Ano IX, out. 2013
ISSN 2238-9385
CADERNO DE RESUMOS
Caruaru
2013
IX Jornada de Nutrição
Caruaru - PE, 07 a 09 de outubro de 2013.
Projeto Gráfico e Diagramação
Gêneses Comunicação integrada LTDA
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca da UNIFAVIP
C122 Caderno de Resumos, (9.: 2013 : Caruaru, PE). IX Jornada de
Nutrição: Caderno de Resumos. Caruaru: UNIFAVIP, 2013.
243 p.
Evento Realizado Pelo Centro Universitário Faculdade do Vale do
Ipojuca.
Formato eletrônico.
ISSN 2238-9385
1. Jornada de Nutrição - Caruaru. 2. Resumos.
I. Título.
CDU 612.3
2
Centro Universitário do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP)
Mauricelia Bezerra Vidal
Reitora da UNIFAVIP/Devry
Marjony Barros Camelo
Pró-reitor UNIFAVIP/Devry
Comissão Organizadora
Márcia Gabrielle Silva Viana (UNIFAVIP/Devry)
Presidente do Evento
Nathália Paula de Souza (UNIFAVIP/Devry)
Vice-presidente
Adriana Guimarães Negromonte (UNIFAVIP|Devry)
Coordenadora do Evento e do Curso de Nutrição
Comissão Científica
Érika Michelle Correia de Macêdo (UNIFAVIP/Devry)
Sílvia Alves da Silva (UNIFAVIP/Devry)
Flávia Gabrielle Pereira de Oliveira (UNIFAVIP/Devry)
Márcia Virgínia Ribeiro (UNIFAVIP/Devry)
Taciana Fernanda dos Santos Fernandes (UNIFAVIP/Devry)
Jenyffer Medeiros Campos (UNIFAVIP/Devry)
Thays Kallyne Marinho de Souza (UNIFAVIP/Devry)
Ana Maria Rampeloti Almeida (UNIFAVIP/Devry)
Rebecca Peixoto Paes Silva (UNIFAVIP/Devry)
Nathália Paula de Souza (UNIFAVIP/Devry)
Márcia Gabrielle Silva Viana (UNIFAVIP/Devry)
Julia Idalice Gois do Nascimento (UNIFAVIP/Devry)
Comissão Organizadora
Jeanne Cristina Lapenda Lins (Bióloga - UNIFAVIP/Devry)
Márcia Gabrielle Silva Viana (Nutricionista - UNIFAVIP/Devry)
Nathália Paula de Souza (Nutricionista – UNIFAVIP/Devry)
Adriana Guimarães Negromonte (Nutricionista- UNIFAVIP/Devry)
REALIZAÇÃO:
Centro Universitário de Vale do Ipojuca
Bibliotecário Jadinilson Afonso de Melo (CRB4-1367)
3
4
SUMÁRIO
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO ................................................................. 10
REE01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR DE ALUNOS NUMA CRECHE EM
CARUARU..............................................................................................................................................11
REE02 - PERFIL ALIMENTAR DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DO
AGRESTE DE PERNAMBUCO........................................................................................................13
REE03 - AGRICULTURA FAMILIAR E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: ESTRATÉGIA DE
SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL?.......................................................................15
REE04 - CINTURA FINA: PROJETO DE EXTENSÃO QUE VISA A PREVENÇÃO E O
CONTROLE DA OBESIDADE E DEMAIS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO
TRANSMISSÍVEIS .............................................................................................................................15
REE05 - PROMOÇÃO DE HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS DE USUÁRIOS
CADASTRADOS NO HIPERDIA DE CARUARU .......................................................................19
REE06 - CANTINHO DA ARTE: PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM UMA
INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO
ANTÃO/PE............................................................................................................................................19
REE07 - PERFIL NUTRICIONAL DE ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA
DE CARUARU, PE ............................................................................................................ 21
REE08 - PERFIL NUTRICIONAL DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE
CARUARU......................................................................................................................... 24
REE09 - EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM
ADOLESCENTES
DO
COLÉGIO
INTERATIVO
DE
....................................Erro! Indicador não definido.24
CRIANÇAS E
CARUARU-PE
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA ............................................................... 26
REMO1 - ATIVIDADE MONITORADA: ANATOMIA E FISIOLOGIA ........................... 26
REMO2 - APLICAÇÃO DA MINI AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM
IDOSOS
DO
MUNICÍPIO
DE
VITORIA
DE
SANTO
ANTÃO
–
PE.......................................2628
REMO3 - EXPERIÊNCIA DA MONITORIA EM FISIOLOGIA HUMANA ..................... 30
RELATO DE CASO ........................................................................................................... 32
RC01- RELATO DE CASO – ESTEATOSE HEPÁTICA NÃO ALCOOLICA .................... 32
RC02 - DIABETES MELLITUS TIPO II, E SUAS POSSÍVEIS FISIOPATOLOGIAS ...... 34
RC03 - PACIENTE PORTADOR DE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA:
RELATO DE CASO ......................................................... Erro! Indicador não definido.36
RC04 - RELATO DE CASO: HIPERCOLESTEROLEMIA PEDIATRICA ........................ 38
RC05 - RELATO DE CASO – SÍNDROME METABÓLICA ............................................. 40
5
REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 42
RL01 - UTILIZAÇÃO DE TALOS DE VEGETAIS NO ENRIQUECIMENTO
NUTRICIONAL DE PRODUTOS ..................................................................................... 42
RL02 - ELABORAÇÃO DE HAMBURGUERES COM FONTES ALTERNATIVAS DE
CARNE.............................................................................................................................. 43
RL03 - UTILIZAÇÃO DE FARINHA DE ARROZ NA ELABORAÇÃO DE BISCOITOS . 44
RL04 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS ELABORADOS COM SOJA
.......................................................................................................................................... 45
RL05 - ACEITAÇÃO DE BARRAS DE CEREAIS ELABORADAS COM PRODUTOS
ALTERNATIVOS .............................................................................................................. 46
RL06 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS DE PANIFICAÇÃO
FORMULADOS COM AVEIA ........................................................................................... 47
RL07 - RELAÇÃO ENTRE AMENORREIA E SURGIMENTO DE OSTEOPOROSE EM
MULHERES JOVENS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS ................................ 48
RL08 - OS PRINCIPAIS PAPEIS DO CÁLCIO PARA A SAÚDE DO CORPO HUMANO
.......................................................................................................................................... 50
RL09 - TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTES CELÍACOS ................................... 51
RL10 - CONDUTA DIETOTERAPICA EM TRATAMENTO ANTINEOPLÁSICO
PEDIATRICO .................................................................................................................... 52
RL11 - ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS – UMA REVISÃO DE
LITERATURA................................................................................................................... 54
RL12 - CONSUMO ALIMENTAR, SEDENTARISMO E ETILISMO COMO FATORES DE
RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM ADOLESCENTES..............56
RL13 - CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS POR CRIANÇAS
BRASILEIRAS .................................................................................................................. 58
RL14 - A IMPORTANCIA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO ..................... 60
RL15 - EFEITOS DA CAFEÍNA NO EXERCÍCIO FÍSICO ............................................... 62
RL16 - BAIXO PESO AO NASCER E ASSOCIAÇÃO COM DÉFICIT DE CRESCIMENTO
.......................................................................................................................................... 64
RL17 - PICOLÉ COMO ALIMENTO FUNCIONAL......................................................... 66
RL18 - INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DE
NEOPLASIAS ................................................................................................................... 68
RL19 - TABAGISMO, HISTÓRIA FAMILIAR E OBESIDADE COMO INDICADORES DE
RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ADOLESCENTES ................................. 70
RELATO DE PESQUISA ................................................................................................. 72
6
RP01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE
CARUARU-PE...................................................................... Erro! Indicador não definido.
RP02 - PERFIL NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS NA CLÍNICA
ESCOLA DE NUTRIÇÃO, DO NÚCLEO INTEGRADO DE SAÚDE – NIS DA
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE .......................... 74
RP03 - CONSUMO DE CREATINA EM PRATICANTES DE EXERCÍCIOS DE FORÇA
EM ACADEMIAS DE CARUARU – PE ............................................................................ 76
RP04 - CONSUMO DE TERMOGÊNICO POR PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA
EM ACADEMIAS DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE – PE ......................................... 78
RP05 - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – O QUE AS CRIANÇAS ACHAM? ........................ 80
RP06 - ÍNDICE DE ACEITABILDIADE DA MERENDA ESCOLAR OFERECIDA EM
UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU- PE ............................................................. 82
RP07 - AVALIAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO OFERECIDA AOS ALUNOS DE UMA
ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE ....................................................................... 84
RP08 - AVALIAÇÃO AFETIVA NA MERENDA ESCOLAR DE UMA INSTITUIÇÃO
MUNICIPAL DE ENSINO EM CARUARU- PE ................................................................ 86
RP09 - EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CARUARUPE: COMPARATIVO DOS ANOS DE 2004 E 2012 ....................................................... 88
RP10 - AVALIAÇÃO ORGANOLÉPTICA DE UMA PREPARÇAÃO SERVIDA EM
UM ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE ......................................................... 90
RP11 - SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO PESO AO NASCER DE CRIANÇAS E
NECESSIDADE DE PROMOÇÃO À SAÚDE NUTRICIONAL DE GESTANTES DA USFLOTEAMENTO CONCEIÇÃO EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE ........................... 92
RP12 - PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS MENORES DE 24 MESES DE IDADE
PORTADORAS DE CARDIOPATIA CONGÊNITA........................................................... 94
RP13 - TESTE DE ACEITABILIDADE DA ALIMENTAÇÃO SERVIDA EM UMA
ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE CARUARU-PE ....................................................... 96
RP14 - TIPO DE INDICAÇÃO DE TERMOGÊNICOS COM PRATICANTES DE
ATIVIDADE FÍSICA ......................................................................................................... 98
RP15 - PREVALENCIA DO CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS DOS
PACIENTES INFANTIS ATENDIDOS NA CLINICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO, DO
NÚCLEO INTEGRADO DE SAÚDE – NIS DA FACULDADE DO VALE DO
IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE................................................................................. 100
RP16 - PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO EM
NUTRIÇÃO UNIFAVIP- DeVry .................................................................................... 102
RP17 - ÍNDICE DE REJEITO DE REFEIÇÕES SERVIDAS EM UMA CLÍNICA
NEFROLÓGICA EM CARUARU-PE.................................... Erro! Indicador não definido.
RP18 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE FUNCIONÁRIOS DE UMA
FÁBRICA, CADASTRADOS NO PAT, NO MUNICÍPIO DE CARUARU-PE ................Erro!
Indicador não definido.
RP19 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE
ADOLESCENTES MATRICULADOS EM UM COLÉGIO PÚBLICO DE CARUARU- PE
7
............................................................................................. Erro! Indicador não definido.
RP20 - CONSUMO DE FIBRAS E PREVALÊNCIA DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
NOS PACIENTES RENAIS CRÔNICOS EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO
.............................................................................................................................................................Erro!
Indicador não definido.
RP21 - PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR ASSOCIADO AO
ESTILO DE VIDA EM ADULTOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE
NUTRIÇÃO ..................................................................... Erro! Indicador não definido.11
RP22 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE UMA MICROÁREA DO BAIRRO BELA VISTA
II NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PEErro!
Indicador
não
definido.
RP23 - ESTADO NUTRICIONAL E TEOR CALÓRICO DO LEITE MATERNO DE
LACTANTES DOADORAS DO BANCO DE LEITE DE CARUARU-PE ...........................115
8
RESUMOS
9
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO
REE01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR DE ALUNOS
NUMA CRECHE EM CARUARU
Luana Caroline Moura Neves; Mariama Farias de Queiroz; Ana Bolena Luna
Siqueira
Introdução A infância é um período em que a criança se desenvolve
psicologicamente. Nessa fase ocorrem mudanças no seu comportamento e na sua
personalidade, o que requer cuidados especiais. Uma alimentação não saudável pode
resultar em consequências no desenvolvimento físico, mental e consequentemente na
aprendizagem, por isso a alimentação na escola se torna um fator relevante. O
Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) garante o fornecimento da
alimentação escolar dos alunos de toda a atenção básica de escolas públicas. Esse
programa tem como objetivo atender as necessidades nutricionais do aluno durante a
permanência na sala de aula, contribuindo para o desenvolvimento dos estudantes,
bem como promovendo hábitos alimentares saudáveis. Objetivo: Verificar a aceitação
da merenda fornecida às crianças. Metodologia: Foi feita uma visita na creche
municipal, onde aplicou-se um questionário no modelo escala hedônica para 53
crianças da faixa etária de 4 à 6 anos, estudantes das turmas do pré I e pré II, onde
pintaram a expressão referente ao que achavam sobre a alimentação fornecida.
Resultados finais: Baseado na avaliação, observou-se a aprovação das crianças em
relação à alimentação que é servida. Foram atingidos os índices de 95% de aprovação
e 5% de reprovação. Torna-se importante o estímulo de novos trabalhos voltados a
aceitação da alimentação, pois possibilita o conhecimento das preferências
alimentares nessa fase de vida.
Palavras-chave: Merenda, creche, aceitação, PNAE.
10
REE02 - PERFIL ALIMENTAR DE ESTUDANTES DE UMA
ESCOLA PÚBLICA DO AGRESTE DE PERNAMBUCO
Gabriela Karoline de Souza Barbosa; Luana de Araújo Maciel Correia; Natállia
Lins Lagos; Wallkyria de Fátima Pascoal Salgado da Rocha; Ana Bolena
Siqueira de Luna
Introdução : Esta pesquisa teve como finalidade verificar por meio de inquérito
alimentar o consumo alimentar de adolescentes matriculados em uma escola pública
do agreste pernambucano. A adolescência é fase onde surgem diversas mudanças no
corpo e o estado nutricional tem grande importância no seu desenvolvimento. O
inquérito alimentar é fundamental para a avaliação do consumo alimentar
populacional em diversas etapas da vida. A partir dele, pode-se gerar dados
qualitativos e quantitativos, bem como, analisar os hábitos alimentares. Hábitos esses
que na maioria das vezes estão inadequados no período da adolescência. Objetivo:
Verificar o perfil alimentar dos adolescentes matriculados em escola pública no
agreste pernambucano. Metodologia: Foi aplicado um inquérito alimentar no mês de
junho, como parte das atividades do projeto de extensão, para os alunos da escola
após receberem as orientações sobre o material, propósito e autonomia participativa.
Tal inquérito possuía informações sobre a frequência alimentar e foi interpretado
como alimentos de ingestão com maior frequência aqueles ingeridos diariamente.
Durante os meses de abril e maio de 2013, houve o primeiro contato com os alunos.
Receberam a informação de que seriam acompanhados durante o ano letivo de 2013,
com a finalidade de verificar o perfil nutricional dos estudantes. A princípio, no
auditório da escola houve palestras mostrando a importância da alimentação
adequada. Em outro momento, os escolares foram orientados como seria aplicado o
inquérito, os propósitos e autonomia participativa. Nos dias 04 de junho de 2013 e 18
de junho de 2013 foi aplicado em sala de aula o inquérito alimentar aos alunos que se
dispuseram participar. Em relação à frequência alimentar, foi interpretado o consumo
11
em
≥ 1 vez na semana (maior consumo) e < 1 vez ao mês (menor
consumo). Resultados: Observou-se que os alimentos mais consumidos foram feijão,
carnes, leite e derivados e refrigerantes e os menos consumidos foram ovos e
embutidos. Conclusão: Intervenções são importantes para a melhoria dos hábitos
alimentares dos adolescentes, deixando-os conscientes de que ter uma alimentação
saudável irá trazer benefícios para toda vida.
Palavras chave: Inquérito alimentar; Escolares; Adolescentes; Alimentação e
nutrição.
12
REE03
-
AGRICULTURA
FAMILIAR
E
ALIMENTAÇÃO
ESCOLAR: ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA ALIMENTAR E
NUTRICIONAL?
Maria Andressa Gomes Barbosa; Agnes Rayane da Silva Balbino; Luana Carla
da Silva; Maria Patrícia Wanderley da Cruz; Taciana Fernanda dos Santos
Fernandes; Natália de Paula Souza
Introdução: A Agricultura Familiar é considerada de fundamental importância para o
desenvolvimento econômico e social da população, além de apresentar um fator
determinante para garantia da segurança alimentar e nutricional. Por outro lado o
Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), por meio da Resolução nº 38,
busca incentivar o aprimoramento dessa prática com vistas a beneficiar todos os
envolvidos no programa, desde os produtores até os alunos, comunidade escolar e
familiares. Objetivos: O presente projeto teve como objetivo oportunizar aos
discentes do curso de nutrição da UNIFAVIP, atividades práticas na área de nutrição
social, contribuindo para a formação generalista, humanista e crítica, além de
incentivar reflexão, sobre o Pnae, a importância da agricultura familiar na
sustentabilidade e na segurança alimentar e nutricional. Métodos: O trabalho foi
desenvolvido a partir de entrevista informal com a nutricionista responsável técnica
pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e agricultores do
Assentamento Normandia, onde encontram-se 40 famílias, localizados no Município
de Caruaru. Os instrumentos de coleta de dados foram elaborados por professores e
alunos, e trata-se de questionário semi-estruturado utilizado como roteiro da
entrevista. Este foi aplicado após discussão sobre o Pnae, Programa Nacional de
Agricultura Familiar (Pronaf) e suas interfaces com a Segurança Alimentar e
Nutricional. Resultados: Na visita ao assentamento Normandia foi possível observar
as normas e deveres necessários para participar do Pronaf e Pnae, como também o
método de produção e manuseio dos alimentos pelos agricultores. Os agricultores não
utilizavam agrotóxico, faziam rodízio de cultivo com o propósito de evitar o desgaste
do solo e também obter variedade, e trabalhavam com a plantação de hortas através da
prática dos quintais produtivos (ou mandalas). Já em visita à nutricionista foi
13
identificado as dificuldades encontradas para atrair os agricultores ao programa, tendo
em vista o êxodo rural cada vez mais frequente e a desconfiança nos órgãos públicos.
A superação das dificuldades por meio de estratégias de conscientização e incentivo
torna-se visível quando relata que no primeiro ano 7 agricultores participaram,
enquanto que atualmente 171 estão inseridos no Pnae e abastecendo as escolas da rede
municipal, o que totaliza aproximadamente 37.000 alunos. Conclusões: Essa
experiência foi de extrema importância para a formação do acadêmico, contribuindo
para sensibilização e capacidade de resolução, visualização da realidade e
aproximação da teoria, assim como identificação das dificuldades que permeiam a
prática profissional. A articulação entre o Pnae e a agricultura familiar torna-se
importante estratégia para garantia da segurança alimentar e, dessa forma o
nutricionista apresenta papel decisivo na articulação entre os setores envolvidos, além
de orientar e incentivar a adoção de práticas sustentáveis.
Palavras-chave: Agricultura Familiar, Programa Nacional de Alimentação Escolar,
Segurança Alimentar e Nutricional
14
REE04 - CINTURA FINA: PROJETO DE EXTENSÃO QUE VISA A
PREVENÇÃO E O CONTROLE DA OBESIDADE E DEMAIS
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
Mayara Isabelle Sena da Cunha; Fernanda Priscila Barbosa Ribeiro; Juliana de
Freitas Lins; Rayanne Thaise Vilarim Leite; Renata Emannuele Assunção
Santos; Marina de Moraes Vasconcelos Petribú
Introdução: A extensão universitária tem o papel fundamental de compartilhar o
conhecimento adquirido na Universidade por meio do ensino e da pesquisa com a
comunidade e se credencia, cada vez mais, junto à sociedade como espaço
privilegiado de produção do conhecimento significativo para a superação das
desigualdades sociais existentes e também possibilita a formação do profissional
cidadão. O projeto de extensão Cintura Fina foi criado com o objetivo de realizar um
programa de intervenção voltado para redução da ocorrência da obesidade e outras
doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), consideradas um grave problema de
saúde pública, estando relacionada com uma alta taxa de morbi-mortalidade. O
mesmo desenvolve suas atividades atualmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)
do Loteamento Conceição e do Jardim Ypiranga, no município da Vitória de Santo
Antão/ PE. Materiais e Métodos: Foi elaborado um programa de atividades
realizadas periodicamente, tendo como intuito de promoção da saúde e redução do
peso, através da prática regular de atividade física (três vezes/semana), avaliação
clínica e nutricional (mensal), atendimento nutricional individual e/ou em grupo
(semanal), além de reuniões semanais de aconselhamento, educação nutricional e
suporte social. Resultados: Foram aplicados pelos extensionistas do Projeto Cintura
Fina da equipe de nutrição instrumentos educacionais, como: pirâmide alimentar;
prato saudável; semáforo dos alimentos. Realizaram-se oficinas sobre aproveitamento
integral dos alimentos; substitutos do sal; alimentos fontes de fibras e sua importância
na saúde; vitaminas; alimentos funcionais; fitoterápicos; tubos de gordura e de açúcar;
os dez motivos para perder peso; os melhores alimentos para o coração; entendendo
os rótulos dos alimentos; o perigo dos alimentos industrializados. Observaram-se
diminuição de peso e melhora na qualidade de vida nas participantes, o que pode ser
15
atribuído às atividades multidisciplinares realizadas rotineiramente. Quanto às
contribuições para os extensionistas, foram relatadas o aprimoramento do
conhecimento e da criatividade, a melhora da comunicação com pessoas de diferentes
níveis sócio-culturais e maior interação entre a Comunidade e a Universidade. Essa
vivência fora do campus universitário proporciona aos alunos uma melhor visão da
realidade, havendo trocas de experiência e de conhecimento que é de fundamental
importância para o crescimento profissional, ético e humano para todos que estão
envolvidos nessa prática de ensino. O projeto é financiado pela Pró-Reitoria de
Extensão (PROEXT) /UFPE e pelo Ministério da Saúde (PET Saúde).
