ENTRE.
A CASA É SUA.
AQUI VOCÊ BUSCA O CONHECIMENTO,
DEBATE NOVAS IDEIAS,
PARTICIPA DE UM CONVÍVIO INTENSO.
AV. EPITÁCIO PESSOA, 1.164 LAGOA, RIO DE JANEIRO, RJ CEP: 22.410-090
TEL.: (21) 2227-2237 (222SABER) [email protected]
RJ.CASADOSABER.COM.BR
Saber e sabor têm a mesma raiz latina. Em um passado distante, sapere podia
significar tanto ter conhecimento quanto agradar ao paladar. Esses dois conceitos
sempre estiveram juntos na CASA DO SABER RIO, ao longo de seus oito anos.
Afinal, para nós, o conhecimento deve ser transmitido de forma prazerosa.
Se essa junção é uma preocupação que nos orienta, neste semestre ela estará ainda
mais explícita em dois cursos: um de gastronomia, outro de cerveja. E não apenas
pelos temas propostos, mas também porque com eles transcendemos a experiência
da CASA DO SABER RIO para além dos espaços de nossas salas de aula.
A chef Roberta Sudbrack, uma das mais inventivas do mundo, volta à CASA
para falar sobre sua visão da gastronomia, filosofia de trabalho, e para refletir
sobre o métier. A novidade é que um dos dois encontros do curso será em seu
restaurante, no Jardim Botânico, considerado um dos melhores do planeta.
Depois da teoria, um menu-degustação permitirá que apreciemos ainda mais
os princípios de sua prática.
No outro “curso-experiência”, o sommelier José Raimundo Padilha, representante
do Brasil em concursos internacionais, explicará as diferenças entre as tradicionais
“escolas” de cerveja – a alemã, a belga, a inglesa, a norte-americana e a brasileira.
Cada aula incluirá degustações para exemplificar os estilos. O último encontro
será um passeio até o Museu da Bohemia, em Petrópolis, um dos maiores centros
de experiência cervejeira do mundo e o maior do país.
Mas nossos cursos e palestras são para todos os gostos. Até para quem não
bebe e não é gourmet. Afinal, a preocupação em cada semestre é sempre
montar um cardápio abrangente e consistente que possa agradar a paladares
intelectuais variados. Serão 70 opções, em que mesclamos tradição e novidades.
E ninguém mais indicado para representar a tradição de que tanto nos orgulhamos
quanto a Musa da CASA DO SABER RIO, a professora Cleonice Berardinelli.
Ela dará uma palestra sobre Fernando Pessoa e Camões em setembro, logo após
celebrar seu aniversário de 98 anos.
Outro professor titular da CASA, o físico Luiz Alberto Oliveira, versará sobre
a incerteza. As ciências, neste catálogo, ganharam uma ênfase especial.
É uma das novidades. O neurocientista Stevens Rehen, que deu uma das
palestras mais instigantes do semestre passado, fará duas aulas refletindo
sobre o impacto da ciência do século XXI no comportamento humano.
Um curso com o matemático Marcelo Viana, do Instituto Nacional de Matemática
Pura e Plicada (IMPA) explicará, para leigos, o que é a Teoria do Caos – aquela que
diz que o bater de asas de uma borboleta pode mudar o rumo natural das coisas.
E o físico Constantino Tsallis falará sobre o princípio da entropia, uma de suas
especialidades. Com diversos prêmios internacionais e considerado nossa
maior esperança para um Nobel de Ciências, Tsallis é autor do artigo científico
exclusivamente brasileiro mais citado por pesquisadores acadêmicos em todo
o mundo, em todos os tempos.
Por falar em principais especialistas no país em suas áreas, teremos o egiptólogo
Antonio Brancaglion Júnior, curador das múmias do Museu Nacional da UFRJ e
referência nacional no tema. Entre uma viagem e outra para o Egito, ele ministrará
um curso introdutório sobre a civilização faraônica.
O professor de literatura e tradutor Paulo Bezerra, que já verteu do russo para
o português mais de 50 obras de grandes autores, vai discorrer sobre Doistoiévski
e a cultura russa no século XIX.
E para quem gosta de saborear algo tipicamente brasileiro, nada melhor do
que um curso com uma das pessoas que melhor pensam o país, o antropólogo
Roberto DaMatta. Trinta anos depois da publicação de O que faz o brasil, Brasil?,
ele revê na CASA esse seu livro clássico.
Mas poucos professores neste semestre nos dão tanto gosto de anunciar
na programação quanto Auterives Maciel Júnior, que, plenamente recuperado,
volta a lecionar após afastamento por motivo de saúde.
Enfim, um catálogo como este não é para quem vive de dietas restritivas
intelectuais. É para quem tem fome de saber.
ARMANDO STROZENBERG
Luiz antonio ryff
pelo conselho diretordiretor de conteúdo
QUEM SOMOS
A CASA DO SABER é um centro de debates e disseminação do conhecimento,
no Rio de Janeiro e em São Paulo, que permite o acesso à cultura de forma clara,
envolvente, e também rigorosa e fiel às obras dos criadores. Em um ambiente
extra-acadêmico, a CASA DO SABER oferece cursos livres, palestras e oficinas
de estudo nas áreas de artes plásticas, ciências, cinema, filosofia, literatura, teatro,
história, música, pensamento contemporâneo e psicanálise, reunindo renomados
professores e conferencistas. As palestras e os cursos, estes com duração de
um a três meses, em encontros de duas horas, apresentam o diferencial de serem
ministrados em pequenos grupos para promover a troca de ideias e uma maior
interação entre os participantes e os mestres.
CARTA DE PRINCÍPIOS
POR UM SABER SEM DOGMAS
O saber é um meio de aprimorar o ser humano: pressupõe o debate,
o embate democrático e a diversidade de ideias.
PELA PRESERVAÇÃO E USUFRUTO DA CULTURA
É uma necessidade do ser humano, em busca do crescimento, absorver,
traduzir e entender a riqueza cultural existente.
PELA CRIAÇÃO DE UM CENTRO DE TROCA
A CASA DO SABER é um lugar privilegiado de troca de conhecimento.
Aqui se resgata e se estimula o debate entre as diferentes áreas do saber.
Aqui se acredita que o saber se transmite de forma mais eficiente por meio
do intercâmbio e do diálogo.
POR UMA LINGUAGEM CLARA, ACESSÍVEL E RIGOROSA
A linguagem e a metodologia devem ser claras, eficazes e facilitadoras
de acesso ao conhecimento e de sua apreensão. A linguagem deve estimular
a conversa, a curiosidade e o prazer da reflexão.
POR UM CONTATO ENRIQUECEDOR
A CASA DO SABER é também um centro do prazer de pensar,
de se expressar e de aprender.
CONSELHO RIO DE JANEIRO
CONSELHO DIRETOR
ALEXANDRE RIBENBOIM
ANTONIO ALBERTO GOUVEA VIEIRA
ARMANDO STROZENBERG
ELISABETE CARNEIRO FLORIS
ILANA STROZENBERG
JORGE CARNEIRO
LUIZ EDUARDO VASCONCELOS
PATRICIA FAINZILlBER
DIRETOR DE CONTEÚDO
LUIZ ANTONIO RYFF
DIRETORA DE OPERAÇÕES
ADRIANA SULAM SAUL ZEBULUN
CONSELHO são paulo
CONSELHO DIRETOR
ANA MARIA DINIZ
CELSO LODUCCA
GABRIEL CHALlTA
JAIR RIBEIRO DA SILVA NETO
LUIZ FELIPE D’ÁVILA
MARIA FERNANDA CÂNDIDO
PIERRE MOREAU
DIRETOR EXECUTIVO
MARIO VITOR SANTOS
casa do saber NA empresa
A CASA DO SABER desenvolve atividades exclusivas para empresas interessadas
em investir na ampliação dos horizontes de seus profissionais. Os programas podem
abranger diversas áreas de conhecimento, em diferentes formatos e durações. Ministradas
com a qualidade característica dos cursos da CASA DO SABER, essas aulas especiais
podem acontecer na empresa, em nossa sede na Lagoa ou em outro espaço definido de
comum acordo. Para mais informações, visite: rj.casadosaber.com.br/empresas
ou mande e-mail para [email protected].
EVENTOS E REUNIÕES
A CASA DO SABER oferece seu espaço para reuniões de trabalho internas ou com
seus parceiros comerciais e para eventos em geral. Com excelente localização, possui
ambientes confortáveis, salas equipadas com aparelhos de projeção e som e estrutura
para coffee-break. Mais informações pelo e-mail: [email protected].
CARTÃO PAIDEIA UNIVERSALIS
A CASA DO SABER desenvolveu um cartão exclusivo que garante ingresso em todos
os cursos, palestras e eventos da programação do segundo semestre de 2014.
Com ele, é possível compor um conjunto de cursos mais amplo e adequado aos diversos
interesses do aluno. Para isso, basta adquirir o Paideia Universalis (R$ 5,5 mil)
e comunicar sua presença na aula com antecedência de 48 horas. A edição é limitada
a dez cartões. Para conhecer os cursos que serão oferecidos durante o segundo
semestre, acesse rj.casadosaber.com.br.
VALE-PRESENTE
Presenteie pensamento, arte, filosofia, história, ciências, psicanálise.
Invista na formação, na informação e na transformação. A CASA DO SABER preparou
vales que dão acesso aos cursos. Apresentados em embalagens especiais, indicam o
título do curso escolhido ou representam um valor que pode ser convertido em aulas.
FORMAS DE PAGAMENTO
À VISTA
Pode ser feito através de cartão de crédito (Visa, Amex ou Mastercard),
cartão de débito (Visa ou Mastercard), cheque ou dinheiro.
INTERNET
O site da CASA DO SABER permite que o aluno pague sua inscrição usando
seu computador, sem precisar telefonar nem ter de ir à CASA DO SABER.
Acesse rj.casadosaber.com.br.
TELEFONE
Os pagamentos efetuados através de cartão de crédito (Visa, Amex ou Mastercard)
podem ser feitos por telefone. Nesse caso, o canhoto do cartão e o recibo serão
entregues ao aluno no primeiro dia do curso.
PARCELAMENTO
A divisão de parcelas é realizada de acordo com as premissas de cada curso e por meio
de cheques pré-datados, feitos na inscrição (as parcelas seguintes à da inscrição podem
ser datadas para períodos consecutivos de 30 dias após o início do curso). O pagamento
também pode ser feito com cartão de crédito (Visa, Amex ou Mastercard), mas, nesse
caso, as parcelas mensais contam a partir da data da inscrição.
> Apenas o pagamento garante a vaga em qualquer curso ou especial
da CASA DO SABER. Não serão permitidas inscrições para aulas avulsas.
Em caso de dúvida, por favor, entre em contato conosco: [email protected]/
(21) 2227-2237/ 222SABER.
DESCONTOS
PROGRAMA DE FIDELIDADE
A CASA DO SABER valoriza aqueles que escolhem o nosso espaço como fonte
de conhecimento e troca de ideias. Por isso, criamos um programa de fidelidade
para beneficiar os alunos mais assíduos neste semestre. O desconto é válido
para todos os cursos da programação do segundo semestre de 2014.
– 10% de desconto para quem se matricular em quatro cursos.
(Se as inscrições forem feitas em momentos diferentes, o desconto vale a partir do
quarto curso adquirido e não será aplicado aos que tenham sido pagos anteriormente).
– 15% de desconto para quem se inscrever em cinco ou mais cursos.
(Se as inscrições forem feitas em momentos diferentes, o desconto vale a partir do
quinto curso adquirido e não será aplicado aos que tenham sido pagos anteriormente).
15% DE DESCONTO PARA PAGAMENTOS ANTECIPADOS
Não deixe para a última hora a inscrição no curso que você deseja frequentar.
Quem efetuar o pagamento até dez dias antes do início de um curso terá 15%
de desconto no preço. O desconto é válido para todos os cursos da programação
do segundo semestre de 2014.
DESCONTO PARA CLUBE SOU+RIO A CASA DO SABER RIO O GLOBO oferece descontos exclusivos para membros
do Clube SOU+RIO: 50% de desconto nos cursos da tarde (o número de vagas é limitado).
Nos outros cursos da programação o desconto, mediante apresentação da carteira
do clube, é de 10% (sem limite de vagas). Membros do clube também terão 10%
de desconto na aquisição do Cartão Paideia Universalis, limitado aos dez cartões
que a CASA DO SABER RIO O GLOBO emite por semestre.
DESCONTOS PARA UNIVERSITÁRIOS E PROFESSORES
A CASA DO SABER RIO o globo mantém uma política de descontos exclusiva
para professores universitários e alunos de todos os níveis.
– 20% de desconto na matrícula feita a qualquer tempo de antecedência do início
do curso. O benefício é válido para todos os cursos da programação.
Será exigido documento que comprove a matrícula ativa em qualquer instituição
de ensino superior.
> É importante ressaltar que os descontos não são cumulativos entre si
nem com qualquer outra promoção veiculada pela CASA DO SABER rio o globo.
POLÍTICAS DE CANCELAMENTO
Se você cancelar a inscrição no curso com mais de 15 dias de antecedência
em relação à primeira aula, receberá um reembolso integral do pagamento
efetuado à CASA DO SABER. Caso o cancelamento ocorra entre 15 dias
e 48 horas antes do início do curso, o reembolso será de 50% do valor pago.
Após as últimas 48 horas que antecedem o início do curso, não haverá
restituição, porém você poderá indicar outra pessoa para ocupar o seu lugar
na classe
(nossos cursos têm vagas limitadas e a eventual desistência de
última hora dificultará a oferta da vaga a novos alunos).
1. Para melhor controle mútuo, o cancelamento de cursos deve ser
feito por escrito, via e-mail, para: [email protected]
a/c da Gerência Administrativa e Financeira.
2. O curso poderá ser cancelado pela CASA DO SABER até 48 horas antes
de seu início na hipótese de não atingir o número mínimo de inscrições.
Nesse caso, os valores já pagos pelo aluno serão integralmente restituídos
mediante a apresentação dos dados bancários completos, que deve ser feita
até 15 dias após o cancelamento do curso.
2° SEMESTRE DE 2014
ESPECIAIS
1 ROBERTA SUDBRACK: REFLEXÕES E PRÁTICA
ROBERTA SUDBRACK
2 LYGIA CLARK, O ABANDONO DA ARTE
Ferreira Gullar e Luiz Camillo Osorio
3 OS LUSÍADAS E MENSAGEM: UM JOGO INTERTEXTUAL
CLEONICE BERARDINELLI
4 O QUE FAZ O bRASIL, BRASIL?
UM CLÁSSICO REVISTO 30 ANOS DEPOIS
ROBERTO DAMATTA
5 OS BASTIDORES DAS CAPAS HISTÓRICAS DE VOGUE
DANIELA FALCÃO E GIOVANNI FRASSON
6 FILOSOFIA NATURAL DA INCERTEZA
LUIZ ALBERTO OLIVEIRA
7 REFLEXÕES SOBRE O IMPACTO DA CIÊNCIA
DO SÉCulo XXI NO COMPORTAMENTO HUMANO
STEVENS REHEN
8 COMO ENFRENTAR A MORTE
MARY DEL PRIORE E NEIF MUSSE, CHAIM KATZ E HELOISA HELENA BARBOZA
MODERAÇÃO E COORDENAÇÃO: AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA
9 OS PRINCÍPIOS DA ENTROPIA
CONSTANTINO TSALLIS E ALEXANDRA CLEOPATRA TSALLIS
10 O CAPITAL NO SÉCULO XXI
DE KARL MARX A THOMAS PIKETTY
MONICA DE BOLLE
AULAS ABERTAS
11 FEIRA MODERNA 7: A TECNOLOGIA NOS FILMES
DE FICÇÃO CIENTÍFICA
NO LIMIAR DA REALIDADE
ALEXANDRE ROLDÃO, ANDRÉ GORDIRRO E STEVENS REHEN
COORDENAÇÃO E MODERAÇÃO: BETO LARGMAN
12 Fotografia contemporânea como arte
MAURO TRINDADE
CICLO cultura e tecnologia
13 LITERATURA E TECNOLOGIA: QUEM INFLUENCIA QUEM?
ANDRÉ VALLIAS e JULIO SILVEIRA
MODERAÇÃO: CRISTIANE COSTA
14 DANÇA E TECNOLOGIA: QUEM INFLUENCIA QUEM?
DANI LIMA E PAULA GORINI
MODERAÇÃO: NAYSE LOPEZ
15 ARTES PLÁSTICAS E TECNOLOGIA: QUEM INFLUENCIA QUEM?
FREDERICO DALTON e MARIANA MANHÃES
MODERAÇÃO: MAURO TRINDADE
16 CINEMA E TECNOLOGIA: QUEM INFLUENCIA QUEM?
vários
MODERAÇÃO: PEDRO BUTCHER
PENSAMENTO
17 PSICOPATOLOGIA DA VIDA COTIDIANA II
A VONTADE E SUAS VARIAÇÕES
RICARDO KRAUSE
18 QUESTÕES DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA II
ROGÉRIO SOARES DA COSTA
19 Pensadores: Século XX
LUDOVIC SOUTIF, ROGÉRIO SOARES DA COSTA, PEDRO DUARTE,
EDUARDO JARDIM, ALEXANDRE COSTA, LEANDRO CHEVITARESE
E LUIZ BERNARDO ARAÚJO
20 DESAFIOS DA PSICANÁLISE NA ATUALIDADE
JULIO VERZTMAN, TERESA PINHEIRO E FERNANDA PACHECO FERREIRA
COORDENAÇÃO: JULIO VERZTMAN
21 CRIAR OU ENQUADRAR-SE:
QUAL O SEU MAIS ALTO SENTIMENTO?
