Pág. 4 Fotos: Marques Valentim Pág. 32 Finanças quer dinheiro de volta Conselho Nacional Abril de 2013 E dição : 319 A no : XXX 1,25€ D irector : R ui R ama da S ilva LIGA QUER MAIS ESCOLA Pág. 5 BOMBEIROS SEMPRE PRONTOS Páginas 14 e 15 SALTO - MONTALEGRE Demonstração conjunta das EIP’S BARCELINHOS Novo quartelPáginas tarda 16 e 17 ALBERGARIA-A-VELHA Um sonho concretizado FÁTIMA Pág. 23 Pág. 13 À espera do milagre Pág. 10 2 ABRIL 2013 [email protected] P Quase 4 milhões or atacado, as ambulâncias de transporte múltiplo da associação a cujos órgãos sociais pertenço marcam nos seus conta-quilómetros quase 4 milhões de quilómetros percorridos em apenas meia dúzia de anos. Algumas, já assinalam a veneranda cifra de mais de 600 mil quilómetros vencidos em estradas, auto-estradas, ruas, becos e caminhos das nossas terras. Algumas dessas viaturas, que se espalham também por todas as associações e corpos de bombeiros, constituem verdadeiros milagres, a passar de mão em mão ao longo do dia por força das circunstâncias, dos turnos do nosso pessoal, das solicitações programadas ou extras que nos vão chegando ao longo das 24 horas, e a que procuramos responder com a convicção e a determinação de que nenhum doente poderá ficar sem transporte. Algumas viaturas começam o seu dia às 6 da manhã, terminam na madrugada do dia seguinte e, em muitos casos, nem os motores arrefecem no curto período que permanecem nos quartéis. Estas ambulâncias, se tivessem alma humana, muitas histórias, também ouvidas pelos nossos bombeiros, teriam para contar. Histórias de quantos desabafos, quantos queixumes, algumas esperanças vãs, outras histórias de coragem no combate à adversidade e à doença, que foram ouvindo ao longo dos anos, da boca de doentes que já nos deixaram ou de outros que, felizmente, recuperaram e voltaram à vida normal. Os primeiros ficam-nos sempre na memória. Os segun- dos, vamos continuando a encontrar a cada passo nas suas vidas quando circulamos nas ruas das nossas terras. Um aceno de mão, um sorriso, um aperto de mão trocados com os bombeiros que circulam nas ABTM. Gestos em memória de tempos passados em que os bombeiros foram um dos seus maiores suportes de apoio quando foram transportados por eles para o tratamento, o exame e outros cuidados médicos. Esses gestos testemunham bem a relação de gratidão, de simpatia, de proximidade, de apoio, de aconchego humano, que os doentes foram sentindo dos bombeiros nos momentos de fragilidade vividos. Histórias de dezenas de milhares de doentes que durante anos temos transportado. Doentes a quem satisfazemos, garantimos aquilo que o Estado lhes prometeu. Aquilo que o Estado nos pediu, quase exigiu e depois paulatinamente foi retirando. E não fosse o nosso próprio esforço, o das federações e, em particular, o da Liga, nem saberíamos onde teríamos chegado. Com as ABTM, sublinhe-se também, fomos os verdadeiros suportes da democratização do nascente Serviço Nacional de Saúde. Não fosse o nosso empenho e o nosso esforço, também financeiro, e nenhum Governo poderia ter feito chegar aos cidadãos, na esmagadora maioria dos casos, o acesso directo aos cuidados de saúde. Não nos medalhem por isso. Respeitem-nos apenas. E há muita forma de o fazer e demonstrar. Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia COLARES N um destes dias, o pequeno Diogo Alexandre, de apenas sete anos de idade, comoveu os Voluntários Lisbonenses com um pedido simples, infantil, talvez por isso mesmo tocante. O pequenote diz na sua missiva que o “que mais gosta é de brincar com carrinhos de bombeiros”, revela ainda que acalenta o sonho de ingressar nos voluntários da sua terra, Vila Praia de Âncora, tal como seu o fez até ao dia em que um acidente lhe roubou a oportunidade de “ir para os fogos, quando a sirene tocava”. Gosta de “brincar aos bombeiros” e de imaginar o dia em também ele irá salvar vidas, mas até lá tem uma missão muito importante: continuar a coleção de “coisas de bombeiros” iniciada há anos pelo seu progenitor, mas que agora lhe foi confiada. Nesse sentido, o decidido Diogo contactou os Lisbonenses para que o ajudassem a enriquecer este seu tesouro. O pedido emocionou a associação, que de mobilizou para brevemente surpreender o colecionador de palmo e meio com algumas ofertas, conforme nos disse o comandante França de Sousa, muito sensibilizado com a história de Diogo. O menino explica no e-mail endereçado para associação lisboeta que qualquer contacto deve ser feito para a mãe pois ele “ainda é muito pequeno” para receber correspondência, um argumento materno, ou uma “teimosia, que o pequeno não entende porque conforme alega “os bombeiros não fazem mal a ninguém”. Termina a mensagem pedindo aos bombeiros que o ajudem “como ajudam as pessoas que estão doentes”. Obrigada Diogo Alexandre pela ternura, mas sobretudo pelo afeto e admiração que dedicas aos soldados da paz, que certamente não vão ignorar o teu pedido. Esperamos que, dentro em breve, a tua coleção esteja bem maior! Sofia Ribeiro Associação perde 2.º comandante o passado dia 5 de abril, após doença prolongada, faleceu o 2.º comandante da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Colares, José Alberto Cruz Rodrigues. Esta foi mais uma enorme perda para esta centenária associação, que nos últimos tempos tem assistido à partida elementos de grande relevo, alguns prematuramente ceifados no auge da vida, com muito caminho ainda por percorrer ao serviço da associação e da causa dos bombeiros portugueses. Bombeiro Voluntário desde 1977, José Alberto dedicou mais de metade da sua existência à causa da solidariedade, do socorro e da ajuda aos outros, numa carreira de voluntariado exemplar, que deixou marcas profundas em muitos jovens bombeiros a quem mostrou caminhos. Mesmo debilitado pela doença o 2.º comandante fez questão de desempenhar as suas tarefas até ao fim, e de contribuir para benfeitorias no quartel que não chegou a ver concluídas, mas que permanecerão na memória dos seus pares como testemunhos vivos da sua presença e da sua capacidade de sonhar. No momento da despedida, marcaram presença representantes de associações de bombeiros, muitos amigos e todos os elementos do corpo ativo e da fanfarra dos Voluntários de Colares, para prestarem as honras devidas a um soldado da paz que ao desaparecer deixou a todos mais pobres. Em comunicado, direção e o comando dos Voluntários de Colares agradecem “a todas as associações que demonstraram a sua solidariedade acompanhando e participando das cerimónias fúnebres, nesta ocasião de profundo pesar para a sua instituição”. COJA F N O pedido do Diogo Até sempre Edmundo aleceu no dia 8 de abril Edmundo Duarte Semide de 33 anos e bombeiro de 2.ª nos Bombeiros de Coja. O bombeiro ingressou no Voluntários de Coja em maio de 2003 como aspirante, tendo sido promovido a bombeiro de 3.ª em 2005. No seu percurso operacional registam-se a frequência de cursos específicos na área de combate a incêndios florestais e ainda urbanos e industriais, a sua vontade de progredir e estar mais bem prepa- rado para servir o próximo levou-se a promoção à categoria de bombeiro de 2.ª em maio do ano passado. O exemplar serviço e disponibilidade para as missões que lhe eram confiadas bem como no trabalho em equipa levaram a receber louvores e uma medalha da LBP. No dia da despedida, foram muitos os amigos e colegas que o recordaram como sendo um “amigo do seu amigo, sempre presente para ajudar”. Sérgio Santos N Paragem obrigatória ão é fácil encontrar matéria mensal para abordar neste espaço. Hoje não tenho informação suficiente da nossa Confederação, que me permita comentar sobre a actualidade dos Bombeiros de Portugal, sem correr o risco de entrar na via da especulação ou de parecer um dos muitos comentadores que andam por aí a falar de tudo e de nada. Escrevo neste jornal há 20 anos, há tantos quantos intervenho na Liga dos Bombeiros Portugueses. Tenho por isso uma relação afectiva com este importante veículo de comunicação dos (e para) Bombeiros. Tenho um grande respeito pelo trabalho que o Director deste jornal e a sua equipa realizam, dignificando deste modo este jornal e a instituição que o criou há mais de 30 anos. Porém sinto que chegou o momento de interromper esta presença mensal, porque faltam-me dados para uma reflexão actual e útil, quanto à realidade dos bombeiros portugueses. Penso que está adiada uma reflexão profunda sobre as nossas estruturas, sobre os caminhos que deverão trilhar na construção do futuro. Continuamos excessivamente agarrados aos mesmos objectivos, às mesmas preocupações e problemas. Falta-nos audácia, inovação e argúcia. Sobra-nos medo do que é novo, medo do debate, medo do contraditório. Neste momento parece-me essencial que nos questionemos: que associações, que Liga e que Bombeiros queremos? No meu ponto de vista este é o mais importante objectivo sobre o qual todos os dirigentes e elementos de comando dos Bombeiros de Portugal se devem concentrar, em especial o Conselho Executivo da LBP. Vivemos um momento no país e no mundo onde muitas das verdades que tínhamos como adquiridas são questionáveis. Resta-nos as convicções, que não devem ser confundidas com cegueira corporativa, tantas vezes reveladora da falta de solidez das alegadas convicções. O tempo em que vivemos é feito de novos desafios e novos constrangimentos, que exigem abertura de espirito, disponibilidade e capacidade de aprendizagem. Por todas estas razões sinto necessidade de fazer uma pausa neste Teatro de Operações, uma vez que jamais me resignarei a fazer deste espaço um repositório de banalidades, de retóricas sem consequência e sem sentido. Escrever num jornal como o Bombeiros de Portugal é uma grande responsabilidade. Daí entender que chegou a hora duma paragem obrigatória. Assim resta-me, caros leitores, dizer-vos… até um dia destes! Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia 3 ABRIL 2013 Uma etapa ganha, outra para ganhar E sgrimimos argumentos que acabaram por ter ganho de causa. Falo da isenção do IRS para os elementos assalariados das nossas associações que participam no Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) na qualidade de voluntários. Era uma questão que se arrastava e para a qual lutámos por uma solução adequada, agora finalmente alcançada. No processo negocial que conduziu ao desfecho positivo não fizemos o alarde que, porventura, muitos desejariam. Preferimos ir por outros caminhos, chamando a atenção a quem de direito, sensibilizando de forma incisiva e urbana, batendo sucessivamente às portas, vencendo etapas e ganhando também aderentes e apoiantes para a nossa causa. E, como a realidade testemunha, essa estratégia surtiu efeito. E seria também profundamente in- justo se não reconhecêssemos nesse processo o empenhamento institucional e pessoal do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e do seu secretário de Estado, Filipe Lobo d´Ávila. Das novas disposições do DECIF para este ano e respetivas compensações pecuniárias para as associações e para os bombeiros envolvidos podemos concluir que, podendo não ser a solução ideal, constitui sem dúvida, com o apoio dos mesmos dirigentes atrás referidos, um clarão de luz ao fundo do túnel, um claro avanço num caminho que se percorre, e ganha, caminhando. Resultados que assumem maior expressão tendo em conta a crise e austeridade a que estamos sujeitos e que tem levado outros ministérios a reduzir despesas, como as associações e corpo de bombeiros bem sabem e têm sofrido. Vencida esta etapa com um saldo positivo, tendo em conta as contingências e estrangulamentos conhecidos, importa agora partir para outra etapa que, aliás entronca na anterior. Refiro-me de novo ao modelo de financiamento das associações. Defendemos a urgência e a importância de alcançar esse novo modelo com a mesma convicção, determinação e razoabilidade postas noutras negociações. Estamos plenamente conscientes das limitações impostas ao Governo pela conjuntura que vivemos e pelo próprio processo de resgate liderado pela troika. Daí que na nossa fundamentação para o novo modelo não deixemos de ter em conta todos esses aspetos. Porém, não nos inibindo nem condicionando da defesa dos princípios que devem pontificar nesse modelo de financiamento. Independente- mente do montante de verbas a atribuir importa também defender a lógica que as determina com o rigor e a transparência que defendemos. Todos sabemos por experiência que o Programa Permanente de Cooperação (PPC) em vigor está esgotado. Nasceu com caráter provisório e já passou tempo a mais depois disso. O PPC teve o mérito de, pelo menos, ter agregado subsídios e apoios dispersos cujos montantes e justificação sempre nos suscitaram sérias dúvidas e disso fomos dando conhecimento a quem de direito. Começando, por exemplo, pelo nunca explicado cálculo do subsídio relativo aos combustíveis. No final de 2012 os valores do PPC sofreram um reforço, defendida pela LBP com o objetivo de reduzir o impacto negativo que o programa teve nas associações de bombeiros ao longo dos últimos anos. Os dados das Associações considerados pela ANPC para o PPC nunca foram atualizados traduzindo-se na generalidade em profundas distorções da realidade. Queremos dar o repouso eterno ao PPC e prosseguir as negociações para o novo modelo de financiamento. É por isso que as nossas associações clamam e essa é a nossa vontade e determinação. E, estamos em crer, haver vontade da parte dos responsáveis do MAI para que lá cheguemos em conjunto e rapidamente. Já deram provas disso, como referi no início deste apontamento. Esperamos, com igual expectativa, que não consigamos atingir os objetivos a que nos propomos, convencidos que estamos de que a meta não está assim tão longe, não faltando a energia, e mantendo a ‘pedalada’, não duvido que ganharemos mais esta etapa. 4 ABRIL 2013 FUNCIONÁRIOS DA ENB OBRIGADOS A PAGAR RETROATIVOS ANPC faz derradeiro apelo às finanças Perplexo e incomodado o presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) diz que foi confrontado com a determinação das finanças já no limite. Na sequência de uma inspeção, o ministério de Vítor Gaspar comunicou à ANPC e à ENB que os cerca de 600 funcionários da escola em serviço na ANPC terão de repor os valores dos cortes que atingem a função pública e aos quais estes funcionários foram poupados até ao final do ano passado. Os trabalhadores não aceitam qualquer plano de pagamentos e admitem recorrer aos tribunais. A ANPC fez uma última tentativa junto das finanças com vista ao perdão da dívida. Texto: Patrícia Cerdeira A notícia apanhou quase todos de surpresa. No gabinete do ministro da Administração Interna a indignação é muita e as fontes por nós contadas encontram apenas uma explicação para todo este caso. “A anterior direção não cumpriu as ordens dadas”, porque a tutela “ordenou desde sempre que fossem aplicadas as normas da Lei do Orçamento de Estado referentes a 2011 e 2012” a todos, incluindo aos funcionários que têm vínculo laboral com ENB apesar de prestarem serviço na ANPC. Este vínculo que vários juristas dizem ser “ilegal”, há muito que foi denunciado pela Liga dos Bombeiros Portugueses. Confrontado com esta notícia, Jaime Marta Soares diz que o que se está a passar só confirma que tinha razão quando diz que a Escola Nacional de Bombeiros não pode servir de “barriga de aluguer” aos funcionários da proteção civil. “E agora como vão resolver isto? Espero que não sejam os trabalhadores a pagar por um erro que há muito devia ter sido corrigido”, sublinha o presidente da LBP em declarações ao nosso jornal lembrando que há muito que pediu ao ministro Miguel Macedo para que acabe com este “embuste”. A situação foi despoletada no final do ano passado, altura em que a direção liderada por Arnaldo Cruz foi obrigada a fazer cumprir a lei por parte da Direção Geral do Orçamento. Fontes ligadas ao processo garantem que o dossiê esteve “arrumado na gaveta” durante vários meses e que só foi retomado “pouco antes” da anterior direção ser substituída. A batata quente está agora nas mãos no atual presidente da ANPC que “tudo tem feito” para evitar que os funcionários sejam obrigados a pagar o valor referente aos cortes aplicados à função pública e relativos aos anos de 2011 e 2012. Este ano a situação já não se coloca pois desde janeiro que os cerca de 600 funcionários da ENB que prestam serviço na Autoridade estão já a receber o salário com base na Lei do Orçamento, ou seja com os cortes que o Governo decretou para a função pública, incluindo subsídios de férias e natal. Ao que apuramos, a ANPC iniciou muito recentemente, e com a concordância da tutela, uma derradeira tentativa de obter do Ministério das Finanças uma autorização para que estes montantes (ou parte deles) pudessem não ser repostos, atenta a distância temporal entre o “abono indevido” destas importâncias e a “notificação de reposição”. Até ao momento não se conhece uma resposta do Ministério das Finanças a esta última iniciativa da Autoridade Nacional de Proteção Civil. Trabalhadores da Escola já se começaram a mexer Operadores, pessoal administrativo, elementos da Força Especial de Bombeiros. São vários os funcionários que em 2009 assinaram contrato com a Escola Nacional de Bombeiros e qua ainda assim prestam serviço na Autoridade Nacional de Proteção Civil. Deste universo, apenas o contrato celebrado com os elementos da FEB é claro quanto ao local onde deverão prestar serviço – na ANPC. Esta foi, recordo, a solução encontrada pela anterior direção da Autoridade que não tinha na altura autorização para fazer integrar mais funcionários no seu quadro de pessoal. Não podendo dispensá-los e porque se trata na sua grande maioria de um universo decisivo para a resposta operacional da ANPC, a Autoridade acabou por se socorrer da ENB para garantir a operacionalidade destes elementos. O modelo contou com a chancela da tutela e do próprio presidente da ENB que, apesar dos alertas feitos quanto a esta solução de “caráter duvidoso” acabou por aceitar o ‘negócio’. Numa informação interna assinada por José Augusto Carvalho, com data de 24 de janeiro, o presidente da escola faz saber que o “Departamento de Recursos Humanos da ENB está a proceder ao apuramento dos valores remuneratórios e de ajudas de custo, pagos nos anos de 2011 e 2012, para efeitos de acertos a realizar”. Nesta mesma informação, a que o ‘BP’ teve acesso, a direção da escola esclarece no ponto dois “Em 2011, a ANPC entendeu não aplicar tais normativos aos trabalhadores da ENB, cuja relação jurídico laboral é de direito privado, que se encontram aos serviço ao abrigo de um protocolo”. Contudo, lê-se no ponto três que a Inspeção Geral de Finanças realizou uma auditoria à ANPC e na sequência da mesma determina: “Ao nível das remunerações dos trabalhadores da ANPC com vínculo à ENB, providencie o integral cumprimento da redução remuneratória prevista no artigo 19º da Lei do OE/2011”. Ainda segundo a informação, o tema foi levado ao gabinete do secretário de Estado da Administração Interna e do Orçamento, que por despacho decidiram que: “A ANPC deve efetuar as reduções e acertos, conforme o relatório da IGF, no mais breve prazo, devendo submeter o calendário definitivo para cumprimento dessas ações (…)”. Confrontados com tudo isto, os funcionários em causa dizem-se alvo de um “ajuste de contas” e que o contrato com a ENB tem de ser entendido como um vínculo a uma entidade privada, como é o caso da ENB. “Estamos a aguardar a posição final das finanças e caso nos obriguem a repor dinheiro iremos para tribunal. Há já vários funcionários em contacto com os seus advogados”, referiu ao ‘BP’ um dos lesados neste processo e que pede anonimato. ENB invoca estatuto e critica anterior direção A Escola Nacional de Bombeiros é uma entidade privada sem fins lucrativos e pessoa coletiva de utilidade pública, tendo como associados a ANPC – Autoridade Nacional de Proteção Civil e a LBP - Liga dos Bombeiros Portugueses. É com base nestes estatutos que José Augusto Carvalho questiona a leitura feita pelo Ministério das Finanças. Em declarações ao ‘BP’, o presidente diz que não é clara a leitura da direção geral do Orçamento, ideia consubstanciado por um parecer jurídico pedido pela Escola por causa deste caso. Para além da leitura diferente que faz à análise das finanças, José Augusto Carvalho tece ainda duras criticas à direção liderada por Arnaldo Cruz: “Só soubemos o que estava a acontecer no final do ano passado. Nunca nada nos foi dito, nem tão pouco soubemos da inspeção das finanças. Fui chamado a Carnaxide e confrontado com toda esta inevitabilidade”, conta José Augusto Carvalho que acrescenta ter tido por parte de Arnaldo Cruz e Gamito Carrilho a garantia de que tudo tinha sido feito para evitar esta situação. O Presidente acrescenta por isso: “Espero que os arquivos da ANPC possam guardar os documentos que provem que tudo foi feito em tempo útil” Ao que apurámos não está excluído um processo judicial para apurar responsabilidades em todo este caso. 5 ABRIL 2013 CONSELHO NACIONAL DA LBP Setor pede maior intervenção da Escola Reunido no Barreiro, no passado dia 23 de