FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA - UNIR NÚCLEO DE SAÚDE PROGRAMA DE PÓS -GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DO MOVIMENTO HUMANO ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE: O uso do tempo livre de adolescentes de uma escola pública de Porto Velho - Rondônia MARTA DA SILVA MONOGRAFIA PORTO VELHO – RO – 2005 ii ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE: O uso do tempo livre de adolescentes de uma escola pública de Porto Velho - Rondônia MARTA DA SILVA MS. MARA MARIA IZAR DE MAIO GODOI Monografia, apresentada Departamento de ao Educação Física do Núcleo de Saúde da Universidade Rondônia, título de Federal para obtenção Especialista de do em Exercício Físico na Promoção da Saúde. PORTO VELHO – RO – 2005 iii Data da Defesa:___/___/___ BANCA EXAMINADORA: Prof._________________________________________________________ Julgamento_________________________Assinatura__________________ Prof._________________________________________________________ Julgamento__________________________Assinatura_________________ Prof._________________________________________________________ Julgamento_______________________Assinatura____________________ iv DEDICATÓRIAS SELMA DA SILVA, minha mãe e amiga que com sua coragem e perseverança, me permitiu chegar até aqui. JOEL BARBOSA DE FARIAS, meu esposo, uma pessoa muito especial, que me incentivou e colaborou para elaboração deste trabalho. Obrigada pelo amor e carinho! ii AGRADECIMENTOS A Deus, que nos faz superar os desafios, sem Ele, com certeza não teria conseguido esta vitória. A todos os meus familiares, em especial, a minha mãe SELMA e ao meu pai PETRONILO, por que sei que de alguma forma, sempre contribuíram para a minha felicidade. Aos meus professores, desde a educação infantil até esta especialização, especialmente a minha orientadora, Professora Ms. Mara Godoi e ao Professor Ms. José Roberto Godoi, por ser pessoas pela qual tenho imenso carinho, pela contribuição na elaboração d esta. Agradeço também ao professor Ms. José Celi Neto pela sua contribuição para a apresentação da mesma. E a todos os meus colegas do curso. ii SUMÁRIO RESUMO vi ABSTRACT vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES viii 1 - INTRODUÇÃO 1 1.1 Objetivos 3 1.1.1 Objetivo Geral 3 1.1.2 Objetivos Específicos 3 2 - REVISÃO DE LITERATURA 4 2.1 Adolescência, Atividade Física, Aptidão Física e Saúde 4 2.1.1 Adolescência 4 2.1.2 Atividade Física e Exercício Físico 4 2.1.3 Saúde 5 2.1.4 Aptidão Física Relacionada à Saúde 6 2.2 Estilo de Vida e Comportamento s de risco 8 2.2.1 Estilo de vida 8 2.2.2 Estilo de Vida Ativa e Comportamentos de Risco Relacionados à Saúde de Adolescentes 8 2.3 Ocupação do Tempo Livre 10 3. METODOLOGIA 11 4 - RESULTADOS E DISCUSSÃO 12 5 - CONCLUSÃO 22 REFERÊNCIAS 23 ii ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE: O uso do tempo livre por adolescentes de uma escola pública de Porto Velho - Rondônia RESUMO A adolescência transformações, comportamentos é biológicas são considerada e um psico -sociais, estabelecidos, período onde agregados de vários e profundas hábitos e provavelmente transferidos à idade adulta. Neste sentido esta pesquisa teve o propósito de verificar através de questionários as atividades realizadas no tempo livre pelos adolescentes com idade entr e 10 e 16 anos. Participaram do estudo 199 alunos de 5ª a 8ª séries de uma escola pública de Porto Velho. Entre as atividades listadas, as mais praticadas pelos adolescentes foram assistir televisão (95%), bater papo com amigos (67,3%) e estudar (63,3%), dentre as atividades consideradas ativas ficaram andar de bicicleta (54,8%), jogar futebol (47,7%) e jogar voleibol (38,2%), sendo que a maior parte do tempo em horas e em dias é utilizado na atividade de assistir televisão. Os resultados demonstram que os adolescentes utilizam boa parte de seu tempo livre em atividades passivas, principalmente assistindo televisão; fato preocupante por estar sendo associado a comportamentos de riscos à saúde, alimentação inadequada e níveis insuficientes de atividade física . Com base nestes resultados fica clara a necessidade de promover mudanças no estilo de vida , sendo necessário pensar em estratégias que visem a promoção de um estilo de vida mais ativo, com a melhor utilização do tempo livre. Unitermos: Adolescente, tem po livre, atividade física, saúde. ii PHYSICAL ACTIVITY AND HEALTH: The use of the free time by teenagers of a public