NA PRÁTICA
Turismo de negócios
Uma área com boas oportunidades
para o administrador
ESTILO
Férias sem estresse
O que é preciso fazer para
viajar com tranquilidade
Dezembro/2012 Ano 35 - nº 318
PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
A onda de consumo para
as festas de final de ano
traz junto a necessidade
de se organizar para
ter um feliz 2013
_logo principal
_logo negat
_logo vermelho e branco
_logo preto
Editorial
Trabalho ininterrupto
de conscientização
Norte) e Sorocaba, com alta receptividade por parte
dos administradores e das instituições de ensino.
Estamos otimistas, pois começamos a vislumbrar uma mudança de atitude. Em 2013, iremos
desenvolver novas e diferentes ações para zelar
pela qualidade da formação dos administradores
e contribuir para que somente o profissional habilitado exerça as atribuições da carreira. Essa é
a nossa missão: defender e valorizar a classe dos
administradores no Estado.
E é com os olhos voltados para o futuro que nos
empenharemos para cumprir metas ainda mais ousadas em 2013. Afinal, não podemos mais esperar
para administrar com administradores.
Boas festas!
Finalizamos, em 2012,
nossa meta de contar
com oito seccionais em
importantes centros
Adm. Walter Sigollo
DIVULGAÇÃO
No vasto elenco das ações imediatas necessárias
ao país está a revisão do sistema tributário, da legislação trabalhista, além de questões burocráticas,
muito conhecidas de todos nós, administradores.
Muitos desses e outros problemas brasileiros
esbarram na ausência da administração profissional. Não é surpresa para ninguém que o país,
assim como as empresas, tem sido administrado
sem levar em conta a importância do profissional
qualificado e capacitado, ou seja, de um administrador. Poucos enxergam essa realidade, ainda que
o custo social da ausência do administrador nas
organizações seja evidente, desde o fechamento
de empresas em número espantoso nos primeiros
anos de vida até falências que levam a demissões
e suas consequências.
É necessário minimizar os riscos da falta de administradores profissionais nas empresas públicas
e privadas. Nós temos esse compromisso. Essa é a
nossa missão. Assim foi em 2012 e continuará no
próximo ano. O CRA-SP tem trabalhado na conscientização dessa questão ininterruptamente, desde
a realização de dezenas de eventos gratuitos em
nossa sede às ações que abordem modernas práticas corporativas, seja por meio de atividades próprias ou em parceria com empresas que tragam,
como resultado, conhecimento e aprimoramento
técnico aos administradores.
Difundimos a importância da administração profissional nas mídias, nas redes sociais e junto às
Instituições de Ensino Superior, por meio de visitas
e palestras. Ampliamos nossa representatividade no
estado de São Paulo, finalizando, em 2012, nossa
meta de contar com oito seccionais presentes em
importantes centros, como Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos (Baixada
Santista e Vale do Ribeira), São José do Rio Preto,
São José dos Campos (Vale do Paraíba e Litoral
Presidente do Conselho
Regional de Administração
de São Paulo - CRA-SP
3
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twitter.com/
Presidente
Administrador Walter Sigollo
cra_sp
SÃO JOSÉ DO
RIO PRETO
Diretoria
Adm. José Alfredo Machado de Assis
Vice-presidente Administrativo
Adm. Milton Luiz Milioni
Vice-Presidente de Relações Externas
RIBEIRÃO
PRETO
PRESIDENTE
PRUDENTE
BAURU
CAMPINAS
SÃO JOSÉ
DOS CAMPOS
Adm. Alberto Emmanuel de Carvalho Whitaker
Vice-presidente de Planejamento
SOROCABA
Adm. Hamilton Luiz Corrêa
Vice-presidente para Assuntos Acadêmicos
Adm. Teresinha Covas Lisboa
1ª Secretária
GRANDE
SÃO PAULO
Sumário
As boas
perspectivas de
trabalho para o
administrador
no turismo de
negócios
3 Editorial
6 Na Prática
GETTY IMAGES
oficial.crasp
em Na Prática
Turismo de Negócios
Mercado promissor e em alta para o
administrador
10 MIT Sloan
SANTOS
Os papéis do diretor de estratégia
Pesquisa ajuda a entender as
variações da função de empresa
para empresa
Seccionais CRA-SP
Adm. Homero Luis Santos
2º Tesoureiro
Conselheiros
Alexandre Uriel Ortega Duarte, Álvaro Augusto Araújo Mello,
Arlindo Vicente Junior, Carlos Antonio Monteiro, Edgar
Kanemoto, Luiz Carlos Vendramini, Marcio Gonçalves Moreira,
Nelson Reinaldo Pratti e Idalberto Chiavenato (representante do
CRA-SP no CFA)
Conselho Editorial para RAP 2011/2012
Coordenador: José Alfredo Machado de Assis. Integrantes:
Alberto Emmanuel de Carvalho Whitaker, Hamilton Luiz Corrêa,
Luiz Carlos Vendramini, Marcio Gonçalves Moreira, Milton Luiz
Milioni, Roberta de Carvalho Cardoso, Teresinha Covas Lisboa e
Maria Cecilia Stroka
Redação
Editora-chefe
Maria Cecilia Stroka (Mtb 18.357)
Editora
Loraine Calza
Repórteres
Marcos Yamamoto
Katia Carmo
Publicidade
Publicidade Nominal Representações
Diagramação e arte
Propagare Comercial Ltda.
Impressão
Plural Editora e Gráfica Ltda.
Tiragem
45.000 exemplares
A RAP é uma publicação mensal do Conselho Regional de
Administração de São Paulo (CRA-SP), órgão regulamentador
da profissão de administrador, sob a responsabilidade
do seu Conselho Editorial. As reportagens não refletem
necessariamente a opinião do CRA-SP.
Rua Estados Unidos, 889
Jd. América – 01427-001 – SP
Tel.: (11) 3087-3200
[email protected]
www.crasp.gov.br
Seccional de Campinas
Coord. Regional: Adm. Elcio Eidi Itida
Rua Maria Monteiro, 830, cj. 53, Cambuí
13025-151 – Campinas – SP
Tel.: (19) 3307-8555
[email protected]
Seccional de Presidente Prudente
Analista responsável: Adm. Thays de Paula David Ferreira
Av. Cel. José Soares Marcondes, 871, sala 132,Bosque
19010-080 - Presidente Prudente - SP
Tel.: (18) 3916-7544
[email protected]
Seccional de Ribeirão Preto
Delegado: Adm. Marcos Silveira Aguiar
Coordenador Regional: Adm. Marcelo Torres
Av. Braz Oláia Acosta, 727, cj 109 - Jardim Califórnia
14026-040 - Ribeirão Preto - SP
Tel.: (16) 3621-1061
[email protected]
Seccional de Santos (Baixada Santista e Vale do Ribeira)
Coordenadora Regional: Adm. Renata Farias Pizarro Busch
Av. Ana Costa, 296, sala 14, Campo Grande
11060-000 - Santos - SP
Tel.: (13) 3221-9357
[email protected]
Seccional de São José do Rio Preto
Analista responsável: Adm. Eduardo Gomes de Azevedo Junior
Rua Imperial, 59, salas 1 e 2, Vila Imperial
15015-610 - São José do Rio Preto - SP
Tel.: (17) 3305-1765
[email protected]
Organize suas
férias para
evitar estresse e
aborrecimento
14 Perfil
Administrador Destaque
Rogério Amato, presidente da
Associação Comercial de São Paulo
em Estilo
18 Capa
Planejamento Financeiro
Uma ferramenta indispensável para
evitar que a palavra dívida faça
parte do dia a dia
Um planejamento
financeiro bem-feito
é o antídoto para
não cair na onda de
consumo das festas
de final de ano
24 Estilo
Enfim, férias
Mas é preciso planejá-las, e com
antecedência, para aproveitar o
merecido descanso
em Capa
28 Notícias
Indicadores e informação para o
administrador
Seccional de São José dos Campos (Vale do Paraíba e
Litoral Norte)
Coordenador Regional: Adm. Dejair Dutra de Souza
Rua Euclides Miragaia, 700, sala 25, Centro
12245-820 - São José dos Campos - SP
Tel.: (12) 3923-9954
[email protected]
34 Opinião
Adm. Antônio Carlos Cassarro
Seccional de Sorocaba
Delegado: Adm.Edson Conceição Júnior
Coordenadora Regional: Adm. Aida Rodrigues
Avenida Antônio Carlos Comitre, 510, sala 86, Parque
Campolim
18047-620 - Sorocaba - SP
Tel.: (15) 3233-8565
[email protected]
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Adm. Antonio Geraldo Wolff
1º Tesoureiro
Seccional de Bauru
Delegado: Adm. William Lisboa Simas
Coordenador Regional: Adm. Carlos Eduardo Sperança
Av. Nações Unidas, quadra 17-17, sala 109, Vila Santo Antônio
17013-905 - Bauru - SP
Tel.: (14) 3223-1857
[email protected]
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Adm. Roberta de Carvalho Cardoso
2ª Secretária
Na Prática
por Kátia Carmo
As agências especializadas em viagens de
negócio, que hoje representam 43,74% do
mercado do turismo no Brasil, oferecem
um amplo mercado de trabalho para o
administrador. O profissional que ingressar
nessa área, porém, deve se adaptar aos
horários e ritmos diferentes de trabalho
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Demand
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turismo d
turismo no Brasil nunca
esteve tanto em evidência. Com os megaeventos
esportivos que o país
sediará em breve, todas as atenções estarão voltadas para cá. O
mercado, porém, não vive só de
megaeventos sazonais. Existe uma
demanda alta que sustenta o setor de turismo fora das grandes
ocasiões: o chamado turismo de
negócios.
