UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA EM VIAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU – PR SANDRA IARESKI DA SILVA Foz do Iguaçu - PR 2009 I SANDRA IARESKI DA SILVA DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA EM VIAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU – PR Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica de Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção de grau de Engenheiro Ambiental. Orientador(a): Paula Vergili Pérez Co-orientador(a): Rodrigo A. Z. Pelissari Foz do Iguaçu - PR 2009 II TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA EM VIAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU – PR TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL Sandra Iareski da Silva Orientador (a): Prof (ª) Paula Vergili Pérez Conceito Final Banca Examinadora: Prof (ª): Norma Barbado Dinéia Tessaro Foz do Iguaçu, 25 de novembro de 2009. III DEDICATÓRIA Dedicado a todas as pessoas especiais que me ajudaram a utilizar os erros na formulação do meu crescimento individual, encorajando-me a lutar. Sendo primeiramente a Deus, aos meus pais Edílson e Jandira, pelo esforço, dedicação e compreensão, em todos os momentos de minha vida. Além de meu namorado e meus irmãos pessoas que incentivam a jamais desistir de meus sonhos. IV AGRADECIMENTOS A Deus, pelos dias de vida que ofereceste até hoje para lutar pelos meus sonhos. À minha mãe, Jandira, que me ensinou a enxergar a vida com os olhos do coração, os quais com vossa graça aprendi a viver, procurando contribuir para o enriquecimento da humanidade. Ao meu pai, Edílson, por ter acreditado e me ensinado a sonhar com o coração, tornando uma mulher sensível. Este é o símbolo de fortaleza e paciência, constantemente presente em minha vida, apoiando-me em todos os passos, sendo estes vitoriosos ou não. Ao meu namorado por ter gostado de mim do jeito que sou e por ter me apoiado em todos os momentos. À todos que de forma direta ou indireta me auxiliaram na formulação deste trabalho. À professora e orientadora Paula e ao professor Rodrigo, pelo apoio, paciência e auxílio itens primordiais que levaram à execução e conclusão deste trabalho. À todos os professores e funcionários da União Dinâmica de Faculdades Cataratas, que durante cinco anos fizeram à diferença no meu processo de aprendizagem. V “Determinação coragem e auto confiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho” (Dalai Lama). VI SUMÁRIO RESUMO............................................................................................................... ABSTRACT............................................................................................................ INTRODUÇÃO...................................................................................................... 2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................. 2.1. Planejamento Urbano......................................................................... 2.2 Calçadas Urbanas e suas Condições.................................................. 2.2.1 Padronização das Calçadas de Foz do Iguaçu............................ 2.2.2 Arborização nas Calçadas de Foz do Iguaçu............................... 2.3 Arborização Urbana............................................................................. 2.3.1 Espécies recomendadas e utilizadas na área urbana do Brasil...................................................................................................................... 2.3.2 Problemas da Arborização............................................................ 3. MATERIAL E MÉTODOS.................................................................................. 3.1 Localização da área de estudo............................................................ 3.2 Levantamento sobre arborização em calçadas.................................. 3.2.1 Levantamento de dados............................................................... 3.2.2 Delineamento Experimental........................................................... 3.2.3 Análise Descritiva Qualitativa ....................................................... 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO......................................................................... 4.1Levantamento da Arborização.............................................................. 4.2 Avaliação do Entorno.......................................................................... 4.2.1Posição das árvores...................................................................... 4.2.2 Raízes das árvores...................................................................... 4.2.3 Rede elétrica e na iluminação pública.......................................... 4.2.4 Trânsito......................................................................................... 4.2.5 Sombreamento ............................................................................ 4.2.6 Qualidade das calçadas............................................................... 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................... 6. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA...................................................................... 9 10 11 14 14 17 19 20 20 26 28 30 30 32 32 34 34 35 35 38 39 40 41 42 43 44 47 48 APÊNDICE............................................................................................................. 54 ANEXOS................................................................................................................ 56 VII LISTA DE TABELAS Tabela 1:Relação das espécies mais freqüentes em Foz do Iguaçu..................... Tabela 2: Número de árvores mais frequentes em cada rua.................................. Tabela 3: Árvores mais recomendadas e utilizadas no Brasil......................................... 36 37 61 VIII LISTA DE FIGURAS Figura 1: Árvores mais frequentes na área central.................................................. Figura 2: Árvores mais frequentes na região residencial......................................... Figura 3: Interferência das raízes no passeio público.............................................. Figura 4: Porcentagem de interferência na rede elétrica e na iluminação pública.. 37 38 41 42 Figura 5: Porcentagem de interferência das árvores no trânsito............................. 43 Figura 6: Má conservação da pavimentação em áreas residenciais....................... 45 Figura 7: Áreas de passeio público com terra.......................................................... 