school of Porto Velho. ABSTRACT The teenager is a period of deep transformations, biological, psycological and social. In this age severa l habits and behaviors are established, and problaby transfered to the adult age. This research has the purpose of verify the activities carried out in the free time of the adolescents with age between 10 and 16 years. Participated of the study 199 students of 5ª to 8ª series of a public school of Porto Velho. Between the activities listed the more practiced by the adolescents were: passive activities, watch television (95%), talk to friends (67,3%), study (63,3%); active activities, ride bicycle (54,8%), p lay soccer (47,7%), play volleyball (38,2%). The results show that the adolescents utilize biggest part their free time in passive activities, mainly watching television; worryng fact by to be being associated to behaviors of risk to the health, inadequate food and insufficient levels of physical activity. On the basis of these results stayed clear the need to promote changes in the style of life, being necessary to think in strategies that aim the promotion of a style of life more active and improve the qu ality of free time. Uniterms: adolescent, teenager, free time, physical activity, health. ii LISTA DE ILUSTRAÇÕES GRÁFICO 1. Classificação das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra......................................................... .........................12 GRÁFICO 2. Distribuição das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra de acordo com o gênero..............................................13 TABELA 1. Distribuição das atividades de assistir televisão e bater papo com amigos em relação ao tempo utilizado em cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero..................................................14 TABELA 2. Distribuição das atividades de estudar e andar de bicicleta em relação ao tempo utilizado em cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero...........................................................................15 TABELA 3. Distribuição das atividades de jogos eletrônicos e jogar futebol em relação ao tempo utilizado em cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero...........................................................16 TABELA 4. Distribuição das atividades de jogar voleibol e dormir em relação ao tempo utilizado em cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero...........................................................................17 GRAFICO 3. Classificação das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra masculina de acordo com a idade.................................19 GRAFICO 4. Distribuição das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra feminina de acordo com a idade..................................20 GRÁFICO 5. Distribuição das atividades realizadas no tempo livre de acordo com o período que estudam.................. ....................................21 4 I. INTRODUÇÃO Os adolescentes representam boa parte da população brasileira, dados do IBGE de 1989, revelaram um total de 35 milhões de adolescentes, em torno de 23 % da população geral. A adolescência é considerada um período de profundas transformaçõe s biológicas e psico -sociais (Tiba, 1986). Nesta fase vários hábitos e comportamentos são estabelecidos, agregados e provavelmente transferidos à idade adulta. Há poucos dados sobre as atividades físicas desenvolvidas pela população. Somente 31 dos 191 es tados membros da OMS têm dados que podem ser aproveitados (Jacoby et. al., 2003). Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) o estilo de vida, que é caracterizado pelo conjunto de comportamentos do cotidiano, representa um dos principais fatores que modula m os níveis de saúde e qualidade de vida. Barros et. al. (2002) preconizam que as atividades realizadas no tempo livre fora da escola são de grande importância, pois podem incluir hábitos prejudiciais ao indivíduo. Alguns estudos observaram relações entr e as atividades desenvolvidas pelos adolescentes no dia -a-dia e diversas doenças num futuro próximo, como a obesidade, ou distante no caso das doenças cardiovasculares (Alpert & Wilmore, 1994). Muito têm aumentado as intervenções médicas nas diversas enfermidades e principalmente em relação às doenças crônico -degenerativas, como, hipertensão arterial, doença coronariana aterosclerótica, arteriopatias 4 5 periféricas, além do diabetes mellitus, das