Dados da 8ª edição da Pesquisa
Anual de Conjuntura Econômica
do Turismo, realizada pelo Ministério do Turismo em parceria
com a Fundação Getulio Vargas
em 2012, apontam que as agências especializadas em turismo de
negócio representam 43,74% do
mercado consultado. Ainda conforme a pesquisa, tal percentual se
deve ao incremento do volume de
negócios em virtude da ampliação
do número de viagens demandadas pelas empresas que já faziam
parte do portfólio das agências e
por meio da captação de novos
clientes.
“Hoje em dia, as empresas têm
contratado muito mais os serviços
das agências de viagens corporativas. Em vez de dispor de alguém
que deverá entrar em diversos sites para pesquisar passagens e hotéis, as organizações demandam
essa rotina para um fornecedor,
que vai administrar toda a política
interna de viagens das corporações”, explica Edmar Bull, presidente da Abracorp – Associação
Brasileira de Agências de Viagens
Corporativas.
Para o profissional de Administração, essa é uma área repleta
de oportunidades. Coordenador
do curso de Administração de
Empresas da Facamp (Faculdade
de Campinas), o professor Nivaldo
Pilão detecta o interesse crescente
dos alunos pela gestão do turismo,
que inclui o de negócios. “É uma
área que vem se profissionalizando, com a participação de mais
pessoas de escolaridade superior
e com exigências de qualidade
cada vez maiores e que, portanto,
não vai evoluir sem a presença do
administrador”, avalia.
Formado em Turismo, com especialização em Gestão de Negócios
Turísticos, Krisley Gomes Simões
sentiu a necessidade de também
se graduar em Administração:
“O turismo é uma atividade que
necessita de profissionais multidisciplinares, pois é composto
por uma cadeia produtiva totalmente diversificada, sendo que,
para prestar um serviço, o trade
turístico é alimentado por várias
empresas prestadoras de serviços.
7
RUBENS CHIRI
Na Prática
A graduação em Administração de
Empresas no turismo é, portanto,
indispensável, porque aborda
questões mais profundas da gestão de uma organização, como a
análise de processos, treinamento
de pessoas, gestão do conhecimento, gestão da mudança e da
informação, reengenharia e várias
outra disciplinas que fazem com
que toda a empresa tenha um
melhor desempenho, qualidade,
produtividade e competitividade”,
esclarece.
Especialização
São Paulo, a capital sul-americana de feiras de negócios, realiza
90 mil eventos por ano, que geram:
• Um evento a cada 6 minutos
• 120 das 176 grandes feiras do Brasil
• Cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos
• R$ 2,9 bilhões de receita ao ano com eventos
• US$ 424,2 milhões em serviços nos pavilhões
• US$ 850 milhões em viagens, hospedagem, alimentação,
transporte e compras
• 4 milhões de pessoas circulando pelos eventos, entre
profissionais e compradores, sendo 45 mil compradores
estrangeiros.
Fonte: São Paulo Convention & Visitors Bureau
8
Um dos maiores entraves para
o setor é justamente a falta de
mão de obra especializada. Recentemente, o Ministério do Turismo promoveu, em conjunto
com empresários, acadêmicos e
especialistas em qualificação profissional, uma rodada de debates,
na qual se discutiram os principais desafios do setor, entre eles:
qualificar a mão de obra de baixa
escolaridade, aumentar o número
de profissionais capacitados para
atender à área, envolver os empresários no processo de formação
desses profissionais e desenvolver a participação do turismo na
economia brasileira.
Preocupadas com tal demanda,
muitas empresas têm criado dentro das suas próprias organizações programas que capacitam,
aperfeiçoam e padronizam os
serviços prestados. É o caso da
“Academia Accor”, universidade
corporativa da rede hoteleira que
capacita os colaboradores desde
o nível operacional, passando por
cargos de chefia e gerência. Somente em 2011, mais de 9 mil
treinamentos foram dados pela
Academia, entre presenciais ou
a distância.
A variedade de treinamento é
necessária porque o campo de
atuação do turismo é muito amplo
e, com isso, as empresas precisam,
cada vez mais, adaptar a rotina e
o conhecimento de seus colaboradores à finalidade dos negócios da
organização.
De acordo com a coordenadora
do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, Andréa
Nakane, as principais atividades
integrantes da cadeia produtiva
do turismo são: meios de hospedagem, transportes, alimentação,
entretenimento, agenciamento,
locação de veículos, câmbio, organização de eventos, intérprete
e tradução simultânea, serviço de
guia, produtos de vendas de souvenires, informações turísticas,
planejamento e consultoria de
turismo. “Porém, há estudos da
própria OMT (Organização Mundial do Turismo) que contabilizam
que a cadeia turística pode impactar – direta e indiretamente – até
52 setores da economia”, complementa Andréa.
No centro das atenções
Segundo levantamento do SPTuris, da prefeitura de São Paulo,
a capital paulista é o principal
destino de turismo no Brasil. Os
negócios aparecem em primeiro
lugar, com 45% dos motivos de
visita, enquanto as feiras e eventos vêm em segundo, com 24,4%.
“Já temos definido que São Paulo
receberá um número alto de pessoas devido à abertura da Copa
em 2014. Além disso, São Paulo é
a capital dos negócios no Brasil e,
por isso, sempre teremos maior
fluxo de turistas, independentemente da Copa”, ressalta Bull.
Além de ser o polo principal
do turismo de negócios devido
ao seu potencial econômico, a
capital ainda conta com espaços adequados para a realização
de feiras e eventos. “O principal
equipamento do nosso mercado
é o centro de exposição. Por isso,
pavilhões como o Anhembi e o
Centro de Exposições Imigrantes
receberam e seguem recebendo
investimentos significativos para
a ampliação e modernização de
seus espaços. A atividade de promoção comercial pode ser vista
como um espelho da economia.
Dentro desse cenário, setores
como Indústria, Alimentos &
Bebidas e Construção são, atualmente, grandes fomentadores
de feiras de negócios em todo
o país”, afirma Armando Campos Mello, presidente executivo
da Ubrafe (União Brasileira dos
Promotores de Feiras).
Ao movimentar a economia do
país, o setor de turismo de negócios é responsável pela geração
de inúmeros postos de trabalho:
“As grandes feiras de negócios
brasileiras, por exemplo, colaboram para a geração de 120 mil
empregos temporários em São
Paulo (são 185 mil no país) em
mais de 50 diferentes atividades
de serviços antes, durante e depois das feiras, dentro e fora dos
pavilhões de exposições”, destaca
Mello.
Diante disso, muitas pessoas
sentem-se atraídas pelo setor e
suas oportunidades de emprego.
Porém, mesmo com tantas vagas,
é necessário possuir competências básicas para atuar nesse
segmento.
“Quem pretende entrar neste
mercado de trabalho deve compreender que o setor é bastante
complexo, pois os prestadores
de serviços do turismo vendem
sonhos, não uma mercadoria
tangível antes do uso do serviço”,
alerta Simões. Ele ainda ressalta
que o profissional deve estar
ciente de alguns pontos: “O dia
a dia do trabalho nessa área é
muito dinâmico. Não existem dias
certos para folgas e os horários
também são diferentes de um
emprego ‘convencional’”.
3
3263-1140
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_logo retícula
_logo negativo
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O papel do
diretor de
estratégia
_logo preto e branco
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Ao compreender como as funções
de diretor de estratégia (CSO)
podem variar significativamente
de organização para organização,
conselhos administrativos e CEOs
podem tomar melhores decisões sobre
que tipo de CSO é necessário para suas
equipes de liderança
Por Taman H. Powelli e N. Duncan Angwinii
10
O
diretor de estratégia (CSO) é um papel
relativamente novo, mas cada vez mais
importante em muitas organizações. Para
explorar o papel do CSO, realizamos 24
entrevistas com profissionais que ocupam esses
cargos em empresas do Reino Unido de diferentes setores que fazem parte do Índice FTSE 100
(que representa o desempenho das 100 maiores
companhias do Reino Unido em capitalização de
mercado e cujas ações são negociadas na Bolsa
de Valores de Londres). Dados secundários – relatórios das empresas, documentos de estratégia e
apresentações – foram utilizados para complementar as entrevistas, realizadas tanto no escritório
do CSO como por telefone. Todas as entrevistas
seguiram o mesmo esquema semiestruturado e
um conjunto de perguntas, foram transcritas na
íntegra e analisadas através de um software de
gerenciamento de dados qualitativos.
Desde o início, ficou claro que há uma variação
nos papéis de CSOs, com foco em duas dimensões. A primeira centra-se na fase do processo
estratégico em que o CSO estava envolvido. Nossas descobertas identificaram uma demarcação
significativa entre se o CSO estava voltado para a
formulação da estratégia ou para sua execução. A
segunda dimensão de variação foi a forma como o
CSOs estavam envolvidos no processo da estratégia. Alguns CSOs foram facilitadores, orientando
as unidades de negócios durante a formulação da
estratégia ou auxiliando na sua execução. Outros
foram agentes, ao executar o processo de estratégia por si ou com a sua equipe.
Com base na variação dos papéis desempenhados na organizações, desenvolvemos uma tipologia de quatro arquétipos dos CSOs:
1. Consultor interno
CSOs desse tipo são focados quase que exclusivamente na formulação da estratégia em si com a
sua equipe. A execução da estratégia – a propriedade e a responsabilidade da sua implementação
– reside firmemente com as unidades de negócios.
Tais CSOs realizam atividades semelhantes aos
consultores de gestão tradicionais. Como um deles
afirmou: "É muito parecido com o que um consultor externo faria; a única diferença é que trabalhamos internamente". Como resultado, temos
chamado este arquétipo de "consultor interno."
Um foco comum para os CSOs
do tipo "especialista" é lidar
com o governo ou órgãos
reguladores
Esse tipo de CSO adota uma abordagem muito
racional para o desenvolvimento da estratégia. Um
deles descreveu o papel como: "colocar os fatos
sobre a mesa, chegando com opções, avaliar tais
opções e depois recomendar [a melhor] solução
para o negócio".
