UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS
FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS
CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL
DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA EM VIAS
PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU – PR
SANDRA IARESKI DA SILVA
Foz do Iguaçu - PR
2009
I
SANDRA IARESKI DA SILVA
DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA EM VIAS
PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU – PR
Trabalho
Final
de
Graduação
apresentado à banca examinadora da
Faculdade Dinâmica de Cataratas –
UDC, como requisito parcial para
obtenção de grau de Engenheiro
Ambiental.
Orientador(a): Paula Vergili Pérez
Co-orientador(a): Rodrigo A. Z. Pelissari
Foz do Iguaçu - PR
2009
II
TERMO DE APROVAÇÃO
UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS
DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA EM VIAS
PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU – PR
TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE
BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL
Sandra Iareski da Silva
Orientador (a): Prof (ª) Paula Vergili Pérez
Conceito Final
Banca Examinadora:
Prof (ª): Norma Barbado
Dinéia Tessaro
Foz do Iguaçu, 25 de novembro de 2009.
III
DEDICATÓRIA
Dedicado a todas as pessoas especiais que me ajudaram a
utilizar os erros na formulação do meu crescimento
individual, encorajando-me a lutar. Sendo primeiramente a
Deus, aos meus pais Edílson e Jandira, pelo esforço,
dedicação e compreensão, em todos os momentos de
minha vida. Além de meu namorado e meus irmãos pessoas
que incentivam a jamais desistir de meus sonhos.
IV
AGRADECIMENTOS
A Deus, pelos dias de vida que ofereceste até hoje para lutar pelos meus
sonhos.
À minha mãe, Jandira, que me ensinou a enxergar a vida com os olhos do
coração, os quais com vossa graça aprendi a viver, procurando contribuir para
o enriquecimento da humanidade.
Ao meu pai, Edílson, por ter acreditado e me ensinado a sonhar com o
coração, tornando uma mulher sensível. Este é o símbolo de fortaleza e
paciência, constantemente presente em minha vida, apoiando-me em todos os
passos, sendo estes vitoriosos ou não.
Ao meu namorado por ter gostado de mim do jeito que sou e por ter me
apoiado em todos os momentos.
À todos que de forma direta ou indireta me auxiliaram na formulação deste
trabalho.
À professora e orientadora Paula e ao professor Rodrigo, pelo apoio, paciência
e auxílio itens primordiais que levaram
à execução e conclusão deste
trabalho.
À todos os professores e funcionários da União Dinâmica de Faculdades
Cataratas, que durante cinco anos fizeram à diferença no meu processo de
aprendizagem.
V
“Determinação coragem e auto
confiança são fatores decisivos para
o sucesso. Se estamos possuídos
por uma inabalável determinação
conseguiremos superá-los.
Independentemente das
circunstâncias, devemos ser sempre
humildes, recatados e despidos de
orgulho” (Dalai Lama).
VI
SUMÁRIO
RESUMO...............................................................................................................
ABSTRACT............................................................................................................
INTRODUÇÃO......................................................................................................
2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................
2.1. Planejamento Urbano.........................................................................
2.2 Calçadas Urbanas e suas Condições..................................................
2.2.1 Padronização das Calçadas de Foz do Iguaçu............................
2.2.2 Arborização nas Calçadas de Foz do Iguaçu...............................
2.3 Arborização Urbana.............................................................................
2.3.1 Espécies recomendadas e utilizadas na área urbana do
Brasil......................................................................................................................
2.3.2 Problemas da Arborização............................................................
3. MATERIAL E MÉTODOS..................................................................................
3.1 Localização da área de estudo............................................................
3.2 Levantamento sobre arborização em calçadas..................................
3.2.1 Levantamento de dados...............................................................
3.2.2 Delineamento Experimental...........................................................
3.2.3 Análise Descritiva Qualitativa .......................................................
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO.........................................................................
4.1Levantamento da Arborização..............................................................
4.2 Avaliação do Entorno..........................................................................
4.2.1Posição das árvores......................................................................
4.2.2 Raízes das árvores......................................................................
4.2.3 Rede elétrica e na iluminação pública..........................................
4.2.4 Trânsito.........................................................................................
4.2.5 Sombreamento ............................................................................
4.2.6 Qualidade das calçadas...............................................................
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................
6. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA......................................................................
9
10
11
14
14
17
19
20
20
26
28
30
30
32
32
34
34
35
35
38
39
40
41
42
43
44
47
48
APÊNDICE............................................................................................................. 54
ANEXOS................................................................................................................ 56
VII
LISTA DE TABELAS
Tabela 1:Relação das espécies mais freqüentes em Foz do Iguaçu.....................
Tabela 2: Número de árvores mais frequentes em cada rua..................................
Tabela 3: Árvores mais recomendadas e utilizadas no Brasil.........................................
36
37
61
VIII
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Árvores mais frequentes na área central..................................................
Figura 2: Árvores mais frequentes na região residencial.........................................
Figura 3: Interferência das raízes no passeio público..............................................
Figura 4: Porcentagem de interferência na rede elétrica e na iluminação pública..
37
38
41
42
Figura 5: Porcentagem de interferência das árvores no trânsito.............................
43
Figura 6: Má conservação da pavimentação em áreas residenciais.......................
45
Figura 7: Áreas de passeio público com terra..........................................................
46
IX
SILVA, Sandra Iareski. Diagnóstico da arborização urbana em vias públicas no
município de Foz do Iguaçu – PR. Foz do Iguaçu, 2009. Trabalho Final de
Graduação (Bacharelado em Engenharia Ambiental) - Faculdade Dinâmica de
Cataratas.
RESUMO
O crescimento desenfreado da população urbana dificulta a separação dos espaços,
assim os passeios públicos que deveriam ser áreas destinadas à locomoção dos
pedestres, apresentam inúmeros obstáculos, que impedem o simples ato de andar.
Dessa forma surge à necessidade de adequar estes caminhos, para isso o plantio
de árvores é uma excelente opção para melhoria da qualidade destas extensões,
lembrando que deve ser realizado de forma planejada. Este estudo teve como
objetivo avaliar as condições destes ambientes no município de Foz do Iguaçu,
delimitando-se ao centro e dois bairros, Pólo Centro e Campos do Iguaçu.
Percorreu-se 6300m e encontrou-se, portanto, uma predominância de cinco
espécies de árvores, sendo: Tipuana tipu, Caesalpinia ferrea, Platanus occidentalis,
Tabebubia chrysotricha e Hovenia dulcis, estas totalizaram 59% das árvores
avaliadas, além da visualização de problemas quanto: a localização inadequada das
plantas, raízes expostas, interferência das árvores na rede elétrica e na iluminação
viária, sombreamento insuficiente, influência no trânsito, além das péssimas
condições de pavimentação das calçadas.
Palavras - chave: árvores, passeios públicos, problemas urbanos.
X
SILVA, Sandra Iareski. Diagnosis of urban tree planting on public roads in the
city of Foz do Iguaçu - PR. Foz do Iguaçu, 2009. Final Project Graduation (Bachelor
of Environmental Engineering) - Faculdade Dinâmica de Cataratas.
ABSTRACT
The rampant growth of the urban population makes it difficult to separate the spaces,
so that the public parks should be areas for the movement of pedestrians, have
several obstacles that prevent the simple act of walking. Thus arises the need to
adjust these paths for that tree planting is an excellent choice for improving the
quality of these extensions, noting that should be done in a planned manner. This
study aimed to evaluate the conditions of these environments in the city of Foz do
Iguaçu, limiting itself to the center and two districts, Polo Centro and Campos do
Iguaçu, traveled to 6300m and it was found, therefore, a predominance of five
species of trees, Tipuana tipu, Caesalpinia ferrea, Platanus occidentalis, Tabebubia
chrysotricha e Hovenia dulcis,the five most common species which totaled 59% of
the common trees, and a wide variation in residential areas, in addition to viewing
problems: the inadequate location of the trees, roots exposed, interference from trees
to power outlets and lighting road, shading, insufficient influence in traffic, beyond the
terrible conditions of paving sidewalks.
.
Keywords: trees, public parks, urban problems.
11
1 INTRODUÇÃO
O crescimento demasiado da população e a falta de um
planejamento urbano adequado de ocupação de solo ocasionam inúmeros fatores
que prejudicam o ambiente alterando a qualidade de vida do homem em áreas
urbanas (RODRIGUES, 2007).
“A cidade consiste em um ecossistema profundamente modificado
para atender as necessidades humanas” (LIRA FILHO e MEDEIROS, 2006). Para
que a população urbana possa ter qualidade de vida faz necessária a aplicação das
cinco funções da cidade: habitar, trabalhar, recrear, circular e lazer (BUHRING, s/d).
Para que as pessoas possam “circular e ter lazer” é necessária uma estrutura
adequada de ruas e calçadas, além de áreas disponíveis para que se possa divertirse tranquilamente.
12
Sabe-se que a calçada, é um espaço totalmente reservado para a
circulação dos pedestres. Assim estas devem garantir uma boa qualidade às
necessidades da população, sendo que uma dessas é o sombreamento
proporcionado pelas árvores (GOLD, 2003).
A vida no planeta está totalmente relacionada com a existência das
árvores, estas possuem importância nos diversos processos ecológicos, auxiliando
na conservação do ambiente equilibrado ou ainda mais adequado (MACIEL et al
s/d).
As árvores plantadas nas áreas urbanas desempenham funções
ecológicas, econômicas e sociais no espaço em que se inserem, pois proporcionam
vários benefícios à sociedade e ao meio ambiente (COLETTO et al 2008).
A arborização em calçadas além de amenizar problemas ambientais,
também proporciona inúmeros benefícios como: absorção de parte do calor e da
poluição atmosférica, neutralizando seus efeitos, ocasiona sombreamento, diminui a
poluição sonora, reduz a velocidade dos ventos dentre outras boas ações. Afinal as
árvores necessitam absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, sendo uma
solução tanto para a poluição quanto para o paisagismo (MELO et al, 2007).
