UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
COORDENAÇÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO
SERVIÇO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ADMINISTRAÇÃO
ANDRÉ TADEU TARGINO SILVA
IMPACTOS DO PROCESSO DE COMPRAS NOS NÍVEIS DE ESTOQUES:
O caso do Atacadan Distribuidora de Alimentos Ltda
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
ÁREA: LOGÍSTICA
João Pessoa – PB
Janeiro de 2010
ANDRÉ TADEU TARGINO SILVA
IMPACTOS DO PROCESSO DE COMPRAS NOS NÍVEIS DE ESTOQUES:
O caso do Atacadan Distribuidora de Alimentos Ltda
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à
Coordenação do Serviço de Estágio
Supervisionado em Administração, do Curso
de Graduação em Administração, do Centro de
Ciências Sociais Aplicadas da Universidade
Federal da Paraíba, em cumprimento às
exigências para a obtenção do Título de
Bacharel em Administração.
Orientador: Prof. Ms. Jailson Ribeiro de Oliveira
João Pessoa – PB
Janeiro de 2010
Ao Professor Orientador Jailson Ribeiro
Solicitamos examinar e emitir parecer no Trabalho de Conclusão de Curso do aluno
André Tadeu Targino Silva.
João Pessoa, 08 de janeiro de 2010.
Prof. Fábio Walter
Coordenador do SESA
Parecer do Professor Orientador:
ANDRÉ TADEU TARGINO SILVA
IMPACTOS DO PROCESSO DE COMPRAS NOS NÍVEIS DE ESTOQUES:
O caso do Atacadan Distribuidora de Alimentos Ltda
Trabalho de Conclusão de Curso defendido em 21/01/2010, obtendo o conceito
_____________________, nota __________, sob avaliação da banca examinadora a seguir:
___________________________________________________________________________
Prof. Ms. Jailson Ribeiro de Oliveira – Orientador – UFPB/CCSA/DA
___________________________________________________________________________
Prof. Dr. Rosivaldo de Lima Lucena – Examinador - UFPB/CCSA/DA
__________________________________________________________________________
Prof. Ms. Arturo Rodrigues Felinto – Examinador - UFPB/CCSA/DA
Dedico este trabalho primeiramente a Deus, que me deu forças desde o início. Agradeço e
dedico a minha mãe, Maria de Fátima Targino Silva, que me educou com muita dedicação e
carinho. Dedico ao meu pai, José Tadeu Almeida Silva, que sempre esteve ao meu lado e se
esforçou dando o melhor para mim. Dedico aos meus irmãos Diego, Leonardo e Lívia que
sempre estiveram presente na minha vida.
AGRADECIMENTOS
Ao meu orientador, Professor Jailson Ribeiro de Oliveira, que teve paciência durante toda a
jornada no processo de elaboração deste trabalho, me ensinando a prezar a ética em todos os
momentos da vida.
A Julyenne Dantas Cordeiro Pereira, que sempre me deu atenção, dedicação e muito carinho.
A todos os professores e servidores da UFPB, que estiveram presentes na minha vida
acadêmica, profissional e pessoal. Em especial aos professores Arturo Felinto, Cesa Ruiz,
Ivan Cavalcante, Jailson Ribeiro, Jorge Gomes, Kátia Ayres, Maria Valéria, Nadja Valéria,
Rita de Cássia, Rosivaldo Lucena e Sandra Leandro.
A todos os meus amigos que estiveram presentes na minha vida.
SILVA, André Tadeu Targino. Impactos do processo de compras nos níveis de estoques: O
caso do Atacadan Distribuidora de Alimentos Ltda. 51 f. Monografia (Bacharelado em
Administração) UFPB/CCSA/DA. João Pessoa-PB.
RESUMO
O objetivo do presente trabalho é analisar os impactos do processo de compras nos níveis de
estoques da Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA. Utilizando uma metodologia
descritiva, após um levantamento bibliográfico, foi realizada uma pesquisa de campo junto à
empresa. Os principais resultados encontrados foram: a política de compras utilizada na
empresa acaba interferindo na gestão de estoque; a sistemática de controle de estoque
apresenta algumas falhas devido à ausência de políticas adequadas; E os fatores influenciados
pelas políticas de compras e de estoque são os níveis dos estoques estão sempre elevados e a
indisponibilidade de produtos para os clientes. Conclui-se que as políticas de compras e de
estoque utilizada estão gerando custos indevidos, afetando diretamente na rentabilidade da
empresa.
Palavras-chave: Logística. Compras. Gestão de Estoques. Custos dos Processos Logísticos.
SILVA, André Tadeu Targino. Impacts of process of acquisition on the levels of stock: The
case of Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA. 51f. Monograph (Graduate Course in
Administration), UFPB/CCSA/DA. João Pessoa-PB.
ABSTRACT
The goal of this work is to analyze the impacts of process of acquisition on the levels of stock
of Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA. Using a methodology descriptive, after a
bibliographic survey, it was realized a field’s search together the company. The principals
results were: the rules of acquisition used in the company interfere on the management of
stock; a systematic of stock’s control presents some mistakes because the absence of
appropriate policies; and the factors influenced to the policies of acquisition and the stock are
the levels of stock that always be elevate and a unavailability of products to the clients. So,
the policies of acquisition and the stocks used are creating cost undue, directly affecting the
profitability of the company.
Keyswords: Logistics. Shopping. Inventory management. Cost of Logistics Processes.
LISTA DE SIGLAS
PEPS: Primeiro que entra, o primeiro que sair
UEPS: Último a entrar, primeiro a sair
ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços
CIF: Coast Insurance Freight
MRP: Material Requirement Planning
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
LISTA DE QUADROS:
Quadro 1: Matriz de duas entradas........................................................................................
25
Quadro 2: Custo de pedido administrativo no período T............................................
33
Quadro 3: Custo de pedido variável unitário..............................................................
34
Quadro 4: Custo de falta de estoque...........................................................................
35
Quadro 5: Variáveis da pesquisa...........................................................................................
38
Quadro 6: Quadro das categorias e produtos do Atacadan...................................................
41
LISTA DE FÓRMULAS:
Fórmula 1: Custo médio.....................................................................................................
28
Fórmula 2: Preço de reposição............................................................................................
28
Fórmula 3: Custo de aquisição............................................................................................
29
Fórmula 4: Custo de Armazenagem...................................................................................
30
Fórmula 5: Taxa de retorno de capital...............................................................................
30
Fórmula 6: Taxa de armazenamento físico.......................................................................
30
Fórmula 7: Taxa de seguro..................................................................................................
31
Fórmula 8: Taxa de movimentação, manuseio e distribuição........................................
31
Fórmula 9: Taxa de obsolescência.........................................................................................
31
Fórmula 10: Outras taxas.......................................................................................................
31
Fórmula 11: Taxa de armazenamento..............................................................................
31
Fórmula 12: Custo de armazenagem destrinchada................................................................
32
Fórmula 13: Custo de pedido administrativo unitário.....................................................
33
Fórmula 14: Custo de pedido variável unitário................................................................
34
LISTA DE FOTOS
Foto 1: Armazém com prateleiras..............................................................................
42
Foto 2: Área externa da empresa................................................................................
43
Foto 3: Carrinhos manuais.........................................................................................
43
Foto 4: Escada manual...............................................................................................
44
Foto 5: Açúcar embalado e estocado..........................................................................
45
Foto 6: Máquina de triturar e embalar o açúcar.........................................................
46
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................
13
1.1 Delimitação do Tema e Formulação do Problema de Pesquisa............................
13
1.2 Objetivos...............................................................................................................
15
1.2.1 Objetivo Geral..................................................................................................
15
1.2.2 Objetivos Específicos.......................................................................................
15
1.3 Justificativa...........................................................................................................
15
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.......................................................................
17
2.1 Conceituando a logística.......................................................................................
17
2.1.1 Atividade primárias.........................................................................................
18
2.1.2 Atividades de apoio ou secundárias...............................................................
20
2.2 Dimensionamento de Estoques.............................................................................
26
2.2.1 Métodos de avaliação de estoque....................................................................
27
2.3 Custos de Estoques...............................................................................................
28
2.3.1 Custo de aquisição...........................................................................................
29
2.3.2 Custo de armazenagem...................................................................................
29
2.3.3 Custo de pedido................................................................................................
32
2.3.4 Custo de falta....................................................................................................
34
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS........................................................
36
3.1 Método de abordagem..........................................................................................
36
3.2 Método de procedimento......................................................................................
36
3.3 Natureza da pesquisa............................................................................................
36
3.4 Ambiente da pesquisa...........................................................................................
37
3.5 Sujeitos da pesquisa..............................................................................................
37
3.6 Técnicas de pesquisa.............................................................................................
37
3.7 Variáveis da pesquisa...........................................................................................
38
3.8 Tratamento dos dados...........................................................................................
39
4 ANÁLISE DOS DADOS.......................................................................................
40
4.1 Processo de compras.............................................................................................
40
4.2 Política de estoques...............................................................................................
42
4.3 Fatores influenciados pela política de compras e estoques...................................
46
5 CONCLUSÃO........................................................................................................
47
5.1 Considerações finais.............................................................................................
47
5.2 Recomendações para a empresa...........................................................................
48
5.3 Limitações da pesquisa........................................................................................
48
5.4 Sugestões para novas pesquisas............................................................................
48
REFERÊNCIAS........................................................................................................