UM ENSAIO COM NIETZSCHE, ESPINOSA, CANGUILHEM E WINNICOTT
ANDRÉ MARTINS
22 OS FILÓSOFOS E AS FORMAS DE ARTE
PEDRO DUARTE
23 PARA ENTENDER JUNG
PAULA PANTOJA BOECHAT
24 FERNANDO PESSOA E OS GREGOS
O ÉTHOS E A ÉTICA DE RICARDO REIS
Alexandre Costa
25 A ESTÉTICA DE SCHOPENHAUER
JOSÉ THOMAZ BRUM
26 A MEMÓRIA NA PSICANÁLISE
EDUARDO ROZENTHAL 27 MITOS FEMININOS DE BELEZA, MATERNIDADE,
CASAMENTO E AUTONOMIA
Renato NOGUERA
28 MÍSTICA E RELIGIÃO ENTRE HINDUS, GREGOS,
CRISTÃOS E ISLÂMICOS
ROGÉRIO SOARES DA COSTA
29 PAIXÕES HUMANAS E POLÍTICA EM ESPINOSA E HOBBES
DELMO MATTOS E RENATO NUNES BITTENCOURT
30 DEPRESSÃO OU TRISTEZA? SOBRE A “DOR DE EXISTIR”
SANDRA NISKIER FLANZER
31 WALTER BENJAMIN: LITERATURA E MODERNIDADE
MARCELA OLIVEIRA
32 JUSTIÇA: DO SENTIMENTO À IDEIA
JÚLIO POMPEU
33 O PRÓLOGO DE ZARATUSTRA, DE NIETZSCHE
LEANDRO CHEVITARESE
34 A MORTE DO HOMEM E O ALÉM-HOMEM
AUTERIVES MACIEL JÚNIOR
35 CONVIVENDO COM PESSOAS DIFÍCEIS
COMO TRAÇOS SUBCLÍNICOS INTERFEREM
NOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS
RICARDO KRAUSE
36 UMA REFLEXÃO SOBRE O AMOR
EROS E LIBERDADE
REGINA SCHÖPKE
História, ciências e atualidade
37 OS BOURBONS, UMA DINASTIA EUROPEIA
FRANCISCO VIEIRA
38 IMPRENSA E MÍDIA NA ERA DIGITAL
PEDRO DORIA
39 A CRISE DO SONHO AMERICANO
MAURÍCIO SANTORO
40 QUEM EDUCA?
OS PAIS, A ESCOLA E AS NOVAS FORMAS DE SUBJETIVAÇÃO
CÉSAR MUSSI IBRAHIM
41 uma introdução À TEORIA DO CAOS
MARCELO VIANA
42 AS GRANDES NAÇÕES CERVEJEIRAS
ORIGENS, CARACTERÍSTICAS E IMPORTÂNCIA CULTURAL DAS CERVEJAS
JOSÉ RAIMUNDO PADILHA
43 A HISTÓRIA DOS ESTADOS UNIDOS ATRAVÉS DO CINEMA
FRANCISCO VIEIRA
44 ISLÃ: RELIGIÃO, CIVILIZAÇÃO E POLÍTICA
Paulo Gabriel Hilu
45 O HOMEM E O PLANETA TERRA: UM CASAMENTO EM CRISE
SÉRGIO BESSERMAN
46 INTRODUÇÃO AO MUNDO DA CACHAÇA
Agostinho Lima Novo
47 A MODA BRASILEIRA NO SÉCULO XXI
PRINCIPAIS FENÔMENOS, ACONTECIMENTOS, PLAYERS E PERSPECTIVAS
PAULA ACIOLI, MARCIA DISITZER E VANESSA BARONE
48 OS VILÕES DA BÍBLIA
LEANDRO KARNAL
49 UM panorama DA ECONOMIA MUNDIAL PÓS-GUERRA FRIA
LUIZ CARLOS DELORME PRADO E EDUARDO PINTO
50 GRANDES ROTEIROS DE ENOTURISMO PELO MUNDO
AMÉRICA DO SUL, PAÍSES ANGLÓFILOS E EUROPA
BRUNO AGOSTINI
51 O EGITO ANTIGO
UMA INTRODUÇÃO À CIVILIZAÇÃO FARAÔNICA
ANTONIO BRANCAGLION JÚNIOR
52 O INDIVÍDUO NA SOCIEDADE DE MASSA
FAMA, MODA, CONSUMO E TURISMO
MARIA CLAUDIA COELHO
53 Descobrindo a América do Sul no Século XXI
PAULO VELASCO
ARTES
54 HISTÓRIA DA ARTE NA SEGUNDA METADE
DO SÉCULO XX E NO SÉCULO XXI
ARQUITETURA E ESCULTURA
HÉLIO DIAS FERREIRA
55 CONTEXTOS HISTÓRICOS DA ARTE E DE SUA FORMAÇÃO
FRANZ MANATA
56 SEMPRE VERDI
MARCEL GOTTLIEB
57 SISTEMA x INDIVÍDUO NA ÓTICA DE GÊNIOS DA LITERATURA
MARCELO BACKES
58 SEM CARA DE BANDIDO: O ROCK BRASILEIRO DOS ANOS 80
ARTHUR DAPIEVE
59 UM PERCURSO DA ARTE MODERNA À ARTE CONTEMPORÂNEA
FERNANDO COCCHIARALE
60 A POESIA FRANCESA DO SÉCULO XIX
VICTOR HUGO, BAUDELAIRE, VERLAINE, RIMBAUD E OUTROS
ANGELA PERRICONE
61 DOSTOIÉVSKI E A CULTURA RUSSA DO SÉCULO XIX
PAULO BEZERRA
62 como fazer (e ver) CINEMA
ALBERTO FLAKSMAN
63 A VONTADE DA BELEZA E A REALIDADE DA FEIURA
O BELO E O FEIO NA HISTÓRIA
LEANDRO KARNAL
64 O DIREITO EM SHAKESPEARE
JOSÉ ROBERTO DE CASTRO NEVES
65 QUATRO CLÁSSICOS DA ÓPERA
O MELHOR DE BIZET, PUCCINI, ROSSINI E MOZART
MARCEL GOTTLIEB
66 GRANDES MESTRES DO GÓTICO TARDIO E DO RENASCIMENTO
HÉLIO DIAS FERREIRA
67 Peças fundamentais do teatro moderno
ANDRÉ GARDEL
68 CARTOGRAFIAS SUBJETIVAS
RELAÇÕES ENTRE A ARTE CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA
E A ARQUITETURA, OS MAPAS E OS CIRCUITOS
DANIELA NAME
69 A IMAGEM DA MULHER EM MACHADO DE ASSIS
LUIS FILIPE RIBEIRO
70 OS GRANDES AMANTES DA LITERATURA OCIDENTAL
MARCELO BACKES
O prazer de pensar e aprender
Conheça o canal da casa do saber no you tube
https://www.youtube.com/casadosaber
Vídeos novos duas vezes por semana:
às terças e quintas, às 10h.
especiais
ROBERTA SUDBRACK: REFLEXÕES E PRÁTICA
ROBERTA SUDBRACK
• 2 ENCONTROs
Ter o prazer de comer em um dos melhores restaurantes do país e do mundo,
segundo a lista da prestigiada revista Restaurants, é uma experiência fantástica. Mas poder fazer isso e ainda conhecer o pensamento e os métodos
de criação da chef desse restaurante é algo bem melhor e muito, muito mais
enriquecedor. Pois é isto que Roberta Sudbrack vai proporcionar aos alunos
da CASA DO SABER RIO O GLOBO: vivenciar por algumas horas, na teoria e na
prática, o seu processo criativo.
Serão dois rituais. No primeiro, Roberta apresentará (em duas turmas de 25
alunos) suas reflexões sobre culinária, os sabores e a exuberância dos ingredientes brasileiros por meio de um recorte único: evidenciando aquilo que
está presente no nosso dia a dia às vezes de modo marginal, às vezes de modo
banal. Ela vai mostrar o que a inspira e seus critérios de escolha e de combinações para extrair novas dimensões e trazer à tona, como ela mesma diz,
“essa personalidade oculta de tantos significados e oferecer a linguagem da
alta gastronomia para que cada ingrediente possa se expressar”.
No segundo encontro, juntando as duas turmas no restaurante que leva seu
nome, no Jardim Botânico, Roberta completa sua viagem narrativa do modo
que melhor se expressa: cozinhando. Em um menu degustação, as possibilidades de sua imaginação conduzirão o público dessas duas turmas a uma
experiência sensorial, estética e contemporânea. Assim, se terá uma oportunidade singular de passar pelo trabalho e pelo pensamento de Roberta,
considerada desde o início da carreira uma das chefs mais inspiradoras da
gastronomia nacional.
turma 1
1.20 AGO > AULA NA CASA DO SABER RIO O GLOBO, às 20h
2.10 SET > ALMOÇO HARMONIZADO NO RESTAURANTE ROBERTA SUDBRACK,
ÀS 13H*
>
especiaIS
1
especiaIS
turma 2
1.27 AGO > AULA NA CASA DO SABER RIO O GLOBO, às 20h
2.10 SET > ALMOÇO HARMONIZADO NO RESTAURANTE ROBERTA SUDBRACK, ÀS 13h45*
*Menu degustação de três pratos com duas taças de vinho, água, café
e serviço incluídos.
ROBERTA SUDBRACK. Chef autodidata e considerada uma das melhores e mais
inovadoras do país, ficou conhecida sobretudo por valorizar ingredientes poucos
glamourosos, como a jaca, o quiabo e o chuchu. Foi chef de cozinha da Presidência
da República. Seu restaurante ficou entre os 100 melhores do mundo na lista de
2012 e 2013 da Restaurants. E em 2014 seu restaurante foi eleito o 48º melhor do
mundo pelo ranking da prestigiada revista inglesa Elite Traveler.
QUARTAs-FEIRAs
R$ 300
LYGIA CLARK, O ABANDONO DA ARTE
Ferreira Gullar e Luiz Camillo Osorio
• 1 ENCONTRO
Na tênue fronteira entre a arte e a não arte, entre a estética e a imersão
analítica, encontra-se Lygia Clark, uma artista cuja obra não está delimitada por molduras nem redomas. Lygia rompeu com a equação composta por
autor e espectador, provocando novas sensações psíquicas e sensoriais a cada
experiência estética com a participação do outro, seja em Caminhando ou em
A casa é o corpo. Sua relevância internacional ficou mais uma vez evidente
com a reunião de 300 obras suas em uma grande retrospectiva que se encerra
no final de agosto no MoMA, em Nova York: Lygia Clark: The Abandonment
of Art, 1948-1988 (Lygia Clark: O abandono da arte, 1948-1988). Para discutir o trabalho dessa criadora fundamental na história da arte brasileira, a
CASA DO SABER RIO O GLOBO convida o poeta e crítico de arte Ferreira Gullar
para um bate-papo com o também crítico de arte Luiz Camillo Osorio. Ao lado
de Lygia Clark, Ferreira Gullar assinou, em 1959, o Manifesto Neoconcreto,
que deu início a um movimento de reencontro artístico com a subjetividade.
Luiz Camillo Osorio é o atual curador do MAM-RJ, museu que abrigou a 1ª
Exposição de Arte Neoconcreta do país.
FERREIRA GULLAR. Poeta, ensaísta e crítico de arte. Recebeu em 2005 o Prêmio
Machado de Assis da ABL pelo conjunto da obra. É autor de diversos livros de
poesia, como A luta corporal, e de crítica de arte, com destaque para Argumentação contra a morte da arte e Relâmpagos, que reúne textos sobre artistas como
Michelangelo, Picasso, Calder e Iberê Camargo. Escreveu o Manifesto Neoconcreto, em 1959, e presidiu a Fundação Nacional de Arte (Funarte). É colunista
regular da Folha de S.Paulo. Professor e parceiro da CASA DO SABER RIO desde
a sua inauguração.
LUIZ CAMILLO OSORIO. Doutor em Filosofia, professor do Departamento de Filoso-
fia da PUC-Rio e curador do MAM-RJ.
29 AGO > SEXTA-FEIRA, ÀS 19H30
R$ 100
especiaIS
2
especiaIS
3
Os Lusíadas e Mensagem:
Um jogo intertextual
Cleonice Berardinelli
• 1 AULA
Dois poemas, dois poetas. Quatro séculos de permeio. O primeiro, Luís Vaz
de Camões; o segundo, Fernando Pessoa. Na obra pessoana, Camões não é
citado, no entanto, com nenhum outro poeta Pessoa estabeleceu tão patente
intertextualidade, perceptível por qualquer leitor d’Os Lusíadas que se depare com o pequenino volume de Mensagem. Há entre os dois poemas, porém,
uma diferença profunda: o poeta renascentista procura ressaltar a feição bravamente atuante de seus heróis, e assim o vemos, ao enumerar todos os reis
de Portugal; o poeta do século XX não enumera, seleciona.
CLEONICE BERARDINELLI. Professora da CASA DO SABER RIO desde sua inaugu-
ração, dedica-se aos estudos de Literatura Portuguesa há mais de cinco décadas. Professora emérita da PUC-Rio e da UFRJ. Membro da ABL. Autora, entre
outros, do livro de ensaios Fernando Pessoa: outra vez te revejo e organizadora
de diversas edições com poemas do poeta português, como Fernando Pessoa –
Antologia poética, o mais recente.
03 SET > QUARTA-FEIRA, ÀS 20H
R$ 130
O que faz o brasil, Brasil?
Um clássico REVISTO 30 ANOS DEPOIS
ROBERTO DAMATTA
• 3 AULAS
Em 1984, Roberto DaMatta, um dos principais antropólogos brasileiros, publicou o livro O que faz o brasil, Brasil?. Na contramão de uma visão oficial
do país, calcada na sequência de fatos históricos exaustivamente elencados
em manuais, DaMatta propôs uma leitura da identidade brasileira através
não somente de suas instituições e leis, mas também do “jeitinho malandro”; não
apenas através da arte, da política e da economia, mas também dos rituais,
das festas e da comida. Nesse curso, o autor revisitará as principais temáticas contidas em sua obra e que ainda povoam nosso imaginário e ajudam a
explicar o que é o Brasil.
1.09 OUT > O QUE FAZ O BRASIL, BRASIL?
O contexto histórico da publicação de O que faz o brasil, Brasil?.
Como a obra foi concebida e elaborada.
2.16 OUT > O BRASIL COM “b” E COM “B”
A casa, a rua e o trabalho. As relações raciais. Comidas e mulheres.
3.23 OUT > PÁTRIA DE FESTAS E RITUAIS
O Carnaval, as festas de ordem, a malandragem e a religiosidade.
ROBERTO DAMATTA. Antropólogo e professor titular na PUC-Rio. Mestre e doutor
pela Universidade de Harvard, Estados Unidos. Professor emérito de Antropologia na Universidade Notre Dame, Estados Unidos. É autor de diversos livros,
entre os quais, Carnavais, malandros e heróis; O que faz o brasil, Brasil?; A casa
e a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. É articulista semanal dos
jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 180 na inscrição + 1 parcela de R$ 180
especiaIS
4
especiaIS
5
Os bastidores das capas
históricas de Vogue
Daniela Falcão E Giovanni Frasson
• 1 ENCONTRO
Como são produzidas as grandes capas da Vogue? A diretora de redação e
o diretor de moda da revista revelam segredos de bastidores sobre algumas
de suas capas mais trabalhosas e comentadas de todos os tempos. Da ideia
e do convite ao dia do shooting: os caprichos das celebridades (e dos fotógrafos), as locações impossíveis, os debates sobre conceito, o cerco dos paparazzi,
a escolha das roupas, dos cabelos e da maquiagem. Detalhes saborosos como
o menu sui generis de Rihanna, a blindagem antipaparazzi de Kate Moss,
Gisele Bündchen e Luiza Brunet no Amazonas e muito mais.
DANIELA FALCÃO. Jornalista. É diretora de redação da Vogue desde 2005. Antes,
editou as revistas Trip e Tpm. Foi repórter da Folha de S.Paulo de 1994 a 2001,
trabalhando no Cotidiano e na Sucursal de Brasília, além de ter sido correspondente em Nova York e editora assistente do caderno Equilíbrio. Foi editora da
revista Domingo, no Jornal do Brasil. Tem especialização em cobertura jornalística de assuntos ligados à infância pela Columbia University, Estados Unidos.
GIOVANNI FRASSON. Um dos diretores de moda mais relevantes do país, começou
há 30 anos na revista Nova. Trabalhou na Moda Brasil e está na Vogue há 27 anos.
Foi stylist de marcas como Zoomp, Rosa Chá, G, Iódice, Tessuti, Graça Ottoni
e Colcci. É professor em cursos de moda. Faz palestras pelo país sobre o tema há
mais de 15 anos.
03 NOV > SEGUNDA-FEIRA, ÀS 20H
R$ 150
Filosofia Natural da Incerteza
LUIZ ALBERTO OLIVEIRA
• 1 AULA
A formulação do princípio da incerteza, por Werner Heisenberg, em 1927, representou para muitos filósofos da ciência uma ruptura radical com a cosmovisão “clássica”, baseada no mecanicismo newtoniano. O paradoxo é claro: a
intervenção experimental requerida para se conhecer, isto é, medir com precisão um dado aspecto de um sistema microscópico necessariamente inviabiliza
a determinação, com precisão comparável, de uma grandeza complementar.
Mesmo o mais sofisticado dos aparatos experimentais não poderia extrair senão uma parcela limitada da informação necessária para determinar, à maneira clássica, a evolução do sistema. Ou seja: a partir de então, produzir
conhecimento se torna indissociável de produzir ignorância.
Na perspectiva de Heisenberg, a vigência dessa incerteza fundamental em
nossa apreensão dos eventos em escala microscópica acarreta um desdobramento da própria noção de “realidade”. Não há entidades com atributos continuamente estáveis e definidos no domínio quântico. Para aquém da realidade
atual, efetiva, regras matemáticas governam o possível; o que chamamos de
“mundo objetivo” seria então a expressão macroscópica de uma trama de relações microscópicas que não padecem, elas mesmas, de “objetividade”.
As substâncias individualizadas que comporiam a instância última da existência material são substituídas por virtualidades, “coisas vagas”. Portanto,
a convicção tradicional de que o “mundo real” seja essencialmente bem-determinado se reduz a uma crença de caráter metafísico (ou psicológico) que não
é reivindicada pela própria teoria quântica – que, com o tempo, revelou-se a
mais bem comprovada concepção já produzida pela física. Com não pequena
ironia, a incerteza parece agora ser a mais confiável das certezas...
LUIZ ALBERTO OLIVEIRA. Físico, doutor em Cosmologia, pesquisador do Institu-
to de Cosmologia, Relatividade e Astrofísica (ICRA-BR) do Centro Brasileiro de
Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), onde também atua como professor de História
e Filosofia da Ciência. Professor da CASA DO SABER RIO desde a sua fundação,
palestrante e consultor de diversas instituições, é curador do Museu do Amanhã
do Rio de Janeiro, com inauguração prevista para 2015.
13 NOV > QUINTA-FEIRA, ÀS 20H
R$ 100
especiaIS
6
especiaIS
7
REFLEXÕES SOBRE O IMPACTO
DA CIÊNCIA DO SÉCULO XXI
NO COMPORTAMENTO HUMANO
STEVENS REHEN
• 2 AULAS
Células-tronco, órgãos criados em laboratório e digitais, diagnósticos genéticos, clonagem, interface cérebro-máquina. Os avanços da ciência biomédica ampliam as possibilidades de escolha, inclusive no que parecia imutável.
O curso visa estimular, numa linguagem popular e compreensível, reflexões
sobre o impacto do progresso científico recente na qualidade e na expectativa
de vida, no cotidiano e nas relações pessoais.
1.19 NOV > PRIMEIRA AULA
2.26 NOV > SEGUNDA AULA
STEVENS REHEN. Professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
Formado em Ciências Biológicas – Genética pela UFRJ, com mestrado e doutorado pela mesma universidade e pós-doutorado em Neurociências pela Universidade da Califórnia e pelo Instituto de Pesquisa Scripps, nos Estados Unidos.
Foi presidente da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento e diretor adjunto de Pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. É coordenador da Rede Nacional de Terapia Celular do Ministério da Saúde, secretário
executivo para o Congresso Mundial da International Brain Research Organization (Rio 2015). É autor do livro Células-tronco: o que são? Para que servem? e de
diversos artigos em revistas científicas internacionais.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 100 na inscrição + 1 parcela de R$ 100
especiaIS
8
COMO ENFRENTAR A MORTE
Mary Del Priore e Neif Musse, Chaim SAMUEL Katz
E Heloisa Helena Barboza
Moderação e coordenação: Affonso Romano de Sant’anna
• 2 ENCONTROS
Cada cultura, cada religião e cada período histórico possui uma relação específica com a morte. Em uma época em que as pessoas vivem mais, cresce o
número de idosos e a vida é prolongada artificialmente por aparelhos, esse assunto não pode mais ser tabu. O que o direito tem a nos dizer sobre a morte?
E a psicanálise? O que a história pode nos ensinar? A medicina, certamente,
tem aspectos a nos revelar sobre o fim da vida, tema recorrente na literatura e em outras artes. Nesses dois ciclos, um médico, uma historiadora, um
psicanalista e uma advogada especialista em bioética abordarão a morte por
prismas diversos, mediados pelo escritor Affonso Romano de Sant’Anna.
1.24 NOV > A morte na História e na Medicina
MARY DEL PRIORE E NEIF MUSSE Mediação: AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA
2.01 DEZ > A morte no Direito e na Psicanálise
CHAIM SAMUEL KATZ E HELOISA HELEZA BARBOSA
Mediação: AFFONSO ROMANO DE SANT’NNA
MARY DEL PRIORE. Historiadora com pós-doutorado na École des Hautes Études
en Sciences Sociales, França. Lecionou na PUC-Rio e na USP. Colabora com diversas publicações, entre as quais o jornal O Estado de S. Paulo. Recebeu o prêmio Jabuti por História das mulheres no Brasil. É autora de O castelo de papel,
entre outros livros.
NEIF MUSSE. Médico graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora
(UFJF), é especialista em Cardiologia e Geriatria. Integra a equipe da Unidade
Cardiointensiva do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, e é professor
de Medicina na UFJF.
CHAIM SAMUEL KATZ. Psicanalista e escritor. É autor de Psicanálise e instituição,
O coração distante, Freud e a multiplicidade edípica, entre outros livros. Membro
titular da Academia Brasileira de Filosofia.
>
especiaIS
HELOISA HELENA BARBOZA. Doutora em Direito pela Uerj e em Ciências pela Es-
cola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). Professora da
Uerj, é pesquisadora de Direito, com ênfase em Biodireito e Bioética. Trabalha,
entre outros temas, com reprodução assistida e repercussões da biotecnologia na
vida humana.
AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA. Poeta, cronista, professor, administrador cul-
tural e jornalista. Tem mais de 40 livros publicados, ensinou em universidades
estrangeiras e nacionais e, à frente da Biblioteca Nacional (1990-1996), criou o
Proler, o Sistema Nacional de Bibliotecas e programas de exportação da cultura
brasileira.