Palavras-chave: obesidade, qualidade de vida, educação nutricional, extensão
comunitária.
16
REE05
-
PROMOÇÃO
DE
HÁBITOS
ALIMENTARES
SAUDÁVEIS DE USUÁRIOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE
CARUARU
Mayana Carolina da Silva Pinto; Mabelle Moraes Cordeiro; João Antonio
Teotonio de Sobral; Luana Mayara nascimento Correia; Natalli Oliveira de
Melo; Érika Michelle Correia de Macêdo
O projeto de extensão foi realizado nas Unidades de Saúde da Família (USF) Santa
Rosa e Vila Kennedy II, na cidade de Caruaru, Pernambuco, entre os meses de junho
a setembro. Ambos possuem apoio do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF), e
apresentam o Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e
Diabéticos (HIPERDIA). Os públicos-alvo são os diabéticos e hipertensos cadastrados
no Hiperdia das Estratégias de Saúde da Família (ESF) citadas, devido ao crescente
número de indivíduos com diabetes e hipertensão, decorrentes do estilo de vida e
hábitos alimentares inadequados. O objetivo deste projeto foi promover estratégias de
educação alimentar e nutricional. Para a realização do trabalho utilizaram-se cartazes
ilustrativos, banners, dinâmicas, receitas e degustação de alimentos específicos para
as patologias, bem como o desempenho de rodas de conversa com os pacientes
utilizando materiais autoexplicativos e de fácil leitura. Na ocasião, tornou-se possível
esclarecer dúvidas sobre os devidos temas, principalmente no que diz respeito aos
alimentos permitidos e os que devem ser evitados. Enfatizou-se, ainda, a quantidade
de sódio de alguns alimentos mais consumidos na região como cuscuz, coxinha,
charque, biscoito recheado, alimentos industrializados e sardinha. Em seguida, os
pacientes participaram de uma dinâmica com balões, os quais foram preenchidos com
perguntas sobre hipertensão e diabete. Os pacientes que responderam corretamente
receberam um brinde simbólico contendo temperos naturais como orégano, alecrim,
agrião, manjericão, cebolinha-verde e alho, os quais podem substituir o sódio,
melhorando o sabor das preparações sem elevar a quantidade desse mineral. Ao final
do encontro distribuiu-se uma receita de um suco feito com casca de abacaxi, onde se
mostrava o passo a passo da preparação, o mesmo foi servido para degustação aos
pacientes, apresentando boa aceitação. Observa-se a relevância desse trabalho, uma
17
vez que, poderá será possível estimular a mudança dos hábitos alimentares desta
população, e o consequente desencadeamento de melhorias da qualidade de vida
desses usuários.
Palavras-chave: hipertensão, diabetes mellitus, hábitos alimentares.
18
REE06 - CANTINHO DA ARTE: PROMOÇÃO DA QUALIDADE
DE VIDA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA
DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO/PE
Francyelle Amorim Silva; Gilvanete Tais Lino da Silva; Rayanne ThaiseViralim
Leite; Aparecida Sabrina Alves Bezerra Sá; Carmem Lygia Burgos Ambrósio;
Mariane Cajubá de Britto Lira
Introdução: O projeto de extensão “Bioquímica Solidária” visa à continuidade das
atividades universitárias para a comunidade do município de Vitória de Santo Antão,
com atenção especial aos idosos, tendo em vistas que o envelhecimento humano é um
processo universal, progressivo e gradual que tem chamado atenção para as questões
relacionadas aos cuidados físicos e mentais, visando à melhora da qualidade de vida
destes indivíduos. Sendo assim, o desenvolvimento de ações que promovam
independência física, diminuição do risco de doenças e melhora da capacidade
cognitiva são consideradas estratégias para um bom envelhecimento. A arte constitui
um instrumento importante neste processo. Segundo Brunner e Suddarth (2002), “os
idosos precisam aprender a adquirir novas atividades e interesses para o resgate de sua
qualidade de vida...”. Sendo assim, a arte faz com que os idosos sintam-se mais
produtivos e ativos, uma vez que o oferecimento de atividades lúdicas atuam no
resgate de sua autoestima, bem como possibilitam sair um pouco da rotina diária.
Objetivo: Contribuir para a qualidade de vida dos idosos do Lar São Francisco de
Assis localizado no Município de Vitória de Santo Antão-PE, proporcionando
atividades lúdicas e de expressão artística que visem o bem-estar físico e psíquico
destes. Metodologia: Como atividade do projeto de extensão Bioquímica Solidária,
que conta com a participação de 14 estagiários do Curso de Nutrição do Centro
Acadêmico de Vitória (CAV)-UFPE, foi idealizada a criação do Cantinho da Arte para
os idosos. Para tanto, foram arrecadados materiais de papelaria como papel, cola,
tinta, pincéis, lápis de cor e outros, obtidos por doações feitas pelos alunos dos cursos
de graduação do CAV. Os estagiários realizaram visitas semanais ao Lar São
Francisco em que foram desenvolvidas oficinais de expressão artística e leitura e
discussão de histórias curtas que estimulam a interação social tanto entre os idosos
19
como entre os estagiários e os idosos. Resultados e discussão: Durante as visitas,
notou-se que a maioria dos idosos reagiu bem às atividades desenvolvidas pelos
estagiários, pois a arte é um ótimo instrumento promotor de alegria e seu aspecto
lúdico favorece a expressão de sentimentos, emoções, medos e angústia, relacionados
ao processo de envelhecimento. Conclusão: A utilização de atividades lúdicoartísticas para os idosos estimula além da capacidade de expressão, a manutenção da
cognição e criatividade, por ser uma forma de interação entre eles e com os
estagiários, contribuindo assim para um aprendizado mútuo que proporciona um
estímulo a qualidade de vida e autoestima dos idosos.
Palavras chaves: Envelhecimento, Desenhos, Idoso, Qualidade de vida.
20
REE07 - PERFIL NUTRICIONAL DE ADOLESCENTES DE UMA
ESCOLA PÚBLICA DE CARUARU, PE
Jefferson Thadeu Arruda Silva; Mayara Aires Ferreira; Ewerton Carlos Mota
Vieira; Ana Bolena de Luna Siqueira
Introdução: O processo de transição nutricional, caracterizada pelo aumento de casos
de obesidade/sobrepeso, para a redução dos casos de baixo peso, tem ocorrido nos
últimos anos, inclusive, entre os adolescentes. A avaliação do estado nutricional tem
como objetivo identificar distúrbios nutricionais, possibilitando uma intervenção
adequada. Em adolescentes a avaliação leva em consideração o desenvolvimento e
maturação sexual e a idade do avaliado, podendo ter uma grande influência sobre o
tipo de alimentação que a criança foi submetida na infância. As mudanças físicas que
ocorrem na estrutura e composição corporal dos adolescentes dificultam na adoção de
um método de classificação do estado nutricional, por isso que nessa fase da vida, a
utilização da relação peso/altura (IMC) é mais adequada do que a relação entre
altura/idade e peso/idade isolados. Objetivo: Avaliar o estado nutricional dos
adolescentes da escola pública Professor Vicente Monteiro. Métodos: Realizou-se no
período de março à setembro, como conclusão das atividades de extensão, a avaliação
do estado nutricional de 114 alunos por meio do Índice de Massa Corporal, utilizando
estadiômetro para verificação da altura e balança digital, para verificação do peso. O
diagnóstico ocorreu utilizando as referências da OMS 2006, com as curvas em
percentis, sendo classificados em baixo peso, eutrófico, sobrepeso ou obesidade.
Resultados: Dos alunos avaliados 68,4% eram meninas, e 31,5% meninos. Cerca de
64% e 66% dos alunos se encontravam em eutrofia, 28% e 6% baixo peso, 9% e 14%
sobrepeso respectivamente,e ambos apresentavam 3% em situação de obesidade.
Conclusões: Após a avaliação geral dos alunos presentes no dia da execução da
atividade, observou-se que 60% se encontravam em estado nutricional adequado
(eutrofia), e que os 40% restantes pertenciam aos alunos que estão com baixo peso,
sobrepeso, e obesidade, fazendo com que o processo de transição nutricional não seja
tão intenso nesse grupo. Torna-se importante a execução de atividades que venham a
identificar o estado nutricional dos adolescentes, a fim de estimular futuramente a
prática da alimentação saudável e a prática de atividade física.
21
Palavras chave: Estado Nutricional; Escolares; Adolescentes.
REE08 - PERFIL NUTRICIONAL DE ESTUDANTES DE UMA
ESCOLA PÚBLICA DE CARUARU
Thais Cavalcanti Galvão; Ana Bolena Luna Siqueira
Diante da transição nutricional que o país vem passando, é de grande importância
avaliar o consumo e estado nutricional de crianças e adolescentes, que cada vez mais
dão preferência à alimentos ricos em gordura e bebidas açucaradas, à frutas e
verduras. O trabalho de extensão intitulado “Estado Nutricional de estudantes de uma
escola pública de Caruaru” foi desenvolvido, no ano de 2012 para avaliar a
alimentação e estado nutricional dos estudantes e, mostrar aos escolares a importância
de escolher alimentos saudáveis. A alimentação equilibrada durante a infância e
adolescência garante o aporte adequado de nutrientes e energia suficientes para
garantir um crescimento apropriado, sendo de grande importância para reduzir
doenças crônicas na vida adulta. Objetivos: Realizar diagnóstico nutricional dos
alunos, apresentar o grupo dos alimentos e sua importância, além de estimular a
prática de atividade física. Metodologia: As atividades foram desenvolvidas, durante
visitas realizadas na escola numa frequência de 2-3 vezes no mês. Nesta fase foram
desenvolvidas atividades de conhecimento dos grupos de alimentos, higiene pessoal,
aplicação de inquérito alimentar- recordatório de 24 horas, avaliação do estado
nutricional de estudantes (ampliado aos funcionários), treinamento para merendeiras,
sobre a importância do cuidado higiênico-sanitário desde o recebimento dos gêneros
até a distribuição do alimento pronto, além das atividades com os alunos especiais,
desenvolvidas de maneira lúdica (fantoches, vídeos infantis). Resultados: Diante dos
dados avaliados uma pequena parcela dos estudantes, não tinha o hábito de tomar café
da manhã o que correspondia a 9,5% das meninas e 2,8% dos meninos, a maioria
praticavam atividade física representada por 61% das meninas e 89% dos meninos.
Quanto ao consumo diário de frutas, 34,4% das meninas e 13,2% meninos
responderam não consumir; quanto à ingestão de doces e guloseimas 54,3% meninas
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e 48,1% dos meninos, responderam consumir doces mais de 4 vezes por semana.
Cerca de 71% dos meninos e 68% das meninas se encontravam eutróficos, casos de
sobrepeso, obesidade e baixo peso, também foram observados, em pequena
quantidade, porém significativa. Conclusão: Diante do desenvolvimento do trabalho,
foi possível observar que os escolares, não apresentam um bom hábito de consumo de
frutas e alimentos saudáveis, além do que o consumo de doces e guloseimas, estava
presente na rotina de grande parte dos alunos.Ainda assim houve grande número de
eutróficos o que se opõe ao processo de transição nutricional presente também entre
adolescentes. O âmbito escolar é bastante favorável para o desenvolvimento de
atividades de educação nutricional, e outas atividades educativas de intervenção,
aumentando assim o conhecimento dos escolares da importância de uma alimentação
adequada. Não esquecendo que a família é indispensável em todo o processo de
formação dos hábitos alimentares.
Palavras-Chave: Avaliação Nutricional; Antropometria, Alimentação e Nutrição
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REE09 - EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM
CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO COLÉGIO INTERATIVO DE
CARUARU-PE
Luana Mayara Nascimento Correia; Maria Francielli Souto da Costa; Érika
Patrícia Barbosa Silva; Márcia Virgínia Bezerra Ribeiro
Introdução: O estágio foi realizado no Colégio Interativo, localizado na cidade de
Caruaru-PE, do dia 14 de março a 03 de maio de 2013, fazendo parte da carga horária
do estágio curricular de saúde pública com ênfase em educação nutricional,
perfazendo a carga horária de 230 horas. Trabalhamos com crianças e adolescentes
matriculados na instituição, um público que merece atenção em relação à alimentação
e o estilo de vida, pois são a partir dessas fases que se constituem os hábitos que o
indivíduo levará ao longo de sua vida. Objetivo: O principal objetivo deste estágio é
o aperfeiçoamento profissional, baseado no desenvolvimento de atividades de
educação nutricional de crianças e adolescentes, em sala de aula. A proposta foi de
abordar temas relacionados à alimentação saudável, no contexto escolar, por meio de
interação entre os alunos e dinâmicas em grupo, com o intuito de que eles
compreendessem a importância de uma alimentação saudável e estilo de vida adequado.
Métodos: As atividades eram realizadas conforme a disponibilidade de horários vagos no
período de aula, sem que houvesse prejuízo no conteúdo programado pelos docentes do
Colégio. A execução das dinâmicas em grupo, geralmente acontecia em sala de aula, na
necessidade de um espaço maior os alunos eram conduzidos ao pátio da escola. Para
formulação das atividades nos foi cedido à biblioteca e material suficiente para
confeccionarmos e elaborarmos o conteúdo que seria trabalhado com eles. Todas as
atividades elaboradas tiveram como base o publico alvo ao qual foi direcionada estando em
extrema concordância com a particularidade de cada faixa etária e série na qual os alunos se
encontravam, buscando sempre abranger o maior número de alunos possível. Resultados
finais: Ao longo do estágio, foram realizadas seis atividades. A primeira delas, “Pesca
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interativa”, tomou por base os festejos da Semana Santa e propôs apresentar aos alunos do
segundo ano “A” do ensino fundamental a importância dos peixes na alimentação. À
segunda atividade, “Caça ao Ovo”, coube mostrar os riscos e benefícios do chocolate, além
de algumas curiosidades relacionadas a ele, tendo sido direcionada aos alunos do segundo
ano “B”. Na terceira atividade realizada tratou-se da relevância das frutas para o
desenvolvimento da criança de forma dinâmica e de fácil compreensão através de teatro no
qual foi adaptada a história do Lobo mal e da Chapeuzinho Vermelho. A execução da
atividade quatro, intitulada “Caminho para uma Alimentação Saudável”, foi direcionada aos
alunos do primeiro ano do ensino fundamental mostrando-lhes como o alimento é digerido
e como a escolha dos alimentos deve ser feita através da pirâmide alimentar. A quinta
atividade consistiu na avaliação nutricional de duzentos alunos do colégio. A última
atividade foi realizada com estudantes do Ensino Médio em forma de palestra, tratando dos
temas anorexia, bulimia e vigorexia. Após a realização das atividades foi possível confirmar
a importância do profissional nutricionista para a construção de hábitos alimentares
saudáveis na sociedade, e como é fundamental sua presença no ambiente escolar.
Palavras Chave: Educação Alimentar e Nutricional, Escola, Saúde Pública.
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RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA
REMO1
-
ATIVIDADE
MONITORADA:
ANATOMIA
E
FISIOLOGIA
Marry Aneyts de Santana Cirilo; Odair Alves da Silva
Introdução: A monitoria acadêmica é uma atividade extracurricular discente que
auxilia o processo ensino-aprendizagem dos alunos universitários. Esta atividade é
exercida por alunos que tenham obtido um bom desempenho acadêmico dentro do
contexto universitário e primordialmente relativo à matéria curricular qual será
ministrada pelo aluno experiente e apto a tal atividade. Este aluno monitor tem a
oportunidade de adquirir experiência na área de docência e aprimorar seus
conhecimentos os pondo em prática junto ao professor orientador docente de tal
matéria curricular, o qual fica incumbido de prestar toda e qualquer assistência ao
aluno monitor. Objetivos: A atividade de monitoria objetiva maximizar e melhorar o
aprendizado dos conteúdos programáticos da matéria curricular do curso de nutrição,
proporciona aos alunos uma maior atmosfera favorável para retirar suas dúvidas sobre
o conteúdo abordado em sala de aula. Métodos: A metodologia aplicada na monitoria
foi previamente estabelecida em conjunto com o professor orientador, e os dias para
sua realização foram estabelecidos de acordo com a disponibilidade do laboratório de
anatomia e disponibilidade dos alunos matriculados nas matérias ministradas que
foram anatomia humana e fisiologia humana. A monitoria de anatomia humana
transcorreu semanalmente, sendo ministradas às quartas-feiras durante o primeiro
semestre, e a monitoria de fisiologia humana transcorreu semanalmente sendo
ministrada às segundas-feiras durante o segundo semestre de 2012. As aulas de
monitoria foram ministradas durante o período vespertino. Resultados finais:
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Durante as atividades de monitoria, foram desenvolvidas aulas dialogadas, práticas,
expositivas e interativas, para os alunos matriculados nas disciplinas de anatomia e
fisiologia humana, além disso, foram administrados, durante o período de aulas,
revisões dos assuntos ensinados pelo docente das disciplinas em questão. O número
de alunos frequentadores nas monitorias foi considerado satisfatório tendo em vista
que o período vespertino no qual foram ministradas as aulas de apoio não é acessível
à grande parte dos alunos matriculados em tais matérias, particularmente pelo fato
destes alunos serem provenientes de turmas noturnas, as turmas 1202 e a 1203. Porém
existe a falta de interesse de grande parte dos alunos pelas aulas de monitoria, é
necessário que seja dado um maior incentivo aos alunos para que frequentem as aulas
de apoio, pois esse período de aula é muito proveitoso tanto para o aluno monitor
quanto para os demais. Apesar do número de alunos nas monitorias ser pequeno, é
indiscutível a importância da monitoria, tanto para o aluno da disciplina quanto para o
aluno monitor, que acumula novas experiências, as quais lhe auxiliará em sua vida
profissional, pois a monitoria é muito mais que um programa da universidade que
disponibiliza desconto na mensalidade, é um programa capaz de trazer a realidade das
responsabilidades profissionais para o aluno monitor.
Palavras chave: Anatomia; Fisiologia; Monitoria
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REMO2 - APLICAÇÃO DA MINI AVALIAÇÃO DO ESTADO
NUTRICIONAL EM IDOSOS DO MUNICÍPIO DE VITORIA DE
SANTO ANTÃO – PE
Camila Rafaela dos Santos Silva; Fernanda Priscila Barbosa Ribeiro; Jaiane
Katia de Oliveira; Juliane Marcele Sousa Silva; Sabrina Mirely Matos Silva;
Nathália Paula de Souza
Introdução: A população brasileira vem envelhecendo em ritmo crescente,
principalmente nas últimas décadas. Percebe-se uma longevidade maior não somente
no Brasil, mas em muitos países do mundo, desenvolvidos ou não. A terceira idade é
um período onde existem alterações fisiológicas e anatômicas do próprio
envelhecimento, tendo repercussão na saúde e nutrição do idoso. Nesse período os
parâmetros antropométricos são afetados de maneira que dificulta avaliação do estado
nutricional do mesmo. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo avaliar o estado
nutricional de idosos participante de grupos de promoção à saúde residentes do
município de Vitória de Santo Antão - PE. Materiais e Métodos: Estudo do tipo
transversal descrito, baseado na aplicação da Mini Avaliação Nutricional (MAN). Este
é um método simples e rápido para identificação de risco nutricional em idosos,
basea-se na avaliação subjetiva global, exame físico, antropometia, cosumo alimentar.
Participou da amostra dois grupos de idosos do Município de Vitória de Santo Antão,
totalizando 24 pessoas. Para classificação do IMC foi utilizado o ponto de corte entre
22 e 27kg/m2 para classificação de eutrofia. Resultados: Todos os idosos avaliados
são do sexo feminino sendo a média de idade de 66,6 anos. Observou-se que 54,2%
(n=13) apresentavam excesso de peso de acordo com o IMC, enquanto 29,1% (n=7)
desnutrição leve, segundo a Circunferência do Braço (C.B). Considerando o
diagnóstico da MAN aproximadamente 29,1% (n=7) dos idosos estavam com risco de
desnutrição. Ao verificar hábitos alimentares verificou-se que 66,6% (n=16)
realizavam até três refeições ao dia; 41,6% (n=10) bebiam menos de seis copos de
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líquidos por dia e 95,8% realiza suas refeições sozinho, sem ajuda de terceiros.
Conclusão: Os resultados encontrados indicaram que a MAN é um bom método
avaliativo, sensível para detectar risco de desnutrição, enquanto que o IMC, mostrou
maior poder para identificar excesso de peso. A maioria dos idosos realizavam poucas
refeições e consumiam pouco líquido, consequências de alterações fisiológicas
próprias do envelhecimento como a inapetência e menor sensibilidade à sede. Por
isso, é importante a realização de orientação e acompanhamento nutricional específico
voltado para essa faixa etária.
Palavras-chave: Idosos, Mini Avaliação Nutricional, Hábitos alimentares
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REMO3 - EXPERIÊNCIA DA MONITORIA EM FISIOLOGIA
HUMANA
Roberta Bianca de Menêses Luna; Odair Alves da Silva
Contextualização do projeto - Monitoria de Fisiologia Humana, realizada na
Faculdade do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP) no semestre 2012.2, para alunos que
cursavam o 2º período do curso bacharelado em Nutrição (Turma 1201). Os dias das
aulas de monitoria foram distribuídos contabilizando uma carga horária semanal de 4
horas. As aulas foram ministradas todas as quartas-feiras a partir do dia 08 de agosto
de 2012 das 13:00 às 17:00h, até 22 de novembro de 2012. Objetivo - Auxiliar o
professor da disciplina nas atividades docentes diárias condizentes com seu grau de
conhecimento. Pretendendo-se, assim, que os alunos possam ter uma maior atmosfera
favorável para retirar suas dúvidas sobre o conteúdo abordado em sala de aula.