49
APÊNDICE A – Instrumento de Pesquisa.............................................................
50
13
1
INTRODUÇÃO
O presente estudo consiste em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de
Administração da UFPB, em cumprimento à disciplina Estágio Supervisionado II e as normas
do Serviço de Estágio Supervisionado em Administração.
A referida pesquisa se concentra na área de logística, dada a importância da área, tanto
do ponto de vista socioeconômico quanto científico.
Possui como objetivo descrever os impactos da política de compras nos estoques da
Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA.
A ênfase em compras e estoques e suas conseqüências permitem uma visão mais
integrada da logística; buscando interação de suas funções e resultados.
1.1
DELIMITAÇÃO DO TEMA E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA
Atualmente, o mundo passa por constantes mudanças numa velocidade cada vez mais
rápida, principalmente no contexto econômico. Dificilmente uma empresa consegue
sobreviver utilizando métodos que lhe deram sucesso no passado. Com a concorrência cada
vez mais acirrada, as organizações estão em permanente transformação buscando meios
através dos quais possam ao menos manterem-se vivas.
Nesse cenário, muitos empresários percebem a necessidade de melhorar a qualidade dos
serviços nos negócios, baseados nessa nova filosofia empresarial que premia a eficiência e a
redução de custos. Uma das atividades que nesses últimos anos têm crescido muito em termos
de importância e que proporciona muitos impactos nos resultados empresariais é a Logística e
os processos vinculados no conceito. O sistema logístico é todo o processo responsável pelo
planejamento, operação e controle de toda a movimentação de mercadorias e informação,
desde a fonte fornecedora até o consumidor (MARTINS e ALT, 2000). A logística não deve
ser considerada como uma atividade recente, uma vez que desde os tempos bíblicos já se
utilizavam o processo. Mas o seu conceito surgiu por volta do ano de 1670, quando o exército
francês adotou uma nova estrutura organizacional, na qual o ‘marechal general des Logis’
passou a ser responsável pelo planejamento, transporte, armazenamento e abastecimento das
tropas (CHIAVENATO, 1991).
14
Segundo Pozo (2002), a Logística é subdividida em atividades primárias (transporte,
manutenção de estoques, processamento de pedidos) e secundárias (armazenagem, manuseio
de materiais, embalagem, planejamento, sistema de informação e compras).
Assim, a atividade de compras compreende um dos processos logísticos. Um dos fatores
que fazem parte do processo logístico e que merece atenção é a política de compras nas
organizações. As compras, segundo Dias (2005), é um segmento vital do departamento de
materiais ou suprimentos, que tem como função prover as necessidades de materiais ou
serviços, planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as quantidades
corretas, conferir se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento.
Para que uma empresa consiga manter um bom volume de vendas e um perfil
competitivo no mercado e ainda obter lucros satisfatórios, ela deve perseguir a minimização
dos custos, com a compra de produtos de alto giro, já que a manutenção de estoques
representa uma parcela muito considerável na estrutura de custo total, sem comprometerem os
níveis de atendimento a demanda (DIAS, 2005).
A falta de uma política consistente de dimensionamento de estoques resulta do
desconhecimento dos custos relacionados com os materiais estocados e das implicações
decorrentes da aplicação equivocada dos recursos da empresa em compras mal planejadas
(VALLE, 1994).
O Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA é uma empresa privada formada em 25
de maio de 1990. Localizada na cidade de Sapé, é uma empresa no ramo atacadista, com uma
variedade de produtos como: material de limpeza, bebidas e produtos alimentícios que
abastece várias cidades localizadas tanto no litoral como no brejo paraibano.
O proprietário da empresa utiliza a velha prática empresarial de especular com estoque,
mantendo um nível elevado de materiais para cancelar um futuro aumento dos preços. Este
tipo de prática é muito arriscada e pouco indicada, pois os custos para manter os estoques são
elevados e as condições do mercado estão em permanente mudança. Além disso, os gastos
provindos de um nível de estoques elevados podem ser utilizados para os mais diversos fins:
reforçar e equilibrar o caixa; investir em melhorias tecnológicas que resultem em aumento da
produtividade e competitividade; compra de novas máquinas e equipamentos; e investimentos
em programas de melhoria da Qualidade.
15
Diante desta situação, a presente monografia de pesquisa visa a estudar o seguinte
problema: Qual o impacto do processo de compras nos níveis de estoques da Atacadan
Distribuidora de Alimentos LTDA?
1.2
OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo geral
Analisar os impactos do processo de compras nos níveis de estoques da Atacadan
Distribuidora de Alimentos LTDA.
1.2.2 Objetivos específicos
•
Verificar a sistemática de compras da empresa;
•
Identificar a política de controle de estoques adotada na empresa;
•
Levantar os fatores influenciados pela política de compras e estoques da empresa.
1.3
JUSTIFICATIVA
O presente trabalho foi realizado na Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA
visando encontrar métodos que possam aprimorar as suas atividades, tornando-a mais
competitiva no mercado. Este torna-se importante e, ao mesmo tempo viável, uma vez que foi
possível coletar informações relevantes que poderão auxiliar em uma política de saneamento
de estoque a qual se encaixe de forma eficiente com as vendas realizadas do Atacadan
Distribuidora de Alimentos LTDA. Com isso, a empresa poderá reduzir os custos decorrentes
de um elevado nível de estoque, como também eliminar fatores que interferem na sua
logística devido à ausência de uma política adequada de dimensionamento de estoque.
Uma empresa deve estar atenta ao nível de estoque que ela mantém, pois uma
quantidade de material armazenado acima do nível adequado contribuirá para o surgimento de
vários tipos de problemas como: obsolescência de material, movimentação extra e redução do
espaço de estocagem. Contudo, não se deve considerar que este seja a causa dos problemas e
sim, um sintoma (VALLE, 1994).
16
Segundo Valle (1994), o estoque é uma área de grande concentração de custos de
qualidade devido a duas principais razões. A primeira transcorre da própria essência de
estocagem, caracterizada pelo manuseio e guarda de uma grande quantidade de itens dos mais
variados tipos e tamanhos, o que compreende a execução de uma série de operações: controle
de materiais, movimentação, preservação, manuseio, recebimento e expedição de milhares de
itens. A segunda está relacionada com a carência de uma política adequada de
dimensionamento de estoque, de modo a torná-lo conciliável com as necessidades de
produção e vendas.
Atualmente, a empresa possui elevados custos na armazenagem devido a um nível
elevado de estoque. Assim, é de grande oportunidade para a empresa um estudo de métodos
que aprimore as suas atividades de forma a torná-la mais competitiva.
17
2
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O referencial teórico pesquisado para auxiliar este estudo envolve estudos recentes
sobre o processo de compras como também as políticas de armazenamento de estoques. O
item 2.1 apresenta os conceitos introdutórios e abordagens sobre a Logística. As atividades
primárias de transporte, manutenção de estoques e processamento de pedidos que subdivide o
processo logístico são tratados no capítulo 2.1.1. As atividades secundárias de armazenagem,
manuseio de materiais, embalagem, planejamento, sistema de informação e compras são
explicitados no item 2.1.2. O conceito de estoque, a classificação e os métodos de avaliação
de estoque são abordados no item 2.2. Por fim, no item 2.3 focaliza os custos de estoques.
2.1
CONCEITUANDO A LOGÍSTICA
Nos seus primórdios, o conceito de Logística estava essencialmente ligado às operações
militares. Com o passar dos anos, ela foi implantada nas organizações. O seu processo foi
evoluindo e, acabou chegando a um ponto que passou a agregar quatro tipos de valores
positivos para o consumidor final (valor de lugar, de tempo, de qualidade e de informação),
como também eliminar do processo tudo que não tenha valor para o cliente, ou seja, tudo que
ocasione somente custos e perda de tempo (NOVAES, 2001).
Segundo Carvalho (2002), a logística é uma parcela do Gerenciamento da Cadeia de
Abastecimento que vai desde a origem da matéria-prima até o ponto de consumo, com o
propósito de atender às exigências dos clientes, ou seja, ela implementa e controla o fluxo e
armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e
produtos acabados, bem como as informações a eles relativas.
Na visão empresarial, a Logística visa direcionar o desempenho das organizações tendo
como finalidade diminuir o lead time entre o pedido, a produção e a demanda, de maneira que
o cliente adquira seus bens ou serviços no momento que desejar, com suas especificações
pretendidas, o local especificado e, principalmente, o preço desejado (POZO, 2002).
Segundo Pozo (2002), o processo logístico é subdividido em atividades primárias
(transporte, manutenção de estoques, processamento de pedidos) e secundárias ou de apoio
18
(armazenagem, manuseio de materiais, embalagem, planejamento, sistema de informação e
compras).
A respeito da Logística, (POZO, NOVAES E CARVALHO), os autores concordam que
ela busca melhorar a eficiência em todo processo produtivo, que vai desde a matéria-prima até
o consumidor final, agregando valores positivos como a diminuição do tempo e custos.
2.1.1 Atividades primárias
As atividades denominadas de primárias são aquelas que possuem importância
fundamental para a obtenção dos objetivos logísticos de custo e nível de serviço que o
mercado almeja como também, elas contribuem com a maior parcela do custo total da
logística ou são fundamentais para a coordenação e para o cumprimento da tarefa logística
(POZO, 2002).