Dada a natureza do seu papel, o CSO do tipo
consultor interno muitas vezes vê a si mesmo
como "uma espécie de recurso analítico flexível
que pode ser lançado de paraquedas para onde
quer que haja uma questão particular que precisa
de apoio analítico adicional, talvez de um pouco de
objetividade, ou pelo menos de uma perspectiva
um pouco mais neutra”.
A maioria dos CSOs desse tipo entrevistados tinha experiência em consultoria. Ao deixar a consultoria, eles se juntaram ao mundo corporativo
como um CSO ou um membro dessa equipe, mas
realizam o papel como se ainda fossem consultores externos. O papel dos CSOs desse arquétipo foi
visto em grande parte como uma transição para a
gestão de um negócio com responsabilidade sobre
lucros e perdas. De fato, tais CSOs, após diversos
anos, fizeram a transição para um papel gerencial
do negócio.
2. Especialista
O segundo arquétipo é o do "especialista": um
CSO escolhido para habilidades altamente especializadas que não estavam presentes dentro da
organização. Um exemplo clássico de um CSO especialista é alguém trazido a bordo para manter
a unidade nos processos de fusões e aquisições.
Outro foco comum para especialistas é lidar com
o governo ou órgãos reguladores. Isto é particularmente evidente em setores altamente regulamentados em que as decisões políticas podem ter
um impacto crítico.
De forma geral, o que separa especialistas de
outros arquétipos é o seu nível de segregação das
unidades de negócio. Eles frequentemente agem
11
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O "coach" é muito mais
um facilitador. Alguém
focado na formulação de
estratégia com as unidades
de negócio
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de forma independente, apenas com o CEO e outros relevantes executivos de nível C conscientes
de suas ações. Suas atividades – fusões e aquisições, ou de lobby com o governo ou órgãos reguladores – são inerentemente sensíveis e, como tal,
mantidas à parte da organização em geral.
A eficácia desses CSOs gera dependência de seus
conhecimentos especializados e de seus contatos
fora da organização. Como tal, a maioria dos especialistas foi recrutada em bancos de investimentos e órgãos reguladores ou governamentais.
Em contraste com o arquétipo consultor interno,
especialistas estavam mais propensos a mudar
para outra organização em um papel semelhante,
continuando assim a alavancar suas capacidades
e conexões.
3. Coach
O terceiro arquétipo é o do “coach”, que é muito
mais um facilitador, alguém focado na formulação
da estratégia com as unidades de negócios. Especificamente, esses CSOs utilizam seu acesso e sua
história com o CEO e o conselho de administração
para ajudar as unidades de negócio a desenvolver
estratégias que o conselho e o CEO aprovariam.
Em contraste com os consultores internos, os
coaches não desenvolvem a estratégia por si só.
Em vez disso, eles veem o seu papel, como um CSO
disse, como trabalhando para "fornecer informações, ajudando as pessoas a criar estratégia" e
"garantir que as pessoas estão falando umas com
as outras". Por sua vez, as unidades de negócio escolhem as estratégias que haviam sido orientadas
pelos CSOs para obter a aprovação, de orçamento
e outras, do conselho e do CEO.
Também em contraste com consultores internos e especialistas que são geralmente recrutados
fora da organização, coaches normalmente são
recrutados entre cargos de alto escalão em uma
tendem a permanecer em sua função por um longo
período – muitas vezes passando por um número
de CEOs durante seus mandatos.
unidade de negócios. Os mesmos também tendem
a permanecer no seu papel de CSO por um longo
período, muitas vezes passando por um amplo número de CEOs. A natureza prolongada do papel é
fundamental, pois esse tipo é focado em treinar
as unidades de negócios sobre: (a)como formular uma estratégia; e(b) como obter a aprovação
da estratégia pela equipe executiva. Neste papel,
portanto, é necessário o conhecimento profundo
da equipe executiva e do processo de estratégia
– algo só conquistado após passar anos dentro da
organização.
Que tipo de CSO é necessário?
Enquanto o especialista pode ser apropriado
para organizações que realizam fusões e aquisições significativas ou em setores altamente
regulamentados em que as empresas querem influenciar o diálogo, os outros arquétipos de CSOs
se concentram em diferentes fases do processo de
estratégia – ou na formulação da estratégia para
as unidades de negócios (consultor interno), facilitando o processo de aprovação da estratégia entre
a unidade de negócios e a gestão sênior (coach) ou
facilitando a execução da estratégia com a unidade
de negócios (agente de mudança).
Uma organização deve escolher o seu CSO com
base no estágio do processo de estratégia com
Agentes de mudança passam
a maior parte do tempo
com a chefia da unidade de
negócios trabalhando na
implementação
4. Agente de mudança
O arquétipo final é o de "agente de mudança". Tal
como acontece com especialistas, agentes de mudança focam na execução. Em contraste com especialistas, porém, eles agem através das unidades
de negócios como facilitadores para garantir que
as estratégias sejam promulgadas com fidelidade.
Um CSO descreveu o papel como "um facilitador.
Às vezes, as engrenagens não se encaixam em uma
organização. E você está lá para tentar trazer as
pessoas para dentro do processo".
Agentes de mudança passam a maior parte de
seu tempo com a chefia da unidade de negócios
trabalhando na implementação. Como alguém
disse: "Uma vez que foi feito o planejamento de
negócios ou uma vez que foi feita a estratégia
corporativa, dedico a maior parte do meu tempo
a tentar implementar as decisões que chegamos
ao final desses dois processos".
Tal como acontece com coaches, o sucesso dos
agentes de mudança depende de seus conhecimentos e da rede dentro da organização. Tais CSOs
também tendem a ser recrutados a partir de dentro, geralmente entre as pessoas em cargos de alto
escalão nas unidades de negócios. Eles também
maior necessidade de recursos e atenção. Ao compreender como as funções do CSO podem variar
significativamente, conselhos e CEOs podem tomar melhores decisões sobre que tipo de CSO é
necessário para suas equipes de liderança – e definir as expectativas adequadas para o papel que
ele vai executar.
Copyright © Massachusetts Institute of Technology, 2012. Todos os
direitos reservados
i
professor de gestão estratégica e inovação e diretor do Programa
de Mestrado em Negócios e Empreendedorismo na Cardiff Business
School, em Cardiff, Reino Unido
ii
professor de estratégia e diretor de MBA na Universidade de Oxford
Brookes University Business School, em Oxford, no Reino Unido
Administrador
Chegaram os planos da Amil linha Blue e Bradesco Saúde,
em condições supervantajosas pelo SAESP/CRA-SP.
111
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Comprove o quanto vale a pena. Ligue:
Amil:
Bradesco Saúde:
11 3061-1920
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Parceiro comercial
Qualicorp:
Qualicorp Adm.
de Benefícios:
*Preço para o plano Blue 300 SP QC PJCA – da Amil linha Blue, faixa etária de 0 a 18 anos, acomodação coletiva (tabela de maio/2012 - São Paulo).
12
Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. A comercialização dos planos respeita a área de abrangência das
respectivas operadoras. Preços sujeitos a alterações, por parte das respectivas operadoras, respeitadas as disposições contratuais e legais (Lei no 9.656/98).
Condições contratuais disponíveis para análise. Dezembro/2012
13
Perfil
por Maria Cecilia Stroka
MARCELO MARQUES
FOTOS: MARCELO MARQUES
“E
O administrador Rogério
Pinto Coelho Amato
começou cedo sua vida
profissional ao trabalhar
nas empresas da família.
Hoje, presidente da
Associação Comercial
de São Paulo – ACSP,
ele acumula uma rica
experiência tanto
na iniciativa privada
como no setor público.
Trajetória que o levou a
ser homenageado com a
distinção Administrador
Destaque pelo CRA-SP em
dezembro deste ano
VEIA
de empreendedor
14
stou em casa.” Assim, o presidente da
Associação Comercial de São Paulo –
ACSP e presidente da Federação das
Associações Comerciais do Estado de
São Paulo – Facesp, administrador Rogério Pinto
Coelho Amato, disse se sentir ao ser homenageado
pelo CRA-SP com a distinção Administrador Destaque, concedida pelo Conselho aos profissionais
que têm uma trajetória de sucesso no campo da
Administração.
Filho do empresário Mario Amato, que presidiu a
Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo de 1986 a 1992, o homenageado começou cedo
sua vida profissional ao trabalhar nas empresas da
família. Experiência que ele afirmou ter sido fundamental para a sua carreira, assim como o curso de
Administração de Empresas, concluído na Fundação
Getulio Vargas.
Posteriormente, Amato acumulou cargos na iniciativa privada (hoje também exerce, simultaneamente,
as funções de presidente do Conselho de Administração e sócio da Springer S.A., e presidente do Conselho de Administração e diretor-presidente da Springer
Plásticos da Amazônia S.A.,); no terceiro setor (ocupou
a presidência da Apae-SP - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais); e na área pública – de 2006
a 2009, foi secretário de Estado de Assistência e Desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo.
“A experiência na secretaria foi excepcional. A maioria das pessoas não tem noção de que o setor público,
principalmente do estado de São Paulo, tem gente
de primeiríssima ordem. Gente que trabalha muito”,
disse Amato, que ainda falou da gestão à frente da
Associação Comercial de São Paulo, associação com
118 anos de idade que tem uma história ímpar de luta
pela livre iniciativa e, mais recentemente, pela redução
dos impostos. “Ninguém pode falar de aumento de
impostos. Chegamos ao limite. É preciso fazer mais
com o dinheiro que se arrecada”, alertou. Saiba mais
na entrevista a seguir:
achava que ainda faltava mais dessa visão humana na
minha formação. Foi então que resolvi, junto com um
amigo meu que também havia cursado o São Bento e a
FEI, fazer Administração de Empresas na Fundação Getulio Vargas (FGV). O curso foi de grande importância
na minha vida. Tive o privilégio de estar numa instituição de ensino com portas abertas para o mundo. Nesse
sentido, tenho uma dívida de gratidão muito grande
com a FGV. Tanto lá como no São Bento tive contato
com valores, que foram transmitidos naturalmente,
não como hoje que é preciso que os cursos ofereçam
a disciplina de Ética para os alunos.
