Pág. 4
Fotos: Marques Valentim
Pág. 32
Finanças quer dinheiro de volta
Conselho Nacional
Abril de 2013
E dição : 319
A no : XXX
1,25€
D irector : R ui R ama da S ilva
LIGA QUER
MAIS ESCOLA
Pág. 5
BOMBEIROS SEMPRE PRONTOS
Páginas 14 e 15
SALTO - MONTALEGRE
Demonstração conjunta das EIP’S
BARCELINHOS
Novo quartelPáginas
tarda
16 e 17
ALBERGARIA-A-VELHA
Um sonho concretizado
FÁTIMA
Pág. 23
Pág. 13
À espera do milagre
Pág. 10
2
ABRIL 2013
[email protected]
P
Quase 4 milhões
or atacado, as ambulâncias de transporte múltiplo da associação a cujos órgãos sociais pertenço marcam nos seus conta-quilómetros quase
4 milhões de quilómetros percorridos em apenas
meia dúzia de anos. Algumas, já assinalam a veneranda cifra de mais de 600 mil quilómetros
vencidos em estradas, auto-estradas, ruas, becos
e caminhos das nossas terras. Algumas dessas
viaturas, que se espalham também por todas as
associações e corpos de bombeiros, constituem
verdadeiros milagres, a passar de mão em mão
ao longo do dia por força das circunstâncias, dos
turnos do nosso pessoal, das solicitações programadas ou extras que nos vão chegando ao longo
das 24 horas, e a que procuramos responder com
a convicção e a determinação de que nenhum
doente poderá ficar sem transporte. Algumas viaturas começam o seu dia às 6 da manhã, terminam na madrugada do dia seguinte e, em muitos
casos, nem os motores arrefecem no curto período que permanecem nos quartéis.
Estas ambulâncias, se tivessem alma humana,
muitas histórias, também ouvidas pelos nossos
bombeiros, teriam para contar. Histórias de quantos desabafos, quantos queixumes, algumas esperanças vãs, outras histórias de coragem no
combate à adversidade e à doença, que foram
ouvindo ao longo dos anos, da boca de doentes
que já nos deixaram ou de outros que, felizmente, recuperaram e voltaram à vida normal. Os primeiros ficam-nos sempre na memória. Os segun-
dos, vamos continuando a encontrar a cada passo nas suas vidas quando circulamos nas ruas
das nossas terras. Um aceno de mão, um sorriso,
um aperto de mão trocados com os bombeiros
que circulam nas ABTM. Gestos em memória de
tempos passados em que os bombeiros foram um
dos seus maiores suportes de apoio quando foram transportados por eles para o tratamento, o
exame e outros cuidados médicos. Esses gestos
testemunham bem a relação de gratidão, de simpatia, de proximidade, de apoio, de aconchego
humano, que os doentes foram sentindo dos
bombeiros nos momentos de fragilidade vividos.
Histórias de dezenas de milhares de doentes que
durante anos temos transportado. Doentes a
quem satisfazemos, garantimos aquilo que o Estado lhes prometeu. Aquilo que o Estado nos pediu, quase exigiu e depois paulatinamente foi retirando. E não fosse o nosso próprio esforço, o
das federações e, em particular, o da Liga, nem
saberíamos onde teríamos chegado.
Com as ABTM, sublinhe-se também, fomos os
verdadeiros suportes da democratização do nascente Serviço Nacional de Saúde. Não fosse o
nosso empenho e o nosso esforço, também financeiro, e nenhum Governo poderia ter feito chegar
aos cidadãos, na esmagadora maioria dos casos,
o acesso directo aos cuidados de saúde. Não nos
medalhem por isso. Respeitem-nos apenas. E há
muita forma de o fazer e demonstrar.
Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia
COLARES
N
um destes dias, o pequeno Diogo Alexandre, de apenas sete anos de idade, comoveu os Voluntários
Lisbonenses com um pedido simples, infantil, talvez
por isso mesmo tocante.
O pequenote diz na sua missiva que o “que mais
gosta é de brincar com carrinhos de bombeiros”,
revela ainda que acalenta o sonho de ingressar
nos voluntários da sua terra, Vila Praia de Âncora, tal como seu o fez até ao dia em que um acidente lhe roubou a oportunidade de “ir para os fogos, quando a sirene tocava”.
Gosta de “brincar aos bombeiros” e de imaginar o dia em também ele irá salvar vidas, mas
até lá tem uma missão muito importante: continuar a coleção de “coisas de bombeiros” iniciada
há anos pelo seu progenitor, mas que agora lhe foi
confiada.
Nesse sentido, o decidido Diogo contactou
os Lisbonenses para que o ajudassem a enriquecer este seu tesouro. O pedido emocionou a
associação, que de mobilizou para brevemente
surpreender o colecionador de palmo e meio com
algumas ofertas, conforme nos disse o comandante França de Sousa, muito sensibilizado com a
história de Diogo.
O menino explica no e-mail endereçado para associação lisboeta que qualquer contacto deve ser feito para a mãe pois ele “ainda é muito pequeno” para
receber correspondência, um argumento materno, ou
uma “teimosia, que o pequeno não entende porque conforme alega “os bombeiros não fazem mal a ninguém”.
Termina a mensagem pedindo aos bombeiros que o
ajudem “como ajudam as pessoas que estão doentes”.
Obrigada Diogo Alexandre pela ternura, mas sobretudo
pelo afeto e admiração que dedicas aos soldados da
paz, que certamente não vão ignorar o teu pedido.
Esperamos que, dentro em breve, a tua coleção
esteja bem maior!
Sofia Ribeiro
Associação perde 2.º comandante
o passado dia 5 de abril,
após doença prolongada, faleceu o 2.º comandante da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Colares,
José Alberto Cruz Rodrigues.
Esta foi mais uma enorme
perda para esta centenária associação, que nos últimos tempos tem assistido à partida elementos de grande relevo, alguns prematuramente ceifados
no auge da vida, com muito caminho ainda por percorrer ao
serviço da associação e da causa dos bombeiros portugueses.
Bombeiro Voluntário desde
1977, José Alberto dedicou
mais de metade da sua existência à causa da solidariedade, do
socorro e da ajuda aos outros,
numa carreira de voluntariado
exemplar, que deixou marcas
profundas em muitos jovens
bombeiros a quem mostrou caminhos.
Mesmo debilitado pela doença o 2.º comandante fez questão de desempenhar as suas
tarefas até ao fim, e de contribuir para benfeitorias no quartel que não chegou a ver concluídas, mas que permanecerão
na memória dos seus pares
como testemunhos vivos da sua
presença e da sua capacidade
de sonhar.
No momento da despedida,
marcaram presença representantes de associações de bombeiros, muitos amigos e todos
os elementos do corpo ativo e
da fanfarra dos Voluntários de
Colares, para prestarem as
honras devidas a um soldado da
paz que ao desaparecer deixou
a todos mais pobres.
Em comunicado, direção e o
comando dos Voluntários de
Colares agradecem “a todas as
associações que demonstraram
a sua solidariedade acompanhando e participando das cerimónias fúnebres, nesta ocasião
de profundo pesar para a sua
instituição”.
COJA
F
N
O pedido do Diogo
Até sempre Edmundo
aleceu no dia 8 de abril Edmundo Duarte Semide de 33
anos e bombeiro de 2.ª nos
Bombeiros de Coja.
O bombeiro ingressou no Voluntários de Coja em maio de
2003 como aspirante, tendo
sido promovido a bombeiro de
3.ª em 2005. No seu percurso
operacional registam-se a frequência de cursos específicos
na área de combate a incêndios
florestais e ainda urbanos e industriais, a sua vontade de progredir e estar mais bem prepa-
rado para servir o próximo levou-se a promoção à categoria
de bombeiro de 2.ª em maio do
ano passado. O exemplar serviço e disponibilidade para as
missões que lhe eram confiadas
bem como no trabalho em equipa levaram a receber louvores e
uma medalha da LBP.
No dia da despedida, foram
muitos os amigos e colegas que
o recordaram como sendo um
“amigo do seu amigo, sempre
presente para ajudar”.
Sérgio Santos
N
Paragem obrigatória
ão é fácil encontrar matéria mensal para
abordar neste espaço. Hoje não tenho informação suficiente da nossa Confederação, que me
permita comentar sobre a actualidade dos Bombeiros de Portugal, sem correr o risco de entrar
na via da especulação ou de parecer um dos muitos comentadores que andam por aí a falar de
tudo e de nada.
Escrevo neste jornal há 20 anos, há tantos
quantos intervenho na Liga dos Bombeiros Portugueses. Tenho por isso uma relação afectiva com
este importante veículo de comunicação dos (e
para) Bombeiros. Tenho um grande respeito pelo
trabalho que o Director deste jornal e a sua equipa realizam, dignificando deste modo este jornal
e a instituição que o criou há mais de 30 anos.
Porém sinto que chegou o momento de interromper esta presença mensal, porque faltam-me
dados para uma reflexão actual e útil, quanto à
realidade dos bombeiros portugueses.
Penso que está adiada uma reflexão profunda
sobre as nossas estruturas, sobre os caminhos
que deverão trilhar na construção do futuro. Continuamos excessivamente agarrados aos mesmos
objectivos, às mesmas preocupações e problemas. Falta-nos audácia, inovação e argúcia. Sobra-nos medo do que é novo, medo do debate,
medo do contraditório.
Neste momento parece-me essencial que nos
questionemos: que associações, que Liga e que
Bombeiros queremos?
No meu ponto de vista este é o mais importante objectivo sobre o qual todos os dirigentes e
elementos de comando dos Bombeiros de Portugal se devem concentrar, em especial o Conselho
Executivo da LBP.
Vivemos um momento no país e no mundo
onde muitas das verdades que tínhamos como
adquiridas são questionáveis. Resta-nos as convicções, que não devem ser confundidas com cegueira corporativa, tantas vezes reveladora da
falta de solidez das alegadas convicções.
O tempo em que vivemos é feito de novos desafios e novos constrangimentos, que exigem
abertura de espirito, disponibilidade e capacidade
de aprendizagem.
Por todas estas razões sinto necessidade de fazer uma pausa neste Teatro de Operações, uma
vez que jamais me resignarei a fazer deste espaço um repositório de banalidades, de retóricas
sem consequência e sem sentido.
Escrever num jornal como o Bombeiros de Portugal é uma grande responsabilidade. Daí entender que chegou a hora duma paragem obrigatória.
Assim resta-me, caros leitores, dizer-vos… até
um dia destes!
Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia
3
ABRIL 2013
Uma etapa ganha, outra para ganhar
E
sgrimimos argumentos que acabaram por ter ganho de causa.
Falo da isenção do IRS para os elementos assalariados das nossas associações que participam no Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) na qualidade de voluntários. Era uma questão que se
arrastava e para a qual lutámos por
uma solução adequada, agora finalmente alcançada.
No processo negocial que conduziu
ao desfecho positivo não fizemos o
alarde que, porventura, muitos desejariam. Preferimos ir por outros caminhos, chamando a atenção a quem
de direito, sensibilizando de forma
incisiva e urbana, batendo sucessivamente às portas, vencendo etapas e
ganhando também aderentes e
apoiantes para a nossa causa. E,
como a realidade testemunha, essa
estratégia surtiu efeito.
E seria também profundamente in-
justo se não reconhecêssemos nesse
processo o empenhamento institucional e pessoal do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e
do seu secretário de Estado, Filipe
Lobo d´Ávila.
Das novas disposições do DECIF
para este ano e respetivas compensações pecuniárias para as associações e para os bombeiros envolvidos
podemos concluir que, podendo não
ser a solução ideal, constitui sem dúvida, com o apoio dos mesmos dirigentes atrás referidos, um clarão de
luz ao fundo do túnel, um claro avanço num caminho que se percorre, e
ganha, caminhando.
Resultados que assumem maior
expressão tendo em conta a crise e
austeridade a que estamos sujeitos e
que tem levado outros ministérios a
reduzir despesas, como as associações e corpo de bombeiros bem sabem e têm sofrido.
Vencida esta etapa com um saldo
positivo, tendo em conta as contingências e estrangulamentos conhecidos, importa agora partir para outra
etapa que, aliás entronca na anterior.
Refiro-me de novo ao modelo de financiamento das associações.
Defendemos a urgência e a importância de alcançar esse novo modelo
com a mesma convicção, determinação e razoabilidade postas noutras
negociações.
Estamos plenamente conscientes
das limitações impostas ao Governo
pela conjuntura que vivemos e pelo
próprio processo de resgate liderado
pela troika.
Daí que na nossa fundamentação
para o novo modelo não deixemos de
ter em conta todos esses aspetos.
Porém, não nos inibindo nem condicionando da defesa dos princípios
que devem pontificar nesse modelo
de financiamento. Independente-
mente do montante de verbas a atribuir importa também defender a lógica que as determina com o rigor e
a transparência que defendemos.
Todos sabemos por experiência
que o Programa Permanente de Cooperação (PPC) em vigor está esgotado. Nasceu com caráter provisório e
já passou tempo a mais depois disso.
O PPC teve o mérito de, pelo menos,
ter agregado subsídios e apoios dispersos cujos montantes e justificação sempre nos suscitaram sérias
dúvidas e disso fomos dando conhecimento a quem de direito. Começando, por exemplo, pelo nunca explicado cálculo do subsídio relativo
aos combustíveis.
No final de 2012 os valores do PPC
sofreram um reforço, defendida pela
LBP com o objetivo de reduzir o impacto negativo que o programa teve
nas associações de bombeiros ao
longo dos últimos anos. Os dados
das Associações considerados pela
ANPC para o PPC nunca foram atualizados traduzindo-se na generalidade
em profundas distorções da realidade.
Queremos dar o repouso eterno ao
PPC e prosseguir as negociações
para o novo modelo de financiamento. É por isso que as nossas associações clamam e essa é a nossa vontade e determinação.
E, estamos em crer, haver vontade
da parte dos responsáveis do MAI
para que lá cheguemos em conjunto
e rapidamente. Já deram provas disso, como referi no início deste apontamento. Esperamos, com igual expectativa, que não consigamos atingir os objetivos a que nos propomos,
convencidos que estamos de que a
meta não está assim tão longe, não
faltando a energia, e mantendo a
‘pedalada’, não duvido que ganharemos mais esta etapa.
4
ABRIL 2013
FUNCIONÁRIOS DA ENB OBRIGADOS A PAGAR RETROATIVOS
ANPC faz derradeiro apelo
às finanças
Perplexo e incomodado o presidente da
Escola Nacional de Bombeiros (ENB) diz
que foi confrontado com a determinação
das finanças já no limite.
Na sequência de uma inspeção, o ministério
de Vítor Gaspar comunicou à ANPC e à ENB
que os cerca de 600 funcionários da escola
em serviço na ANPC terão de repor os
valores dos cortes que atingem a função
pública e aos quais estes funcionários
foram poupados até ao final do ano
passado. Os trabalhadores não aceitam
qualquer plano de pagamentos e admitem
recorrer aos tribunais. A ANPC fez uma
última tentativa junto das finanças com
vista ao perdão da dívida.
Texto: Patrícia Cerdeira
A
notícia apanhou quase todos de surpresa. No gabinete do ministro da Administração Interna a indignação
é muita e as fontes por nós contadas encontram apenas uma
explicação para todo este caso.
“A anterior direção não cumpriu
as ordens dadas”, porque a tutela “ordenou desde sempre
que fossem aplicadas as normas da Lei do Orçamento de
Estado referentes a 2011 e
2012” a todos, incluindo aos
funcionários que têm vínculo laboral com ENB apesar de prestarem serviço na ANPC.
Este vínculo que vários juristas dizem ser “ilegal”, há muito
que foi denunciado pela Liga
dos Bombeiros Portugueses.
Confrontado com esta notícia,
Jaime Marta Soares diz que o
que se está a passar só confirma que tinha razão quando diz
que a Escola Nacional de Bombeiros não pode servir de “barriga de aluguer” aos funcionários da proteção civil.
“E agora como vão resolver
isto? Espero que não sejam os
trabalhadores a pagar por um
erro que há muito devia ter sido
corrigido”, sublinha o presidente da LBP em declarações ao
nosso jornal lembrando que há
muito que pediu ao ministro Miguel Macedo para que acabe
com este “embuste”.
A situação foi despoletada no
final do ano passado, altura em
que a direção liderada por Arnaldo Cruz foi obrigada a fazer
cumprir a lei por parte da Direção Geral do Orçamento. Fontes
ligadas ao processo garantem
que o dossiê esteve “arrumado
na gaveta” durante vários meses e que só foi retomado “pouco antes” da anterior direção
ser substituída.
A batata quente está agora
nas mãos no atual presidente
da ANPC que “tudo tem feito”
para evitar que os funcionários
sejam obrigados a pagar o valor
referente aos cortes aplicados à
função pública e relativos aos
anos de 2011 e 2012. Este ano
a situação já não se coloca pois
desde janeiro que os cerca de
600 funcionários da ENB que
prestam serviço na Autoridade
estão já a receber o salário com
base na Lei do Orçamento, ou
seja com os cortes que o Governo decretou para a função pública, incluindo subsídios de férias e natal.
Ao que apuramos, a ANPC
iniciou muito recentemente, e
com a concordância da tutela,
uma derradeira tentativa de obter do Ministério das Finanças
uma autorização para que estes
montantes (ou parte deles) pudessem não ser repostos, atenta a distância temporal entre o
“abono indevido” destas importâncias e a “notificação de reposição”. Até ao momento não se
conhece uma resposta do Ministério das Finanças a esta última iniciativa da Autoridade
Nacional de Proteção Civil.
Trabalhadores da Escola já
se começaram a mexer
Operadores, pessoal administrativo, elementos da Força
Especial de Bombeiros. São vários os funcionários que em
2009 assinaram contrato com a
Escola Nacional de Bombeiros e
qua ainda assim prestam serviço na Autoridade Nacional de
Proteção Civil. Deste universo,
apenas o contrato celebrado
com os elementos da FEB é claro quanto ao local onde deverão
prestar serviço – na ANPC.
Esta foi, recordo, a solução
encontrada pela anterior direção da Autoridade que não tinha na altura autorização para
fazer integrar mais funcionários
no seu quadro de pessoal. Não
podendo dispensá-los e porque
se trata na sua grande maioria
de um universo decisivo para a
resposta operacional da ANPC,
a Autoridade acabou por se socorrer da ENB para garantir a
operacionalidade destes elementos. O modelo contou com
a chancela da tutela e do próprio presidente da ENB que,
apesar dos alertas feitos quanto
a esta solução de “caráter duvidoso” acabou por aceitar o ‘negócio’.
Numa informação interna assinada por José Augusto Carvalho, com data de 24 de janeiro,
o presidente da escola faz saber
que o “Departamento de Recursos Humanos da ENB está a
proceder ao apuramento dos
valores remuneratórios e de
ajudas de custo, pagos nos
anos de 2011 e 2012, para efeitos de acertos a realizar”.
Nesta mesma informação, a
que o ‘BP’ teve acesso, a direção da escola esclarece no ponto dois “Em 2011, a ANPC entendeu não aplicar tais normativos aos trabalhadores da ENB,
cuja relação jurídico laboral é
de direito privado, que se encontram aos serviço ao abrigo
de um protocolo”. Contudo, lê-se no ponto três que a Inspeção Geral de Finanças realizou
uma auditoria à ANPC e na sequência da mesma determina:
“Ao nível das remunerações dos
trabalhadores da ANPC com
vínculo à ENB, providencie o integral cumprimento da redução
remuneratória prevista no artigo 19º da Lei do OE/2011”.
Ainda segundo a informação,
o tema foi levado ao gabinete
do secretário de Estado da Administração Interna e do Orçamento, que por despacho decidiram que: “A ANPC deve efetuar as reduções e acertos, conforme o relatório da IGF, no
mais breve prazo, devendo submeter o calendário definitivo
para cumprimento dessas ações
(…)”.
Confrontados com tudo isto,
os funcionários em causa dizem-se alvo de um “ajuste de
contas” e que o contrato com a
ENB tem de ser entendido como
um vínculo a uma entidade privada, como é o caso da ENB.
“Estamos a aguardar a posição final das finanças e caso nos
obriguem a repor dinheiro iremos para tribunal. Há já vários
funcionários em contacto com
os seus advogados”, referiu ao
‘BP’ um dos lesados neste processo e que pede anonimato.
ENB invoca estatuto e
critica anterior direção
A Escola Nacional de Bombeiros é uma entidade privada sem
fins lucrativos e pessoa coletiva
de utilidade pública, tendo
como associados a ANPC – Autoridade Nacional de Proteção
Civil e a LBP - Liga dos Bombeiros Portugueses.
É com base nestes estatutos
que José Augusto Carvalho
questiona a leitura feita pelo
Ministério das Finanças.
Em declarações ao ‘BP’, o
presidente diz que não é clara a
leitura da direção geral do Orçamento, ideia consubstanciado
por um parecer jurídico pedido
pela Escola por causa deste
caso. Para além da leitura diferente que faz à análise das finanças, José Augusto Carvalho
tece ainda duras criticas à direção liderada por Arnaldo Cruz:
“Só soubemos o que estava a
acontecer no final do ano passado. Nunca nada nos foi dito,
nem tão pouco soubemos da
inspeção das finanças. Fui chamado a Carnaxide e confrontado com toda esta inevitabilidade”, conta José Augusto Carvalho que acrescenta ter tido por
parte de Arnaldo Cruz e Gamito
Carrilho a garantia de que tudo
tinha sido feito para evitar esta
situação.
O Presidente acrescenta por
isso:
“Espero que os arquivos da
ANPC possam guardar os documentos que provem que tudo
foi feito em tempo útil”
Ao que apurámos não está
excluído um processo judicial
para apurar responsabilidades
em todo este caso.
