Ano 12, n.8, maio de 2003 EM PAUTA A retomada da agenda do Mercosul: propostas sobre a mesa z Os resultados da Reunião de Cúpula do Mercosul representaram um esforço de retomada da agenda de negociação interna do bloco. z Da agenda constaram temas importantes para os países, menos pelos seus impactos em termos de avanços da integração e mais pela orientação sinalizada daqui para frente. z A maior convergência das políticas cambiais entre os países membros, as expectativas mais otimistas quanto à retomada do crescimento no Brasil e os sinais de superação da fase mais aguda da crise econômica na Argentina certamente ajudaram a criar um clima favorável à retomada dos entendimentos intra-Mercosul. Entretanto, foram as propostas apresentadas pelos novos governos do Brasil e da Argentina que deram o tom desta Cúpula, mostrando um novo grau de ambição com o projeto de integração. R ealizou-se em Assunção, no dia 18 de junho de 2003, mais uma Reunião de Presidentes dos países do Mercosul, contando, como de praxe, com as presenças dos presidentes do Chile e da Bolívia. Este encontro destacou-se dos anteriores pelo fato de ser o primeiro após as posses dos novos governos da Argentina e do Brasil e, ainda, pela presença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frias. Os resultados da reunião representaram, como esperado, um esforço de retomada da agenda de negociação interna do bloco. A Reunião de Cúpula do Mercosul reafirma os compromissos originais do bloco Da agenda constaram temas importantes para os países, menos pelos seus impactos em termos de avanços da integração e mais pela orientação sinalizada daqui para frente. Três elementos podem ser destacados nesta orientação. O primeiro diz respeito à essência do modelo de integração. Depois de uma crise macroeconômica que atingiu os maiores sócios, produzindo a mais séria crise de identidade do bloco desde a assinatura do NESTA EDIÇÃO INTERNACIONAIS Subsídios e medidas compensatórias: um dos temas prioritários para o Brasil na agenda de Doha. (Página 09) CONJUNTURA Superávit comercial atinge valor recorde em maio. (Página 13) PONTO DE VISTA Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho “O ano de 2003 trouxe condições favoráveis à recuperação do projeto Mercosul.” (Página 16) LEMBRETES Acordo sobre Barreiras Técnicas: novas notificações da OMC. (Página 18) EM PAUTA Tratado de Assunção em 1991, é alvissareiro que na renovação de governos seja retomada a proposta de integração no seu modelo original, mas reconhecendo de forma explícita uma das principais dificuldades da região – as assimetrias de desenvolvimento e a necessidade de tratamento da questão. O segundo elemento pode ser percebido pela reafirmação da coesão na agenda externa de negociações comerciais. O Comunicado dos Presidentes destaca que, para manter a unidade do bloco, o Mercosul deve admitir flexibilidades imprescindíveis para não prejudicar os processos produtivos e, desta maneira, possibilitar a manutenção de uma oferta comum. No fim do ano passado, notícias não oficiais davam conta de pressões por parte dos países menores no sentido de uma flexibilidade sem limites, o que na prática resultaria no abandono da TEC e da união aduaneira, na oportunidade dos avanços das negociações externas. O terceiro elemento da orientação, decorrente da Reunião dos Presidentes, pode ser percebido pela presença do presidente da Venezuela. A prioridade da integração do Mercosul na América Latina é uma realidade na agenda do novo governo brasileiro, que aproveitou os primeiros meses para receber em Brasília a grande maioria, se não a totalidade, dos presidentes dos países da região. Para compor a outra face da orientação externa do governo, priorizando não apenas os entendimentos na Alca, na OMC e com a União Européia mas, também, os entendimentos bilaterais que possam ampliar o acesso a mercados para produtos do Mercosul, o Comunicado Conjunto dos Presidentes do Mercosul faz referências à assinatura do Acordo Marco com a Índia, que é saudado como importante passo nesta estratégia. Deste contexto faz parte ainda o entendimento com a África do Sul, cujo representante de governo também estava presente na reunião do Mercosul. É importante indicar, por fim, que dentro de 60 dias os presidentes decidiram realizar uma reunião extraordinária, quando certamente estas orientações serão retomadas, no sentido de se avaliar os instrumentos concretos de implementação. As dificuldades recentes em avanços na agenda do Mercosul Nos últimos anos, com o crescente agravamento da crise econômica que afetou os países membros, o Mercosul vinha experimentando um virtual congelamento da sua agenda interna. Nesse período, as atenções do bloco estiveram voltadas para a agenda externa, que envolve negociações complexas e abrangentes com países desenvolvidos. Esta agenda veio servindo, ao mesmo tempo, de elemento de coesão e de estímulo, a despeito das dúvidas e dos intensos debates internos, nos dois últimos anos, sobre o real papel do bloco na estratégia de inserção internacional dos países. O papel aglutinador da agenda externa vai se tornando cada vez mais frágil, à medida que as negociações avançam para etapas decisivas. As dúvidas e divergências entre os sócios sobre os modelos de integração que mais convêm a cada um acabam por repetir-se na formulação das posições para as negociações externas. A ausência de avanços no front interno acaba por impor limites ao exercício de coordenação para enfrentar a agenda externa. As negociações da Alca prevêem a apresentação de ofertas revisadas de bens a partir de 15 de julho de 2003. A discussão sobre a revisão de agenda em direção a uma Alca light vem permeando os recentes contatos mantidos entre as autoridades do Brasil e dos EUA. A confirmação da data de 2005 para a finalização das negociações exige uma avaliação profunda dos interesses do Brasil e do Mercosul, tanto em termos de abrangência como de ritmo, para a definição da Alca considerada mais conveniente para o bloco. Por sua vez, os entendimentos com a UE não parecem desprovidos de complexidade. A recente entrega de pedidos europeus de melhora da oferta do Mercosul mostra que não são triviais as dificuldades de se continuar uma negociação sem definições sobre modalidades e com muitas condicionalidades de parte a parte. O sinal dado recentemente pela UE sobre a revisão da PAC não credencia expectativas muito otimistas sobre a liberalização do comércio agrícola, que condiciona não apenas essas negociações birregionais, como também o futuro da Rodada de Doha. As incertezas e dificuldades da agenda externa passam a requerer dos sócios do Mercosul um esforço mais profundo para a construção de estratégias comuns. As assimetrias econômicas entre os países membros tendem a gerar respostas diferentes de cada um deles às demandas e oportunidades trazidas pelos acordos externos em negociação. O papel de coesão da agenda externa já começava a mostrar sinais de desgaste nos últimos tempos, com dificuldades crescentes para coordenar posições e estratégias nas negociações da Alca e com a EU. Talvez o resultado mais importante da Reunião de Cúpula do Mercosul tenha sido a clara manifestação de interesse na agenda interna do bloco. A maior convergência das políticas cambiais entre os países membros, as expectativas mais otimistas quanto à retomada do 2 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 EM PAUTA crescimento no Brasil e os sinais de superação da fase mais aguda da crise econômica na Argentina certamente ajudaram a criar um clima favorável à retomada dos entendimentos intra-Mercosul. Entretanto, foram as propostas apresentadas pelos novos governos do Brasil e da Argentina que deram o tom desta Cúpula, mostrando um novo grau de ambição com o projeto de integração. A defesa do Mercosul fez parte de todas as manifestações do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva sobre os rumos da política externa brasileira. O primeiro semestre de seu governo mostrou um claro esforço neste sentido, ao receber o presidente Eduardo Duhalde, em janeiro, e o candidato Néstor Kirchner logo em seguida, tornando claro o seu interesse na defesa do bloco e na preservação dos seus objetivos originais. O objetivo de explicitar esse interesse parece ter orientado a atuação do governo brasileiro na Reunião de Cúpula de junho. Além de mostrar-se preocupado com a inclusão dos temas sociais na agenda do bloco, o governo, nos trabalhos preparatórios da Reunião de Cúpula, procurou desenvolver uma proposta que possa representar um programa mais abrangente para o Mercosul. No campo econômico, essa proposta enumera os passos para a implantação da União Aduaneira, para o estímulo à integração produtiva entre os sócios, para a coordenação de políticas econômicas e define as bases para o Mercado Comum. A proposta brasileira: “Objetivo 2006” Partindo da idéia de que um programa para a consolidação da união aduaneira e para o lançamento do mercado comum, sintetizado sob o título de “Objetivo 2006”, deve envolver cada vez mais as sociedades dos países do Mercosul, a proposta brasileira apresentada na reunião é dividida em quatro grandes blocos: 1) 2) 3) 4) Programa Político, Social e Cultural; Programa da União Aduaneira; Programa de Base para o Mercado Comum; Programa da Nova Integração. O primeiro bloco pretende ampliar a dimensão social do Mercosul através de maior participação da sociedade civil (ver a seção Ponto de Vista) nas questões de integração. Neste campo, o documento sugere uma maior valorização do Foro Consultivo Econômico-Social do Mercosul e da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, organismos que integram a estrutura institucional do bloco. O segundo bloco reúne as iniciativas para um programa para a efetiva implementação da união aduaneira. A partir da confirmação da integração segundo o modelo original e, também, do reconhecimento de que as diferenças regulatórias e as assimetrias de desenvolvimento são responsáveis pelas principais dificuldades de avanço do bloco, o governo