março, o Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) aprovou por maioria o relatório e contas referentes a 2012 perante alguns pedidos de explicações e correspondentes esclarecimentos por parte do presidente da Confederação. O tema da formação foi, mais uma vez, o que suscitou maior debate com os conselheiros a alertaram para a necessidade de uma “nova política” formativa, isto numa altura em que a escola elege os novos órgãos sociais. Texto: Patrícia Cerdeira Fotos: Marques Valentim E ste foi um Conselho Nacional um pouco diferente. A reunião, que contou com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro e colaboração da Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal, decorreu nas instalações do museu industrial e centro de documentação criado pela Quimiparque, atual Baía do Tejo, SA. O conjunto museológico, onde se enquadra também um núcleo dedicado ao antigo corpo de bombeiros privativo da CUF, é o registo histórico de um dos mais importantes complexos industriais europeus do século XX. O museu acolhe um conjunto alargado e diversificado de equipamentos industriais de diferentes épocas e um acervo documental e iconográfico igualmente importante. O museu onde decorreu a ‘céu aberto’ a reunião de trabalho está instalado na antiga central a diesel datada de 1935 e recuperada a partir de 1999. A Sessão de Abertura foi antecedida pela apresentação da Formatura do Corpo de Bombeiros do Sul e Sueste à Comandante Operacional Distrital, Patrícia Gaspar, ao Presidente da Mesa dos Congressos e ao Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira e Comandante Jaime Marta Soares, respetivamente, e ao Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho. Nesta reunião do Conselho Nacional, que decorreu pela primeira vez na cidade do Barreiro, foram abordados todos os temas que marcam a vida diária das associações e corpos de bombeiros, entre os quais a revisão do Regulamento do Transporte de Doentes, o Programa Permanente de Cooperação (PPC) – do qual decorre o apoio financeiro concedido pela Autoridade Nacional de Proteção Civil às Associações Humanitárias de Bombeiros –, a diretiva financeira a aplicar ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) e a formação dos bombeiros. Sobre as mais recentes decisões da tutela, relativas aos aumentos constantes na Circular Financeira 2013, Jaime Marta Soares sublinhou como “bastante positivo” o esforço financeiro do Governo numa altura de forte contenção orçamental. Sobre este tema, foram vários os conselheiros que sublinharam como bastante positivo o “esforço de negociação levado a cabo pela LBP” e na resposta Jaime Marta Soares confirmou que este reforço de verbas só poderá ser explicado por uma “saudável relação” entre a Liga e a tutela. Menos unânime é o atual estado da formação dos bombeiros. Foram várias as vozes que se erguerem contra o trabalho realizado na ENB durante os últimos anos. As federações de bombeiros mostraram-se bastantes críticas face ao papel da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) com entidade formativa do setor, apelando à Liga para que mantenha a postura “critica” e “construtiva” no sentido de devolver a escola aos bombeiros. Na resposta, o presidente do Conselho Executivo disse estar convicto que com a eleição da futura direção “se abre um novo ciclo no futuro” da instituição. Já sobre as negociações com o INEM, José Ferreira, membro do Conselho Executivo da LBP, fez saber que estão em fase adiantada as negociações com vista à conclusão do novo Regulamento de Transporte de Doentes, bem como, as novas regras para a Formação de Tripulantes de Transporte de Doentes. 6 ABRIL 2013 Um jornal a conhecer Pesquisa/Texto: Luís Miguel Baptista – Fotos: Arquivo LBP/NHPM T rês efemérides balizam a abordagem histórica da presente edição: 7 de Abril, Dia Nacional do Jornalista; 13 de Abril, Dia Mundial da Imprensa; e 26 de Abril, Dia Mundial da Propriedade Intelectual. Diz-se, e bem, que “ler jornais é saber mais. E, no contexto da história, em matéria de investigação, não há dúvida de que eles são indispensáveis auxiliares no aprofundamento do conhecimento. Entre os periódicos existentes e disponíveis para consulta, à guarda do Núcleo de História e Património da Liga dos Bombeiros Portugueses, destacamos, nesta oportunidade, o mensário “O Bombeiro de Portugal”, exactamente pelo facto de nos parecer desconhecido e/ ou pouco divulgado. À semelhança de “O Bombeiro Portuguez” e do “Jornal dos Bombeiros”, tratou-se de uma publicação resultante da iniciativa particular, tendo como responsáveis máximos figuras proeminentes ligadas às estruturas dos bombeiros: Joaquim do Nascimento Gourinho, administrador-proprietário (comandante dos Bombeiros Voluntários do Estoril e presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses); António de Moura e Silva, director (presidente dos Bombeiros Voluntários de Almada); e Joaquim Mário Garcia Cunha, editor (comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra). Com redacção a administra- tar, parece-nos, pois, na análise efectuada a edições distintas, que “O Bombeiro de Portugal” constituiu, de certo modo, o jornal oficioso da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), complementando, nuns casos, e aligeirando, noutros, o formato discursivo dos conteúdos publicados no Boletim da Confederação e, talvez, abrangendo um maior número de leitores. Linha editorial ção fixadas na Praça do Município, n.º 19 – 4.º, em Lisboa, e composto e impresso na Sintra – Gráfica, de António Medina Júnior, “O Bombeiro de Portugal” teve vida efémera. Publicado pela primeira vez em Maio de 1951, apresentou-se aos leitores com o propósito de “criar um elo, sólido e firme”. Aliás, outras motivações, inscritas numa coluna intitulada “A que vimos”, sugerem-nos que o aparecimento do referido periódico teve um objectivo estraté- gico, designadamente, concorrer para a regeneração de uma certa ordem no sector. Destacam-se, a este respeito, por exemplo, as expressões: “exaltar aqueles que desinteressadamente trabalham pelo prestígio da Causa e mostrar aos outros, que procedem de maneira diferente, qual o caminho a seguir” e “sanear e congraçar a família dos Bombeiros, que tem de ser una e indestrutível”. Em razão de tais palavras, reveladoras de algum mau es- Estruturalmente bem concebido, o mensário em apreço obedecia a uma linha de orientação doutrinária, consubstanciada na homenagem a Guilherme Gomes Fernandes, de resto, considerado no grafismo adoptado como cabeçalho, da autoria do prestigiado ilustrador Narciso Morais, do “Diário de Notícias”. “Homenageando-o assim, tão singelamente, queremos somente que todos os que militam no voluntariado o tomem como modelo, e em todas as circunstâncias possam elevar tão alto o nome de Portugal como o levantou Guilherme Gomes Fernandes, verdadeiro símbolo do Bombeiro de Portugal”, refere uma nota introdutória. Composto por apenas quatro páginas, dava notícia de aspectos da vida das associações e dos corpos de bombeiros, ocupando-se de sobremaneira com a componente técnica, tanto de origem nacional como estrangeira, uma vez também preocupado em dar o seu contributo para a elevação do nível de actuação e uniformização do serviço de incêndios. A opinião, não menos contemplada ao nível da reserva de espaço editorial, viu-se reflectida, a dado momento, por incentivo do próprio jornal, no concurso de interessantes pontos de vista sobre a necessidade de se ver introduzida uma nova mentalidade na constituição e actuação dos elencos de dirigentes associativos. Pretendia-se, assim, combater a hostilização dos comandos, as vaidades pessoais e os atritos nocivos à vida da interna das associações, considerados males daquele tempo. “Tem pois de haver o maior cuidado na selecção dos directores administrativos, para que, ocupando cada um o seu lugar e cumprindo a sua missão, possam engrandecer a sua Corporação”, alvitrava, em Junho de 1951, “O Bombeiro de Portugal”. Tanto quanto possível interventivo, “pelo Império e pela Causa”, conforme destacado no cabeçalho, não será de estranhar, portanto, e ainda, a atenção dispensada à entidade do Estado que então tutelava os corpos de bombeiros: o Conselho Nacional do Serviço de Incêndios, colocando em evidência a sua obra e rendendo as devidas homenagens aos seus responsáveis. REVIVER MAIS A Associação dos Operacionais e Dirigentes dos Bombeiros Portugueses – Reviver Mais vai passar a dispor de uma delegação em São João da Madeira, no quartel-sede dos Bombeiros Voluntários locais, facultada inteiramente ao apoio e convívio dos associados do distrito de Aveiro. O facto foi dado a conhecer durante os trabalhos da assembleia geral ordinária reunida no passado dia 23 de Março, em Primeira delegação em São João da Madeira Fátima, que aprovou, por unanimidade e aclamação, o Relatório e Contas e Parecer do Conselho Fiscal do ano transato. A iniciativa resulta do entusiasmo e da dedicação do atual e do anterior delegado distrital, respetivamente comandante do Quadro de Honra, José Manuel Ribeiro, e dirigente Normando Oliveira, e do acolhimento e disponibilidade da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São da Madeira, presidida por Carlos Coelho, ele próprio também sócio da Reviver Mais. Trata-se, pois, do primeiro espaço físico do género no país, suscetível de ser considerado como Delegação Distrital daquela Instituição Particular de Solidariedade Social. A assinatura do protocolo de cooperação entre as direções de ambas as associações está prevista para o próximo dia 4 de Maio, no âmbito das solenidades do 85.º aniversário da fundação dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira. Entretanto, a assembleia geral da Reviver Mais aprovou ainda, por unanimidade e aclamação, conferir o título de sócio honorário à Associação de Bombeiros Ultramarinos, cujo diploma foi entregue na ocasião ao seu presidente, comandante do Quadro de Honra, Manuel Correia. Nos mais diversos domínios, estamos na presença de um jornal surpreendente. Sem fins comerciais, era distribuído gratuitamente por todos os quartéis. E, mesmo podendo ser enviado, a título de assinatura, não havia preço fixado, pelo que qualquer contribuição dependia da exclusiva iniciativa do eventual assinante. Mais: caso algum saldo fosse apurado nas suas contas, reverteria sempre a favor da Caixa de Auxílio da LBP. Quis o destino que o primeiro número tivesse noticiado a morte do Presidente da República, marechal Óscar Carmona. O Chefe de Estado que, por ocasião do Congresso Nacional de Bombeiros Portugueses, reunido no Estoril, entre 16 e 18 de Agosto 1931, de onde resultou a fundação da Confederação de Associações e Corporações de Bombeiros, impediu ser levada por diante a ideia da militarização dos bombeiros em Portugal, entendendo que tal alteração retirar-lhes-ia todas as suas características ideológicas. No fundo, a identidade institucional com o cunho de Guilherme Gomes Fernandes, da qual, durante a sua curta existência, “O Bombeiro de Portugal” foi pródigo em termos de afirmação. Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia Site do NHPM da LBP: www.lbpmemoria.wix.com/ nucleomuseologico 8 A ABRIL 2013 CANTANHEDE CRUZ VERDE Associação aumenta participação cívica Dia Mundial da Saúde contou com os bombeiros Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede (AHBVC) tem um património centenário de voluntariado de todas as suas bombeiras, bombeiros e dirigentes que sempre souberam servir com eficiência a população do concelho de Cantanhede. Com a sua longa experiência de voluntariado, esta Associação Humanitária, na qualidade de entidade recetora do Banco de Voluntariado do Município de Cantanhede, passou a contar a partir de 13 de abril com a colaboração de mais quatro novos voluntários. Na assinatura dos protocolos com os novos “bombeiros sem farda”, estiveram presentes diversos elementos da Direção, o presidente da assembleia geral dos BVC, o comandante da corporação, bombeiros ligados ao gabinete da saúde e aos cursos de socorrismo administrados pela AHBVC e o vereador com o pelouro da Ação Social do Município de Cantanhede. Os novos voluntários são, Gisela Patrícia Curioso Cardoso, com o serviço de assistência e ação social, Filipa Anjos de Araújo, como psicóloga clínica, António Paulo Costa Saraiva, com serviços de psicologia e formação e João Augusto Jorge Mendes, médico de medicina do trabalho, medicina geral e familiar, avaliação do dano corporal, peritagem em segurança social. Segundo sublinha a direção dos Bombeiros de Cantanhede, “para além das qualidades pessoais e aptidões profissionais, estes voluntários são uma expressão de cidadania ativa e de intervenção cívica, ao colocarem-se ao serviço desta Associação Humanitária”. A colaboração dos novos voluntários proporciona o desenvolvimento de novos serviços prestados pelo Gabinete da Saúde aos bombeiros, à população e às empresas, criado na Associação Humanitária há cerca de dois anos com a preciosa colaboração dos médicos Jorge Martins, Fernando Santos e coordenação do membro da Direção Jorge Balteiro. Após o ato das assinaturas, o presidente da Direção, Rogério Marques, referiu que “a participação social de cidadãos ou “bombeiros sem farda”, em torno de causas comuns, solidárias e integradoras, contribui para uma crescente abertura da Associação à sociedade civil e promove o seu desenvolvimento com vista à melhoria dos serviços prestados”. Rogério Marques fez ainda votos “para que este espírito de cooperação e esta vontade de entreajuda se alargue a mais cidadãos e empresas do concelho”. O comandante, Jorge de Jesus, em nome do corpo de bombeiros deu as boas vindas e desejou um excelente trabalho aos novos colaboradores. Ao terminar, no uso da palavra o vereador Pedro Cardoso, na qualidade de representante do Município de Cantanhede, pelos pelouros da Ação Social, da Cultura e Educação, referiu e congratulou-se com as assinaturas dos presentes protocolos, louvando “a atitude de disponibilidade dos novos voluntários detentores de elevadas qualificações académicas e que colocam os seus conhecimentos em prol da sociedade, em regime de voluntariado, numa entrega à nobre causa do serviço ao próximo”. A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Real – Cruz Verde colaborou com a Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro na comemoração do Dia Mundial da Saúde. Todos os anos é destacado uma área prioritária de preocupação de saúde pública no mundo. Este ano o tema foi a “hipertensão”. Em Vila Real, o evento decorreu no Largo Nossa Senhora da Conceição, durante o período da manhã, com a realização de uma atividade de caráter lúdico (peddy paper). De salientar que a iniciativa se desenvolveu em simultâneo em quatro países diferentes (Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal), no âmbito da rede de estudos de Investigação Participativa PEER (Education Engagment and Evaluation Research). Apesar de a meteorologia não ter ajuda- do, registando-se alguma chuva a meio da manhã, a adesão da população foi bastante significativa. Estiveram presentes, além da Escola Superior de Enfermagem de Vila Real e dos Bombeiros Voluntários da Cruz Verde, a Unidade de Saúde Pública de Vila Real, a Unidade de Cuidados na Comunidade de Vila Real 1, a Unidade de Cuidados na Comunidade de Mateus e o Ginásio Clube de Vila Real, entre outros. MALVEIRA Promoções no quartel A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Malveira promoveu alguns dos seus bombeiros, numa cerimónia que teve lugar no passado dia 8 de abril. Associados, familiares e amigos destes bombeiros assistiram à sessão que deu ao quartel dois novos subchefes e nove bombeiros de 2.ª, o que traduz o empenho des- tes operacionais que tudo investem na progressão de carreira, valorizando assim a vertente o seu corpo de bombeiros. Sérgio Santos OLIVEIRA DE AZEMÉIS Quartel recebe oito estagiários D epois de dois anos de árduo trabalho, o quartel do Voluntários de Oliveira de Azeméis conta, agora, com oito estagiários aptos a integrar as escalas de serviço. Terminada esta fase, os jovens devem então receber as ambicionadas divisas de bombeiro de 3.ª, o que está previsto para meados de junho, por ocasião das comemorações do 107.º aniversário da associação. “A preocupação com a qualidade do serviço prestado à população levou o comando, em 2010, a tomar a decisão de alargar para dois anos a duração das escolas de estagiários”, justificam os responsáveis operacionais, que consideram desta forma terem dado “um passo importante para que, mais uma vez, o CB de Oliveira de Azeméis, assumisse a vanguarda do processo formativo”, até porque sublinhe-se a publicação da portaria 713/2012 de 18 de janeiro, acabou impor regras semelhantes para estas formações. Registe-se que iniciaram este Curso de Instrução Inicial de Bombeiro 14 elementos e conseguiram chegar à etapa final oito bravos candidatos a bombeiro. O grupo que integra Nuno Costa, Hugo Silva, Joana Fernandes, Ruben Carvalho, Carla Silva, Sara Azevedo, Sara Castro e Cecília Santos cumpriu de forma exemplar os vários desafios propostos e que levaram os jovens “ao limite”. Após exigentes provas físicas, os formandos participaram num exercício de combate a incêndios urbanos e ainda prestaram provas em cartografia, ordem unida e numa prova oral de conhecimentos. “De realçar que em todos os momentos foram sujeitos a uma elevada carga de stress, fazendo com que eles próprios superassem os seus limites”, revelam os monitores que acompanharam os jovens no percurso formativo. 9 ABRIL 2013 TRANSPORTE DE DOENTES CONTINUA A ASFIXIAR BOMBEIROS Ministério da Saúde continua a restringir ao máximo as verbas destinadas ao serviço de transporte de doentes com drásticas reduções no número de serviços realizados pelos bombeiros. O plano traçado pela Troika continua em marcha e com ele o aumenta cada vez mais o número de associações e corpos de bombeiros em grave situação financeira. Jaime Marta Soares, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LB), voltou a sublinhar já este mês que a diminuição de serviços de transporte de doentes não urgentes põe em causa a “viabilidade financeira das corporações”, havendo algumas que podem fechar e outras já a despedir pessoal. “Esta situação é preocupante. Durante muitos anos fomos solicitados pelo Ministério da Saúde para aumentar recursos humanos, investir na sua formação e para adquirir equipamentos. Transformámos as corporações em prestação de serviços especializados e agora o ministério deixa-nos com o ‘menino nos braços’”, afirmou Jaime Marta Soares. De acordo com o dirigente máximo da LBP, várias associações de bombeiros do país atravessam grandes dificuldades financeiras devido à diminuição da requisição de serviços de transporte de doentes não urgentes, aquela que foi, até há cerca de dois anos, uma das principais fontes de receitas das corporações. “Nunca foram os bombeiros que se foram oferecer para prestar estes serviços. Se algumas corporações se ex- tinguirem, haverá menos oferta para este tipo de serviços, em prejuízo dos cidadãos e dos doentes. Se houver encerramento de corpos de bombeiros, e pode acontecer, o único responsável é o Ministério da Saúde”, afirmou. Entretanto, país fora a realidade financeira dos bombeiros continua a ganhar forma com contornos bastante negativas, tanto para a sobrevivência de algumas associações, como para a capacidade de resposta ao socorro e no distrito de Lisboa há já casos de rutura. O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa, António Carvalho, referiu recentemente que há corporações com quebras entre os 50 e os 70 por cento na prestação destes serviços. “As reduções são drásticas e estão a estrangular as associações. Isto implicará redução de efetivos e temo que algumas das 56 corporações do distrito de Lisboa possam vir a fechar portas”. Ainda segundo António Carvalho, algumas associações ainda não pagaram os subsídios de Natal e outras já estão a despedir funcionários e a não renovar contratos. “Houve corporações que fizeram empréstimos para comprar ambulâncias específicas para este serviço e agora vão ficar a pagar os empréstimos sem terem rentabilização deste serviço. Algumas vão abandonar o serviço de transporte de doentes não urgentes”, afirmou. Também o presidente da associação de bombeiros de Agualva-Cacém, Foto de Arquivo O Liga alerta para situação preocupante no concelho de Sintra, Luís Silva, referiu que a diminuição dos serviços de transporte de doentes provocou um prejuízo que rondou os 130 mil euros em 2012. Luís Silva adiantou que será obrigado a despedir 14 funcionários, o que significará uma redução de 30 por cento do número de efetivos, e a “encostar” cinco das sete ambulâncias de transporte de doentes não urgentes. Para Joaquim Leonardo, comandante dos bombeiros de Algueirão-Mem Martins, a diminuição em 75 por cento destes serviços obrigou esta corporação a reformular o número de efetivos, não renovando dez contratos. Esta corporação tem nove ambulâncias para este transporte - custaram cerca de 55 mil euros cada - mas atualmente utiliza apenas três. Segundo o comandante, as restantes seis ficarão “paradas”, até porque dificilmente “alguém quererá comprar um veículo destes”. Recorde-se que em junho de 2012, o Ministério da Saúde evitou que as 56 corporações de bombeiros do distrito de Lisboa suspendessem o transporte de doentes não urgentes ao aceitar rever os preços que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) pretendia pagar pelo serviço. No entanto, e de acordo com várias corporações de bombeiros, o ministério reduziu os encargos com este serviço ao diminuir o número de credenciais de transporte passadas a doentes. Patrícia Cerdeira ESPOSENDE idas Seguras” é como se intitula o projeto que está a ser dinamizado pela empresa municipal Esposende Ambiente junto da comunidade escolar do concelho, no âmbito do Programa “Crescer Saudável”, promovido pelo Município de Esposende, em parceria com várias entidades locais. Trata-se de uma acção que engloba dois programas direcionados para os alunos do 4.