5
ABRIL 2013
CONSELHO NACIONAL DA LBP
Setor pede maior intervenção da Escola
Reunido no Barreiro, no passado dia 23 de março, o Conselho
Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) aprovou por
maioria o relatório e contas referentes a 2012 perante alguns
pedidos de explicações e correspondentes esclarecimentos por
parte do presidente da Confederação. O tema da formação foi,
mais uma vez, o que suscitou maior debate com os conselheiros a
alertaram para a necessidade de uma “nova política” formativa,
isto numa altura em que a escola elege os novos órgãos sociais.
Texto: Patrícia Cerdeira
Fotos: Marques Valentim
E
ste foi um Conselho Nacional um pouco diferente. A
reunião, que contou com o
apoio da Câmara Municipal do
Barreiro e colaboração da Federação de Bombeiros do Distrito
de Setúbal, decorreu nas instalações do museu industrial e
centro de documentação criado
pela Quimiparque, atual Baía do
Tejo, SA. O conjunto museológico, onde se enquadra também um núcleo dedicado ao antigo corpo de bombeiros privativo da CUF, é o registo histórico
de um dos mais importantes
complexos industriais europeus
do século XX. O museu acolhe
um conjunto alargado e diversificado de equipamentos industriais de diferentes épocas e um
acervo documental e iconográfico igualmente importante. O
museu onde decorreu a ‘céu
aberto’ a reunião de trabalho
está instalado na antiga central
a diesel datada de 1935 e recuperada a partir de 1999.
A Sessão de Abertura foi antecedida pela apresentação da
Formatura do Corpo de Bombeiros do Sul e Sueste à Comandante Operacional Distrital, Patrícia Gaspar, ao Presidente da
Mesa dos Congressos e ao Presidente do Conselho Executivo
da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira e Comandante Jaime Marta Soares,
respetivamente, e ao Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho.
Nesta reunião do Conselho
Nacional, que decorreu pela primeira vez na cidade do Barreiro, foram abordados todos os
temas que marcam a vida diária
das associações e corpos de
bombeiros, entre os quais a revisão do Regulamento do Transporte de Doentes, o Programa
Permanente de Cooperação
(PPC) – do qual decorre o apoio
financeiro concedido pela Autoridade Nacional de Proteção Civil às Associações Humanitárias
de Bombeiros –, a diretiva financeira a aplicar ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) e a
formação dos bombeiros.
Sobre as mais recentes decisões da tutela, relativas aos aumentos constantes na Circular
Financeira 2013, Jaime Marta
Soares sublinhou como “bastante positivo” o esforço financeiro do Governo numa altura
de forte contenção orçamental.
Sobre este tema, foram vários
os conselheiros que sublinharam como bastante positivo o
“esforço de negociação levado a
cabo pela LBP” e na resposta
Jaime Marta Soares confirmou
que este reforço de verbas só
poderá ser explicado por uma
“saudável relação” entre a Liga
e a tutela.
Menos unânime é o atual estado da formação dos bombeiros. Foram várias as vozes que
se erguerem contra o trabalho
realizado na ENB durante os últimos anos. As federações de
bombeiros mostraram-se bastantes críticas face ao papel da
Escola Nacional de Bombeiros
(ENB) com entidade formativa
do setor, apelando à Liga para
que mantenha a postura “critica” e “construtiva” no sentido
de devolver a escola aos bombeiros.
Na resposta, o presidente do
Conselho Executivo disse estar
convicto que com a eleição da
futura direção “se abre um novo
ciclo no futuro” da instituição.
Já sobre as negociações com
o INEM, José Ferreira, membro
do Conselho Executivo da LBP,
fez saber que estão em fase
adiantada as negociações com
vista à conclusão do novo Regulamento de Transporte de
Doentes, bem como, as novas
regras para a Formação de Tripulantes de Transporte de
Doentes.
6
ABRIL 2013
Um jornal a conhecer
Pesquisa/Texto: Luís Miguel Baptista – Fotos: Arquivo LBP/NHPM
T
rês efemérides balizam a
abordagem histórica da presente edição: 7 de Abril, Dia
Nacional do Jornalista; 13 de
Abril, Dia Mundial da Imprensa;
e 26 de Abril, Dia Mundial da
Propriedade Intelectual.
Diz-se, e bem, que “ler jornais é saber mais. E, no contexto da história, em matéria de
investigação, não há dúvida de
que eles são indispensáveis auxiliares no aprofundamento do
conhecimento.
Entre os periódicos existentes e disponíveis para consulta,
à guarda do Núcleo de História
e Património da Liga dos Bombeiros Portugueses, destacamos, nesta oportunidade, o
mensário “O Bombeiro de Portugal”, exactamente pelo facto
de nos parecer desconhecido e/
ou pouco divulgado.
À semelhança de “O Bombeiro Portuguez” e do “Jornal dos
Bombeiros”, tratou-se de uma
publicação resultante da iniciativa particular, tendo como responsáveis máximos figuras
proeminentes ligadas às estruturas dos bombeiros: Joaquim
do Nascimento Gourinho, administrador-proprietário (comandante dos Bombeiros Voluntários do Estoril e presidente da
Liga dos Bombeiros Portugueses); António de Moura e Silva,
director (presidente dos Bombeiros Voluntários de Almada);
e Joaquim Mário Garcia Cunha,
editor (comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra).
Com redacção a administra-
tar, parece-nos, pois, na análise
efectuada a edições distintas,
que “O Bombeiro de Portugal”
constituiu, de certo modo, o
jornal oficioso da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), complementando, nuns casos, e aligeirando, noutros, o formato
discursivo dos conteúdos publicados no Boletim da Confederação e, talvez, abrangendo um
maior número de leitores.
Linha editorial
ção fixadas na Praça do Município, n.º 19 – 4.º, em Lisboa, e
composto e impresso na Sintra
– Gráfica, de António Medina
Júnior, “O Bombeiro de Portugal” teve vida efémera.
Publicado pela primeira vez
em Maio de 1951, apresentou-se aos leitores com o propósito
de “criar um elo, sólido e firme”.
Aliás, outras motivações, inscritas numa coluna intitulada “A
que vimos”, sugerem-nos que o
aparecimento do referido periódico teve um objectivo estraté-
gico, designadamente, concorrer para a regeneração de uma
certa ordem no sector. Destacam-se, a este respeito, por
exemplo, as expressões: “exaltar aqueles que desinteressadamente trabalham pelo prestígio
da Causa e mostrar aos outros,
que procedem de maneira diferente, qual o caminho a seguir”
e “sanear e congraçar a família
dos Bombeiros, que tem de ser
una e indestrutível”.
Em razão de tais palavras,
reveladoras de algum mau es-
Estruturalmente bem concebido, o mensário em apreço
obedecia a uma linha de orientação doutrinária, consubstanciada na homenagem a Guilherme Gomes Fernandes, de resto,
considerado no grafismo adoptado como cabeçalho, da autoria do prestigiado ilustrador
Narciso Morais, do “Diário de
Notícias”.
“Homenageando-o
assim,
tão singelamente, queremos
somente que todos os que militam no voluntariado o tomem
como modelo, e em todas as
circunstâncias possam elevar
tão alto o nome de Portugal
como o levantou Guilherme Gomes Fernandes, verdadeiro
símbolo do Bombeiro de Portugal”, refere uma nota introdutória.
Composto por apenas quatro
páginas, dava notícia de aspectos da vida das associações e
dos corpos de bombeiros, ocupando-se de sobremaneira com
a componente técnica, tanto de
origem nacional como estrangeira, uma vez também preocupado em dar o seu contributo
para a elevação do nível de actuação e uniformização do serviço de incêndios.
A opinião, não menos contemplada ao nível da reserva de
espaço editorial, viu-se reflectida, a dado momento, por incentivo do próprio jornal, no concurso de interessantes pontos
de vista sobre a necessidade de
se ver introduzida uma nova
mentalidade na constituição e
actuação dos elencos de dirigentes associativos. Pretendia-se, assim, combater a hostilização dos comandos, as vaidades pessoais e os atritos nocivos à vida da interna das
associações, considerados males daquele tempo.
“Tem pois de haver o maior
cuidado na selecção dos directores administrativos, para que,
ocupando cada um o seu lugar e
cumprindo a sua missão, possam engrandecer a sua Corporação”, alvitrava, em Junho de
1951, “O Bombeiro de Portugal”.
Tanto quanto possível interventivo, “pelo Império e pela
Causa”, conforme destacado no
cabeçalho, não será de estranhar, portanto, e ainda, a atenção dispensada à entidade do
Estado que então tutelava os
corpos de bombeiros: o Conselho Nacional do Serviço de Incêndios, colocando em evidência a sua obra e rendendo as
devidas homenagens aos seus
responsáveis.
REVIVER MAIS
A
Associação dos Operacionais e Dirigentes dos Bombeiros Portugueses – Reviver
Mais vai passar a dispor de uma
delegação em São João da Madeira, no quartel-sede dos
Bombeiros Voluntários locais,
facultada inteiramente ao apoio
e convívio dos associados do
distrito de Aveiro.
O facto foi dado a conhecer
durante os trabalhos da assembleia geral ordinária reunida no
passado dia 23 de Março, em
Primeira delegação em São João da Madeira
Fátima, que aprovou, por unanimidade e aclamação, o Relatório e Contas e Parecer do
Conselho Fiscal do ano transato.
A iniciativa resulta do entusiasmo e da dedicação do atual
e do anterior delegado distrital,
respetivamente comandante do
Quadro de Honra, José Manuel
Ribeiro, e dirigente Normando
Oliveira, e do acolhimento e
disponibilidade da direção da
Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de São
da Madeira, presidida por Carlos Coelho, ele próprio também
sócio da Reviver Mais.
Trata-se, pois, do primeiro
espaço físico do género no país,
suscetível de ser considerado
como Delegação Distrital daquela Instituição Particular de
Solidariedade Social.
A assinatura do protocolo de
cooperação entre as direções
de ambas as associações está
prevista para o próximo dia 4
de Maio, no âmbito das solenidades do 85.º aniversário da
fundação dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira.
Entretanto, a assembleia geral da Reviver Mais aprovou ainda, por unanimidade e aclamação, conferir o título de sócio
honorário à Associação de Bombeiros Ultramarinos, cujo diploma foi entregue na ocasião ao
seu presidente, comandante do
Quadro de Honra, Manuel Correia.
Nos mais diversos domínios,
estamos na presença de um
jornal surpreendente. Sem fins
comerciais, era distribuído gratuitamente por todos os quartéis. E, mesmo podendo ser enviado, a título de assinatura,
não havia preço fixado, pelo
que qualquer contribuição dependia da exclusiva iniciativa do
eventual assinante. Mais: caso
algum saldo fosse apurado nas
suas contas, reverteria sempre
a favor da Caixa de Auxílio da
LBP.
Quis o destino que o primeiro
número tivesse noticiado a
morte do Presidente da República, marechal Óscar Carmona.
O Chefe de Estado que, por
ocasião do Congresso Nacional
de Bombeiros Portugueses,
reunido no Estoril, entre 16 e
18 de Agosto 1931, de onde resultou a fundação da Confederação de Associações e Corporações de Bombeiros, impediu
ser levada por diante a ideia da
militarização dos bombeiros em
Portugal, entendendo que tal
alteração retirar-lhes-ia todas
as suas características ideológicas. No fundo, a identidade institucional com o cunho de Guilherme Gomes Fernandes, da
qual, durante a sua curta existência, “O Bombeiro de Portugal” foi pródigo em termos de
afirmação.
Artigo escrito de acordo
com a antiga ortografia
Site do NHPM da LBP:
www.lbpmemoria.wix.com/
nucleomuseologico
8
A
ABRIL 2013
CANTANHEDE
CRUZ VERDE
Associação aumenta
participação cívica
Dia Mundial da Saúde
contou com os bombeiros
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede (AHBVC) tem um património centenário de voluntariado
de todas as suas bombeiras, bombeiros e dirigentes que sempre
souberam servir com eficiência a população do concelho de Cantanhede.
Com a sua longa experiência de voluntariado, esta Associação
Humanitária, na qualidade de entidade recetora do Banco de Voluntariado do Município de Cantanhede, passou a contar a partir de
13 de abril com a colaboração de mais quatro novos voluntários.
Na assinatura dos protocolos com os novos “bombeiros sem farda”, estiveram presentes diversos elementos da Direção, o presidente da assembleia geral dos BVC, o comandante da corporação,
bombeiros ligados ao gabinete da saúde e aos cursos de socorrismo administrados pela AHBVC e o vereador com o pelouro da Ação
Social do Município de Cantanhede.
Os novos voluntários são, Gisela Patrícia Curioso Cardoso, com o
serviço de assistência e ação social, Filipa Anjos de Araújo, como
psicóloga clínica, António Paulo Costa Saraiva, com serviços de psicologia e formação e João Augusto Jorge Mendes, médico de medicina do trabalho, medicina geral e familiar, avaliação do dano corporal, peritagem em segurança social.
Segundo sublinha a direção dos Bombeiros de Cantanhede,
“para além das qualidades pessoais e aptidões profissionais, estes
voluntários são uma expressão de cidadania ativa e de intervenção
cívica, ao colocarem-se ao serviço desta Associação Humanitária”.
A colaboração dos novos voluntários proporciona o desenvolvimento de novos serviços prestados pelo Gabinete da Saúde aos
bombeiros, à população e às empresas, criado na Associação Humanitária há cerca de dois anos com a preciosa colaboração dos
médicos Jorge Martins, Fernando Santos e coordenação do membro da Direção Jorge Balteiro.
Após o ato das assinaturas, o presidente da Direção, Rogério
Marques, referiu que “a participação social de cidadãos ou “bombeiros
sem farda”, em torno de causas comuns, solidárias e integradoras, contribui para uma crescente abertura da Associação à sociedade civil e promove o seu desenvolvimento com vista à melhoria
dos serviços prestados”. Rogério Marques fez ainda votos “para que
este espírito de cooperação e esta vontade de entreajuda se alargue a mais cidadãos e empresas do concelho”. O comandante, Jorge de Jesus, em nome do corpo de bombeiros deu as boas vindas
e desejou um excelente trabalho aos novos colaboradores.
Ao terminar, no uso da palavra o vereador Pedro Cardoso, na
qualidade de representante do Município de Cantanhede, pelos pelouros da Ação Social, da Cultura e Educação, referiu e congratulou-se com as assinaturas dos presentes protocolos, louvando “a
atitude de disponibilidade dos novos voluntários detentores de elevadas qualificações académicas e que colocam os seus conhecimentos em prol da sociedade, em regime de voluntariado, numa
entrega à nobre causa do serviço ao próximo”.
A
Associação Humanitária de Bombeiros
Voluntários de Vila Real – Cruz Verde colaborou com a Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Trás-os-Montes e
Alto Douro na comemoração do Dia Mundial
da Saúde.
Todos os anos é destacado uma área prioritária de preocupação de saúde pública no
mundo. Este ano o tema foi a “hipertensão”.
Em Vila Real, o evento decorreu no Largo
Nossa Senhora da Conceição, durante o período da manhã, com a realização de uma
atividade de caráter lúdico (peddy paper).
De salientar que a iniciativa se desenvolveu em simultâneo em quatro países diferentes (Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal), no âmbito da rede de estudos de Investigação Participativa PEER (Education
Engagment and Evaluation Research).
Apesar de a meteorologia não ter ajuda-
do, registando-se alguma chuva a meio da
manhã, a adesão da população foi bastante
significativa. Estiveram presentes, além da
Escola Superior de Enfermagem de Vila
Real e dos Bombeiros Voluntários da Cruz
Verde, a Unidade de Saúde Pública de Vila
Real, a Unidade de Cuidados na Comunidade de Vila Real 1, a Unidade de Cuidados na
Comunidade de Mateus e o Ginásio Clube
de Vila Real, entre outros.
MALVEIRA
Promoções no quartel
A
Associação Humanitária de Bombeiros
Voluntários da Malveira promoveu alguns dos seus bombeiros, numa cerimónia
que teve lugar no passado dia 8 de abril.
Associados, familiares e amigos destes
bombeiros assistiram à sessão que deu ao
quartel dois novos subchefes e nove bombeiros de 2.ª, o que traduz o empenho des-
tes operacionais que tudo investem na progressão de carreira, valorizando assim a
vertente o seu corpo de bombeiros.
Sérgio Santos
OLIVEIRA DE AZEMÉIS
Quartel recebe oito estagiários
D
epois de dois anos de árduo trabalho, o
quartel do Voluntários de Oliveira de
Azeméis conta, agora, com oito estagiários
aptos a integrar as escalas de serviço. Terminada esta fase, os jovens devem então
receber as ambicionadas divisas de bombeiro de 3.ª, o que está previsto para meados de junho, por ocasião das comemorações do 107.º aniversário da associação.
“A preocupação com a qualidade do serviço prestado à população levou o comando, em 2010, a tomar a decisão de alargar
para dois anos a duração das escolas de
estagiários”, justificam os responsáveis
operacionais, que consideram desta forma
terem dado “um passo importante para
que, mais uma vez, o CB de Oliveira de
Azeméis, assumisse a vanguarda do processo formativo”, até porque sublinhe-se a
publicação da portaria 713/2012 de 18 de
janeiro, acabou impor regras semelhantes
para estas formações.
Registe-se que iniciaram este Curso de
Instrução Inicial de Bombeiro 14 elementos
e conseguiram chegar à etapa final oito
bravos candidatos a bombeiro. O grupo que
integra Nuno Costa, Hugo Silva, Joana Fernandes, Ruben Carvalho, Carla Silva, Sara
Azevedo, Sara Castro e Cecília Santos cumpriu de forma exemplar os vários desafios
propostos e que levaram os jovens “ao limite”. Após exigentes provas físicas, os formandos participaram num exercício de
combate a incêndios urbanos e ainda prestaram provas em cartografia, ordem unida
e numa prova oral de conhecimentos.
“De realçar que em todos os momentos
foram sujeitos a uma elevada carga de
stress, fazendo com que eles próprios superassem os seus limites”, revelam os monitores que acompanharam os jovens no
percurso formativo.
9
ABRIL 2013
TRANSPORTE DE DOENTES CONTINUA A ASFIXIAR BOMBEIROS
Ministério da Saúde continua a
restringir ao máximo as verbas
destinadas ao serviço de transporte
de doentes com drásticas reduções no
número de serviços realizados pelos
bombeiros. O plano traçado pela Troika continua em marcha e com ele o
aumenta cada vez mais o número de
associações e corpos de bombeiros
em grave situação financeira. Jaime
Marta Soares, o presidente da Liga
dos Bombeiros Portugueses (LB), voltou a sublinhar já este mês que a diminuição de serviços de transporte de
doentes não urgentes põe em causa a
“viabilidade financeira das corporações”, havendo algumas que podem
fechar e outras já a despedir pessoal.
“Esta situação é preocupante. Durante muitos anos fomos solicitados pelo
Ministério da Saúde para aumentar
recursos humanos, investir na sua
formação e para adquirir equipamentos. Transformámos as corporações
em prestação de serviços especializados e agora o ministério deixa-nos
com o ‘menino nos braços’”, afirmou
Jaime Marta Soares. De acordo com o
dirigente máximo da LBP, várias associações de bombeiros do país atravessam grandes dificuldades financeiras
devido à diminuição da requisição de
serviços de transporte de doentes não
urgentes, aquela que foi, até há cerca
de dois anos, uma das principais fontes de receitas das corporações.
“Nunca foram os bombeiros que se
foram oferecer para prestar estes serviços. Se algumas corporações se ex-
tinguirem, haverá menos oferta para
este tipo de serviços, em prejuízo dos
cidadãos e dos doentes. Se houver
encerramento de corpos de bombeiros, e pode acontecer, o único responsável é o Ministério da Saúde”, afirmou.
Entretanto, país fora a realidade financeira dos bombeiros continua a
ganhar forma com contornos bastante negativas, tanto para a sobrevivência de algumas associações, como
para a capacidade de resposta ao socorro e no distrito de Lisboa há já casos de rutura. O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa, António Carvalho, referiu recentemente que há corporações com
quebras entre os 50 e os 70 por cento
na prestação destes serviços. “As reduções são drásticas e estão a estrangular as associações. Isto implicará
redução de efetivos e temo que algumas das 56 corporações do distrito de
Lisboa possam vir a fechar portas”.
Ainda segundo António Carvalho,
algumas associações ainda não pagaram os subsídios de Natal e outras já
estão a despedir funcionários e a não
renovar contratos. “Houve corporações que fizeram empréstimos para
comprar ambulâncias específicas para
este serviço e agora vão ficar a pagar
os empréstimos sem terem rentabilização deste serviço. Algumas vão
abandonar o serviço de transporte de
doentes não urgentes”, afirmou.
Também o presidente da associação de bombeiros de Agualva-Cacém,
Foto de Arquivo
O
Liga alerta para situação preocupante
no concelho de Sintra, Luís Silva, referiu que a diminuição dos serviços de
transporte de doentes provocou um
prejuízo que rondou os 130 mil euros
em 2012. Luís Silva adiantou que será
obrigado a despedir 14 funcionários,
o que significará uma redução de 30
por cento do número de efetivos, e a
“encostar” cinco das sete ambulâncias de transporte de doentes não urgentes.
Para Joaquim Leonardo, comandante dos bombeiros de Algueirão-Mem Martins, a diminuição em 75
por cento destes serviços obrigou
esta corporação a reformular o número de efetivos, não renovando dez
contratos.
Esta corporação tem nove ambulâncias para este transporte - custaram cerca de 55 mil euros cada - mas
atualmente utiliza apenas três. Segundo o comandante, as restantes
seis ficarão “paradas”, até porque dificilmente “alguém quererá comprar
um veículo destes”.
Recorde-se que em junho de 2012,
o Ministério da Saúde evitou que as
56 corporações de bombeiros do distrito de Lisboa suspendessem o transporte de doentes não urgentes ao
aceitar rever os preços que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) pretendia pagar pelo serviço.
