A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO O TURISMO COMO POLÍTICA PÚBLICA NA AMAZÔNIA RIBEIRINHA: UMA ABORDAGEM SOBRE O MUNICÍPIO DE CAMETÁ- PA JOSÉ CARLOS DA SILVA CORDOVIL1 Resumo Este trabalho tem como objeto de estudo as políticas públicas de incremento da atividade turística pensadas para o município de Cametá, no Nordeste do Estado do Pará, identificado como uma realidade ribeirinha da Amazônia. Procuramos analisar as políticas planejadas por meio de um conjunto de documentos, especialmente os Planos de Desenvolvimento do Turismo no Estado do Para (PDT-PA). Em relação ao procedimento metodológico foi realizada a pesquisa documental e bibliográfica. Feita a sistematização dos dados verifica-se que as políticas de turismo pensadas para Cametá estão incluídas num contexto mais amplo, onde prevalece uma abordagem ambientalista e de pouca articulação com as características socio-geográficas locais. Palavras-chave: Políticas públicas; Plano de Turismo; Amazônia. Abstract: This work has as study object the increase of public policies in tourism thought for Cametá , in the state of Para Northeast, identified as a reality of the Amazon river. We sought to analyze the policies planned by a set of documents, especially the Tourism Development Plan in the State of Para (PDT -PA). Regarding the methodological procedure was carried out documentary and bibliographic research. Made the systematization of data it appears tourism policies designed to Cametá are included in a larger context, where prevails an environmental approach and little coordination with local socio- geographical features. Key-words: Public policy; Tourism Plan; Amazon. 1 – Introdução O turismo emerge no atual contexto de flexibilização econômica como estratégia de política pública capaz de propiciar o desenvolvimento e para ele é dado atenção especial nos vários níveis de governo. Isto justifica seu destaque como uma das atividades mais relevantes, não somente pelo aspecto econômico, como também do ponto de vista politico, cultural e social. Desse modo, são implementadas políticas públicas, especialmente em nível estadual e municipal, evidenciando-se a importância das políticas de turismo como 1 Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual Paulista/Campus Presidente Prudente. E-mail de contato: [email protected] 3324 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO estratégia (espacial) de desenvolvimento. Isso passou a ocorrer também no Estado do Pará por meio da elaboração de planos de desenvolvimento da atividade, onde são destacados os polos turísticos, a exemplo do Polo Araguaia-Tocantins, onde está inserido o município de Cametá (figura 01). Análises contidas em outros trabalhos, sobre elaboração e implementação das políticas de turismo, mostram que a concepção de desenvolvimento presente nos planos está atrelada à ideia de crescimento econômico e à modernização tecnológica, prevalecendo seu entendimento pela ótica econômica. Em relação aos procedimentos, fizemos uso da pesquisa bibliográfica, por meio da qual se estabeleceu um primeiro diálogo com a temática do trabalho, pois sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com o que foi produzido sobre o assunto (MARCONI; LAKATOS, 2010). Esse instrumento foi realizado por meio da seleção e sistematização de livros, periódicos, dentre outros, com a finalidade de aprofundar a fundamentação sobre os conceitos relacionados ao turismo, desenvolvimento e políticas públicas. O levantamento e a análise documental foi outro procedimento utilizado. Neste caso buscamos reunir conhecimentos técnicos produzidos e consubstanciados em documentos. Segundo Chizzotti (2006), a pesquisa documental serve para tratamento e análise de dados, ela pode ser um aspecto dominante em trabalhos que visam a mostrar a situação atual de um assunto determinado ou intentam traçar a evolução histórica de um problema. Assim, buscamos obter informações no tocante às políticas públicas planejadas no Estado do Pará contidas no Plano de Desenvolvimento do Turismo. O trabalho está estruturado em dois momentos. No primeiro é situada a discussão sobre as políticas públicas de turismo. No segundo é apresentado o contexto das políticas públicas de turismo no Estado de Pará, tendo como referência o município de Cametá, exemplo de uma realidade ribeirinha na Amazônia, e sua inserção nas políticas estaduais através dos Planos de Desenvolvimento do Turismo. 