DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA: ITSM E COMPUTAÇÃO NA NUVEM Cinco perguntas sobre ITSM e computação na nuvem Outubro de 2010 Malcom Fry ESPECIALISTA PREMIADO EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS DE TI ITSM e computação na nuvem Sumário Qual é o impacto da nuvem sobre o ITSM (IT Service Management — Gerenciamento de Serviços de TI)? Atributos da nuvem Modelos de implantação de formações na nuvem Modelos de serviço A relação entre ITSM e computação na nuvem Comentários finais Como a estratégia do serviço funciona na computação na nuvem? Perguntas sobre estratégia de serviço Gerenciamento de portfólio Gerenciamento de demanda Gerenciamento financeiro Resumo 3 3 5 6 7 9 9 10 10 11 11 11 Como o design do serviço funciona na computação na nuvem? Perguntas sobre design do serviço Gerenciamento de disponibilidade Gerenciamento da capacidade. Gerenciamento da Continuidade dos Serviços de TI Gerenciamento da segurança da informação Gerenciamento do fornecedor Gerenciamento do Catálogo de Serviços Gerenciamento do nível de serviço Resumo Como o trabalho de transição do serviço funciona na computação na nuvem? Perguntas sobre transição do serviço Gerenciamento de mudanças Gerenciamento de configuração e ativos de serviço Gerenciamento de release e implantação Validação e teste dos serviços Avaliação Gerenciamento de conhecimento Resumo Como o trabalho de operação do serviço funciona na computação na nuvem? Perguntas sobre operações de serviço Central de serviços Gerenciamento de incidentes Gerenciamento de problemas Atendimento de solicitações Gerenciamento de acesso. Gerenciamento de eventos Gerenciamento técnico Gerenciamento de operações de TI Gerenciamento de aplicativos Resumo 12 14 14 14 15 15 15 16 16 16 17 19 19 20 20 21 22 22 22 23 25 25 26 26 27 27 28 28 29 29 30 Sobre o autor 31 –2– ITSM e computação na nuvem Qual é o impacto da nuvem sobre o ITSM (IT Service Management — Gerenciamento de Serviços de TI)? A computação na nuvem adapta-se ao modus operandi comum das tecnologias emergentes pois, em geral, não é nova, mas progrediu e amadureceu para se tornar um recurso viável, acessível e econômico de TI. A computação na nuvem está sendo usada pela maioria das organizações há muito tempo, especialmente aquelas que usam a internet aberta; pode-se argumentar que a própria internet é uma versão da computação na nuvem. Assim que uma organização adota a computação na nuvem, rapidamente fica claro que a abordagem tradicional do gerenciamento de serviço de TI precisa ser revisto. Por exemplo, quem gerencia as mudanças na nuvem, o fornecedor de serviços na nuvem ou a TI local? E como os fornecedores de serviços na nuvem notificam os clientes sobre as mudanças programadas? Deixar de mudar os princípios e as abordagens tradicionais de TI na adoção do serviço na nuvem aumentará imensamente as possibilidades de fracasso. Mas, diferentemente dos serviços gerenciados localmente ou terceirizados, voltar ao status anterior é muito mais difícil. É como a diferença entre um ferimento superficial e um problema psicológico; o ferimento pode ser visto e tratado facilmente, enquanto uma doença psicológica pode não ser vista e pode ser difícil de identificar e curar. É a diferença entre o que se possui e controla em oposição ao invisível e remoto. Atributos da nuvem Uma das razões principais de muitas organizações escolherem a computação na nuvem é para gerenciar melhor os custos e, em muitos casos, reduzir ou ver variações grandes em custos. A economia nos custos, em geral, é vivenciada na área de gastos de capital, com a economia em itens como hardware, software e serviços, porque só se paga ao fornecedor o que é consumido. Pode haver economia de receita com o melhor gerenciamento de licenças (por exemplo, se uma organização tem 1.000 usuários que poderiam usar uma ferramenta ao mesmo tempo, provavelmente necessitaria de 1.000 licenças para essa ferramenta, mas se tivesse contrato de Pay as You Go (pagamento conforme o uso) ou Software as a Service (Software como Serviço) pagaria apenas pelo número de usuários que utilizam o serviço em um dado momento, em vez de pagar por todos os 1.000). Isso poderia representar uma economia considerável. À medida que a nuvem progride, poderia ser semelhante à desregulamentação do setor de energia, na qual os serviços são comprados de um fornecedor que pode proporcionar uma variedade de recursos. Por exemplo, no Reino Unido, pode-se ter eletricidade, gás, telefone, televisão e banda larga de um fornecedor por uma tarifa mensal. As definições mais usadas para computação na nuvem são fornecidas pelo NIST (National Institute of Standards and Technology — Instituto Nacional de Normas e Tecnologia). O NIST é o órgão federal de tecnologia que atua no setor para desenvolver e aplicar tecnologia, medidas e normas. –3– ITSM e computação na nuvem Características essenciais conforme definição do NIST: Autoatendimento sob demanda. O consumidor pode, unilateralmente, assegurar recursos de computação, como tempo de servidor e armazenamento de rede, se necessário, automaticamente, sem necessidade de interação humana com os fornecedores de serviços. Acesso amplo à rede. Há recursos disponíveis na rede, acessados por meio de mecanismos padrão, que promovem o uso por meio de plataformas de clientes finos e pesados heterogêneos (por exemplo, celulares, laptops e PDAs). Geração de pools de recursos. Os recursos de computação do fornecedor são apresentados em pool para atender a diversos consumidores, usando um modelo de multilocação, com recursos físicos e virtuais diferentes, atribuídos dinamicamente e reatribuídos de acordo com a demanda do consumidor. Há um sentido de independência de locação em que o cliente, em geral, não tem controle ou conhecimento da localização exata dos recursos fornecidos mas pode ter condições de especificar o local em um nível mais alto de abstração (por exemplo, país, estado ou datacenter). Exemplos de recursos incluem armazenamento, processamento, memória, largura de banda de rede e máquinas virtuais. Elasticidade rápida. Os recursos podem ser fornecidos rápida e elasticamente, em alguns casos automaticamente, para serem expandidos e liberados com rapidez para implementação imediata. Para o consumidor, os recursos disponíveis para fornecimento parecem, em geral, ilimitados e podem ser adquiridos em qualquer quantidade a qualquer tempo. Serviço medido. Os sistemas na nuvem automaticamente controlam e otimizam o uso de recursos, alavancando o recurso de medição em algum nível de abstração apropriado para o tipo de serviço (por exemplo, armazenamento, processamento, largura de banda e contas ativas de usuário). O uso de recursos pode ser monitorado, controlado e informado, oferecendo transparência tanto para o fornecedor quanto para o consumidor dos serviços utilizados. National Institute of Standards and Technology - www.nist.gov Manutenção é um problema permanente para muitas organizações de TI, especialmente as atualizações para laptops ou computadores ou software amplamente distribuído. Com a computação na nuvem, pode-se ter o software residente na nuvem, de modo que quando os usuários inicializam os aplicativos em seus dispositivos esses programas sejam carregados diretamente da nuvem e não de um disco rígido ou servidor local. O que significa que quando o software na nuvem é atualizado, a versão nova ou atualizada ficará disponível instantaneamente para todos os usuários, sem a necessidade de planos de release e distribuição complicados. Uma das primeiras e mais duradouras características da computação na nuvem tem sido a independência de dispositivo e localização, o que proporciona aos usuários acessos aos serviços usando o navegador da Web, independentemente da localização ou mesmo do dispositivo que estejam usando (por exemplo, um smartphone ou laptop). Isso representou uma mudança significativa no mundo de TI porque, pela primeira vez, uma parcela importante da infraestrutura era, agora, residente mas tinha a vantagem de permitir aos usuários se conectarem de qualquer outro lugar. Com a tecnologia em estado constante de mudança, é importante o refornecimento, rápida e economicamente, dos recursos tecnológicos de infraestrutura. Por exemplo, se uma organização decidir mudar os fornecedores de serviços de smartphone isto pode ser conseguido em um ambiente na nuvem com muito pouco esforço, enquanto em um ambiente menos ágil pode representar uma empreitada e tanto. De fato, não há motivo por que não se pode ter diversos fornecedores de serviços de smartphone, o que, em uma multinacional, é uma grande vantagem. –4– ITSM e computação na nuvem A escalabilidade foi sempre uma pedra no sapato da TI, especialmente para aqueles com picos sazonais e outros aumentos por demanda. O uso de conceitos como grades de dados entregues na escalabilidade da nuvem deixa de ser um problema quando se precisa prover essa capacidade de recursos locais. Além disso, é mais fácil atender à escalabilidade que pode ser atribuída a crescimento (por exemplo, se a força de trabalho da organização aumentasse em 500 pessoas, a nuvem teria condições de lidar com essa nova carga de trabalho). Há muitos mais atributos de computação na nuvem interessantes para explorar e discutir, inclusive multilocação, confiabilidade e sustentabilidade. Um pouco de pesquisa mostra o poder e a flexibilidade da computação na nuvem, mas o que não destaca com frequência é como a TI precisa mudar a forma de como o gerenciamento do serviço opera para se beneficiar totalmente com os atributos que podem ser relacionados com a computação na nuvem. Não há dúvidas que a computação na nuvem tenha muitos atributos valiosos e que está se tornando um recurso vital para muitas organizações, mas isto não deve encobrir o fato que existem riscos que devem ser considerados. Modelos de implantação de formações na nuvem As formações na nuvem podem ter numerosas variações e mutações, mas para facilitar podem ser agrupadas em quatro categorias: pública (também conhecida como nuvem externa), comunidade, privada (também conhecida como nuvem interna) e híbrida. A nuvem pública existe há muito tempo e como tal é um recurso de tecnologia familiar que oferece serviços e aplicativos da Web pela internet usando fornecedores remotos de terceiros. Modelos de implantação conforme definição do NIST: Nuvem privada. A infraestrutura na nuvem é operada unicamente para uma organização. Pode ser gerenciada pela organização ou por terceiros e pode existir dentro ou fora das instalações. Nuvem comunidade. A infraestrutura na nuvem é compartilhada por diversas organizações e suporta uma comunidade específica que tem interesses compartilhados (por exemplo, missão, necessidades de segurança, política e considerações sobre compatibilidade). Pode ser gerenciada pela organização ou por terceiros e pode existir dentro ou fora das instalações. Nuvem pública. A infraestrutura na nuvem é disponibilizada para o público em geral ou um grande grupo industrial e é de propriedade de uma organização que vende serviços na nuvem. Nuvem híbrida. A infraestrutura da nuvem é uma composição de duas ou mais nuvens (privada, da comunidade ou pública) que permanecem como entidades únicas, mas estão ligadas por tecnologia padronizada ou proprietária que permite a portabilidade de dados e aplicativos (por exemplo, ruptura da nuvem para balanceamento de carga entre nuvens). National Institute of Standards and Technology - www.nist.gov A nuvem comunidade é uma opção viável quando diversas organizações têm exigências de tecnologia semelhantes relacionadas com o setor, resultando em desejarem compartilhar a infraestrutura da nuvem e, por isso, ganharem alguns dos benefícios da computação na nuvem em um cenário comum. A adoção dessa abordagem pode ser mais cara do que o uso de nuvens públicas porque pode ser necessária alguma atividade de desenvolvimento sob medida. Entretanto, de modo positivo, pode oferecer níveis mais elevados de privacidade, segurança e/ou governança do que uma nuvem pública. Nuvens comunidade são, frequentemente, com base no setor, sendo um bom exemplo a nuvem do governo da Google, projetada especialmente para órgãos governamentais dos EUA. –5– ITSM e computação na nuvem Em poucas palavras, nuvens privadas podem ser descritas como serviços que fornecem computação na nuvem em redes privadas. A intenção é reduzir alguns dos possíveis riscos que podem ocorrer no uso de nuvens públicas e comunidade, especificamente, segurança de dados, governança e confiabilidade. Entretanto, em geral, as nuvens privadas são mais caras pois precisam ser construídas e gerenciadas independentemente. A última