Segundo Viana (2002), transporte é uma das atividades da Logística que trata da
movimentação de produtos ou materiais, tanto na área interna (distribuição de matériasprimas, componentes ou sobressalentes para manutenção, do almoxarifado ao requisitante,
para continuidade das atividades da empresa) como externa (entrega dos produtos da empresa
a seus clientes). Esta atividade pode ser feita através cinco modalidades:
•
Transporte aeroviário: destinado a cargas, cujo prazo de entrega seja urgente.
•
Transporte ferroviário: destinado a cargas maiores, cujo fator tempo para a entrega não
será preponderante.
•
Transporte hidroviário e marítimo: destinado a cargas cujo tempo e entrega não seja
fator preponderante no encarecimento do produto.
•
Transporte rodoviário: destinado a cargas que exigem prazos relativamente rápidos de
entrega.
•
Transporte intermodal ou multimodal: transporte realizado por mais de um modal,
motivo pelo qual o intermodal constitui a solução ideal para atingir locais de difícil
acesso ou de extrema distância.
No Brasil, mais da metade do transporte de cargas se faz pelas rodovias, ou seja, 57,5%
são realizadas através do transporte rodoviário (MARTINS e ALT, 2000).
19
Segundo Pozo (2002), o transporte é uma das atividades mais importantes, já que
representa, em média, cerca de um a dois terços dos custos logísticos. É vital, pois nenhuma
empresa moderna pode atuar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou
produtos acabados para serem levados, de alguma forma, até o consumidor final.
Outra atividade primária é a manutenção de estoques que tem como grande preocupação
manter os níveis mais baixos possível de estoques, e ao mesmo tempo suprir a disponibilidade
desejada pelos clientes (POZO, 2002).
A manutenção de estoques merece atenção devido ao fato que cerca de 15 a 20 por
cento de custos vinculado a materiais são atribuídos a fatores relacionados com estoque. Será
uma significativa contribuição para os lucros de qualquer empresa se os estoques puderem ser
reduzidos (LUBBEN, 1989; apud VALLE, 1994).
Em muitas empresas industriais brasileiras pouca atenção é dada aos estoques. Muitas
delas sequer conseguem dizer com precisão o montante e o valor real dos seus estoques num
determinado momento (VALLE, 1994).
Valle (1994) ainda afirma que a ausência de uma política consistente de gestão e
controle de estoque resulta do desconhecimento dos custos relacionados com os materiais
estocados e das implicações decorrentes da aplicação equivocada dos recursos da empresa em
compras mal planejadas.
Martins e ALT (2000) afirmam que há dois tipos de modelos de estoques:
•
Modelo de reposição contínua: também chamado de modelo do lote padrão, modelo do
estoque mínimo ou modelo do ponto de reposição, consiste em emitir o pedido de
compras, com quantidade igual ao lote econômico (ou outro, vai depender do
administrador de materiais), sempre que o nível de estoques alcançar o ponto de pedido.
•
Modelo de reposição periódica: também chamado de modelo do intervalo padrão ou
modelo do estoque máximo, consiste em emitir os pedidos de compras em lotes em
espaços de tempos fixos.
O Processamento de Pedidos é uma atividade que sua importância provém do fato de
ser um elemento crucial em termos do tempo necessário para levar bens e serviços aos
clientes, em relação, principalmente, à perfeita administração dos recursos logísticos
disponíveis. É também a atividade primária que dar início ao processo de movimentação de
materiais e produtos bem como a entrega desses serviços (POZO, 2002).
20
2.1.2 Atividades de apoio ou secundárias
Ainda segundo Pozo (2002), as atividades secundárias são assim consideradas devido
que elas dão suporte ao desempenho das atividades primárias, para que as empresas tenham
sucesso em manter e criar clientes com pleno atendimento do mercado.
O armazenamento é uma atividade de apoio que tem como objetivo primordial utilizar o
espaço nas três dimensões (comprimento, largura e altura), de forma mais eficaz possível. As
instalações do armazém devem oferecer a circulação rápida e fácil de suprimentos desde o
recebimento até a expedição. Com o avanço tecnológico, trouxe para área de armazenagem
vários benefícios, tanto novos métodos de racionalização e dos fluxos de distribuição de
produtos, como pela adequação de instalações e equipamentos para movimentação física de
cargas (VIANA, 2002).
O mesmo autor ainda afirma que alguns cuidados essenciais devem ser observados
como:
•
Determinação do local, em recinto coberto ou não;
•
Definição adequada do layout;
•
Definição de uma política de preservação, com embalagens plenamente convenientes
aos materiais;
•
Ordem, arrumação e limpeza, de forma constante;
•
Segurança patrimonial, contra furtos, incêndios.
Já Pozo (2002) afirma que armazenagem compreende a administração dos espaços
precisos para manter os materiais estocados, que podem ser internamente, na fábrica, como
em locais externos, mais próximos dos clientes. Essa ação envolve fatores como localização,
dimensionamento de área, arranjo físico, equipamentos de movimentação, recuperação do
estoque, projeto de docas ou baías de atracação, necessidades de recursos financeiros e
humanos.
Pode-se observar que, a respeito de armazenagem, os autores afirmam que esta é uma
atividade que estar direcionada para administrar todo o espaço de qualquer local de
armazenamento, de forma que melhore a movimentação de materiais.
21
Mesmo com os modernos sistemas de distribuição vigorantes atualmente, como
entregas programadas diretas das linhas de montagem ou contra pedidos atendidos em horas,
os armazéns continuam a existir e continuarão por um longo tempo. Seus altos custos provêm
na maioria das vezes da má administração e da falta de organização (MARTINS e ALT,
2000).
O mesmo autor, ainda afirma que entre o armazém e a gerência deve haver um sistema
de informações que possibilite alocar produtos em locais conhecidos em uma ordem
conhecida, removê-los rapidamente e na quantidade precisa, e ter uma rotação correta.
O manuseio de Materiais é uma atividade secundária que estar ligado com a
armazenagem e também à manutenção dos estoques. Esta atividade compreende a
movimentação de materiais no local de estocagem, que pode ser tanto estoques de matériaprima como de produtos acabados (POZO, 2002).
Segundo Viana (2002), o manuseio de matérias pode ser feito por diversos meios como:
•
Manualmente: este é o manuseio mais simples e comum, realizado pelo esforço físico
de funcionários.
•
Carrinhos manuais: este é um tipo de manuseio ao qual ocorre utilizando-se de
carrinhos impulsionados manualmente.
•
Empilhadeiras: este tipo de equipamento para manuseio é um dos mais versáteis para o
manuseio de materiais. Não há limitação de direção, movimentando-se horizontal e
verticalmente e podendo ser elétricos ou com motores a gás, diesel ou gasolina, nos
quais pode ser adaptada uma série de acessórios que os tornam mais funcionais. A
utilização deste tipo de equipamento vai depender fundamentalmente da disposição dos
corredores internos no Almoxarifado e da natureza dos materiais a movimentar, além de
seus acessórios, os quais, acoplados, facilitam a movimentação.
•
Paleteiras: trata-se de um tipo de empilhadeira manual, que pode ser mecânica,
hidráulica ou elétrica, podendo, apenas realizar o manuseio horizontal.
•
Pontes rolantes: este é um equipamento composto de estrutura metálica, hidráulica ou
elétrica, por duas vigas ao longo das quais a ponte rolante se movimenta; entre as duas
vigas, sustentado pela estrutura, corre um carrinho com um gancho.
•
Guindastes: trata-se de equipamentos utilizados em manuseios, em área externa, de
cargas superiores a cinco toneladas, aparelhadas com lança e motor a explosão que
22
proporciona o deslocamento da máquina e a força para acionamento da lança e
conseqüente trabalho.
Para selecionar os equipamentos de movimentação, Francischini (2007) afirma que é
necessário fazer algumas considerações preliminares:
•
Piso: Tem que considerar o estado de conservação do piso da empresa e sua capacidade
de suportar cargas.
•
Vãos: analisar as dimensões das portas e dos corredores.
•
Pé-direito: prestar muita atenção à altura e do pé-direito, determinado por vigas
transversais que limitam a altura máxima de utilização dos prédios.
•
Externo: identificar as condições do ambiente e sua natureza.
•
Adequação: evitar a utilização de equipamentos tradicionais por motores a combustão
em armazéns de produtos alimentícios.
•
Acidentes: seguir a todas as normas de segurança para proteger o ser humano e eliminar
a possibilidade de se incorrer em responsabilidades civis e criminais, decorrentes de
acidentes.
•
Energia: analisar todas as espécies de energia disponível e a capacidade de
abastecimento.
A embalagem é uma atividade de apoio ao qual merece bastante atenção. Apesar de
todo cuidado na confecção de embalagens mantido pelos americanos, estatísticas comprovam
que os Estados Unidos perdem, ao ano, US$ 3 bilhões em danos de transporte. No Brasil,
mesmo que não haja dados, sabe-se que os prejuízos são grandes (DIAS, 2005).
Na logística, um dos objetivos é movimentar produtos com toda proteção e sem
danificá-los. Para garantir uma perfeita e econômica movimentação sem desperdícios é
necessário à utilização de um bom projeto de embalagem. Além disso, dimensões adequadas
de empacotamento proporcionam manuseio e armazenagem eficiente (POZO, 2002).
