VIVA BELEZA MODA NA PONTA DOS DEDOS unindo forças para COOPERAR ESPECIAL UNIMED 10 ANOS DE FÓRUM EMPRESARIAL TURISMO CAMINHOS DA ROÇA NA GRANDE VITÓRIA VIVA ESPORTES HANDEBOL, O Nº01 NAS ESCOLAS VIVA ENTREVISTA UBIRAJARA MOULIN Vitória R E V I S T A saúde & bem-estar || edição cooperação || #14 Vitória ® R E V I S T A EDITORIAL A Revista Viva® Unimed Vitória é um projeto de responsabilidade da Gerência de Marketing e Produtos (Gemap) Unimed Vitória, publicada e editada pela Agência de Conteúdo Nova Imagem Ltda / ME, responsável direta pela editoração e produção, sob licença da Unimed Vitória Cooperativa de Trabalho Médico. Todos os direitos reservados. Os conceitos emitidos nas matérias, artigos, editoriais assinados e conteúdo comercial, possuem opiniões sob responsabilidade de seus autores. 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Direção Executivo-Editorial: Bruno Rover Direção de Redação e Conteúdo: Bruno Rover Textos e Reportagens: Letícia Orlandi (MTB 2244 ES) / Mariana Melo / Luisa Torre Projeto Gráfico / Editorial: Nova Imagem Ltda® [email protected] / (27) 3317.3746 / 3026.3746 Direção de Arte: Marcela Bertolo Design Gráfico: Marcela Bertolo / Aline Manente / Paola Pasolini Direção de Fotografia: José Alberto Jr. Produção (jornalística / executiva): Evandro Lyrio / Ricardo Galvão Produção Fotográfica: Estúdio JA Jr Fotografia www.josealbertojr.com.br Assistente Operacional: Marcilene Dias Atendimento Comercial: Wanusa Almeida Textos Unimed Vitória: Tríade Comunicação www.triadecomunicacao.com.br Agradecimentos: Diretoria Unimed Vitória, cooperados, colunistas convidados, parceiros, colaboradores, médicos cooperados, fontes, personagens e modelos de capa (Lariany M. dos Santos, Amanda C. M. Stain, Amanda L. de Andrade, Tathyana dos S. Ribeiro), Colégio Castro Alves (de Santanna / Cariacica - ES) e todos que direta ou indiretamente participaram na execução desta edição. A FORÇA DA UNIÃO Em julho foi comemorado o mês do cooperativismo e pelo fato da Unimed ser a maior cooperativa médica do país, assim como a Unimed Vitória é a maior do Estado, decidimos abordar o assunto com ênfase nesta edição. As cooperativas, no sentido econômico, são formas de gestão para ganho e distribuição de bens e serviços, com partilha e trocas de mão de obra e conhecimento. Mas cooperar é colaborar, ajudar, assistir, auxiliar e contribuir. É a junção de forças, de esforços, em prol de um bem maior, de uma conquista ou realização. Com a cooperação de muitos, o interesse individual pode ser atingido. A cooperação é uma influência mútua onde as pessoas agem para potencializar os ganhos pessoais. Quando alguém coopera com algo, supõe-se também que ela se preocupe com o coletivo, tendo que se sacrificar pelo bem comum, pois em essência cooperação opõe-se à competição. Desde os primórdios os seres humanos perceberam que trabalhando juntos, podiam mais. Pessoas cooperando em família, entre amigos, entre profissões, regiões, ou em qualquer outro aspecto em comum, aperfeiçoam e moldam cidades, estados e países. Com cooperação a humanidade criou civilizações e culturas, desenvolvendo conhecimentos, técnicas e tecnologia. Dessa forma, com cabeças pensantes e unidas, o mundo foi evoluindo sem parar, na ânsia pela melhor solução e por uma vida mais proveitosa. Seja na infância, ou na maturidade. Seja nos relacionamentos afetivos, profissionais ou nas práticas esportivas. Em qualquer circunstância, ou situação, mesmo que você não trabalhe em uma cooperativa, tenha certeza de que cooperar é preciso e necessário para o crescimento e evolução pessoal. As sábias palavras de Clarice Lispector resumem o sentimento e ato de cooperar, de fato “quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.” Por isso não tenha pressa em chegar correndo. Faça como as aves migratórias em formação “V”, que economizam energia em grupo, agindo com estratégia e organização para alcançar longas distâncias. Voe. Viva! Bruno Rover / Editor Revista Viva Unimed Vitória Contato: [email protected] A Revista Viva® Unimed Vitória é distribuída gratuitamente para toda a rede credenciada Unimed Vitória, em todos os consultórios dos cooperados e dentistas credenciados, entre autoridades e formadores de opinião. Tiragem: 7.000 exemplares Impressão: Gráfica Grafitusa Esta revista foi produzida em papel Certificado FSC® garantindo o manejo florestal responsável. 04 | REVISTA VIVA foto José Alberto Jr. Capa Foto: José Alberto Jr. Tratamento / Retoque: Mario Pires SUMÁRIO 08 VIVA ENTREVISTA O oftalmologista Ubirajara Moulin falou sobre os diversos tipos de lentes de contato, os mitos e as novidades do mercado. 22 HANDEBOL, O ESPORTE Nº 1 NAS ESCOLAS 28 COOPERAÇÃO, ATO DE UNIÃO DE FORÇAS 42 CAMINHO DA ROÇA NA GRANDE VITÓRIA A prática da modalidade, que muitas vezes começa na escola, auxilia na formação de conceitos básicos de cidadania e ajuda na socialização e espírito de equipe. O cooperativismo no Espírito Santo envolve 200 mil pessoas em 147 cooperativas, gerando 20 mil empregos diretos e indiretos. Destaque para os setores da saúde, agropecuária e crédito. Sítios e fazendas da Grande Vitória oferecem clima de roça bem pertinho da cidade, uma boa opção de passeio para toda a família. 28 08 22 34 42 18 12 PERGUNTE AO MÉDICO 06 ESPECIAL UNIMED 34 VIVA BELEZA 12 VIVA SUSTENTÁVEL 38 AMOR E SEXO 15 NOVIDADES UNIMED VITÓRIA 41 MELHOR IDADE 16 VIVA CULTURA 46 MENOR IDADE 18 RECEITA SAUDÁVEL 47 ELES E ELAS 20 VIVER UNIMED 48 VIVA SOCIAL 26 AÇÕES UNIMED VITÓRIA 49 VIVA DIREITO 37 FELICIDADE 50 REVISTA VIVA | 05 PERGUNTE AO MÉDICO COOPERE COM SUA CONSULTA Na hora da consulta, é importante não omitir informações do médico e se prevenir para não se esquecer de relatar algum sintoma. Essas atitudes são importantes para que o diagnóstico e o acompanhamento sejam feitos da melhor forma pelo médico. Por isso, o ideal é se preparar antes de ir até o consultório, levando dúvidas anotadas e queixas detalhadas. O que o paciente deve informar na consulta para que ela Quais são os riscos do paciente esconder do médi- O ideal é que o paciente leve uma lista com as queixas e as Há várias medicações que têm interações com seja efetiva? doenças que possui. Também é importante que tenha em mãos as medicações que faz uso e os resultados dos exa- mes mais recentes, ou os mais pertinentes em relação às doenças e queixas. Caso o paciente tenha ficado internado recentemente, também é interessante que leve um resumo de internações. Aqueles que sofreram algum procedimento cirúrgico precisam levar o laudo da cirurgia emitido pela equipe que o operou. Rodolpho Farinazzo, cardiologista Fazer uma lista de sintomas e seus detalhes ajuda no diagnóstico? Com certeza. Todos os sintomas são relevantes não só para bebidas alcoólicas, como por exemplo, as esta- tinas usadas no tratamento de dislipidemia (co- lesterol alto). O uso concomitante aumenta a hepatotoxicidade de ambos, com risco de levar à insuficiência hepática. O cigarro aumenta a probabilidade do surgimento de vários tipos de tumores, bronquite e enfisema pulmonar. É um fator de risco importante para doenças cardiovas- culares. Esconder o seu uso é abrir mão da ajuda profissional médica para a cura do tabagismo. Rodolpho Farinazzo, cardiologista fazer o diagnóstico de doenças, como também para monito- Por que é importante que o paciente retorne ao para julgar a relevância dos sintomas, por isto tudo o que o melhor? rizar o tratamento. O médico é o profissional mais adequado paciente estiver sentido deve ser relatado. Listar o que sente também vai acelerar a consulta, já que a torna mais objetiva. Rodolpho Farinazzo, cardiologista 06 co que fuma ou ingere bebidas alcoólicas? | REVISTA VIVA consultório, mesmo que já esteja se sentindo A grande maioria das doenças, principalmente as cardiovasculares, não tem cura, mas sim controle e tratamento. Mais importante que tratarmos as doenças e os seus sintomas é pre- sando a otimização do tratamento do paciente e a facilidade complicações. Por isto é fundamental ir às con- Eduardo Zanandreia, clínico geral venirmos o seu surgimento e evitarmos as suas sultas médicas com regularidade, mesmo que não haja nenhum sintoma ou fato novo. Rodolpho Farinazzo, cardiologista Por que o paciente precisa avisar que vai iniciar uma atividade física? É importantíssimo passar por uma avaliação cardiovascular antes da realização de qualquer atividade física, principalmente em pessoas com do raciocínio para definição do diagnóstico final, entre outros. Qual é a importância do paciente em informar o histórico médico familiar? Algumas doenças possuem caráter genético e seu conhecimento é proveitoso para o médico nas condutas a serem adotadas. Soma-se a este histórico também os hábitos de vida da família, que podem interferir na saúde dos indivíduos. Eduardo Zanandreia, clínico geral mais idade. Muitas doenças cardíacas podem apa- Se o paciente fizer uma viagem de avião precisa informar o como por exemplo, durante um exercício. A sua Depende do histórico do indivíduo. Algumas situações espe- recer apenas quando o coração é mais exigido, detecção precoce, o correto tratamento e uma boa orientação podem evitar problemas maiores durante uma atividade física, como um infarto agudo do miocárdio, por exemplo. Algumas doen- ças cardíacas têm restrições de atividades físicas específicas e isto deve ser devidamente esclarecido aos pacientes. Rodolpho Farinazzo, cardiologista Os pacientes devem levar ao consultório uma lista com os medicamentos que tomam e como tomam? Qual a importância disso? Sim. De preferência a lista deve ser levada em papel com o nome e horário dos medicamentos, bem como a miligramagem. Isto facilita a consulta e aumenta a segurança para o paciente, evitando sobredoses, interações medicamentosas indese- médico? Quais são os riscos? ciais vão requerer cuidados adicionais. Como, por exemplo, pacientes com risco de trombose e que farão longas viagens, pois esses podem ter recomendação de uso de anticoagulantes de forma profilática. Eduardo Zanandreia, clínico geral Quais os riscos que uma pessoa passa ao esconder informações do médico antes de uma cirurgia? Isto não é frequente, principalmente quando existe uma boa relação médico/paciente, por isso a consulta tem que ser completa. Os casos de omissão de informações são mais frequentes nos paciente operados com urgência, pois nestes a preparação pré-operatória é mais rápida e se o médico não ficar atento pode deixar passar alguma coisa que não foi dita (por esquecimento ou por omissão). Luiz Antonio Poncio, cirurgião geral jáveis e contraindicações, além de guiar o médico O que a pessoa não pode deixar de levar para o hospital quan- podem ser então ultrapassados nesta consulta. Em primeiro lugar tem que levar todos os exames do pré em possíveis passos iniciais já tomados e que Eduardo Zanandreia, clínico geral O paciente deve informar ao médico sobre diagnósticos anteriores que teve? Por que isso é importante? Sim. Apesar do médico não poder se basear em diagnósticos prévios, estes podem ser úteis, vi- do vai realizar uma cirurgia? operatório, com avaliação cardiológica e anestesiológica. Além disso, precisa levar a autorização para o procedimento cirúrgi- co. O paciente ainda precisa levar seus pertences, como roupas adequadas e itens para higiene pessoal. Eu, por exemplo, tenho no consultório um modelo com todas as informações que forneço aos pacientes antes de internar. Luiz Antonio Poncio, cirurgião geral REVISTA VIVA | 07 fotos José Alberto Jr. VIVA ENTREVISTA ABRA OS OLHOS PARA AS lentes As lentes de contato são opções práticas para quem tem problemas de visão e depende dos óculos. Em entrevista exclusiva para a Revista Viva, o oftalmologista Ubirajara Moulin falou sobre os tipos mais usuais de lentes, os mitos e as novidades do mercado, além de indicar os cuidados para evitar complicações nos olhos. 08 | REVISTA VIVA Além dos desenhos novos, surgiram também os materiais no- vos para lente de contato, tanto para a rígida como a gelatinosa. Eles não agridem os olhos como antigamente, pois são materiais mais porosos, isto é, o oxigênio passa através do plástico e com isso muitas pessoas têm tolerância maior, podendo, inclusive, dormir com essas lentes, apesar de não ser recomendado. Esse tipo de lente usa-se por uma semana, um dia, ou um mês. Para lente gelatinosa, o material mais comum chama-se hidrogel e mais recentemente surgiu o silicone hidrogel, que é mais poroso e por isso as pessoas estão conseguindo ficar Ubirajara Moulin, oftamologista mais tempo com a lente, principalmente quem tem graus mais altos e as lentes são mais grossas. Para lente rígida o material mais comum é o fluorcarbonada, sendo que o de U Por Letícia Orlandi última geração é chamado Boston XO. birajara Moulin, que também é te- Revista Viva: Existe algum outro uso para lentes de contato? Lentes de Contato, disse que o Brasil patologias que só permitem que elas enxerguem de lente, soureiro da Sociedade Brasileira de tem cerca de 2 milhões de usuários de lentes de contato, para um potencial de quase 20 milhões de pessoas, que são usuárias de óculos. Isso re- presenta que apenas 10% das pessoas que são dependentes dos óculos usam lente. Moulin ressaltou que as lentes só podem ser prescritas por médicos, de acordo com resolução do Conselho Federal de Medicina. Revista Viva: Quais são os tipos de lentes de con- Ubirajara Moulin: Existem casos de pessoas que possuem como as que têm uma doença chamada ceratocone, que é quando a córnea deforma e fica em forma de cone, com isso o uso de óculos não resolve o problema na maioria das vezes. Existe também uma lente chamada lente noturna, que chama ortoceratologia. É uma lente que a gente coloca para a pessoa usar quando vai dormir e ao acordar, ela tira a lente e enxerga sem ela. É chamada lente noturna. Tem limite de grau, corrige apenas graus baixos, normalmente miopia corrige de 1,5 até 4 graus e astigmatismo até 1,5 grau. Existem também algumas indicações para lentes de con- tato que existem atualmente e quais as diferen- tato chamadas terapêuticas. São normalmente lentes gelati- Ubirajara Moulin: Com os novos desenhos, hoje pessoas que tiveram mutilações na córnea, descamação de ças de cada uma? existem lentes para miopia, hipermetropia, as- tigmatismo e vista cansada. Existem lentes para qualquer tipo de distorção e para qualquer idade. São dois tipos básicos, as gelatinosas e as rígidas, nosas, de silicone hidrogel, usadas após cirurgia refrativa, para córnea e para pessoas que têm uma doença chamada ceratitebolhosa. Essa lente é chamada terapêutica porque o objetivo é diminuir a dor que esses problemas provocam. que podem ser usadas para todos os tipos de de- Revista Viva: É possível implantar lentes no olho? logista, pois elas são personalizadas, porque uma em dia existem cirurgias para implantar lente tipo de contato feito. A adaptação das