FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 Indicadores Conjunturais e de Desempenho da Indústria Alagoana FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 1. Panorama Conjuntural FIEA............................................................................
1.1. Saldo de Transações Correntes em queda livre..........................................
1.2. Mercado Espera Selic Acima dos 13,0% em 2008 ....................................
1.3. Alimentos e Energia Alavancam Inflação no Mundo................................
1.4. O Comportamento da Indústria em Mar-2008..........................................
1.5. Panorama da Indústria de Alagoas.............................................................
03
03
06
07
08
09
2. Indicadores Conjunturais da Economia Brasileira......................................... 10
3. Resumo Executivo...............................................................................................
3.1. Vendas..........................................................................................................
3.2. Nível de Emprego Industrial.......................................................................
3.3. Horas Trabalhadas......................................................................................
3.4. Remunerações Brutas..................................................................................
3.5. Custos de Operações Industriais................................................................
3.6. Capacidade Instalada..................................................................................
12
14
17
19
21
23
24
Equipe Técnica: Luciana Peixoto Santa Rita e Reynaldo Rubem Ferreira Júnior
Pesquisadores:
Lucas André Ajala Sorgato
Thiago Paiva Ferreira
Thayse Nayane Melo Ferro
Diogo de Melo Gonzaga
André Luiz Gomes da Silva
2
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 1. Pa
anoram
ma Conju
untural FIEA – Março d
de 2008
8–
1.1 Saldo de
e Transa
ações Corrente
C
es em q
queda livre
Nesta ed
dição do Boletim de
d
Brasill ‐ Saldos mensall e nos últimos do
oze meses da conta de Transaçõe
es Conjuntura da FIEA
A de març
ço
C
Correntes ‐
US$ m
milhões ‐ BCB ‐
Elaboração
o Núcleo de Pesq
quisa Industrial d
da FIEA
8, o desttaque é o
de 2008
aprofunda
amento do défic
cit
20000,,00
em
transações
correntes
s,
15000,,00
ência
d
da
conseqüê
como
n saldo comercial
c
e
redução no
10000,,00
do
aum
mento
da
as
trans
sferências de lucros e di5000,,00
videndos por meio
o da contta
de serviço
os. O gráffico ao lad
do
0,,00
aponta acirrament
a
to da ten
ndência de
e retração
o na contta
‐5000,,00
de transações correntes da
d
a
brasile
eira,
com
m
economia
‐10000,,00
reflexos preocupan
p
tes sobre a
‐15000,,00
dinâmica econômic
ca do país
em méd
dio prazo. A apre
eM
Mensal
Ú
Último 12 Meses
s
ciação ca
ambial associada ao
a
Brasil ‐ Exxpectativas do Mercado para os SSaldos de Transaçções Correntes e
e maior din
namismo do merca
aComerccial ‐ US$ bilhõess ‐ 2008 ‐ BCB ‐
do domé
éstico tem
m levado o
Elaboração do Núcleo de Pesqu
uisa Industrial da
a FIEA
mercado financeiro
o a projeta
ar
50
conside
erável
d
do
redução
omercial em 200
08
saldo co
40
como tam
mbém maior
m
dete
e30
rioração
no
dé
éficit
em
m
es corren
ntes, com
mo
transaçõe
20
pode ser visto no gráfico ao
a
lado. O dólar
d
baratto estimulla
10
tanto o envio de
e lucros e
0
dividendo
os
para
exterio
or
como maior afluxo de turista
as
‐10
para
destino
os
brasileiros
‐20
onais.
D
De
acord
do
internacio
com o Banco Central,
C
o
os
‐30
m recebid
do
setores que têm
Trasações Corrrentes
Balança Comercial
es
apo
ortes
d
de
crescente
investime
entos
diretos
es
strangeiros (IDE), quais sejam, automobilístico
o e siderú
úrgico, sã
ão os me
esmos que
e mais
p
o extterior, o qu
ue em parrte termina por com
mpensar o maior influxo de
transferem lucros para
alança com
mercial, po
or sua vez
z, em term
mos de índ
dices de q
quantum de
d exporta
ações e
IDE. A ba
importaçõ
ões, tem exibido dé
éficits, a partir de 2007, em
m todas as
s categorias de uso
o final.
Estes de
esequilíbrio
os, observ
vados nos
s gráficos
s abaixo, expressa
am maior dinamism
mo do
mercado doméstico
o - o que se traduz
z em cres
scimento dos
d
volum
mes de ben
ns importados e
a da produ
ução dos setores
s
ex
xportadore
es destinad
das ao me
ercado inte
erno; e
aumento da parcela
crescente
e dependê
ência do sa
aldo come
ercial da valorização
v
o, principa
almente, das
d
comm
modities
no merca
ado interna
acional. A perspectiva que se
e coloca no
o médio prazo é de déficit cre
escente
em transa
ações corrrentes, o mercado
m
fiinanceiro estima-o
e
e US$ 20
em
0 bilhões em
e 2007 e cerca
3
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 de US$ 28
2 bilhões em 2008
8, o que acentua
a
a necessida
ade de financiamentos por meio
m
da
conta de capital no
o momento
o em que o sistema
a de financ
ciamento global esttá mais av
vesso a
risco em função da
d crise do
d setor imobiliário
o nos EUA
A. Adema
ais, o uso
o persisten
nte de
poupança
a externa,, patrocin
nado pela política de apreciação cam
mbial, vai paulatina
amente
vulnerabilizando o balanço de pagam
mento do país no longo praz
zo. Todos
s estes as
spectos
ores da in
ndústria de
d transfo
ormação que
q
vêm p
perdendo espaço para os
preocupam os seto
p
s de com
mmodities no saldo
o da balança come
ercial, beneficiados pelos
setores produtores
aumentos
s dos preç
ços interna
acionais.