recupera todos os principais temas da união aduaneira e faz uma reprogramação de objetivos. De acordo com a proposta, as perfurações da TEC deveriam ser eliminadas até 2006, com destaque para a eliminação da dupla tributação. Igualmente, a negociação sobre o tratamento a ser dado aos Regimes Especiais de Importação consta com data-limite até 2006. Se as negociações externas podem implicar risco de diluição da área de livre comércio do Mercosul no médio prazo, será preciso finalizar a união aduaneira para que os benefícios de um acesso privilegiado a mercados possam ser usufruídos antes do início do período de transição da Alca. A defesa comercial comum, a eliminação de aplicação de direitos antidumping e compensatórios no comércio intrazona, a disciplina comum sobre incentivos, a harmonização de indicadores macroeconômicos e o reforço da institucionalidade do bloco são recolocados na agenda com propostas de tratamento que devem estar, na sua maioria, concluídas até o fim de 2004, mesmo com previsão de implantação em 2006. Para promover maior integração produtiva o programa propõe a utilização de instrumentos tais como os Foros de Competitividade e outros de natureza financeira. Iniciativas como a do BNDES de criar linhas de financiamento para o intercâmbio comercial intrabloco e de ampliar a participação brasileira na CAF – Corporação Andina de Fomento, mesmo que ainda incipientes do ponto de vista operacional, sinalizam a escolha de um caminho que conduza a um tratamento mais aprofundado dos desafios da integração entre países com as diferenças internas do Mercosul. Quanto ao Programa de Base para o Mercado Comum, cabe destacar as sugestões de que o Protocolo sobre o Comércio de Serviços seja ratificado até o fim de 2003, as negociações sobre o Acordo de Compras Governamentais sejam concluídas, igualmente, no fim deste ano e a ratificação do Acordo sobre Residência de Nacionais seja feita até o fim de 2004. O visto Mercosul deverá ser aprovado até o fim de 2003 e um mercado de capitais regional deve ser avaliado para sua adoção até 2006. O Programa da Nova Integração prevê iniciativas voltadas para a educação para o Mercosul, com o reconhecimento mútuo de diplomas, programas de cooperação em ciência e tecnologia e integração produtiva avançada com apoio de empresas e organizações empresariais e integração física. COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 3 EM PAUTA A partir da necessidade de gerar novo impulso negociador no âmbito do Mercosul, como está indicado no Comunicado Conjunto dos Presidentes, o GMC avaliará um programa de médio prazo para ser discutido em reunião extraordinária do Conselho do Mercado Comum, que será realizada na primeira quinzena de outubro. Nesta oportunidade será apreciada a proposta do Brasil, “Objetivo 2006”, resumida acima, junto com a sugestão apresentada pela Argentina de criação do Instituto Monetário do Mercosul. Finalmente, vale destacar que não há muito como inovar nestas questões. O quadro a seguir procura fazer um retrospecto das medidas identificadas no Relançamento do Mercosul, em junho de 2000, como essenciais para a redução das assimetrias regulatórias e de políticas, que apresentam importante impacto sobre a competitividade intra-Mercosul. Além das medidas indicadas no quadro, na página a seguir, vale a pena registrar ainda a Decisão 01/03, que trata das condições de acesso ao comércio bilateral Argentina-Uruguai dos produtos provenientes da Terra do Fogo e da Zona Franca de Colônia, e a Decisão 02/03, referente a medidas excepcionais no âmbito tarifário até 31.12.2003. Esta última, de especial interesse brasileiro, faculta à Argentina manter até aquela data as exceções à TEC em bens de capital indicados em decreto específico (Decreto 690 de 26.04.2002), ao Uruguai idem (Decreto 004/003), e ao Paraguai, cumprindo a mesma data, é facultado a aplicação das exceções ao universo de bens de capital, conforme definição adotada na NCM. O Instituto de Cooperação Monetária do Mercosul – Proposta argentina Partindo do pressuposto que, dadas as características dos países do Mercosul, nenhum dos sócios poderia adotar o papel de liderança monetária que a Alemanha assumiu no âmbito da União Européia, o maior benefício da criação do Instituto de Cooperação Monetária é apontado, pela Argentina, como instrumento de credibilidade para o bloco. Restrições mútuas que os sócios possam impor nesta área viriam ao encontro da consolidação das instituições econômicas que, por sua vez, determina a solidez das moedas. A proposta argentina, está, com efeito, centrada nas seguintes idéias: a) dar um sinal político forte sobre a integração; b) impulsionar o avanço em outras áreas (fiscal, tributária, macroeconômica etc.); c) dar passos concretos nesta área específica, mas de forma limitada, para não comprometer as políticas nacionais autônomas vigentes. De imediato, vale destacar a proposta de uma emissão inicial de uma moeda comum que, em princípio, deveria representar uma reduzida percentagem da base monetária conjunta. Com o objetivo de gerar uma externalidade positiva sobre a integração, esta emissão não deve afetar os acordos fiscais e monetários que cada país tiver com o FMI e outros organismos multilaterais, nem deve representar um timing, no projeto de coordenação econômica entre os países, mais rápido do que o considerado conveniente pelos governos. Resta avaliar se o momento em que se está discutindo, no Brasil, maior autonomia da autoridade monetária e, na Argentina, uma revisão completa do seu acordo com o FMI poderá ensejar uma discussão desta natureza. Outras propostas, como a recuperação das metas macroeconômicas, poderão estar mais de acordo com a situação atual dos países, muito voltados ainda para a consolidação de uma ação austera nas áreas monetária e fiscal. Observações finais O quadro atual do Mercosul e a percepção sobre a sua importância para a inserção internacional dos países justificam um esforço de tratamento das dificuldades. Este parece ter sido o objetivo tanto do Brasil quanto da Argentina nesta Reunião de Cúpula. Por outro lado, a questão das assimetrias levantadas pelo Paraguai carece de um tratamento adequado que, inclusive, pode e deve ser cursado de forma mais aprofundada e não pela via fácil de flexibilizações recorrentes nas regras da integração, conforme práticas anteriores. Assim, uma avaliação dos trabalhos realizados sugere que o estoque de “dever de casa” não realizado seja enfrentado pelos países. Neste conjunto, vale destacar os acordos do Mercosul firmados, que, para sua implementação, dependem da incorporação na estrutura jurídica dos países. No caso do Brasil, a atenção maior vem sendo dada à aprovação parlamentar do Protocolo de Olivos sobre Solução de Controvérsias, que se encontra na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, do Protocolo de Serviços do Mercosul e do Acordo Quadro sobre o Meio Ambiente, ambos aprovados na Câmara e sob a avaliação da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, e do Acordo sobre Residência de Cidadãos do Mercosul, que está atualmente tramitando na Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. 4 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 Junho de 2001 A Decisão 07/01 prevê continuidade dos trabalhos. Antes de 15.11.2001, o Comitê de Saúde Animal e Vegetal e o Comitê de Diretores de Alfândegas deverão propor ao GMC cursos de ação para medidas identificadas no marco da Decisão 22/00 em suas áreas de competência, mas ainda não objeto de consenso. Esta Decisão prorroga até 30.11.2001 o prazo para que a CCM conclua as seguintes tarefas: a) proposta de regulamentação no Mercosul de medidas adotadas ao amparo do art. 50 do TM 80 (medidas de proteção à saúde etc.) e b) elaboração de disciplinas relativas a procedimentos administrativos de comércio exterior dos países membros, a serem submetidas ao CMC em dezembro de 2001. Sistema de Solução de Decisão 07/01 prorroga até Controvérsias do Mercosul. 30.11.2001 o prazo para A Decisão 25/00 do que o grupo apresente sua Relançamento indica prazo até proposta. 10.12.2000 para entrega de proposta sobre o aperfeiçoamento do Sistema de Solução de Controvérsias do Mercosul por parte do grupo Ad Hoc de Assuntos Institucionais. A Decisão 65/00 determina a criação de Grupo de Alto Nível para formular a proposta e estendeu o prazo até junho de 2001. Medidas Junho e dezembro de 2000 Situações ou medidas de caráter tributário, financeiro, fiscal, aduaneiro, administrativo ou de qualquer outra natureza que limitem o atual acesso a mercados dos parceiros do Mercosul. As Decisões 22/00 e 57/00 definem, respectivamente, os prazos de 15.11.00 e 30.06.2001 para a identificação das medidas e das ações a serem tomadas. As medidas não justificadas pelo art. 50 do TM 80, relativas à proteção da saúde, deverão ser reportadas ao GMC até 31.05.01. Decisão 18/02 regulamenta o Anexo ao Protocolo de Ouro Preto “Procedimento Geral para Reclamações ante a Comissão de Comércio do Mercosul”. A XLVIII Reunião do GMC, realizada nos dias 27 e 28.11.2002, registra não ter sido possível a conclusão das propostas e decide encaminhar ao CMC pedido de prorrogação de prazo até 15.06.2003, apesar da manifestação da sobre a Argentina conveniência de se considerar a suspensão do tratamento do tema. A XXIII Reunião do CMC, realizada dias 5 e 6.12.2002, recomendou ao GMC que continue os trabalhos sobre os dois temas. A Decisão 06/02 prorroga, até 20.11.2002, o prazo para que o GMC elabore as seguintes propostas: a) proposta de regulamentação no Mercosul de medidas adotadas ao amparo do art. 50 do TM 80 (medidas de proteção à saúde etc.) (art. 2 da Dec. 06) e b) propostas de disciplinas relativas a procedimentos administrativos de comércio exterior adotados pelos Estados Partes (art. 3º da Dec. 06/02). A Decisão 16/01 prorroga, até 31.05.2002, o prazo para que o GMC leve ao CMC as seguintes propostas: a) proposta de regulamentação no Mercosul de medidas adotadas ao amparo do art. 50 do TM 80 (medidas de proteção à saúde etc.) e