3325 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Figura 01: Mapa de Localização de Cametá. Organização: Ferreira e Monteiro (2014) 2 – O turismo como política pública Buscar o entendimento de como a atividade turística pode contribuir para o desenvolvimento demanda aprofundar as análises sobre como o Estado, nos diferentes níveis, atua na implementação de suas políticas e como sua atuação repercute no desenvolvimento da atividade e na sociedade (ENDRES, 2008). A partir de um contexto de flexibilização econômica a Organização Mundial de Turismo (OMT), em meados da década de 1970, propõe que se adote o turismo na estrutura administrativa pública como forma dos países, sobretudo, os em desenvolvimento, controlarem e planejarem a atividade. É assim que o Estado tem no turismo uma de suas atividades e para ele dirige sua atenção setorial (BENI, 2003). 3326 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Para Cruz (2000, p. 40) as políticas de turismo são entendidas como: [...] conjunto de intenções e estratégias estabelecidas e/ou ações deliberadas, no âmbito do poder publico, em virtude do objetivo geral de alcançar e/ou dar continuidade ao pleno desenvolvimento das atividades turísticas em um dado território. Nessa perspectiva as políticas públicas de turismo vêm assumindo decisiva participação através de ações que orientem a organização e o desenvolvimento da atividade. É essa crescente relevância do turismo o motivo principal que leva a necessidade de intervenção através de seu planejamento. Assim, em virtude de sua grande importância, “em vista de seus importantes efeitos econômicos, sociais, ambientais, políticos e culturais, o turismo, organizado e planejado, é poderoso instrumento de aceleração ou complementação do processo de desenvolvimento” (RODRIGUES, 1997, p.80). É necessário destacar também que as políticas de turismo, estabelecidas pelo poder público, devem beneficiar todos os atores sociais envolvidos, para que ocorra um verdadeiro processo de desenvolvimento. Souza (2002, p. 21), referindo-se à discussão da viabilidade da proposta de desenvolvimento a partir do turismo, ressalta que este [...] será tendencialmente bom ou ruim, do ponto de vista do desenvolvimento, dependendo: 1) do que se entenda por desenvolvimento; 2) da natureza do turismo em questão (seu caráter predatório ou não, o grau de contraste socioeconômico e cultural entre os grupos humanos envolvidos); 3) de quais grupos ou segmentos sociais específicos referentes à área de destino do fluxo turístico se esteja falando. De acordo com Benevides (1998), o conceito de desenvolvimento deve ter uma conotação dinâmica e processual. Para Souza (2002), deve designar um processo de superação dos problemas sociais, em cujo âmbito uma sociedade se torna, para seus membros, mais justa e legítima. O que se entende por desenvolvimento e principalmente a contribuição da atividade turística neste processo são condições indispensáveis, pois o turismo constitui-se atualmente uma estratégia de desenvolvimento a partir da sua escolha 3327 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO como setor prioritário da política governamental, como em Estados da região Amazônica, onde é recorrente a referência ao desenvolvimento sustentável. Frey (2005), referindo-se a essa temática, faz considerações a respeito das propostas de desenvolvimento sustentável, ressaltando que não é nem questão de crescimento econômico, nem questão de falta de conhecimento sobre as interações ecossistêmicas, mas uma questão da necessidade de superar os conflitos de distribuição e de busca de justiça social. Ou seja, é uma questão eminentemente política. A partir dessas reflexões iniciais faz-se pertinente compreender como isso tem se evidenciado em um município da Amazônia, através das políticas estaduais planejadas para o turismo, cabendo questionar a natureza dessas políticas e verificar as dimensões do desenvolvimento que estão sendo levadas em conta como objetivos e diretrizes centrais. 