GFR – Garanteed Frame Rate Aluno: Orlando Fabricio Neto Professor: Eduardo Parente Disciplina: Comunicação de Dados Bibliografia Oliver Bonaventure, A Better Service for TCP/IP in ATM Networks, January/February 2001. Introdução sobre ATM A topologia de redes do tipo ATM (Asynchronus Transfer Mode), foi proposta nos anos 80 como uma evolução para serviços de rede que usassem banda larga. A arquitetura ATM é indicada para suportar uma imensa variedade de serviços e aplicações. Introdução sobre ATM O controle de tráfego na rede ATM é fundamentalmente relatado pela habilidade da rede em proporcionar diferentes Qualidade de Serviço (QoS) para as aplicações. A função do gerenciamento de tráfego é proteger a rede e as aplicações finais contra congestionamentos a fim de atingir os objetivos de desempenho. Introdução sobre ATM Categorias de Serviço A ATM possui 5 categorias de serviço: CBR Constant Bit Rate VBR Variable Bit Rate UBR Unspecified Bit Rate ABR Available Bit Rate GFR Guaranteed Frame Rate Categorias de Serviço Funções tais como, roteamento e alocação de recurso são, em geral, estruturadas de forma diferenciada para cada categoria de serviço. CBR (Constant Bit Rate) O primeiro serviço proposto no primeiro “ITU-T Recomendations”. O CBR é usado por conexões que requerem uma amostra estática de largura de banda. O valor definido pelo PCR (Peak Cell Rate). CBR (Constant Bit Rate) Este serviço pode ser considerado uma melhora do serviço de leased lines das primeiras versões da ATM. O serviço CBR é indicado para suportar aplicações de tempo-real (exemplo: voz, vídeo, emulação de circuito). VBR (Variable Bit Rate) A largura de banda é reservada por 3 parâmetros: PCR. A maior taxa que uma aplicação final podia reservar durante um curto período de tempo. MBS, o limite da quantidade de células que as aplicações finais podem transmitir utilizando o PCR. SCR, a taxa de transmissão contínua permitida para a aplicação. VBR (Variable Bit Rate) CLP (Cell Loss Priority). Um bit que caracteriza a prioridade que o frame terá diante dos controles de congestionamento. Algoritmos de descarte. UBR (Unspecified Bit Rate) Imita o serviço implantado hoje na Internet. Não especifica garantias para o tráfego. O controle de congestionamento para UBR deve ser realizado num nível mais alto com base na conexão fim-a-fim. Mais fácil de usar. ABR (Available Bit Rate) Controle de congestionamento implementado na camada ATM. Transmitem constantemente as RM-cells. Que alertam para o congestionamento. Pode oferecer ou um serviço de melhor esforço, ou um serviço de largura de banda garantida. GFR (Garanteed Frame Rate) Proposto em 1996, a principal motivação para a sua implementação era fornecer um serviço tão fácil de usar como os serviços da categoria UBR, enquanto também garantia a largura de banda. GFR (Garanteed Frame Rate) Ela é designada para aplicações requererem uma taxa mínima de garantia. Pode beneficiar do acesso adicional da banda disponível dinamicamente na rede. (fair distribution). Não requer um protocolo de controle de fluxo. GFR (Garanteed Frame Rate) Parâmetros do GFR. PCR (Peak Cell Rate) MCR (Minimum Cell Rate) MBS (Maximum Burst Size) MFSxPCR MBS 1 PCR MCR MFS (Maximum Frame Size) GFR (Garanteed Frame Rate) Considerações sobre o CLP. CLP=1 os frames são considerados como tendo baixa prioridade e são transmitidos pela rede como base no melhor esforço. O mínimo de largura de banda aplicada é somente para os frames com CLP=0. Controle de congestionamento na rede. GFR - Eleição dos frames Algoritmo F-GCRA, para conexões contendo somente “conformance frames”. GFR2, somente os frames com CLP=0 tem entrega garantida. Há