No entanto, e de acordo com várias
corporações de bombeiros, o ministério reduziu os encargos com este serviço ao diminuir o número de credenciais de transporte passadas a doentes.
Patrícia Cerdeira
ESPOSENDE
idas Seguras” é como se intitula o projeto que está a ser dinamizado pela empresa municipal Esposende Ambiente junto da
comunidade escolar do concelho, no âmbito do
Programa “Crescer Saudável”, promovido pelo
Município de Esposende, em parceria com várias entidades locais.
Trata-se de uma acção que engloba dois
programas direcionados para os alunos do 4.º
ano de escolaridade, nomeadamente o “Crescer em Segurança”, cuja temática envolve a
segurança infantil, e o “Trabalho Seguro, Melhor Futuro” orientado para a segurança no
trabalho.
No projecto “Crescer em Segurança”, iniciado no ano lectivo anterior, são abordadas as
questões da segurança em casa e na escola,
assim como no percurso para a escola, concretamente no que se refere à segurança rodoviá-
ria e contactos com pessoas estranhas. Sendo
a internet uma realidade no quotidiano das
crianças é abordada também esta questão,
dando-lhes a conhecer os perigos existentes
online e ajudando-as a usar a tecnologia de
forma positiva e responsável, transmitindo-lhes limites e dando-lhes orientação.
O programa “Trabalho Seguro, Melhor Futuro”, que arrancou no presente ano lectivo, visa
sensibilizar a comunidade escolar para a importância de uma cultura de prevenção ao nível
da segurança no trabalho. Pretende-se sensibilizar, motivar e preparar as crianças para os
princípios da prevenção de acidentes de trabalho e doenças profissionais, tentando consolidar a abordagem das regras básicas de segurança e saúde no trabalho na esfera familiar.
Estas acções envolvem a participação de
mais de quatro centenas de alunos.
Foto: CMEsposende
“V
Município de aposta na prevenção para garantir “Vidas Seguras”
BARREIRO
A
Associação
Humanitária
dos Bombeiros do Sul e
Sueste (Barreiro), acolheu no
quartel sede, no passado dia 2
de abril, a reunião de apresentação oficial do novo Comandante Operacional Nacional
(CONAC), José Manuel Moura,
com os Comandantes dos Corpos de Bombeiros do distrito de
Setúbal.
Este encontro enquadrou-se
no âmbito das deslocações oficiais do novo CONAC a todos os
distritos, tendo sido precedido
por uma reunião do Centro de
Sul e Sueste recebe CONAC
Coordenação Operacional Distrital (CCOD) e visitas ao Parque Natural da Serra da Arrábida e à Base da Força Especial
de Bombeiros (FEB), em Canha.
Na ocasião, o CONAC, acompanhado pela Comandante
Operacional Distrital (CODIS),
Patrícia Gaspar, do 2.º CODIS,
Rui Costa, e do Adjunto de
Operações Distrital (ADOD),
Marcelo Lima, teve ainda oportunidade de fazer uma breve
visita ao quartel dos Bombeiros
do Sul e Sueste, tendo sido e
recebido por uma formatura
composta por 50 bombeiros,
comandada pelo adjunto Bruno
Loureiro.
O comandante Acácio Coelho, o 2º comandante Caetano
Beja, bem assim como o presi-
dente da direção, Eduardo Correia deram a conhecer as valências humanas e materiais do
Corpo de Bombeiros, perspetivando o futuro em termos de
curto, médio e longo prazo.
10
ABRIL 2013
FÁTIMA
Novo quartel é sonho concretizável
A completar uma década de existência, a
Associação Humanitária dos Bombeiros
Voluntários de Fátima abriu as portas do
quartel ao jornal Bombeiros de Portugal,
mostrou o presente e deixou desvendar
projetos para o futuro.
Direção e comando unem-se no sonho da
construção de uma nova unidade
operacional, com condições para acolher os
homens e mulheres que servem o corpo de
bombeiros, mas também para receber as
viaturas que, por agora, se encontram
aparcadas num telheiro afastado do
quartel, em terreno emprestado.
Apesar da conjuntura, pouco propícia a
avultados investimentos, os responsáveis
desta instituição acreditam que, mais que
um milagre, a determinação é essencial
para a concretização deste desígnio.
Texto: Sofia Ribeiro
Fotos: Marques Valentim
O
s Voluntários de Fátima
receberam num destes
dias o jornal Bombeiros
de Portugal quando já preparam, com afinco e brio, as comemorações do Dia do Bombeiro Português que, este ano,
terão como palco, a 26 de
maio, o concelho de Ourém e
um dos cenários fortes a cidade santuário.
A situação difícil que o Pais
atravessa dá o mote para
apresentação desta instituição,
onde a emigração também já
colocou efetivos no quadro de
reserva, uma situação que
preocupa o comandante Gaspar Reis também sensibilizado
com as questões de desemprego que começam a boicotar vidas de muitos dos seus operacionais. Ainda assim, garante
que conta com um grupo coeso
e empenhado, “gente muito
boa e trabalhadora”, não muitos elementos mas, por agora,
os necessários para assegurar
o socorro aos habitantes de
Fátima mas, também, aos milhares de visitantes que, durante todo o ano, visitam a cidade.
Nesta ótica, o presidente da
direção, Alberto Caveiro, denuncia os perigos associados
ao que designa de “selva de
pedra”, com mais de 40 unidades hoteleiras e dezenas de
outros equipamentos que acolhem muitos, muitos forasteiros.
As enormes concentrações
de pessoas, não só nas peregrinações de maio e outubro,
constituem a maior preocupação dos Bombeiros de Fátima,
sempre atentos, sempre prontos a responder a qualquer situação.
O comandante justifica um
alerta permanente com o facto
de regularmente a população
de cerca de 10 mil pessoas aumentar para 100 mil, isto sem
ter em conta ocasiões espe-
ciais em que esse número é
ainda mais elevado.
“Em maio cai aqui o Carmo e
a Trindade, temos bastante
apoio operacional. O resto do
ano, estamos por nossa conta e
risco”, diz o comandante que
revela fundados receios na
gestão de multidões em caso
de catástrofe, ou de um qualquer acontecimento que possa
ser gerador de pânico.
Gaspar Reis declara que são
muitas ocorrências verificadas
nas grandes enchentes, normalmente associadas a indisposições momentâneas provocadas por falta de alimentação
ou toma de medicamentos, ou
ainda pelo cansaço de quem
caminhou durante dias. O responsável operacional, bombeiro há quase 25 anos, garante
que, a realidade de hoje, nada
tem a ver com o passado quando os peregrinos chegavam ao
santuário muito debilitados.
Atualmente, refere, tudo é
acautelado. A maioria dos grupos são acompanhados por
médicos ou enfermeiros, respeitam as horas de descanso e
alimentam-se
devidamente,
por isso chegam a Fátima cansados, mas ainda com energia,
devidamente preparados, para
cumprir a última etapa de uma
jornada de fé, participando nas
cerimónias religiosas.
Numa outra vertente, o corpo ativo composto por 57 elementos dá, ainda, especial
atenção à Serra de Aire e Can-
deeiros, “ciclicamente” fustigada pelo fogo, cada vez mais
fora dos designados períodos
críticos, por isso sem o apoio
dos muitos meios disponibilizados pelo Dispositivo Especial de
Combate a Incêndios Florestais
(DECIF).
“Estamos bem apetrechados, temos boas ambulâncias,
mas preocupa-nos o facto de
não termos uma autoescada
mais moderna, mais apropriada à exigências do território
que servimos, que nos permita
dar uma resposta mais eficaz”,
confidencia o presidente Alberto Caveiro, atento às necessidades do corpo de bombeiros,
mas reconhecendo que, por
agora, esse é uma investimento adiado, numa instituição
que “vive ao cêntimo” e que
nos tempos que correm não
pode contar sequer com o
apoio da autarquia que, tal
como as congéneres de todo
os Pais, “está presa à Lei dos
Compromissos”.
Não obstante a grande atividade operacional, muito marcada pela emergência pré-hospitalar, a associação lamenta
não poder dar melhores condições aos seus bombeiros, talvez por isso o grande projeto
da direção dos Voluntários de
Fátima seja a construção de
um novo quartel.
“Não temos um quartel em
condições, essa é verdade”,
declara o dirigente.
O terreno está escolhido e o
processo “bem encaminhado”,
garante, mostrando-se esperançado que, ainda este ano,
seja possível avançar com a
obra, com o apoio da Câmara
Municipal de Ourém e beneficiada por fundos comunitários.
Enquanto o sonho não se
concretiza, há sempre quem
não hesite, mesmo sem grandes atrativos, em servir o lema
“vida por vida”. O comandante
fala aos jornalistas, com particular satisfação, das últimas
duas escolas de estagiários
que garantiram um reforço de
10 bombeiros, um número animador tendo em conta a reconhecida e propalada crise de
voluntariado, que permite à
associação com mais jovens no
distrito de Santarém encarar o
futuro com otimismo.
11
ABRIL 2013
EXTINÇÃO DA EMA JÁ COMEÇOU
ANPC passa a gerir meios aéreos
A
Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) vai assumir
as competências da Empresa
de Meios Aéreos (EMA) no que respeita às aeronaves alugadas. Esta é
a primeira fase da anunciada extinção da EMA, segundo um diploma
aprovado no passado dia 27 de março em Conselho de Ministros. Segundo fonte oficial do Ministério da
Administração Interna (MAI), a EMA
vai continuar a assegurar a gestão
dos nove meios aéreos próprios do
Estado até à sua extinção.
Segundo o MAI, é intenção do Governo proceder futuramente à extinção da EMA através da transferência
das suas competências para a ANPC.
O diploma agora aprovado assegura
a transição gradual das competências da EMA para a ANPC para evitar
“constrangimentos e assegurar a
contínua operação dos meios aéreos, dado estar a decorrer o concurso público internacional para locaç O MAI sublinha que com esta
alteração o Governo dá um importante passo para a extinção da EMA.
A extinção da Empresa de Meio Aéreos está prevista para quando estiver finalizado o concurso público
lançado pelo ministério de Miguel
Macedo e o INEM em julho de 2012.
O concurso, destinado à contratação, manutenção e aluguer de
meios aéreos para um período de
cinco anos, foi repartido por seis lotes, tendo cinco obtido no mercado
propostas válidas e uma não colheu
qualquer proposta. O lote que não
teve qualquer proposta corresponde
ao fornecimento de serviços de manutenção e operação da frota de helicópteros Kamov. Já o lote do concurso para o fornecimento de 25 helicópteros ligeiros de combate a incêndios florestais, está a ser
marcado por uma luta judicial entre
as duas empresas concorrentes.
Apesar desta impugnação judicial, o ministro da Administração Interna já garantiu que os meios aéreos de combate a incêndios florestais vão estar operacionais na época
mais crítica de incêndios e tutela
equaciona já invocar o interesse público junto da justiça, caso o processo ponha em causa a operacionalidade das aeronaves.
Everjets garante aeronaves
A empresa que venceu o concurso
público internacional para o aluguer
e manutenção dos 25 helicópteros
garante que está a “preparar tudo”
para garantir o contrato de fornecimento a partir do dia 1 de junho,
tendo referido que a “a grande
maioria da frota” vai ser sua. A empresa de Famalicão reuniu hoje com
a comunicação social no Aeroporto
Francisco Sá Carneiro para dar conta do investimento de quatro milhões de euros que está fazer ali na
construção de instalações próprias e
abordar também o concurso público
para o fornecimento daqueles aparelhos a partir deste ano e até 2017.
O concurso, lançado pela Empresa de Meios Aéreos (EMA) e o Instituto Nacional de Emergência Médica
(INEM), acabou por ser ganho pela
Everjets, uma empresa de aviação
criada há menos de dois anos por
um empresário têxtil de Famalicão,
mas todo o processo tem sido contestado pelo agrupamento liderado
pela Heliportugal.
Patrícia Cerdeira
TRIBUNAL ABSOLVE SUSPEITO DO INCÊNDIO DO FUNCHAL
O
Arguido confirmou que ateou fogo
homem acusado de ter
ateado o incêndio que em
agosto de 2010 começou no
concelho do Funchal e se alastrou a vários municípios vizinhos, provocando avultados
prejuízos, foi absolvido no início do mês abril, pelas Varas
de Competência Mista do Funchal. “O senhor é absolvido,
pese embora em sede de inquérito ter assumido parcialmente os factos”, disse o presidente do coletivo de juízes,
Filipe Câmara, explicando que
“o tribunal não pode valorar
essa confissão” porque, “legitimamente, optou por ficar em
silêncio” no julgamento.
O tribunal deu como provado que a 12 de agosto de
2010, no local denominado
Casa das Comissões, na freguesia de Santo António, “foi
ateado fogo a cartão, papel,
sacos, garrafas, erva e mato
seco que se encontravam
amontoados na fachada prin-
cipal e na parte lateral” da
casa que se situa junto a uma
mancha florestal. O fogo - que
cinco dias depois ainda não
estava totalmente extinto
consumiu “cerca de seis mil
hectares de floresta laurissilva”, tendo-se propagado a
terrenos agrícolas e habitações, obrigando à retirada de
pessoas e ao corte de estradas, acrescentou o magistrado judicial. Para o tribunal,
que deu ainda como provados
os prejuízos, na ordem de um
milhão de euros, a vários particulares, “apenas” a intervenção de várias corporações de
bombeiros da ilha da Madeira
“impediu que o incêndio deflagrado assumisse outras dimensões”. O tribunal formou a
sua convicção no depoimento
de várias testemunhas e relatórios da Direção Regional de
Florestas, do Departamento
da Proteção Civil e Bombeiros
Municipais do Funchal e da Po-
lícia Florestal. Neste último,
esclareceu Filipe Câmara, é
apontado “queimas de lixos”
como causas do incêndio “em
dois locais distintos, que distam um do outro cerca de cinco metros”. Sem dúvidas de
que o incêndio “foi provocado
pela intervenção humana”. O
tribunal entende, contudo,
não ter sido feita prova de que
o arguido tivesse sido o autor
da queimada que o originou.
Contudo, ainda que houvesse
responsabilidade criminal do
arguido, o tribunal teria sempre de “equacionar a relevância dos problemas verificados
no combate ao incêndio” no
seu resultado final, “no sentido de saber se este resultado
foi consequência única e exclusiva da ação do arguido ou
foi também consequência das
opções feitas pelos bombeiros
no início desse combate”,
acrescentou Filipe Câmara.
Patrícia Cerdeira
12
ABRIL 2013
CASCAIS
Piscina de vento em popa
GUINÉ- BISSAU
Bombeiros crescem
O
êxito do complexo de piscinas da
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais “deve-se
muito a um grupo de professores e outros colaboradores que acreditaram no
nosso projeto e que estão a ajudar-nos
a desenvolvê-lo com empenho e enorme dedicação traduzido em mais de
seiscentos praticantes inscritos”, defende o vice-presidente da instituição,
Vitor Neves. O balanço é feito quando o
complexo completa os primeiros seis
meses de funcionamento.
Segundo o mesmo dirigente, “o segredo do complexo está também na
qualidade do projeto do arquiteto Gonçalo Andrade concebido a uma escala
ideal e perfeitamente integrado no
meio urbano envolvente”.
O suporte do custo integral da obra
pela Câmara Municipal de Cascais, próximo dos dois milhões de euros, para
Vitor Neves, “ permitiu-nos arrancar
com o funcionamento apenas preocupados com a procura da qualidade do
serviço prestado e para o qual tivemos
que aprender tudo de base já que não
possuíamos qualquer experiência num
âmbito tão específico como este”.
Além dos seniores, as crianças cons-
tituem sem dúvida o domínio mais bem
sucedido e, mesmo assim, ainda em
crescimento. Esta experiência motivou
recentemente a captação de imagens
das crianças “no seu elemento”, captadas graciosamente pelo repórter fotográfico Rui Dias.
Para Vitor Neves, apesar da crise, que
também já esteve na origem do afastamento de alguns praticantes, “o sonho
de muitas décadas agora concretizado
vai de vento em pompa tendo também
como determinante a função social que
lhe cabe desempenhar, nomeadamente,
com preços mais baixos”.
ALGUEIRÃO MEM-MARTINS
Quartel recebe novos equipamentos
O
número de candidatos a bombeiros em Bolama, Guiné-Bissau,
cresceu em pouco tempo de dois para catorze elementos,
como puderam constatar recentemente as delegações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, composta
pelo vice-presidente Vitor Neves e pelo comandante João Loureiro,
e da Câmara Municipal de Cascais chefiada pelo vereador Alexandre Faria. As delegações deslocaram-se mais uma vez a Bolama
para inaugurar uma biblioteca publica, comparticipada pela Autarquia de Cascais, e fazer a entrega oficial de mais uma viatura oferecida pelos Bombeiros de Cascais. As duas delegações, assim com
as instituições que representam, foram também distinguidas com
a condecoração de cidadãos honorários da cidade de Bolama em
cerimónia realizada para o efeito. Refira-se que, entretanto, a ambulância antes oferecida pelos Voluntários de Cascais ao hospital
de Bolama tem estado a prestar também serviço fixo para feitura
de partos e realização de pequenas cirurgias.
A
Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Algueirão
Mem-Martins concluiu mais um ciclo de reapetrechamento do
quartel, um projeto de três anos que uniu direção e comando pautado pela boa gestão e o cumprimento de metas traçadas.
Para assinalar mais um momento alto da vida destas instituição,
o quartel de Algueirão Mem-Martins engalanou-se, reuniu bombeiros, dirigentes, associados, amigos e muitos convidados para a
apresentação de dois novos veículos de combate a incêndios, um
VFCI e um VTTR e de uma nova e moderna ambulância de socorro.
Para aquisição das duas viaturas de combate a incêndios e outro
equipamento de intervenção em meio urbano e florestal, no valor
de 650 mil euros, a associação contou com o financiamento em 85
por cento do POVT QREN.
Já a ambulância foi inteiramente custeada pela Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins, um investimento que segundo o
autarca Manuel do Cabo visa garantir “aos bombeiros com uma
maior capacidade de resposta à emergência na freguesia”. Refira-se que esta junta de freguesia muito apoia a associação, garantindo ainda uma verba anual que permite a concretização de muitos
dos projetos deste dinâmico corpo de bombeiros.
Nesta cerimónia houve ainda lugar à promoção de sete elementos à categoria de bombeiro de 1ª, momento que foi testemunhado
pelo vereador Marco Almeida da Câmara Municipal de Sintra, pelo
comandante distrital Elísio Oliveira; pelo comandante municipal Pedro Ernesto; autarcas e representantes de associações congéneres
do concelho.
Sérgio Santos
13
ABRIL 2013
MONTALEGRE
Simulacro conjunto
certifica resposta municipal
Os dois corpos de bombeiros do concelho
de Montalegre investem em ações
conjuntas que visam uma eficaz articulação
de meios, a preparação dos operacionais,
em suma uma resposta de qualidade às
populações.
Recentemente, os Voluntários de Salto e
Montalegre estiverem envolvidos num
simulacro que permitiu afinar atuações e
certificar a operacionalidade das Equipas de
Intervenção Permanente (EIP) que servem
estes quartéis do distrito de Vila Real.
Texto: Sofia Ribeiro
Fotos: Marques Valentim
L
onge vão os tempos da estratégia das “capelinhas”,
atualmente as exigências
ditam respostas articuladas e
equipas multidisciplinares e
muitas vezes o envolvimento
de operacionais de vários corpos de bombeiros em missões
de socorro. Cientes desta realidade os Voluntários de Salto e
Montalegre testaram meios
num simulacro de um acidente
de viação que envolveu mais
de duas dezenas de bombeiros
e várias viaturas.
O exercício teve como cenário a Aldeia da Ponte, precisamente a meio caminho entre
duas localidades, onde foi encenado o despiste de uma viatura de nove lugares, com três
vítimas, duas encarceradas no
interior da viatura e uma outra
projetada para um local de difícil acesso, cujo resgate só foi
possível com recurso a técnicas de grande ângulo.
O frio e a chuva não comprometeram a ação dos bombeiros, que responderam com
prontidão e profissionalismo ao
desafio lançado pelos comandos dos dois quartéis.
A “complementaridade de
meios” é, segundo David Teixeira, comandante dos Voluntários de Montalegre, mais que
uma necessidade, uma mais-valia em matéria de socorro.
Em tempos difíceis, quando as
associações lutam com a falta
de recursos, a gestão partilhada de meios pode abrir caminho a uma significativa alteração no funcionamento dos
quartéis portugueses.
O comandante faz um balanço muito positivo desta ação
que “criou alguma dificuldade
às equipas de socorro” que
responderam com “prontidão”
debelando todos os obstáculos
que foram surgindo durante
esta operação, que envolveu
equipas de resgate em grande
ângulo, de desencarceramento
e de socorro, que, sem atropelos, funcionaram muito bem,
garantido o sucesso deste simulacro acompanhado de perto por dezenas de populares.
“Foi cumprindo o objetivo de
entrosar as duas EIP”, destaca
David Teixeira.
Também Hernâni Carvalho,
porta-voz dos Bombeiros de
Salto, revelou-se satisfeito
com os resultados alcançados,
reforçando que “estas atividades são uma aposta” que visa
preparar os operacionais para
o trabalho conjunto, tendo em
vista uma eficaz articulação de
meios nas mais diversas situações. Em declarações ao jornal
Bombeiros de Portugal, este
responsável sublinhou que no
exercício não houve “envolvimento de nenhum elemento de
comando, as equipas tiveram
que, só por si, resolver o problema que lhes foi colocado”.
Referia-se que esta partilha
de experiências não constituiu
surpresa para nenhum dos
bombeiros envolvidos, pois,
segundo Hernâni de Carvalho,
este apoio mútuo, mas em cenário real, regista-se com regularidade.
O operacional de Salto dá
conta de grande cooperação
nomeadamente “em incêndios
urbanos e florestais de maior
escala” ou nos grandes nevões.