46 IX SILVA, Sandra Iareski. Diagnóstico da arborização urbana em vias públicas no município de Foz do Iguaçu – PR. Foz do Iguaçu, 2009. Trabalho Final de Graduação (Bacharelado em Engenharia Ambiental) - Faculdade Dinâmica de Cataratas. RESUMO O crescimento desenfreado da população urbana dificulta a separação dos espaços, assim os passeios públicos que deveriam ser áreas destinadas à locomoção dos pedestres, apresentam inúmeros obstáculos, que impedem o simples ato de andar. Dessa forma surge à necessidade de adequar estes caminhos, para isso o plantio de árvores é uma excelente opção para melhoria da qualidade destas extensões, lembrando que deve ser realizado de forma planejada. Este estudo teve como objetivo avaliar as condições destes ambientes no município de Foz do Iguaçu, delimitando-se ao centro e dois bairros, Pólo Centro e Campos do Iguaçu. Percorreu-se 6300m e encontrou-se, portanto, uma predominância de cinco espécies de árvores, sendo: Tipuana tipu, Caesalpinia ferrea, Platanus occidentalis, Tabebubia chrysotricha e Hovenia dulcis, estas totalizaram 59% das árvores avaliadas, além da visualização de problemas quanto: a localização inadequada das plantas, raízes expostas, interferência das árvores na rede elétrica e na iluminação viária, sombreamento insuficiente, influência no trânsito, além das péssimas condições de pavimentação das calçadas. Palavras - chave: árvores, passeios públicos, problemas urbanos. X SILVA, Sandra Iareski. Diagnosis of urban tree planting on public roads in the city of Foz do Iguaçu - PR. Foz do Iguaçu, 2009. Final Project Graduation (Bachelor of Environmental Engineering) - Faculdade Dinâmica de Cataratas. ABSTRACT The rampant growth of the urban population makes it difficult to separate the spaces, so that the public parks should be areas for the movement of pedestrians, have several obstacles that prevent the simple act of walking. Thus arises the need to adjust these paths for that tree planting is an excellent choice for improving the quality of these extensions, noting that should be done in a planned manner. This study aimed to evaluate the conditions of these environments in the city of Foz do Iguaçu, limiting itself to the center and two districts, Polo Centro and Campos do Iguaçu, traveled to 6300m and it was found, therefore, a predominance of five species of trees, Tipuana tipu, Caesalpinia ferrea, Platanus occidentalis, Tabebubia chrysotricha e Hovenia dulcis,the five most common species which totaled 59% of the common trees, and a wide variation in residential areas, in addition to viewing problems: the inadequate location of the trees, roots exposed, interference from trees to power outlets and lighting road, shading, insufficient influence in traffic, beyond the terrible conditions of paving sidewalks. . Keywords: trees, public parks, urban problems. 11 1 INTRODUÇÃO O crescimento demasiado da população e a falta de um planejamento urbano adequado de ocupação de solo ocasionam inúmeros fatores que prejudicam o ambiente alterando a qualidade de vida do homem em áreas urbanas (RODRIGUES, 2007). “A cidade consiste em um ecossistema profundamente modificado para atender as necessidades humanas” (LIRA FILHO e MEDEIROS, 2006). Para que a população urbana possa ter qualidade de vida faz necessária a aplicação das cinco funções da cidade: habitar, trabalhar, recrear, circular e lazer (BUHRING, s/d). Para que as pessoas possam “circular e ter lazer” é necessária uma estrutura adequada de ruas e calçadas, além de áreas disponíveis para que se possa divertirse tranquilamente. 12 Sabe-se que a calçada, é um espaço totalmente reservado para a circulação dos pedestres. Assim estas devem garantir uma boa qualidade às necessidades da população, sendo que uma dessas é o sombreamento proporcionado pelas árvores (GOLD, 2003). A vida no planeta está totalmente relacionada com a existência das árvores, estas possuem importância nos diversos processos ecológicos, auxiliando na conservação do ambiente equilibrado ou ainda mais adequado (MACIEL et al s/d). As árvores plantadas nas áreas urbanas desempenham funções ecológicas, econômicas e sociais no espaço em que se inserem, pois proporcionam vários benefícios à sociedade e ao meio ambiente (COLETTO et al 2008). A arborização em calçadas além de amenizar problemas ambientais, também proporciona inúmeros benefícios como: absorção de parte do calor e da poluição atmosférica, neutralizando seus efeitos, ocasiona sombreamento, diminui a poluição sonora, reduz a velocidade dos ventos dentre outras boas ações. Afinal as árvores necessitam absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, sendo uma solução tanto para a poluição quanto para o paisagismo (MELO et al, 2007). A arborização urbana presente nas calçadas ajuda controlar o microclima e a poluição, além de promover a biodiversidade e bem estar dos habitantes causando ainda um embelezamento ao local (FALEIRO e AMANCIO, 2007). A cidade de Foz do Iguaçu – PR possui extensa área urbana, o que torna necessário a melhoria das condições do ambiente de passeio público para que toda a sociedade seja beneficiada em qualidade durante suas caminhadas. Assim, o município esta aplicando a Lei municipal 3144/2005, que diz respeito à padronização 13 das calçadas, com objetivo de promover áreas de passeios que garantam os princípios da segurança, acessibilidade, conforto, desenho adequado e continuidade, citando a questão da arborização como necessária e estipulando um local correto para o plantio das árvores na faixa de serviço (PMFI 3144, 2005). Para o bom manejo da arborização urbana é preciso conhecer o patrimônio arbóreo, e fundamentalmente recomendável à realização de um diagnóstico prévio da situação das árvores nas calçadas (SILVA et al, 2005). Este trabalho visou diagnosticar a situação da arborização urbana em Foz do Iguaçu – PR, através do levantamento de dados e a comparação deste à arborização existente em duas avenidas centrais com grande movimentação, Avenida Almirante Barroso e Avenida Paraná, com a arborização de dois bairros residenciais Pólo Centro e Campos do Iguaçu. 14 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Planejamento Urbano O crescimento desenfreado da população urbana sem organização e planejamento, acarreta inúmeros problemas para os municípios. Mais de metade da população mundial vive em cidades, sendo que no Brasil 80% vive em áreas urbanas (RODRIGUES, 2007). Devido aos inúmeros problemas ocasionados pela falta de organização, a Constituição Brasileira exige a elaboração de Planos Diretores para todos os municípios com mais de 20.000 habitantes, o que evidencia a preocupação com a questão urbana (BRASIL, 1988). 15 Entende-se por desenvolvimento urbano a prática de projeção de instrumentos que visem ao desenvolvimento urbano, sem futuros danos e nem prejuízos a esta área. A progressão do plano urbano, aconteceu a partir de 1950, onde se passou a pregar a necessidade de integração entre os vários objetivos e ações para atingi-los, sendo que só na década de 60 surge o termo planejamento urbano, o qual ficou popular no Brasil, após a prática dos planos diretores municipais, onde estes continham normas para cumprir quanto ao desenvolvimento econômico e social dos municípios. Define planos diretores ou ainda planejamento urbano, como sendo normas para regulamentação do uso do solo, onde todas as atribuições cabem aos municípios, sendo desde o diagnóstico da situação, ou seja, o levantamento das condições reais, até as definições para posterior execução de projetos que visem o desenvolvimento urbano (MAGLIO, 2005). O Estatuto da Cidade, disposto na Lei 10.257/2001 estabelece normas, ou ainda uma série de instrumentos urbanísticos, que visam o desenvolvimento em prol do coletivo bem como o equilíbrio ambiental (Lei, 10.257/2001). Conforme Matias (2006) o estatuto da cidade colabora com a melhoria da qualidade de vida urbana, mesmo assim encontra grandes dificuldades em se aplicar a lei, sendo necessário maior rigor para se buscar a sustentabilidade urbana, com o intuito de reduzir a poluição hídrica, sonora, visual e atmosférica, gerenciando os resíduos e aumentando os espaços e áreas ambientalmente saudáveis. A falta de planejamento urbano acarreta inúmeros problemas dentre os quais estão: falta de espaço para construção de área habitacional, moradia, falta de