VIVA BELEZA
MODA NA
PONTA DOS DEDOS
unindo forças para
COOPERAR
ESPECIAL UNIMED
10 ANOS DE FÓRUM EMPRESARIAL
TURISMO
CAMINHOS DA ROÇA
NA GRANDE VITÓRIA
VIVA ESPORTES
HANDEBOL, O Nº01
NAS ESCOLAS
VIVA ENTREVISTA
UBIRAJARA MOULIN
Vitória
R E V I S T A
saúde & bem-estar || edição cooperação || #14
Vitória
®
R E V I S T A
EDITORIAL
A Revista Viva® Unimed Vitória é um projeto de responsabilidade da
Gerência de Marketing e Produtos (Gemap) Unimed Vitória, publicada e
editada pela Agência de Conteúdo Nova Imagem Ltda / ME, responsável
direta pela editoração e produção, sob licença da Unimed Vitória Cooperativa
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Agradecimentos: Diretoria Unimed Vitória, cooperados, colunistas convidados, parceiros, colaboradores, médicos cooperados, fontes, personagens
e modelos de capa (Lariany M. dos Santos, Amanda C. M. Stain, Amanda
L. de Andrade, Tathyana dos S. Ribeiro), Colégio Castro Alves (de Santanna
/ Cariacica - ES) e todos que direta ou indiretamente participaram na execução desta edição.
A FORÇA DA UNIÃO
Em julho foi comemorado o mês do cooperativismo e pelo fato da Unimed ser a
maior cooperativa médica do país, assim como a Unimed Vitória é a maior do Estado,
decidimos abordar o assunto com ênfase nesta edição. As cooperativas, no sentido
econômico, são formas de gestão para ganho e distribuição de bens e serviços, com
partilha e trocas de mão de obra e conhecimento.
Mas cooperar é colaborar, ajudar, assistir, auxiliar e contribuir. É a junção de
forças, de esforços, em prol de um bem maior, de uma conquista ou realização. Com
a cooperação de muitos, o interesse individual pode ser atingido. A cooperação é
uma influência mútua onde as pessoas agem para potencializar os ganhos pessoais. Quando alguém coopera com algo, supõe-se também que ela se preocupe com
o coletivo, tendo que se sacrificar pelo bem comum, pois em essência cooperação
opõe-se à competição.
Desde os primórdios os seres humanos perceberam que trabalhando juntos,
podiam mais. Pessoas cooperando em família, entre amigos, entre profissões, regiões,
ou em qualquer outro aspecto em comum, aperfeiçoam e moldam cidades, estados
e países. Com cooperação a humanidade criou civilizações e culturas, desenvolvendo conhecimentos, técnicas e tecnologia. Dessa forma, com cabeças pensantes e
unidas, o mundo foi evoluindo sem parar, na ânsia pela melhor solução e por uma
vida mais proveitosa.
Seja na infância, ou na maturidade. Seja nos relacionamentos afetivos, profissionais ou nas práticas esportivas. Em qualquer circunstância, ou situação, mesmo que
você não trabalhe em uma cooperativa, tenha certeza de que cooperar é preciso e necessário para o crescimento e evolução pessoal. As sábias palavras de Clarice Lispector
resumem o sentimento e ato de cooperar, de fato “quem caminha sozinho pode até
chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.”
Por isso não tenha pressa em chegar correndo. Faça como as aves migratórias
em formação “V”, que economizam energia em grupo, agindo com estratégia e
organização para alcançar longas distâncias. Voe. Viva!
Bruno Rover / Editor
Revista Viva Unimed Vitória
Contato: [email protected]
A Revista Viva® Unimed Vitória é distribuída gratuitamente para toda a
rede credenciada Unimed Vitória, em todos os consultórios dos cooperados
e dentistas credenciados, entre autoridades e formadores de opinião.
Tiragem: 7.000 exemplares
Impressão: Gráfica Grafitusa
Esta revista foi produzida
em papel Certificado FSC®
garantindo o manejo
florestal responsável.
04
| REVISTA VIVA
foto José Alberto Jr.
Capa
Foto: José Alberto Jr.
Tratamento / Retoque: Mario Pires
SUMÁRIO
08 VIVA ENTREVISTA
O oftalmologista Ubirajara Moulin falou sobre os diversos tipos
de lentes de contato, os mitos e as novidades do mercado.
22
HANDEBOL, O ESPORTE Nº 1 NAS ESCOLAS
28
COOPERAÇÃO, ATO DE UNIÃO DE FORÇAS
42
CAMINHO DA ROÇA NA GRANDE VITÓRIA
A prática da modalidade, que muitas vezes começa na escola,
auxilia na formação de conceitos básicos de cidadania e ajuda
na socialização e espírito de equipe.
O cooperativismo no Espírito Santo envolve 200 mil pessoas em
147 cooperativas, gerando 20 mil empregos diretos e indiretos.
Destaque para os setores da saúde, agropecuária e crédito.
Sítios e fazendas da Grande Vitória oferecem clima de roça
bem pertinho da cidade, uma boa opção de passeio para
toda a família.
28
08
22
34
42
18
12
PERGUNTE AO MÉDICO
06
ESPECIAL UNIMED
34
VIVA BELEZA
12
VIVA SUSTENTÁVEL
38
AMOR E SEXO
15
NOVIDADES UNIMED VITÓRIA
41
MELHOR IDADE
16
VIVA CULTURA
46
MENOR IDADE
18
RECEITA SAUDÁVEL
47
ELES E ELAS
20
VIVER UNIMED
48
VIVA SOCIAL
26
AÇÕES UNIMED VITÓRIA
49
VIVA DIREITO
37
FELICIDADE
50
REVISTA VIVA |
05
PERGUNTE AO MÉDICO
COOPERE COM SUA CONSULTA
Na hora da consulta, é importante não omitir informações do médico e se prevenir
para não se esquecer de relatar algum sintoma. Essas atitudes são importantes para
que o diagnóstico e o acompanhamento sejam feitos da melhor forma pelo médico.
Por isso, o ideal é se preparar antes de ir até o consultório, levando dúvidas anotadas
e queixas detalhadas.
O que o paciente deve informar na consulta para que ela
Quais são os riscos do paciente esconder do médi-
O ideal é que o paciente leve uma lista com as queixas e as
Há várias medicações que têm interações com
seja efetiva?
doenças que possui. Também é importante que tenha em
mãos as medicações que faz uso e os resultados dos exa-
mes mais recentes, ou os mais pertinentes em relação às
doenças e queixas. Caso o paciente tenha ficado internado
recentemente, também é interessante que leve um resumo
de internações. Aqueles que sofreram algum procedimento
cirúrgico precisam levar o laudo da cirurgia emitido pela
equipe que o operou.
Rodolpho Farinazzo, cardiologista
Fazer uma lista de sintomas e seus detalhes ajuda no diagnóstico?
Com certeza. Todos os sintomas são relevantes não só para
bebidas alcoólicas, como por exemplo, as esta-
tinas usadas no tratamento de dislipidemia (co-
lesterol alto). O uso concomitante aumenta a
hepatotoxicidade de ambos, com risco de levar
à insuficiência hepática. O cigarro aumenta a
probabilidade do surgimento de vários tipos de
tumores, bronquite e enfisema pulmonar. É um
fator de risco importante para doenças cardiovas-
culares. Esconder o seu uso é abrir mão da ajuda
profissional médica para a cura do tabagismo.
Rodolpho Farinazzo, cardiologista
fazer o diagnóstico de doenças, como também para monito-
Por que é importante que o paciente retorne ao
para julgar a relevância dos sintomas, por isto tudo o que o
melhor?
rizar o tratamento. O médico é o profissional mais adequado
paciente estiver sentido deve ser relatado. Listar o que sente
também vai acelerar a consulta, já que a torna mais objetiva.
Rodolpho Farinazzo, cardiologista
06
co que fuma ou ingere bebidas alcoólicas?
| REVISTA VIVA
consultório, mesmo que já esteja se sentindo
A grande maioria das doenças, principalmente as cardiovasculares, não tem cura, mas sim
controle e tratamento. Mais importante que
tratarmos as doenças e os seus sintomas é pre-
sando a otimização do tratamento do paciente e a facilidade
complicações. Por isto é fundamental ir às con-
Eduardo Zanandreia, clínico geral
venirmos o seu surgimento e evitarmos as suas
sultas médicas com regularidade, mesmo que
não haja nenhum sintoma ou fato novo.
Rodolpho Farinazzo, cardiologista
Por que o paciente precisa avisar que vai iniciar
uma atividade física?
É importantíssimo passar por uma avaliação
cardiovascular antes da realização de qualquer
atividade física, principalmente em pessoas com
do raciocínio para definição do diagnóstico final, entre outros.
Qual é a importância do paciente em informar o histórico
médico familiar?
Algumas doenças possuem caráter genético e seu conhecimento é proveitoso para o médico nas condutas a serem
adotadas. Soma-se a este histórico também os hábitos de
vida da família, que podem interferir na saúde dos indivíduos.
Eduardo Zanandreia, clínico geral
mais idade. Muitas doenças cardíacas podem apa-
Se o paciente fizer uma viagem de avião precisa informar o
como por exemplo, durante um exercício. A sua
Depende do histórico do indivíduo. Algumas situações espe-
recer apenas quando o coração é mais exigido,
detecção precoce, o correto tratamento e uma
boa orientação podem evitar problemas maiores
durante uma atividade física, como um infarto
agudo do miocárdio, por exemplo. Algumas doen-
ças cardíacas têm restrições de atividades físicas
específicas e isto deve ser devidamente esclarecido aos pacientes. Rodolpho Farinazzo, cardiologista
Os pacientes devem levar ao consultório uma
lista com os medicamentos que tomam e como
tomam? Qual a importância disso?
Sim. De preferência a lista deve ser levada em
papel com o nome e horário dos medicamentos,
bem como a miligramagem. Isto facilita a consulta
e aumenta a segurança para o paciente, evitando
sobredoses, interações medicamentosas indese-
médico? Quais são os riscos?
ciais vão requerer cuidados adicionais. Como, por exemplo,
pacientes com risco de trombose e que farão longas viagens,
pois esses podem ter recomendação de uso de anticoagulantes de forma profilática. Eduardo Zanandreia, clínico geral
Quais os riscos que uma pessoa passa ao esconder informações
do médico antes de uma cirurgia?
Isto não é frequente, principalmente quando existe uma
boa relação médico/paciente, por isso a consulta tem que
ser completa. Os casos de omissão de informações são mais
frequentes nos paciente operados com urgência, pois nestes
a preparação pré-operatória é mais rápida e se o médico não
ficar atento pode deixar passar alguma coisa que não foi dita
(por esquecimento ou por omissão).
Luiz Antonio Poncio, cirurgião geral
jáveis e contraindicações, além de guiar o médico
O que a pessoa não pode deixar de levar para o hospital quan-
podem ser então ultrapassados nesta consulta.
Em primeiro lugar tem que levar todos os exames do pré
em possíveis passos iniciais já tomados e que
Eduardo Zanandreia, clínico geral
O paciente deve informar ao médico sobre
diagnósticos anteriores que teve? Por que isso
é importante?
Sim. Apesar do médico não poder se basear em
diagnósticos prévios, estes podem ser úteis, vi-
do vai realizar uma cirurgia?
operatório, com avaliação cardiológica e anestesiológica. Além
disso, precisa levar a autorização para o procedimento cirúrgi-
co. O paciente ainda precisa levar seus pertences, como roupas
adequadas e itens para higiene pessoal. Eu, por exemplo,
tenho no consultório um modelo com todas as informações
que forneço aos pacientes antes de internar.
Luiz Antonio Poncio, cirurgião geral
REVISTA VIVA |
07
fotos José Alberto Jr.
VIVA ENTREVISTA
ABRA OS OLHOS PARA AS lentes
As lentes de contato são opções práticas para quem tem problemas de visão e depende dos
óculos. Em entrevista exclusiva para a Revista Viva, o oftalmologista Ubirajara Moulin falou
sobre os tipos mais usuais de lentes, os mitos e as novidades do mercado, além de indicar os
cuidados para evitar complicações nos olhos.
08
| REVISTA VIVA
Além dos desenhos novos, surgiram também os materiais no-
vos para lente de contato, tanto para a rígida como a gelatinosa.
Eles não agridem os olhos como antigamente, pois são materiais
mais porosos, isto é, o oxigênio passa através do plástico e com
isso muitas pessoas têm tolerância maior, podendo, inclusive,
dormir com essas lentes, apesar de não ser recomendado. Esse
tipo de lente usa-se por uma semana, um dia, ou um mês.
Para lente gelatinosa, o material mais comum chama-se
hidrogel e mais recentemente surgiu o silicone hidrogel, que
é mais poroso e por isso as pessoas estão conseguindo ficar
Ubirajara Moulin, oftamologista
mais tempo com a lente, principalmente quem tem graus
mais altos e as lentes são mais grossas. Para lente rígida o
material mais comum é o fluorcarbonada, sendo que o de
U
Por Letícia Orlandi
última geração é chamado Boston XO.
birajara Moulin, que também é te-
Revista Viva: Existe algum outro uso para lentes de contato?
Lentes de Contato, disse que o Brasil
patologias que só permitem que elas enxerguem de lente,
soureiro da Sociedade Brasileira de
tem cerca de 2 milhões de usuários de lentes de
contato, para um potencial de quase 20 milhões
de pessoas, que são usuárias de óculos. Isso re-
presenta que apenas 10% das pessoas que são
dependentes dos óculos usam lente. Moulin ressaltou que as lentes só podem ser prescritas por
médicos, de acordo com resolução do Conselho
Federal de Medicina.
Revista Viva: Quais são os tipos de lentes de con-
Ubirajara Moulin: Existem casos de pessoas que possuem
como as que têm uma doença chamada ceratocone, que é
quando a córnea deforma e fica em forma de cone, com isso
o uso de óculos não resolve o problema na maioria das vezes.
Existe também uma lente chamada lente noturna, que chama
ortoceratologia. É uma lente que a gente coloca para a pessoa
usar quando vai dormir e ao acordar, ela tira a lente e enxerga
sem ela. É chamada lente noturna. Tem limite de grau, corrige
apenas graus baixos, normalmente miopia corrige de 1,5 até
4 graus e astigmatismo até 1,5 grau.
Existem também algumas indicações para lentes de con-
tato que existem atualmente e quais as diferen-
tato chamadas terapêuticas. São normalmente lentes gelati-
Ubirajara Moulin: Com os novos desenhos, hoje
pessoas que tiveram mutilações na córnea, descamação de
ças de cada uma?
existem lentes para miopia, hipermetropia, as-
tigmatismo e vista cansada. Existem lentes para
qualquer tipo de distorção e para qualquer idade.
São dois tipos básicos, as gelatinosas e as rígidas,
nosas, de silicone hidrogel, usadas após cirurgia refrativa, para
córnea e para pessoas que têm uma doença chamada ceratitebolhosa. Essa lente é chamada terapêutica porque o objetivo
é diminuir a dor que esses problemas provocam.
que podem ser usadas para todos os tipos de de-
Revista Viva: É possível implantar lentes no olho?
logista, pois elas são personalizadas, porque uma
em dia existem cirurgias para implantar lente tipo de contato
feito. A adaptação das lentes é feita pelo oftalmo-
pessoa pode ter o mesmo grau de outra, mas a
lente pode não servir para as duas pessoas.
Ubirajara Moulin: Com o aperfeiçoamento das lentes, hoje
dentro do olho para corrigir os altos graus. Se a pessoa tem
15 graus de miopia, não pode fazer cirurgia, ou é intolerante
REVISTA VIVA |
09
“As maiores novidades são as
à lente, é possível encontrar um desenho de lente para ser
implantado no olho. São as lentes intraoculares, que ficam
na frente da íris, entre ela e a córnea. São lentes de última
geração, com materiais bem modernos.
lentes para presbiopia, que é a vista
cansada. Surgiram lentes de contato
multifocais, de última geração, com
boa tolerância e boa acuidade visual”
Revista Viva: Para quem as lentes de contato são indicadas?