doenças pulmonares obstrutivas, entre outras. Vários fatores têm contribuído para este crescimento, dentre eles a modernização, o que facilita as atividades diárias, e os momentos de lazer que pode ser ocupado em frente a uma televisão ou computador, tornando os indivíduos cada vez mais sedentários. Um estilo de vida ativa esta associada na idade adulta a uma redução da incidência de doenças crônico -degenerativas e também diminuição no número de morbidade/mortalidade da maioria das doenças cardiovasculares. Em crianças e adolescentes, a prática de atividades físicas c ontribui para a redução da obesidade. E ainda, é maior a probabilidade de que sujeitos ativos em fases precoces da vida se tornem um adulto ativo, promovendo uma redução da prevalência de sedentarismo na idade adulta, contribuindo para uma melhor qualidade de vida (SBME, 1998), esta qualidade seria a abundância de aspectos positivos somados a ausência de aspectos negativos (Berger & Macinman, 1993). Diante disso, algumas pesquisas na grande maioria em países desenvolvidos procuram elencar às atividades rea lizadas pelos adolescentes, para que se necessário poder modificá -las. Para Barros et. al. (2002), as atividades realizadas fora das salas de aula são consideradas como as mais importantes a serem estudadas. Desta forma, este estudo teve como objetivo ver ificar as atividades realizadas por adolescentes no tempo livre fora da escola e também propor aos profissionais da área de Educação Física que contribuam para as modificações necessárias, visando à saúde atual e também futura dos adolescentes. 5 6 1.1 Objetivos 1.1.1Objetivo Geral Esta pesquisa tem por objetivo a verificação das atividades realizadas no tempo livre fora da escola e também propor modificações no uso do tempo livre de forma a visar à promoção da saúde na adolescência e consequentemente na ida de adulta. 1.1.2Objetivos Específicos Verificar as atividades realizadas no tempo livre pelos adolescentes com idade entre 10 e 16 anos; Tabular as atividades; Analisar os hábitos de vida; Propor mudanças no uso do tempo livre dos adolescentes, se necessário. 6 7 II.REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Adolescência, Atividade Física, Aptidão Física e Saúde 2.1.1 Adolescência A palavra “adolescer” vem do latim e siginifica crescer, engrossar, tornar-se maior, atingir a maioridade. Entre os seres vivos, os humanos são os únicos que diferenciam esse período e vivem a adolescência como uma importante etapa do desenvolvimento (Tiba, 1989). A adolescência pode ser definida como uma fase de transição entre a infância e idade adulta, compreendendo a faixa cronol ógica entre 10 e 20 anos (OMS, 1989). Caracterizada por profundas transformações biológicas e psico-sociais, que envolvem intenso crescimento e desenvolvimento, no seu processo vital, do nascimento à morte. (Mukai, 1994) 2.1.2 Atividade Física e Exercício Físico Temos utilizado frequentemente o termo “atividade física” como sinônimo de “exercício físico”, isso não deve ocorrer, ainda que ambos apresentem de fato aspectos comuns. Por atividade física pode -se entender qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética, que resulta em gasto energético acima dos níveis de repouso, sendo correlacionada positivamente com aptidão física (Caspersen et al., 1985). 7 8 Inclui-se como atividade física, os exercicios físicos, esportes, atividades laborais, afazeres domésticos e outras atividades físicas no lazer. Apesar de apresentarem elementos em comum, a expressão “exercício físico”, não deve ser utilizada como sinônimo de atividade física. Tanto atividade física como exercício físico são resudltantes da realizacão de movimentos corporais produzidos pelos muscúlos esqueléticos e com gasto de energia. No entanto, exercício físico é considerado uma subcategoria de atividade física, sendo definido como toda atividade física planejada, estruturada e repetitiva, que visa a melhoria e a manutenção de um ou mais componentes da aptidão física (Caspersen et al., 1985). 