lentes é feita pelo oftalmo- pessoa pode ter o mesmo grau de outra, mas a lente pode não servir para as duas pessoas. Ubirajara Moulin: Com o aperfeiçoamento das lentes, hoje dentro do olho para corrigir os altos graus. Se a pessoa tem 15 graus de miopia, não pode fazer cirurgia, ou é intolerante REVISTA VIVA | 09 “As maiores novidades são as à lente, é possível encontrar um desenho de lente para ser implantado no olho. São as lentes intraoculares, que ficam na frente da íris, entre ela e a córnea. São lentes de última geração, com materiais bem modernos. lentes para presbiopia, que é a vista cansada. Surgiram lentes de contato multifocais, de última geração, com boa tolerância e boa acuidade visual” Revista Viva: Para quem as lentes de contato são indicadas? Ubirajara Moulin: As lentes de contato estão indicadas para todas as pessoas que têm dependência de óculos. Para crianças abaixo de 10 anos, o caso tem que ser estudado, pois crianças Revista Viva: Quem pode indicar o uso de lente idade elas têm mais dificuldade em manusear as lentes. Ubirajara Moulin: Lente de contato é ato médico. precisam da ajuda dos pais para colocar a lente. Abaixo desta Revista Viva: Quais são as novidades na área de lentes de contato? Ubirajara Moulin: As maiores novidades hoje são as lentes para presbiopia, que é a vista cansada. Surgiram lentes de contato multifocais, de última geração, com boa tolerância e boa acui- dade visual, que no passado não existiam. Normalmente na presbiopia a gente só tinha uma opção. Colocava em um olho uma lente para perto e no outro com uma para longe. Hoje Existe uma resolução do Conselho Federal de Medicina que diz que avaliação de lente de con- tato é um ato médico, pois os olhos devem ser examinados por completo, antes da indicação do produto. As pessoas não devem comprar lentes coloridas sem avaliação médica, podem usar, mas tem que fazer o exame e ter acompanhamento profissional. temos a opção de lentes multifocais. Revista Viva: Quais as dificuldades básicas na Revista Viva: Tem gente que acha que não consegue colocar Ubirajara Moulin: As lentes podem causar in- a lente no olho? Ubirajara Moulin: Existe o mito de que a lente pode sumir para dentro do olho, mas na verdade não tem como a lente penetrar atrás do olho porque a conjuntiva cobre todo o olho. Dificul- dade de manuseio realmente existe para algumas pessoas, mas hoje com as equipes de colaboradores bem treinadas nas clínicas, se as pessoas forem persistentes elas conseguem colocar as lentes sem grandes dificuldades. Revista Viva: Quais são as novidades entre as lentes coloridas? Ubirajara Moulin: Hoje existem lentes coloridas, com qualquer tipo de desenho. Esse tipo de produto melhorou bastante, tanto a qualidade de fabricação, como as tintas, mas é importante lembrar que as lentes coloridas agridem um pouco mais os olhos e não se deve dormir com elas. As cores mais procuradas são verde, azul e mel. 10 de contato? | REVISTA VIVA adaptação às lentes de contato? cômodo, arranhar o olho e provocar uma sensação de areia. No início é normal, até o olho se adaptar à lente ela vai incomodar um pouco, mas dentro de 10 dias a um mês isso passa. A gelatinosa normalmente não incomoda. Mas se a lente estiver apertada ou muito folgada, a pessoa não vai conseguir usar, pois ela tem que estar em equilíbrio com a córnea. O maior problema que a gente tem com lente é o uso errado de produtos para lente, para limpeza. Muita gente usa soro fisiológico, mas em lente de contato não se deve usar soro. Se a pessoa for alérgica às substâncias dos produtos e precisar usar o soro deve usar o descartável, de 5 ml. Não é bom usar o soro, pois ele não tem conservantes e as bactérias se proliferam muito rápido. Revista Viva: Com qual a frequência a pessoa deve trocar as lentes? Ubirajara Moulin: Existe lente anual, que a pessoa tira e coloca todos os dias, tem as lentes descartáveis, de um dia e tem as lentes de troca planejada, para 15 ou 30 dias. Água boricada nunca deve ser usada, porque o ácido bórico dá alergia. Revista Viva: Há risco no uso das lentes? Ubirajara Moulin: Uma lente contaminada pode causar conjuntivite. Ela causa uma inflamação do olho, e se inflamar a conjuntiva causa conjunti- Revista Viva: Com qual frequência a pessoa que usa lente deve se consultar? Ubirajara Moulin: Todo mundo que usa lente de contato de uso diário, que não dorme com a lente, faz um exame anual. Quem usa lente de troca planejada também deve fazer uma consulta anual. Pessoas que dormem com lente de contato devem se consultar a cada seis meses. vite. Caso inflame a córnea, provoca ceratite. A Revista Viva: As mulheres devem ter cuidado ao usar maquia- paciente não consegue usar lente, porque com Ubirajara Moulin: As mulheres que usam devem colocar pri- ceratite é o principal efeito colateral em que o a córnea inflamada, provoca uma sensação de areia, fotofobia, lacrimejamento, visão embaçada, então todo mundo que tem isso precisa suspender o uso e procurar o oftalmologista. Se a pessoa tem uma ceratite e continua abusando da lente pode ter até uma úlcera de córnea. gem com lente de contato? Quais são os riscos? meiro as lentes e depois se maquiar. Porque senão borram a maquiagem na hora de colocar a lente. Pedimos para que as mulheres evitem colocar lápis dentro do olho quando usam a lente. As mulheres podem se maquiar, mas não devem exagerar quando estão de lentes, pois os produtos podem agredir o olho, que vai ficar vermelho e irritado. Revista Viva: Existe algum problema de visão que Revista Viva: O que a pessoa pode fazer para evitar o resse- Ubirajara Moulin: O oftalmologista tem que ava- Ubirajara Moulin: Uma coisa que a gente ensina para quem possa impedir o uso das lentes de contato? liar a córnea do paciente. Se não há nenhuma patologia, não tem restrições. Tem gente que tem o olho seco, mas já existem lentes no mercado para quem tem olho seco. Pessoas com blefarite crônica, que é a inflamação do borno dos cílios, têm dificuldade de usar as lentes devido à má qualidade da lágrima. Quem tem glaucoma, que é o aumento da pressão do olho, pode usar lente de contato, mas tem que ser muito bem orientadas. Pessoas que têm ceratites e conjuntivites crônicas também devem evitar usar. Entrevista fechada em 02/05/2013 com exclusividade para a Revista Viva Unimed Vitória. camento do olho? usa lente de contato e tem sensação de ressecamento do olho é piscar mais. Porque normalmente fazemos um falso piscar ao longo do dia. Quando estamos no computador, dirigindo, assistindo a um filme, a gente só pisca um terço do que deveríamos. Então uma dica é fazer quatro vezes ao dia 20 piscadas fortes, usando lente ou não. Porque quando você faz isso, sente que seu olho enche de lágrima, porque ao piscar forte a gente comprime a glândula lacrimal e joga um jato de lágrima dentro do olho, o que limpa a lente sozinha, sem precisar colocar a mão. Além disso, também lubrifica o olho. REVISTA VIVA | 11 VIVA BELEZA Moda na ponta dos dedos Novas cores e técnicas usadas nas unhas de celebridades e atrizes têm despertado interesse de muitas mulheres na hora de escolher o esmalte e ousar na decoração das unhas. F rancesinha, inglesinha, ombré, filha única, degradê, pelúcia, glitter, impressão e adesivos. Com inúmeras opções e novidades no merca- do de decoração, pintar as unhas com apenas uma cor, para algumas mulheres, chega a ser ultrapassado. As novas cores e técnicas usadas por atrizes e famosas despertam um interesse cada vez maior das mulheres na hora de visitar a manicure. Além dos tradicionais vermelhos, que estão sempre em alta, o roxo, laranja, preto e os tons metalizados são as cores que estão fazendo sucesso entre aquelas que não dispensam as unhas pintadas. Buscando um modelo diferencial de negócios, a proprietária do LuxuryNail Bar, Joan Maison, pensou em ter um salão que seria um ponto de encontro, onde as amigas poderiam conversar, fazer as unhas e também relaxar, tomando um drinque ou taça de espumante. Entre os diferenciais do salão está possibilidade de escolher entre 1.500 esmaltes, im- portados e nacionais. “Agora há uma nova forma de fazer as unhas. Muitas clientes agendam para fazer no mesmo horário e aproveitam para colocar o papo em dia e tomar um drinque. Chamam esses Julia tem um blog onde mostra novas técnicas de pintar as unhas, esmaltes e outras as novidades sobre o assunto. 12 | REVISTA VIVA encontros de clube da Luluzinha. Nosso foco são os esmaltes importados e as cores mais utilizadas pelas clientes são o vermelho, vinho e lilás, principalmente das marcas importadas”, ressaltou Joan. A contadora Jacqueline Tononi, 46 anos, cliente Unimed Vitória, contou que adora testar as novidades nas unhas. Ela disse que o que mais gosta das novas tendências são as im- pressões feitas nas unhas. No salão que frequenta, costuma fazer unhas com impressões uma vez por mês. Os desenhos florais e em preto e branco são seus favoritos. “Quando faço impressão na unha todo mundo adora e fica perguntando como foi feito. Também costumo fazer unha inglesinha, espanhola e filha única, geralmente com glitter”, detalhou. Jacqueline também procura aproveitar as novidades dos salões para pintar as unhas com esmaltes importados, que Jaqueline Tonini adora testar novidades nas unhas, como a técnica de impressão, no salão de Joan Maison. segundo ela, costumam durar mais. No salão que frequenta, além das novidades das unhas, também há disponível serviço de bar para clientes. “Já levei várias amigas para o salão. Uma das coisas que mais gosto é o barzinho, onde posso fazer as unhas com calma, relaxar e tomar um drinque. Para quem precisa dirigir, também são servidas bebidas sem álcool.” Efeitos de unhas mais usados 1 Francesinha 4 Filha única 7 Coração 2 Inglesinha 5 Impressão 8 Ombré 3 Espanhola 6 Adesivo 9 Pelúcia Luana é gerente e Karina, proprietária de um salão dedicado especialmente às unhas, com 780 opções de cores de esmalte. 1 Outro salão que oferece serviço diferenciado é o Dedo de Moça, que fica em Jardim da Penha, Vitória. Luana Assis, 21, 5 gerente do salão, disse que as novelas têm um papel funda- mental na escolha das cores pelas mulheres. “As mulheres 2 procuram muito as cores que são utilizadas nas novelas, por 8 isso temos um álbum de fotos na internet com as unhas das fotos José Alberto Jr. / Divulgação reportagem Letícia Orlandi 3 9 4 famosas e as cores usadas. Acompanhamos as cores a cada nova coleção que é lançada”, contou Luana. A proprietária do salão, Karina Coelho, disse que possui mais de 780 cores de esmaltes disponíveis para as clientes, incluindo marcas importadas, além de usar materiais descartáveis e esterilizados. Outro diferencial é que as clientes ficam 6 7 em poltronas, o que favorece o conforto na hora de embelezar as unhas. Entre os estilos de unhas usados, o que as clientes mais gostam é a filha única. Segundo ela, utilizada por 90% REVISTA VIVA | 13 perolados e metalizados. No total, estão disponíveis na loja 20 marcas de esmaltes nacionais e 10 de importados. “O que está em alta é o transfer para a unha, que são películas e adesivos que ficam em alto-relevo. Também temos transfers metalizados, em degradê e holográficos. As mulheres também gostam muito de película com efeito renda e também desenhos com flores e bichinhos”, relatou Sibeli. O assunto esmalte rende tantas conversas que Julia Mo- reno criou um blog, o Nail Club, que se dedica a dar dicas sobre o assunto e mostrar vários esmaltes e as novas técnicas. Sibeli conta que atualmente existem várias opções de esmaltes antialérgicos. “Comecei o blog em setembro de 2010. Como eu sempre in- ventava moda nas unhas e minhas amigas ficavam curiosas querendo saber qual era o esmalte ou a técnica usada, decidi ALERGIAS A alergia a esmalte pode surgir em qualquer época da vida, de uma hora para outra, mesmo depois de a pessoa ter usado esmalte regularmente por mais de 30 anos; Normalmente a alergia se manifesta como dermatite de contato na pálpebra, após o contato das mãos com os olhos, mas também pode aparecer no rosto, pescoço, ou outras partes do corpo que a pessoa tocar; Geralmente a alergia se dá a três substâncias principais, como fixadores presentes no esmalte comum. Os produtos hipoalergênicos geralmente são livres dessas substâncias e por isso duram menos nas unhas. Quem teve alergia a esmalte deve ir testando os esmaltes hipoalergênicos até achar a marca que se adapta melhor. Fonte: Eliene Perazzio Bertollo, dermatologista cooperada Unimed Vitória. das clientes. “Algumas clientes acompanham as tendências, como o uso da inglesinha, ombré, espanhola e fitinhas, já ou- tras não acompanham tanto, pois preferem apostar somente nas cores diferentes.” Com a moda dos esmaltes, surgiram também as esmalte- rias. Nada de procurar novas cores nas farmácias e supermer- cados. Agora, existem lojas especializadas na venda de esmal- começar a mostrar tudo isso num blog. Eu mesma faço minhas unhas e procuro fazer duas vezes por semana, mesmo estando intacto.” Entre os favoritos, estão os com glitter e também esmaltes em roxo e nude. “Acho que uma onda que pegou foi a dos adesivos. É muito prático e para quem não sabe fazer nail art, é maravilho! Geralmente, o que as pessoas gostam mais são os esmaltes magnéticos, holográficos, francesinhas coloridas e fios dourados”, destacou. Para acompanhar as novidades do assunto, ela conta que procura sempre ler blogs do gênero, de moda e beleza e também procura seguir os perfis das marcas no Facebook. Nomes curiosos de esmaltes Inveja Boa; Ha ha ha; Esconde-esconde; Pantalona de chita; Nunca fui santa; Pink vigarista; Verde Ninja; #bjomeliga; Jasmin dos Poetas; Caixa de música; Maxi Bolsa de Palha; Risoto de Mandioquinha; Apuros em Miami; tes, com diversas marcas nacionais e importadas e também com muitos materiais para fazer os efeitos tão procurados pelas mulheres hoje, como fitas e adesivos. Uma dessas lojas é a Dona Chique Esmalteria, que fica no centro de Vila Velha. A proprietária Sibeli Souza, 30, disse que a faixa etária das clientes vai desde a pré-adolescência até as mais idosas. Uma das tendências da venda de esmaltes é a maior oferta de antialérgicos. Hoje, estão disponíveis mais opções de cores e até as tendências da estação, como neons, 14 | REVISTA VIVA SERVIÇO Dedo de Moça Nail Bar Rua Odette de Oliveira Lacourt, 610, Jardim da Penha, Vitória - ES (27) 3043-3828 Luxury Nail Bar Rua Alaor de Queiroz, 296, Enseada do Suá, Vitória - ES | (27) 3019-9199 Dona Chique Esmalteria Rua Presidente Lima, 163, Centro, Vila Velha | (27) 3534-5748 AMOR E SEXO Cooperação, Amor e Sexo Por Maria Angélica Cardoso Belonia A titudes de acolhimento nos confortam e no sexo nos completam. Nada melhor que aprender a receber carícias na vivên- cia da relação a dois, investindo no diálogo, na partilha e na cooperação, a fim de que cada um sinta-se valorizado pelo que é e pelo que deseja na