Métodos - Durante a monitoria foram realizadas as seguintes atividades: 1- Auxilio ao
professor orientador sobre os conteúdos extraclasses; 2- Realização e correção de
questionários para os alunos, o qual serviria de apoio para estudos das provas; 3esclarecimento de dúvidas presentes entre os alunos; 4- Correção, resolução e
comentários de estudos dirigidos elaborados pelo professor da disciplina. Os discentes
frequentadores geralmente apresentavam suas dúvidas em relação à disciplina, pelo
motivo de ser tão extensa. Principalmente no desenrolar de uma questão que eram
bem descritivas e detalhistas. No entanto a aluna monitora enviava a todo o momento
suas dúvidas ou questionamentos ao professor orientador, que prontamente a atendia,
solucionando possíveis questões. Resultados - Estima-se que os alunos que mais
frequentaram a monitoria tiveram melhores resultados nas avaliações. Contudo, foi
visto uma baixa frequência dos alunos nas monitorias, limitando bastante suas
possibilidades de apoio a atividade oferecida. Observando que na maioria das
monitorias houve ausência total de alunos. Então, acredita-se que deve ser avaliada a
falta de interesse dos alunos e uma forma de atrair mais para monitoria, tendo em
vista que é uma forma útil e que trás resultados positivos para quem frequenta, tendo
30
pouca ou nenhuma dificuldade com relação a disciplina.
Palavras chave: Fisiologia; Monitoria; Nutrição.
31
RELATO DE CASO
RC01- RELATO DE CASO – ESTEATOSE HEPÁTICA NÃO
ALCOOLICA
Jamyla Lima de Melo; Cleudiane Cabral da Silva; Elizanir Soares Neto; Maria
Andressa Gomes Barbosa; Érika Michelle Correia de Macêdo
Dados do paciente: M. G. B., 43 anos, sexo feminino, residente no munícipio de
Sairé
–
PE portadora de esteatose hepática
leve,
hipercolesterolemia e
hipertrigliceridemia. Resumo da fisiopatologia: O excesso de peso pode ocasionar a
liberação de citoquinas pró-inflamatórias e resultar em um quadro de resistência a
insulina, causando a hiperinsulinemia. Esta por sua vez, aumenta o efluxo de ácidos
graxos para o tecido hepático, diminuindo a ß-oxidação e reduzindo a liberação de
ácidos graxos na forma de lipoproteína, resultando em esteatose hepática por
deficiência na produção da lipoproteína VLDL pelos hepatócitos e consequente
dificuldade em liberar o triglicerídeo do fígado para os outros tecidos, ou por excesso
de ácidos graxos no fígado, superior a capacidade do hepatócito processá-lo, levando
ao seu acúmulo no fígado. Resumo da história clínica: A paciente procurou o
consultório médico para realização de exames de rotina, onde foram solicitados
exames laboratoriais e ultrassonografia de abdômen total. Não apresenta histórico de
internações anteriores, porém em exames anteriores já havia sido identificada a
hipercolesterolemia. Dados antropométricos: Durante a avaliação nutricional,
constatou-se que M. G. B. encontra-se com 67Kg e 1,54m de altura, índice de massa
corpórea (IMC) de 28,2 kg/m², 92 cm de circunferência da cintura (CC) e 101cm na
circunferência do quadril (CQ), apresentando 0,91cm na relação cintura-quadril
(RCQ). Exames bioquímicos: Glicemia de jejum = 75mg/dL, colesterol total =
341mg/dL e triglicerídeos = 182mg/dL. Diagnóstico clínico-nutricional: Segundo o
IMC a paciente apresenta sobrepeso e a partir da avaliação da CC, CQ e RCQ a
32
mesma apresenta risco para doenças cardiovasculares e metabólicas. Além das
patologias já mencionadas. Recomendações dietoterápicas: Foi oferecido a paciente
uma dieta de 1.800kcal, sendo destas 55% de carboidratos, 15% de proteínas, 30% de
lipídios, <7% de ácidos graxos saturados, <10% de ácidos graxos poli-insaturados,
<20% de ácidos graxos insaturados, 82,6mg de colesterol e 20,6g de fibras.
Características da dieta: A consistência da dieta é normal, quanto à composição
nutricional deve ser hipocalórica, normoglicídica, normoproteica, normolipídica e
oferecer o aporte de fibras adequado. Conclusão do caso: Constata-se a importância
da terapia nutricional para os pacientes portadores de esteatose hepática, uma vez que
através de uma alimentação adequada pode-se normalizar o perfil lipídico e a
manutenção do peso ideal, proporcionando recuperação mais rápida e evitando as
complicações desta patologia como cirrose e carcinoma hepático.
Palavras-chave: Fígado gorduroso, colesterol, triglicerídeos.
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RC02 - DIABETES MELLITUS TIPO II, E SUAS POSSÍVEIS
FISIOPATOLOGIAS
Marília de Lira Matos Barros; Roberta Bianca de Menêses Luna; Adriana
Monteiro Fernandes de Paula Lopes
Paciente P. F. A., sexo masculino, idade 48 anos, branco, da cidade de Pesqueira – PE,
diagnosticado com Obesidade grau 1 e Diabetes Mellitus tipo 2. A obesidade é uma
doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo associado
ao aparecimento de doenças, sendo uma destas o Diabetes Mellitus tipos 2. O excesso
de peso pode levar a um quadro de resistência à ação da insulina associada com uma
diminuição da síntese pancreática de insulina e o aumento na produção hepática de
glicose, resultando em um quadro de hiperglicemia. Alterações nos receptores de
insulina, ou mesmo diminuição no número destes receptores podem impedir a
utilização correta do hormônio que neutraliza os níveis plasmáticos de glicose. Além
disto, o quadro subclínico de inflamação comum na obesidade, caracterizado pelo
aumento na produção de citoquinas como o TNF-α, impede a correta sinalização
intracelular da insulina impedindo a homeostase da glicemia. Em geral, o Diabetes
Mellitus tipos 2 acomete com frequência os indivíduos acima de 40 anos, e 80% ou
mais dos casos são obesos e pode ter etiologia genética e ambiental. O paciente
apresentado acima tem história familiar de diabetes (pai e avô paterno). Não fuma,
nem bebe e não faz atividade física e apresentou os seguintes dados antropométricos:
Peso: 99kg, Altura: 1,78m, CC: 110cm, IMC: 31kg/m². Quanto aos indicadores
bioquímicos: Hemoglobina Glicada ou HbA1c: 7,8%; Glicemia de Jejum: 285mg/dl;
TOTG: 240mg/dl; Triglicerídeo: 149mg/dL; HDL: 48mg/dL; LDL: 110mg/dL;
Colesterol Total: 198mg/dL; Hemoglobina: 14,0mg/dL – Normal; HT- 43%. Segundo
o critério diagnóstico da Sociedade Brasileira Diabetes (SBD, 2012), 1 glicemia
randômica (casual) ≥ 200md/dL, 2 Glicemias de jejum ≥ 126mg/dL, TOTG ≥
200mg/dL e Hemoglobina Glicada A1C ≥ 6,5mg/dL, já caracterizam a Diabetes
Mellitus e as recomendações nutricionais para tal patologia prevê um percentual de 45
34
a 60% do VET de carboidratos (sendo menos de 10% de sacarose), até 30% do VET
de gordura e 15 a 20% do VET de proteína. A dieta deverá ter, no mínimo, 20g de
fibras ou 14g de fibras para cada 1000 calorias e até 200mg de colesterol, < 7% de
gordura saturada, até 10% de gordura poliinsaturada e 2g de gorduras trans. O
objetivo da terapia nutricional é atingir e manter normais a glicemia, os lipídios
séricos e a pressão arterial, e um plano alimentar nutricionalmente adequado, com
redução de gorduras, sobretudo a saturada, associado a um plano de atividade física.
Para P.F.A. foi oferecido 2199kcal, visando a perda de peso e a melhora do seu quadro
clínico. Foi calculado a recomendação nutricional através do TEE com resultado igual
a 2699kcal e reduzido 500kcal desse valor, resultando em uma dieta hipocalórica
(ideal para que haja aumento da sensibilidade à insulina e melhoria dos níveis de
glicose sanguínea), normoglícidica, normoprotéica e normolipídica, priorizando
alimentos de baixo índice glicêmico. Com o acompanhamento periódico e integral do
nutricionista e os demais profissionais envolvidos no caso será possível a
estabilização positiva do paciente diante da patologia apresentada, visando uma
melhor qualidade de vida e evitando agravos a saúde.
Palavras-chaves: Diabetes mellitus; Obesidade; insulina
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RC03 - PACIENTE PORTADOR DE DOENÇA PULMONAR
OBSTRUTIVA CRÔNICA: RELATO DE CASO
Maria Francielli Souto da Costa; Thays Kallyne Marinho de Souza
Dados do paciente: G.M.C., do sexo masculino, 57 anos de idade, procedente da
cidade de Belo Jardim, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica
(DPOC) e câncer de pulmão. Resumo da fisiopatologia: A DPOC é uma condição
patológica, previsível e tratável, porém progressiva e irreversível. É caracterizada pela
presença de obstrução do fluxo aéreo associada a uma resposta inflamatória anormal
dos pulmões a partículas ou gases nocivos (tabagismo como principal causa) e
prejuízo na qualidade de vida do paciente, devido aos sintomas crônicos que podem
piorar o prognóstico do paciente. O processo inflamatório crônico pode produzir
alterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e
parênquima pulmonar (enfisema pulmonar), essas alterações podem se manifestar de
forma diferente em cada indivíduo. Geralmente, pacientes com DPOC apresentam
desnutrição, estando associada à maior morbi-mortalidade. Os fatores de risco para
desnutrição em pacientes com DPOC são: idade, inatividade física, hipoxia, dispneia,
uso de medicamentos, tosse, hipermetabolismo (devido ao aumento do trabalho
respiratório). Resumo da história clínica: Paciente admitido no Hospital Regional do
Agreste relata ser fumante há 40 anos, apresentou tosse intensa, dispneia, perda de
peso recente, dores nos pulmões, inapetência. Dados Antropométricos: IMC atual de
22,7Kg/m2 (IMC<25Kg/m2 em pacientes com DPOC está relacionado com maior
mortalidade) e na Avaliação Subjetiva Global o paciente apresentou desnutrição
leve/moderada. Ao exame clínico observou-se, perda de gordura subcutânea na região
da
panturrilha,
edema
de
face
e
membros
superiores. Exames
Bioquímicos: Constatou-se com o exame bioquímico redução de hemácias, elevação
dos leucócitos com possível relação com o processo inflamatório crônico e redução de
cloro,
provavelmente
devido
à
acidose
respiratória.
Diagnóstico
clínico-
nutricional: De acordo com os parâmetros antropométricos, bioquímicos e exame
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físico, o diagnóstico nutricional para o paciente foi de desnutrição leve.
Recomendações dietoterápicas: É recomendado em termos calóricos 25-30
kcal/kg/dia para homens, no caso de pacientes desnutridos, deve-se aumentar de 5001000kcal/dia para auxiliar no ganho de peso; a recomendação de macronutrientes é de
15-20% de proteínas do VET, de carboidratos 50-60% do VET e de lipídios 25-30%
do VET. Características da dieta: Dieta de consistência branda, fracionada (6
refeições/dia), com pequenas quantidades e maior densidade calórica, normocalórica,
normo a hiperproteíca, normoglicídica (reduzir carboidratos simples), normolipídica,
hipossódica, vitaminas e minerais, de acordo com as DRI’s, aumentar consumo de
fibras e água. Conclusão do caso: G.M.C. apresentou melhora clínica e nutricional,
evidenciando, assim, o papel do tratamento nutricional adequado, o qual tem impacto
positivo no estado nutricional do paciente com DPOC, pois os sintomas e outras
implicações nutricionais podem prejudicar a ingestão alimentar, e levar a desnutrição.
Logo, o cuidado nutricional para paciente em DPOC objetiva uma conduta
individualizada para facilitar bem-estar nutricional, manter relação apropriada entre
massa magra e tecido adiposo, equilíbrio hídrico correto (evitando retenção hídrica) e
lidar com a interação droga-nutriente.
Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica, Dietoterapia, Estado
nutricional
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RC04
-
RELATO
DE
CASO:
HIPERCOLESTEROLEMIA
PEDIATRICA
Antônio Ramos Tavares dos Filho; Marry Aneyts de Santana Cirilo; Edneide
Tavares dos santos; Silvia Alves da Silva
Paciente J.T.O., 8 anos, sexo masculino, natural da cidade do Bonito-PE , procurou
atendimento medico e nutricional, após apresentar um exame bioquímico, no dia
20/03/2013, com os valores, (o colesterol-259,40), (triglicerídeos- 118,60), (glicose68,90), (hemograma: hematocrito-42 ,hemoglobina-13,50 ,hemácias- 4,60, leucócitos
4.400), exame parasitológico negativo; sendo constatado o diagnóstico de
Hipercolesterolemia(HPC). Hipercolesterolemia São os aumento dos níveis de
colesterol no sangue, ou seja, colesterol total acima de 240mg/dL e/ou LDL colesterol
acima de 160mg/dL. Ela não é uma doença, mas sim uma desarrumação metabólica
que pode ser consequência da má alimentação e sedentarismo, podendo assim
contribuir para várias doenças, especialmente as cardiovasculares. As principais
formas de colesterol são: HDL (Lipoproteína de alta densidade) - Conhecido
popularmente como "colesterol bom". Tem a função de conduzir o excesso de
colesterol para fora das artérias, levando-os para o fígado para serem metabolizados,
impedindo a formação de placas de gorduras nas paredes dos vasos. LDL
(Lipoproteína de baixa densidade) - Conhecido popularmente como "colesterol ruim“.
É responsável pelo transporte e depósito de colesterol nas paredes das artérias, dando
início e acelerando o processo de aterosclerose (o acúmulo de colesterol nas artérias),
bloqueando o fluxo sanguíneo e obstruindo as artérias. A criança tem 27,0 Kg e 1,22
m, onde se encontrão diagnostico do IMC, sobre peso. Sintomas: Dor de cabeça
frequente, enjoos matinais, cansaço, vômitos, a genitora relata que a criança come
excesso de refrigerante, frituras e sanduiches, a mesma faz uma dieta por conta
própria tirando biscoitos, refrigerantes e muitos doces e então repete o exame com 1
mês 10/ 04/13, dando os seguintes resultados: Colesterol total 161 - HDL 37,80- LDL
104,80 -VLDL 18,40
e triglicerídeos 92. Em agosto (20/08/2013) repete outro
38
exame triglicerídeos-91, glicose-73 ,colesterol total-211 ,HDL-36 ,LDL-156,8
,VLDL-18,2.
No dia 02-09 13
fez consulta com
cardiologista
fazendo
eletrocardiograma ( estando tudo normal o cardiologista não recomendou medicação
pediu para começar a fazer exercícios e procurar uma orientação nutricional. O
nutricionista deu orientações para a mãe onde recomendou que a dieta fosse
hipocaloria, hipolipídica, normoglicídica e normoproteica e que ela retirasse da dieta
todo tipo de Fritura, Refrigerantes, biscoitos recheados, entre outros e recomendou
para que a dieta da criança estivesse rica em frutas verduras e legumes, já que a
criança não tinha dificuldade de comer os mesmos. A criança continua em tratamento.
Palavras-chave: Hipercolesterolemia, obesidade, criança, Cardiovasculares
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RC05 - RELATO DE CASO – SÍNDROME METABÓLICA
Aryanne Neves dos Santos; Cleudiane Cabral da Silva; Priscila Chistiany
Rodrigues Alves da Silva; Cindy Kelly Mendes Correia; Julia Idalice Gois do
Nascimento3
Dados do paciente: G. M. C., 55 anos, sexo masculino, residente no munícipio de
Pesqueira – PE é portador de síndrome metabólica e hipertrigliceridemia, apresenta
resistência à ação da insulina e pressão arterial igual a 150 x 90mmHg. Resumo da
fisiopatologia: O principal fator que leva á síndrome metabólica é a resistência à ação
da insulina, ou seja, o pâncreas começa a produzir e secretar muita insulina para
atender aos níveis de glicose no sangue, porém um defeito na sinalização intracelular
impede que a insulina se ligue ao seu receptor provocando um quadro de
hiperinsulinemia o qual acarreta em aumento de triglicerídeo e LDL-c, redução de
HDL-c, aumento da pressão arterial, intolerância a glicose, entre outros. A gordura
abdominal é outro fator importantíssimo que pode levar a resistência à insulina e
consequentemente as patologias associadas. A gordura visceral abdominal atua de
forma mais eficaz que a gordura localizada em outras partes do corpo nesse processo
de gênese da síndrome metabólica, devido as diferentes características que o tecido
adiposo apresenta dependendo de sua localização, a gordura abdominal é mais sujeita
à lipólise, com maior número de receptores glicocorticoides e mais sensíveis às
catecolaminas. Resumo da história clínica: O paciente procurou o consultório
médico para realização de exames após queixar-se de frequentes dores de cabeça e
cansaço fora do comum para o mesmo, onde foram solicitados exames laboratoriais.
Há oito meses submeteu-se a cirurgia devido à colelitíase. Dados antropométricos:
Constatou-se que G. M. C, durante a avaliação nutricional, encontrava-se com 98Kg e
1,72 de altura, índice de massa corpórea (IMC) de 33,1 kg/m²,
113 cm de
circunferência da cintura (CC) e 109cm na circunferência do quadril (CQ),
apresentando 1,03cm na relação cintura-quadril (RCQ). Exames bioquímicos:
Glicemia de jejum = 112mg/dL, colesterol total = 198mg/dL, HDL-C = 34 mg/dL,
40
LDL-c = 125mg/dL e triglicerídeos = 256mg/dL. Diagnóstico clínico-nutricional:
De acordo com o IMC o paciente encontra-se com obesidade grau 1 e a partir da
avaliação da CC, CQ e RCQ o mesmo apresenta risco elevado para doenças
cardiovasculares e metabólicas. Além das patologias já citadas. Recomendações
dietoterápicas: Foi oferecido ao paciente uma dieta de 2090kcal/dia, sendo destas
58% de carboidratos, 15% de proteínas, 27% de lipídios, <7% de ácidos graxos
saturados, <10% de ácidos graxos poli-insaturados, <20% de ácidos graxos
insaturados, <200g/dia de colesterol e 29g de fibras. Características da dieta: A
consistência da dieta é normal, quanto aos componentes nutricionais à mesma deve
ser hipocalórica, normoglicídica, normoproteica, normolipídica e com aporte
adequado de fibras. Conclusão do caso: A terapia nutricional neste caso é de
fundamental importância para que o referido paciente possa normalizar os níveis
glicêmicos e lipídicos, bem como controlar a pressão arterial e fazer a manutenção do
peso adequando, além de proporcionar uma coesa recuperação e evitar possíveis
complicações.
Palavras-chave: síndrome metabólica, resistência à insulina, triglicerídeos,
dietoterapia
41
REVISÃO DE LITERATURA
RL01
-
UTILIZAÇÃO
DE
TALOS
DE
VEGETAIS
NO
ENRIQUECIMENTO NUTRICIONAL DE PRODUTOS
Eduardo Gouveia Amorim
Introdução: Existe uma grande variedade de subprodutos alimentares, como talos de
vegetais, que podem ser usados como fonte alternativa para melhorar as
características nutricionais de novos produtos. Já foram realizadas diversas pesquisas
que visam aumentar a quantidade de fibras em produtos como pães, biscoitos e barras
de cereais. As fibras podem atuar no aumento da viscosidade do conteúdo intestinal,
diminuindo os valores de colesterol, atuando também no aumento do bolo fecal no
intestino, fazendo com que as fezes sejam liberadas de maneira mais fácil. Objetivos:
Realizar uma revisão de literatura sobre as características nutricionais de formulações
elaboradas a partir de subprodutos vegetais. Metodologia: Foi realizada uma revisão
de literatura por meio de artigos científicos publicados nos últimos treze anos,
coletados na base de dados Scielo, que tenham relatado pesquisas sobre a utilização
de resíduos de vegetais como ingrediente adicional na elaboração de produtos
alternativos. Resultados: Três preparações foram elaboradas com talos de vegetais,
uma torta salgada com talos de brócolis e couve-flor, um biscoito tipo cookie com
talos de couve manteiga e espinafre e um suflê com talos de brócolis e couve-flor, que
exibiram consideráveis valores de fibras, variando entre 1,3 g á 4,2 g. Conclusão: A
inserção de talos de vegetais na formulação de produtos mostrou-se eficiente para o
aumento do teor de fibras alimentares.
Palavras-chave: vegetais; fibra alimentar; nutrientes
42
RL02 - ELABORAÇÃO DE HAMBURGUERES COM FONTES
ALTERNATIVAS DE CARNE
Eduardo Gouveia Amorim
Introdução: Carne é todo músculo estriado que recobre o esqueleto, podendo ser
classificada em tecido muscular, conjuntivo e adiposo. É designada como qualquer
parte comestível de algum animal, doméstico ou selvagem, seja ele mamífero, ave,
peixe, molusco ou crustáceo. Objetivos: Revisar a literatura existente acerca da
utilização de carne de coelho e avestruz na preparação de hambúrgueres.
Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos
publicados nos últimos seis anos, coletados na base de dados Scielo, que tenham
relatado pesquisas sobre a utilização de resíduos de vegetais como ingrediente na
elaboração de produtos alternativos. Resultados: No que diz respeito ao sabor, uma
formulação mista (com carne de avestruz e carne bovina) recebeu a maior nota, 7,62,
na escala hedônica de nove pontos, seguido pelo produto com carne de avestruz e a
formulação com carne bovina. Outro hambúrguer, dessa vez com carne de coelho,
obteve uma média de notas de 5,85, numa escala hedônica de sete pontos, ficando
classificado entre “gostei moderadamente” e “gostei muito” acerca do atributo sabor,
recebendo resposta positiva de 78,57% dos provadores participantes da pesquisa.