2.1.3 Saúde O termo saúde tem sido em geral conceituado de forma equivocada, como sendo a mera ausência de doenças, ou se é absolutamente saud ável ou doente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde a saúde se identifica com inúmeros apectos do corportamento humano voltados para um estado de completo bem estar físico, mental e social . A definição mais atual foi resultado de um documento pro duzido na Conferência Internacional sobre Exercício, Aptidão e Saúde, realizada no Canadá em 1988, onde se definiu saúde como uma condição humana com dimensões física, social e psicológica , caracterizada por um contínuo com pólos positivos e negativos. A saúde positiva seria caracterizada como capacidade de apreciar a vida e resisitir aos desafios do dia -a-dia, enquanto a saúde negativa associaria -se à morbidade e, no extremo, à mortalidade (Bouchard et. al., 1990). Guedes & 8 9 Guedes (1995), acrescenta que o estado de ser saudável não é algo estático, é necessário adquirí -lo e reconstruí-lo constantemente ao longo da vida, o que possibilita indícios de que a saúde entra no campo educacionaL, tendo no entanto que ser tratada também num contexto didático -pedagógico. 2.1.4 Aptidão Física Relacionada à Saúde As definições de aptidão física preconizadas até algum tempo atrás não tinham uma aceitação universal, essas definições privilegiavam as capacidades esportivas, o que levava a entender que para apresentar um bom estado de saúde, seria necessário desenvolver elevada condição atlética. Contudo, começou a surgir questionamentos, passando a apresentar uma significativa evolução no conceito, sendo sugerida por inúmeros estudiosos que a aptidão física seja defini da como “um estado dinâmico de energia e vitalidade que permite a cada um, funcionando no pico de sua capacidade intelectual, realizar as tarefas do cotidiano, ocupar o tempo de lazer ativamente, enfrentar emergências imprevistas sem fadiga excessiva, evit ar o aparecimento das disfunções hipocinéticas, sentindo uma alegria em viver (Giam & Teh, 1989). Nesta definição distinguem a aptidão física relacionada ao desempenho esportivo da aptidão física relacionada a saúde. A primeira refere-se aos aspectos promotores do desempenho atlético, a segunda reúne os componentes relacionados a promoção da saúde que abrangem as dimensões morfológicas, funcional -motora, fisiológicas e comportamental, (Guedes & Guedes, 1995). 9 10 Figura 1. Componentes da aptidão física relacionada à saúde. Aptidão Física Relacionada à Saúde Dimensão Morfológica Dimensão FuncionalMotora Dimensão Fisiológica - Composicão Corporal - Função Cardiorrespiratória - Pressão Sanguínea - Distribuição da Gordura Corporal Consumo Máximo de oxigênio - Função Músculo-Esquelética Força/Resistência Muscular Flexibilidade Dimensão Comportamental - Tolerância ao Estresse - Tolerância à glicose e Sensibilidade Insulínica - Oxidação de Substratos - Níveis de Lipídios Sanguíneos e Perfil Das Lipoproteínas (Gued es & Gued es, 1 995) Os programas de atividades físicas à comunidade, comumentemente têm sido oferecidos numa abordagem de ativid ades que possibilitam as mais diversas experiências na área motora. No entanto, há um predomínio um tanto quanto acentuado da prática de esportes ou outras atividades, onde são mais requeridos os componentes da aptidão física relacionados ao desempenho atlético. Nesse sentido, não há dúvidas de que as atividades voltadas para aptidão física relacionada ao desempenho atlético contemplam aspectos motores importantes, principalmente na infância e adolescência; porém, devem-se levar em consideração seus aspecto s limitantes quanto aos fatores direcionados à promoção da saúde (Guedes e Guedes, 1995). 10 11 2.2 Estilo de Vida e Comportamentos de Risco 2.2.1 Estilo de vida A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) conceitua o estilo de vida como sendo a representaç ão das ações do cotidiano revelando as atitudes e valores dos indivíduos. A percepção quanto as atitudes e valores de uma pessoa em relação a qualidade de vida dependerá de componentes que podem mudar ao longo da vida . Mas, é só a partir de uma tomada consciente, que um indivíduo poderá enxergar algum valor em determinados comportamentos, concluindo que os deva incluir ou excluir de seus hábitos do cotidiano. 2.2.2 Estilo de Vida Ativa e Comportamentos de Risco Relacionados à Saúde de Adolescentes O estilo de vida que é caracterizado por comportamentos adotados no dia-a-dia, se torna fator determinante em relação aos níveis de saúde e qualidade de vida das pessoas. Dentre estes, podem estar comportamentos com características negativas, interferindo n egativamente nos níveis de saúde, como o consumo de exagerado de bebidas alcólicas, o fumo, hábitos alimentares inadequados, uso de drogas ilícitas, comportamentos sexuais e níveis insuficientes de atividade física ( Faria Júnior e Lopes, 2004). 