NA PRÁTICA Turismo de negócios Uma área com boas oportunidades para o administrador ESTILO Férias sem estresse O que é preciso fazer para viajar com tranquilidade Dezembro/2012 Ano 35 - nº 318 PLANEJAMENTO FINANCEIRO A onda de consumo para as festas de final de ano traz junto a necessidade de se organizar para ter um feliz 2013 _logo principal _logo negat _logo vermelho e branco _logo preto Editorial Trabalho ininterrupto de conscientização Norte) e Sorocaba, com alta receptividade por parte dos administradores e das instituições de ensino. Estamos otimistas, pois começamos a vislumbrar uma mudança de atitude. Em 2013, iremos desenvolver novas e diferentes ações para zelar pela qualidade da formação dos administradores e contribuir para que somente o profissional habilitado exerça as atribuições da carreira. Essa é a nossa missão: defender e valorizar a classe dos administradores no Estado. E é com os olhos voltados para o futuro que nos empenharemos para cumprir metas ainda mais ousadas em 2013. Afinal, não podemos mais esperar para administrar com administradores. Boas festas! Finalizamos, em 2012, nossa meta de contar com oito seccionais em importantes centros Adm. Walter Sigollo DIVULGAÇÃO No vasto elenco das ações imediatas necessárias ao país está a revisão do sistema tributário, da legislação trabalhista, além de questões burocráticas, muito conhecidas de todos nós, administradores. Muitos desses e outros problemas brasileiros esbarram na ausência da administração profissional. Não é surpresa para ninguém que o país, assim como as empresas, tem sido administrado sem levar em conta a importância do profissional qualificado e capacitado, ou seja, de um administrador. Poucos enxergam essa realidade, ainda que o custo social da ausência do administrador nas organizações seja evidente, desde o fechamento de empresas em número espantoso nos primeiros anos de vida até falências que levam a demissões e suas consequências. É necessário minimizar os riscos da falta de administradores profissionais nas empresas públicas e privadas. Nós temos esse compromisso. Essa é a nossa missão. Assim foi em 2012 e continuará no próximo ano. O CRA-SP tem trabalhado na conscientização dessa questão ininterruptamente, desde a realização de dezenas de eventos gratuitos em nossa sede às ações que abordem modernas práticas corporativas, seja por meio de atividades próprias ou em parceria com empresas que tragam, como resultado, conhecimento e aprimoramento técnico aos administradores. Difundimos a importância da administração profissional nas mídias, nas redes sociais e junto às Instituições de Ensino Superior, por meio de visitas e palestras. Ampliamos nossa representatividade no estado de São Paulo, finalizando, em 2012, nossa meta de contar com oito seccionais presentes em importantes centros, como Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos (Baixada Santista e Vale do Ribeira), São José do Rio Preto, São José dos Campos (Vale do Paraíba e Litoral Presidente do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA-SP 3 facebook.com/ twitter.com/ Presidente Administrador Walter Sigollo cra_sp SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Diretoria Adm. José Alfredo Machado de Assis Vice-presidente Administrativo Adm. Milton Luiz Milioni Vice-Presidente de Relações Externas RIBEIRÃO PRETO PRESIDENTE PRUDENTE BAURU CAMPINAS SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Adm. Alberto Emmanuel de Carvalho Whitaker Vice-presidente de Planejamento SOROCABA Adm. Hamilton Luiz Corrêa Vice-presidente para Assuntos Acadêmicos Adm. Teresinha Covas Lisboa 1ª Secretária GRANDE SÃO PAULO Sumário As boas perspectivas de trabalho para o administrador no turismo de negócios 3 Editorial 6 Na Prática GETTY IMAGES oficial.crasp em Na Prática Turismo de Negócios Mercado promissor e em alta para o administrador 10 MIT Sloan SANTOS Os papéis do diretor de estratégia Pesquisa ajuda a entender as variações da função de empresa para empresa Seccionais CRA-SP Adm. Homero Luis Santos 2º Tesoureiro Conselheiros Alexandre Uriel Ortega Duarte, Álvaro Augusto Araújo Mello, Arlindo Vicente Junior, Carlos Antonio Monteiro, Edgar Kanemoto, Luiz Carlos Vendramini, Marcio Gonçalves Moreira, Nelson Reinaldo Pratti e Idalberto Chiavenato (representante do CRA-SP no CFA) Conselho Editorial para RAP 2011/2012 Coordenador: José Alfredo Machado de Assis. Integrantes: Alberto Emmanuel de Carvalho Whitaker, Hamilton Luiz Corrêa, Luiz Carlos Vendramini, Marcio Gonçalves Moreira, Milton Luiz Milioni, Roberta de Carvalho Cardoso, Teresinha Covas Lisboa e Maria Cecilia Stroka Redação Editora-chefe Maria Cecilia Stroka (Mtb 18.357) Editora Loraine Calza Repórteres Marcos Yamamoto Katia Carmo Publicidade Publicidade Nominal Representações Diagramação e arte Propagare Comercial Ltda. Impressão Plural Editora e Gráfica Ltda. Tiragem 45.000 exemplares A RAP é uma publicação mensal do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), órgão regulamentador da profissão de administrador, sob a responsabilidade do seu Conselho Editorial. As reportagens não refletem necessariamente a opinião do CRA-SP. Rua Estados Unidos, 889 Jd. América – 01427-001 – SP Tel.: (11) 3087-3200 [email protected] www.crasp.gov.br Seccional de Campinas Coord. Regional: Adm. Elcio Eidi Itida Rua Maria Monteiro, 830, cj. 53, Cambuí 13025-151 – Campinas – SP Tel.: (19) 3307-8555 [email protected] Seccional de Presidente Prudente Analista responsável: Adm. Thays de Paula David Ferreira Av. Cel. José Soares Marcondes, 871, sala 132,Bosque 19010-080 - Presidente Prudente - SP Tel.: (18) 3916-7544 [email protected] Seccional de Ribeirão Preto Delegado: Adm. Marcos Silveira Aguiar Coordenador Regional: Adm. Marcelo Torres Av. Braz Oláia Acosta, 727, cj 109 - Jardim Califórnia 14026-040 - Ribeirão Preto - SP Tel.: (16) 3621-1061 [email protected] Seccional de Santos (Baixada Santista e Vale do Ribeira) Coordenadora Regional: Adm. Renata Farias Pizarro Busch Av. Ana Costa, 296, sala 14, Campo Grande 11060-000 - Santos - SP Tel.: (13) 3221-9357 [email protected] Seccional de São José do Rio Preto Analista responsável: Adm. Eduardo Gomes de Azevedo Junior Rua Imperial, 59, salas 1 e 2, Vila Imperial 15015-610 - São José do Rio Preto - SP Tel.: (17) 3305-1765 [email protected] Organize suas férias para evitar estresse e aborrecimento 14 Perfil Administrador Destaque Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo em Estilo 18 Capa Planejamento Financeiro Uma ferramenta indispensável para evitar que a palavra dívida faça parte do dia a dia Um planejamento financeiro bem-feito é o antídoto para não cair na onda de consumo das festas de final de ano 24 Estilo Enfim, férias Mas é preciso planejá-las, e com antecedência, para aproveitar o merecido descanso em Capa 28 Notícias Indicadores e informação para o administrador Seccional de São José dos Campos (Vale do Paraíba e Litoral Norte) Coordenador Regional: Adm. Dejair Dutra de Souza Rua Euclides Miragaia, 700, sala 25, Centro 12245-820 - São José dos Campos - SP Tel.: (12) 3923-9954 [email protected] 34 Opinião Adm. Antônio Carlos Cassarro Seccional de Sorocaba Delegado: Adm.Edson Conceição Júnior Coordenadora Regional: Adm. Aida Rodrigues Avenida Antônio Carlos Comitre, 510, sala 86, Parque Campolim 18047-620 - Sorocaba - SP Tel.: (15) 3233-8565 [email protected] GETTY IMAGES Adm. Antonio Geraldo Wolff 1º Tesoureiro Seccional de Bauru Delegado: Adm. William Lisboa Simas Coordenador Regional: Adm. Carlos Eduardo Sperança Av. Nações Unidas, quadra 17-17, sala 109, Vila Santo Antônio 17013-905 - Bauru - SP Tel.: (14) 3223-1857 [email protected] GETTY IMAGES Adm. Roberta de Carvalho Cardoso 2ª Secretária Na Prática por Kátia Carmo As agências especializadas em viagens de negócio, que hoje representam 43,74% do mercado do turismo no Brasil, oferecem um amplo mercado de trabalho para o administrador. O profissional que ingressar nessa área, porém, deve se adaptar aos horários e ritmos diferentes de trabalho GETTY IMAGES O o a r a p a t l a a Demand 6 GETTY IMAGES s o i c ó g e n e turismo d turismo no Brasil nunca esteve tanto em evidência. Com os megaeventos esportivos que o país sediará em breve, todas as atenções estarão voltadas para cá. O mercado, porém, não vive só de megaeventos sazonais. Existe uma demanda alta que sustenta o setor de turismo fora das grandes ocasiões: o chamado turismo de negócios. Dados da 8ª edição da Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Getulio Vargas em 2012, apontam que as agências especializadas em turismo de negócio representam 43,74% do mercado consultado. Ainda conforme a pesquisa, tal percentual se deve ao incremento do volume de negócios em virtude da ampliação do número de viagens demandadas pelas empresas que já faziam parte do portfólio das agências e por meio da captação de novos clientes. “Hoje em dia, as empresas têm contratado muito mais os serviços das agências de viagens corporativas. Em vez de dispor de alguém que deverá entrar em diversos sites para pesquisar passagens e hotéis, as organizações demandam essa rotina para um fornecedor, que vai administrar toda a política interna de viagens das corporações”, explica Edmar Bull, presidente da Abracorp – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas. Para o profissional de Administração, essa é uma área repleta de oportunidades. Coordenador do curso de Administração de Empresas da Facamp (Faculdade de Campinas), o professor Nivaldo Pilão detecta o interesse crescente dos alunos pela gestão do turismo, que inclui o de negócios. “É uma área que vem se profissionalizando, com a participação de mais pessoas de escolaridade superior e com exigências de qualidade cada vez maiores e que, portanto, não vai evoluir sem a presença do administrador”, avalia. Formado em Turismo, com especialização em Gestão de Negócios Turísticos, Krisley Gomes Simões sentiu a necessidade de também se graduar em Administração: “O turismo é uma atividade que necessita de profissionais multidisciplinares, pois é composto por uma cadeia produtiva totalmente diversificada, sendo que, para prestar um serviço, o trade turístico é alimentado por várias empresas prestadoras de serviços. 