A Ç Ú C A R U M D O CE M E I O AM A RGO . THE SWEET AND SOUR STORY OF SUGAR AÇÚCAR: UM DOCE MEIO AMARGO Em Campinas, dentro do festival de fotografia Hercule Florence, será apresentada a primeira edição no Brasil da exposição internacional e itinerante ‘The Sweet and Sour Story of Sugar’ (‘Açúcar: Um Doce Meio Amargo’) com abertura no dia 9 de outubro no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. A edição local está sendo realizada pelo Instituto Plataforma Brasil com curadoria conjunta da jornalista e historiadora holandesa Stijntje Blankendaal e do arquiteto Giancarlo Latorraca, atual diretor técnico do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. O conceito do projeto ‘The Sweet and Sour Story of Sugar’ foi desenvolvido pela fundação holandesa Noorderlicht, e envolve seis renomados fotógrafos de vários países, que retrataram a produção do açúcar no Brasil, na Holanda, na Indonésia e no Suriname, países interligados pela história colonial holandesa. Nesses quatro países estão sendo realizadas edições locais, cada uma com seu foco nas questões regionais e seu vínculo com o mundo. A exposição propõe uma reflexão soEd Kashi VII - Brazil bre o passado, o presente e o futuro deste produto tão importante na história da humanidade e seu papel na globalização do mundo de hoje. Na sequência da mostra apresentada em Groningen, Holanda, será aberta a exposição em Campinas, que permitirá um diálogo entre as duas cidades. O cultivo do açúcar está nas raízes do Brasil, trazido pelos colonizadores no século 16. Como o historiador Evaldo Cabral de Mello escreveu no texto ‘Um doce meio amargo’: O açúcar inventou uma paisagem originalíssima, marcada pelos canaviais e pelo decantado “triângulo rural”, a casagrande e a senzala, a capela e a fábrica, mas também depredou o meio físico, empobreceu o solo, poluiu as águas dos rios e devastou a mata atlântica. Ele desenvolveu um estilo de vida que marcou a existência de todas as camadas da população que integrou, reservando, contudo, seus privilégios a uns poucos. O doce calórico ajudou as sociedades urbanas européias a crescer a um nível nunca visto antes das conquistas das colônias nos trópicos, terra fértil para a produção da cana-de-açúcar, que tornou-se o produto mais valioso comercializado mundialmente. Assim, Holanda, Brasil, Suriname e Indonésia são INSTITUTO PLATAFORMA BRASIL IPB Travessa 7 de Setembro 65, CEP 13315-000 Cabreuva - SP Tel.: +55 11 4528-4400 www.ipbrasil.org A Ç Ú C A R U M D O CE M E I O AM A RGO . países historicamente interligados pelo açúcar. A Holanda, depois de ser expulsa do Brasil em 1654 pelos portugueses, passou a cultivar a cana no Suriname e na Indonésia (Nederlands Indië). Finalmente, o país passou a produzir seu próprio açúcar a partir da beterraba, cultivada em suas terras argilosas. O açúcar da beterraba cresceu fortemente no século 20, mas declinou com a diminuição dos subsídios agrícolas na União Européia. Muitos agricultores pararam de produzir e as fábricas fecharam. No Suriname, restaram somente as sombras da produção, feita pelas mãos de escravos e imigrantes que depois chegaram. Na Indonésia - atualmente o segundo maior importador de açúcar - as fábricas do século 19 milagrosamente ainda estão em atividade. No Brasil, ao contrário, o açúcar e seus derivados como o etanol, estão em pleno desenvolvimento. O país tornou-se o maior exportador do mundo. Portanto, deve encontrar um caminho sustentável para este doce meio amargo. Paralelo à exposição haverá um debate no dia 18 de outubro, aberto ao público, sobre a sustentabilidade no setor açucareiro, com o Prof. Dr. Edgar G. F. de Beauclair do Departamento de Produção Vegetal - Planejamento e Produção de Cana-de-Açúcar da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), o economista Ladislau Dowbor (Professor do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP) e representantes do setor do açúcar. O debate está sendo organizado pela CIESP Campinas. Através da Secretaria de Educação os alunos das escolas do Ensino Fundamental e Ensino Médio de Campinas visitarão a exposição e serão convidados a fazer mini-debates sobre o papel do açúcar, um doce tão amado pelo povo brasileiro. Exposição: abertura dia 9 de outubro, 19h (até 9 de novembro 2013) Local: MACC Rua Benjamin Constant, 1633 – Centro – Campinas/SP Debate: 18 de outubro (14.30h- 17.30h) Local: CIESP Campinas R. Padre Camargo Lacerda, 37 Contatos para imprensa: Stijntje Blankendaal: 11-38849258 / 11-993778559 Presidente IPB, Joelke Offringa: 11-45284400 / 11-999337054 INSTITUTO PLATAFORMA BRASIL IPB Travessa 7 de Setembro 65, CEP 13315-000 Cabreuva - SP Tel.: +55 11 4528-4400 www.ipbrasil.org A Ç Ú C A R U M D O CE M E I O Iniciativa: Noorderlicht Fotógrafos: Alejandro Chaskielberg James Whitlow Delano Ed Kashi Carl de Keyzer Tomasz Tomaszewski Francesco Zizola Realização no Brasil: Instituto Plataforma Brasil - presidente: Joelke Offringa Curadoria: Stijntje Blankendaal e Giancarlo Latoracca Pesquisa, textos e produção: Stijntje Blankendaal Projeto gráfico expositivo: Giancarlo Latoracca e Ana Heloisa Santiago Montagem: Leandro Solovjovas e equipe MACC Tratador de imagem: Henk Nieman Design gráfico: Gustavo Vaz Camargo Revisão de textos e tradução legendas: Tina Leme Scott Comunicação: M. Caramalac Assessoria Internacional em Eventos Corporativos e Sociais Curadoria Festival de Fotografia OlharCampinas Hercule Florence: Ricardo Lima Parceiros no Brasil - Embaixada do Reino dos Países Baixos em Brasília - Festival de fotografia OlharCampinas Hercule Florence - Prefeitura de Campinas – secretarias de turismo, cultura e educação - MACC - CIESP Campinas - Migliori - Akzo Nobel Parceiros na Holanda - Mondriaan Fund - SNS Reaal Fonds - Arts Collaboratory Um novo tempo para nossa cidade INSTITUTO PLATAFORMA BRASIL IPB Travessa 7 de Setembro 65, CEP 13315-000 Cabreuva - SP Tel.: +55 11 4528-4400 www.ipbrasil.org AM A RGO .