11 12 O número de adolescentes que utilizam esses comportamentos de risco à saúde, tem-se mostrado elevado, afetando a qualidade de vida dos jovens. Neste contexto, daremos maior ênfase ao comportamento de risco relacionado ao nível de atividade física, comportamento es te que interfere significativamente na qualidade de vida, visto que crianças e adolescentes com estilo de vida sedentário parecem ser mais suceptíveis ao desencadeamento de patologias degenerativas em idade adulta (Blair et. al. apud Guerra, 2003). Cada vez mais verifica-se que o homem contemporâneo usa menos suas potencialidades corporais, tornando -se menos ativo fisicamente, o que poderá ser decisivo no desenvolvimento de doenças degenerativas. Para a Socidade Brasileira de Medicina e Esporte (SBME, 1998 ), existe associação entre sedentarismo, obesidade e dislipidemias, e que criar hábitos de vida ativo na infância e adolescência poderá diminuir a incidência de obesidade e doenças cardiovasculares na idade adulta. Há muito que um estilo de vida saudável tem sido associado ao hábito da prática de atividades físicas e, consequentemente, a níveis elevados de saúde e qualidade de vida. Desta maneira, entende-se que o incremento no nível de atividade física se caracteriza como fator fundamenta l de melhoria da saúde pública (Assumpção, 2002). Esse entendimento foi preconizado pelo “Manifesto de São Paulo para a promoção de atividades físicas nas Américas” realizado em 2000, onde destacou-se a necessidade da inclusão da prática de atividade física no cotidiano das pessoas de modo a promover estilos de vida saudáveis a caminho da melhoria da qualidade de vida. 12 13 2.3 Ocupação do Tempo Livre As pesquisas voltadas a estudar o estilo de vida de crianças e adolescentes têm sido consideradas de funda mental importância, verificar como estão ocupando seu tempo livre, se praticam atividade física e como se alimentam (Lopes, apud Pereira & Barros, 2004). Em estudo realizado por Barros e t. al. (2002) com 747 estudantes de escolas de ensino fundamental de Ilha do Governador, bairro da área metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, pode -se constatar que assistir televisão é uma das das ocupações que consome uma maior porção do tempo livre dos adolescentes. Um dos principais fatores para a diminuição no nív el de atividade física nas crianças e adolescentes tem relação com o tempo gasto por dia assistindo televisão (Matsudo et. al. (1998). Wong et. al. (1992), salienta que o tempo excessivo dedicado a assistir televisão apresenta um quadro mundial onde crianças e adolescentes estão inseridos em estilos de vida que tendem a valorizar hábitos alimentares inadequados e inatividade física. A tendência dos adolescentes ocuparem boa parte de seu tempo com atividades menos ativas principalmente assistindo televisão, foram encontradas em várias outras pesquisas tanto no Brasil (Matsudo, 1998; Frutuoso et. al., 2003; Silva e Malina, 2003; Fonseca et. al. (1998); Pereira & Barros, 2004; Pires et. al. 2004), como em outros países (Altamirano et. al. , 2004; 13 14 III.METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa descritiva de caráter quali -quantitativo, realizada com alunos da 5ª a 8ª série do ensino regular com idade entre 10 e 16 anos, matriculados e freqüentando uma das escolas públicas de Porto Velho Rondônia. Participaram do estudo 199 alunos, sendo 100 do sexo masculino e 99 do sexo feminino, porém houve em torno de 50 perdas, incluindo faltas, preenchimento incorreto e recusa. A coleta de dados foi realizada através de um questionário composto de identificação, atividades r ealizadas no tempo livre (lista com oito atividades e a opção aberta para listar outras atividades), tempo utilizado nas atividades em dias por semana e horas por dia. 14 15 VI.RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise da pesquisa foi baseada nos questionár ios preenchidos de 199 alunos, sendo 100 (50,2%) do sexo masculino e 99 (49,2%) do sexo feminino. GRÁFICO 1. Classificação das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra 9 35,2 8 37,7 7 38,2 6 1 - Assistir televisão 2 - Bater papo com os amigos 3 - Estudar 4 - Andar de bicicleta 5 - Jogos eletrônicos 6 - Jogar futebol 7 - Jogar voleibol 8 - Dormir 9 - Outras 47,7 5 51,7 4 54,8 3 63,3 2 67,3 1 95 Analisando o Gráfico 1, as atividades mais praticadas pelos entrevistados no total da amostra são: assistir televisão (95%), bater papo com amigos (67,3%) e estudar (63,3%), dentre as atividades consideradas ativas ficaram andar de bicicleta (54,8%), jogar futebol (47,7%) e jogar voleibol (38,2%), alguns entrevistados cita ram realizar outras atividades, como escutar música, passear, ajudar em casa, entre outras atividades variadas. 