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 110 na inscrição + 1 parcela de R$ 110
especiaIS
9
OS PRINCÍPIOS DA Entropia
CONSTANTINO TSALLIS E ALEXANDRA CLEOPATRA TSALLIS
• 2 ENCONTROS
Nascido na Grécia, Constantino Tsallis é autor de uma teoria revolucionária em mecânica estatística sobre o princípio da entropia, uma grandeza que
mede a desordem ou a falta de informação em níveis microscópicos. Seu nome
já foi aventado para o prêmio Nobel de Física. Por causa de sua “estatística
de Tsallis”, ele se tornou o autor de artigo científico exclusivamente brasileiro mais citado por pesquisadores acadêmicos em todo o mundo, em todos os
tempos. Inicialmente aplicada apenas ao universo da física, sua teoria passou
a ser adotada em outros campos, como a biologia, a economia, a linguística
e a psicologia. Nesse curso, Tsallis explicará os princípios da entropia e, na
segunda aula, em conjunto com a psicóloga Alexandra Tsallis, abordará aplicações em outros campos, além da física.
1.27 NOV > Entropia: os territórios da complexidade
A entropia mede a desordem de um sistema ou, ainda, a ignorância
do
observador no que se refere ao estado desse sistema. Tal conceito
está baseado não somente nas possibilidades que um sistema possui,
mas também
– e sobretudo – nas probabilidades que ele tem de estar
em determinado estado. A entropia é um conceito paralelo ao de energia. Ambos constituem os ingredientes principais da termodinâmica,
ciência dos físicos, químicos, engenheiros e biólogos, entre outros.
A evolução do conceito
de entropia, de sua formulação no século XIX
até os dias de hoje, será
desenvolvida nessa aula, assim como suas
conexões com a complexidade e o nosso cotidiano. Suas inúmeras aplicações em ciências naturais, artificiais e sociais serão ilustradas.
2.04 dez > Entropia: uma possibilidade de experiência em ação
Um dos pilares da física contemporânea é (junto com as mecânicas
clássica e quântica, a teoria da relatividade e o eletromagnetismo)
a mecânica estatística, que, por sua vez se refere à termodinâmica.
A entropia está diretamente relacionada ao grau de ignorância que
um observador tem em relação a um sistema. Essa premissa permite
entender uma série de fenômenos de economia, linguística, psicologia,
ciência dos computadores, neurociências e outras áreas. A partir de
experiências concretas, a entropia será pensada em ação entre nós.
>
especiaIS
CONSTANTINO TSALLIS. Docteur d’Etat ès Sciences Physiques (Université de
Paris-Orsay, 1974).
Pesquisador emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Doutor honoris causa da
Universidade Nacional de Córdoba-Argentina; da Universidade Estadual de
Maringá, no Paraná; da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da Universidade Aristotélica de Thessalonica, Grécia. Membro da Academia Brasileira de
Ciências. Recebeu o Prêmio México de Ciência e Tecnologia e a maior distinção
da Academia de Atenas, originariamente fundada por Platão. Suas mais de 300
publicações em revistas internacionais já receberam mais de 12 mil citações ISI,
a base internacional de informação científica.
ALEXANDRA CLEOPATRA TSALLIS. Doutora em Psicologia Social pela Uerj em asso-
ciação com o Centre de Sociologie de
l’Innovation – Ecôle de Mines/Paris (2005).
Pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFRJ (2010). Professora adjunta do
Instituto de Psicologia da Uerj. Professora colaboradora do
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Social/Uerj e chefe do Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto de
Psicologia/Uerj. Pesquisadora do Núcleo de Cognição e Coletivos/UFRJ. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Entre Redes/UFF.
Professora do Instituto
Gestalt em Figura, no Rio de Janeiro. QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 100 na inscrição + 1 parcela de R$ 100
10
O CAPITAL NO SÉCULO XXI
DE KARL MARX A THOMAS PIKETTY
MONICA DE BOLLE
• 1 encontro
Há muito tempo um livro de economia não provocava tanto rebuliço em todo o
mundo como O capital no século XXI, do economista francês Thomas Piketty.
Embasado em um vasto levantamento estatístico e discutindo temas como
concentração de renda e desigualdade da riqueza, o livro chegou ao primeiro
lugar na lista de mais vendidos do New York Times, foi best-seller em diversos países e transformou Piketty em uma celebridade planetária. A edição
brasileira tem previsão de só chegar às livrarias no último trimestre do ano.
Mas a responsável por sua tradução, a economista Monica de Bolle, vem à
CASA DO SABER RIO O GLOBO para explicar a importância da obra, contextualizá-la e destrinçar suas polêmicas.
MONICA DE BOLLE. Economista. É sócio-diretora da Galanto Consultoria e dire-
tora do Instituto de Estudos de Política Econômica – Casa das Garças (IEPE/
CdG) e professora do Departamento de Economia da PUC-Rio. Chefiou a área
de Pesquisa Macroeconômica Internacional do Banco BBM. Foi economista do
Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, de 2000 a 2005. É Ph.D.
em Economia pela London School of Economics, com especialização em Crises
Financeiras.
DATA A CONFIRMAR
R$ 100
aulas abertas
especiaIS
11
Feira Moderna 7: a tecnologia
nos filmes de ficção científica
No limiar da realidade
ALEXANDRE ROLDÃO, ANDRÉ GORDIRRO E STEVENS REHEN
• 1 ENCONTRO
A ficção científica é um dos gêneros mais populares da arte, seja na literatura,
na TV, no rádio ou nas histórias em quadrinhos. Mas foi no cinema que o tema
encontrou sua forma mais perfeita: com a ajuda dos efeitos especiais, incrivelmente aprimorados ao longo das décadas, tornou-se possível representar,
de maneira convincente, todas as tecnologias vislumbradas pelos autores.
Nesse encontro, o jornalista Beto Largman recebe um jornalista especializado, um crítico de cinema e um cientista para analisarem juntos a tecnologia
descrita em alguns dos filmes de ficção científica mais emblemáticos. Quais se
concretizaram? Algumas tecnologias continuam verossímeis apenas no campo da ficção? E quais estão no limiar de se tornarem realidade?
ALEXANDRE ROLDÃO. Jornalista. Há mais de 10 anos coordena a área de pro-
gramas de Ciência e Tecnologia do canal de jornalismo a cabo da TV Globo.
Como analista de tendências do Labmidia, estuda a relação entre novas tecnologias, comportamento social e comunicação. Participou de grupo de estudos
no Executive Program da Singularity University. É editor executivo do programa
sobre inovação da Globonews, o Navegador
ANDRÉ GORDIRRO. Jornalista, crítico de cinema e tradutor, escreve sobre tecnolo-
gia e games no site Clube do Hardware e sobre cinema na revista Preview. Entre
os mais de 20 livros traduzidos, estão a série cyberpunk Feios, de Scott Westerfeld, e Pequeno irmão, de Cory Doctorow. Regularmente palestra sobre Guerra
nas estrelas e Jornada nas estrelas em convenções e cursos sobre ficção científica.
STEVENS REHEN. Professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
Formado em Ciências Biológicas – Genética pela UFRJ, com mestrado e doutorado pela mesma universidade e pós-doutorado em Neurociências pela Universidade da Califórnia, Estados Unidos, e pelo Instituto de Pesquisa Scripps, no mesmo
país. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento e diretor adjunto de Pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
É coordenador da Rede Nacional de Terapia Celular do Ministério da Saúde e
secretário executivo para o Congresso Mundial da International Brain Research
Organization (Rio 2015). Autor de Células-tronco: o que são? Para que servem?,
além de diversos artigos em revistas científicas internacionais.
>
AULAS ABERTAS
COORDENAÇÃO E MODERAÇÃO: BETO LARGMAN
AULAS ABERTAS
BETO LARGMAN. Jornalista, blogueiro e consultor especializado em tecnologia,
inovação e novas mídias, edita o blog Feira Moderna no site do jornal O Globo e
faz comentários regularmente sobre esses assuntos no Canal Futura, na TV Brasil e na Globonews. Gerenciou projetos ligados a tecnologia, comunicação, mídias
eletrônicas, arte e cultura.
02 OUT > QUINTA-FEIRA, às 20H
EVENTO GRATUITO. VAGAS LIMITADAS.
INSCRIÇÕES A UMA SEMANA DO ENCONTRO.
12
Fotografia contemporânea como arte
MAURO TRINDADE
Desde sua invenção, no século XIX, a fotografia provocou uma vasta discussão
sobre seu caráter documental e suas possibilidades artísticas – dos trabalhos
pictóricos de Oscar Rejlander e Henry Robinson às obras contemporâneas de
Max Yavno, Gordon Matta-Clark, Diane Arbus, William Eggleston e Stephen
Shore. Com o abandono da concepção modernista de pureza e o rompimento
com o passado, a fotografia das últimas décadas retomou práticas pioneiras,
como colagens e montagens, reafirmando a “descategorização” e o caráter conceitualista da arte. Mais e mais artistas passaram a se utilizar da fotografia
como suporte de suas obras. A partir daí, ela foi incorporada a museus e coleções, recebendo mostras e exposições específicas, além de crítica especializada. Surgiram galerias dedicadas exclusivamente a essa arte e uma pesquisa
mais ampla da produção do passado foi desenvolvida em universidades e centros de pesquisa. Novas estratégias de veiculação da fotografia foram adotadas pelo mercado de arte, com cópias limitadas, suportes especiais e séries
vintage. Essa palestra analisará a fotografia no contexto das artes e de sua
participação no mercado, onde tem se tornado cada vez mais aceita, discutida
e utilizada com o apoio de grandes galerias nacionais e internacionais.
Mauro Trindade. Jornalista, doutor em História e Crítica da Arte pela Escola de
Belas Artes (EBA) da UFRJ e professor do Instituto de Artes da Uerj. Foi professor de História da Arte na EBA/UFRJ. Trabalhou como repórter, crítico e editor
nos jornais Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil e O Globo, e nas revistas Veja
Rio e Bravo!, entre outras publicações. Lecionou nas universidades Estácio de Sá
e Veiga de Almeida e na Pós-Graduação em Estéticas do Movimento na Faculdade Angel Vianna.
06 NOV > QUINTA-FEIRA, ÀS 20H
EVENTO GRATUITO. VAGAS LIMITADAS.
INSCRIÇÕES A UMA SEMANA DO ENCONTRO.
AULAS ABERTAS
• 1 ENCONTRO
13
CICLO cultura e tecnologia
Literatura e tecnologia:
quem influencia quem?
ANDRÉ VALLIAS e JULIO SILVEIRA
AULAS ABERTAS
MODERAÇÃO: CRISTIANE COSTA
• 1 ENCONTRO
As redes sociais e as ferramentas da tecnologia da informação se tornaram
uma das mais importantes formas de divulgação das expressões artísticas em
geral: literárias, cênicas, plásticas e cinematográficas. Porém, como se dá o
caminho inverso? Até que ponto a revolução digital vem modificando e redesenhando o momento de criação das obras e a relação do artista com o próprio
trabalho? Quais os frutos dessa nova troca e de que forma ela se relaciona com
o público? Este é um ciclo de debates que reúne especialistas e criadores em
torno de uma reflexão contemporânea. E nesse debate o tema é a literatura.
ANDRÉ VALLIAS. Poeta e designer gráfico. Pesquisa as possibilidades criativas
para poetas nos novos meios digitais e interativos. De 1987 a 1994 viveu na Alemanha, onde contribuiu com alguns dos mais importantes poetas sonoros e visuais da Europa, como o poeta russo Valeri Scherstjanoi.
JULIO SILVEIRA. Editor. Formado em Administração de Empresas, na PUC-Rio
com extensão em Economia da Cultura (Paris IX). Foi cofundador da Casa da
Palavra, coordenador editorial da Nova Fronteira, gerente editorial da Agir e
Ediouro, e Publisher da Thomas Nelson Brasil. Atualmente está à frente da Ímã
Editorial, referência no emprego de novos recursos digitais para publicação; e coordena o Fórum Autor 2.0, onde escritores e editores investigam os novos papéis
no segmento editorial.
Cristiane Costa. Formada em Jornalismo pela UFF e doutora em Comunica-
ção e Cultura pela UFRJ. Professora e coordenadora do Curso de Jornalismo da
Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ e curadora de projetos especiais da editora Nova Fronteira. Foi uma das criadoras do curso Publishing Management –
O Negócio do Livro, na FGV. Foi editora do Caderno Ideias, suplemento literário
do Jornal do Brasil; da revista Nossa História; do Portal Literal; e da revista eletrônica Overmundo. É autora do livro Pena de aluguel: escritores jornalistas no
Brasil. Desenvolve pesquisa sobre novas estratégias narrativas em mídia digital
para o pós-doutorado pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea.
20 ago > QUARTA-FEIRA, ÀS 20H
EVENTO GRATUITO. VAGAS LIMITADAS.
INSCRIÇÕES A UMA SEMANA DO ENCONTRO.
14
CICLO cultura e tecnologia
DANÇA e tecnologia:
quem influencia quem?
DANI LIMA E PAULA GORINI
• 1 ENCONTRO
As redes sociais e as ferramentas da tecnologia da informação se tornaram
uma das mais importantes formas de divulgação das expressões artísticas em
geral: literárias, cênicas, plásticas e cinematográficas. Porém, como se dá o
caminho inverso? Até que ponto a revolução digital vem modificando e redesenhando o momento de criação das obras e a relação do artista com o próprio
trabalho? Quais os frutos dessa nova troca e de que forma ela se relaciona
com o público? Este é um ciclo de debates que reúne especialistas e criadores
em torno de uma reflexão contemporânea. E nesse debate o tema é a dança.
DANI LIMA. Bailarina e coreógrafa. Fundadora da Intrépida Trupe, grupo que
integrou por 13 anos. Em 1997 criou sua companhia com a qual tem realizado
espetáculos, residências e workshops em instituições artísticas e em festivais no
Brasil e na Europa.
PAULA GORINI. Pesquisadora de arte contemporânea e professora de Comunica-
ção Social. Formou-se em Jornalismo pela FACHA, cursou dança contemporânea
na Escola Angel Vianna, e fez especialização em Jornalismo Cultural e mestrado
em Comunicação Social na Uerj. Atualmente trabalha com pesquisa em comunicação, novas tecnologias e arte contemporânea.
Nayse Lopez. Jornalista. Atua como curadora de dança desde 1992. Realizou,
como curadora, crítica de dança e jornalista, mostras e conferências na área
da dança, das artes performativas e da cooperação cultural. Entre os últimos
projetos, está a Conferência Internacional de Dança e Cooperação Cultural,
realizada em Rio de Janeiro e São Paulo, em 2005. Desde 2001 é curadora
convidada do Festival Panorama de Dança; a partir de 2006 passou a assinar
também sua direção artística. É fundadora e editora do site especializado em
dança www.idanca.net.
17 set > QUARTA-FEIRA, ÀS 20H
EVENTO GRATUITO. VAGAS LIMITADAS.
INSCRIÇÕES A UMA SEMANA DO ENCONTRO.
AULAS ABERTAS
MODERAÇÃO: NAYSE LOPEZ
15
cultura e tecnologia
ARTES PLÁSTICAS e tecnologia:
quem influencia quem?
MARIANA MANHÃES e FREDERICO DALTON
AULAS ABERTAS
MODERAÇÃO: MAURO TRINDADE
• 1 ENCONTRO
As redes sociais e as ferramentas da tecnologia da informação se tornaram
uma das mais importantes formas de divulgação das expressões artísticas
em geral: literárias, cênicas, plásticas e cinematográficas. Porém, como se
dá o caminho inverso? Até que ponto a revolução digital vem modificando
e redesenhando o momento de criação das obras e a relação do artista com
o próprio trabalho? Quais os frutos dessa nova troca e de que forma ela se
relaciona com o público? Este é um ciclo de debates que reúne especialistas e
criadores em torno de uma reflexão contemporânea. E nesse debate o tema é
artes plásticas.
MARIANA MANHÃES. Formada em Psicologia pela UFF e mestre em Comunica-
ção e Cultura pela UFRJ. Mariana trabalha com instalações envolvendo MP4,
celulares, caixas de som, e é atuante em debates sobre arte, tecnologia e novas
ferramentas de telecomunicação.
FREDERICO DALTON. Fotógrafo. Formado em Comunicação Social e Cinema pela
UFF. Realizou estudos de videoarte na Academia de Arte de Düsseldorf, com
Nam June Paik e Nan Hoover. Ao longo da carreira tem desenvolvido pesquisa
sobre a imagem, empregando projeção de slides e objetos em suas obras.
Mauro Trindade. Jornalista, doutor em História e Crítica da Arte pela Escola de
Belas Artes (EBA) da UFRJ e professor do Instituto de Artes da Uerj. Foi professor de História da Arte na EBA/UFRJ. Trabalhou como repórter, crítico e editor
nos jornais Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil e O Globo, e nas revistas Veja
Rio e Bravo!, entre outras publicações. Lecionou nas universidades Estácio de Sá
e Veiga de Almeida e na Pós-Graduação em Estéticas do Movimento na Faculdade Angel Vianna.
15 out > QUARTA-FEIRA, ÀS 20H
EVENTO GRATUITO. VAGAS LIMITADAS.
INSCRIÇÕES A UMA SEMANA DO ENCONTRO.
16
cultura e tecnologia
CINEMA e tecnologia:
quem influencia quem?
vários
• 1 ENCONTRO
As redes sociais e as ferramentas da tecnologia da informação se tornaram
uma das mais importantes formas de divulgação das expressões artísticas
em geral: literárias, cênicas, plásticas e cinematográficas. Porém, como se dá
o caminho inverso? Até que ponto a revolução digital vem modificando e redesenhando o momento de criação das obras e a relação do artista com o próprio
trabalho? Quais os frutos dessa nova troca e de que forma ela se relaciona
com o público? Este é um ciclo de debates que reúne especialistas e criadores
em torno de uma reflexão contemporânea. E nesse debate o tema é o cinema.
Pedro Butcher. Jornalista e crítico de cinema, trabalhou nos jornais O Dia,
Jornal do Brasil e O Globo e na revista Veja Rio. Foi também editor do site
Filme B, especializado no mercado de cinema do Brasil. É coautor dos livros Abril
despedaçado – História de um filme e Cinema – Desenvolvimento e mercado.
Desde 2002 é crítico de cinema da Folha de S.Paulo.
12 nov > QUARTA-FEIRA, ÀS 20H
EVENTO GRATUITO. VAGAS LIMITADAS.
INSCRIÇÕES A UMA SEMANA DO ENCONTRO.
AULAS ABERTAS
MODERAÇÃO: PEDRO BUTCHER
pensamento
Apoio acadêmico:
Café Especial do Brasil
Fazenda Sertãozinho – Sul de Minas
Na mitologia grega, Orfeu sempre esteve
vinculado ao mundo da música e da poesia.
Sua maestria na cítara e a suavidade de
sua voz eram tais que os animais selvagens
o seguiam, as árvores inclinavam suas copas
para ouvi-lo e mesmo os homens mais insensíveis
eram invadidos por ternura e bondade.
17
Psicopatologia da Vida Cotidiana II
A Vontade e suas variações
RICARDO KRAUSE
• 4 AULAS
Muito mais do que nos damos conta, somos instados, diariamente, a tomar
decisões. Desde o que vamos comer ou vestir até a carreira a seguir e a nos
casarmos ou não... Pequenos e grandes impasses que obedecem a lógicas
predeterminadas cada vez mais conhecidas e, quase sempre, inconscientes.
Como e por que fazemos nossas escolhas? A neurociência e os mecanismos
do impasse. A compulsão à repetição freudiana. Esses e outros temas serão
abordados nesse curso (que, de forma independente, dá continuidade ao do
semestre anterior), cujo foco são os “transtornos da vontade”.
PENSAMENTO
1.12 AGO > Uni, duni, tê
A vontade, os impulsos e a tomada de decisão. Como se processam as
escolhas. Sexo, comida, internet, álcool e drogas: impulsividade e compulsão. A neurociência por trás dos impasses do dia a dia.
2.19 AGO > Mamãe mandou eu escolher este daqui
O desenvolvimento do senso moral na infância e na adolescência.
Do superego de Freud a surplus repression de Marcuse. Delimitando o
conceito de “limite”. Obediência e transgressão, pecados e virtudes sob
o ponto de vista evolutivo.
3. 26 AGO > Linha de Impasse
A arte das decisões adequadas. Planejamento e função executiva.
Neuroeconomia: um novo campo de estudo das decisões financeiras.
O autoengano e suas consequências. Propaganda, persuasão e convencimento: como influenciar as escolhas alheias.
