PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOCIÊNCIAS FORENSES A IMPORTÂNCIA DA ENTOMOLOGIA E DA ANÁLISE DE DNA PARA A IDENTIFICAÇÃO FORENSE Vanessa Daldegan Gomes de Lima1 Paulo Roberto Queiroz2 1 Licenciada em Biologia pelo Centro Universitário de Brasília. Aluna da Pós-graduação em Biociências Forenses pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás/IFAR. 2 Orientador: Biólogo; Doutor em Biologia Animal pela Universidade de Brasília – UnB. Professor de especialização em Biociências Forenses IFAR/PUC-GO. E-mail: [email protected] RESUMO Identificações criminais usando o material genético tiveram início em 1985. Técnicas como a amplificação, o isolamento e a caracterização de material genético retirado do sistema digestório de artrópodes necrófagos e hematófagos podem auxiliar na identificação da vítima e do suspeito. O objetivo desse trabalho foi descrever as contribuições da entomologia e da genética para a análise e identificação de vestígios humanos de interesse forense. Atualmente, os marcadores de maior relevância são o VNTR, STR e o DNA mitocondrial. Os artrópodes que mais auxiliam no desenvolvimento da Entomologia Forense são os insetos das Ordens Diptera e Coleoptera. As combinações das técnicas baseadas no DNA com a entomologia podem fornecer estratégias para a obtenção de perfis de DNA que permitam ser aplicados na identificação humana visando suprir as mais variadas finalidades forenses. PALAVRA-CHAVE: Identificação humana; extração de ácidos nucleicos; amplificação de DNA. ABSTRACT Criminal identification using genetic material began in 1985. Techniques such as amplification, isolation and characterization of genetic material taken from the digestive system of hematophagous and scavengers arthropods may help identify the victim and the suspect. The aim of this study was to describe the contributions of entomology and genetics for the analysis and identification of human remains of forensic interest. Currently, the most relevant methods are VNTR, STR and mitochondrial DNA. The most helpful arthropods in the development of forensic entomology are the insects of the Diptera and Coleoptera orders. The combination of DNA-based techniques with entomology may provide strategies for obtaining DNA profiles that enable it to be used for human identification objectives in order to meet several legal purposes. KEY-WORD: Human identification, extraction of nucleic acids, DNA amplification. 1 INTRODUÇÃO De acordo com Fachone; Velho (2007) a ciência forense é a classificação dada aos esforços de geração e transferência de tecnologia e ciência com a finalidade de elucidar questões relativas ao âmbito do sistema de segurança pública e justiça criminal. Já a perícia criminal é a busca da verdade real das circunstâncias do crime a partir de evidências materiais geradas pelo fato delituoso, em função de conhecimento tecnológico e científico comprovado, com a finalidade de fundamentar os procedimentos legais até o julgamento. Para qualificar um vestígio como admissível em um processo penal, as provas devem estar livres de qualquer direito comum ou privilégio constitucional e, portanto, serem confiáveis. Um perito em genética ou em entomologia, por não terem relação alguma com o ocorrido, ajudam o julgador a compreender os fatos periciados (HALL, 2012). Para suprir essa demanda, o serviço de segurança pública juntamente com a ciência, procuram desenvolver técnicas cada vez mais eficientes e precisas para que o suspeito do crime seja recolhido do meio social o mais rápido possível (MARIUZZO, 2007). Com isso, o laudo pericial baseia-se nos conceitos científicos e tecnológicos. Estes são produzidos por profissionais que trabalham com as técnicas já comentadas e se tornam imprescindíveis para a justiça criminal e sistema público de segurança deste país (FACHONE; VELHO, 2007). Dessa forma, o trabalho colaborativo entre vários ramos das ciências podem ser aplicados visando a obtenção de dados para a identificação de indivíduos para fins criminais. Por exemplo, os processos de identificação de indivíduos para fins criminais usando o material genético tiveram início em 1985 quando Alec Jeffreys, um geneticista britânico, coletou o sêmen de um criminoso e obteve o perfil de DNA correspondente a partir dessa amostra (DOLINSKY; PEREIRA, 2007). Essa análise foi feita por meio da metodologia de