º ano de escolaridade, nomeadamente o “Crescer em Segurança”, cuja temática envolve a segurança infantil, e o “Trabalho Seguro, Melhor Futuro” orientado para a segurança no trabalho. No projecto “Crescer em Segurança”, iniciado no ano lectivo anterior, são abordadas as questões da segurança em casa e na escola, assim como no percurso para a escola, concretamente no que se refere à segurança rodoviá- ria e contactos com pessoas estranhas. Sendo a internet uma realidade no quotidiano das crianças é abordada também esta questão, dando-lhes a conhecer os perigos existentes online e ajudando-as a usar a tecnologia de forma positiva e responsável, transmitindo-lhes limites e dando-lhes orientação. O programa “Trabalho Seguro, Melhor Futuro”, que arrancou no presente ano lectivo, visa sensibilizar a comunidade escolar para a importância de uma cultura de prevenção ao nível da segurança no trabalho. Pretende-se sensibilizar, motivar e preparar as crianças para os princípios da prevenção de acidentes de trabalho e doenças profissionais, tentando consolidar a abordagem das regras básicas de segurança e saúde no trabalho na esfera familiar. Estas acções envolvem a participação de mais de quatro centenas de alunos. Foto: CMEsposende “V Município de aposta na prevenção para garantir “Vidas Seguras” BARREIRO A Associação Humanitária dos Bombeiros do Sul e Sueste (Barreiro), acolheu no quartel sede, no passado dia 2 de abril, a reunião de apresentação oficial do novo Comandante Operacional Nacional (CONAC), José Manuel Moura, com os Comandantes dos Corpos de Bombeiros do distrito de Setúbal. Este encontro enquadrou-se no âmbito das deslocações oficiais do novo CONAC a todos os distritos, tendo sido precedido por uma reunião do Centro de Sul e Sueste recebe CONAC Coordenação Operacional Distrital (CCOD) e visitas ao Parque Natural da Serra da Arrábida e à Base da Força Especial de Bombeiros (FEB), em Canha. Na ocasião, o CONAC, acompanhado pela Comandante Operacional Distrital (CODIS), Patrícia Gaspar, do 2.º CODIS, Rui Costa, e do Adjunto de Operações Distrital (ADOD), Marcelo Lima, teve ainda oportunidade de fazer uma breve visita ao quartel dos Bombeiros do Sul e Sueste, tendo sido e recebido por uma formatura composta por 50 bombeiros, comandada pelo adjunto Bruno Loureiro. O comandante Acácio Coelho, o 2º comandante Caetano Beja, bem assim como o presi- dente da direção, Eduardo Correia deram a conhecer as valências humanas e materiais do Corpo de Bombeiros, perspetivando o futuro em termos de curto, médio e longo prazo. 10 ABRIL 2013 FÁTIMA Novo quartel é sonho concretizável A completar uma década de existência, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fátima abriu as portas do quartel ao jornal Bombeiros de Portugal, mostrou o presente e deixou desvendar projetos para o futuro. Direção e comando unem-se no sonho da construção de uma nova unidade operacional, com condições para acolher os homens e mulheres que servem o corpo de bombeiros, mas também para receber as viaturas que, por agora, se encontram aparcadas num telheiro afastado do quartel, em terreno emprestado. Apesar da conjuntura, pouco propícia a avultados investimentos, os responsáveis desta instituição acreditam que, mais que um milagre, a determinação é essencial para a concretização deste desígnio. Texto: Sofia Ribeiro Fotos: Marques Valentim O s Voluntários de Fátima receberam num destes dias o jornal Bombeiros de Portugal quando já preparam, com afinco e brio, as comemorações do Dia do Bombeiro Português que, este ano, terão como palco, a 26 de maio, o concelho de Ourém e um dos cenários fortes a cidade santuário. A situação difícil que o Pais atravessa dá o mote para apresentação desta instituição, onde a emigração também já colocou efetivos no quadro de reserva, uma situação que preocupa o comandante Gaspar Reis também sensibilizado com as questões de desemprego que começam a boicotar vidas de muitos dos seus operacionais. Ainda assim, garante que conta com um grupo coeso e empenhado, “gente muito boa e trabalhadora”, não muitos elementos mas, por agora, os necessários para assegurar o socorro aos habitantes de Fátima mas, também, aos milhares de visitantes que, durante todo o ano, visitam a cidade. Nesta ótica, o presidente da direção, Alberto Caveiro, denuncia os perigos associados ao que designa de “selva de pedra”, com mais de 40 unidades hoteleiras e dezenas de outros equipamentos que acolhem muitos, muitos forasteiros. As enormes concentrações de pessoas, não só nas peregrinações de maio e outubro, constituem a maior preocupação dos Bombeiros de Fátima, sempre atentos, sempre prontos a responder a qualquer situação. O comandante justifica um alerta permanente com o facto de regularmente a população de cerca de 10 mil pessoas aumentar para 100 mil, isto sem ter em conta ocasiões espe- ciais em que esse número é ainda mais elevado. “Em maio cai aqui o Carmo e a Trindade, temos bastante apoio operacional. O resto do ano, estamos por nossa conta e risco”, diz o comandante que revela fundados receios na gestão de multidões em caso de catástrofe, ou de um qualquer acontecimento que possa ser gerador de pânico. Gaspar Reis declara que são muitas ocorrências verificadas nas grandes enchentes, normalmente associadas a indisposições momentâneas provocadas por falta de alimentação ou toma de medicamentos, ou ainda pelo cansaço de quem caminhou durante dias. O responsável operacional, bombeiro há quase 25 anos, garante que, a realidade de hoje, nada tem a ver com o passado quando os peregrinos chegavam ao santuário muito debilitados. Atualmente, refere, tudo é acautelado. A maioria dos grupos são acompanhados por médicos ou enfermeiros, respeitam as horas de descanso e alimentam-se devidamente, por isso chegam a Fátima cansados, mas ainda com energia, devidamente preparados, para cumprir a última etapa de uma jornada de fé, participando nas cerimónias religiosas. Numa outra vertente, o corpo ativo composto por 57 elementos dá, ainda, especial atenção à Serra de Aire e Can- deeiros, “ciclicamente” fustigada pelo fogo, cada vez mais fora dos designados períodos críticos, por isso sem o apoio dos muitos meios disponibilizados pelo Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF). “Estamos bem apetrechados, temos boas ambulâncias, mas preocupa-nos o facto de não termos uma autoescada mais moderna, mais apropriada à exigências do território que servimos, que nos permita dar uma resposta mais eficaz”, confidencia o presidente Alberto Caveiro, atento às necessidades do corpo de bombeiros, mas reconhecendo que, por agora, esse é uma investimento adiado, numa instituição que “vive ao cêntimo” e que nos tempos que correm não pode contar sequer com o apoio da autarquia que, tal como as congéneres de todo os Pais, “está presa à Lei dos Compromissos”. Não obstante a grande atividade operacional, muito marcada pela emergência pré-hospitalar, a associação lamenta não poder dar melhores condições aos seus bombeiros, talvez por isso o grande projeto da direção dos Voluntários de Fátima seja a construção de um novo quartel. “Não temos um quartel em condições, essa é verdade”, declara o dirigente. O terreno está escolhido e o processo “bem encaminhado”, garante, mostrando-se esperançado que, ainda este ano, seja possível avançar com a obra, com o apoio da Câmara Municipal de Ourém e beneficiada por fundos comunitários. Enquanto o sonho não se concretiza, há sempre quem não hesite, mesmo sem grandes atrativos, em servir o lema “vida por vida”. O comandante fala aos jornalistas, com particular satisfação, das últimas duas escolas de estagiários que garantiram um reforço de 10 bombeiros, um número animador tendo em conta a reconhecida e propalada crise de voluntariado, que permite à associação com mais jovens no distrito de Santarém encarar o futuro com otimismo. 11 ABRIL 2013 EXTINÇÃO DA EMA JÁ COMEÇOU ANPC passa a gerir meios aéreos A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) vai assumir as competências da Empresa de Meios Aéreos (EMA) no que respeita às aeronaves alugadas. Esta é a primeira fase da anunciada extinção da EMA, segundo um diploma aprovado no passado dia 27 de março em Conselho de Ministros. Segundo fonte oficial do Ministério da Administração Interna (MAI), a EMA vai continuar a assegurar a gestão dos nove meios aéreos próprios do Estado até à sua extinção. Segundo o MAI, é intenção do Governo proceder futuramente à extinção da EMA através da transferência das suas competências para a ANPC. O diploma agora aprovado assegura a transição gradual das competências da EMA para a ANPC para evitar “constrangimentos e assegurar a contínua operação dos meios aéreos, dado estar a decorrer o concurso público internacional para locaç O MAI sublinha que com esta alteração o Governo dá um importante passo para a extinção da EMA. A extinção da Empresa de Meio Aéreos está prevista para quando estiver finalizado o concurso público lançado pelo ministério de Miguel Macedo e o INEM em julho de 2012. O concurso, destinado à contratação, manutenção e aluguer de meios aéreos para um período de cinco anos, foi repartido por seis lotes, tendo cinco obtido no mercado propostas válidas e uma não colheu qualquer proposta. O lote que não teve qualquer proposta corresponde ao fornecimento de serviços de manutenção e operação da frota de helicópteros Kamov. Já o lote do concurso para o fornecimento de 25 helicópteros ligeiros de combate a incêndios florestais, está a ser marcado por uma luta judicial entre as duas empresas concorrentes. Apesar desta impugnação judicial, o ministro da Administração Interna já garantiu que os meios aéreos de combate a incêndios florestais vão estar operacionais na época mais crítica de incêndios e tutela equaciona já invocar o interesse público junto da justiça, caso o processo ponha em causa a operacionalidade das aeronaves. Everjets garante aeronaves A empresa que venceu o concurso público internacional para o aluguer e manutenção dos 25 helicópteros garante que está a “preparar tudo” para garantir o contrato de fornecimento a partir do dia 1 de junho, tendo referido que a “a grande maioria da frota” vai ser sua. A empresa de Famalicão reuniu hoje com a comunicação social no Aeroporto Francisco Sá Carneiro para dar conta do investimento de quatro milhões de euros que está fazer ali na construção de instalações próprias e abordar também o concurso público para o fornecimento daqueles aparelhos a partir deste ano e até 2017. O concurso, lançado pela Empresa de Meios Aéreos (EMA) e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), acabou por ser ganho pela Everjets, uma empresa de aviação criada há menos de dois anos por um empresário têxtil de Famalicão, mas todo o processo tem sido contestado pelo agrupamento liderado pela Heliportugal. Patrícia Cerdeira TRIBUNAL ABSOLVE SUSPEITO DO INCÊNDIO DO FUNCHAL O Arguido confirmou que ateou fogo homem acusado de ter ateado o incêndio que em agosto de 2010 começou no concelho do Funchal e se alastrou a vários municípios vizinhos, provocando avultados prejuízos, foi absolvido no início do mês abril, pelas Varas de Competência Mista do Funchal. “O senhor é absolvido, pese embora em sede de inquérito ter assumido parcialmente os factos”, disse o presidente do coletivo de juízes, Filipe Câmara, explicando que “o tribunal não pode valorar essa confissão” porque, “legitimamente, optou por ficar em silêncio” no julgamento. O tribunal deu como provado que a 12 de agosto de 2010, no local denominado Casa das Comissões, na freguesia de Santo António, “foi ateado fogo a cartão, papel, sacos, garrafas, erva e mato seco que se encontravam amontoados na fachada prin- cipal e na parte lateral” da casa que se situa junto a uma mancha florestal. O fogo - que cinco dias depois ainda não estava totalmente extinto consumiu “cerca de seis mil hectares de floresta laurissilva”, tendo-se propagado a terrenos agrícolas e habitações, obrigando à retirada de pessoas e ao corte de estradas, acrescentou o magistrado judicial. Para o tribunal, que deu ainda como provados os prejuízos, na ordem de um milhão de euros, a vários particulares, “apenas” a intervenção de várias corporações de bombeiros da ilha da Madeira “impediu que o incêndio deflagrado assumisse outras dimensões”. O tribunal formou a sua convicção no depoimento de várias testemunhas e relatórios da Direção Regional de Florestas, do Departamento da Proteção Civil e Bombeiros Municipais do Funchal e da Po- lícia Florestal. Neste último, esclareceu Filipe Câmara, é apontado “queimas de lixos” como causas do incêndio “em dois locais distintos, que distam um do outro cerca de cinco metros”. Sem dúvidas de que o incêndio “foi provocado pela intervenção humana”. O tribunal entende, contudo, não ter sido feita prova de que o arguido tivesse sido o autor da queimada que o originou. Contudo, ainda que houvesse responsabilidade criminal do arguido, o tribunal teria sempre de “equacionar a relevância dos problemas verificados no combate ao incêndio” no seu resultado final, “no sentido de saber se este resultado foi consequência única e exclusiva da ação do arguido ou foi também consequência das opções feitas pelos bombeiros no início desse combate”, acrescentou Filipe Câmara. Patrícia Cerdeira 12 ABRIL 2013 CASCAIS Piscina de vento em popa GUINÉ- BISSAU Bombeiros crescem O êxito do complexo de piscinas da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais “deve-se muito a um grupo de professores e outros colaboradores que acreditaram no nosso projeto e que estão a ajudar-nos a desenvolvê-lo com empenho e enorme dedicação traduzido em mais de seiscentos praticantes inscritos”, defende o vice-presidente da instituição, Vitor Neves. O balanço é feito quando o complexo completa os primeiros seis meses de funcionamento. Segundo o mesmo dirigente, “o segredo do complexo está também na qualidade do projeto do arquiteto Gonçalo Andrade concebido a uma escala ideal e perfeitamente integrado no meio urbano envolvente”. O suporte do custo integral da obra pela Câmara Municipal de Cascais, próximo dos dois milhões de euros, para Vitor Neves, “ permitiu-nos arrancar com o funcionamento apenas preocupados com a procura da qualidade do serviço prestado e para o qual tivemos que aprender tudo de base já que não possuíamos qualquer experiência num âmbito tão específico como este”. Além dos seniores, as crianças cons- tituem sem dúvida o domínio mais bem sucedido e, mesmo assim, ainda em crescimento. Esta experiência motivou recentemente a captação de imagens das crianças “no seu elemento”, captadas graciosamente pelo repórter fotográfico Rui Dias. Para Vitor Neves, apesar da crise, que também já esteve na origem do afastamento de alguns praticantes, “o sonho de muitas décadas agora concretizado vai de vento em pompa tendo também como determinante a função social que lhe cabe desempenhar, nomeadamente, com preços mais baixos”. ALGUEIRÃO MEM-MARTINS Quartel recebe novos equipamentos O número de candidatos a bombeiros em Bolama, Guiné-Bissau, cresceu em pouco tempo de dois para catorze elementos, como puderam constatar recentemente as delegações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, composta pelo vice-presidente Vitor Neves e pelo comandante João Loureiro, e da Câmara Municipal de Cascais chefiada pelo vereador Alexandre Faria. As delegações deslocaram-se mais uma vez a Bolama para inaugurar uma biblioteca publica, comparticipada pela Autarquia de Cascais, e fazer a entrega oficial de mais uma viatura oferecida pelos Bombeiros de Cascais. As duas delegações, assim com as instituições que representam, foram também distinguidas com a condecoração de cidadãos honorários da cidade de Bolama em cerimónia realizada para o efeito. Refira-se que, entretanto, a ambulância antes oferecida pelos Voluntários de Cascais ao hospital de Bolama tem estado a prestar também serviço fixo para feitura de partos e realização de pequenas cirurgias. A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Algueirão Mem-Martins concluiu mais um ciclo de reapetrechamento do quartel, um projeto de três anos que uniu direção e comando pautado pela boa gestão e o cumprimento de metas traçadas. Para assinalar mais um momento alto da vida destas instituição, o quartel de Algueirão Mem-Martins engalanou-se, reuniu bombeiros, dirigentes, associados, amigos e muitos convidados para a apresentação de dois novos veículos de combate a incêndios, um VFCI e um VTTR e de uma nova e moderna ambulância de socorro. Para aquisição das duas viaturas de combate a incêndios e outro equipamento de intervenção em meio urbano e florestal, no valor de 650 mil euros, a associação contou com o financiamento em 85 por cento do POVT QREN. Já a ambulância foi inteiramente custeada pela Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins, um investimento que segundo o autarca Manuel do Cabo visa garantir “aos bombeiros com uma maior capacidade de resposta à emergência na freguesia”. Refira-se que esta junta de freguesia muito apoia a associação, garantindo ainda uma verba anual que permite a concretização de muitos dos projetos deste dinâmico corpo de bombeiros. Nesta cerimónia houve ainda lugar à promoção de sete elementos à categoria de bombeiro de 1ª, momento que foi testemunhado pelo vereador Marco Almeida da Câmara Municipal de Sintra, pelo comandante distrital Elísio Oliveira; pelo comandante municipal Pedro Ernesto; autarcas e representantes de associações congéneres do concelho. Sérgio Santos 13 ABRIL 2013 MONTALEGRE Simulacro conjunto certifica resposta municipal Os dois corpos de bombeiros do concelho de Montalegre investem em ações conjuntas que visam uma eficaz articulação de meios, a preparação dos operacionais, em suma uma resposta de qualidade às populações. Recentemente, os Voluntários de Salto e Montalegre estiverem envolvidos num simulacro que permitiu afinar atuações e certificar a operacionalidade das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) que servem estes quartéis do distrito de Vila Real. Texto: Sofia Ribeiro Fotos: Marques Valentim L onge vão os tempos da estratégia das “capelinhas”, atualmente as exigências ditam respostas articuladas e equipas multidisciplinares e muitas vezes o envolvimento de operacionais de vários corpos de bombeiros em missões de socorro. Cientes desta realidade os Voluntários de Salto e Montalegre testaram meios num simulacro de um acidente de viação que envolveu mais de duas dezenas de bombeiros e várias viaturas. O exercício teve como cenário a Aldeia da Ponte, precisamente a meio caminho entre duas localidades, onde foi encenado o despiste de uma viatura de nove lugares, com três vítimas, duas encarceradas no interior da viatura e uma outra projetada para um local de difícil acesso, cujo resgate só foi possível com recurso a técnicas de grande ângulo. O frio e a chuva não comprometeram a ação dos bombeiros, que responderam com prontidão e profissionalismo ao desafio lançado pelos comandos dos dois quartéis. A “complementaridade de meios” é, segundo David Teixeira, comandante dos Voluntários de Montalegre, mais que uma necessidade, uma mais-valia em matéria de socorro. Em tempos difíceis, quando as associações lutam com a falta de recursos, a gestão partilhada de meios pode abrir caminho a uma significativa alteração no funcionamento dos quartéis portugueses. O comandante faz um balanço muito positivo desta ação que “criou alguma dificuldade às equipas de socorro” que responderam com “prontidão” debelando todos os obstáculos que foram surgindo durante esta operação, que envolveu equipas de resgate em grande ângulo, de desencarceramento e de socorro, que, sem atropelos, funcionaram muito bem, garantido o sucesso deste simulacro acompanhado de perto por dezenas de populares. “Foi cumprindo o objetivo de entrosar as duas EIP”, destaca David Teixeira. Também Hernâni Carvalho, porta-voz dos Bombeiros de Salto, revelou-se satisfeito com os resultados alcançados, reforçando que “estas atividades são uma aposta” que visa preparar os operacionais para o trabalho conjunto, tendo em vista uma eficaz articulação de meios nas mais diversas situações. Em declarações ao jornal Bombeiros de Portugal, este responsável sublinhou que no exercício não houve “envolvimento de nenhum elemento de comando, as equipas tiveram que, só por si, resolver o problema que lhes foi colocado”. Referia-se que esta partilha de experiências não constituiu surpresa para nenhum dos bombeiros envolvidos, pois, segundo Hernâni de Carvalho, este apoio mútuo, mas em cenário real, regista-se com regularidade. O operacional de Salto dá conta de grande cooperação nomeadamente “em incêndios urbanos e florestais de maior escala” ou nos grandes nevões. Atualmente, servem os Voluntários de Salto cerca de quatro dezenas de bombeiros “muito jovens e com muita vontade de trabalhar” determinados a ajudar a escrever a história desta instituição transmontana, que luta estoicamente contra a desertificação que continua a roubar voluntários à causa. De maior dimensão, com mais meios humanos e técnicos, também mais antiga, a associação de Montalegre orgulha-se do número crescente de mulheres, que ainda assim não preenchem as lacunas abertas pela crescente onda de emigração. Ainda assim, o comandante continua a contar com mais de 80 operacionais, a grande maioria voluntários, que conjuntamente com os bombeiros de Salto servem esta área raiana com mais de 800 km², assegurando o socorro a cerca de 12 mil habitantes. 