Conclusão: A carne de coelho e de avestruz demonstraram grande potencial
tecnológico para comercialização e utilização da alimentação humana, por exibirem
uma excelente aceitação das suas características organolépticas, além de possuírem
ótimas características nutricionais
Palavras-chave: carne, músculo, aves
43
RL03
-
UTILIZAÇÃO
DE
FARINHA
DE
ARROZ
NA
ELABORAÇÃO DE BISCOITOS
Anádia Ronize da Silva; Eduardo Gouveia Amorim
Introdução: Cereais são amplamente utilizados devido à facilidade de cultivo,
conservação, a sua composição nutricional e o seu baixo preço. Dentro os eles, nós
temos o arroz, o trigo, a cevada, o centeio, a aveia, o milho e o sorgo, que fornecem
carboidratos, proteínas e se consumidos integralmente são fonte de vitaminas,
minerais, fibras e lipídios. No Brasil, o arroz é um cereal produzido em todo o
território e é considerado uma excelente fonte de nutrientes. Objetivo: Revisar a
literatura existente acerca da textura de produtos formulados a partir de farinha de
arroz. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos
científicos publicados nos últimos seis anos, coletados na base de dados Scielo, que
tenham relatado pesquisas sobre a utilização de farinha de arroz como ingrediente na
elaboração de produtos. Resultados: Um biscoito produzido com farinha de arroz e
café obteve média de 7,2 para o atributo textura, quando analisado em uma escala
hedônica de nove pontos. Outro biscoito, feito com farinha de arroz parboilizado,
apresentou baixa dureza e fraturabilidade, características desejáveis nesse tipo de
produto. Conclusão: A utilização de farinha de arroz em substituição a farinha de
trigo na elaboração de biscoitos mostrou-se viável, não comprometendo a textura
desses produtos.
Palavras-chave: arroz; farinha; biscoitos
RL04 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS
ELABORADOS COM SOJA
Débora Gracielly da Silva; Emanuela Maria de Oliveira; Eduardo Gouveia
Amorim
Introdução: As leguminosas estão entre os alimentos mais antigos cultivados pela
humanidade, a soja, por exemplo, é cultivada pelos chineses há milênios, o seu
consumo no ocidente, no entanto, só começou a acontecer há alguns anos. A soja é um
alimento que possui 40% de proteínas, sendo considerada também um alimento
funcional, que além de nutrir, oferece benefícios a saúde de quem a consume.
Objetivos: Realizar uma revisão de literatura sobre a aceitabilidade de diferentes
produtos elaborados a partir de soja. Metodologia: Foi realizada uma revisão de
literatura por meio de artigos científicos dos últimos doze anos, coletados na base de
dados Scielo e Google Acadêmico, que tenham relatado pesquisas sobre a utilização
de soja como ingrediente na elaboração de produtos alimentícios. Resultados: Um
pão formulado com uma proporção de 5% de farinha de soja foi analisado por um
grupo de quarenta provadores, apresentando nota de 7,7 para o atributo sabor. O outro
produto analisado foi um biscoito utilizando farinha desengordurada de soja, que
apresentou nota de aceitação de 7,3, na escala hedônica de nove pontos realizada.
Conclusão: Os produtos feitos a partir de soja tiveram uma boa aceitação, no entanto,
é necessário a realização de testes com outros produtos, na tentativa de aumentar a
variedade de produtos incrementados com essa leguminosa estimulando o aumento da
frequência de consumo desse alimento.
Palavras-chave: soja; aceitação; pão
45
RL05 - ACEITAÇÃO DE BARRAS DE CEREAIS ELABORADAS
COM PRODUTOS ALTERNATIVOS
Débora Gracielly da Silva; Eduardo Gouveia Amorim
Introdução: Ainda há na literatura, uma escassez de artigos científicos sobre
aproveitamento integral dos alimentos, no entanto, existe a necessidade de utilizar
fontes vegetais usualmente descartadas para elaboração de novos produtos. A
composição centesimal de vários vegetais e frutas foram analisadas em diversos
estudos e pôde-se perceber que muitas vezes essas partes possuem quantidades
maiores de nutrientes se comparadas as suas partes comestíveis. Objetivos: Revisar a
literatura existente sobre a utilização de cascas de frutas na formulação de barras de
cereais. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos
científicos publicados nos últimos oito anos, coletados na base de dados Scielo, que
tenham relatado pesquisas sobre a utilização de resíduos de vegetais como ingrediente
adicional na elaboração de produtos alternativos. Resultado: Uma barra de cereal
com casca de abacaxi apresentou índice de aceitabilidade de 93,7%, 91,9% e 91,4%
para os atributos aparência, sabor, e textura, respectivamente. Outra barra de cereal,
dessa vez com casca de maracujá, apresentou notas de 6,3, 5,6 e 6,6, respectivamente,
em uma escala hedônica de nove pontos, para aparência, sabor e textura. Conclusão:
A utilização de cascas de frutas como ingrediente não afetou negativamente a
impressão que os provadores tiveram sobre as barras de cereais. É possível fazer uso
de resíduos de frutas na criação de produtos sensorialmente aceitáveis.
Palavras-chave: aceitação; maracujá; resíduos
46
RL06 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS DE
PANIFICAÇÃO FORMULADOS COM AVEIA
Emanuela Maria de Oliveira; Yasmin Castanha Macário; Débora
Gracielly da Silva; Eduardo Gouveia Amorim
Introdução: A aveia vem se destacando cada vem mais nos grupos de alimentos,
devido à quantidade de fibras alimentares que a compõe, tal nutriente é de grande
importância do ponto de vista nutricional, possuindo um papel fundamental para a
saúde e funcionamento do corpo. Também é considerado um alimento funcional, por
promover uma limpeza intestinal causando uma melhora no sistema digestivo. Tem
também função na diminuição colesterol total, auxiliando na eliminação da gordura
ingerida. Objetivos: Revisar a literatura existente em relação á avaliação das
características sensoriais de produtos elaborados com aveia. Metodologia: Foi
realizada através de uma revisão de literatura por meio de artigos científicos dos
últimos 13 anos, coletados no Google Acadêmico e na base de dados Scielo, que
tenham apresentado estudos sobre a utilização da aveia na fabricação de produtos de
panificação. Resultados: A partir da analise dos estudos utilizados observou-se que o
bolo feito com 30 % de aveia teve melhor aceitabilidade (7,21%) no estudo realizado.
Já o biscoito formulado com 50% da farinha de aveia obteve uma aceitabilidade de 70
%, quando submetido a avaliação sensorial por um grupo de trinta provadores não
treinados. Conclusão: Observou-se que a utilização de farinha de aveia em preparo de
bolos teve uma boa aceitabilidade, tornando-se viável sua utilização. Já nos biscoitos
a aveia proporcionou maior maciez, obtendo também, uma boa aceitabilidade.
Palavras-chave: farinha, aveia, fibras alimentares
47
RL07 - RELAÇÃO ENTRE AMENORREIA E SURGIMENTO DE
OSTEOPOROSE EM MULHERES JOVENS PRATICANTES DE
ATIVIDADES FÍSICAS
Marry Aneyts de Santana Cirilo; Edneide Tavares dos Santos; Antônio Ramos
Tavares dos Santos; Émerson Bruno Gomes de Lima; Silvia Alves da Silva
Introdução: Existe uma forte incidência de casos de osteoporose entre mulheres
adultas jovens. Isto se deve a associação entre amenorreia de causa hipotalâmica e
baixo peso, além de outros fatores como atividade física de alta intensidade. A
amenorreia é um estado de alteração no ciclo menstrual, onde há uma baixa secreção
de estrógeno e progesterona; este déficit hormonal leva ao desenvolvimento de
osteoporose que é uma doença caracterizada por diminuição da densidade mineral
óssea e deterioração da arquitetura celular óssea (DOLORES, 2001). Objetivo:
Descrever a relação entre amenorreia e surgimento de osteoporose em mulheres
jovens que praticam atividades físicas. Métodos: Trata-se de uma revisão de
literatura, com busca de informações em livros texto e artigos científicos em bases de
dados como o SciELO, periodicos.capes. Foram considerados artigos entre 2000 a
2013. Resultados: A prevalência de amenorreia encontra-se entre 30% a 50% nas
bailarinas profissionais, 50% em corredoras competitivas, 25% em corredoras não
competitivas e 12% em nadadoras e ciclistas. As mulheres adolescentes e adultas
jovens encontram-se com uma maior prevalência ao desenvolvimento de amenorreia e
osteoporose pelos fatores de risco como: prática extenuante de atividade física, maus
hábitos alimentares com baixa ingesta de alimentos fonte de cálcio como leite e
derivados, baixo peso, baixo percentual de gordura corporal e/ou pouca exposição à
luz solar ou com uso de bloqueadores solares, causando níveis baixos de vitamina D e
prejudicando o metabolismo do cálcio nos ossos, ocasionando uma alta reabsorção e
menor remodelagem óssea, resultando em maior predisposição à perda mineral,
causando enfraquecimento da estrutura óssea e predispondo à fraturas (CAMPOS, et
al., 2003). Conclusão: Há uma forte relação entre amenorreia hipotalâmica de origem
48
alimentar e estado hormonal ao desenvolvimento de osteoporose. Vê-se necessário a
intervenção nutricional, com incentivo ao consumo de alimentos fontes de cálcio,
maior exposição à luz solar e, quando necessário, a suplementação farmacológica de
cálcio e vitamina D.
Palavras chave: amenorreia; osteoporose; densidade óssea; ciclo menstrual.
49
RL08 - OS PRINCIPAIS PAPEIS DO CÁLCIO PARA A SAÚDE DO
CORPO HUMANO
Rafaella Vidal Marques; Marcella Luna de Macêdo; Silvia Alves da Silva
Introdução: O cálcio é o mineral mais abundante no organismo, constitui cerca de
1,5 a 2% do peso corporal e 39% dos minerais do corpo humano. Para o bom
funcionamento do corpo é fundamental a utilização do cálcio. Se ocorrer deficiência
desse elemento, seja por má alimentação ou outros motivos, o corpo tende a suprir
essa falta obtendo cálcio dos ossos. Objetivo: Descrever o papel do cálcio para a
saúde do corpo humano. Método: Trata-se de uma revisão da literatura, com busca de
artigos científicos nos sites Scielo e Google acadêmico. Foram considerados os
artigos publicados entre os anos de 2005 a 2013. Resultados: A ingestão de cálcio é
vital para o crescimento e manutenção dos ossos e dos dentes, ajuda na coagulação do
sangue e na contração muscular. Os baixos níveis de cálcio podem levar a osteopenia,
osteoporose, agitação, depressão, hipertensão, insônia, dormência no corpo, unhas
quebradiças, desmineralização óssea, raquitismo, aumento do paratormônio no
sangue, irritabilidade e propensão a cáries. Não só a deficiência causa problemas a
saúde, mas também o excesso, levando a formação de cálculo de bilirrubinato de
cálcio na vesícula biliar, fraqueza muscular, dificuldades de memorização e redução
de outro minerais, como o magnésio. Sua absorção ocorrer por dois mecanismos de
transporte ativo, com baixas concentrações de cálcio, e transferência passiva, com
altas concentrações de cálcio. As baixas ingestões de vitamina D ou a exposição
inadequada à luz solar reduzem a absorção de cálcio, especialmente entre idosos. Para
suprir as necessidades diárias de cálcio é necessário consumir alimentos ricos nesse
mineral, os mais conhecidos são o leite e o queijo. É recomendada a ingestão entre
1000 a 1300mg de cálcio para um adulto saudável, essa recomendação pode mudar de
acordo com as fases da vida. Conclusão: O cálcio é um elemento químico
fundamental, que auxilia na regulação do organismo, apesar de apresentar muitos
benefícios, não é preciso ingerir quantidades exageradas. Manter os níveis de cálcio
50
adequado proporciona uma melhor qualidade de vida para os seres humanos.
Palavras chave: Cálcio; Vitamina D; Absorção; Benefícios.
RL09 - TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTES CELÍACOS
Laiane Maria Nobre de Melo; Érika Michelle Correia de Macêdo
Introdução: A doença celíaca é uma enteropatia imuno-mediada
que afeta as
vilosidades intestinais de indivíduos geneticamente predispostos causando atrofia e
dificultando o processo de absorção. Tais indivíduos têm sensibilidade ao glúten
presente no trigo não podendo consumi-lo, isso porque a gliadina representa a parte
tóxica, bem como no centeio a secalina, na cevada a hordeína e na aveia a avenina. Ao
ingerir o glúten ou estes alimentos simétricos ocorre o desencadeamento de um
processo imune com a recrutação de linfócitos T e B, células T citotóxicas, citocinas
pró–inflamatórias em indivíduos celíacos assintomáticos. Os sintomas são diarréia
e/ou constipação, perda de peso, fadiga, dermatite herpetiforme, deficiência de
crescimento, distensão abdominal, anemia, irritabilidade e/ou apatia, vômitos e
anorexia. Objetivo: Revisar a conduta dietoterápica para a doença celíaca. Método:
Realizou-se busca em literatura científica dos últimos doze anos (2001-2013), bem
como nas bases de dados eletrônicas SciELO e Google Acadêmico. Resultados: A
terapia nutricional no tratamento da doença celíaca deve ser hipercalórica,
hiperprotéica e hipo a normolipídica, isenta de trigo, centeio, cevada, aveia, alimentos
flatulentos e de difícil digestibilidade, evitar a celulose e caldos concentrados
(purinas) para não excitar a mucosa, suplementar vitaminas e minerais de acordo com
as necessidades do indivíduo. Conclusão: Faz-se necessário o acompanhamento do
paciente celíaco com um profissional nutricionista e toda uma equipe multidisciplinar
para que haja a recuperação do estado nutricional com normalização dos níveis de
micronutrientes, função intestinal e, sobretudo uma melhor qualidade de vida.
Palavras-chave:
doença
celíaca,
dieta
51
livre
de
glúten,
dietoterapia.
RL10 - CONDUTA DIETOTERAPICA EM
TRATAMENTO
ANTINEOPLÁSICO PEDIATRICO
Antônio Ramos Tavares dos Filho; Marry Aneyts de Santana Cirilo; Edneide
Tavares dos santos; Silvia Alves da Silva
Introdução: O Câncer é uma patologia catabolica que consome as reservas
nutricionais do hospedeiro, levando-o assim, a uma carência nutricional, desse modo
o individuo necessita de um acompanhamento especializado e em crianças esse risco
de carência é bem maior, pois as mesmas então em fase de crescimento e necessitam
de uma grande reserva energética. Câncer é o nome dado a um tumor maligno que
têm o crescimento celular desordenado, podendo invadir outros órgão e tecidos
(metástase) em outras regiões do corpo . Considera-se como câncer na infância toda
neoplasia maligna que afeta a indivíduos menores de 15 anos. O acompanhamento do
paciente pediátrico em cuidados paliativos deve ser individualizado e realizado por
equipe multidisciplinar especializada, com o objetivo de aliviar os sintomas e
promover o prazer e a qualidade de vida. Objetivo: Descrever a conduta dietoterápica
em tratamento antineoplásico pediátrico. Métodos: Realizou-se uma revisão
bibliográfica sobre a conduta dietoterápica em pacientes pediátricos com câncer, com
busca sistemática de dados nas bases SCIELO, MEDLINE, IBECS, BIREME E
PUBMED. Foram utilizados artigos científicos, livros e sites. Resultados: Existem
alguns efeitos adversos causados pela quimioterapia e radioterapia, os mais citados
entre os pacientes são: náuseas e vômitos, constipação, diarreia, anorexia-caquexia
entre outros. A conduta dietoterápica consiste em instituir, dietas hipercalóricas e
hiperproteicas, para auxiliar no crescimento da criança e para ajudar o organismo no
processo de cura, diminuir os alimentos gordurosos, e aumentar a ingestão de ácidos
graxos Polissaturados como EPA e DHA. Estudos mostram que quatro grupos de
alimento também melhoram esses efeitos, são eles: Frutas e verduras, pois consumo
de frutas e hortaliças tem um efeito protetor contra diversas formas de câncer.
Verduras cruas ou cozidas, frutas e sucos de frutas são fontes de algumas vitaminas
52
(como A e C) e de sais minerais necessários ao organismo, Alimentos proteicos: as
proteínas contribuem para a regeneração do organismo e o combate às infecções,
Cereais: Os carboidratos são uma ótima fonte de energia, sendo necessários para que
o organismo funcione bem. Laticínios: o leite e seus derivados são ótimas fontes de
proteínas e muitas vitaminas, constituindo a melhor fonte de cálcio, necessário para o
crescimento e desenvolvimento normal da criança. Conclusão: A nutrição adequada
vai promover o crescimento e o desenvolvimento normal da criança, melhorar a
resposta do sistema imunológico, melhorando sua qualidade de vida.
Palavras Chave: Nutrição, Dietoterapia, Pediatria, Câncer, Antineoplásico.
53
RL11 - ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS – UMA
REVISÃO DE LITERATURA
Roberta Bianca de Menêses Luna; Marília de Lira Matos Barros; Risonildo
Pereira Cordeiro
Introdução – Ao longo dos anos observou-se que cada vez mais aumenta o número
de estabelecimentos públicos de alimentação, isto se deve principalmente, ao aumento
da população e deste modo, ao número de pessoas que procuram tais estabelecimentos
a fim de neles fazerem suas refeições. O consumo de legumes, frutas, verduras e
hortaliças vêm sendo cada vez mais incentivado no mundo atual diante de todos os
seus benefícios nutricionais conhecidos e comprovados cientificamente. Porém entre
essas a que se destaca são as hortaliças folhosas, por constituir um importante meio de
transmissão de várias doenças toxinfecciosas, tendo sido reportadas como fonte
potencial de microrganismos patogênicos contribuindo para a elevação dos casos de
doenças veiculadas por alimentos. Outro ponto relatado é a mudança no perfil
populacional ao longo dos anos, onde o setor agro alimentar vem diferenciando-se de
várias maneiras, procurando ofertar produtos e serviços com o desafio de satisfazer as
necessidades da população, tanto em termos nutricionais como gastronômicos, que no
caso os alimentos minimamente processados irão oferecer uma melhor praticidade
entre outros. Estes tem uma grande demanda comercial, pois, são considerados
alimentos de fácil preparo, que se adéquam aos hábitos alimentares atuais e que visam
à praticidade e asseguram a saúde. Porém quando não passam por um procedimento
de higienização apropriado podem ocasionar infecções por helmintos ou protozoários,
tornando-as de interesse a saúde pública. No Brasil, possivelmente a falta de
condições sanitárias procede na contaminação de alimentos por dejetos humanos
tornando-se uma das vias de transmissão por enteroparasitas, resultando na poluição
da água utilizada na irrigação de alguns. Existe a possibilidade da lavagem antes do
consumo não ser eficaz na eliminação das formas de transmissão dos parasitos, sendo
este um fator preocupante. Visto que, os problemas ocasionados por infecções
54
parasitárias, podem acarretar em desequilíbrio nutricional, interferências na absorção
de nutrientes, indução ao sangramento intestinal, perda de apetite e outras
complicações significativas como: obstrução intestinal, diarréia crônica, crises
epilépticas, hipertensão portal, prolapso retal e formação de abscessos, podendo em
algumas condições até levar o indivíduo à morte. Objetivo – Traçar um perfil
histórico da condição de oferta dos alimentos minimamente processados no Brasil.
Métodos – Trata-se de um estudo de revisão de literatura, no qual foi realizado um
levantamento de dados em artigos científicos publicados, nos quais estão descritos os
processos de manuseio e produção de alimentos minimamente processados.
Resultados – O estudo revelou um aspecto paradoxo entre o aumento da produção e o
consumo de alimentos minimamente processados e a intensificação de casos de
contaminação por parte da população consumidora. Sendo importante um
processamento mínimo que envolve as atividades de seleção e classificação da
matéria-prima, visando à obtenção de um produto fresco, saudável e que, na maioria
das vezes não necessita de um preparo para ser consumido. Conclusão - Esses
resultados demonstram, de maneira geral, o risco potencial que o consumo de
alimentos minimamente processados oferece à saúde do consumidor, decorrente da
má qualidade da matéria-prima, nem sempre higienizada e sanitizada corretamente,
além da manipulação inadequada.
Palavras-chaves: Alimentos; Hortaliças; Enteropatias parasitárias
55
RL12 - CONSUMO ALIMENTAR, SEDENTARISMO E ETILISMO COMO
FATORES DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM
ADOLESCENTES.
Gislayne Gomes Batista; Mellissa Emilyn Alves Pereira; Érika Michelle Correia
de Macêdo
Introdução: No Brasil, a hipertensão arterial sistêmica é considerada um grave
problema de saúde pública, acometendo de 22,3% a 43,9% da população urbana
adulta brasileira. Apesar de uma grande predominância na população adulta, não é
desprezível a prevalência de hipertensão em crianças e adolescentes, causada por
diversos fatores, estando entre eles o consumo alimentar, o sedentarismo e o etilismo.
Objetivo: Pontuar o índice de relevância do consumo alimentar, sedentarismo e
etilismo como fatores de risco para hipertensão arterial sistêmica em adolescentes.
Métodos: Foi realizado um levantamento bibliográfico, mediante consulta às bases de
dados Medline, Lilacs, Scielo e Arquivos do Ministério da Saúde. Resultados: A
associação entre a ingestão de sódio e a predisposição para um possível
desenvolvimento da hipertensão está relacionado diretamente com problemas
cardiovasculares. Num estudo foi observado que adolescentes escolares apresentavam
uma dieta inadequada e desequilibrada em macronutrientes, micronutrientes, fibras,
colesterol e energia, além de reduzir níveis pressóricos, o uso da alimentação como
profilaxia para hipertensão objetiva o hábito de alimentação saudável. Em relação ao
sedentarismo foi visto num estudo que 19,1% das meninas e 9,5% dos meninos eram
sedentários. Além disso, foi observado também que adolescentes que não praticavam
atividade física tinha maior prevalência de apresentarem níveis pressóricos elevados.