Ubirajara Moulin: As lentes de contato estão indicadas para
todas as pessoas que têm dependência de óculos. Para crianças
abaixo de 10 anos, o caso tem que ser estudado, pois crianças
Revista Viva: Quem pode indicar o uso de lente
idade elas têm mais dificuldade em manusear as lentes.
Ubirajara Moulin: Lente de contato é ato médico.
precisam da ajuda dos pais para colocar a lente. Abaixo desta
Revista Viva: Quais são as novidades na área de lentes de
contato?
Ubirajara Moulin: As maiores novidades hoje são as lentes para
presbiopia, que é a vista cansada. Surgiram lentes de contato
multifocais, de última geração, com boa tolerância e boa acui-
dade visual, que no passado não existiam. Normalmente na
presbiopia a gente só tinha uma opção. Colocava em um olho
uma lente para perto e no outro com uma para longe. Hoje
Existe uma resolução do Conselho Federal de
Medicina que diz que avaliação de lente de con-
tato é um ato médico, pois os olhos devem ser
examinados por completo, antes da indicação do
produto. As pessoas não devem comprar lentes
coloridas sem avaliação médica, podem usar,
mas tem que fazer o exame e ter acompanhamento profissional.
temos a opção de lentes multifocais.
Revista Viva: Quais as dificuldades básicas na
Revista Viva: Tem gente que acha que não consegue colocar
Ubirajara Moulin: As lentes podem causar in-
a lente no olho?
Ubirajara Moulin: Existe o mito de que a lente pode sumir para
dentro do olho, mas na verdade não tem como a lente penetrar
atrás do olho porque a conjuntiva cobre todo o olho. Dificul-
dade de manuseio realmente existe para algumas pessoas,
mas hoje com as equipes de colaboradores bem treinadas
nas clínicas, se as pessoas forem persistentes elas conseguem
colocar as lentes sem grandes dificuldades.
Revista Viva: Quais são as novidades entre as lentes coloridas?
Ubirajara Moulin: Hoje existem lentes coloridas, com qualquer
tipo de desenho. Esse tipo de produto melhorou bastante,
tanto a qualidade de fabricação, como as tintas, mas é importante lembrar que as lentes coloridas agridem um pouco
mais os olhos e não se deve dormir com elas. As cores mais
procuradas são verde, azul e mel.
10
de contato?
| REVISTA VIVA
adaptação às lentes de contato?
cômodo, arranhar o olho e provocar uma sensação de areia. No início é normal, até o olho se
adaptar à lente ela vai incomodar um pouco,
mas dentro de 10 dias a um mês isso passa. A
gelatinosa normalmente não incomoda. Mas
se a lente estiver apertada ou muito folgada,
a pessoa não vai conseguir usar, pois ela tem
que estar em equilíbrio com a córnea. O maior
problema que a gente tem com lente é o uso
errado de produtos para lente, para limpeza.
Muita gente usa soro fisiológico, mas em lente
de contato não se deve usar soro. Se a pessoa for
alérgica às substâncias dos produtos e precisar
usar o soro deve usar o descartável, de 5 ml. Não
é bom usar o soro, pois ele não tem conservantes e as bactérias se proliferam muito rápido.
Revista Viva: Com qual a frequência a
pessoa deve trocar as lentes?
Ubirajara Moulin: Existe lente anual, que
a pessoa tira e coloca todos os dias, tem as
lentes descartáveis, de um dia e tem as lentes de troca planejada, para 15 ou 30 dias.
Água boricada nunca deve ser usada, porque o
ácido bórico dá alergia.
Revista Viva: Há risco no uso das lentes?
Ubirajara Moulin: Uma lente contaminada pode
causar conjuntivite. Ela causa uma inflamação do
olho, e se inflamar a conjuntiva causa conjunti-
Revista Viva: Com qual frequência a pessoa que usa lente
deve se consultar?
Ubirajara Moulin: Todo mundo que usa lente de contato de
uso diário, que não dorme com a lente, faz um exame anual.
Quem usa lente de troca planejada também deve fazer uma
consulta anual. Pessoas que dormem com lente de contato
devem se consultar a cada seis meses.
vite. Caso inflame a córnea, provoca ceratite. A
Revista Viva: As mulheres devem ter cuidado ao usar maquia-
paciente não consegue usar lente, porque com
Ubirajara Moulin: As mulheres que usam devem colocar pri-
ceratite é o principal efeito colateral em que o
a córnea inflamada, provoca uma sensação de
areia, fotofobia, lacrimejamento, visão embaçada,
então todo mundo que tem isso precisa suspender o uso e procurar o oftalmologista. Se a pessoa
tem uma ceratite e continua abusando da lente
pode ter até uma úlcera de córnea.
gem com lente de contato? Quais são os riscos?
meiro as lentes e depois se maquiar. Porque senão borram a
maquiagem na hora de colocar a lente. Pedimos para que as
mulheres evitem colocar lápis dentro do olho quando usam a
lente. As mulheres podem se maquiar, mas não devem exagerar quando estão de lentes, pois os produtos podem agredir o
olho, que vai ficar vermelho e irritado.
Revista Viva: Existe algum problema de visão que
Revista Viva: O que a pessoa pode fazer para evitar o resse-
Ubirajara Moulin: O oftalmologista tem que ava-
Ubirajara Moulin: Uma coisa que a gente ensina para quem
possa impedir o uso das lentes de contato?
liar a córnea do paciente. Se não há nenhuma
patologia, não tem restrições. Tem gente que tem
o olho seco, mas já existem lentes no mercado
para quem tem olho seco. Pessoas com blefarite
crônica, que é a inflamação do borno dos cílios,
têm dificuldade de usar as lentes devido à má
qualidade da lágrima. Quem tem glaucoma, que é
o aumento da pressão do olho, pode usar lente de
contato, mas tem que ser muito bem orientadas.
Pessoas que têm ceratites e conjuntivites crônicas
também devem evitar usar.
Entrevista fechada em 02/05/2013 com exclusividade para a Revista Viva Unimed Vitória.
camento do olho?
usa lente de contato e tem sensação de ressecamento do
olho é piscar mais. Porque normalmente fazemos um falso
piscar ao longo do dia. Quando estamos no computador,
dirigindo, assistindo a um filme, a gente só pisca um terço
do que deveríamos. Então uma dica é fazer quatro vezes ao
dia 20 piscadas fortes, usando lente ou não. Porque quando
você faz isso, sente que seu olho enche de lágrima, porque
ao piscar forte a gente comprime a glândula lacrimal e joga
um jato de lágrima dentro do olho, o que limpa a lente
sozinha, sem precisar colocar a mão. Além disso, também
lubrifica o olho.
REVISTA VIVA |
11
VIVA BELEZA
Moda
na ponta
dos dedos
Novas cores e técnicas usadas nas
unhas de celebridades e atrizes têm
despertado interesse de muitas
mulheres na hora de escolher o esmalte
e ousar na decoração das unhas.
F
rancesinha, inglesinha, ombré, filha única,
degradê, pelúcia, glitter, impressão e adesivos.
Com inúmeras opções e novidades no merca-
do de decoração, pintar as unhas com apenas uma
cor, para algumas mulheres, chega a ser ultrapassado.
As novas cores e técnicas usadas por atrizes e
famosas despertam um interesse cada vez maior
das mulheres na hora de visitar a manicure. Além
dos tradicionais vermelhos, que estão sempre em
alta, o roxo, laranja, preto e os tons metalizados são
as cores que estão fazendo sucesso entre aquelas que
não dispensam as unhas pintadas.
Buscando um modelo diferencial de negócios, a
proprietária do LuxuryNail Bar, Joan Maison, pensou
em ter um salão que seria um ponto de encontro,
onde as amigas poderiam conversar, fazer as unhas
e também relaxar, tomando um drinque ou taça
de espumante. Entre os diferenciais do salão está
possibilidade de escolher entre 1.500 esmaltes, im-
portados e nacionais. “Agora há uma nova forma
de fazer as unhas. Muitas clientes agendam para
fazer no mesmo horário e aproveitam para colocar
o papo em dia e tomar um drinque. Chamam esses
Julia tem um blog onde
mostra novas técnicas de
pintar as unhas, esmaltes
e outras as novidades
sobre o assunto.
12
| REVISTA VIVA
encontros de clube da Luluzinha. Nosso foco são os
esmaltes importados e as cores mais utilizadas pelas
clientes são o vermelho, vinho e lilás, principalmente
das marcas importadas”, ressaltou Joan.
A contadora Jacqueline Tononi, 46 anos, cliente Unimed
Vitória, contou que adora testar as novidades nas unhas. Ela
disse que o que mais gosta das novas tendências são as im-
pressões feitas nas unhas. No salão que frequenta, costuma
fazer unhas com impressões uma vez por mês. Os desenhos
florais e em preto e branco são seus favoritos. “Quando faço
impressão na unha todo mundo adora e fica perguntando
como foi feito. Também costumo fazer unha inglesinha, espanhola e filha única, geralmente com glitter”, detalhou.
Jacqueline também procura aproveitar as novidades dos
salões para pintar as unhas com esmaltes importados, que
Jaqueline Tonini adora testar novidades nas unhas, como a técnica de
impressão, no salão de Joan Maison.
segundo ela, costumam durar mais. No salão que frequenta,
além das novidades das unhas, também há disponível serviço
de bar para clientes. “Já levei várias amigas para o salão. Uma
das coisas que mais gosto é o barzinho, onde posso fazer as
unhas com calma, relaxar e tomar um drinque. Para quem
precisa dirigir, também são servidas bebidas sem álcool.”
Efeitos de unhas mais usados
1 Francesinha
4 Filha única
7 Coração
2 Inglesinha
5 Impressão
8 Ombré
3 Espanhola
6 Adesivo
9 Pelúcia
Luana é gerente e Karina, proprietária de um salão dedicado
especialmente às unhas, com 780 opções de cores de esmalte.
1
Outro salão que oferece serviço diferenciado é o Dedo de
Moça, que fica em Jardim da Penha, Vitória. Luana Assis, 21,
5
gerente do salão, disse que as novelas têm um papel funda-
mental na escolha das cores pelas mulheres. “As mulheres
2
procuram muito as cores que são utilizadas nas novelas, por
8
isso temos um álbum de fotos na internet com as unhas das
fotos José Alberto Jr. / Divulgação
reportagem Letícia Orlandi
3
9
4
famosas e as cores usadas. Acompanhamos as cores a cada
nova coleção que é lançada”, contou Luana.
A proprietária do salão, Karina Coelho, disse que possui
mais de 780 cores de esmaltes disponíveis para as clientes,
incluindo marcas importadas, além de usar materiais descartáveis e esterilizados. Outro diferencial é que as clientes ficam
6
7
em poltronas, o que favorece o conforto na hora de embelezar
as unhas. Entre os estilos de unhas usados, o que as clientes
mais gostam é a filha única. Segundo ela, utilizada por 90%
REVISTA VIVA |
13
perolados e metalizados. No total, estão disponíveis na loja 20
marcas de esmaltes nacionais e 10 de importados. “O que está
em alta é o transfer para a unha, que são películas e adesivos
que ficam em alto-relevo. Também temos transfers metalizados, em degradê e holográficos. As mulheres também gostam
muito de película com efeito renda e também desenhos com
flores e bichinhos”, relatou Sibeli.
O assunto esmalte rende tantas conversas que Julia Mo-
reno criou um blog, o Nail Club, que se dedica a dar dicas
sobre o assunto e mostrar vários esmaltes e as novas técnicas.
Sibeli conta que atualmente existem várias opções de esmaltes antialérgicos.
“Comecei o blog em setembro de 2010. Como eu sempre in-
ventava moda nas unhas e minhas amigas ficavam curiosas
querendo saber qual era o esmalte ou a técnica usada, decidi
ALERGIAS
A alergia a esmalte pode surgir em qualquer época da vida, de
uma hora para outra, mesmo depois de a pessoa ter usado esmalte
regularmente por mais de 30 anos;
Normalmente a alergia se manifesta como dermatite de contato
na pálpebra, após o contato das mãos com os olhos, mas também
pode aparecer no rosto, pescoço, ou outras partes do corpo que a
pessoa tocar;
Geralmente a alergia se dá a três substâncias principais,
como fixadores presentes no esmalte comum. Os produtos
hipoalergênicos geralmente são livres dessas substâncias e por
isso duram menos nas unhas. Quem teve alergia a esmalte deve
ir testando os esmaltes hipoalergênicos até achar a marca que se
adapta melhor.
Fonte: Eliene Perazzio Bertollo, dermatologista cooperada Unimed Vitória.
das clientes. “Algumas clientes acompanham as tendências,
como o uso da inglesinha, ombré, espanhola e fitinhas, já ou-
tras não acompanham tanto, pois preferem apostar somente
nas cores diferentes.”
Com a moda dos esmaltes, surgiram também as esmalte-
rias. Nada de procurar novas cores nas farmácias e supermer-
cados. Agora, existem lojas especializadas na venda de esmal-
começar a mostrar tudo isso num blog. Eu mesma faço minhas unhas e procuro fazer duas vezes por semana, mesmo
estando intacto.”
Entre os favoritos, estão os com glitter e também esmaltes
em roxo e nude. “Acho que uma onda que pegou foi a dos
adesivos. É muito prático e para quem não sabe fazer nail art,
é maravilho! Geralmente, o que as pessoas gostam mais são
os esmaltes magnéticos, holográficos, francesinhas coloridas e
fios dourados”, destacou. Para acompanhar as novidades do
assunto, ela conta que procura sempre ler blogs do gênero,
de moda e beleza e também procura seguir os perfis das
marcas no Facebook.
Nomes curiosos de esmaltes
Inveja Boa;
Ha ha ha;
Esconde-esconde;
Pantalona de chita;
Nunca fui santa;
Pink vigarista;
Verde Ninja;
#bjomeliga;
Jasmin dos Poetas;
Caixa de música;
Maxi Bolsa de Palha;
Risoto de Mandioquinha;
Apuros em Miami;
tes, com diversas marcas nacionais e importadas e também
com muitos materiais para fazer os efeitos tão procurados
pelas mulheres hoje, como fitas e adesivos.
Uma dessas lojas é a Dona Chique Esmalteria, que fica no
centro de Vila Velha. A proprietária Sibeli Souza, 30, disse que
a faixa etária das clientes vai desde a pré-adolescência até as
mais idosas. Uma das tendências da venda de esmaltes é a
maior oferta de antialérgicos. Hoje, estão disponíveis mais
opções de cores e até as tendências da estação, como neons,
14
| REVISTA VIVA
SERVIÇO
Dedo de Moça Nail Bar
Rua Odette de Oliveira Lacourt, 610, Jardim da Penha, Vitória - ES
(27) 3043-3828
Luxury Nail Bar
Rua Alaor de Queiroz, 296, Enseada do Suá, Vitória - ES | (27) 3019-9199
Dona Chique Esmalteria
Rua Presidente Lima, 163, Centro, Vila Velha | (27) 3534-5748
AMOR E SEXO
Cooperação,
Amor e Sexo
Por Maria Angélica Cardoso Belonia
A
titudes de acolhimento nos confortam
e no sexo nos completam. Nada melhor
que aprender a receber carícias na vivên-
cia da relação a dois, investindo no diálogo, na partilha e na cooperação, a fim de que cada um sinta-se
valorizado pelo que é e pelo que deseja na relação.
Como aprender a receber carícias? Como
aprender a sermos receptivos as mais íntimas?