formação é o ambiente da nuvem híbrida, que é formado por diversos fornecedores de nuvem interna e/ou externa (por exemplo, uma nuvem pública pode ser usada para fornecer serviços para uma privada). Há um risco comum, frequentemente desconsiderado quando se adota a computação na nuvem, que para ela cumprir suas promessas será preciso tecnologia para administrar tecnologia e os velhos métodos tradicionais de gerenciamento de serviços não poderão dar conta do recado. Modelos de serviço Se há uma área da computação na nuvem que certamente criará trocas de ideias e dividirá opiniões é o tema dos modelos de serviço de nuvem. Embora em geral seja aceito que existem apenas três variantes principais, cada uma delas pode ser subdividida em muitas variantes numerosas. Modelos de serviço conforme definição do NIST: SaaS (Cloud Software as a Service - Software como serviço na nuvem). O recurso fornecido para o consumidor é usar os aplicativos do fornecedor executados na infraestrutura da nuvem. Os aplicativos são acessíveis de diversos dispositivos cliente por meio de interface de cliente fino, como o navegador da Web (por exemplo, email com base na Web). O consumidor não gerencia ou controla a infraestrutura de nuvem subjacente, como rede, servidores, sistemas operacionais, armazenamento ou mesmo recursos de aplicativos individuais, com a possível exceção de situações limitadas de configuração de aplicativo específico do usuário. PaaS (Cloud Platform as a Service - Plataforma como serviço na nuvem). O recurso fornecido para o consumidor é se implantar na infraestrutura de nuvem criada para o consumidor ou aplicativos adquiridos usando linguagens de programação e ferramentas suportadas pelo fornecedor. O consumidor não gerencia ou controla a infraestrutura de nuvem subjacente, como rede, servidores, sistemas operacionais ou armazenamento, mas tem controle sobre os aplicativos implantados e, possivelmente, as configurações de ambiente de hospedagem do aplicativo. IaaS (Cloud Infrastructure as a Service - Infraestrutura como serviço na nuvem). Os recursos fornecidos para o consumidor são os de processamento, armazenamento, redes e outros recursos computacionais fundamentais, nos quais o consumidor tem condições de implantar e executar o software arbitrário, que pode incluir sistemas operacionais e aplicativos. O consumidor não gerencia ou controla a infraestrutura de nuvem subjacente, mas tem controle sobre sistemas operacionais, armazenamento, aplicativos implantados e, possivelmente, o controle limitado de componentes de rede selecionados (por exemplo, firewalls do host). National Institute of Standards and Technology - www.nist.gov –6– ITSM e computação na nuvem Lendo a definição do NIST dos modelos de computação na nuvem, você observará que existe uma frase consistente que aparece em todos os modelos: “o consumidor não gerencia ou controla”. E é nessas palavras que está, em geral, a controvérsia. O argumento é que quanto menos se controla, mais vulnerável se torna a ameaças de segurança, questões de desempenho, falhas de mudança, preocupações de compatibilidade, etc. Entretanto, esses mesmos argumentos foram enfrentados com sucesso com a terceirização e são abordados pelas organizações de computação na nuvem. O segredo real do sucesso se encontra em dois fatores: escolha do modelo correto e execução de preparação detalhada antes da adoção do modelo. A escolha do modelo correto é uma decisão de nível estratégico que exige informações e conhecimento claros e inequívocos; é por isso que o portfólio do serviço é tão importante neste estágio. Há um antigo princípio — quanto mais bem informado você estiver, maior a probabilidade de tomar a decisão correta. Certamente, ele se aplica aqui. Esta não é uma decisão a ser tomada às pressas. A relação entre ITSM e computação na nuvem De acordo com a Information Technology Infrastructure Library (ITIL®) — Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação, há quatro fases no ciclo de vida de um serviço ou aplicativo: projeto de estratégia, transição, operação e melhoria contínua do serviço. As quatro fases do ciclo de vida são mais importantes para a computação na nuvem do que são para a computação tradicional, porque a maior parte das atividades ocorre remotamente, o que reduz a quantidade de controle que pode ser acionada localmente e conduz a problemas, interrupções inesperadas ou expectativas não atendidas. Por exemplo, o fornecedor de serviços na nuvem deve incluir os clientes no processo de gerenciamento de mudanças? Caso negativo, quem será o culpado se a mudança falhar provocando uma interrupção? Ou o que acontece se a demanda por carga de trabalho for calculada de forma errada? Isso poderia levar a que se incorra em custos inesperados? A computação na nuvem bem-sucedida tem início com planejamento estratégico cuidadoso para decidir a estratégia de serviço a ser adotada (por exemplo, utilizar a computação na nuvem como uma estratégia para melhorar o serviço atual ou para implementar um novo serviço). Do ponto de vista de gerenciamento do serviço isso açambarca gerenciamento do portfólio, da demanda e financeiro. O gerenciamento do portfólio oferece a descrição do candidato à nuvem, enquanto o gerenciamento da demanda calcula a carga de trabalho e o financeiro os custos necessários para fornecer e atender às demandas de carga de trabalho. Se esses cálculos forem errados ou ignorados, não só o serviço de fornecimento errado poderia ser selecionado, mas também poderia ser adotado o algoritmo de exigência de carga incorreto. A estratégia de serviço é essencial porque representa a pedra fundamental da computação na nuvem. Assim que a estratégia é adotada, a fase seguinte deve ser projetar o serviço que melhor suprirá esta estratégia. É importante compreender que quando os serviços são entregues à distância (por exemplo, computação na nuvem), especificar e projetar o serviço são vitais porque erros representam custos e são de correção lenta, principalmente se devem ser assinados contratos vinculantes. Os níveis de serviço precisam ser preparados e acertados de modo que todas as partes compreendam os resultados finais e as expectativas adequadamente definidas; idealmente o SLA (Service Level Agreement — Acordo de nível de serviço) deve ser incluído nos contratos de nuvem. A análise e os cálculos da disponibilidade e da capacidade devem ser executados para assegurar que os serviços descritos no portfólio e especificados nos SLAs sejam entregues pelos fornecedores de computação na nuvem. Lembre-se que você pode abdicar da responsabilidade, mas não pode abdicar da chamada à responsabilidade. Assim, embora o fornecedor de serviços de nuvem externa pode ser orientado para atender aos objetivos do SLA, a TI deve responder por SLAs falhos ou ruins. As funções administrativas essenciais relacionadas com o gerenciamento da continuidade do serviço de TI e da segurança das informações devem estar em funcionamento antes que o serviço entre no ambiente online. Os fornecedores devem ser identificados e selecionados. –7– ITSM e computação na nuvem Todas essas atividades fazem parte do projeto de serviço. A falta de algum desses componentes, ou entender mal alguns deles, pode ter resultados desastrosos para a computação na nuvem (por exemplo, os fornecedores de serviços de computação na nuvem comprovam gerenciamento continuado e os contratos com os fornecedores atendem aos padrões internacionais). Com a estratégia funcionando e o projeto completo, a etapa seguinte para um serviço ou aplicativo é a transição da pré-produção para o ambiente online. A ITIL chama este estágio de transição do serviço, o que é apropriado pois envolve muito mais do que gerenciamento de mudanças. É neste momento do gerenciamento de mudanças que ocorre pela primeira vez a união das tecnologias na empresa com as na nuvem. E é quando ocorre o primeiro ponto crítico possível — quem é responsável pelo gerenciamento de mudanças neste ponto? A TI ou os fornecedores de serviço na nuvem? E quem será responsável ou gerenciará as mudanças no futuro? É vital a definição dos relacionamentos e responsabilidades pela mudança antes da transição para o status de produção. À medida que o serviço for implementado, há necessidade de gerenciamento do release e da implantação para assegurar que tenha sucesso e seja bem gerenciado, porque quanto menos tecnologia na empresa for empregada mais haverá problemas, como versões de release de software e a atualização de tecnologias remotas e smartphones. Apoiando a transição do serviço está o gerenciamento da configuração e do ativo do serviço, que detalhará exatamente quem detém a responsabilidade pelos dispositivos e software necessário para o fornecimento do serviço novo, bem como o sistema de gerenciamento da configuração onde estão esses ativos. A transição do serviço é a última oportunidade pois erros aqui podem ser extremamente difíceis e caros de solucionar assim que começar a produção. Assim que o serviço entrar em operação na nuvem tem que ser cuidadosamente monitorado para assegurar que apresente os níveis de serviço definidos nos contratos e especificados nos SLAs. Isso exigirá que os consumidores de nuvem externa tenham acesso aos dados brutos coletados pelo fornecedor de serviços na nuvem. Em geral, na ITIL, isto incluiria a análise de incidentes que foram registrados pela central de serviços. Mas se o serviço estiver na nuvem, onde está a central de serviços, quem é responsável por ela e como os clientes entram em contato com ela? O papel e a propriedade de qualquer central de serviços ou outros pontos de suporte devem ser claramente definidos e monitorados. Tradicionalmente as centrais de serviços de TI se concentram em níveis de desempenho alto, como altas taxas de solução de incidentes de primeiro nível, mas com a computação na nuvem a ênfase deve estar na identificação das causas raiz dos incidentes e, depois, na eliminação usando gerenciamento de problemas, em vez de se usar soluções alternativas, de outra forma os benefícios da nuvem serão reduzidos. Outro componente chave na operação do serviço é o gerenciamento do acesso, pois deve ser mantida vigilância constante para garantir que ninguém quebre as medidas de segurança da nuvem. Para conseguir a melhor computação na nuvem é aconselhável adotar as melhores práticas estabelecidas em vez de confiar nas práticas orgânicas internas. Em geral, é aceito que a ITIL seja a principal melhor prática para gerenciamento do serviço, enquanto o COBIT é a principal para controle e garantia de qualidade para gerenciamento de serviço de TI. A ITIL e o COBIT foram projetados para funcionar em conjunto e proporcionarem soluções testadas e comprovadas. O nível mais alto de conquista para o serviço de TI é a ISO 20000, mas sem as melhores práticas funcionando é muito difícil de se obter a ISO 20000. –8– ITSM e computação na nuvem Comentários finais Apenas para mostrar como a nuvem pode ser imprevisível, aqui está um exemplo interessante, relacionado com um caso de extradição envolvendo os EUA e o Reino Unido, no qual os EUA esperam que Gary McKinnon seja extraditado pelo crime de acesso ilegal aos computadores militares dos EUA. (Consulte o blog de Gary McKinnon para obter mais informações: http://connecttheworld.blogs.cnn.com/2010/03/25/mondays-connector-janis-sharp/?iref=allsearch). A questão aqui é que ele estava fisicamente no Reino Unido, mas usava a nuvem para cometer o crime contra o governo dos EUA. Ele confessou o crime, mas onde deve ser julgado? Deve ser no Reino Unido, onde ele perpetrou o crime, ou nos EUA, onde ocorreu o impacto do crime? Pode haver implicações importantes para a computação na nuvem, porque se acontecer a extradição, teremos alguém sendo julgado pelo crime no local virtual do crime em vez de no físico. Se a extradição for em frente pode ser criado um novo precedente na legislação. Por exemplo, no futuro, se um cidadão dos EUA, vivendo nos EUA, cometer um crime na internet e roubar dinheiro de um banco do Reino Unido, onde essa pessoa deve ser julgada? Nos EUA onde o crime foi cometido ou no Reino Unido onde ocorreu o impacto dele? Apenas para refletir. Como a estratégia do serviço funciona na computação na nuvem? Na maioria das organizações, o gerenciamento do serviço de TI tem sido mais uma função administrativa que, por natureza, é uma função operacional, em vez de um recurso estratégico. Para as grandes organizações com grandes investimentos de recursos em TI, este ainda pode ser o caso. As organizações mais ousadas descobriram que o ITSM é uma função vital para obter os melhores resultados possíveis da computação na nuvem externa. Usando a