b) propostas de disciplinas relativas a procedimentos administrativos de comércio exterior adotados pelos Estados Partes. O Protocolo de Olivos é aprovado pela Reunião de Cúpula do Mercosul, realizada em fevereiro de 2002. O Protocolo de Olivos cria o Tribunal Permanente de Revisão, uma instância de apelação dos laudos emitidos pelos Tribunais Arbitrais Ad Hoc. Este recurso novo introduzido no mecanismo de solução de controvérsias do Mercosul estará limitado a questões de direito tratadas Dezembro de 2002 Julho de 2002 Dezembro de 2001 do Relançamento do Mercosul às Últimas Decisões A Agenda da União Aduaneira A LXI Reunião da CCM, realizada dias 8 e 9.05.2003, e a LXII Reunião, realizada dias 5 e 6.06.2003, analisaram o tema. Já há um documento incluindo proposta para o seu tratamento, mas os trabalhos não estão concluídos e devem prosseguir na próxima reunião. Junho de 2003 EM PAUTA COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 5 Consistência e dispersão da TEC. Não há referência ao exame da consistência e dispersão da Tarifa Externa Comum nas Decisões do Relançamento do Mercosul de junho de 2000. A Decisão 27/00 menciona apenas que os Estados que considerarem conveniente a revisão de algum aspecto da TEC, incluindo os bens de capital produzidos na região, devem apresentar suas propostas até 30.09.00. Dupla tributação da TEC. A Decisão 27/00 dá início ao tratamento da temática da dupla tributação da TEC e da da parte distribuição da renda correspondente aduaneira. Encarrega a CCM do assunto, definindo que informe preliminar deve ser apresentado ao GMC até 31.12.2002. Medidas Junho e dezembro de 2000 A Decisão 05/01 determina a criação do Grupo de Alto Nível para examinar a consistência e dispersão da Tarifa Externa Comum. Deve também levar ao GMC propostas sobre a avaliação de uma eventual redução dos níveis de proteção e dispersão tarifária nas cadeias de Bens de Capital, Informática e Telecomunicações, produzidos ou não nos países do Mercosul antes de 30.11.2001. Junho de 2001 Julho de 2002 Na LVI Reunião da CCM, realizada dia 05.06.2002, a Argentina apresentou dois documentos informativos sobre o tema: 1) Documento sobre circulação de bens extracomunitários na UE; 2) Documento sobre sistema impositivo na Argentina. Na LVII Reunião da CCM em 21.08.2002, há o registro de entendimento entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai no informe a ser feito sobre o tema em relação ao trânsito aduaneiro. Ficou decidido que o Paraguai apresentaria seus comentários à parte. A Decisão 16/01 prorroga, até A Decisão 06/02 prorroga, até 30.06.2002, o prazo para o 10.06.2003, o prazo para que grupo levar propostas ao o grupo leve propostas ao GMC. GMC. na controvérsia e às jurídicas interpretações desenvolvidas nos laudos dos Tribunais Arbitrais. O Protocolo de Olivos deve ser ratificado pelos Congressos dos países do Mercosul. Ele revogará o Protocolo de Brasília para a Solução de Controvérsias, adotado em 1991, e o Regulamento do Protocolo de Brasília, pela Decisão aprovado 17/98. Dezembro de 2001 A LIX Reunião da CCM, realizada dias 25 e 26.11.2002, registra que o Brasil, com base no documento apresentado pela Argentina, assumiu o de compromisso documento apresentar para o informativo relatório das discussões sobre o tema. O Paraguai argumenta que o tema deve ser tratado posteriormente à definição de aspectos prioritários relacionados com a livre circulação de bens. Dezembro de 2002 A Decisão 10/03 no seu artigo 3º prorroga até 30.11.2004 o prazo para que o Grupo de Alto Nível apresente suas propostas sobre a consistência e dispersão da TEC. A posição do Paraguai é reiterada na LXI Reunião da CCM, realizada dias 8 e 9.05.2003. O mesmo ocorreu durante a LXII Reunião da CCM, realizada dias 5 e 6.06.2003. Junho de 2003 EM PAUTA 6 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 Regulamento Comum sobre defesa contra dumping e subsídios em produtos de países não membros do Mercosul. A Decisão 28/00 indica que o GMC deve encomendar à CCM uma proposta de Regulamento Comum, levando em conta os marcos normativos do Mercosul. Estes trabalhos devem estar concluídos até 15.12.2000. A Decisão 66/00 de dezembro estabelece que os aspectos jurídicos e institucionais devem ser avaliados até 30.06.2001 e a CCM deve apresentar os pontos críticos do tema e as propostas de tratamento ao GMC até 15.12.2001. Medidas Junho e dezembro de 2000 Investigação e aplicação de medidas antidumping e de direitos compensatórios no comércio intrazona. A Decisão 28/00 do Relançamento do Mercosul de junho instrui o GMC a elaborar proposta de disciplinamento destas medidas no âmbito intra-Mercosul até 30.11.2000 e de eliminação gradual até 30.06.2001. A Decisão 64/00 aprova um conjunto de disciplinas (Anexo) a serem aplicadas nas investigações de antidumping ou medidas compensatórias intra-Mercosul, além de prorrogar o prazo para apresentação de propostas adicionais até 30.06.2001. A Decisão 07/01 prorroga até 30.11.2001 o prazo para que o SGT nº 2 “Aspectos Institucionais” conclua a análise dos aspectos jurídicos e institucionais das propostas de regulamentos comuns de defesa contra dumping e subsídios em produtos provenientes de países não membros. A CCM deverá prosseguir sua análise dos pontos críticos dos projetos de regulamentos comuns a fim de submeter proposta ao GMC antes de 30.06.2002. Decisão 16/01 prorroga, até 31.05.2003, os prazos para a análise dos projetos de Regulamentos Comuns de Defesa contra Dumping e Subsídios em produtos provenientes de países não membros do Mercosul. A Decisão 16/01 (artigo 5º) prorroga, até 31.05.2003, o prazo para que o GMC apresente proposta de disciplinas adicionais para condução de investigações para aplicação de medidas antidumping ou às compensatórias importações de produtos originários de outro país parte. A Decisão 16/01 (artigo 2º) determina que a proposta sobre a eliminação gradual da aplicação das medidas antidumping e de direitos compensatórios no comércio intrazona deve ser levada à consideração e análise do GMC até 31.05.2003. A Decisão 07/01 prorroga até 31.12.2001 (artigo 1º) o prazo para a elaboração de proposta para a eliminação gradual da aplicação das medidas antidumping e de direitos compensatórios no comércio intrazona. O tema deve ser submetido ao GMC até 31.03.2002. A Decisão 07/01 prorroga até 31.03.2002 (artigo 5º) o prazo para que o GMC apresente proposta de disciplinas adicionais para a aplicação de medidas antidumping ou no compensatórias comércio intrabloco, para aprovação do CMC. Dezembro de 2001 Junho de 2001 As Decisões 13/02 e 14/02 de julho de 2002 tratam da adoção, no âmbito do Mercosul, dos Acordos Antidumping e sobre Medidas Compensatórias da OMC para aplicação de medidas antidumping e compensatórias no comércio intrazona. Caso surja controvérsia sobre a aplicação dos acordos no comércio intrazona, as partes poderão decidir o foro em que deverão resolvê-la. Na ausência de acordo, o reclamante pode decidir o foro (OMC ou Regime de Solução de Controvérsias do Mercosul). As medidas adicionais para a aplicação de medidas antidumping e compensatórias aprovadas pelos países prevalecerão sobre esta Decisão. Julho de 2002 A Decisão 22/02, Defesa Comercial Intrazona de dezembro de 2002, substitui o Anexo da Decisão 64/00 por um documento com o título “Disciplinas para os Procedimentos e Regras para as Investigações Antidumping e sobre Subsídios no Comércio Intrazona”. A Decisão deve ser incorporada ao ACE nº 18 da Aladi. Dezembro de 2002 A Decisão 10/03 de junho de 2003 prorroga até 30.11.2004 o prazo para a análise dos projetos de Regulamentos Comuns de Defesa contra Dumping e Subsídios em produtos provenientes de países não membros do Mercosul. A Decisão 10/03 prorroga até 30.11.2004 o prazo para o envio ao GMC de proposta sobre eliminação gradual da aplicação de medidas antidumping e direitos compensatórios no comércio intrazona. Junho de 2003 EM PAUTA COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 7 Normas para a regulamentação dos incentivos configurados pelos regimes aduaneiros especiais de importação de produtos, incluídos os usados pelas Áreas Aduaneiras Especiais ou similares, que sejam incorporados em mercadorias destinadas ao Mercosul. A Decisão 31/00 define que o GMC deve analisar proposta sobre o tema antes de 31.03.2001, além de estabelecer orientações para a elaboração destas normas. A Dec. 69/00 define algumas normas e o prazo até 30.06.2001 para a definição de das condições comercialização no Mercosul dos produtos das Áreas Aduaneiras Especiais. Medidas Junho e dezembro de 2000 Disciplinas comuns que limitem os incentivos à produção e aos investimentos que criam distorções na alocação de recursos na região e eliminem os incentivos à exportação intrazona. A Decisão 31/00 instrui o GMC a elaborar proposta sobre os temas até 31.03.2001. A Decisão 16/01 prorroga até 31.05.2003 o prazo para que o GMC elabore a proposta para estabelecer disciplinas comuns relacionadas com a utilização de incentivos aos investimentos, à produção e à exportação intrazona. O GMC deverá atualizar, até 31.10.2002, o levantamento dos incentivos vigentes nos países do Mercosul. A Decisão 07/01 prorroga até 10.12.2001 o prazo para que o GMC elabore proposta para disciplinas comuns ao uso de proposta incentivos. A deverá ser submetida ao CMC em dezembro de 2001. O GMC deverá finalizar até 30.09.2001 o levantamento de incentivos pelos países adotados membros. A Decisão 07/01 prorroga até 10.12.2001 o prazo previsto na Decisão 69/00 para a definição das para a condições no comercialização Mercosul dos produtos das Áreas Aduaneiras Especiais. Decisão 16/01 prorroga, até 31.05.2003, o prazo para a definição das condições para no a comercialização MercosuL dos produtos das Áreas Aduaneiras Especiais. Dezembro de 2001 Junho de 2001 Julho de 2002 Dezembro de 2002 A Decisão 10/03 de junho de 2003 prorroga até 30.12.2004 o prazo para a definição das condições de no comercialização Mercosul dos produtos das Áreas Aduaneiras