Atualmente, servem os Voluntários de Salto cerca de
quatro dezenas de bombeiros
“muito jovens e com muita
vontade de trabalhar” determinados a ajudar a escrever a
história desta instituição transmontana, que luta estoicamente contra a desertificação
que continua a roubar voluntários à causa.
De maior dimensão, com
mais meios humanos e técnicos, também mais antiga, a associação de Montalegre orgulha-se do número crescente de
mulheres, que ainda assim não
preenchem as lacunas abertas
pela crescente onda de emigração. Ainda assim, o comandante continua a contar com mais
de 80 operacionais, a grande
maioria voluntários, que conjuntamente com os bombeiros
de Salto servem esta área raiana com mais de 800 km², assegurando o socorro a cerca de
12 mil habitantes.
14
ABRIL 2013
SERRA DA ESTRELA
Bombeiros participam na prevenção e socorro
O
maciço central da serra da
Estrela está mais uma vez
sob o olhar e presença do Plano
de Operações Nacional da Serra
da Estrela (PONSE) coordenado
pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e que conta
com a participação de seis corpos de bombeiros de associações dos distritos de Castelo
Branco e Guarda.
Este plano pretende responder às necessidades acrescidas
sentidas na Estrela com a presença de milhares de visitantes
e veículos, com particular incidência nos fins de semana.
Aos seis corpos de bombeiros,
dos Voluntários da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e dos
Voluntários de Loriga, São Romão, Gouveia, Seia e Manteigas
(distrito da Guarda) juntam-se
também no PONSE o grupo de
resgate em montanha da Força
Especial de Bombeiros (FEB) e o
Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR (GIPS),
num total de mais de 100 operacionais e cerca de três dezenas
de viaturas de socorro e apoio.
O PONSE está no terreno desde 1 de dezembro último e de-
verá ali permanecer até 30 de
abril salvo se as condições climatéricas permitam suspender
ou aconselhem a prolongar.
As imagens chegaram-nos do
comandante dos Bombeiros Voluntários de Seia, Virgílio Borges, e retratam alguns dos momentos vividos pelo dispositivo
em prevenção nos últimos fins
de semana.
IZEDA
Neve mobiliza meios
A
acumulação de neve levou nas últimas semanas muitos corpos de bombeiros associativos
ao reforço do trabalho que já desenvolvem no dia
a dia. Os Bombeiros Voluntários de Izeda foram
um deles. Chamados aos serviços que habitualmente já prestam, como seja o transporte programado de doentes, nomeadamente para hemodiálise, a prestação do socorro pré-hospitalar,
face à acumulação da neve em muitas vias rodoviárias, os bombeiros viram-se na necessidade de
redobrar o esforço para os cumprir. E, cumulativamente, apoiaram muitos automobilistas retidos
nas estradas e garantiram a muitas instituições
particulares de solidariedade social a única possi-
bilidade de poderem chegar aos seus utentes
com o apoio domiciliário, incluindo alimentação.
Neste caso, em locais habitualmente de difícil
acesso, e que com a queda da neve ficam inacessíveis, a colaboração dos bombeiros tornou-se
mais uma vez indispensável.
Estas imagens, que os Voluntários de Izeda
nos fizeram chegar, são o testemunho do esforço
redobrado desenvolvido na época invernosa pelos
bombeiros e a nossa homenagem a mais esta
clara demonstração da importância da sua missão nas mais diversas vertentes.
15
ABRIL 2013
CHEIAS
A
Operacionais presentes em todos os cenários
s associações e corpos de
bombeiros
estiveram
mais uma vez na primeira linha do socorro e no apoio às
populações no período de
A
cheias vividas em vários pontos do país. Dos vários cenários chegaram-nos imagens
de Brasfemes, Campo Maior,
Pernes/Santarém e Soure.
Algumas das intervenções
dos bombeiros foram acompanhadas pelo nosso colega
Sérgio Santos. Em todas elas
ficou patente o carinho e o
respeito que as populações
nutrem pelos seus bombeiros. Não só, porque estão
sempre prontos a intervir em
todas as situações de emer-
gência, mas porque o seu
apoio garante, também, a
continuidade de muitas rotinas locais, seja o transporte
de doentes para consultas ou
tratamentos, a simples ida ao
supermercado para garantir
a alimentação de idosos e
crianças ou a deslocação do
próprio padeiro.
MONTELAVAR
CARREGAL DO SAL
Abordagem Sistémica
do Socorro
Emergência na Linha da Beira Alta
Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Montelavar promoveu, no dia 6 de abril, o seminário “Abordagem Sistémica do Socorro”.
A diversidade de temáticas desde o pré-hospitalar ao desencarceramento passando pelos incêndios em infraestruturas captou o
interesse de cerca de duas centenas de operacionais de corpos de
bombeiros do distrito de Lisboa, Setúbal, Leiria e Évora.
Dos painéis apresentados destacam-se “Os fundamentos tecnológicos no SD”, apresentado pelo formador Paulo Rocha; “Método
SAVER”, abordado pelo formador Hugo Marques; “A triagem em
acidentes multivitimas”, a cargo de Nelson Batista; “As equipas
psicossociais” exposto por Ana Paula Gaspar; “Incêndios urbanos”
debatido por Elísio Oliveira e ainda “Riscos estruturais durante e
pós sinistro”, tratado por Mário Louro.
Sérgio Santos
O
Auditório do Centro Cultural de Carregal do Sal acolheu uma ação de sensibilização subordinada à temática “Emergência na Linha da Beira Alta”, iniciativa
resultante de uma parceria entre a CP –
Comboios de Portugal, a Rede Ferroviária
Nacional (REFER) e a Autoridade Nacional
da Proteção Civil (ANPC) - Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de
Viseu, com o apoio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carregal do Sal.
A ação contou com 160 participantes,
na maioria bombeiros do distrito de Viseu,
mas também representantes dos gabinetes de Proteção Civil de vários municípios
e da Guarda Nacional Republicana.
Na sessão de abertura marcaram presença, entre outras individualidades, Atílio
Nunes, presidente da Câmara Municipal de
Carregal do Sal; César Fonseca, Comandante Operacional Distrital de Viseu; Joaquim Rebelo Marinho, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu;
Alexandre Sousa, presidente da Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de
Carregal do Sal e Miguel Ângelo, comandante do corpo de bombeiros anfitrião .
Pedro António, em representação da
REFER, falou, entre outras matérias, de
gestão da emergência, de respostas em
situações emergência, dos riscos associados à circulação ferroviária e às instalações fixas para tração elétrica, de sistemas complementares de segurança e do
plano de emergência da Linha da Beira
Alta.
Por sua vez, Manuel Batista da CP centrou a sua alocução no tipo de comboio, no
regime de frequência, no material circulante, do sistema de captação de energia
elétrica, do equipamentos de segurança
ferroviária e ainda do sistemas de homem
morto, de rádio, Convel, comando automático de portas, abertura de portas em
situação de emergência e planos de emergência da empresa.
Esta ação permitiu ainda a caracterização da Linha da Beira Alta, a identificação
dos pontos perigosos e das potenciais situações de emergência e formas de ativação dos planos de emergência.
Houve ainda espaço para o debate e o
esclarecimento d de questões apresentadas pelos bombeiros.
16
ABRIL 2013
BARCELIN
Trabalhar no
Mais de uma centena de bombeiros servem o lema “vida por Vida”
nos Voluntários de Barcelinhos, uma instituição que assinala, em
junho próximo 92 anos de existência e que tem como bandeira,
nos dias de hoje tal, como no passado, a proximidade com as
populações do concelho de Barcelos.
Direção e comando unem-se para preparar o futuro, garantindolhe uma nova dinâmica que passa pela formação dos operacionais,
mas também pela resolução de problemas antigos,
nomeadamente, a construção de um novo quartel que responda às
exigências de um corpo de bombeiros moderno e operacional.
Texto: Sofia Ribeiro
Fotos: Marques Valentim
A
Associação Humanitária
dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, no
distrito de Braga, nasceu da determinação de um punhado de
homens exemplo que, durante
mais de nove décadas, serviu
de inspiração às centenas de
pessoas que nesta enorme casa
foram, ao longo dos anos, cumprindo a nobre missão de servir
o próximo.
A história desta instituição
faz-se de muitos episódios, da
valentia e da coragem dos bombeiros, mas também de algumas adversidades esta família
soube, em tempo certo, contrariar.
A atravessar um novo ciclo, a
associação de Barcelinhos é
hoje o reflexo de uma instituição voltada para o exterior, preparada para dar respostas às
exigências do presente e encarar os desafios do futuro, conforme garantem, a uma só voz,
direção e comando.
O comandante José Beleza
Ferraz e o presidente José Arlindo Costa são o rosto de uma
equipa coesa, motivada, que dá
“o melhor a esta casa”, conferindo-lhe “sustentabilidade financeira”, tentando contornar
os “diminutos apoios estatais”
com muito trabalho e alguma
imaginação.
Apesar da conjuntura adversa, os Bombeiros de Barcelinhos podem contar com a câmara municipal que mesmo tolhida pela austeridade “vai ajudando no possível” e “mantendo
subsídios aos bombeiros”, conforme explica José Costa.
“Não tendo que dar lucro, estas associações devem manter
o equilíbrio que lhes permita
continuar a responder às solicitações das populações”, sublinha o dirigente.
A estratégia desta direção, a
cumprir o segundo mandato,
passa por ações de proximidade
com as populações, como nos
revela o presidente.
“Há dois anos tínhamos cinco
mil associados, depois de uma
campanha dinamizada do seio
da instituição, têm agora 15
mil, mas apenas percorremos
54 das 89 freguesias do concelho, por isso há ainda muito trabalho a fazer”, explica.
No âmbito destas ações, elementos da direção e corpo batem à porta de cada uma das
habitações e apresentam o trabalho da associação. E no balanço desta gigantesca tarefa
os Voluntários de Barcelinhos
sublinham que “as pessoas continuam a ter muito carinho pelos bombeiros”.
Em paralelo, a associação
promove uma campanha de angariação de “sócios-empresa”,
que, nos últimos meses, já “arrastou” para a causa dos bombeiros uma centena de entidades, embora os Voluntários
acreditem ser possível, a breve
trecho, duplicar este número”.
“Os associados, os particulares e as empresas, podem garantir-nos a base financeira que
nos permita estar atualizados
tanto a nível humano como de
meios”, sublinha o comandante
José Beleza.
“Apesar da crise instalada,
esta estratégia de comunicação
tem obtido resultados que nos
deixam muito satisfeitos”, garante José Costa, considerando
que “esta é uma tarefa” que
exige muito de todos os elementos desta instituição.
A união, aliás bem patente
para quem visita o quartel, é,
na ótica do dirigente e também
do comandante, a maior conquista dos últimos anos.
“Contrariando situações do
passado, diretores e bombeiros
conhecem-se, convivem, dão-se muito bem. Cada um com
as suas responsabilidades, todos trabalham por um objetivo
comum”, faz questão de referir
José Arlindo Costa.
Assim sendo, os sonhos e
projetos são partilhados e a
construção de um novo quartel
é um desígnio comum, que todos acreditam ser possível alcançar a curto prazo.
“As obras feitas há 30 anos
deixaram de responder às reais
necessidades deste corpo de
bombeiros”, diz-nos o presidente, decidido a aproveitar os
apoios dos quadros comunitários de financiamento para a
concretização deste projeto.
“O terreno está identificado,
já há projeto e temos tudo
pronto para avançar com a candidatura”, afiança o porta-voz
da associação que aguarda
apenas uma decisão da Câmara
Municipal de Barcelos e a cedência formal da parcela de terreno.
Até lá, resta aos bombeiros
tentar gerir o melhor possível o
exíguo e velhinho quartel, onde
nem sequer existem camaratas
femininas para receber as 35
operacionais que servem o
quartel de Barcelinhos.
Estas e outras debilidades do
velho e antiquado edifício foram
confirmadas pela Autoridade
Nacional da Proteção Civil que,
recentemente, no âmbito de
uma inspeção, “detetou um
conjunto de problemas nomeadamente a localização do imóvel em leito de cheia”
.“É urgente a construção do
novo quartel”, salienta o presidente.
Numa outra ótica, o responsável operacional fala também
de um “parque de viaturas com
bastante idade”, e da necessidade de dotar o quartel de um
novo veículo urbano e de um
outro de combate a incêndios
florestais. Embora saliente o
enorme esforço da direção
“para colmatar lacunas em matéria de equipamento de prote-
17
ABRIL 2013
NHOS
presente para construir o futuro
ção individual” refere que o
processo continua por fechar
“pois este é corpo de bombeiros
com muitos elementos”.
“Não podemos pedir a um
bombeiro que vá fazer um serviço, sem equipamento apropriado”, considera, perentório,
o nosso interlocutor.
Mas o que falta em condições
de trabalho sobra em empenho,
conforme defende o comandante José Beleza que diz poder
contar com “voluntários exemplares”.
A formação destes homens e
mulheres tem sido a maior
aposta da estrutura de comando.
“Somos todos voluntários e a
formação dos bombeiros, deveria ser uma obrigatoriedade do
Estado, mas que os quartéis
têm que assumir sob pena de
sermos responsabilizados, por
qualquer coisa que corra menos
bem”, critica José Beleza, salientando não ser possível “exigir ao comando tenha um bom
desempenho se não tiver operacionais qualificados”
A associação tem feito ”um
enorme esforço para certificar
todos os elementos como Tripulante de Ambulância de Transporte em (TAT)”
“Posso adiantar que, em
breve, poderemos também
contar com mais Tripulantes de
Ambulâncias
de
Socorro
(TAS)”, revela, confirmando “o
brio em prestar um bom socorro”.
Nesta matéria, em para
2013, os Voluntários de Barcelinhos contam formar 12 TAE,
levar todos bombeiros ao Laboratório Móvel de fogo na ULF
de Vila Verde, e garantir ainda
intensificar a preparação dos
operacionais na área do desencarceramento.
Refira-se que o comandante
José Beleza assumiu funções
há cerca de um ano, mas pode
já orgulhar-se do muito trabalho desenvolvido, segundo faz
questão de dizer o presidente
da direção.
“Em um ano está a fazer-se
mais do que, no passado, se
fez me muitos anos”, destaca
José Arlindo Costa.
“Caráter, personalidade, espírito de liderança e disponibilidade” são os pontos fortes de
José Beleza, um farmacêutico
de formação que embora não
tenha percorrido a carreira de
bombeiro “está a fazer história
nesta casa”, tal como o seu pai,
que também em tempo idos
assumiu o comando do quartel
de Barcelinhos, segundo enfatiza José Costa, também ele,
curiosamente filho de emblemático responsável operacional
deste corpo de bombeiros.
A dedicação a esta casa e à
causa é a imagem de marca de
presidente e comandante que
partilham ainda um “apreço
profundo pelos voluntários
desta casa”.
“Somos uma família, talvez
por isso me sinta tão recompensado pelo trabalho desenvolvido nesta instituição. O
bom trabalho e exemplo dos
nossos bombeiros obrigam-nos, a assegurar-lhes as melhores condições de trabalho a
todos os níveis”, conclui José
Arlindo Costa, um empresário
de sucesso que ainda assim
consegue encontrar disponibilidade para servir de forma
apaixonada e incondicional a
causa associativa.
O
Palavra de Presidente
presidente da Federação
dos Bombeiros do Distrito
de Braga, comandante António
Marinho Gomes, fala com preocupação do fenómeno da emigração que está a afastar muitos voluntários dos quartéis,
sobretudo no interior do País.
Em declarações ao jornal
Bombeiros de Portugal, o dirigente federativo dá como
exemplo a associação de Celorico de Basto de
onde, nos últimos meses, saíram 15 elementos para trabalhar no estrangeiro e “mais três
ou quatro” para outras zonas do território nacional.
“Festa as contas o quartel perdeu cerca de
10 por cento dos seus operacionais”, sublinha
O comandante clarifica, ainda, que a questão está a afastar quase todos os corpos de
bombeiros, mas tem especial incidência em
“Celorico, Vieira do Minho, Póvoa do Lanhoso
e Terras de Bouro”.
Apesar das dificuldades que corroem os alicerces dos associativismo e do voluntariado, o
presidente da federação garante que os 20
corpos de bombeiros do distrito têm conseguido acautelar a sustentabilidade financeira,
ainda que a alterações impostas pela tutela ao serviço de
transporte de doentes tenha
“abanado” algumas estruturas.
Marinho Gomes sublinha que
os serviços de saúde da zona
Norte cingiram as credenciais
de transporte a pessoas com
dificuldades graves de locomoção ou acamadas, todos os outros doentes para cumprir tratamentos prescritos pelos clínicos são forçados a utilizar viatura própria ou os transportes
públicos.
Depois do valente rombo nos cofres de muitas associações, o transporte de hemodialisados, que era feito pelos táxis, e que, recentemente, foi entregue aos bombeiros permite
afastar, para já, o fantasma dos despedimentos no distrito de Braga, garante Marinho Gomes.
A formação dos mais de dois mil operacionais deste território, na sua esmagadora
maioria voluntários, constitui uma das preocupações da federação, a par do apetrechamento dos quartéis, condições, aliás essenciais, para que seja garantida uma resposta
de qualidade às populações.
18
ABRIL 2013
SOURE
MACEIRA
Foto: BVSoure
Acidente na A1 provoca
encarcerado
U
m acidente de viação ocorreu, no dia 2 de abril, no sentido norte/sul da autoestrada n.º 1 (A1) na zona de Casconho, no concelho de Soure, envolvendo um pesado de mercadorias e uma viatura ligeira comercial.
A colisão provocou um ferido, o condutor do ligeiro que depois de
desencarcerado foi transportado ao hospital.
A operação de socorro mobilizou 11 operacionais e três veículos
dos Bombeiros Voluntários de Soure.
Sérgio Santos
Socorro a 22 metros de altura
SINES
O
s Bombeiros de Maceira socorreram, na localidade de
Mangas, um homem que terá
sofrido queimaduras graves em
40 por cento do corpo, quando,
alegadamente, furtava fios de
cobre num poste de média tensão.
Segundo fonte do quartel de
Maceira, a vítima de 33 anos
“encontrava-se no ponto mais
alto do poste, a cerca de 22
metros de altura”.
Os bombeiros chegaram ao
local três minutos após o alerta
e solicitaram, de imediato, o
apoio da EDP para o corte da
energia.
O poste encontra-se numa
zona que não permite o acesso
da viatura escada, pelo que os
operacionais recorreram a técnicas de salvamento em grande
ângulo para resgatar a vítima
que foi assistida no local pela
equipa da ambulância de socorro dos Bombeiros de Maceira e
pelos médicos do INEM e, posteriormente, encaminhada para
o Hospital Santo André em Leiria.
Esta operação conduzida pelo
comandante Luís Ferreira dos
Voluntários de Maceira, mobilizou 10 bombeiros e três viaturas e ainda elementos da GNR.
F
Incêndio na Avenida
Vasco da Gama
altavam poucos minutos para as vinte e uma horas, do
passado dia 24, quando os Voluntários de Sines foram
alertados para um incêndio na Avenida Vasco da Gama.
O combate às chamas, que durou cerca de uma hora, mobilizou 12 bombeiros apoiados por três veículos.
SARDOAL
Simulacro multi-vítimas
O
s Bombeiros Municipais de
Sardoal, em conjunto com
o Gabinete Municipal de Protecção Civil, Florestal e Bombeiros,
realizaram no passado dia 23
de março, um simulacro de acidente rodoviário, num cenário
multi-vitimas e multi-riscos,
envolvendo três veículos, um
deles em chamas, com cinco vitimas encarceradas e duas vitimas projectadas.
O simulacro, inserido no plano de formação de 2013, teve
como objectivos o treino multidisciplinar das diferentes equipas dos bombeiros, e a sensibilização e aproximação á comunidade, mostrando as valências,
equipamentos
e
procedimentos em caso de acidente.
Participaram também no simulacro os bombeiros de
Abrantes, Constância, Mação e
Vila de Rei, totalizando 11 veículos e 35 operacionais, bem
como a GNR do Sardoal.
ÓBIDOS
U
Parto em ambulância
ma jovem com 40 semanas de
gestação teve o seu segundo
filho numa ambulância dos Voluntários de Óbidos assistida por
dois elementos daquele corpo de
bombeiros.
O pedido surgiu via Centro de
Orientação de Doentes Urgentes
(CODU/INEM) na central dos
Bombeiros de Óbidos, na madrugada de 30 de março último, cerca das 4h34, para uma jovem que
já estaria em trabalho de parto.
Os bombeiros dirigiram-se de
imediato para Gaeiras juntamente com a viatura médica de emergência rápida (VMER) sediada no
hospital de Caldas da Rainha. Ve-
rificando-se que o parto estava
eminente, bombeiros e socorristas optaram por realizá-lo na ambulância. Segundo os bombeiros
envolvidos, “tratou-se de um momento vivido de forma muito
tranquila e natural”. Após o parto
a mãe e o bebé foram transportados para o hospital.
19
ABRIL 2013
SETÚBAL
Formação conjunta facilita intervenções
E
lementos dos Sapadores de
Setúbal e Porto e do Grupo
de Intervenção Proteção e Socorro da GNR participaram, recentemente, num curso de busca e resgate em estruturas colapsadas (BREC) que culminou
no passado dia 28 de março
com um exercício.
Durante 120 horas de formação conjunta, os operacionais
trabalharam em equipas multidisciplinares, procuraram agilizar procedimentos de resgate
neste tipo de cenários seguindo as normas do INSARAG e outras que se adaptam às realidades de
Portugal.
A utilização de técnicas de desencarceramento
em viaturas submersas em escombros e a aplicação de técnicas de salvamento em grande ângulo, aparelhos acústicos e visuais, a demolição por
percussão para progressão nas buscas de víti-
SINES
Ferramentas manuais
mobilizam duas dezenas
R
ealizou-se na Unidade Local de Formação de Santo André, no fim de semana de 23 e 24 de março,
uma formação de Operadores de Ferramentas Manuais que envolveu duas dezenas de participantes, entre os quais quatro bombeiros dos Voluntários de Sines.