abastecimento de água e tratamento de esgoto, gestão inadequada dos resíduos 16 sólidos, falta de previsibilidade quanto à drenagem das águas pluviais, transporte e trânsito, falta de arborização em ruas e avenidas (RODRIGUES 2007). O Plano Diretor Municipal de Foz do Iguaçu (PDMFOZ/2006), em sua Lei Complementar Nº. 115, mostra em seu artigo primeiro a definição do mesmo como sendo, um instrumento para planejar o desenvolvimento e a progressão urbana do município, organizando, portanto, a gestão da cidade. Assim percebe-se que prática de planejar o meio urbano é necessária, afinal com o crescimento descomedido dos espaços urbanos, há a precisão de desenvolver formas para que se consiga crescer sem destruir, ou seja, haver uma interação do meio ambiente já existente com as futuras instalações. Sendo que para a programação deste espaço devem existir experimentações, não se pode firmar em proposições, além da necessidade da participação de toda a sociedade em questão (LEAL, 2002). Sobre a questão da arborização urbana, vale lembrar que no planejamento urbano, deve conter um diagnóstico sobre a vegetação ou arborização existente, para que posteriormente sirva como subsídios para a implantação de áreas verdes (ALVAREZ, 2004). Ocorre que no Brasil na maioria das vezes, salvo raras exceções, a arborização urbana não passa por um planejamento antecedente (SILVA et al, 2006). O uso racional e sustentável da paisagem deve ser o principal objetivo dos planos e projetos de paisagismo, na busca da melhor utilização, levando em consideração os aspectos como: conservação dos recursos, para o não comprometimento de atendimento as futuras gerações, ou seja, buscando a sustentabilidade ambiental. O mesmo autor afirma que o planejamento urbano deve estar em comum acordo com o planejamento ecológico, ou seja, criar soluções 17 capazes de organizar as mudanças dos elementos da paisagem, de modo que as influências humanas sejam compatíveis com a capacidade dos ecossistemas de absorver os impactos, mantendo a integridade dos processos e ciclos vitais (MENEGUETTI, 2005). 2.2.Calçadas urbanas e suas condições As calçadas surgiram da necessidade de restringir áreas urbanas, entre veículo e pedestres. Tendo, portanto que existir uma separação física dos espaços de circulação dos mesmos. Assim, estas passar a existir como um espaço entre as edificações e a pista, reservada exclusivamente aos indivíduos que circulam a pé (GOLD, 2003). A Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997, institui o código de trânsito brasileiro (CTB) o qual define calçada como: “... parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins”. Entende-se, portanto que a calçada deve oferecer estabilidade e segurança, ou seja, garantir qualidade a todos seus pedestres. Define-se, pedestre como sendo qualquer pessoa que caminha a pé, podendo ser: criança, idoso, adulto, independentemente de que estado esta pessoa possa estar, conforme diz o Art. 68, do código de trânsito brasileiro (CTB), estão assegurados como pedestres, e devem utilizar das passagens apropriadas das vias urbanas para circulação. 18 Segundo Gold (2004), os fatores determinantes da qualidade de calçadas são: “... largura, área de separação, pavimento do passeio, inclinação longitudinal, rampas transversais, obstáculos, iluminação, drenagem e mobiliário urbano”. Percebe-se inúmeras interferências neste local sendo que, devido ao gradativo aumento da frota de automóveis, a preocupação é preparar estacionamento a todos, diminuindo os lugares de passeio público. Além dos equipamentos, mobiliários urbanos, lixeiras, placas de sinalização, buracos, desníveis, rampas, vegetação, que são colocadas indevidamente, ou melhor, dizendo em locais indevidos que prejudicam a passagem (PIZZOL e RIBEIRO, 2005). Assim fez-se necessário o estabelecimento de normas e critérios para a implantação de calçadas, ou seja, manuais de urbanismo e tráfego, no intuito de normatizar as calçadas, definindo áreas mínimas de passagem, locais para arborização e para os sinais de trânsito (CARVALHO, 2006). Para atender as necessidades dos pedestres, criou-se as normas brasileiras de regulamentação as quais estabelecem critérios e parâmetros técnicos a serem observados do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos além das condições de acessibilidade, tendo como principal alvo garantir a adaptação a todas as pessoas, independentemente de sua limitação ou percepção a utilização autônoma do ambiente urbano (NBR 9050,2004). Vale lembrar Carvalho (2006), seja qual for o meio de locomoção que as pessoas utilizem terá sempre uma parte seja ela grande ou pequena, em que os indivíduos terão de realizar a pé, assim não se pode pensar em um sistema de transporte sem considerar a participação do pedestre. 19 2.2.1 Padronização das Calçadas de Foz do Iguaçu O PROJETO CALÇADAS, de Foz do Iguaçu, tem como objetivo priorizar a mobilidade, segurança e acessibilidade para seus usuários e pedestres. Este projeto apresenta e segue o mesmo conceito de calçada dado pelo código de trânsito brasileiro o qual segrega as calçadas reservada exclusivamente para a circulação de pedestres, tendo portanto de haver um espaço destinado para o mobiliário urbano, vegetação e outros (PMFI, 2005). Este plano surgiu a partir da aprovação da lei N° 3144, de 14 de dezembro de 2005 a qual institui a padronização das calçadas no município de Foz do Iguaçu e dá outras providências. Através de estudos e análises, realizado por acadêmicos e profissionais de uma Faculdade União Dinâmica de Faculdades Cataratas, num período de cinco meses, que identificou e analisou a situação de calçadas. E apontou-se a necessidade de uma revitalização das calçadas, pois apresenta trechos irregulares e em condições desfavoráveis de trânsito, o que dificulta a circulação de pedestres e possibilitando a ocorrência de inúmeros acidentes (PMFI, 2005). A partir deste estudo, determinaram-se os valores que deve apresentar uma calçada com qualidade, sendo distribuídas em três faixas, conforme a Lei nº. 3144 (2005): a) Faixa de serviço: destinada a localização dos equipamentos urbanos, inclusive área de arborização; b) Faixa livre: destinada ao passeio livre, portanto sem nenhum tipo de obstáculos; c) Faixa de acesso: destinada para garantir o acesso aos imóveis; 20 Tem-se ainda a divisão das vias de Foz do Iguaçu sendo também em três categorias: Vias turísticas, via de comercio e serviços, vias comunitárias (ANEXO A), (Lei 3144/2005). 2.2.2 Arborização nas Calçadas de Foz do Iguaçu A vegetação urbana é totalmente necessária para inúmeras situações que acontecem nestas áreas, serve como assistência no processo de absorção de água pluvial, atenuadora das altas temperaturas além de promover a harmonização da cidade (GUZZO e JASPER, 2005). Deve-se levar em consideração os inúmeros fatores que são essenciais no processo de arborização, como: largura da rua, largura da calçada, presença de fios aéreos e/ou subterrâneos, entre outros (DEMATTÊ, 1997). Assim o PROJETO CALÇADAS (2005), promove não só o plantio da calçada verde (grama), como também o de árvores, enfatizando que o local correto, área de serviço, (ANEXO B), onde a planta devera ter sua cova nivelada ao piso (ANEXO C) e tratada com vegetação rasteira ou grelha, não será permitido o plantio de plantas venenosas, espinhosas ou que tenham raízes capazes de danificar o pavimento da calçada, nem muretas no entorno das arvores (conforme lei n° 3144/2005). 