Especiais. A Decisão 10/03 de junho de 2003 prorroga até 30.11.2004 o prazo para a elaboração de proposta para disciplinas comuns relacionadas com a utilização de incentivos aos investimentos, à produção e à exportação intrazona. Junho de 2003 EM PAUTA 8 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 INTERNACIONAIS Subsídios e medidas compensatórias: um dos temas prioritários para o Brasil na agenda de Doha z A Declaração Ministerial de Doha e a Decisão Ministerial relativas à agenda de implementação das disposições dos acordos da OMC definem os termos da agenda a ser negociada na área de subsídios e medidas compensatórias. z É importante acompanhar, nesta área de negociação, não apenas os debates gerais sobre as disposições do acordo multilateral, mas, também, dois debates específicos: o que se refere a créditos à exportação – debate que o Brasil está “provocando” na OMC com base na experiência do contencioso envolvendo aeronaves regionais civis – e o que diz respeito a subsídios à pesca. z Além disso, assiste-se hoje, na OMC, a movimentos que podem levar à extensão das disciplinas do Acordo de Subsídios e Medidas Compensatórias (ASMC). Trata-se de evolução carregada de riscos para os países em desenvolvimento, cujas propostas, no pólo oposto, buscam flexibilizar as disciplinas do ASMC quando a eles aplicadas. z Por outro lado, a idéia de flexibilização dos dispositivos do acordo quando aplicados a países em desenvolvimento merece ser melhor discutida no Brasil, uma vez que poderá ocorrer uma competição intensa entre estes países para promover suas indústrias domésticas, com base em incentivos e subsídios. O longo contencioso entre a Embraer e a Bombardier e o interesse manifestado, nos últimos anos, pelo governo brasileiro e por outros países em desenvolvimento na revisão de certos dispositivos do acordo de subsídios assinado ao fim da Rodada Uruguai fizeram dos subsídios e medidas compensatórias um dos temas prioritários da agenda de negociações do Brasil na Rodada de Doha. Os países desenvolvidos resistem a uma revisão que flexibilize, para os países em desenvolvimento, as disciplinas do acordo e, recentemente, os EUA apresentaram proposta de negociação que pretende ampliar o escopo destas disciplinas. Os subsídios na normativa multilateral O tema de incentivos é tratado pela normativa multilateral no Acordo de Subsídios e Medidas Compensatórias do Gatt (ASMC), negociado como parte do “pacote” da Rodada Uruguai e cujas disposições se aplicam a todos os membros da organização. O Artigo 1 do acordo define subsídio a partir da presença cumulativa de dois requisitos: (i) existência de contribuição financeira por parte de um governo ou órgão público; e (ii) concessão de um benefício, no sentido de prática governamental não consistente com considerações comerciais ou com a lógica de um investidor privado. No entanto, as disciplinas e regras do acordo multilateral sobre subsídios não se aplicam a todos os subsídios definidos a partir da presença dos dois requisitos acima apontados. As disciplinas voltadas para a restrição ao uso de subsídios se aplicam tão somente àquelas práticas de subvenção que, ademais de atender àqueles requisitos, possam ser caracterizadas como atendendo a um terceiro requisito: o da especificidade, de fato ou de direito. Isto é, cai sob o escopo das disciplinas do acordo o subsídio cuja utilização explícita ou implicitamente está restrita a certas empresas ou a certos setores. Excluem-se, portanto, subsídios regidos por critérios ou condições “objetivas”, ou seja, critérios neutros e de aplicação horizontal. Uma vez definidos os subsídios sujeitos às disciplinas do acordo, estes são classificados em três grupos: os proibidos, os acionáveis e os não-acionáveis. São considerados proibidos os subsídios contingentes, de fato e de direito, ao desempenho exportador e aqueles contingentes, isoladamente ou como parte de um conjunto de condições, ao uso preferencial de produtos nacionais em detrimento de produtos importados. São, portanto, proibidos subsídios que provoquem ou possam provocar impactos diretos sobre os fluxos de intercâmbio do país que os concede, ampliando suas exportações ou restringindo suas importações. O COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 9 INTERNACIONAIS Anexo I do acordo traz extensa lista ilustrativa de subsídios proibidos. De outro lado, são considerados subsídios acionáveis aqueles que não se classificam automaticamente como proibidos ou como não-acionáveis e que ademais causam efeitos adversos aos interesses de outros membros: danos à industria doméstica, nulificação de concessões consolidadas sob o Artigo II do Gatt e prejuízo grave aos interesses de outro membro. Os subsídios não acionáveis são aqueles não específicos e os que, embora específicos, se destinem, sob certas condições e parâmetros explicitados no acordo: · ao apoio a atividades de pesquisa; · à assistência a regiões desfavorecidas; e · à assistência para promover a adaptação de facilidades existentes a novos requisitos ambientais, impostos por leis e regulações e que imponham às firmas novas restrições ou ônus financeiro. O acordo define também as condições de aplicação das medidas de defesa comercial anti-subsídios, ou seja, as medidas compensatórias, e dedica sua Parte VIII (Artigo 27) ao tratamento diferenciado e mais favorável a ser conferido aos países em desenvolvimento, reconhecendo que os subsídios podem desempenhar um papel importante nos programas de desenvolvimento econômico destes países. O mandato negociador da Rodada de Doha na área de subsídios e medidas compensatórias Nesta área de negociação, duas referências são essenciais, a partir da Reunião Ministerial da OMC, realizada em novembro de 2001, em Doha: a Declaração Ministerial e a Decisão relativas à agenda de implementação das disposições dos acordos da OMC. Ambas definem os termos da agenda temática a ser negociada. A Decisão Ministerial que define os termos da nova rodada de negociações multilaterais trata do aperfeiçoamento das regras relativas a subsídios e medidas compensatórias em seu parágrafo 28, que também faz referência às regras de antidumping. Na realidade, o conteúdo do mandato é semelhante para subsídios e antidumping, devendo as negociações nestas áreas estar voltadas para “esclarecer e aperfeiçoar disciplinas (...), embora preservando os conceitos básicos, os princípios e a efetividade destes acordos, bem como seus instrumentos e objetivos, levando em conta as necessidades dos participantes em desenvolvimento e dos países menos desenvolvidos”. O parágrafo faz ainda referência específica aos subsídios à pesca, estabelecendo que, “no contexto destas negociações, os participantes também buscarão esclarecer e aperfeiçoar as disciplinas da OMC (nesta área), levando em conta a importância deste setor para os países em desenvolvimento”. A Declaração Ministerial de Doha também se refere ao tratamento de temas relacionados à implementação dos acordos da OMC, em seu parágrafo 12. Este parágrafo faz referência à Decisão relativa à implementação – que inclui diversos aspectos relacionados ao Acordo de Subsídios e Medidas Compensatórias (ASMC) – e prevê que as negociações sobre implementação “serão parte integral do Programa de Trabalho” da rodada: as medidas que são objeto de mandato negociador específico na Declaração serão tratadas nos termos deste mandato, ao passo que as demais serão tratadas com prioridade pelas instâncias relevantes da OMC, que deveriam prestar contas ao Comitê de Negociações Comerciais até o fim de 2002 – o que não ocorreu. A compilação de temas pendentes de implementação, feita pelo secretariado da OMC antes da Reunião Ministerial de Doha, inclui uma grande quantidade de pontos levantados nos anos anteriores à reunião por vários países (inclusive os países em desenvolvimento que haviam apresentado propostas ainda antes da Ministerial de Seattle, realizada dois anos antes de Doha). Trata-se de mera listagem, cujo maior mérito é reunir todas as posições explicitadas em relação à revisão e ao aperfeiçoamento do ASMC. Vale registrar que 17 das 60 questões de implementação que constam da listagem se referem ao ASMC, o que faz do tema dos subsídios o primeiro no ranking da agenda de implementação, pelo menos em termos de número de questões levantadas pelos membros da OMC. Todas as medidas de implementação listadas têm origem em propostas de países em desenvolvimento (PEDs) e países menos desenvolvidos (LDCs), e todas elas se referem à ampliação do escopo do tratamento diferenciado e mais favorável concedido pelo ASMC a tais países. Há propostas gerais, que pretendem ampliar o tratamento diferenciado através da modificação do tratamento geral concedido a subsídios à exportação e outros dos PEDs e LDCs no ASMC. Para tanto, propõe-se que tais subsídios sejam considerados não acionáveis, no âmbito do Artigo 8, ou que se amplie o escopo do Artigo 27, que confere tratamento diferenciado para os países em desenvolvimento. As propostas específicas envolvem determinados temas – como os créditos à exportação e o tratamento tributário às exportações de PEDs – ou a alteração de determinados parâmetros hoje vigentes no ASMC e que 10 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 INTERNACIONAIS já conferem tratamento diferenciado e mais favorável aos PEDs e LDCs, no que diz respeito ao cumprimento das disciplinas do acordo. A Decisão sobre temas relacionados à implementação, adotada em 14 de novembro de 2001, em Doha, também tem uma seção dedicada ao ASMC. No entanto, os elementos mais significativos da Decisão, relacionados ao ASMC, beneficiam exclusivamente os países menos desenvolvidos. As propostas apresentadas na Rodada A partir do início das negociações da nova Rodada, a Índia apresentou proposta sobre temas relacionados à implementação do acordo, que retoma diversos pontos já anteriormente apresentados pelo mesmo país, antes de Seattle, e que foram incluídos no documento do secretariado da OMC, reunindo as propostas pendentes relacionadas à