relação. Como aprender a receber carícias? Como aprender a sermos receptivos as mais íntimas? Nós, mulheres, sabemos receber as carícias que expressam afeto, amor, carinho corporal, mas a carícia genital deve ser sempre posterior a essas preliminares. Precisamos nos olhar, nos perceber e também nos tocar, saber que nossa pele responde sexualmente, e podemos nos permitir excitar com o pensamento, a fantasia e o toque. Assim, o toque íntimo é precioso na excitação e daí a importância de sermos receptivos a ele, pois desencadeia o desejo feminino. Na cooperação espontânea trocamos experi- ências e aprofundamos a opção pela vida a dois. A compreensão, a confiança e a liberdade são ção casual de átomos. Eu me recuso a ser apenas algo que compõem a sexualidade. À medida que o tempo vida uma conexão. Essa conexão é exatamente a construção ingredientes que compõem a vida e também caminha, experimentamos a vida a dois que, com uma sexualidade saudável, fazem uma composição linda de harmonia e satisfação, induzindo- -nos a reafirmar que vale a pena conviver, viver, amar, colaborar, estar juntos... Escrevemos nossa própria história e sentir estar no caminho certo, por intuição ou por bus- car a felicidade como algo a ser dividido, colocará sentido em nossa existência. “Não nascemos prontos”, diz Mario Sérgio Cortella. Assim, ao partilhar, aprendemos o valor passa. Eu desejo que exista entre mim e o resto da vibração da do sentido: eu existo para fazer a existência vibrar, e ela vibra em mim, no outro, na natureza, na história.” Realize, coopere, colabore, viva, transe, dê e receba carícias, ame e principalmente construa seu sentido de vida. Invente seu mundo e partilhe o melhor de você, seja imortal pra o outro. Isso é cooperação! Maria Angélica Cardoso Belonia, cooperada Unimed Vitória, é << ginecologista, obstetra e professora de medicina na Ufes - Universidade Federal do Espírito Santo. de dar e receber a vida. “Não somos uma conjunREVISTA VIVA | 15 MELHOR IDADE reportagem Luísa Torre fotos José Alberto Jr. COMPANHEIRISMO E COLABORAÇÃO Fundamental nesse período da vida, a cooperação é uma forma de carinho que a família ou o companheiro deve proporcionar ao idoso, trazendo mais saúde e felicidade. H á quem ainda pense que a terceira idade é uma fase de solidão, onde a cooperação não se faz presen- te, seja por parte da família ou do companheiro. Mas a cooperação é uma das maiores formas de carinho e acolhimento que a família – seja o companheiro, os filhos, os netos – pode proporcionar àquele que tem tantas realizações para contar. De acordo com o geriatra Renato Augusto de Mattos Coutinho, cooperado Unimed e formado há 30 anos, cada vez mais as famílias estão se unindo para ajudar e dar suporte aos idosos, que têm sido tratados com muito amor e carinho. Isso traz mais saúde e felicidade aos vovôs e vovós, garante o médico. 16 | REVISTA VIVA Após o marido ter sofrido um derrame, a esposa Tamar é quem colabora com ele nas atividades do dia a dia. idoso. Considero até mais importante que remédios e médicos. O que tenho notado é que a maioria absoluta hoje em dia assume seu idoso e cuida dele com muito carinho e com jogo de cintura. Idoso é difícil, cheio de manias e teimoso, mas é preRenato Coutinho explicou que quando a família ou companheiro coopera com o idoso, sua qualidade de vida aumenta. ciso relevar algumas coisas e trata-lo com respeito”, afirmou. “Bom dia, meu amor” Dentro dos casais de idosos, ou dentro das Após sofrer um pequeno derrame, em setembro do ano pas- fundamental. “A cooperação entre um casal de a cooperação e a ajuda de sua companheira inseparável há 62 famílias, o geriatra explicou que a cooperação é idosos é a mesma da família para com o idoso. Ela é fundamental, porque o idoso, com o tempo, sado, o aposentado Avelar Varanda, 85 anos, pôde contar com anos, Tamar Ferreira Varanda, de 81. Ela contou que a cooperação é presente em todos os mo- perde a rapidez de pensamento, a memória e a mentos do casal. “Sempre estou ajudando ele, mas ele também Quando, no casal, o parceiro ajuda e até assume muito da minha ajuda. Ele diz que tem uma mulher de ouro”. capacidade de se manter totalmente sozinho. o cuidado – no caso de uma doença grave –, isso faz a mesma coisa. Agora, o Avelar está com labirintite e precisa No entanto, Tamar afirmou que não há nenhuma difi- faz toda a diferença. Na família, quando aqueles culdade em cuidar e cooperar com o amado. “Adoro cuidar paciente, faz diferença. Se o idoso for doente, o bonito, e vou levar isso até o túmulo. Sempre fomos com- que têm carinho e jogo de cintura assumem o tratamento anda melhor e a doença fica menos agressiva. Se não tiver doença, a qualidade de vida na velhice aumenta”, explicou. dele. Quando você se casa, você faz um juramento muito panheiros e onde um vai, o outro vai. Até no banho dele eu acompanho”, brincou. Essa cooperação tem muita importância no casamento De acordo com o médico, a cooperação e o dos dois, contou a aposentada. “Para que haja durabilidade damentais para que o idoso mantenha a vida em aceitação e tolerância. E também vontade de ajudar o outro. cuidado da família ou do companheiro são fun- dia. “Na saúde, eles ficam mais fortalecidos, pois têm alguém que cuida deles, então não erra na medicação, se alimenta melhor, dorme melhor, não se esquece de tomar banho. A cooperação da família ou do companheiro envolve todo um do casamento, tem que haver muito diálogo, compreensão, Chamamo-nos de ‘meu bem’, ‘meu amor’. Damo-nos ‘bom dia’ toda manhã, todos os dias damos um beijo, um coloca a pasta de dente na escova do outro. Um casamento forte também nos dá saúde”, contou. Tamar também destacou que Avelar retribui muito o com- processo de melhora a qualidade de vida ao ido- panheirismo e que a família também é muito unida e presente Além disso, explicou o médico, o carinho e a Ajudam financeiramente e no dia a dia, o levam no médico so”, afirmou Coutinho. cooperação levam para longe doenças da alma como a depressão. “É importante que a família tenha carinho, tolerância e que coopere com o na vida do casal. “Os filhos e noras também cooperam muito. quando eu não posso e no final de semana nos levam para almoçar. Estão sempre à disposição. Isso é muito importante para a nossa família”. REVISTA VIVA | 17 MENOR IDADE As irmãs Laís e Isadora se ajudam nas tarefas e são muito unidas. COOPERAÇÃO ENTRE IRMÃOS, UM TREINO PARA A VIDA A prática da cooperação entre irmãos nas tarefas de casa deve ser incentivada, pois fortalece os laços familiares e desenvolve a formação do futuro cidadão. M uitos pais se preocupam em ensinar aos filhos rio, e, mais tarde, vai reproduzir isso em outras relações”, explicou família é um deles. Além de ajudar na educação No entanto, os pais não podem cobrar da criança esse bons valores. O incentivo à cooperação dentro da da criança e na formação de um adulto mais consciente, a espírito da cooperação até certa idade. “Aos dois anos, por vida”, segundo especialistas. característica da fase de desenvolvimento. Elas não gostam de cooperação dentro de casa é uma espécie de “treino para a Entre irmãos, essa qualidade fica ainda mais evidente. Seja na hora de dividir os brinquedos ou de manter a casa arrumada, nas famílias onde o espírito de cooperação está presente, a prática deve ser, inclusive, incentivada pelos pais. “A cooperação na família é como um treino para a vida. A criança aprende dentro de casa a repartir, a cooperar, a ser solidá- 18 a pediatra cooperada Unimed Vitória Mariângela Alochio Avellar. | REVISTA VIVA exemplo, a criança ainda é extremamente egoísta, isso é uma dividir brinquedos e quando o adulto intervém, ele atrapalha. A partir dos três anos, os pais já podem começar a estimular a cooperação”, destacou a médica. Cooperar com o irmão ou com a família deve ser ensinado em casa e não só isso, deve também sair do exemplo dos pais, ressaltou Mariângela. “Muito vem do exemplo dos pais, pois fotos José Alberto Jr. reportagem Luísa Torre Fernanda ensina aos gêmeos Leonardo e Fernando a importância da cooperação em casa. os filhos veem os pais como espelhos. Se os pais não exercem A cooperação também norteia a relação entre as irmãs a cooperação tanto na família quanto externamente, como Isadora, 9, e Laís, 4, filhas da empresária Danielle Peixoto de aprende a cooperar.” que as filhas são bastante unidas e amigas e que a mais velha, no trato com um empregado ou no trânsito, a criança não De acordo com a pediatra, com as crianças cada vez mais sozinhas, ligadas em computador e rede social e isoladas em casa, é preciso favorecer o desenvolvimento do espírito de co- operação também fora do ambiente familiar. “Por isso, os pais devem estimular atividades com outras crianças, até atividades sem obrigação, como ir para praça ou à praia.” Divisão de tarefas Na casa de Fernanda de Paula, 35, os gêmeos Leonardo e Fer- nando, de 3 anos e 8 meses, clientes Unimed Vitória, já estão aprendendo a ajudar a mãe e o pai em tarefas diárias. Fernanda Souza Gon, 37, todas clientes Unimed Vitória. A mãe contou Isadora, gosta de se mostrar responsável ajudando e ensinan- do Laís. “Eu acompanho as duas no dever de casa, mas às vezes até me surpreendo com a Laís pedindo para a Isadora ajudar com a lição. A Isadora gosta de ajudar e cuidar da irmã mais nova”, contou a mãe. Nas tarefas que exigem criatividade e habilidades manuais, como maquetes, as irmãs trabalham em dupla na execução. “A Isadora é muito boa com trabalhos manuais e gosta de incen- tivar a Laís, dar opinião e ideias para o trabalho ficar bonito, é uma parceria bem legal”, contou Danielle. A mãe destacou que a relação de cooperação das filhas contou que sempre que eles comem, têm o compromisso de também aparece com a família quando se fala em tarefas “A mochila, eles chegam da escola e já a colocam no quar- minha supervisão, e a Laís pede para lavar louça comigo. levar o prato e o copo para a pia. to. Quando estou fazendo comida de manhã, eles entendem que têm de esperar um pouco para eu lhes dar algo que querem. A cooperação dentro da família é bem importante. O pai trabalha muito, mas ajuda bastante, ele busca os meninos na escola e interage bastante no caminho para casa. É ele domésticas. “Em casa, a Isadora faz bolo todo domingo, com Estamos em processo de mudança e elas mesmas querem embalar e escrever nas caixas. O trabalho em equipe lá em casa é forte e acredito que incentivar a cooperação no lar é primordial para o equilíbrio familiar”, finalizou a empresária. que cozinha em casa também, e os meninos sempre querem ajudar. Isso une a família”, explicou. Além da divisão de tarefas, a mãe contou que os filhos também já começaram a aprender a dividir os brinquedos sem choro. “Às vezes sai briga, mas na maioria das vezes eles conseguem se entender com os brinquedos. Se um está com o brinquedo, o outro espera sua vez de usar. Eles usam a regra de ‘contar até 10’ entre eles e na maioria das vezes dá certo. Eles se ajudam e são muito companheiros”, disse Fernanda. Mariângela Avellar explica que a criança aprende dentro da família a cooperar e mais tarde reproduz isso em outras relações. REVISTA VIVA | 19 ELES E ELAS Tatiane e Fabrício comandam juntos uma loja de roupas e aprendem a compreender as diferenças um do outro. HOMENS E MULHERES NO AMBIENTE DE TRABALHO Para superar as diferenças de personalidade no ambiente de trabalho, homens e mulheres devem somar suas qualidades para manter o ambiente saudável e produtivo. U m completa o outro. É com essa frase que a pro- um equilíbrio para deixar o ambiente de trabalho mais leve define a relação profissional que possui com o entre os colegas no trabalho, ainda mais no nosso caso, que fessora e consultora de moda Tatiane Marcelino irmão e sócio Fabrício Venturin. Há seis anos, os dois são sócios e proprietários de uma somos irmãos e sócios”, revelou Fabrício. O consultor de moda, de 35 anos, apontou quais são as loja de multimarcas em Vitória (ES), onde aprendem diaria- principais diferenças entre ele e Tatiane, e como eles lidam das por serem de sexos diferentes. Para isso, eles exercitam muito explosivo e a Tati age mais pela razão. Muitas vezes mente a compreender as diferenças um do outro, acentuasempre a cooperação. Os dois, clientes Unimed Vitória, possuem características pessoais e profissionais muito diferentes e tentam encontrar 20 e produtivo. “É muito importante que haja uma cooperação | REVISTA VIVA com isso sem estragar a relação: “Existe equilíbrio. Eu sou quando conhecemos uma nova marca eu já quero levar para a loja de imediato, mas a Tati analisa melhor, pensa mais nas consequências. Ela toma as decisões com mais calma”. Tatiane, de 38 anos, diz que Fabrício, ao mesmo tempo em que é explosivo, é mais prático e objetivo, o que em muitas ocasiões agiliza a resolver problemas. “Às vezes eu queria ter a coragem que ele tem. A facilidade de ir direto ao ponto, como, por exemplo, de cobrar algum cliente que está atrasando o pagamento. Eu fico receosa e ele não. Essa atitude o Fabrício tem em diversas situações, e de forma positiva”, revelou Ta- tiane, que completou: “O que falta em mim ele completa e vice-versa. É preciso ter compreensão e absorver o que o outro tem de melhor para que possamos ter um bom ambiente de trabalho e sucesso nos negócios”. O respeito é realmente a palavra mágica para ter uma boa relação no ambiente de trabalho. É o que explica Vicente Ra- matis, psiquiatra cooperado Unimed Vitória. O médico revela sobre os colegas homens. “A mulher não pode exigir melhores cientes, pois querem chegar direto ao ponto e que as mulheres a mulher e o homem estão exercendo a mesma função, pos- que no mundo corporativo homens são mais objetivos e impa- são mais cordiais, além de mais organizadas e compreensíveis. No entanto, ele ressalva que é possível usar essas diferen- ças para evoluir profissionalmente e manter um ambiente sau- posições e certas vantagens por ser mulher. Em muitos casos, suindo o mesmo salário e ela tem que entender que o fato de ser mulher não deve ser revertido em vantagem”. dável no trabalho. “Tanto o homem quanto a mulher precisam Trabalho em equipe complementarem. A mulher pode ajudar o homem a ser mais cliente Unimed Vitória, está acostumada a trabalhar com se doa mais”, frisou. primeiro estágio era a única mulher em um setor que tinha respeitar as diferenças entre si e ajudar um ao outro para se didático, organizado e até mais dedicado, pois ela se envolve, Mas o especialista chamou a atenção para o fato de que algumas mulheres ainda usam o fato de serem mulheres, ape- Aos 28 anos, a consultora de projetos Bruna Carvalho, homens. Essa história começou aos 16 anos, quando no seu três homens. Hoje, trabalhando em uma terceirizada da Petrobras, ela lando para o estigma do “sexo frágil”, para tentar se sobressair atua ao lado de outra mulher em um setor composto também HOMENS & MULHERES EM