15 16 Em estudo realizado por Barros et. al. (2002), foi verificado a mesma tendência quanto a atividade de assistir televisão onde (91%) dos entrevistados assistem televisão no tempo livre fora da escola. Resultados próximos também foram observados em relação a atividade de jogos eletônicos, onde (51,1%) relataram utilizar essa prática. Em relação as outras atividades houve diferenças, apesar da mesma prevalência de um número expressivo dos entrevistados realizar atividades mais sedentárias como, assistir televisão e conversar com amigos. GRAFICO 2. Distribuição das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra de acordo com o gênero 51,5 19 9 8 30 41,4 35 7 6 65 5 68 4 54 3 57 2 30,3 35, 3 55,5 69,7 68,7 66 1 1 - Assistir televisão 2 - Bater papo com os amigos 3 - Estudar 4 - Andar de bicicleta 5 - Jogos eletrônicos 6 - Jogar futebol 7 - Jogar voleibol 8 - Dormir 9 - Outras 45,4 93 0 50 97 100 150 Masculino N=100 200 Feminino N=99 No Gráfico 2, quando avaliadas conforme o gênero as atividades mais praticadas pelos entrevistados do sexo masculino são: assistir televisão (93%), jogos eletrônicos (68%) e bater papo com amigos (66%). As 16 17 atividades mais realizadas pelas adolescentes do sexo feminino são: assistir televisão (97%), estudar (69,7%) e bater papo com amigos (68,7%). Outra semelhança também encontrada no estudo realizado por Barros et. al. (2002), quando analisado de acordo com o gênero em relação a atividade de jogos eletrônicos com (69,4%) para o sexo masculino e (35,9%) para o feminino. Nas outras atividades houve algumas diferenças, como por exemplo, a atividade de assistir televisão que obteve diferença no sentido de que as adolescentes do sexo femin ino assistem menos televisão (89,6%) do que os do sexo masculino (92,7%). TABELA 1. Distribuição das atividades de assistir televisão e bater papo com amigos em relação ao tempo utilizado em cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero Gênero Atividade Masculino N=100 Assistir televisão Feminino N=99 Bater papo com os amigos Assistir televisão Bater papo com os amigos H/dia -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 1 1 1 - - - 1 1 2 2 2 - 1 1 - - 1 2 - - - 2 1 - 1 - 1 1 2 - - 2 - - 1 - - 3 2 2 - 3 3 - - - - - 2 3 - 2 2 - - - - - - 1 1 - 2 4 - - 1 - 2 - - 1 2 1 - 2 2 - - - - - - 1 5 - 2 1 1 2 1 - 1 - 2 2 1 4 1 - 1 1 1 - 1 6 - - 3 - 3 1 - 3 - - - 4 17 1 1 - - 1 - - 7 3 4 10 12 44 1 3 7 5 16 4 - 37 1 6 10 8 Dias Total 93 66 96 17 20 68 Na tabela 1, podemos observar que a maioria dos adolescentes do sexo masculino assistem televisão todos os dias da semana, sendo que dos 93 17 18 adolescentes, 44 assistem televisão por mais de 4 horas por dia. Número expressivo também em relação ao sexo feminino, que do total de 96, 37 assistem por período maior que quatro horas por dia. Bater papo com os amigos também foi uma atividade muito utilizada, boa parte dos adolescentes do sexo masculino e também feminino reali zam esse tipo de atividade todos os dias da semana por mais de quatro horas por dia. Fonseca et. al.(1998), Pereira & Barros (2004) relataram após um estudo, que os adolescentes assistem televisão durante mais de 3 horas diárias. Também foi encontrado em trabalho realizado por Pires et. al. (2004) valores médios altos (2,26), destinados diariamente a assistir televisão. Valores muito próximos (2,3) foram verificados em pesquisa feita por Altamirano et. al. (2004), com adolescentes espanhóis. TABELA 2. Distribuição das atividades de estudar e andar de bicicleta em relação ao tempo utilizado em cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero Gênero Masculino N=100 Atividade Estudar Feminino N=99 Andar de bicicleta Estudar Andar de bicicleta H/dia -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 1 1 2 3 +4 1 5 8 - - - 2 4 2 - 1 2 2 1 - - 4 3 3 1 4 2 1 4 1 1 - 2 - 3 3 1 3 6 2 1 - 5 8 4 - - 3 4 6 2 2 - 3 2 - - - 5 5 3 2 1 - 5 1 - - 4 - 2 - - - 2 - 1 - - - 4 - - - - - 2 2 - 5 1 9 - - 1 1 1 - 1 - 2 8 3 1 - 1 2 1 - - 6 - - - - - 1 - 1 1 - - 1 - - - 1 - - - - 7 1 1 7 1 - 10 6 2 2 2 2 10 3 1 1 2 2 - 3 1 Dias Total 57 54 69 18 55 A atividade de estudar é realizada menos vezes por semana e horas por dia, tanto para o sexo fem inino quanto para o masculino, já