implementação. A proposta da Índia tem três componentes: · em primeiro lugar, propostas específicas de elevação dos parâmetros de minimis, aplicáveis a países em desenvolvimento e constantes do acordo; · em segundo lugar, introdução de parâmetro de minimis (5% do valor FOB do produto) para a aplicação do Artigo 3.1(a) – proibição de subsídios à exportação – no caso de países em desenvolvimento; e · em terceiro lugar, alteração do Artigo 3.1(b) – proibição de subsídios contingentes ao uso de bens domésticos – de forma que a disposição não se aplique, de forma permanente, aos países em desenvolvimento. O Brasil apresentou proposta sobre créditos à exportação, que sintetiza os principais pontos já levantados no documento que circulou pelo País em 2001 sobre tema idêntico. O papel se refere especificamente às disposições dos itens (j) e (k) do Anexo I do acordo – em torno dos quais se deu o contencioso Embraer-Bombardier –, apontando para o seu grau de generalidade e sua inadequação, tanto em relação à evolução do mercado na área de financiamento às exportações quanto no que se refere ao objetivo do ASMC de oferecer aos membros da OMC um level playing field em termos de regras aplicadas ao comércio. Também o Canadá apresentou proposta relacionada ao aperfeiçoamento das disciplinas do ASMC. O documento canadense entende que recentes decisões do mecanismo de solução de controvérsias – algumas das quais também certamente relacionadas ao contencioso Embraer-Bombardier – acerca da avaliação da contingência dos subsídios à exportação colocaram economias com mercados domésticos relativamente restritos em desvantagem frente a países que têm grandes mercados internos. Por outro lado, o documento sugere a necessi- dade de fortalecer as provisões de prejuízo sério constantes no acordo, considerando difícil na prática o recurso a tais provisões. Como a categoria de subsídios nãoacionáveis caducou no fim de 1999, o Canadá propõe ainda que se discuta a conveniência de manutenção da categorização de subsídios adotada pelo ASMC. Finalmente, o documento canadense propõe a discussão acerca da necessidade de regras e disciplinas de subsídios específicas para certos setores (além de pesca, que já vem sendo objeto de negociações e discussões). Em outubro de 2002, os EUA apresentaram documento sobre Conceitos e Princípios Básicos nesta área e, em março de 2003, divulgaram documento identificando as disciplinas do ASMC que requerem “clarificação, desenvolvimento e aperfeiçoamento” e preconizando disciplinas mais “duras” naqueles tipos de subsídios que “mais direta e substancialmente infringem o crescimento econômico decorrente das forças de mercado e os padrões de comércio internacional”. Em primeiro lugar, o documento recomenda “o progressivo aprofundamento das disciplinas de subsídios (através da inclusão) daquelas instâncias de intervenção governamental que tenham impactos distorsivos sobre a competitividade ou o comércio semelhantes aos dos subsídios às exportações e à substituição de importações”. Os primeiros candidatos a este exercício de extensão do conceito de subsídios proibidos seriam certas práticas contidas no Artigo 6.1 do ASMC, como os subsídios voltados para cobrir perdas operacionais de uma indústria ou para perdoar dívidas de empresas. A proposta contempla ainda o fortalecimento do Artigo 6 acerca de “sério dano” (serious prejudice), especialmente no que se refere às disposições sobre causalidade. O documento propõe também a adoção de procedimentos para tratamento dos chamados subsídios indiretos, ou seja, subsídios “que estão tão imbricados ou disfarçados dentro dos sistemas políticos e econômicos dos países que tomará algum tempo para identificá-los e implementar as disciplinas multilaterais necessárias para eliminá-los”. A determinação do controle governamental das entidades que provêm o subsídio e a clarificação da definição de “public body” tal como usado no Artigo 1 do ASMC, bem como dos termos específicos do artigo do acordo relativo à provisão de créditos governamentais, são algumas das providências defendidas no documento para tornar operacionais a discussão e o eventual disciplinamento deste tipo de subsídios. A proposta dos EUA avança em terreno novo também quando propõe a discussão de formas de intervenção governamental nos setores de energia e de recursos COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 11 INTERNACIONAIS naturais e que podem conferir vantagem comparativa “excessiva” para produtores domésticos, através, por exemplo, da prática de dual pricing. A apresentação do documento dos EUA confirma o crescente engajamento dos países desenvolvidos nas negociações de subsídios. Como se havia constatado, até recentemente, quase todas as propostas apresentadas nesta área foram elaboradas por países em desenvolvimento. Como era de se esperar, a proposta dos EUA vai no sentido oposto às formuladas pelos países em desenvolvimento e sequer contempla a hipótese de tratamento diferenciado para estes países e para os menos desenvolvidos. Mais além, trata-se de proposta maximalista, que defende a extensão das disciplinas a uma série de áreas que somente de forma indireta se relacionam com o comércio e que, portanto, apenas indiretamente podem gerar impactos distorsivos sobre os fluxos de intercâmbio internacional. É importante acompanhar, nesta área de negociação, não apenas os debates gerais sobre as disposições do acordo multilateral, mas, também, dois debates específicos: o que se refere a créditos à exportação – debate que o Brasil está “provocando” na OMC com base na experiência do contencioso envolvendo aeronaves regionais civis – e o que diz respeito a subsídios à pesca. Certamente, a discussão sobre subsídios à pesca, cujas negociações fazem parte do mandato de Doha, gerará alguns spill-overs sobre o debate mais geral acerca de subsídios e, em especial, sobre a necessidade de estabelecer regras setorialmente específicas para subsídios. Independente do interesse direto que o Brasil tenha no tema dos subsídios à pesca, o fato de que este debate possa ter impactos sobre as negociações mais amplas na área de subsídios justifica um acompanhamento cuidadoso do tema. Talvez o aspecto mais interessante da discussão atual sobre subsídios à pesca na OMC seja a constatação de que, neste setor caracterizado por práticas de subsidiamento intensivo que geram supercapacidade, as distorções comerciais causadas pelos subsídios têm características específicas, mas talvez não únicas. Assim, ao contrário de outros setores em que “a produção subsidiada em um país tipicamente não tem nenhum efeito sobre a capacidade de outro país para produzir o bem relevante” e “as distorções comerciais se manifestam como mudanças nas posições competitivas relativas dos produtores no mercado”, no setor de pesca, “os subsídios podem distorcer também o acesso a estoques compartilhados de pescado, limitando o acesso produtivo de outros participantes ao destruir um recurso exaurível”. Portanto, os subsídios à pesca distorcem, além dos fluxos comerciais, o acesso aos recursos produtivos por parte de empresas não subsidiadas e países que não concedem subsídios, afetando também os padrões de produção sem que necessariamente os subsídios gerem os efeitos internacionais adversos sobre preços e parcelas de mercado que são o alvo específico das disciplinas do ASMC. Ou seja, a discussão sobre subsídios à pesca, além de “abrir a porta” de negociações de regras aplicáveis especificamente a setores (aliás também previstas para o setor de aeronaves civis), coloca em discussão, no âmbito da OMC, o debate sobre subsídios que podem ter impactos comerciais não enquadráveis naqueles considerados pelo ASMC e que podem ter impactos não diretamente comerciais. Há, pois, nesta questão, um duplo potencial de extensão das regras relativas a subsídios: extensão ao longo do eixo setorial e extensão da regulação multilateral a montante do comércio ou dos impactos diretamente comerciais, na direção da esfera da produção. Conclusão Na realidade, tanto em propostas relativas à pesca quanto em propostas gerais, como a recentemente formulada pelos EUA, assiste-se hoje, na OMC, a movimentos que podem levar à extensão das disciplinas do ASMC. Estes até hoje se concentraram em subsídios que distorcem diretamente os fluxos comerciais, mas registra-se tendência (muito clara no documento dos EUA) no sentido de disciplinar subsídios que não afetam senão indiretamente tais fluxos, através de impactos sobre a competitividade (doméstica) das empresas, ou que são de difícil caracterização como subsídios (os chamados subsídios indiretos). Trata-se de evolução carregada de riscos para os países em desenvolvimento, cujas propostas, no pólo oposto, buscam flexibilizar as disciplinas do ASMC quando a eles aplicadas. Por outro lado, a idéia de flexibilização dos dispositivos do acordo quando aplicados a países em desenvolvimento merece ser melhor discutida no Brasil. De fato, ao se flexibilizar regras para o conjunto de países em desenvolvimento, poderá ocorrer uma competição intensa entre estes países para promover suas indústrias domésticas, com base em incentivos e subsídios. Países em boa situação fiscal e com reconhecida capacidade para desenvolver políticas intensivas em recursos de gestão e coordenação estariam mais bem posicionados que o Brasil para utilizar margens adicionais de liberdade assegurada pelas eventuais mudanças no acordo. 