3 - As políticas de turismo no Estado do Pará e a inserção de Cametá As políticas de desenvolvimento do turismo na Amazônia referem-se às ações planejadas visando ao incremento da atividade através de programas e planos. Políticas de incentivo à atividade turística surgiram, o que levou governos estaduais e municipais a dar maior ênfase ao turismo subsidiando-o e incluindo-o definitivamente nas políticas públicas, tornando-o parte integrante da máquina dos governos (HALL, 2001). As políticas atuais que são pensadas e/ou implementadas pelos governos dos Estados e dos municípios foram influenciadas pelos principais planos e programas criados para desenvolver o turismo na Amazônia desde a década de 1970 com os Planos de Desenvolvimento da Amazônia (PDA) e os Planos de Turismo da Amazônia (PTA), até os mais recentes, a exemplo do Programa de Ecoturismo para a Amazônia (PROECOTUR), a partir dos quais foi delineado um modelo de turismo pautado no desenvolvimento do ecoturismo (BRASIL, 1977, 1992, 2002). Assim, frequentemente, hoje, a formulação de políticas públicas na Amazônia se nutrem do discurso do desenvolvimento sustentável, o que pode ser percebido através do incentivo ao desenvolvimento do ecoturismo na região. 3328 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Portanto, buscando uma sintonia com as diretrizes definidas por estes programas e planos, os governos na Amazônia vislumbram principalmente no segmento do ecoturismo, novas alternativas de desenvolvimento. Através das estratégias de desenvolvimento a partir da incorporação de territórios para o turismo. Nestes termos, o caso de Cametá é interessante para pensar a questão da associação das políticas públicas às realidades locais, posto que se trata de um município que, em grande parte, resguarda potencialidades e dimensões de uma Amazônia ribeirinha. O início do processo de ocupação e, consequentemente, de formação do primeiro núcleo de povoamento de Cametá se dá com os religiosos. A questão estratégica de dominação territorial, presente com a construção de fortificações militares, vinculava o surgimento das cidades à questão estratégica, mas vinculava-se também às construções idealizadas na cristandade como tarefa missionária junto aos “homens selvagens” da América conforme Vicentini (2004). Sua fundação em 24 de dezembro de 1635 está relacionada ao surgimento dos primeiros núcleos urbanos no contexto de ocupação e povoamento português na Amazônia no século XVII. A partir desse momento passou a desempenhar a função de servir como ponto de defesa e/ou de penetração e conquista de território por meio do rio, definindo a ocupação da região através da circulação fluvial; estratégia esta que conferiu um ordenamento espacial de seu espaço voltado para o rio. É nessa dinâmica que o rio Tocantins demarca sua importância para na vivência local, pois ainda hoje, os momentos da vazante e da cheia influenciam na partida ou chegada das embarcações que todos os dias aportam nos trapiches e portos da cidade, que possui uma configuração urbana onde as principais ruas, a exemplo de outras cidades amazônicas, terminam invariavelmente no porto (OLIVEIRA, 2000). A partir das décadas de 1950-60, com a emergência do padrão de organização espacial estrada-terra firme-subsolo (GONÇALVES, 2002), é redefinida a rede urbana regional, ganhando destaque as cidades da rodovia. Ao rápido e recente crescimento desses centros urbanos, opõem-se um menor crescimento das cidades ribeirinhas como a cidade de Cametá. Assim, essas últimas foram afetadas pela circulação rodoviária e por uma menor valorização de suas hinterlândias, verificando-se uma 3329 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO diminuição ou estagnação de suas áreas de influência e do capital como focos de navegação fluvial (CORRÊA, 1987). Atualmente, como legado de seu passado econômico, destaca-se ainda em Cametá uma economia de base extrativa, principalmente do açaí e do pescado. Além disso, outras atividades produtivas são vistas como potencialidades para o desenvolvimento, como a piscicultura e o turismo. No Estado do Pará, o turismo tornou-se uma das ações prioritárias de gestão. Nos últimos anos, além das atividades de mineração e agropecuária, o governo estadual busca consolidar o desenvolvimento do ecoturismo como mecanismo de expansão da atividade (FIGUEIREDO, 1999). O governo do Estado