A arborização urbana presente nas calçadas ajuda controlar o
microclima e a poluição, além de promover a biodiversidade e bem estar dos
habitantes causando ainda um embelezamento ao local (FALEIRO e AMANCIO,
2007).
A cidade de Foz do Iguaçu – PR possui extensa área urbana, o que
torna necessário a melhoria das condições do ambiente de passeio público para que
toda a sociedade seja beneficiada em qualidade durante suas caminhadas. Assim, o
município esta aplicando a Lei municipal 3144/2005, que diz respeito à padronização
13
das calçadas, com objetivo de promover áreas de passeios que garantam os
princípios
da
segurança,
acessibilidade,
conforto,
desenho
adequado
e
continuidade, citando a questão da arborização como necessária e estipulando um
local correto para o plantio das árvores na faixa de serviço (PMFI 3144, 2005).
Para o bom manejo da arborização urbana é preciso conhecer o
patrimônio arbóreo, e fundamentalmente recomendável à realização de um
diagnóstico prévio da situação das árvores nas calçadas (SILVA et al, 2005).
Este trabalho visou diagnosticar a situação da arborização urbana
em Foz do Iguaçu – PR, através do levantamento de dados e a comparação deste à
arborização existente em duas avenidas centrais com grande movimentação,
Avenida Almirante Barroso e Avenida Paraná, com a arborização de dois bairros
residenciais Pólo Centro e Campos do Iguaçu.
14
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Planejamento Urbano
O crescimento desenfreado da população urbana sem organização e
planejamento, acarreta inúmeros problemas para os municípios. Mais de metade da
população mundial vive em cidades, sendo que no Brasil 80% vive em áreas
urbanas (RODRIGUES, 2007).
Devido aos inúmeros problemas ocasionados pela falta de
organização, a Constituição Brasileira exige a elaboração de Planos Diretores para
todos os municípios com mais de 20.000 habitantes, o que evidencia a preocupação
com a questão urbana (BRASIL, 1988).
15
Entende-se por desenvolvimento urbano a prática de projeção de
instrumentos que visem ao desenvolvimento urbano, sem futuros danos e nem
prejuízos a esta área. A progressão do plano urbano, aconteceu a partir de 1950,
onde se passou a pregar a necessidade de integração entre os vários objetivos e
ações para atingi-los, sendo que só na década de 60 surge o termo planejamento
urbano, o qual ficou popular no Brasil, após a prática dos planos diretores
municipais, onde estes continham normas para cumprir quanto ao desenvolvimento
econômico e social dos municípios. Define planos diretores ou ainda planejamento
urbano, como sendo normas para regulamentação do uso do solo, onde todas as
atribuições cabem aos municípios, sendo desde o diagnóstico da situação, ou seja,
o levantamento das condições reais, até as definições para posterior execução de
projetos que visem o desenvolvimento urbano (MAGLIO, 2005).
O Estatuto da Cidade, disposto na Lei 10.257/2001 estabelece
normas, ou ainda uma série de instrumentos urbanísticos, que visam o
desenvolvimento em prol do coletivo bem como o equilíbrio ambiental (Lei,
10.257/2001).
Conforme Matias (2006) o estatuto da cidade colabora com a
melhoria da qualidade de vida urbana, mesmo assim encontra grandes dificuldades
em se aplicar a lei, sendo necessário maior rigor para se buscar a sustentabilidade
urbana, com o intuito de reduzir a poluição hídrica, sonora, visual e atmosférica,
gerenciando os resíduos e aumentando os espaços e áreas ambientalmente
saudáveis.
A falta de planejamento urbano acarreta inúmeros problemas dentre
os quais estão: falta de espaço para construção de área habitacional, moradia, falta
de abastecimento de água e tratamento de esgoto, gestão inadequada dos resíduos
16
sólidos, falta de previsibilidade quanto à drenagem das águas pluviais, transporte e
trânsito, falta de arborização em ruas e avenidas (RODRIGUES 2007).
O Plano Diretor Municipal de Foz do Iguaçu (PDMFOZ/2006), em
sua Lei Complementar Nº. 115, mostra em seu artigo primeiro a definição do mesmo
como sendo, um instrumento para planejar o desenvolvimento e a progressão
urbana do município, organizando, portanto, a gestão da cidade.
Assim percebe-se que prática de planejar o meio urbano é
necessária, afinal com o crescimento descomedido dos espaços urbanos, há a
precisão de desenvolver formas para que se consiga crescer sem destruir, ou seja,
haver uma interação do meio ambiente já existente com as futuras instalações.
Sendo que para a programação deste espaço devem existir experimentações, não
se pode firmar em proposições, além da necessidade da participação de toda a
sociedade em questão (LEAL, 2002).
Sobre a questão da arborização urbana, vale lembrar que no
planejamento urbano, deve conter um diagnóstico sobre a vegetação ou arborização
existente, para que posteriormente sirva como subsídios para a implantação de
áreas verdes (ALVAREZ, 2004). Ocorre que no Brasil na maioria das vezes, salvo
raras exceções, a arborização urbana não passa por um planejamento antecedente
(SILVA et al, 2006).
O uso racional e sustentável da paisagem deve ser o principal
objetivo dos planos e projetos de paisagismo, na busca da melhor utilização,
levando em consideração os aspectos como: conservação dos recursos, para o não
comprometimento de atendimento as futuras gerações, ou seja, buscando a
sustentabilidade ambiental. O mesmo autor afirma que o planejamento urbano deve
estar em comum acordo com o planejamento ecológico, ou seja, criar soluções
17
capazes de organizar as mudanças dos elementos da paisagem, de modo que as
influências humanas sejam compatíveis com a capacidade dos ecossistemas de
absorver os impactos, mantendo a integridade dos processos e ciclos vitais
(MENEGUETTI, 2005).
2.2.Calçadas urbanas e suas condições
As calçadas surgiram da necessidade de restringir áreas urbanas,
entre veículo e pedestres. Tendo, portanto que existir uma separação física dos
espaços de circulação dos mesmos. Assim, estas passar a existir como um espaço
entre as edificações e a pista, reservada exclusivamente aos indivíduos que circulam
a pé (GOLD, 2003).
A Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997, institui o código de
trânsito brasileiro (CTB) o qual define calçada como: “... parte da via, normalmente
segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada
ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano,
sinalização, vegetação e outros fins”. Entende-se, portanto que a calçada deve
oferecer estabilidade e segurança, ou seja, garantir qualidade a todos seus
pedestres. Define-se, pedestre como sendo qualquer pessoa que caminha a pé,
podendo ser: criança, idoso, adulto, independentemente de que estado esta pessoa
possa estar, conforme diz o Art. 68, do código de trânsito brasileiro (CTB), estão
assegurados como pedestres, e devem utilizar das passagens apropriadas das vias
urbanas para circulação.
18
Segundo Gold (2004), os fatores determinantes da qualidade de
calçadas são: “... largura, área de separação, pavimento do passeio, inclinação
longitudinal, rampas transversais, obstáculos, iluminação, drenagem e mobiliário
urbano”. Percebe-se inúmeras interferências neste local sendo que, devido ao
gradativo
aumento
da
frota
de
automóveis,
a
preocupação
é
preparar
estacionamento a todos, diminuindo os lugares de passeio público. Além dos
equipamentos, mobiliários urbanos, lixeiras, placas de sinalização, buracos,
desníveis, rampas, vegetação, que são colocadas indevidamente, ou melhor,
dizendo em locais indevidos que prejudicam a passagem (PIZZOL e RIBEIRO,
2005).
Assim fez-se necessário o estabelecimento de normas e critérios
para a implantação de calçadas, ou seja, manuais de urbanismo e tráfego, no intuito
de normatizar as calçadas, definindo áreas mínimas de passagem, locais para
arborização e para os sinais de trânsito (CARVALHO, 2006).
Para atender as necessidades dos pedestres, criou-se as normas
brasileiras de regulamentação as quais estabelecem critérios e parâmetros técnicos
a serem observados do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos além das condições de acessibilidade,
tendo
como
principal
alvo
garantir
a
adaptação
a
todas
as
pessoas,
independentemente de sua limitação ou percepção a utilização autônoma do
ambiente urbano (NBR 9050,2004).
Vale lembrar Carvalho (2006), seja qual for o meio de locomoção
que as pessoas utilizem terá sempre uma parte seja ela grande ou pequena, em que
os indivíduos terão de realizar a pé, assim não se pode pensar em um sistema de
transporte sem considerar a participação do pedestre.
19
2.2.1 Padronização das Calçadas de Foz do Iguaçu
O PROJETO CALÇADAS, de Foz do Iguaçu, tem como objetivo
priorizar a mobilidade, segurança e acessibilidade para seus usuários e pedestres.
Este projeto apresenta e segue o mesmo conceito de calçada dado pelo código de
trânsito brasileiro o qual segrega as calçadas reservada exclusivamente para a
circulação de pedestres, tendo portanto de haver um espaço destinado para o
mobiliário urbano, vegetação e outros (PMFI, 2005). Este plano surgiu a partir da
aprovação da lei N° 3144, de 14 de dezembro de 2005 a qual institui a padronização
das calçadas no município de Foz do Iguaçu e dá outras providências.