12 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 CONJUNTURA Câmbio e balança comercial z Apesar da continuada valorização do real em relação ao dólar, em maio, a taxa de câmbio efetiva real ainda superava o nível do mesmo mês de 2002. z Seguindo a tendência que vem marcando o desempenho exportador desde o início do ano, as exportações voltaram a exibir crescimento elevado em maio. z O desempenho das exportações lidera a acentuada recuperação do superávit comercial, que atingiu o recorde histórico de US$ 2,5 bilhões em maio. D esde março, o real vem se valorizando continuamente em relação ao dólar. Este movimento deve-se à gradual melhoria do ingresso de recursos externos, com a crescente confiança do mercado financeiro internacional na condução da política econômica brasileira. Após sofrer uma redução de 5,2% em maio, a taxa de câmbio continuou em queda no mês de junho, também influenciada pelo clima favorável com a aprovação do texto básico da reforma da Previdência Social na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e com o recuo da inflação e os crescentes superávits comerciais. Em junho, a taxa média de câmbio foi de R$ 2,883 por dólar, 2,4% inferior à média de maio. Esta cotação, no entanto, ainda foi 6,3% superior ao mesmo mês de 2002. A valorização do real frente ao dólar vem acarretando uma contínua redução dos indicadores da taxa de câmbio real. Em maio, de acordo com cálculos preliminares, a moeda doméstica mostrou uma apreciação real de 4,2% frente ao dólar e de cerca de 1,5% em relação à cesta de moedas dos dez principais parceiros comerciais do País. O menor percentual de queda da taxa de câmbio efetiva real deve-se à desvalorização da moeda doméstica em relação às moedas européias – reflexo da desvalorização do dólar norte-americano frente ao euro –, o que compensou parcialmente a apreciação do real frente às moedas dos demais parceiros no mês. Taxa de Câmbio Real Efetiva e de Paridade Base: Média 1992 = 100 180 160 Paridade - IPA 140 120 100 Efetiva - IPA 80 Jan98 Jul Jan99 Elaboração: CNI Jul Jan00 Jul Jan01 Jul Jan02 Jul Jan03 Comparativamente ao mesmo mês de 2002, no entanto, a moeda doméstica ainda registrava uma desvalorização real de 2,4% em relação à cesta de moedas dos dez principais parceiros comerciais do País. A desvalorização do real frente às cestas de moedas da Europa e da América Latina, de, respectivamente, 10,9% e de 8,1%, em termos reais, mais do que compensou a valorização real em relação ao dólar (8,2%) e ao iene (4,9%), na mesma base de comparação. Desde a mudança do regime cambial, a taxa de câmbio efetiva real acumulava, até maio, uma alta de 15,5%. Superávit comercial atinge recorde em maio O superávit comercial de maio atingiu o recorde histórico de US$ 2.507 milhões, elevando o saldo acumulado no ano para US$ 8.045 milhões. Medido no período de 12 meses até maio, o superávit da balança comercial alcançou US$ 19.272 milhões. Além da magnitude do saldo de maio ter surpreendido positivamente, o desempenho das exportações continuou sendo o seu principal determinante. Frente ao superávit obtido no mesmo mês de 2002, o saldo da balança comercial registrou, em maio, um aumento absoluto de US$ 2,1 bilhões, com o crescimento das exportações no período respondendo por 90% deste resultado. A queda das importações em maio, em relação ao mesmo mês de 2002, foi impulsionada, principalmente, pela redução da quantidade importada de petróleo, que diminuiu os gastos com o produto em 54,1%, gerando uma contração de cerca de 28% no valor importado de combustíveis e lubrificantes. Apesar da recente redução das cotações do petróleo do mercado internacional, em maio, o preço do produto tipo Brent era apenas ligeiramente inferior (0,9%) à cotação de maio de 2002. Consideradas as demais categorias importadas, apenas matérias-primas e produtos intermediários registraram acréscimo de valor, de 10,8% frente a maio de 2002, elevando o crescimento acumulado no ano a 6,9%. Esta categoria e a de combustíveis e lubrificantes foram as únicas que registraram aumento nos valores COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 13 Balança Comercial Brasileira US$ milhões FOB No mês de maio No ano 2003 2002 Var. (%) 2003 2002 Exportação 6.372 4.441 43,5 27.128 20.973 Importação 3.865 4.063 -4,9 19.083 Saldo 2.507 378 - Corrente (Exp. + Imp.) 10.237 8.504 20,4 2003 2002 29,3 66.517 55.311 20,3 19.072 0,1 47.245 50.412 -6,3 8.045 1.901 - 19.272 4.899 46.211 38.155 21,1 113.762 105.723 Exportação Período No mês No ano Jan 3.972 3.972 Fev 3.658 7.630 Mar 4.261 11.891 Em 12 meses até maio Var. (%) Importação Em 12 meses Var. (%) 7,6 Saldo No mês No ano Em 12 meses No mês No ano Em 12 meses 57.657 3.801 3.801 54.359 171 171 57.232 3.397 7.198 53.751 261 432 3.481 56.326 3.665 10.863 51.968 596 1.028 4.358 2002 3.298 Abril 4.641 16.532 56.237 4.161 15.024 51.504 480 1.508 4.733 Maio 4.441 20.973 55.311 4.026 19.050 50.413 415 1.923 4.898 Junho 4.079 25.052 54.348 3.399 22.449 49.051 680 2.603 5.297 Julho 6.223 31.275 55.606 5.029 27.478 49.215 1.194 3.797 6.391 Ago 5.751 37.026 55.630 4.176 31.654 48.290 1.575 5.372 7.340 Set 6.492 43.518 57.367 4.002 35.656 48.122 2.490 7.862 9.245 Out 6.474 49.992 58.838 4.270 39.926 47.634 2.204 10.066 11.204 Nov 5.127 55.119 59.465 3.863 43.789 47.285 1.264 11.330 12.180 Dez 5.243 60.362 60.362 3.443 47.232 47.235 1.800 13.130 13.127 Jan 4.805 4.805 61.195 3.645 3.645 47.084 1.160 1.160 14.111 Fev 5.001 9.806 62.538 3.878 7.523 47.568 1.123 2.283 14.970 Mar 5.239 15.045 63.516 3.759 11.282 47.594 1.480 3.763 15.922 Abr 5.711 20.756 64.586 3.997 15.282 47.445 1.714 5.474 17.141 Maio 6.372 27.128 66.517 3.865 19.083 47.245 2.507 8.045 19.272 2003 Discriminação janeiro-maio/2003 janeiro-maio/2002 Part. (%) Exportações 27.128 100,0 20.973 100,0 29,3 Básicos 7.787 28,7 5.274 25,1 47,6 18.766 69,2 14.937 71,2 25,6 14.679 54,1 12.022 57,3 22,1 4.087 15,1 2.915 13,9 40,2 575 2,1 762 3,6 -24,5 19.083 100,0 19.072 100,0 0,1 10.031 52,6 9.384 49,2 6,9 Industrializados Manufaturados Semimanufaturados Operações especiais Importações Mat.Prima e Prod. Interm. Valor (B) Var. (%) Valor (A) Part. (%) A/B Comb. e Lubrificantes 2.722 14,3 2.358 12,4 15,4 Bens de Capital 4.131 21,6 4.916 25,8 -16,0 Bens de Consumo 2.199 11,5 2.414 12,7 -8,9 Não-Duráveis 1.212 6,4 1.409 7,4 -14,0 987 5,2 1.005 5,3 -1,8 Duráveis Fonte: MDIC/Secex 14 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 CONJUNTURA importados nos primeiros cinco meses do ano. De janeiro a maio, as importações mantiveram-se virtualmente estáveis frente ao mesmo período de 2002, refletindo o baixo nível da absorção doméstica. Exportações mantêm ritmo forte de crescimento Seguindo a tendência que vem marcando o desempenho exportador desde o início do ano, as exportações voltaram a exibir crescimento elevado em maio, um resultado observado em todas as categorias exportadas. As exportações atingiram US$ 6.372 milhões no mês, com acréscimo de 43,5% em relação a maio de 2002. A liderança em termos de taxa de crescimento continua com os produtos básicos (65,2%), seguidos dos semimanufaturados (35,9%) e dos manufaturados (29,1%), uma ordem de importância que também se repete nas exportações acumuladas nos primeiros cinco meses do ano. Em termos absolutos, no entanto, as vendas externas de manufaturados deram a maior contribuição para o crescimento das exportações frente a janeiro-maio de 2002 (43,2%), seguidas de perto pelos básicos, com uma participação de 40,8%. O complexo soja vem liderando as exportações brasileiras no ano. O crescimento das vendas externas de soja em grão e o de óleo de soja em bruto responderam, juntos, por 21% do aumento das exportações brasileiras em relação a janeiro-maio de 2002. Este desempenho, associado ao do complexo de carnes e ao de celulose, explica parcela importante da forte ampliação das exportações de básicos e de semimanufaturados. Em termos setoriais, estes são, igualmente, os principais segmentos que vêm impulsionando a evolução francamente favorável das vendas externas do agronegócio. De janeiro a maio, as exportações do setor alcançaram US$ 11 bilhões, com um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2002. Na esteira desse movimento, que tem se traduzido em resultados acima do esperado, o Ministério da Agricultura aumentou as suas projeções para as exportações do agronegócio, de US$ 27,5 bilhões para US$ 28,7 bilhões, o que significará um incremento de 15,6% em relação ao ano de 2002. Exportação por Fator Agregado – Principais Produtos janeiro-maio US$ milhões FOB Descrição BÁSICOS 2003 (A) 2002 (B) Var. % A/B 7.787 5.274 47,6 Soja em grão 1.643 657 149,9 Minério de ferro 26,9 1.411 1.112 Petróleo em bruto 867 504 71,9 Farelo de soja 809 548 47,5 Carne de frango 608 485 25,4 Café em grão 518 306 69,3 Carne bovina "in natura" 397 297 33,9 Fumo em folhas 372 334 11,4 Carne suína 189 173 9,0 98 135 -27,4 4.087 2.915 40,2 740 397 86,6 Milho em grão SEMIMANUFATURADOS Celulose Semimanufaturados de ferro/aço 662 470 40,9 Couros e peles 416 363 14,6 Óleo de soja em bruto 396 116 240,8 Alumínio em bruto 341 310 10,0 Açúcar em bruto 339 207 63,7 14.679 12.022 22,1 898 655 37,1 Aviões 769 1.224 -37,2 Motores para veículos 677 480 41,2 Autopeças 550 458 20,0 Laminados planos 507 198 156,1 159,8 MANUFATURADOS Automóveis passageiros Óleos combustíveis 452 174 Suco de laranja 367 335 9,6 Gasolina 255 189 34,9 Açúcar refinado OPERAÇÕES ESPECIAIS TOTAL 240 276 -13,1 575 762 -24,5 27.128 20.973 29,3 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 15 CONJUNTURA As perspectivas favoráveis para as exportações brasileiras se estendem também aos produtos manufaturados. Na média dos primeiros cinco meses do ano, as exportações dessazonalizadas desta categoria aumentaram 7,6% em relação à média do segundo semestre de 2002, um resultado significativo, especialmente quando comparado à relativa estabilidade observada nas exportações dos básicos. A evolução favorável das exportações para os Estados Unidos e para o Mercosul, com a reativação do mercado argentino, explica parcela importante do bom desempenho dos manufaturados. Embora o crescimento das vendas externas da categoria esteja ocorrendo para a grande maioria dos mercados, os EUA e o Mercosul responderam, juntos, por cerca de 64% do aumento da receita dos manufaturados na comparação entre os primeiros quadrimestres de 2002 e de 2003. O desempenho positivo dos manufaturados não está concentrado em poucos produtos; ao contrário, ele abrange a grande maioria dos bens da categoria. Dados relativos ao primeiro quadrimestre do ano mostram que, de um total de 42 produtos, responsáveis por 