SERVIÇO a trabalhar em equipe. “Atualmente homens e mulheres No ambiente de trabalho, homens tendem a ter comportamentos mais racionais, objetivos, e a manter certo distanciamento nas tomadas de decisões. fotos José Alberto Jr. reportagem Mariana Melo Bruna conta que tira de letra a diferença entre os homens, pois aprendeu a trabalhar em equipe desde o primeiro estágio. O homem normalmente vai direto ao ponto, quer agilidade e informações bem apuradas para a tomada de decisão. As mulheres são mais compreensivas, cordiais e organizadas. Tomam decisões com mais calma. As mulheres tendem a ser mais emocionais e desenvolver um relacionamento estreito com algumas pessoas. por cinco homens e tira de letra as diferenças, pois aprendeu têm os mesmos direitos e deveres. Não sou menos cobrada porque sou mulher ou cobro mais alguém porque é homem. As diferenças são muito mais culturais do que de gênero”, analisou Bruna. Bruna acredita que é possível homens e mulheres apren- derem com as diferenças. “Eles aprendem a olhar mais com o ‘coração’ algumas situações que a razão falaria mais alto. E nós mulheres aprendemos também a ser mais profissionais e não levar tudo para o pessoal.” Portanto, é importante que homens e mulheres trabalhem em equipe, somando suas qualidades e aprendendo a lidar com as diferenças para evoluir profissionalmente e manter o ambiente de trabalho saudável e produtivo, sem competição ou guerras entre os sexos. REVISTA VIVA | 21 fotos José Alberto Jr. reportagem Mariana Melo A equipe feminina de handbol do colégio Castro Alves já conquistou o bicampeonato sul-americano e o vice-campeonato mundial. VIVA ESPORTES HANDEBOL, O ESPORTE Nº 01 DAS ESCOLAS Prática da modalidade, que muitas vezes começa na escola, contribui para a formação da cidadania e faz com que as crianças aprendam a socializar e ajudar ao próximo. N ão é de hoje que a prática de esportes contribui Santo. A equipe masculina do Castro Alves, comandada pelo escola. Essas atividades proporcionam momentos os principais estão o Campeonato Sul-Americano de 2012 e o para a boa formação de crianças e adolescentes na de aprendizagem e crescimento pessoal. Além disso, os esportes coletivos auxiliam na formação de conceitos básicos de professor Eduardo Palaoro, também coleciona títulos. Entre Brasileiro Escolar de 2012. Referência no Estado quando o assunto é handebol, a cidadania. Ajudam uma criança a se socializar mais, a ajudar treinadora Katia Amanajas, que este ano vai disputar com a contribuem no desenvolvimento do sentido da cooperação. de Handebol – após o Espírito Santo ficar fora da competição o próximo, diminuem o risco de obesidade, e, principalmente, Uma dessas modalidades é o handebol. Segundo o pro- fessor de Educação Física Emerson Erlacher, de 40 anos, é a modalidade mais praticada nas escolas no Brasil, pois o aluno exerce a todo o momento a ajuda ao colega que está próximo, equipe feminina do Vila Velha/Santa Adame a Liga Nacional por dois anos – conta que a modalidade desperta no praticante não só o sentido coletivo da vitória, como também o de ajudar o próximo. “O handebol é um esporte de muito contato físico e as pes- estimulando-o a pensar e fazer sempre algo para contribuir soas precisam de um espírito de colaboração dentro da quadra com que os seus praticantes exerçam mais facilmente a ajuda se vê diante de um adversário muito maior do que você, e além para o sucesso do outro: “Os esportes coletivos tendem a fazer ao próximo, pois só conseguem seus objetivos se todos estiverem juntos e preparados para colaborar. O handebol é uma modalidade que ensina aos atletas que o sucesso é o resultado para ajudar um ao outro nesse contato físico. Muitas vezes você da técnica, que é muito importante, você vai precisar da ajuda do colega para conseguir seguir com a jogada.” E Katia ainda completou: “No handebol é preciso confiar no da busca contínua pela excelência coletiva.” companheiro para aprender valorizar o coletivo. Ninguém vence cica, Erlacher já conquistou importantes títulos como o bicam- podem transformar o aluno em um bom cidadão. Em pessoas Com a equipe feminina do Colégio Castro Alves, de Caria- peonato sul-americano, o vice-campeonato mundial, além de 11 títulos brasileiros e 17 títulos dos Jogos Escolares do Espírito sozinho. O erro de um é a responsabilidade de todos. Essas lições que aprendem a cooperar e ajudar o próximo. Aprendendo essas lições, o praticante pode se tornar um ótimo cidadão”. Kátia (no meio, de azul claro) com a equipe feminina de Vila Velha, que vai disputar este ano a Liga Nacional de Handebol. Emerson Erlacher com atletas do colégio Castro Alves: união e cooperação. A capixaba Patrícia Scheppa foi eleita, no ano passado, a melhor jogadora do Mundial do Handebol de Areia. REVISTA VIVA | 23 Eduardo Uvo afirma que além de exercitar a cooperação, o handebol aumenta a qualidade de vida, a disposição e a boa forma. Situação do handebol no Brasil A cada competição, o handebol feminino brasileiro ganha mais destaque. Nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, a equipe, comandada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak, conquistou o inédito sexto lugar. Em 2011 conquistou o Pan de Seleções e os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A meta é conquistar o inédito ouro olímpico nos Jogos do Rio, em 2016. Atualmente ocupa o 22º lugar no ranking mundial. A seleção brasileira masculina é vice-campeã pan-americana em 2012, bicampeã dos Jogos Pan-Americanos (2003 e 2007), campeã sulamericana em 2010 e bicampeã do Campeonato Pan-Americano (2006 e 2008). Atualmente ocupa o 26º lugar no ranking mundial. CAMPEÃS As duas mais importantes atletas de handebol no mundo são do Espírito Santo e passaram pela experiência de iniciar suas carreiras na escola. Alexandra Nascimento foi eleita a melhor do mundo no handebol de quadra em 2012 e Patrícia Scheppa foi a melhor jogadora do Mundial de Handebol de Areia, também no ano passado. “Foi na escola que eu tive a oportunidade de conhecer este esporte. O que eu aprendi foi que no esporte coletivo você aprende a ajudar o próximo, pois qualquer decisão errada ou os praticantes, o esporte aumenta a qualidade de vida, a disposição e a boa forma. Mas Uvo chama a atenção para as lesões. Segundo ele, é preciso ter alguns cuidados e aconselha que os praticantes se- jam acompanhados por profissionais. “Nas escolas, o handebol só perde em intensidade para o futebol, mas o handebol ainda oferece mais possibilidades de meninos e meninas jogarem juntos. Porém se trata de uma modalidade com muito contato físico e isso pode causar estiramentos na hora do saltar para arremessar, torções nos tornozelos, fraturas de dedo, além de lesões no ombro e no joelho. É preciso buscar orientação antes de praticar.” História do handebol É um esporte coletivo que foi criado pelo alemão Karl Schelenz, em 1919; o companheiro (a) e a escutar as opiniões”, frisou Alexandra. As partidas eram realizadas em campos gramados parecidos com de futebol e cada equipe era composta por 11 jogadores. Atualmente, é composta por sete titulares; escola, pois pra ela, quanto mais cedo se inicia, melhor é a for- Em 1925, foi realizada a primeira partida internacional, entre Alemanha e Áustria. Os austríacos venceram por 6 a 3; egoísta afeta toda a equipe. Você tem que aprender a respeitar Patrícia considera importante ter iniciado sua carreira na mação do atleta e cidadão. “Atualmente dou aula de handebol Em 1934, o COI incluiu o handebol como esporte Olímpico; para crianças e coloco a cooperação em prática nas minhas aulas. Nas Olimpíadas de Berlim (1936), seis países estavam na disputa e a Alemanha tornou-se campeã, após derrotar a Áustria por 10 a 6; nem um ganhador. Para isso é preciso que todos se ajudem para Em 1938, foi disputado, na Alemanha, o primeiro Campeonato Mundial de Handebol; Sendo o handebol um esporte coletivo, não existe um perdedor e bom resultado coletivo”, disse Patrícia, que completou: “Quando me formei em Educação Física, o tema do meu TCC foi o handebol como meio de socialização nas escolas. Acredito que o handebol possa ser uma ferramenta importante para se trabalhar com co- operação, em função das suas características coletivas e métodos que podem ser utilizados para seu aprendizado”. SAÚDE O ortopedista cooperado Unimed Vitória, Eduardo Uvo, con- tou que o handebol é uma modalidade que oferece muitos 24 benefícios para saúde. Além de exercitar a cooperação entre | REVISTA VIVA Atualmente o esporte é praticado em 183 países. ALEXANDRA NASCIMENTO UMA CAPIXABA NO TOPO DO MUNDO Revista VIVA: Como você começou no handebol? Alexandra: Comecei no handebol com 10 anos na escola municipal Jairo de Mattos, em Vila Velha, com o professor Lidmar. Revista VIVA: Praticar o esporte na escola foi importante para se tornar uma jogadora profissional? Alexandra: Sim, pois foi na escola que eu tive a oportunidade de conhecer este esporte. Venho de uma família humilde e tentei praticar vários esportes, mas me apaixonei apenas pelo handebol. Revista VIVA: Em sua opinião, qual a importância do esporte coletivo para crianças e também para as pessoas em geral? Alexandra: No esporte coletivo você aprende a ajudar o próximo, pois qualquer decisão errada ou egoísta afeta toda a equipe. Você tem que aprender a respeitar o companheiro (a) e a escutar as opiniões. Também ajuda a aprender a viver com mais pessoas. E isso é muito importante no crescimento da criança e o nosso futuro são as crianças. Revista VIVA: Como foi deixar o Brasil para praticar o handebol? Alexandra: Foi muito difícil. Eu sou muito ligada a minha família e sofri muito com a distância. Passei por dificuldades como a saudade, muitos treinos, a língua, eu tive que aprender falar alemão, tive que aprender viver outra cultura e também aprender a lidar com o frio. Em 2004 eu peguei um frio de 14 graus negativos. Revista VIVA: Acredita que após a sua geração o handebol pode continuar crescendo no Brasil? Alexandra: Eu acredito que sim e estou trabalhando para isso. E vou continuar trabalhando para que isso aconteça. “Tudo que tenho e tudo que sou é graças ao handebol” [Alexandra Nascimento] Revista VIVA: Além das conquistas na sua carreira, como títulos e reconhecimento, em mais o que handebol contribuiu de bom para a sua vida? Alexandra: Em tudo! (risos). Tudo que tenho e tudo que sou é graças ao handebol. Me deu até um marido (risos). Conheci muitos países, fiz muitas amizades, aprendi a falar duas línguas, alemão e espanhol. Revista VIVA: Você se sente realizada no esporte? Alexandra: Totalmente realizada. Ainda tenho um sonho de poder continuar representando a seleção brasileira e disputar as Olimpíadas de 2016 no Rio e, é claro, ganhar uma medalha nos Jogos. Revista VIVA: Como foi a emoção de se tornar a melhor jogadora do mundo? Alexandra: Foi maravilhoso! Foi uma vitória! Sinto uma alegria no peito todos os dias. Chorei muito e ainda choro, pois nossa realidade é outra e eu fiz história. Ganhei um selo dos Correios em homenagem a essa conquista. É muita felicidade. A única coisa que espero é que isso não caia no esquecimento. Quero que nosso handebol cresça e apareça como os outros esportes. Revista VIVA: Após o sexto lugar inédito nas Olimpíadas de Londres, o ouro pode vir nos Jogos do Rio em 2016? Alexandra: Com certeza, nós infelizmente não soubemos ganhar o jogo contra Noruega, mas creio que faz parte do crescimento e também ganhamos experiência com esta derrota que será inesquecível. Mas estamos trabalhando muito e acreditamos na possibilidade de uma medalha em 2016. Revista VIVA: E quais são seus próximos planos? Pretende um dia jogar em algum time do Brasil? Alexandra: Quero continuar jogando e treinado muito forte para que eu possa ter possibilidade de continuar na seleção brasileira. Quero ir para o Mundial em dezembro na Sérvia e disputar as Olimpíadas de 2016. Depois disso, quero dar uma pausa para ter um filho ou uma filha (risos). Ainda não sei o que farei depois de 2016, mas quero tentar engravidar e depois vou ver com meu marido quais serão os próximos passos para os novos planos. Revista VIVA: Deixe uma mensagem para as crianças e adolescentes que sonham em dia construir uma carreira como a sua. Alexandra: O caminho não é fácil, muitas lutas, mas no final vale a pena. Tudo é possível e eu sou a prova disso. Desejo tudo de bom para todos que estão começando nesta caminhada, muita força, determinação e disciplina. RAPIDEX Nome: Alexandra Priscila do Nascimento Nascimento: 16/09/81 – 31 anos Altura: 1,79m Peso: 66 kg Posição: Ponta-direita Clube: Hypo, da Áustria Naturalidade: Limeira (SP), mas radicada no Espírito Santo Principais títulos: melhor jogadora do mundo, em 2012; sexto lugar nos Jogos Olímpicos Londres de 2012; quinto lugar no Mundial de 2011, ouro nos Jogos Pan-americanos Guadalajara (2011), Rio (2007) e Santo Domingo (2003) Curiosidades: Casou em julho de 2011 com o chileno Patricio Martinez, também jogador de handebol, de quem ficou noiva durante os Jogos Panamericanos Rio 2007. Começou a jogar handebol aos 10 anos, na escola Juiz Jairo de Matos, em Vila Velha. Este ano, ela virou tema de um selo e um carimbo comemorativo dos Correios, patrocinador oficial do handebol brasileiro. Foi a primeira jogadora da modalidade a receber a homenagem. REVISTA VIVA | 25 VIVA SOCIAL Atyla de Freitas L. Neto, Fernando Silveira, Atyla Q. F. Lima e Giuliano de Almeida Sandri Carleandra Romano e Ailton de Oliveira Jr. Wesley Telles, Tânia ALves, Diogo Vilela e Bruna Dornellas Viva Melhor: Passeio Projeto Tamar André Luiz M. Silva, Lirian Braum, Andressa Tomazini e Karen Arrivabene Alan Rocha e Esdras de Lucia Jackson Melo e Mariana Lazaro Edório Ribeiro, Aécio Tadeu R. de Almeida, João B. Cardoso e Márcio de Oliveira Almeida Janete R. Gomes, Brenda Mariano e Denise M. Médici Jorge Ammar e Andreia Chiabai Gilson Junior, Wesliane Vasconcelos, Tatiane Fick e Dionei Portes Tolentino F. de Freitas Filho, Vanuza Solange Guasti e Renata L. Moretto fotos Divulgação / Ricardo Galvão André Hees e Renata Rasseli Carlos M. P. Dalapicola, Gustavo Antonio R. L. Picallo e Eumann M. Rebouças José Aid Soares Sad, Almir do Espírito Santo e Celestino Junior B. Pereira Fernanda Miranda e Diego Zanotti Flávia Salles,Tânia Alves, Diogo Vilela e Carol Castro Carlos Augusto e Carla Alledi CULTURA E INTEGRAÇÃO Cláudia Campanharo e João Gabriel Moreto A 5ª edição do Circuito Unimed de Teatro, que aconteceu no Teatro da Ufes, trouxe para a capital do Estado o musical “Ary Barroso”, com o ator Diogo Vilela e grande elenco. Também registramos a reunião do Conselho Social da Unimed Vitória. Lu Bollina e Mona Vilardo Alexandra Machado e Renato Araújo Marisa Carneiro, Bárbara Carneiro e Mariana Amorim Marcela Bertolo Radaeli e Bruno Rover Denizard R. Santos, Ricardo M. de Queiroz Varella e Paulo Roberto M. Pratti Nathan Santos e Samara