7 RUBENS CHIRI Na Prática A graduação em Administração de Empresas no turismo é, portanto, indispensável, porque aborda questões mais profundas da gestão de uma organização, como a análise de processos, treinamento de pessoas, gestão do conhecimento, gestão da mudança e da informação, reengenharia e várias outra disciplinas que fazem com que toda a empresa tenha um melhor desempenho, qualidade, produtividade e competitividade”, esclarece. Especialização São Paulo, a capital sul-americana de feiras de negócios, realiza 90 mil eventos por ano, que geram: • Um evento a cada 6 minutos • 120 das 176 grandes feiras do Brasil • Cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos • R$ 2,9 bilhões de receita ao ano com eventos • US$ 424,2 milhões em serviços nos pavilhões • US$ 850 milhões em viagens, hospedagem, alimentação, transporte e compras • 4 milhões de pessoas circulando pelos eventos, entre profissionais e compradores, sendo 45 mil compradores estrangeiros. Fonte: São Paulo Convention & Visitors Bureau 8 Um dos maiores entraves para o setor é justamente a falta de mão de obra especializada. Recentemente, o Ministério do Turismo promoveu, em conjunto com empresários, acadêmicos e especialistas em qualificação profissional, uma rodada de debates, na qual se discutiram os principais desafios do setor, entre eles: qualificar a mão de obra de baixa escolaridade, aumentar o número de profissionais capacitados para atender à área, envolver os empresários no processo de formação desses profissionais e desenvolver a participação do turismo na economia brasileira. Preocupadas com tal demanda, muitas empresas têm criado dentro das suas próprias organizações programas que capacitam, aperfeiçoam e padronizam os serviços prestados. É o caso da “Academia Accor”, universidade corporativa da rede hoteleira que capacita os colaboradores desde o nível operacional, passando por cargos de chefia e gerência. Somente em 2011, mais de 9 mil treinamentos foram dados pela Academia, entre presenciais ou a distância. A variedade de treinamento é necessária porque o campo de atuação do turismo é muito amplo e, com isso, as empresas precisam, cada vez mais, adaptar a rotina e o conhecimento de seus colaboradores à finalidade dos negócios da organização. De acordo com a coordenadora do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, Andréa Nakane, as principais atividades integrantes da cadeia produtiva do turismo são: meios de hospedagem, transportes, alimentação, entretenimento, agenciamento, locação de veículos, câmbio, organização de eventos, intérprete e tradução simultânea, serviço de guia, produtos de vendas de souvenires, informações turísticas, planejamento e consultoria de turismo. “Porém, há estudos da própria OMT (Organização Mundial do Turismo) que contabilizam que a cadeia turística pode impactar – direta e indiretamente – até 52 setores da economia”, complementa Andréa. No centro das atenções Segundo levantamento do SPTuris, da prefeitura de São Paulo, a capital paulista é o principal destino de turismo no Brasil. Os negócios aparecem em primeiro lugar, com 45% dos motivos de visita, enquanto as feiras e eventos vêm em segundo, com 24,4%. “Já temos definido que São Paulo receberá um número alto de pessoas devido à abertura da Copa em 2014. Além disso, São Paulo é a capital dos negócios no Brasil e, por isso, sempre teremos maior fluxo de turistas, independentemente da Copa”, ressalta Bull. Além de ser o polo principal do turismo de negócios devido ao seu potencial econômico, a capital ainda conta com espaços adequados para a realização de feiras e eventos. “O principal equipamento do nosso mercado é o centro de exposição. Por isso, pavilhões como o Anhembi e o Centro de Exposições Imigrantes receberam e seguem recebendo investimentos significativos para a ampliação e modernização de seus espaços. A atividade de promoção comercial pode ser vista como um espelho da economia. Dentro desse cenário, setores como Indústria, Alimentos & Bebidas e Construção são, atualmente, grandes fomentadores de feiras de negócios em todo o país”, afirma Armando Campos Mello, presidente executivo da Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras). Ao movimentar a economia do país, o setor de turismo de negócios é responsável pela geração de inúmeros postos de trabalho: “As grandes feiras de negócios brasileiras, por exemplo, colaboram para a geração de 120 mil empregos temporários em São Paulo (são 185 mil no país) em mais de 50 diferentes atividades de serviços antes, durante e depois das feiras, dentro e fora dos pavilhões de exposições”, destaca Mello. Diante disso, muitas pessoas sentem-se atraídas pelo setor e suas oportunidades de emprego. Porém, mesmo com tantas vagas, é necessário possuir competências básicas para atuar nesse segmento. “Quem pretende entrar neste mercado de trabalho deve compreender que o setor é bastante complexo, pois os prestadores de serviços do turismo vendem sonhos, não uma mercadoria tangível antes do uso do serviço”, alerta Simões. Ele ainda ressalta que o profissional deve estar ciente de alguns pontos: “O dia a dia do trabalho nessa área é muito dinâmico. Não existem dias certos para folgas e os horários também são diferentes de um emprego ‘convencional’”. 3 3263-1140 9 _logo principal _logo vermelho e branco _logo retícula _logo negativo _logo vermelho O papel do diretor de estratégia _logo preto e branco _logo branco Ao compreender como as funções de diretor de estratégia (CSO) podem variar significativamente de organização para organização, conselhos administrativos e CEOs podem tomar melhores decisões sobre que tipo de CSO é necessário para suas equipes de liderança Por Taman H. Powelli e N. Duncan Angwinii 10 O diretor de estratégia (CSO) é um papel relativamente novo, mas cada vez mais importante em muitas organizações. Para explorar o papel do CSO, realizamos 24 entrevistas com profissionais que ocupam esses cargos em empresas do Reino Unido de diferentes setores que fazem parte do Índice FTSE 100 (que representa o desempenho das 100 maiores companhias do Reino Unido em capitalização de mercado e cujas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Londres). Dados secundários – relatórios das empresas, documentos de estratégia e apresentações – foram utilizados para complementar as entrevistas, realizadas tanto no escritório do CSO como por telefone. Todas as entrevistas seguiram o mesmo esquema semiestruturado e um conjunto de perguntas, foram transcritas na íntegra e analisadas através de um software de gerenciamento de dados qualitativos. Desde o início, ficou claro que há uma variação nos papéis de CSOs, com foco em duas dimensões. A primeira centra-se na fase do processo estratégico em que o CSO estava envolvido. Nossas descobertas identificaram uma demarcação significativa entre se o CSO estava voltado para a formulação da estratégia ou para sua execução. A segunda dimensão de variação foi a forma como o CSOs estavam envolvidos no processo da estratégia. Alguns CSOs foram facilitadores, orientando as unidades de negócios durante a formulação da estratégia ou auxiliando na sua execução. Outros foram agentes, ao executar o processo de estratégia por si ou com a sua equipe. Com base na variação dos papéis desempenhados na organizações, desenvolvemos uma tipologia de quatro arquétipos dos CSOs: 1. Consultor interno CSOs desse tipo são focados quase que exclusivamente na formulação da estratégia em si com a sua equipe. A execução da estratégia – a propriedade e a responsabilidade da sua implementação – reside firmemente com as unidades de negócios. Tais CSOs realizam atividades semelhantes aos consultores de gestão tradicionais. Como um deles afirmou: "É muito parecido com o que um consultor externo faria; a única diferença é que trabalhamos internamente". Como resultado, temos chamado este arquétipo de "consultor interno." Um foco comum para os CSOs do tipo "especialista" é lidar com o governo ou órgãos reguladores Esse tipo de CSO adota uma abordagem muito racional para o desenvolvimento da estratégia. Um deles descreveu o papel como: "colocar os fatos sobre a mesa, chegando com opções, avaliar tais opções e depois recomendar [a melhor] solução para o negócio". Dada a natureza do seu papel, o CSO do tipo consultor interno muitas vezes vê a si mesmo como "uma espécie de recurso analítico flexível que pode ser lançado de paraquedas para onde quer que haja uma questão particular que precisa de apoio analítico adicional, talvez de um pouco de objetividade, ou pelo menos de uma perspectiva um pouco mais neutra”. A maioria dos CSOs desse tipo entrevistados tinha experiência em consultoria. Ao deixar a consultoria, eles se juntaram ao mundo corporativo como um CSO ou um membro dessa equipe, mas realizam o papel como se ainda fossem consultores externos. O papel dos CSOs desse arquétipo foi visto em grande parte como uma transição para a gestão de um negócio com responsabilidade sobre lucros e perdas. De fato, tais CSOs, após diversos anos, fizeram a transição para um papel gerencial do negócio. 