70% das exportações totais de manufaturados, 36 registraram aumento de valor em relação ao mesmo período de 2002, como automóveis de passageiros, motores para veículos e laminados planos, dentre os mais expressivos. E as perspectivas para as exportações de aviões, principal produto da pauta dos manufaturados em 2002 e um dos seis que apresentam queda de valor, sofreram uma importante melhora. O cenário desfavorável para as vendas externas do início do ano – quan- do clientes importantes da Embraer solicitaram a reprogramação da entrega de jatos regionais, reduzindo o número de aeronaves a serem entregues neste e no próximo ano – reverteu-se recentemente. A empresa anunciou o fechamento de dois importantes contratos, no valor de US$ 5,3 bilhões, o que, ainda que não impacte as exportações deste ano, poderá se traduzir em aumento das exportações já a partir de meados do próximo ano. Conclusão Nos primeiros cinco meses do ano, as exportações brasileiras continuaram mantendo um desempenho extremamente favorável, ainda que parcialmente devido a uma base de comparação reduzida ao longo do primeiro semestre de 2002. Cabe lembrar que os dados deste período foram afetados pelo atraso na comercialização de soja e pelas distorções estatísticas decorrentes da greve dos fiscais da Receita Federal. Assim, durante o segundo semestre do ano, as exportações deverão mostrar crescimento bem menos expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo o efeito estatístico de uma base de comparação mais elevada, dada a normalização dos embarques de soja e dos registros estatísticos na segunda metade de 2002. Por outro lado, diante da perspectiva de uma reativação apenas moderada da atividade doméstica no segundo semestre, as importações também não deverão aumentar de forma significativa, o que deverá produzir, como esperado, um saldo comercial elevado em 2003. PONTO DE VISTA Nova oportunidade para o Mercosul Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho* P ara aqueles que acreditam que o Mercosul é um componente essencial na estratégia brasileira de inserção internacional e que acompanham de perto a evolução do bloco desde a sua criação, o momento atual traz expectativas promissoras. Nos dois maiores sócios do bloco, estão dadas as condições políticas e econômicas para a reconstrução do modelo de integração em bases que lhe proporcionem a recuperação da credibilidade e da sustentabilidade. Embora seja imperioso reconhecer a gravidade da crise que atingiu o Mercosul nos últimos anos, não se pode deixar de registrar as inequívocas contribuições que o bloco trouxe para os países membros. A participação das empresas de menor porte no comércio intraMercosul é superior à sua participação no comércio com o resto do mundo. Também o valor agregado no comércio intrabloco é maior que o verificado no total das exportações dos países membros. Além disso, a união aduaneira tem se constituído em uma plataforma para as negociações externas do bloco. * Vice-presidente do Conselho de Integração Internacional da CNI e representante da CNI no Foro Consultivo Econômico-Social do Mercosul 16 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 PONTO DE VISTA A deterioração recente da credibilidade interna e externa do Mercosul é resultante dos caminhos escolhidos pelos sócios para lidar com as conjunturas domésticas e internacionais bastante desfavoráveis que marcaram os últimos anos. O excesso de flexibilidade para acomodar diferenças, a falta de empenho diante da agenda de aprofundamento do bloco e a ausência de uma visão comum sobre o papel do projeto de integração para as estratégias de desenvolvimento dos quatro países membros foram distorcendo o projeto original. O espaço para continuar nesta trilha é reduzido. Os desafios da agenda de relacionamento externo do bloco, que vinham funcionando como o principal fator de coesão dos parceiros nos últimos anos, exigem agora compromissos e definições mais claras. Na ausência de uma radical mudança de atitude dos seus membros, o Mercosul tenderá a se diluir frente à extensa rede de acordos regionais em marcha, em particular caso a Alca venha a entrar em vigor na data prevista. Se a pressão para a retomada do projeto vem da agenda externa, a motivação essencial deveria vir de uma revisão do papel da integração sub-regional para os planos de desenvolvimento dos países membros. De fato, embora o poder de barganha, conferido pelo bloco aos seus sócios, possa ser um elemento importante nas diversas mesas de negociação, este não parece ser um atributo suficientemente forte para levar à superação das dificuldades ou mesmo garantir a coesão necessária para seguir negociando em bloco nas diferentes frentes da agenda externa. Nos últimos anos, as divergências entre os principais sócios em áreas importantes da política econômica doméstica e também da política externa mostravam claramente as dificuldades para seguir adiante com o processo de integração. A manutenção de posições comuns nas diferentes áreas das negociações externas passou a exigir esforços crescentes de negociação intrabloco, evidenciando a fragilidade da agenda externa como principal motor de avanços no bloco. Um projeto de integração econômica não se faz sem custos. E, para que valha a pena arcar com eles, é necessário que os benefícios em termos de crescimento e inserção internacional sejam importantes para todos os envolvidos. Isto requer um plano estratégico, que conduza a uma integração econômica suficientemente atrativa para todos os sócios, capaz de gerar o grau de compromisso necessário para que o projeto seja implementado, qualquer que seja o modelo escolhido. O bom desempenho das exportações é condição essencial à retomada do crescimento sustentado do bloco. Esse objetivo deveria orientar o desenho de políticas comerciais e instrumentos para a integração econômica na nova fase de retomada do projeto de integração. Isso significa adotar um modelo que estimule ganhos de eficiência e aumento de produtividade, melhorando as condições de competitividade externa dos países membros. Para que esses resultados apareçam é necessário dar realidade à área de livre comércio, eliminando as inúmeras restrições comerciais que ainda vigoram no comércio intrabloco, e avançar na consolidação da união aduaneira. O projeto de recuperação do Mercosul deve ser abrangente o suficiente para definir um rumo para o processo de integração, mas ao mesmo tempo incorporar cronogramas realistas com prioridades claras que facilitem a sua implementação, evitando que frustrações na sua implementação venham, mais uma vez, a abalar a credibilidade do bloco. Como mencionei no início deste artigo, o ano de 2003 trouxe condições muito favoráveis a um maior investimento na recuperação do projeto. Novas lideranças políticas em três dos quatro sócios, a superação da fase aguda da crise econômica na Argentina e a gradual recuperação da economia brasileira, combinadas a uma maior convergência das políticas macroeconômicas dos países membros, indicam ser possível construir os mecanismos adequados para ingressar em uma nova fase da integração. Na Reunião de Cúpula dos países do Mercosul no último dia 18 de junho, o governo brasileiro deu indicações concretas de compromisso com o projeto, apresentando uma proposta de programa para a consolidação da união aduaneira e para o lançamento do mercado comum, tendo o ano de 2006 como horizonte temporal. O documento traz logo no primeiro item uma proposta para ampliar a participação da sociedade civil, através da valorização da atuação do Foro Consultivo Econômico e Social (foro do Mercosul criado pelo Protocolo de Ouro Preto, que reúne representantes de entidades empresariais, sindicais e de consumidores) no processo de discussão das iniciativas a serem tomadas pelos sócios. O maior envolvimento da sociedade civil é um passo crucial para o sucesso do projeto de integração. O Mercosul foi uma iniciativa de governos com baixo envolvimento da sociedade civil na sua gênese. Mesmo contando com a simpatia de grande parte da população, o Mercosul ainda é um projeto distante para a maior parte da sua população. O acesso à informação sobre o bloco é difícil, a linguagem dos documentos oficiais não é trivial, mesmo para os agentes econômicos mais diretamente interessados, e o grau de transparência no processo decisório ainda é muito reduzido. Somente através de um engajamento decidido dos governos e de todos os níveis das burocracias nacionais, com o apoio consciente da sociedade civil, fará sentido seguir adiante com os esforços para o aprofundamento da integração. Para isso é preciso divulgar informações e fomentar o debate na sociedade. COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 17 LEMBRETES Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio O Inmetro mantém um arquivo atualizado das TBT/Notificações emitidas pela Organização Mundial do Comércio – OMC, as quais passaram a ser publicadas por este Informativo desde outubro de 1996. Esta seção apresenta as mais recentes notificações, identificadas por país emissor, assunto e número. Os textos completos dessas notificações poderão ser País África do Sul Argentina obtidos no site do Ponto Focal de Barreiras Técnicas às Exportações, no endereço www.inmetro.gov.br/ barreirastecnicas. Caso o exportador deseje, poderá receber as notificações referentes aos países e produtos de seu interesse, em português, por correio eletrônico, inscrevendo-se gratuitamente no serviço “Alerta Exportador”, disponível no site do Ponto Focal. Mais informações podem ser obtidas no Inmetro/Coordenação de Articulação Internacional – CAINT pelo e-mail [email protected] Descrição Projeto de documento oficial que especifica exigências para sacos e sacolas feitas com material termoplástico. Tais exigências se aplicam a textura e excluem sacos para pães, sacos de lixo, sacos para uso doméstico. - ZAF/29 Projeto de documento oficial que especifica exigências para fios e cabos elétricos que operam em voltagem entre 300 e 500 volts, para uso em instalações fixas (03 