uma distinção entre os frames com CLP=1 e CLP=0. Controle de congestionamento é tranquilo. GFR1, não há distinção dos frames na rede, o switch deve decidir o que transmitir e o que descartar quando ocorrer o congestionamento. GFR - Eleição dos frames 2 interpretações para o CLP. Rígida, os frames com CLP=0 são mais importantes do que os que tem CLP=1. Relativa, os frames com CLP=0 são mais importantes do que os que tem CLP=1, mas isso pode mudar. Daí, o switch deverá descartar os frames não somente de acordo com o CLP, mas também de olho nos recursos disponíveis na rede. GFR X Outras categorias GFR X UBR – Definição por parte do GFR de um número limite de frames, para melhor controle de congestionamento. GFR X VBR – QoS faz a diferença. GFR garante o mínimo de largura de banda para frames enquanto VBR garante para células. GFR X Outras categorias GFR X ABR – A principal diferença é quanto as aplicações finais. O GRF não impõe que a aplicação tenha um “shaper” complexo dentro das aplicações como o ABR impõe. Switches GFR (implementações) 3 categorias de implementações propostas para switches ATM Simples, requer apenas bits para estado. Intermediária, requer um contador com bits de estados. Complexa, requer um contador com uma fila lógica. Switches simples Algoritmo “buffer acceptance” com um valores limites (min e max) para iniciar o descarte. Todos os VC´s são multiplexados em um buffer FIFO. Somente requer um contador global. Switches simples limite alto limite baixo VC´s GF R Terminações dos CLP=0 e CLP=0 terminações dos CLP=1 Frames CLP=0 e CLP=1 Figura 1. Implementação simples do switch.[1] Baseados em contadores Um contador para cada VC. Limite no buffer. Aceito ou não ? Processo em background que atualiza o MCR. Motivos ? Raramente fornecem uma faixa de banda que não esteja reservada para um VC. Per-VC threshold and scheduling Esta implementação combina um algoritmo “buffer acceptance” com um escalonador para cada VC. Conta com o WQF (Weighted Fair Queuing). Fila de tamanho lógico. Deverá evitar congestionamento por parte de um dos VC´s. Per-VC threshold and scheduling Es c alonador WF Q GFR VC [1] T[1] GFR VC [2] T[2] PC R GFR VC [3] T[3] GFR VC [4] T[N ] Buf f er Ac cept ance s e buf f er < lim ite_baix o -> ac eito s e lim it e_baix o <= buf f er < lim ite alto -> ac eito s om ente C LP=0 s e lim it e alt o < buf f er -> aceito C LP=0 se f ila[i] < T[i] Figura 2. Switch limite e escalonamento por VC [1] Per-VC scheduling and RED A implementação desse tipo de switch é baseada em descartes de frames por valores limites. RED (Random early detection) Distribuição justa dos recursos fornecidos pelos buffers. Valores limites de máximo e mínimo. Per-VC scheduling and RED Alto Baixo W QF como escalonador garante um mínimo MCR. GFR VC[1] GFR VC[2] PCR GFR VC[3] GFR VC[4] Buf f er Acceptance se f ila[i] < baixo[i] -> aceito se baixo[i] <= f ila[i] < alto[i] -> aceita todos CLP=0, aceitando ou não CLP=1 se alto <= f ila[i] -> todos os f rames descartados. Figura 3. Implementação do switch RED com escalonador [1] Desempenho do GFR sobre o TCP Redes utilizam grandemente o protocolo TCP. Redes heterogêneas. 