Nós, mulheres, sabemos receber as carícias que
expressam afeto, amor, carinho corporal, mas a
carícia genital deve ser sempre posterior a essas
preliminares. Precisamos nos olhar, nos perceber e também nos tocar, saber que nossa pele
responde sexualmente, e podemos nos permitir
excitar com o pensamento, a fantasia e o toque.
Assim, o toque íntimo é precioso na excitação e
daí a importância de sermos receptivos a ele, pois
desencadeia o desejo feminino.
Na cooperação espontânea trocamos experi-
ências e aprofundamos a opção pela vida a dois.
A compreensão, a confiança e a liberdade são
ção casual de átomos. Eu me recuso a ser apenas algo que
compõem a sexualidade. À medida que o tempo
vida uma conexão. Essa conexão é exatamente a construção
ingredientes que compõem a vida e também
caminha, experimentamos a vida a dois que, com
uma sexualidade saudável, fazem uma composição linda de harmonia e satisfação, induzindo-
-nos a reafirmar que vale a pena conviver, viver,
amar, colaborar, estar juntos...
Escrevemos nossa própria história e sentir
estar no caminho certo, por intuição ou por bus-
car a felicidade como algo a ser dividido, colocará
sentido em nossa existência.
“Não nascemos prontos”, diz Mario Sérgio
Cortella. Assim, ao partilhar, aprendemos o valor
passa. Eu desejo que exista entre mim e o resto da vibração da
do sentido: eu existo para fazer a existência vibrar, e ela vibra
em mim, no outro, na natureza, na história.”
Realize, coopere, colabore, viva, transe, dê e receba carícias,
ame e principalmente construa seu sentido de vida. Invente
seu mundo e partilhe o melhor de você, seja imortal pra o
outro. Isso é cooperação!
Maria Angélica Cardoso Belonia,
cooperada Unimed Vitória, é
<<
ginecologista, obstetra e professora
de medicina na Ufes - Universidade
Federal do Espírito Santo.
de dar e receber a vida. “Não somos uma conjunREVISTA VIVA |
15
MELHOR IDADE
reportagem Luísa Torre fotos José Alberto Jr.
COMPANHEIRISMO
E COLABORAÇÃO
Fundamental nesse período da vida, a
cooperação é uma forma de carinho que a
família ou o companheiro deve proporcionar
ao idoso, trazendo mais saúde e felicidade.
H
á quem ainda pense que a terceira idade é uma fase
de solidão, onde a cooperação não se faz presen-
te, seja por parte da família ou do companheiro.
Mas a cooperação é uma das maiores formas de carinho e
acolhimento que a família – seja o companheiro, os filhos,
os netos – pode proporcionar àquele que tem tantas realizações para contar.
De acordo com o geriatra Renato Augusto de Mattos
Coutinho, cooperado Unimed e formado há 30 anos, cada
vez mais as famílias estão se unindo para ajudar e dar suporte aos idosos, que têm sido tratados com muito amor e
carinho. Isso traz mais saúde e felicidade aos vovôs e vovós,
garante o médico.
16
| REVISTA VIVA
Após o marido ter sofrido um derrame,
a esposa Tamar é quem colabora com
ele nas atividades do dia a dia.
idoso. Considero até mais importante que remédios e médicos.
O que tenho notado é que a maioria absoluta hoje em dia
assume seu idoso e cuida dele com muito carinho e com jogo
de cintura. Idoso é difícil, cheio de manias e teimoso, mas é preRenato Coutinho explicou que quando a família ou companheiro
coopera com o idoso, sua qualidade de vida aumenta.
ciso relevar algumas coisas e trata-lo com respeito”, afirmou.
“Bom dia, meu amor”
Dentro dos casais de idosos, ou dentro das
Após sofrer um pequeno derrame, em setembro do ano pas-
fundamental. “A cooperação entre um casal de
a cooperação e a ajuda de sua companheira inseparável há 62
famílias, o geriatra explicou que a cooperação é
idosos é a mesma da família para com o idoso.
Ela é fundamental, porque o idoso, com o tempo,
sado, o aposentado Avelar Varanda, 85 anos, pôde contar com
anos, Tamar Ferreira Varanda, de 81.
Ela contou que a cooperação é presente em todos os mo-
perde a rapidez de pensamento, a memória e a
mentos do casal. “Sempre estou ajudando ele, mas ele também
Quando, no casal, o parceiro ajuda e até assume
muito da minha ajuda. Ele diz que tem uma mulher de ouro”.
capacidade de se manter totalmente sozinho.
o cuidado – no caso de uma doença grave –, isso
faz a mesma coisa. Agora, o Avelar está com labirintite e precisa
No entanto, Tamar afirmou que não há nenhuma difi-
faz toda a diferença. Na família, quando aqueles
culdade em cuidar e cooperar com o amado. “Adoro cuidar
paciente, faz diferença. Se o idoso for doente, o
bonito, e vou levar isso até o túmulo. Sempre fomos com-
que têm carinho e jogo de cintura assumem o
tratamento anda melhor e a doença fica menos
agressiva. Se não tiver doença, a qualidade de vida
na velhice aumenta”, explicou.
dele. Quando você se casa, você faz um juramento muito
panheiros e onde um vai, o outro vai. Até no banho dele eu
acompanho”, brincou.
Essa cooperação tem muita importância no casamento
De acordo com o médico, a cooperação e o
dos dois, contou a aposentada. “Para que haja durabilidade
damentais para que o idoso mantenha a vida em
aceitação e tolerância. E também vontade de ajudar o outro.
cuidado da família ou do companheiro são fun-
dia. “Na saúde, eles ficam mais fortalecidos, pois
têm alguém que cuida deles, então não erra na
medicação, se alimenta melhor, dorme melhor,
não se esquece de tomar banho. A cooperação
da família ou do companheiro envolve todo um
do casamento, tem que haver muito diálogo, compreensão,
Chamamo-nos de ‘meu bem’, ‘meu amor’. Damo-nos ‘bom dia’
toda manhã, todos os dias damos um beijo, um coloca a pasta
de dente na escova do outro. Um casamento forte também
nos dá saúde”, contou.
Tamar também destacou que Avelar retribui muito o com-
processo de melhora a qualidade de vida ao ido-
panheirismo e que a família também é muito unida e presente
Além disso, explicou o médico, o carinho e a
Ajudam financeiramente e no dia a dia, o levam no médico
so”, afirmou Coutinho.
cooperação levam para longe doenças da alma
como a depressão. “É importante que a família
tenha carinho, tolerância e que coopere com o
na vida do casal. “Os filhos e noras também cooperam muito.
quando eu não posso e no final de semana nos levam para
almoçar. Estão sempre à disposição. Isso é muito importante
para a nossa família”.
REVISTA VIVA |
17
MENOR IDADE
As irmãs Laís e Isadora se ajudam
nas tarefas e são muito unidas.
COOPERAÇÃO ENTRE IRMÃOS,
UM TREINO PARA A VIDA
A prática da cooperação entre irmãos nas tarefas de casa deve ser incentivada, pois fortalece os
laços familiares e desenvolve a formação do futuro cidadão.
M
uitos pais se preocupam em ensinar aos filhos
rio, e, mais tarde, vai reproduzir isso em outras relações”, explicou
família é um deles. Além de ajudar na educação
No entanto, os pais não podem cobrar da criança esse
bons valores. O incentivo à cooperação dentro da
da criança e na formação de um adulto mais consciente, a
espírito da cooperação até certa idade. “Aos dois anos, por
vida”, segundo especialistas.
característica da fase de desenvolvimento. Elas não gostam de
cooperação dentro de casa é uma espécie de “treino para a
Entre irmãos, essa qualidade fica ainda mais evidente. Seja
na hora de dividir os brinquedos ou de manter a casa arrumada,
nas famílias onde o espírito de cooperação está presente, a
prática deve ser, inclusive, incentivada pelos pais.
“A cooperação na família é como um treino para a vida. A
criança aprende dentro de casa a repartir, a cooperar, a ser solidá-
18
a pediatra cooperada Unimed Vitória Mariângela Alochio Avellar.
| REVISTA VIVA
exemplo, a criança ainda é extremamente egoísta, isso é uma
dividir brinquedos e quando o adulto intervém, ele atrapalha.
A partir dos três anos, os pais já podem começar a estimular a
cooperação”, destacou a médica.
Cooperar com o irmão ou com a família deve ser ensinado
em casa e não só isso, deve também sair do exemplo dos pais,
ressaltou Mariângela. “Muito vem do exemplo dos pais, pois
fotos José Alberto Jr. reportagem Luísa Torre
Fernanda ensina aos gêmeos
Leonardo e Fernando a importância
da cooperação em casa.
os filhos veem os pais como espelhos. Se os pais não exercem
A cooperação também norteia a relação entre as irmãs
a cooperação tanto na família quanto externamente, como
Isadora, 9, e Laís, 4, filhas da empresária Danielle Peixoto de
aprende a cooperar.”
que as filhas são bastante unidas e amigas e que a mais velha,
no trato com um empregado ou no trânsito, a criança não
De acordo com a pediatra, com as crianças cada vez mais
sozinhas, ligadas em computador e rede social e isoladas em
casa, é preciso favorecer o desenvolvimento do espírito de co-
operação também fora do ambiente familiar. “Por isso, os pais
devem estimular atividades com outras crianças, até atividades
sem obrigação, como ir para praça ou à praia.”
Divisão de tarefas
Na casa de Fernanda de Paula, 35, os gêmeos Leonardo e Fer-
nando, de 3 anos e 8 meses, clientes Unimed Vitória, já estão
aprendendo a ajudar a mãe e o pai em tarefas diárias. Fernanda
Souza Gon, 37, todas clientes Unimed Vitória. A mãe contou
Isadora, gosta de se mostrar responsável ajudando e ensinan-
do Laís. “Eu acompanho as duas no dever de casa, mas às vezes
até me surpreendo com a Laís pedindo para a Isadora ajudar
com a lição. A Isadora gosta de ajudar e cuidar da irmã mais
nova”, contou a mãe.
Nas tarefas que exigem criatividade e habilidades manuais,
como maquetes, as irmãs trabalham em dupla na execução. “A
Isadora é muito boa com trabalhos manuais e gosta de incen-
tivar a Laís, dar opinião e ideias para o trabalho ficar bonito, é
uma parceria bem legal”, contou Danielle.
A mãe destacou que a relação de cooperação das filhas
contou que sempre que eles comem, têm o compromisso de
também aparece com a família quando se fala em tarefas
“A mochila, eles chegam da escola e já a colocam no quar-
minha supervisão, e a Laís pede para lavar louça comigo.
levar o prato e o copo para a pia.
to. Quando estou fazendo comida de manhã, eles entendem
que têm de esperar um pouco para eu lhes dar algo que querem. A cooperação dentro da família é bem importante. O pai
trabalha muito, mas ajuda bastante, ele busca os meninos
na escola e interage bastante no caminho para casa. É ele
domésticas. “Em casa, a Isadora faz bolo todo domingo, com
Estamos em processo de mudança e elas mesmas querem
embalar e escrever nas caixas. O trabalho em equipe lá em
casa é forte e acredito que incentivar a cooperação no lar é
primordial para o equilíbrio familiar”, finalizou a empresária.
que cozinha em casa também, e os meninos sempre querem
ajudar. Isso une a família”, explicou.
Além da divisão de tarefas, a mãe contou que os filhos
também já começaram a aprender a dividir os brinquedos
sem choro. “Às vezes sai briga, mas na maioria das vezes eles
conseguem se entender com os brinquedos. Se um está com
o brinquedo, o outro espera sua vez de usar. Eles usam a regra
de ‘contar até 10’ entre eles e na maioria das vezes dá certo.
Eles se ajudam e são muito companheiros”, disse Fernanda.
Mariângela Avellar explica
que a criança aprende
dentro da família a cooperar
e mais tarde reproduz isso
em outras relações.
REVISTA VIVA |
19
ELES E ELAS
Tatiane e Fabrício comandam
juntos uma loja de roupas e
aprendem a compreender as
diferenças um do outro.
HOMENS E MULHERES NO
AMBIENTE DE TRABALHO
Para superar as diferenças de personalidade no ambiente de trabalho, homens e mulheres
devem somar suas qualidades para manter o ambiente saudável e produtivo.
U
m completa o outro. É com essa frase que a pro-
um equilíbrio para deixar o ambiente de trabalho mais leve
define a relação profissional que possui com o
entre os colegas no trabalho, ainda mais no nosso caso, que
fessora e consultora de moda Tatiane Marcelino
irmão e sócio Fabrício Venturin.
Há seis anos, os dois são sócios e proprietários de uma
somos irmãos e sócios”, revelou Fabrício.
O consultor de moda, de 35 anos, apontou quais são as
loja de multimarcas em Vitória (ES), onde aprendem diaria-
principais diferenças entre ele e Tatiane, e como eles lidam
das por serem de sexos diferentes. Para isso, eles exercitam
muito explosivo e a Tati age mais pela razão. Muitas vezes
mente a compreender as diferenças um do outro, acentuasempre a cooperação.
Os dois, clientes Unimed Vitória, possuem características
pessoais e profissionais muito diferentes e tentam encontrar
20
e produtivo. “É muito importante que haja uma cooperação
| REVISTA VIVA
com isso sem estragar a relação: “Existe equilíbrio. Eu sou
quando conhecemos uma nova marca eu já quero levar para
a loja de imediato, mas a Tati analisa melhor, pensa mais nas
consequências. Ela toma as decisões com mais calma”.
Tatiane, de 38 anos, diz que Fabrício, ao mesmo tempo em
que é explosivo, é mais prático e objetivo, o que em muitas
ocasiões agiliza a resolver problemas. “Às vezes eu queria ter a
coragem que ele tem. A facilidade de ir direto ao ponto, como,
por exemplo, de cobrar algum cliente que está atrasando o
pagamento. Eu fico receosa e ele não. Essa atitude o Fabrício
tem em diversas situações, e de forma positiva”, revelou Ta-
tiane, que completou: “O que falta em mim ele completa e
vice-versa. É preciso ter compreensão e absorver o que o outro
tem de melhor para que possamos ter um bom ambiente de
trabalho e sucesso nos negócios”.
O respeito é realmente a palavra mágica para ter uma boa
relação no ambiente de trabalho. É o que explica Vicente Ra-
matis, psiquiatra cooperado Unimed Vitória. O médico revela
sobre os colegas homens. “A mulher não pode exigir melhores
cientes, pois querem chegar direto ao ponto e que as mulheres
a mulher e o homem estão exercendo a mesma função, pos-
que no mundo corporativo homens são mais objetivos e impa-
são mais cordiais, além de mais organizadas e compreensíveis.
No entanto, ele ressalva que é possível usar essas diferen-
ças para evoluir profissionalmente e manter um ambiente sau-
posições e certas vantagens por ser mulher. Em muitos casos,
suindo o mesmo salário e ela tem que entender que o fato de
ser mulher não deve ser revertido em vantagem”.
dável no trabalho. “Tanto o homem quanto a mulher precisam
Trabalho em equipe
complementarem. A mulher pode ajudar o homem a ser mais
cliente Unimed Vitória, está acostumada a trabalhar com
se doa mais”, frisou.
primeiro estágio era a única mulher em um setor que tinha
respeitar as diferenças entre si e ajudar um ao outro para se
didático, organizado e até mais dedicado, pois ela se envolve,
Mas o especialista chamou a atenção para o fato de que
algumas mulheres ainda usam o fato de serem mulheres, ape-
Aos 28 anos, a consultora de projetos Bruna Carvalho,
homens. Essa história começou aos 16 anos, quando no seu
três homens.
Hoje, trabalhando em uma terceirizada da Petrobras, ela
lando para o estigma do “sexo frágil”, para tentar se sobressair
atua ao lado de outra mulher em um setor composto também
HOMENS & MULHERES EM SERVIÇO
a trabalhar em equipe. “Atualmente homens e mulheres
No ambiente de trabalho, homens
tendem a ter comportamentos
mais racionais, objetivos, e a
manter certo distanciamento nas
tomadas de decisões.
fotos José Alberto Jr. reportagem Mariana Melo
Bruna conta que tira de letra a diferença entre os homens, pois aprendeu
a trabalhar em equipe desde o primeiro estágio.