Segundo Dias (2005), os tipos mais usuais de embalagens são:
•
Caixa de Papelão: este é um tipo de embalagem que a empresa poderá obter uma grande
redução de custos caso utilize esta no lugar da embalagem de madeira, de compensado.
•
Tambores: o uso de tambores metálicos ocorre em um número considerável de
produtos. Líquidos de todos os tipos, produtos sólidos, pastosos, pó, fluídos, granulados,
23
etc. podem ser transportados em tambores de metal com tranqüilidade e conforto. A
facilidade de manipulação, armazenagem e transporte e a absoluta proteção que oferece
à mercadoria, qualquer tipo que seja, são as principais vantagens que este tipo de
embalagem apresenta à indústria e ao comércio em geral.
•
Fardos: O alto volume de certas mercadorias foi a principal causa que forçou grande
número de empresas a adotarem o enfardamento como sistema de embalagem. Este tipo
de embalagem reduz o tamanho do volume com a utilização de prensas, que
comprimem a mercadoria.
•
Recipientes Plásticos: Este tipo de embalagem foi introduzida no transporte de líquidos
e materiais a granel. Para fins industriais, os recipientes de plásticos estão substituindo,
em larga escala, as embalagens convencionais de vidro, madeira e metal. A
receptividade desses plásticos decorre da versatilidade do material empregado na sua
fabricação que é o polietileno. Este pode assumir diversas formas, com capacidade que
oscila entre cinco e cinco mil litros.
A respeito de embalagem, nota-se uma preocupação de Dias com o desperdício
provindo de uma embalagem mal projetada. Pozo, por sua vez, preocupa-se em alertar que as
embalagens devem ser projetadas de forma que garanta a integridade dos produtos.
O planejamento é uma atividade da logística responsável pela quantidade necessária a
ser produzidas como quando, onde e por quem devem ser fabricadas. É a base que servirá de
informação à programação detalhada da produção dentro da fábrica. É o acontecimento que
possibilitará o cumprimento dos prazos exigidos pelo mercado (POZO, 2002).
O Sistema de Informação é a função que possui um caráter estratégico, uma vez que
possibilitará o sucesso da ação logística dentro de uma empresa para que ela consiga atuar
eficientemente. São as informações necessárias de custo, procedimentos e desempenho vitais
para correto planejamento e controle logístico. Assim, uma base de dados bem estruturadas,
com informações significativas sobre clientes, sobre volumes de vendas, sobre padrões de
entregas e sobre os níveis dos estoques e das disponibilidades físicas e financeiras que
servirão como base de apoio a uma administração eficiente e eficaz das atividades primárias e
de apoio do sistema logístico.
O processo de compras configurado atualmente como uma função de aquisição é bem
diferente da maneira como era tratado antigamente. Antes da Primeira Guerra Mundial, tinha
papel essencialmente burocrático. Depois, já na década de 1970, devido principalmente com a
24
crise do petróleo, a oferta de várias matérias-primas começou a se reduzir enquanto que os
preços aumentam vertiginosamente. Neste momento, saber o que, quando, quanto e como
comprar começa a adquirir condição de sobrevivência, e assim, o departamento de compras
ganha mais importância dentro da organização (MARTINS, 2000).
A atividade de compras tem como objetivo abastecer as necessidades da empresa por
meio da aquisição de materiais/serviços, decorrente das solicitações dos usuários, procurando
identificar no mercado as melhores condições comerciais e técnicas (VIANA, 2002).
O mesmo autor afirma que o ato de comprar inclui as seguintes etapas:
•
Programação do que, de quanto e de quando comprar;
•
Análise dos fornecedores e verificação de sua capacidade técnica, relacionando-os para
consulta;
•
Promoção de concorrência, para a seleção do fornecedor vendedor;
•
Fechamento do pedido, por meio da autorização de fornecimentos ou contrato;
•
Acompanhamento ativo durante o período que transcorre entre o pedido e a entrega;
•
Encerramento do processo, após recebimento do material, controle da qualidade e da
quantidade.
Dias (2005) define a atividade de compras como sendo um segmento vital do
departamento de materiais ou suprimentos, que tem por objetivo suprir as necessidades de
materiais ou serviços, planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no tempo correto com as
quantidades corretas, verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar
armazenamento.
Para que o setor de compras de uma organização tome decisões com clareza, é
necessário que haja uma classificação bem desenvolvida. Francischini (2007) afirma que para
realizar o processo de compras com maior facilidade devemos utilizar uma matriz de duas
entradas (Quadro 01). Estas duas entradas poderiam compreender dois aspectos do problema
de compras: a primeira focalizaria o aspecto do mercado de oferta e a segunda estaria voltada
para o interior da empresa, conforme seguir:
1˚ classificação da empresa quanto ao mercado fornecedor:
•
Produtos de venda corrente;
•
Produtos com preços fixados correntemente;
25
•
Fornecimento sob encomenda, com preços fixados pelo fornecedor;
•
Fornecimento em regime de escassez.
2˚ Classificação das compras quanto à freqüência da necessidade de fornecimento pela
empresa:
•
Compras constantes e habituais;
•
Compras programadas;
•
Compras de investimentos;
•
Compras de emergência;
•
Compras sofisticadas.
Compras
constantes e
habituais
Compras
programadas
Compras de
Investimentos
Compras de
emergências
Compras
Sofisticadas
Produtos de
venda corrente
Produto com
preços fixados
correntemente
Fornecimento
sob encomenda,
com preços
fixados
pelo fornecedor
Fornecimento
Em regime de
escassez
Quadro 01- Matriz de duas entradas
Fonte: Adaptado de Franchiscini (2007, p. 19).
Determinado
tipo de
compra
As modalidades de compra segundo Viana (2002), são divididas em dois trâmites:
•
Compra normal: ocorre quando o prazo for conciliável para conseguir as melhores
condições comerciais e técnicas na aquisição de materiais, através de todas as etapas
demonstradas no fluxo básico de compra.
•
Compra em emergência: esta ocorre quando há falhas na elaboração do planejamento ou
no atendimento de necessidade provindas de problemas operacionais. Este tipo de
compra, comparando-se com as compras normais, perde várias etapas fundamentais, ao
26
qual torna a compra de emergência desvantajosa, uma vez que os preços obtidos são
elevados em relação aos da compra normal.
2.2
DIMENSIONAMENTO DE ESTOQUES
Francischini (2007) define estoque como sendo quaisquer quantidades de bens físicos
armazenadas, de maneira improdutiva, por algum espaço de tempo. Os estoques podem ser de
quatro tipos:
•
Estoques de matérias-primas - materiais e componente comprados de fornecedores,
alojados na empresa compradora que não passaram por nenhum tipo de processamento.
•
Estoques de materiais em processo - materiais e componentes que no mínimo sofreram
pelo menos por um processamento no processo produtivo da empresa compradora e
esperam utilização posterior.
•
Estoque de produtos auxiliares - materiais de limpeza, peças de reposição, materiais de
escritório, manutenção, etc.
•
Estoque de produtos acabados - produtos de prontos para negociação.
A finalidade essencial de uma empresa é maximizar o lucro sobre o capital investido em
fábrica e equipamentos, em financiamentos de vendas, em reserva de caixa e em estoques.
Almeja-se que o dinheiro investido em estoques seja o combustível necessário para a
produção e o bom atendimento das vendas.
A gestão de estoque tem como objetivo otimizar o investimento em estoques,
aumentando o uso eficiente dos meios da empresa, diminuindo as necessidades de capital
investido (DIAS, 2005).
A respeito da gestão de estoque, Corrêa e Corria (2004) enfatiza sobre a importância do
controle dos estoques em trânsito, referente a contratos efetuados com emissão de nota fiscal
do fornecedor, contabilmente dado entrado no sistema de informação, porém fora do
inventário físico.
Para Bertaglia (2005), o desenvolvimento do estoque esta relacionado ao desequilíbrio
existente entre a demanda e a oferta. Quando o ritmo de fornecimento é maior que a demanda,
27
o estoque aumenta. Quando o ritmo da demanda supera a oferta, o estoque diminui, podendo
faltar material ou produto.
Uma das principais dificuldades dentro da gestão de estoques está em buscar conciliar
da melhor maneira possível os diferentes objetivos de cada departamento (compras, produção,
vendas e financeiro), da empresa para os estoques, sem prejudicar a operacionalidade da
empresa (DIAS, 2005).
Seguindo ainda o pensamento do mesmo autor, um setor de controle de estoques tem as
seguintes funções:
•
Determinar ‘o quê’ deve permanecer em estoque. Número de itens;
•
Determinar ‘quando’ se devem reabastecer os estoques. Periodicamente;
•
Determinar ‘quanto’ de estoque será necessário para um período predeterminado;
•
Acionar o Departamento de Compras para executar aquisição de estoque;
•
Receber, armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades;
•
Controlar os estoques em termos de quantidade e valor e fornecer informações sobre a
posição do estoque;
•
Manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estados dos materiais
estocados; e
•
Identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados.
2.2.1 Métodos de avaliação de estoque
Além de controlar a quantidade de materiais em estoque à disposição dos setores
produtivos e administrativos da empresa, a Administração de Matérias refere-se também à
valorização, ou seja, fornecer o volume financeiro pelo qual esse material está sendo estocado
e utilizado nos produtos finais fabricados (FRANCISCHINI, 2007).