2.3 Arborização Urbana 21 “A vegetação urbana é um recurso natural, mas as atividades e os modismos humanos são frequentemente mais influentes que os processos naturais na determinação da localização e arranjo das plantas” (SPIRN 1995 apud ANGELIS e NETO, 2005). As árvores são utilizadas desde a antiguidade, com objetivo de melhorar a estética e o ambiente espiritualmente (MILANO e DALCIN, 2000). A partir da metade do século XX, o modelo de desenvolvimento brasileiro gerou uma urbanização acelerada, intensificando a disputa de espaços entre árvores e equipamentos públicos (MENEGHETTI, 2005). Pois os benefícios ambientais da arborização urbana são tão ou mais necessários com o aumento do nível de urbanização, ou seja, quanto maior for a evolução urbana, melhor e mais necessário as árvores nestas áreas (MENEGHETTI, 2003). A resolução do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre (COMAM, 2006) dispõe sobre o Plano Diretor de Arborização Urbana, sendo que em seu Art. 4º define o termo arborização urbana como um “... conjunto de diferentes exemplares arbóreos que compõe a vegetação localizada em área urbana”. A arborização urbana é caracterizada principalmente pelo plantio de árvores em vias públicas praças, parques, nas calçadas, sendo que este ato hoje faz parte da gestão urbana, devendo fazer parte dos planos diretores, projetos e programas urbanísticos dos municípios (DEFANI et al, 2007). A arborização que também pode ser nomeada como espaços verdes das cidades, é uma área bastante frágil da área urbana, isso por que além de ser muito escassa, está também sofre inúmeras ações negativas diárias, devido ao crescimento populacional desenfreado e suas alterações (ALVAREZ, 2004). 22 Assim a paisagem urbana, a qual está em constante mudança, devido ao desenvolvimento de diversos fatores tanto naturais, quanto provocados pela intervenção humana, ações modificadoras das condições de vida, inclusive na da vegetação, sendo que estes devem ser considerados na projeção das áreas arborizadas, observando-se tanto o contexto histórico quanto o geográfico do local (LIMNIOS 2006). A vegetação urbana que também se define como sendo arborização urbana tem inúmeras funções em uma área, sendo: aspectos sociais, estéticos, psicológicos, ecológicos, o que minimiza os impactos negativos que se encontra nas áreas mais habitadas dos municípios (ALVAREZ, 2004). Alguns dos benefícios que a vegetação urbana traz são: sombra para os pedestres e veículos, proteção e direcionamento do vento, amenização da poluição sonora, redução do impacto da água de chuva e seu escoamento superficial, auxiliam na diminuição da temperatura, melhoramento da qualidade do ar e preservação a fauna silvestre (PIVETA e SILVA,2002). São muitos os fatores influenciados pela arborização urbana como qualidade do ar, o equilíbrio na produção do dióxido de carbono, a questão da permeabilidade do solo, o que é essencial para o abastecimento dos lençóis de água subterrânea (MENEGUETTI, 2005). As árvores exercem sobre o ambiente físico local, agem, individualmente, sobre a saúde física e mental dos habitantes dos centros urbanos, controlam diversos efeitos negativos e contribuem para a melhoria da qualidade de vida (ANGELIS e NETO, 2000). Para Lira et al (2004) devem ser considerado os benefícios econômicos e sociais das árvores nas cidades além dos de ordem ecológica (clima e 23 poluição), biológica (saúde física do homem) e psicológica (saúde mental do homem). A arborização urbana trás diversos benefícios tanto ecológicos quanto sócio ambientais (quadro 1). Quadro 1 - Importância da arborização urbana. Importância Ecológica Importância Sócio Ambiental Função estabilizadora do relevo. Função estabilizadora do relevo, controle de risco ambiental, controle de enchentes, ação restauradora em áreas degradadas. Proteção da qualidade e da capacidade de reserva de água. Qualidade de quantidade de água disponível. Influência na evapotranspiração, portanto no balanço hídrico. Conforto ambiental efeitos sobre a saúde. Efeitos no micro clima, principalmente na umidade relativa do ar. Conforto ambiental, efeitos sobre a saúde, segurança nas calçadas e no sistema viário. Diminuição do material particulado do ar. Qualidade do ar, efeito estufa, conforto Fonte de alimento Proteção das nascentes e áreas de mananciais. Qualidade do ambiente. Qualidade de quantidade de água disponível. Fonte: Adaptado Furlan (2004) apud Limnios (2006) Existem, porém inúmeros fatores, na área urbana, que influenciam e até impedem o desenvolvimento de árvores. Tais como: compactação do solo, depósitos de resíduos, pavimentação do leito carroçável e das calçadas impedindo a penetração do ar e das águas de chuvas, poluição do ar, impedindo a folha de exercer livremente suas funções. Vale lembrar que a arborização em ruas e avenidas é um aspecto muito importante para arborização urbana, porém, pouco 24 reconhecido e utilizado devendo ser encarado como um dos componentes do plano de desenvolvimento e expansão dos municípios (PIVETA e SILVA, 2002). São inúmeros os benefícios da arborização urbana, mesmo assim a população brasileira tem deixado a desejar tanto com os cuidados quanto com a manutenção das árvores urbanas (ANDRADE, 2002). A arborização é algo que deve ser feita de forma planejada, para que posteriormente, não traga problemas ainda maiores, tendo, portanto, alguns aspectos que se devem levar em conta, tais como: condições ambientais do local, características das espécies a serem plantadas, levando em consideração o fruto, a resistência as pragas, as raízes, tronco e ramos, não conter princípios tóxicos ou de reações alérgicas, bom efeito estético, flores de tamanho pequeno, sem odores fortes, preferencialmente nativa se for exótica deve ser adaptada, tamanho das árvores não pode influenciar na passagem da fiação e dos veículos, e sistema radicular profundo para não prejudicar as calçadas. Dentre esses aspectos ainda temos a questão de largura de calçadas e ruas, onde de forma alguma as árvores podem prejudicar aos pedestres. Quanto à fiação elétrica, recomenda-se que as arvores estejam de 3 a 4 m longe, ou ainda, do lado oposto, sendo árvores de pequeno porte. Lembrando que deve haver um cuidado para que as raízes das árvores não prejudiquem as canalizações e instalações subterrâneas (PIVETA e SILVA, 2002). Assim, faz-se necessário analisar a rede de telefonia, as tubulações de água e de esgoto, além da drenagem das águas pluviais (MILANO e DALCIN, 2000). Para cada cidade deve constituir uma solução, ou seja, a arborização urbana deve ser determinada para cada município isoladamente, isto pelas condições climáticas e pelas espécies adaptadas ao local (ANDRADE, 2002). 