O homem normalmente vai
direto ao ponto, quer agilidade e
informações bem apuradas para a
tomada de decisão.
As mulheres são mais
compreensivas, cordiais
e organizadas. Tomam
decisões com mais calma.
As mulheres tendem
a ser mais emocionais
e desenvolver um
relacionamento estreito
com algumas pessoas.
por cinco homens e tira de letra as diferenças, pois aprendeu
têm os mesmos direitos e deveres. Não sou menos cobrada
porque sou mulher ou cobro mais alguém porque é homem.
As diferenças são muito mais culturais do que de gênero”,
analisou Bruna.
Bruna acredita que é possível homens e mulheres apren-
derem com as diferenças. “Eles aprendem a olhar mais com
o ‘coração’ algumas situações que a razão falaria mais alto. E
nós mulheres aprendemos também a ser mais profissionais
e não levar tudo para o pessoal.”
Portanto, é importante que homens e mulheres trabalhem
em equipe, somando suas qualidades e aprendendo a lidar
com as diferenças para evoluir profissionalmente e manter o
ambiente de trabalho saudável e produtivo, sem competição
ou guerras entre os sexos.
REVISTA VIVA |
21
fotos José Alberto Jr. reportagem Mariana Melo
A equipe feminina de handbol do colégio Castro Alves já conquistou
o bicampeonato sul-americano e o vice-campeonato mundial.
VIVA ESPORTES
HANDEBOL,
O ESPORTE Nº 01 DAS ESCOLAS
Prática da modalidade, que muitas vezes começa na escola, contribui para a formação da cidadania
e faz com que as crianças aprendam a socializar e ajudar ao próximo.
N
ão é de hoje que a prática de esportes contribui
Santo. A equipe masculina do Castro Alves, comandada pelo
escola. Essas atividades proporcionam momentos
os principais estão o Campeonato Sul-Americano de 2012 e o
para a boa formação de crianças e adolescentes na
de aprendizagem e crescimento pessoal. Além disso, os esportes coletivos auxiliam na formação de conceitos básicos de
professor Eduardo Palaoro, também coleciona títulos. Entre
Brasileiro Escolar de 2012.
Referência no Estado quando o assunto é handebol, a
cidadania. Ajudam uma criança a se socializar mais, a ajudar
treinadora Katia Amanajas, que este ano vai disputar com a
contribuem no desenvolvimento do sentido da cooperação.
de Handebol – após o Espírito Santo ficar fora da competição
o próximo, diminuem o risco de obesidade, e, principalmente,
Uma dessas modalidades é o handebol. Segundo o pro-
fessor de Educação Física Emerson Erlacher, de 40 anos, é a
modalidade mais praticada nas escolas no Brasil, pois o aluno
exerce a todo o momento a ajuda ao colega que está próximo,
equipe feminina do Vila Velha/Santa Adame a Liga Nacional
por dois anos – conta que a modalidade desperta no praticante não só o sentido coletivo da vitória, como também o
de ajudar o próximo.
“O handebol é um esporte de muito contato físico e as pes-
estimulando-o a pensar e fazer sempre algo para contribuir
soas precisam de um espírito de colaboração dentro da quadra
com que os seus praticantes exerçam mais facilmente a ajuda
se vê diante de um adversário muito maior do que você, e além
para o sucesso do outro: “Os esportes coletivos tendem a fazer
ao próximo, pois só conseguem seus objetivos se todos estiverem juntos e preparados para colaborar. O handebol é uma
modalidade que ensina aos atletas que o sucesso é o resultado
para ajudar um ao outro nesse contato físico. Muitas vezes você
da técnica, que é muito importante, você vai precisar da ajuda
do colega para conseguir seguir com a jogada.”
E Katia ainda completou: “No handebol é preciso confiar no
da busca contínua pela excelência coletiva.”
companheiro para aprender valorizar o coletivo. Ninguém vence
cica, Erlacher já conquistou importantes títulos como o bicam-
podem transformar o aluno em um bom cidadão. Em pessoas
Com a equipe feminina do Colégio Castro Alves, de Caria-
peonato sul-americano, o vice-campeonato mundial, além de
11 títulos brasileiros e 17 títulos dos Jogos Escolares do Espírito
sozinho. O erro de um é a responsabilidade de todos. Essas lições
que aprendem a cooperar e ajudar o próximo. Aprendendo essas
lições, o praticante pode se tornar um ótimo cidadão”.
Kátia (no meio, de azul claro)
com a equipe feminina de Vila
Velha, que vai disputar este ano
a Liga Nacional de Handebol.
Emerson Erlacher com
atletas do colégio Castro
Alves: união e cooperação.
A capixaba Patrícia Scheppa
foi eleita, no ano passado, a
melhor jogadora do Mundial
do Handebol de Areia.
REVISTA VIVA |
23
Eduardo Uvo afirma
que além de exercitar a
cooperação, o handebol
aumenta a qualidade
de vida, a disposição e a
boa forma.
Situação do handebol no Brasil
A cada competição, o handebol feminino brasileiro ganha mais
destaque. Nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, a equipe, comandada
pelo técnico dinamarquês Morten Soubak, conquistou o inédito sexto
lugar. Em 2011 conquistou o Pan de Seleções e os Jogos Pan-Americanos
de Guadalajara. A meta é conquistar o inédito ouro olímpico nos Jogos
do Rio, em 2016. Atualmente ocupa o 22º lugar no ranking mundial.
A seleção brasileira masculina é vice-campeã pan-americana em 2012,
bicampeã dos Jogos Pan-Americanos (2003 e 2007), campeã sulamericana em 2010 e bicampeã do Campeonato Pan-Americano (2006 e
2008). Atualmente ocupa o 26º lugar no ranking mundial.
CAMPEÃS
As duas mais importantes atletas de handebol no mundo são
do Espírito Santo e passaram pela experiência de iniciar suas
carreiras na escola. Alexandra Nascimento foi eleita a melhor
do mundo no handebol de quadra em 2012 e Patrícia Scheppa
foi a melhor jogadora do Mundial de Handebol de Areia, também no ano passado.
“Foi na escola que eu tive a oportunidade de conhecer este
esporte. O que eu aprendi foi que no esporte coletivo você
aprende a ajudar o próximo, pois qualquer decisão errada ou
os praticantes, o esporte aumenta a qualidade de vida, a disposição e a boa forma.
Mas Uvo chama a atenção para as lesões. Segundo ele, é
preciso ter alguns cuidados e aconselha que os praticantes se-
jam acompanhados por profissionais. “Nas escolas, o handebol
só perde em intensidade para o futebol, mas o handebol ainda
oferece mais possibilidades de meninos e meninas jogarem
juntos. Porém se trata de uma modalidade com muito contato
físico e isso pode causar estiramentos na hora do saltar para
arremessar, torções nos tornozelos, fraturas de dedo, além
de lesões no ombro e no joelho. É preciso buscar orientação
antes de praticar.”
História do handebol
É um esporte coletivo que foi criado pelo alemão Karl Schelenz, em 1919;
o companheiro (a) e a escutar as opiniões”, frisou Alexandra.
As partidas eram realizadas em campos gramados parecidos com de
futebol e cada equipe era composta por 11 jogadores. Atualmente, é
composta por sete titulares;
escola, pois pra ela, quanto mais cedo se inicia, melhor é a for-
Em 1925, foi realizada a primeira partida internacional, entre
Alemanha e Áustria. Os austríacos venceram por 6 a 3;
egoísta afeta toda a equipe. Você tem que aprender a respeitar
Patrícia considera importante ter iniciado sua carreira na
mação do atleta e cidadão. “Atualmente dou aula de handebol
Em 1934, o COI incluiu o handebol como esporte Olímpico;
para crianças e coloco a cooperação em prática nas minhas aulas.
Nas Olimpíadas de Berlim (1936), seis países estavam na disputa e a
Alemanha tornou-se campeã, após derrotar a Áustria por 10 a 6;
nem um ganhador. Para isso é preciso que todos se ajudem para
Em 1938, foi disputado, na Alemanha, o primeiro Campeonato
Mundial de Handebol;
Sendo o handebol um esporte coletivo, não existe um perdedor e
bom resultado coletivo”, disse Patrícia, que completou: “Quando
me formei em Educação Física, o tema do meu TCC foi o handebol
como meio de socialização nas escolas. Acredito que o handebol
possa ser uma ferramenta importante para se trabalhar com co-
operação, em função das suas características coletivas e métodos
que podem ser utilizados para seu aprendizado”.
SAÚDE
O ortopedista cooperado Unimed Vitória, Eduardo Uvo, con-
tou que o handebol é uma modalidade que oferece muitos
24
benefícios para saúde. Além de exercitar a cooperação entre
| REVISTA VIVA
Atualmente o esporte é praticado em 183 países.
ALEXANDRA NASCIMENTO
UMA CAPIXABA NO TOPO DO MUNDO
Revista VIVA: Como você começou no handebol?
Alexandra: Comecei no handebol com 10 anos na escola municipal Jairo de
Mattos, em Vila Velha, com o professor Lidmar.
Revista VIVA: Praticar o esporte na escola foi importante para se tornar
uma jogadora profissional?
Alexandra: Sim, pois foi na escola que eu tive a oportunidade de conhecer
este esporte. Venho de uma família humilde e tentei praticar vários esportes, mas me apaixonei apenas pelo handebol.
Revista VIVA: Em sua opinião, qual a importância do esporte coletivo para
crianças e também para as pessoas em geral?
Alexandra: No esporte coletivo você aprende a ajudar o próximo, pois
qualquer decisão errada ou egoísta afeta toda a equipe. Você tem que
aprender a respeitar o companheiro (a) e a escutar as opiniões. Também
ajuda a aprender a viver com mais pessoas. E isso é muito importante no
crescimento da criança e o nosso futuro são as crianças.
Revista VIVA: Como foi deixar o Brasil para praticar o handebol?
Alexandra: Foi muito difícil. Eu sou muito ligada a minha família e sofri
muito com a distância. Passei por dificuldades como a saudade, muitos
treinos, a língua, eu tive que aprender falar alemão, tive que aprender viver
outra cultura e também aprender a lidar com o frio. Em 2004 eu peguei
um frio de 14 graus negativos.
Revista VIVA: Acredita que após a sua geração o handebol pode continuar
crescendo no Brasil?
Alexandra: Eu acredito que sim e estou trabalhando para isso. E vou continuar trabalhando para que isso aconteça.
“Tudo que tenho e tudo que sou é graças
ao handebol” [Alexandra Nascimento]
Revista VIVA: Além das conquistas na sua carreira, como títulos e reconhecimento, em mais o que handebol contribuiu de bom para a sua vida?
Alexandra: Em tudo! (risos). Tudo que tenho e tudo que sou é graças ao
handebol. Me deu até um marido (risos). Conheci muitos países, fiz muitas
amizades, aprendi a falar duas línguas, alemão e espanhol.
Revista VIVA: Você se sente realizada no esporte?
Alexandra: Totalmente realizada. Ainda tenho um sonho de poder continuar
representando a seleção brasileira e disputar as Olimpíadas de 2016 no Rio
e, é claro, ganhar uma medalha nos Jogos.
Revista VIVA: Como foi a emoção de se tornar a melhor jogadora do mundo?
Alexandra: Foi maravilhoso! Foi uma vitória! Sinto uma alegria no peito
todos os dias. Chorei muito e ainda choro, pois nossa realidade é outra
e eu fiz história. Ganhei um selo dos Correios em homenagem a essa
conquista. É muita felicidade. A única coisa que espero é que isso não caia
no esquecimento. Quero que nosso handebol cresça e apareça como os
outros esportes.
Revista VIVA: Após o sexto lugar inédito nas Olimpíadas de Londres, o ouro
pode vir nos Jogos do Rio em 2016?
Alexandra: Com certeza, nós infelizmente não soubemos ganhar o jogo contra Noruega, mas creio que faz parte do crescimento e também ganhamos
experiência com esta derrota que será inesquecível. Mas estamos trabalhando muito e acreditamos na possibilidade de uma medalha em 2016.
Revista VIVA: E quais são seus próximos planos? Pretende um dia jogar
em algum time do Brasil?
Alexandra: Quero continuar jogando e treinado muito forte para que eu
possa ter possibilidade de continuar na seleção brasileira. Quero ir para o
Mundial em dezembro na Sérvia e disputar as Olimpíadas de 2016. Depois
disso, quero dar uma pausa para ter um filho ou uma filha (risos). Ainda não
sei o que farei depois de 2016, mas quero tentar engravidar e depois vou
ver com meu marido quais serão os próximos passos para os novos planos.
Revista VIVA: Deixe uma mensagem para as crianças e adolescentes que
sonham em dia construir uma carreira como a sua.
Alexandra: O caminho não é fácil, muitas lutas, mas no final vale a pena.
Tudo é possível e eu sou a prova disso. Desejo tudo de bom para todos que
estão começando nesta caminhada, muita força, determinação e disciplina.
RAPIDEX
Nome: Alexandra Priscila do Nascimento
Nascimento: 16/09/81 – 31 anos
Altura: 1,79m
Peso: 66 kg
Posição: Ponta-direita
Clube: Hypo, da Áustria
Naturalidade: Limeira (SP), mas radicada no Espírito Santo
Principais títulos: melhor jogadora do mundo, em 2012; sexto lugar
nos Jogos Olímpicos Londres de 2012; quinto lugar no Mundial de
2011, ouro nos Jogos Pan-americanos Guadalajara (2011), Rio (2007) e
Santo Domingo (2003)
Curiosidades:
Casou em julho de 2011 com o chileno Patricio Martinez, também
jogador de handebol, de quem ficou noiva durante os Jogos Panamericanos Rio 2007.
Começou a jogar handebol aos 10 anos, na escola Juiz Jairo de
Matos, em Vila Velha.
Este ano, ela virou tema de um selo e um carimbo comemorativo
dos Correios, patrocinador oficial do handebol brasileiro. Foi a
primeira jogadora da modalidade a receber a homenagem.
REVISTA VIVA |
25
VIVA SOCIAL
Atyla de Freitas L. Neto, Fernando Silveira,
Atyla Q. F. Lima e Giuliano de Almeida Sandri
Carleandra Romano e Ailton de Oliveira Jr.
Wesley Telles, Tânia ALves, Diogo Vilela e Bruna Dornellas
Viva Melhor:
Passeio Projeto Tamar
André Luiz M. Silva, Lirian Braum,
Andressa Tomazini e Karen Arrivabene
Alan Rocha e
Esdras de Lucia
Jackson Melo e Mariana Lazaro
Edório Ribeiro, Aécio Tadeu R. de Almeida, João B. Cardoso
e Márcio de Oliveira Almeida
Janete R. Gomes, Brenda
Mariano e Denise M. Médici
Jorge Ammar e Andreia Chiabai
Gilson Junior, Wesliane Vasconcelos,
Tatiane Fick e Dionei Portes
Tolentino F. de Freitas Filho, Vanuza
Solange Guasti e Renata L. Moretto
fotos Divulgação / Ricardo Galvão
André Hees e Renata Rasseli
Carlos M. P. Dalapicola, Gustavo Antonio R. L.
Picallo e Eumann M. Rebouças
José Aid Soares Sad, Almir do Espírito Santo e
Celestino Junior B. Pereira
Fernanda Miranda
e Diego Zanotti
Flávia Salles,Tânia Alves, Diogo Vilela e Carol Castro
Carlos Augusto
e Carla Alledi
CULTURA E
INTEGRAÇÃO
Cláudia Campanharo e
João Gabriel Moreto
A 5ª edição do Circuito Unimed de
Teatro, que aconteceu no Teatro da
Ufes, trouxe para a capital do Estado
o musical “Ary Barroso”, com o ator
Diogo Vilela e grande elenco. Também
registramos a reunião do Conselho
Social da Unimed Vitória.