4.02 SET > Oh, bruta flor do querer
As escolhas amorosas e afetivas em tempos de amores líquidos. A síndrome do dedo podre: o que pode estar por trás das escolhas equivocadas. Abulia: quando não se tem vontade. O desejo do não desejo.
RICARDO KRAUSE. Médico especialista em Psiquiatria e Psiquiatria da Infância
e Adolescência pela Associação Brasileira de Psiquiatria. Membro da Associação
Americana de Psiquiatria e da Academia Americana de Psiquiatria da Infância
e Adolescência. Médico assistente do Setor de Psiquiatria da Infância da Santa
Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 240 na inscrição + 1 parcela de R$ 240
18
Questões de Filosofia da Ciência II
ROGÉRIO SOARES DA COSTA
• 3 AULAS
Dando continuidade (mas de forma independente) à exposição iniciada no
curso anterior acerca das reflexões filosóficas sobre a ciência realizadas no
século XX, este segundo módulo apresentará o pensamento de mais três importantes filósofos. O objetivo é aprofundar a discussão, ampliando o leque de
temas estudados. O curso iniciará com o pensamento do físico, filósofo e historiador da ciência Pierre Duhem sobre a natureza da teoria física. Na segunda
aula, será abordada a filosofia da ciência natural de Carl Gustav Hempel.
No terceiro dia de aula, o foco será a virada pragmática de Larry Laudan na
compreensão da ciência. 1.14 AGO > PIERRE DUHEM.
2.21 AGO > CARL GUSTAV HEMPEL.
Lógica, Racionalidade e Ciências Naturais
3.28 AGO > LARRY LAUDAN.
Há progresso científico sem verdade?
ROGÉRIO SOARES DA COSTA. Professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio e doutor em Filosofia pela mesma instituição. Pesquisador de pós-doutorado na Uerj. Pesquisa nas áreas de filosofia e história da ciência, metafísica, epistemologia, filosofia da natureza, filosofia antiga e medieval e religião comparada.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
PENSAMENTO
Ciência e Metafísica: rivalidade ou cooperação? 19
Pensadores: Século XX
LUDOVIC SOUTIF, ROGÉRIO SOARES DA COSTA, PEDRO DUARTE,
EDUARDO JARDIM, ALEXANDRE COSTA, LEANDRO CHEVITARESE
E LUIZ BERNARDO ARAÚJO
• 7 AULAS
O curso reúne destacados professores para apresentar os aspectos mais
relevantes do pensamento de alguns dos principais filósofos do Ocidente.
Os temas serão analisados sob a perspectiva do contexto histórico, da biografia dos autores e de sua contribuição para a filosofia
1.18 AGO > LUDWIG WITTGENSTEIN
LUDOVIC SOUTIF
2.25 AGO > KARL POPPER
ROGÉRIO SOARES DA COSTA
PENSAMENTO
3.01 SET > MARTIN HEIDEGGER
PEDRO DUARTE
4.08 SET > HANNAH ARENDT
EDUARDO JARDIM
5.15 SET > JEAN-PAUL SARTRE
ALEXANDRE COSTA
6.22 SET > MICHEL FOUCAULT
LEANDRO CHEVITARESE
7.29 SET > JÜRGEN HABERMAS
LUIZ BERNARDO ARAÚJO
LUDOVIC SOUTIF. Professor de Filosofia na PUC-Rio. Doutor em Filosofia pela Université Paris I – Panthéon-Sorbonne e pós-doutor pela USP. Em 2011, publicou
na França um livro e uma coletânea intitulados, respectivamente: Wittgenstein
et le problème de l’espace visuel: phénoménologie, géométrie, grammaire e Wittgenstein en confrontation.
ROGÉRIO SOARES DA COSTA. Professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio e doutor em Filosofia pela mesma instituição. Pesquisador de pós-doutorado na Uerj. Pesquisa nas áreas de filosofia e história da ciência, metafísica, epistemologia, filosofia da natureza, filosofia antiga e medieval e religião comparada.
PEDRO DUARTE. Doutor e mestre em Filosofia pela PUC-Rio, onde é professor na
graduação, na pós-graduação e na especialização em Arte e Filosofia. É professor
colaborador do Mestrado em Filosofia da Arte da UFF. Foi professor visitante
nas universidades Brown, Estados Unidos, e Södertörns, Suécia. É autor do livro
Estio do tempo: Romantismo e estética moderna; e prepara A palavra modernista:
vanguarda e manifesto
EDUARDO JARDIM. Escritor e professor do Departamento de Filosofia e do De-
partamento de Letras da PUC-Rio. É autor dos livros A brasilidade modernista:
sua dimensão filosófica, Limites do moderno, A morte do poeta, A duas vozes e
Hannah Arendt: pensadora da crise e de um novo início. Organizou Italo Campofiorito: olhares sobre o moderno.
ALEXANDRE COSTA. Professor adjunto do Departamento de Filosofia da UFF. Dou-
tor em Filosofia pela Universität Osnabrück, Alemanha, e pela UFRJ. Pós-doutor em Teoria da Música na Antiguidade (USP) e em Filologia Clássica (USP/
Humboldt-Universität zu Berlin). Autor de Heráclito: fragmentos contextualizados e A história da filosofia em 40 filmes (coautoria com Patrick Pessoa), entre
outros livros.
LEANDRO CHEVITARESE. Doutor em Filosofia pela PUC-Rio. Professor adjunto
de Filosofia do Departamento de Educação e Sociedade da Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e professor convidado da Especialização em
Filosofia Contemporânea da PUC-Rio.
vain, Bélgica, com pós-doutorado pela State University of New York. Professor
do Departamento de Filosofia da Uerj. Pesquisador do CNPq. Autor de Religião e
modernidade em Habermas e Pluralismo e justiça, entre outros livros, e organizador de Filosofia prática e modernidade e Esfera pública e secularismo.
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 270 na inscrição + 2 parcelas de R$ 250
PENSAMENTO
LUIZ BERNARDO ARAÚJO. Doutor em Filosofia pela Université Catholique de Lou-
20
Desafios da psicanálise na atualidade
JULIO VERZTMAN, TERESA PINHEIRO E FERNANDA PACHECO FERREIRA
COORDENAÇÃO: JULIO VERZTMAN
PENSAMENTO
• 4 AULAS
Mais de um século após o surgimento da psicanálise, é possível perceber
transformações cruciais na subjetividade humana, em comparação com o
contexto em que essa nova forma de perceber a mente nasceu. Disciplina
criada por Freud para responder a um dos grandes enigmas de sua época, a
histeria, a psicanálise lançou luz sobre um tipo de sujeito oriundo da cultura
individualista moderna: o sujeito neurótico. Sujeito dividido, fruto do conflito
psíquico, que permitiu um modo inédito de conceber a sexualidade e o desejo.
Nesse curso, serão analisados alguns problemas, caso se apliquem indiscriminadamente, hoje em dia, conceitos elaborados por Freud a partir de seus
pacientes neuróticos; e o impacto que certas mudanças no contexto humano
contemporâneo produzem na experiência do sofrimento, na noção de conflito,
na dimensão da sexualidade, na formação do eu.
1.20 AGO > A psicanálise frente ao sujeito contemporâneo
Julio Verztman
2.27 AGO > Narcisismo e certeza de si
Teresa Pinheiro
3.03 SET > As compulsões e as novas formas de angústia
Fernanda Pacheco Ferreira
4.10 SET > Vergonha, timidez e fobia social
Julio Verztman
JULIO VERZTMAN. Psicanalista, psiquiatra, professor de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica (UFRJ), psiquiatra do IPUB (UFRJ), coordenador do Núcleo de
Estudos em Psicanálise e Clínica da Contemporaneidade (Nepecc/UFRJ).
TERESA PINHEIRO. Psicanalista, doutora pela Université Paris VII, é coordenado-
ra do Núcleo de Estudos em Psicanálise e Clínica da Contemporaneid de (Nepecc/
UFRJ). Autora de diversos artigos e dos livros Ferenczi: do grito à palavra e As
bases do amor materno.
FERNANDA PACHECO FERREIRA. Psicanalista. Doutora em Psicologia Clínica pela
PUC-Rio, é pesquisadora do Núcleo de Estudos em Psicanálise e Clínica da Contemporaneidade (Nepecc/UFRJ). É pós-doutoranda em Teoria Psicanalítica (UFRJ).
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
21
Criar ou enquadrar-se:
Qual o seu mais alto sentimento?
Um ensaio com Nietzsche, ESPINOSA, Canguilhem e Winnicott
André Martins
“Meu ensinamento diz: viver de tal modo que tenhas de desejar viver outra
vez, é a tarefa – pois assim será em todo o caso! Quem encontra no esforço o
mais elevado sentimento, que se esforce; quem encontra no repouso o mais
elevado sentimento, que repouse; quem encontra em enquadrar-se, seguir,
obedecer, o mais elevado sentimento, que obedeça.” Nesse fragmento escrito
no outono de 1881, publicado postumamente, Nietzsche enuncia seu pensamento sobre o eterno retorno de uma maneira particularmente instigante,
lembrando Fernando Pessoa: “Sê inteiro em tudo que fazes”. Nietzsche radicaliza o preceito, acrescentando que se esteja inteiro mesmo que seja ao
enquadrar-se e obedecer, caso o indivíduo encontre na obediência o seu mais
elevado sentido. Nietzsche está afirmando que existe, em alguns casos, uma
“natureza” submissa? Há submissos por natureza? Pode haver saúde na
submissão? Questão difícil e paradoxal, sobretudo se formulada por um dos
maiores pensadores do ato criativo. Canguilhem relativizava o conceito de
saúde, sendo por isso muitas vezes mal interpretado, como se qualquer estado
físico ou psíquico pudesse ser tomado como saudável. Winnicott e Espinosa
esclarecem que não, embora a relatividade da saúde permaneça, na forma
de afirmação da realidade atual e de uma gradação entre a enfermidade e
a saúde. Espinosa, por outro lado, propõe a obediência como um bem, mas sob
certas condições, podendo ser a desobediência uma libertação. Nesse curso
nos propomos a investigar esse paradoxo, com a ajuda da filosofia de Nietzsche, Espinosa e Canguilhem e da teoria psicanalítica de Winnicott.
1.01 SET > a autonomia dos autônomos
Análise do aforismo póstumo de Nietzsche (e do acréscimo de sua irmã)
e o cipó-matador.
2.08 SET > A obediência e a desobediência segundo Espinosa
A autonomia de cada um e a aceitação da servidão voluntária.
3.15 SET > canguilhem e winnicott
Saúde como potência criativa.
4.22 SET > winnicott e a vida criativa
Uma questão afetiva, para cada um de nós refletir sobre a própria vida.
>
PENSAMENTO
• 4 AULAS
André Martins. Filósofo e psicanalista, é professor associado da UFRJ. Doutor
em Filosofia pela Université de Nice, na França, doutor em Teoria Psicanalítica
pela UFRJ, com pós-doutorado sênior em Filosofia pela Université de Provence,
também na França. É autor, entre outros livros, de Pulsão de morte? Por uma
clínica psicanalítica da potência e organizador de Spinoza et la psychanalyse.
Tem artigos publicados em diversos países, como França, Portugal, Alemanha,
Hungria, Estados Unidos e Bélgica.
PENSAMENTO
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
22
Os filósofos e as formas de arte
PEDRO DUARTE
• 4 AULAS
Na filosofia contemporânea, a relação com a arte foi experimentada com vigor
inédito na história. Seus autores não pensaram apenas sobre a arte, mas com
a arte e através da arte. Isso foi feito por meio da investigação articulada das
obras de artistas singulares com as formas de arte em geral, como a pintura,
o cinema, a literatura e a poesia. Tratava-se de descobrir a potencialidade de
tais formas por meio do exercício delas feito por grandes artistas.
PEDRO DUARTE. Doutor e mestre em Filosofia pela PUC-Rio, onde é professor na
graduação, na pós-graduação e na especialização em Arte e Filosofia. É professor
colaborador do Mestrado em Filosofia da Arte da UFF. Foi professor visitante
nas universidades Brown, Estados Unidos, e Södertörns, Suécia. É autor do livro
Estio do tempo: Romantismo e estética moderna; e prepara A palavra modernista:
vanguarda e manifesto.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
PENSAMENTO
1.04 SET > Merleau-Ponty e a pintura
2.11 SET > Gilles Deleuze e o cinema
3.18 SET > Michel Foucault e a literatura
4.25 SET > Octavio Paz e a poesia
23
PARA ENTENDER Jung
PAULA PANTOJA BOECHAT
PENSAMENTO
• 4 AULAS
Ex-discípulo e colaborador de Sigmund Freud, o psicanalista suíço Carl Gustav Jung ficou conhecido por uma obra singular e original que buscou expandir o campo de atuação da psicanálise. Suas ideias sobre os arquétipos
e o inconsciente coletivo têm sido a base de numerosos estudos, não só na
área das psicoterapias como também nas da sociologia e da mitologia, como
nos mostram os estudos de Michel Maffesoli e Joseph Campbell, entre outros
autores. A sincronicidade, por meio da qual Jung explica o porquê de técnicas
oraculares, como astrologia, tarô, I-Ching, têm despertado igualmente grande interesse. A importância da espiritualidade para o homem atual é outra
ideia-chave de sua teoria, que busca nos mostrar o processo de individuação
de cada um de nós, seres únicos. Pois, conforme diz, “só o que nós somos
verdadeiramente tem o poder de nos curar”. Esse curso pretende fazer uma
introdução aos principais conceitos de C.G. Jung, com exemplos da clínica e
da literatura, trazendo suas concepções para o momento atual e esclarecendo
o uso equivocado de suas teorias.
1.05 SET > A Estrutura da Psique para a psicologia junguiana
O que são arquétipos e como os identificamos em obras de literatura,
mitos e lendas.
2.12 SET > Entendendo os Arquétipos
Os principais arquétipos descritos por Jung em nossos sonhos, nas nossas vidas e no comportamento social atual.
3. 19 SET > A Sincronicidade
Como Jung explica as técnicas oraculares ou divinatórias e as intuições pessoais.
4. 26 SET > A Espiritualidade na Psicologia de Jung
A redescoberta da importância da espiritualidade e do mito individual
em cada um de nós. O chamado processo de individuação.
PAULA PANTOJA BOECHAT. Médica, analista junguiana membro da International
Association for Analytical Psychology (IAAP), Suíça, ex-presidente da Associação
Junguiana do Brasil (AJB), é especialista em Terapia Familiar Sistêmica e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio. Autora do livro Terapia familiar: mitos,
símbolos e arquétipos.
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19H30
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
24
Fernando Pessoa e os Gregos
o éthos e a ética de Ricardo Reis
Alexandre Costa
• 4 AULAS
Esse curso abordará os traços principais do pensamento de Ricardo Reis no
conjunto dos poemas escritos por esse heterônimo de Fernando Pessoa. A intenção é expor, inicialmente, o íntimo diálogo que a sua poesia estabelece com
a poesia antiga, o que se manifesta na menção recorrente a deuses e a algumas das ideias fundamentais da mitologia greco-latina, tais como a concepção
de destino e a não liberdade do homem. Em sequência, mostrará como esse
pensamento que move a pena do poeta acaba por conformar um éthos (um
domínio) e uma ética que assumem e reivindicam uma determinada postura
diante da vida e do mundo.
na obra de Fernando Pessoa
O lugar da natureza, do homem e dos deuses segundo Ricardo Reis.
2.16 SET > Imortalidade divina e mortalidade humana,
potência e impotência
A grandeza do homem e a sua submissão ao destino. A finitude e a não
liberdade humanas. A negação do livre-arbítrio e o elogio da vontade.
3.23 SET > Harmonia e ordem
O prazer, o espetáculo da vida e o ideal de beleza.
4.30 SET > Por uma ética das Odes: serenidade ou indiferença?
Ricardo Reis e as filosofias do período helenístico. O barão de Teive e
a Educação do estoico.
ALEXANDRE COSTA. Professor adjunto do Departamento de Filosofia da UFF. Doutor em Filosofia pela Universität Osnabrück, Alemanha, e pela UFRJ. Pós-doutor em Teoria da Música na Antiguidade (USP) e em Filologia Clássica (USP/
Humboldt-Universität zu Berlin). Autor de Heráclito: fragmentos contextualizados e A história da filosofia em 40 filmes (coautoria com Patrick Pessoa), entre
outros livros.
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
PENSAMENTO
1.09 SET > As odes de Ricardo Reis e a heteronímia
25
A ESTÉTICA DE SCHOPENHAUER
JOSÉ THOMAZ BRUM
• 3 AULAS
Esse curso apresenta o tema da contemplação estética e o estudo das diferentes artes, tal como abordados pelo filósofo Arthur Schopenhauer no terceiro
livro de sua obra principal: O mundo como vontade e representação (1819).
Essa estética marca um contraponto “risonho” com a sua filosofia pessimista. 1.10 SET > A contemplação estética
2.17 SET > A classificação das artes: a arquitetura,
a escultura e a pintura
3.24 SET > A poesia e a metafísica da música
PENSAMENTO
JOSÉ THOMAZ BRUM. Professor de Estética no Curso de Especialização em Histó-
ria da Arte da PUC-Rio. Licenciado e mestre em Filosofia pela mesma instituição,
é doutor em Filosofia pela Université de Nice, França. Publicou Nietzsche: as artes do intelecto, O pessimismo e suas vontades e Schopenhauer et Nietzsche: vouloir-vivre et volonté de puissance. É tradutor de Clément Rosset e Emil Cioran.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 165 na inscrição + 1 parcela de R$ 165
26
A MEMÓRIA NA PSICANÁLISE
EDUARDO ROZENTHAL
• 3 AULAS
A memória pode ser comumente definida como a capacidade de reter e evocar informações adquiridas em uma experiência anterior. Para a psicanálise,
contudo, trata-se de um conceito crucial. Mais do que uma capacidade, ela
é considerada a própria estrutura do inconsciente. Nesse curso, abordaremos três momentos da teoria freudiana da memória que podem ser nomeados
como memória do passado ou tempo que passou, memória do presente ou
tempo que passa e memória do presente eterno ou tempo que não passa, cada
um deles dando ensejo a uma clínica analítica particular.
É a memória como reprodução do trauma ocorrido. A respectiva proposta clínica é a interpretação do analista, que promove a rememoração da imagem subjetiva do evento traumático com a catarse do
sofrimento do analisante.
2.18 SET > MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA
É a memória como imagem inconsciente que não pode ser rememorada.
Será preciso interpretar e reinterpretar indefinidamente o inconsciente
do analisante, “produzindo” novas memórias cada vez menos dolorosas.
3.25 SET > MEMÓRIA DO TEMPO QUE NÃO PASSA
É a memória como força sem imagem. Interpretar já não é suficiente.
É preciso acolher a força pura que se produz no analisante como compulsão avassaladora, reservando a tais vivências de profunda angústia um lugar seguro na clínica.
EDUARDO ROZENTHAL. Psicanalista. Mestre em Teoria Psicanalítica pela UFRJ.
Doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Uerj. Professor
da Universidade Santa Úrsula (USU). Autor do livro O ser no gerúndio: corpo e
sensibilidade na psicanálise.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 165 na inscrição + 1 parcela de R$ 165
PENSAMENTO
1.11 SET > MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSOU
27
MITOS FEMININOS DE BELEZA,
MATERNIDADE, CASAMENTO E AUTONOMIA
Renato NOGUERA
• 3 AULAS
A partir da leitura de narrativas míticas gregas, judaico-cristãs, iorubás e
tupis-guaranis de Afrodite, Medusa, Hera, Perséfone, Oxum, Obá, Iemanjá,
Iansã, Lilith, Eva e Iara, vamos tratar dos modelos, dos arquétipos e das
perspectivas de mãe, esposa, amante e guerreira. Abordaremos também algumas interpretações filosóficas e psicanalíticas sobre essas categorias e suas
interfaces no mundo contemporâneo.
1.22 SET > AFRODITE, MEDUSA, HERA E PERSÉFONE
PENSAMENTO
Perspectivas filosóficas e psicanalíticas sobre modelos de beleza, maternidade, casamento, mulher guerreira e conflitos com o masculino
na mitologia grega.
2.29 set > OXUM, OBÁ, IEMANJÁ E IANSÃ
Perspectivas filosóficas e psicanalíticas sobre modelos de beleza, maternidade, casamento, mulher guerreira e conflitos com o masculino
na mitologia iorubá.
3.06 OUT > LILITH, EVA E IARA
Perspectivas filosóficas e psicanalíticas sobre modelos de beleza, maternidade, casamento, mulher guerreira e conflitos com o masculino
nas mitologias judaico-cristã e tupi-guarani.