25 Um outro aspecto e talvez um dos principais seja a questão da diversificação ou não das espécies. Recomenda-se que, na composição da arborização das ruas de uma cidade, as populações individuais por espécies não ultrapassem 10 ou 15% da população total. Quanto à variabilidade comenta-se que a diversificação das espécies, não implica no plantio aleatório, recomendando-se a igualdade dentro das quadras ou mesmo dentro das vias empregando uma ou até mesmo duas qualidades diferentes (PIVETA e SILVA, 2002). As árvores indicadas para plantio em calçadas devem obter troncos resistentes, mas não podem ser muito volumosas, para não sugerir risco aos pedestres e veículos. Devem ser árvores que não tenham raízes agressivas (SCHUCH, 2006). As características das árvores também devem ser consideradas, tendo, portanto, que se analisarem questões como: ritmo de crescimento, exigências para o desenvolvimento, o tipo de copa, os frutos, os troncos, as raízes, os problemas de toxidez, a rusticidade a resistência, a origem das espécies (PRADO; PAIVA 2001 apud SCHUCH, 2006). Assim para se conseguir alcançar êxito no processo de arborização urbana, é necessário um levantamento, considerando estes vários aspectos, como o clima, onde se apresenta temperaturas altas, o ideal, são árvores com copas mais densas, com folhagem perene (SANTOS; TEIXEIRA, 2001 apud SCHUCH, 2006). A classificação das arvores pode ser realizada em pequeno, médio e grande porte. Sendo: 1. Pequeno porte: ideais para plantio em calçadas, pois na fase adulta atingem de 3 a 5m, o que possibilita que sua copa não prejudique a rede elétrica. (SCHUCH, 2006). (ANEXO C) 26 2. Médio porte: estas são apropriadas para plantio em ruas de calçadas e passeios largos, desprovidas de fiação aérea. (SCHUCH, 2006). (ANEXO D) 3. Grande porte: apropriadas para plantio em áreas maiores. Estas árvores quando adultas pode ser superior a 10m e o raio da copa é maior que 5m (SCHUCH, 2006). (ANEXO E) 2.3.1 Espécies Recomendadas e Utilizadas na Área Urbana do Brasil Para os autores Ruschel e Leite (2002) ao se realizar a arborização urbana deve-se levar em consideração as inúmeras manifestações que as árvores produzem, quanto: ao porte, tipo e diâmetro de copa, crescimento das raízes e altura da primeira bifurcação, além de adaptabilidade e condições de sobrevivência. Para os autores Amir e Misgav (1990) apud Lira Filho et al (2004) além das características das plantas considera-se a situação física de cada rua, a fim de formular critérios sob a escolha das espécies mais adequadas para cada região, sendo, aspecto visual-espacial, ou seja, a que melhor se adapta ao local em termos paisagísticos, o segundo é analisar limitações físicas e biológicas das árvores, e o ultimo critério, é a avaliação das espécies que melhorariam o microclima e outras condições ambientais. Conforme Lira (2008) as árvores urbanas, desempenham benefícios diretos e indiretos ao meio ambiente e as comunidades urbanas, por isso não se deve fazer plantio de espécies sem considerar a população e suas manifestações. 27 Em áreas de passeio propõe-se plantar espécies que contenham um sistema radicular pivotante, com raízes profundas para se evitar futuros danos como o levantamento das calçadas (SILVA, 2005). Existe, portanto árvores que contém suas características que são mais propicias para adaptação ao meio urbano, sendo assim apresenta-se as espécies mais utilizadas neste ambiente. Quadro 2 – árvores mais utilizadas em ruas e avenidas no Brasil. Nome científico Nome popular Família Allophylus edulis Chal-chal Myrtaceae Britoa sellowiana Goiabeira-da-serra Myrtaceae Butiá capitata Butiá Arecaceae Eugenia involucrata Cerejeira Myrtaceae Eugenia uniflora Pitanga Myrtaceae Gomidesia palustris Guamirim Myrtaceae Inga marginata Ingá-feijão Mimosaceae Jacarandá mimosaefolia Jacarandá Bignoniaceae Myrcianthes pungens Guabiju Myrtaceae Rollinia exalbida Araticum Nonnaceae Tabebuia avellanedae Ipê-roxo Bignoniaceae Tabebuia chrysotricha Ipê-amarelo Bignoniaceae Fonte: Adaptado PIVETA E FILHO, 2002. Os autores apresentam as espécies de árvores mais recomendadas por tais autores, baseando-se na literatura (GUIA 1988, ÁRVORES, 1999, SANTOS & TEIXEIRA, 2001 apud PIVETA & SILVA, 2002), (ANEXO F). 28 2.3.2 Problemas da arborização urbana Para Lira e Medeiros (2006) a “arborização Urbana implica em impactos ambientais nos meios físicos, bióticos e antrópicos”. O plantio de espécies inadequadas pode acarretar custos financeiros, a toda à sociedade, sendo poder público e moradores (ANDRADE, 2002). Os problemas que a arborização urbana pode trazer são em sua grande maioria ocasionado pelos conflitos que ocorrem entre as árvores e os demais elementos que compõem o ambiente, sendo: mobiliário urbano, pessoas, construções. A melhoria destas questões deve ocorrer na hora da escolha das espécies arbóreas, tendo-se em vista diversas finalidades a serem cumpridas no ecossistema urbano, sendo necessário avaliar todas as manifestações destas plantas (GONÇALVES e PAIVA, 2004). A arborização urbana, quando não for bem planeja, pode ocasionar impactos adversos sendo: calçadas, muros, iluminação, rede elétrica, além de outros mobiliários urbanos, sendo muitas vezes prejudicial às aves que vivem neste ambiente, isso ocorre devido há a redução, remoção, escassez das árvores, diminuindo as áreas de habitat para estes animais (LIRA e MEDEIROS, 2006). Outro problema relacionado à urbanização deve-se a fisiologia das plantas, a qual é responsável pela produção e liberação de odores e pólen, os quais são causadores em alguns casos de alergias. Logo as espécies cultivadas devem ser desprovidas de princípios tóxicos ou elementos que possam provocar reações alérgicas nos indivíduos (LIRA et AL, 2004). 29 Outro aspecto que se torna um grande obstáculo, na arborização urbana, e bastante ocorrente, é o surgimento de pragas, afinal estas muitas vezes não são nem identificadas e podem acarretar diversos problemas às plantas e aos humanos que transitam na região afetada (PIVETA e SILVA, 2002). Têm-se ainda os prejuízos que a população pratica nas árvores, sendo: mutilações, danificações e até mesmo eliminações (ANDRADE, 2002). Poluição do ar, excesso ou falta de água no solo, pouca disponibilidade de nutrientes, ocorrência de insetos, altas temperaturas, são fatores prejudiciais as árvores urbanas (LIMA, 2002). Existem ainda problemas que impedem ou prejudicam a arborização urbana, como: depósito de resíduos e entulhos, além da pavimentação que impede a entrada de elementos necessários para seu desenvolvimento, água e ar, tendo ainda a poluição do ar o que impede que as folhas realizem suas funções (PIVETA e SILVA, 2002). 30 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Localização da área de estudo A pesquisa foi realizada no município de Foz do Iguaçu - PR, localizada no extremo Oeste do estado do Paraná, está geograficamente situado à 25° 32’ 55" de latitude Sul e 54° 35’ 17" de longitude Oeste, com altitude média de 173 metros, fazendo divisa com dois paises pertencentes do MERCOSUL, sendo Paraguai e Argentina. (ANEXO G) A cidade faz limite ao Norte, com Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, ao Sul, com Rio Iguaçu, que marca a fronteira com a Argentina e a cidade de Puerto Iguazú; A Leste, pelos municípios de Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu e ao Oeste, pelo Rio Paraná, que delimita a fronteira com o Paraguai e as cidades de Presidente Franco e Ciudad del Este. 31 Foz do Iguaçu localiza-se no terceiro planalto do estado do Paraná tendo uma altitude aproximada de duzentos metros, e um relevo suavemente ondulado. Caracterizado por apresentar temperaturas extremas, possui um clima subtropical úmido mesotérmico, tendo como precipitação anual aproximadamente 1800 mm (ANEXO H). Município de tríplice fronteira, Foz do Iguaçu, é dividido em 284 bairros, tem como fonte de renda o turismo e a geração de energia elétrica, tendo vários pontos de referência, mundialmente conhecidos, atrativos como: Parque Nacional do Iguaçu, Usina hidrelétrica binacional de Itaipu, Marco das três fronteiras, Ponte Internacional da Amizade e Ponte Internacional da Fraternidade, Parque das Aves, dentre outros. O município