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Retração de ofertas
5385876 - O ESTADO DE S. PAULO - IMÓVEIS - São Paulo - SP - 02/08/2015 - Pág 01 e 03
De acordo com levantamento realizado pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio
(Embraesp), no primeiro semestre deste ano, o mercado assistiu a uma redução no ritmo de
projetos das empresas em relação ao mesmo período de 2014, quando 11.809 unidades
residenciais foram lançadas na cidade de São Paulo. Já entre janeiro e junho deste ano o
total ficou em 9.651, o que representa uma queda de 18,27%.
A redução confirma o período difícil que o mercado imobiliário atravessa em razão da crise
econômica vivida pelo País, com aumento de desemprego, juros mais altos e restrições no
crédito. “O patamar de lançamentos não é bom, principalmente porque estamos comparando
com um ano (2014) que já foi ruim”, diz o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP),
Claudio Bernardes.
Segundo ele, o Secovi já havia detectado queda de 18,5% nos lançamentos ao fazer a
comparação entre janeiro e maio de 2015 e os cinco primeiros meses do ano passado.
Bernardes entende que a tendência deve se manter até o final do ano, ainda que o segundo
semestre em geral seja melhor do que o primeiro. “A situação se torna mais crítica pela falta
de boa expectativa. A economia do País precisa voltar a crescer, os indicadores econômicos
precisam melhorar”, afirma o dirigente.
Um dormitório. Pela pesquisa, também é possível comparar as oscilações de preço dos
imóveis residenciais entre junho de 2014 e o mesmo mês de 2015. As unidades de um
dormitório foram a modalidade que registrou alta, com o preço médio de lançamento indo de
R$ 351.587,51 para R$ 457.065,70, acréscimo de 30%.
Os preços das casas e apartamentos de dois ou três dormitórios lançados tiveram queda de
20,6% e 31% respectivamente, que pode ser explicada em parte pela diferença de tamanho
das unidades. Enquanto em 2014 a média da área total dos imóveis de dois quartos era de
99,68 m², neste ano caiu para 85,24 m². Já a área média das habitações com três dormitórios
baixou de 158,63 m² para 125,95 m².
A cidade de São Paulo concentrou 40% das unidades lançadas durante o mês de junho na
região metropolitana, com 2.036 imóveis. Em toda a Grande São Paulo foram lançadas
4.880 unidades. Tanto na Capital quanto nos demais municípios, as casas e apartamentos
de dois dormitórios têm a maior fatia entre os lançamentos, com 3.868 unidades.
O diretor executivo da incorporadora You,Inc, Eduardo Muszkat, diz que a procura maior
pelas unidades de dois quartos se acentuou nos últimos quatro ou cinco anos. Segundo ele,
o aumento do preço do metro quadrado também influenciou. “Como ficou mais caro, os
apartamentos diminuíram para caber no bolso do cliente”, acrescenta.
Para o vice-presidente comercial da Abyara Brasil Brokers, Bruno Vivanco, o dois quartos
costuma ser o primeiro imóvel da família que parte para a casa própria. “É o apartamento de
quem está casando, saindo do aluguel. Sempre é o de maior demanda”, explica Vivanco.
Ousadia. O sócio-diretor da Eugenio Marketing Imobiliário, Maurício Eugenio, diz que a
queda no número de lançamentos já notada em 2014 e confirmada no primeiro semestre
deste ano deixa clara a decisão das construtoras e incorporadoras de primeiro vender os
imóveis já construídos.
“As empresas estão preocupadas em se reestruturar e desovar o estoque, mas entendo que
falta ousadia ao mercado. Apesar das dificuldades, ainda há demanda no mercado
imobiliário”, diz ele.
Bruno Vivanco entende que o mercado imobiliário caminha de mãos dadas com a situação
econômica do País e explica a retração no número de lançamentos. “A economia está
depressiva, há muita preocupação com o desemprego. Para o mercado melhorar, é preciso
enxergar pelo menos um cenário positivo no médio prazo”, afirma. “Se a taxa de juro cair, a
oferta de crédito melhorar, a roda volta a se mover”, exemplifica.