14 ABRIL 2013 SERRA DA ESTRELA Bombeiros participam na prevenção e socorro O maciço central da serra da Estrela está mais uma vez sob o olhar e presença do Plano de Operações Nacional da Serra da Estrela (PONSE) coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e que conta com a participação de seis corpos de bombeiros de associações dos distritos de Castelo Branco e Guarda. Este plano pretende responder às necessidades acrescidas sentidas na Estrela com a presença de milhares de visitantes e veículos, com particular incidência nos fins de semana. Aos seis corpos de bombeiros, dos Voluntários da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e dos Voluntários de Loriga, São Romão, Gouveia, Seia e Manteigas (distrito da Guarda) juntam-se também no PONSE o grupo de resgate em montanha da Força Especial de Bombeiros (FEB) e o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR (GIPS), num total de mais de 100 operacionais e cerca de três dezenas de viaturas de socorro e apoio. O PONSE está no terreno desde 1 de dezembro último e de- verá ali permanecer até 30 de abril salvo se as condições climatéricas permitam suspender ou aconselhem a prolongar. As imagens chegaram-nos do comandante dos Bombeiros Voluntários de Seia, Virgílio Borges, e retratam alguns dos momentos vividos pelo dispositivo em prevenção nos últimos fins de semana. IZEDA Neve mobiliza meios A acumulação de neve levou nas últimas semanas muitos corpos de bombeiros associativos ao reforço do trabalho que já desenvolvem no dia a dia. Os Bombeiros Voluntários de Izeda foram um deles. Chamados aos serviços que habitualmente já prestam, como seja o transporte programado de doentes, nomeadamente para hemodiálise, a prestação do socorro pré-hospitalar, face à acumulação da neve em muitas vias rodoviárias, os bombeiros viram-se na necessidade de redobrar o esforço para os cumprir. E, cumulativamente, apoiaram muitos automobilistas retidos nas estradas e garantiram a muitas instituições particulares de solidariedade social a única possi- bilidade de poderem chegar aos seus utentes com o apoio domiciliário, incluindo alimentação. Neste caso, em locais habitualmente de difícil acesso, e que com a queda da neve ficam inacessíveis, a colaboração dos bombeiros tornou-se mais uma vez indispensável. Estas imagens, que os Voluntários de Izeda nos fizeram chegar, são o testemunho do esforço redobrado desenvolvido na época invernosa pelos bombeiros e a nossa homenagem a mais esta clara demonstração da importância da sua missão nas mais diversas vertentes. 15 ABRIL 2013 CHEIAS A Operacionais presentes em todos os cenários s associações e corpos de bombeiros estiveram mais uma vez na primeira linha do socorro e no apoio às populações no período de A cheias vividas em vários pontos do país. Dos vários cenários chegaram-nos imagens de Brasfemes, Campo Maior, Pernes/Santarém e Soure. Algumas das intervenções dos bombeiros foram acompanhadas pelo nosso colega Sérgio Santos. Em todas elas ficou patente o carinho e o respeito que as populações nutrem pelos seus bombeiros. Não só, porque estão sempre prontos a intervir em todas as situações de emer- gência, mas porque o seu apoio garante, também, a continuidade de muitas rotinas locais, seja o transporte de doentes para consultas ou tratamentos, a simples ida ao supermercado para garantir a alimentação de idosos e crianças ou a deslocação do próprio padeiro. MONTELAVAR CARREGAL DO SAL Abordagem Sistémica do Socorro Emergência na Linha da Beira Alta Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Montelavar promoveu, no dia 6 de abril, o seminário “Abordagem Sistémica do Socorro”. A diversidade de temáticas desde o pré-hospitalar ao desencarceramento passando pelos incêndios em infraestruturas captou o interesse de cerca de duas centenas de operacionais de corpos de bombeiros do distrito de Lisboa, Setúbal, Leiria e Évora. Dos painéis apresentados destacam-se “Os fundamentos tecnológicos no SD”, apresentado pelo formador Paulo Rocha; “Método SAVER”, abordado pelo formador Hugo Marques; “A triagem em acidentes multivitimas”, a cargo de Nelson Batista; “As equipas psicossociais” exposto por Ana Paula Gaspar; “Incêndios urbanos” debatido por Elísio Oliveira e ainda “Riscos estruturais durante e pós sinistro”, tratado por Mário Louro. Sérgio Santos O Auditório do Centro Cultural de Carregal do Sal acolheu uma ação de sensibilização subordinada à temática “Emergência na Linha da Beira Alta”, iniciativa resultante de uma parceria entre a CP – Comboios de Portugal, a Rede Ferroviária Nacional (REFER) e a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) - Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu, com o apoio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal. A ação contou com 160 participantes, na maioria bombeiros do distrito de Viseu, mas também representantes dos gabinetes de Proteção Civil de vários municípios e da Guarda Nacional Republicana. Na sessão de abertura marcaram presença, entre outras individualidades, Atílio Nunes, presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal; César Fonseca, Comandante Operacional Distrital de Viseu; Joaquim Rebelo Marinho, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu; Alexandre Sousa, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal e Miguel Ângelo, comandante do corpo de bombeiros anfitrião . Pedro António, em representação da REFER, falou, entre outras matérias, de gestão da emergência, de respostas em situações emergência, dos riscos associados à circulação ferroviária e às instalações fixas para tração elétrica, de sistemas complementares de segurança e do plano de emergência da Linha da Beira Alta. Por sua vez, Manuel Batista da CP centrou a sua alocução no tipo de comboio, no regime de frequência, no material circulante, do sistema de captação de energia elétrica, do equipamentos de segurança ferroviária e ainda do sistemas de homem morto, de rádio, Convel, comando automático de portas, abertura de portas em situação de emergência e planos de emergência da empresa. Esta ação permitiu ainda a caracterização da Linha da Beira Alta, a identificação dos pontos perigosos e das potenciais situações de emergência e formas de ativação dos planos de emergência. Houve ainda espaço para o debate e o esclarecimento d de questões apresentadas pelos bombeiros. 16 ABRIL 2013 BARCELIN Trabalhar no Mais de uma centena de bombeiros servem o lema “vida por Vida” nos Voluntários de Barcelinhos, uma instituição que assinala, em junho próximo 92 anos de existência e que tem como bandeira, nos dias de hoje tal, como no passado, a proximidade com as populações do concelho de Barcelos. Direção e comando unem-se para preparar o futuro, garantindolhe uma nova dinâmica que passa pela formação dos operacionais, mas também pela resolução de problemas antigos, nomeadamente, a construção de um novo quartel que responda às exigências de um corpo de bombeiros moderno e operacional. Texto: Sofia Ribeiro Fotos: Marques Valentim A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, no distrito de Braga, nasceu da determinação de um punhado de homens exemplo que, durante mais de nove décadas, serviu de inspiração às centenas de pessoas que nesta enorme casa foram, ao longo dos anos, cumprindo a nobre missão de servir o próximo. A história desta instituição faz-se de muitos episódios, da valentia e da coragem dos bombeiros, mas também de algumas adversidades esta família soube, em tempo certo, contrariar. A atravessar um novo ciclo, a associação de Barcelinhos é hoje o reflexo de uma instituição voltada para o exterior, preparada para dar respostas às exigências do presente e encarar os desafios do futuro, conforme garantem, a uma só voz, direção e comando. O comandante José Beleza Ferraz e o presidente José Arlindo Costa são o rosto de uma equipa coesa, motivada, que dá “o melhor a esta casa”, conferindo-lhe “sustentabilidade financeira”, tentando contornar os “diminutos apoios estatais” com muito trabalho e alguma imaginação. Apesar da conjuntura adversa, os Bombeiros de Barcelinhos podem contar com a câmara municipal que mesmo tolhida pela austeridade “vai ajudando no possível” e “mantendo subsídios aos bombeiros”, conforme explica José Costa. “Não tendo que dar lucro, estas associações devem manter o equilíbrio que lhes permita continuar a responder às solicitações das populações”, sublinha o dirigente. A estratégia desta direção, a cumprir o segundo mandato, passa por ações de proximidade com as populações, como nos revela o presidente. “Há dois anos tínhamos cinco mil associados, depois de uma campanha dinamizada do seio da instituição, têm agora 15 mil, mas apenas percorremos 54 das 89 freguesias do concelho, por isso há ainda muito trabalho a fazer”, explica. No âmbito destas ações, elementos da direção e corpo batem à porta de cada uma das habitações e apresentam o trabalho da associação. E no balanço desta gigantesca tarefa os Voluntários de Barcelinhos sublinham que “as pessoas continuam a ter muito carinho pelos bombeiros”. Em paralelo, a associação promove uma campanha de angariação de “sócios-empresa”, que, nos últimos meses, já “arrastou” para a causa dos bombeiros uma centena de entidades, embora os Voluntários acreditem ser possível, a breve trecho, duplicar este número”. “Os associados, os particulares e as empresas, podem garantir-nos a base financeira que nos permita estar atualizados tanto a nível humano como de meios”, sublinha o comandante José Beleza. “Apesar da crise instalada, esta estratégia de comunicação tem obtido resultados que nos deixam muito satisfeitos”, garante José Costa, considerando que “esta é uma tarefa” que exige muito de todos os elementos desta instituição. A união, aliás bem patente para quem visita o quartel, é, na ótica do dirigente e também do comandante, a maior conquista dos últimos anos. “Contrariando situações do passado, diretores e bombeiros conhecem-se, convivem, dão-se muito bem. Cada um com as suas responsabilidades, todos trabalham por um objetivo comum”, faz questão de referir José Arlindo Costa. Assim sendo, os sonhos e projetos são partilhados e a construção de um novo quartel é um desígnio comum, que todos acreditam ser possível alcançar a curto prazo. “As obras feitas há 30 anos deixaram de responder às reais necessidades deste corpo de bombeiros”, diz-nos o presidente, decidido a aproveitar os apoios dos quadros comunitários de financiamento para a concretização deste projeto. “O terreno está identificado, já há projeto e temos tudo pronto para avançar com a candidatura”, afiança o porta-voz da associação que aguarda apenas uma decisão da Câmara Municipal de Barcelos e a cedência formal da parcela de terreno. Até lá, resta aos bombeiros tentar gerir o melhor possível o exíguo e velhinho quartel, onde nem sequer existem camaratas femininas para receber as 35 operacionais que servem o quartel de Barcelinhos. Estas e outras debilidades do velho e antiquado edifício foram confirmadas pela Autoridade Nacional da Proteção Civil que, recentemente, no âmbito de uma inspeção, “detetou um conjunto de problemas nomeadamente a localização do imóvel em leito de cheia” .“É urgente a construção do novo quartel”, salienta o presidente. Numa outra ótica, o responsável operacional fala também de um “parque de viaturas com bastante idade”, e da necessidade de dotar o quartel de um novo veículo urbano e de um outro de combate a incêndios florestais. Embora saliente o enorme esforço da direção “para colmatar lacunas em matéria de equipamento de prote- 17 ABRIL 2013 NHOS presente para construir o futuro ção individual” refere que o processo continua por fechar “pois este é corpo de bombeiros com muitos elementos”. “Não podemos pedir a um bombeiro que vá fazer um serviço, sem equipamento apropriado”, considera, perentório, o nosso interlocutor. Mas o que falta em condições de trabalho sobra em empenho, conforme defende o comandante José Beleza que diz poder contar com “voluntários exemplares”. A formação destes homens e mulheres tem sido a maior aposta da estrutura de comando. “Somos todos voluntários e a formação dos bombeiros, deveria ser uma obrigatoriedade do Estado, mas que os quartéis têm que assumir sob pena de sermos responsabilizados, por qualquer coisa que corra menos bem”, critica José Beleza, salientando não ser possível “exigir ao comando tenha um bom desempenho se não tiver operacionais qualificados” A associação tem feito ”um enorme esforço para certificar todos os elementos como Tripulante de Ambulância de Transporte em (TAT)” “Posso adiantar que, em breve, poderemos também contar com mais Tripulantes de Ambulâncias de Socorro (TAS)”, revela, confirmando “o brio em prestar um bom socorro”. Nesta matéria, em para 2013, os Voluntários de Barcelinhos contam formar 12 TAE, levar todos bombeiros ao Laboratório Móvel de fogo na ULF de Vila Verde, e garantir ainda intensificar a preparação dos operacionais na área do desencarceramento. Refira-se que o comandante José Beleza assumiu funções há cerca de um ano, mas pode já orgulhar-se do muito trabalho desenvolvido, segundo faz questão de dizer o presidente da direção. “Em um ano está a fazer-se mais do que, no passado, se fez me muitos anos”, destaca José Arlindo Costa. “Caráter, personalidade, espírito de liderança e disponibilidade” são os pontos fortes de José Beleza, um farmacêutico de formação que embora não tenha percorrido a carreira de bombeiro “está a fazer história nesta casa”, tal como o seu pai, que também em tempo idos assumiu o comando do quartel de Barcelinhos, segundo enfatiza José Costa, também ele, curiosamente filho de emblemático responsável operacional deste corpo de bombeiros. A dedicação a esta casa e à causa é a imagem de marca de presidente e comandante que partilham ainda um “apreço profundo pelos voluntários desta casa”. “Somos uma família, talvez por isso me sinta tão recompensado pelo trabalho desenvolvido nesta instituição. O bom trabalho e exemplo dos nossos bombeiros obrigam-nos, a assegurar-lhes as melhores condições de trabalho a todos os níveis”, conclui José Arlindo Costa, um empresário de sucesso que ainda assim consegue encontrar disponibilidade para servir de forma apaixonada e incondicional a causa associativa. O Palavra de Presidente presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Braga, comandante António Marinho Gomes, fala com preocupação do fenómeno da emigração que está a afastar muitos voluntários dos quartéis, sobretudo no interior do País. Em declarações ao jornal Bombeiros de Portugal, o dirigente federativo dá como exemplo a associação de Celorico de Basto de onde, nos últimos meses, saíram 15 elementos para trabalhar no estrangeiro e “mais três ou quatro” para outras zonas do território nacional. “Festa as contas o quartel perdeu cerca de 10 por cento dos seus operacionais”, sublinha O comandante clarifica, ainda, que a questão está a afastar quase todos os corpos de bombeiros, mas tem especial incidência em “Celorico, Vieira do Minho, Póvoa do Lanhoso e Terras de Bouro”. Apesar das dificuldades que corroem os alicerces dos associativismo e do voluntariado, o presidente da federação garante que os 20 corpos de bombeiros do distrito têm conseguido acautelar a sustentabilidade financeira, ainda que a alterações impostas pela tutela ao serviço de transporte de doentes tenha “abanado” algumas estruturas. Marinho Gomes sublinha que os serviços de saúde da zona Norte cingiram as credenciais de transporte a pessoas com dificuldades graves de locomoção ou acamadas, todos os outros doentes para cumprir tratamentos prescritos pelos clínicos são forçados a utilizar viatura própria ou os transportes públicos. Depois do valente rombo nos cofres de muitas associações, o transporte de hemodialisados, que era feito pelos táxis, e que, recentemente, foi entregue aos bombeiros permite afastar, para já, o fantasma dos despedimentos no distrito de Braga, garante Marinho Gomes. A formação dos mais de dois mil operacionais deste território, na sua esmagadora maioria voluntários, constitui uma das preocupações da federação, a par do apetrechamento dos quartéis, condições, aliás essenciais, para que seja garantida uma resposta de qualidade às populações. 18 ABRIL 2013 SOURE MACEIRA Foto: BVSoure Acidente na A1 provoca encarcerado U m acidente de viação ocorreu, no dia 2 de abril, no sentido norte/sul da autoestrada n.º 1 (A1) na zona de Casconho, no concelho de Soure, envolvendo um pesado de mercadorias e uma viatura ligeira comercial. A colisão provocou um ferido, o condutor do ligeiro que depois de desencarcerado foi transportado ao hospital. A operação de socorro mobilizou 11 operacionais e três veículos dos Bombeiros Voluntários de Soure. Sérgio Santos Socorro a 22 metros de altura SINES O s Bombeiros de Maceira socorreram, na localidade de Mangas, um homem que terá sofrido queimaduras graves em 40 por cento do corpo, quando, alegadamente, furtava fios de cobre num poste de média tensão. Segundo fonte do quartel de Maceira, a vítima de 33 anos “encontrava-se no ponto mais alto do poste, a cerca de 22 metros de altura”. Os bombeiros chegaram ao local três minutos após o alerta e solicitaram, de imediato, o apoio da EDP para o corte da energia. O poste encontra-se numa zona que não permite o acesso da viatura escada, pelo que os operacionais recorreram a técnicas de salvamento em grande ângulo para resgatar a vítima que foi assistida no local pela equipa da ambulância de socorro dos Bombeiros de Maceira e pelos médicos do INEM e, posteriormente, encaminhada para o Hospital Santo André em Leiria. Esta operação conduzida pelo comandante Luís Ferreira dos Voluntários de Maceira, mobilizou 10 bombeiros e três viaturas e ainda elementos da GNR. F Incêndio na Avenida Vasco da Gama altavam poucos minutos para as vinte e uma horas, do passado dia 24, quando os Voluntários de Sines foram alertados para um incêndio na Avenida Vasco da Gama. O combate às chamas, que durou cerca de uma hora, mobilizou 12 bombeiros apoiados por três veículos. SARDOAL Simulacro multi-vítimas O s Bombeiros Municipais de Sardoal, em conjunto com o Gabinete Municipal de Protecção Civil, Florestal e Bombeiros, realizaram no passado dia 23 de março, um simulacro de acidente rodoviário, num cenário multi-vitimas e multi-riscos, envolvendo três veículos, um deles em chamas, com cinco vitimas encarceradas e duas vitimas projectadas. O simulacro, inserido no plano de formação de 2013, teve como objectivos o treino multidisciplinar das diferentes equipas dos bombeiros, e a sensibilização e aproximação á comunidade, mostrando as valências, equipamentos e procedimentos em caso de acidente. Participaram também no simulacro os bombeiros de Abrantes, Constância, Mação e Vila de Rei, totalizando 11 veículos e 35 operacionais, bem como a GNR do Sardoal. ÓBIDOS U Parto em ambulância ma jovem com 40 semanas de gestação teve o seu segundo filho numa ambulância dos Voluntários de Óbidos assistida por dois elementos daquele corpo de bombeiros. O pedido surgiu via Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU/INEM) na central dos Bombeiros de Óbidos, na madrugada de 30 de março último, cerca das 4h34, para uma jovem que já estaria em trabalho de parto. Os bombeiros dirigiram-se de imediato para Gaeiras juntamente com a viatura médica de emergência rápida (VMER) sediada no hospital de Caldas da Rainha. Ve- rificando-se que o parto estava eminente, bombeiros e socorristas optaram por realizá-lo na ambulância. Segundo os bombeiros envolvidos, “tratou-se de um momento vivido de forma muito tranquila e natural”. Após o parto a mãe e o bebé foram transportados para o hospital. 