GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE DEPARTAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS RELATÓRIO ANUAL SOBRE A SITUAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EDIÇÃO 2007/2008 Porto Alegre, dezembro de 2008 APOIO INSTITUCIONAL Eng. Paulo Renato Paim Diretor do Departamento de Recursos Hídricos COORDENAÇÃO TÉCNICA Geogr. Elaine Regina Oliveira dos Santos Divisão de Planejamento e Gestão/DRH EQUIPE TÉCNICA EXECUTIVA Geogr. João Manoel S. O. Trindade Silva – DIPLA/DRH Pedro Paulo Ferreira de Souza - Estagiário de Geografia - DIPLA/DRH Zoraida Helena Gomes da Silva – Estagiária de Geografia/DRH EQUIPE DE APOIO TÉCNICO Eng. Agrícola André Luís Silva Coutinho - Bolsista do CTHIDRO/CNPq Eng. Civil Diego Polacchini Carrillo - DIOUT/DRH Eng. Civil Graziela Zim – Bolsista do CTHIDRO/CNPq Eng. Civil Leonardo dos Santos Tavares - Bolsista do CTHIDRO/CNPq Eng. Civil Letícia Coradini Frantz – Bolsista do CTHIDRO/CNPq Eng. Minas José Maria Furtado Lima – Assessor técnico Gabinete/DRH Carmem Lúcia Silveira da Silva – Secretária-Executiva Adjunta/CRH Vania Mara Dutra de Oliveira – Agente Administrativo/CRH ÍNDICE LISTA DE FIGURAS ............................................................................................................ 5 LISTA DE TABELAS............................................................................................................ 9 APRESENTAÇÃO.............................................................................................................. 18 1 O SISTEMA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS................................................... 19 1.1 O QUADRO ATUAL DOS COMITÊS DE BACIA ................................................................... 20 1.2 FORMAS ESPECIAIS DE GESTÃO ................................................................................... 24 1.2.1 As bacias compartilhadas .................................................................................. 24 1.2.2 O Comitê Gestor da Laguna dos Patos ............................................................. 28 1.3 A IMPLANTAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E GESTÃO ............................... 29 1.3.1 O Plano Estadual de RH .................................................................................... 30 1.3.2 Os comitês e o processo de planejamento por bacia ........................................ 32 1.3.3 Programas, projetos e convênios ...................................................................... 34 1.3.4 O PROÁGUA ..................................................................................................... 37 1.3.5 As Câmaras Técnicas........................................................................................ 38 2 METODOLOGIA.............................................................................................................. 40 3 AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO ............................................................... 46 3.1 REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA............................................................................. 46 3.1.1 Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí ........................................................................ 48 3.1.2 Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí ..................................................................... 56 3.1.3 Bacia Hidrográfica do Rio Caí............................................................................ 65 3.1.4 Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí.................................................................... 74 3.1.5 Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba ................................................................... 83 3.1.6 Bacia Hidrográfica do Rio Pardo........................................................................ 92 3.1.7 Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos ............................................................... 100 3.1.8 Bacia Hidrográfica Taquari-Antas .................................................................... 109 3.1.9 Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí e Vacacaí Mirim ..................................... 121 3.2 REGIÃO HIDROGRÁFICA DAS BACIAS LITORÂNEAS ..................................................... 129 3.2.1 Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã................................................................ 131 3.2.2 Bacia Hidrográfica do Litoral Médio ................................................................. 139 3.2.3 Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba.............................................................. 147 3.2.4 Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo ............................................................ 154 3.2.5 Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí .............................................................. 163 3.3 REGIÃO HIDROGRÁFICA DO URUGUAI ........................................................................ 172 3.3.1 Bacia Hidrográfica do Apuaê-Inhandava ......................................................... 174 3.3.2 Bacia Hidrográfica Butuí-Icamaquã ................................................................. 183 3.3.3 Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí....................................................................... 191 3.3.4 Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí .......................................................................... 199 3.3.5 Bacia Hidrográfica do Rio Negro ..................................................................... 207 3.3.6 Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo .......................................................... 214 3.3.7 Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ................................................................. 222 3.3.8 Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí .................................................................... 229 3.3.9 Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria ............................................................ 236 3.3.10 Bacia Hidrográfica do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo.................................. 243 3.3.11 Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea ............................................................. 252 3.4 ESPACIALIZAÇÃO CONSUMOS HÍDRICOS E CARGAS DE DBO PARA O ESTADO .............. 261 3.5 O CONTROLE HÍDRICO EM EVENTOS CRÍTICOS............................................................ 275 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 279 REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 281 GLOSSÁRIO .................................................................................................................... 282 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Mapa das Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul ..................................... 23 Figura 2 – Proposta ajuste institucional para gestão de bacias transfronteiriças ............... 26 Figura 3 – Mapa da distribuição espacial dos Programas Pró-Guaíba, Pró-Mar-de-Dentro e Pró-Uruguai ........................................................................................................................ 35 Figura 4 - Região Hidrográfica do Guaíba .......................................................................... 47 Figura 5 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí......................................................... 50 Figura 6 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Alto Jacuí ............................................................................................................. 54 Figura 7 – Gráfico do percentual estimado para as principais demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Alto Jacuí ...................................................................................... 55 Figura 8 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí...................................................... 58 Figura 9 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Baixo Jacuí .......................................................................................................... 63 Figura 10 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas anuais, Bacia do Baixo Jacuí.............................................................................................. 64 Figura 11 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Caí .......................................................... 67 Figura 12 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Caí............................................................................................. 72 Figura 13 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Caí............................................................................................. 73 Figura 14 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí .................................................. 76 Figura 15 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí .................................................................................... 81 Figura 16 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí .................................................................................... 82 Figura 17 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba.................................................. 85 Figura 18 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Lago Guaíba ........................................................................................................ 90 Figura 19 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Lago Guaíba ........................................................................................................ 91 Figura 20 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo ...................................................... 94 Figura 21 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Pardo......................................................................................... 98 Figura 22 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Pardo......................................................................................... 99 Figura 23 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos .............................................. 102 Figura 24 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Sinos ....................................................................................... 107 Figura 25 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos ................................................................................ 108 Figura 26 – Mapa da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas................................................... 112 Figura 27 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Taquari-Antas ......................................................................................................... 119 Figura 28 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Taquari-Antas ......................................................................................................... 120 Figura 29 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim....................... 123 Figura 30 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim ............................................................................. 127 Figura 31 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim ............................................................................. 128 Figura 32 - Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas ................................................... 130 Figura 33 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Camaquã..................................................... 133 Figura 34 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã................................................................................. 137 Figura 35 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã................................................................................. 138 Figura 36 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Litoral Médio................................................ 141 Figura 37 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Litoral Médio ...................................................................................................... 144 Figura 38 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Litoral Médio ...................................................................................................... 145 Figura 39 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba ............................................ 150 Figura 40 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba .............................................................................. 152 Figura 41 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba .............................................................................. 153 Figura 42 – Mapa da Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo........................................... 156 Figura 43- Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Mirim-São Gonçalo ................................................................................................. 161 Figura 44 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Mirim-São Gonçalo ................................................................................................. 162 Figura 45 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí............................................. 165 Figura 46 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí............................................................................... 170 Figura 47 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí............................................................................... 171 Figura 48: Região Hidrográfica do Uruguai ...................................................................... 173 Figura 49 – Mapa da Bacia Hidrográfica Apuaê-Inhandava ............................................. 176 Figura 50 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Apuaê-Inhandava ................................................................................................... 181 Figura 51 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Apuaê-Inhandava ................................................................................................... 182 Figura 52 – Mapa da Bacia Hidrográfica Butuí-Icamaquã ................................................ 186 Figura 53 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Butuí-Icamaquã ...................................................................................................... 189 Figura 54 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Butuí-Icamaquã ...................................................................................................... 190 Figura 55 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí ..................................................... 193 Figura 56 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí........................................................................................ 197 Figura 57 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí........................................................................................ 198 Figura 58 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí. ........................................................ 201 Figura 59 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ........................................................................................... 205 Figura 60 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ........................................................................................... 206 Figura 61 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Negro .................................................... 209 Figura 62– Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Negro ...................................................................................... 212 Figura 63 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Negro ...................................................................................... 213 Figura 64 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo......................................... 216 Figura 65 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ........................................................................... 220 Figura 66 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ........................................................................... 221 Figura 67 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ................................................ 224 Figura 68 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim .................................................................................. 227 Figura 69 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim .................................................................................. 228 Figura 70 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ................................................... 231 Figura 71 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ..................................................................................... 234 Figura 72 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ..................................................................................... 235 Figura 73 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria........................................... 238 Figura 74 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria............................................................................. 241 Figura 75 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria............................................................................. 242 Figura 76 – Mapa da Bacia Hidrográfica Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ....................... 245 Figura 77 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo.............................................................................. 250 Figura 78 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo......................................................................... 251 Figura 79 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea.............................................. 254 Figura 80 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Rio da Várzea .................................................................................................... 259 Figura 81 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Rio Várzea ......................................................................................................... 260 Figura 82 - Percentual consumido pela irrigação em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano), para o RS................................................................................................. 262 Figura 83 - percentual do consumo de irrigação dentre os demais usos considerados para cada bacia hidrográfica..................................................................................................... 263 Figura 84 - Percentual consumido pela população, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano), para o RS................................................................................................. 264 Figura 85 - Percentual do consumo hídrico para a população dentre os demais usos considerados, por bacia hidrográfica ................................................................................ 265 Figura 86 – Percentual consumido pela indústria, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano), para o RS................................................................................................. 267 Figura 87 - Percentual do consumo indústria dentre os demais usos considerados, por bacia hidrográfica ............................................................................................................. 268 Figura 88 - Percentual dos consumos para a dessedentação animal, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano) – Rio Grande do Sul.................................................. 269 Figura 89 – Percentual do consumo dessedentação animal dentre os demais usos considerados para cada bacia hidrográfica ...................................................................... 270 Figura 90 – Distribuição espacial por bacia hidrográfica da DBO derivada de fonte doméstica ......................................................................................................................... 272 Figura 91 – Distribuição espacial por bacia hidrográfica da DBO derivada de fonte industrial ........................................................................................................................... 273 Figura 92 – Distribuição espacial por bacia hidrográfica da DBO derivada de suinocultura .......................................................................................................................................... 274 Figura 93 – Gráficos dos níveis de água do Rio Gravataí ................................................ 276 Figura 94 - Gráficos dos níveis de água do Rio dos Sinos............................................... 278 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Comitês de Bacias Hidrográficas e Comissões Provisórias - RS ..................... 21 Tabela 2 – Normatização do processo de gestão de bacias compartilhadas..................... 27 Tabela 3 – As atividades previstas para a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos............................................................................................................................... 30 Tabela 4 – Instrumentos de gestão de recursos hídricos nas bacias hidrográficas do Estado................................................................................................................................. 33 Tabela 5 – Metas, atividades e produtos previstos para o CTHidro ................................... 36 Tabela 6 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Alto Jacuí ................................................................................................................................... 49 Tabela 7 – Dados de área e demografia - Bacia do Alto Jacuí .......................................... 49 Tabela 8 – Composição atual do Comitê Alto Jacuí ........................................................... 51 Tabela 9 – População urbana e rural por município - Bacia do Alto Jacuí ......................... 52 Tabela 10 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Alto Jacuí . 53 Tabela 11 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Alto Jacuí ................................................................................................................................... 54 Tabela 12 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Alto Jacuí ............................................................................................................................ 54 Tabela 13 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Alto Jacuí ............................................................................................................. 55 Tabela 14 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Alto Jacuí , ............................................................ 55 Tabela 15 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Baixo Jacuí ......................................................................................................................... 57 Tabela 16 – Dados de área e demografia – Bacia do Baixo Jacuí..................................... 57 Tabela 17 – Unidades de conservação na Bacia do Baixo Jacuí....................................... 57 Tabela 18 – Composição atual do Comitê Baixo Jacuí ...................................................... 59 Tabela 19 – População urbana e rural por município - Bacia do Baixo Jacuí .................... 60 Tabela 20 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Baixo Jacuí ............................................................................................................................................ 61 Tabela 21 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Baixo Jacuí ................................................................................................................................... 62 Tabela 22 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Baixo Jacuí ......................................................................................................................... 62 Tabela 23 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Baixo Jacuí .......................................................................................................... 63 Tabela 24 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Baixo Jacuí............................................................ 64 Tabela 25 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Caí ...................................................................................................................................... 66 Tabela 26 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Caí ........................................... 66 Tabela 27 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Caí ......................... 66 Tabela 28 – Composição atual do Comitê do Rio Caí........................................................ 68 Tabela 29 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Caí ...... 69 Tabela 30 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Caí ................................................................................................................................ 71 Tabela 31 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Caí....................................................................................................... 71 Tabela 32 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Caí....................................................................................................... 71 Tabela 33 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Rio Caí ................................................................................................................. 72 Tabela 34 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Caí .................................................................. 73 Tabela 35 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Gravataí .............................................................................................................................. 75 Tabela 36 - Dados de área e demografia – Bacia do Rio Gravataí .................................... 75 Tabela 37 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí................. 77 Tabela 38 – Composição atual do Comitê do Rio Gravataí................................................ 77 Tabela 39 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí ............................................................................................................................................ 79 Tabela 40 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí........................................................................................................................ 79 Tabela 41 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí .............................................................................................. 80 Tabela 42 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí .............................................................................................. 80 Tabela 43 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí .................................................................................... 81 Tabela 44 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Gravataí .......................................................... 82 Tabela 45 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais - Bacia do Lago Guaíba ................................................................................................................................ 84 Tabela 46 – Dados de área e demografia – Bacia do Lago Guaíba................................... 84 Tabela 47 – Unidades de conservação na Bacia do Lago Guaíba..................................... 86 Tabela 48 – Composição atual do Comitê do Lago Guaíba ............................................... 87 Tabela 49 – População urbana e rural por município - Bacia do Lago Guaíba .................. 88 Tabela 50 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Lago Guaíba ............................................................................................................................................ 89 Tabela 51 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Lago Guaíba ................................................................................................................................ 89 Tabela 52 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Lago Guaíba ....................................................................................................................... 90 Tabela 53 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Lago Guaíba ........................................................................................................ 90 Tabela 54 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Lago Guaíba ......................................................... 91 Tabela 55 – Altitude e localização dos corpos de água principais - Bacia do Rio Pardo ... 93 Tabela 56 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Pardo ....................................... 93 Tabela 57 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo ..................... 93 Tabela 58 - Composição atual do Comitê do Rio Pardo..................................................... 95 Tabela 59 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Pardo .. 96 Tabela 60 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo ............................................................................................................................ 97 Tabela 61 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo................................................................................................... 97 Tabela 62 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo................................................................................................... 97 Tabela 63 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo......................................................................................... 98 Tabela 64 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Pardo .............................................................. 99 Tabela 65 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio dos Sinos .......................................................................................................................... 101 Tabela 66 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio dos Sinos ............................... 101 Tabela 67 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos............. 103 Tabela 68 – Composição atual do Comitê do Rio dos Sinos............................................ 103 Tabela 69 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos .......................................................................................................................................... 105 Tabela 70 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.................................................................................................................... 106 Tabela 71 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos .......................................................................................... 106 Tabela 72 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos .......................................................................................... 106 Tabela 73 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos ................................................................................ 107 Tabela 74 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio dos Sinos ...................................................... 108 Tabela 75 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Taquari-Antas ................................................................................................................... 110 Tabela 76 – Dados de área e demografia – Bacia Taquari-Antas.................................... 110 Tabela 77 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas ...... 111 Tabela 78 – Composição atual do Comitê Taquari-Antas ................................................ 113 Tabela 79 – População urbana e rural por município - Bacia do Taquari – Antas ........... 114 Tabela 80 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Taquari-Antas: .......................................................................................................................................... 117 Tabela 81 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia TaquariAntas................................................................................................................................. 118 Tabela 82 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Taquari-Antas ................................................................................................................... 118 Tabela 83 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Taquari-Antas ......................................................................................................... 119 Tabela 84 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Taquari-Antas...................................................... 120 Tabela 85 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Vacacaí-Vacacaí Mirim ..................................................................................................... 122 Tabela 86 – Dados de área e demografia ........................................................................ 122 Tabela 87 – Composição atual do Comitê Vacacaí-Vacacaí Mirim.................................. 124 Tabela 88 – População urbana e rural por município - Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim ................................................................................................................................. 