definição do NIST, computação na nuvem externa incluiria a nuvem comunidade, a pública e a híbrida. A ITIL é a melhor prática de uso mais disseminado no gerenciamento de serviço de TI. Baseia-se na abordagem de ciclo de vida do gerenciamento de serviço e pode proporcionar ótimo suporte para as organizações na redução do risco e na obtenção de benefícios máximos da computação na nuvem. Estão incluídas implantações de nuvem interna e externa e modelos de serviço (conforme definido pelo NIST), especialmente nas áreas de estratégia de serviço. A estratégia de serviço da ITIL tem três componentes que devem ser aplicados na redução de riscos e na maximização de benefícios para a computação na nuvem externa: gerenciamento de portfólio, gerenciamento da demanda e gerenciamento financeiro. Para selecionar a formação correta de modelo de serviço de nuvem e decidir sobre o modelo de implantação de nuvem externa mais vantajoso (definição do NIST), é vital que os tomadores de decisão compreendam perfeitamente os aplicativos e os servi;os que estejam avaliando com candidatos possíveis para computação na nuvem. É por esta razão que o gerenciamento de portfólio é tão importante. Os principais componentes do gerenciamento de portfólio são serviço, projeto e aplicativo. Eles, em conjunto, proporcionam as informações para assegurar que seja selecionado o modelo correto de nuvem externa. Não só o gerenciamento de portfólio contém todas as informações para garantir a adoção bem-sucedida da computação na nuvem, mas ele também proporciona um repositório central comum de informações, acessível por todas as partes que se concentram na adoção da nuvem, inclusive fornecedores de serviços e consumidores de nuvem. –9– ITSM e computação na nuvem É essencial que seja criado um portfólio para todos os possíveis modelos de implantação de nuvem externa. Sem o gerenciamento de portfólio que ofereça a descrição central do serviço, é extremamente difícil juntar as necessidades e as exigências dos diversos departamentos de TI que precisarão ser envolvidos na computação na nuvem externa. O gerenciamento da demanda calcula e coordena com os consumidores a demanda de uso sobre um serviço. Assim são assegurados que os níveis apropriados de recursos estejam disponíveis para todos os serviços. Para os serviços fora da nuvem, este não é um grande problema pois é bastante fácil aumentar a capacidade se, mais tarde, a demanda for calculada erradamente. Mas na nuvem, um erro no cálculo da demanda poderia se provar muito caro, especialmente se houver um acordo de serviço por demanda com nível de capacidade acertado. Neste caso, a chance é que todo o uso acima dos níveis acertados serão cobrados de acordo com uma taxa especial. Do mesmo modo que o plano de celular pré-pago, inicialmente parece uma pechincha, mas o uso pesado subitamente se torna muito caro. O gerenciamento da demanda deve calcular cuidadosamente a demanda para assegurar que não ocorram surpresas desagradáveis. O gerenciamento financeiro afeta não só o gerenciamento do serviço de TI mas todas as áreas de TI e tem conhecimento em profundidade relacionado com custos atuais, orçamentos e encargos. Muitos serviços na nuvem são justificados devido à sua capacidade de economizar custos sobre áreas mais tradicionais de TI, mas isto é realmente verdade ou uma afirmação vazia? Esta afirmação só pode ser decidida se o gerenciamento financeiro tiver conhecimento aprofundado de custos atuais e encargos, de modo que estes possam, em seguida, ser comparados com os encargos projetados para possíveis serviços na nuvem. Por exemplo, os consumidores devem conhecer a estrutura de custo atual e a unidade de medida de custo (ou seja, uma caixa de mensagens custa a eles US$40,00 por mês por usuário), de outra forma como poderão saber se o fornecedor de serviços de nuvem é competitivo ou não? Os gerentes financeiros do consumidor devem calcular cuidadosamente, juntamente com os usuários do serviço, os custos possíveis de um serviço novo para assegurar se proporcionarão, com certeza, economias de custo mensuráveis. Perguntas sobre estratégia de serviço GERENCIAMENTO DE PORTFÓLIO O serviço ou o aplicativo foram especificados claramente de modo que todas as partes compreendam suas funções e responsabilidades? Deve ser dada especial consideração se a nuvem foi identificada corretamente como o veículo de fornecimento de serviço adequado. Foi ele uma parte da estratégia global de computação para fornecimento do serviço? > Não especificar claramente o modelo de fornecimento de serviço poderia resultar em atrasos para reparo de incidentes e problemas. Um portfólio de serviços foi preparado para o novo serviço ou aplicativo e os fornecedores de serviço de nuvem viram e concordaram com ele para cada serviço ou aplicativo? > O portfólio de serviços é usado para gerenciar o ciclo completo do serviço. Não ter um portfólio de serviços gerenciado resulta em problemas de sincronização entre os diversos recursos funcionando para implantar a computação na nuvem. Se os fornecedores de serviço de nuvem não viram nem concordaram com o portfólio de serviços poderão ocorrer possíveis disputas contratuais no futuro. – 10 – ITSM e computação na nuvem GERENCIAMENTO DE DEMANDA A demanda por serviços na nuvem foi calculada com precisão, especialmente a demanda por períodos de pico e altas e baixas previsíveis, inclusive determinando se os processos de autorização estão em vigor para aceitar dispêndios por mais capacidade? > Não calcular a demanda com precisão poderia resultar que sejam excedidos os níveis de demanda acertados e multas sejam aplicadas pelos fornecedores de serviços de nuvem. As exigências de desempenho para serviços na nuvem foram especificados com precisão, especialmente o desempenho exigido para períodos de pico e altas e baixas previsíveis? > O desempenho é cada vez mais importante especialmente se forem empregados dispositivos remotos, como smartphones. Não calcular e especificar o desempenho poderia levar a atrasos frustrantes para os usuários dos serviços com base na nuvem. GERENCIAMENTO FINANCEIRO Se uma das razões para a escolha do modelo de serviço na nuvem (definição do NIST) é a economia financeira, os custos do agente de fornecimento do serviço em andamento (por exemplo, internamente) foram calculados precisamente de modo que as economias reais possam ser identificadas? > Se essa estrutura de custos não estiver em vigor, as economias verdadeiras da computação na nuvem não podem ser calculadas. Sem esses dados, a computação na nuvem pode ser uma alternativa cara. O fornecedor de serviços na nuvem providenciará a visualização dos custos a serem observados e verificados, caso se aproximem ou ultrapassem os limites financeiros acertados? > Sem a visualização, o feedback dos custos terá que ser apresentado em base periódica, o que pode significar custos mais altos se o uso excessivo ficar sem controle por um período. Resumo Como em todos os trabalhos bem feitos, o sucesso frequentemente depende da qualidade da preparação. Não se preparar adequadamente, no final causará problemas. Algumas vezes a estratégia de serviço parece exagero, mas se você estiver transferindo o controle para uma fonte externa, certamente exagero é melhor política do que estar despreparado. Do contrário, as implicações podem ser muito dolorosas. O gerenciamento de risco e a avaliação de risco são os elementos chave. Porque os riscos não apenas resultam em custos mais altos, mas também incluem o impacto dos fracassos na organização, bem como nos serviços e nos produtos que fornecem aos clientes. Há muitas implicações possíveis ligadas a não executar a estratégia de serviço diligentemente quando os serviços na nuvem externa são selecionados: • • • • • A demanda é ultrapassada, resultando em custos mais altos A nuvem pode não ser o veículo de serviço a ser entregue correto para um aplicativo Assim que um serviço na nuvem é implementado, é difícil voltar para o serviço interno A especialização local é perdida devido à falta de planejamento ou pela readaptação do pessoal Os usuários podem se tornar mais habilitados com o serviço na nuvem do que a TI, porque esta pode não usar o produto, o que pode tornar a vida muito difícil para a central de serviços e o gerenciamento de mudanças – 11 – ITSM e computação na nuvem • • O âmbito e os limites do serviço na nuvem podem não ser entendidos A abordagem tradicional pode ser mais barata e mais eficiente do que o serviço na nuvem proposto A execução da estratégia de serviço diligente reduzirá a possibilidade de adotar uma abordagem que é new wave, badalada ou apenas apresenta um desafio interessante. A estratégia de serviço espera que todos os possíveis veículos de serviço a serem entregues sejam avaliados como parte da geração da estratégia. A adoção da nuvem externa é uma decisão empresarial, não apenas uma diretriz de TI. Por isso, gerentes de negócios do consumidor necessitam do compromisso que a execução da estratégia de serviço exige. Não reconhecer o papel dos gerentes de negócios na estratégia de serviço poderia resultar na adoção de uma solução que obstrui em vez de aprimorar os serviços empresariais. Como o design do serviço funciona na computação na nuvem? A ITIL é a melhor prática de uso mais disseminado no gerenciamento de serviço de TI. Baseia-se na abordagem de ciclo de vida do gerenciamento de serviço e pode proporcionar ótimo suporte para as organizações na redução do risco e na obtenção de benefícios máximos da computação na nuvem. Inclui o serviço na nuvem interna e externa e os modelos de implantação, especialmente nas áreas de design de serviço, um componente chave na fase de planejamento para a adoção de novos serviços e aplicativos. É guiado pelo portfólio criado pelo gerenciamento de portfólio. Os processos chave no design de serviço para computação na nuvem externa incluem gerenciamento da disponibilidade, da capacidade, da continuidade do serviço, da segurança das informações, do fornecedor (provedor), do catálogo de serviços e do nível do serviço. Muitos desses processos têm dupla função, a primeira, o cálculo das necessidades e a segunda a mensuração e monitoramento do serviço. Por exemplo, a capacidade deve ser calculada e atribuída para novos serviços, mas assim que o serviço for implementado, a capacidade deve ser medida em base contínua. Uma das vantagens mais significativas da computação na nuvem externa é que ela pode eliminar muitas das questões associadas com o gerenciamento de disponibilidade. Isto porque este modelo de serviço a ser entregue não é limitado por preocupações locais, como alocação de pessoal e recursos locais de tecnologia. No entanto, não há perigo que a nuvem possa criar entretanto uma aura de complacência, quando se lida com computação na nuvem. Alguns dos encargos de computação na nuvem externa podem ser baseados na disponibilidade. Por isso, é importante que o gerenciamento de disponibilidade seja responsável por calcular cuidadosamente as necessidades de disponibilidade para todos os aplicativos e serviços que utilizará na nuvem. Além disso, o gerenciamento de disponibilidade deve instalar ferramentas de medidas para monitorar o uso, de modo a garantir que os níveis de disponibilidade sejam mantidos dentro de níveis aceitáveis e acertados. Esta vantagem pode ser refutada se as necessidades de disponibilidade forem mal identificadas, resultando que haja necessidade de disponibilidade fora dos limites acertados do contrato, o que resulta em encargos não planejados do fornecedor de serviços na nuvem. – 12 – ITSM e computação na nuvem O critério para gerenciamento de capacidade é o mesmo que o de disponibilidade porque necessitam ser calculados e monitorados. É importante a execução regular de análise para garantir que os níveis de capacidade atendam às expectativas de crescimento planejado. Se não for executada esta análise, é possível que a capacidade ultrapasse os níveis contratados com os fornecedores de serviços na nuvem e, por isso, o fornecedor poderia incorrer em penalidades financeiras. À medida que a tecnologia penetra cada vez mais no tecido de uma organização, também aumenta a necessidade de planejamento da continuidade. Quando todos os recursos tecnológicos são internos, a continuidade é uma atividade administrativa local, mas no momento em que a organização usa um recurso de TI externo, como a computação na nuvem, a situação se torna mais complexa. A continuidade do serviço deveria ser cobrada com a identificação das necessidades exatas de continuidade do serviço para a computação na nuvem externa, assegurar que elas foram contratadas com o fornecedor de serviços na nuvem, além de