RFLP (Restriction Fragment Length Polymorphism – Polimorfismo no Comprimento de Fragmentos de Restrição) para a obtenção de perfis genéticos de minissatélites (DNA fingerprinting). Nos EUA, em novembro de 1987, foram usados pela primeira vez, testes de DNA para se determinar a culpabilidade criminal. A partir de então, desde o final do século XX, os estudos na área de genética forense se desenvolveram em escala exponencial, com o intuito de obter perfis genéticos como uma ferramenta complementar para investigações de crimes sexuais e violentos (POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL, 2011). Visando complementar dados que possam ser usados na investigação, podem-se empregar os conceitos da Entomologia Forense, que se amparam em aspectos ecológicos e empregam informações coletadas de acordo com o estágio de desenvolvimento dos insetos que colonizam os corpos em decomposição (THYSSEN, 2008). Uma das funções desse ramo é determinar o intervalo pós-morte. Além disso, o exame de artrópodes recolhidos próximo ou sobre os cadáveres também pode determinar se o mesmo foi deslocado entre localidades que possuem entomofaunas diferentes, se o corpo esteve ou não enterrado por um período determinado de tempo e, até mesmo, indicar traumatismos provocados por armas (GOMES, 2008). Estudos recentes demonstram a possibilidade de se retirar e estabelecer o perfil de DNA de origem humana a partir de material extraído do trato digestivo de larvas decompositoras (GREDILHA; PARADELA; FIGUEIREDO, 2007). Thyssen (2008) descreve que o uso de técnicas como a amplificação, o isolamento e a caracterização de material genético retirado do sistema digestório de artrópodes necrófagos e hematófagos podem auxiliar na identificação da vítima e do suspeito. Atualmente, os métodos de maior relevância são o RFLP aplicado ao estudo de regiões repetitivas de DNA chamadas de minissatélites (VNTR – Variable Number of Tandem Repeats – Número Variável de Repetições in Tandem) e os microssatélites (STR – Short Tandem Repeats – Repetições Curtas in Tandem) revelados pela reação em cadeia da polimerase (PCR – Polymerase Chain Reaction) (KOCH; ANDRADE, 2008). Além destas, Thyssen (2008) afirma que o DNAmt (DNA mitocondrial) revela-se um extraordinário marcador molecular. Visando aumentar a dinâmica das atividades forenses que possam elucidar fatos delituosos, faz-se necessária a complementação dos estudos a respeito da entomofauna forense e a pesquisa de métodos de identificação por DNA a partir de vestígios biológicos encontrados em cenas de crime para a identificação rápida de suspeitos. As combinações das técnicas baseadas em DNA com a entomologia podem fornecer estratégias para a obtenção de perfis de DNA que permitam ser aplicados na identificação humana visando suprir as finalidades forenses. O objetivo deste trabalho foi descrever as contribuições da entomologia e da genética para a análise e identificação de vestígios humanos de interesse forense. 2 METODOLOGIA Trata-se de uma revisão bibliográfica baseada em trabalhos científicos que descrevem assuntos relacionados à Genética e Entomologia visando a sua aplicação forense. Grande parte das fontes utilizadas foi retirada de bibliotecas virtuais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituição Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO), SUNY College of Environmental Science and Forestry, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO), Universidade de Coimbra (UC) e bases de dados científicas, tais como, Scielo (http://www.scielo. org/php/index.php), Bireme (http://new.paho.org/bireme/), Google Acadêmico, bem como no sítio PubMed (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/). Outra parte das informações foi obtida por meio de periódicos, teses e monografias disponíveis nas bibliotecas físicas da Universidade de Brasília (UnB) e do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Genética Forense A análise de DNA apresenta elevada sensibilidade e poder de discriminação, oferecendo uma poderosa ferramenta na identificação humana. Tecnicamente e do ponto de vista da criminalística, o DNA pode ser coletado de praticamente todos os espécimes biológicos, pois é uma molécula estável em locais frios e secos e se os vestígios são armazenados nessas condições, as chances dos resultados obtidos serem confiáveis é bastante razoável (KOCH; ANDRADE, 2008). A confiabilidade dos exames de DNA é fundamentada nas várias fases de execução do exame desta molécula, na aplicação rigorosa de procedimentos que garantem a qualidade da perícia realizada (PARADELA; FIGUEIREDO; SMARRA, 2006) como, por exemplo, a utilização de toucas, luvas e máscaras cirúrgicas descartáveis no momento da coleta, manuseio e processamento de resultados; a devida proteção contra a ação de fungos e bactérias mantendo a amostra protegida do calor e da umidade; a rígida documentação da cadeia de custódia do material recolhido para evitar a contaminação por deposição de material biológico (SMOKOVICZ, 2010). As fontes de provas mais comuns que são coletadas para a prática de testes de DNA forense são saliva, cabelos com ou sem raízes, sangue e sêmen, porém outros materiais como urina, bolos fecais, ossos e peças dentárias também podem fornecer resultados para tipagem de DNA (VAZ, 2008; GAERTNER; BINSFELD, 2011). 3.2.1 Métodos de extração de DNA aplicados na genética forense Existem diferentes métodos de extração de DNA a partir de vestígios coletados em cena de crime e que se constituem em material de interesse forense. De forma geral, cada método de extração de DNA precisa eliminar diversos contaminantes, incluindo lipídios, proteínas, carboidratos, pigmentos e partículas de solo (CHEMELLO, 2012). Recentemente Hedman; Ansell; Nordgaard (2010) descreveram o índice de classificação de perfil de DNA forense (FI - forensic DNA profile index), que tem a função da avaliar quantitativamente e com imparcialidade os perfis traçados a partir das amostras coletadas. Este índice é construído usando os dados gerados do PCA (Análise de Componentes Principais) que combinam as análises da altura do pico total de alelos, o equilíbrio dos picos alélicos dentro dos loci heterozigóticos (intra-locus ou equilíbrio local) e o equilíbrio entre marcadores STR (inter-loci ou saldo global) (HEDMAN et al., 2009). Os laudos periciais elaborados a partir da aplicação desse procedimento tornam-se de elevada qualidade técnica (HEDMAN; ANSELL; NORDGAARD, 2010). Soma-se a tudo isso a necessidade de coleta de amostras a partir do cadáver. Isso é feito pela coleta de cortes histológicos diretamente do cadáver para a formação de um banco de dados para posteriores análises e comparações com o conteúdo gástrico das larvas encontradas junto à entomofauna correlacionada ao caso (CAINÉ, 2010). Mas para o sucesso do emprego dos conceitos apresentados anteriormente é necessário que se tenham disponíveis métodos de obtenção de DNA com qualidade e quantidade suficientes para as técnicas moleculares que irão estabelecer os perfis de DNA para comparação. Dessa forma, serão apresentadas metodologias de obtenção de DNA com a finalidade de orientar os interessados no assunto na escolha e adoção do melhor método que seja mais adequado à prática forense de DNA. Por exemplo, na extração de DNA são empregados vários reagentes, tais como, o Chelex. O Chelex 100 é um agente quelante usado para purificar compostos em uma amostra pelo princípio da troca iônica. O seu mecanismo de ação é por meio da sua capacidade em se ligar a íons derivados de metais de transição. O Chelex é um copolímero de estirenodivinilbenzeno contendo grupos ácidos do tipo iminodiacético (CEO, 1993). A resina Chelex é frequentemente usada para a extração de DNA visando utilização na técnica de PCR. O mecanismo exato de ação do Chelex na preparação de DNA ainda é incerto. O Chelex, provavelmente, protege o DNA dos efeitos do aquecimento usado para liberar o DNA das células, por sequestrar íons de metais pesados divalentes das enzimas que poderiam danificar a estrutura da molécula (WALSH, 1991). A resina em forma de contas (beads) contendo grupos polares liga-se aos componentes celulares polares após a lise das células, enquanto o DNA e o RNA permanecem em solução na fase aquosa acima da fase contendo o Chelex, pois o mesmo é insolúvel em água. Isso ocorre devido ao fato de que as moléculas de DNA liberadas de células lisadas são susceptíveis a ação de DNAses. No entanto, as enzimas que degradam o DNA requerem o cofator Mg+2. Então, baseando-se nesse fato, o reagente Chelex liga-se firmemente a todos os íons Mg+2 presentes em solução para evitar a degradação do DNA (MORETI, 2009). Então, a partir dessa habilidade da resina Chelex 100, foram testados