125 Tabela 89 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim ..................................................................................................... 126 Tabela 90 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim ..................................................................................................... 126 Tabela 91 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim .............................................................................................. 126 Tabela 92 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim ............................................................................. 127 Tabela 93 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Vacacaí-Vacacaí Mirim ....................................... 128 Tabela 94 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Camaquã .......................................................................................................................... 132 Tabela 95 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Camaquã ............................... 132 Tabela 96 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã ............. 132 Tabela 97 – Composição atual do Comitê Camaquã ....................................................... 134 Tabela 98 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã .......................................................................................................................................... 135 Tabela 99 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã .................................................................................................................... 136 Tabela 100 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã........................................................................................... 136 Tabela 101 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã........................................................................................... 137 Tabela 102 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã................................................................................. 138 Tabela 103 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Camaquã ...................................................... 138 Tabela 104 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Litoral Médio ..................................................................................................................... 139 Tabela 105 – Dados de área e demografia – Bacia do Litoral Médio............................... 140 Tabela 106 – Unidades de conservação na Bacia do Litoral Médio................................. 140 Tabela 107 – Composição do Comitê do Litoral Médio .................................................... 142 Tabela 108 – População urbana e rural por município - Bacia do Litoral Médio .............. 143 Tabela 109 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Litoral Médio ..................................................................................................................... 144 Tabela 110 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Litoral Médio ..................................................................................................................... 144 Tabela 111 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Litoral Médio ...................................................................................................... 145 Tabela 112 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Litoral Médio........................................................ 146 Tabela 113 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Mampituba.................................................................................................................. 148 Tabela 114 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Mampituba ........................... 149 Tabela 115 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba......... 149 Tabela 116 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba ........................................................................................................................ 151 Tabela 117 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba ........................................................................................ 151 Tabela 118 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba ........................................................................................ 152 Tabela 119 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba .............................................................................. 152 Tabela 120 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Mampituba .................................................... 153 Tabela 121 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia MirimSão Gonçalo ..................................................................................................................... 155 Tabela 122 – Dados de área e demografia – Bacia Mirim-São Gonçalo.......................... 155 Tabela 123 – Unidades de conservação na Bacia Mirim-São Gonçalo............................ 157 Tabela 124 – Composição do Comitê Mirim-São Gonçalo............................................... 157 Tabela 125 – População urbana e rural por município - Bacia Mirim-São Gonçalo ......... 158 Tabela 126 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Mirim-São Gonçalo ............................................................................................................................ 159 Tabela 127 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia MirimSão Gonçalo ..................................................................................................................... 160 Tabela 128 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Mirim-São Gonçalo ........................................................................................................... 160 Tabela 129 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Mirim-São Gonçalo ................................................................................................. 161 Tabela 130 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia Mirim-São Gonçalo .................................................. 162 Tabela 131 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Tramandaí .................................................................................................................. 164 Tabela 132 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Tramandaí............................ 164 Tabela 133 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí ......... 166 Tabela 134 – Composição atual do Comitê Tramandaí ................................................... 167 Tabela 135 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí ........................................................................................................................ 168 Tabela 136 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí .................................................................................................................. 169 Tabela 137 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí......................................................................................... 169 Tabela 138 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí......................................................................................... 170 Tabela 139 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí............................................................................... 170 Tabela 140 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Tramandaí .................................................... 171 Tabela 141 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Apuaê-Inhandava ............................................................................................................. 175 Tabela 142 – Dados de área e demografia – Bacia Apuaê-Inhandava ............................ 175 Tabela 143 – Unidades de conservação na Bacia Apuaê-Inhandava .............................. 175 Tabela 144 – Composição atual do Comitê Apuaê-Inhandava ........................................ 177 Tabela 145 – População urbana e rural por município - Bacia Apuaê-Inhandava ........... 178 Tabela 146 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia ApuaêInhandava ......................................................................................................................... 180 Tabela 147 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia ApuaêInhandava ......................................................................................................................... 180 Tabela 148 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Apuaê-Inhandava ............................................................................................................. 180 Tabela 149 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Apuaê-Inhandava ................................................................................................... 181 Tabela 150 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Apuaê-Inhandava................................................ 182 Tabela 151 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia ButuíIcamaquã .......................................................................................................................... 184 Tabela 152 – Dados de área e demografia – Bacia Butuí-Icamaquã ............................... 185 Tabela 153 – Unidades de conservação na Bacia Butuí-Icamaquã ................................. 185 Tabela 154 – Composição atual do Comitê Butuí-Icamaquã ........................................... 187 Tabela 155 – População urbana e rural por município - Bacia Butuí-Icamaquã .............. 188 Tabela 156 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia ButuíIcamaquã .......................................................................................................................... 188 Tabela 157 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia ButuíIcamaquã .......................................................................................................................... 189 Tabela 158 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Butuí-Icamaquã ................................................................................................................ 189 Tabela 159 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Butuí-Icamaquã ...................................................................................................... 190 Tabela 160 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia Butuí-Icamaquã........................................................ 190 Tabela 161 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Ibicuí........................................................................................................................... 192 Tabela 162 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Ibicuí .................................... 192 Tabela 163 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí .................. 192 Tabela 164 – Composição atual do Comitê Ibicuí ............................................................ 194 Tabela 165 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí 195 Tabela 166 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí........................................................................................................................... 196 Tabela 167 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí.................................................................................................. 196 Tabela 168 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí.................................................................................................. 197 Tabela 169 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí........................................................................................ 198 Tabela 170 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Ibicuí ............................................................. 198 Tabela 171 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Ijuí............................................................................................................................... 200 Tabela 172- Dados de área e demografia – Bacia do Rio Ijuí .......................................... 200 Tabela 173 – Composição atual do Comitê do Rio Ijuí..................................................... 202 Tabela 174 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ... 203 Tabela 175 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí............................................................................................................................... 204 Tabela 176 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ..................................................................................................... 204 Tabela 177 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ..................................................................................................... 205 Tabela 178 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí ........................................................................................... 206 Tabela 179 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Ijuí ................................................................. 206 Tabela 180 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Negro.......................................................................................................................... 208 Tabela 181 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Negro ................................... 208 Tabela 182 - Composição atual do Comitê do Rio Negro ................................................ 210 Tabela 183 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Negro .......................................................................................................................................... 211 Tabela 184 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Negro.......................................................................................................................... 211 Tabela 185 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Negro ................................................................................................ 211 Tabela 186 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Negro ................................................................................................ 212 Tabela 187 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Negro ...................................................................................... 213 Tabela 188 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Negro ............................................................ 213 Tabela 189 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Passo Fundo .............................................................................................................. 215 Tabela 190 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Passo Fundo........................ 215 Tabela 191 – Composição atual do Comitê Passo Fundo................................................ 217 Tabela 192 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo................................................................................................................................ 218 Tabela 193 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo .............................................................................................................. 219 Tabela 194 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ..................................................................................... 219 Tabela 195 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ..................................................................................... 220 Tabela 196 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ........................................................................... 221 Tabela 197 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Passo Fundo................................................. 221 Tabela 198 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Piratinim ..................................................................................................................... 223 Tabela 199 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Piratinim ............................... 223 Tabela 200 – Composição atual do Comitê Piratinim....................................................... 225 Tabela 201 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim .......................................................................................................................................... 226 Tabela 202 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ..................................................................................................................... 226 Tabela 203 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ............................................................................................ 227 Tabela 204 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim ............................................................................................ 227 Tabela 205 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim .................................................................................. 228 Tabela 206 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Piratinim........................................................ 228 Tabela 207 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Quaraí ........................................................................................................................ 230 Tabela 208 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Quaraí .................................. 230 Tabela 209 – Composição atual do Comitê Quaraí.......................................................... 232 Tabela 210 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí .......................................................................................................................................... 233 Tabela 211 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ........................................................................................................................ 233 Tabela 212 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ............................................................................................... 233 Tabela 213 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ............................................................................................... 234 Tabela 214 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí ..................................................................................... 235 Tabela 215 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Quaraí........................................................... 235 Tabela 216 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Santa Maria ................................................................................................................ 237 Tabela 217 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Santa Maria.......................... 237 Tabela 218 – Composição atual do Comitê do Rio Santa Maria ...................................... 239 Tabela 219 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria ................................................................................................................................. 240 Tabela 220 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria ................................................................................................................ 240 Tabela 221 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria....................................................................................... 240 Tabela 222 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria....................................................................................... 241 Tabela 223 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria............................................................................. 242 Tabela 224 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Santa Maria .................................................. 242 Tabela 225 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo........................................................................................ 244 Tabela 226 – Dados de área e demografia – Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ...... 244 Tabela 227 – Unidades de conservação na Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ........ 244 Tabela 228 – Composição atual do Comitê Turvo-Santa Rosa Santo Cristo................... 246 Tabela 229 – População urbana e rural por município - Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ................................................................................................................................ 247 Tabela 230 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo ............................................................................................................ 249 Tabela 231 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia TurvoSanta Rosa-Santo Cristo .................................................................................................. 249 Tabela 232 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo........................................................................................ 249 Tabela 233 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo.............................................................................. 250 Tabela 234 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo .......................... 251 Tabela 235 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio da Várzea ................................................................................................................... 253 Tabela 236 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio da Várzea............................. 253 Tabela 237 – Unidades de conservação na Bacia do Rio da Várzea............................... 253 Tabela 238 – Composição atual do Comitê Várzea ......................................................... 255 Tabela 239 – População urbana e rural por município - Bacia do Rio da Várzea ............ 256 Tabela 240 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Rio da Várzea .............................................................................................................................. 258 Tabela 241 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Rio da Várzea ......................................................................................................................... 258 Tabela 242 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Rio da Várzea ................................................................................................................... 258 Tabela 243 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Rio da Várzea .................................................................................................... 259 Tabela 244 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Várzea .......................................................... 260 APRESENTAÇÃO O presente relatório tem por objetivo disponibilizar aos comitês, aos usuários da água e à sociedade em geral informações relativas à disponibilidade hídrica do conjunto das 25 bacias hidrográficas, distribuídas ao longo do território riograndense. A divulgação destas informações, além de ser uma exigência prevista na Lei 10.350/1994, a chamada Lei das Águas do Rio Grande do Sul, é uma condição básica para a viabilização de um processo integrado de gestão deste bem cada vez mais escasso. Para tanto, o documento foi dividido em quatro capítulos. O primeiro apresenta uma visão geral da implementação do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, delineando o quadro de comitês, o modelo de gestão para as bacias compartilhadas e o status de aplicação dos instrumentos legais de planejamento e gestão das águas. O segundo descreve a metodologia utilizada e destaca que os dados de oferta, demanda e consumo da água foram obtidos do Relatório-Síntese da Fase A, do Plano Estadual de Recursos Hídricos. O terceiro capítulo sistematiza as informações para cada bacia hidrográfica, exibe a distribuição espacial dos consumos e do potencial poluidor estimado e avalia a necessidade de controle do uso da água em bacias mais suscetíveis a eventos climáticos críticos. O último capítulo tece as considerações finais, resgatando os pontos de maior vulnerabilidade identificados, bem como as ações desenvolvidas e em andamento que visam à implementação de um modelo sistêmico e participativo para a gestão das águas do Estado. Acreditamos que este documento contribui para ampliar o conhecimento da realidade hídrica de nossas bacias hidrográficas. Além disto, esperamos que as informações disponibilizadas subsidiem a adoção de estratégias mais eficientes para o uso e para a manutenção deste valioso bem natural, a água. Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 19 1 O SISTEMA ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS O Sistema Estadual de Recursos Hídricos, instituído pela Lei 10.350, de 30 de dezembro de 1994, representa um modelo descentralizado e participativo de gestão da água. Os seus objetivos abrangem desde a execução e atualização da Política Estadual de Recursos Hídricos; a proposição, a efetivação e a atualização do Plano Estadual e dos Planos de Bacias Hidrográficas; a instituição de mecanismos que coordenem e integrem atividades públicas e privadas, no setor hídrico; até a compatibilização da política gaúcha com a federal, com vistas à utilização e proteção das águas do Estado. Ao longo de mais de treze anos de atividades, o Sistema Estadual de Recursos Hídricos alcançou conquistas importantes para a viabilização de seus objetivos. Neste sentido, merece destaque a criação e instalação de dezenove novos comitês de bacias, que se somaram aos três já existentes antes da promulgação da lei; a formação de câmaras técnicas no âmbito do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, que debatem e deliberam sobre temas importantes; o avanço no processo de planejamento das bacias hidrográficas, com o enquadramento discutido e aprovado com a comunidade local em pelo menos sete delas; e a consolidação da Fase A - Diagnóstico e Prognóstico Hídrico - do Primeiro Plano Estado de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul. Este capítulo fornece um panorama geral do estágio de implementação do sistema. Para tanto, estão retratados o quadro atual dos comitês, as formas especiais de gestão e a situação presente de efetivação dos instrumentos legais de planejamento e gestão do uso das águas rio-grandenses. Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 20 1.1 O QUADRO ATUAL DOS COMITÊS DE BACIA O processo de criação de comitês no Estado está praticamente concluído. Isto não significa a inexistência de futuros ajustes nos limites das bacias hidrográficas, a exemplo do ocorrido com o limite sul da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí. O aprimoramento de informações sobre o comportamento hidráulico das bacias e a própria consolidação do processo de participação de usuários da água e população local, avaliados nas instâncias técnicas do sistema e aprovados no Conselho Estadual de Recursos Hídricos, possibilitam este procedimento, que tem por fim facilitar a gestão integrada e participativa dos recursos hídricos do Rio Grande do Sul. Atualmente, o território gaúcho está dividido em 25 unidades espaciais para a gestão das águas. Deste conjunto, fazem parte do Sistema Estadual de Recursos Hídricos vinte e duas (22) bacias hidrográficas: nove (09) situadas na Região Hidrográfica do Guaíba, quatro (04) na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas e nove (09) na Região Hidrográfica do Uruguai. Neste contexto foram criados e instalados vinte e um (21) comitês: todos os situados na Região Hidrográfica do Guaíba, três (03) na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas e nove (09) na Região Hidrográfica do Uruguai. As três unidades espaciais restantes compreendem as áreas drenadas por águas definidas como de domínio da União, sendo duas (02) localizadas na Região Hidrográfica do Uruguai e uma (01) na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas. Os critérios para a gestão destas áreas estão discriminados no item 1.2. Na tabela 1 as 25 unidades espaciais para a gestão das águas do Estado estão classificadas por Região Hidrográfica e pelos seus respectivos códigos no Sistema Estadual de Recursos Hídricos. A sua distribuição espacial no contexto rio-grandense está ilustrada na figura 1. Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 21 Tabela 1 – Comitês de Bacias Hidrográficas e Comissões Provisórias - RS UNIDADE ESPACIAL CÓDIGO DECRETO DE CRIAÇÃO/COMISSÃO PROVISÓRIA ENDEREÇO ELETRÔNICO/PÁGINA INTERNET REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA – 09 BACIAS GRAVATAI G 010 33.125 de 15/02/1989; Alterado pelo 43.425, de 28/10/2004. [email protected] SINOS G 020 32.774 de 17/03/1988; Alterado pelo 43.625, de17/02/2005. [email protected] www.comitesinos.com.br CAÍ G 030 38.903 de 28/09/1998 Alterado pelo 45.349, de 17/09/2004. [email protected] TAQUARI-ANTAS G 040 38.558 de 08/061998; Alterado pelo 43.520, de 27/12/2004. [email protected] www.taquariantas.com.br ALTO JACUI G 050 40.822 de 11/06/2001 [email protected] VACACAI E VACACAIMIRIM G 060 39.639 de 28/07/1999; Alterado pelo 44.015, de 13/09/2005 [email protected] www.comitevacacai.com BAIXO JACUI G 070 40.225 de 07/08/00; Alterado pelo 43.866, de 01/06/2005. [email protected] www.comitebaixojacui.rs.gov.br LAGO GUAIBA G 080 38.989 de 29/10/1998; Alterado pelo 43.418, de 22/10/2004. [email protected] PARDO G 090 39.116 de 08/12/1998; Alterado pelo 43.553, de 05/01/2005 e pelo 45.608 de 14/04/2008 [email protected] www.comitepardo.com.br REGIÃO HIDROGRÁFICA DAS BACIAS LITORÂNEAS – 05 BACIAS TRAMANDAI L 010 39.637 de 08/07/1999; Alterado pelo 43.283, de 03/10/2004. LITORAL MEDIO L 020 45.460 de 25/01/2008 Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos [email protected] www.comitetramandai.com.br Não possui Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 22 CAMAQUÃ L 030 39.638 de 28/07/1999; Alterado pelo 43.993, de 31/08/2005. [email protected] [email protected] MIRIM-SÃO GONÇALO L 040 44.327 de 06.03.2006. Comitê[email protected] r MAMPITUBA L 050 Compartilhada [email protected] REGIÃO HIDROGRÁFICA DO URUGUAI – 11 BACIAS APUAÊ-INHANDAVA U 010 41.490 de 18/03/2002; Alterado pelo 43.524, de 27.12.2004. www.comiteapuae.com.br [email protected] PASSO FUNDO U 020 42.961 de 23/03/2004; Alterado pelo 43.225, de 13/04/2004. [email protected] www,upf.br/cbhpf TURVO-SANTA ROSASANTO CRISTO U 030 41.325 de 14/01/2002; Alterado pelo 43.226, de 13/07/2004 [email protected] PIRATINIM U 040 44.270 23.01.06 [email protected] U 050 40.226 de 07/08/2000; Alterado pelo 43.521, de 27/12/2004. [email protected] QUARAI U 060 45.606 de 14/04/2008 [email protected] SANTA MARIA U 070 35.103 de 01/02/1994; Alterado pelo 43.523, de 27/12/2004. [email protected] www.comitesantamaria.com.br NEGRO U 080 45.531 de 06/03/2008 [email protected] IJUI U 090 40.916 de 30/07/2001; Alterado pelo 44.271, de 23.01.2006. [email protected] VARZEA U 100 43.488 de 08/12/2004. [email protected] BUTUI-ICAMAQUÃ U 110 44.401 de 18.04.2006. [email protected] IBICUI Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 1 – Mapa das Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 23 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 1.2 FORMAS ESPECIAIS DE GESTÃO No conjunto dos corpos de água do Estado, há pelo menos duas situações peculiares: uma a das bacias compartilhadas com o estado catarinense ou com as repúblicas argentina e uruguaia; outra a da Laguna dos Patos, que compreende o corpo hídrico receptor da Região Hidrográfica do Guaíba e da maior parte da Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas. Para propiciar a gestão integrada destas águas, o Departamento de Recursos Hídricos (DRH/SEMA), o Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH/SEMA) e a Agência Nacional de Águas (ANA) estão construindo metodologias apropriadas, conforme se verifica a seguir. 1.2.1 As bacias compartilhadas Na atual divisão do Rio grande do Sul em bacias hidrográficas são identificados os seguintes corpos hídricos cujas águas são de domínio da União: Rio Mampituba, que representa o limite natural com o Estado de Santa Catarina; Rio Uruguai, que limita o território rio-grandense a norte e noroeste com Santa Catarina e noroeste e oeste com a Argentina; Lagoa Mirim e os rios Jaguarão, Negro e Quaraí, que são compartilhados com a República Oriental do Uruguai. No caso específico da Lagoa Mirim, é importante referir que as águas do Canal São Gonçalo, ligação natural com a Laguna dos Patos, também estão sob a dominialidade da União. A gestão das bacias hidrográficas transfronteiriças se caracteriza por uma maior complexidade do ponto de vista institucional. Isto implica incorporar o estabelecido nos acordos binacionais existentes e obedecer ao ordenamento jurídico dos países signatários. Além do mais, a gestão de recursos hídricos transfronteiriças precisa integrar o planejamento e as ações de ambos os países sem interferir em seus assuntos internos e em sua soberania. De outra parte, Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 25 necessita ser objetiva e funcional, a fim de tornar possível a sua implementação na totalidade da bacia hidrográfica (CTGRHT, 2003) 1. As bacias hidrográficas da Lagoa Mirim e do Rio Quaraí apresentam décadas de experiências na formulação de estratégias binacionais para a gestão de seus recursos hídricos. Em dezembro de 2003, na Agência de Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim, Pelotas, RS, ocorreu a 20ª Reunião da Câmara Técnica de Recursos Hídricos Transfronteiriços. O resultado das discussões realizadas nesse evento culminou com a elaboração de uma proposta de Projeto Piloto de Gestão Integrada e Sustentável de Recursos Hídricos e Ambiental nas Bacias Transfronteiriças da Lagoa Mirim e do Rio Quaraí. O ajuste institucional proposto baseou-se na criação de Comitês de Coordenação Local de Bacia Hidrográfica. O seu objetivo foi o de promover a articulação entre as instituições responsáveis pela gestão dos acordos bilaterais na região fronteiriça entre Brasil e Uruguai, de um lado, e as instituições integrantes dos Sistemas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos (CTGRHT, 2003). A proposta foi elaborada tendo a Lagoa Mirim como referencial, em virtude da sua maior complexidade. O modelo sugerido, no entanto, aplica-se às demais bacias análogas, ou seja, transfronteiriças com a República Oriental do Uruguai, como as dos rios Jaguarão e Quaraí, visto que incorpora os marcos institucionais e legais inerentes à gestão de águas compartilhadas (figura 2). O Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), através da Moção 29, de 29 de outubro de 2004, recomendou a implantação do Projeto. Como desdobramento deste processo, em 2007 o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, mediante a Resolução 38, de 13 de setembro, aprovou a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento das Águas de Domínio do Estado da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí. No mesmo ano, o CRH também aprovou proposta de composição do Comitê de Gerenciamento das Águas de Domínio do 1 CTGRHT. Proposta de Projeto Piloto de Gestão Integrada e Sustentável de Recursos Hídricos e Ambiental nas Bacias Transfronteiriças da Lagoa Mirim e do Rio Quarai. 