tem uma população estimada de 311 336 habitantes sendo que integra uma área urbana de aproximadamente 700.000 hab., incluindo Ciudad Del Este e Puerto Iguazú. Tem uma distancia aproximada de 617 km2 da capital, Curitiba. Foz do Iguaçu, tem uma área urbana de 165,50 km2, na soma da área rural com a urbana tem-se aproximadamente 80.360 residencias (PMFI, 2009). Para escolha das ruas que seriam avaliadas levou-se como principal critério, o intenso fluxo de pessoas e veículos, importantes para o município, sendo, portanto selecionado três bairros, Centro, Campos do Iguaçu e Pólo Centro, respectivamente Almirante Barroso e Avenida Paraná, Rua Tiête e Avenida Pedro Basso. O Centro, caracterizado pelo grande fluxo de veículos e pessoas, é uma área comercial, sendo um centro financeiro, tendo uma grande variedade de empresas de diversos ramos. A Avenida Paraná, é um importante elo entre os extremos do município. Já a Avenida Almirante Barroso, tem como função o 32 comércio, repleta de lojas de roupas e calçados, lanchonetes, restaurantes, papelarias, livrarias, dentre outras empresas se estabelecem neste local. A Rua Tiête e a Avenida Pedro Basso, localizadas respectivamente no Bairro Campos do Iguaçu e Pólo Centro , representam a área residencial, de classe média, onde a população é composta por trabalhadores na área educacional, comercial, bancária e pública (PMFI,2003). 3.2 Levantamento sobre arborização em calçadas O método utilizado foi levantamento de dados, através do preenchimento de um “checklist” por observações realizadas com visitas in loco, analisando as árvores e sua localização, que conforme define Vidal (1995), as árvores, tem grande tamanho, maior que 5 m, normalmente com tronco nítido. As observações e análises são das áreas de passeios, utilizando como recurso material fotográfico para demonstrar a situação atual da arborização. . 3.2.1 Levantamento de Dados Para levantamento de dados, realizou-se uma adaptação do método empregado no trabalho de Silva Filho et al (2002), contendo as seguintes informações: 33 Quanto à posição da planta na calçada: seguindo a Lei 3144/2005 que diz que as árvores devem estar na faixa de serviço. Análise ditando se a mesma esta: Regular: totalmente correta, inteiramente na faixa de serviço; Irregular: incorreta, obstruindo a passagem; Quanto ao desenvolvimento da raiz: Sem interferência - quando as raízes não estão expostas; Com Interferência - quando a árvore apresenta várias raízes expostas na calçada, já tendo causado algum tipo de prejuízo. Quanto à interferência das árvores em fios de rede elétrica: Sem interferência – quando nenhuma parte da árvore esta em contato com o equipamento. Alta Interferência - quando a árvore apresenta alguma parte da árvore sob os fios de rede elétrica, independentemente de qual parte esteja em contato. Quanto à iluminação viária: Prejudicial – quando as árvores obstruírem a iluminação advinda de postes de luz. Não prejudicial – quando as árvores não atrapalham a iluminação viária. Quanto ao trânsito: Interfere: quando as árvores atrapalham a visibilidade dos motoristas e/ou pedestres. Não interfere: quando as árvores não atrapalham a visibilidade dos motoristas e/ou pedestres. Quanto ao sombreamento: Suficiente: quando o número de árvores ocasionam um sombreamento em pelo menos 50% da rua. 34 Insuficiente: quando o número de árvores ocasiona um sombreamento em menos de 50% da rua (APÊNDICE I). 3.2.2 Delineamento Experimental Todas as análises foram submetidas a um “checklist”, que continha informações como: data da coleta dos dados, nome do logradouro, nome do bairro, sendo que as observações foram realizadas de agosto a outubro de 2009 (APÊNDICE I). Todos os aspectos foram analisados em todas as ruas e o diagnóstico que foi delimitado numa extensão de 700 metros para todas as ruas escolhidas, avaliando os dois lados de cada uma delas, sendo considerado o canteiro central, ou seja, a rua que tiver este também será analisado. 3.2.3 Análise Qualitativa Descritiva Os resultados obtidos foram avaliados de forma qualitativa descritiva e apresentados em formas de tabelas e gráficos, o que facilita no discernimento dos dados obtidos. Para a identificação das espécies utilizou-se como referencial o livro “árvores brasileiras” de LORENZI (1992, 1998, 2000, 2002, 2008), além de “árvores exóticas no Brasil”. 35 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Levantamento da arborização Nas quatro vias públicas analisadas da cidade de Foz do Iguaçu PR, foi percorrida uma extensão total de 6.300m, considerando o canteiro central da Avenida Paraná, e os dois lados de cada via, contabilizando-se apenas indivíduos vivos, podas drásticas onde a planta mantinha sinais de sobrevivência e árvores acima de 5m. Totalizou-se 476 árvores, distribuídas em 32 espécies, demonstrando que aproximadamente 59% da população arbórea, é representada por apenas cinco espécies, os 41% restantes estão constituídos pelas outras 27 espécies. No estudo de Colleto et al (2008), no município de Sete de Setembro encontrou-se 773 plantas arbóreas, sendo que 70% delas eram representada por 36 cinco espécies sendo: Bauhinia variegata, Murraya paniculata, Lagerstroemia indica, Ligustrum spp, e Cinnamomum spp. Logo, Pires et al (2007), no município de Goindira (GO), deparou-se com 1440 plantas arbóreas e arbustivas sendo seis delas Licania tomentosa, Caesalpinia peltophoroides, Murraya paniculata, Teminalia catappa, Schinus molle e Wallichia disticha são responsáveis por 50,1% das espécies levantados. A tabela 1, apresenta estas cinco espécies mais frequentes em Foz do Iguaçu, baseando pelas ruas analisadas, contém nome popular, nome científico e o número de árvores encontradas. Tabela 1 – Relação das espécies mais frequentes em Foz do Iguaçu. Nome popular Tipuana Pau ferro Plátano Ipê Uva japonesa Nome científico Tipuana tipu Caesalpinia ferrea Platanus occidentalis Tabebuia chrysotricha Hovenia dulcis Nº de árvores 94 73 49 37 27 Fonte: Autor Das árvores analisadas 35 eram frutíferas, o que totaliza 7% do total, sendo que a maior parte destas foi encontrada nas regiões residenciais, o que evidencia que os moradores, plantam árvores frutíferas em áreas de passeio pela falta de informação. Assim como o diagnóstico das vias públicas, realizado por Coletto et al (2008), constatou que 12% da população arbórea do município de Sete de Setembro – RS corresponde a árvores frutíferas, onde o autor acrescenta como uma ação não planejada, realizada pela população no intuito de utilizar dos frutos destas árvores para alimentação humana. Há uma grande variação entre o número de árvores na área central e na área residencial, como podemos perceber na tabela 2. 37 Tabela 2 – Número de árvores mais frequentes em cada rua. Área Rua Nº. de árvores Total Central Almirante Barroso 60 308 Avenida Paraná 248 Residencial Tiete Pedro Basso 41 127 168 Fonte: Autor Percebe-se ainda uma outra variação, em relação às espécies arbóreas, sendo que nas áreas centrais existe maior número de árvores, com menor variação de espécies, já nas áreas residenciais, é o contrário, como demonstra as figuras 1 e 2 . ÁRVORES MAIS FREQUENTES (CENTRO) PAU FERRO PLATÁNO 21% IPÊ 34% 16% 8% 9% 12% Figura 1: Árvores mais frequentes na área central UVA JAPONESA ANGICO OUTROS 38 ÁRVORES MAIS FREQUENTES (BAIRROS) TIPUANA 17% LIGUSTRO 4,7% 5,3% FICUS 56% 7% 9,5% FLAMBOYANT PAU FERRO OUTROS Figura 2: Árvores mais frequentes na região residencial. 