Lu Bollina e Mona Vilardo
Alexandra Machado e
Renato Araújo
Marisa Carneiro, Bárbara Carneiro
e Mariana Amorim
Marcela Bertolo Radaeli
e Bruno Rover
Denizard R. Santos,
Ricardo M. de Queiroz Varella
e Paulo Roberto M. Pratti
Nathan Santos e
Samara Verneck
Laiza de Souza, Amanda Alves e
Tarcisio Sales
Rogério Luiz e
Sergio Emílio Rua
COOPERAÇÃO,
ATO DE UNIÃO
DE FORÇAS
O movimento cooperativista no Espírito Santo mobiliza
200 mil pessoas em 147 cooperativas, gerando 20 mil
empregos diretos e indiretos no Estado. Os ramos da
saúde, incluindo a Unimed Vitória, agropecuária e
crédito estão entre as atividades que mais se destacam.
ESPECIAL COOPERAÇÃO
“C
Por Letícia Orlandi
ooperação (Cooperar+ação). A palavra é definida no
dicionário como ato de cooperar, colaboração; pres-
tação de auxílio para um fim comum, solidariedade.
Outra definição é organização da vida econômica, baseada no
princípio de “fazer retornar o lucro” ao consumidor.
Desde os primórdios da humanidade, há princípios de
cooperação. Em toda a história, houve filósofos utopistas que
apostavam no conceito de cooperação para um mundo melhor
e para o desenvolvimento das pessoas. Nos séculos 15, 16 e 17,
grande grupo de pessoas em prol de um objetivo coletivo, para
melhoria da vida de todos da comunidade.
Da união de forças e qualidades de trabalhadores em prol
de uma vida melhor para todos surgiu o modelo cooperativista
de trabalho. O modelo cooperativista como é conhecido hoje
surgiu na época da Revolução Industrial, em 1844, em Rochdale,
Inglaterra, quando um grupo de 28 pessoas, a maioria tecelões
desempregados, criou uma cooperativa de consumo.
Naquela época, foram desenvolvidos alguns princípios do
muitos pensadores se dedicaram em obter bem-estar para as
cooperativismo que permanecem até hoje, como a adesão
agricultores, artesãos, pescadores e formação de pequenas
às operações dos cooperados com a cooperativa e a educação
pessoas mediante organização de pequenas comunidades de
colônias cooperativas de trabalho.
A cooperação é característica humana e está presente no
voluntária e livre, gestão democrática, o retorno proporcional
cooperativista.
Mas desde os primórdios da humanidade, em várias ci-
dia a dia das pessoas, seja no esporte ou em pequenos atos de
vilizações, há registros importantes de cooperação, como na
ração é visível pela internet, quando gera mobilização de um
de exploração em comum de terras arrendadas.
solidariedade, como fazer uma doação. Atualmente, a colabo-
Babilônia, muito antes de Cristo, onde já existia um sistema
fotos Arquivo Pessoal
No México, os indígenas organizavam-se em comunidades,
Durante a Revolução
Mexicana grupos
se organizaram em
cooperativas.
chamadas “ejidos”, hoje transformadas em cooperativas integrais de produção agrícola. Em Roma havia os colégios romanos
para agregar artesãos, carpinteiros, sapateiros e outros ofícios,
visando à ajuda mútua e à solidariedade entre seus membros.
No Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai houve
as "reduções jesuíticas", uma organização de índios guaranis
assessorados por padres jesuítas, entre 1610 a 1760, resultando
num estado cooperativo em bases integrais. Com a construção
de grandes armazéns, eles conseguiam guardar alimentos para
períodos de escassez. Quando algum grupo tinha dificuldade,
muitas vezes por causa de pragas, secas, ou outros motivos, os
outros grupos socorriam até que o problema fosse superado.
Grupo de tecelões de
Rochdale, na Inglaterra,
que formaram uma
pequena cooperativa de
consumo, considerada a
primeira do mundo.
BRASIL
Ilustração mostra
uma sapataria
na época da
Revolução
Industrial, onde
a jornada de
trabalho tinha
mais de 12 horas.
O modelo cooperativista no Brasil está dividido em 13 setores
da economia e as principais entidades que representam o co-
operativismo são a Organização das Cooperativas Brasileiras
(OCB) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo
– Sescoop, que visa à formação profissional, promoção social
e monitoramento e desenvolvimento das cooperativas brasileiras. Os dois órgãos funcionam como um sistema, que tem
unidades em todos os estados brasileiros, no Espírito Santo, por
exemplo, existe o sistema OCB-SESCOOP/ES.
No Estado existem apenas nove ramos do cooperativismo
em atuação: agropecuário, crédito, habitacional, trabalho,
saúde, consumo, transporte, educacional e produção.
O analista Técnico do Sistema OCB-Sescoop/ES Samuel
Fontes, explicou que no Espírito Santo há uma cena muito
1844: Um grupo de 28 tecelões do bairro Rochdale, Manchester,
Inglaterra, fundou a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”,
uma pequena cooperativa de consumo, sendo a primeira
cooperativa viável do mundo.
1847: Início do movimento cooperativista no Brasil, quando o
médico francês Jean Maurice Faivre, fundou no Paraná a colônia
agrícola Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas.
1889: Foi criada uma das cooperativas pioneiras no Brasil: a
Sociedade Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de
Ouro Preto.
forte do cooperativismo médico, tanto dos planos como nas
1895: Foi criada a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que
coordena o movimento das cooperativas.
cirurgiões que atuam nos hospitais públicos.
1923: Neste ano foi comemorado pela primeira vez o Dia
Internacional do Cooperativismo, pela ACI. Ficou estabelecido
que o cooperativismo seria celebrado sempre no primeiro
sábado de julho.
cooperativas de especialidades médicas, como ortopedistas e
“O cooperativismo agropecuário também é um dos desta-
ques e é muito importante no Estado, principalmente setores
como café, leite e fruticultura. Temos cooperativas de desta-
1946: Movimento cooperativista, representado pela ACI, foi
uma das primeiras ONGs a ter uma cadeira no Conselho da
Organização das Nações Unidas (ONU).
recentemente, cooperativas que começaram o trabalho em
1963: Foi fundada a OCA, entidade que representa as cooperativas
da América Latina.
Outro ramo que há bastante destaque no Estado, segundo
1967: O ginecologista e obstetra Edmundo Castilho uniu-se a um
grupo de médico e criou a Unimed Santos, primeira cooperativa de
trabalho na área de medicina no Brasil.
que de acerola em Piúma, de maracujá em Jaguaré e, mais
um polo de cacau em Linhares”, explicou Fontes.
Fontes, é o de transportes, como as cooperativas de transporte
executivo na Grande Vitória e convênios de cooperativas junto
a prefeituras no interior para fazer transporte escolar. Também
é rentável por meio de cooperativas o transporte de cargas.
30
História do Cooperativismo
| REVISTA VIVA
1969: Foi criada a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
1979: Em Vitória, 26 médicos se unem para criar a Medcap, que
mais tarde se transformou na Unimed Vitória.
Samuel Fontes, analista
técnico da OCB/ES ressaltou
que as cooperativas têm
sofrido pouco impacto nos
cenários de crise econômica.
Samuel explicou que a cooperativa é movimento inclusivo,
tendo por natureza agregar novas pessoas. Vinte é número mínimo de pessoas necessárias para fundar uma cooperativa. Sobre a
movimentação financeira, contou que quando há crédito no final
do ano, o valor é dividido proporcionalmente entre os cooperados.
“Um fato muito interessante nesse cenário de crise é que
as cooperativas têm mostrado que não estão sofrendo muito
impacto. Esse, inclusive, foi o tema do Dia Internacional do
Cooperativismo de 2013, comemorado sempre no primeiro
sábado de julho. Outra vantagem é um negócio que todos são
donos e é autogestionável, o que permite que todos tenham
benefícios. No interior, por exemplo, as cooperativas têm conseguido pagar plano de saúde para o produtor rural e parte da
escola do filho dos cooperados”, explicou.
Esthério Sebastião Colnago,
presidente do Sistema OCBSescoop/ES, afirmou que as
cooperativas são grandes
geradoras de emprego e renda,
além de receita para o Estado.
Os princípios do cooperativismo
1. Adesão voluntária;
2. Gestão democrática;
3. Participação econômica dos membros;
4. Autonomia e independência;
Fonte: OCB/ES
5. Educação, formação e informação;
INCLUSÃO
6. Intercooperação;
No Espírito Santo, as cooperativas mais conhecidas do público
em geral são do ramo de saúde, como a Unimed, laticínios,
7. Interesse pela comunidade.
como Veneza e Selita, e de crédito, como Sicoob/ES. No Espírito
de economia que também alia questões sociais, é acima de
de 200 mil cooperados. Essas cooperativas geram aproximada-
mulheres e jovens. O sistema possui núcleos de mulheres e
Santo existem atualmente 147 cooperativas, com pouco mais
mente 20 mil empregos diretos e indiretos em todo o Estado.
Se forem contabilizados também os familiares de cooperados,
um total de 600 mil capixabas estão envolvidos com o cooperativismo e os benefícios que o setor gera para a sociedade.
Para o presidente do Sistema OCB-Sescoop/ES, Esthério
Sebastião Colnago, o cooperativismo além de ser um modelo
tudo um meio de inclusão social para toda a sociedade, como
grupos de jovens aprendizes, que se beneficiam com o cooperativismo. Além disso, o setor é grande gerador de emprego
e renda, além de receita para o Estado, que retorna para a
população em forma de benfeitorias.
O superintendente do Sistema OCB-Sescoop/ES, Carlos
André Santos de Oliveira, afirma que o sistema existe para re-
Os ramos do cooperativismo no Espírito Santo e como funcionam
Agropecuário: Formado por cooperativas de produtores
rurais ou agropastoris e de pesca, cujos meios de
produção pertençam ao associado. Entre as características
desse ramo estão os serviços prestados aos associados,
como recebimento ou comercialização da produção
conjunta, armazenamento e industrialização.
Habitacional: Ramo é formado por cooperativas
destinadas à construção, manutenção e administração
de conjuntos habitacionais para seu quadro social.
Consumo: Esse ramo é constituído por cooperativas
dedicadas à compra em comum de artigos de consumo
para seus associados. É o ramo mais antigo no Brasil e no
mundo.
Saúde: Esse ramo é formado por cooperativas que se
dedicam à preservação e promoção da saúde humana
em seus variados aspectos.
Crédito: São cooperativas destinadas a promover a
poupança e financiar necessidades ou empreendimentos
de seus cooperados. Atuam no crédito rural e urbano.
Educacional: Cooperativas de profissionais em educação,
de alunos, de pais de alunos, de empreendedores
educacionais e de atividades afins. O papel da cooperativa
de ensino é ser mantenedora da escola.
Produção: São cooperativas dedicadas à produção
de um ou mais tipos de bens e produtos, quando
detenham os meios de produção.
Trabalho: Engloba todas as cooperativas constituídas
por categorias profissionais (professores, engenheiros,
jornalistas e outros), cujo objetivo é proporcionar
fontes de ocupação estáveis e apropriadas aos seus
associados, por meio da prestação de serviços a
terceiros.
Transporte: Composto pelas cooperativas que atuam
no transporte de cargas e/ou passageiros.
REVISTA VIVA |
31
Ary Célio de Oliveira
afirmou que a Unimed
Vitória está focada na
prevenção de doenças e
promoção de saúde.
assistenciais pela alta sinistralidade e incorporação de tecnologias e a agenda regulatória imposta pela ANS”, afirmou Oliveira.
Oliveira explicou que a cooperativa de saúde Unimed
também atua no âmbito dos municípios, onde estão presentes
Carlos André Santos de
Oliveira destacou que o
sistema OCB-Sescoop/ES
existe para representar,
apoiar e fomentar
as cooperativas e o
cooperativismo no Estado.
presentar, apoiar e fomentar as cooperativas, o cooperativismo
e os cooperados do Espírito Santo. “Nós estamos aqui para caminhar lado a lado com as cooperativas capixabas registradas,
com o intuito de que o setor cresça e mostre sua força perante
a economia e a sociedade”, conclui o superintendente.
O coordenador do Centro de Ensino e Pesquisa (Cepes) do
Hospital Unimed, Ary Célio de Oliveira, que também já foi vice-
-presidente da OCB/Sescoop-ES, explicou que o cooperativismo
é um instrumento socioeconômico que responde por 6% do
PIB do Brasil, organizado em 13 diferentes ramos de atividade
e com extensa folha de serviços prestados à nação brasileira.
UNIMED. PIONEIRA NA SAÚDE
as chamadas Unimeds Singulares. As Unimeds Singulares de
um mesmo estado se organizam em Federações Estaduais. As
Federações reúnem-se todas em uma Confederação Nacional,
a Unimed do Brasil.
Com mais de 498 mil clientes no Estado, a Unimed no Espí-
rito Santo trabalha para capacitar colaboradores, cooperados e
gestores. O principal objetivo é aumentar ainda mais a qualidade
dos serviços prestados, gerando elevados índices de satisfação
dos clientes Unimed no Estado. Hoje, o sistema no Espírito Santo
compõe-se de cinco cooperativas singulares de 1º grau e uma
singular de 2º grau, também denominada Federação Estadual.
Unimed Vitória, Norte Capixaba, Sul Capixaba, Noroeste Capixaba e Piraqueaçu compõem as singulares de 1º grau e Federação
das Unimed do Espírito Santo a singular de 2º grau, que contam
com 3.234 médicos cooperados e 2.800 colaboradores diretos.
Para o presidente da Unimed Federação Espírito Santo,
Alexandre Augusto Ruschi Filho, uma das vantagens do modelo
As 10 primeiras cooperativas do Espírito Santo
Na área da saúde, as cooperativas Unimed são pioneiras e
1. Cooperativa de Laticínios de Cachoeiro de Itapemirim. Fundada em
22/10/1938 (Ativa).
ritório, representadas por 110 mil médicos – pouco menos de
2. Cooperativa Agrária Vale do Itabapoana– CAVIL. Fundada em
11/01/1948 (Ativa).
atuam há 45 anos. Elas estão presentes em 83% do nosso terum terço dos profissionais em atividade – e com um universo
3. Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de Marilândia. Fundada em
21/02/1948. (Extinta).
hospitalar privada nacional.
4. Cooperativa Leiteira de Vitória– COLEITEVIL. Fundada em
29/12/1948 (Extinta).
mercado nacional de planos de saúde. Está presente em 83%
5. Cooperativa de Consumo dos Servidores Públicos de Vitória.
Fundada em 23/03/1950. (Extinta)
maior que 19 milhões de clientes, tendo a segunda maior rede
“A Unimed é líder no setor de saúde do País, com 30% do
do território nacional, o que representa 4.125 municípios”,
detalhou Oliveira.
Ary Célio de Oliveira disse que entre as perspectivas para
o futuro da Unimed Vitória está a necessidade imperiosa de
mudança do modelo de atenção à saúde, focada na prevenção
de doenças e promoção de saúde.
“Pensando no seu futuro, a Unimed Vitória colocou a estra-
tégia no centro de seu modelo de gestão, criando assim uma
6. Cooperativa de Consumo dos Servidores da Secretaria de Estado da
Agricultura e Entidades Vinculadas. Fundada em 03/09/1950 (Extinta).
7. Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de Jaciguá. Fundada em
20/01/1952 (Ativa).
8. Cooperativa Agropecuária do Norte do Espírito Santo –
COOPNORTE. Fundada em 30/04/1953 (Ativa).
9. Cooperativa de Laticínios de Mimoso do Sul. Fundada em
24/01/1954 (Ativa).