Através de estudos e análises, realizado por acadêmicos e
profissionais de uma Faculdade União Dinâmica de Faculdades Cataratas, num
período de cinco meses, que identificou e analisou a situação de calçadas. E
apontou-se a necessidade de uma revitalização das calçadas, pois apresenta
trechos irregulares e em condições desfavoráveis de trânsito, o que dificulta a
circulação de pedestres e possibilitando a ocorrência de inúmeros acidentes (PMFI,
2005). A partir deste estudo, determinaram-se os valores que deve apresentar uma
calçada com qualidade, sendo distribuídas em três faixas, conforme a Lei nº. 3144
(2005):
a) Faixa de serviço: destinada a localização dos equipamentos
urbanos, inclusive área de arborização;
b) Faixa livre: destinada ao passeio livre, portanto sem nenhum tipo
de obstáculos;
c) Faixa de acesso: destinada para garantir o acesso aos imóveis;
20
Tem-se ainda a divisão das vias de Foz do Iguaçu sendo também
em três categorias: Vias turísticas, via de comercio e serviços, vias comunitárias
(ANEXO A), (Lei 3144/2005).
2.2.2 Arborização nas Calçadas de Foz do Iguaçu
A vegetação urbana é totalmente necessária para inúmeras
situações que acontecem nestas áreas, serve como assistência no processo de
absorção de água pluvial, atenuadora das altas temperaturas além de promover a
harmonização da cidade (GUZZO e JASPER, 2005).
Deve-se levar em consideração os inúmeros fatores que são
essenciais no processo de arborização, como: largura da rua, largura da calçada,
presença de fios aéreos e/ou subterrâneos, entre outros (DEMATTÊ, 1997).
Assim o PROJETO CALÇADAS (2005), promove não só o plantio da
calçada verde (grama), como também o de árvores, enfatizando que o local correto,
área de serviço, (ANEXO B), onde a planta devera ter sua cova nivelada ao piso
(ANEXO C) e tratada com vegetação rasteira ou grelha, não será permitido o plantio
de plantas venenosas, espinhosas ou que tenham raízes capazes de danificar o
pavimento da calçada, nem muretas no entorno das arvores (conforme lei n°
3144/2005).
2.3 Arborização Urbana
21
“A vegetação urbana é um recurso natural, mas as atividades e os
modismos humanos são frequentemente mais influentes que os processos naturais
na determinação da localização e arranjo das plantas” (SPIRN 1995 apud ANGELIS
e NETO, 2005).
As árvores são utilizadas desde a antiguidade, com objetivo de
melhorar a estética e o ambiente espiritualmente (MILANO e DALCIN, 2000).
A partir da metade do século XX, o modelo de desenvolvimento
brasileiro gerou uma urbanização acelerada, intensificando a disputa de espaços
entre árvores e equipamentos públicos (MENEGHETTI, 2005). Pois os benefícios
ambientais da arborização urbana são tão ou mais necessários com o aumento do
nível de urbanização, ou seja, quanto maior for a evolução urbana, melhor e mais
necessário as árvores nestas áreas (MENEGHETTI, 2003).
A resolução do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Porto
Alegre (COMAM, 2006) dispõe sobre o Plano Diretor de Arborização Urbana, sendo
que em seu Art. 4º define o termo arborização urbana como um “... conjunto de
diferentes exemplares arbóreos que compõe a vegetação localizada em área
urbana”.
A arborização urbana é caracterizada principalmente pelo plantio de
árvores em vias públicas praças, parques, nas calçadas, sendo que este ato hoje faz
parte da gestão urbana, devendo fazer parte dos planos diretores, projetos e
programas urbanísticos dos municípios (DEFANI et al, 2007).
A arborização que também pode ser nomeada como espaços
verdes das cidades, é uma área bastante frágil da área urbana, isso por que além de
ser muito escassa, está também sofre inúmeras ações negativas diárias, devido ao
crescimento populacional desenfreado e suas alterações (ALVAREZ, 2004).
22
Assim a paisagem urbana, a qual está em constante mudança,
devido ao desenvolvimento de diversos fatores tanto naturais, quanto provocados
pela intervenção humana, ações modificadoras das condições de vida, inclusive na
da vegetação, sendo que estes devem ser considerados na projeção das áreas
arborizadas, observando-se tanto o contexto histórico quanto o geográfico do local
(LIMNIOS 2006).
A vegetação urbana que também se define como sendo arborização
urbana tem inúmeras funções em uma área, sendo: aspectos sociais, estéticos,
psicológicos, ecológicos, o que minimiza os impactos negativos que se encontra nas
áreas mais habitadas dos municípios (ALVAREZ, 2004).
Alguns dos benefícios que a vegetação urbana traz são: sombra
para os pedestres e veículos, proteção e direcionamento do vento, amenização da
poluição sonora, redução do impacto da água de chuva e seu escoamento
superficial, auxiliam na diminuição da temperatura, melhoramento da qualidade do ar
e preservação a fauna silvestre (PIVETA e SILVA,2002).
São muitos os fatores influenciados pela arborização urbana como
qualidade do ar, o equilíbrio na produção do dióxido de carbono, a questão da
permeabilidade do solo, o que é essencial para o abastecimento dos lençóis de água
subterrânea (MENEGUETTI, 2005).
As árvores exercem sobre o ambiente físico local,
agem,
individualmente, sobre a saúde física e mental dos habitantes dos centros urbanos,
controlam diversos efeitos negativos e contribuem para a melhoria da qualidade de
vida (ANGELIS e NETO, 2000).
Para Lira et al (2004) devem ser considerado os benefícios
econômicos e sociais das árvores nas cidades além dos de ordem ecológica (clima e
23
poluição), biológica (saúde física do homem) e psicológica (saúde mental do
homem). A arborização urbana trás diversos benefícios tanto ecológicos quanto
sócio ambientais (quadro 1).
Quadro 1 - Importância da arborização urbana.
Importância Ecológica
Importância Sócio Ambiental
Função estabilizadora do relevo.
Função estabilizadora do relevo, controle de
risco ambiental, controle de enchentes,
ação restauradora em áreas degradadas.
Proteção da qualidade e da
capacidade de reserva de água.
Qualidade de quantidade de água
disponível.
Influência na evapotranspiração,
portanto no balanço hídrico.
Conforto ambiental efeitos sobre a saúde.
Efeitos no micro clima,
principalmente na umidade
relativa do ar.
Conforto ambiental, efeitos sobre a saúde,
segurança nas calçadas e no sistema viário.
Diminuição do material
particulado do ar.
Qualidade do ar, efeito estufa, conforto
Fonte de alimento
Proteção das nascentes e áreas
de mananciais.
Qualidade do ambiente.
Qualidade de quantidade de água
disponível.
Fonte: Adaptado Furlan (2004) apud Limnios (2006)
Existem, porém inúmeros fatores, na área urbana, que influenciam e
até impedem o desenvolvimento de árvores. Tais como: compactação do solo,
depósitos de resíduos, pavimentação do leito carroçável e das calçadas impedindo a
penetração do ar e das águas de chuvas, poluição do ar, impedindo a folha de
exercer livremente suas funções. Vale lembrar que a arborização em ruas e
avenidas é um aspecto muito importante para arborização urbana, porém, pouco
24
reconhecido e utilizado devendo ser encarado como um dos componentes do plano
de desenvolvimento e expansão dos municípios (PIVETA e SILVA, 2002).
São inúmeros os benefícios da arborização urbana, mesmo assim a
população brasileira tem deixado a desejar tanto com os cuidados quanto com a
manutenção das árvores urbanas (ANDRADE, 2002).
A arborização é algo que deve ser feita de forma planejada, para
que posteriormente, não traga problemas ainda maiores, tendo, portanto, alguns
aspectos que se devem levar em conta, tais como: condições ambientais do local,
características das espécies a serem plantadas, levando em consideração o fruto, a
resistência as pragas, as raízes, tronco e ramos, não conter princípios tóxicos ou de
reações alérgicas, bom efeito estético, flores de tamanho pequeno, sem odores
fortes, preferencialmente nativa se for exótica deve ser adaptada, tamanho das
árvores não pode influenciar na passagem da fiação e dos veículos, e sistema
radicular profundo para não prejudicar as calçadas. Dentre esses aspectos ainda
temos a questão de largura de calçadas e ruas, onde de forma alguma as árvores
podem prejudicar aos pedestres. Quanto à fiação elétrica, recomenda-se que as
arvores estejam de 3 a 4 m longe, ou ainda, do lado oposto, sendo árvores de
pequeno porte. Lembrando que deve haver um cuidado para que as raízes das
árvores não prejudiquem as canalizações e instalações subterrâneas (PIVETA e
SILVA, 2002). Assim, faz-se necessário analisar a rede de telefonia, as tubulações
de água e de esgoto, além da drenagem das águas pluviais (MILANO e DALCIN,
2000).
Para cada cidade deve constituir uma solução, ou seja, a
arborização urbana deve ser determinada para cada município isoladamente, isto
pelas condições climáticas e pelas espécies adaptadas ao local (ANDRADE, 2002).
25
Um outro aspecto e talvez um dos principais seja a questão da
diversificação ou não das espécies. Recomenda-se que, na composição da
arborização das ruas de uma cidade, as populações individuais por espécies não
ultrapassem 10 ou 15% da população total. Quanto à variabilidade comenta-se que
a diversificação das espécies, não implica no plantio aleatório, recomendando-se a
igualdade dentro das quadras ou mesmo dentro das vias empregando uma ou até
mesmo duas qualidades diferentes (PIVETA e SILVA, 2002).
As árvores indicadas para plantio em calçadas devem obter troncos
resistentes, mas não podem ser muito volumosas, para não sugerir risco aos
pedestres e veículos. Devem ser árvores que não tenham raízes agressivas
(SCHUCH, 2006).
As características das árvores também devem ser consideradas,
tendo, portanto, que se analisarem questões como: ritmo de crescimento, exigências
para o desenvolvimento, o tipo de copa, os frutos, os troncos, as raízes, os
problemas de toxidez, a rusticidade a resistência, a origem das espécies (PRADO;
PAIVA 2001 apud SCHUCH, 2006).