20ª Reunião da Câmara Técnica de Recursos Hídricos Transfronteiriços - CTGRHT Pelotas, RS, 2003. Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 26 Estado da Bacia Hidrográfica do Rio Negro, através da Resolução 47, de 19 de setembro. A tabela 2 sintetiza os principais documentos que regulamentaram a gestão das águas das bacias compartilhadas do Rio Grande do Sul. Figura 2 – Proposta ajuste institucional para gestão de bacias transfronteiriças Fonte: CTGRHT (2003, p. 10) Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 27 Tabela 2 – Normatização do processo de gestão de bacias compartilhadas TRATADO/ACORDO INTERNACIONAL MOÇÃO CNRH RESOLUÇÃO CRH BACIAS DATA LAGOA MIRIM 1977 EXECUTOR OBJETIVO CLM Aproveitamento dos recursos naturais e desenvolvimento da Bacia. DATA 2004 QUARAÍ 1991 NÚMERO OBJETIVO 29 Recomenda implantação de Projeto Piloto de Gestão Integrada e Sustentável de Recursos Hídricos e Ambiental nas Bacias Transfronteiriças da Lagoa Mirim e do Rio Quaraí. Aproveitamento dos recursos naturais e desenvolvimento da Bacia. CRQ DATA NÚMERO OBJETIVO - - - 38 Aprova a proposta de composição do Comitê de Gerenciamento das Águas de Domínio do Estado. 2007 NEGRO - - 47 Obs.: CLM: Comissão Mista Brasileiro-Uruguaia para o Desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim; CRQ: Comissão Mista Brasileiro-Uruguaia para o Desenvolvimento da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí. Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 28 1.2.2 O Comitê Gestor da Laguna dos Patos O Comitê Gestor da Laguna dos Patos (CGLP) foi criado pela Resolução N° 05/2002, do CRH. No mesmo ano foi constituído um grupo de trabalho (GT) para a estruturação do CGLP (Resolução N° 09 do CRH), o qual foi oficializado por meio da Portaria SEMA N° 041/2005. A proposta deste grupo está sintetizada abaixo: 1. Objetivos e Funções do CGLP: definir linhas de gestão comuns aos comitês e órgãos envolvidos, bem como discutir e encaminhar ações que possam interferir na atuação dos referidos comitês. 2. Área de Atuação do CGLP: calha do corpo lagunar. 3. Número de Membros do CGLP: proporcionalidade entre as três categorias representadas, tomando por base o número de Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas diretamente relacionadas com as águas da Laguna dos Patos (quatro comitês); o CGLP deverá ser composto por doze membros titulares, sendo os suplentes da mesma entidade titular. 4. Composição do CGLP: a) Categoria 1: Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas diretamente relacionadas com as águas da Laguna dos Patos (quatro membros): um representante do Comitê Lago Guaíba, um representante do Comitê Camaquã, um representante do Comitê Litoral Médio; e um representante do Comitê Mirim-São Gonçalo. b) Categoria 3: preponderantes Usuários (quatro representantes membros): o dos GT sugeriu: usos um representante da Navegação, um representante da Pesca, um representante da Agricultura Irrigável e um representante do Turismo e Lazer, a ser submetido aos conselheiros do CRH. 5. Coordenação e Secretaria Executiva do CGLP: eleita dentre os representantes das Categorias 1 (Comitês) e 3 (Usuários), membros Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 29 titulares do CGLP. A Secretaria Executiva do CGLP deve ser exercida pela própria Secretaria Executiva do CRH-RS. 6. Câmaras Técnicas (CT) do CGLP: proposta a criação da CT Permanente de Políticas Públicas, que deverá ser integrada por representantes dos Programas Governamentais que tiverem como objetivo o desenvolvimento de ações que influenciem na gestão das águas da Laguna dos Patos. Exemplos: Programa Pró-Mar-de-Dentro, Programa Pró-Guaíba, Programa de Gerenciamento Costeiro (GERCO), Projeto Conservação da Biodiversidade / RS, Projeto Conservação da Mata Atlântica no RS e Processo de Participação Popular (PPP). Por fim, o GT considerou que o CGLP deverá contar, para suas deliberações, com o apoio técnico da Agência de Região Hidrográfica. A proposta de Regimento Interno do CGLP e de suas Câmaras Técnicas Permanentes deverá ser submetida ao CRH-RS. Em 2006, por meio da Resolução 20, o CRH aprovou a proposta resultante deste GT. A criação do CGLP, no entanto, ainda não foi ultimada. 1.3 A IMPLANTAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO E GESTÃO A Lei 10.350/1994 estabelece no seu capítulo III que os objetivos, princípios e diretrizes da Política Estadual de Recursos Hídricos serão discriminados no Plano Estadual de Recursos Hídricos, bem como nos planos de bacias hidrográficas. Estes são, pois, os instrumentos para o planejamento das águas gaúchas explicitados na lei. No seu cerne, outros instrumentos estão contemplados como o enquadramento das águas e o inventário dos programas de intervenções estruturais (sistema de tratamento de esgoto, construção de barragens, reflorestamento de matas ciliares, etc.) e não estruturais (capacitação técnica dos membros do comitê, cursos de educação ambiental formal e não formal e etc.). A referida lei, no seu capítulo IV, preconiza como instrumentos de gestão a outorga e a cobrança pelo uso dos recursos hídricos, assim como o rateio de custos de obras de uso e proteção dos recursos hídricos. A legislação também Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 30 previu no capítulo VI, artigo 40, que o processo de implantação da cobrança pelo uso da água será gradativo e deverá atender às seguintes providências: 1. Desenvolvimento de programa de comunicação social que enfoque a importância do uso racional da água com destaque para a educação ambiental; 2. Implantação de um sistema de informações hidrometeorológicas e cadastro de usuários; 3. Implantação de um sistema integrado de outorga compatibilizado com o sistema de licenciamento ambiental. O panorama geral do estágio de implementação destes instrumentos pode ser conferido no item 1.2.3. O detalhamento por bacia será apresentado no capítulo 4 deste relatório. 1.3.1 O Plano Estadual de RH O primeiro Plano Estadual de Recursos Hídricos começou a ser elaborado em maio de 2006. Na sua concepção foram previstas seis fases, sendo uma considerada preliminar destinada à preparação da base de informações para o início dos trabalhos. Na tabela 3 estão discriminadas as cinco fases principais do Plano Estadual. A parte hachurada em verde demarca a situação atual do processo. Tabela 3 – As atividades previstas para a elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos ETAPAS ATIVIDADES PRODUTOS FASE A – DIAGNÓSTICO DAS DISPONIBILIDADES HÍDRICAS A1 Levantamento, inventário e estudo dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos. Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Diagnóstico das disponibilidades hídricas Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 A2 Análise e evolução atividades produtivas e polarização regional; Levantamento uso do solo e cobertura vegetal; Levantamento usos múltiplos da água. Diagnóstico e prognóstico das demandas hídricas A3 Elaboração balanço hídrico em cada bacia; Identificação áreas críticas demandadoras de água. Cenário de tendências A4 Análise institucional e legal; Caracterização dos padrões culturais e antropológicos; Identificação e caracterização dos sistemas de educação, comunicação e dos atores sociais estratégicos. Diagnóstico da dinâmica social A5 Formulação e implantação do Programa de Mobilização Social; Realização das atividades de mobilização social e manutenção do processo. Organização e condução do processo de mobilização social A6 Elaboração do Relatório Síntese Relatório Síntese do Diagnóstico e Prognóstico Hídrico FASE B - PROPOSIÇÃO ALTERNATIVAS COMPATIBILIZAR DISPONIBILIDADES E DEMANDAS HÍDRICAS B1 Elaboração cenários alternativos de disponibilidade hídrica por bacia; Elaboração denários alternativos de demandas hídricas por bacia; Balanço hídrico para os cenários alternativos; Seleção do cenário estratégico do Plano; Proposição de alternativas de intervenção. Proposição alternativas de compatibilidade das disponibilidades e demandas hídricas por bacia B2 Análise processo gestão bacias compartilhadas em SC; Análise processo gestão bacias transfronteiriças. Articulação e compatibilização dos interesses do RS e SC e países fronteiriços B3 Elaboração do relatório com as metas do Plano Estadual Relatório Síntese das atividades FASE C – ELABORAÇÃO DO PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 31 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 C1 Definição das metas; Análise viabilidade intervenções propostas; Proposição Programa de Ações do Plano; Proposição esquema de financiamento ações do plano e diretrizes para cobrança; Proposição diretrizes consolidação outorga; Proposição estrutura organizacional implementação do Plano. C2 Elaboração relatório C3 Elaboração relatório final 32 Plano Estadual Relatório síntese das atividades Relatório final do Plano Estadual de Recursos Hídricos FASE D – ELABORAÇÃO DO PROJETO DE LEI DO PLANO ESTADUAL DE RECURSOS HÍDRICOS D1 Elaboração projeto de lei. Projeto de Lei do Plano Estadual de Recursos Hídricos 1.3.2 Os comitês e o processo de planejamento por bacia Os comitês de gerenciamento de bacias hidrográficas são colegiados instituídos oficialmente pelo Governo do Estado que representam a instância básica de participação da sociedade no Sistema Estadual de Recursos Hídricos. A Lei 10.350/1994 estabelece’ a seguinte proporção de representatividade nos comitês: 40% aos representantes dos usuários da água, 40% aos representantes da população e 20% aos representantes de órgãos públicos da administração direta estadual e federal. As atribuições previstas pela legislação de recursos hídricos concedem poder aos comitês para deliberarem sobre o processo de planejamento de suas respectivas bacias, bem como opinarem sobre o Plano Estadual de Recursos Hídricos, entre outras atribuições (art. 19, Lei 10.350/1994). Com base nisto, destacou-se na tabela 4 a situação atual do quadro de comitês instalados no Estado, bem como dos instrumentos de gestão de águas por bacia hidrográfica. Verifica-se, assim, que atualmente o Estado conta com vinte (21) comitês instalados; dois (02) com decreto de criação; seis (06) bacias com o enquadramento definido; e uma (01) com um plano de ação concluído. Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 33 Tabela 4 – Instrumentos de gestão de recursos hídricos nas bacias hidrográficas do Estado REGIÃO/BACIAS HIDROGRÁFICAS PROCESSOS DE PLANEJAMENTO COMITÊ ENQUADRAMENTO PLANO DE AÇÃO REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA ALTO JACUÍ BAIXO JACUÍ CAÍ GRAVATAÍ LAGO GUAÍBA PARDO SINOS TAQUARI-ANTAS VACACAÍ-VACACAÍ MIRIM REGIÃO HIDROGRÁFICA DAS BACIAS LITORÂNEAS CAMAQUÃ LITORAL MÉDIO MAMPITUBA MIRIM-SÃO GONÇALO TRAMANDAÍ REGIÃO HIDROGRÁFICA DO URUGUAI APUAÊ-INHANDAVA BUTUÍ-ICAMAQUÃ IBICUÍ IJUÍ NEGRO PASSO FUNDO PIRATINIM QUARAÍ SANTA MARIA TURVO-SANTA ROSASANTO CRISTO VÁRZEA Legenda: Bacia Hidrográfica não possui o instrumento de gestão Bacia Hidrográfica possui o instrumento de gestão Decreto de criação Comitê instalado Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos COBRANÇA Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 34 1.3.3 Programas, projetos e convênios O Estado desenvolve e mantém importantes programas, projetos e convênios relacionados aos recursos hídricos. Além de convênios firmados com vários comitês de bacias, através do Fundo de Investimento em Recursos Hídricos, programas como o Pró-Guaíba, o Pró-Mar-de-Dentro e o Pró-Uruguai já resultaram em ações concretas para a gestão das águas gaúchas (Figura 3). Há ainda a responsabilidade de viabilizar a gestão de um dos mais importantes mananciais transfronteiriços de água doce subterrânea do planeta, o Sistema Aqüífero Guarani (SAG), compartilhado com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No contexto riograndense, a coordenação da Unidade Estadual de Execução do Projeto é realizada pelo DRH/SEMA. Uma atividade importante que está sendo realizada no âmbito do SAG é a elaboração de projetos pilotos, cujo objetivo é motivar experiências concretas de gestão em áreas caracterizadas por conflitos. O Rio Grande do Sul está contemplado no Projeto Rivera (Uruguai)/Santana do Livramento (Brasil), que se diferencia por ser uma área de recarga com pouca profundidade e com concentração de usos e atividades potencialmente poluidoras (SG-GUARANI, 2008). Outro projeto relevante é o de “Capacitação Técnica do Departamento de Recursos Hídricos – DRH – da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA - do Estado do Rio Grande do Sul”; firmado entre o DRH/SEMA e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ministério da Ciência e Tecnologia e que iniciou suas atividades em janeiro do corrente ano. Na Tabela 5 estão descritas as metas, as atividades e os respectivos produtos esperados ao longo da execução deste projeto. As bacias definidas pela Agência Nacional de Águas como prioritárias neste projeto são as seguintes: Santa Maria, Ibicuí e Quaraí (RH do Uruguai), Mampituba e Lagoa Mirim (RH das Bacias Litorâneas) e Sinos, Gravataí e Vacacaí (RH do Guaíba). Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 3 – Mapa da distribuição espacial dos Programas Pró-Guaíba, Pró-Mar-de-Dentro e Pró-Uruguai Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 35 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 36 Tabela 5 – Metas, atividades e produtos previstos para o CTHidro Meta Atividade Produto 1 – Estruturação do Sistema Estadual de Informações sobre RH (SEIRH) com o Sistema Nacional. 1 - Preparação de hidrorreferenciamento para estudos das bacias dos rios: Santa Maria, dos Sinos, Gravataí, Vacacaí e Ibicuí. 1 – Estruturação do SEIRH. 2 – Preparação de base de dados de disponibilidade hídrica para inserção no SEIRH. 1 – Levantamento das disponibilidades hídricas para as bacias dos rios: dos Sinos, Ibicuí, Vacacaí, Taquari-Antas, Mampituba, Quarai e da Lagoa Mirim. 1 – Dados de disponibilidade hídrica sistematizados no SEIRH para 7 bacias. 3 – Preparação de outros planos de informações necessários à aplicação de instrumentos de gestão e sua inserção no SEIRH. 1 – Obtenção de dados pertinentes ao estudo.Como: Unidades de Conservação, áreas irrigadas, dados de planos de bacias. 1 – Inserção de outros planos de gestão no SEIRH. 1 – Preparação de suporte à decisão para fins de outorga. 4 – Preparação de estudos específicos para apoio à decisão da outorga nas bacias em questão. 5 – Otimização e reavaliação de procedimentos de outorga. 6 – Padronização do cadastro de usuários de recursos hídricos no Estado e adequação do CNARH no SEIRH para apoio à outorga. Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos 2 – Estudos de metodologias para subsídio de outorga de captação e licenciamento do lançamento de efluentes. 3 – Estudos de otimização de 7 bacias e da operação do sistema de reservatórios na Bacia Hidrográfica do Rio Vacacaí (sistema VAC) para atendimento de uso agrícola, abastecimento humano e preservação ambiental. 1 – Dados e estudos para suporte a decisões da outorga. 2 – Dados de metodologias para auxílio à outorga em relação de lançamento de efluentes. 3 – Dados de otimização e operação de 7 bacias e do sistema VAC. 4 – Estudo de critérios e procedimentos de outorga harmonizados com a ANA e demais órgãos gestores nas bacias dos rios: Quarai, Negro e Mampituba. 4 – Estabelecimento de critérios e procedimentos de outorga junto à ANA e demais órgãos gestores. 1 – Definição de metodologias, mecanismos, fluxo de processos e desburocratização. 1 – Definição de metodologias e desburocratização de outorga. 1 – Padronização e informatização dos cadastros de usuários de recursos hídricos. 1 – Cadastramento informatizado dos usuários de recursos hídricos no Estado. 2 – Adequação do CNARH no SEIRH. 2 – Adequação do CNARH no SEIRH. Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 37 1.3.4 O PROÁGUA De acordo com ANA (2007), o Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos - PROÁGUA Nacional é um programa do Governo Brasileiro financiado pelo Banco Mundial, através do Acordo de Empréstimo 7420-BR. O Programa originou-se da experiência do PROÁGUA/Semi-árido e mantém sua missão estruturante, com ênfase no fortalecimento institucional de todos os atores envolvidos com a gestão dos recursos hídricos no Brasil e na implantação de infraestruturas hídricas viáveis do ponto de vista técnico, financeiro, econômico, ambiental e social. O PROÁGUA Nacional terá duração de 3 (três) anos e recursos equivalentes a US$ 200 milhões, dos quais 25% serão financiados pelo Banco Mundial e os 75% restantes a título de contrapartida nacional (União e Estados). Para o Estado do Rio Grande do Sul, o valor aprovado é de R$ 1.200.000,00 (ANA, 2007). Está estruturado em três componentes: a gestão de recursos hídricos, obras prioritárias e o gerenciamento e monitoria do programa. O componente de gestão é o de investimento direto para o Estado do Rio Grande do Sul. Ele é gerenciado e conduzido pela ANA (Agência Nacional de Águas) e pela SIH/MI (Secretaria de Infra-estrutura Hídrica, Ministério da Integração). Este componente tem como objetivo a consolidação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e o apoio à União e aos Estados para criação, aperfeiçoamento, modernização e qualificação dos arranjos e dos instrumentos de gestão, bem como preparação de planos, estudos e projetos (ANA, 2007). Plano de Aquisições do PROAGUA para o Estado do Rio Grande do Sul são os seguintes: 1) Base Legal e Modelo Institucional: Estudo para criação / reestruturação do órgão gestor Estudo para operacionalização do FERH Revisão do arcabouço legal Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 38 Plano Estratégico Institucional 2) Infra-estrutura e Pessoal Capacitação em Recursos Hídricos Mobiliário e equipamentos Equipamentos para fiscalização (medidores) 3) Planos e Estudos sobre recursos hídricos Estudos sobre vazões ecológicas e vazões de referência Atlas Sul 4) Sistematização técnica e processual (outorga, cadastro e fiscalização) CNARH - campanha de cadastro nacional Campanhas de cadastramento estadual Campanha de cadastro - Quaraí Diagnóstico e análise de procedimentos para outorga e fiscalização 5) Ações de apoio ao sistema de gestão Plano de Comunicação Apoio a Comitês 6) Informação e Suporte - Monitoramento Diagnóstico das redes hidrometeorológica PNQA - Diagnóstico das redes de qualidade Aquisição de equipamentos para rede 7) Sistema de Informações Atualização da base cartográfica CNARH - aperfeiçoamento e adequações aos Estados 1.3.5 As Câmaras Técnicas A existência de Câmaras Técnicas (CTs) para assessorar o CRH-RS estava prevista no seu Regimento Interno (artigos 15, 16, 17, 18, 19, 20 e 21), publicado no Diário Oficial de 14 de novembro de 2001. Em 2007, através da Resolução 36, o Conselho autorizou a criação destes organismos. A necessidade de aprimoramento das atividades, notadamente às relacionadas com a formulação Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 39 das políticas para a gestão dos recursos hídricos do Estado, fez com que, naquele mesmo ano, fossem instituídas as CTs no âmbito do CRH (Resolução 43). Assim as seguintes Câmaras Técnicas foram instituídas: Assuntos Institucionais e Jurídicos (CTIJ), a de Gestão da Região Hidrográfica do Guaíba (CTG), Gestão da Região Hidrográfica do Uruguai (CTU), Gestão da Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas (CTL), Águas Subterrâneas (CTAS) e Programação e Orçamento e Acompanhamento Investimentos em Recursos Hídricos (CTPA). Capítulo 1 – O Sistema Estadual de Recursos Hídricos de Projetos Fundo de Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 40 2 METODOLOGIA A terceira edição do Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul foi estruturada, basicamente, a partir da sistematização das informações constantes no acervo do DRH, no banco de dados da Divisão de Outorga e Fiscalização (DIOUT/DRH) e no Relatório Síntese da Fase A Diagnóstico e Prognóstico Hídrico das Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul, do Plano Estadual de Recursos Hídricos, realizado por Ecoplan Engenharia Ltda. (2007). A maior parte da base cartográfica digital utilizada pertence ao DRH e tem como referência o Sistema de Coordenadas SAD 1969 - UTM - Zona 22S e a Projeção Transversa de Mercator. Assim sendo, foram definidas as seguintes informações como as mais relevantes para compor o atual relatório: 1) Dados gerais das bacias: incluiu a localização geográfica, as províncias geomorfológicas abrangidas, principais corpos de água, área e demografia, as Unidades de Conservação (UCs) existentes e a situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos. Os corpos hídricos foram identificados a partir das Cartas Topográficas da Divisão do Serviço Geográfico do Exército, escala 1:50.000, tendo-se como critério a altitude mais elevada. Uma novidade nesta edição foi o ajuste feito em todas as áreas das bacias para adequar ao estabelecido pela Resolução no 05/2002 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isto foi realizado com base nos percentuais de áreas dos respectivos municípios que, total ou parcialmente, estão inseridos no âmbito de cada bacia hidrográfica. A população por bacia, de outra parte, foi estimada tendo como critérios a área municipal, a área urbana, a população rural e a população urbana de cada um dos 496 municípios do Estado. As informações sobre a ocorrência de Unidades de Conservação foram Capítulo 2 – Metodologia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 41 atualizadas a partir de BiodiversidadeRS (2008) e do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC). Quanto às bacias que apresentam comitê instalado, a atualização das categorias de cada grupo, com o respectivo número de vagas, foi obtida junto à SecretariaExecutiva do Conselho de Recursos Hídricos (CRH). Os mapas das bacias hidrográficas foram elaborados na base digital 1:250.000. A hidrografia, cedida por Geofepam, foi obtida das Cartas da Divisão do Serviço Geográfico do Exército que datam das décadas de 1970 e 1980. Assim, em algumas bacias se percebe a defasagem da informação com referência a condição atual. Isto é destacado nas bacias do Baixo Jacuí e do Rio Mampituba, por exemplo, nas quais a hidrografia apresenta lacunas. 2) Caracterização por município: compreendeu o percentual de área do município na bacia, os totais de população urbana e rural de cada município e as estimativas dos totais de população urbana e rural, por município, que estão inseridas na área da bacia, chegando-se, enfim, ao total de população estimada por bacia hidrográfica. Os cálculos foram feitos com base nas informações georreferenciadas dos limites e das manchas urbanas municipais e das bacias hidrográficas, escala 1:250.000. Os arquivos vetoriais dos limites municipais procedem da Divisão de Geografia e Cartografia da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, tendo sido cedidos pelo setor de Geoprocessamento da FEPAM (Geofepam). Estes arquivos juntamente com o das respectivas áreas urbanas foram sobrepostos aos das bacias hidrográficas, a fim de se estimar a população urbana e rural pertencente a cada bacia. Os dados populacionais foram obtidos do IBGE. Para os municípios com população menor que 100 mil habitantes, foram utilizados os dados da contagem populacional realizada em 2007. Para aqueles que apresentam um efetivo demográfico igual ou superior foram definidas as Capítulo 2 – Metodologia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 42 estimativas de população para 2007. Importante esclarecer que as estimativas disponibilizadas pelo IBGE referem-se somente à população total de cada município. Sendo assim, para os municípios com 100 mil habitantes ou mais foi mantida a mesma proporção entre população rural e urbana existente em 2000 (Censo Demográfico 2000). A população rural foi considerada como igualmente distribuída em todo o território municipal e agregada por bacia, com base na proporção de área inserida na bacia. A população urbana, a seu turno, foi considerada como concentrada na sede municipal e distribuída nas bacias de acordo com a posição da sede. Assim, para sedes localizadas em divisores de água, a população urbana foi dividida proporcionalmente à parcela da área urbana inserida em cada bacia. 3) Disponibilidade hídrica: constou de dados de disponibilidade superficial e subterrânea. O cálculo da disponibilidade hídrica superficial foi obtido de Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) e foi realizado a partir de um roteiro metodológico baseado na seleção de postos fluviométricos; na avaliação das suas séries históricas de vazões e na sua repartição por bacia hidrográfica; nos preenchimentos das falhas existentes, através de estudos anteriores, nas bacias sem dados; e na transferência das informações dos postos para a bacia, por meio do método da relação entre áreas ou vazão específica. Assim, para compor o presente relatório, foram selecionadas as vazões específicas (Qlp) e os valores da Curva de Permanência para 30%, 50%, 70%, 90%, 95% e 99% do tempo, em L/s/Km2, obtidos por este método para cada conjunto de bacias pertencentes às três regiões hidrográficas. É necessário enfatizar, no entanto, que estes dados foram produzidos a partir das áreas das bacias calculadas para uma escala 1:250.000. Estas informações diferem do dado oficial estabelecido pela Resolução 05/2002 do IBGE, que define as áreas estaduais e municipais no território nacional. Outra Capítulo 2 – Metodologia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 43 questão a ser esclarecida é quanto à área incorporada à Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí (aproximadamente 30 mil hectares). Estes dados ainda ficaram inclusos na Bacia do Litoral Médio, uma vez que esta alteração foi ultimada após a elaboração do Relatório Síntese da Fase A do Plano Estadual. Mesmo assim, os dados são considerados úteis como uma estimativa da oferta de água superficial para as bacias hidrográficas gaúchas. Este item não foi gerado para as bacias do Litoral Médio e Mampituba, uma vez que não dispunham de dados de vazões específicas. Para a avaliação da disponibilidade hídrica subterrânea foram aproveitados os dados dos percentuais de ocorrência dos principais sistemas aqüíferos, as médias de vazão disponíveis (m³/h) e as reservas reguladoras (hm3/ano). Estes dados foram elaborados com base nas capacidades específicas dos referidos sistemas aqüíferos e estimativas das reservas reguladoras, obtidas por métodos hidrológicos. As vazões, a seu turno, foram estimadas a partir da análise do banco de dados do SIAGAS/CPRM (ECOPLAN ENGENHARIA LTDA., 2007). 4) Demandas hídricas: compreendeu dados calculados para águas superficiais e subterrâneas para os usos: abastecimento humano e industrial, irrigação e dessedentação animal. A metodologia para o cálculo das demandas hídricas para abastecimento humano, descrita por Ecoplan Engenharia Ltda. (op. cit.), considerou as populações urbanas e rurais residentes nas bacias, de acordo com as estimativas municipais do IBGE para o ano de 2006, as demandas hídricas per capita variaram de 125 a 250 L/hab/dia, de acordo com o porte populacional urbano e 125 L/hab/dia no caso do abastecimento rural. A demanda hídrica para irrigação de arroz levou em conta as áreas cultivadas referentes à safra 2004/2005, nas bacias, conforme levantamento municipal do IRGA e demanda hídrica por unidade de área irrigada de 12.000 m3/ha/safra. Quanto às demandas hídricas para criação animal, o mencionado estudo Capítulo 2 – Metodologia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 44 considerou os dados da Pesquisa Pecuária Municipal de 2004, referentes aos principais rebanhos (bovino, suíno, eqüino, ovino e aves), bem como as demandas unitárias por tipo de rebanho, obtidas da literatura. Para a estimativa da demanda hídrica industrial, o método adotado consistiu em identificar o número de indústrias por município constantes em FEPAM (2003 apud ECOPLAN ENGENHARIA LTDA., 2007). Estes dados, originalmente gerados em m3/s, foram transformados em hm3/ano, a fim de se apreciar a magnitude dos volumes demandados em cada bacia. 5) Potencial poluidor: a avaliação do potencial poluidor em cada bacia foi também obtido de Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) através dos dados de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) remanescente. No trabalho em foco, a DBO de origem doméstica foi calculada a partir dos dados de população por município e dos respectivos sistemas de esgotamento sanitário, sendo posteriormente agrupados por bacias hidrográficas. A metodologia de cálculo utilizada foi fundamentada no estudo “Atualização do Diagnóstico da Região Hidrográfica do Guaíba” (Pró-Guaíba – SEMA, 2003). A estimativa das cargas orgânicas oriundas da atividade industrial foi feita com base no estudo “Diagnóstico da Poluição Hídrica Industrial na Região Hidrográfica do Guaíba”, realizado por FEPAM (2001 apud ECOPLAN ENGENHARIA LTDA., 2007). As cargas de DBO foram atualizadas para o ano de 2004, em cada município, através da aplicação da taxa de crescimento do Valor Adicionado Bruto do setor industrial do Rio Grande do Sul, entre 2000 e 2004. A determinação das cargas de DBO pertinentes à suinocultura foi realizada com base na estimativa da população de suínos por bacia hidrográfica e na quantificação da DBO gerada nesta atividade. Os dados foram obtidos da Pesquisa Pecuária Municipal (2004 apud ECOPLAN ENGENHARIA LTDA., 2007). Para tanto, foi adotada a produção média de dejetos por Capítulo 2 – Metodologia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 45 animal de 8,6 L/dia sugeridos por EMBRAPA e EMATER (1998 apud ECOPLAN ENGENHARIA LTDA., 2007). Foi ainda adotado um valor único de DBO por litro de dejeto de 21.000 mg/L também obtido da fonte citada. 6) Espacialização consumos hídricos e DBO: para se visualizar no âmbito do território rio-grandense a expressão dos consumos hídricos estimados, foram elaborados mapas que ilustram a importância, em percentual, de cada consumo (irrigação, abastecimento público, abastecimento industrial e dessedentação animal) entre os demais consumos, por bacia hidrográfica. Estes mapas foram gerados no programa ArcView. Também foram elaborados mapas que espacializam o percentual de cada consumo, em relação ao seu total estimado em hm3/ano, para o Estado. Para tanto, foi utilizada a ferramenta normalized – percentual of total, do referido programa. 7) Controle hídrico em eventos críticos: avaliado para as bacias dos rios Gravataí, dos Sinos e Santa Maria, a partir das Resoluções emitidas pelo CRH e dos níveis de água fornecidos pela Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN). Com os dados existentes foram gerados gráficos que ilustram a variabilidade temporal nos níveis de água nas estações monitoradas. É preciso salientar que tanto os dados de disponibilidade quanto os de demandas hídricas foram estimados a partir de dados existentes ou de referencial teórico encontrado na literatura. Isto significa que, naquelas bacias hidrográficas carentes de estudos e de informações hidrometeorológicas consistentes, as informações geradas são uma aproximação da realidade. Capítulo 2 – Metodologia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 46 3 AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO ESTADO Neste capítulo estão sistematizadas as informações compiladas por bacia hidrográfica em cada uma das três regiões hidrográficas. Após uma breve caracterização da Região Hidrográfica, foram reunidos os dados gerais das bacias hidrográficas, a sua situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos, os dados de disponibilidade e demandas hídricas para águas superficiais e subterrâneas e de Potencial poluidor, estimados por Ecoplan Engenharia Ltda. (2007). Estes dados foram espacializados, com o objetivo de Para facilitar a consulta, as bacias foram incluídas segundo a ordem alfabética. 3.1 REGIÃO HIDROGRÁFICA DO GUAÍBA A Região Hidrográfica do Guaíba situa-se na porção centro-leste do Rio Grande do Sul, abrangendo as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional, da Depressão Central e, em menor área, da Planície Costeira Interior e do Escudo Sul-Rio-Grandense. Possui uma área aproximada de 84.751,48 Km2, que corresponde a cerca de 30% da área do Estado. A sua população total foi estimada em 6.884.253 habitantes, distribuída em 257 municípios, incluindo os pertencentes à Região Metropolitana de Porto Alegre. Está Região é dividida em nove bacias hidrográficas, que drenam direta ou indiretamente para o Lago Guaíba e este para a Laguna dos Patos, quais sejam: Alto Jacuí, Baixo Jacuí, Caí, Gravataí, Lago Guaíba, Pardo, Sinos, Taquari-Antas e Vacacaí e Vacacaí-Mirim (figura 4). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 4 - Região Hidrográfica do Guaíba Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 47 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 48 3.1.1 Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí Barragem Passo Real – Fonte: Prefeitura Municipal de Quinze de Novembro I. Dados gerais 1) Localização: porção centro-norte do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°08’ a 29°55’ de latitude Sul e 52°15’ a 53°50’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e Depressão Central. 3) Principais corpos hídricos: rios Jacuí, Jacuí-mirim e Jacuízinho (Tabela 6). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 49 Tabela 6 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Alto Jacuí Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Jacuí 740 m Passo Fundo Rio Jacuí-Mirim 580 m Chapada Rio Jacuizinho 680 m Espumoso O mapa da Bacia do Alto Jacuí está ilustrado na Figura 5. 4) Área e população total (Tabela 7): Tabela 7 – Dados de área e demografia - Bacia do Alto Jacuí Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 12.985,44 284.210 82.418 366.628 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 5 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 50 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 51 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 8). Tabela 8 – Composição atual do Comitê Alto Jacuí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Agrossilvopastoril 04 Abastecimento Público 03 Geração e distribuição de energia 03 Diluição de despejos e drenagem urbana 03 Indústria e mineração 02 Lazer e turismo 01 Total 16 Grupo II – População Categoria Vagas Câmaras municipais 03 Organizações Ambientalistas 03 Organizações Sindicais 03 Organizações comunitárias e clubes de serviço 03 Instituições de Ensino Superior e Pesquisa 02 Associações Técnico-Científicas 02 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria da Ciência e Tecnologia 01 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 08 52 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 43 municípios (Tabela 9). Tabela 9 – População urbana e rural por município - Bacia do Alto Jacuí Município Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Alto Alegre 100,00 733 1.207 733 1.207 1.940 Arroio do Tigre 100,00 5.860 6.778 5.860 6.778 12.638 0,28 3.560 7.890 0 22 22 Barros Cassal Boa Vista do Incra 100,00 680 1.767 680 1.767 2.447 Campos Borges 100,00 1.931 1.633 1.931 1.633 3.564 Carazinho 49,02 56.823 1.373 18.022 673 18.695 Chapada 21,16 5.173 4.267 0 903 903 Colorado 100,00 1.919 1.825 1.919 1.825 3.744 Cruz Alta 60,45 61.412 2.038 20.452 1.232 21.684 Ernestina 100,00 1.219 1.791 1.219 1.791 3.010 Espumoso 100,00 10.649 4.342 10.649 4.342 14.991 Estrela Velha 100,00 1.004 2.655 1.004 2.655 3.659 Fortaleza dos Valos 100,00 2.891 1.706 2.891 1.706 4.597 Ibarama 22,04 1.041 3.290 0 725 725 Ibirapuitã 81,99 2.231 1.951 2.231 1.600 3.831 Ibirubá 100,00 14.388 4.302 14.388 4.302 18.690 Jacuizinho 100,00 588 2.031 588 2.031 2.619 37,40 16.200 3.341 11.117 1.250 12.367 Júlio de Castilhos Lagoa Bonita do Sul 1,89 317 2.300 0 43 43 100,00 783 807 783 807 1.590 Lagoão 52,46 1.159 5.230 0 2.744 2.744 Marau 38,87 28.729 5.049 0 1.963 1.963 7,97 471 2.137 0 170 170 Lagoa Três Cantos Mato Castelhano Mormaço 100,00 471 2.107 471 2.107 2.578 Não-Me-Toque 100,00 13.096 2.132 13.096 2.132 15.228 Nicolau Vergueiro 100,00 607 1.152 607 1.152 1.759 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana (Bacia) 53 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Passa Sete 14,45 501 4.495 0 650 650 Passo Fundo 46,14 178.186 5.114 101.347 2.360 103.707 Pinhal Grande 77,92 1.765 2.731 673 2.128 2.801 Quinze de Novembro 100,00 1.866 1.695 1.866 1.695 3.561 Saldanha Marinho 100,00 1.898 1.084 1.898 1.084 2.982 Salto do Jacuí 100,00 10.230 1.924 10.230 1.924 12.154 Santa Bárbara do Sul 62,60 7.125 1.997 3.388 1.250 4.638 Santo Antônio do Planalto 93,28 1.155 874 1.155 815 1.970 Segredo 99,60 1.842 5.180 1.842 5.159 7.001 Selbach 100,00 3.005 1.768 3.005 1.768 4.773 93,84 11.272 2.890 11.272 2.712 13.984 Sobradinho Soledade 66,40 23.663 6.263 13.468 4.159 17.627 Tapera 100,00 8.645 1.812 8.645 1.812 10.457 Tio Hugo 100,00 1.008 1.585 1.008 1.585 2.593 Tunas 100,00 1.319 3.059 1.319 3.059 4.378 Tupanciretã 18,37 17.787 4.769 13.195 876 14.071 Victor Graeff 100,00 1.257 1.823 1.257 1.823 3.080 - - - 284.210 82.418 366.628 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 24,27 L/s/Km2 Tabela 10 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Alto Jacuí Vazão de permanência (L/s/Km2) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 27.22 16.24 9.85 3.46 1.87 0.59 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 54 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 11). Tabela 11 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Alto Jacuí 3 Principais aqüíferos aflorantes % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) Serra Geral I Serra Geral II 87,12 12,88 17,68 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 12) e em percentual (Figura 6). Tabela 12 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Alto Jacuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 30.84 4.10 40.05 16.08 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim ativa dem andas hídricas superfíciais anuais Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí Dessedentação animal 17,66% Irrigação 43,97% Abast ecimento Público 33,87% Abast ecimento Industrial 4,50% Figura 6 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Alto Jacuí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 55 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 13) e em percentual (Figura 7). Tabela 13 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Alto Jacuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 6.12 0.22 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estimativas demandas hídricas subterrâneas anuais - Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí Abastecimento Industrial 3% Abastecimento Público 97% Figura 7 – Gráfico do percentual estimado para as principais demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Alto Jacuí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 14). Tabela 14 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Alto Jacuí , DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,40 0,05 0,12 0,57 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 56 3.1.2 Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí Rio Jacuí – Fonte: Comitê do Baixo Jacuí I. Dados gerais 1) Localização: porção centro-leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°26’ a 30°47’ de latitude Sul e 51°16’ a 53°35’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional, Depressão Central, Escudo Sul-Rio-grandense e Planície Costeira (Interior). 3) Principais corpos hídricos: Rio Botucaraí, Arroio Irapuã e Rio Jacuí (Tabela 15). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 57 Tabela 15 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Baixo Jacuí Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Botucaraí 580 m Passa Sete, Lagoa Bonita do Sul Rio Jacuí – trecho baixo 90 m Pinhal Grande, Ibarama Arroio Irapuã 300 m Caçapava do Sul O mapa da Bacia do Baixo Jacuí está ilustrado na Figura 8. 4) Área e população total (Tabela 16): Tabela 16 – Dados de área e demografia – Bacia do Baixo Jacuí Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 17.345,15 270.090 115.406 385.496 2 5) Unidades de conservação existentes: duas unidades administradas pelo estado (Tabela 17). Tabela 17 – Unidades de conservação na Bacia do Baixo Jacuí Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual do Delta do Jacuí Proteção Integral Canoas, Charqueadas, Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Porto Alegre, Triunfo 17.245,00 estadual Parque Estadual Quarta Colônia Proteção Integral Agudo e Ibarama 1.847,90 estadual Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 8 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 58 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 59 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 50 membros (Tabela 18). Tabela 18 – Composição atual do Comitê Baixo Jacuí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 03 Esgotamento Sanitário e Drenagem Urbana 02 Indústria e Agroindústria 03 Agrossilvopastoril 07 Turismo, Esporte e Lazer 01 Pesca e Aqüicultura 01 Navegação 01 Geração de Energia 01 Mineração 01 Total 20 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo Municipal 06 Organizações Ambientalistas 02 Organizações Comunitárias e Clubes de Serviço 04 Instituições de Ensino Superior e Pesquisa 03 Associações Técnicas, Científicas e Classistas 03 Organizações Sindicais 02 Total 20 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Secretaria de Turismo 01 Secretaria de Transportes 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 10 60 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 40 municípios (Tabela 19). Tabela 19 – População urbana e rural por município - Bacia do Baixo Jacuí Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Agudo 100,00 6.626 10.088 6.626 10.088 16.714 Arroio dos Ratos 100,00 12.954 665 12.954 665 13.619 Barão do Triunfo 74,50 714 6.210 714 4.626 5.340 100,00 18.480 1.237 18.480 1.237 19.717 Caçapava do Sul 40,80 19.017 13.557 16.903 5.531 22.435 Cachoeira do Sul 91,45 71.878 12.751 71.878 11.661 83.539 Candelária 47,06 14.372 15.072 0 7.093 7.093 Butiá Cerro Branco 100,00 1.281 3.184 1.281 3.184 4.465 Charqueadas 100,00 32.786 919 32.786 919 33.705 Dom Feliciano 27,12 3.115 11.389 0 3.089 3.089 Dona Francisca 100,00 2.200 1.372 2.200 1.372 3.572 Eldorado do Sul 73,70 22.653 8.663 22.653 6.385 29.038 Encruzilhada do Sul 40,29 16.174 7.978 13.482 3.214 16.697 Faxinal do Soturno 100,00 3.747 2.596 3.747 2.596 6.343 42,64 5.242 3.540 0 1.509 1.509 Ibarama 77,96 1.041 3.290 1.041 2.565 3.606 Ivorá 99,46 763 1.615 763 1.606 2.369 Júlio de Castilhos 24,81 16.200 3.341 0 829 829 Lagoa Bonita do Sul 98,11 317 2.300 317 2.257 2.574 General Câmara Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Mariana Pimentel Pop Rural Pop Urbana (Bacia) 61 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 54,33 671 3.293 0 1.789 1.789 100,00 7.412 316 7.412 316 7.728 Montenegro 5,08 50.470 6.320 0 321 321 Nova Palma 100,00 2.898 3.534 2.898 3.534 6.432 Minas do Leão Novo Cabrais 100,00 451 3.315 451 3.315 3.766 Pantano Grande 100,00 8.231 1.585 8.231 1.585 9.816 Paraíso do Sul 100,00 1.735 5.611 1.735 5.611 7.346 9,44 501 4.495 0 424 424 38,19 1.356 4.611 0 1.761 1.761 Passa Sete Passo do Sobrado Pinhal Grande 22,08 1.765 2.731 1.092 603 1.695 Restinga Seca 27,66 8.797 6.798 0 1.880 1.880 Rio Pardo 73,82 25.934 11.770 17.224 8.689 25.913 Santa Cruz do Sul 1,97 101.844 14.013 0 276 276 Santana da Boa Vista 23,25 3.856 4.743 0 1.103 1.103 São Jerônimo 86,89 15.705 4.801 15.705 4.172 19.877 São João do Polêsine 50,47 1.132 1.570 1.132 792 1.924 Sertão Santana 9,16 1.179 4.612 0 422 422 Silveira Martins 31,83 1.089 1.390 0 442 442 6,16 11.272 2.890 0 178 178 Triunfo 69,67 14.644 9.332 7.539 6.502 14.040 Vale Verde 53,08 845 2.382 845 1.264 2.109 - - - 270.090 115.406 385.496 Sobradinho Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 22,62 L/s/Km2 Tabela 20 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Baixo Jacuí Vazão de permanência (L/s/Km2) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 5.22 4.04 2.66 2.25 1.99 1.78 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 62 3) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 21). Tabela 21 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Baixo Jacuí Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 9,01 1,20 1,63 22,77 7,57 8,40 8,60 2,65 0,29 0,07 10,35 8,99 18,47 14,5 11,5 10 - Aquitardos permeanos Botucatu/Pirambóia Botucatu Embasamento Cristalino II Embasamento Cristalino III Aquiclude Eo-Paleozóico Palermo/Rio Bonito Quaternário Costeiro II Sedimentos Deltáicos Serra Geral I Serra Geral II Santa Maria Sanga do Cabral/Pirambóia Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial Tabela 22 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Baixo Jacuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 18.13 67.01 1289.82 21.10 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 63 Es tim ativa das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Baixo Jacuí D es s edentaç ão anim al 1.51% A bas tec im ento P úblico 1.30% A bas tec im ento Indus trial 4.80% Irrigaç ão 92.39% Figura 9 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Baixo Jacuí 2) Subterrânea Tabela 23 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Baixo Jacuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 6.18 0.76 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 64 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Ba ix o Ja cuí A bas tec im ento Indus trial 10.91% A bas tec im ento P úblic o 89.09% Figura 10 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas anuais, Bacia do Baixo Jacuí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 24). Tabela 24 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Baixo Jacuí DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,28 0,01 0,05 5,17 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 65 3.1.3 Bacia Hidrográfica do Rio Caí Rio Caí – Fonte: Comitê Caí I. Dados gerais 1) Localização: a nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°06’ a 30°00’ de latitude Sul e 50°24’ a 51°40’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e Depressão Central. 3) Principais corpos hídricos: rios Caí e Piaí (Tabela 25). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 66 Tabela 25 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Caí Principais corpos de água Altitude/nascente principal Arroio São Jorge Rio Santa Cruz Arroio do Junco Rio do Pinto Rio Caí Rio Piaí Localização 1000 m 965 m 1000 m 960 m São Francisco de Paula 940 m Caxias do Sul O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Caí está ilustrado na Figura 11 . 4) Área e população total (Tabela 26): Tabela 26 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Caí Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 4.945,70 405.084 84.663 489.746 2 5) Unidades de conservação existentes: três unidades, duas administradas pelo Estado e uma pela União (Tabela 27). Tabela 27 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Caí Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual do Delta do Jacuí Proteção Integral Canoas, Charqueadas, Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Porto Alegre, Triunfo 17.245,00 Estadual Floresta Nacional de Canela Uso Sustentável Canela 557,64 Federal Parque Turístico do Caracol Proteção Integral Canela, Gramado 100,00 Estadual Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 11 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Caí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 67 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 68 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 45 membros (Tabela 28). Tabela 28 – Composição atual do Comitê do Rio Caí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 04 Agrossilvopastoril 03 Indústria e agroindústria 04 Esgotamento sanitário e drenagem 03 Esporte, turismo e lazer 01 Geração de Energia 01 Mineração 01 Transporte Hidroviário Interno 01 Total 18 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo Municipal 06 Instituições de Ensino e Pesquisa 03 Organizações Técnico-Científicas 03 Organizações Ambientalistas 03 Organizações Comunitárias 03 Total 18 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria da Coordenação e Planejamento 01 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria da Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria de Turismo 01 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 09 69 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 48 municípios (Tabela 29). Tabela 29 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Caí Município Alto Feliz Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 100,00 746 2.188 746 2.188 2.934 Araricá 1,00 4.263 518 0 5 5 Barão 51,11 2.563 2.730 0 1.395 1.395 100,00 8.207 2.703 8.207 2.703 10.910 66,26 1.902 2.799 0 1.855 1.855 Canela 40,97 34.961 3.357 15.148 1.375 16.524 Capela de Santana 98,58 6.626 4.324 6.626 4.263 10.889 Carlos Barbosa 42,72 18.803 5.157 18.803 2.203 21.006 Caxias do Sul 47,94 369.110 29.928 138.304 14.347 152.652 Dois Irmãos 91,08 24.645 170 24.645 155 24.800 Bom Princípio Brochier Estância Velha 6,47 39.695 1.045 0 68 68 40,05 47.909 11.962 8.636 4.791 13.427 100,00 8.826 2.853 8.826 2.853 11.679 Gramado 68,39 28.080 3.572 18.443 2.443 20.886 Harmonia 100,00 2.086 1.572 2.086 1.572 3.658 Farroupilha Feliz Igrejinha 6,83 29.860 1.253 0 86 86 93,72 16.572 1.945 16.572 1.823 18.395 Lindolfo Collor 100,00 4.425 854 4.425 854 5.279 Linha Nova Ivoti 100,00 393 1.095 393 1.095 1.488 Maratá 99,37 719 1.725 719 1.714 2.433 Montenegro 86,71 50.470 6.320 50.470 5.480 55.950 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Morro Reuter Nova Hartz Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Urbana (Bacia) Pop Rural 70 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 100,00 4.741 858 4.741 858 5.599 1,96 14.039 2.649 0 52 52 Nova Petrópolis 100,00 12.846 4.901 12.846 4.901 17.747 Nova Santa Rita 55,36 16.941 3.650 16.941 2.021 18.962 Pareci Novo 100,00 870 2.281 870 2.281 3.151 Picada Café 100,00 4.444 380 4.444 380 4.824 0,64 737 1.239 0 8 8 14,01 23.334 5.249 0 735 735 100,00 1.135 1.220 1.135 1.220 2.355 63,10 3.697 2.947 3.697 1.860 5.557 Poço das Antas Portão Presidente Lucena Salvador do Sul Santa Maria do Herval 97,40 4.420 1.753 4.420 1.707 6.127 São Francisco de Paula 28,15 13.221 8.057 4.529 2.268 6.797 São José do Hortêncio 100,00 2.395 1.488 2.395 1.488 3.883 São José do Sul 100,00 538 1.361 538 1.361 1.899 65,11 1.437 1.680 1.437 1.094 2.531 São Pedro da Serra São Sebastião do Caí 96,43 16.295 4.064 16.295 3.919 20.214 100,00 1.164 630 1.164 630 1.794 41,05 68.962 5.017 0 2.059 2.059 Três Coroas 5,84 20.338 2.567 0 150 150 Triunfo 6,86 14.644 9.332 0 640 640 Tupandi 100,00 2.452 1.152 2.452 1.152 3.604 Vale Real 100,00 4.130 611 4.130 611 4.741 - - - - 405.084 84.663 São Vendelino Sapiranga Bacia Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 71 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 20,07 L/s/Km2 Tabela 30 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Caí Vazão de permanência (L/s/Km2) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 18.64 9.94 6.13 2.33 1.37 0.61 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 4) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 31). Tabela 31 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Caí Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 17,74 3,92 0,90 0,36 77,09 13,5 10,8 Botucatu/Pirambóia Aquitardos permeanos Botucatu Quaternário Costeiro II Serra Geral II Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 32) e em percentual (Figura 12). Tabela 32 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Caí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 26.49 46.26 41.83 9.52 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 72 Figura 12 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Caí 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 33) e em percentual (Figura 13). Tabela 33 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Rio Caí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 9.02 2.30 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 73 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Ca í A bas tec im ento Indus trial 20.33% A bas tecim ento P úblic o 79.67% Figura 13 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Caí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 34). Tabela 34 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Caí DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 1,14 0,22 0,17 1,53 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 74 3.1.4 Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Rio Gravataí – Autor: Enio Hausen; Fonte: Comitê Gravataí I. Dados gerais 1) Localização: a leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29º45’ a 30º12’ de latitude Sul e 50º27’a 51º12’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Depressão Central, Planalto Meridional, Escudo Sul-Rio-Grandense e Planície Costeira interior. 3) Principais corpos hídricos: Rio Gravataí, Banhado Grande e Arroio Veadinho (Tabela 35). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 75 Tabela 35 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Gravataí Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Gravataí 15 m Glorinha e Viamão Arroio Veadinho 35 m Santo Antonio da Patrulha Banhado Grande 15 m Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí e Viamão O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí está ilustrado na Figura 14. 4) Área e população total (Tabela 36): Tabela 36 - Dados de área e demografia – Bacia do Rio Gravataí 2 Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 1.977,39 1.253.564 44.482 1.298.046 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 14 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 76 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 77 5) Unidades de conservação existentes: duas unidades administradas pelo Estado e uma administrada pelo município de Cachoeirinha (Tabela 37). Tabela 37 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração APA do Banhado Grande Uso Sustentável Gravataí, Glorinha, Santo Antônio da Patrulha, Viamão 7.340,00 estadual Refúgio de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos Proteção Integral Viamão 2.543,47 estadual Parque Municipal Dr. Tancredo Neves Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Cachoeirinha 17,70 Municipal 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 38). Tabela 38 – Composição atual do Comitê do Rio Gravataí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 03 Esgotamento Sanitário e Drenagem Urbana 06 Efluentes Líquidos de Resíduos Sólidos 01 Indústria 02 Agricultura 02 Mineração/Navegação 01 Pesca/Recreação 01 Total 16 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos Municipais 04 Organizações Comunitárias 03 Organizações Civis de Recursos Hídricos e Entidades Ambientalistas 04 Associações Técnico-Científicas 02 Instituições de Ensino Superior 02 Sindicais de Trabalhadores Rurais e Urbanos 01 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria da Ciência e Tecnologia 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 8 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 11 municípios (Tabela 39). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 78 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 79 Tabela 39 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Área do município na Pop Urbana bacia (%) Município Alvorada Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 100,00 206.458 684 206.458 684 207.142 Cachoeirinha 80,83 112.603 0 112.603 0 112.603 Canoas 17,31 326.458 0 78.762 0 78.762 Glorinha 99,90 1.906 5.002 1.906 4.997 6.903 Gravataí 84,00 238.143 23.007 238.143 19.326 257.469 Porto Alegre 17,51 1.379.041 41.626 386.132 7.289 393.420 Santo Antônio da Patrulha 43,06 26.510 11.400 26.510 4.909 31.419 Taquara 6,74 44.394 9.034 0 609 609 Viamão 37,89 235.662 17.602 203.050 6.669 209.720 - - - 1.253.564 44.482 1.298.046 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 14,57 L/s/Km2 Tabela 40 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Vazão de permanência (L/s/Km2) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 16.43 8.45 4.31 2.34 1.83 1.12 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 80 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 41). Tabela 41 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 8,27 7,21 32,03 2,09 6,78 6,61 0,43 34,80 1,78 >50 6,9 27,5 Barreira Marinha Botucatu/Pirambóia Aquitardos permeanos Basalto/Botucatu Embasamento Cristalino I Embasamento Cristalino II Embasamento Cristalino III Quaternário Costeiro II Serra Geral Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 42) e em percentual (Figura 15). Tabela 42 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 103.85 11.54 203.11 2.84 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 81 Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Gr avataí D es s edentaç ão anim al 1% Irrigaç ão 63.21% A bas tec im ento P úblic o 32% A bas tec im ento Indus trial 4% Figura 15 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 43) e em percentual (Figura 16). Tabela 43 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 14.63 1.45 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 82 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Gra va ta ì A bas tec im ento Indus trial 9.02% A bas tec im ento P úblic o 90.98% Figura 16 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 44). Tabela 44 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Gravataí DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 6,91 0,32 0,07 7,30 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 83 3.1.5 Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba Lago Guaíba – Fonte: Comitê Lago Guaíba I. Dados gerais 1) Localização: a leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°55’ a 30°37’ de latitude Sul e 50°56’ a 51°46’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Escudo Sul-Rio-Grandense e Planície Costeira interior. 3) Principais corpos hídricos: Lago Guaíba e os arroios Araçá, do Petim, do Ribeiro e Capivara (Tabela 45). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 84 Tabela 45 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais - Bacia do Lago Guaíba Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Arroio Araçá 240 m Cerro Grande do Sul Arroio do Petim 250 m Guaíba Arroio do Ribeiro 200 m Sertão Santana, Cerro Grande do Sul Arroio Capivara 110 m Guaíba O mapa da Bacia do Lago Guaíba está ilustrado na Figura 17. 4) Área e população total (Tabela 46): Tabela 46 – Dados de área e demografia – Bacia do Lago Guaíba Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 2.523,62 1.242.184 51.697 1.293.880 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 17 Mapa da Bacia – Hidrográfica do Lago Guaíba Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 85 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 86 5) Unidades de conservação existentes: três unidades administradas pelo Estado, três unidades administradas pelo município de Porto Alegre (Tabela 47). Tabela 47 – Unidades de conservação na Bacia do Lago Guaíba Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual do Delta do Jacuí Proteção Integral Canoas, Charqueadas, Eldorado do Sul, Nova Santa Rita, Porto Alegre, Triunfo 17.245,00 estadual Parque Estadual de Itapuã Proteção Integral Viamão 5.566,50 estadual Jardim Botânico de Porto Alegre - Porto Alegre 43 estadual Parque Municipal Sain´t Hilare Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Porto Alegre 1.143,00 Municipal Parque Natural Municipal Morro do Osso Reserva Biológica Porto Alegre 127,00 Municipal Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger Reserva Biológica Porto Alegre 179,77 Municipal 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 48). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Tabela 48 – Composição atual do Comitê do Lago Guaíba Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento público 4 Esgotamento sanitário 2 Drenagem urbana 2 Indústria 02 Agropecuária 02 Efluentes líquidos provenientes de resíduos sólidos 01 Turismo, esporte e lazer 01 Pesca artesanal, comercial e aqüicultura 01 Navegação 01 Total 16 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo 04 Organizações ambientalistas 04 Organizações comunitárias e clubes de serviço 03 Instituições de ensino superior e pesquisa 02 Associações técnicas, científicas e classistas 02 Organizações sindicais 01 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretaria de Obras Públicas e Saneamento 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 87 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria de Ciência e Tecnologia 01 Ministério do Meio Ambiente 01 Total 08 88 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 14 municípios (Tabela 49). Tabela 49 – População urbana e rural por município - Bacia do Lago Guaíba Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Barão do Triunfo 2,59 714 6.210 0 161 161 Barra do Ribeiro 98,82 8.907 2.571 8.907 2.541 11.448 Canoas 26,75 326.458 0 116.694 0 116.694 Cerro Grande do Sul 15,10 2.144 7.089 0 1.070 1.070 Eldorado do Sul 26,30 22.653 8.663 0 2.278 2.278 100,00 91.400 2.178 91.400 2.178 93.578 Mariana Pimentel 45,67 671 3.293 671 1.504 2.175 Nova Santa Rita 2,70 16.941 3.650 0 99 99 Porto Alegre 82,49 1.379.041 41.626 992.910 34.337 1.027.247 Sentinela do Sul 33,74 1.290 4.000 0 1.350 1.350 Sertão Santana 90,84 1.179 4.612 1.179 4.190 5.369 Tapes 20,35 14.731 1.826 0 372 372 Triunfo 0,46 14.644 9.332 0 43 43 Guaíba Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Viamão 89 8,95 235.662 17.602 30.422 1.575 31.998 - - - 1.242.184 51.697 1.293.880 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 17,25 L/s/Km2 Tabela 50 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Lago Guaíba 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 23.47 16.43 10.56 5.87 4.53 3.35 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 5) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 51). Tabela 51 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Lago Guaíba Principais aqüíferos aflorantes Aquitardos permeanos Barreira Marinha Embasamento Cristalino I Embasamento Cristalino II Embasamento Cristalino III Quaternário Costeiro II Sedimentos Deltáicos 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 0,26 5,03 3,37 25,70 22,61 40,73 2,27 38 5,2 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 52) e em percentual (Figura 18). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 90 Tabela 52 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Lago Guaíba Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 111.07 150.24 306.94 2.49 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Lago Guaíba D es s edentaç ão anim al 0.44% A bas tec im ento P úblic o 19.46% Irrigaç ão 53.78% A bas tec im ento Indus trial 26.32% Figura 18 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Lago Guaíba 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 53) e em percentual (Figura 19). Tabela 53 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Lago Guaíba Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 91 Abastecimento Público Abastecimento Industrial 3.03 3.72 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia hidrográ fica do La go Gua íba A bastecimento P úblico 44.86% A bastecimento Industrial 55.14% Figura 19 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Lago Guaíba V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 54). Tabela 54 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Lago Guaíba DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 4,99 0,13 0,05 5,17 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 92 3.1.6 Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Rio Pardo – Fonte: Comitê Pardo I. Dados gerais 1) Localização: na porção central do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28º50’ a 30º 00’ de latitude Sul e 52º 15’ a 53º 00’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Depressão Central e Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: rios Pardo, Pardinho e Pequeno e Arroio Francisco Alves (Tabela 55). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 93 Tabela 55 – Altitude e localização dos corpos de água principais - Bacia do Rio Pardo Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Pardo 710 m Barros Cassal Rio Pardinho 685 m Gramado Xavier, Barros Cassal e Boqueirão do Leão Arroio Francisco Alves 600 m Vale do Sol e Herveiras O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo está ilustrado na Figura 20. 4) Área e população total (Tabela 56): Tabela 56 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Pardo Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 3.658,34 144.666 64.394 209.060 2 5) Unidades de Conservação existentes: uma unidade administrada pelo município de Vera Cruz (Tabela 57). Tabela 57 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Natural Municipal de Vera Cruz Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Vera Cruz 15,85 Municipal Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 20 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 94 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 95 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 50 membros (Tabela 58). Tabela 58 - Composição atual do Comitê do Rio Pardo Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 05 Drenagem Urbana, Esgotamento Sanitário e Efluentes Líquidos de Resíduos Sólidos 03 Indústria e Agroindústria 04 Agricultura 05 Pecuária 01 Turismo, Esporte e Lazer 01 Mineração 01 Total 20 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos Municipais 05 Organizações Ambientalistas 02 Organizações Comunitárias 05 Instituições de Ensino Superior 01 Associações Técnico-Científicas 03 Organizações Sindicais 04 Total 20 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria da Ciência e Tecnologia 01 Secretaria de Turismo 01 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 10 96 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 15 municípios (Tabela 59). Tabela 59 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Barros Cassal 48,03 3.560 7.890 2.550 3.790 6.340 Boqueirão do Leão 43,07 1.634 6.191 0 2.666 2.666 Candelária 52,94 14.372 15.072 14.372 7.979 22.351 Gramado Xavier 100,00 418 3.493 418 3.493 3.911 Herveiras 100,00 356 2.469 356 2.469 2.825 Lagoão 47,54 1.159 5.230 1.159 2.486 3.645 Passa Sete 76,11 501 4.495 501 3.421 3.922 Rio Pardo 26,18 25.934 11.770 8.710 3.081 11.791 Santa Cruz do Sul 40,67 101.844 14.013 101.844 5.699 107.543 Segredo 0,40 1.842 5.180 0 21 21 Sinimbu 95,80 1.449 8.866 1.449 8.494 9.943 Soledade Vale do Sol Venâncio Aires Vera Cruz Bacia 0,11 23.663 6.263 0 7 7 100,00 1.140 9.677 1.140 9.677 10.817 2,40 40.441 24.001 0 576 576 100,00 12.167 10.535 12.167 10.535 22.702 - - - 144.666 64.394 209.060 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 97 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 30,34 L/s/Km2 Tabela 60 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 25.50 13.57 8.22 2.86 1.52 0.45 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 61). Tabela 61 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 4,43 9,57 50,62 24,73 10,65 9,7 13,5 - Botucatu Serra Geral I Serra Geral II Santa Maria Sanga do Cabral/Pirambóia Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 62) e em percentual (Figura 21). Tabela 62 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 11.89 - 121.11 5.83 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 98 Es tim ativas d as d e m an d as h íd r icas s u p e r fíciais an u ais , n a Bacia Hid r o g r áfica d o Rio Par do * D es s edentaç ão anim al 4.20% A bas tec im ento P úblic o 8.56% Irrigaç ão 87.23% Figura 21 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Pardo 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 63) e em percentual (Figura 22). Tabela 63 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Pardo Abastecimento Público Abastecimento Industrial 3.19 2.55 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 99 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio P a rdo A bas tec im ento Indus trial 44.51% A bas tec im ento P úblic o 55.49% Figura 22 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Pardo V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 64). Tabela 64 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Pardo DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,80 0,06 0,16 1,02 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 100 3.1.7 Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Rio dos Sinos – Fonte: Comitê Sinos I. Dados gerais 1) Localização: a nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°20’ a 30°10’ de latitude Sul e 50°15’ a 51°20’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e Depressão Central. 