GOVERNO DO ESTADO AMAPÁ
SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E TESOURO
PLANO PLURIANUAL
2012-2015
Mensagem do Governador
VOLUME I
Macapá
2011
2
GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ
SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E TESOURO
AV. FAB, N.º 83 – BAIRRO CENTRAL
CEP: 68900-073 – Macapá – AP
Fone: (96) 2101-4609
Site: www.seplan.ap.gov.br
© 2011, Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Tesouro
Amapá. Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Tesouro
Plano Plurianual 2012-2015. Macapá: SEPLAN, 2011
279p; 2 v.
1. Planejamento governamental. 2. Administração pública. 3. Programas
e Ações de Governo
I. Título
CDU – 338.206 (811.6)
3
Carlos Camilo Góes Capiberibe
GOVERNADOR DO ESTADO
Doralice Nascimento de Souza
VICE-GOVERNADORA
Gabinete do Governador
Auditoria Geral do Estado
Corpo de Bombeiros Militar
Defensoria Pública do Estado
Gabinete da Segurança Institucional
Ouvidoria Geral do Estado do Amapá
Polícia Civil do Estado do Amapá
Polícia Militar
Procuradoria Geral do Estado
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural
Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia
Secretaria de Estado da Educação
Secretaria de Estado da Infraestrutura
Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento
e Tesouro
Secretaria da Receita Estadual
Secretaria de Estado da Saúde
Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública
Secretaria de Estado da Administração
Secretaria de Estado da Comunicação
Kelson de Freitas Vaz
José Maurício Coutinho Vianna
Cel. Bm. Raimundo Américo Furtado Miranda
Ivanci Magno de Oliveira
Cel. Pm. Jorge Furtado Corrêa
Rivadavia Miguel de Souza França
Tito Guimarães Neto
Cel. Pm. Pedro Paulo da Silva Rezende
Márcio Alves Figueira
José Roberto Afonso Pantoja
Antônio Cláudio Almeida de Carvalho
José Maria Amaral Lobato
Joel Banha Picanço
Juliano Del Castilo Silva
Jucinete Carvalho de Alencar
Edilson Afonso Mendes Pereira
Marcos Roberto Marques da Silva
Antônio Kléber de Souza dos Santos
Jacinta Maria Rodrigues de Carvalho
Gonçalves
Secretaria de Estado da Cultura José Miguel de Souza Cyrilo
Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e
Mineração José Reinaldo Alves Picanço
Secretaria de Estado do Meio Ambiente Grayton Tavares Toledo
Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização
Social Ely da Silva Almeida
Secretaria de Estado do Transporte Sérgio Roberto Rodrigues De La-Rocque
Secretaria de Estado do Desporto e Lazer José Luiz Amaral Pigarilho
Secretaria de Estado do Turismo Helena Pereira Colares
Secretaria Extraordinária de Representação do Divanaide da Costa Ribeiro
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Governo do Estado do Amapá em Brasília
Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas
Secretaria Extraordinária de Políticas para a Juventude
Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres
Secretaria Extraordinária de Políticas para os AfroDescendentes
Amapá Previdência
Agência de Desenvolvimento do Amapá
Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária
Agência de Fomento do Amapá
Agência de Pesca do Amapá
Centro de Gestão da Tecnologia da Informação
Companhia de Água e Esgoto do Amapá
Companhia de Eletricidade do Amapá
Companhia de Gás do Amapá
Escola de Administração Pública
Fundação da Criança e do Adolescente
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá
Instituto de Administração Penitenciária
Instituto de Defesa do Consumidor
Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá
Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do
Estado do Amapá
Instituto de Hemoterapia e Hematologia do Amapá
Instituto de Pesos e Medidas
Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento
Territorial do Estado do Amapá
Instituto Estadual de Florestas
Laboratório Central de Saúde Pública
Polícia Técnico-Científica
Rádio Difusora de Macapá
Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão
Universidade do Estado do Amapá
Departamento de Trânsito
Junta Comercial do Amapá
Coaraci Maciel Gabriel
Alex Sandro Silva Nazaré
Telma Adriana Nery Paiva
Marilda Leite Pereira
Élcio José de Souza Ferreira
Ivana Maria Antunes Moreira
Rosival Gonçalves De Albuquerque
Sávio José Peres Fernandes
João Bosco Alfaia Dias
José Alípio Diniz de Moraes Júnior
Ruy Guilherme Smith Neves
José Ramalho de Oliveira
Rubens Celestino Rodrigues Gemaque
Maria Izabel de Albuquerque Cambraia
Dinete Regina Pantoja
Jadson Luis Rebelo Porto
Nixon Kennedy Monteiro
Maria Nilza Amaral de Araújo
Max Ataliba Ferreira Pires
Augusto de Oliveira Júnior
Ivan Daniel da Silva Amanajás
Aline Paranhos Varonil Gurgel
Maurício Oliveira de Souza
Ana Margarida Castro Euler
Fernando Antônio de Medeiros
Odair Pereira Monteiro
Juliana Alves Coutinho Alexópulos
Dário de Jesus Nascimento de Souza
Maria Lúcia Teixeira Borges
Sgt. Alex João Costa Gomes
Jean Alex de Souza Nunes
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Governo do Estado do Amapá
Juliano Del Castilo Silva
Secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Tesouro
Secretária Adjunta de Gestão
Secretário Adjunto de Finanças
Chefa de Gabinete (interina)
Assessor Técnico do Gabinete
Assessor de Desenvolvimento Institucional
Assessora Jurídica
Coordenador de Contabilidade
Coordenador de Gestão Financeira
Coordenador de Planejamento
Coordenadoria de Parceira e Captação de Recursos
Coordenadora de Gestão Orçamentária
Coordenadora de Modernização da Gestão do Estado
Coordenadora de Pesquisa e Estratégias SócioEconômicas e Fiscais
Gerente do Núcleo Administrativo-Financeiro
Gerente de TI/SIPLAG
Vanete dos Santos Palmeira
Luiz Afonso Mira Picanço
Zena Cristina Alves Brito
Fabrício de Paula Gomes
Plácido Portal de Souza
Juselma Negry e Silva
Raimundo Jorge de Alcântara Penalber
Armando Cherfen de Souza
Carlos Alberto Mira dos Santos
Zena Cristina Alves Brito
Maria do Perpétuo Socorro de Souza Ribeiro
Vitória Cherfen de Souza Monteiro
Leila Silvia Sacramento da Silva
Ivanete Maria Coutinho
Sileno Silva dos Santos
Coordenadoria de Planejamento
Coordenador de Planejamento
Gerente de Núcleo
Gerente de Núcleo
Gerente de Núcleo
Carlos Alberto Mira dos Santos
Edmilson Clementivo da Silva
Herozilda da Silva Moreira
José Maria Rego de Oliveira
Equipe Técnica Nabil Colares Gammachi
Paulo César da Silva Gonçalves
Delma do Carmo Camarão
José Francisco Martins Lopes
Pedro Nazereno da Cruz Pinheiro
Regina Célia Carneiro
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Governo do Estado do Amapá
Coordenadoria de Participação Cidadã
Carlos Henrique Schmidt - ADAP
Airá Santana - EAP
Andrei dos Santos - EAP
Andréia da Silva Lopes - SESA
Áurea Maria Souza Oliveira - SEPLAN
Eraldo Neves Pereira Gomes - IEF
Eunice Correa dos Santos - SEPLAN
Gilberto Lima - ADAP
Leomar Castro de Morais - IEF
Maria das Graças Lima Marques - EAP
Marlus Pinto Carvalho - EAP
Monique Eliane Ferreira dos Santos - EAP
Ruth Helena Oliveira de Souza - SEPLAN
Simone da Silva Guedes de Souza - EAP
Solaine Nazaré Leite Sussuarana- SEPLAN
Yollanda Karoline Costa Sousa - EAP
Colaboradores Técnicos
Coordenadora de Monitoramento e Avaliação
Coordenadora da UCE/PNAGE
Economista
Economista
Agente Administrativo
Coordenadora da COPESEF
Gerente de Núcleo
Coordenadora da CMG
Jacilene Mélo Nogueira
Oneide da Cruz Pinheiro
Maria Conceição Laurinho dos Santos
Alberto Jorge de Oliveira
Everton Willian Souza Martins
Leila Silva Sacramento da Silva
Márcia Pereira de Oliveira
Vitória Cherfen de Souza Monteiro
7
Governo do Estado do Amapá
MENSAGEM N°. 033 , DE 31 DE AGOSTO DE 2011.
PODER EXECUTIVO
Excelentíssimo Senhor Presidente,
Dirijo-me a V. Exª. para submeter, para apreciação, o Projeto de Lei, do Plano
Plurianual (PPA) 2012-2015, em cumprimento ao que dispõe o parágrafo 2º do Artigo
165 da Constituição Federal e o Artigo 175, inciso I, parágrafos 1º e 2º da Constituição
Estadual do Estado do Amapá.
Em conformidade com as disposições constitucionais supra a lei que instituir o
plano plurianual, estabelecerá de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da
administração pública. Apresenta a programação para as despesas de capital e outras
delas decorrentes, bem como as relativas aos programas de duração continuada. É, pois,
o PPA, o instrumento normativo, que materializa o planejamento por meio de
programas e ações. É a partir desse Plano Plurianual que se definirão as metas e
prioridades que, constando da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a cada exercício,
nortearão a elaboração da respectiva Lei Orçamentária Anual (LOA).
Contas Públicas - A realidade recebida pela nova gestão
É importante deixar claro em qual contexto administrativo, orçamentário e
financeiro o PPA 2012-2015 está sendo construído e enviado a esta Casa de Leis. Por
isso, não posso deixar de mencionar a delicada situação em que recebi o Governo do
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Governo do Estado do Amapá
Estado, reflexo da grave crise orçamentária e financeira criada pela gestão passada em
virtude do descontrole administrativo e financeiro das contas públicas, no qual destaco o
déficit orçamentário de R$ 311 milhões com despesas financeiras previstas no
orçamento das secretarias de estado em 2011 e o montante de dívidas pendentes no
valor de R$ 730.988.256,07 milhões, contraídas somente no ano de 2010.
Ajustes fiscais e retomada dos investimentos
Apesar de enfatizar esta difícil realidade das finanças do Estado, nosso
Governo não ficou passivo diante da situação, iniciou um profundo processo de
regularidade e ajuste fiscal em todas as áreas da administração pública. Fomos
obrigados a fazer redução significativa dos contratos administrativos, redução dos
custos de manutenção da máquina pública e iniciamos o processo de pagamento de
várias pendências que não vinham sendo honradas pelo governo passado, mas que são
fundamentais para o equilíbrio das contas públicas como a devoluções de recursos
vinculados, disponibilizados por órgãos da união, os quais, no entanto, foram utilizados
de maneira indevida com: pagamento das consignações dos servidores públicos junto a
instituições financeiras; previdência estadual; retenções de encargos como ISS, PASEP,
IRRF, INSS; restos a pagar de 2010 referentes a prestadores de serviços e fornecedores;
dívidas de exercícios anteriores; precatórios; acordos judiciais e débitos com o
pagamento de programas sociais em atraso. Esses pagamentos, somados até o mês de
julho do corrente ano, chegaram ao valor de R$ 233.816.040,01.
Este processo de ajuste iniciado pela nossa gestão proporcionou, nestes sete
meses, a retomada dos investimentos em infraestrutura por meio da garantia do resgate
de recursos federais em várias áreas, a exemplo das obras de saneamento e habitação
incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I) no valor de R$
156.943.248,51. Medidas necessárias que também permitiram a continuidade do
Programa Luz para Todos, que está recebendo R$ 155 milhões em investimentos, bem
9
Governo do Estado do Amapá
como a garantia de recursos de emendas parlamentares para o início das obras da
Rodovia Norte-Sul, no valor de R$ 6 milhões; do Píer do bairro Santa Inês, no valor de
R$ 7,8 milhões; do Estádio de Futebol Zerão, no valor de R$ 7.497.200,00 milhões,
somente para citar alguns exemplos. A maior parte destes recursos estava à disposição
do estado desde 2007 e poderia ser perdida pela baixa capacidade de organização
administrativa e execução dos projetos para o desenvolvimento do Amapá durante a
gestão passada.
Asseguramos ainda contrapartidas com recursos do tesouro no valor de R$
7.022.636,02 milhões para aplicação, regularização e prestações de contas dos
convênios federais disponíveis para investimentos em obras e equipamentos nos órgãos
de governo. Além disso, repassamos até o mês de julho recursos do Tesouro no valor de
R$ 3.286.694,66 milhões de contrapartidas para prefeituras, garantindo assim a
execução de 71 obras nos municípios com recursos federais no montante de
investimentos de R$ 76.051.796,05 milhões.
Nosso governo garantiu também investimentos, com recursos próprios, para
a retomada de várias obras que estavam paradas havia pelo menos dois anos, como a
Avenida Tancredo Neves, Hospital de Santana, Hospital de Oiapoque, Sistema de água
do Congós, Cidade do samba, Feira do Igarapé das Mulheres, Super Fácil do Beirol
entre outras no montante de R$ 15 milhões, além de pequenas e médias reformas no
valor de R$ 8 milhões em escolas da rede estadual de ensino.
Fundamentos do PPA
Foram definidos como fundamentos orientadores para construção do PPA 20122015, (1) O Resgate da Capacidade de Planejamento do Estado e dos Servidores
Públicos, (2) A Construção de Indicadores para Viabilizar Gestão Pública por
Resultados (GPR), (3) Transparência e controle social, (4) Cooperação e Parcerias, (5)
A Regionalização dos Programas e Ações, (6) Participação Popular e (7) Promoção do
Desenvolvimento Econômico Sustentado e sustentável.
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Governo do Estado do Amapá
Construção do PPA Participativo 2012-2015
Conforme compromisso assumido por nossa Gestão ainda no pleito eleitoral de
2010, o PPA 2012-2015 envolveu a população, a partir do exercício da Democracia
Participativa, no processo de definição de suas prioridades. Esse processo foi concebido
em três etapas, que contaram com mais de 12 mil pessoas, de abril a agosto, para um
exercício de construção de competências coletivas promovendo a co-responsabilidade
na tomada de decisões, além da criação de um canal para a participação pela internet e o
recebimento de sugestões livremente encaminhadas, representando vários segmentos da
sociedade.
Abertos a toda população, os eventos foram objeto de ampla divulgação e
mobilização, o que permitiu a interação do Governo com movimentos sociais e
populares, sindicatos, empresários e mesmo cidadãos sem vinculação a essas
organizações. Também foi proposto aos participantes listar e qualificar as principais
dificuldades locais, expectativas em relação ao Governo e as potencialidades para o
desenvolvimento econômico.
Para facilitar o árduo, mas necessário exercício da democracia participativa, o
estado foi dividido em seis Regiões Funcionais de Planejamento, onde ocorreram a 2ª
etapa do PPA participativo, estabelecendo essa visão de regionalização, agregando os
municípios a partir de sua proximidade territorial, afinidades históricas e sócioculturais. Essa divisão permite que o Estado crie políticas públicas voltadas a
descentralização dos investimentos hoje focados na área urbana de Macapá e Santana
para reduzir os desequilíbrios regionais tão presentes em nosso estado. A divisão em
regiões também buscou atender às demandas coletivas e potencialidades econômicas
dos municípios de maneira integrada. Foram seis reuniões em que foram escolhidos os
182 representantes regionais que ficaram aptos a participar da próxima etapa, nas
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Governo do Estado do Amapá
reuniões além de revisar a construção de propostas em nível local foram motivados a
definir as prioridades daquela região. Representou exercício de compartilhar as
responsabilidades de planejamento, pensando e decidindo sobre as prioridades de forma
estratégica.
Ao final do processo, os representantes das regiões apreciaram, solicitaram
esclarecimentos, sugeriram correções e aprovaram a proposta elaborada pelo GEA na
Assembleia Estadual de Referendo. Na oportunidade foi instituído o Fórum Estadual
de Acompanhamento do PPA Participativo com 21 representantes da sociedade, que irá
monitorar junto com o Executivo o alcance e resultados das ações pactuadas com o
Governo.
Durante a realização do PPA participativo, assumimos o compromisso de
instituir o Orçamento Participativo, a partir de 2012, que debaterá os quantitativos de
recursos que serão disponibilizados para atender as demandas pela sociedade no PPA
2012-2015.
Desse modo a proposta de manutenção e investimentos públicos reflete a
vontade do povo e o comprometimento desta administração com o desenvolvimento do
Estado, ouvindo as representações da sociedade, do poder local, do setor privado e ainda
a visão dos técnicos das secretarias, com enfoque voltado para o desenvolvimento
regionalizado. Essa participação ativa, além de contribuir para traçar as prioridades e
vocações regionais, as quais estão orientando os investimentos públicos, vai possibilitar
o aprofundamento do controle social das ações do Governo.
Definição de Eixos Estratégicos do PPA 2012-2015
Para fazer frente a estas necessidades o PPA 2012-2015 apóia-se em dez grandes