19 ABRIL 2013 SETÚBAL Formação conjunta facilita intervenções E lementos dos Sapadores de Setúbal e Porto e do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro da GNR participaram, recentemente, num curso de busca e resgate em estruturas colapsadas (BREC) que culminou no passado dia 28 de março com um exercício. Durante 120 horas de formação conjunta, os operacionais trabalharam em equipas multidisciplinares, procuraram agilizar procedimentos de resgate neste tipo de cenários seguindo as normas do INSARAG e outras que se adaptam às realidades de Portugal. A utilização de técnicas de desencarceramento em viaturas submersas em escombros e a aplicação de técnicas de salvamento em grande ângulo, aparelhos acústicos e visuais, a demolição por percussão para progressão nas buscas de víti- SINES Ferramentas manuais mobilizam duas dezenas R ealizou-se na Unidade Local de Formação de Santo André, no fim de semana de 23 e 24 de março, uma formação de Operadores de Ferramentas Manuais que envolveu duas dezenas de participantes, entre os quais quatro bombeiros dos Voluntários de Sines. O curso ministrado por elementos Força Especial de Bombeiros, permitiu dotar os formandos de competências na utilização de ferramentas manuais em Incêndios florestais, rurais e agrícolas. SINES Evacuação urgente em escola secundária R ealizou-se na manhã de 16 de abril, um exercício na Secundária Poeta Al Berto de Sines que teve como objetivo testar o Plano de Segurança da Escola e avaliar a capacidade de resposta das autoridades e do estabelecimento de ensino. em casos de utilização do.. O cenário criado tinha como mote um sismo seguido de uma explosão numa das salas de Física. Em poucos minutos, o plano permitiu retirar alunos, funcionários e professores da escola, tendo os bombeiros chegado pouco depois. As equipas de busca e salvamento procederam ao reconhecimento do local e posterior evacuação das vítimas que ainda permaneciam no interior do edifício que foram de imediato entregues aos cuidados das equipas de socorro pré-hospitalar. O exercício terminou após a ventilação do edifício. Em declarações ao nosso jornal, fonte dos Voluntários de Sines garantiu que o exercício decorreu “sem grandes percalços, Exercício no rio Fotos: BVBCorpo de Salvação Pública Bombeiros terminam ciclo s Bombeiros Voluntários de Barcelinhos terminaram mais um ciclo de formação nas vertentes de combate a incêndios florestais e urbanos. Nos últimos meses, 130 operacionais empenharam-se nesta missão que lhes permitiu reciclar conhecimentos, mas também apreender novos conceitos e técnicas de ataque a incêndios. “A formação é para mim essencial já que, só assim, os bombeiros podem garantir uma resposta profissional ao apelo das populações”, defende o comandante José Beleza, que a assinalar um ano como responsável operacional do quartel de Barcelinhos muito tem investido nesta área. No encerramento desta ação, os participantes agradeceram ao comandante, pela oportunidade permitiu realizar todas as operações, constituindo assim um ótimo treino com traços reais tanto para o corpo de bombeiros, como para a comunidade escolar”. Os Bombeiros de Sines mobilizaram para a escola 20 operacionais e quatro veículos, tendo ainda contado com o apoio da GNR de Sines, do delegado da Proteção Civil Municipal, assim como do corpo docente do estabelecimento de ensino. BARREIRO BARCELINHOS O mas, entre outras matérias garantem a multidisciplinaridade deste curso. O curso promovido pela Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e ministrado pelos subchefes Abraão Borges e Ulisses Aurélio realizou-se em fábricas desativadas na Região de Setúbal, Bucelas e no campo de escombros do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Sérgio Santos O de receberem tanta formação em tão curto espaço de tempo. Também a assinalar um ano de entrega ao voluntariado, o presidente da direção dos Bombeiros de Barcelinhos, José Arlindo Costa, congratulou-se com o dinamismo do comando e do corpo ativo, agradecendo aos bombeiros “o empenhamento que tem tido em prol da população”, sublinhando que “o trabalho realizado no último ano superou as expectativas”. embate entre um motociclo e uma viatura ligeira de passageiros provocou a queda do automóvel ao rio Coina, foi o cenário trabalhado pelos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, no âmbito do plano anual de instrução. Chegado ao teatro de operações os bombeiros foram confrontados com uma viatura submersa, situação que se complicava a cada instante com a subida da maré. A resposta dos operacionais foi de “grande competência e eficácia” referem os responsáveis do comando, que sublinham as condições e as exigências criadas como “a acessibilidade limitada, um número significativo de víti- mas, os trabalhos em meio aquático natural e a dificuldade de estabilização do automóvel parcialmente submerso”. Sérgio Santos 20 ABRIL 2013 FORMAÇÃO Madeira acolhe treino conjunto N o âmbito da partilha de conhecimentos e experiências entre equipas especializadas em socorro, nomeadamente nas vertentes de montanha e canyoning, cinco elementos do Departamento de Salvamentos Especiais dos Bombeiros de Óbidos participaram, na Madeira, num treino conjunto. Promovido pelo Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira (SRPC), este treino operacional envolveu, para além dos operacionais de Óbidos, equipas de socorro e resgate em montanha de vários corpos de bombeiros desta região autónoma e ainda elementos da Equipa de Socorro e Resgate em Canyoning, Instituto Público da Região Autónoma da Madeira, uma Equipa Cinotécnica da GNR e a Equipa de Operações Especiais da PSP. Esta iniciativa teve como cenários o quartel dos Voluntários Madeirenses e ainda a Rocha Branca, Chão da Ribeira e o Pico do Arieiro. Os bombeiros de Óbidos falam de “quatro dias de formação intensa” que permitiram fomentar o espírito de grupo e o trabalho em equipa”, para além de “novos conhecimentos e aprendizagens, a partilha de experiências, o companheirismo e a amizade”. “Uma aprendizagem bem conduzida, que permitirá aos operacionais que participaram no treino partilhar os conhecimentos adquiridos com todos os elementos do corpo de bombeiros”, conforme salientou ao nosso jornal fonte do quartel de Óbidos. CONDEIXA-A-NOVA Exercício de triagem START R esponder adequadamente a uma situação de acidente com multivítimas foi o objetivo do exercício de triagem START em que participaram 32 bombeiros e 12 veículos dos Voluntários de Condeixa-a-Nova e Cantanhede. A iniciativa teve como cenário uma escola onde existiam 21 vítimas, obrigando os ope- racionais que intervieram na primeira linha a pedir reforços, dando início a um processo de avaliação e triagem dos sinistrados. A triagem START permite a avaliação de uma vítima em menos de um minuto, facilitando posteriormente a prioridade no transporte e no atendimento de emergência. Sérgio Santos ESTORIL Homenagens no aniversário O s elementos dos Voluntários do Estoril que procederam ao resgate de idosa caída ao mar na Praia da Azarujinha, e que foi motivo de reportagem na edição de fevereiro último “BP”, foram distinguidos pela sua Associação com a medalha, grau ouro, da ordem de mérito do soldado da paz. A entrega destas distinções, ao comandante Carlos Coelho, ao subchefe Francisco Martins, e aos bombeiros de 2.ª, Filomena Ferreira e Chekelzen Sadiku, decorreu durante a sessão solene comemorativa do 90º aniversário dos Bombeiros do Estoril. Esta sessão foi presidida pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, acompanhado do presidente da assembleia-geral, Manuel Pisco, do vereador da Proteção Civil, Pedro Mendonça, do vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Rama da Silva, do segundo comandante distrital de Lisboa da ANPC, André Fernandes, do presidente da direção, Luís Jordão e do comandante Carlos Coelho, entre outros dirigentes e representantes de várias entidades locais. Durante a sessão solene decorreu ainda a promoção a bombei- ro de 3.ª, de Pedro Reis, Filipe Reis, Carla Almeida e Carla Carvalho, a bombeiro de 2.ª de quatro elementos, a subchefe de João Pedro Félix e de chefe de Bruno Felício. Procedeu-se também à entrega de medalhas de assiduidade da instituição a funcionários, de condecorações a atletas, de galardões a associados e a entidades apoiantes e medalhas de assiduidade da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Câmara Municipal a diversos bombeiros. 21 ABRIL 2013 TAVIRA O Municipais comemoraram 125.º aniversário À margem das comemorações do 125.º aniversário dos Municipais de Tavira, ocasião afinal propícia a todo o tipo de balanços, o presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve fala ao jornal Bombeiros de Portugal da realidade de uma região que congrega 17 corpos de bombeiros, entre os quais quatro municipais. Refira-se que apenas o concelho de Castro Marim não dispõe de um corpo de bombeiros, mas em contrapartida os municípios de Silves e Faro dispõem de dois. Este responsável começa por afirmar que “os bombeiros do Algarve “vão vivendo como todos os outros do País, com a crise económica à porta, por isso com dificuldades de toda Fotos: Marques Valentim s Bombeiros Municipais de Tavira comemoraram recentemente o 125.º aniversário numa cerimónia que decorreu no quartel daquele corpo de bombeiros. A sessão contou com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, do presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), major general Manuel Couto, do vice-presidente da federação de bombeiros do Algarve e representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Martins Ferreira, do comandante distrital de operações de socorro, Vaz Pinto, e dos restantes vereadores municipais, outros autarcas e representantes de diversas entidades, nomeadamente, Brás Teixeira, 2.º comandante do Regimento de Infantaria N.º 1. Na oportunidade, em sequência do despacho do ministro da Administração Interna, o presidente da ANPC condecorou o estandarte do corpo de bombeiros com a medalha de mérito protecção e socorro, grau ouro e distintivo azul. Na mesma cerimónia foram também distinguidos vários bombeiros com medalhas de assiduidade da Liga dos Bombeiros Portugueses. No final decorreu um almoço de confraternização entre todos os presentes. Palavra de presidente a ordem, que só podem ser ultrapassadas com muita capacidade engenho e arte”. Segundo Teodósio Carrilho o problema mais grave é “a falta de voluntários”, muito por culpa das estruturas internas dos próprios bombeiros que “não acarinharam ou não criam condições para manter acesa a chama do voluntariado”. Reconhece a importância das escolas de infantes e cadetes para chamar os mais novos para os quartéis, mas garante que no Algarve não têm dado fruto, pois “as crianças crescem, começam a ter solicitações de outra natureza e acabam por deixar para trás o sonho de serem bombeiros”. Na verdade, o voluntariado não é uma marca dos corpos de bombeiros algarvios, uma situação que Teodósio Carrilho diz traduzir a exigência de um território com enorme exposição mediática que obriga os vários municípios a investir na proteção e socorro, nomeadamente, com a criação de Equipas de Intervenção Permanente (EIP). O dirigente revela que a região dispõe de cerca de meio milhar de operacionais “todos com vínculo laboral às associações humanitárias ou às autarquias” e que o número de voluntários a servir os quartéis é “residual”. O nosso interlocutor garante que enquanto “não forem criadas condições para atrair os mais jovens para os bombeiros”, não será possível de contrair o fenómeno sublinhando, em tom de crítica que “muito é exigido aos operacionais e nada lhes é dado em troca”. Sobre a realidade corpos municipais do Algarve, o presidente da federação não esconde preocupações, DESENCARCERAMENTO A equipa dos Municipais de Tavira assegurou o primeiro lugar da classificação geral final do I Concurso Regional de Salvamento e Desencarceramento. O concurso, organizado por aquele corpo de bombeiros no âmbito das comemorações do seu 125.º aniversário, registou a participação de oito equipas, dos Voluntários de Portimão, de S. Brás de Alportel, Aljezur, Albufeira, Lagoa, Messines, Vila Real de St. António e da casa. A classificação geral final ficou assim ordenada: 1.º- Municipais de Tavira, 2.º Voluntários de S. Brás de Alportel e 3.º, Voluntários de Aljezur. Na classificação por Equipas Técnicas, os Municipais de Tavira voltaram a obter o primeiro lugar, seguidos dos Bombeiros de Aljezur e dos de S. Brás de Alportel. No domínio da classificação por Chefes de Equipas, Tavira manteve o primeiro lugar, ficando em segundo e terceiro lugar, respetivamente, Lagoa e Portimão. Na classificação de Socorrista, os Voluntários S. Brás de Alportel obtiveram o primeiro lugar, seguindo-se os Municipais de Tavira e os Voluntários de Aljezur. Equipa da casa ganha concurso pois as restrições financeiras impostas às autarquias acabam por ter reflexo nefasto no funcionamento destes quartéis, que, a título de exemplo não sequer recorrer a candidatura a fundos comunitários para aquisição de veículos e outros equipamentos. Determinado, o presidente algarvio fala com entusiasmo dos projetos da federação referindo que “ideias não faltam”, embora, admita, “ser difícil mexer nestas estruturas, tendo em conta que funcionam como capelinhas”, nada que desmotive a equipa liderada por Teodósio Carrilho que estabeleceu como prioridades a modernização e a adaptação dos corpos de bombeiros do Algarve a novas realidades. 22 ABRIL 2013 ALVAIÁZERE Quartel recebe duas viaturas mas continua com carência de ambulâncias A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alvaiázere comemorou o 73.º aniversário no passado dia 10 de março, com uma cerimónia que ficou marcada pela promoção de alguns bombeiros e a inauguração e bênção de duas novas viaturas, que ainda não permitem colmatar as lacunas existentes em matéria de veículos, nomeadamente de socorro e saúde. “Hoje contamos neste quartel com mais duas viaturas, uma viatura de combate a incêndios urbanos e um veículo autotanque com 20 mil litros de capacidade”, revelou o comandante da corporação dos Bombeiros Voluntários de Alvaiázere, Vítor Joaquim, acrescentando que “no entanto, este corpo de bombeiros ainda continua com necessidade de melhoria no que diz respeito a viaturas de socorro e de saúde, nomeadamente ambulâncias, uma vez que o parque existente está a ficar sem condições dignas para prestar socorro”. Consciente das carências dos bombeiros, o presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere e da direção dos Voluntários de Alvaiázere, Paulo Tito Morgado, garantiu que enquanto autarca tudo fará para reapetrechar os bombeiros, sobretudo ao nível do sistema informático e de comunicações e equipamentos de proteção individual, que o responsável considera serem “muito necessários”. “É fundamental que no POVT se angarie uma série de recursos para esta causa”, considerou o autarca, que está empenhado em “tão breve quanto possível, ver aberta a candidatura para a realização de obras de melhoria deste quartel”. Além disso, a direção está igualmente a preparar-se “para dentro das possibilidades fazer, entre 2013 e 2014, um forte investimento no parque de viaturas de saúde e socorro” e posteriormente também no parque de veículos florestais. “Temos muita vontade de chegar às nossas bodas de diamante com um princípio de forte, forte investimento”, revelou Paulo Tito Morgado, que para isso conta “obviamente com o apoio da tutela e provavelmente do POVT”. “Já tomei apontamento e vou continuar a tomar para fazer chegar ao presidente Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria as preocupações da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvaiázere”, revelou Rodrigues Marques, representante da federação e da Liga dos Bombeiros Portugueses, acrescentando ser reconhecida a necessidade da formação. “Estamos no terreno a fazer parcerias com associações e escolas no sentido de conseguirmos que a formação não custe dinheiro às associações”, revelou, dando conta que a federação já firmou protocolo com a Associação dos Industriais do Concelho de Pombal e com a ETP Sicó para garantir aos ope- racionais formação nas áreas do ambiente e de higiene e segurança no trabalho. Além disso, esta entidade, também, estabeleceu acordos para que os bombeiros possam fazer cursos de condução defensiva, estando neste momento em negociação a formação de liderança para chefias. “Portanto, a Federação está empenhada em conseguir formação a custo zero” para “todas as áreas”, sublinhou Rodrigues Marques. “Hoje, como no passado, os bombeiros vêem-se com algumas dificuldades, porque muitas vezes não são apoiados como deviam pelos organismos responsáveis por essa competência”, lamentou o comandante da corporação de Alvaiázere, que aproveitou a oportunidade para enaltecer o trabalho do Comandante Nacional de Operações e Socorro, José Manuel Moura, que “no final de 2011, enquanto Comandante Distrital de Operações e Socorro de Leiria, liderou um processo de reequipamento das corporações do distrito através do QREN, incentivando e apoiando para que esta oportunidade fosse agarrada”. Registe-se que neste âmbito os Voluntários de Alvaiázere apresentaram candidatura para aquisição de um veículo urbano de combate a incêndios, que chegou recentemente ao quartel para melhorar o socorro no concelho. A associação recebeu ainda, em dia de aniversário, um veículo de abasteci- mento com 20 mil litros de capacidade oferecido por Jorge Mendes Alves. Mas a direção não está apenas empenhada em melhorar as condições de trabalho dos operacionais, mas também em “organizar e reorganizar a casa”. Neste sentido, impõem-se a revisão dos estatutos datados de 10 de janeiro de 1940. Além disso, a atual direção bate-se por dar continuidade aos projetos iniciados pelos antecessores, nomeadamente a instalação de painéis fotovoltaicos e painéis solares térmicos e a aquisição de um Veículo Urbano de Combate a Incêndios. Entretanto, os dirigentes negociaram algumas dívidas a fornecedores, legalizaram as instalações do quartel assim como de outros bens, deram ainda início ao processo de atualização das quotas e implementaram “o sistema de contabilidade organizada segundo as normas contabilísticas do SNC, de forma a garantir um sistema fiável que cumpra a lei, mas também para ter maior capacidade de gestão e maiores níveis de informação mais fidedigna”. Na sua intervenção, o comandante Vítor Joaquim enalteceu o trabalho de todos os bombeiros e bombeiras deste corpo ativo, que “apesar de voluntários são profissionais de ação” que “sempre souberam desempenhar a sua missão” ao serviço da população do concelho de Alvaiázere e de outros concelhos. Para que os bombeiros consigam de- sempenhar as suas funções com sucesso é fundamental a formação, pelo que “durante o ano de 2012 foram ministradas 250 horas de formação, para além daquela que é exigida, contribuindo para o aperfeiçoamento técnico que sem conhecimento não é possível fazer de forma eficaz”. “A nossa atividade é vasta e bastante variada”, lembrou o responsável operacional, revelando que “na prestação de socorro, só no ano de 2012, foram percorridos 240 089 quilómetros” e “dos 112 incêndios florestais, os que marcaram o concelho de Alvaiázere foram os ocorridos nas localidades de Charneca e Gamanhos, que consumiram 600 hectares de floresta”. “De facto, não foi fácil o que se passou aqui em Alvaiázere no ano de 2012”, defendeu o representante do Comando Distrital de Operações e Socorro de Leiria, Artur Granja, adiantando que “por muitas voltas que a vida dê, a população sabe com quem é que pode contar”. O presidente da assembleia-geral dos Voluntários de Alvaiázere, José Tiago Guerreiro, também elogiou o trabalho deste corpo ativo “na salvaguarda de pessoas e bens”, adiantando que “esta é uma associação que tem futuro pela dinâmica deste corpo de bombeiros e pela excelente sementeira de infantes e cadetes que são o garante e continuidade desta prestimosa corporação”. ÓBIDOS A servir a população há 86 anos A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Óbidos assinalou, no passado dia 7 de abril, o 86.º Aniversário, com uma cerimónia que teve como momentos maiores a apresentação do novo comandante e a atribuição de medalhas a vários elementos corpo ativo. Na ocasião, foi ainda apresentada à população uma nova ambulância de socorro adquirida com as receitas resultantes da participação no Mercado Medieval de Óbidos e o apoio da câmara municipal. Do decorrer da sessão solene, o último ano considerado “um dos mais marcantes na história da associação”. A direção endereçou ao novo comandante, Carlos Silva, “votos dos maiores sucessos no desempenho das novas funções”, tornando pública “a convicção que o responsável operacional fará um excelente trabalho, mantendo assim os ní- veis de profissionalismo e operacionalidade, apanágio do Corpo de Bombeiros”, até porque, registe-se,. Carlos Silva conhece bem esta casa onde, nos últimos seis anos, exerceu as funções de adjunto de comando. O comandante, na sua intervenção, referiu-se aos motivos que o levaram a aceitar o convite da direção, falando do “apoio presencial e os votos de confiança dos ex-colegas de comando, que desde o momento que passaram a desempenhar as suas novas funções continuaram, dentro das suas possi- bilidades, a apoiar o corpo de bombeiros”. “O facto de os ter por perto, sem dúvida, que é um apoio muito grande nesta nova fase da minha vida e deste novo capítulo da história dos Bombeiros de Óbidos”, disse recordando assim o processo de nomeação dos seus antecessores para funções na Autoridade Nacional de Proteção Civil. A entrega de equipamento de proteção individual aos 17 novos estagiários, que se encontram em “período probatório em contexto de trabalho”, assinalou de forma simbólica a fina- lização da primeira fase desta importante caminhada. Numa cerimónia vivida e sentida de forma intensa, vários a elementos do corpo de bombeiros foram agraciados com medalhas Assiduidade e de Dedicação Grau e ainda entregue o título de “Bombeira do Ano” à bombeira de 1.