Assim para se conseguir alcançar êxito no processo de arborização
urbana, é necessário um levantamento, considerando estes vários aspectos, como o
clima, onde se apresenta temperaturas altas, o ideal, são árvores com copas mais
densas, com folhagem perene (SANTOS; TEIXEIRA, 2001 apud SCHUCH, 2006).
A classificação das arvores pode ser realizada em pequeno, médio e
grande porte. Sendo:
1.
Pequeno porte: ideais para plantio em calçadas,
pois na fase adulta atingem de 3 a 5m, o que possibilita que sua copa não
prejudique a rede elétrica. (SCHUCH, 2006). (ANEXO C)
26
2.
Médio porte: estas são apropriadas para plantio em
ruas de calçadas e passeios largos, desprovidas de fiação aérea.
(SCHUCH, 2006). (ANEXO D)
3.
Grande porte: apropriadas para plantio em áreas
maiores. Estas árvores quando adultas pode ser superior a 10m e o raio
da copa é maior que 5m (SCHUCH, 2006). (ANEXO E)
2.3.1 Espécies Recomendadas e Utilizadas na Área Urbana do Brasil
Para os autores Ruschel e Leite (2002) ao se realizar a arborização
urbana deve-se levar em consideração as inúmeras manifestações que as árvores
produzem, quanto: ao porte, tipo e diâmetro de copa, crescimento das raízes e altura
da primeira bifurcação, além de adaptabilidade e condições de sobrevivência.
Para os autores Amir e Misgav (1990) apud Lira Filho et al (2004)
além das características das plantas considera-se a situação física de cada rua, a
fim de formular critérios sob a escolha das espécies mais adequadas para cada
região, sendo, aspecto visual-espacial, ou seja, a que melhor se adapta ao local em
termos paisagísticos, o segundo é analisar limitações físicas e biológicas das
árvores, e o ultimo critério, é a avaliação das espécies que melhorariam o microclima
e outras condições ambientais.
Conforme Lira (2008) as árvores urbanas, desempenham benefícios
diretos e indiretos ao meio ambiente e as comunidades urbanas, por isso não se
deve fazer plantio de espécies sem considerar a população e suas manifestações.
27
Em áreas de passeio propõe-se plantar espécies que contenham um
sistema radicular pivotante, com raízes profundas para se evitar futuros danos como
o levantamento das calçadas (SILVA, 2005).
Existe, portanto árvores que contém suas características que são
mais propicias para adaptação ao meio urbano, sendo assim apresenta-se as
espécies mais utilizadas neste ambiente.
Quadro 2 – árvores mais utilizadas em ruas e avenidas no Brasil.
Nome científico
Nome popular
Família
Allophylus edulis
Chal-chal
Myrtaceae
Britoa sellowiana
Goiabeira-da-serra
Myrtaceae
Butiá capitata
Butiá
Arecaceae
Eugenia involucrata
Cerejeira
Myrtaceae
Eugenia uniflora
Pitanga
Myrtaceae
Gomidesia palustris
Guamirim
Myrtaceae
Inga marginata
Ingá-feijão
Mimosaceae
Jacarandá mimosaefolia
Jacarandá
Bignoniaceae
Myrcianthes pungens
Guabiju
Myrtaceae
Rollinia exalbida
Araticum
Nonnaceae
Tabebuia avellanedae
Ipê-roxo
Bignoniaceae
Tabebuia chrysotricha
Ipê-amarelo
Bignoniaceae
Fonte: Adaptado PIVETA E FILHO, 2002.
Os autores apresentam as espécies de árvores mais recomendadas
por tais autores, baseando-se na literatura (GUIA 1988, ÁRVORES, 1999, SANTOS
& TEIXEIRA, 2001 apud PIVETA & SILVA, 2002), (ANEXO F).
28
2.3.2 Problemas da arborização urbana
Para Lira e Medeiros (2006) a “arborização Urbana implica em
impactos ambientais nos meios físicos, bióticos e antrópicos”.
O
plantio
de
espécies inadequadas pode
acarretar
custos
financeiros, a toda à sociedade, sendo poder público e moradores (ANDRADE,
2002).
Os problemas que a arborização urbana pode trazer são em sua
grande maioria ocasionado pelos conflitos que ocorrem entre as árvores e os demais
elementos que compõem o ambiente, sendo: mobiliário urbano, pessoas,
construções. A melhoria destas questões deve ocorrer na hora da escolha das
espécies arbóreas, tendo-se em vista diversas finalidades a serem cumpridas no
ecossistema urbano, sendo necessário avaliar todas as manifestações destas
plantas (GONÇALVES e PAIVA, 2004). A arborização urbana, quando não for bem
planeja, pode ocasionar impactos adversos sendo: calçadas, muros, iluminação,
rede elétrica, além de outros mobiliários urbanos, sendo muitas vezes prejudicial às
aves que vivem neste ambiente, isso ocorre devido há a redução, remoção,
escassez das árvores, diminuindo as áreas de habitat para estes animais (LIRA e
MEDEIROS, 2006).
Outro problema relacionado à urbanização deve-se a fisiologia das
plantas, a qual é responsável pela produção e liberação de odores e pólen, os quais
são causadores em alguns casos de alergias. Logo as espécies cultivadas devem
ser desprovidas de princípios tóxicos ou elementos que possam provocar reações
alérgicas nos indivíduos (LIRA et AL, 2004).
29
Outro aspecto que se torna um grande obstáculo, na arborização
urbana, e bastante ocorrente, é o surgimento de pragas, afinal estas muitas vezes
não são nem identificadas e podem acarretar diversos problemas às plantas e aos
humanos que transitam na região afetada (PIVETA e SILVA, 2002).
Têm-se ainda os prejuízos que a população pratica nas árvores,
sendo: mutilações, danificações e até mesmo eliminações (ANDRADE, 2002).
Poluição do ar, excesso ou falta de água no solo, pouca
disponibilidade de nutrientes, ocorrência de insetos, altas temperaturas, são fatores
prejudiciais as árvores urbanas (LIMA, 2002). Existem ainda problemas que
impedem ou prejudicam a arborização urbana, como: depósito de resíduos e
entulhos, além da pavimentação que impede a entrada de elementos necessários
para seu desenvolvimento, água e ar, tendo ainda a poluição do ar o que impede
que as folhas realizem suas funções (PIVETA e SILVA, 2002).
30
3 MATERIAL E MÉTODOS
3.1 Localização da área de estudo
A pesquisa foi realizada no município de Foz do Iguaçu - PR,
localizada no extremo Oeste do estado do Paraná, está geograficamente situado à
25° 32’ 55" de latitude Sul e 54° 35’ 17" de longitude Oeste, com altitude média de
173 metros, fazendo divisa com dois paises pertencentes do MERCOSUL, sendo
Paraguai e Argentina. (ANEXO G)
A cidade faz limite ao Norte, com Usina Hidrelétrica Itaipu
Binacional, ao Sul, com Rio Iguaçu, que marca a fronteira com a Argentina e a
cidade de Puerto Iguazú; A Leste, pelos municípios de Santa Terezinha de Itaipu e
São Miguel do Iguaçu e ao Oeste, pelo Rio Paraná, que delimita a fronteira com o
Paraguai e as cidades de Presidente Franco e Ciudad del Este.
31
Foz do Iguaçu localiza-se no terceiro planalto do estado do Paraná
tendo uma altitude aproximada de duzentos metros, e um relevo suavemente
ondulado. Caracterizado por apresentar temperaturas extremas, possui um clima
subtropical úmido mesotérmico, tendo como precipitação anual aproximadamente
1800 mm (ANEXO H).
Município de tríplice fronteira, Foz do Iguaçu, é dividido em 284
bairros, tem como fonte de renda o turismo e a geração de energia elétrica, tendo
vários pontos de referência, mundialmente conhecidos, atrativos como: Parque
Nacional do Iguaçu, Usina hidrelétrica binacional de Itaipu, Marco das três fronteiras,
Ponte Internacional da Amizade e Ponte Internacional da Fraternidade, Parque das
Aves, dentre outros.
O município tem uma população estimada de 311 336 habitantes
sendo que integra uma área urbana de aproximadamente 700.000 hab., incluindo
Ciudad Del Este e Puerto Iguazú. Tem uma distancia aproximada de 617 km2 da
capital, Curitiba.
Foz do Iguaçu, tem uma área urbana de 165,50 km2, na soma da
área rural com a urbana tem-se aproximadamente 80.360 residencias (PMFI, 2009).
Para escolha das ruas que seriam avaliadas levou-se como principal critério, o
intenso fluxo de pessoas e veículos, importantes para o município, sendo, portanto
selecionado três bairros, Centro, Campos do Iguaçu e Pólo Centro, respectivamente
Almirante Barroso e Avenida Paraná, Rua Tiête e Avenida Pedro Basso.
O Centro, caracterizado pelo grande fluxo de veículos e pessoas, é
uma área comercial, sendo um centro financeiro, tendo uma grande variedade de
empresas de diversos ramos. A Avenida Paraná, é um importante elo entre os
extremos do município. Já a Avenida Almirante Barroso, tem como função o
32
comércio, repleta de lojas de roupas e calçados, lanchonetes, restaurantes,
papelarias, livrarias, dentre outras empresas se estabelecem neste local.
A Rua Tiête e a Avenida Pedro Basso, localizadas respectivamente
no Bairro Campos do Iguaçu e Pólo Centro , representam a área residencial, de
classe média, onde a população é composta por trabalhadores na área educacional,
comercial, bancária e pública (PMFI,2003).
3.2 Levantamento sobre arborização em calçadas
O método utilizado foi levantamento de dados, através do
preenchimento de um “checklist” por observações realizadas com visitas in loco,
analisando as árvores e sua localização, que conforme define Vidal (1995), as
árvores, tem grande tamanho, maior que 5 m, normalmente com tronco nítido. As
observações e análises são das áreas de passeios, utilizando como recurso material
fotográfico para demonstrar a situação atual da arborização.