Tags: Abyara Brasil Brokers, embraesp, Eugênio Marketing Imobiliário, Inc, lançamentos,
Secovi, You
Ficha Técnica
Empresa: ANEPAC
Autor:
Estado: SP
Categoria: Infraestrutura e Habitação
Cidade: São Paulo
Tipo Veículo: Jornal
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Potencial comprador espera queda de preço em 12 meses
5385875 - O ESTADO DE S. PAULO - IMÓVEIS - São Paulo - SP - 02/08/2015 - Pág 02
O mercado imobiliário continua a enfrentar um cenário desafiador, com uma número
decrescente de pessoas dispostas a comprar unidades residenciais e perspectivas
crescentes de quedas de preços, apontou a pesquisa Raio X Fipezap: Perfil da demanda de
imóveis.
De acordo com números do 2°trimestre de 2015, 58% das pessoas que pretendem comprar
imóvel nos próximos 12 meses declararam esperar queda de preços. Outros 26% disseram
prever manutenção de preços, enquanto apenas 16% declararam acreditar em aumento.
O resultado aponta intensificação da perspectiva observada desde o final do ano passado,
quando a estimativa de queda começou a se distanciar das outras projeções. Tanto que no
1° trimestre deste ano, aqueles que acreditavam em uma desvalorização atingiram 55% dos
entrevistados, enquanto 25% apostavam em preços iguais e 20% previam alta. A variação
média dos preços esperada para os próximos 12 meses passou a ser de -7,4% no 2°
trimestre de 2015, contra -6,2% nos primeiros três meses do ano.
Consistente com essa percepção, de acordo com o estudo, o total de investidores no
mercado imobiliário residencial caiu novamente ao longo do segundo trimestre, atingindo
37% no acumulado em 12 meses. "A queda ocorreu tanto entre investidores que pretendem
alugar seu imóvel quanto aos que compram para revendê-lo", diz texto do estudo.
A piora na expectativa de preço de curto prazo foi acompanhada por um pequeno aumento
no desconto médio praticado nas transações do mercado imobiliário no começo de 2015. No
final do 2° trimestre, o desconto médio das operações realizadas nos últimos 12 meses
estava em 7,6%, o que vem crescendo desde janeiro, quando estava na média histórica de
6,9%.
Além disso, a maior parte dos compradores de imóveis nos últimos 12 meses acredita que
os preços dos imóveis estão altos (36%) ou muito altos (27%).
Entre quem pretende comprar imóvel nos próximos três meses, 40% afirmaram que os
preços estão muito altos, mesma porcentagem daqueles que disseram que estão altos.
Diante desse cenário, os que afirmam ter intenção de comprar um imóvel nos próximos três
meses caiu para 43% no segundo trimestre de 2015, ante 48% no trimestre anterior.
Dentre os que ainda pretendem comprar uma unidade, 49% se declararam indiferente entre
novo ou usado. Aqueles que preferem novos somaram 15%, enquanto 36% disseram buscar
usados.
A pesquisa foi feita conjuntamente por Zap e Fipe com 1.871 pessoas entre 6 e 27 de julho
passado.
Ação do BC para o setor mostra efeito
Célia Froufe Eduardo Rodrigues
A complexa engenharia financeira que o Banco Central promoveu ao final de maio paragarantir uma fonte de financiamento para imóveis e para o setor ruraljámostrou efeito. O saldo
dos recolhimentos compulsórios de instituições financeiras relativos à poupança saltou de R$
120,4bilhões em maio para R$ 142,5 bilhões emjulho,se-gundo dados da instituição
divulgados na quarta-feira.
Desde abril de 2014, o estoque estava na casa dos R$ 120 bilhões. O aumento de R$ 22,1
bilhões de maio para junho está associado às mudanças feitas pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN) em 28 de maio para ampliar o chamado "funding", porque a poupança, fonte
principal para esses tipos de empréstimos, vem registrando um volume de saques maior do
que o de depósitos desde o começo do ano. Na ocasião do anúncio, o diretor de política
monetária do BC, Aldo Mendes, calculou que se todos bancos usassem as novas
prerrogativas, o sistema de financiamento imobiliário deveria receber um acréscimo de R$
22,5 bilhões a partir de 1 de junho.
Para evitar uma injeção de recursos extras, que poderia acarretar em um aumento de
liquidez justamente durante um período de alta dos juros, o CMN promoveu redução e
aumentos de outros depósitos compulsórios. "Temos que manter a coerência com política
monetária praticada neste momento", disse, na ocasião, o diretor.