verificadas e atualizadas regularmente, se necessário. A segurança é uma preocupação óbvia e a principal para todas as organizações que usam computação na nuvem. Os níveis de preocupação diferem amplamente, dependendo dos serviços processados pela computação na nuvem. Por exemplo, o uso para serviços como agendas e email precisará de algum nível de segurança, mas nada se compara com os níveis de segurança necessários para dados sigilosos armazenados na nuvem externa. É por isso que o gerenciamento da segurança da informação tem papel tão importante na computação na nuvem externa. Em segurança, o conceito é antecipar o máximo as possíveis ameaças e instalar salvaguardas para prevenir quebras de segurança. O gerenciamento de segurança da informação deverá, também, diligentemente monitorar todas as quebras nos aplicativos e serviços de computação na nuvem externa. O gerenciamento do fornecedor e a computação na nuvem, frequentemente, têm um relacionamento um tanto estranho porque muitos dos serviços na nuvem podem ser contratados online sem as reuniões e negociações tradicionais. Isto remove um nível de comunicação e torna necessário o exame muito cuidadoso dos contratos de computação na nuvem externa antes de serem assinados. São necessárias quantificações cuidadosas dos termos do contrato para assegurar que atendam às obrigações contratuais exatas. Outro aspecto a ter em mente é que o que constituir um contrato jurídico em um país pode não ser considerado legal em outro. Deve ser determinada a origem de qualquer contrato assinado para serviços de computação na nuvem para verificar a validade do contrato. Essas funções vitais são prestadas pelo gerenciamento do fornecedor. O gerenciamento do catálogo de serviço é um dos componentes necessários mais óbvios no gerenciamento da computação na nuvem porque contém grande parte dos critérios que determinam como os componentes de suporte do serviço atuam, como explica esta citação do livro ITIL Service Design: “o processo de gerenciamento de serviço deve assegurar que seja criado e mantido o catálogo de serviço, contendo informações precisas sobre todos os serviços operacionais e aqueles que estão sendo preparados para execução operacional”. A chave aqui é “todos os serviços operacionais” que incluirá os serviços na nuvem e outros serviços operacionais, como serviços internos e terceirizados. O catálogo de serviços é o único lugar onde todos esses serviços e as relações entre eles são visualizados de um único ponto de observação, para assegurar que sejam prestados os serviços corretos para os clientes de TI adequados. Quando todos os serviços são fornecidos internamente, este é um serviço importante mas não crítico; entretanto, assim que são introduzidos serviços fornecidos externamente, o catálogo de serviços se torna uma função vital de planejamento e operacional. Planejamento para garantir que os novos serviços na nuvem se integrem com os atuais e, assim que forem implementados, sejam atendidas as condições contratuais operacionais. Um item importante executado pelo gerenciamento do catálogo de serviços é garantir que não haja uso informal dos serviços na nuvem, porque isto poderia incorrer em custos extras e, possivelmente, outras penalidades contratuais. – 13 – ITSM e computação na nuvem Os serviços prestados pela computação na nuvem externa ainda precisam executar as atividades básicas importantes como SLAs (Service Level Agreements - Acordos de nível de serviço) pois eles definem níveis importantes de serviço, como disponibilidade e desempenho. Os serviços processados pela nuvem ainda precisam de SLAs e dos relacionamentos TI-clientes associados que impulsionam sua criação. É função dos gerentes de nível de serviço se comunicar com os clientes de TI e criar SLAs adequados com as informações obtidas. No caso de serviços fornecidos externamente (por exemplo, terceirização ou serviços na nuvem), os SLAs são construídos para garantir que os compromissos contratuais sejam traduzidos em processos de trabalho. É para assegurar que possam ser medidos e analisados, especialmente se forem pedidas penalidades para alvos de SLA em falta. Os acordos de nível de serviço, juntamente com contratos de apoio, proporcionam a base para o conceito de garantia para um serviço ou um sistema. É por essas razões que o gerenciamento de nível de serviço é tão crítico para os usuários da computação na nuvem externa. Perguntas sobre design do serviço GERENCIAMENTO DE DISPONIBILIDADE Existe acordo entre TI e fornecedores de serviços na nuvem especificando quando e como devem ser programadas as interrupções planejadas? > Não especificar e entrar em acordo sobre horários possíveis para interrupções programadas ou método para entrar em acordo sobre interrupções programadas poderia significar tempo de inatividade ou atrasos em mudanças essenciais. Foram feitos acordos sobre prazos e usos de disponibilidade com os possíveis usuários de computação na nuvem? > O impacto de não responder a esta pergunta depende do contrato acertado com os fornecedores de serviços na nuvem, porque se houver encargos mais baratos para uso fora do pico, os possíveis usuários da nuvem devem entender e concordar com esses encargos para evitar possíveis penalidades financeiras. GERENCIAMENTO DA CAPACIDADE. Os volumes atuais e futuros foram calculados e usados para determinar as necessidades de capacidade atuais e futuras por serviço e aplicativos que serão sugeridos para a computação na nuvem? > Se forem negociados contratos em relação a possíveis níveis de uso, é fundamental que sejam feitos os cálculos precisos de capacidade e deixar de fazê-lo poderia significar o pagamento de taxas mais altas para serviços na nuvem. A parte melhor preparada na negociação de um contrato em geral consegue o melhor negócio. A capacidade está sendo monitorada em base permanente e como resultado são identificadas as tendências? > As mudanças na capacidade ou o aumento da capacidade podem significar que podem ser negociados contratos melhores sem medidas e cálculos de capacidade; é mais provável que serão pedidas penalidades financeiras em vez de negociar contratos melhores. – 14 – ITSM e computação na nuvem GERENCIAMENTO DA CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS DE TI Os possíveis fornecedores de serviços na nuvem externa têm planos de recuperação de falhas? > Muitos fornecedores de serviços na nuvem afirmam que devido ao design da nuvem é muito improvável que ocorram falhas. Isso pode ser verdade, mas se o fornecedor não tiver um plano de recuperação de falhas, o risco é óbvio e as repercussões são devastadoras. Está sendo executada pesquisa constante para identificar falhas na nuvem em outros lugares? E se forem descobertas, estão verificando com os fornecedores de serviços na nuvem para assegurar que há proteção instalada? > No uso da nuvem, a síndrome de “não vai acontecer aqui” não é aceitável devido às implicações. Portanto, é necessário monitorar constantemente a Web para exemplos de falhas e obter garantias, ou provas, de que a proteção está funcionando. GERENCIAMENTO DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO Os níveis de segurança do gerenciamento do serviço foram verificados e feitos acordos sobre eles? Por exemplo, a segurança para o gerenciamento do ciclo de vida de uma mudança? > Não definir níveis de segurança para componentes como mudança e gerenciamento de ativos pode provocar uma entrada de backdoor para possíveis criminosos. Foram planejadas verificações frequentes para a qualidade da segurança prestada pelos fornecedores de computação na nuvem externa? > As verificações precisam ser executadas para garantir que o gerenciamento de serviço é flexível para quebras de segurança. Não fazê-lo significará que as violações de segurança não serão localizadas, permitindo acesso amplo a criminosos. GERENCIAMENTO DO FORNECEDOR Os contratos na nuvem com fornecedores foram verificados por advogados internacionais? > O que é um contrato jurídico em um país pode não ser legalmente vinculante em outro; como os fornecedores de serviços na nuvem poderiam residir em outros países, é importante que os contratos sejam verificados para garantir que não surjam complicações em data posterior (por exemplo, propriedade dos dados). Existem ferramentas instaladas para verificar se os fornecedores estão cumprindo com as obrigações contratuais? > Há muitos motivos para que seja adotada a computação na nuvem externa. Mas, por essas razões, para maximizar os benefícios, é vital que os fornecedores de serviços na nuvem cumpram os compromissos contratuais; é por isso que as ferramentas precisam estar instaladas para que seja possível fazer as verificações necessárias. – 15 – ITSM e computação na nuvem GERENCIAMENTO DO CATÁLOGO DE SERVIÇOS Você verifica regularmente o catálogo de serviços para garantir que os clientes estejam usando apenas os serviços para os quais têm direito? > O uso informal de serviços na nuvem pode incorrer em custos extras e, possivelmente, em outras penalidades contratuais, o que torna essencial a necessidade de vigilância constante. Como função de planejamento, você organiza todos os novos serviços na nuvem possíveis no catálogo de serviços para destacar conflitos ou outros problemas operacionais possíveis? > É essencial não deixar de planejar como os novos serviços na nuvem se encaixarão com outros serviços, pois de outra forma poderia haver problemas de desempenho, disponibilidade, capacidade e mudança que seriam evitados se um catálogo de serviços bem mantido estivesse em uso, como parte da atividade de planejamento na nuvem. GERENCIAMENTO DO NÍVEL DE SERVIÇO Existem acordos de nível de serviço, de nível operacional e de apoio definidos, documentados e acertados para os serviços de governança na nuvem? > SLAs, OLAs e UCs são importantes para as negociações de contrato e como benchmark para regulamentar os serviços prestados pelos fornecedores na nuvem. Sem eles, as expectativas dos clientes não serão atendidas. Existem atividades instaladas para monitorar, medir, informar e revisar o nível dos serviços de TI fornecidos pela computação na nuvem? > Deveria ser possível monitorar, medir, informar e revisar o nível dos serviços de TI para todos os componentes descritos nos SLAs, OLAs e UCs. Não fazê-lo resultaria em clientes recebendo serviços de má qualidade por mais tempo do que o necessário. Resumo A importância do design do serviço não pode ser subestimada porque a etapa seguinte é pegar o design e transformá-lo em serviço a ser entregue. Cuidado com a pressa e com subestimar a complexidade da computação na nuvem. Elas são as inimigas. Este estágio no ciclo de vida não deve ser evitado de nenhuma maneira, pois quanto melhor a fundação mais sólidos serão os resultados. – 16 – ITSM e computação na nuvem Como o trabalho de transição do serviço funciona na computação na nuvem? A transição do serviço é a terra de ninguém de TI que existe na medida em que os serviços ou aplicativos progridem de um ambiente de desenvolvimento para o processamento online. Como a terra de ninguém, a transição do serviço pode estar cheia de armadilhas que aguardam os despreparados. Infelizmente, muitas dessas armadilhas ocorrem como resultado de atitudes descuidadas com o planejamento de transição que surgiram como resultado de aplicativos e serviços suportados internamente. As armadilhas podem ser fácil e rapidamente resolvidas para sistemas suportados internamente, mas as tecnologias fornecidas externamente, como os serviços na nuvem, podem ser muito mais implacáveis. Por exemplo, se planejou ou contratou um serviço para 100.000 transações por semana com um fornecedor de serviços na nuvem externa e este limite é ultrapassado, podem ser aplicadas penalidades pelo aumento ou pode ocorrer degradação do serviço. É por isso, no caso de serviços na nuvem fornecidos externamente, que se torna vital que o planejamento de transição seja executado diligentemente. A computação na nuvem suportada externamente é vulnerável porque quantos mais fatores estiverem envolvidos em uma mudança ou transição mais difícil se torna a solução de problemas, especialmente se o serviço na nuvem externa deve se integrar à tecnologia residente localmente. Uma olhada rápida nos processos de transição do serviço ilustra sua importância para a implementação bem-sucedida de novos serviços e para a atualização dos serviços atuais, como: gerenciamento de mudanças, de configuração e de ativo do serviço, de release e implantação, além de validação e teste do serviço, planejamento e suporte da transição e gerenciamento de conhecimento e avaliação. O componente mais importante e óbvio da transição do serviço