Brasil ‐ Indice Quantum de Exp
portações e Impo
ortações de Bens de Capital‐ méd
dia de 2006=100 ‐FUN
NCEX ‐
Elaboração Núcleo de Pesquissa Industrial da FFIEA
200,0 150,0 100,0 50,0 E
Exportações
abr/08
fev/08
mar/08
jan/08
dez/07
nov/07
set/07
out/07
jul/07
ago/07
jun/07
abr/07
mai/07
fev/07
mar/07
/
jan/07
dez/06
nov/06
set/06
out/06
jul/06
ago/06
jun/06
abr/06
mai/06
fev/06
mar/06
jan/06
0,0 Importtações
Brasil ‐ Quantum de Exportaçções e Importaçõ
ões de Bens de Co
onsumo Duráveiss ‐ média de 2006=100 ‐‐FUNCEX ‐
Elaboraçãão Núcleo de Pessquisa Industrial da FIEA
fev/08
mar/08
abr/08
mar/08
abr/08
b /08
jan/08
dez/07
nov/07
out/07
set/07
ago/07
jul/07
jun/07
abr/07
fev/08
EExportações
mai/07
mar/07
fev/07
jan/07
dez/06
nov/06
/
set/06
out/06
ago/06
jul/06
jun/06
abr/06
mai/06
mar/06
jan/06
/
fev/06
250
200
150
100
50
0
Importações
Brrasil ‐ Índice Quaantum de Exporttações e Importações de Bens de Consumo Não D
Durável‐
méd
dia de 2006=100 ‐‐FUNCEX ‐
Elaboração Nú
úcleo de Pesquisa Industrial da FIIEA
150
100
50
Exp
portações
jan/08
dez/07
nov/07
out/07
set/07
ago/07
jul/07
jun/07
abr/07
mai/07
mar/07
fev/07
jan/07
dez/06
nov/06
/
set/06
out/06
ago/06
jul/06
jun/06
abr/06
mai/06
mar/06
jan/06
/
fev/06
0
Importações
4
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 A desagregação po
or níveis de
d
de tecno
ológica do
os
intensidad
dados
de
expo
ortação
e
ão dos produtos
p
d
da
importaçã
indústria de tra
ansformaçã
ão
em 2007
7, aprese
entados no
n
gráfico ao
a
lado, exibe um
u
quadro, no mínim
mo, delicad
do
p
as
em termos das perspectiva
nto
estrrade
posicionamen
n
mercado inte
ertégico no
nacional. É nítid
da a im
m-
Brasil ‐ Exp
portaçõe e Imporrtações Produtoss da Indústria de Transformação por Intensidade Tecn
nológica ‐
US$ milhõe
es (2007) ‐ IEDI ‐ Elaboração Núcle
E
eo de Pesquisa In
ndustrial da FIEA
A
5000
00
4500
00
4000
00
3500
00
3000
00
2500
00
2000
00
1500
00
n
portância das commodities no
1000
00
d
saldo da balança comercial do
500
00
s setores de
d
país, enquanto nos
0
ca
maior inttensidade tecnológic
Baixa
a
Média ‐ Baixa
Méd
dia ‐ Alta
Alta
o déficit comercia
al tem sid
do
expressiv
vo, o que
e pode sigExp
portações Imp
portações
nificar no
o tempo o risco de
d
desestrutturação das
d
cadeia
as
produtiva
as para os
s segmentos da indú
ústria nos
s quais o Brasil
B
poss
sui uma menor
m
van
ntagem
comparattiva dinâm
mica. Estud
do recente
e produzid
do na Univ
versidade Federal do Rio de Janeiro
J
(UFRJ)1 alerta
a
para
a o perigo
o da valorização de matérias--primas no mundo “reprimarrizar” a
pauta de exportaçã
ão brasileirra.
Estudo re
ealizado pelo
p
Obse
ervatório Brasil-Chin
B
na da CN
NI confirm
ma que no
o comércio com
aquele pa
aís as exportações brasileiras
b
têm se co
oncentrado em insu
umos de baixa
b
inten
nsidade
tecnológic
ca, com os produtos básiicos send
do respon
nsáveis por 76% da pauta
a. Em
contraparrtida, mais
s da meta
ade da pau
uta de exp
portações dos chine
eses é con
nstituída de bens
de capital e produttos eletroe
eletrônicos
s. De acordo com a CNI, “os
s produtos
s manufaturados
9
de tudo o que
e o Brasil comprou da China
a em 2007
7, num ca
aminho
responderam por 95%
a verifica
ado nas exportaçõe
e
es brasile
eiras para o parceiiro asiátic
co. Os prrodutos
inverso ao
básicos co
orrespond
dem a 4% das imporrtações brrasileiras da
d China e os semim
manufatura
ados, a
1%”. De 2000 a 2007 a parrticipação dos produ
utos manu
ufatureiros
s na pauta
a de expo
ortados
brasileiros recuou de 59% para 52,2% enqua
anto os básicos
b
am
mpliaram de 22,8%
% para
r
mente. Ca
aso essa tendência se conso
olide, o Brrasil pode
e está plan
ntando
32,1%, respectivam
hoje a se
emente da
a desindustrializaçã
ão do país
s no longo
o prazo. T
Tanto o câ
âmbio aprreciado
como a carga trib
butária qu
ue incide na cadeia produtiva dos s
setores ex
xportadore
es são
veis pela perda
p
de competitiv
c
vidade.
responsáv
1
Isabela Noggueira: “O cannto da sereia dos
d termos de troca favoráv
veis e os riscoss de reprimarização das exp
portações brassileiras”
(mimeo).