2. Especialista O segundo arquétipo é o do "especialista": um CSO escolhido para habilidades altamente especializadas que não estavam presentes dentro da organização. Um exemplo clássico de um CSO especialista é alguém trazido a bordo para manter a unidade nos processos de fusões e aquisições. Outro foco comum para especialistas é lidar com o governo ou órgãos reguladores. Isto é particularmente evidente em setores altamente regulamentados em que as decisões políticas podem ter um impacto crítico. De forma geral, o que separa especialistas de outros arquétipos é o seu nível de segregação das unidades de negócio. Eles frequentemente agem 11 _logo principal _logo negativo _logo vermelho O "coach" é muito mais um facilitador. Alguém focado na formulação de estratégia com as unidades de negócio _logo vermelho e branco _logo preto e branco _logo branco _logo retícula de forma independente, apenas com o CEO e outros relevantes executivos de nível C conscientes de suas ações. Suas atividades – fusões e aquisições, ou de lobby com o governo ou órgãos reguladores – são inerentemente sensíveis e, como tal, mantidas à parte da organização em geral. A eficácia desses CSOs gera dependência de seus conhecimentos especializados e de seus contatos fora da organização. Como tal, a maioria dos especialistas foi recrutada em bancos de investimentos e órgãos reguladores ou governamentais. Em contraste com o arquétipo consultor interno, especialistas estavam mais propensos a mudar para outra organização em um papel semelhante, continuando assim a alavancar suas capacidades e conexões. 3. Coach O terceiro arquétipo é o do “coach”, que é muito mais um facilitador, alguém focado na formulação da estratégia com as unidades de negócios. Especificamente, esses CSOs utilizam seu acesso e sua história com o CEO e o conselho de administração para ajudar as unidades de negócio a desenvolver estratégias que o conselho e o CEO aprovariam. Em contraste com os consultores internos, os coaches não desenvolvem a estratégia por si só. Em vez disso, eles veem o seu papel, como um CSO disse, como trabalhando para "fornecer informações, ajudando as pessoas a criar estratégia" e "garantir que as pessoas estão falando umas com as outras". Por sua vez, as unidades de negócio escolhem as estratégias que haviam sido orientadas pelos CSOs para obter a aprovação, de orçamento e outras, do conselho e do CEO. Também em contraste com consultores internos e especialistas que são geralmente recrutados fora da organização, coaches normalmente são recrutados entre cargos de alto escalão em uma tendem a permanecer em sua função por um longo período – muitas vezes passando por um número de CEOs durante seus mandatos. unidade de negócios. Os mesmos também tendem a permanecer no seu papel de CSO por um longo período, muitas vezes passando por um amplo número de CEOs. A natureza prolongada do papel é fundamental, pois esse tipo é focado em treinar as unidades de negócios sobre: (a)como formular uma estratégia; e(b) como obter a aprovação da estratégia pela equipe executiva. Neste papel, portanto, é necessário o conhecimento profundo da equipe executiva e do processo de estratégia – algo só conquistado após passar anos dentro da organização. Que tipo de CSO é necessário? Enquanto o especialista pode ser apropriado para organizações que realizam fusões e aquisições significativas ou em setores altamente regulamentados em que as empresas querem influenciar o diálogo, os outros arquétipos de CSOs se concentram em diferentes fases do processo de estratégia – ou na formulação da estratégia para as unidades de negócios (consultor interno), facilitando o processo de aprovação da estratégia entre a unidade de negócios e a gestão sênior (coach) ou facilitando a execução da estratégia com a unidade de negócios (agente de mudança). Uma organização deve escolher o seu CSO com base no estágio do processo de estratégia com Agentes de mudança passam a maior parte do tempo com a chefia da unidade de negócios trabalhando na implementação 4. Agente de mudança O arquétipo final é o de "agente de mudança". Tal como acontece com especialistas, agentes de mudança focam na execução. Em contraste com especialistas, porém, eles agem através das unidades de negócios como facilitadores para garantir que as estratégias sejam promulgadas com fidelidade. Um CSO descreveu o papel como "um facilitador. Às vezes, as engrenagens não se encaixam em uma organização. E você está lá para tentar trazer as pessoas para dentro do processo". Agentes de mudança passam a maior parte de seu tempo com a chefia da unidade de negócios trabalhando na implementação. Como alguém disse: "Uma vez que foi feito o planejamento de negócios ou uma vez que foi feita a estratégia corporativa, dedico a maior parte do meu tempo a tentar implementar as decisões que chegamos ao final desses dois processos". Tal como acontece com coaches, o sucesso dos agentes de mudança depende de seus conhecimentos e da rede dentro da organização. Tais CSOs também tendem a ser recrutados a partir de dentro, geralmente entre as pessoas em cargos de alto escalão nas unidades de negócios. Eles também maior necessidade de recursos e atenção. Ao compreender como as funções do CSO podem variar significativamente, conselhos e CEOs podem tomar melhores decisões sobre que tipo de CSO é necessário para suas equipes de liderança – e definir as expectativas adequadas para o papel que ele vai executar. Copyright © Massachusetts Institute of Technology, 2012. Todos os direitos reservados i professor de gestão estratégica e inovação e diretor do Programa de Mestrado em Negócios e Empreendedorismo na Cardiff Business School, em Cardiff, Reino Unido ii professor de estratégia e diretor de MBA na Universidade de Oxford Brookes University Business School, em Oxford, no Reino Unido Administrador Chegaram os planos da Amil linha Blue e Bradesco Saúde, em condições supervantajosas pelo SAESP/CRA-SP. 111 ir de t r a p A R$ Comprove o quanto vale a pena. Ligue: Amil: Bradesco Saúde: 11 3061-1920 2 ,89 Parceiro comercial Qualicorp: Qualicorp Adm. de Benefícios: *Preço para o plano Blue 300 SP QC PJCA – da Amil linha Blue, faixa etária de 0 a 18 anos, acomodação coletiva (tabela de maio/2012 - São Paulo). 12 Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. A comercialização dos planos respeita a área de abrangência das respectivas operadoras. Preços sujeitos a alterações, por parte das respectivas operadoras, respeitadas as disposições contratuais e legais (Lei no 9.656/98). Condições contratuais disponíveis para análise. Dezembro/2012 13 Perfil por Maria Cecilia Stroka MARCELO MARQUES FOTOS: MARCELO MARQUES “E O administrador Rogério Pinto Coelho Amato começou cedo sua vida profissional ao trabalhar nas empresas da família. Hoje, presidente da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, ele acumula uma rica experiência tanto na iniciativa privada como no setor público. Trajetória que o levou a ser homenageado com a distinção Administrador Destaque pelo CRA-SP em dezembro deste ano VEIA de empreendedor 14 stou em casa.” Assim, o presidente da Associação Comercial de São Paulo – ACSP e presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo – Facesp, administrador Rogério Pinto Coelho Amato, disse se sentir ao ser homenageado pelo CRA-SP com a distinção Administrador Destaque, concedida pelo Conselho aos profissionais que têm uma trajetória de sucesso no campo da Administração. Filho do empresário Mario Amato, que presidiu a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo de 1986 a 1992, o homenageado começou cedo sua vida profissional ao trabalhar nas empresas da família. Experiência que ele afirmou ter sido fundamental para a sua carreira, assim como o curso de Administração de Empresas, concluído na Fundação Getulio Vargas. Posteriormente, Amato acumulou cargos na iniciativa privada (hoje também exerce, simultaneamente, as funções de presidente do Conselho de Administração e sócio da Springer S.A., e presidente do Conselho de Administração e diretor-presidente da Springer Plásticos da Amazônia S.A.,); no terceiro setor (ocupou a presidência da Apae-SP - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais); e na área pública – de 2006 a 2009, foi secretário de Estado de Assistência e Desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo. “A experiência na secretaria foi excepcional. A maioria das pessoas não tem noção de que o setor público, principalmente do estado de São Paulo, tem gente de primeiríssima ordem. Gente que trabalha muito”, disse Amato, que ainda falou da gestão à frente da Associação Comercial de São Paulo, associação com 118 anos de idade que tem uma história ímpar de luta pela livre iniciativa e, mais recentemente, pela redução dos impostos. “Ninguém pode falar de aumento de impostos. Chegamos ao limite. É preciso fazer mais com o dinheiro que se arrecada”, alertou. Saiba mais na entrevista a seguir: achava que ainda faltava mais dessa visão humana na minha formação. Foi então que resolvi, junto com um amigo meu que também havia cursado o São Bento e a FEI, fazer Administração de Empresas na Fundação Getulio Vargas (FGV). O curso foi de grande importância na minha vida. Tive o privilégio de estar numa instituição de ensino com portas abertas para o mundo. Nesse sentido, tenho uma dívida de gratidão muito grande com a FGV. Tanto lá como no São Bento tive contato com valores, que foram transmitidos naturalmente, não como hoje que é preciso que os