dois métodos de extração de DNA utilizando-se o reagente Chelex 100 e o kit de purificação de DNA QIAamp DNA minikit® (Qiagen) por Simonato et al. (2007). Os autores prepararam os cortes de carcinoma epidermóide de assoalho bucal antes da extração de DNA, fazendo a desparafinização do tecido coletado, pois para cada método de extração faz-se necessário um preparo específico. Segundo estes mesmos autores, nos tubos contendo os cortes para purificação com Chelex 100 foram adicionados 100 µl de solução Tween 20 a 0,5%. Após ocorrer a homogeneização, houve um aquecimento dos tubos a 90 °C por 10 minutos e, em seguida, utilizando-se um termociclador, um resfriamento a 55 °C. Adicionou-se então, 1 µl de proteinase K na concentração de 20 mg/ml. Posteriormente, os cortes foram colocados a 55 ºC por 3 horas sendo levemente homogeneizados a cada hora. Terminada esta fase, cada tubo recebeu 100 µl de Chelex 100® diluído a 5% em solução de Tris 10 mM pH 8,0 e EDTA 1 mM, sendo os mesmos aquecidos a 99 ºC durante 10 minutos e levemente agitados após o aquecimento. Em seguida, realizou-se a centrifugação do material durante 15 minutos com uma rotação de 10.600 rpm, aquecimento por 5 minutos a 45 ºC e adição de 100 µl de clorofórmio. Novamente durante 15 minutos, colocou-se os tubos para centrifugar a 10.600 rpm. O DNA presente no sobrenadante foi recuperado e armazenado em tubos limpos a - 20 ºC. Já para o método de purificação com QIAamp DNA minikit os cortes de carcinoma epidermóide de assoalho bucal foram preparados com a adição 1.200 µl de xilol e, posteriormente, agitou-se por 15 segundos. Em seguida, os tubos foram centrifugados a 14.000 rpm durante cinco minutos. O sobrenadante foi desprezado e adicionado ao sedimento 1.200 µl de etanol. Novamente, durante 15 segundos os tubos foram agitados e centrifugados a 14.000 rpm por mais cinco minutos. Realizou-se a repetição deste procedimento e, ao final, os tubos foram colocados em centrífuga à vácuo com a temperatura mantida a 37 °C durante 15 minutos com as tampas abertas, para que ocorresse a evaporação do etanol (SIMONATO et al., 2007). Ainda, o emprego de kits de extração de DNA se mostra como uma alternativa para a obtenção de DNA de relativa pureza. Por exemplo, Simonato et al. (2007) utilizaram o kit de extração de DNA QIAamp DNA minikit® (Qiagen) para a obtenção de DNA de amostra proveniente de carcinoma epidermóide de assoalho bucal. Aos tubos contendo as amostras foram acrescentados de 180 µl de Buffer ATL (Tissue Lysis Buffer), além de 20 µl de proteinase K (20 mg/ml). As amostras foram homogeneizadas e incubadas a 55 ºC por 3 horas sendo levemente agitadas a cada hora. Após esse tempo, adicionou-se ao tubo 200 µl de Buffer AL, sendo os mesmos aquecidos a 70 °C por 10 minutos para inativação da proteinase residual. A seguir, foram adicionados 200 µl de etanol e agitados durante 15 segundos, centrifugando por período curto de 1 minuto. A solução resultante foi movida para o dispositivo da coluna QIAamp DNA minikit® e centrifugada a 8.000 rpm por um minuto e colocado em um tubo limpo. Adicionou-se então, 500 µl de Buffer AW1 (Wash Buffer 1) ao dispositivo com a coluna, que foram centrifugados a 8.000 rpm por um minuto. O método de lavagem foi repetido com 500 µl de Buffer AW2 (Wash Buffer 2), acompanhado de centrifugação a 14.000 rpm durante 3 minutos. O DNA foi eluído adicionando-se 50 µl de Buffer AE, incubando-se a temperatura ambiente por um minuto e centrifugando-se a 8.000 rpm durante um minuto. Em seguida, mais 50 µl de Buffer AE foram adicionados à coluna para completar a eluição, incubando-se por 5 minutos e centrifugando-se a 8.000 rpm por mais 1 minuto. As amostras foram armazenadas a -20 °C. Estes autores relatam que a concentração de DNA obtida com o Chelex 100® apresentou média de 120,62 ng/µl com quociente das leituras das absorbâncias 260/280 entre 0,8 e 1,41. Já com as amostras extraídas com QIAamp DNA minikit® o rendimento médio foi de apenas 67,38 ng/µl, e quociente entre as leituras variou entre 1,11 e 2,53. Os autores ainda demonstram que das 35 amostras processadas para a extração do DNA 82,85% foram positivas quando extraídas com Chelex 100® e 85,7% com QIAamp DNA minikit®. Ambos os métodos, Chelex 100® e QIAamp DNA minikit®, demonstraram possuir potencial para uma boa extração de DNA total, sendo que o Chelex 100® apresenta