5
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 1.2 Me
ercado Espera Selic Acima
A
d 13,0%
de
% em 20
008
Brasil ‐ IP
PCA (% ‐ acumulaado 12 meses) X Média das Expecctativas de Inflaçção do Mercado (% ‐ próximos 12
2 meses) ‐ BCB Elaboração ‐‐ Núcleo de Pesquisa Industrial ‐ FIEA
Meta de Inflação
%
4,5%
6,00
5,00
4,00
3,00
2,00
1,00
0,00
07
abr/0
mai/07
jun/07
jul/07
IPCA
A
ago/07
se
et/07
out/07
nov/07
dez//07
jan/08
fev/08
mar/0
08
abr/08
Inflação esperada p
para os próximso
o 12 meses
A taxa de inflação
o corrente medida pelo
p
IPCA
A (no acum
mulado de
e doze me
eses) superou o
a
frente
e a março,, passando
o de 4,73%
% para 5,0
04%, afas
standopatamar de 5% no mês de abril
a meta de inflação, que
q
é de 4,50%.
4
A mediana das
d
expectativas
se, ainda mais, do centro da
do merca
ado para a inflação nos próx
ximos doze meses, no mês d
de abril, foi
f da ordem de
4,43% e as estima
ativas para
a o IPCA no
n final de
e 2008 atiingiu 5,24
4% na terc
ceira sema
ana de
maio contra 4,79%
% da últim
ma semana
a de abril. Para eviitar que o aumento
o da inflaç
ção em
ntamine as
s expectattivas dos agentes
a
ec
conômicos
s quanto à inflação de 2009, que se
2008 con
mantém em
e 4,5%,, o mercad
do aposta em um au
umento na
a selic de 13,5% até o final do
d ano.
Há teoricamente co
ontrovérsias quanto
o à eficácia
a da política monetá
ária para debelar ch
hoques
a, todavia, não há dúvida que
q
o aqu
uecimento do nível de ativid
dade econômica,
de oferta
favorecido pela expansão da
a renda e do créditto, facilita o repasse
e do aumento dos preços
modities para
p
o va
arejo. Logo, é nece
essário ac
comodar o choque de preços
s sem,
das comm
contudo, promove
er uma re
edução acentuada no nível de ativiidade eco
onômica e nem
comprom
meter o ciclo de expa
ansão dos investime
entos, tão importante para a sustentab
bilidade
do crescim
mento da economia
a. Neste caso, a me
elhor estra
atégia é ellevar o su
uperávit prrimário
por meio de um co
orte seletiv
vo nos gastos públicos, que hoje
h
se ex
xpande a taxa de 10% ao
ano, buscando aju
ustá-lo no
o tempo ao
a ritmo de crescim
mento do PIB. Com
m a entra
ada no
s
agríc
cola e os novos
n
inve
estimentos
s começando a frutifficar a ten
ndência
mercado da nova safra
o gradual dos
d
índices de preço
os nos pró
óximos me
eses. Neste sentido, a insistên
ncia do
é o recuo
BC em attingir o cen
ntro da meta no currtíssimo prazo, no momento
m
q
que no mu
undo todo existe
inflação provocada
p
a pelos prreços dos alimentos
s e do ba
arril de pe
etróleo, pode
p
arreffecer o
ímpeto empreende
edor dos empresári
e
os (espírito animal) à medid
da que su
uas expectativas
d
merca
ados no fu
uturo, maiis especificamente de
d suas vendas,
v
quanto ao comporttamento dos
e afetadas.
passam a ser negativamente
6
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 1 Alim
1.3
mentos e Energ
gia Alav
vancam Inflaçã
ão no Mundo
ue nos preços das
d
O choqu
commoditties,
prrincipalmente
nas de alimentos
s e energ
gia,
oduzido uma on
nda
tem pro
inflacioná
ária em todo o mundo.
Especialis
stas
têm
m
elenca
ado
várias
explicaç
ções
q
que
na
base
estariam
da
valorizaçã
ão desses insumos: i)
aumento
no
co
onsumo
de
alimentos
s
nos
s
país
ses
emergenttes alava
ancado pelo
p
crescimen
nto das econom
mias
destes países e a ma
aior
N
China o
inclusão social. Na
consumo per capita de carne
saltou de
e 20 kg em
m 1980 pa
ara
a
50kg
e
em
200
07;
ii)
depreciaç
ção do dó
ólar em níível
global te
em contrribuído para
inflaciona
ar
os
p
preços
d
das
commoditties; iii) aumento do
uso de alimento
os para a
produção de ração animal e de
stíveis; iv) a disd
bicombus
parada dos preços
s do petró
óleo
o do cres
scimento do
em razão
consumo nos pa
aíses em
mergentes, China e Índia em
t
especial, como também
da
ção com commoditties
especulaç
induzida pela de
errocada do
m,v) secas
s e
dólar; e,, por fim
quebra de
d
safras
s em várrios
países. To
odos estes
s fatores são
s
exógenos
s as eco
onomias dos
d
países e de
d difícil controle.
A econo
omia mu
undial está
e
desacelerrando e os preç
ços
continuam
m pressionados por
choques de oferta
a. Começa
a a
ear um cenário nas
n
se deline
economia
as centra
ais de estagflação o que pode induzi--las
à adoção
o de polííticas mon
netárias
r
retracionis
stas,
ace
entuando o ritmo de
d desaqu
uecimento da
d econom
mia global.