Renato Noguera. Professor adjunto de Filosofia da Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro (UFRRJ). Doutor em Filosofia pela UFRJ, mestre em Filosofia
e Epistemologia da Psicanálise pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Autor de Aprendendo a ensinar: uma introdução aos fundamentos filosóficos da educação.
segundas-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 165 na inscrição + 1 parcela de R$ 165
28
Mística e Religião entre hindus,
gregos, cristãos e islâmicos
ROGÉRIO SOARES DA COSTA
• 5 AULAS
1.29 SET > A sabedoria do silêncio: o que é mística?
2.06 OUT > Os Himalaias do Espírito
3.13 OUT > A Contemplação do Uno
4.20 OUT > O Inefável e os Nomes de Deus
5.27 OUT > O Nicho das Luzes
ROGÉRIO SOARES DA COSTA. Professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio e
doutor em Filosofia pela mesma instituição. Pesquisador de pós-doutorado na
Uerj. Pesquisa nas áreas de filosofia e história da ciência, metafísica, epistemologia, filosofia da natureza, filosofia antiga e medieval e religião comparada.
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 250 na inscrição + 1 parcela de R$ 250
PENSAMENTO
A mística se refere ao contato unitivo do homem com o princípio último de todas as coisas, para além de todo conceito e explicação. A religião, por sua vez,
compõe-se de um corpo doutrinal, ritual e moral que advém de uma experiência com o sagrado e conduz, em suas mais altas expressões, a uma imersão no
inexprimível. Que relações podem existir entre essas duas vias, uma vez que
a mística se mostra como um caminho que ultrapassa qualquer formulação
doutrinária? Esse curso pretende explorar algumas respostas a essa pergunta central, a partir da apresentação das relações estabelecidas concretamente
nas místicas hindu, grega, cristã e islâmica.
29
Paixões humanas e política
em Espinosa e Hobbes
Delmo Mattos E Renato Nunes Bittencourt
• 4 AULAS
Na sociedade contemporânea, os acontecimentos diários decorrentes de violência, injustiça e individualização, assim como seus efeitos na esfera coletiva
e individual, carecem de uma reflexão mais contundente para que se encontre
soluções plausíveis. Nesse contexto, tanto do pensamento de Espinosa (16321677) quanto do de Thomas Hobbes (1588-1679), apesar da distância no tempo, emergem soluções e reflexões para essas questões.
1.01 out > Hobbes e as paixões naturais na constituição
PENSAMENTO
da natureza humana
As paixões humanas e a luta pelo poder, o medo da morte e a luta de
todos contra todos no estado de natureza. Liberdade e preservação da
vida. A guerra e a busca da paz.
Delmo Mattos
2.08 out > Espinosa e as paixões como motores da política
O medo a serviço do poder tirânico, a alegria e o amor como elementos
agregadores da multidão em sua luta por justiça social
Renato Nunes Bittencourt
3.15 out > Hobbes e a unidade política do Estado máquina
Multidão, violência e ausência de limites. Abdicação de direitos e formação da unidade política. Representação, consentimento e autoridade política. A paz e a segurança na sociedade civil.
Delmo Mattos
4.22 out > Espinosa e o papel das superstições na política
A influência da teologia dogmática na práxis política e a intolerância
religiosa (uma questão extemporânea).
Renato Nunes Bittencourt
Delmo Mattos. Doutor em Filosofia pela UFRJ. Professor da FGV-RJ e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Membro do núcleo estruturante do grupo de trabalho Hobbes, da Associação Nacional de Pós-Graduação
em Filosofia (Anpof). Autor de O problema da liberdade e a liberdade como problema em Thomas Hobbes.
Renato Nunes Bittencourt. Doutor em Filosofia pela UFRJ. Professor do Curso
de Especialização em Pesquisa de Mercado e Opinião da Uerj.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
30
Depressão ou tristeza?
Sobre a “Dor de existir”
SANDRA NISKIER FLANZER
• 4 AULAS
1.03 OUT > Conceitos fundamentais da psicanálise
Freud e Lacan numa abordagem sobre a dor.
2.10 OUT > Depressão ou Tristeza?
Seria a depressão uma dor ou uma ausência de dor?
3.17 OUT > Melancolia
O nada para além da moldura vazia.
4.24 OUT > Sobre a “Dor de existir”
Uma visão histórica sobre o termo, auxiliada pela literatura
de Clarice Lispector.
SANDRA NISKIER FLANZER. Psicanalista. Mestre e doutora em Teoria Psicanalítica pela UFRJ. Autora dos livros a pa-lavra e Por um, segundo.
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19h30
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
PENSAMENTO
Sob que formas um sujeito manifesta a sua dor? Como diferenciar, à luz da
psicanálise, tristeza, depressão e dor? Há diversas maneiras de lidar com a
dor, cada vez mais escamoteadas. A dor se refere sempre a uma perda fundamental, e é, por vezes, tão inevitável quanto necessária (quando se trata
da “dor de existir”). Em seu ensaio “Luto e melancolia”, Freud distingue uma
perda vivida como luto de outra, que permanece sem elaboração, denominada
melancolia. A tristeza vivenciada pela ausência de um objeto difere da prostração e da apatia advindas de uma posição na qual nada é capaz de afetar
o sujeito, um “esvaziamento do eu”, um furo cavado por onde a vida escoa.
Essas noções serão abordadas à luz de alguns trechos da obra de Clarice Lispector, que, como ninguém, soube expressar a dor de existir.
31
Walter Benjamin:
literatura e modernidade
MARCELA OLIVEIRA
• 4 AULAS
Walter Benjamin formulou seu pensamento filosófico em contato com obras
de arte, através de ensaios e críticas literárias. Esse curso vai apresentar
suas análises da modernidade elaboradas em suas leituras das obras de Baudelaire, Proust e Brecht.
PENSAMENTO
1.03 OUT > Pobreza de experiência na modernidade
2.10 OUT > As correspondências na poesia lírica de Baudelaire
3.17 OUT > O tempo entrecruzado no romance de Proust
4.24 OUT > A suspensão no teatro épico de Brecht
Marcela Oliveira. Professora do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, onde
se formou doutora e mestre, atuando na graduação e na pós-graduação com especialização em Arte e Filosofia. Possui graduação em Jornalismo pela UFRJ.
Desenvolve estudos em filosofia contemporânea, estética e teoria do teatro.
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19H30
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
32
JUSTIÇA: Do sentimento à ideia
JÚLIO POMPEU
• 4 AULAS
1.06 OUT > A justiça na natureza segundo os antigos
2.13 OUT > A justiça nas leis e nos homens: Platão e Aristóteles
3.20 OUT > As razões da justiça: Habermas e Rawls
4.27 OUT > A justiça feita pelos juristas: Bourdieu
JÚLIO POMPEU. Professor do Departamento de Direito da Universidade Federal do
Espírito Santo (Ufes) e doutorando em Psicologia na mesma instituição. Mestre em Direito pela PUC-Rio. Autor de Somos maquiavélicos: o que Maquiavel
nos ensinou sobre a natureza humana. É coautor, com Clóvis de Barros Filho,
de A filosofia explica as grandes questões da humanidade.
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
PENSAMENTO
O que é a justiça? Esta pode parecer uma pergunta sem importância, pois
quer tenhamos uma resposta ou não para ela, o fato é que muitas vezes vemos
e sofremos coisas que chamamos de injustiça. Um sentimento ora de raiva,
ora de impotência, outras vezes de indignação, uma estranha sensação de que
algo está fora do lugar, de que as coisas não deveriam ser daquela maneira.
A justiça seria a correção desses sentimentos ruins. Para além de um sentimento, será que podemos compreender o que é o justo e o injusto em nossa
existência? Esse curso apresentará ideias antigas e modernas sobre a justiça,
do sentimento à ideia, sob o olhar da filosofia.
33
O PRÓLOGO DE ZARATUSTRA, DE NIETZSCHE
Leandro Chevitarese
• 3 AULAS
Assim falou Zaratustra é considerada a obra-prima de Nietzsche. Esse curso
pretende apresentar algumas das principais noções presentes nessa obra do
autor, a partir de uma leitura de seu Prólogo. Serão tematizadas questões
como a “morte de deus”, o “niilismo”, o “super-homem”, o “último-homem”,
a “transvaloração dos valores” e a “genealogia da moral”.
1.09 OUT > O “presente” de Zaratustra e a “Morte de Deus”
2.16 OUT > Os discursos sobre o “Super-homem” e o “Último Homem”
3.23 OUT > O “Equilibrista” e os companheiros de Zaratustra
PENSAMENTO
Leandro Chevitarese. Doutor em Filosofia pela PUC-Rio. Professor adjunto de
Filosofia do Departamento de Educação e Sociedade da Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e professor convidado da Especialização em
Filosofia Contemporânea da PUC-Rio.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 165 na inscrição + 1 parcela de R$ 165
34
A MORTE DO HOMEM E O ALÉM-HOMEM
AUTERIVES MACIEL JÚNIOR
• 8 AULAS
A morte do homem – anunciada por Nietzsche e analisada por Michel Foucault –
é um acontecimento pouco explorado pela filosofia contemporânea. Entretanto,
o mundo atual coloca em evidência as consequências desse evento, ao mostrar
subjetividades e formas de vida não mais regidas pelos valores que orquestravam o humanismo moderno. Assistimos ao advento de vidas pós-humanas incrementadas pelas ciências e tecnologias que anunciam uma nova era,
com novos poderes, novas subjetividades e novos estilos de vida: a era cyborg.
O curso analisa o declínio da forma homem e o surgimento de vidas pós-humanas, cuja principal característica é a hibridização do orgânico com a máquina.
1. 29 OUT > O DECLÍNIO DA FORMA-HOMEM E O ADVENTO DO ALÉM-HOMEM
2.05 NOV > A MORTE DO HOMEM E O “SUPER-HOMEM”, SEGUNDO DELEUZE
O advento de subjetividades pós-humanas.
3.12 NOV > DA SOCIEDADE DISCIPLINAR AO CONTROLE
As várias faces da pós-humanidade no mundo contemporâneo.
4.19 NOV > BIOTECNOLOGIA E PODER NO NOSSO FUTURO PÓS-HUMANO
A era das próteses e o surgimento de novas tecnologias de poder.
5.26 NOV > O MANIFESTO CYBORG DE DONNA HARAWAY
A era cyborg segundo Toni Negri: um novo cenário político.
6.03 DEZ > AS TECNOLOGIAS DO SEXO E A DESNATURALIZAÇÃO
DA SEXUALIDADE
O dispositivo da sexualidade e as práticas contrassexuais segundo Michel Foucault.
7.10 DEZ > BIOPODER E POLÍTICA CYBORG EM FOUCAULT, NEGRI E HARAWAY
Poder e resistência na era pós-humana.
8.17 DEZ > AS TECNOLOGIAS DE SI E O SURGIMENTO DO ALÉM-HOMEM
Novos estilos de vida.
AUTERIVES MACIEL JÚNIOR. Professor de Filosofia da UFF e da PUC-Rio. Mestre
em Filosofia pela Uerj e doutor em Teoria Psicanalítica pela UFRJ. É autor de
Os pré-socráticos: a invenção da razão.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 200 na inscrição + 3 parcelas de R$ 200
PENSAMENTO
Nietzsche e a superação do humano. Foucault e a morte do homem.
35
Convivendo com pessoas difíceis
Como traços subclínicos interferem
nos relacionamentos interpessoais
RICARDO KRAUSE
• 4 AULAS
Sartre disse que o inferno são os outros, mas há quem exagere e leve essa definição ao extremo. Em tempos de redefinição dos parâmetros de convivência,
há quem se destaque por ser difícil de lidar. O limite sutil entre o exagerado e
o patológico nos traços de personalidade é o objeto de estudo desse curso, cujo
mote é a questão: de que maneira o entendimento da dinâmica por trás dos
sintomas pode nos ajudar a compreender melhor aqueles que nos incomodam?
PENSAMENTO
1.28 nov > Oh, dia! Oh, vida! Oh, azar!
O que terá acontecido com a boa e velha tristeza? De que maneira
a dificuldade de adaptação às exigências e ao novo ritmo da vida se
transformaram em diagnóstico a ser medicado? A felicidade obrigatória e seus dissidentes: desanimados, mal-humorados e pessimistas.
2.05 DEZ > Você sabe com quem está falando?
Os que se julgam merecedores de atenção e privilégios especiais e se
ressentem quando não os recebem. A explosão dos vips. Celebridades e subcelebridades. Facebook, Twitter e a evasão de privacidade.
Richard Sennet e “o declínio do homem público”.
3.12 DEZ > Cada coisa no seu lugar
Os “síndicos” de si mesmos e suas ambições perfeccionistas de mundo.
O pavor à desordem e ao imprevisto. A dificuldade de confiar no outro.
A insatisfação permanente dos obcecados por horários, tabelas e metas. O dia a dia inflexível do espectro obsessivo.
4.19 DEZ > O Diabo veste P (de pequeno)
Crianças malcomportadas precisam de diagnóstico? De que maneira
as novas configurações familiares comprometem o exercício do limite?
Que tipos de mau comportamento infantil requerem atenção especializada? O que o comportamento dos pais tem a ver com tudo isso?
RICARDO KRAUSE. Médico especialista em Psiquiatria e Psiquiatria da Infância
e Adolescência pela Associação Brasileira de Psiquiatria. Membro da Associação
Americana de Psiquiatria e da Academia Americana de Psiquiatria da Infância
e Adolescência. Médico assistente do Setor de Psiquiatria da Infância da Santa
Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19H30
R$ 240 na inscrição + 1 parcela de R$ 240
36
Uma reflexão sobre o amor
Eros e liberdade
Regina Schöpke
• 3 AULAS
Schopenhauer dizia que o amor não era algo humano e sim um artifício que
a natureza inventou para se perpetuar. Nietzsche, seguindo uma linha semelhante, afirmava que “o amor é a espiritualização da paixão” ou da “sensualidade”, querendo com isso dizer que o homem diviniza, eleva, dá contornos
de grandeza ao desejo. Carnal ou espiritual, natural ou inventado, o que é
o amor? É um sentimento que une os seres ou uma força transgressora que
pode ameaçar o equilíbrio e a ordem social, se não for contido no casamento?
Eros e Liberdade: o que se ganha e o que se perde do eu na relação com o outro? Esse curso discutirá as definições de amor na filosofia e na literatura; as
diferentes formas de amor: o amor carnal, o amor espiritual, o amor cristão,
a amizade; o amor como força transgressora e política; e as formas de captura
do amor pelos poderes estabelecidos.
1. 03 DEZ > Amor x Paixão: o paradoxo do desejo e a espiritualização da carne
2.10 DEZ > Eros e Liberdade: o amor como transgressão
3. 17 DEZ > O Eu e o Outro: o amor como elo de união, mas também como captura do ser
Regina Schöpke. Doutora em Filosofia pela Unicamp, mestra em Filosofia pela
UFRJ e em História Medieval pela UFF. É colaboradora dos jornais O Globo e
O Estado de S. Paulo, com mais de 100 artigos publicados. Autora dos livros Por
uma filosofia da diferença: Gilles Deleuze, o pensador nômade, Matéria em movimento: a ilusão do tempo e o eterno retorno e Dicionário filosófico; e tradutora de
mais de 20 obras de filosofia.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
história, ciências e atualidade
37
Os Bourbons, uma dinastia europeia
FRANCISCO VIEIRA
• 4 AULAS
Símbolo de absolutismo, a dinastia dos Bourbons deu à França momentos gloriosos de sua história. Além de traçar as fronteiras atuais do país, construiu
símbolos de poder como Versalhes e foi testemunha e agente de momentos
decisivos para a história da humanidade, e trágicos para a dinastia, como
a Revolução Francesa. Mas essa família ainda voltaria ao poder na França
com a rebelião burguesa de 1830, com Luís Filipe, apelidado de “Rei Burguês”. E outros ramos da família ajudariam a escrever a história da Espanha,
onde ainda reina, e da Itália. Vamos conhecer de perto personagens como
Luís XIV e Luís XVI, da França, Carlos III, da Espanha, e alguns ligados
à história do Brasil, como Carlota Joaquina, a imperatriz Thereza Cristina e
o Conde d’Eu.
1.15 AGO > Das origens ao trono da França
2.22 AGO > De Luís XIV ao rei burguês Luís Filipe
3.29 AGO > Os Borbóns em Madri
4.05 set > Os Borboni de Nápoles, de Parma e do Luxemburgo
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
História, Ciências
e atualidade
FRANCISCO VIEIRA. Doutor em História Social pela UFF e pesquisador no Centro
de Documentação da Rede Globo de Televisão. 38
IMPRENSA E MÍDIA NA ERA DIGITAL
PEDRO DORIA
• 3 AULAS
A imprensa é, há décadas, arena de reverberação das ideias e dos clamores da
sociedade. A atividade jornalística se consolidou como canal de interlocução
entre a sociedade civil, as instituições e os poderes – tanto que chegou a ser
chamada, talvez exageradamente, de “quarto poder”. Todos somos impactados pela imprensa, de alguma forma e em alguma medida, seja como cidadãos
comuns, seja como protagonistas em organizações de diversas naturezas.
Em meio à acelerada profusão de informações, como se informar melhor?
Quais os riscos envolvidos? Esse curso aborda as recentes transformações da
imprensa e mostra como o jornalismo tem se adaptado a tais mudanças, tanto
como meio de informação quanto como empresa.
1.19 ago > JORNALISMO: O QUE É, COMO FUNCIONA?
Do século XVIII ao XXI, a invenção do jornalismo. Como funciona
o negócio. Os gêneros: diferenças entre reportagem, matéria, feature,
crônica, coluna, artigo. A hierarquia numa redação. Um dia na vida de
uma redação contemporânea.
História, Ciências
e atualidade
2.26 AGO > DEMOCRACIA E INTERNET
Como funciona uma democracia? A relação entre jornalismo e política. A importância da informação e do debate numa democracia.
Dos anos 60 até hoje, a evolução da internet. Os dois conflitos eternos: liberdade de expressão x privacidade; informação verdadeira x
informação falsa.
3.02 SET > A IMPRENSA HOJE
A reinvenção do negócio. A pressão bolivariana sobre a imprensa na
América Latina. Polarização política. As redes sociais entram na disputa. A fronteira entretenimento x jornalismo.
PEDRO DORIA. Editor executivo e colunista do jornal O Globo. Foi editor-chefe
de conteúdos digitais de O Estado de S. Paulo e colunista da Folha de S.Paulo.
Foi um dos fundadores dos sites NO. e NoMínimo. É autor de sete livros, entre
eles, 1565: enquanto o Brasil nascia e 1789.
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
39
A Crise do Sonho Americano
Maurício Santoro
• 4 AULAS
A crise financeira global teve no estouro da bolha imobiliária nos Estados
Unidos, em 2008, o seu estopim. E esse foi um fator decisivo na eleição de
Barack Obama – o primeiro negro a se tornar presidente do país, com uma
plataforma organizada em torno da mudança. Os últimos anos foram marcados, nos Estados Unidos, por duros embates que colocaram em xeque a crença
em oportunidades relativamente igualitárias de ascensão social, levando ao
questionamento do sistema político. Por que o sonho americano está em crise?
Os dados socioeconômicos são, de fato, tão ruins? Quais as perspectivas para
o país nos próximos anos?
1.05 set > “Somos os 99%”
O movimento Occupy Wall Street colocou no centro do debate político
norte-americano o tema da desigualdade. A distância entre classes
sociais nos Estados Unidos cresce de maneira constante desde o fim da
década de 70 – essa aula discutirá as várias explicações e as polêmicas
sobre quais políticas públicas devem ser implementadas para lidar
com o problema.
O sistema bipartidário tem enfrentado críticas crescentes de movimentos sociais de vários espectros ideológicos, do Occupy Wall Street
ao Tea Party; e a polarização entre democratas e republicanos levou o
país a impasses perigosos em questões como dívida pública, pacotes de
estímulo à economia e reforma da política de saúde. É possível reformar os grandes partidos ou ver surgir novas siglas influentes?
3.19 set > O Mal-Estar na Cultura
A economia vai mal, mas os Estados Unidos vivem uma era de ouro na
televisão, com diversas séries de excelente qualidade. Como o tema da
crise é retratado em produções como Breaking Bad, Homeland, House
of Cards? Ou na nostalgia irônica pela década de 60, em Mad Men?
E como o tema aparece na literatura e no cinema?