A prática regular e atividade física auxiliam na regulação da pressão arterial, contribui
para o controle de peso entre outros benefícios. Em relação ao etilismo, um estudo
aponta que do total de jovens avaliados, 63,6% referiram consumir bebidas alcoólicas,
vários estudos falam sobre a relação entre o consumo de álcool e o aumento da
56
pressão arterial, onde a diminuição da ingestão do álcool tem a capacidade de reduzir
os níveis de pressão de homens que costumam ingerir uma excessiva quantidade de
álcool. Porém, quando se trata do vinho, o consumo regular e moderado pode atuar de
maneira benéfica sobre o organismo, é recomendada a ingestão de álcool de um limite
de 30ml/dia para homens e 15ml/dia para mulheres. Conclusão: O consumo
excessivo de alimentos industrializados por adolescentes resulta numa dieta com alto
teor de sódio e baixo teor de potássio, o qual é considerado um protetor na elevação
dos níveis pressóricos. O sedentarismo é um causa muito importante quando se trata
do comprometimento da qualidade de vida do individuo, pois há uma elevada
prevalência na inatividade física do ser humano. A restrição da ingestão de álcool
ajuda na redução da pressão arterial, diminui o estresse e traz outros inúmeros
benefícios.
Palavras-chave: Adolescência, hipertensão, tabagismo, consumo alimentar.
57
RL13 - CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS POR
CRIANÇAS BRASILEIRAS
Roberta de Avelar e Silva; Evane Moises da Silva
Introdução: A infância é uma fase onde a nutrição adequada é fundamental para
garantir crescimento e desenvolvimento normais, sendo este estágio da vida um dos
biologicamente mais vulneráveis. A diversidade e o aumento da oferta de alimentos
industrializados
podem
influenciar
os
padrões
alimentares
da
população,
principalmente a infantil. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, apesar de a
prioridade básica ser a garantia do abastecimento de alimentos para toda a população,
é importante ao mesmo tempo evitar que as mudanças nos padrões dietéticos não
propiciem o aparecimento de hábitos alimentares incorretos, independentemente do
estrato socioeconômico da família. Objetivo: Revisar sobre o consumo de alimentos
industrializados por crianças brasileiras, destacando seus atuais determinantes e
consequências. Método: Foi realizada revisão de literatura pertinente dos últimos 10
anos, através de pesquisas em livros e sites oficiais, bem como em artigos científicos
disponibilizados nas bases de dados MEDLINE, LILACS, SciELO e BIREME.
Resultados: As principais recomendações nutricionais enfatizam o consumo de
alimentos “in natura” com destaque aos cereais integrais, frutas, hortaliças, assim
como alimentos com reduzido teor de gordura saturada, sódio e sacarose. Essas
recomendações são importantes para que se diminuam os casos de doenças crônicas,
que, na atualidade, crescem assustadoramente. Tais enfermidades são provenientes
das mudanças no padrão alimentar do brasileiro, no qual se observa que o consumo
dos alimentos “in natura” vem diminuindo gradativamente, sendo substituído por
outros alimentos menos saudáveis, pobres em fibras e ricos em gorduras,
predominantemente saturadas. De acordo com Pesquisa de Orçamentos Familiares –
POF 2008-2009, comparada à mesma pesquisa realizada em 2002-2003, a evolução
do consumo de alimentos no domicílio indica aumento na proporção de alimentos
industrializados, como pães (de 5,7% para 6,4%), embutidos (de 1,78% para 2,2%),
58
biscoitos (de 3,1% para 3,4%), refrigerantes (de 1,5% para 1,8%) e refeições prontas
(de 3,3% para 4,6%). Em relação à distribuição de macronutrientes, o perfil atual
mostra que 59% das calorias estão representadas por carboidratos; 12%, por proteínas;
e 29%, por gorduras. Em 2009, uma em cada três crianças na faixa de 5 a 9 anos
estavam com sobrepeso. A obesidade atingiu 16,6% dos meninos e 11,8% das
meninas. A falta de informações dos pais faz com que eles ofereçam as crianças
comidas industrializadas. De acordo com estudos recentes, as crianças consomem
uma quantidade alta de biscoitos e refrigerantes, cujos mesmos possuem alto teor de
açúcar, que pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. Além disso, há um alto
consumo de embutidos, que são ricos em sódio. O elevado consumo de sódio
representa um importante fator de risco para o desenvolvimento da hipertensão
arterial. Além de tudo alguns alimentos têm substâncias que propiciem ao câncer.
Conclusão: Os alimentos de alta densidade energética estão sendo cada vez mais
consumidos por crianças, independente da classe socioeconômica, o que contribui
para uma inadequação da dieta, ocasionando, em muitos casos, a propensão ao
desenvolvimento de doenças crônicas e à obesidade. Com isso, torna-se fundamental
a conscientização das famílias acerca da importância de uma alimentação saudável,
principalmente na infância, onde os hábitos alimentares são determinados.
Palavras-chave: Consumo de alimentos; Hábitos alimentares; Criança.
59
RL14 - A IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO
EXCLUSIVO
Roberta de Avelar e Silva; Rafaella Vidal Marques; Marcella Luna de Marcedo;
Ana Bolena de Luna Siqueira
Introdução: O aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para
a promoção da saúde das crianças em todo o mundo. O leite materno é importante
para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida, por ser um alimento
completo, fornecendo inclusive água, com fatores de proteção contra infecções
comuns da infância, isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo
da criança. Objetivo: Relatar a importância do aleitamento materno exclusivo
identificando os benefícios e as dificuldades. Método: Realizou-se busca em
literatura científica, em livros didáticos, sites oficiais, teses e dissertações e
monografias, bem como artigos científicos disponibilizados nas bases de dados
MEDLINE, LILACS, SciELO e BIREME dos últimos 10 anos. Resultados: A
organização mundial de saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno
exclusivo seja mantido até os seis meses de vida. O aleitamento materno tem
vantagens para a mãe e para o bebê, entre eles: previne infecções gastrintestinais,
respiratórias e urinárias; efeito protetor sobre as alergias; melhor adaptação dos bebês
a outros alimentos. Sob o ponto de vista nutricional, a complementação precoce é
desvantajosa para a nutrição da criança, além de reduzir a duração do aleitamento, e
prejudicar a absorção de nutrientes importantes existentes no leite materno, como o
ferro e o zinco. A recomendação ideal para a amamentação é até seis meses, só que
dois terços das mães, não conseguiram manter o aleitamento durante o tempo que
gostaria e apresentaram dificuldades. Essas dificuldades foram representadas por
fatores biológicos, baixa produção do leite, nova gestação, doença mamária, por
fatores psicofisiológicos, falta de vontade da mãe, falta de apoio familiar, insegurança,
estresse emocional e por fatores socioculturais, falta de informação sobre a
importância do aleitamento, necessidade de trabalho fora do lar, à facilidade oferecida
60
pela mamadeira e vergonha de mostrar o seio em público. Conclusão: O Aleitamento
Materno traz inúmeros benefícios ao bebê, à mãe e a sociedade, como um todo.
Embora a grande maioria das mães saiba a importância do leite materno e tenha
amamentado seu filho, a duração do aleitamento exclusivo é menor do que o
preconizado pela Organização Mundial de Saúde. Há vários benefícios do aleitamento
exclusivo para o bebê protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais,
levando-o a ganhar peso, fato que o ajudará a crescer forte, por isto deve-se estimular
sempre a amamentação. Deve ser enfatizada a importância do aleitamento exclusivo e
produzir medidas pelas quais decaiam as dificuldades para que se tenham a promoção,
proteção e apoio ao aleitamento exclusivo.
Palavras-chave: Aleitamento materno, desmame precoce, vantagens do aleitamento.
61
RL15 - EFEITOS DA CAFEÍNA NO EXERCÍCIO FÍSICO
Autor: Anadia Ronize da Silva
Introdução: A cafeína é um alcaloide, identificando-se como 1,3,7-trimetilxantina,
encontrada em uma variedade de plantas e fontes alimentares. Em 2004, a cafeína foi
retirada da lista da Agência Mundial Anti-Doping, permitindo seu uso por atletas.
Desde então, tem-se tornado bastante comum por praticantes de atividade física,
alegando-se a melhora no desempenho do exercício, devido ao aumento da liberação
da adrenalina no sangue, o aumento do catabolismo de lipídios nos músculos em
atividade, como a redução do catabolismo dos estoques de carboidratos corporais.
Objetivo: Analisar a eficácia do uso de cafeína no exercício, com objetivo da lipólise.
Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos,
publicados nos últimos oito anos, coletados na base de dados Scielo, Bireme, revistas
online, e sites, do Instituto Australiang de Esporte e Colégio Americano de Medicina
do Esporte. Resultados: Diante a análise de artigos, pode-se afirmar que a cafeína
aumenta de forma significativa o desempenho durante o exercício, benefícios que
parecem surgir por efeitos sobre o sistema nervoso central. A ingestão de 3-9 mg/kg,
mostraram a redução da fadiga muscular, pois os músculos passavam a utilizar a
gordura disponibilizada, no inicio do exercício, poupando o glicogênio. Porém,
desconhece-se ainda, a relação do glicogênio poupado, com a capacidade da cafeína,
em aumentar a disponibilidade de gordura para uso do músculo esquelético. Diante
dos fatos encontrados, o aumento no desempenho dos exercícios, devido à ingestão de
cafeína, pode influenciar em uma perda maior de massa gorda, isso com a junção da
ingestão da cafeína com a prática de exercícios físicos. Conclusão: Concluir-se que o
grande efeito da cafeína, se faz na capacidade de retardar a fadiga, possivelmente
devido à sua influência sobre a sensibilidade das miofibrilas ao íon cálcio. Vale
ressaltar a importância dos cuidados na ingestão desta, que quando em excesso pode
causar entre os efeitos colaterais, tremedeira, taquicardia e aumento da pressão
arterial. Destarte, a cafeína aparece com um poderoso agente ergogênico, diante os
62
estudos apresentados, aumentando a lipólise e diminuindo a sensação de fadiga.
Palavras Chaves: Cafeína, Exercício físico, glicogênio, catabolismo
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RL16 - BAIXO PESO AO NASCER E ASSOCIAÇÃO COM
DÉFICIT DE CRESCIMENTO
Érika Patrícia Barbosa Silva; Yasmin Castanha Macário; Érika Michelle
Correia de Macêdo
Introdução: O baixo peso ao nascer é caracterizado pelo recém-nascido com peso
inferior a 2.500 g, independente da idade gestacional. Os principais fatores de risco
para tal condição são a prematuridade, a baixa renda familiar, baixa escolaridade,
idade materna (extremos da idade fértil), estado civil, assistência pré-natal
inadequada, primiparidade, histórico de aborto prévio, tabagismo, alcoolismo,
disfunções uterinas, infecções, pré-eclâmpsia e a história prévia de outros filhos
nascidos com baixo peso. O BPN é um problema de saúde pública, atingindo em
2004, 15,5%, ou mais de 20 milhões de nascidos vivos em todo o mundo. A
magnitude do problema, tem gerado interesse na comunidade científica a fim de
avaliar os prejuízos a saúde da criança, fomentando pesquisas nas mais diversas áreas.
Objetivo: Avaliar a possível associação do baixo peso ao nascer com o déficit de
crescimento infantil. Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura, através da
base de dados da BIREME, dos últimos 10 anos. Resultados: A partir da análise de
10 estudos a cerca do tema, observou-se que o baixo peso ao nascer pode estar
relacionado, com o déficit de crescimento para idade. As pesquisas demonstraram que
crianças BPN apresentavam chances significativamente maiores de cursarem com
inadequações quanto a estatura para idade, como também do peso para idade e
estatura. Observou-se inclusive um padrão inversamente proporcional do diagnostico
de risco nutricional, com o peso ao nascer, tornando as crianças nascidas abaixo do
peso ideal, extremamente mais suscetíveis. Foi possível avaliar a relação déficit de
crescimento inclusive com o peso insuficiente ao nascer (2500g a 2999g). Além
destes estudos, outras pesquisas tem investigado a possível presença de desvantagens
psicomotoras por parte de crianças BPN, bem como a probabilidade de
desenvolvimento de patologias crônicas, tais como diabetes mellitus tipo 2, síndrome
64
metabólica, hipertensão arterial sistêmica e obesidade. Conclusão: Em decorrência
dos dados encontrados a partir de avalição criteriosa da literatura, observa-se que
déficit de crescimento (medida que melhor define a saúde e o estado nutricional da
criança) pode estar relacionado ao baixo peso ao nascer; reafirmando a necessidade de
políticas públicas que visem a conscientização da importância de cuidados durante a
gestação e acompanhamento pré-natal, como maneira de reduzir o risco desta
condição, evitando, assim, prejuízos ao futuro e saúde da criança.
Palavras-chave: peso ao nascer, crescimento, estado nutricional, desnutrição.
65
RL17 - PICOLÉ COMO ALIMENTO FUNCIONAL
Francyelle Amorim Silva; Leandro Finkler; Christine Lamenha Luna Finkler
Introdução: No Brasil o picolé ainda é visto apenas como uma sobremesa e não
como um alimento que pode conter propriedades funcionais podendo mudar assim o
atual consumo. A formulação de novos picolés tem grande potencial para crescimento
industrial tendo em vista que ainda se há muito espaço para ser conquistado com
produtos diferenciados e inovadores. O picolé tem demonstrado ser um bom veículo
para o resgate da introdução do probiótico na dieta humana, tanto por sua maior
aceitabilidade quanto por sua maior acessibilidade a todas as faixas etárias. Objetivo:
Revisar na literatura as possibilidades de introdução do picolé como um alimento
funcional. Metodologia: Foram feitos levantamentos de artigos publicados mediante
consulta às bases de dados: Medline, BVS e Scielo, nas quais foram selecionadas
publicações científicas em português, a partir dos seguintes termos: Alimentos
funcionais, L. casei, Picolé, Prebióticos, Prebióticos, Sorvete. Resultados: Alguns
estudos têm demonstrado que é possível a produção de sorvete inoculado com
bactérias probióticas, onde as mesmas não afetam a qualidade global do produto
quando o mesmo é comparado a um tipo convencional. A viabilidade de probiótico irá
depender de muitos fatores como o tipo de cultura que será adicionada no produto,
interação com outros micro-organismos existentes no alimento, produção de
hidróxido de hidrogênio durante o metabolismo bacteriano e acidez final do produto,
porém estudos mostram que culturas probióticas são capazes de se manterem viáveis
durante o processamento de sorvetes e que algumas cepas podem resistir por 60 dias
sem perder suas características sensoriais e microbiológicas. Os revestimentos
contendo probióticos tem gerado uma gama de estudos, pois além de possibilitarem
uma bioproteção devido à utilização de sua microflora natural ou controlada,
permitem o aumento da vida útil dos produtos. As bactérias produtoras de ácido
láctico (LAB) são a "ferramenta" principal da bioproteção, pois por meio da sua
capacidade de produzir produtos metabólicos com efeito antimicrobiano, se tornam
66
um forte aliado contra bactérias de caráter patogênico. Conclusão: Poucos produtos
são encontrados no mercado brasileiro que possuam essa característica probiótica, por
isso o desenvolvimento de novos produtos torna-se cada vez mais desafiador para a
indústria representando uma área ainda com grande potencial de desenvolvimento,
então o picolé ou sorvete podem ser uma alternativa de inclusão de probióticos na
dieta, se apresentado como um veículo adequado para esse tipo de micro-organismo
tornando-se assim um alimento que irá promover a saúde e/ou redução dos fatores de
risco para doenças.
Palavras chaves: Alimento funcional, Prébiotico, Probiótico.
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RL18
-
INFLUÊNCIA
DA
ALIMENTAÇÃO
SOBRE
A
CONSTITUIÇÃO DE NEOPLASIAS
Mayara Aires Ferreira; Ana Bolena de Luna Siqueira
Introdução: O câncer é uma patologia caracterizada pelo desenvolvimento irregular
das células que não respondem mais à diferenciação, replicação, e apoptose celular, o
que resulta na função anormal celular. Vários fatores auxiliam no surgimento do
câncer sendo eles: hereditariedade, exposição a ambientes radioativos e químicos,
tabagismo, alcoolismo, obesidade, sedentarismo, além de alimentação inadequada. O
estilo de vida do individuo pode influenciar no surgimento dos cânceres, de modo que
a alimentação interfere em 30%, tabagismo 30%, alcoolismo 3%, obesidade e
sedentarismo 5%, hereditariedade 15%, exposição profissional 5%. Objetivos:
Identificar os fatores alimentares que auxiliam negativamente para o surgimento do
câncer e os alimentos que previnem o surgimento dessa patologia. Métodos:
Realizou-se uma revisão em artigos publicados na literatura científica, e em livros do
ano de 2009 a 2011, em português. Resultados: Os alimentos ricos em gorduras
saturadas, defumados, processados embutidos, podem acarretar o surgimento de
câncer, pois
possuem agentes carcinogênicos como os hidro carbonetos,
nitrosaminas, nitrito e nitrato. A relação entre a ingestão de alimentos ricos em
gorduras, principalmente de origem animal, está relacionado com o surgimento de
vários cânceres, em particular câncer de mama, cólon e próstata. Dados comprovados
em estudos epidemiológicos, e laboratoriais. O uso excessivo de alimentos com alto
teor de gorduras saturadas e gorduras hidrogenadas, pode acarretar a médio ou longo
prazo, transtornos e patologias ao organismo. Uma alimentação rica em frutas,
verduras e hortaliças, é indicada como, por exemplo, o consumo de soja, tomate, alho,
cebola, uma vez que estes são produtos fontes de moléculas preventivas. Isso acontece
por causa dos compostos fitoquímicos, e foi relatado em várias pesquisas que tais
compostos provenientes da alimentação, interferem na progressão das células
tumorais. Conclusões: Dentre os vários fatores que levam à carcinogênese, a
68
alimentação se destaca diante de tantos fatores de risco, ficando claro que para
minimizar ao máximo o surgimento de uma neoplasia derivada de maus hábitos
alimentares é necessário fazer introdução diária de uma alimentação saudável,
evitando os alimentos embutidos, processados, defumados, fritos, gorduras saturadas,
alcoolismo, além de reforçar a prática de atividades físicas.
Palavras-chave: Alimentação e nutrição, Câncer, Hábitos alimentares.
69
RL19 - TABAGISMO, HISTÓRIA FAMILIAR E OBESIDADE
COMO INDICADORES DE RISCO PARA HIPERTENSÃO
ARTERIAL EM ADOLESCENTES
MellissaEmilyn Alves Pereira; Gislayne Gomes Batista; Érika Michelle Correia
de Macêdo
Introdução: Apesar de ser frequentemente associada à população adulta e idosa, a
hipertensão arterial tem apresentado crescente prevalência entre os jovens. Segundo o
Ministério da Saúde, essa prevalência pode variar de 2% a 13%. Dentre os diversos
indicadores de risco que contribuem para a sua ocorrência, encontram-se: tabagismo,
história familiar e obesidade. Objetivo: Apresentar uma revisão da literatura referente
à implicação do tabagismo, história familiar e obesidade como indicadores de risco
para hipertensão arterial na adolescência. Métodos: Foram consultadas publicações
científicas indexadas no Medline, Lilacs, Scieloe arquivos do Ministério da Saúde,
ambos publicados no período de 2006 a 2012. Resultados: Em estudo realizado com
155
adolescentesobservou-se que
14%
já
fumaram,
e que
95% destes
referiramconhecer os efeitos nocivos que o fumo exerce sobre o organismo, enquanto
apenas 5% referiram desconhecer tais efeitos. Nas meninas, a prevalência de pressão
arterial elevada é 5,7 vezes maior entre as fumantes do que entre as não-fumantes. A
associação entre a pressão arterial de adolescentes e a história familiar de hipertensão
ainda não está completamente estabelecida, tendo em vista a contradição encontrada
em diversos estudos. Porém, sabe-se que a presença de casos de hipertensão na
família aumenta os riscos relacionados ao desenvolvimento desta síndrome por parte
dos filhos. Em estudo realizado com 342 crianças e adolescentes, 55,6% mencionaram
possuir história familiar de hipertensão. Tal fato associa-se a estudo semelhante, em
que 70% dos estudantes com pressão arterial alterada possuíam ao menos um caso de
hipertensão na família. Em relação à obesidade, 9,63% de 571 adolescentes avaliados
apresentou excesso de peso. Apesar de a maior parte estar dentro da faixa de
normalidade do IMC, um número admissível demonstrou estar acima dos valores de
70
referência para essa variável. Alguns autores observaram, ainda, que estudantes com
excesso de peso apresentam uma prevalência três vezes maior de obterem pressão
arterial elevada do que aqueles com peso normal ou baixo peso. Conclusão: O fumo
desempenha um importante efeito sobre a elevação da pressão arterial, e tal efeito, ao
ser associado a diversas alterações hemodinâmicas, passa a ser responsável pelos
riscos cardiovasculares associados ao tabagismo. A presença de história familiar de
hipertensão também representa um indicador de risco para a elevação da pressão
arterial na população jovem. Por sua vez, o excesso de peso e a obesidade constituemse como principais fatores envolvidos na gênese da hipertensão arterial na
adolescência, o que faz do controle de peso uma das medidas mais eficazes na
redução da pressão.
Palavras-chave: Adolescência, hipertensão, fatores de risco.