Variação de Preços de algum
mas Commoditiess ‐ mar/07 a mar/08 ‐ Exame ‐
Elaboração Núcleo de Pesquisa IIndustrial da FIEA
A
140%
130%
120%
100%
87%
74%
80%
56,00%
60%
40%
31%
20%
0%
Milho
Arroz
Soja
Trigo
Petróleo
Taxa de Inflaçção ao Consumid
dor (%‐IPC) Paíse
es Selecionados ‐‐ mar/08 ‐ BCB ‐
Elaboração Núccleo de Pesquisa Industrial da FIEEA
8,8 9,0 8,5 8,7 8,0 7,0 6,0 4,9 4,,6 5,0 4,2 4,0 4,0 3,5 3,6 3,0 2,0 1,0 0,0 7
FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 1.4 O comportamento da Indústria em Março de 2008
A indústria brasileira em março
de
2008
apresenta
desaceleração em seu ritmo de
expansão quando comparada a
igual período do ano anterior,
de acordo com dados do IBGE
compilados pelo IEDI. Ou seja,
com
ajuste
sazonal,
em
fevereiro de 2008 a indústria
cresceu 9,7% contra 1,3% de
março de 2008. A mesma
desaceleração foi registrada,
em
igual
período
de
comparação, nos dados por
categoria de uso com bens de
capital caindo de 25% para
12%;
bens
de
consumo
duráveis de 20,7% para 6,5% e
bens de consumo não duráveis
de
1,0%
para
-3,2%,
respectivamente. Para o IEDI,
“os resultados da indústria
brasileira em março mostram
que não há sobreaquecimento
na economia. Mesmo considerando que a desaceleração
pode ser em parte significativa
explicada pelo efeito calendário
(dois dias a menos em março
de 2008 relativamente a 2007),
paralisação técnica de refinaria
de petróleo e greve dos fiscais
da Receita, houve moderação
no ritmo de expansão da
atividade industrial, o que reduz
os riscos de aumento da inflação”. Por gênero o destaque
é para o desempenho da
indústria
farmacêutica,
com
crescimento de 16% em relação
a fevereiro de 2008. No tocante
ao grau de utilização da
capacidade instalada da indústria mantém-se estável no mês de março no patamar de 83%,
de acordo com os dados da CNI, indicando essa estabilidade que “o grau de utilização da
capacidade da indústria de transformação indica que a indústria está respondendo com folga
ao crescimento da demanda”.
8
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 1.5
5 Panora
ama da Indústria de A
Alagoas
s
2000.01
2000
01
2000.05
2000.09
2001.01
2001.05
2001 09
2001.09
2002.01
2002.05
2002.09
2003.01
2003 05
2003.05
2003.09
2004.01
2004.05
2004.09
2005 01
2005.01
2005.05
2005.09
2006.01
2006.05
2006 09
2006.09
2007.01
2007.05
2007.09
2008.01
os
O comportamento dos preço
Preço do Açúcaar em US$ (por centavo de libra esterlina ) versu
us Taxa de PEADATA ‐
Câmbio Nominal (R$/US$) ‐ IP
ar em nível
n
inte
erdo açúca
Elaaboração Núcleo
o de Pesquisa Industrial da FIEA nacional, cotado em dólar
americano por centavo
c
d
de
4,00
16,00
erlina, ass
sim como o
libra este
3,50
14,00
da taxa de
d câmbio nominal no
n
3,00
12,00
Brasil, R$/US$,
R
tem apre
esentado dinâmicas
d
opostas no
n
2,50
10,00
período compreend
c
dido entre o
2,00
8,00
início de 2001 a meados de
d
1,50
6,00
2006, como pode ser obse
erT
vado no gráfico ao lado. Tal
1,00
4,00
mo foi crrucial para
dinamism
0,50
2,00
manter a rentab
bilidade do
d
q
queda
as
setor à medida que
0,00
0,00
ços do aç
çúcar eram
nos preç
compensa
adas
po
or
depre
eciações do real frente ao
a
d
segund
do
dólar. A partir do
T
Taxa de Câmbio (
(R$/US$)
Preço do Acúcaar (US$)
semestre de 2006
6 tanto as
a
cotações do açúcar como do câmb
bio entrarram em uma traje
etória des
scendente
e, com
vas sobre o nível de
e atividade
e do setor,, caso essa tendênc
cia se apro
ofunde.
implicações negativ
e
s do setor têm-se mostrado
m
preocupado
os em razã
ão dos seg
guintes
Os especiialistas e estudiosos
aspectos:: a) a alta pontual dos
d
preços
s do açúca
ar inflou, sobremane
s
eira, a estrutura de custos
(fixos e variáveis)
v
do setor e a nece
essidade de
d ajuste passou a ser um imperativo
o; b) a
apreciaçã
ão cambia
al associa
ada a um
ma estruttura de custos elevada ve
em minando a
competitividade da
a indústria sucroalco
ooleira; e c) o merc
cado está com exces
sso de açú
úcar, o
d commo
oditie. Ade
emais, com
mo um com
mponente a mais
que impacta negatiivamente no preço da
ura, há o risco atrelado ao desmonte em
e algum
m momento
o das ope
erações
de volatilidade futu
modities. Todos es
sses aspec
ctos coloc
cam os
especulattivas dos fundos de hedge com comm
mercados
s de prod
dutos bás
sicos em uma perspectiva bastante volátil co
om conseq
qüente
aprofunda
amento da
a tendência de conc
centração de suas respectiva
r
s estruturras industrriais. A
indústria alagoana,, como tem
m sido dem
monstrado
o pela pesquisa de d
desempenho, que te
em sua
dinâmica fortemen
nte correla
acionada à perform
mance do setor açucareiro, com
c
certez
za não
estará im
mune a tal processo de
d reestru
uturação.
9
FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 2. Indicadores Conjunturais da Economia Brasileira
10
FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 11
FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 Fatos Relevantes
Março/2008
Vendas
As Vendas no mês de
março de 2008 recuaram
(-1,55%), resultado dos
movimentos cíclicos
regionais.
Custo das Operações
Industriais
O Custo das Operações
Industriais recuou (8,46%), reduzindo o ritmo
de crescimento após cinco
meses de expansão.
Pessoal Empregado
O Emprego Industrial
recuou (-16,27%) em
março e acumula quatro
meses de retração.
Remunerações Pagas
A Massa Salarial recuou
(-14,90%) em março,
reflexo do emprego
industrial.