O curso ministrado por elementos Força Especial de Bombeiros, permitiu dotar os formandos de competências na utilização de ferramentas manuais em Incêndios florestais, rurais e agrícolas.
SINES
Evacuação urgente em escola secundária
R
ealizou-se na manhã de 16
de abril, um exercício na Secundária Poeta Al Berto de Sines que teve como objetivo testar o Plano de Segurança da Escola e avaliar a capacidade de
resposta das autoridades e do
estabelecimento de ensino. em
casos de utilização do..
O cenário criado tinha como
mote um sismo seguido de uma
explosão numa das salas de Física. Em poucos minutos, o plano permitiu retirar alunos, funcionários e professores da escola, tendo os bombeiros chegado
pouco depois.
As equipas de busca e salvamento procederam ao reconhecimento do local e posterior
evacuação das vítimas que ainda permaneciam no interior do
edifício que foram de imediato
entregues aos cuidados das
equipas de socorro pré-hospitalar.
O exercício terminou após a
ventilação do edifício.
Em declarações ao nosso jornal, fonte dos Voluntários de Sines garantiu que o exercício decorreu “sem grandes percalços,
Exercício no rio
Fotos: BVBCorpo de Salvação Pública
Bombeiros terminam ciclo
s Bombeiros Voluntários de Barcelinhos terminaram mais um ciclo de formação nas vertentes de combate a incêndios florestais e urbanos. Nos últimos meses, 130 operacionais empenharam-se nesta missão que lhes permitiu reciclar conhecimentos, mas também apreender
novos conceitos e técnicas de ataque a incêndios.
“A formação é para mim essencial já que, só
assim, os bombeiros podem garantir uma resposta profissional ao apelo das populações”, defende
o comandante José Beleza, que a assinalar um
ano como responsável operacional do quartel de
Barcelinhos muito tem investido nesta área.
No encerramento desta ação, os participantes
agradeceram ao comandante, pela oportunidade
permitiu realizar todas as operações, constituindo assim um
ótimo treino com traços reais
tanto para o corpo de bombeiros, como para a comunidade
escolar”.
Os Bombeiros de Sines mobilizaram para a escola 20 operacionais e quatro veículos, tendo
ainda contado com o apoio da
GNR de Sines, do delegado da
Proteção Civil Municipal, assim
como do corpo docente do estabelecimento de ensino.
BARREIRO
BARCELINHOS
O
mas, entre outras matérias garantem a multidisciplinaridade deste curso.
O curso promovido pela Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e ministrado pelos
subchefes Abraão Borges e Ulisses Aurélio realizou-se em fábricas desativadas na Região de Setúbal, Bucelas e no campo de escombros do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.
Sérgio Santos
O
de receberem tanta formação em tão curto espaço de tempo.
Também a assinalar um ano de entrega ao voluntariado, o presidente da direção dos Bombeiros de Barcelinhos, José Arlindo Costa, congratulou-se com o dinamismo do comando e do corpo
ativo, agradecendo aos bombeiros “o empenhamento que tem tido em prol da população”, sublinhando que “o trabalho realizado no último ano
superou as expectativas”.
embate entre um motociclo e uma viatura ligeira de passageiros provocou a queda do
automóvel ao rio Coina, foi o cenário trabalhado
pelos Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo
de Salvação Pública, no âmbito do plano anual de
instrução.
Chegado ao teatro de operações os bombeiros
foram confrontados com uma viatura submersa,
situação que se complicava a cada instante com a
subida da maré. A resposta dos operacionais foi
de “grande competência e eficácia” referem os
responsáveis do comando, que sublinham as condições e as exigências criadas como “a acessibilidade limitada, um número significativo de víti-
mas, os trabalhos em meio aquático natural e a
dificuldade de estabilização do automóvel parcialmente submerso”.
Sérgio Santos
20
ABRIL 2013
FORMAÇÃO
Madeira acolhe treino conjunto
N
o âmbito da partilha de conhecimentos e experiências entre equipas especializadas em socorro, nomeadamente nas vertentes de montanha e canyoning, cinco elementos do
Departamento de Salvamentos Especiais dos Bombeiros de Óbidos participaram, na Madeira, num treino conjunto.
Promovido pelo Serviço Regional
de Proteção Civil da Madeira (SRPC),
este treino operacional envolveu,
para além dos operacionais de Óbidos, equipas de socorro e resgate em
montanha de vários corpos de bombeiros desta região autónoma e ainda elementos da Equipa de Socorro e
Resgate em Canyoning, Instituto Público da Região Autónoma da Madeira, uma Equipa Cinotécnica da GNR e
a Equipa de Operações Especiais da
PSP.
Esta iniciativa teve como cenários o
quartel dos Voluntários Madeirenses e
ainda a Rocha Branca, Chão da Ribeira
e o Pico do Arieiro.
Os bombeiros de Óbidos falam de
“quatro dias de formação intensa” que
permitiram fomentar o espírito de grupo e o trabalho em equipa”, para além
de “novos conhecimentos e aprendizagens, a partilha de experiências, o
companheirismo e a amizade”.
“Uma aprendizagem bem conduzida, que permitirá aos operacionais
que participaram no treino partilhar os
conhecimentos adquiridos com todos
os elementos do corpo de bombeiros”,
conforme salientou ao nosso jornal
fonte do quartel de Óbidos.
CONDEIXA-A-NOVA
Exercício de triagem START
R
esponder adequadamente a uma situação
de acidente com multivítimas foi o objetivo do exercício de triagem START em que
participaram 32 bombeiros e 12 veículos dos
Voluntários de Condeixa-a-Nova e Cantanhede.
A iniciativa teve como cenário uma escola
onde existiam 21 vítimas, obrigando os ope-
racionais que intervieram na primeira linha a
pedir reforços, dando início a um processo de
avaliação e triagem dos sinistrados.
A triagem START permite a avaliação de
uma vítima em menos de um minuto, facilitando posteriormente a prioridade no transporte e no atendimento de emergência.
Sérgio Santos
ESTORIL
Homenagens no aniversário
O
s elementos dos Voluntários do Estoril que procederam ao
resgate de idosa caída ao mar na Praia da Azarujinha, e que
foi motivo de reportagem na edição de fevereiro último “BP”, foram distinguidos pela sua Associação com a medalha, grau ouro,
da ordem de mérito do soldado da paz.
A entrega destas distinções, ao comandante Carlos Coelho, ao
subchefe Francisco Martins, e aos bombeiros de 2.ª, Filomena
Ferreira e Chekelzen Sadiku, decorreu durante a sessão solene
comemorativa do 90º aniversário dos Bombeiros do Estoril.
Esta sessão foi presidida pelo presidente da Câmara Municipal
de Cascais, Carlos Carreiras, acompanhado do presidente da assembleia-geral, Manuel Pisco, do vereador da Proteção Civil, Pedro Mendonça, do vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Rama da Silva, do segundo comandante distrital de Lisboa da ANPC, André Fernandes, do presidente da direção, Luís
Jordão e do comandante Carlos Coelho, entre outros dirigentes e
representantes de várias entidades locais.
Durante a sessão solene decorreu ainda a promoção a bombei-
ro de 3.ª, de Pedro Reis, Filipe Reis, Carla Almeida e Carla Carvalho, a bombeiro de 2.ª de quatro elementos, a subchefe de João
Pedro Félix e de chefe de Bruno Felício.
Procedeu-se também à entrega de medalhas de assiduidade da
instituição a funcionários, de condecorações a atletas, de galardões a associados e a entidades apoiantes e medalhas de assiduidade da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Câmara Municipal
a diversos bombeiros.
21
ABRIL 2013
TAVIRA
O
Municipais comemoraram 125.º aniversário
À
margem das comemorações do
125.º aniversário dos Municipais
de Tavira, ocasião afinal propícia a
todo o tipo de balanços, o presidente
da Federação dos Bombeiros do Algarve fala ao jornal Bombeiros de
Portugal da realidade de uma região
que congrega 17 corpos de bombeiros, entre os quais quatro municipais.
Refira-se que apenas o concelho de
Castro Marim não dispõe de um corpo
de bombeiros, mas em contrapartida
os municípios de Silves e Faro dispõem de dois.
Este responsável começa por afirmar que “os bombeiros do Algarve
“vão vivendo como todos os outros
do País, com a crise económica à porta, por isso com dificuldades de toda
Fotos: Marques Valentim
s Bombeiros Municipais de Tavira comemoraram recentemente o 125.º
aniversário numa cerimónia que decorreu
no quartel daquele corpo de bombeiros. A
sessão contou com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, do presidente da Autoridade
Nacional de Protecção Civil (ANPC), major
general Manuel Couto, do vice-presidente
da federação de bombeiros do Algarve e
representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, Martins Ferreira, do comandante distrital de operações de socorro, Vaz
Pinto, e dos restantes vereadores municipais, outros autarcas e representantes de
diversas entidades, nomeadamente, Brás
Teixeira, 2.º comandante do Regimento
de Infantaria N.º 1.
Na oportunidade, em sequência do despacho do ministro da Administração Interna, o presidente da ANPC condecorou o
estandarte do corpo de bombeiros com a
medalha de mérito protecção e socorro,
grau ouro e distintivo azul.
Na mesma cerimónia foram também
distinguidos vários bombeiros com medalhas de assiduidade da Liga dos Bombeiros Portugueses. No final decorreu um almoço de confraternização entre todos os
presentes.
Palavra de presidente
a ordem, que só podem ser ultrapassadas com muita capacidade engenho e arte”.
Segundo Teodósio Carrilho o problema mais grave é “a falta de voluntários”, muito por culpa das estruturas internas dos próprios bombeiros
que “não acarinharam ou não criam
condições para manter acesa a chama do voluntariado”. Reconhece a
importância das escolas de infantes e
cadetes para chamar os mais novos
para os quartéis, mas garante que no
Algarve não têm dado fruto, pois “as
crianças crescem, começam a ter solicitações de outra natureza e acabam
por deixar para trás o sonho de serem bombeiros”.
Na verdade, o voluntariado não é
uma marca dos corpos de bombeiros
algarvios, uma situação que Teodósio
Carrilho diz traduzir a exigência de
um território com enorme exposição
mediática que obriga os vários municípios a investir na proteção e socorro, nomeadamente, com a criação de
Equipas de Intervenção Permanente
(EIP).
O dirigente revela que a região dispõe de cerca de meio milhar de operacionais “todos com vínculo laboral
às associações humanitárias ou às
autarquias” e que o número de voluntários a servir os quartéis é “residual”. O nosso interlocutor garante
que enquanto “não forem criadas
condições para atrair os mais jovens
para os bombeiros”, não será possível
de contrair o fenómeno sublinhando,
em tom de crítica que “muito é exigido aos operacionais e nada lhes é
dado em troca”.
Sobre a realidade corpos municipais do Algarve, o presidente da federação não esconde preocupações,
DESENCARCERAMENTO
A
equipa dos Municipais de Tavira assegurou o primeiro lugar da classificação geral final do I Concurso Regional de
Salvamento e Desencarceramento.
O concurso, organizado por aquele
corpo de bombeiros no âmbito das comemorações do seu 125.º aniversário,
registou a participação de oito equipas,
dos Voluntários de Portimão, de S. Brás
de Alportel, Aljezur, Albufeira, Lagoa,
Messines, Vila Real de St. António e da
casa.
A classificação geral final ficou assim
ordenada: 1.º- Municipais de Tavira, 2.º
Voluntários de S. Brás de Alportel e 3.º,
Voluntários de Aljezur.
Na classificação por Equipas Técnicas,
os Municipais de Tavira voltaram a obter
o primeiro lugar, seguidos dos Bombeiros
de Aljezur e dos de S. Brás de Alportel.
No domínio da classificação por Chefes
de Equipas, Tavira manteve o primeiro
lugar, ficando em segundo e terceiro lugar, respetivamente, Lagoa e Portimão.
Na classificação de Socorrista, os Voluntários S. Brás de Alportel obtiveram o
primeiro lugar, seguindo-se os Municipais
de Tavira e os Voluntários de Aljezur.
Equipa da casa ganha concurso
pois as restrições financeiras impostas às autarquias acabam por ter reflexo nefasto no funcionamento destes quartéis, que, a título de exemplo
não sequer recorrer a candidatura a
fundos comunitários para aquisição
de veículos e outros equipamentos.
Determinado, o presidente algarvio
fala com entusiasmo dos projetos da
federação referindo que “ideias não
faltam”, embora, admita, “ser difícil
mexer nestas estruturas, tendo em
conta que funcionam como capelinhas”, nada que desmotive a equipa
liderada por Teodósio Carrilho que estabeleceu como prioridades a modernização e a adaptação dos corpos de
bombeiros do Algarve a novas realidades.
22
ABRIL 2013
ALVAIÁZERE
Quartel recebe duas viaturas mas continua com carência de ambulâncias
A
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alvaiázere
comemorou o 73.º aniversário no passado dia 10 de março, com uma cerimónia que ficou marcada pela promoção de alguns bombeiros e a inauguração e bênção de duas novas viaturas,
que ainda não permitem colmatar as
lacunas existentes em matéria de veículos, nomeadamente de socorro e
saúde.
“Hoje contamos neste quartel com
mais duas viaturas, uma viatura de
combate a incêndios urbanos e um veículo autotanque com 20 mil litros de
capacidade”, revelou o comandante da
corporação dos Bombeiros Voluntários
de Alvaiázere, Vítor Joaquim, acrescentando que “no entanto, este corpo
de bombeiros ainda continua com necessidade de melhoria no que diz respeito a viaturas de socorro e de saúde,
nomeadamente ambulâncias, uma vez
que o parque existente está a ficar
sem condições dignas para prestar socorro”.
Consciente das carências dos bombeiros, o presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere e da direção dos Voluntários de Alvaiázere, Paulo Tito Morgado, garantiu que enquanto autarca
tudo fará para reapetrechar os bombeiros, sobretudo ao nível do sistema
informático e de comunicações e equipamentos de proteção individual, que
o responsável considera serem “muito
necessários”.
“É fundamental que no POVT se angarie uma série de recursos para esta
causa”, considerou o autarca, que está
empenhado em “tão breve quanto possível, ver aberta a candidatura para a
realização de obras de melhoria deste
quartel”. Além disso, a direção está
igualmente a preparar-se “para dentro
das possibilidades fazer, entre 2013 e
2014, um forte investimento no parque de viaturas de saúde e socorro” e
posteriormente também no parque de
veículos florestais.
“Temos muita vontade de chegar às
nossas bodas de diamante com um
princípio de forte, forte investimento”,
revelou Paulo Tito Morgado, que para
isso conta “obviamente com o apoio da
tutela e provavelmente do POVT”.
“Já tomei apontamento e vou continuar a tomar para fazer chegar ao presidente Federação dos Bombeiros do
Distrito de Leiria as preocupações da
Associação dos Bombeiros Voluntários
de Alvaiázere”, revelou Rodrigues Marques, representante da federação e da
Liga dos Bombeiros Portugueses,
acrescentando ser reconhecida a necessidade da formação.
“Estamos no terreno a fazer parcerias com associações e escolas no sentido de conseguirmos que a formação
não custe dinheiro às associações”, revelou, dando conta que a federação já
firmou protocolo com a Associação dos
Industriais do Concelho de Pombal e
com a ETP Sicó para garantir aos ope-
racionais formação nas áreas do ambiente e de higiene e segurança no trabalho. Além disso, esta entidade, também, estabeleceu acordos para que os
bombeiros possam fazer cursos de
condução defensiva, estando neste
momento em negociação a formação
de liderança para chefias.
“Portanto, a Federação está empenhada em conseguir formação a custo
zero” para “todas as áreas”, sublinhou
Rodrigues Marques.
“Hoje, como no passado, os bombeiros vêem-se com algumas dificuldades, porque muitas vezes não são
apoiados como deviam pelos organismos responsáveis por essa competência”, lamentou o comandante da corporação de Alvaiázere, que aproveitou
a oportunidade para enaltecer o trabalho do Comandante Nacional de Operações e Socorro, José Manuel Moura,
que “no final de 2011, enquanto Comandante Distrital de Operações e Socorro de Leiria, liderou um processo de
reequipamento das corporações do
distrito através do QREN, incentivando
e apoiando para que esta oportunidade
fosse agarrada”.
Registe-se que neste âmbito os Voluntários de Alvaiázere apresentaram
candidatura para aquisição de um veículo urbano de combate a incêndios,
que chegou recentemente ao quartel
para melhorar o socorro no concelho.
A associação recebeu ainda, em dia
de aniversário, um veículo de abasteci-
mento com 20 mil litros de capacidade
oferecido por Jorge Mendes Alves.
Mas a direção não está apenas empenhada em melhorar as condições de
trabalho dos operacionais, mas também em “organizar e reorganizar a
casa”. Neste sentido, impõem-se a revisão dos estatutos datados de 10 de
janeiro de 1940. Além disso, a atual
direção bate-se por dar continuidade
aos projetos iniciados pelos antecessores, nomeadamente a instalação de
painéis fotovoltaicos e painéis solares
térmicos e a aquisição de um Veículo
Urbano de Combate a Incêndios.
Entretanto, os dirigentes negociaram algumas dívidas a fornecedores,
legalizaram as instalações do quartel
assim como de outros bens, deram
ainda início ao processo de atualização
das quotas e implementaram “o sistema de contabilidade organizada segundo as normas contabilísticas do
SNC, de forma a garantir um sistema
fiável que cumpra a lei, mas também
para ter maior capacidade de gestão e
maiores níveis de informação mais fidedigna”.
Na sua intervenção, o comandante
Vítor Joaquim enalteceu o trabalho de
todos os bombeiros e bombeiras deste
corpo ativo, que “apesar de voluntários
são profissionais de ação” que “sempre
souberam desempenhar a sua missão”
ao serviço da população do concelho
de Alvaiázere e de outros concelhos.
Para que os bombeiros consigam de-
sempenhar as suas funções com sucesso é fundamental a formação, pelo
que “durante o ano de 2012 foram ministradas 250 horas de formação, para
além daquela que é exigida, contribuindo para o aperfeiçoamento técnico
que sem conhecimento não é possível
fazer de forma eficaz”.
“A nossa atividade é vasta e bastante variada”, lembrou o responsável
operacional, revelando que “na prestação de socorro, só no ano de 2012, foram percorridos 240 089 quilómetros”
e “dos 112 incêndios florestais, os que
marcaram o concelho de Alvaiázere foram os ocorridos nas localidades de
Charneca e Gamanhos, que consumiram 600 hectares de floresta”.
“De facto, não foi fácil o que se passou aqui em Alvaiázere no ano de
2012”, defendeu o representante do
Comando Distrital de Operações e Socorro de Leiria, Artur Granja, adiantando que “por muitas voltas que a vida
dê, a população sabe com quem é que
pode contar”.
O presidente da assembleia-geral
dos Voluntários de Alvaiázere, José
Tiago Guerreiro, também elogiou o
trabalho deste corpo ativo “na salvaguarda de pessoas e bens”, adiantando
que “esta é uma associação que tem
futuro pela dinâmica deste corpo de
bombeiros e pela excelente sementeira
de infantes e cadetes que são o garante e continuidade desta prestimosa
corporação”.
ÓBIDOS
A servir a população há 86 anos
A
Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários do
Concelho de Óbidos assinalou,
no passado dia 7 de abril, o
86.º Aniversário, com uma cerimónia que teve como momentos maiores a apresentação do
novo comandante e a atribuição
de medalhas a vários elementos corpo ativo.
Na ocasião, foi ainda apresentada à população uma nova
ambulância de socorro adquirida com as receitas resultantes
da participação no Mercado Medieval de Óbidos e o apoio da
câmara municipal.
Do decorrer da sessão solene, o último ano considerado
“um dos mais marcantes na
história da associação”.
A direção endereçou ao novo
comandante, Carlos Silva, “votos dos maiores sucessos no
desempenho das novas funções”, tornando pública “a convicção que o responsável operacional fará um excelente trabalho, mantendo assim os ní-
veis de profissionalismo e
operacionalidade, apanágio do
Corpo de Bombeiros”, até porque, registe-se,. Carlos Silva
conhece bem esta casa onde,
nos últimos seis anos, exerceu
as funções de adjunto de comando.
O comandante, na sua intervenção, referiu-se aos motivos
que o levaram a aceitar o convite da direção, falando do
“apoio presencial e os votos de
confiança dos ex-colegas de comando, que desde o momento
que passaram a desempenhar
as suas novas funções continuaram, dentro das suas possi-
bilidades, a apoiar o corpo de
bombeiros”.
“O facto de os ter por perto,
sem dúvida, que é um apoio
muito grande nesta nova fase
da minha vida e deste novo capítulo da história dos Bombeiros de Óbidos”, disse recordando assim o processo de nomeação dos seus antecessores para
funções na Autoridade Nacional
de Proteção Civil.
A entrega de equipamento de
proteção individual aos 17 novos estagiários, que se encontram em “período probatório
em contexto de trabalho”, assinalou de forma simbólica a fina-
lização da primeira fase desta
importante caminhada.
Numa cerimónia vivida e sentida de forma intensa, vários a
elementos do corpo de bombeiros foram agraciados com medalhas Assiduidade e de Dedicação Grau e ainda entregue o
título de “Bombeira do Ano” à
bombeira de 1.ª Patrícia Alexandra Calixto dos Reis.
O padre Paulo Gerardo, Prior
das Paróquias de Óbidos, procedeu à bênção de um veículo
de combate a incêndios florestais e de uma ambulância de
socorro.
A direção agradeceu ainda a
participação dos familiares e
amigos dos bombeiros no Mercado Medieval, o que permitiu a
aquisição da nova ambulância
para o serviço da população,
um reconhecimento extensivo
aos operacionais s e funcionários da associação por todo o
trabalho desenvolvido no ano
de 2012.