eixos estratégicos: (1) Gestão Estratégica; (2) Gestão Administrativa e Controle; (3)
Infraestrutura; (4) Saúde; (5) Defesa Social; (6) Educação, Cultura, Desporto e Lazer;
(7) Meio ambiente e Ordenamento Territorial; (8) Inclusão, Social e Direitos; (9)
Desenvolvimento Econômico Sustentável e (10) Ciência, Tecnologia e Inovação.
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Governo do Estado do Amapá
Portanto, as estratégias a serem implementadas ao longo do próximo quadriênio
possuem aderência à realidade amapaense e valorizam a estabilidade macroeconômica
do Estado, no intuito de alcançar o crescimento sustentado e promover a inclusão
econômica e social das populações, sem, no entanto, afetar o seu equilíbrio fiscal. Para
isso, foram considerados cenários macroeconômicos e fiscais consistentes que
não comprometessem a capacidade de financiamento e dos gastos públicos, estando eles
igorosamente ajustados ao programa de ajuste fiscal do Estado.
Para garantir a consecução desses objetivos, o governo vem trabalhando de
forma resoluta e sistemática para ampliar a base de financiamento do PPA 2012-2015,
buscando aumentar o portfólio de oportunidades de investimentos públicos e privados.
A viabilização desses investimentos passa pela necessidade de implementação de novos
arranjos contratuais que possam otimizar o aporte de recursos orçamentários ou mesmo
melhorar a sua utilização na execução de projetos estratégicos de interesse público.
Consentâneo com as proposições de governo e sociedade e a realidade fiscal do
Estado, o atual Plano Plurianual para o quadriênio 2012-2015 envolveu volume de
recursos da ordem de R$ 18.470.026.145,00, sendo necessário fazer parcerias nas três
esferas de governo, agências multilaterais de financiamento do setor público,
organizações sociais não-governamentais e parcerias privadas para atingir os objetivos
dos 121 programas e 590 ações organizados segundo os dez eixos estratégicos do
planejamento.
Investimento em Infraestrutura para o Desenvolvimento
A chegada de grandes projetos nas áreas de geração de energia e no setor da mineração
impõe um desafio para o estado que é o de garantir que esses investimentos produzam
riqueza no Amapá, já que eles representam a base de viabilização para um cenário
econômico positivo de crescimento do Estado nos próximos anos. Se enxergarmos a
resolução do nosso problema energético a partir da chegada do Linhão de Tucuruí, em
2013, que integrará o estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o potencial de
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Governo do Estado do Amapá
crescimento econômico será ainda mais promissor, permitindo desatarmos o nó que
impedia o avanço do processo de atração de novos investimentos, principalmente no
setor industrial.
Aliado a isso, teremos a abertura definitiva do mercado do Platô das Guianas e
Caribe com a pavimentação da BR-156, trecho Norte, e inauguração da ponte
binacional, que oportunizará aos amapaenses estreitar as relações comerciais e não
comerciais com as Guianas e Caribe.
Por isso, nosso PPA 2012-2015 foi construído para garantir a ampliação dos
investimentos em infraestrutura necessários para o seu desenvolvimento, com previsão
de destinação de recursos de diversas fontes para a pavimentação da BR-156, trechos
Norte e Sul; implantação de Internet banda larga e a estruturação do Porto de Santana,
que possui posição geográfica estratégica na Amazônia e viabiliza a implantação da
Zona de Processamento de Exportação e a Zona Franca Verde.
Estes incentivos fiscais aliados aos investimentos em infraestrutura podem
garantir a atração de novos investimentos externos e internos para o aproveitamento de
nossos arranjos produtivos locais como açaí, pescado, madeira, minérios e castanha,
dentre outros, podendo com isso fazer a verticalização desta produção. E atentos à
agregação de valor e inovação, o PPA investe no de desenvolvimento das áreas de
Ciência e Tecnologia para agregar conhecimento e fomentar a inovação, visando
movimentar nossa economia de modo sustentado para gerar oportunidades de emprego
e renda para nossa população.
A partir dos investimentos em infraestrutura voltados para o desenvolvimento
descritos acima e mais o equilíbrio das contas publicas do estado, poderemos garantir a
ampliação da participação do Tesouro estadual em nossa economia e na construção do
nosso Produto Interno Bruto (PIB), diminuindo assim nossa histórica dependência das
transferências constitucionais do Fundo de Participação dos Estados (FPE), garantindo
maior autonomia ao nosso Estado.
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Governo do Estado do Amapá
Outros investimentos em infraestrutura são fundamentais para melhorar a qualidade de
vida do amapaense, por isso o governo trabalha para ampliar os serviços de saneamento
básico em níveis superiores a média da Amazônia, reduzir o déficit habitacional,
garantir o acesso da população do Amapá à tecnologia de banda larga e reestruturar e
ampliar a infraestrutura social do estado (saúde, educação, segurança e etc.), Por isso
estamos prevendo investimentos significativos prioritariamente nas áreas de
saúde,educação e segurança pública.
Melhoria no Atendimento a Saúde
A saúde é um dos grandes desafios e maior prioridade do poder executivo em
função do alcance social, da repercussão no desenvolvimento econômico e da demanda
hoje existente. O plano-plurianual prevê programas e ações voltados para a construção
de novas unidades de atendimento hospitalar na região metropolitana e também no
interior assim como a reestruturação dos espaços físicos disponíveis (Hospital das
Clinicas Alberto Lima, Hospital da Criança e do Adolescente - PAI, com o
redimensionamento das estruturas físicas dos serviços de Urgência e Emergência;
duplicação do Hospital de Santana, com o oferecimento de especialidades médicas antes
inexistentes como a nefrologia; duplicação do Hospital de Laranjal do Jari e
redimensionamento da unidade mista de Vitória do Jari para Hospital de Pequeno Porte,
possibilitando assim a realização de cirurgias de pequena e média complexidades.
Também a reforma e ampliação do Hospital do Oiapoque e das Unidades Mistas das
demais localidades), das quais diversas ações já se encontram em andamento. Da
mesma forma este plano contempla ainda o reequipamento da rede bem como a
distribuição necessária de recursos para a aquisição regular do material (remédios,
insumos e correlatos) e a contratação de pessoal necessários a boa prestação dos
serviços de assistência médico-hospitalar. Para a humanização do atendimento nos
estabelecimentos assistenciais de saúde previmos os recursos necessários para o
investimento na qualificação profissional dos servidores pela Escola de Administração
Pública do Amapá – EAP, assim como com a efetiva constituição e divulgação da
Ouvidoria da Saúde.
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Governo do Estado do Amapá
Expansão da Rede Escolar com Melhoria na Qualidade do Ensino.
O sistema educacional continuará tendo seu quadro de pessoal redimensionado e
organizado com atenção à ofertas de vagas, à construção de novas escolas e à qualidade
de ensino ofertada com especial atenção para a educação ambiental e no campo bem
como à formação profissional requisito necessário à atração de empreendimento aos
nosso Estado.
A democratização da gestão escolar, incluindo a participação da comunidade
nos processos de condução e de decisão da gestão administrativa e pedagógica será uma
meta a ser alcançada. Assim como modernizar o sistema de gestão da SEED, capacitar e
valorizar os trabalhadores da educação em todos os níveis e modalidade de ensino,
implantar a Política Estadual de Educação Indígena, Afro Brasileira e reduzir
sistematicamente os contratos administrativos, com a realização de concursos públicos
para provimento efetivo de professores da educação nos quadros de servidores da
SEED.
Estruturaremos a Universidade Estadual do Amapá – UEAP, a construção do
campus universitário está previsto como investimento prioritário do governo para
cumprir suas funções com qualidade. Garantiremos para essa instituição de ensino,
autonomia financeira e orçamentária e efetivação do seu quadro de funcionários
mediante a realização de concurso para provimento efetivo, bem como o
reconhecimento dos seus cursos junto ao Conselho Estadual de Educação.
Defesa Social
O setor da defesa social contará com o aporte de estrutura e determinação
política necessária para reduzir a violência e os índices de criminalidade no estado tendo
como grande prioridade a implantação na região metropolitana e no interior da Polícia
Interativa-Comunitária. Daremos ênfase para o reforço da política de prevenção e
mediação de conflitos, promovida pela gestão integrada dos órgãos de defesa social e
com a retomada do policiamento comunitário.
16
Governo do Estado do Amapá
Neste sentindo já fizemos neste primeiro ano investimentos significativos na
reestruturação da frota de veículos e equipamentos para as policiais. Faremos
investimentos nos sistemas de informações que garantirão as bases para avançarmos no
avanço da inteligência policial e setor de investigações. Em outra frente fizemos o
chamamento de delegados e policiais militares que estavam na lista de espera de
concursos. Estes novos policiais militares estão sendo capacitados para voltarmos a
implantar aqui no Amapá a política de policia comunitária que fará a interatividade da
nossa policia com as comunidades onde atuarem.
Contudo apesar das perspectivas positivas no panorama traçado para o estado
nos próximos anos, não podemos deixar de considerar o cenário de crise mundial que se
avizinha e que pode atingir o Brasil e o Amapá em 2012, por isso se faz necessário agir
criando um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico através de medidas
concretas para combater no espectro local este cenário negativo de crise internacional,
sendo necessário para isso priorizar recursos para investimentos seja do tesouro estadual
ou através de convênios e/ou parcerias com o governo federal de acordo com previsões
realistas e conseqüentes com cenário mundial e nacional.
Por isso, estamos fazendo o esforço político necessário para diminuirmos o
custeio da maquina pública sem que haja a redução dos serviços a população, o
equilíbrio das contas públicas para que ano a ano possamos aumentar a capacidade de
investimento do estado e a sua participação na composição do orçamento.
É assim que o Governo pretende, em articulação com a sociedade e com os entes
federativos, construir um projeto de desenvolvimento para o Amapá, ampliando e
reformando nossa infraestrutura, melhorando significativamente a qualidade da saúde,
da educação, promovendo o desenvolvimento econômico sustentado com inclusão
social.
CARLOS CAMILO GÓES CAPIBERIBE
Governador
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Governo do Estado do Amapá
PROJETO DE LEI Nº. 015 DE 31 DE AGOSTO DE 2011
Dispõe sobre o Plano
Plurianual para o quadriênio 2012-2015
e dá outras providências.
Art. 1º Fica instituído o Plano Plurianual – PPA, para o período 2012-2015, conforme o
disposto no art. 175, incisos I e II §§ 1º, 2º e 3º, da Constituição do Estado do Amapá,
estabelecendo, para o período, os programas e ações com seus respectivos objetivos,
indicadores e custos da Administração Estadual, para as despesas de capital e, outras
delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada, na forma dos
Volumes I e II.
Art. 2º Constituem os eixos estratégicos da administração pública estadual, direta ou
indireta, orientadores do planejamento plurianual para o período 2012-2015:
I. Gestão Estratégica;
II. Gestão Administrativa e Controle;
III. Infraestrutura;
IV. Saúde;
V. Defesa Social;
VI. Educação, Cultura, Desporto e Lazer;
VII. Meio ambiente e Ordenamento Territorial;
VIII. Inclusão, Social e Direitos;
IX. Desenvolvimento Econômico Sustentável;
X. Ciência, Tecnologia e Inovação.
Art. 3º São partes integrantes do Plano Plurianual 2012/2015:
I. No Volume I:
a) Mensagem do Governador
b) Projeto de Lei
c) Políticas Públicas como estratégia para o desenvolvimento – Bases para
a Formulação e Gestão do PPA 2012-2015;
d) A Regionalização do Planejamento;
e) PPA Participativo: Prioridades Regionais indicadas pela população;
f) Cenários Sócio-Econômicos Recentes;
g) Estrutura Programática por Eixo Estratégico;
h) Fontes de Financiamentos e Dispêndios;
18
Governo do Estado do Amapá
II. No Volume II:
a) Programas e Ações de Governo, segundo os objetivos pretendidos,
público alvo, categoria de despesa, origem dos recursos, produtos e
metas financeiras regionalizadas.
Art. 4º A programação constante do PPA deverá ser financiada pelos recursos oriundos
do Tesouro do Estado, das suas autarquias, fundações e empresas estatais, das operações
de crédito internas e externas, dos convênios com a União, e, subsidiariamente, poderá
apontar recursos de parcerias com municípios e com a iniciativa privada.
Parágrafo Único: Os valores financeiros previstos nesta Lei são referenciais e não se
constituem limites à programação das despesas expressas nas leis orçamentárias anuais
que dela advirão, cujos parâmetros são definidos nas respectivas leis de diretrizes
orçamentárias.
Art. 5º As estimativas para operações de crédito e captação de recursos de convênios
para o financiamento do Plano Plurianual são referenciais, não constituindo limites à
contratação.
Art. 6º A exclusão, alteração ou inclusão de programas e ações poderão ser propostas
pelo Poder Executivo, sempre que tais modificações não requeiram mudança no
orçamento do Estado que implique aumento de despesa.
Parágrafo Único: O Poder Executivo fará avaliação e revisão anual do plano plurianual.
Art. 7º O Poder Executivo promoverá acompanhamento e avaliação dos programas e
ações do PPA, segundo indicadores de desempenho e metas físicas e financeiras,
apurados periodicamente.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 9º Revogam-se as disposições em contrário.
CARLOS CAMILO GÓES CAPIBERIBE
Governador
19
Sumário
1 – Políticas Públicas como estratégia para o desenvolvimento –Bases para a
Formulação e Gestão do PPA 2012-2015..............................................................
21
1.1 - Fundamentos
1.2 - Processo de Construção
1.3 – A Gestão do PPA 2012-2015
2 – A Regionalização do Planejamento................................................................
3 – PPA Participativo: prioridades regionais indicadas pela população................
27
29
4 – Cenários Sócio-Econômicos Recentes.............................................................
41
5 – Estrutura Programática/Ações Por Eixo E Objetivo Estratégico....................... 54
5.1 - Eixos da Política de Governo
5.2 - Objetivos Estratégicos e Estratégicas Setoriais
6 – Fontes de Financiamento e Dispêndios..........................................................
65
6.1 - Composição da Receita: Tesouro
6.2 - Convênios
6.3 - Operações de Crédito
6.4 - Receita Própria
6.5 - Dispêndio por Eixo
6.6 - Dispêndio por Programa
20
I – Políticas Públicas como estratégia para o desenvolvimento – Bases para a
Formulação e Gestão do PPA 2012-2015
O presente Plano Pluarianual orienta-se numa construção coletiva iniciada com o
Plano de Governo elaborado por diferentes segmentos da sociedade no período de
preparação para o pleito eleitoral, e legitimado nas urnas. Com o inicio da presente
gestão, que adotou como lema “Tempo novo. Tempo de todos”, foi construído o
Planejamento Estratégico de Governo, definindo as diretrizes e eixos de ação do
Governo.
No aspecto formal a principal referencia conceitual para a equipe de
planejadores desenharem a estratégia de elaboração desse PPA foi o Novo Modelo de
Planejamento, Orçamento e Gestão. Nele a ação estatal deve estar necessariamente,
voltada para a solução de problema ou atendimento de demanda da sociedade. Já para a
definição das políticas, programas e ações e suas respectivas metas, tomou-se por base o
potencial de recursos, o comportamento recente da sócio-economia estadual, as
condicionantes do crescimento e as alternativas de desenvolvimento.
Um marco fundamental nessa preparação da elaboração foi o Decreto Nº 2.544
de 29 de Abril de 2011 (Publicado no DOE Nº 4.971 de 29/04/2011), que - Estabelece
normas para a elaboração do Plano Plurianual período 2012-2015 e dá providencias
correlatas. Consta dessa normativa a criação de três coordenações: a PolíticoEstratégica, a de Participação Cidadã, e a Setorial de Elaboração de Programas/Ações.
Define também as responsabilidades dos técnicos envolvidos na tarefa, as Equipes de
Apoio.
Fundamentos do planejamento:

Promoção do Desenvolvimento Econômico Sustentado

Resgate da capacidade de planejamento do estado e dos servidores públicos

Construção de indicadores para a Gestão Pública por Resultados (GPR)

Política de cooperação e parcerias

Regionalização dos programas e ações

Participação popular

Transparência e controle social
21
Promoção do Desenvolvimento Econômico Sustentado
A falta de uma proposta de desenvolvimento para médio e longo prazos é fator
limitante para as definições de planejamento visando o desenvolvimento sócio
econômico amapaense. O PPA 2012-2015 foi construído para garantir os investimentos
em infraestrutura necessários para criar as condições de gerar desenvolvimento
econômico para o Amapá. Prevê a destinação de recursos para pavimentação da BR156, trechos Norte e Sul, a implantação de internet banda larga no Estado e a
estruturação do Porto de Santana. O mesmo possui posição geográfica estratégica na
Amazônia, que potencializa a implantação da Zona de Processamento de Exportação e a
Zona Franca Verde. Também está prevista a criação de distritos industriais nas regiões
do interior, visando garantir a descentralização do desenvolvimento relacionando com
as potencialidades das regiões levantadas nesse PPA.
O resgate da capacidade de planejamento do estado e dos servidores públicos:
Essa iniciativa promove a valorização do papel de planejamento do Estado,
posto que anteriormente a elaboração do PPA fosse terceirizada para consultorias
especializadas. Nessa modalidade os técnicos do GEA forneciam insumos a estes
elaboradores da principal peça de planejamento do serviço público. Como resultado o
PPA não cumpria seu papel de referenciar a própria ação de governo, sendo de
conhecimento de poucos técnicos que tinham como obrigação sua utilização, e o faziam
mais para fins orçamentários.
Visando
apoiar
esse
resgate
da
capacidade
de
planejamento
foram
sistematizados e já estão contratados a realização dos estudos necessários para definir
propostas de longo prazo. Tratam-se dos planos que devem ser construídos
considerando a escala municipal e estadual, como os de Saneamento Básico, de
Habitação, e de Mobilidade Urbana e os Planos Diretores Municipais que devem ser
concluídos. Na esfera estadual propriamente dita destacam-se o Plano Estadual de
Desenvolvimento Integrado, o Plano Estadual de Energia, os Projetos de
Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira, e as condições para executar
Projetos de Parceria Público Privada.
O resgate dessa capacidade própria de planejamento considerou a integração de
políticas e programas e se estendeu ao conjunto de servidores públicos que foram
incentivados a retomar essas competências. Foram convocados aqueles servidores
lotados em Núcleos Setoriais de Planejamento (NSPs) e as Assessorias de
22
Desenvolvimento Institucional (ADIns). O desafio proposto foi relacionar os resultados
do Planejamento Estratégico com as atribuições de seus setoriais e as demandas do
processo participativo. Na pratica exercitaram a revisão, reformulação e criação de
programas e ações com seus respectivos indicadores. Para cumprir esta tarefa passaram
por um programa de capacitação oferecido pela SEPLAN.
O Amapá dispõe de sistema informatizado próprio para apoiar a gestão, o
Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Gestão (SIPLAG). No presente
planejamento o mesmo teve de ser revisto e aperfeiçoado para dar as respostas
esperadas. Constou de adequações na matriz do sistema a fim de comportar a visão
regionalizada do planejamento e inclusão dos indicadores para monitoramento e
efetivação da Gestão Pública por Resultados. Também ocorreu capacitação dos técnicos
a fim de melhor operar essas ferramentas de gestão disponíveis no SIPLAG.
A construção de indicadores para viabilizar a Gestão Pública por Resultados
(GPR)
Outro desafio foi formular os indicadores necessários para exercitar a Gestão
Pública por Resultados (GPR). A metodologia GPR, apesar de prevista ainda não foi
exercitada no GEA pela ausência desses indicadores e das rotinas de monitoramento e
avaliação. Estabelecer indicadores é uma atividade que exige fundamentação técnico cientifica, compreensão do alcance dos objetivos dos programas e ações, e constante
discussão para seu aperfeiçoamento. No processo de capacitação essa construção foi
exercitada a ponto de alcançar a maior parte das ações inscritas no PPA, e terá
prosseguimento com previsão de estabelecê-los até sua primeira revisão. Por serem
novidade em sua maioria, ainda estão sendo levantados e aferidos os índices recentes ou
iniciais.
A política de cooperação e parcerias
Compreende o compartilhamento de responsabilidades com vistas a ampliar os
recursos para financiamento dos investimentos estendendo-se a gestão, envolvendo a
contratualização entre as diferentes esferas de governo e inclusive com organizações da
sociedade. A complementação de recursos que os poderes locais necessitam para honrar
contrapartidas de investimentos externos tem grande relevância para viabilizar a
implantação de obras de infraestrutura.
23
O Estado adotou a política de reservar e dispor recursos de contrapartida às prefeituras,
o que tem se revelado importante medida para efetivação dos investimentos federais
provindos de diversas fontes. Promove assim a verdadeira integração das políticas
públicas federais, estaduais e municipais.
A regionalização dos programas e ações
Adotou-se o enfoque regional para viabilizar a descentralização das ações do
governo e melhorar a oferta e gestão dos serviços públicos, estimulando o
desenvolvimento territorial. Permitirá a interiorização na alocação dos investimentos,
buscando a distribuição eqüitativa da renda e riqueza com vistas à valorização das
potencialidades regionais para o desenvolvimento econômico e social.
A participação popular
Compreende a ampliação dos espaços de interlocução e acesso dos diversos
segmentos da sociedade às instâncias de tomada de decisões, no âmbito do poder
estadual. Trata-se de dialogar com colegiados regionais fóruns ou conselhos setoriais e
temáticos, na perspectiva de convergências no compartilhamento de idéias e
compromissos, buscando a construção de consensos. Pretende-se que a participação seja
permanente em todo o ciclo de gestão do PPA e dos orçamentos anuais que serão feitos
de forma participativa, como instrumento de interação Estado e o cidadão para o
aperfeiçoamento das políticas públicas.
O PPA Participativo realizado com enfoque regional estabelece as condições
para avançar no processo de participação popular na gestão pública através do
Orçamento Participativo. As indicações em escala local e regional, junto com a
discussão propiciada no Fórum Estadual de Acompanhamento do PPA Participativo vão
permitir a definição das demandas que serão apresentadas para escolha da população no
OP. Outra perspectiva aberta pelo processo do PPA Participativo foi delinear as bases
conceituais de um futuro Sistema de Gestão Participativa com enfoque regional e
estadual.
O exercício da Transparência e do Controle Social
Vivemos num momento em que se tornam mais evidentes os contrastes entre o
exercício de governar e a percepção que a sociedade tem a respeito da gestão pública,
constantemente abalada por noticias de desmandos e ineficiência. Nesse sentido, é
24
necessário mudar a maneira de administrar e adotar políticas de combate à corrupção, a
fim de resgatar a auto-estima do povo amapaense.
Medidas como retomar o Portal da Transparência que expôs as contas públicas já foram
tomadas. Nesse portal da internet, e em tempo real, estão todos os gastos e arrecadações
do governo com número do empenho e respectivas especificações. O reforço do papel
da Controladoria Geral do Estado e da Ouvidoria também são etapas dessa tarefa.
Visando o aperfeiçoamento das políticas públicas e o efetivo controle social
serão instituídas outras instâncias e práticas para o conhecimento e discussão da atuação
governamental. É o caso do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e
Social (CEDES) a ser criado brevemente, preenchendo essa lacuna em relação ao que já
tem sido exercitado pelo Governo Federal e em outros estados.
Processo de Construção do PPA 2012-2015
O processo de elaboração do Plano Plurianual 2012-2015 compreendeu as seguintes
fases:
1.
Definição e divulgação dos orientadores estratégicos (Planejamento Estratégico);
2.
Elaboração de estudos de cenários socioeconômicos, diagnósticos setoriais e
composição das fontes de financiamento;
3.
Acolhimento de propostas da sociedade através de Escuta Popular Local;
4.
Elaboração e análise das propostas setoriais e consolidação dos programas;
5.
Alinhamento com os resultados das Conferencias Regionais de Priorização
6.
Consolidação do Plano Plurianual.
7.
Assembléia Estadual de Referendo do PPA Participativo e criação do Fórum
Estadual de Acompanhamento.
8.
Formalização do Plano Plurianual (Mensagem e Projeto de Lei);
9.
Encaminhamento do Projeto de Lei à Assembléia Legislativa;
10.
Processo Legislativo;
11.
Execução e acompanhamento do PPA.
25
Gestão do PPA 2012-2015
A gestão do PPA observará os princípios de eficiência, eficácia e efetividade e
compreenderá as etapas de elaboração, implementação, monitoramento, avaliação e
revisão. Os mesmos princípios que nortearam a etapa de elaboração do PPA, em
especial o foco em resultados, o enfoque regional e a participação deverão ser
exercitados durante as demais etapas do ciclo de gestão do Plano.
Na gestão do PPA 2012-2015 foram aperfeiçoados os mecanismos de
informação e gerenciamento de modo a se utilizar efetivamente a metodologia de
Gestão Pública por Resultados (GPR), especialmente a definição de indicadores que
ainda representavam uma lacuna. Diferentemente do modelo de gestão pública
tradicional, que tem como foco a oferta de produtos e serviços do Governo, a GPR foca
os resultados, ou seja, o impacto na vida da população, sendo os produtos e serviços um
meio para alcançá-los.
Essa gestão se refere também aos compromissos assumidos no processo de
construção participativa do PPA, em que a sociedade foi convidada a participar. Ao
longo dos 27 eventos escolheram seus representantes para colaborar na elaboração de
prioridades locais e regionais a serem contempladas no PPA e também para o
acompanhamento e avaliação de sua execução.
O PPA 2012-2015 passará por avaliações anuais visando a aferição do alcance
de seus resultados, alimentando o processo de revisão e fornecendo elementos para a
realização do Orçamento Participativo já no primeiro ano de sua execução. Este
processo será registrado e aperfeiçoado de forma a preparar as condições para promover
a formulação do próximo PPA durante o ano de 2015.
As revisões anuais do PPA permitirão realizar os ajustes necessários para a sua
execução e formulação dos orçamentos anuais. O processo de revisão dos programas
finalísticos será precedido de análise de seu modelo lógico, de modo a avaliar o desenho
do Programa e ajustá-lo no que for necessário na sua execução para uma melhor gestão
por resultados.
Além de garantir o realinhamento das ações de Governo a uma nova realidade,
as revisões anuais do Plano terão por objetivo incorporar os ajustes necessários em
função do aprofundamento do diálogo com a sociedade, via Fórum Estadual de
Acompanhamento do PPA e os futuros conselhos de desenvolvimento territorial, da
avaliação sistemática dos programas e do aprofundamento do estudo sobre os problemas
da sociedade.
26
II - A Regionalização do Planejamento
O Decreto que organiza o PPA 2012-2015 apresenta também a proposição
organizar a divisão interna do estado em Regiões Funcionais de Planejamento,
possibilitando maior legitimidade na gestão da política de desenvolvimento regional. A
decisão de construir esse planejamento de forma regionalizada cumpre com uma
exigência constitucional que na pratica ainda não fora atendida pelo Executivo. Esta
previsão pode ser observada no Artigo 175, Parágrafo Primeiro da Constituição
Estadual:
A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma
setorizada e regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da
administração publica estadual direta e indireta, para as despesas de
capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas
de duração continuada. (EC no 14/99).
O processo de discussão sobre como se estabelece a organização histórica das
regiões no Amapá iniciou adotando um formato convencional disposto em outros
planos. No principio buscou-se referenciar nas construções dos Territórios da Cidadania
feitas pelo Governo Federal que, no entanto está incompleta. Por outro lado verificou-se
que cada setorial adota uma organização própria dessas regiões, em função de fluxos e
processos diferenciados. Desta forma a SEPLAN propôs sua revisão para fins do
presente planejamento, para tal foram definidas seis Regiões Funcionais de
Planejamento apresentadas abaixo.
REGIÕES FUNCIONAIS DE PLANEJAMENTO – PPA 2012-2015
REGIÃO
MUNICÍPIOS COMPONENTES
NORTE
OIAPOQUE
SUDESTE
CUTIAS DO ARAGUARI, ITAUBAL PIRIRIM e
MACAPÁ (DISTRITO DO PACUÍ)
CENTRO OESTE
FERREIRA GOMES, PORTO GRANDE, PEDRA
BRANCA DO AMAPARÍ E SERRA DO NAVIO.
NORDESTE-LAGOS
CALÇOENE, AMAPÁ, TARTARUGALZINHO E
PRACUÚBA.
SUL
LARANJAL DO JARÍ e VITÓRIA DO JARÍ.
METROPOLITANA
MAZAGÃO, SANTANA E MACAPÁ.
27
28
III - O PPA Participativo: prioridades regionais indicadas pela população
Decisão Política
O Plano de Governo do presente mandato assume a participação popular como
uma das suas principais diretrizes. O Governador Camilo Capiberibe já anunciava em
seu de Programa de Governo e no ato de sua posse a decisão de realizar o PPA 2012 a
2015 de forma participativa. Considerando que no passado recente a população já havia
sido convocada para colaborar num PPA Participativo cujos resultados foram
decepcionantes, pois se resumiram numa escuta popular sem acompanhamento de
resultados, a responsabilidade do Governo e a cobrança da sociedade foram
aumentadas. Visando garantir a incorporação das demandas da população às praticas de
gestão governamental, esse processo foi articulado com o esforço em retomar a
capacidade de planejamento da maquina pública.
O PPA Participativo 2012-2015 - A organização do processo
Seu lançamento oficial ocorreu em 29 de Abril de 2011 no Teatro das
Bacabeiras, e a partir desse momento foram realizados 28 eventos, incluída sua
finalização com o referendo popular à proposta construída. Sua condução ficou a cargo
da Coordenação de Participação Cidadã (Decreto Nº 2.544 de 29/04/2011), que realizou
um planejamento seguindo os princípios e critérios abaixo citados, e promoveu os
ajustes necessários ao longo do processo.
Princípios adotados:
•
Atender aos requisitos e critérios internacionalmente reconhecidos para o
exercício da democracia participativa;
•
Referenciar-se em experiências já testadas em outros estados e países;
•
Considerar as características sociais e políticas amapaenses;
•
Não impor um “pacote fechado” como forma de conduzir o processo.
Atores Sociais considerados:
•
Movimentos sociais e populares;
•
Trabalhadores representados por entidades sindicais;
•
Empresários;
29
•
Entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa;
•
Organizações Não-Governamentais;
•
Cidadãos com perfil ativista.
As modalidades de participação, etapas e os resultados:
Foram estabelecidas três modalidades de participação: presencial, virtual, e, livre.
Na modalidade Virtual (internet) as oportunidades de acesso ocorreram de
forma simultânea com as etapas da modalidade presencial, ou seja, as mesmas perguntas
feitas na primeira etapa eram propostas no site criado pelo GEA durante sua execução
(http://www4.ap.gov.br/sites/ppa/ppa.php). Essa participação foi muito abaixo do
esperado, com pouquíssimas contribuições, devido talvez aos aspectos culturais de
pequena participação via ferramentas virtuais e as conhecidas dificuldades de inclusão
digital. Com a divulgação dos resultados num formato mais interativo bem como do
controle social que haverá sobre o PPA a expectativa é que aumente a intensidade dessa
participação.
A modalidade Livre serviu para receber as sugestões ou propostas formuladas
por grupos que se organizassem de forma autônoma e que se propunham encaminhar
suas sugestões seguindo a metodologia proposta ou num formato que julgassem mais
apropriados. Na maioria dos casos essas demandas foram encaminhadas diretamente aos
setoriais.
A modalidade Presencial foi que efetivamente subsidiou a formulação das
propostas referendadas nesse PPA. Estendeu-se de 02 de maio a 08 de agosto contando
com três etapas, seus resultados estão descritos abaixo:
I - Etapas Locais ou municipais, denominadas de Plenárias de Escuta Popular
Local.
No período de 02 de maio a 15 de julho foram realizados 21 encontros que reuniram
aproximadamente 12.000 cidadãos no momento da escuta pública denominada
Caravana da Participação. Abrangeram todos os 16 municípios do estado, sendo que
Macapá foi subdivida em cinco setores e Santana em dois. Nas Plenárias Sistematizadas
participaram em torno de 2.500 pessoas e foram escolhidos 416 representantes locais
que se tornaram aptos a participar da próxima etapa. A estes foram propostas três
perguntas orientadoras para o planejamento:
30
•
Principais problemas/dificuldades do município/local;
•
Principais expectativas em relação ao novo governo;
•
Principais potencialidades econômicas do município/local.
Os resultados estão registrados em relatórios detalhados dessas demandas, que foram
por eles priorizadas e posteriormente organizadas pelos relatores em eixos de governo.
Na etapa seguinte os relatórios locais foram devolvidos aos representantes para
discussão e correções. Estes relatórios foram encaminhados aos planejadores dos
setoriais para referenciar os processos internos de construção de suas propostas.
II - Etapas Regionais, denominadas de Conferencias Regionais de Priorização.
Entre 15 de julho e 05 de agosto foram realizados seis encontros regionais,
conforme divisão estabelecida para fins de elaboração do PPA regionalizado,
denominadas de Regiões Funcionais de Planejamento.
Nessa etapa, alem de revisar e corrigir o relatório local, o desafio proposto foi reunir
representantes de municípios diferentes e encontrar convergências para atender as suas
demandas numa escala maior. Os representantes locais foram motivados a definir as
prioridades para resolver os problemas/dificuldades daquela região, elencando seus
pontos comuns e potencialidades para investimento regional. Este exercício fez com que
os cidadãos representantes locais compartilhassem estas responsabilidades de
planejamento, pensando e decidindo sobre as prioridades de forma estratégica.
Ao final de cada encontro foram escolhidos os representantes regionais,
totalizando 182 pessoas aptas a participar da etapa final. Como produtos dessa etapa
foram estabelecidos prioridades direcionadas a seis eixos de governo conforme
apresentado a seguir, já alinhadas com os programas e ações propostas no PPA do GEA,
também foram elencadas as prioridades para o desenvolvimento econômico regional,
que serão objeto de agendamento junto aos setoriais desse eixo para discussões e
detalhamento.
III - Etapa Estadual, denominada de Assembléia Estadual de Referendo do PPA.
Ocorreu nos dias 24 e 25 de agosto em Macapá, quando foi realizada a apresentação da
proposta consolidada do PPA. Estiveram presentes junto aos 143 representantes
regionais, os planejadores e gestores dos órgãos diretamente responsáveis pelo
atendimento das demandas apresentadas.
31
Foram assumidos compromissos com os representantes regionais, de identificar
claramente onde foram encaixadas as prioridades eleitas nas etapas locais e
principalmente na regional, que serão objeto de monitoramento. Os programas e ações
foram
apreciados,
solicitados
esclarecimentos,
propostos
aperfeiçoamentos
e
estabelecidos compromissos que resultaram na formulação de ações e atividades de
acompanhamento a serem apropriadas pelos envolvidos.
O produto das discussões em plenária que pactuou pela sua aprovação foi apresentado
ao Governador que declarou sua aprovação. O pedido de referendo foi submetido à
apreciação dos presentes, e concedido de forma unanime, validando essa proposta do
PPA para posterior encaminhamento à Assembléia Legislativa do Estado.
O controle social e a capacidade de monitoramento da população serão
fortalecidos a partir da criação de uma instancia representativa da sociedade amapaense
para acompanhar a execução e orientar as revisões anuais do PPA 2012-2015. Por
decisão
do
Governador,
será
criado
brevemente
o
Fórum
Estadual
de
Acompanhamento do PPA. Esse forum será paritário, portanto além dos
representantes locais serão indicados em igual número representantes dos setoriais do
Governo.
Durante a assembléia foram escolhidos seus primeiros membros e apresentados
ao Governador, um titular e um suplente oriundos de cada um dos 21 encontros locais.
A esses podem ser acrescidos representantes de segmentos/parcelas da sociedade que
forem reconhecidamente identificados com menor representação. Como exemplos têm
os Indígenas, Deficientes, LGBT’s, Jovens; Esportistas, Artistas, e, etc.
A partir de sua convocação inicial e posse, e no decorrer do seu funcionamento, o fórum
será autorregulamentado pelo pleno dos seus membros, contando sempre com a
assessoria de técnicos do GEA. Terá vigência durante o período deste PPA, com
avaliação anual, podendo renovar a composição de seus membros.
AÇÕES E ATIVIDADES DE ACOMPANHAMENTO ACORDADAS