ª Patrícia Alexandra Calixto dos Reis. O padre Paulo Gerardo, Prior das Paróquias de Óbidos, procedeu à bênção de um veículo de combate a incêndios florestais e de uma ambulância de socorro. A direção agradeceu ainda a participação dos familiares e amigos dos bombeiros no Mercado Medieval, o que permitiu a aquisição da nova ambulância para o serviço da população, um reconhecimento extensivo aos operacionais s e funcionários da associação por todo o trabalho desenvolvido no ano de 2012. Os responsáveis do Corpo de Bombeiros de Óbidos orgulham-se “dos 86 anos de história motivados e determinados a salvar pessoas e bens” e do su- cesso de missão cumprida com “empenho, criatividade e proximidade que deixam garantia de futuro. A cerimónia presidida por Humberto Marques, vice-presidente da Câmara Municipal de Óbidos, contou com as presenças, entre outras entidades do Comandante Distrital de Operações de Socorro de Leira, comandante Sérgio Gomes e do presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leira, comandante Mário Cerol. 23 ABRIL 2013 ALBERGARIA-A-VELHA A Concretizado sonho com 20 anos Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha concretizou finalmente o sonho nascido há duas décadas de dispor de um novo quartel adequado às suas necessidades. O sonho tornou-se realidade em 7 de abril último numa cerimónia presidida pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e que contou com a presença do presidente do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), comandante Jaime Marta Soares, do presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Aveiro e dirigente da LBP, comandante Gomes da Costa, do presidente da Câmara Municipal, João Agostinho Pereira, antigos responsáveis da instituição, o anterior presidente da direção Elísio Silva, o ex-comandante Bismarck, e outras personalidades e representantes de entidades. Os Voluntários de Albergaria deixaram assim as antigas instalações situadas problematicamente no centro da vila e passaram a ocupar as novas localizadas na zona industrial e concebidas segundo um projeto inspirado no modelo francês, do qual demos conta na edição do “BP” de setembro último. A Autarquia cedeu o terreno, apoiou a elaboração do projeto da construção, projetos de especialidades e o apoio técnico à edificação bem como ao processo de candidatura a verbas comunitárias. Do POVT foi possível obter 85 por cento dos cerca de 1,3 milhões elegíveis. Os restantes 15 por cento foram também suportados pela Câmara Municipal. Na oportunidade o ministro da Administração Interna referiu que “a inaugu- ração do quartel é um bom sinal, um exemplo que devemos seguir para enfrentar as dificuldades”. Miguel Macedo elogiou a determinação dos bombeiros na sua concretização e sublinhou tratar-se de um bom exem- plo de “conjugação de esforços com o poder central e o poder local”. O presidente da LBP fez questão de saudar o ministro cumprimentando-o “pelo bom trabalho nas reformas e resolução dos problemas dos bombeiros” e sublinhou que gostaria de encontrar a mesma recetividade das propostas enviadas ao ministro da Saúde, Paulo Macedo. No final da cerimónia ficou a saber-se que o benemérito Manuel de Oliveira AGUDA Autoescada e ambulância no aniversário A s Cerimónias Evocativas do 88.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Aguda foram vividas de forma intensa por todos os elementos, quer do corpo ativo, quer da direção, entre um misto de felicidade e de dor. Felicidade pela concretização de um sonho – a substituição e reposição de um veículo escada, inaugurado e apadrinhado pelo presidente do conselho de administração da Solverde – Sociedade de Investimentos Turísticos da costa Verde, S.A., Manuel Violas, e pelo objetivo conseguido com a inauguração de uma ambulância de transporte múltiplo, apadrinhada pelo presidente do Executivo Municipal Gaiense, Luís Filipe Menezes. Refira-se que esta não foi a única homenagem prestada ao presidente da edilidade, já que foi alvo de duas distinções por proposta da direção da Associação, atribuídas pela Federação dos Bombeiros do distrito do Porto – Medalha de Mérito Distrital – e pela Liga dos Bombeiros Portugueses – Crachá de Ouro. As comemorações tiveram também um misto de dor, porque em todos os atos levados a efeito perpassou a memória do chefe Reis: a romagem aos cemitérios das freguesias da área de atuação; a exibição de um pequeno documentário sobre ele; o descerramento da sua foto na galeria dos notáveis; e nas intervenções na sessão solene, esteve “sempre esteve presente a saudade de alguém que era considerado por todos como um Homem Bom, um Bombeiro Excelente, um companheiro inesquecível, um amigo verdadeiro”. Pelo seu significado e tendo em conta o hábito da Associação em entregar uma Medalha e Diploma aos Bombeiros que, ao longo do ano, maior número de serviços voluntários efetuem, foi de forma emocionada que todos os que encheram por completo o salão nobre aplaudiram o facto do Diogo Matos, vitima de ferimentos graves do acidente do passado dia 22 de outubro, ter recebido o prémio de quinto classificado com 234 serviços. Barbosa, que havia sido agraciado com o crachá de ouro da LBP entregou ao antigo presidente da direção e atual presidente do conselho fiscal, Elísio Silva, um cheque em branco destinado a apoiar a associação. 24 ABRIL 2013 COIMBRA VISEU Projeto com avanços “Quem antecipa o futuro ganha o presente” Fotos: BVCoimbra A A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Coimbra comemorou o 124.º aniversário, com a promessa de avanços no projeto de construção de um novo quartel. A sessão festiva realizou-se no dia 7 de abril com uma formatura geral do corpo ativo a acolher as entidades convidadas que depois se reuniram no salão nobre da instituição onde assistiram à distinção do comandante Fernando Nobre com o crácha de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), bem como à homenagem a vários soldados da paz e, também, a associados. Na ocasião João Barbosa de Melo, presidente da câmara municipal de Coimbra falou da intenção de “arrancar com a realização do projeto de arquitetura do novo quartel” e assumiu existir um compromisso para a construção das novas instalações e a promessa de 30 mil euros para o início da empreitada, uma obra que autarca considera ser “fundamental para a “baixa da cidade”. Por sua vez, o presidente da direção João Silva saudou os bombeiros pela sua “generosidade” e que são “gente que é, frequentemente, esquecida pelos cidadãos de Coimbra”, enaltecendo a importância do corpo de bombeiros para a cidade. Na cerimónia estiveram presentes o 2.º comandante distrital Paulo Palrilha; o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra, comandante António Simões, bem como representantes do Exército, Policia de Segurança Pública e de associações congéneres do distrito. Sérgio Santos s comemorações do 127.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Viseu iniciaram-se no dia 25 de março, com a cerimónia do içar da bandeira, a tradicional formatura, seguindo-se a missa de ação de graças e sufrágio pelos bombeiros, dirigentes e associados falecidos, celebrada pelo Capelão da Associação, reverendo cónego Arménio Lourenço. Devido às festividades da Páscoa, o restante programa teve seguimento no domingo, dia 7 de abril, com a romagem de saudade ao cemitério da cidade onde, em formatura, foi feita a chamada dos bombeiros e dirigentes mortos, um momento marcado pelo emoção, seguido da deposição de flores nas campas. Os bombeiros desfilaram, depois, até à sede da Associação, onde receberam entidades oficiais e restantes convidados. Ainda antes da sessão solene, foram entregues medalhas da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) a diversos elementos do corpo ativo. A sessão solene, presidida por Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, contou na mesa de honra com Botelho Pinto, presidente da assembleia geral da associação; Gil Barreiros, vice-presidente da LBP; César Fonseca, CODIS de Viseu: Rebelo Marinho, presidente da federação distrital de bombeiros; Américo Nunes, vice-presidente da autarquia; Jorge Antunes, comandante dos bombeiros municipais e Valdemar Freitas e Luís Duarte, respetivamente presidente e comandante dos voluntários visienses. Das várias intervenções destaca-se o elogio de Gil Barreiros ao Ministério da Administração Interna, informando estarem no bom caminho as negociações entre este organismo do Governo e a Liga dos Bombeiros, para a isenção do IRS aos Bombeiros Voluntários de Portugal. Referiu também o facto do presidente da liga, comandante Jaime Soares, companheiro de lides autárquicas e amigo pessoal de Fernando Ruas, ver com bons olhos a colaboração com os Voluntários de Viseu, na organização de uma festa de despedida ao autarca que cumpre o seu último mandato. No mesmo sentido, Valdemar Freitas, presidente da associação, anunciou ser intenção da direção e do comando propor o presidente da câmara como bombeiro de mérito, pelo muito que tem feito pelos Voluntários de Viseu. O dirigente falou ainda de algumas medidas de gestão impostas pelas dificuldades financeiras e outras, no que classificou, ainda assim, trabalho estimulante. Rebelo Marinho elogiou a aposta do comandante, na Escola de Cadetes e Infan- tes, referindo que “quem antecipa o futuro, ganha o presente”. Por sua vez, o comandante Luís Duarte agradeceu a perseverança da direção que, tal como os voluntários, nunca vira a cara à luta. Informou ainda que está a chegar ao seu final uma escola de estagiários e que outra está “na forja”, dada a procura dos mais jovens. Afirmou-se orgulhoso da Escola de Cadetes e Infantes e elogiou a boa colaboração de elementos do Quadro de Honra na formação dos mais novos. O CODIS César Fonseca informou que está a decorrer uma candidatura de aquisição de equipamentos de proteção individual, para os Corpos de Bombeiros de todo o país, que, obviamente, comtemplará os do distrito de Viseu. A encerrar a sessão Fernando Ruas, referiu estar a presidir pela última vez, enquanto autarca, a uma sessão solene nos bombeiros, agradecendo o que têm feito pelo concelho e pela comunidade, ofertando um contributo financeiro e uma lembrança do município à instituição aniversariante. Carlos Nascimento GONÇALO Festa animada no 33.º aniversário N o passado dia 24 de março a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Gonçalo assinalou o seu 33.º aniversário. Com uma programação simples, familiar mas plena de significado, realizada a expensas de cada um dos participantes, os Bombeiros Voluntários de Gonçalo não quiseram deixar de festejar mais um aniversário. As comemorações tiveram início às 10 horas com a formatura dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo a que se seguiu o hastear das bandeiras. Em seguida foi feita uma romagem simbólica aos cemitérios de Gonçalo, da Gaia e de Famalicão da Serra onde foram depostas coroas de flores em memória dos bombeiros voluntários, dirigentes e associados defuntos. Cerca das 11.30h. teve lugar no salão nobre Joaquim Esteves Marujo, no quartel, a sessão solene comemorativa do 33.º ani- versário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo. Na sessão, que contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Virgílio Bento e do ex-governador civil do Distrito da Guarda, António Santinho Pacheco (amigos de sempre dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo) estiveram ainda, a presidente da Assembleia de Freguesia, Maria Arlete Anjos, o presidente da Assembleia Geral, Bruno Pina, representantes do Conselho Fiscal, a Direção, o Comando, os bombeiros voluntários, associados e população em geral. Na sua intervenção, o presidente da direção, Pedro Pires, salientou o importante trabalho de equilíbrio financeiro da Associação que tem vindo a ser desenvolvido por parte da Direção, manifestou a sua preocu- pação com a redução significativa de serviços de transporte de doentes para a ULS da Guarda e apontou a constituição de corpos de bombeiros mistos como o caminho a percorrer para o futuro dos bombeiros portugueses, chamando naturalmente os Municípios a assumir as suas responsabilidades na construção deste caminho. Às 13.30h. foi celebrada, na igreja matriz de Gonçalo, a eucaristia em ação de graças por mais um aniversário e em memória de todos os bombeiros, dirigentes e associados falecidos. Cerca das 14.30h. teve lugar o almoço preparado e servido pelos bombeiros no quartel e a que se juntou o comandante operacional distrital, António Fonseca. A festa de aniversário prolongou-se depois pela tarde fora com o partir do bolo e com muita confraternização e convívio entre todos. 25 ABRIL 2013 GUIMARÃES Renovação de viaturas é prioridade O presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, Luis Oliveira, considera que “o novo desafio, para a próxima década, prende-se com investimentos a nível de viaturas, que esta direção e as futuras vão ter que equacionar como principal objetivo dos seus planos de actividades”. O dirigente falava na sessão solene comemorativa do 136º aniversário da instituição que foi presidida pelo vereador César Machado, em representação do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, na presença do comandante distrital de socorro e do presidente da federação distrital de bombeiros, também em representação da Liga dos Bombeiros Portugueses. Na sua intervenção o presidente dos Voluntários de Gui- marães chamou a atenção para os problemas relativos à formação dos tripulantes de ambulância de socorro, saudou todos os que têm apoiado a instituição, nomeadamente a empresa J. Pereira Fernandes SA, e recordou o saudoso Casimiro da Silva Lopes e a sua dedicação aos bombeiros de mais de 40 anos. O comandante Bento Marques, por seu turno, alertou que “na verdade o número de voluntários tem vindo a diminuir ano após ano”, referindo que “ tem sido difícil recrutar jovens para um envolvimento mais activo no que diz respeito ao voluntariado”. Aquele responsável lamentou ainda que “temos desde o dia 29 de Janeiro a auto-escada avariada e que muita falta nos faz, trata-se de um veículo de grande importância para o so- corro da população e que urge substituir dado ter já 31 anos e as avarias saõ muitoi frequentes e dispendiosas”. VIANA DO CASTELO Municipais com mais 15 elementos A comemoração do 233.º aniversário dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo incluiu a apresentação dos novos 15 elementos daquele corpo de bombeiros bem como uma nova viatura de combate a incêndios. As cerimónias foram presididas pelo presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, e contaram com a presença do presidente da Assembleia Municipal, outros autarcas e representantes de diversas entidades. A aquisição da nova viatura de combate a incêndios implicou um investimento superior a 225 mil euros, com o apoio de fundos comunitários, numa candidatura conjunta ao QREN liderada pela Federação Distrital de Bombeiros de Viana do Castelo. A viatura aloja todo o equipamento para combate a incêndios urbanos e industriais, tanque para 3 mil litros, equipamento diverso de socorro para acidentes elétricos, fugas de gás, deteção de gases, equipa- mento de corte de betão, ferro, aço e madeira, resgate e desencarceramento, entre outros. A demonstração das capacidades da viatura ficou a cargo dos novos 15 elementos do corpo de bombeiros. Antes da sessão solene, realizada no centro municipal de proteção civil, ocorreu na Capela de S. Vicente uma missa de sufrágio pelos bombeiros falecidos e uma romagem ao cemitério local. Os Bombeiros Municipais de Viana do Castelo foram fundados em 1780, com a designação de Companhia da Bomba, constituindo o terceiro corpo de bombeiros português mais antigo, a seguir aos Sapadores de Lisboa e do Porto. Constituem o único corpo de bombeiros municipais do distrito com 44 operacionais, a que se juntaram agora mais 15, após a conclusão do respetivo programa de formação. PORTO Batalhão conta com reforço operacional O Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto comemorou recentemente o seu 285º aniversário com uma cerimónia presidida por Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto. A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) esteve representada pelo comandante Álvaro Ribeiro, vogal do seu conselho executivo. A cerimónia teve como um dos pontos altos o compromisso de honra da Escola de Recrutas “Chefe Joaquim Campos da Silva”, constituída por 20 novos bombeiros, e a respetiva cerimónia de imposição de capacetes. .O programa comemorativo incluiu também uma cerimónia particularmente emotiva caracterizada pela condecoração com a Medalha de Serviços Distintos Grau Ouro da LBP, a título póstumo, ao subchefe de 1ª classe, Vítor Manuel das Neves Melo Ferreira . A condecoração foi entre- gue à viúva daquele bombeiro pelo presidente da Câmara do Porto, a convite do representante da LBP. Do programa fez também parte a cerimónia de bênção da nova viatura urbana de combate a incêndios (VUCI) adquirida com o apoio do QREN. A cerimónia comemorativa terminou com demonstrações de atividades dos sapadores bombeiros recrutas na parada e na casa escola, com vários exercícios: pelotão auto comandado, escada de ganchos – escalada corrida; escada de lanços – montagem de horizontal; exercício de simulacro e continência final. Segundo fonte do BSB, “este dá mais um passo no sentido de continuar a honrar o bom nome que criou ao longo de cerca de três séculos, reforçando o seu papel inquestionável e imprescindível ao serviço do município do Porto e do País”. 26 ABRIL 2013 LEIRIA Autarquia e bombeiros distinguidos O 120.º aniversário dos Municipais de Leiria ficou marcado com a distinção da autarquia e do corpo de bombeiros pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). O estandarte do corpo de bombeiros recebeu a “Fénix de Honra” como reconhecimento dos “serviços prestados e dignificantes da causa dos bombeiros e da proteção civil e socorro”. A câmara municipal de Leiria foi distinguido com o crachá de ouro pelo contributo para a dignificação da causa dos bombeiros, conforme referiu José Ferreira vice-presidente da LBP que entregou a distinção honorifica ao edil leiriense, Raul Castro. Na cerimónia que se realizou no dia 1 de abril foram igualmente agraciados 28 bombeiros com medalhas da LBP. No momento das alocuções o comandante Artur Figueiredo defendeu a “necessidade de desbloquear as carreiras dos bombeiros profissionais, evitando assim a curto prazo a falta de cheias intermédias”. Este responsável referiu ainda que os planos de formação no âmbito nacional deveriam ser desenvolvidos para aperfeiçoar os conhecimentos técnicos dos operacionais. Algumas lacunas nas vertentes do reforço de meios humanos e da renovação da frota automóvel foram denucniadas por Artur Figueiredo, que terminou a sua intervenção agradecendo a dedicação dos bombeiros de Leiria. Por sua vez, Raul Castro presidente do município de Leiria referiu que a “proteção civil deve ser uma cultura coletiva, reforçando a sensibilização e abordagem às populações para novas atitudes, novos valores e comportamentos para terem conhecimento sobre os perigos e a atuação e capacidade de integração na organização coletiva da resposta à emergência.”. Entre as entidades presentes destaca-se o 2.