4.26 set > Em Busca da Doutrina Obama
Em política externa, a crise tem sido marcada pelos esforços do governo norte-americano em terminar as longas e impopulares guerras do
Afeganistão e Iraque; pelas polêmicas em torno dos direitos humanos
na prisão de Guantánamo e do uso de drones; pelas dificuldades em
lidar com as revoltas da Primavera Árabe e com uma Rússia mais
assertiva; e pelas consequências internacionais da turbulência econômica. Existe uma doutrina Obama na diplomacia, com uma resposta
coerente a esses desafios?
>
História, Ciências
e atualidade
2.12 set > Democratas, republicanos e descontentes
MAURÍCIO SANTORO. Jornalista e cientista político. Assessor de Política Externa e
Direitos Humanos da Anistia Internacional Brasil. Doutor em Ciência Política
pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (Iuperj).
Lecionou em várias instituições no Brasil (FGV, PUC, Universidade Candido
Mendes, Academia Militar das Agulhas Negras), nos Estados Unidos (New School University, Nova York) e na Argentina (Universidad Torcuato di Tella, Buenos
Aires). Autor do livro Ditaduras contemporâneas.
História, Ciências
e atualidade
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19H30
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
40
QUEM EDUCA?
OS PAIS, A ESCOLA E AS NOVAS FORMAS DE SUBJETIVAÇÃO
CÉSAR MUSSI IBRAHIM
• 4 AULAS
A família atual vem progressivamente transferindo para a escola uma parte
significativa da educação dos filhos. O fenômeno da “terceirização” da educação produz novas formas de subjetivação. Haveria uma pressuposição dos
pais de que caberia a outras instâncias sociais o exercício da autoridade sobre
a prole? Esse curso discutirá os efeitos dessa omissão da família sobre o psiquismo da criança e do jovem na atualidade.
1.09 set > PRIMEIRA AULA
A função da contenção dos impulsos primários. A visão freudiana da
travessia da animalidade à condição humana.
2.16 set > SEGUNDA AULA
A internalização compulsória das interdições civilizatórias. A incompatibilidade entre amor e civilização.
3.23 set > TERCEIRA AULA
O papel transferencial do educador. As funções paterna e materna
desempenhadas pela escola. As expectativas idealizadas da família
em relação à escola.
A recusa à aprendizagem como desaceleração do desenvolvimento
emocional. A omissão e a permissividade como agentes de entorpecimento diante da aquisição do conhecimento.
CÉSAR MUSSI IBRAHIM. Psicanalista especializado em Terapias de Família e de Adolescentes e professor na PUC-Rio. Mestre em Psicologia pela mesma instituição.
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 240 na inscrição + 1 parcela de R$ 240
História, Ciências
e atualidade
4.30 set > QUARTA AULA
41
uma introdução À TEORIA DO CAOS
MARCELO VIANA
• 3 AULAS
“O bater das asas de uma borboleta no Brasil pode iniciar um tornado no Texas?”, questionou o meteorologista Edward Lorenz, em um artigo publicado
em 1972. A metáfora proposta por Lorenz ilustra um paradigma fundamental
da Teoria do Caos: pequenas diferenças nas condições iniciais de um sistema
dinâmico podem provocar resultados inesperados em longo prazo. Longe de
ser uma ciência da desordem, a Teoria do Caos busca reter a previsibilidade
da natureza ao estabelecer padrões de organização por trás de uma aparente
casualidade. Nesse curso, um dos maiores especialistas em sistemas dinâmicos do país propõe uma introdução à Teoria do Caos e discute os principais
aspectos e aplicações desse recente campo de estudo.
1.17 SET > TEORIA DO CAOS I
2.24 SET > TEORIA DO CAOS II
3.01 out > TEORIA DO CAOS III
História, Ciências
e atualidade
MARCELO VIANA. Graduado em Matemática pela Universidade do Porto, Por-
tugal, é doutor em Sistemas Dinâmicos pelo Instituto Nacional de Matemática
Pura e Aplicada (IMPA), instituição na qual é pesquisador titular. É presidente
do Conselho Gestor do Mestrado Profissional em Matemática em rede nacional,
vice-presidente da União Matemática Internacional e presidente da Sociedade
Brasileira de Matemática. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências
e da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
42
AS GRANDES NAÇÕES CERVEJEIRAS
Origens, características e importância cultural
das cervejas
JOSÉ RAIMUNDO PADILHA
• 5 ENCONTROS
Onde e como nasceram as cervejas que conhecemos hoje? A bebida alcoólica
mais consumida pela humanidade tem uma trajetória que se confunde com
a própria história da civilização. Para compreender a cerveja também como
produto cultural, e não apenas alimentício, esse curso apresentará os principais estilos de cervejas agrupados pelas escolas cervejeiras que os conceberam. E explorará diferenças sensoriais por meio de degustações e harmonizações com cervejas artesanais brasileiras e importadas, contextualizando o
momento e as condições em que foram criadas.
1.07 out > Escola Alemã: rigor técnico e amor pela cerveja
2.14 out > Escola Belga: prazeres e sabores intensos
3.21 out > Escola Inglesa: escuras, amargas e deliciosas
4.28 out > Estados Unidos e Brasil: o novo mundo e o Renascimento da cerveja Artesanal
5.01 nov > visita guiada à fábrica da Bohemia
(O PASSEIO OCORRERÁ NO SÁBADO)
JOSÉ RAIMUNDO PADILHA. Publicitário formado pela PUC-Rio, consolidou sua
formação em cerveja como sommelier de cervejas pela Doemens Akademie, na
Alemanha. Representou o Brasil em concurso internacional de sommelier de cerveja. Especializou-se em introduzir o público iniciante no universo das cervejas
especiais. Criador da Delirium Akademie, dedicada ao estudo da bebida. Colunista independente, autor do site Sommelier de Cervejas e sommelier de cervejas
do The Beer Planet.
TERças-feiras, às 20h
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
História, Ciências
e atualidade
O último encontro será uma visita guiada à fábrica da Bohemia, em Petrópolis (RJ), onde fica o Museu da Bohemia, o maior centro de experiência cervejeira do país. Inclui transporte (saindo da Casa do Saber Rio O Globo),
palestra e almoço harmonizado. O passeio será realizado no sábado (01/11).
43
A História dos ESTADOS UNIDOS
através do cinema
FRANCISCO VIEIRA
• 6 AULAS
Arte por excelência do século XX, o cinema é um meio eficaz de comunicação
de massa, além de ser formador de opinião. Ao se tornar um contador de
histórias – com aventuras, romances, dramas e epopeias, fictícias ou reais –
o cinema ajudou a construir a nacionalidade dos Estados Unidos, um país
novo, dividido. E como a sétima arte contou a trajetória dessa poderosa nação
aos norte-americanos e ao mundo? Fiel à realidade? Como uma fantasia idealizada do passado? Como versão conveniente para alguns? A cada encontro,
serão exibidos trechos de filmes que nos ajudarão a percorrer, e compreender,
diferentes momentos da história norte-americana.
História, Ciências
e atualidade
1.10 out > A Colonização
2.17 out > A Independência e a expansão
3.24 out > A Escravidão e a Guerra Civil
4.31 out > A Grande depressão
5.07 nov > Da segunda Guerra mundial à guerra fria
6.14 nov > A Guerra do Vietnã e a revolução de costumes
FRANCISCO VIEIRA. Doutor em História Social pela UFF e pesquisador no Centro
de Documentação da Rede Globo de Televisão. SEXTAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 220 na inscrição + 2 parcelas de R$ 220
44
ISLÃ: Religião, Civilização e Política
Paulo Gabriel Hilu
• 4 AULAS
A partir de um enfoque antropológico, esse curso pretende apresentar a formação do islã e sua expansão como religião universal e como civilização. Nesse
trajeto, serão analisadas as diferentes configurações religiosas e culturais ligadas ao sunismo, ao xiismo e ao sufismo; as reformas religiosas nos séculos XIX
e XX; e a emergência de fenômenos contemporâneos no mundo muçulmano.
1.21 out > A Formação da Tradição Islâmica
Apresentação: o mundo muçulmano. O profeta e a profecia. Os textos
sagrados. Os rituais. A expansão do islã e a formação da civilização
islâmica.
2.28 out > As Correntes Religiosas
O sunismo. O xiismo. O sufismo. Os impérios muçulmanos.
3.04 nov > Reforma e Politização: Séculos XIX e XX
O contexto histórico: mudanças tecnológicas e imperialismo europeu.
O modernismo islâmico. A reforma sufi. A Salafiyya (modernismo tradicionalista). A Irmandade Muçulmana e o islã político.
4.11 nov > Globalização, Militância e Individuação:
Séculos XX e XXI
Globalização do islã: missionários e migrações. Ascensão e declínio do
islã político: da Revolução Iraniana à reforma do indivíduo. Individuação
das crenças e práticas do islã. O liberalismo islâmico. O Jihadismo globalizado: do Afeganistão ao 11 de Setembro. Tendências contemporâneas.
PAULO GABRIEL HILU. Historiador e antropólogo. Formado em História pela UFF,
onde também cursou o mestrado. Doutor em Antropologia pela Boston University, Estados Unidos. Professor do Departamento de Antropologia e diretor do
núcleo de estudos sobre o Oriente Médio da UFF. Autor de Islã, religião e civilização: uma abordagem antropológica, entre outros livros. Coautor de Ethnographies of Islam: Ritual Performances and Everyday Practices.
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
História, Ciências
e atualidade
45
O homem e o planeta Terra:
um casamento em crise
SÉRGIO BESSERMAN
• 4 AULAS
O crescimento populacional, o desmatamento, o uso de combustíveis fósseis,
a construção desordenada de metrópoles. Essas e outras ações do homem,
pautadas pelo crescimento econômico, vêm agredindo, ao longo dos séculos,
o meio ambiente em escala global. O curso propõe analisar o impacto da ação
do homem no planeta Terra, observando a crise da biodiversidade e o aquecimento global, além de discutir caminhos para o enfrentamento desse desafio.
1.29 out > A crise de biodiversidade: as grandes extinções
na história do planeta
2.05 nov > A mudança global do clima: O aquecimento global
e seus impactos
3.12 nov > O desenvolvimento insustentável: agressões ao ecossistema global e a geopolítica no século XXI
4.19 nov > Uma nova civilização: a consciência, os desafios
da história e os problemas éticos do século XX
História, Ciências
e atualidade
SÉRGIO BESSERMAN. Professor de Economia Brasileira na PUC-Rio. Foi presi-
dente do IBGE, onde lançou, entre outras publicações, Indicadores de desenvolvimento sustentável e Glossário do meio ambiente. Foi diretor de Planejamento
de Meio Ambiente do BNDES e participou, como membro da missão diplomática
brasileira, das Conferências das Partes da Convenção Mundial do Clima. Preside
a Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro. É comentarista da GloboNews e da CBN.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
46
INTRODUÇÃO AO MUNDO DA CACHAÇA
Agostinho Lima Novo
• 3 AULAS
A cachaça está para o Brasil assim como a vodca está para a Rússia, o uísque para
a Escócia e o saquê para o Japão: além de bebida alcóolica, é um símbolo do país.
Podemos encontrar alusões à cachaça em vários segmentos da nossa cultura,
como na música e na literatura. É o terceiro destilado mais vendido no mundo
e a segunda bebida mais consumida no Brasil. O nascimento, a evolução e
o reconhecimento da cachaça se confundem com a própria história do país.
A cachaça serviu de moeda em troca de escravos, substituiu a bagaceira vinda de Portugal, criou crises no governo provincial e acabou virando presente
de presidentes da República. Esse curso pretende fornecer não apenas uma
visão da história dessa bebida, e informar os tipos comercializados, como também os critérios para identificar e avaliar uma cachaça de qualidade. Por fim,
serão explicados os rituais de degustações, as técnicas para organizar uma
degustação e a análise sensorial.
Todos os módulos serão finalizados com uma degustação orientada e, no último, uma avaliação técnica complementará o conhecimento do aluno.
1.30 out > História da cachaça
2.06 nov > Tipos de cachaças comercializadas:
características e diferenças
Comercialização da cachaça – Mercado interno e exportação. Harmonização – Drinques e pratos. Degustação orientada de cachaças envelhecidas – Tipos de degustação.
3.13 nov > Análise sensorial
Conceituação. Treinamento de olfato. Mapeamento dos sabores. Teste
randômico. Avaliação técnica final.
Agostinho Lima Novo. Sommelier e consultor de cachaça, autor do livro Viagem
ao mundo da cachaça e coautor de Cachaça na cozinha, fundador da Cúpula da
Cachaça, em São Paulo, moderador de www.mundodacachaca.com, membro da
Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cachaça no MAPA, em Brasília. Autor
do aplicativo Cachaça Brasil para a Apple. Coordenou o maior ranking de cachaças do país em 2014.
QUINTAS-FEIRAS, às 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
História, Ciências
e atualidade
Como começou e sua trajetória. Processos de produção: da cana-deaçúcar à garrafa. Degustação orientada de cachaças brancas. Rituais.
47
A Moda brasileira no século XXI
principais fenômenos, acontecimentos,
players e perspectivas
Paula Acioli, Marcia Disitzer e Vanessa Barone
• 3 AULAS
A moda brasileira é hoje não apenas uma das maiores traduções do estilo de
vida no Brasil, como também um importante produto de exportação. O conhecimento do contexto mundial e de seus impactos no país, além dos momentos-chave no processo de formação e desenvolvimento da moda nacional, é fundamental para a compreensão de muitos dos fenômenos que determinam o
cenário tão particular de uma das mais valorizadas atividades da indústria
criativa do país. Ministrado por três especialistas no assunto, esse curso discutirá temas relevantes, como o contexto internacional e seus impactos na
moda do Brasil; a trajetória da moda brasileira; a importância da moda praia
e da periferia; as mudanças sociais e comportamentais; o cenário atual e seus
principais players.
1.30 out > Hemisfério Norte, fast-fashion, novelas e Gisele Bündchen. Afinal, O QUE dita A moda no Brasil?
História, Ciências
e atualidade
Como o contexto internacional influencia a moda nacional, os fenômenos da moda no mundo e seus impactos no Brasil. A importância de
Gisele Bündchen, das telenovelas, da formação dos conglomerados de
moda e do fast-fashion no processo de evolução da moda brasileira.
Paula Acioli
2.06 nov > Moda brasileira à moda do Brasil. Qual é a nossa praia?
O surgimento dos estilistas, o nascimento das semanas de moda. A moda
brasileira se organiza. Fashion Rio e São Paulo Fashion Week. A moda praia e a moda da periferia são a praia do Brasil?
Marcia Disitzer
3.13 nov > Novos hábitos. Nova moda. O novo Brasil. O que mudou
no consumo de moda no Brasil?
Uma nova classe consumidora. Um novo homem. Um novo Brasil.
Novos comportamentos. Um novo perfil para o consumo de moda no
Brasil. Análise do cenário atual, possibilidades e perspectivas.
Vanessa Barone
Paula Acioli. Mestre em Moda, Cultura e Artes, bacharel em Design e Comuni-
cação Visual pela UFRJ e especialista em Moda pelo London College of Fashion.
Idealizadora e coordenadora acadêmica do curso de Gestão de Negócios no Setor
da Moda da FGV. Dirige a PA/Profashional Escritório de Consultoria. Autora dos
livros 30 estilistas: à moda do Rio; 45 livros de moda que você não pode deixar de
ler; A seda e a chita; e A menina que conversava com as roupas.
Marcia Disitzer. Bacharel em Jornalismo pela UFRJ. Editora de moda dos jor-
nais Brasil Econômico e O Dia. Autora dos livros Um mergulho no Rio e A moda
como ela é; e coautora, com Lenny Niemeyer, de Delícia receber. Docente de Cultura de Moda Brasileira no curso de Gestão de Negócios no Setor da Moda da FGV.
Vanessa Barone. Bacharel em Jornalismo pela PUC-SP. Jornalista de moda e
comportamento do jornal Valor Econômico. Colunista das revistas Status Menu
e IstoÉ. Autora do livro Descomplique – Um guia de convivência e elegância.
Docente de Cultura de Moda Brasileira no curso de Gestão de Negócios no Setor
da Moda da FGV e de Jornalismo de Moda no Instituto Europeu de Design.
História, Ciências
e atualidade
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
48
OS VILÕES DA BÍBLIA
LEANDRO KARNAL
• 2 AULAS
O texto da Bíblia define as mais altas aspirações morais do Ocidente judaicocristão. Porém, na vastidão cronológica de sua narrativa, surgem diversas
personagens malévolas. Os vilões da Bíblia são tão fundamentais quanto seus
aclamados heróis. Há muitas personagens que, ao fazerem ações contrárias
ao plano de Deus, constituem a sombra necessária para tornar a Bíblia um
relato sobre o Bem e os Bons. Sem que essas figuras notáveis, ficaria uma
lacuna absoluta na compreensão do livro mais influente da história.
1.31 out > A maldade no Antigo Testamento: Lúcifer, Caim
e toda A sua quadrilha
2.07 nov > O mal que ronda Jesus: traidores no Novo Testamento
LEANDRO KARNAL. Historiador. Doutor em História Social pela USP. Autor, entre
outros livros, de Teatro da fé: representação religiosa no Brasil e no México do
século XVI; História na sala de aula; e História dos Estados Unidos: das origens
ao século XXI.
História, Ciências
e atualidade
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19h30
R$ 120 na inscrição + 1 parcela de R$ 120
49
Um panorama da Economia Mundial
Pós-Guerra Fria
Luiz Carlos Delorme PRADO E EDUARDO PINTO
• 4 AULAS
O curso apresentará uma visão panorâmica da história econômica mundial
pós-Guerra Fria. O historiador Eric Hobsbawm considerou o século XX um
século curto, que se estendeu da Primeira Guerra Mundial ao fim do socialismo real, no início dos anos 90. Nessa linha, o século XXI teria começado com
o fim da União Soviética, em dezembro de 1991. Nesse sentido, esse conjunto
de palestras pode ser encarado como uma introdução à história econômica do
século XXI.
1.31 out > A Economia Mundial no fim do Século XX
A vitória norte-americana na Guerra Fria: as implicações econômicas do fim do socialismo real; O apogeu do (neo)liberalismo no centro;
O apogeu do (neo)liberalismo na periferia: as políticas de reforma e
ajuste estrutural.
LUIZ CARLOS DELORME PRADO
2.07 nov > A Ascensão da Ásia
Japão: do crescimento à estagnação; Do boom à crise: a economia dos
Tigres Asiáticos na década de 90; A ascensão da China.
LUIZ CARLOS DELORME PRADO E EDUARDO PINTO
à Crise do SubprimE
Expansão e consolidação da União Europeia; A crise das negociações
multilaterais e os limites da globalização; Pós-neoliberalismo nas
Américas; A economia norte-americana e as raízes da crise econômica.
LUIZ CARLOS DELORME PRADO
4.21 nov > A Grande Recessão: A Economia Mundial desde 2008
A crise do subprime nos Estados Unidos; A crise do euro; A economia
chinesa e seu impacto na economia mundial; Os outros BRICs; Para
onde vai o capitalismo? O debate sobre o capitalismo no século XXI.
LUIZ CARLOS DELORME PRADO
>
História, Ciências
e atualidade
3.14 nov > A Economia Mundial: das Torres Gêmeas
LUIZ CARLOS DELORME PRADO. Graduado em Economia e Direito. Ph.D em Eco-
nomia pela Universidade de Londres. Professor do Instituto de Economia da
UFRJ. Foi conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
e diretor-presidente do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o
Desenvolvimento.
EDUARDO PINTO. Economista. Doutor em Economia pela UFRJ. Mestre em Eco-
nomia pela UFBA, onde se formou. Diretor de graduação do Instituto de Economia da UFRJ. É co-organizador de A China na nova configuração global: impactos políticos e econômicos.
História, Ciências
e atualidade
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19h30
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
50
GRANDES ROTEIROS DE ENOTURISMO
PELO MUNDO
AMÉRICA DO SUL, PAÍSES ANGLÓFILOS E EUROPA
BRUNO AGOSTINI
• 3 ENCONTROS
Apresentação e análise dos principais destinos de turismo relacionados ao
vinho para o público brasileiro. Quando, como e por que visitar essas regiões.
Quais são as diferenças entre elas e como montar um roteiro independente.
1.03 nov > BRASIL, URUGUAI, CHILE E ARGENTINA
2.10 nov > ESTADOS UNIDOS, ÁFRICA DO SUL, AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA
3.17 nov > EUROPA
BRUNO AGOSTINI. Jornalista. Editor-assistente do caderno Boa Viagem do jornal
O Globo, é especializado em viagens e vinho. Assina, no site do jornal, o blog
Enoteca, uma viagem pelo mundo dos vinhos e da comida.