O BC vem promovendo alta da taxa básica de juros, a Selic, desde abril de 2013.
Atualmente, está em 14,25% ao ano. Por conta disso, esses recursos passam a ser
retomados pelo BC por um terceiro compulsório, sobre depósitos a prazo, cuja taxa vai subir
de 20% para 25%. A medida também previa um aumento de R$ 2,5 bilhões para o setor
rural. O depósito compulsório é uma reserva destinada ao BC, que os bancos são obrigados
a entregar de acordo com o total de captações de depósitos.
Ficha Técnica
Empresa: ANEPAC
Autor: Lucas Hirata
Estado: SP
Categoria: Infraestrutura e Habitação
Cidade: São Paulo
Tipo Veículo: Jornal
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Imobiliária de Campinas tem vídeos feitos por drones
5385870 - DCI - SÃO PAULO - São Paulo - SP - 03/08/2015 - Pág 01
- Em período de ritmo fraco da economia, recorrer à criatividade gera um diferencial no
mercado e pode trazer bom proveito. Por exemplo, a imobiliária Homehunters, de Campinas,
apostou na tecnologia e passou a usar drones para captar imagens dos imóveis disponíveis
para locação ou venda.
O uso do equipamento também permite a visualização do bairro, assim, o cliente não precisa
ir ao local para conhecer a vizinhança. Além disso, o interior do imóvel também é filmado e
as imagens vão para o site da empresa. Diferentemente das fotografias, dessa forma há a
sensação de que o indivíduo está dentro da casa ou apartamento e a possibilidade de
conhecer detalhes de cada espaço pela tela do computador ou smartphone.
O investimento na nova ferramenta para atrair clientes custou R$ 300 mil, incluindo drones,
lentes, câmeras, tripé, uma Kombi e treinamento da equipe para a realização dos vídeos. O
diretor da Homehunters, Mauro Vanti Macedo, disse que estudou detalhadamente o projeto
para ser um diferencial no mercado. "Eu tive a luz de pensar nisso porque a maioria dos
condomínios tem lazer, tem piscina, quadra de tênis, então resolvi fazer as imagens aéreas
disso. Eu estudei o assunto para fazer vídeos de 1 a 2 minutos em média, pensando no
internauta. Drone é um negócio caro ainda, mas uma vez que eu filmo a parte aérea dos
condomínios sejam eles prédios de apartamentos ou condomínios de casas eu faço uma vez
só esse trabalho e depois cada imóvel que estiver naquele condomínio eu filmo a parte
interna com os meus corretores. Eles foram treinados para isso. Hoje quando vão aos
imóveis para avaliar e falar com o proprietário para trazer o imóvel para a Homehunters,
filmam em vez de fazer fotos", diz.
Mauro Macedo disse que a empresa é pioneira no País em escala de vídeos. Hoje, a
Homehunters tem um banco de dados com mais de dois mil imóveis. Por mês, são
produzidos em média 25 vídeos e a meta é dobrar. O objetivo até o final do ano é ter todos
os imóveis filmados. "Não há imobiliária no Brasil que tenha essa quantidade de vídeos
disponíveis num site", destaca.
Segundo ele, para quem procura um imóvel, através dos vídeos é possível que a pessoa no
conforto de sua casa possa ver todos os vídeos dos imóveis com credibilidade muito maior
do que as fotos, que muitas vezes são ruins e se são boas podem estar maquiadas.
"Transporto a pessoa para dentro do imóvel, sem ela se deslocar. É uma economia de tempo
e uma grande comodidade. Para o proprietário acontece algo muito interessante. Os imóveis
que filmo, acabam tendo menor número de visitas. Mas, ao levar alguém, a pessoa já está
interessada. Com o vídeo, evito invadir a privacidade dos proprietários, pois na maioria dos
imóveis à venda o morador ainda está lá. Tem de vender antes, para comprar outro. Estou
com fila de espera de vídeo", conta.