Que se constitua a partir da implantação do fórum, comissões por eixos para
monitorar as ações:
o Que seja entregue para acompanhamento do Fórum o cronograma de
execução das ações de cada eixo temático;
32
o Que fórum possa estar elegendo as prioridades do cronograma de
execução.

Os setoriais de infraestrutura (SEINF, SETRAP e CEA) se comprometeram a
entregar sua planilha até dezembro de 2011;

Reunião semestral ordinária do fórum;

Criação de uma secretaria do fórum;

Capacitação (Formação) para os membros melhorarem seu desempenho nas
ações de acompanhamento e avaliação:
o Transparência nas ações;
o Aptos para operar o portal da transparência;
o Publicação dos resultados mais claros que o atual portal da transparência,
o Link para acompanhamento das ações do PPA 2012 a 2015 no portal da
transparência.

Assessoramento e acompanhamento técnico para qualificação das ações do PPA;

Instalar núcleos regionais e municipais do PPA Participativo;
o Montar calendário de reuniões dos representantes regionais e municipais.
A continuidade do processo de participação cidadã:
Já foi publicamente anunciada pelo Governador a decisão estratégica tomada de
evoluir nessa relação construtiva com a sociedade. Através da realização do Orçamento
Participativo (OP) a partir do próximo ano, a elaboração da peça orçamentária se
aproxima ainda mais da compreensão e capacidade de influencia do cidadão.
São identificados alguns fatores determinantes para o êxito dessa iniciativa, inicialmente
o acúmulo de informações detalhando as demandas emanadas localmente pela
sociedade. Outro é a existência de um grupo representativo dos diversos segmentos da
sociedade, que reivindicam organizar-se em escala local e regional, para opinar nos
processos de avaliação e planejamento.
Nessa decisão estratégica consta estabelecer o acompanhamento desses processos
participativos via Gabinete de governo, e a discussão iniciada para conceber um Sistema
Estadual de Gestão Participativa.
33
AS PRIORIDADES REGIONAIS POR EIXO E SETORIAL ALINHADAS COM
OS PROGRAMAS E AÇÕES DE GOVERNO PROPOSTAS NO PPA 2012-2015
EDUCAÇÃO: SEED
PROGRAMAS: Universalização e Qualidade do Ensino Fundamental, Universalização e
Qualidade do Ensino Médio
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Construção, reforma, ampliação e legalização
Região Norte, Lagos, Centro Oeste,
dos prédios escolares do Ensino Fundamental;
Sudeste, Metropolitana
Aparelhamento e Reaparelhamento dos Prédios
Escolares do Ensino Fundamental;
Construção, reforma e ampliação de escolas
Manutenção e Implementação de Atividades do
do ensino fundamental e médio;
Ensino Fundamental;
Manutenção e Implementação de Atividades do
Alojamentos para professores no interior;
Ensino Médio
Construção, reforma, ampliação e legalização
Construção de creches;
dos prédios escolares do Ensino Médio;
Aparelhamento e Reaparelhamento dos Prédios
Equipar e manter as escolas estaduais.
Escolares do Ensino Médio;
CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO: UEAP
PROGRAMA: Programa de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Região Centro Oeste
Implantação de programa de pesquisa e
extensão
Pólo Universitário
34
INFRAESTRUTURA: SEINF
PROGRAMA: Urbanização das Ressacas e Canais
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Região Sudeste e Centro Oeste
Urbanização de orlas, de rios, canais e áreas de
ressacas em municípios.
Construção de pontes, passarelas.
INFRAESTRUTURA: SETRAP
PROGRAMA: Integração Viária
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Região lagos e Sudeste
Construção / Pavimentação de Rodovias
Abertura, ampliação e manutenção de ramais
Federais e Estaduais;
e vicinais;
Região Sudeste
Asfaltar a AP 70;
Conservação, Restauração, Manutenção de
Rodovias e Ramais
Região Centro Oeste
Pavimentação da BR 210;
Região Sul
Asfaltar trecho Sul da BR 156.
35
INFRAESTRUTURA: CEA
PROGRAMA: Integração ao Sistema Elétrico Nacional com a Adequação, Ampliação e
Melhoria das Redes de Distribuição Urbana e Rural de Energia.
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Ampliação da Rede de Distribuição Urbana de
Região Metropolitana
Energia Elétrica
Ampliação da Rede de Distribuição Rural de
Melhoria nas redes de energia elétrica e
Energia Elétrica
expansão para toda região;
Melhoria das Redes de Distribuição Rural de
Energia Elétrica
MEIO AMBIENTE E ORDENAMENTO TERRITORIAL: IMAP
PROGRAMA: Gestão Territorial e dos Recursos Naturais
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Repasse de Terras da União para o Estado
Região Sul e Região Norte
Inventário Fundiário de Áreas Urbanas e Rurais
Demarcar e legalizar e titular terras agrícolas
e urbanas;
Realização de Estudos de Georeferenciamento
do Estado
SAÚDE: SESA
PROGRAMA: Modernizasus
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Região Norte
Conclusão da reforma do Hospital de
Oiapoque;
Região Lagos
Ampliar e aparelhar as unidades mistas de
saúde dos quatro municípios;
Construir um Hospital Regional de
36
especialidades;
Região Centro Oeste
Investimento em infra-estrutura física e
Hospital de especialidades Regional;
tecnológica
Região Sudeste e Sul
Implantar hospital, unidade de saúde e
Ambulancha;
Estruturar e ampliar o hospital do Laranjal do
Jarí em especialidades;
Implantar um hospital de pequeno porte em
Vitória do Jari.
Região Metropolitana
Transformação das Unidades de saúde em
UPAs.
PROGRAMA: Atenção à Saúde
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Alta complexidade
Todas as regiões
Média Complexidade
Urgência e Emergência
Aumentar a disponibilidade de médicos
Assistência Farmacêutica
(clínico geral, pediatra e ginecologista) e
demais profissionais e serviços de saúde
PROGRAMA Coordenar e Efetivar a Atenção Primária em Saúde
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Rede de atenção Materno-infantil;
Todas as regiões
Fortalecimento da Atenção Primária de Saúde
no Estado
Aumentar a disponibilidade de médicos
(clínico geral, pediatra e ginecologista) e
Ações Voltadas para as Populações em
demais profissionais e serviços de saúde
Situação de Vulnerabilidade
37
DEFESA SOCIAL: SEJUSP/PM/PC
PROGRAMA: Polícia Cidadã,
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Região Metropolitana
Instrumentalização da Polícia Comunitária
Ação integrada de patrulhamento e controle
Operacionalização da Polícia Militar
social nas áreas urbanas, rurais e ribeirinhas,
Operacionalização da Polícia Civil.
com atenção nas áreas portuárias;
GESTÃO ESTRATÉGICA: SEPLAN
PROGRAMA: Gestão do Planejamento e do Tesouro Estadual
PRIORIDADE REGIONAL
AÇÃO
Região Metropolitana
Orçamento próprio para a SEJUV, SEPM e
Elaboração e Gestão de Leis Orçamentárias
SEAFRO conduzirem suas políticas;
Região Metropolitana Criar, executar e
garantir orçamento para o setor ambiental;
38
AS PRIORIDADES REGIONAIS PARA O DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO (listadas em ordem alfabética)
INDICATIVOS PARA UMA AGENDA POSITIVA
Região Norte:

Agricultura familiar

Mineração

Pesca
Região Lagos:

Agricultura familiar,

Agropecuária;

Artesanato.