Os responsáveis do Corpo de
Bombeiros de Óbidos orgulham-se “dos 86 anos de história motivados e determinados a
salvar pessoas e bens” e do su-
cesso de missão cumprida com
“empenho, criatividade e proximidade que deixam garantia de
futuro.
A cerimónia presidida por
Humberto Marques, vice-presidente da Câmara Municipal de
Óbidos, contou com as presenças, entre outras entidades do
Comandante Distrital de Operações de Socorro de Leira, comandante Sérgio Gomes e do
presidente da Federação dos
Bombeiros do Distrito de Leira,
comandante Mário Cerol.
23
ABRIL 2013
ALBERGARIA-A-VELHA
A
Concretizado sonho com 20 anos
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha concretizou finalmente o sonho
nascido há duas décadas de dispor de
um novo quartel adequado às suas necessidades.
O sonho tornou-se realidade em 7 de
abril último numa cerimónia presidida
pelo ministro da Administração Interna,
Miguel Macedo, e que contou com a
presença do presidente do conselho
executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), comandante Jaime Marta
Soares, do presidente da Federação de
Bombeiros do Distrito de Aveiro e dirigente da LBP, comandante Gomes da
Costa, do presidente da Câmara Municipal, João Agostinho Pereira, antigos
responsáveis da instituição, o anterior
presidente da direção Elísio Silva, o ex-comandante Bismarck, e outras personalidades e representantes de entidades.
Os Voluntários de Albergaria deixaram assim as antigas instalações situadas problematicamente no centro da
vila e passaram a ocupar as novas localizadas na zona industrial e concebidas
segundo um projeto inspirado no modelo francês, do qual demos conta na edição do “BP” de setembro último.
A Autarquia cedeu o terreno, apoiou a
elaboração do projeto da construção,
projetos de especialidades e o apoio técnico à edificação bem como ao processo
de candidatura a verbas comunitárias.
Do POVT foi possível obter 85 por cento
dos cerca de 1,3 milhões elegíveis. Os
restantes 15 por cento foram também
suportados pela Câmara Municipal.
Na oportunidade o ministro da Administração Interna referiu que “a inaugu-
ração do quartel é um bom sinal, um
exemplo que devemos seguir para enfrentar as dificuldades”.
Miguel Macedo elogiou a determinação dos bombeiros na sua concretização
e sublinhou tratar-se de um bom exem-
plo de “conjugação de esforços com o
poder central e o poder local”.
O presidente da LBP fez questão de
saudar o ministro cumprimentando-o
“pelo bom trabalho nas reformas e resolução dos problemas dos bombeiros” e
sublinhou que gostaria de encontrar a
mesma recetividade das propostas enviadas ao ministro da Saúde, Paulo Macedo.
No final da cerimónia ficou a saber-se
que o benemérito Manuel de Oliveira
AGUDA
Autoescada e ambulância no aniversário
A
s Cerimónias Evocativas do
88.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Aguda foram vividas de forma intensa
por todos os elementos, quer
do corpo ativo, quer da direção,
entre um misto de felicidade e
de dor.
Felicidade pela concretização
de um sonho – a substituição e
reposição de um veículo escada, inaugurado e apadrinhado
pelo presidente do conselho de
administração da Solverde –
Sociedade de Investimentos Turísticos da costa Verde, S.A.,
Manuel Violas, e pelo objetivo
conseguido com a inauguração
de uma ambulância de transporte múltiplo, apadrinhada
pelo presidente do Executivo
Municipal Gaiense, Luís Filipe
Menezes.
Refira-se que esta não foi a
única homenagem prestada ao
presidente da edilidade, já que
foi alvo de duas distinções por
proposta da direção da Associação, atribuídas pela Federação
dos Bombeiros do distrito do
Porto – Medalha de Mérito Distrital – e pela Liga dos Bombeiros Portugueses – Crachá de
Ouro.
As comemorações tiveram
também um misto de dor, porque em todos os atos levados a
efeito perpassou a memória do
chefe Reis: a romagem aos cemitérios das freguesias da área
de atuação; a exibição de um
pequeno documentário sobre
ele; o descerramento da sua
foto na galeria dos notáveis; e
nas intervenções na sessão solene, esteve “sempre esteve
presente a saudade de alguém
que era considerado por todos
como um Homem Bom, um
Bombeiro Excelente, um companheiro inesquecível, um amigo verdadeiro”.
Pelo seu significado e tendo
em conta o hábito da Associação em entregar uma Medalha
e Diploma aos Bombeiros que,
ao longo do ano, maior número
de serviços voluntários efetuem, foi de forma emocionada
que todos os que encheram por
completo o salão nobre aplaudiram o facto do Diogo Matos, vitima de ferimentos graves do
acidente do passado dia 22 de
outubro, ter recebido o prémio
de quinto classificado com 234
serviços.
Barbosa, que havia sido agraciado com
o crachá de ouro da LBP entregou ao antigo presidente da direção e atual presidente do conselho fiscal, Elísio Silva, um
cheque em branco destinado a apoiar a
associação.
24
ABRIL 2013
COIMBRA
VISEU
Projeto com avanços
“Quem antecipa o futuro ganha o presente”
Fotos: BVCoimbra
A
A
Associação Humanitária de
Bombeiros Voluntários de
Coimbra comemorou o 124.º
aniversário, com a promessa de
avanços no projeto de construção de um novo quartel.
A sessão festiva realizou-se
no dia 7 de abril com uma formatura geral do corpo ativo a acolher as entidades convidadas que
depois se reuniram no salão nobre da instituição onde assistiram à
distinção do comandante Fernando Nobre com o crácha de ouro da
Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), bem como à homenagem a
vários soldados da paz e, também, a associados.
Na ocasião João Barbosa de Melo, presidente da câmara municipal de Coimbra falou da intenção de “arrancar com a realização do
projeto de arquitetura do novo quartel” e assumiu existir um compromisso para a construção das novas instalações e a promessa de
30 mil euros para o início da empreitada, uma obra que autarca
considera ser “fundamental para a “baixa da cidade”.
Por sua vez, o presidente da direção João Silva saudou os bombeiros pela sua “generosidade” e que são “gente que é, frequentemente, esquecida pelos cidadãos de Coimbra”, enaltecendo a importância do corpo de bombeiros para a cidade.
Na cerimónia estiveram presentes o 2.º comandante distrital
Paulo Palrilha; o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra, comandante António Simões, bem como representantes do Exército, Policia de Segurança Pública e de associações
congéneres do distrito.
Sérgio Santos
s comemorações do 127.º aniversário
dos Bombeiros Voluntários de Viseu iniciaram-se no dia 25 de março, com a cerimónia do içar da bandeira, a tradicional formatura, seguindo-se a missa de ação de
graças e sufrágio pelos bombeiros, dirigentes e associados falecidos, celebrada pelo
Capelão da Associação, reverendo cónego
Arménio Lourenço.
Devido às festividades da Páscoa, o restante programa teve seguimento no domingo, dia 7 de abril, com a romagem de saudade ao cemitério da cidade onde, em formatura, foi feita a chamada dos bombeiros
e dirigentes mortos, um momento marcado
pelo emoção, seguido da deposição de flores nas campas. Os bombeiros desfilaram,
depois, até à sede da Associação, onde receberam entidades oficiais e restantes convidados.
Ainda antes da sessão solene, foram entregues medalhas da Liga dos Bombeiros
Portugueses (LBP) a diversos elementos do
corpo ativo.
A sessão solene, presidida por Fernando
Ruas, presidente da Câmara Municipal de
Viseu, contou na mesa de honra com Botelho Pinto, presidente da assembleia geral
da associação; Gil Barreiros, vice-presidente da LBP; César Fonseca, CODIS de Viseu:
Rebelo Marinho, presidente da federação
distrital de bombeiros; Américo Nunes, vice-presidente da autarquia; Jorge Antunes,
comandante dos bombeiros municipais e
Valdemar Freitas e Luís Duarte, respetivamente presidente e comandante dos voluntários visienses.
Das várias intervenções destaca-se o
elogio de Gil Barreiros ao Ministério da Administração Interna, informando estarem
no bom caminho as negociações entre este
organismo do Governo e a Liga dos Bombeiros, para a isenção do IRS aos Bombeiros Voluntários de Portugal. Referiu também o facto do presidente da liga, comandante Jaime Soares, companheiro de lides
autárquicas e amigo pessoal de Fernando
Ruas, ver com bons olhos a colaboração
com os Voluntários de Viseu, na organização de uma festa de despedida ao autarca
que cumpre o seu último mandato. No mesmo sentido, Valdemar Freitas, presidente
da associação, anunciou ser intenção da direção e do comando propor o presidente da
câmara como bombeiro de mérito, pelo
muito que tem feito pelos Voluntários de Viseu.
O dirigente falou ainda de algumas medidas de gestão impostas pelas dificuldades
financeiras e outras, no que classificou, ainda assim, trabalho estimulante.
Rebelo Marinho elogiou a aposta do comandante, na Escola de Cadetes e Infan-
tes, referindo que “quem antecipa o futuro,
ganha o presente”.
Por sua vez, o comandante Luís Duarte
agradeceu a perseverança da direção que,
tal como os voluntários, nunca vira a cara à
luta. Informou ainda que está a chegar ao
seu final uma escola de estagiários e que
outra está “na forja”, dada a procura dos
mais jovens. Afirmou-se orgulhoso da Escola de Cadetes e Infantes e elogiou a boa
colaboração de elementos do Quadro de
Honra na formação dos mais novos.
O CODIS César Fonseca informou que
está a decorrer uma candidatura de aquisição de equipamentos de proteção individual, para os Corpos de Bombeiros de todo
o país, que, obviamente, comtemplará os
do distrito de Viseu.
A encerrar a sessão Fernando Ruas, referiu estar a presidir pela última vez, enquanto autarca, a uma sessão solene nos bombeiros, agradecendo o que têm feito pelo
concelho e pela comunidade, ofertando um
contributo financeiro e uma lembrança do
município à instituição aniversariante.
Carlos Nascimento
GONÇALO
Festa animada no 33.º aniversário
N
o passado dia 24 de março a
Associação Humanitária de
Bombeiros Voluntários de Gonçalo assinalou o seu 33.º aniversário.
Com uma programação simples, familiar mas plena de significado, realizada a expensas
de cada um dos participantes,
os Bombeiros Voluntários de
Gonçalo não quiseram deixar de
festejar mais um aniversário.
As comemorações tiveram
início às 10 horas com a formatura dos Bombeiros Voluntários
de Gonçalo a que se seguiu o
hastear das bandeiras.
Em seguida foi feita uma romagem simbólica aos cemitérios de Gonçalo, da Gaia e de
Famalicão da Serra onde foram
depostas coroas de flores em
memória dos bombeiros voluntários, dirigentes e associados
defuntos.
Cerca das 11.30h. teve lugar
no salão nobre Joaquim Esteves
Marujo, no quartel, a sessão solene comemorativa do 33.º ani-
versário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários
de Gonçalo.
Na sessão, que contou com a
presença do vice-presidente da
Câmara Municipal da Guarda,
Virgílio Bento e do ex-governador civil do Distrito da Guarda,
António Santinho Pacheco (amigos de sempre dos Bombeiros
Voluntários de Gonçalo) estiveram ainda, a presidente da Assembleia de Freguesia, Maria
Arlete Anjos, o presidente da
Assembleia Geral, Bruno Pina,
representantes do Conselho
Fiscal, a Direção, o Comando,
os bombeiros voluntários, associados e população em geral.
Na sua intervenção, o presidente da direção, Pedro Pires,
salientou o importante trabalho
de equilíbrio financeiro da Associação que tem vindo a ser desenvolvido por parte da Direção, manifestou a sua preocu-
pação com a redução significativa de serviços de transporte
de doentes para a ULS da Guarda e apontou a constituição de
corpos de bombeiros mistos
como o caminho a percorrer
para o futuro dos bombeiros
portugueses, chamando naturalmente os Municípios a assumir as suas responsabilidades
na construção deste caminho.
Às 13.30h. foi celebrada, na
igreja matriz de Gonçalo, a eucaristia em ação de graças por
mais um aniversário e em memória de todos os bombeiros,
dirigentes e associados falecidos.
Cerca das 14.30h. teve lugar
o almoço preparado e servido
pelos bombeiros no quartel e a
que se juntou o comandante
operacional distrital, António
Fonseca.
A festa de aniversário prolongou-se depois pela tarde fora
com o partir do bolo e com muita confraternização e convívio
entre todos.
25
ABRIL 2013
GUIMARÃES
Renovação de viaturas é prioridade
O
presidente da direção da
Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Guimarães, Luis Oliveira, considera
que “o novo desafio, para a próxima década, prende-se com
investimentos a nível de viaturas, que esta direção e as futuras vão ter que equacionar
como principal objetivo dos
seus planos de actividades”. O
dirigente falava na sessão solene comemorativa do 136º aniversário da instituição que foi
presidida pelo vereador César
Machado, em representação do
presidente da Câmara Municipal
de Guimarães, na presença do
comandante distrital de socorro
e do presidente da federação
distrital de bombeiros, também
em representação da Liga dos
Bombeiros Portugueses.
Na sua intervenção o presidente dos Voluntários de Gui-
marães chamou a atenção para
os problemas relativos à formação dos tripulantes de ambulância de socorro, saudou todos
os que têm apoiado a instituição, nomeadamente a empresa
J. Pereira Fernandes SA, e recordou o saudoso Casimiro da
Silva Lopes e a sua dedicação
aos bombeiros de mais de 40
anos.
O comandante Bento Marques, por seu turno, alertou
que “na verdade o número de
voluntários tem vindo a diminuir ano após ano”, referindo
que “ tem sido difícil recrutar
jovens para um envolvimento
mais activo no que diz respeito
ao voluntariado”.
Aquele responsável lamentou
ainda que “temos desde o dia
29 de Janeiro a auto-escada
avariada e que muita falta nos
faz, trata-se de um veículo de
grande importância para o so-
corro da população e que urge
substituir dado ter já 31 anos e
as avarias saõ muitoi frequentes e dispendiosas”.
VIANA DO CASTELO
Municipais com mais 15 elementos
A
comemoração do 233.º aniversário dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo incluiu a apresentação dos novos
15 elementos daquele corpo de
bombeiros bem como uma nova
viatura de combate a incêndios.
As cerimónias foram presididas pelo presidente da Câmara
Municipal de Viana do Castelo,
José Maria Costa, e contaram
com a presença do presidente
da Assembleia Municipal, outros autarcas e representantes
de diversas entidades.
A aquisição da nova viatura
de combate a incêndios implicou um investimento superior a
225 mil euros, com o apoio de
fundos comunitários, numa
candidatura conjunta ao QREN
liderada pela Federação Distrital de Bombeiros de Viana do
Castelo.
A viatura aloja todo o equipamento para combate a incêndios urbanos e industriais, tanque para 3 mil litros, equipamento diverso de socorro para
acidentes elétricos, fugas de
gás, deteção de gases, equipa-
mento de corte de betão, ferro,
aço e madeira, resgate e desencarceramento, entre outros.
A demonstração das capacidades da viatura ficou a cargo
dos novos 15 elementos do corpo de bombeiros.
Antes da sessão solene, realizada no centro municipal de
proteção civil, ocorreu na Capela de S. Vicente uma missa de
sufrágio pelos bombeiros falecidos e uma romagem ao cemitério local.
Os Bombeiros Municipais de
Viana do Castelo foram fundados
em 1780, com a designação de
Companhia da Bomba, constituindo o terceiro corpo de bombeiros português mais antigo, a
seguir aos Sapadores de Lisboa
e do Porto. Constituem o único
corpo de bombeiros municipais
do distrito com 44 operacionais,
a que se juntaram agora mais
15, após a conclusão do respetivo programa de formação.
PORTO
Batalhão conta com reforço operacional
O
Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto
comemorou recentemente o seu 285º aniversário com uma cerimónia presidida por Rui Rio,
presidente da Câmara Municipal do Porto. A Liga
dos Bombeiros Portugueses (LBP) esteve representada pelo comandante Álvaro Ribeiro, vogal
do seu conselho executivo.
A cerimónia teve como um dos pontos altos o
compromisso de honra da Escola de Recrutas
“Chefe Joaquim Campos da Silva”, constituída por
20 novos bombeiros, e a respetiva cerimónia de
imposição de capacetes.
.O programa comemorativo incluiu também
uma cerimónia particularmente emotiva caracterizada pela condecoração com a Medalha de Serviços Distintos Grau Ouro da LBP, a título póstumo, ao subchefe de 1ª classe, Vítor Manuel das
Neves Melo Ferreira . A condecoração foi entre-
gue à viúva daquele bombeiro pelo presidente da
Câmara do Porto, a convite do representante da
LBP.
Do programa fez também parte a cerimónia de
bênção da nova viatura urbana de combate a incêndios (VUCI) adquirida com o apoio do QREN.
A cerimónia comemorativa terminou com demonstrações de atividades dos sapadores bombeiros recrutas na parada e na casa escola, com
vários exercícios: pelotão auto comandado, escada de ganchos – escalada corrida; escada de lanços – montagem de horizontal; exercício de simulacro e continência final.
Segundo fonte do BSB, “este dá mais um passo
no sentido de continuar a honrar o bom nome
que criou ao longo de cerca de três séculos, reforçando o seu papel inquestionável e imprescindível ao serviço do município do Porto e do País”.
26
ABRIL 2013
LEIRIA
Autarquia e bombeiros distinguidos
O
120.º aniversário dos Municipais de Leiria ficou marcado com a distinção da autarquia
e do corpo de bombeiros pela
Liga dos Bombeiros Portugueses
(LBP).
O estandarte do corpo de
bombeiros recebeu a “Fénix de
Honra” como reconhecimento
dos “serviços prestados e dignificantes da causa dos bombeiros e
da proteção civil e socorro”.
A câmara municipal de Leiria
foi distinguido com o crachá de
ouro pelo contributo para a dignificação da causa dos bombeiros, conforme referiu José Ferreira vice-presidente da LBP que
entregou a distinção honorifica
ao edil leiriense, Raul Castro.
Na cerimónia que se realizou
no dia 1 de abril foram igualmente agraciados 28 bombeiros com
medalhas da LBP.
No momento das alocuções o
comandante Artur Figueiredo defendeu a “necessidade de desbloquear as carreiras dos bombeiros
profissionais, evitando assim a
curto prazo a falta de cheias intermédias”. Este responsável referiu ainda que os planos de formação no âmbito nacional deveriam ser desenvolvidos para
aperfeiçoar os conhecimentos
técnicos dos operacionais.
Algumas lacunas nas vertentes do reforço de meios humanos
e da renovação da frota automóvel foram denucniadas por Artur
Figueiredo, que terminou a sua
intervenção agradecendo a dedicação dos bombeiros de Leiria.
Por sua vez, Raul Castro presidente do município de Leiria referiu que a “proteção civil deve
ser uma cultura coletiva, reforçando a sensibilização e abordagem às populações para novas
atitudes, novos valores e comportamentos para terem conhecimento sobre os perigos e a
atuação e capacidade de integração na organização coletiva da
resposta à emergência.”.
Entre as entidades presentes
destaca-se o 2.º comandante
distrital Luís Lopes (ANPC); re-
presentantes do Exército, Força
Aérea Portuguesa, Guarda Nacional Republicana e comandantes de corpos de bombeiros do
distrito de Leiria.
Sérgio Santos
CONDEIXA-A-NOVA
CANTANHEDE
Assembleia com crachás de ouro
Associação reconhece
relevantes serviços
O
médico Fernando Rodrigues Santos foi distinguido
pela Associação Humanitária
dos Bombeiros Voluntários de
Cantanhede (AHBVC) com o título de sócio honorário, no reconhecimento do mérito social
e dos relevantes serviços prestados à instituição.
De acordo com a direção,
trata-se de um reconhecimento público por todas as suas
iniciativas em prol dos bombeiros, uma vez que Fernando
Santos tem demonstrado uma
dedicação sem precedentes à
causa do voluntariado, não
sendo de estranhar a disponibilidade que demonstrou para
participar, de forma graciosa,
na formação “Noções Básicas
de Socorrismo”, dirigida a toda
a população.
Igualmente relevante é o
facto do médico ter oferecido à
AHBVC os direitos dos livros
“Diversos versos anversos” e
“Parece” de é autor.
A proposta da direção foi
aprovada pela unanimidade
em assembleia geral, ocasião
em que também foram ratificados o Relatório e Contas do
exercício de 2012 e o Plano de
Atividades e Orçamento para
2013. De acordo com este documento, a direção defende
uma instituição “mais forte
para chegar mais alto e mais
longe no serviço à comunidade”, sendo que para tal “é essencial prosseguir com a abertura à sociedade, com o envolvimento crescente dos associado, da população e das
empresas através de parcerias
eficazes e proveitosas como
escolas, hospitais e juntas de
freguesia e município de Cantanhede”.
Nesta reunião foram ainda
discutidos e aprovados os novos estatutos da AHBVC, após
duas semanas de discussão
pública. Trata-se de um documento que resulta de um trabalho conjunto e que introduz
alterações significativas que
visam a melhor operacionalização da instituição.
LISBONENSES
Novo comandante empossado
A
Assembleia Geral Ordinária
da Associação Humanitária
de Bombeiros Voluntários de
Condeixa-a-Nova ficou marcada
pela imposição de três crachás
de ouro da Liga dos Bombeiros
Portugueses (LBP) aos soldados
da paz.
A sessão que se realizou no
dia 29 de março visou a apresentação do relatório de atividades e contas do ano transato
e a eleição dos órgãos sociais
para o triénio de 2013/2015.
Antecedendo a reunião associativa, foram distinguidos os
chefes Carlos Marques Claro, António Caridade Costa e Carlos
Peça com o crachá de ouro da
LBP, o público reconhecimento
da dedicação e entrega ao serviço público na missão de salvar
vidas destes bombeiros. A imposição destas condecorações foi
testemunhada pelo comandante
António Simões, presidente da
Federação dos Bombeiros do
Distrito de Coimbra e neste ato
em representação da LBP.