História, Ciências
e atualidade
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
51
O EGITO ANTIGO
UMA INTRODUÇÃO À CIVILIZAÇÃO FARAÔNICA
ANTONIO BRANCAGLION JÚNIOR
• 6 AULAS
Há aproximadamente cinco mil anos, o Vale do Nilo testemunhou o desenvolvimento de uma das civilizações mais importantes da história, a egípcia.
A monumentalidade de sua arte, a singularidade de sua escrita, a originalidade de sua literatura, as suas crenças no Mundo Divino, habitado por
uma multidão de deuses, formam um todo indissociável característico da
cultura faraônica. Por meio de documentação textual e material, o objetivo
desse curso é mostrar como os recursos naturais e as técnicas, somados às
estruturas sociais e políticas e motivados por um conjunto de crenças em
uma visão singular do mundo, constituíram a dinâmica do desenvolvimento
da civilização egípcia.
1.04 nov > A Dádiva do Nilo: um oásis chamado Egito
2.11 nov > Deuses e Mitos: o sagrado no Egito Antigo
3.18 nov > A ARTE EGÍPCIA: O SIMBOLISMO DAS FORMAS
4.25 nov > O Faraó e a sacralização do poder
5.09 dez > “As palavras divinas”: os hieróglifos e a literatura
no Egito Antigo
História, Ciências
e atualidade
6.16 dez > Crenças e práticas funerárias
ANTONIO BRANCAGLION JÚNIOR. Egiptólogo, com pós-doutorado no Institut Fran-
çais d’Archéologie Orientale du Caire, Egito. É professor de Arqueologia da UFRJ
e curador da coleção egípcia do Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ).
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 220 na inscrição + 2 parcelas de R$ 220
52
O Indivíduo na Sociedade de Massa
Fama, moda, consumo e turismo
Maria Claudia Coelho
• 4 AULAS
As teses sobre a modernidade insistem na importância de alguns temas para
se compreender o atual momento da história do Ocidente, com sua tensão entre singularidade e massificação, o sentimento de vazio, a procura pelo “autêntico”. Esse curso parte dessas questões para examinar quatro experiências
típicas das sociedades de massa modernas: a fama, a moda, o consumo e o turismo. A proposta é discutir de que forma as grandes questões da modernidade
aparecem nesses fenômenos. Que tipo de necessidade impulsiona o desejo de
ser uma “celebridade”? Qual o fascínio que os ídolos exercem sobre os fãs?
Por que “estar na moda” é tão valorizado? De onde vem o anseio pelo consumo? O que torna um lugar “turístico”? Qual a natureza desse “consumo de
lugares”? Tais experiências, recorrentes nas sociedades de massa, parecem se
entrelaçar entre si, formando um mosaico de aspirações que buscam atender a
anseios do indivíduo moderno em um esforço para aplacar angústias e vazios.
Por essa razão, elas nos convidam a examiná-las de maneira integrada, como
estratégia para compreender o que é viver nas modernas sociedades de massa.
1.26 nov > O desejo de ser célebre
2.03 dez > A tensão entre ser igual e ser diferente
A moda como impulso para a diferenciação. “Marcas” e identidade.
3.10 dez > Consumo e hedonismo
A experiência subjetiva do consumo: antecipação x realidade. Consumo e diferenças sociais.
4.17 dez > Viagens turísticas e cultivo de si
A curiosidade pelos “outros”. A busca pela autenticidade. O “olhar do
turista”: o turismo como uma forma de percepção do mundo.
Maria Claudia Coelho. Antropóloga e professora do Departamento de Ciências
Sociais da Uerj. É autora de O valor das intenções – Dádiva, emoção e identidade
e A experiência da fama – Individualismo e comunicação de massa; coautora de
Antropologia das emoções; e co-organizadora da coletânea Cultura e sentimentos –
Ensaios em antropologia das emoções.
Quartas-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
História, Ciências
e atualidade
O tema da singularização. A condição do fã e o drama do anonimato.
Idolatria e carisma.
53
descobrindo a América do Sul
no século XXI
PAULO VELASCO
• 4 AULAS
Tão perto e tão longe. Nossos vizinhos são muito menos conhecidos do que
deveriam. O curso pretende diminuir essa distância dos países sul-americanos, apresentando e discutindo o momento atual vivido por eles, considerando suas dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais. Serão debatidos
temas como integração regional, bolivarianismo, democracia, narcotráfico,
crescimento econômico, comércio, rivalidades regionais, sempre observando
o papel e a posição do Brasil como suposto “síndico” da região.
1.28 nov > A evolução histórica do espaço sul-americano
Das independências até o final do século XX.
2.05 dez > Argentina e Chile
Economia, política e relações com o Brasil.
3.12 dez > Equador, Bolívia, Venezuela, Colômbia e Peru
As diversidades e características do espaço andino.
4.19 dez > Mercosul e Unasul
História, Ciências
e atualidade
As possibilidades de integração regional.
Paulo Velasco. Doutor em Ciência Política (Iesp/Uerj) e mestre em Relações
Internacionais (IRI/PUC-Rio). Chefe do Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro –
Universidade Candido Mendes (Iuperj/Ucam) e professor de Política Externa
Brasileira da FGV.
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19H30
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
projeto especiaL
VIagens de conhecimento
Descubra o mundo com os professores
da CASA DO SABER.
Conheça os roteiros e acompanhe as novidades
no site www.latitudes.com.br
artes
54
HISTÓRIA DA ARTE NA SEGUNDA METADE
DO SÉCULO XX E NO SÉCULO XXI
ARQUITETURA E ESCULTURA
Hélio Dias Ferreira
• 9 AULAS
Esse curso pretende oferecer um panorama sobre a arquitetura e a escultura
dos séculos XX e XXI, além de uma discussão sobre a história da arte ocidental na segunda metade do século XX e no século XXI. Serão apresentados os
trabalhos dos principais arquitetos dessa época, de Frank Lloyd Wright e
Le Corbusier até seus seguidores. Também serão vistos a multiplicidade no
mundo da escultura, de Brancusi a Ron Mueck, e os múltiplos movimentos
artísticos pós-Segunda Guerra Mundial. Diferentes das vanguardas, mas influenciadas por elas, essas linguagens artísticas tiveram características particulares que serão analisadas.
1.11 AGO > ESCULTURA NOS SÉCULOS XX e XXI
A múltipla possibilidade escultórica que caracterizou o século XX e o
XXI. De Brancusi a Giacometti, de Henry Moore a Alexander Calder,
de Richard Serra a Louise Bourgeois, de Ron Mueck a Jaume Plensa,
o muito que se produziu e ainda se produz nesse campo das artes
visuais.
2.18 AGO > Frank Lloyd Wright
Um dos maiores expoentes da arquitetura moderna, Frank Lloyd
Wright, e sua contribuição singular nos Estados Unidos, no início do
século XX. Das prairies houses às construções de Oak Park. As atribulações em sua vida íntima e seus legados incomparáveis, como a Casa
da Cascata e o prédio do Museu Guggenheim, em Nova York.
3.25 AGO > Le Corbusier e as inovações
da arquitetura Na modernidade
4.01 SET > EXPRESSIONISMO ABSTRATO AMERICANO E OP ART
Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos assumiram uma
posição privilegiada no campo das artes visuais, com Nova York se
tornando o centro da produção pictórica. Pollock, De Kooning e Rothko.
ARTES
Os seguidores de Le Corbusier e a contribuição singular de arquitetos
como Oscar Niemeyer. Um novo conceito de arquitetura, hoje revisto
por nomes da pós-modernidade, como Frank Gehry, Santiago Calatrava e Jean Nouvel. Dos primeiros prédios em pilotis à construção de
Brasília, dos edifícios arrojados da arquitetura moderna às inusitadas
criações da arquitetura desconstrutivista.
5.08 SET > POP ART
Nos anos 60, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Robert Rauschenberg,
entre outros, despontaram com grande força num movimento artístico
cuja base era a crítica ao capitalismo, o mundo do consumo, o cinema etc.
6.15 SET > NOUVEAU RÉALISME
Na Europa, surgiu um grupo de artistas denominado Nouveau Réalisme pelo crítico de arte Pierre Restany. Suas obras irreverentes apresentaram linguagens como prensagens, descolagens, acumulações.
A obra de Yves Klein, Niki de Saint Phalle, Tinguely, Cesar e Arman.
7.22 SET > MINIMALISMO, PÓS-MINIMALISMO E OUTRAS LINGUAGENS
A partir dos anos 60, principalmente nos Estados Unidos, apareceram
artistas como Donald Judd, Robert Morris, Dan Flavin, cujos trabalhos
se propunham a mostrar o essencial da obra de arte, através de um
mínimo de artifícios. Os happenings, as instalações e as performances.
8.29 SET > GRANDES NOMES DA ARTE CONTEMPORÂNEA
Joseph Beuys, Lucian Freud, Cy Twombly, Gerhard Richter,
Georg Baselitz.
9.06 OUT > OUTROS GRANDES NOMES DA ARTE CONTEMPORÂNEA
Anselm Kiefer, Keith Haring, Jean-Michel Basquiat, Damien Hirst.
HÉLIO DIAS FERREIRA. Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO), mestre em História da Arte pela UFRJ e doutor em Educação
pela UFF, com parte dos estudos realizados na Université Paris III – Sorbonne,
França. É autor de livros de arte como Uma história da arte ao alcance de todos
e Ivan Serpa: o expressionista concreto.
ARTES
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 360 NA INSCRIÇÃO + 2 PARCELAS DE R$ 360
55
CONTEXTOS HISTÓRICOS DA ARTE
E DE SUA FORMAÇÃO
FRANZ MANATA
• 4 AULAS
Nesse curso serão discutidos as transformações da arte diante das grandes
mudanças históricas e abordadas a representação na pré-história; a vocação
idealista entre os gregos (século VII a.C.) e realista da Renascença (século
XV, até a crise da representação instituída pelos impressionistas); a especulação formal dos modernos e a relação com a imagem para os contemporâneos;
e as novas formas de articulação artística no século XXI.
1.14 AGO > PRIMEIRA AULA
Um importante momento de inflexão na arte, quando se inaugura o
naturalismo realista em contraposição ao naturalismo idealista dos
gregos.
2.21 AGO > SEGUNDA AULA
As questões colocadas pela crise da representação (meados do século
XIX), com os impressionistas, e as quatro grandes vertentes do fazer
moderno.
3.28 AGO > TERCEIRA AULA
As principais questões colocadas pela contemporaneidade, inaugurada na segunda metade do século XX. O momento em que o artista se
torna um “comentarista” do mundo, por meio da produção de imagens.
4.04 SET > QUARTA AULA
As novas formas de articulação artística, os coletivos, os ativistas e a
estética relacional. Particularidades, desafios, artistas e obras.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
ARTES
FRANZ MANATA. Artista, curador e consultor de arte. Mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, é professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), Rio de Janeiro. Tem formação em Economia
com especialização em Sociologia e Administração Financeira pela PUC-Minas.
Trabalhou durante oito anos no Departamento de Curadoria do Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Participa, desde 1994, de projetos solo e
coletivos no Brasil e no exterior, entre os quais SoundSystem, em parceria com
Saulo Laudares.
56
sempre VERDI
MARCEL GOTTLIEB
• 8 AULAS
Mais do que qualquer outro, o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) é o compositor de ópera mais conhecido e representado em todo o mundo, graças
à qualidade das peças que criou. Ele foi um dos artistas mais influentes do
século XIX, e não só na música, já que sua obra teve um papel importante na
unificação italiana. A partir da análise de suas principais obras, em montagens brilhantes e com intérpretes e vozes inesquecíveis, de Callas e Tebaldi a Domingo e Pavarotti, esse curso explicará como Verdi fez da ópera um sucesso mundial atemporal.
1.02 SET > InÍcio conturbado – Nabucco
2.09 SET > Rigoletto, Il Trovatore
3. 16 SET > La Traviata
4.23 SET > La Forza del Destino
5.30 SET > Don Carlo
6.07 OUT > Aida
7.14 OUT > Otello
8.21 OUT > Falstaff
MARCEL GOTTLIEB. Fundador da Musicativa, espaço cultural destinado há mais
de 10 anos à divulgação da música através de palestras e cursos. Formado em
Engenharia pela PUC-Rio, com MBA na FGV.
ARTES
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 200 na inscrição + 3 parcelas de R$ 200
57
SISTEMA x INDIVÍDUO NA ÓTICA
DE GÊNIOS DA LITERATURA
Marcelo Backes
• 5 AULAS
Em tempos de NSA, de vigilância total, de indivíduo transparente, de eliminação do sujeito por parte do sistema, marcada já no uso de digitais para
acessar uma conta bancária e de scanners que desnudam as pessoas em aeroportos, vale a pena rever a obra de gênios da literatura universal que há mais
de dois séculos abordaram filosófica e literariamente o embate entre sujeito e
sistema. De Kleist a Kafka, de Gogol a Melville, não foram poucos os autores
que se debruçaram sobre o assunto. Assim como Dostoiévski, um visionário
que, como os outros, antecipa circunstâncias que marcariam de forma definitiva o mundo em que hoje vivemos.
1.04 SET > Michael Kohlhaas, de Heinrich von Kleist
Uma das novelas mais geniais da literatura universal mostra como
Kleist percebe o conflito entre homem e instituição já no início do século XIX, antecipando-se a Kafka em 100 anos.
2.11 SET > O capote e O nariz, de GOgol
Dois grandes contos sobre o mundo burocrático, no limiar para o fantástico. O funcionário como avô do personagem kafkiano.
3.18 SET > Bartleby, o escrivão, de Herman Melville
Mais um funcionário, dessa vez americano, secunda o mundo de Gogol
e continua antecipando o de Kafka, numa das melhores narrativas
breves do grande autor de Moby Dick.
4.25 SET > O grande inquisidor e outros momentos de Dostoiévski
Estamos mais convictos do que nunca de que somos plenamente livres, entretanto, levamos nossa liberdade e a depositamos obedientemente aos pés dos bisbilhoteiros universais.
5.02 OUT > O processo, de Franz Kafka
MARCELO BACKES. Doutor em Germanística e Romanística pela Universidade de
Freiburg, Alemanha. Escritor, professor, tradutor e crítico literário, é autor de O último minuto e A casa cai, entre outras obras. Seus romances, seus ensaios e
suas poesias estão sendo publicados em vários países da Europa.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 250 na inscrição + 2 parcelas de R$ 150
ARTES
A obra mais decisiva na cunhagem do adjetivo “kafkiano”, de abrangência universal, estuda também as ingerências entre público e privado. Como a culpa faz de K. um Raskólnikov do mundo burocrático.
58
Sem cara de bandido:
o rock brasileiro dos anos 80
Arthur Dapieve
• 4 AULAS
Rita Lee encerrou um LP lançado em 1980 com “Ôrra meu”, cuja estrofe inicial era “Eu tô ficando velho/ Cada vez mais doido varrido/ Roqueiro brasileiro/ Sempre teve cara de bandido”. Ela não estava fazendo charme. Até ali,
o rock brasileiro tinha sido um ponto fora da curva da música popular brasileira, rechaçado tanto pela esquerda quanto pela direita. Ela e Raul Seixas eram guerreiros quase solitários. Na década de 80, porém, o rock mostrou-se o gênero certo na hora e no lugar certos. Coube ao rock fazer a melhor crônica da redemocratização, fosse no aspecto comportamental (“Você
não soube me amar”, da Blitz), ou no político (“Inútil”, do Ultraje a Rigor).
A proposta do curso é mostrar, a partir do cenário nos três centros roqueiros
daqueles anos – Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília –, como esse tipo de música finalmente ganhou o passaporte brasileiro.
1.02 OUT > Bons antecedentes
Como o rock chegou e se manteve vivo no Brasil até os anos 80. Celly
Campello, Roberto Carlos, Mutantes, Raul Seixas. Os pontos de encontro: Circo Voador, Rádio Fluminense FM, o primeiro Rock in Rio.
Menção honrosa: os gaúchos do Engenheiros do Hawaii.
2.09 OUT > Rio de Janeiro
O gênero apresenta seu lado mais descontraído, chamado pelos detratores de “rock de bermudas”. As experiências comportamentais do Baixo Leblon e da Gávea. Blitz, Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso.
3.16 OUT > São Paulo
O gênero se pretende mais intelectualizado, mais “europeu”. O primeiro festival punk. A tentativa fracassada de se criar uma associação
de roqueiros. As danceterias lendárias. RPM, Titãs e Ultraje a Rigor.
4.23 OUT > Brasília
ARTES
O gênero mostra a sua cara mais aguerrida, politizada. O fechamento
do Congresso, a invasão da UnB, a Turma da Colina. O canal direto com
as novidades do exterior. Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.
Arthur Dapieve. Professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio. Colunista do jornal O Globo desde 1993. Autor de 10 livros, entre eles,
BRock – O rock brasileiro dos anos 80 e Renato Russo – O trovador solitário.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
59
UM PERCURSO DA ARTE MODERNA
À ARTE CONTEMPORÂNEA
FERNANDO COCCHIARALE
• 1 ENCONTRO
Enquanto a arte moderna foi marcada por movimentos de vanguarda que
conceberam as produções como linguagem de ruptura, como forma, a arte
contemporânea é resultado do transbordamento dos campos especializados
instaurados pela racionalidade moderna. Na arte contemporânea, os limites
sociais e artísticos são extrapolados, proporcionando novas experiências, mais
conectadas e articuladas com diferentes linguagens e formatos. Nessa palestra, o curador e artista plástico Fernando Cocchiarale traçará um panorama
das diferenças essenciais entre a arte moderna e a produção contemporânea.
Fernando Cocchiarale. Crítico de arte, curador e artista plástico. Professor
de História da Arte na PUC-Rio e na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque
Lage, é autor de diversos livros, entre eles, Abstracionismo geométrico e informal:
a vanguarda brasileira nos anos 50, com Anna Bella Geiger; e Um século de arte
brasileira – Coleção Gilberto Chateaubriand, com Franz Manata; além de inúmeros textos publicados em catálogos e revistas de arte. Foi curador e coordenador do
programa Rumos Itaú Cultural – Artes Visuais e coordenador de Artes Visuais da
Fundação Nacional de Arte (Funarte) e curador do MAM-Rio.
ARTES
08 OUT > QUARTA-FEIRA, ÀS 20H
R$ 100
60
A POESIA FRANCESA DO SÉCULO XIX
VICTOR HUGO, BAUDELAIRE, VERLAINE, RIMBAUD E OUTROS
ANGELA PERRICONE
• 4 AULAS
De Lamartine a Mallarmé, passando por Victor Hugo, Baudelaire, Verlaine
e Rimbaud, o século XIX marcou um momento decisivo na história da poesia
francesa. Românticos, simbolistas, ou simplesmente inclassificáveis, esses
poetas nos fazem entrar em mundos diferentes, profundamente influenciados
pela modernidade. Nesse curso, serão abordados os estilos dos autores que
mais representam esse período, sem deixar de lado o contexto histórico, cultural e literário da época.
1.09 OUT > Lamartine e Hugo 2.16 OUT > Musset e Vigny
3.23 OUT > Baudelaire e Mallarmé
4.30 OUT > Rimbaud e Verlaine
ANGELA PERRICONE. Professora de Francês do Departamento de Letras da PUC-
Rio. É formada pela mesma instituição, onde também cursou o mestrado. Tem
doutorado em Letras Neolatinas pela UFRJ. Autora de seis livros, entre os quais
Imagens de Paris nos trópicos.
ARTES
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
61
DOSTOIÉVSKI E A CULTURA RUSSA
DO SÉCULO XIX
PAULO BEZERRA
• 4 AULAS
Referência na tradução do russo, o professor de literatura Paulo Bezerra, discutirá nesse curso a relação dos romances de Dostoiévski com a cultura e a
literatura russas do século XIX e seu diálogo com a história e a cultura universal. Serão enfatizados a literatura como arte e o próprio Dostoiévski como
artista peculiar, criador de uma nova forma de ficção: o romance polifônico.
A tradução de ficção como criação e recriação também será enfocada. O curso
se centrará em dois romances: Crime e castigo (primeira leitura) e Os irmãos
Karamazov; mas haverá um diálogo com o restante da obra dostoievskiana,
como O duplo, O idiota e Os demônios.