10. Cooperativa de Laticínios de Guaçuí. COLAGUA. Fundada em
25/02/1958 (Ativa).
mudança de cultura e transformando a cooperativa numa ‘Or-
ganização Orientada para a Estratégia’, cujos principais desafios
são a transição demográfica rápida (envelhecimento populacional), transição epidemiológica incompleta, elevação dos custos
32
| REVISTA VIVA
Fonte: OCB/ES
cooperativista de saúde é que permite a participação efetiva
de todos os stakeholders envolvidos no debate sobre o modelo
a ser oferecido à sociedade.
“Especialmente nesse momento em que vivemos deman-
das da sociedade até então latentes , refletindo um novo mo-
delo de participação , haja vista, as manifestações populares,
em que as graves demandas da saúde representam pauta
prioritária, entendemos que o cooperativismo Unimed pode
representar uma alternativa viável a estas reivindicações. ”
Alexandre Augusto Ruschi
Filho explicou que o
Sistema Unimed reúne no
Brasil mais de um terço
dos médicos em atividade.
Ruschi destacou que a cooperativa médica pauta-se no diá-
logo, e na participação efetiva de seus sócios nas suas decisões
estratégicas, discutindo melhorias sobre remuneração e com
uma análise crítica bastante estruturada sobre o relacionamento de pacientes e médicos, buscando debater de forma eficaz,
transparente e ética alternativas para este setor.
Ele reafirma que o cooperativismo médico Unimed é uma
experiência exitosa com reconhecimento nacional e mundial.
“O Sistema Unimed reúne no Brasil mais de um terço dos
médicos em atividade. A década é de forte regulação por parte
do governo brasileiro, mas o cooperativismo se mostra como
a alternativa mais viável para a saúde suplementar do País,
podendo ser o parceiro ideal do sistema público na solução de
suas graves demandas.
Diferença entre cooperativa e associação
Cooperativas:
É uma sociedade civil/ comercial
sem fins lucrativos cujo
objetivo principal é a prestação
de serviços econômicos ou
financeiros, formada por no
mínimo 20 pessoas.
Associações:
É uma sociedade civil sem fins
lucrativos formada por no
mínimo duas pessoas
O capital social é formado por
quotas-partes.
O patrimônio é formado por
taxas pagas pelos associados,
doações, fundos e reservas.
Não possui capital social, o que
dificulta financiamentos.
O retorno aos sócios é feito
proporcionalmente ao volume
de negócios com a cooperativa
As possíveis sobras não podem
ser divididas entre os associados,
precisando ser reaplicadas.
Principais cooperativas
Unimed Vitória: A Unimed Vitória surgiu em 1979, primeiramente com 26 médicos cooperados. Hoje, a cooperativa de saúde possui
319.415 clientes, 2.253 médicos cooperados, 1.872 colaboradores e 207 prestadores de serviço.
Em processo de expansão, a Unimed no Espírito Santo vai garantir aos clientes mais opções de atendimento. No Estado, as cooperativas
pretendem ampliar hospitais, inaugurar novos leitos e investir também em projetos que vão impactar diretamente na vida dos clientes.
Uma das ideias, por exemplo, é aplicar recursos não apenas para tratar, mas também para prevenir doenças.
Sicoob ES: O Sicoob é uma cooperativa de crédito que trabalha com os mesmos produtos e serviços que os bancos oferecem, como
contas-correntes, cartões de débito e de crédito, empréstimos e investimentos.
Terceira maior rede financeira do Espírito Santo, está presente em 65 municípios capixabas, e tem mais três pontos de atendimento no
Rio de Janeiro. No Espírito Santo, são 88 agências, totalizando cerca de 137 mil associados.
O principal diferencial do Sicoob é que o lucro da instituição é dividido com os associados, pois eles são donos do negócio. Os resultados
são distribuídos conforme as operações que cada um realiza com a cooperativa. Quanto maior a movimentação financeira, maior será
o retorno dos clientes.
Veneza: A cooperativa Agropecuária do Norte do Espírito Santo foi fundada por 17 produtores rurais em 1953 com o objetivo de sanar os
problemas de comercialização de leite e buscando melhores condições econômicas e sociais. Com sede em Nova Venécia, a cooperativa
possui 1.200 cooperados que fornecem o leite e cerca de 457 funcionários e é responsável pela criação de 5 mil empregos indiretos. A
cooperativa possui mais de 2.400 clientes no Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Rio de janeiro e Pará, e receita anual de R$ 108 milhões.
Selita: A cooperativa de laticínios Selita foi fundada em 1938, em Cachoeiro de Itapemirim, por 25 produtores rurais. No início, os cooperados enviavam leite congelado para a CCPL (Cooperativa Central dos Produtores de Leite), no Rio de Janeiro. Depois, se desligou da
central, começando a fabricar, leite tipo C, manteiga, queijos e requeijão. Hoje a linha possui mais de 110 itens e a recepção de leite é,
em média, 340 mil litros por dia.
A Selita tem mais de 2 mil cooperados e aproximadamente 500 funcionários, beneficiando uma média de 400 mil litros de leite por
dia, vindos de 32 municípios do Espírito Santo e alguns do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
REVISTA VIVA |
33
ESPECIAL UNIMED
DEZ ANOS DE
FÓRUM EMPRESARIAL
A Unimed Vitória comemora em 2013 a realização da décima edição do evento
preparado especialmente para seus clientes empresariais.
C
om conteúdos relevantes e atuais e palestrantes de
Sem interrupções nesses dez anos seguidos,
renome nacional e local, a Unimed Vitória realiza
o Fórum já faz parte do calendário de eventos
tem como objetivo estreitar o relacionamento da Cooperativa
tou com a presença de aproximadamente 300
anualmente o seu Fórum Empresarial, evento que
com seus clientes ligados a pessoas jurídicas, promovendo
também um momento único de integração entre os gestores
dessas empresas.
promovidos pela Unimed Vitória e este ano conpessoas. Em pauta temas relacionados à econo-
mia, política, gestão de pessoas, liderança, entre
outros, sempre com participantes de projeção
FÓRUM EMPRESARIAL - 10 ANOS EM CENA
Max Geringher
Miriam Leitão
34
| REVISTA VIVA
Arnaldo Jabor
Carlos Alberto Júlio
Mailson de Nóbrega
nacional. Entre eles, destaque para Miriam Leitão,
e a evolução tecnológica. Também fez uma revelação no
Júlio, Mailson da Nóbrega, Clóvis de Barros, João
que na próxima década o mundo estará em crise. Mas isso
Max Geringher, Arnaldo Jabor, Carlos Alberto
Carlos Martins, Bernardinho, Carlos Alberto Sardenberg e Paulo Vicente.
Segundo o diretor de Mercado da Unimed Vi-
tória, Luiz Carlos Paier, o Fórum é um evento que
desperta muito a atenção e é bastante esperado
por debater assuntos de interesse do mercado.
“Atualmente, cerca de 80% da nossa carteira é
formada por clientes empresariais. As palestras
trazem assuntos que representam a maioria
dessas empresas e isso é motivo de expectativa
entre os gestores de nossos contratos, que sem-
pre saem de lá com novas ideias e perspectivas.
É pensando neles que promovemos esse tipo de
evento”, contou.
Futuro presente na edição 2013
Este ano, o Fórum Empresarial aconteceu no dia
28 de maio, no Centro de Convenções de Vitória,
e contou com a presença de Paulo Vicente, autor
mínimo inquietante ao declarar, sob o seu ponto de vista, de
não será de todo ruim, segundo ele. “Nas crises as pessoas
precisam achar soluções e com isso pensam coisas novas.
Então, vem uma recuperação, o que gera inovação e um novo
ciclo de tecnologia”, disse.
Já passaram por aqui...
Um dos segredos para o Fórum Empresarial Unimed Vitória
ser tão aguardado por seus convidados é a presença de
palestrantes de peso. Conheça quem já passou por aqui:
2013: Paulo Vicente, autor do livro Jogo de Empresas e
ganhador do Prêmio de Melhor Estratégia de Marketing no
L’Oreal Marketing Awards 2004
2012: Carlos Alberto Sardenberg, jornalista, âncora da Rádio
CBN, comentarista da TV Globo e colunista dos jornais
Estado de São Paulo e O Globo.
2011: Bernardinho, ex-jogador de vôlei, atual técnico da
seleção brasileira de voleibol masculino e autor do livro
Transformando Suor em Ouro.
2010: João Carlos Martins, maestro e pianista brasileiro,
considerado um dos maiores intérpretes de Bach do
Século XX.
do livro Jogo de Empresas e ganhador do Prêmio
2009: Clóvis de Barros, doutor pela Universidade de Paris e
pela Escola de Comunicações e Artes da USP, professor e um
dos mais requisitados palestrantes do país.
Marketing Awards 2004.
2008: Mailson de Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, atual
colunista da Revista Veja, consultor e autor de quatro livros.
nheiro, Paulo comandou a palestra Pensamentos
2007: Carlos Alberto Júlio, empresário, consultor e autor
de best sellers. Foi presidente da Tecnisa S/A e da HSM do
Brasil e hoje é professor da USP, ESPM e FGV.
ta propriedade os gargalos do crescimento do
2006: Arnaldo Jabor, cineasta, roteirista, jornalista, escritor
e crítico brasileiro.
tecnológica, capacidade energética, mão de obra
2005: Max Geringher, administrador de empresas, escritor
e autor de diversos livros sobre gestão empresarial e de
carreira.
de Melhor Estratégia de Marketing no L’Oreal
Mestre e doutor em Administração e enge-
e Reflexões para o Futuro, abordando com muiBrasil e do mundo, como infraestrutura viária e
qualificada e burocracia.
O palestrante apresentou os ciclos de hege-
monia na economia mundial ao longo dos anos
Clóvis de Barros
2004: Miriam Leitão, jornalista especializada em jornalismo
econômico e de negócios, autora de livros e comentarista.
Carlos Alberto
Sardenberg
João Carlos Martins
Bernardinho
Paulo Vicente
REVISTA VIVA |
35
Eles aprovaram
Os clientes empresariais que participaram da
décima edição do Fórum Empresarial aprovaram
a iniciativa da Unimed Vitória e destacaram a
importância do evento. “É muito bom participar
desses encontros, pois temos a oportunidade de
estreitar o nosso relacionamento. O assunto da
palestra abrange a nossa visão de futuro, pois é
preciso estar atento às mudanças, contribuindo
para o desenvolvimento do mercado”, afirma a
O palestrante Paulo Vicente (no centro) com Remegildo Milanez,
Luiz Carlos Paier, Vinícius Freitas e Márcio de Oliveira Almeida.
assistente de Benefícios da Chocolates Garoto,
Valquíria Pereira.
O superintendente do Vitória Apart Hospital,
Paulo ainda apontou aquilo que chama de tendências
Carlos Castanheira, também elogiou a palestra
tativa de vida das pessoas e novos comportamentos; a tríplice
to a conhecer. O Fórum nos possibilita entender
sociais como: um novo ciclo de vida, com o aumento da expec-
alfabetização; o trabalho e lazer em rede e em movimento; o
conceito de casa expandida e três faixas de fuso horário. Todos
assuntos para horas de conversa. Nesse contexto, de acordo
com Paulo, é preciso estar atento às etapas do mercado em
âmbito mundial, observando as fases econômicas, que podem
ser de crise, recuperação, esgotamento ou expansão.
Acompanharam essa discussão, além dos clientes convida-
deste ano. “Como clientes e parceiros temos muio que esperar do mercado e o tema da palestra
tem tudo a ver com a nossa rotina. Houve uma
contextualização maior, pois, além de economia,
o palestrante abordou a história, e isso é extre-
mamente importante, já que muitos empresários
não têm essa visão abrangente”, destaca Carlos.
Para Rodrigo Almeida, vice-presidente da Mo-
dos, empresas como Chocolates Garoto, Vitória Apart Hospital,
rar Construtora, que participou da 8ª edição do
Cesconetto, entre outros, bem como os membros da Direto-
o encontro tem alcançado seu objetivo. “Eventos
Dadalto, Supermercado Santo Antônio, Sebrae, Rede Gazeta,
ria Executiva da Unimed Vitória Márcio de Oliveira Almeida,
diretor-presidente; Luiz Carlos Paier, diretor de Mercado; Mário
Tironi, diretor de Recursos Próprios; Marcus Tanure, diretor
Administrativo-Financeiro; e Remegildo Gava Milanez, diretor
de Provimento de Saúde.
Fórum, com a presença do técnico Bernardinho,
como esse mostram que a Unimed Vitória está
preocupada não apenas com a nossa saúde, mas
também com o fornecimento de conhecimento
para que possamos desenvolver e capacitar nossas equipes”, ressalta.
Carlos Castanheira
36
| REVISTA VIVA
Rodrigo Almeida
fotos Ricardo Galvão / Arquivo / Divulgação
Valquíria Pereira
VIVA DIREITO
Conselho Nacional de Justiça
Recomendações na condução de demandas judiciais
envolvendo Assistência à Saúde
Por Beatriz Ribeiro Viegas
E
m 30 de março de 2010, o Conselho Na-
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo, atendendo às reco-
cional de Justiça – CNJ –, ciente do grande
mendações do CNJ acima transcritas e na vanguarda em relação
tência à saúde em tramitação no Poder Judiciário,
o Núcleo de Assessoramento Técnico aos Juízes (NAT), resultado
número de demandas envolvendo a assis-
publicou a Recomendação nº 31, recomendando
aos tribunais de todo o país “a adoção de medidas
a muitos outros tribunais do país, criou em 21 de setembro de 2011
de um convênio celebrado com a Secretaria de Saúde do Estado.
O objetivo do NAT, constituído por profissionais médicos e
visando melhor subsidiar os magistrados e demais
farmacêuticos, é assessorar juízes nas ações judiciais que envol-
ência na solução das demandas judiciais envolven-
mes diagnósticos, tratamentos médicos e insumos nutricionais.
operadores do direito, para assegurar maior eficido assistência à saúde” .
vam o fornecimento de medicamentos, insumos para saúde, exaDesde então, o NAT vem atendendo crescentemente às
Em seguida, em 12 de julho de 2011 foi publi-
demandas judiciais envolvendo a assistência à saúde, utilizando
orientando o Poder Judiciário a adotar medidas
por sua vez tem o propósito de auxiliar as decisões na área de
cada também pelo CNJ a Recomendação nº 36,
“visando melhor subsidiar os magistrados e de-
mais operadores do direito, com vistas a assegurar
maior eficiência na solução das demandas judiciais
envolvendo a assistência à saúde suplementar” .
Dentre as medidas previstas
na Recomendação nº 36 estão:
a) a celebração de convênios que objetivem disponibilizar
apoio técnico, sem ônus para os Tribunais, composto por
médicos e farmacêuticos, indicados pelos Comitês Executivos
em seus trabalhos a Medicina Baseada em Evidência (MBE), que
saúde por meio das melhores evidências científicas disponíveis,
criando conhecimentos novos para facilitar e adequar estas
evidências aos desafios da realidade nacional.
A MBE envolve o uso criterioso e consciente da melhor
evidência para a tomada de decisão sobre o cuidado a ser dispensado a um paciente, através da integração da experiência
individual do profissional à melhor evidência clínica disponível
a partir de pesquisas científicas. Estamos falando, portanto, do
elo entre a boa ciência e a boa prática clínica.
Diante deste novo cenário, podemos afirmar que as Reco-
Estaduais, para auxiliar os magistrados na formação de um
mendações do CNJ e as medidas daí advindas, como a criação
sentadas pelas partes, observadas as peculiaridades regionais;
são extremamente bem-vindas e trazem luz a um panorama
juízo de valor quanto à apreciação das questões clínicas apre-
b) facultar às operadoras interessadas o cadastramento
de endereços para correspondência eletrônica junto às
Comarcas, Seções e Subseções Judiciárias, com vistas a
do NAT e a adoção da MBE pelos profissionais que ali atuam,
que até então gerava incertezas e desequilíbrios a todos e entre
todos os atores envolvidos: Estado, operadoras de planos privados de assistência à saúde suplementar e sociedade.
facilitar a comunicação imediata com os magistrados, e,
assim, fortalecer a mediação e possibilitar a autorização
Beatriz Ribeiro Viegas é graduada em
independentemente do curso legal e regular do processo.