º comandante distrital Luís Lopes (ANPC); re- presentantes do Exército, Força Aérea Portuguesa, Guarda Nacional Republicana e comandantes de corpos de bombeiros do distrito de Leiria. Sérgio Santos CONDEIXA-A-NOVA CANTANHEDE Assembleia com crachás de ouro Associação reconhece relevantes serviços O médico Fernando Rodrigues Santos foi distinguido pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede (AHBVC) com o título de sócio honorário, no reconhecimento do mérito social e dos relevantes serviços prestados à instituição. De acordo com a direção, trata-se de um reconhecimento público por todas as suas iniciativas em prol dos bombeiros, uma vez que Fernando Santos tem demonstrado uma dedicação sem precedentes à causa do voluntariado, não sendo de estranhar a disponibilidade que demonstrou para participar, de forma graciosa, na formação “Noções Básicas de Socorrismo”, dirigida a toda a população. Igualmente relevante é o facto do médico ter oferecido à AHBVC os direitos dos livros “Diversos versos anversos” e “Parece” de é autor. A proposta da direção foi aprovada pela unanimidade em assembleia geral, ocasião em que também foram ratificados o Relatório e Contas do exercício de 2012 e o Plano de Atividades e Orçamento para 2013. De acordo com este documento, a direção defende uma instituição “mais forte para chegar mais alto e mais longe no serviço à comunidade”, sendo que para tal “é essencial prosseguir com a abertura à sociedade, com o envolvimento crescente dos associado, da população e das empresas através de parcerias eficazes e proveitosas como escolas, hospitais e juntas de freguesia e município de Cantanhede”. Nesta reunião foram ainda discutidos e aprovados os novos estatutos da AHBVC, após duas semanas de discussão pública. Trata-se de um documento que resulta de um trabalho conjunto e que introduz alterações significativas que visam a melhor operacionalização da instituição. LISBONENSES Novo comandante empossado A Assembleia Geral Ordinária da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova ficou marcada pela imposição de três crachás de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) aos soldados da paz. A sessão que se realizou no dia 29 de março visou a apresentação do relatório de atividades e contas do ano transato e a eleição dos órgãos sociais para o triénio de 2013/2015. Antecedendo a reunião associativa, foram distinguidos os chefes Carlos Marques Claro, António Caridade Costa e Carlos Peça com o crachá de ouro da LBP, o público reconhecimento da dedicação e entrega ao serviço público na missão de salvar vidas destes bombeiros. A imposição destas condecorações foi testemunhada pelo comandante António Simões, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra e neste ato em representação da LBP. Já cumprindo a ordem de trabalhos, a assembleia analisou o relatório e atividades do da instituição, tendo o comandante Fernando Gonçalves realçado a entrega de todos os voluntários e funcionários que entendem “a nobre missão e os sacrifícios, sem os quais não era possível cumprir as missões e honrar o nome dos Bombeiros”. O aumento de saídas levou a necessidade de investir numa melhor gestão dos meios quer humanos e veículos, o que no ano transato permitiu a aquisição de três novas ambulâncias e dar emprego a mais bombeiros, conforme salientou o presidente da direção Daniel Costa, sublinhando “que pese o facto de o ano de 2012 não ter sido fácil para ninguém, também se manifestou numa oportunidade”, pelo que assegurou o dirigente “esta Associação Humanitária em contra ciclo relativamente à economia do país”. No final da assembleia geral realizou-se o ato eleitoral que garantiu a continuidade da equipa liderada Daniel Costa (direção), José Paulo Domingues (mesa da assembleia geral) e João Filipe Leal (conselho fiscal). Sérgio Santos J orge Manuel Afonso Fernandes é o novo comandante da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Lisbonenses. A cerimónia realizada no dia 6 de abril no salão nobre da instituição coube ao comandante distrital Elísio Oliveira e ao comandante Q.H. França de Sousa colocar as divisas ao novo responsável operacional, perante muitos bombeiros, associados e amigos da instituição. Após do ato solene, o novo comandante recebeu do vice-presidente dos bombeiros Portuenses, o comandante QH Alberto Silva o crachá dessa associação unida aos Lisbonenses por um acordo geminação. Na ocasião o presidente da direção dos Lisbonenses, Garcia Correia, sublinhou o o apoio dos órgãos sociais ao empossado, confiando-lhe a missão de continuar a dignificar a história e atividade operacional do corpo de bombeiros. Estiveram presentes nesta cerimónia, o comandante António Carvalho, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa; o 2.º comandante dos Sapadores de Lisboa, major José Carlos Monteiro; o 2.º comandante dos Voluntários Portuenses Joaquim Caldas e representantes de associações congéneres da cidade de Lisboa. Sérgio Santos 27 ABRIL 2013 BRASFEMES O Estrutura de comando completa quadro de comando da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Brasfemes está agora completo com a entrada do subchefe Bruno Santos (2.º comandante) e o bombeiro de 1.ª Horácio Ferreira (adjunto) numa cerimónia realizada no passado dia 29 de Março. A tomada de posse destes dois elementos realizou-se no dia 29 de março numa cerimónia que contou com a presença, entre outras individualidades, de José Belo, vereador da proteção civil da Câmara Municipal de Coimbra, bem como do 2.º comandante distrital Paulo Palrilha (ANPC), do comandante Fernando Jorge da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra . Na ocasião, o comandante Acácio Monteiro mostrou-se satisfeito pelo conjunto de homens e mulheres que servem com “valor, dedicação e altruísmo” os bombeiros, sendo inegável. Dirigindo-se aos empossados, o responsável operacional reconheceu-lhes “capacidades de trabalho e AVEIRO Gala reúne bombeiros do distrito liderança”, com capacidades para responder “às novas exigências deste corpo de bombeiros”. A sessão terminou com um lanche convívio que juntou a grande família dos soldados da paz de Brasfemes. Sérgio Santos MURÇA A Quadro ganha novos elementos 2.ª comandante Catarina Isabel Vicente e o adjunto José Luís Teixeira dos Bombeiros Voluntários de Murça, tomaram posse recentemente. Catarina Isabel Vicente, oficial bombeira de 2.ª, de 29 anos de idade, enfermeira, é a primeira mulher no Distrito de Vila Real a assumir funções de comando nos bombeiros. Esta equipa conta ainda com o regresso ao cargo de adjunto de José Luís Teixeira, funcionário da autarquia de Murça, bombeiro de 1.ª classe, de 33 anos de idade, que O tinha desempenhado o cargo entre 2006 e 2012. O comandante dos s Voluntários de Murça, Joaquim Teixeira, deu posse aos novos ele- mentos numa cerimónia realizada no quartel provisório a funcionar na escola primária n.º 2 de Murça e que foi testemunhada pelo corpo ativo. VILA REAL S Jovens têm nova subcoordenadora ara Avelino, estagiária nos Voluntários de Mondim de Basto assumiu, recentemente, as funções de subcoordenadora distrital de Vila Real, depois de ter sido contactada pelo coordenador distrital Rui Dinis. Este novo elemento da comissão distrital realça que tem projetos para a JuveBombeiro de Vila Real dos quais se destaca a página web já disponível em http://juvebombeirovr. wix.com/juvebombeirovila- real, e ainda uma inciativa social assente na recolha de bens de primeira necessidade. Integram a equipa de Sara Avelino André Borges, Daniela Carvalho e Nuno Sá, em representação dos bombeiros de Vila Pouca de Aguiar e Mondim de Basto. “Chegámos com ideias e queremos trabalhar. Para isso contamos com a ajuda de todos os bombeiros do distrito”, anuncia a nova subcoordenadora da “juve”. SINES O Juve em formação quartel sede dos Bombeiros Voluntários de Sines recebeu, nos dias 15 e 16 de março, a primeira Formação para Delegados e Equipas de Trabalho da Juvebombeiro. Na ação estiveram presentes 55 elementos de diversos corpos de bombeiros do País, nomeadamente dos distritos de Setúbal, Lisboa, Beja, Faro e Évora. Assente no lema “Preparar o Futuro” a formação assentou em temas como liderança, gestão de equipas e gestão de conflitos, coaching, elaboração de projetos e preparação de atividades. Segundo fonte da Juvebombeiro do Distrito de Setúbal esta formação visou “contribuir para o desenvolvimento dos jo- vens bombeiros portugueses” e a “prossecução de objetivos do plano de atividades e das vontades e anseios dos comandos e entidades detentoras de corpos de bombeiros”. A iniciativa dos Bombeiros de Sines e da Juvebombeiro dos distritos de Setúbal e Beja contou com o apoio do site Bombeiros para Sempre. s bombeiros enfrentam, no dia-a-dia, os mais variados teatros de operações e cenários que ditam trabalho em equipa, muitas vezes com operacionais de outros quartéis. Neste âmbito, a juvebombeiro surge com o intuito de servir de elo de ligação entre bombeiros, fomentando encontros e o convívio em diferentes ambientes, para além de realçar e mostrar o que melhor se faz no seio dos bombeiros nacionais. Com o intuito de juntar os homens e as mulheres que servem de forma exemplar o lema Vida por Vida, a a juvebombeiro de Aveiro, promoveu a primeira gala do distrito, evento assinado pelos núcleos da Pampilhosa e de Castelo de Paiva, que visou “agraciar e aplaudir pessoas e instituições que têm um papel essencial e de relevo na atividade dos bombeiros”. Num ambiente festivo, a organização ofereceu aos jovens bombeiros uma oportunidade de convívio e confraternização, num animado convívio que permitiu também distinguir os vários núcleos que “levam mais longe e mais alto o nome da Juvebombeiro e dos bombeiros portugueses”. Na ocasião foram entregues vários prémios a personalidades e instituições, nomeadamente, a Hermínio Loureiro, presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis agraciado com troféu “Honra e compromisso para com os Bombeiros”. Numa noite marcada pelo reconhecimento, o CODIS de Aveiro foi distinguido pelo “Esforço e dedicação aos Bombeiros”. Na sessão foi, igualmente, enaltecida a ação do Comandante Gomes da Costa (“Bombeiro do Distrito”), de Ana Paula Ramos (“Comandante do Distrito”), do fotojornalista Francisco Manuel (“Bombeiros nos media”) e do núcleo da “juve” de Oliveira de Azeméis (“Núcleo mais participativo”). “Nutro, desde há muito, pela atividade dos bombeiros, um fascínio e admiração muito grandes. Surpreende-me a disponibilidade, a entrega e a coragem que aplicam na vossa atividade. Como presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis tenho contactado de perto algumas das situações mais delicadas com que se confrontam no terreno”, disse na ocasião Hermínio Loureiro, sublinhando “enorme orgulho em receber a distinção da juvebombeiro”. Também no rescaldo do evento, o comandante Q.H. Gomes da Costa, presidente da Federação dos Bombeiros de Aveiro salientou o entusiasmo dos jovens que participaram na gala. “Para mim, a atribuição do Prémio de Comandante do Distrito constituiu uma grande surpresa e vai para sempre ficar ligada ao orgulho de fazer parte desta causa. Tratou-se de um reconhecimento em como o empenho que devoto a esta causa acaba por fazer a diferença para alguém, neste caso, para estes jovens bombeiros com quem tenho privilégio de trabalhar em circunstâncias por vezes muito difíceis. Nunca me julguei capaz de receber tamanha honra e vai constituir um incentivo para me empenhar ainda mais nesta causa. Arregaçar as mangas e ir a luta é a melhor forma de agradecer a estes elementos se entregam à causa dos Bombeiros”, disse, na ocasião, a comandante Ana Paula Ramos, dos Voluntários da Pampilhosa Em jeito de balanço o coordenador distrital da Juvebombeiro de Aveiro, João Oliveira, falou do “orgulho enorme” pelo sucesso da iniciativa, salientando o trabalho-o empenho e o esforço dos bombeiros Rui Rebelo, (Castelo de Paiva) e a Daniela Sousa e Telma Faria (Pampilhosa) “Desde que fui nomeado como coordenador distrital tenho tentado chamar a atenção dos comandantes para a importância da Juvebombeiro. Aqui vê-se o futuro dos bombeiros. O futuro dos bombeiros de Portugal passa pela Juvebombeiro Nacional”, referiu o mesmo dirigente. Para além dos muitos momentos de boa disposição e companheirismo, esta grande festa teve como um dos pontos alto a exposição fotográfica de Francisco Manuel, repórter do Correio da Manhã que nos seus trabalhos destaca o trabalho realizado pelos bombeiros no cumprimento do seu dever. Este fotojornalista afirma-se como “o mensageiro que faz chegar ao grande público, retratando os momentos em que cada gesto pode salvar uma vida”, sublinhando que tenta captar “expressões sinceras de quem tudo faz sem nada cobrar”. “Vocês são uns malucos. Vão. Não sabem se Voltam. Enfrentam a morte, mas continuam a desafiar o perigo. Salvam vidas, recebem insultos, mas nem por isso viram as costas. Vocês, bombeiros são o exemplo de vida, por isso, este será o prémio que irei guardar para sempre no meu coração”, disse Francisco Manuel. 28 ABRIL 2013 PENICHE O BARCELINHOS O Bombeiros nas celebrações pascais s Voluntários de Barcelinhos voltaram a cumprir a tradição e receberam as cinco cruzes que percorreram as casas da freguesia, no domingo de Páscoa, Ao final do dia as cruzes foram recebidas no quartel por cerca de uma centena de bombeiros que abdicaram da festa em família, para viverem as celebrações pascais nesta que é a sua segunda casa. Cumprindo um ritual antigo dezenas de soldados da paz abri- ram caminho às cruzes até à Igreja de Barcelinhos, onde decorreram as cerimónias pascais. Fonte da associação revela que nesta quadra “vive-se no quartel um ambiente único de alegria e confraternização”. ALCOCHETE Bombeiritos visitam base aérea Voluntários cumprem peregrinação s Bombeiros de Peniche cumpriram, no passado mês de março, aquela que foi a sua primeira peregrinação a Fátima a pé. Na partida, o grupo constituído por 31 pessoas deixava transparecer entusiasmo e a vontade chegar ao santuário. Os cerca de 100 quilómetros, que separam Peniche de Fátima, foram cumpridos em três etapas, numa jornada que contou com o apoio dos bombeiros de Óbidos e de Alcobaça A chegada a Fátima foi vivida com emoção num momento intenso partilhado com familiares e amigos dos peregrinos. O percurso foi cumprido em ambiente de camaradagem e devoção e no regresso ficou “a vontade e promessa de voltar”. SINES O s infantes e cadetes dos Voluntários de Alcochete realizaram, no passado mês de março, uma visita à base área do Montijo, iniciativa que visou dar a conhecer aos mais jovens novos equipamentos e várias técnicas de socorro. Na oportunidade, os “bombeiritos” visitaram a secção dos Operadores de Sistemas de Assistência e Socorros (OPSAS) e a esquadra 751 da Força Aérea Portuguesa, especializada em busca e salvamento. O entusiasmo das crianças foi visível numa visita que os res- Fotos: CMSines Fotos: Sílvia Lage Insígnias para meia centena A ponsáveis consideram importante para “o desenvolvimento pedagógico e acompanhamen- tos dos mais jovens na sua formação cívica”. Sérgio Santos Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Sines criou recentemente um mês uma escola de cadetes e infantes, tendo já entregue as insígnias aos seus elementos. É com enorme satisfação que o presidente da direção João Santa Bárbara e o comandante Vítor Espírito Santo encaram a entrada no quartel de meia centena de jovens, o que consubstancia uma aposta da associação no futuro. Uma nova dinâmica e o en- volvimento da comunidade, nomeadamente das famílias das crianças, permitem assegurar a continuidade do trabalho desenvolvido pela instituição tanto a nível associativo como operacional. A cerimónia realizada na nova unidade de socorro dos Voluntários de Sines contou com a presença de familiares e amigos dos bombeiros de palmo e meio, e também de elementos do quadro ativo e dirigentes. Sérgio Santos 29 ABRIL 2013 VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Jovens dão exemplo na Mata Nacional A escola de infantes e cadetes dos Voluntários de Vila Real de Santo António participou com grande entusiasmo e dedicação numa ação de reflorestação da Mata Nacional das Dunas Litorais, colaborando assim conjuntamente com os sapadores florestais, escuteiros, ICNB e muitos populares na plantação de 300 pinheiros-mansos (pinus pinea). Este projeto teve como objetivo a sensi- GEMINAÇÃO bilização para importância das plantas para o meio ambiente e seres vivos, bem como fomentar a consciência ecológica da comunidade. A Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros da Figueira deslocou-se, recentemente, à Serra da Estrela, numa comitiva de 75 pessoas, que integrou, para além dos mais novos, bombeiros e familiares. Os Voluntários de Gouveia foram os anfitriões de um dia repleto de atividades para os jovens e que incluiu a apresentação dos infantes e cadetes de ambas as associações e uma visita ao quartel. Depois do almoço, o grupo deslocou-se ao Parque Ecológico, com a oportunidade de descobrir a flora da região e conhecer o centro de reabilitação de animais da serra. Antes do final da tarde, ainda houve tempo para assistir a uma prova de “downhill” e para um lanche de confraternização. A ação, segundo os promotores, permitiu a troca de experiências, mas também “motivar e sensibilizar os jovens das duas corporações”, unidas por um acordo de geminação. Refira-se que a Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, criada em 2011, conta atualmente com mais de trinta elementos. FIGUEIRÓ DOS VINHOS Exposição no quartel A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos Acolheu nas suas instalações uma exposição internacional sobre a temática da árvore e da floresta com trabalhos elaborados por alunos portugueses, franceses e húngaros. A mostra já seguiu, entretanto, para Saint Maximin, em França. BARCELINHOS Equipa feminina vence torneio em Braga A equipa de futebol feminino dos Bombeiros de Barcelinhos venceu o torneio promovido pelos Voluntários de Braga, que reuniu equipas de todo o norte de Portugal, nomeadamente de Valadares, Vila Verde e Cabeceiras de Basto. Na final, as operacionais de Barcelinhos venceram por três golos sem resposta a formação de Cabeceiras de Basto. A vitória foi festejada no quartel de Barcelinhos e as campeãs fizeram questão de entregar a taça à associação cujos dirigentes sublinham o feito das 12 bombeiras envolvidas nesta competição que “muito orgulha todo o corpo de bombeiros”. CANTANHEDE A Bombeiros promovem festival gastronómico Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede promoveu a 2.ª edição do Festival Gastronómico de Sabores de Caça – Caça-Sabores. O jantar servido no quartel dos bombeiros contou com a colaboração dos caçadores do concelho, que generosamente ofereceram as peças de caça para o evento. Mais de 130 apreciadores da boa gastronomia puderam apreciar a excelência dos sabores da canja de aves, das chanfanas de veado e de javali, do veado à “Joka” e à “7 Fontes”, do javali à “Finfas” e grelhado à bombeiro e ainda do coelho à “Cabana do Pastor” e das aves do monte com arroz de passas e coelho frito. A organização partilha o sucesso do evento com Palmira Neves, Mário Miranda de Almeida, do Corticeiro de Cima, e Hugo Melo, de Murtede, que ofereceram os javalis e veados, e ainda a Branca Oliveira de Cordinhã e Nito e José Manuel da Pocariça que apearam os bombeiros na confeção de todas as iguarias, bem como a to- dos os caçadores e aos proprietários dos restaurantes Joka, Sete Fontes, “Cova do Finfas”, “Cabana do Pastor”. Da mesma Escola visita Serra da Estrela forma, os voluntários de Cantanhede agradecem ao grupo musical TOP2 que muito animou os convivas. 30 ABRIL 2013 LIXA Recordações e saudade “Este parte, aquele parte, e todos, todos se vão….” oje, resolvi recordar quem nos deixou recentemente, não sabendo ao certo, se este recordar surge, porque neste período Pascal e da Ressuscitação de Cristo para os crentes, ou se foi o tempo chuvoso, e triste, que inculcou em mim esta lembrança e saudade. Perpassam pelo meu pensamento, neste tempo de reflexão, muitas pessoas que perdi e que amava, outras de quem gostei muito, e com quem vivi coisas e momentos inesquecíveis, e outras que me transmitiram valores e exemplos de dedicação, humanismo, solidariedade, bairrismo e cidadania que não mais esquecerei, enquanto por cá vá peregrinando. Falo-vos hoje de dois Bombeiros, dois velhos e valentes bombeiros, que serviram a comunidade Lixense, em tempos muito difíceis, durante 50 anos, mais de metade da vida por cada um vivida. São eles, o subchefe Júlio Fernando “Barbeiro”, amistosamente assim designado, e o chefe Artur Adão “Bica”, que tive o privilégio de conhecer já lá vão 40 anos, e a honra de ser seu 2.º comandante a partir de 1980, e seu comandante a partir de 2001. Se não os lembrasse aqui, aproveitando este espaço, certamente cometeria uma enorme ingratidão, para quem H em abril de 1993 ENTRE-OS-RIOS C Desfile anima “feirinha” humanitária om o intuito de angariar os fundos que permitam requalificar uma viatura de emergência, direção, comando, corpo ativo e juvebombeiro dos Voluntários de Entre-os-Rios realizam, nos 2.