Comércio

Ecoturismo (turismo rural)

Pecuária;

Pesca artesanal;

Turismo;
Região Centro Oeste:

Agricultura familiar

Apicultura,

Avicultura

Cultura waiãpi

Extrativismo,

Fruticultura

Manejo Florestal

Mineração (COMPENSAÇÃO)

Pecuária

Pesca (piscicultura)

Serviço Público

Turismo
39
Região Sudeste:

Agricultura familiar

Criação de frango

Extrativismo

Pecuária

Pesca e piscicultura

Turismo
Região Sul:

Agricultura familiar

Agroextrativismo

Pesca e aquicultura

Comércio

Extrativismo vegetal

Indústria e mineração

Pólo moveleiro

Turismo e cultura local
Região Metropolitana:

Acesso ao credito e fomento agrícola

Agricultura

Construção da ponte do Rio Matapi

Dinâmica portuária (fluxo e uso): Mazagão, Santana, Canal do
Jandiá e igarapés da Fortaleza e Pedrinhas

Distrito Industrial

Escolas Agrotécnicas (pesca e madeira e outros)

Extrativismo

Pesca

Porto Mercante de Santana

Saneamento básico
40
4 – Cenários Sócio-Econômicos Recentes
O Estado Amapá e as perspectivas de Desenvolvimento
A intensa globalização nas últimas décadas acelerou a reconfiguração espacial
das atividades econômicas, transformando e dinamizando as regiões do planeta,
enquanto que outras se viram fadadas ao declínio.
Os países menos desenvolvidos são atingidos com a desigual distribuição da
riqueza, ou necessitam de grandes investimentos para saírem da exclusão econômica, e
conseqüentemente reduzir as desigualdades sociais e regionais evitando o fluxo
migratório para regiões mais dinâmicas economicamente, onde acaba se processando os
conflitos sociais e regionais.
1. Cenário mundial
O relatório da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
(2008) mostra que os países com recursos naturais em abundância, como o Brasil,
passaram a atrair investimentos.
A Índia apresenta um potencial mercado em expansão nos setores industriais
farmacêuticos, automobilísticos e serviços, se apresenta como um dos principais
exportadores de serviços de tecnologia e vem se consolidando no mercado de prestação
de serviços à distância.
A China e os países do Leste Asiático, com grande disponibilidade de mão-deobra recebem influência do alinhamento cambial e dos conflitos comerciais entre o Japão
e os Estados Unidos e se fortalecem com a expansão regional.
A China é responsável por um terço do produto bruto dos países emergentes, ou
4% do PIB Global, seu volume de exportação representa 5% do total do comércio
internacional e o país tornou-se o principal destino dos fluxos diretos de investimento
estrangeiros para países emergentes (Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo, 2008).
O relatório mostra que uma nova massa de novos consumidores está se formando
no Brasil, Rússia, Índia e China e até 2015 há estimativas de que os rendimentos de cerca
de 800 milhões de pessoas que habitam estes quatro países ultrapassem a linha divisória
e atinjam o patamar de consumo de classe média (US$ 3 mil).
Considerando que há dois bilhões de pessoas nesta faixa de renda, o mercado
consumidor de bens e serviços poderá ter um incremento de mais de 40% afetando a
demanda de bens e serviços e conseqüentemente o consumo de petróleo, telefonia móvel,
automóveis, minério de ferro, estimulando outros setores.
41
Os indicadores do início desse ano demonstram que o cenário econômico
brasileiro apresenta um comportamento singular com projeção de juros em baixa e
inflação reduzida.
No entanto, o comportamento atual de nossa economia não demonstra seguir a
esta tendência, ainda mais se considerarmos a crescente possibilidade da crise na
economia mundial.
2. Cenário Brasil
O cenário para a economia brasileira até o ano de 2015 resulta das hipóteses
quantitativas e qualitativas e considera um ambiente de estabilidade interna e graduais
ajustes externos, porém a falta de uma agenda de reformas micro econômicas são os
empecilhos para o crescimento.
A projeção de crescimento pela ótica da produção que embasa o PIB corresponde
a um incremento em torno de 4,3% na próxima década com tendência de uma inflação
em torno de 4,2%, inferior a meta projetada de 4,5%.
A economia brasileira continuará com tendência de crescimento nos próximos
anos, gerando oportunidades de investimentos de forma dinâmica em cinco vertentes:
petróleo e gás, energia elétrica, logística, construção habitacional e agro negócios.
O quadro de consumo energético no Brasil ainda se mostra reduzido,
especialmente quando comparado a países desenvolvidos, porém de acordo com as metas
de crescimento da renda nacional a sua redistribuição deverá influenciar o aumento de
consumo por habitante.
O cenário para mercado da construção civil projeta um montante de R$ 30
bilhões de reais em cidades onde será realizada a Copa do Mundo de 2014 sendo
distribuídos na construção e reforma dos estádios, reformas e ampliação dos aeroportos,
desenvolvimento em estrutura de transporte de acesso aos eventos, ampliação da rede
hoteleira e outros serviços como treinamento e segurança.
Para a Olimpíada de 2016 há uma previsão de R$ 29,5 bilhões em infraestrutura
urbana, construção e reforma das instalações esportivas e gastos do comitê organizador
(Cenário Macroeconômico 2009-2016, 2009).
Quadro 1 - Investimento habitacional de 2009-2016(R$ bilhões)
Média anual
% do PIB
Investimentos
227,1
6,30%
Novas moradias
147,8
4,10%
Reposição de estoque
79,4
2,20%
Fonte: Cenário Macroeconômico 2009-2016.
42
Quadro 2 - Investimento Previsto em R$ Milhões
SEGMENTOS
CARTEIRA FINAL
INFRA-ESTRUTURA DE TELECOMINICAÇOES
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Investimentos Privados
86.128,45
100.502,14
374.189,18
560.819,77
Fundos Públicos (Fust, Funtel e Fistel)
16.490,18
19.242,71
70.872,98
106.605,87
Total de Infra – Estrutura de telecomunicação
102.618,63
119.744,85
445.062,16
667.425,65
INFRA-ESTRUTURA DE ENERGIA
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Eletricidade
83.765,73
52.240,16
220.260,83
356.266,71
Petróleo
112.890,58
98.344,00
285.886,67
497.121,25
Gás Natural
45.657,00
36.936,00
91.200,00
173.793,00
Biocombustíveis
12.185,27
7.802,16
16.336,09
36.323,52
Total de Infra-Estrutura de Energia
254.498,58
195.322,32
613.683,58
1.063.504,47
INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Aéreo
3.461,62
3.004,03
3.228,74
9.694,39
Ferroviário
15.837,74
3.047,59
30.539,02
49.424,35
Hidroviário
4.100,35
3.961,55
4.743,84
12.805,73
Portuário
4.010,56
5.449,79
12.423,55
21.883,90
Rodoviário
39.586,55
15.508,51
18.646,41
73.741,47
Total de Infra-Estrutura de Transportes
66.996,82
30.971,46
69.581,56
167.549,84
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Habitação
60.000,00
66.000,00
109.900,00
235.900,00
Novas Moradias
36.345,91
39.980,50
66.573,59
142.900,00
Inadequação dos Domicílios
23.654,09
26.019,50
43.326,41
93.000,00
Saneamento
45.200,00
45.200,00
135.600,00
226.000,00
Transporte Urbano
-
-
-
-
Total de infra-estrutura de desenvolvimento urbano
105.200,00
111.200,00
245.500,00
461.900,00
INFRA-ESTRUTURA HÍDRICA
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Integração de Bacias
8.067,39
1.575,00
4.725,00
14.367,39
518,00
-
-
518,00
2.571,40
800,00
1.200,00
4.571,40
1.801,00
5.512,40
15.264,60
22.578,00
Hidráulica Costeira
710,00
-
-
710,00
Segurança da Infra-estrutura Hídrica
36,00
36,00
108,00
180,00
280,00
280,00
840,00
1.400,00
Planos, Estudos e Projetos.
54,13
212,00
495,00
761,00
Total de infra-estrutura hídrica
14.037,91
8.415,40
22.632,60
45.085,91
CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
3.178,79
4.599,51
29.786,36
37.564,66
INFRA-ESTRUTURA DE DESENVOLVIMENTO
URBANO
Manejo
de
Recursos
Hídrico
e
Recuperação
Hidroambiental de Bacias
Sistemas de Oferta de Água bruta
Sistema
de
Desenvolvimento
Hidrioagrícola
(irrigação)
Implementação
e
Fortalecimento
do
Sistema
Nacional de Gerenciamento de RH
Formação e capacitação de recursos Humanos para
pesquisa
43
Promoção da pesquisa e do Desenvolvimento
3.179,60
4.566,88
29.575,07
37.321,54
Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE
861,86
1.156,07
11.743,68
13.761,60
C, T&I para a inclusão e Desenvolvimento social.
122,99
224,14
2.910,48
3.257,61
Programa de Atividades Nucleares -PNAN
4.054,57
5.148,28
25.064,53
34.267
C,T&I para Natureza e Clima
5.342,44
7.343,24
42.073,76
54.759,44
398,60
583,59
3.122,35
4.104,54
Total de investimentos em Ciência e Tecnologia
17.138,85
23.621,72
144.276,23
185.036,79
SEGMENTOS
CARTEIRA
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Alimentos, Bebidas e Fumo.
876,81
-
-
876,81
Extrativa Mineral e Minerais Não-Metálicos
4.071,34
26,61
-
4.097,95
Química
21.924,24
656,31
-
4.097,95
Turismo
1.748,58
330,00
-
2.078,58
Material de Transporte
49.794,62
3.850,00
-
53.644,62
Têxtil e Vestuário
31.962,93
4.939,00
-
36.901,93
Total de Des. Econômico: Base produtiva industrial
110.378,52
9.801,92
-
120.180,44
Desenvolvimento Econômico: Base Produtiva Rural
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Abastecimento (CONAB)
15.470,81
18.654,00
72.426,22
106.521,02
Reforma Agrária (INGRA)
17.798,36
17.842,47
34.531,33
70.172,16
Apoio ao Desenvolvimento Territorial (SDT)
1.010,00
1.062,00
3.206,00
5.278,00
Apoio ao Reordenamento Agrário (SRA)
2.420,70
2.903,31
8.094,51
13.418,52
Apoio à Agricultura Familiar (SAF-PRONAF)
38.443,87
40.784,80
105.016,05
184.244,72
Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA)
990,39
1.299,77
3.356,91
5.647,07
Desenvolvimento da Agroenergia (SPAE-MAPA)
278,09
315,14
908,78
1.502,00
Promoção Comercial Internacional (SRI-MAPA)
50,20
60,30
137,73
248,23
Desenvolvimento da Política Agrícola (SPA-MAPA)
497,90
555,78
2.787,86
3.841,55
Defesa Agropecuária (MAPA)
713,68
958,19
3.404,57
5.073,43
Produção e Cooperativismo (SDC-MAPA)
91,92
124,05
346,26
562,23
Linhas de Financiamento de Investimento e Custeio
52.520,55
82.179,22
258.143,15
392.842,93
7.401,01
7.575,98
15.689,76
30.666,75
137.687,47
174.285,01
508.046,13
820.018,61
MEIO AMBIENTE
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Promoção ao Desenvolvimento Sustentável
5.754,92
6.875,98
28.985,21
41.616,10
Gestão e Desenvolvimento Institucional
1.726,48
2.062,79
8.695,56
12.484,83
Preservação ambiental
1.726,48
2.062,79
8.695,56
12.484,83
Mitigação dos passivos ambientais
2.301,97
2.750,39
11.594,08
16.646,44
Total de investimento em meio ambiente
11.509,83
13.751,95
57.970,41
83.232,20
DESENVOLVIMENTO SOSIAL
2008-2011
2012-2015
2016-2027
2008-2027
Científico e Tecnológico
C,T&I para a política industrial ,tecnológica e de
comércio exterior (PITCE)
Desenvolvimento
Econômico:
Base
Produtiva
Industrial
Investimento na Produção e agroindustrialização
(Empresa Privadas)
Total
de
Desenvolvimento
Econômico:
produtiva rural
Base
Saúde
44
Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e Inovação
480,46
2.049,47
8.863,48
11.393,38
Expansão da rede pública de produção de insumos
157,95
288,90
1.801,32
2.248,20
Organização de Redes Regionais Resolutivas
4.335,79
6.298,31
15.404,94
26.039,07
386,48
133,90
579,29
1.099,65
Melhoria da Qualidade da Atenção e da Gestão
1.445,32
1.027,49
4.444,24
6.917,09
Projeção Gasto Atual
141.490,30
170.708,13
735.837,49
1.048.035,92
Total de investimento em Saúde
148.296,30
180.506,19
766.930,76
1.095.733,31
5.593,22
9.057,00
39.172,60
53.822,83
4.670,00
5.966,20
25.804,40
36.440,62
Expansão e melhoria do Ensino Superior
701,11
8.678,10
37.533,90
46.913,10
Inclusão Digital e Recursos Multifuncionais
2.008,59
5.296,30
22.906,90
30.211,81
Garantia de Acessibilidade e Transporte Escolar
1.898,23
849,70
3.675,20
6.423,13
Projeção Gasto Anual
81.633,78
99.099,53
428.618,92
609.352,23
Total de investimentos na educação
96.504,93
128.946,83
557.711,92
783.163,72
Qualific. da rede de Vigilância Epidemiológica,
sanitária e Ambiental.
Educação
Melhoria e Expansão da Educação Básica
Expansão e melhoria da rede Fed. De Educ.
Profissional e Tecnológica.
Fonte: Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão
Quadro 3 - CARTEIRA FINAL DE INVESTIMENTOS POR ESTADO
PERIODO: 2008-2027 (EM R$ MILHÕES)
Media anual de
UF
investimentos no
período 2008-2027
Carteira %
total
PIB estadual
%PIB
Carteira % no
nacional
PIB estadual
AC
886,56
0,33
3.242,00
0,18
27,35
AL
2.315,61
0,86
11.556,00
0,65
20,04
AM
7.022,14
2,61
35.889,00
2,03
19,57
AP
1.184,74
0,44
3.720,00
0,21
31,85
BA
12.097,70
4,49
86.882,00
4,92
13,92
CE
8.847,63
3,25
33.261,00
1,88
26,30
Diversos
1.225,88
0,46
-
-
-
DF
13.938,66
5,18
43.522,00
2,46
32,03
ES
9.988,70
3,71
34.488,00
1,95
28,96
GO
7.708,77
2,86
41.316,00
2,34
18,66
Invest.em
expansão
MA
11.075,44
4,11
-
-
-
5.454,04
2,03
16.547,00
0,94
32,96
MG
16.949,56
6,29
166.586,00
9,43
10,17
MS
4.825,72
1,79
19.954,00
1,13
24,18
MT
8.639,94
3,21
27.935,00
1,58
30,93
Nacional
4.802,06
1,78
-
-
-
PA
8.209,22
3,05
34.196,00
1,94
24,01
PB
3.404,52
1,96
14.863,00
0,84
22,91
45
PE
9.838,83
3,65
47.863,00
2,70
20,63
PI
3.676,24
1,37
8.611,00
0,49
42,69
PR
11.443,45
4,25
108.699,00
6,15
10,53
RJ
28.535
10,60
222.654,00
12,60
12,82
RN
7.335,05
2,72
15.906,00
0,90
46,11
RO
4.629,50
1,72
9.744,00
0,55
47,51
RR
1.353,97
0,50
1.864,00
0,11
72,64
RS
15.557,71
5,78
142.874,00
8,09
10,89
SC
7.492,36
2,78
70.208,00
3,97
10,67
SE
7.727,94
2,87
13.121,00
0,74
58,90
SP
40.767,74
15,14
546.607,00
30,94
7,46
TO
2.430,61
0,90
4.768,00
0,27
50,98
269.266,24
100,00
1.766.620,00
100.00
15,24
Total
1 PIB dos estados para o ano de 2004
Fonte: Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão
Quadro 4 - Fontes de financiamento e investimentos anunciados
AGENTES FINANCEIROS E
SETORES DE INVESTIMENTO
INVESTIMENTOS
1. Governo Federal
1.1.
Orçamentário
(Ministério
e
Órgãos
1.2.
BNDES, Banco do Brasil, CEF e
BASA/FNO
1.3.
Fundo da Amazônia / BNDES
1.4.
Empresas estatais
2. IFMs (BID,BIRD,CAF)
3. Organismos multilaterais (PNUD, FAO,
OTCA...)
4. Fundos de pensão (os 05 maiores)
5. Bancos
Privados
(Santander,
Bradesco, City...)
6. Empresas Privadas
7. Bancos Públicos de outros países
(China, Alemanha, Noruega e outros)