cursos ofereçam a disciplina de Ética para os alunos. RAP: Que “conselhos” o sr. daria para um jovem que deseja construir sua carreira como administrador? Adm. Amato: Não sei exatamente quando comecei a trabalhar, porque saía do colégio e ia direto ajudar na empresa da família. Foi um privilégio conviver com o mundo corporativo muito cedo e de uma maneira leve. Atualmente, o jovem tem pouco contato com o mundo do trabalho. Antigamente, cursar uma faculdade como a FGV era uma garantia de que você iria Amato recebeu a homenagem das mãos do presidente do CRA-SP, Walter Sigollo. RAP: Por que o sr. resolveu cursar Administração de Empresas e como o curso foi importante para a construção da sua carreira? Adm. Amato: Depois de passar toda minha infância e adolescência no tradicional Colégio São Bento, de sólida formação humanista, fiz Engenharia Operacional na FEI. Como naquela época era um curso de três anos, com 20 eu estava com um diploma na mão, mas 15 Perfil FOTOS: MARCELO MARQUES mil pessoas no estado paulista, nasceu lá. Essa formalização possibilita a quem não tinha nada passar a ter crédito, poder fazer um financiamento. Já vi gente chorar quando recebeu o MEI. Portanto, essa causa é muito importante. O administrador Rogério Amato foi homenageado na reunião plenária nº 4013, de 3 de dezembro de 2012 ter muitas oportunidades no futuro, de que iria ser chamado pelas empresas. Hoje a dificuldade é enorme. Por isso quanto mais cedo o jovem entrar na vida profissional, melhor. Sou um defensor e entusiasta da Lei do Aprendiz [determina que toda empresa de grande e médio porte deve ter de 5% a 15% de aprendizes no seu quadro de funcionários], que opera um verdadeiro milagre na vida do jovem. Outro conselho que daria a um jovem administrador é estudar muito para construir a carreira. Quando eu estava no primeiro ano da FGV, falei uma bobagem na aula do grande sociólogo Maurício Tragtenberg [1929-1998], que era meu professor. Fiquei tão envergonhado que, no final da aula, pedi uma orientação de leitura e ele me recomendou a obra completa de Dostoiévski [Fiódor Dostoiévski, um dos maiores romancistas da literatura (1821-1881)], porque precisamos conhecer a alma humana e compreender o sofrimento humano. Foi marcante. Ou seja, não adianta ter um conhecimento superficial. É preciso entender os sentimentos, as motivações das pessoas. RAP: Como foi sua experiência no setor público na função de secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, de 2006 a 2009? Adm. Amato: Foi excepcional. A maioria das pessoas não tem noção de que o setor público, principalmente do estado de São Paulo, tem gente de primeiríssima ordem que trabalha muito, com alto nível de dedicação, e ganha pouco proporcionalmente ao que poderia 16 ganhar se estivesse na iniciativa privada. As críticas são absolutamente infundadas. Existe uma diferença que é preciso entender: no setor privado você vai até onde é proibido; no público, você só faz o que é permitido. E tem de ser assim. É preciso achar o meio termo entre lidar com o bem público e ser inovador. RAP: E na presidência da APAE – Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais? Adm. Amato: Foi por causa do nascimento da minha filha caçula, portadora de Síndrome de Down, que passei a ter um envolvimento mais forte com entidades de assistência social, o que me levou a presidir a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. A Apae é uma entidade que exige muito da administração. Você consegue fazer muito com pouco, administrar recursos escassos mobilizando pessoas. Na minha gestão havia 15 mil voluntários. Aprendi bastante naquela época. RAP: Qual a importância da aprovação da lei que prevê a discriminação de impostos nas notas fiscais e foi uma vitória da Associação Comercial de São Paulo e outras entidades que coletaram, entre 2006 e 2007, mais de 1,5 milhão de assinaturas em todo o País, com a campanha De Olho no Imposto? Adm. Amato: Essa é uma luta que estamos travando há sete anos [durante o fechamento desta revista, o projeto, que tinha sido aprovado pelo Senado e pela Câmara, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff]. Está prevista na Constituição, no entanto havia muita resistência de diferentes setores, porque o Brasil é um manicômio tributário. Existem impostos que incidem sobre impostos, o que faz com que as pessoas não tenham noção do que realmente pagam. O pior é que os dados estão disponíveis para a população, porque os órgãos públicos são obrigados a divulgá-los em cumprimento à Lei de Transparência, mas eles não estão decodificados. RAP: E qual a relevância das ferramentas da Associação Comercial que visam a conscientizar a população acerca do excesso de impostos, como o Impostômetro, por exemplo? Adm. Amato: Inaugurado em 2005, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo registra de forma contínua a arrecadação dos impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes, empresas e cidadãos, para o Governo Federal, os estados e os municípios. Atualmente, o Impostômetro está espalhado pelas Associações Comerciais de todo o Brasil. Temos um retransmissor em cada uma delas. A ferramenta serve para que todos tenham consciência de que é fundamental lutar por melhores serviços públicos. Com esse objetivo também vamos lançar, junto com o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entre janeiro e fevereiro do próximo ano, o Gastômetro, que será o Google dos impostos. RAP: Qual é o objetivo do Gastômetro? Adm. Amato: É uma ferramenta online que irá permitir que as pessoas saibam exatamente o quanto estão gastando em cada produto ou serviço. Está em produção há um ano e meio e hoje se encontra em fase de testes. Umas 30 pessoas, entre tributaristas, jornalistas e economistas, já testaram o Gastômetro. É um novo dispositivo inovador e de manutenção da transparência que possibilitará à sociedade acompanhar com atenção a aplicação de seus impostos. RAP: Qual a sua expectativa em relação ao crescimento e à economia do país para 2013? Adm. Amato: Trabalhamos com a expectativa de crescimento entre 3% e 3,5% para o ano que vem. Se o país quiser mudar esses números, precisa fazer algo. Temos dinheiro sobrando no mundo para investimentos e uma brutal demanda insatisfeita, mas faltam grandes projetos no país, mesmo aqueles que garantam um retorno de longo prazo. Acho que falta também mobilização da sociedade para isso. É, portanto, papel do administrador trabalhar por essa mobilização, assim como as entidades de classe devem se organizar como empreendedores e gente que trabalha na iniciativa privada para não sermos mais despachantes de pequenas causas. É preciso fazer ainda a gestão sobre as representações das entidades. RAP: O sr. assumiu no ano passado a Associação Comercial de São Paulo e a Federação das Associações Comerciais com o objetivo de defender os interesses dos micro, pequenos e médios empreendedores. Quais as razões dessa bandeira? Adm. Amato: Grande parte da legislação para as micro, pequenas e médias empresas nasceu na Associação Comercial de São Paulo, uma entidade com 118 anos de história [foi fundada em 7 de dezembro de 1894]. Por exemplo, o MEI [pessoa que trabalha por conta própria que se legaliza como Microempreendedor Individual], que hoje beneficia mais de 800 17 Capa Gestão do D e maneira geral, o sistema financeiro nacional está bem difundido entre a população. Segundo o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o país consolidou o ano passado com 92 milhões de contas correntes ativas e 98 milhões de poupanças. A parcela de cidadãos “bancarizados”, de acordo com a Febraban, é de aproximadamente 54 milhões. Infelizmente, porém, a inserção de brasileiros aos serviços bancários não se traduz na maior organização das próprias despesas. O BC aponta que os brasileiros comprometeram 22,3% da renda com dívidas em agosto deste ano – indicador recorde desde o início do levantamento, em 2005. “É preciso que empresas, bancos, varejistas, órgãos de proteção e defesa do consumidor, governos e a mídia em geral colaborem na disseminação dos pontos fundamentais da educação financeira. Afinal, todos ganham com a redução da inadimplência, que a educação financeira potencialmente promove”, afirma Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Ele lembra que o aumento do crédito nos últimos oito anos foi um dos impulsionadores do crescimento do consumo das classes de menor renda. “O crédito chegou a essas famílias, o que é desejável e muito benéfico para a economia do país.” Apesar das dívidas, a previsão, felizmente, é de recuperação da renda da população. Por meio do Indicador de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor, a Serasa Experian registra quedas consecutivas nas expectativas de inadimplência. Para a consultoria de análise de crédito, fatores como o barateamento do custo das dívidas, as sucessivas reduções da taxa Selic – índice estabelecido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) que baliza as taxas de juros cobradas pelo mercado –, o maior acirramento da concorrência bancária, a queda no desemprego, a pre- próprio bolso 18 GETTY IMAGEs O planejamento financeiro é uma ferramenta indispensável para evitar que a palavra dívida faça parte do vocabulário do dia a dia do administrador dominância de ganhos salariais acima da inflação nos acordos coletivos e o maior rigor por parte das instituições financeiras nos processos de análises e concessões de crédito contribuirão para estabelecer uma trajetória gradual, porém consistente, de redução dos níveis de inadimplência dos consumidores. “Constatamos também um número