RAP: Que “conselhos” o sr. daria para um jovem
que deseja construir sua carreira como administrador?
Adm. Amato: Não sei exatamente quando comecei
a trabalhar, porque saía do colégio e ia direto ajudar
na empresa da família. Foi um privilégio conviver com
o mundo corporativo muito cedo e de uma maneira
leve. Atualmente, o jovem tem pouco contato com o
mundo do trabalho. Antigamente, cursar uma faculdade como a FGV era uma garantia de que você iria
Amato recebeu a homenagem das mãos do presidente do
CRA-SP, Walter Sigollo.
RAP: Por que o sr. resolveu cursar Administração
de Empresas e como o curso foi importante para a
construção da sua carreira?
Adm. Amato: Depois de passar toda minha infância
e adolescência no tradicional Colégio São Bento, de
sólida formação humanista, fiz Engenharia Operacional na FEI. Como naquela época era um curso de três
anos, com 20 eu estava com um diploma na mão, mas
15
Perfil
FOTOS: MARCELO MARQUES
mil pessoas no estado paulista, nasceu lá. Essa formalização possibilita a quem não tinha nada passar a
ter crédito, poder fazer um financiamento. Já vi gente
chorar quando recebeu o MEI. Portanto, essa causa é
muito importante.
O administrador Rogério Amato foi homenageado na reunião plenária nº 4013, de 3 de dezembro de 2012
ter muitas oportunidades no futuro, de que iria ser
chamado pelas empresas. Hoje a dificuldade é enorme.
Por isso quanto mais cedo o jovem entrar na vida profissional, melhor. Sou um defensor e entusiasta da Lei
do Aprendiz [determina que toda empresa de grande
e médio porte deve ter de 5% a 15% de aprendizes
no seu quadro de funcionários], que opera um verdadeiro milagre na vida do jovem. Outro conselho que
daria a um jovem administrador é estudar muito para
construir a carreira. Quando eu estava no primeiro
ano da FGV, falei uma bobagem na aula do grande
sociólogo Maurício Tragtenberg [1929-1998], que
era meu professor. Fiquei tão envergonhado que, no
final da aula, pedi uma orientação de leitura e ele me
recomendou a obra completa de Dostoiévski [Fiódor
Dostoiévski, um dos maiores romancistas da literatura
(1821-1881)], porque precisamos conhecer a alma
humana e compreender o sofrimento humano. Foi
marcante. Ou seja, não adianta ter um conhecimento
superficial. É preciso entender os sentimentos, as motivações das pessoas.
RAP: Como foi sua experiência no setor público
na função de secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, de 2006 a
2009?
Adm. Amato: Foi excepcional. A maioria das pessoas
não tem noção de que o setor público, principalmente
do estado de São Paulo, tem gente de primeiríssima
ordem que trabalha muito, com alto nível de dedicação, e ganha pouco proporcionalmente ao que poderia
16
ganhar se estivesse na iniciativa privada. As críticas
são absolutamente infundadas. Existe uma diferença
que é preciso entender: no setor privado você vai até
onde é proibido; no público, você só faz o que é permitido. E tem de ser assim. É preciso achar o meio
termo entre lidar com o bem público e ser inovador.
RAP: E na presidência da APAE – Associação dos
Pais e Amigos dos Excepcionais?
Adm. Amato: Foi por causa do nascimento da minha
filha caçula, portadora de Síndrome de Down, que passei a ter um envolvimento mais forte com entidades de
assistência social, o que me levou a presidir a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. A Apae é uma
entidade que exige muito da administração. Você consegue fazer muito com pouco, administrar recursos
escassos mobilizando pessoas. Na minha gestão havia
15 mil voluntários. Aprendi bastante naquela época.
RAP: Qual a importância da aprovação da lei que
prevê a discriminação de impostos nas notas fiscais
e foi uma vitória da Associação Comercial de São
Paulo e outras entidades que coletaram, entre 2006
e 2007, mais de 1,5 milhão de assinaturas em todo
o País, com a campanha De Olho no Imposto?
Adm. Amato: Essa é uma luta que estamos travando
há sete anos [durante o fechamento desta revista, o
projeto, que tinha sido aprovado pelo Senado e pela
Câmara, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff]. Está prevista na Constituição, no entanto havia
muita resistência de diferentes setores, porque o Brasil
é um manicômio tributário. Existem impostos que incidem sobre impostos, o que faz com que as pessoas
não tenham noção do que realmente pagam. O pior
é que os dados estão disponíveis para a população,
porque os órgãos públicos são obrigados a divulgá-los
em cumprimento à Lei de Transparência, mas eles não
estão decodificados.
RAP: E qual a relevância das ferramentas da Associação Comercial que visam a conscientizar a
população acerca do excesso de impostos, como o
Impostômetro, por exemplo?
Adm. Amato: Inaugurado em 2005, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo registra de
forma contínua a arrecadação dos impostos, taxas e
contribuições pagos pelos contribuintes, empresas e
cidadãos, para o Governo Federal, os estados e os municípios. Atualmente, o Impostômetro está espalhado
pelas Associações Comerciais de todo o Brasil. Temos
um retransmissor em cada uma delas. A ferramenta
serve para que todos tenham consciência de que é fundamental lutar por melhores serviços públicos. Com
esse objetivo também vamos lançar, junto com o IBPT
(Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entre
janeiro e fevereiro do próximo ano, o Gastômetro, que
será o Google dos impostos.
RAP: Qual é o objetivo do Gastômetro?
Adm. Amato: É uma ferramenta online que irá permitir que as pessoas saibam exatamente o quanto
estão gastando em cada produto ou serviço. Está em
produção há um ano e meio e hoje se encontra em
fase de testes. Umas 30 pessoas, entre tributaristas,
jornalistas e economistas, já testaram o Gastômetro.
É um novo dispositivo inovador e de manutenção da
transparência que possibilitará à sociedade acompanhar com atenção a aplicação de seus impostos.
RAP: Qual a sua expectativa em relação ao crescimento e à economia do país para 2013?
Adm. Amato: Trabalhamos com a expectativa de
crescimento entre 3% e 3,5% para o ano que vem.
Se o país quiser mudar esses números, precisa fazer
algo. Temos dinheiro sobrando no mundo para investimentos e uma brutal demanda insatisfeita, mas
faltam grandes projetos no país, mesmo aqueles que
garantam um retorno de longo prazo. Acho que falta
também mobilização da sociedade para isso. É, portanto, papel do administrador trabalhar por essa mobilização, assim como as entidades de classe devem se
organizar como empreendedores e gente que trabalha
na iniciativa privada para não sermos mais despachantes de pequenas causas. É preciso fazer ainda a gestão
sobre as representações das entidades.
RAP: O sr. assumiu no ano passado a Associação
Comercial de São Paulo e a Federação das Associações Comerciais com o objetivo de defender os
interesses dos micro, pequenos e médios empreendedores. Quais as razões dessa bandeira?
Adm. Amato: Grande parte da legislação para as
micro, pequenas e médias empresas nasceu na Associação Comercial de São Paulo, uma entidade com
118 anos de história [foi fundada em 7 de dezembro
de 1894]. Por exemplo, o MEI [pessoa que trabalha
por conta própria que se legaliza como Microempreendedor Individual], que hoje beneficia mais de 800
17
Capa
Gestão do
D
e maneira geral, o sistema financeiro nacional está bem
difundido entre a população.
Segundo o Banco Central e
a Federação Brasileira de
Bancos (Febraban), o país
consolidou o ano passado com 92 milhões
de contas correntes ativas e 98 milhões de
poupanças. A parcela de cidadãos “bancarizados”, de acordo com a Febraban, é
de aproximadamente 54 milhões. Infelizmente, porém, a inserção de brasileiros aos
serviços bancários não se traduz na maior
organização das próprias despesas. O BC
aponta que os brasileiros comprometeram
22,3% da renda com dívidas em agosto
deste ano – indicador recorde desde o início do levantamento, em 2005.
“É preciso que empresas, bancos, varejistas, órgãos de proteção e defesa do
consumidor, governos e a mídia em geral
colaborem na disseminação dos pontos
fundamentais da educação financeira.
Afinal, todos ganham com a redução da
inadimplência, que a educação financeira
potencialmente promove”, afirma Dorival
Dourado, presidente da Boa Vista Serviços,
administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Ele lembra que o
aumento do crédito nos últimos oito anos
foi um dos impulsionadores do crescimento do consumo das classes de menor
renda. “O crédito chegou a essas famílias,
o que é desejável e muito benéfico para a
economia do país.”
Apesar das dívidas, a previsão, felizmente, é de recuperação da renda da
população. Por meio do Indicador de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor,
a Serasa Experian registra quedas consecutivas nas expectativas de inadimplência.
Para a consultoria de análise de crédito,
fatores como o barateamento do custo das
dívidas, as sucessivas reduções da taxa Selic – índice estabelecido pelo Comitê de
Política Monetária (Copom) que baliza
as taxas de juros cobradas pelo mercado
–, o maior acirramento da concorrência
bancária, a queda no desemprego, a pre-
próprio
bolso
18
GETTY IMAGEs
O planejamento
financeiro é
uma ferramenta
indispensável para
evitar que a palavra
dívida faça parte do
vocabulário do dia a dia
do administrador
dominância de ganhos salariais acima da
inflação nos acordos coletivos e o maior
rigor por parte das instituições financeiras
nos processos de análises e concessões de
crédito contribuirão para estabelecer uma
trajetória gradual, porém consistente, de
redução dos níveis de inadimplência dos
consumidores.