Empresa, MBA em Gestão de Plano de Saúde
do procedimento pretendido ou a solução amigável da lide,
Direito, pós-graduada em Direito de
e assessora jurídica da Unimed Vitória.
1. www.cnj.jus.br/atosnormativos
2. www.cnj.jus.br/atosnormativos
REVISTA VIVA |
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VIVA SUSTENTáVEL
Cooperação e
sustentabilidade
nas escolas
Instituições de ensino da Grande Vitória desenvolvem projetos voltados para meio ambiente e
sustentabilidade que despertam nas crianças o senso de cidadania
N
o dicionário, cooperar significa colaborar, ajudar ou
Segundo uma das professoras responsáveis pelo desenvol-
participar de um projeto com o objetivo de construir
vimento do projeto na Crescer PHD Samira Madeira Vieira, a
faz a força”, a cooperação está presente em muitas atividades
bém para conscientizar as crianças de que o lixo pode ser apro-
o bem comum. Partindo da ideia de que ”a união
do dia a dia das pessoas como no ambiente de trabalho e até
mesmo na prática de esportes.
atividade serviu não só para produzir brinquedos, mas tamveitado e da necessidade de descartá-lo de maneira correta.
“As crianças ficaram orgulhosas de suas criações e fica-
Porém, não pense que isso é assunto apenas de gente
vam até vigiando se alguém estava tocando ou estragando os
tam na cooperação para transmitir conceitos de sustentabili-
em certos comportamentos no dia a dia na escola. Houve uma
grande. Algumas escolas de educação infantil de Vitória aposdade para crianças de até seis anos.
É o caso da escola Crescer PHD. O assunto meio ambiente
foi tema de um projeto educacional realizado nos meses de
junho e julho. Dentro dessa temática foram criados vários
brinquedos. Além disso, notamos uma mudança muito grande
diminuição na quantidade de copos descartáveis usados, pois
muitos alunos já deixam um separado para consumo na sala
de aula, evitando o uso excessivo do copo de plástico”, disse.
subtemas, cada um explorado por uma sala de aula, e diversas
atividades foram desenvolvidas.
Para se ter uma ideia, os temas estudados foram desde
poluição dos mares e coleta seletiva até a exploração inade-
quada dos recursos naturais como fator determinante para a
extinção de espécies da fauna brasileira.
Na turma do Jardim, por exemplo, que inclui crianças de
quatro anos, o projeto “Reciclagem – Utilizar brincando” teve
o objetivo de ensinar aos alunos como aproveitar os materiais
descartados no lixo para a confecção de brinquedos.
O resultado dessa brincadeira não poderia ter sido mais
criativo. A partir do reaproveitamento de caixas de pasta de
dente e de garrafas de suco e refrigerante, que seriam descartadas no lixo, as crianças deram vida a foguetes, bonecas
e carrinhos que foram apresentados para os demais alunos
da escola numa exposição.
Alunos da escola Crescer PHD aprenderam a
fazer brinquedos a partir do reaproveitamento de
caixas de pastas de dente e de garrafas de suco e
refrigerante.
REVISTA VIVA |
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APRENDIZADO PARA A VIDA
Além disso, a professora contou que as salas ficaram mais
limpas visto que os alunos passaram a vigiar os hábitos dos
colegas para evitar que o ambiente fique sujo. “Já presenciei
várias situações em que um aluno chamava a atenção do outro
por ter deixado um papel de biscoito cair no chão, por exemplo.”
A coordenadora pedagógica do ensino fundamental da
Crescer PHD, Simone Moraes Alvarenga, salientou que o impacto do projeto não se restringiu ao ambiente escolar. Alguns
pais também notaram mudanças no comportamento de seus
filhos dentro de suas casas.
“Nosso interesse maior é na participação da família. E o
resultado disso é que tivemos casos de pais que relataram
que seus filhos questionaram a não existência de lugares es-
pecíficos para reciclagem do lixo no prédio onde moram. Em
outro caso interessante, tivemos uma criança que repreendeu
os pais por jogarem lixo pela janela do carro”, contou Simone.
Segundo a coordenadora, a formação de hábitos é adquiri-
da desde o início da formação e a escola tem um papel muito
importante no desenvolvimento de cidadãos mais conscientes.
ficativo e com mais qualidade. Dessa forma, as crianças apren-
o caso do meio ambiente, ficar em segundo plano. As crianças
“A temática da dengue nos possibilita trabalhar com várias
“Não podemos deixar situações tão preocupantes, como é
dem a trazer o que vivem em sociedade para a sala de aula.
precisam entender o seu papel na sociedade desde agora para
vertentes. No nosso caso, não trabalhamos apenas com os
aptos a cooperarem com os outros”, disse.
sua ajuda por meio da produção de um repelente natural e um
que se tornem adultos cientes de suas responsabilidades e
combate a doenças
pequenos. Os alunos maiores, com 10 anos, também deram
mata mosquito de garrafa pet”, contou a pedagoga.
O projeto chegou ao fim no mês de julho com uma pas-
Combater a dengue com sustentabilidade. Essa foi a propos-
seata realizada no quarteirão das duas unidades da escola.
para os seus alunos do ensino fundamental. O projeto foi desen-
produziram cartazes com informações sobre os sintomas da
ta do Colégio Faesa, unidades da Mata da Praia e Jucutuquara,
volvido no primeiro semestre deste ano e teve como foco as atitu-
des diárias das pessoas que auxiliam na proliferação da doença.
As crianças de até seis anos participaram com suas famílias e
dengue e o que fazer para evitá-la.
No caso do projeto do Colégio Faesa, as famílias também
Visto que o grande problema para combater o mosquito
relataram uma mudança no comportamento dos filhos que pas-
recipiente utilizado para armazenar água, as crianças estu-
o combate ao mosquito. Para a pedagoga da escola, esse é um
Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer
daram todas as medidas de prevenção necessárias, entre elas
o descarte correto do lixo visando à interrupção do ciclo de
saram a cobrá-los sobre a importância de certas atitudes para
sinal da importância da instituição na formação do ser humano.
“Quando mostramos para os alunos como um determi-
transmissão e contaminação.
nado tema se encaixa no seu dia a dia, a qualidade do apren-
de Mendonça Gonçalves, a escola costuma interdisciplinar um
melhores. Nosso papel não é apenas exigir uma boa nota,
Segundo a pedagoga do Colégio Faesa, Michelle Ferreira
determinado tema com os conteúdos escolares com o objetivo
de fazer com que os alunos tenham um aprendizado mais signi-
40
Alunos do ensino fundamental do Colégio Faesa fizeram uma
passeata ao redor da escola para alertar sobre os perigos da dengue.
| REVISTA VIVA
dizado aumenta e eles passam a cobrar das pessoas atitudes
mas também formar cidadãos conscientes de seus deveres
na sociedade", completou.
NOVIDADES unimed VITÓRIA
Você sabe utilizar o seu plano
de saúde corretamente?
Unimed Vitória cria campanha de bom uso do plano em atendimento à Norma 259 da ANS.
A nova Resolução Normativa 259 da Agência Na-
usuário marca uma consulta, não comparece e acaba tirando
que as operadoras garantam atendimento a seus
pronto-socorro para atendimento de um quadro que poderia
cional de Saúde Suplementar (ANS) determina
beneficiários de acordo com prazos definidos pela
Agência Reguladora. Diante dessa nova norma, a
Unimed Vitória criou uma campanha, que será
veiculada ao longo de todo o ano de 2013, com o
a oportunidade de alguém que está precisando; ou vai ao
ser resolvido em consultório. Tudo isso tem um custo que
é repassado tanto para a operadora quanto para o próprio
cliente”, disse.
O diretor de Mercado salienta a importância de seguir al-
objetivo de conscientizar os seus clientes sobre as
gumas dicas, como usar os resultados dos exames que realizou
Segundo o diretor de Mercado da Unimed
horas de antecedência caso não possa comparecer. “Esses são
boas práticas no uso do plano de saúde.
Vitória, Luiz Carlos Paier, a campanha é baseada
em dicas que serão trabalhadas nos meios de
comunicação da Cooperativa. “Muitas vezes o
para idas futuras ao médico e desmarcar consultas com 24
apenas alguns cuidados que o cliente pode ter em relação ao
plano e que vão refletir em um atendimento cada vez melhor
por parte da Cooperativa”, completou.
Dicas de boa utilização do seu Plano de Saúde:
Consultas Médicas:
Tenha um médico generalista e só procure o especialista com a
indicação dele evitando assim consultas e exames desnecessários;
Para todo atendimento, tenha sempre em mãos o cartão de
identificação do seu plano de saúde e um documento com foto;
Em alguns procedimentos especiais você terá que passar em
uma das lojas de atendimento da Unimed Vitória para solicitar a
autorização de exames;
Recomendações Importantes:
Busque os resultados dos exames que realizou e guarde para
futuras consultas;
Nunca ceda seu cartão de identificação ou de um dependente a
terceiros;
Atualize sempre seus dados cadastrais, pelo site ou 0800 026 0080;
Desmarque a consulta com 24 horas de antecedência caso não
consiga comparecer.
REVISTA VIVA |
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VIVA TURISMO
Sítios e fazendas de regiões da Grande
Vitória oferecem comida da roça e opções
de diversão para crianças e adultos, contato
com animais e passeios a cavalo.
Roda d'água no Rico Caipira
42
| REVISTA VIVA
F
azendas, sítios e ranchos dedicados ao
Circuito Jaguarassú. A Fazenda Rico Caipira, que fica a seis
de lazer para famílias que querem aprovei-
as crianças, como parquinho, passeio de trenzinho, passeio a
agroturismo na Grande Vitória são opções
tar o fim de semana em clima de interior e com
ar puro. Não é preciso viajar muitas horas, pois
os estabelecimentos de regiões rurais da Grande
Vitória oferecem ambientes aconchegantes e
com clima da roça perto da cidade.
As cidades de Vila Velha, Serra e Cariacica
possuem fazendas onde toda a família pode conhecer diversas espécies de animais e aproveitar
cavalo, de pônei e charrete, tirolesa e bicicleta aquática. Para
as crianças que não têm muito contato com animais no dia
a dia, na fazendinha podem ter contato com vaca, bezerro,
avestruz, pavão, peru, galinhas ornamentais, coelho, pato,
cabra e também um minhocário. Também tem restaurante
com opções à la carte e loja de laticínios produzidos no local,
como queijos e iogurtes.
Na mesma estrada, logo depois da fazenda Rico Caipira,
para fazer passeios a cavalo e charrete, tirolesa
se chega no Rancho Forte, onde a gastronomia é destaque. A
taurantes dos estabelecimentos, com comida da
No local é possível avistar ao horizonte o Convento da Penha,
e pesque-pague. Destaque também para os resroça e também venda de laticínios e produtos
típicos da região.
Vila Velha
50 metros do restaurante, encontram-se as ruínas jesuíticas.
Morro do Moreno e Morro da Fonte Grande. O turismo ecológico oferece opções de passeios a cavalo e de charrete, hotel
para cavalos, floresta de seringueiras e criação de gado.
Na cidade de Vila Velha, na região da Barra do
Serra
a família passar o dia em clima do interior, no
agroturismo. Na região de Jacaraípe é possível curtir as belezas
Jucu, há duas opções de passeios próximos para
fotos José Alberto Jr. reportagem Letícia Orlandi
quilômetros da Rodovia do Sol, oferece várias diversões para
Na cidade de Serra também há várias opções de circuito de
Passeio de trenzinho e visita à fazendinha
são atrações da Fazenda Rico Caipira.
Acesso ao restaurante do Rancho Forte.
O Sítio Ouro Velho oferece almoço para a família no final
de semana. Na hora de descansar, opção é o redário.
do Rancho Serra Azul, que possui 500 mil metros quadrados de
Velho, que fica em Pitanga, na Serra, oferece às
caiaques. Para as crianças tem playground, brinquedos, mi-
almoço da roça para famílias. O local, que abre a
a cavalo, charretes, caminhadas e também os pedalinhos e
nibuggy, pula-pula e passeio de trenzinho. A área de 35 mil
metros quadrados de espelhos d’água também oferece como
lazer pesque-pague e lagoa de banho. Para quem quer relaxar
e curtir a natureza o espaço oferece várias áreas com sombra.
No restaurante, o visitante tem música ao vivo todos os domingos e feriados.
No Circuito Guaranhus, uma das atrações é a Fazendinha
do Mini Cowboy, que fica na região de Serra-Sede, a 30 quilô-
sextas, sábados, domingos e feriados nacionais
partir das 10 horas, oferece ainda um bosque onde
pode ser servida a comida, um redário e para as
crianças um parquinho com gangorra, tirolesa de
pequeno curso, balança e escorregador. No quintal, as crianças também podem interagir com pa-
tos, gansos e preás. No lago do sítio, também tem
um jacarezinho, que faz sucesso com os visitantes.
metros de Vitória. No local, pais e filhos podem fazer passeios
Cariacica
interagir com minianimais, como codorna, boi, pônei, coelhos,
tância Vale do Moxuara, um espaço para diversão
de charrete, cavalo e pônei. Na Fazendinha, as crianças podem
Em Cariacica, na região de Roças Velha, fica a Es-
entre outros. A proprietária da Fazendinha, Tânia Maria Simão,
de toda a família. O local é especial por estar na
disse que as crianças podem pegar os pequenos animais e
interagir com eles. “Meu marido alugava baias para cavalos
e nos finais de semana as crianças vinham com os pais e se
interessavam pelos cavalos. Foi daí que surgiu a ideia de criar
a fazendinha. Comprei um pônei e fui montando a fazendinha.
Hoje, toda a família aproveita. Os pais também adoram interagir com os minianimais”, contou.
44
Com vista para o Mestre Álvaro, o Sítio Ouro
área. Os destaques do local são as lagoas, trilhas para passeio
| REVISTA VIVA
região do Mochuara, um dos montes mais impo-
nentes da região metropolitana, ao lado do Mestre
Álvaro, na Serra, e do morro do Convento da Penha, em Vila Velha. O granito tem 724 metros de
altitude e ao redor há uma grande biodiversidade.
A área de lazer possui um grande lago para
pesque-pague e passeio de caiaque e pedalinho.
fotos Divulgação
Lagarto também é atração do local.
fotos Divulgação
Restaurante e alojamento no Vale do Moxuara.
Pedalinho é opção de lazer no Vale do Moxuara
para a família. Abaixo, passeio de Kartciclo.
VILA VELHA
Fazenda Rico Caipira
Avenida Jaguarussu, S/Nº Barra do Jucu, Vila Velha/ES
(27) 3244-4404 / 3244-5913
www.ricocaipira.com.br
Rancho Forte
Além disso, tem parede de escalada, telepneu (um
estilo de teleférico), casa da árvore, karticiclo e
passeio a cavalo e charrete. Outra atração do local
são as piscinas. Uma é natural e outra ionizada.
As crianças também podem ver de perto animais
como coelhos, preás, minivacas, cabritos, javalis,
jabuti, galinha d’angola, entre outros.
No restaurante, é possível degustar comida ca-
seira e carnes diferenciadas, como javali, carneiro
e cabrito, além da tradicional feijoada e galinha
caipira ao molho pardo. No Vale do Moxuara também é possível se hospedar para ter mais tempo
de aproveitar. O local tem como opção bagalôs e
alojamentos, ideais para realização de encontros
familiares, retiros e eventos empresariais.
Circuito Jaguarassú, Vila Velha/ES
(27) 3242.2449 / (27) 9239.8070 / (27) 9227.9136
www.ranchoforte.com.br
SERRA
Fazendinha do Mini Cowboy
Estrada de Itaiobaia, Serra/ES
(27) 3328-8639 / 9957-9762
Rancho Serra Azul:
Rua 5, 1, Magistrados, Jacaraípe
(27) 3252-6003
www.ranchoserraazul.com.br
Sítio Ouro Velho
Rua Miguel José, s/nº, acesso pela BR-101, quilômetro 261,
bairro Pitanga, Serra/ES
(27) 3341-1476
CARIACICA
Vale do Moxuara
Fazenda Estância do Vale, km 03, Roças Velhas, Cariacica/ES
(27) 3254-1488
www.valedomoxuara.com.br
REVISTA VIVA |
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VIVA CULTURA
LIVROS
A Civilização do Espetáculo – Uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura
O autor peruano de olhar inconformista Mario Vargas Llosa, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em
2010, faz nessa obra uma radiografia da cultura e dos tempos atuais, afirmando que se antes a cultura
servia para ser uma espécie de consciência da realidade, agora funciona como mecanismo de distração e
entretenimento, tornando-se superficial. Ele diz que isso é visto quando hoje vemos uma banalização das
artes e da literatura, o trunfo do jornalismo sensacionalista e a frivolidade da política.
Vargas Llosa ressalta também o desaparecimento da crítica e o consumo influenciado pela publicidade
e não apenas pelo gosto pessoal. Para ele, em seu ensaio, a figura do intelectual que estruturou todo o
século XX teria desaparecido do debate público, pois mesmo alguns ainda atuando, a repercussão na
sociedade é pequena. Llosa observa que, conscientes desta situação, “muitos optaram pelo silêncio.”
A Civilização do Espetáculo – Uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura, Mario Vargas Llosa, Editora Objetiva, 2013, 208 páginas.
Cidadania, um Projeto em Construção – Minorias, justiça e direitos A obra aborda o tema
cidadania em diversos aspectos no País, passando pela violência e chegando até a desigualdade racial e
social que ainda assombram o Brasil. A introdução de André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz, organizadores
do volume, resgata a noção de cidadania desde a sua criação na Antiguidade e mostra como ela foi se
moldando aos diferentes períodos históricos. O livro tem artigos que discorrem sobre a construção da
igualdade, o público e o privado no pensamento social brasileiro e acerca das religiões no Brasil. A segurança
pública, a violência, o crime e o domínio do medo sobre o brasileiro também são temas de textos reunidos
nesta obra. Outro assunto abordado na obra é a questão da exclusão provocada pelo racismo, a situação
da homossexualidade, o movimento LGBT e ainda a luta pelos direitos dos povos tradicionais da Amazônia.
Cidadania um Projeto em Construção – Minorias, justiça e direitos, André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz (organizadores), Cia das Letras, 2013, 152 páginas.
FILMES
DVD: Dá para fazer (Si puó fare, Itália, 2008)
Tratando com leveza, delicadeza e humor um
tema importante, como doença mental, o filme
italiano baseado em fatos reais mostra uma cooperativa formada por ex-pacientes de um hospital
psiquiátrico, fechado pelo governo italiano pela
Lei Basaglia, que foi idealizada por um sindicalista
com ideias avançadas, Nello. A ideia dele, que muitos consideram impossível, é que os ex-pacientes
sejam sócios e cada um desenvolva um trabalho
de verdade adaptado à sua capacidade, para
que eles sobrevivam à base do assistencialismo.
Durante o decorrer da trama, Nello nunca trata
os trabalhadores como ex-pacientes, mas sim
como sócios, o que demostra uma visão baseada
na igualdade e na solidariedade em relação às
pessoas e suas possibilidades, mostrando que com
vontade “Dá para fazer”, sim.
Direção: Giulio Manfredonia. Roteiro: Fabio Bonifacci e Guilio Manfredonia. Elenco: Claudio Bisio, Anita
Caprioli, Giuseppe Battiston, Giorgio Colangeli.
fotos Divulgação
Lançamento: Jobs (Jobs, EUA, 2013) A aguardada cinebiografia do cofundador da Apple, Steve Jobs, interpretado por Ashton Kutcher, estreia
no Brasil em setembro. O longa mostra a história
de Jobs, desde que largou a faculdade e passou
a frequentar como ouvinte apenas as aulas que
gostava, como caligrafia, até se tornar um dos
mais reverenciados empresários do universo da
tecnologia no século 20.
A trama mostra como a Apple funcionou inicialmente na garagem de Jobs e relata como o
empresário da tecnologia foi demitido da própria
empresa aos 30 anos, por divergência de ideias
do conselho administrativo. O filme discorre pela
jornada de autodescobrimento da juventude de
Jobs, pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos triunfos que
transformaram sua vida adulta.
Direção: Joshua Michael Stern. Roteiro: Matt Whiteley. Elenco: Ashton Kutcher, Dermot Mulroney,
Amanda Crew e James Woods.
46
| REVISTA VIVA
MÚSICA
MICHEL BUBLÉ, TO BE LOVED
Em seu oitavo álbum de estúdio, o
cantor canadense traz várias baladas
românticas inspiradas no jazz e que
misturam sons clássicos e novos,
pois o CD tem 10 covers consagrados,
repaginando clássicos como “To Love
Somebody”, dos Bee Gees e “Have I
Told You Lately”, de Elvis Presley. Além
disso, o álbum tem faixas originais
escritas por ele e em colaboração com
Bryan Adams e Reese Witherspoon.
CD: To Be Loved, Michael Bublé, Reprise
Records, 2013.
RECEITA SAUDÁVEL
Acabou em Pizza
No dia 10 de julho é comemorado o Dia da Pizza e para não deixar de aproveitar essa delícia,
sugerimos uma receita leve e funcional, com massa integral, legumes e muçarela de búfala.
foto José Alberto Jr.
POR ISAURA CALIARI
INGREDIENTES
Massa
180 ml de água morna;
2 colheres (sopa) de fermento para pizza granulado;
2 colheres (sopa) de azeite ou óleo
1 colher (chá) de sal;
1 colher (chá) de açúcar;
250g farinha de trigo integral fina;
Recheio
80g de molho de tomate caseiro;
2 abobrinhas pequenas cortada em rodelas finas;
5 mini berinjelas cortadas ao comprido;
1 muçarela de búfala grande cortada em fatias finas;
Orégano (opcional).
INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
Azeite: Auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) aumentando
o colesterol bom (HDL) e prevenindo contra doenças cardiovasculares. Rico em antioxidantes, como os polifenois, que auxiliam no
combate aos radicais livres. Duas colheres (sopa) = 172 Kcal.
Trigo integral: Possui nutrientes como vitaminas, minerais e
fibras, pois não passam por refinamento. Aumenta a saciedade,
PREPARO
Coloque em um pote fundo a água, o fermento, o azeite, o sal e o
açúcar. Mexa até o líquido ficar homogêneo. Separe 250 g da farinha
de trigo e acrescente aos poucos no pote com o líquido, misturando
até que se possa retirar e amassar com as mãos. Sove por cerca de três
minutos, sempre colocando mais trigo quando for preciso. Deixe a massa
descansar por 40 minutos e depois abra com a ajuda de um rolo, coloque
sobre uma forma de pizza de 30 cm de diâmetro e dobre as bordas
para ficarem altas. Leve ao forno quente para pré-assar por 10 minutos.
Retire do forno e coloque o recheio, distribuindo uma camada de molho
de tomate, rodelas de muçarela de búfala e as abobrinhas (refogadas
rapidamente no azeite com uma pitada de sal). Depois complete com as
berinjelas também já refogadas e orégano. Leve ao forno por 40 minutos.
melhora o funcionamento do intestino, auxilia no controle da
glicose e colesterol total. 250 g = 817 Kcal.
Abobrinha: Rica em vitaminas do complexo B, como a
niacina e vitamina A. Possui potássio, fósforo, cálcio,
sódio e magnésio. Excelente fonte de fibra, auxiliando na
constipação. 100 g = 50 Kcal.
Berinjela: Rica em água e fibras, atuando na melhora do funcionamento intestinal. Possui magnésio, zinco, potássio, cálcio, ferro e
fósforo e principalmente vitaminas A, B1, B2 e C. 100g = 27 Kcal.
Muçarela de búfala: Possui cálcio, magnésio e vitamina A e menos
sódio quando comparado a alguns queijos. Possui 25,5% de aminoácidos essenciais a mais do que o leite de vaca. 40 g = 130 Kcal.
Fonte: Danielly Serrano, nutricionista do Viver Unimed Vitória.
REVISTA VIVA |
47
VIVER UNIMED
Em busca do equilíbrio entre
corpo e mente
Melhorar a qualidade do cuidado com idoso é prioridade, questão que foi discutida em
evento realizado pela Unimed Vitória, em março.
Queimação no estômago, incômodo nas costas, falta de ar, pal-
pitações e depressão são apenas algumas das manifestações
grupos do Viver Unimed, Laís Amador, o pensa-
As dores psicossomáticas são, geralmente, desencadeadas por
surgimento de doenças psicossomáticas. “Isso
físicas que podem ter ligação direta com fatores emocionais.
distúrbios emocionais, mas felizmente possuem tratamento.
Com o objetivo de ajudar as pessoas a lidar com o estresse
da vida moderna, a Unimed Vitória oferece, através do Viver
Unimed, o Programa Corpo e Mente. O projeto consiste em
três encontros mensais com a participação de uma psicóloga e
um fisioterapeuta que realizam dinâmicas de grupo, exercícios
corporais e reflexões. Além disso, são feitas discussões sobre as
consequências do sofrimento psicológico na saúde provocada
pelo desequilíbrio entre o corpo e a mente.
Segundo a psicóloga do Viver Unimed, Larissa Berger, os
encontros oferecem informação e traçam estratégias de enfrentamento para lidar com as causas da pressão psíquica e
corporal. “Nas dinâmicas de grupo os participantes têm a oportunidade de perceber, identificando em si, sintomas frequentes
que podem se transformar em doenças psicossomáticas. É o
caso das dores de cabeça diárias e dos problemas digestivos”.
48
Para a psicóloga responsável por conduzir os
| REVISTA VIVA
mento positivo é uma das formas de previnir o
ajuda a diminuir o sofrimento psíquico dos participantes”, disse.
Como participar
O Programa Corpo e Mente pode ser utilizado por todos os clientes
da Unimed Vitória, incluindo os que possuem planos corporativos,
e é realizado nas empresas clientes e também na sede do Viver.
Se a sua empresa oferece os planos da Unimed Vitória para seus
colaboradores, mas ainda não aderiu ao programa, entre em
contato com o Viver Unimed através do telefone (27) 3134-7520.
O telefone também vale para os demais clientes da cooperativa
que desejarem mais informações sobre o programa.
Serviço
Programa Corpo e Mente
Viver Unimed
Rua General Câmara, 222. Praia do Suá, Vitória - ES | (27) 3134-7520
ações unimed VITÓRIA
Conheça os produtos
opcionais da Unimed Vitória
SOS Emergências Médicas e Plano Odontológico garantem maior segurança
e qualidade de vida para pacientes.
Oferecer soluções de saúde com excelência é uma
O benefício odontológico da Unimed Vitória
das premissas da Unimed Vitória. Prova disso, é
possui 40 procedimentos a mais do que é exigido
forto e bem-estar aos seus clientes, a cooperati-
(ANS). Serviços de urgência, diagnósticos, radio-
que, em sua busca constante em oferecer conva conta com produtos opcionais, que são: SOS
Emergências Médicas e Plano Odontológico, em
parceria com a Unimed Odonto.
Partindo do conceito de que, em casos de
urgência, a rapidez pode ser decisiva para sal-
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
grafias e prevenção em saúde bucal são alguns
dos serviços incluídos no plano, que conta com
uma ampla rede de profissionais credenciados.
SOS Emergências Médicas
var uma vida, o SOS Emergências Médicas conta
Aconselhamento médico 24h pelo telefone 0800 283
9505;
nacional e aconselhamento médico 24 horas por
Atendimento pré-hospitalar domiciliar de urgência/
emergência;
com três UTIs móveis, serviço de remoção aérea
telefone. A equipe é formada por profissionais de
enfermagem, motoristas socorristas treinados e
médicos com cursos internacionais.
Já o benefício odontológico foi criado com o
objetivo de atender às diversas necessidades dos
clientes. Visto que a saúde bucal é um importante
item para uma vida saudável, o plano oferece
de procedimentos simples aos estéticos, como
aparelhos ortodônticos e clareamento.
Remoções terrestres de urgência/emergência;
Remoções aeromédicas com helicóptero e aviões de
urgência/emergência.
Possui 40 procedimentos a mais do que é previsto por
lei;
Serviços de urgência, diagnósticos, radiografia e
prevenção em saúde bucal;
Procedimentos estéticos, como clareamento e
aparelhos ortodônticos.
REVISTA VIVA |
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foto José Alberto Jr.
felicidade
Cooperação
Por Aucélio Melo de Gusmão
O
s cenários da vida mudam com certa frequência.
Com eles, variáveis importantes, sendo necessária
operação, ajuda mútua, e, diante das mesmas condições,
atitude, dos circunstantes, ou do meio ambiente, respondem
Tenho para mim que existem pessoas que vivem dentro
a vigília constante. São os tempos modernos, sua
superaram o problema.
por modificações significativas no pensar e no agir.
de um espectro micro de visão da vida. Não conseguem
nós mesmos. Somos parte do problema, da solução tam-
como mérito verdadeiro do viver.
Criamos algumas das nossas dificuldades, conflitos de
bém. Conversar com o espelho, repensar as decisões, quase sempre resolve.
Somos impactados de fora para
dentro. Mudam-se os panoramas, as
circunstâncias do meio ambiente, vindo
a exigir adaptações muitas vezes nos hábitos e cultura. Existem também as dis-
crepâncias entre circunstantes, a com-
São cenas do cotidiano, do próprio viver. Dizem que Deus
convidou um cidadão para conhecer o céu e o inferno. Pri-
meiro foram ao inferno. Ao entrarem, viram um caldeirão
enorme de sopa, com pessoas famintas e desesperadas ao
seu redor, cada uma com uma colher de pau comprida, que
alcançava o caldeirão, mas não conseguia chegar à boca.
O sofrimento era enorme. Deus levou o homem então ao
céu. Sala, caldeirão e colheres idênticas. Todos saciados e felizes.
O homem ficou estupefato e perguntou: por que a diferença?
Eles aprenderam que podiam dar comida uns aos outros – sem
precisar trocar de colher, todos comiam – e resolveram o problema.
| REVISTA VIVA
vislumbrar o maior, a vantagem de todos e o bem coletivo
Tornam-se reféns da própria limita-
Criamos algumas das
nossas dificuldades,
conflitos de nós
mesmos. Somos
parte do problema,
da solução também.
petição típica entre os seres humanos.
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O nome desta atitude inteligente e de resolução é Co-
ção ou mesquinhez, da injúria ou ofensa
gratuita, do amargor que trazem consigo.
A principal causa de assim procederem,
dos seus comportamentos negativos, é
a auto-centralização, por julgarem que
encerram todas as verdades.
São pessoas céticas que se levam
muito a sério, como se a seriedade fosse
propriedade privada. Dê um tempo a si mesmo ou às outras
pessoas. Um sorriso é um convite à participação.
Se assim fizerem, certamente serão felizes, já que “a felici-
dade é conhecer os próprios limites, comemorá-los e amá-los”.
Aucélio Melo de Gusmão é médico
anestesista, Diretor de Marketing e
Desenvolvimento da Unimed Brasil e
Acadêmico da Academia Paraibana de
Medicina. É autor dos livros O Tempo e a
Vida e Leituras do Meu Tempo.
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