maior de renegociações de dívidas a partir do terceiro trimestre de 2011. Os consumidores estavam menos confiantes e priorizaram trabalhar em cima dos débitos já existentes. Eles se deram bem, pois já estão em uma situação melhor do que aqueles que deixaram para agora”, afirma Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa Experian. Se os ventos estão favoráveis, então, por que planejar e projetar como estará a saúde das suas finanças? “Nunca se sabe como será o amanhã. Todos estamos sujeitos a imprevistos, como desemprego ou problemas de saúde, e, mesmo assim, não garantimos uma poupança a ser usada em emergências, por exemplo”, expõe Fernando Cosenza, diretor de Inovação e Sustentabilidade da Boa Vista Serviços. O primeiro passo do planejamento financeiro é fazer o diagnóstico completo dos Dourado: "Todos ganham com a redução da inadimplência" DIVULGAÇÃO por Marcos Yamamoto 19 NA PONTA DO LÁPIS SALVAR COMO... COMO ADMINISTRAR O DINHEIRO CONQUISTADO: CONHEÇA OS PROGRAMAS DE COMPUTADOR, SITES E APLICATIVOS DE SMARTPHONES VOLTADOS AO PLANEJAMENTO FINANCEIRO: 1º Diagnóstico: verifique seus gastos e identifique o que é supérfluo 2º Almeida, da Serasa Experian: "O maior inimigo de alguns consumidores são eles mesmos" gastos e incluir, claro, as metas de vida. “Antes de elaborar uma planilha de gastos mensais, a família deve anotar todas as despesas (padaria, açougue, vestuário, transporte, entre outras). Assim, é possível identificar e reduzir ou eliminar o que é supérfluo e economizar para a realização dos seus sonhos, de curto prazo (até um ano), médio (até dez anos) e de longo prazo (mais de dez anos)”, lista o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor de livros sobre o assunto. Vilões Antes de alguém jogar na fogueira alguns dos conhecidos vilões dos consumidores, como cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito, a “caça às bruxas” é mais comportamental do que contra as opções oferecidas pelo mercado. “O maior inimigo de alguns consumidores são eles mesmos e a maneira como encaram as opções de crédito. Não dá para culpar o rotativo do cartão apenas porque este é usado de forma inadequada, quando deveria ser apenas em casos emergenciais”, alerta Almeida. Para ele, existe muita falta de cultura financeira, especialmente entre as classes não acostumadas a lidar com o crédito. “Uma vez, atendemos a um jovem, morador de uma favela de São Paulo e chefe de família com um filho, que possuía três cartões de crédito. Em vez de se concentrar em pagar um débito, foi criando outros sem parar até chegar ao ponto de não 20 Defina seus sonhos: estabeleça três, pelo menos, de curto, médio e longo prazo. Pesquise quanto custam e a economia mensal para realizá-los 3º Costume: adquira o hábito de poupar parte do que ganha antes de gastar, priorizando a realização de seus sonhos 4º Cotação: antes de adquirir qualquer produto ou serviço, faça sempre o orçamento em três lugares diferentes, visando à melhor relação preço-qualidade 5º À vista: evite compra a prazo. Se fizer, registre-a no orçamento financeiro jGnash Mint gBolso Easy Cash Manager BankFacil O jGnash é um programa de computador para auxiliar no cálculo das mais variadas contas, desde as movimentações financeiras mais simples até para quem possui um orçamento complicado e com variáveis. É possível acompanhar gastos e ganhos com controle total, realizando o balanço preciso das contas, bem como conferir contas de investimento e outras transações básicas. Todas as informações do programa possuem tradução ao português, facilitando ainda mais o entendimento de cada ferramenta pelos usuários. Disponível em jgnash. softonic.com.br. Aplicativo para smartphones. O Mint mostra quanto, realmente, se tem para utilizar baseado na relação de gastos reais. Por estar sempre online, a ferramenta puxa e classifica as transações. Se o gasto foi feito em dinheiro, a inclusão pode ser manual. O app também envia lembretes para evitar atrasos involuntários nas contas. A sacada do Mint é um alerta, criado para o caso de o gasto chegar perto do limite do orçamento disponível. Disponível para Android, iPad e iPhone. Site de controle de investimentos. A versão gratuita fornece a evolução das despesas e receitas em aplicações financeiras e importa extratos bancários do internet banking (compatível com Banco do Brasil, Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC). Caso esteja viajando, as informações contidas no gBolso podem ser acessadas via celular. A versão paga oferece, entre outras funcionalidades, o histórico de aplicações e cálculo de taxas de rendimentos. O programa gerencia gastos de forma personalizada. É possível editar as categorias, cadastrar novas informações e depois digitar tudo para que o programa calcule automaticamente o quanto foi arrecadado, gasto e o quanto sobrou. Para isso, basta lançar as informações referentes à entrada e saída de dinheiro. O Easy Cash Manager permite salvar cada planilha de gastos, que pode ser acessada separadamente. Disponível em easy-cash-manager. softonic.com.br. A principal ferramenta é a simulação de cartão de crédito. O BankFacil separa seis perfis distintos de consumidores (estudante, familiar, meu 1º banco, gastador, executivo e aposentado) e lista as principais bandeiras e categorias para cada um deles. Os campos de preenchimento de despesas levam em consideração a quantia que se espera gastar mensalmente, o saldo devedor de parcelamento com juros, o valor da anuidade divulgada pelo banco e a forma preferida de utilizar os pontos (viagens, produtos, carro, celular). Grátis www.gbolso.com.br. Grátis Grátis Grátis 6º Voz da consciência: pergunte-se se a compra é realmente necessária e se dispõe de todo o dinheiro para pagar 7º Pechincha: se for o caso, sugerir descontos ajuda na hora de fechar o caixa Fonte: DSOP Educação Financeira GETTY IMAGES DIVULGAÇÃO Capa 21 conseguir pagar nem sequer a parcela mínima”, lembra. O pior é que as consequências da falta de cuidado com o próprio bolso atingem mais que o saldo na conta bancária do devedor, passando para a autoestima e qualidade de vida dele e de quem o cerca, como família, amigos e, inclusive, colegas de trabalho. “O colaborador endividado, na maioria das vezes, desvia o pensamento para os problemas financeiros e perde o foco. Além disso, ele pode apresentar um maior nível de tensão. Com isso, qualquer pequeno problema pode estressá-lo e prejudicar a qualidade do ambiente de trabalho e a produtividade na empresa”, comenta o diretor-executivo da Libratta Finanças Pessoais, Rogério Olegário do Carmo, especialista em Administração Financeira e Mercado CARTAS NA MESA DICAS SIMPLES PARA OBTER UMA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS BEM-SUCEDIDA: 1 Antes de renegociar, faça as contas e leve anotada uma proposta dentro do seu orçamento. 2 Leve as contas em atraso, cartas de cobrança e outros documentos que possam ajudar na negociação. 3 Avalie as suas reais condições para quitar as dívidas, se precisa de prazo, desconto ou ambos. 4 Deixe claro ao profissional que analisará seu caso os motivos que fizeram você deixar de pagar as contas. 5 6 Ouça a proposta que ele irá lhe apresentar e, caso não seja possível atendê-la, apresente uma sugestão mais próxima das suas condições. Lembrete: sempre pegue o comprovante que formaliza o acordo. 7 Cuidado com as promessas milagrosas de empresas que dizem recuperar o seu crédito. 8 9 As únicas formas de regularizar uma dívida são efetuando o pagamento ou fazendo um acordo formal com a empresa credora. A renegociação de dívidas mostra que você está interessado em solucionar seus problemas financeiros. Valorize a oportunidade e cumpra o acordo realizado. Fonte: Serasa Experian 22 de Capitais pela Fundação Getulio Vargas. Para evitar que a palavra “dívida” faça parte do vocabulário diário, a principal orientação é aderir ao uso responsável do dinheiro. “A cultura do consumismo cria contínuas necessidades e objetos de desejo, e contribui para o endividamento. É preciso estabelecer ações de redução de custos, como a substituição de pendências por outras de juros menores ou vender ativos de elevada manutenção ou ociosos”, afirma o administrador Tethuo Ogassawara, sócio-diretor da auditoria KSI Brasil. “O ideal é pensar sempre quais serão as receitas e despesas daqui a dois ou três meses, pelo menos”, diz Cosenza. O planejamento é a tônica da vida financeira do administrador Nelson Andrade, de 33 anos. Apesar de ter passado por um período agitado, marcado pelo casamento, em 2010, e uma mudança de emprego no ano seguinte, ele conseguiu harmonizar a relação de gastos e receitas para não passar os dias no sufoco. “Não troco de celular a cada seis meses ou algo do tipo. Meu consumo é equilibrado, consigo me planejar de forma tranquila”, conta. A organização das finanças é a chave para que não tenha surpresas indesejadas no extrato. “Comprei os presentes de Natal antes, em novembro, até para evitar os preços mais altos e a grande movimentação de pessoas nos shoppings. Vou usar o 13º salário que economizei para trocar de carro no começo do ano que vem”, planeja Andrade. ARQUIVO CRA-SP Capa "Meu consumo é equilibrado, consigo me planejar de forma tranquila", conta o administrador Andrade (aos que estão endividados) se eles, antes, não forem educados financeiramente”, alerta Domingos. Saber como investir também é um ponto importante, pois, se feito no tempo certo de aplicação e resgate, potencializa ganhos e minimiza perdas. Desde 2002, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), por exemplo, qualifica profissionais capazes de