Infraestrutura (Estrada, Hidrovias, UHE.
Termoelétricas, Portos, Aeroportos)
Extrativismos (mineração, gás e petróleo)
Agronegócio (agro - combustíveis ,
pecuária, agricultura, silvicultura etc...)
Proteção ambiental (áreas de proteção,
territórios indígenas, terras quilombolas,
UCs e etc..)
Florestação
(agroflorestas,
florestas
homogenias etc...)
Manejo florestal- comunitário, agricultura
familiar e outros
“Restauração”deecossistemas impactados
5. Indicadores fiscais e perspectivas de desenvolvimento
5.1 Inflação
A respeito do ritmo econômico global, o Banco Central - BACEN explica que
se
consolida
a perspectiva de recuperação em ritmo mais moderado do
que se
antecipava, com assimetria entre os blocos econômicos.
No Brasil o mercado de crédito deve continuar contribuindo em ritmo mais
moderado para expansão do investimento e do consumo.
A evolução do Produto Interno Bruto (PIB) nos dois últimos trimestres de 2010
46
e no primeiro trimestre de 2011 confirma a avaliação do Banco Central, de que as
taxas de crescimento têm se deslocado para níveis mais compatíveis com o
crescimento de longo prazo .
No que se refere à inflação o cenário de referência que pressupõe manutenção da
taxa de câmbio constante no horizonte de previsão em R$1,60/US$ e meta para taxa do
sistema especial de liquidação e de custódia (SELIC) em 12,25% a.a., projeta inflação
de 5,8% em 2011 e de 4,8% em 2012, com projeção de 4,4%.para o segundo semestre
de 2013.
Quadro 05 - Metas Para a Inflação no Brasil
ANO
META(%)
LIMITES INFERIOR E
SUPERIOR (%)
2005
3,75
5,5
4,5
1,25-6,25
3-8
2-7
2006
4,5
2,5-6,5
3,14
2007
4,5
2,5-6,5
4,46
2008
4,5
2,5-6,5
5,90
2009
4,5
2,5-6,5
4,31
2010
4,5
2,5-6,5
5,91
2011
4,5
2,5-6,5
2012
4,5
2,5-6,5
2013
4,5
2,5-6,5
2004
INFLAÇÃO
EFETIVA
(IPCA%a.a)
7,60
5,69
Fonte : Banco Central do Brasil a carta aberta, de 21/01/2003, estabeleceu metas ajustadas de
8,5 % para 2003 e de 5,5 % para 2004.
Quadro 06 – Indicadores de Inflação IPCA e IGP – DI
Ano
IPCA-IBGE
IGP-DI-FGV
2004
7,6
12,14
2005
5,69
1,22
2006
3,14
3,79
2007
4,46
7,9
2008
5,9
9,11
47
2009
4,31
-0,01
2010
5,91
0,69
2011
4,5
6,3
2012
4,5
4,5
2013
4,5
4,5
2014
4,5
4,5
Fonte: IBGE/FVG
5.2 Produto Interno Bruto
A previsão de crescimento do PIB brasileiro, segundo o Ministério da Fazenda,
nos próximos seis anos será de 5%. A expectativa é que este ciclo de negócios supere o
anterior em duração e amplitude do crescimento, tendo como base desta nova expansão
o mercado interno
e
os
investimentos,
principalmente
em
infra-estrutura e
construção civil.
Ano
Quadro 07 - Percentual de Crescimento do PIB
Amapá
Brasil
2004
4,3
5,2
2005
6,3
3,2
2006
5,8
4,1
2007
5,1
5,4
2008
2,9
5,2
Fonte : IBGE/COPESEF/SEPLAN
5.3. Balança Comercial Brasil
Segundo o Ministério do Comércio Exterior o ano de 2010 terminou com as
exportações atingindo recorde histórico de US$202 bilhões, superando o melhor
resultado até então de US$198 bilhões obtido em 2008. As compras externas
corresponderam a US$182 bilhões. No entanto o saldo da balança comercial brasileira
teve queda de 20,1% em relação a 2009, ficando em US$ 20 bilhões.
Uma comparação entre as regiões, em valores absolutos, a região Sudeste foi
a que mais exportou no semestre (US$ 67,528 bilhões), com alta de 35,65% na
comparação com as vendas no mesmo período de 2010 e com participação de
48
57,08% sobre o total vendido pelo país (US$118,303 bilhões) .
As exportações da região Norte foram as que mais cresceram no comparativo
entre o primeiro semestre de 2011 e o de 2010, com expansão de 68,52%. O Norte
exportou US$ 9,031 bilhões, o que representou 7,63% das vendas do país no período.
A região sul exportou US$ 21,10 bilhões, com aumento de 27,07% sobre o
período entre Janeiro e Junho do ano de 2010 e com participação de 18,44% nas
exportações brasileira. Na região Centro-Oeste, houve crescimento de 24,06% no
comparativo das vendas ao mercado externo, somando US$ 9,806 bilhões e tiveram
participação de 8,29% no acumulado semestral. Os embarques da região Nordeste
(US$8,459 bilhões) corresponderam a 7,15% do total exportado pelo país e
tiveram aumento de 9,77% na comparação com o primeiro semestre do ano passado.
Em relação às importações, a região Nordeste foi a que registrou maior expansão
em comparação ao primeiro semestre de 2010 (33,14%), com compras no valor de
US$10,340 bilhões. Em seguida aparece a Região Sul, com aumento de 32,47% e
aquisições no valor de US$ 22,899 bilhões.
A Região Sudeste comprou US$ 59,187 bilhões (maior valor bruto), com
aumento de 29,23% em relação a Janeiro e Junho de 2010. A região Norte teve
alta de 18,52% nas importações e somou US$ 4,351 bilhões em compras. No Centro –
Oeste as aquisições corresponderam a US$2,647 milhões, representando um crescimento
de 10,67%.
No período, a região sudeste teve o maior superávit, com US$ 8,340 bilhões,
seguida pelas regiões Centro – Oeste (US$ 4,039 bilhões) e Norte (US$ 1,953 bilhões).
Registraram déficits, no semestre, as regiões Nordeste (US$ 1,880 bilhões ) e Sul (US$
426 milhões) .
3. Cenário Estado do Amapá
O Estado do Amapá, no norte oriental do Brasil, faz fronteira com a Guiana
Francesa, Suriname e com o Estado do Pará. Sua área territorial de 142.828 km²
apresenta um relevo formado por planícies, com mangues e lagos no litoral e depressões
na maior parte interrompidas por planaltos residuais. Seus principais rios são o
Amazonas, Jarí, Oiapoque, Cassiporé, Maracá e Araguari, sendo que este último forma
uma bacia hidrográfica independente do Amazonas e apresenta alto potencial
energético, já utilizado através da hidrelétrica do Paredão e em futuro próximo pela
49
hidrelétrica de Ferreira Gomes, em construção. Tem uma vegetação formada por
mangues, litorâneos, campos gerais e a Floresta Amazônica que se expande por 97.000
km² do território. O clima é o tropical úmido com pluviosidade elevada e um período de
estiagem que vai de agosto a novembro. É o estado brasileiro mais preservado no
aspecto ambiental, onde a Floresta Amazônica é quase que totalmente preservada.
É constituído de 16 municípios e 34 distritos, unidades em que se distribui sua
população de 669.526 habitantes (IBGE/ 2010), com uma taxa de crescimento da ordem
de 3,4% a.a. É uma população expressivamente urbana da ordem de 89,77%, sendo que
Macapá, a capital, concentra desse índice geral 59,48%.
Em termos potenciais, apresenta vantagens comparativas em relação às demais
unidades da Federação Brasileira. Sua localização geográfica no extremo nordeste da
Região Amazônica o credencia como a unidade mais próxima dos mercados das
Américas Central e do Norte e da Europa. Além disso, considere-se o potencial
navegável a partir do Rio Amazonas- Canal do Norte – que se constitui na porta de
entrada para a Amazônia Ocidental.
Por outro lado, vale destacar o elevado potencial pesqueiro na costa atlântica
com grande variedade de espécies e, em particular o grande banco camaroneiro, onde se
sobressai o camarão rosa. Merece destaque também o potencial pesqueiro nas águas
internas, representadas pelos rios e lagos.
O potencial madeireiro é bem representativo, com espécies de alto valor
comercial como o angelim, aquariquara, macacaúba, acapu, etc.
O potencial mineral é elevado com existência de jazidas de ouro, cromita, ferro,
cassiterita, columbita e outros ainda não dimensionados na expressão de suas
potencialidades. O “Amapá experimentou um ciclo mineral de quase meio século que
conferiu ao Estado uma infraestrutura ímpar (ferrovia, porto, hidrelétrica), indicadores
socioeconômicos favoráveis e propiciou investimentos em outras atividades produtivas”
(Oliveira Marcelo – 06/2011). No entanto, o quadro que se apresentou nos últimos anos,
foi deficitário. Atualmente, o órgão competente, em parceria com os municípios que
detém as lavras, tem trabalhado no sentido de minimizar os danos causados pela
exploração da atividade no meio ambiente.
A agricultura amapaense ao longo dos anos tem se tornado um desafio para os
governantes como: desenvolver e fixar o produtor no campo e, aumentar a qualidade e
oferta de produtos agrícolas o que requer investimentos maciços em novas tecnologias
de produção, capacitação, apoio creditício, entre outras medidas. O governo vem
50
fazendo um grande esforço na reestruturação do meio rural, resgatando a capacidade de
financiamento, que mostrou no primeiro semestre, uma boa recuperação. Face às
dificuldades herdadas a reorientação da utilização do Fundo de Desenvolvimento Rural
do Amapá - FRAP e novas parcerias com o Banco da Amazônia - BASA, são
instrumentos de incremento para viabilizar o Fundo Constitucional Norte - FNO, que se
tornou mais uma alternativa de crédito para o desenvolvimento do Setor Rural
amapaense.
No Setor energético, o estado vive duas realidades diferentes: a sua Companhia
de Eletricidade do Amapá sofre os graves problemas financeiros herdados pelo atual
governo, como a oferta de energia no limite máximo de sua capacidade, falta de
investimentos em linha de transmissão urbana e rural, levaram a atual administração, a
optar por medidas corretivas, como: Renegociação de dívidas, dentro da capacidade
operacional da companhia de eletricidade, enxugando as despesas desnecessárias,
recolhimento do ICMS e a proposta de federalização da companhia, com a autonomia
do governo em traçar novas políticas para o Setor.
Em contrapartida a esta realidade o Estado vive a expectativa de sua interligação
ao Sistema Integrado Nacional com a chegada do Linhão do Tucurui, além disso, vários
investimentos em obras já estão em andamento como: Hidrelétrica Ferreira Gomes S/A
e Hidrelétrica de Santo Antonio, em Laranjal do Jari, com perspectivas de entrada de
novos investimentos no setor.
3.1. Indicadores fiscais e perspectivas de desenvolvimento do Amapá
De acordo com os resultados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística - IBGE o PIB do estado do Amapá cresceu 2,9% em 2008, menor
resultado da região norte. Neste ano teve seu valor estimado em R$ 6,765 milhões
conferindo a participação de 0,2% do PIB brasileiro desde o início de série (2002). Na
série acumulada (2002-2008) apresentou o 6º maior crescimento em volume,
correspondendo a 41,8%.
51
Quadro 08 - Produto Interno Bruto do Amapá, variação nominal e real 2004 a
2008.
Ano
PIB
Variação real
Variação nominal
2004
3.846
4,3
12
2005
4.361
6,3
13,4
2006
5.250
5,8
20,4
2007
6.022
5,1
14,7
2008
6.765
2,9
Fonte : IBGE/COPESEF/SEPLAN
Quadro 09 - Estimativa do PIB do Estado do Amapá - 2009 a 2015
Ano
Valor em R$ 1.000.000
2009
6829
2010
7879
2011
8.833
2012
9.903
2013
11.102
2014
12.447
2015
13.955
Quadro 10 - Balança Comercial do Amapá – 2004 a 2010
Ano
Exportação
IMPORTAÇÃO
SALDO
2004
46.884
28.307
18.581
2005
76.511
16.585
59.926
2006
127.980
10.814
117.166
2007
127.891
52.863
75.118
2008
192.440
44.457
75.118
2009
189.839
40.156
142.683
2010
352.978
49.148
303.331
Fonte: Secretaria do Comercio Exterior
4. Perspectivas de crescimento ancorado em projetos de desenvolvimento
regional: Amapá e o Plano Estratégico para 2012 a 2015.
O Governo do Estado do Amapá para o quadriênio 2012 a 2015 se propõe a
desenvolver políticas públicas, com foco no desenvolvimento regional, que venham
52
reduzir as desigualdades sociais em consonância com o Governo Federal, neste contexto,
se apóia em objetivos estratégicos que embasarão as tomadas de decisões e
os
investimentos de recursos nos seguintes eixos:
1. Gestão Estratégica
2. Gestão Administrativa e Controle
3. Infraestrutura
4. Saúde
5. Defesa Social
6. Educação
7. Meio Ambiente e Ordenamento Territorial
8. Inclusão Social e Direitos
9. Desenvolvimento Econômico Sustentável
10. Ciência, Tecnologia e Inovação
53
5 – Estrutura Programática/Ações Por Eixo e Objetivo Estratégico
5.1 - Eixos da Política de Governo
A política de governo para o período 2012-2015 orienta-se por dez grandes eixos
que foram compostos dos trabalhos do Planejamento Estratégico, a partir das propostas
de campanha realizada com a participação de segmentos representantes da sociedade
amapaense nas seis regiões funcionais de planejamento.
Quadro 13: Eixos da Política de Governo
EIXOS
ORGÃOS QUE COMPÕEM O EIXO
1º- GESTÃO ESTRATÉGICA
VICE GOVERNADORIA, SEAB,
GABINETE CIVIL, SECOM, SRE, SEPLAN,
ADAP, PRODAP, RDM, OUVIDORIA
2º- GESTÃO ADMINISTRATIVA E
CONTROLE
GABINETE MILITAR, SEAD, EAP, SIAC,
AMPREV, PROG E AUDITORIA
3º- INFRAESTRUTURA
SEINF, CEA, CAESA, SETRAP
4º- SAÚDE
SESA, LACEN, HEMOAP
5º - DEFESA SOCIAL
SEJUSP, DGPC, POLITEC, DETRAN,
IAPEN, BOMBEIROS, POLÍCIA MILITAR
6º- EDUCAÇÃO
SEED, SEDEL, SECULT
7º MEIO AMBIENTE E
ORDENAMENTO TERRITORIAL
SEMA, IMAP
8º INCLUSÃO SOCIAL E DIREITOS
SIMS, FCRIA, SEPM, SEPI, SEJUV,
SEAFRO, DEFENSORIA, PROCON
9º- DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO SUSTENTÁVEL