O investimento na nova ferramenta para atrair clientes custou R$ 300 mil, incluindo drones,
lentes, câmeras, tripé, e treino da equipe para a realização dos vídeos. O diretor da
Homehunters, Mauro Vanti Macedo, disse que a meta é ter diferencial no mercado. Depois,
em cada imóvel de um condomínio ele filma a parte interna com os corretores, para mostrar
a interessados
Ficha Técnica
Empresa: ANEPAC
Autor: Milton Paes
Estado: SP
Categoria: Infraestrutura e Habitação
Cidade: São Paulo
Tipo Veículo: Jornal
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Alagoas fecha o cerco contra extração irregular de areia
5385848 - JÁ É NOTÍCIA - 03/08/2015
Considerada uma atividade potencialmente danosa ao meio ambiente, a extração de areia
em Alagoas passou a ser fiscalizada com maior rigor no Estado. Prova disso é que desde
2014 mais de 30 inquéritos foram instaurados pelo Departamento de Polícia Federal (DPF)
para apurar crimes relacionados à retirada irregular desse bem mineral, usado comumente
na construção civil. Este ano, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) já lavrou 24 autos de
infração e aplicou multas por irregularidades constatadas durante as fiscalizações.As
autuações do IMA se concentraram nos municípios de Murici, Rio Largo, Marechal Deodoro,
Porto Calvo e Novo Lino, os dois últimos na região Norte de Alagoas. A extração de areia
sem a devida licença ambiental e sem a autorização do Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM) é considerada crime contra o meio ambiente (Lei 9605/98) e em desfavor do
patrimônio da União (Lei 8176/91), com penas máximas previstas de até seis anos de prisão,
alerta a Polícia Federal (PF).“São diversos os danos ao meio ambiente: supressão da
vegetação de área de preservação ambiental como as margens dos rios e córregos;
alteração do solo e o afugentamento de animais. A vegetação é de suma importância, pois
protege as margens dos rios e o solo dos danos causados pela exposição ao sol e às
chuvas, que causam erosão”, citou o diretor de monitoramento e fiscalização do IMA, Ermi
Ferrari.As irregularidades acontecem, geralmente, quando a extração é feita sem o
licenciamento ambiental e sem a autorização de lavra pelo DNPM. No dia 20 de julho, os
fiscais do IMA encontraram uma draga e uma pá mecânica empregadas na extração de areia
do rio Mundaú, no sítio Cairara, município de Santana do Mundaú.A atividade, além de
funcionar com licença vencida, provocava erosão da margem e, consequentemente, o aterro
do rio. A obra foi embargada e os responsáveis receberam um auto de infração, com multa
no valor de R$ 10.290. Em Murici, no mesmo dia, foi constatado que a extração de areia
funcionava sem licença ambiental. O responsável também foi multado.Região NortePorto
Calvo, na região Norte do Estado, já foi denominado no passado de “Santo Antônio dos
Quatro Rios”, em função da abundância hídrica existente na superfície daquele município.A
extração de areia, mecanizada ou manualmente, acontecia, até o mês passado, de forma
intensiva na bacia do Manguaba, que tem como afluentes o Comandatuba, Mucaitá e o
Tapamundé.As ações de fiscalização do IMA e a “Operação Marmota”, executada em julho
pela PF, arrefeceram a atividade. “A gente trabalha escondido porque depende disso para
sobreviver. Quando a gente sabe que a fiscalização está na região, esconde as barcaças”,
confessou um jovem areeiro de 22 anos.Ele concordou em falar com a GazetaWebMaragogi
desde que ficasse no anonimato. Na sexta-feira (31), as barcaças usadas por ele e a família
na extração de areia ainda podiam ser avistadas no leito do Manguaba, ao lado de um monte
de areia lavada à margem do rio. O areeiro revela que não tem condições financeiras nem os
equipamentos corretos para se adequar às normas exigidas pelos órgãos de controle para a
extração correta do mineral.“A gente não tem os meios, o preparo, nem os equipamentos. Eu
tiro areia com balde e cano. É um sacrifício danado. Pra quem tem a licença e os meios é
bom”, conta o areeiro, de mãos encaliçadas. Por semana, ele chegava a faturar R$ 300 com
atividade.“Eu trabalho nesse ramo há uns quatro anos, mas trabalhar escondido é ruim
demais. Vou esperar a usina (de cana-de-açúcar) voltar a moer pra tentar um emprego e
largar esse serviço”, confessou, lembrando que, a exemplo dele, muitas pessoas perderam a