gerenciar produtos de investimentos de empresas, clubes de investimentos e pessoas. “O Programa de Certificação é um dos pilares que contribui para o desenvolvimento sustentável dos mercados financeiro e de capitais. Nesses dez anos, acompanhou mudanças estruturais nos mercados e na economia brasileira e foi aprimorado e, hoje, está consolidado como uma ferramenta essencial de capacitação e qualificação dos profissionais”, diz a presidente da Anbima, Denise Pavarina. O resultado do consumo certo aparece em indicadores favoráveis aos brasileiros. A Serasa Experian aponta que, de janeiro a setembro, 15,1 milhões de brasileiros conseguiram limpar os nomes em 2012 e saíram da lista negra. Já a pesquisa Perfil do Inadimplente, realizada no terceiro trimestre de 2012 pela Boa Vista Serviços, destaca o otimismo do consumidor em relação ao futuro: 90% dos entrevistados esperam uma situação financeira melhor no próximo ano. Para criar esse horizonte feliz, vale um lembrete de atenção redobrada a fim de evitar as tentações de final de ano e concretizar o Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Reeducação As empresas também têm um papel ativo na reeducação de seus colaboradores, para o bem ou para o mal. “Infelizmente, a maioria delas procura ajudar por meio de parcerias com bancos, oferecendo crédito consignado, por exemplo, saída esta que, se adotada sem efetiva mudança de hábitos e costumes pelo funcionário, pode ser prejudicial e tornar a situação ainda mais difícil. Não se deve oferecer crédito, bonificações e até mesmo aumento de salário 23 Estilo por Mayara Barbosa Férias sem estresse É preciso planejar as férias, e com antecedência, para aproveitar o merecido descanso e se prevenir contra possíveis crises nas áreas econômica, corporativa e pessoal F GETTY IMAGEs érias é um período que remete à diversão, descanso e lazer, mas, se mal planejado, pode trazer mais dores de cabeça que tranquilidade para o viajante, sua família e a empresa onde ele trabalha. Planejar as férias, então, trata-se de um trabalho de prevenção contra possíveis crises, nas áreas econômica, corporativa e pessoal. De acordo com o professor de Finanças da Escola de Administração de Empresas de 24 São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV), César Casenali, umas das melhores medidas, no aspecto pessoal, é organizar uma lista prévia das coisas que quer comprar ou fazer, para não cair na tentação de consumir de forma desordenada. “O problema das pessoas, na verdade, é psicológico. Ao ter em alguns momentos o impulso da compra, elas acabam se endividando sem perceber o que estão fazendo. Se você está no exterior e se esquece de fa- zer a conversão, acaba pagando uma conta muito mais alta do que imaginava. Afinal quem converte não se diverte”, lembra Casenali. Além do planejamento financeiro em si ( leia mais sobre o tema na reportagem de capa desta edição ), as férias exigem uma organização que começa na escolha do roteiro e no formato da viagem. Por uma questão de comodidade, algumas pessoas preferem viajar em grupo com acompanhamento de guia para cuidar dos trâmites de aeroportos e entrada e saída dos hotéis, o que é um facilitador principalmente para quem não domina vários idiomas. Outras, porém, optam pelas viagens individuais com roteiros personalizados e hotéis e serviços escolhidos de acordo com o seu interesse. Em qualquer um dos casos, uma boa dica é adquirir a viagem de férias com uma agência ou operadora que tenha experiência, credibilidade e garantia da entrega do produto. A agência CVC, por exemplo, também recomenda uma conversa prévia com um agente de viagens que poderá dar dicas importantes sobre clima, pontos turísticos, mapas, cultura, gastronomia e costumes locais dos destinos – fatores decisivos na escolha da viagem e no melhor aproveitamento dos passeios. Fazer as reservas com antecedência também é uma medida preventiva, que pode ajudar nas finanças da viagem. Dependendo do destino, as tarifas aéreas são mais econômicas quando reservadas um tempo antes. O ideal são dois a três meses, dependendo do local, reco- menda a agência Queensberry, operadora que atua no mercado nacional e internacional. Nem todo planejamento do mundo, porém, é capaz de evitar os imprevistos. Portanto, se preparar bem para a viagem é a melhor forma de lidar com eles. Os sites da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), respectivamente, www. infraero.gov.br e www.anac. gov.br, trazem guias para os passageiros, com informações importantes como documentos para embarque nacional e internacional, quantidade de medicamentos que podem ser levados em bagagens de mão e, principalmente, direitos dos OPÇÕES PARA LEVAR DINHEIRO PONTO POSITIVO PONTO NEGATIVO DINHEIRO FÍSICO/VIVO MAIS FÁCIL DE CONTROLAR, ISENTO DAS TAXAS DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO FACILIDADE DE PERDAS, EXTRAVIOS, ROUBOS E ASSALTOS CARTÃO DE CRÉDITO SEGURO E PRÁTICO DE CARREGAR IOF ALTO (6,38%) E PERDA DE CONTROLE DOS GASTOS CARTÃO DE DÉBITO MENOR PROBABILIDADE DE ROUBO E MAIS FÁCIL DE CONTROLAR IOF DE 0,38%, MAIS TARIFAS DO CARTÃO E PERDA DE VALOR NO CÂMBIO CHEQUES DE VIAGEM (TRAVELLER CHECKS) NÃO SÃO TODOS OS ESTABELECIMENTOS QUE ACEITAM, NÃO FACILIDADE DE É PRÁTICO COMO O CONTROLE E CARTÃO E SE A PESSOA MENOS CHANCES VOLTAR COM CHEQUES DE ROUBO PERDERÁ DINHEIRO NA TAXA DE CÂMBIO. POUCO UTILIZADOS HOJE EM DIA Fonte: professor César Casenali 25 GETTY IMAGES Estilo DESTINOS EM ALTA EM ALTO-MAR Os brasileiros tomaram gosto pelas viagens de cruzeiros. Na temporada 2011/2012, encerrada em meados de maio deste ano, os 17 transatlânticos que percorreram a costa do país transportaram volume recorde de passageiros: 805.189 pessoas. Iniciada em novembro último, a temporada 2012/2013 terá a presença de 15 navios no litoral do país até abril. A expectativa da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) é a de que 762 mil cruzeiristas aproveitem 280 roteiros de viagens. A oferta será 15% menor que na anterior por causa da temporada mais curta – cinco meses contra sete na última estação – e dos cruzeiros mais longos. “Aumentamos a duração dos roteiros. Vínhamos com temporadas repletas de minicruzeiros, mas percebemos que o turista brasileiro prefere passar mais tempo a bordo. Por isso, esticamos as saídas e agora teremos menos viagens, porém mais longas, com média de sete noites”, explica Ricardo Amaral, presidente da Abremar. ESPECIALMENTE PARA A RAP, A OPERADORA QUEENSBERRY ENUMEROU OS LOCAIS QUE ESTARÃO NA MODA DENTRO E FORA DO BRASIL NO PRÓXIMO ANO: NACIONAL PEQUENOS HOTÉIS E RESORTS DE LUXO LOCALIZADOS NAS PRAIAS BRASILEIRAS INTERNACIONAL passageiros em caso de atrasos, cancelamentos dos voos e extravios de bagagens – situações corriqueiras nos aeroportos. Da mesma forma, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) dispõe no seu site (www.abremar.com.br) o Guia do Cruzeirista. O documento alerta, por exemplo, para o fato de que todas as divergências detectadas em relação às despesas devem ser resolvidas a bordo, pois nenhuma análise ou reembolso pode ser feita após o desembarque. No trabalho Em empresas de grande porte, o normal é que a área de Recursos Humanos cuide dos procedimentos para as férias dos funcionários e as tarefas sejam divididas entre os integrantes da equipe, mas, em empresas menores, a ausência de um colaborador pode ser um problema, tendo em vista que elas precisam de todos para atender às demandas dos clientes. “Férias 26 Fazer as reservas com antecedência é uma medida preventiva que pode ajudar nas finanças da viagem ÁFRICA podem custar caro para empresas de menor porte”, assinala a também professora do curso de Administração da FGV Beatriz Maria Braga. Outra questão delicada que precisa ser administrada é que a grande maioria das pessoas quer tirar férias durante a época de recesso escolar, para poder aproveitar o descanso junto com os filhos. “Nessas situações, o certo é que haja um rodízio, para que a empresa não saia lesada com saídas simultâneas dos funcionários”, alerta Beatriz. Ao funcionário cabe deixar tudo organizado durante o seu período de ausência. “Ninguém é indispensável, claro, mas o fluxo ÁSIA E PACÍFICO ÁFRICA DO SUL, QUÊNIA, TANZÂNIA E ZÂMBIA do serviço vai normalmente ser afetado com a falta de um dos elos. É preciso programar tudo à priori, para não ficarem problemas no período de férias”, recomenda o administrador Laerte Leite Cordeiro, diretor da consultoria em Recursos Humanos que leva seu nome. Tanto quanto possível, as férias são para serem gozadas e não interrompidas. "O descanso recompõe energias e traz de volta a motivação e a aplicação ao trabalho. Hoje as férias são de um, amanhã de outro. Por isso, é importante colaborar sempre para que todos os colegas tenham condições de aproveitar bem suas férias e não encontrar problemas na volta", assinala Leite Cordeiro. AMÉRICAS PERU (ESPECIALMENTE MACHU PICCHU) E CHILE (DESERTO DO ATACAMA E PATAGÔNIA) LOGÍSTICA, TRANSPORTE E INFRAESTRUTURA Armazenagem • Operador Logístico • Gestão via TI • Multimodal TAILÂNDIA, LAOS, VIETNÃ, CAMBOJA E MALÁSIA, ALÉM DA CHINA E DA ÍNDIA QUE DEVEM SE MANTER EM ALTA EUROPA DESTINOS CLÁSSICOS (COMO PARIS, LONDRES, ROMA E ILHAS GREGAS), BEM COMO ALGUNS LOCAIS DA MODA, COMO CROÁCIA E TURQUIA NORTE DA ÁFRICA MARROCOS E TUNÍSIA ORIENTE MÉDIO DUBAI E JORDÂNIA Uma Perspectiva Brasileira C M • O processo • As dificuldades • Os problemas enfrentados pelos profissionais brasileiros Y CM MY Um retrato atual da logística brasileira, suas dificuldades, sua estruturação e seus percalços. CY CMY K de R$ 79,00 por R$ 63,20 > 1ª EDIÇÃO (2012) > 360 PÁGINAS SOMENTE PELO 0800 17 1944, EM NOSSAS FILIAIS OU ATLAS.COM.BR. * Preços sujeitos a alteração sem prévio aviso. Oferta válida até 15/01/2013. 