custo mais baixo que o QIAamp DNA minikit® (SIMONATO et al., 2007). Técnicas de biologia molecular tem se revelado eficazes para a identificação de moléculas de DNA humano encontradas no trato digestivo de insetos. Maciel; Arantes (2010) comentam que a técnica de PCR está associada à finalidade já citada. Liz (2005) relata o uso do método orgânico com fenol/clorofómio para a extração e do uso de reagentes purificantes como, por exemplo, o DNA-IQ para posterior amplificação com STR. A extração de DNA do trato digestivo de insetos, por se tratar de amostras líquidas, pode também ser efetivada com a utilização do aparelho DNA-IQ System ™, como divulgado pela organização corporativa Promega Corporation em sua página eletrônica (https://www.promega.com/products/pm/genetic-identity/dna-iq/dna-iq/), que consiste em um sistema de isolamento de DNA que emprega partículas paramagnéticas e obtém amostras com elevado grau de pureza para análises por STR (PROMEGA, 2012). 3.2.2 Principais marcadores moleculares usados na análise de DNA forense Os marcadores mais usados na análise de DNA para finalidades forenses são os minissatélites (VNTR) e microssatélites (STR) que são constituídos de sequências repetitivas de DNA. As sequências de bases divergem entre si de acordo com o número de repetições que podem ser de 1 a 4 bases no STR e de 10 a 100 no VNTR de acordo com o perfil de DNA de cada indivíduo. Cada número de repetições que pode ser encontrado representa um alelo diferente. Estes alelos podem ser analisados utilizando-se a reação em cadeia da polimerase (PCR) no caso dos STR ou utilizando-se sondas de DNA quando se analisa os VNTR (DOLINSKY; PEREIRA, 2007). Especificamente para a identificação de indivíduos do sexo masculino, indica-se a análise dos marcadores moleculares Y-STR. Esses marcadores permitem realizar a análise de regiões específicas de microssatélites localizadas no cromossomo Y e que são repassadas de geração em geração como herança paterna e com pouca ou nenhuma alteração. Esses marcadores são muito úteis no comparativo de linhagens paternas e em estudos populacionais. Outros marcadores são os mini-STRs que ajudam a revelar informações a partir de amostras de DNA degradadas que tipicamente resultariam em perfis parciais e perda total de tipificação a partir de amplificações STR regulares. E, por último, a utilização de regiões STR padrão que são ideais para a comparação de resultados (MARJANOVIĆ et al., 2009). Segundo Cainé (2010) os microssatélites representam uma pequena sequência de DNA repetitiva de 2 a 7 pares de bases (pb) in tandem e que estão dispersas pelo genoma humano com uma frequência de 1 STR por cada 300 a 500 kilobases. Este mesmo autor afirma que a análise de um STR não permite a obtenção de resultados em amostras muito degradadas como aquelas provenientes do trato digestivo larval. Com isso a pesquisa da região controle (Dloop) da molécula do DNA mitocondrial (DNAmt) torna-se mais eficiente. O DNAmt possui transmissão de origem materna e, assim, a observância da molécula de DNA mitocondrial também permite a identificação de genes herdados pela mãe. O elevado número de cópias de DNAmt por célula, torna a amplificação mais efetiva e a sua forma circular reduz a tendência à degradação (CAINÉ, 2010; CRAVEN et al., 2012). Acumulam mutações cerca de 10 vezes mais rapidamente que o DNA genômico, as regiões hipervariáveis evoluem ainda mais rapidamente sendo úteis, portanto, no estudo de acontecimentos recentes e nas investigações de marcadores espécie-específicos (TORRES; KOSMANN; ARANTES, 2010). A principal relevância forense da análise do DNAmt é o fato de existirem milhares de mitocôndrias em cada célula, o que proporciona uma grande disponibilidade de matéria disponível para extração e análise, mesmo que a amostra coletada seja pequena ou esteja degrada (TIDBALL-BINZ, 2009). Paradela; Figueiredo (2012) afirmam que na análise forense do DNA mitocondrial rotineiramente são usadas sequências das regiões hipervariáveis (HV) I e II. Seguem relatando que a investigação das regiões HV–I e II pode fornecer informações complementares para relacionar o cadáver a determinados familiares, na maioria dos casos. Porém, outra aplicação do DNAmt é a possibilidade de revelar um conjunto de polimorfismos que possibilita agrupar amostras de um determinado haplogrupo. A técnica de PCR (MULLIS; FALOONA, 1987) permite a obtenção in vitro de várias cópias de uma dada região do DNA mitocondrial. A aquisição de novos segmentos amplificados segue etapas como a extração do DNA molde, a escolha da região a ser amplificada, a obtenção do iniciador específico para tal segmento a ser reconhecido, a amplificação propriamente dita com o uso de um ciclador térmico e a leitura após a eletroforese e coloração. O uso da PCR possui vantagens como a identificação de alelos de forma simplificada e alta sensibilidade que permite o exame partindo de quantidades mínimas de DNA, mesmo em estágio avançado de degradação do material. Porém, as principais desvantagens desta metodologia são a limitação de estudos de pequenas regiões nas quais são encontradas poucas repetições de alelos e a alta suscetibilidade a contaminação (PENA, 2005). Utilizando-se a eletroforese em gel de agarose os produtos das regiões do DNA mitocondrial gerados pela técnica de PCR podem ser visualizados, pois esta é uma técnica competente para separar moléculas de diferentes tamanhos quando se aplica uma diferença de potencial através de um gel imerso em solução tampão, o que permite a migração das moléculas de DNA negativamente carregadas em direção ao polo positivo (TORRES; KOSMANN; ARANTES, 2010). Fazendo uso de ferramentas da bioinformática, programas e equipamentos cada vez mais sofisticados tornam possíveis a geração e análise de grandes números de sequências de DNA e dessa maneira identificar SNPs e indels (inseções e deleções de nucleotídeos) (SILVA, 2009). Os SNPs e os indels são as bases genéticas da maior parte das variações alélicas e podem ser abordados como marcadores bialélicos, havendo extensas aplicações no mapeamento genético de alta resolução e em testes diagnósticos. Tais marcadores podem ser identificados explorando os bancos de dados públicos e mais atualmente pelo ressequenciamento de genomas completos (GUIMARÃES et al., 2009). Estas técnicas podem ser usadas concomitantemente para analisar a simples variação no tamanho dos alelos gerados por indels de sequências pequenas do DNA como, por exemplo, fornecendo informações genotípicas sem a associação a outras técnicas (TORRES; KOSMANN; ARANTES, 2010). Os indels podem ser identificados e analisados a partir de adaptações de programas de bioinformática já existentes. Por exemplo, no trabalho de Thiebaut et al. (2008) sequências de DNA associadas a expressão de genes foram analisadas no programa Codon Code Aligner. Os resultados de tal sequenciamento foram comparados às informações contidas em um banco de dados previamente estabelecido utilizando os aplicativos Blast2sequences do NCBI e ClustalW (http://www.ebi.ac.uk/Tools/clustalw/ index.html) e verificou-se uma diferença de 269 pares de bases. A comparação indicou a presença de uma mutação do tipo inserção/deleção (indel). NISHIMAK et al (1999) utilizaram iniciadores de PCR (Direto: 5' CAT GGG GAA GCA GAT TTG 3' e reverso: 5' TTA GCT ACC CCC AAG TGT 3') para a região HVI do DNA mitocondrial humano (16030-16481) para a análise de polimorfismos gerados por indels para a discriminação entre indivíduos chineses e japoneses. Foram investigados 150 indivíduos japoneses e 120 indivíduos chineses. Das análises realizadas foram identificados 108 tipos de sequências para o grupo japonês e 87 tipos de sequências para os indivíduos chineses. Os autores observaram que alguns indels eram característicos para os indivíduos asiáticos quando comparados com o grupo externo composto por caucasianos e que alguns indels eram relacionados a indivíduos localizados em áreas específicas do leste asiático. Dessa forma, os autores indicam a relevância do uso da análise de indels em DNA mitocondrial para a identificação humana com finalidade forense. 