4.2 Avaliação do entorno O município de Foz do Iguaçu, no que diz respeito à arborização urbana, não apresenta nenhum tipo de controle, sobre as espécies plantadas e nem quanto à quantidade de árvores existentes na região estudada. Constatou-se através das observações in loco que são poucas as calçadas com arborização, sendo que onde essa existe, muitas vezes é realizada de forma inadequada, observa-se ainda que a Lei 3144/2005, a qual estabelece a localização para a arborização, e dita as regras de padronização das calçadas ainda não se estabeleceu em todas as regiões, sendo que das analisadas não há nenhuma que esteja totalmente conforme com a legislação vigente. Durante as visitas realizadas para o estudo, localizou-se diversos problemas relacionados a estas plantas, como a falta de pavimentação, ou ainda as péssimas condições destas, tendo ainda a obstrução da iluminação viária e da rede elétrica por partes das árvores, além de espécies que obstruem e danificam as 39 calçadas e a área de passeio publico, sendo que tais problemas decorrentes da falta de planejamento e/ou manutenção da arborização urbana. Vê-se, portanto, a necessidade de readequação deste aspecto no município de Foz do Iguaçu. Conforme anteriormente citado, para realizar o levantamento arbóreo, utilizou-se a metodologia aplicada por Silva Filho et al (2002), assim segue os comentários e os resultados encontrados: 4.2.1 Posição das árvores Notou-se que ainda não há uma localização exata para o plantio das árvores nas calçadas das ruas avaliadas, pois as irregularidades são facilmente perceptíveis, o principal problema devido ao posicionamento e a consequente obstrução da passagem dos pedestres. Percebe-se então que a Lei 3144/2005, que dita que a vegetação, inclusive a arbórea, deve constar na faixa de serviço, não está aplicada em todas as ruas conforme o esperado, pois se acredita que a padronização das calçadas aconteceria até o final do ano 2009 na área central e final de 2010 em áreas residenciais. Observou-se que a grande variação na localização das plantas, acontece nas áreas residenciais, acredita-se que isso ocorra pela falta de informação, já que nestes locais normalmente quem faz o plantio das espécies são os próprios moradores, sem nenhum tipo de controle ou orientação. Na avaliação de Colleto et al (2008), a distância da árvore ao meio-fio, teve um valor mínimo de cinco 40 centímetros, médio de 69,8 centímetros e máximo de 2,5 metros, apresentando uma grande variabilidade na posição das árvores. 4.2.2 Raízes das árvores Observou-se que na escolha das espécies arbóreas a ser plantada em calçadas, não se considera características como: crescimento, raiz, floração, frutificação dentre outros aspectos que podem influenciar na qualidade dos passeios públicos. Assim o crescimento excessivo das raízes ocasiona sério problema para as calçadas de Foz do Iguaçu, onde em todas as ruas avaliadas, observou-se em alguma parte da via, interferência ocasionada pelas raízes das árvores. Este problema também é visível em áreas residenciais, pois nas ruas avaliadas pertencentes a bairros existe extenso plantio da espécie Fícus benjamina, (3%), esta é portadora de raízes vigorosas, o que permite o rompimento de calçadas, sendo, portanto que este percentual ainda esta dentro da faixa recomendável de predominância de espécies.. O estudo de Rodolfo Júnior et al (2008) apresenta um resultado ainda mais grave onde à prevalência da espécie (Ficus benjamina), que apresentou percentuais que variam de 57 e 41% entre os bairros estudados. De forma semelhante, Pires et al (2007), observou que 70% dos indivíduos levantados pertenciam à espécie ficus, o que mostra um resultado bem acentuado, além da baixa variabilidade com relação às espécies. Portanto, totalmente contrário as recomendação de Milano e Dalcin (2000), que ditam que cada espécie não deve 41 passar de 10 a 15% do total de indivíduos de uma população arbórea. A figura 3 evidencia os danos que as raízes causam nas calçadas. Figura 3: Interferência das raízes da árvore no passeio público. 4.2.3 Rede elétrica e na iluminação pública As interferências na rede elétrica e na iluminação pública apresentam um percentual de obstrução igual, nas regiões analisadas, ou seja, onde há a obstrução da iluminação viária também acontece o conflito com a rede de energia elétrica. Foi considerado qualquer tipo de contato, ou seja, qualquer parte da árvore em contato com a fiação da rede elétrica. 42 A ocorrência desse fato é principalmente ocasionada pela escolha das espécies, que na maioria das vezes possui porte grande, que é desconsiderado na hora do plantio, ou ainda pela falta de manutenção da arborização, ou seja, ausência de poda. Estas interferências podem causar acidentes e trazer riscos à vida, das pessoas que transitam por estes locais, assim também Milano (1984), constatou que 46% do total das árvores de Curitiba - PR estavam sob a fiação. O autor Pires et al (2007), encontrou resultado bem próximo deste, em que 41% das árvores apresentavam algum tipo de conflito com a rede elétrica. A figura 4 apresenta o percentual de interferência encontrado, sendo dos dois aspectos, rede elétrica e iluminação viária em Foz do Iguaçu. INTERFÊNCIA DAS ÁRVORES NA REDE ELÉTRICA E NA ILUMINAÇÃO PÚBLICA 25% interfere não interfere 75% Figura 4: Porcentagem de interferência na rede elétrica e na iluminação pública. 43 4.2.4 Trânsito A interferência no trânsito acontece justamente pela localização incorreta das árvores, ou seja, são plantas colocadas indevidamente em esquinas e/ou espaços que atrapalham a visibilidade dos motoristas. Dentre as ruas avaliadas apenas uma apresentou este problema, a Avenida Pedro Basso. No estudo de Ruschel e Leite (2002), no município de Lajeado (RS), visualizou que as ocorrências de árvores que se localizam a menos de 5m da esquina eram de 22,4 %, estas são prejudiciais ao trânsito. A figura 5 mostra o resultado encontrado em Foz do Iguaçu quanto à interferência das árvores no trânsito. INTERFERÊNCIA NO TRÂNSITO 75% INTERFERE 25% NÃO INTERFERE Figura 5: Porcentagem de interferência das árvores no trânsito. 44 4.2.5 Sombreamento O nível de sombreamento foi considerado aceitável em apenas duas das quatro ruas avaliadas, sendo Avenida Pedro Basso e Avenida Paraná. Entretanto nas outras duas ruas avaliadas existe grande precariedade no aspecto sombreamento, pois na soma da extensão dessas duas ruas tem-se um total de 101 árvores, ou seja, são poucas árvores além de que muitas delas ainda não produzem uma sombra densa, ou melhor, razoável para os pedestres que circulam nessas regiões. 4.2.6 Qualidade das calçadas Durante as observações realizadas in loco constatou-se que há várias irregularidades que prejudicam e até mesmo impedem a qualidade de vida das pessoas que utilizam destes trajetos, principalmente nas áreas residenciais. Segundo Santos (2004), que analisou as condições das calçadas do Paraná, os aspectos que mais influenciam no calçamento de Foz do Iguaçu são: obstrução das calçadas pelos mobiliários urbanos, má conservação da pavimentação, ocupação das calçadas por veículos, posicionamento inadequado da vegetação. Na figura 6, nota-se as péssimas condições da pavimentação das calçadas da Rua Tiête. 