Dias (2005), afirma que a avaliação de estoques pode ser realizada através de quatro
métodos (custo médio, PEPS, UEPS, preço de reposição).
O Custo médio é um método de avaliação de estoque muito utilizado nas organizações,
pelo qual calcula-se a média entre o soma total do custo e o somatório das quantidades,
28
resultando um valor médio de cada unidade. Cada valor médio de unidade em estoque se
modifica pela compra de outras unidades por um preço diferente.
O Custo médio é calculado pela fórmula:
Custo médio =
valor total em Estoque do Item
Númerode Itens em Estoques
Onde o Custo médio é igual ao valor total em estoque do item dividido pelo número de
itens em estoques.
A avaliação pelo método PEPS (FIFO) segundo Dias (2005), significa primeiro a entrar
e primeiro a sair (First in, First out). Neste método, a avaliação é realizada pela ordem
cronológica das entradas, ou seja, sai o material que primeiro integrou o estoque, sendo
substituído pela mesma ordem cronológica em que foi recebido, devendo seu custo real ser
aplicado.
Já a avaliação pelo método UEPS (Último a Entrar, Primeiro a sair) ou LIFO (Last in,
First out), a ordem cronológica de entrada no estoque se inverte, ou seja, o último lote a entrar
no estoque é o primeiro a ser considerado para efeito de cálculo de custo. Também neste caso,
cada lote é controlado separadamente.
A avaliação pelo preço de reposição ou Close Out segundo Francischini (2007), é
efetuada considerando-se a situação do preço dos produtos comprados ou fabricados no
momento da avaliação. Assim, potenciais variações de curto prazo no preço de custo ou de
mercado devem ser introduzidos no cálculo do preço unitário do item, para eventuais
reposições de estoque.
O preço de reposição pode ser calculado pela fórmula:
Preço de Reposição = Preço Unitário + Variação de Preço de Custo ou de Mercado
2.3
CUSTOS DE ESTOQUES
Uma das grandes preocupações do Administrador de Materiais é ter o conhecimento
exato de quais são os custos relacionados ao estoque que ele gerencia. Quando a permanência
da empresa no mercado está ameaçada por haver custos acima dos concorrentes diretos, o
29
Administrador de Materiais deve conservar um controle rígido sobre esse item e,
fundamentando-se nessas informações, aplicar ações corretivas Para reduzi-lo a níveis
aceitáveis (FRANCISCHINI, 2007).
Seguindo ainda o pensamento do mesmo autor, o custo de estoque pode ser
desmembrado em quatro partes, que servirão de auxílio na determinação do nível de estoque a
ser mantido:
•
Custo de aquisição;
•
Custo de armazenagem;
•
Custo de pedido;
•
Custo de falta.
2.3.1 Custo de aquisição
Este tipo de custo é definido como o valor pago pela empresa compradora pelo material
adquirido. Este custo estar vinculado com o poder de negociação da Área de Compras, em
que procurará minimizar o preço pago por unidade adquirida.
Mesmo este custo não sendo de responsabilidade direta do Administrador de Materiais,
ele envolverá diretamente no valor do material em estoque. Quanto maior o preço unitário
pago, maior será o valor do estoque para uma mesma quantidade estocada (FRANCISCHINI,
2007). A Fórmula deste custo é a seguinte:
Custo de Aquisição = Preço Unitário versus Quantidade Adquirida ou CAq= Pu x Q
2.3.2 Custo de armazenagem
Dias (2005) define custo de armazenagem como um custo decorrente da estocagem e
armazenamento dos materiais. Dentre os tipos de custos de estoque, este é o que mais afeta a
rentabilidade, merecendo assim atenção redobrada.
30
Para calcular o custo de armazenagem de determinado material, utiliza-se a seguinte
expressão:
Custode armazenagem=
Q
2XTX PX I
onde:
Q = Quantidade de material em estoque no tempo considerado
P = Preço unitário do material
I = Taxa de armazenamento
T = Tempo considerado de armazenagem
O valor de I – taxa de armazenagem- é adquirido por meio da soma de diversas
parcelas.
a)
Taxa de retorno de capital
Ia=
100 x lucro
valor do estoque
O capital investido na aquisição do material armazenado deixa de ser rentável.
b)
Taxa de armazenamento físico
Ib=
100 x S X A
CX P
onde:
S = área ocupada pelo estoque
A = custo anual do m2 de armazenamento
C = consumo anual
P = preço unitário
Portanto, CP = valor dos produtos estocados.
31
c)
Taxa de seguro
d)
Taxa de movimentação, manuseio e distribuição.
Id =
e)
Taxa de obsolescência
Ie=
f)
100 x depreciação anual do equipamento
valor do estoque
100 x perdas anuais por oboslescência
valor do estoque
Outras taxas
Taxas como: água, luz etc.
If =
100 x despesas anuais
valor do estoque
Conclui-se, então, que a taxa de armazenamento é:
I = Ia + Ib + Ic + Id + Ie + If
Para determinar o valor da taxa de armazenagem devem-se levar em consideração os
tipos de materiais estocados. Em algumas organizações, algumas parcelas de I possui um
peso tão grande, que torna desnecessário o calculo da outra.
Para facilitar os cálculos, o valor da taxa de armazenagem deve ser obtido de maneira
global e única para todos os materiais, ou seja, o valor de I pode ser considerado constante
para os diferentes materiais. A exceção será para empresas que, eventualmente, utilizam
materiais cujas taxas parciais são diferentes.
Analisando a fórmula do custo de armazenagem, verificamos que este custo nada mais é
do que o somatório de:
32
Logo, a fórmula do custo de armazenagem destrinchada será:
Q
Q
Custo de armazenagem = ( 2 x T x C x Ia ).T + ( 2 x T x C x Ib ).T +
Q
Q
Q
Q
( 2 x T x C x Ic ).T + ( 2 x T x C x Id ).T + ( 2 x T x C x Ie ).T + ( 2 x T x C x If ).T
Portanto, temos que:
Assim, o custo de armazenagem é a soma de: custo de capital, custo de seguro, custos
de transportes, custos de obsolescência, custo de despesas diversas.
2.3.3 Custo de pedido
Custo de pedido segundo Francischini (2007), é o valor gasto pela empresa para que
determinado lote de compra venha ser solicitado ao fornecedor e entregue na empresa
compradora. Se o custo de armazenagem estiver ligado diretamente à área de armazenagem, o
custo do pedido será referente aos custos administrativos e operacionais da área de Compras.
Além do custo administrativo da área de Compras, o fornecedor pode cobrar fretes
adicionais e/ ou a empresa incorrer em custos de inspeção para lotes segmentados de um
mesmo pedido. Logo, o custo de pedido pode ser medido por:
CP
= Custo de Pedido
n
= Número de Pedido
CPAu = Custo de Pedido Administrativo unitário
CPVu = Custo de Pedido Variável unitário
CUSTO DE PEDIDO ADMINISTRATIVO NO PERIODO T
Custo
Descrição
Fator
Mão-de-obra
Salários, encargos e benefícios adicionais gastos pela área de
MO
Compras
33
Custo
Descrição
Fator (cont.)
Aluguel
Aluguel rateado pago pela área de Compras
A
Imposto e seguros
Imposto predial e seguros rateados pela área ocupada
IS
Equipamentos
Depreciação ou aluguel de equipamentos utilizados pela área
E
de compras
Despesas gerais
Telefone, energia elétrica, materiais de escritório utilizados
DG
pelas áreas de Compras
Total
Custo de Pedido Administrativo
CPA = MO + A + IS + E +
DG
Quadro 2- Custo de pedido administrativo no período T
Fonte: Adaptado de Franchiscini (2007, p. 168)
Assim, o custo de pedido administrativo unitário pode ser calculado por:
em que:
CPAu =
CPA
MO + A + IS + E + DG
=
n
n
CPA = Custo de Pedido Administrativo unitário
n = numero de pedidos feitos no período T
O custo de pedido variável unitário vai depender da quantidade de lotes entregues em
um mesmo pedido e geralmente não está incluso no preço de aquisição. Esse custo pode ser
de dois tipos:
CUSTO DE PEDIDO VARIÁVEL UNITÁRIO
Custo
Descrição
Fator
Externo
Custo de frete do lote entregue, custo de desembaraço alfandegário do lote, etc.
CPVE
Interno
Custo de inspeção do lote, custo de pesagem do veículo de entrega, custo de
CPVI
mão-de-obra, equipamentos e outras despesas adicionais em virtude do
aumento de número de pedidos, etc.
Quadro 3- Custo de pedido variável unitário
Fonte: Adaptado de Franchiscini (2007, p. 168)
34
Desse modo, o custo de pedido variável unitário pode ser calculado por:
CPVu = m x (CPVE + CPVI)
em que:
CPVu = custo de pedido variável unitário
m
= nº. de lotes entregues de determinado pedido
CPVE = custo de pedido variável unitário externo
CPVI = custo de pedido variável unitário interno
2.3.4 Custo de falta
Existem certos elementos de custo que não podem ser calculados com grande exatidão,
mas que acontecem quando um pedido atrás ou não pode ser entregue ao fornecedor. Dias
(2005) determina os custos de falta de estoques ou de ruptura das seguintes maneiras:
•
Através de lucros cessantes, ocasionado pela incapacidade do fornecimento. Perdas de
lucros, com anulação do pedido;
•
Por meio de custeios adicionais, causados por fornecimentos em substituição com
material de terceiros;
•
Por meio de custeios causados devido ao não-cumprimento dos prazos contratuais como
multas, prejuízos, bloqueio de reajuste;
•
Através de quebra de imagem da empresa, tendo como conseqüência acabar
beneficiando o concorrente.