3.3 Entomologia forense como fonte de DNA para a análise pela genética forense A entomologia forense pode ser dividida em três áreas (urbana, produtos armazenados e médico-legal) a entomologia forense torna-se responsável pelo esclarecimento da responsabilidade e da sequência de fatos ocorridos em um fato delituoso (THYSSEN, 2008). Fazendo relação com mortes violentas, a entomologia pode esclarecer a identidade da vítima, a causa da morte, o local da morte e a cronotanatognose, que se refere ao intervalo ocorrido entre a morte e o momento em que o corpo foi encontrado. Devido a alta sensibilidade do sistema olfatório dos insetos estes animais são os primeiros a colonizar os cadáveres nas cenas de crime (MIRANDA et al., 2006). A entomofauna decompositora desempenha um importante papel ecológico com envolvimento direto na entomologia forense com as questões médico-legais. Certos conhecimentos relacionados com a entomologia forense médico-legal se correlacionam com os estudos relacionados à taxonomia, biologia e ecologia dos táxons envolvidos nos processos de decomposição cadavérica de animais e seres humanos (URURAHY, 2008). A putrefação cadavérica é acelerada pela ação desses artrópodes (LOVE; HAMILTON, 2011), sendo que cada estágio de decomposição do corpo atrai determinado grupo de insetos. Fatores como temperatura e umidade do ar exercem influência e podem modificar dados a respeito dos padrões de sucessão ecológica das espécies colonizadoras do cadáver. Os registros referentes à distribuição geográfica destes táxons tonam-se então, de fundamental importância para o IPM (CARVALHO; QUEIROZ, 2010). De acordo com a distribuição geográfica de espécies específicas de insetos encontrados junto ao corpo é possível determinar o local original onde o corpo foi depositado (OLIVEIRA-COSTA, 2003). Carvalho (2012) afirma que as espécies mais encontradas são Chrysomya albiceps, espécie extremamente voraz que pode ser encontrada em áreas urbanas ou de mata, demonstra canibalismo e predação da larva e o adulto desta espécie geralmente chega muito rápido ao cadáver após a morte; Chrysomya putoria é uma espécie que tem preferência por regiões úmidas; as larvas geralmente são saprófagas, podendo acarretar miíases, e os adultos são extremamente ágeis e capazes de encontrar carcaças para oviposição logo após a exibição do corpo (TORRES; KOSMANN; ARANTES, 2010); Chrysomya megacephala, esta espécie não faz distinção por ambientes urbanos ou de mata, mas é predominante em cadáveres encontrados em áreas urbanas, possui grande potencial forense para auxiliar na estimativa do intervalo pós-morte; Lucilia eximia, prefere o estágio inicial da decomposição, porém seu tempo de desenvolvimento é maior que o de outros indivíduos da família Calliphoridae; Hemilucilia segmentaria, tem preferência por estágios avançados de decomposição e demonstra predominância em ambientes de mata; Hemilucilia semidiaphana, importante indicadora do local de morte e do IPM; Mesembrinella bellardiana e Cochlyomyia macellaria quando associados ao cadáver somente são encontrados exemplares adultos; Sarconesia chlorogaster, é utilizada como indicador de área urbana na região sul do Brasil e Pattonella (Peckia) intermutans é um sarcofagídeo com comportamento de larviposição e de pioneirismo nos processos decomposição dos cadáveres (CERIGATTO, 2009). Sandoval (2011) afirma que é grande o número de espécies que se pode encontrar na cena do crime. Entretanto é de fundamental importância que se faça a coreta identificação do animal coletado, pois estes podem ser encontrados apenas por frações corporais, em estágios imaturos ou pulpários. Para tal identificação tem-se utilizado marcadores moleculares como alternativas aos estudos de caracteres morfológicos destas entomofaunas. É muito importante, em determinados casos, provar a correlação das larvas com o corpo relacionado na investigação pericial, ou seja, é necessário provar que a fauna encontrada e coletada na cena do crime se alimentou daquele corpo ou, até mesmo, se havia um corpo no local, se era animal ou humano, se era masculino ou feminino. Todas essas indagações são comprovadas fazendo-se a análise do DNA coletado a partir da extração de DNA utilizando-se o conteúdo retirado do trato digestivo das larvas coletadas sobre o cadáver (CARVALHO, 2012). 