71
RELATO DE PESQUISA
RP01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR EM UMA
ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE
Thais Cavalcanti Galvão; Steffany Kelly Pontes Pires; Giovana Caroline Reis
Silva; Mayara Oliveira Nery; Roberta Neves; ThaysKalyne Souza Marinho
Introdução: O principal papel da escola é o desenvolvimento do processo ensinoaprendizagem e a formação social dos indivíduos. Nos primeiros anos de vida é
imprescindível uma alimentação saudável, pois é nesse momento que os hábitos
alimentares começam a se formar. A alimentação inadequada na infância e
adolescência é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de Doenças
Crônicas não Transmissíveis (DCNT). Por isso, a importância da alimentação escolar,
oferecida aos alunos, a qual deve ser equilibrada e rica em nutrientes que garantam o
desenvolvimento físico e mental dos estudantes, além de auxiliar na saúde futura dos
mesmos. Os testes de aceitabilidade da alimentação escolar são aplicados nas
instituições para observar o padrão de consumo da alimentação oferecida, sendo
considerada como satisfatória quando apresentar 85% ou mais de aceitação. Objetivo:
Medir o índice de aceitabilidade da Alimentação Escolar oferecida aos alunos.
Metodologia: O trabalho foi realizado, em uma escola municipal de Caruaru-PE,
onde foi aplicado o questionário de escala hedônica, proposto pelo Programa Nacional
de Alimentação Escolar (PNAE) para avaliar a aceitação da alimentação consumida
no dia anterior a pesquisa. Resultados: A preparação composta por cuscuz com
salsicha de molho foi avaliada por 47 alunos, os quais referiram ter consumido a
merenda oferecida, destes, 40% responderam gostar muito, 11% gostar extremamente,
15% diz não gostar nem desgostar (indiferente), 4% desgostar extremamente, 9%
desgostar muito e 21% dos dados colhidos foram nulo/branco. Conclusões: Embora a
pesquisa tenha evidenciado um índice de aceitação abaixo da média, a maior parte dos
entrevistados (51%) referiu gostar da merenda oferecida. O elevado percentual de
72
alunos, que revelaram não aceitar satisfatoriamente a merenda pode refletir
preferências alimentares inadequadas, uma vez que próximo a área escolar existem
locais de venda de guloseimas, desfavorecendo assim a aceitação da alimentação
escolar, que é equilibrada e elaborada para suprir as necessidades nutricionais dos
escolares e reforçando a necessidade de práticas alimentares saudáveis, nesta faixa
etária, para evitar o desenvolvimento de doenças na idade adulta.
Palavras-Chave: Alimentação Escolar, Programa Nacional de Alimentação Escolar,
Aceitabilidade, Alimentação e Nutrição.
73
RP02 - PERFIL NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS NA
CLÍNICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO, DO NÚCLEO INTEGRADO
DE
SAÚDE
–
NIS
DA
FACULDADE
DO
VALE
DO
IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE.
Yasmin Castanha Macário; Jessianne Carla da Silva Vasconcellos; Érika Patrícia
Barbosa Silva; Helder Viegas Monteiro de Carvalho
Introdução: Dados relatados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –
IBGE (2002) mostram que a população idosa vem crescendo cada vez mais. Estimase que essa população tenha um aumento de 300% nos próximos 50 anos, chegando a
quase dois bilhões no ano de 2050. O envelhecimento é um processo natural, porém
submete o organismo a diversas alterações que modificam as condições de saúde do
idoso, bem como no seu estado nutricional. Objetivo Geral: Avaliar o perfil
nutricional dos idosos atendidos no Núcleo Integrado de Saúde –NIS da Faculdade do
Vale do Ipojuca/DEVRY, Caruaru-PE. Metodologia: Foram avaliados 22 prontuários
de pacientes atendidos de Janeiro de 2012 a Agosto de 2013, sendo estes apenas
idosos acima de 60 anos. As variáveis analisadas foram: peso, altura, idade, sexo,
doenças crônicas associadas e circunferência da cintura. Resultados: Dos prontuários
dos pacientes avaliados 59% (13) eram do sexo feminino, a média de idade foi de
69,2 anos, 86,4% (19) apresentaram doenças crônicas destacando-se a prevalência da
hipertensão arterial e diabetes mellitus com 89,4% e 63,1% respectivamente. A média
do IMC (Índice de massa corpórea) foi de 29 kg/m², destacando-se 59 % destes com
excesso de peso. A medida da circunferência da cintura mostrou que 84,6% das
pacientes mulheres apresentaram Circunferência da Cintura igual ou maior que 80 cm
e 66,6% dos homens igual ou maior que 94 cm, enquadrando-se na referência para
risco elevado ao desenvolvimento de complicações metabólicas associadas ao excesso
de peso. Conclusão: A partir do presente estudo, pode-se concluir que há uma
significativa incidência de inadequação do estado nutricional dos idosos,
74
principalmente no que diz respeito à prevalência de excesso de peso, revelado tanto
pelo IMC quanto pela circunferência da cintura, indicando maior suscetibilidade a
aumento da morbidade e consequente redução da qualidade de vida destes pacientes.
Os dados obtidos por este estudo contribuem para ampliação do referencial
antropométrico dos idosos, além de identificarem possíveis correlações entre
indicadores antropométricos e as alterações metabólicas associadas ao excesso de
peso na terceira idade.
Palavra chave: Idoso, estado nutricional, doenças crônicas.
75
RP03 - CONSUMO DE CREATINA EM PRATICANTES DE
EXERCÍCIOS DE FORÇA EM ACADEMIAS DE CARUARU – PE
João Antonio Teotonio de Sobral; Érika Michelle Correia de Macêdo
Introdução:
O
consumo
de
suplementos
alimentares
vem
aumentando
consideravelmente e se difundindo cada vez mais pelas academias de musculação,
principalmente os que prometem garantir um resultado mais rápido, melhor e muitas
vezes em um curto período de tempo. Dentre os diversos tipos de suplementos, para
os diversos tipos de objetivos, a creatina destaca-se como sendo um dos tipos que são
largamente utilizados em academias de musculação. Sendo definida como uma amina
de origem natural encontrada no músculo esquelético e sintetizada pelo pâncreas, rins
e fígado, a partir dos aminoácidos glicina e arginina, e que também pode ser obtida a
partir da alimentação. Objetivos: Avaliar o consumo de creatina em praticantes de
exercícios de força matriculados nas academias de musculação da cidade de Caruaru,
Pernambuco. Métodos: Foi realizado um estudo do tipo transversal, com metodologia
descritiva, com praticantes de exercícios de força em academias de musculação da
cidade de Caruaru – PE, através de uma pesquisa de campo. A coleta dos dados foi
realizada entre os meses de julho e setembro de 2013. Foi utilizado um questionário
para a coleta dos dados, onde o pesquisador entregou ao participante o questionário
para que o mesmo respondesse. O questionário constava de perguntas relacionadas à
prática da musculação e ao consumo da creatina. Resultados: A amostra foi composta
por 115 praticantes de musculação. Destes a maioria é do sexo masculino, com faixa
entre 18 e 25 anos e assalariados. Quanto a indicação do consumo de creatina, a maior
parte dos indivíduos receberam orientações por parte dos amigos, seguido de auto
indicação, nutricionista, instrutor de academia, internet e outros. Em relação ao tempo
de uso, o maior percentual dos consumidores da creatina consomem a menos de 3
meses e o tipo de creatina mais utilizada é em pó. O horário de consumo da creatina
destacou-se como sendo pré-treino na grande maioria dos praticantes. De acordo com
o objetivo ao tomar a creatina, o principal objetivo dos praticantes a grande maioria
76
destacou a hipertrofia e aumento da força. Quanto ao relato de efeitos benéficos
relacionados ao consumo da creatina, a maior parte dos consumidores (86,1%)
percebeu benefícios e uma minoria observou efeitos negativos. Conclusões: Neste
estudo, a suplementação de creatina associado a prática de musculação parece ser
eficaz em proporcionar hipertrofia e aumento da força. Porém, a maioria dos
consumidores fazem a ingestão da creatina por um período inferior a 3 meses, o que
pode ter contribuído para os baixos índices de efeitos colaterais encontrados. Ainda, a
presença de orientação de um profissional habilitado, como o nutricionista, é de suma
importância, a fim de que sejam orientadas a dosagem ideal para cada praticante a fim
de que sejam evitados os efeitos colaterais ocasionados pelo excesso da creatina a
longo prazo.
Palavras-chave: creatina, treinamento de resistência, exercício.
77
RP04 - CONSUMO DE TERMOGÊNICO POR PRATICANTES DE
ATIVIDADE FÍSICA EM ACADEMIAS DE SANTA CRUZ DO
CAPIBARIBE – PE
Juliana Emília Pereira Barbosa; Jéssica Mayara Gomes Xavier; Érika Michelle
Correia de Macêdo
Introdução: Devido as inúmeras vantagens proporcionadas pela atividade física, há
um aumento na sua procura, principalmente em academias de ginástica. Porém, a
maioria dos freqüentadores de academias de ginástica procura resultados rápidos e
sem muito esforço, por isso, observa-se, atualmente, o consumo elevado de
suplementos alimentares, com o objetivo ergogênico ou estético. Os tipos de
suplementos dietéticos existentes no mercado são inúmeros, dentre os mais
consumidos destacam-se os termogênicos que caracterizam-se por aumento da taxa
metabólica basal, facilitando a perda de peso. Objetivo: Avaliar o consumo de
termogênicos em praticantes de atividade física em academias de Santa Cruz do
Capibaribe-PE. Metodologia: Foi realizado um estudo do tipo descritivo de corte
transversal, com praticantes de atividade física de três academias do município de
Santa Cruz do Capibaribe-PE, que consomem termogênicos, com idade acima de 18
anos, de ambos os sexos e que estavam regularmente matriculados nas academias.
Foram excluídos aqueles que fazem uso do termogênico por um tempo inferior a uma
semana. Os dados foram coletados através da aplicação de questionário auto aplicável
entregue pelo pesquisador, que consta de questões sobre o consumo de termogênicos
pelos praticantes. Resultados: A amostra foi composta por 100 indivíduos entre 18 e
50 anos. A maioria dos consumidores (80%) referiu que o consumo do termogênico
atingiu as expectativas em relação a redução da gordura abdominal e ganho de
energia. 85% relataram não ter tido nenhum efeito negativo como: insônia, dor de
cabeça e tontura. Conclusão: Na população estudada, o consumo adequado de
termogênicos associado a prática regular de atividade física parecem ser seguros e
78
eficazes em aumentar a taxa metabólica basal, facilitando a redução da gordura
corporal. Porém, mais estudos são necessários em diferentes populações.
Palavras-chave: cafeína, camellia sinensis, exercício
79
RP05 - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – O QUE AS CRIANÇAS
ACHAM?
Maria Juliana Bezerra Ribeiro; Mariana Queiroz Bezerra; Graciene Batista da
Silva Araújo; Roberta de Avelar e Silva; Laís Regina da Silva; Jenyffer Medeiros
Campos
Introdução: Uma alimentação adequada desde a infância é fundamental para garantir
um crescimento adequado, assim como prevenir problemas futuros durante a fase
adulta. A escola também possui papel importante quanto à formação dos hábitos
alimentares das crianças, pois é lá que estas entram em contato com uma alimentação
alternativa, na qual os pais não participam de forma direta na inclusão de novas
práticas alimentares. Objetivos: o presente estudo tem como objetivo avaliar o índice
de aceitabilidade da alimentação escolar oferecida aos alunos do quinto ano de uma
escola municipal em Caruaru-PE. Métodos: Foram aplicados questionários impressos
de escala hedônica adequada para a idade aos alunos do quinto ano da Escola Josélia
Florêncio de Silvestre. A amostra constituiu de 128 alunos, sendo 52% do sexo
masculino e 48% do sexo feminino. Foram avaliados os atributos: aparência, sabor,
cor e odor da alimentação servida no dia da coleta, a qual foi a preparação cuscuz com
ovo, marcando com um (X) as carinhas equivalentes a desgostei extremamente,
desgostei muito, nem gostei nem desgostei, gostei muito e gostei extremamente.
Resultados: Para avaliar a aceitabilidade da alimentação escolar, os percentuais de
gostei muito e gostei extremamente são somados e devem atingir um percentual
mínimo de 85%. Ao avaliar a aparência, 61% dos meninos e 48% das meninas
marcaram gostei muito e gostei extremamente. Ao avaliar o item cor, 61% dos
meninos e 59% das meninas marcaram gostei muito e gostei extremamente. Avaliando
o item odor, 37% dos meninos e 33% das meninas marcaram gostei muito e gostei
extremamente. Na avaliação para sabor, 48% dos meninos e 43% das meninas
marcaram gostei muito e gostei extremamente. Conclusão: a preparação servida no
dia da pesquisa apresentou alguns percentuais acima de 50%, ou seja, mais da metade
atribuiu gostar da cor da preparação servida e os meninos da aparência. Entretanto, na
maioria dos itens avaliados, não foi atingido o nível mínimo de 85% para ser
considerada de boa aceitabilidade .
Palavras chave: Aprendizagem, alimentação escolar, nutrição
81
RP06 - ÍNDICE DE ACEITABILIDADE DA MERENDA ESCOLAR
OFERECIDA EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU- PE
Jéssyka Gislayne de Melo Bizarria; Mayara Aires Ferreira; Mariana Queiroz
Bezerra; Graciene Batista da Silva Araújo; Maria Juliana Bezerra Ribeiro;
Jenyffer Medeiros Campos
Introdução: A alimentação escolar desempenha um papel muito importante na vida
de crianças que estão em idade escolar, incentivando o consumo de alimentos
saudáveis e melhorando os hábitos alimentares dessa criança. Há vários métodos que
são utilizados para mudar este contexto como o Programa Nacional de Alimentação
Escolar (PNAE), visando atender às necessidades nutricionais dos alunos durante sua
permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento e a
aprendizagem dos estudantes. Objetivo: Analisar a adesão e a aceitabilidade da
alimentação escolar do público alvo alunos do 4º ano da escola pública de CaruaruPE. Metodologia: Essa pesquisa foi realizada na Escola Josélia Florêncio da
Silvestre, por professores e alunos do curso de Nutrição da UNIFAVIP, com 86 alunos
do 4º ano, agrupados 45 alunos do sexo feminino e 41 alunos do sexo masculino.
Foram aplicadas fichas impressas aos escolares, que indicava em uma escala o grau
que gostou ou desgostou do cardápio servido na escola. Os critérios utilizados para a
avaliação dos cardápios foram: aparência, cor, odor, e sabor, da merenda, e os alunos
avaliavam os atributos foram com as seguintes opções: desgostei extremamente,
desgostei muito, nem gostei/nem desgostei, gostei muito, gostei extremamente. Estas
fichas foram entregues depois da alimentação escolar e depois contabilizadas de
acordo com o sexo dos alunos. Resultados: A alimentação escolar foi servida após as
15hrs, todas em sala de aula, o cardápio deste dia foi cuscuz com ovo, os resultados
mostram que 48% dos alunos são do sexo masculino. Em relação a aparência, 22%
desgostou extremamente, 10% nem gostou/ nem desgostou e 39% gostou
extremamente. Em relação a cor 12% desgostou extremamente, 10% desgostou muito
e 39% gostou muito. Em relação ao odor, 24% nem gostou nem desgostou e 37%
82
gostou muito. Em relação ao sabor, 20% desgostou extremamente e 41% gostou
extremamente. Dos 52% do sexo feminino em relação a aparência, 13% desgostou
extremamente e 47% gostou muito. Em relação a cor, 42% gostou muito e 36%
gostou extremamente. Já para o odor, 18% desgostou extremamente e 40% gostou
muito. Para o atributo sabor, 13% desgostou extremamente e 53% gostou
extremamente. Conclusão: A merenda servida no dia da pesquisa apresentou
avaliações satisfatórias para as crianças do sexo feminino, quanto aos atributos
aparência, cor, odor e sabor, do que as do sexo masculino.
Palavras chave: Alimentação escolar, aprendizagem, nutrição
83
RP07 - AVALIAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO OFERECIDA AOS
ALUNOS DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE
Mariana Queiroz Bezerra; Graciene Batista da Silva Araújo; Maria Juliana
Bezerra Ribeiro; Roberta de Avelar e Silva; Laís Regina da Silva; Jenyffer
Medeiros Campos
A escola tem como principal missão educar e formar novos cidadãos, através de uma
educação e infra-estrutura de qualidade que possa dar suporte nas atividades
curriculares e extracurriculares, do aluno. A merenda escolar tem um papel importante
nesse processo, pois visa suplementar a alimentação do aluno, melhorando suas
condições nutricionais e sua capacidade de aprendizagem formando também bons
hábitos alimentares. O objetivo do trabalho foi analisar a alimentação escolar
oferecida aos alunos do quinto ano da escola Josélia Florêncio da Silvestre, em
Caruaru-PE. Os dados foram coletados por meio de aplicação de fichas hedônicas,
onde os alunos marcariam em uma escala o que gostou ou desgostou do cardápio
daquele dia, o qual foi servido cuscuz com ovo. Foram analisados a aparência, cor,
odor e sabor. O teste foi realizado com 128 alunos, 52% correspondem à meninos e
48% à meninas. Em relação à aparência 24% dos meninos marcaram desgostei
extremamente e 6% desgostei muito, 31% marcaram gostei muito e 30% gostei
extremamente. Ainda ao avaliar o item aparência, 18% das meninas atribuíram
desgostei extremamente e 8% desgostei muito, 36% atribuíram gostei muito e 11%
gostei extremamente. Ao avaliar o item cor, 18% dos meninos marcaram desgostei
extremamente e 9% desgostei muito, 25% marcaram gostei muito e 36% gostei
extremamente. As meninas atribuíram 13% desgostei extremamente para a aparência
e 18% desgostei muito, 28% gostei muito e 31 gostei extremamente para a aparência.
Em relação o item odor, 27% dos meninos marcaram desgostei extremamente e 6%
desgostei muito, 18% marcaram gostei muito e 19% gostei extremamente. As meninas
ao avaliarem o item odor, 25% marcaram desgostei extremamente e 11% desgostei
84
muito, 15% marcaram gostei extremamente e 18% gostei muito. Ao avaliar o sabor,
25% dos meninos marcaram desgostei extremamente e 3% desgostei muito, 19%
marcaram gostei muito e 28% gostei extremamente. As meninas atribuíram 25%
desgostei extremamente e 11% desgostei muito, 23% marcaram gostei extremamente
e 20% gostei muito.
A merenda servida no dia da pesquisa apresentou boa
aceitabilidade, pois, 55% dos alunos marcaram gostei muito e gostei extremamente,
28% dos alunos marcaram desgostei muito e desgostei extremamente e apenas 17%
dos alunos marcaram nem gostei nem desgostei.
Palavras chave: Alimentação escolar, aprendizagem, nutrição
85
RP08 - AVALIAÇÃO AFETIVA NA MERENDA ESCOLAR DE
UMA INSTITUIÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO EM CARUARUPE
Laís Regina da Silva; Roberta de Avelar e Silva; Jéssyka Gislayne de Melo
Bizarria; Mayara Aires Ferreira; Jenyffer Medeiros Campos
Introdução: A escola, que tem como principal missão desenvolver processos de
ensino-aprendizagem desempenha papel fundamental na formação e atuação das
pessoas em todas as arenas da vida social. A merenda escolar tem um papel
importante nesse, pois visa suplementar a alimentação do aluno, melhorando suas
condições nutricionais e sua capacidade de aprendizagem formando também bons
hábitos alimentares. Objetivo: Quantificar o índice de aceitabilidade da Alimentação
Escolar oferecida aos alunos do segundo ano de uma escola municipal situada em
Caruaru-PE. Método: Para verificação da aceitação da alimentação escolar servida,
aplicaram-se fichas de escala hedônica estruturada de cinco pontos aos escolares, as
quais indicavam em uma escala de um a cinco o grau que gostou ou desgostou do
cardápio servido no dia da pesquisa, no horário do lanche da tarde. Os atributos
utilizados para a avaliação dos cardápios foram: aparência, cor, odor, e sabor, da
merenda, e os alunos avaliavam os atributos de acordo com as seguintes opções:
desgostei extremamente, desgostei muito, nem gostei/nem desgostei, gostei muito,
gostei extremamente. Estas fichas foram entregues depois da alimentação escolar
sendo posteriormente tabuladas, analisadas e interpretadas.
Resultado: A
aceitabilidade foi avaliada entre os alunos do segundo ano da referida escola
totalizando um amostra de 88 alunos de ambos os sexos, com faixa etária entre sete e
oito anos. Neste estudo, entre os atributos relacionados ao cardápio do dia, que foi
cuscuz com ovo, observou-se que todos foram acima de 60% para gostei
extremamente. Entretanto, com base nos dados referentes à aceitabilidade, ou seja, a
soma dos atributos gostei muito e gostei extremamente, pôde-se destacar que a
merenda não atingiu o índice mínimo de 85% na escala hedônica, considerado o
86
parâmetro para avaliação da alimentação escolar. Conclusão: É necessária uma
alimentação equilibrada, do tipo harmoniosa, levando em conta a qualidade a ser
oferecida, juntamente com as necessidades energéticas e composições nutritivas das
recomendações de calorias e nutrientes; havendo assim uma forma de prazer na
alimentação escolar, a fim de tornar-se melhor aceita entre as crianças.
Palavras chave: Alimentação escolar, aprendizagem, nutrição
87
RP09 - EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DE SAÚDE DO
MUNICÍPIO DE CARUARU-PE: COMPARATIVO DOS ANOS DE
2004 E 2012.
Paula Brielle Pontes Silva; Ewerton Carlos Mota Vieira; Adrianna Costa de
Azevedo Mello Cintra; Taciana Fernanda dos Santos Fernandes
Introdução: Indicadores de saúde são coeficientes e índices que juntos, nos dão um
bom indicativo de como está o nível de saúde de uma população. Objetivos: O
presente trabalho tem como objetivo comparar os indicadores de saúde coletiva do
município de Caruaru-PE, nos anos de 2004 e 2012, utilizando estes indicadores para
evidenciar possíveis modificações entre o nível de saúde da população. Métodos: Os
dados para realização do trabalho foram obtidos através do Banco de dados do
Sistema Único de Saúde (DATASUS) referentes ao ano de 2004 e da Secretaria de
Saúde do município de Caruaru referentes ao ano de 2012. Foram calculados o
Coeficiente de Mortalidade Geral (CMG), Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI),
Índice de Swaroop e Uemura (ISU), além da Curva de Nelson Moraes e Mortalidade
Proporcional por Grupo de Causas. Resultados: Os resultados mostraram uma
redução na taxa de natalidade geral (de 18.9/1000hab para 17.1/1000hab em 2012), na
mortalidade geral (CMG em 2004 de 7,08/1000hab e em 2012 de 6,2/1000hab) e no
CMI passou de 20.9/1000hab em 2004 para 13.5/1000hab em 2012, havendo um
maior número de óbitos no período neonatal em relação ao período pós-neonatal.
Também foi observado um aumento no percentual de óbitos na população com 50
anos ou mais (ISU =70,2% em 2004 para 77,3% em 2012). Quanto ao perfil da
mortalidade por grupo de causas, foi identificada uma alteração na participação dos
grupos, no qual as neoplasias assumiram a 2° causa de óbitos em 2012. Conclusão:
Ao analisar a evolução dos indicadores desse município no período de 2004 a 2012,
verificou-se uma melhora no nível de saúde medido pela redução da mortalidade
infantil, e aumento da proporção de óbitos na faixa de idade de 50 anos e mais. Esse
88
fato reflete, provavelmente, o aumento da longevidade da população o que contribui
para o maior percentual de óbitos por doenças do aparelho circulatório e neoplasias.
Portanto, esses dados reforçam a importância da atuação do profissional nutricionista
na promoção de saúde e prevenção das doenças como forma de reduzir a prevalência
de óbitos gerados pelas doenças crônicas não transmissíveis.
Palavras-chave:
Indicadores
de
saúde
89
-
Caruaru
-
saúde
coletiva
RP10
-
AVALIAÇÃO
ORGANOLÉPTICA
DE
UMA
PREPARÇAÃO SERVIDA EM UM ESCOLA MUNICIPAL DE
CARUARU-PE
Graciene Batista da Silva Araújo; Maria Juliana Bezerra Ribeiro; Mariana
Queiroz Bezerra; Mayara Aires Ferreira; Jéssyka Gislayne de Melo Bizarria;
Jenyffer Medeiros Campos
A merenda escolar tem despertado crescente interesse a partir da compreensão de
sua importância em suprir parte das necessidades nutricionais diárias,
especialmente quanto aos valores de proteínas e calorias, como também, sua
influência no desenvolvimento e no nível de aprendizagem sobre os escolares. O
objetivo deste trabalho foi avaliar as características organolépticas de uma
preparação regional servida e distribuída aos alunos do quinto ano da Escola
Josélia Florêncio de Silvestre em Caruaru-PE. A pesquisa foi realizada no mês de
abril/2013, em sala de aula, após a preparação cuscuz com ovo ser oferecida aos
alunos do quinto ano. Os alunos preencheram uma ficha da Escala Hedônica,
avaliando alguns atributos como: aparência, sabor, cor e odor. As opções de
respostas disponíveis eram representadas por “carinhas” que, em uma escala de
um a cinco, eram equivalentes às opções: desgostei extremamente, desgostei
muito, nem gostei nem desgostei, gostei muito e gostei extremamente. Entre os
alunos do sexo masculino e feminino foram avaliados 128 alunos do quinto ano.
Em análise do atributo aparência 21% dos alunos marcaram desgostei
extremamente, 7% marcaram desgostei muito, 17% alunos marcaram nem gostei
nem desgostei, 34% gostei muito e 21% gostei extremamente. Ao contabilizar o
item cor, 16% dos alunos marcaram desgostei extremamente, 13% desgostei
muito, 11% nem gostei nem desgostei, 27% marcaram gostei muito e 34% gostei
extremamente. Em relação o item odor, 26% marcaram desgostei extremamente,
9% desgostei muito, 30% nem gostei nem desgostei, 16% gostei muito e 19%
90
gostei extremamente. Ao fazer a avaliação do sabor, 25% marcaram desgostei
extremamente, 7% alunos marcaram desgostei muito, 23% nem gostei nem
desgostei, 21% marcaram gostei muito e 24% gostei extremamente. Somando os
itens “gostei muito” e “gostei extremamente” nos atributos aparência, cor, odor e
sabor, foi observado que a média alcançada foi de 49% de aceitabilidade da
merenda escolar para os alunos do quinto ano da Escola Josélia Florêncio de
Silvestre. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação na Resolução nº 32 de
10 de agosto de 2006 preconiza a aprovação dos alimentos que atingiram 85% ou
mais de índice de aceitação, o que não aconteceu na referida classe.
Palavras chave: Alimentação escolar, nutrição, aprendizagem
91
RP11 - SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO PESO AO NASCER DE
CRIANÇAS E NECESSIDADE DE PROMOÇÃO À SAÚDE
NUTRICIONAL DE
GESTANTES DA USF-
LOTEAMENTO
CONCEIÇÃO EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE
Danielle Vitória Nogueira de Lucena; Carlos Fernando Nápoles França Santos;
Renata Emmanuele Assunção Santos; José Ronaldo Vasconcelos Nunes
Introdução: A epidemiologia aplicada à nutrição volta-se para o levantamento de dados
que contribuam para traçar o perfil do estado nutricional de uma determinada população
sendo capaz de delinear ações de prevenção e tratamento. O coeficiente de mortalidade
infantil é provavelmente o indicador mais empregado para medir o nível de saúde e de
desenvolvimento social de uma região (Pereira,2008) sendo classificado como um
indicador nutricional indireto. Assim, aspectos nutricionais que envolvem a gestante e o
bebê são de extrema importância sendo considerado um item relevante na dinâmica dos
dados de mortalidade no primeiro ano de vida. O monitoramento ponderal no pré-natal
tem grande utilidade para identificar desvios nutricionais e estabelecer um plano de ação
eficaz a fim de resolvê-los. Um aporte inadequado de nutrientes nesse período, tanto
insuficiente quanto excessivo, pode alterar o desenvolvimento intrauterino fetal, como
consequência tem-se recém-nascidos (RN) com peso de nascimento inadequados e,
associado a isto, maior mortalidade e morbidade neonatal e infantil. A inclusão do
campo da alimentação e nutrição no debate da promoção da saúde parece apontar para
avanços importantes, abrindo novos horizontes para a atuação dos nutricionistas sociais
capazes de intervir nos números relacionados ao tema da insuficiência de peso ao
nascer. Objetivos: Descrever o Perfil Epidemiológico do Loteamento Conceição,
localizado no município de Vitória de Santo Antão e reafirmar a importância da nutrição
na promoção à saúde para gestantes com o objetivo de minimizar os números de peso
insuficiente ao nascer das crianças e as consequências desta situação de saúde.
Materiais e Métodos: Trabalho proposto pela disciplina de Epidemiologia ao curso de
92
Nutrição da UFPE-CAV. Os dados obtidos foram coletados a partir das fichas: A, D,
SSA2; caderno de acompanhamento de nascimentos da USF e questionário de triagem
realizado com a enfermeira responsável. Resultados: Do total de 41 crianças nascidas
vivas em 2012, 56,1% delas obtiveram peso adequado ao nascer, o mesmo percentual
de 7,3% foi observado para as crianças com baixo peso e alto peso ao nascer e, 29,4%
delas nasceram com peso insuficiente. Este último percentual chamou atenção, visto
que, comparando-os com os dados do SINASC 2011 (últimos dados disponíveis para
acesso), temos um número maior em 6% na comunidade com relação ao Brasil (23%).
Conclusão: Deve-se definir estratégias de intervenção e prevenção de desfechos
desfavoráveis entre bebês com peso inadequado ao nascimento. Partindo da realidade
do de uma USF, o nutricionista do NASF (núcleo assistencial), pode atuar de maneira
interdisciplinar e eficaz junto aos demais profissionais da equipe, visto que outros
fatores, além dos nutricionais, contribuem para este quadro.
Palavras-Chave: Peso ao nascer; Epidemiologia Nutricional; Peso Insuficiente.
Pesquisa na área de Nutrição Social
93
RP12 - PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS MENORES DE 24
MESES
DE
IDADE
PORTADORAS
DE
CARDIOPATIA
CONGÊNITA
Evane Moises da Silva; Daniely Romera Alves Lima
Introdução: A cardiopatia congênita é definida como uma alteração na estrutura
cardiovascular normal ou da incapacidade desta estrutura atingir seu desenvolvimento
completo durante o período fetal, produzindo graus variáveis de disfunção
circulatória. De etiologia multifatorial, a cardiopatia congênita pode decorrer da
interação entre predisposição genética e fatores ambientais intra-uterinos. Sua
incidência é de difícil estimativa, uma vez que podem ocorrer variações
epidemiológicas conforme o perfil da amostra estudada. Estima-se que de cada 1.000
nascidos vivos, 2 a 10 são afetados por alguma malformação cardíaca. De acordo com
vários autores, a cardiopatia congênita está associada ao déficit nutricional, sendo essa
uma das principais sequelas. Crianças com cardiopatia congênita comumente
apresentam um menor peso corporal, quando comparadas às crianças saudáveis de
mesma faixa etária, sendo que essa alteração ponderal pode estar associada ao
comprometimento de outros parâmetros antropométricos do desenvolvimento físico
tais como o crescimento linear e o desenvolvimento pondero-estatural. Objetivo:
Avaliar o perfil nutricional de crianças portadoras de cardiopatia congênita, com idade
inferior a 24 meses, internadas em um hospital da cidade de Recife, Pernambuco.
Métodos: Estudo transversal descritivo, com análise retrospectiva de prontuários de
99 crianças menores de 24 meses, portadoras de cardiopatia congênita, internadas no
setor de cardiologia pediátrica de um hospital de referência em cardiologia da cidade
de Recife, Pernambuco, no período de novembro de 2007 a julho de 2011. Para a
avaliação do estado nutricional, segundo a classificação do escore Z, utilizaram-se os
índices peso por idade (P/I), comprimento por idade (C/I), peso por comprimento
94
(P/C) e o índice de massa corporal (IMC) para idade (IMC/I), considerando-se os
pontos de corte estabelecidos para crianças de 0 a 2 anos de idade, tendo como padrão
de referência as Curvas de Crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Resultados: A média de idade das crianças participantes da pesquisa foi de 7,7 (±6,5)
meses, com maior frequência de participação de crianças do sexo masculino (58,6%).
No que se refere ao perfil nutricional das crianças, segundo parâmetros apresentados
pelos Escores Z, 22,2% (IC95% 14,5 – 31,7%) apresentaram baixo comprimento para
idade, 38,4% (IC95% 28,8 – 48,7%) baixo peso para idade, e 60,6% (IC95% 50,3 –
70,3%) e 1% (IC95% 0,02 – 5,5%) apresentaram peso adequado para a idade e peso
elevado para a idade, respectivamente, 35,4% (IC95% 26,0 – 45,6%) baixo peso para o
comprimento e e 77,8% (IC95% 68,3 – 85,5%) comprimento adequado para a idade.
Em relação ao P/C, foi constatado que 56,6% (IC95% 46,2 – 66,5%) apresentava peso
adequado para o comprimento e 8,1% (IC95% 3,5 – 15,3%) peso elevado para o
comprimento. No tocante ao IMC/I, 40,4% (IC95% 30,7 – 50,7%) baixo IMC para
idade, 50,5% (IC95% 40,3 – 60,7%) e 9,1% (IC95% 4,2 – 16,6%) eutrofia e excesso de
peso, em respectivo. Conclusões: As altas prevalências de déficit nutricional
demonstram a suscetibilidade desta população em relação ao comprometimento
nutricional e chama a atenção para a importância do acompanhamento nutricional, no
que diz respeito à avaliação, monitoramento e intervenção nutricional em crianças
portadoras de cardiopatias congênitas, no intuito de diminuir as consequências da
doença sobre o estado nutricional.
Palavras-chave: Estado nutricional; Cardiopatias congênitas; Criança.
95
RP13 - TESTE DE ACEITABILIDADE DA ALIMENTAÇÃO
SERVIDA EM UMA ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE
CARUARU-PE.
Mayara Aires Ferreira; Jéssyka Gislayne de Melo Bizarria; Maria Juliana
Bezerra Ribeiro; Mariana Queiroz Bezerra; Graciene Batista da Silva Araújo;
Jenyffer Medeiros Campos
Introdução: O âmbito escolar é um local favorável para a formação 50% da
personalidade, e dos hábitos alimentares, por isso a importância da implementação de
alimentos saudáveis, e de boa procedência na composição do cardápio sugerido pela
escola aos alunos. A merenda escolar é uma alimentação fornecida nas escolas para os
alunos, que deve suprir uma parte da alimentação dos mesmos, no momento em que
eles estão no local de aprendizado. Com o apoio das escolas em servir uma
alimentação saudável, rica em nutrientes, aumentando a probabilidade dessas crianças
se tornarem adultos com bons hábitos alimentares, e por consequência, minimizar os
riscos de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis. (DCNT). Objetivo:
Verificar a aceitação da merenda escolar em alunos do 4º ano da escola Josélia
Florêncio de Silveira. Metodologia: Foi aplicado, no mês de março de 2013, um teste
de aceitabilidade com 86 alunos, sendo 45 meninas e 41 meninos, onde os mesmos
respondiam sobre vários aspectos da merenda, dentre eles: aparência, cor, odor, sabor,
apresentando como respostas as opções “desgostei extremamente”, “desgostei muito”,
“nem gostei /nem desgostei”, “gostei muito”, “gostei extremamente”, relacionado a
merenda do dia anterior. Apenas participavam do teste os alunos que teriam
consumido a merenda do dia anterior, e que estava disposto a participar do teste.
Resultados: os resultados obtidos nesse teste no somatório “gostei muito” com
“gostei extremamente”, apresentaram os seguintes percentuais: 70% aparência, 76%
cor, 64% sabor, 67% odor. Entretanto, para a alimentação escolar ser considerada com
boa aceitabilidade, o percentual mínimo a ser atingido é de 85%, o que não ocorreu
para nenhum dos atributos avaliados. Conclusão: De acordo com os dados obtidos,
96
pode-se concluir que neste teste de aceitabilidade, a alimentação servida aos alunos
não atingiu o percentual mínimo estabelecido.
Palavras chave: Alimentação escolar, nutrição, aprendizagem
97
RP14 - TIPO DE INDICAÇÃO DE TERMOGÊNICOS COM
PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA
Jéssica Mayara Gomes Xavier; Juliana Emília Pereira Barbosa; Érika Michelle
Correia de Macêdo
Introdução: O consumo de termogênico por praticantes de atividade física vem
crescendo vertiginosamente por estarem relacionados ao aumento da taxa metabólica
basal, o que facilita a perda de peso. Dentre as substâncias mais utilizadas nas
formulações dos termogênicos, destacam-se a cafeína e o chá verde, pelo fato de ter
um preço acessível e de fácil aquisição. Os principais benefícios ergogênicos
relacionados são a melhoria do rendimento físico e a diminuição da gordura corporal.
Objetivo: Avaliar o consumo de termogênicos em praticantes de atividade física em
academias de Santa Cruz do Capibaribe-PE. Metodologia: Foi realizado um estudo
do tipo descritivo de corte transversal, com praticantes de atividade física de três
academias do município de Santa Cruz do Capibaribe-PE, que consomem
termogênicos, com idade acima de 18 anos, de ambos os sexos e que estavam
regularmente matriculados nas academias. Foram excluídos aqueles que fazem uso do
termogênico por um tempo inferior a uma semana. Os dados foram coletados através
da aplicação de questionário auto aplicável entregue pelo pesquisador, que consta de
questões sobre o consumo de termogênicos pelos praticantes. Resultados: A amostra
foi composta por 100 indivíduos entre 18 e 50 anos, sendo 55% do sexo masculino,
56% com idade entre 18 e 25 anos e 45% assalariados. Dentre os consumidores de
termogênicos, 60% praticam musculação há mais de 1 ano, de 3 a 5 vezes por semana.
Os termogênicos mais consumidos pelos praticantes de atividade física são a base de
cafeína (68%), seguido pelo chá verde (26%) e carnitina (6%). Quanto a indicação do
termogênico, 37% da amostra foi indicado por amigos, 26% por instrutores da
98
academia e apenas 2% por nutricionista. Conclusão: Observou-se que a cafeína é o
termogênico mais difundido entre os paraticantes de atividade física e que os amigos e
instrutores de academias são os que mais indicaram o consumo do termogênico. Fazse necessário a inserção do profissional nutricionista na rotina das academias para que
o consumo de termogênicos por praticantes de atividade física seja indicado de forma
individualizada garantindo a saúde dos mesmos. São oportunos estudos que avaliem o
consumo de termogênicos por praticantes de atividade física para esclarecer aos seus
consumidores e à comunidade científica sobre os benefícios e malefícios no que se diz
respeitoao consumo do mesmo, e sobre a sua eficácia e os possíveis riscos a saúde do
consumidor, ressaltando a importância do profissional nutricionista para orientar tal
consumo.
Palavras-chave: cafeína, camellia sinensis, exercício
99
RP15 - PREVALÊNCIA DO CONSUMO DE ALIMENTOS
INDUSTRIALIZADOS DOS PACIENTES INFANTIS ATENDIDOS
NA
CLINICA
ESCOLA
DE
NUTRIÇÃO,
DO
NÚCLEO
INTEGRADO DE SAÚDE – NIS DA FACULDADE DO VALE DO
IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE
Lacyjane Alves Ferreira Santos; Joedja Sobral Lunna; Helder Viegas Monteiro
de Carvalho
Introdução: A praticidade com que a vida é levada nos dias atuais expõe a população
ao consumo de uma série de alimentos industrializados, em porções e embalagens que
se adequam à correria do dia-a-dia, de preço acessível, porém estes promovem a
saciedade devido a altas cargas calóricas, onde conservantes, sódio e altos percentuais
de gordura se enquadram neste grupo de alimentos. Fato este que também se aplica à
população infantil, que passa
períodos de tempo fora de casa, geralmente em
atividades educacionais e outras, além das mães pós-contemporâneas que contribuem
na renda familiar e por vezes são as chefes de família, trabalhando dia inteiro, sem
tempo suficiente para preparar alimentação apropriada para os filhos, o que ocasiona a
este grupo de crianças como grande alvo deste tipo de alimentos, consequentemente
trazendo malefícios à saúde, com risco de desenvolvimento de morbidades associadas,
por serem alimentos pouco nutritivos e que acarretam em complicações metabólicas à
saúde destas crianças principalmente na vida adulta dos mesmos. Objetivo Geral:
Identificar a prevalência de consumo dos alimentos industrializados por crianças
atendidas na Clínica Escola de Nutrição na UNIFAVIP/DeVry. Metodologia: Foram
analisados prontuários das 20 crianças atendidas, no período de agosto de 2012 à
agosto de 2013, excluindo-se 6 prontuários que não continham as informações
necessárias para este estudo, pois não havia nenhum registro de consumo de
alimentação industrializada para tais crianças. A variável coletada foi o IMC (Índice
100
de Massa Corpórea) de cada criança, e registrou-se os alimentos industrializados
citados na Frequência Alimentar e Recordatório 24h destes pacientes atendidos na
Clinica Escola de Nutrição, na UNIFAVIP/DeVry, de Caruaru-PE. Resultados: Dos
14 prontuários analisados, 40% consumiam sucos industrializados, 40% consumiam
biscoitos doces; 25% consumiam achocolatado; seguidos por embutidos, bolos e
refrigerantes com 20%; frituras e cereais açucarados com 15%; pizza, hambúrguer,
pipoca e doces com 10% e por fim macarrão instantâneo e chocolates com
5%.Segundo o IMC avaliado para idade, 85% destes estão com excesso de peso ou
obesidade e 15% eutróficos, denotando a importância de intervenção na saúde deste
grupo populacional. Conclusão: Observa-se uma alta ingestão de alimentos
industrializados e elevado índice de excesso de peso/obesidade infantil, o que junto a
outros fatores como sedentarismo podem convergir ao desenvolvimento de
comorbidades como a obesidade e excesso de peso nestas crianças. Ficando clara a
relevância da intervenção dos pais e dos serviços de Nutrição, como o caso da Clínica
Escola desta instituição na prevenção, promoção e dietoterapia destes pacientes.
Palavras-chave: Consumo alimentar, crianças, alimentos industrializados.
101
RP16 - PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE ESTUDANTES DE
GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO UNIFAVIP- DeVry
Steffany Kelly Pontes Pires; Gabriela Souza; Marry Aneyts; Thais Cavalcanti
Galvão; Ana Bolena de Luna Siqueira
Introdução: Atualmente, o acesso da população aos cursos de educação superior tem
aumentado, uma vez que existem programas (FIES, PROUNI) que facilitam o
ingresso de estudantes no ensino superior. O número de cursos de nutrição oferecidos
no Brasil vem crescendo constantemente disponibilizando cada vez mais vagas para a
formação de profissionais. Tal fato fez o número de nutricionistas no país aumentar
bastante além de haver diversidade nas áreas de atuação. Apesar disso, o número de
profissionais formados ainda não supre a demanda, o que estimula os jovens a
buscarem formação nesta área com expectativa de crescer profissionalmente já que a
profissão de nutricionista tem se aperfeiçoado com o passar dos anos. O cenário
universitário é composto pelos mais diversos indivíduos, cada estudante com sua
particularidade, permitindo uma variedade no perfil do grupo estudado. Objetivos:
Descrever os dados sociodemográficos dos estudantes do curso de graduação em
nutrição da UNIFAVIP/DeVry. Métodos: O estudo faz parte do Projeto de Iniciação
Científica intitulado “Perfil Nutricional de Estudantes do Curso de Graduação em
Nutrição UNIFAVIP/DeVry”, foi realizado entre os meses de agosto e setembro de
2013, com indivíduos acima dos 18 anos, ingressantes (2° período) ou concluintes (8°
período), matriculados regularmente no curso de nutrição da UNIFAVIP/DeVry. A
amostra compõe 82 alunos, que responderam ao termo de consentimento e livre
esclarecimento e entrevistados por meio de um questionário sociodemográfico.
Resultados: Dos indivíduos envolvidos na pesquisa, 85,3% são mulheres e 14,6% são
homens. A média de idade foi de 22,5 anos para os homens e 21,4 anos para as
mulheres. A média de pessoas que residem com eles foi de 3,58 pessoas para os
homens e 3,8 pessoas para as mulheres. Quando questionados a respeito do estado
civil, 91,4% do sexo feminino se declarou solteira contra 8,57% casadas, já no sexo
masculino o percentual de solteiros foi de 91,6%,para 8,3% de casados. Dos alunos,
24,3% residem em Caruaru e 75,6% são de outras cidades. Os ingressantes se
mostraram em maioria (64,1%) sobre os concluintes (35,8%). Conclusão: Percebe-se
que as características dos indivíduos entrevistados são em sua maioria pessoas jovens,
mulheres e solteiras; Além disso, foi notável que a média de pessoas que vivem na
mesma casa que os estudantes não é alta,. A instituição recebe alunos de regiões
diversas, o que reforça o interesse deles, que não medem esforços em obter uma
graduação. Logo, vê-se que o número de profissionais nutricionistas, aumentará cada
vez mais nos próximos anos, devido ao aumento de universitários no curso de
nutrição.
Palavras-chave:
Nutrição,
Estudantes
de Ciências
da Saúde,
Indicadores
Demográficos.
RP17 - ÍNDICE DE REJEITO
DE REFEIÇÕES SERVIDAS
103
EM UMA CLÍNICA NEFROLÓGICA EM CARUARU-PE
Maria Francielli Souto da Costa; Jenyffer Medeiros Campos; Luana Mayara
Nascimento Correia; Mabelle Moraes Cordeiro
Introdução: Em uma Unidade de Alimentação e Nutrição, a alimentação adequada é
fundamental para a promoção da saúde do trabalhador, sua qualidade de vida e para o
bom desempenho de suas funções, evitando acidentes durante a jornada de trabalho e
aumentando a produtividade. O nutricionista tem um grande desafio a considerar, no
processo de elaboração de refeições, que não inclui apenas aspectos nutricionais ou de
segurança microbiológica, mas de contemplar, de forma conjunta, ações direcionadas
ao desenvolvimento de técnicas de preparo que associem ao mesmo tempo saúde e
prazer. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a aceitabilidade da
alimentação oferecida aos funcionários do SOS Rim do município de Caruaru-PE.
Métodos: Para avaliar a aceitabilidade foi utilizado o índice de rejeito como
parâmetro por meio de uma fórmula onde considera o peso das refeições prontas que
foram distribuídas na rampa e diminui-se a quantidade de restos do peso inicial, sendo
excluídos ossos, cascas de frutas e descartáveis. A pesagem foi realizada durante uma
semana, do mês de julho, utilizando-se a média para avaliar o resultado. Para pesagem
foi utilizado uma balança de marca Toledo com capacidade máxima de 120 kg.
Resultados: Durante o almoço foram coletados em sacos plásticos todas os restos dos
pratos dos comensais sendo a média final de rejeito 1,640 Kg, de um total de 26,316
Kg de alimentos distribuídos o que representa um Índice de Rejeito de 6,23%.
Conclusões: De acordo com a literatura, o índice de rejeito da clínica nefrológica
estudada encontra-se dentro do recomendado, que considera tolerável para
coletividades sadias valores até 10%. Dessa forma o cardápio está adequado, ou seja,
foi bem planejado e executado, explicando o fato do baixo índice de rejeito.
Palavras chave: Nutrição, alimentação, desperdício
104
RP18 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE FUNCIONÁRIOS DE
UMA FÁBRICA, CADASTRADOS NO PAT, NO MUNICÍPIO DE CARUARUPE
Luana Mayara Nascimento Correia; Jenyffer Medeiros Campos; Mabelle
Moraes Cordeiro; Maria Francielli Souto da Costa
Introdução: Em decorrência do acelerado processo de modernização e do aumento da
carga de trabalho, amplia-se a necessidade de se realizar as refeições no ambiente de
trabalho. Nesse contexto, é imprescindível que as empresas forneçam a seus
trabalhadores, condições alimentares que, além de suprir suas necessidades
nutricionais, adéquem-se a realidade sociocultural na qual estão inseridos. As boas
condições de saúde do trabalhador e o bom rendimento de suas atividades têm ligação
direta com a alimentação que a ele é fornecida na UAN. Uma nutrição balanceada,
quando oferecida ao funcionário da empresa, aumenta sua produtividade e reduz os
riscos de acidentes de trabalho. Objetivo: O presente trabalho objetiva avaliar o
estado nutricional dos funcionários da Vitamassa do município de Caruaru-PE,
considerando sua participação no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Metodologia: A avaliação do estado nutricional foi realizada no refeitório da
Vitamassa com os trabalhadores que se dispuseram a participar voluntariamente.
Foram coletados dados como peso, altura, idade, sexo e freqüência da prática de
atividade física (F.A). Através da relação feita entre os dados de peso (em quilos) e
altura (em metros) elevada ao quadrado, dos participantes, foi possível obter o Índice
de Massa Corporal (IMC) e classificá-los quanto ao estado nutricional em obesidade
(graus I, II ou III), pré-obeso, excesso de peso, eutrófico e baixo peso de acordo com
os valores de referência dados pela World Heath Organization (WHO). Para obtenção
de peso foi utilizada uma balança com capacidade máxima de130 quilos e precisão de
100g, tendo sido os funcionários participantes posicionados sobre a balança, em
posição ereta, com os braços estendidos o longo do corpo, sem objetos nos bolsos. A
altura foi obtida através de estadiômetro com extensão de dois metros, estando os
avaliados em posição ereta, com braços estendidos ao longo do corpo, costas retas e
olhar para o horizonte. Por estarem com sapatos de segurança, difíceis de serem
retirados no momento da avaliação, foram excluídos dois centímetros da altura de
cada trabalhador. Resultados: O total de avaliados consistiu em 64 funcionários,
sendo 32 do sexo feminino e 32 do 105 sexo masculino. Entre as mulheres,
57% (18) encontravam-se eutróficas, 34% (11) pré-obesas, 3% (1) com baixo peso,
3% (1) com excesso de peso e 3% (1) com obesidade grau I. Com relação aos homens
59% (19) foram classificados eutróficos, 12,6% (4) com excesso de peso, 3% (1) e
25% (8) como pré-obesos. Conclusão: Através dos resultados obtidos é possível
observar que a maior parte dos trabalhadores apresentou-se eutrófica, fato esse que
pode estar relacionado, também a boa qualidade da refeição oferecida na UAN, o que
traduz a importância do PAT para as empresas.
Palavras chave: Avaliação Nutricional, Programa de Alimentação do Trabalhador,
Nutrição.
106
RP19 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO
ALIMENTAR DE ADOLESCENTES MATRICULADOS EM
UM COLÉGIO PÚBLICO DE CARUARU- PE
Laís Lucena Pimentel Arandas; Érica Rosineide dos Santos; Vaulena Batinga;
Flávia Gabrielle Pereira de Oliveira
Introdução: A avaliação nutricional é um instrumento diagnóstico que mensura as
condições nutricionais do organismo determinadas pelos processos de ingestão,
absorção, utilização e excreção de nutrientes. A adolescência é caracterizada como
uma fase de intenso e rápido crescimento e desenvolvimento físico, psíquico e social,
as quais podem se manifestar de maneira e em períodos diferentes para cada
indivíduo. Desta forma, a avaliação do estado nutricional de adolescentes e do
consumo alimentar é importante para predizer e prevenir doenças. Objetivos: Avaliar
o estado nutricional e consumo alimentar de adolescentes matriculados em uma escola
municipal. Métodos: O estudo foi realizado com 26 adolescentes, na faixa etária de
14 a 19 anos, matriculados em uma escola do ensino médio da rede estadual de
Caruaru – PE. Para a realização da avaliação nutricional foram obtidos dados
antropométricos e dietéticos. Foi desenvolvido um protocolo contendo 15 questões
objetivas referentes à: idade, sexo, peso e altura, além de consumo alimentar.
Resultados: A média de idade dos adolescentes estudados foi de 16 anos, 57,7% eram
do sexo feminino. A análise do estado nutricional revelou que 52% estavam eutroficos
, 8% desnutridos sendo este mais prevalente gênero masculino, 12% apresentou risco
de desnutrição, 12% risco de sobrepeso, 12% sobrepeso e 4% risco obesidade sendo
este mais prevalente no sexo feminino. Com relação ao consumo alimentar constatouse que 44% referiram consumir frutas e verduras diariamente, 28% consumiam 2-3
vezes por semana e 28% não consumiam frutas. Observou-se que 40% faziam em
média 3 refeições diárias na escola e 56% referiram consumir algum tipo de fritura
semanalmente. Conclusão: O excesso de peso e desnutrição constituiu-se em agravos
nutricionais que merecem atenção no grupo estudado. As adolescentes do sexo
feminino estavam mais predispostas ao excesso de peso que do sexo masculino.
Quanto aos hábitos alimentares verificou-se um inadequado consumo de frutas e um
107
excessivo consumo de frituras. A existência de cantina na escola pode favorecer o
consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras e assim os problemas
relacionados à má nutrição.
Palavras-chave: Adolescentes, Avaliação Nutricional, Hábitos Alimentares.
108
RP20
-
CONSUMO
CONSTIPAÇÃO
DE
FIBRAS
INTESTINAL
E
NOS
PREVALÊNCIA
PACIENTES
DE
RENAIS
CRÔNICOS EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO
Jeaninne Maria Monteiro Freitas; Monique Graziella dos Santos; Priscilla Kelly
Andrade de Lima; Kelly Regina Wanderley Falcão
Introdução: A Doença Renal Crônica resulta em diminuição lenta e progressiva da
função renal juntamente com a perda de algumas funções, tais como a regulatória,
excretória, endócrina e progride até se tornar necessário a terapia renal substitutiva
como: a hemodiálise, diálise peritoneal e o transplante renal. A hemodiálise remove as
escórias catabólitas do organismo, ajusta as modificações do meio interno por meio da
circulação do sangue, através de uma máquina especializada para esta função. O
paciente em hemodiálise pode cursar com constipação intestinal, devido: a) a uma
alimentação pobre em fibras ocasionada pela restrição de potássio e fósforo da dieta,
visto que o mesmo cursa com hipercalemia e hiperfosfatemia; b) a baixa ingestão de
líquidos preconizada no tratamento hemodialítico, a fim de evitar o ganho excessivo
de peso interdialítico, que pode culminar em complicações como um maior tempo de
permanência na máquina para dialisar o sangue; c) o uso de medicamentos como
carbonato de cálcio comumente prescritos para esses pacientes pode ocasionar a
constipação como um efeito adverso. Objetivos: Investigar o consumo de fibras
alimentares, a ingestão hídrica, o uso de quelante de fósforo, o potássio sérico e o
funcionamento intestinal nos pacientes em tratamento hemodialítico. Métodos:
Estudo transversal descritivo realizado na Clínica Nefrológica SOS Rim (CaruaruPernambuco). Foram avaliados os indivíduos em tratamento hemodialítico por um
período superior ou igual a 3 meses, na faixa etária de 18 a menores de 80 anos, no
período de setembro a novembro de 2012. Foram aplicados questionários para
frequência de consumo de alimentos, ingestão hídrica, funcionamento intestinal e uso
de quelante de fósforo. O potássio sérico foi coletado pelo nefrodata programa
utilizado na clínica. As análises estatísticas foram realizadas através do programa EPIINFO versão 3.5.4 tomou-se como base o teste Qui-quadrado, valor de p e Odds
Ratio. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFAVIP
109
Devry, sob o nº do protocolo 00051/2012. Resultados: Dos 197 entrevistados, 36,8%
afirmaram ter constipação, com prevalência nas mulheres. Aqueles com ingestão
hídrica de 200 a 400 ml/dia apresentaram 43,9% de constipação, dos que faziam uso
de quelante de fósforo 37% demonstraram esta condição. A normocalemia prevaleceu
em 44,4% daqueles com constipação e a ingestão de alimentos ricos em fibras como
hortaliças, frutas, leguminosas, produtos integrais foi deficiente. Conclusão: A
constipação intestinal foi prevalente nas mulheres, naqueles com ingestão hídrica <
500 ml, com uso de quelante de fósforo e naqueles com déficit no consumo de fibras
com prevalência da variável raramente ou nunca, que está intrinsecamente
correlacionada à restrição de potássio indicada nos pacientes em tratamento
hemodialítico, uma vez que fontes alimentares de fibras possuem elevadas
quantidades desse mineral.
Palavras-chave: Doença Renal Crônica, Terapia Renal Substitutiva, Constipação
Intestinal, Fibras Alimentares.
110
RP21
-
PREVALÊNCIA
DE
FATORES
DE
RISCO
CARDIOVASCULAR ASSOCIADO AO ESTILO DE VIDA EM
ADULTOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE
NUTRIÇÃO
Érika Patrícia Barbosa Silva; Maria Francielli Souto da Costa; Yasmin Castanha
Macário; Luana Mayara Nascimento Correia; Nathália Paula de Souza; Mirella
Gondim Ozias Aquino de Oliveira
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) configuram a principal causa de
morte no Brasil, onde a taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório foi
de cerca de 171,1 por 100 mil habitantes, sendo 326.371 óbitos decorrentes de tal
patologia (BRASIL, 2011). Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a maioria
das doenças cardiovasculares podem ser atribuídas a exposição a fatores de risco
modificáveis de natureza biológica, que são de maior importância, como a hipertensão
arterial, dislipidemia, obesidade, diabetes mellitus e fatores comportamentais, ou seja
hábitos relacionados ao estilo de vida, como dieta rica em calorias, gorduras
saturadas, colesterol, sal, etilismo, tabagismo e sedentarismo. Considerando o grande
impacto que as doenças cardiovasculares têm sobre a sociedade, torna-se
imprescindível o conhecimento mais aprofundado sobre a gênese de tais problemas,
bem como formas de interferir nesse processo. Objetivo: Avaliar a prevalência de
fatores de risco para doenças cardiovasculares associados ao estilo de vida e hábitos
alimentares de adultos. Métodos: Estudo de corte transversal descritivo de caráter
retrospectivo, realizado com 116 pacientes atendidos em uma clínica escola da cidade
de Caruaru no período de seis meses. Foi realizada avaliação antropométrica através
do Índice de Massa Corporal (IMC) e circunferência da cintura e do estilo de vida
através do hábito alimentar e prática de atividade física. Os dados foram coletados dos
prontuários de indivíduos atendidos durante o referido período. Resultados: Dos 116
pacientes avaliados, de acordo com o IMC 4,3% (n= 5) dos indivíduos apresentavam
baixo peso, 8,6% (n=10) encontravam-
se dentro da faixa de eutrofia, 38,8%
111
(n= 45) estavam com sobrepeso; enquanto 48,2% (n= 56) dos indivíduos
apresentavam algum grau de obesidade. Do total de 114 pacientes avaliados, 93
(81,6%) apresentaram excesso de peso associado a medidas elevadas de
circunferência da cintura, fatores de risco para doenças cardiovasculares. Constatouse maior prevalência de sedentarismo (56,9%), circunferência da cintura elevada
(81,6%), bem como maior consumo de alimentos considerados de risco como massas
(57,9%) e doces (54,8%), em indivíduos diagnosticados com sobrepeso ou obesidade
(IMC>24,9Kg/m2). Conclusão: O estudo apresentou índices maiores de sobrepeso e
obesidade, em relação a outras pesquisas, discrepância talvez explicada pela
especificidade do serviço oferecido no local de coleta de dados. A disposição de
gordura corporal, avaliada pela circunferência da cintura, trouxe resultados
semelhantes a outros, ao constatar que as medidas de circunferência da cintura foram
diretamente proporcionais ao IMC apresentado pelo indivíduo. Quanto aos hábitos
alimentares, os resultados foram divergentes, ao observar-se um maior consumo de
frutas e hortaliças, como também consumo excessivo de frituras. Tais resultados veem
a corroborar outros estudos realizados, demonstrando a importância de intervir nos
fatores de risco modificáveis, como forma de prevenção do desenvolvimento de
patologias cardiovasculares.
Palavras-chave: doenças cardiovasculares, excesso de peso, circunferência da
cintura, hábitos alimentares
112
RP22 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE UMA MICROÁREA DO
BAIRRO BELA VISTA II NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE
SANTO ANTÃO – PE
Márcia Jaciane da Silva; Thaíris Alves Monteiro; Sandra Cristina da Silva
Introdução: A epidemiologia é uma disciplina básica da saúde pública voltada para a
compreensão do processo saúde-doença no âmbito de populações. É um instrumento
para o desenvolvimento de políticas no setor da saúde e sua aplicação deve levar em
conta o conhecimento disponível, adequando-o às realidades locais, tendo como
objetivo final a melhoria das condições de saúde da população humana. Objetivo:
Traçar o perfil epidemiológico de uma microárea do bairro Bela Vista II do município
de Vitória de Santo Antão – PE, identificando principalmente as morbidades da
população em geral, assim como os riscos ambientais existentes no local.
Metodologia: Os dados das 105 famílias foram coletados entre o período de junho a
setembro de 2013 a partir das fichas A, D e SSA2, os quais são referentes às
condições de moradia, abastecimento de água, destino dos dejetos e de lixos, faixa
etária e profissão dos moradores, serviços de saúde utilizado, índice de morbidade e
mortalidade geral e específica, que contribuíram para traçar o perfil epidemiológico
desta população. Esses, foram anotados e posteriormente, repassados para tabelas e
gráficos, para melhor visualização. Resultados: Através das análises realizadas por
meio das fichas A, D e SSA2 verificamos que as principais morbidades que acometem
os adultos em geral são principalmente, hipertensão e diabetes, respectivamente.
Especificamente a partir das fichas A, foram analisadas as condições de moradia e
saneamento desta microárea, visualizando que todas as residências são feitas de
tijolos, o destino do lixo é por meio da coleta pública e o abastecimento de água é
realizado por rede pública, e também, a grande maioria tinha tratamento de água
domiciliar por meio da filtração, o destino das fezes e urinas é por redes de esgoto;
tendo essa população, como principal serviço de saúde utilizado o SUS (Sistema
único de Saúde). O mapa de risco
utilizado como ferramenta essencial
113
para a representação gráfica do local estudado demonstrou quais os principais riscos
que geram situações de perigo para os indivíduos que residem nesta microárea, onde
os riscos físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes obtiveram um elevado
percentual. Conclusão: A partir das informações colhidas, verificou-se que embora
haja um índice de riscos ambientais elevados, as famílias desta microárea
apresentaram um padrão médio de qualidade de vida, representado pelo saneamento
básico adequado em boa parte da população, controle das principais morbidades
presentes neste meio, que são a hipertensão e o diabetes.
Palavras-chave:
morbidades,
riscos ambientais,
epidemiológico.
114
qualidade de vida, perfil
RP23 - ESTADO NUTRICIONAL E TEOR CALÓRICO DO LEITE
MATERNO DE LACTANTES DOADORAS DO BANCO DE LEITE
DE CARUARU-PE
Manuella Thallyta Silva1; Érika Michelle Correia de Macêdo2
Introdução: Na fase inicial da vida, o leite humano é indiscutivelmente o alimento
que reúne as características nutricionais ideais, com balanceamento adequado de
nutrientes, além de desenvolver inúmeras vantagens imunológicas e psicológicas.
Porém, apesar de todos os esforços para incentivar o aleitamento materno, a tendência
ao desmame precoce continua. Com o intuito de promover, proteger e apoiar o
aleitamento materno foram criados bancos de leite humano que ainda é responsável
pela pasteurização de leite materno doado por nutrizes. Todo leite pasteurizado deve
ser avaliado microbiologicamente e quanto ao seu teor calórico e lipídico, através da
técnica do crematócrito. O crematócrito é de fundamental importância, pois permite
que o leite que contenha maior teor calórico seja fornecido aos bebês de baixo peso,
permitindo, assim, um ganho de peso satisfatório e evitando o uso indiscriminado de
fórmulas infantis. Assim, é importante conhecer os fatores que afetam o teor calórico
e lipídico do leite pasteurizado. Objetivo: Avaliar o estado nutricional e o teor
calórico do leite de lactantes doadoras do BLH do hospital Jesus Nazareno da cidade
de Caruaru – PE. Métodos: Estudo transversal descritivo, envolvendo 7 doadoras de
leite, os dados foram coletados através de questionário: idade, procedência, estado
civil, paridade, escolaridade, ocupação profissional, renda familiar, tipo de moradia,
as condições de saneamento e o número de cômodos da residência, peso, altura,
dobras cutâneas, teor calórico e lipídico do leite e consumo alimentar. Resultados:
Verificou-se que 71,4% das doadoras tinham entre 16 a 19 anos, 57,1% procedentes
da zona urbana, 85,7% solteiras, 42,9% tem renda per capta inferior a 1salario
mínimo, 71,4% estudaram de 3-6 anos e 85,7% são primíperas. Com relação ao
estado nutricional, 57,1% das doadoras estavam eutróficas no pré e pós gestacional,
de acordo com o IMC, 28,6% ganharam até 5kg no período gestacional, 85,7%
apresentavam um bom percentual de gordura, 57,1% consomem mais de
115
2.000,00Kcal/dia. Entretanto, apenas 14,3% consumem uma dieta normoglicídica,
25% ingerem uma dieta hipolipídica e todas consomem uma alimentação
normoprotéica. Conclusão: Os dados deste estudo sugerem que o estado nutricional
pré-gestacional e atual, o ganho de peso gestacional, o consumo calórico e o
percentual de gordura não tiveram relação com o teor calórico do leite materno
pasteurizado.
Palavras-chave: Leite materno, estado nutricional, gestação
116
117
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