andar de bicicleta tem uma maior freqüência durante os dias da semana, mas por períodos curtos por dia, no caso do sexo masculino. No feminino esta atividade tem menor freqüência tanto em dias da semana quanto em horas por dia (Tabela 2). TABELA 3. Distribuição das atividades de jogos eletrônicos e jogar futebol em relação ao tempo utilizado em cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero Gênero Atividade Masculino N=100 Jogos eletrônicos H/dia -1 Dias Feminino N=99 Jogar futebol Jogos eletrônicos Jogar futebol 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 1 2 3 2 1 - 3 2 4 - 2 1 1 3 - - 4 1 - 1 1 2 3 10 2 5 7 1 5 9 4 - 1 2 4 2 2 2 4 3 1 4 3 - 2 2 3 1 1 3 6 2 1 1 4 2 1 1 - - 2 1 - 4 - 1 2 - 1 1 - 4 - - 1 - 1 1 - - - 1 - - 5 - 1 - 1 1 - 2 3 1 - 1 1 - - - - - - - - 6 - - - - 2 - - 1 - - - - - - - - - - - 1 7 2 4 3 4 3 1 5 3 1 - - 1 2 1 1 1 - 3 - - Total Quanto 68 às 65 atividades de 35 jogos eletrônicos 30 e jogar fute bol apresentadas na Tabela 3, houve algumas diferenças entre os gêneros quanto ao quantitativo como já foi verificado no Gráfico 2. Mas podemos observar a mesma tendência quanto a quantidade de dias por semana, visto que nas duas atividades houve uma freqü ência maior de duas vezes na 19 semana, apesar de no sexo masculino a freqüência de sete dias na semana ter tido um número até expressivo para jogos eletrônicos. TABELA 4. Distribuição das atividades de jogar voleibol e dormir em relação ao tempo utilizado e m cada uma em dias e em horas por dia de acordo com o gênero Gênero Masculino N=100 Atividad Jogar voleibol e H/dia -1 1 2 3 +4 Dias Feminino N=99 Dormir Jogar voleibol Dormir -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 -1 1 2 3 +4 1 1 5 2 - - - 3 1 - 1 1 6 3 - 1 4 2 5 1 - 2 - 3 5 1 2 - 1 3 2 1 1 6 3 2 3 1 1 2 4 1 3 - 1 1 3 2 2 1 - 1 2 1 - 4 2 - 1 - 1 2 1 4 - - - - - - 1 - 1 - - - 1 - - - - 1 - - 5 - - - - 4 - 1 - - - - 2 - - - - 1 - - - 6 - - - - - - - - - - - - - - - - - - 1 - 7 - - - 3 2 2 3 - 4 - - 1 1 1 2 - 5 4 4 1 Total 35 30 41 45 Na tabela 4, estão distribuidas as atividades de jogar voleibol e dormir, entre essas atividades podemos observar uma maior frequência semanal entre um e dois dias nos dois gêneros, em relação a horas por dia dispensadas nas mesmas houve muita variação. O tempo excessivo de assistência à televisão hora verificado nesta pesquisa, é fato preocupante já que estão associadas a fatores de risco à saúde. Mesmo sendo verificado que uma boa parte dos adolesc entes entrevistados nesta pesquisa realiza algum tipo de atividade física. Até porque analisando-se o tempo destinado a esta prática, nas atividades esportivas de jogar futebol e voleibol e também em relação a atividade de 20 andar de bicicleta, podemos verif icar que não há uma freqüência diária adequada (Tabelas, 2, 3 e 4). Além de a maior parte do tempo livre ser destinado a atividades passivas como assistir televisão, bater papo com amigos e jogos eletrônicos (Tabelas 1, 2, 3). Neste estudo podemos verificar o relato de Guedes & Guedes (1995), de que infelizmente há o predomínio bastante acentuado da prática de esportes, atividades essas que são mais voltadas para aptidão física relacionada ao desempenho atlético. A prática de esportes pode eventualmente colaborar para melhoria de alguns componentes da aptidão física relacionada à saúde, mas somente programas específicos e regulares para essa finalidade é que seguramente poderá constituir mecanismos imprescindíveis à saúde, como a prevenção de doenças hipo cinéticas. Matsudo et. al. (1998), reconhecem que um dos principais fatores para a diminuição no nível de atividade física nas crianças e adolescentes tem relação com o tempo gasto por dia assistindo televisão, citando o resultado de outro de seus trabal hos, onde verificaram que em regiões de baixo nível os meninos gastam em média 4,2 horas assistindo TV por dia e as meninas 4,0 horas/dia. Já os escolares das regiões de alto nível gastam significativamente menos tempo: 3,6 horas/dia (meninos) a 3,9 horas/ dia (meninas). O presente estudo apresenta uma limitação no sentido de que não foi coletada a variável peso, não podendo fazer a relação do mesmo com outras pesquisas quanto ao tempo destinado a assistir televisão e a prevalência de obesidade. Mas se torn a imprescindível pesquisar, já que estes valores altos de tempo destinados a assistir televisão têm sido 21 associados a fatores de risco à saúde como a obesidade (Frutuoso et. al., 2003; Silva e