Verneck Laiza de Souza, Amanda Alves e Tarcisio Sales Rogério Luiz e Sergio Emílio Rua COOPERAÇÃO, ATO DE UNIÃO DE FORÇAS O movimento cooperativista no Espírito Santo mobiliza 200 mil pessoas em 147 cooperativas, gerando 20 mil empregos diretos e indiretos no Estado. Os ramos da saúde, incluindo a Unimed Vitória, agropecuária e crédito estão entre as atividades que mais se destacam. ESPECIAL COOPERAÇÃO “C Por Letícia Orlandi ooperação (Cooperar+ação). A palavra é definida no dicionário como ato de cooperar, colaboração; pres- tação de auxílio para um fim comum, solidariedade. Outra definição é organização da vida econômica, baseada no princípio de “fazer retornar o lucro” ao consumidor. Desde os primórdios da humanidade, há princípios de cooperação. Em toda a história, houve filósofos utopistas que apostavam no conceito de cooperação para um mundo melhor e para o desenvolvimento das pessoas. Nos séculos 15, 16 e 17, grande grupo de pessoas em prol de um objetivo coletivo, para melhoria da vida de todos da comunidade. Da união de forças e qualidades de trabalhadores em prol de uma vida melhor para todos surgiu o modelo cooperativista de trabalho. O modelo cooperativista como é conhecido hoje surgiu na época da Revolução Industrial, em 1844, em Rochdale, Inglaterra, quando um grupo de 28 pessoas, a maioria tecelões desempregados, criou uma cooperativa de consumo. Naquela época, foram desenvolvidos alguns princípios do muitos pensadores se dedicaram em obter bem-estar para as cooperativismo que permanecem até hoje, como a adesão agricultores, artesãos, pescadores e formação de pequenas às operações dos cooperados com a cooperativa e a educação pessoas mediante organização de pequenas comunidades de colônias cooperativas de trabalho. A cooperação é característica humana e está presente no voluntária e livre, gestão democrática, o retorno proporcional cooperativista. Mas desde os primórdios da humanidade, em várias ci- dia a dia das pessoas, seja no esporte ou em pequenos atos de vilizações, há registros importantes de cooperação, como na ração é visível pela internet, quando gera mobilização de um de exploração em comum de terras arrendadas. solidariedade, como fazer uma doação. Atualmente, a colabo- Babilônia, muito antes de Cristo, onde já existia um sistema fotos Arquivo Pessoal No México, os indígenas organizavam-se em comunidades, Durante a Revolução Mexicana grupos se organizaram em cooperativas. chamadas “ejidos”, hoje transformadas em cooperativas integrais de produção agrícola. Em Roma havia os colégios romanos para agregar artesãos, carpinteiros, sapateiros e outros ofícios, visando à ajuda mútua e à solidariedade entre seus membros. No Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai houve as "reduções jesuíticas", uma organização de índios guaranis assessorados por padres jesuítas, entre 1610 a 1760, resultando num estado cooperativo em bases integrais. Com a construção de grandes armazéns, eles conseguiam guardar alimentos para períodos de escassez. Quando algum grupo tinha dificuldade, muitas vezes por causa de pragas, secas, ou outros motivos, os outros grupos socorriam até que o problema fosse superado. Grupo de tecelões de Rochdale, na Inglaterra, que formaram uma pequena cooperativa de consumo, considerada a primeira do mundo. BRASIL Ilustração mostra uma sapataria na época da Revolução Industrial, onde a jornada de trabalho tinha mais de 12 horas. O modelo cooperativista no Brasil está dividido em 13 setores da economia e as principais entidades que representam o co- operativismo são a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – Sescoop, que visa à formação profissional, promoção social e monitoramento e desenvolvimento das cooperativas brasileiras. Os dois órgãos funcionam como um sistema, que tem unidades em todos os estados brasileiros, no Espírito Santo, por exemplo, existe o sistema OCB-SESCOOP/ES. No Estado existem apenas nove ramos do cooperativismo em atuação: agropecuário, crédito, habitacional, trabalho, saúde, consumo, transporte, educacional e produção. O analista Técnico do Sistema OCB-Sescoop/ES Samuel Fontes, explicou que no Espírito Santo há uma cena muito 1844: Um grupo de 28 tecelões do bairro Rochdale, Manchester, Inglaterra, fundou a "Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”, uma pequena cooperativa de consumo, sendo a primeira cooperativa viável do mundo. 1847: Início do movimento cooperativista no Brasil, quando o médico francês Jean Maurice Faivre, fundou no Paraná a colônia agrícola Tereza Cristina, organizada em bases cooperativas. 1889: Foi criada uma das cooperativas pioneiras no Brasil: a Sociedade Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto. forte do cooperativismo médico, tanto dos planos como nas 1895: Foi criada a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que coordena o movimento das cooperativas. cirurgiões que atuam nos hospitais públicos. 1923: Neste ano foi comemorado pela primeira vez o Dia Internacional do Cooperativismo, pela ACI. Ficou estabelecido que o cooperativismo seria celebrado sempre no primeiro sábado de julho. cooperativas de especialidades médicas, como ortopedistas e “O cooperativismo agropecuário também é um dos desta- ques e é muito importante no Estado, principalmente setores como café, leite e fruticultura. Temos cooperativas de desta- 1946: Movimento cooperativista, representado pela ACI, foi uma das primeiras ONGs a ter uma cadeira no Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU). recentemente, cooperativas que começaram o trabalho em 1963: Foi fundada a OCA, entidade que representa as cooperativas da América Latina. Outro ramo que há bastante destaque no Estado, segundo 1967: O ginecologista e obstetra Edmundo Castilho uniu-se a um grupo de médico e criou a Unimed Santos, primeira cooperativa de trabalho na área de medicina no Brasil. que de acerola em Piúma, de maracujá em Jaguaré e, mais um polo de cacau em Linhares”, explicou Fontes. Fontes, é o de transportes, como as cooperativas de transporte executivo na Grande Vitória e convênios de cooperativas junto a prefeituras no interior para fazer transporte escolar. Também é rentável por meio de cooperativas o transporte de cargas. 30 História do Cooperativismo | REVISTA VIVA 1969: Foi criada a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). 1979: Em Vitória, 26 médicos se unem para criar a Medcap, que mais tarde se transformou na Unimed Vitória. Samuel Fontes, analista técnico da OCB/ES ressaltou que as cooperativas têm sofrido pouco impacto nos cenários de crise econômica. Samuel explicou que a cooperativa é movimento inclusivo, tendo por natureza agregar novas pessoas. Vinte é número mínimo de pessoas necessárias para fundar uma cooperativa. Sobre a movimentação financeira, contou que quando há crédito no final do ano, o valor é dividido proporcionalmente entre os cooperados. “Um fato muito interessante nesse cenário de crise é que as cooperativas têm mostrado que não estão sofrendo muito impacto. Esse, inclusive, foi o tema do Dia Internacional do Cooperativismo de 2013, comemorado sempre no primeiro sábado de julho. Outra vantagem é um negócio que todos são donos e é autogestionável, o que permite que todos tenham benefícios. No interior, por exemplo, as cooperativas têm conseguido pagar plano de saúde para o produtor rural e parte da escola do filho dos cooperados”, explicou. Esthério Sebastião Colnago, presidente do Sistema OCBSescoop/ES, afirmou que as cooperativas são grandes geradoras de emprego e renda, além de receita para o Estado. Os princípios do cooperativismo 1. Adesão voluntária; 2. Gestão democrática; 3. Participação econômica dos membros; 4. Autonomia e independência; Fonte: OCB/ES 5. Educação, formação e informação; INCLUSÃO 6. Intercooperação; No Espírito Santo, as cooperativas mais conhecidas do público em geral são do ramo de saúde, como a Unimed, laticínios, 7. Interesse pela comunidade. como Veneza e Selita, e de crédito, como Sicoob/ES. No Espírito de economia que também alia questões sociais, é acima de de 200 mil cooperados. Essas cooperativas geram aproximada- mulheres e jovens. O sistema possui núcleos de mulheres e Santo existem atualmente 147 cooperativas, com pouco mais mente 20 mil empregos diretos e indiretos em todo o Estado. Se forem contabilizados também os familiares de cooperados, um total de 600 mil capixabas estão envolvidos com o cooperativismo e os benefícios que o setor gera para a sociedade. Para o presidente do Sistema OCB-Sescoop/ES, Esthério Sebastião Colnago, o cooperativismo além de ser um modelo tudo um meio de inclusão social para toda a sociedade, como grupos de jovens aprendizes, que se beneficiam com o cooperativismo. Além disso, o setor é grande gerador de emprego e renda, além de receita para o Estado, que retorna para a população em forma de benfeitorias. O superintendente do Sistema OCB-Sescoop/ES, Carlos André Santos de Oliveira, afirma que o sistema existe para re- Os ramos do cooperativismo no Espírito Santo e como funcionam Agropecuário: Formado por cooperativas de produtores rurais ou agropastoris e de pesca, cujos meios de produção pertençam ao associado. Entre as características desse ramo estão os serviços prestados aos associados, como recebimento ou comercialização da produção conjunta, armazenamento e industrialização. Habitacional: Ramo é formado por cooperativas destinadas à construção, manutenção e administração de conjuntos habitacionais para seu quadro social. Consumo: Esse ramo é constituído por cooperativas dedicadas à compra em comum de artigos de consumo para seus associados. É o ramo mais antigo no Brasil e no mundo. Saúde: Esse ramo é formado por cooperativas que se dedicam à preservação e promoção da saúde humana em seus variados aspectos. Crédito: São cooperativas destinadas a promover a poupança e financiar necessidades ou empreendimentos de seus cooperados. Atuam no crédito rural e urbano. Educacional: Cooperativas de profissionais em educação, de alunos, de pais de alunos, de empreendedores educacionais e de atividades afins. O papel da cooperativa de ensino é ser mantenedora da escola. Produção: São cooperativas dedicadas à produção de um ou mais tipos de bens e produtos, quando detenham os meios de produção. Trabalho: Engloba todas as cooperativas constituídas por categorias profissionais (professores, engenheiros, jornalistas e outros), cujo objetivo é proporcionar fontes de ocupação estáveis e apropriadas aos seus associados, por meio da prestação de serviços a terceiros. Transporte: Composto pelas cooperativas que atuam no transporte de cargas e/ou passageiros. REVISTA VIVA | 31 Ary Célio de Oliveira afirmou que a Unimed Vitória está focada na prevenção de doenças e promoção de saúde. assistenciais pela alta sinistralidade e incorporação de tecnologias e a agenda regulatória imposta pela ANS”, afirmou Oliveira. Oliveira explicou que a cooperativa de saúde Unimed também atua no âmbito dos municípios, onde estão presentes Carlos André Santos de Oliveira destacou que o sistema OCB-Sescoop/ES existe para representar, apoiar e fomentar as cooperativas e o cooperativismo no Estado. presentar, apoiar e fomentar as cooperativas, o cooperativismo e os cooperados do Espírito Santo. “Nós estamos aqui para caminhar lado a lado com as cooperativas capixabas registradas, com o intuito de que o setor cresça e mostre sua força perante a economia e a sociedade”, conclui o superintendente. O coordenador do Centro de Ensino e Pesquisa (Cepes) do Hospital Unimed, Ary Célio de Oliveira, que também já foi vice- -presidente da OCB/Sescoop-ES, explicou que o cooperativismo é um instrumento socioeconômico que responde por 6% do PIB do Brasil, organizado em 13 diferentes ramos de atividade e com extensa folha de serviços prestados à nação brasileira. UNIMED. PIONEIRA NA SAÚDE as chamadas Unimeds Singulares. As Unimeds Singulares de um mesmo estado se organizam em Federações Estaduais. As Federações reúnem-se todas em uma Confederação Nacional, a Unimed do Brasil. Com mais de 498 mil clientes no Estado, a Unimed no Espí- rito Santo trabalha para capacitar colaboradores, cooperados e gestores. O principal objetivo é aumentar ainda mais a qualidade dos serviços prestados, gerando elevados índices de satisfação dos clientes Unimed no Estado. Hoje, o sistema no Espírito Santo compõe-se de cinco cooperativas singulares de 1º grau e uma singular de 2º grau, também denominada Federação Estadual. Unimed Vitória, Norte Capixaba, Sul Capixaba, Noroeste Capixaba e Piraqueaçu compõem as singulares de 1º grau e Federação das Unimed do Espírito Santo a singular de 2º grau, que contam com 3.234 médicos cooperados e 2.800 colaboradores diretos. Para o presidente da Unimed Federação Espírito Santo, Alexandre Augusto Ruschi Filho, uma das vantagens do modelo As 10 primeiras cooperativas do Espírito Santo Na área da saúde, as cooperativas Unimed são pioneiras e 1. Cooperativa de Laticínios de Cachoeiro de Itapemirim. Fundada em 22/10/1938 (Ativa). ritório, representadas por 110 mil médicos – pouco menos de 2. Cooperativa Agrária Vale do Itabapoana– CAVIL. Fundada em 11/01/1948 (Ativa). atuam há 45 anos. Elas estão presentes em 83% do nosso terum terço dos profissionais em atividade – e com um universo 3. Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de Marilândia. Fundada em 21/02/1948. (Extinta). hospitalar privada nacional. 4. Cooperativa Leiteira de Vitória– COLEITEVIL. Fundada em 29/12/1948 (Extinta). mercado nacional de planos de saúde. Está presente em 83% 5. Cooperativa de Consumo dos Servidores Públicos de Vitória. Fundada em 23/03/1950. (Extinta) maior que 19 milhões de clientes, tendo a segunda maior rede “A Unimed é líder no setor de saúde do País, com 30% do do território nacional, o que representa 4.125 municípios”, detalhou Oliveira. Ary Célio de Oliveira disse que entre as perspectivas para o futuro da Unimed Vitória está a necessidade imperiosa de mudança do modelo de atenção à saúde, focada na prevenção de doenças e promoção de saúde. “Pensando no seu futuro, a Unimed Vitória colocou a estra- tégia no centro de seu modelo de gestão, criando assim uma 6. Cooperativa de Consumo dos Servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e Entidades Vinculadas. Fundada em 03/09/1950 (Extinta). 7. Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de Jaciguá. Fundada em 20/01/1952 (Ativa). 8. Cooperativa Agropecuária do Norte do Espírito Santo – COOPNORTE. Fundada em 30/04/1953 (Ativa). 9. Cooperativa de Laticínios de Mimoso do Sul. Fundada em 24/01/1954 (Ativa). 