“Constatamos também um número
maior de renegociações de dívidas a partir
do terceiro trimestre de 2011. Os consumidores estavam menos confiantes e priorizaram trabalhar em cima dos débitos já
existentes. Eles se deram bem, pois já estão
em uma situação melhor do que aqueles
que deixaram para agora”, afirma Carlos
Henrique de Almeida, assessor econômico
da Serasa Experian.
Se os ventos estão favoráveis, então,
por que planejar e projetar como estará a
saúde das suas finanças? “Nunca se sabe
como será o amanhã. Todos estamos sujeitos a imprevistos, como desemprego ou
problemas de saúde, e, mesmo assim, não
garantimos uma poupança a ser usada
em emergências, por exemplo”, expõe
Fernando Cosenza, diretor de Inovação
e Sustentabilidade da Boa Vista Serviços.
O primeiro passo do planejamento financeiro é fazer o diagnóstico completo dos
Dourado: "Todos
ganham com
a redução da
inadimplência"
DIVULGAÇÃO
por Marcos Yamamoto
19
NA PONTA DO LÁPIS
SALVAR COMO...
COMO ADMINISTRAR O
DINHEIRO CONQUISTADO:
CONHEÇA OS PROGRAMAS DE COMPUTADOR, SITES E APLICATIVOS DE
SMARTPHONES VOLTADOS AO PLANEJAMENTO FINANCEIRO:
1º
Diagnóstico: verifique seus gastos e
identifique o que é supérfluo
2º
Almeida, da Serasa
Experian: "O maior
inimigo de alguns
consumidores são eles
mesmos"
gastos e incluir, claro, as metas de vida.
“Antes de elaborar uma planilha de gastos mensais, a família deve anotar todas
as despesas (padaria, açougue, vestuário,
transporte, entre outras). Assim, é possível
identificar e reduzir ou eliminar o que é
supérfluo e economizar para a realização
dos seus sonhos, de curto prazo (até um
ano), médio (até dez anos) e de longo prazo
(mais de dez anos)”, lista o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor de livros
sobre o assunto.
Vilões
Antes de alguém jogar na fogueira alguns dos conhecidos vilões dos consumidores, como cheque especial ou o rotativo
do cartão de crédito, a “caça às bruxas”
é mais comportamental do que contra as
opções oferecidas pelo mercado. “O maior
inimigo de alguns consumidores são eles
mesmos e a maneira como encaram as
opções de crédito. Não dá para culpar o
rotativo do cartão apenas porque este é
usado de forma inadequada, quando deveria ser apenas em casos emergenciais”,
alerta Almeida.
Para ele, existe muita falta de cultura
financeira, especialmente entre as classes
não acostumadas a lidar com o crédito.
“Uma vez, atendemos a um jovem, morador de uma favela de São Paulo e chefe
de família com um filho, que possuía três
cartões de crédito. Em vez de se concentrar
em pagar um débito, foi criando outros
sem parar até chegar ao ponto de não
20
Defina seus sonhos: estabeleça três,
pelo menos, de curto, médio e longo
prazo. Pesquise quanto custam e a economia mensal para realizá-los
3º
Costume: adquira o hábito de poupar
parte do que ganha antes de gastar,
priorizando a realização de seus sonhos
4º
Cotação: antes de adquirir qualquer
produto ou serviço, faça sempre o orçamento em três lugares diferentes, visando à melhor relação preço-qualidade
5º
À vista: evite compra a prazo. Se fizer,
registre-a no orçamento financeiro
jGnash
Mint
gBolso
Easy Cash Manager
BankFacil
O jGnash é um
programa de computador para auxiliar
no cálculo das mais
variadas contas, desde
as movimentações
financeiras mais
simples até para quem
possui um orçamento
complicado e com
variáveis. É possível
acompanhar gastos e
ganhos com controle
total, realizando o
balanço preciso das
contas, bem como
conferir contas de
investimento e outras
transações básicas.
Todas as informações
do programa possuem
tradução ao português, facilitando ainda
mais o entendimento
de cada ferramenta
pelos usuários.
Disponível em jgnash.
softonic.com.br.
Aplicativo para smartphones. O Mint mostra
quanto, realmente,
se tem para utilizar
baseado na relação
de gastos reais. Por
estar sempre online,
a ferramenta puxa e
classifica as transações.
Se o gasto foi feito em
dinheiro, a inclusão
pode ser manual. O
app também envia
lembretes para evitar
atrasos involuntários
nas contas. A sacada
do Mint é um alerta,
criado para o caso de o
gasto chegar perto do
limite do orçamento
disponível. Disponível
para Android, iPad e
iPhone.
Site de controle
de investimentos.
A versão gratuita
fornece a evolução das
despesas e receitas em
aplicações financeiras
e importa extratos
bancários do internet
banking (compatível
com Banco do Brasil,
Itaú-Unibanco,
Bradesco, Santander e
HSBC). Caso esteja viajando, as informações
contidas no gBolso podem ser acessadas via
celular. A versão paga
oferece, entre outras
funcionalidades, o
histórico de aplicações
e cálculo de taxas de
rendimentos.
O programa gerencia gastos de
forma personalizada.
É possível editar as
categorias, cadastrar
novas informações e
depois digitar tudo
para que o programa
calcule automaticamente o quanto foi
arrecadado, gasto e o
quanto sobrou. Para
isso, basta lançar as
informações referentes
à entrada e saída de
dinheiro. O Easy Cash
Manager permite
salvar cada planilha de
gastos, que pode ser
acessada separadamente. Disponível em
easy-cash-manager.
softonic.com.br.
A principal ferramenta
é a simulação de
cartão de crédito. O
BankFacil separa seis
perfis distintos de consumidores (estudante,
familiar, meu 1º banco,
gastador, executivo e
aposentado) e lista as
principais bandeiras e
categorias para cada
um deles. Os campos
de preenchimento de
despesas levam em
consideração a quantia
que se espera gastar
mensalmente, o saldo
devedor de parcelamento com juros, o
valor da anuidade
divulgada pelo banco
e a forma preferida
de utilizar os pontos
(viagens, produtos,
carro, celular).
Grátis
www.gbolso.com.br.
Grátis
Grátis
Grátis
6º
Voz da consciência: pergunte-se se a
compra é realmente necessária e se
dispõe de todo o dinheiro para pagar
7º
Pechincha: se for o caso, sugerir descontos ajuda na hora de fechar o caixa
Fonte: DSOP Educação Financeira
GETTY IMAGES
DIVULGAÇÃO
Capa
21
conseguir pagar nem sequer a parcela
mínima”, lembra.
O pior é que as consequências da falta de
cuidado com o próprio bolso atingem mais
que o saldo na conta bancária do devedor,
passando para a autoestima e qualidade de
vida dele e de quem o cerca, como família,
amigos e, inclusive, colegas de trabalho.
“O colaborador endividado, na maioria das
vezes, desvia o pensamento para os problemas financeiros e perde o foco. Além
disso, ele pode apresentar um maior nível
de tensão. Com isso, qualquer pequeno
problema pode estressá-lo e prejudicar a
qualidade do ambiente de trabalho e a produtividade na empresa”, comenta o diretor-executivo da Libratta Finanças Pessoais,
Rogério Olegário do Carmo, especialista
em Administração Financeira e Mercado
CARTAS NA MESA
DICAS SIMPLES PARA OBTER UMA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS
BEM-SUCEDIDA:
1
Antes de renegociar, faça as contas e leve anotada uma
proposta dentro do seu orçamento.
2
Leve as contas em atraso, cartas de cobrança e outros documentos que possam ajudar na negociação.
3
Avalie as suas reais condições para quitar as dívidas, se
precisa de prazo, desconto ou ambos.
4
Deixe claro ao profissional que analisará seu caso os motivos que fizeram você deixar de pagar as contas.
5
6
Ouça a proposta que ele irá lhe apresentar e, caso não seja
possível atendê-la, apresente uma sugestão mais próxima
das suas condições.
Lembrete: sempre pegue o comprovante que formaliza o
acordo.
7 Cuidado com as promessas milagrosas de empresas que
dizem recuperar o seu crédito.
8
9
As únicas formas de regularizar uma dívida são efetuando o
pagamento ou fazendo um acordo formal com a empresa
credora.
A renegociação de dívidas mostra que você está interessado em solucionar seus problemas financeiros. Valorize a
oportunidade e cumpra o acordo realizado.
Fonte: Serasa Experian
22
de Capitais pela Fundação Getulio Vargas.
Para evitar que a palavra “dívida” faça
parte do vocabulário diário, a principal
orientação é aderir ao uso responsável
do dinheiro. “A cultura do consumismo
cria contínuas necessidades e objetos de
desejo, e contribui para o endividamento.
É preciso estabelecer ações de redução
de custos, como a substituição de pendências por outras de juros menores ou
vender ativos de elevada manutenção ou
ociosos”, afirma o administrador Tethuo
Ogassawara, sócio-diretor da auditoria
KSI Brasil. “O ideal é pensar sempre quais
serão as receitas e despesas daqui a dois
ou três meses, pelo menos”, diz Cosenza.
O planejamento é a tônica da vida financeira do administrador Nelson Andrade,
de 33 anos. Apesar de ter passado por um
período agitado, marcado pelo casamento,
em 2010, e uma mudança de emprego no
ano seguinte, ele conseguiu harmonizar
a relação de gastos e receitas para não
passar os dias no sufoco. “Não troco de
celular a cada seis meses ou algo do tipo.
Meu consumo é equilibrado, consigo me
planejar de forma tranquila”, conta. A
organização das finanças é a chave para
que não tenha surpresas indesejadas no
extrato. “Comprei os presentes de Natal
antes, em novembro, até para evitar os
preços mais altos e a grande movimentação de pessoas nos shoppings. Vou usar o
13º salário que economizei para trocar de
carro no começo do ano que vem”, planeja
Andrade.
ARQUIVO CRA-SP
Capa
"Meu consumo é
equilibrado, consigo
me planejar de forma
tranquila", conta o
administrador Andrade
(aos que estão endividados) se eles, antes,
não forem educados financeiramente”,
alerta Domingos.