Já cumprindo a ordem de trabalhos, a assembleia analisou o
relatório e atividades do da instituição, tendo o comandante
Fernando Gonçalves realçado a
entrega de todos os voluntários
e funcionários que entendem “a
nobre missão e os sacrifícios,
sem os quais não era possível
cumprir as missões e honrar o
nome dos Bombeiros”.
O aumento de saídas levou a
necessidade de investir numa
melhor gestão dos meios quer
humanos e veículos, o que no
ano transato permitiu a aquisição de três novas ambulâncias
e dar emprego a mais bombeiros, conforme salientou o presidente da direção Daniel Costa,
sublinhando “que pese o facto
de o ano de 2012 não ter sido
fácil para ninguém, também se
manifestou numa oportunidade”, pelo que assegurou o dirigente “esta Associação Humanitária em contra ciclo relativamente à economia do país”.
No final da assembleia geral
realizou-se o ato eleitoral que
garantiu a continuidade da
equipa liderada Daniel Costa
(direção), José Paulo Domingues (mesa da assembleia geral) e João Filipe Leal (conselho
fiscal).
Sérgio Santos
J
orge Manuel Afonso Fernandes é o novo comandante da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Lisbonenses.
A cerimónia realizada no dia 6 de abril no salão
nobre da instituição coube ao comandante distrital Elísio Oliveira e ao comandante Q.H. França de
Sousa colocar as divisas ao novo responsável
operacional, perante muitos bombeiros, associados e amigos da instituição.
Após do ato solene, o novo comandante recebeu do vice-presidente dos bombeiros Portuenses, o comandante QH Alberto Silva o crachá dessa associação unida aos Lisbonenses por um
acordo geminação.
Na ocasião o presidente da direção dos Lisbonenses, Garcia Correia, sublinhou o o apoio dos
órgãos sociais ao empossado, confiando-lhe a
missão de continuar a dignificar a história e atividade operacional do corpo de bombeiros.
Estiveram presentes nesta cerimónia, o comandante António Carvalho, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa; o 2.º
comandante dos Sapadores de Lisboa, major
José Carlos Monteiro; o 2.º comandante dos Voluntários Portuenses Joaquim Caldas e representantes de associações congéneres da cidade de
Lisboa.
Sérgio Santos
27
ABRIL 2013
BRASFEMES
O
Estrutura de comando completa
quadro de comando da Associação Humanitária de
Bombeiros Voluntários de Brasfemes está agora completo com
a entrada do subchefe Bruno
Santos (2.º comandante) e o
bombeiro de 1.ª Horácio Ferreira (adjunto) numa cerimónia
realizada no passado dia 29 de
Março.
A tomada de posse destes
dois elementos realizou-se no
dia 29 de março numa cerimónia que contou com a presença,
entre outras individualidades, de José Belo, vereador da proteção civil da Câmara Municipal de
Coimbra, bem como do 2.º comandante distrital
Paulo Palrilha (ANPC), do comandante Fernando
Jorge da Federação dos Bombeiros do Distrito de
Coimbra .
Na ocasião, o comandante Acácio Monteiro
mostrou-se satisfeito pelo conjunto de homens e
mulheres que servem com “valor, dedicação e altruísmo” os bombeiros, sendo inegável. Dirigindo-se aos empossados, o responsável operacional reconheceu-lhes “capacidades de trabalho e
AVEIRO
Gala reúne bombeiros do distrito
liderança”, com capacidades para responder “às
novas exigências deste corpo de bombeiros”.
A sessão terminou com um lanche convívio que
juntou a grande família dos soldados da paz de
Brasfemes.
Sérgio Santos
MURÇA
A
Quadro ganha novos elementos
2.ª comandante Catarina
Isabel Vicente e o adjunto
José Luís Teixeira dos Bombeiros Voluntários de Murça,
tomaram posse recentemente.
Catarina Isabel Vicente, oficial bombeira de 2.ª, de 29
anos de idade, enfermeira, é
a primeira mulher no Distrito
de Vila Real a assumir funções
de comando nos bombeiros.
Esta equipa conta ainda
com o regresso ao cargo de
adjunto de José Luís Teixeira,
funcionário da autarquia de
Murça, bombeiro de 1.ª classe, de 33 anos de idade, que
O
tinha desempenhado o cargo
entre 2006 e 2012.
O comandante dos s Voluntários de Murça, Joaquim Teixeira, deu posse aos novos ele-
mentos numa cerimónia realizada no quartel provisório a
funcionar na escola primária
n.º 2 de Murça e que foi testemunhada pelo corpo ativo.
VILA REAL
S
Jovens têm nova subcoordenadora
ara Avelino, estagiária nos
Voluntários de Mondim de
Basto assumiu, recentemente,
as funções de subcoordenadora distrital de Vila Real, depois
de ter sido contactada pelo
coordenador distrital Rui Dinis.
Este novo elemento da comissão distrital realça que tem
projetos para a JuveBombeiro
de Vila Real dos quais se destaca a página web já disponível em http://juvebombeirovr.
wix.com/juvebombeirovila-
real, e ainda uma inciativa social assente na recolha de
bens de primeira necessidade.
Integram a equipa de Sara
Avelino André Borges, Daniela
Carvalho e Nuno Sá, em representação dos bombeiros de
Vila Pouca de Aguiar e Mondim
de Basto.
“Chegámos com ideias e
queremos trabalhar. Para isso
contamos com a ajuda de todos os bombeiros do distrito”,
anuncia a nova subcoordenadora da “juve”.
SINES
O
Juve em formação
quartel sede dos Bombeiros
Voluntários de Sines recebeu, nos dias 15 e 16 de março,
a primeira Formação para Delegados e Equipas de Trabalho da
Juvebombeiro.
Na ação estiveram presentes
55 elementos de diversos corpos
de bombeiros do País, nomeadamente dos distritos de Setúbal,
Lisboa, Beja, Faro e Évora.
Assente no lema “Preparar o
Futuro” a formação assentou
em temas como liderança, gestão de equipas e gestão de conflitos, coaching, elaboração de
projetos e preparação de atividades.
Segundo fonte da Juvebombeiro do Distrito de Setúbal
esta formação visou “contribuir
para o desenvolvimento dos jo-
vens bombeiros portugueses” e
a “prossecução de objetivos do
plano de atividades e das vontades e anseios dos comandos e
entidades detentoras de corpos
de bombeiros”.
A iniciativa dos Bombeiros de
Sines e da Juvebombeiro dos
distritos de Setúbal e Beja contou com o apoio do site Bombeiros para Sempre.
s bombeiros enfrentam, no dia-a-dia, os mais
variados teatros de operações e cenários que
ditam trabalho em equipa, muitas vezes com
operacionais de outros quartéis. Neste âmbito, a
juvebombeiro surge com o intuito de servir de elo
de ligação entre bombeiros, fomentando encontros e o convívio em diferentes ambientes, para
além de realçar e mostrar o que melhor se faz no
seio dos bombeiros nacionais.
Com o intuito de juntar os homens e as mulheres que servem de forma exemplar o lema Vida
por Vida, a a juvebombeiro de Aveiro, promoveu
a primeira gala do distrito, evento assinado pelos
núcleos da Pampilhosa e de Castelo de Paiva, que
visou “agraciar e aplaudir pessoas e instituições
que têm um papel essencial e de relevo na atividade dos bombeiros”.
Num ambiente festivo, a organização ofereceu
aos jovens bombeiros uma oportunidade de convívio e confraternização, num animado convívio
que permitiu também distinguir os vários núcleos
que “levam mais longe e mais alto o nome da Juvebombeiro e dos bombeiros portugueses”.
Na ocasião foram entregues vários prémios a
personalidades e instituições, nomeadamente, a
Hermínio Loureiro, presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis agraciado com troféu
“Honra e compromisso para com os Bombeiros”.
Numa noite marcada pelo reconhecimento, o CODIS de Aveiro foi distinguido pelo “Esforço e dedicação aos Bombeiros”. Na sessão foi, igualmente,
enaltecida a ação do Comandante Gomes da Costa (“Bombeiro do Distrito”), de Ana Paula Ramos
(“Comandante do Distrito”), do fotojornalista
Francisco Manuel (“Bombeiros nos media”) e do
núcleo da “juve” de Oliveira de Azeméis (“Núcleo
mais participativo”).
“Nutro, desde há muito, pela atividade dos
bombeiros, um fascínio e admiração muito grandes. Surpreende-me a disponibilidade, a entrega
e a coragem que aplicam na vossa atividade.
Como presidente da Câmara Municipal de Oliveira
de Azeméis tenho contactado de perto algumas
das situações mais delicadas com que se confrontam no terreno”, disse na ocasião Hermínio Loureiro, sublinhando “enorme orgulho em receber a
distinção da juvebombeiro”.
Também no rescaldo do evento, o comandante
Q.H. Gomes da Costa, presidente da Federação
dos Bombeiros de Aveiro salientou o entusiasmo
dos jovens que participaram na gala.
“Para mim, a atribuição do Prémio de Comandante do Distrito constituiu uma grande surpresa
e vai para sempre ficar ligada ao orgulho de fazer
parte desta causa. Tratou-se de um reconhecimento em como o empenho que devoto a esta
causa acaba por fazer a diferença para alguém,
neste caso, para estes jovens bombeiros com
quem tenho privilégio de trabalhar em circunstâncias por vezes muito difíceis. Nunca me julguei capaz de receber tamanha honra e vai constituir um incentivo para me empenhar ainda mais
nesta causa. Arregaçar as mangas e ir a luta é a
melhor forma de agradecer a estes elementos se
entregam à causa dos Bombeiros”, disse, na ocasião, a comandante Ana Paula Ramos, dos Voluntários da Pampilhosa
Em jeito de balanço o coordenador distrital da
Juvebombeiro de Aveiro, João Oliveira, falou do
“orgulho enorme” pelo sucesso da iniciativa, salientando o trabalho-o empenho e o esforço dos
bombeiros Rui Rebelo, (Castelo de Paiva) e a Daniela Sousa e Telma Faria (Pampilhosa)
“Desde que fui nomeado como coordenador
distrital tenho tentado chamar a atenção dos comandantes para a importância da Juvebombeiro.
Aqui vê-se o futuro dos bombeiros. O futuro dos
bombeiros de Portugal passa pela Juvebombeiro
Nacional”, referiu o mesmo dirigente.
Para além dos muitos momentos de boa disposição e companheirismo, esta grande festa teve
como um dos pontos alto a exposição fotográfica
de Francisco Manuel, repórter do Correio da Manhã que nos seus trabalhos destaca o trabalho
realizado pelos bombeiros no cumprimento do
seu dever. Este fotojornalista afirma-se como “o
mensageiro que faz chegar ao grande público, retratando os momentos em que cada gesto pode
salvar uma vida”, sublinhando que tenta captar
“expressões sinceras de quem tudo faz sem nada
cobrar”.
“Vocês são uns malucos. Vão. Não sabem se
Voltam. Enfrentam a morte, mas continuam a desafiar o perigo. Salvam vidas, recebem insultos,
mas nem por isso viram as costas. Vocês, bombeiros são o exemplo de vida, por isso, este será
o prémio que irei guardar para sempre no meu
coração”, disse Francisco Manuel.
28
ABRIL 2013
PENICHE
O
BARCELINHOS
O
Bombeiros nas celebrações pascais
s Voluntários de Barcelinhos
voltaram a cumprir a tradição e receberam as cinco cruzes
que percorreram as casas da freguesia, no domingo de Páscoa,
Ao final do dia as cruzes foram
recebidas no quartel por cerca de
uma centena de bombeiros que
abdicaram da festa em família,
para viverem as celebrações pascais nesta que é a sua segunda
casa.
Cumprindo um ritual antigo
dezenas de soldados da paz abri-
ram caminho às cruzes até à
Igreja de Barcelinhos, onde decorreram as cerimónias pascais.
Fonte da associação revela
que nesta quadra “vive-se no
quartel um ambiente único de
alegria e confraternização”.
ALCOCHETE
Bombeiritos visitam base aérea
Voluntários cumprem peregrinação
s Bombeiros de Peniche
cumpriram, no passado
mês de março, aquela que foi a
sua primeira peregrinação a
Fátima a pé. Na partida, o grupo constituído por 31 pessoas
deixava transparecer entusiasmo e a vontade chegar ao santuário.
Os cerca de 100 quilómetros, que separam Peniche de
Fátima, foram cumpridos em
três etapas, numa jornada
que contou com o apoio dos
bombeiros de Óbidos e de Alcobaça
A chegada a Fátima foi vivida com emoção num momento
intenso partilhado com familiares e amigos dos peregrinos.
O percurso foi cumprido em
ambiente de camaradagem e
devoção e no regresso ficou “a
vontade e promessa de voltar”.
SINES
O
s infantes e cadetes dos Voluntários de Alcochete realizaram, no passado mês de
março, uma visita à base área
do Montijo, iniciativa que visou
dar a conhecer aos mais jovens
novos equipamentos e várias
técnicas de socorro.
Na oportunidade, os “bombeiritos” visitaram a secção dos
Operadores de Sistemas de Assistência e Socorros (OPSAS) e
a esquadra 751 da Força Aérea
Portuguesa, especializada em
busca e salvamento.
O entusiasmo das crianças foi
visível numa visita que os res-
Fotos: CMSines
Fotos: Sílvia Lage
Insígnias para meia centena
A
ponsáveis consideram importante para “o desenvolvimento
pedagógico e acompanhamen-
tos dos mais jovens na sua formação cívica”.
Sérgio Santos
Associação Humanitária de
Bombeiros Voluntários de
Sines criou recentemente um
mês uma escola de cadetes e infantes, tendo já entregue as insígnias aos seus elementos.
É com enorme satisfação que
o presidente da direção João
Santa Bárbara e o comandante
Vítor Espírito Santo encaram a
entrada no quartel de meia centena de jovens, o que consubstancia uma aposta da associação no futuro.
Uma nova dinâmica e o en-
volvimento da comunidade, nomeadamente das famílias das
crianças, permitem assegurar a
continuidade do trabalho desenvolvido pela instituição tanto a
nível associativo como operacional.
A cerimónia realizada na nova
unidade de socorro dos Voluntários de Sines contou com a presença de familiares e amigos
dos bombeiros de palmo e meio,
e também de elementos do quadro ativo e dirigentes.
Sérgio Santos
29
ABRIL 2013
VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO
Jovens dão exemplo na Mata Nacional
A
escola de infantes e cadetes dos Voluntários de Vila Real de Santo António
participou com grande entusiasmo e dedicação numa ação de reflorestação da Mata
Nacional das Dunas Litorais, colaborando
assim conjuntamente com os sapadores
florestais, escuteiros, ICNB e muitos populares na plantação de 300 pinheiros-mansos (pinus pinea).
Este projeto teve como objetivo a sensi-
GEMINAÇÃO
bilização para importância das plantas para
o meio ambiente e seres vivos, bem como
fomentar a consciência ecológica da comunidade.
A
Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros da Figueira deslocou-se, recentemente, à Serra da Estrela, numa comitiva de 75
pessoas, que integrou, para além dos mais novos, bombeiros e
familiares.
Os Voluntários de Gouveia foram os anfitriões de um dia repleto
de atividades para os jovens e que incluiu a apresentação dos infantes e cadetes de ambas as associações e uma visita ao quartel.
Depois do almoço, o grupo deslocou-se ao Parque Ecológico,
com a oportunidade de descobrir a flora da região e conhecer o
centro de reabilitação de animais da serra.
Antes do final da tarde, ainda houve tempo para assistir a uma
prova de “downhill” e para um lanche de confraternização.
A ação, segundo os promotores, permitiu a troca de experiências, mas também “motivar e sensibilizar os jovens das duas corporações”, unidas por um acordo de geminação.
Refira-se que a Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, criada em 2011, conta atualmente
com mais de trinta elementos.
FIGUEIRÓ DOS VINHOS
Exposição no quartel
A
Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de
Figueiró dos Vinhos
Acolheu nas suas instalações
uma exposição internacional
sobre a temática da árvore e
da floresta com trabalhos elaborados por alunos portugueses, franceses e húngaros.
A mostra já seguiu, entretanto, para Saint Maximin, em
França.
BARCELINHOS
Equipa feminina vence torneio em Braga
A
equipa de futebol feminino
dos Bombeiros de Barcelinhos venceu o torneio promovido pelos Voluntários de Braga,
que reuniu equipas de todo o
norte de Portugal, nomeadamente de Valadares, Vila Verde
e Cabeceiras de Basto.
Na final, as operacionais de
Barcelinhos venceram por três
golos sem resposta a formação
de Cabeceiras de Basto.
A vitória foi festejada no quartel de Barcelinhos e as campeãs
fizeram questão de entregar a
taça à associação cujos dirigentes sublinham o feito das 12
bombeiras envolvidas nesta
competição que “muito orgulha
todo o corpo de bombeiros”.
CANTANHEDE
A
Bombeiros promovem festival gastronómico
Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de
Cantanhede promoveu a 2.ª
edição do Festival Gastronómico de Sabores de Caça – Caça-Sabores.
O jantar servido no quartel
dos bombeiros contou com a
colaboração dos caçadores do
concelho, que generosamente
ofereceram as peças de caça
para o evento.
Mais de 130 apreciadores da
boa gastronomia puderam
apreciar a excelência dos sabores da canja de aves, das chanfanas de veado e de javali, do
veado à “Joka” e à “7 Fontes”,
do javali à “Finfas” e grelhado à
bombeiro e ainda do coelho à
“Cabana do Pastor” e das aves
do monte com arroz de passas
e coelho frito.
A organização partilha o sucesso do evento com Palmira
Neves, Mário Miranda de Almeida, do Corticeiro de Cima, e
Hugo Melo, de Murtede, que
ofereceram os javalis e veados,
e ainda a Branca Oliveira de
Cordinhã e Nito e José Manuel
da Pocariça que apearam os
bombeiros na confeção de todas as iguarias, bem como a to-
dos os caçadores e aos proprietários dos restaurantes Joka,
Sete Fontes, “Cova do Finfas”,
“Cabana do Pastor”. Da mesma
Escola visita
Serra da Estrela
forma, os voluntários de Cantanhede agradecem ao grupo musical TOP2 que muito animou os
convivas.
30
ABRIL 2013
LIXA
Recordações e saudade
“Este parte, aquele parte,
e todos, todos se vão….”
oje, resolvi recordar quem
nos deixou recentemente,
não sabendo ao certo, se este
recordar surge, porque neste
período Pascal e da Ressuscitação de Cristo para os crentes,
ou se foi o tempo chuvoso, e
triste, que inculcou em mim
esta lembrança e saudade.
Perpassam pelo meu pensamento, neste tempo de reflexão, muitas pessoas que perdi
e que amava, outras de quem
gostei muito, e com quem vivi
coisas e momentos inesquecíveis, e outras que me transmitiram valores e exemplos de
dedicação, humanismo, solidariedade, bairrismo e cidadania
que não mais esquecerei, enquanto por cá vá peregrinando.
Falo-vos hoje de dois Bombeiros, dois velhos e valentes
bombeiros, que serviram a comunidade Lixense, em tempos
muito difíceis, durante 50
anos, mais de metade da vida
por cada um vivida.
São eles, o subchefe Júlio
Fernando “Barbeiro”, amistosamente assim designado, e o
chefe Artur Adão “Bica”, que
tive o privilégio de conhecer já
lá vão 40 anos, e a honra de
ser seu 2.º comandante a partir de 1980, e seu comandante
a partir de 2001.
Se não os lembrasse aqui,
aproveitando este espaço, certamente cometeria uma enorme ingratidão, para quem
H
em abril de 1993
ENTRE-OS-RIOS
C
Desfile anima “feirinha” humanitária
om o intuito de angariar os
fundos que permitam requalificar uma viatura de emergência, direção, comando, corpo ativo e juvebombeiro dos
Voluntários de Entre-os-Rios
realizam, nos 2.ºs domingos de
cada mês, uma “feirinha humanitária”.
O certame é animado pela
venda, a preços simbólicos, de
todo o tipo de vestuário, calçado e peças de mobiliário, tudo
oferecido pela população. No
decorrer das feiras os bombeiros fazem a recolha de tampinhas de plástico e
latas de refrigerantes.
Neste âmbito, nos dias 15 e 16 de março, os
Bombeiros de Entre-os-Rios promoveu um desfile
de moda, que nesta segunda edição, contou com
a participação especial de Jean Marck, Cátia Marisa e Raul Espincho e o apoio de vários estabelecimentos comerciais e da Câmara Municipal de
Penafiel.
como eles se devotou, a bem
servir as pessoas necessitadas
e vitimas de infortúnio, nesta
terra que um e outro amavam
e queriam como poucos, e que
por via dessa sua singularidade terminaram a sua vida
como bombeiros ativos, passando para o Quadro de Honra
dos Voluntários da Lixa, não
sem que, a Liga dos Bombeiros
Portugueses, lhes conferisse o
Crachá de Ouro, da Confederação dos Bombeiros de Portugal, que um e outro, garbosamente, ostentavam no peito
em dias de festa.
Os Bombeiros da Lixa, estão
mais pobres, por terem perdido dois dos seus “maiores” e
por isso, a tristeza, a saudade,
e a figura dos dois me veio
hoje à memória, porque estes
dois “soldados da paz lixenses”
farão para sempre, parte da
história desta velha e vetusta
corporação de bombeiros voluntários.
Eu, como muitos outros, recordarão o subchefe Fernando
como eterno porta-estandarte,
da associação nos desfiles locais e nacionais, e que o fazia
com um gosto e paixão indescritíveis.