.
3.2.1 Levantamento de Dados
Para levantamento de dados, realizou-se uma adaptação do método
empregado no trabalho de Silva Filho et al (2002), contendo as seguintes
informações:
33
Quanto à posição da planta na calçada: seguindo a Lei 3144/2005
que diz que as árvores devem estar na faixa de serviço. Análise ditando se a mesma
esta:
Regular: totalmente correta, inteiramente na faixa de serviço;
Irregular: incorreta, obstruindo a passagem;
Quanto ao desenvolvimento da raiz:
Sem interferência - quando as raízes não estão expostas;
Com Interferência - quando a árvore apresenta várias raízes expostas na calçada,
já tendo causado algum tipo de prejuízo.
Quanto à interferência das árvores em fios de rede elétrica:
Sem interferência – quando nenhuma parte da árvore esta em contato com o
equipamento.
Alta Interferência - quando a árvore apresenta alguma parte da árvore sob os fios de
rede elétrica, independentemente de qual parte esteja em contato.
Quanto à iluminação viária:
Prejudicial – quando as árvores obstruírem a iluminação advinda de postes de luz.
Não prejudicial – quando as árvores não atrapalham a iluminação viária.
Quanto ao trânsito:
Interfere: quando as árvores atrapalham a visibilidade dos motoristas e/ou
pedestres.
Não interfere: quando as árvores não atrapalham a visibilidade dos motoristas e/ou
pedestres.
Quanto ao sombreamento:
Suficiente: quando o número de árvores ocasionam um sombreamento em pelo
menos 50% da rua.
34
Insuficiente: quando o número de árvores ocasiona um sombreamento em menos de
50% da rua (APÊNDICE I).
3.2.2 Delineamento Experimental
Todas as análises foram submetidas a um “checklist”, que continha
informações como: data da coleta dos dados, nome do logradouro, nome do bairro,
sendo que as observações foram realizadas de agosto a outubro de 2009
(APÊNDICE I). Todos os aspectos foram analisados em todas as ruas e o
diagnóstico que foi delimitado numa extensão de 700 metros para todas as ruas
escolhidas, avaliando os dois lados de cada uma delas, sendo considerado o
canteiro central, ou seja, a rua que tiver este também será analisado.
3.2.3 Análise Qualitativa Descritiva
Os resultados obtidos foram avaliados de forma qualitativa descritiva
e apresentados em formas de tabelas e gráficos, o que facilita no discernimento dos
dados obtidos.
Para a identificação das espécies utilizou-se como referencial o livro
“árvores brasileiras” de LORENZI (1992, 1998, 2000, 2002, 2008), além de “árvores
exóticas no Brasil”.
35
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Levantamento da arborização
Nas quatro vias públicas analisadas da cidade de Foz do Iguaçu PR, foi percorrida uma extensão total de 6.300m, considerando o canteiro central da
Avenida Paraná, e os dois lados de cada via, contabilizando-se apenas indivíduos
vivos, podas drásticas onde a planta mantinha sinais de sobrevivência e árvores
acima de 5m.
Totalizou-se
476
árvores,
distribuídas
em
32
espécies,
demonstrando que aproximadamente 59% da população arbórea, é representada
por apenas cinco espécies, os 41% restantes estão constituídos pelas outras 27
espécies. No estudo de Colleto et al (2008), no município de Sete de Setembro
encontrou-se 773 plantas arbóreas, sendo que 70% delas eram representada por
36
cinco espécies sendo: Bauhinia variegata, Murraya paniculata, Lagerstroemia indica,
Ligustrum spp, e Cinnamomum spp.
Logo, Pires et al (2007), no município de
Goindira (GO), deparou-se com 1440 plantas arbóreas e arbustivas sendo seis delas
Licania tomentosa, Caesalpinia peltophoroides, Murraya paniculata, Teminalia
catappa, Schinus molle e Wallichia disticha são responsáveis por 50,1% das
espécies levantados. A tabela 1, apresenta estas cinco espécies mais frequentes em
Foz do Iguaçu, baseando pelas ruas analisadas, contém nome popular, nome
científico e o número de árvores encontradas.
Tabela 1 – Relação das espécies mais frequentes em Foz do Iguaçu.
Nome popular
Tipuana
Pau ferro
Plátano
Ipê
Uva japonesa
Nome científico
Tipuana tipu
Caesalpinia ferrea
Platanus occidentalis
Tabebuia chrysotricha
Hovenia dulcis
Nº de árvores
94
73
49
37
27
Fonte: Autor
Das árvores analisadas 35 eram frutíferas, o que totaliza 7% do total,
sendo que a maior parte destas foi encontrada nas regiões residenciais, o que
evidencia que os moradores, plantam árvores frutíferas em áreas de passeio pela
falta de informação. Assim como o diagnóstico das vias públicas, realizado por
Coletto et al (2008), constatou que 12% da população arbórea do município de Sete
de Setembro – RS corresponde a árvores frutíferas, onde o autor acrescenta como
uma ação não planejada, realizada pela população no intuito de utilizar dos frutos
destas árvores para alimentação humana.
Há uma grande variação entre o número de árvores na área central
e na área residencial, como podemos perceber na tabela 2.
37
Tabela 2 – Número de árvores mais frequentes em cada rua.
Área
Rua
Nº. de árvores
Total
Central
Almirante Barroso
60
308
Avenida Paraná
248
Residencial
Tiete
Pedro Basso
41
127
168
Fonte: Autor
Percebe-se ainda uma outra variação, em relação às espécies
arbóreas, sendo que nas áreas centrais existe maior número de árvores, com menor
variação de espécies, já nas áreas residenciais, é o contrário, como demonstra as
figuras 1 e 2 .
ÁRVORES MAIS FREQUENTES (CENTRO)
PAU FERRO
PLATÁNO
21%
IPÊ
34%
16%
8%
9%
12%
Figura 1: Árvores mais frequentes na área central
UVA
JAPONESA
ANGICO
OUTROS
38
ÁRVORES MAIS FREQUENTES (BAIRROS)
TIPUANA
17%
LIGUSTRO
4,7%
5,3%
FICUS
56%
7%
9,5%
FLAMBOYANT
PAU FERRO
OUTROS
Figura 2: Árvores mais frequentes na região residencial.
4.2 Avaliação do entorno
O município de Foz do Iguaçu, no que diz respeito à arborização
urbana, não apresenta nenhum tipo de controle, sobre as espécies plantadas e nem
quanto à quantidade de árvores existentes na região estudada. Constatou-se
através das observações in loco que são poucas as calçadas com arborização,
sendo que onde essa existe, muitas vezes é realizada de forma inadequada,
observa-se ainda que a Lei 3144/2005, a qual estabelece a localização para a
arborização, e dita as regras de padronização das calçadas ainda não se
estabeleceu em todas as regiões, sendo que das analisadas não há nenhuma que
esteja totalmente conforme com a legislação vigente.
Durante as visitas realizadas para o estudo, localizou-se diversos
problemas relacionados a estas plantas, como a falta de pavimentação, ou ainda as
péssimas condições destas, tendo ainda a obstrução da iluminação viária e da rede
elétrica por partes das árvores, além de espécies que obstruem e danificam as
39
calçadas e a área de passeio publico, sendo que tais problemas decorrentes da falta
de planejamento e/ou manutenção da arborização urbana. Vê-se, portanto, a
necessidade de readequação deste aspecto no município de Foz do Iguaçu.
Conforme anteriormente citado, para realizar o levantamento
arbóreo, utilizou-se a metodologia aplicada por Silva Filho et al (2002), assim segue
os comentários e os resultados encontrados:
4.2.1 Posição das árvores
Notou-se que ainda não há uma localização exata para o plantio das
árvores nas calçadas das ruas avaliadas, pois as irregularidades são facilmente
perceptíveis, o principal problema devido ao posicionamento e a consequente
obstrução da passagem dos pedestres. Percebe-se então que a Lei 3144/2005, que
dita que a vegetação, inclusive a arbórea, deve constar na faixa de serviço, não está
aplicada em todas as ruas conforme o esperado, pois se acredita que a
padronização das calçadas aconteceria até o final do ano 2009 na área central e
final de 2010 em áreas residenciais.
Observou-se que a grande variação na localização das plantas,
acontece nas áreas residenciais, acredita-se que isso ocorra pela falta de
informação, já que nestes locais normalmente quem faz o plantio das espécies são
os próprios moradores, sem nenhum tipo de controle ou orientação. Na avaliação de
Colleto et al (2008), a distância da árvore ao meio-fio, teve um valor mínimo de cinco
40
centímetros, médio de 69,8 centímetros e máximo de 2,5 metros, apresentando uma
grande variabilidade na posição das árvores.
4.2.2 Raízes das árvores
Observou-se que na escolha das espécies arbóreas a ser plantada
em calçadas, não se considera características como: crescimento, raiz, floração,
frutificação dentre outros aspectos que podem influenciar na qualidade dos passeios
públicos.
Assim o crescimento excessivo das raízes ocasiona sério problema
para as calçadas de Foz do Iguaçu, onde em todas as ruas avaliadas, observou-se
em alguma parte da via, interferência ocasionada pelas raízes das árvores. Este
problema também é visível em áreas residenciais, pois nas ruas avaliadas
pertencentes a bairros existe extenso plantio da espécie Fícus benjamina, (3%), esta
é portadora de raízes vigorosas, o que permite o rompimento de calçadas, sendo,
portanto que este percentual ainda esta dentro da faixa recomendável de
predominância de espécies.. O estudo de Rodolfo Júnior et al (2008) apresenta um
resultado ainda mais grave onde à prevalência da espécie (Ficus benjamina), que
apresentou percentuais que variam de 57 e 41% entre os bairros estudados. De
forma semelhante, Pires et al (2007), observou que 70% dos indivíduos levantados
pertenciam à espécie ficus, o que mostra um resultado bem acentuado, além da
baixa variabilidade com relação às espécies. Portanto, totalmente contrário as
recomendação de Milano e Dalcin (2000), que ditam que cada espécie não deve
41
passar de 10 a 15% do total de indivíduos de uma população arbórea. A figura 3
evidencia os danos que as raízes causam nas calçadas.