27 MAYARA BARBOSA Notícias Suzana Funghetto, do Inep, falou sobre os critérios de avaliação e as dificuldades impostas pela diversidade do país na palestra realizada no CRA-SP Avaliação atualizada das IES no Brasil O Ministério da Educação (MEC) divulgou no início de dezembro os indicadores de qualidade da educação superior brasileira em 2011. No ano passado foram avaliados 8.665 cursos das áreas de ciências exatas, licenciaturas e áreas afins, além de cursos dos eixos tecnológicos de controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. Também foram divulgados os dados do IGC (índice Geral de Cursos), um indicador de qualidade de Instituições de Ensino Superior, que leva em considera28 ção a infraestrutura do curso de graduação e pós-graduação e sua organização didática, corpo docente (por exemplo, a presença de professores doutores e mestres) e a nota dos concluintes no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), entre outros fatores. Os resultados compõem o primeiro ciclo completo dos indicadores de qualidade, realizado entre 2008 e 2011, quando foram avaliados 18.346 cursos de 2.136 instituições – a Universidade de São Paulo não participa da avaliação por discordar dos critérios do MEC. De acordo com o indicador, as IES são divididas em cinco faixas: 5 e 4, formadas pelo grupo de excelência que fica dispensado de inspeção do MEC; 3, regulares; e 2 e 1, inadequadas, que têm de prestar esclarecimentos ao MEC, podendo sofrer supervisão e até ser fechadas. Do total de 2.136 universidades, faculdades e centros universitários avaliados em 2011, 50,6% tiveram conceito 3 e 27% obtiveram conceito insuficiente (entre 1 e 2). "Nesse período cai o número de instituições que estavam no nível 1, e cai fortemente o número de instituições que estavam em nível 2, o que é um ótimo indicador", analisou o ministro da Educação Aloizio Mercadante. "Também aumenta o nível 3 de forma significativa, aumenta muito o nível 4 e um pouco o nível 5. Ou seja, houve uma melhora generalizada na qualidade do desempenho das instituições por curso, quando analisamos de 2008 a 2011", salientou. Publicada no dia seguinte à divulgação do índice, reportagem do jornal Folha de S. Paulo alertava, porém, para a mudança recente feita no cálculo das notas dos cursos das IES, segundo a qual a proporção de professores com doutorado perdeu representatividade de 5% na composição do indicador, o que acabou beneficiando 8% dos cursos. Segundo o MEC, a mudança foi feita para induzir que haja mais docentes com dedicação integral e acolheu uma consideração de que em alguns locais não há doutores disponíveis. ção Getulio Vargas (FGV-EAESP) e a Faculdade de Administração de Empresas de Campinas (Facamp) compõem a faixa de excelência do indicador (conceito 5) entre as IES paulistas. Aparecem na faixa 4 a Escola Superior de Administração de Empresas – Inea Faculdades, a Escola Superior de Administração e Gestão – Esags, a Faculdade de Administração da Fundação Alvares Penteado (FAE-Faap) e a Escola Superior de Administração da HSM (a lista completa está disponível no portal do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do MEC (www.inep.gov.br). “A maioria dos cursos de Administração avaliados está classificada entre as faixas 3 e 4”, informou a coordenadora geral de Avaliação dos cursos de graduação e IES do Inep Suzana Schwerz Funghetto, que esteve pouco antes da divulgação dos resultados na sede do CRA-SP para apresentar a palestra Avaliação do Ensino Superior, realizada a convite do Grupo de Excelência em Gestão de Instituições de Ensino Superior do Conselho. Suzana apresentou os novos indicadores de avaliação do Inep/ MEC e os critérios utilizados. Ela destacou que o Brasil possui o maior sistema de graduação do mundo e o processo de avaliação, que tem como objetivo aferir a qualidade das IES, dos cursos de graduação e de desenvolvimento de estudantes, ainda é muito novo, e completou: “Não existe um instrumento perfeito de coleta de dados”. Ainda sobre as complexidades da avaliação, ela afirmou que é necessário levar em conta a diversidade do país – “não posso ter o mesmo processo pedagógico em diferentes lugares do Brasil” – e a identidade do curso – “para se ter uma ideia, há cursos como Gerontologia, Estética Capilar, Gestão do Surfe e Produção de Cachaça”, assinalou. Cursos de Administração A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Funda29 Notícias AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E PROJETO PEDAGÓGICO ARTICULAÇÃO IMPRESCINDÍVEL Raquel C. Ferraroni Sanches 1ª Edição Editora: Letras do Pensamento Páginas: 176 Preço: R$ 48,00 O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) divulgou recentemente as estimativas das despesas nas áreas de saúde pública e suplementar, além de previdência social, até 2030, geradas por conta da mudança demográfica que vai acontecer no País nos próximos anos. Para 2030, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que o total de idosos atingirá 40,5 milhões de brasileiros, ou 19% da população, de 216,4 milhões. Segundo o estudo, os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com assistências ambulatorial e hospitalar podem atingir até R$ 63,5 bilhões, um crescimento de quase 150% em relação aos R$ 25,5 bilhões despendidos a esses serviços em 2010. Já os gastos previdenciários e assistenciais do governo devem chegar a 46,1% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030 – crescimento de 27,4 pontos porcentuais em relação ao patamar registrado em 2010, de 18,7% do PIB. Por sua vez, os gastos do setor de saúde suplementar no país devem ultrapassar R$ 80 bilhões em 2030, o que representará um crescimento de mais de 35% em relação aos R$ 59,2 bilhões despendidos pelas operadoras em 2010, somente como consequência do aumento do total de beneficiários de planos de saúde e, principalmente, da parcela de idosos. 30 ORÇAMENTO EMPRESARIAL TEORIA, PRÁTICA E NOVAS TÉCNICAS Murilo Carneiro Alberto Borges Matias 1ª Edição Editora: Atlas Páginas: 128 Preço: R$ 32,00 GETTY IMAGES PSICOLOGIA NAS ORGANIZAÇÕES Paul E. Spector 4ª Edição Editora: Saraiva Páginas: 430 Preço: R$ 94,00 GETTY IMAGES Mais gastos com a saúde Indicações de leitura | Indicações de leitura Pequenas em alta O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas aumentou 15,3% em outubro em relação ao mesmo mês de 2011, segundo a pesquisa de conjuntura Indicadores, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). Por setores, o comércio apresentou o melhor resultado, uma alta de 20,9%, seguido pela indústria, com crescimento de 15,8%, e serviços, com elevação de 7,7% na mesma base de comparação. Social MBA CONTABILIDADE ESTRATÉGICA E GESTÃO DE NEGÓCIOS Instituto Esporte Educação A organização tem por objetivo contribuir para a formação do cidadão por meio da educação física e do esporte. Criada em 2001, a entidade atua em duas frentes: atendimento direto a crianças e adolescentes em atividades esportivas e socioeducativas, e formação de professores e estagiários aliada ao desenvolvimento de uma metodologia de esporte educacional. O Instituto coordena uma série de núcleos em parceria com diversas entidades – escolas, associações comunitárias, prefeituras, Sesi e Sesc –, inseridos em regiões e comunidades que apresentam baixo nível socioeconômico e alto índice de vulnerabilidade e falta de estrutura. As doações podem ser feitas em dinheiro ou em forma de material de apoio para os núcleos. Construa líderes especializados no crescimento dos seus negócios. INFORMAÇÕES GERAIS Destinado a profissionais que buscam atualização em conhecimentos e normas contábeis, adquirindo uma visão estratégica e integral de suas organizações para se tornarem verdadeiros Gestores de Negócios. Acesse www.integracao.com.br e conheça o programa completo. Saiba mais em: www.esporteeducacao.org.br Telefone: (11) 5579-8695 No confronto de outubro com setembro deste ano, a receita real (já descontada a inflação) das MPEs do estado aumentou 7,9%. A pesquisa do Sebrae-SP mostra que as micro e pequenas paulistas registraram receita total de R$ 47,5 bilhões em outubro, o que representa uma elevação de R$ 6,3 bilhões ante outubro de 2011 e R$ 3,5 bilhões a mais do que em setembro deste ano. “O desempenho positivo do consumo no mercado interno, favorecido pelo desemprego em baixa e pelo aumento na renda do trabalhador, puxou o resultado das MPEs paulistas”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, que esteve no início de dezembro no CRA-SP para apresentar uma palestra a convite do Comitê Jovens Administradores do Conselho. Por regiões, as MPEs do ABC tiveram o melhor desempenho: o faturamento cresceu 26,3% em outubro ante outubro de 2011. Na sequência vêm o município de São Paulo com alta de 20,6%, a região metropolitana de São Paulo, com aumento de 16,5%, e o interior, com 14,1% a mais na receita real. SÃO PAULO: 11 3046 7878 OUTRAS LOCALIDADES: 0800 16 24 68 São Paulo/SP: R. Manuel Guedes, 504 • Itaim Bibi • CEP 04536-070 Filiais: Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte www.integracao.com.br INVESTIMENTO: Mensalidades a partir de R$ 595,00 INÍCIO DAS AULAS: março de 2013 LOCAL: São Paulo - Itaim Bibi HORÁRIO DAS AULAS: 2as e 4as feiras: das 19h00 às 22h35 Sábados: das 08h00 às 14h15 Realização: UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro 31 Notícias Atratividade do Brasil Ambiente macroeconômico, ambiente institucional, talentos e capital