10. Cooperativa de Laticínios de Guaçuí. COLAGUA. Fundada em 25/02/1958 (Ativa). mudança de cultura e transformando a cooperativa numa ‘Or- ganização Orientada para a Estratégia’, cujos principais desafios são a transição demográfica rápida (envelhecimento populacional), transição epidemiológica incompleta, elevação dos custos 32 | REVISTA VIVA Fonte: OCB/ES cooperativista de saúde é que permite a participação efetiva de todos os stakeholders envolvidos no debate sobre o modelo a ser oferecido à sociedade. “Especialmente nesse momento em que vivemos deman- das da sociedade até então latentes , refletindo um novo mo- delo de participação , haja vista, as manifestações populares, em que as graves demandas da saúde representam pauta prioritária, entendemos que o cooperativismo Unimed pode representar uma alternativa viável a estas reivindicações. ” Alexandre Augusto Ruschi Filho explicou que o Sistema Unimed reúne no Brasil mais de um terço dos médicos em atividade. Ruschi destacou que a cooperativa médica pauta-se no diá- logo, e na participação efetiva de seus sócios nas suas decisões estratégicas, discutindo melhorias sobre remuneração e com uma análise crítica bastante estruturada sobre o relacionamento de pacientes e médicos, buscando debater de forma eficaz, transparente e ética alternativas para este setor. Ele reafirma que o cooperativismo médico Unimed é uma experiência exitosa com reconhecimento nacional e mundial. “O Sistema Unimed reúne no Brasil mais de um terço dos médicos em atividade. A década é de forte regulação por parte do governo brasileiro, mas o cooperativismo se mostra como a alternativa mais viável para a saúde suplementar do País, podendo ser o parceiro ideal do sistema público na solução de suas graves demandas. Diferença entre cooperativa e associação Cooperativas: É uma sociedade civil/ comercial sem fins lucrativos cujo objetivo principal é a prestação de serviços econômicos ou financeiros, formada por no mínimo 20 pessoas. Associações: É uma sociedade civil sem fins lucrativos formada por no mínimo duas pessoas O capital social é formado por quotas-partes. O patrimônio é formado por taxas pagas pelos associados, doações, fundos e reservas. Não possui capital social, o que dificulta financiamentos. O retorno aos sócios é feito proporcionalmente ao volume de negócios com a cooperativa As possíveis sobras não podem ser divididas entre os associados, precisando ser reaplicadas. Principais cooperativas Unimed Vitória: A Unimed Vitória surgiu em 1979, primeiramente com 26 médicos cooperados. Hoje, a cooperativa de saúde possui 319.415 clientes, 2.253 médicos cooperados, 1.872 colaboradores e 207 prestadores de serviço. Em processo de expansão, a Unimed no Espírito Santo vai garantir aos clientes mais opções de atendimento. No Estado, as cooperativas pretendem ampliar hospitais, inaugurar novos leitos e investir também em projetos que vão impactar diretamente na vida dos clientes. Uma das ideias, por exemplo, é aplicar recursos não apenas para tratar, mas também para prevenir doenças. Sicoob ES: O Sicoob é uma cooperativa de crédito que trabalha com os mesmos produtos e serviços que os bancos oferecem, como contas-correntes, cartões de débito e de crédito, empréstimos e investimentos. Terceira maior rede financeira do Espírito Santo, está presente em 65 municípios capixabas, e tem mais três pontos de atendimento no Rio de Janeiro. No Espírito Santo, são 88 agências, totalizando cerca de 137 mil associados. O principal diferencial do Sicoob é que o lucro da instituição é dividido com os associados, pois eles são donos do negócio. Os resultados são distribuídos conforme as operações que cada um realiza com a cooperativa. Quanto maior a movimentação financeira, maior será o retorno dos clientes. Veneza: A cooperativa Agropecuária do Norte do Espírito Santo foi fundada por 17 produtores rurais em 1953 com o objetivo de sanar os problemas de comercialização de leite e buscando melhores condições econômicas e sociais. Com sede em Nova Venécia, a cooperativa possui 1.200 cooperados que fornecem o leite e cerca de 457 funcionários e é responsável pela criação de 5 mil empregos indiretos. A cooperativa possui mais de 2.400 clientes no Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Rio de janeiro e Pará, e receita anual de R$ 108 milhões. Selita: A cooperativa de laticínios Selita foi fundada em 1938, em Cachoeiro de Itapemirim, por 25 produtores rurais. No início, os cooperados enviavam leite congelado para a CCPL (Cooperativa Central dos Produtores de Leite), no Rio de Janeiro. Depois, se desligou da central, começando a fabricar, leite tipo C, manteiga, queijos e requeijão. Hoje a linha possui mais de 110 itens e a recepção de leite é, em média, 340 mil litros por dia. A Selita tem mais de 2 mil cooperados e aproximadamente 500 funcionários, beneficiando uma média de 400 mil litros de leite por dia, vindos de 32 municípios do Espírito Santo e alguns do Rio de Janeiro e Minas Gerais. REVISTA VIVA | 33 ESPECIAL UNIMED DEZ ANOS DE FÓRUM EMPRESARIAL A Unimed Vitória comemora em 2013 a realização da décima edição do evento preparado especialmente para seus clientes empresariais. C om conteúdos relevantes e atuais e palestrantes de Sem interrupções nesses dez anos seguidos, renome nacional e local, a Unimed Vitória realiza o Fórum já faz parte do calendário de eventos tem como objetivo estreitar o relacionamento da Cooperativa tou com a presença de aproximadamente 300 anualmente o seu Fórum Empresarial, evento que com seus clientes ligados a pessoas jurídicas, promovendo também um momento único de integração entre os gestores dessas empresas. promovidos pela Unimed Vitória e este ano conpessoas. Em pauta temas relacionados à econo- mia, política, gestão de pessoas, liderança, entre outros, sempre com participantes de projeção FÓRUM EMPRESARIAL - 10 ANOS EM CENA Max Geringher Miriam Leitão 34 | REVISTA VIVA Arnaldo Jabor Carlos Alberto Júlio Mailson de Nóbrega nacional. Entre eles, destaque para Miriam Leitão, e a evolução tecnológica. Também fez uma revelação no Júlio, Mailson da Nóbrega, Clóvis de Barros, João que na próxima década o mundo estará em crise. Mas isso Max Geringher, Arnaldo Jabor, Carlos Alberto Carlos Martins, Bernardinho, Carlos Alberto Sardenberg e Paulo Vicente. Segundo o diretor de Mercado da Unimed Vi- tória, Luiz Carlos Paier, o Fórum é um evento que desperta muito a atenção e é bastante esperado por debater assuntos de interesse do mercado. “Atualmente, cerca de 80% da nossa carteira é formada por clientes empresariais. As palestras trazem assuntos que representam a maioria dessas empresas e isso é motivo de expectativa entre os gestores de nossos contratos, que sem- pre saem de lá com novas ideias e perspectivas. É pensando neles que promovemos esse tipo de evento”, contou. Futuro presente na edição 2013 Este ano, o Fórum Empresarial aconteceu no dia 28 de maio, no Centro de Convenções de Vitória, e contou com a presença de Paulo Vicente, autor mínimo inquietante ao declarar, sob o seu ponto de vista, de não será de todo ruim, segundo ele. “Nas crises as pessoas precisam achar soluções e com isso pensam coisas novas. Então, vem uma recuperação, o que gera inovação e um novo ciclo de tecnologia”, disse. Já passaram por aqui... Um dos segredos para o Fórum Empresarial Unimed Vitória ser tão aguardado por seus convidados é a presença de palestrantes de peso. Conheça quem já passou por aqui: 2013: Paulo Vicente, autor do livro Jogo de Empresas e ganhador do Prêmio de Melhor Estratégia de Marketing no L’Oreal Marketing Awards 2004 2012: Carlos Alberto Sardenberg, jornalista, âncora da Rádio CBN, comentarista da TV Globo e colunista dos jornais Estado de São Paulo e O Globo. 2011: Bernardinho, ex-jogador de vôlei, atual técnico da seleção brasileira de voleibol masculino e autor do livro Transformando Suor em Ouro. 2010: João Carlos Martins, maestro e pianista brasileiro, considerado um dos maiores intérpretes de Bach do Século XX. do livro Jogo de Empresas e ganhador do Prêmio 2009: Clóvis de Barros, doutor pela Universidade de Paris e pela Escola de Comunicações e Artes da USP, professor e um dos mais requisitados palestrantes do país. Marketing Awards 2004. 2008: Mailson de Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, atual colunista da Revista Veja, consultor e autor de quatro livros. nheiro, Paulo comandou a palestra Pensamentos 2007: Carlos Alberto Júlio, empresário, consultor e autor de best sellers. Foi presidente da Tecnisa S/A e da HSM do Brasil e hoje é professor da USP, ESPM e FGV. ta propriedade os gargalos do crescimento do 2006: Arnaldo Jabor, cineasta, roteirista, jornalista, escritor e crítico brasileiro. tecnológica, capacidade energética, mão de obra 2005: Max Geringher, administrador de empresas, escritor e autor de diversos livros sobre gestão empresarial e de carreira. de Melhor Estratégia de Marketing no L’Oreal Mestre e doutor em Administração e enge- e Reflexões para o Futuro, abordando com muiBrasil e do mundo, como infraestrutura viária e qualificada e burocracia. O palestrante apresentou os ciclos de hege- monia na economia mundial ao longo dos anos Clóvis de Barros 2004: Miriam Leitão, jornalista especializada em jornalismo econômico e de negócios, autora de livros e comentarista. Carlos Alberto Sardenberg João Carlos Martins Bernardinho Paulo Vicente REVISTA VIVA | 35 Eles aprovaram Os clientes empresariais que participaram da décima edição do Fórum Empresarial aprovaram a iniciativa da Unimed Vitória e destacaram a importância do evento. “É muito bom participar desses encontros, pois temos a oportunidade de estreitar o nosso relacionamento. O assunto da palestra abrange a nossa visão de futuro, pois é preciso estar atento às mudanças, contribuindo para o desenvolvimento do mercado”, afirma a O palestrante Paulo Vicente (no centro) com Remegildo Milanez, Luiz Carlos Paier, Vinícius Freitas e Márcio de Oliveira Almeida. assistente de Benefícios da Chocolates Garoto, Valquíria Pereira. O superintendente do Vitória Apart Hospital, Paulo ainda apontou aquilo que chama de tendências Carlos Castanheira, também elogiou a palestra tativa de vida das pessoas e novos comportamentos; a tríplice to a conhecer. O Fórum nos possibilita entender sociais como: um novo ciclo de vida, com o aumento da expec- alfabetização; o trabalho e lazer em rede e em movimento; o conceito de casa expandida e três faixas de fuso horário. Todos assuntos para horas de conversa. Nesse contexto, de acordo com Paulo, é preciso estar atento às etapas do mercado em âmbito mundial, observando as fases econômicas, que podem ser de crise, recuperação, esgotamento ou expansão. Acompanharam essa discussão, além dos clientes convida- deste ano. “Como clientes e parceiros temos muio que esperar do mercado e o tema da palestra tem tudo a ver com a nossa rotina. Houve uma contextualização maior, pois, além de economia, o palestrante abordou a história, e isso é extre- mamente importante, já que muitos empresários não têm essa visão abrangente”, destaca Carlos. Para Rodrigo Almeida, vice-presidente da Mo- dos, empresas como Chocolates Garoto, Vitória Apart Hospital, rar Construtora, que participou da 8ª edição do Cesconetto, entre outros, bem como os membros da Direto- o encontro tem alcançado seu objetivo. “Eventos Dadalto, Supermercado Santo Antônio, Sebrae, Rede Gazeta, ria Executiva da Unimed Vitória Márcio de Oliveira Almeida, diretor-presidente; Luiz Carlos Paier, diretor de Mercado; Mário Tironi, diretor de Recursos Próprios; Marcus Tanure, diretor Administrativo-Financeiro; e Remegildo Gava Milanez, diretor de Provimento de Saúde. Fórum, com a presença do técnico Bernardinho, como esse mostram que a Unimed Vitória está preocupada não apenas com a nossa saúde, mas também com o fornecimento de conhecimento para que possamos desenvolver e capacitar nossas equipes”, ressalta. Carlos Castanheira 36 | REVISTA VIVA Rodrigo Almeida fotos Ricardo Galvão / Arquivo / Divulgação Valquíria Pereira VIVA DIREITO Conselho Nacional de Justiça Recomendações na condução de demandas judiciais envolvendo Assistência à Saúde Por Beatriz Ribeiro Viegas E m 30 de março de 2010, o Conselho Na- O Tribunal de Justiça do Espírito Santo, atendendo às reco- cional de Justiça – CNJ –, ciente do grande mendações do CNJ acima transcritas e na vanguarda em relação tência à saúde em tramitação no Poder Judiciário, o Núcleo de Assessoramento Técnico aos Juízes (NAT), resultado número de demandas envolvendo a assis- publicou a Recomendação nº 31, recomendando aos tribunais de todo o país “a adoção de medidas a muitos outros tribunais do país, criou em 21 de setembro de 2011 de um convênio celebrado com a Secretaria de Saúde do Estado. O objetivo do NAT, constituído por profissionais médicos e visando melhor subsidiar os magistrados e demais farmacêuticos, é assessorar juízes nas ações judiciais que envol- ência na solução das demandas judiciais envolven- mes diagnósticos, tratamentos médicos e insumos nutricionais. operadores do direito, para assegurar maior eficido assistência à saúde” . vam o fornecimento de medicamentos, insumos para saúde, exaDesde então, o NAT vem atendendo crescentemente às Em seguida, em 12 de julho de 2011 foi publi- demandas judiciais envolvendo a assistência à saúde, utilizando orientando o Poder Judiciário a adotar medidas por sua vez tem o propósito de auxiliar as decisões na área de cada também pelo CNJ a Recomendação nº 36, “visando melhor subsidiar os magistrados e de- mais operadores do direito, com vistas a assegurar maior eficiência na solução das demandas judiciais envolvendo a assistência à saúde suplementar” . Dentre as medidas previstas na Recomendação nº 36 estão: a) a celebração de convênios que objetivem disponibilizar apoio técnico, sem ônus para os Tribunais, composto por médicos e farmacêuticos, indicados pelos Comitês Executivos em seus trabalhos a Medicina Baseada em Evidência (MBE), que saúde por meio das melhores evidências científicas disponíveis, criando conhecimentos novos para facilitar e adequar estas evidências aos desafios da realidade nacional. A MBE envolve o uso criterioso e consciente da melhor evidência para a tomada de decisão sobre o cuidado a ser dispensado a um paciente, através da integração da experiência individual do profissional à melhor evidência clínica disponível a partir de pesquisas científicas. Estamos falando, portanto, do elo entre a boa ciência e a boa prática clínica. Diante deste novo cenário, podemos afirmar que as Reco- Estaduais, para auxiliar os magistrados na formação de um mendações do CNJ e as medidas daí advindas, como a criação sentadas pelas partes, observadas as peculiaridades regionais; são extremamente bem-vindas e trazem luz a um panorama juízo de valor quanto à apreciação das questões clínicas apre- b) facultar às operadoras interessadas o cadastramento de endereços para correspondência eletrônica junto às Comarcas, Seções e Subseções Judiciárias, com vistas a do NAT e a adoção da MBE pelos profissionais que ali atuam, que até então gerava incertezas e desequilíbrios a todos e entre todos os atores envolvidos: Estado, operadoras de planos privados de assistência à saúde suplementar e sociedade. facilitar a comunicação imediata com os magistrados, e, assim, fortalecer a mediação e possibilitar a autorização Beatriz Ribeiro Viegas é graduada em independentemente do curso legal e regular do processo. Empresa, MBA em Gestão de Plano de Saúde do procedimento pretendido ou a solução amigável da lide, Direito, pós-graduada em Direito de e assessora jurídica da Unimed Vitória. 