é o gerenciamento de mudanças, porque não gerenciar as mudanças resultará em tempo e recursos perdidos para clientes de TI. A mudança é difícil quando todos os componentes para a mudança são internos. Esta dificuldade cresce exponencialmente quando existem fatores externos envolvidos, especialmente se esses componentes estão baseados em um ambiente na nuvem nebuloso. Não é apenas a possibilidade de fracasso que é um fator; por exemplo, quem o fornecedor de serviços na nuvem externa deve notificar quando uma mudança vai ser implementada, quem explicará quaisquer funções novas para os usuários e como os usuários de nuvem externa pedem a mudança? Para que qualquer mudança seja um sucesso, todas as partes envolvidas ou afetadas pela mudança precisam ser envolvidas no processo de mudança e, no mínimo, receberem notificações da programação de mudança. A falha em uma mudança não autorizada, executada pelo fornecedor de serviços na nuvem, pode ter terríveis circunstâncias. Outro fator é assegurar que as normas de segurança não sejam quebradas durante a mudança, permitindo que alguém inescrupuloso pratique atividades criminosas. A configuração e o ativo do serviço são componentes interessantes quando se emprega serviços na nuvem. Por exemplo, se todos os serviços forem fornecidos de fontes de computação na nuvem os únicos ativos seriam os dispositivos periféricos, como smartphones, laptops e impressoras, e o gerenciamento de configuração praticamente não existiria, mas estamos muito distantes desse cenário no momento. O gerenciamento de configuração é um papel crítico a ser executado quando se trata de computação na nuvem, porque precisa identificar as relações entre os itens de configuração (IC) locais rastreáveis e os componentes da nuvem remota e, em seguida, integrá-los no gerenciamento de configuração. Esta não é uma tarefa fácil. Quanto melhor for o gerenciamento da configuração local e adequadamente mantidas as relações entre ICs, mais as mudanças e as atualizações serão executadas sem problemas. – 17 – ITSM e computação na nuvem Os fornecedores individuais de serviços na nuvem precisarão ter seus próprios ICs no banco de dados de gerenciamento da configuração (CMDB - Configuration Management Data Base) de forma que possam ser absorvidos no CMDB local para fins de planejamento, mudança e avaliação de riscos. Uma das maiores vantagens do gerenciamento de release e implantação é que novos releases de software usam os atributos da computação na nuvem. O gerenciamento de release é simplificado porque assim que for implantado um novo release na Web, todos os usuários desse software usarão automaticamente o novo release assim que carregarem ou atualizarem o software. O problema é garantir que seja feita a notificação clara para todos os usuários que se conectarem no novo software. Este exemplo ilustra também como o software residente na nuvem remove muitas das barreiras associadas com implantação e distribuições. Há o problema de assegurar que os releases lançados pelo fornecedor de serviços na nuvem sejam compatíveis com outros software já instalados. É possível prever um dia em que um novo dispositivo fim, smartphone, ou laptop, será lançado com poucos software residentes, tornando a implantação ainda mais fácil, com o bônus de que os usuários terão condições de configurar seus próprios dispositivos com apenas os serviços e aplicativos que precisarem. (por exemplo, um usuário pode usar apenas o Microsoft Office Word e o Excel, por que então carregaria o PowerPoint e o Outlook?) Estão contados os dias do volume corporativo padrão; é mais provável que haverá algum volume padrão para o excesso de dispositivos remotos disponíveis agora para os clientes finais de TI (por exemplo, um volume para iPhone e outro para Blackberry). Uma área que continuará a mudar com o advento da computação na nuvem é a de teste e validação do serviço, porque validação e teste concentram-se nos aspectos operacionais do aplicativo na nuvem em vez de na programação. Com os serviços na nuvem externa, o nível de personalização é, frequentemente, limitado, ou seja o teste e a validação do serviço devem se concentrar na seleção do fornecedor de serviços na nuvem externa que melhor atenda às necessidades do cliente, em vez de construir um sistema sob medida para eles. Certamente, os serviços ainda precisarão ser validados e testados para assegurar que funcionem corretamente e que prestem os serviços necessários para os usuários. Será necessário que se aplique mais diligência na validação e teste dos serviços fornecidos pelos fornecedores na nuvem externa. Por exemplo, assegurar que os fornecedores de serviços na nuvem externa atendam a todas as condições constantes do portfólio de serviço antes de assinar os contratos (visto que, com frequência, os sistemas internos são implementados com erros conhecidos, corrigidos depois da implementação). Um dos componentes esquecido da ITIL é o processo de avaliação, descrito no livro de transição do serviço como “o desempenho real de uma mudança, avaliado em relação ao desempenho previsto e todos os desvios entre os dois... entendido e gerenciado”. Em suma, certificar-se de que as mudanças atendam às expectativas. Nos sistemas baseados localmente, é importante que as mudanças atendam às expectativas. Quando essas mudanças ocorrem em ambiente remoto ou virtual, controlado externamente, é essencial que se verifique se a mudança entregue atende às expectativas, em parte por causa do subproduto e em parte para assegurar que a mudança não tenha efeitos negativos. Deve ser lembrado que na computação na nuvem externa, a TI não controla mais o processo de mudança mas, ao contrário, é participante no processo. A TI precisa desempenhar seu papel no processo de mudança, inclusive a avaliação do resultado previsto dela em relação ao resultado real da mudança. – 18 – ITSM e computação na nuvem O processo final da transição do serviço é o gerenciamento do conhecimento, que deve assegurar que as informações corretas sejam entregues no lugar apropriado ou para a pessoa competente no momento certo para permitir a tomada de decisão informada. No começo de TI a maioria dos programas era gravada e implementada internamente. Isto facilitava o controle e o gerenciamento do conhecimento necessário para TI suportar esses serviços, uma vez que o conhecimento era interno. Mas tudo mudou assim que as soluções compradas e a terceirização se tornaram mais prevalecentes. À medida que avançamos para a computação na nuvem, quanto mais serviços são fornecidos externamente, há menos conhecimentos a serem mantidos. O que é mais importante, torna-se mais difícil manter esse conhecimento, uma vez que não existe mais o conhecimento local para permitir a tomada de decisão com sucesso. Vivemos agora em um mundo no qual o que interessa não é o que sabemos, mas se conseguimos localizar o conhecimento de que necessitamos; não se trata apenas de armazenar conhecimento, mas ser capaz de rapidamente identificar e localizar o conhecimento. No caso da computação na nuvem, é obrigatório que os fornecedores de serviços na nuvem forneçam conhecimento online aos seus clientes para suportar os serviços que prestam. Perguntas sobre transição do serviço GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS Como organização, você se assegurou de estar integrado no processo de gerenciamento de mudanças usado pelos fornecedores de serviço na nuvem? Você é mantido totalmente em contato com o status de todas as mudanças que possam afetar os serviços na nuvem? Teve a oportunidade de fornecer informações relacionadas com as mudanças planejadas na nuvem? > As consequências de não ser informado e envolvido nas possíveis mudanças podem ser catastróficas, especialmente se as mudanças implementadas pelo fornecedor de serviços na nuvem falharem ou afetarem o desempenho. Mudanças sempre foram o calcanhar de Aquiles de TI, mas com o advento da computação na nuvem e a subsequente redução do controle sobre as mudanças, a TI deve adotar um papel de cliente no gerenciamento de mudanças, assegurando que todas as mudanças executadas sejam necessárias e, assim, serão implementadas com sucesso. É importante ter os recursos da tecnologia para rastrear e gerenciar mudanças por fornecedores de serviços na nuvem e a capacidade de integrar o gerenciamento dessas mudanças com outras mudanças fora da nuvem, de modo que uma visão abrangente seja observada e, certamente, gerenciada. O contrato de computação na nuvem inclui pagamento por mudanças fracassadas, como penalidades financeiras ou outras formas de pagamento? > O custo de recursos falhos de computação na nuvem pode ser muito alto. Por exemplo, e se a organização perdeu apenas o serviço de email por um dia? Como isso afetaria as rotinas normais de trabalho e qual seria o custo resultante? Haverá resistência a pagamento e a penalidades financeiras pelo fornecedor de serviços na nuvem, mas sem essas garantias a computação na nuvem pode não ser tão atraente devido aos serviços de alto impacto nos negócios. Novamente, a tecnologia precisa ser instalada para ter condições de rastrear as mudanças fracassadas e os custos associados. – 19 – ITSM e computação na nuvem GERENCIAMENTO DE CONFIGURAÇÃO E ATIVOS DE SERVIÇO Pode a configuração para ativos ser visualizada para incluir tecnologias residentes e de nuvem, mais qualquer integração entre elas, para proporcionar uma visão da configuração de um dado serviço? > Entregar o gerenciamento de um serviço a um fornecedor de computação na nuvem não significa entregar o gerenciamento de configuração e de ativos. A diferença é que o serviço na nuvem se tornará parte do gerenciamento global da configuração. É importante para o gerenciamento de decisão e riscos que os serviços na nuvem sejam vistos em contexto com o restante dos componentes necessários para prestar um serviço comercial global. Não gerenciar a inclusão das tecnologias na nuvem na configuração global poderia resultar em análise de risco ruim e subsequente tomada de decisão ruim. A tecnologia que pode proporcionar a visualização deve estar instalada. No caso do CMDB, todos os serviços de TI na nuvem devem ser incluídos como ICs, de modo que as relações possam ser traçadas e identificadas. Lembre-se que ainda precisa ser aplicada a governança. Existe relacionamento com o fornecedor de serviços na nuvem externa para garantir que todos os dispositivos necessários para fazer a interface e se integrar com o serviço na nuvem externa atendam às necessidades atuais e futuras do serviço na nuvem? Por exemplo, é possível determinar qual dos smartphones atualmente em uso pode enfrentar uma atualização de serviço na computação na nuvem? > Na computação na nuvem, um dos maiores desafios é assegurar que os dispositivos conectados com a nuvem atendam às necessidades atuais e futuras dos serviços na nuvem. Não só todos esses dispositivos podem ser rastreados, mas também eles têm os recursos para atender às necessidades atuais e futuras dos serviços na nuvem. O impacto de não ter condições de fornecer este serviço poderia atrasar novos releases de serviços na nuvem ou resultar em importantes interrupções para os usuários do serviço na nuvem. GERENCIAMENTO DE RELEASE E IMPLANTAÇÃO Há um único local onde são mantidos os dados de release, versão e licença de todos os software e mídia necessários para dar suporte e uso aos serviços na nuvem? > É essencial que todos os software relacionados com nuvem e mantidos localmente (por exemplo, versões relevantes do software de navegação na Web) sejam mantidos internamente na biblioteca de mídia definitiva de forma que sejam precisos e de localização fácil. Todas as atualizações de versões ou releases devem passar pelo gerenciamento de mudanças de modo que a biblioteca de mídia definitiva (DML) mantenha-se uma fonte de dados precisos e confiáveis. Não manter essas informações poderia resultar em não atender a algumas exigências de governança, mas resultará em planejamento falho de atualizações e melhoramentos. Por exemplo, uma mudança pode precisar que todos os smartphones tenham instalada a versão X de um componente de software, mas muitos desses dispositivos ainda têm a versão Y, o que faria com que a mudança não fosse feita quando implementada, provocando tempo de paralisação para os clientes. É essencial que os fornecedores de serviços na nuvem encaminhem notificação precisa e oportuna para assegurar que seja mantida a integridade da DML nos níveis mais altos possíveis (por exemplo, notificação prévia se pode ser usado novo release de um navegador na Web). – 20 – ITSM e computação na nuvem A configuração de toda a tecnologia relacionada com computação na nuvem pode ser visualizada no contexto do serviço? > O gerenciamento de mudança, problema, incidente e evento pode ser retardado por problemas na localização das versões corretas de releases, versões de software relacionados com a nuvem e a mídia, justificando porque um componente chave da implantação é o planejamento, necessário para garantir a implantação de forma suave e sem problemas de tecnologias novas e atualizadas. Este planejamento pode ser acelerado se houver disponíveis dados precisos na DML, em formato configurado de forma que as relações entre os componentes possam ser visualizadas e avaliadas para a implantação. Embora a DML contenha todos os dados que descrevem as tecnologias relacionadas com a nuvem, precisa ser combinada com o CMDB de modo que o planejamento da implantação possa ser executado com confiança. Os fornecedores de serviços na nuvem devem ter papel ativo na implantação de suas tecnologias, fornecendo dados e outros serviços para TI de modo que os planos de implantação sejam precisos e exequíveis. Release e implantação sempre foram um coquetel de TI, fornecedores de tecnologia e gerentes de negócios, mas agora têm o ingrediente a mais dos fornecedores de serviços na nuvem que precisam ser incluídos no release e na implantação se couber. VALIDAÇÃO E TESTE DOS SERVIÇOS Todos os serviços na nuvem foram cuidadosamente validados para assegurar que atendam ao design do serviço e, portanto, atendam às necessidades dos clientes? > Um dos recursos do serviço de computação na nuvem é a falta de personalização, significando que, com frequência, os clientes têm que adaptar seus processos de trabalho para atender à funcionalidade do serviço na nuvem. O que significa que os serviços precisam ser validados pelos clientes antes de permitir que novos serviços ou sistemas na nuvem sejam implementados. Os usuários de serviços de computação na nuvem podem precisar de mais treinamento para fazer os ajustes das práticas atuais de trabalho físicas e virtuais para as novas práticas de trabalho com suporte na nuvem (por exemplo, o uso de smartphone é muito diferente do uso de uma estação de trabalho). As especificações ou o design do serviço devem incluir as necessidades de negócios básicas e funcionalidades associadas para todos os serviços na nuvem propostos de modo que o treinamento e a documentação possam ser preparados. Não fazê-lo resultará em atraso na implementação e não poder usar completamente o poder da computação na nuvem. Os serviços na nuvem propostos foram testados em ambiente totalmente integrado? > Os serviços na nuvem foram projetados com normas rígidas que incluem as especificações necessárias para todas as tecnologias de suporte, por exemplo, quais navegadores da Web e quais versões desses navegadores da Web podem ser usados. Assim sendo, é essencial testar a integração dessas tecnologias de suporte para garantir a implantação sem problemas. – 21 – ITSM e computação na nuvem AVALIAÇÃO Os serviços na nuvem são avaliados para determinar a aceitação? > A ITIL cita a avaliação como “um processo genérico que leva em consideração se o desempenho de algo é aceitável, o uso ótimo dos recursos, etc.”. Esta citação obviamente se aplica a todos os serviços, mas tem conexão específica com os serviços na nuvem porque estes devem ser justificados em termos de custos e desempenho e, portanto, precisam ser avaliados para garantir que foram cumpridas todas as afirmações feitas em relação com redução de custos e melhor desempenho. Os serviços na nuvem foram medidos ou revisados regularmente para garantir que continuam a atender às especificações? > É bem possível que um serviço na nuvem atenda às obrigações quando é implementado, mas será que continuará a atender a essas obrigações com o passar do tempo? Os serviços na nuvem precisam ser revisados regularmente, porque fatores como demanda mudarão e o fornecedor de serviços na nuvem deve ter condições de dar suporte a esta tendência. Isto se aplica a todos os serviços, mas no caso dos fornecedores de serviço nas nuvens, a escalabilidade pode se tornar cara; se uma organização estiver presa por um contrato específico, então lidar com esses níveis extra de capacidade ou de desempenho pode se provar pesado. GERENCIAMENTO DE CONHECIMENTO Todas as facetas da computação na nuvem externa estão documentadas e prontamente disponíveis para os técnicos de TI e pessoal de suporte? > Quanto mais remoto o serviço estiver de TI, menos conhecimento estará disponível no local para técnicos e pessoal de apoio. Assim sendo, é essencial que o fornecedor de serviços na nuvem proporcione conhecimento excelente e facilmente acessível. Isto deve ser testado durante o teste e validação do serviço. A existência de conhecimento remoto não deve diminuir os esforços para produzir e gerenciar o conhecimento local. Existem medidas em vigor para manter o controle das muitas questões que podem se aplicar ao serviço na nuvem? > A vigilância é essencial quando se lida com fornecedores externos, especialmente se estiverem baseados na nuvem e de contato difícil em comparação com serviços tradicionais. É uma boa ideia usar os grupos de mídia social para a troca de informações relacionadas com serviços de computação na nuvem. Resumo A transição de serviço pode ser descrita como o caminho sem volta porque, em geral, é muito difícil de reverter um serviço novo falho uma vez que foi implementado. É por isso que muitos consertos pequenos são aplicados imediatamente depois da implementação. Uma coisa que deve ser lembrada é que uma vez implementado o serviço, a organização que usa a nuvem se torna responsável pelas implicações jurídicas desse serviço (por exemplo, assegurar que atenda às especificações da lei Sarbanes-Oxley). Assim sendo, todos os aspectos da transição do serviço devem verificar se a governança está sendo cumprida. Há um aspecto interessante aqui — se o fornecedor de serviços na nuvem reside em outro país e não está cumprindo as especificações da Sarbanes-Oxley, este é um delito? E se for, qual é a parte culpada — a organização que usa a nuvem ou o fornecedor de serviços na nuvem? – 22 – ITSM e computação na nuvem Como o trabalho de operação do serviço funciona na computação na nuvem? A operação do serviço é um componente chave da ITIL porque este é o momento da verdade e de se tomar uma decisão. Estender TI para a nuvem não é diferente — tudo se resume em entrega de serviço e respeitar os compromissos com o cliente de TI. Se a estratégia de serviço implantado do departamento de TI estiver correta, o design for adequado e a transição bem sucedida, a entrega do serviço deve atender ou ultrapassar as expectativas independentemente da metodologia de implantação. Mas a adoção de estratégia com base na nuvem exigirá que muitas tarefas estabelecidas de serviço operacional sejam executadas remotamente. Quando se planeja a adoção da estratégia na nuvem, ou qualquer tecnologia nova na realidade, tudo se resume em ter bons processos e funções em vigor. Por exemplo, qual central de serviços o usuário do serviço na nuvem deve contatar para ter suporte — a interna ou a do fornecedor de serviços na nuvem? Esta é uma dúvida bastante simples mas a resposta pode ter ramificações importantes. Se for usada a central de serviços na nuvem, deve-se tomar o cuidado para assegurar que os contratos de suporte ofereçam níveis adequados de suporte. Além disso, se a central de serviços na nuvem for escolhida para executar o suporte interno tradicional, a mudança resultante pode ter resultado na força de trabalho da central de serviços interna como resultado de transferência de responsabilidades. Quando aplicada transversalmente aos papeis executados pelas operações de serviços — central de serviços, gerenciamento de incidentes, de problemas, atendimento de solicitações, gerenciamento de acesso, de eventos, técnicos, das operações de TI e de aplicativos — torna-se muito claro por que é tão crítico que a transição de processo ocorra direito. E não se esqueça, os serviços entregues permanecem em operação muito depois que as fases de design e de transição estejam concluídas, assim qualquer estratégia de transição na nuvem precisa ser flexível e eficiente. A central de serviços é um local interessante para se iniciar quando se planeja a transição na nuvem porque, para a maioria das organizações, este é um recurso bem definido cujo princípio básico de ser um ponto de contato único está sob ameaça. Em modelos de implantação com base na nuvem a maior parte da tecnologia exigida para dar suporte ao serviço comercial reside fora de TI o que ocorre também com o conhecimento necessário para dar suporte a esse serviço. Por exemplo, como se responde às perguntas comuns de “como se faz X” quando o usuário sabe mais que a central de serviços? Antes de mais nada, é essencial ter prontamente disponível o conhecimento preciso relacionado com o serviço na nuvem, de modo que os usuários possam acessar o conhecimento a pedido, em vez de dar início a contato com a central de serviços. Se um usuário não encontrar a solução nos recursos de conhecimento a etapa seguinte seria entrar em contato com a central de serviços. Neste ponto, existem basicamente duas opções: o usuário contata a central interna que trata a central de serviços na nuvem como suporte de segundo nível ou permite que os usuários entrem em contato com a central na nuvem como primeiro ponto de contato. O papel da central de serviços é vital para a computação na nuvem, o que significa que o desempenho dos recursos de conhecimento e da central de serviços seja cuidadosa e constantemente monitorado quanto a desempenho e observado quanto a qualidade do serviço. Em geral, a central de serviços é onde é executado o gerenciamento de incidentes, onde se rastreia e gerencia incidentes durante todo ciclo de vida deles. Assim, determinar onde está a responsabilidade é fundamental para a compreensão de como o processo de suporte é definido antes de mudar para a nuvem. Assim que for decidido qual é o primeiro ponto de contato mais eficaz para a central de serviços, internamente ou na nuvem, é extremamente importante compreender que, para uma implementação bem sucedida, a responsabilidade de gerenciar incidentes ainda reside na empresa de origem por meio – 23 – ITSM e computação na nuvem de um processo de gerenciamento do serviço de Ti definido. Se a central de serviços for baseada na nuvem, torna-se essencial que seja fornecida uma lista detalhada de todos os incidentes com base na nuvem registrados em base regular para os processos ITSM dos clientes, de modo que possam ser analisados para a melhoria continuada do serviço. Idealmente os usuários devem registrar e enviar os incidentes eletronicamente, de modo que os dados fornecidos pelos fornecedores de serviços na nuvem podem ser correlacionados com incidentes registrados pelos usuários. Idealmente, o fornecedor de serviços na nuvem e os clientes deveriam acessar a mesma ferramenta de gerenciamento de incidentes, considerando a transparência do processo do incidente/problema e, assim, conseguir a sinergia entre usuários e o fornecedor de serviços na nuvem. A chave para o gerenciamento do problema é encontrar a causa raiz do incidente, ou da série de incidentes, e tomar as medidas adequadas para eliminá-la. Normalmente este é um processo direto, mas se torna mais complicado se a causa raiz estiver nos serviços prestados por um fornecedor de serviços na nuvem. Como os fornecedores de serviços na nuvem podem querer aplicar suas próprias prioridades e prazos para eliminar as causas raiz aos serviços, é importante que os papeis relacionados com o gerenciamento do problema sejam claramente especificados nos contratos ou acordos. Ter todas as partes afetadas na mesma ferramenta de suporte simplificará a emissão de relatório, o gerenciamento do nível de serviço, bem como o rastreamento e gerenciamento de problemas existentes. Os clientes e usuários devem ter um recurso no qual podem fazer solicitações de TI com alta probabilidade de atendimento. Como descrito pela ITIL, atendimento de solicitação é “um canal para usuários solicitarem e receberem serviços padrão para os quais existe um processo de qualificação e aprovação predefinido” (operação do serviço). Como os fornecedores de serviços na nuvem terão um papel-chave no ciclo de vida de atendimento de solicitações, ter limites rígidos sobre o que pode ser pedido a eles é fundamental. Assegurar o sucesso nos compromissos na nuvem exige a existência de “processo predefinido de aprovação e qualificação”. Ter esses processos em vigor aumenta enormemente a probabilidade de um fornecedor de serviços na nuvem ter condições de executar