SDR, SEICOM, SETE, SETUR, DIAGRO,
IPEM, JUCAP, PESCAP, RURAP, AFAP, IEF
10º- CIÊNCIA, TECNOLOGIA E
INOVAÇÃO
SETEC, IEPA, UEAP, FUNDAÇÃO
TUMUCUMAQUE
54
5.2 - Objetivos Estratégicos e Estratégicas Setoriais
EIXO 1: GESTÃO ESTRATÉGICA
OBJETIVO ESTRATÉGICO
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Articulação e Relação Internacional
Desenvolvimento Regional
Sustentável e Integrado
Fortalecer a coordenação estratégica da
ação governamental
Alcançar e manter o equilíbrio fiscal do
estado visando o atendimento das
demandas da sociedade
Parcerias para Provisão de Serviços
de Interesse Público
Suprimento Energético do Estado do
Amapá
Apoio Institucional para Captação de
Recursos
Modernização Administrativa da
Receita
Segurança Governamental
Aumentar o espaço de governabilidade
sobre a ação do governo
Proteger e garantir os direitos do
cidadão na utilização de serviços
públicos, nas relações de consumo e em
processos jurídicos.
Consolidar uma identidade pública de
diálogo, transparência e eficácia junto à
população.
Viabilizar um alto padrão de
funcionamento do estado
Garantir o acesso da população do
Amapá à tecnologia de banda larga;
Fortalecer a coordenação estratégica da
ação governamental
Viabilizar um alto padrão
funcionamento do Estado
Representação de Governo
Observatório Social de Políticas
Públicas
Ouvidoria Itinerante
Transparência Social
ADAP
SRE
GABINETE
CIVIL
SEAB
VICE-GOV.
OUVIDORIA
SECOM
Comunicação Governamental ao
Alcance de Todos
RDM
Plano Diretor de Tecnologia da
Informação e Comunicação
PRODAP
Gestão do Planejamento e do Tesouro
Estadual
SEPLAN
Encargos Gerais do Estado
55
EIXO 2: GESTÃO ADMINISTRATIVA E CONTROLE
OBJETIVO ESTRATÉGICO
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Fortalecimento da Política
Previdenciária
AMPREV
Formação Permanente
Criar e implementar uma política de
pessoas que combine a valorização do
servidor com a eficiência e qualidade do
serviço prestado.
Consultoria Organizacional
Pós-Graduação Latu e Stricto Sensu
do Estado do Amapá
EAP
Programa de Estágio do Estado do
Amapá
Mosaico Institucional
Administração de Pessoal
Desenvolvimento de RH e
Modernização da Gestão
Qualificar e humanizar o atendimento
público em todas as áreas de ação do
governo
Aumentar o espaço de governabilidade
sobre a ação do governo
Gestão Eficiente e Transparente
SEAD
Desenvolvimento de RH e
Modernização da Gestão
Gestão eficiente e transparente
SIAC
Segurança Governamental
GABINETE
MILITAR.
Controle Interno com Eficiência e
Transparência
Zelar pela regular e eficiente aplicação
do recurso público controladoria
/auditoria
Representação Judicial e Extrajudicial
do Estado
PROG/
AUDI
Desenvolvimento de Recursos
Humanos em Controle Interno
56
EIXO 3: INFRA-ESTRUTURA
OBJETIVO ESTRATÉGICO
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Ampliar os serviços de saneamento
básico em níveis superiores a média da
Amazônia
Amapá Água
CAESA
Melhorar a produção e distribuição de
energia para o desenvolvimento do
estado
Reduzir o déficit habitacional em 40%;
Reestruturar e ampliar a infra-estrutura
social do estado (saúde, educação,
segurança e comunicação,
desenvolvimento econômico, etc.).
Promover a integração regional e
transfronteiriça melhorando sua
capacidade de transporte multimodal
Potencializar a localização estratégica
do Amapá como ponto de convergência
e distribuição do comercio fluvial da
Amazônia
Integração ao Sistema Elétrico Nacional
com a Adequação, Ampliação e
Melhoria das Redes de Distribuição
Urbana e Rural de Energia.
Habitação
Estrutura Básica
Ampliação e Melhoria da Rede de
Distribuição Urbana e Rural de Energia
Saneamento e desenvolvimento Urbano
do Estado do Amapá
Integração Viária
CEA
SEINF
SETRAP
Amapá Entreposto Flúvio-Marítimo
Regional
Amapá: Energia Limpa
GASAP
EIXO 4: SAÚDE
OBJETIVO ESTRATÉGICO
Implantar a rede de atenção integral à
saúde materno-infantil para redução da
mortalidade materno-infantil.
Fortalecer a atenção primária de saúde do
Estado.
Modernizar a gestão através do
fortalecimento do planejamento,
monitoramento e avaliação para
resultados.
Humanizar o atendimento nos
estabelecimentos assistenciais de saúde
para que o usuário seja atendido com
qualidade e satisfação.
Implementar a política nacional de
promoção e prevenção de saúde integrada
e coordenada para a melhoria da
qualidade de vida da população.
Garantir os serviços de saúde de forma
integral e regionalizada, com qualidade e
eficiência ao cidadão.
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Coordenar e Efetivar a Atenção
Primária em Saúde
Modernização da Gestão do SUS
SESA/
HEMOAP
/LACEN
Vigilância e Proteção a Saúde
Atenção à Saúde
57
EIXO 5: DEFESA SOCIAL
OBJETIVO ESTRATÉGICO
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Reduzir a violência e os índices de
criminalidade.
Prevenção e Repressão ao Crime
PM/POLITEC/
IAPEN/
FUNRESPOL
Reforçar a política de prevenção e
mediação de conflitos na Defesa Social
Polícia Cidadã
CBMAP/PM/
PC/SEJUSP
Implementar a gestão integrada de
defesa social
Operações de Defesa Social
SEJUSP /
PM
Garantir o Sistema de Defesa Civil da
População e Bombeiro Militar no Estado
Prevenção e Combate a Sinistros
CBMAP
Detransparência
DETRAN
Propiciar a segurança e fluidez do
trânsito, priorizando o transporte público
e não motorizado.
EIXO 6: EDUCAÇÃO
OBJETIVO ESTRATÉGICO
PROGRAMA
Garantir o direito ao acesso e
permanência a um sistema de educação
de qualidade para todos, elevando o
índice de desenvolvimento da Educação
Básica.
Universalização e Qualidade do Ensino
Fundamental
Concluir e implementar a
municipalização da educação infantil e
do Ensino Fundamental (primeiro
segmento)
Ampliar o atendimento da Educação de
Jovens e Adultos
Expandir a formação profissional
adequada às necessidades do
desenvolvimento econômico sustentável
do Estado.
Fortalecer a identidade cultural do
Amapá, por meio do incentivo a sua
produção e preservação.
Criar e consolidar o sistema de estado de
esporte lazer.
ÓRGÃO
EXECUTOR
Universalização do Ensino Médio
Municipalização da Educação Infantil e
Ensino Fundamental
Assistência ao Educando
Cooperação com Instituições Nacionais e
Internacionais para o Desenvolvimento da
Educação
Amapá Alfabetizado
SEED
Educação para o Trabalho
Amapá Patrimônio Histórico e Cultural –
SUMAUMA
Arte e Cultura do Amapá – BALUARTE
Iniciação Esportiva Educacional
Desenvolvimento do Desporto de
Participação e Lazer Comunitário
Desenvolvimento do Desporto de
Rendimento Escolar e de Alto Rendimento
Assistência ao Desporto e Lazer
Comunitário
SECULT
SEDEL
FUNDESAP
58
EIXO 7: MEIO AMBIENTE e ORDENAMENTO TERRITORIAL
OBJETIVO ESTRATÉGICO
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Gestão Territorial e dos Recursos
Naturais
IMAP
SEMA
Base Cartográfica do Estado do
Amapá
SEMA
Fortalecimento Institucional
SEMA
Implementar o sistema estadual de
monitoramento ambiental;
Efetivar o ordenamento territorial tendo
como pilares a questão fundiária,
ambiental, produtiva e pesquisa/
conhecimento científico.
Implementar o sistema estadual de
monitoramento ambiental;
Fomentar a gestão ambiental municipal;
Implementar o sistema estadual de áreas
protegidas;
Implantar e programar as políticas de uso
e acesso aos recursos naturais, política
ambiental urbana, e acesso de
informações ambientais;
Programar política de educação
ambiental do estado
59
EIXO 8: INCLUSÃO SOCIAL E DIREITOS
OBJETIVO ESTRATÉGICO
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Assistência Social
Consolidar e aprimorar a gestão do
Sistema Único de Assistência Social
do Estado do Amapá.
Consolidar e aprimorar a gestão das
políticas públicas voltadas para os
povos e terras indígenas em todos os
âmbitos de ação do Governo do
Estado.
Incluir famílias em situação de
pobreza
Programar a Política de Segurança
Alimentar e Nutricional
Promover a inclusão social do
adolescente em conflito com a lei
Orientar e assegurar o recorte étnicoracial na formulação de políticas
públicas para a população afrodescendente do Estado do Amapá
Fortalecimento da Democracia
Participativa
SIMS
Inclusão de Grupos Sociais Especiais
(Juventude)
SEJUV
Gestão da Rede de Atendimento aos
Povos Indígenas
SEPI
Amapá Sem Miséria
SIMS/FAS
Segurança Alimentar e Nutricional
SIMS
Atendimento Humanizado do
Adolescente em Conflito com a Lei
FCRIA
Inclusão de Grupos Sociais Especiais
(Juventude)
SEJUV
Inclusão de Grupos Sociais Especiais
(Afro-descendente)
SEAFRO
Fortalecimento Institucional
Afirmar as políticas públicas para as
mulheres em todos os âmbitos da ação
de governo
Proteger e garantir os direitos do
cidadão na utilização de serviços
públicos, nas relações de consumo e
em processos jurídicos.
Gestão da Rede de Atendimento a
Mulher – PROMULHER
Proteção aos Direitos do Consumidor
Defesa do Cidadão
SEPM
PROCON
DEFENAP
60
EIXO 9: DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL
OBJETIVO ESTRATÉGICO
Criar ambiente favorável para fortalecer
negócios no estado;
Definir uma política para regulamentar e
incentivar a atividade pesqueira no
Amapá, incluindo o ordenamento dos
estoques naturais disponíveis.
Ordenar a atividade mineira visando
aproveitar seu potencial de maneira social
e ambientalmente sustentável
Aproveitar o potencial turístico do estado
Revitalizar e modernizar a produção
agrícola mantendo equilíbrio entre fonte
de renda (sobretudo do pequeno
agricultor) e suprimento do mercado local
com produtos de qualidade e bom preço
Integrar e valorizar a produção pecuária
no sistema produtivo do estado
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Fomento ao Crédito com Inclusão
Produtiva
Desenvolvimento Rural
AFAP
RURAP
Aproveitar o potencial turístico do Estado
Desenvolvimento do Turismo:
Desenvolver para Empreender
SETUR
Integrar e valorizar a produção pecuária
no sistema produtivo do estado.
Defesa Agropecuária
DIAGRO
Padrão e Qualidade da Produção e do
Consumo de Bens e Serviços
IPEM
Criar ambiente favorável para fortalecer
negócios no estado
Revitalizar e modernizar a produção
agrícola mantendo equilíbrio entre fonte
de renda (sobretudo do pequeno
agricultor) e suprimento do mercado local
com produtos de qualidade e bom preço.
Apoio ao Desenvolvimento do Setor
Agropecuário e do Abastecimento
Alimentar
Desenvolvimento da Economia e
Sustentabilidade do Setor
Agropecuário e da Agricultura
Orgânica
Desenvolvimento do Programa
Territorial da Agricultura Familiar e
Floresta (PROTAF)
Fomento ao Desenvolvimento
Sustentável da Produção Agrícola do
Amapá
SDR
FRAP
61
Cont.
EIXO 9: DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL
OBJETIVO ESTRATÉGICO
Consolidar e aprimorar a gestão do sistema
único de assistência social e estado do
Amapá.
Incluir famílias em situação de pobreza
Criar ambiente favorável para fortalecer
negócios no Estado
Aproveitar o potencial turístico do Estado
Criar ambiente favorável para fortalecer
negócios no Estado
Criar ambiente favorável para fortalecer
negócios no Estado
Intensificar o aproveitamento ambiental e
socialmente correto das florestas.
Definir uma Política para regulamentar e
incentivar a atividade pesqueira no
Amapá, incluindo o ordenamento dos
estoques naturais disponíveis.
Ordenar a atividade mineral visando
aproveitar seu potencial de maneira social
e ambientalmente sustentável.
PROGRAMA
ÓRGÃO
EXECUTOR
Promoção do Trabalho Decente
Qualificação Social e Profissional
Fomento ao Empreendedorismo –
“Amapá Oportunidades”
Desenvolvimento da Economia
Solidária
Gestão e Modernização da Política de
Trabalho e Empreendedorismo
Desenvolvimento do Artesanato
Desenvolvimento de Comunidades
Empreendedoras
Artesanato Ativo
Amapá de Oportunidades
Desenvolvimento do
Empreendedorismo
Desenvolvimento do Comércio Local
e Internacional
SETE
FUNDIMIC
RO
JUCAP
Dinamização e Integração Industrial
PDII
SEICOM
Desenvolvimento e Ordenamento do
Setor Mineral
Intensificar o aproveitamento ambiental e
socialmente correto das florestas
Programa Estadual de Manejo
Florestal Comunitário e Familiar
Gestão da Floresta Estadual do
Amapá
Fomento aos Serviços Ambientais
Modernização Institucional
IEF
Definir uma política para regulamentar e
incentivar a atividade pesqueira no
Amapá, incluindo o ordenamento dos
estoques naturais disponíveis.
Gestão dos Recursos Naturais
Pesqueiros
PESCAP
62
EIXO 10: CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO.
OBJETIVO ESTRATÉGICO
ÓRGÃO
EXECUTOR
PROGRAMA
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Estimular a inovação para uso sustentável Estruturação e Modernização da UEAP
dos recursos da sociobiodiversidade e da
geodiversidade do Amapá
Criar mecanismos de inclusão social pela
via da formação e qualificação profissional
em ciência, tecnologia e inovação.
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Estimular a inovação para uso sustentável
Formação Superior para o Trabalho
