. To stimulate their creativity, ask them to think about group poses as well as in individual poses. 39 FUNDAÇÃO BIENAL DO MERCOSUL Conselho de Administração Jorge Gerdau Johannpeter – Presidente Justo Werlang – Vice-Presidente Adelino Raymundo Colombo Elvaristo Teixeira do Amaral Eva Sopher Evelyn Berg Ioschpe Francisco de Assis Chaves Bastos George Torquato Firmeza Hélio da Conceição Fernandes Costa Hildo Francisco Henz Horst Ernst Volk Ivo Abrahão Nesralla Jayme Sirotsky Jorge Polydoro Julio Ricardo Andrighetto Mottin Liliana Magalhães Luiz Antonio de Assis Brasil Luiz Carlos Mandelli Luiz Fernando Cirne Lima Mauro Knijnik Paulo César Brasil do Amaral Péricles de Freitas Druck Raul Anselmo Randon Renato Malcon Ricardo Vontobel Sérgio Silveira Saraiva Sergius Gonzaga William Ling Conselho Fiscal Jairo Coelho da Silva José Benedicto Ledur Ricardo Russowsky Mário Fernando Fettermann Espíndola Rudi Araújo Kother Wilson Ling 8ª BIENAL DO MERCOSUL Diretoria Executiva Luiz Carlos Mandelli – Presidente Beatriz Bier Johannpeter – Vice-Presidente André Jobim de Azevedo – Diretor Jurídico Ana Luiza Mariano da Rocha Mottin – Diretora de Publicações Anete Maria Abarno Peres – Diretora Municipal Antônio Augusto Pinent Tigre – Diretor de Marketing Claudio Teitelbaum – Diretor de Qualidade Gaudêncio Fidelis – Diretor Estadual Heron Charneski – Diretor do Núcleo de Documentação e Pesquisa José Paulo Soares Martins – Diretor de Captação Justo Werlang – Diretor Conselheiro Léo Iolovitch – Diretor Institucional Mathias Kisslinger Rodrigues – Diretor Administrativo / Financeiro Patrícia Fossati Druck – Diretora Adjunta Renato Nunes Vieira Rizzo – Diretor de Espaços Físicos Roberto Schmitt-Prym – Diretor Estadual Telmo Netto Costa Júnior – Diretor de Redes Sociais Equipe Curatorial José Roca – Curador Geral Alexia Tala – Curadora Adjunta Cauê Alves – Curador Adjunto Paola Santoscoy – Curadora Adjunta Pablo Helguera – Curador Pedagógico Aracy Amaral – Curadora Convidada Fernanda Albuquerque – Curadora Assistente Projeto Pedagógico Mônica Hoff – Coordenadora Geral Gabriela Silva – Coordenadora Operacional Carina Levitan e Liane Strapazzon – Produtoras Ana Paula Monjeló e Júlia Coelho – Assistentes Ethiene Nachtigall – Coordenadora de Produção /Curso de Mediadores Karina Finger e Juliana Costa – Assistentes / Curso de Mediadores Cursos para Professores André da Rocha, Estêvão Haeser, Diana Kolker e Jorge Bucksdricker – Educadores Material Pedagógico Pablo Helguera – Concepção Mônica Hoff – Organização Jackie Delamatre, Mônica Hoff e Pablo Helguera – Textos Clara Meirelles, Clodinei Silva, Gabriela Petit, Martin Heuser e Nick Rands – Tradução Design e Diagramação Marília Ryff-Moreira Vianna e Rosana de Castilhos Peixoto