Saber como investir também é um ponto
importante, pois, se feito no tempo certo
de aplicação e resgate, potencializa ganhos
e minimiza perdas. Desde 2002, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), por
exemplo, qualifica profissionais capazes
de gerenciar produtos de investimentos
de empresas, clubes de investimentos e
pessoas. “O Programa de Certificação é
um dos pilares que contribui para o desenvolvimento sustentável dos mercados
financeiro e de capitais. Nesses dez anos,
acompanhou mudanças estruturais nos
mercados e na economia brasileira e foi
aprimorado e, hoje, está consolidado como
uma ferramenta essencial de capacitação e
qualificação dos profissionais”, diz a presidente da Anbima, Denise Pavarina.
O resultado do consumo certo aparece
em indicadores favoráveis aos brasileiros.
A Serasa Experian aponta que, de janeiro
a setembro, 15,1 milhões de brasileiros
conseguiram limpar os nomes em 2012 e
saíram da lista negra. Já a pesquisa Perfil
do Inadimplente, realizada no terceiro trimestre de 2012 pela Boa Vista Serviços,
destaca o otimismo do consumidor em
relação ao futuro: 90% dos entrevistados
esperam uma situação financeira melhor
no próximo ano. Para criar esse horizonte
feliz, vale um lembrete de atenção redobrada a fim de evitar as tentações de final
de ano e concretizar o Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
Reeducação
As empresas também têm um papel ativo
na reeducação de seus colaboradores,
para o bem ou para o mal. “Infelizmente,
a maioria delas procura ajudar por meio de
parcerias com bancos, oferecendo crédito
consignado, por exemplo, saída esta que,
se adotada sem efetiva mudança de hábitos e costumes pelo funcionário, pode ser
prejudicial e tornar a situação ainda mais
difícil. Não se deve oferecer crédito, bonificações e até mesmo aumento de salário
23
Estilo
por Mayara Barbosa
Férias
sem
estresse
É preciso planejar as férias,
e com antecedência, para
aproveitar o merecido descanso
e se prevenir contra possíveis
crises nas áreas econômica,
corporativa e pessoal
F
GETTY IMAGEs
érias é um período que
remete à diversão, descanso e lazer, mas, se
mal planejado, pode trazer mais dores de cabeça que
tranquilidade para o viajante,
sua família e a empresa onde
ele trabalha. Planejar as férias,
então, trata-se de um trabalho
de prevenção contra possíveis
crises, nas áreas econômica,
corporativa e pessoal.
De acordo com o professor
de Finanças da Escola de Administração de Empresas de
24
São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV), César
Casenali, umas das melhores
medidas, no aspecto pessoal, é
organizar uma lista prévia das
coisas que quer comprar ou fazer, para não cair na tentação
de consumir de forma desordenada. “O problema das pessoas,
na verdade, é psicológico. Ao
ter em alguns momentos o impulso da compra, elas acabam
se endividando sem perceber o
que estão fazendo. Se você está
no exterior e se esquece de fa-
zer a conversão, acaba pagando
uma conta muito mais alta do
que imaginava. Afinal quem
converte não se diverte”, lembra Casenali.
Além do planejamento financeiro em si ( leia mais sobre o
tema na reportagem de capa
desta edição ), as férias exigem
uma organização que começa na
escolha do roteiro e no formato
da viagem. Por uma questão de
comodidade, algumas pessoas
preferem viajar em grupo com
acompanhamento de guia para
cuidar dos trâmites de aeroportos e entrada e saída dos hotéis,
o que é um facilitador principalmente para quem não domina
vários idiomas. Outras, porém,
optam pelas viagens individuais
com roteiros personalizados e
hotéis e serviços escolhidos de
acordo com o seu interesse.
Em qualquer um dos casos,
uma boa dica é adquirir a viagem de férias com uma agência
ou operadora que tenha experiência, credibilidade e garantia
da entrega do produto. A agência CVC, por exemplo, também
recomenda uma conversa prévia
com um agente de viagens que
poderá dar dicas importantes
sobre clima, pontos turísticos,
mapas, cultura, gastronomia e
costumes locais dos destinos –
fatores decisivos na escolha da
viagem e no melhor aproveitamento dos passeios.
Fazer as reservas com antecedência também é uma medida
preventiva, que pode ajudar
nas finanças da viagem. Dependendo do destino, as tarifas aéreas são mais econômicas
quando reservadas um tempo
antes. O ideal são dois a três meses, dependendo do local, reco-
menda a agência Queensberry,
operadora que atua no mercado
nacional e internacional.
Nem todo planejamento do
mundo, porém, é capaz de evitar os imprevistos. Portanto, se
preparar bem para a viagem é
a melhor forma de lidar com
eles. Os sites da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e da Anac
(Agência Nacional de Aviação
Civil), respectivamente, www.
infraero.gov.br e www.anac.
gov.br, trazem guias para os
passageiros, com informações
importantes como documentos para embarque nacional e
internacional, quantidade de
medicamentos que podem ser
levados em bagagens de mão
e, principalmente, direitos dos
OPÇÕES PARA LEVAR DINHEIRO
PONTO POSITIVO PONTO NEGATIVO
DINHEIRO
FÍSICO/VIVO
MAIS FÁCIL DE
CONTROLAR,
ISENTO DAS
TAXAS DE
OPERAÇÕES DE
CRÉDITO
FACILIDADE DE PERDAS,
EXTRAVIOS, ROUBOS E
ASSALTOS
CARTÃO DE
CRÉDITO
SEGURO E
PRÁTICO DE
CARREGAR
IOF ALTO (6,38%) E PERDA
DE CONTROLE DOS
GASTOS
CARTÃO DE
DÉBITO
MENOR
PROBABILIDADE
DE ROUBO E
MAIS FÁCIL DE
CONTROLAR
IOF DE 0,38%, MAIS
TARIFAS DO CARTÃO E
PERDA DE VALOR NO
CÂMBIO
CHEQUES
DE VIAGEM
(TRAVELLER
CHECKS)
NÃO SÃO TODOS OS
ESTABELECIMENTOS
QUE ACEITAM, NÃO
FACILIDADE DE
É PRÁTICO COMO O
CONTROLE E
CARTÃO E SE A PESSOA
MENOS CHANCES
VOLTAR COM CHEQUES
DE ROUBO
PERDERÁ DINHEIRO NA
TAXA DE CÂMBIO. POUCO
UTILIZADOS HOJE EM DIA
Fonte: professor César Casenali
25
GETTY IMAGES
Estilo
DESTINOS
EM ALTA
EM ALTO-MAR
Os brasileiros tomaram gosto pelas viagens de cruzeiros. Na
temporada 2011/2012, encerrada em meados de maio deste ano,
os 17 transatlânticos que percorreram a costa do país transportaram
volume recorde de passageiros: 805.189 pessoas.
Iniciada em novembro último, a temporada 2012/2013 terá a
presença de 15 navios no litoral do país até abril. A expectativa da
Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) é a de que
762 mil cruzeiristas aproveitem 280 roteiros de viagens. A oferta
será 15% menor que na anterior por causa da temporada mais
curta – cinco meses contra sete na última estação – e dos cruzeiros
mais longos. “Aumentamos a duração dos roteiros. Vínhamos
com temporadas repletas de minicruzeiros, mas percebemos
que o turista brasileiro prefere passar mais tempo a bordo. Por
isso, esticamos as saídas e agora teremos menos viagens, porém
mais longas, com média de sete noites”, explica Ricardo Amaral,
presidente da Abremar.
ESPECIALMENTE PARA A RAP,
A OPERADORA QUEENSBERRY
ENUMEROU OS LOCAIS QUE
ESTARÃO NA MODA DENTRO
E FORA DO BRASIL NO
PRÓXIMO ANO:
NACIONAL
PEQUENOS HOTÉIS E RESORTS
DE LUXO LOCALIZADOS NAS
PRAIAS BRASILEIRAS
INTERNACIONAL
passageiros em caso de atrasos,
cancelamentos dos voos e extravios de bagagens – situações
corriqueiras nos aeroportos. Da
mesma forma, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos
(Abremar) dispõe no seu site
(www.abremar.com.br) o Guia
do Cruzeirista. O documento
alerta, por exemplo, para o
fato de que todas as divergências detectadas em relação às
despesas devem ser resolvidas a
bordo, pois nenhuma análise ou
reembolso pode ser feita após o
desembarque.
No trabalho
Em empresas de grande porte,
o normal é que a área de Recursos Humanos cuide dos procedimentos para as férias dos
funcionários e as tarefas sejam
divididas entre os integrantes
da equipe, mas, em empresas
menores, a ausência de um colaborador pode ser um problema,
tendo em vista que elas precisam de todos para atender às
demandas dos clientes. “Férias
26
Fazer as reservas com
antecedência é uma
medida preventiva
que pode ajudar nas
finanças da viagem
ÁFRICA
podem custar caro para empresas de menor porte”, assinala a
também professora do curso de
Administração da FGV Beatriz
Maria Braga.
Outra questão delicada que
precisa ser administrada é que
a grande maioria das pessoas
quer tirar férias durante a
época de recesso escolar, para
poder aproveitar o descanso
junto com os filhos. “Nessas situações, o certo é que haja um
rodízio, para que a empresa não
saia lesada com saídas simultâneas dos funcionários”, alerta
Beatriz.
Ao funcionário cabe deixar
tudo organizado durante o seu
período de ausência. “Ninguém é
indispensável, claro, mas o fluxo
ÁSIA E PACÍFICO
ÁFRICA DO SUL, QUÊNIA,
TANZÂNIA E ZÂMBIA
do serviço vai normalmente ser
afetado com a falta de um dos
elos. É preciso programar tudo
à priori, para não ficarem problemas no período de férias”, recomenda o administrador Laerte
Leite Cordeiro, diretor da consultoria em Recursos Humanos que
leva seu nome.