Já para Francischini (2007), o custo de falta pode ser calculado utilizando os alguns
custos como demonstrado no quadro abaixo:
35
CUSTO DE FALTA DE ESTOQUE
Custo
Mão-de-obra
Descrição
Fator
Salários e benefícios adicionais ao tempo em que a linha de MO
produção ficou ociosa
Equipamentos Custo do equipamento referente ao tempo em que a produção E
permaneceu parada por falta de item ou pela programação da
produção
Material
Custo adicional do material comprado em outros fornecedores
Multas
Multas contratuais pagas devido ao atraso de fornecimento do MU
MP
produto final da empresa compradora causado pela ausência de
material
Prejuízos
Lucro referente às vendas que ocorreram devido aos PR
cancelamentos de pedidos ou vendas futuras não realizadas
causadas pela falta do material, e conseqüente impossibilidade
de fornecimento dentro dos prazos acordados
Quadro 4- Custo de falta de estoque
Fonte: Adaptado de Franchiscini (2007, p. 170)
36
3
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O método é o caminho para se chegar a objetivos. O uso de procedimentos incorpora
técnicas racionais para se delinear uma pesquisa, estabelecendo marcos, delimitando e
abordando os fatores interferentes: antecedentes, resultados e conseqüentes.
Nessa seção descreve-se os passos desenvolvidos na pesquisa para o alcance de seus
propósitos.
3.1
MÉTODO DE ABORDAGEM
Por se tratar de uma pesquisa de campo, usando em sua lógica de argumentação a
dedução a partir do objeto de estudo junto a Atacadan Distribuidora, trata-se do método
dedutivo, que parte de verdades específicas às gerais.
3.2
MÉTODO DE PROCEDIMENTO
O presente trabalho foi conduzido a partir de um estudo de caso realizado no Atacadan
Distribuidora de Alimentos LTDA, localizado em Sapé, mais especificamente no setor de
compras. Foram abordadas as atividades desempenhadas e todo o processo de compras e a
política de estoque do mesmo.
3.3
NATUREZA DA PESQUISA
Tomando por base a taxionomia de Vergara (2007, p. 49), quanto aos fins é descritiva,
pois se preocupa com as características dos fenômenos estudados e não com as causas da
ocorrência dos mesmos. O propósito foi concentrar conhecimentos que possam descrever os
aspectos da população, analisando a distribuição de determinadas características ou atributos.
Quanto aos meios, consiste em um estudo de caso, com pesquisa de campo.
37
3.4
AMBIENTE DA PESQUISA
O local onde foi realizado a pesquisa foi no Atacadan Distribuidora de Alimentos
LTDA que é uma empresa privada formada em 25 de maio de 1990. Localizada na cidade de
Sapé, é uma empresa no ramo atacadista, com uma variedade de produtos como: material de
limpeza, higiênicos, bebidas e produtos alimentícios. Esta abastece várias cidades localizadas
tanto no litoral como no brejo paraibano. É uma empresa familiar onde o proprietário é o
presidente e o seu filho é o vice-presidente, com outros familiares ocupando outros cargos.
3.5
SUJEITOS DA PESQUISA
Os respondentes dessa pesquisa foram os três funcionários responsáveis pelo
departamento de compras e um do departamento de armazenagem do Atacadan.
3.6
TÉCNICAS DE PESQUISA
Os dados coletados são de dois tipos: primários e secundários. Os dados primários são
aqueles obtidos a partir de informações das próprias organizações estudadas, ao passo que os
dados secundários provêm de outras fontes, já tendo sido pesquisadas e analisadas.
Segundo Lakatos e Marconi (1999) a pesquisa bibliográfica abrange toda a bibliografia
já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais
revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, documentos audiovisuais, etc.
A observação utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade.
Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se
deseja estudar. (LAKATOS; MARCONI, 1991)
Lakatos e Marconi (1991) definem entrevista como uma conversação efetuada face a
face, de maneira metódica, proporcionando ao entrevistador as informações necessárias.
Desse modo, os dados secundários foram coletados por meio da pesquisa bibliográfica,
a partir de definições e conceitos tanto em livros, como em sites, revistas e jornais pertinentes
ao tema abordado, como também relatórios gerenciais do setor de compras do Atacadan.
Ainda foram adotadas, para a coleta dos dados primários, uma entrevista semiestruturada, descrita no Apêndice A, seguindo um roteiro previamente elaborado; e o
38
instrumento de observação, indispensável à consecução dos objetivos desta pesquisa. Ambas
as técnicas foram aplicadas com os sujeitos da pesquisa.
A entrevista se constituiu de uma série de perguntas que foram respondidas por escrito e
sem a presença do pesquisador. Já o formulário deve seguir um roteiro de perguntas
enunciadas pelo entrevistador e preenchidas por ele com as respostas do pesquisado.
(LAKATOS; MARCONI, 1991)
O roteiro de observação definiu a ordem e as etapas que foram seguidas para efetuação
da mesma. Desse modo, além da bibliografia utilizada, os dados foram coletados a partir da
aplicação de questionário. As questões apresentadas no questionário foram subjetivas.
3.7
VARIÁVEIS DA PESQUISA
As variáveis desta monografia estão representadas no Quadro 5 e serviram como roteiro
a ser seguido visando a consecução dos objetivos específicos estabelecidos no início deste
trabalho.
A partir de cada objetivo específico foram definidos os vetores de investigação, os quais
serviram como objeto de investigação nos questionários e entrevistas a serem aplicados aos
sujeitos da pesquisa.
Objetivos Específicos
Descrição
(OE)
Variável da
Vetores de Investigação
Pesquisa
•
Verificar o planejamento de
compras
•
OE1
Verificar a política de
Verificar os critérios de
seleção e avaliação dos
Política de compras
fornecedores
compras da empresa
•
Identificar as possíveis
compras em excesso
•
Identificar a política de frete
da empresa
•
Identificar a dimensão da
frota utilizada pela empresa
39
Objetivos Específicos
Descrição
(OE)
Variável da
Vetores de Investigação
Pesquisa
(cont.)
•
Verificar o layout do
armazém da empresa
•
Identificar a política de
armazenamento dos produtos
OE2
Identificar a política de
Política de estoque
•
Verificar a existência da
política de estoque mínimo
estoque
•
Verificar a existência de
política de controle de entrada
e saída de mercadorias do
estoque
•
OE3
Levantar fatores
Fatores influenciados
influenciados pela
pela política de
política de compras e
compras e estoques
estoques da empresa
Identificar a existência de
custos de armazenagem;
•
Identificar possível
indisponibilidade de
mercadoria no estoque
Quadro 05 – Variáveis da pesquisa
Fonte: Adaptado de Oliveira (2005)
Tomando por base as variáveis, pôde-se construir os marcos temáticos que nortearam a
categorização dos dados coletados no capítulo de resultados, permitindo o alinhamento e
análise de consecução dos objetivos.
3.8
TRATAMENTO DOS DADOS
A pesquisa qualitativa considera a existência de uma relação dinâmica entre mundo real
e sujeito. O aspecto qualitativo é essencial ao presente trabalho, devendo ser identificadas
todas as diferentes percepções dos entrevistados acerca das questões apresentadas pelo
questionário, ao qual será subjetivo.
Desse modo torna-se necessário o tratamento dos dados sob o aspecto qualitativo,
visando apresentar da melhor forma os resultados obtidos acerca do tema estudado.
40
4
ANÁLISE DOS DADOS
Realizada pesquisa de campo no período de 01 a 08/12/2009 no Atacadan
Distribuidora de Alimentos LTDA, onde foram coletadas informações com três funcionários
envolvidos com as compras e o controle da logística da empresa. Os dados analisados foram
obtidos através do instrumento de pesquisa mencionado no ponto 3.4, referente ao
instrumento de pesquisa.
Abordaremos, a seguir, a análise e interpretação dos dados referentes aos percentuais
obtidos, agrupando-os e visando a atender os objetivos específicos deste trabalho listados no
ponto 1.2.2, referente aos objetivos específicos. Essa análise e interpretação foi dividida nos
pontos: processo de compras, política de controle de estoques adotada na Atacadan e fatores
influenciados pela política de compras e estoques da empresa.
4.1
PROCESSO DE COMPRAS
As compras são realizadas por três pessoas: o próprio dono da empresa, o supervisor
geral e o gerente administrativo, onde a divisão das compras vai depender do volume a ser
adquirida. Caso seja um quantia pequena fica a serviço tanto do supervisor quanto do gerente
administrativo. Caso o volume das compras seja maior fica na responsabilidade do dono
executá-la. A quantia a ser comprada vai de acordo com o total do capital de giro da empresa,
ou seja, as compras são realizadas sem o acompanhamento do responsável pelo controle do
estoque. O dono utiliza o método de especulação de preço, comprando uma grande
quantidade de forma a garantir um preço menor no mercado, deixando os estoques sempre
sobrecarregados, demonstrando assim, um mau planejamento nas compras. Valle (1994)
alerta sobre as compras mal planejadas que acabam resultando em custos adicionais para
manter os estoques com níveis elevados.