2 casos considerados pelo autor. Uma conexão simples TCP para cada VC. Um router executa a multiplexação de diversas conexões de VC´s. STCP, ferramenta para simulações do protocolo TCP em redes ATM. Workstations com GFR Rede ATM ponto-a-ponto utilizando TCP e 10 estações (emissoras) e 10 estações (receptoras). Emissoras mandam arquivos de 1Mbyte. Outras considerações afim de estabelecer o universo da simulação. Workstations com GFR Estações (par) PCR MCR Tempo de atraso De 1 para 1* 155 Mb/s 2 Mb/s 15 ms De 2 para 2* 155 Mb/s 4 Mb/s 15 ms De 3 para 3* 155 Mb/s 6 Mb/s 15 ms De 4 para 4* 155 Mb/s 8 Mb/s 15 ms De 5 para 5* 155 Mb/s 10 Mb/s 15 ms De 6 para 6* 155 Mb/s 2 Mb/s 30 ms De 7 para 7* 155 Mb/s 4 Mb/s 30 ms De 8 para 8* 155 Mb/s 6 Mb/s 30 ms De 9 para 9* 155 Mb/s 8 Mb/s 30 ms De 10 para 10* 155 Mb/s 10 Mb/s 30 ms Tabela 1- Características de GFR no cenário das WorkStations [1] Workstations com GFR 10 ms 2,5 m s S1 66,7 Mb/s switch 1 switch 2 : : S5 S5* 10 m s S6 S1* ... S10 S6* ... S10* Figura 4. Cenário considerado para a primeira simulação [1] Workstations com GFR Usando GFR2, uma estação conectada a rede não alcançará a vazão ideal. Este baixo desempenho é devido aos algoritmos utilizados nas combinações da solução. TCP tem tráfego de rajadas, e o F-GCRA, utilizado na implementação, espera um tráfego mais ameno, por isso marcará muitos quadros com CLP=1. Workstations com GFR Usando GFR1, não haverá garantia de boa largura de banda, porém tem um desempenho um pouco melhor. Os melhores resultados foram alcançados por combinações com o algoritmo RED que conseguia suavizar as rajadas de pacotes TCP, evitando time-out dos pacotes. Workstations com GFR Implementaçãoswitchsimples (2,5 ms) Implementaçãoswitchsimples (10 ms) Goodput esperado 10 Goodput (Mb/s) 0 2 4 6 MCR (Mb/s) 8 10 Figura 5. Desempenho da implementação simples com as workstations [1] Workstations com GFR 10 Per-VC threshold and scheduling (2,5 ms) Per-VC threshold and scheduling (10 ms) Goodput esperado Per-VC scheduling and RED (2,5 ms) Goodput (Mb/s) 0 2 4 6 MCR (Mb/s) 8 10 Figura 6. Desempenho da implementação com base no WFQ. [1] Internetwork com GFR No lugar de das workstations teremos routers. O agregamento de todo o tráfego das estações de trabalho é enviado através de um backbone ATM para o seu router correspondente, o qual entrega os pacotes para as estações remotas presentes nas demais redes LAN’s. Internetwork com GFR 10 ms 2,5 ms R1 10 TCP emissoras 66,7 Mb/s switch 1 switch 2 : R1* : R5 R5* 10 ms R6 ... R10 R6* ... R10* 10 Mb/s 34 Mb/s 10 TCP emissoras 10 TCP recpetoras Figura 7. Cenário entre redes (tráfego). [1] 10 TCP recpetoras Internetwork com GFR Estações (par) PCR MCR De 1 para 1* 34 Mb/s 2 Mb/s Tempo de atraso 15 ms De 2 para 2* 34 Mb/s 4 Mb/s 15 ms De 3 para 3* 34 Mb/s 6 Mb/s 15 ms De 4 para 4* 34 Mb/s 8 Mb/s 15 ms De 5 para 5* 34 Mb/s 10 Mb/s 15 ms De 6 para 6* 34 Mb/s 2 Mb/s 30 ms De 7 para 7* 34 Mb/s 4 Mb/s 30 ms De 8 para 8* 34 Mb/s 6 Mb/s 30 ms De 9 para 9* 34 Mb/s 8 Mb/s 30 ms De 10 para 10* 34 Mb/s 10 Mb/s 30 ms Tabela 2. Característica do GFR para o cenário entre redes proposto. [1] Internetwork com GFR Implementação simples (2,5 ms) Implementação Simples (10 ms) Goodput esperado 10 Goodput (Mb/s) 0 2 4 6 MCR (Mb/s) 8 10 Figura 8. Desempenho da implementação simples para tráfego entre redes. [1] Internetwork com GFR Goodput esperado Per-VC threshold and scheduling (2,5 ms) 10 Per-VC threshold and scheduling (10 ms) Per-VC scheduling and RED (10 ms) Goodput Per-VC scheduling and RED (2,5 ms) (Mb/s) 0 2 4 6 8 MCR (Mb/s) 10 12 Figura 9. Desempenho da implementação com base no WFQ para inter redes.[1] Conclusões O objetivo desse autor não era determinar qual método é realmente o melhor, mas sim dar ao leitor uma visão geral sobre alguns métodos utilizados para a implantação do GFR em redes ATM. Conclusões É válido lembrar que os fundamentos desse artigo, são simulações. E que situações bem parecidas e/ou bem adversas podem ser conseguidas na prática, por isso o autor alerta quanto os resultados e impões condições para a simulação. FIM Perguntas ??? Críticas ??? Como estou dirigindo ??? (041...)