Figura 3: Interferência das raízes da árvore no passeio público.
4.2.3 Rede elétrica e na iluminação pública
As interferências na rede elétrica e na iluminação pública
apresentam um percentual de obstrução igual, nas regiões analisadas, ou seja, onde
há a obstrução da iluminação viária também acontece o conflito com a rede de
energia elétrica. Foi considerado qualquer tipo de contato, ou seja, qualquer parte da
árvore em contato com a fiação da rede elétrica.
42
A ocorrência desse fato é principalmente ocasionada pela escolha
das espécies, que na maioria das vezes possui porte grande, que é desconsiderado
na hora do plantio, ou ainda pela falta de manutenção da arborização, ou seja,
ausência de poda. Estas interferências podem causar acidentes e trazer riscos à
vida, das pessoas que transitam por estes locais, assim também Milano (1984),
constatou que 46% do total das árvores de Curitiba - PR estavam sob a fiação. O
autor Pires et al (2007), encontrou resultado bem próximo deste, em que 41% das
árvores apresentavam algum tipo de conflito com a rede elétrica. A figura 4
apresenta o percentual de interferência encontrado, sendo dos dois aspectos, rede
elétrica e iluminação viária em Foz do Iguaçu.
INTERFÊNCIA DAS ÁRVORES NA REDE
ELÉTRICA E NA ILUMINAÇÃO PÚBLICA
25%
interfere
não interfere
75%
Figura 4: Porcentagem de interferência na rede elétrica e na iluminação pública.
43
4.2.4 Trânsito
A interferência no trânsito acontece justamente pela localização
incorreta das árvores, ou seja, são plantas colocadas indevidamente em esquinas
e/ou espaços que atrapalham a visibilidade dos motoristas. Dentre as ruas avaliadas
apenas uma apresentou este problema, a Avenida Pedro Basso. No estudo de
Ruschel e Leite (2002), no município de Lajeado (RS), visualizou que as ocorrências
de árvores que se localizam a menos de 5m da esquina eram de 22,4 %, estas são
prejudiciais ao trânsito. A figura 5 mostra o resultado encontrado em Foz do Iguaçu
quanto à interferência das árvores no trânsito.
INTERFERÊNCIA NO TRÂNSITO
75%
INTERFERE
25%
NÃO INTERFERE
Figura 5: Porcentagem de interferência das árvores no trânsito.
44
4.2.5 Sombreamento
O nível de sombreamento foi considerado aceitável em apenas duas
das quatro ruas avaliadas, sendo Avenida Pedro Basso e Avenida Paraná.
Entretanto nas outras duas ruas avaliadas existe grande precariedade no aspecto
sombreamento, pois na soma da extensão dessas duas ruas tem-se um total de 101
árvores, ou seja, são poucas árvores além de que muitas delas ainda não produzem
uma sombra densa, ou melhor, razoável para os pedestres que circulam nessas
regiões.
4.2.6 Qualidade das calçadas
Durante as observações realizadas in loco constatou-se que há
várias irregularidades que prejudicam e até mesmo impedem a qualidade de vida
das pessoas que utilizam destes trajetos, principalmente nas áreas residenciais.
Segundo Santos (2004), que analisou as condições das calçadas do Paraná, os
aspectos que mais influenciam no calçamento de Foz do Iguaçu são: obstrução das
calçadas pelos mobiliários urbanos, má conservação da pavimentação, ocupação
das calçadas por veículos, posicionamento inadequado da vegetação. Na figura 6,
nota-se as péssimas condições da pavimentação das calçadas da Rua Tiête.
45
Fonte: Autor
Figura 6: Má conservação da pavimentação em áreas residenciais
Apesar da Prefeitura fiscalizar o cumprimento da Lei 3144/2005,
que padroniza as calçadas tanto em áreas residenciais quanto em áreas centrais,
ainda não existe muitas áreas com boa qualidade. Afinal ainda existem locais onde
não há calçamento, são locais onde o espaço do passeio é feito por terra. Isto
acontece na Rua Tiête, onde aproximadamente 40% da extensão analisada, não
possuem calçamento e é constituído somente por terra. Além de que, onde há o
pavimento de cimento na maioria das vezes está em péssimas condições. Percebe
que este resultado próximo da realidade de outros municípios, pois no estudo
realizado por Pires et al (2007) demonstrou que os pavimentos mais utilizados nas
calçadas de Goiandira-GO foram cimento (45%) e terra (40%), tendo ainda calçadas
de grama com 15% do total. A figura 7 mostra que na Rua Tiête, existe uma grande
extensão em que a calçada é feita de terra.
46
Figura 7: Áreas de passeio público com terra.
47
5 CONCLUSÕES
- O número de árvores é insuficiente nas ruas Tiête e Almirante
Barroso, isso por que apresentaram um percentual menor do que o considerado
aceitável de 50%.
- A predominância de determinadas espécies, mostra a necessidade
de um planejamento e gestão da arborização urbana, logo a Fícus é a principal
espécie causadora de danos às calçadas e muito encontrada em áreas residenciais.
- Deduz-se que há carência de informação junto aos moradores,
quanto ao plantio e manutenção das árvores, pois se visualizou o plantio de
espécies que são inadequadas para o ambiente.
- Em relação à qualidade das calçadas percebe-se que ainda
necessitam de muitas melhorias. Há a necessidade de mais cobrança e fiscalização
pela Prefeitura Municipal, na efetiva implantação da Lei 3144/2005 em todas as
calçadas de Foz do Iguaçu.
48
REFERÊNCIAS BIBLOGRÁFICAS
ANDRADE, Tais O. Inventário e Análise de Arborização Viária da Estância de
Campos de Jordão, SP.129f. Dissertação ( mestre em agronomia, área de
concentração: fitotecnia). Escola superior de Agricultura Luiz de Queiroz, SP, São
Paulo, 2002.
ALVAREZ, Ivan André. Qualidade do espaço verde urbano: uma proposta de
índice de avaliação. 209f. Tese (Doutorado em agronomia, área de concentração:
fitotecnia). Escola superior de Agricultura Luiz de Queiroz, SP, São Paulo, 2004.
Disponível:<http://www.teses.usp.br> Acesso em: 04 de abril 2009.
ANGELIS, Bruno L. D.; NETO, Generoso A. A vegetação e as praças na cidade de
Maringá/PR. Acta Scientiarum. Technology, Vol. 22. Maringá, PR, 2000. Disponível
em:<http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciTechnol/article/view/3104/22
31>Acesso em: 15/08/2009
BACKES, Paulo; IRGANG, Bruno. Árvores cultivadas no sul do Brasil: guia de
identificação e interesse paisagístico das principais espécies exóticas. Porto
Alegre, RS: Instituto Souza Cruz, 2004.
BRASIL. LEI Nº. 9.503, de 23 de setembro de 1997. Código nacional de trânsito
(CNT), Brasília, DF, 1997. Disponível em:
http://<www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9503.htm> Acesso em: 05/04/2009
BRASIL, Associação Brasileira de normas técnicas (ABNT) NBR 9050.
Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências à edificações, espaço,
mobiliário e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004 , 97f. Disponível em:
http: <//www.mpdft.gov.br/sicorde/NBR9050-31052004.pdf> Acesso: 01/04/2009
BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em:<
http://www.senado.gov.br/sf/legislacao/const/con1988/CON1988_05.10.1988/CON19
88.htm>acesso em:10102009
BRASIL, Lei 10.257 de Julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da
Constituição Federal, estabelecendo política urbana.
Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm
>acesso em:10/082009
49
BUHRING, Márcia Andréia. A cidade e sua função como espaço urbano
(turístico). Universidade de Caxias do Sul. Disponível em:
http://www.ucs.br/ucs/tplPadrao/tplSemMenus/posgraduacao/strictosensu/turismo/se
minarios/seminario_4/gt09/arquivos_4_seminario/GT09-6.pdf
Acesso em: 14/09/2009
CARVALHO Marcus Vinicius Guerra Seraphico de Assis. Um modelo para
dimensionamento de calçadas considerando o nível de satisfação do pedestre.
(2006). 170f. Tese (Doutorado em Engenharia Civil: planejamento e operação de
sistemas de transportes) – Escola de Engenharia de São Carlos, SP. São Carlos,
2006. Disponível:http:<//www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18137/tde09042006093815/>Acesso em: 04/04/2009
COLETTO, Elizabete Patrícia et al. Diagnóstico das vias públicas do Município
de Sete de Setembro – RS. Rev. SBAU, Piracicaba, v.3, n.2, jun. 2008, p.110-122.
Disponível em: http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo42.pdf
Acesso em: 15/09/09
DEFANI, M. A. et al. Levantamento. Parcial da Vegetação Urbana do Município
de Goioerê – PR
Disponível em:
http: <//www.pec.uem.br/pec_uem/revistas/arqmudi/volume_11/numero_01/4Defani%20et%20al..pdf> acesso em:10/10/2009
DEMATTÊ, M. E. S. P. Princípios de Paisagismo. Jaboticabal: Funep, 1997.