Horas Trabalhadas
As Horas Trabalhadas
diminuíram (-20,44%) em
março, consolidando a
trajetória de retração do
período da entressafra
sucroalcooleira.
Capacidade Instalada
A utilização da
Capacidade Instalada
diminuiu (-6,01) p.p ,
reflexo da sazonalidade
sucroalcooleira.
RESUMO EXECUTIVO
O primeiro trimestre de 2008 é
marcado por sinais de retração nas
variáveis mais relacionadas ao
emprego industrial
No mês de março de 2008, as variáveis que retratam o
desempenho da Indústria Alagoana registraram resultados
negativos em todas as variáveis aferidas, tendo como destaques:
pessoal empregado, massa salarial e horas trabalhadas. Além
disso, o faturamento industrial mostrou também uma diminuição
na taxa em 12 meses, na comparação com o mesmo período do
ano anterior. Assim, os dados computados apresentam retrações
representativas nas variáveis relativas ao emprego industrial e
consolidam um cenário desfavorável para a indústria de
transformação no primeiro trimestre do ano, visto que a produção
industrial entra em um período marcado pela entressafra do
açúcar, além das paradas para manutenção do setor químico e
pela chegada do inverno para os setores de alimentos e bebidas.
Apesar de negativo, os indicadores deixam claro que os resultados
para o mês e conseqüentemente para o trimestre diferem de
acordo com o perfil das empresas. Nesse sentido, os resultados
das empresas sem o setor sucroalcooleiro apontam uma retração
no emprego industrial de (-0,14%) no período, bem abaixo da
média da indústria, que foi de (-16,27%). Da mesma forma, as
remunerações pagas e as horas trabalhadas no segmento
industrial sem o setor sucroalcooleiro reduziram apenas (-0,62%)
e cresceram 0,53%, diferentemente do total da indústria alagoana
que retratou um recuo de (-14,9%) e (-20,44%).
Por sua vez, a existência de dois dias úteis a mais em março, na
comparação com fevereiro, ajudou a influenciar o resultado do
faturamento da indústria sucroalcooleira que apresentou um
ligeiro recuo para o mês de março frente a fevereiro de (-0,53%),
bem abaixo da média dos resultados da indústria sem o setor
sucroalcooleiro que recuaram (-1,60%). A estabilidade do setor
sucroalcooleiro não deve ser entendida como reversão da
tendência de retração desse indicador, mas como uma
acomodação após a retração do mês anterior de (-11,35%) nessa
base de comparação.
Na análise da indústria geral, as vendas apresentaram um
arrefecimento em valores deflacionados de (-1,55%) em março,
na comparação com fevereiro. O resultado negativo para o
faturamento é explicado por em 85% das empresas. Isso
evidencia que o quadro econômico é compartilhado pela maioria
das empresas. De fato, dez dos quinze gêneros pesquisados
apresentam semelhante desempenho na atividade no primeiro
trimestre, significando, também, um desaquecimento na atividade
produtiva dos gêneros que influenciam com menor intensidade o
faturamento total da indústria alagoana. Exerceram influências
positivas significativas, no indicador Vendas, os gêneros de
Madeira (18,57%), Indústrias Diversos e Mobiliário (31,42%). No
contraponto, o maior destaque ficou por conta de Vestuários e
12
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 Calçados com
c
(-10,83%). Por sua
s
vez, os dados de março
m
de 2008
2
eviden
nciam recuo
o de (-0,01
1%) em
relação a março de 2007.
2
Já, o setor suc
croalcooleiro
o apresento
ou crescimento de 0,1
15% em re
elação a
ssalta-se, ainda,
a
que nos prime
eiros três meses
m
do a
ano, contra
a igual perííodo de
março de 2007. Res
2007, as vendas
v
acumularam re
etração de (-1,72%).
d
opera
ações indu
ustriais re
ecuou (-8,4
46%) em março na comparaçã
ão com fev
vereiro.
O custo das
Essa retra
ação, ainda que expre
essiva, merrece destaq
que, seguin
ndo a tendência das outras
o
variáveis e
ampliando
o as expecttativas neg
gativas de incremento
os na prod
dução e na
as vendas para os prróximos
meses. Na
a comparaç
ção com março de 20
007, a expa
ansão foi de 4,73%. N
Nos primeirros três me
eses do
ano, contrra igual perríodo de 2007, o COI acumulou
a
expansão
e
de 1,61%.
go industrrial mostro
ou queda substancial
s
de (-16,2
27%), qua
ando compa
arado a fev
vereiro,
O empreg
registrando crescente
e desaceleração: de (-1,45%)
(
em
e janeiro para (-4,5
54%) em fe
evereiro, se
eguindo
s de recuo.. Quando comparado com o mes
smo mês do
o ano anterior, o emp
prego increm
mentou
três meses
(3,88%). No período entre jane
eiro e març
ço de 2008,, o emprego industrial foi (-2,91
1%) menor que no
eríodo de 20
007.
mesmo pe
el hora trabalhada
t
a registro
ou declínio
o de (A variáve
20,44%),, frente a fevereiro. Mesmo com
m dois dias úteis a
mais que o mês an
nterior, ess
se indicado
or foi afeta
ado pelo
recuo da utilização
u
d capacida
da
ade instalad
da. Na com
mparação
com març
ço de 200
07, a variá
ável mostrrou increm
mento de
(24,03%).. De forma
a semelhante, no acumulado do
o ano até
março hou
uve crescim
mento de (1
13,27%), na
n compara
ação com
o mesmo período
p
do ano anterior.
ndustrial ap
presentou uma
u
retraç
ção de (A massa salarial in
m relação ao mês an
nterior. O
14,90%) no mês de março em
recuo nas remuneraç
ções além dos efeitos
s sazonais do setor
sucroalcoo
oleiro reflette os decorrentes dos
s desligamentos de
postos tem
mporários de
d trabalho. Na relaçã
ão março de 2008 a
março de 2007, a variável recuou
r
(-1,,14%). De
D forma
análoga, o acumulad
do dos três
s meses do
o ano, con
ntra igual
período de
e 2007 cara
acterizou um
ma retração de (-5,90
0%).