1.29 OUT > Dostoiévski
Visão de Dostoiévski sobre a exclusão social. Uma voz dissonante no
universo literário e ideológico da Rússia do século XIX. O pequeno homem (málienki tcheloviék) em Puchkin, Gogol e Dostoiévski. Por que
e como traduzir Dostoiévski direto do original.
2.05 NOV > Crime e castigo
Raskólnikov (raskólniki, cismas), um cismático no universo ideológico
russo. A iniquidade social e a revolta de Raskólnikov: desafio à ordem
social e histórica. O limite, tema central de Dostoiévski: na história; na
ciência (Sólon, Kepler, Licurgo, Napoleão) e no indivíduo Raskólnikov.
3.12 NOV > Raskólnikov, SOnYa Marmeládova, Lújin
Interação dialógica e luta entre consciências às vezes antagônicas.
Raskólnikov e Kiríllov (Os demônios); Raskólnikov e Ivan Karamazov.
Crime e castigo e Os irmãos Karamazov.
4.19 NOV > Os irmãos KaramAzov
PAULO BEZERRA. Formado em tradução pela Universidade Lomonóssov, Moscou.
Mestre e doutor em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, livre-docente em Literatura Russa pela USP. Verteu para o português mais de 50 obras russas de ciências humanas e ficção, com destaque para Gogol, Lérmontov, Ribakóv, Aitmatov,
Mandelstam e os grandes romances de Dostoiévski.
QUARTAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 240 na inscrição + 1 parcela de R$ 240
ARTES
Exclusão socioafetiva e parricídio. Da revolta contra a ordem social
burguesa ao desafio da ordem social e cósmica. O suplício de crianças e
a recusa do mundo criado por Deus. “Não há imortalidade, logo, não
há virtude, então tudo é permitido.” O relativismo da justiça. Dostoiévski e Machado de Assis, Dostoiévski e Nietzsche.
62
como fazer (e ver) Cinema
ALBERTO FLAKSMAN
• 4 AULAS
O que é um filme bem dirigido? Como a edição ajuda um filme a ser melhor?
Qual a importância do roteiro para a qualidade final da obra? E os produtores, o que é que eles fazem? Esse curso vai mostrar como trabalham os
diferentes profissionais envolvidos na realização de um filme, quais as suas
atribuições, as técnicas que utilizam e como eles se articulam na realidade de
uma produção. Um curso para quem quer saber mais sobre a maneira como
são feitos os filmes ou simplesmente aprender a apreciar o trabalho dos diferentes profissionais envolvidos em sua realização.
1.31 OUT > Roteiro
De onde surgem as ideias para os filmes: da ideia ao roteiro. Argumento original e argumento adaptado. Os principais elementos de um
roteiro: história, época, locação, narrativa, conflito principal, intriga
secundária, personagens, qualidade dos diálogos. Manuais clássicos
de escrita e análise de roteiros (Robert McKee, Syd Field, Christopher
Vogel, Yves Lavandier, Michel Chion). A questão da pesquisa na elaboração de roteiros. A forma de apresentação de um roteiro, rubricas
e diálogos.
2.07 NOV > Produção
As diferentes categorias de produtores: produtor financeiro, produtor
artístico, produtor executivo, diretor de produção, gerentes de produção, assistentes de produção. A análise técnica do roteiro: elementos
fundamentais para iniciar um orçamento. As contas principais de um
orçamento: o talento, a produção de filmagem, a pós-produção, o master do qual sairá o produto/filme. Organização da produção. Plano de
filmagem. Produção de documentários.
3.14 NOV > Direção
ARTES
O diretor como responsável por um produto audiovisual, com um padrão de qualidade previamente definido e realizado dentro de um rígido sistema de controle de custos. O trabalho junto com o fotógrafo e o
diretor de arte. Definição de elenco, equipe técnica e locações. Noções
técnicas de decupagem (plano, sequência, eixo etc.). Direção de atores.
A relação com atores e técnicos. O trabalho com o montador, com a
música e os efeitos sonoros. A mixagem.
4.21 NOV > Edição de Imagem e Som
Os elementos básicos da montagem de um filme: ritmo, desempenho dos atores, ordem das cenas (storytelling), estilo (look), duração.
Por que o próprio diretor não monta o filme? Os aspectos técnicos da
montagem: montagem analógica e montagem digital. Montagem durante a filmagem. Edição de som, dublagem, ruídos de sala. A duração
de um filme.
ALBERTO FLAKSMAN. Coordenador acadêmico e professor dos cursos de Formação de Produtores para Cinema e Televisão da Escola Superior de Propaganda e
Marketing. Foi coordenador dos cursos de Formação Executiva em Cinema e TV
(Film & Television Business) da FGV, com turmas no Rio de Janeiro e em São
Paulo. Foi superintendente de Comércio Exterior da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Foi diretor e produtor executivo da Videofilmes.
ARTES
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 19H30
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
63
A vontade da beleza
e a realidade da feiUra
o belo e o feio na história
LEANDRO KARNAL
• 2 AULAS
A vontade de ser belo e de produzir coisas bonitas é quase universal. A arte
gira em torno dessa vontade. Porém, de alguma forma, o que alguns identificam como beleza outros consideram de gosto duvidoso. Existem possibilidades objetivas de discutir o belo? O kitsch/cafona seria apenas uma questão
de opinião? Esse curso discute coisas feias e coisas bonitas para analisar essas questões. 1.31 OUT > Belo e feio em diálogo permanente. Gosto se discute?
2.07 NOV > O kitsch, o cafona, o elegante e o real. Existem saídas?
LEANDRO KARNAL. Historiador. Doutor em História Social pela USP. Autor de
Teatro da fé: representação religiosa no Brasil e no México do século XVI; História
na sala de aula; e História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI, entre
outros livros.
ARTES
SEXTAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 120 na inscrição + 1 parcela de R$ 120
64
O DIREITO EM SHAKESPEARE
JOSÉ ROBERTO DE CASTRO NEVES
• 3 AULAS
As peças de Shakespeare são carregadas de temas jurídicos e de discussões
sobre a legalidade. Em 20 delas há cenas de julgamento. O público do bardo inglês era composto, em boa parte, de advogados e estudantes de direito
e seus textos eram encenados nas escolas de advocacia de Londres. Muitos
defendem que, antes de se engajar no teatro, o autor, ao chegar em Londres,
teria trabalhado como assistente de advogado. A análise dos aspectos jurídicos de suas peças permite uma compreensão diferente de suas obras, cuja
apreciação não interessa apenas ao advogado, mas a qualquer pessoa.
1.03 NOV > PRIMEIRO ATO
A megera domada, Henrique VI, Tito Andrônico, Ricardo III,
Ricardo II, Romeu e Julieta.
2.10 NOV > SEGUNDO ATO
O mercador de Veneza, Henrique V, Julio Cesar, Hamlet, Troilo
e Créssida.
3.17 NOV > TERCEIRO ATO
Medida por medida, Otelo, Tudo bem quando acaba bem, Rei Lear,
Macbeth, Conto de inverno, A tempestade.
JOSÉ ROBERTO DE CASTRO NEVES. É doutor em Direito Civil pela Uerj, mestre em
Direito pela Universidade de Cambridge, Inglaterra, e bacharel em Direito pela
Uerj. Professor de Direito Civil e de Pós-Graduação na PUC-Rio e na Uerj; e na
Pós-Graduação da FGV. Autor de Medida por medida – O direito em Shakespeare.
ARTES
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 150 na inscrição + 1 parcela de R$ 150
65
QUATRO CLÁSSICOS DA ÓPERA
O MELHOR DE BIZET, PUCCINI, ROSSINI E MOZART
MARCEL GOTTLIEB
• 4 AULAS
Nascida na Itália, no século XVII, a ópera ganhou o mundo nos séculos seguintes, como uma forma que combina diversas artes. Esse curso pretende
apresentar trechos de algumas das melhores montagens de quatro das óperas
mais populares do planeta, como Carmen, de Bizet. Seus melhores momentos
serão exibidos, comentados e comparados com os de outras montagens. 1.04 NOV > CARMEN, DE BIZET (METROPOLITAN, NOVA YORK, 2010)
Intérpretes: Garanca, Callas, Alagna, Rhodes, Frittoli; regência de
Nézet-Séguin; produção de Richard Eyre. Carmen deveria ser a primeira ópera de todo mundo. E esta é a mais recomendada, com música
do século XIX e teatro do século XXI.
2.11 NOV > TOSCA, DE PUCCINI (COVENT GARDEN, LONDRES, 1964 e 2011)
Intérpretes: Callas, Gobbi; regência de Georges Prêtre; produção de
Franco Zeffirelli. Uma das grandes interpretações de Callas, comparada com outras atuais: Gheorghiu, Terfel, Kaufmann. 3.18 NOV > O BARBEIRO DE SEVILHA, DE ROSSINI (MADRI, 2011)
Intérpretes: Florez, Spagnoli, Bayo, Pratico, Raimondi; regência de
Gianluigi Gelmetti (ex-aluno de Celibidache). Uma leitura que Rossini assinaria embaixo: sua música italiana, com verve espanhola.
4.25 NOV > DON GIOVANNI, DE MOZART (METROPOLITAN, NOVA YORK, 2000)
Intérpretes: Terfel, Fleming, Furlanetto; regência de James Levine;
produção de Franco Zeffirelli. A reunião de quatro talentos atuais e
insuperáveis: Terfel, Fleming, Furlanetto e Zeffirelli.
MARCEL GOTTLIEB. Fundador da Musicativa, espaço cultural destinado há mais
de 10 anos à divulgação da música através de palestras e cursos. Formado em
Engenharia pela PUC-Rio, com MBA na FGV.
ARTES
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 15H
R$ 200 na inscrição + 1 parcela de R$ 200
1
66
GRANDES MESTRES DO GÓTICO TARDIO
E DO RENASCIMENTO
Hélio Dias Ferreira
• 5 AULAS
Esse curso pretende mostrar a contribuição singular deixada por mestres do
Pré-Renascimento, do Proto-Renascimento e da Alta Renascença. Jan van
Eyck e seus contemporâneos e o início da pintura a óleo. Os artistas da Florença do Quattrocento e a obra de Botticelli. No Cinquecento, um panorama
sobre a obra dos grandes mestres da Renascença, a genialidade de Leonardo
da Vinci e um novo olhar sobre o legado artístico de Michelangelo Buonarroti.
1.06 NOV > PRIMEIRO ENCONTRO
O gótico tardio, o início de uma nova era: a obra de Jan van Eyck e de
seu irmão Hubert van Eyck. E ainda os trabalhos de Rogier van der
Weyden e Hans Memling. O nascimento da pintura a óleo através da
arte desses mestres do Pré-Renascimento e Bruges como um dos principais centros da arte pictórica na Europa.
2.13 NOV > SEGUNDO ENCONTRO
Principal figura do Proto-Renascimento, Botticelli não foi apenas
o pintor do “Nascimento de Vênus” e da “Chegada da primavera”.
A vida e a obra desse singular mestre italiano, bem como de seus colegas, e a corte de Lorenzo, o Magnífico, em Florença, considerada a
“nova Atenas”.
3. 27 NOV > TERCEIRO ENCONTRO
Rafael Sanzio e a genialidade de Leonardo da Vinci, que foi pintor,
escultor, arquiteto, inventor, astrônomo, entre outras atividades.
4.04 dez > QUARTO ENCONTRO
A vida e a obra de Michelangelo, que abrange a escultura, a pintura
e a arquitetura. 5.11 dez > QUINTO ENCONTRO
HÉLIO DIAS FERREIRA. Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO), mestre em História da Arte pela UFRJ e doutor em Educação
pela UFF, com parte dos estudos realizados na Université Paris III – Sorbonne,
França. É autor de livros de arte como Uma história da arte ao alcance de todos
e Ivan Serpa: o expressionista concreto.
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 15H
R$ 200 na inscrição + 2 parcelas de R$ 200
ARTES
Michelangelo e os supostos segredos das pinturas da Capela Sistina. 67
Peças fundamentais
do teatro moderno
ANDRÉ GARDEL
• 5 AULAS
Esse curso se propõe a desenvolver a leitura crítica de obras representativas
de alguns dos autores fundamentais para o estabelecimento da dramaturgia ocidental moderna. Diante da amplitude de visões e da diversidade de
tendências que conformam o período, os autores escolhidos apresentam, em
suas produções, características de importantes tendências do pensamento e
da criação artística: Impressionismo, vanguardas, absurdo, teatro dialético,
filosófico, existencial. Além disso, seus textos se abrem, de diferentes modos,
para as várias experiências de encenação que configuraram a teia estilística
e performativa do teatro moderno.
1.11 nov > A Dramaturgia Moderna
2.18 nov > As três irmãs (TchEkhov)
3.25 nov > Seis personagens à procura de um autor (Pirandello)
4.02 dez > Galileu Galilei (Brecht)
5.09 dez > Esperando Godot (Beckett)
ANDRÉ GARDEL. Professor de Teoria do Teatro e da Escola de Letras da Univer-
sidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO). Escritor e compositor de
música popular. Publicou 10 livros, entre ensaios, poesias e didáticos, recebendo
o Prêmio Carioca de Monografia de 1995 por O encontro entre Bandeira & Sinhô.
ARTES
TERÇAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 250 na inscrição + 1 parcela de R$ 250
1
68
CARTOGRAFIAS SUBJETIVAS
Relações entre a arte contemporânea brasileira
e a arquitetura, os mapas e os circuitos
DANIELA NAME
• 5 AULAS
Esse curso vai apresentar obras de brasileiros de diversas gerações, mostrando como a relação com a paisagem construída – nos mapas, nas cidades –
tem sido fonte de interesse para inquietações a respeito do espaço e das
identidades individuais e nacionais. As aulas percorrem a trajetória de
artistas já reconhecidos em todo o mundo, caso de Antônio Dias e Cildo
Meireles, mas também apresentam jovens artistas, como Gisele Camargo e
Marcelo Moscheta.
1.18 nov > CILDO MEIRELES E JOSÉ RESENDE
A desconstrução e a refiguração do espaço a partir da obra de dois grandes artistas brasileiros.
2.25 nov > ANTÔNIO DIAS E LEONILSON
Territórios, mapas e a cartografia do corpo dos afetos e da política.
3.02 dez > EDUARDO COIMBRA E RAUL MOURÃO
Escultura, cidade e paisagem.
4.09 dez > SANDRA CINTO, BRÍGIDA BALTAR,
MAYANA REDIN E MARCELO MOSCHETA
Índices da paisagem e da cartografia a partir de deslocamentos físicos
e subjetivos.
5.16 dez > LUCIA LAGUNA, LAÉRCIO REDONDO,
GISELE CAMARGO E RAUL LEAL
Arquitetura, história e memória.
DANIELA NAME. Curadora, crítica de arte e jornalista. Mestre em Artes Visuais
pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Mantém um blog especializado em arte no
site www.daniname.wordpress.com.
ARTES
TERÇA-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 250 na inscrição + 1 parcela de R$ 250
69
A IMAGEM DA MULHER
EM MACHADO DE ASSIS
LUIS FILIPE RIBEIRO
• 4 AULAS
Personagem de Machado de Assis, Capitu é, certamente, a mulher mais falada da literatura brasileira. E põe falada nisso... Mas ela é uma entre tantas
outras, marcantes e inesquecíveis, criadas pela genialidade de Machado de
Assis, nosso escritor maior. A ideia, nesse curso, é estudar algumas dessas
personagens, buscando entender que traços as unem e que valores presidem
à sua construção. Namoros, casamentos, traições, fingimentos, disfarces,
tudo aí está, e de uma forma especialíssima.
1.24 nov > As mulheres em Machado: um desejo masculino?
2.01 dez > Helena: a inversão da ordem familiar e patriarcal
3.08 dez > Virgília, Marcela e “flor da moita”: um trio do barulho
4.15 dez > Sofia e Capitu: o adultério e o Século XIX
LUIS FILIPE RIBEIRO. Professor de Literatura. Fez mestrado em Letras e doutora-
do em História. Foi professor no Colégio Pedro II e na UFF, além de vários colégios e faculdades privadas. Ministrou cursos e palestras em Cambridge, Inglaterra, na Sorbonne, França, e em Santiago de Compostela, Espanha. Escreveu,
entre outros títulos, os livros Mulheres de papel: um estudo do imaginário em
José de Alencar e Machado de Assis; e Geometrias do imaginário.
ARTES
SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 20H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
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OS GRANDES AMANTES
DA LITERATURA OCIDENTAL
Marcelo Backes
• 4 AULAS
O amor é, junto com a morte e a guerra, um dos maiores temas da literatura
e das artes em geral. Em alguns momentos decisivos da história da literatura
ocidental, grandes escritores foram capazes de condensar em dois amantes
toda a paixão do mundo, absorvendo-a em sua dor criativa e fazendo-nos sentir o sobressalto típico diante daquilo que é cabal na vida de qualquer ser
humano. Esse curso debaterá quatro desses momentos decisivos, em quatro
literaturas e quatro séculos diferentes, mostrando como as obras que os abordam tiveram uma importância muito além do amor caudaloso que as fundamenta e compreenderam filosoficamente o sentido da vida.
1.27 nov > ROMEU E JULIETA (1595), DE SHAKESPEARE
A peça Romeu e Julieta, uma das mais conhecidas de Shakespeare, pertence ao ciclo de suas primeiras tragédias. Romeu e Julieta
formam, sem dúvida, o casal mais popular da tradição literária ocidental e seu alcance abrange todas as artes, da pintura à música.
O idealismo amoroso de Shakespeare. Quais os antecedentes e quais
os descendentes de Romeu e Julieta?
2.04 dez > DOM QUIXOTE E DULCINEIA (1605-1515), DE CERVANTES
Cervantes é o maior autor espanhol de todos os tempos e Dom Quixote
um dos personagens mais conhecidos e mais estudados da literatura
universal. A obra Dom Quixote já era um romance pós-moderno 400
anos antes de os teóricos contemporâneos terem “inventado” o conceito. O amor nada idealizado de Dom Quixote por Dulcineia e o fim da
inocência na literatura.
3.11 dez > WERTHER E CARLOTA (1774), DE GOETHE
ARTES
Werther não apenas é a primeira obra de sucesso de Goethe, como
também dá início à prosa moderna na Alemanha, antecipando a entrada da Europa no romance oitocentista e burguês. Realidade e ficção
na literatura de Goethe. O caráter decisivo de sua obra nos rumos do
Romantismo e da literatura ocidental. As pedras de Bolonha e uma
das grandes metáforas do amor no Ocidente.
>
4.18 dez > RIOBALDO E DIADORIM, DE GUIMARÃES ROSA (1956)
Grande sertão: veredas divide a literatura brasileira em antes e depois
de sua publicação; o Fausto bem brasileiro e arrevesado de Guimarães
Rosa e seu pacto com o diabo; a história e a pré-história do Brasil, que
jorram vigorosas no subsolo da narrativa rosiana. O amor transgressor de Riobaldo por Diadorim como símbolo da transgressão linguística, formal e conteudística na obra de Rosa.
MARCELO BACKES. Doutor em Germanística e Romanística pela Universidade de
Freiburg, Alemanha. Escritor, professor, tradutor e crítico literário, é autor de
O último minuto e A casa cai, entre outras obras. Seus livros, seus ensaios e suas
poesias estão sendo publicados em vários países da Europa.
ARTES
QUINTAS-FEIRAS, ÀS 17H
R$ 220 na inscrição + 1 parcela de R$ 220
Apoio acadêmico
aos cursos de artes plásticas:
assistente de direção DE CONTEÚDO
BRUNA CARVALHO
ISADORA TOCHTROP
FINANCEIRO
MARCELO BRAGA
ADMINISTRATIVo
ADRIANA MORAES
INFORMÁTICA
TIAGO OLIVEIRA
CATÁLOGO
CURADORIA
LUIZ ANTONIO RYFF
capa, PROJETO GRÁFICO e DIAGRAMAÇÃO
CAROLINA FERMAN
REVISÃO
KATHIA FERREIRA
IMPRESSÃO
STAMPPA
O BISTRÔ DA CASA DO SABER RIO É OPERADO
PELA ARTE TEMPERADA E SERVE CAFÉ ORFEU.
A ARTE TEMPERADA TAMBÉM ATUA NO CENTRO
CULTURAL LIGHT.
ARTE TEMPERADA
ANA CARVALHO & CARLOS ANDRÉ PALATNIC
BISTRÔS E SERVIÇO DE BUFFET
T (21) 2253-2589 [email protected]
LAGOA RODRIGO DE FREITAS
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TEL.: (21) 2227-2237 (222SABER) [email protected]
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