104p
FALEIRO, WENDER; AMÂNCIO P. Francielle. Arborização Viária do Campus
Umuarama da Universidade Federal de Uberlândia, MG. Revista Cientifica
Eletrônica de Engenharia Florestal – publicação Cientifica da Faculdade de
Agronomia e Engenharia Florestal da Garça. Ano VI, Nº. 10, Ago. 2007. Disponível
em: <http://www.revista.inf.br/florestal10/pages/artigos/ARTIGO_08.pdf> acesso em:
10/08/2009
FOZ DO IGUAÇU, LEI COMPLETAR Nº115, de outubro de 2006. Plano diretor de
Foz do Iguaçu (PMDFOZ). Disponível em:
<http://www2.fozdoiguacu.pr.gov.br/Portal/Pagina.aspx?Id=176>Acesso: 08/03/2009
FOZ DO IGUAÇU, LEI 3144 de 14 de Dezembro de 2005. Padronização das
calçadas de Foz do Iguaçu e dá outras providências.
Disponível em: www.fozdoiguaçu.pr.gov.br acesso em:02/04/2009
50
GOLD, Philip Anthony. Melhorando as Condições de Caminhada em Calçadas,
São Paulo, 2003. Nota técnica, Gold projects. 33f. SP, 2003. Disponível em:
<http://www.arquitetura.ufc.br/professor/camila%20girao/PU1%20%202008/MANUAIS/03-pedestres/pedestres-calcadas-philip%20gold/pedestres%20philip%20gold.pdf> acesso em: 02/08/09
GOLD, Philip Anthony. A Importância das Calçadas no Sistema de Transporte no
Brasil e na Vida de Todos os Brasileiros, 2004. 1º Seminário Paranaense de
Calçadas. 1 CD-ROM.
GONÇALVES, W.; PAIVA, H. N. Árvores para o ambiente urbano. Viçosa, MG:
Aprenda fácil, 2004.
GUZZO, J. Dario; JASPER, André. Levantamento das Espécies Arbóreas dos
Passeios das Vias Públicas do Bairro Americano de Lajeado - RS, Com
Indicação de Solução de Problemas já Existentes. Pesquisas, Botânicas, N°56:
185-208 São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2005. Disponível em: <
http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica56/a09.pdf>acesso
em: 05/08/09.
LEAL, Carmem Terezinha. A valoração paisagística aplicada ao planejamento
ambiental urbano: Estudo de caso do município de Matinhos – PR. 151f.
Dissertação (mestrado em ciência de solo) - programa de pós-graduação em
agronomia do setor de ciências agrárias. Universidade Federal do Paraná (UFPR),
2002. Disponível em: < http://www.ip.pbh.gov.br/ANO5_N1_PDF/ip0501leal.pdf>
acesso em:10/08/2009
LIMA, A. M. L. Análise da Arborização viária na área central e em seu entorno.
Piracicaba, 1993. 238p. Tese (Doutorado) Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz. Universidade de São Paulo.
LIRA FILHO, J. A.; et al. Experiência Piloto em Arborização Participativa nas
Cidades de Pequeno Porte do Semi-árido Brasileiro. REVSBAU, Piracicaba – SP,
v.1, n.1, p.1-15, 2009. Disponível em:
http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo55-versao_publicacao.pdf
acesso em: 01/08/2009
LIRA FILHO, J. A; MEDEIROS, Maria A. S.. Impactos adversos na avifauna
causados pelas atividades de arborização urbana. Revista e Biologia e Ciências
da terra, 2006. Vol. 6, Nº. 2, 2º semestre, 2006. Disponível em:
http://eduep.uepb.edu.br/rbct/sumarios/pdf/avifauna..pdf acesso em: 25/08/2009
51
LIRA FILHO, J. A.; et al. Diagnostico da Arborização Urbana do Bairro Bivar
Olinto, na Cidade de Patos - PB. Disponível:
<http://artigocientifico.uol.com.br/uploads/artc_1161627467_17.pdf acesso em:
10/10/2009
LIRA, R. S. et al. Diagnóstico paisagístico do Parque da Criança em Campina
Grande, PB. Revista e Biologia e Ciências da terra, 2006. Vol. 4, Nº. 1, 1º semestre,
2004. Disponível em: <
http://eduep.uepb.edu.br/rbct/sumarios/pdf/paisagstico.pdf>acesso em: 12/08/2009
LIMNIOS, Giorgia. Repertório botânico de acompanhamento viário do Bairro
City Butantã – São Paulo/ SP. 111f. Dissertação (mestrado em geografia) –
programa de pós-graduação em geografia física do departamento de geografia da
faculdade de filosofia, letras e ciências humanas, Universidade de São Paulo,
2006.Disponível em:< http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde20062007-141440/>acesso em: 13/07/2009
LORENZI, H. et al. Árvores Exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e
aromáticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2003.
LORENZI, H. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas
arbóreas do Brasil. Vol. 1 / 5º edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.
MACIEL, Jaqueline L.et al. Educação Ambiental como ferramenta para a
manutenção da arborização urbana de Porto Alegre – RS. Disponível em:
<http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smam/usu_doc/texto_da_jaque.pdf>
acesso em:12/08/2009
MAGLIO, Ivan Carlos. A sustentabilidade ambiental no planejamento urbano do
município de São Paulo 1971a 2004. 421f. Tese (doutorado em saúde publica) programa de pós graduação em saúde publica, universidade de São Paulo. São
Paulo, 2005. disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6134/tde05062008-160111/>acesso em: 18/07/2009.
MARCHI, A. O. et al. Leitura e Caracterização da Paisagem em Auxilio ao
Planejamento da Ocupação Urbana de Ponte Nova – MG.Natureza &
Desenvolvimento, v. 1, n. 1, p. 41-50, 2005. Disponível em:<
http://www.cbcn.org.br/arquivos/p_leitura_nova-mg_1379590217.pdf> acesso em:
11/08/2009
52
MATIAS, Jefferson Ortiz. Áreas Verdes Urbanas como Elemento da Cidade
Sustentável. 120f. Dissertação ( mestrado em Direito Ambiental). Universidade do
Estado do Amazonas. Manaus, 2006. Disponível em:
<http://www.pos.uea.edu.br/data/direitoambiental/dissertacao/7-5.pdf>Acesso em:
14/08/2009.
MELO, Rafael R. Diagnóstico qualitativo e quantitativo da Arborização Urbana
no Bairro Bivar Olinto, Patos, Paraíba. Revista da Sociedade brasileira de
Arborização Urbana, vol 2, nº 1,2007.
Disponível em: <http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo13.pdf>
acesso em:08/09/2009
MENEGUETTI, Karin S. et al. A natureza no cotidiano urbano - o projeto da
paisagem na cidade de Maringá, 2005 Disponível em:<
http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciTechnol/article/viewPDFInterstitial
/1479/844>Acesso em: 15/08/2009.
MENEGUETTI, Gabriela I. P. Estudo de dois métodos de amostragem para
inventario da arborização de rua dos bairros da Orla marítima do município de
Santos, SP. Mestre em Recurso Florestal. Escola Superior de Agricultura Luiz
Queiroz. 2003. Disponível em:<
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-27112003-100603/>Acesso
em: 15/08/2009
MILANO, M.S.; DALCIN, E.C. Arborização de vias públicas. Rio de Janeiro: light,
2000.
PIRES, Núbia A. M. T. et al. Diagnóstico da Arborização do Município de
Goiandira – Goiás, 2007. Disponível em:
<http://www6.ufrgs.brseerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/547/463>
Acesso em: 12/10/2009
PIZZOL, Kátia M. S. de A.; RIBEIRO, Edson L. O Cotidiano Urbano: Uso e
Mobilidade nos Passeios Públicos em Quatro Bairros de João Pessoa - PB.
Universidade Estadual de Londrina, departamento de geociências. Geografia – v. 14,
n.2, jul./dez 2005. Disponível
em:http:<//www2.uel.br/revistas/geografia/V14N2/artigo07.pdf >Acesso em:
03/04/2009.
PIVETTA, Kathia F. L.; SILVA, Demóstenes F. Arborização Urbana. Jaboticabal,
São Paulo 2002.
53
PORTO ALEGRE; COMAM (conselho municipal de meio ambiente) nº. 05, de 28 de
Setembro de 2006. 10f. Dispõe sobre o Plano Diretor de Arborização Urbana de
Porto Alegre. Disponível em:
<http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smam/usu_doc/resolucaoo_5_coma
m_republicacao_final.pdf>Acesso em: 30/05/2009
Ç, R. T.; LELES, P. S. S.; NETO, S. N. de O. Arborização de Vias Públicas em
Nova Iguaçu, RJ: o Caso dos Bairros Rancho Novo e Centro. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rarv/v28n4/22609.pdf>Acesso em: 10/08/2009
RODOLFO JUNIOR, F. et al. Análise da Arborização Urbana em Bairros da
Cidade de Pombal no Estado da Paraíba. REVSBAU, Piracicaba – SP, v.3, n.4,
p.3-19, 2008. Disponível em:
<http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo48.pdf> acesso em:
05/10/09
RODRIGUES, Marisa Santos. Participação popular como estratégia para o
desenvolvimento urbano sustentável: o caso do orçamento democrático do
município de João Pessoa. 175f. Dissertação ( mestre em desenvolvimento e
meio ambiente) – programa regional de pós graduação em desenvolvimento e meio
ambiente- PRODEMA- Universidade Federal e Estadual da Paraíba. João Pessoa,
PB, 2007. Disponível em:
<http://www.prodema.ufpb.br/arquivos/dissertacoes/marisa_rodrigues.pdf> acesso:
16/09/09
RUSCHEL, D.; LEITE, S. L. de C. Arborização Urbana em uma Área da Cidade de
Lajeado, Rio Grande do Sul, Brasil. Caderno de Pesquisa Sér. Bio., Santa Cruz do
Sul, v. 14, n. 1, p. 07-24, jan./jun. 2002. Disponível em: <
http://www.bioline.org.br/abstract?id=cp02002&lang=pt> acesso em: 10/08/2009.