O chefe Artur “Bica”, será recordado por mim, e por muitos, como o homem sempre
disponível, simpático, alegre,
camarada exemplar, na doação
e altruísmo, dedicado ao seu
corpo de bombeiros, e à sua
velhinha Lixa, marchando impante, seguro e garbosamente
pelas ruas da cidade.
Com eles foram-se também
muitas histórias, de benfazer,
que tristemente nunca mais
saberemos, e foi pena.
Aos dois “velhos” bombeiros
fica aqui, por hoje o meu mais
profundo agradecimento, pelo
que fizeram como bombeiros
genuínos portugueses, e o
agradecimento eterno pelo
exemplo que foram para mim,
e pelo que me ensinaram, a ser
Bombeiro Português.
Bem hajam por isso meus
velhos Bombeiros de Portugal,
e até um dia!
Comdt José Campos
ARRUDA DOS VINHOS
Associação mais pobre
Q
uando entrei para os Bombeiros Voluntários
de Arruda dos Vinhos, em 1980, como presidente da direção, era comandante o Joaquim
Carvalho Pinheiro. Homem íntegro, com caráter e
elevado sentido de responsabilidade, ensinou-me
a dar os primeiros passos nesta grande família
dos bombeiros. Com ele aprendi a respeitar a instituição e com ele, igualmente senti o quão fantástico é servir a população desta forma voluntaria e desinteressada.
O comandante Joaquim Carvalho Pinheiro
sempre se distinguiu pela nobreza dos seus atos,
sempre muito exigente no cumprimento das normas e regulamentos, transmitia uma confiança
forte e assegurava o funcionamento do seu corpo
de bombeiros de forma exemplar, onde por todos
era respeitado.
Recordo-o com saudade porque estivemos
juntos nestas funções praticamente até á sua
passagem ao Quadro de Honra.
Mesmo depois de eu assumir funções no SNB,
o Joaquim Carvalho Pinheiro foi sempre para mim
um exemplo e conselheiro nunca se desviando
dos seus princípios de rigor e disciplina e muitos
foram os meus atos e decisões que se basearam
nos seus ensinamentos.
Não tenho dúvidas que, ainda hoje, muitos se
lembrarão do comandante Joaquim Carvalho Pinheiro no exercício dessas funções porque, caro
amigo, estejas onde estiveres estarás sempre
connosco pelo teu passado, pela tua história e
pelo teu exemplo.
Descansa em paz meu amigo
Rui Jose Santos Silva
(Presidente da assembleia geral da AHBV
de Arruda dos Vinhos)
31
ABRIL 2013
A BIBLIOTECA DOS BOMBEIROS
E
“Sempre imaginei o paraíso como uma grande biblioteca.” (Jorge Luís Borges)
stou no alto do quartel dos
bombeiros, na varanda do terceiro piso de um dos edifícios
mais bonitos da nossa terra,
onde sobressai uma fachada esculpida em granito, a observar a
paisagem do além Douro, as vinhas que serpenteiam o Vale
Abraão e a curva do rio a espreguiçar-se, numa manhã intensa
de luz, sobre uma cidade que
alongou as suas fronteiras a
poente, às portas do envelhecido
Salgueiral.
Quando, há mais de cem anos,
os primeiros voluntários se constituíram como um corpo de bombeiros, equipado apenas de um
carro bomba e material rudimentar para apagar os fogos, estavam bem longe de imaginar que
a sua desejada casa de leitura,
organizada com a dedicação e
ajuda benemérita de muitos reguenses que ofereceram livros
usados para encher uma pequena estante, se tornaria, desde
então, um lugar para servir a cultura na cidade do Peso da Régua.
Não sabemos o que esteve na
mente daqueles altruístas bombeiros e dos associados contribuintes, mas, talvez mais que
uma necessidade de ocupar os
tempos de lazer e os serões das
noites frias de inverno, na ausência das badaladas do sino do Cruzeiro a avisarem fogo, sentiram a
importância de ter um espaço no
seu quartel, então situado no
Largo da Chafarica, para fomentarem o gosto pela leitura e desenvolverem uma ação cultural.
Eram eles que se substituíam aos
responsáveis políticos sem iniciativas culturais e, numa terra
onde ainda faltava uma biblioteca pública. Por acção de alguns, e
muito dinamismo, os bombeiros
não esperaram pelos favores da
câmara e juntaram livros de interesses diversificados, uns de
ciência, outros de ensaios sobre
a viticultura duriense, tratados
de política, biografias de gente
importante e já esquecida, os
melhores romances portugueses,
toda a obra de Eça, Camilo, Herculano, Garrett, João de Deus e
Abel Botelho, a poesia romântica
e, para deleite dos mais curiosos,
não faltavam as populares enciclopédias ilustradas.
Quem conheceu esta casa de
leitura foi João de Araújo Correia,
muito novo, que, acompanhado
pelo seu pai, ao tempo bombeiro
voluntário, a pôde visitar quando
era uma modesta estante de livros arrumados e que o deixou
completamente deslumbrado.
Mais tarde, o homem e o escritor, sem sair do seu sagrado eremitério e com a ajuda dos seus
amigos de Lisboa, conseguiu
convencer a poderosa e distante
Fundação Gulbenkian, nos inícios
dos anos 60, a fazer da velha estante da sua infância, uma biblioteca ordenada, catalogada, com
mais obras literárias e edições
mais recentes. Se assim o soube
idealizar e planear, depressa lhe
fizeram a vontade e nasceu a Biblioteca Dr. Maximiano de Lemos,
com novos livros oferecidos pela
benemérita instituição, o que,
naquele tempo, foi motivo de re-
gozijo para muitos jovens leitores, ávidos de descobrir novos
autores.
Foi essa biblioteca que eu frequentei no meu tempo de adolescente. A partir dos meus treze
anos tornou-se um lugar de passagem obrigatória, três vezes ou
quatro por mês. A bem dizer, eu
estava a iniciar-me nos livros,
em novas leituras e novos autores, desconhecidos e misteriosos, mas que iam despertar a
minha imaginação para lá das
portas do pequeno mundo que,
até àquele momento, estava ao
meu alcance e me era visível da
varanda da biblioteca.
Confesso que, não sendo um
admirador de ficção científica,
procurei naquela biblioteca, por
recomendação de um amigo,
um livro com o estranho título
de Fahrenheit 451, da autoria do
escritor americano Ray Bradbury, de 1953. Mal eu sabia, que
nele ia encontrar, como personagem principal, um bombeiro
encarregado não de apagar os
incêndios, mas de queimar livros.
Sim, aquele bombeiro de
nome Montag tinha a missão de
queimar LIVROS…! Para mim,
estava muito claro, que a função
dos bombeiros nunca seria essa.
Queimar livros, um ato que resume apagar, incinerar o conhecimento, a ilusão, a magia e a memória do Universo. Ao princípio,
pensei que o autor se tivesse enganado, mas percebi que, admirador de livros e das bibliotecas,
onde até escreveu aquela sua
obra, pretendia fazer uma crítica
aos regimes totalitários de então, que viam o livro como um
perigo e um inimigo, ao mesmo
tempo que satirizava o poder da
televisão e a alienação que ela
exerce sobre a maioria das pessoas.
Ao contrário do que pensam
os ditadores, para nós é difícil
imaginar a vida sem livros, sem
os quais nós não seríamos nada.
Por alguma razão, a literatura
traz inquietação ao mundo e,
como incomoda muita gente,
quando os livros não são queimados na fogueira da Santa Inquisição, censurados e proibidos,
são os escritores condenados,
exilados, presos quando surge
uma ditadura.
Se hoje recordo este intemporal livro é porque quero voltar à
Biblioteca dos Bombeiros, com
tempo para revisitar livros raros
que ali se guardam, sempre à
espera de novos leitores.
Quero também lembrar o nobre exemplo de cidadania destes
bombeiros e o seu contributo
para organizar uma biblioteca
como a nossa. Eram homens generosos, sensíveis e que apreciavam a cultura como uma forma
de valorizar e enriquecer as suas
vidas e foram pioneiros numa
atitude que, naquele tempo, foi
aplaudida e acarinhada também
pela sociedade civil.
De uma pequena estante nasceu uma biblioteca preservada e
mantida pelas gerações vindouras, que estimulou os hábitos de
leitura e que cresceu com a ofer-
ta de milhares de exemplares de
coleções de livros raros.
Sem poderem ter lido o romance Fahrenheit 451, que haveria de ser publicado na nossa
época, como uma obra que pretendia prever o futuro, os primeiros bombeiros conheciam o
valor dos livros e a importância
de ter uma biblioteca.
Se não leram esse romance,
aqueles homens do final do séc.
XIX tiveram à sua disposição os
grandes autores portugueses e
estrangeiros, os clássicos e os
contemporâneos e até aqueles
que, sendo naturais da Régua,
tinham sido publicados a nível
nacional. Entre outras obras esquecidas de Afonso Soares, Bernardino Zagalo, Mário Bernardes
Pereira, encontrei numa estante
um pequeno livro de João de Lemos (1819-1890), poeta ultrarromântico, que ficou celebrizado
pela poesia A Lua de Londres,
que começa com estes memoráveis versos:
“É noite, o astro saudoso
rompe a custo um plúmbeo
céu,
tolda-lhe o rosto formoso
alvacento, húmido véu,
traz perdida a cor de prata,
nas águas não se retrata,
não beija no campo a flor,
não traz cortejo de estrelas,
não fala de amor às belas,
não fala aos homens de amor.”
O livro do poeta reguense intitula-se Canções da Tarde e a sua
primeira edição saiu na Typografia Portuguesa, de Lisboa, em
1875. Sobre esta obra em concreto não se sabe como a crítica
fez a sua recensão, mas é interessante salientar que a poesia
deste autor mereceu apreciações literárias positivas, como
esta de J. A. Barreiros: “cantou
o amor, Deus, a Pátria, sentimentos íntimos, em versos de
acento melancólico e de grande
emoção lírica. (…) O ritmo musical, em algumas composições, é
de excelente efeito e apropriado
à declamação.”
O poeta ultrarromântico teve
fiéis leitores e, apesar de as suas
obras não serem atualmente re-editadas, o seu nome está referenciado nos compêndios da história da literatura portuguesa
como um dos poetas mais marcantes da segunda geração romântica.
Costuma dizer-se que “por
trás de cada livro há uma pessoa” e por trás daquele exemplar, encadernado numa capa
dura, de Canções da Tarde está
alguém muito especial, a pessoa
a quem pertenceu o livro, uma
benfeitora que, depois de o usar,
entendeu oferecê-lo à biblioteca
Real Associação Humanitária dos
“Bombeiros Voluntários”do Pezo
da Regoa.
Sabemos quem é essa mulher,
ela não quis deixar a sua dádiva
no anonimato e, na capa do
exemplar, fez questão de a assinalar, escrevendo um “offerece”,
a que acrescentou, numa delicada caligrafia em tinta permanente, a sua identificação.
Ainda bem que anotou o seu
nome. Ficamos a conhecer a sua
admiração literária pelos versos
escritos por um poeta reguense
e, porventura, o gosto pela poesia das senhoras do seu tempo.
Ficamos a saber também que as
obras de poesia romântica rechearam a estante da primitiva
casa de leitura. E ficamos também com uma presença feminina num mundo que, na época,
era praticamente um exclusivo
masculino, mostrando que, tam-
bém elas, mesmo não apagando
incêndios, tinham outras formas
de ajudar o próximo.
A mulher que ofereceu aquele livro era esposa de um bombeiro, o primeiro Comandante,
Manuel Maria de Magalhães, ele
que chegou também a publicar
nos jornais locais versos românticos. Foram as atitudes beneméritas iguais à de D. Leonor
Cristina Ermida de Magalhães
que fizeram sobreviver até aos
nossos dias a biblioteca dos
bombeiros, tendo sempre à disposição livros que podem não
prever o futuro nos seus imensos detalhes, mas que são espelho dos tempos antigos e, sobretudo, daqueles que vivemos.
Sejam livros de ficção científica
a antever novos mundos, sejam
os intemporais livros de poesia
mais amorosa e ardente, sejam
os mais clássicos ou sejam os
mais modernos que têm aí lugar.
Assim, ao longo dos tempos,
esta biblioteca tornou-se numa
verdadeira casa de leitura, como
a desejaram os seus ousados
fundadores e que não se ficaram
pela missão voluntária de apagar
os fogos nas casas da Rua da
Bandeira e nos armazéns de vinhos da Ameixoeira e do Parreiral. Eles, que eram homens altruístas, generosos e cultos,
acreditaram que o incentivo à
leitura e, em geral, ao desenvolvimento cultural, se não salvam
das chamas e das cinzas do fogo
os bens materiais, pelo menos,
salvam das cinzas da ignorância
muitas vidas humanas.
E foi desta maneira que a Régua, há mais de cem anos, teve
a sua primeira biblioteca de natureza pública…um templo do
conhecimento e de humanidade,
graças ao espírito empreendedor
dos seus bombeiros voluntários
“da velha guarda”.
José Alfredo Almeida
ANIVERSÁRIOS
1 de maio
Bombeiros Voluntários
de Vila Franca de Xira . . . . . . . . . . . . . . . . 131
Bombeiros Voluntários de Alcobaça . . . . . . . 125
Bombeiros MunQtários de Grândola . . . . . . . . 64
Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo . . . . . . 62
4 de maio
Bombeiros Sapadores de Gaia . . . . . . . . . . 174
5 de Maio
Bombeiros Voluntários
de Arcos de Valdevez . . . . . . . . . . . . . . . . . 124
Bombeiros Voluntários de Elvas . . . . . . . . . . 84
6 de maio
Bombeiros Voluntários
de Vila Nova de Famalicão . . . . . . . . . . . . . 123
Bombeiros Voluntários de Constância . . . . . . 88
Bombeiros Voluntários de Nisa . . . . . . . . . . . 22
8 de maio
Bombeiros Voluntários de Vizela . . . . . . . . . 136
9 de maio
Bombeiros Voluntários
de Sanfins do Douro . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
10 de maio
Bombeiros Voluntários de Castelo Branco . . . . 81
Bombeiros Voluntários de Caxarias . . . . . . . . 30
11 de maio
Bombeiros Voluntários de Lordelo . . . . . . . . . 43
12 de maio
Bombeiros Voluntários de Beja . . . . . . . . . . 124
Bombeiros Voluntários de Porto de Mós . . . . . 63
13 de maio
Bombeiros Voluntários de Moncorvo . . . . . . . 80
Bombeiros Voluntários
de Santa Cruz da Trapa . . . . . . . . . . . . . . . . 33
14 de maio
Bombeiros Voluntários de Pombal . . . . . . . . 101
Bombeiros Voluntários de Marvão . . . . . . . . . 11
15 de maio
Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo . 132
Bombeiros Voluntários de Silves . . . . . . . . . . 87
Bombeiros Voluntários de Povoação . . . . . . . 33
16 de maio
Bombeiros Voluntários Faialenses . . . . . . . . 101
18 de maio
Bombeiros Voluntários
de Figueiró dos Vinhos . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
19 de maio
Bombeiros Voluntários
de Castanheira de Pêra . . . . . . . . . . . . . . . . 65
20 de maio
Bombeiros Voluntários Coimbrões . . . . . . . . 107
21 de maio
Bombeiros Voluntários do Cadaval . . . . . . . . . 92
Bombeiros Voluntários da Feira . . . . . . . . . . . 92
Bombeiros Voluntários da Calheta . . . . . . . . . 21
23 de maio
Bombeiros Voluntários de Ovar . . . . . . . . . . 117
Bombeiros Voluntários do Fundão . . . . . . . . . 86
Bombeiros Voluntários de Trancoso . . . . . . . . 81
Bombeiros Voluntários Avisenses . . . . . . . . . 34
26 de maio
Bombeiros Voluntários
de Ervedosa do Douro . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
Bombeiros Voluntários de Leiria . . . . . . . . . . 29
Bombeiros Voluntários
Vila Nova de Milfontes . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
27 de maio
Bombeiros Voluntários
de Carrazedo de Montenegro . . . . . . . . . . . . 82
Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo . . . . . 31
28 de maio
Bombeiros Voluntários de Cuba . . . . . . . . . . 63
Bombeiros Voluntários de Boticas . . . . . . . . . 42
30 de maio
Bombeiros Voluntários de Bragança . . . . . . . 123
31 de maio
Bombeiros Voluntários de Vila do Conde . . . 101
Bombeiros Voluntários de Fanhões . . . . . . . . 85
Bombeiros Voluntários de Seia . . . . . . . . . . . 79
Fonte: Base de Dados LBP
32
ABRIL 2013
ENB ELEGE NOVOS ÓRGÃOS SOCIAIS
José Ferreira
é o novo presidente
PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO
J
osé Ferreira, até ao momento membro do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, foi eleito presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB).
Em assembleia geral, realizada no passado dia 16 de abril, foram ainda eleitos para vogais da
direção Vítor Reis, adjunto de comando dos Municipais do Cartaxo e colaborador da ANPC, e
Susana Silva, que cessa agora funções como diretora nacional de bombeiros.
A assembleia geral vai ser liderada por Álvaro Guerreiro, coadjuvado por Abel Ramos (ANPC)
e José Campos, dos Voluntários da Lixa.
Por fim, integram o Conselho Fiscal: José Pereira (ANPC), Joaquim Povoas, dos Bombeiros
Voluntários dos Carvalhos, e Teodósio Carrilho, atual presidente da Federação dos Bombeiros do
Algarve e membro do conselho executivo da LBP.
Instituições
juntam sinergias
O
Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC), a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e o Instituto de Direito Público da
Universidade Nova de Lisboa celebraram recentemente um protocolo que se destina a associar as
potencialidades de cada uma das entidades em
iniciativas comuns.
O CEIPC, como primeiro outorgante, esteve representado pelo presidente do conselho diretivo,
Duarte Nuno da Silva Quintão Caldeira, a LBP,
LOUVOR/REPREENSÃO
A todos os bombeiros que
em situações difíceis, de neve
ou de cheia, não deixaram de
garantir todo o apoio às populações em vários pontos do
país.
como segundo outorgante, pelo presidente do
conselho executivo, comandante Jaime Marta
Soares, e como terceiro outorgante o Instituto de
Direito Público da Nova, representado pelo professor doutor Jorge Bacelar Gouveia.
A colaboração entre as instituições assumirá a
realização de estudos, a organização de cursos e
outras ações de formação bem como seminários,
conferências e demais iniciativas de reconhecido
interesse mútuo.
APROVAÇÃO EM CONSELHO DE MINISTROS
Aos responsáveis pela situação criada aos operadores,
FEB e outro pessoal da ENB de
exigência de reposição de verbas, segundo as Finanças, indevidamente pagas.
O
Isenção das ECIN
Conselho de Ministros clarificou já, por diploma aprovado no final do mês passado, que não
são tributados em sede de IRS as compensações e subsídios dos bombeiros voluntários que
prestam serviço em período de férias e descanso. “Trata-se de uma clarificação inteiramente
justa”, afirmou, após a reunião, o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D’
Ávila, acrescentando que esta alteração ao código de IRS traduz “o reconhecimento do voluntariado”.
Patrícia Cerdeira
A Crónica
do bombeiro Manel
A
ntigamente eram os bombeiros
que faziam as prevenções em
tudo o que era organização de festas, festivais e provas desportivas.
Depois quando entraram as empresas privadas de ambulâncias ao barulho tudo foi mudando. Nunca percebi a razão por que apareceram e
passaram a fazer concorrência aos
bombeiros. Dizem-me que foi imposição da Europa. E lá fomos nós
cumprir isso mas em meu entender
sem acautelar a confusão que a se-
Não percebo nada
guir veio. Apareceram muitas empresas, depois foram diminuindo e
hoje só algumas ainda existem.
Nunca tive nada contra elas. O que
acho é que houve situações complicadas que não tiveram em conta que
bombeiros são bombeiros e as empresas são empresas. Os bombeiros
não andam à procura do lucro ao
contrário das empresas, são pau
para toda a obra, vão a tudo e as
empresas só fazem aquilo que contratam. Assim, as despesas de uns
são diferentes das outras e querer
fazer crer que podem competir é fazer de conta que é tudo igual quando
não é.
Na altura, e acho que a lei nunca
foi alterada, as empresas não podiam fazer emergência fazendo aí a
diferença com os bombeiros. Porém,
aqui pelas nossas bandas comecei a
vê-las a fazer prevenções às festas e
aos festivais a que antes pediam aos
bombeiros para ir. E agora pagam-lhes. Na altura os bombeiros rece-
biam uma bucha e uma mini cada. E
quando começaram a chamar a
atenção que as associações tinham
despesas em fazer as prevenções ou
nos dispensaram ou começaram a
contratar as privadas. Mas eu acho
que o problema continua. Se antes
não podiam fazer emergências agora
também continuam a não poder fazer. Então como fazem quando alguém se sente mal nessas festas?
Não sei se é sempre assim mas contaram-me outro dia que numa festa
acabaram por chamar os bombeiros
pelo CODU. Não percebo nada. Mas é
só o que eu acho.
[email protected]
FICHA TÉCNICA: Administrador: Presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses – Director: Rui Rama da Silva – Redacção: Patrícia
Cerdeira, Sofia Ribeiro – Fotografia: Marques Valentim – Publicidade e Assinaturas: Maria Helena Lopes – Propriedade: Liga dos Bombeiros Portugueses –
Contribuinte: n.º 500920680 – Sede, Redacção e Publicidade: Rua Eduardo Noronha, n.º 5/7 – 1700-151 Lisboa – Telefone: 21 842 13 82 Fax: 21 842 13 83
– E-mail: [email protected] e [email protected] – Endereço WEB: http://www.bombeirosdeportugal.pt – Grafismo/Paginação: Elemento Visual – Design e Comunicação, Lda.
– Apartado 27, 2685-997 Sacavém – Telef.: 302 049 000 – Impressão: Empresa Gráfica Funchalense, SA – Rua Capela Nossa Senhora Conceição, 50 – Morelena – 2715-029 Pêro Pinheiro –
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