Os
ind
dicadores
industriais
da
indústria brasileira re
eferente a março
m
consolidam o primeiro trimestrre de
2008 co
omo o perríodo de maior
m
crescimen
nto dos últim
mos cinco an
nos –
na com
mparação com
c
o quarto
trimestre do ano anterior (CNI,
2008).
Já em A
Alagoas, os
s resultados da
indústria local se distanciam
m da
indústria nacional à medida que o
desempenho da ativ
vidade indu
ustrial
local não se destaca pela intensidade
mas
pela
do
crrescimento,
regularida
ade dos movimentos cíc
clicos
da indústtria sucroalco
ooleira.
entos adiciionais no nível
n
de uttilização da
d capacid
dade insta
alada, a in
ndústria ala
agoana,
Sem aume
passou de 82,68% para 76,67%
% o que re
epresenta um
u recuo de (-6,01) p
pontos perc
centuais (p.p.) em
amar, cheg
ga-se ao fim
f
da exp
pansão inic
ciada a pa
artir de
relação a fevereiro. A partir desse pata
setembro de 2007, principalm
mente em função da redução das horas trabalhada
as, variáve
el mais
diretamente ligada à produção.
Fonte: Núcleo
o de Pesquisa Industrial da FIEA
13
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 Vendas industtriais inniciam movimen
m
nto de acomodaação em
m março
Venda
as indusstriais: iniciam
i
movimeento de acomod
a
dação
2008
Em março
o de 2008
8, o desem
mpenho das vendas da
d indústria
a alagoana
a deflaciona
ado pelo IPA/FGV
recuou (-1
1,55%), quando com
mparado com o mês anterior.
a
No entanto, o desemp
penho nega
ativo da
atividade industrial
i
a
alagoana,
e que pes
em
se não ser igual nem proporcional para tod
dos os segm
mentos,
revela a intensid
dade da
sucroalcooleira,
atividade
mente
se
forem
principalm
considerad
dos os effeitos do
inicio do ano qu
uando a
sucroa
alcooleira
atividade
movime
ento
de
inicia
o
entressafra.
Os
dados
refletem
também
o
desaquecimento da demanda
ntegração
dos setores com in
ao varejo, os efeitos do início
ão inverno
o e das
da estaçã
paradas
da
Indústria
Química. Entre os setores
gração ao
o varejo,
com integ
destacam--se
os
setores
Têxtil, Ves
stuários e Calçados
e Editoria
al Gráfica que em
razão da expansão na
n oferta
o, da redu
ução das
de crédito
taxas
de
juro
os,
da
Fonte: Nú
úcleo de Pesqu
uisa Industrial da FIEA
ão dos níveis
n
de
manutençã
inflação, da confia
ança do
or e da recuperação
consumido
do nível de emprego
o e renda
ação apres
sentaram
da popula
desempenho signific
cante no
no.
final do an
ueda dos
Por sua vez, a qu
Alimenta
ares
e
Produtos
em
especial,
Bebidas,
bidas e
indústrias de beb
sorvetes, foi
f influenc
ciada pela
chegada do
d inverno à medida
que ocorrreu um recuo
r
do
consumo nesse
n
perío
odo. Já a
Indústria Química
Q
no
o mês de
março paralisou a produção
s
de
para
atividades
ão e segura
ança.
manutençã
pecto relev
vante no
Outro asp
mês de março,
m
no tocante
t
a
variável venda, é melhor
ado
no
representa
gráfico
14
Fonte: Nú
úcleo de Pesqu
uisa Industrial da FIEA
Deflator:IPA/OG-Indú
ústria de Trans
sformação-FGV
V
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 acima qua
ando se pe
ercebem diferenças de
d desempe
enho peculliares à ind
dústria da cana. A tíítulo de
exemplo, em relação
o às diferen
nças de com
mportamen
nto, destaca
a-se que a indústria da
d cana recuou (ontra (-1,60%) nas demais
d
indú
ústrias e (--1,55%) na
a indústria geral. Dia
ante deste quadro
0,53%) co
econômico
o, percebe-se que a indústria sucroalcoo
oleira não foi influe
enciada pellas variáve
eis que
impactaram os outros setores e sim pela continuidad
c
de das trans
sferências.
ez, quando analisado o desempe
enho da ind
dústria loca
al com a in
ndústria nacional, percebemPor sua ve
se assimettrias à med
dida que o ritmo de ex
xpansão da
a atividade industrial d
do Brasil crresce há 15
5 meses
consecutiv
vos na comparação intteranual, enquanto a indústria lo
ocal, aprese
enta dois meses
m
de re
etração,
após quatro meses de
d expansã
ão. No enta
anto o cená
ário não é tão preocu
upante, pois o gráfico
o acima
ência de es
stabilização
o e abstraindo-se o desempenh
d
p
apresenta uma tendê
o de curto prazo, é possível
identificar oportunida
ades e transformaçõe
es em curs
so. Os pro
ogramas so
ociais do governo, aliados à
expansão de turismo
o, indústria e serviços na região, estão abrindo uma frronteira de oportunida
ades no
nterno, parrticularmen
nte no consumo da baixa renda. A seguir sã
ão apresenttadas as va
ariações
mercado in
setoriais e seus respe
ectivos des
staques no comportam
mento de ve
endas.