SANTOS, N.R.Z. dos; TEIXEIRA, I.F. Avaliação qualitativa da arborização da
cidade de Bento Gonçalves, RS. Ciência Florestal, v.1., n.1., p.88-99, 1991.
Disponível em: <
http://www.ufsm.br/cienciaflorestal/artigos/v1n1/art7v1n1.pdf>acesso em: 17/07/2009
SANTOS, Evandro C. Situação atual das calçadas do Paraná, 2º Seminário
paranaense de calçadas. Maringá, 2004. 1 CD-ROM
SILVA FILHO, D.F.et al. Bancos de dados relacional para cadastro, avaliação e
manejo da arborização em vias públicas. Revista Árvore, Viçosa, v.26, n.5, p.
629-642, 2002. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/rarv/v26n5/a14v26n5.pdf>acesso em: 19/09/2009
54
SILVA, Aderbal G. et al. Comparação de três métodos de obtenção de dados
para avaliação quali-quantativa da arborização viária, em Belo Horizonte- MG,
2006. Disponível em:
<http://www.revsbau.esalq.usp.br/artigos_cientificos/artigo04.pdf>Acesso
em:22/08/2009
SILVA, Aderbal G. et al. Estudo do Tamanho e da Forma de Unidades de
Amostra, Utilizando a Amostragem Casual Simples para Inventariar a
Arborização Urbana Viária. Natureza & Desenvolvimento, v. 1, n. 1, p. 59-66, 2005.
Disponível: < http://www.cbcn.org.br/arquivos/p_estudo_viaria_402440008.pdf>
acesso em: 08/08/2009
SILVA, Lucinéia M. Readequação Urbana e Paisagismo da Av. 1º de Maio – Sta.
Terezinha de Itaipu – PR . Foz do Iguaçu, 2005.
SCHUCH, Mara I. Sarturi. Arborização Urbana: uma contribuição à qualidade de
vida com o uso de geotecnologias. 102f. Dissertação (mestrado em geomática) programa de pós-graduação em geomática, Universidade Federal de Santa Maria.
Santa Maria, RS, 2006. Disponível em: <
http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1088>acesso
em: 07/08/09
VIDAL, Waldomiro Nunes. Botânica - organografia, quadros sonóticos ilustrados
de fanerógamos - Minas Gerais: 114p. – Viçosa; UFV, 1995.
55
APÊNDICE
56
APÊNDICE I – checklist qualitativo
1- Localização (bairro/ rua)
( ) Campos do Iguaçu
( ) Pólo Centro
( . ) Centro
Rua:
2- Data (dia/mês/ano e hora)
3- Posição da arvore:
( ) regular
( ) irregular
4- Raiz:
( ) sem interferência
( ) alta interferência
5- Rede elétrica:
( ) sem interferência
( ) com interferência
6- Iluminação;
( ) interfere
( ) não interfere
7 - transito:
( ) interfere
( ) não interfere
8 – sombreamento:
( ) suficiente;
( )insuficiente;
57
ANEXOS
58
Fonte: Prefeitura de foz do Iguaçu
Anexo A - Mapa de classificação das vias de foz do Iguaçu.
Fonte: Cartilha do cidadão nº. 2- procedimentos para construção de calçadas.
Anexo B - Projeção da calçada verde (conforme a lei n° 3144)
59
Fonte: Cartilha do cidadão nº. 2- procedimentos para construção de calçadas.
Anexo C – Projeção da cova para planta de calçada (conforme a lei n° 3144)
Fonte: Site geocities
Anexo C– Extremosa- lagerstroemia indica L.
60
Fonte: http://www.casaecia.arq.br/arvoresV.htm
Anexo D - Canafístula- Cassia leptophylla
Fonte: Viveiro Jacarandá
Anexo E – Sibipiruna –Caesalpinia peltophoroides Benth
61
Tabela 3 – Árvores mais recomendadas e utilizadas no Brasil
NOME CIENTIFICO
NOME POPULAR
PORTE
COPA DIAMETRO
FOLHAS
FLORAÇÃO
FRUTIFICAÇÃO
Brunfelsia
uniflora
Manacá de
jardim
3m
Arredondada
de aprox. 2m
Pequenas e
permanentes
Branca e
lilás.
Cápsula
Caesalpinia
echinata
Pau - Brasil
8m
Arredondada;
Pequenas,
caducas
Amarela
Vagem
Caesalpinia
férrea var.
leiostachya
Pau-ferro
12m
Arredondada
larga; 6m
Pequenas
caducas
Amarela
Vagem
Caesalpinia
peltophoroids
Sibipiruna
10m
Arredondada;
7m
Pequenas,
caducas
Amarela
Vagem
Vermelha Vagem
Laranja ou
amarela
Amarela
Vagem
Caesalpinia
pulcherima
Flamboyanzino 3m
ou flor-de-pavao
Arredondada;
3m
Pequenas;
permanentes
Caesalpinia
tinctoria
Falso-pau-brasil 6m
Arredondada;
4m
Pequenas,
caducas
Calycophyllm
spruceanum
Pau-mulato
14m
Colunar; 4m
Grandes;
brancas
semi-caducas.
Cássia
bicapsularis
Canudo de pito
3m
Arredondada;
2m
Pequenas
caducas
Amarela
Vagem
Cássia cana
Cássia dourada 3m
ou cana
Cássia excelsa 6m
Arredondada;
4m
Arredondada;
5m
Médias
permanentes
pequenas
Amarelo
Vagem
Amarela
Vagem
Chuva-de-ouro, 12m
cássia imperial
Canafistula ou 5m
cássia fistula
Cássia
4m
macranta
Arredondada
pendula; 8m
Arredondada;
4m
Arredondada;
4m
Grandes;
semi-caducas
Pequenas;
caducas
Pequenas;
caducas
Amarela
Vagem
Amarela
Vagem
Amarela
Vagem
Cássia excelsa
Cássia
ferruginea
Cássia fistula
Cássia
macrantthera
Chorisia
speciosa
Paineira
1530m
Arredondada,
larga; 8m
Médias;
caducas
Rosa
Erythrina verna
Suína ou
mulungu
5m
Larga; 6m
Grandes e
pilosas;
caducas
Pequenas
Vermelha
Grandes;
permanente
Amarelo
Pequenas;
semi-caducas
Brancocreme
Feijoa
Feijoa ou goiaba 3m
Arredondada;
sellowiana
da serra
3m
Hibiscus
Algodão da
3
a Arredondada;
pernambucesis
praia
4m
4m
Holocalix
glaziovii
Alecrim de
campinas
8m
Arredondada;
6m
Vermelha
62
NOME CIENTIFICO
NOME POPULAR
PORTE
COPA DIAMETRO
FOLHAS
FLORAÇÃO
FRUTIFICAÇÃO
Lafoensia
glyptocarpa
Mirindiba rosa
10m
Arredondada;
6m
Pequenas;
permanente
Branca ou Cápsula
rosa
Lecythis
pisonis
Lophantera
lactescens
Sapucaia
20m
Arredondada;
8m
Medias;
caducas
Branca
Lofântera
12m
Piramidal
pendula; 4m
Grandes;
caducas
Amarela
Myroxilon
peruiferum
Cabreúva
6m
Arredondada;
4m
Pequenas;
caducas
Branca
Licania
tomentosa
Oiti
10m
Arredondada;
6m
Media;
permanente
Branca
Nectandra
saligna
Canelanectandra
10m
Arredondada;
6m
Media;
permanente
Branca
Canela-impuia
8m
10m
Pequenas;
caducas
Media;
permanente
Pequenas;
caducas
Branca
Canelasassafrás
Farinha-seca
Arredondada;
4m
Piramidal; 6m
Sweetia
elegans
Tabebuia alba
Perobinha-docampo
Ipê-da-serra
6m
Tabebuia
avellanedae
Ipê roxo da
casca lisa
10m
Arredondada;
6m
Médias;
caducas
Roxa
Tabebuia
chrysotricha
Tibouchina
granulosa
Ipê amarelocascudo
Quaresmeira
rosa
4a
10m
6m
Irregular; 4m
Médias;
caducas
Grandes;
permanentes
Amarela
Triplaris
brasiliensis
Pau-de-formiga
16m
Colunar; 6m
Vochysia
oppugnata
Rabo-de-tucano
ou pau-detucano
Pimentinha ou
falso-chorão
6m
Arredondada;
4m
4a
8m
Pendula
Guapuruvuficheira
16m
Ipê-de-jardim ou
caroba amarela
Estifia vermelha
8m
Arredondada
larga; 8m
Arredondada;
6m
Arredondada;
3m
Pequenas,
caducas
Medias; semicaducas
Média
Larga; 8m
Pequenas;
caducas
Ocotea porosa
Ocotea
pretiosa
Pterodon
pubescens
Schinus molle
Schyzolobium
parahybum
Stenolobium
stans
Stiftia grazieli
Cássia grandis
12m
Arredondada
larga; 6m
Arredondada;
3m
20 a
30m
3m
Cássia rosa ou
12
cássia grande
Fonte: adaptado PIVETA & SILVA, 2002
Arredondada;
4m
Pequenas;
caducas
Médias,
caducas
Pixídio
Sâmara
Drupa
Branca
Drupa
Lilás
Vagem
Branca
Vagem
Amarela
Roxa,
rosa
Vagem
Pixídio
Grandes;
Róseosemi-caducas alaranjado
Médias;
caducas
Amarela
Cápsula
Branca
Amarela
Vagem
Amarela
Vagem
Vermelha
Aquênio
Rosa
Vagem
63
Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu
Anexo G: Localização do Estado do Paraná
Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu
Figura H: Localização de Foz do Iguaçu
Download

Diagnóstico da Arborização Urbana em Vias Públicas no