as solicitações encaminhadas a eles. Tão importante quanto criar processos de atendimento de solicitações é que estes constem de contrato ou acordo com os fornecedores de serviços na nuvem para proteger as duas partes. O gerenciamento do acesso trata de conceder a usuários autorizados o acesso a um serviço, juntamente com os direitos às funções de um serviço que podem usar (gerenciamento de direitos e de identidade) ou em outras palavras, gerenciamento de segurança do acesso. Este é um desafio constante para os trabalhos internos, mas é exacerbado espetacularmente quando um fornecedor terceirizado entra na arena e é um dos maiores desafios relacionados com a computação na nuvem, ou seja, quanto o serviço na nuvem é seguro?. Embora o fornecedor de serviços na nuvem pudesse ser responsável pelo gerenciamento do acesso, é de responsabilidade do serviço interno gerenciar direitos e identidade. Para providenciar cobertura extra de segurança é prudente envolver o gerenciamento de clientes no planejamento e a vigilância do gerenciamento de acesso. Todos os acessos devem ser cuidadosamente monitorados e avaliados pela organização ITSM da empresa compradora e/ou autoridades de segurança. Como as implicações da quebra de segurança de serviço na nuvem podem se provar catastróficas para a organização do cliente, a aplicação de uma abordagem de governança sólida pode ser benéfica; a obtenção de certificação internacional ISO/IEC série 27000 ou similar pode ser tranquilizadora na verificação de que foram tomadas as medidas necessárias para garantir o gerenciamento do acesso à nuvem. – 24 – ITSM e computação na nuvem Um dos principais papeis do gerenciamento de eventos refere-se a tomar as medidas corretivas quando ocorrem alertas; por exemplo, pode ser emitido um alerta para avisar que a capacidade está correndo o risco de ser excedida. Assim que o alerta é reconhecido e registrado, devem ser tomadas as medidas adequadas para restaurar o equilíbrio da capacidade. Alertas sensíveis são a espinha dorsal de um service bem construído, mas como o fornecedor de serviços na nuvem responde a eles sem a autoridade adequada? No exemplo precedente de resposta a uma situação de capacidade, o fornecedor de serviços na nuvem teria a autoridade para aumentar a capacidade, mesmo que o aumento envolvesse a geração de receita extra para essa capacidade? O segredo do gerenciamento bem sucedido de eventos usando a computação na nuvem é identificar todos os alertas possíveis e suas medidas corretivas com os fornecedores de serviços na nuvem e predefinir as medidas apropriadas que poderiam ser instituídas para solucionar e remover alertas. Não fazê-lo poderia resultar em atrasos na solução de alertas, redução dos níveis de serviço do cliente ou, possivelmente, incorrer em custos não planejados ao permitir que fornecedores de serviços na nuvem tomem medidas não autorizadas. O gerenciamento técnico tem papel vital pois assegura que todos os recursos necessários para o suporte da infraestrutura sejam treinados e implantados para projetar, construir, fazer a transição, operar e melhorar a tecnologia de infraestrutura. Deve ficar muito claro que o gerenciamento técnico deve ser incluído em todas as fases de seleção e emprego de fornecedor de serviços na nuvem. Não envolver totalmente este recurso poderia retardar a implementação do serviço na nuvem e aumentar os custos devido a planejamento inadequado da infraestrutura. O gerenciamento técnico é encarregado de assegurar que os recursos necessários para dar suporte à infraestrutura estejam funcionando, mas o gerenciamento das operações de TI é responsável pela execução das atividades cotidianas, tarefas operacionais, funções e processos. O gerenciamento de operações de TI é tão antigo quanto a própria TI, mas frequentemente é desconsiderado, o que pode se provar desastroso no caso da computação na nuvem. A menos que as atividades cotidianas sejam executadas no momento certo, podem ocorrer falhas graves para tumultuar os serviços do cliente. As especificações do gerenciamento de operações de TI devem declarar claramente quem irá executar as operações e conter as instruções de trabalho explicando como executar essas ações. Para citar a ITIL, “o gerenciamento de aplicativos é para os aplicativos o que o gerenciamento técnico é para a infraestrutura de TI” e, como tal, os mesmos comentários aplicam-se aqui como se aplicavam para o gerenciamento técnico, exceto que devem se referir aos aplicativos. Perguntas sobre operações de serviço CENTRAL DE SERVIÇOS Existem pontos de contato principais claramente definidos para os usuários dos serviços de computação na nuvem? > Não importa qual a forma de tecnologia é empregada, mas um único ponto de contato para cada cliente e usuário se provou uma ferramenta essencial para o suporte de alta qualidade para clientes e usuários. Na computação na nuvem, está sendo introduzida outra camada de tecnologia que exigirá integração com os processos e o sistema de suporte ao cliente existente. Os clientes devem saber quem contatar para pedir suporte e como se comunicar com esse ponto de contato (por exemplo, telefone, email, Web ou acesso direto a ferramenta de suporte especializada). Não determinar um ponto de contato principal frustrará e retardará o suporte para clientes de serviço na nuvem. – 25 – ITSM e computação na nuvem Os relacionamentos e as responsabilidades entre a central de serviço e o suporte na nuvem estão documentados, contratados e entendidos? > Não incluir as responsabilidades e os papeis da central de serviços atribuídos aos fornecedores de computação na nuvem para suporte na nuvem resultará em custos extras e excessivas interrupções de serviço para os clientes. Lembre-se, os fornecedores de serviços na nuvem devem cumprir as exigências contratuais e cobrarão por todos os serviços fora dos limites contratuais. GERENCIAMENTO DE INCIDENTES As ferramentas e os papeis estão vigentes para o registro preciso de incidentes? > O registro preciso dos incidentes sempre foi uma fonte de informações, conhecimento e dados para o ITSM para reduzir o número de futuros incidentes, gerenciar o ciclo de vida de desempenho de incidentes e oferecer um recurso valioso para o processo contínuo de melhoria de serviço. Como há grande probabilidade de ocorrerem incidentes na nuvem, é essencial que esses incidentes sejam interceptados e registrados de modo a serem tomadas as medidas preventivas. Deve haver acordo entre clientes e fornecedores de serviços na nuvem para determinar as responsabilidades e os papeis do gerenciamento de incidentes. Mesmo que não seja usada a mesma ferramenta de suporte para registrar e documentar os incidentes, devem ser criados links entre o sistema do fornecedor de serviços na nuvem e o sistema ITSM dos clientes. Ter um processo de informações de incidente de loop fechado é fundamental para prevenir problemas futuros e manter a transparência com o fornecedor de serviços na nuvem. Foi definida e contratada a propriedade do ciclo de vida de incidentes? > Interceptar e registrar incidentes é apenas a primeira etapa do processo — a propriedade do ciclo de vida de incidentes precisa ser definida e acertada. Sem a propriedade do ciclo de vida, os incidentes podem permanecer sem solução, provocando excesso de carga de trabalho para a central de serviços devido a repetidos incidentes não resolvidos pelos fornecedores de serviço na nuvem juntamente com as quebras de SLA associadas. A propriedade do ciclo de vida de incidentes deve ser definida com os fornecedores de serviços na nuvem e ser considerada uma parte importante do contrato. GERENCIAMENTO DE PROBLEMAS Existe em funcionamento um mecanismo para alocar a responsabilidade pela eliminação de um problema ou erro conhecido? > A primeira etapa no tratamento de problemas é identificar a solução alternativa, de modo que os usuários não sofram interrupções; a segunda etapa é localizar a causa raiz e, em seguida, identificar as pessoas capazes de eliminá-la. Em algumas ocasiões não existem soluções alternativas, o que significa que o único curso de ação é encontrar a causa básica e eliminá-la. A alocação de responsabilidades pelos serviços de suporte internos é uma tarefa fácil, mas os fornecedores de serviços na nuvem precisarão ser tratados como suporte de segundo nível, exigindo-se deles que assumam as mesmas responsabilidades dos grupos de suporte de nível 2 de camada comum. – 26 – ITSM e computação na nuvem Existe em funcionamento um processo para a definição de força de trabalho conjunta para problemas críticos? > Esta situação ocorre quando um serviço não pode ser restaurado para os usuários nos níveis de serviço acertados sem que a causa raiz seja identificada e eliminada. Apenas identificar a causa raiz pode ser um desafio, portanto, é importante que a força de trabalho conjunta, com representantes do cliente e do fornecedor de serviços na nuvem, tenha início o mais rápido possível para localizar e eliminar os problemas. Os serviços interrompidos precisam ser solucionados rapidamente, sem perda de tempo para decidir quem procurará a causa raiz. Portanto, isto precisa ser tratado antecipadamente em acordos contratuais. ATENDIMENTO DE SOLICITAÇÕES Foram acertados e documentados os atendimentos de solicitações padrão, inclusive quem é responsável por quais solicitações? Ou seja, uma solicitação é de responsabilidade dos serviços internos ou do fornecedor de serviços na nuvem? > É bem provável que o fornecedor de serviços na nuvem seja o responsável pelo atendimento da solicitação. Portanto, é importante quantificar e fazer acordo sobre essas solicitações padrão com os fornecedores de serviço na nuvem de modo que compreendam suas responsabilidades no atendimento de solicitações. É possível que os fornecedores cobrem por tais solicitações. Se este for o caso, então todas as solicitações deverão passar pelo atendimento de serviço interno para assegurar que os custos e o serviço sejam gerenciados com cautela. As duas partes têm acesso a tecnologias comuns para identificar solicitações de clientes? > É importante acompanhar todas as solicitações apresentadas para assegurar que sejam atendidas. Os fornecedores de serviço na nuvem devem ter acesso ou integração com o sistema de solicitações do cliente para aceitar, rastrear e atender às solicitações com eficiência. O acesso padronizado assegurará a disponibilidade de um repositório central para gerenciar o atendimento de solicitações. Não ter um recurso de tecnologia central poderia resultar em custo exagerado, solicitações perdidas ou solicitações que foram atendidas duas vezes. GERENCIAMENTO DE ACESSO. Os níveis de autorização e de responsabilidade foram documentados e contratados? > Todas as vezes que uma fonte externa for acrescentada na estrutura de TI, aumentam as possibilidades de quebras de segurança. Assim sendo, é importante que sejam envidados todos os esforços para garantir que todas as partes entendam claramente seus níveis de autoridade e responsabilidades associadas. Simplesmente entender as responsabilidades e os níveis de autorização não é suficiente e devem ser documentados em acordos contratuais; não é aceitável economizar esforços quando se lida com gerenciamento de acesso. Verificação de quebras — que medidas devem ser tomadas se houver suspeita de quebra de segurança? > A chave para o gerenciamento de acesso bem sucedido é a vigilância constante e reações rápidas se houver suspeita de quebra de segurança. O monitoramento contínuo de quebras de segurança exige software sofisticado de gerenciamento de acesso para identificar quebras possíveis e chave para se manter seguro. As medidas a serem tomadas são de igual importância se houver suspeita de quebra, pois quanto mais tempo for permitida a quebra mais danos podem ser infligidos. Deve ser empregada tecnologia para identificar as quebras e devem ser criados, entendidos e praticados planos de ação totalmente documentados. Isto se aplica ao fornecedor de serviços na nuvem e aos serviços internos de segurança do cliente. – 27 – ITSM e computação na nuvem GERENCIAMENTO DE EVENTOS Estão instalados alertas adequados para dar suporte ao serviço de computação na nuvem? > Compromissos contratuais documentados são o recurso chave para a identificação de níveis de alerta de serviço apropriados. Por exemplo, se um contrato tem documentada a exigência de dar suporte a 10.000 transações por dia, deve ser prudente definir um alerta em 9.000 transações, de forma a serem tomadas as medidas apropriadas se for necessário. Devem ser definidos objetivos de alerta para assegurar que os clientes recebam os níveis acertados de serviço, conforme especificado