dos recursos da sócio biodiversidade e da
geodiversidade do Amapá
Criar mecanismos de inclusão social pela
via da formação e qualificação profissional
em ciência, tecnologia e inovação.
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Estimular a inovação para uso sustentável
Programa de Pós-Graduação, Pesquisa e
dos recursos da sócio biodiversidade e da
Extensão.
geodiversidade do Amapá
Criar mecanismos de inclusão social pela
via da formação e qualificação profissional
em ciência, tecnologia e inovação.
Políticas para o Desenvolvimento
Criar ambiente favorável para o
Científico do Estado do Amapá
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Estimular a inovação para uso sustentável
dos recursos da sócio biodiversidade e da
geodiversidade do Amapá
Políticas para o Desenvolvimento
Criar mecanismos de inclusão social pela Tecnológico, Inovação e Transferência
via da formação e qualificação profissional
de Tecnologias.
em ciência, tecnologia e inovação.
Criar ambiente favorável para o
Estudo, Desenvolvimento e Inovação
desenvolvimento científico e tecnológico
Tecnológica a Partir da Sócio no Estado do Amapá
Biodiversidade e da Geodiversidade
Local
Estimular a inovação para uso sustentável
dos recursos da sócio biodiversidade e da
.
geodiversidade do Amapá
UEAP
SETEC
FAP
IEPA
63
Cont.
EIXO 10: CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO.
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Estimular a inovação para uso sustentável
dos recursos da sócio biodiversidade e da
geodiversidade do Amapá
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Estimular a inovação para uso sustentável
dos recursos da sociobiodiversidade e da
geodiversidade do Amapá
Criar mecanismos de inclusão social
Pela via da formação e qualificação
profissional em ciência tecnologia e
inovação.
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Criar mecanismos de inclusão social
Pela via da formação e qualificação
profissional em ciência tecnologia e
inovação.
Criar ambiente favorável para o
desenvolvimento científico e tecnológico
no Estado do Amapá
Ordenamento, Monitoramento Ambiental
do Território e Uso dos Recursos
Naturais.
Conhecimento e Monitoramento da
Biodiversidade e Geodiversidade do
Amapá.
IEPA
Pesquisa, Educação e Difusão do
Patrimônio Material e Imaterial e do
Conhecimento Técnico-Científico.
Gestão e Modernização Institucional
Fomento a Ciência, Tecnologia e
Inovação.
FUNDAÇÃO
TUMUCUM
AQUE
64
7 – Fontes de Financiamento e Dispêndios
Composição da Receita Total
.
ORIGEM
TOTAL
Total
Operação de Crédito
18.470.026.145,00
746.189.580,00
Receita de Convênio
3.039.555.095,00
Receita Própria da Administração Indireta
2.279.982.463,00
Tesouro
12.404.299.007,00
Dispêndio por Poder / Eixo
PODER / EIXO
TOTAL
Executivo
Ciência, Tecnologia & Inovação
Defesa Social
Desenvolvimento Econômico Sustentável
Educação, Cultura e Desportos
Gestão Administrativa e Controle
Gestão Estratégica
Inclusão Social e Direitos
Infra-estrutura
Meio Ambiente e Ordenamento Territorial
Saúde
Outros Poderes (Assembléia Legislativa, Tribunal de Contas,
16.456.082.352
80.823.433,00
543.198.731,00
518.290.886,00
3.288.638.344,00
4.918.046.068,00
1.802.355.585,00
443.154.653,00
3.097.046.506,00
28.955.706,00
1.735.572.440,00
2.013.943.793,00
Tribunal de Justiça e Ministério Público)
Total
18.470.026.145,00
65
Dispêndio por Eixo
1.802.355.585,00
Gestão Estratégica
4.918.046.068,00
Gestão Administrativa e Controle
Ciência, Tecnologia & Inovação
Desenvolvimento Econômico Sustentável
80.823.433,00
518.290.886,00
Meio Ambiente e Ordenamento Territorial 28.955.706,00
3.097.046.506,00
Infraestrutura
Defesa Social
543.198.731,00
3.288.638.344,00
Educação, Cultura e Desportos
1.735.572.440,00
Saúde
Inclusão Social e Direitos
443.154.653,00
66
Dispêndio por Programa Poder Executivo
PROGRAMA
TOTAL
0010 - FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL
0011 - FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA
0020 - ATENDIMENTO HUMANIZADO DO ADOLESCENTE EM CONFLITO COM A
LEI
0030 - DEFESA DO CIDADÃO
0040 - INCLUSÃO DE GRUPOS SOCIAIS ESPECIAIS - AFRODESCENDENTES
0060 - GESTÃO DA REDE DE ATENDIMENTO A MULHER
0070 - ASSISTÊNCIA SOCIAL
0080 - AMAPÁ SEM MISÉRIA
0090 - GESTÃO DA REDE DE ATENDIMENTO AOS POVOS INDÍGENAS.
0100 - SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
0120 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - INCLUSÃO SOCIAL
0130 - VIGILÂNCIA E PROTEÇÃO À SAÚDE
0140 - MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO DO SUS
0150 - COORDENAÇÃO E EFETIVAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE NO
AMAPÁ.
0160 - ATENÇÃO À SAÚDE
0170 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - SAÚDE
0180 - ARTE E CULTURA DO AMAPÁ
0190 - AMAPÁ PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL
0200 - UNIVERSALIZAÇÃO E QUALIDADE DO ENSINO FUNDAMENTAL
0210 - AMAPÁ ALFABETIZADO
0220 - UNIVERSALIZAÇÃO DO ENSINO MÉDIO
0230 - EDUCAÇÃO PARA O TRABALHO
0240 - ASSISTÊNCIA AO EDUCANDO.
0250 - MUNICIPALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL.
0260 - INICIAÇÃO ESPORTIVA EDUCACIONAL
0270 - COOPERAÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL PARA O
DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO.
0280 - ASSISTENCIA AO DESPORTO E LAZER- FUNDESAP
0290 - DESENVOLVIMENTO DO DESPORTO, RENDIMENTO ESCOLAR E DE ALTO
RENDIMENTO
0300 - DESENVOLVIMENTO DO DESPORTO DE PARTICIPAÇÃO E LAZER
COMUNITÁRIO
0310 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - EDUCAÇÃO, DESPORTO E LAZER
0320 - POLÍCIA CIDADÃ
0330 - PREVENÇÃO E REPRESSÃO AO CRIME
0340 - PREVENÇÃO E COMBATE A SINISTROS
0350 - OPERAÇÕES INTEGRADAS DE DEFESA SOCIAL
0360 - DETRANSPARENCIA
0370 - POLICIA CIDADÃ
0380 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - DEFESA SOCIAL
0390 - AMAPÁ ÁGUA
Meta Financeira
16.456.082.352,00
1.115.747,00
3.770.000,00
12.581.283,00
2.159.482,00
1.058.046,00
1.100.024,00
13.048.048,00
387.729.630,00
140.000,00
1.820.000,00
18.632.393,00
42.489.752,00
66.837.724,00
77.834.761,00
443.032.876,00
1.105.377.327,00
37.137.747,00
13.278.835,00
1.415.467.711,00
109.629.414,00
441.414.976,00
46.947.728,00
64.624.798,00
130.154,00
57.145.580,00
105.802.663,00
1.078.048,00
13.502.410,00
16.365.000,00
966.113.280,00
11.230.499,00
124.793.963,00
18.908.570,00
223.948.403,00
54.065.920,00
4.774.152,00
105.477.224,00
216.553.302,00
67
PROGRAMA
0400 - INTEGRAÇÃO AO SISTEMA ELETRICO NACIONAL COM ADEQUAÇÃO,
AMPLIAÇÃO E MELHORIA DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO URBANA E RURAL DE
ENERGIA
0410 - AMAPA: ENERGIA LIMPA
0420 - AMAPÁ ENTREPOSTO FLÚVIO-MARITÍMO REGIONAL
0430 - INTEGRAÇÃO VIÁRIA
0440 - HABITAÇÃO
0450 - ESTRUTURA BASICA
0460 - AMPLIAÇÃO E MELHORIA DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO URBANA E RURAL
DE ENERGIA.
0470 - SANEAMENTO E DESENVOLVIMENTO URBANO DO ESTADO DO AMAPÁ
0480 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - INFRAESTRUTURA
0490 - GESTÃO TERRITÓRIAL E DOS RECURSOS NATURAIS
0500 - BASE CARTOGRÁFICA DO ESTADO DO AMAPÁ
0510 - FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL
0520 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - MEIO AMBIENTE E ORDENAMENTO
TERRITORIAL
0530 - DESENVOLVIMENTO DO COMÉRCIO LOCAL E INTERNACIONAL
0540 - DESENVOLVIMENTO RURAL
0550 - PADRÃO E QUALIDADE DA PRODUÇÃO E DO CONSUMO DE BENS E
SERVIÇOS
0560 - DESENVOLVIMENTO DO EMPREENDEDORISMO
0570 - DEFESA AGROPECUARIA
0580 - GESTÃO E MODERNIZAÇÃO DA POLÍTICA DE TRABALHO E
EMPREENDEDORISMO
0590 - GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS PESQUEIROS
0600 - DESENVOLVIMENTO DE COMUNIDADES EMPREENDEDORAS
0610 - DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA TERRITORIAL DA AGRICULTURA
FAMILIAR E FLORESTA (PROTAF)
0620 - APOIO AO DESENVOLVIMENTO DO SETOR AGROPECUÁRIO E DO
ABASTECIMENTO AGROALIMENTAR
0630 - DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE DO SETOR
AGROPECUÁRIO E DA AGRICULTURA ORGÂNICA.
0640 - PROMOÇÃO DO TRABALHO DECENTE
0650 - FOMENTO AO CRÉDITO COM INCLUSÃO PRODUTIVA
0660 - QUALIFICAÇÃO SOCIAL E PROFISSIONAL
0670 - DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA
0680 - PROGRAMA ESTADUAL DE MANEJO FLORESTAL COMUNITÁRIO E
FAMILIAR
0690 - GESTÃO DA FLORESTA ESTADUAL DO AMAPÁ
0700 - FOMENTO AOS SERVIÇOS AMBIENTAIS
0710 - ARTESANATO ATIVO
0720 - FOMENTO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PRODUÇÃO
AGRÍCOLA DO AMAPÁ
0730 - AMAPÁ DE OPORTUNIDADES
0740 - MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL
0750 - DESENVOLVIMENTO E ORDENAMENTO DO SETOR MINERAL DO ESTADO
DO AMAPÁ
0760 - DINAMIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO INDUSTRIAL
0770 - DESENVOLVIMENTO DO TURISMO: DESENVOLVER PARA EMPREENDER
Meta Financeira
371.119.037,00
62.678.048,00
17.000.000,00
2.170.472.615,00
81.501.507,00
69.989.786,00
11.819.202,00
25.510.240,00
70.402.769,00
15.067.028,00
6.365,00
4.195.200,00
11.634.045,00
38.903.000,00
22.283.818,00
3.620.517,00
2.301.000,00
7.424.168,00
9.000.000,00
4.785.257,00
1.837.989,00
11.871.163,00
36.084.343,00
23.290.040,00
4.865.250,00
17.246.361,00
31.160.341,00
20.765.871,00
5.696.802,00
4.014.634,00
760.000,00
4.137.838,00
51.947.548,00
12.202.088,00
5.937.500,00
2.969.300,00
139.499.000,00
11.393.788,00
68
PROGRAMA
0780 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
SUSTENTÁVEL
0790 - ESTUDO, DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA A PARTIR DA
SOCIOBIODIVERSIDADE E DA GEODIVERSIDADE LOCAL.
0800 - ORDENAMENTO, MONITORAMENTO AMBIENTAL DO TERRITÓRIO E USO
DOS RECURSOS NATURAIS.
0810 - CONHECIMENTO E MONITORAMENTO DA BIODIVERSIDADE E
GEODIVERSIDADE DO AMAPÁ.
0820 - GESTÃO E MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL
0830 - PESQUISA, EDUCAÇÃO E DIFUSÃO DO PATRIMÔNIO MATERIAL E
IMATERIAL E DO CONHECIMENTO TÉCNICO-CIENTÍFICO
0840 - POLÍTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO DO ESTADO DO
AMAPÁ
0850 - POLÍTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO, INOVAÇÃO E
TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIAS.
0860 - ESTRUTURAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA UEAP
0870 - FORMAÇÃO SUPERIOR PARA O TRABALHO
0880 - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO
0890 - FOMENTO A CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
0900 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - CIÊNCIA, TECNOLOGIA E
INOVAÇÃO
0910 - CONTROLE INTERNO COM EFICIÊNCIA E TRANSPARÊNCIA
0920 - REPRESENTAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL DO ESTADO DO AMAPÁ
0930 - FORTALECIMENTO DA POLÍTICA PREVIDÊNCIÁRIA
0940 - ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL
0950 - GESTÃO EFICIENTE E TRANSPARENTE
0960 - DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS E MODERNIZAÇÃO DA
GESTAO
0980 - DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS
0990 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - GESTÃO ADMINISTRATIVA E
CONTROLE
1000 - TRANSPARÊNCIA SOCIAL
1010 - OUVIDORIA ITINERANTE
1020 - PLANO DIRETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
1030 - COMUNICAÇÃO GOVERNAMENTAL AO ALCANCE DE TODOS
1040 - FORMAÇÃO PERMANENTE
1050 - CONSULTORIA ORGANIZACIONAL
1060 - PÓS-GRADUAÇÃO LATU E STRICTO SENSU DO ESTADO DO AMAPÁ.
1070 - PROGRAMA DE ESTÁGIO DO ESTADO DO AMAPÁ.
1080 - MOSAICO INSTITUCIONAL
1090 - GESTÃO DO PLANEJAMENTO E DO TESOURO ESTADUAL
1100 - REPRESENTAÇÃO DE GOVERNO
1110 - MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA RECEITA
1120 - ENCARGOS GERAIS DO ESTADO
1130 - RESERVA DE CONTINGÊNCIA
1140 - DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL E INTEGRADO
1150 - ARTICULAÇÃO E RELAÇÃO INTERNACIONAL
1160 - PARCERIAS PARA PROVISÃO DE SERVIÇOS DE INTERESSE PÚBLICO
1170 - SUPRIMENTO ENERGÉTICO DO ESTADO DO AMAPÁ
1180 - APOIO INSTITUCIONAL PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS
1190 - GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO - GESTÃO ESTRATÉGICA
Meta Financeira
42.346.338,00
6.175.354,00
5.101.600,00
1.958.112,00
16.903.122,00
982.400,00
16.228.946,00
10.572.999,00
4.347.540,00
4.653.219,00
926.600,00
1.041.782,00
11.931.759,00
2.217.316,00
1.520.000,00
1.980.492.421,00
2.552.353.178,00
10.367.872,00
4.177.589,00
785.243,00
367.210.497,00
27.882.251,00
117.666,00
13.072.559,00
109.075,00
1.635.819,00
526.500,00
2.400.000,00
630.000,00
360.000,00
41.212.486,00
2.802.098,00
36.497.955,00
1.321.809.839,00
244.539.000,00
28.446.825,00
2.198.164,00
3.318.290,00
1.034.430,00
1.034.430,00
71.650.150,00
69
Composição da Receita Total
R$ 746.189.580,00
R$ 3.039.555.095,00
Operação de Crédito
Receita de Convênio
Receita Própria da
Administração Indireta
Tesouro
R$ 2.279.982.463,00
R$ 12.404.299.007,00
70
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PPA 2012 - 2015 - Tribunal de Justiça do Amapá