A empresa trabalha com uma variedade de cerca de dois mil itens divididos em cinco
tipos de categorias: alimentos, bebidas, descartáveis, material de limpeza e de higiene. O giro
de estoque médio de todos os produtos é de aproximadamente trinta dias, porém, existem
produtos que acabam ficando obsoletos no estoque devido às compras exageradas.
A seguir segue no Quadro 6 no qual são apresentadas as categorias e alguns dos
produtos oferecidos pela empresa:
41
A empresa realiza as suas compras diretamente nas fábricas e também, algumas delas
em outra distribuidora. Os seus critérios de seleção de fornecedores são de acordo com a saída
e a qualidade dos produtos oferecidos. Já a avaliação dos fornecedores é levada em conta os
incentivos de venda (desconto no valor da mercadoria), pontualidade na entrega e prazo de
pagamento.
Na compra de algumas mercadorias a longa (geralmente fornecedores da região Sul e
Sudeste) e a curta (região Nordeste) distância a empresa disponibiliza alguns veículos da sua
frota para buscá-los obtendo, assim, abatimento nos preços.
Como a empresa possui um regime especial de ICMS, ela não paga impostos durante o
transporte de suas mercadorias quando ela mesma se dispõe a buscá-la. Quando o próprio
fornecedor traz as mercadorias, a política de frete adotada é a CIF, onde o valor do frete já
estar incluso no valor da nota.
CATEGORIA
PRODUTOS
Feijão, arroz, açúcar, macarrão, café, azeitona, cuscuz, leite em pó, carne
enlatada, etc.
Bebidas
Uísque, vodca, aguardente, suco, etc.
Descartáveis
Palito de dente, guardanapo, copos, etc.
Esponja de aço, sabão em pedra, sabão em pó, detergente, cera, água
Material de limpeza
sanitária,etc.
Material de higiene
Shampo, creme dental, escova de dente, desodorante, sabonete, etc.
Quadro 06 – Categorias de Produtos da Atacadan
Fonte: Pesquisa de campo (2009)
Alimentos
Atualmente a empresa conta com uma frota de 17 veículos os quais são: um caminhão
baú toco com capacidade para 9 toneladas (utilizados para buscar e entregar mercadorias de
longa distância); uma caminhonete silverado com capacidade de até 900 kg (utilizados para as
pequenas entregas feita na própria cidade); 13 caminhões “truck” de carroceria “graneleira”
com capacidade para 15 toneladas (utilizados para realizar entregas de curta e média
distância); uma carreta cavalo “truckada” com capacidade de 30 toneladas (utilizado para
trazer mercadorias compradas a longa distância, como também fardos de açúcar comprados
nas usinas canavieiras próximas à região da cidade de Sapé) e uma carreta bi trem
“graneleiro” com capacidade para 40 toneladas (utilizado para buscar mercadorias a longa
distância) .
Estes tipos de veículos foram adquiridos de forma que facilite a logística na entrega das
mercadorias aos seus consumidores, tanto para locais de curta e longa distância, como
também para trazer as mercadorias dos seus fornecedores.
42
A empresa não utiliza métodos para avaliar o total de compras feito mensalmente, muito
menos elabora um orçamento anual, mostrando ineficiência no seu planejamento de compras.
4.2
POLÍTICA DE ESTOQUES
A empresa possui uma área de armazenagem dividida em cinco galpões que medem
cada um uma área de 900m2 (15x60 m) com 10m de altura. Nestes, as mercadorias são
estocadas tanto de forma horizontal como também de forma vertical, ocupando todo o espaço
de forma mais eficaz possível como afirma Viana (2002), utilizando as três dimensões
(comprimento, largura e altura) como pode ser visto na Figura 1:
Figura 1: Armazém com prateleiras
Fonte: Pesquisa de campo (2009)
Como pode-se observar na Figura 1 nota-se o uso eficiente do espaço do armazém nas
três dimensões sem afetar na integridade das mercadorias estocadas.
Os corredores existentes entre as prateleiras e entre os galpões medem
aproximadamente 2m de largura, nos quais é possível o trânsito fácil e rápido de suprimentos
desde o recebimento até a expedição. Em alguns galpões existem plataformas para facilitar o
embarque e desembarque das mercadorias.
A área externa mede aproximadamente 2000m2 (40 x 50 m) que é utilizado tanto para os
veículos fazerem manobras na hora de embarque e desembarque de mercadorias, como
também serve de garagem para a frota da empresa como pode ser visto na Figura 2:
43
Figura 2: Área externa da empresa
Fonte: Pesquisa de campo (2009)
A Figura 2 mostra parte da área externa onde os veículos realizam manobras e ficam
aguardando para serem carregados.
O trânsito das mercadorias nos galpões é realizado através do uso de carrinhos manuais
e do esforço físico dos funcionários. Para empilhar as mercadorias nas prateleiras é feito uso
de escadas manuais como mostra nas Figuras 3 e 4:
Figura 3: Carrinhos manuais
Fonte: Pesquisa de campo (2009)
Os equipamentos utilizados pela empresa para movimentar os seus produtos dentro do
armazém são todos de uso manual, utilizando assim esforço físico.
44
Figura 4: Escada manual
Fonte: Pesquisa de campo (2009)
A Figura 4 ilustra como as mercadorias são empilhadas utilizando escadas manuais e
esforço físico.
As mercadorias são organizadas tanto em prateleiras de aço de três andares como
também em cima de paletes de madeira. A distribuição das mercadorias ocorre de forma
aleatória, ou seja, não existe um local para determinada mercadoria. Elas são armazenadas de
acordo com os espaços desocupados existentes no momento que chegam para desembarque.
Este fato acaba interferindo na eficiência de armazenagem e de separação dos pedidos. De
acordo com Martins e Alt (2000), nas empresas precisam de um sistema de informações que
possibilite alocar produtos em locais conhecidos em uma ordem conhecida, a qual possa
removê-los rapidamente e na quantidade precisa.
Algumas vezes, há pedidos que ficam pendentes nos próprios fornecedores aguardando
surgir algum espaço para as mercadorias poderem ser desembarcadas. Com isso, certas
mercadorias mesmo não havendo no estoque acabam não chegando.
O controle do estoque é realizado através do software chamado Sistema de
Gerenciamento Comercial, que fornece a quantidade de cada produto armazenado informando
quando algum estiver com uma quantidade elevada ou baixa, como também o seu prazo de
validade. Este mesmo sistema totaliza os estoques igualmente com a contabilidade, enviando
todas as informações necessárias para cada departamento envolvido no processo.
45
Em termos de segurança, a empresa possui um sistema de vigilância contra furtos e
roubos, mas não possui um aparato necessário que possa garantir segurança contra incêndio
nos galpões.
Mensalmente é realizado um inventário físico em todo o estoque. No último inventário
realizado houve uma diferença muito pequena no valor de duzentos reais, a qual é considerada
irrisória em comparação ao valor total do estoque.
Das metodologias estudadas nessa pesquisa, a empresa utiliza o método PEPS onde a
primeiro lote de determinada mercadoria que chega será o primeiro lote a sair. Outra
metodologia aplicada é a de custo médio onde o preço dos produtos é estabelecido fazendo a
média dos preços que eles foram comprados. Nota-se que no Atacadan aplica os métodos de
avaliação de estoque que Dias (2005) indica almejando garantir que os produtos estocados
não fiquem obsoletos no armazém.
O giro do estoque é feito de acordo com as vendas, ou seja, é feito um acompanhamento
mensalmente utilizando gráficos e planilhas sobre a quantidade vendida de cada produto em
trinta dias. Não há uma separação entre os produtos de alto, médio e baixo giro.
O Atacadan faz o trituramento e embala o açúcar que ele fornece. Este produto é
embalado de acordo com a sua demanda devido ao seu rápido endurecimento. A embalagem é
resistente e possui dimensões adequadas de empacotamento e, ao mesmo tempo, possui uma
aparência que agrega valor de qualidade. A seguir algumas imagens desse processo:
Figura 5: Açúcar embalado e estocado
Fonte: Pesquisa de campo (2009)
Percebe-se através dessa imagem a resistência da embalagem do açúcar que pode ser
estocado em grandes quantidades sem que haja nenhuma avaria.
46
Figura 6: Máquina de triturar e embalar o açúcar
Fonte: Pesquisa de campo (2009)
Com a máquina de triturar e embalar o açúcar a empresa cria o seu próprio produto,
barateando o seu custo, podendo obter vantagens no mercado.
4.3
FATORES INFLUENCIADOS PELA POLÍTICA DE COMPRAS E ESTOQUES
A empresa, por manter os estoques sempre com nível elevados, acaba gerando um custo
de armazenagem. Por não mensurar os custos incorridos devido a elevados estoques, a
empresa não possui um valor exato do seu custo de armazenagem, afetando principalmente na
sua rentabilidade.
A quantia de produtos obsoletos e danificados é mínima, não chegando sequer a 1% do
total do estoque e a maioria dos produtos que sofrem alguma avaria ou estão obsoletas podem
ser trocadas com os fornecedores.
Como a empresa não possui um local exato para alocar as mercadorias que chegam,
algumas delas, que estão em falta no estoque, mesmo com o pedido de compras feito, não
podem ser recebidas devido à falta de espaço para serem estocadas, ficando armazenadas com
os próprios fornecedores. Com isso, a empresa está gerando entre 10% a 15% de
indisponibilidade de produtos para os clientes, gerando, assim, um custo de falta.