no contrato. É de responsabilidade do ITSM interno assegurar que esses alertas estejam funcionando; não colocá-los nos níveis corretos resultará em custos extras e a incapacidade de entregar os níveis de serviço acertados. A tecnologia e os processos estão instalados para reconhecer, registrar e iniciar as medidas apropriadas quando necessário? > Se os alertas corretos estão instalados, deve haver tecnologias e processos apropriados instalados para reconhecer e registrar quando é levantado um alerta e iniciar as ações apropriadas. Isto pode exigir software especializado, mas o uso deve ser levado em conta para se prevenir contra perdas potenciais devido a alertas perdidos, por exemplo, custos extras por transações em demasia ou desempenho reduzido devido a avisos de capacidade perdidos. O gerenciamento de alertas é uma atividade em andamento pois haverá necessidade de sempre acrescentar novos alertas à medida que mudam as exigências tecnológicas, que mudam os acordos contratuais na nuvem e são identificados alertas perdidos. GERENCIAMENTO TÉCNICO O gerenciamento técnico está envolvido em todas as fases de planejamento com o fornecedor de serviços na nuvem? > O gerenciamento técnico é importante para o sucesso dos serviços na nuvem, é responsável pelo design e construção da infraestrutura local necessária para fazer interface com a infraestrutura na nuvem. Isto não pode ser atingido com sucesso a menos que o gerenciamento técnico seja envolvido em todas as fases de seleção do fornecedor de serviços na nuvem. O gerenciamento técnico e o fornecedor de serviços na nuvem se comunicam regularmente entre eles em relação com a infraestrutura? > Podem ocorrer muitos problemas se o gerenciamento técnico local e o gerenciamento técnico na nuvem não estejam em perfeita harmonia. Para assegurar que as duas infraestruturas estejam intimamente integradas, o gerenciamento técnico local e o gerenciamento técnico na nuvem devem se comunicar regularmente para assegurar que não surjam anomalias e que as infraestruturas estejam preparadas em tempo para atender às necessidades de mudanças planejadas. – 28 – ITSM e computação na nuvem GERENCIAMENTO DE OPERAÇÕES DE TI As atividades operacionais que se relacionam com computação na nuvem receberam responsabilidades operacionais claras? > Quanto mais plataformas residentes em uma organização houver, maior probabilidade de execução de atividades operacionais haverá. Assim sendo, quando uma nova plataforma ou tecnologia, como a computação na nuvem é acrescentada ao mix é muito importante alocar a propriedade, especialmente se as ações passarem a ser executadas pelo fornecedor de serviços na nuvem. Isto se aplica mesmo a uma única plataforma de serviço de TI porque, com a introdução da computação na nuvem, é provável que a plataforma da nuvem de forma diferente existirá em um conjunto diferente de parâmetros. O gerenciamento operacional de TI tem instruções claras para todas as atividades operacionais relacionadas com computação na nuvem? > Se as atividades operacionais vierem a ser executadas local ou remotamente, devem ser criadas e claramente documentadas. Dependendo da atividade, não fazê-lo poderia significar atrasos na implantação ou outros riscos operacionais. GERENCIAMENTO DE APLICATIVOS O gerenciamento de aplicativos está envolvido em todas as fases de planejamento de aplicativos com o fornecedor de serviços na nuvem? > Embora um serviço possa ser prestado por um fornecedor de serviços na nuvem ainda sim compreende um ou mais aplicativos. Assim sendo, o gerenciamento de aplicativos ainda é importante para a computação na nuvem. Construir serviços com sucesso ou fazer a interface com a infraestrutura da nuvem exige o envolvimento do gerenciamento de aplicativos em todas as fases. Em muitos casos, os aplicativos na nuvem exigirão integração com o aplicativo local; por exemplo, o aplicativo na nuvem e o local podem compartilhar o mesmo banco de dados. Os gerentes de aplicativos e o fornecedor de serviços na nuvem precisam se comunicar regularmente entre eles em relação com a flexibilidade e a funcionalidade dos aplicativos com base na nuvem? > Pode ocorrer a falta de funcionalidade dos aplicativos se o gerenciamento de aplicativos e os aplicativos na nuvem não trabalharem em conjunto. Para assegurar que os aplicativos atendam às necessidades do cliente, as equipes de gerenciamento de aplicativos do cliente e de gerenciamento de aplicativos na nuvem devem se comunicar regularmente. – 29 – ITSM e computação na nuvem Resumo A operação do serviço está preocupada principalmente com as medidas necessárias para dar suporte ao serviço "online" que está em plena produção e é parte integrante dos serviços prestados pela TI à empresa. Independentemente da estratégia, do design e da precisão da transição a maior parte do ciclo de vida de um aplicativo está nas mãos da operação do serviço. Não importa quão bem seja planejado, um erro das operações de serviço pode provocar uma batida como com um carro: não importa quanto sofisticado é o design, na maior parte da vida de um carro ele estará nas mãos de um ser humano e mais cedo ou mais tarde poderá ser danificado. É por isso que a frequentemente negligenciada atividade administrativa de TI é extremamente importante para o sucesso da computação na nuvem. As habilidades e o conhecimento acumulados e gerenciados pela central de serviços são essenciais para dar suporte à computação na nuvem porque muito pouco conhecimento de serviço residirá em outro lugar na TI. Igualmente importantes são os dados no banco de dados de gerenciamento de incidentes, que se analisados identificarão as áreas nas quais os fornecedores de serviços na nuvem não estão cumprindo os acordos contratuais. Se o gerenciamento de incidentes não identificar os pontos fracos, o gerenciamento de problemas precisará trabalhar com o fornecedor de serviços na nuvem para assegurar que o fornecedor identifique a causa raiz e elimine-a o mais rápido possível. O atendimento de solicitações será mais complicado se muitas solicitações precisarem ser atendidas por recurso externo, como ocorre com a computação na nuvem. Assegurar que as solicitações sejam atendidas e seu progresso monitorado é uma tarefa essencial executada pelas operações de serviços. Outro papel chave de operação do serviço é o gerenciamento do acesso que controla e gerencia os direitos de acesso e o gerenciamento de identidade de forma que seja minimizado o risco de acesso ilegal a dados de residentes na nuvem. O gerenciamento de acesso insatisfatório pode ter efeitos catastróficos sobre uma organização. A ligação constante entre fornecedores de serviços na nuvem, técnicos e gerenciamento de aplicativos é importante pois precisam trabalhar juntos para implementar novos aplicativos e atualizações técnicas de software, o que significa que as operações de serviço se tornam os representantes dos clientes neste processo. Quando se organiza todas as atividades executadas por operação de serviços, pode-se descrever o serviço como o centro de gerenciamento de garantias, pois uma grande parte do papel de operação de serviço é garantir que os serviços de computação na nuvem cumpram os prazos fatais contratuais. Outra consideração é saber que a operação de serviço se organiza enquanto executa as tarefas regulares. Por que isso é tão importante? Porque todos os software de aplicativos e boa parte dos software técnicos usados pela computação na nuvem se originam em recurso externo, o que significa que há um vácuo de conhecimento a ser preenchido pela operação do serviço. A operação de serviço não é a função mais glamorosa de TI mas, como tem contato diário com os fornecedores de serviços na nuvem e os clientes de nuvem, tem um papel único no fornecimento e no suporte da computação na nuvem. É essencial que a operação de serviço seja incluída desde o início na fase Estratégia e durante o ciclo de vida completo da implementação de modo que possa ser integrado aos serviços prestados pelos fornecedores de serviços na nuvem. – 30 – ITSM e computação na nuvem Sobre o autor Até recentemente Malcolm era membro do IAG (ITIL Advisory Group — Grupo de consultoria da ITIL), responsável pela supervisão do desenvolvimento e editoria de ITIL v3, além de ser mentor do livro Service Transition. Em 2009 Malcolm recebeu o ambicionado Ron Muns Lifetime Achievement Award pelo seu trabalho na arena de gerenciamento de serviço de TI. Malcolm Fry é reconhecido luminar do setor de TI, com mais de 40 anos de experiência em tecnologia da informação. Malcolm é o autor de muitos bestsellers sobre gerenciamento de serviço de TI e tem numerosos artigos e trabalhos publicados. É consultado, regularmente, como fonte de informações por jornalistas de tecnologia. Também, é o apresentador solo em uma série de DVDs altamente bem-sucedida e campeã de vendas feita para o Help Desk Institute explicando as relações entre os processos de ITIL e a central de serviços. Ele escreveu 6 folhetos com enfoque em ITIL, dos quais há, no momento, em circulação mais de 100.000 cópias. Entre suas publicações anteriores encontram-se ‘A step-by-step Guide to Building a CMDB’ e ‘How to build and ITIL Service Management Department’ e a publicação mais recente ‘ITIL Lite’ lançada no início de 2010. Malcolm iniciou a carreira em TI em 1967 trabalhando para um banco importante em Londres. Nos 13 anos seguintes ele ocupou muitas funções de TI, inclusive programação de sistemas e uma variedade de cargos de gerenciamento. No mesmo período, Malcolm trabalhou em alguns setores, como varejo, produção, petróleo e indústrias farmacêuticas. Esta experiência, combinada com impressionante formação técnica, dá a Malcolm uma amplitude de conhecimentos e experiências inigualável. Malcolm iniciou a carreira independente em 1980 e desde então não só deu seguimento a uma carreira solo, mas também participou de conselhos de diversas organizações, como a Protocol International Limited e o conselho consultivo estratégico do Help Desk Institute. Ele pertenceu ao ITIL Advisory Group ajudando a orientar o desenvolvimento de ITIL v3 e foi o mentor de um dos livros. Durante esta carreira longa e diversificada, Malcolm trabalhou em mais de quarenta países, fez palestras para um número incontável de pessoas e está em demanda constante em todo o mundo como palestrante dinâmico, divertido e bem-informado. Malcolm concebeu a teoria ‘Front of the Front Office’ (A frente da linha de frente), que explica como a tecnologia pode ser explicada para criar novos mercados e produtos para organizações evoluídas. Consequentemente, ele é convidado, com frequência, para apresentar em conferências suas visões de como a tecnologia afetará os negócios e a vida cotidiana. Essas sessões são impregnadas de realidade, sem recorrer a teorias técnicas complexas e sem invadir o reino da fantasia. Suas visões de futuro são muito respeitadas e ele orienta as organizações sobre como maximizar o retorno da tecnologia nos negócios procurando novas oportunidades de negócios. Ele é inovador e educacional e tem a capacidade de comunicar seus pensamentos para públicos que, regularmente, votam nele como o melhor palestrante em muitas conferências em todo o mundo. Também, é procurado como consultor estratégico por muitas grandes organizações do mundo. A maioria das organizações usam Malcolm como catalisador para revisar suas instalações e processos, a partir do que ele as orienta na determinação das necessidades e, o mais importante, na preparação de planos que permitirão a elas atingir seus objetivos, de dentro para fora. – 31 – Copyright © 2010 CA. Todos os direitos reservados. Todas as marcas registradas, nomes de marcas, marcas de serviço e logotipos aqui mencionados pertencem às suas respectivas empresas. Este documento é apenas para fins informativos. A CA não assume responsabilidade pela precisão ou integridade das informações. Na medida do permitido pela lei aplicável, a CA fornece este documento “no estado em que se encontra”, sem garantias de nenhum tipo, incluindo, sem limitações, garantias implícitas de comercialização, adequação a uma finalidade específica ou não violação. Em nenhuma circunstância a CA será responsável por quaisquer perdas ou danos, diretos ou indiretos, decorrentes do uso deste documento, incluindo, sem limitações, perda de lucros, interrupção dos negócios, reputação da empresa ou perda de dados, mesmo que a CA tenha sido expressamente informada sobre a possibilidade de tais danos com antecedência. ITIL® é uma marca registrada e uma marca comunitária registrada da Câmara de Comércio do Governo, e é registrada no Escritório de Marcas e Patentes dos EUA. CS0105_1010