Tanto quanto possível, as férias
são para serem gozadas e não
interrompidas. "O descanso recompõe energias e traz de volta
a motivação e a aplicação ao trabalho. Hoje as férias são de um,
amanhã de outro. Por isso, é importante colaborar sempre para que
todos os colegas tenham condições
de aproveitar bem suas férias e não
encontrar problemas na volta",
assinala Leite Cordeiro.
AMÉRICAS
PERU (ESPECIALMENTE MACHU
PICCHU) E CHILE (DESERTO DO
ATACAMA E PATAGÔNIA)
LOGÍSTICA, TRANSPORTE E INFRAESTRUTURA
Armazenagem • Operador Logístico • Gestão via TI • Multimodal
TAILÂNDIA, LAOS, VIETNÃ,
CAMBOJA E MALÁSIA, ALÉM DA
CHINA E DA ÍNDIA QUE DEVEM
SE MANTER EM ALTA
EUROPA
DESTINOS CLÁSSICOS (COMO
PARIS, LONDRES, ROMA E ILHAS
GREGAS), BEM COMO ALGUNS
LOCAIS DA MODA, COMO
CROÁCIA E TURQUIA
NORTE DA ÁFRICA
MARROCOS E TUNÍSIA
ORIENTE MÉDIO
DUBAI E JORDÂNIA
Uma Perspectiva Brasileira
C
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• O processo
• As dificuldades
• Os problemas enfrentados pelos
profissionais brasileiros
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Um retrato atual da logística brasileira,
suas dificuldades, sua estruturação e seus percalços.
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27
MAYARA BARBOSA
Notícias
Suzana Funghetto, do Inep, falou sobre os critérios de avaliação e as dificuldades
impostas pela diversidade do país na palestra realizada no CRA-SP
Avaliação atualizada
das IES no Brasil
O Ministério da Educação (MEC)
divulgou no início de dezembro
os indicadores de qualidade da
educação superior brasileira em
2011. No ano passado foram
avaliados 8.665 cursos das áreas
de ciências exatas, licenciaturas
e áreas afins, além de cursos dos
eixos tecnológicos de controle e
processos industriais, informação
e comunicação, infraestrutura e
produção industrial.
Também foram divulgados os
dados do IGC (índice Geral de
Cursos), um indicador de qualidade de Instituições de Ensino
Superior, que leva em considera28
ção a infraestrutura do curso de
graduação e pós-graduação e sua
organização didática, corpo docente (por exemplo, a presença
de professores doutores e mestres) e a nota dos concluintes no
Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), entre
outros fatores.
Os resultados compõem o primeiro ciclo completo dos indicadores de qualidade, realizado entre
2008 e 2011, quando foram avaliados 18.346 cursos de 2.136 instituições – a Universidade de São
Paulo não participa da avaliação
por discordar dos critérios do MEC.
De acordo com o indicador, as
IES são divididas em cinco faixas:
5 e 4, formadas pelo grupo de excelência que fica dispensado de
inspeção do MEC; 3, regulares; e
2 e 1, inadequadas, que têm de
prestar esclarecimentos ao MEC,
podendo sofrer supervisão e até
ser fechadas. Do total de 2.136
universidades, faculdades e centros universitários avaliados em
2011, 50,6% tiveram conceito 3
e 27% obtiveram conceito insuficiente (entre 1 e 2).
"Nesse período cai o número de
instituições que estavam no nível
1, e cai fortemente o número de
instituições que estavam em nível
2, o que é um ótimo indicador",
analisou o ministro da Educação
Aloizio Mercadante. "Também
aumenta o nível 3 de forma significativa, aumenta muito o nível
4 e um pouco o nível 5. Ou seja,
houve uma melhora generalizada
na qualidade do desempenho das
instituições por curso, quando
analisamos de 2008 a 2011", salientou.
Publicada no dia seguinte à divulgação do índice, reportagem do
jornal Folha de S. Paulo alertava,
porém, para a mudança recente
feita no cálculo das notas dos
cursos das IES, segundo a qual a
proporção de professores com
doutorado perdeu representatividade de 5% na composição do
indicador, o que acabou beneficiando 8% dos cursos. Segundo o
MEC, a mudança foi feita para induzir que haja mais docentes com
dedicação integral e acolheu uma
consideração de que em alguns locais não há doutores disponíveis.
ção Getulio Vargas (FGV-EAESP) e
a Faculdade de Administração de
Empresas de Campinas (Facamp)
compõem a faixa de excelência
do indicador (conceito 5) entre
as IES paulistas. Aparecem na
faixa 4 a Escola Superior de Administração de Empresas – Inea
Faculdades, a Escola Superior de
Administração e Gestão – Esags,
a Faculdade de Administração
da Fundação Alvares Penteado
(FAE-Faap) e a Escola Superior
de Administração da HSM (a lista
completa está disponível no portal do Inep – Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do MEC
(www.inep.gov.br).
“A maioria dos cursos de Administração avaliados está classificada entre as faixas 3 e 4”,
informou a coordenadora geral
de Avaliação dos cursos de graduação e IES do Inep Suzana
Schwerz Funghetto, que esteve
pouco antes da divulgação dos
resultados na sede do CRA-SP
para apresentar a palestra Avaliação do Ensino Superior, realizada
a convite do Grupo de Excelência
em Gestão de Instituições de Ensino Superior do Conselho.
Suzana apresentou os novos indicadores de avaliação do Inep/
MEC e os critérios utilizados. Ela
destacou que o Brasil possui o
maior sistema de graduação do
mundo e o processo de avaliação,
que tem como objetivo aferir a
qualidade das IES, dos cursos de
graduação e de desenvolvimento
de estudantes, ainda é muito
novo, e completou: “Não existe
um instrumento perfeito de coleta de dados”.
Ainda sobre as complexidades
da avaliação, ela afirmou que é
necessário levar em conta a diversidade do país – “não posso
ter o mesmo processo pedagógico em diferentes lugares do
Brasil” – e a identidade do curso
– “para se ter uma ideia, há cursos como Gerontologia, Estética
Capilar, Gestão do Surfe e Produção de Cachaça”, assinalou.
Cursos de Administração
A Escola de Administração de
Empresas de São Paulo da Funda29
Notícias
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL E
PROJETO PEDAGÓGICO ARTICULAÇÃO IMPRESCINDÍVEL
Raquel C. Ferraroni Sanches
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O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
(IESS) divulgou recentemente as estimativas das
despesas nas áreas de saúde pública e suplementar, além de previdência social, até 2030,
geradas por conta da mudança demográfica
que vai acontecer no País nos próximos anos.
Para 2030, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) projeta que o total de idosos
atingirá 40,5 milhões de brasileiros, ou 19% da
população, de 216,4 milhões.
Segundo o estudo, os gastos do Sistema Único
de Saúde (SUS) com assistências ambulatorial e
hospitalar podem atingir até R$ 63,5 bilhões,
um crescimento de quase 150% em relação aos
R$ 25,5 bilhões despendidos a esses serviços
em 2010.
Já os gastos previdenciários e assistenciais
do governo devem chegar a 46,1% do Produto
Interno Bruto (PIB) até 2030 – crescimento de
27,4 pontos porcentuais em relação ao patamar
registrado em 2010, de 18,7% do PIB. Por sua
vez, os gastos do setor de saúde suplementar no
país devem ultrapassar R$ 80 bilhões em 2030,
o que representará um crescimento de mais de
35% em relação aos R$ 59,2 bilhões despendidos pelas operadoras em 2010, somente como
consequência do aumento do total de beneficiários de planos de saúde e, principalmente, da
parcela de idosos.
30
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Mais gastos com a
saúde
Indicações de leitura | Indicações de leitura
Pequenas em alta
O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas aumentou 15,3% em outubro
em relação ao mesmo mês de 2011, segundo a pesquisa de conjuntura Indicadores, do Serviço de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). Por setores, o comércio apresentou o melhor
resultado, uma alta de 20,9%, seguido pela indústria,
com crescimento de 15,8%, e serviços, com elevação
de 7,7% na mesma base de comparação.
Social
MBA CONTABILIDADE ESTRATÉGICA
E GESTÃO DE NEGÓCIOS
Instituto Esporte Educação
A organização tem por objetivo contribuir para a formação
do cidadão por meio da educação física e do esporte. Criada
em 2001, a entidade atua em duas frentes: atendimento
direto a crianças e adolescentes em atividades esportivas
e socioeducativas, e formação de professores e estagiários
aliada ao desenvolvimento de uma metodologia de esporte
educacional. O Instituto coordena uma série de núcleos em
parceria com diversas entidades – escolas, associações comunitárias, prefeituras, Sesi e Sesc –, inseridos em regiões e
comunidades que apresentam baixo nível socioeconômico
e alto índice de vulnerabilidade e falta de estrutura. As doações podem ser feitas em dinheiro ou em forma de material
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No confronto de outubro com setembro deste ano,
a receita real (já descontada a inflação) das MPEs
do estado aumentou 7,9%. A pesquisa do Sebrae-SP
mostra que as micro e pequenas paulistas registraram receita total de R$ 47,5 bilhões em outubro, o
que representa uma elevação de R$ 6,3 bilhões ante
outubro de 2011 e R$ 3,5 bilhões a mais do que em
setembro deste ano.
“O desempenho positivo do consumo no mercado
interno, favorecido pelo desemprego em baixa e pelo
aumento na renda do trabalhador, puxou o resultado
das MPEs paulistas”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, que esteve no
início de dezembro no CRA-SP para apresentar uma
palestra a convite do Comitê Jovens Administradores
do Conselho.
Por regiões, as MPEs do ABC tiveram o melhor
desempenho: o faturamento cresceu 26,3% em outubro ante outubro de 2011. Na sequência vêm o
município de São Paulo com alta de 20,6%, a região
metropolitana de São Paulo, com aumento de 16,5%,
e o interior, com 14,1% a mais na receita real.