1. www.cnj.jus.br/atosnormativos 2. www.cnj.jus.br/atosnormativos REVISTA VIVA | 37 VIVA SUSTENTáVEL Cooperação e sustentabilidade nas escolas Instituições de ensino da Grande Vitória desenvolvem projetos voltados para meio ambiente e sustentabilidade que despertam nas crianças o senso de cidadania N o dicionário, cooperar significa colaborar, ajudar ou Segundo uma das professoras responsáveis pelo desenvol- participar de um projeto com o objetivo de construir vimento do projeto na Crescer PHD Samira Madeira Vieira, a faz a força”, a cooperação está presente em muitas atividades bém para conscientizar as crianças de que o lixo pode ser apro- o bem comum. Partindo da ideia de que ”a união do dia a dia das pessoas como no ambiente de trabalho e até mesmo na prática de esportes. atividade serviu não só para produzir brinquedos, mas tamveitado e da necessidade de descartá-lo de maneira correta. “As crianças ficaram orgulhosas de suas criações e fica- Porém, não pense que isso é assunto apenas de gente vam até vigiando se alguém estava tocando ou estragando os tam na cooperação para transmitir conceitos de sustentabili- em certos comportamentos no dia a dia na escola. Houve uma grande. Algumas escolas de educação infantil de Vitória aposdade para crianças de até seis anos. É o caso da escola Crescer PHD. O assunto meio ambiente foi tema de um projeto educacional realizado nos meses de junho e julho. Dentro dessa temática foram criados vários brinquedos. Além disso, notamos uma mudança muito grande diminuição na quantidade de copos descartáveis usados, pois muitos alunos já deixam um separado para consumo na sala de aula, evitando o uso excessivo do copo de plástico”, disse. subtemas, cada um explorado por uma sala de aula, e diversas atividades foram desenvolvidas. Para se ter uma ideia, os temas estudados foram desde poluição dos mares e coleta seletiva até a exploração inade- quada dos recursos naturais como fator determinante para a extinção de espécies da fauna brasileira. Na turma do Jardim, por exemplo, que inclui crianças de quatro anos, o projeto “Reciclagem – Utilizar brincando” teve o objetivo de ensinar aos alunos como aproveitar os materiais descartados no lixo para a confecção de brinquedos. O resultado dessa brincadeira não poderia ter sido mais criativo. A partir do reaproveitamento de caixas de pasta de dente e de garrafas de suco e refrigerante, que seriam descartadas no lixo, as crianças deram vida a foguetes, bonecas e carrinhos que foram apresentados para os demais alunos da escola numa exposição. Alunos da escola Crescer PHD aprenderam a fazer brinquedos a partir do reaproveitamento de caixas de pastas de dente e de garrafas de suco e refrigerante. REVISTA VIVA | 39 APRENDIZADO PARA A VIDA Além disso, a professora contou que as salas ficaram mais limpas visto que os alunos passaram a vigiar os hábitos dos colegas para evitar que o ambiente fique sujo. “Já presenciei várias situações em que um aluno chamava a atenção do outro por ter deixado um papel de biscoito cair no chão, por exemplo.” A coordenadora pedagógica do ensino fundamental da Crescer PHD, Simone Moraes Alvarenga, salientou que o impacto do projeto não se restringiu ao ambiente escolar. Alguns pais também notaram mudanças no comportamento de seus filhos dentro de suas casas. “Nosso interesse maior é na participação da família. E o resultado disso é que tivemos casos de pais que relataram que seus filhos questionaram a não existência de lugares es- pecíficos para reciclagem do lixo no prédio onde moram. Em outro caso interessante, tivemos uma criança que repreendeu os pais por jogarem lixo pela janela do carro”, contou Simone. Segundo a coordenadora, a formação de hábitos é adquiri- da desde o início da formação e a escola tem um papel muito importante no desenvolvimento de cidadãos mais conscientes. ficativo e com mais qualidade. Dessa forma, as crianças apren- o caso do meio ambiente, ficar em segundo plano. As crianças “A temática da dengue nos possibilita trabalhar com várias “Não podemos deixar situações tão preocupantes, como é dem a trazer o que vivem em sociedade para a sala de aula. precisam entender o seu papel na sociedade desde agora para vertentes. No nosso caso, não trabalhamos apenas com os aptos a cooperarem com os outros”, disse. sua ajuda por meio da produção de um repelente natural e um que se tornem adultos cientes de suas responsabilidades e combate a doenças pequenos. Os alunos maiores, com 10 anos, também deram mata mosquito de garrafa pet”, contou a pedagoga. O projeto chegou ao fim no mês de julho com uma pas- Combater a dengue com sustentabilidade. Essa foi a propos- seata realizada no quarteirão das duas unidades da escola. para os seus alunos do ensino fundamental. O projeto foi desen- produziram cartazes com informações sobre os sintomas da ta do Colégio Faesa, unidades da Mata da Praia e Jucutuquara, volvido no primeiro semestre deste ano e teve como foco as atitu- des diárias das pessoas que auxiliam na proliferação da doença. As crianças de até seis anos participaram com suas famílias e dengue e o que fazer para evitá-la. No caso do projeto do Colégio Faesa, as famílias também Visto que o grande problema para combater o mosquito relataram uma mudança no comportamento dos filhos que pas- recipiente utilizado para armazenar água, as crianças estu- o combate ao mosquito. Para a pedagoga da escola, esse é um Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer daram todas as medidas de prevenção necessárias, entre elas o descarte correto do lixo visando à interrupção do ciclo de saram a cobrá-los sobre a importância de certas atitudes para sinal da importância da instituição na formação do ser humano. “Quando mostramos para os alunos como um determi- transmissão e contaminação. nado tema se encaixa no seu dia a dia, a qualidade do apren- de Mendonça Gonçalves, a escola costuma interdisciplinar um melhores. Nosso papel não é apenas exigir uma boa nota, Segundo a pedagoga do Colégio Faesa, Michelle Ferreira determinado tema com os conteúdos escolares com o objetivo de fazer com que os alunos tenham um aprendizado mais signi- 40 Alunos do ensino fundamental do Colégio Faesa fizeram uma passeata ao redor da escola para alertar sobre os perigos da dengue. | REVISTA VIVA dizado aumenta e eles passam a cobrar das pessoas atitudes mas também formar cidadãos conscientes de seus deveres na sociedade", completou. NOVIDADES unimed VITÓRIA Você sabe utilizar o seu plano de saúde corretamente? Unimed Vitória cria campanha de bom uso do plano em atendimento à Norma 259 da ANS. A nova Resolução Normativa 259 da Agência Na- usuário marca uma consulta, não comparece e acaba tirando que as operadoras garantam atendimento a seus pronto-socorro para atendimento de um quadro que poderia cional de Saúde Suplementar (ANS) determina beneficiários de acordo com prazos definidos pela Agência Reguladora. Diante dessa nova norma, a Unimed Vitória criou uma campanha, que será veiculada ao longo de todo o ano de 2013, com o a oportunidade de alguém que está precisando; ou vai ao ser resolvido em consultório. Tudo isso tem um custo que é repassado tanto para a operadora quanto para o próprio cliente”, disse. O diretor de Mercado salienta a importância de seguir al- objetivo de conscientizar os seus clientes sobre as gumas dicas, como usar os resultados dos exames que realizou Segundo o diretor de Mercado da Unimed horas de antecedência caso não possa comparecer. “Esses são boas práticas no uso do plano de saúde. Vitória, Luiz Carlos Paier, a campanha é baseada em dicas que serão trabalhadas nos meios de comunicação da Cooperativa. “Muitas vezes o para idas futuras ao médico e desmarcar consultas com 24 apenas alguns cuidados que o cliente pode ter em relação ao plano e que vão refletir em um atendimento cada vez melhor por parte da Cooperativa”, completou. Dicas de boa utilização do seu Plano de Saúde: Consultas Médicas: Tenha um médico generalista e só procure o especialista com a indicação dele evitando assim consultas e exames desnecessários; Para todo atendimento, tenha sempre em mãos o cartão de identificação do seu plano de saúde e um documento com foto; Em alguns procedimentos especiais você terá que passar em uma das lojas de atendimento da Unimed Vitória para solicitar a autorização de exames; Recomendações Importantes: Busque os resultados dos exames que realizou e guarde para futuras consultas; Nunca ceda seu cartão de identificação ou de um dependente a terceiros; Atualize sempre seus dados cadastrais, pelo site ou 0800 026 0080; Desmarque a consulta com 24 horas de antecedência caso não consiga comparecer. REVISTA VIVA | 41 VIVA TURISMO Sítios e fazendas de regiões da Grande Vitória oferecem comida da roça e opções de diversão para crianças e adultos, contato com animais e passeios a cavalo. Roda d'água no Rico Caipira 42 | REVISTA VIVA F azendas, sítios e ranchos dedicados ao Circuito Jaguarassú. A Fazenda Rico Caipira, que fica a seis de lazer para famílias que querem aprovei- as crianças, como parquinho, passeio de trenzinho, passeio a agroturismo na Grande Vitória são opções tar o fim de semana em clima de interior e com ar puro. Não é preciso viajar muitas horas, pois os estabelecimentos de regiões rurais da Grande Vitória oferecem ambientes aconchegantes e com clima da roça perto da cidade. As cidades de Vila Velha, Serra e Cariacica possuem fazendas onde toda a família pode conhecer diversas espécies de animais e aproveitar cavalo, de pônei e charrete, tirolesa e bicicleta aquática. Para as crianças que não têm muito contato com animais no dia a dia, na fazendinha podem ter contato com vaca, bezerro, avestruz, pavão, peru, galinhas ornamentais, coelho, pato, cabra e também um minhocário. Também tem restaurante com opções à la carte e loja de laticínios produzidos no local, como queijos e iogurtes. Na mesma estrada, logo depois da fazenda Rico Caipira, para fazer passeios a cavalo e charrete, tirolesa se chega no Rancho Forte, onde a gastronomia é destaque. A taurantes dos estabelecimentos, com comida da No local é possível avistar ao horizonte o Convento da Penha, e pesque-pague. Destaque também para os resroça e também venda de laticínios e produtos típicos da região. Vila Velha 50 metros do restaurante, encontram-se as ruínas jesuíticas. Morro do Moreno e Morro da Fonte Grande. O turismo ecológico oferece opções de passeios a cavalo e de charrete, hotel para cavalos, floresta de seringueiras e criação de gado. Na cidade de Vila Velha, na região da Barra do Serra a família passar o dia em clima do interior, no agroturismo. Na região de Jacaraípe é possível curtir as belezas Jucu, há duas opções de passeios próximos para fotos José Alberto Jr. reportagem Letícia Orlandi quilômetros da Rodovia do Sol, oferece várias diversões para Na cidade de Serra também há várias opções de circuito de Passeio de trenzinho e visita à fazendinha são atrações da Fazenda Rico Caipira. Acesso ao restaurante do Rancho Forte. O Sítio Ouro Velho oferece almoço para a família no final de semana. Na hora de descansar, opção é o redário. do Rancho Serra Azul, que possui 500 mil metros quadrados de Velho, que fica em Pitanga, na Serra, oferece às caiaques. Para as crianças tem playground, brinquedos, mi- almoço da roça para famílias. O local, que abre a a cavalo, charretes, caminhadas e também os pedalinhos e nibuggy, pula-pula e passeio de trenzinho. A área de 35 mil metros quadrados de espelhos d’água também oferece como lazer pesque-pague e lagoa de banho. Para quem quer relaxar e curtir a natureza o espaço oferece várias áreas com sombra. No restaurante, o visitante tem música ao vivo todos os domingos e feriados. No Circuito Guaranhus, uma das atrações é a Fazendinha do Mini Cowboy, que fica na região de Serra-Sede, a 30 quilô- sextas, sábados, domingos e feriados nacionais partir das 10 horas, oferece ainda um bosque onde pode ser servida a comida, um redário e para as crianças um parquinho com gangorra, tirolesa de pequeno curso, balança e escorregador. No quintal, as crianças também podem interagir com pa- tos, gansos e preás. No lago do sítio, também tem um jacarezinho, que faz sucesso com os visitantes. metros de Vitória. No local, pais e filhos podem fazer passeios Cariacica interagir com minianimais, como codorna, boi, pônei, coelhos, tância Vale do Moxuara, um espaço para diversão de charrete, cavalo e pônei. Na Fazendinha, as crianças podem Em Cariacica, na região de Roças Velha, fica a Es- entre outros. A proprietária da Fazendinha, Tânia Maria Simão, de toda a família. O local é especial por estar na disse que as crianças podem pegar os pequenos animais e interagir com eles. “Meu marido alugava baias para cavalos e nos finais de semana as crianças vinham com os pais e se interessavam pelos cavalos. Foi daí que surgiu a ideia de criar a fazendinha. Comprei um pônei e fui montando a fazendinha. Hoje, toda a família aproveita. Os pais também adoram interagir com os minianimais”, contou. 