Fonte: Núcle
eo de Pesquisa
a Industrial da
a FIEA
D
Destaques
( alto nas vendas
v
Desempenho positivo (+)
Dese
empenho neg
gativo (+) inttenso nas ve
endas
Índices
Variiação do
os índice
es de ve
endas (%
%)
100,00 90,00 80,00 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 2007
7
2008
8
jaan fev mar abr
a mai jun jul ago set out nov dez
Fonte:: Núcleo de Pe
esquisa Industtrial da FIEA
15
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 Fonte: Núc
cleo de Pesquisa Industrial da
d FIEA
o ao destin
no das ven
ndas, obse
erva-se que
e o Nordestte e o Interrnacional fo
oram os me
ercados
Em relação
com maio
or represen
ntatividade no mês de março de
d 2008. Destaca-se
D
que os maiores seto
ores da
indústria alagoana,
a
P
Alimentares e Bebidas
s, Sucroalc
cooleiro e Indústria
I
Q
Química
ou seja, Produtos
possuem o Nordestte com co
omo um dos
d
maiore
es destino
o de vend
das, além da caractterística
s
vez, qu
uanto à orig
gem por g
gênero ind
dustrial, observaexportadora de dois desses setores. Por sua
m
das
s compras de matéria
a-prima oriiginou-se no
n mercado
o de Alagoa
as em deco
orrência
se que a maioria
da cana e da salgema
a. A seguir são aprese
entadas as tabelas com os maiorres destaqu
ues.
Fonte: Núc
cleo de Pesquisa Industrial da
d FIEA
Fonte: Núcleo de Pes
squisa Industrrial da FIEA
Fonte: Núcleo
N
de Pesquisa Industriial da FIEA
16
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 Empreego inddustrial recua (-16,27%
(
%) em março
m
cconsolid
dando o
movim
mento dee demisssões sazzonais na indústtria sucrroalcoo
oleira.
O emprego
o industrial recuou (--16,27%) em março
o na compa
aração com o mês antterior. A qu
ueda do
emprego no mês reflete, quase
q
que
e exclusiva
amente, os
o
desligam
mentos oc
corridos in
ndústria
oleira em fu
unção da redução do desempenho da ativiidade indus
strial típicos da sazon
nalidade
sucroalcoo
do setor. Esse fato pode ser comprovado
c
o quando analisado
a
o perfil das demais ind
dústrias: a análise
sem os da
ados agrega
ados da
indústria
sucroalc
cooleira
s uma
apresentou apenas
r
redução
d
de
(ligeira
0,14%), com
c
as mesmas
m
proporções
em
termos
É
importante
setoriais.
destacar que o comportamento da indústtria do
ntribui forte
emente
açúcar con
para acentuar a contrada
in
ndústria
tendência
alagoana em relaç
ção ao
nacional
cenário
que
continuou registrando crescimento de
d forma regular
em março
o – o 14º seguido
s
–,
tamb
bém
na
série
dessazona
alizada,
a
acumulando um
ma expans
são de
5,5% ne
esse perío
odo. O
gráfico ao
a
lado mostra
como o setor
s
sucroalcooleiro influe
encia no comporFonte: Núclleo de Pesquis
sa Industrial da
d FIEA
tamento
ndústria
da
in
e soma
alagoana. Quando se
aos núme
eros dos demais
gêneros o resultado final
adquire a mesma forma da
curva qu
ue reproduz os
dados da indústrria do
açúcar.
Um fatorr positivo nesse
cenário é que mesm
mo com
na oscilaç
ção os
a pequen
dados do mercad
do de
m uma
trabalho apresentam
erformance que o
melhor pe
ano anteriior e sinaliz
za uma
perspectiv
va positiva
a das
empresas com rela
ação à
atividade futura.
f
Fonte: Núclleo de Pesquis
sa Industrial da
d FIEA
Deflator:IPA/OG-Indústr
ria de Transforrmação-FGV
17
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 D
Destaques
( alto no em
mprego
Desempenho positivo (+)
Desempenho ne
egativo (+) alto no emprego
Índices
Vaariação d
dos índiices de pessoall empregaado (%)
120,00 110,00 100,00 90,00 80,00 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 2007
7
2008
8
jaan fev mar abr
a mai jun jul ago set out nov dez
A trajetóória ascen
ndente do
empregoo sem a ind
dústria doo
açúcar anntecipa oss impactoss
p
positivos
q podem
que
m ocorrer a
p
partir
do segundo
s
semestre
s
d
de
2008.
18
FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 Em março, as horas trabalhadas na produção reduziram ante
fevereiro, reflexo da redução da utilização da CI da indústria
sucroalcooleira.
As horas trabalhadas na produção da indústria alagoana apresentaram retração de (-20,44%) no
mês de março, contra fevereiro, influenciadas pelo ritmo menos acentuado do corte da matéria-prima
do setor sucroalcooleiro.
Se analisarmos apenas a
composição
geral
da
indústria, o recuo não se
justificaria, em virtude do
maior número de dias no
mês,
bem
como
da
inexistência de feriados no
período.
De
maneira
análoga ao indicador de
emprego
industrial,
o
cômputo
das
horas
trabalhadas sem os dados
agregados
do
setor
sucroalcooleiro recuou (0,63%)
reforçando
a
magnitude que a sazonalidade
apresenta
na
indústria geral. Esse é um
aspecto
relevante,
à
medida que o aumento de
horas
possibilita
uma
Fonte: Núcleo de Pesquisa Industrial da FIEA
continuidade do ritmo de
crescimento no médio e
longo prazo.
Vale registrar que essa
ligeira variação negativa
é relevante,principalmente
se comparada com os
dados apontados pela CNI,
onde houve leve redução
do número de horas
trabalhadas (-0,3%), na
comparação com o mês
anterior
na
série
dessazonalizada.