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Federal do Rio de Janeiro
31
Notícias
Atratividade do Brasil
Ambiente macroeconômico, ambiente institucional, talentos e capital humano, infraestrutura física, infraestrutura financeira, conectividade e imagem do país são
os pilares fundamentais para a
formação e a excelência de um
polo atrativo de investimentos
e negócios, de acordo com a segunda edição do relatório sobre
a atratividade do Brasil, realizado
pela consultoria Brain com o apoio
do The Boston Consulting Group.
O relatório apresenta o desempenho comparativo do Brasil em relação a 13 países em
57 dimensões envolvendo esses
pilares. A conclusão é de que o
país encontra-se distante dos
principais polos do mundo, mas
tem características que o tornam
apto a essa função, como a força
de sua economia, sua infraestrutura financeira e estabilidade
política e institucional. “Ainda há
muito a ser feito e é necessário
dar continuidade às ações positivas que estão em curso. Porém,
observando o contexto global e
os avanços ocorridos na última
década, a perspectiva para o Brasil é bastante positiva”, conclui o
estudo.
No pilar Ambiente Institucional, por exemplo, o excesso de
burocracia é apontado como gerador de um grande custo para
a realização de investimentos e
negócios no país, embora não os
impeça. O Brasil tem a pior classificação em indicador que mostra
o nível de impacto da burocracia,
atrás de países emergentes como
México, China e Chile.
Outro ponto bastante sensível
32
o número de horas necessárias
para o cálculo e pagamento de
tributos equivalentes por empresas em todo o mundo, o Brasil,
representado por São Paulo, aparece como o pior dentre os 183
países analisados.
Já no pilar Talentos e capital
humano, a avaliação é a de que
o país possui uma grande vantagem estrutural em termos de
demografia, pois passa por um
período chamado bônus demográfico, em que a força de trabalho é relativamente maior do que
a população dependente. Mas,
NÍVEL DE IMPACTO DA BUROCRACIA SOBRE
OS NEGÓCIOS - NOTA 0 - 10
8,6
7,9
7,3
7,0
6,1
6,0
5,9
4,2
3,2
BRA CHN
FRA
MEX GBR
JPN
USA
2,9
CHL HKG SGP
Fonte: World Competitiveness Yearbook 2012 - IMD
para o país refere-se ao custo do
cumprimento das obrigações tributárias. Em pesquisa que mostra
considerando-se outras características relacionadas à qualidade
do ensino e circulação de talentos, sua situação é desfavorável
em comparação com outros paí-
ses. Em ranking do Global Talent
Index, projetado para 2015, o
país é apenas o 38º colocado entre 60 países avaliados.
Em contrapartida, o país está
PAÍS ATRAI NÚMERO CRESCENTE DE
CONGRESSOS E CONVENÇÕES
PESQUISA APONTA AUMENTO NA ATRATIVIDADE
DO BRASIL A TALENTOS INTERNACIONAIS EM
2011 E 2012
Nº de eventos internacionais no Brasil
BRASIL
12º
+11%
18º
26º
26º
297
27º
231
174
256
275
304
224
187
133
2008
2009
2010
2011
2012
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Fonte: World Competitiveness Yearbook 2012 - IMD
Fonte: International Congress and Convention Association
hoje mais atrativo a talentos internacionais. Esse aumento de
atratividade foi capturado na
pesquisa do IMD (World Competitive Yearbook 2012), na qual o
Brasil passou da 27ª posição em
2010 para a 12ª em 2012 em relação aos países selecionados.
Nas dimensões relacionadas à
imagem como lugar para se fazer
negócios, o Brasil tem destaque
na captação de eventos internacionais e no tema da sustentabilidade. No entanto, nas dimensões
mais fundamentais, como interesse estrangeiro em investimentos e negócios, o país ainda está
classificado como crítico ou a desenvolver.
NÚMERO DE HORAS PARA CÁLCULO E PAGAMENTO DE IMPOSTOS
HORAS/ANO
3000
2600
736
IRPJ
490
INSS
FGTS
SIST.S
2000
1374
ICMS
1000
0
12
DUBAI
63
80
HONG
KONG
84
110
109
131
132
LONDRES
187
187
NOVA
YORK
221
254
316
330
347
398
XANGAI SÃO
PAULO
MUMBAI
Fonte: Doing Business 2012 - Banco Mundial
O BRASIL ESTÁ EM 38º LUGAR DE 60 PAÍSES NA PROJEÇÃO DO GLOBAL TALENT INDEX 2015
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
Estados Unidos
Dinamarca
Finlândia
Suécia
Noruega
Cingapura
Austrália
Canadá
Suíça
Hong Kong
Alemanha
Israel
Holanda
Reino Unido
Nova Zelândia
16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27.
28.
29.
30.
França
Irlanda
Bélgica
Taiwan
Áustria
Coreia do Sul
Espanha
Itália
Japão
Rep. Checa
Chile
Portugal
Polônia
Eslováquia
Hungria
31.
32.
33.
34.
35.
36.
37.
38.
39.
40.
41.
42.
43.
44.
45.
China
Argentina
Grécia
Rússia
Índia
México
Romênia
Brasil
Malásia
Arábia Saudita
Colômbia
Ucrânia
Turquia
Filipinas
Tailândia
46.
47.
48.
49.
50.
51.
52.
53.
54.
55.
56.
57.
58.
59.
60.
África do Sul
Peru
Egito
Bulgária
Equador
Venezuela
Cazaquistão
Vietnã
Paquistão
Irã
Indonésia
Sri Lanka
Algéria
Nigéria
Azerbaijão
Fonte: Global Talent Index Heidrick & Strugles
33
Opinião
Humanizando a tecnologia
34
zados pelas pessoas no sentido
de desenvolverem equipamentos,
processos ou métodos que permitam fazer, de modo mais efetivo
(eficiente e eficaz), coisas que já
fazíamos ou novas coisas a fazer.
Em síntese: tecnologia nada mais
é do que conhecimento humano
aplicado, de acordo com um método, de modo a atingir determinado resultado ou objetivo.
O cenário atual caracteriza-se
por emprego maciço da tecnologia
da informática em todos os processos industriais, burocráticos
e de automação. As informações
correm o mundo em milésimos de
segundos e vamos continuar evoluindo nesta e em todas as áreas
de atuação humana.
Isso nos leva a propor a mesma
reflexão: tudo isso tem tornado os
seres humanos mais felizes?
3) – Humanizar. Cremos que
“humanizar” seja tornar alguma
coisa humana ou mais humana.
A grande questão não se prende
a humanizar a tecnologia – posto
que ela é naturalmente humana –,
mas recordar ao homem os valores
básicos que nele já foram incutidos, por Deus ou pela ciência, sem
polemizar.
Pena que uma significativa
maioria de seres humanos ainda
é por demais materialista e, pior,
imediatista – causas que o levam
a lutar por obter e manter mais e
mais poder, mais e mais riqueza,
no menor tempo possível. E esse
procedimento acaba por quase
embotar a consciência, a capacidade de julgamento entre o que
seja bem e o que seja mal.
Precisamos reconhecer que, in-
dependentemente de vontades individuais, tais julgamentos sempre
ocorrem e que, quer sob o prisma
da religião, quer da ciência, o homem sempre terá que acabar pagando por aquilo que faz. Ciência:
“A toda ação corresponde uma reação de força igual e sentido contrário”. Religião: “O que o homem
plantar, seguramente isso colherá”.
Concluindo, somos de opinião
que “humanizar a tecnologia” nada
mais seja que procurar sempre
obter avanços tecnológicos, respeitando, ao máximo, os aspectos
sociais e ambientais, contribuindo
para a melhoria – ou, pelo menos,
a conservação – da qualidade de
vida das pessoas. Estamos falando
então de um conceito maravilhoso:
humanizar a tecnologia é cuidar
de desenvolvê-la tendo em vista a
felicidade humana e a preservação
do planeta!
Marly pereira
No cenário em contínuo e cada
vez mais veloz e abrangente processo de mudança, algumas considerações devem ser feitas no
sentido de harmonizar o avanço
tecnológico com as emoções e
as expectativas das pessoas no
tocante a poderem reunir condições adequadas para cuidarem de
suas atualizações técnico-comportamentais e, assim, desenvolverem
e/ou usarem novas tecnologias em
proveito de ganhos reais de competitividade das empresas para as
quais prestam serviços e, com isso,
aumentarem sua satisfação com o
trabalho e seu bem-estar consigo
mesmas.
Nosso objetivo é esclarecer alguns conceitos importantes sobre
o tema e indicar ações que possam ser tomadas para melhorar
o grau de harmonização entre as
pessoas e a tecnologia. Vamos aos
conceitos:
1) – Avanço. Esta palavra, no
nosso contexto, tem o sentido de
“processo de mudança”. Fato é que
o mundo sempre mudou e continuará mudando, independentemente
de nossa vontade e/ou de nossa
aprovação e, quer concordemos ou
não, no geral, o processo de mudança tem nos conduzido para situações reais de melhor qualidade
de vida. Basta observarmos as
condições de vida de nossos avós e
pais para constatarmos que temos
muito mais conforto material que
quaisquer deles, e muito melhores
condições de vida. Fica, porém, no
ar uma questão: somos, no geral,
mais felizes do que eles foram?
2) – Tecnologia. Entendemos
por tecnologia os esforços reali-
Antônio Carlos
Cassarro
CRA-SP nº 12.927
Sócio-diretor da
CTO – Consultoria e
Treinamento Organizacional
Colaborações para esta seção
podem ser enviadas para o e-mail
[email protected]
Os textos devem conter no máximo
3.000 caracteres (com espaços),
nome completo do autor, foto em
alta resolução e o registro no CRA-SP.
→ Este artigo reflete, exclusivamente, a opinião de seu autor.
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da revista - Conselho Regional de Administração de São