44 Com vista para o Mestre Álvaro, o Sítio Ouro área. Os destaques do local são as lagoas, trilhas para passeio | REVISTA VIVA região do Mochuara, um dos montes mais impo- nentes da região metropolitana, ao lado do Mestre Álvaro, na Serra, e do morro do Convento da Penha, em Vila Velha. O granito tem 724 metros de altitude e ao redor há uma grande biodiversidade. A área de lazer possui um grande lago para pesque-pague e passeio de caiaque e pedalinho. fotos Divulgação Lagarto também é atração do local. fotos Divulgação Restaurante e alojamento no Vale do Moxuara. Pedalinho é opção de lazer no Vale do Moxuara para a família. Abaixo, passeio de Kartciclo. VILA VELHA Fazenda Rico Caipira Avenida Jaguarussu, S/Nº Barra do Jucu, Vila Velha/ES (27) 3244-4404 / 3244-5913 www.ricocaipira.com.br Rancho Forte Além disso, tem parede de escalada, telepneu (um estilo de teleférico), casa da árvore, karticiclo e passeio a cavalo e charrete. Outra atração do local são as piscinas. Uma é natural e outra ionizada. As crianças também podem ver de perto animais como coelhos, preás, minivacas, cabritos, javalis, jabuti, galinha d’angola, entre outros. No restaurante, é possível degustar comida ca- seira e carnes diferenciadas, como javali, carneiro e cabrito, além da tradicional feijoada e galinha caipira ao molho pardo. No Vale do Moxuara também é possível se hospedar para ter mais tempo de aproveitar. O local tem como opção bagalôs e alojamentos, ideais para realização de encontros familiares, retiros e eventos empresariais. Circuito Jaguarassú, Vila Velha/ES (27) 3242.2449 / (27) 9239.8070 / (27) 9227.9136 www.ranchoforte.com.br SERRA Fazendinha do Mini Cowboy Estrada de Itaiobaia, Serra/ES (27) 3328-8639 / 9957-9762 Rancho Serra Azul: Rua 5, 1, Magistrados, Jacaraípe (27) 3252-6003 www.ranchoserraazul.com.br Sítio Ouro Velho Rua Miguel José, s/nº, acesso pela BR-101, quilômetro 261, bairro Pitanga, Serra/ES (27) 3341-1476 CARIACICA Vale do Moxuara Fazenda Estância do Vale, km 03, Roças Velhas, Cariacica/ES (27) 3254-1488 www.valedomoxuara.com.br REVISTA VIVA | 45 VIVA CULTURA LIVROS A Civilização do Espetáculo – Uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura O autor peruano de olhar inconformista Mario Vargas Llosa, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2010, faz nessa obra uma radiografia da cultura e dos tempos atuais, afirmando que se antes a cultura servia para ser uma espécie de consciência da realidade, agora funciona como mecanismo de distração e entretenimento, tornando-se superficial. Ele diz que isso é visto quando hoje vemos uma banalização das artes e da literatura, o trunfo do jornalismo sensacionalista e a frivolidade da política. Vargas Llosa ressalta também o desaparecimento da crítica e o consumo influenciado pela publicidade e não apenas pelo gosto pessoal. Para ele, em seu ensaio, a figura do intelectual que estruturou todo o século XX teria desaparecido do debate público, pois mesmo alguns ainda atuando, a repercussão na sociedade é pequena. Llosa observa que, conscientes desta situação, “muitos optaram pelo silêncio.” A Civilização do Espetáculo – Uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura, Mario Vargas Llosa, Editora Objetiva, 2013, 208 páginas. Cidadania, um Projeto em Construção – Minorias, justiça e direitos A obra aborda o tema cidadania em diversos aspectos no País, passando pela violência e chegando até a desigualdade racial e social que ainda assombram o Brasil. A introdução de André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz, organizadores do volume, resgata a noção de cidadania desde a sua criação na Antiguidade e mostra como ela foi se moldando aos diferentes períodos históricos. O livro tem artigos que discorrem sobre a construção da igualdade, o público e o privado no pensamento social brasileiro e acerca das religiões no Brasil. A segurança pública, a violência, o crime e o domínio do medo sobre o brasileiro também são temas de textos reunidos nesta obra. Outro assunto abordado na obra é a questão da exclusão provocada pelo racismo, a situação da homossexualidade, o movimento LGBT e ainda a luta pelos direitos dos povos tradicionais da Amazônia. Cidadania um Projeto em Construção – Minorias, justiça e direitos, André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz (organizadores), Cia das Letras, 2013, 152 páginas. FILMES DVD: Dá para fazer (Si puó fare, Itália, 2008) Tratando com leveza, delicadeza e humor um tema importante, como doença mental, o filme italiano baseado em fatos reais mostra uma cooperativa formada por ex-pacientes de um hospital psiquiátrico, fechado pelo governo italiano pela Lei Basaglia, que foi idealizada por um sindicalista com ideias avançadas, Nello. A ideia dele, que muitos consideram impossível, é que os ex-pacientes sejam sócios e cada um desenvolva um trabalho de verdade adaptado à sua capacidade, para que eles sobrevivam à base do assistencialismo. Durante o decorrer da trama, Nello nunca trata os trabalhadores como ex-pacientes, mas sim como sócios, o que demostra uma visão baseada na igualdade e na solidariedade em relação às pessoas e suas possibilidades, mostrando que com vontade “Dá para fazer”, sim. Direção: Giulio Manfredonia. Roteiro: Fabio Bonifacci e Guilio Manfredonia. Elenco: Claudio Bisio, Anita Caprioli, Giuseppe Battiston, Giorgio Colangeli. fotos Divulgação Lançamento: Jobs (Jobs, EUA, 2013) A aguardada cinebiografia do cofundador da Apple, Steve Jobs, interpretado por Ashton Kutcher, estreia no Brasil em setembro. O longa mostra a história de Jobs, desde que largou a faculdade e passou a frequentar como ouvinte apenas as aulas que gostava, como caligrafia, até se tornar um dos mais reverenciados empresários do universo da tecnologia no século 20. A trama mostra como a Apple funcionou inicialmente na garagem de Jobs e relata como o empresário da tecnologia foi demitido da própria empresa aos 30 anos, por divergência de ideias do conselho administrativo. O filme discorre pela jornada de autodescobrimento da juventude de Jobs, pelos demônios pessoais que obscureceram sua visão e, finalmente, pelos triunfos que transformaram sua vida adulta. Direção: Joshua Michael Stern. Roteiro: Matt Whiteley. Elenco: Ashton Kutcher, Dermot Mulroney, Amanda Crew e James Woods. 46 | REVISTA VIVA MÚSICA MICHEL BUBLÉ, TO BE LOVED Em seu oitavo álbum de estúdio, o cantor canadense traz várias baladas românticas inspiradas no jazz e que misturam sons clássicos e novos, pois o CD tem 10 covers consagrados, repaginando clássicos como “To Love Somebody”, dos Bee Gees e “Have I Told You Lately”, de Elvis Presley. Além disso, o álbum tem faixas originais escritas por ele e em colaboração com Bryan Adams e Reese Witherspoon. CD: To Be Loved, Michael Bublé, Reprise Records, 2013. RECEITA SAUDÁVEL Acabou em Pizza No dia 10 de julho é comemorado o Dia da Pizza e para não deixar de aproveitar essa delícia, sugerimos uma receita leve e funcional, com massa integral, legumes e muçarela de búfala. foto José Alberto Jr. POR ISAURA CALIARI INGREDIENTES Massa 180 ml de água morna; 2 colheres (sopa) de fermento para pizza granulado; 2 colheres (sopa) de azeite ou óleo 1 colher (chá) de sal; 1 colher (chá) de açúcar; 250g farinha de trigo integral fina; Recheio 80g de molho de tomate caseiro; 2 abobrinhas pequenas cortada em rodelas finas; 5 mini berinjelas cortadas ao comprido; 1 muçarela de búfala grande cortada em fatias finas; Orégano (opcional). INFORMAÇÃO NUTRICIONAL Azeite: Auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) aumentando o colesterol bom (HDL) e prevenindo contra doenças cardiovasculares. Rico em antioxidantes, como os polifenois, que auxiliam no combate aos radicais livres. Duas colheres (sopa) = 172 Kcal. Trigo integral: Possui nutrientes como vitaminas, minerais e fibras, pois não passam por refinamento. Aumenta a saciedade, PREPARO Coloque em um pote fundo a água, o fermento, o azeite, o sal e o açúcar. Mexa até o líquido ficar homogêneo. Separe 250 g da farinha de trigo e acrescente aos poucos no pote com o líquido, misturando até que se possa retirar e amassar com as mãos. Sove por cerca de três minutos, sempre colocando mais trigo quando for preciso. Deixe a massa descansar por 40 minutos e depois abra com a ajuda de um rolo, coloque sobre uma forma de pizza de 30 cm de diâmetro e dobre as bordas para ficarem altas. Leve ao forno quente para pré-assar por 10 minutos. Retire do forno e coloque o recheio, distribuindo uma camada de molho de tomate, rodelas de muçarela de búfala e as abobrinhas (refogadas rapidamente no azeite com uma pitada de sal). Depois complete com as berinjelas também já refogadas e orégano. Leve ao forno por 40 minutos. melhora o funcionamento do intestino, auxilia no controle da glicose e colesterol total. 250 g = 817 Kcal. Abobrinha: Rica em vitaminas do complexo B, como a niacina e vitamina A. Possui potássio, fósforo, cálcio, sódio e magnésio. Excelente fonte de fibra, auxiliando na constipação. 100 g = 50 Kcal. Berinjela: Rica em água e fibras, atuando na melhora do funcionamento intestinal. Possui magnésio, zinco, potássio, cálcio, ferro e fósforo e principalmente vitaminas A, B1, B2 e C. 100g = 27 Kcal. Muçarela de búfala: Possui cálcio, magnésio e vitamina A e menos sódio quando comparado a alguns queijos. Possui 25,5% de aminoácidos essenciais a mais do que o leite de vaca. 40 g = 130 Kcal. Fonte: Danielly Serrano, nutricionista do Viver Unimed Vitória. REVISTA VIVA | 47 VIVER UNIMED Em busca do equilíbrio entre corpo e mente Melhorar a qualidade do cuidado com idoso é prioridade, questão que foi discutida em evento realizado pela Unimed Vitória, em março. Queimação no estômago, incômodo nas costas, falta de ar, pal- pitações e depressão são apenas algumas das manifestações grupos do Viver Unimed, Laís Amador, o pensa- As dores psicossomáticas são, geralmente, desencadeadas por surgimento de doenças psicossomáticas. “Isso físicas que podem ter ligação direta com fatores emocionais. distúrbios emocionais, mas felizmente possuem tratamento. Com o objetivo de ajudar as pessoas a lidar com o estresse da vida moderna, a Unimed Vitória oferece, através do Viver Unimed, o Programa Corpo e Mente. O projeto consiste em três encontros mensais com a participação de uma psicóloga e um fisioterapeuta que realizam dinâmicas de grupo, exercícios corporais e reflexões. Além disso, são feitas discussões sobre as consequências do sofrimento psicológico na saúde provocada pelo desequilíbrio entre o corpo e a mente. Segundo a psicóloga do Viver Unimed, Larissa Berger, os encontros oferecem informação e traçam estratégias de enfrentamento para lidar com as causas da pressão psíquica e corporal. “Nas dinâmicas de grupo os participantes têm a oportunidade de perceber, identificando em si, sintomas frequentes que podem se transformar em doenças psicossomáticas. É o caso das dores de cabeça diárias e dos problemas digestivos”. 48 Para a psicóloga responsável por conduzir os | REVISTA VIVA mento positivo é uma das formas de previnir o ajuda a diminuir o sofrimento psíquico dos participantes”, disse. Como participar O Programa Corpo e Mente pode ser utilizado por todos os clientes da Unimed Vitória, incluindo os que possuem planos corporativos, e é realizado nas empresas clientes e também na sede do Viver. Se a sua empresa oferece os planos da Unimed Vitória para seus colaboradores, mas ainda não aderiu ao programa, entre em contato com o Viver Unimed através do telefone (27) 3134-7520. O telefone também vale para os demais clientes da cooperativa que desejarem mais informações sobre o programa. Serviço Programa Corpo e Mente Viver Unimed Rua General Câmara, 222. Praia do Suá, Vitória - ES | (27) 3134-7520 ações unimed VITÓRIA Conheça os produtos opcionais da Unimed Vitória SOS Emergências Médicas e Plano Odontológico garantem maior segurança e qualidade de vida para pacientes. Oferecer soluções de saúde com excelência é uma O benefício odontológico da Unimed Vitória das premissas da Unimed Vitória. Prova disso, é possui 40 procedimentos a mais do que é exigido forto e bem-estar aos seus clientes, a cooperati- (ANS). Serviços de urgência, diagnósticos, radio- que, em sua busca constante em oferecer conva conta com produtos opcionais, que são: SOS Emergências Médicas e Plano Odontológico, em parceria com a Unimed Odonto. Partindo do conceito de que, em casos de urgência, a rapidez pode ser decisiva para sal- pela Agência Nacional de Saúde Suplementar grafias e prevenção em saúde bucal são alguns dos serviços incluídos no plano, que conta com uma ampla rede de profissionais credenciados. SOS Emergências Médicas var uma vida, o SOS Emergências Médicas conta Aconselhamento médico 24h pelo telefone 0800 283 9505; nacional e aconselhamento médico 24 horas por Atendimento pré-hospitalar domiciliar de urgência/ emergência; com três UTIs móveis, serviço de remoção aérea telefone. A equipe é formada por profissionais de enfermagem, motoristas socorristas treinados e médicos com cursos internacionais. Já o benefício odontológico foi criado com o objetivo de atender às diversas necessidades dos clientes. Visto que a saúde bucal é um importante item para uma vida saudável, o plano oferece de procedimentos simples aos estéticos, como aparelhos ortodônticos e clareamento. Remoções terrestres de urgência/emergência; Remoções aeromédicas com helicóptero e aviões de urgência/emergência. Possui 40 procedimentos a mais do que é previsto por lei; Serviços de urgência, diagnósticos, radiografia e prevenção em saúde bucal; Procedimentos estéticos, como clareamento e aparelhos ortodônticos. REVISTA VIVA | 49 foto José Alberto Jr. felicidade Cooperação Por Aucélio Melo de Gusmão O s cenários da vida mudam com certa frequência. Com eles, variáveis importantes, sendo necessária operação, ajuda mútua, e, diante das mesmas condições, atitude, dos circunstantes, ou do meio ambiente, respondem Tenho para mim que existem pessoas que vivem dentro a vigília constante. São os tempos modernos, sua superaram o problema. por modificações significativas no pensar e no agir. de um espectro micro de visão da vida. Não conseguem nós mesmos. Somos parte do problema, da solução tam- como mérito verdadeiro do viver. Criamos algumas das nossas dificuldades, conflitos de bém. Conversar com o espelho, repensar as decisões, quase sempre resolve. Somos impactados de fora para dentro. Mudam-se os panoramas, as circunstâncias do meio ambiente, vindo a exigir adaptações muitas vezes nos hábitos e cultura. Existem também as dis- crepâncias entre circunstantes, a com- São cenas do cotidiano, do próprio viver. Dizem que Deus convidou um cidadão para conhecer o céu e o inferno. Pri- meiro foram ao inferno. Ao entrarem, viram um caldeirão enorme de sopa, com pessoas famintas e desesperadas ao seu redor, cada uma com uma colher de pau comprida, que alcançava o caldeirão, mas não conseguia chegar à boca. O sofrimento era enorme. Deus levou o homem então ao céu. Sala, caldeirão e colheres idênticas. Todos saciados e felizes. O homem ficou estupefato e perguntou: por que a diferença? Eles aprenderam que podiam dar comida uns aos outros – sem precisar trocar de colher, todos comiam – e resolveram o problema. | REVISTA VIVA vislumbrar o maior, a vantagem de todos e o bem coletivo Tornam-se reféns da própria limita- Criamos algumas das nossas dificuldades, conflitos de nós mesmos. Somos parte do problema, da solução também. petição típica entre os seres humanos. 50 O nome desta atitude inteligente e de resolução é Co- ção ou mesquinhez, da injúria ou ofensa gratuita, do amargor que trazem consigo. A principal causa de assim procederem, dos seus comportamentos negativos, é a auto-centralização, por julgarem que encerram todas as verdades. São pessoas céticas que se levam muito a sério, como se a seriedade fosse propriedade privada. Dê um tempo a si mesmo ou às outras pessoas. Um sorriso é um convite à participação. Se assim fizerem, certamente serão felizes, já que “a felici- dade é conhecer os próprios limites, comemorá-los e amá-los”. Aucélio Melo de Gusmão é médico anestesista, Diretor de Marketing e Desenvolvimento da Unimed Brasil e Acadêmico da Academia Paraibana de Medicina. É autor dos livros O Tempo e a Vida e Leituras do Meu Tempo.