páginas, em inglês). - ZAF/30 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos para cabos elétricos que operam em voltagem entre 3,3/3,3 kV e 19/33 kV (03 páginas, disponível em inglês). - ZAF/31 Projeto de documento oficial que aprova Regulamento Técnico Mercosul sobre uma lista de substâncias que os produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes não devem conter (02 páginas, disponível em espanhol). - ARG/88 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos de boas práticas de fabricação e controle de produtos farmacêuticos (01 página, disponível em espanhol). - ARG/89 Projeto de documento oficial que modifica o documento "Código Alimentario Argentino – Aceite de Oliva" (18 páginas, disponível em espanhol). - ARG/90 Projeto de documento oficial que modifica o documento "Código Alimentario Argentino – Suplementos Dietarios" (02 páginas, disponível em espanhol). ARG/91 Projeto de documento oficial sobre produtos alimentícios que modifica o documento "Código Alimentario Argentino – Artículo 486" com efeito de adotar a expressão de uso internacional: "caviar de..." (02 páginas, disponível em espanhol). - ARG/92 Projeto de documento oficial sobre elaboração de bebidas alcoólicas (43 páginas, disponível em espanhol). - ARG/93 Projeto de documento oficial sobre controle de vigilância de equipamentos elétricos de baixa tensão (04 páginas, disponível em espanhol). - ARG/94 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos que os dispositivos utilizados para controle da velocidade de veículos (cinemômetros) deverão cumprir (03 páginas, disponível em espanhol). - ARG/95 Projeto de documento oficial sobre autopartes e/ou elementos de segurança (04 páginas, disponível em espanhol). - ARG/96 Projeto de documento oficial sobre licença para veículos (03 páginas, disponível em espanhol). - ARG/97 Projeto de documento oficial sobre motores e hélices que estabelece procedimentos para a certificação de produtos e partes (02 páginas, disponível em espanhol). - ARG/98 Projeto de documento oficial que modifica documento anterior sobre protetores solares (- ARG/44) (02 páginas, disponível em espanhol). - ARG/99 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos que as prescrições médicas devem seguir (07 páginas, disponível em espanhol). - ARG/100 Projeto de documento oficial que estabelece os limites máximos de conteúdo de sulfatos nos vinhos, expresso com sulfato de potássio (02 páginas, disponível em espanhol). - ARG/101 18 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 LEMBRETES País Argentina Austrália Brasil Descrição Projeto de documento oficial que estabelece que as tripas sintéticas à base de celulose regenerada deverão ser fabricadas seguindo as boas práticas de manufatura, devendo seguir padrões microbiológicos compatíveis com o alimento com o qual entrarão em contato (07 páginas, disponível em espanhol). ARG/102 Projeto de documento oficial que estabelece as condições gerais para o transporte de substâncias alimentícias e as responsabilidades das pessoas envolvidas (05 páginas, disponível em espanhol). - ARG/103 Projeto de documento oficial que incorpora, ao Código Alimentar Argentino, a Resolução Grupo Mercado Comum n.º 21/2002, que estabelece os requisitos de rotulagem de alimentos pré-medidos (09 páginas, disponível em espanhol). ARG/104 Projeto de documento oficial que estabelece que a rotulagem de envases de vidro possa ser efetuada de acordo com as regras definidas dentro do marco normativo do Código Alimentar Argentino (02 páginas, disponível em espanhol). ARG/105 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos para licença para configuração de modelo de veículos (08 páginas, disponível em espanhol). ARG/106 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos para denominação legal para os vinhos em circulação em relação à identificação comercial, rendimento uva/vinho, graduação alcoólica – exceção e identificação varietal (04 páginas, disponível em espanhol). - ARG/107 Projeto de documento oficial que estabelece a criação do "Registro Nacional da Indústria de Gás Liquefeito de Petróleo", no qual estarão obrigados a se inscrever todos que desejem intervir em algum dos seguimentos da atividade (01 página, disponível em espanhol). - ARG/108 o Projeto de documento oficial que incorpora a Resolução GMC n 55/99 sobre preparados formadores de películas à base de polímeros e/ou resinas destinados a recobrir alimentos (04 páginas, disponível em espanhol). - ARG/109 Projeto de documento oficial que suspende transitoriamente a aplicação de o determinados artigos da Resolução n 508/99-SICYM, mediante a qual se dispõe a identificação e certificação de calçados (01 página, disponível em espanhol). ARG/111 Projeto de documento oficial que bane os jogos de dardos para crianças que possam causar asfixia. - AUS/16 Projeto de documento oficial que estabelece requerimentos de etiquetagem/rotulagem e embalagem para drogas em geral e, mais especificamente, para drogas genéricas, drogas isentas de registro, drogas fitoterápicas, drogas sob controle especial, drogas homeopáticas, concentrados polieletrolíticos para hemodiálises. - BRA/111 Projeto de documento oficial que estabelece requerimentos de etiquetagem/rotulagem para sopas. - BRA/112 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos de etiquetagem/rotulagem para concentrados processados de tomate. - BRA/113 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos de etiquetagem/rotulagem para mostarda e preparados. - BRA/114 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos de etiquetagem/rotulagem para chocolate. - BRA/115 o Projeto de documento oficial (Regulamento Técnico Mercosul – n 01/03) que estabelece requisitos técnicos e de segurança, bem como procedimentos de avaliação da conformidade para brinquedos (33 páginas, disponível em português, e 34 páginas, disponível em espanhol). - BRA/116 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003 19 LEMBRETES País Brasil Canadá Colômbia Dinamarca Descrição Projeto de documento oficial (Regulamento Técnico Mercosul – no 02/03) que estabelece requisitos técnicos e de segurança, bem como procedimentos de avaliação da conformidade para bicicletas de uso infantil (07 páginas, disponível em português, e 07 páginas, disponível em espanhol). - BRA/117 Projeto de documento oficial que estabelece especificações técnicas para produção de biodiesel. - BRA/118 Projeto de documento oficial que especifica exigências de certificado de segurança para veículos motorizados. - CAN/66 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos que o atum em conserva e as preparações de atum devem cumprir (07 páginas, disponível em espanhol). - COL/27 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos que os produtos de carne processados devem cumprir (12 páginas, disponível em espanhol). - COL/28 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos para bebidas alcoólicas (23 páginas, disponível em espanhol). - COL/29 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos que a farinha e sêmola de trigo devem cumprir (05 páginas, disponível em espanhol). - COL/30 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos que os rótulos ou etiquetas de embalagens de alimentos para consumo humano devem cumprir (13 páginas, disponível em espanhol). - COL/31 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos que as sardinhas em conserva devem cumprir (05 páginas, disponível em espanhol). - COL/32 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos que os preservativos masculinos devem cumprir (15 páginas, disponível em espanhol). - COL/33 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos que os produtos cosméticos devem cumprir (03 páginas, disponível em espanhol). - COL/34 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos mínimos que as escovas de dentes de uso manual devem cumprir (05 páginas, disponível em espanhol). - COL/35 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos gerais que os desodorantes devem cumprir (03 páginas, disponível em espanhol). - COL/36 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos mínimos, correspondentes às características, que os extintores devem cumprir (17 páginas, disponível em espanhol). - COL/37 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos para cloro líquido (05 páginas, disponível em espanhol). - COL/38 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos que detergentes em pó abrasivos de uso doméstico devem cumprir (03 páginas, disponível em espanhol). - COL/39 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos que pastas para lavar louça devem cumprir (03 páginas, disponível em espanhol). - COL/40 Projeto de documento oficial que estabelece requisitos para equipamentos de transfusão de sangue (11 páginas, disponível em espanhol). - COL/41 Projeto de documento oficial que estabelece os requisitos e métodos de ensaio aplicáveis a seringas descartáveis (18 páginas, disponível em espanhol). COL/42 Projeto de documento oficial sobre cintos de segurança para usuários de cadeiras de rodas (aproximadamente 170 páginas, disponível em dinamarquês). - DNK/15 EXPEDIENTE: COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Ano 12, n.8 , maio de 2003. ISSN 0104-8228 – Publicação mensal da Unidade de Integração Internacional. Equipe Técnica: Sandra M.C. Polónia Rios (supervisão), Maria do Perpétuo S.N. Lima (coordenação), Pedro da Motta Veiga, Lucia M. B. Z. Maduro – Coordenação Editorial: Ascom/Assessoria de Comunicação Social. Supervisão Gráfica: ADM/Área de Produção Gráfica – Normalização Bibliográfica: UPET/Núcleo de Informação – Assinaturas: Confederação Nacional da Indústria. Unidade de Relações com o Mercado – Rua Mariz e Barros, 678 / 2º andar – Maracanã – Rio de Janeiro – RJ – Tels.: 21 2204-9514 – Fax: 21 2204-9600 E-mail: [email protected] – Home page: http://www.cni.org.br Documento elaborado com dados disponíveis até 30 de junho de 2003 20 COMÉRCIO EXTERIOR EM PERSPECTIVA – Confederação Nacional da Indústria – Ano 12 – n.8 – mai. 2003