fonte de renda em decorrência das fiscalizações.“Tem um areeiro antigo aqui em Porto
Calvo, chamado seu Bia, que foi multado e deixou de trabalhar. Todo mundo está com
medo”, completou.Operação MarmotaDesencadeada no dia 22 de julho pela PF, a
“Operação Marmota” segue latente em Alagoas. O objetivo é combater em todo o Estado a
extração ilegal de areia.Naquele dia, dois fiscais do DNPM e dezesseis agentes federais,
coordenados por cinco delegados, concentraram as ações nos municípios de Maragogi e
Japaratinga, no Litoral Norte do Estado.“Decidimos dar ainda mais ênfase ao trabalho de
combate aos crimes ambientais em Alagoas, dentre os quais está a extração irregular de
areia que se constitui em crime ambiental e contra a União”, afirmou o delegado regional
executivo da Superintendência Regional de Policia Federal em Alagoas, André Santos
Costa.A operação foi batizada de “Marmota” em referência ao mamífero roedor que hiberna
sob o solo, em tocas. Em Maragogi, os policiais identificaram uma área de aproximadamente
15 mil metros quadrados com fortes indícios de extração de areia e evidente possibilidade de
grave degradação ambiental.O ponto ficava numa parcela de terra da reforma agrária,
localizada no assentamento Itabaiana. Segundo a PF, o lote pertencente ao agricultor Gildo
da Silva Guedes, que não se encontrava no local no momento da incursão policial. A filha
dele, Adriana Guedes, alegou que a remoção do grande volume de areia acontecia para a
instalação de um açude voltado à criação de peixes.Os policiais deixaram na casa do
acusado uma intimação e o delegado federal, Joacir Avelino Silva, instaurou inquérito para
apurar o caso. A GazetaWebMaragogi apurou que além de areia, havia a extração irregular
de barro em outros pontos dos assentamentos Itabaiana e Nova Jerusalém, em Maragogi,
uma das maiores áreas da reforma agrária do Brasil, onde estão instalados 18
assentamentos.A areia que saía de Itabaiana, em caçambas, era comprada por um
atravessador que revendia o produto no Recife (PE). Chamada de areia de frigir, o material é
usado para dar acabamento e em obras de pavimentação, servindo de “colchão” para o
assentamento de paralelepípedos ou de pisos intertravados.E Pernambuco tem sido o
destino da muita areia e do muito barro extraídos em diversos pontos da região Norte de
Alagoas. Diariamente, caçambas e mais caçambas atravessam a divisa pela AL-101 Norte
em direção àquele Estado, onde o rigor da fiscalização fez cair a produção local, forçando a
importação de areia extraída de Alagoas e da Paraíba. Neste, os órgãos de controle também
apertaram o cerco contra a extração ilegal.Na AL-105, em Matriz do Camaragibe, placas
fixadas à margem da rodovia oferecem o produto mineral.IncraA extração irregular de areia
no assentamento Itabaiana foi identificada inicialmente pelo próprio Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) que constatou as ausências da licença ambiental e da
autorização do DNPM para a referida atividade.O Instituto instaurou processo administrativo
e acionou os órgãos competentes, o que motivou a inspeção feita pela PF no dia 22 de julho.
Embora a atividade fuja das características da agricultura familiar, o Incra esclarece que não
há impedimento legal para a extração mineral em assentamentos da reforma agrária.“A
autorização pode ser solicitada aos órgãos competentes, mas prevalece o interesse do
assentado e da reforma agrária”, destacou o órgão federal, em nota encaminhada pela
assessoria de imprensa.“No momento, não constam informações de extração mineral em
outros assentamentos. Sendo detectadas quaisquer irregularidades, o Incra tomará as
medidas cabíveis. No que compete ao Incra, o assentado responde a processo
administrativo cujas penalidades serão impostas após a sua conclusão, que vão da
advertência até a perda do lote”, acrescentou.Já o IMA informou que além das inspeções
nos locais de extração de areia, também faz abordagens a veículos que transportam o
material pelas rodovias alagoanas. O transportador precisa estar munido das licenças
exigidas que apontam a origem do produto, sob pena de ter a carga apreendida.Curta a
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Autor: Redação
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Categoria: Legislação / Mineração
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