45 Fonte: Autor Figura 6: Má conservação da pavimentação em áreas residenciais Apesar da Prefeitura fiscalizar o cumprimento da Lei 3144/2005, que padroniza as calçadas tanto em áreas residenciais quanto em áreas centrais, ainda não existe muitas áreas com boa qualidade. Afinal ainda existem locais onde não há calçamento, são locais onde o espaço do passeio é feito por terra. Isto acontece na Rua Tiête, onde aproximadamente 40% da extensão analisada, não possuem calçamento e é constituído somente por terra. Além de que, onde há o pavimento de cimento na maioria das vezes está em péssimas condições. Percebe que este resultado próximo da realidade de outros municípios, pois no estudo realizado por Pires et al (2007) demonstrou que os pavimentos mais utilizados nas calçadas de Goiandira-GO foram cimento (45%) e terra (40%), tendo ainda calçadas de grama com 15% do total. A figura 7 mostra que na Rua Tiête, existe uma grande extensão em que a calçada é feita de terra. 46 Figura 7: Áreas de passeio público com terra. 47 5 CONCLUSÕES - O número de árvores é insuficiente nas ruas Tiête e Almirante Barroso, isso por que apresentaram um percentual menor do que o considerado aceitável de 50%. - A predominância de determinadas espécies, mostra a necessidade de um planejamento e gestão da arborização urbana, logo a Fícus é a principal espécie causadora de danos às calçadas e muito encontrada em áreas residenciais. - Deduz-se que há carência de informação junto aos moradores, quanto ao plantio e manutenção das árvores, pois se visualizou o plantio de espécies que são inadequadas para o ambiente. - Em relação à qualidade das calçadas percebe-se que ainda necessitam de muitas melhorias. Há a necessidade de mais cobrança e fiscalização pela Prefeitura Municipal, na efetiva implantação da Lei 3144/2005 em todas as calçadas de Foz do Iguaçu. 48 REFERÊNCIAS BIBLOGRÁFICAS ANDRADE, Tais O. Inventário e Análise de Arborização Viária da Estância de Campos de Jordão, SP.129f. Dissertação ( mestre em agronomia, área de concentração: fitotecnia). Escola superior de Agricultura Luiz de Queiroz, SP, São Paulo, 2002. ALVAREZ, Ivan André. Qualidade do espaço verde urbano: uma proposta de índice de avaliação. 209f. Tese (Doutorado em agronomia, área de concentração: fitotecnia). Escola superior de Agricultura Luiz de Queiroz, SP, São Paulo, 2004. Disponível:<http://www.teses.usp.br> Acesso em: 04 de abril 2009. ANGELIS, Bruno L. D.; NETO, Generoso A. A vegetação e as praças na cidade de Maringá/PR. Acta Scientiarum. Technology, Vol. 22. Maringá, PR, 2000. 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Botânica - organografia, quadros sonóticos ilustrados de fanerógamos - Minas Gerais: 114p. – Viçosa; UFV, 1995. 55 APÊNDICE 56 APÊNDICE I – checklist qualitativo 1- Localização (bairro/ rua) ( ) Campos do Iguaçu ( ) Pólo Centro ( . ) Centro Rua: 2- Data (dia/mês/ano e hora) 3- Posição da arvore: ( ) regular ( ) irregular 4- Raiz: ( ) sem interferência ( ) alta interferência 5- Rede elétrica: ( ) sem interferência ( ) com interferência 6- Iluminação; ( ) interfere ( ) não interfere 7 - transito: ( ) interfere ( ) não interfere 8 – sombreamento: ( ) suficiente; ( )insuficiente; 57 ANEXOS 58 Fonte: Prefeitura de foz do Iguaçu Anexo A - Mapa de classificação das vias de foz do Iguaçu. Fonte: Cartilha do cidadão nº. 2- procedimentos para construção de calçadas. Anexo B - Projeção da calçada verde (conforme a lei n° 3144) 59 Fonte: Cartilha do cidadão nº. 2- procedimentos para construção de calçadas. Anexo C – Projeção da cova para planta de calçada (conforme a lei n° 3144) Fonte: Site geocities Anexo C– Extremosa- lagerstroemia indica L. 60 Fonte: http://www.casaecia.arq.br/arvoresV.htm Anexo D - Canafístula- Cassia leptophylla Fonte: Viveiro Jacarandá Anexo E – Sibipiruna –Caesalpinia peltophoroides Benth 61 Tabela 3 – Árvores mais recomendadas e utilizadas no Brasil NOME CIENTIFICO NOME POPULAR PORTE COPA DIAMETRO FOLHAS FLORAÇÃO FRUTIFICAÇÃO Brunfelsia uniflora Manacá de jardim 3m Arredondada de aprox. 2m Pequenas e permanentes Branca e lilás. Cápsula Caesalpinia echinata Pau - Brasil 8m Arredondada; Pequenas, caducas Amarela Vagem Caesalpinia férrea var. leiostachya Pau-ferro 12m Arredondada larga; 6m Pequenas caducas Amarela Vagem Caesalpinia peltophoroids Sibipiruna 10m Arredondada; 7m Pequenas, caducas Amarela Vagem Vermelha Vagem Laranja ou amarela Amarela Vagem Caesalpinia pulcherima Flamboyanzino 3m ou flor-de-pavao Arredondada; 3m Pequenas; permanentes Caesalpinia tinctoria Falso-pau-brasil 6m Arredondada; 4m Pequenas, caducas Calycophyllm spruceanum Pau-mulato 14m Colunar; 4m Grandes; brancas semi-caducas. Cássia bicapsularis Canudo de pito 3m Arredondada; 2m Pequenas caducas Amarela Vagem Cássia cana Cássia dourada 3m ou cana Cássia excelsa 6m Arredondada; 4m Arredondada; 5m Médias permanentes pequenas Amarelo Vagem Amarela Vagem Chuva-de-ouro, 12m cássia imperial Canafistula ou 5m cássia fistula Cássia 4m macranta Arredondada pendula; 8m Arredondada; 4m Arredondada; 4m Grandes; semi-caducas Pequenas; caducas Pequenas; caducas Amarela Vagem Amarela Vagem Amarela Vagem Cássia excelsa Cássia ferruginea Cássia fistula Cássia macrantthera Chorisia speciosa Paineira 1530m Arredondada, larga; 8m Médias; caducas Rosa Erythrina verna Suína ou mulungu 5m Larga; 6m Grandes e pilosas; caducas Pequenas Vermelha Grandes; permanente Amarelo Pequenas; semi-caducas Brancocreme Feijoa Feijoa ou goiaba 3m Arredondada; sellowiana da serra 3m Hibiscus Algodão da 3 a Arredondada; pernambucesis praia 4m 4m Holocalix glaziovii Alecrim de campinas 8m Arredondada; 6m Vermelha 62 NOME CIENTIFICO NOME POPULAR PORTE COPA DIAMETRO FOLHAS FLORAÇÃO FRUTIFICAÇÃO Lafoensia glyptocarpa Mirindiba rosa 10m Arredondada; 6m Pequenas; permanente Branca ou Cápsula rosa Lecythis pisonis Lophantera lactescens Sapucaia 20m Arredondada; 8m Medias; caducas Branca Lofântera 12m Piramidal pendula; 4m Grandes; caducas Amarela Myroxilon peruiferum Cabreúva 6m Arredondada; 4m Pequenas; caducas Branca Licania tomentosa Oiti 10m Arredondada; 6m Media; permanente Branca Nectandra saligna Canelanectandra 10m Arredondada; 6m Media; permanente Branca Canela-impuia 8m 10m Pequenas; caducas Media; permanente Pequenas; caducas Branca Canelasassafrás Farinha-seca Arredondada; 4m Piramidal; 6m Sweetia elegans Tabebuia alba Perobinha-docampo Ipê-da-serra 6m Tabebuia avellanedae Ipê roxo da casca lisa 10m Arredondada; 6m Médias; caducas Roxa Tabebuia chrysotricha Tibouchina granulosa Ipê amarelocascudo Quaresmeira rosa 4a 10m 6m Irregular; 4m Médias; caducas Grandes; permanentes Amarela Triplaris brasiliensis Pau-de-formiga 16m Colunar; 6m Vochysia oppugnata Rabo-de-tucano ou pau-detucano Pimentinha ou falso-chorão 6m Arredondada; 4m 4a 8m Pendula Guapuruvuficheira 16m Ipê-de-jardim ou caroba amarela Estifia vermelha 8m Arredondada larga; 8m Arredondada; 6m Arredondada; 3m Pequenas, caducas Medias; semicaducas Média Larga; 8m Pequenas; caducas Ocotea porosa Ocotea pretiosa Pterodon pubescens Schinus molle Schyzolobium parahybum Stenolobium stans Stiftia grazieli Cássia grandis 12m Arredondada larga; 6m Arredondada; 3m 20 a 30m 3m Cássia rosa ou 12 cássia grande Fonte: adaptado PIVETA & SILVA, 2002 Arredondada; 4m Pequenas; caducas Médias, caducas Pixídio Sâmara Drupa Branca Drupa Lilás Vagem Branca Vagem Amarela Roxa, rosa Vagem Pixídio Grandes; Róseosemi-caducas alaranjado Médias; caducas Amarela Cápsula Branca Amarela Vagem Amarela Vagem Vermelha Aquênio Rosa Vagem 63 Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu Anexo G: Localização do Estado do Paraná Fonte: Prefeitura de Foz do Iguaçu Figura H: Localização de Foz do Iguaçu