humano, infraestrutura física, infraestrutura financeira, conectividade e imagem do país são os pilares fundamentais para a formação e a excelência de um polo atrativo de investimentos e negócios, de acordo com a segunda edição do relatório sobre a atratividade do Brasil, realizado pela consultoria Brain com o apoio do The Boston Consulting Group. O relatório apresenta o desempenho comparativo do Brasil em relação a 13 países em 57 dimensões envolvendo esses pilares. A conclusão é de que o país encontra-se distante dos principais polos do mundo, mas tem características que o tornam apto a essa função, como a força de sua economia, sua infraestrutura financeira e estabilidade política e institucional. “Ainda há muito a ser feito e é necessário dar continuidade às ações positivas que estão em curso. Porém, observando o contexto global e os avanços ocorridos na última década, a perspectiva para o Brasil é bastante positiva”, conclui o estudo. No pilar Ambiente Institucional, por exemplo, o excesso de burocracia é apontado como gerador de um grande custo para a realização de investimentos e negócios no país, embora não os impeça. O Brasil tem a pior classificação em indicador que mostra o nível de impacto da burocracia, atrás de países emergentes como México, China e Chile. Outro ponto bastante sensível 32 o número de horas necessárias para o cálculo e pagamento de tributos equivalentes por empresas em todo o mundo, o Brasil, representado por São Paulo, aparece como o pior dentre os 183 países analisados. Já no pilar Talentos e capital humano, a avaliação é a de que o país possui uma grande vantagem estrutural em termos de demografia, pois passa por um período chamado bônus demográfico, em que a força de trabalho é relativamente maior do que a população dependente. Mas, NÍVEL DE IMPACTO DA BUROCRACIA SOBRE OS NEGÓCIOS - NOTA 0 - 10 8,6 7,9 7,3 7,0 6,1 6,0 5,9 4,2 3,2 BRA CHN FRA MEX GBR JPN USA 2,9 CHL HKG SGP Fonte: World Competitiveness Yearbook 2012 - IMD para o país refere-se ao custo do cumprimento das obrigações tributárias. Em pesquisa que mostra considerando-se outras características relacionadas à qualidade do ensino e circulação de talentos, sua situação é desfavorável em comparação com outros paí- ses. Em ranking do Global Talent Index, projetado para 2015, o país é apenas o 38º colocado entre 60 países avaliados. Em contrapartida, o país está PAÍS ATRAI NÚMERO CRESCENTE DE CONGRESSOS E CONVENÇÕES PESQUISA APONTA AUMENTO NA ATRATIVIDADE DO BRASIL A TALENTOS INTERNACIONAIS EM 2011 E 2012 Nº de eventos internacionais no Brasil BRASIL 12º +11% 18º 26º 26º 297 27º 231 174 256 275 304 224 187 133 2008 2009 2010 2011 2012 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: World Competitiveness Yearbook 2012 - IMD Fonte: International Congress and Convention Association hoje mais atrativo a talentos internacionais. Esse aumento de atratividade foi capturado na pesquisa do IMD (World Competitive Yearbook 2012), na qual o Brasil passou da 27ª posição em 2010 para a 12ª em 2012 em relação aos países selecionados. Nas dimensões relacionadas à imagem como lugar para se fazer negócios, o Brasil tem destaque na captação de eventos internacionais e no tema da sustentabilidade. No entanto, nas dimensões mais fundamentais, como interesse estrangeiro em investimentos e negócios, o país ainda está classificado como crítico ou a desenvolver. NÚMERO DE HORAS PARA CÁLCULO E PAGAMENTO DE IMPOSTOS HORAS/ANO 3000 2600 736 IRPJ 490 INSS FGTS SIST.S 2000 1374 ICMS 1000 0 12 DUBAI 63 80 HONG KONG 84 110 109 131 132 LONDRES 187 187 NOVA YORK 221 254 316 330 347 398 XANGAI SÃO PAULO MUMBAI Fonte: Doing Business 2012 - Banco Mundial O BRASIL ESTÁ EM 38º LUGAR DE 60 PAÍSES NA PROJEÇÃO DO GLOBAL TALENT INDEX 2015 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. Estados Unidos Dinamarca Finlândia Suécia Noruega Cingapura Austrália Canadá Suíça Hong Kong Alemanha Israel Holanda Reino Unido Nova Zelândia 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. França Irlanda Bélgica Taiwan Áustria Coreia do Sul Espanha Itália Japão Rep. Checa Chile Portugal Polônia Eslováquia Hungria 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. China Argentina Grécia Rússia Índia México Romênia Brasil Malásia Arábia Saudita Colômbia Ucrânia Turquia Filipinas Tailândia 46. 47. 48. 49. 50. 51. 52. 53. 54. 55. 56. 57. 58. 59. 60. África do Sul Peru Egito Bulgária Equador Venezuela Cazaquistão Vietnã Paquistão Irã Indonésia Sri Lanka Algéria Nigéria Azerbaijão Fonte: Global Talent Index Heidrick & Strugles 33 Opinião Humanizando a tecnologia 34 zados pelas pessoas no sentido de desenvolverem equipamentos, processos ou métodos que permitam fazer, de modo mais efetivo (eficiente e eficaz), coisas que já fazíamos ou novas coisas a fazer. Em síntese: tecnologia nada mais é do que conhecimento humano aplicado, de acordo com um método, de modo a atingir determinado resultado ou objetivo. O cenário atual caracteriza-se por emprego maciço da tecnologia da informática em todos os processos industriais, burocráticos e de automação. As informações correm o mundo em milésimos de segundos e vamos continuar evoluindo nesta e em todas as áreas de atuação humana. Isso nos leva a propor a mesma reflexão: tudo isso tem tornado os seres humanos mais felizes? 3) – Humanizar. Cremos que “humanizar” seja tornar alguma coisa humana ou mais humana. A grande questão não se prende a humanizar a tecnologia – posto que ela é naturalmente humana –, mas recordar ao homem os valores básicos que nele já foram incutidos, por Deus ou pela ciência, sem polemizar. Pena que uma significativa maioria de seres humanos ainda é por demais materialista e, pior, imediatista – causas que o levam a lutar por obter e manter mais e mais poder, mais e mais riqueza, no menor tempo possível. E esse procedimento acaba por quase embotar a consciência, a capacidade de julgamento entre o que seja bem e o que seja mal. Precisamos reconhecer que, in- dependentemente de vontades individuais, tais julgamentos sempre ocorrem e que, quer sob o prisma da religião, quer da ciência, o homem sempre terá que acabar pagando por aquilo que faz. Ciência: “A toda ação corresponde uma reação de força igual e sentido contrário”. Religião: “O que o homem plantar, seguramente isso colherá”. Concluindo, somos de opinião que “humanizar a tecnologia” nada mais seja que procurar sempre obter avanços tecnológicos, respeitando, ao máximo, os aspectos sociais e ambientais, contribuindo para a melhoria – ou, pelo menos, a conservação – da qualidade de vida das pessoas. Estamos falando então de um conceito maravilhoso: humanizar a tecnologia é cuidar de desenvolvê-la tendo em vista a felicidade humana e a preservação do planeta! Marly pereira No cenário em contínuo e cada vez mais veloz e abrangente processo de mudança, algumas considerações devem ser feitas no sentido de harmonizar o avanço tecnológico com as emoções e as expectativas das pessoas no tocante a poderem reunir condições adequadas para cuidarem de suas atualizações técnico-comportamentais e, assim, desenvolverem e/ou usarem novas tecnologias em proveito de ganhos reais de competitividade das empresas para as quais prestam serviços e, com isso, aumentarem sua satisfação com o trabalho e seu bem-estar consigo mesmas. Nosso objetivo é esclarecer alguns conceitos importantes sobre o tema e indicar ações que possam ser tomadas para melhorar o grau de harmonização entre as pessoas e a tecnologia. Vamos aos conceitos: 1) – Avanço. Esta palavra, no nosso contexto, tem o sentido de “processo de mudança”. Fato é que o mundo sempre mudou e continuará mudando, independentemente de nossa vontade e/ou de nossa aprovação e, quer concordemos ou não, no geral, o processo de mudança tem nos conduzido para situações reais de melhor qualidade de vida. Basta observarmos as condições de vida de nossos avós e pais para constatarmos que temos muito mais conforto material que quaisquer deles, e muito melhores condições de vida. Fica, porém, no ar uma questão: somos, no geral, mais felizes do que eles foram? 2) – Tecnologia. Entendemos por tecnologia os esforços reali- Antônio Carlos Cassarro CRA-SP nº 12.927 Sócio-diretor da CTO – Consultoria e Treinamento Organizacional Colaborações para esta seção podem ser enviadas para o e-mail [email protected] Os textos devem conter no máximo 3.000 caracteres (com espaços), nome completo do autor, foto em alta resolução e o registro no CRA-SP. → Este artigo reflete, exclusivamente, a opinião de seu autor. O CRA-SP não se responsabiliza pelas ideias nele contidas. SEMPRE EM CONTATO E SINTONIA COM OS PROFISSIONAIS Meu plano de saúde não cobre o médico e o hospital que eu prefiro me tratar. E agora? Administrador: não se preocupe. Com a parceria do SAESP com a Qualicorp, os planos de saúde que oferecem os melhores médicos, hospitais e laboratórios do Brasil já estão ao seu alcance.¹ Planos até 50 Ligue e confira: %mais baratos.2 0800 777 4004 ou acesse www.qualicorp.com.br ¹A comercialização dos planos respeita a área de abrangência das respectivas operadoras. ²Em comparação a produtos similares no mercado de planos de saúde individuais (tabela de novembro/2012 - Omint). Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. A cobertura de hospitais e laboratórios, bem como de honorários profissionais, se dá conforme a disponibilidade da rede médica e as condições contratuais de cada operadora e categoria de plano. Condições contratuais disponíveis para análise. Dezembro/2012. Amil: Bradesco: Golden Cross: Intermédica: Life: Omint: SulAmérica: Qualicorp Adm. de Benefícios: