Ano IX, out. 2013 ISSN 2238-9385 CADERNO DE RESUMOS Caruaru 2013 IX Jornada de Nutrição Caruaru - PE, 07 a 09 de outubro de 2013. Projeto Gráfico e Diagramação Gêneses Comunicação integrada LTDA Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca da UNIFAVIP C122 Caderno de Resumos, (9.: 2013 : Caruaru, PE). IX Jornada de Nutrição: Caderno de Resumos. Caruaru: UNIFAVIP, 2013. 243 p. Evento Realizado Pelo Centro Universitário Faculdade do Vale do Ipojuca. Formato eletrônico. ISSN 2238-9385 1. Jornada de Nutrição - Caruaru. 2. Resumos. I. Título. CDU 612.3 2 Centro Universitário do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP) Mauricelia Bezerra Vidal Reitora da UNIFAVIP/Devry Marjony Barros Camelo Pró-reitor UNIFAVIP/Devry Comissão Organizadora Márcia Gabrielle Silva Viana (UNIFAVIP/Devry) Presidente do Evento Nathália Paula de Souza (UNIFAVIP/Devry) Vice-presidente Adriana Guimarães Negromonte (UNIFAVIP|Devry) Coordenadora do Evento e do Curso de Nutrição Comissão Científica Érika Michelle Correia de Macêdo (UNIFAVIP/Devry) Sílvia Alves da Silva (UNIFAVIP/Devry) Flávia Gabrielle Pereira de Oliveira (UNIFAVIP/Devry) Márcia Virgínia Ribeiro (UNIFAVIP/Devry) Taciana Fernanda dos Santos Fernandes (UNIFAVIP/Devry) Jenyffer Medeiros Campos (UNIFAVIP/Devry) Thays Kallyne Marinho de Souza (UNIFAVIP/Devry) Ana Maria Rampeloti Almeida (UNIFAVIP/Devry) Rebecca Peixoto Paes Silva (UNIFAVIP/Devry) Nathália Paula de Souza (UNIFAVIP/Devry) Márcia Gabrielle Silva Viana (UNIFAVIP/Devry) Julia Idalice Gois do Nascimento (UNIFAVIP/Devry) Comissão Organizadora Jeanne Cristina Lapenda Lins (Bióloga - UNIFAVIP/Devry) Márcia Gabrielle Silva Viana (Nutricionista - UNIFAVIP/Devry) Nathália Paula de Souza (Nutricionista – UNIFAVIP/Devry) Adriana Guimarães Negromonte (Nutricionista- UNIFAVIP/Devry) REALIZAÇÃO: Centro Universitário de Vale do Ipojuca Bibliotecário Jadinilson Afonso de Melo (CRB4-1367) 3 4 SUMÁRIO RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO ................................................................. 10 REE01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR DE ALUNOS NUMA CRECHE EM CARUARU..............................................................................................................................................11 REE02 - PERFIL ALIMENTAR DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DO AGRESTE DE PERNAMBUCO........................................................................................................13 REE03 - AGRICULTURA FAMILIAR E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL?.......................................................................15 REE04 - CINTURA FINA: PROJETO DE EXTENSÃO QUE VISA A PREVENÇÃO E O CONTROLE DA OBESIDADE E DEMAIS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS .............................................................................................................................15 REE05 - PROMOÇÃO DE HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS DE USUÁRIOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE CARUARU .......................................................................19 REE06 - CANTINHO DA ARTE: PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO/PE............................................................................................................................................19 REE07 - PERFIL NUTRICIONAL DE ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE CARUARU, PE ............................................................................................................ 21 REE08 - PERFIL NUTRICIONAL DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE CARUARU......................................................................................................................... 24 REE09 - EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM ADOLESCENTES DO COLÉGIO INTERATIVO DE ....................................Erro! Indicador não definido.24 CRIANÇAS E CARUARU-PE RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA ............................................................... 26 REMO1 - ATIVIDADE MONITORADA: ANATOMIA E FISIOLOGIA ........................... 26 REMO2 - APLICAÇÃO DA MINI AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM IDOSOS DO MUNICÍPIO DE VITORIA DE SANTO ANTÃO – PE.......................................2628 REMO3 - EXPERIÊNCIA DA MONITORIA EM FISIOLOGIA HUMANA ..................... 30 RELATO DE CASO ........................................................................................................... 32 RC01- RELATO DE CASO – ESTEATOSE HEPÁTICA NÃO ALCOOLICA .................... 32 RC02 - DIABETES MELLITUS TIPO II, E SUAS POSSÍVEIS FISIOPATOLOGIAS ...... 34 RC03 - PACIENTE PORTADOR DE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: RELATO DE CASO ......................................................... Erro! Indicador não definido.36 RC04 - RELATO DE CASO: HIPERCOLESTEROLEMIA PEDIATRICA ........................ 38 RC05 - RELATO DE CASO – SÍNDROME METABÓLICA ............................................. 40 5 REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................... 42 RL01 - UTILIZAÇÃO DE TALOS DE VEGETAIS NO ENRIQUECIMENTO NUTRICIONAL DE PRODUTOS ..................................................................................... 42 RL02 - ELABORAÇÃO DE HAMBURGUERES COM FONTES ALTERNATIVAS DE CARNE.............................................................................................................................. 43 RL03 - UTILIZAÇÃO DE FARINHA DE ARROZ NA ELABORAÇÃO DE BISCOITOS . 44 RL04 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS ELABORADOS COM SOJA .......................................................................................................................................... 45 RL05 - ACEITAÇÃO DE BARRAS DE CEREAIS ELABORADAS COM PRODUTOS ALTERNATIVOS .............................................................................................................. 46 RL06 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS DE PANIFICAÇÃO FORMULADOS COM AVEIA ........................................................................................... 47 RL07 - RELAÇÃO ENTRE AMENORREIA E SURGIMENTO DE OSTEOPOROSE EM MULHERES JOVENS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS ................................ 48 RL08 - OS PRINCIPAIS PAPEIS DO CÁLCIO PARA A SAÚDE DO CORPO HUMANO .......................................................................................................................................... 50 RL09 - TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTES CELÍACOS ................................... 51 RL10 - CONDUTA DIETOTERAPICA EM TRATAMENTO ANTINEOPLÁSICO PEDIATRICO .................................................................................................................... 52 RL11 - ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS – UMA REVISÃO DE LITERATURA................................................................................................................... 54 RL12 - CONSUMO ALIMENTAR, SEDENTARISMO E ETILISMO COMO FATORES DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM ADOLESCENTES..............56 RL13 - CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS POR CRIANÇAS BRASILEIRAS .................................................................................................................. 58 RL14 - A IMPORTANCIA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO ..................... 60 RL15 - EFEITOS DA CAFEÍNA NO EXERCÍCIO FÍSICO ............................................... 62 RL16 - BAIXO PESO AO NASCER E ASSOCIAÇÃO COM DÉFICIT DE CRESCIMENTO .......................................................................................................................................... 64 RL17 - PICOLÉ COMO ALIMENTO FUNCIONAL......................................................... 66 RL18 - INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DE NEOPLASIAS ................................................................................................................... 68 RL19 - TABAGISMO, HISTÓRIA FAMILIAR E OBESIDADE COMO INDICADORES DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ADOLESCENTES ................................. 70 RELATO DE PESQUISA ................................................................................................. 72 6 RP01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE...................................................................... Erro! Indicador não definido. RP02 - PERFIL NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO, DO NÚCLEO INTEGRADO DE SAÚDE – NIS DA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE .......................... 74 RP03 - CONSUMO DE CREATINA EM PRATICANTES DE EXERCÍCIOS DE FORÇA EM ACADEMIAS DE CARUARU – PE ............................................................................ 76 RP04 - CONSUMO DE TERMOGÊNICO POR PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA EM ACADEMIAS DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE – PE ......................................... 78 RP05 - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – O QUE AS CRIANÇAS ACHAM? ........................ 80 RP06 - ÍNDICE DE ACEITABILDIADE DA MERENDA ESCOLAR OFERECIDA EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU- PE ............................................................. 82 RP07 - AVALIAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO OFERECIDA AOS ALUNOS DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE ....................................................................... 84 RP08 - AVALIAÇÃO AFETIVA NA MERENDA ESCOLAR DE UMA INSTITUIÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO EM CARUARU- PE ................................................................ 86 RP09 - EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CARUARUPE: COMPARATIVO DOS ANOS DE 2004 E 2012 ....................................................... 88 RP10 - AVALIAÇÃO ORGANOLÉPTICA DE UMA PREPARÇAÃO SERVIDA EM UM ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE ......................................................... 90 RP11 - SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO PESO AO NASCER DE CRIANÇAS E NECESSIDADE DE PROMOÇÃO À SAÚDE NUTRICIONAL DE GESTANTES DA USFLOTEAMENTO CONCEIÇÃO EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE ........................... 92 RP12 - PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS MENORES DE 24 MESES DE IDADE PORTADORAS DE CARDIOPATIA CONGÊNITA........................................................... 94 RP13 - TESTE DE ACEITABILIDADE DA ALIMENTAÇÃO SERVIDA EM UMA ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE CARUARU-PE ....................................................... 96 RP14 - TIPO DE INDICAÇÃO DE TERMOGÊNICOS COM PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA ......................................................................................................... 98 RP15 - PREVALENCIA DO CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS DOS PACIENTES INFANTIS ATENDIDOS NA CLINICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO, DO NÚCLEO INTEGRADO DE SAÚDE – NIS DA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE................................................................................. 100 RP16 - PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO UNIFAVIP- DeVry .................................................................................... 102 RP17 - ÍNDICE DE REJEITO DE REFEIÇÕES SERVIDAS EM UMA CLÍNICA NEFROLÓGICA EM CARUARU-PE.................................... Erro! Indicador não definido. RP18 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE FUNCIONÁRIOS DE UMA FÁBRICA, CADASTRADOS NO PAT, NO MUNICÍPIO DE CARUARU-PE ................Erro! Indicador não definido. RP19 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE ADOLESCENTES MATRICULADOS EM UM COLÉGIO PÚBLICO DE CARUARU- PE 7 ............................................................................................. Erro! Indicador não definido. RP20 - CONSUMO DE FIBRAS E PREVALÊNCIA DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL NOS PACIENTES RENAIS CRÔNICOS EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO .............................................................................................................................................................Erro! Indicador não definido. RP21 - PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR ASSOCIADO AO ESTILO DE VIDA EM ADULTOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO ..................................................................... Erro! Indicador não definido.11 RP22 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE UMA MICROÁREA DO BAIRRO BELA VISTA II NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PEErro! Indicador não definido. RP23 - ESTADO NUTRICIONAL E TEOR CALÓRICO DO LEITE MATERNO DE LACTANTES DOADORAS DO BANCO DE LEITE DE CARUARU-PE ...........................115 8 RESUMOS 9 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO REE01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR DE ALUNOS NUMA CRECHE EM CARUARU Luana Caroline Moura Neves; Mariama Farias de Queiroz; Ana Bolena Luna Siqueira Introdução A infância é um período em que a criança se desenvolve psicologicamente. Nessa fase ocorrem mudanças no seu comportamento e na sua personalidade, o que requer cuidados especiais. Uma alimentação não saudável pode resultar em consequências no desenvolvimento físico, mental e consequentemente na aprendizagem, por isso a alimentação na escola se torna um fator relevante. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) garante o fornecimento da alimentação escolar dos alunos de toda a atenção básica de escolas públicas. Esse programa tem como objetivo atender as necessidades nutricionais do aluno durante a permanência na sala de aula, contribuindo para o desenvolvimento dos estudantes, bem como promovendo hábitos alimentares saudáveis. Objetivo: Verificar a aceitação da merenda fornecida às crianças. Metodologia: Foi feita uma visita na creche municipal, onde aplicou-se um questionário no modelo escala hedônica para 53 crianças da faixa etária de 4 à 6 anos, estudantes das turmas do pré I e pré II, onde pintaram a expressão referente ao que achavam sobre a alimentação fornecida. Resultados finais: Baseado na avaliação, observou-se a aprovação das crianças em relação à alimentação que é servida. Foram atingidos os índices de 95% de aprovação e 5% de reprovação. Torna-se importante o estímulo de novos trabalhos voltados a aceitação da alimentação, pois possibilita o conhecimento das preferências alimentares nessa fase de vida. Palavras-chave: Merenda, creche, aceitação, PNAE. 10 REE02 - PERFIL ALIMENTAR DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DO AGRESTE DE PERNAMBUCO Gabriela Karoline de Souza Barbosa; Luana de Araújo Maciel Correia; Natállia Lins Lagos; Wallkyria de Fátima Pascoal Salgado da Rocha; Ana Bolena Siqueira de Luna Introdução : Esta pesquisa teve como finalidade verificar por meio de inquérito alimentar o consumo alimentar de adolescentes matriculados em uma escola pública do agreste pernambucano. A adolescência é fase onde surgem diversas mudanças no corpo e o estado nutricional tem grande importância no seu desenvolvimento. O inquérito alimentar é fundamental para a avaliação do consumo alimentar populacional em diversas etapas da vida. A partir dele, pode-se gerar dados qualitativos e quantitativos, bem como, analisar os hábitos alimentares. Hábitos esses que na maioria das vezes estão inadequados no período da adolescência. Objetivo: Verificar o perfil alimentar dos adolescentes matriculados em escola pública no agreste pernambucano. Metodologia: Foi aplicado um inquérito alimentar no mês de junho, como parte das atividades do projeto de extensão, para os alunos da escola após receberem as orientações sobre o material, propósito e autonomia participativa. Tal inquérito possuía informações sobre a frequência alimentar e foi interpretado como alimentos de ingestão com maior frequência aqueles ingeridos diariamente. Durante os meses de abril e maio de 2013, houve o primeiro contato com os alunos. Receberam a informação de que seriam acompanhados durante o ano letivo de 2013, com a finalidade de verificar o perfil nutricional dos estudantes. A princípio, no auditório da escola houve palestras mostrando a importância da alimentação adequada. Em outro momento, os escolares foram orientados como seria aplicado o inquérito, os propósitos e autonomia participativa. Nos dias 04 de junho de 2013 e 18 de junho de 2013 foi aplicado em sala de aula o inquérito alimentar aos alunos que se dispuseram participar. Em relação à frequência alimentar, foi interpretado o consumo 11 em ≥ 1 vez na semana (maior consumo) e < 1 vez ao mês (menor consumo). Resultados: Observou-se que os alimentos mais consumidos foram feijão, carnes, leite e derivados e refrigerantes e os menos consumidos foram ovos e embutidos. Conclusão: Intervenções são importantes para a melhoria dos hábitos alimentares dos adolescentes, deixando-os conscientes de que ter uma alimentação saudável irá trazer benefícios para toda vida. Palavras chave: Inquérito alimentar; Escolares; Adolescentes; Alimentação e nutrição. 12 REE03 - AGRICULTURA FAMILIAR E ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL? Maria Andressa Gomes Barbosa; Agnes Rayane da Silva Balbino; Luana Carla da Silva; Maria Patrícia Wanderley da Cruz; Taciana Fernanda dos Santos Fernandes; Natália de Paula Souza Introdução: A Agricultura Familiar é considerada de fundamental importância para o desenvolvimento econômico e social da população, além de apresentar um fator determinante para garantia da segurança alimentar e nutricional. Por outro lado o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), por meio da Resolução nº 38, busca incentivar o aprimoramento dessa prática com vistas a beneficiar todos os envolvidos no programa, desde os produtores até os alunos, comunidade escolar e familiares. Objetivos: O presente projeto teve como objetivo oportunizar aos discentes do curso de nutrição da UNIFAVIP, atividades práticas na área de nutrição social, contribuindo para a formação generalista, humanista e crítica, além de incentivar reflexão, sobre o Pnae, a importância da agricultura familiar na sustentabilidade e na segurança alimentar e nutricional. Métodos: O trabalho foi desenvolvido a partir de entrevista informal com a nutricionista responsável técnica pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e agricultores do Assentamento Normandia, onde encontram-se 40 famílias, localizados no Município de Caruaru. Os instrumentos de coleta de dados foram elaborados por professores e alunos, e trata-se de questionário semi-estruturado utilizado como roteiro da entrevista. Este foi aplicado após discussão sobre o Pnae, Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e suas interfaces com a Segurança Alimentar e Nutricional. Resultados: Na visita ao assentamento Normandia foi possível observar as normas e deveres necessários para participar do Pronaf e Pnae, como também o método de produção e manuseio dos alimentos pelos agricultores. Os agricultores não utilizavam agrotóxico, faziam rodízio de cultivo com o propósito de evitar o desgaste do solo e também obter variedade, e trabalhavam com a plantação de hortas através da prática dos quintais produtivos (ou mandalas). Já em visita à nutricionista foi 13 identificado as dificuldades encontradas para atrair os agricultores ao programa, tendo em vista o êxodo rural cada vez mais frequente e a desconfiança nos órgãos públicos. A superação das dificuldades por meio de estratégias de conscientização e incentivo torna-se visível quando relata que no primeiro ano 7 agricultores participaram, enquanto que atualmente 171 estão inseridos no Pnae e abastecendo as escolas da rede municipal, o que totaliza aproximadamente 37.000 alunos. Conclusões: Essa experiência foi de extrema importância para a formação do acadêmico, contribuindo para sensibilização e capacidade de resolução, visualização da realidade e aproximação da teoria, assim como identificação das dificuldades que permeiam a prática profissional. A articulação entre o Pnae e a agricultura familiar torna-se importante estratégia para garantia da segurança alimentar e, dessa forma o nutricionista apresenta papel decisivo na articulação entre os setores envolvidos, além de orientar e incentivar a adoção de práticas sustentáveis. Palavras-chave: Agricultura Familiar, Programa Nacional de Alimentação Escolar, Segurança Alimentar e Nutricional 14 REE04 - CINTURA FINA: PROJETO DE EXTENSÃO QUE VISA A PREVENÇÃO E O CONTROLE DA OBESIDADE E DEMAIS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS Mayara Isabelle Sena da Cunha; Fernanda Priscila Barbosa Ribeiro; Juliana de Freitas Lins; Rayanne Thaise Vilarim Leite; Renata Emannuele Assunção Santos; Marina de Moraes Vasconcelos Petribú Introdução: A extensão universitária tem o papel fundamental de compartilhar o conhecimento adquirido na Universidade por meio do ensino e da pesquisa com a comunidade e se credencia, cada vez mais, junto à sociedade como espaço privilegiado de produção do conhecimento significativo para a superação das desigualdades sociais existentes e também possibilita a formação do profissional cidadão. O projeto de extensão Cintura Fina foi criado com o objetivo de realizar um programa de intervenção voltado para redução da ocorrência da obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), consideradas um grave problema de saúde pública, estando relacionada com uma alta taxa de morbi-mortalidade. O mesmo desenvolve suas atividades atualmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Loteamento Conceição e do Jardim Ypiranga, no município da Vitória de Santo Antão/ PE. Materiais e Métodos: Foi elaborado um programa de atividades realizadas periodicamente, tendo como intuito de promoção da saúde e redução do peso, através da prática regular de atividade física (três vezes/semana), avaliação clínica e nutricional (mensal), atendimento nutricional individual e/ou em grupo (semanal), além de reuniões semanais de aconselhamento, educação nutricional e suporte social. Resultados: Foram aplicados pelos extensionistas do Projeto Cintura Fina da equipe de nutrição instrumentos educacionais, como: pirâmide alimentar; prato saudável; semáforo dos alimentos. Realizaram-se oficinas sobre aproveitamento integral dos alimentos; substitutos do sal; alimentos fontes de fibras e sua importância na saúde; vitaminas; alimentos funcionais; fitoterápicos; tubos de gordura e de açúcar; os dez motivos para perder peso; os melhores alimentos para o coração; entendendo os rótulos dos alimentos; o perigo dos alimentos industrializados. Observaram-se diminuição de peso e melhora na qualidade de vida nas participantes, o que pode ser 15 atribuído às atividades multidisciplinares realizadas rotineiramente. Quanto às contribuições para os extensionistas, foram relatadas o aprimoramento do conhecimento e da criatividade, a melhora da comunicação com pessoas de diferentes níveis sócio-culturais e maior interação entre a Comunidade e a Universidade. Essa vivência fora do campus universitário proporciona aos alunos uma melhor visão da realidade, havendo trocas de experiência e de conhecimento que é de fundamental importância para o crescimento profissional, ético e humano para todos que estão envolvidos nessa prática de ensino. O projeto é financiado pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEXT) /UFPE e pelo Ministério da Saúde (PET Saúde). Palavras-chave: obesidade, qualidade de vida, educação nutricional, extensão comunitária. 16 REE05 - PROMOÇÃO DE HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS DE USUÁRIOS CADASTRADOS NO HIPERDIA DE CARUARU Mayana Carolina da Silva Pinto; Mabelle Moraes Cordeiro; João Antonio Teotonio de Sobral; Luana Mayara nascimento Correia; Natalli Oliveira de Melo; Érika Michelle Correia de Macêdo O projeto de extensão foi realizado nas Unidades de Saúde da Família (USF) Santa Rosa e Vila Kennedy II, na cidade de Caruaru, Pernambuco, entre os meses de junho a setembro. Ambos possuem apoio do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF), e apresentam o Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos (HIPERDIA). Os públicos-alvo são os diabéticos e hipertensos cadastrados no Hiperdia das Estratégias de Saúde da Família (ESF) citadas, devido ao crescente número de indivíduos com diabetes e hipertensão, decorrentes do estilo de vida e hábitos alimentares inadequados. O objetivo deste projeto foi promover estratégias de educação alimentar e nutricional. Para a realização do trabalho utilizaram-se cartazes ilustrativos, banners, dinâmicas, receitas e degustação de alimentos específicos para as patologias, bem como o desempenho de rodas de conversa com os pacientes utilizando materiais autoexplicativos e de fácil leitura. Na ocasião, tornou-se possível esclarecer dúvidas sobre os devidos temas, principalmente no que diz respeito aos alimentos permitidos e os que devem ser evitados. Enfatizou-se, ainda, a quantidade de sódio de alguns alimentos mais consumidos na região como cuscuz, coxinha, charque, biscoito recheado, alimentos industrializados e sardinha. Em seguida, os pacientes participaram de uma dinâmica com balões, os quais foram preenchidos com perguntas sobre hipertensão e diabete. Os pacientes que responderam corretamente receberam um brinde simbólico contendo temperos naturais como orégano, alecrim, agrião, manjericão, cebolinha-verde e alho, os quais podem substituir o sódio, melhorando o sabor das preparações sem elevar a quantidade desse mineral. Ao final do encontro distribuiu-se uma receita de um suco feito com casca de abacaxi, onde se mostrava o passo a passo da preparação, o mesmo foi servido para degustação aos pacientes, apresentando boa aceitação. Observa-se a relevância desse trabalho, uma 17 vez que, poderá será possível estimular a mudança dos hábitos alimentares desta população, e o consequente desencadeamento de melhorias da qualidade de vida desses usuários. Palavras-chave: hipertensão, diabetes mellitus, hábitos alimentares. 18 REE06 - CANTINHO DA ARTE: PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO/PE Francyelle Amorim Silva; Gilvanete Tais Lino da Silva; Rayanne ThaiseViralim Leite; Aparecida Sabrina Alves Bezerra Sá; Carmem Lygia Burgos Ambrósio; Mariane Cajubá de Britto Lira Introdução: O projeto de extensão “Bioquímica Solidária” visa à continuidade das atividades universitárias para a comunidade do município de Vitória de Santo Antão, com atenção especial aos idosos, tendo em vistas que o envelhecimento humano é um processo universal, progressivo e gradual que tem chamado atenção para as questões relacionadas aos cuidados físicos e mentais, visando à melhora da qualidade de vida destes indivíduos. Sendo assim, o desenvolvimento de ações que promovam independência física, diminuição do risco de doenças e melhora da capacidade cognitiva são consideradas estratégias para um bom envelhecimento. A arte constitui um instrumento importante neste processo. Segundo Brunner e Suddarth (2002), “os idosos precisam aprender a adquirir novas atividades e interesses para o resgate de sua qualidade de vida...”. Sendo assim, a arte faz com que os idosos sintam-se mais produtivos e ativos, uma vez que o oferecimento de atividades lúdicas atuam no resgate de sua autoestima, bem como possibilitam sair um pouco da rotina diária. Objetivo: Contribuir para a qualidade de vida dos idosos do Lar São Francisco de Assis localizado no Município de Vitória de Santo Antão-PE, proporcionando atividades lúdicas e de expressão artística que visem o bem-estar físico e psíquico destes. Metodologia: Como atividade do projeto de extensão Bioquímica Solidária, que conta com a participação de 14 estagiários do Curso de Nutrição do Centro Acadêmico de Vitória (CAV)-UFPE, foi idealizada a criação do Cantinho da Arte para os idosos. Para tanto, foram arrecadados materiais de papelaria como papel, cola, tinta, pincéis, lápis de cor e outros, obtidos por doações feitas pelos alunos dos cursos de graduação do CAV. Os estagiários realizaram visitas semanais ao Lar São Francisco em que foram desenvolvidas oficinais de expressão artística e leitura e discussão de histórias curtas que estimulam a interação social tanto entre os idosos 19 como entre os estagiários e os idosos. Resultados e discussão: Durante as visitas, notou-se que a maioria dos idosos reagiu bem às atividades desenvolvidas pelos estagiários, pois a arte é um ótimo instrumento promotor de alegria e seu aspecto lúdico favorece a expressão de sentimentos, emoções, medos e angústia, relacionados ao processo de envelhecimento. Conclusão: A utilização de atividades lúdicoartísticas para os idosos estimula além da capacidade de expressão, a manutenção da cognição e criatividade, por ser uma forma de interação entre eles e com os estagiários, contribuindo assim para um aprendizado mútuo que proporciona um estímulo a qualidade de vida e autoestima dos idosos. Palavras chaves: Envelhecimento, Desenhos, Idoso, Qualidade de vida. 20 REE07 - PERFIL NUTRICIONAL DE ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE CARUARU, PE Jefferson Thadeu Arruda Silva; Mayara Aires Ferreira; Ewerton Carlos Mota Vieira; Ana Bolena de Luna Siqueira Introdução: O processo de transição nutricional, caracterizada pelo aumento de casos de obesidade/sobrepeso, para a redução dos casos de baixo peso, tem ocorrido nos últimos anos, inclusive, entre os adolescentes. A avaliação do estado nutricional tem como objetivo identificar distúrbios nutricionais, possibilitando uma intervenção adequada. Em adolescentes a avaliação leva em consideração o desenvolvimento e maturação sexual e a idade do avaliado, podendo ter uma grande influência sobre o tipo de alimentação que a criança foi submetida na infância. As mudanças físicas que ocorrem na estrutura e composição corporal dos adolescentes dificultam na adoção de um método de classificação do estado nutricional, por isso que nessa fase da vida, a utilização da relação peso/altura (IMC) é mais adequada do que a relação entre altura/idade e peso/idade isolados. Objetivo: Avaliar o estado nutricional dos adolescentes da escola pública Professor Vicente Monteiro. Métodos: Realizou-se no período de março à setembro, como conclusão das atividades de extensão, a avaliação do estado nutricional de 114 alunos por meio do Índice de Massa Corporal, utilizando estadiômetro para verificação da altura e balança digital, para verificação do peso. O diagnóstico ocorreu utilizando as referências da OMS 2006, com as curvas em percentis, sendo classificados em baixo peso, eutrófico, sobrepeso ou obesidade. Resultados: Dos alunos avaliados 68,4% eram meninas, e 31,5% meninos. Cerca de 64% e 66% dos alunos se encontravam em eutrofia, 28% e 6% baixo peso, 9% e 14% sobrepeso respectivamente,e ambos apresentavam 3% em situação de obesidade. Conclusões: Após a avaliação geral dos alunos presentes no dia da execução da atividade, observou-se que 60% se encontravam em estado nutricional adequado (eutrofia), e que os 40% restantes pertenciam aos alunos que estão com baixo peso, sobrepeso, e obesidade, fazendo com que o processo de transição nutricional não seja tão intenso nesse grupo. Torna-se importante a execução de atividades que venham a identificar o estado nutricional dos adolescentes, a fim de estimular futuramente a prática da alimentação saudável e a prática de atividade física. 21 Palavras chave: Estado Nutricional; Escolares; Adolescentes. REE08 - PERFIL NUTRICIONAL DE ESTUDANTES DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE CARUARU Thais Cavalcanti Galvão; Ana Bolena Luna Siqueira Diante da transição nutricional que o país vem passando, é de grande importância avaliar o consumo e estado nutricional de crianças e adolescentes, que cada vez mais dão preferência à alimentos ricos em gordura e bebidas açucaradas, à frutas e verduras. O trabalho de extensão intitulado “Estado Nutricional de estudantes de uma escola pública de Caruaru” foi desenvolvido, no ano de 2012 para avaliar a alimentação e estado nutricional dos estudantes e, mostrar aos escolares a importância de escolher alimentos saudáveis. A alimentação equilibrada durante a infância e adolescência garante o aporte adequado de nutrientes e energia suficientes para garantir um crescimento apropriado, sendo de grande importância para reduzir doenças crônicas na vida adulta. Objetivos: Realizar diagnóstico nutricional dos alunos, apresentar o grupo dos alimentos e sua importância, além de estimular a prática de atividade física. Metodologia: As atividades foram desenvolvidas, durante visitas realizadas na escola numa frequência de 2-3 vezes no mês. Nesta fase foram desenvolvidas atividades de conhecimento dos grupos de alimentos, higiene pessoal, aplicação de inquérito alimentar- recordatório de 24 horas, avaliação do estado nutricional de estudantes (ampliado aos funcionários), treinamento para merendeiras, sobre a importância do cuidado higiênico-sanitário desde o recebimento dos gêneros até a distribuição do alimento pronto, além das atividades com os alunos especiais, desenvolvidas de maneira lúdica (fantoches, vídeos infantis). Resultados: Diante dos dados avaliados uma pequena parcela dos estudantes, não tinha o hábito de tomar café da manhã o que correspondia a 9,5% das meninas e 2,8% dos meninos, a maioria praticavam atividade física representada por 61% das meninas e 89% dos meninos. Quanto ao consumo diário de frutas, 34,4% das meninas e 13,2% meninos responderam não consumir; quanto à ingestão de doces e guloseimas 54,3% meninas 22 e 48,1% dos meninos, responderam consumir doces mais de 4 vezes por semana. Cerca de 71% dos meninos e 68% das meninas se encontravam eutróficos, casos de sobrepeso, obesidade e baixo peso, também foram observados, em pequena quantidade, porém significativa. Conclusão: Diante do desenvolvimento do trabalho, foi possível observar que os escolares, não apresentam um bom hábito de consumo de frutas e alimentos saudáveis, além do que o consumo de doces e guloseimas, estava presente na rotina de grande parte dos alunos.Ainda assim houve grande número de eutróficos o que se opõe ao processo de transição nutricional presente também entre adolescentes. O âmbito escolar é bastante favorável para o desenvolvimento de atividades de educação nutricional, e outas atividades educativas de intervenção, aumentando assim o conhecimento dos escolares da importância de uma alimentação adequada. Não esquecendo que a família é indispensável em todo o processo de formação dos hábitos alimentares. Palavras-Chave: Avaliação Nutricional; Antropometria, Alimentação e Nutrição 23 REE09 - EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO COLÉGIO INTERATIVO DE CARUARU-PE Luana Mayara Nascimento Correia; Maria Francielli Souto da Costa; Érika Patrícia Barbosa Silva; Márcia Virgínia Bezerra Ribeiro Introdução: O estágio foi realizado no Colégio Interativo, localizado na cidade de Caruaru-PE, do dia 14 de março a 03 de maio de 2013, fazendo parte da carga horária do estágio curricular de saúde pública com ênfase em educação nutricional, perfazendo a carga horária de 230 horas. Trabalhamos com crianças e adolescentes matriculados na instituição, um público que merece atenção em relação à alimentação e o estilo de vida, pois são a partir dessas fases que se constituem os hábitos que o indivíduo levará ao longo de sua vida. Objetivo: O principal objetivo deste estágio é o aperfeiçoamento profissional, baseado no desenvolvimento de atividades de educação nutricional de crianças e adolescentes, em sala de aula. A proposta foi de abordar temas relacionados à alimentação saudável, no contexto escolar, por meio de interação entre os alunos e dinâmicas em grupo, com o intuito de que eles compreendessem a importância de uma alimentação saudável e estilo de vida adequado. Métodos: As atividades eram realizadas conforme a disponibilidade de horários vagos no período de aula, sem que houvesse prejuízo no conteúdo programado pelos docentes do Colégio. A execução das dinâmicas em grupo, geralmente acontecia em sala de aula, na necessidade de um espaço maior os alunos eram conduzidos ao pátio da escola. Para formulação das atividades nos foi cedido à biblioteca e material suficiente para confeccionarmos e elaborarmos o conteúdo que seria trabalhado com eles. Todas as atividades elaboradas tiveram como base o publico alvo ao qual foi direcionada estando em extrema concordância com a particularidade de cada faixa etária e série na qual os alunos se encontravam, buscando sempre abranger o maior número de alunos possível. Resultados finais: Ao longo do estágio, foram realizadas seis atividades. A primeira delas, “Pesca 24 interativa”, tomou por base os festejos da Semana Santa e propôs apresentar aos alunos do segundo ano “A” do ensino fundamental a importância dos peixes na alimentação. À segunda atividade, “Caça ao Ovo”, coube mostrar os riscos e benefícios do chocolate, além de algumas curiosidades relacionadas a ele, tendo sido direcionada aos alunos do segundo ano “B”. Na terceira atividade realizada tratou-se da relevância das frutas para o desenvolvimento da criança de forma dinâmica e de fácil compreensão através de teatro no qual foi adaptada a história do Lobo mal e da Chapeuzinho Vermelho. A execução da atividade quatro, intitulada “Caminho para uma Alimentação Saudável”, foi direcionada aos alunos do primeiro ano do ensino fundamental mostrando-lhes como o alimento é digerido e como a escolha dos alimentos deve ser feita através da pirâmide alimentar. A quinta atividade consistiu na avaliação nutricional de duzentos alunos do colégio. A última atividade foi realizada com estudantes do Ensino Médio em forma de palestra, tratando dos temas anorexia, bulimia e vigorexia. Após a realização das atividades foi possível confirmar a importância do profissional nutricionista para a construção de hábitos alimentares saudáveis na sociedade, e como é fundamental sua presença no ambiente escolar. Palavras Chave: Educação Alimentar e Nutricional, Escola, Saúde Pública. 25 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE MONITORIA REMO1 - ATIVIDADE MONITORADA: ANATOMIA E FISIOLOGIA Marry Aneyts de Santana Cirilo; Odair Alves da Silva Introdução: A monitoria acadêmica é uma atividade extracurricular discente que auxilia o processo ensino-aprendizagem dos alunos universitários. Esta atividade é exercida por alunos que tenham obtido um bom desempenho acadêmico dentro do contexto universitário e primordialmente relativo à matéria curricular qual será ministrada pelo aluno experiente e apto a tal atividade. Este aluno monitor tem a oportunidade de adquirir experiência na área de docência e aprimorar seus conhecimentos os pondo em prática junto ao professor orientador docente de tal matéria curricular, o qual fica incumbido de prestar toda e qualquer assistência ao aluno monitor. Objetivos: A atividade de monitoria objetiva maximizar e melhorar o aprendizado dos conteúdos programáticos da matéria curricular do curso de nutrição, proporciona aos alunos uma maior atmosfera favorável para retirar suas dúvidas sobre o conteúdo abordado em sala de aula. Métodos: A metodologia aplicada na monitoria foi previamente estabelecida em conjunto com o professor orientador, e os dias para sua realização foram estabelecidos de acordo com a disponibilidade do laboratório de anatomia e disponibilidade dos alunos matriculados nas matérias ministradas que foram anatomia humana e fisiologia humana. A monitoria de anatomia humana transcorreu semanalmente, sendo ministradas às quartas-feiras durante o primeiro semestre, e a monitoria de fisiologia humana transcorreu semanalmente sendo ministrada às segundas-feiras durante o segundo semestre de 2012. As aulas de monitoria foram ministradas durante o período vespertino. Resultados finais: 26 Durante as atividades de monitoria, foram desenvolvidas aulas dialogadas, práticas, expositivas e interativas, para os alunos matriculados nas disciplinas de anatomia e fisiologia humana, além disso, foram administrados, durante o período de aulas, revisões dos assuntos ensinados pelo docente das disciplinas em questão. O número de alunos frequentadores nas monitorias foi considerado satisfatório tendo em vista que o período vespertino no qual foram ministradas as aulas de apoio não é acessível à grande parte dos alunos matriculados em tais matérias, particularmente pelo fato destes alunos serem provenientes de turmas noturnas, as turmas 1202 e a 1203. Porém existe a falta de interesse de grande parte dos alunos pelas aulas de monitoria, é necessário que seja dado um maior incentivo aos alunos para que frequentem as aulas de apoio, pois esse período de aula é muito proveitoso tanto para o aluno monitor quanto para os demais. Apesar do número de alunos nas monitorias ser pequeno, é indiscutível a importância da monitoria, tanto para o aluno da disciplina quanto para o aluno monitor, que acumula novas experiências, as quais lhe auxiliará em sua vida profissional, pois a monitoria é muito mais que um programa da universidade que disponibiliza desconto na mensalidade, é um programa capaz de trazer a realidade das responsabilidades profissionais para o aluno monitor. Palavras chave: Anatomia; Fisiologia; Monitoria 27 REMO2 - APLICAÇÃO DA MINI AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL EM IDOSOS DO MUNICÍPIO DE VITORIA DE SANTO ANTÃO – PE Camila Rafaela dos Santos Silva; Fernanda Priscila Barbosa Ribeiro; Jaiane Katia de Oliveira; Juliane Marcele Sousa Silva; Sabrina Mirely Matos Silva; Nathália Paula de Souza Introdução: A população brasileira vem envelhecendo em ritmo crescente, principalmente nas últimas décadas. Percebe-se uma longevidade maior não somente no Brasil, mas em muitos países do mundo, desenvolvidos ou não. A terceira idade é um período onde existem alterações fisiológicas e anatômicas do próprio envelhecimento, tendo repercussão na saúde e nutrição do idoso. Nesse período os parâmetros antropométricos são afetados de maneira que dificulta avaliação do estado nutricional do mesmo. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo avaliar o estado nutricional de idosos participante de grupos de promoção à saúde residentes do município de Vitória de Santo Antão - PE. Materiais e Métodos: Estudo do tipo transversal descrito, baseado na aplicação da Mini Avaliação Nutricional (MAN). Este é um método simples e rápido para identificação de risco nutricional em idosos, basea-se na avaliação subjetiva global, exame físico, antropometia, cosumo alimentar. Participou da amostra dois grupos de idosos do Município de Vitória de Santo Antão, totalizando 24 pessoas. Para classificação do IMC foi utilizado o ponto de corte entre 22 e 27kg/m2 para classificação de eutrofia. Resultados: Todos os idosos avaliados são do sexo feminino sendo a média de idade de 66,6 anos. Observou-se que 54,2% (n=13) apresentavam excesso de peso de acordo com o IMC, enquanto 29,1% (n=7) desnutrição leve, segundo a Circunferência do Braço (C.B). Considerando o diagnóstico da MAN aproximadamente 29,1% (n=7) dos idosos estavam com risco de desnutrição. Ao verificar hábitos alimentares verificou-se que 66,6% (n=16) realizavam até três refeições ao dia; 41,6% (n=10) bebiam menos de seis copos de 28 líquidos por dia e 95,8% realiza suas refeições sozinho, sem ajuda de terceiros. Conclusão: Os resultados encontrados indicaram que a MAN é um bom método avaliativo, sensível para detectar risco de desnutrição, enquanto que o IMC, mostrou maior poder para identificar excesso de peso. A maioria dos idosos realizavam poucas refeições e consumiam pouco líquido, consequências de alterações fisiológicas próprias do envelhecimento como a inapetência e menor sensibilidade à sede. Por isso, é importante a realização de orientação e acompanhamento nutricional específico voltado para essa faixa etária. Palavras-chave: Idosos, Mini Avaliação Nutricional, Hábitos alimentares 29 REMO3 - EXPERIÊNCIA DA MONITORIA EM FISIOLOGIA HUMANA Roberta Bianca de Menêses Luna; Odair Alves da Silva Contextualização do projeto - Monitoria de Fisiologia Humana, realizada na Faculdade do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP) no semestre 2012.2, para alunos que cursavam o 2º período do curso bacharelado em Nutrição (Turma 1201). Os dias das aulas de monitoria foram distribuídos contabilizando uma carga horária semanal de 4 horas. As aulas foram ministradas todas as quartas-feiras a partir do dia 08 de agosto de 2012 das 13:00 às 17:00h, até 22 de novembro de 2012. Objetivo - Auxiliar o professor da disciplina nas atividades docentes diárias condizentes com seu grau de conhecimento. Pretendendo-se, assim, que os alunos possam ter uma maior atmosfera favorável para retirar suas dúvidas sobre o conteúdo abordado em sala de aula. Métodos - Durante a monitoria foram realizadas as seguintes atividades: 1- Auxilio ao professor orientador sobre os conteúdos extraclasses; 2- Realização e correção de questionários para os alunos, o qual serviria de apoio para estudos das provas; 3esclarecimento de dúvidas presentes entre os alunos; 4- Correção, resolução e comentários de estudos dirigidos elaborados pelo professor da disciplina. Os discentes frequentadores geralmente apresentavam suas dúvidas em relação à disciplina, pelo motivo de ser tão extensa. Principalmente no desenrolar de uma questão que eram bem descritivas e detalhistas. No entanto a aluna monitora enviava a todo o momento suas dúvidas ou questionamentos ao professor orientador, que prontamente a atendia, solucionando possíveis questões. Resultados - Estima-se que os alunos que mais frequentaram a monitoria tiveram melhores resultados nas avaliações. Contudo, foi visto uma baixa frequência dos alunos nas monitorias, limitando bastante suas possibilidades de apoio a atividade oferecida. Observando que na maioria das monitorias houve ausência total de alunos. Então, acredita-se que deve ser avaliada a falta de interesse dos alunos e uma forma de atrair mais para monitoria, tendo em vista que é uma forma útil e que trás resultados positivos para quem frequenta, tendo 30 pouca ou nenhuma dificuldade com relação a disciplina. Palavras chave: Fisiologia; Monitoria; Nutrição. 31 RELATO DE CASO RC01- RELATO DE CASO – ESTEATOSE HEPÁTICA NÃO ALCOOLICA Jamyla Lima de Melo; Cleudiane Cabral da Silva; Elizanir Soares Neto; Maria Andressa Gomes Barbosa; Érika Michelle Correia de Macêdo Dados do paciente: M. G. B., 43 anos, sexo feminino, residente no munícipio de Sairé – PE portadora de esteatose hepática leve, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. Resumo da fisiopatologia: O excesso de peso pode ocasionar a liberação de citoquinas pró-inflamatórias e resultar em um quadro de resistência a insulina, causando a hiperinsulinemia. Esta por sua vez, aumenta o efluxo de ácidos graxos para o tecido hepático, diminuindo a ß-oxidação e reduzindo a liberação de ácidos graxos na forma de lipoproteína, resultando em esteatose hepática por deficiência na produção da lipoproteína VLDL pelos hepatócitos e consequente dificuldade em liberar o triglicerídeo do fígado para os outros tecidos, ou por excesso de ácidos graxos no fígado, superior a capacidade do hepatócito processá-lo, levando ao seu acúmulo no fígado. Resumo da história clínica: A paciente procurou o consultório médico para realização de exames de rotina, onde foram solicitados exames laboratoriais e ultrassonografia de abdômen total. Não apresenta histórico de internações anteriores, porém em exames anteriores já havia sido identificada a hipercolesterolemia. Dados antropométricos: Durante a avaliação nutricional, constatou-se que M. G. B. encontra-se com 67Kg e 1,54m de altura, índice de massa corpórea (IMC) de 28,2 kg/m², 92 cm de circunferência da cintura (CC) e 101cm na circunferência do quadril (CQ), apresentando 0,91cm na relação cintura-quadril (RCQ). Exames bioquímicos: Glicemia de jejum = 75mg/dL, colesterol total = 341mg/dL e triglicerídeos = 182mg/dL. Diagnóstico clínico-nutricional: Segundo o IMC a paciente apresenta sobrepeso e a partir da avaliação da CC, CQ e RCQ a 32 mesma apresenta risco para doenças cardiovasculares e metabólicas. Além das patologias já mencionadas. Recomendações dietoterápicas: Foi oferecido a paciente uma dieta de 1.800kcal, sendo destas 55% de carboidratos, 15% de proteínas, 30% de lipídios, <7% de ácidos graxos saturados, <10% de ácidos graxos poli-insaturados, <20% de ácidos graxos insaturados, 82,6mg de colesterol e 20,6g de fibras. Características da dieta: A consistência da dieta é normal, quanto à composição nutricional deve ser hipocalórica, normoglicídica, normoproteica, normolipídica e oferecer o aporte de fibras adequado. Conclusão do caso: Constata-se a importância da terapia nutricional para os pacientes portadores de esteatose hepática, uma vez que através de uma alimentação adequada pode-se normalizar o perfil lipídico e a manutenção do peso ideal, proporcionando recuperação mais rápida e evitando as complicações desta patologia como cirrose e carcinoma hepático. Palavras-chave: Fígado gorduroso, colesterol, triglicerídeos. 33 RC02 - DIABETES MELLITUS TIPO II, E SUAS POSSÍVEIS FISIOPATOLOGIAS Marília de Lira Matos Barros; Roberta Bianca de Menêses Luna; Adriana Monteiro Fernandes de Paula Lopes Paciente P. F. A., sexo masculino, idade 48 anos, branco, da cidade de Pesqueira – PE, diagnosticado com Obesidade grau 1 e Diabetes Mellitus tipo 2. A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo associado ao aparecimento de doenças, sendo uma destas o Diabetes Mellitus tipos 2. O excesso de peso pode levar a um quadro de resistência à ação da insulina associada com uma diminuição da síntese pancreática de insulina e o aumento na produção hepática de glicose, resultando em um quadro de hiperglicemia. Alterações nos receptores de insulina, ou mesmo diminuição no número destes receptores podem impedir a utilização correta do hormônio que neutraliza os níveis plasmáticos de glicose. Além disto, o quadro subclínico de inflamação comum na obesidade, caracterizado pelo aumento na produção de citoquinas como o TNF-α, impede a correta sinalização intracelular da insulina impedindo a homeostase da glicemia. Em geral, o Diabetes Mellitus tipos 2 acomete com frequência os indivíduos acima de 40 anos, e 80% ou mais dos casos são obesos e pode ter etiologia genética e ambiental. O paciente apresentado acima tem história familiar de diabetes (pai e avô paterno). Não fuma, nem bebe e não faz atividade física e apresentou os seguintes dados antropométricos: Peso: 99kg, Altura: 1,78m, CC: 110cm, IMC: 31kg/m². Quanto aos indicadores bioquímicos: Hemoglobina Glicada ou HbA1c: 7,8%; Glicemia de Jejum: 285mg/dl; TOTG: 240mg/dl; Triglicerídeo: 149mg/dL; HDL: 48mg/dL; LDL: 110mg/dL; Colesterol Total: 198mg/dL; Hemoglobina: 14,0mg/dL – Normal; HT- 43%. Segundo o critério diagnóstico da Sociedade Brasileira Diabetes (SBD, 2012), 1 glicemia randômica (casual) ≥ 200md/dL, 2 Glicemias de jejum ≥ 126mg/dL, TOTG ≥ 200mg/dL e Hemoglobina Glicada A1C ≥ 6,5mg/dL, já caracterizam a Diabetes Mellitus e as recomendações nutricionais para tal patologia prevê um percentual de 45 34 a 60% do VET de carboidratos (sendo menos de 10% de sacarose), até 30% do VET de gordura e 15 a 20% do VET de proteína. A dieta deverá ter, no mínimo, 20g de fibras ou 14g de fibras para cada 1000 calorias e até 200mg de colesterol, < 7% de gordura saturada, até 10% de gordura poliinsaturada e 2g de gorduras trans. O objetivo da terapia nutricional é atingir e manter normais a glicemia, os lipídios séricos e a pressão arterial, e um plano alimentar nutricionalmente adequado, com redução de gorduras, sobretudo a saturada, associado a um plano de atividade física. Para P.F.A. foi oferecido 2199kcal, visando a perda de peso e a melhora do seu quadro clínico. Foi calculado a recomendação nutricional através do TEE com resultado igual a 2699kcal e reduzido 500kcal desse valor, resultando em uma dieta hipocalórica (ideal para que haja aumento da sensibilidade à insulina e melhoria dos níveis de glicose sanguínea), normoglícidica, normoprotéica e normolipídica, priorizando alimentos de baixo índice glicêmico. Com o acompanhamento periódico e integral do nutricionista e os demais profissionais envolvidos no caso será possível a estabilização positiva do paciente diante da patologia apresentada, visando uma melhor qualidade de vida e evitando agravos a saúde. Palavras-chaves: Diabetes mellitus; Obesidade; insulina 35 RC03 - PACIENTE PORTADOR DE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: RELATO DE CASO Maria Francielli Souto da Costa; Thays Kallyne Marinho de Souza Dados do paciente: G.M.C., do sexo masculino, 57 anos de idade, procedente da cidade de Belo Jardim, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e câncer de pulmão. Resumo da fisiopatologia: A DPOC é uma condição patológica, previsível e tratável, porém progressiva e irreversível. É caracterizada pela presença de obstrução do fluxo aéreo associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas ou gases nocivos (tabagismo como principal causa) e prejuízo na qualidade de vida do paciente, devido aos sintomas crônicos que podem piorar o prognóstico do paciente. O processo inflamatório crônico pode produzir alterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar), essas alterações podem se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Geralmente, pacientes com DPOC apresentam desnutrição, estando associada à maior morbi-mortalidade. Os fatores de risco para desnutrição em pacientes com DPOC são: idade, inatividade física, hipoxia, dispneia, uso de medicamentos, tosse, hipermetabolismo (devido ao aumento do trabalho respiratório). Resumo da história clínica: Paciente admitido no Hospital Regional do Agreste relata ser fumante há 40 anos, apresentou tosse intensa, dispneia, perda de peso recente, dores nos pulmões, inapetência. Dados Antropométricos: IMC atual de 22,7Kg/m2 (IMC<25Kg/m2 em pacientes com DPOC está relacionado com maior mortalidade) e na Avaliação Subjetiva Global o paciente apresentou desnutrição leve/moderada. Ao exame clínico observou-se, perda de gordura subcutânea na região da panturrilha, edema de face e membros superiores. Exames Bioquímicos: Constatou-se com o exame bioquímico redução de hemácias, elevação dos leucócitos com possível relação com o processo inflamatório crônico e redução de cloro, provavelmente devido à acidose respiratória. Diagnóstico clínico- nutricional: De acordo com os parâmetros antropométricos, bioquímicos e exame 36 físico, o diagnóstico nutricional para o paciente foi de desnutrição leve. Recomendações dietoterápicas: É recomendado em termos calóricos 25-30 kcal/kg/dia para homens, no caso de pacientes desnutridos, deve-se aumentar de 5001000kcal/dia para auxiliar no ganho de peso; a recomendação de macronutrientes é de 15-20% de proteínas do VET, de carboidratos 50-60% do VET e de lipídios 25-30% do VET. Características da dieta: Dieta de consistência branda, fracionada (6 refeições/dia), com pequenas quantidades e maior densidade calórica, normocalórica, normo a hiperproteíca, normoglicídica (reduzir carboidratos simples), normolipídica, hipossódica, vitaminas e minerais, de acordo com as DRI’s, aumentar consumo de fibras e água. Conclusão do caso: G.M.C. apresentou melhora clínica e nutricional, evidenciando, assim, o papel do tratamento nutricional adequado, o qual tem impacto positivo no estado nutricional do paciente com DPOC, pois os sintomas e outras implicações nutricionais podem prejudicar a ingestão alimentar, e levar a desnutrição. Logo, o cuidado nutricional para paciente em DPOC objetiva uma conduta individualizada para facilitar bem-estar nutricional, manter relação apropriada entre massa magra e tecido adiposo, equilíbrio hídrico correto (evitando retenção hídrica) e lidar com a interação droga-nutriente. Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica, Dietoterapia, Estado nutricional 37 RC04 - RELATO DE CASO: HIPERCOLESTEROLEMIA PEDIATRICA Antônio Ramos Tavares dos Filho; Marry Aneyts de Santana Cirilo; Edneide Tavares dos santos; Silvia Alves da Silva Paciente J.T.O., 8 anos, sexo masculino, natural da cidade do Bonito-PE , procurou atendimento medico e nutricional, após apresentar um exame bioquímico, no dia 20/03/2013, com os valores, (o colesterol-259,40), (triglicerídeos- 118,60), (glicose68,90), (hemograma: hematocrito-42 ,hemoglobina-13,50 ,hemácias- 4,60, leucócitos 4.400), exame parasitológico negativo; sendo constatado o diagnóstico de Hipercolesterolemia(HPC). Hipercolesterolemia São os aumento dos níveis de colesterol no sangue, ou seja, colesterol total acima de 240mg/dL e/ou LDL colesterol acima de 160mg/dL. Ela não é uma doença, mas sim uma desarrumação metabólica que pode ser consequência da má alimentação e sedentarismo, podendo assim contribuir para várias doenças, especialmente as cardiovasculares. As principais formas de colesterol são: HDL (Lipoproteína de alta densidade) - Conhecido popularmente como "colesterol bom". Tem a função de conduzir o excesso de colesterol para fora das artérias, levando-os para o fígado para serem metabolizados, impedindo a formação de placas de gorduras nas paredes dos vasos. LDL (Lipoproteína de baixa densidade) - Conhecido popularmente como "colesterol ruim“. É responsável pelo transporte e depósito de colesterol nas paredes das artérias, dando início e acelerando o processo de aterosclerose (o acúmulo de colesterol nas artérias), bloqueando o fluxo sanguíneo e obstruindo as artérias. A criança tem 27,0 Kg e 1,22 m, onde se encontrão diagnostico do IMC, sobre peso. Sintomas: Dor de cabeça frequente, enjoos matinais, cansaço, vômitos, a genitora relata que a criança come excesso de refrigerante, frituras e sanduiches, a mesma faz uma dieta por conta própria tirando biscoitos, refrigerantes e muitos doces e então repete o exame com 1 mês 10/ 04/13, dando os seguintes resultados: Colesterol total 161 - HDL 37,80- LDL 104,80 -VLDL 18,40 e triglicerídeos 92. Em agosto (20/08/2013) repete outro 38 exame triglicerídeos-91, glicose-73 ,colesterol total-211 ,HDL-36 ,LDL-156,8 ,VLDL-18,2. No dia 02-09 13 fez consulta com cardiologista fazendo eletrocardiograma ( estando tudo normal o cardiologista não recomendou medicação pediu para começar a fazer exercícios e procurar uma orientação nutricional. O nutricionista deu orientações para a mãe onde recomendou que a dieta fosse hipocaloria, hipolipídica, normoglicídica e normoproteica e que ela retirasse da dieta todo tipo de Fritura, Refrigerantes, biscoitos recheados, entre outros e recomendou para que a dieta da criança estivesse rica em frutas verduras e legumes, já que a criança não tinha dificuldade de comer os mesmos. A criança continua em tratamento. Palavras-chave: Hipercolesterolemia, obesidade, criança, Cardiovasculares 39 RC05 - RELATO DE CASO – SÍNDROME METABÓLICA Aryanne Neves dos Santos; Cleudiane Cabral da Silva; Priscila Chistiany Rodrigues Alves da Silva; Cindy Kelly Mendes Correia; Julia Idalice Gois do Nascimento3 Dados do paciente: G. M. C., 55 anos, sexo masculino, residente no munícipio de Pesqueira – PE é portador de síndrome metabólica e hipertrigliceridemia, apresenta resistência à ação da insulina e pressão arterial igual a 150 x 90mmHg. Resumo da fisiopatologia: O principal fator que leva á síndrome metabólica é a resistência à ação da insulina, ou seja, o pâncreas começa a produzir e secretar muita insulina para atender aos níveis de glicose no sangue, porém um defeito na sinalização intracelular impede que a insulina se ligue ao seu receptor provocando um quadro de hiperinsulinemia o qual acarreta em aumento de triglicerídeo e LDL-c, redução de HDL-c, aumento da pressão arterial, intolerância a glicose, entre outros. A gordura abdominal é outro fator importantíssimo que pode levar a resistência à insulina e consequentemente as patologias associadas. A gordura visceral abdominal atua de forma mais eficaz que a gordura localizada em outras partes do corpo nesse processo de gênese da síndrome metabólica, devido as diferentes características que o tecido adiposo apresenta dependendo de sua localização, a gordura abdominal é mais sujeita à lipólise, com maior número de receptores glicocorticoides e mais sensíveis às catecolaminas. Resumo da história clínica: O paciente procurou o consultório médico para realização de exames após queixar-se de frequentes dores de cabeça e cansaço fora do comum para o mesmo, onde foram solicitados exames laboratoriais. Há oito meses submeteu-se a cirurgia devido à colelitíase. Dados antropométricos: Constatou-se que G. M. C, durante a avaliação nutricional, encontrava-se com 98Kg e 1,72 de altura, índice de massa corpórea (IMC) de 33,1 kg/m², 113 cm de circunferência da cintura (CC) e 109cm na circunferência do quadril (CQ), apresentando 1,03cm na relação cintura-quadril (RCQ). Exames bioquímicos: Glicemia de jejum = 112mg/dL, colesterol total = 198mg/dL, HDL-C = 34 mg/dL, 40 LDL-c = 125mg/dL e triglicerídeos = 256mg/dL. Diagnóstico clínico-nutricional: De acordo com o IMC o paciente encontra-se com obesidade grau 1 e a partir da avaliação da CC, CQ e RCQ o mesmo apresenta risco elevado para doenças cardiovasculares e metabólicas. Além das patologias já citadas. Recomendações dietoterápicas: Foi oferecido ao paciente uma dieta de 2090kcal/dia, sendo destas 58% de carboidratos, 15% de proteínas, 27% de lipídios, <7% de ácidos graxos saturados, <10% de ácidos graxos poli-insaturados, <20% de ácidos graxos insaturados, <200g/dia de colesterol e 29g de fibras. Características da dieta: A consistência da dieta é normal, quanto aos componentes nutricionais à mesma deve ser hipocalórica, normoglicídica, normoproteica, normolipídica e com aporte adequado de fibras. Conclusão do caso: A terapia nutricional neste caso é de fundamental importância para que o referido paciente possa normalizar os níveis glicêmicos e lipídicos, bem como controlar a pressão arterial e fazer a manutenção do peso adequando, além de proporcionar uma coesa recuperação e evitar possíveis complicações. Palavras-chave: síndrome metabólica, resistência à insulina, triglicerídeos, dietoterapia 41 REVISÃO DE LITERATURA RL01 - UTILIZAÇÃO DE TALOS DE VEGETAIS NO ENRIQUECIMENTO NUTRICIONAL DE PRODUTOS Eduardo Gouveia Amorim Introdução: Existe uma grande variedade de subprodutos alimentares, como talos de vegetais, que podem ser usados como fonte alternativa para melhorar as características nutricionais de novos produtos. Já foram realizadas diversas pesquisas que visam aumentar a quantidade de fibras em produtos como pães, biscoitos e barras de cereais. As fibras podem atuar no aumento da viscosidade do conteúdo intestinal, diminuindo os valores de colesterol, atuando também no aumento do bolo fecal no intestino, fazendo com que as fezes sejam liberadas de maneira mais fácil. Objetivos: Realizar uma revisão de literatura sobre as características nutricionais de formulações elaboradas a partir de subprodutos vegetais. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos publicados nos últimos treze anos, coletados na base de dados Scielo, que tenham relatado pesquisas sobre a utilização de resíduos de vegetais como ingrediente adicional na elaboração de produtos alternativos. Resultados: Três preparações foram elaboradas com talos de vegetais, uma torta salgada com talos de brócolis e couve-flor, um biscoito tipo cookie com talos de couve manteiga e espinafre e um suflê com talos de brócolis e couve-flor, que exibiram consideráveis valores de fibras, variando entre 1,3 g á 4,2 g. Conclusão: A inserção de talos de vegetais na formulação de produtos mostrou-se eficiente para o aumento do teor de fibras alimentares. Palavras-chave: vegetais; fibra alimentar; nutrientes 42 RL02 - ELABORAÇÃO DE HAMBURGUERES COM FONTES ALTERNATIVAS DE CARNE Eduardo Gouveia Amorim Introdução: Carne é todo músculo estriado que recobre o esqueleto, podendo ser classificada em tecido muscular, conjuntivo e adiposo. É designada como qualquer parte comestível de algum animal, doméstico ou selvagem, seja ele mamífero, ave, peixe, molusco ou crustáceo. Objetivos: Revisar a literatura existente acerca da utilização de carne de coelho e avestruz na preparação de hambúrgueres. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos publicados nos últimos seis anos, coletados na base de dados Scielo, que tenham relatado pesquisas sobre a utilização de resíduos de vegetais como ingrediente na elaboração de produtos alternativos. Resultados: No que diz respeito ao sabor, uma formulação mista (com carne de avestruz e carne bovina) recebeu a maior nota, 7,62, na escala hedônica de nove pontos, seguido pelo produto com carne de avestruz e a formulação com carne bovina. Outro hambúrguer, dessa vez com carne de coelho, obteve uma média de notas de 5,85, numa escala hedônica de sete pontos, ficando classificado entre “gostei moderadamente” e “gostei muito” acerca do atributo sabor, recebendo resposta positiva de 78,57% dos provadores participantes da pesquisa. Conclusão: A carne de coelho e de avestruz demonstraram grande potencial tecnológico para comercialização e utilização da alimentação humana, por exibirem uma excelente aceitação das suas características organolépticas, além de possuírem ótimas características nutricionais Palavras-chave: carne, músculo, aves 43 RL03 - UTILIZAÇÃO DE FARINHA DE ARROZ NA ELABORAÇÃO DE BISCOITOS Anádia Ronize da Silva; Eduardo Gouveia Amorim Introdução: Cereais são amplamente utilizados devido à facilidade de cultivo, conservação, a sua composição nutricional e o seu baixo preço. Dentro os eles, nós temos o arroz, o trigo, a cevada, o centeio, a aveia, o milho e o sorgo, que fornecem carboidratos, proteínas e se consumidos integralmente são fonte de vitaminas, minerais, fibras e lipídios. No Brasil, o arroz é um cereal produzido em todo o território e é considerado uma excelente fonte de nutrientes. Objetivo: Revisar a literatura existente acerca da textura de produtos formulados a partir de farinha de arroz. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos publicados nos últimos seis anos, coletados na base de dados Scielo, que tenham relatado pesquisas sobre a utilização de farinha de arroz como ingrediente na elaboração de produtos. Resultados: Um biscoito produzido com farinha de arroz e café obteve média de 7,2 para o atributo textura, quando analisado em uma escala hedônica de nove pontos. Outro biscoito, feito com farinha de arroz parboilizado, apresentou baixa dureza e fraturabilidade, características desejáveis nesse tipo de produto. Conclusão: A utilização de farinha de arroz em substituição a farinha de trigo na elaboração de biscoitos mostrou-se viável, não comprometendo a textura desses produtos. Palavras-chave: arroz; farinha; biscoitos RL04 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS ELABORADOS COM SOJA Débora Gracielly da Silva; Emanuela Maria de Oliveira; Eduardo Gouveia Amorim Introdução: As leguminosas estão entre os alimentos mais antigos cultivados pela humanidade, a soja, por exemplo, é cultivada pelos chineses há milênios, o seu consumo no ocidente, no entanto, só começou a acontecer há alguns anos. A soja é um alimento que possui 40% de proteínas, sendo considerada também um alimento funcional, que além de nutrir, oferece benefícios a saúde de quem a consume. Objetivos: Realizar uma revisão de literatura sobre a aceitabilidade de diferentes produtos elaborados a partir de soja. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos dos últimos doze anos, coletados na base de dados Scielo e Google Acadêmico, que tenham relatado pesquisas sobre a utilização de soja como ingrediente na elaboração de produtos alimentícios. Resultados: Um pão formulado com uma proporção de 5% de farinha de soja foi analisado por um grupo de quarenta provadores, apresentando nota de 7,7 para o atributo sabor. O outro produto analisado foi um biscoito utilizando farinha desengordurada de soja, que apresentou nota de aceitação de 7,3, na escala hedônica de nove pontos realizada. Conclusão: Os produtos feitos a partir de soja tiveram uma boa aceitação, no entanto, é necessário a realização de testes com outros produtos, na tentativa de aumentar a variedade de produtos incrementados com essa leguminosa estimulando o aumento da frequência de consumo desse alimento. Palavras-chave: soja; aceitação; pão 45 RL05 - ACEITAÇÃO DE BARRAS DE CEREAIS ELABORADAS COM PRODUTOS ALTERNATIVOS Débora Gracielly da Silva; Eduardo Gouveia Amorim Introdução: Ainda há na literatura, uma escassez de artigos científicos sobre aproveitamento integral dos alimentos, no entanto, existe a necessidade de utilizar fontes vegetais usualmente descartadas para elaboração de novos produtos. A composição centesimal de vários vegetais e frutas foram analisadas em diversos estudos e pôde-se perceber que muitas vezes essas partes possuem quantidades maiores de nutrientes se comparadas as suas partes comestíveis. Objetivos: Revisar a literatura existente sobre a utilização de cascas de frutas na formulação de barras de cereais. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos publicados nos últimos oito anos, coletados na base de dados Scielo, que tenham relatado pesquisas sobre a utilização de resíduos de vegetais como ingrediente adicional na elaboração de produtos alternativos. Resultado: Uma barra de cereal com casca de abacaxi apresentou índice de aceitabilidade de 93,7%, 91,9% e 91,4% para os atributos aparência, sabor, e textura, respectivamente. Outra barra de cereal, dessa vez com casca de maracujá, apresentou notas de 6,3, 5,6 e 6,6, respectivamente, em uma escala hedônica de nove pontos, para aparência, sabor e textura. Conclusão: A utilização de cascas de frutas como ingrediente não afetou negativamente a impressão que os provadores tiveram sobre as barras de cereais. É possível fazer uso de resíduos de frutas na criação de produtos sensorialmente aceitáveis. Palavras-chave: aceitação; maracujá; resíduos 46 RL06 - CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS DE PRODUTOS DE PANIFICAÇÃO FORMULADOS COM AVEIA Emanuela Maria de Oliveira; Yasmin Castanha Macário; Débora Gracielly da Silva; Eduardo Gouveia Amorim Introdução: A aveia vem se destacando cada vem mais nos grupos de alimentos, devido à quantidade de fibras alimentares que a compõe, tal nutriente é de grande importância do ponto de vista nutricional, possuindo um papel fundamental para a saúde e funcionamento do corpo. Também é considerado um alimento funcional, por promover uma limpeza intestinal causando uma melhora no sistema digestivo. Tem também função na diminuição colesterol total, auxiliando na eliminação da gordura ingerida. Objetivos: Revisar a literatura existente em relação á avaliação das características sensoriais de produtos elaborados com aveia. Metodologia: Foi realizada através de uma revisão de literatura por meio de artigos científicos dos últimos 13 anos, coletados no Google Acadêmico e na base de dados Scielo, que tenham apresentado estudos sobre a utilização da aveia na fabricação de produtos de panificação. Resultados: A partir da analise dos estudos utilizados observou-se que o bolo feito com 30 % de aveia teve melhor aceitabilidade (7,21%) no estudo realizado. Já o biscoito formulado com 50% da farinha de aveia obteve uma aceitabilidade de 70 %, quando submetido a avaliação sensorial por um grupo de trinta provadores não treinados. Conclusão: Observou-se que a utilização de farinha de aveia em preparo de bolos teve uma boa aceitabilidade, tornando-se viável sua utilização. Já nos biscoitos a aveia proporcionou maior maciez, obtendo também, uma boa aceitabilidade. Palavras-chave: farinha, aveia, fibras alimentares 47 RL07 - RELAÇÃO ENTRE AMENORREIA E SURGIMENTO DE OSTEOPOROSE EM MULHERES JOVENS PRATICANTES DE ATIVIDADES FÍSICAS Marry Aneyts de Santana Cirilo; Edneide Tavares dos Santos; Antônio Ramos Tavares dos Santos; Émerson Bruno Gomes de Lima; Silvia Alves da Silva Introdução: Existe uma forte incidência de casos de osteoporose entre mulheres adultas jovens. Isto se deve a associação entre amenorreia de causa hipotalâmica e baixo peso, além de outros fatores como atividade física de alta intensidade. A amenorreia é um estado de alteração no ciclo menstrual, onde há uma baixa secreção de estrógeno e progesterona; este déficit hormonal leva ao desenvolvimento de osteoporose que é uma doença caracterizada por diminuição da densidade mineral óssea e deterioração da arquitetura celular óssea (DOLORES, 2001). Objetivo: Descrever a relação entre amenorreia e surgimento de osteoporose em mulheres jovens que praticam atividades físicas. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura, com busca de informações em livros texto e artigos científicos em bases de dados como o SciELO, periodicos.capes. Foram considerados artigos entre 2000 a 2013. Resultados: A prevalência de amenorreia encontra-se entre 30% a 50% nas bailarinas profissionais, 50% em corredoras competitivas, 25% em corredoras não competitivas e 12% em nadadoras e ciclistas. As mulheres adolescentes e adultas jovens encontram-se com uma maior prevalência ao desenvolvimento de amenorreia e osteoporose pelos fatores de risco como: prática extenuante de atividade física, maus hábitos alimentares com baixa ingesta de alimentos fonte de cálcio como leite e derivados, baixo peso, baixo percentual de gordura corporal e/ou pouca exposição à luz solar ou com uso de bloqueadores solares, causando níveis baixos de vitamina D e prejudicando o metabolismo do cálcio nos ossos, ocasionando uma alta reabsorção e menor remodelagem óssea, resultando em maior predisposição à perda mineral, causando enfraquecimento da estrutura óssea e predispondo à fraturas (CAMPOS, et al., 2003). Conclusão: Há uma forte relação entre amenorreia hipotalâmica de origem 48 alimentar e estado hormonal ao desenvolvimento de osteoporose. Vê-se necessário a intervenção nutricional, com incentivo ao consumo de alimentos fontes de cálcio, maior exposição à luz solar e, quando necessário, a suplementação farmacológica de cálcio e vitamina D. Palavras chave: amenorreia; osteoporose; densidade óssea; ciclo menstrual. 49 RL08 - OS PRINCIPAIS PAPEIS DO CÁLCIO PARA A SAÚDE DO CORPO HUMANO Rafaella Vidal Marques; Marcella Luna de Macêdo; Silvia Alves da Silva Introdução: O cálcio é o mineral mais abundante no organismo, constitui cerca de 1,5 a 2% do peso corporal e 39% dos minerais do corpo humano. Para o bom funcionamento do corpo é fundamental a utilização do cálcio. Se ocorrer deficiência desse elemento, seja por má alimentação ou outros motivos, o corpo tende a suprir essa falta obtendo cálcio dos ossos. Objetivo: Descrever o papel do cálcio para a saúde do corpo humano. Método: Trata-se de uma revisão da literatura, com busca de artigos científicos nos sites Scielo e Google acadêmico. Foram considerados os artigos publicados entre os anos de 2005 a 2013. Resultados: A ingestão de cálcio é vital para o crescimento e manutenção dos ossos e dos dentes, ajuda na coagulação do sangue e na contração muscular. Os baixos níveis de cálcio podem levar a osteopenia, osteoporose, agitação, depressão, hipertensão, insônia, dormência no corpo, unhas quebradiças, desmineralização óssea, raquitismo, aumento do paratormônio no sangue, irritabilidade e propensão a cáries. Não só a deficiência causa problemas a saúde, mas também o excesso, levando a formação de cálculo de bilirrubinato de cálcio na vesícula biliar, fraqueza muscular, dificuldades de memorização e redução de outro minerais, como o magnésio. Sua absorção ocorrer por dois mecanismos de transporte ativo, com baixas concentrações de cálcio, e transferência passiva, com altas concentrações de cálcio. As baixas ingestões de vitamina D ou a exposição inadequada à luz solar reduzem a absorção de cálcio, especialmente entre idosos. Para suprir as necessidades diárias de cálcio é necessário consumir alimentos ricos nesse mineral, os mais conhecidos são o leite e o queijo. É recomendada a ingestão entre 1000 a 1300mg de cálcio para um adulto saudável, essa recomendação pode mudar de acordo com as fases da vida. Conclusão: O cálcio é um elemento químico fundamental, que auxilia na regulação do organismo, apesar de apresentar muitos benefícios, não é preciso ingerir quantidades exageradas. Manter os níveis de cálcio 50 adequado proporciona uma melhor qualidade de vida para os seres humanos. Palavras chave: Cálcio; Vitamina D; Absorção; Benefícios. RL09 - TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTES CELÍACOS Laiane Maria Nobre de Melo; Érika Michelle Correia de Macêdo Introdução: A doença celíaca é uma enteropatia imuno-mediada que afeta as vilosidades intestinais de indivíduos geneticamente predispostos causando atrofia e dificultando o processo de absorção. Tais indivíduos têm sensibilidade ao glúten presente no trigo não podendo consumi-lo, isso porque a gliadina representa a parte tóxica, bem como no centeio a secalina, na cevada a hordeína e na aveia a avenina. Ao ingerir o glúten ou estes alimentos simétricos ocorre o desencadeamento de um processo imune com a recrutação de linfócitos T e B, células T citotóxicas, citocinas pró–inflamatórias em indivíduos celíacos assintomáticos. Os sintomas são diarréia e/ou constipação, perda de peso, fadiga, dermatite herpetiforme, deficiência de crescimento, distensão abdominal, anemia, irritabilidade e/ou apatia, vômitos e anorexia. Objetivo: Revisar a conduta dietoterápica para a doença celíaca. Método: Realizou-se busca em literatura científica dos últimos doze anos (2001-2013), bem como nas bases de dados eletrônicas SciELO e Google Acadêmico. Resultados: A terapia nutricional no tratamento da doença celíaca deve ser hipercalórica, hiperprotéica e hipo a normolipídica, isenta de trigo, centeio, cevada, aveia, alimentos flatulentos e de difícil digestibilidade, evitar a celulose e caldos concentrados (purinas) para não excitar a mucosa, suplementar vitaminas e minerais de acordo com as necessidades do indivíduo. Conclusão: Faz-se necessário o acompanhamento do paciente celíaco com um profissional nutricionista e toda uma equipe multidisciplinar para que haja a recuperação do estado nutricional com normalização dos níveis de micronutrientes, função intestinal e, sobretudo uma melhor qualidade de vida. Palavras-chave: doença celíaca, dieta 51 livre de glúten, dietoterapia. RL10 - CONDUTA DIETOTERAPICA EM TRATAMENTO ANTINEOPLÁSICO PEDIATRICO Antônio Ramos Tavares dos Filho; Marry Aneyts de Santana Cirilo; Edneide Tavares dos santos; Silvia Alves da Silva Introdução: O Câncer é uma patologia catabolica que consome as reservas nutricionais do hospedeiro, levando-o assim, a uma carência nutricional, desse modo o individuo necessita de um acompanhamento especializado e em crianças esse risco de carência é bem maior, pois as mesmas então em fase de crescimento e necessitam de uma grande reserva energética. Câncer é o nome dado a um tumor maligno que têm o crescimento celular desordenado, podendo invadir outros órgão e tecidos (metástase) em outras regiões do corpo . Considera-se como câncer na infância toda neoplasia maligna que afeta a indivíduos menores de 15 anos. O acompanhamento do paciente pediátrico em cuidados paliativos deve ser individualizado e realizado por equipe multidisciplinar especializada, com o objetivo de aliviar os sintomas e promover o prazer e a qualidade de vida. Objetivo: Descrever a conduta dietoterápica em tratamento antineoplásico pediátrico. Métodos: Realizou-se uma revisão bibliográfica sobre a conduta dietoterápica em pacientes pediátricos com câncer, com busca sistemática de dados nas bases SCIELO, MEDLINE, IBECS, BIREME E PUBMED. Foram utilizados artigos científicos, livros e sites. Resultados: Existem alguns efeitos adversos causados pela quimioterapia e radioterapia, os mais citados entre os pacientes são: náuseas e vômitos, constipação, diarreia, anorexia-caquexia entre outros. A conduta dietoterápica consiste em instituir, dietas hipercalóricas e hiperproteicas, para auxiliar no crescimento da criança e para ajudar o organismo no processo de cura, diminuir os alimentos gordurosos, e aumentar a ingestão de ácidos graxos Polissaturados como EPA e DHA. Estudos mostram que quatro grupos de alimento também melhoram esses efeitos, são eles: Frutas e verduras, pois consumo de frutas e hortaliças tem um efeito protetor contra diversas formas de câncer. Verduras cruas ou cozidas, frutas e sucos de frutas são fontes de algumas vitaminas 52 (como A e C) e de sais minerais necessários ao organismo, Alimentos proteicos: as proteínas contribuem para a regeneração do organismo e o combate às infecções, Cereais: Os carboidratos são uma ótima fonte de energia, sendo necessários para que o organismo funcione bem. Laticínios: o leite e seus derivados são ótimas fontes de proteínas e muitas vitaminas, constituindo a melhor fonte de cálcio, necessário para o crescimento e desenvolvimento normal da criança. Conclusão: A nutrição adequada vai promover o crescimento e o desenvolvimento normal da criança, melhorar a resposta do sistema imunológico, melhorando sua qualidade de vida. Palavras Chave: Nutrição, Dietoterapia, Pediatria, Câncer, Antineoplásico. 53 RL11 - ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS – UMA REVISÃO DE LITERATURA Roberta Bianca de Menêses Luna; Marília de Lira Matos Barros; Risonildo Pereira Cordeiro Introdução – Ao longo dos anos observou-se que cada vez mais aumenta o número de estabelecimentos públicos de alimentação, isto se deve principalmente, ao aumento da população e deste modo, ao número de pessoas que procuram tais estabelecimentos a fim de neles fazerem suas refeições. O consumo de legumes, frutas, verduras e hortaliças vêm sendo cada vez mais incentivado no mundo atual diante de todos os seus benefícios nutricionais conhecidos e comprovados cientificamente. Porém entre essas a que se destaca são as hortaliças folhosas, por constituir um importante meio de transmissão de várias doenças toxinfecciosas, tendo sido reportadas como fonte potencial de microrganismos patogênicos contribuindo para a elevação dos casos de doenças veiculadas por alimentos. Outro ponto relatado é a mudança no perfil populacional ao longo dos anos, onde o setor agro alimentar vem diferenciando-se de várias maneiras, procurando ofertar produtos e serviços com o desafio de satisfazer as necessidades da população, tanto em termos nutricionais como gastronômicos, que no caso os alimentos minimamente processados irão oferecer uma melhor praticidade entre outros. Estes tem uma grande demanda comercial, pois, são considerados alimentos de fácil preparo, que se adéquam aos hábitos alimentares atuais e que visam à praticidade e asseguram a saúde. Porém quando não passam por um procedimento de higienização apropriado podem ocasionar infecções por helmintos ou protozoários, tornando-as de interesse a saúde pública. No Brasil, possivelmente a falta de condições sanitárias procede na contaminação de alimentos por dejetos humanos tornando-se uma das vias de transmissão por enteroparasitas, resultando na poluição da água utilizada na irrigação de alguns. Existe a possibilidade da lavagem antes do consumo não ser eficaz na eliminação das formas de transmissão dos parasitos, sendo este um fator preocupante. Visto que, os problemas ocasionados por infecções 54 parasitárias, podem acarretar em desequilíbrio nutricional, interferências na absorção de nutrientes, indução ao sangramento intestinal, perda de apetite e outras complicações significativas como: obstrução intestinal, diarréia crônica, crises epilépticas, hipertensão portal, prolapso retal e formação de abscessos, podendo em algumas condições até levar o indivíduo à morte. Objetivo – Traçar um perfil histórico da condição de oferta dos alimentos minimamente processados no Brasil. Métodos – Trata-se de um estudo de revisão de literatura, no qual foi realizado um levantamento de dados em artigos científicos publicados, nos quais estão descritos os processos de manuseio e produção de alimentos minimamente processados. Resultados – O estudo revelou um aspecto paradoxo entre o aumento da produção e o consumo de alimentos minimamente processados e a intensificação de casos de contaminação por parte da população consumidora. Sendo importante um processamento mínimo que envolve as atividades de seleção e classificação da matéria-prima, visando à obtenção de um produto fresco, saudável e que, na maioria das vezes não necessita de um preparo para ser consumido. Conclusão - Esses resultados demonstram, de maneira geral, o risco potencial que o consumo de alimentos minimamente processados oferece à saúde do consumidor, decorrente da má qualidade da matéria-prima, nem sempre higienizada e sanitizada corretamente, além da manipulação inadequada. Palavras-chaves: Alimentos; Hortaliças; Enteropatias parasitárias 55 RL12 - CONSUMO ALIMENTAR, SEDENTARISMO E ETILISMO COMO FATORES DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM ADOLESCENTES. Gislayne Gomes Batista; Mellissa Emilyn Alves Pereira; Érika Michelle Correia de Macêdo Introdução: No Brasil, a hipertensão arterial sistêmica é considerada um grave problema de saúde pública, acometendo de 22,3% a 43,9% da população urbana adulta brasileira. Apesar de uma grande predominância na população adulta, não é desprezível a prevalência de hipertensão em crianças e adolescentes, causada por diversos fatores, estando entre eles o consumo alimentar, o sedentarismo e o etilismo. Objetivo: Pontuar o índice de relevância do consumo alimentar, sedentarismo e etilismo como fatores de risco para hipertensão arterial sistêmica em adolescentes. Métodos: Foi realizado um levantamento bibliográfico, mediante consulta às bases de dados Medline, Lilacs, Scielo e Arquivos do Ministério da Saúde. Resultados: A associação entre a ingestão de sódio e a predisposição para um possível desenvolvimento da hipertensão está relacionado diretamente com problemas cardiovasculares. Num estudo foi observado que adolescentes escolares apresentavam uma dieta inadequada e desequilibrada em macronutrientes, micronutrientes, fibras, colesterol e energia, além de reduzir níveis pressóricos, o uso da alimentação como profilaxia para hipertensão objetiva o hábito de alimentação saudável. Em relação ao sedentarismo foi visto num estudo que 19,1% das meninas e 9,5% dos meninos eram sedentários. Além disso, foi observado também que adolescentes que não praticavam atividade física tinha maior prevalência de apresentarem níveis pressóricos elevados. A prática regular e atividade física auxiliam na regulação da pressão arterial, contribui para o controle de peso entre outros benefícios. Em relação ao etilismo, um estudo aponta que do total de jovens avaliados, 63,6% referiram consumir bebidas alcoólicas, vários estudos falam sobre a relação entre o consumo de álcool e o aumento da 56 pressão arterial, onde a diminuição da ingestão do álcool tem a capacidade de reduzir os níveis de pressão de homens que costumam ingerir uma excessiva quantidade de álcool. Porém, quando se trata do vinho, o consumo regular e moderado pode atuar de maneira benéfica sobre o organismo, é recomendada a ingestão de álcool de um limite de 30ml/dia para homens e 15ml/dia para mulheres. Conclusão: O consumo excessivo de alimentos industrializados por adolescentes resulta numa dieta com alto teor de sódio e baixo teor de potássio, o qual é considerado um protetor na elevação dos níveis pressóricos. O sedentarismo é um causa muito importante quando se trata do comprometimento da qualidade de vida do individuo, pois há uma elevada prevalência na inatividade física do ser humano. A restrição da ingestão de álcool ajuda na redução da pressão arterial, diminui o estresse e traz outros inúmeros benefícios. Palavras-chave: Adolescência, hipertensão, tabagismo, consumo alimentar. 57 RL13 - CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS POR CRIANÇAS BRASILEIRAS Roberta de Avelar e Silva; Evane Moises da Silva Introdução: A infância é uma fase onde a nutrição adequada é fundamental para garantir crescimento e desenvolvimento normais, sendo este estágio da vida um dos biologicamente mais vulneráveis. A diversidade e o aumento da oferta de alimentos industrializados podem influenciar os padrões alimentares da população, principalmente a infantil. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, apesar de a prioridade básica ser a garantia do abastecimento de alimentos para toda a população, é importante ao mesmo tempo evitar que as mudanças nos padrões dietéticos não propiciem o aparecimento de hábitos alimentares incorretos, independentemente do estrato socioeconômico da família. Objetivo: Revisar sobre o consumo de alimentos industrializados por crianças brasileiras, destacando seus atuais determinantes e consequências. Método: Foi realizada revisão de literatura pertinente dos últimos 10 anos, através de pesquisas em livros e sites oficiais, bem como em artigos científicos disponibilizados nas bases de dados MEDLINE, LILACS, SciELO e BIREME. Resultados: As principais recomendações nutricionais enfatizam o consumo de alimentos “in natura” com destaque aos cereais integrais, frutas, hortaliças, assim como alimentos com reduzido teor de gordura saturada, sódio e sacarose. Essas recomendações são importantes para que se diminuam os casos de doenças crônicas, que, na atualidade, crescem assustadoramente. Tais enfermidades são provenientes das mudanças no padrão alimentar do brasileiro, no qual se observa que o consumo dos alimentos “in natura” vem diminuindo gradativamente, sendo substituído por outros alimentos menos saudáveis, pobres em fibras e ricos em gorduras, predominantemente saturadas. De acordo com Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2008-2009, comparada à mesma pesquisa realizada em 2002-2003, a evolução do consumo de alimentos no domicílio indica aumento na proporção de alimentos industrializados, como pães (de 5,7% para 6,4%), embutidos (de 1,78% para 2,2%), 58 biscoitos (de 3,1% para 3,4%), refrigerantes (de 1,5% para 1,8%) e refeições prontas (de 3,3% para 4,6%). Em relação à distribuição de macronutrientes, o perfil atual mostra que 59% das calorias estão representadas por carboidratos; 12%, por proteínas; e 29%, por gorduras. Em 2009, uma em cada três crianças na faixa de 5 a 9 anos estavam com sobrepeso. A obesidade atingiu 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas. A falta de informações dos pais faz com que eles ofereçam as crianças comidas industrializadas. De acordo com estudos recentes, as crianças consomem uma quantidade alta de biscoitos e refrigerantes, cujos mesmos possuem alto teor de açúcar, que pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. Além disso, há um alto consumo de embutidos, que são ricos em sódio. O elevado consumo de sódio representa um importante fator de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial. Além de tudo alguns alimentos têm substâncias que propiciem ao câncer. Conclusão: Os alimentos de alta densidade energética estão sendo cada vez mais consumidos por crianças, independente da classe socioeconômica, o que contribui para uma inadequação da dieta, ocasionando, em muitos casos, a propensão ao desenvolvimento de doenças crônicas e à obesidade. Com isso, torna-se fundamental a conscientização das famílias acerca da importância de uma alimentação saudável, principalmente na infância, onde os hábitos alimentares são determinados. Palavras-chave: Consumo de alimentos; Hábitos alimentares; Criança. 59 RL14 - A IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO Roberta de Avelar e Silva; Rafaella Vidal Marques; Marcella Luna de Marcedo; Ana Bolena de Luna Siqueira Introdução: O aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para a promoção da saúde das crianças em todo o mundo. O leite materno é importante para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida, por ser um alimento completo, fornecendo inclusive água, com fatores de proteção contra infecções comuns da infância, isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo da criança. Objetivo: Relatar a importância do aleitamento materno exclusivo identificando os benefícios e as dificuldades. Método: Realizou-se busca em literatura científica, em livros didáticos, sites oficiais, teses e dissertações e monografias, bem como artigos científicos disponibilizados nas bases de dados MEDLINE, LILACS, SciELO e BIREME dos últimos 10 anos. Resultados: A organização mundial de saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno exclusivo seja mantido até os seis meses de vida. O aleitamento materno tem vantagens para a mãe e para o bebê, entre eles: previne infecções gastrintestinais, respiratórias e urinárias; efeito protetor sobre as alergias; melhor adaptação dos bebês a outros alimentos. Sob o ponto de vista nutricional, a complementação precoce é desvantajosa para a nutrição da criança, além de reduzir a duração do aleitamento, e prejudicar a absorção de nutrientes importantes existentes no leite materno, como o ferro e o zinco. A recomendação ideal para a amamentação é até seis meses, só que dois terços das mães, não conseguiram manter o aleitamento durante o tempo que gostaria e apresentaram dificuldades. Essas dificuldades foram representadas por fatores biológicos, baixa produção do leite, nova gestação, doença mamária, por fatores psicofisiológicos, falta de vontade da mãe, falta de apoio familiar, insegurança, estresse emocional e por fatores socioculturais, falta de informação sobre a importância do aleitamento, necessidade de trabalho fora do lar, à facilidade oferecida 60 pela mamadeira e vergonha de mostrar o seio em público. Conclusão: O Aleitamento Materno traz inúmeros benefícios ao bebê, à mãe e a sociedade, como um todo. Embora a grande maioria das mães saiba a importância do leite materno e tenha amamentado seu filho, a duração do aleitamento exclusivo é menor do que o preconizado pela Organização Mundial de Saúde. Há vários benefícios do aleitamento exclusivo para o bebê protegendo-o contra infecções respiratórias e intestinais, levando-o a ganhar peso, fato que o ajudará a crescer forte, por isto deve-se estimular sempre a amamentação. Deve ser enfatizada a importância do aleitamento exclusivo e produzir medidas pelas quais decaiam as dificuldades para que se tenham a promoção, proteção e apoio ao aleitamento exclusivo. Palavras-chave: Aleitamento materno, desmame precoce, vantagens do aleitamento. 61 RL15 - EFEITOS DA CAFEÍNA NO EXERCÍCIO FÍSICO Autor: Anadia Ronize da Silva Introdução: A cafeína é um alcaloide, identificando-se como 1,3,7-trimetilxantina, encontrada em uma variedade de plantas e fontes alimentares. Em 2004, a cafeína foi retirada da lista da Agência Mundial Anti-Doping, permitindo seu uso por atletas. Desde então, tem-se tornado bastante comum por praticantes de atividade física, alegando-se a melhora no desempenho do exercício, devido ao aumento da liberação da adrenalina no sangue, o aumento do catabolismo de lipídios nos músculos em atividade, como a redução do catabolismo dos estoques de carboidratos corporais. Objetivo: Analisar a eficácia do uso de cafeína no exercício, com objetivo da lipólise. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura por meio de artigos científicos, publicados nos últimos oito anos, coletados na base de dados Scielo, Bireme, revistas online, e sites, do Instituto Australiang de Esporte e Colégio Americano de Medicina do Esporte. Resultados: Diante a análise de artigos, pode-se afirmar que a cafeína aumenta de forma significativa o desempenho durante o exercício, benefícios que parecem surgir por efeitos sobre o sistema nervoso central. A ingestão de 3-9 mg/kg, mostraram a redução da fadiga muscular, pois os músculos passavam a utilizar a gordura disponibilizada, no inicio do exercício, poupando o glicogênio. Porém, desconhece-se ainda, a relação do glicogênio poupado, com a capacidade da cafeína, em aumentar a disponibilidade de gordura para uso do músculo esquelético. Diante dos fatos encontrados, o aumento no desempenho dos exercícios, devido à ingestão de cafeína, pode influenciar em uma perda maior de massa gorda, isso com a junção da ingestão da cafeína com a prática de exercícios físicos. Conclusão: Concluir-se que o grande efeito da cafeína, se faz na capacidade de retardar a fadiga, possivelmente devido à sua influência sobre a sensibilidade das miofibrilas ao íon cálcio. Vale ressaltar a importância dos cuidados na ingestão desta, que quando em excesso pode causar entre os efeitos colaterais, tremedeira, taquicardia e aumento da pressão arterial. Destarte, a cafeína aparece com um poderoso agente ergogênico, diante os 62 estudos apresentados, aumentando a lipólise e diminuindo a sensação de fadiga. Palavras Chaves: Cafeína, Exercício físico, glicogênio, catabolismo 63 RL16 - BAIXO PESO AO NASCER E ASSOCIAÇÃO COM DÉFICIT DE CRESCIMENTO Érika Patrícia Barbosa Silva; Yasmin Castanha Macário; Érika Michelle Correia de Macêdo Introdução: O baixo peso ao nascer é caracterizado pelo recém-nascido com peso inferior a 2.500 g, independente da idade gestacional. Os principais fatores de risco para tal condição são a prematuridade, a baixa renda familiar, baixa escolaridade, idade materna (extremos da idade fértil), estado civil, assistência pré-natal inadequada, primiparidade, histórico de aborto prévio, tabagismo, alcoolismo, disfunções uterinas, infecções, pré-eclâmpsia e a história prévia de outros filhos nascidos com baixo peso. O BPN é um problema de saúde pública, atingindo em 2004, 15,5%, ou mais de 20 milhões de nascidos vivos em todo o mundo. A magnitude do problema, tem gerado interesse na comunidade científica a fim de avaliar os prejuízos a saúde da criança, fomentando pesquisas nas mais diversas áreas. Objetivo: Avaliar a possível associação do baixo peso ao nascer com o déficit de crescimento infantil. Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura, através da base de dados da BIREME, dos últimos 10 anos. Resultados: A partir da análise de 10 estudos a cerca do tema, observou-se que o baixo peso ao nascer pode estar relacionado, com o déficit de crescimento para idade. As pesquisas demonstraram que crianças BPN apresentavam chances significativamente maiores de cursarem com inadequações quanto a estatura para idade, como também do peso para idade e estatura. Observou-se inclusive um padrão inversamente proporcional do diagnostico de risco nutricional, com o peso ao nascer, tornando as crianças nascidas abaixo do peso ideal, extremamente mais suscetíveis. Foi possível avaliar a relação déficit de crescimento inclusive com o peso insuficiente ao nascer (2500g a 2999g). Além destes estudos, outras pesquisas tem investigado a possível presença de desvantagens psicomotoras por parte de crianças BPN, bem como a probabilidade de desenvolvimento de patologias crônicas, tais como diabetes mellitus tipo 2, síndrome 64 metabólica, hipertensão arterial sistêmica e obesidade. Conclusão: Em decorrência dos dados encontrados a partir de avalição criteriosa da literatura, observa-se que déficit de crescimento (medida que melhor define a saúde e o estado nutricional da criança) pode estar relacionado ao baixo peso ao nascer; reafirmando a necessidade de políticas públicas que visem a conscientização da importância de cuidados durante a gestação e acompanhamento pré-natal, como maneira de reduzir o risco desta condição, evitando, assim, prejuízos ao futuro e saúde da criança. Palavras-chave: peso ao nascer, crescimento, estado nutricional, desnutrição. 65 RL17 - PICOLÉ COMO ALIMENTO FUNCIONAL Francyelle Amorim Silva; Leandro Finkler; Christine Lamenha Luna Finkler Introdução: No Brasil o picolé ainda é visto apenas como uma sobremesa e não como um alimento que pode conter propriedades funcionais podendo mudar assim o atual consumo. A formulação de novos picolés tem grande potencial para crescimento industrial tendo em vista que ainda se há muito espaço para ser conquistado com produtos diferenciados e inovadores. O picolé tem demonstrado ser um bom veículo para o resgate da introdução do probiótico na dieta humana, tanto por sua maior aceitabilidade quanto por sua maior acessibilidade a todas as faixas etárias. Objetivo: Revisar na literatura as possibilidades de introdução do picolé como um alimento funcional. Metodologia: Foram feitos levantamentos de artigos publicados mediante consulta às bases de dados: Medline, BVS e Scielo, nas quais foram selecionadas publicações científicas em português, a partir dos seguintes termos: Alimentos funcionais, L. casei, Picolé, Prebióticos, Prebióticos, Sorvete. Resultados: Alguns estudos têm demonstrado que é possível a produção de sorvete inoculado com bactérias probióticas, onde as mesmas não afetam a qualidade global do produto quando o mesmo é comparado a um tipo convencional. A viabilidade de probiótico irá depender de muitos fatores como o tipo de cultura que será adicionada no produto, interação com outros micro-organismos existentes no alimento, produção de hidróxido de hidrogênio durante o metabolismo bacteriano e acidez final do produto, porém estudos mostram que culturas probióticas são capazes de se manterem viáveis durante o processamento de sorvetes e que algumas cepas podem resistir por 60 dias sem perder suas características sensoriais e microbiológicas. Os revestimentos contendo probióticos tem gerado uma gama de estudos, pois além de possibilitarem uma bioproteção devido à utilização de sua microflora natural ou controlada, permitem o aumento da vida útil dos produtos. As bactérias produtoras de ácido láctico (LAB) são a "ferramenta" principal da bioproteção, pois por meio da sua capacidade de produzir produtos metabólicos com efeito antimicrobiano, se tornam 66 um forte aliado contra bactérias de caráter patogênico. Conclusão: Poucos produtos são encontrados no mercado brasileiro que possuam essa característica probiótica, por isso o desenvolvimento de novos produtos torna-se cada vez mais desafiador para a indústria representando uma área ainda com grande potencial de desenvolvimento, então o picolé ou sorvete podem ser uma alternativa de inclusão de probióticos na dieta, se apresentado como um veículo adequado para esse tipo de micro-organismo tornando-se assim um alimento que irá promover a saúde e/ou redução dos fatores de risco para doenças. Palavras chaves: Alimento funcional, Prébiotico, Probiótico. 67 RL18 - INFLUÊNCIA DA ALIMENTAÇÃO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DE NEOPLASIAS Mayara Aires Ferreira; Ana Bolena de Luna Siqueira Introdução: O câncer é uma patologia caracterizada pelo desenvolvimento irregular das células que não respondem mais à diferenciação, replicação, e apoptose celular, o que resulta na função anormal celular. Vários fatores auxiliam no surgimento do câncer sendo eles: hereditariedade, exposição a ambientes radioativos e químicos, tabagismo, alcoolismo, obesidade, sedentarismo, além de alimentação inadequada. O estilo de vida do individuo pode influenciar no surgimento dos cânceres, de modo que a alimentação interfere em 30%, tabagismo 30%, alcoolismo 3%, obesidade e sedentarismo 5%, hereditariedade 15%, exposição profissional 5%. Objetivos: Identificar os fatores alimentares que auxiliam negativamente para o surgimento do câncer e os alimentos que previnem o surgimento dessa patologia. Métodos: Realizou-se uma revisão em artigos publicados na literatura científica, e em livros do ano de 2009 a 2011, em português. Resultados: Os alimentos ricos em gorduras saturadas, defumados, processados embutidos, podem acarretar o surgimento de câncer, pois possuem agentes carcinogênicos como os hidro carbonetos, nitrosaminas, nitrito e nitrato. A relação entre a ingestão de alimentos ricos em gorduras, principalmente de origem animal, está relacionado com o surgimento de vários cânceres, em particular câncer de mama, cólon e próstata. Dados comprovados em estudos epidemiológicos, e laboratoriais. O uso excessivo de alimentos com alto teor de gorduras saturadas e gorduras hidrogenadas, pode acarretar a médio ou longo prazo, transtornos e patologias ao organismo. Uma alimentação rica em frutas, verduras e hortaliças, é indicada como, por exemplo, o consumo de soja, tomate, alho, cebola, uma vez que estes são produtos fontes de moléculas preventivas. Isso acontece por causa dos compostos fitoquímicos, e foi relatado em várias pesquisas que tais compostos provenientes da alimentação, interferem na progressão das células tumorais. Conclusões: Dentre os vários fatores que levam à carcinogênese, a 68 alimentação se destaca diante de tantos fatores de risco, ficando claro que para minimizar ao máximo o surgimento de uma neoplasia derivada de maus hábitos alimentares é necessário fazer introdução diária de uma alimentação saudável, evitando os alimentos embutidos, processados, defumados, fritos, gorduras saturadas, alcoolismo, além de reforçar a prática de atividades físicas. Palavras-chave: Alimentação e nutrição, Câncer, Hábitos alimentares. 69 RL19 - TABAGISMO, HISTÓRIA FAMILIAR E OBESIDADE COMO INDICADORES DE RISCO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM ADOLESCENTES MellissaEmilyn Alves Pereira; Gislayne Gomes Batista; Érika Michelle Correia de Macêdo Introdução: Apesar de ser frequentemente associada à população adulta e idosa, a hipertensão arterial tem apresentado crescente prevalência entre os jovens. Segundo o Ministério da Saúde, essa prevalência pode variar de 2% a 13%. Dentre os diversos indicadores de risco que contribuem para a sua ocorrência, encontram-se: tabagismo, história familiar e obesidade. Objetivo: Apresentar uma revisão da literatura referente à implicação do tabagismo, história familiar e obesidade como indicadores de risco para hipertensão arterial na adolescência. Métodos: Foram consultadas publicações científicas indexadas no Medline, Lilacs, Scieloe arquivos do Ministério da Saúde, ambos publicados no período de 2006 a 2012. Resultados: Em estudo realizado com 155 adolescentesobservou-se que 14% já fumaram, e que 95% destes referiramconhecer os efeitos nocivos que o fumo exerce sobre o organismo, enquanto apenas 5% referiram desconhecer tais efeitos. Nas meninas, a prevalência de pressão arterial elevada é 5,7 vezes maior entre as fumantes do que entre as não-fumantes. A associação entre a pressão arterial de adolescentes e a história familiar de hipertensão ainda não está completamente estabelecida, tendo em vista a contradição encontrada em diversos estudos. Porém, sabe-se que a presença de casos de hipertensão na família aumenta os riscos relacionados ao desenvolvimento desta síndrome por parte dos filhos. Em estudo realizado com 342 crianças e adolescentes, 55,6% mencionaram possuir história familiar de hipertensão. Tal fato associa-se a estudo semelhante, em que 70% dos estudantes com pressão arterial alterada possuíam ao menos um caso de hipertensão na família. Em relação à obesidade, 9,63% de 571 adolescentes avaliados apresentou excesso de peso. Apesar de a maior parte estar dentro da faixa de normalidade do IMC, um número admissível demonstrou estar acima dos valores de 70 referência para essa variável. Alguns autores observaram, ainda, que estudantes com excesso de peso apresentam uma prevalência três vezes maior de obterem pressão arterial elevada do que aqueles com peso normal ou baixo peso. Conclusão: O fumo desempenha um importante efeito sobre a elevação da pressão arterial, e tal efeito, ao ser associado a diversas alterações hemodinâmicas, passa a ser responsável pelos riscos cardiovasculares associados ao tabagismo. A presença de história familiar de hipertensão também representa um indicador de risco para a elevação da pressão arterial na população jovem. Por sua vez, o excesso de peso e a obesidade constituemse como principais fatores envolvidos na gênese da hipertensão arterial na adolescência, o que faz do controle de peso uma das medidas mais eficazes na redução da pressão. Palavras-chave: Adolescência, hipertensão, fatores de risco. 71 RELATO DE PESQUISA RP01 - ACEITAÇÃO DA MERENDA ESCOLAR EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE Thais Cavalcanti Galvão; Steffany Kelly Pontes Pires; Giovana Caroline Reis Silva; Mayara Oliveira Nery; Roberta Neves; ThaysKalyne Souza Marinho Introdução: O principal papel da escola é o desenvolvimento do processo ensinoaprendizagem e a formação social dos indivíduos. Nos primeiros anos de vida é imprescindível uma alimentação saudável, pois é nesse momento que os hábitos alimentares começam a se formar. A alimentação inadequada na infância e adolescência é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). Por isso, a importância da alimentação escolar, oferecida aos alunos, a qual deve ser equilibrada e rica em nutrientes que garantam o desenvolvimento físico e mental dos estudantes, além de auxiliar na saúde futura dos mesmos. Os testes de aceitabilidade da alimentação escolar são aplicados nas instituições para observar o padrão de consumo da alimentação oferecida, sendo considerada como satisfatória quando apresentar 85% ou mais de aceitação. Objetivo: Medir o índice de aceitabilidade da Alimentação Escolar oferecida aos alunos. Metodologia: O trabalho foi realizado, em uma escola municipal de Caruaru-PE, onde foi aplicado o questionário de escala hedônica, proposto pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para avaliar a aceitação da alimentação consumida no dia anterior a pesquisa. Resultados: A preparação composta por cuscuz com salsicha de molho foi avaliada por 47 alunos, os quais referiram ter consumido a merenda oferecida, destes, 40% responderam gostar muito, 11% gostar extremamente, 15% diz não gostar nem desgostar (indiferente), 4% desgostar extremamente, 9% desgostar muito e 21% dos dados colhidos foram nulo/branco. Conclusões: Embora a pesquisa tenha evidenciado um índice de aceitação abaixo da média, a maior parte dos entrevistados (51%) referiu gostar da merenda oferecida. O elevado percentual de 72 alunos, que revelaram não aceitar satisfatoriamente a merenda pode refletir preferências alimentares inadequadas, uma vez que próximo a área escolar existem locais de venda de guloseimas, desfavorecendo assim a aceitação da alimentação escolar, que é equilibrada e elaborada para suprir as necessidades nutricionais dos escolares e reforçando a necessidade de práticas alimentares saudáveis, nesta faixa etária, para evitar o desenvolvimento de doenças na idade adulta. Palavras-Chave: Alimentação Escolar, Programa Nacional de Alimentação Escolar, Aceitabilidade, Alimentação e Nutrição. 73 RP02 - PERFIL NUTRICIONAL DE IDOSOS ATENDIDOS NA CLÍNICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO, DO NÚCLEO INTEGRADO DE SAÚDE – NIS DA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE. Yasmin Castanha Macário; Jessianne Carla da Silva Vasconcellos; Érika Patrícia Barbosa Silva; Helder Viegas Monteiro de Carvalho Introdução: Dados relatados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2002) mostram que a população idosa vem crescendo cada vez mais. Estimase que essa população tenha um aumento de 300% nos próximos 50 anos, chegando a quase dois bilhões no ano de 2050. O envelhecimento é um processo natural, porém submete o organismo a diversas alterações que modificam as condições de saúde do idoso, bem como no seu estado nutricional. Objetivo Geral: Avaliar o perfil nutricional dos idosos atendidos no Núcleo Integrado de Saúde –NIS da Faculdade do Vale do Ipojuca/DEVRY, Caruaru-PE. Metodologia: Foram avaliados 22 prontuários de pacientes atendidos de Janeiro de 2012 a Agosto de 2013, sendo estes apenas idosos acima de 60 anos. As variáveis analisadas foram: peso, altura, idade, sexo, doenças crônicas associadas e circunferência da cintura. Resultados: Dos prontuários dos pacientes avaliados 59% (13) eram do sexo feminino, a média de idade foi de 69,2 anos, 86,4% (19) apresentaram doenças crônicas destacando-se a prevalência da hipertensão arterial e diabetes mellitus com 89,4% e 63,1% respectivamente. A média do IMC (Índice de massa corpórea) foi de 29 kg/m², destacando-se 59 % destes com excesso de peso. A medida da circunferência da cintura mostrou que 84,6% das pacientes mulheres apresentaram Circunferência da Cintura igual ou maior que 80 cm e 66,6% dos homens igual ou maior que 94 cm, enquadrando-se na referência para risco elevado ao desenvolvimento de complicações metabólicas associadas ao excesso de peso. Conclusão: A partir do presente estudo, pode-se concluir que há uma significativa incidência de inadequação do estado nutricional dos idosos, 74 principalmente no que diz respeito à prevalência de excesso de peso, revelado tanto pelo IMC quanto pela circunferência da cintura, indicando maior suscetibilidade a aumento da morbidade e consequente redução da qualidade de vida destes pacientes. Os dados obtidos por este estudo contribuem para ampliação do referencial antropométrico dos idosos, além de identificarem possíveis correlações entre indicadores antropométricos e as alterações metabólicas associadas ao excesso de peso na terceira idade. Palavra chave: Idoso, estado nutricional, doenças crônicas. 75 RP03 - CONSUMO DE CREATINA EM PRATICANTES DE EXERCÍCIOS DE FORÇA EM ACADEMIAS DE CARUARU – PE João Antonio Teotonio de Sobral; Érika Michelle Correia de Macêdo Introdução: O consumo de suplementos alimentares vem aumentando consideravelmente e se difundindo cada vez mais pelas academias de musculação, principalmente os que prometem garantir um resultado mais rápido, melhor e muitas vezes em um curto período de tempo. Dentre os diversos tipos de suplementos, para os diversos tipos de objetivos, a creatina destaca-se como sendo um dos tipos que são largamente utilizados em academias de musculação. Sendo definida como uma amina de origem natural encontrada no músculo esquelético e sintetizada pelo pâncreas, rins e fígado, a partir dos aminoácidos glicina e arginina, e que também pode ser obtida a partir da alimentação. Objetivos: Avaliar o consumo de creatina em praticantes de exercícios de força matriculados nas academias de musculação da cidade de Caruaru, Pernambuco. Métodos: Foi realizado um estudo do tipo transversal, com metodologia descritiva, com praticantes de exercícios de força em academias de musculação da cidade de Caruaru – PE, através de uma pesquisa de campo. A coleta dos dados foi realizada entre os meses de julho e setembro de 2013. Foi utilizado um questionário para a coleta dos dados, onde o pesquisador entregou ao participante o questionário para que o mesmo respondesse. O questionário constava de perguntas relacionadas à prática da musculação e ao consumo da creatina. Resultados: A amostra foi composta por 115 praticantes de musculação. Destes a maioria é do sexo masculino, com faixa entre 18 e 25 anos e assalariados. Quanto a indicação do consumo de creatina, a maior parte dos indivíduos receberam orientações por parte dos amigos, seguido de auto indicação, nutricionista, instrutor de academia, internet e outros. Em relação ao tempo de uso, o maior percentual dos consumidores da creatina consomem a menos de 3 meses e o tipo de creatina mais utilizada é em pó. O horário de consumo da creatina destacou-se como sendo pré-treino na grande maioria dos praticantes. De acordo com o objetivo ao tomar a creatina, o principal objetivo dos praticantes a grande maioria 76 destacou a hipertrofia e aumento da força. Quanto ao relato de efeitos benéficos relacionados ao consumo da creatina, a maior parte dos consumidores (86,1%) percebeu benefícios e uma minoria observou efeitos negativos. Conclusões: Neste estudo, a suplementação de creatina associado a prática de musculação parece ser eficaz em proporcionar hipertrofia e aumento da força. Porém, a maioria dos consumidores fazem a ingestão da creatina por um período inferior a 3 meses, o que pode ter contribuído para os baixos índices de efeitos colaterais encontrados. Ainda, a presença de orientação de um profissional habilitado, como o nutricionista, é de suma importância, a fim de que sejam orientadas a dosagem ideal para cada praticante a fim de que sejam evitados os efeitos colaterais ocasionados pelo excesso da creatina a longo prazo. Palavras-chave: creatina, treinamento de resistência, exercício. 77 RP04 - CONSUMO DE TERMOGÊNICO POR PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA EM ACADEMIAS DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE – PE Juliana Emília Pereira Barbosa; Jéssica Mayara Gomes Xavier; Érika Michelle Correia de Macêdo Introdução: Devido as inúmeras vantagens proporcionadas pela atividade física, há um aumento na sua procura, principalmente em academias de ginástica. Porém, a maioria dos freqüentadores de academias de ginástica procura resultados rápidos e sem muito esforço, por isso, observa-se, atualmente, o consumo elevado de suplementos alimentares, com o objetivo ergogênico ou estético. Os tipos de suplementos dietéticos existentes no mercado são inúmeros, dentre os mais consumidos destacam-se os termogênicos que caracterizam-se por aumento da taxa metabólica basal, facilitando a perda de peso. Objetivo: Avaliar o consumo de termogênicos em praticantes de atividade física em academias de Santa Cruz do Capibaribe-PE. Metodologia: Foi realizado um estudo do tipo descritivo de corte transversal, com praticantes de atividade física de três academias do município de Santa Cruz do Capibaribe-PE, que consomem termogênicos, com idade acima de 18 anos, de ambos os sexos e que estavam regularmente matriculados nas academias. Foram excluídos aqueles que fazem uso do termogênico por um tempo inferior a uma semana. Os dados foram coletados através da aplicação de questionário auto aplicável entregue pelo pesquisador, que consta de questões sobre o consumo de termogênicos pelos praticantes. Resultados: A amostra foi composta por 100 indivíduos entre 18 e 50 anos. A maioria dos consumidores (80%) referiu que o consumo do termogênico atingiu as expectativas em relação a redução da gordura abdominal e ganho de energia. 85% relataram não ter tido nenhum efeito negativo como: insônia, dor de cabeça e tontura. Conclusão: Na população estudada, o consumo adequado de termogênicos associado a prática regular de atividade física parecem ser seguros e 78 eficazes em aumentar a taxa metabólica basal, facilitando a redução da gordura corporal. Porém, mais estudos são necessários em diferentes populações. Palavras-chave: cafeína, camellia sinensis, exercício 79 RP05 - ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – O QUE AS CRIANÇAS ACHAM? Maria Juliana Bezerra Ribeiro; Mariana Queiroz Bezerra; Graciene Batista da Silva Araújo; Roberta de Avelar e Silva; Laís Regina da Silva; Jenyffer Medeiros Campos Introdução: Uma alimentação adequada desde a infância é fundamental para garantir um crescimento adequado, assim como prevenir problemas futuros durante a fase adulta. A escola também possui papel importante quanto à formação dos hábitos alimentares das crianças, pois é lá que estas entram em contato com uma alimentação alternativa, na qual os pais não participam de forma direta na inclusão de novas práticas alimentares. Objetivos: o presente estudo tem como objetivo avaliar o índice de aceitabilidade da alimentação escolar oferecida aos alunos do quinto ano de uma escola municipal em Caruaru-PE. Métodos: Foram aplicados questionários impressos de escala hedônica adequada para a idade aos alunos do quinto ano da Escola Josélia Florêncio de Silvestre. A amostra constituiu de 128 alunos, sendo 52% do sexo masculino e 48% do sexo feminino. Foram avaliados os atributos: aparência, sabor, cor e odor da alimentação servida no dia da coleta, a qual foi a preparação cuscuz com ovo, marcando com um (X) as carinhas equivalentes a desgostei extremamente, desgostei muito, nem gostei nem desgostei, gostei muito e gostei extremamente. Resultados: Para avaliar a aceitabilidade da alimentação escolar, os percentuais de gostei muito e gostei extremamente são somados e devem atingir um percentual mínimo de 85%. Ao avaliar a aparência, 61% dos meninos e 48% das meninas marcaram gostei muito e gostei extremamente. Ao avaliar o item cor, 61% dos meninos e 59% das meninas marcaram gostei muito e gostei extremamente. Avaliando o item odor, 37% dos meninos e 33% das meninas marcaram gostei muito e gostei extremamente. Na avaliação para sabor, 48% dos meninos e 43% das meninas marcaram gostei muito e gostei extremamente. Conclusão: a preparação servida no dia da pesquisa apresentou alguns percentuais acima de 50%, ou seja, mais da metade atribuiu gostar da cor da preparação servida e os meninos da aparência. Entretanto, na maioria dos itens avaliados, não foi atingido o nível mínimo de 85% para ser considerada de boa aceitabilidade . Palavras chave: Aprendizagem, alimentação escolar, nutrição 81 RP06 - ÍNDICE DE ACEITABILIDADE DA MERENDA ESCOLAR OFERECIDA EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU- PE Jéssyka Gislayne de Melo Bizarria; Mayara Aires Ferreira; Mariana Queiroz Bezerra; Graciene Batista da Silva Araújo; Maria Juliana Bezerra Ribeiro; Jenyffer Medeiros Campos Introdução: A alimentação escolar desempenha um papel muito importante na vida de crianças que estão em idade escolar, incentivando o consumo de alimentos saudáveis e melhorando os hábitos alimentares dessa criança. Há vários métodos que são utilizados para mudar este contexto como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), visando atender às necessidades nutricionais dos alunos durante sua permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes. Objetivo: Analisar a adesão e a aceitabilidade da alimentação escolar do público alvo alunos do 4º ano da escola pública de CaruaruPE. Metodologia: Essa pesquisa foi realizada na Escola Josélia Florêncio da Silvestre, por professores e alunos do curso de Nutrição da UNIFAVIP, com 86 alunos do 4º ano, agrupados 45 alunos do sexo feminino e 41 alunos do sexo masculino. Foram aplicadas fichas impressas aos escolares, que indicava em uma escala o grau que gostou ou desgostou do cardápio servido na escola. Os critérios utilizados para a avaliação dos cardápios foram: aparência, cor, odor, e sabor, da merenda, e os alunos avaliavam os atributos foram com as seguintes opções: desgostei extremamente, desgostei muito, nem gostei/nem desgostei, gostei muito, gostei extremamente. Estas fichas foram entregues depois da alimentação escolar e depois contabilizadas de acordo com o sexo dos alunos. Resultados: A alimentação escolar foi servida após as 15hrs, todas em sala de aula, o cardápio deste dia foi cuscuz com ovo, os resultados mostram que 48% dos alunos são do sexo masculino. Em relação a aparência, 22% desgostou extremamente, 10% nem gostou/ nem desgostou e 39% gostou extremamente. Em relação a cor 12% desgostou extremamente, 10% desgostou muito e 39% gostou muito. Em relação ao odor, 24% nem gostou nem desgostou e 37% 82 gostou muito. Em relação ao sabor, 20% desgostou extremamente e 41% gostou extremamente. Dos 52% do sexo feminino em relação a aparência, 13% desgostou extremamente e 47% gostou muito. Em relação a cor, 42% gostou muito e 36% gostou extremamente. Já para o odor, 18% desgostou extremamente e 40% gostou muito. Para o atributo sabor, 13% desgostou extremamente e 53% gostou extremamente. Conclusão: A merenda servida no dia da pesquisa apresentou avaliações satisfatórias para as crianças do sexo feminino, quanto aos atributos aparência, cor, odor e sabor, do que as do sexo masculino. Palavras chave: Alimentação escolar, aprendizagem, nutrição 83 RP07 - AVALIAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO OFERECIDA AOS ALUNOS DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE Mariana Queiroz Bezerra; Graciene Batista da Silva Araújo; Maria Juliana Bezerra Ribeiro; Roberta de Avelar e Silva; Laís Regina da Silva; Jenyffer Medeiros Campos A escola tem como principal missão educar e formar novos cidadãos, através de uma educação e infra-estrutura de qualidade que possa dar suporte nas atividades curriculares e extracurriculares, do aluno. A merenda escolar tem um papel importante nesse processo, pois visa suplementar a alimentação do aluno, melhorando suas condições nutricionais e sua capacidade de aprendizagem formando também bons hábitos alimentares. O objetivo do trabalho foi analisar a alimentação escolar oferecida aos alunos do quinto ano da escola Josélia Florêncio da Silvestre, em Caruaru-PE. Os dados foram coletados por meio de aplicação de fichas hedônicas, onde os alunos marcariam em uma escala o que gostou ou desgostou do cardápio daquele dia, o qual foi servido cuscuz com ovo. Foram analisados a aparência, cor, odor e sabor. O teste foi realizado com 128 alunos, 52% correspondem à meninos e 48% à meninas. Em relação à aparência 24% dos meninos marcaram desgostei extremamente e 6% desgostei muito, 31% marcaram gostei muito e 30% gostei extremamente. Ainda ao avaliar o item aparência, 18% das meninas atribuíram desgostei extremamente e 8% desgostei muito, 36% atribuíram gostei muito e 11% gostei extremamente. Ao avaliar o item cor, 18% dos meninos marcaram desgostei extremamente e 9% desgostei muito, 25% marcaram gostei muito e 36% gostei extremamente. As meninas atribuíram 13% desgostei extremamente para a aparência e 18% desgostei muito, 28% gostei muito e 31 gostei extremamente para a aparência. Em relação o item odor, 27% dos meninos marcaram desgostei extremamente e 6% desgostei muito, 18% marcaram gostei muito e 19% gostei extremamente. As meninas ao avaliarem o item odor, 25% marcaram desgostei extremamente e 11% desgostei 84 muito, 15% marcaram gostei extremamente e 18% gostei muito. Ao avaliar o sabor, 25% dos meninos marcaram desgostei extremamente e 3% desgostei muito, 19% marcaram gostei muito e 28% gostei extremamente. As meninas atribuíram 25% desgostei extremamente e 11% desgostei muito, 23% marcaram gostei extremamente e 20% gostei muito. A merenda servida no dia da pesquisa apresentou boa aceitabilidade, pois, 55% dos alunos marcaram gostei muito e gostei extremamente, 28% dos alunos marcaram desgostei muito e desgostei extremamente e apenas 17% dos alunos marcaram nem gostei nem desgostei. Palavras chave: Alimentação escolar, aprendizagem, nutrição 85 RP08 - AVALIAÇÃO AFETIVA NA MERENDA ESCOLAR DE UMA INSTITUIÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO EM CARUARUPE Laís Regina da Silva; Roberta de Avelar e Silva; Jéssyka Gislayne de Melo Bizarria; Mayara Aires Ferreira; Jenyffer Medeiros Campos Introdução: A escola, que tem como principal missão desenvolver processos de ensino-aprendizagem desempenha papel fundamental na formação e atuação das pessoas em todas as arenas da vida social. A merenda escolar tem um papel importante nesse, pois visa suplementar a alimentação do aluno, melhorando suas condições nutricionais e sua capacidade de aprendizagem formando também bons hábitos alimentares. Objetivo: Quantificar o índice de aceitabilidade da Alimentação Escolar oferecida aos alunos do segundo ano de uma escola municipal situada em Caruaru-PE. Método: Para verificação da aceitação da alimentação escolar servida, aplicaram-se fichas de escala hedônica estruturada de cinco pontos aos escolares, as quais indicavam em uma escala de um a cinco o grau que gostou ou desgostou do cardápio servido no dia da pesquisa, no horário do lanche da tarde. Os atributos utilizados para a avaliação dos cardápios foram: aparência, cor, odor, e sabor, da merenda, e os alunos avaliavam os atributos de acordo com as seguintes opções: desgostei extremamente, desgostei muito, nem gostei/nem desgostei, gostei muito, gostei extremamente. Estas fichas foram entregues depois da alimentação escolar sendo posteriormente tabuladas, analisadas e interpretadas. Resultado: A aceitabilidade foi avaliada entre os alunos do segundo ano da referida escola totalizando um amostra de 88 alunos de ambos os sexos, com faixa etária entre sete e oito anos. Neste estudo, entre os atributos relacionados ao cardápio do dia, que foi cuscuz com ovo, observou-se que todos foram acima de 60% para gostei extremamente. Entretanto, com base nos dados referentes à aceitabilidade, ou seja, a soma dos atributos gostei muito e gostei extremamente, pôde-se destacar que a merenda não atingiu o índice mínimo de 85% na escala hedônica, considerado o 86 parâmetro para avaliação da alimentação escolar. Conclusão: É necessária uma alimentação equilibrada, do tipo harmoniosa, levando em conta a qualidade a ser oferecida, juntamente com as necessidades energéticas e composições nutritivas das recomendações de calorias e nutrientes; havendo assim uma forma de prazer na alimentação escolar, a fim de tornar-se melhor aceita entre as crianças. Palavras chave: Alimentação escolar, aprendizagem, nutrição 87 RP09 - EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE CARUARU-PE: COMPARATIVO DOS ANOS DE 2004 E 2012. Paula Brielle Pontes Silva; Ewerton Carlos Mota Vieira; Adrianna Costa de Azevedo Mello Cintra; Taciana Fernanda dos Santos Fernandes Introdução: Indicadores de saúde são coeficientes e índices que juntos, nos dão um bom indicativo de como está o nível de saúde de uma população. Objetivos: O presente trabalho tem como objetivo comparar os indicadores de saúde coletiva do município de Caruaru-PE, nos anos de 2004 e 2012, utilizando estes indicadores para evidenciar possíveis modificações entre o nível de saúde da população. Métodos: Os dados para realização do trabalho foram obtidos através do Banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS) referentes ao ano de 2004 e da Secretaria de Saúde do município de Caruaru referentes ao ano de 2012. Foram calculados o Coeficiente de Mortalidade Geral (CMG), Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI), Índice de Swaroop e Uemura (ISU), além da Curva de Nelson Moraes e Mortalidade Proporcional por Grupo de Causas. Resultados: Os resultados mostraram uma redução na taxa de natalidade geral (de 18.9/1000hab para 17.1/1000hab em 2012), na mortalidade geral (CMG em 2004 de 7,08/1000hab e em 2012 de 6,2/1000hab) e no CMI passou de 20.9/1000hab em 2004 para 13.5/1000hab em 2012, havendo um maior número de óbitos no período neonatal em relação ao período pós-neonatal. Também foi observado um aumento no percentual de óbitos na população com 50 anos ou mais (ISU =70,2% em 2004 para 77,3% em 2012). Quanto ao perfil da mortalidade por grupo de causas, foi identificada uma alteração na participação dos grupos, no qual as neoplasias assumiram a 2° causa de óbitos em 2012. Conclusão: Ao analisar a evolução dos indicadores desse município no período de 2004 a 2012, verificou-se uma melhora no nível de saúde medido pela redução da mortalidade infantil, e aumento da proporção de óbitos na faixa de idade de 50 anos e mais. Esse 88 fato reflete, provavelmente, o aumento da longevidade da população o que contribui para o maior percentual de óbitos por doenças do aparelho circulatório e neoplasias. Portanto, esses dados reforçam a importância da atuação do profissional nutricionista na promoção de saúde e prevenção das doenças como forma de reduzir a prevalência de óbitos gerados pelas doenças crônicas não transmissíveis. Palavras-chave: Indicadores de saúde 89 - Caruaru - saúde coletiva RP10 - AVALIAÇÃO ORGANOLÉPTICA DE UMA PREPARÇAÃO SERVIDA EM UM ESCOLA MUNICIPAL DE CARUARU-PE Graciene Batista da Silva Araújo; Maria Juliana Bezerra Ribeiro; Mariana Queiroz Bezerra; Mayara Aires Ferreira; Jéssyka Gislayne de Melo Bizarria; Jenyffer Medeiros Campos A merenda escolar tem despertado crescente interesse a partir da compreensão de sua importância em suprir parte das necessidades nutricionais diárias, especialmente quanto aos valores de proteínas e calorias, como também, sua influência no desenvolvimento e no nível de aprendizagem sobre os escolares. O objetivo deste trabalho foi avaliar as características organolépticas de uma preparação regional servida e distribuída aos alunos do quinto ano da Escola Josélia Florêncio de Silvestre em Caruaru-PE. A pesquisa foi realizada no mês de abril/2013, em sala de aula, após a preparação cuscuz com ovo ser oferecida aos alunos do quinto ano. Os alunos preencheram uma ficha da Escala Hedônica, avaliando alguns atributos como: aparência, sabor, cor e odor. As opções de respostas disponíveis eram representadas por “carinhas” que, em uma escala de um a cinco, eram equivalentes às opções: desgostei extremamente, desgostei muito, nem gostei nem desgostei, gostei muito e gostei extremamente. Entre os alunos do sexo masculino e feminino foram avaliados 128 alunos do quinto ano. Em análise do atributo aparência 21% dos alunos marcaram desgostei extremamente, 7% marcaram desgostei muito, 17% alunos marcaram nem gostei nem desgostei, 34% gostei muito e 21% gostei extremamente. Ao contabilizar o item cor, 16% dos alunos marcaram desgostei extremamente, 13% desgostei muito, 11% nem gostei nem desgostei, 27% marcaram gostei muito e 34% gostei extremamente. Em relação o item odor, 26% marcaram desgostei extremamente, 9% desgostei muito, 30% nem gostei nem desgostei, 16% gostei muito e 19% 90 gostei extremamente. Ao fazer a avaliação do sabor, 25% marcaram desgostei extremamente, 7% alunos marcaram desgostei muito, 23% nem gostei nem desgostei, 21% marcaram gostei muito e 24% gostei extremamente. Somando os itens “gostei muito” e “gostei extremamente” nos atributos aparência, cor, odor e sabor, foi observado que a média alcançada foi de 49% de aceitabilidade da merenda escolar para os alunos do quinto ano da Escola Josélia Florêncio de Silvestre. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação na Resolução nº 32 de 10 de agosto de 2006 preconiza a aprovação dos alimentos que atingiram 85% ou mais de índice de aceitação, o que não aconteceu na referida classe. Palavras chave: Alimentação escolar, nutrição, aprendizagem 91 RP11 - SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO PESO AO NASCER DE CRIANÇAS E NECESSIDADE DE PROMOÇÃO À SAÚDE NUTRICIONAL DE GESTANTES DA USF- LOTEAMENTO CONCEIÇÃO EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE Danielle Vitória Nogueira de Lucena; Carlos Fernando Nápoles França Santos; Renata Emmanuele Assunção Santos; José Ronaldo Vasconcelos Nunes Introdução: A epidemiologia aplicada à nutrição volta-se para o levantamento de dados que contribuam para traçar o perfil do estado nutricional de uma determinada população sendo capaz de delinear ações de prevenção e tratamento. O coeficiente de mortalidade infantil é provavelmente o indicador mais empregado para medir o nível de saúde e de desenvolvimento social de uma região (Pereira,2008) sendo classificado como um indicador nutricional indireto. Assim, aspectos nutricionais que envolvem a gestante e o bebê são de extrema importância sendo considerado um item relevante na dinâmica dos dados de mortalidade no primeiro ano de vida. O monitoramento ponderal no pré-natal tem grande utilidade para identificar desvios nutricionais e estabelecer um plano de ação eficaz a fim de resolvê-los. Um aporte inadequado de nutrientes nesse período, tanto insuficiente quanto excessivo, pode alterar o desenvolvimento intrauterino fetal, como consequência tem-se recém-nascidos (RN) com peso de nascimento inadequados e, associado a isto, maior mortalidade e morbidade neonatal e infantil. A inclusão do campo da alimentação e nutrição no debate da promoção da saúde parece apontar para avanços importantes, abrindo novos horizontes para a atuação dos nutricionistas sociais capazes de intervir nos números relacionados ao tema da insuficiência de peso ao nascer. Objetivos: Descrever o Perfil Epidemiológico do Loteamento Conceição, localizado no município de Vitória de Santo Antão e reafirmar a importância da nutrição na promoção à saúde para gestantes com o objetivo de minimizar os números de peso insuficiente ao nascer das crianças e as consequências desta situação de saúde. Materiais e Métodos: Trabalho proposto pela disciplina de Epidemiologia ao curso de 92 Nutrição da UFPE-CAV. Os dados obtidos foram coletados a partir das fichas: A, D, SSA2; caderno de acompanhamento de nascimentos da USF e questionário de triagem realizado com a enfermeira responsável. Resultados: Do total de 41 crianças nascidas vivas em 2012, 56,1% delas obtiveram peso adequado ao nascer, o mesmo percentual de 7,3% foi observado para as crianças com baixo peso e alto peso ao nascer e, 29,4% delas nasceram com peso insuficiente. Este último percentual chamou atenção, visto que, comparando-os com os dados do SINASC 2011 (últimos dados disponíveis para acesso), temos um número maior em 6% na comunidade com relação ao Brasil (23%). Conclusão: Deve-se definir estratégias de intervenção e prevenção de desfechos desfavoráveis entre bebês com peso inadequado ao nascimento. Partindo da realidade do de uma USF, o nutricionista do NASF (núcleo assistencial), pode atuar de maneira interdisciplinar e eficaz junto aos demais profissionais da equipe, visto que outros fatores, além dos nutricionais, contribuem para este quadro. Palavras-Chave: Peso ao nascer; Epidemiologia Nutricional; Peso Insuficiente. Pesquisa na área de Nutrição Social 93 RP12 - PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS MENORES DE 24 MESES DE IDADE PORTADORAS DE CARDIOPATIA CONGÊNITA Evane Moises da Silva; Daniely Romera Alves Lima Introdução: A cardiopatia congênita é definida como uma alteração na estrutura cardiovascular normal ou da incapacidade desta estrutura atingir seu desenvolvimento completo durante o período fetal, produzindo graus variáveis de disfunção circulatória. De etiologia multifatorial, a cardiopatia congênita pode decorrer da interação entre predisposição genética e fatores ambientais intra-uterinos. Sua incidência é de difícil estimativa, uma vez que podem ocorrer variações epidemiológicas conforme o perfil da amostra estudada. Estima-se que de cada 1.000 nascidos vivos, 2 a 10 são afetados por alguma malformação cardíaca. De acordo com vários autores, a cardiopatia congênita está associada ao déficit nutricional, sendo essa uma das principais sequelas. Crianças com cardiopatia congênita comumente apresentam um menor peso corporal, quando comparadas às crianças saudáveis de mesma faixa etária, sendo que essa alteração ponderal pode estar associada ao comprometimento de outros parâmetros antropométricos do desenvolvimento físico tais como o crescimento linear e o desenvolvimento pondero-estatural. Objetivo: Avaliar o perfil nutricional de crianças portadoras de cardiopatia congênita, com idade inferior a 24 meses, internadas em um hospital da cidade de Recife, Pernambuco. Métodos: Estudo transversal descritivo, com análise retrospectiva de prontuários de 99 crianças menores de 24 meses, portadoras de cardiopatia congênita, internadas no setor de cardiologia pediátrica de um hospital de referência em cardiologia da cidade de Recife, Pernambuco, no período de novembro de 2007 a julho de 2011. Para a avaliação do estado nutricional, segundo a classificação do escore Z, utilizaram-se os índices peso por idade (P/I), comprimento por idade (C/I), peso por comprimento 94 (P/C) e o índice de massa corporal (IMC) para idade (IMC/I), considerando-se os pontos de corte estabelecidos para crianças de 0 a 2 anos de idade, tendo como padrão de referência as Curvas de Crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Resultados: A média de idade das crianças participantes da pesquisa foi de 7,7 (±6,5) meses, com maior frequência de participação de crianças do sexo masculino (58,6%). No que se refere ao perfil nutricional das crianças, segundo parâmetros apresentados pelos Escores Z, 22,2% (IC95% 14,5 – 31,7%) apresentaram baixo comprimento para idade, 38,4% (IC95% 28,8 – 48,7%) baixo peso para idade, e 60,6% (IC95% 50,3 – 70,3%) e 1% (IC95% 0,02 – 5,5%) apresentaram peso adequado para a idade e peso elevado para a idade, respectivamente, 35,4% (IC95% 26,0 – 45,6%) baixo peso para o comprimento e e 77,8% (IC95% 68,3 – 85,5%) comprimento adequado para a idade. Em relação ao P/C, foi constatado que 56,6% (IC95% 46,2 – 66,5%) apresentava peso adequado para o comprimento e 8,1% (IC95% 3,5 – 15,3%) peso elevado para o comprimento. No tocante ao IMC/I, 40,4% (IC95% 30,7 – 50,7%) baixo IMC para idade, 50,5% (IC95% 40,3 – 60,7%) e 9,1% (IC95% 4,2 – 16,6%) eutrofia e excesso de peso, em respectivo. Conclusões: As altas prevalências de déficit nutricional demonstram a suscetibilidade desta população em relação ao comprometimento nutricional e chama a atenção para a importância do acompanhamento nutricional, no que diz respeito à avaliação, monitoramento e intervenção nutricional em crianças portadoras de cardiopatias congênitas, no intuito de diminuir as consequências da doença sobre o estado nutricional. Palavras-chave: Estado nutricional; Cardiopatias congênitas; Criança. 95 RP13 - TESTE DE ACEITABILIDADE DA ALIMENTAÇÃO SERVIDA EM UMA ESCOLA PÚBLICA NA CIDADE DE CARUARU-PE. Mayara Aires Ferreira; Jéssyka Gislayne de Melo Bizarria; Maria Juliana Bezerra Ribeiro; Mariana Queiroz Bezerra; Graciene Batista da Silva Araújo; Jenyffer Medeiros Campos Introdução: O âmbito escolar é um local favorável para a formação 50% da personalidade, e dos hábitos alimentares, por isso a importância da implementação de alimentos saudáveis, e de boa procedência na composição do cardápio sugerido pela escola aos alunos. A merenda escolar é uma alimentação fornecida nas escolas para os alunos, que deve suprir uma parte da alimentação dos mesmos, no momento em que eles estão no local de aprendizado. Com o apoio das escolas em servir uma alimentação saudável, rica em nutrientes, aumentando a probabilidade dessas crianças se tornarem adultos com bons hábitos alimentares, e por consequência, minimizar os riscos de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis. (DCNT). Objetivo: Verificar a aceitação da merenda escolar em alunos do 4º ano da escola Josélia Florêncio de Silveira. Metodologia: Foi aplicado, no mês de março de 2013, um teste de aceitabilidade com 86 alunos, sendo 45 meninas e 41 meninos, onde os mesmos respondiam sobre vários aspectos da merenda, dentre eles: aparência, cor, odor, sabor, apresentando como respostas as opções “desgostei extremamente”, “desgostei muito”, “nem gostei /nem desgostei”, “gostei muito”, “gostei extremamente”, relacionado a merenda do dia anterior. Apenas participavam do teste os alunos que teriam consumido a merenda do dia anterior, e que estava disposto a participar do teste. Resultados: os resultados obtidos nesse teste no somatório “gostei muito” com “gostei extremamente”, apresentaram os seguintes percentuais: 70% aparência, 76% cor, 64% sabor, 67% odor. Entretanto, para a alimentação escolar ser considerada com boa aceitabilidade, o percentual mínimo a ser atingido é de 85%, o que não ocorreu para nenhum dos atributos avaliados. Conclusão: De acordo com os dados obtidos, 96 pode-se concluir que neste teste de aceitabilidade, a alimentação servida aos alunos não atingiu o percentual mínimo estabelecido. Palavras chave: Alimentação escolar, nutrição, aprendizagem 97 RP14 - TIPO DE INDICAÇÃO DE TERMOGÊNICOS COM PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA Jéssica Mayara Gomes Xavier; Juliana Emília Pereira Barbosa; Érika Michelle Correia de Macêdo Introdução: O consumo de termogênico por praticantes de atividade física vem crescendo vertiginosamente por estarem relacionados ao aumento da taxa metabólica basal, o que facilita a perda de peso. Dentre as substâncias mais utilizadas nas formulações dos termogênicos, destacam-se a cafeína e o chá verde, pelo fato de ter um preço acessível e de fácil aquisição. Os principais benefícios ergogênicos relacionados são a melhoria do rendimento físico e a diminuição da gordura corporal. Objetivo: Avaliar o consumo de termogênicos em praticantes de atividade física em academias de Santa Cruz do Capibaribe-PE. Metodologia: Foi realizado um estudo do tipo descritivo de corte transversal, com praticantes de atividade física de três academias do município de Santa Cruz do Capibaribe-PE, que consomem termogênicos, com idade acima de 18 anos, de ambos os sexos e que estavam regularmente matriculados nas academias. Foram excluídos aqueles que fazem uso do termogênico por um tempo inferior a uma semana. Os dados foram coletados através da aplicação de questionário auto aplicável entregue pelo pesquisador, que consta de questões sobre o consumo de termogênicos pelos praticantes. Resultados: A amostra foi composta por 100 indivíduos entre 18 e 50 anos, sendo 55% do sexo masculino, 56% com idade entre 18 e 25 anos e 45% assalariados. Dentre os consumidores de termogênicos, 60% praticam musculação há mais de 1 ano, de 3 a 5 vezes por semana. Os termogênicos mais consumidos pelos praticantes de atividade física são a base de cafeína (68%), seguido pelo chá verde (26%) e carnitina (6%). Quanto a indicação do termogênico, 37% da amostra foi indicado por amigos, 26% por instrutores da 98 academia e apenas 2% por nutricionista. Conclusão: Observou-se que a cafeína é o termogênico mais difundido entre os paraticantes de atividade física e que os amigos e instrutores de academias são os que mais indicaram o consumo do termogênico. Fazse necessário a inserção do profissional nutricionista na rotina das academias para que o consumo de termogênicos por praticantes de atividade física seja indicado de forma individualizada garantindo a saúde dos mesmos. São oportunos estudos que avaliem o consumo de termogênicos por praticantes de atividade física para esclarecer aos seus consumidores e à comunidade científica sobre os benefícios e malefícios no que se diz respeitoao consumo do mesmo, e sobre a sua eficácia e os possíveis riscos a saúde do consumidor, ressaltando a importância do profissional nutricionista para orientar tal consumo. Palavras-chave: cafeína, camellia sinensis, exercício 99 RP15 - PREVALÊNCIA DO CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS DOS PACIENTES INFANTIS ATENDIDOS NA CLINICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO, DO NÚCLEO INTEGRADO DE SAÚDE – NIS DA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA/DEVRY, CARUARU-PE Lacyjane Alves Ferreira Santos; Joedja Sobral Lunna; Helder Viegas Monteiro de Carvalho Introdução: A praticidade com que a vida é levada nos dias atuais expõe a população ao consumo de uma série de alimentos industrializados, em porções e embalagens que se adequam à correria do dia-a-dia, de preço acessível, porém estes promovem a saciedade devido a altas cargas calóricas, onde conservantes, sódio e altos percentuais de gordura se enquadram neste grupo de alimentos. Fato este que também se aplica à população infantil, que passa períodos de tempo fora de casa, geralmente em atividades educacionais e outras, além das mães pós-contemporâneas que contribuem na renda familiar e por vezes são as chefes de família, trabalhando dia inteiro, sem tempo suficiente para preparar alimentação apropriada para os filhos, o que ocasiona a este grupo de crianças como grande alvo deste tipo de alimentos, consequentemente trazendo malefícios à saúde, com risco de desenvolvimento de morbidades associadas, por serem alimentos pouco nutritivos e que acarretam em complicações metabólicas à saúde destas crianças principalmente na vida adulta dos mesmos. Objetivo Geral: Identificar a prevalência de consumo dos alimentos industrializados por crianças atendidas na Clínica Escola de Nutrição na UNIFAVIP/DeVry. Metodologia: Foram analisados prontuários das 20 crianças atendidas, no período de agosto de 2012 à agosto de 2013, excluindo-se 6 prontuários que não continham as informações necessárias para este estudo, pois não havia nenhum registro de consumo de alimentação industrializada para tais crianças. A variável coletada foi o IMC (Índice 100 de Massa Corpórea) de cada criança, e registrou-se os alimentos industrializados citados na Frequência Alimentar e Recordatório 24h destes pacientes atendidos na Clinica Escola de Nutrição, na UNIFAVIP/DeVry, de Caruaru-PE. Resultados: Dos 14 prontuários analisados, 40% consumiam sucos industrializados, 40% consumiam biscoitos doces; 25% consumiam achocolatado; seguidos por embutidos, bolos e refrigerantes com 20%; frituras e cereais açucarados com 15%; pizza, hambúrguer, pipoca e doces com 10% e por fim macarrão instantâneo e chocolates com 5%.Segundo o IMC avaliado para idade, 85% destes estão com excesso de peso ou obesidade e 15% eutróficos, denotando a importância de intervenção na saúde deste grupo populacional. Conclusão: Observa-se uma alta ingestão de alimentos industrializados e elevado índice de excesso de peso/obesidade infantil, o que junto a outros fatores como sedentarismo podem convergir ao desenvolvimento de comorbidades como a obesidade e excesso de peso nestas crianças. Ficando clara a relevância da intervenção dos pais e dos serviços de Nutrição, como o caso da Clínica Escola desta instituição na prevenção, promoção e dietoterapia destes pacientes. Palavras-chave: Consumo alimentar, crianças, alimentos industrializados. 101 RP16 - PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO UNIFAVIP- DeVry Steffany Kelly Pontes Pires; Gabriela Souza; Marry Aneyts; Thais Cavalcanti Galvão; Ana Bolena de Luna Siqueira Introdução: Atualmente, o acesso da população aos cursos de educação superior tem aumentado, uma vez que existem programas (FIES, PROUNI) que facilitam o ingresso de estudantes no ensino superior. O número de cursos de nutrição oferecidos no Brasil vem crescendo constantemente disponibilizando cada vez mais vagas para a formação de profissionais. Tal fato fez o número de nutricionistas no país aumentar bastante além de haver diversidade nas áreas de atuação. Apesar disso, o número de profissionais formados ainda não supre a demanda, o que estimula os jovens a buscarem formação nesta área com expectativa de crescer profissionalmente já que a profissão de nutricionista tem se aperfeiçoado com o passar dos anos. O cenário universitário é composto pelos mais diversos indivíduos, cada estudante com sua particularidade, permitindo uma variedade no perfil do grupo estudado. Objetivos: Descrever os dados sociodemográficos dos estudantes do curso de graduação em nutrição da UNIFAVIP/DeVry. Métodos: O estudo faz parte do Projeto de Iniciação Científica intitulado “Perfil Nutricional de Estudantes do Curso de Graduação em Nutrição UNIFAVIP/DeVry”, foi realizado entre os meses de agosto e setembro de 2013, com indivíduos acima dos 18 anos, ingressantes (2° período) ou concluintes (8° período), matriculados regularmente no curso de nutrição da UNIFAVIP/DeVry. A amostra compõe 82 alunos, que responderam ao termo de consentimento e livre esclarecimento e entrevistados por meio de um questionário sociodemográfico. Resultados: Dos indivíduos envolvidos na pesquisa, 85,3% são mulheres e 14,6% são homens. A média de idade foi de 22,5 anos para os homens e 21,4 anos para as mulheres. A média de pessoas que residem com eles foi de 3,58 pessoas para os homens e 3,8 pessoas para as mulheres. Quando questionados a respeito do estado civil, 91,4% do sexo feminino se declarou solteira contra 8,57% casadas, já no sexo masculino o percentual de solteiros foi de 91,6%,para 8,3% de casados. Dos alunos, 24,3% residem em Caruaru e 75,6% são de outras cidades. Os ingressantes se mostraram em maioria (64,1%) sobre os concluintes (35,8%). Conclusão: Percebe-se que as características dos indivíduos entrevistados são em sua maioria pessoas jovens, mulheres e solteiras; Além disso, foi notável que a média de pessoas que vivem na mesma casa que os estudantes não é alta,. A instituição recebe alunos de regiões diversas, o que reforça o interesse deles, que não medem esforços em obter uma graduação. Logo, vê-se que o número de profissionais nutricionistas, aumentará cada vez mais nos próximos anos, devido ao aumento de universitários no curso de nutrição. Palavras-chave: Nutrição, Estudantes de Ciências da Saúde, Indicadores Demográficos. RP17 - ÍNDICE DE REJEITO DE REFEIÇÕES SERVIDAS 103 EM UMA CLÍNICA NEFROLÓGICA EM CARUARU-PE Maria Francielli Souto da Costa; Jenyffer Medeiros Campos; Luana Mayara Nascimento Correia; Mabelle Moraes Cordeiro Introdução: Em uma Unidade de Alimentação e Nutrição, a alimentação adequada é fundamental para a promoção da saúde do trabalhador, sua qualidade de vida e para o bom desempenho de suas funções, evitando acidentes durante a jornada de trabalho e aumentando a produtividade. O nutricionista tem um grande desafio a considerar, no processo de elaboração de refeições, que não inclui apenas aspectos nutricionais ou de segurança microbiológica, mas de contemplar, de forma conjunta, ações direcionadas ao desenvolvimento de técnicas de preparo que associem ao mesmo tempo saúde e prazer. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a aceitabilidade da alimentação oferecida aos funcionários do SOS Rim do município de Caruaru-PE. Métodos: Para avaliar a aceitabilidade foi utilizado o índice de rejeito como parâmetro por meio de uma fórmula onde considera o peso das refeições prontas que foram distribuídas na rampa e diminui-se a quantidade de restos do peso inicial, sendo excluídos ossos, cascas de frutas e descartáveis. A pesagem foi realizada durante uma semana, do mês de julho, utilizando-se a média para avaliar o resultado. Para pesagem foi utilizado uma balança de marca Toledo com capacidade máxima de 120 kg. Resultados: Durante o almoço foram coletados em sacos plásticos todas os restos dos pratos dos comensais sendo a média final de rejeito 1,640 Kg, de um total de 26,316 Kg de alimentos distribuídos o que representa um Índice de Rejeito de 6,23%. Conclusões: De acordo com a literatura, o índice de rejeito da clínica nefrológica estudada encontra-se dentro do recomendado, que considera tolerável para coletividades sadias valores até 10%. Dessa forma o cardápio está adequado, ou seja, foi bem planejado e executado, explicando o fato do baixo índice de rejeito. Palavras chave: Nutrição, alimentação, desperdício 104 RP18 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE FUNCIONÁRIOS DE UMA FÁBRICA, CADASTRADOS NO PAT, NO MUNICÍPIO DE CARUARUPE Luana Mayara Nascimento Correia; Jenyffer Medeiros Campos; Mabelle Moraes Cordeiro; Maria Francielli Souto da Costa Introdução: Em decorrência do acelerado processo de modernização e do aumento da carga de trabalho, amplia-se a necessidade de se realizar as refeições no ambiente de trabalho. Nesse contexto, é imprescindível que as empresas forneçam a seus trabalhadores, condições alimentares que, além de suprir suas necessidades nutricionais, adéquem-se a realidade sociocultural na qual estão inseridos. As boas condições de saúde do trabalhador e o bom rendimento de suas atividades têm ligação direta com a alimentação que a ele é fornecida na UAN. Uma nutrição balanceada, quando oferecida ao funcionário da empresa, aumenta sua produtividade e reduz os riscos de acidentes de trabalho. Objetivo: O presente trabalho objetiva avaliar o estado nutricional dos funcionários da Vitamassa do município de Caruaru-PE, considerando sua participação no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Metodologia: A avaliação do estado nutricional foi realizada no refeitório da Vitamassa com os trabalhadores que se dispuseram a participar voluntariamente. Foram coletados dados como peso, altura, idade, sexo e freqüência da prática de atividade física (F.A). Através da relação feita entre os dados de peso (em quilos) e altura (em metros) elevada ao quadrado, dos participantes, foi possível obter o Índice de Massa Corporal (IMC) e classificá-los quanto ao estado nutricional em obesidade (graus I, II ou III), pré-obeso, excesso de peso, eutrófico e baixo peso de acordo com os valores de referência dados pela World Heath Organization (WHO). Para obtenção de peso foi utilizada uma balança com capacidade máxima de130 quilos e precisão de 100g, tendo sido os funcionários participantes posicionados sobre a balança, em posição ereta, com os braços estendidos o longo do corpo, sem objetos nos bolsos. A altura foi obtida através de estadiômetro com extensão de dois metros, estando os avaliados em posição ereta, com braços estendidos ao longo do corpo, costas retas e olhar para o horizonte. Por estarem com sapatos de segurança, difíceis de serem retirados no momento da avaliação, foram excluídos dois centímetros da altura de cada trabalhador. Resultados: O total de avaliados consistiu em 64 funcionários, sendo 32 do sexo feminino e 32 do 105 sexo masculino. Entre as mulheres, 57% (18) encontravam-se eutróficas, 34% (11) pré-obesas, 3% (1) com baixo peso, 3% (1) com excesso de peso e 3% (1) com obesidade grau I. Com relação aos homens 59% (19) foram classificados eutróficos, 12,6% (4) com excesso de peso, 3% (1) e 25% (8) como pré-obesos. Conclusão: Através dos resultados obtidos é possível observar que a maior parte dos trabalhadores apresentou-se eutrófica, fato esse que pode estar relacionado, também a boa qualidade da refeição oferecida na UAN, o que traduz a importância do PAT para as empresas. Palavras chave: Avaliação Nutricional, Programa de Alimentação do Trabalhador, Nutrição. 106 RP19 - AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE ADOLESCENTES MATRICULADOS EM UM COLÉGIO PÚBLICO DE CARUARU- PE Laís Lucena Pimentel Arandas; Érica Rosineide dos Santos; Vaulena Batinga; Flávia Gabrielle Pereira de Oliveira Introdução: A avaliação nutricional é um instrumento diagnóstico que mensura as condições nutricionais do organismo determinadas pelos processos de ingestão, absorção, utilização e excreção de nutrientes. A adolescência é caracterizada como uma fase de intenso e rápido crescimento e desenvolvimento físico, psíquico e social, as quais podem se manifestar de maneira e em períodos diferentes para cada indivíduo. Desta forma, a avaliação do estado nutricional de adolescentes e do consumo alimentar é importante para predizer e prevenir doenças. Objetivos: Avaliar o estado nutricional e consumo alimentar de adolescentes matriculados em uma escola municipal. Métodos: O estudo foi realizado com 26 adolescentes, na faixa etária de 14 a 19 anos, matriculados em uma escola do ensino médio da rede estadual de Caruaru – PE. Para a realização da avaliação nutricional foram obtidos dados antropométricos e dietéticos. Foi desenvolvido um protocolo contendo 15 questões objetivas referentes à: idade, sexo, peso e altura, além de consumo alimentar. Resultados: A média de idade dos adolescentes estudados foi de 16 anos, 57,7% eram do sexo feminino. A análise do estado nutricional revelou que 52% estavam eutroficos , 8% desnutridos sendo este mais prevalente gênero masculino, 12% apresentou risco de desnutrição, 12% risco de sobrepeso, 12% sobrepeso e 4% risco obesidade sendo este mais prevalente no sexo feminino. Com relação ao consumo alimentar constatouse que 44% referiram consumir frutas e verduras diariamente, 28% consumiam 2-3 vezes por semana e 28% não consumiam frutas. Observou-se que 40% faziam em média 3 refeições diárias na escola e 56% referiram consumir algum tipo de fritura semanalmente. Conclusão: O excesso de peso e desnutrição constituiu-se em agravos nutricionais que merecem atenção no grupo estudado. As adolescentes do sexo feminino estavam mais predispostas ao excesso de peso que do sexo masculino. Quanto aos hábitos alimentares verificou-se um inadequado consumo de frutas e um 107 excessivo consumo de frituras. A existência de cantina na escola pode favorecer o consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras e assim os problemas relacionados à má nutrição. Palavras-chave: Adolescentes, Avaliação Nutricional, Hábitos Alimentares. 108 RP20 - CONSUMO CONSTIPAÇÃO DE FIBRAS INTESTINAL E NOS PREVALÊNCIA PACIENTES DE RENAIS CRÔNICOS EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO Jeaninne Maria Monteiro Freitas; Monique Graziella dos Santos; Priscilla Kelly Andrade de Lima; Kelly Regina Wanderley Falcão Introdução: A Doença Renal Crônica resulta em diminuição lenta e progressiva da função renal juntamente com a perda de algumas funções, tais como a regulatória, excretória, endócrina e progride até se tornar necessário a terapia renal substitutiva como: a hemodiálise, diálise peritoneal e o transplante renal. A hemodiálise remove as escórias catabólitas do organismo, ajusta as modificações do meio interno por meio da circulação do sangue, através de uma máquina especializada para esta função. O paciente em hemodiálise pode cursar com constipação intestinal, devido: a) a uma alimentação pobre em fibras ocasionada pela restrição de potássio e fósforo da dieta, visto que o mesmo cursa com hipercalemia e hiperfosfatemia; b) a baixa ingestão de líquidos preconizada no tratamento hemodialítico, a fim de evitar o ganho excessivo de peso interdialítico, que pode culminar em complicações como um maior tempo de permanência na máquina para dialisar o sangue; c) o uso de medicamentos como carbonato de cálcio comumente prescritos para esses pacientes pode ocasionar a constipação como um efeito adverso. Objetivos: Investigar o consumo de fibras alimentares, a ingestão hídrica, o uso de quelante de fósforo, o potássio sérico e o funcionamento intestinal nos pacientes em tratamento hemodialítico. Métodos: Estudo transversal descritivo realizado na Clínica Nefrológica SOS Rim (CaruaruPernambuco). Foram avaliados os indivíduos em tratamento hemodialítico por um período superior ou igual a 3 meses, na faixa etária de 18 a menores de 80 anos, no período de setembro a novembro de 2012. Foram aplicados questionários para frequência de consumo de alimentos, ingestão hídrica, funcionamento intestinal e uso de quelante de fósforo. O potássio sérico foi coletado pelo nefrodata programa utilizado na clínica. As análises estatísticas foram realizadas através do programa EPIINFO versão 3.5.4 tomou-se como base o teste Qui-quadrado, valor de p e Odds Ratio. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFAVIP 109 Devry, sob o nº do protocolo 00051/2012. Resultados: Dos 197 entrevistados, 36,8% afirmaram ter constipação, com prevalência nas mulheres. Aqueles com ingestão hídrica de 200 a 400 ml/dia apresentaram 43,9% de constipação, dos que faziam uso de quelante de fósforo 37% demonstraram esta condição. A normocalemia prevaleceu em 44,4% daqueles com constipação e a ingestão de alimentos ricos em fibras como hortaliças, frutas, leguminosas, produtos integrais foi deficiente. Conclusão: A constipação intestinal foi prevalente nas mulheres, naqueles com ingestão hídrica < 500 ml, com uso de quelante de fósforo e naqueles com déficit no consumo de fibras com prevalência da variável raramente ou nunca, que está intrinsecamente correlacionada à restrição de potássio indicada nos pacientes em tratamento hemodialítico, uma vez que fontes alimentares de fibras possuem elevadas quantidades desse mineral. Palavras-chave: Doença Renal Crônica, Terapia Renal Substitutiva, Constipação Intestinal, Fibras Alimentares. 110 RP21 - PREVALÊNCIA DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR ASSOCIADO AO ESTILO DE VIDA EM ADULTOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE NUTRIÇÃO Érika Patrícia Barbosa Silva; Maria Francielli Souto da Costa; Yasmin Castanha Macário; Luana Mayara Nascimento Correia; Nathália Paula de Souza; Mirella Gondim Ozias Aquino de Oliveira Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) configuram a principal causa de morte no Brasil, onde a taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório foi de cerca de 171,1 por 100 mil habitantes, sendo 326.371 óbitos decorrentes de tal patologia (BRASIL, 2011). Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a maioria das doenças cardiovasculares podem ser atribuídas a exposição a fatores de risco modificáveis de natureza biológica, que são de maior importância, como a hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, diabetes mellitus e fatores comportamentais, ou seja hábitos relacionados ao estilo de vida, como dieta rica em calorias, gorduras saturadas, colesterol, sal, etilismo, tabagismo e sedentarismo. Considerando o grande impacto que as doenças cardiovasculares têm sobre a sociedade, torna-se imprescindível o conhecimento mais aprofundado sobre a gênese de tais problemas, bem como formas de interferir nesse processo. Objetivo: Avaliar a prevalência de fatores de risco para doenças cardiovasculares associados ao estilo de vida e hábitos alimentares de adultos. Métodos: Estudo de corte transversal descritivo de caráter retrospectivo, realizado com 116 pacientes atendidos em uma clínica escola da cidade de Caruaru no período de seis meses. Foi realizada avaliação antropométrica através do Índice de Massa Corporal (IMC) e circunferência da cintura e do estilo de vida através do hábito alimentar e prática de atividade física. Os dados foram coletados dos prontuários de indivíduos atendidos durante o referido período. Resultados: Dos 116 pacientes avaliados, de acordo com o IMC 4,3% (n= 5) dos indivíduos apresentavam baixo peso, 8,6% (n=10) encontravam- se dentro da faixa de eutrofia, 38,8% 111 (n= 45) estavam com sobrepeso; enquanto 48,2% (n= 56) dos indivíduos apresentavam algum grau de obesidade. Do total de 114 pacientes avaliados, 93 (81,6%) apresentaram excesso de peso associado a medidas elevadas de circunferência da cintura, fatores de risco para doenças cardiovasculares. Constatouse maior prevalência de sedentarismo (56,9%), circunferência da cintura elevada (81,6%), bem como maior consumo de alimentos considerados de risco como massas (57,9%) e doces (54,8%), em indivíduos diagnosticados com sobrepeso ou obesidade (IMC>24,9Kg/m2). Conclusão: O estudo apresentou índices maiores de sobrepeso e obesidade, em relação a outras pesquisas, discrepância talvez explicada pela especificidade do serviço oferecido no local de coleta de dados. A disposição de gordura corporal, avaliada pela circunferência da cintura, trouxe resultados semelhantes a outros, ao constatar que as medidas de circunferência da cintura foram diretamente proporcionais ao IMC apresentado pelo indivíduo. Quanto aos hábitos alimentares, os resultados foram divergentes, ao observar-se um maior consumo de frutas e hortaliças, como também consumo excessivo de frituras. Tais resultados veem a corroborar outros estudos realizados, demonstrando a importância de intervir nos fatores de risco modificáveis, como forma de prevenção do desenvolvimento de patologias cardiovasculares. Palavras-chave: doenças cardiovasculares, excesso de peso, circunferência da cintura, hábitos alimentares 112 RP22 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE UMA MICROÁREA DO BAIRRO BELA VISTA II NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE Márcia Jaciane da Silva; Thaíris Alves Monteiro; Sandra Cristina da Silva Introdução: A epidemiologia é uma disciplina básica da saúde pública voltada para a compreensão do processo saúde-doença no âmbito de populações. É um instrumento para o desenvolvimento de políticas no setor da saúde e sua aplicação deve levar em conta o conhecimento disponível, adequando-o às realidades locais, tendo como objetivo final a melhoria das condições de saúde da população humana. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico de uma microárea do bairro Bela Vista II do município de Vitória de Santo Antão – PE, identificando principalmente as morbidades da população em geral, assim como os riscos ambientais existentes no local. Metodologia: Os dados das 105 famílias foram coletados entre o período de junho a setembro de 2013 a partir das fichas A, D e SSA2, os quais são referentes às condições de moradia, abastecimento de água, destino dos dejetos e de lixos, faixa etária e profissão dos moradores, serviços de saúde utilizado, índice de morbidade e mortalidade geral e específica, que contribuíram para traçar o perfil epidemiológico desta população. Esses, foram anotados e posteriormente, repassados para tabelas e gráficos, para melhor visualização. Resultados: Através das análises realizadas por meio das fichas A, D e SSA2 verificamos que as principais morbidades que acometem os adultos em geral são principalmente, hipertensão e diabetes, respectivamente. Especificamente a partir das fichas A, foram analisadas as condições de moradia e saneamento desta microárea, visualizando que todas as residências são feitas de tijolos, o destino do lixo é por meio da coleta pública e o abastecimento de água é realizado por rede pública, e também, a grande maioria tinha tratamento de água domiciliar por meio da filtração, o destino das fezes e urinas é por redes de esgoto; tendo essa população, como principal serviço de saúde utilizado o SUS (Sistema único de Saúde). O mapa de risco utilizado como ferramenta essencial 113 para a representação gráfica do local estudado demonstrou quais os principais riscos que geram situações de perigo para os indivíduos que residem nesta microárea, onde os riscos físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes obtiveram um elevado percentual. Conclusão: A partir das informações colhidas, verificou-se que embora haja um índice de riscos ambientais elevados, as famílias desta microárea apresentaram um padrão médio de qualidade de vida, representado pelo saneamento básico adequado em boa parte da população, controle das principais morbidades presentes neste meio, que são a hipertensão e o diabetes. Palavras-chave: morbidades, riscos ambientais, epidemiológico. 114 qualidade de vida, perfil RP23 - ESTADO NUTRICIONAL E TEOR CALÓRICO DO LEITE MATERNO DE LACTANTES DOADORAS DO BANCO DE LEITE DE CARUARU-PE Manuella Thallyta Silva1; Érika Michelle Correia de Macêdo2 Introdução: Na fase inicial da vida, o leite humano é indiscutivelmente o alimento que reúne as características nutricionais ideais, com balanceamento adequado de nutrientes, além de desenvolver inúmeras vantagens imunológicas e psicológicas. Porém, apesar de todos os esforços para incentivar o aleitamento materno, a tendência ao desmame precoce continua. Com o intuito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno foram criados bancos de leite humano que ainda é responsável pela pasteurização de leite materno doado por nutrizes. Todo leite pasteurizado deve ser avaliado microbiologicamente e quanto ao seu teor calórico e lipídico, através da técnica do crematócrito. O crematócrito é de fundamental importância, pois permite que o leite que contenha maior teor calórico seja fornecido aos bebês de baixo peso, permitindo, assim, um ganho de peso satisfatório e evitando o uso indiscriminado de fórmulas infantis. Assim, é importante conhecer os fatores que afetam o teor calórico e lipídico do leite pasteurizado. Objetivo: Avaliar o estado nutricional e o teor calórico do leite de lactantes doadoras do BLH do hospital Jesus Nazareno da cidade de Caruaru – PE. Métodos: Estudo transversal descritivo, envolvendo 7 doadoras de leite, os dados foram coletados através de questionário: idade, procedência, estado civil, paridade, escolaridade, ocupação profissional, renda familiar, tipo de moradia, as condições de saneamento e o número de cômodos da residência, peso, altura, dobras cutâneas, teor calórico e lipídico do leite e consumo alimentar. Resultados: Verificou-se que 71,4% das doadoras tinham entre 16 a 19 anos, 57,1% procedentes da zona urbana, 85,7% solteiras, 42,9% tem renda per capta inferior a 1salario mínimo, 71,4% estudaram de 3-6 anos e 85,7% são primíperas. Com relação ao estado nutricional, 57,1% das doadoras estavam eutróficas no pré e pós gestacional, de acordo com o IMC, 28,6% ganharam até 5kg no período gestacional, 85,7% apresentavam um bom percentual de gordura, 57,1% consomem mais de 115 2.000,00Kcal/dia. Entretanto, apenas 14,3% consumem uma dieta normoglicídica, 25% ingerem uma dieta hipolipídica e todas consomem uma alimentação normoprotéica. Conclusão: Os dados deste estudo sugerem que o estado nutricional pré-gestacional e atual, o ganho de peso gestacional, o consumo calórico e o percentual de gordura não tiveram relação com o teor calórico do leite materno pasteurizado. Palavras-chave: Leite materno, estado nutricional, gestação 116 117