3) Principais corpos hídricos: rios Rolante, Paranhana e dos Sinos (Tabela 65). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 101 Tabela 65 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio dos Sinos Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio dos Sinos 920 m Caraá Rio Rolante 1000 m São Francisco de Paula Rio Paranhana 890 m Canela O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos está ilustrado na Figura 23. 4) Área e população total (Tabela 66): Tabela 66 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio dos Sinos Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 3.746,68 1.186.917 62.183 1.249.100 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 23 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 102 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 103 5) Unidades de Conservação existentes: duas unidades, uma administrada pelo Estado e outra pela União (Tabela 67). Tabela 67 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Uso Sustentável São Francisco de Paula 1.138,64 federal Sapucaia do Sul, São Leopoldo 822,00 estadual Canoas 558,46 Municipal São Francisco de Paula 1.200,00 Municipal São Leopoldo 151,80 Municipal Floresta Nacional de São Francisco de Paula Parque Zoológico Área de Proteção Ambiental Guajuviras Parque Municipal da Ronda Parque Natural Municipal Imperatriz Leopoldina Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 68). Tabela 68 – Composição atual do Comitê do Rio dos Sinos Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 03 Esgotamento Sanitário e Drenagem Urbana 06 Efluentes Líquidos de Resíduos Sólidos 01 Indústria 02 Agricultura 02 Mineração/Navegação 01 Pesca/Recreação 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Total 16 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos Municipais 04 Organizações Comunitárias 03 Organizações Civis de Recursos Hídricos e Entidades Ambientalistas 04 Associações Técnico-Científicas 02 Instituições de Ensino Superior 02 Entidades Sindicais de Trabalhadores Rurais e Urbanos 01 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria da Ciência e Tecnologia 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 08 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 33 municípios (Tabela 69). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 104 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 105 Tabela 69 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Município Araricá Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural 518 Pop Urbana (Bacia) 4.263 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 513 4.776 99,00 4.263 Cachoeirinha 19,17 112.603 0 0 0 0 Campo Bom 100,00 52.181 4.414 52.181 4.414 56.595 Canela 59,03 34.961 3.357 19.813 1.982 21.794 Canoas 55,94 326.458 0 131.002 0 131.002 1,42 6.626 4.324 0 61 61 99,67 938 6.193 938 6.173 7.111 8,92 24.645 170 0 15 15 93,53 39.695 1.045 39.695 977 40.672 100,00 78.728 88 78.728 88 78.816 Capela de Santana Caraá Dois Irmãos Estância Velha Esteio Glorinha 0,10 1.906 5.002 0 5 5 Gramado 31,61 28.080 3.572 9.637 1.129 10.766 Gravataí 16,00 238.143 23.007 0 3.681 3.681 Igrejinha 93,17 29.860 1.253 29.860 1.167 31.027 Ivoti 6,28 16.572 1.945 0 122 122 Maquiné 0,36 2.206 5.168 0 19 19 98,04 14.039 2.649 14.039 2.597 16.636 Nova Hartz Nova Santa Rita 41,94 16.941 3.650 0 1.531 1.531 Novo Hamburgo 100,00 248.562 4.505 248.562 4.505 253.067 Osório 5,01 33.819 5.471 0 274 274 Parobé 100,00 46.179 2.534 46.179 2.534 48.713 Portão 85,99 23.334 5.249 23.334 4.514 27.848 Riozinho 99,13 2.748 1.658 2.748 1.644 4.392 Rolante 100,00 14.738 4.475 14.738 4.475 19.213 2,60 4.420 1.753 0 46 46 Santa Maria do Herval Santo Antônio da 32,58 26.510 11.400 0 3.714 3.714 São Francisco de Paula 11,43 13.221 8.057 8.692 921 9.613 100,00 207.015 706 207.015 706 207.721 São Leopoldo São Sebastião do Caí Sapiranga Sapucaia do Sul 3,57 16.295 4.064 0 145 145 58,95 68.962 5.017 68.962 2.958 71.920 100,00 121.799 432 121.799 432 122.231 Taquara 93,26 44.394 9.034 44.394 8.425 52.819 Três Coroas 94,16 20.338 2.567 20.338 2.417 22.755 - - - 1.186.917 62.183 1.249.100 Bacia Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 106 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 23,89 L/s/Km2 Tabela 70 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Vazão de permanência (L/s/Km2) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 25.54 14.78 8.62 3.39 2.04 0.96 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 71). Tabela 71 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 39,72 6,88 2,81 0,27 1,23 41,22 7,87 10 6,7 Botucatu/Pirambóia Aquitardos permeanos Basalto/Botucatu Botucatu Quaternário Costeiro II Serra Geral II Serra Geral II Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 72) e em percentual (Figura 24). Tabela 72 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 84.74 104.16 96.95 3.31 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 107 Es tim ativa das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio dos Sinos D es s edentaç ão anim al 1% A bas tec im ento P úblic o 29% Irrigaç ão 34% A bas tec im ento Indus trial 36% Figura 24 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Sinos 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 73) e em percentual (Figura 25). Tabela 73 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos Abastecimento Público Abastecimento Industrial 22.64 3.75 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 108 Estima tiva s da s de manda s hídrica s subte rrâ ne a s anua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio dos Sinos A bastecim ento Industrial 14.22% A bastecim ento P úblico 85.78% Figura 25 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 74). Tabela 74 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio dos Sinos DBO doméstica DBO industrial 4,02 0,30 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado DBO suinocultura DBO remanescente total 0,04 4,36 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 109 3.1.8 Bacia Hidrográfica Taquari-Antas Rio Taquari – Fonte: Comitê Taquari-Antas I. Dados gerais 1) Localização: a nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 28°10’ a 29°57’ de latitude Sul e 49°56’ a 52°38’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e Depressão Central. 3) Principais corpos hídricos: rios das Antas, Tainhas e Carreiro (Tabela 75). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 110 Tabela 75 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Taquari-Antas Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio das Antas 1260 m São José dos Ausentes Rio Tainhas 940 m São Francisco de Paula Rio Carreiro 800 m Ibiraiaras O mapa da Bacia Taquari-Antas está ilustrado na Figura 26. 4) Área e população total (Tabela 76): Tabela 76 – Dados de área e demografia – Bacia Taquari-Antas Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 26.491,82 900.498 307.141 1.207.640 2 5) Unidades de Conservação existentes: seis unidades, administradas pelo Estado e as demais pela União (Tabela 77). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado sendo duas Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 111 Tabela 77 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Taquari-Antas Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual de Tainhas Proteção Integral São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Jaquirana 4.924,80 estadual APA Rota do Sol Uso Sustentável São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Itati, Três Forquilhas 52.355,00 estadual Estação Ecológica de AracuriEsmeralda Proteção Integral Muitos Capões 272,63 federal Parque Nacional da Serra Geral Proteção Integral Cambará do Sul, São Francisco de Paula 17.300,00 federal Parque Nacional de Aparados da Serra Proteção Integral Cambará do Sul 10.250,00 federal Floresta Nacional de Passo Fundo Uso Sustentável Mato Castelhano 1.328,00 federal Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 26 – Mapa da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 112 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 113 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 50 membros (Tabela 78). Tabela 78 – Composição atual do Comitê Taquari-Antas Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 04 Indústria e Agroindústria 04 Agropecuário 04 Esgotamento Sanitário e Drenagem 04 Geração de Energia 02 Navegação e Mineração 01 Esporte, Lazer e Turismo 01 Total 20 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos Municipais 06 Instituições de Ensino Superior e Pesquisa 03 Associações Técnico-Científicas 03 Organizações Comunitárias 03 Organizações Ambientalistas 03 Organizações Sindicais 02 Total 20 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretária das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria da Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria da Ciência e Tecnologia 01 Secretaria de Transporte 01 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Ministério do Meio Ambiente 01 Total 10 114 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 119 municípios (Tabela 79). Tabela 79 – População urbana e rural por município - Bacia do Taquari – Antas Município Água Santa André da Rocha Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 1,31 1.242 2.323 0 30 30 100,00 428 778 428 778 1.206 Anta Gorda 100,00 2.244 3.919 2.244 3.919 6.163 Antônio Prado 100,00 9.502 4.089 9.502 4.089 13.591 Arroio do Meio 100,00 13.985 4.094 13.985 4.094 18.079 Arvorezinha 100,00 5.860 4.350 5.860 4.350 10.210 48,89 2.563 2.730 2.563 1.335 3.898 Barão Barros Cassal 51,69 3.560 7.890 1.010 4.078 5.088 Bento Gonçalves 100,00 90.756 9.887 90.756 9.887 100.643 Boa Vista do Sul 100,00 352 2.311 352 2.311 2.663 30,57 8.832 3.011 8.832 920 9.752 Bom Jesus Bom Retiro do Sul 100,00 8.707 2.423 8.707 2.423 11.130 Boqueirão do Leão 56,93 1.634 6.191 1.634 3.525 5.159 Brochier 33,74 1.902 2.799 1.902 944 2.846 Camargo 100,00 1.056 1.415 1.056 1.415 2.471 87,00 3.490 3.469 3.490 3.018 6.508 Campestre da Serra 100,00 1.022 2.183 1.022 2.183 3.205 Canudos do Vale 100,00 445 1.496 445 1.496 1.941 Cambará do Sul Capão Bonito do Sul Capitão Carlos Barbosa 3,85 534 1.303 0 50 50 100,00 1.059 1.536 1.059 1.536 2.595 57,28 18.803 5.157 0 2.954 2.954 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Casca Área do município na Pop Urbana bacia (%) 100,00 4.647 Pop Rural 3.734 Pop Urbana (Bacia) 4.647 115 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 3.734 8.381 Caseiros 10,01 1.407 1.582 0 158 158 Caxias do Sul 52,06 369.110 29.928 230.806 15.580 246.386 Ciríaco 74,37 2.407 2.538 2.407 1.888 4.295 Colinas 100,00 1.120 1.284 1.120 1.284 2.404 Coqueiro Baixo 100,00 247 1.319 247 1.319 1.566 Coronel Pilar 100,00 173 1.485 173 1.485 1.658 Cotiporã 100,00 2.139 2.438 2.139 2.438 4.577 Cruzeiro do Sul 100,00 7.074 5.097 7.074 5.097 12.171 David Canabarro 100,00 1.845 2.859 1.845 2.859 4.704 Dois Lajeados 100,00 1.431 1.903 1.431 1.903 3.334 Doutor Ricardo 100,00 590 1.463 590 1.463 2.053 Encantado 100,00 16.967 2.569 16.967 2.569 19.536 Esmeralda 0,61 2.141 1.093 0 7 7 Estrela 100,00 24.538 4.533 24.538 4.533 29.071 Fagundes Varela 100,00 1.223 1.285 1.223 1.285 2.508 59,95 47.909 11.962 39.273 7.171 46.444 Farroupilha Fazenda Vilanova 100,00 1.420 1.648 1.420 1.648 3.068 Flores da Cunha 100,00 16.410 8.897 16.410 8.897 25.307 Fontoura Xavier 100,00 3.836 7.238 3.836 7.238 11.074 Forquetinha 100,00 465 2.083 465 2.083 2.548 Garibaldi 100,00 25.589 3.202 25.589 3.202 28.791 General Câmara 57,36 5.242 3.540 5.242 2.031 7.273 Gentil 98,76 571 1.008 571 996 1.567 Guabiju 100,00 702 967 702 967 1.669 Guaporé 100,00 19.426 1.995 19.426 1.995 21.421 Ibiraiaras 96,18 3.432 3.662 0 3.522 3.522 Ibirapuitã 18,01 2.231 1.951 0 351 351 Ilópolis 100,00 2.122 2.080 2.122 2.080 4.202 Imigrante 100,00 1.422 1.591 1.422 1.591 3.013 Ipê 100,00 2.731 3.144 2.731 3.144 5.875 Itapuca 100,00 506 1.948 506 1.948 2.454 Jaquirana 100,00 2.569 1.835 2.569 1.835 4.404 39,27 23.645 3.789 0 1.488 1.488 100,00 67.239 235 67.239 235 67.474 Lagoa Vermelha Lajeado Maratá 0,63 719 1.725 0 11 11 Marau 61,13 28.729 5.049 28.729 3.086 31.815 100,00 1.492 2.551 1.492 2.551 4.043 46,34 471 2.137 471 990 1.461 Mato Leitão 100,00 1.524 2.061 1.524 2.061 3.585 Montauri 100,00 620 963 620 963 1.583 Marques de Souza Mato Castelhano Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Monte Alegre dos 96,67 Monte Belo do Sul 100,00 8,21 100,00 Muitos Capões Muliterno Montenegro Muçum 152 Pop Rural Pop Urbana (Bacia) 116 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 2.970 152 2.871 3.023 689 2.077 689 2.077 2.766 50.470 6.320 0 519 519 3.789 785 3.789 785 4.574 97,57 947 2.022 947 1.973 2.920 87,58 459 1.341 459 1.174 1.633 Nova Alvorada 100,00 1.147 1.911 1.147 1.911 3.058 Nova Araçá 100,00 2.577 1.198 2.577 1.198 3.775 Nova Bassano 100,00 5.210 3.473 5.210 3.473 8.683 Nova Bréscia 100,00 1.428 1.734 1.428 1.734 3.162 Nova Pádua 100,00 739 1.745 739 1.745 2.484 Nova Prata 100,00 18.204 4.053 18.204 4.053 22.257 Nova Roma do Sul 100,00 1.777 1.713 1.777 1.713 3.490 Paraí 100,00 3.547 3.030 3.547 3.030 6.577 61,81 1.356 4.611 1.356 2.850 4.206 Passo do Sobrado Passo Fundo Paverama Poço das Antas 2,41 178.186 5.114 0 123 123 100,00 3.893 3.723 3.893 3.723 7.616 99,36 737 1.239 737 1.231 1.968 100,00 582 1.410 582 1.410 1.992 Progresso 100,00 1.803 4.407 1.803 4.407 6.210 Protásio Alves 100,00 418 1.696 418 1.696 2.114 Putinga 100,00 1.467 2.725 1.467 2.725 4.192 Relvado 100,00 708 1.488 708 1.488 2.196 Roca Sales 100,00 5.995 3.927 5.995 3.927 9.922 Pouso Novo Salvador do Sul Santa Clara do Sul Santa Cruz do Sul 36,90 3.697 2.947 0 1.087 1.087 100,00 2.509 2.962 2.509 2.962 5.471 57,36 101.844 14.013 0 8.038 8.038 Santa Tereza 100,00 659 1.156 659 1.156 1.815 Santo Antônio do Palma 100,00 629 1.587 629 1.587 2.216 São Domingos do Sul 100,00 1.608 1.246 1.608 1.246 2.854 São Francisco de Paula 53,43 13.221 8.057 0 4.305 4.305 São Jorge 100,00 1.350 1.414 1.350 1.414 2.764 São José do Herval 100,00 814 1.665 814 1.665 2.479 São José dos Ausentes 24,10 1.749 1.431 0 345 345 100,00 16.741 2.900 16.741 2.900 19.641 São Pedro da Serra 34,89 1.437 1.680 0 586 586 São Valentim do Sul 100,00 644 1.586 644 1.586 2.230 Serafina Corrêa 100,00 11.139 2.324 11.139 2.324 13.463 Sério 100,00 525 1.874 525 1.874 2.399 4,20 1.449 8.866 0 372 372 33,49 23.663 6.263 10.195 2.097 12.292 São Marcos Sinimbu Soledade Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Tabaí 100,00 Pop Rural 1.198 Pop Urbana (Bacia) 2.848 117 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 2.848 4.046 1.198 Taquari 100,00 21.393 4.375 21.393 4.375 25.768 Teutônia 100,00 21.292 3.813 21.292 3.813 25.105 Travesseiro 100,00 896 1.483 896 1.483 2.379 Triunfo 23,01 14.644 9.332 7.105 2.147 9.253 100,00 283 1.383 283 1.383 1.666 Vacaria 34,14 55.851 4.087 4.422 1.395 5.817 Vale Verde 46,92 845 2.382 0 1.118 1.118 União da Serra Vanini 100,00 904 1.052 904 1.052 1.956 97,60 40.441 24.001 40.441 23.425 63.866 Veranópolis 100,00 20.712 3.192 20.712 3.192 23.904 Vespasiano Correa 100,00 369 1.604 369 1.604 1.973 Vila Flores 100,00 1.280 1.889 1.280 1.889 3.169 Vila Maria 100,00 1.989 2.170 1.989 2.170 4.159 Vista Alegre do Prata 100,00 393 1.099 393 1.099 1.492 Westfalia 100,00 972 1.744 972 1.744 2.716 - - - 900.498 307.141 1.207.640 Venâncio Aires Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 23,02 L/s/Km2 Tabela 80 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Taquari-Antas: 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 22.65 12.59 7.73 2.86 1.65 0.68 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 118 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 81). Tabela 81 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Taquari-Antas Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 1,28 0,78 0,50 4,88 88,14 4,06 0,37 16,52 15,1 18 - Botucatu/Pirambóia Aquitardos permeanos Botucatu Serra Geral I Serra Geral II Santa Maria Sanga do Cabral/Pirambóia Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 82) e em percentual (Figura 27). Tabela 82 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Taquari-Antas Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 67.14 51.40 109.29 76.29 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 119 Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica Taquar i-Antas Dessedentação animal 25% Irrigação 36% A bastecimento P úblico 22% A bastecimento Industrial 17% Figura 27 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Taquari-Antas 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 83) e em percentual (Figura 28). Tabela 83 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Taquari-Antas Abastecimento Público Abastecimento Industrial 16.93 15.14 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 120 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica Ta qua ri-Anta s A bastecim ento Industrial 47.20% A bastecim ento P úblic o 52.80% Figura 28 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Taquari-Antas V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 84). Tabela 84 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Taquari-Antas DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,59 0,09 0,33 1,01 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 121 3.1.9 Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí e Vacacaí Mirim Rio Vacacaí – Fonte: Comitê Vacacaí-Vacacaí Mirim I. Dados gerais 1) Localização: porção centro-ocidental do Estado, entre as coordenadas geográficas 29°35’ a 30°45’ de latitude Sul e 53°04’ a 54°34’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Depressão Central e Escudo Sul Rio-Grandense. 3) Principais corpos hídricos: rios Vacacaí, Vacacaí-Mirim e dos Corvos (Tabela 85). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 122 Tabela 85 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Vacacaí-Vacacaí Mirim Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Vacacaí 320 m São Gabriel Rio Vacacaí-Mirim 460 m Itaara, Santa Maria Rio dos Corvos 120 m Dilermando de Aguiar O mapa da Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim está ilustrado na Figura 29. 4) Área e população total (Tabela 86): Tabela 86 – Dados de área e demografia Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 11.077,34 340.783 43.874 384.657 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 29 – Mapa da Bacia Hidrográfica dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 123 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 124 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 35 membros (Tabela 87). Tabela 87 – Composição atual do Comitê Vacacaí-Vacacaí Mirim Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Esgotamento Sanitário e Drenagem Urbana 03 Agricultura e Pecuária 05 Indústria e Mineração 01 Abastecimento Público 03 Pesca, Esporte e Lazer 02 Total 14 Grupo II – População Categoria Vagas Associações Comunitárias e Clubes de Serviços 04 Organizações Ambientalistas 02 Associações Técnico-Científicas 02 Instituições de Ensino Superior e Pesquisa 02 Legislativos Municipais 03 Organizações Sindicais 01 Total 14 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Coordenação e Planejamento 01 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria da Educação 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 07 125 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 16 municípios (Tabela 88). Tabela 88 – População urbana e rural por município - Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim Município Caçapava do Sul Cachoeira do Sul Dilermando de Aguiar Formigueiro Itaara Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) 2.114 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 4.119 6.232 30,38 19.017 13.557 8,55 71.878 12.751 0 1.090 1.090 70,08 975 2.154 975 1.510 2.485 100,00 2.385 4.731 2.385 4.731 7.116 59,90 3.505 1.128 3.505 676 4.181 Ivorá 0,54 763 1.615 0 9 9 Júlio de Castilhos 1,17 16.200 3.341 0 39 39 Lavras do Sul 0,16 4.738 3.377 0 5 5 Restinga Seca 72,34 8.797 6.798 8.797 4.918 13.715 100,00 556 1.607 556 1.607 2.163 Santa Maria 89,92 249.443 13.960 249.443 12.553 261.995 São Gabriel 52,00 51.297 6.681 51.297 3.474 54.771 49,53 1.132 1.570 0 778 778 100,00 18.544 5.243 18.544 5.243 23.787 Santa Margarida do São João do Polêsine São Sepé Silveira Martins 68,17 1.089 1.390 1.089 948 2.037 Vila Nova do Sul 100,00 2.079 2.176 2.079 2.176 4.255 - - - 340.783 43.874 384.657 Bacia Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 126 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 17,16 L/s/Km2 Tabela 89 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 18.10 7.25 3.40 1.15 0.58 0.13 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 90). Tabela 90 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 14,49 0,41 0,25 12,44 0,81 14,80 19,41 2,33 5,50 29,55 3,8 3 8,7 Aquitardos permeanos Basalto/Botucatu Botucatu Embasamento Cristalino II Embasamento Cristalino III Aquiclude Eo-Paleozóico Palermo/Rio Bonito Serra Geral II Santa Maria Sanga do Cabral/Pirambóia Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 91) e em percentual (Figura 30). Tabela 91 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 28.45 2.08 927.55 15.36 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 127 Es tim ativa d e m an d as h íd r icas s u p e r fíciais an u ais Bacia Hid r o g r áfica V acacaí-V acacaí M ir im D essed ent ação animal 1.58 % A b ast eciment o Púb lico 2 .9 2 % A b ast eciment o Ind ust rial 0 .2 1% Irrig ação 9 5.2 9 % Figura 30 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 92) e em percentual (Figura 31). Tabela 92 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim Abastecimento Público Abastecimento Industrial 3.69 0.50 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 128 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica Va ca ca í-Va ca ca í M irim A bas tec im ento Indus trial 12.03% A bas tec im ento P úblic o 87.97% Figura 31 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia dos rios Vacacaí-Vacacaí Mirim V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 93). Tabela 93 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Vacacaí-Vacacaí Mirim DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,33 0,02 0,02 0,37 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 129 3.2 REGIÃO HIDROGRÁFICA DAS BACIAS LITORÂNEAS A Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas se localiza na porção leste e sul do território gaúcho, compreendendo as províncias geomorfológicas do Planalto Meridional, Planície Costeira e Escudo Sul-Rio-Grandense. Sua superfície total é de aproximadamente de 57.171,67, correspondendo a 20,3% da área do Estado. A população total foi estimada em 1.296.756 habitantes, estando distribuída em 72 municípios. Está dividida em cinco bacias hidrográficas: Camaquã, Litoral Médio, Mampituba, Mirim–São Gonçalo e Tramandaí (Figura 32). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 32 - Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 130 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 131 3.2.1 Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Rio Camaquã – Autor: Airton Madeira; Fonte: Comitê Camaquã I. Dados gerais 1) Localização: região central do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28º50’ a 30º 00’ de latitude Sul e 52º 15’ a 53º 00’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Escudo Sul-Rio-Grandense e Planície Costeira. 3) Principais corpos hídricos: O rio Camaquã é formado pelos arroios Camaquã e do Hilário. Este último é formado pelos arroios dos Carros e Teixeira (Tabela 94). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 132 Tabela 94 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Camaquã Principais corpos de água Altitude/ nascente principal Arroio dos Carros 420 m Localização Lavras do Sul Arroio Teixeira 440 m Arroio Camaquã 360 m Dom Pedrito O mapa da Bacia do Camaquã está ilustrado na Figura 33 . 4) Área e população total (Tabela 95): Tabela 95 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Camaquã Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 21.259,11 112.151 124.137 236.287 2 5) Unidades de Conservação existentes: duas unidades administradas pelo Estado (Tabela 96). Tabela 96 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque estadual do Camaquã Proteção Integral São Lourenço, Camaquã 7.992,50 estadual Parque Estadual do Podocarpus Proteção Integral Encruzilhada do Sul 3.645,00 estadual Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 33 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Camaquã. Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 133 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 134 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 45 membros (Tabela 97). Tabela 97 – Composição atual do Comitê Camaquã Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 04 Agricultura 04 Pecuária 02 Indústria 02 Turismo e Lazer 01 Esgotamento Sanitário e Drenagem Urbana 02 Pesca e Piscicultura 01 Mineração 02 Total 18 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo Municipal 05 Organizações Ambientais 04 Organizações Comunitárias e Sindicais 04 Instituições de Ensino Superior e Pesquisa 02 Organizações Civis de Recursos Hídricos 01 Associações Técnico-Científicas 02 Total 18 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Vagas Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 135 01 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 02 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria de Turismo 01 Secretaria da Ciência e Tecnologia 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 09 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 26 municípios (Tabela 98). Tabela 98 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Amaral Ferrador 100,00 1.408 4.824 1.408 4.824 6.232 Arambaré 100,00 2.923 902 2.923 902 3.825 Arroio do Padre 39,42 463 2.271 463 895 1.358 Bagé 50,36 94.398 18.152 0 9.141 9.141 Barão do Triunfo 22,91 714 6.210 0 1.423 1.423 Barra do Ribeiro 1,18 8.907 2.571 0 30 30 Caçapava do Sul 28,82 19.017 13.557 0 3.907 3.907 Camaquã 100,00 47.455 13.108 47.455 13.108 60.563 Canguçu 72,16 18.817 34.730 0 25.061 25.061 Cerro Grande do Sul 84,90 2.144 7.089 2.144 6.019 8.163 Chuvisca 100,00 259 4.615 259 4.615 4.874 Cristal 100,00 3.912 3.114 3.912 3.114 7.026 72,88 3.115 11.389 3.115 8.300 11.415 4,76 34.759 3.389 0 161 161 59,71 16.174 7.978 2.692 4.764 7.455 Dom Feliciano Dom Pedrito Encruzilhada do Sul Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Hulha Negra 9,72 Lavras do Sul 50,50 8,90 56,99 9.635 Piratini 43,82 11.710 8.515 0 3.731 3.731 Santana da Boa Vista 76,75 3.856 4.743 3.856 3.640 7.496 Pelotas Pinheiro Machado São Jerônimo 2.625 136 3.405 0 331 331 4.738 3.377 4.738 1.705 6.443 316.717 23.217 0 2.066 2.066 3.304 0 1.883 1.883 13,11 15.705 4.801 0 629 629 100,00 23.165 19.174 23.165 19.174 42.339 Sentinela do Sul 66,26 1.290 4.000 1.290 2.650 3.940 Tapes 79,65 14.731 1.826 14.731 1.454 16.185 Turuçu 29,00 1.735 2.094 0 607 607 - - - 112.151 124.137 236.287 São Lourenço do Sul Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 22,46 L/s/Km2 Tabela 99 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Vazão de permanência (L/s/Km2) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 20.78 10.94 5.78 2.12 1.20 0.47 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 100). Tabela 100 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Principais aqüíferos aflorantes Barreira Marinha Embasamento Cristalino II Embasamento Cristalino III Aquiclude Eo-Paleozóico Palermo/ Rio Bonito Quaternário Costeiro I Quaternário Costeiro II Quaternário Indiferenciado Estimativa de vazão (m /h) 0,19 44,42 26,41 12,61 1,40 3,78 11,36 1,62 5 34,1 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 3 % ocorrência na bacia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 137 IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 101) e em percentual (Figura 34). Tabela 101 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 8.58 1.07 1125.45 27.03 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Cam aquã D es s edentaç ão anim al 2.33% A bas tec im ento P úblic o 0.74% A bas tec im ento Indus trial 0.09% Irrigaç ão 96.84% Figura 34 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 102) e em percentual (Figura 35). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 138 Tabela 102 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã Abastecimento Público Abastecimento Industrial 6.15 0.06 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Ca m a quã A bas t ec im ento Indus t rial 1.02% A bas t ec im ent o P úblic o 98.98% Figura 35 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Camaquã V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 103). Tabela 103 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Camaquã DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,13 0,01 0,03 0,17 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 139 3.2.2 Bacia Hidrográfica do Litoral Médio Lagoa do Peixe – Fonte: Prefeitura Municipal de Tavares I. Dados gerais 1) Localização: leste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas de 29°51’ a 32°11’ de latitude Sul e 50°15’ a 52°05’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planície Costeira. 3) Principais corpos hídricos: Lagoa dos Barros e Lagoa do Peixe (Tabela 104). Tabela 104 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Litoral Médio Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Lagoa dos Barros - Santo Antonio da Patrulha, Osório Lagoa do Peixe - Mostardas, Tavares, São José do Norte Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 140 O mapa da Bacia do Litoral Médio está ilustrado na Figura 36. 4) Área e população total (Tabela 105): Tabela 105 – Dados de área e demografia – Bacia do Litoral Médio 2 Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 6.108,03 39.247 28.592 67.838 5) Unidades de Conservação existentes: duas unidades, uma administrada pelo Estado e outra pela União (Tabela 106). Tabela 106 – Unidades de conservação na Bacia do Litoral Médio Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual de Itapuã Proteção Integral Viamão 5.566,50 estadual Parque Nacional da Lagoa do Peixe Proteção Integral Mostardas, Tavares 34.400,00 federal Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 36 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Litoral Médio Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 141 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 142 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 30 membros; eleição a ser realizada. Os membros do grupo III serão indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que desenvolvam atividades relativas aos recursos hídricos, sendo cinco de órgãos públicos estaduais e um membro de órgão público federal (Tabela 107). Tabela 107 – Composição do Comitê do Litoral Médio Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 01 Esgotamento sanitário e resíduos sólidos 01 Produção rural 04 Indústria 02 Turismo e Lazer 01 Gestão urbana e ambiental 01 Pesca e Piscicultura 02 Total 12 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo Estadual e Municipal 02 Associações comunitárias 02 Clubes de serviços comunitários 02 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 02 Organizações ambientais 02 Associações de profissionais 02 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Total 143 12 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Total 06 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 11 municípios (Tabela 108). Tabela 108 – População urbana e rural por município - Bacia do Litoral Médio Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Balneário Pinhal 15,29 Capivari do Sul Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 10.062 455 0 70 70 100,00 2.493 846 2.493 846 3.339 Cidreira 25,86 10.447 436 0 113 113 Mostardas 98,19 7.875 4.028 7.875 3.955 11.830 Osório 30,43 33.819 5.471 0 1.665 1.665 Palmares do Sul 68,41 9.918 1.505 5.103 1.030 6.133 Santo Antônio da Patrulha 24,36 26.510 11.400 0 2.777 2.777 São José do Norte 100,00 18.696 6.209 18.696 6.209 24.905 Tavares 100,00 2.890 2.270 2.890 2.270 5.160 Tramandaí 29,52 38.872 1.019 0 301 301 Viamão 53,16 235.662 17.602 2.189 9.357 11.547 - - - 39.247 28.592 67.838 Bacia III. Disponibilidade hídrica subterrânea Reservas reguladoras (Tabela 109). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 144 Tabela 109 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Litoral Médio Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 4,31 0,26 81,61 13,46 0,37 55 - Barreira Marinha Embasamento Cristalino III Quaternário Costeiro I Quaternário Costeiro II Serra Geral II Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 110) e em percentual (Figura 37). Tabela 110 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Litoral Médio Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 1.99 0.91 1202.08 5.77 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim a tiva s da s de m a nda s hídric a s s upe rfíc ia is a nua is , na Ba c ia Hidrográ fic a do Litora l M é dio Dessedentação animal 0.48% A bastecimento P úblico 0.16% A bastecimento Industrial 0.08% Irrigação 99.28% Figura 37 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Litoral Médio Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 145 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 111) e em percentual (Figura 38). Tabela 111 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Litoral Médio Abastecimento Público Abastecimento Industrial 2.93 0.98 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Litora l M é dio A bas t ec im ento Indus t rial 25.00% A bas t ec im ento P úblic o 75.00% Figura 38 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Litoral Médio V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 112). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 146 Tabela 112 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Litoral Médio DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,14 0,01 0,02 0,17 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 147 3.2.3 Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Rio Mampituba – Fonte: Prefeitura Municipal de Torres I. Dados gerais 1) Localização: nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°11’ a 29°26’ de latitude Sul e 49°42’ a 50°12’ de longitude Oeste e abrange área no extremo sul de Santa Catarina. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e Planície Costeira. 3) Principais corpos hídricos: Rio Mampituba, Rio Pavão, Rio do Mengue e Arroio Paraíso (Tabela 113). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 148 Tabela 113 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais Bacia do Rio Mampituba Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Mampituba 1050 m Cambará do Sul Rio Pavão 950 m Cambará do Sul Rio do Mengue 900 m Morrinhos do Sul Arroio Paraíso 950 m Morrinhos do Sul O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba está ilustrado na Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 149 Figura 39. 4) Área e população total (Tabela 114): Tabela 114 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Mampituba 2 Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 698,65 19.199 9.115 28.314 5) Unidades de Conservação existentes: duas unidades administradas pelo Estado e uma unidade administrada pela união (Tabela 115). Tabela 115 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual de Itapeva Proteção Integral Torres 1.000,00 estadual Parque Estadual da Guarita Proteção Integral Torres 28,23 estadual Refúgio de Vida silvestre da Ilha dos Lobos Refúgio de Vida Silvestre Torres 142,00 federal Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 39 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 150 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 151 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 7 municípios (Tabela 116). Tabela 116 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Cambará do Sul Dom Pedro de Alcântara Mampituba Pop Rural 13,00 3.490 3.469 62,50 755 100,00 464 Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 0 451 451 1.973 0 1.233 1.233 2.462 464 2.462 2.926 Morrinhos do Sul 99,62 1.345 1.896 1.345 1.889 3.234 Torres 70,61 29.042 3.316 17.390 2.341 19.732 Três Cachoeiras 18,48 7.003 3.387 0 626 626 Três Forquilhas 4,01 269 2.804 0 112 112 - - - 19.199 9.115 28.314 Bacia III. Disponibilidade hídrica subterrânea Reservas reguladoras (Tabela 117). Tabela 117 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Principais aqüíferos aflorantes Botucatu Quaternário Costeiro I Quaternário Costeiro II Serra Geral II Serra Geral III 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 2,41 4,50 31,11 43,12 18,86 9 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 118) e em percentual (Figura 41). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 152 Tabela 118 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 0.09 0.00 62.94 0.76 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídricas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio M am pituba Dessedentação animal 1.19% Abastecimento Público 0.15% Irrigação 98.67% Figura 40 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 119) e em percentual (Figura 42). Tabela 119 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba Abastecimento Público Abastecimento Industrial 0.45 0.00 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 153 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia hidrográ fica do Rio Ma m pituba A bas tec im ento Indus trial 0.00% A bas tec im ento P úblic o 100.00% Figura 41 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 120). Tabela 120 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Mampituba DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,04 0,05 0,11 0,20 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 154 3.2.4 Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo Rio Jaguarão – Fonte: Prefeitura Municipal de Jaguarão I. Dados gerais 1) Localização: sudeste do Estado do Rio Grande do Sul entre as coordenadas geográficas 31º30’ a 34º35’ de latitude Sul e 53º31’a 55º15’de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planície Costeira e Escudo Sul-RioGrandense. 3) Principais corpos hídricos: Lagoa Mirim, Lagoa da Mangueira, Rio Jaguarão, Rio Piratini e Arroio Pelotas (Tabela 121). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 155 Tabela 121 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Mirim-São Gonçalo Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Lagoa Mirim - Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Arroio Grande, Jaguarão Lagoa da Mangueira - Santa Vitória do Palmar Rio Jaguarão 360 m Candiota, Bagé Rio Piratini 460 m Piratini Arroio Pelotas 440 m Morro Redondo, Canguçu O mapa da Bacia Mirim-São Gonçalo está ilustrado na Figura 43 . 4) Área e população total (Tabela 122): Tabela 122 – Dados de área e demografia – Bacia Mirim-São Gonçalo Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 25.961,04 664.767 79.255 744.021 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 42 – Mapa da Bacia Hidrográfica Mirim-São Gonçalo Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 156 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 157 5) Unidades de Conservação existentes: duas unidades, sendo uma administrada pelo Estado e outra pela União (Tabela 123). Tabela 123 – Unidades de conservação na Bacia Mirim-São Gonçalo Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Estação Ecológica do Taim Proteção Integral Rio Grande, Santa Vitória do Palmar 33,40 federal Reserva Biológica do Mato Grande Proteção Integral Arroio Grande 5.161,00 estadual 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 50 membros; eleição a ser realizada. Os membros do grupo III serão indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que desenvolvam atividades relativas aos recursos hídricos, sendo nove de órgãos públicos estaduais e um membro de órgão público federal (Tabela 124). Tabela 124 – Composição do Comitê Mirim-São Gonçalo Grupo I – Usuários da Água Categoria Abastecimento público Vagas 02 Esgotamento sanitário e resíduos sólidos 02 Drenagem 01 Produção rural 07 Industrial 02 Mineração 01 Lazer e turismo 02 Pesca 02 Gestão urbana e ambiental 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Total 158 20 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo Estadual e Municipal 04 Associações comunitárias 02 Clubes de serviços comunitários 02 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 04 Organizações ambientais 03 Associações de profissionais 02 Organizações sindicais 02 Comunicação 01 Total 20 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Total 10 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 21 municípios (Tabela 125). Tabela 125 – População urbana e rural por município - Bacia Mirim-São Gonçalo Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Aceguá 55,93 988 3.150 0 1.762 1.762 Arroio do Padre 60,58 463 2.271 0 1.376 1.376 Arroio Grande 100,00 15.772 2.586 15.772 2.586 18.358 0,73 94.398 18.152 0 133 133 Bagé Candiota 100,00 2.538 5.698 2.538 5.698 8.236 Canguçu 27,84 18.817 34.730 18.817 9.669 28.486 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Capão do Leão 100,00 Pop Rural Pop Urbana (Bacia) 159 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 21.704 1.951 21.704 1.951 23.655 Cerrito 100,00 3.844 2.785 3.844 2.785 6.629 Chuí 100,00 4.986 292 4.986 292 5.278 Herval 100,00 4.460 2.413 4.460 2.413 6.873 Hulha Negra 50,22 2.625 3.405 2.625 1.710 4.335 100,00 25.580 2.364 25.580 2.364 27.944 Morro Redondo 100,00 2.623 3.576 2.623 3.576 6.199 Pedras Altas 100,00 840 1.706 840 1.706 2.546 Pedro Osório 100,00 7.303 736 7.303 736 8.039 91,10 316.717 23.217 316.717 21.151 337.868 Jaguarão Pelotas Pinheiro Machado 43,01 9.635 3.304 9.635 1.421 11.056 Piratini 56,18 11.710 8.515 11.710 4.784 16.494 Rio Grande 100,00 186.713 7.638 186.713 7.638 194.351 Santa Vitória do Palmar 100,00 27.165 4.018 27.165 4.018 31.183 71,00 1.735 2.094 1.735 1.487 3.222 - - - 664.767 79.255 744.021 Turuçu Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 15,37 L/s/Km2 Tabela 126 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Mirim-São Gonçalo 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 13.65 6.73 2.56 1.24 0.89 0.32 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 160 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 127). Tabela 127 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Mirim-São Gonçalo Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 9,39 13,26 17,27 14,64 0,13 2,38 16,56 26,36 4 6,4 21,2 - Aquitardos Permeanos Embasamento Cristalino I Embasamento Cristalino II Embasamento Cristalino III Aquiclude Eo-Paleozóico Palermo/ Rio Bonito Quaternário Costeiro I Quaternário Costeiro II Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa da demanda de água superficial em volume/ano (Tabela 128) e em percentual (Figura 44). Tabela 128 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Mirim-São Gonçalo Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 53.26 2.40 2341.22 28.51 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 161 Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica M ir im -São Gonçalo D es s edentaç ão anim al 1.18% A bas tec im ento P úblic o 2.20% A bas tec im ento Indus trial 0.10% Irrigaç ão 96.53% Figura 43- Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Mirim-São Gonçalo 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 129) e em percentual (Figura 45). Tabela 129 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Mirim-São Gonçalo Abastecimento Público Abastecimento Industrial 6.09 2.18 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 162 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica M irim -S ã o Gonça lo A bas tec im ento Indus trial 26.34% A bas tec im ento P úblic o 73.66% Figura 44 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Mirim-São Gonçalo V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 130). Tabela 130 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia Mirim-São Gonçalo DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,32 0,02 0,01 0,35 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 163 3.2.5 Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Rio Tramandaí – Fonte: Comitê Tramandaí I. Dados gerais 1) Localização: nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29º17’ a 30º18’ de latitude Sul e 49º’44’ a 50º24’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e planície costeira. 3) Principais corpos hídricos: rios Três Forquilhas, Maquiné e Tramandaí (Tabela 131). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 164 Tabela 131 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Tramandaí Principais corpos de água Altitude/ nascente principal Rio Três Forquilhas 1060 m São Francisco de Paula Rio Maquiné 940 m São Francisco de Paula Rio Tramandaí - Localização Osório O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí está ilustrado na Figura 46. 4) Área e população total (Tabela 132): Tabela 132 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Tramandaí Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 3.144,84 194.464 25.832 220.296 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 45 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 165 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 166 5) Unidades de Conservação existentes: seis unidades administradas pelo Estado e três administradas pelo Poder Municipal (Tabela 133). Tabela 133 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Estação Ecológica Estadual Aratinga Proteção Integral São Francisco de Paula, Itati 5.582,00 Estadual Reserva Biológica da Serra Geral Proteção Integral Maquine, Terra de Areia, Itati 4.845,70 Estadual APA Rota do Sol Sustentável São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Itati, Três Forquilhas 52.355,00 Estadual Parque Estadual de Itapeva Proteção Integral Torres 1.000,00 Estadual Reserva Biológica da Mata Paludosa Proteção Integral Itati 113,00 Estadual Parque Municipal Tupancy Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Arroio do Sal 21,07 Municipal Área de Proteção Ambiental Lagoa Itapeva Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Torres 436,99 Municipal Horto Florestal do Litoral Norte Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Tramandaí 45,87 Estadual Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Classificada pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Área de Proteção Ambiental do Morro de Osório Osório 6.896,75 167 Municipal 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 35 membros (Tabela 134). Tabela 134 – Composição atual do Comitê Tramandaí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 05 Agropecuária 03 Turismo e Lazer 02 Diluição de Despejos e Drenagem 02 Pesca 01 Mineração 01 Total 14 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos Municipais 04 Organizações Ambientalistas 02 Organizações Comunitárias, Clubes de Serviço e Organizações de Trabalhadores 04 Instituição de Ensino Superior e Pesquisa 02 Associações Técnico-Científicas 02 Total 14 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Secretaria das Obras Públicas e Saneamento Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Vagas 01 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria da Ciência e Tecnologia 01 Secretaria de Turismo 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 07 168 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 21 municípios (Tabela 135). Tabela 135 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Município Arroio do Sal Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 6.635 100,00 6.404 231 6.404 231 Balneário Pinhal 84,71 10.062 455 10.062 385 10.447 Capão da Canoa 100,00 37.201 204 37.201 204 37.405 0,33 938 6.193 0 20 20 74,14 10.447 436 10.447 323 10.770 Caraá Cidreira Dom Pedro de 37,50 755 1.973 755 740 1.495 Imbé 100,00 14.898 42 14.898 42 14.940 Itati 100,00 239 2.438 239 2.438 2.677 99,64 2.206 5.168 2.206 5.149 7.355 0,38 1.345 1.896 0 7 7 Maquiné Morrinhos do Sul Mostardas 1,81 7.875 4.028 0 73 73 Osório 64,56 33.819 5.471 33.819 3.532 37.351 Palmares do Sul 31,59 9.918 1.505 4.815 475 5.290 0,87 2.748 1.658 0 14 14 Riozinho São Francisco de 6,99 13.221 8.057 0 563 563 100,00 5.288 4.421 5.288 4.421 9.709 Torres 29,39 29.042 3.316 11.652 975 12.626 Tramandaí 70,48 38.872 1.019 38.872 718 39.590 Três Cachoeiras 81,52 7.003 3.387 7.003 2.761 9.764 Três Forquilhas 95,99 269 2.804 269 2.692 2.961 100,00 10.535 67 10.535 67 10.602 Terra de Areia Xangri-lá Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na bacia (%) Bacia Pop Urbana - Pop Rural - Pop Urbana (Bacia) - 169 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 25.832 220.296 194.464 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 12,78 L/s/Km2 Tabela 136 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 15.83 11.63 8.29 6.29 6.19 4.31 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 137). Tabela 137 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Principais aqüíferos aflorantes Botucatu Quaternário Costeiro I Quaternário Costeiro II Serra Geral II Serra Geral III 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 0,42 37,04 14,02 33,93 14,59 15,6 71,8 20,7 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 138) e em percentual (Figura 47). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 170 Tabela 138 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 7.38 10.06 97.66 1.83 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídricas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Tram andaí D es sedentaç ão anim al 1.56% A bas tec im ento P úblic o 6.31% A bas tec im ento Industrial 8.60% Irrigaç ão 83.52% Figura 46 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 139) e em percentual (Figura 48). Tabela 139 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 2.18 0.06 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 171 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Tra m a nda í A bas tec im ento Indus t rial 2.82% A bas t ec im ent o P úblic o 97.18% Figura 47 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 140). Tabela 140 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Tramandaí DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,72 0,04 0,03 0,79 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 172 3.3 REGIÃO HIDROGRÁFICA DO URUGUAI A Região Hidrográfica do Uruguai (Figura 49) abrange a porção norte, noroeste e oeste do território gaúcho, com uma área de aproximadamente 126.964,24 Km2, equivalente a cerca de 45% da área do Estado. Sua população total está estimada em 2.448.778 habitantes, distribuídos em 228 municípios, com uma densidade demográfica em torno de 19,29 hab/Km2. Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 48: Região Hidrográfica do Uruguai Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 173 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 174 3.3.1 Bacia Hidrográfica do Apuaê-Inhandava Rio Pelotas – Fonte: Comitê Apuaê-Inhandava I. Dados gerais 1) Localização: norte-nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°14' a 28°45' de latitude Sul e 50°42' a 52°26' de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: Rio Apuaê, Rio Inhandava e Arroio Poatã, constituído a partir dos arroios Rincão da Cruz e Cigana (Tabela 141). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 175 Tabela 141 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Apuaê-Inhandava Principais corpos de água Altitude/ nascente principal Rio Apuaê (Rio Ligeiro) 880 m Caseiros, Muliterno Rio Inhandava (Rio Forquilha) 880 m Caseiros Arroio Rincão da Cruz 920 m Arroio Cigana 960 m Localização Capão Bonito do Sul, Esmeralda O mapa da Bacia Apuaê-Inhandava está ilustrado na Figura 50. 4) Área e população total (Tabela 142): Tabela 142 – Dados de área e demografia – Bacia Apuaê-Inhandava 2 Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 14.599,12 262.765 92.756 355.521 5) Unidades de Conservação existentes: duas unidades administradas pelo Estado (Tabela 143). Tabela 143 – Unidades de conservação na Bacia Apuaê-Inhandava Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual do Espigão Alto Proteção Integral Barracão 1.331,90 estadual Parque Estadual do Ibitiriá Proteção Integral Vacaria, Bom Jesus. 415,00 estadual Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 49 – Mapa da Bacia Hidrográfica Apuaê-Inhandava Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 176 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 177 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 35 membros (Tabela 144). Tabela 144 – Composição atual do Comitê Apuaê-Inhandava Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 03 Drenagem urbana 01 Esgotamento sanitário 01 Agropecuária 04 Indústria 02 Geração de energia 01 Silvicultura 01 Lazer e turismo 01 Total 14 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos municipais 02 Organizações comunitárias e clubes de serviço 02 Organizações sindicais 04 Organizações ambientalistas 01 Associações técnico- científicas 03 Instituições de ensino superior e pesquisa 02 Total 14 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretarias das Obras públicas e saneamento 01 Secretaria de saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria da educação 01 Secretaria estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Ministério do Meio Ambiente 01 Total 07 178 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 52 municípios (Tabela 145). Tabela 145 – População urbana e rural por município - Bacia ApuaêInhandava Município Água Santa Área do município Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana Pop Rural na bacia (Bacia) (Bacia) (%) Pop Total (Bacia) 98,69 1.242 2.323 1.242 2.293 3.535 Aratiba 100,00 2.994 3.622 2.994 3.622 6.616 Áurea 100,00 1.362 2.353 1.362 2.353 3.715 Barão de Cotegipe 32,59 3.697 2.822 0 920 920 Barra do Rio Azul 98,34 383 1.645 383 1.618 2.001 Barracão Bom Jesus Cacique Doble Capão Bonito do Sul Carlos Gomes Caseiros 100,00 2.853 2.453 2.853 2.453 5.306 69,43 8.832 3.011 0 2.091 2.091 100,00 1.566 3.258 1.566 3.258 4.824 96,15 534 1.303 534 1.253 1.787 100,00 379 1.340 379 1.340 1.719 89,99 1.407 1.582 1.407 1.424 2.831 Centenário 100,00 863 2.163 863 2.163 3.026 Charrua 100,00 555 3.026 555 3.026 3.581 Ciríaco 25,63 2.407 2.538 0 650 650 Coxilha 40,29 1.741 1.175 0 473 473 Erebango 18,26 1.906 975 70 178 248 Erechim 84,34 87.562 5.383 87.562 4.540 92.102 Esmeralda 99,39 2.141 1.093 2.141 1.086 3.227 Estação 29,89 5.192 894 5.192 267 5.459 Floriano Peixoto 100,00 250 1.898 250 1.898 2.148 Gaurama 100,00 3.247 2.861 3.247 2.861 6.108 1,24 571 1.008 0 12 12 100,00 13.356 2.605 13.356 2.605 15.961 Gentil Getúlio Vargas Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Ibiaçá Ibiraiaras Área do município Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana Pop Rural (Bacia) (Bacia) na bacia (%) 179 Pop Total (Bacia) 100,00 2.777 1.904 2.777 1.904 4.681 3,82 3.432 3.662 3.432 140 3.572 Itatiba do Sul 15,84 1.633 2.941 1.633 466 2.099 Lagoa Vermelha 60,73 23.645 3.789 23.645 2.301 25.946 Machadinho 100,00 3.081 2.422 3.081 2.422 5.503 Marcelino Ramos 100,00 2.783 2.589 2.783 2.589 5.372 Mariano Moro 100,00 1.066 1.218 1.066 1.218 2.284 45,69 471 2.137 0 976 976 100,00 2.934 2.125 2.934 2.125 5.059 3,33 152 2.970 0 99 99 Mato Castelhano Maximiliano de Almeida Monte Alegre dos Campos Muitos Capões Muliterno Paim Filho Passo Fundo 2,43 947 2.022 0 49 49 12,42 459 1.341 0 167 167 100,00 2.178 2.302 2.178 2.302 4.480 0,08 178.186 5.114 0 4 4 100,00 448 1.610 448 1.610 2.058 Sananduva 100,00 9.722 4.992 9.722 4.992 14.714 Santa Cecília do Sul 100,00 448 1.268 448 1.268 1.716 Santo Expedito do Sul 100,00 807 1.807 807 1.807 2.614 Pinhal da Serra São João da Urtiga 100,00 2.133 2.813 2.133 2.813 4.946 São José do Ouro 100,00 4.377 2.596 4.377 2.596 6.973 75,90 1.749 1.431 1.749 1.086 2.835 São José dos Ausentes Sertão 44,55 3.453 3.210 1.445 1.430 2.875 100,00 1.251 2.656 1.251 2.656 3.907 Tapejara 100,00 15.162 2.338 15.162 2.338 17.500 Três Arroios 100,00 948 2.067 948 2.067 3.015 Tupanci do Sul 100,00 495 1.228 495 1.228 1.723 Vacaria 65,86 55.851 4.087 51.429 2.692 54.121 Viadutos 100,00 2.570 3.093 2.570 3.093 5.663 Vila Lângaro 100,00 296 1.934 296 1.934 2.230 - - - 262.765 92.756 355.521 Severiano de Almeida Bacia Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 180 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 26,59 L/s/Km2 (Tabela 146) Tabela 146 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Apuaê-Inhandava 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 24.93 15.90 9.22 3.33 1.86 0.68 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 147) Tabela 147 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Apuaê-Inhandava Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 31,06 68,94 13,7 - Serra Geral I Serra Geral II Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 148) e em percentual (Figura 51). Tabela 148 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Apuaê-Inhandava Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 17.72 2.37 2.41 24.35 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 181 Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica Apuaê -Inhandava A bastecimento P úblico 37.83% Dessedentação animal 51.97% Irrigação 5.14% A bastecimento Industrial 5.05% Figura 50 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Apuaê-Inhandava 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 149) e em percentual (Figura 52). Tabela 149 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Apuaê-Inhandava Abastecimento Público Abastecimento Industrial 6.94 2.27 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 182 Estim a tiva s da s de m a nda s a nua is subte rrâ ne a s, na Ba cia Hidrográ fica Apua ê -Inha nda va A bas tec im ento Indus trial 24.66% A bas tec im ento P úblic o 75.34% Figura 51 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Apuaê-Inhandava V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 150). Tabela 150 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Apuaê-Inhandava DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,35 0,02 0,17 0,54 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 183 3.3.2 Bacia Hidrográfica Butuí-Icamaquã Rio Icamaquã – Fonte: Pró-Urugua I. Dados gerais 1) Localização: nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°30’ a 29°15’ de latitude Sul e 54°40’ a 56°30’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: rios Butuí e Icamaquã (Tabela 151). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 184 Tabela 151 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia Butuí-Icamaquã Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Butuí 160 m Maçambará Rio Icamaquã 360 m Santiago, Capão do Cipó O mapa da Bacia Butuí-Icamaquã está ilustrado na Figura 53. 4) Área e população total (tabela): Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 185 Tabela 152 – Dados de área e demografia – Bacia Butuí-Icamaquã Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 8.144,81 57.815 16.840 74.656 2 5) Unidades de Conservação existentes: uma administrada pelo Estado (Tabela 153). Tabela 153 – Unidades de conservação na Bacia Butuí-Icamaquã Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Reserva Biológica de São Donato Proteção Integral Itaqui, Maçambará 4.392,00 estadual Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 52 – Mapa da Bacia Hidrográfica Butuí-Icamaquã Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 186 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 187 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 35 membros. Os membros do grupo III serão indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que desenvolvam atividades relativas aos recursos hídricos, sendo seis de órgãos públicos estaduais e um membro de órgão público federal (Tabela 154). Tabela 154 – Composição atual do Comitê Butuí-Icamaquã Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento público 03 Esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem 01 Produção rural 06 Industrial 01 Lazer e turismo 01 Pesca 01 Gestão urbana e ambiental 01 Total 14 Grupo II – População Categoria Legislativo Estadual e Municipal Vagas 03 Associações comunitárias e Clubes de serviços comunitários 02 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 03 Organizações ambientais 02 Associações de profissionais 02 Organizações sindicais 02 Total 14 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 188 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Total 07 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 9 municípios (Tabela 155). Tabela 155 – População urbana e rural por município - Bacia ButuíIcamaquã Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Bossoroca 42,27 Capão do Cipó Itacurubi Pop Rural 3.937 Pop Urbana (Bacia) 3.715 Pop Rural (Bacia) 0 1.570 Pop Total (Bacia) 1.570 14,41 431 2.749 0 396 396 100,00 1.168 2.400 1.168 2.400 3.568 11,52 31.794 4.567 0 526 526 Itaqui Maçambara 68,59 1.264 3.151 1.264 2.161 3.425 Santiago 33,40 44.993 4.565 0 1.525 1.525 Santo Antônio das Missões 32,48 6.875 4.988 0 1.620 1.620 São Borja 83,51 54.738 7.096 54.738 5.926 60.664 Unistalda 45,80 829 1.563 645 716 1.361 - - - 57.815 16.840 74.656 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 24,67 L/s/Km2 (Tabela 156). Tabela 156 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Butuí-Icamaquã 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 24.63 17.69 10.75 3.81 2.07 0.68 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 189 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 157). Tabela 157 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Butuí-Icamaquã Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 5,90 10,31 83,46 0,33 6 - Basalto/Botucatu Serra Geral I Serra Geral II Sanga do Cabral/Pirambóia Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 158) e em percentual (Figura 55). Tabela 158 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Butuí-Icamaquã Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 5.01 - 1406.80 10.97 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim ativas das dem andas hídricas superfíciais anuais, na Bacia Hidrográfica Butuí-Icam aquã Dessedentação animal 0.77% A bastecimento P úblico 0.35% Irrigação 98.88% Figura 53 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Butuí-Icamaquã Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 190 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 159) e em percentual (Figura 56). Tabela 159 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Butuí-Icamaquã Abastecimento Público Abastecimento Industrial 2.59 0.00 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica Butuí-Ica m a quã A bas tec im ento Indus trial 0.00% A bas tec im ento P úblic o 100.00% Figura 54 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Butuí-Icamaquã V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 160). Tabela 160 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia Butuí-Icamaquã DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,16 0,01 0,01 0,18 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 191 3.3.3 Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Rio Ibicuí – Fonte: Comitê Ibicuí I. Dados gerais 1) Localização: oeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°53’ a 30°51’ de latitude Sul e 53°39’ a 57°36’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e Depressão Central. 3) Principais corpos hídricos: rios Ibicuí-Mirim e Toropi (formadores do Rio Ibicuí) e os rios Ibirapuitã e Jaguari (Tabela 161). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 192 Tabela 161 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Ibicuí Principais corpos de água Altitude/ nascente principal Rio Toropi 500 m Julio de Castilhos, Tupanciretã Rio Ibicuí-mirim 500 m São Martinho da Serra, Itaara Rio Ibirapuitã 340 m Santana do Livramento Rio Jaguari 520 m Tupanciretã Localização O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí está ilustrado na Figura 57 . 4) Área e população total (Tabela 162): Tabela 162 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Ibicuí Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 35.495,38 324.297 69.732 394.030 2 5) Unidades de Conservação existentes: quatro, sendo três administradas pelo Estado e uma pela União (Tabela 163). Tabela 163 – Unidades de conservação na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual do Espinilho Proteção Integral Barra do Quaraí 1.617,14 estadual Reserva Biológica do Ibirapuitã Proteção Integral Alegrete 351,42 estadual APA do Rio Ibirapuitã Uso Sustentável Alegrete, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento 318.000,00 federal Reserva Biológica do Ibicuí Mirim Proteção Integral Itaara, São Martinho da Serra 598,48 estadual Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 55 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 193 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 194 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 164). Tabela 164 – Composição atual do Comitê Ibicuí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 03 Esgotamento sanitário e drenagem urbana 02 Indústria 01 Navegação e mineração 01 Agropecuária 02 Pesca Turismo e lazer 02 Agricultura irrigada 05 Total 16 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos municipais 04 Organizações ambientalistas 03 Organizações comunitárias e clubes de serviço 03 Instituições de ensino ou pesquisa 03 Associações técnico-científicas 03 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 02 Secretaria da Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 08 195 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 30 municípios (Tabela 165). Tabela 165 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Município Alegrete Área do município na Pop Urbana bacia (%) 100,00 69.871 Pop Rural 8.317 Pop Urbana (Bacia) 69.871 Pop Rural (Bacia) 8.317 Pop Total (Bacia) 78.188 Barra do Quaraí 56,93 2.725 1.051 0 598 598 Cacequi 54,49 11.900 1.729 0 942 942 Capão do Cipó 16,14 431 2.749 0 444 444 Dilermando de Aguiar 29,92 975 2.154 0 644 644 Itaara 40,10 3.505 1.128 0 452 452 Itaqui 88,48 31.794 4.567 31.794 4.041 35.835 Jaguari 100,00 6.425 5.201 6.425 5.201 11.626 Jari 100,00 563 3.129 563 3.129 3.692 Jóia Júlio de Castilhos Maçambara 0,27 1.959 6.320 0 17 17 36,63 16.200 3.341 5.083 1.224 6.307 31,41 1.264 3.151 0 990 990 Manoel Viana 100,00 5.103 1.681 5.103 1.681 6.784 Mata 100,00 2.728 2.563 2.728 2.563 5.291 Nova Esperança do Sul 100,00 3.634 1.141 3.634 1.141 4.775 31,65 20.658 1.894 0 599 599 100,00 736 1.996 736 1.996 2.732 Quaraí Quevedos Rosário do Sul 32,23 35.787 4.722 0 1.522 1.522 Santa Maria 10,08 249.443 13.960 0 1.407 1.407 Santana do Livramento 25,84 75.338 8.141 0 2.104 2.104 Santiago 66,08 44.993 4.565 44.993 3.017 48.010 São Borja 1,43 54.738 7.096 0 101 101 São Francisco de Assis 100,00 13.453 6.070 13.453 6.070 19.523 São Martinho da Serra 100,00 900 2.509 900 2.509 3.409 São Pedro do Sul 100,00 11.865 4.748 11.865 4.748 16.613 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Urbana (Bacia) Pop Rural 196 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) São Vicente do Sul 100,00 5.545 2.816 5.545 2.816 8.361 Toropi 100,00 568 2.502 568 2.502 3.070 Tupanciretã 58,42 17.787 4.769 4.592 2.786 7.378 Unistalda 54,20 829 1.563 184 847 1.031 Uruguaiana 71,15 116.261 7.482 116.261 5.323 121.584 - - - 324.297 69.732 394.030 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 20,91 L/s/Km2 (Tabela 166). Tabela 166 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 23.84 11.29 5.70 1.88 0.96 0.23 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 167). Tabela 167 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Principais aqüíferos aflorantes Basalto/Botucatu Botucatu/Guará I Botucatu Serra Geral I Serra Geral II Santa Maria Sanga do Cabral/Pirambóia Estimativa de vazão (m /h) 2,81 10,23 0,13 4,14 62,35 5,04 15,31 27,2 17 12 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 3 % ocorrência na bacia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 197 IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 168) e em percentual (Figura 58). Tabela 168 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 26.58 - 2615.24 50.90 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim ativas das dem andas hídricas superfíciais anuais, na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Dessedentação animal 1.89% Abastecimento Público 0.99% Irrigação 97.12% Figura 56 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 169) e em percentual (Figura 59). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 198 Tabela 169 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 4.92 0.47 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Ibicuí A bas t ec im ent o Indus t rial 8.77% A bas tec im ento P úblic o 91.23% Figura 57 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Ibicuí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 170). Tabela 170 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Ibicuí DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,15 0,01 0,02 0,18 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 199 3.3.4 Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí Rio Ijuí – Fonte: Prefeitura Municipal de Ijuí I. Dados gerais 1) Localização: norte-noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28º 00' a 29º 05' de latitude Sul e 53º 11' a 55º 21' de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: rios Ijuí, Ijuizinho e Caxambú (Tabela 171). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 200 Tabela 171 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Ijuí Principais corpos de água Altitude/ nascente principal Rio Ijuí 560 m Panambi, Condor Rio Ijuizinho 500 m Tupanciretã Rio Caxambú 520 m Santa Bárbara do Sul Localização O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí está ilustrado na Figura 60. 4) Área e população total (Tabela 172): Tabela 172- Dados de área e demografia – Bacia do Rio Ijuí Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 10.703,78 261.828 79.740 341.569 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 58 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí. Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 201 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 202 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 173). Tabela 173 – Composição atual do Comitê do Rio Ijuí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento público 03 Indústria e agroindústria 02 Agrossilvopastoril e aqüicultura 04 Esgotamento sanitário e drenagem urbana 02 Geração de energia 02 Mineração e navegação 01 Recreação, esporte, lazer e turismo 02 Total 16 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativos municipais 03 Instituições de ensino superior e pesquisa 03 Associações técnico- científicas 02 Organizações ambientalistas 02 Organizações comunitária e clubes de serviço 03 Organizações sindicais 03 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 02 Secretaria da Educação 02 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Ministério do Meio Ambiente 01 Total 08 203 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 38 municípios (Tabela 174). Tabela 174 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí Município Área do Pop Urbana Pop Rural município Pop Urbana Pop Rural (Bacia) (Bacia) na bacia (%) Ajuricaba Pop Total (Bacia) 99,16 3.937 3.324 3.937 3.296 7.233 Augusto Pestana 100,00 3.455 3.818 3.455 3.818 7.273 Boa Vista do Cadeado 100,00 433 2.014 433 2.014 2.447 Bozano 100,00 544 1.752 544 1.752 2.296 Caibaté 100,00 2.650 2.430 2.650 2.430 5.080 Catuípe 64,06 5.907 3.592 5.907 2.301 8.208 Cerro Largo 49,00 9.547 2.937 9.547 1.439 10.986 3,03 5.173 4.267 0 129 129 99,79 3.919 2.688 3.919 2.682 6.601 Chapada Condor Coronel Barros 100,00 972 1.469 972 1.469 2.441 Cruz Alta 39,55 61.412 2.038 40.960 806 41.766 Dezesseis de Novembro 74,71 623 2.345 623 1.752 2.375 Entre-Ijuís 82,42 4.582 4.544 4.582 3.745 8.327 Eugênio de Castro 79,27 1.106 1.951 1.106 1.547 2.653 Guarani das Missões 57,67 4.920 3.411 0 1.967 1.967 Ijuí 97,82 69.107 7.632 69.107 7.466 76.573 Jóia 56,47 1.959 6.320 0 3.569 3.569 100,00 422 1.443 422 1.443 1.865 89,21 601 1.860 601 1.659 2.260 Mato Queimado Nova Ramada Palmeira das Missões 18,70 28.608 5.238 0 980 980 Panambi 100,00 32.682 3.678 32.682 3.678 36.360 Pejuçara 100,00 2.545 1.355 2.545 1.355 3.900 Pirapó 96,82 725 2.263 725 2.191 2.916 Porto Xavier 14,95 5.396 5.461 0 816 816 Rolador 96,10 303 2.492 303 2.395 2.698 Roque Gonzales 92,37 2.732 4.565 2.732 4.217 6.949 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 204 Área do Pop Urbana Pop Rural município Pop Urbana Pop Rural (Bacia) (Bacia) na bacia (%) Município Pop Total (Bacia) Salvador das Missões 38,26 1.017 1.584 0 606 606 Santa Bárbara do Sul 37,40 7.125 1.997 3.737 747 4.484 Santo Ângelo 90,98 62.893 10.907 62.893 9.923 72.816 Santo Augusto 1,16 10.709 2.913 0 34 34 São Luiz Gonzaga 22,27 30.295 4.192 5.794 934 6.727 São Miguel das Missões 11,14 3.537 3.845 0 428 428 0,07 3.808 2.101 0 2 2 São Nicolau São Paulo das Missões 9,25 2.114 4.576 0 423 423 São Pedro do Butiá 74,33 1.040 1.704 1.040 1.267 2.307 Sete de Setembro 28,24 493 1.638 0 463 463 Tupanciretã 20,12 17.787 4.769 0 960 960 100,00 613 3.039 613 3.039 3.652 - - - 261.828 79.740 341.569 Vitória das Missões Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 25,59 L/s/Km2 (Tabela 175). Tabela 175 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 26.42 18.90 12.19 5.48 3.80 2.46 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 176). Tabela 176 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí Principais aqüíferos aflorantes Basalto/Botucatu Serra Geral I Serra Geral II Estimativa de vazão (m /h) 0,32 94,44 5,24 21,3 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 3 % ocorrência na bacia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 205 IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 177) e em percentual (Figura 61). Tabela 177 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 20.03 4.04 40.43 13.47 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas d as d e m an d as h íd r icas s u p e r fíciais an u ais , n a Bacia Hid r o g r áfica d o Rio Iju í D es s edentaç ão anim al 17.27% A bas tec im ento P úblic o 25.69% A bas tec im ento Indus trial 5.18% Irrigaç ão 51.86% Figura 59 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 178) e em percentual (Figura 62). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 206 Tabela 178 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 3.38 0.06 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Ijuí A bas tec im ento Indus trial 1.83% A bas tec im ento P úblic o 98.17% Figura 60 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 179). Tabela 179 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Ijuí DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,46 0,02 0,10 0,58 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 207 3.3.5 Bacia Hidrográfica do Rio Negro Rio Negro – Fonte: Prefeitura Municipal de Bagé I. Dados gerais 1) Localização: sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 31°08’ a 31°50 de latitude Sul e 53°46’ a 54°41’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Depressão Central e Escudo SulRiograndense. 3) Principais corpos hídricos: Rio Negro e Arroio Piraí (Tabela 180). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 208 Tabela 180 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Negro Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Negro 360 m Hulha Negra Arroio Piraí 340 m Bagé O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Negro está ilustrado na Figura 63. 4) Área e população total (Tabela 181): Tabela 181 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Negro Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 3.021,64 95.386 11.596 106.982 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 61 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Negro Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 209 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 210 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 30 membros (Tabela 182). Os representantes do Poder Público serão membros a serem indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que estejam relacionados com os recursos hídricos, sendo cinco de órgãos públicos estaduais e um membro de órgão público federal. Tabela 182 - Composição atual do Comitê do Rio Negro Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento público 02 Esgotamento sanitário e resíduos sólidos 03 Produção rural 04 Industrial 03 Total 12 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo Estadual e Municipal 03 Associações comunitárias 02 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 04 Organizações ambientais 01 Associações de profissionais 02 Total 12 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Total Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Vagas 06 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 211 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 4 municípios (Tabela 183). Tabela 183 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Negro Município Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Aceguá 44,07 988 3.150 988 1.388 2.376 Bagé 48,66 94.398 18.152 94.398 8.833 103.231 Dom Pedrito 0,31 34.759 3.389 0 11 11 Hulha Negra 40,06 2.625 3.405 0 1.364 1.364 - - - 95.386 11.596 106.982 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 17,11 L/s/Km2 (Tabela 184) Tabela 184 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Negro 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 17.12 7.22 3.10 0.97 0.50 0.12 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 185). Tabela 185 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Negro Principais aqüíferos aflorantes Aquitardos permeanos Embasamento Cristalino II Palermo/Rio Bonito Estimativa de vazão (m /h) 61,85 30,95 7,20 4,5 9,6 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 3 % ocorrência na bacia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 212 IV. Demandas hídricas 1) Superficial estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 186) e em percentual (Figura 64). Tabela 186 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Negro Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 9.05 - 150.54 4.32 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Ne gr o D es s edentaç ão anim al 2.64% A bas tec im ento P úblic o 5.52% Irrigaç ão 91.84% Figura 62– Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Negro 2) Subterrânea estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 187) e em percentual (Figura 65). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 213 Tabela 187 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Negro Abastecimento Público Abastecimento Industrial 0.44 0.38 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Ne gro A bas t ec im ento Indus trial 46.15% A bas t ec im ento P úblic o 53.85% Figura 63 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Negro V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 188). Tabela 188 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Negro DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,44 0,02 0,00 0,46 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 214 3.3.6 Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Rio Passo Fundo – Fonte: Comitê Passo Fundo I. Dados gerais 1) Localização: norte do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°04' a 28°19' de latitude Sul e 52°13' a 52°51' de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: rios Passo Fundo e Erechim (Tabela 189). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 215 Tabela 189 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Passo Fundo Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Passo Fundo 740 m Passo Fundo Rio Erechim 720 m Erechim O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo está ilustrado na Figura 66. 4) Área e população total (Tabela 190): Tabela 190 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Passo Fundo Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 4.802,87 117.326 42.751 160.077 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 64 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 216 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 217 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 191). Os representantes do Poder Público serão membros a serem indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que estejam relacionados com os recursos hídricos, sendo sete de órgãos públicos estaduais e um membro de órgão público federal. Tabela 191 – Composição atual do Comitê Passo Fundo Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento público 03 Esgotamento sanitário 02 Drenagem 01 Agricultura 02 Industrial 02 Pecuária 02 Silvicultura 01 Lazer e turismo 01 Geração de energia 02 Total 16 Grupo II – População Categoria Legislativo Estadual e Municipal Vagas 02 Associações de moradores e clubes de serviços comunitários 03 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 03 Organizações ambientais 03 Associações de profissionais 02 Organizações sindicais 03 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Total 218 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Total 08 I. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 30 municípios (Tabela 192). Tabela 192 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Barão de Cotegipe 67,41 3.697 2.822 3.697 1.902 5.599 Barra do Rio Azul 1,66 383 1.645 0 27 27 Benjamin Constant do Sul 100,00 304 1.952 304 1.952 2.256 Campinas do Sul 100,00 4.185 1.403 4.185 1.403 5.588 Coxilha 59,71 1.741 1.175 1.741 702 2.443 Cruzaltense 100,00 367 1.906 367 1.906 2.273 Entre Rios do Sul 100,00 1.953 1.148 1.953 1.148 3.101 Erebango 81,74 1.906 975 1.836 797 2.633 Erechim 15,66 87.562 5.383 0 843 843 100,00 2.433 2.861 2.433 2.861 5.294 Erval Grande Estação Faxinalzinho Gramado dos Loureiros 70,11 5.192 894 0 627 627 100,00 1.173 1.440 1.173 1.440 2.613 25,02 480 1.890 0 473 473 100,00 645 1.338 645 1.338 1.983 84,16 1.633 2.941 0 2.475 2.475 100,00 2.284 1.283 2.284 1.283 3.567 65,30 9.043 3.284 9.043 2.144 11.187 Passo Fundo 25,37 178.186 5.114 76.839 1.297 78.136 Paulo Bento 100,00 477 1.613 477 1.613 2.090 60,57 1.514 2.390 0 1.448 1.448 Ipiranga do Sul Itatiba do Sul Jacutinga Nonoai Pontão Ponte Preta 100,00 482 1.358 482 1.358 1.840 Quatro Irmãos 100,00 847 888 847 888 1.735 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) 219 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Rio dos Índios 62,24 691 3.511 691 2.185 2.876 Ronda Alta 76,24 5.255 4.399 2.769 3.354 6.123 Rondinha 3,52 2.227 3.447 0 121 121 100,00 1.677 2.242 1.677 2.242 3.919 Sarandi 0,64 16.848 3.567 0 23 23 Sertão 55,45 3.453 3.210 2.008 1.780 3.788 Três Palmeiras 60,96 1.875 2.513 1.875 1.532 3.407 Trindade do Sul 47,68 2.573 3.332 0 1.589 1.589 - - - 117.326 42.751 160.077 São Valentim Bacia II. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 26,87 L/s/Km2 (Tabela 193). Tabela 193 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 30.58 19.40 11.94 4.61 2.78 1.31 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 194). Tabela 194 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Principais aqüíferos aflorantes Serra Geral I Serra Geral II Estimativa de vazão (m /h) 92,09 7,90 15 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 3 % ocorrência na bacia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 220 III. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 195) e em percentual (Figura 67). Tabela 195 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 10.63 1.32 3.56 8.14 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Pas s o Fundo D es s edentaç ão anim al 34.41% A bas tec im ento P úblic o 44.94% Irrigaç ão 15.05% A bas tec im ento Indus trial 5.60% Figura 65 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 196) e em percentual (Figura 68). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 221 Tabela 196 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo Abastecimento Público Abastecimento Industrial 2.59 0.47 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Pa sso Fundo A bas tec im ento Indus trial 15.46% A bas tec im ento P úblic o 84.54% Figura 66 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 197). Tabela 197 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Passo Fundo DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,52 0,03 0,19 0,74 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 222 3.3.7 Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Rio Piratinim – Fonte: Comitê Piratinim I. Dados gerais 1) Localização: noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 28°00’ a 29°05 de latitude Sul e 54°05’ a 56°00’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: rios Piratinim e Inhacapetum (Tabela 198). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 223 Tabela 198 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Piratinim Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Piratinim 480 m Jóia Rio Inhacapetum 400 m Tupanciretã, Santiago O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim está ilustrado na Figura 69. 4) Área e população total (Tabela 199): Tabela 199 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Piratinim Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 7.596,07 46.157 24.481 70.639 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 67 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 224 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 225 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 30 membros (Tabela 200). Os representantes do poder público serão membros a serem indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que estejam relacionados com os recursos hídricos. Tabela 200 – Composição atual do Comitê Piratinim Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento público 02 Esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem 02 Produção rural 02 Industrial 02 Lazer e turismo 02 Gestão urbana e ambiental 02 Total 12 Grupo II – População Categoria Legislativo Estadual e Municipal Vagas 02 Associações de moradores e clubes de serviços comunitários 03 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 03 Organizações ambientais 03 Associações de profissionais 02 Organizações sindicais 03 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Total Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Vagas 08 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 226 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 16 municípios (Tabela 201). Tabela 201 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Área do município na Pop Urbana bacia (%) Município Pop Urbana (Bacia) Pop Rural Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Bossoroca 57,73 3.937 3.715 3.937 2.145 6.082 Capão do Cipó 69,45 431 2.749 431 1.909 2.340 Dezesseis de Novembro 25,29 623 2.345 0 593 593 Entre-Ijuís 17,58 4.582 4.544 0 799 799 Eugênio de Castro Garruchos Jóia 20,73 1.106 1.951 0 404 404 100,00 1.109 2.348 1.109 2.348 3.457 43,26 1.959 6.320 1.959 2.734 4.693 Pirapó 3,08 725 2.263 0 70 70 Rolador 3,90 303 2.492 0 97 97 0,52 44.993 4.565 0 24 24 67,52 6.875 4.988 6.875 3.368 10.243 Santiago Santo Antônio das Missões São Borja 15,06 54.738 7.096 0 1.069 1.069 São Luiz Gonzaga 77,73 30.295 4.192 24.501 3.258 27.760 São Miguel das Missões 88,86 3.537 3.845 3.537 3.417 6.954 São Nicolau 99,93 3.808 2.101 3.808 2.099 5.907 Tupanciretã 3,09 17.787 4.769 0 147 147 - - - 46.157 24.481 70.639 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 23,84 L/s/Km2 (Tabela 202) Tabela 202 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 21.68 11.63 7.32 3.01 1.93 1.07 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 227 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 203). Tabela 203 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 73,68 26,32 16,3 - Serra Geral I Serra Geral II Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 204) e em percentual (Figura 70). Tabela 204 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 3.56 - 137.80 8.99 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Pir atinim D es s edentaç ão anim al 5.98% A bas tec im ento P úblic o 2.37% Irrigaç ão 91.65% Figura 68 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 2) 228 Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 205) e em percentual (Figura 71). Tabela 205 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim Abastecimento Público Abastecimento Industrial 1.58 0.00 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio P ira tinim Figura 69 – A bastecimento Industrial 0.00% A bastecimento P úblico 100.00% Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Piratinim V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 206). Tabela 206 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Piratinim DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,14 0,01 0,02 0,17 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 229 3.3.8 Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Rio Quaraí – Fonte: Luiz Nunes – Prefeitura Municipal de Quaraí I. Dados gerais 1) Localização: oeste-sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°40' a 30°30' de latitude Sul e 56°30' a 57°40' de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: Rio Quaraí e Arroio Sarandi (Tabela 207). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 230 Tabela 207 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Quaraí Principais corpos de água Altitude/ nascente principal Localização Rio Quaraí 340 m Santana do Livramento Arroio Sarandi 200 m Santana do Livramento O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí está ilustrado na Figura 72. 4) Área e população total (Tabela 208): Tabela 208 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Quaraí Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 6.471,77 23.383 6.502 29.885 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 70 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 231 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 232 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 20 membros (Tabela 209). Os representantes do poder público serão quatro membros a serem indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que estejam relacionados com os recursos hídricos, sendo três de órgãos públicos estaduais e um membro de órgão público federal. Tabela 209 – Composição atual do Comitê Quaraí Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 02 Esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem 01 Industrial 01 Produção rural 03 Pesca 01 Total 08 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo estadual e municipal 02 Associações comunitárias 01 Associações de profissionais 02 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 02 Organizações ambientalistas 01 Total 08 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Total Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Vagas 04 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 233 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 4 municípios (Tabela 210). Tabela 210 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Barra do Quaraí 43,07 2.725 1.051 2.725 453 3.178 Quaraí 68,35 20.658 1.894 20.658 1.295 21.953 Santana do 31,89 75.338 8.141 0 2.596 2.596 Uruguaiana 28,85 116.261 7.482 0 2.159 2.159 - - - 23.383 6.502 29.885 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 35,77 L/s/Km2 (Tabela 211). Tabela 211 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 22.73 13.91 8.43 2.96 1.59 0.49 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea Tabela 212 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Principais aqüíferos aflorantes Botucatu/Guará I Serra Geral II Estimativa de vazão (m /h) 4,11 95,89 21,2 8,5 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 3 % ocorrência na bacia Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 234 IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 213) e em percentual (Figura 73). Tabela 213 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 1.70 - 736.08 9.93 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Quar aí D es s edentaç ão anim al 1.33% A bas tec im ento P úblic o 0.23% Irrigaç ão 98.44% Figura 71 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 214) e em percentual (Figura 74). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 235 Tabela 214 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí Abastecimento Público Abastecimento Industrial 0.34 0.09 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio Qua ra í A bas t ec im ent o Indus trial 21.58% A bas t ec im ent o P úblic o 78.42% Figura 72 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Quaraí V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 215). Tabela 215 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Quaraí DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,05 0,00 0,00 0,05 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 236 3.3.9 Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Rio Santa Maria – Fonte: Comitê Santa Maria I. Dados gerais 1) Localização: sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 29°47’ a 31°36’ de latitude Sul e 54°00’ a 55°32’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional e Depressão Central. 3) Principais corpos hídricos: rios Santa Maria, Upamaroti e Cacequi (Tabela 216). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 237 Tabela 216 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio Santa Maria Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Santa Maria 380 m Dom Pedrito Rio Upamaroti 240 m Santana do Livramento Rio Cacequi 120 m São Gabriel O mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria está ilustrado na Figura 75. 4) Área e população total (Tabela 217): Tabela 217 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio Santa Maria Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 15.609,11 194.464 25.832 220.296 2 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 73 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 238 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 239 5) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 218). Tabela 218 – Composição atual do Comitê do Rio Santa Maria Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 02 Esgotos domésticos e drenagem 06 Setor Agrícola 06 Setor industrial 01 Mineração 01 Total 16 Grupo II – População Categoria Vagas Câmara de Vereadores 04 Universidades 02 Associações Técnico-Científicas 04 Associações Ambientalistas 03 Associações de Moradores 03 Total 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria das Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 02 Secretaria da Educação 02 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Ministério de Meio Ambiente 01 Total 08 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 240 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 7 municípios (Tabela 219). Tabela 219 – População urbana e rural por município - Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Bagé Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 0,25 94.398 18.152 0 45 45 45,51 11.900 1.729 11.900 787 12.687 Dom Pedrito 94,93 34.759 3.389 34.759 3.217 37.976 Lavras do Sul 49,34 4.738 3.377 0 1.666 1.666 Cacequi Rosário do Sul 67,77 35.787 4.722 35.787 3.200 38.987 Santana do 42,27 75.338 8.141 75.338 3.441 78.779 São Gabriel 48,00 51.297 6.681 0 3.207 3.207 - - - 157.784 15.564 173.348 Bacia III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 20,14 L/s/Km2 (Tabela 220). Tabela 220 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 21.27 10.55 6.33 2.11 1.06 0.21 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 221). Tabela 221 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Principais aqüíferos aflorantes Aquitardos permeanos Basalto/Botucatu Botucatu/Guará I Embasamento Cristalino II Embasamento Cristalino III Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 26,38 0,63 7,77 9,12 7,29 36 - Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 8,76 0,39 39,64 Palermo/Rio Bonito Serra Geral II Sanga do Cabral/Pirambóia 241 13 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 222) e em percentual (Figura 76). Tabela 222 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 12.55 - 1087.36 24.50 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio Santa M ar ia D es s edentaç ão anim al 2.18% A bas tec im ento P úblic o 1.12% Irrigaç ão 96.70% Figura 74 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 242 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 223) e em percentual (Figura 77). Tabela 223 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria Abastecimento Público Abastecimento Industrial 1.32 0.28 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na Ba cia Hidrográ fica do Rio S a nta M a ria A bas tec im ento Indus trial 17.65% A bas t ec im ent o P úblic o 82.35% Figura 75 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 224). Tabela 224 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Santa Maria DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,15 0,01 0,01 0,17 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 243 3.3.10 Bacia Hidrográfica do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Rio Santo Cristo – Fonte: Comitê Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo I. Dados gerais 1) Localização: norte-noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°07' a 28°13' de latitude Sul e 53°24' a 55°20' de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: rios Turvo, Santa Rosa e Santo Cristo (Tabela 225). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 244 Tabela 225 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Principais corpos de água Altitude/nascente principal Localização Rio Turvo 540 m Palmeira das Missões Rio Santa Rosa 420 m Catuípe Rio Santo Cristo 400 m Giruá O mapa da Bacia do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo está ilustrado na Figura 78. 4) Área e população total (Tabela 226): Tabela 226 – Dados de área e demografia – Bacia Turvo-Santa RosaSanto Cristo Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 11.056,23 223.745 147.454 371.199 2 5) Unidades de Conservação existentes: Uma unidade sob administração estadual e uma sob administração do município de Chiapetta (Tabela 227). Tabela 227 – Unidades de conservação na Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual do Turvo Proteção Integral Derrubadas, Esperança do Sul 17.491,40 estadual Refúgio de Vida Silvestre Mato dos Silva Classificado pelo Sistema Estadual de Unidades de Conservação Chiapetta 294,38 municipal Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 76 – Mapa da Bacia Hidrográfica Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 245 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 246 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 35 membros (Tabela 228). Tabela 228 – Composição atual do Comitê Turvo-Santa Rosa Santo Cristo Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 02 Geração de Energia 01 Agricultura 02 Pecuária 02 Piscicultura 01 Esgotamento Sanitário 02 Drenagem Urbana 01 Indústria 02 Lazer e Turismo 01 Total 14 Grupo II – População Categoria Vagas Poder Legislativo Municipal 03 Organizações Ambientalistas 02 Organizações Comunitárias e clubes de serviço 02 Instituições de ensino superior e pesquisa 02 Associações técnico- científica 02 Organizações sindicais 03 Total 14 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Secretaria de Obras Públicas e Saneamento 01 Secretaria de Saúde 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Secretaria da Agricultura e Abastecimento 01 Secretaria de Educação 01 Secretaria Estadual do Meio Ambiente 01 Secretaria de Energia, Minas e Comunicação 01 Ministério do Meio Ambiente 01 Total 07 247 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 57 municípios (Tabela 229). Tabela 229 – População urbana e rural por município - Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Município Ajuricaba Alecrim Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 0,84 3.937 3.324 0 28 28 100,00 2.057 5.300 2.057 5.300 7.357 Alegria 100,00 1.644 3.145 1.644 3.145 4.789 Boa Vista do 100,00 4.065 2.403 4.065 2.403 6.468 Bom Progresso 100,00 1.075 1.366 1.075 1.366 2.441 Braga 100,00 2.186 1.640 2.186 1.640 3.826 Campina das 100,00 2.270 4.072 2.270 4.072 6.342 Campo Novo 100,00 4.116 1.465 4.116 1.465 5.581 Cândido Godói 100,00 1.718 4.916 1.718 4.916 6.634 Catuípe 35,94 5.907 3.592 0 1.291 1.291 Cerro Largo 51,00 9.547 2.937 0 1.498 1.498 100,00 2.366 1.712 2.366 1.712 4.078 0,21 3.919 2.688 0 6 6 77,83 5.109 2.764 5.109 2.151 7.260 100,00 5.977 8.749 5.977 8.749 14.726 Chiapetta Condor Coronel Bicaco Crissiumal Derrubadas 75,40 877 2.501 877 1.886 2.763 Doutor Maurício 100,00 2.571 2.923 2.571 2.923 5.494 Esperança do 100,00 478 2.967 478 2.967 3.445 Giruá 100,00 12.484 4.586 12.484 4.586 17.070 Guarani das 42,33 4.920 3.411 4.920 1.444 6.364 Horizontina 100,00 14.234 4.071 14.234 4.071 18.305 Humaitá 100,00 2.762 2.161 2.762 2.161 4.923 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Ijuí Área do município na bacia (%) Pop Urbana Pop Urbana (Bacia) Pop Rural 248 Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) 2,18 69.107 7.632 0 166 166 Independência 100,00 3.894 2.785 3.894 2.785 6.679 Inhacorá 100,00 1.289 1.001 1.289 1.001 2.290 Miraguaí 99,02 1.803 3.066 1.803 3.036 4.839 Nova Candelária 100,00 440 2.299 440 2.299 2.739 Nova Ramada 10,79 601 1.860 0 201 201 Novo Machado 100,00 1.626 2.620 1.626 2.620 4.246 15,94 28.608 5.238 0 835 835 Palmeira das Pirapó Porto Lucena 0,10 725 2.263 0 2 2 100,00 2.256 3.375 2.256 3.375 5.631 Porto Mauá 100,00 911 1.654 911 1.654 2.565 Porto Vera Cruz 100,00 479 1.605 479 1.605 2.084 Porto Xavier 85,05 5.396 5.461 5.396 4.645 10.041 Redentora 26,72 3.011 6.589 2.977 1.761 4.737 7,63 2.732 4.565 0 348 348 61,74 1.017 1.584 1.017 978 1.995 100,00 56.156 7.957 56.156 7.957 64.113 Roque Gonzales Salvador das Santa Rosa Santo Ângelo 9,02 62.893 10.907 0 984 984 Santo Augusto 98,84 10.709 2.913 10.709 2.879 13.588 Santo Cristo 100,00 7.100 7.180 7.100 7.180 14.280 São José do 100,00 705 1.427 705 1.427 2.132 São Martinho 100,00 3.056 2.797 3.056 2.797 5.853 São Paulo das 90,75 2.114 4.576 2.114 4.153 6.267 São Pedro do 25,67 1.040 1.704 0 437 437 São Valério do 100,00 516 2.119 516 2.119 2.635 Sede Nova 100,00 1.469 1.499 1.469 1.499 2.968 Senador Salgado 100,00 801 2.060 801 2.060 2.861 71,76 493 1.638 493 1.175 1.668 Sete de Tenente Portela Tiradentes do 46,00 8.563 5.343 0 2.458 2.458 100,00 1.973 4.955 1.973 4.955 6.928 Três de Maio 100,00 18.137 5.196 18.137 5.196 23.333 Três Passos 100,00 18.088 5.379 18.088 5.379 23.467 Tucunduva 100,00 3.818 2.089 3.818 2.089 5.907 Tuparendi 100,00 5.136 3.657 5.136 3.657 8.793 Ubiretama 100,00 477 1.963 477 1.963 2.440 - - - 223.745 147.454 371.199 Bacia Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 249 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 26,63 L/s/Km2 (Tabela 230). Tabela 230 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 27.02 16.02 9.91 4.04 2.58 1.40 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 231). Tabela 231 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 3 Principais aqüíferos aflorantes % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) Serra Geral I Serra Geral II Basalto/Botucatu 72,89 25,75 1,35 19 - Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 232) e em percentual (Figura 79). Tabela 232 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 16.87 3.56 17.71 30.53 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 250 Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica Tur vo-Santa Ros a-Santo Cr is to A bas tec im ento P úblic o 24.57% D es s edentaç ão anim al 44.45% A bas tec im ento Indus trial 5.19% Irrigaç ão 25.79% Figura 77 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo 2) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 233) e em percentual (Figura 80). Tabela 233 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo Abastecimento Público Abastecimento Industrial 5.39 0.13 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 251 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a a nua is, na Ba cia Hidrográ fica Turvo-S a nta Rosa S a nto Cristo A bas tec im ento Indus trial 2.29% A bas tec im ento P úblic o 97.71% Figura 78 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 234). Tabela 234 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,52 0,03 0,33 0,88 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 252 3.3.11 Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea Rio da Várzea – Fonte: Prefeitura Municipal de Rodeio Bonito I. Dados gerais 1) Localização: norte do Estado do Rio Grande do Sul, entre as coordenadas geográficas 27°00’ a 28°20’ de latitude Sul e 52°30’ a 53°50’ de longitude Oeste. 