Na comparação com o
mesmo mês de 2007 e
no acumulado, a variável
elevou-se
considerávelmente, o que dá ao ano
de 2008 uma perspectiva
favorável em relação a
2007, considerando os
aspectos conjunturais das
Fonte: Núcleo de Pesquisa Industrial da FIEA
Deflator:IPA/OG-Indústria de Transformação-FGV
19
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 transforma
ações estru
uturais e tendências.
D
Destaques
( alto nas horas
h
Desempenho positivo (+)
Desempenho ne
egativo (+) alto nas horas
s
Índices
Variação
V
o dos índ
dices de
e horas trrabalhad
das (%)
150,00
140,00
130,00
120,00
110,00
100,00
90,00
80,00
70,00
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
2007
7
2008
8
jan fev mar abr mai jun jul
j ago set out
o nov dez
O bom
m comporttamento daas
horaas, retirand
do o setorr
sucroaalcooleiro
o, ocorre de
d
maneira regullar e com
m
persistên
ncia.
20
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 E marrço, a massa
Em
m
saalarial reecuou (-14,90%
(%) ante ffevereirro.
o de 2007
7, as
Em março
remuneraç
ções brutas
s da
indústria diminuíram
m (c
14,90%), quando comparadas ao mês de
Constata-se
fevereiro.
que a aná
álise retiran
ndose o setor sucrroalu o
cooleiro apresentou
com
uma
indicador
elevação de (0,53%)
o
mês
de
perante
mpafevereiro. Ao com
o
dados da
rarmos os
indústria nacional apresentados pela CNII, o
da
ma
assa
aumento
ontinua se
endo
salarial co
puxado, prepondera
p
ntemente, pe
elo crescime
ento
do emprego, o qual se
expandiu o dobro de
c
(3,5%) na
fevereiro com
série
de
essazonalizada.
Nessa dire
eção, os da
ados
das indústrias locais
s se
aram
assemelha
a
conjectura
a nacional com
uma ligeirra aproxima
ação
a partir do
d (0,53%)) da
indústria lo
ocal.
Fo
onte: Núcleo de
d Pesquisa In
ndustrial da FI
IEA
ao
Comparatiivamente
mesmo mês
m
do ano
anterior,
as
remuneraç
ções
brrutas
recuaram (-1,14%) em
ativa
março. A justifica
para tal comportame
c
ento
é resultad
do sem dúvida
do efeito agregado do
setor sucro
oalcooleiro.
Fo
onte: Núcleo de
d Pesquisa In
ndustrial da FI
IEA
D
Deflator:IPA/O
OG-Indústria de
d Transforma
ação-FGV
21
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 Destaques
Dese
empenho po
ositivo (+) alto
o na massa salarial
s
Desemp
penho negativvo (+) alto na
a m. salarial
Índices
Variaação do
os índice
es de saalários (%
%)
110,00 100,00 90,00 80,00 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 2007
7
2008
8
jaan fev mar abr
a mai jun jul
j ago set out
o nov dez
A massa salarial em
m 2008,
reetirando-se o setor sucrrolcooleiro
s
sinaliza
trajjetória de ascensão.
a
22
FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 O COI
OI recuouu frentee a feverreiro, in
niciandoo o desaaquecim
mento daa
indústtria sucrroalcoolleira
A indústria
a alagoana registrou, em março
o de 2008
8, uma retra
ação de (-8,46%) na variável Custos
de
Opera
ações
ais, em compaIndustria
ração com
m mês anterior.
O
comportamento
de
retração dessa varriável
deveu-se, em partte, a
redução do
d
volume
e de
produção da indú
ústria
oleira
sucroalcoo
do
Estado, observado no
d final da safra.
s
decorrer do
Vale obs
servar que a
indústria sem os dados
d
oleiro
do setor sucroalcoo
m um
apresentou também
recuo da ordem de 10%
a
ao
mês
de
frente
fevereiro.
d
Por sua vez, os dados
m, ainda, que
confirmam
seis dos quinze gên
neros
os,
pesquisado
apresentaram expa
ansão
nos
custos.
No
ço de
confronto com març
2007, a variável indica
uma expansão de 4,73%
aques positivos
com desta
para Indústria Química
3%.
com 27,53
Fonte: Núcleo de Pesquisa Industrial
I
da FIEA
F
Fonte: Núcleo de Pesquisa Industrial
I
da FIEA
F
Deflator:IPA/
/OG-Indústria de Transform
mação-FGV
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FIEA – Indicadores de Desempenho – Março/2008 Diminuição da Utilização da Capacidade Instalada em Março.
A redução do número de horas trabalhadas e a menor atividade industrial, frente a fevereiro,
resultaram em um movimento de diminuição da utilização da capacidade instalada no mês analisado.
Mesmo considerando o maior número de dias úteis, a utilização da Capacidade Instalada da indústria,
em março de 2008, (76,67%) recuou em relação a fevereiro (82,68%) Assim, a Capacidade
Instalada da Indústria Alagoana recuou (-6,01%) pontos percentuais (p.p.). Deve-se considerar que o
recuo da utilização da capacidade instalada em março de 2008 segue o comportamento menos
dinâmico das horas trabalhadas na produção industrial.
Quando analisado março de 2008 (76,67%) perante a março de 2007 (45,90%), percebe-se uma
variação positiva de 30,76%. Apenas três segmentos industriais operaram com mais de 90% de sua
capacidade de produção em março de 2008: Química, Extração e Tratamento de Minerais e Têxtil.
Por sua vez, o setor que apresentou o maior destaque na expansão da utilização da capacidade
instalada no período (março de 2008 x março de 2007) foi o Sucroalcooleiro que revelou aumento de
55,29%% p.p., passando de 14,26% para 69,54%, significando um aumento do período dedicado a
safra.
Fonte: Núcleo de Pesquisa Industrial da FIEA
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FIEA –– Indicadorres de Deseempenho –– Março/20
008 Fonte: Núc
cleo de Pesqu
uisa Industriial da FIEA
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Março/2008