passou assim, a incentivar a atividade turística através do órgão representativo de turismo - a PARATUR. Foram elaborados os Planos de Desenvolvimento do Turismo (PDT-PA), documentos que congregam as diretrizes gerais para o desenvolvimento do turismo (figura 2). Nos referidos planos os objetivos propostos têm como intenção realizar a prática turística aliando a sustentabilidade da região amazônica à competitividade. As principais estratégias contidas nesses planos dizem respeito aos polos turísticos em que foi dividido o Estado: Belém, Amazônia Atlântica, Marajó, Tapajós, Xingu e Araguaia-Tocantins, onde está inserido o município de Cametá (figura 3). Analisando as informações contidas nos planos referentes às estratégias planejadas para o Polo Araguaia-Tocantins, onde está inserido o município de Cametá, verifica-se uma grande ênfase dada ao desenvolvimento sustentável. Além disso, na forma como foram elaborados, os planos não visualizam a diversidade dos polos (que são muito extensos) e as especificidades dos municípios, como no caso de Cametá, que passam a ser tratados de forma genérica face às características do Polo Araguaia/Tocantins. Há na realidade um agrupamento de municípios que apresentam uma grande diversidade do ponto de vista da formação sócioespacial. 3330 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Figura 02: Quadro dos Planos de desenvolvimento do turismo no Estado do Pará. Fonte: Adaptado de PARÁ (2001, 2011). Organização: Cordovil (2015). Figura 03: Mapa dos Polos Turísticos do Estado do Pará Fonte: PARATUR (2011). 3331 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO Portanto, as iniciativas governamentais contidos nos planos para a viabilização do turismo, podem não contemplar em sua plenitude o potencial (sócio-geográfico) para o turismo existente no município de Cametá; o que é extremamente preocupante, pois a associação das políticas à realidade local é fundamental para o desenvolvimento adequado do turismo. 4 – Considerações Finais Os governos interessados em promover o desenvolvimento, têm no turismo um poderoso aliado, emergindo práticas de incentivo à atividade através de políticas para o setor. Assim, nas últimas décadas o governo brasileiro passou a conceber, incentivar e implementar políticas de desenvolvimento do turismo nas diversas áreas que compõem o território nacional, por exemplo, na Amazônia. Através das estratégias espaciais voltadas para instalação e desenvolvimento da atividade, é proposta como modalidade mais viável para a região o ecoturismo. É cada vez mais forte a tendência dos governos estaduais e municipais na região buscarem como alternativa de desenvolvimento a prática de políticas de fomento à atividade turística principalmente à modalidade do turismo ecológico, que, pelo discurso apregoado, utiliza os recursos naturais e culturais de um determinado lugar e contribui para conservá-los, sendo dessa forma, inspirado no discurso do desenvolvimento sustentável, destacando-se apenas uma sustentabilidade ecológica. No caso de Cametá, que apresenta uma grande influência do rio no cotidiano da população, destacamos que essa característica também pode ser utilizada como atrativo para dinamizar as atividades turísticas. Assim, faz-se necessária uma política de maior sintonia com as potencialidades locais, devendo-se estabelecer diretrizes gerais para o desenvolvimento da atividade e criando condições de promover benefícios para a população local. Referências Bibliográficas BENEVIDES. Ireleno. Turismo e Prodetur: dimensões e olhares em parceria. Fortaleza: EUFC, 1998. BENI, Mario Carlos. A política de turismo In: TRIGO, L.G (org.) Turismo: como aprender, como ensinar. 2 ed. São Paulo: Editora Senac: São Paulo, 2003. 3332 A DIVERSIDADE DA GEOGRAFIA BRASILEIRA: ESCALAS E DIMENSÕES DA ANÁLISE E DA AÇÃO DE 9 A 12 DE OUTUBRO BRASIL, Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia. I Plano de Turismo da Amazônia (Nova República). Belém, 1977. BRASIL. Ecoturismo: visitar para conservar e desenvolver a Amazônia. Brasília: MMA/SCA/PROECOTUR, 2002. CORRÊA, R. L. A periodização da rede urbana da Amazônia. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, v. 4, n. 3, p. 39-68, jul./set. 1987. 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