2) Províncias geomorfológicas abrangidas: Planalto Meridional. 3) Principais corpos hídricos: rios da Várzea e Ogaratim (também chamado Fortaleza), formado pelos arroios Passo Grande e Saltinho (Tabela 235). Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 253 Tabela 235 – Altitude e localização de alguns dos corpos de água principais – Bacia do Rio da Várzea Principais corpos de água Altitude/ nascente principal Rio da Várzea 640 m Arroio Passo Grande 600 m Arroio Saltinho 620 m Localização Passo Fundo São Pedro das Missões O mapa da Bacia do Rio da Várzea está ilustrado na Figura 81. 4) Área e população total (Tabela 236): Tabela 236 – Dados de área e demografia – Bacia do Rio da Várzea 2 Área (Km ) População Urbana (hab) População Rural (hab) População Total (hab) 9.463,46 189.510 134.415 323.924 5) Unidades de Conservação existentes: duas unidades sob administração estadual e uma sob administração do município de Dois Irmãos das Missões (Tabela 237). Tabela 237 – Unidades de conservação na Bacia do Rio da Várzea Unidade de Conservação Classificação no SNUC Localização Área (ha) Administração Parque Estadual de Rondinha Proteção Integral Rondinha, Sarandi 1.000,00 estadual Parque Estadual do Turvo Proteção Integral Derrubadas, Esperança do Sul 17.491,40 estadual Reserva Biológica Moreno Fortes Reserva Biológica Dois Irmãos das Missões 474,80 municipal Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 79 – Mapa da Bacia Hidrográfica do Rio da Várzea Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 254 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 255 6) Situação no Sistema Estadual de Recursos Hídricos: comitê criado; composição 40 membros (Tabela 238). Os representantes do poder público serão quatro membros a serem indicados entre os órgãos públicos atuantes na região e que estejam relacionados com os recursos hídricos, sendo sete de órgãos públicos estaduais e um membro de órgão público federal. Tabela 238 – Composição atual do Comitê Várzea Grupo I – Usuários da Água Categoria Vagas Abastecimento Público 02 Esgotamento sanitário e resíduos sólidos 02 drenagem 02 Produção rural 03 Pesca 01 Geração de energia 01 Industrial 03 Lazer e turismo 01 Mineração 01 Total 16 Grupo II – População Categoria Vagas Legislativo estadual e municipal 03 Associações comunitárias 02 Clubes de serviços comunitários 01 Instituições de ensino, pesquisa e extensão 03 Organizações ambientalistas 02 Associações de profissionais 02 Organizações sindicais 02 Comunicação 01 Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Total 256 16 Grupo III – Representantes do Poder Público Órgão Vagas Total 08 II. Caracterização por município A bacia abrange total ou parcialmente 55 municípios (Tabela 239). Tabela 239 – População urbana e rural por município - Bacia do Rio da Várzea Município Área do município na Pop Urbana bacia (%) Pop Rural Pop Urbana (Bacia) Pop Rural (Bacia) Pop Total (Bacia) Almirante Tamandaré do 100,00 266 1.892 266 1.892 2.158 Alpestre 100,00 2.097 6.875 2.097 6.875 8.972 Ametista do Sul 100,00 3.715 4.343 3.715 4.343 8.058 Barra do Guarita 100,00 1.201 1.768 1.201 1.768 2.969 Barra Funda 100,00 1.387 951 1.387 951 2.338 Boa Vista das Missões 100,00 688 1.378 688 1.378 2.066 Caiçara 100,00 1.603 3.581 1.603 3.581 5.184 50,98 56.823 1.373 38.801 700 39.501 100,00 782 1.795 782 1.795 2.577 Carazinho Cerro Grande Chapada 75,81 5.173 4.267 5.173 3.235 8.408 Constantina 100,00 6.324 3.518 6.324 3.518 9.842 Coqueiros do Sul 100,00 853 2.253 853 2.253 3.106 22,17 5.109 2.764 0 613 613 100,00 826 2.141 826 2.141 2.967 Coronel Bicaco Cristal do Sul Derrubadas Dois Irmãos das Missões 24,60 877 2.501 0 615 615 100,00 1.053 1.309 1.053 1.309 2.362 Engenho Velho 100,00 527 1.057 527 1.057 1.584 Erval Seco 100,00 3.067 5.145 3.067 5.145 8.212 Frederico Westphalen 100,00 21.544 5.764 21.544 5.764 27.308 74,98 480 1.890 480 1.417 1.897 Gramado dos Loureiros Iraí 100,00 4.460 4.008 4.460 4.008 8.468 Jaboticaba 100,00 1.377 2.796 1.377 2.796 4.173 Lajeado do Bugre 100,00 610 1.926 610 1.926 2.536 Liberato Salzano 100,00 1.345 4.757 1.345 4.757 6.102 0,98 1.803 3.066 0 30 30 Miraguaí Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Município Nonoai Área do município na Pop Urbana bacia (%) 34,70 Pop Rural 9.043 3.284 Pop Urbana (Bacia) 0 257 Pop Rural (Bacia) 1.140 Pop Total (Bacia) 1.140 Nova Boa Vista 100,00 504 1.579 504 1.579 2.083 Novo Barreiro 100,00 1.020 2.838 1.020 2.838 3.858 Novo Tiradentes 100,00 629 1.702 629 1.702 2.331 Novo Xingu 100,00 448 1.410 448 1.410 1.858 65,36 28.608 5.238 28.608 3.424 32.032 Palmeira das Missões Palmitinho 100,00 2.799 4.106 2.799 4.106 6.905 26,00 178.186 5.114 0 1.330 1.330 Pinhal 100,00 1.076 1.286 1.076 1.286 2.362 Pinheirinho do Vale 100,00 862 3.549 862 3.549 4.411 Planalto 100,00 5.602 4.987 5.602 4.987 10.589 Pontão 39,43 1.514 2.390 1.514 942 2.456 Redentora 73,28 3.011 6.589 34 4.828 4.863 Passo Fundo Rio dos Índios 37,76 691 3.511 0 1.326 1.326 Rodeio Bonito 100,00 2.823 2.875 2.823 2.875 5.698 Ronda Alta 23,76 5.255 4.399 2.486 1.045 3.531 Rondinha 96,48 2.227 3.447 2.227 3.326 5.553 100,00 695 1.900 695 1.900 2.595 6,72 1.155 874 0 59 59 São José das Missões 100,00 801 2.151 801 2.151 2.952 São Pedro das Missões 100,00 426 1.513 426 1.513 1.939 Sarandi 99,36 16.848 3.567 16.848 3.544 20.392 Seberi 100,00 5.657 5.213 5.657 5.213 10.870 Taquaruçu do Sul 100,00 1.025 1.824 1.025 1.824 2.849 Sagrada Família Santo Antônio do Planalto Tenente Portela 54,00 8.563 5.343 8.563 2.885 11.448 Três Palmeiras 39,04 1.875 2.513 0 981 981 Trindade do Sul 52,32 2.573 3.332 2.573 1.743 4.316 100,00 2.257 3.312 2.257 3.312 5.569 Vista Alegre 100,00 1.082 1.789 1.082 1.789 2.871 Vista Gaúcha 100,00 772 1.941 772 1.941 2.713 - - - 189.510 134.415 323.924 Vicente Dutra Bacia Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 258 III. Disponibilidade hídrica 1) Superficial: vazão específica de longo período: 29,08 L/s/Km2 (Tabela 240). Tabela 240 - Disponibilidades hídricas superficiais características da Bacia do Rio da Várzea 2 Vazão de permanência (L/s/Km ) 30% 50% 70% 90% 95% 99% 25.93 18.82 11.72 4.61 2.83 1.41 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) 2) Subterrânea: reservas reguladoras (Tabela 241). Tabela 241 - Estimativa das reservas reguladoras de águas subterrâneas na Bacia do Rio da Várzea Principais aqüíferos aflorantes 3 % ocorrência na bacia Estimativa de vazão (m /h) 87,85 12,15 15,8 - Serra Geral I Serra Geral II Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) IV. Demandas hídricas 1) Superficial: estimativa das demandas de água superficial em volume/ano (Tabela 242) e em percentual (Figura 82). Tabela 242 - Demandas hídricas superficiais por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Rio da Várzea Abastecimento Público Abastecimento Industrial Irrigação Dessedentação animal 11.07 1.20 4.27 24.63 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 259 Es tim ativas das de m andas hídr icas s upe r fíciais anuais , na Bacia Hidr ogr áfica do Rio da V ár ze a D es s edentaç ão anim al 59.83% A bas tec im ento P úblic o 26.89% A bas tec im ento Indus trial 2.91% Irrigaç ão 10.37% Figura 80 - Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas superficiais anuais, Bacia do Rio da Várzea 1) Subterrânea: estimativa das demandas de água subterrânea em volume/ano (Tabela 243) e em percentual (Figura 83). Tabela 243 - Principais demandas hídricas subterrâneas por setor usuário, em hm3/ano, na Bacia do Rio da Várzea Abastecimento Público Abastecimento Industrial 6.97 0.03 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 260 Estim a tiva s da s de m a nda s hídrica s subte rrâ ne a s a nua is, na ba cia Hidrográ fica V á rze a A bas tec im ento Indus trial 0.45% A bas tec im ento P úblic o 99.55% Figura 81 – Gráfico do percentual estimado para as demandas hídricas subterrâneas, Bacia do Rio Várzea V. Potencial poluidor Estimativa feita com base nas cargas específicas totais e anuais da Demanda Bioquímica de Oxigênio de fontes diversas (Tabela 244). Tabela 244 - Cargas específicas totais de DBO de origem doméstica, industrial e da suinocultura, em (t/ano/km²), Bacia do Rio Várzea DBO doméstica DBO industrial DBO suinocultura DBO remanescente total 0,49 0,02 0,33 0,84 Fonte dos dados: Ecoplan Engenharia Ltda. (2007) Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 261 3.4 ESPACIALIZAÇÃO CONSUMOS HÍDRICOS E CARGAS DE DBO PARA O ESTADO Os mapas da distribuição espacial dos consumos foram elaborados a partir dos dados de Ecoplan Engenharia Ltda. (2007). Os usos considerados foram: irrigação, abastecimento público e industrial e dessedentação animal. O mapa da Figura 84 ilustra o percentual consumido pela irrigação em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano), para todo o Estado. A partir destes dados, pode-se inferir que as bacias localizadas na fronteira oeste, na porção centro-sul e leste do território rio-grandense concentraram os percentuais mais elevados, variando entre 7% a 18% do total. O mapa da Figura 85 representa o percentual do consumo irrigação dentre os demais usos considerados para cada bacia hidrográfica. Com base nas informações espacializadas, verifica-se que a irrigação é o uso predominante nas bacias situadas na fronteira oeste, na porção centro-sul e leste do território gaúcho, representando mais de 90% dos consumos hídricos destas unidades de gestão. O percentual consumido pela população, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano) em todo o Estado, está ilustrado no mapa da Figura 86. As bacias situadas na Região Hidrográfica do Guaíba concentram os maiores percentuais, com consumos que variaram entre 10% a 15% do total. A Figura 87 exibe o percentual do consumo hídrico para a população dentre os demais usos considerados, por bacia hidrográfica. As informações espacializadas demonstraram a importância deste uso nas bacias situadas nas regiões hidrográficas do Guaíba e, notadamente, na do Uruguai, representadas pelas bacias dos rios Passo Fundo e Apuaê-Inhandava, com percentuais mais elevados, 38% e 45%, respectivamente. Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 82 - Percentual consumido pela irrigação em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano), para o RS Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 262 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 83 - percentual do consumo de irrigação dentre os demais usos considerados para cada bacia hidrográfica Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 263 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 84 - Percentual consumido pela população, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano), para o RS Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 264 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 85 - Percentual do consumo hídrico para a população dentre os demais usos considerados, por bacia hidrográfica Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 265 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 266 O percentual consumido pela indústria, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano) em todo o Estado, está representado no mapa da Figura 88. Na Região Hidrográfica do Guaíba se situam as bacias que concentram os maiores percentuais, com consumos que oscilaram entre 9% a 30% do total. O mapa da Figura 89 ilustra o percentual do consumo indústria dentre os demais usos considerados, por bacia hidrográfica. As bacias dos rios Caí e dos Sinos, do Lago Guaíba e Taquari-Antas exibem os percentuais mais elevados, variando de 17% a 37%. A Figura 90 exibe a representação espacial dos consumos para a dessedentação animal, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano) em todo o Estado. Este mapa demonstra que nas três regiões hidrográficas existem bacias que se destacam das demais: na Região Hidrográfica do Guaíba se salienta a Bacia do Taquari-Antas; na das Bacias Litorâneas, a Mirim-São Gonçalo; na do Uruguai, a do Rio Ibicuí. O mapa da Figura 91 representa o percentual do consumo dessedentação animal dentre os demais usos considerados para cada bacia hidrográfica. As informações distribuídas no espaço comprovam a relevância deste uso da água para as bacias situadas na porção norte do Estado, notadamente nas dos rios Apuaê-Inhandava e do Rio da Várzea, onde a dessedentação animal representou, respectivamente, 52% e 60%, dos consumos hídricos. Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 86 – Percentual consumido pela indústria, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano), para o RS Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 267 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 87 - Percentual do consumo indústria dentre os demais usos considerados, por bacia hidrográfica Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 268 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 269 Figura 88 - Percentual dos consumos para a dessedentação animal, em relação ao total estimado para este uso (hm3/ano) – Rio Grande do Sul Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 89 – Percentual do consumo dessedentação animal dentre os demais usos considerados para cada bacia hidrográfica Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 270 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 271 Os mapas da distribuição espacial do potencial poluidor estimado a partir das cargas remanescentes de DBO (t/ano/Km2) foram elaborados também a partir dos dados de Ecoplan Engenharia Ltda. (2007). Os valores foram calculados para a DBO de origem doméstica, industrial e proveniente da suinocultura. Figura 92 ilustra a distribuição espacial por bacia hidrográfica da DBO derivada de fonte doméstica. Pode-se verificar que as bacias mais comprometidas se localizam na Região Hidrográfica do Guaíba, especialmente na do Rio Gravataí, com a maior DBO estimada (6,91 t/ano/Km2), na do Lago Guaíba (4,99 t/ano/Km2) e na do Rio dos Sinos (4,02 t/ano/Km2). Análogo ao caso anterior, a DBO produzida pela atividade industrial se concentrou na Região Hidrográfica do Guaíba. As bacias que se destacaram foram: a dos rios Gravataí e dos Sinos, com DBOs de 0,32 t/ano/Km2 e 0,30 t/ano/Km2, respectivamente (Figura 93). A DBO originária da suinocultura está representada na Figura 94. As unidades de gestão que apresentam os valores mais elevados se localizam principalmente na Região do Uruguai, onde as bacias dos rios da Várzea e TurvoSanta Rosa-Santo Cristo se salientam com 0,33 t/ano/Km2. Na Região Hidrográfica do Guaíba, o destaque é dado pela Bacia Taquari-Antas, para a qual foi estimada, também, uma DBO de 0,33 t/ano/Km2. Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 90 – Distribuição espacial por bacia hidrográfica da DBO derivada de fonte doméstica Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 272 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 91 – Distribuição espacial por bacia hidrográfica da DBO derivada de fonte industrial Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 273 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 Figura 92 – Distribuição espacial por bacia hidrográfica da DBO derivada de suinocultura Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado 274 Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 275 3.5 O CONTROLE HÍDRICO EM EVENTOS CRÍTICOS A análise estatística dos dados meteorológicos tem revelado que, na média, a freqüência dos anos considerados secos no Estado é maior que aqueles considerados chuvosos (BERLATO, 1992). A vulnerabilidade pluviométrica requer a adoção de um adequado manejo do solo e da água, bem como a preservação das condições necessárias à manutenção dos serviços ambientais proporcionados pelas florestas nativas e banhados, entre outros ecossistemas naturais. Estas ações devem ser um imperativo em todo o contexto gaúcho. É importante considerar que o acentuado declínio das chuvas nos meses de verão (novembro a janeiro) tem seu efeito aumentado pela perda gradativa de umidade nos solos, prejudicando, em especial, as atividades agrícolas. A seca hidrológica e pedológica, desta forma, se torna também uma seca ecológica (RIEHL, 1954 apud NIMMER, 1979). Nas bacias hidrográficas onde a irrigação é um uso dominante, por exemplo, a retirada de água sem controle passa a ser um fator real de conflito pelo uso deste bem. Tendo-se em conta a condição de escassez, a necessidade de compatibilizar todos os usos da água e principalmente garantir o abastecimento público, o Conselho de Recursos Hídricos (CRH) tem estabelecido critérios para a operação de sistemas de bombeamento de água para irrigação de algumas bacias hidrográficas. Isto tem sido implementado através de resoluções. As bacias dos rios Gravataí, dos Sinos e Santa Maria foram contempladas com este instrumento, em virtude da recorrência de eventos críticos relacionados às condições quantiqualitativas de seus recursos hídricos. Para a Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, a Resolução CRH 029/2006, de 19 de outubro de 2006, definiu que o bombeamento continuado, nos termos estabelecidos nas portarias de Outorga do Direito do Uso da Água, emitidas pelo DRH, somente seria permitido enquanto o nível do rio principal se mantivesse acima do “Nível de Alerta” ou “Nível Mínimo Operacional”, definido em 1 m (um Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 276 metro) acima do nível do mar (cota arbitrária), medido na régua instalada na captação da CORSAN situada no Rio Gravataí, no município de Alvorada. O georreferenciamento pelo marco de Imbituba/SC corrigiu o nível de alerta, ficando estabelecido a 4,10 m em relação ao nível do mar, conforme especificado na Resolução CRH 042/2007, de 07 de dezembro. Esta última resolução também estabeleceu critérios para o bombeamento intermitente e determinou a imediata suspensão do bombeamento, quando o nível do rio em foco atingisse 50 cm (cota arbitrária equivalente a 3,60 m do nível do mar), em Alvorada. A Figura 95 ilustra os gráficos dos níveis do Rio Gravataí, nos anos de 2005 a 2007, e ao longo do mês de janeiro para os anos de 2005 a 2008. Da análise dos gráficos é possível constatar a situação crítica deste rio durante o verão. Níveis do Rio Gravataí 5.00 4.00 Nível (m) 3.00 2.00 2005 1.00 2006 0.00 2007 -1.00 -2.00 -3.00 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Níveis do Rio Gravataí para o mês de Janeiro 2 Nível - m 1,5 1 2005 0,5 2006 0 2007 -0,5 2008 -1 -1,5 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 dias Figura 93 – Gráficos dos níveis de água do Rio Gravataí A Resolução CRH 030/2006, de 19 de outubro, definiu as regras para a operação dos sistemas de irrigação na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Assim, foi estabelecido que o bombeamento continuado, consoante as portarias de Outorga do Direito do Uso da Água, emitidas pelo Departamento de Recursos Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 277 Hídricos, somente seria permitido enquanto o nível do Rio dos Sinos se mantivesse acima de 0,50 cm (cinqüenta centímetros) medidos a partir do crivo da bomba de captação do SEMAE, em São Leopoldo, que corresponde à 0,60 cm (sessenta centímetros) acima do crivo da bomba de captação da COMUSA, em Novo Hamburgo e 0,70 cm (setenta centímetros) acima do crivo da bomba de captação da CORSAN, em Campo Bom. No caso de serem atingidos os níveis de alerta, seria adotado um regime intermitente de operação dos sistemas de captação de água para irrigação de arroz, com 48 (quarenta e oito) horas de bombeamento e 48 (quarenta e oito) horas de paralisação. Na condição de persistência do decréscimo dos níveis do rio referido, decorridas 24 (vinte e quatro) horas do início do regime intermitente, seriam totalmente paralisados os sistemas de bombeamento, até que ocorresse a recuperação dos níveis do rio dos Sinos nos pontos acima descritos. É necessário lembrar a crise ambiental verificada neste rio, sobretudo, em outubro de 2006, quando toneladas de peixes pereceram em face da conjugação de fatores como diluição de efluentes domésticos e industriais e baixas vazões. Os gráficos dos níveis das águas do Rio dos Sinos ilustram a condição de criticidade verificada em outubro de 2006 e em fevereiro de 2008 (Figura 96). Para a Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria, a Resolução CRH 031/2007, de 12 de janeiro, determinou critérios para retirada de água destinada à irrigação. Os condicionantes do bombeamento foram estabelecidos, a partir dos cursos de água superficiais situados à montante da captação de água para o abastecimento público da sede municipal de Dom Pedrito. Assim, ficou definido que somente seria permitido o bombeamento continuado, enquanto o nível do Rio Santa Maria, medido na captação da CORSAN em Dom Pedrito, se mantivesse acima do “Nível de Alerta”, que foi firmado em 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros). Esta resolução também regrou o bombeamento intermitente do referido rio e ainda estabeleceu a imediata interrupção do bombeamento, se o nível da água do rio atingisse 2,25 m (dois metros e vinte e cinco centímetros), medido no ponto acima mencionado. Para o interior da área de remanso, este limite era de 3,20 m. Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 278 Níveis do Rio dos Sinos - Setembro/ Outubro - 2006 Nível - m 5.00 4.50 4.00 3.50 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 1-set 5-set 9-set 13-set 17-set 21-set 25-set corsan - Campo Bom 29-set 3-out 7-out 11-out comusa - Novo Hamburgo 15-out 19-out 23-out 27-out 31-out semae - São Leopoldo Níveis do Rio dos Sinos Janeiro e Fevereiro - 2006/2008 - CORSAN, Campo Bom-RS 4.20 Nível - m 3.50 2.80 2006 2007 2.10 2008 1.40 0.70 0.00 1-jan 5-jan 9-jan 13-jan 17-jan 21-jan 25-jan 29-jan 2-fev 6-fev 10-fev 14-fev 18-fev 22-fev 26-fev Níveis do Rio dos Sinos - Janeiro e Fevereiro - 2006/2008 - COMUSA, Novo Hamburgo-RS 4.20 3.60 Nível - m 3.00 2006 2.40 2007 1.80 2008 1.20 0.60 0.00 1-jan 5-jan 9-jan 13-jan 17-jan 21-jan 25-jan 29-jan 2-fev 6-fev 10-fev 14-fev 18-fev 22-fev 26-fev Níveis do Rio dos Sinos - Janeiro e Fevereiro - 2006/2008 - SEMAE, São Leopoldo-RS 4.00 3.50 Nível - m 3.00 2006 2.50 2007 2.00 2008 1.50 1.00 0.50 0.00 1-jan 5-jan 9-jan 13-jan 17-jan 21-jan 25-jan 29-jan 2-fev 6-fev 10-fev 14-fev 18-fev 22-fev 26-fev Figura 94 - Gráficos dos níveis de água do Rio dos Sinos Capítulo 3 – As Bacias Hidrográficas do Estado Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 279 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS O processo de gestão das águas do Rio Grande do Sul tem enfrentado vários desafios. A degradação ambiental das bacias hidrográficas, resultante da expansão e intensificação das atividades antrópicas, tem comprometido a disponibilidade hídrica de rios e lagoas no Estado. Um exemplo disto pode ser conferido nos dados inerentes à Bacia do Rio Gravataí. Neste rio são recorrentes os baixos níveis de água no verão, coincidindo com o período de maior consumo para a irrigação. De outra parte, também é possível inferir, a partir dos dados levantados, que outros usos como o abastecimento doméstico e o abastecimento industrial, juntamente com o potencial poluidor das cargas de DBO remanescentes de origem doméstica e industrial tendem a aumentar os conflitos pelo uso da água nesta bacia. Situação análoga foi observada na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. Para dirimir este problema, o DRH/SEMA tem empreendidos esforços no sentido de implementar os instrumentos de gestão previstos na Lei 10.350/1994. Para tanto, vem fomentando a participação da cidadania, mediante a criação de comitês de bacias e desenvolvendo novas metodologias para viabilizar a gestão de bacias compartilhadas. Além disto, vem firmando convênios diversos com órgãos de pesquisa (CTHidro) e de fiscalização (PRÓÁGUA Nacional), com vistas ao aprimoramento técnico de suas ações e implantação de infra-estruturas hídricas, como a tão necessária ampliação da rede hidrometeorológica do Estado. A formulação de um Sistema de Informações sobre os recursos hídricos do Estado é outra relevante ação que vem sendo ultimada. Este sistema vai facilitar a publicização das informações para a sociedade em geral e permitir uma maior agilização na tomada de decisão por parte dos técnicos responsáveis pela outorga e pelo planejamento. Capítulo 4 – Considerações finais Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 280 Os desdobramentos do conjunto de ações elencadas neste relatório facilitarão o desempenho dos diferentes atores sociais, responsáveis pela gestão coresponsável das águas gaúchas. O Estado, assim, avança na implementação do modelo sistêmico de gestão de suas águas. Capítulo 4 – Considerações finais Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 281 REFERÊNCIAS ANA – AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos - PROÁGUA Nacional, 2007. BERLATO, M. A. As condições de precipitação pluvial no Estado do Rio Grande do Sul e os impactos das estiagens na produção agrícola. In.: Agrometeorologia aplicada à irrigação/ coordenador Homero Bergamaschi. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1992.125p. BIODIVERSIDADERS. Unidades de Conservação do Rio Grande do Sul. Disponível em: <http://www.biodiversidade.rs.gov.br/portal/index.php>; acessado em junho de 2008. DICIONARIO.PRO.BR. Dicionário. Disponível em: <http://www.dicionario.pro.br/dicionario/index.php>; acessado em setembro de 2008. ECOPLAN ENGENHARIA. Ltda. Plano Estadual de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul. Relatório Síntese da Fase A – Diagnóstico e Prognóstico Hídrico das Bacias Hidrográficas do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Junho de 2007, 146p. LAGOSSAOJOAO. Glossário. Disponível em: <http://www.lagossaojoao.org.br/glossario.htm>; acessado em setembro de 2008. NIMER, E. Climatologia do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE,1979, 422p. SEMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Recursos Hídricos. Disponível em: <http://www.sema.rs.gov.br>; acessado em junho de 2008. SEPLANTEC. Glossário. Disponível acessado em setembro de 2008. em: <http://www.seplantec-srh.se.gov.br>; SG-GUARANI. Sistema Aqüífero Guarani. Disponível guarani.org/index>; acessado em setembro de 2008. em: <http://www.sg- IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente. 2° Ed. Rio de Janeiro, 2004. REDE DAS ÁGUAS. Outorga dos direitos de uso da água. Disponível em: http://www.rededasaguas.org.br/ferramentas/outorga.htm. Acesso em: agosto de 2008. Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 282 GLOSSÁRIO Área ou zona de recarga: Local ou área onde a água passa da superfície do terreno para o interior do solo, indo alcançar a zona saturada. Área onde ocorre infiltração capaz de alimentar o aqüífero. Em aqüíferos confinados, a zona de recarga é a região onde este aqüífero aflora à superfície do terreno, desde que este local esteja com um nível piezométrico mais elevado que a pressão reinante na parte saturada deste do mesmo. Caso a região de afloramento esteja a uma pressão menor, esta região será um desaguadouro, isto é, local onde a água sai da formação aqüífera (DICIONARIO.PRO.BR, 2008). Aqüífero: Toda formação geológica em que a água pode ser armazenada e que possua permeabilidade suficiente para permitir que esta se movimente. Vê-se, portanto, que para ser um aqüífero uma rocha ou sedimento, tem que ter porosidade suficiente para armazenar água, e que estes poros ou espaços vazios tenham dimensões suficientes para permitir que a água possa passar de um lugar a outro, sob a ação de um diferencial de pressão hidrostática (DICIONARIO.PRO.BR, 2008). Bacia hidrográfica: conjunto de terras drenadas por um corpo de água principal e seus afluentes. A noção de bacias hidrográfica inclui naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores de água, cursos de água principais, afluentes, subafluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia (Modificado de SEMA, 2008). Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas: São colegiados instituídos oficialmente pelo Governo do Estado, formados majoritariamente por representantes da sociedade e de usuários das águas. Considerados como verdadeiros "parlamentos das águas", sua função é discutir e deliberar sobre os assuntos de interesse comum aos diversos usuários da água de uma bacia hidrográfica. Consumo hídrico: Consumo: é a parcela de demanda que é gasta na atividade definida, seja por incorporação no processo ou por perdas como evaporação, infiltração ou degradação da água demandada que impeça sua utilização futura (LAGOSSAOJOAO, 2008). Demanda Hídrica: quantidade de água expressa em unidade de volume, que devem satisfazer aos diversos usos, sejam eles consuntivos ou não. O estudo da demanda tem como objetivo determinar, na escala anual, as demandas atuais e futuras de água para os diversos usos (LAGOSSAOJOAO, 2008). Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 283 Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO): Demanda Bioquímica de Oxigênio. A DBO de uma amostra de água é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável. A DBO é normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumido durante um determinado período de tempo, numa temperatura de incubação específica. Um período de tempo de 5 dias numa temperatura de incubação de 20oC é freqüentemente usado e referido como DBO5 , 20 . É a forma mais utilizada para se medir a quantidade de matéria orgânica presente num corpo d'água, ou seja, mede-se a quantidade de oxigênio necessário para estabilizar a matéria orgânica com a cooperação de bactérias aeróbias. Quanto maior o grau de poluição orgânica maior será a DBO. A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir à completa extinção do oxigênio na água, provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática. Um elevado valor da DBO pode indicar um incremento da micro-flora presente e interferir no equilíbrio da vida aquática, além de produzir sabores e odores desagradáveis e ainda, pode obstruir os filtros de areia utilizadas nas estações de tratamento de água (SEPLANTEC, 2008). Enquadramento: é um dos instrumentos de gestão de recursos hídricos que visa ao estabelecimento do nível de qualidade (classe) a ser alcançado e/ou mantido em um segmento de corpo de água ao longo do tempo; o objetivo é assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas e diminuir os custos de controle da poluição hídrica, através de ações preventivas (Modificado de SEPLANTEC, 2008). Nascente: local onde o fluxo de água subterrânea intercepta a superfície do terreno (DICIONARIO.PRO.BR, 2008); surgência natural de água, em superfície, a partir de uma camada aqüífera (IBGE, 2004). Outorga: instrumento através do qual o Poder Público autoriza o usuário a utilizar as águas de seu domínio, por tempo determinado e com condições preestabelecidas. (REDE DAS ÁGUAS, 2008). Reservas reguladoras: Volume de água que se encontra na faixa de flutuação anual ou sazonal do nível de saturação do horizonte ou zona aqüífera e que corresponde ao volume de realimentação anual ou estacional. (IBGE, 2008). Unidade de conservação: Espaço territorial e seus componentes, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo poder público, com objetivos de preservação e/ou conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. As unidades de conservação podem ser de uso indireto quando não envolvem consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais, e de uso direto quando envolvem o uso comercial ou não dos recursos naturais. (IBGE, 2008) Uso consuntivo: refere-se ao uso que diminui espacial e temporalmente as disponibilidades quantitativa e/ou qualitativa de um corpo hídrico, ou seja, quando há perdas entre o que é retirado e o que retorna ao curso natural (SEPLANTEC, 2008). Relatório Anual sobre a Situação dos Recursos Hídricos no Estado do Rio Grande do Sul – Ano 2008 284 Uso não consuntivo: refere-se ao uso que não implica redução da disponibilidade quantitativa e/ou qualitativa de água nos corpos hídricos, ou seja, quando não há perdas entre o que é retirado e o que retorna ao curso natural, mas podendo haver modificação no seu padrão espacial e temporal (SEPLANTEC, 2008). Vazão ou Descarga Específica: é a descarga por unidade de área de drenagem, sendo expressa geralmente em litros por segundo por quilômetro quadrado (l/s/km²). Chamando também de deflúvio unitário ou contribuição unitária (LAGOSSAOJOAO, 2008).