ºs domingos de cada mês, uma “feirinha humanitária”. O certame é animado pela venda, a preços simbólicos, de todo o tipo de vestuário, calçado e peças de mobiliário, tudo oferecido pela população. No decorrer das feiras os bombeiros fazem a recolha de tampinhas de plástico e latas de refrigerantes. Neste âmbito, nos dias 15 e 16 de março, os Bombeiros de Entre-os-Rios promoveu um desfile de moda, que nesta segunda edição, contou com a participação especial de Jean Marck, Cátia Marisa e Raul Espincho e o apoio de vários estabelecimentos comerciais e da Câmara Municipal de Penafiel. como eles se devotou, a bem servir as pessoas necessitadas e vitimas de infortúnio, nesta terra que um e outro amavam e queriam como poucos, e que por via dessa sua singularidade terminaram a sua vida como bombeiros ativos, passando para o Quadro de Honra dos Voluntários da Lixa, não sem que, a Liga dos Bombeiros Portugueses, lhes conferisse o Crachá de Ouro, da Confederação dos Bombeiros de Portugal, que um e outro, garbosamente, ostentavam no peito em dias de festa. Os Bombeiros da Lixa, estão mais pobres, por terem perdido dois dos seus “maiores” e por isso, a tristeza, a saudade, e a figura dos dois me veio hoje à memória, porque estes dois “soldados da paz lixenses” farão para sempre, parte da história desta velha e vetusta corporação de bombeiros voluntários. Eu, como muitos outros, recordarão o subchefe Fernando como eterno porta-estandarte, da associação nos desfiles locais e nacionais, e que o fazia com um gosto e paixão indescritíveis. O chefe Artur “Bica”, será recordado por mim, e por muitos, como o homem sempre disponível, simpático, alegre, camarada exemplar, na doação e altruísmo, dedicado ao seu corpo de bombeiros, e à sua velhinha Lixa, marchando impante, seguro e garbosamente pelas ruas da cidade. Com eles foram-se também muitas histórias, de benfazer, que tristemente nunca mais saberemos, e foi pena. Aos dois “velhos” bombeiros fica aqui, por hoje o meu mais profundo agradecimento, pelo que fizeram como bombeiros genuínos portugueses, e o agradecimento eterno pelo exemplo que foram para mim, e pelo que me ensinaram, a ser Bombeiro Português. Bem hajam por isso meus velhos Bombeiros de Portugal, e até um dia! Comdt José Campos ARRUDA DOS VINHOS Associação mais pobre Q uando entrei para os Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos, em 1980, como presidente da direção, era comandante o Joaquim Carvalho Pinheiro. Homem íntegro, com caráter e elevado sentido de responsabilidade, ensinou-me a dar os primeiros passos nesta grande família dos bombeiros. Com ele aprendi a respeitar a instituição e com ele, igualmente senti o quão fantástico é servir a população desta forma voluntaria e desinteressada. O comandante Joaquim Carvalho Pinheiro sempre se distinguiu pela nobreza dos seus atos, sempre muito exigente no cumprimento das normas e regulamentos, transmitia uma confiança forte e assegurava o funcionamento do seu corpo de bombeiros de forma exemplar, onde por todos era respeitado. Recordo-o com saudade porque estivemos juntos nestas funções praticamente até á sua passagem ao Quadro de Honra. Mesmo depois de eu assumir funções no SNB, o Joaquim Carvalho Pinheiro foi sempre para mim um exemplo e conselheiro nunca se desviando dos seus princípios de rigor e disciplina e muitos foram os meus atos e decisões que se basearam nos seus ensinamentos. Não tenho dúvidas que, ainda hoje, muitos se lembrarão do comandante Joaquim Carvalho Pinheiro no exercício dessas funções porque, caro amigo, estejas onde estiveres estarás sempre connosco pelo teu passado, pela tua história e pelo teu exemplo. Descansa em paz meu amigo Rui Jose Santos Silva (Presidente da assembleia geral da AHBV de Arruda dos Vinhos) 31 ABRIL 2013 A BIBLIOTECA DOS BOMBEIROS E “Sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca.” (Jorge Luís Borges) stou no alto do quartel dos bombeiros, na varanda do terceiro piso de um dos edifícios mais bonitos da nossa terra, onde sobressai uma fachada esculpida em granito, a observar a paisagem do além Douro, as vinhas que serpenteiam o Vale Abraão e a curva do rio a espreguiçar-se, numa manhã intensa de luz, sobre uma cidade que alongou as suas fronteiras a poente, às portas do envelhecido Salgueiral. Quando, há mais de cem anos, os primeiros voluntários se constituíram como um corpo de bombeiros, equipado apenas de um carro bomba e material rudimentar para apagar os fogos, estavam bem longe de imaginar que a sua desejada casa de leitura, organizada com a dedicação e ajuda benemérita de muitos reguenses que ofereceram livros usados para encher uma pequena estante, se tornaria, desde então, um lugar para servir a cultura na cidade do Peso da Régua. Não sabemos o que esteve na mente daqueles altruístas bombeiros e dos associados contribuintes, mas, talvez mais que uma necessidade de ocupar os tempos de lazer e os serões das noites frias de inverno, na ausência das badaladas do sino do Cruzeiro a avisarem fogo, sentiram a importância de ter um espaço no seu quartel, então situado no Largo da Chafarica, para fomentarem o gosto pela leitura e desenvolverem uma ação cultural. Eram eles que se substituíam aos responsáveis políticos sem iniciativas culturais e, numa terra onde ainda faltava uma biblioteca pública. Por acção de alguns, e muito dinamismo, os bombeiros não esperaram pelos favores da câmara e juntaram livros de interesses diversificados, uns de ciência, outros de ensaios sobre a viticultura duriense, tratados de política, biografias de gente importante e já esquecida, os melhores romances portugueses, toda a obra de Eça, Camilo, Herculano, Garrett, João de Deus e Abel Botelho, a poesia romântica e, para deleite dos mais curiosos, não faltavam as populares enciclopédias ilustradas. Quem conheceu esta casa de leitura foi João de Araújo Correia, muito novo, que, acompanhado pelo seu pai, ao tempo bombeiro voluntário, a pôde visitar quando era uma modesta estante de livros arrumados e que o deixou completamente deslumbrado. Mais tarde, o homem e o escritor, sem sair do seu sagrado eremitério e com a ajuda dos seus amigos de Lisboa, conseguiu convencer a poderosa e distante Fundação Gulbenkian, nos inícios dos anos 60, a fazer da velha estante da sua infância, uma biblioteca ordenada, catalogada, com mais obras literárias e edições mais recentes. Se assim o soube idealizar e planear, depressa lhe fizeram a vontade e nasceu a Biblioteca Dr. Maximiano de Lemos, com novos livros oferecidos pela benemérita instituição, o que, naquele tempo, foi motivo de re- gozijo para muitos jovens leitores, ávidos de descobrir novos autores. Foi essa biblioteca que eu frequentei no meu tempo de adolescente. A partir dos meus treze anos tornou-se um lugar de passagem obrigatória, três vezes ou quatro por mês. A bem dizer, eu estava a iniciar-me nos livros, em novas leituras e novos autores, desconhecidos e misteriosos, mas que iam despertar a minha imaginação para lá das portas do pequeno mundo que, até àquele momento, estava ao meu alcance e me era visível da varanda da biblioteca. Confesso que, não sendo um admirador de ficção científica, procurei naquela biblioteca, por recomendação de um amigo, um livro com o estranho título de Fahrenheit 451, da autoria do escritor americano Ray Bradbury, de 1953. Mal eu sabia, que nele ia encontrar, como personagem principal, um bombeiro encarregado não de apagar os incêndios, mas de queimar livros. Sim, aquele bombeiro de nome Montag tinha a missão de queimar LIVROS…! Para mim, estava muito claro, que a função dos bombeiros nunca seria essa. Queimar livros, um ato que resume apagar, incinerar o conhecimento, a ilusão, a magia e a memória do Universo. Ao princípio, pensei que o autor se tivesse enganado, mas percebi que, admirador de livros e das bibliotecas, onde até escreveu aquela sua obra, pretendia fazer uma crítica aos regimes totalitários de então, que viam o livro como um perigo e um inimigo, ao mesmo tempo que satirizava o poder da televisão e a alienação que ela exerce sobre a maioria das pessoas. Ao contrário do que pensam os ditadores, para nós é difícil imaginar a vida sem livros, sem os quais nós não seríamos nada. Por alguma razão, a literatura traz inquietação ao mundo e, como incomoda muita gente, quando os livros não são queimados na fogueira da Santa Inquisição, censurados e proibidos, são os escritores condenados, exilados, presos quando surge uma ditadura. Se hoje recordo este intemporal livro é porque quero voltar à Biblioteca dos Bombeiros, com tempo para revisitar livros raros que ali se guardam, sempre à espera de novos leitores. Quero também lembrar o nobre exemplo de cidadania destes bombeiros e o seu contributo para organizar uma biblioteca como a nossa. Eram homens generosos, sensíveis e que apreciavam a cultura como uma forma de valorizar e enriquecer as suas vidas e foram pioneiros numa atitude que, naquele tempo, foi aplaudida e acarinhada também pela sociedade civil. De uma pequena estante nasceu uma biblioteca preservada e mantida pelas gerações vindouras, que estimulou os hábitos de leitura e que cresceu com a ofer- ta de milhares de exemplares de coleções de livros raros. Sem poderem ter lido o romance Fahrenheit 451, que haveria de ser publicado na nossa época, como uma obra que pretendia prever o futuro, os primeiros bombeiros conheciam o valor dos livros e a importância de ter uma biblioteca. Se não leram esse romance, aqueles homens do final do séc. XIX tiveram à sua disposição os grandes autores portugueses e estrangeiros, os clássicos e os contemporâneos e até aqueles que, sendo naturais da Régua, tinham sido publicados a nível nacional. Entre outras obras esquecidas de Afonso Soares, Bernardino Zagalo, Mário Bernardes Pereira, encontrei numa estante um pequeno livro de João de Lemos (1819-1890), poeta ultrarromântico, que ficou celebrizado pela poesia A Lua de Londres, que começa com estes memoráveis versos: “É noite, o astro saudoso rompe a custo um plúmbeo céu, tolda-lhe o rosto formoso alvacento, húmido véu, traz perdida a cor de prata, nas águas não se retrata, não beija no campo a flor, não traz cortejo de estrelas, não fala de amor às belas, não fala aos homens de amor.” O livro do poeta reguense intitula-se Canções da Tarde e a sua primeira edição saiu na Typografia Portuguesa, de Lisboa, em 1875. Sobre esta obra em concreto não se sabe como a crítica fez a sua recensão, mas é interessante salientar que a poesia deste autor mereceu apreciações literárias positivas, como esta de J. A. Barreiros: “cantou o amor, Deus, a Pátria, sentimentos íntimos, em versos de acento melancólico e de grande emoção lírica. (…) O ritmo musical, em algumas composições, é de excelente efeito e apropriado à declamação.” O poeta ultrarromântico teve fiéis leitores e, apesar de as suas obras não serem atualmente re-editadas, o seu nome está referenciado nos compêndios da história da literatura portuguesa como um dos poetas mais marcantes da segunda geração romântica. Costuma dizer-se que “por trás de cada livro há uma pessoa” e por trás daquele exemplar, encadernado numa capa dura, de Canções da Tarde está alguém muito especial, a pessoa a quem pertenceu o livro, uma benfeitora que, depois de o usar, entendeu oferecê-lo à biblioteca Real Associação Humanitária dos “Bombeiros Voluntários”do Pezo da Regoa. Sabemos quem é essa mulher, ela não quis deixar a sua dádiva no anonimato e, na capa do exemplar, fez questão de a assinalar, escrevendo um “offerece”, a que acrescentou, numa delicada caligrafia em tinta permanente, a sua identificação. Ainda bem que anotou o seu nome. Ficamos a conhecer a sua admiração literária pelos versos escritos por um poeta reguense e, porventura, o gosto pela poesia das senhoras do seu tempo. Ficamos a saber também que as obras de poesia romântica rechearam a estante da primitiva casa de leitura. E ficamos também com uma presença feminina num mundo que, na época, era praticamente um exclusivo masculino, mostrando que, tam- bém elas, mesmo não apagando incêndios, tinham outras formas de ajudar o próximo. A mulher que ofereceu aquele livro era esposa de um bombeiro, o primeiro Comandante, Manuel Maria de Magalhães, ele que chegou também a publicar nos jornais locais versos românticos. Foram as atitudes beneméritas iguais à de D. Leonor Cristina Ermida de Magalhães que fizeram sobreviver até aos nossos dias a biblioteca dos bombeiros, tendo sempre à disposição livros que podem não prever o futuro nos seus imensos detalhes, mas que são espelho dos tempos antigos e, sobretudo, daqueles que vivemos. Sejam livros de ficção científica a antever novos mundos, sejam os intemporais livros de poesia mais amorosa e ardente, sejam os mais clássicos ou sejam os mais modernos que têm aí lugar. Assim, ao longo dos tempos, esta biblioteca tornou-se numa verdadeira casa de leitura, como a desejaram os seus ousados fundadores e que não se ficaram pela missão voluntária de apagar os fogos nas casas da Rua da Bandeira e nos armazéns de vinhos da Ameixoeira e do Parreiral. Eles, que eram homens altruístas, generosos e cultos, acreditaram que o incentivo à leitura e, em geral, ao desenvolvimento cultural, se não salvam das chamas e das cinzas do fogo os bens materiais, pelo menos, salvam das cinzas da ignorância muitas vidas humanas. E foi desta maneira que a Régua, há mais de cem anos, teve a sua primeira biblioteca de natureza pública…um templo do conhecimento e de humanidade, graças ao espírito empreendedor dos seus bombeiros voluntários “da velha guarda”. José Alfredo Almeida ANIVERSÁRIOS 1 de maio Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira . . . . . . . . . . . . . . . . 131 Bombeiros Voluntários de Alcobaça . . . . . . . 125 Bombeiros MunQtários de Grândola . . . . . . . . 64 Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo . . . . . . 62 4 de maio Bombeiros Sapadores de Gaia . . . . . . . . . . 174 5 de Maio Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 Bombeiros Voluntários de Elvas . . . . . . . . . . 84 6 de maio Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão . . . . . . . . . . . . . 123 Bombeiros Voluntários de Constância . . . . . . 88 Bombeiros Voluntários de Nisa . . . . . . . . . . . 22 8 de maio Bombeiros Voluntários de Vizela . . . . . . . . . 136 9 de maio Bombeiros Voluntários de Sanfins do Douro . . . . . . . . . . . . . . . . . 122 10 de maio Bombeiros Voluntários de Castelo Branco . . . . 81 Bombeiros Voluntários de Caxarias . . . . . . . . 30 11 de maio Bombeiros Voluntários de Lordelo . . . . . . . . . 43 12 de maio Bombeiros Voluntários de Beja . . . . . . . . . . 124 Bombeiros Voluntários de Porto de Mós . . . . . 63 13 de maio Bombeiros Voluntários de Moncorvo . . . . . . . 80 Bombeiros Voluntários de Santa Cruz da Trapa . . . . . . . . . . . . . . . . 33 14 de maio Bombeiros Voluntários de Pombal . . . . . . . . 101 Bombeiros Voluntários de Marvão . . . . . . . . . 11 15 de maio Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo . 132 Bombeiros Voluntários de Silves . . . . . . . . . . 87 Bombeiros Voluntários de Povoação . . . . . . . 33 16 de maio Bombeiros Voluntários Faialenses . . . . . . . . 101 18 de maio Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos . . . . . . . . . . . . . . . . . 78 19 de maio Bombeiros Voluntários de Castanheira de Pêra . . . . . . . . . . . . . . . . 65 20 de maio Bombeiros Voluntários Coimbrões . . . . . . . . 107 21 de maio Bombeiros Voluntários do Cadaval . . . . . . . . . 92 Bombeiros Voluntários da Feira . . . . . . . . . . . 92 Bombeiros Voluntários da Calheta . . . . . . . . . 21 23 de maio Bombeiros Voluntários de Ovar . . . . . . . . . . 117 Bombeiros Voluntários do Fundão . . . . . . . . . 86 Bombeiros Voluntários de Trancoso . . . . . . . . 81 Bombeiros Voluntários Avisenses . . . . . . . . . 34 26 de maio Bombeiros Voluntários de Ervedosa do Douro . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Bombeiros Voluntários de Leiria . . . . . . . . . . 29 Bombeiros Voluntários Vila Nova de Milfontes . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 27 de maio Bombeiros Voluntários de Carrazedo de Montenegro . . . . . . . . . . . . 82 Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo . . . . . 31 28 de maio Bombeiros Voluntários de Cuba . . . . . . . . . . 63 Bombeiros Voluntários de Boticas . . . . . . . . . 42 30 de maio Bombeiros Voluntários de Bragança . . . . . . . 123 31 de maio Bombeiros Voluntários de Vila do Conde . . . 101 Bombeiros Voluntários de Fanhões . . . . . . . . 85 Bombeiros Voluntários de Seia . . . . . . . . . . . 79 Fonte: Base de Dados LBP 32 ABRIL 2013 ENB ELEGE NOVOS ÓRGÃOS SOCIAIS José Ferreira é o novo presidente PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO J osé Ferreira, até ao momento membro do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, foi eleito presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB). Em assembleia geral, realizada no passado dia 16 de abril, foram ainda eleitos para vogais da direção Vítor Reis, adjunto de comando dos Municipais do Cartaxo e colaborador da ANPC, e Susana Silva, que cessa agora funções como diretora nacional de bombeiros. A assembleia geral vai ser liderada por Álvaro Guerreiro, coadjuvado por Abel Ramos (ANPC) e José Campos, dos Voluntários da Lixa. Por fim, integram o Conselho Fiscal: José Pereira (ANPC), Joaquim Povoas, dos Bombeiros Voluntários dos Carvalhos, e Teodósio Carrilho, atual presidente da Federação dos Bombeiros do Algarve e membro do conselho executivo da LBP. Instituições juntam sinergias O Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC), a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e o Instituto de Direito Público da Universidade Nova de Lisboa celebraram recentemente um protocolo que se destina a associar as potencialidades de cada uma das entidades em iniciativas comuns. O CEIPC, como primeiro outorgante, esteve representado pelo presidente do conselho diretivo, Duarte Nuno da Silva Quintão Caldeira, a LBP, LOUVOR/REPREENSÃO A todos os bombeiros que em situações difíceis, de neve ou de cheia, não deixaram de garantir todo o apoio às populações em vários pontos do país. como segundo outorgante, pelo presidente do conselho executivo, comandante Jaime Marta Soares, e como terceiro outorgante o Instituto de Direito Público da Nova, representado pelo professor doutor Jorge Bacelar Gouveia. A colaboração entre as instituições assumirá a realização de estudos, a organização de cursos e outras ações de formação bem como seminários, conferências e demais iniciativas de reconhecido interesse mútuo. APROVAÇÃO EM CONSELHO DE MINISTROS Aos responsáveis pela situação criada aos operadores, FEB e outro pessoal da ENB de exigência de reposição de verbas, segundo as Finanças, indevidamente pagas. O Isenção das ECIN Conselho de Ministros clarificou já, por diploma aprovado no final do mês passado, que não são tributados em sede de IRS as compensações e subsídios dos bombeiros voluntários que prestam serviço em período de férias e descanso. “Trata-se de uma clarificação inteiramente justa”, afirmou, após a reunião, o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D’ Ávila, acrescentando que esta alteração ao código de IRS traduz “o reconhecimento do voluntariado”. Patrícia Cerdeira A Crónica do bombeiro Manel A ntigamente eram os bombeiros que faziam as prevenções em tudo o que era organização de festas, festivais e provas desportivas. Depois quando entraram as empresas privadas de ambulâncias ao barulho tudo foi mudando. Nunca percebi a razão por que apareceram e passaram a fazer concorrência aos bombeiros. Dizem-me que foi imposição da Europa. E lá fomos nós cumprir isso mas em meu entender sem acautelar a confusão que a se- Não percebo nada guir veio. Apareceram muitas empresas, depois foram diminuindo e hoje só algumas ainda existem. Nunca tive nada contra elas. O que acho é que houve situações complicadas que não tiveram em conta que bombeiros são bombeiros e as empresas são empresas. Os bombeiros não andam à procura do lucro ao contrário das empresas, são pau para toda a obra, vão a tudo e as empresas só fazem aquilo que contratam. Assim, as despesas de uns são diferentes das outras e querer fazer crer que podem competir é fazer de conta que é tudo igual quando não é. Na altura, e acho que a lei nunca foi alterada, as empresas não podiam fazer emergência fazendo aí a diferença com os bombeiros. Porém, aqui pelas nossas bandas comecei a vê-las a fazer prevenções às festas e aos festivais a que antes pediam aos bombeiros para ir. E agora pagam-lhes. Na altura os bombeiros rece- biam uma bucha e uma mini cada. E quando começaram a chamar a atenção que as associações tinham despesas em fazer as prevenções ou nos dispensaram ou começaram a contratar as privadas. Mas eu acho que o problema continua. Se antes não podiam fazer emergências agora também continuam a não poder fazer. Então como fazem quando alguém se sente mal nessas festas? Não sei se é sempre assim mas contaram-me outro dia que numa festa acabaram por chamar os bombeiros pelo CODU. Não percebo nada. Mas é só o que eu acho. [email protected] FICHA TÉCNICA: Administrador: Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses – Director: Rui Rama da Silva – Redacção: Patrícia Cerdeira, Sofia Ribeiro – Fotografia: Marques Valentim – Publicidade e Assinaturas: Maria Helena Lopes – Propriedade: Liga dos Bombeiros Portugueses – Contribuinte: n.º 500920680 – Sede, Redacção e Publicidade: Rua Eduardo Noronha, n.º 5/7 – 1700-151 Lisboa – Telefone: 21 842 13 82 Fax: 21 842 13 83 – E-mail: [email protected] e [email protected] – Endereço WEB: http://www.bombeirosdeportugal.pt – Grafismo/Paginação: Elemento Visual – Design e Comunicação, Lda. – Apartado 27, 2685-997 Sacavém – Telef.: 302 049 000 – Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA – Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Morelena – 2715-029 Pêro Pinheiro – Depósito Legal N.º 1081/83 – Registo no ICS N.º 108703 – Tiragem: 11000 Exemplares – Periodicidade: Mensal