Malina, 2003). Fato este que pode ser relatado por Dietz & Gortmaker (1985), demonstrando uma relação causal entre TV e obesidade em adolescentes de 12 -17 anos, sendo aumentada em 2% à prevalência de obesidade a cada hora adicional de TV. Esse hábito de assistir televisão por longo período tem contribuído de forma significativa para a vida sedentária de crianças e jovens, que geralmente está levando a obesidade. A televisão é um aparelho muito próximo de todo ambiente das crianças, que cada vez mais faz parte do seu dia-a-dia (Pinho & Petroski, 1997). GRÁFICO 3. Classificação das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra masculina de acordo com a idade 100 10-11anos N=10 90 12-13 anos N=37 14-15 anos N=33 80 16 anos N=10 70 60 1 - Assistir televisão 2 - Bater papo com os amigos 3 - Estudar 4 - Andar de bicicleta 5 - Jogos eletrônicos 6 - Jogar futebol 7 - Jogar voleibol 8 - Dormir 50 40 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 As atividades que mais fazem parte do dia -a-dia dos adolescentes do sexo masculino de acordo coma idade são: na idade de 10 -11 anos, assistir 22 televisão (95%), estudar (85%) e jogar futebol (70%); de 12 -13 anos, assistir televisão (94,6%), jogos eletrônicos (75,7%) e bater papos com amigos (73%); de 14 -15 anos, assistir televisão (93,9), bater papo c om amigos (75,7%) e jogar futebol (69,7%); de 16 anos para acima ficam empatadas com (80%) nas atividades de assistir televisão, jogos eletrônicos e jogar futebol, (Gráfico 3). GRAFICO 4. Distribuição das atividades realizadas no tempo livre no total da amostra feminina de acordo com a idade 120 10-11 anos N=11 100 12-13 anos N=51 14-15 anos N=30 80 % 16 anos N=07 1 - Assistir televisão 2 - Bater papo com os amigos 3 - Estudar 4 - Andar de bicicleta 5 - Jogos eletrônicos 6 - Jogar futebol 7 - Jogar voleibol 8 - Dormir 60 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Nas adolescentes as atividades são: na idade de 10 -11 anos, assistir televisão (100%), estudar (90,9%) e andar de bicicleta (81,8%); de 12 -13 anos, assistir tel evisão (98%), estudar (70,6%) e bater papo com amigos (68,6%); de 14-15anos, assistir televisão (93,3), bater papo com amigos (66,6%) e estudar (63,3%); +15 anos , assistir televivsão (100%), bater 23 papo com amigos (71,4%) e empatadas as atividades de estud ar e andar de bicicleta (57,2%),( Gráfico 4). GRÁFICO 5. Distribuição das atividades realizadas no tempo livre de acordo com o período que estudam 120 Matutino N=75 100 Vespertino N=124 1 - Assistir televisão 2 - Bater papo com os amigos 3 - Estudar 4 - Andar de bicicleta 5 - Jogos eletrônicos 6 - Jogar futebol 7 - Jogar voleibol 8 - Dormir % 80 60 40 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Quando avaliadas de acordo com o período que estudam verificamos que os adolescentes que estudam no período matutino utilizam a maior parte seu tempo livre assistindo televisão (97,3%), estudando (74,6%) e andando de bicicleta (61,3%), já os adolescentes do período vespertino utilizam o tempo com as atividades de assistir televisão (93,5%), bater papo com os amigos (69,3%) e estudar (56,4%), (Gráfico 5). 24 V.CONCLUSÃO Diante dos resultados obtidos as atividades mais praticadas pelos adolescentes são: assistir televisão (95%), bater papo com amigos (67,3%) e estudar (63,3%), dentre as atividades consideradas ativas ficaram andar de bicicleta (54,8%), jogar futebol (47,7%) e jogar voleibol (38,2%). Os resultados demonstram que os adolescentes utilizam boa parte de seu tempo livre em atividades passivas, principalmente assistindo televisão, fato preocupante por estar sendo associado a comportamentos de riscos à saúde. Com base nestes resultados fica clara a necessidade de promover mudanças no estilo de vida, sendo necessário pensar em estratégias que visem a promoção de um estilo de vi da mais ativo, com a melhor utilização do tempo livre. 25 REFERÊNCIAS ALPERT, B.S.; WILMORE, J.H. Physical activity and blood pressure in adolescents. Pediatr Exercise Sci, 6:361, 1994. ALTAMIRANO, F.T. et. al. Repercusión de los hábitos televi sivos sobre la actividad física y el rendimiento escolar de los niños. Rev Cubana Enfermer, v.20, n.2 Ciudad de la Habana, Mayo-ago. 2004. Disponível em: http://scielo.sld.cu/scielo.php . Acesso em: 15 de fev. 2005. ASSUMPÇÃO, L.O.T.; MORAIS, P.P.; FONTOURA, H. Relação entre atividade física, saúde e qualidade de vida: Notas introdutórias. 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