3.4 Casos associados à entomologia e genética forense para a identificação de cadáveres Haskell (2009) cita o caso de um assassino que depositou sua vítima em um estuário de maré que ficava a 240 km do centro da Bélgica. Foram coletados insetos a partir da grelha e radiador do carro do suspeito para análise. Os insetos ali identificados eram encontrados somente a 32 km de distância da costa, eram periódicos e possuíam vida curta como adultos, em torno de 4 dias. O corpo da mulher havia desaparecido exatamente durante este período de sobrevida da fase adulta dessa espécie, o que levou à condenação do suspeito. Tidball-binz (2009) escreveu que foram desenvolvidas várias técnicas para analisar moléculas de DNA a fim de identificar insetos e DNA humano. Os principais grupos de insetos estudados para este fim são os mosquitos, piolhos, pulgas e percevejos. Com o auxílio da genética forense os peritos também são capazes de elucidar a identificação de suspeitos e/ou vítimas em casos de óbitos (CARVALHO; QUEIROZ, 2010). Por exemplo, em um episódio de agressão e estupro de uma mulher o criminoso era portador de piolhos pubianos e sem saber os transmitiu para sua vítima. Os piolhos foram coletados como prova e deles foram gerados perfis de DNA do criminoso (HASKELL, 2009). Li et al. (2011) relatam a relevância dos insetos como importante fonte de evidência de DNA para a identificação de cadáveres em cenas de crime. Entretanto, os autores indicam o cuidado que o perito deve ter em poder discriminar se o inseto estava colonizando o cadáver, se é um contaminante presente no ambiente, ou se foi implantado em uma cena de crime. Isso é crucial para se definir uma evidência por associação. Dessa forma, os autores realizaram a identificação por DNA mitocondrial e microssatélites de origem humana a partir do intestino de larvas de Aldrichina grahami coletadas de várias partes de um cadáver. Após a dissecação das larvas para a remoção do intestino e coleta do conteúdo gástrico, foi realizada a extração de DNA total e amplificação por PCR com os iniciadores para a região HV-II do DNA mitocondrial (Direto: L48 5’ CTC ACG GGA GCT CTC CAT GC 3’ e Reverso: H408 5’ CTG TTA AAA GTG CAT ACC GCC A 3’). Utilizou-se, também, o kit de análise de STR denominado Applied Biosystems Identifiler System. Da análise de DNA mitocondrial foi obtido um produto de amplificação de 200 pb correlacionado tanto com as amostras de DNA extraídas do cadáver quanto do conteúdo gástrico do inseto. Além disso, houve congruência de perfis de STR para as regiões D8S1179, D2S11, D7S820, CSF1PO, D3S1358, TH01, D13S37, D16S539, D2S1338, D19S433, vWA, TPOX, D18S51, D5S818 e FGA entre o DNA do cadáver e o conteúdo gástrico das larvas. Das análises obtidas os autores concluíram a possibilidade de se fazer uma associação entre as evidências de DNA obtidas tanto do cadáver quanto dos insetos que colonizam esse cadáver. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS É de grande importância o correto manejo das técnicas que evolvem a entomologia e a genética forense. A concepção de protocolos de coleta, criação e preservação dos insetos traz uniformidade e precisão às investigações de crimes sexuais e de mortes violentas. O preparo do material deve ser adequado a cada técnica de amplificação e análise a ser utilizada e a cadeia de custódia garante o rastreamento das formas de contaminação do material genético, podendo assim, o pesquisador excluir de suas análises as discrepâncias que inviabilizam os corretos e seguros resultados que exigem os laudos periciais relativos à genética forense. Todas as ciências de utilidades forenses, sozinhas se tornam inúteis, pois é a interligação existente entre elas que é capaz de refazer os fatos e recontar o caso ocorrido. A entomologia, com todas as suas peculiaridades, é capaz de afirmar o tempo transcorrido entre a morte, o local da morte, se a morte foi violenta ou não ou, até mesmo, se realmente havia um corpo em determinado local. Contudo, sem a complementação com os dados gerados pelas análises genéticas, a entomologia forense é incapaz de afirmar se o indivíduo periciado é a pessoa procurada, se há vestígios de materiais orgânicos diferentes dos da vítima como nos casos, por exemplo, de estupros seguidos de morte nos quais o agressor deixa seu sêmen no corpo da vítima e os artrópodes decompositores que se alimentam desse material. Diante das informações apresentadas nesse trabalho, ressalta-se a importância da entomologia e da análise de DNA para a identificação forense, assim como, a atividade multidisciplinar com as demais áreas científicas que atendem aos foros. 5 REFERÊNCIAS CAINÉ, Laura Sofia Ramos Mendes. Entomologia Forense: Identificação Genética de Espécies em Portugal. 2010. 98 f. Dissertação (Doutorado) - Curso de Ciências da Saúde, Ramo de Ciências Biomédicas, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2010. CARVALHO, Elba Correa Teixeira de; QUEIROZ, Paulo Roberto. 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