47
5
CONCLUSÃO
Nesta seção procedeu-se uma resposta ao problema de pesquisa, as considerações finais
acerca dos objetivos específicos, as recomendações, as limitações e as sugestões de pesquisas
futuras.
5.1
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tomando por base o problema de pesquisa ‘quais os impactos do processo de compras
nos níveis de estoques da Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA?’, podem constatar
diversos fatores interferentes, conforme a seguir:
•
Falta de comunicação entre o setor de compras e o setor logístico no momento de
efetuar as compras;
•
Os critérios de seleção e de avaliação dos fornecedores funcionam de forma eficaz;
•
O processo de compras da empresa apresenta ineficiência na efetuação das compras
numa quantia de produtos muito acima do que a empresa possa ofertar como também
armazenar;
•
A política de frete adotada pela empresa se mostra adequada e viável a empresa;
•
A frota da empresa está de acordo com o número necessário que as suas entregas
necessitam;
•
O arranjo físico da empresa não possui uma definição exata para a localização das
mercadorias, dificultando assim tanto o processo de expedição como o de recebimento;
•
A empresa armazena seus produtos de acordo com os locais desocupados no momento
de recebimento das mercadorias;
•
A empresa não realiza a política de estoque mínimo uma vez que o estoque está sempre
no seu nível máximo de armazenamento;
•
A empresa utiliza o método de controle de entradas e saídas das mercadorias do estoque
PEPS, onde as perdas de mercadorias devido a prazo de validade não chegam a 1% do
total do estoque;
•
Por manter o nível do estoque sempre elevado, a empresa possui um grande custo de
armazenagem, o qual não chega nem se quer a ser calculado;
•
A indisponibilidade de mercadorias no estoque com os pedidos feitos varia entre 10% a
15% do total deste.
48
5.2
RECOMENDAÇÕES PARA A EMPRESA
A Atacadan poderia melhorar a sua eficiência logística, como também minimizar os
seus custos fazendo algumas mudanças nos seguintes aspectos:
• Uma maior interação por parte da gestão de compras com a gestão de estoque;
• Realizar as compras observando a quantia de itens estocados;
• Elaborar um arranjo físico definindo o local de cada item no estoque de forma que
melhore a eficiência nas expedições e nos recebimentos;
• Realizar uma política de estoque mínimo que possa assegurar a não indisponibilidade de
mercadorias para os clientes.
5.3
LIMITAÇÕES DA PESQUISA
As limitações para a formulação deste trabalho foram:
•
Indisponibilidade de valores quantitativos e financeiros a respeito do estoque da
empresa;
•
A falta de conhecimento técnico dos entrevistados para responder ao questionário
restringiu a obtenção de informações;
•
Indisponibilidade do número de vendas mensais realizada pela empresa;
5.4
SUGESTÕES PARA NOVAS PESQUISAS
Ao considerar e interpretar os dados, detectaram-se os seguintes temas para realização
de novas pesquisas:
•
Analisar os efeitos causados no estoque devido à falta de comunicação entre o setor de
compras e o setor de estoque;
•
Estudar as políticas de compras que possam minimizar a indisponibilidade de produtos
para os clientes;
•
Estudar os efeitos que o arranjo físico de um armazém pode causar na eficiência no
processo de expedição e recebimento de mercadorias;
49
•
Estudar métodos de acompanhamento do desempenho do estoque;
•
Estudar métodos que possam avaliar as compras realizadas da empresa visando diminuir
custos no estoque;
•
Estudar os resultados obtidos com a implantação da política de estoque ABC.
50
REFERÊNCIAS
BERTAGLIA, Paulo Roberto Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. 2.
ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
CARVALHO, José Meixa Crespo de Logística. 3. ed. Lisboa: Silabo, 2002.
CHIAVENATO, I. Iniciação à Administração de Materiais, 3. ed. Mankron Books: São
Paulo, 1991.
CORRÊA, Carlos Alberto, e CORRÊA, Henrique Luiz. Administração de Produção e
Operações: Manufatura e Serviços - Uma Abordagem Estratégica. São Paulo: Atlas, 2004.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: princípios, conceitos e gestão. 5ª ed.,
São Paulo, editora Atlas, 2005.
FRANCISCHINI, G. Paulino. Administração de Materiais e do Patrimônio. São Paulo:
Pioneira Thomson, 2007.
LUBBEN, Richard T. Just-in-time – Uma Estratégia Avançada de Produção, 2. ed. São
Paulo, McGraw-Hill, 1989.
MARTINS, Petrônio Garcia e ALT.
Administração de Materiais e Recursos
Patrimoniais: uma abordagem logística. São Paulo: Saraiva, 2000.
NOVAES, Antônio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição. Rio
de Janeiro: Campus, 2001.
OLIVEIRA, Jailson Ribeiro de. Estudo das limitações dos sistemas de medição da
produtividade em uma unidade produtiva do sub-setor cervejeiro da Indústria de
bebidas. 2005. 282f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção).
UFPB/CT/DEP/PPGEP, João Pessoa-PB.
POZO, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: uma abordagem
logística. São Paulo, Atlas, 2002.
VALLE, B. M. Reduzir estoque aumenta eficiência organizacional. Parceria em qualidade.
1994.
VIANA, J.J. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo, Atlas, 2002.
51
APÊNDICE A – Entrevista semi-estruturada aplicada junto aos responsáveis por
compras e armazenagem da Atacadan Distribuidora
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
COORDENAÇÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO
SERVIÇO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ADMINISTRAÇÃO
Prezados gestores da logística da Atacadan Distribuidora de Alimentos
Visando ao cumprimento do Trabalho de Conclusão do Curso de Administração, da
Universidade Federal da Paraíba, vimos solicitar de Vossa Senhoria responder o roteiro desta
entrevista.
O objetivo desta pesquisa consiste em descrever os impactos do processo de compras nos
níveis de estoques da Atacadan Distribuidora de Alimentos LTDA.
Desde já comprometemo-nos com a disponibilização dos resultados à empresa, bem como a
fidelização as informações prestadas.
Pesquisador: André Tadeu Targino Silva - Orientador: Prof. MS. Jailson Ribeiro de Oliveira
Roteiro
1)
Como está definida a responsabilidade pelo processo de compras?
2)
Quais os produtos/categorias compradas?
Categorias
3)
Produtos
Quantos produtos em estoque a empresa possui atualmente?
obsoletos? Qual o percentual?
4)
Quais os critérios de seleção de fornecedores?
5)
Quais os indicadores de avaliação de desempenho dos fornecedores?
6)
Qual a distância dos fornecedores dos produtos?
Existem produtos
52
7)
A empresa possui transporte próprio? Se positivo, qual a dimensão da frota?
8)
Qual a política de frete da empresa (CIF- ou FOB).
9)
Existe orçamento anual de compras?
10)
Existe o planejamento de recursos materiais (MRP)? Caso sim, qual o software? Caso
não, como é definido a periodicidade de compras?
11)
Qual o tamanho da área da armazenagem da empresa?
12)
A empresa mede o custo da armazenagem dos estoques?
13)
A empresa utiliza armazéns terceirizados ou somente próprios?
14)
Dentre as metodologias de controle de estoque estudadas nessa pesquisa, conhece-se a
classificação ABC, o custo médio, os métodos PEPS e UEPS e o preço de reposição.
Qual(is) a empresa utiliza? Descreve o processo de utilização.
15)
Existe lote econômico de compras, ponto de pedido e estoque de segurança?
16)
Como a empresa controla o giro de estoque? É feita uma classificação dos produtos em
alto, médio e baixo giro? Utiliza-se gráficos ou planilhas de acompanhamento?
17)
Quais os indicadores de avaliação dos estoques na empresa? Qual a freqüência e a
forma de análise dos indicadores? Utiliza-se gráficos ou planilhas de acompanhamento
dos estoques?
18)
A empresa mede os custos de compras, estoque, armazenagem e transporte? Qual o
método e a freqüência de medição e análise?
19)
São realizados inventários? Qual o tipo, a freqüência e os resultados gerados?
20)
O sistema de informação totaliza os estoques igualmente a contabilidade? São apuradas
diferenças? Qual o % do custo de capital empregado?
21)
Por que motivos ocorrem desperdícios e/ou avarias? Ocorrem furtos também? Qual o
impacto desses ventos e riscos nos custos? Que medidas preventivas de gestão de
materiais são adotadas?
22)
Quais as ações tomadas em relações aos produtos obsoletos e/ou danificados?
23)
A empresa embala alguns produtos em seu armazém? Essa operação agrega valor?
24)
Como é estabelecido o layout do armazém, das prateleiras? Possui estrutura horizontal
ou vertical de armazenagem? Quais os níveis de altura? Que equipamentos de
movimentação são utilizados ( empilhadeira, porta paletes, carros plataformas, etc)?
25)
A empresa mede a eficiência de armazenagem e de separação dos pedidos? Qual o
tempo médio de separação dos pedidos (por categoria)?
26)
Ocorre indisponibilidade de produtos para os clientes? Qual o custo dessa falta? Com
que freqüência? Quais as ações tomadas para prevenir?
Download

(SILVA, 2010) IMPACTOS DO PROCESSO DE COMPRAS